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Viver&Conviver
Ano VI - Número 15
Paula Fernandes
A qualidade e a beleza da nova geração musical brasileira
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Reforma responsavel
Uma publicação da
Graiche Construtora e Imobiliária Ltda.
Nesta edição da “Viver&Conviver”, a Graiche escolheu tratar
sobre uma questão de fundamental importância para a segurança dos moradores e de toda a sociedade: reformas em apartamentos ou conjuntos comerciais. Recentemente, assistimos a
casos de acidentes graves, envolvendo desabamentos de prédios causados por obras realizadas de maneira irresponsável –
como ocorreu no início deste ano no Rio de Janeiro, onde dois
edifícios e um sobrado desabaram devido a danos estruturais
causados, segundo a perícia, por uma reforma.
Presidente: José Roberto Graiche
NO COMBATE A INCÊNDIOS
ENGENHARIA E SEGURANÇA
•Instalação de sistemas de combate a incêndio:
Conselho Editorial:
José Roberto Graiche Júnior
Luciana Martins Graiche
Hidrantes
Sprinklers
Alarme de incêndio
José Rodrigo Martins Graiche
Editores:
Adriano De Luca (Mtb 49.539)
Juliano Guarany De Luca
Projeto Gráfico/Diagramação:
Julliane Bellato
Tanto moradores como síndicos têm papéis essenciais na realização de uma reforma responsável. A Graiche, na posição de
uma das maiores administradoras de condomínios do país, reconhece sua função de alertar e ensinar sobre os perigos envolvidos em tais processos. A empresa, atenta à segurança e bem
estar de seus condôminos, acredita que a melhor forma de evitar problemas é informar: quais são os procedimentos corretos
e os principais cuidados a serem tomados?
Reportagem:
Mariana Naviskas e Letícia Iambasso
Detecção de fumaça
Comentários e sugestões:
[email protected]
Tiragem: 35 mil exemplares
•Execução de reforma de centro de medição,
prumadas e quadros elétricos de distribuição
•Instalação e manutenção de SPDA (Sistema de
Proteção por Descargas Atmosféricas)
Capa: Divulgação - Guto Costa
GRUPO GRAICHE
Rua Treze de Maio, 1954
1o, 2o, 3o e 4o andares
01327-002 São Paulo SP
Tel.: 55 11 3145-1322
[email protected]
www.graiche.com.br
Resumindo, no caso de pequenas reformas, o síndico deve
sim ser informado, mas não há necessidade de formalidades
de maior relevância. Porém, quando a obra é mais complexa e
envolve alterações de planta ou retiradas de parede, é necessário avisar formalmente o condomínio, fornecendo a planta
do projeto assinada pelo responsável técnico (engenheiro civil ou arquiteto). Vale dizer que, em caso de acidentes, todos
os envolvidos (morador e síndico) poderão ser julgados civil e
criminalmente. Para saber mais, leia a matéria completa na
página 20.
Esta publicação é produzida por:
•Treinamentos práticos e teóricos de Brigada de
Incêndio e Plano de Abandono
[email protected]
www.grappa.com.br
Os artigos e matérias assinadas não refletem
necessariamente a opinião da revista.
A Graiche reforça o recado: para evitar transtornos, basta seguir corretamente as instruções de uma reforma responsável,
contratar um profissional competente e conversar sempre com
seu síndico. Dessa forma, a segurança e a harmonia entre os
moradores estará garantida.
•Manutenção em extintores de incêndio
Nesta Edição
•Assessoria para a obtenção do AVCB (Auto de
Vistoria do Corpo de Bombeiros)
VISITE-NOS!
Paula Fernandes / 04
Sem aperto e com estilo/ 08
MASP: 65 anos/ 10
Ao vencedor, as batatas / 12
Desbravando o interior paulista / 15
Poda radical / 18
Reformas / 20
Check-up oftalmológico / 22
www.nofire.com.br
Rua do Bosque, 609 - Barra Funda
PABX: +55 (11) 3392-3855
15
04
12
1 GutoCosta | 2 e 3 Divulgação
Nossa sede possui mais de 1.400,00 m², somente para a execução destes serviços.
A Graiche deseja a todos uma ótima leitura!
José Roberto Graiche
Presidente
04 ENTREVISTA
Fotos Guto Costa
Paula
Fernandes
O Brasil viu pela primeira vez Paula Fernandes, 28 anos, em
2010, quando ela participou do tradicional especial de fim de ano
de Roberto Carlos na Rede Globo. Por algum tempo, Paula ficou
conhecida como a “namoradinha do rei”. Mas, na estrada desde
os oito anos, a mineira de Sete Lagoas logo mostrou que tinha
criado uma identidade no mundo artístico muitos anos antes de
conhecer o veterano da Jovem Guarda. Agenciada pela produtora de Leonardo, Paula é um nome de peso no universo sertanejo. E, no mês passado, dois anos após o programa da Globo,
ela lançou o seu sétimo disco, “Meus Encantos”, bajulada pela
crítica. Já há quem a aponte como um dos principais talentos da
música brasileira contemporânea. Isso sem falar na sua beleza,
claro, que é mais um atributo. Paula foi eleita pela revista “VIP”,
no ano passado, a 12ª mulher mais sexy do mundo. É beldade
para rei nenhum colocar defeito.
