NÚCLEO DE SAÚDE – NUSAU DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA – DEF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO NOTURNO NA VISÃO DOS ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNÍCIPIO DE PORTO VELHO/RO JÚLIO OLIVEIRA DE LIMA Porto Velho – RO 2012 II NÚCLEO DE SAÚDE – NUSAU DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA – DEF CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM EDUCAÇÃO FÍSICA IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO NOTURNO NA VISÃO DOS ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNÍCIPIO DE PORTO VELHO/RO Orientando: Júlio Oliveira de Lima Orientadora: Prof.ª Ms. Silvia Teixeira de Pinho Monografia apresentada ao Curso de Educação Física do Núcleo de Saúde da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, para obtenção do título de Licenciatura Plena em Educação Física. Porto Velho - RO 2012 III JÚLIO OLIVEIRA DE LIMA Data da Defesa: 27/07/2012 BANCA EXAMINADORA Prof. Ms Silvia Teixeira de Pinho (orientadora) Julgamento:______________Assinatura:_________________________ Prof. Ms Luis Gonzaga de Oliveira Gonçalves Julgamento:______________Assinatura:_________________________ Prof. Ms José Roberto de Maio Godoi Julgamento:______________Assinatura:_________________________ IV DEDICATÓRIA Este trabalho é dedicado ao meu filho Gustavo Henrique Silva de Lima, que mudou a minha vida e que têm sido a grande razão e incentivo para que eu chegasse ate aqui e que me motiva a ir muito além disso por ele. V AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado saúde, força, raça, determinação, motivação, honestidade e humildade, e principalmente, por ter me dado um filho saudável e uma esposa maravilhosa. À minha esposa Eloí Pereira da Silva que sempre esteve ao meu lado, tanto nas horas boas como nas horas ruins, e que me motivou e me ajudou durante mais essa etapa da minha vida. Aos meus pais por ter me educado e me ensinado o caminho certo e por sempre me ajudar nos momentos em que necessito. À minha irmã Pollyana Araújo de Lima que é uma amiga e sempre esta ao meu lado. A todos os meus amigos que sempre me proporcionam momentos de alegria e conseguem me entender. A todos os professores do Curso de Educação Física da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, principalmente, a professora Silvia Teixeira de Pinho que me orientou neste trabalho com paciência, conhecimento e muita sabedoria. E a todos, que de uma forma ou de outra, contribuíram para que este trabalho fosse desenvolvido da melhor maneira possível. VI “Para aquelas pessoas que pensam em se engrandecer de tal maneira, que passam a desprezar os humanos aqui na terra. Ai o que acontece? Vem o papai do céu lá de cima e confisca tudo! O olho grande acaba com a humanidade, por isso: Humildade Sempre”. Marcelo Falcão - Na Frente do Reto - O RAPPA VII SUMÁRIO 1 2 3 INTRODUÇÃO.......................................................................................................12 1.1 HIPÓTESE...................................................................................................13 1.2 JUSTIFICATIVA........................................................................................14 OBJETIVOS............................................................................................................14 2.1 OBJETIVO GERAL....................................................................................14 2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS......................................................................14 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........................................................................15 3.1 EDUCAÇÃO FÍSICA: CONCEITOS E OBJETIVOS...............................15 3.2 EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR..............................................................20 3.3 EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO NOTURNO......................................24 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS............................................................28 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO.............................................................................30 6 CONCLUSÃO.........................................................................................................42 7 CRONOGRAMA.....................................................................................................43 8 REFERÊNCIAS.......................................................................................................44 ANEXOS..............................................................................................................................48 ANEXO I – Questionário.....................................................................................................49 ANEXO II – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido................................................51 VIII RESUMO A Educação atua na formação do aluno, sendo ela inerente ao ser humano, assim como a Educação Física. A Educação Física é tão importante quanto às outras disciplinas, sendo está uma área que trabalha o corpo e a mente em conjunto, tem um vasto conteúdo e se trata de um conjunto de saberes diversificados, sendo responsável pelo ensino e aprendizado da cultura corporal, que os alunos devem: vivenciar, conhecer e estudar. A disciplina de Educação Física deve ser ofertada de forma satisfatória, contribuindo para a vida dos alunos, independente do turno em que estes se encontram matriculados. Neste contexto o presente estudo tem como objetivo analisar qual a importância da Educação Física na visão dos alunos das escolas públicas do Ensino Noturno do município de Porto Velho/RO. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa e quantitativa e do tipo descritiva. O levantamento foi feito em quatro escolas com a participação de 77 alunos do Ensino Noturno de ambos os gêneros, para coleta de dados utilizou-se um questionário semiestruturado. Verificou-se que a maioria dos alunos considera a Educação Física importante, assim como o conteúdo das aulas. Também foi observado um alto índice de participação nas aulas de Educação Física e que as aulas são teóricas e práticas, sendo que nas aulas práticas o conteúdo mais vivenciado é o esporte, destacando-se futsal e o vôlei. Observou-se que os alunos se sentem motivados nas aulas de Educação Física e que eles consideram as aulas boas em relação à qualidade. Diante do resultado concluiu-se que os alunos do Ensino Noturno têm uma visão da Educação Física no que tange a sua função dentro da escola e entendem que a Educação Física é importante para sua formação. Palavras-chave: Educação Física Escolar, Ensino Noturno, Escolares. IX ABSTRACT Education acts in the formation of the student, and her inherent to human beings, as well as Physical Education. Physical Education is as important as other disciplines, is an area that works the mind and body together, it has a large content and it is a diverse set of knowledge, being responsible for teaching and learning of physical culture, the students must: live, learn and study. The discipline of physical education should be offered in a satisfactory manner, contributing to students' lives, regardless of the turn in which they are enrolled. In this context this study aims to analyze what is the importance of physical education on students' vision of public school Night of the municipality of Porto Velho/RO. This is a qualitative research and quantitative and descriptive. The survey was conducted in four schools attended by 77 years of Teaching Night of both genders, for data collection used a semi structured questionnaire. It was found that most students view physical education major, as well as the content of lessons. We also observed a high rate of participation in physical education classes and the classes are practical and theoretical, and practical lessons content is the most experienced sports, especially soccer and volleyball. It was observed that students are motivated in physical education classes and classes that they consider good for quality. Given the results it was concluded that the Night school students have a vision of Physical Education in respect to their function within the school and understand that physical education is important for its formation. Keywords: Physical Education, School Night, School. X LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 – Importância da Educação Física na formação dos alunos. Gráfico 2 – Importância da disciplina Educação Física no componente curricular. Gráfico 3 – Importância de tirar notas altas na disciplina de Educação Física. Gráfico 4 – Importância dos conteúdos das aulas de Educação Física. Gráfico 5 – Conteúdos vivenciados nas aulas de Educação Física. Gráfico 6 – Participação nas aulas de Educação Física. Gráfico 7 – Grau de dificuldade em relação aos conteúdos das aulas de Educação Física. Gráfico 8 – Opinião dos alunos em relação à qualidade das aulas de Educação Física. Gráfico 9 – Opinião dos alunos sobre como são as aulas de Educação Física em suas escolas. Gráfico 10 – Opinião dos alunos sobre como devem ser as aulas de Educação Física. Gráfico 11 – Motivação nas aulas de Educação Física. Gráfico 12 – Opinião dos alunos sobre o que eles gostariam de fazer nas aulas de Educação Física. XI LISTA DE ANEXOS ANEXO I - Questionário ANEXO II - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 