RELATÓRIO E CONTAS
INDIVIDUAL
JMR – Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A.
Número comum de matrícula na C.R.C. de Lisboa e de Pessoa Colectiva: 501 917 101
Capital Social 330.000.000 Euros
Rua Actor António Silva, N.º 7
1649-033 Lisboa
13
ÍNDICE
I. Relatório de Gestão
3
Actividades Operacionais
3
Síntese da performance operacional do Grupo JMR
4
Perspectivas para 2014
5
A Performance da Holding
5
Gestão de Riscos
5
Factos Subsequentes
5
Informação sobre Matérias Ambientais
6
Proposta de Aplicação de Resultados
6
Declarações Legais
7
Anexo ao Relatório de Gestão
II. Demonstrações Financeiras Individuais
9
Demonstrações Financeiras Individuais
41
Relatório de Auditoria
43
Parecer do Conselho Fiscal
2
R&C’13 – Relatório de Gestão
JMR – GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A.
RELATÓRIO DE GESTÃO
Exercício de 2013
Exmos. Senhores,
Em conformidade com o disposto nos Estatutos e nos termos das disposições legais aplicáveis, vem o
Conselho de Administração da JMR – Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. (adiante designada
por JMR), apresentar o Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras para o exercício findo em
31 de Dezembro de 2013.
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (m EUR).
Actividades Operacionais
A JMR, enquanto Gestora de Participações Sociais controla directa e indirectamente um conjunto de
empresas que operam em Portugal, de onde se destacam: a JMR – Prestação de Serviços para a
Distribuição, que é a Companhia do Grupo JMR que agrega as direcções de serviço partilhado da
operação de Distribuição em Portugal; Pingo Doce, responsável pelas operações de supermercados e
hipermercados; na ilha da Madeira, a empresa Lidosol, que gere uma cadeia de lojas sob a insígnia
"Pingo Doce" e a João Gomes Camacho, que gere uma operação de cash & carry sob a insígnia
"Recheio Cash & Carry".
Síntese da performance operacional do Grupo JMR
Pingo Doce (Portugal Continental e Madeira)
A nova estratégia de preço do Pingo Doce, implementada em Maio de 2012, levou ao acelerar do
desempenho de vendas, que registaram um crescimento de 3,9%, para 3,2 mil milhões de euros,
+2,8% numa base like-for-like.
A insígnia investiu em promoções, ao longo de 2013, com grande aceitação por parte dos
consumidores e que contribuíram para a forte evolução dos volumes vendidos pela Companhia.
No que se refere ao programa de expansão, o Pingo Doce inaugurou quatro lojas, ocupando
localizações urbanas onde pretende reforçar a sua presença com duas lojas sob a sua gestão, e mais
duas em regime de gestão de terceiros.
O Pingo Doce continuou, em 2013, a investir no seu posicionamento de preço com impacto na sua
margem total. No entanto, o esforço de racionalização de custos iniciado no final de 2012 continuou a
dar frutos, o que, em conjunto com o bom desempenho de vendas, permitiu à Companhia melhorar a
sua margem EBITDA em relação a 2012.
3
R&C’13 – Relatório de Gestão
Em termos operacionais, o ano 2013 ficou marcado para o Pingo Doce pela concretização de quatro
projectos principais: i. aumento da actividade promocional; ii. lançamento do cartão Poupa Mais; iii.
construção do Centro de Distribuição do Algarve; e iv. abertura de quatro lojas Pingo Doce.
Em simultâneo, durante este ano, o Pingo Doce focou-se em acções que permitiram racionalizar os
seus custos e aumentar a sua rentabilidade, nomeadamente: i. optimização do sortido, reduzindo-o
em cerca de 20%; ii. estandardização do layout do parque de lojas; iii. nova comunicação em loja com
ênfase no factor preço; e iv. aumento do número de artigos expostos em caixas.
A Companhia continuou determinada em racionalizar todos os investimentos e canalizar todas as
poupanças para gerar valor para as famílias e por isso o investimento publicitário foi o mais baixo de
sempre. No entanto, na última parte do ano realizou-se uma grande campanha de comunicação do
valor dos produtos com a marca Pingo Doce, sublinhando que esta representa, sem margem para
dúvidas, “o melhor preço que a qualidade pode ter”.
Perspectivas para 2014
2014 será para o Pingo Doce um ano em que as principais prioridades se centrarão por um lado, no
aumento de vendas e correspondente aumento de quota de mercado e, por outro, na eficiência de
custos de forma a aumentar a rentabilidade do negócio. Para atingir estas metas a Companhia deverá
desenvolver a comunicação da sua proposta de valor, reforçar a diferenciação em Perecíveis e
optimizar o sortido através do desenvolvimento da Marca Própria.
O Pingo Doce pretende continuar a expandir o seu parque de lojas através de novas aberturas, quer
sejam geridas pela Companhia, quer através da gestão por terceiros. Para 2014, está prevista a
abertura de pelo menos 10 novas unidades.
A análise das actividades do Grupo encontra-se tratada com mais detalhe no Relatório
Consolidado de Gestão que acompanha as Demonstrações Financeiras Consolidadas do
Grupo JMR, relativas ao exercício de 2013.
4
R&C’13 – Relatório de Gestão
A Performance da Holding
A empresa, enquanto Holding e gestora de participações sociais, apresentou em 2013 resultados
operacionais negativos de m EUR 685, que resultam na sua maioria de serviços de terceiros,
quotizações de entidades do sector e emissão de garantias bancárias.
Os ganhos em subsidiárias, que ascenderam em 2013 a m EUR 27.471 (m EUR 47.815 em 2012),
incluem dividendos distribuídos pelas sociedades em que detém participações directas e correspondem
a parte dos resultados consolidados em exercícios anteriores. Ao abrigo da legislação fiscal em vigor,
estes rendimentos (dividendos) encontram-se excluídos de tributação na medida em que os mesmos
foram já sujeitos a tributação em sede de Imposto sobre o Rendimento na esfera das empresas que os
geraram.
Os custos financeiros líquidos aumentaram m EUR 3.618 face a 2012, atingindo o montante de
m EUR 22.936 em 2013. Este aumento é explicado fundamentalmente por maiores encargos com
emissão de dívida.
A dívida financeira atingiu o montante de m EUR 288.979 no final de 2013, o que representa uma
diminuição de m EUR 82.409 face a 2012. Este facto é explicado na sua maioria pela diminuição dos
empréstimos a subsidiárias, resultante de um decréscimo das suas necessidades de financiamento.
Gestão de riscos
A JMR, e em particular o seu Conselho de Administração, dedicam grande atenção aos riscos
subjacentes ao seu negócio. A continuidade dos negócios depende, de forma crítica, da eliminação ou
controlo dos riscos que podem materialmente afectar os seus activos (pessoas, informação,
equipamentos e instalações), comprometendo, assim, os objectivos estratégicos delineados. A Política
de Gestão de Risco do Grupo encontra-se detalhada no Relatório de Gestão Consolidado do Grupo
JMR.
Factos Subsequentes
Até à data de conclusão deste relatório não ocorreram factos significativos que não se encontrem
reflectidos nas Demonstrações Financeiras.
Informação sobre matérias ambientais
Não existem matérias ambientais relevantes que possam afectar o desempenho e a posição financeira
da companhia, nem o seu futuro desenvolvimento.
5
R&C’13 – Relatório de Gestão
Proposta de Aplicação de Resultados
No exercício de 2013 a JMR – Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. declarou lucros
consolidados no montante de 8.922.492 euros e um lucro individual de 4.379.080,68 euros.
O Conselho de Administração propõe que o lucro do exercício de 2013 tenha a seguinte aplicação:

Reserva Legal ...........................
218.954,03 euros

Reservas Livres .........................
4.160.126,65 euros
O Conselho de Administração propõe ainda a distribuição parcial de Reservas Livres, no montante de
21.000.000,00 euros, equivalente ao valor bruto de 0,3182 euros por acção.
Declarações Legais
Nos termos da Lei, cumpre ao Conselho de Administração declarar que:
a) Para além dos factos acima referidos, e dos que, em maior detalhe, constam do Relatório que
acompanha as Demonstrações Financeiras Consolidadas do Grupo relativas ao exercício de 2013,
não tem conhecimento da ocorrência, após o termo do exercício, de outras situações que, pela
sua especial relevância, mereçam ser destacadas;
b) Nos termos do artigo 21º do Decreto-lei nº 411/91, de 17 de Outubro, não existem dívidas em
mora à Segurança Social.
Lisboa, 6 de Março de 2014
O Conselho de Administração
6
Anexo ao Relatório de Gestão do Exercício de 2013
Anexo ao Relatório de Gestão
INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS DE ADMINISTRAÇÃO E
DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 31 DE DEZEMBRO DE 2013
(De acordo com a disposição no artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais)
Nenhum dos membros dos órgãos de Administração e de Fiscalização é titular quer de acções quer de
obrigações da sociedade.
INFORMAÇÕES NOS TERMOS DO N.º 4 DO ARTIGO 245.º-A DO CÓDIGO DOS VALORES
MOBILIÁRIOS
1. Participações qualificadas no capital social da Sociedade
Accionista
31 de Dezembro de 2013
Nº Acções
detidas
%
Capital
% dos
Direitos de
Voto*
Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
Através da Tagus – Retail & Services Investments, B.V.
33.660.000
51%
51%
32.340.000
49%
49%
Koninklijke Ahold NV
Através da Ahold International Sàrl
* (% Direitos de voto = Nº Acções Detidas / (Nº Total Acções JMR - Acções Próprias))
(De acordo com a disposição no artigo 448.º do Código das Sociedades Comerciais)
2. Identificação de accionistas titulares de direitos especiais
Não existem categorias diferentes de acções, nem estão estatutariamente atribuídos direitos especiais
a accionistas.
3. Eventuais restrições em matéria de direito de voto
Nos termos do Artigo Vigésimo Primeiro dos Estatutos da Sociedade, cada accionista tem tantos votos
quantos os correspondentes à parte inteira que resultar da divisão por cem do número de acções que
possuam, sem qualquer limite.
Não estão estatutariamente previstos limites ao exercício do direito de voto, não existindo nenhuma
regra que imponha prazos para o exercício do direito de voto ou relativa a sistemas de destaque de
direitos de conteúdo patrimonial.
7
Anexo ao Relatório de Gestão do Exercício de 2013
A presença em assembleia geral e o exercício do direito de voto não se encontram condicionados à
detenção de um número mínimo de acções, nem existem regras que estabeleçam que não sejam
contados direitos de voto acima de certo número, quando emitidos por um só accionista ou por
accionistas com ele relacionados.
4. Regras aplicáveis à nomeação e substituição de Administradores e à alteração dos
estatutos da Sociedade
Os membros do Conselho de Administração são eleitos pela Assembleia Geral nos termos do disposto
no Código das Sociedades Comerciais. Nos termos do Artigo Décimo Primeiro dos Estatutos da
Sociedade o Conselho de Administração será composto por sete membros, que designarão o
Presidente e o Administrador-Delegado.
O Artigo Décimo Sexto dos Estatutos prevê que em caso de morte, renúncia ou impedimento,
temporário ou definitivo, de qualquer dos membros do Conselho de Administração, será eleito novo
membro na Assembleia Geral seguinte.
Não existem outras normas estatutárias específicas em matéria de nomeação e de substituição dos
membros do Conselho de Administração, aplicando-se o disposto na lei.
Não estão estatutariamente definidas quaisquer regras aplicáveis à alteração dos estatutos da
Sociedade, pelo que a esta matéria se aplicam os termos definidos pela Lei.
5. Poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a deliberações de
aumento do capital social
Qualquer aumento do capital social carece de deliberação prévia da Assembleia Geral.
6. Principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco
Os principais elementos dos sistemas de controlo interno e de gestão de risco encontram-se
detalhados no ponto 6. do Relatório Consolidado de Gestão.
8
Demonstrações Financeiras Individuais ‘13
JMR – GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
PARA OS ANOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012
Valores expressos em milhares de euros
Notas
2013
2012
17
31
Custos administrativos
(314)
(177)
Outros custos e perdas operacionais
(388)
(196)
Proveitos e ganhos operacionais
Resultados Operacionais
3
(685)
(342)
Custos financeiros líquidos
4
(22.936)
(19.318)
Ganhos (perdas) em subsidiárias
6
27.471
47.815
13
19
3.863
28.174
516
(823)
4.379
27.351
0,066
0,414
Ganhos (perdas) em outros investimentos
Resultados antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do exercício
5
Resultados líquidos
Resultado básico e diluído por acção (euros)
15
DEMONSTRAÇÃO DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS
PARA OS ANOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012
Valores expressos em milhares de euros
2013
2012
4.379
27.351
-
-
1.080
2.446
1.080
2.446
Outros rendimentos integrais, líquidos de impostos
1.080
2.446
Total de rendimentos integrais
5.459
29.797
Resultados líquidos
Outros rendimentos integrais:
Itens que não serão reclassificados para resultados
Itens que poderão ser reclassificados para resultados
Variação no justo valor dos instrumentos de cobertura de
fluxos de caixa
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras Individuais em anexo
10
JMR – GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A.
