0 UNISALESIANO Centro Universitário Católico Auxilium Curso de Administração Bárbara Miucci Nadeo Helder Miucci Nadeo Patrícia de Moraes Laurindo O PERFIL DO CONSUMIDOR EM BOUTIQUE DE CARNE – BEEF SHOPPING LINS LINS – SP 2010 1 BÁRBARA MIUCCI NADEO HELDER MIUCCI NADEO PATRÍCIA DE MORAES LAURINDO O PERFIL DO CONSUMIDOR EM BOUTIQUE DE CARNE – BEEF SHOPPING LINS Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Banca Examinadora do Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium,curso de Administração, sob a orientação da Profª. M. Sc. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame e orientação técnica da Profª Esp. Ana Beatriz Lima. LINS – SP 2010 2 Nadeo, Bárbara Miucci; Nadeo, Helder Miucci; Laurindo, Patrícia de Moraes N129p Perfil do consumidor em boutique de carne: Beef Shopping / Bárbara Miucci Nadeo; Helder Miucci Nadeo; Patrícia de Moraes Laurindo. – – Lins, 2010. 100p. il. 31cm. Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium – UNISALESIANO, Lins-SP, para graduação em Administração, 2010. Orientadores: Máris de Cássia Ribeiro Vendrame; Ana Beatriz Lima 1. Perfil do consumidor . 2. Atendimento. 3. Boutique de carne. I Título. CDU 658 3 BÁRBARA MIUCCI NADEO HELDER MIUCCI NADEO PATRÍCIA DE MORAES LAURINDO O PERFIL DO CONSUMIDOR EM BOUTIQUE DE CARNE Monografia apresentada ao Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium, para obtenção do título de Bacharel em Administração. Aprovada em ____/____/____ Banca Examinadora: Prof. Orientador: Máris de Cássia Ribeiro Vendrame Titulação: Mestre em Administração pela Unimep Assinatura:____________________________ Prof.(a):_________________________________________________________ Titulação: _______________________________________________________ _______________________________________________________________ Assinatura:____________________________ Prof. (a):________________________________________________________ Titulação:_______________________________________________________ _______________________________________________________________ Assinatura:___________________________ 4 Primeiramente a Deus, pela coragem e força durante todos estes anos de caminhada em realização deste sonho e que não me deixou desistir nos momentos mais difíceis. Com muito carinho a toda minha família, e de um modo especial a minha avó Maria que sempre esteve rezando e torcendo para que tudo ocorresse bem em todo o percurso desta caminhada, também dedico aos meus avós que não estão presentes em físico mais em coração compartilham esta minha alegria, aos meus pais Rosa e Wilson que sempre fizeram o possível para que este sonho pudesse ser concretizado, ao meu irmão Helder que esteve durante todo o período comigo e conclui junto a mim este trabalho. A todos os meus amigos que sempre estiveram ao meu lado nas horas tristes e felizes e aos colegas de sala pela acolhida recebida e pela grande amizade criada nesse período de minha vida. Enfim, a todos que de alguma forma tornaram este caminho mais fácil de ser percorrido. Muito obrigada a todos! Bárbara Miucci Nadeo 5 A DEUS E A MINHA QUERIDA FAMILIA Meu Pai Wilson, Minha Mãe Rosa, Minha Avó Maria e meu Avô Anésio (in memorian), meus Avós Isolina e Wilson (ambos in memorian) e Minha Irmã Bárbara. Dedico primeiramente á Deus, por estar sempre ao nosso lado em todos os momentos de nossas vidas, principalmente nestes quatro anos que se passaram, nos unindo cada vez mais com coragem, força, paz e tranqüilidade. Para aqueles que não estão mais entre nós, mas que sempre estarão em meu coração por toda a vida e compartilhando este momento de alegria.Cada dia de vida acontece como se todos os dias, escrevêssemos numa pagina de um grande livro em branco, tudo que vivemos, aprendemos e sonhamos! Vocês todos fazem parte deste meu caminho agora, parte já escrito por carinho, amor, compreensão e companheirismo familiar, com vocês, pude aprender ser uma pessoa de bem! As grandes vitórias não existem sem estruturas grandiosas, assim posso dizer que vocês todos fazem parte do meu alicerce desta surpreendente roda da vida. AMO TODOS VOCÊS! AS MINHAS PARCEIRAS Bárbara (minha irmã) e Patrícia Foram muitos os obstáculos que enfrentamos ao logo desses quatro anos de estudo. Mas até que enfim vencemos, pela dedicação, persistência e otimismo. Posso dizer então que valeu a pena! A MINHA NAMORADA (Angélica) Eu e Você há nada mais, que tudo. Eu e você nos bastamos por sentir. O mundo inteiro poderia parar e nos aplaudir. Pois dançamos muito bem, não erramos nem um passo que a vida nos ensinou, e que o amor aprovou. Agora somos eu e você, para escrever uma nova história. Juntos tudo parece perfeito, tudo se completa. Tudo vai ficando mais fácil e vamos seguindo em frente nesta nova historia que se escreve, neste nosso coração. E o que nós temos de melhor: AMOR E COMPANHEIRISMO. Tudo é lindo e maravilhoso Quando se diz: Eu e você! AMO VOCÊ AOS MEUS AMIGOS E COLEGAS DE TURMA Os amigos talvez fossem criados para nos alegrar em dias de tristeza , para nos oferecer apoio e nós fazer sorrir! Tudo isso aconteceu, vocês me fizeram conhecer uma nova página da vida, a página da alegria incondicional, onde a amizade nos fazer ser feliz! A NOSSA ORIENTADORA MARIS Ser professor é ser transmissor de verdades, de inverdades... É ser cultivador de amor, de amizades. Ser convicto de acertos, de erros. Ser construtor de seres, de vidas. Ser edificador. 6 A TODOS OS PROFESSORES Professor é aquele que carrega no peito o orgulho de educar, armazena o conhecer, guarda no coração, o pesar de valores essenciais para a felicidade dos “seus”. Possuidor de potencialidades. Faz daqueles que buscam ainda seus caminhos, acreditar em si mesmos e seguir em frente, nos leva a novos horizontes. “TODOS PRECISAMOS DE VIDA, A VIDA SE RESUME EM FAMILIA, AMIZADE E AMOR” Helder Miucci Nadeo 7 A DEUS Pois sem ele nada teria se concretizado, nos ajudando a vencer todas as dificuldades que tivemos ao longo destes quatro anos, nos abençoando e dando forças para seguir em frente. Obrigada por me ajudar a conquistar mais um sonho em minha vida! PAIS E FAMÍLIA Aos meus pais imensamente, pois sem eles este sonho não teria se tornado realidade sempre com muita compreensão nos momentos difíceis e também participando de todos os momentos felizes. Em especial ao meu filho João Pedro que é minha maior motivação e alegria para seguir em frente mesmo diante dos obstáculos. Ao meu marido Fabrício que sempre soube compreender e me ajudar a concretizar este trabalho. À minha irmã Débora que amo tanto e não mediu esforços sempre me ajudando a vencer as dificuldades. Obrigada a todos, AMO VOCÊS!! AOS AMIGOS As amizades que foram construídas durante estes quatro anos vão ficar para sempre em nossos corações, todos os momentos vividos juntos e dificuldades compartilhadas, além de momentos de alegria e felicidade! Valeu a pena, abraços a todos!! AO GRUPO DE MONOGRAFIA Bárbara e Helder Muitos foram os obstáculos vencidos para chegar até aqui, mas graças a nossa persistência e dedicação, conseguimos concluir mais esta etapa em nossas vidas. Só nós sabemos o tamanho da felicidade e satisfação que estamos sentindo neste momento! Abraços! A ORIENTADORA MÁRIS E A TODOS OS PROFESSORES Agradeço a todos pelos conhecimentos transmitidos sempre com muita dedicação, para que pudéssemos nos transformar em bons profissionais, e a nossa orientadora Máris por toda atenção e dedicação aplicadas para que conseguíssemos realizar um bom trabalho! Obrigada a todos! Patrícia de Moraes Laurindo 8 AGRADECIMENTOS A DEUS Agradecemos primeiramente a Deus por nos conceder a chance de conquistarmos mais uma etapa de nossas vidas. Nos momentos de dificuldades exaustivas encontradas pelo caminho, lá estava a sua presença para nos amparar e não nos deixar desistir. Obrigado, Senhor, por todo o bem que nos concedeu. AOS FAMILIARES Por toda a dedicação e amor demonstrados, sendo compreensivos, dando carinho, ajudando nos momentos mais difíceis, sempre nos ensinando o caminho da ética , honestidade e dignidade para tornarmos pessoas responsáveis e capazes para realizarmos nos sonhos. AOS MESTRES E ORIENTADORES Aos mestres que nos dedicaram seus conhecimentos, nos ensinando, apoiando e transmitindo informações necessárias para chegarmos até aqui, nosso eterno agradecimento. Em especial as nossas orientadoras Profª. M. Sc. Máris de Cássia Ribeiro Vendrame, pelo empenho que demonstrou em sua disponibilidade e a Profª.Esp. Ana Beatriz Lima , sempre demonstrando a melhor forma de realização do nosso trabalho, também pelo tempo que dedicaram em nos atender, sobretudo, pela amizade com que sempre nos receberam, nos ensinando a crescer profissionalmente. Pessoas estas que nos aconselharam e nos ensinaram muitas coisas neste período em que estivemos juntos, não nos deixando desistir ou nos abalar com qualquer obstáculo. O nosso muito obrigado a elas! À EMPRESA Agradecemos ao Sr. Ivo Pires do Prado, por ter nos aberto as portas do Beef Shoopiing e por ter transmitido as informações necessárias para a elaboração do nosso trabalho de conclusão de curso, que contribuirá muito para a nossa formação acadêmica e profissional. BÁRBARA, HELDER E PATRÍCIA 9 RESUMO O comportamento do cliente é definido como as atividades físicas e mentais realizadas por clientes de bens de consumo e industriais que resultam em decisões e ações, principalmente em como comprar e utilizar produtos e serviços, bem como pagar por eles. As pessoas podem assumir muitos papéis e grande variedade de atividades na definição de comportamento do cliente. Empresas de todo o mundo estão reconhecendo a importância de entender o comportamento do cliente como uma chave para seu sucesso. A medida que nos aproximamos da virada do século, entender o cliente será a chave para o sucesso empresarial. Esse é o primeiro passo na direção de enfrentar os desafios do estimulante mundo dos negócios. O propósito dos negócios é criar e manter clientes satisfeitos, embora as empresas tenham que ganhar dinheiro, não é um objetivo e sim uma necessidade, e na realidade o resultado final é um efeito desejável, de se obter um cliente satisfeito. O perfil do consumidor pode ser delineado por diversos fatores, pois cada um deles é dotado de personalidade, o que diferencia nas escolhas dos produtos, pois alguns consumidores têm maior atração por determinado tipo de produto do que outros. O que para algumas pessoas podem ser imprescindíveis, para outros pode ser dispensado. O consumidor tem uma percepção da realidade tão diferenciada quanto as pessoas têm da vida. Algumas percebem com agrado e interesse determinadas propagandas e ofertas, enquanto outros as consideram ridículas e as desprezam. O consumidor, em função de sua renda também é inserido em diferentes classes sociais. Essa diferença implica em diferentes opções de compra, e também diferentes em comportamentos de consumo. O que todas as organizações desejam alcançar é o melhor entendimento do comportamento do consumidor. Assim, seria possível aumentar as vendas, bem como o nível de satisfação da clientela. Diante disto, foi realizada uma pesquisa no Beef Shopping uma empresa que valoriza e busca sempre fidelizar seus clientes. O objetivo da pesquisa é verificar o comportamento do consumidor em boutique de carne bem como descrever o seu perfil. Palavras-chave: Perfil. Consumidor. Boutique de carne. 10 ABSTRACT The behavior of the customer is defined as physical and mental carried out by customers of consumer goods and industrial products which result in decisions and actions, mainly how buy and use products and services, as well as payable by them. People can take many papers and great variety of activities in the definition of behavior of the customer. Undertakings in the world are recognizing the importance to understand the behavior of the client as a key to success. As we approach the turn of the century, understand the client will be the key to success. That is the first step in the direction to face the challenges of stimulating the business world. The purpose of business is to create and maintain satisfied customers, although the companies have to earn money, is not a goal but a need, and indeed the final result is a desirable effect, to obtain a customer satisfied. The profile of the consumer can be delineated by various factors, because each of them is personality, which differentiates the choices of the products, because some consumers have greater attraction for a given type of product than others. For some people may be essential, others can be dispensed with. The consumer has a perception of reality as differentiated as the people have of life. Some perceive with pleasure and interest certain campaigns and offers, while others consider ridiculous and ignore. The consumer, in the light of their income is also inserted in different social classes. This difference implies different options, and also different in consumer behavior. That all organizations want to achieve is a better understanding consumer behavior. Thus, it would be possible to increase sales, as well as the level of satisfaction of the clientele. In the face of this, was carried out a search in Beef mall, a company that values and always seek the fidelity of their customers. The objective of research is to verify the behavior of consumers at boutique of meat and describe the profile. Keywords: Profile. Consumer. Boutique meat. 11 LISTA DE FIGURAS Figura 1: Visão geral da empresa.................................................................. 19 Figura 2: Trajetória do crescimento............................................................... 22 Figura 3: Comapi Agropecuária.................................................................... 24 Figura 4: Marcas de Higiene e beleza......................................................... 24 Figura 5: Bracol EPIS produtos de proteção individual................................ 25 Figura 6: Contern Construções..................................................................... 26 Figura 7: Infinity bio-energy…………………………………………................ 26 Figura 8: Beef Shopping…………………………………………………......... 35 Figura 9: Trajetória empresa........................................................................ 36 Figura 10: slogan Beef Shopping................................................................. 37 Figura 11: linha Apeti Bertin......................................................................... 38 Figura 12: Beef Shopping Riberão Preto...................................................... 38 Figura 13: Organograma da empresa.......................................................... 39 Figura 14 :layout da empresa....................................................................... 40 Figura 15: Painel de promoções................................................................... 40 Figura 16: Panfleto de ofertas....................................................................... 41 Figura 17: Degustação.................................................................................. 41 Figura 18: Bolsas personalizadas................................................................. 42 Figura 19: Pirâmide das necessidades de Maslow....................................... 52 Figura 20 – Etapas do processo de decisão de compra do consumidor..... 54 LISTA DE QUADROS Quadro 1: Trajetória Grupo Bertin................................................................. 