12 1 INTRODUÇÃO A Educação é um processo que atua na formação do ser humano, que está presente em todas as sociedades humanas e é inerente ao ser humano como ser social e histórico. De acordo com a LDB 9394/96 em seu Art. 21, a Educação Escolar Brasileira está organizada em dois grandes níveis: Educação Básica e Educação Superior. A Educação Básica está composta de três etapas de escolarização (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). Para Gonçalves et. al. (2005) o cotidiano do Ensino Noturno apresenta uma característica singular, pois recebe um alunado esgotado, que na sua grande maioria, chega à escola após uma jornada de trabalho. Um alunado que já chega reprovado pelo cansaço, que se evade e desiste da escola, porque o que aprende na sala de aula pouco tem a ver com o mundo do trabalho. A educação do Ensino Noturno nunca despertou interesse em nossos governantes. Essa afirmação é baseada na leitura da legislação nacional para o ensino realizado por Carvalho apud Gutierres (2008) que afirma: “a partir dos dados referentes ao início do funcionamento dos cursos noturnos e do estudo da legislação escolar onde se reconhece a existência desses cursos e sua destinação – nota-se que nada foi realmente pensado para adaptá-la às condições específicas dessa clientela, nem para aproveitar a experiência vivida desses alunos”. Para Pereira e Mazzotti (2008) a inclusão da Educação Física no Ensino Noturno, na Educação de Jovens e Adultos (EJA), é controvertida. Os legisladores permanecem em dúvida, ainda que tenham produzido normas e regulamentos, bem como os estudantes não têm muita certeza quanto ao caráter da disciplina e utilidade para a eles. A Lei 9394/96, Art. 26, § 3º determina que a Educação Física seja facultativa nos cursos noturnos, porém sua redação já foi modificada por duas vezes. A Lei vigente (10.793 de 1º de Dezembro de 2003) a respeito do assunto deixa aos alunos a escolha da disciplina Educação Física. O caráter facultativo não é mais da escola, esta deve oferecer a disciplina, mas dos alunos que se enquadrem nos critérios estabelecidos pela Lei (que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; maior de trinta anos de idade; que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado à prática de Educação Física). 13 Para Maia e Lima (2010) já que a escola se propõe a oferecer a Educação Física é necessário ofertá-la de forma satisfatória, que contribua significativamente para a vida dos alunos, independente do mesmo estar matriculado nos turnos matutino, vespertino ou noturno. Nessa perspectiva, tendo a escola como um espaço preocupado com a efetiva formação do aluno, não faz sentido ofertar uma disciplina com diferenciação brusca se levar em consideração o turno em que é oferecida. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997) a Educação Física Escolar deve dar oportunidades a todos os alunos para que desenvolvam suas potencialidades, de forma democrática e não seletiva, visando seu aprimoramento como seres humanos. Segundo Maia e Lima (2010) a disciplina Educação Física, que ao fazer parte de um todo (universo escolar), também deve ser ofertada a todos de forma satisfatória, contribuindo para o desenvolvimento na totalidade humana (nas dimensões motoras, afetivas, cognitivas e sociais), inclusive preparando para o exercício da cidadania. A partir do que foi dito pelos autores, pode-se afirmar que a Educação Física pode e deve contribuir para um desenvolvimento satisfatório dos alunos, independentemente deste estar matriculado no período noturno ou em outro período. De acordo com Pereira e Mazzotti (2007) os critérios adotados para delimitar quem pode optar por não fazer Educação Física no Ensino Noturno são bem interessantes, pois trazem consigo uma série de representações associadas à Educação Física: atividades físicas (Quais? Esporte? Brincadeiras?) que podem não ser apropriadas aos trabalhadores (supõe que eles já fazem muita atividade no trabalho?), a pessoas de certa idade (qual é a idade apropriada para fazer atividade física?), aos que já tiveram filhos (Se cansam muito cuidando dos filhos?). Diante do exposto, questiona-se, qual a importância da Educação Física no Ensino Noturno na visão dos alunos das Escolas Públicas? 1.1 HIPÓTESE A disciplina de Educação Física no Ensino Noturno se torna importante pelo fato de conscientizar os alunos de que atualmente é necessário ter um estilo de vida ativo, principalmente, com prática de atividade física regular e de preferência orientada para a prevenção de doenças patológicas. Sabendo-se que muitos dos alunos do Ensino Noturno 14 são trabalhadores, a disciplina de Educação Física tem como prioridade as necessidades dos alunos, que no caso dos alunos desse período são práticas que possam lhe proporcionarem prazer e descontração para que eles esqueçam um pouco dos problemas e diminua os estresses causados durante o dia, bem como preocupar-se com a formação integral, social, psicológica e na melhoria da qualidade de vida dos alunos desse período. A hipótese desta pesquisa é de que os alunos consideram as aulas de Educação Física importante para o Ensino Noturno, pois os conteúdos dessa disciplina são esclarecedores nos quesitos saúde e qualidade de vida, no entanto, acreditamos que os mesmos consideram que falta qualidade nas aulas de Educação Física. 1.2 JUSTIFICATIVA Esta pesquisa justifica-se pela importância da Educação Física como fonte de conhecimento necessário para a formação de um cidadão melhor, mais integrado e consciente de seu papel na sociedade, sendo importante destacar que os professores de Educação Física devem estar preocupados em conscientizar os alunos dos benefícios da prática de uma atividade física para uma melhor qualidade de vida. Este estudo tem grande importância, também, por demonstrar as atividades desenvolvidas nas aulas de Educação Física no Ensino Noturno, para verificar o nível de participação dos alunos e saber o que os alunos procuram e esperam das aulas de Educação Física nesse período. A disciplina de Educação Física é recomendada na grade curricular do Ensino Noturno por sua relevância e contribuição para a formação do aluno contribuindo para diminuição dos níveis estatísticos de evasão escolar por isso deve ser praticada. 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Analisar a importância da Educação Física na visão dos alunos das Escolas Públicas do Ensino Noturno do Município de Porto Velho. 15 2.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS Verificar os conteúdos desenvolvidos nas aulas de Educação Física; Verificar o nível de participação nas aulas de Educação Física; Analisar a importância das aulas de Educação Física para os alunos do Ensino Noturno; Descrever o grau de dificuldade das atividades realizadas nas aulas de Educação Física no Ensino Noturno. Identificar a qualidade das aulas do Ensino Noturno. Descrever o percentual de prática e teoria nas aulas de Educação Física no Ensino Noturno. Diagnosticar a preferência dos alunos do Ensino Noturno em relação às aulas teóricas ou práticas. Verificar a motivação das aulas de Educação Física no Ensino Noturno. Identificar como os alunos gostariam das aulas de Educação Física no Ensino Noturno. 3 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 3.1 EDUCAÇÃO FÍSICA: CONCEITOS E OBJETIVOS Para Martins (2009) a Educação Física ao longo de sua história recebeu diferentes concepções, objetivos, denominações e aspectos diferentes, mas sempre esteve presente na vida do homem. De acordo com Betti e Zuliani (2002) a Educação Física é uma expressão que surge no século XVIII, em obras de filósofos preocupados com a educação. A formação da criança e do jovem passa a ser concebida como uma educação integral – corpo, mente e espírito, como desenvolvimento pleno da personalidade. A Educação Física vem somar-se a educação intelectual e a educação moral. Martins (2009) ressalta que no Brasil a Educação Física existe desde o descobrimento, pois os portugueses encontraram aqui índios habituados à prática de exercícios físicos; nadavam, dançavam, saltavam tudo isso para sua sobrevivência. Na 16 época da escravidão os escravos africanos também introduziam uma atividade física que fazia parte de sua cultura a capoeira, uma mistura de jogo, dança e competição. Martins (2009) ressalta, também, que devido ao momento histórico pelo qual o país passou principalmente na década de 70 surgiram novas concepções na Educação Física Escolar que vieram para tentar mudar este modelo tecnicista como humanista, fenomenológica, psicomotricidade, baseadas nos jogos cooperativos, cultural, desenvolvimentista, internacionista-construtivista, crítica superadora, sistêmica, críticaemancipatória, saúde renovada, todas estas ajudaram na construção da Educação Física Escolar. De Acordo com os PCNs (1997) no século passado, a Educação Física esteve estreitamente vinculada às instituições militares e à classe médica. Esses vínculos foram determinantes, tanto no que diz respeito à concepção da disciplina e suas finalidades quanto ao seu campo de atuação e a forma de ser ensinada. Para Guimarães et. al. (2001) esse complexo histórico e a insuficiente qualificação profissional são aspectos fundamentais que levaram a Educação Física a ser, de certa forma, marginalizada. Para Betti e Zuliani (2002) a Educação Física deve assumir a responsabilidade de formar um cidadão capaz de posicionar-se criticamente diante das novas formas da cultura corporal do movimento – o esporte-espetáculo dos meios de comunicação, as atividades de academia, as práticas alternativas e etc. De acordo com Rosário e Darido (2005) a Educação Física possui um vasto conteúdo formado pelas diversas manifestações corporais criadas pelo ser humano ao longo dos anos. São eles jogos, brincadeiras, danças, esportes, ginásticas, lutas, etc. Este conjunto de práticas tem sido chamado de cultura corporal de movimento, cultura corporal, cultura de movimento, etc. Por se tratar de um conjunto de saberes diversificado e riquíssimo, existe a possibilidade de transmiti-lo na escola, porém não é o que se observa na maioria das aulas de Educação Física. Segundo Barbosa et. al. (2011) a Educação Física segundo Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) norteia temas como a inclusão, a diversidade, a cultural corporal do movimento, ética, saúde, valores, conceitos, pluralidade cultural, meio ambiente, orientação sexual, trabalho e consumo; e a partir desses temas os objetivos da Educação Física são elaborados para estarem trabalhando implicitamente ou diretamente a ampliação desses temas. 