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A DOR FÍSICA RELACIONADA AO AMBIENTE OCUPACIONAL
Abel Pompeu de Campos Junior
Daniela Silva Reis
Eliene Gancedo Sato
RESUMO
A pressão da modernidade, representada pela busca da qualidade, atinge os trabalhadores, gerando,
conseqüências para sua saúde física e mental. Nesse sentido, com o objetivo de avaliar se o ambiente
ocupacional é um fator de risco para a ocorrência de dor física, foi realizado um inquérito epidemiológico, numa
Instituição de Ensino Superior (IES), através de questionário, aplicado em seus funcionários durante a jornada de
trabalho. O trabalho de campo se desenvolveu de Julho a Setembro de 2008. Verificou-se que houve a presença de dor
em 51,2% dos funcionários. Os resultados mostraram que a queixa de dor está associada a sexo, rotação de
tronco e inclinação lateral. Estes dados indicam que o ambiente ocupacional se comporta como fator de risco
para ocorrência de dor física.
Palavras-chave: Saúde do trabalhador; ambiente ocupacional; dor física.
ABSTRACT
The pressure of the modernity, represented for the search of the quality, reaches the workers, generating, consequences
for its physical and mental health. In this direction, with the objective to evaluate if the environment of occupation it is
a factor of risk for the physical occurrence of pain, was carried through an inquiry epidemiologist, in an Institution of
Superior Education (IES), and through questionnaire, applied in its employees during the hours of working. The field
work if developed of July the September of 2008. It was verified that of the employees had the presence of pain in
51,2%. The results had shown that the pain complaint is associated the sex, rotation of trunk and lateral inclination.
These data indicate that the occupation environment if holds as factor of risk for physical occurrence of pain.
Key Words: Health of the worker; occupation environment; physical pain.
INTRODUÇÃO
O trabalho tem um papel importante na vida
do homem, pois, além de ser fonte do seu sustento, é
onde ele pode sentir-se útil, produtivo e valorizado,
tendo sua auto-estima elevada, passando a contar com a
possibilidade concreta de auto-realização.
No Brasil, a política de saúde do Trabalhador
é expressa na Lei Orgânica da Saúde (Lei 8080) como
o conjunto de atividades que se destina, através das
ações de vigilância epidemiológica e vigilância
sanitária, à promoção e proteção da saúde dos
trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos
das condições de trabalho. (VERTHEIN, 2008)
Além disso, os fundamentos da Política
Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador
expressam que o trabalho deve ser realizado em
condições que contribuam para a melhoria da qualidade
de vida, a realização pessoal e social dos trabalhadores
e sem prejuízo para sua saúde, integridade física e
mental (VERTHEIN, 2008).
O trabalhador brasileiro procura, a qualquer
custo, a manutenção do emprego, que sob condições
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inadequadas, pode ser nocivo, prejudicando a saúde,
provocando as dores músculo-esqueléticas, a
hipertensão arterial, as doenças respiratórias crônicas,
as doenças do aparelho locomotor, os distúrbios
mentais e o estresse, que são caracterizadas ainda por
possuírem
origem
multifatorial
(MACIEL;
FERNANDES e MEDEIROS, 2002).
Tais doenças podem ser adquiridas através de
exposição do trabalhador a agentes químicos, físicos,
biológicos ou radioativos, em situações acima do limite
permitido por lei, sem a utilização de roupas e/ou
equipamentos de proteção coletiva ou individual
compatíveis ao risco exposto.
Essas entidades podem levar o indivíduo à
inatividade, podendo ser excluído do ambiente de
trabalho sob o rótulo de incapacidade para desenvolver
suas atividades, prejudicando a produção de bens e de
homens para a evolução do processo produtivo,
construindo o perfil de um ser específico para a
produção, se tornando imprevisível, desordenado e
submetido às leis da produtividade a qualquer preço
(SANTOS FILHO e BARRETO, 2008).