BALANÇO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012
Valores expressos em milhares de euros
Notas
2013
2012
Activo
Partes de capital em subsidiárias
7
28.394
28.394
Empréstimos a subsidiárias
8
986.055
1.070.737
Activos financeiros disponíveis para venda
68
68
Impostos a recuperar
10
9
68.945
63.981
Impostos diferidos activos
10
766
1.274
1.084.228
1.164.454
Total de activos não correntes
Impostos a recuperar
Empréstimos a subsidiárias
10
8
-
4.432
313.614
359.530
Devedores e acréscimos e diferimentos
11
10.050
13.018
Caixa e equivalentes de caixa
12
71.648
103.423
395.312
480.403
1.479.540
1.644.857
14
330.000
330.000
14
(2.313)
(3.393)
14
761.538
799.159
1.089.225
1.125.766
Total de activos correntes
Total do activo
Capital Próprio e Passivo
Capital
Outras reservas
Resultados retidos
Total do capital próprio
Empréstimos obtidos
16
225.000
415.029
Instrumentos financeiros derivados
20
Provisões para riscos e encargos
21
1.933
16.787
7.827
27.955
Impostos diferidos passivos
10
4.319
4.245
248.039
455.056
52.500
Total de passivos não correntes
Empréstimos obtidos
16
123.852
Instrumentos financeiros derivados
20
10.737
525
Impostos a pagar
10
3.503
1.031
Credores e acréscimos e diferimentos
19
4.184
9.979
142.276
64.035
1.479.540
1.644.857
Total de passivos correntes
Total do capital próprio e do passivo
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras Individuais em anexo
11
JMR – GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
Valores expressos em milhares de euros
Notas
Saldo em 1 de Janeiro de 2012
Outras
reservas
Capital
Resultados
retidos
Total do
capital
próprio
330.000
(5.839)
792.808
1.116.969
Variação do justo valor de instrumentos financeiros de cobertura
de fluxos de caixa
- Valor bruto
20
-
3.328
-
3.328
- Imposto diferido
10
-
(882)
-
(882)
Outros rendimentos integrais
-
2.446
-
2.446
Resultados do exercício de 2012
-
-
27.351
27.351
Total de rendimentos integrais
-
2.446
27.351
29.797
-
-
(21.000)
(21.000)
330.000
(3.393)
799.159
1.125.766
Pagamento de dividendos
14
Saldo em 31 de Dezembro de 2012
Variação do justo valor de instrumentos financeiros de cobertura
de fluxos de caixa
- Valor bruto
20
-
1.552
-
1.552
- Imposto diferido
10
-
(472)
-
(472)
Outros rendimentos integrais
-
1.080
-
1.080
Resultados do exercício de 2013
-
-
4.379
4.379
Total de rendimentos integrais
-
1.080
4.379
5.459
-
-
(42.000)
(42.000)
330.000
(2.313)
761.538
1.089.225
Pagamento de dividendos
Saldo em 31 de Dezembro de 2013
14
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras Individuais em anexo
12
JMR – GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS ANOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2013 E 2012
Valores expressos em milhares de euros
Notas
Actividades operacionais
Recebimentos de clientes e outras entidades
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerado pelas operações
13
Juros e custos similares pagos
Imposto sobre o rendimento
Fluxos de caixa de actividades operacionais
Actividades de investimento
Reembolso de empréstimos e prest. suplem. capital concedidos a subsidiárias
Juros recebidos de empréstimos a subsidiárias
Dividendos recebidos
Empréstimos e prestações suplementares de capital concedidos a subsidiárias
8
8
Fluxos de caixa de actividades de investimento
Actividades de financiamento
Recebimentos relativos a empréstimos obtidos
Recebimentos de juros bancários e proveitos similares
Reembolso de empréstimos obtidos
Pagamento de dividendos
16
16
14
Fluxos de caixa de actividades de financiamento
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa
2013
2012
(457)
(26)
140
(402)
(29)
(483)
(291)
(23.745)
(11.832)
(22.896)
1.864
(36.060)
(21.323)
135.668
26.942
634
(5.070)
29.617
24.096
23.708
(68.470)
158.174
8.951
611
(112.500)
(42.000)
285.000
291
(200.000)
(21.000)
(153.889)
64.291
(31.775)
51.919
103.423
(31.775)
51.504
51.919
71.648
103.423
Movimento de caixa e outros equivalentes
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
12
Para ser lido em conjunto com as notas às Demonstrações Financeiras Individuais em anexo
13
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
Índice das notas às demonstrações financeiras individuais
Página
1. Actividade ...................................................................................................................................... 15
2. Políticas contabilísticas ..................................................................................................................... 15
3. Resultados operacionais ................................................................................................................... 26
4. Custos financeiros líquidos ............................................................................................................... 26
5. Imposto reconhecido na demonstração dos resultados ......................................................................... 27
6. Ganhos (perdas) em subsidiárias ...................................................................................................... 28
7. Partes de capital em subsidiárias....................................................................................................... 28
8. Empréstimos concedidos a subsidiárias .............................................................................................. 28
9. Activos financeiros disponíveis para venda ......................................................................................... 28
10. Impostos ...................................................................................................................................... 29
11. Devedores e acréscimos e diferimentos ............................................................................................ 30
12. Caixa e equivalentes de caixa ......................................................................................................... 31
13. Caixa gerado pelas operações ......................................................................................................... 31
14. Capital e reservas ......................................................................................................................... 31
15. Resultado por acção ...................................................................................................................... 32
16. Empréstimos obtidos ..................................................................................................................... 32
17. Dívida financeira ........................................................................................................................... 34
18. Riscos financeiros .......................................................................................................................... 34
19. Credores e acréscimos e diferimentos .............................................................................................. 34
20. Instrumentos financeiros derivados.................................................................................................. 35
21. Provisões ..................................................................................................................................... 36
22. Garantias ..................................................................................................................................... 36
23. Contingências ............................................................................................................................... 37
24. Partes relacionadas........................................................................................................................ 37
25. Subsidiárias e activos financeiros disponíveis para venda ................................................................... 38
26. Empresas do Grupo – Participações directas e indirectas .................................................................... 38
27. Transações com partes relacionadas ................................................................................................ 38
28. Interesses em joint-ventures (empreendimentos conjuntos) ............................................................... 40
29. Informação sobre matérias ambientais ............................................................................................. 40
30. Informações adicionais exigidas por diplomas legais .......................................................................... 40
31. Eventos subsequentes à data do balanço.......................................................................................... 40
14
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
1. Actividade
O Grupo JMR é constituído por um grupo de empresas que se dedicam fundamentalmente à distribuição e
venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. JMR – Gestão de Empresas de Retalho,
SGPS, SA (JMR), é a Holding do Grupo, tendo uma influência significativa na tomada de decisões em todas as
empresas, incluindo aquelas em que detém uma participação minoritária. A JMR tem a sua sede social na Rua
Actor António Silva, N.º 7 – 1649-033 Lisboa. O seu Capital Social é de 330.000.000 euros e possui o Número
Comum de Pessoa Colectiva e Conservatória do Registo Comercial de Lisboa 501 917 101.
Estas demonstrações financeiras individuais foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 6 de Março
de 2014.
2. Políticas contabilísticas
As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras
encontram-se descritas abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos comparativos,
excepto quando referido em contrário.
2.1 Bases de apresentação
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (m EUR).
As demonstrações financeiras consolidadas e individuais da JMR foram preparadas em conformidade com as
Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia (UE), à data de 31 de
Dezembro de 2013.
As demonstrações financeiras foram preparadas segundo o princípio do custo histórico excepto no que respeita
aos instrumentos financeiros derivados, activos financeiros ao justo valor através de resultados e aos activos
financeiros disponíveis para venda onde se incluem as partes de capital referidas na nota 2.6, os quais se
encontram registados ao respectivo justo valor (valor de mercado).
A preparação de demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente
aceites requer o uso de estimativas e assunções que afectam as quantias reportadas de activos e passivos,
assim como, as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de reporte. Apesar destas
estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão em relação aos eventos e acções correntes, em
última análise os resultados reais podem diferir dessas estimativas. No entanto, é convicção da Gestão que as
estimativas e assunções adoptadas não incorporam riscos significativos que possam causar, no decurso do
próximo exercício, ajustamentos materiais ao valor dos activos e passivos (nota 2.18).
A gestão de riscos financeiros, encontra-se detalhada no Relatório de Gestão Consolidado do Grupo JMR.
15
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
Alteração de Políticas Contabilísticas e Bases de Apresentação
2.1.1
Novas normas ou alterações adoptadas pela JMR
No ano de 2012 e 2013 foram emitidos pela União Europeia (UE) os seguintes Regulamentos, os quais foram
adoptados pela JMR no exercício de 2013:
Regulamento da UE
Norma do IASB ou Interpretação do IFRIC adoptada
pela União Europeia
Emitida em
Aplicação obrigatória nos
exercícios iniciados em ou
após
Regulamento n.º 475/2012
IAS 1 Apresentação de Demonstrações Financeiras:
Apresentação de Itens em Outros Rendimentos Integrais
(alterações)
Junho 2011
1 Julho 2012
Regulamento n.º 475/2012
IAS 19 Benefícios de Empregados (revista)
Junho 2011
1 Janeiro 2013
Dezembro 2010
1 Janeiro 2013
Dezembro 2010
1 Janeiro 2013
Maio 2011
1 Janeiro 2013
Outubro 2011
1 Janeiro 2013
Dezembro 2011
1 Janeiro 2013
Março 2012
1 Janeiro 2013
Maio 2012
1 Janeiro 2013
Regulamento n.º 1255/2012
Regulamento n.º 1255/2012
Regulamento n.º 1255/2012
Regulamento n.º 1255/2012
Regulamento n.º 1256/2012
Regulamento n.º 183/2013
Regulamento n.º 301/2013
IFRS 1 Adopção pela Primeira Vez das Normas Internacionais
de Relato Financeiro: Hiperinflação e Remoção de datas fixas
para adopção pela primeira vez (alterações)
IAS 12 Impostos sobre o Rendimento: Imposto diferido –
Recuperação dos activos subjacentes (alterações)
IFRS 13 Mensuração do Justo Valor (nova)
IFRIC 20 Custos de Descoberta na fase de produção de uma
mina a céu aberto (nova)
IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Divulgações Compensação de activos financeiros e passivos financeiros
(alterações)
IFRS 1 - Adopção pela Primeira vez das Normas
Internacionais de Relato Financeiro: Empréstimos do
Governo (alterações)
Ciclo de melhorias às normas IFRS 2009-2011: IFRS 1
Adopção pela Primeira vez das Normas Internacionais de
Relato Financeiro, IAS 1 Apresentação de Demonstrações
Financeiras, IAS 16 Activos Fixos Tangíveis, IAS 32
Instrumentos Financeiros: Apresentação e IAS 34 Relato
Financeiro Intercalar (alterações)
A JMR adoptou as novas normas, interpretação e as alterações acima referidas durante o exercício de 2013, não
havendo qualquer impacto significativo nas suas demonstrações financeiras, excepto a abaixo referida:
i)
Alterações à IAS 1 ‘Apresentação de Demonstrações Financeiras’ no que respeita a outros rendimentos
integrais (other comprehensive income - OCI). A principal alteração diz respeito a um requisito para as
entidades agruparem as componentes de outros rendimentos integrais com base no seu potencial de
virem ou não a ser recicladas no futuro para a demonstração dos resultados (ajustamentos de
reclassificação). As alterações não visam a identificação do que deve ser apresentado em outros
rendimentos integrais. A sua aplicação resultou em alterações pouco significativas na forma de
apresentação das componentes de outros rendimentos integrais, sem nenhum impacto no total dos
capitais próprios da JMR.
