LISGRÁFICA – IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A.
CONTAS CONSOLIDADAS
3º TRIMESTRE DE 2014
Sociedade Aberta
Sede: Estrada Consiglieri Pedroso, 90 – Queluz de Baixo
Capital Social: 9 334 831 Euros
Cons. Reg. Comercial de Cascais / Pessoa Coletiva 500 166 587
ÍNDICE
_______________________________________________________
INTRODUÇÃO
3
ACTIVIDADE DO GRUPO
4
ANÁLISE ECONÓMICO-FINANCEIRA
4
PERSPECTIVAS PARA O CORRENTE EXERCÍCIO
8
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
9
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
2
CONTAS CONSOLIDADAS 3º TRIMESTRE DE 2014
A informação financeira consolidada da Lisgráfica do terceiro trimestre (não auditada),
preparada de acordo com os princípios de reconhecimento e mensuração das Normas
Internacionais de Relato Financeiro (IFRS), apresenta-se como segue:
INTRODUÇÃO
A Lisgráfica é uma sociedade aberta, com um capital social integralmente realizado de
9.334.831 euros, representado por 186.696.620 ações com o valor nominal de 0,05€, que
estão admitidas à negociação em Bolsa.
De salientar que das 2 empresas que compõem atualmente o Grupo apenas a Lisgráfica tem
atividade operacional, centrada na prestação de serviços de impressão e responsável por
100% da atividade do Grupo.
O Grupo Lisgráfica utiliza a consolidação pelo método integral e é composto pelo seguinte
universo de empresas à data de 30 de setembro de 2014:
Actividade
Data de
Constituição
Sede
Lisgráfica SA
Impressão de Revistas e Jornais
27-dez-1973
Queluz de Baixo
Grafilis, Rep. e Artes Gráficas,SA
Composição e Montagem
18-out-1984
Queluz de Baixo
EMPRESA
% Capital
Detido
100,00%
O sector da indústria gráfica não reflete ainda a tendência de recuperação económica e neste
trimestre continuou a verificar-se uma ligeira redução a nível de tiragem das publicações
periódicas; em sentido inverso constatamos que os trabalhos provenientes de clientes de
grandes marcas comerciais registam um ligeiro aumento.
Em resultado das quebras de receitas publicitárias - entre os 5 e os 8% - auferidas pelos
principais editores, continua a registar-se um ajuste na estrutura dos seus custos editoriais
com especial reflexo na redução do número de páginas e tiragens das suas publicações.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
3
ATIVIDADE DO GRUPO
A atividade consolidada provém a 100 % da empresa mãe, tal como em anos anteriores.
No conjunto dos primeiros nove meses de 2014 verificou-se uma ligeira redução do nível de
atividade, de 0,08%.
No entanto, no terceiro trimestre, a atividade ficou acima dos níveis registados no trimestre
homólogo de 2013 em 5,6%.
A faturação líquida no período atingiu os 15,2 milhões de euros, que compara com 15,3
milhões, no período homólogo anterior. Mantém-se a tendência de alteração do mix do
produto, isto é, cada vez mais a empresa produz trabalhos em que o cliente fornece o papel,
que neste período representam 82% do valor faturado relativo a serviços de impressão.
A decomposição de vendas por tipo de produto, comparativamente com o período anterior, é a
seguinte:
DESCRIÇÃO
(Valores em milhares de Euros)
2014
30-set
2013
30-set
Var. 13/14
Em €
9.358
2.864
2.214
316
481
9.463
2.775
2.170
443
509
-105
89
44
-127
-28
-1,1%
3,2%
2,0%
-28,7%
-5,5%
15.233
15.360
-127
-0,8%
Revistas
Jornais/suplementos
Catálogos e Folhetos
Listas
Outros
TOTAL
Var. 13/14
Em %
Em termos de produção de cadernos no formato A4 de 16 páginas (unidade de medida
normalmente usada na indústria gráfica) a atividade apresenta um aumento global de cerca de
10%, face a idêntico período do ano anterior.
Como nos últimos exercícios, regista-se um decréscimo considerável na família de produtos
“Listas” (-28,7%); esta rubrica inclui essencialmente a impressão das listas telefónicas das
Páginas Amarelas para o Continente e Ilhas.
Durante os primeiros nove meses de 2014 não se verificou nenhum acontecimento na empresa
subsidiária, Grafilis, SA.
GRAFILIS – REPRODUÇÃO E ARTES GRÁFICAS S.A.
A Empresa, constituída em 1984, cessou a atividade operacional em 2005.
Devido à sua inatividade a empresa registou no período um resultado quase nulo, pelo que os
Capitais Próprios não apresentam variação significativa face a 31 de dezembro de 2013.
ANÁLISE ECONÓMICO-FINANCEIRA
Em seguida apresentamos um resumo da Atividade Operacional do Grupo com base na
Demonstração Consolidada do Rendimento Integral do período:
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
4
ACTIVIDADE OPERACIONAL 3ºTRIMESTRE. 2014/2013
DESCRIÇÃO
(Valores em Milhares de Euros)
2014
30-set
Vendas
Outros Proveitos Operacionais
15.233
601
TOTAL PROVEITOS CORRENTES
Custo Merc. Vendidas e Consum.
Fornecimentos e S. Externos
Custos Com Pessoal
Amortizações e Ajustamentos
Perdas de Imparidade
Outros Custos Operacionais
TOTAL CUSTOS CORRENTES
2013
30-set
96%
4%
15.834
4.612
4.626
4.690
2.196
-7
228
15.360
762
Var. 13/14 Var. 13/14
em €
em %
95%
5%
16.122
29%
29%
30%
14%
0%
1%
4.690
4.423
6.074
2.821
-5
168
29%
27%
38%
17%
0%
1%
-127
-161
-0,8%
-21,1%
-288
-1,8%
-78
203
-1.384
-625
-2
60
-1,7%
4,6%
-22,8%
-22,2%
40,0%
35,7%
16.345
18.171
-1.826
-10,0%
-511
-3,2%
-2.049
-12,7%
1.538
9,5%
75,1%
74,6%
Imparidades Out. Créditos + Out.
Custos e Proveitos não Correntes
-764
16.366
0,0%
0,0%
RESULTADO OPERACIONAL - €
-1.275
14.317
-15.592
108,9%
EBITDA - €
EBITDA - %
1.678
10,6%
767
4,8%
911
5,8%
118,8%
RESULTADO CORRENTE - €
RESULTADO CORRENTE - %
EBITDA = Result. Corrente+Amortizações e Ajustamentos+Perdas de Imparidade
Os Proveitos Correntes no período cifram-se em 15,8 milhões de Euros, dos quais 96% provêm
diretamente das vendas e 4% de outros serviços prestados. Comparativamente com o período
homólogo regista-se um decréscimo de 1,8%.
Por seu lado, os Custos Correntes apresentam um decréscimo de 9,9%, com especial destaque
para a redução dos custos com pessoal e depreciações. A variação registada nos custos com
pessoal resulta do significativo decréscimo no montante de indemnizações que, em 2013,
ascendiam a 1,3 milhões de euros e, em 2014, atingiram apenas 100 milhares de euros, o que
se explica pelo facto de estar praticamente concluído o plano de reestruturação iniciado no ano
anterior.
O efeito conjugado dos impactos acima referidos conduz a uma melhoria significativa do
Resultado Corrente e do EBITDA, os quais crescem, respetivamente, 75 e 119%. De salientar
que o EBITDA apurado no terceiro trimestre foi de 582 milhares de euros e no conjunto dos
nove meses atinge quase os 1,7 milhões de euros.
A empresa volta assim a registar dois dígitos a nível do principal indicador (EBITDA) que mede
a performance da atividade e o efeito das medidas aplicadas nos últimos anos.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
5
COMPARAÇÃO RESULTADOS CONSOLIDADOS 3ºTRIMESTRE 2014/2013
DESCRIÇÃO
(Valo res em milhares de Euro s)
Resultados Correntes
Resultados Operacionais
Resultados Financeiros
Resultados antes Impostos
Imposto S/ Rendimento
Resultados Liquidos
2014
2013
30-set
30-set
Var. 13/14 Var. 13/14
Em €
Em %
-511
-2.049
1.538
75%
-1.275
14.317
-15.592
-109%
-953
33.118
-34.071
-103%
-2.228
47.435
-49.663
-105%
349
-16
365
-2281%
-1.879
47.419
-49.298
-104%
Comparativamente com o trimestre homólogo regista-se uma variação significativa a nível dos
Resultados Operacionais e Financeiros dado que em 2013 foram registados no 1º semestre os
impactos do PER nas contas da empresa. Assim a análise com o período homólogo tem que ter
em conta este facto.
Em face do exposto a análise deve ser efetuada tendo em conta os Resultados Correntes, os
quais estão expurgados de qualquer impacto do PER ou outros considerados extraordinários.
Conclui-se assim uma melhoria significativa, mais 75%, dos resultados decorrentes da
atividade da empresa no período, sendo os resultados do terceiro trimestre fundamentais para
o valor atingido no período.
Os resultados financeiros, excluindo o registo do impacto do PER, apresentam uma melhoria
devido à redução dos custos financeiros, consequência do perdão de dívida à Banca
contabilizado no ano de 2013. De referir que nos custos financeiros em 2014 estão incluídos
740 milhares de euros relativos ao valor de atualização do justo valor dos passivos bancários.
Se expurgarmos este valor os custos financeiros de financiamento nos primeiros nove meses
ascendem a 213 milhares de euros.
Pelo exposto, os Resultados Líquidos Consolidados no final do terceiro trimestre de 2014
situam-se nos 1.879 milhares de euros negativos. No terceiro trimestre de 2014 estes são de
778 mil euros negativos, quando no mesmo período do ano anterior foram de 1.849 milhares
de euros negativos.