A mulher
Por Vivian Masutti
Com novo álbum, “Meus Encantos”, Paula
Fernandes se firma como uma das principais
vozes da nova geração da música brasileira;
a cantora é queridinha entre as trilhas sonoras
das novelas da Globo
Essa beleza pode ser vista nas fotos de divulgação do novo álbum da cantora. Nelas, Paula mostra a barriga, ostenta generoso decote e saias com fendas. Ainda posa do lado de um violão,
para lembrar o público da clara semelhança entre a silhueta da
mulher e o instrumento. “Eu não gosto muito de mostrar a barriga, mas achei legal a ideia de fazer as fotos. Não sou perfeita,
mas tenho meus encantos”, brincou ela, em entrevista coletiva
concedida em São Paulo, no fim de maio. “A mulher tem que se
mostrar feminina, é isso o que eu faço. Não é para causar”, complementou. Bastante reservada, Paula evita falar da vida pessoal. Antes da entrevista, para a qual a sertaneja atrasou uma hora
e meia, sua assessora fez questão de lembrar os jornalistas de
que ela não responderia a perguntas sobre isso. Questionada,
mesmo assim, ela saiu pela tangente. “Tem gente muito criativa. Inventam uns três namorados meus por semana. Não estou à espera de um. Não é uma busca. Mas possivelmente vai
acontecer. Essa pessoa tem que saber lidar com a vida pública,
pois trabalho demais”, completou ela, sem revelar se está com
alguém.
A carreira
Ao se sentar ao lado do rei no show de Natal de 2010, que ocorreu na praia de Copacabana e foi exibido pela Globo, Paula já
tinha na bagagem 18 anos de carreira. Ela começou a cantar
quando ainda era criança, aos oito anos. Aos dez, vendo que
levava jeito, lançou seu primeiro disco, independente. Em Sete
Lagoas (MG), chegou ainda a apresentar o programa de rádio
“Criança Esperança”. Dois anos depois, mudou-se com a família
para São Paulo e foi contratada por uma companhia de rodeios,
com a qual viajou por todo o Brasil durante cinco anos. Ainda aos
12 anos, inspirada na novela “Ana Raio e Zé Trovão” (exibida pela
Rede Manchete entre 1990 e 1991), lançou o álbum “Ana Rayo”.
Antes de se firmar na carreira, contudo, Paula chegou a desistir
de tudo, frustrada com as portas fechadas que encontrou pelo
duro caminho da indústria fonográfica. Voltou para Minas e resolveu cursar geografia, deixando para cantar em barzinhos, à
noite. Mas logo o talento falou mais alto, e ela voltou ao circuito
musical. Conheceu o diretor Jayme Monjardim, filho da cantora
Maysa, com quem produziu “Ave Maria Natureza”, que viria a
ser bastante tocada na trilha sonora da novela “América” (que
foi ao ar na Globo em 2005). Criou trilhas sonoras ainda para
a novela “O Clone” (2001) e a minissérie de época “A Casa das
Sete Mulheres” (2003), ambas da Globo. Em 2006, Paula gravou
o disco “Dust in the Wind”, com canções de seu repertório internacional (um lado que está sendo mais conhecido nos últimos
tempos). Dois anos depois, fechou um contrato com a Universal Music, com quem lançou o CD “Pássaro de Fogo”. A música
que deu nome ao trabalho virou tema da novela “Paraíso”, que
obteve grande sucesso de audiência em 2009. No ano seguinte,
gravou o primeiro DVD de sua carreira, com participações de
Victor & Leo e Leonardo, e recebeu a já citada ajudinha do rei
Roberto Carlos para cantar na TV Globo. Aí caiu nas graças até
de quem não gosta muito de música sertaneja, virou sucesso e
emplacou canções nas principais paradas do país. No começo
deste ano, fez um dueto com a cantora americana Taylor Swift,
que foi lançado como uma faixa-bônus. Hoje seu sucesso já se
reflete em países como Portugal, no qual é bastante conhecida.
O disco
“Meus Encantos” é o sétimo CD da carreira da mineira. Possui
15 músicas inéditas, que foram escritas e guardadas pela cantora. “Algumas canções são novinhas, outras não envelhecem ou
aguardavam seu momento de reaparecer. Há sentimentos que
06 ENTREVISTA
duram vidas e vidas e eles estão aqui”, explica ela, em um encarte sobre o lançamento, enviado apenas a jornalistas, antes de o
CD chegar às lojas. As canções falam de temas cotidianos, como
amor, amizade, ligação com a terra e com o universo. “Meu trabalho é intuitivo e não me omito do processo criativo. Não vou
rotular, frear ou bloquear qualquer inspiração ou gênero musical que apareça neste momento de criação. As músicas acabam
sendo parecidas porque vêm da mesma fonte, mas se diferenciam bem nos detalhes. As pessoas verão isso”, completa ela.
Entre as canções, destaque para a letra de “Mineirinha Ferveu”,
que foi escrita pelo amigo Zezé Di Camargo e dá um toque divertido ao disco. “Se o Coração Viajar” é mais dançante, enquan-
to o romance dá o tom de “Barco de Papel”. O disco conta apenas com a participação especial de Zé Ramalho, que canta com
Paula “Harmonia do Amor”. “O Zé é uma pessoa muito especial
para mim. Sempre fui fã de suas músicas e, quando nos conhecemos nos bastidores de um programa de TV, falei que adoraria
compor algo junto. Ele topou na hora, trocamos contatos e logo
ele me mandou essa letra. Fiz a música, o convidei para cantar
comigo e o resultado é essa belezura de canção. Tenho muito
orgulho dessa parceria”, orgulha-se ela, que respondeu a algumas perguntas exclusivas da reportagem sobre o novo trabalho
e também com relação às suas influências musicais:
PRESENÇA INTELIGENTE É SABER QUE CONFIANÇA
NÃO SE IMPÕE, SE CONQUISTA.
“Meus Encantos” é o seu sétimo CD. O que ele significa na sua
carreira?
Mais uma conquista, pois este álbum foi feito com muito carinho. Esperamos que ele tenha uma boa aceitação do público.