17 Através do movimento corporal-gestual formativo, a Educação Física pode revelar e/ou reforçar padrões de pensamento, valores e crenças, bem como demonstrar a pertença cultural do indivíduo. Assim, no caso da escola, um espaço privilegiado de expressão corporal, os movimentos constroem a cultura do grupo, fazendo conjugar as expressões de uma cultura corporal, como parece acreditar alguns pensadores da Educação Física contemporânea (GOMES, 2004). Para Araújo (2008) a Educação Física é uma área do conhecimento que difere das demais pelo trato com seu objeto de estudo: o corpo em movimento. É uma matéria responsável pelo processo de ensino-aprendizagem da cultura corporal, ou seja, um conjunto de práticas corporais que compreende: jogos, danças, esportes, ginástica, lutas, atividade física e saúde, etc. Em cada prática dessas encontra-se outro tanto de saberes, que os alunos devem: vivenciar, conhecer e estudar nas aulas de Educação Física. De Acordo com Araújo (2008) o papel da Educação Física ultrapassa o ensino de esporte, ginástica, jogos, danças, atividades rítmicas e expressivas e o conhecimento sobre o próprio corpo, em seus fundamentos, técnicas e organização, e inclui também os seus valores subjacentes, ou seja, quais atitudes os alunos devem ter nas e para as atividades corporais. E, finalmente, busca garantir o direito do aluno de saber por que está realizando este ou aquele movimento, isto é, quais conceitos estão ligados àqueles procedimentos, relacionando principalmente com o mundo do trabalho e a influência da mídia na construção da corporeidade. Segundo o PCNs (1997), a área de Educação Física hoje contempla múltiplos conhecimentos produzidos e usufruídos pela sociedade a respeito do corpo e do movimento. Entre eles, se consideram fundamentais as atividades culturais de movimento com finalidades de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções, e com possibilidades de promoção, recuperação e manutenção da saúde. A Educação Física enquanto componente curricular da educação básica deve assumir então outra tarefa: introduzir e integrar o aluno na cultura corporal de movimento, formando o cidadão que vai produzi-la, reproduzi-la e transformá-la, instrumentalizando-o para usufruir do jogo, do esporte, das atividades rítmicas e dança, das ginásticas e práticas de aptidão física, em benefício da qualidade da vida. “A integração que possibilitará o usufruto da cultura corporal de movimento há de ser plena – é afetiva, social, cognitiva e motora. Vale dizer, é a integração de sua personalidade” (BETTI, 1992, 1994). 18 Segundo Correia (2009) a Educação Física numa perspectiva crítica e inovadora e enquanto componente curricular deve subsidiar a construção de saberes de modo que propicie aos educandos a compreensão de sua condição social e existencial, buscando uma libertação no que tange aos processos sociais de opressão, alienação, exclusão e discriminação. Para Betti (1992) a Educação Física deve levar o aluno a descobrir motivos e sentidos nas práticas corporais, favorecer o desenvolvimento de atitudes positivas para com elas, levar à aprendizagem de comportamentos adequados à sua prática, levar ao conhecimento, compreensão e análise de seu intelecto os dados científicos e filosóficos relacionados à cultura corporal de movimento, dirigir sua vontade e sua emoção para a prática e a apreciação do corpo em movimento. De acordo com Machado (2009) é nas aulas de Educação Física que se pode, além de discutir a atividade física conceitualmente e o que ela representa para a sociedade, trabalhar os aspectos relativos aos conhecimentos procedimentais e atitudinais da cultura corporal do movimento. E, desta maneira, propiciar uma educação para autonomia de escolha de atividades que alcancem os seus objetivos e a quebra de mitos e lendas acerca da atividade física que permeiam o senso comum. Marangon e Ribas (2011) dizem que os jogos, esportes, ginásticas, lutas e danças são práticas sociais nas quais estão impregnados valores, conceitos, códigos, normas e formas de relação. Cabe à Educação Física fazer a análise crítica dessas práticas, procurando revelar os sentidos e significados sociais nelas presentes. Com base nessa análise, procuramos construir novas possibilidades, outros sentidos e significados superadores de desigualdades, injustiças, preconceitos e discriminações que aparecem como fruto indesejado das relações sociais. Segundo Rondinelli (2010), a conotação atual do conceito de Educação Física é a de que esta é uma área que trabalha não apenas o corpo em movimento, mas que trabalha a partir do corpo em movimento. Explicando: o objetivo dessa disciplina não é fazer com que as pessoas saibam jogar basquete, mas sim que elas consigam vivenciar essa prática, compreender sua origem, estruturar reflexões sobre o comércio envolvido nos materiais esportivos, sobre a compra e venda de atletas, dentre outras coisas. Para Costa et. al. (2007) a Educação Física é tão importante quanto às demais disciplinas e o trabalho com o corpo é tão importante quanto o trabalho com a mente, mas a pedagogia tradicional, com sua disciplina rígida, que perdurou por séculos, foi um 19 mecanismo que dificultou a evolução do trabalho com o corpo, pois o homem era preparada numa visão muito mecanicista e baseada nos ensinamentos cartesianos. De acordo com Voser e Giusti (2007), através do respeito a leis biológicas de individualidade, do crescimento, do desenvolvimento e da maturação humana, a Educação Física vai desenvolver em seus alunos o respeito pela sua corporeidade e das outras pessoas, percebendo e compreendendo assim, o papel real da atividade física realizada desde a infância na escola como meio de promoção e manutenção da saúde. Segundo Voser e Giusti (2007), uma das metas da Educação Física no momento atual é promover a autonomia dos grupos e, no jogo, valorizar o universo da cultura lúdica. A cooperação, a inclusão social, a participação de todos, a criatividade e a diversidade cultural, aprendizagem e lazer, prazer e qualidade de vida são temas que estão sendo discutidos dentro das novas abordagens da Educação Física. Para Guimarães et. al. (2001) a Educação Física, como qualquer outra disciplina, tem responsabilidade na concretização do processo de formação e desenvolvimento de valores e atitudes. De acordo com Sousa e Daniel (2010) a prática da atividade física é importante para a promoção da saúde dos indivíduos, ao ser aplicado na escola tal prática vai além desse benefício, pois é possível trabalhar os inúmeros aspectos relacionados ao desenvolvimento, crescimento, características motoras, cultura corporal, questões de sociabilidade, afetividade, cooperação, aptidões físicas, formação do cidadão e outros. Segundo Martins (2009) o mais importante é proporcionar aos alunos a aprendizagem de forma prazerosa descontraída, mas tendo sempre em mente que o diferencial da educação física é os conteúdos que podem e devem ser trabalhados através de atividades divertidas e descontraídas, porém não menos importantes que os conteúdos de qualquer outra disciplina. Para Costa et. al. (2007) a Educação Física, como direito de todas as pessoas, é um processo de Educação, seja por vias formais ou não formais, que ao interagir com as influências culturais e naturais (água, ar, sol, etc.) de cada região e instalações e equipamentos artificiais adequados; que ao utilizar atividades físicas na forma de exercícios ginásticos, jogos, esportes, danças, atividades de aventura, relaxamento e outras opções de lazer ativo, com propósitos educativos; que ao objetivar aprendizagem e desenvolvimento de habilidades motoras de crianças, jovens, adultos e idosos, aumentando as suas condições pessoais para a aquisição de conhecimentos e atitudes favoráveis para a 20 consolidação sistemática de prática física; que ao promover uma educação efetiva e ocupação saudável do tempo livre de lazer; que ao reconhecer que práticas corporais relacionadas ao desenvolvimento de valores, podem levar à participação de caminhos sociais responsáveis e busca da cidadania, constitui-se num meio efetivo para a conquista de um estilo de vida ativa dos seres humanos. 