22 Quadro 2: Trajetória Grupo JBS S/A............................................................. 28 Quadro 3 – Fatores de influencia no processo de decisão de compra.......... 46 12 LISTA DE TABELAS Tabela 1: Gênero e Idade.............................................................................. 66 Tabela 2: Escolaridade.................................................................................. 68 Tabela 3: Consome carne bovina?................................................................ 69 Tabela 4: Distância da Boutique.................................................................... 70 Tabela 5: Opção de embalagem do produto................................................. 71 Tabela 6: Tipo de prato que prefere preparar com a carne bovina comprada?..................................................................................... 72 Tabela 7: Você se considera informado sobre carnes vendidas clandestinamente?......................................................................... 72 Tabela 8: Que alimento melhor substitui a carne bovina?............................. 73 Tabela 9: Quantidades de carnes ( kg) consumidas por semana................. 75 Tabela 10: Quantidade de carne alternativa (kg) consumidas por semana....................................................................................... Tabela 11: Que tipo de carne você consome com mais freqüência?............ 77 78 Tabela 12: Indique em 1ª 2ª e 3ª lembranças o que indica a qualidade da carne bovina........................................................................... 79 Tabela 13: Em relação à gordura da carne bovina, qual a preferência?....... 80 Tabela 14:Verificação da procedência da carne que adquire........................ 81 Tabela 15: Apontar as 3 razões mais importantes para consumir (C) e não consumir (NC) carne bovina......................................................... 82 Tabela 16: Apontar de 1 (menos importante) a 5 ( mais importante) os atributos de maior importância na hora de comprar carne bovina......................................................................................... LISTA DE ABREVIATURAS PPCDAM: Plano Nacional de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia PVC: Poli Cloreto de Vinila CSI: Certificado Sanitário Internacional SIF: Serviço de Inspeção Federal 83 13 SUMÁRIO INTRODUÇÃO............................................................................................... 17 CAPÍTULO I – EVOLUÇÃO DO GRUPO BERTIN........................................ 19 1 ORIGEM...................................................................................... 19 1.1 Localização e Evolução das atividades....................................... 19 1.2 Gestão Sócio Ambiental............................................................. 22 1.3 Divisão de Negócios................................................................... 23 1.3.1 Comapi Agropecuária.................................................................. 24 1.3.2 Comapi Agropecuária................................................................. 24 1.3.3 Bracol Equipamentos de Proteção Individual (EPIS)................. 25 1.3.4 Contern Construções.................................................................. 26 1.3.5 Infinity Bio-energy....................................................................... 26 1.4 Missão......................................................................................... 27 1.5 Visão............................................................................................ 27 1.6 A JBS-Friboi................................................................................ 27 1.6.1 Divisão de negócios JBS............................................................. 28 1.6.1.1 Carnes......................................................................................... 29 1.6.1.2 Lácteos........................................................................................ 29 1.6.1.3 Couros......................................................................................... 30 1.6.1.4 Produtos Pet................................................................................ 31 1.6.1.5. Higiene e Limpeza....................................................................... 31 1.6.1.6 Fábrica de latas........................................................................... 31 1.6.1.7 Colágeno..................................................................................... 31 1.6.1.8 Biodiesel...................................................................................... 32 1.6.1.9 Transportadora............................................................................ 32 1.6.1.10 Vegetais...................................................................................... 32 1.6.1.11 Infinity Bio-energy. ...................................................................... 33 1.6.1.12 JBS X Responsabilidade Social.................................................. 33 1.6.1.13 Parcerias Sustentáveis................................................................ 34 1.6.1.14 Fusão Bertin S/A X JBS-Friboi............................................................. 35 1.7 O Beef Shopping......................................................................... 35 14 1.7.1 Organograma.............................................................................. 39 1.7.2 Layout......................................................................................... 40 1.7.3 Estratégias de Marketing............................................................. 41 CAPÍTULO II – O PERFIL DO CONSUMIDOR............................................. 43 2 UMA ABORDAGEM AO CONSUMIDOR.................................... 43 2.1.1 Cliente......................................................................................... 43 2.1.2 Consumidor................................................................................. 43 2.2 Comportamento do cliente X Comportamento do consumidor.................................................................................. 44 2.2.1 Comportamento do cliente.......................................................... 44 2.2.2 Comportamento do consumidor.................................................. 44 2.3 Fatores que influenciam o comportamento do consumidor..... 46 2.3.1 Fatores culturais.......................................................................... 47 2.3.2 Subcultura................................................................................... 47 2.3.3 Classe social............................................................................... 47 2.3.4 Fatores sociais............................................................................ 47 2.3.5 Grupos de referência................................................................... 48 2.3.6 Família......................................................................................... 48 2.3. 7 Papéis e posições sociais........................................................... 48 2.3.8 Fatores pessoais......................................................................... 48 2.3.9 Idade e estágio do ciclo de vida.................................................. 49 2.3.10 Ocupação.................................................................................... 49 2.3.11 Condições econômicas............................................................... 49 2.3.12 Estilo de vida............................................................................... 49 2.3.13 Personalidade............................................................................. 50 2.3.14 Fatores psicológicos................................................................... 50 2.3.15 Motivação................................................................................... 50 2.3.16 Percepção................................................................................... 50 2.3.17 Aprendizagem............................................................................. 51 2.3.18 Crenças e atitudes...................................................................... 51 2.4 Processo de decisão de compra................................................. 52 2.4.1 Etapas do processo de decisão de compra................................ 54 15 2.4.1.1 Reconhecimento do problema.................................................... 54 2.4.1.2 Busca de informação................................................................... 54 2.4.1.3 Avaliação de alternativas............................................................ 55 2.4.1.4 Decisão de compra..................................................................... 55 2.4.1.5 Comportamento pós-compra....................................................... 55 2.4.2 Compra por impulso.................................................................... 56 2.4.2.1 Impulso racional.......................................................................... 57 2.4.2.2 Impulso de compra. Sem ele nenhum produto sobrevive......... 58 2.4.3 Comportamento pós-compra....................................................... 60 2.4.4 Satisfação pós-compra................................................................ 60 2.4.5 Ações pós-compra...................................................................... 61 2.5 Qualidade da carne bovina......................................................... 61 2.6 Satisfação do cliente: a razão dos negócios............................... 63 2.6.1 Orientação para o cliente............................................................ 63 CAPÍTULO III – A PESQUISA....................................................................... 65 3 INTRODUÇÃO............................................................................ 65 3.1 Relato e discussão sobre o comportamento do consumidor de carne bovina no Beef Shopping. ................................................ 66 3.1.1 Coleta de Dados......................................................................... 66 3.1.2 Análise dos resultados................................................................ 66 3.1.2.1 Gênero e idade............................................................................ 66 3.1.2.2 Escolaridade............................................................................... 68 3.1.2.3 Consome carne bovina? ............................................................ 69 3.1.2.4 Distância em quadras da Boutique............................................. 70 3.1.2.5 Embalagens dos Produtos.......................................................... 71 3.1.2.6 Tipo de prato preferido para preparo da carne bovina................ 71 3.1.2.7 Preocupação do consumidor quanto a origem da carne............. 72 3.1.2.8 Alimentos que melhor substituem a carne bovina....................... 73 3.1.2.9 Quantidades de carnes consumidas por semana em Kg........... 75 3.1.2.10 Quantidade de carne alternativa consumida por semana em Kg................................................................................................ 77 3.1.2.11 Carnes consumidas com mais freqüência.................................. 78 3.1.2.12 Indicadores de qualidade da carne bovina................................. 78 16 3.1.2.13 Preferência da gordura na carne bovina.................................... 80 3.1.2.14 Procedência da carne bovina adquirida...................................... 80 3.1.2.15 Razões para consumir e não consumir carne bovina................. 81 3.1.2.16 Atributos importantes na compra da carne bovina...................... 82 3.2 Parecer final sobre o caso........................................................... 84 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO.................................................................. 86 CONCLUSÃO................................................................................................ 87 REFERÊNCIAS............................................................................................. 88 APÊNDICES.................................................................................................. 90 ANEXOS........................................................................................................ 94 17 INTRODUÇÃO Cada vez mais está evidente a necessidade de entender o comportamento do consumidor, as organizações devem preocupar-se em voltar suas atenções para o mercado, utilizando-o como ponto de referência para todas as decisões estratégicas. O conhecimento das preferências e o comportamento dos consumidores de carne bovina podem favorecer o estabelecimento de estratégias de marketing que influenciem positivamente a sua decisão de compra. Conhecer o comportamento do consumidor de carne bovina em boutique de carne torna-se uma opção estratégica para fundamentar a melhoria do atendimento das necessidades e desejos dos consumidores. Os consumidores atualmente se deparam com a necessidade e preferências que não são as mesmas para todos, pois cada um prefere aquilo com que mais se identifica. Todo ser humano tem seu lado consumidor, onde tem suas motivações para conseguir as coisas que ambiciona, a conquista de determinados espaços, além da realização pessoal. Há vários tipos de consumidores, alguns compram por desejos, outros por necessidades, ou seja, cada consumidor possui um perfil que varia de pessoa para pessoa. Diante disto, os objetivos destacados no trabalho são: Descrever a evolução histórica do Beef Shopping de Lins, enfatizar e fundamentar teoricamente o comportamento do consumidor de boutique de carne destacando seu perfil e sua importância na decisão de compra. Durante a pesquisa exploratória surgiu o seguinte questionamento: O perfil do consumidor de boutique de carne pode ser delineado por quais tipos de atributos? Em resposta ao questionamento, foi colocado o pressuposto: Diante do perfil de cada consumidor nota-se que a empresa é freqüentada por clientes de classes variadas, desde comerciantes a simples consumidores, sendo atraídos por: bom atendimento, ambiente agradável, e o preço o qual é o atributo preferido do consumidor final. Para demonstrar na prática a veracidade da hipótese, foi realizada pesquisa de campo no Beef Shopping localizada no Parque Industrial, Via de 18 acesso Lins/ Getulina s/ nº empresa que atua no segmento alimentício. A pesquisa foi realizada durante o período de fevereiro a outubro de 2010, cujos métodos e técnicas estão descritos no capítulo III. O trabalho está estruturado da seguinte maneira: Capítulo I: Descreve a evolução histórica e demais aspectos do Beef Shopping. Capítulo II: Enfatiza conceitos de comportamento do consumidor e aborda o perfil de cada um em boutique de carne. Capítulo III: Expõe o resultado da pesquisa e o confronto entre a teoria e a pratica. Finalmente, a proposta de intervenção e a conclusão foram resultantes de uma comparação entre a teoria e a pratica apresentada pela empresa e constituem a parte final deste trabalho. 