22 A DOR FÍSICA RELACIONADA AO AMBIENTE OCUPACIONAL Abel Pompeu de Campos Junior Daniela Silva Reis Eliene Gancedo Sato RESUMO A pressão da modernidade, representada pela busca da qualidade, atinge os trabalhadores, gerando, conseqüências para sua saúde física e mental. Nesse sentido, com o objetivo de avaliar se o ambiente ocupacional é um fator de risco para a ocorrência de dor física, foi realizado um inquérito epidemiológico, numa Instituição de Ensino Superior (IES), através de questionário, aplicado em seus funcionários durante a jornada de trabalho. O trabalho de campo se desenvolveu de Julho a Setembro de 2008. Verificou-se que houve a presença de dor em 51,2% dos funcionários. Os resultados mostraram que a queixa de dor está associada a sexo, rotação de tronco e inclinação lateral. Estes dados indicam que o ambiente ocupacional se comporta como fator de risco para ocorrência de dor física. Palavras-chave: Saúde do trabalhador; ambiente ocupacional; dor física. ABSTRACT The pressure of the modernity, represented for the search of the quality, reaches the workers, generating, consequences for its physical and mental health. In this direction, with the objective to evaluate if the environment of occupation it is a factor of risk for the physical occurrence of pain, was carried through an inquiry epidemiologist, in an Institution of Superior Education (IES), and through questionnaire, applied in its employees during the hours of working. The field work if developed of July the September of 2008. It was verified that of the employees had the presence of pain in 51,2%. The results had shown that the pain complaint is associated the sex, rotation of trunk and lateral inclination. These data indicate that the occupation environment if holds as factor of risk for physical occurrence of pain. Key Words: Health of the worker; occupation environment; physical pain. INTRODUÇÃO O trabalho tem um papel importante na vida do homem, pois, além de ser fonte do seu sustento, é onde ele pode sentir-se útil, produtivo e valorizado, tendo sua auto-estima elevada, passando a contar com a possibilidade concreta de auto-realização. No Brasil, a política de saúde do Trabalhador é expressa na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080) como o conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho. (VERTHEIN, 2008) Além disso, os fundamentos da Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador expressam que o trabalho deve ser realizado em condições que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, a realização pessoal e social dos trabalhadores e sem prejuízo para sua saúde, integridade física e mental (VERTHEIN, 2008). O trabalhador brasileiro procura, a qualquer custo, a manutenção do emprego, que sob condições On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X inadequadas, pode ser nocivo, prejudicando a saúde, provocando as dores músculo-esqueléticas, a hipertensão arterial, as doenças respiratórias crônicas, as doenças do aparelho locomotor, os distúrbios mentais e o estresse, que são caracterizadas ainda por possuírem origem multifatorial (MACIEL; FERNANDES e MEDEIROS, 2002). Tais doenças podem ser adquiridas através de exposição do trabalhador a agentes químicos, físicos, biológicos ou radioativos, em situações acima do limite permitido por lei, sem a utilização de roupas e/ou equipamentos de proteção coletiva ou individual compatíveis ao risco exposto. Essas entidades podem levar o indivíduo à inatividade, podendo ser excluído do ambiente de trabalho sob o rótulo de incapacidade para desenvolver suas atividades, prejudicando a produção de bens e de homens para a evolução do processo produtivo, construindo o perfil de um ser específico para a produção, se tornando imprevisível, desordenado e submetido às leis da produtividade a qualquer preço (SANTOS FILHO e BARRETO, 2008). Os trabalhadores, de um modo geral, têm sido vítima de dores e desconfortos