3.2 EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR Segundo Costa et. al. (2007) a Educação Física como disciplina escolar sofreu ao longo dos anos inúmeras modificações, tais modificações, obviamente, estão atreladas ao próprio papel e função desempenhada pela escola nos diferentes contextos e períodos. A Educação Física é o espaço escolar que permite ao aluno experimentar os movimentos, e por meio dessa experimentação, desenvolver um conhecimento corporal e uma consciência dos motivos que os levam a prática desses movimentos (Martinelli et al, 2006). De acordo com Zunino e Tonietto (2008) a Educação Física como prática pedagógica deve ser capaz de promover o desenvolvimento da consciência corporal e das competências necessárias à realização voluntária e consciente das práticas corporais, propiciando a compreensão e a explicitação da realidade do aluno, bem como a atuação dele como sujeito responsável pela construção e transformação da realidade. Para o Coletivo de Autores apud Souza (2007) a Educação Física é entendida como uma disciplina do currículo, cujo objetivo de estudo é a expressão corporal como linguagem. Segundo Zunino e Tonietto (2008) durante muitos anos, o foco da Educação Física era desenvolver apenas o corpo. Predominavam no ensino dessa disciplina conteúdos concernentes às ciências biológicas e as atividades desenvolvidas visavam principalmente ao desenvolvimento e à aquisição de habilidades motoras. Porém, com as contribuições da Sociologia, da Antropologia, da História, das Ciências Políticas, entre outras, os alunos passaram a ser vistos não apenas como conjuntos de músculos e ossos, mas como sujeitos com corpo e mente, que vivem em determinado contexto social e possuem uma herança cultural. Do ponto de vista de Oliveira apud Bernaldino (2005) a Educação Física Escolar ao deixar de ser considerada por Lei (LDB 5.692/71), como atividades para ser considerada 21 por Lei (LDB 9.394/96), como componente curricular, assumi um novo papel no contexto educacional. Esse novo papel vem atender aos longos processos de discussões e produções mais fortemente iniciados nos anos oitenta. Trata-se de um papel pedagógico formativo e informativo de nossas crianças, jovens e adolescentes, integrantes do processo educacional. Formativo no sentido de estar contribuindo com aspectos relacionados ao desenvolvimento físico, social e psicológico e, informativo, no sentido de estar contribuindo com os aspectos relacionados à transmissão e produção do conhecimento vinculado ao objeto de estudo da área – o movimento humano. Contudo, entende-se que o corpo e a mente estão integrados e que cada individuo possui características individuais, não sendo possível o pensamento de movimento na escola sem fazer menção aos aspectos psicossociais e culturais do aluno e do seu contexto social. Segundo Guerriero e Araújo apud Bernaldino (2007) a Educação Física Escolar não está sendo desenvolvida de forma significativa com grande abordagem dos conteúdos. Estes são resumidos à prática desportiva, principalmente aos esportes coletivos como voleibol, basquetebol, handebol e futebol, limitando a produção de conhecimento corporal e cultural do aluno. De acordo com Voser e Giusti (2007), a Educação Física, pela suas possibilidades de desenvolver a dimensão psicomotora das pessoas, principalmente nas crianças e adolescentes, conjuntamente com os domínios cognitivos e sociais, deve ser disciplina obrigatória nas escolas primárias e secundárias, devendo fazer parte de um currículo longitudinal. Não se deve tratar a Educação Física com descaso. É vergonhoso ver jogos, gincanas e competições substituírem verdadeiras aulas de Educação Física. Para Rondinelli (2010), a Educação Física, quando inserida no currículo escolar, era tida como um momento para a prática da ginástica, com a finalidade de deixar o corpo saudável. Após muitas reformas na própria ideia de Educação Física, atualmente ela é uma disciplina complexa que deve, ao mesmo tempo, trabalhar as suas próprias especificidades e se inter-relacionar com os outros componentes curriculares. Segundo Balbé (2008), a Educação Física presente nos currículos escolares, é muitas vezes o momento em que a criança tem para a prática de uma atividade física. Pois, cada vez mais as maiorias das crianças vivem isoladas em apartamentos, em frente à televisão, ao computador e rodeado de guloseimas e frituras, tornando-se um hábito, contribuindo para o surgimento de futuros sedentários. 22 Segundo o PCNs (1997) nas escolas, embora já seja reconhecida como uma área essencial, a Educação Física ainda é tratada como “marginal”, que pode, por exemplo, ter seu horário “empurrado” para fora do período que os alunos estão na escola ou alocado em horários convenientes para outras áreas e não de acordo com as necessidades de suas especificidades. Outra situação em que essa “marginalidade” se manifesta é no momento de planejamento, discussão e avaliação do trabalho, no qual raramente a Educação Física é integrada. Muitas vezes o professor acaba por se convencer da “pequena importância” de seu trabalho, distanciando-se da equipe pedagógica, trabalhando isoladamente. Paradoxalmente, esse professor é uma referência importante para seus alunos, pois a Educação Física propicia uma experiência de aprendizagem peculiar ao mobilizar os aspectos afetivos, sociais, éticos e de sexualidade de forma intensa e explícita, o que faz com que o professor de Educação Física tenha um conhecimento abrangente de seus alunos. Levando essas questões em conta e considerando a importância da própria área, evidencia-se cada vez mais, a necessidade de integração. De acordo com Darido e Rangel (2005) a Educação Física deve ser compreendida como uma disciplina que consiga oferecer igualdade e oportunidade a todos os seus praticantes. Da mesma forma como muitos alunos não conseguem permanecer na escola, muitos alunos, também, não conseguem participar de uma aula de Educação Física. Para Guimarães et. al. (2001) as aulas de Educação Física estão quase inteiramente voltadas às práticas esportivas, dando importância somente às suas técnicas. Sendo a criança um ser sociocultural, vemos que essas aulas voltadas exclusivamente às técnicas esportivas fragmentam a formação integral da criança, deixando de lado fatores como respeito mútuo, cooperação e afetividade, que são a base para a criança viver em sociedade. Faggion (2000) ressalta que não basta somente praticar as atividades nas aulas de Educação Física só por praticar, nem tão pouco competi por simplesmente competir. É necessário transmitir aos alunos os conhecimentos que o levam a compreender o porquê que estão realizando determinada atividade. Sendo assim o aluno poderá entender e vivenciar o seu aprendizado, levando-o, portanto a uma mudança de comportamento e assumir novas atitudes. Durante muito tempo as aulas de Educação Física foram entendidas pelos alunos como momentos de descontração, sem objetivos, sendo possível brincar com bolas, arcos, cordas e elásticos, conversar com amigos e etc. Atualmente, esse ainda é o pensamento de 23 muitos alunos. Porém, cabe ao professor estabelecer a energia dos alunos para fazer atingir os objetivos específicos da aula. De acordo com o PCNs (1997) a Educação Física escolar pode sistematizar situações de ensino e aprendizagem que garantam aos alunos o acesso a conhecimentos práticos e conceituais. Para isso é necessário mudar a ênfase na aptidão física e no rendimento padronizado que caracterizava a Educação Física, para uma concepção mais abrangente, que contemple todas as dimensões envolvidas em cada prática corporal. É fundamental também que se faça uma clara distinção entre os objetivos da Educação Física Escolar e os objetivos do esporte, da dança, da ginástica e da luta profissionais, pois, embora seja uma referência, o profissionalismo não pode ser a meta almejada pela escola. A Educação Física Escolar deve dar oportunidades a todos os alunos para que desenvolvam suas potencialidades, de forma democrática e não seletiva, visando seu aprimoramento como seres humanos. Nesse sentido, cabe assinalar que os alunos portadores de deficiências físicas não podem ser privados das aulas de Educação Física. Silva e Silva (2007) entende que a Educação Física Escolar tem como objetivo, proporcionar aos alunos espaços para refletir, discutir, problematizar, vivenciar na prática questões relacionadas à motricidade humana. E que precisamos pensar em uma Educação Física Escolar que tenha significância dentro do círculo escolar, que seja dinâmica e pronta para contribuir para a construção da cidadania. Segundo o PCNs (1997) é tarefa da Educação Física Escolar, portanto, garantir o acesso dos alunos às práticas da cultura corporal, contribuir para a construção de um estilo pessoal de exercê-las e oferecer instrumentos para que sejam capazes de apreciá-las criticamente. Para Sousa e Daniel (2010) a Educação Física na escola deve promover uma aprendizagem significativa para os alunos, sobre a importância da sua prática e o que esta contribui para a vida do indivíduo. É preciso que os nossos alunos compreendam a sua importância, para que possamos formar cidadãos autônomos, participativos e críticos. Segundo Beggiato (2009) a Educação Física brasileira, especialmente dos últimos 10 (dez) anos, encaminha-se para um desenvolvimento cada vez mais diferenciado em relação à sua prática. De um lado existe um modelo tradicional que se configura, basicamente, no desenvolvimento das modalidades esportivas e, por outro, ocorre cada vez mais intensamente o desenvolvimento de projetos para uma Educação Física Escolar comprometida com finalidades mais amplas; ou seja, além da sua especificidade, que deve 24 ainda se inserir nas propostas político-educacionais de tendência crítica e interdisciplinar na educação brasileira. 