Como está sua vida com a campanha de lançamento do disco?
Bem corrida. Estamos às vésperas da grande estreia em dose
tripla na casa de shows Credicard Hall, em São Paulo [que ocorreu nos dias 25, 26 e 27 de maio, na zona sul da cidade], onde as
expectativas são as melhores.
De São Paulo você segue para vários Estados brasileiros. Até o
meio do ano vai passar por Espírito Santo, Rio, Bahia, Pernambuco e até Acre. Podemos esperar uma turnê internacional de
“Meus Encantos”?
Sim. Já estamos trabalhando com esta possibilidade para o
segundo semestre.
Cite algumas das suas principais influências na música brasileira.
Roberta Miranda, Sérgio Reis e Almir Sater.
Roberto Carlos foi uma das pessoas que ajudou a revelar o
seu talento. O que você admira na carreira dele?
O Roberto é um ser iluminado, e sou profundamente grata a ele.
Muitas de suas músicas são cantadas em inglês. Quais são
suas maiores inspirações nesse idioma?
Tenho alguns ídolos, como o Paul Simon e o John Mayer.
Fale um pouco sobre como foi fazer um dueto com a jovem
cantora americana Taylor Swift.
Foi um momento mágico. Só tenho a agradecer à minha gravadora, a Universal Music, pela oportunidade.
Você é mineira. Qual é a sua ligação com a cidade de São Paulo?
Logo no início da minha carreira, tive oportunidade de morar
alguns anos em São Paulo. Foram anos de grande proveito, porque eu trabalhava em uma companhia de rodeio onde viajava
por quase todo o Brasil.
Com 25 anos de experiência, a Embrase tornou-se uma das maiores e mais respeitadas empresas de Segurança
Patrimonial e Serviços Gerais do Brasil. Uma posição que ela conquistou graças a constantes investimentos
em tecnologia, infraestrutura e treinamento, afinal são mais de 14 mil funcionários à sua disposição. É assim
que se cuida bem do maior patrimônio que existe: as pessoas. Prefira a presença inteligente da Embrase.
Matriz São Paulo
SEGURANÇA PATRIMONIAL - LIMPEZA E CONSERVAÇÃO - VIGILÂNCIA ELETRÔNICA -
São Paulo: (11) 3879 6200 - Campinas: (19) 3738 9100 - Ribeirão Preto: (16) 3620 3012 - Santos: (13) 3225 7672 - Anápolis (GO): (62) 3315 2406
08 decoracao
Sem aperto e com estilo
Confira as dicas da Graiche para aproveitar melhor o espaço em apartamentos pequenos
uma confusão visual, diminuindo o ambiente”. Uma dica interessante – e prática – é a utilização de espelhos. Eles são a peça chave
para dar a impressão de amplitude ao espaço. Segundo Tatiana, “o ideal é trabalhar com, pelo menos, uma das paredes com espelho,
duplicando o ambiente”.
Iluminação e cores também merecem atenção. Uma opção é trabalhar com cores e tons claros, deixando o colorido para tecidos e
objetos. “Caso a pessoa goste de um tom mais forte, deve escolher apenas uma das paredes para ele”, diz Tatiana. Segundo Ana Spina,
arquiteta especialista em iluminação, “as cores claras ajudam a ampliar ambientes pequenos e o melhor é sempre usar uma iluminação geral, não focada. Utilizada juntamente com espelhos, uma iluminação difusa – com lâmpadas fluorescentes ou LED instalado
dentro de sancas – pode dobrar a percepção do espaço”.
Além das dicas gerais para o imóvel como um todo, cada cômodo possui opções específicas quando o assunto é otimizar espaços.
Confira as dicas a seguir.
Fotos divulgação
Quartos
Sala e Cozinha
Banheiros
Portas de correr – nos armários e no próprio
A sala é o principal cômodo para receber
Em apartamentos com dois banheiros, onde
quarto – são bastante utilizadas na hora de
visitas. Por isso, deve ser bem iluminada e ter
um deles será utilizado como lavabo, há a
aproveitar melhor um ambiente, já que não
boa circulação de ar. Se houver disponibilidade,
opção de aproveitar o espaço onde havia o
necessitam de espaço vazio para a abertura.
uma ótima dica para aproveitar espaço é
box e transformá-lo em um armário para
O mesmo pode ser obtido por meio de
juntá-la à cozinha, deixando os ambientes
sapatos ou roupas. Aqui também é importante
portas sanfona. Na hora de planejar móveis
com piso único e separando-os por um balcão
mensurar os pertences que serão guardados
é importante considerar exatamente os
– a famosa “cozinha americana”. Mesas de
no cômodo, o que permitirá o uso do espaço de
pertences do morador, visando um armário
jantar redondas também são excelentes, pois
forma mais eficiente.
de tipo e tamanho ideais.
ocupam menos espaço.
ORGANIZE-SE
Espelhos dão a impressão de amplitude.
Manter a casa organizada facilita a vida de qualquer morador. A tarefa não é fácil, mas para aqueles que vivem em um apartamento
pequeno pode ser ainda mais complexa – e fundamental para um cotidiano mais agradável. Em imóveis com dimensões restritas, o
caos pode reinar no aperto entre móveis e objetos desnecessários.
Para começar a organizar seu apartamento e criar uma impressão de amplitude, “o primeiro passo é retirar todas as possíveis
divisórias ou elementos pesados que estejam obstruindo a visão geral do ambiente”, afirma a arquiteta Vanessa Sperduti. Os móveis
devem ser modulares e bem estudados para atenderem sua real função. “Geralmente, um móvel comprado pronto não tem a medida exata do local onde será colocado, desperdiçando espaço, ou excedendo o tamanho ideal, novamente comprometendo o espaço”,
justifica Vanessa.
