UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES “PESQUISA MERCADOLÓGICA: FATOR IMPORTANTE SUCESSO NO LANÇAMENTO DE UM PRODUTO” AUTOR JOSE JORGE DE OLIVEIRA ORIENTADOR PROFESSOR NILSON GUEDES RIO DE JANEIRO MAIO DE 2004 PARA OBTER 2 UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” MARKETING “PESQUISA MERCADOLÓGICA: FATOR IMPORTANTE PARA OBTER SUCESSO NO LANÇAMENTO DE UM PRODUTO” OBJETIVOS DO TRABALHO ACADÊMICO: ACOMPANHAR A CONCEPÇÃO DE UM NOVO PRODUTO DESDE A ANÁLISE PRELIMINAR DE PESQUISA DE MERCADO ATÉ A SUA FASE DE LANÇAMENTO. 3 AGRADECIMENTOS AOS AUTORES, CORPO DOCENTE DO PROJETO “A VEZ DO MESTRE”, AOS COLEGAS E ALUNOS, E EM ESPECIAL A MINHA ESPOSA, PELA DIGITAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DESSE TRABALHO ACADÊMICO. 4 DEDICATÓRIA DEDICO ESSA MONOGRAFIA AOS MEUS PAIS E FILHOS, PELO INCENTIVO E FORÇA PARA A CONCLUSÃO DESSE TRABALHO. 5 RESUMO Acompanhar a confecção de um novo produto desde a análise preliminar de pesquisa de mercado até a sua fase de lançamento. Foi utilizada pesquisa bibliográfica, o auxílio da internet e ainda entrevistas com alguns Gerentes de Produto. Esse trabalho procura detalhar com clareza e precisão a vida de um produto, desde o momento em que nasce como idéia até chegar as mãos do consumidor, oferecendo uma visão de conjunto de todo trabalho na área mercadológica. A descrição de gênese de um produto que consiste na sua concepção, desenvolvimento e comercialização, foi apresentada de acordo com um plano biológico e se articula em três grandes partes. Inicialmente, a concepção do produto, no curso da qual são estudados os problemas de pesquisa e seleção das idéias, depois, a gestação ou desenvolvimento, onde se examina o itinerário que percorre a idéia até tornar-se realidade e adquirir suas características definitivas. Nesse estágio, ainda falta preparar o nascimento, isto é, o lançamento do produto propriamente dito. Já a terceira parte expõe o nascimento do produto e todos os esforços necessários para leva-lo até o mercado, além de fazer um apanhado minucioso de todos os itens de comercialização. Todo esse estudo foi elaborado a partir de uma perspectiva essencialmente prática com o suporte das experiências e comportamento dos profissionais da área mercadológica e informações colhidas em obras de autores peritos nesse assunto. Esse trabalho serve de referência para quem busca informações mercadológicas, de ponto de apoio para aqueles que de perto ou de longe, participam de uma empresa moderna e de objeto de reflexão nus dos inúmeros momentos de hesitação e incerteza que se deparam os profissionais atuais na hora de lançamento de um produto, ou até mesmo, de uma promoção ou campanha publicitária. PALAVRAS CHAVE: Concepção, precisão, competência e sucesso. 6 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 07 CAPÍTULO I 09 A CONCEPÇÃO DO PRODUTO 09 CAPÍTULO II 22 O DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO 22 CAPÍTULO III 42 A COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO 42 CONCLUSÃO 59 BIBLIOGRAFIA 61 ÍNDICE 62 7 INTRODUÇÃO Esse trabalho procura detalhar com clareza e precisão a vida de um produto desde o momento em que nasce como idéia até chegar às mãos do consumidor, oferendo uma visão de conjunto de todo o trabalho na área mercadológica. A descrição da gênese de um produto, que consiste na sua concepção, desenvolvimento e comercialização, foi apresentada de acordo com um plano biológico e se articula em três grandes partes. Inicialmente, a concepção do produto, no curso da qual são estudados os problemas de pesquisa e seleção das idéias. Depois, a gestação ou desenvolvimento, onde se examina o itinerário que percorre a idéia até tornar-se realidade e adquirir suas características definitivas. Nesse estágio, ainda falta preparar o nascimento, isto é, o lançamento do produto propriamente dito. Já a terceira parte expõe o nascimento do produto e todos os esforços necessários para levá-lo até o mercado, além de fazer um apanhado minucioso de todos os itens da comercialização. Todo este estudo foi elaborado a partir de uma perspectiva essencialmente prática com o suporte das experiências e comportamento dos profissionais da área mercadológica e informações colhidas em obras de autores peritos neste assunto. O objetivo deste trabalho é servir de referência para quem busca informações mercadológicas, de ponto de apoio para aqueles que de perto ou de 8 longe participam de uma empresa moderna e de objeto de reflexão num dos inúmeros momentos de hesitação e incerteza que se deparam os profissionais atuais na hora de lançamento de um produto, ou até mesmo, de uma promoção ou campanha publicitária. As dúvidas, os erros, a imprudência e a falta de informações são obstáculos que surgem atualmente no decorrer do lançamento de um novo produto. Tanto que, com bastante freqüência, a criação e o lançamento de uma novidade deixam de ser conduzidos com a necessária competência, e o resultado são excelentes produtos que vendem mal, ou então, que a um sucesso técnico não corresponda a um sucesso comercial. Por quê? Por que o lançamento de um produto se transforma tantas vezes em fracasso? Será a falta de um homem certo no lugar certo para coordenar e dirigir todo o processo que envolve o lançamento de um novo produto? 9 I- A CONCEPÇÃO DO PRODUTO A concepção é a primeira fase da gênese do produto. Ela compreende o espaço que espera o momento em que se pensa a busca de uma novidade do momento em que, havendo-se reconhecido a validade aparente, decide-se ir mais longe e analisar todos os aspectos, a viabilidade da idéia. Esta fase pode ser estudada em duas séries de operações: a exploração e a análise preliminar. Exploração Consiste em avaliar e reconhecer as possibilidades de inovar que se oferecem em um determinado setor. A fase da exploração, por ser a mais vasta, é aquela em que se encontra maior dificuldade em penetrar e é por isso mesmo aquela que mais falha a reflexão sistemática dos dirigentes de empresa. Logo, é necessário fixar melhor a própria noção do novo produto, bem como, a necessidade de uma certa política de produtos. O produto, do ponto de vista comercial, é tudo aquilo que um consumidor recebe quando faz uma compra. O preço pago pelo consumidor, ou o que ele se dispões a pagar, não concerne apenas à materialidade de um objeto ou de um serviço, nesse preço estão incluídos, e cada vez mais, todos os elementos imateriais que acompanham o objeto: segurança, informação e, às vezes até serviço. 10 Quanto à noção de "novidade”, ela varia de acordo com o ângulo que a consideramos. Do ponto de vista da comercialização, pode-se dizer que o verdadeiro critério de julgamento reside na diferenciação do produto em relação aos seus concorrentes. Ou seja, novidade, nem sempre e nem somente é aquilo que é reconhecido como novo por quem o utiliza e não necessariamente por quem o produz. Concebe-se, perfeitamente, por exemplo, que o modo de embalar ou de preparar um produto seja suficiente, hoje em dia, para dar-lhe o aspecto de novidade. Isto significa afirmar que a novidade de um produto pode provir dos mais diversos componentes, como: uma nova forma, uma nova cor, um novo perfume, um novo preço, um novo acondicionamento, um novo desing, uma nova utilidade, uma nova performance, um novo modo de distribuição ou um método inabitual de aproveitamento. Se quiséssemos resumir os critérios de avaliação de uma novidade, do ponto de vista da comercialização, poderíamos dizer que: - a novidade é, antes de qualquer coisa, uma diferença; - esta diferença deve ser facilmente percebida por quem vai utilizá-la; - a novidade de ser esperada, conscientemente ou não, isto é, surgir em um momento em que venha corresponder a uma solicitação do modo de vida, e integrar-se nele. Dentre os novos produtos existem de início aqueles que criam necessidades ainda inexistentes. Foi o caso da televisão, do ar-condicionado, dos 11 filtros de cigarro e dos alimentos congelados. A novidade nesses casos é integral, porque além do produto é preciso despertar ou provocar a necessidade para criar o mercado. Um segundo tipo, mais freqüente, é formado pelos novos produtos surgidos de acordo com uma necessidade já existente. É o caso, por exemplo, do café solúvel, do leite em pó, das águas minerais, das maioneses em tubo, do sabão em pó, etc. Participa igualmente, das características de novidade o aperfeiçoamento dos produtos já existentes. Aliás, esta última categoria é a mais freqüente. O aperfeiçoamento pode-se revestir das mais variadas facetas. Pode proceder da fabricação e resultar numa melhoria. Incluem-se nesse caso, as canetas esferográficas, os barbeadores elétricos, as geladeiras, liqüidificadores e outros. Pode, também, tratar-se de uma modificação no aspecto (forma, cor, peso), da renovação do recipiente (o aperfeiçoamento das embalagens de cigarro, a modificação nas embalagens de shampoo), da criação de um acondicionamento múltiplo, ou gigante, ou que pode ser reaproveitado da passagem de um vasilhame que teria de ser devolvido para um do tipo “use e jogue fora”. Outras vezes a inovação provém da redução do preço ou também, do sistema de distribuição ou da mudança de marca. Constitui igualmente, uma novidade a criação de uma nova variedade de um produto que já existe, uma vez que o desejo de diversificação é uma conseqüência da elevação do nível de vida. É o que ocorre por exemplo, com as 12 sopas prontas, com os shampoo ou, ainda, com a multiplicidade das qualidades de leite em pó. A característica da novidade pode ser determinada pela modificação do modo de utilizar o produto, para o qual cria-se um novo hábito de consumo que cria, por sua vez, um novo mercado. Um exemplo disso é a propaganda do açúcar no sentido de aumentar o consumo de produtos açucarados. A novidade pode, enfim, consistir numa melhor utilização de um antigo produto. Os casos mais típicos são produtos em pó, refeições congeladas, produtos em conserva, etc. Os diferentes casos que foram apresentados permitem tirar a conclusão de que a novidade de um produto pode provir seja de uma novidade técnica, seja de uma novidade oriunda do mercado. Porém, antes de uma empresa lançar-se à pesquisa de um determinado produto é necessário haver-se estabelecido um amplo quadro em que se analise a orientação da empresa em matéria de novos produtos, pois cada produto é uma espécie de cavalo da mesma cavalaria e não deve prejudicar os outros: ao contrário, deve auxilia-los. Diante disso, a