No entanto, se compararmos os Resultados Líquidos em ambos os períodos, retirando os
efeitos dos valores contabilizados decorrentes do PER (atualização justo valor dos passivos e
impostos diferidos), o Resultado Liquido em 2014 é de - 746 milhares de euros, como a seguir
se demonstra:
Resultado Liquido
- 1.879 milhares de euros
Atualização Justo Valor
+1.504
“
- 371
“
- 746
“
Impostos Diferidos
Resultado Liquido ajustado
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
6
POSIÇÃO FINANCEIRA CONSOLIDADA COMPARAÇÃO 3ºSEMEST. 2014/2013
DESCRIÇÃO
2014 3º
Trim
31/Dez/0
13
Var. 13/14
em €
Var. 13/14
em %
18.589
20.939
-2.350
-11%
8.011
7.772
239
3%
26.600
28.711
-2.111
-7%
(Valores em milhares de Euros)
Activos não Correntes
Activos Correntes
TOTAL ACTIVO
Capital Próprio
-9.814
-7.882
-1.932
-25%
Passivo não Corrente
20.905
21.003
-98
0%
Passivo Corrente
TOTAL PASSIVO + SIT. LIQUIDA
15.509
15.590
-81
-1%
26.600
28.711
-2.111
-7%
As principais variações ocorridas são:
- Activo: a redução deve-se ao impacto das depreciações registadas no período aliada ao facto
de não terem ocorrido adições aos activos tangíveis e/ou intangíveis;
- Capital Próprio: nesta rubrica a principal variação deve-se ao impacto dos Resultados
Líquidos apurados no exercício. O Capital Próprio Consolidado fixa-se no final do terceiro
trimestre em 9.814 milhares de euros negativos;
- Passivo: regista uma variação quase inexpressiva, não sendo de realçar qualquer variação
relevante em termos de rúbricas.
De referir que, durante o período, o grupo cumpriu na íntegra a liquidação das prestações
correntes perante a Autoridade Tributária e Segurança Social e demais obrigações financeiras
decorrentes do Plano Especial de Revitalização (PER).
A empresa está a dar cumprimento e a concluir a implementação das medidas definidas no
referido Plano.
No sentido de auxiliar a análise do impacto na consolidação das contas individuais da empresa
participada e integrada no perímetro de consolidação, apresentamos em seguida um resumo
dos principais indicadores:
GRAFILIS – REPRODUÇÃO E ARTES GRÁFICAS S.A.
DESCRIÇÃO
3º
Trim.2014
Ac tivo Total Liq.
31-dez013
Var. 13/14
7
4
3
1.395
1.398
-3
Capital Próprio
- 1.402
- 1.394
-8
Capital Soc ial
Passivo Total
350
350
0
Resultado Liquido
0
60
- 60
Vendas Liquidas
0
0
0
(Valo res em milhares de Euro s)
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
7
PERSPETIVAS PARA O CORRENTE EXERCÍCIO
A Lisgráfica S.A. mantém a estimativa de que em 2014 a faturação vá apresentar uma redução
entre 1% a 3% face ao verificado no exercício anterior. Manter-se-ão as medidas de redução
de custos por forma a adequar a estrutura interna de produção e serviços de suporte, face ao
nível de produção estimado para 2014.
Com a aprovação do Plano Especial de Revitalização (PER) e emissão da Certidão de trânsito
em julgado da sentença de homologação, a aplicação das medidas definidas vai permitir
melhorar o desempenho dos indicadores financeiros e também do EBITDA para os próximos
anos. Antevemos assim, atingir, brevemente, resultados operacionais e demais indicadores
económicos positivos.
Queluz de Baixo, 25 de Novembro de 2014
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão
Jaime Luciano Marques Baptista da Costa
António Pedro Marques Patrocínio
António Braz Monteiro
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
8
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
9
(Montantes expressos em euros)
1. NOTA INTRODUTÓRIA
A Lisgráfica - Impressão e Artes Gráficas, S.A. ("Empresa" ou “Lisgráfica”) com sede em
Queluz de Baixo, foi constituída em 27 de Dezembro de 1973 e tem como atividade
principal a impressão de revistas, jornais, folhetos e listas telefónicas.
O universo empresarial da Lisgráfica (“Grupo”) é formado pelas empresas subsidiárias
indicadas na Nota 4. As principais atividades do Grupo englobam a impressão de revistas,
jornais, folhetos e listas telefónicas.
De recordar que a atividade do Grupo Lisgráfica, S.A. após 2 de maio de 2008, é resultado
da fusão com a Heska Portuguesa, S.A., passando a Lisgráfica a constituir a entidade
integrante, pelo que qualquer comparação reportada a exercícios anteriores a 2009 tem
que ter em consideração este facto.
O Processo Especial de Revitalização (“PER”) requerido, pela Empresa–mãe em finais de
2012, foi homologado pelo 1º. Juízo do Tribunal do Comércio de Lisboa em 09 de maio de
2013 com base num plano de recuperação aprovado por 89,84% dos votos regularmente
expressos. O referido plano transitou em julgado em 03 de dezembro de 2013 conforme
certidão emitida pelo tribunal em 17 de fevereiro de 2014.
A Empresa–mãe reconheceu o efeito da aplicação das medidas aprovadas com referência à
data de homologação do Plano. Em termos resumidos, o impacto nos resultados,
considerando os valores de créditos constantes na Lista de Créditos Provisória e com
efeitos de implementação a 01 de junho de 2013, foi de 52.940.878 euros, repartidos por:
. Perdão de dívida
33.299.303 euros
. Efeitos do desconto da atualização de cash-flows
19.641.574 euros
No período findo em 30 de setembro de 2014 o efeito resultante da atualização do
desconto da dívida foi de 1.504.019 euros.
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram
Administração, na reunião de 25 de novembro de 2014.
aprovadas
pelo
Conselho
de
Os principais acionistas são a Rasográfica – Comércio e Serviços Gráficos, S.A. e Gestprint
– Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. detentores, respetivamente, de 50,99%
e 39,40% do capital social.
Os membros do Conselho de Administração declaram que, tanto quanto é do seu
conhecimento, a informação nele constante foi elaborada em conformidade com as Normas
Contabilísticas aplicáveis, dando uma imagem verdadeira e apropriada do ativo e do
passivo, da situação líquida e dos resultados das empresas incluídas no perímetro de
consolidação do Grupo.
As demonstrações financeiras do exercício findo em 30 de setembro de 2014 são
comparáveis com as do exercício anterior.
2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
As principais políticas contabilísticas aplicadas na elaboração destas demonstrações
financeiras consolidadas estão descritas abaixo e foram consistentemente aplicadas em
todos os exercícios apresentados, salvo indicação em contrário.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
10
2.1 Bases de apresentação
As demonstrações financeiras consolidadas foram preparadas no pressuposto da
continuidade das operações, a partir dos livros e registos contabilísticos das empresas
incluídas na consolidação (Nota 4), ajustados para dar cumprimento das disposições dos
IAS/IFRS tal como adotado pela União Europeia a 31 de dezembro de 2012, que incluem os
International Accounting Standards (“IAS”) emitidos pela International Standards
Commitee (“IASC”), os International Financial Reporting Standards (“IFRS”) emitidos pelo
International Accounting Standards Board (“IASB”), e respetivas interpretações “IFRIC”
emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Commitee (“IFRIC”) e
Standing Interpretation Commitee (“SIC”). De ora em diante, o conjunto daquelas normas
e interpretações será designado genericamente por “IFRS”.
A Lisgráfica adotou os IFRS na elaboração das demonstrações financeiras consolidadas pela
primeira vez no exercício de 2005, pelo que, nos termos do disposto no IFRS 1 – Primeira
Adoção das Normas Internacionais de Relato Financeiro (“IFRS 1”), se considera que a
transição dos princípios contabilísticos portugueses para o normativo internacional se
reporta a 1 de janeiro de 2004.
Consequentemente, no cumprimento das disposições do IAS 1, a Lisgráfica declara que
estas demonstrações financeiras consolidadas e respetivo anexo cumprem as disposições
dos IAS/IFRS tal como adotados pela União Europeia, em vigor para exercícios económicos
iniciados em 1 de janeiro de 2013.
Estas demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o princípio do custo
histórico, modificado pela mensuração dos ativos financeiros disponíveis para venda,
quando o justo valor possa ser determinado com fiabilidade.
2.2 Princípios de consolidação
O método de consolidação adotado pelo Grupo foi o seguinte:
As participações financeiras em empresas nas quais o Grupo detenha, direta ou
indiretamente, a maioria dos direitos de voto em Assembleia Geral de Acionistas, ou
detenha o poder de controlar as suas políticas financeiras e operacionais, foram incluídas
nestas demonstrações financeiras consolidadas pelo método de consolidação integral. As
empresas incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas encontram-se detalhadas
na Nota 4.
Os ativos e passivos das subsidiárias são mensurados pelo respetivo justo valor na data de
aquisição. Qualquer excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos ativos líquidos
identificáveis é registado como goodwill.
As transações e saldos entre as empresas incluídas na consolidação foram eliminados no
processo de consolidação.
Sempre que necessário são efetuados ajustamentos às demonstrações financeiras das
empresas subsidiárias tendo em vista a uniformização das respetivas políticas
contabilísticas com as do Grupo.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
11
2.3 Ativos intangíveis
a) Goodwill
O goodwill é reconhecido quando é apurado um excesso entre o valor agregado: (i) do
custo de aquisição, da quantia de qualquer interesse não controlado na adquirida e o justo
valor de qualquer interesse detido anteriormente na adquirida; e (ii) o justo valor dos
ativos identificáveis adquiridos e dos passivos e passivos contingentes assumidos.”
No caso de ser apurado uma insuficiência entre o valor agregado em (i) supra e o (ii)
supra, a diferença é reconhecida como ganho do exercício.
O goodwill é registado como ativo e não é sujeito a amortização, sendo apresentado
autonomamente na demonstração da posição financeira. Anualmente, ou sempre que
existam indícios de eventual perda de valor, os valores de goodwill são sujeitos a testes de
imparidade. Qualquer perda de imparidade é registada de imediato como custo na
demonstração do rendimento integral do período e não pode ser suscetível de reversão
posterior.
(b) Ativos intangíveis, exceto goodwill
Os ativos intangíveis apenas são reconhecidos quando sejam identificáveis e for provável
que deles advenham benefícios económicos futuros para o Grupo, sejam controláveis e
sejam fiavelmente mensuráveis.
Os ativos intangíveis correspondem a programas de computador (“Software”) e direitos
contratuais com clientes identificados no âmbito da fusão ocorrida em 2008, mensurados
ao justo valor e deduzidos das amortizações acumuladas. Adicionalmente, existem direitos
contratuais registados que foram adquiridos a terceiros. Na ausência de um mercado ativo
para estes ativos intangíveis, identificados no âmbito da fusão, o seu justo valor foi
determinado pela estimativa do valor que a Empresa teria de pagar à data da concentração
empresarial (fusão) por aqueles direitos.