Além de móveis planejados, é importante não exagerar nos objetos. Segundo a arquiteta Tatiana Cortez, “o excesso de objetos cria
Caixa organizadora com
tampa (Tok&Stok)
Caixa organizadora dobrável
(Kalunga)
Organizador de roupas (Etna)
10 Cultura Popular
MASP:
65 anos
Ilustração Julliane Bellato
Por Mariana Naviskas
Conheça um pouco mais sobre um dos principais
símbolos da arte e cultura de São Paulo
Não há como vir a São Paulo a passeio e não visitar o Museu de
Arte de São Paulo (MASP). Os apressados de costume que passam
pela famosa Avenida Paulista pouco reparam no prédio. Mas para
quem é de fora e não está acostumado com a vista, a construção
encanta por sua arquitetura singular. Um prédio retangular, sólido
e de aparência bastante pesada, sustentado apenas por algumas
colunas delicadas - que dão origem ao vazio quase tão famoso
quanto o próprio museu, o “vão livre do MASP”.
O MASP conta com um acervo de cerca de oito mil peças, sendo assim o museu de arte ocidental mais importante do Hemisfério Sul. “O acervo é o mais representativo da América Latina.
Sobretudo no que tange a arte internacional. É um acervo no qual
você vai ver cinco obras de Van Gogh, outras quatro de Cézanne.
Ou que você vai ter, por exemplo, vários pintores da época do re-
nascimento italiano como Rafael, Botticelli, Perugino. Então, você
tem uma série de exemplares de arte europeia, sobretudo italiana e francesa, que você não tem em outros lugares do Brasil”,
conta Denis Molino, curador assistente do MASP.
Idealizado em 1947 por Assis Chateaubriand, magnata da comunicação brasileira na época, e pelo jornalista e crítico de arte
italiano Pietro Maria Bardi, teve como sede inicial o prédio dos Diários Associados, onde apenas quatro andares eram destinados
ao museu. “Chateaubriand queria fazer um museu em São Paulo - já que era um local onde havia mais dinheiro e estava mais
acessível - com vocação internacional. A ideia era aproveitar esse
momento de pós-guerra, sobretudo entre 1947 e 1953, quando
existiam diversas obras internacionais disponíveis com um preço relativamente baixo. É nesse período que o MASP consegue
trazer diversas pinturas famosas: Monet, Modigliani, Renoir, Picasso, Matisse, para constituir um acervo que tivesse caráter internacionalista, que faltava no Brasil”.
Em 1968 foi inaugurado o prédio atual do MASP, projetado e
executado pela arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi – casada
com Pietro. Lina foi bastante representativa na história do museu.
Era ela a responsável pelas exposições didáticas que aconteciam
na época. “Eram painéis que serviam para complementar o que o
público via no acervo e nas exposições itinerantes. Não necessariamente vinham para o museu as obras originais, mas existiam séries de painéis que mostravam, por exemplo, o que era a arte egípcia antiga, o que era arte moderna, renascimento”, explica Molino.
Desde 2006 o cargo de curador foi assumido pelo crítico e professor José Roberto Teixeira Coelho. “Luiz Marques, o antigo
curador, tinha um interesse maior na parte do renascimento, a
arte moderna do século XVIII e XIX. Foi na época dele que veio Michelangelo, Caravaggio, Monet”, diz Molino. Teixeira Coelho, por
outro lado, dá mais espaço à arte contemporânea. “Por isso, nos
últimos anos vêm coisas diferentes para o museu. Teve até exposição de arte urbana, grafite, fotografia. Esse ano vai ter o Prêmio
MASP, uma ação para premiar jovens artistas, como acontecia antigamente nas bienais”.
Para organizar uma exposição, o MASP costuma seguir um conceito pré-determinado. Por exemplo, 2011 foi o ano da França no
Brasil, então obras de diversos artistas franceses foram trazidas.
Neste ano, além da comemoração de 65 anos do museu, é a vez da
Itália. A primeira exposição da série foi “Roma”, que ficou disponível
até abril. Dia 17 de maio teve início a segunda: “Modigliani: Imagens
de Uma Vida”.
A exposição chegou ao país por meio da parceria entre o Modigliani Institut Archives Légales Paris-Roma e o MCA (Museu a Céu
Aberto) e leva ao museu 37 obras originais do artista Modigliani.
São pinturas, desenhos e esculturas, além de manuscritos, diários
e cartas de sua autoria. A exposição conta também com 22 obras
de amigos do artista, entre elas uma gravura de Picasso. Itinerante,
já passou pelas cidades de Vitória e Rio de Janeiro e, após São Paulo, segue para Curitiba, no Museu Oscar Niemeyer.
Nela, o público tem acesso à intimidade de Modigliani, começando por seus estudos iniciais na Itália, professores e aprendizados,
e indo até a Paris modernista, no início do século XX, quando o artista ganhou reconhecimento. Modigliani foi autodidata e possuiu
um estilo único. Sua vida intensa, com amores e infortúnios, fica
evidente em sua obra, que vale a pena conhecer.
Dando continuidade ao Momento Itália-Brasil, haverá, no meio
do ano, uma exposição sobre Caravaggio. Além de exposições com
tema a ser seguido, há também uma comissão do museu responsável por escolher obras variadas de jovens artistas que desejam
ter seus trabalhos no MASP. “A ideia proposta é juntar uma arte
histórica a uma arte mais recente. Mas é importante lembrar que
embora tenha caráter público, o MASP não recebe dinheiro do Estado. Então, dependemos também de patrocínio para trazer algumas exposições”, conta Molino.