3.3 EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO NOTURNO Segundo Barni e Scheneider apud Bernaldino (2007) a Educação Física Escolar que se tem hoje nos cursos noturnos é o resultado de várias influências recebidas na sua trajetória enquanto componente curricular. Carneiro apud Bernaldino (2007) defendem que a escola necessita aproximar-se de seus alunos e a Educação Física em especial precisa recriar condições mais aconchegantes e significativas para as aulas de uma forma geral e, principalmente para a clientela do Ensino Noturno. Os autores destacam também a necessidade de olhar para o curso noturno mais pelo ângulo de que pela sua clientela é composta em sua maioria por trabalhadores. Para Machado (2009) um dos fatores pela não obrigatoriedade da Educação Física na Educação de Jovens e Adultos - EJA é de que, a maioria dos alunos que estuda no período noturno, cumpre uma jornada de trabalho desgastante durante o dia e, a prática de atividades corporais torna-se incompatível com a prática educacional destes. Porém, não se justifica, pois a Educação Física não é composta somente por exercícios físicos desgastantes e treinamento corporal, e deve ser entendida a partir de uma visão muito mais ampla que apenas o gesto motor. De acordo com Barbosa et. al. (2011) na EJA a Educação Física é um componente curricular obrigatório, entretanto o que a diferencia das outras disciplinas é o fato desta ser facultativa em alguns casos, ou seja, o aluno que se enquadra nos tópicos citados na lei, pode optar em fazer ou não as aulas. Nesta problemática o professor possui um papel muito importante, pois para persuadir os alunos amparados pela lei, o mesmo deverá ter um diferencial em suas aulas como: estimular e adequar os conteúdos. Segundo Costa et. al. (2007) a disciplina Educação Física vem sendo encarada nas escolas como prática esportiva e desenvolvimento de habilidades motoras, esquecendo que ela pode ultrapassar esses conceitos, como desenvolver raciocínio, concentração, relaxar o corpo e desenvolver habilidades mentais, trazendo com isso benefícios a todos os jovens e adultos que frequentam os núcleos de EJA, proporcionando momentos únicos e valiosos para aqueles que, normalmente frequentam os núcleos após uma jornada árdua de trabalho. 25 Sousa e Oliveira (2004) recomendam à obrigatoriedade da oferta da disciplina de Educação Física no Ensino Noturno entendendo sua importância na formação dos alunos desse período, no estímulo à maior integração entre alunos e alunos e professores, importante procedimento de combate à evasão e, ainda, seu potencial estimulador de uma vida saudável. De acordo com Machado (2009) levando em consideração que os alunos da EJA não concluíram o curso no período regular, e por isso estão no curso noturno, fica claro que também não tiveram acesso a Educação Física. E, já que passaram por um dia desgastante de trabalho, ficando o lazer resumido aos finais de semana, a Educação Física vem como uma oportunidade de mostrar a eles o conhecimento da necessidade que todo o ser humano tem de ser ativo, no intuito de proporcionar uma melhor disposição para as atividades diárias, além de um relacionamento mais estreito e harmonioso em seu convívio diário com as pessoas, no trabalho, na escola, bem como nas relações familiares. A Educação Física Escolar possibilita ao seu praticante, o direito de desprender-se das sobrecargas físicas e emocionais, adquiridas durante o dia, proporcionando-lhe a sensação de bem-estar tanto físico quanto emocional, ofertando-lhe também, com isso o benefício de um aprendizado menos árduo e mais eficaz, diminuindo assim as barreiras existentes no processo de ensino-aprendizagem (RISCIK, 2009). Segundo o PCNs (1998) pode-se afirmar que a não valorização da Educação Física nos cursos noturnos representa uma legalização da exclusão de cidadãos dos seus direitos de acesso a um universo de cultura. Novamente ressalta-se a necessidade de construção do conhecimento com uma acentuada participação do aluno. Para Caldat (2009) a Educação Física no Ensino Noturno é considerada por alguns professores, uma disciplina estanque das demais áreas, vista apenas como parte da grade curricular de um curso noturno, e em um tempo não muito distante, um professor de qualquer outra área poderia ministrar, e que num contexto geral não contribuía o suficiente para o desenvolvimento do educando, ficando apenas relevada a completar a carga horária dos alunos. Mas nós, professores da disciplina, somos sabedores do quanto a Educação Física se torna relevante na sua vida social e acadêmica, contribuindo entre outros fatores, para a saúde e qualidade de vida dos mesmos. Para o PCNs (1998) os procedimentos de ensino e aprendizagem serão os mesmos do ensino diurno, cabendo às adaptações ao tempo das aulas e às características dos grupos. O fato de os alunos dos cursos noturnos serem em sua maioria trabalhadores e com 26 idade mais avançada que os dos cursos diurnos caracterizará um padrão próprio de abordagem, que não deve significar diferencial quanto à qualidade do ensino e aprendizagem oferecidas. Pois as diferenças se expressam no trato de todos os conteúdos nas inúmeras regiões do país, com escolas e comunidades com características específicas. Segundo Caldat (2009) por ser a Educação Física facultativa para os alunos do Ensino Noturno, quase se perdeu a sua identidade dentro do contexto educacional, e deixou-se a prática de atividades físicas àqueles que de certa maneira possui maiores condições de consegui-las, afastando aqueles que mais precisam de incentivo à prática esportiva. Martins (2009) ressalta que o fato de a Educação Física ser uma disciplina facultativa no Ensino Noturno é um dos pontos negativos para esta disciplina que já é discriminada e tem tão pouco espaço e valor nas escolas, porém, se o professor desenvolver um bom trabalho, conquistando assim seus alunos e provando a todos que aula Educação Física não é só para descansar os professores de outras disciplinas, tapar buraco de outra aula, esta disciplina tem suas especialidades, objetivos e importância daí a importância do profissional da área defendê-la e a melhor forma de se fazer isso é trabalhando e mostrando a todos que o espaço conquistado na escola não é por acaso, portanto toda a oportunidade dada à disciplina Educação Física precisa ser abraçada, tendo sempre claro que o mais importante nisso tudo é o aluno é ele quem precisa ser valorizado. Para Costa et. al. (2007) à facultatividade da Educação Física nos cursos noturnos, não se justifica, se assim for, trata-se de uma visão reducionista, situando-a apenas no âmbito das práticas corporais que se caracterizam pura e simplesmente pelos exercícios desgastantes e pelo treinamento corporal. Esta ideia de Educação Física, ultrapassada, nos reporta ao passado, no qual os corpos deveriam ser fortalecidos para o trabalho mecânico e repetitivo a que eram submetidos. O corpo neste momento da história era visto de uma forma totalmente utilitarista, e por causa disto, esquecido de todas as suas outras potencialidades que não estivessem relacionadas ao exercício corporal. De acordo com Silva e Silva (2007) precisamos pensar em uma Educação Física Escolar para o Ensino Noturno que busque atender ao aluno em todos os seus domínios, ou seja, que dê oportunidades para estes alunos expressarem seus valores, suas vontades, seus desejos e fazer com que se libertem das “algemas da dependência”, que sejam seres humanos que tenham uma visão crítica sobre seu papel na sociedade e consigam com isso dar um salto para um verdadeiro conhecimento válido. 27 Para Tavares (2009) a aceitação pela prática da Educação Física, na EJA, é fato, pois as ações do tempo são reais e visíveis de indivíduos para indivíduos. Sendo assim, o corpo humano, independentemente de sua faixa etária, não deve permanecer intacto, sem movimentação. Tavares (2009) ressalta que a Educação Física, na EJA, pode ser introduzida através uma abordagem interdisciplinar, pois o turno noturno é frequentado por alunos que, realmente, vão à busca de uma formação, seja por exigência profissional, seja por realização pessoal, visto que, muitas vezes, não tiveram oportunidade de cursar a escolaridade no curso regular, sendo necessária a opção da EJA para concluírem seus estudos. Os professores da EJA têm um envolvimento maior com seu alunado, por isso é importante à integração dos professores de Educação Física com os de outras disciplinas. De acordo com Barbosa et. al. (2011) o desenvolvimento completo de um cidadão é considerado de muita importância na sociedade, e na escola é prezado por todas as disciplinas que o aluno se desenvolva plenamente e criticamente, para que consiga fazer reflexões sobre os diversos assuntos. No ensino da Educação Física na EJA não é diferente, pois busca fazer com que os alunos vivenciem a prática de atividades físicas se conscientize do bem que faz a sua prática e tenham um bom conhecimento sobre o corpo. Segundo a proposta curricular para EJA (2002) esta é parte integrante do projeto educativo da escola em que se insere desse modo, não se pode ser tratada como mera “inquilina” do espaço escolar. Segundo Machado (2009) levando em consideração que os alunos da EJA, na grande maioria estão em busca somente de uma maior qualificação para o mercado de trabalho e não se preocupam muito com o bem-estar, as aulas de Educação Física poderiam auxiliar para este trabalho de conscientização, onde a atividade física entraria como meio de melhorar a saúde e a qualidade de vida dos alunos. Para Machado (2009) é preciso fazer com que estes alunos compreendam estas relações e passem a valorizar a prática das atividades físicas, colocando-as como parte das suas atividades diárias. Uma vez que, é grande o número de adultos que contribuem para o aumento das estatísticas associadas às doenças crônico-degenerativas em consequência dos maus hábitos de vida, principalmente no que se relaciona com a prática de atividade física. 