As amortizações são calculadas a partir do momento em que os ativos se encontrem
disponíveis para utilização, pelo método de quotas constantes, em conformidade com o
período de vida útil estimado, o qual varia entre 4 e 8 anos.
2.4 Ativos fixos tangíveis
Os ativos fixos tangíveis, adquiridos até 31 de dezembro de 1997, encontram-se registados
ao custo considerado, decorrentes da exceção prevista no IFRS 1, que corresponde ao seu
custo de aquisição ou ao custo de aquisição reavaliado com base em índices de preços nos
termos da legislação fiscal em vigor, deduzidos das correspondentes depreciações
acumuladas.
A partir dessa data, os ativos fixos tangíveis encontram-se registados ao custo de
aquisição, correspondente ao preço de compra adicionado das despesas imputáveis à
compra, deduzidos de depreciações acumuladas e perdas de imparidade acumuladas.
As perdas estimadas decorrentes da substituição de equipamentos antes do fim da sua vida
útil, por motivos de obsolescência tecnológica, são reconhecidas como uma dedução ao
ativo respetivo por contrapartida do rendimento integral do período.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
12
Os encargos com manutenção e reparações de natureza corrente são registados como
custo quando incorridos. As benfeitorias e beneficiações apenas são registadas como ativos
nos casos em que correspondem à substituição de bens, os quais são abatidos e conduzem
a um acréscimo dos benefícios económicos futuros.
Os ativos fixos tangíveis em curso são registados ao custo de aquisição, deduzido de
eventuais perdas de imparidade acumuladas, e são depreciados a partir do momento em
que se encontram disponíveis para o uso pretendido. A sua depreciação é calculada sobre o
custo de aquisição, de acordo com o método das quotas constantes, a partir do mês que se
encontram disponíveis para utilização, em conformidade com a vida útil dos ativos definida
em função da utilidade esperada:
Anos
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Equipamento administrativo
Outros ativos fixos tangíveis
4
3
3
3
10
a 24
a 12
a 20
a 20
2.5 Imparidade de ativos
O Grupo efetua avaliação de imparidade dos seus ativos fixos tangíveis e intangíveis com
vida útil definida, sempre que ocorra algum evento ou alteração que indiquem que o
montante pelo qual o ativo se encontra registado possa não ser recuperado. Em caso de
existência de tais indícios, o Grupo procede à determinação do valor recuperável do ativo,
de modo a determinar a extensão da perda por imparidade.
O valor recuperável é estimado para cada ativo individualmente ou, no caso de estes não
gerarem cash-flows independentes para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual o
ativo pertence.
O valor recuperável é determinado pelo valor mais alto entre o preço de venda líquido
estimado e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a
alienação do ativo numa transação entre entidades independentes e conhecedoras,
deduzido dos custos diretamente atribuíveis à alienação. O valor de uso decorre dos fluxos
de caixa futuros atualizados com base em taxas de desconto que reflitam o valor atual do
capital e o risco específico do ativo.
Sempre que o montante pelo qual o ativo se encontra registado é superior à sua quantia
recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade na demonstração do rendimento
integral do período a que se refere. Quando uma perda por imparidade é
subsequentemente revertida, o valor contabilístico do ativo é atualizado para o seu valor
estimado. Contudo, a reversão da perda por imparidade só pode ser efetuada até ao limite
da quantia que estaria reconhecida, líquida de depreciação / amortização, caso a perda por
imparidade não tivesse sido registada em exercícios anteriores. A reversão das perdas por
imparidade é reconhecida de imediato na demonstração do rendimento integral
consolidada.
O Goodwill e os Ativos Intangíveis sem vida útil definida são testados para imparidade
anualmente.
2.6 Locação financeira e operacional
Os contratos de locação são classificados como: (i) locações financeiras, se através deles
forem transferidos substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse; e como
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
13
(ii) locações operacionais, se através deles não forem transferidos substancialmente todos
os riscos e vantagens inerentes à posse.
A classificação das locações em financeiras ou operacionais é feita em função da substância
e não da forma do contrato.
Os ativos fixos tangíveis adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as
correspondentes responsabilidades, são contabilizados pelo método financeiro. De acordo
com este método, o custo do ativo é registado como um ativo tangível, ao mais baixo do
valor presente das rendas futuras ou do justo valor do ativo na data do contrato, por
contrapartida da responsabilidade correspondente. Os ativos são depreciados de acordo
com a sua vida útil estimada, as rendas são registadas como uma redução das
responsabilidades (passivo) e os juros e a depreciação do ativo são reconhecidos como
custos na demonstração consolidada do rendimento integral do período a que dizem
respeito.
Nas locações operacionais, as rendas devidas são reconhecidas como custo na
demonstração consolidada do rendimento integral, numa base linear, durante o período do
contrato de locação.
2.7 Existências
As existências são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, o qual inclui todas as
despesas diretas suportadas com a compra.
As matérias-primas, subsidiárias e de consumo encontram-se valorizadas ao custo de
aquisição o qual é corresponde ao respetivo valor de mercado.
2.8 Ativos e passivos financeiros
Os ativos financeiros são reconhecidos na data de negociação ou contratação, que é a data
em que a Empresa se compromete a adquirir ou alienar o ativo. No momento inicial, os
ativos financeiros são reconhecidos pelo justo valor acrescido de custos de transação
diretamente atribuíveis, exceto para os ativos ao justo valor através de resultados em que
os custos de transação são imediatamente reconhecidos em resultados. Estes ativos são
desconhecidos quando: (i) expiram os direitos contratuais da Empresa ao recebimento dos
seus fluxos de caixa; (ii) a Empresa tenha transferido substancialmente todos os riscos e
benefícios associados à sua detenção; ou (iii) não obstante retenha parte, mas não
substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a Empresa tenha
transferido o controlo sobre os ativos.
2.8.1 Clientes e outras contas a receber
As dívidas de clientes e as outras dívidas de terceiros são registadas inicialmente ao
justo valor e subsequentemente ao custo amortizado deduzido de eventuais perdas
de imparidade. As perdas de imparidade correspondem à diferença entre a quantia
inicialmente registada e o seu valor recuperável, sendo este o valor presente dos
“cash-flows” esperados, descontados à taxa efetiva da data da transação, as quais
são reconhecidas na demonstração do rendimento integral do período em que são
estimadas.
2.8.2 Caixa e equivalentes a caixa
Os montantes incluídos na rubrica de caixa e seus equivalentes correspondem aos
valores em caixa, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria, vencíveis a
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
14
menos de 3 meses, e que possam ser imediatamente mobilizáveis com risco
insignificante de alteração de valor.
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, a rubrica de caixa e seus
equivalentes compreende também os descobertos bancários incluídos na rubrica
“Empréstimos obtidos”.
2.8.3 Fornecedores e outras contas a pagar
As contas a pagar são registadas pelo seu valor nominal, descontado de eventuais
juros calculados e reconhecidos de acordo com o método da taxa de juro efetiva.
2.8.4 Empréstimos obtidos
Os empréstimos são reconhecidos inicialmente pelo valor recebido, líquido de
despesas com a sua emissão. Em períodos subsequentes, os empréstimos são
registados ao custo amortizado; qualquer diferença entre os montantes recebidos
(líquidos dos custos de transação) e o valor a pagar são reconhecidos na
demonstração do rendimento integral durante o período de vigência dos empréstimos,
usando o método da taxa de juro efetiva.
Os empréstimos com vencimento inferior a doze meses são classificados como
passivos correntes, a não ser que o Grupo tenha o direito incondicional para diferir a
liquidação do passivo por mais de doze meses após a data da demonstração de
posição financeira.
2.8.5 Operações de factoring e de desconto de letras
Os créditos cedidos em regime de factoring e os titulados por letras estão
evidenciados no ativo ao seu valor nominal, sendo os juros registados de acordo com
o critério de especialização dos exercícios. Os montantes adiantados pelas sociedades
de factoring, bem como os valores descontados em instituições financeiras, por conta
dos créditos cedidos com direito de regresso e das letras, respetivamente, são
evidenciados no passivo (Nota 20). À medida que se efetuam as cobranças dos
valores em dívida, as mesmas são registadas como uma dedução ao passivo e
regularizados por contrapartida dos saldos das contas a receber.
2.8.6 Ativos disponíveis para venda
Os ativos financeiros classificados como disponíveis para venda são inicialmente
registados pelo seu justo valor, que corresponde ao preço pago incluindo despesas de
transação. Subsequentemente, são mensurados ao justo valor, com as variações de
justo valor reconhecidas em capital próprio, ou ao custo deduzido de perdas de
imparidade, se referente a instrumentos de capital cujo justo valor não for
determinável com fiabilidade.
2.9
Provisões, passivos e ativos contingentes
As provisões são reconhecidas pelo Grupo quando existe uma obrigação presente (legal ou
implícita), resultante de um evento passado, para cuja resolução é provável ser necessário
um dispêndio de recursos internos e cujo montante possa ser razoavelmente estimado.
Estas provisões são constituídas com base no julgamento que o Conselho de Administração
faz quanto ao desfecho dos riscos que originam aquelas obrigações, baseado nas
informações prestadas pelos advogados.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
15
O valor das provisões é revisto e ajustado à data da demonstração da posição financeira,
de modo a refletir a melhor estimativa nesse momento.
Quando uma das condições acima descritas não é preenchida, o passivo contingente
correspondente não é reconhecido, sendo apenas divulgado, a menos que a possibilidade
de uma saída de fundos afetando benefícios económicos futuros seja remota, caso em que
não são objeto de divulgação.
2.10 Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento é registado de acordo com o preconizado pelo IAS 12 –
“Imposto sobre o rendimento”. Na mensuração do custo relativo ao imposto sobre o
rendimento do exercício, para além do imposto corrente, calculado com base nos
resultados antes de impostos, ajustados pelas legislações fiscais aplicáveis, são também
considerados os efeitos resultantes das diferenças temporárias entre os resultados antes de
impostos e o lucro tributável, originadas no período ou decorrentes de exercícios
anteriores, bem como o efeito dos prejuízos fiscais reportáveis existentes à data da
demonstração da posição financeira.
Os impostos diferidos são reconhecidos usando o método do passivo com base na
Demonstração da posição financeira, considerando as diferenças temporárias resultantes
da diferença entre a base fiscal de ativos e passivos e os seus valores nas demonstrações
financeiras consolidadas.