Um lado do museu que poucos conhecem é a Escola do MASP,
onde são ministrados cursos e palestras. “Você tem os cursos de
História da Arte, que mostram desde a arte clássica, greco-romana, até a arte de hoje. Temos cursos bimestrais e semestrais, sempre com aulas durante a noite, no próprio museu. Os cursos são
pagos, mas ainda assim tem bastante audiência, pois são cursos
bem completos sobre o assunto”. Há também o centro educativo
do MASP, que propõe atividades variadas ao longo da semana. “Se
você for ao museu no período da tarde, de segunda à sexta-feira,
em alguns momentos há educadores propondo visitas temáticas,
tirando dúvidas e orientando o público. E existe também o auditório
do museu, onde acontecem concertos para o público em geral. Por
exemplo, toda terça-feira, 12h30, tem concerto. Às vezes jazz, choro, música erudita, toda semana tem um grupo diferente”.
MASP - Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1579
De terça a domingo e feriados, das 11h às 18h. Às quintas: das 11h às 20h
Ingressos: R$ 15,00 - Estudantes, professores e aposentados com comprovantes pagam
meia - Até 10 e acima de 60 anos: entrada franca. Às terças: acesso gratuito a todos
www.masp.art.br | Tel: (11) 3251.5644
12 Gastronomia
Ao vencedor, as batatas
Assada, frita ou cozida, a batata pode vir como acompanhamento ou como prato principal, sendo a
base da alimentação em vários países do mundo
Ela encantou Charles Darwin por conseguir crescer nas terras popular na Irlanda e Escócia. Durante a Revolução Industrial, a
secas dos Andes chilenos, de onde chuvas passavam longe por demanda por alimentos baratos e energéticos se intensificou e a
quase seis meses. Ludicamente, aparece entre as histórias infantis batata viria a se tornar um dos alimentos base na alimentação de
e canções de ninar, pois “quando nasce se esparrama pelo chão”. É vários países.
cultivada há mais de sete mil anos; hoje está espalhada pelo mundo
Durante muito tempo, foi considerada pouco nutritiva e um pecom centenas de nomes e variedades. Ela, que por tantos anos foi rigo para as dietas por conter muitos carboidratos. Porém, essa
considerada apenas um acompanhamento. A batata.
imagem está mudando. Uma das proteínas mais presentes na baNeste ano, com os Jogos Olímpicos em Londres, a Viver&Conviver tata é a patatina, que, segundo um trabalho publicado no Journal
aborda esse que é um dos ingredientes mais simbólicos e presen- of Agricultural and Food Chemestry (EUA), age como antioxidante,
tes na culinária inglesa. Imortalizada na célebre frase de Macha- anulando a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecido de Assis – “ao vencedor, as batatas” –, o tubérculo atende pelo mento. Além disso, a batata apresenta também quantidades consinome científico de Solanum tuberosum L e é atualmente o quarto deráveis de lítio e triptofano, que auxiliam na melhora dos casos de
alimento mais consumido do mundo, segundo a ABBA (Associação depressão. Rica em vitamina C, fibras e vitaminas do complexo B,
Brasileira da Batata). Perde apenas para o arroz, o trigo e o milho. não há motivo para tirar a batata do seu cardápio, mesmo duranEspalhou-se pelo chão europeu no século XV, após ser desco- te a dieta. É só ter moderação, como é necessário com qualquer
berta nos Andes pelos espanhóis e levada à Europa em uma tenta- carboidrato na hora de enxugar medidas. Por exemplo, quando for
comer batatas, evite outros carboidratos como macarrão ou arroz.
tiva de impressionar, com os achados latino-americanos, a
Segundo o IBGE, em 2009 o Brasil produziu, aproximadamente,
realeza do país. Por volta de 1590, começou
3,4 milhões de toneladas de batata. Desses, 1,1 milhão foi
a ser plantada em Londres e
produzido apenas no Estado de Minas Gerais, maior prologo se tornou
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Turismo 15
Desbravando o interior paulista
Por Mariana Naviskas
Roteiros especiais de viagem buscam mostrar aos turistas um pouco da cultura e história paulistanas
Muita gente já conhece os famosos rodeios de Barretos e o emocionante rafting em Brotas. Porém, o interior de São Paulo é
muito mais do que as pessoas imaginam e há inúmeras cidades que merecem uma visita. Além dos roteiros tradicionais de turismo
de aventura, ambiental, ou mesmo aquele lugar tranquilo para os que querem relaxar, há um novo tipo de viagem ganhando cada
vez mais espaço: o turismo rural.
Segundo a Organização Mundial do Turismo, o turismo rural vem crescendo, aproximadamente, 6% ao ano e pelo menos 3% dos turistas do mundo orientam suas viagens para este fim. Roteiros desse tipo são indicados para aqueles que desejam conhecer um pouco
mais da história de São Paulo e não se incomodam com cheiro de mato e longas caminhadas por fazendas e sítios durante todo o dia.
De acordo com o Idestur (Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural), esse tipo de turismo começou a se desenvolver no
Brasil há cerca de 20 anos. Uma das primeiras rotas rurais paulistas foi criada no final da década de 80, na cidade de Mococa. Nela,
16 Turismo
reuniam-se algumas propriedades rurais tradicionais da região
e o turista podia realizar diversas atividades locais, como cavalgar e aproveitar a culinária típica. Atualmente, em média 25%
dos municípios de São Paulo já contam com atrativos turísticos
e possuem roteiros de visitação.