16
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
2.1.2
Novas normas, alterações e interpretações adoptadas pela União Europeia mas sem aplicação
efectiva aos exercícios iniciados a 1 de Janeiro de 2013 e não aplicadas antecipadamente
A União Europeia adoptou ainda um conjunto de normas e alterações às Normas Internacionais de Contabilidade
emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e interpretações emitidas pelo International
Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC):
Regulamento da UE
Norma do IASB ou Interpretação do IFRIC adoptada
pela União Europeia
Emitida em
Aplicação obrigatória nos
exercícios iniciados em ou
após
Regulamento n.º 1254/2012
IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas (nova)
Maio 2011
1 Janeiro 2014
Regulamento n.º 1254/2012
IFRS 11 Acordos Conjuntos (nova)
Maio 2011
1 Janeiro 2014
Regulamento n.º 1254/2012
IFRS 12 Divulgações de Interesses em Outras Entidades
(nova)
Maio 2011
1 Janeiro 2014
Regulamento n.º 1254/2012
IAS 27 Demonstrações Financeiras Individuais (revista)
Maio 2011
1 Janeiro 2014
Regulamento n.º 1254/2012
Regulamento n.º 1256/2012
Regulamento n.º 313/2013
Regulamento n.º 1174/2013
Regulamento n.º 1374/2013
Regulamento n.º 1375/2013
IAS 28 Investimentos em Associadas e Entidades Controladas
Maio 2011
Conjuntamente (revista)
IAS 32 Instrumentos Financeiros – Apresentação:
Compensação de activos financeiros e passivos financeiros
Dezembro 2011
(alterações)
IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 11
Acordos Conjuntos e IFRS 12 Divulgações de Interesses em
Junho 2012
Outras Entidades: Guia de Transição (alterações)
IFRS 10 Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 12
Divulgações de Interesses em Outras Entidades e IAS 27
Outubro 2012
Demonstrações Financeiras Individuais: Entidades
Investidoras (alterações)
IAS 36 Imparidade de Activos: Divulgações sobre quantias
Maio 2013
recuperáveis de activos não financeiros (alterações)
IAS 39 – Investimentos Financeiros: Reconhecimento e
Mensuração: Transferência de derivados e continuação da
Junho 2013
contabilidade de cobertura (alterações)
1 Janeiro 2014
1 Janeiro 2014
1 Janeiro 2014
1 Janeiro 2014
1 Janeiro 2014
1 Janeiro 2014
Estas novas normas e alterações às normas são efectivas para períodos anuais que se iniciem em ou após 1 de
Janeiro de 2014, e não foram aplicadas na preparação destas demonstrações financeiras individuais. De
nenhuma delas se espera que venha a ter um impacto significativo nas demonstrações financeiras individuais
da JMR.
2.1.3
Novas normas, alterações e interpretações emitidas pelo IASB e o IFRIC mas ainda não
aprovadas pela União Europeia
O IASB e o IFRIC emitiram em 2009 e 2013 a seguinte norma, interpretação e alterações que se encontram
ainda em processo de aprovação pela União Europeia:
Norma do IASB ou Interpretação do IFRIC
IFRS 9 - Instrumentos Financeiros (nova)
IFRIC 21 – Taxas Impostas por Entidades Governamentais (nova)
IAS 19 – Benefícios de Empregados: Contribuições dos Empregados (alterações)
Emitida em
Novembro 2009
Maio 2013
Novembro 2013
Ciclo de melhorias às normas IFRS 2010-2012: IFRS 2 Pagamentos Baseados em
Acções, IFRS 3 Combinações de Negócios, IFRS 8 Segmentos Operacionais, IFRS 13
Dezembro 2013
Mensuração do Justo Valor, IAS 16 Activos Fixos Tangíveis, IAS 24 Divulgações de
Partes Relacionadas e IAS 38 Activos Intangíveis (alterações)
Ciclo de melhorias às normas IFRS 2011-2013: IFRS 1 Adopção pela Primeira vez das
Normas Internacionais de Relato Financeiro, IFRS 3 Combinações de Negócios, IFRS
Dezembro 2013
13 Mensuração do Justo Valor e IAS 40 Propriedades de Investimento (alterações)
Aplicação prevista nos
exercícios iniciados em
ou após
Data a determinar
1 Janeiro 2014
1 Julho 2014
1 Julho 2014
1 Julho 2014
A aplicação desta nova norma, interpretação e alterações não deverá ter um impacto significativo nas
demonstrações financeiras individuais da JMR.
2.2 Transacções em moeda estrangeira
As transacções em moeda estrangeira são convertidas para Euros à taxa de câmbio em vigor à data da
transacção.
17
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
À data do balanço, os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos à taxa de
câmbio em vigor a essa data e as diferenças de câmbio resultantes dessa conversão são reconhecidas como
resultados do exercício excepto quando se tratam de activos e passivos que sejam classificados como cobertura
de fluxos de caixa, para os quais, as diferenças de câmbio resultantes são diferidas nos capitais próprios ou
quando estas se relacionam com activos financeiros disponíveis para venda.
As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:
Taxa em
31/12/2013
Dólar Americano (USD)
€ 1,3753
2.3 Instrumentos financeiros derivados
A JMR utiliza derivados com o único objectivo de gerir os riscos financeiros a que se encontra exposta. De
acordo com as suas políticas financeiras, a JMR não utiliza derivados para especulação.
Apesar de os derivados contratados pela JMR corresponderem a instrumentos eficazes na cobertura económica
de riscos, nem todos qualificam como instrumentos de cobertura contabilística de acordo com as regras e
requisitos da IAS 39. Os instrumentos que não qualifiquem como instrumentos de cobertura contabilística são
registados no balanço pelo seu justo valor e as variações no mesmo são reconhecidas em resultados.
Sempre que disponível, o justo valor dos derivados é estimado com base em instrumentos cotados. Na ausência
de preços de mercado, o justo valor dos derivados é estimado através do método de fluxos de caixa
descontados e modelos de valorização de opções, de acordo com pressupostos geralmente utilizados no
mercado.
Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação (trade date), pelo seu justo
valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é avaliado numa base regular,
sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa avaliação registados directamente na demonstração dos
resultados, excepto no que se refere aos derivados de cobertura de fluxo de caixa, cuja variação do justo valor
é registada em capitais próprios, em Reserva de cobertura de fluxo de caixa. O reconhecimento das variações
de justo valor dos derivados de cobertura depende da natureza do risco coberto e do modelo de cobertura
utilizado.
2.4 Contabilidade de cobertura
Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura podem ser classificados
contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram, cumulativamente, com as seguintes condições:
(i)
à data de início da transacção a relação de cobertura encontra-se identificada e formalmente
documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento de cobertura e a avaliação
da efectividade da cobertura;
(ii) existe a expectativa de que a relação de cobertura seja altamente efectiva, à data de início da
transacção e ao longo da vida da operação;
(iii) a eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da transacção e ao
longo da vida da operação;
(iv) para operações de cobertura de fluxos de caixa os mesmos devem ser altamente prováveis de
virem a ocorrer.
Risco de taxa de juro (cobertura de fluxo de caixa)
Sempre que as expectativas de evolução de taxas de juro o justifiquem, a JMR procura contratar operações de
protecção contra movimentos adversos, através de instrumentos derivados, tais como interest rate swaps (IRS),
caps e floors, Forward Rates Agreement, entre outros. Na selecção de instrumentos são essencialmente
valorizados os aspectos económicos dos mesmos. São igualmente tidas em conta as implicações da inclusão de
cada instrumento adicional na carteira de derivados existente, nomeadamente os efeitos em termos de
volatilidade nos resultados.
As operações que qualifiquem como instrumentos de cobertura em relação de cobertura de fluxo de caixa são
registadas no balanço pelo seu justo valor e, na medida em que sejam consideradas coberturas eficazes, as
variações no justo valor dos instrumentos são registadas em outros rendimentos integrais. As quantias
acumuladas em capitais próprios são reclassificadas para resultados nos períodos em que os itens cobertos
também afectam os resultados (por exemplo, quando uma venda prevista que foi coberta se realiza). No
entanto, tratando-se de uma cobertura de uma transacção futura que resulta no reconhecimento de um activo
não financeiro, os ganhos ou perdas previamente diferidos em capital próprio são transferidos e incluídos na
valorização inicial do activo.
18
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
Os ganhos ou perdas relacionados com a parte ineficaz são reconhecidos de imediato em resultados. Desta
forma e em termos líquidos, os custos associados aos financiamentos cobertos são periodificados à taxa
inerente à operação de cobertura contratada.
Quando um instrumento de cobertura expira ou é vendido, ou quando a cobertura deixa de cumprir os critérios
exigidos para a contabilidade de cobertura, as variações de justo valor do derivado acumuladas em outros
rendimentos integrais são reconhecidas em resultados quando a operação coberta também afectar resultados.
Risco de taxa de juro (cobertura de justo valor)
Para operações de financiamento contratadas em moeda estrangeira ou a taxa de juro fixa, sempre que se
justifique, a JMR procura contratar operações de cobertura de justo valor como instrumento de neutralização da
volatilidade que esses financiamentos podem trazer às suas demonstrações financeiras.
Os instrumentos de cobertura que sejam designados e qualifiquem como de cobertura de justo valor, são
registados no balanço pelo seu justo valor por contrapartida de resultados. Paralelamente, as alterações ao
justo valor dos instrumentos cobertos, na componente que está a ser coberta, é ajustada por contrapartida de
resultados. Qualquer ineficácia das coberturas é reconhecida em resultados.
Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, o instrumento
financeiro derivado é transferido para a carteira de negociação e a contabilidade de cobertura é descontinuada
prospectivamente. Caso o activo ou passivo coberto corresponda a um instrumento de rendimento fixo, o
ajustamento de revalorização é amortizado até à sua maturidade pelo método da taxa de juro efectiva.
2.5 Partes de capital e empréstimos a subsidiárias
As partes de capital e os empréstimos concedidos a subsidiárias são registadas pelo valor de aquisição. São
constituídos ajustamentos para perdas por imparidade nos casos em que se justifique, nomeadamente quando
as participações financeiras registem deteriorações significativas ao nível da sua posição financeira, sendo que
os testes de imparidade realizados pela JMR concluem que é necessário registar perdas de imparidade em
relação às participações e outros activos líquidos (nota 2.9).
2.6 Activos financeiros
Os activos financeiros são reconhecidos no balanço da JMR na data de negociação ou contratação, que é a data
em que a JMR se compromete a adquirir o activo. No momento inicial, os activos financeiros são reconhecidos
pelo justo valor acrescido de custos de transacção directamente atribuíveis, excepto para os activos financeiros
ao justo valor através de resultados em que os custos de transacção são imediatamente reconhecidos em
resultados. Estes activos são desreconhecidos quando: (i) expiram os direitos contratuais da JMR ao
recebimento dos seus fluxos de caixa; (ii) a JMR tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios
associados à sua detenção; ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e
benefícios associados à sua detenção, a JMR tenha transferido o controlo sobre os activos.
Os activos e passivos financeiros são compensados e apresentados pelo valor líquido, quando e só quando, a
JMR tem o direito a compensar os montantes reconhecidos e tem a intenção de os liquidar pelo valor líquido.
A JMR classifica os seus activos financeiros nas seguintes categorias: activos financeiros ao justo valor através
de resultados, empréstimos e contas a receber e activos financeiros disponíveis para venda. A sua classificação
depende do propósito que conduziu à sua aquisição.
Activos financeiros ao justo valor através de resultados
Um activo financeiro é reconhecido nesta categoria se é detido para negociação ou se é designado como tal no
reconhecimento inicial. Os custos de transacção directamente associados são reconhecidos em resultados
quando incorridos. Os activos financeiros são detidos para negociação se forem adquiridos com a principal
intenção de serem vendidos no curto prazo. Nesta categoria integram-se também os derivados que não
qualifiquem para efeitos de contabilidade de cobertura.
Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor de activos financeiros mensurados ao justo valor
através de resultados são reconhecidos em resultados do período em que ocorrem na rubrica de custos
financeiros líquidos, onde se incluem os montantes de rendimentos de juros e dividendos.
Empréstimos e contas a receber
Correspondem a activos financeiros não derivados, com pagamentos fixos ou determinados, para os quais não
existe um mercado de cotações activo. São originados pelo decurso normal das actividades operacionais da
JMR, no fornecimento de serviços, e sobre os quais a JMR não tem intenção de negociar. Os empréstimos e
contas a receber são subsequentemente mensurados ao custo amortizado de acordo com o método do juro
efectivo.
19
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
São incluídos no activo corrente, excepto para saldos com maturidades de mais de 12 meses da data de relato,
os quais são classificados como activos não correntes.
Activos financeiros disponíveis para venda
Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: (i) a JMR tem intenção
de manter por tempo indeterminado; (ii) são designados como disponíveis para venda no momento do seu
reconhecimento inicial; ou (iii) não se enquadram nas categorias acima referidas. São reconhecidos como
activos não correntes excepto se houver intenção de os alienar nos 12 meses seguintes à data de balanço.