Os trabalhadores, de um modo geral, têm sido
vítima de dores e desconfortos físicos por conseqüência
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de suas tarefas e atividades exigidas em seus postos de
trabalhos, o que acarreta prejuízos físicos e financeiros
tanto para o empregador, quanto para o funcionário,
implicando mudanças em suas relações com o trabalho
em sua vida cotidiana.
O emprego de força na realização da
atividade, postura inadequada, repetitividade dos
movimentos, compressão mecânica e repouso
insuficiente para a devida recuperação dos tecidos,
segundo Costa, 2007, são os principais fatores que
causam as dores.
Barbosa, 2002, comenta que quanto mais
repetitivo o movimento, maior será a probabilidade de
aparecimento de distúrbios, que a força necessária à
realização das tarefas agrava o desgaste físico e que as
posturas inadequadas impõem esforços adicionais
desequilibrados e inesperados, podendo atingir a
coluna vertebral e as extremidades superiores.
Em geral, as doenças ocupacionais demoram a
se manifestar e quando ocorrem já aparecem, na
maioria dos casos, sob a forma de lesão (BARBOSA,
2002).
Essas lesões causam dor constante e até
incapacitação
permanente,
caso
não
sejam
diagnosticadas e tratadas logo no início da
apresentação dos sintomas. O problema que as
organizações enfrentam torna-se grave, pois os
funcionários geralmente são acometidos por esse tipo
de problema quando se encontram em uma idade de
alta capacidade produtiva, o que está intimamente
ligada à qualidade dos produtos e serviços prestados
(COSTA, 2008).
Cabe ressaltar que acidentes e doenças
relacionadas ao trabalho são agravos previsíveis e,
portanto, evitáveis.
Criada em 1990, a norma regulamentadora 17
(NR17) visa estabelecer parâmetros que permitam a
adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e
desempenho eficiente (MACIEL; FERNANDES e
MEDEIROS, 2002).
As ações de segurança e saúde do trabalhador
exigem uma atuação multiprofissional, interdisciplinar
capaz de contemplar a complexidade das relações
produção-consumo-ambiente de saúde.
Este trabalho, então, tem por objetivo verificar se
o ambiente de trabalho é um fator de risco para a
ocorrência de dores físicas.
METODOLOGIA
Foi realizado um inquérito epidemiológico em
uma Instituição de Ensino Superior (IES), cujo período
de trabalho de campo se desenvolveu de julho a
setembro de 2008. O projeto deste estudo foi,
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previamente, apreciado e aprovado pelo comitê de ética
em pesquisa sob o protocolo Nº 0307-30.
A população de estudo foi constituída por
todos os funcionários de um dos campus, os quais
foram convidados a participar da pesquisa e incluídos
no estudo mediante assinatura do termo de
consentimento livre e esclarecido.
A variável-resposta foi definida como a dor
física relacionada ao ambiente ocupacional, enquanto
as variáveis independentes foram: o sexo, idade, nível
sócio-econômico, escolaridade, tempo de trabalho na
empresa e posturas adotadas no posto de trabalho.
Foi utilizado, para coleta dos dados, um
formulário composto de cinco partes: a) Na primeira
parte incluía a identificação do entrevistador, data e
hora de início da entrevista; b) na segunda, a
identificação do funcionário; c) na terceira, perguntas a
respeito da vida profissional do indivíduo; d) na quarta,
informações quanto aos hábitos de saúde com intenção
de averiguar como se apresenta o estado físico do
indivíduo; e) na quinta, perguntas a respeito dos
hábitos de lazer e atividade física.
Todos os entrevistadores foram treinados pela
equipe de pesquisa, de forma que, ao final do
treinamento, foram considerados aptos a realizar as
entrevistas, preencher os formulários em sua totalidade
e comportar-se de forma a manter neutralidade durante
as entrevistas. Este comportamento foi mantido,
sobretudo, quando o funcionário não deu seu aceite
para colaboração com o estudo.