físicos por conseqüência Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) n. 6 p. 22-26 23 de suas tarefas e atividades exigidas em seus postos de trabalhos, o que acarreta prejuízos físicos e financeiros tanto para o empregador, quanto para o funcionário, implicando mudanças em suas relações com o trabalho em sua vida cotidiana. O emprego de força na realização da atividade, postura inadequada, repetitividade dos movimentos, compressão mecânica e repouso insuficiente para a devida recuperação dos tecidos, segundo Costa, 2007, são os principais fatores que causam as dores. Barbosa, 2002, comenta que quanto mais repetitivo o movimento, maior será a probabilidade de aparecimento de distúrbios, que a força necessária à realização das tarefas agrava o desgaste físico e que as posturas inadequadas impõem esforços adicionais desequilibrados e inesperados, podendo atingir a coluna vertebral e as extremidades superiores. Em geral, as doenças ocupacionais demoram a se manifestar e quando ocorrem já aparecem, na maioria dos casos, sob a forma de lesão (BARBOSA, 2002). Essas lesões causam dor constante e até incapacitação permanente, caso não sejam diagnosticadas e tratadas logo no início da apresentação dos sintomas. O problema que as organizações enfrentam torna-se grave, pois os funcionários geralmente são acometidos por esse tipo de problema quando se encontram em uma idade de alta capacidade produtiva, o que está intimamente ligada à qualidade dos produtos e serviços prestados (COSTA, 2008). Cabe ressaltar que acidentes e doenças relacionadas ao trabalho são agravos previsíveis e, portanto, evitáveis. Criada em 1990, a norma regulamentadora 17 (NR17) visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente (MACIEL; FERNANDES e MEDEIROS, 2002). As ações de segurança e saúde do trabalhador exigem uma atuação multiprofissional, interdisciplinar capaz de contemplar a complexidade das relações produção-consumo-ambiente de saúde. Este trabalho, então, tem por objetivo verificar se o ambiente de trabalho é um fator de risco para a ocorrência de dores físicas. METODOLOGIA Foi realizado um inquérito epidemiológico em uma Instituição de Ensino Superior (IES), cujo período de trabalho de campo se desenvolveu de julho a setembro de 2008. O projeto deste estudo foi, On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X previamente, apreciado e aprovado pelo comitê de ética em pesquisa sob o protocolo Nº 0307-30. A população de estudo foi constituída por todos os funcionários de um dos campus, os quais foram convidados a participar da pesquisa e incluídos no estudo mediante assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido. A variável-resposta foi definida como a dor física relacionada ao ambiente ocupacional, enquanto as variáveis independentes foram: o sexo, idade, nível sócio-econômico, escolaridade, tempo de trabalho na empresa e posturas adotadas no posto de trabalho. Foi utilizado, para coleta dos dados, um formulário composto de cinco partes: a) Na primeira parte incluía a identificação do entrevistador, data e hora de início da entrevista; b) na segunda, a identificação do funcionário; c) na terceira, perguntas a respeito da vida profissional do indivíduo; d) na quarta, informações quanto aos hábitos de saúde com intenção de averiguar como se apresenta o estado físico do indivíduo; e) na quinta, perguntas a respeito dos hábitos de lazer e atividade física. Todos os entrevistadores foram treinados pela equipe de pesquisa, de forma que, ao final do treinamento, foram considerados aptos a realizar as entrevistas, preencher os formulários em sua totalidade e comportar-se de forma a manter neutralidade durante as entrevistas. Este comportamento foi mantido, sobretudo, quando o funcionário não deu seu aceite para colaboração com o estudo. No teste piloto, realizado de 15 a 30 de junho de 2008, foram aplicados os formulários de pesquisa pelos entrevistadores devidamente treinados. O