Os impostos diferidos são calculados com base na taxa de imposto em vigor ou já
oficialmente comunicada à data do relato financeiro, e que se estima que seja aplicável na
data da realização dos impostos diferidos ativos ou na data do pagamento dos impostos
diferidos passivos.
O valor do imposto corrente a pagar, é determinado com base no resultado antes de
impostos, ajustado de acordo com as regras fiscais em vigor.
2.11 Rédito
Os proveitos decorrentes de vendas são reconhecidos na demonstração consolidada do
rendimento integral quando os riscos e benefícios inerentes à posse dos ativos são
transferidos para o comprador e o montante dos proveitos possa ser razoavelmente
quantificado. As vendas são reconhecidas líquidas de impostos, descontos comerciais e
outros custos inerentes à sua concretização.
Os proveitos decorrentes prestações de serviço de impressão são reconhecidos na
demonstração consolidada do rendimento integral de acordo com a percentagem de
acabamento ou com base no período do contrato quando a prestação de serviços não
esteja associada à execução de atividades específicas, mas à prestação contínua do
serviço, e são apresentados na demonstração consolidada do rendimento integral sob a
designação de Vendas.
2.12 Especialização dos exercícios
As Empresas do Grupo registam os seus custos e proveitos de acordo com o princípio da
especialização dos exercícios, pelo que os custos e proveitos são reconhecidos à medida
que são gerados, independentemente do momento em que são recebidos ou pagos.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
16
2.13 Classificação da demonstração da posição financeira
Os ativos realizáveis a menos de um ano da data de reporte e os passivos cuja
exigibilidade não possa ser incondicionalmente diferida pela Empresa para um ano após a
data de reporte, ou que seja expetável que se realizem ou sejam exigíveis no decurso
normal das operações e os ativos que sejam detidos com a intenção de transação, são
classificados, respetivamente, no ativo e no passivo como correntes. Todos os restantes
ativos e passivos são considerados como não correntes.
2.14 Relato por segmentos
Um segmento operacional é uma componente de uma entidade:
(a) Que de desenvolve atividades de negócio de que obtém réditos e pelos quais incorre em
gastos (incluindo réditos e gastos relacionados com transações com outras componentes
da mesma entidade);
(b) Cujos resultados operacionais são regularmente revistos pelo principal responsável pela
tomada de decisões operacionais da entidade para efeitos da tomada de decisões sobre
a imputação de recursos ao segmento e da avaliação do seu desempenho;
c) Sobre o qual esteja disponível informação financeira discreta.
O Grupo Lisgráfica apresenta como segmento operacional o da impressão de revistas,
jornais e listas telefónicas, sendo o reporte interno de informação à gestão efetuado nesse
pressuposto.
2.15 Capital
O capital apresentado corresponde ao capital social subscrito e realizado à data do relato
financeiro.
2.16 Ações próprias
As ações próprias são registadas ao custo de aquisição, se a compra for efetuada à vista,
ao justo valor estimado se a compra for diferida. De acordo com o Código das Sociedades
Comerciais, a Empresa tem de garantir a cada momento a existência de reservas no capital
próprio para a cobertura do valor das ações próprias, limitando o valor das reservas
disponíveis para distribuição.
Quando são adquiridas ações da própria Empresa mãe, o cálculo do valor ilíquido por ação,
básico e diluído, é efetuado dividindo o resultado obtido pelo nº. total de ações deduzido do
nº. de ações próprias.
2.17 Capitalização de juros
O Grupo Lisgráfica não efetua a capitalização de juros.
2.18 Subsídios do Governo
Os subsídios recebidos do Estado Português e da União Europeia são reconhecidos pelo seu
justo valor quando existe uma certeza razoável de que as condições de que as condições
para o subsídio são cumpridas.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
17
Os subsídios não reembolsáveis obtidos pelo investimento em ativos fixos tangíveis e
intangíveis, são reconhecidos como uma redução ao custo de aquisição dos respetivos
ativos consoante a sua natureza, no mesmo período em que os gastos associados são
incorridos, sendo subsequentemente creditados na demonstração do rendimento integral
consolidado conjuntamente com os ativos a que estão associados, na rubrica de gastos /
reversões de depreciação e amortização.
2.19 Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data de fecho do ano que proporcionem informação adicional
sobre as condições que existiam à data de fecho do ano são refletidos nas demonstrações
financeiras consolidadas. Os eventos ocorridos após a data de fecho do ano, que
proporcionam informação sobre as condições que ocorreram após essa data, são
divulgadas no anexo às demonstrações financeiras consolidadas, se materiais.
2.20 Juízos de valor, estimativas e principais fontes de incerteza
Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas anexas foram efetuados juízos
de valor e estimativas e utilizados diversos pressupostos que afetaram as quantias
relatadas de ativos e passivos, assim como as quantias relatadas de rendimentos e gastos
do período.
As estimativas e os pressupostos subjacentes foram determinados com base no melhor
conhecimento existente à data de aprovação das demonstrações financeiras consolidadas
dos eventos e transações em curso, assim como na experiência de eventos passados e/ou
correntes. Contudo, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo
previsíveis à data de aprovação das demonstrações financeiras consolidadas, não foram
consideradas nessas estimativas. As alterações às estimativas que ocorram posteriormente
à data das demonstrações financeiras consolidadas serão corrigidas de forma prospetiva.
Por este motivo e dado o grau de incerteza associado, os resultados reais das transações
em questão poderão diferir das correspondentes estimativas.
Os principais juízos de valor e estimativas efetuadas na preparação das demonstrações
financeiras anexas foram os seguintes:
Ativos tangíveis e intangíveis (incluindo direitos contratuais de clientes)
A determinação do justo valor dos ativos, assim como as vidas úteis dos ativos, é baseada
em estimativas do Conselho de Administração. A determinação da existência de perdas por
imparidade destes ativos envolve também a utilização de estimativas. O valor recuperável
e o justo valor destes ativos é normalmente determinado com recurso à utilização de
modelos de fluxos de caixa descontados, que incorporam pressupostos de mercado. A
identificação de indicadores de imparidade, bem como a estimativa de fluxos de caixa
futuros e a determinação do justo valor de ativos requerem julgamento significativo por
parte do Conselho de Administração no que diz respeito à validação de indicadores de
imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis estimadas
e valores residuais.
Impostos diferidos
O reconhecimento de impostos diferidos pressupõe a existência de resultados e matéria
coletável futura. Os impostos diferidos ativos e passivos foram determinados com base na
legislação fiscal atualmente em vigor, ou em legislação já publicada para aplicação futura.
Alterações na legislação fiscal podem influenciar o valor dos impostos diferidos.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
18
Imparidade de clientes e outras contas a receber
A Empresa mantém uma provisão para perdas por imparidade de clientes e devedores, de
forma a refletir as perdas estimadas resultantes da incapacidade dos clientes efetuarem os
pagamentos requeridos. Ao avaliar a razoabilidade das provisões para as referidas perdas
por imparidade, o Conselho de Administração baseia as suas estimativas numa análise do
tempo de incumprimento decorrido dos seus saldos de recebimentos de clientes, a sua
experiência histórica de abates, o histórico de crédito do cliente e mudanças nos termos de
pagamento do cliente. Se as condições financeiras do cliente se deteriorarem, as provisões
para perdas por imparidade e os abates reais poderão ser superiores aos esperados.
Provisões
A Empresa exerce julgamento considerável na mensuração e reconhecimento de provisões
e a sua exposição a passivos contingentes relacionados com processos em contencioso. O
julgamento é necessário de forma a aferir a probabilidade que um contencioso tem de ser
bem sucedido, ou suscitar o registo de um passivo. As provisões são reconhecidas quando
a Empresa espera que processos em curso irão originar a saída de fluxos, a perda seja
considerada provável e possa ser razoavelmente estimada. Devido às incertezas inerentes
ao processo de avaliação, as perdas reais poderão ser diferentes das originalmente
estimadas na provisão. Estas estimativas estão sujeitas a alterações à medida que nova
informação fica disponível, principalmente com o apoio de especialistas internos, se
disponíveis, ou através do apoio de consultores legais. Revisões às estimativas destas
perdas de processos em curso podem afetar significativamente os resultados futuros.
3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS, ESTIMATIVAS E ERROS FUNDAMENTAIS
Durante o período findo em 30 de setembro de 2014, não ocorreram alterações de políticas
contabilísticas relativamente às utilizadas na preparação e apresentação das
demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2013 nem foram
reconhecidos erros materiais relativos a períodos anteriores.
4.
EMPRESAS INCLUÍDAS NA CONSOLIDAÇÃO
As empresas incluídas na consolidação, suas sedes sociais e proporção do capital
efetivamente detido em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, são as
seguintes:
Percentagem efetiva em
30 de setembro
31 de dezembro
Sede
de 2014
de 2013
Lisgráfica
Queluz de Baixo
Mãe
Mãe
Grafilis - Representação e Artes Gráficas, S.A. (Grafilis")
Queluz de Baixo
100
100
Denominação Social
5. PRESTAÇÕES DE SERVIÇO POR TIPO DE PRODUTO
Nos semestres findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, as prestações de serviço por
tipo de produto detalham-se como segue:
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
19
30 de setembro
de 2014
Revistas
Jornais e suplementos
Catálogos e folhetos
Listas
Outros
30 de setembro
de 2013
9.358.527
2.863.530
2.213.563
316.437
481.200
15.233.257
3º. Trimestre
de 2014
9.463.149
2.774.250
2.170.227
443.121
508.906
15.359.653
3º. Trimestre
de 2013
2.842.474
969.089
920.239
133.437
192.979
5.058.218
2.748.999
961.693
699.102
156.121
223.821
4.789.736
Durante os períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, as prestações de serviço
realizaram-se, essencialmente, no mercado nacional.
6. OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS
Nos períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, esta rubrica apresenta o seguinte
detalhe:
30 de setembro
de 2014
30 de setembro
de 2013
468.257
84.299
48.466
601.022
473.894
272.101
6.997.440
10.734.989
16.435
18.494.859
Aluguer de instalações (a)
Imputações de custos (b)
Perdão de dívida
Atualização do justo valor
Outros proveitos operacionais
3º. Trimestre
de 2014
3º. Trimestre
de 2013
156.086
25.177
25.729
206.992
156.085
94.262
5.374
255.721
(a) Nesta rubrica são registados os subarrendamentos de parte das instalações da
Empresa que estão a ser utilizadas por outras entidades.
(b) Esta rubrica reflete os custos imputados e debitados a empresas que desenvolvem a
sua atividade operacional nas instalações da Lisgráfica.
7. CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS
Nos períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, esta rubrica tem a seguinte
composição:
30 de setembro
de 2014
Matérias primas, subsidiárias e de consumo
Mercadorias vendidas
4.595.288
16.509
4.611.797
30 de setembro
de 2013
4.663.160
26.940
4.690.100
3º. Trimestre
de 2014
1.393.686
1.393.686
3º. Trimestre
de 2013
1.554.458
1.554.458
8. FORNECIMENTOS E SERVIÇOS EXTERNOS
Nos períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, esta rubrica teve a seguinte
composição:
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
20
30 de setembro
de 2014
Subcontratos
Electricidade
Combustíveis e outros fluídos
Rendas e alugueres (a)
Transportes de mercadorias
Conservação e reparação
Trabalhos especializados
Outros
30 de setembro
de 2013
359.568
1.158.297
408.211
1.300.316
191.794
352.872
333.078
522.668
4.626.804
3º. Trimestre
de 2014
289.325
1.260.804
394.679
1.265.771
193.298
341.488
206.553
471.500
4.423.418
134.511
402.990
125.833
453.926
60.611
93.115
123.056
157.684
1.551.726
3º. Trimestre
de 2013
97.690
404.093
127.795
421.970
65.040
120.973
75.405
161.833
1.474.799
(a) Em 30 de setembro de 2014 e 2013, esta rubrica inclui o montante de 366.381 euros e
362.790 euros, decorrente de transações com entidades relacionadas (Nota 27).
Locações operacionais
Em 30 de setembro de 2014 e de 2013, a locação operacional existente respeita à locação
das instalações da Empresa em Queluz de Baixo, cujo contrato foi celebrado em 20 de
Julho de 2004 com o Espírito Santo Ativos Financeiros, S.G.P.S., S.A. (“ESAF”), pelo prazo
inicial de 15 anos, com opção de renovação, bem como de revisão da área locada.
As responsabilidades futuras foram significativamente reduzidas pelos aditamentos aos
contratos celebrados em 30 de dezembro de 2008 e 30 de novembro de 2010, bem como
pelo acordo de 29 de abril de 2013, na qual se reduziu a área atualmente ocupada em
cerca de 3.500 m2 e se fixaram os valores das rendas mensais até julho de 2016.
Nos exercícios findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, os custos incluídos na rubrica
“Fornecimentos e serviços externos” relativos àquele contrato de locação operacional, são
conforme segue:
30 de setembro
de 2014
Fornecimentos e serviços externos
30 de setembro
de 2013
930.000
900.000
9. CUSTOS COM O PESSOAL
Durante os períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, os custos com o pessoal
foram como segue:
Salários e remunerações
Encargos sobre remunerações
Outros custos com o pessoal
30 de setembro
30 de setembro
3º. Trimestre
3º. Trimestre
de 2014
de 2013
de 2014
de 2013
1.134.134
262.568
225.027
1.621.729
994.310
228.855
626.155
1.849.320
3.395.000
785.487
509.814
4.690.301
3.530.994
817.084
1.725.904
6.073.982
Nos períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, o número de pessoas ao serviço
do Grupo foi de 229 e 262 empregados, respetivamente.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
21
10. CUSTOS E PROVEITOS FINANCEIROS, LÍQUIDOS
Os custos e proveitos financeiros dos períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013,
têm a seguinte composição:
Custos financeiros:
Juros suportados
Atualização do valor de desconto
Outros custos financeiros
Proveitos financeiros:
Juros obtidos
Perdão de dívida
Atualização do valor de desconto
Outros proveitos financeiros
Custos financeiros, líquidos
30 de setembro
30 de setembro
3º. Trimestre
3º. Trimestre
de 2014
de 2013
2014
de 2013
534.624
739.969
101.622
1.376.215
1.409.004
289.593
131.371
1.829.968
216.898
248.930
30.800
496.628
431.093
217.195
40.631
688.919
652
422.843
423.495
191
26.632.054
8.299.547
17.286
34.949.078
224
611
835
103
359
462
952.720
(33.119.110)
495.793
688.457
11. IMPOSTOS DIFERIDOS
O movimento ocorrido nos ativos e passivos por impostos diferidos nos períodos findos em
30 de setembro de 2014 e 2013, foi como segue:
30 de setembro de 2014:
Ativos por
impostos diferidos
Prejuízos fiscais
reportáveis
Saldo em 31 de dezembro de 2013
Redução
Saldo em 30 de setembro de 2014
347.660
103.074
244.586
Passivos por impostos diferidos
Direitos
contratuais
347.660
103.074
244.586
Subsidios
do Governo
8.233
2.265
5.968
Desconto
Dívidas PER
4.521.460
368.484
4.152.976
Total
4.877.353
473.823
4.403.530
Em 30 de setembro de 2014, os passivos por impostos diferidos, no montante de 244.586
euros, correspondem ao justo valor dos direitos contratuais de clientes, tendo o Grupo
optado por registar ativos por impostos diferidos, decorrentes de prejuízos fiscais
reportáveis, até à concorrência dos passivos por impostos diferidos. Excetuam-se os
passivos correspondentes aos subsídios do Governo e do desconto das dívidas em PER.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
22
12. ACTIVOS INTANGÍVEIS
As variações ocorridas nos ativos intangíveis resultam do efeito das amortizações do
período findo em 30 de setembro de 2014.
13. ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS
As variações ocorridas nos ativos tangíveis resultam do efeito das depreciações do período
findo em 30 de setembro de 2014.
14. OUTROS ATIVOS NÃO CORRENTES
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
31 de dezembro
de 2013
30 de setembro de 2014
Valor
bruto
Rasográfica - Comércio e Serviços Gráficos, SA("Rasográfica")
("Rasográfica") (Nota 27)
Gestprint - Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA
("Gestprint") (Nota 27)
Gespatrimónio - Rendimento Sociedade Gestora, SA
("Gespatrimónio") (a)
Depósitos a prazo (b)
Perdas de
imparidade
Valor
líquido
Valor
líquido
1.994.735
-
1.994.735
2.109.591
3.413.227
(3.413.227)
-
-
1.580.223
85.317
7.073.502
(3.413.227)
1.580.223
85.317
3.660.275
1.580.223
85.317
3.775.131
(a) Esta rubrica corresponde a um adiantamento concedido por conta da exploração de
um projeto imobiliário a ser desenvolvido em conjunto com a Gespatrimónio. No
entendimento do Conselho Administração, este montante não será recebido no curto
prazo, pelo que foi classificado a médio e longo prazo.
(b) Em 30 de setembro de 2014, os depósitos a prazo encontravam-se condicionados,
essencialmente, à libertação das garantias bancárias solicitadas no âmbito do
procedimento extrajudicial de conciliação (Nota 20).
15. EXISTÊNCIAS
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
Matérias-primas, subsidiárias
e consumo (Nota 7)
30 de setembro de 2014
Perdas de
Valor
imparidade
Valor
31 de dezembro de 2013
Perdas de
Valor
imparidade
Valor
bruto
líquido
bruto
(Nota 22)
(Nota 22)
líquido
239.006
(4.369)
234.637
213.779
(4.369)
209.410
239.006
(4.369)
234.637
213.779
(4.369)
209.410
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
23
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, o Grupo não possui inventários
dados como garantia para cumprimento de passivos.
16. CLIENTES E CONTAS A RECEBER
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
30 de setembro de 2014
31 de dezembro de 2013
Valor
Desconto
Perdas de
Valor
Valor
Perdas de
Valor
nominal
da dívida
imparidade
líquido
bruto
imparidade
líquido
5.491.866
(353.057)
(2.996.388)
2.142.421
5.138.809
(2.996.388)
2.142.421
13.794.500
-
(9.090.596)
4.703.904
13.975.966
(9.097.476)
4.878.490
19.286.366
(353.057)
(12.086.984)
6.846.325
5.138.809
(12.093.864)
7.020.911
Não correntes:
Clientes (a)
Correntes:
Clientes
Total
(a) Em abril de 2011, foi intentada uma ação declarativa de condenação contra empresas
do Grupo Impala, decorrente do incumprimento destas no pagamento da dívida.
Em inícios de abril de 2014 a decisão da 1ª. Instância foi favorável à Lisgráfica, tendo a
Impala sido condenada a pagar um montante de cerca de 4 milhões de euros acrescidos
dos respetivos juros de mora.
17. OUTROS ATIVOS CORRENTES
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
30 de setembro
31 de dezembro
de 2014
de 2013
Devedores diversos
560.805
540.809
Rasográfica
849.036
953.325
-
61.061
Devedores por acréscimos de rendimentos:
Rappel de fornecedores
Seguros
34.547
10.916
832.809
378.799
Outros diferimentos
14.250
52.394
Adiantamentos a fornecedores
36.235
39.969
31.500
2.359.182
19.932
2.057.205
Imposto sobre o valor acrescentado
Adiantamentos ao pessoal
18. CAIXA E SEUS EQUIVALENTES
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, a discriminação de caixa e seus
equivalentes constantes na demonstração de fluxos de caixa, e a reconciliação entre o seu
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
24
valor e o montante de disponibilidade constante na demonstração da posição financeira
naquelas datas, é como segue:
30 de setembro
de 2014
31 de dezembro
de 2013
Numerário
Depósitos bancários imediatamente mobilizáveis
Caixa e seus equivalentes
19.675
423.027
442.702
3.700
376.624
380.324
Descobertos bancários (Nota 20)
Caixa e depósitos bancários
(76.513)
366.189
(10.089)
370.235
19. CAPITAL PRÓPRIO
Em 30 setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
Capital
Ações próprias
Reserva legal
Outras reservas
Resultados transitados
Excedentes de valorização de ativos
Outras variações no capital próprio
Resultado consolidado líquido do período
Saldo em 31
de Dezembro
Aquição
ações
Aplicação
Resultado
líquido
Saldo em
30 de setembro
de 2013
próprias
resultado 2013
do exercício
de 2014
9.334.831
(474.121)
1.357.744
7.923.900
(71.790.471)
34.955
5.152.807
40.578.514
(7.881.841)
(53.410)
(53.410)
509.222
40.069.292
(40.578.514)
-
(1.878.723)
-
9.334.831
(474.121)
1.813.556
7.923.900
(31.721.179)
34.955
5.152.807
(1.878.723)
(9.813.974)
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, o capital social da Empresa era
representado por 186.696.620 ações com o valor nominal de 0,05 Euros, encontrava-se
totalmente realizado e era detido pelos seguintes acionistas:
Nº. de ações
Percentagem
Rasográfica
95.196.620
50,99%
Gestprint
73.558.462
39,40%
Outros, inferior a 10% do capital
17.941.538
9,61%
186.696.620
100,00%
O movimento ocorrido nas ações próprias no período compreendido ente 31 de dezembro
de 2013 e 30 de setembro de 2014, foi o seguinte:
Nº. de ações
Saldo em 31 de dezembro de 2013
Aquisições
Saldo em 30 de setembro de 2014
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
%
Montante
52.213
0,03%
474.121
1.335.246
0,71%
53.410
1.387.459
0,74%
527.531
25
Reserva legal: A legislação comercial estabelece que, pelo menos, 5% do rendimento
integral líquido anual tem de ser destinado ao reforço da reserva legal, até que esta
represente pelo menos 20% do capital. Esta reserva não é distribuível a não ser em caso
de liquidação, mas pode ser utilizada para absorver prejuízos depois de esgotadas as
outras reservas, ou incorporada no capital.