As partes de capital detidas que não sejam participações em empresas subsidiárias ou empresas controladas
conjuntamente, são classificadas como activos financeiros disponíveis para venda e reconhecidas no balanço
como activos não correntes.
Estes activos financeiros são contabilizados inicialmente ao justo valor acrescido dos custos de transacção. As
variações de justo valor subsequentes são registadas directamente em Outras reservas até que o activo
financeiro seja vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, momento em que o ganho ou perda
acumulado, anteriormente reconhecido no capital próprio é incluído no resultado líquido do período. Os
dividendos de instrumentos de capital classificados como disponíveis para venda são reconhecidos em
resultados do exercício na rubrica de ganhos em outros investimentos, quando o direito de receber o
pagamento é estabelecido.
Os activos financeiros disponíveis para venda relativos a investimentos em instrumentos de capital são
registados ao custo quando o seu justo valor não possa ser determinado com fiabilidade.
2.7 Clientes e devedores
Os saldos de clientes e devedores são valores a receber por serviços prestados pela JMR no curso normal das
suas actividades. São inicialmente registados ao justo valor e subsequentemente são mensurados ao custo
amortizado de acordo com o método do juro efectivo, deduzidos de perdas por imparidade.
2.8 Caixa e equivalentes de caixa
A rubrica caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, depósitos à ordem e aplicações de tesouraria com grande
liquidez e com uma maturidade inicial de 3 meses ou inferior e descobertos bancários. No balanço da JMR, os
descobertos bancários são apresentados como empréstimos correntes no passivo.
2.9 Imparidade
2.9.1
Imparidade de activos não financeiros
Exceptuando impostos diferidos activos (nota 2.17), os activos da JMR são analisados à data de cada balanço
por forma a detectar indicadores de eventuais perdas por imparidade. Se existirem indicadores, o valor
recuperável do activo é avaliado.
Nesta categoria incluem-se as partes de capital em subsidiárias. Nos testes de imparidade a partes de capital
em subsidiárias, os valores das avaliações para cálculo do valor de uso dos investimentos são suportados pelos
desempenhos passados e pelas expectativas de desenvolvimentos do mercado para cada uma das áreas de
negócio, com base em projecções de cash flows para os próximos 5 anos, tendo em atenção os planos de médio
e longo prazo aprovados pelo Conselho de Administração.
É determinado o valor recuperável dos activos da JMR para os quais existem indicadores de potenciais perdas
por imparidade. Sempre que o valor contabilístico de um activo excede a quantia recuperável, este é reduzido
até ao montante recuperável sendo esta perda por imparidade reconhecida nos resultados do exercício.
Determinação da quantia recuperável dos activos
A quantia recuperável de activos não financeiros corresponde ao valor mais alto entre o seu justo valor menos
custos de vender e o seu valor de uso.
Na determinação do valor de uso de um activo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados utilizando
uma taxa de desconto antes de impostos que reflecte as avaliações correntes de mercado do valor temporal do
dinheiro e os riscos específicos do activo em questão.
A quantia recuperável dos activos, que por si só não geram fluxos de caixa independentes, é determinada em
conjunto com a unidade geradora de caixa onde os mesmos se encontram inseridos.
20
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
Reversão de perdas por imparidade
As perdas por imparidade são revertidas sempre que existam alterações nas estimativas usadas para a
determinação da respectiva quantia recuperável. As perdas por imparidade são revertidas até ao valor, que o
activo teria caso a perda por imparidade não tivesse sido reconhecida.
2.9.2 Imparidade de activos financeiros
A JMR analisa a cada data de balanço se existe evidência objectiva que um activo financeiro ou um grupo de
activos financeiros se encontra em imparidade.
A quantia recuperável de contas a receber corresponde ao valor actual dos futuros recebimentos esperados,
utilizando como factor de desconto a taxa de juro efectiva implícita na operação original.
Uma perda por imparidade reconhecida num valor a receber de médio e longo prazo só é revertida caso a
justificação para o aumento da respectiva quantia recuperável assente num acontecimento com ocorrência após
a data do reconhecimento da perda por imparidade.
Empréstimos a subsidiárias
O teste de imparidade aos empréstimos a subsidiárias é realizado em simultâneo com o teste de imparidade às
partes de capital em subsidiárias. O investimento considerado para efeitos de comparação com o valor de uso
calculado é o montante do custo histórico das partes de capital e dos empréstimos concedidos. Apenas será
reconhecida uma perda por imparidade em empréstimos a subsidiárias depois do montante correspondente à
parte de capital estar totalmente coberto por um ajustamento para perdas por imparidade.
Activos financeiros disponíveis para venda
No caso de partes de capital classificadas como activos financeiros disponíveis para venda, um declínio
prolongado ou significativo no justo valor do instrumento abaixo do seu custo é considerado como um indicador
que os activos se encontram em imparidade. Se alguma evidência semelhante existir para activos financeiros
disponíveis para venda, a perda acumulada - mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o justo
valor actual, menos qualquer perda por imparidade do activo financeiro anteriormente reconhecida em
resultados - é removida de capitais próprios e reconhecida na demonstração de resultados. Perdas por
imparidade de instrumentos de capital reconhecidas em resultados não são revertidas através da demonstração
dos resultados.
Clientes, devedores e outros activos financeiros
São registados ajustamentos para perdas por imparidade quando existem indicadores objectivos que a JMR não
irá receber todos os montantes a que tem direito de acordo com os termos originais dos contratos
estabelecidos. Na identificação de situações de imparidade são utilizados diversos indicadores, tais como:
(i)
(ii)
(iii)
(iv)
análise de incumprimento;
incumprimento há mais de 3 meses;
dificuldades financeiras do devedor;
probabilidade de falência do devedor.
Os ajustamentos para perdas por imparidade são determinados pela diferença entre o valor recuperável e o
valor de balanço do activo financeiro e são registados por contrapartida de resultados do exercício. O valor de
balanço destes activos é reduzido para o valor recuperável através da utilização de uma conta de ajustamentos.
Quando um montante a receber de clientes e devedores é considerado irrecuperável é abatido por utilização da
conta de ajustamentos para perdas por imparidade. As recuperações subsequentes de montantes que tenham
sido abatidos são registados em resultados.
Quando os valores a receber de clientes ou de outros devedores que se encontram vencidos são objecto de
renegociação dos seus termos, deixam de ser considerados como vencidos e passam a ser tratados como novos
créditos.
2.10 Capital
A rubrica de capital refere-se ao valor nominal das acções ordinárias emitidas.
Os Prémios de emissão são reconhecidos quando o valor de emissão de acções excede o seu valor nominal. Os
custos com emissão de novas acções são reconhecidos directamente nesta rúbrica, líquidos do respectivo
imposto.
As acções próprias adquiridas são valorizadas pelo seu valor de aquisição e registadas como uma redução ao
capital próprio. Quando essas acções são alienadas, o montante recebido, deduzido de eventuais custos directos
21
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
de transacção e respectivo imposto, é reconhecido directamente em capital próprio.
2.11 Dividendos
Os dividendos são reconhecidos como um passivo nas demonstrações financeiras da JMR no período em que são
aprovados para distribuição, pelos accionistas.
2.12 Empréstimos
Os empréstimos são reconhecidos inicialmente ao justo valor deduzidos de custos de transacção incorridos e
subsequentemente são mensurados ao custo amortizado. Qualquer diferença entre o valor de emissão (líquido
de custos de transacção incorridos) e o valor nominal é reconhecido em resultados durante o prazo dos
empréstimos de acordo com o método do juro efectivo.
Os empréstimos são classificados como passivo corrente, a menos que a JMR tenha o direito incondicional de
diferir a liquidação do passivo por mais de 12 meses após a data do balanço.
2.13 Provisões
São constituídas provisões no balanço sempre que a JMR tem uma obrigação presente (legal ou implícita)
resultante de um acontecimento passado e sempre que é provável que uma diminuição, passível de estimativa
razoável, de recursos incorporando benefícios económicos seja exigida para liquidar a obrigação.
Provisão para processos em contencioso
Provisões relacionadas com processos em contencioso, opondo a JMR são constituídas de acordo com as
avaliações de risco efectuadas pela JMR, com o apoio dos seus consultores legais.
2.14 Fornecedores e outros credores
Os saldos de fornecedores e outros credores são responsabilidades com pagamento de serviços adquiridos pela
JMR no curso normal das suas actividades. São registados inicialmente ao justo valor e subsequentemente ao
custo amortizado de acordo com o método do juro efectivo.
Fornecedores e outros credores são classificados como passivos correntes se o pagamento for devido dentro de
um ano ou menos (ou no ciclo operacional normal dos negócios, ainda que mais longo). Não sendo, eles são
apresentados como passivo não corrente.
2.15 Reconhecimento de proveitos
Dividendos
Os dividendos são reconhecidos como proveitos quando é estabelecido o direito ao seu recebimento.
2.16 Custos
Custos financeiros líquidos
Os custos financeiros líquidos representam juros de empréstimos obtidos, juros de investimentos efectuados,
ganhos e perdas cambiais em operações financeiras, ganhos e perdas resultantes da alteração de valor de
activos mensurados pelo seu justo valor através de resultados e custos e proveitos com operações de
financiamento. Os custos financeiros líquidos são reconhecidos em resultados numa base de acréscimo durante
o período a que dizem respeito.
2.17 Impostos sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento inclui imposto corrente e diferido. O imposto sobre o rendimento é reconhecido
na demonstração dos resultados, excepto quando se relaciona com ganhos ou perdas relevados em outros
rendimentos integrais ou directamente nos capitais próprios. Se for este o caso, o imposto é também
reconhecido em outros rendimentos integrais ou directamente em capitais próprios, respectivamente.
O imposto sobre o rendimento corrente é calculado de acordo com os critérios fiscais vigentes à data do
balanço.
O imposto diferido é calculado, com base no método da responsabilidade de balanço, sobre as diferenças
temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a respectiva base de tributação.
A base tributável dos activos e passivos é determinada por forma a reflectir as consequências de tributação
derivadas da forma pela qual a empresa espera, à data do balanço, recuperar ou liquidar a quantia escriturada
dos seus activos e passivos. Para a determinação do imposto diferido é utilizada a taxa que deverá estar em
22
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
vigor no exercício em que as diferenças temporárias serão revertidas.
São reconhecidos impostos diferidos activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros
futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente
e desreconhecidos sempre que deixe de ser provável a sua recuperação.
2.18 Principais estimativas e julgamentos utilizados na elaboração das demonstrações financeiras
Justo valor de instrumentos financeiros
O justo valor de instrumentos financeiros não cotados num mercado activo é determinado com base em
métodos de avaliação. A utilização de metodologias de valorização requer a utilização de pressupostos, sendo
que alguns deles requerem a utilização de estimativas. Desta forma, alterações nos referidos pressupostos
poderiam resultar numa alteração do justo valor reportado.
Imparidade em partes de capital e empréstimos a subsidiárias
Em regra, o registo de imparidade num investimento de acordo com as IFRS é efectuado quando o valor de
balanço do investimento excede o valor actual dos fluxos de caixa futuros. O cálculo do valor actual dos fluxos
de caixa estimados e a decisão de considerar a imparidade permanente envolve julgamento e reside
substancialmente na análise da Gestão em relação ao desenvolvimento futuro das suas subsidiárias. Na
mensuração da imparidade, são utilizados preços de mercado, se disponíveis, ou outros parâmetros de
avaliação, baseados na informação disponível das subsidiárias. No sentido de determinar se a imparidade é
permanente, a JMR considera a capacidade e a intenção de deter o investimento por um período razoável de
tempo que seja suficiente para uma previsão da recuperação do justo valor até (ou acima) do valor de balanço,
incluindo uma análise de factores como os resultados esperados da subsidiária, o enquadramento económico e o
estado do sector.
Impostos diferidos
O reconhecimento de impostos diferidos pressupõe a existência de resultados e matéria colectável futura. Os
impostos diferidos activos e passivos foram determinados com base na legislação fiscal actualmente em vigor,
ou em legislação já publicada para aplicação futura. Alterações na legislação fiscal podem influenciar o valor dos
impostos diferidos.
Se as taxas utilizadas para o reconhecimento de impostos diferidos aumentarem em 1%, o impacto nas contas
da JMR seria o seguinte:
Impacto nas contas da JMR
Demonstração dos
resultados
Aumento da taxa em 1%
(176)
Outros rendimentos
integrais
31
Um montante positivo significa um ganho nas contas da JMR.