Um dos roteiros de maior destaque envolve uma grande paixão paulistana: o café. A primeira fazenda cafeeira do Estado
foi fundada na região do Vale do Paraíba. Cidades como Guaratinguetá, Taubaté e Bananal foram grandes produtoras e ainda
guardam muito da história do café em São Paulo. Outro local
fundamental para o crescimento do produto, e que vai dar um
toque a mais à sua viagem, é Santos, já que era por meio do porto da cidade que acontecia o escoamento dos grãos. Os roteiros
do café passam por locais importantes da cultura cafeeira paulista, como casarões de Barões do Café e fazendas tradicionais.
Além disso, os turistas podem visitar fazendas que ainda estão
em funcionamento, acompanhar seu cotidiano e até aprender
como se torram os grãos.
Outro roteiro rural cheio de cultura é o dos Bandeirantes. Criado em 2003, segue o caminho que os desbravadores faziam, partindo da Vila de São Paulo de Piratininga. O roteiro passa pelas
cidades de Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Araçariguama, Cabreúva, Itu, Salto, Porto Feliz e Tietê. Todas as cidades possuem museus, fazendas e trilhas, tudo o que um turista
rural deseja. A época da viagem também deve ser pensada para
um melhor aproveitamento, já que as cidades possuem atrações
Pirapora do Bom Jesus
especiais em datas como Corpus Christi, romarias e festas específicas de cada cidade - Festa do Bom Jesus de Pirapora, Festa de
São Benedito de Tietê, Saída das Monções, entre outros.
Para os que querem seguir um caminho mais aventureiro, há
o Circuito das Águas Paulista, que refaz rotas que tropeiros realizavam em busca de ouro, a caminho de Goiás e Minas Gerais.
Nele, além de descobrir curiosidades sobre a história da nossa
cidade, o turista pode se aventurar em 22 modalidades de esporte de aventura.
O roteiro é composto por oito cidades da Serra da Mantiqueira.
Seis delas são consideradas estâncias hidrominerais, por conterem fontes naturais de água mineral: Águas de Lindóia, Amparo,
Lindóia, Monte Alegre do Sul, Serra Negra e Socorro. As outras
duas cidades - Jaguariúna e Pedreira - não são estâncias, mas
também possuem cachoeiras, rios e até fontes naturais. Em todas,
o clima é ameno e a temperatura média varia entre 20º C e 25º C.
Além dos passeios esportivos, o turista vai conhecer fazendas que
costumavam abrigar escravos e sinhás, ordenhar vacas e ovelhas
e acompanhar a produção artesanal de cachaças, queijos e vinhos.
Diversos produtos fizeram parte da história de São Paulo - açúcar, algodão, feijão, soja e muitos outros - e cada um deles tem
roteiros próprios. Há agências de turismo que montam roteiros
exclusivos, de acordo com a história que você deseja conhecer,
cidades que quer visitar e atividades que quer realizar. Entre em
contato com sua agência de turismo e não perca a chance de conhecer, na prática, a história e a cultura do nosso Estado.
Grande Lago em
Lindóia
Antigo engenho central de Porto Feliz
18 Institucional
Contra a poda radical
A poluição em São Paulo é um dos muitos problemas que a
maior cidade da América Latina tenta combater, porém sem
muito sucesso. Um dos personagens principais na paisagem
da capital que ajudam no combate à poluição é a árvore. Ela
neutraliza a quantidade de gás carbônico no ar, absorvendo o
carbono em seu tronco, galhos e folhas e liberando oxigênio na
atmosfera.
A escassez de áreas verdes em São Paulo resulta na qualidade ruim do ar em quase todas as regiões da cidade. Segundo dados da prefeitura, o município possui cobertura vegetal em 40%
de seu território, espalhados na Mata Atlântica e em 82 parques
e reservas ecológicas. Entretanto, a distribuição de áreas verdes por região ou bairro é desigual. Enquanto algumas regiões
como o bairro de Engenheiro Marsilac, na zona sul da cidade,
possuem 26 mil m² de vegetação por habitante, em outras como
a região central esse número é zero.
Por Letícia Iambasso
O termo “Sustentabilidade” relaciona todos os aspectos econômicos, sociais,
culturais e ambientais aos quais o ser humano deve estar atento para conviver
adequadamente com o meio ambiente em que vive e também com seus pares.
Já faz um tempo que o assunto deixou de ser uma moda passageira para
se tornar uma discussão necessária e urgente. Atualmente, está na pauta de
todos os setores buscar novas formas e soluções de contribuir para a saúde
do planeta e preservar o habitat natural. E, entre as inúmeras vertentes que
o tema permite desenvolver, uma das recentes novidades é a campanha da
prefeitura de São Paulo contra a poda radical. Entenda o que é e como evitar.
Campanha contra a poda radical
Devido à grande importância da arborização no meio ambiente, principalmente em metrópoles, saber conservar e podar as árvores é fundamental para garantir a qualidade do ar
e a longevidade delas. A prefeitura de São Paulo desenvolveu a
campanha “Respeite as árvores – Contra a poda radical” para
conscientizar a população quanto às podas realizadas em seus
bairros e regiões.
Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o objetivo é
alertar as pessoas para que ajudem no cuidado com as árvores e
na fiscalização de cortes irregulares. De acordo com a Secretaria
do Meio Ambiente, somente a Subprefeitura, a Eletropaulo, a Defesa Civil e os bombeiros estão autorizados a realizar esse tipo de
serviço em árvores do espaço público.
Além disso, o responsável pelo serviço deve ter um laudo técnico e uma autorização assinada para poda ou para a remoção
da árvore, emitido por um engenheiro agrônomo da Subprefei-
Devido à grande importância da
arborização no meio ambiente,
principalmente em metrópoles,
saber conservar e podar as árvores é
fundamental para garantir a qualidade
do ar e a longevidade delas.
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tura. É preciso também ter o porte de motosserra concedido
pelo Ibama para realizar qualquer prestação de serviço onde é
necessária essa ferramenta.