19 CAPÍTULO I EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO GRUPO BERTIN 1 ORIGEM A história da inserção da carne bovina no país se deu ao fato de que desde a colonização o gado sempre esteve presente no Brasil, principalmente na economia. O boi antigamente já foi utilizado como moeda de troca e foi trazido da África e Índia pelos portugueses ainda no século XVI. No entanto eram utilizados somente para alguns afazeres como preparo da terra para plantio, cultivo e carregamento de mercadorias, porém passou-se a ter utilidades nas mesas das famílias em 1950 quando em procura de alimento, em especial a carne bovina a população migrava do campo para as cidades iniciando a urbanização. Devido a este acontecimento os produtores e as industrias investiram em maior tecnologia para atender a grande demanda do momento, tornando a pecuária nacional de grande importância e uma das mais representativas do mundo. A família Bertin, de origem italiana, no inicio do século XX, instalou-se em fazendas destinadas ao cultivo de café, na região noroeste do estado de São Paulo. Após anos diversificaram suas atividades, dando inicio a criação de gado de corte. No início da década de 70, a segunda geração da família, liderada por um dos irmãos, Henrique Bertin, segundo filho de João Bertin, um pequeno pecuarista, deu seus primeiros passos em direção ao mercado coureiro, comprando couro e processando-o. 1.1 Localização e Evolução das atividades O início da atividade do pequeno frigorífico, localizado em Lins, no interior do estado, foi em 25 de abril de 1977, quando 70 funcionários levaram 20 o dia inteiro para abater apenas 14 animais. Atualmente, o grupo abate 900 cabeças por dia (dado atualizado). Por mês, a soma de todas as unidades é em media 120 mil cabeças. Fonte: Grupo Bertin, 2010 Figura 1: Visão geral da empresa Em 1981 aos 35 anos, Henrique morreria tragicamente em um acidente aéreo. A partir de então, o negócio passou a ser gerenciado por seus cinco irmãos: Reinaldo, Natalino, João, Fernando e Silmar. Juntos eles implantaram um modelo de produção único no país. Antigamente, a empresa era modesta, com uma estrutura menor, as carnes comercializadas eram somente: charque, carne seca salgada e desidratada e peças inteiras do dianteiro e traseiro do boi. Com o passar do tempo o cliente passou a exigir mais variedades de produtos o que fez com que os empresários deveriam correr atrás de investimentos para atender a estes novos clientes. Entre a década de 80 e 90, houve uma grande evolução no setor, desde as melhorias no campo, por meio do aprimoramento genético até o crescimento das indústrias frigoríficas. Apos dois anos a empresa fez uma ampliação que, até então, seria a primeira em seu estabelecimento, incluindo uma sala de 21 desossa. Começava então a distribuição de cortes de carnes embaladas separadamente, antes mesmo desta prática se tornar uma exigência sanitária. Os produtos Bertin são reconhecidos no mundo todo pela qualidade oferecida. A empresa conquistou o mundo internacional devido à competência, qualidade e seriedade no trabalho garantindo sabores incomparáveis. O primeiro país estrangeiro a apreciar carnes brasileiras da empresa Bertin foi Israel, que comprou de uma só vez U$$ 520.000 dólares. Para chegar a região, o frigorífico teve que se adaptar a algumas regras do judaísmo ortodoxo,ou seja, no momento em que os animais são mortos, há sempre um rabino presente para orar . Os sacerdotes observam todo o processo e fiscalizam o tratamento dado aos animais. Se os bois mugem durante a agonia não são comprados. O lema do Bertin é aproveitar o máximo possível o que cada boi possa oferecer. Iniciando suas atividades no segmento de agroindústria a partir de 2003, a companhia também expandiu suas operações para os setores de infraestrutura e energia. As empresas da Família Bertin vem alcançando o lugar mais alto do mercado, devido a sua dedicação, trabalho com seriedade, confiança no que faz, buscando tecnologias para melhor evolução, produtos de qualidade, entre diversos outros requisitos. (continuação) TRAJETÓRIA GRUPO BERTIN ANO EVOLUÇÃO DA EMPRESA 1977 Inicio das atividades da empresa, com a fundação do primeiro frigorífico em Lins, (SP). 1985 Implementação da unidade para beneficiamento de couros, em Lins; 1989 Começo do processo de sebo bovino e massa base, além da produção de sabão em barra; Equipamentos de proteção individual, com a marca Bracol, passam a 1996 ser confeccionados. No mesmo ano o Grupo instala a fabrica de produtos PET; 1998 Fundação da Bracol sistema de higienização; 2003 Criação da divisão Infra-estrutura com participação no ramo de concessões de rodovias, saneamento básico e energia elétrica; 22 (conclusão) 2004 Ingresso no segmento de cosméticos, com a aquisição da marca OX; 2006 Aquisição de planta no Uruguai( Bertin alimentos) e construção de outra na China para couros; 2007 Inauguração da usina de biodiesel, pelo Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva; 2008 Grupo Bertin vira S.A; 2009 Fusão Bertin S/A X JBS; 2010 Implantação e adaptação do sistema administrativo da JBS. Fonte: Autores, 2010 Quadro 1: Trajetória Grupo Bertin Fonte: Grupo Bertin ,2010 Figura 2: Trajetória do crescimento 1.2 Gestão Sócio Ambiental O compromisso da empresa com o desenvolvimento da cadeia produtiva de bovinos no Brasil está aliado a preservação dos recursos naturais. As ações da empresa são baseadas no compromisso de administrar os negócios de forma integrada com a responsabilidade ambiental e social. Para isso são feitos investimentos permanentes em iniciativas que minimizem os possíveis 23 impactos resultantes das atividades do grupo, buscando ser uma referência no setor, obedecendo às leis trabalhistas, ambientais, fiscais e todas as outras referentes às atividades da empresa. O grupo investe na qualificação de seus pecuaristas, priorizando o bem – estar dos animais e a sua procedência, verificando no ato da compra a origem do animal, checando junto às listas do Ministério do Trabalho e Emprego, onde condenam as práticas semelhantes à escravidão, não se efetivando qualquer compra caso esteja figurando em algumas delas, caso ocorra o fornecedor será descredenciado. As unidades também possuem licenças ambientais e controle de suas operações, como: descartes de resíduos, coleta seletiva, tratamento de efluentes, uso racional de energia, entre outros, cada um respeitando as características fabris de cada divisão. Em relação à gestão socioambiental, o grupo foi um dos pioneiros em evolução permanente de sustentabilidade, direcionada as suas unidades industriais, as comunidades vizinhas e a sua cadeia produtiva. O compromisso da empresa é com o desenvolvimento e o respeito com o meio ambiente. A empresa também está de acordo com o Plano Nacional de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia (PPCDAM), que cumpre o Decreto 6.514 o qual proíbe adquirir, intermediar, transportar ou comercializar produto ou subproduto de origem animal ou vegetal produzido sobre área objeto de embargo, integra-se no o Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, promovido pelo Instituto Ethos, e utiliza-se das informações disponibilizadas por órgãos como o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para certificar que o produtor não usufrui de terras griladas. 1.3 Divisão de Negócios O grupo é focado em varias divisões de negócios como: agropecuária, cosméticos, equipamentos de proteção individual, higiene e limpeza, higienização industrial e infra-estrutura. 24 1.3.1 Comapi Agropecuária Fonte: Grupo Bertin,2010 Figura 3: Comapi Agropecuária Pode-se citar na agropecuária a Comapi, onde investe na criação de gado de corte e também no melhoramento genético. Criado a pasto, os bois passam por um processo de implantação de brincos para rastreamento onde permite o acompanhamento de toda a vida do animal e garante um rígido controle sanitário. A Comapi trabalha com gado próprio e de terceiros, desde 1999 desenvolvendo produtos de excelência de acordo com a demanda de cada mercado. 1.3.2 Higiene e beleza Fonte : Grupo Bertin, 2010 Figura 4: marcas de Higiene e beleza Na área de Higiene e beleza, fornecem matéria-prima para pequenas, médias e grandes empresas, além de fabricar e comercializar um mix de produtos que inclui sabão em barra, desinfetante, lava louça, amaciante, lava roupa, multiuso, limpa vidro, limpeza perfumada e limpeza pesada. 25 São realizadas pesquisas em laboratórios de novas fórmulas, versões e embalagens,fragrâncias,trazendo assim inovações que oferecem mais praticidade e valor agregado aos consumidores. OX, Phytoderm,Capi, Neutrox Vida, karina, Elle Ella, Kolene e Francis ,esta divisão tem como objetivo trazer substancias que melhor atendem os cuidados diários com o corpo e os cabelos, ao todo são 445 itens, entre shampoos, condicionadores, cremes corporais, protetores solares, desodorantes e sabonetes, além de uma linha completa de perfumaria. A OX, que em 2005 completou dez anos de mercado no grupo Bertin, é a marca que representa a divisão cosmética. A empresa busca na natureza o melhor que pode oferecer em qualidade e necessidade de seus consumidores. 1.3.3 Bracol Equipamentos de Proteção Individual (EPIS) Fonte: Grupo Bertin, 2010 Figura 5: Bracol EPIS produtos de proteção individual O grupo na parte de equipamento de proteção individual possui a marca Bracol onde é lembrada quando se trata de luvas de segurança e calçados, e estes que seguem normal técnicas internacionais e nacionais de proteção e bem estar de seus funcionários e prestadores de serviços. Seus produtos são confeccionados em couro e também em PVC ( Poli Cloreto de Vinila). Em suas fábricas, localizadas em Lins (SP) e Castanhal (PA), com cerca de 36 mil m² de área construída, são produzidos anualmente mais de 10 milhões de pares de calçados de segurança e botas de PVC, além de luvas de proteção. Seus produtos são comercializados em todo o Brasil e exportados para as Américas do Sul e Central, África e Oriente Médio. 26 1.3.4 Contern Construções Fonte: Grupo Bertin, 2010 Figura 6: Contern Construções O grupo ao se tratar de infra-estrutura pode-se destacar a empresa Contern que ao longo dos anos acumulou conhecimento na área de construções civil para empreender em negócios próprios e de terceiros. Por meio desta empresa o Bertin em infra-estrutura urbana, desempenha nos segmentos rodoviários , aeroportuários, portuários de energia e de saneamento e em edificações para industrias. 1.3.5 Infinity Bio-energy Fonte: Grupo Bertin, 2010 Figura 7: Infinity bio-energy A infinity Bio-energy é o mais novo negocio do Grupo Bertin, empresa esta produtora de álcool e etanol, com usinas distribuídas no Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Bahia. Este novo investimento se deu devido a Empresa Bertin considerar que combustíveis renováveis e limpos, como o etanol, ganharão espaço na economia mundial cada vez mais. 27 1.4 Missão Sua missão é agregar valor, fomentar desenvolvimento e fortalecer a relação com os diversos públicos – clientes, fornecedores, parceiros, investidores, imprensa, órgãos públicos, colaboradores e comunidade. 1.5 Visão Todos os setores do Bertin compartilharam uma visão comum no que se referem aos investimentos contínuos em qualidade, tecnologia, pesquisas, capacitação das equipes do trabalho, logística, processo de gestão e estratégia mercadológica, ações sociais e ambientais nas localidades onde o grupo está inserido. 1.6 A JBS- Friboi A empresa JBS – Friboi de produção e comercialização de carne e outros alimentos foi fundada em 1953 como Casa de Carne Mineira por José Batista Sobrinho em Anápolis-Go, onde comprava bois para vender aos frigorificos.Devido a qualidade do produto em apenas um mês ele se torna marchante (profissional que abate e vende gado para açougues), exclusivo de Anápolis. (continuação) TRAJETÓRIA GRUPO JBS S/A ANO EVOLUÇÃO DA EMPRESA Com a inauguração de Brasília percebe a oportunidade de expansão do negócio com ajuda de cinco funcionários ele estabelece um dos primeiros 1957 abatedouros da região, onde passaram a abater de 25 a 30 bois por dia e 28 (conclusão) fornecer carne bovina para as construtoras que erguiam a futura capital. Zé Mineiro aluga um abatedouro em Luziânia, situada a 50 km de Brasília, e a produção é elevada para cerca de 55 bois por dia. Inicia-se a 1962 comercialização com os açougues que nasciam na cidade. O Matadouro Industrial de Formosa é comprado. Com os investimentos, de 40 abates por dia, eles passaram a 120 cabeças apenas nesta localidade. Neste mesmo ano, Zé Mineiro e seus irmãos pensam em batizar a empresa. 1969 É quando um fornecedor de equipamentos e amigo, Mário Nassiute, sugere Friboi. Com o objetivo de deixar a categoria matadouro de lado e entrar em frigoríficos, o nome é aceito. 1970 Para fortalecer a identidade da empresa, a logomarca é criada por um pintor catalão chamado Wilson. 1997 Iniciam-se as exportações de carne in natura. A Unidade Barra dos Garças (MT) é adquirida, com opção de compra do Frigorífico Mouran, em Andradina (SP), que foi oficializada nesta data. A 1999 cidade tornou-se o marco na expansão para São Paulo. O Friboi inova e cria a frota de busca, que permite levar 42 bois por unidade, 2000 permitindo aumentar a produção e preservar a qualidade e característica do produto durante sua distribuição. 2003 É criada a Transportadora de Andradina, da Divisão de Transportes do Grupo. 2005 O Grupo adquire a Swift Argentina, tornando-se a primeira multinacional brasileira do setor de carnes. A empresa deixou de ser Ltda para se tornar S/A. E não se chama mais 2006 Friboi, já que passou a atuar em diversos mercados, e sim JBS, iniciais do fundador, José Batista Sobrinho. 2009 O Grupo JBS se uniu com o Grupo Bertin S/A se tornando a maior empresa de proteína animal do mundo; O Grupo JBS começa seu processo de implantação e adaptação do seu 2010 sistema administrativo nas empresas adquiridas. Fonte : Autores, 2010 Quadro 2: Trajetória Grupo JBS S/A 1.6.1 Divisão de negócios JBS A JBS está presente nos segmentos de carne bovina, suína, ovina e de aves, lácteos e derivados, produção e comercialização de couros, produtos 29 para animais domésticos, higiene e limpeza, latas, colágeno, biodiesel, transportes e vegetais. 1.6.1.1 Carnes Além de carne in natura em diversos cortes, a companhia fabrica grande variedade de produtos industrializados que usam a carne bovina, suína, ovina e de aves como matéria-prima: são carnes enlatadas, beef jerky, supergelados, pratos prontos, entre outros. A JBS investe na qualificação de seus pecuaristas e estabelece um conjunto de critérios para credenciamento de fazendas. A empresa é auditada pelo Ministério da Agricultura do Brasil e frequentemente recebe missões de diversos países. Todas as plantas de processamento de carne são credenciadas pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). As destinações de matéria-prima das diferentes origens para os diferentes mercados são regidas por normatização do SIF. No caso de matériaprima para exportação, é emitido um Certificado Sanitário Internacional (CSI) e, para as transferências de mercado interno, uma Guia de Trânsito (GT), sem especificação de habilitação. Os mercados da União Européia e EUA têm regulamentação própria dentro do SIF, onde os controles são mais estritos ainda. 1.6.1.2 Lácteos Para crescer e conquistar mercado, as atividades na JBS estão baseadas em inovação, distribuição e comunicação adequada de cada uma de suas marcas. A divisão Lácteos comercializa produtos de alto valor agregado, como iogurtes, queijos, margarinas e sobremesas, com as marcas Vigor, Leco, Danubio, Faixa Azul, Serrabella, Amélia, Franciscano, Carmelita e Mesa. São aproveitadas a sinergia e a experiência da companhia nas 30 exportações de carnes e couros, para comercializar derivados do leite fora do Brasil. Para a JBS, qualidade é sinônimo de respeito ao consumidor. A companhia desenvolve, produz e distribui produtos inovadores, seguros e de excelência. Além de aprimorar continuamente os processos e cumprimento das exigências legais e diretrizes internas relacionadas ao produto e ao negócio. Para garantir a segurança alimentar, as plantas seguem as normas de Boas Práticas de Fabricação (BPF), possuem ISO 9001 e certificação da Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle (HACCP). 