20. EMPRÉSTIMOS OBTIDOS
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
30 de setembro de 2014
Não corrente
Empréstimos bancários
Outros empréstimos (iapmei) (a)
Não corrente
Corrente
928.658
6.392.516
-
326.494
28.067
390.547
39.020
474
73.504
1.161
3.343
-
2.990.043
-
2.890.808
734.735
173.034
849.591
173.784
7.726.102
191.111
4.384.417
7.633.815
271.977
3.378.932
Factoring (c)
Cheques pré-datados (e)
Corrente
6.664.399
Descobertos bancários ( b)
Letras descontadas ( d)
31 de dezembro de 2013
O Conselho de Administração considera que o valor de balanço dos empréstimos reflete o
seu justo valor.
A rubrica de Empréstimos Obtidos registou no período findo em 30 de setembro de 2014 o
montante de 602.206 euros resultantes da atualização do desconto da dívida (Nota 10).
Em 30 setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, as dividas integradas em planos de
pagamento tinham os seguintes prazos de vencimento:
Ate um ano
A mais de 1 e menos de 2 anos
A mais de 2 e menos de 5 anos
A mais de 5 anos
Total
30 de setembro
31 de dezembro
de 2014
de 2013
307.610
-
538.318
3.153.006
9.336.072
13.027.396
13.027.396
538.318
2.768.493
9.696.879
13.003.690
13.003.690
(a) Esta rubrica corresponde a um subsídio reembolsável obtido no âmbito do Pedip II
(Contrato nº S/95/703), recebido nos exercícios de 1996 e 1998, no total de
5.167.207 euros e corresponde a 94,72% do incentivo contratado e o respetivo
contrato tem um plano de reembolso de nove prestações semestrais, iniciando-se 24
meses após cada utilização. Até 31 de julho de 2005, a Empresa amortizou 3.155.529
Euros e encontrava-se em dívida o montante de 2.011.678 Euros, o qual foi objeto de
uma garantia bancária, que atualmente é de 341.267 Euros (Nota 23). A Empresa
mantém, também, um depósito a prazo, no montante de 85.317 Euros cuja
movimentação está condicionada à redução da referida garantia (Nota 14), uma vez
que terá de ser 25% desta.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
26
(b) Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, os descobertos bancários
são facilidades concedidas pelos bancos, destinadas a suprir necessidades pontuais de
tesouraria e vencem juros a taxas correntes de mercado
(c)
O saldo desta rubrica corresponde a financiamento em regime de factoring, com
recurso, que vencem juros a taxas normais de mercado para operações similares.
(d) O saldo desta rubrica corresponde a saques sobre terceiros, descontados e não
vencidos, que vencem juros a taxas normais de mercado para operações similares.
(e) A rubrica de cheques pré-datados, no valor de 191.111 euros, inclui cheques de
clientes para liquidação de faturas, os quais foram objeto de desconto junto do BCP.
Em 30 de setembro de 2014 a Empresa tinha contratado junto do BCP uma linha de
desconto de cheques, com um plafond de 600.000 euros que vence juros à taxa
Euribor a 1 mês, acrescida de 4,0%.
21. LOCAÇÕES FINANCEIRAS
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
30 de setembro de 2014
Credores por locações financeiras
31 de dezembro de 2013
Passivos
Passivos
Passivos
Passivos
não correntes
correntes
não correntes
correntes
2.051.995
-
430.058
-
A rubrica de Credores por locações financeiras registou no período findo em 30 de
setembro de 2014 o montante de 137.763 euros resultantes da atualização do desconto
da dívida (Nota 10).
Em 30 de setembro de 2014 a Empresa tem contas a pagar às locadoras no montante de
4.211.853 euros, deduzidos de adiantamentos pagos por conta no montante de 890.680
Euros, o que perfaz um valor líquido de 3.321.173 euros.
Em 30 de setembro de 2014 e dezembro de 2013 os planos de reembolso são os
seguintes:
30 de setembro de
2014
Até 1 ano
Entre 1 e 2 anos
Entre 2 e 5 anos
Mais de 5 anos
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
31 de dezembro de
2013
-
-
85.355
80.158
278.964
412.245
2.956.854
1.344.610
3.321.173
3.321.173
1.837.013
1.837.013
27
22. PROVISÕES E PERDAS POR IMPARIDADE ACUMULADAS
O movimento nas perdas por imparidade nos exercícios findos em 30 de setembro de
2014 e 31 de dezembro de 2013, é conforme segue:
Clientes e
contas a receber
(Nota 16)
Existências
(Nota 15)
Outros activos
não correntes
(Nota 14)
Saldo em 31 de dezembro de 2012
6.763
12.250.583
3.364.627
Aumentos
Reduções
Utilizações
Saldo em 31 de dezembro de 2013
(2.394)
4.369
129.756
(24.249)
(262.226)
12.093.864
48.600
3.413.227
Saldo em 31 de dezembro de 2013
4.369
12.093.864
3.413.227
Aumentos
Reduções
Utilizações
Saldo em 30 de setembro de 2014
4.369
7.551
(15.102)
12.086.313
3.413.227
23. OUTROS PASSIVOS NÃO CORRENTES
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição e respetivo plano de pagamentos:
Valor
30 de setembro de 2014
Valor do
bruto
Contrato de impressão (a)
Divídas integradas em planos de pagamento:
Autoridade Tributária (b)
Segurança Social (b)
Acionistas (c )
desconto
Valor
31 de dezembro de
2013
Valor
líquido
líquido
1.561.117
(931.125)
629.992
702.365
1.135.288
5.145.386
100.000
7.941.791
(629.408)
(2.852.618)
(4.413.151)
505.880
2.292.768
100.000
3.528.640
636.525
2.559.402
100.000
3.998.292
A rubrica de Outros passivos não correntes tem registado, durante o período findo em 30
de setembro de 2014, o montante de 269.756 euros resultantes da atualização do
desconto da dívida (Nota 31).
(a) Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, este montante corresponde ao
justo valor dos direitos contratuais de um contrato de impressão, com um valor nominal
de 4.157.009 euros, que será liquidado em prestações mensais de 25.000 Euros até
outubro de 2022 (Nota 12), vencendo juros à taxa de 6,25%.
(b) No exercício de 2003, a Empresa solicitou ao IAPMEI, Segurança Social de Direção Geral
dos Impostos, a instauração de um procedimento extrajudicial de conciliação nos termos
do Decreto-Lei nº. 316/98, de 20 de outubro, conducente à regularização dos valores
vencidos. Com a situação de homologação do Processo Especial de Revitalização, as
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
28
dívidas existentes do PEC foram adicionadas aos valores correntes em dívida a estas
entidades e vão ser liquidadas nos termos e condições do Plano proposto e aprovado:
. Autoridade Tributária (AT):
. Pagamento em 150 prestações mensais, iguais e sucessivas;
. Redução dos juros de mora vencidos e vincendos nos termos do DL 73/99 e
16/03.
. Instituto Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) :
. Pagamento em 150 prestações mensais, iguais e sucessivas;
. Perdão de 80% dos juros vencidos.
. IAPMEI:
. Pagamento em 150 prestações mensais, iguais e sucessivas;
. Perdão de 80% dos juros vencidos e vincendos.
De forma a garantir parte das prestações, a Empresa mantém ativas as garantias
bancárias seguintes:
. 2.540.548 euros a favor do Instituto de Gestão financeira da Segurança
Social;
. 341.267 euros a favor do IAPMEI.
Desde a apresentação do PER que a Empresa tem liquidado as responsabilidades
correntes junto da AT e do IGFSS.
(c) Em 30 de setembro de 2014, a Empresa, no âmbito da aplicação do PER, tem a pagar à
Rasográfica (acionista) o montante de 100.000 euros relativos a um empréstimo a ser
liquidado em 60 prestações, mensais e sucessivas, após 4 anos de carência de
reembolso.
24. FORNECEDORES E CONTAS A PAGAR
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
30 de setembro de 2014
31de dezembro de 2013
Não
Não
co rrente
Fo rnecedo res, co nta co rrente (a)
Co rrente
co rrente
Co rrente
1.044.277
5.772.284
1.539.054
Fo rnecedo res, título s a pagar
-
106.384
-
6.348.304
106.384
Fo rnecedo res, faturas em receção e co nferência
-
633.164
-
631.680
Fo rnecedo res de imo bilizado , co nta co rrente
-
34.219
-
12.572
Fo rnecedo res de imo bilizado , título s a pagar
-
205.492
-
205.492
1.727.225
-
1.727.145
-
422.999
-
422.999
-
Outro s credo res:
Gestigráfica
Clientes no âmbito da aplicação do P ER (b)
-
Credo res po r acréscimo s de gasto s:
Rappel a liquidar
-
189.970
123.280
329.732
Remuneraçõ es a liquidar
-
1.302.903
250.697
1.570.830
Juro s a liquidar
-
1.034.829
-
181.483
Fo rnecimento s e serviço s externo s
-
415.136
-
730.048
3.194.501
104.873
9.799.254
4.063.175
147.862
10.264.387
Outro s e gasto s e perdas
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
29
A rubrica de Fornecedores e contas a pagar, no período findo em 30 de setembro de
2014, tem registados 494.294 euros referentes à atualização do desconto da dívida
(Nota 31).