28 4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Na pesquisa foram utilizados procedimentos do tipo quali-quanti, sendo feita uma abordagem do tipo descritiva. De acordo com Dantas e Cavalcante (2006) a pesquisa qualitativa tem caráter exploratório, isto é, estimula os entrevistados a pensarem livremente sobre algum tema, objeto ou conceito, mostra aspectos subjetivos e atingem motivações não explícitas, ou mesmo conscientes, de maneira espontânea. É utilizada quando se busca percepções e entendimento sobre a natureza geral de uma questão, abrindo espaço para a interpretação. Já a pesquisa quantitativa é mais adequada para apurar opiniões e atitudes explícitas e conscientes dos entrevistados, pois utiliza instrumentos estruturados (questionários), deve ser representativa de um determinado universo de modo que seus dados possam ser generalizados e projetados para aquele universo. Seu objetivo é mensurar e permitir o teste de hipóteses, já que os resultados são concretos e menos passíveis de erros de interpretação. Em muitos casos cria-se índices que podem ser comparados ao longo do tempo, permitindo traçar um histórico de informação. Segundo Martins e Bicudo (1994) para se compreender o sentido de uma pesquisa qualitativa é necessário primeiro diferenciar fato de fenômeno haja vista que a pesquisa qualitativa investiga fenômenos enquanto a pesquisa do tipo quantitativa preocupa-se com fatos. Outro ponto de vista de Martins e Bicudo (1994) é a questão da generalização. Pois a pesquisa qualitativa não tem por objetivo alcançar princípios explicativos e propor generalizações sobre os alvos estudados bem como exceder-se em preocupação com o tratamento estatístico dos dados, como acontece na pesquisa do tipo quantitativa. Para Günther (2006), enquanto participante do processo de construção de conhecimento, idealmente, o pesquisador não deveria escolher entre um método ou outro, mas utilizar as várias abordagens, qualitativas e quantitativas que se adequam à sua questão de pesquisa. Segundo Araújo e Oliveira (1997), a pesquisa quali-quanti, como o próprio nome sugere, representa a combinação das duas modalidades citadas, utilizando em parte do trabalho a visão positivista, e em outra parte a visão fenomenológica, aproveitando-se o que há de melhor em cada uma delas. Ensslin e Vianna (2008) Consideram que a pesquisa de predominância quali-quanti pode ser utilizada para explorar melhor as questões pouco estruturadas, os territórios ainda 29 não mapeados, os horizontes inexplorados, problemas que envolvem atores, contextos e processos. Thomas e Nelson (2002) descrevem que o valor da pesquisa descritiva está baseado na premissa que os problemas podem ser resolvidos e as práticas melhoradas por meio de observação, análise e descrição objetivas e completas. De acordo com Gil (2008), as pesquisas descritivas possuem como objetivo a descrição das características de uma população, fenômeno ou de uma experiência. O levantamento foi feito em três Escolas Públicas do Munícipio de Porto Velho/RO. A população estudada foi composta por 77 alunos do Ensino Noturno (distribuídos detalhadamente na tabela 1), devidamente matriculados nas Instituições de Ensino. Fez parte da amostra somente alunos que possuem 75% de frequência nas aulas. Para coleta de dados foi utilizado um questionário semiestruturado (composto por 12 questões fechadas e abertas) devidamente validado. Thomas e Nelson (2002) acreditam, com o uso do questionário, ser possível através das respostas dos sujeitos fornecerem as suas percepções, interpretações e consciências da situação total na interação entre os atores e o cenário. Gil (1996) aponta que esta técnica mostra-se bastante útil para a obtenção de informações acerca do que a pessoa sabe, crê ou espera, sente ou deseja, pretende fazer, faz ou fez, bem como a respeito de suas explicações ou razões para quaisquer das coisas precedentes. Foi assinado termo de consentimento livre e esclarecido pelos participantes do estudo. Tabela 1: Distribuição detalhada dos alunos por Escolas e Gêneros. DISTRIBUIÇÃO DOS ALUNOS POR ESCOLAS E POR GÊNEROS ESCOLAS 1 2 3 TOTAL DOS GÊNEROS TOTAL GERAL GÊNEROS Masculino Feminino Masculino Feminino Masculino Feminino NÚMEROS 13 09 13 14 11 17 Masculino 37 Feminino 40 77 30 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados do estudo mostram a visão dos escolares das Escolas Públicas de Porto Velho/RO sobre as aulas de Educação Física no Ensino Noturno, apresentando a questão, depois os gráficos e os resultados numéricos e logo após, a discussão das informações encontradas. Gráfico 1 – Importância da Educação Física na formação dos alunos. 120% 100% 96% 80% sim 60% não 40% 20% 4% 0% Questão 1 De acordo com o gráfico 1, verificamos que os escolares consideram as aulas de Educação Física muito importante para sua formação, pois 96% responderam positivamente deixando clara a visão dos alunos do Ensino Noturno neste aspecto. O resultado respalda-se no que disse Barbosa et. al. (2011), que o desenvolvimento completo de um cidadão é considerado de muita importância na sociedade, e na escola é prezado por todas as disciplinas que o aluno se desenvolva plenamente e criticamente, para que consiga fazer reflexões sobre os diversos assuntos. Não sendo diferente no ensino da Educação Física que busca fazer com que os alunos vivenciem a prática de atividades físicas se conscientize do bem que faz a sua prática e tenham um bom conhecimento sobre o corpo. 31 A Educação Física é a disciplina que mais contribui para a formação de um cidadão. Já que seus conteúdos não visam apenas à prática de atividades física, mais há atividades que desenvolvam o trabalho em grupo e a cooperação. Gráfico 2 – Importância da disciplina Educação Física no componente curricular. 90% 83% 80% 70% 60% 50% Sim 40% Não 30% 17% 20% 10% 0% Questão 2 Segundo o gráfico 2, constatou-se que os alunos consideram a Educação Física como uma disciplina importante no componente curricular, já que prevaleceu a resposta “sim” mostrando que 83% dos alunos acham a Educação Física importante como componente curricular e apenas 17% não consideraram importante a Educação Física como uma disciplina importante no componente curricular. Esse resultado não podia ser diferente, já que Costa et. al. (2007) considera a inclusão da Educação Física na EJA como representação da possibilidade dos sujeitos no contato com a cultura corporal de movimento, numa perspectiva de usufruto de instrumentos para promover à saúde, aguçar a criatividade no aproveitamento do tempo de lazer e expressar afetos e sentimentos em diversos contextos de convivência. Costa et. al. (2007) afirma que a inserção desse componente na EJA, como em qualquer outro tipo de educação, deve-se constituir em arma de inserção social, de exercício da cidadania e de melhoria da qualidade de vida, conforme abordagem dos manifestos e documentos legais que a compõe. Não tem como dizer que a Educação Física não é importante no componente curricular, pois é uma disciplina que contribui bastante para a escola. No caso do 32 Ensino Noturno a Educação Física auxilia na redução da evasão e na diminuição da tensão e pressão que os alunos sofrem no seu cotidiano, já que a grande maioria são trabalhadores. Gráfico 3 – Importância de tirar notas altas na disciplina de Educação Física. 90% 83% 80% 70% 60% 50% Sim 40% Não 30% 17% 20% 10% 0% Questão 3 O gráfico 3 exibi o resultado da pergunta em que o aluno e questionado se ele considera importante tirar notas altas na disciplina de Educação Física, neste questionamento 83% dos alunos responderam que “sim”, deixando evidente que a Educação Física é uma disciplina na qual os alunos do Ensino Noturno consideram importante tirar notas altas, contra apenas 17% que afirmaram não considerar importante tirar notas altas em Educação Física. Esta resposta traz consigo muito mais do que a importância de tirar notas altas, ela mostra a relevância da Educação Física diante deste alunado e que os alunos do Ensino Noturno, que já são mais maduros que os alunos de outros turnos, reconhecem o valor desta disciplina, o quanto ela pode ajudar no cotidiano e na qualidade de vida através dos seus conteúdos e indicando o caminho para uma vida melhor e mais saudável. 33 Gráfico 4 – Importância dos conteúdos das aulas de Educação Física. 