1.6.1.3 Couros A JBS é a maior exportadora brasileira de couros e conta até o presente momento com 10 unidades industriais no País e uma no exterior (China). Produzem couros nos estágios wet blue, semi-acabado e acabado, para os setores de calçados, automobilístico, moveleiro e de artefatos. Acompanhar as tendências mundiais, avaliar as expectativas dos mercados em que atua e personalizar os produtos e serviços, de acordo com as especificações dos clientes, são algumas das estratégias de negócios. 1.6.1.4 Produtos Pet As atividades no segmento pet foram iniciadas em 1996, com o aproveitamento dos subprodutos bovinos produzidos pela companhia. Desde então, a divisão Produtos Pet tornou-se reconhecida internacionalmente pela qualidade dos mastigadores e snacks para cães e gatos produzidos. Atualmente, a JBS conta com quatro unidades industriais e capacidade produtiva de milhares de toneladas por ano. No Brasil, a divisão comercializa seus produtos sob a marca premium FunPet, composta por mais de 60 itens e sete linhas. 31 1.6.1.5 Higiene e Limpeza Com qualidade Premium, todos os produtos são elaborados com ingredientes especiais que garantem qualidade e desempenho. A divisão Higiene e Limpeza produz sabonetes e é líder nacional na produção de sebo bovino e massa base para pequenas, médias e grandes empresas do segmento. Com as marcas próprias, BioBriz e Lavarte, a JBS oferece produtos de limpeza para a casa e para roupas, como desinfetantes, sabão em barra, sabão em pó, amaciante, multiuso, limpeza pesada e lavalouça. 1.6.1.6 Fábrica de Latas A Fábrica de Latas foi instalada em 1994, inicialmente para atender às necessidades de acondicionamento da carne industrializada produzida pela divisão carnes. Gradativamente, essa unidade passou por atualizações tecnológicas e foi verticalizada, incorporando processos antes realizados por terceiros. Atua desde o corte de bobinas, passando pelo processo litográfico, até as linhas de montagem de latas. A lata de aço destaca-se por ser biodegradável, 100% reciclável e por dispensar conservantes, garantindo que o alimento mantenha suas propriedades naturais inalteradas. É leve, resistente e protege os alimentos por períodos superiores a dois anos, mesmo em condições adversas de clima, transporte e manuseio. 1.6.1.7 Colágeno A JBS produz e comercializa fibra natural de colágeno com a marca Novaprom. Esse ingrediente destina-se principalmente à indústria de alimentos, 32 sendo utilizado em produtos cárneos, lácteos, em bebidas preparadas e panificação. A empresa é pioneira no Brasil e líder mundial na fabricação de fibra natural de colágeno. A fibra de colágeno é uma proteína pura, nãodesnaturada, extraída das camadas internas da pele bovina, sendo uma ferramenta tecnológica. 1.6.1.8 Biodiesel A divisão de Biodiesel da companhia tem como matéria-prima óleos vegetais e gordura animal, comercializada sob a marca Brasbiodiesel. Totalmente automatizada, as plantas contam com um moderno sistema de produção e de análises laboratoriais para garantir a qualidade dessa alternativa energética e atender às normas nacionais e internacionais. A empresa ainda desenvolve pesquisas, por meio de parcerias, para medir o desempenho do biodiesel em sua utilização. 1.6.1.9 Transportadora A JBS possui uma eficaz estrutura de logística, desde a busca do gado, com caminhões de dois pavimentos, à distribuição de seus produtos pelo país e no transporte de contêineres aos portos para exportação. Sua frota é composta por modernos veículos e tem como objetivo garantir o cumprimento de metas e o compromisso da empresa com a qualidade do produto para consumo final. 1.6.1.10 Vegetais 33 Além de uma grande variedade de carnes, lácteos e outros produtos, a JBS, por meio das marcas Swift, Anglo e Bordon, produz e comercializa vegetais enlatados prontos para o consumo. Essas atividades iniciaram-se em 1991, na unidade de produção de Uberlândia - MG. Atualmente sua capacidade produtiva é de 3 milhões de latas por mês, entre milho verde em conserva, ervilha reidratada e seleta de legumes. 1.6.1.11 JBS X Meio Ambiente A empresa JBS- Friboi se preocupa com o aquecimento global, este assunto é uma pauta que está no topo da lista da agenda do grupo e também do mundo inteiro. O Brasil é um dos maiores produtores e fornecedores de alimentos do mundo, ocupa posição de destaque devido aos elevados investimentos em tecnologia e pesquisas nos ganhos de produtividade, e está cada vez mais associada a utilização sustentável dos recursos naturais. A JBS está preocupada e engajada na luta envolvendo as questões do meio ambiente. Neste cenário o grupo investe em modernas tecnologias, assumindo um papel de protagonismo nos setores em que atua. Em algumas unidades do Brasil já foram implementadas medidas com o objetivo de reduzir a emissão de gases do efeito estufa. Onde anteriormente havia lagoas anaeróbicas emitindo metano para a atmosfera, após as medidas, foram substituídas por um tipo de tratamento biodigestor com captura e distribuição do metano, ou ainda, por um tratamento de flotação físico-química com ar dissolvido, que evita assim, a geração de metano.Essas foram apenas algumas medidas, pois a JBS está empenhada nessa causa e não mede esforços quando o assunto é meio ambiente. 1.6.1.12 JBS X Responsabilidade Social 34 A JBS também preocupa-se com questões de responsabilidade social promovendo diversas atividades com o objetivo de criar uma rede de ações com fins sociais e culturais em comunidades onde atua. O grupo também apóia eventos culturais, entidades beneficentes seguem ministrando palestras sobre conscientização ambiental e produção sustentável. A empresa em 2009 criou o Instituto JBS com o objetivo de unificar as diversas iniciativas sociais já existentes nos trabalhos desenvolvidos pela mesma. As ações são dividas em quatro grandes áreas : educação, ambiente, comunidade e direitos humanos. Com o intuito de formar cidadãos muito bem preparados do ponto de vista humano e acadêmico, entre as ações realizadas, a empresa possui a Escola Germinare, que hoje representa uma das principais iniciativas do Instituto JBS, pois a empresa vê na educação o principal instrumento de transformação de qualquer sociedade, atua dentro de princípios consolidados , sempre buscando inovar e empreender para construir uma sociedade mais justa, seguindo padrões de ética e de qualidade. 1.6.1.13 Parcerias Sustentáveis O grupo possui parcerias sustentáveis com seus produtores e fornecedores , onde adota como conduta interna a avaliação dos mesmos, no que tange a critérios relacionados a qualidade, sustentabilidade, pontualidade e confiabilidade de seus serviços e produtos, visando assim garantir que a cadeia de carne bovina global seja sustentável em todos os aspectos e ofereça aos seus clientes finais um produto com procedência garantida e que respeita acima de tudo as boas práticas. Procura oferecer ao pecuarista diversas condições de comercialização do gado para que o fornecedor possa planejar antecipadamente suas vendas, facilitando as negociações e otimizando seus resultados. A política de relacionamento inclui um programa de visitas às unidades Industriais para acompanhamento da produção, bem como assessoria 35 para questões sanitárias, referentes à nutrição dos animais e às vendas do gado. 1.6.1.14 Fusão Bertin S/A X JBS-Friboi Depois de quase um ano de negociações as brasileiras JBS/Friboi e a Bertin S/A em meados do mês de setembro de 2009 foi anunciado a unificação das empresas,os dois frigoríficos são, respectivamente, os dois maiores do Brasil. Com a união dos gigantes da carne, cerca de 20% do abate do país ficará sob a nova empresa.A distribuição do capital é feita da seguinte forma: JBS ficou com 60% e a Bertin S/A com 40%. 1.7 O Beef Shopping Fonte: Autores,( 2010) Figura 8: Beef Shopping 36 O Frigorífico Bertin em 1995 com o intuito de melhor atender seus clientes, desenvolveu a idéia de venda direta ao consumidor criando o Beef Shopping Bertin. Era localizado onde atualmente é o monitoramento de segurança do Frigorífico JBS S/A. Com o passar do tempo, a demanda cresceu e o prédio tornou-se insuficiente para comportar o aumento das vendas tanto para atacado como varejo. Portanto, foi transferido para o Parque Industrial, via de acesso Lins/Getulina s/nº. A idéia inicial baseava-se apenas em ser um açougue diferenciado, onde as pessoas teriam os produtos já embalados, padronizados e sem manipulação dos cortes, mas apenas eram vendidos em embalagens com grandes quantidades (caixas). Fonte: www.bertin.com.br Figura 9: Trajetória empresa Percebendo maior procura e necessidade dos clientes por produtos com maior qualidade e atendimento diferenciado, a empresa buscou reestruturar seu estabelecimento. 37 A reestruturação envolveu: a) alterações na parte física do prédio com layout focado em despertar os desejos dos clientes , b) informatização do estabelecimento para agilizar o processo de compra e melhor controle, c) contratação de funcionários para atendimento aos clientes e manutenção da boa aparência do local, d) criação da marca Beef Shopping, com implantação do mascote FILÉ para reforçar nas promoções e ações desenvolvidas pelas empresa, e) uniformes padronizados para os funcionários de acordo com as datas especiais do ano e f) atuação de uma nova gerência para expansão da mesma. Fonte: grupo Bertin, 2010 Figura 10: slogan Beef Shopping Os produtos oferecidos possuem um grande diferencial em relação aos demais oferecidos no mercado. São produzidos especialmente para a venda no Beef Shopping com cortes especiais vendidos em embalagens a vácuo padronizadas e individuais, com controle de origem e datas de vencimento, sendo as carnes bovinas congeladas ou resfriadas. Para tornar-se uma loja mais completa também foram inseridos outros produtos como: aves, suínos, cordeiros, peixes, lingüiças, hamburguers, acompanhamentos para churrasco, dentre outros. bebidas, acessórios e 38 Fonte: www.bertin.com.br Figura 11: linha Apeti Bertin Atualmente existe uma rede de lojas próprias para a comercialização de carne bovina e outros produtos fornecidos por parceiros comerciais. No Beef Shopping Bertin, o cliente sente-se à vontade para escolher os itens de sua preferência, fazer degustação e, com a ajuda de profissionais, saber mais sobre tipos de corte e modos de preparo. Além da loja em Lins, também existem outras duas unidades localizadas em Ribeirão Preto e Alphaville no estado de São Paulo, mantendo o mesmo padrão de qualidade e atendimento com funcionários especializados, focando suas estratégias de vendas de acordo com a região que atendem. Fonte: Grupo Bertin, 2010 Figura 12: Beef Shopping Riberão Preto 39 1.7.1 Organograma A empresa opera com 13 funcionários, entre atendentes, administrativo e estoquistas. Os funcionários recebem treinamentos sobre vendas, cortes de carne e utilização. O organograma está dividido da seguinte forma: Fonte: Beef Shopping, 2010 Figura 13: Organograma da empresa 40 1.7.2 Layout O Beef Shopping Bertin planejou o seu layout de forma que os produtos estejam expostos de forma organizada, de fácil acesso aos clientes e que despertem o desejo pela compra. Uma ferramenta utilizada pela empresa para auxiliar os consumidores a encontrar os produtos em oferta foi a instalação do mascote FILÉ na porta da loja anunciando as promoções do dia, as quais estão indicadas com cartazes que chamam a atenção dos clientes. Fonte: Beef Shopping, 2010 Figura 14 :layout da empresa Fonte: Os autores, 2010. Figura 15: Painel de promoções 41 1.7.3 Estratégias de Marketing A empresa utiliza como estratégias de marketing: a) anúncios de ofertas em rádio e jornal local; b) realização de pedágios e panfletagens; Fonte: Beef Shopping, 2010 Figura 16: Panfleto de ofertas c) degustação aos sábados dos produtos em oferta; Fonte: Radio Regência FM, 2010 Figura 17: Degustação 42 d) estampas personalizadas com a marca Beef Shopping em bolsas térmicas e acessórios em geral; Fonte: Os autores , 2010 Figura 18: Bolsas personalizadas Com estas ações de marketing a empresa procura divulgar a loja e seus produtos com ofertas atrativas ao consumidor final, além das promoções semanais oferece outras em datas especiais contribuindo para o aumento das vendas, buscando atender as necessidades de seus consumidores de acordo com o seu perfil. 43 CAPÍTULO II O PERFIL DO CONSUMIDOR 2 UMA ABORDAGEM AO CONSUMIDOR 2.1.1 Cliente Em geral, um cliente é uma pessoa ou uma unidade organizacional que desempenha um papel na consumação de uma transação com o profissional de marketing ou com uma entidade. Os clientes de uma empresa podem estar atuando como membros de uma família ou representantes de uma empresa. Convencionalmente, o termo consumidor tem sido usado para se referir apenas aos mercados de bens de consumo. O termo correspondente para o mercado industrial tem sido cliente (NEWMAN, 2001). 2.1.2 Consumidor Segundo Newman (2001) na realidade, mesmo a utilização do termo consumidor para referir-se ao mercado de bens de consumo tem sido vista mais em livros didáticos que na prática. Por exemplo, as lojas de vendas a varejo geralmente se referem aqueles a quem atendem como “clientes” (e não como consumidores); o mesmo acontece com empresas de serviços básicos (por exemplo: gás, eletricidade, telefone etc.); ou empresas financeiras (por exemplo, bancos, empresas de cartão de credito etc.); empresas de serviços (por exemplo: manutenção de jardins, costureiras, tinturarias etc.) ou até mesmo prestadores de serviços individuais (por exemplo: pessoas que prevêem o futuro pelas mãos ou de outra maneira, massagistas, e lojas de tatuagem ou piercing). 44 Os profissionais autônomos referem-se as pessoas que atendem como clientes ( advogados, imobiliárias, contadores etc.) ou por seus papéis mais específicos em termos do contexto ( por exemplo: os médicos os chamam de pacientes , os educadores, de alunos; os captadores de fundos, de doadores).Apenas fabricantes que não tratam rotineiramente com os usuários finais de um produto se referem a eles como consumidores. Para superar essa divergência de termos de uso corrente alguns livros adotam o termo cliente abrangendo todas as situações. 2.2 Comportamento do cliente X Comportamento do consumidor 2.2.1 Comportamento do cliente O comportamento do cliente é definido como as atividades físicas e mentais realizadas por clientes de bens de consumo e industriais que resultam em decisões e ações, principalmente em como comprar e utilizar produtos e serviços, bem como pagar por eles. As pessoas podem assumir muitos papéis e grande variedade de atividades na definição de comportamento do cliente. Um exemplo de atividades mentais são julgar a adequação das qualidades de uma marca de produto ou serviço, fazer inferência sobre a qualidade de um produto ou serviço com base nas informações veiculadas em propagandas, e avaliar as experiências efetivas com o produto. As atividades físicas incluem visitar lojas, ler relatórios de consumidores, conversar com vendedores e emitir um pedido de compra. ( NEWMAN,2001). 