direção geral necessita, portanto, determinar uma política de produtos. A política de produtos pode ser definida, em primeiro lugar, pelo gênero de produtos a serem desenvolvidos. Ela consiste em determinar se deve procurar um campo específico para estabelecer a linha de produção. Além disso, e afora essa primeira escolha de caminhos, a política de produtos deve ocupar-se da linha de produtos, propriamente dita, isto é, 13 determinar o número de produtos e suas características essenciais: nível de qualidade, grau de diferenciação, etc. As categorias de produtos já existentes, vendidos pela empresa, e que se revelam mais solicitados, constituem uma indicação quase precisa da direção em que se poderá buscar uma expansão. Aliás, a inovação depende assim, não apenas das supostas necessidades do público, mas também, das possibilidades da firma e de seu desejo de exploralas da forma mais rentável, pois a inovação elaborada a partir dos setores em que a firma já possui experiência, torna-se ao mesmo tempo menos onerosa e menos arriscada do que aquela tentada em campos inteiramente novos. Uma política de produtos defini-se, também, por um certo nível de qualidade. Há sempre interesse em preservar uma certa homogeneidade na qualidade do conjunto de uma linha de produtos. Seja qual for a natureza da gema de produto, é sempre preferível evitar as diferenças muito acentuadas entre a qualidade dos elementos que a compõem. Já a política de segmentação do mercado consiste em compreender o mercado total de um produto como se ele fosse formado pela soma de um certo número de seções homogêneas formadas pelo consumidor, cujas necessidades vêm ao seu encontro e em criar produtos que mesmo não tendo a pretensão de satisfazer às necessidades médias do mercado total, adaptam-se a este ou aquele segmento desse mercado. A segmentação dos mercados tem por prioridades a fragmentação ou a diferenciação do produto. Este é um dos caminhos mais férteis de inovação que permite almejar benefícios certos e rápidos com riscos limitados. 14 O processo consiste em modificar o produto para adapta-lo da melhor forma possível ao segmento escolhido. A diferenciação do produto repousa, então, essencialmente, no fato de existir uma larga variedade de gostos e de preferências que se separam da parte central do mercado. Assim, cada vez que existe um número suficiente de pessoas com um gosto comum, elas constituem um segmento possível do mercado, uma vez que existem milhares de produtos que não terão nunca uma audiência total. Uma política de segmentação do mercado gera, no entanto, consideráveis problemas de análise desses segmentos e exige da empresa uma definição no sentido de selecionar aqueles que merecem ser atingidos. Uma vez definida a política de produtos, passa-se à pesquisa, primeiro passo da gênese de um produto. Por pesquisa compreende-se a busca e o reconhecimento das idéias adequadas, ao mesmo tempo, às possibilidades da firma e às necessidades do mercado. Portanto essa pesquisa necessita, inicialmente, ter por base o profundo conhecimento das necessidades e da evolução dos mercados que se deseja explorar. E só assim se poderá decidir se a pesquisa deve ser resolutamente ofensiva ou, ao contrário, se ela deve ter por objetivo inicial o aperfeiçoamento dos produtos já existentes, a fim de coloca-los em situação de primazia em relação as possíveis inovações da concorrência. Sugerir idéias de novos produtos constitui, evidentemente, uma das principais responsabilidades desses serviços que se situam no plano central da pesquisa experimental, além de serem eles, de certa forma, os responsáveis 15 primeiros pela solução de todos os problemas que envolvam fabricação e utilização dos produtos da mesma empresa. Por outro lado, é evidente que o papel desempenhado pelo serviço de pesquisa no que concerne à descoberta de novos produtos será tanto mais importante quanto maior o grau de tecnicidade atingido pelo produto. Mesmo os produtos de consumo aparentemente simples demandam de um enorme esforço de pesquisa. De resto, toda pesquisa é cara. Pois somas consideráveis são consagradas à pesquisa e ao acabamento de novos produtos. O fato do setor de vendas estar em constante contato com a clientela e, por via de conseqüência, conhecer melhor do que qualquer outro setor, as necessidades do público e o valor dos produtos direta ou indiretamente concorrentes podem trazer à coleta de idéias uma apreciável colaboração. Essa colaboração é especialmente válida para as pequenas ou médias empresas, isto é, aquelas que dispõem de um serviço de pesquisa menos aparelhado. Já as fontes externas da empresa são diversas e de valor diferente: podem ser os consumidores, os distribuidores, os inventores não ligados à empresa, concorrentes ou centros particulares de pesquisa. Num mundo em que o consumidor é o rei poderia se pensar que ele constitui uma fonte fecunda de inspiração, já que seus desejos serviriam de base às novas invenções (ou aperfeiçoamentos de produtos já existentes). Na verdade, entretanto, as informações e reclamações provenientes da opinião do consumidor, mesmo interessantes, tanto são, que se provoca, de vez em quando, entrevistas de grupos para discutir uma idéia a respeito de um determinado produto que se deseja desenvolver, não servem de indicação precisa para a criação ou 16 acabamento de produtos, porque o consumidor, por mais ávido que seja, não tem “imaginação industrial” e os desejos que tem a respeito de um produto são, em geral, vagos, e só se delineiam quando o consumidor está em face do produto. O consumidor é um bom crítico. Ele conhece perfeitamente os pontos fracos dos produtos de que se utiliza. Essa informação é extremamente útil porque constitui com freqüência, o ponto de partida para uma idéia ou uma pesquisa. Como nos casos das organizações de consumidores, os distribuidores podem ser aproveitados no sentido de se extrair deles as lições que o contato com o público lhes ensinou. É desnecessário dizer que a posição deles é excelente, já que o contato com os consumidores é permanente. Um bom vendedor pode fornecer uma mina de informações que, freqüentemente, estavam inexploradas. Os grandes pontos de distribuição determinam por si próprio as características dos produtos de maior vendagem. O papel do inventor é cada vez mais reduzido porque um novo produto, só raríssimamente, é fruto de uma imaginação solitária. Por outro lado, é muito comum que o inventor tenha a responsabilidade do seu invento uma noção subjetiva e lhe dê excessivo valor, esquecendo que quase sempre é necessário um duro trabalho de pesquisa complementar para tornar uma idéia comercializável. Em última análise, a organização de uma pesquisa encomendada fora é sempre necessária quando a empresa em um campo que não lhe é familiar. Recorrer a concorrência como fonte de idéias pode ser um recurso de extrema importância, já que a observância do que faz ou pensa uma outra firma, 17 mesmo agindo numa linha de produção totalmente diversa, tem trazido resultados positivos, às vezes, mesmo a compra pura e simples de um produto e, até, de uma firma inteira. Outra maneira de utilizar a concorrência é copia-la. No momento em que o produto novo é lançado por um concorrente, é suposto que este artigo tenha sido cuidadosamente estudado, analisado, criticado, testado, não apenas do ponto de vista técnico, mas comercial, e muitas vezes uma tal performance nos leva a lançar um produto semelhante, se possível aperfeiçoado. Ele tem a seu favor a vantagem de minimizar os riscos do lançamento. A melhor maneira de estimular o lançamento de novos produtos é multiplicar as oportunidades de abertura com o mundo exterior, aprofundando ou intensificando os contatos com os consumidores, sua psicologia, a instabilidade e eterna dinâmica da vontade de consumir. A experiência indica que é mais interessante orientar o público do que, simplesmente, segui-lo. Mas não há verdadeiro lucro, não há sucesso comercial que não envolva uma dose de coragem, iniciativa e até risco. A procura de um novo produto é principalmente orientada pela detecção dos atuais produtos de uma firma, a fim de ocultar os sinais de envelhecimento, isto é, de prever as medidas necessárias a serem tomadas, seja para os substituir, seja para melhora-los. O envelhecimento pode ser identificado por um conjunto de sintomas: diminuição do volume de vendas, diminuição do preço, diminuição da taxa de lucratividade, aumento das despesas de venda e de publicidade, redução da parte que o produto ocupa no mercado, degradação do poder aquisitivo dos 18 consumidores, ausência de reação nas operações de promoção e merchandising etc. Quando isto acontece, é necessário encontrar as causas deste enfraquecimento a fim de decidir se o produto deve ou não continuar, se deve ser suprimido imediatamente, e ainda há chance de tentar relançá-lo ou se vale à pena ser reestruturado. Em certos casos o produto conserva algumas características de um artigo de boa aceitação, mas pertence a um mercado que se retrai e cede lugar a um outro: é o caso sabão de cozinha em relação aos detergentes, do chocolate bruto ao chocolate fino. Às vezes, a necessidade de um produto advém do aparecimento de um produto concorrente. Se em alguns casos não constitui maior problema uma empresa chegar a um mercado após um concorrente, na medida em que este concorrente tenha servido para abrir o mercado e pisar primeiro o terreno, é absolutamente desastroso tentar omitir-se desse mercado. É esta situação que gera, na maioria das vezes, a necessidade de certas firmas lançarem novidades. Neste caso, seja qual for a razão pela qual uma exploração e uma pesquisa são levadas a cabo, é sempre útil sublinhar que elas devem ser feitas em tempo oportuno, sem esperar, por exemplo, que o produto deve ser substituído acabe agonizando ou que a concorrência tenha tomado a frente. Os prazos de exploração, de pesquisa e de comercialização convenientes a um novo produto são sempre longos, ou pelo menos mais longos do que o previsto. Mas, e, sobretudo, a sua duração é incerta. De tal forma que são numerosos os imponderáveis e imprevistos que surgem de toda a parte à medida que se elabora 19 um produto. Sem podermos fixar uma regra, não seria absurdo dizermos que o prazo mínimo é de poucos meses e que é raro encontrarmos lançamentos que necessitem de um, dois ou até mais anos para vir à tona. Desta forma, a fase de exploração permite colocar corretamente o problema e engrenar, na medida do possível, e tão judiciosamente quanto se possa, todas as idéias a respeito de um novo produto. Mas nem todas as idéias são boas. Pode-se mesmo dizer que a maior parte delas ou são más ou inviáveis. Assim, é necessário fazer-se uma rigorosa seleção, que é a principal tarefa da análise preliminar. Análise Preliminar Permite um exame superficial, mais global, dos anteprodutos e das idéias que puderam ser reunidas. Distinguir de uma onda de idéias a melhor delas é um trabalho particularmente delicado, ainda mais que nesse terreno os fracassos são especialmente onerosos. Por esta razão, antes de aplicar aos projetos pesquisas intensivas, é sempre útil proceder a uma seleção inicial. A análise crítica de resto deve ser uma preocupação constante ao longo de toda a fase de concepção de um produto, até o momento em que fique comprovada à sua viabilidade. A análise preliminar é primeiro obstáculo a que se deve submeter uma idéia. O método a ser usado varia de acordo com as firmas, em alguns casos, ele praticamente não existe ou se reduz a algumas avaliações aproximativas. Em outros casos, ele é levado mais a sério e merece longos e custosos estudos. 