objetivo do teste piloto foi verificar a necessidade de ajustes finais no formulário e no esquema operacional, a ser desenvolvido no trabalho de campo da pesquisa e com a finalidade de minimizar o viés de seleção e o viés de informação além de aumentar a confiabilidade dos resultados da pesquisa. No trabalho de campo, após o teste piloto, os questionários foram aplicados no posto de trabalho, durante a jornada de trabalho, por um estudante de fisioterapia. Nesta fase da pesquisa, houve sempre dois dos três supervisores no ambiente da IES para resolução de problemas operacionais não previstos. Os dados foram digitados, mediante a utilização do programa Epi-Info, o qual foi utilizado para a análise estatística. Foi construído um arquivo, contendo os dados gerais da investigação e apresentando as variáveis: sexo, idade, escolaridade, renda, estado civil, setor de trabalho, função exercida, atividade no posto de trabalho, mobiliário do posto de trabalho, tempo de trabalho na empresa e na função, carga horária, trabalho exercido fora da empresa, nível de satisfação com o posto de trabalho, queixa sobre equipamentos de trabalho, de pausas de descanso, problemas de saúde Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) n. 6 p. 22-26 24 prévios e ao trabalhar na empresa, acidente de trabalho, relacionamento com a chefia, tabagismo e alcoolismo, turno de trabalho, dor durante o trabalho, disposição física e atividade física de todos os participantes da pesquisa. Entre as várias alternativas para a apresentação de resultados do estudo, optou-se por apresentá-los de duas formas. Na primeira forma, alguns dados descritivos, relativos aos funcionários participantes da presente pesquisa. Para a segunda estratégia de apresentação dos resultados, optou-se por construir tabelas e realizar testes estatísticos, tomandose sempre, como base, a variável resposta dor física relacionada ao trabalho. A análise dos dados foi realizada em duas fases: a) Na primeira fase ou análise exploratória dos dados, foram produzidas as tabelas para variáveis discretas e as medidas de tendência central e de dispersão, para variáveis contínuas. b) Na segunda fase, realizou-se a análise confirmatória dos dados, onde os testes de hipóteses foram aplicados para testar as diferenças entre os resultados obtidos, no caso de existência ou não de dor física relacionada ao ambiente de trabalho. Utilizou-se, então, o teste do QuiQuadrado (SIEGEL, 1986) - empregado para testar diferenças entre proporções. Foram calculadas Razões de Prevalência (RP), e seus intervalos de 95% de confiança, para quantificar as associações encontradas. O nível de significância estatística para os testes foi estipulado em 5%. RESULTADOS Foram convidados a participar deste trabalho os 359 funcionários de um dos campus da IES, dos quais, após a recusa ou perda dos indivíduos por férias ou licença, restaram 330 funcionários participantes da pesquisa, cuja média de idade é de 32,2 anos (±9,0). A renda familiar média destes trabalhadores é de 2.035,83 reais. Eles estão na empresa, em média, há 4,5 anos (±4,0) e 59,2% (194) deles são do sexo feminino. Quanto à escolaridade, 193 (58,5%) funcionários desta IES já ingressaram ou concluíram algum curso superior, 112 (33,4%) têm segundo grau completo ou incompleto, enquanto apenas 25 (7,6%) dos funcionários entrevistados têm primeiro grau completo ou incompleto. A Tabela 1 mostra uma diferença estatisticamente significante (p<0,001) entre homens e mulheres com relação à queixa de dor no ambiente ocupacional. A maior freqüência foi observada no sexo feminino, com uma prevalência 63% maior que o encontrado nos homens. dor foi similar nas duas situações. Neste caso, não houve diferença estatisticamente significante (p< 0,64). Já quanto ao tipo de movimento de tronco realizado durante a jornada de trabalho, a tabela 3 mostra que os indivíduos que fazem rotação de tronco, com freqüência, têm 46% a mais de