Provisões
A JMR exerce julgamento considerável na mensuração e reconhecimento de provisões e a sua exposição a
passivos contingentes relacionados com processos em contencioso. Esta avaliação é necessária por forma a
aferir a probabilidade de um contencioso ter um desfecho favorável, ou obrigar ao registo de um passivo. As
provisões são reconhecidas quando a JMR espera que processos em curso originem a saída de fluxos, a perda
seja considerada provável e possa ser razoavelmente estimada. Devido às incertezas inerentes ao processo de
avaliação, as perdas reais poderão ser diferentes das originalmente estimadas na provisão. Estas estimativas
estão sujeitas a alterações à medida que nova informação fica disponível, principalmente com o apoio de
especialistas internos, se disponíveis, ou através do apoio de consultores externos, como actuários ou
consultores legais. Revisões às estimativas destas perdas de processos em curso podem afectar
significativamente os resultados futuros.
23
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
2.19 Justo valor de instrumentos financeiros
Na determinação do justo valor de um activo ou passivo financeiro, se existir um mercado activo, o preço de
mercado é aplicado. Um mercado é considerado activo se existirem preços cotados fácil e regularmente
disponíveis através de trocas, corretagem ou agências reguladoras, e que esses preços representam
transacções actuais e regulares ocorridas em mercado em livre concorrência. No caso de não existir um
mercado activo, o que é o caso para alguns dos activos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de
valorização geralmente aceites, baseadas em pressupostos de mercado.
A JMR aplica técnicas de valorização para instrumentos financeiros não cotados, tais como derivados e
instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados. Os modelos de valorização que são utilizados
mais frequentemente são modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de opções, que incorporam por
exemplo curvas de taxa de juro e volatilidades de mercado. No caso dos instrumentos financeiros derivados, a
JMR utiliza também as avaliações fornecidas pelas contrapartes.
Para alguns tipos de derivados mais complexos, são utilizados modelos de valorização mais avançados contendo
pressupostos e dados que não são directamente observáveis em mercado, para os quais a JMR utiliza
estimativas e pressupostos internos.
Caixa e equivalentes de caixa e devedores e acréscimos
Estes instrumentos financeiros são compostos maioritariamente por activos financeiros de curto prazo e por
essa razão o seu valor de balanço à data de reporte é considerado ser aproximado ao justo valor.
Activos financeiros disponíveis para venda
Os activos financeiros cotados encontram-se reflectidos no balanço ao seu justo valor, os restantes activos
financeiros disponíveis para venda estão mensurados ao custo deduzidos de imparidade uma vez que não é
possível determinar o justo valor com fiabilidade (nota 9).
Empréstimos obtidos
O justo valor dos empréstimos é obtido através do valor descontado de todos os fluxos de caixa esperados a
serem pagos. Os fluxos de caixa esperados são descontados a taxas de juro actuais de mercado. À data de
reporte, o seu valor de balanço é aproximadamente o seu justo valor.
Credores e acréscimos
Estes instrumentos financeiros são compostos maioritariamente por passivos financeiros de curto prazo e por
essa razão o seu valor de balanço à data de reporte é considerado ser aproximado ao justo valor.
2.20 Hierarquia de justo valor
A tabela seguinte apresenta os activos e passivos financeiros da JMR mensurados ao justo valor a 31 de
Dezembro, de acordo com os seguintes níveis de hierarquia de justo valor:

Nível 1: o justo valor é baseado em cotações de preços obtidas em mercados activos e líquidos à data
de referência do balanço;

Nível 2: o justo valor não é determinado com base em cotações de preço obtidas em mercados activos
incluídos no nível 1, mas sim com recurso a modelos de avaliação, que podem envolver outras cotações
comparáveis existentes no mercado activo ou cotações ajustadas. Dessa forma, os principais inputs dos
modelos utilizados são observáveis no mercado. Neste nível incluem-se os derivados over-the-counter
contratados pela JMR, cujas avaliações são fornecidas pelas respectivas contrapartes;

Nível 3: o justo valor não é determinado com base em cotações de mercado activo, mas sim com
recurso a modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis no mercado.
24
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
2013
Nível 1
Nível 2
Nível 3
Passivos mensurados ao Justo Valor
Instrumentos financeiros derivados
Derivados de negociação
Derivados de cobertura
Total de passivos
66
12.604
12.670
2012
-
Nível 1
66
12.604
12.670
Nível 2
-
Nível 3
Passivos mensurados ao Justo Valor
Instrumentos financeiros derivados
Derivados de negociação
Derivados de cobertura
Total de passivos
197
8.155
8.352
-
197
8.155
8.352
-
2.21 Instrumentos financeiros por categoria
Activos
financeiros
ao justo
valor
através de
resultados
Derivados
designados
como
instrumentos
de cobertura
Empréstimos
e contas a
receber
Caixa e equivalentes de caixa
-
-
71.648
-
-
71.648
-
Activos financeiros disponíveis para venda
-
-
-
68
-
68
-
68
Empréstimos a subsidiárias
-
-
1.299.669
-
-
1.299.669
-
1.299.669
Devedores e acréscimos
-
-
10.017
-
-
10.017
33
10.050
Activos fin.
disponíveis
p/venda
Outros
passivos
financeiros
Total
activos
e passivos
financeiros
Outros
activos e
passivos
não
financeiros
Total activos
e passivos
2013
ACTIVOS
71.648
Outros activos não financeiros
-
-
-
-
-
-
98.105
98.105
TOTAL ACTIVOS
-
-
1.381.334
68
-
1.381.402
98.138
1.479.540
-
-
-
-
348.852
348.852
-
348.852
12.670
PASSIVOS
Empréstimos Obtidos
Instrumentos financeiros derivados
66
12.604
-
-
-
12.670
-
Credores e acréscimos
-
-
-
-
4.184
4.184
-
4.184
Outros passivos não financeiros
-
-
-
-
-
-
24.609
24.609
66
12.604
-
-
353.036
365.706
24.609
390.315
Caixa e equivalentes de caixa
-
-
103.423
-
-
103.423
-
103.423
Activos financeiros disponíveis para venda
-
-
-
68
-
68
-
68
Empréstimos a subsidiárias
-
-
1.430.267
-
-
1.430.267
-
1.430.267
Devedores e acréscimos
-
-
12.997
-
-
12.997
21
13.018
TOTAL PASSIVOS
2012
ACTIVOS
Outros activos não financeiros
-
-
-
-
-
-
98.081
98.081
TOTAL ACTIVOS
-
-
1.546.687
68
-
1.546.755
98.102
1.644.857
-
-
-
-
467.529
467.529
-
467.529
8.352
PASSIVOS
Empréstimos Obtidos
Instrumentos financeiros derivados
197
8.155
-
-
-
8.352
-
Credores e acréscimos
-
-
-
-
9.979
9.979
-
9.979
Outros passivos não financeiros
-
-
-
-
-
-
33.231
33.231
197
8.155
-
-
477.508
485.860
33.231
519.091
TOTAL PASSIVOS
25
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
3. Resultados operacionais
Os custos operacionais da JMR resultam na sua maioria de serviços de terceiros, quotizações de entidades do
sector e emissão de garantias bancárias.
3.1 Resultados operacionais por naturezas
2013
2012
230
131
Fornecimentos e serviços externos
Custos com pessoal
26
29
429
182
685
342
2013
2012
26
29
26
29
Ganhos e perdas operacionais
3.2 Custos com o pessoal
Ordenados e salários
Os custos com o pessoal referem-se à remuneração dos membros do Conselho Fiscal, pela sua presença nas
reuniões do Conselho Fiscal da JMR.
4. Custos financeiros líquidos
2013
2012
Custos financeiros
Juros suportados
(18.933)
(17.069)
590
297
Juros obtidos
Variação do justo valor de investimentos financeiros detidos para negociação
- Instrumentos derivados
Outros custos financeiros
Custos financeiros líquidos
(1)
(6)
(4.592)
(2.540)
(22.936)
(19.318)
Estão incluídos em juros suportados os juros relativos aos empréstimos mensurados ao custo amortizado, bem
como, o custo líquido suportado com o empréstimo obrigacionista Private Placement (USPP) e o respectivo
instrumento de cobertura associado.
Os outros custos financeiros incluem, entre outros, imposto de selo por abertura de crédito e encargos de
emissão de dívida de médio e longo prazo diferidos pelo prazo do empréstimo.
A valorização ao justo valor de derivados de negociação encontra-se explicitada na nota 20.
4.1 Justo valor de instrumentos financeiros derivados não qualificados como cobertura reconhecidos
em Resultados
2013
2012
Derivados de negociação
Swap taxa de juro
(1)
(6)
(1)
(6)
26
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
5. Imposto reconhecido na demonstração dos resultados
5.1 Imposto sobre o rendimento
2013
Imposto corrente
Imposto corrente do exercício
Excesso (insuficiência) de imposto de exercícios anteriores
Imposto diferido
Diferenças temporárias originadas ou revertidas no exercício
(991)
73
(1.387)
(461)
(918)
(1.848)
(461)
(461)
Alteração da taxa de imposto
351
-
-
469
(110)
8
1.544
1.544
1.017
1.017
516
(823)
Diferenças temporárias de exercícios anteriores
Outros ganhos (perdas) relativos a impostos
Impacto da revisão de estimativas relativas a contencioso fiscal
2012
Total de imposto sobre o rendimento
Em resultado de desenvolvimentos recentes relativos aos processos de contencioso fiscal descritos na nota 23, a
JMR procedeu a uma revisão das probabilidades de sucesso dos mesmos, sendo que o efeito líquido entre os
ganhos obtidos e as perdas potenciais daí resultantes, encontra-se destacado na rubrica de Outros ganhos
(perdas) relativos a impostos.
5.2 Reconciliação da taxa efectiva de imposto
2013
Resultado antes de imposto (RAI)
Imposto à taxa de 26,5%
2012
3.863
28.174
(1.024)
(7.466)
1.176
6.736
Efeito fiscal de:
Resultado não sujeito a imposto e não recuperáveis
Alteração da taxa de imposto
Diferenças temporárias de exercícios anteriores
Excesso (insuficiência) estimativa de imposto do ano anterior
351
-
-
469
73
(461)
Tributações Autónomas e Derrama Estadual
(60)
(101)
Imposto do ano
516
(823)
(13,36)%
2,92%
Taxa média efectiva de imposto
Em 2012 e 2013, a taxa de imposto sobre o rendimento (IRC) aplicada às sociedades a operar em Portugal foi
de 25%. Para as sociedades que apresentam resultados fiscais positivos é aplicada adicionalmente uma taxa de
1,5% a título de derrama municipal e uma taxa de derrama estadual de 3% e 5% para lucros fiscais superiores
a m EUR 1.500, e m EUR 7.500, respectivamente. Para 2014, a taxa de IRC em Portugal vai ser reduzida para
23%, passando a existir um novo patamar da derrama estadual de 7% para lucros fiscais acima de m EUR
35.000.
A taxa média de imposto da JMR encontra-se significativamente influenciada pelo efeito fiscal dos rendimentos
auferidos de subsidiárias (dividendos) os quais não estão sujeitos a tributação ao abrigo da legislação fiscal em
vigor, na medida em que foram anteriormente sujeitos a tributação na esfera da sociedade que os originou.
27
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
6. Ganhos (perdas) em subsidiárias
2013
Dividendos recebidos
Juros de empréstimos concedidos
2012
621
23.689
26.850
24.126
27.471
47.815
7. Partes de capital em subsidiárias
As partes de capital em subsidiárias, no montante de m EUR 28.394 (2012: m EUR 28.394), correspondem a
investimentos realizados na aquisição de participações financeiras nas sociedades constantes na nota 25.
8. Empréstimos concedidos a subsidiárias
Empréstimos não correntes
Valor líquido em 1 de Janeiro
2013
2012
1.070.737
1.071.922
-
-
Aumentos
Diminuições
(4.145)
(1.185)
Reclassificação para empréstimos correntes
(80.537)
-
Valor líquido em 31 de Dezembro
986.055
1.070.737
Empréstimos correntes
Valor líquido em 1 de Janeiro
Aumentos
Diminuições
Reclassificação de empréstimos não correntes
Valor líquido em 31 de Dezembro
2013
2012
359.530
319.492
5.070
68.470
(131.523)
(28.432)
80.537
-
313.614
359.530
Os empréstimos correntes vencem juros a taxas normais de mercado. Os empréstimos não correntes revestem
a natureza de prestações suplementares de capital (como tal, não vencem juros) e suprimentos de médio/longo
prazo (remunerados a taxas normais de mercado).