20 No método de análise, a primeira disposição consiste em expor da forma mais clara, completa e objetiva que for possível o teor da idéia, suas características e aparentes possibilidades. Já a determinação dos fatos que devem merecer a análise é ainda considerada preliminar, assim toda observação deve restringir-se aos aspectos que poderiam impedir a continuação do estudo, e de acordo com o produto, a atenção maior deve recair sobre o aspecto preponderante. Por exemplo, se tratar do aspecto técnico, deve-se cuidar das possibilidades produção, da natureza das instalações e da aparelhagem, do potencial de mão-de-obra qualificada etc. Se o que merecer maior cuidado for o aspecto financeiro deve-se pesquisar o emprego de fundos, a capacidade de empréstimo da empresa, a situação do mercado financeiro, as licenças e marcas que existem neste terreno, os não registros dessa mesma idéia, e assim por diante. Finalmente, quando o ponto vulnerável concerne ao aspecto comercial e publicitário, todo o esforço deve dirigir-se ao levantamento do mercado no sentido de verificar se ele já não está saturado, ou pesquisar a situação dos produtos do mesmo gênero, a ver se a rede distribuidora tem condições de leva-lo a todos os distribuidores e se os representantes podem ainda absorver este novo produto. Imediatamente após essa análise preliminar deve-se proceder à análise da própria idéia do produto. É recomendável, por exemplo, observar, em primeiro lugar todos os aspectos positivos. E este método é necessário por duas razões: primeiro, porque a experiência demonstra que em face de um novo produto é mais fácil criticá-lo do que absorvê-lo. A seguir, porque se os aspectos positivos não forem previamente analisados, eles correm o risco de serem superados pelas objeções, sempre mais numerosas e contundentes. Só então terá lugar o estudo dos aspectos negativos. 21 A análise preliminar deve ser feita levando-se em conta os três pontos de apoio em que merece consideração o perfil de um produto: a empresa que o produz, a clientela de distribuidores e o público, só assim terão sentido a análise dos pontos positivos e negativos. A decisão é, às vezes, tomada de maneira empírica, mas o ideal é que ela seja o resultado de uma criteriosa escolha. Decidir a esta altura, quer dizer determinar se o produto passará ao estágio seguinte, isto é, ao acabamento do produto. 22 II- O DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO Uma vez concluída a fase de exploração e análise preliminar e, consequentemente, estabelecido o caminho a ser seguido, tem início à fase de desenvolvimento do produto, fase, aliás, muito semelhante ao que é a gestação no plano biológico. Este período vai da decisão de prosseguir a pesquisa até o momento em que a idéia, progressivamente transformada em produto prestes a ser vendido, torna-se decisão de lançar o produto no mercado. Este estágio é, ainda, o da aplicação dos métodos técnicos à idéia original, aquele em que se supera a idéia de maneira a tornar a pesquisa mais específica e em que a invenção começa a se modelar às exigências do mercado. Sua importância, sua duração, as dificuldades encontradas, variam, evidentemente, na proporção direta do gênero do produto e da natureza da novidade. A duração, sobretudo, é longa, às vezes ilimitada, na medida em que ela se identifica com o aperfeiçoamento técnico. Quando acontece a junção de uma nova variedade a uma linha de produtos, por exemplo, só cria problemas conhecidos e relativamente fáceis de serem resolvidos. Mas quando se trata, ao contrário, da introdução de um artigo inteiramente novo, a fase de acabamento pode se prolongar por meses, durante os quais os serviços técnicos, financeiros e comerciais terão de enfrentar problemas de toda ordem. 23 O custo do desenvolvimento de um produto não é menos importante. Na verdade é a fase de inovação que exige um maior esforço em termos de ensaios, tentativas, investimentos e mão-de-obra técnica. Existe de resto, uma estreita relação entre o custo do desenvolvimento e a sua relação: o dinheiro pode, neste caso, substituir o tempo. A noção de "duração do mercado" é uma dimensão freqüentemente negligenciada, mas que pesa cada vez mais nas estatísticas da vida de um produto, ou seja, na avaliação do seu lucro. A probabilidade de uma vida breve ou do surgimento de um produto concorrente milita em favor de um rápido acabamento, isto é, de um desenvolvimento menos profundo, pois se ganhará tempo e dinheiro. Na prática, a fase de desenvolvimento se desdobra em duas etapas sucessivas e mais ou menos nitidamente formuladas pela vivência. A primeira comporta-se a uma análise, desta vez bem mais cuidadosa, da situação do mercado, o que permite um estudo mais penetrante das futuras especificações do produto. Munida desses resultados que prefiguram, ao mesmo tempo, a quantidade passível de venda e o preço de revenda, a direção pode ter uma idéia mais clara da taxa de lucro e de sua dimensão, isto é, do interesse despertado pela novidade. Se os resultados parecerem satisfatórios, a pesquisa técnica é automaticamente chamada a aprofundar seus estudos e chegaremos à fabricação, 24 seja de um protótipo, seja das amostras de laboratório, através das quais a reação do consumidor pode ser detectada. Os resultados desta primeira sondagem permitem, então, modificar o produto no sentido de melhor adaptá-lo às solicitações do mercado. Mas se esta segunda etapa iniciar um resultado positivo, os estudos devem concentrar-se na melhor maneira de efetuar o lançamento em série. De resto, todas estas operações são interdependentes e nem sempre a cronologia das prioridades é determinada, o que obriga a que se proceda a sucessivas aproximações. É a fase onde são comuns os atrasos, mal entendidos e os focos de atrito, o que nos leva a considerar muito importante fixar, desde o começo, os métodos de trabalho, sob pena de agravar os riscos de fracasso. A fase de desenvolvimento consiste nas seguintes etapas: Os Métodos de Trabalho Estes métodos concernem, essencialmente, à organização e a concepção das operações relativas aos novos produtos. A organização varia bastante de acordo com as sociedades, sobretudo porque cada empresa costuma ter seu próprio sistema sem que nenhum tenha ainda superado os demais. Varia, ainda, porque os lançamentos obedecem a circunstâncias que dependem de fatores variáveis. No passado, era a direção técnica que assegurava, na maioria das vezes, a coordenação do conjunto das operações. Hoje, quando a necessidade de levar em 25 conta as exigências do consumidor é muito mais acentuada, é a direção comercial quem, em geral, assume a responsabilidade. Esta tarefa é complexa. Ela assume uma coordenação sistemática dos diversos envolvidos, sem o que a idéia original nunca tomará forma de produto, seja porque a direção que desejava multiplicar a nova linha não logra resumir ao mesmo tempo os elementos necessários à tomada da decisão, seja porque a seleção das idéias apresentadas é feita de forma confusa ou, ainda, porque o laboratório se encontra repleto de projetos sem valor que atrasam, por isso mesmo, a análise e a conseqüente fabricação dos produtos aprovados prioritariamente. As funções do setor de novos produtos a que nos referimos são as seguintes: • suscitar e receber idéias acerca de novidades; • encaminha-las ao setor responsável pela análise preliminar; • determinar as responsabilidades de cada serviço envolvido nas operações de desenvolvimento; • assegurar a coordenação dos diversos setores; • operar a síntese dos elementos, informar a direção geral e propor as recomendações necessárias à aprovação final; • gerar um orçamento de pesquisa de novos produtos; • controlar a boa execução do que foi deliberado e previsto. A responsabilidade desse setor só cessa quando o produto está preste a ser lançado ou, então, já foi colocado no mercado ou, ainda, quando a comercialização foi coroada de sucesso. 26 Para funcionar de forma adequada, o setor de novos produtos deve ter a possibilidade de ação correspondente à tarefa que lhe for destinada, para que a direção geral da empresa deve delegar-lhe os poderes necessários. Já a coordenação das operações necessita, em primeiro lugar, estabelecer um plano de conjunto que exponha toda a programação. Este plano estabelece as sucessivas etapas que deve seguir a fabricação do produto e o tempo necessário para isto. Para isso mesmo, este plano permite fixar uma idéia bem mais realista da data de saída do produto, porque sem esse plano as chances de um fracasso multiplicam-se consideravelmente. Para estabelece-lo, é necessário mobilizar a cooperação de todos os serviços e de todos os setores envolvidos no lançamento de um produto: pesquisa e desenvolvimento, serviços técnicos, pessoal, estudos de mercado, fabricação, distribuição, serviço de produtos, vendas publicidade, etc. Um plano lógico, preciso e detalhado, permite, a cada instante, um controle mais completo do desenrolar das fases de lançamento. O método PERT (programa, avaliação e revisão técnica) é um método de análise e de controle de projetos que permite precisamente prever e seguir com exatidão as sucessivas etapas de um programa. É a forma mais adequada e mais fácil de controlar os prazos de um projeto. Este método pode também ser utilizado em escala menor para a supervisão da infinita complexidade que representam as operações de concepção e lançamento de um novo produto. 