No teste piloto, realizado de 15 a 30 de junho
de 2008, foram aplicados os formulários de pesquisa
pelos entrevistadores devidamente treinados. O
objetivo do teste piloto foi verificar a necessidade de
ajustes finais no formulário e no esquema operacional,
a ser desenvolvido no trabalho de campo da pesquisa e
com a finalidade de minimizar o viés de seleção e o
viés de informação além de aumentar a confiabilidade
dos resultados da pesquisa.
No trabalho de campo, após o teste piloto, os
questionários foram aplicados no posto de trabalho,
durante a jornada de trabalho, por um estudante de
fisioterapia. Nesta fase da pesquisa, houve sempre dois
dos três supervisores no ambiente da IES para
resolução de problemas operacionais não previstos.
Os dados foram digitados, mediante a
utilização do programa Epi-Info, o qual foi utilizado
para a análise estatística.
Foi construído um arquivo, contendo os dados
gerais da investigação e apresentando as variáveis:
sexo, idade, escolaridade, renda, estado civil, setor de
trabalho, função exercida, atividade no posto de
trabalho, mobiliário do posto de trabalho, tempo de
trabalho na empresa e na função, carga horária,
trabalho exercido fora da empresa, nível de satisfação
com o posto de trabalho, queixa sobre equipamentos de
trabalho, de pausas de descanso, problemas de saúde
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prévios e ao trabalhar na empresa, acidente de trabalho,
relacionamento com a chefia, tabagismo e alcoolismo,
turno de trabalho, dor durante o trabalho, disposição
física e atividade física de todos os participantes da
pesquisa.
Entre as várias alternativas para a
apresentação de resultados do estudo, optou-se por
apresentá-los de duas formas. Na primeira forma,
alguns dados descritivos, relativos aos funcionários
participantes da presente pesquisa. Para a segunda
estratégia de apresentação dos resultados, optou-se por
construir tabelas e realizar testes estatísticos, tomandose sempre, como base, a variável resposta dor física
relacionada ao trabalho.
A análise dos dados foi realizada em duas
fases: a) Na primeira fase ou análise exploratória dos
dados, foram produzidas as tabelas para variáveis
discretas e as medidas de tendência central e de
dispersão, para variáveis contínuas. b) Na segunda
fase, realizou-se a análise confirmatória dos dados,
onde os testes de hipóteses foram aplicados para testar
as diferenças entre os resultados obtidos, no caso de
existência ou não de dor física relacionada ao ambiente
de trabalho. Utilizou-se, então, o teste do QuiQuadrado (SIEGEL, 1986) - empregado para testar
diferenças entre proporções.
Foram calculadas Razões de Prevalência (RP),
e seus intervalos de 95% de confiança, para quantificar
as associações encontradas.
O nível de significância estatística para os
testes foi estipulado em 5%.
RESULTADOS
Foram convidados a participar deste
trabalho os 359 funcionários de um dos campus da
IES, dos quais, após a recusa ou perda dos
indivíduos por férias ou licença, restaram 330
funcionários participantes da pesquisa, cuja média
de idade é de 32,2 anos (±9,0). A renda familiar
média destes trabalhadores é de 2.035,83 reais.
Eles estão na empresa, em média, há 4,5 anos
(±4,0) e 59,2% (194) deles são do sexo feminino.
Quanto à escolaridade, 193 (58,5%)
funcionários desta IES já ingressaram ou concluíram
algum curso superior, 112 (33,4%) têm segundo grau
completo ou incompleto, enquanto apenas 25 (7,6%)
dos funcionários entrevistados têm primeiro grau
completo ou incompleto.
A Tabela 1 mostra uma diferença
estatisticamente significante (p<0,001) entre homens e
mulheres com relação à queixa de dor no ambiente
ocupacional. A maior freqüência foi observada no sexo
feminino, com uma prevalência 63% maior que o
encontrado nos homens.
dor foi similar nas duas situações. Neste caso, não
houve diferença estatisticamente significante (p< 0,64).