(a) Em 30 setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, as locações operacionais
existentes respeitam, essencialmente, ao arrendamento das instalações da Empresa em
Queluz de Baixo, cujo contrato foi celebrado em 20 de julho de 2004 com o Espírito
Santo Ativos Financeiros, S.G.P.S., S.A. (“ESAF”), pelo prazo inicial de 15 anos, com
opção de renovação, bem como de revisão da área locada.
As responsabilidades futuras foram significativamente reduzidas, pelos aditamentos aos
contratos celebrados em 30 de dezembro de 2008 e 30 de novembro de 2010, bem
como
pelo acordo de 29 de abril de 2013, na qual se reduziu a área ocupada em cerca de
3.500 m2 e se fixaram os valores de rendas mensais até julho de 2016.
(b) Em 30 de setembro de 2014, a Empresa, no âmbito da aplicação do PER, tem a pagar a
clientes o montante global de 900.000 euros relativo a empréstimos a serem liquidados
em 60 prestações, mensais e sucessivas, após 4 anos de carência de reembolso.
25. OUTROS PASSIVOS CORRENTES
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
Sector público estatal (a)
30 de setembro
31 de dezembro
de 2014
de 2013
452.168
544.796
Indemnizações a liquidar
456.191
999.311
Contrato de impressão (Nota 23)
282.119
266.428
Credores diversos:
Proveitos diferidos (b)
24.358
46.504
1.214.836
1.857.039
(a) Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
30 de setembro
de 2014
31 de dezembro
de 2013
Contribuições para a segurança social
247.462
Retenção de impostos sobre o rendimento
104.017
130.705
96.221
102.769
Dívidas integradas em planos de pagamentos
Outros
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
306.212
4.468
5.110
452.168
544.796
30
(b) Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, a rubrica de proveitos
diferidos tinha a seguinte composição:
30 de setembro
31 de dezembro
de 2014
de 2013
Faturação antecipada
Subsidio ao investimento
-
15.435
24.358
31.069
24.358
46.504
26. IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, esta rubrica tinha a seguinte
composição:
30 de setembro de 2014
Pagamento especial por conta
Passivo
Activo
Passivo
corrente
corrente
corrente
corrente
268.402
-
246.476
-
2.014
-
-
-
270.416
111.083
111.083
246.476
90.142
90.142
Pagamento por conta
Imposto sobre o rendimento estimado
31 de dezembro de 2013
Activo
27. SALDOS E TRANSACÇÕES COM EMPRESAS RELACIONADAS
Os saldos e as transações efetuadas com empresas relacionadas excluídas da consolidação,
em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, são os seguintes:
Outros activos
não correntes
(Nota 14)
Acionistas:
Rasográfica (a)
Gestprint (b)
Outras partes relacionadas:
Conselho de Administração
Fornecimentos
e serviços externos
(Nota 8 )
Transacções
Custos com
Custos e
o pessoal
perdas financeiros
(Nota 9)
(Nota 10)
1.994.735
-
849.036
-
1.459.245
100.000
-
366.381
-
-
200.166
1.994.735
849.036
1.459.245
296.029
396.029
366.381
263.541
263.541
200.166
Outros activos
não correntes
Acionistas
Rasográfica
Gestprint
Outras partes relacionadas
Conselho de Administração
30 de setembro de 2014
Saldos
Outros
Credores por
Fornecedores e
activos correntes
locação financeira
contas a pagar
(Nota 17)
(Nota 21)
(Notas 23 e 24)
31 de dezembro de 2013
Saldos
Outros
Credores por
Fornecedores e
activos correntes
locação financeira
contas a pagar
Fornecimentos
e serviços externos
Transacções
Custos com
Custos e
o pessoal
perdas financeiros
2.109.591
-
953.325
-
928.880
100.000
-
483.720
-
-
435.418
2.109.591
953.325
928.880
416.370
516.370
483.720
530.010
530.010
435.418
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
31
(a) O montante de 2.843.771 euros é constituído por:
- 1.260.000 euros correspondente a cauções prestadas ao abrigo do contrato de
arrendamento das instalações de Campo Raso, propriedade da Rasográfica, cujo
reembolso se encontra associado ao término do contrato pelo que foi registado a
médio e longo prazo;
- 1.583.771 euros, do qual 907.019 euros se encontra titulado por 2 letras
descontadas numa instituição financeira. Deste valor, o montante de 734.735 euros
foi registado a médio e longo prazo.
O montante de 366.381 euros, registado na rubrica de Fornecimentos e Serviços
Externos, corresponde aos custos suportados com o contrato de arrendamento das
instalações de Campo Raso cujo término ocorrerá em Setembro de 2017 (Nota 8).
(b) A Empresa possui um contrato de sublocação com a Gestprint para a aquisição de
equipamento de impressão “rotativa 10”, no valor de 7.928.073 euros com um plano
de pagamento de 8 anos e que, acrescido de juros, corresponde a 8.640.000 euros.
A este montante deduz-se o valor de perdão de divida do PER de € 1.726.920 euros
pelo que nesta data o valor do contrato é de € 6.913.080.
Adicionalmente, existe a opção de compra do equipamento no final do contrato por
2.400.000 euros.
Relativamente ao contrato a empresa procedeu a pagamentos correspondentes à
caução e reforços de caução que ascendem a 7.864.780 euros;
Os termos ou condições praticados com a Rasográfica e Gestprint são substancialmente
idênticos aos que normalmente seriam contratados, aceites e praticados entre entidades
independentes em operações comparáveis.
Atendendo à estrutura de governação do Grupo e ao processo de tomada de decisão, o
Grupo apenas considera “pessoal-chave da gerência” o Conselho de Administração da
Lisgráfica, uma vez que as principais decisões relacionadas com a sua atividade são
tomadas por este.
Durante os períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, não foram atribuídos
benefícios de longo prazo ou pagamentos em ações aos membros do Conselho de
Administração.
28. PASSIVOS CONTINGENTES
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, o Grupo tinha solicitado a
emissão de garantias bancárias prestadas a favor de terceiros no montante de 2.889.135
euros:
Banco
Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (a)
IAPMEI ( b)
Câmara Municipal de Almada
BCP
Banif
BES
30 de setembro
de 2014
2.540.548
341.267
7.320
2.889.135
31 de dezembro
de 2013
2.540.548
341.267
7.320
2.889.135
(a) Garantia prestada no âmbito do Processo Especial de Revitalização (Nota 23)
(b) Garantia prestada no âmbito do subsídio reembolsável obtido do IAPMEI (Nota 23).
(c) Garantia prestada no âmbito de acordo comercial – Cliente.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
32
Em 30 de setembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, existiam equipamentos dados
como penhor para os seguintes efeitos, com os respetivos limites:
30 de setembro
de 2014
Empréstimos bancários
Locações financeiras
Fornecedores
Estado e outros entes públicos
31 de dezembro
de 2013
20.240.000
140.785
245.809
2.936.351
23.562.945
20.240.000
140.785
275.809
2.936.351
23.592.945
Adicionalmente, em resultado da renegociação do passivo financeiro junto do BCP, a
Empresa assumiu diversas garantias, nomeadamente, o penhor sobre direito de crédito
emergente do contrato de impressão celebrado em 19 de dezembro de 2008 entre a
Empresa e as Páginas Amarelas, S.A., a constituição de penhor sobre os direitos de crédito
atribuídos à Empresa nos termos do contrato/protocolo celebrado em 20 de julho de 2004,
entre esta e o Fundo de Investimento Imobiliário gerido e legalmente representado pela
ESAF, para o desenvolvimento conjunto de um projeto imobiliário e a constituição de
penhor do direito de crédito detido pela Empresa sobre a Impala.
29. RESULTADOS POR AÇÃO
O cálculo do resultado líquido por ação – básico e diluído corresponde à divisão do
rendimento integral consolidado líquido negativo atribuível aos acionistas pelo número
médio ponderado de ações ordinárias no período.
Na medida em que não existem títulos diluidores das ações da Empresa, o resultado diluído
por ação é igual ao resultado básico por ação.
O rendimento integral consolidado líquido básico por ação em 30 de setembro de 2014 e
2013 foi de (0,0101) e 0,2541 euros, respetivamente.
O rendimento integral consolidado líquido diluído por ação em 30 de setembro de 2014 e
2013 foi de (0,0101) e 0,2541 euros, respetivamente.
30 de setembro
de 2014
Resultado
Resultado atribuível a acionistas maioritários para efeito de cálculo do
resultado líquido por acção básico e diluído (resultado líquido do exercício)
Número de ações da Lisgráfica
Número de ações próprias
Número médio ponderado de ações para efeito de cálculo
do resultado líquido do ação básico e diluído (a)
Resultado por ação:
Básico
Diluído
30 de setembro
de 2013
(1.878.723)
47.419.289
186.696.620
186.696.620
(1.387.459)
(52.213)
185.309.161
186.644.407
(0,0101)
(0,0101)
0.2541
0.2541
(a) Este montante corresponde ao número total de ações da Lisgráfica, deduzido de
1.387.459 ações próprias.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
33
30. REMUNERAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGAÕS SOCIAIS
Nos períodos findos em 30 de setembro de 2014 e 2013, foram atribuídas remunerações
aos membros do Conselho de Administração de 238.141 e 238.316 Euros, respetivamente.
31. OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS
A rubrica de ”Outros Custos Operacionais” em 30 de setembro de 2014 e 2013, tem a
seguinte composição:
30 de setembro
30 de setembro
3º. Trimestre
3º. Trimestre
de 2014
de 2013
de 2014
de 2013
Impostos (a)
Descontos de pronto pagamento concedidos
Atualização do justo valor:
Fornecedores e contas a pagar (Nota 24)
Outros passivos (Notas 23 e 25)
Correções relativas a exercícios anteriores
Outros
76.583
63.628
119.909
18.009
24.197
21.900
30.165
8.749
494.294
269.756
16.703
71.173
992.137
167.708
1.198.829
10.259
20.096
1.534.810
163.492
85.229
29
71.085
365.932
126.062
227.821
10.259
4.975
408.031
(a) Nesta rubrica são registados os custos suportados pela Empresa relativos,
essencialmente, a imposto do selo sobre transações bancárias nomeadamente,
emissão de letras, garantias e empréstimos.