27 Assim o PERT obriga a que se tome consciência de forma sistemática das correlações entre as operações, o que permite coordenar um perfeito entrosamento entre todos os setores e serviços envolvidos no processo. Além disso, o PERT permite avaliar o grau e a gravidade dos atrasos eventualmente ocorridos à medida que eles se produzem, o que possibilita, por sua vez, que se tomem as decisões necessárias para corrigi-los. Análise do Mercado e do Produto. Neste estágio o objetivo da análise do mercado é duplo. Primeiro, conhecer todos os componentes das suas necessidades e, desta forma, oferecer maior consistência ao futuro perfil do novo produto. Segundo, fornecer indicações exatas e mais detalhadas sobre os traços realmente essenciais do mercado em que ele se desenvolverá. Esta análise tem condições de fornecer uma medida mais nítida do risco que vai ser corrido e, consequentemente os seus limites, já que o produtor terá reunido muito mais elementos que lhe permitem adaptar o produto às necessidades qualitativas e quantitativas do público visado. Mas, por importante e extremamente necessária que seja a análise do mercado, ela tem os seus limites, pois na prática é tão perigoso acreditar-se cegamente nela quanto lhe menosprezar o alcance. Inversamente, é a ausência de interpretação ou a mediocridade da análise que torna mais sujeitos à precaução os resultados diretamente utilizados. É necessário que se saiba, também, que o estudo do mercado demanda tempo e dinheiro. 28 O estudo nessa fase concerne tanto à demanda quanto à oferta, e em cada um desses aspectos, deve ser qualitativo e quantitativo. De uma forma geral e, sobretudo quando se trata de um produto muito novo, é sempre importante analisar, com antecedência, a sua demanda, ou seja, o contexto em que esse produto vai se inserir, e verificar até que ponto a idéia que o gerou coincide com as grandes tendências do mercado. O estudo deve, pois, investigar a posição do mercado para apreciar as perspectivas de expansão e a esperança de vida do produto. A análise da evolução econômica e social também está muito ligada ao lançamento comercial de um produto. Isto porque o marketing deve ter sempre uma visão precisa das grandes tendências, pois são elas que modificam, quando não determinam, a incessante transformação da atitude do consumidor em face do mercado, ao mesmo tempo em que criam condições propícias de adaptação aos novos produtos. Lançar um novo produto é, assim, uma decisão cujas conseqüências estão ao mesmo tempo próximas e longínquas. O exame destas tendências consiste, basicamente, em pesar as vantagens e os inconvenientes que estas conseqüências terão no tempo de vida e na reabilitação do futuro produto. A influência delas varia, assim, em importância, de acordo com o gênero do produto. Podemos classificar estas tendências em: • Tendências demográficas • Tendências sociológicas • Tendências econômicas 29 • Tendências comerciais As tendências demográficas constituem um dos elementos mais importantes porque representam um dos fatores mais importantes na análise da expansão do mercado. As previsões demográficas indicam não só a evolução deste dimensionamento, mas, sobretudo, a estrutura da população, ou seja, proporção por idade e proporção de jovens, evolução de pessoas por lar, número de casamentos, faixa de salários, taxa de natalidade, etc. As tendências sociológicas e as grandes modificações que afetam o modo de vida são tão importantes quanto à evolução demográfica. Quer se trate de urbanização progressiva ou de descentralização, de evolução de número de mulheres ou de duração do trabalho, de tempo de lazer ou de seu emprego, da influência da televisão ou da publicidade, enfim, cada um destes elementos e sua repercussão devem constituir matéria de estudo sistemático na adequação do produto ao público que se deseja atingir. As tendências econômicas se manifestam em longo prazo (evolução da produtividade, do poder de compra, da repartição de renda, da faturação das necessidades daí resultantes etc.) ou em curto prazo (tendência à inflação ou à depressão, bem como as conseqüências que qualquer uma dessas distorções da moeda gera nas perspectivas de compra), tudo concorre para a modificação do volume de poupança, para a melhor repartição da renda, e por aí a fora. As tendências comerciais influenciam no desenvolvimento do livre serviço e das grandes superfícies de vendas, na desespecialização e na concentração, no surgimento de novos circuitos, tais como a distribuição automática e a venda por correspondência, a transformação do papel do atacadista, a prolongação das horas de abertura das lojas, a supressão dos preços tabelados e a aparição de 30 novos distribuidores, assim como na diminuição das margens de benefício e nas rebaixas de preço, que deve ser também considerados com o maior cuidado para evitar que o produto a ser lançado seja afetado. Este estudo de tendências é uma tarefa de economistas, pois ela deve ser desenvolvida, seja a partir de estudos econômicos gerais (os trabalhos do Plano que constituem elementos particularmente apreciáveis), seja a partir de estudos especiais (estudos das intenções de compra, sondagem de opinião etc.). Nesta fase de estudo é de vital importância para o sucesso de um bom lançamento, considerar com o máximo de precisão possível a que público de consumidor o novo produto vai atingir, isto é, sobre que categoria de público deverá concentrar um maior esforço. Para desenvolver um estudo desse tipo é necessário considerar sucessivamente os utilizadores de produtos direta ou indiretamente similares. Os utilizadores de produtos similares são, sem dúvida, os mais interessantes a examinar, uma vez que representam uma tendência bastante semelhante à que se deseja atingir com o novo produto. Mas constitui, em contrapartida, um mercado bem mais difícil de desabituar ao consumo dos produtos concorrentes. Contudo, é sempre vantajoso ingressar em um mercado em que o produto a ser lançado pertence a uma categoria já utilizada por quase todos (o sabão, por exemplo), ou em que a inovação é de tal forma marcante que dá ao futuro produto uma vantagem indiscutível sobre os existentes. Quando a situação é inversa, vale mais orientar a pesquisa no sentido de descobrir uma nova faixa do mercado. A partir daí, pode se situar entre os 31 utilizadores que abandonaram o uso do produto, ou dos indivíduos que nunca utilizaram esse tipo de produto. Para que se possa fazer uma estimativa da demanda do futuro produto é importante analisar a proporção do mercado que ele vai ocupar e a posição que deverá tomar nesse mercado. Além disso, o lugar que o novo produto deverá tomar no mercado deve ser examinado levando-se em conta a maior ou menor saturação do mercado e o gênero de consumidor que se busca alcançar. O aspecto quantitativo da demanda é fundamental porque fornece as informações de base que, junto com a freqüência de utilização do produto, traçam a previsão e dão a medida do mercado possível. A seguir, vêm as informações de ordem qualitativas sobre o mercado: zonas geográficas em que se situam os prospectos, sexo, idade, traço social, profissão etc. A análise da oferta atual, isto é, dos outros produtos que existem no mercado, é igualmente importante na medida em que permite determinar os obstáculos que o futuro produto vai precisar transpor para fazer face à concorrência. Esta concorrência pode ser direta (quando se trata de um produto novo lançado no mercado em que a necessidade já existe) ou indireta (quando se trata de uma inovação radical). Nesta análise da oferta, fazer o inventário dos produtos realmente concorrentes é fundamental. É necessário estuda-los cuidadosamente, tanto do 32 ponto de vista de suas composições, quanto de suas qualidades de uso, preços, etc. A análise da concorrência nos levará a examinar igualmente a política comercial da concorrência: tipos e despesas de publicidade, circuitos e zonas de distribuição, índices de difusão, pessoal de vendas, e assim por diante. Essas informações são indispensáveis na preparação do lançamento comercial de um novo produto. Além de oferecerem uma visão global do mercado de oferta, seja no que se refere à sua dimensão, como a sua estrutura ou sua evolução. São informações que permitem analisar no plano qualitativo a importância, o crédito e a preferência de que gozam as diferentes marcas. Para obtermos estas informações é necessário reunir em uma única síntese as informações obtidas anteriormente através dos seguintes meios: • estatísticas públicas; • estatísticas profissionais; • estudo de monografias que tenham sido realizadas; • publicações profissionais; • experiência dos empregados da firma. Ao término desse processo de estudo do mercado, o responsável pelo setor de lançamento de novos produtos ou, em certos casos, a própria direção geral, está em condições de tomar uma decisão ou, pelo menos, orienta-la com maior clareza. E o resultado dessa decisão determinará: 1º - Em que sentido deve ser concentrado o estudo do produto; 2º - Que gênero de mercado é mais conveniente atacar; 3º - Que quantidade deve ser produzida e a que preço; 33 4º - Quais os melhores canais de distribuição que devem ser utilizados; 5º - Que tipo de comercialização deve ser escolhido e, que contingente de força de venda e de esforço publicitário deve ser mobilizado. Este é, como se pode observar, um importante momento na história do desenvolvimento de um produto, pois a partir dele será empreendida uma gama de pesquisas exteriores. A Elaboração Técnica do Produto Uma vez delineados os limites do desenho, passa-se ao acabamento técnico. Na fase de desenvolvimento, este acabamento técnico é a etapa em que se elabora o produto em todas a suas características. Etapa capital porque, seja qual for a importância dos fatores comerciais, é principalmente a qualidade do produto que se constitui em condição necessária do seu sucesso. A partir das informações obtidas com o estudo do mercado, a direção de uma empresa pode fixar, com muito mais precisão do que antes, o perfil ideal do futuro produto. A elaboração do produto comporta por um lado, a sua definição comercial e, pelo outro lado, o seu acabamento técnico. A definição comercial do produto permite indicar os seguintes elementos: 34 • As qualidades de performance. Variando com o produto elas podem ser: especificação de resistência, de durabilidade, de