9. Activos financeiros disponíveis para venda
2013
Participação na AMS Sourcing BV
Participação na Dispar, SGPS, SA
2012
63
5
63
5
68
68
Os activos financeiros disponíveis para venda encontram-se valorizados ao custo de aquisição por se tratar de
instrumentos de capital não cotados cujo justo valor não pode ser mensurado com fiabilidade.
Não existindo preços de mercado disponíveis para os investimentos mencionados, e não sendo possível
determinar o justo valor no período recorrendo a transacções comparáveis, a JMR não mensurou os
instrumentos através de fluxos de caixa esperados descontados uma vez que estes não podem ser
determinados com fiabilidade.
28
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
10. Impostos
A JMR vem adoptando, desde 1 de Janeiro de 2001, o regime especial de tributação dos Grupos de Sociedades
(RETGS), sendo o grupo de tributação constituído pelas sociedades a seguir indicadas:









JMR – Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. (sociedade dominante)
Pingo Doce – Distribuição Alimentar, S.A.
Supertur – Imobiliária, Comércio e Turismo, S.A.
JMR – Prestação de Serviços para a Distribuição, S.A.
Imoretalho – Gestão de Imóveis, S.A.
Casal de São Pedro – Administração de Bens, S.A.
Cunha & Branco – Distribuição Alimentar, S.A.
Escola de Formação Jerónimo Martins, S.A.
Comespa – Gestão de Espaços Comerciais, S.A.
10.1 Impostos diferidos activos e passivos
Os impostos diferidos são apresentados no balanço da seguinte forma:
2013
Impostos diferidos activos
Impostos diferidos passivos
01/01/2013
Efeito
em
resultados
2012
766
1.274
(4.319)
(4.245)
(3.553)
(2.971)
Efeito no
capital
próprio
31/12/2013
Impostos diferidos activos
Justo valor de instrumentos financeiros derivados
1.274
(36)
(472)
766
1.274
(36)
(472)
766
(4.245)
(74)
-
(4.319)
(4.245)
(74)
-
(4.319)
(2.971)
(110)
(472)
(3.553)
Impostos diferidos passivos
Outras diferenças temporárias
Variação líquida de imposto diferido
01/01/2012
Efeito
em
resultados
Efeito no
capital
próprio
31/12/2012
Impostos diferidos activos
Justo valor de instrumentos financeiros derivados
2.190
(34)
(882)
1.274
2.190
(34)
(882)
1.274
Impostos diferidos passivos
Outras diferenças temporárias
Variação líquida de imposto diferido
(4.287)
42
-
(4.245)
(4.287)
42
-
(4.245)
(2.097)
8
(882)
(2.971)
29
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
10.2 Impostos a recuperar e a pagar (correntes)
Impostos a recuperar
2013
Imposto sobre o rendimento (IRC) a recuperar
2012
-
4.432
-
4.432
3.480
-
Impostos a pagar
Imposto sobre o rendimento (IRC) a pagar
IVA a pagar
23
-
Segurança social
-
1
IRS/IRC retido
-
1.030
3.503
1.031
10.3 Impostos a recuperar (não correntes)
Encontra-se reflectido nas demonstrações financeiras na rúbrica de Impostos a recuperar (não correntes), o
montante de m EUR 68.945 (2012: m EUR 63.981), relativos a liquidações adicionais de imposto apresentadas
pela Administração Tributária.
Não obstante o desembolso efectuado, e com o apoio dos seus consultores fiscais e conselheiros jurídicos, a
Administração da Companhia entende que lhe assiste inteira razão e mantém as reclamações que apresentou
contra essas liquidações, não prescindindo do seu legítimo direito de contestação das mesmas e mantendo a
expectativa quanto à recuperação integral desse montante.
Neste contexto, foi já solicitado o reembolso da totalidade das importâncias pagas, bem como dos juros
indemnizatórios à taxa legal, pelo período decorrido entre a data do seu pagamento e da sua efectiva
restituição.
Em 2012, foi proferido Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS), relativo a uma das impugnações
judiciais apresentadas no âmbito deste processo, o qual julgou totalmente procedente, ordenando a anulação
das referidas liquidações e o pagamento de juros indemnizatórios e indemnização pelas garantias prestadas. A
JMR procedeu ao reconhecimento do valor dos juros indemnizatórios sobre este crédito.
11. Devedores e acréscimos e diferimentos
2013
Subsidiárias
Acréscimos de proveitos
Custos diferidos
2012
7.214
8.934
907
760
1.929
3.324
10.050
13.018
Os valores registados na rubrica de subsidiárias respeitam essencialmente a valores relativos a acertos de IRC
entre empresas do Grupo JMR, em virtude deste ser tributado pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de
Sociedades (RETGS) e débitos diversos a empresas do grupo.
A rubrica de acréscimos de proveitos é constituída por juros a receber de empréstimos a participadas
(m EUR 901) e juros a receber de aplicações de tesouraria (m EUR 6).
A rubrica de custos diferidos é composta por custos com emissão de garantias bancárias, obrigações e
empréstimos bancários (m EUR 1.929).
30
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
12. Caixa e equivalentes de caixa
2013
Depósitos à ordem
Aplicações de tesouraria
2012
348
31.323
71.300
72.100
71.648
103.423
13. Caixa gerado pelas operações
2013
Resultado líquido
Ajustamentos para:
Impostos
Custos financeiros líquidos
(Ganhos) perdas em subsidiárias
(Ganhos) perdas em outros investimentos
Variações de working capital:
Devedores e acréscimos e diferimentos
Credores e acréscimos e diferimentos
2012
4.379
27.351
(516)
22.936
(27.471)
(13)
823
19.318
(47.815)
(19)
(685)
(342)
(12)
214
128
(77)
(483)
(291)
14. Capital e reservas
14.1 Capital social
O capital social autorizado é composto por 66.000.000 acções ordinárias (2012: 66.000.000). Todas as acções
têm um valor nominal de Euro 5 (cinco Euros).
14.2 Outras reservas
Reserva de
cobertura de
fluxos de caixa
Balanço em 1 de Janeiro de 2012
Variação do justo valor de inst. de cobertura de fluxos de caixa:
- Valor bruto
- Imposto diferido
Balanço em 1 de Janeiro de 2013
Variação do justo valor de inst. de cobertura de fluxos de caixa:
- Valor bruto
- Imposto diferido
Balanço em 31 de Dezembro de 2013
Total
(5.839)
(5.839)
3.328
(882)
3.328
(882)
(3.393)
(3.393)
1.552
(472)
1.552
(472)
(2.313)
(2.313)
Estas reservas não são passíveis de ser distribuídas aos accionistas.
14.3 Resultados retidos
Em 31 de Dezembro de 2013, o montante total de Resultados retidos ascende a m EUR 761.538, provenientes
de resultados gerados no exercício e em exercícios anteriores. Deste montante não poderão ser distribuídos m
EUR 37.825 correspondentes à reserva legal (arts. 218, 295 e 296 do Código das Sociedades Comerciais).
31
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
14.4 Dividendos
De acordo com a decisão da Assembleia Geral de 31 de Outubro de 2013, foram distribuídas em 2013 reservas
livres aos accionistas detentores do capital da JMR, no montante de m EUR 42.000. Em 2012, foram distribuídas
reservas livres no montante de m EUR 21.000.
15. Resultado por acção
15.1 Resultado básico e diluído por acção
O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro líquido atribuível aos accionistas ordinários de m EUR
4.379 (2012: lucro de m EUR 27.351) e no número médio ponderado de acções ordinárias pendentes no
período que ascendem a 66.000.000 (2012: 66.000.000). Na medida em que não existem títulos diluídores das
acções da JMR, o resultado diluído por acção é igual ao resultado básico por acção.
2013
Acções ordinárias emitidas no início do ano
2012
66.000.000
66.000.000
-
-
66.000.000
66.000.000
Resultado líquido do exercício atribuível aos accionistas detentores de acções
ordinárias (igual ao diluído)
4.379
27.351
Resultado básico por acção (igual ao diluído) – euros
0,066
0,414
Acções próprias no início do ano
Acções próprias adquiridas durante o ano
Número médio ponderado de acções ordinárias (igual ao diluído)
16. Empréstimos obtidos
Esta nota fornece informação sobre os termos dos contratos de empréstimo e outras formas de financiamento.
A nota 20 proporciona informação adicional sobre a exposição da companhia aos riscos de taxa de juro e de
taxa de câmbio.
16.1 Empréstimos correntes e não correntes
2013
2012
Empréstimos não correntes
Empréstimos por obrigações
225.000
380.029
-
35.000
225.000
415.029
123.852
52.500
123.852
52.500
Empréstimos bancários
Empréstimos correntes
Empréstimos por obrigações
16.2 Termos e prazos de reembolso dos empréstimos
Taxa
média
2013
Menos de Entre 1 e Mais de 5
1 ano
5 anos
anos
Empréstimo por obrigações – JMR 2009
5,94%
52.500
52.500
-
-
Empréstimo por obrigações – JMR 2012
4,05%
225.000
-
225.000
-
Empréstimo obrigacionista Private Placement (USPP)
4,30%
71.352
71.352
-
-
348.852
123.852
225.000
-
32
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
Taxa
média
2012
Menos de Entre 1 e Mais de 5
1 ano
5 anos
anos
Empréstimo por obrigações – JMR 2009
5,77%
105.000
52.500
52.500
-
Empréstimo por obrigações – JMR 2012
3,83%
250.000
-
250.000
-
Empréstimo obrigacionista Private Placement (USPP)
4,54%
77.529
-
77.529
-
Empréstimo bancário
4,34%
35.000
-
35.000
-
467.529
52.500
415.029
-
16.3 Empréstimos obrigacionistas
2013
2012
Obrigações não convertíveis JMR – 2009
52.500
105.000
Obrigações não convertíveis JMR – 2012
225.000
250.000
80.537
80.537
Empréstimo obrigacionista Private Placement (USPP)
Actualização ao Justo Valor
(9.185)
(3.008)
348.852
432.529
A JMR tem um empréstimo obrigacionista de m USD 96.000 a taxa fixa reconhecido pelo seu justo valor, sendo
a 31 de Dezembro de 2013 de m EUR 71.352, incorporando uma actualização negativa de m EUR 9.185. Em
2012 o justo valor era de m EUR 77.529, incorporando uma actualização negativa de m EUR 3.008. Para este
financiamento a JMR contratou um instrumento de cobertura, apresentado na nota 20.
Obrigações não convertíveis
Em Abril de 2009, a JMR emitiu um empréstimo obrigacionista no montante de m EUR 105.000 com vencimento
no 4º ano de 50% do valor e os restantes 50% no 5º ano, com pagamento de cupão a taxa variável (Euribor 6
meses).
No último trimestre de 2013, foram negociadas as condições do Empréstimo Obrigacionista JMR 2012/2015,
com redução do valor nominal para m EUR 225.000 e redução do spread em 125bps, com início em Dezembro
de 2013. A taxa de juro utilizada é variável e indexada à Euribor a 6 meses.
Empréstimo obrigacionista Private Placement (USPP)
Em 2004 a JMR contratou um empréstimo sob a forma de Private Placement colocado no mercado dos Estados
Unidos no valor total de 180 milhões de USD a taxa fixa. Estas Notes emitidas pela JMR são equiparadas a
Empréstimos Obrigacionistas ao abrigo da lei portuguesa.
O montante total foi repartido entre uma emissão a 7 anos no montante de 84 milhões de USD e outro a 10
anos no montante de 96 milhões de USD. Imediatamente após esta operação foi contratado um Cross Currency
Swap EUR/USD para as mesmas maturidades. Os referidos swaps funcionam como um espelho perfeito da
dívida emitida. Em termos finais a JMR obteve um empréstimo de m EUR 151.007 a taxa de juro variável
indexado à Euribor a 6 meses.
Em 2011 foi reembolsada a emissão a 7 anos do USPP, no montante de 84 milhões de USD.
A data de reembolso dos empréstimos obrigacionistas é a seguinte:
Maturidade
Montante
2014
123.852
2015
225.000
16.4 Empréstimos bancários
Foram celebrados vários empréstimos bancários, sob a forma de Programa de Papel Comercial, no montante
global de m EUR 105.000, sendo a taxa de juro variável. No final de 2013, nenhum destes programas estava a
ser utilizado.
33
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
A JMR utiliza linhas de crédito grupadas com outras companhias do Grupo JMR, o que significa que até ao limite
de uma linha de crédito aprovada junto de uma entidade financeira, a mesma pode ser simultaneamente
utilizada por mais do que uma empresa. Assim sendo, os plafonds não utilizados acessíveis a JMR ascendem ao
montante de m EUR 88.500 (2012: m EUR 86.000).