Já quanto ao tipo de movimento de tronco
realizado durante a jornada de trabalho, a tabela 3
mostra que os indivíduos que fazem rotação de tronco,
com freqüência, têm 46% a mais de queixa de dor, que
aqueles que não realizam este movimento (p<0,01).
Resultados semelhantes foram observados
para os indivíduos que fazem inclinação lateral do
tronco ao realizarem suas atividades laborais. Para
estes trabalhadores, a freqüência de queixa de dor,
durante a jornada de trabalho, é 30% maior que a
mesma queixa observada entre aqueles que não fazem
este movimento frequentemente (p<0,03).
Por outro lado, quando foi considerada a
necessidade de se fazer inclinação anterior do tronco,
observou-se que tanto os indivíduos que realizam este
movimento com freqüência, quanto os que não o
fazem, tiveram freqüências similares de queixa de dor.
Neste caso não houve diferença estatisticamente
significante (p<0,86).
Tabela 1- Distribuição da prevalência de dor no
ambiente ocupacional segundo sexo. Cuiabá-MT, 2008
Dor no ambiente ocupacional
Sexo
Sim
p-valor
Não
Total
RP
IC95%
nº
%
nº
%
Masculino
50
37,3
84
62,7
134
1,00
Feminino
118
60,8
76
39,2
194
1,63
Total
168
51,2
160
48,8
328
p<0,001
(1,27-2,08)
Tabela 2 - Distribuição da prevalência de dor no
ambiente de trabalho segundo a principal postura
adotada no posto de ocupação. Cuiabá-MT,2008
Dor no ambiente ocupacional
Postura
Sim
p-valor
Não
Total
RP
nº
%
nº
%
Estática
116
51,8
108
48,2
224
1,06
Dinâmica
52
49,1
54
50,9
106
1,00
Total
168
50,9
162
49,1
330
IC95%
(0,84-1,33)
do χ 2
p<0,64
Tabela 3 - Distribuição da prevalência de dor no
ambiente de trabalho segundo o tipo de movimento de
tronco realizado durante a jornada de trabalho. CuiabáMT,2008
Dor no ambiente ocupacional
Movimento de tronco
Sim
Não
p-valor
Total
RP
nº
%
nº
%
Sim
141
54,7
117
45,4
258
1,46
Não
27
37,5
45
62,5
72
1,00
Sim
123
55,2
100
44,8
223
1,30
Não
45
42,5
61
57,6
106
1,00
Sim
122
50,6
119
49,4
241
1,00
Não
45
51,7
42
48,3
100
1,02
IC 95%
do χ 2
Rotação
(1,06-2,00)
p<0,01
(1,01-1,67)
p<0,03
Inclinação lateral
Inclinação anterior
p<0,86
(0,81-1,30)
Como expresso na tabela 2, ao ser considerada
a predominância de postura estática ou dinâmica
adotada no posto de trabalho, a prevalência de relato de
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do χ 2
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DISCUSSÃO
Tradicionalmente
o
trabalho
não
é
reconhecido como determinante de morbidades
comuns. Para Brandão; Horta e Tomasi, (2008), a dor é
definida como sendo um mecanismo protetor para o
organismo. Ela ocorre sempre que qualquer tecido é
lesado e faz com que o indivíduo reaja para retirar o
estímulo doloroso (GUYTON, 1992).
O presente estudo observou que dos 330
funcionários entrevistados na IES, a presença de dor
física, durante a jornada de trabalho, teve maior
prevalência entre as mulheres, presente em 60,8%
delas. Maciel, 2006, ao investigar o ambiente de
trabalho de uma indústria têxtil, adotando metodologia
semelhante à utilizada neste trabalho, também aponta
maior prevalência de dor entre as mulheres. Neste caso,
37% maior que o observado entre os homens.
Com relação à principal postura adotada pelos
funcionários que relataram dor durante a jornada de
trabalho, apesar do grupo de postura estática ter
apresentado um percentual de queixa de dor 6% maior
que o grupo de postura dinâmica, os testes não
revelaram significância estatística para esta diferença.