queixa de dor, que aqueles que não realizam este movimento (p<0,01). Resultados semelhantes foram observados para os indivíduos que fazem inclinação lateral do tronco ao realizarem suas atividades laborais. Para estes trabalhadores, a freqüência de queixa de dor, durante a jornada de trabalho, é 30% maior que a mesma queixa observada entre aqueles que não fazem este movimento frequentemente (p<0,03). Por outro lado, quando foi considerada a necessidade de se fazer inclinação anterior do tronco, observou-se que tanto os indivíduos que realizam este movimento com freqüência, quanto os que não o fazem, tiveram freqüências similares de queixa de dor. Neste caso não houve diferença estatisticamente significante (p<0,86). Tabela 1- Distribuição da prevalência de dor no ambiente ocupacional segundo sexo. Cuiabá-MT, 2008 Dor no ambiente ocupacional Sexo Sim p-valor Não Total RP IC95% nº % nº % Masculino 50 37,3 84 62,7 134 1,00 Feminino 118 60,8 76 39,2 194 1,63 Total 168 51,2 160 48,8 328 p<0,001 (1,27-2,08) Tabela 2 - Distribuição da prevalência de dor no ambiente de trabalho segundo a principal postura adotada no posto de ocupação. Cuiabá-MT,2008 Dor no ambiente ocupacional Postura Sim p-valor Não Total RP nº % nº % Estática 116 51,8 108 48,2 224 1,06 Dinâmica 52 49,1 54 50,9 106 1,00 Total 168 50,9 162 49,1 330 IC95% (0,84-1,33) do χ 2 p<0,64 Tabela 3 - Distribuição da prevalência de dor no ambiente de trabalho segundo o tipo de movimento de tronco realizado durante a jornada de trabalho. CuiabáMT,2008 Dor no ambiente ocupacional Movimento de tronco Sim Não p-valor Total RP nº % nº % Sim 141 54,7 117 45,4 258 1,46 Não 27 37,5 45 62,5 72 1,00 Sim 123 55,2 100 44,8 223 1,30 Não 45 42,5 61 57,6 106 1,00 Sim 122 50,6 119 49,4 241 1,00 Não 45 51,7 42 48,3 100 1,02 IC 95% do χ 2 Rotação (1,06-2,00) p<0,01 (1,01-1,67) p<0,03 Inclinação lateral Inclinação anterior p<0,86 (0,81-1,30) Como expresso na tabela 2, ao ser considerada a predominância de postura estática ou dinâmica adotada no posto de trabalho, a prevalência de relato de On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X do χ 2 Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) n. 6 p. 22-26 25 DISCUSSÃO Tradicionalmente o trabalho não é reconhecido como determinante de morbidades comuns. Para Brandão; Horta e Tomasi, (2008), a dor é definida como sendo um mecanismo protetor para o organismo. Ela ocorre sempre que qualquer tecido é lesado e faz com que o indivíduo reaja para retirar o estímulo doloroso (GUYTON, 1992). O presente estudo observou que dos 330 funcionários entrevistados na IES, a presença de dor física, durante a jornada de trabalho, teve maior prevalência entre as mulheres, presente em 60,8% delas. Maciel, 2006, ao investigar o ambiente de trabalho de uma indústria têxtil, adotando metodologia semelhante à utilizada neste trabalho, também aponta maior prevalência de dor entre as mulheres. Neste caso, 37% maior que o observado entre os homens. Com relação à principal postura adotada pelos funcionários que relataram dor durante a jornada de trabalho, apesar do grupo de postura estática ter apresentado um percentual de queixa de dor 6% maior que o grupo de postura dinâmica, os testes não revelaram significância estatística para esta diferença. A literatura aponta o trabalho estático como fator de risco mais importante para a dor que o trabalho dinâmico. Neste sentido, o trabalho de Maciel, 2006, se acha coerente, apresentando a postura em pé (30,2%), caracterizada como postura estática, com maior prevalência de sintomatologia dolorosa quando comparada à postura dinâmica. Acredita-se que o resultado apresentado no presente estudo deva-se ao beneficio de flexibilidade postural no posto de trabalho, oferecido aos colaboradores desta IES. Com relação à análise referente aos movimentos de tronco exigidos durante a realização das tarefas, este trabalho indica que os movimentos de rotação e inclinação lateral estão