Em Agosto de 2012, a JMR contratou um empréstimo bancário, no montante de m EUR 35.000, com pagamento
de juros a taxa variável, com vencimento em 2015. Este empréstimo foi reembolsado em 2013.
17. Dívida financeira
2013
2012
Empréstimos não correntes
225.000
415.029
Empréstimos correntes
123.852
52.500
12.670
8.352
Instrumentos financeiros derivados
Acréscimos e diferimentos (apenas de natureza financeira)
(895)
(1.070)
Depósitos à ordem
(348)
(31.323)
Aplicações de tesouraria
(71.300)
(72.100)
288.979
371.388
18. Riscos financeiros
A JMR encontra-se exposta a diversos riscos financeiros, nomeadamente: risco de mercado (que inclui os riscos
cambiais e de taxa de juro) risco de liquidez e risco de crédito. A gestão de risco concentra-se na
imprevisibilidade dos mercados financeiros e procura minimizar os efeitos adversos dessa imprevisibilidade no
desempenho financeiro da Sociedade. A informação relativa à gestão dos riscos financeiros encontra-se
detalhada no Relatório de Gestão Consolidado do Grupo JMR.
19. Credores e acréscimos e diferimentos
2013
Subsidiárias
Credores comerciais
Acréscimos de custos
2012
2.526
7.213
217
8
1.441
2.758
4.184
9.979
O montante a liquidar a subsidiárias é relativo a acertos de IRC entre empresas do Grupo JMR, em virtude deste
ser tributado pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS) e débitos diversos de
empresas do grupo.
A rubrica de Acréscimos de custos é composta pelo montante de juros a pagar, no montante de m EUR 1.425.
Os restantes m EUR 16 correspondem a diversos custos (consultores, etc.), relativos ao exercício de 2013, e
que não foram facturados pelas entidades competentes até ao final do exercício.
34
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
20. Instrumentos financeiros derivados
2013
Notional
2012
Activo
Passivo
Não
Corrente
Corrente
Notional
Não
Corrente
Corrente
Activo
Passivo
Não
Corrente
Corrente
Não
Corrente
Corrente
Derivados de Negociação
10 milhões
EUR
-
-
66
-
10 milhões
EUR
-
-
-
197
96 milhões
USD
-
-
9.104
-
96 milhões
USD
-
-
-
2.931
-
-
1.567
1.933
-
-
525
4.699
Total de derivados de negociação
-
-
66
-
-
-
-
197
Total de derivados designados como cobertura
-
-
10.671
1.933
-
-
525
7.630
Total de derivados activos/passivos
-
-
10.737
1.933
-
-
525
7.827
Swap taxa de juro
Derivados designados como cobertura de
justo valor
Cobertura do empréstimo em USD
Derivados designados como cobertura de
fluxos de caixa
Swap taxa de juro
338 milhões
EUR
165 milhões
EUR
Relativamente a estes instrumentos, existem juros a pagar já decorridos, no montante de m EUR 440 (2012: m
EUR 611).
20.1 Instrumentos financeiros derivados de negociação
Swaps de taxa de Juro
A JMR tinha contratado a 31 de Dezembro de 2013 instrumentos financeiros derivados classificados como de
negociação com um notional m EUR 10.000 (2012: m EUR 10.000). O justo valor destes instrumentos em 31 de
Dezembro de 2013 era de m EUR 66 negativos (2012: m EUR 197 negativos). As variações do Justo Valor
destes instrumentos foram reconhecidas na demonstração de resultados, no montante de m EUR 1 negativos
(2012: m EUR 6 negativos). Este derivado vence-se em Junho de 2014.
20.2 Instrumentos financeiros derivados de cobertura de Justo Valor
A JMR procede à cobertura total da exposição ao risco do justo valor dos empréstimos em USD no valor total de
96 milhões de USD (2012: 96 milhões de USD), através de um cross currency swap com as mesmas
características da dívida emitida. O objectivo desta cobertura é transformar a emissão de taxa fixa em taxa
variável e cobrir a sua exposição ao USD, passando a reflectir desta forma as alterações de justo valor da dívida
emitida. O risco de crédito não se encontra coberto.
No final do ano de 2013, o justo valor deste instrumento era de m EUR 9.104 negativos (2012: m EUR 2.931
negativos), registado no passivo, na rubrica de Instrumentos financeiros derivados. Este derivado vence-se em
Junho de 2014.
20.3 Instrumentos financeiros derivados de cobertura de fluxos de caixa
Cobertura de fluxos de caixa
A JMR procede à contratação de swaps de taxa de juro para cobrir o risco de taxa de juro inerente aos
pagamentos futuros de empréstimos. A 31 de Dezembro de 2013, o montante total de empréstimos com
coberturas associadas era de m EUR 358.037 (2012: m EUR 185.537).
A JMR procede à fixação de uma parte dos pagamentos futuros de juros de empréstimos, através da
contratação de swaps de taxa de juro. O risco coberto é o indexante da taxa variável associada aos
empréstimos. O objectivo desta cobertura é transformar os empréstimos de taxa de juro variável em taxa de
juro fixa. O risco de crédito do empréstimo não se encontra coberto. No entanto, a avaliação efectuada ao risco
de crédito da JMR e a sua incorporação no justo valor dos instrumentos financeiros derivados registados em
balanço resultaria num impacto imaterial à data de 31 de Dezembro de 2013 e 2012.
Os swaps apresentam um notional m EUR 337.875 (2012: m EUR 165.375), sendo que o justo valor destes
instrumentos em 31 de Dezembro de 2013 era de m EUR 3.500 negativos (2012: m EUR 5.224 negativos). As
variações do Justo Valor destes instrumentos foram reconhecidas em Outras reservas, no montante
de m EUR 1.552 positivos (2012: m EUR 3.328 positivos).
35
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
Em resumo:
Maturidade do
financiamento
e da cobertura
Moeda
Montante
financiamento
Montante
coberto
Indexante coberto
Revisão de
taxa
JMR/2014
EUR
52.500
52.500
Euribor 6 meses
Abril
Abril 2014
JMR/2014
EUR
80.537
60.375
Euribor 6 meses
Junho
Junho 2014
JMR/2015
EUR
225.000
225.000
Euribor 6 meses
Junho
Dezembro 2015
Reflexos nas demonstrações financeiras:
2013
Justo valor dos instrumentos financeiros a 1 de Janeiro
(Recebimentos) / Pagamentos efectuados no exercício
2012
(8.352)
(9.761)
5.079
6.266
Variação do justo valor de investimentos financeiros detidos para negociação
(P&L)
- Instrumentos derivados de taxa de juro
(1)
(6)
1.552
3.328
Variação do justo valor de derivados (empréstimos)
(6.173)
(2.251)
Custo com juros de derivados de cobertura (P&L)
(4.775)
(5.928)
(12.670)
(8.352)
Variação do justo valor derivados de cobertura (Outras reservas)
Justo valor dos instrumentos financeiros a 31 de Dezembro
21. Provisões
2013
Outros riscos e encargos
Total de Provisões
2012
Outros riscos e encargos
Total de Provisões
27.955
354
Utilização/
Redução
(11.522)
27.955
354
(11.522)
Saldo inicial
Saldo inicial
Constituição
Constituição
Utilização/
Redução
Saldo final
16.787
16.787
Saldo final
27.165
790
-
27.955
27.165
790
-
27.955
A rubrica de Outros riscos e encargos é composta por provisões para processos em contencioso para os quais
não existem perspectivas de resolução no prazo inferior a um ano.
22. Garantias
No final de 2013, existem garantias bancárias prestadas a favor da Autoridade Tributária (AT) no montante de
m EUR 86.606 (2012: m EUR 64.983).
36
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
23. Contingências
Para além da situação descrita na nota 10.3, encontram-se pendentes de resolução as seguintes questões
materialmente relevantes, para as quais a Administração, suportada pela opinião dos seus consultores fiscais e
conselheiros jurídicos, procede a uma avaliação da probabilidade de desenlace de cada um dos processos,
constituindo provisões para os montantes que estima poderem representar desembolsos futuros (nota 21):

A Autoridade Tributária procedeu a algumas correcções em sede de IRC, em companhias pertencentes
ao perímetro do Grupo tributado pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades
(RETGS) liderado pela sociedade JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. (JMR SGPS), as
quais originaram liquidações adicionais de imposto, relativamente aos anos de 2002 a 2010, no
montante total de m EUR 51.662. A Administração, com o apoio dos seus advogados e consultores
fiscais, contestou aquelas liquidações considerando que não assiste razão à Autoridade Tributária nesta
matéria. Entretanto, o Tribunal Tributário, no que concerne a 2002 e 2005, veio emitir sentenças
parcialmente favoráveis ao Grupo. Este mantem a convicção nos seus argumentos e todos os
processos seguem os seus trâmites judiciais;

A Administração Fiscal liquidou à JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. o montante de m
EUR 507, relativo ao ano de 2008. A liquidação em causa respeita, no entender das autoridades fiscais,
à falta de retenção na fonte em pagamentos associados a contratos de swap, os quais foram no ano de
2008 assimilados a juros. A JMR com o apoio dos seus Consultores Fiscais consideram não existir
validade, nem fundamento, na correcção preconizada pelas autoridades fiscais, pelo que contestou a
mesma.
Em 2013, o seguinte processo, reportado em anos anteriores, teve o seu desfecho:

A Autoridade Tributária liquidou à JMR SGPS o montante de m EUR 16.078, relativamente à
requalificação fiscal de dividendos recebidos de uma sua participada na Zona Franca da Madeira,
durante os exercícios de 2003 e 2004. Na opinião daquela entidade, esses dividendos deveriam ser
tratados como juros recebidos os quais estão sujeitos a tributação em sede de IRC, ao contrário dos
dividendos, que estão isentos. Os processos seguiram os seus trâmites na via judicial, tendo,
entretanto, o Tribunal Constitucional se pronunciado favoravelmente à Autoridade Tributária, tendo-se
esgotado as possibilidades de recurso, o Grupo constituiu as provisões necessárias para fazer face a
esta responsabilidade.
24. Partes relacionadas
24.1 Remunerações dos Administradores
Os administradores da JMR – Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A., não auferem qualquer remuneração
pelo desempenho da função.
37
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
25. Subsidiárias e activos financeiros disponíveis para venda
As participações directas da JMR, a 31 de Dezembro de 2013, são como se apresenta:
Designação Social
Sede
%
Participação
Fracção
cap. detido
Capital
Próprio
Activo
Resultado
PARTES DE CAPITAL EM SUBSIDIÁRIA
Supertur – Imobiliária, Comércio e Turismo, S.A.
Lisboa
0,5%
25
15.346
15.064
119
Casal de São Pedro – Administração de Bens, S.A.
Lisboa
5,0%
3
15.925
15.515
(73)
Imoretalho – Gestão de Imóveis, S.A.
Lisboa
1,0%
350
548.705
112.427
11.523
JMR – Prestação de Serviços para a Distribuição, S.A.
Lisboa
100,0%
5.000
975.055
700.416
4.308
Eva – Soc. Investimentos Mobiliários e Imobiliários, Lda.
Funchal
89,0%
445
72.245
72.228
1.107
Funchalgest, SGPS, S.A.
Funchal
44,0%
2.200
37.963
15.365
1.070
Lidinvest – Gestão de Imóveis, Lda.
Funchal
0,9%
1
16.511
434
372
Lisboa
100,0%
63
1.139
227
71
Lisboa
7,14%
a)
a)
a)
a)
Holanda
9,09%
a)
a)
a)
a)
Cunha & Branco – Distribuição Alimentar, SA
ACTIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA
Dispar, SGPS, S.A.
AMS Sourcing, BV
a) Informação não disponível
26. Empresas do Grupo – Participações directas e indirectas
No quadro abaixo, estão discriminadas as empresas detidas pela JMR, directa e indirectamente a 31 de
Dezembro de 2013:
Companhia
Pingo Doce – Distribuição Alimentar, S.A.
Sede
Lisboa
Supertur – Imobiliária, Comércio e Turismo, S.A.
Lisboa
% Capital
detido
100,0
100,0
JMR – Prestação de Serviços para a Distribuição, S.A.
Lisboa
100,0
Imoretalho – Gestão de Imóveis, S.A.
Lisboa
100,0
Casal de São Pedro – Administração de Bens, S.A.
Lisboa
100,0
Jerónimo Martins Finance Company (2), Limited
Dublin (Irlanda)
100,0
EVA – Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliários, Lda.
Funchal
Cunha & Branco – Distribuição Alimentar, S.A.
Lisboa
89,0
100,0
Comespa – Gestão de Espaços Comerciais, S.A.