economia, de segurança, de conforto, de estocagem e de transporte. • As condições de preço. Um técnico deve saber que o preço de custo não poderá ser superior ao seu nível. • As características físicas. Isto é, o peso, o porte, a cor e o conteúdo. • O modo de apresentação. A escolha deve ser feita pelo serviço comercial e definir se a apresentação será em líquido, em pó, em pasta, em protótipo de acondicionamento (vidro, tubo, caixinha), e o material correspondente (vidro, ferro, alumínio, papelão, etc.). • O nível de qualidade. Dentre os diversos níveis que podem ser propostos pelos técnicos, nem sempre o melhor é necessariamente o que deve ser seguido. Porque as qualidades escolhidas dependem da política comercial que se deseja seguir. • A composição das variedades. Quando se trata de um produto que deve comportar, por sua própria natureza, diversas variedades, devem ser fixados os números e a natureza delas. • A determinação dos tamanhos. O tamanho deverá ser definido em função dos preços, das necessidades do público e das possibilidades de conservação. Quanto aos tipos de tamanho (garrafinha normal, tipo família ou gigante) deve ser levada em conta a diversidade prevista pelos utilizadores e o gênero de política de promoção de vendas que se deseja estabelecer. O acabamento técnico é a definição ideal do futuro produto que comporta igualmente um certo número de elementos incorpóreos, que cada vez mais se misturem ao produto. De tal forma que a venda de um produto compreende essencialmente na venda do serviço que ele presta, pois o público não compra apenas um determinado bem, mas a segurança e o serviço que este bem pode oferecer. 35 Esta etapa permite ainda à direção técnica de uma empresa iniciar uma série de trabalhos, como: • Os trabalhos da pesquisa técnica. No decorrer do desenvolvimento do produto é essencial que o serviço de pesquisa mantenha contatos freqüentes com os outros serviços da empresa. Primeiro, com a direção geral, à qual são submetidos os orçamentos de pesquisa, os programas e a prestação de contas dos adiantamentos. Mas é essencial que além dessas relações hierárquicas os pesquisadores se envolvam o mais completamente possível na vida da empresa e que o diretor de pesquisa participe da elaboração de programas gerais e das decisões mais importantes. • O estudo das condições de fabricação. Compreende dos seguintes elementos: aptidão do pessoal envolvido, qualidade e quantidade do pessoal mobilizado pelos diversos setores, características das instalações, possibilidades de abastecimento e previsão da aparelhagem necessária. • A estimativa provável do preço de custo. Esta estimativa só é possível depois de termos orçado o conjunto de elementos que compõem o produto e, uma vez feito isto, reportamos os resultados às previsões de venda. • A garantia. Do momento em que um produto é vendido sob a proteção de uma marca, esta marca constitui a sua melhor garantia. Mas para que um produto ganhe aos olhos da concorrência e do consumidor um atrativo complementar é conveniente que essa garantia seja formal e explícita, como é o caso da garantia de durabilidade (típica de relógios e aparelhos eletrodomésticos), da garantia de eficiência (um horário maior de funcionamento), da garantia de resistência (ao calor, frio, choque, água, etc.) e assim por diante. Outra modalidade de garantia é o compromisso de troca em caso de falha. • Os serviços. Um produto não é apenas um objeto, pois na medida em que a economia se torna mais elaborada o público exige dos produtos segurança, boa performance, garantia e uma série de qualidades subjetivas que assegurem o conforto e a satisfação do consumidor. Muito freqüentemente o serviço constitui o melhor meio de diferenciar um produto de seus concorrentes. Então, a 36 necessidade de prestar serviço passa a ser não apenas uma exigência do consumo, mas também, um elemento de complexidade e originalidade de um novo produto. Teste do Novo Produto Desde o momento em que o produto toma forma, ele passa a ser objeto de vários testes. O que é evidente, já que o objetivo principal de uma empresa, ao lançar um novo produto, é estar segura de sua aceitação por parte do público que o consumirá. O risco é considerável. O lançamento de um produto novo custa extremamente caro. O teste pode evitar, dessa forma, uma perda de dinheiro, de tempo e prestígio. Mas o resultado mais freqüente do teste não é condena-lo integralmente e sim modificar certos pontos do produto. Por outro lado, o alcance dos testes é limitado. Além dos erros de interpretação eles têm contra si uma certa imprecisão e, sobretudo, o fato de o valor de suas informações ter validade temporária e não levar em conta o tempo de que precisa um produto para conquistar o seu lugar no mercado. O que não quer dizer que esta limitação deva excluir o teste. Com todas as imperfeições ele ainda é recomendado porque mesmo se considerando que o consumidor tem tão pouca imaginação, não devemos esquecer que ele tem excelente espírito crítico. Fazendo surgir melhoramentos que não haviam sido pensados ou, inversamente, demonstrando que o que se considerava vantagem não era de interesse para o público. 37 A maior contribuição do teste reside justamente nessa duplicidade: ao mesmo tempo em que diminui os riscos de um fracasso aumenta as chances de sucesso na medida em que dota o produto de certas características eventualmente esquecidas. Podemos distinguir dois tipos de testes: o teste técnico e o teste de aceitabilidade. O teste técnico é o primeiro a ser feito. Seu objeto é limitado. Ele consiste em analisar as características do produto e compara-las às dos produtos concorrentes. Assim, estabelece-se uma visão da performance do novo produto. Este teste é feito em dois tempos. Primeiro procede-se a um teste de análise que mede se o produto esta conforme as especificações previstas. Segundo faz-se um teste de uso que permite auferir o valor do produto em si. Já o teste de aceitabilidade consiste em obter a primeira reação do consumidor potencial em face do novo produto. Os métodos são diversos e variam de acordo com a natureza dos pontos que desejamos por a prova, o tempo, os créditos de que dispomos e o grau de precisão que queiramos atingir. O normal, no entanto, é fazer apenas algumas perguntas ao próprio pessoal da empresa. A amostra é limitada e, na maioria das vezes não representativa, e corre-se sempre o risco de não obter por parte do entrevistado a objetividade desejada. As entrevistas de grupo, reunindo os consumidores em pequenos grupos sucessivos, permite estabelecer-se uma gama de opiniões sobre o produto 38 bastante variada, e a troca de pontos de vista entre os membros do grupo automaticamente acarreta uma maior reflexão. Um teste bem mais completo, no entanto, é o que consiste no envio do produto à casa do consumidor para que ele o experimente. Em geral é uma forma de teste, anônimo, contra outros produtos. Este método é bem mais preciso do que o precedente: a amostra pode ser mais representativa e seu tamanho permite auferir o grau de precisão que julgamos necessário. O único inconveniente é ser mais caro e durar mais tempo. As perguntas feitas neste teste são numerosas e variadas. São perguntas sobre as qualidades físicas (gosto, cor, odor, condicionamento, forma, tamanho), pergunta sobre as razões da preferência, sobre as ocasiões e as maneiras de utilização do produto, perguntas sobre os serviços que presta o produto, perguntas sobre o preço, sobre o nome da marca, comparação com outros produtos concorrentes etc. Toda vez que se trata de produtos inteiramente novos, o teste não pode ser formulado em termos de escolha entre o produto que se está lançando e um outro similar da concorrência. Da mesma forma, quando o produto não pode ser em termos de reconhecimento neutralizado, porque sua marca de fábrica não pode ser desprezada ou porque sua forma e características seriam imediatamente reconhecidas, o teste deve ser feito usando-se apenas o produto. Às vezes a sondagem é completa por uma entrevista feita entre os entrevistados. Este confronto permite obter reações mais vivas e mais pertinentes e são de imenso interesse para os redatores publicitários, que podem tomar conhecimento dela sem serem vistos ou, então, ouvir a gravação com a impressão de quem esteve presente à entrevista. 39 A Decisão de Lançamento Uma vez o produto pronto, suas possibilidades estudadas, efetuados os primeiros testes, chega o momento da decisão capital de saber se ele deve ou não ser lançado. Esta decisão constitui a conclusão da fase de desenvolvimento do produto. É o momento mais decisivo da gênese de um produto. E exige que a situação tenha sido exposta em todos os seus aspectos essenciais, a fim de permitir uma completa e objetiva apreciação. Mas é uma decisão difícil de ser tomada, não apenas pelos riscos que acarreta, mas também, porque quando a gênese do produto chega a este estágio, importantes somas de dinheiro foram investidas nos rígidos estudos preliminares, representando um custo em tempo, mobilização da mão-de-obra e pesquisas irrecuperáveis. Aliás, a medida em que se vai desenvolvendo um produto, mais difícil se torna renunciar ao seu lançamento e maior carga de responsabilidade se exige de quem tomar a decisão. Quando se trata de efetuar uma modificação no produto ou de acrescentar uma variedade à linha de produção, é o diretor comercial, ou o gerente de produto, quem deve tomar a decisão. Mas no caso do lançamento de um novo produto é a direção geral quem, de posse do relatório final elaborado pelo departamento de novos produtos, quando existe, deve dar a última palavra. 40 A decisão de lançar um novo produto envolve diversas categorias de considerações e podemos dividi-las em três grupos. O primeiro diz respeito à adequação do produto ao mercado. Pois adequar ao mercado é prepara-lo para o desafio desses dois elementos: o mercado em si e a correspondência do produto neste mercado. Apreciar o mercado em si quer dizer analisa-lo previamente e tirar conclusões sobre a idade deste mercado e sua esperança de vida, relacionando esta análise com a proporção e a estrutura deste mercado. A correspondência do produto ao mercado resultará também do que tiver pesquisado sobre a aceitação do produto. O segundo consiste em saber se o produto será rentável e, em caso afirmativo, em que proporção, ao longo e durante quanto tempo, é o que se chama a “equação do produto”. Teoricamente, este estudo é bastante simples, pois consiste em apreciar, e a seguir comparar, o estudo das despesas com o da receita. O resultado determinará o lucro ou a perda prováveis. Um estudo da previsão de rentabilidade de um novo produto deve levar em conta diversos fatores: • Um estudo das despesas. Consiste no estudo das despesas de investimento e das despesas de exploração; • Um estudo da receita. Está ligado às previsões da demanda do produto, bem como, ao mercado e à política comercial que será adotada para o produto. 