100% 92% 90% 80% 70% 60% 50% Sim 40% Não 30% 20% 8% 10% 0% Questão 4 De acordo com o gráfico 4, que exibi o resultado do questionamento sobre a importância dos conteúdos das aulas de Educação Física, 92% dos alunos responderam de forma positiva, mostrando que os alunos consideram os conteúdos das aulas de Educação Física importantes, contra apenas 8% que responderam negativamente, este percentual pequeno de respostas negativas e a grande diferença apontada no gráfico mostra um melhor entendimento dos alunos em relação aos conteúdos da Educação Física e de que estes conteúdos vão de encontro com as perspectivas dos alunos desse período. Para respaldar esse resultado cito Garavello (2007) que disse que a importância atribuída aos conteúdos do ensino e à aprendizagem dos alunos chama a atenção nas propostas curriculares atuais. É através dos conteúdos que se obtêm as bases para aplicar as lições diárias e fazer com que o aluno adquira conhecimento, eles se relacionam às necessidades e às capacidades dos alunos em aprender. Sendo assim, para Kunz (2004), o conteúdo principal da Educação Física é o Se - movimentar humano, sendo uma tarefa dificílima legitimar a Educação Física enquanto área pedagógica que contribui na formação da cidadania. Para o autor a Educação Física deve conter conteúdos que visem mais que a aprendizagem motora, que estejam voltados também para o desenvolvimento social do aluno contribuindo para o desenvolvimento de competências cognitivas, afetivas e sociais. 34 O que faz a Educação Física ser tão importante para todos, inclusive para os alunos do Ensino Noturno, é o seu conteúdo. Pois a Educação Física é uma disciplina muito abrangente e que através de seus conteúdos oferece mais do que exercícios físicos, mais a possibilidade de formar um cidadão mais desenvolvido nos aspectos cognitivo, motor e social. Gráfico 5 – Conteúdos vivenciados nas aulas de Educação Física. 50% 45% 40% 44% 38% 35% 30% Teoria 25% Esportes 20% Exercícios Físicos 15% 10% 10% Atividades Lúdicas 8% 5% 0% Questão 5 O gráfico 5 constatou os conteúdos vivenciados pelos escolares nas aulas de Educação Física, neste questionamento o gráfico mostra, com uma pequena diferença, que os alunos do Ensino Noturno vivenciam mais aulas teóricas (44%) do que práticas e que nas aulas práticas o principal conteúdo vivenciado por eles é o esporte (38%). Este gráfico comprova também o que foi colocado no gráfico 9, no qual mostra que as aulas são teóricas e práticas. Por outro lado o pequeno índice encontrado no gráfico aponta que alguns conteúdos de grande importância, como exercícios físicos e atividades lúdicas, foram deixados de lado. Diante do resultado obtido cito Kunz (2004), para ele é necessário que o conteúdo seja ensinado na Educação Física Escolar de forma que não se desenvolva somente as habilidades e técnicas, mas deve incluir conteúdos de caráter teórico-prático permitindo assim que os alunos organizem a sua realidade. O gráfico 5 mostrou o que muitos autores consideram ideal, a conciliação entre a teoria e a prática. A prática requer uma revisão teórica para que o aluno execute a 35 atividade entendendo e sabendo o porquê de estar fazendo determinada atividade física e faze-la com mais motivação e prazer. Gráfico 6 – Participação nas aulas de Educação Física. 80% 73% 70% 60% 50% Sim 40% Não 30% 22% De vez enquando 20% 10% 5% 0% Questão 6 Para o gráfico 6 ficou claro que mesmo com a Educação Física sendo uma disciplina facultativa no Ensino Noturno a grande maioria dos alunos participam das aulas. Já que prevaleceu a resposta “sim” com 73% e em segundo a reposta “de vez em quando” com 22% quando se perguntou aos alunos se eles participam das aulas de Educação Física, o que é muito positivo já que apenas 5% dos alunos pesquisados não participam das aulas. Através deste resultado, que nos mostra um alto índice de participação dos alunos do Ensino Noturno nas aulas de Educação Física, percebe-se que a Educação Física é considerada por esses alunos importante e mostra que apesar da disciplina ser facultativa no Ensino Noturno os alunos tem a concepção de que para eles é fundamental participarem das aulas, já que a maioria dos alunos que estudam nesse período trabalham durante todo o dia e não tenham tempo para a prática de algum exercício físico eles utilizam essas aulas para a prática de exercícios e até mesmo evitar e combater algumas doenças, já que alguns alunos deste período tem a idade mais avançada, sendo também, essas aulas para eles uma fonte de lazer, já que muitos não desfrutam de tempo para isso. 36 Gráfico 7 – Grau de dificuldade em relação aos conteúdos das aulas de Educação Física. 60% 53% 50% 38% 40% Fácil Muito Fácil 30% Regular Dificil 20% Muito Dificil 10% 8% 1% 0% 0% Questão 7 De acordo com o gráfico 7, verificou-se no questionamento sobre o grau de dificuldade dos conteúdos das aulas de Educação Física, que prevaleceu a resposta “fácil” com 53% e a “regular” com 38%, assim, a maioria dos alunos não encontram dificuldades em relação aos conteúdos das aulas de Educação Física, mas alguns alunos têm pelo menos um pouco de dificuldade nos conteúdos das aulas, o baixo índice das respostas difícil e muito difícil se deve ao fato de que os alunos participam das aulas com prazer e de se tratar mais de um lazer, deve-se também ao fato de não se sentirem pressionados a serem aprovados ou reprovados com há em outras disciplinas do componente curricular. A Educação Física ser considerada como uma disciplina fácil é normal, já que os alunos estão desfrutando de uma atividade que proporciona um bem estar físico, mental e social e por estarem participando da aula por vontade própria. 37 Gráfico 8 – Opinião dos alunos em relação à qualidade das aulas de Educação Física. 45% 43% 40% 40% 35% 30% Boa 25% Muito boa 20% Regular 16% Ruim 15% Muito Ruim 10% 5% 0% 1% 0% Questão 8 Segundo o gráfico 8, constatou-se que os alunos quando foram questionados sobre o que acham das aulas de Educação Física, que prevaleceram as respostas “boa” com 43% e a “muito boa” com 40%, não deixando dúvidas de que os alunos do Ensino Noturno gostam das aulas da disciplina de Educação Física. Considera-se normal o baixo percentual de respostas nas opções ruim e muito ruim, já que no Ensino Noturno a Educação Física é facultativa, significando que eles participam das aulas só quando se sentem motivados ou quando gostam dos conteúdos aplicados nas aulas. É importante para os escolares que as aulas de Educação Física sejam de boa qualidade, pois é preciso que os alunos possam usufruir dos benefícios que a Educação Física oferece, para que, assim, eles tenham um melhor desenvolvimento físico, mental e social. Necessitam-se, também, de uma boa qualidade nas aulas de Educação Física para estimular os alunos, principalmente os alunos do Ensino Noturno no qual a disciplina é facultativa, a participarem das aulas e das atividades desenvolvidas pelo professor. 38 Gráfico 9 – Opinião dos alunos sobre como são as aulas de Educação Física em suas escolas. 70% 58% 60% 50% 40% Teóricas 30% 30% Práticas Teóricas e Práticas 20% 12% 10% 0% Questão 9 De acordo com gráfico 9, verificou-se que quando questionados sobre como são as aulas de Educação Física na escola em que estudam, a grande maioria dos alunos com 58% responderam que as aulas são teóricas e práticas. De acordo com as respostas obtidas as aulas de Educação Física são uma relação entre teoria e prática indo de acordo com Lorenz e Tibeau (2003) declarando que a Educação Física não deve atingir extremos: totalmente prática ou totalmente teorização. Isto implica que se deve haver uma consolidação de teoria e prática, aulas somente de um modelo repassa uma ideia falsa e fragmentada do que seja essa disciplina. A teoria e a prática devem caminhar juntas nas aulas de Educação Física, para que os alunos possam participar das aulas conscientes do que estão fazendo e para que esses se sintam mais motivados à prática das atividades desenvolvidas. 39 Gráfico 10 – Opinião dos alunos sobre como devem ser as aulas de Educação Física. 80% 70% 70% 60% 50% Teóricas 40% Práticas 30% 25% Teóricas e Práticas 20% 10% 5% 0% Questão 10 Segundo o gráfico 10, quando os alunos do Ensino Noturno foram questionados sobre como eles acham que as aulas de Educação Física devem ser, a grande maioria com 70% responderam que as aulas devem ser teóricas e práticas, neste caso eles estão satisfeitos, pois o gráfico anterior mostrou que as aulas de Educação Física são teóricas e práticas, indo de acordo com a opinião deles. Diante do exposto destaca-se Barbosa (1997), quando em suas considerações sobre teoria e prática destaca que “a teoria é um processo interno, abstrato – é o pensamento em si – e a prática é o ato concreto que se pode ver, ouvir, sentir; é quando nosso interior entra em contato com o mundo exterior”. A Educação Física é uma disciplina que abrange diversos temas, então se encontra a necessidade das aulas teóricas, a Educação Física precisa, nos dias de hoje, ter aulas sobre saúde, qualidade de vida, sedentarismo, e com isso motivar os alunos, principalmente os alunos do Ensino Noturno, a praticarem atividades físicas com regularidade, ou seja, a teoria entra com a motivação e a prática como papel de melhorar a saúde e a qualidade de vida. 40 Gráfico 11 – Motivação nas aulas de Educação Física. 