A literatura aponta o trabalho estático como fator de
risco mais importante para a dor que o trabalho
dinâmico. Neste sentido, o trabalho de Maciel, 2006, se
acha coerente, apresentando a postura em pé (30,2%),
caracterizada como postura estática, com maior
prevalência de sintomatologia dolorosa quando
comparada à postura dinâmica.
Acredita-se que o resultado apresentado no
presente estudo deva-se ao beneficio de flexibilidade
postural no posto de trabalho, oferecido aos
colaboradores desta IES.
Com relação à análise referente aos
movimentos de tronco exigidos durante a realização
das tarefas, este trabalho indica que os movimentos de
rotação e inclinação lateral estão associados à queixa
de dor. Por outro lado, para o movimento de inclinação
anterior, não foi observado nenhuma associação.
Apesar dos indivíduos que não fazem este movimento
terem apresentado um percentual de queixa de dor 2 %
maior que aqueles que fazem a inclinação anterior, esta
diferença não foi apontada como estatisticamente
significante.
Já o estudo de Nunes, 2002, ao abordar
posturas e movimentos adotados pelos movimentadores
de mercadorias com carga durante a jornada de
trabalho, mostra que a postura em flexão de tronco,
curvada para frente, pode provocar a dor. Nesta
divergência de resultados, a principal diferença está no
manuseio de cargas. Tendo em vista que a coluna
vertebral é uma região corporal extremamente
complexa e importante para todo tipo de movimento
BIBLIOGRAFIA
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humano, qualquer disfunção que venha a se
desenvolver ou nela alojar-se, deverá prejudicar a
realização das atividades cotidianas (VALENTIM,
2010).
Os resultados apontados nesta pesquisa
sugerem que fatores como a postura e movimentos
utilizados no trabalho estão associados à queixa de dor.
Equivale dizer que o ambiente de trabalho representa
fator de risco para a ocorrência de dor física.
É preciso intensificar a vigilância em saúde do
trabalhador, buscando maior intervenção para
promover o cumprimento das normas, monitoramento
dos casos, melhoria dos ambientes de trabalho e a
redução dos riscos de doenças e, com isso, das dores e
de acidentes de trabalho (NUNES, 2002).
Sendo fundamental o estabelecimento da
compreensão das relações ou do nexo, entre o trabalho
e a dor dos trabalhadores que se refletem sobre a
atenção prestada, é essencial, inicialmente, conhecer e
analisar os fatores desencadeadores de doenças
ocupacionais, o que vai subsidiar ações preventivas na
saúde ocupacional.
Com isso entendemos que no campo da
determinação social da dor, estão presentes inúmeros
fatores causais predisponentes, desencadeantes e
agravantes. Cabe-nos entender o caráter subjetivo da
dor, como uma experiência ampla que abrange
mecanismos
fisiológicos,
psicológicos
e
comportamentais, dependendo das características de
cada indivíduo.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Saúde enquanto patrimônio do trabalhador é
condição essencial e fundamental para o convívio
social, indissociável do trabalho, ferramenta primeira
no desenvolvimento das relações de produção.
Diante do apresentado, a partir da metodologia
empregada e dos resultados obtidos, os objetivos
propostos foram alcançados e os aspectos da saúde dos
trabalhadores da IES, foram discutidos, demonstrando
e reforçando a necessidade que a questão da dor
relacionada ao trabalho seja entendida de forma ampla
e integral, onde as diversas dimensões envolvidas na
relação sejam incorporadas em qualquer ação que
venha interferir positivamente no processo de
aprimoramento no ambiente de trabalho, sem com isso
negligenciar o próprio homem e todas as suas
peculiaridades.
Há muito que construir na área de saúde do
trabalhador. Algumas atividades relevantes devem ser
estimuladas como a prática de cinesioterapia laboral e
exercício laboral compensatório, conscientização do
trabalhador quanto às práticas ergonômicas adequadas
e orientações posturais.
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