41 Enfim, a terceira categoria de considerações deve analisar as possibilidades da firma em face dos encargos que representa a colocação do produto no mercado e se baseia na comparação do estudo das despesas com o estudo da receita. Esse estudo consiste em: 1º - Avaliar as despesas de investimento; 2º - Avaliar o prazo a partir do qual o produto começa a trazer lucro; 3º - Avaliar as modalidades de amortização das despesas de investimento; 4º - Avaliar a distância entre o preço de venda e o preço de custo; 5º - Avaliar o lucro global. A esta altura, a decisão para definir objetivos e não mais os meios de atingilos. Cabe a cada diretoria assumir suas próprias responsabilidades e fornecer as indicações de política geral que tenham sido fixadas. Tomada à decisão, o novo problema passa a chamar-se: a exploração comercial do produto. 42 III- A COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO Esta é a fase do desenvolvimento do produto para a vida. Ela parte do momento em que foi tomada a decisão de engajar todos os esforços na ação que vai levar o produto até o mercado. E termina no momento em que o produto tiver sido lançado, isto é, comercializado com sucesso, porque um produto só é realmente lançado quando passa a ser aceito, admitido pelo público, só então pode se considerar que ele atingiu a sua órbita. A preparação da comercialização decompõem-se em dois tempos. O primeiro supõe que diversos elementos que vão tornar o produto comercializável tenham sido analisados sucessivamente. Só assim, o estudo prévio e sistemático será capaz de estabelecer uma política comercial sólida e coerente. Só assim pode-se evitar o tão freqüente lançamento precipitado e malsucedido. Porque só uma reflexão profunda e um julgamento objetivo é capaz de motivar uma decisão de ordem política de tal importância. A escolha de uma política de marketing é tão importante quanto à escolha de uma política de produto. Ela comanda toda a estratégia comercial. Ela consiste, por um lado, em preparar um objetivo comercial e, por outro, em buscar a combinação mais harmoniosa para os diferentes meios que levarão ao objetivo final. Uma vez estabelecida esta política, ela se traduzirá em planos e orçamentos, e tornará cada vez mais oportuno o teste de venda, cujo objetivo é provar a validade da política comercial escolhida, bem como a solidez dos diversos elementos que a compõem. 43 Assim, para descrever a fase de comercialização, é necessário desenvolver os seguintes pontos: Os Elementos do Marketing A comercialização de um produto é um fenômeno cada vez mais complexo. Contudo, devemos classificar esses elementos em três grupos: o primeiro contribui para identificar o produto, um outro diz respeito a sua colocação no mercado e o terceiro refere-se a promoção que os sustenta. Na primeira série que serve para identificar o produto, figura em primeiro plano a questão da marca, que é o meio mais elementar de personalização. Vem a seguir o acondicionamento, pelo qual se acentua a diferenciação do produto. Enfim, a fixação do preço, elemento maior da política de marketing e o que pode ser considerado diretamente ligado à definição do produto. Um segundo grupo comporta os meios pelos quais o produto vai ser colocado no mercado. Trata-se, em primeiro lugar, da distribuição propriamente dita, em seguida, da remuneração dos distribuidores e da organização das forças de venda e, por último, dos meios de promoção do produto. A noção de marca se prende muito mais ao aspecto político do que ao aspecto comercial. Para o novo produto a marca é em primeiro lugar, um nome que vai reportar a sua personalidade e satisfazer a necessidade que tem o consumidor de designar o que deseja consumir. Ela representa para o público, por isso mesmo, um valor de referência que permite individualizar o produto. Agora para o fabricante a materialização da sua assinatura é o sinal da sua responsabilidade direta. 44 A problemática que envolve a questão da marca de um novo produto concerne à escolha do nome e a extensão dos produtos cobertos pela marca. A escolha de um nome, ou seja, para batizar o produto que vai nascer, todo o esforço deve concentrar-se na escolha de um nome conveniente, respeitando os seguintes elementos: • A simplicidade. A marca vai figurar em toda publicidade, vai ser pronunciada milhões de vezes por um público preocupado e versátil. Portanto, é de todo interesse procurar uma palavra curta, fácil de ser escrita e pronunciada. Por outro lado, é importante evitar as associações de idéias que, em geral, são vulgares e desagradáveis. • A visibilidade. O nome da marca deve figurar bem à vista nas embalagens, nas etiquetas, etc. Isto quer dizer que deve se prestar a uma composição tanto em letras enormes quanto microscópicas. • A originalidade. A nova marca deve evitar semelhança com nomes de produtos concorrentes para fugir a confusões que, do ponto de vista comercial, podem ser extremamente prejudiciais e, do ponto de vista jurídico, bastante aborrecidas. É preciso, enfim, observar que, seja qual for o nome proposto, dificilmente a um agrade à primeira vista. Tudo que é novo choca, e o nome da marca não foge a regra. Mas seria um erro exagerar a importância da escolha do nome da marca, cujo valor representa, no fundo, a imagem que será exibida ao público, aos poucos, pela qualidade do produto, da sua embalagem e da sua publicidade. De resto, não é difícil testar um nome de marca até se assegurar de que ele é bem recebido, bem pronunciado, facilmente retido e que os tipos de associações que ele produz são favoráveis. 45 Uma marca pode cobrir, seja um só produto, seja toda ou uma parte da gama de outros produtos ou, ainda, um certo nível de qualidade de um produto. O primeiro ponto importante é determinar se o produto deve ou não ser vendido sob uma marca. Mas isto faz parte da política comercial de uma empresa. No entanto, as marcas dos distribuidores ganham cada vez mais terreno e com freqüência o comércio faz pressão sobre o fabricante no sentido de que ele entregue ao distribuidor produtos da sua marca. Mas, esta política de venda sob marca do distribuidor deve ser recusada toda vez que o produto toma ou retoma um aspecto monopólio, e isto se dá toda vez que uma sensível melhoria é acrescentada a ele. O novo produto pode sair com o mesmo nome de marca dos seus precedentes com vantagens evidentes. Se ele já traz um nome de família, então, será muito mais facilmente associado ao prestígio e reputação que devem gozar junto ao consumidor seu irmão mais velho. As despesas de publicidade do lançamento serão, também e, obviamente reduzidas na medida em que o produto dispuser de um capital de notoriedade e confiança conhecido na praça. Além disso, o surgimento de uma novidade trazendo o mesmo rótulo da linha de produtos já existentes revigora e estimula a venda de toda a produção coberta pelo rótulo. Contudo, e por mais vantajosa e atraente que seja esta solução, ela não deve ser adotada indiscriminadamente. Em primeiro lugar porque os produtos necessitam ter qualidades similares, sem o que é grande o risco de enfraquecer a imagem da marca. Em segundo, e salvo quando a natureza do novo produto é realmente bastante próxima da dos seus antecessores, o uso de uma mesma marca para um novo produto pode enfraquecer a personalidade e esfacelar a imagem desse produto. 46 O produto pode ter várias marcas quando uma parte da produção do novo produto é vendida sob uma marca de fábrica, e o resto sob a marca de um distribuidor, como citado acima, ou então quando o produto vai ser vendido através de uma rede de distribuidores ou de agências exclusivas. Nesses casos, pode-se pensar numa contramarca que, ao mesmo tempo em que conserva a exclusividade, permite a venda a outros distribuidores. Outro artifício é criar uma sub-raça sempre que o novo produto comporte dois níveis de qualidade diferentes, mas, para isso, é necessário que essas qualidades sejam visivelmente identificadas. Se o acondicionamento mereceu uma atenção especial no estudo do lançamento de um novo produto é porque a sua importância na comercialização é fundamental. Ele constitui complemento indispensável à utilização das formas modernas de venda. Sem acondicionamento não é possível identificar um produto. É assim, impossível lançar um novo produto, mesmo com a ajuda da publicidade e da venda em livre serviço, sem uma embalagem conveniente. Muitas vezes mesmo, ela se torna o elemento-chave na personalidade do produto, quando não, o fator de inovação. De tal forma que um simples recondicionamento relança, muitas vezes, um produto ameaçado pela sua embalagem ultrapassada. Se a função da embalagem é sempre determinante, isto se deve em parte às exigências do consumidor, que a considera como um serviço na medida em que melhor protege o produto e em que facilita o seu transporte, utilização e conservação. Por outro lado, a embalagem é o resultado do progresso técnico realizado neste campo, cujas experiências vão de par com o desing e os recursos visuais, unanimemente considerados uma força de venda. 