A prefeitura disponibiliza em seu site um Manual de Poda
gratuito para download cujo objetivo é padronizar e adequar os
procedimentos de poda em vias públicas. O documento explica
detalhadamente quais são os casos em que é necessária a poda,
quais ferramentas utilizar, o procedimento no corte para cada
tipo de poda, a época em que cada tipo de espécie pode receber
a poda e as reações das árvores.
A campanha contra a poda radical também quer estabelecer
uma relação de zelo e conscientização, sob o ponto de vista de
que uma poda irregular significa uma agressão a um organismo vivo que possui estrutura e funções bem definidas e processos próprios de defesa contra seus inimigos naturais. Por isso
é muito importante escolher adequadamente o tipo de poda, a
técnica de corte e a época da intervenção para não comprometer o bom desenvolvimento da árvore.
Alguns dos tipos de poda e os principais motivos para o corte
de árvores são: conferir à árvore uma forma adequada durante o seu desenvolvimento (poda de formação), eliminar ramos
mortos, danificados, doentes ou praguejados (poda de limpeza),
remover partes das árvores que colocam em risco a segurança
das pessoas (poda de emergência) e remover partes das árvores que interferem ou causam danos incontornáveis às edificações ou aos equipamentos urbanos (poda de adequação).
Os próprios cidadãos podem solicitar para a subprefeitura do
bairro o corte ou a poda, caso constatem que galhos ou troncos
estejam encostando em fios elétricos ou caindo, colocando em
risco a segurança dos moradores. Quem deseja realizar a poda
de árvores em terrenos privados, deve solicitar autorização por
escrito na Sede da Subprefeitura.
20 Institucional
Reforme com
responsabilidade
O papel do s ndico e do morador
Conheça os inúmeros fatores que devem ser levados em conta antes de realizar uma obra no seu
apartamento ou conjunto comercial
Em janeiro deste ano, dois prédios e um sobrado desabaram na
região central do Rio de Janeiro. Três andares de um dos prédios
estavam em reforma e o motivo dado como causador do acidente foi dano estrutural no edifício. Diante disso, cada vez mais está
sendo discutida a importância da responsabilidade do morador e do síndico na hora de reformar
o imóvel – afinal, qualquer alteração na estrutura
pode representar um risco para
a segurança de todos.
A reforma é inevitável, seja em
um apartamento novo ou antigo,
porque nem sempre as pessoas
estão satisfeitas com o imóvel
que compraram. E durante esse
processo, o papel
do síndico é fundamental. “Tem
que vistoriar a
obra, tem que
exigir por escrito
o que o condômino vai fazer,
quem será o
responsável pela
obra. Tudo isso
precisa estar em um documento. O síndico até pode utilizar o zelador como auxíliar na hora de vistoriar as obras, porém a responsabilidade é do primeiro”, afirma José Roberto Graiche, presidente da
Graiche Construtora e Imobiliária.
As reformas e adaptações são direitos do morador e não podem ser proibidas. Porém, devem ser vistoriadas com cautela.
Isso seria simples se houvesse o entendimento perfeito entre o
dono do apartamento, seus engenheiros e arquitetos e os representantes do condomínio, o que normalmente não acontece. Muitas vezes o proprietário busca diretamente, sem o aval do síndico,
uma equipe para realizar a obra – um empreiteiro, se for uma pequena reforma, ou um engenheiro ou arquiteto, no caso de uma
obra mais complexa.
Antes mesmo de iniciar a reforma, é importante que proprietários e síndicos estejam cientes de como funciona o processo. O
primeiro passo é identificar o tamanho do projeto. Reformas pequenas – substituição de pisos e azulejos ou pintura – não comprometem a segurança do condomínio e nesse caso a única medida a
ser tomada é comunicar, por escrito, o síndico.
Dada a autorização, é necessário se informar sobre os dias e
horários permitidos para se fazer a reforma, devido à poluição
sonora, subida de material, descida de entulho e uso de elevadores. Essas informações devem constar no regulamento interno do
condomínio. O síndico tem direito e deve supervisionar, por meio
de visitas periódicas, o processo, já que essas pequenas reformas
fazem barulho e podem servir para abafar obras maiores.
No caso de reformas mais complexas e abrangentes, com modificações de ambientes ou retirada de paredes (há algumas estruturas que não devem ser alteradas de forma alguma, como laje, vigas
e colunas, pois comprometem diretamente a estrutura do edifício),
o condômino deve se cercar de todas as garantias de segurança,
contratando um engenheiro ou um arquiteto. O profissional deverá
fazer uma planta retratando a situação atual do apartamento, indicar o que ele irá remover e como ficará o novo ambiente. Por ser o
avalista da obra, esse profissional deverá assinar um documento de
responsabilidade civil, que pode ser um ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), no caso de engenheiros, ou um RRT (Registro
de Responsabilidade Técnica), para arquitetos.
Novamente, o condômino precisa da aprovação do síndico para
que a obra tenha início. Caso o síndico não possua conhecimento técnico o suficiente para julgar uma reforma de grande porte,
deve contar com a assessoria de um profissional da área. Se houver necessidade, o custo que o síndico terá com essa consultoria
pode ser cobrado do condômino. Também nesse tipo de reforma
há a necessidade de vistoria periódica.
Nos dois casos, se ocorrer algum excesso da parte do proprietário que comprometa a segurança da edificação, o síndico deve
intervir e pedir a paralisação da obra. Se o pedido não funcionar,
ele deverá se utilizar de meios administrativos – por meio da prefeitura, que irá fiscalizar o projeto – e jurídicos – com uma medida
chamada “nunciação de obra nova”, que embarga a construção até
que o caso seja esclarecido. Caso esses cuidados não sejam tomados e algum acidente venha a ocorrer, o proprietário será julgado
civil e criminalmente, bem como o síndico, por omissão.