32. IMPOSTOS
A rubrica de Impostos, relativamente aos períodos findos em 30 de setembro de 2014 e
2013, tem a seguinte composição:
Imposto corrente
Imposto diferido (Nota 11)
30 de setembro
30 de setembro
3º. Trimestre
3º. Trimestre
de 2014
de 2013
de 2014
de 2013
(22.020)
370.749
348.729
(18.250)
1.778
(16.472)
(12.964)
122.472
109.508
(1.205)
593
(612)
As empresas incluídas na consolidação encontram-se sujeitas a tributação em sede de
Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (“IRC”) à taxa de imposto agregada no
máximo de 24,5% (uma taxa de 23% sobre o lucro tributável, acrescida da derrama à taxa
de 1,5% sobre a matéria coletável).
Nos termos do artº. 88º. do CIRC a Empresa e a sua participada encontram-se sujeitas a
tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo
mencionado.
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
34
33. ACONTECIMENTOS APÓS A DATA DO BALANÇO
Nada a assinalar.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
Manuel Ramos Gaspar
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão
Jaime Luciano Marques Baptista da Costa
António Pedro Marques Patrocínio
António Braz Monteiro
Contas Consolidadas – 3º Trimestre de 2014
35
LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. E SUBSIDIÁRIAS
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DA POSIÇÃO FINANCEIRA
DOS EXERCÍCIO FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E 31 DE DEZEMBRO DE 2013
(Montantes expressos em Euros)
Não auditado
ACTIVO
Notas
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Activos intangíveis
Activos fixos tangíveis
Activos por impostos diferidos
Clientes e contas a receber
Outros activos não correntes
Total de activos não correntes
ACTIVOS CORRENTES:
Existências
Clientes e contas a receber
Outros activos correntes
Imposto sobre o rendimento
Caixa e seus equivalentes
Total de activos correntes
TOTAL DO ACTIVO
30 de setembro
de 2014
Não auditado
31 de dezembro
de 2013
30 de setembro
de 2013
12
13
11
16
14
2 673 609
9 868 652
244 586
2 142 421
3 660 275
18 589 543
3 207 869
11 466 366
347 660
2 142 421
3 775 131
20 939 447
2 862 836
12 718 852
273 446
2 034 709
3 818 202
21 708 045
15
16
17
26
18
234 637
4 703 904
2 359 182
270 416
442 702
8 010 841
26 600 384
209 410
4 878 490
2 057 205
246 476
380 324
7 771 905
28 711 352
262 172
5 389 419
2 532 806
297 261
81 420
8 563 078
30 271 123
19
19
9 334 831
14 451 097
(31 721 179)
(1 878 723)
(9 813 974)
9 334 831
13 995 285
(71 790 471)
40 578 514
(7 881 841)
9 334 831
13 995 285
(71 790 471)
47 419 289
(1 041 066)
20
21
23
24
11
7 726 102
2 051 995
3 528 640
3 194 501
4 403 530
20 904 768
7 633 815
430 058
3 998 292
4 063 175
4 877 353
21 002 693
4 535 362
693 566
2 631 158
7 651 450
282 271
15 793 807
20
21
24
25
26
4 384 417
9 799 254
1 214 836
111 083
15 509 590
26 600 384
3 378 932
10 264 387
1 857 039
90 142
15 590 500
28 711 352
4 370 292
740
9 122 211
2 013 489
11 650
15 518 382
30 271 123
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO:
Capital
Reservas
Resultados transitados
Resultado consolidado líquido do exercício
Total do capital próprio
29
PASSIVO:
PASSIVOS NÃO CORRENTES:
Empréstimos obtidos
Locações financeiras
Outros passivos não correntes
Fornecedores e contas a pagar
Passivos por impostos diferidos
Total de passivos não correntes
PASSIVOS CORRENTES:
Empréstimos obtidos
Locações financeiras
Fornecedores e contas a pagar
Outros passivos correntes
Imposto sobre o rendimento
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada da posição financeira
em 30 de setembro de 2014.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Manuel Ramos Gaspar
Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão
Jaime Luciano Marques Baptista da Costa
António Pedro Marques Patrocinio
António Braz Monteiro
36
LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. E SUBSIDIÁRIAS
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DO RENDIMENTO INTEGRAL
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E 2013
(Montantes expressos em Euros)
Não auditado
Notas
PROVEITOS OPERACIONAIS:
Vendas
Outros proveitos operacionais
Total de proveitos operacionais
30 de setembro
de 2013
Terceiro
trimestre
de 2014
Terceiro
trimestre
2013
15 233 257
601 022
15 834 279
15 359 653
18 494 859
33 854 512
5 058 218
206 992
5 265 210
4 789 736
255 721
5 045 457
7
8
9
12 e 13
21
24
(4 611 797)
(4 626 804)
(4 690 301)
(2 195 523)
7 551
(992 137)
(17 109 011)
(1 274 732)
(4 690 100)
(4 423 418)
(6 073 982)
(2 820 551)
5 000
(1 534 810)
(19 537 861)
14 316 651
(1 393 686)
(1 551 726)
(1 621 729)
(724 526)
1 030
(365 932)
(5 656 569)
(391 359)
(1 554 458)
(1 474 799)
(1 849 320)
(918 618)
(408 031)
(6 205 226)
(1 159 769)
10
(952 720)
(2 227 452)
33 119 110
47 435 761
(495 793)
(887 152)
(688 457)
(1 848 226)
348 729
(22 020)
370 749
(16 472)
(18 250)
1 778
109 508
(12 964)
122 472
(612)
(1 205)
593
Resultado consolidado líquido do exercício
(1 878 723)
47 419 289
(777 644)
(1 848 838)
Rendimento integral
(1 878 723)
47 419 289
(777 644)
(1 848 838)
Atribuível a:
Accionistas da empresa-mãe
(1 878 723)
47 419 289
(777 644)
(1 848 838)
(0.0101)
(0.0101)
0.2541
0.2541
(0.0042)
(0.0042)
(0.0099)
(0.0099)
CUSTOS OPERACIONAIS:
Custo das mercadorias vendidas
Fornecimentos e serviços externos
Custos com o pessoal
Amortizações
Imparidade de dívidas a receber (perdas / reversões)
Outros custos operacionais
Total de custos operacionais
Resultados operacionais
RESULTADOS FINANCEIROS:
Custos e proveitos financeiros, líquidos
Resultados antes de impostos
IMPOSTOS:
Correntes
Diferidos
5
6
30 de setembro
de 2014
31
31
Resultado por acção
Básico
Diluído
29
29
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada do rendimento integral
do exercício findo em 30 de setembro de 2014.
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
Manuel Ramos Gaspar
Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão
Jaime Luciano Marques Baptista da Costa
António Pedro Marques Patrocínio
António Bráz Monteiro
37
LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. E SUBSIDIÁRIAS
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E 31 DE DEZEMBRO DE 2013
(Montantes expressos em Euros)
Não auditado
Reserva
legal
Capital
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Aplicação do resultado consolidado do exercício
findo em 31 de Dezembro de 2012
Resultado consolidado líquido do exercício
findo em 31 de Dezembro de 2013
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
Aplicação do resultado consolidado do exercício
findo em 31 de Dezembro de 2013
Outras variações nos capitais próprios
Resultado consolidado líquido do exercício
findo em 30 de setembro de 2014
Saldo em 30 de setembro de 2014
Outras
reservas
Resultados
transitados
Resultado
consolidado líquido
do exercício
Total do
capital
próprio
9 334 831
349 159
13 646 126
(64 136 598)
(7 653 873)
(48 460 355)
-
-
-
(7 653 873)
7 653 873
-
9 334 831
349 159
13 646 126
(71 790 471)
40 578 514
40 578 514
40 578 514
(7 881 841)
-
509 222
-
(53 410)
40 069 292
-
(40 578 514)
-
(53 410)
9 334 831
858 381
13 592 716
(31 721 179)
(1 878 723)
(1 878 723)
(1 878 723)
(9 813 974)
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada de alterações no capital próprio do exercício findo em 30 de setembro de 2014.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Manuel Ramos Gaspar
Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão
Jaime Luciano Marques Baptista da Costa
António Pedro Marques Patrocinio
António Braz Monteiro
38
LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. E SUBSIDIÁRIAS
DEMONSTRAÇÕES CONSOLIDADAS DOS FLUXOS DE CAIXA DOS
EXERCÍCIO FINDOS EM 30 DE SETEMBRO DE 2014 E 2013
(Montantes expressos em Euros)
Não auditado
Nota
ACTIVIDADES OPERACIONAIS:
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Fluxos gerados pelas operações
Pagamento do imposto sobre o rendimento
Outros pagamentos / recebimentos relativos à actividade operacional
Fluxos das actividades operacionais (1)
30 de setembro
de 2014
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Activos fixos tangíveis
Investimentos financeiros
Juros e proveitos similares
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Accionistas
Fluxos das actividades de investimento (2)
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO:
Recebimentos provenientes de:
Empréstimos obtidos de instituições de crédito
Pagamentos respeitantes a:
Empréstimos obtidos de instituições de crédito
Amortizações de contratos de locação financeira
Juros e custos similares
Fluxos das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3)
Caixa e seus equivalentes no início do período
Caixa e seus equivalentes no fim do período
18
18
30 de setembro
de 2013
Terceiro
trimestre
2014
Terceiro
trimestre
2013
16 625 650
(10 181 276)
(6 319 665)
124 709
(21 424)
(224 894)
(121 609)
16 572 668
(9 371 070)
(5 346 804)
1 854 794
(122 141)
(126 628)
1 606 025
5 594 606
(3 244 335)
(2 069 254)
281 017
(285 576)
(4 559)
5 462 008
(2 923 105)
(2 033 621)
505 282
(99 286)
57 756
463 752
(200 000)
(3 140)
(203 140)
25 000
25 000
(50 000)
(50 000)
-
-
(225 000)
-
-
(225 000)
-
(203 140)
(200 000)
(50 000)
(225 000)
600 122
600 122
-
-
-
(279 419)
(279 419)
320 703
(97 905)
(371 297)
(973 507)
(1 442 709)
(1 442 709)
150 001
150 001
150 001
(22 577)
(274 296)
(296 873)
(296 873)
(4 046)
370 235
366 189
(36 684)
104 623
67 939
95 442
270 747
366 189
(58 121)
126 060
67 939
O anexo faz parte integrante da demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício
findo em 30 de setembro de 2014.
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS
O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Manuel Ramos Gaspar
Luciano Manuel Ribeiro da Silva Patrão
Jaime Luciano Marques Baptista da Costa
António Pedro Marques Patrocinio
António Braz Monteiro
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CONTAS CONSOLIDADAS 3º TRIMESTRE DE 2014