2.2.2 Comportamento do consumidor O consumidor também é dotado de personalidade, o que diferencia nas escolhas dos produtos, pois alguns consumidores tem maior atração por determinado tipo de produto do que outros.O que para algumas pessoas podem ser imprescindíveis, para outros pode ser dispensado. 45 O consumidor tem uma percepção da realidade tão diferenciada quanto as pessoas têm da vida. Algumas percebem com agrado e interesse determinadas propagandas e ofertas, enquanto outros as consideram ridículas e as desprezam. Cada consumidor traz, dentro de si, elementos que vão interagir com estímulos exteriores ( produtos, propagandas, marcas) e que vão fazer com que ele tenha um comportamento até certo ponto previsível. Contudo, além dos aspectos inerentes a sua individualidade, o consumidor é também um ser social. Vivendo em sociedade, ele submete-se a certas circunstâncias e pressões que vão influenciar o seu comportamento ( VENDRAME, 2009, p.40). O consumidor, em função de sua renda também é inserido em diferentes classes sociais. Essa diferença implica em diferentes opções de compra, e também diferentes em comportamentos de consumo. O que todas as organizações desejam alcançar é o melhor entendimento do comportamento do consumidor. Assim, seria possível aumentar as vendas, bem como o nível de satisfação da clientela. De acordo com Vendrame (2009) quando um consumidor irá adquirir um novo produto, geralmente faz uma comparação do que ele pretende adquirir com aquilo que já possui. Consumidores compram coisas quando acreditam que a habilidade do produto em solucionar problemas vale mais que o custo de comprá – lo transformando o reconhecimento da necessidade não satisfeita no primeiro passo da venda de um produto. Não só por necessidade mais também os consumidores adquirem produtos por desejos, entretanto, as empresas devem se preocupar com os custos desses produtos, pois estes devem ser compatíveis com o seu alvo, de forma de alguns consumidores deixam de adquirir o que desejam por motivos econômicos, desta forma atendendo somente suas necessidades e deixando de lado seus desejos mesmo que eles existam. O comportamento do consumidor é um processo contínuo, e não só o que acontece no instante em que o consumidor entrega o dinheiro ou apresenta seu cartão de crédito e, em troca, recebe uma mercadoria ou serviço. A troca, uma transação em que duas ou mais organizações ou pessoas dão e recebem algo de valor, é uma parte integrante do marketing. Embora a troca continue sendo uma parte importante do comportamento do 46 consumidor, a visão mais abrangente enfatiza todo o processo de consumo, o que inclui as questões que influenciam o consumidor antes, durante e depois da compra. (SOLOMON, 2002,p.24). 2.3 Fatores que influenciam o comportamento do consumidor Dentre outros fatores que influenciam o comportamento do consumidor no momento da compra está a influencia situacional, suas variáveis influenciam no processo de decisão de compra e se dividem entre as influencias: culturais, sociais, pessoais e psicológicas. Diante de tais argumentos, adaptou-se os conceitos teóricos apresentando um modelo que demonstra fatores internos e externos que agem sobre o individuo, conforme a figura 3. Fatores Culturais Fatores Sociais Fatores Cultura Subcultura Pessoais Grupos de Idade e Fatores referencia estágio do Psicológicos ciclo da vida Classes Família Motivação Ocupação Sociais Percepção Papéis e Condições posições econômicas Aprendizagem Estilo de Vida Crenças e Comprador sociais Atitudes Personalidade Fonte: Kotler (1998, p. 163) Quadro 3 – Fatores de influencia no processo de decisão de compra 47 2.3.1 Fatores culturais No âmbito mercadológico, Kotler (1998) afirma que “a cultura é o determinante mais fundamental dos desejos e do comportamento de uma pessoa”. Schiffman e Kanuk (2000) definem cultura como “a soma total das crenças, valores e costumes aprendidos que servem para direcionar o comportamento de consumo dos membros de determinada sociedade”. Dessa forma os integrantes de uma sociedade acabam adquirindo um conjunto de valores, percepções, preferências e comportamentos através da vida familiar e de outras instituições básicas, que acabam, logicamente, interferindo em seus hábitos de consumo presentes e futuros. 2.3.2 Subcultura Kotler (1998, p.162) diz que “cada cultura consiste em subculturas menores, as quais fornecem identificação mais específica e socialização para os seus membros”. As subculturas incluem as nacionalidades, religiões, grupos raciais e regiões geográficas. 2.3.3 Classe social De acordo com Kotler (1998, p.163), “classes sociais são divisões relativamente homogêneas e duradouras de uma sociedade, que são ordenadas hierarquicamente e cujos membros compartilham valores, interesses e comportamentos similares”. 2.3.4 Fatores sociais Existem os fatores sociais, como grupos de referencia, família e papéis e posições sociais que também influenciam no comportamento de compra (KOTLER; KELLER, 2005). 48 2.3.5 Grupos de referência Para Churchill e Peter (2000), “os grupos de referencia são aqueles grupos de pessoas que influenciam os pensamentos, os sentimentos e os comportamentos do consumidor”. Na maioria dos casos, os grupos de referencia não dizem diretamente as consumidores o que fazer, mas são os consumidores que se deixam influenciar pela opinião do grupo ou por se preocuparem com os sentimentos dos membros do grupo. 2.3.6 Família De acordo com Kotler e Keller (2005, p.177), “os membros da família constituemo grupo primário de referência de maior influência”. Podem-se distinguir entre duas famílias na vida do comprador: a de “orientação”, que é formada pelos pais, e a de “procriação”, por esposa e filhos. 2.3.7 Papéis e posições sociais Nos diferentes grupos sociais nos quais as pessoas participam ao longo de suas vidas, elas acabam assumindo diferentes papéis e posições sociais. Neste sentido, é fato que as pessoas, como diz Kotler (1998), escolham produtos que comuniquem seu papel e status na sociedade. 2.3.8 Fatores pessoais Dizem respeito às características particulares das pessoas, ou seja, momentos e vivências pelas quais um indivíduo está passando, os quais acabam por interferir nos seus hábitos e nas suas decisões de consumo. Kotler 49 (1998) apresenta cinco elementos que constituem os fatores pessoais: idade e estágio do ciclo de vida, ocupação, condições econômicas, estilo de vida e personalidade. 2.3.9 Idade e estágio do ciclo de vida Salienta Kotler (1998, p.168) “que as necessidades e os desejos das pessoas modificam-se ao longo de suas vidas”. Nesse sentido, Churchill e Peter (2000, p.162) comentam a existência dos ciclos de vida familiar, isto é, “conjunto de estágios pelos quais as famílias passam e que influenciam suas necessidades e a capacidade de satisfazê-las”. 2.3.10 Ocupação Diz respeito à profissão que o consumidor exerce. “Um presidente de empresa comprará ternos caros, passagens aéreas, títulos de clube, um grande veleiro”, exemplifica Kotler (1998, p.169), ou seja, o trabalho dos consumidores influencia seus padrões de consumo. 2.3.11 Condições econômicas Renda disponível, poupança e patrimônio, condições de crédito, atitudes em relação às despesas versus poupança. Eis, de forma resumida, os elementos que determinam as condições econômicas, as quais, tendo-se por base Kotler (1998), afetam diretamente a escolha de produtos. 2.3.12 Estilo de vida 50 É o padrão de vida expresso em termos de atividades, interesses e opiniões. Segundo Kotler (1998), é possível que empresas se posicionem no mercado através de associações entre seus produtos e o estilo de vida dos consumidores reais e potenciais dos mesmos. 2.3.13 Personalidade Cada ser humano possui uma personalidade distinta, que influenciará seu comportamento de compra. Richers (1984) afirma que “a personalidade de um indivíduo é composta de uma multiplicidade de componentes que incluem valores,atitudes, crenças, motivos, intenções, preferências, opiniões, interesses, preconceitos e normas culturais”. De acordo com Kotler (1998), a personalidade é uma variável importante para análise do comportamento do consumidor. 2.3.14 Fatores psicológicos Segundo Sant’Anna (1989), para que um consumidor tome a decisão de compra, é preciso que na sua mente se desenvolvam os seguintes estados: existência de uma necessidade, consciência desta necessidade, conhecimento do objeto que a pode satisfazer, desejo de satisfazê-la e decisão por determinado produto. Conforme Kotler (1998), existem quatro importantes fatores psicológicos que influenciam as escolhas dos consumidores: motivação, percepção, aprendizagem e crenças e atitudes. 2.3.15 Motivação 51 De acordo com Kotler (1998, p.173), “um motivo ou impulso é uma necessidade que está pressionando suficientemente para levar uma pessoa a agir”. Para Schiffman e Kanuk (2000), a motivação é a força motriz interna dos indivíduos que os impele à ação, a qual é produzida por um estado de tensão, que existe uma vez que há uma necessidade não satisfeita. 2.3.16 Percepção Kotler (1998, p.174) diz que quando uma pessoa se encontra motivada, está pronta para agir. Neste sentido, “percepção é a forma pela qual uma pessoa seleciona, organiza e interpreta as informações para criar um quadro significativo do mundo”. Schiffman e Kanuk (2000, p.103) definem percepção como “o processo pelo qual um indivíduo seleciona, organiza e interpreta estímulos visando a um quadro significativo e coerente do mundo”. 2.3.17 Aprendizagem Segundo Kotler (1998, p.175), “aprendizagem são todas as mudanças ocasionadas no comportamento de um indivíduo em função de suas experiências”. Esta teoria ensina que se pode desenvolver a demanda por um produto associando-o a impulsos fortes, usando sugestões motivadoras e fornecendo reforço positivo. 2.3.18 Crenças e atitudes O homem, enquanto indivíduo, é dotado de razão e personalidade única. Nesse sentido, segundo Kotler (1998, p.176), “crença é um pensamento descritivo que uma pessoa sustenta sobre algo”. Quanto às atitudes, afirma que estas colocam as pessoas numa estrutura mental de gostar ou desgostar de um objeto. Ainda, como afirma Solomon (2002, p. 165), “uma atitude é duradoura porque tende a persistir ao longo do tempo” 52 2.4 Processo de decisão de compra Segundo Kotler e Keller (2005) o objetivo de marketing é atender e satisfazer às necessidades e desejos dos consumidores, para tanto, faz-se necessário conhecer o comportamento do consumidor, estudando como indivíduos, grupos e organizações selecionam, compram, usam e dispõem de bens, serviços, idéias ou experiências. Segundo Cobra (2004) com relação às necessidades e desejos, os consumidores podem declarar uma coisa e fazer outra totalmente diferente. Eles podem não estar conscientes de suas motivações mais profundas, por isso, no momento da compra há influências que levam o consumidor a mudar de idéia no ultimo instante. A teoria de Maslow diz que as pessoas são impulsionadas por determinadas necessidades em determinados momentos e que essas necessidades são dispostas em uma hierarquia, da mais urgente à menos urgente. O estudo do comportamento do consumidor nos leva ao entendimento de que nossas estratégias de marketing só tem efeito a partir do momento em que as necessidades básicas (primárias) do indivíduo forem satisfeitas. Fonte: www.administradores.com Figura19: Pirâmide das necessidades de Maslow 53 Giglio (2010) afirma que o reconhecimento da necessidade, coincidente com o início do processo de compra, ocorre quando o consumidor percebe a diferença entre seu estado atual e um estado desejado. Ele sabe que há um problema a ser resolvido, que pode ser pequeno ou grande, simples ou complexo. Ainda segundo o mesmo autor, quanto mais intensa a necessidade e quanto mais perdurar, tanto mais forte será o impulso do indivíduo para reduzi-lo por meio da manifestação do comportamento de procura e, finalmente, da aquisição de um objeto que venha a satisfazer sua necessidade. Decisão de compra é a tomada de decisão pela qual o consumidor opta por comprar ou não um produto ou serviço, levando em consideração às diversas variáveis e percepções. Decidir por comprar um produto acarreta certos problemas, o cliente pode não possuir todas as informações e tempo necessário, o produto do qual deseja pode estar em falta, uma marca pode não estar disponível, lançamentos de novos produtos podem ser mais atraentes, a situação financeira do comprador pode ter piorado, entre várias outras possibilidades. A tomada de decisões em que o consumidor pode seguir ao adquirir um produto varia de acordo com a representatividade e o valor do objeto. Logo há três tipos de tomada de decisões em que os consumidores podem seguir: rotineira, limitada e extensiva. Tomada de decisão rotineira ocorre quando se leva em consideração poucas características de um produto, quando o produto não tem grande importância ao consumidor ou há pico envolvimento com ela, isto é, são decisões tomadas na compra de produtos simples e baratos, no qual o cliente busca a minimização dos custos da compra. Tomada de decisão limitada o cliente está disposto a pesquisar mais sobre o produto, procura obter informações através de propaganda, opiniões de amigos, entre outras fontes. Diante disso, comparam algumas marcas, lojas e características do produto e somente após a pesquisa, tomam decisão de melhor custo-benefício na compra do produto. Tomada de decisão extensiva envolve a comparação de várias alternativas que são avaliadas de acordo com diversas características. Este tipo de tomada de decisão requer um investimento significativo de tempo e esforço, pois os clientes consultam uma variedade de fontes de informações, 54 como vendedores, amigos e material de propaganda. Para decidir uma compra, é necessário que se tenha um grande numero de informações, visto que os produtos são complexos, há muitas opções de marcas, o preço do produto é muito alto, o produto tem características complexas ou novas. Depois que o consumidor avalia as alternativas ele faz a compra. A decisão de compra é a tomada de decisão pela qual o consumidor opta por comprar ou não um produto ou serviço, levando em consideração as diversas variáveis e percepções. 2.4.1 Etapas do processo de decisão de compra Há também 5 etapas para o processo de decisão de compra do consumidor.A figura ... apresenta estas etapas. Reconhecimento do problema Busca de informações Avaliação de alternativas Decisão de compra Comportamento pós-compra Fonte: Kotler e Keller (2005) Figura 20 – Etapas do processo de decisão de compra do consumidor 2.4.1.1 Reconhecimento do problema O processo de compra tem início quando o comprador reconhece um problema ou uma necessidade. A necessidade pode ser provocada por estímulos internos ou externos. Os estímulos internos estão ligados às necessidades normais da pessoa – fome, sede – sobem para o nível de consciência e tornam-se um impulso. Nos estímulos externos a necessidade é provocada, ou seja, quando uma pessoa admira o carro novo de um vizinho, ou vê um anúncio de férias, isso desencadeia idéias sobre a possibilidade de fazer uma compra. 2.4.1.2 Busca de informação 55 Quando o consumidor está interessado ele tende a buscar mais informações. Há dois níveis de interesse, um mais moderado onde a pessoa é mais receptiva a informações sobre um produto; e outro nível em busca ativa de informações, onde a pessoa procura literatura a respeito, telefona para amigos, visita lojas, faz buscas na Internet. 