associados à queixa de dor. Por outro lado, para o movimento de inclinação anterior, não foi observado nenhuma associação. Apesar dos indivíduos que não fazem este movimento terem apresentado um percentual de queixa de dor 2 % maior que aqueles que fazem a inclinação anterior, esta diferença não foi apontada como estatisticamente significante. Já o estudo de Nunes, 2002, ao abordar posturas e movimentos adotados pelos movimentadores de mercadorias com carga durante a jornada de trabalho, mostra que a postura em flexão de tronco, curvada para frente, pode provocar a dor. Nesta divergência de resultados, a principal diferença está no manuseio de cargas. Tendo em vista que a coluna vertebral é uma região corporal extremamente complexa e importante para todo tipo de movimento BIBLIOGRAFIA On-line http://revista.univar.edu.br/ ISSN 1984-431X humano, qualquer disfunção que venha a se desenvolver ou nela alojar-se, deverá prejudicar a realização das atividades cotidianas (VALENTIM, 2010). Os resultados apontados nesta pesquisa sugerem que fatores como a postura e movimentos utilizados no trabalho estão associados à queixa de dor. Equivale dizer que o ambiente de trabalho representa fator de risco para a ocorrência de dor física. É preciso intensificar a vigilância em saúde do trabalhador, buscando maior intervenção para promover o cumprimento das normas, monitoramento dos casos, melhoria dos ambientes de trabalho e a redução dos riscos de doenças e, com isso, das dores e de acidentes de trabalho (NUNES, 2002). Sendo fundamental o estabelecimento da compreensão das relações ou do nexo, entre o trabalho e a dor dos trabalhadores que se refletem sobre a atenção prestada, é essencial, inicialmente, conhecer e analisar os fatores desencadeadores de doenças ocupacionais, o que vai subsidiar ações preventivas na saúde ocupacional. Com isso entendemos que no campo da determinação social da dor, estão presentes inúmeros fatores causais predisponentes, desencadeantes e agravantes. Cabe-nos entender o caráter subjetivo da dor, como uma experiência ampla que abrange mecanismos fisiológicos, psicológicos e comportamentais, dependendo das características de cada indivíduo. CONSIDERAÇÕES FINAIS A Saúde enquanto patrimônio do trabalhador é condição essencial e fundamental para o convívio social, indissociável do trabalho, ferramenta primeira no desenvolvimento das relações de produção. Diante do apresentado, a partir da metodologia empregada e dos resultados obtidos, os objetivos propostos foram alcançados e os aspectos da saúde dos trabalhadores da IES, foram discutidos, demonstrando e reforçando a necessidade que a questão da dor relacionada ao trabalho seja entendida de forma ampla e integral, onde as diversas dimensões envolvidas na relação sejam incorporadas em qualquer ação que venha interferir positivamente no processo de aprimoramento no ambiente de trabalho, sem com isso negligenciar o próprio homem e todas as suas peculiaridades. Há muito que construir na área de saúde do trabalhador. Algumas atividades relevantes devem ser estimuladas como a prática de cinesioterapia laboral e exercício laboral compensatório, conscientização do trabalhador quanto às práticas ergonômicas adequadas e orientações posturais. ARNETZ, B. B. et al. Early workplace intervention for employees with musculoskeletal related Interdisciplinar: Revista Eletrônica da Univar (2011) n. 6 p. 22-26 26 26 absenteeism: a prospective controlled intervention study. Occup Environ Med 2003; 45: 499-506 various flooring conditions. J Occup Rehab 2004; 14: 63-76. BARBOSA, L. G.Fisioterapia Preventiva nos Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho – DORTs – A Fisioterapia do Trabalho Aplicada. Editora RIBEIRO, F. S. N. et al . Processo de trabalho e riscos para a saúde dos trabalhadores em uma indústria de cimento. Cad. Saúde Pública., Rio de Janeiro, v. 18, n. 5, 2002. 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