Além de problemas com o comprometimento da estrutura física
do edifício, deve-se tomar cuidado com questões elétricas e hidráu-
licas. Aparelhos eletrônicos que consomem muita energia, por
exemplo. “Se todos os moradores de um prédio decidem, de uma
hora para a outra, instalar um ar condicionado em cada cômodo,
isso trará consequências”, avalia José Roberto Graiche. É preciso
avaliar o quadro de luz da unidade e checar se a cabine primária
do prédio aguenta a carga. “Normalmente, os prédios novos já planejam que em cada dormitório poderá haver um ar condicionado,
então existe essa previsão elétrica, ao contrário dos prédios mais
antigos”, explica José Roberto.
Muitas vezes, durante reformas, é necessário utilizar o jogo de
plantas do edifício, que costuma ficar na portaria ou no escritório do
prédio. Esse documento auxilia o trabalho do profissional da obra,
pois com ele é possível saber a localização exata de vigas e colunas,
e também onde não deve ser mexido. Prédios mais antigos não
costumam possuir essas plantas. “A prefeitura dificilmente consegue nos arquivos e, se conseguir, demora muito para desarquivar
isso. Nesse caso, é necessário um profissional bastante competente para poder identificar isso no local. Mas o ideal seria que todos
os condomínios tivessem o projeto estrutural, hidráulico e elétrico
sempre à mão” diz o presidente da Graiche.
Outro ponto que deve ser levado em conta em alguns casos é
a mobília. Em geral, móveis não possuem excesso de peso e não
criam problemas à estrutura do imóvel. Porém, no caso de algo
exagerado, como a instalação de jacuzzi em uma varanda suspensa, deve-se certificar de que o peso é aceitável à estrutura. “Precisa tomar cuidado também com biblioteca, arquivos. Se você fizer
uma biblioteca com um número exagerado de volumes, em cima
de uma laje que não está preparada para receber aquele peso, vai
ter problema. Nesse caso precisa consultar o engenheiro que fez
o cálculo estrutural do prédio e ver qual é o peso que aquela laje
aguenta”, aponta José Roberto Graiche.
Tenha sempre em mente
Antes de iniciar qualquer obra, consulte o síndico do seu
prédio
Em obras pequenas, de “embelezamento” (troca de pisos,
azulejos), apenas um empreiteiro basta. Porém, qualquer
obra maior requer um engenheiro ou arquiteto
Não seja irresponsável com reformas, fiscalize o serviço
dos profissionais que contratou. Lembre-se: você pode
estar criando um risco para você e os demais moradores
do edifício
Em caso de acidentes, você (morador ou síndico) poderá
ser julgado civil e criminalmente
Sempre consulte a convenção e o regulamento interno do
condomínio
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22 Cuide-se
^
´
A importancia
do check-up oftalmologico
Há um ditado popular que diz que os olhos são a janela da alma. É fácil entender a
poesia dessa frase, mas não podemos esquecer que os olhos podem mostrar muito
mais do que nossa alma, pois a visão está diretamente ligada à nossa saúde e qualidade de vida.
Muitas pessoas não sabem, mas há uma grande variedade de doenças que podem ser evitadas ou detectadas precocemente por meio de um simples check-up
oftalmológico. Prevenção é o melhor caminho para boa saúde.
Os olhos são delicados e frágeis, e exigem cuidados frequentes para manter a
qualidade da visão. Através do check-up, você tem a oportunidade de prevenir,
diagnosticar e tratar doenças oculares.
Não se trata apenas de um conjunto de exames, e sim de uma avaliação da
saúde ocular global do indivíduo, das peculiaridades de seu trabalho (computador, ar-condicionado), do seu estilo de vida (esportes, lentes de contato) e dos
seus fatores de risco (diabetes, glaucoma), com objetivo de bem-estar e promoção de sua saúde ocular.
É muito importante ressaltar que o check-up preocupa-se não apenas em detectar alterações ainda em fase assintomática, ou seja, antes das doenças se manifestarem, mas, principalmente, orientar e prevenir antes que elas apareçam. Dados
relevantes mostram que cerca de 80% dos portadores de glaucoma não sentem
nada e não apresentam alterações na visão no início da doença.
Outra informação fundamental diz respeito ao estilo de vida dos indivíduos. Com
a rotina de trabalho exaustiva, 60 milhões de pessoas sofrem de problemas visuais
devido ao uso do computador. Todas aquelas horas que passamos em frente a ele
acabam forçando nossos olhos, e se essa máquina faz parte de seu trabalho (e de
sua vida), a melhor opção é aprender a proteger os olhos.
O check-up é uma solução rápida e abrangente, pois em poucos minutos vai
investigar: miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia (dificuldade de leitura
para perto), glaucoma, catarata, alergia, olho seco, moscas volantes, problemas na
retina relacionados à diabetes, hipertensão, entre outros.
Visite seu oftalmologista regularmente e aprenda sobre problemas de visão que
podem afetar sua saúde. Estando bem informado, você poderá aprender a reconhecer esses problemas e, possivelmente, curar ou retardar uma doença que represente
ameaça à sua visão.
Dr. Roberto Anbar
Título de especialista pelo Conselho Brasileiro de
Oftalmologia, membro da Sociedade Brasileira de
Cirurgia Refrativa, médico do setor de Cirurgia Refrativa da Escola Paulista de Medicina, membro da
American Academy of Ophthalmology e da American Society of Cataract and Refractive Surgery.
[email protected]
www.umani.com.br
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