Lisboa
100,0
Escola de Formação Jerónimo Martins, S.A.
Lisboa
100,0
Funchalgest– Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A.
Funchal
João Gomes Camacho, S.A.
Funchal
50,0
50,0
Lidosol II – Distribuição de Produtos Alimentares, S.A.
Funchal
50,0
Lidinvest – Gestão de Imóveis, S.A.
Funchal
50,0
27. Transações com partes relacionadas
Nota prévia: As transacções com partes relacionadas são sempre realizadas a valores de mercado.
27.1 Suprimentos e operações de tesouraria (empréstimos correntes e não correntes)
A JMR concedeu suprimentos e operações de tesouraria a subsidiárias, tendo esses empréstimos gerado juros
no montante de m EUR 26.850 (2012: m EUR 24.126).
38
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
27.2 Serviços financeiros
Uma parte da gestão financeira das Companhias do Grupo é efectuada centralmente na Direcção de Operações
Financeiras da Jerónimo Martins, SGPS, S.A.. Parte dessa gestão passa pela contratação e negociação, em
nome das Companhias, junto dos bancos e outras entidades financeiras, condições da dívida financeira ou de
aplicação de fundos das Companhias. A negociação centralizada permite obter condições bastante mais
favoráveis nos financiamentos e aplicações do que através de uma negociação individual das Companhias. Esta
gestão centralizada em benefício da JMR é remunerada, tendo ascendido em 2013 a m EUR 2.198
(2012: m EUR 1.688).
27.3 Saldos em aberto em 31 de Dezembro de 2013
Firma
Empréstimos
Empréstimos
Contas a
Acréscimos
Acréscimos
Contas a
correntes
não correntes
receber
de
proveitos
de custos
pagar
Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
-
-
-
-
420
-
Supertur – Imobiliária, Comércio e Turismo, S.A.
-
-
257
-
-
-
Casal de São Pedro – Administração de Bens, S.A.
40
-
-
-
-
25
Imoretalho – Gestão de Imóveis, S.A.
30.700
-
4.433
-
-
-
JMR – Prestação de Serviços à Distribuição, S.A.
95.092
977.600
1.273
896
-
25
-
7.580
-
-
-
-
Eva – Soc. Investimentos Mobiliários e Imobiliários, Lda.
Pingo Doce – Distribuição Alimentar, S.A.
187.782
-
1.015
-
-
2.476
Cunha & Branco – Distribuição Alimentar, S.A.
-
875
23
5
-
-
Comespa – Gestão de Espaços Comerciais, S.A.
-
-
130
-
-
-
Escola de Formação Jerónimo Martins, S.A.
-
-
83
-
-
-
313.614
986.055
7.214
901
420
2.526
Total
27.4 Saldos em aberto em 31 de Dezembro de 2012
Firma
Empréstimos
Empréstimos
Contas a
Acréscimos
Acréscimos
Contas a
correntes
não correntes
receber
de
proveitos
de custos
pagar
Jerónimo Martins, SGPS, S.A.
-
-
-
-
487
-
Supertur – Imobiliária, Comércio e Turismo, S.A.
-
-
306
-
-
-
Casal de São Pedro – Administração de Bens, S.A.
Imoretalho – Gestão de Imóveis, S.A.
JMR – Prestação de Serviços à Distribuição, S.A.
Eva – Soc. Investimentos Mobiliários e Imobiliários, Lda.
Pingo Doce – Distribuição Alimentar, S.A.
Cunha & Branco – Distribuição Alimentar, S.A.
Comespa – Gestão de Espaços Comerciais, S.A.
Escola de Formação Jerónimo Martins, S.A.
Total
6.795
-
70
-
-
-
37.620
-
5.489
-
-
-
9.485
1.061.137
1.660
730
-
-
-
8.700
-
-
-
-
305.440
-
1.242
-
-
7.213
-
900
23
4
-
-
190
-
4
-
-
-
-
-
140
-
-
-
359.530
1.070.737
8.934
734
487
7.213
39
Notas às demonstrações financeiras individuais
31 de Dezembro de 2013 e 2012
28. Interesses em joint-ventures (empreendimentos conjuntos)
O Grupo JMR detém interesses no seguinte empreendimento conjunto:
● Funchalgest – Este Grupo tem como objecto actividades de comércio de retalho e de cash & carry, sendo
proprietária de uma cadeia de 13 lojas de retalho e uma operação de cash & carry na região autónoma da ilha
da Madeira. O Grupo JMR detém uma participação de 50% do Grupo Funchalgest.
29. Informação sobre matérias ambientais
Tal como referido no Relatório de Gestão, não existem matérias ambientais relevantes que possam afectar o
desempenho e a posição financeira da Companhia, não sendo do conhecimento da empresa a existência de
qualquer contingência de natureza ambiental, assim como não foram reconhecidos nas demonstrações
financeiras quaisquer custos ou investimentos relevantes de carácter ambiental.
30. Informações adicionais exigidas por diplomas legais
De acordo com o previsto nos termos do artigo 66.º-A do Código das Sociedades Comerciais, informa-se o
seguinte:
a)
Para além das operações descritas nas notas acima, assim como no Relatório de Gestão, não
existem outras operações consideradas relevantes, que não se encontrem reflectidas no balanço ou
descritas no seu anexo;
b)
O total de remunerações pagas ao Auditor Externo e ao Revisor Oficial de Contas foi de 25.500
euros, correspondentes aos serviços de revisão legal de contas;
c)
A nota 27 deste Anexo às Contas inclui todas as divulgações relativas a relações entre as partes
relacionadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade.
31. Eventos subsequentes à data do balanço
Até à data de conclusão deste relatório não ocorreram factos significativos que não se encontrem reflectidos nas
Demonstrações Financeiras.
Lisboa, 6 de Março de 2014
O Técnico de Contas
O Conselho de Administração
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JMR GESTÃO DE EMPREsAs DE RETALHo, SGPS, SA
-
Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
Tem o presente documento o objectivo de relatar as actividades do Conselho Fiscal de
JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA e dar parecer sobre o relatório de
gestão e as demonstrações financeiras do exercício de 2013.
-
Âmbito
O Conselho Fiscal exerceu em 2013 o seu mandato, tendo tido oportunidade de
acompanhar as actividades ao longo de todo o exercício, apreciando várias áreas de
actuação e equacionando a gestão estratégica, operacional e de riscos do Conselho de
Administração.
No decurso do exercício, o Conselho Fiscal, além de ter apreciado a informação financeira
e a actividade dos auditores internos e externos, teve também oportunidade de saber da
actividade de locais de operação de venda e logística através de vários processos.
À
imagem de exercícios anteriores, este decorreu num clima de significativas dificuldades
económicas e financeiras em Portugal, na medida em que o Programa de Assistência
Económica e Financeira que o Estado Português subscreveu em 2011 com as instituições
internacionais determinou a tomada de medidas que se traduziram em brutais aumentos
de impostos e alguma redução de gastos do Estado com diminuição do rendimento
disponível e manutenção de níveis de consumo privado contraídos com particular impacto
sobre as actividades da JMR.
Não obstante, a JMR manifestou uma grande capacidade de enfrentar as novas
circunstâncias do mercado prosseguindo e aprofundando a estratégia delineada e iniciada
a meio de 2012, tendo como resultado o crescimento das vendas no total e em «like-for
like» e uma melhoria assinalável dos resultados por via de um grande ganho de eficiência
que se traduziu em robusta economia de custos, apesar da redução de preços e margens.
Em termos finais, os resultados operacionais e os resultados antes e depois de impostos
melhoraram de forma assinalável face ao ano anterior, tendo o EBITDA crescido 7.8% face
a 2012, o que permitiu uma assinalável amortização de dívida e o pagamento de
dividendos. Por consequência, o balanço robusteceu-se ainda mais permitindo à JMR
enfrentar os desafios e os riscos futuros que a presente situação do mercado e da
concorrência determinam.
Dentro das medidas de precaução tomadas, também se salientam a contenção nos
investimentos privilegiando a manutenção dos activos existentes em desfavor da sua maior
expansão, face ao nível de incerteza que não se controla, embora se saliente a
JMR - Gestâo de Empresas de Retalho, SGPS, S.A.
Sede
Rua ActorAn1án~o Silva, ir’ 7
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F.+351217526121
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JMR
continuação do plano de desenvolvimento da logística com o centro do Algarve aberto no
início de 2014.
O Conselho Fiscal diligenciou pelo cumprimento das obrigações que lhe estão
consignadas no Código das Sociedades Comerciais assegurando que não foram
realizados no exercício actos sobre os quais tivesse que se pronunciar.
Por outro lado, teve oportunidade de obter do Conselho de Administração e Serviços da
sociedade informação financeira sobre o exercício que lhe permitiu formar uma opinião
sobre o mesmo.
No final do exercício foram presentes para apreciação do Conselho Fiscal os relatórios de
gestão e demonstrações financeiras individuais e consolidadas da JMR
Gestão de
Empresas de Retalho, SGPS, SA e das suas empresas participadas acompanhadas de
uma exposição do Conselho de Administração e dos Revisores Oficiais de Contas sobre o
exercício.
—
O Relatório do Conselho de Administração, as Demonstrações Financeiras individuais e
consolidadas e as Notas às Demonstrações Financeiras relatam muito bem as diversas
vertentes da actividade do ano e a situação financeira no seu encerramento.
No entanto, o Conselho Fiscal entende chamar a atenção em particular para o conteúdo da
Nota 29
Contingências onde se relatam as situações em que a JMR enfrenta
contenciosos cíveis e fiscais. E nomeadamente muito preocupante a lentidão com que
esses casos evoluem, devido à ineficiência dos tribunais, mantendo em aberto riscos cujo
valor aumenta com o decurso do tempo, nomeadamente os de natureza fiscal porque
algumas transacções que a Autoridade Tributária questiona se prolongam no tempo e são
sistematicamente questionadas sem que se saiba cujo desfecho irão ter afinal. O Conselho
Fiscal recomenda que sejam tomadas medidas, usando todos os recursos possíveis e
razoáveis, para tentar resolver os casos pendentes e para monitonzar os riscos prováveis
provisionando adequadamente os mesmos. Neste âmbito, cumpre salientar que à data de
31 de Dezembro de 2013 se haviam incrementado as provisões para os riscos existentes
em €21 milhões.
—
No âmbito das suas funções, o Conselho Fiscal, verificou ainda, nos termos do disposto no
n.° 5 do artigo 420.° do Código das Sociedades Comerciais, que o Relatório e Contas da
Sociedade inclui a informação exigida nos termos do n.° 4 do artigo 245.°-A do Código dos
Valores Mobiliários, nomeadamente em relação ao seguinte: (i) participações qualificadas
no capital social da sociedade, (ii) identificação de accionistas titulares de direitos especiais
e descrição desses direitos, (iii) eventuais restrições em matéria de direito de voto, tais
como limitações ao exercício do voto dependente da titularidade de um número ou
percentagem de acções, prazos impostos para o exercício do direito de voto ou sistemas
de destaque de direitos de conteúdo patrimonial, (iv) regras aplicáveis à nomeação e
substituição dos membros do órgão de administração e à alteração dos estatutos da
sociedade, (v) poderes do órgão de administração, nomeadamente no que respeita a
deliberações de aumento do capital e (vi) principais elementos dos sistemas de controlo
interno e de gestão de risco implementados na sociedade relativamente ao processo de
divulgação de informação financeira.
JMR Gestào de Empresas de Retalho. SGPS. S.A
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J
JMR
Parecer
Considerando as análises realizadas, o Conselho Fiscal é da opinião que, tanto quanto
pôde verificar nas circunstâncias:
1. Não se verificaram violações da legislação aplicável;
2. O Relatóno de Gestão e as Demonstrações Financeiras apresentam
adequadamente a situação económica e financeira das sociedades e do Grupo
JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA no exercício de 2013;
—
3. Os documentos apresentados merecem a aprovação dos accionistas em
Assembleia Geral;
4. A proposta de aplicação de resultados e de distribuição de reservas livres merece
aprovação;
5. Considerando a melhoria de resultados e da eficiência das operações da
sociedade, a Administração, os quadros dirigentes e os trabalhadores merecem ser
congratulados pelo desempenho alcançado.
Lisboa, l7de Março de 2014
o
o
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O Presidente
JoséAlbertodaSilvaJ. ‘e
o
VI
Os Vogais
Carlos Alberto dos Santos Oliveira
Jerónimo David Caetano Duarte
JMR Gest5o de Empresas de Retalho. SGPS. S.A
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Relatório e Contas Individual 2013 PDF 3,53 MB Relatório e Contas