47 A definição da embalagem adequada a um novo produto supõe, portanto, que todos os aspectos da comercialização tenham sido considerados, como: os diferentes aspectos do acondicionamento. O primeiro objetivo do acondicionamento é evidentemente proteger o produto e mantê-lo intacto até o momento de sua utilização. Assim, a escolha do material a ser empregado e o processo de fabricação mais convenientes deve ser selecionados pelos técnicos de acordo com a composição do produto, do tempo em que ele deverá permanecer intacto, do grau de resistências a pressões de temperatura, aos choques, à luz, à umidade, ao modo de transporte, sem esquecermos de medir o custo máximo a que podemos chegar. Um outro aspecto do acondicionamento diz respeito à forma da embalagem que deve visar maior praticidade. A facilidade de abertura, a possibilidade de dosar corretamente o produto devem ser sempre levados em conta na escolha da embalagem. Em certas categorias de produto, o modo de usar também é determinante no seu sucesso, assim como, o modo de emprego, ou indicações, que devem constar na embalagem e não de uma folhinha à parte, bula ou o que seja sempre passíveis de perda ou deterioração. A redação do pequeno texto contido no modo de emprego deve ser a mais clara e objetiva possível. Além disso, a embalagem deve ser concebida de forma a adaptar-se às necessidades dos comerciantes, como as facilidades de estocagem, de manutenção e de resistência. O acondicionamento deve ser também informativo. O modo de usar já é uma informação, mas é sempre útil que a embalagem traga outras indicações: 48 ocasiões de emprego, sugestões de utilização, conselhos de conservação, precauções necessárias. Por outro lado, sempre que a embalagem é opaca, é possível ilustra-la com uma fotografia do produto, a fim de identifica-lo claramente. Para terminar, é recomendável que sempre que possível sejam feitas menções à composição do produto ou, em certos casos, datas de validade, sobretudo para produtos perecíveis. Aliás, a freqüência e a força que tomaram as vendas de produtos em supermercados, self-services e outros pontos de venda transformarem às embalagens uma responsabilidade informativa muito maior, de tal forma que cada vez é mais freqüente ver o nome da marca indicado no verso e na frente da embalagem. De todos os meios de explorar o investimento publicitário no momento da compra é a embalagem, fora de dúvida, e mais poderoso. É um vendedor silencioso que defende o produto contra seus concorrentes, ao lado dos quais está colocado por distribuição arbitrária e extremamente variável. A embalagem empresta ao produto a sua personalidade e representa um importante fator de diferenciação e de escolha, tanto mais forte quanto o produto que ela contém é semelhante a outros produtos existentes. Além disso, a embalagem deve chamar a atenção a ser identificada ao primeiro golpe de vista, sobretudo quando se trata de um produto que requer, pelas suas características, uma compra impulsiva. Então, a forma, a diagramação, o grafismo da marca, a ilustração, as cores, o próprio material de que ela se compõe devem ser pensados e concebidos a partir de uma visão realmente publicitária. Com pequena ou nenhuma alteração na quantidade ou no peso, podese alterar positivamente o aspecto da embalagem, de forma a apresenta-la maior, ou melhor, do que as do produto concorrente. 49 A escolha e a definição do acondicionamento demanda a intervenção de numerosos serviços. A direção técnica de uma firma, ao mesmo tempo em que dá os últimos retoques às amostras de laboratório, examinam com os serviços de compra o gênero de material possível. Às vezes, são consultados inclusive os fornecedores internos que dispõem de laboratórios de estudo. Muitas vezes, a idéia de embalagem provém da direção comercial ou do serviço de publicidade. Isto ocorre, em geral, com as embalagens promocionais ou de certos produtos de luxo. Outras vezes, ainda, o conselho de publicidade é chamado a colaborar nos retoques finais da embalagem não apenas no que diz respeito à sua decoração propriamente dita, mas também, no que concerne à concepção geral, quando não à coordenação dos diferentes trabalhos. Outro serviço que deve ser sempre consultado é o jurídico. Quase sempre a criação de um invólucro é fonte de dificuldades e litígios, seja porque devem conter certas indicações ou menções prescritas por lei, seja porque a fiscalização recusa certas cores ou formatos que, segundo ela, não correspondem aos atributos da marca de fábrica, ou ainda, porque o aspecto geral parece demasiadamente com o de algum outro produto concorrente. Em termos de acondicionamento de produtos, a tendência atual é cada vez mais a da simplicidade, economia e praticidade. A menção da marca toma, então, um lugar de destaque. Os modos de usar tornam-se mais claros e específicos, as informações registram o peso, o tamanho, a composição química, etc. Mas, até se encontrar a embalagem ideal e adequada a um determinado produto, são realizados vários testes de acondicionamento, sendo que as duas categorias de métodos mais utilizados são: 50 A pesquisa visual, que consiste nos seguintes métodos: a) Teste de visibilidade e de legibilidade. Destina-se a medir o grau de facilidade com que cada elemento da embalagem pode ser visto ou lido. b) Teste de atração visual global. Destina-se a medir o impacto visual de um dos projetos do acondicionamento quando comparado com os outros. c) Teste de atração visual no ponto de venda. A embalagem é colocada no meio de outras concorrentes, em condições normais de venda. d) Identificação da marca. Esse teste tem por objetivo mensurar a facilidade com a qual a marca de um produto pode ser identificada, bem como a natureza dessa identificação. e) Identificação dos símbolos. Este teste permite determinar com precisão se o símbolo da marca pode ser reconhecido espontaneamente e associado ao produto sobre o qual está aplicado. f) Identificação do produto. Permite determinar em que medida um acondicionamento aos olhos do consumidor à idéia do produto que contém. g) Dimensão aparente. As condições de venda self-services oferecem ao problema da dimensão aparente uma importância considerável. h) Distância de identificação. O comprador, ao procurar um produto num ponto de venda, geralmente está situado a uma distância maior ou menor desse produto. Então, é bastante importante determinar com precisão a que distância cada elemento da embalagem pode ser visto ou lido. 51 Esses métodos não são limitativos, e outros aspectos do acondicionamento devem ser ainda analisados. Um estudo do comportamento dos consumidores. O estudo de uma embalagem, considerada pelo ângulo estritamente visual, não é suficiente porque para que uma embalagem seja vendável é importante também que a mensagem que ela contém seja compreensível, aceitável e facilmente retida pelo público que ela quer atingir. Daí a importância de um estudo de comportamento do consumidor, através de diversos testes de caráter psicossociológicos. Este método está bastante próximo de um estudo de motivação, mas difere dele pelas técnicas de análises dos resultados obtidos e pela proporção das amostras. Depois da marca e do acondicionamento, que são os atributos do produto, a distribuição reúne todos os elementos relacionados com a passagem do lugar onde foi fabricado ao lugar em que vai ser colocado, de maneira a ter a melhor chance possível de ser adquirido pelo consumidor. A forma de distribuição deve, pois, ser concebida de maneira a colocar em venda o maior número de unidades possíveis, ao menor custo. Mas a distribuição depende também da natureza do mercado. A esse respeito é sempre recomendável, antes de iniciar-se um estudo da distribuição, rever ponto por ponto da análise do mercado em que o futuro produto será lançado: imaginar precisamente quais serão os hábitos de consumo, conhecer a situação geográfica do futuro utilizador, saber se ele comprará pequenas quantidades ou por atacado, são informações tanto mais úteis quanto suscetíveis de dar ao produto uma presença correta no ponto de venda. 52 O estudo da distribuição do novo produto se divide em vários itens, que se referem a: • gêneros de pontos de vendas; • números e densidades de pontos de venda; • circuitos que permitem atrair o consumidor; • remuneração dos distribuidores. Uma análise mais completa da distribuição de produtos nos levaria a examinar os problemas de transportes e estocagem, bem como, todos que se relacionam com o aspecto administrativo, como por exemplo, crédito, condições de pagamento, etc. A organização das vendas traz a lume um outro aspecto da colocação do produto. Trata-se dos pontos relacionados com a força de venda. Enquanto na economia tradicional e representante se limitava a cumprir ordens, o novo enfoque do marketing coloca-o cada vez mais, na posição de um promotor de vendas. Neste caso o papel de representante é de assegurar a revenda do produto ao mesmo tempo em que informa o varejista do apoio de que ele se beneficiará, sem descuidar de desenvolver junto a ele, para seu uso, os argumentos de revenda. O recrutamento de pessoal deve ser feito de acordo com o tipo e o nível de clientela e da categoria dos produtos. A maneira pela qual vão ser dispostas as forças de venda para o lançamento do novo produto compreende diversos pontos: • a utilização dos representantes; • os territórios de venda; • a organização do trabalho dos representantes; 53 • a remuneração. Agora, quanto à utilização da publicidade é necessário saber antes de tudo, se é viável lançar o produto com o apoio publicitário. Evidentemente, não há nenhuma teoria precisa estabelecendo os efeitos da publicidade. O máximo que pode se dizer é que a publicidade depende de diversas condições, a partir das quais seus efeitos serão compensadores. Agora então, que uma vez decidido que o lançamento de um produto será acompanhado de apoio publicitário é necessário definir, em seguida, que modalidade de publicidade, ou seja, qual será o objetivo primordial a ser atingido e que técnica empregar nesse sentido. Antes de qualquer coisa, devemos considerar: 1º - Qual o público que será atingido pela publicidade e, de acordo com o objetivo traçado, pode ser o público em geral, certas classes com maior penetração na opinião pública ou ainda, os profissionais encarregados da venda do produto; 2º - A seleção e escolha da mensagem que irá determinar a eficácia da ação publicitária; 3º - O veículo a ser usado para levar a mensagem ao público-alvo. Outro aspecto comercial do produto é o preço. Ele é um dos maiores instrumentos de comercialização, além de representar um dos elementos constitutivos do produto, na medida em que contribui para definir o seu caráter. Para o comprador é o primeiro ponto de referência. 