2.4.1.3 Avaliação de alternativas É o momento em que o consumidor processa as informações de cada marca concorrente e faz um julgamento de valor final. Esse processo de avaliação considera a satisfação de uma necessidade e determinados benefícios que o produto oferece. Assim, o consumidor vê cada produto como um conjunto de atributos, que possuem diferentes capacidades de entregar os benefícios para satisfazer uma necessidade. 2.4.1.4 Decisão de compra Ao formar a intenção de compra, o consumidor passa por cinco subdecisões: decisão por marca, decisão por revendedor, decisão por quantidade, decisão por ocasião e decisão por forma de pagamento. As decisões e deliberações dependem do tipo de compra que se vai fazer; comprar açúcar, por exemplo, não requer todo esse processo, porém a compra de um veículo exige maior atenção do consumidor em cada etapa. 2.4.1.5 Comportamento pós-compra Se após a compra, o consumidor perceber certos aspectos inquietantes ou ouvir coisas favoráveis sobre outras marcas, ela poderá sentir alguma dissonância cognitiva. Dessa forma, o consumidor ficará atento a informações que apóiem sua decisão. Por isso é importante que as comunicações de 56 marketing proporcionem crenças e avaliações que ajudem o consumidor a sentir-se bem quanto a sua escolha. (KOTLER e KELLER, 2005). De um modo geral, ao optar pela compra de um produto, os consumidores analisam primeiramente os atributos que o produto ofertado possui, nesta análise ocorre que os atributos de um produto percebidos como positivos podem ajudar a superar aqueles percebidos como negativos. Além disso, no processo de compra a maioria dos consumidores utilizase de regras simplificadoras no momento da escolha, já que dificilmente querem investir muito tempo e energia para avaliar marcas. No entanto, uma avaliação mais isolada dos atributos facilita a decisão de compra, mas também aumenta a probabilidade de a pessoa fazer uma escolha diferente do que se tivesse realizado uma avaliação mais detalhada. Portanto, no processo de compra o consumidor está constantemente tomando decisões tanto positivas quanto negativas em relação ao produto. Ou seja, a qualquer momento ele pode modificar, adiar ou rejeitar uma compra, visto que são diversas as variáreis de tomada de decisão de consumo. Assim, o consumidor irá procurar adquirir o produto que melhor corresponda suas expectativas, que compense o valor pago, que não prejudique sua saúde física e mental e que traz melhor certeza e satisfação de que se decidiu pelo melhor produto. 2.4.2 Compra por impulso A compra por impulso é definida por Barracho (2001) como uma compra não planejada, resultante de uma exposição a um estímulo e decidida no local. Barracho (2001) argumenta que normalmente os estudos sobre compras por impulsos, além da análise das reações emotivas sentidas ou não pelo consumidor, normalmente são incorporadas variáveis econômicas, dentre elas, o endividamento. A compra por impulso vem sendo estudada desde o início dos anos 50, mas, na prática, existe desde que o homem passou a comercializar bens. Do ponto de vista econômico, “o consumo nas sociedades anteriores à Revolução 57 Industrial” era escasso. O aumento da produção, característica do sistema industrial, possibilitou fornecer mais que o necessário, assim, o consumidor passou a ter acesso ao que se pode considerar absolutamente supérfluo e caprichoso. A compra por impulso mais típica ocorre quando o consumidor se deixa levar por um apelo de merchandising no ponto de venda e compra algum produto ou serviço sem ter planejado. Os consumidores querem mostrar poder ao comprar por impulso, mesmo que mais à frente tenham problemas de crédito. (FERREIRA, 2007). Partindo do estudo do comportamento do consumidor, questiona-se muito a definição de compra por impulso, segundo Gligio (2002) a compra por impulso é o resultado de uma interpretação da experiência do momento que o sujeito atravessa. Na busca por maiores esclarecimentos conceituais sobre compra por impulso, foram identificadas três abordagens principais em que se pode primeiramente agrupar tais conceitos, visto que muito ainda se tem a aprender sobre as vertentes ocasionais e possibilidade de compra por impulso. São eles, conceito tradicional, conceito comportamental simples e conceito comportamental exagerado. O conceito tradicional é correspondente à compra não planejada, cuja principal causa motriz é o próprio ambiente, ou seja, o ato impulsivo de compra é baseado na configuração do ambiente: local, disposição, comparação. O conceito comportamental simples corresponde à compra impulsiva motivada por elementos emocionais, ocasionado pelo momento sentimental de cada indivíduo, se feliz ou triste, se entusiasmado ou desanimado, cada um correspondendo a um perfil impulsivo de compra. E o conceito comportamental exagerado corresponde à compra impulsiva como sendo uma doença, um distúrbio que deve ser acompanhado e tratado de modo medicamentoso. 2.4.2.1 Impulso racional Segundo Nascimento (2007) a compra por impulso não acontece se o negócio não for bom para quem compra. A pessoa não planejou comprar aquela mercadoria, é verdade. Mas só decidiu ir às vias de fato quando 58 percebeu que o produto estava ao alcance das suas possibilidades. Ao ver o produto, o consumidor percebeu que ele poderia resolver algum problema imediato ou futuro. Teve, assim, um impulso de compra. Mas para que o ato se concretize, é preciso que a oferta atenda a vários outros requisitos. O consumidor vai perguntar quanto custa e como pode pagar. Dependendo da mercadoria, vai tentar entender como funciona, se tem manutenção, garantia etc. Dependendo da pessoa, ela ainda irá negociar para conseguir preço ou condições mais adequadas. Se todas as variáveis de compra forem favoráveis, a pessoa irá finalmente, fechar o negócio e concluir a compra gerada por aquele impulso inicial. 2.4.2.2 Impulso de compra. Sem ele nenhum produto sobrevive A compra por impulso segundo Nascimento (2007) não é um ato irrefletido. É, na verdade, resultado de um encontro feliz: um consumidor que sempre precisou de algum item, o encontra quando menos esperava. Competência de quem desenvolveu um produto adequado, planejou seu marketing e suas vendas, cuidando para que ele fosse exposto num local onde os potenciais clientes teriam mais chances de encontrá-lo. E quando um produto exige mais do que um simples impulso para vender é importante que a empresa compreenda o comportamento do seu consumidor e providencie para que ele possa cumprir satisfatoriamente todas as etapas necessárias até que o negócio seja concluído. Ou seja, além de expor seus produtos para gerar desejo nos consumidores, a empresa deve cuidar para que ele possa esclarecer suas dúvidas, conte com um bom plano de pagamento, tenha uma boa experiência de compra e uma excelente convivência com o produto que comprou. Muitas pessoas confundem compulsão por impulso, o que não é a mesma coisa. Segundo Augusto Nascimento (2010) compulsão é um comportamento doentio. É gente que compra para satisfazer necessidades que nada têm a ver com o produto adquirido.Compra alimentos para suprir carências afetivas. Compra roupas e outros objetos para aliviar a tensao e o stress.Já a compra por impulso é diferente, ela só acontece porque um bom 59 produto está sendo bem exposto.E quem compra, responde ao impulso gerado pelo seu desejo de possuir ou consumir aquele item. Quando se fala em impulso se dá a impressão de que a pessoa comprou alguma coisa de que não precisava, mas não é bem assim que acontece.Na maioria das vezes a compra por impulso não foi mesmo planejada.Mas acontece porque o cliente viu o produto e lembrou que precisava dele ou que poderia precisar.É a típica situação de quem está passando no caixa do supermercados para pagar as compras, vê as pilhas expostas e lembra que o controle remoto da TV está com a bateria fraca. Tem também aquela compra do produto exposto na vitrine. A pessoa que passou, viu e comprou pode até não ter planejado, mas achou bom, bonito e barato e não quis abrir mão dele. Muitas vezes, a pessoa compra por impulso e vai embora feliz por ter aproveitado a oportunidade. A compra por impulso não acontece se o negócio não for bom para quem compra.A pessoa não planejou comprar aquela mercadoria, mas só decidiu ir as vias de fato quando percebeu que o produto esta ao alcance das suas possibilidades.Ao ver o produto, o consumidor percebeu que ele poderia resolver algum problema imediato ou futuro. Teve, assim, um impulso de compra, mas para que o ato se concretize, é preciso que a oferta atenda a vários outros requisitos. O consumidor vai perguntar quanto custa e como pode pagar. Dependendo da pessoa, ela ainda irá negociar para conseguir preço ou condições mais adequadas.Se todas as variáveis de compra forem favoráveis, a pessoa irá finalmente, fechar o negócio e concluir a compra gerada por aquele impulso inicial. Mas o impulso também pode acabar se o preço for muito alto para a realidade do consumidor, dificilmente ele concluirá a compra. Nos casos de mercadorias mais caras a compra por impulso se torna mais raras.Pois quanto maior o valor do produto maior terá que ser o planejamento de quem compra. Segundo Augusto nascimento é fácil comprar por impulso um vidro de xampu ou até mesmo um frasco de perfume, mas ninguém compra carro por impulso ou casa por impulso, pois esse tipo de bem não é de conveniência e sim um bem de compra comparada.Por isso mesmo somente os muito abonados comprarão uma jóia por impulso ou um eletroeletrônico sofisticado, itens de valor mais alto geram sim, impulso de compra, 60 mais exigem um planejamento maior para acontecer. De modo que, mesmo as negociações mais programadas e planejadas foram, em algum momento, um impulso de compra. 2.4.3 Comportamento pós-compra Após a compra do produto, o consumidor experimenta algum nível de satisfação ou insatisfação.O profissional de marketing deve monitorar a satisfação, as ações e utilizações do produto depois de efetuar a compra. Segundo a dados consultoria o cliente ficará satisfeito se o produto atingiu as expectativas do comprador. Agora se o produto não fez com que o cliente ficasse satisfeito, consequentemente o mesmo ficará desapontado.Esse sentimento define se o comprador voltará a comprar o produto e se ele falará favorável ou desfavoravelmente sobre ele para outras pessoas. Portanto os consumidores criam suas expectativas com base nas mensagens recebidas de vendedores, amigos ou outras fontes de informação e quanto maior a defasagem entre as expectativas e o desempenho, maior a insatisfação do consumidor. 2.4.4 Satisfação pós-compra A satisfação consiste na sensação de bem estar ou desapontamento que é resultante da comparação do desempenho percebido de um produto em relação às expectativas do consumidor. Se o produto ou serviço apresentar resultado atendeno as expectativas, o cliente ficará satisfeito. Se o resultado e desempenho for além do esperado, o cliente ficará altamente satisfeito ou encantado. Muitas empresas estão objetivando a alta satisfação porque clientes puramente satisfeitos mudam facilmente de fornecedor quando aparece uma oferta melhor.Os que estão altamente satisfeitos são muito menos propensos a mudar, um alto nível de satisfação ou encantamento cria um vínculo emocional com a marca, não apenas uma preferência racional. 61 O resultado é um alto grau de fidelidade com o cliente.Algumas das empresas mais bem sucedidas de hoje estão elevando expectativas e encontrando formas de garantir seu desempenho superior, fazendo com que os clientes satisfeitos permaneçam na empresa e trabalhando para adquirir novos consumidores. 2.4.5 Ações pós-compra A satisfação ou insatisfação do consumidor em relação a um produto influenciará seu comportamento subseqüente. Se o consumidor fiar satisfeito, exibirá maior probabilidade e comprar o produto novamente. O consumidor satisfeito também tenderá a falar favoravelmente sobre a marca a outras pessoas.As empresas afirmam: “Nosso melhor anunciante é o cliente satisfeito”. As empresas também devem monitorar como os compradores usam e dispõem do produto.Em resumo, a empresa precisa estudar o uso e a intensão pós-compra do produto para detectar possíveis problemas e oportunidades. 2.5 Qualidade da carne bovina Segundo Coneglian (2010) o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, apresentando grande relevância como fornecedor de derivados dessa espécie animal para diversos países e, conseqüentemente, para uma infinidade de consumidores. Produzir carne com qualidade é fundamental, seja em pasto ou em confinamento. A carne é considerada um alimento nobre para o homem pela qualidade das proteínas, minerais e vitaminas e, principalmente, pela presença de ácidos graxos essenciais. Atualmente, os consumidores estão tornando-se mais exigentes e a necessidade de se identificar a qualidade dos produtos da melhor forma possível é essencial. A produção e o processamento, respeitando as formas 62 convencionalmente aceitas e corretas, sem o uso de produtos impróprios para o consumo humano, sem a destruição ou contaminação do meio ambiente e sem a utilização de técnicas desumanas determinarão a maior ou menor credibilidade do produto. Coneglian (2010) afirma que se um animal é alimentado com uma determinada dieta, seus tecidos irão refletir a composição dessa dieta ou a transformação metabólica que ocorre com os componentes da dieta. O sexo, a idade, o tamanho corporal e o sistema de produção têm grande influência na qualidade da carne. A influência mais pronunciada do sexo sobre composição de carcaça é alcançada por meio do processo de engorda. Novilhas tendem a entrar na fase de engorda com pesos menores que animais castrados, e estes, por sua vez, com pesos menores que animais inteiros. O sexo do animal também influencia o crescimento muscular, que tem grande efeito na qualidade da carcaça. Animais castrados e novilhas apresentam poucas diferenças, mas animais inteiros aumentam mais proporcionalmente os músculos do anterior, que apresentam valores econômicos menores. À medida que a idade do animal aumenta, ocorre diminuição na proporção de proteína e aumento da gordura. O local de deposição também é outro ponto importante em relação à gordura na carcaça e, conseqüentemente, na carne. A gordura renal e pélvica e a gordura interna são as primeiras a se depositarem. Em seguida, vem a gordura de cobertura e, por último, a gordura intramuscular ou de marmoreio. Segundo Coneglian (2010) para ter qualidade, a carne deve atender aos aspectos visual (influir na decisão de compra pelo consumidor), organoléptico (satisfação em comer a carne), nutricional (oferecer aquilo de que o corpo humano precisa ou o que deseja) e de segurança (ter sido higiênica e sanitariamente obtida, ou seja, não causar doenças). Em síntese, a carne de “ótima qualidade” é aquela que atrai o consumidor (apresenta cor atraente, pouca gordura, frescor e pouco suco na embalagem), que é macia, suculenta e saborosa quando consumida, que tem alto valor protéico e baixa densidade calórica, é livre de micro-organismos patogênicos e resíduos químicos microorganismos deterioradores. e apresenta baixa contagem de 63 2.6 Satisfação do cliente: a razão dos negócios O propósito dos negócios é criar e manter clientes satisfeitos, embora as empresas tenham que ganhar dinheiro, não é um objetivo e sim uma necessidade, e na realidade o resultado final é um efeito desejável, de se obter um cliente satisfeito. Uma noção semelhante é expressa por Theodore Levitt, professor da Harvard Business School, que explica esse fato por uma analogia com os seres humanos – todos precisam alimentar – se para viver, mas comer não é seu propósito. Além disso, o fato de uma empresa ganhar dinheiro não é um motivo legítimo para que a sociedade a sustente. Uma sociedade sustenta as empresas porque elas servem seus membros suprindo suas necessidades e deixando – os satisfeitos. Se um número suficiente de clientes ficam insatisfeitos, não só eles deixarão de comprar da empresa, mas toda a sociedade a condenará e poderá até penalizá-la – a ponto de provocar sua extinção. Desta forma as empresas e seus funcionários mudaram o modo de como tratam os clientes, esforçando – se ao máximo para satisfazê-los sempre. A satisfação nos negócios de hoje é a chave para o sucesso da empresa, embora algumas delas utilizem esse conceito mais em palavras do que em atos, há uma grande quantidade de movimentos bem definidos em diversas empresas, que podem ser estrangeiras ou locais, que visam ou não visam o lucro, e nos locais de bens de consumo e industrial, na direção de uma cultura do cliente, uma cultura onde incorpora a satisfação do cliente como parte integrante da missão da empresa, e utiliza um entendimento do comportamento do cliente como insumo para todos os seus planos e decisões de marketing. 