70% 64% 60% 50% 40% Sim 29% 30% Não De vez enquando 20% 8% 10% 0% Questão 11 De acordo com o gráfico 11, verificou-se que quando os alunos foram questionados sobre se sentirem motivados nas aulas de Educação Física, a grande maioria respondeu que “sim” com 64% e logo depois “de vez enquanto” com 29%, deixando claro que os alunos do Ensino Noturno se sentem motivados nas aulas da disciplina de Educação Física. Sobre motivação encontra-se respaldo em Maggil (1984), segundo ele a motivação é importante para a compreensão da aprendizagem e do desempenho de habilidades motoras, pois tem um papel importante na iniciação, manutenção e intensidade do comportamento. Sem a presença da motivação, os alunos em aulas de Educação Física, não exercerão as atividades, ou então, farão mal o que for proposto. Destaca-se, também, Franchin e Barreto (2006) para eles do ponto de vista pedagógico, a motivação significa fornecer um motivo, ou seja, estimular o aluno a ter vontade de aprender. E uma das condições indispensáveis para o aluno aprender é o seu nível motivacional, que pode depender muito do professor. A motivação é algo essencial nas aulas de Educação Física, principalmente para os alunos do Ensino Noturno. Necessita-se de motivação para fazer com que os alunos participem das aulas, para um melhor desempenho e aprendizado do aluno e para alcançar os objetivos da aula, daí a importância do professor de motivar os alunos através de atividades prazerosas. 41 Gráfico 12 – Opinião dos alunos sobre o que eles gostariam de fazer nas aulas de Educação Física. 50% 45% 44% 40% 35% 30% 30% Praticar esportes Teoria 25% 20% 19% Exercícios Físicos Atividades Lúdicas 15% 7% 10% 5% 0% Questão 12 Na última questão do questionário foi feita uma pergunta aos escolares do Ensino Noturno com o propósito de apresentar sugestões sobre o que eles gostariam de fazer nas aulas de Educação Física, considerada pelos mesmos como sendo de fundamental importância para a melhoria das aulas de Educação Física. Embora não tenham sido delimitados os temas, pode-se perceber no gráfico 12 que as sugestões dos alunos se concentram em quatro temas, são eles: prática de esportes (44%), destacando-se ai o futsal e o vôlei, aulas teóricas (30%), exercícios físicos (19%) e atividades lúdicas (7%), as atividades lúdicas, apesar de pouco lembradas no Ensino Noturno, são de fundamental importância para essa clientela, já que são atividades que proporcionam lazer, descontração e prazer o que muitos alunos desse período não conseguem encontrar ou encaixar em seu cotidiano. Nota-se que os alunos do Ensino Noturno sugeriram a prática de esporte e as aulas teóricas, mais o gráfico 5 mostra que esses são os conteúdos que eles mais vivenciaram, será que eles só sugeriram isso porque foi os conteúdos aos quais eles mais tiveram acesso nas aulas de Educação Física?. Há uma necessidade dos professores de Educação Física, na inserção de novos conteúdos já que, a própria disciplina é de fato, uma área muito abrangente. Sabe-se que a disciplina é de extrema importância, mais se tornaria algo mais eficaz, se os próprios estivessem acesso á novos conteúdos, e assim, consequentemente teriam uma melhor formação. 42 6 CONCLUSÃO Considerando o exposto, foi possível verificar que a Educação Física no Ensino Noturno é vista pelos alunos como sendo de fundamental importância para sua formação. Nos gráficos 1, 2, 3 e 4 que tem o objetivo de identificar a importância da Educação Física para os alunos do Ensino Noturno, foram respondidos positivamente deixando claro o resultado obtido. Além de ser vista que a disciplina tem grande contribuição para sua formação, os alunos consideram ainda que a Educação Física é uma disciplina importante no componente curricular da escola e foi também constatado que os conteúdos da disciplina e até mesmo tirar notas altas na disciplina de Educação Física é vista pelos alunos como sendo importante. Verificou-se, também, que apesar da disciplina de Educação Física ser facultativa para os alunos do Ensino Noturno há um grande índice de participação nas aulas, constatou-se que eles acham o conteúdo dessa disciplina fácil e que a disciplina é boa em relação a sua qualidade. Quando questionados sobre como são as aulas de Educação Física, certificou-se que as aulas de Educação Física no Ensino Noturno são teóricas e práticas, sendo que nas aulas práticas o conteúdo mais vivenciado é o esporte, destacando-se ai o futsal e o vôlei. Diante disto pôde-se confirmar que os alunos encontraram-se satisfeitos, pois quando foram questionados sobre como eles preferem as aulas, eles responderam em sua maioria que as aulas devem ser teóricas e práticas. O estudo deixou claro nos resultados que os alunos se sentem motivados nas aulas de Educação Física e, por fim, verificou-se na última questão em que os alunos do Ensino Noturno deixaram suas sugestões em relação ao que gostariam de fazer nas aulas de Educação Física, que eles querem praticar esportes, ter aulas teóricas, exercícios físicos e atividades lúdicas. Diante do resultado conclui-se que os alunos do Ensino Noturno têm uma visão da Educação Física no que tange a sua função dentro da escola e entendem que a Educação Física é importante para escola e que contribui para que eles tenham uma vida mais saudável e também para sua formação social. 43 7 CRONOGRAMA 2011 ATIVIDADES JUL Escolha do Tema X Elaboração do Projeto X AGO Entrega do Projeto X Revisão do Projeto pelo orientador X SET Correção do Projeto de Pesquisa X Elaboração do Instrumento de coleta de dados X OUT NOV X X Coleta de Dados Férias DEZ X 2012 ATIVIDADES FEV Análise dos Dados Redação da Monografia Revisão da Monografia pelo Orientador Redação Final da Monografia MAR ABR X X MAI JUN X X JUL X X X Entrega da Monografia X Defesa da Monografia X 44 8 REFERÊNCIAS ARAÚJO, R.V. Ensino de Educação Física na Educação de Jovens e Adultos, Sob Um Olhar Psicopedagógico. Monografia (Especialização), p. 23, 26, Goiás, 2008. ARAÚJO, A.O. E OLIVEIRA, M.C. Tipos de pesquisa. 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Curitiba: Positivo, 2008. 48 ANEXOS 49 ANEXO I - Questionário QUESTIONÁRIO Caro (a) Aluno (a) este é um questionário que tem como objetivo analisar a disciplina de Educação Física no Ensino Noturno no que diz respeito à importância, conteúdo, participação, dificuldade, qualidade e motivação. O resultado deste levantamento será apresentado em um Trabalho de Conclusão do Curso de Educação Física da Universidade Federal de Rondônia – UNIR. Agradeço sua colaboração em participar do estudo respondendo as questões. Pesquisador: Júlio O. de Lima. I. PREENCHA OS DADOS ABAIXO: Serie/Ano:_________ Turma:________ Gênero: ( ) Masculino ( ) Feminino II. RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO: 1) Você considera a Educação Física importante para sua formação? ( ) Sim ( ) Não Porque?_________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ 2) Você considera a Educação Física como uma disciplina importante no componente curricular? ( ) Sim ( ) Não 3) Você considera importante tirar notas altas na disciplina de Educação Física? ( ) Sim ( ) Não Porque?_________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ 4) Você considera importante o conteúdo das aulas de Educação Física? ( ) Sim ( ) Não 5) Quais conteúdos você vivenciou nas aulas de Educação Física do Ensino Noturno? 50 6) Você participa das aulas de Educação Física? ( ) Sim ( ) Não ( ) De vez em quando Porque?_________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ 7) Qual o grau de dificuldade em relação aos conteúdos das aulas de Educação Física? ( ( ( ( ( ) Fácil ) Muito fácil ) Regular ) Difícil ) Muito difícil 8) O que você acha das aulas de Educação Física? ( ( ( ( ( ) Boa ) Muito boa ) Regular ) Ruim ) Muito ruim 9) As suas aulas de Educação Física na escola são: ( ) Teóricas ( ) Práticas ( ) Teóricas e Práticas 10) Você acha que as aulas de Educação Física devem ser: ( ) Teóricas ( ) Práticas ( ) Teóricas e Práticas 11) Você se sente motivado nas aulas de Educação Física? ( ) Sim ( ) Não ( ) De vez em quando 12) O que você gostaria de fazer nas aulas de Educação Física? 51 ANEXO II – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido NÚCLEO DE SAÚDE – NUSAU DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA – DEF TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO Declaro, por meio deste termo, que concordo em participar da pesquisa de campo intitulada IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO NOTURNO NA VISÃO DOS ALUNOS DAS ESCOLAS PÚBLICAS DO MUNÍCIPIO DE PORTO VELHO – RO, desenvolvida pelo acadêmico Júlio Oliveira de Lima, a quem posso consultar a qualquer momento que julgar necessário através do telefone: 9212-6064 ou email: [email protected]. Afirmo que aceito participar por minha própria vontade, sem receber qualquer incentivo financeiro ou ter qualquer ônus e com finalidade exclusiva de colaborar para o sucesso da pesquisa. Fui informado (a) dos objetivos estritamente acadêmicos do estudo, que, em linhas gerais é analisar a importância da Educação Física na visão dos alunos das Escolas Públicas do Ensino Noturno do Município de Porto Velho – RO. Fui também esclarecido (a) de que os usos das informações por mim oferecidas estão submetidos às normas éticas destinadas à pesquisa envolvendo seres humanos, da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde. Minha colaboração se fará de forma anônima, por meio de um questionário semiestruturado composto por 12 questões. O acesso e a análise dos dados coletados se farão apenas pelo pesquisador e seu orientador. Fui ainda informado (a) de que posso me retirar dessa pesquisa a qualquer momento, sem prejuízo para meu acompanhamento ou sofrer quaisquer sanções ou constrangimentos. O pesquisador se coloca à disposição para esclarecimentos sobre os resultados encontrados. Portanto, eu concordo em dar meu consentimento para participar como voluntário desta Pesquisa. Porto Velho, ____ de _______________ de 2011. ________________________________________ Assinatura do Pesquisador _________________________________________ Assinatura do (a) Participante