54 Fixar o preço ideal constitui uma das decisões mais difíceis e ao mesmo tempo mais importantes, pois é ela que vai determinar o volume de vendas, além da taxa de lucro e do volume global. Dessa decisão dependem o lucro e a própria vida do produto. Toda a sistemática de estabelecimento de preços deve ser atingida por tentativas sucessivas e não por pontos de partida fixos. Além disso, devemos estar sempre aptos a modificar com velocidade as condições do preço a fim de sobreviver às exigências circunstanciais do mercado. Fixar um preço continua a ser uma tomada de posição imprevisível, mas pelo menos, tecnicamente, é sempre recomendável tentar-se um preço mais elevado, já que é melhor diminuí-lo do que aumentá-lo. 55 Política de Marketing Ninguém mais tem dúvidas de que é importante pesquisar e, depois, seguir uma determinada política, quando se pretende lançar com sucesso um novo produto. Assim, o lançamento de um produto se situa geralmente no rastro da política comercial de uma empresa que, por sua vez, se insere no quadro de uma política geral mais ampla. Este quadro pode desde já fixar certos limites intransponíveis e prefigurar uma orientação global a ser seguida. Por outro lado, os aspectos da ação comercial são múltiplos e, como cada um supõe uma escolha entre as numerosas possibilidades existentes. O razoável é que eles sejam ordenados de acordo com uma filosofia diretiva e central. A função dessa filosofia é conduzir o desenrolar das operações de comercialização, ela servirá ainda de ponto de referência para as regras de orientação estratégicas e táticas. Assim compreendida, a política de marketing deixa de representar um conceito vago e superficial e torna-se um centro no sentido do qual convergem e de onde partem todas as ações de lançamento de um novo produto. Traçar uma política de marketing consiste em definir os objetivos a serem atingidos e os meios a serem empregados. Fixar um objetivo é mais fácil de que se pode supor. Porque ele só terá valor efetivo quando estabelecido com precisão e conhecimento de causa. Assim, o equilíbrio é o ponto de convergência entre os objetivos e as possibilidades. 56 Plano de Marketing A fase final da política de lançamento de um produto está relacionada à fixação dos objetivos gerais em longo prazo e ao melhor caminho para atingi-los. Esse plano de política geral, contudo, não basta para conduzir o lançamento. É necessário, também justapor a ele um plano de marketing que exponha em detalhes a estratégia comercial adotada e descreva o conjunto de ações que deverão ser desenvolvidas e dos meios empregados não apenas em longo prazo, mas, a médio e curto prazo. O plano de marketing comporta na sua essência a indicação das modalidades do lançamento, o plano de promoção e o plano de vendas. Uma vez estabelecido o plano de marketing, a preparação das operações de lançamento deve ser minuciosamente programada e coordenada. Esta é também uma tarefa bastante complexa porque é preciso prever a duração de cada operação elementar. A primeira questão que suscita uma boa programação é a de estimar o tempo que durarão as operações de preparação do lançamento. Essa informação permite que se determine a que momento é necessário prever esse estudo ou em que tempo será possível lançar o produto. Um segundo ponto consiste em estudar a ordem em que os diferentes elementos do programa deverão ser postos em marcha e a prever o tempo que durará essa operação. 57 Em terceiro lugar é necessário saber-se como obter a cooperação necessária dos múltiplos setores envolvidos na preparação do lançamento. Os erros de programação provêm de uma estimativa de tempo mal feita ou de uma ausência de reflexão mais apurada. É essencial, pois, fixar com precisão o papel de cada responsável e saber delegar responsabilidades. É indispensável, também, que cada encarregado dos setores envolvidos conheça com precisão a sua parte, já que a preparação do lançamento envolve setores numerosos e interdependentes. O Teste de Venda Consiste em colocar o novo produto à venda em uma ou diversas zonas limitadas e escolhidas e fazer uma projeção do mercado que se deseja atingir. Daí o interesse em que esse teste seja ao mesmo tempo completo e realizado em condições normais do mercado, o que permite observar como se comporta o produto em face da concorrência ou dos incidentes eventuais. Esse teste é cada vez mais utilizado não apenas porque as reações do consumidor são sempre difíceis e imprevisíveis, mas, sobretudo, porque o lançamento de um produto custa caro e deve ser previamente ensaiado. Um objetivo primordial desse teste é avaliar o mercado do novo produto, planificando com maior precisão possível às futuras campanhas de venda e de publicidade, mensurando os tipos de distribuição mais convenientes e, em última análise, limitando os riscos que algum erro da política de comercialização possa ocasionar. 58 Em resumo, o teste de venda trata de verificar uma última vez, e de maneira global, se o produto pode ou não ser comercializado com lucro, sendo que cada caso é uma experiência original e os pontos fracos variam de acordo com o produto, a marca, a situação do mercado, etc. Realização do Lançamento Eis que chega o dia D. O produto está pronto e o plano de marketing cuidadosamente preparado. Mas mesmo um plano perfeito resultará em fracasso se não for executado com perfeição. Esta fase quase não se presta a descrições sistemáticas porque seu destino depende da prática das operações anteriormente descritas. Seu sucesso depende das operações de execução e de controle. A execução baseia-se nas seguintes regras: - O Plano deve ser conduzido por uma direção única; - O Plano deve adaptar-se a realidade; - A coordenação dos esforços deve ser encorajada; - Prever uma constante troca de informações; - Manter "o moral da tropa". Já o controle é o outro aspecto da realização do lançamento. Exercê-lo devidamente é uma necessidade indispensável e deriva diretamente de tudo quanto dissemos a respeito da execução. Graças a ele, é possível evitarmos uma série de erros, melhorarmos a rentabilidade, mantermos o volume de vendas e, enfim, preservarmos os lucros. 59 CONCLUSÃO O produto foi lançado. De uma idéia incerta e vaga ele nasceu e venceu as múltiplas etapas até tornar-se uma realidade tangível, adaptada a uma necessidade de mercado e satisfazendo seu consumidor. Olhando para trás, pode-se observar a quantidade de decisões que são tomadas e a quantidade de erros que podem ser evitados. As causas dos insucessos são muitas. Contudo, muitas delas dependem menos de uma carência de idéias do que dos erros cometidos durante o processo de concepção, desenvolvimento e lançamento. No entanto, o futuro das empresas está no lançamento de novos produtos. E uma das principais causas do sucesso deste lançamento está na escolha de uma política adequada, que é o mais difícil desafio para um empresário moderno. Daí a importância do homem certo, no lugar certo, capaz de coordenar e dirigir os diferentes setores envolvidos no lançamento do novo produto. Enfim, todo lançamento de novos produtos, acompanhado, de perto, por um profissional competente e munido de todas as informações mercadológicas, impulsiona, dinamiza e justifica a finalidade de uma empresa que, muito além do seu próprio lucro, deve visar ao bem-estar de todos. Podemos observar ao longo deste trabalho como o uso da Pesquisa é diversificado, é como disse antes uma ferramenta valiosa para a tomada de decisão, a sua utilização é fundamental para traçarmos metas e diretrizes que nos levarão ao nosso objetivo maior a maximização dos resultados. 60 Investimentos em Pesquisa de Marketing não pode ser considerado como uma despesa como alguns ainda temem em achar, e como despesa querem cortá-la. O maior problema da Pesquisa de Mercado é saber com que seriedade ela foi tratada e isso é fundamental. Para que ela represente uma fonte segura é preciso que seja feita com responsabilidade. Ao efetuarmos uma Pesquisa, a primeira coisa a fazer é saber o seu objetivo, a partir do conhecimento do objetivo da Pesquisa é que veremos qual o tipo que deve ser aplicado, os métodos que melhor se enquadram ao tipo da pesquisa. Enfim, este trabalho nos mostra diversos tipos de problemas que podem ser resolvidos com a utilização dos diferentes tipos de pesquisa de marketing, desde escolher a propaganda ideal para atingir o público alvo pretendido, como até mesmo escolher a cor da embalagem de um produto. A pesquisa foi abordada nesta monografia apenas para o lançamento de um novo produto, mas é importante deixar claro que não é só nesta fase do ciclo de vida do produto que ela é utilizada, usamos pesquisas de marketing quando queremos decidir sobre continuar a produzir um produto que esta fase final de maturidade, ou efetuar alguma alteração nas suas características físicas, ou i investir em propaganda. 61 BIBLIOGRAFIA 1. LEDUC, Robert. Como Lançar Um Produto Novo. São Paulo, Vértice, 1990. 2. ROCHA, Ângela da e CHRISTENSEN, Carl. Marketing, Teoria e Prática no Brasil. São Paulo, Atlas, 1989. 3. BREEN, George Edward; BLANKENSHIP, Albert B. - Pesquisa de Mercado; ed. Makron Books; SP; 1992. 4. LEITÃO, Sérgio Proença; Novos Produtos e Novos Mercados; Manuais CNI, CNI, 1991. 5. CHISNALL, Peter M.; Pesquisa Mercadológica; ed. Saraiva; 1 ed.; SP, 1980. 6. OLIVEIRA, Edmundo M. de;SOUZA,Lázaro Evair de; URBAN, Teresa; “etal “; O Novo Consumo - Pequenas Grandes Negócios; RJ : jun 1995. 62 ÍNDICE INTRODUÇÃO 07 CAPÍTULO I 09 A CONCEPÇÃO DO PRODUTO 09 1.1 Exploração 09 1.2 Análise Preliminar 19 CAPÍTULO II 22 O DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO 22 2.1 A Fase de Desenvolvimento 24 2.1.1 Os Métodos de Trabalho 24 2.1.2 As Funções do Setor de Novos Produtos 25 2.2 Análise do Mercado e do Produto 27 2.3 Elaboração Técnica do Produto 33 2.3.1 A Definição Comercial do Produto 33 2.4 Teste do Novo Produto 36 2.5 A Decisão do Lançamento 39 CAPÍTULO III 42 A COMERCIALIZAÇÃO DO PRODUTO 42 3.1 Os Elementos do Marketing 43 3.1.1 A Pesquisa Visual 50 3.1.2 O Estudo da Distribuição do Novo Produto 52 3.2 Política de Marketing 55 3.3 Plano de Marketing 56 3.4 O Teste de Venda 57 3.5 Realização do Lançamento 58 CONCLUSÃO 59 BIBLIOGRAFIA 61 ÍNDICE 62 63 FOLHA DE AVALIAÇÃO UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PROJETO A VEZ DO MESTRE PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” Título da monografia: FATOR IMPORTANTE PARA OBTER SUCESSO NO LANÇAMENTO DE UM PRODUTO Data da Entrega: 24 de maio de 2004 Auto Avaliação: Foi um trabalho de pesquisa junto a autores importantes no cenário da Indústria, de alguns Gerentes de Produtos e a Internet. Procurei abordar todo o trajeto percorrido para obtenção de sucesso no lançamento de um produto. A experiência de alguns Gerentes de Produto com lançamento de Produtos que foram um sucesso, foi de fundamental importância para a elaboração desse trabalho. Ressalto que a pesquisa bibliográfica foi a base desse trabalho. Avaliado por:................................................................Grau................................... Rio de Janeiro, ..........de......................de 2004 64