2.6.1 Orientação para o cliente Os princípios do comportamento do cliente são mais úteis para uma empresa quando ela se aplica a desenvolver e manter uma orientação para o cliente. A orientação para o cliente ou orientação para o mercado assim 64 também conhecida significa pleno entendimento dos desejos e necessidades dos clientes, do ambiente competitivo e da natureza do mercado, empregado para formular todos os planos e ações da empresa a fim de criar clientes satisfeitos. Em uma empresa os clientes são considerados pelo o que são o sangue vital de uma empresa. A visão dos clientes sobre suas necessidades e a visão na empresa torna – se idênticas, e cada esforço de cada homem ou mulher da empresa está concentrado na satisfação dessas necessidades. Quando empresas e organizações se tornam orientadas para o cliente, elas colhem ganhos impressionantes, em duas amplas áreas de sucesso empresarial. Em primeiro lugar, elas conquistam uma notável vantagem competitiva no mercado externo. Em segundo lugar, em termos internos, elas tornam – se capazes de cultivar funcionários satisfeitos que se sentem orgulhosos em seus empregos. Os funcionários são clientes internos de uma organização. Por meio da orientação para o cliente, portanto, a empresa é capaz de oferecer valor tanto para seus clientes internos, quanto para os externos. 65 CAPÍTULO III PESQUISA 3 INTRODUÇÃO Em uma empresa os consumidores são o sangue vital, pois a visão que o consumidor tem de suas necessidades torna-se idêntica ao da empresa. Cada funcionário esforça-se ao máximo para satisfazer a essas necessidades e desejos para superar as expectativas de cada cliente. Cada consumidor possui sua personalidade, o que diferencia em suas escolhas de produtos. Desta forma, tem uma percepção diferente para analisar os produtos e serviços oferecidos pelo mercado. O consumidor também é um ser social, assim se tornando em algumas circunstâncias influenciável pela sociedade. Outro fator de influência são as divisões das classes sociais o que implica em diferentes opções de compra e em comportamentos de consumo. Com o objetivo de verificar o comportamento e o perfil do consumidor em boutique de carne foi realizada uma pesquisa de campo na empresa Beef Shopping no período de fevereiro a outubro de 2010. O Beef Shopping está localizado no Parque Industrial, via de acesso Lins/Getulina s/ nº. A idéia inicial baseava-se apenas em ser um açougue diferenciado, onde as pessoas teriam os produtos já embalados, padronizados, sem manipulação dos cortes, e em embalagens com grandes quantidades ( caixas). Atendendo a pedido dos consumidores, os produtos passaram a ser vendidos separadamente de acordo com as variedades de carne e necessidades do consumidor, sendo os cortes na maioria das vezes congelados, para facilitar o manuseio dos mesmos. Foi realizada uma reforma no prédio e ampliação do estacionamento em 2007 buscando trazer mais 66 conforto e comodidade para os clientes. Para a realização da pesquisa utilizou-se dos métodos de observação sistemática, histórico e estudo de caso. Segue relato e discussão da pesquisa. 3.1 Relato e discussão sobre o comportamento do consumidor de carne bovina no Beef Shopping. 3.1.1 Coleta de Dados O processo de coleta de dados deu-se por aplicação de um questionário a 50 consumidores de carne bovina do Beef Shopping , que freqüentaram o ponto de pesquisa no dia 21 de agosto em um sábado no período da manhã. Após a coleta dos dados, estes foram analisados para que possamos delinear quais os tipos de atributos presente no perfil do consumidor de boutique de carne. 3.1.2 Análise dos resultados 3.1.2.1Gênero e idade Tabela 1: Gênero e Idade (continuação) Idade Feminino Masculino Total Porcentagem (anos) 20 a 30 23 15 38 76% 31 a 3 3 6 12% 67 40 41 a 50 2 4 6 12% 51 a 60 - - - - 61 a 70 - - - - Mais de 70 - - - - Total 28 22 50 100% Fonte: Os autores (2010) (conclusão) A amostra deste trabalho é composta por 50 consumidores de carne bovina do Beef Shopping, sendo que 28 (56%) são do sexo feminino e 22 (44%) são do sexo masculino. Verifica-se que 76% são da faixa etária de 20 a 30 anos, 12% entre 31 e 40 anos e 12% estão na escala de 41 a 50 anos conforme tabela 1. As mulheres conquistaram definitivamente seu espaço. Não só no mercado de trabalho, onde já representam 50% da população economicamente ativa, mas também são reconhecidas como consumidoras importantes.Elas hoje compram ou influenciam a compra da maioria dos produtos da família. Mais de 70% das compras em supermercados e de eletrodomésticos são feitas pelas mulheres. Elas também compram 42% dos imóveis. Várias montadoras, como a Ford e a Volkswagen, já têm mulheres entre seus pilotos de teste. Afinal, 40% dos carros são comprados por elas. (RABELO,2008) Nós mulheres por termos um dia-a dia muito agitado, buscamos praticidade nos produtos que compramos, como sou estudante, prefiro comprar no Beef Shopping pois aqui encontro muita praticidade, os produtos são vendidos em embalagens individuais e em pequena quantidade, onde consigo consumir de uma única vez, evitando desperdícios.Acredito que as mulheres compram carne bovina para o consumo nas refeições 68 diárias, já os homens consomem mais em churrascos com amigos e familiares. (ESTUDANTE,2010). 3.1.2.2 Escolaridade Tabela 2: Escolaridade Escolaridade Feminino masculino total Porcentagem Não alfabetizado 0 0 0 0% 1º grau completo 0 0 0 0% 1º grau incompleto 0 0 0 0% 2º grau completo 1 1 2 4% 2º grau incompleto 0 1 1 2% 3º grau completo 4 5 9 18% 3º grau incompleto 18 10 28 56% Pós graduação completa 2 1 3 6% Pós graduação incompleta 3 4 7 14% Total 28 22 50 100% Fonte: elaborado pelos autores (2010) Em relação a escolaridade do consumidor em estudo, foi identificado que: a) 1 mulher e 1 homem possuem 2° grau completo e 1 homem tem 2° grau incompleto; b) 4 mulheres e 5 homens possuem 3° grau completo e 18 mulheres e 10 homens tem 3° grau incompleto; c) 2 mulheres e 1 homem possuem pós graduação completa e 3 mulheres e 4 homens tem pós graduação incompleta. 69 Conforme tabela 2 foi analisado que dos 50 consumidores entrevistados 56% possuem 3° grau incompleto enquanto 2% tem 2° grau incompleto e os demais níveis de escolaridade variaram entre 4% a 18%. A sociedade brasileira finalmente despertou para a importância da educação. No mundo de hoje, a educação é fundamental para que as pessoas votem melhor, cuidem do ambiente e para que as firmas inovem e exportem mais. Sem trabalhadores educados, as políticas industriais e de subsídios à inovação nunca terão resultados significativos. Nesse sentido, os novos dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD), divulgados pelo IBGE em outubro, são animadores. Eles mostram que a escolaridade média do jovem brasileiro continua a aumentar. ( CAVACO,2009) 3.1.2.3 Consome carne bovina? Tabela 3: Consome carne bovina? Consomem carne Feminino Masculino total Porcentagem Sim 28 22 50 100% Não 0 0 0 0% Total 28 22 50 100% Fonte: elaborado pelos autores (2010) Conforme pesquisa apresentada 100% dos consumidores entrevistados afirmam que consomem carne bovina, sendo 28 mulheres e 22 homens. A carne bovina é um dos alimentos mais completos encontrados na natureza. A proteína contida na carne bovina é de última qualidade. Um bife magro de 100 g, por exemplo, contém de 27 a 30 g de proteínas, quantidade suficiente para atender 100% das necessidades protéicas de uma criança de 7 a 10 anos de idade. Além de sua riqueza protéica, carne também é uma excelente fonte de Ferro, Zinco, vitaminas do Complexo B, além de outras substâncias necessárias para a manutenção e equilíbrio do organismo. (MEIRELLES,2004) 70 Justifica-se os 100% dos consumidores consumir carne bovina em virtude da pesquisa ter sido realizada em uma boutique de carne. Talvez se a mesma fosse aplicada em um supermercado que também vende carne, o percentual poderia ser diferente, pois encontrar-se-ia não consumidores de carne. 3.1.2.4 Distância em quadras da Boutique Tabela 4: Distância da Boutique Distancia feminino 5 quadras masculino total Porcentagem 10 8 18 36% 6 a 10 quadras 5 6 11 22% 11 a 30 quadras 4 3 7 14% mais de 30 quadras 9 5 14 28% 28 22 50 100% Total Fonte: elaborada pelos autores (2010) Na pesquisa realizada, constatou-se que : a) 10 mulheres e 8 homens residem a 5 quadras da Boutique de carne b) 5 mulheres e 6 homens residem entre 6 a 10 quadras da Boutique c) 4 mulheres e 3 homens residem entre 11 a 30 quadras da Boutique d) 9 mulheres e 5 homens residem a mais de 30 quadras da Boutique Verificou-se que entre os 50 consumidores entrevistados 36% residem a uma distância de 5 quadras e 14% dos consumidores residem entre 11 a 30 quadras. Notou-se que a maioria dos consumidores mesmo não morando próximos ao ponto de venda e também havendo supermercados em locais de fácil acesso estes se deslocam até o Beef Shopping para a realização de suas compras. Devido ao fato de ter uma vida muito agitada, assumindo diversas tarefas durante o dia, procuro sempre optar por produtos mais práticos e rápidos, desta forma prefiro ir até o Beef Shopping, mesmo sendo mais distante de 71 minha residência, pois lá encontro uma grande variedade de cortes e carnes, que já são embaladas individualmente facilitando assim o meu dia-a-dia, e também pela rapidez e bom atendimento. (DONA DE CASA, 2010) 3.1.2.5 Embalagens dos Produtos Tabela 5: Opção de embalagem do produto Opção feminino vácuo bandeja Total masculino total Porcentagem 23 18 41 82% 5 4 9 18% 28 22 50 100% Fonte: elaborada pelos autores(2010) Na pesquisa apresentada verificou- se que : a) 23 mulheres e 18 homens compram carne bovina a vácuo b) 5 mulheres e 4 homens compram carne bovina em bandeja Desta forma, pode-se verificar que 82% dos 50 consumidores entrevistados compram carne bovina a vácuo enquanto apenas 18% compram a carne em bandeja. As vantagens da embalagem a vácuo são: evitar a desidratação e a baixa de peso no produto; isolamento com o meio e o ambiente; assegura a manutenção das propriedades organolépticas do produto; amolda os contornos do produto tornando seu visual mais atraente.(CORREIA, 2010) 3.1.2.6 Tipo de prato preferido para preparo da carne bovina. Tabela 6: Tipo de prato que prefere preparar com a carne bovina comprada? 72 Tipos de prato Feminino carne de panela Masculino total Porcentagem 4 2 6 12% 12 13 25 50% carne moída 0 0 0 0% carne assada 10 7 17 34% Outro 2 0 2 4% Total 28 22 50 100% Bife Fonte: elaborada pelos autores(2010) No que se refere ao prato preferido pelo consumidor : a) 4 mulheres e 2 homens preferem preparar carne de panela b) 12 mulheres e 13 homens preferem preparar bife c) carne moída não foi apontada como preferida d)10 mulheres e 7 homens preferem preparar carne assada e) 2 mulheres e nenhum homem escolheram a opção outros Prefiro optar pelo bife por ser um alimento mais fácil na sua preparação podendo fazer a manipulação da carne com ingredientes à gosto tornando o prato mais saboroso e também obtendo maior rapidez, praticidade e saber escolher a carne certa para seu tipo de prato preferido. (FUNCIONÁRIO PÚBLICO, 2010). 3.1.2.7 Preocupação do consumidor quanto a origem da carne. Tabela 7: Você se considera informado sobre carnes vendidas clandestinamente? Consideram-se Informados Feminino Masculino Total Porcentagem Sim 20 17 37 74% Não 8 5 13 26% Total 28 22 50 100% Fonte: elaborada pelos autores (2010) 73 Tenho o hábito de realizar a verificação do estabelecimento onde adquiro a carne bovina, pois tenho a consciência dos riscos de consumir uma carne clandestina, que poderá trazer problemas para a minha saúde e de minha família. (BANCÁRIO, 2010) Ao serem perguntados sobre o conhecimento dos riscos de consumirem carne bovina clandestina, obteve-se o seguinte resultado: a) 20 mulheres e 17 homens se consideram informados quanto aos riscos de consumir uma carne bovina vendida clandestinamente. b) 8 mulheres e 5 homens não se consideram informados quanto aos riscos de consumir carne vendida clandestinamente. Observou-se, portanto, que dos 50 consumidores entrevistados 74% se consideram informados sobre os riscos que podem estarem correndo ao consumir uma carne vendida clandestinamente enquanto 26% dos mesmos não se consideram informados sobre o assunto. 3.1.2.8 Alimentos que melhor substituem a carne bovina. Tabela 8: Que alimento melhor substitui a carne bovina? (continuação) Alimentos Feminino Masculino Total Porcentagem frango 15 9 24 48% verdura 1 0 1 2% Peixe 4 6 10 20% Ovos 2 0 2 4% legumes 1 0 1 2% Feijão 1 1 2 4% Arroz 0 0 0 0% Café 0 0 0 0% cereais 0 0 0 0% frutas 0 0 0 0% 74 nenhum 2 1 3 6% Suíno 1 3 4 8% Soja 1 0 1 2% massas 0 2 2 4% ovinos 0 0 0 0% 28 22 Total Fonte: elaborada pelos autores (2010) 50 100% (conclusão) De acordo com a opinião dos entrevistados, quando foram apresentados os dados de alimento que melhor substitui a carne bovina, verificou-se que : a) 15 mulheres e 9 homens optaram por frango como o melhor substituto para a carne bovina somando um total de 48%; b) 1 mulher optou pela verdura como melhor substituto tendo como porcentagem 2% dos entrevistados; c) 4 mulheres e 6 homens optaram por peixe somando 20% dos consumidores entrevistados; d) 2 mulheres optaram por ovos somando 4% dos entrevistados; e) 1 mulher optou por legumes assim somando 2% do total entrevistados; f) 1 mulher e 1 homem optaram por feijão como melhor substituto somando 4% do total; g) Os itens, arroz, café, cereais, frutas e ovinos não foram apontados como substitutos; h) 2 mulheres e 1 homem escolheram a opção nenhum somando 6% dos entrevistados, pois acreditam que não há outro substituto para a carne bovina; i) 1 mulher e 3 homens optaram por suínos como melhor substituto somando 8% dos entrevistados; j) 1 mulher optou pela soja, obtendo assim 2% do total entrevistados; k) 2 homens optaram por massas como melhor substituto da carne bovina somando 4% dos 50 consumidores entrevistados. Na falta da carne bovina o alimento que melhor a substitui é a carne de frango, pois é prática para o preparo, saudável e de preço mais acessível, além de ser rica em 75 proteína e quantidade mínima de gordura. (DONA DE CASA, 2010) 3.1.2.9 Quantidades de carnes consumidas por semana em Kg. Tabela 9: Quantidades de carnes ( kg) consumidas por semana. Carnes (kg) Feminino Masculino Total Porcentagem Carne moída 20,5 8,0 28,5 11,9% Agulha 0,2 0,0 0,2 0,1% alcatra 3,5 8,0 11,5 4,8% Costela 14,0 8,0 22,0 9,2% Paleta 0,0 4,0 4,0 1,7% Coxão mole 11,5 4,0 15,5 6,5% Bife 47,0 48,0 95,0 39,6% Chuleta 1,0 2,0 3,0 1,3% Picanha 6,0 13,0 19,0 7,9% Maminha 8,5 7,0 15,5 6,5% Contra filé 16,0 2,0 18,0 7,5% Filé 2,5 1,0 3,5 1,5% Patinho 0,5 2,5 3,0 1,3% Outro 1,0 0,0 1,0 0,4% Total 132,2 107,5 239,7 100,0% Fonte: elaborada pelos autores (2010) Na pesquisa apresentada verificou-se que são consumidas semanalmente: a) 20,5 kg de carne moída são consumidos semanalmente pelas mulheres e 8,0kg pelos homens, somando 11,9% de Kg do total de 239,7kg de carne consumida; b) 0,2 kg de agulha são consumidos semanalmente pelas mulheres somando 0,1% de Kg; 76 c) 3,5 Kg de alcatra são consumidos semanalmente pelas mulheres e 8,0 Kg pelos homens somando 4,8% de Kg; d) 14,0 Kg de costela são consumidos semanalmente pelas mulheres e 8,0 Kg pelos homens somando 9,2%; e) 4,0 Kg de paleta são consumidos semanalmente pelos homens somando 1,7%; f) 11,5 Kg de coxão mole são consumidos semanalmente pelas mulheres e 4,0 Kg pelos homens somando um total de 6,5 % de Kg; g) 47,0 Kg de bife são consumidos semanalmente pelas mulheres e 48,0 Kg pelos homens somando 39,6 % de Kg; h) 1,0 Kg de chuleta são consumidos semanalmente pelas mulheres e 2,0 Kg pelos homens somando 1,3 % de Kg; i) 6,0 Kg de picanha são consumidos semanalmente pelas mulheres e 13,0 Kg pelos homens somando 7,9 % de Kg; j) 8,5 Kg de maminha são consumidos semanalmente pelas mulheres e 7,0 Kg pelos homens somando 6,5% de Kg; k) 16,0 Kg de contra filé são consumidos semanalmente pelas mulheres e 2,0 Kg pelos homens somando 7,5 % de Kg; l) 2,5 Kg de filé são consumidos semanalmente pelas mulheres e 1,0 Kg pelos homens somando 1,5 % de Kg; m) 0,5 Kg de patinho são consumidos semanalmente pelas mulheres e 2,5 Kg pelos homens somando 1,3 % de Kg; n) 1,0 Kg de outro tipo de carne é consumido semanalmente pelas mulheres somando um total em porcentagem de 0,4 % de Kg. Devido ao fato de morar em república, e ao dia-a-dia muito agitado, a carne que consumo com maior freqüência é o bife, pois é muito prático e de rápido preparo, possuindo (ESTUDANTE, 2010) várias opções de pratos. 77 3.1.2.10 Quantidade de carne alternativa consumida por semana em Kg . Tabela 10: Quantidade de carne alternativa (kg) consumidas por semana. Carnes Feminino Masculino Total Porcentagem Frango 43,0 33,5 76,5 64,6% Peixe 13,6 10,5 24,1 20,4% Ovino 1,25 0 1,25 1,1% Suíno 5,5 11 16,5 13,9% Total 63,4 55 118,4 100,0% Fonte: elaborada pelos autores (2010) Na busca por uma dieta mais diversificada, optamos por consumir alimentos saudáveis entre eles o peixe, por possuir nutrientes importantes para nossa saúde não encontrados na carne bovina. (CLIENTE, 2010) Buscou-se identificar o consumo de carnes alternativas em quilos por semana, levando em consideração que apenas a carne bovina não possui todos os nutrientes necessários para manter uma dieta saudável, com isso trazendo variedade para sua alimentação. A pesquisa mostra que : a) 43,0 kg de carne de frango são consumidos semanalmente pelas mulheres e 33,5kg pelos homens, somando um total de 64,6% de kg do consumo total de 118,4kg. b) 13,6kg de peixe são consumidos semanalmente pelas mulheres e 10,5kg consumidos pelos homens, somando um total de 20,4% do total de kg. c) 1,25 kg de carne ovina é consumido pelas mulheres, somando um total de 1,1% do total de kg. d) 5,5 kg de carne suína são consumidos pelas mulheres e 11kg pelos homens, somando um total de 3,9% do total de kg. 78 3.1.2.11 Carnes consumidas com mais freqüência Tabela 11: Que tipo de carne você consome com mais freqüência? Carnes Feminino Masculino Total Porcentagem Carne Moída 3 2 5 10% Carne de 1º 16 15 31 62% Carne de 2º 9 4 13 26% Carne de 3º 0 1 1 2% Total 28 22 50 100% Fonte: elaborada pelos autores (2010) Ao comprar carne bovina, na maioria das vezes opto pela carne de primeira não me importando em pagar mais caro, pois conheço a qualidade da carne que estou adquirindo, porém não deixo de consumir a carne de segunda em outras ocasiões, como molhos e salgados. (CONSUMIDORA, 2010) Quando solicitados a apontar qual tipo de carne bovina consumiam com mais freqüência, os consumidores classificaram da seguinte forma: a) 3 mulheres e 2 homens, totalizando 10% do total de 50 consumidores pesquisados, consomem carne moída com mais freqüência; b) 16 mulheres e 15 homens, totalizando 62% do total de entrevistados consumem carne de primeira; c) 9 mulheres e 4 homens, totalizando 26% do total de entrevistados consomem carne de segunda; d) 1 homem totalizando 2% do total de entrevistados consome carne de terceira. 3.1.2.12 Indicadores de qualidade da carne bovina. 79 Tabela 12: Indique em 1ª 2ª e 3ª lembranças o que indica a qualidade da carne bovina. Feminino Masculino Indicadores de qualidade 1ª 2ª 3ª 1ª 2ª 3ª total Porcentagem Aroma 6 4 1 4 1 2 18 12,0% Maciez 7 2 3 2 2 2 18 12,0% Não sanguinolenta 0 2 1 1 0 1 5 3,3% Sabor 3 5 4 2 6 2 22 14,7% Teor de gordura 1 3 3 2 2 2 13 8,7% Cor 5 4 2 3 2 2 18 12,0% Marca 1 2 1 3 2 2 11 7,3% Preço 1 1 0 0 2 2 6 4,0% Rendimento 0 0 1 0 0 0 1 0,7% Sem nervos 0 2 1 0 2 2 7 4,7% Ponto de venda 0 1 1 0 0 1 3 2,0% Procedência 1 1 5 5 1 1 14 9,3% Refrigeração adequada 1 1 4 0 2 3 11 7,3% Valor nutritivo 2 0 0 0 0 0 2 1,3% Outro 0 0 1 0 0 0 1 0,7% Total 28 28 28 22 22 22 150 100,0% Fonte: elaborada pelos autores (2010) Quando solicitados a apontar os três indicadores mais importantes que indicam a qualidade da carne bovina em 1ª, 2ª e 3ª lembrança obteve-se os seguintes resultados: a) o indicador de qualidade com maior pontuação entre os consumidores foi o sabor somando 14,7% do total de todas as lembranças; b) os indicadores de qualidade que possuíram segundo lugar na pontuação de acordo com os consumidores foram os itens maciez, aroma e cor ambos com 12% do total das escolhas; 80 c) o indicador de qualidade que obteve menor pontuação foi o item Outros, somando 0,7% do total das escolhas. Acredito que uma carne de qualidade deve possuir aroma agradável, boa aparência, saborosa, e que desperte o desejo pelo consumo que é influenciado pela higiene do local onde é vendida. (ESTUDANTE, 2010) 3.1.2.13 Preferência da gordura na carne bovina. Tabela 13: Em relação à gordura da carne bovina, qual a preferência? Gordura Feminino Masculino Total Porcentagem Entremeada 5 6 11 22% Periférica 5 3 8 16% Não consome 18 13 31 62% Total 28 22 50 100% Fonte: elaborada pelos autores (2010) Dos 50 consumidores entrevistados em relação ao consumo da gordura na carne bovina, 5 mulheres e 6 homens revelaram que consumem carne bovina com gordura entremeada, somando 22% do total de entrevistados; 5 mulheres e 3 homens consomem carne com gordura periférica, somando 16%; 18 mulheres e 13 homens não consomem carne com gordura, obtendo o total de 62% dos entrevistados Um dos fatores normalmente citados como prejudiciais à saúde humana, encontrados na carne bovina, é a presença de gordura. Observamos o consumidor entrar no açougue e escolher sempre o corte de carne com acúmulo de gordura de cobertura, ou seja, aquela camada de gordura que envolve a carne. Devemos procurar mudar esse hábito, escolhendo os cortes magros ou então limpando a carne, eliminando a sua gordura. (MEIRELLES, 2004) 3.1.2.14 Procedência da carne bovina adquirida 81 Tabela 14: Verificação da procedência da carne que adquire Verifica a procedência Feminino Masculino Total Porcentagem Sim 20 17 37 74% Não 8 5 13 26% Total 28 22 50 100% Fonte: elaborada pelos autores (2010) A pesquisa mostra que dos 50 entrevistados, quando questionados sobre a verificação da procedência da carne bovina que adquirem, foi observado que 20 mulheres e 17 homens somando um total de 74% verificam a procedência da carne que adquirem, enquanto 8 mulheres e 5 homens somam um total de 26% não realizam essa verificação. Dou muita importância a procedência da carne e a rastreabilidade, pois acredito que esta é um diferencial que a loja possui, garantindo a qualidade e a fidelização dos clientes, e percebo que eles estão cada vez mais exigentes em questão da qualidade dos produtos e serviço da carne que irão consumir, para que também não traga problemas a sua saúde e ao meio ambiente. (GERENTE, 2010) 3.1.2.15 Razões para consumir e não consumir carne bovina Tabela 15: .Apontar as 3 razões mais importantes para consumir (C) e não consumir (NC) carne bovina. 82 Feminino Masculino Feminino Masculino Fatores importantes C C Total % NC NC Total % Aspectos nutritivos 18 12 30 16,85 0 0 0 0,00 diversidade de pratos 7 9 16 8,99 0 0 0 0,00 Qualidade 13 16 29 16,29 0 1 1 0,82 Tradição da região 2 7 9 5,06 0 1 1 0,82 Carne indigesta 0 0 0 0,00 19 12 31 25,41 Confiança na marca 16 11 27 15,17 0 0 0 0,00 Nível de colesterol 0 0 0 0,00 10 8 18 14,75 Sabor 13 9 22 12,36 1 0 1 0,82 Validade do produto 5 4 9 5,06 6 6 12 9,84 Teor de gordura 1 12 13 7,30 14 0 14 11,48 Disponibilidade do produto 5 3 8 4,49 1 0 1 0,82 Preço 2 1 3 1,69 2 2 4 3,28 cortes 5 7 12 6,74 1 1 2 1,64 doenças do animal 0 0 0 0,00 19 18 37 30,33 Total 87 91 178 100,00 73 49 122 100,00 Fonte: elaborada pelos autores (2010) Diante da pesquisa apresentada pode-se observar que: a) os aspectos com maior pontuação para consumir a carne bovina foram os itens aspectos nutritivos com 16,85% e a qualidade com 16,29%. b) E os aspectos com maior pontuação para não consumir foram doenças do animal com 30,33% e carne indigesta com 25,41%. A carne bovina é um alimento básico e completo, pois fornece gorduras, proteínas, vitaminas e minerais importantes para nossa dieta. E devemos tomar cuidado com o teor de gordura, nível de colesterol, doenças do animal que podem prejudicar a saúde. (PROFESSORA, 2010) 3.1.2.16 Atributos importantes na compra da carne bovina 83 Tabela 16: apontar de 1 ( menos importante) a 5 ( mais importante) os atributos de maior importância na hora de comprar carne bovina. Feminino Masculino Total Porcentagem Atributos Importantes 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 Higiene do local 2 1 4 8 6 0 1 4 10 5 41 16,4% Fiscalização do ponto de venda 1 1 2 2 1 1 3 3 2 0 16 6,4% Verificação da validade 0 3 5 2 1 3 2 2 1 0 19 7,6% Atendimento cortês 4 1 2 0 0 1 5 1 0 0 14 5,6% Apresentação do vendedor 2 2 2 0 1 0 1 2 1 0 11 4,4% Qualidade 0 2 2 7 15 0 0 2 3 14 45 18,0% Preço 2 2 7 6 3 6 4 6 5 0 41 16,4% Idade do animal abatido 2 1 0 1 0 1 0 0 0 0 5 2,0% Cortês prépreparados 2 3 0 1 0 2 0 1 0 0 9 3,6% Propaganda 3 0 0 0 0 2 0 0 0 0 5 2,0% Marca 2 6 1 0 0 2 3 1 0 0 15 6,0% Disponibilidade de receitas 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 2 0,8% Facilidade de pagamento 1 1 1 0 0 3 0 0 0 0 6 2,4% Promoção de vendas 4 1 0 0 0 1 0 0 0 0 6 2,4% Rastreabilidade 2 2 2 1 1 0 1 0 0 2 11 4,4% Técnicas de melhoria de qualidade 1 1 0 0 0 0 1 0 0 1 4 1,6% 28 28 28 28 28 22 22 22 22 22 250 100,0% Total Fonte: elaborada pelos autores (2010) 84 Para mim, a qualidade é fundamental na escolha do produto. Como se trata de um produto alimentício essa verificação se torna ainda mais importante, outro atributo é a observação das condições de higiene do ponto de venda e do funcionário. A qualidade, no entanto, é necessária para qualquer local de trabalho. (FUNCIONARIO PÚBLICO, 2010). Diante da pesquisa apresentada, observou-se que dos 50 consumidores entrevistados, o atributo qualidade obteve maior pontuação com 18%, em segunda colocação estão os atributos preço e higiene do local ambos com 16,4%,e os demais atributos foram classificados entre 0,8% a 7,6% do total das escolhas. 3.2 Parecer final sobre o caso Conhecer o comportamento do consumidor de carne bovina em boutique de carne torna-se uma opção estratégica para fundamentar a melhoria do atendimento das necessidades e desejos dos consumidores. Em relação à carne bovina os atributos mais importantes no processo de decisão de compra são: qualidade, higiene do local e preço do produto. Os consumidores atualmente se deparam com necessidades e preferências que não são as mesmas para todos, pois cada um prefere aquilo com que mais se identifica. Todo ser humano tem seu lado consumidor, onde tem suas motivações para conseguir as coisas que ambiciona, a conquista de determinados espaços, além da realização pessoal. As organizações devem preocupar-se em voltar suas atenções para o mercado, utilizando-o como ponto de referência para todas as decisões estratégicas. O conhecimento das preferências e o comportamento dos consumidores de carne bovina pode favorecer o estabelecimento de estratégias de marketing que influenciem positivamente a sua decisão de 85 compra. Diante do exposto, conclui-se que a pergunta problema foi respondida e a hipótese: Diante do perfil de cada consumidor nota-se que a empresa é freqüentada por clientes de classes variadas, desde comerciantes a simples consumidores, sendo atraídos por: bom atendimento, ambiente agradável, e o preço o qual é o atributo preferido do consumidor final, foi comprovada, acrescido também do fator qualidade do produto. 86 PROPOSTA DE INTERVENÇÃO Diante do estudo realizado no Beef Shopping que atua no ramo alimentício, para melhor observar a importância do tema selecionado para a realização desta pesquisa, foi possível conhecer e comparar às práticas apresentadas pela empresa com a teoria exposta por alguns autores. Foi de suma importância a aplicação de questionários a clientes para melhor entender o consumidor assim como delinear o seu perfil. Verificou-se que muitas pessoas não freqüentam a empresa devido ao fato de terem a idéia de que a boutique de carne seja uma loja de luxo, desta forma não conhecendo seu ambiente agradável e de extremo conforto, onde o cliente se sente a vontade para fazer suas compras, observou-se também que os clientes estão a cada dia mais exigentes em relação a qualidade e higiene do local,a empresa possui de vários atributos importantes para a satisfação e fidelização dos mesmos, porém alguns pontos devem ser vistos com um cuidado maior, para que, assim, a empresa chegue a excelência. Partindo dessas constatações, propõe-se: a) Aquisição de uma câmara fria para as carnes resfriadas, pois estas se encontram em pequenos freezers aos fundos da loja, o que pode comprometer a conservação da carne. b) Maior divulgação da empresa, pois seu único método para atrair os clientes são os anúncios em rádio, o que poderia ser acrescido de panfletagens de ofertas, promoções especiais com brindes, desta forma atraindo ainda mais consumidores, pois assim estaria mostrando que a empresa não só esta voltada para a alta classe mais sim para todos os tipos de perfil de consumidor e classe social , podendo quebrar a visão de Boutique de luxo que a loja possui. 87 CONCLUSÃO Com base na pesquisa realizada na empresa Beef Shopping, conclui-se que em relação à carne bovina os atributos mais importantes no processo de decisão de compra são: qualidade, higiene do local, procedência e preço dos produtos. Conhecer o comportamento do consumidor de carne bovina em boutique de carne torna-se uma opção estratégica para fundamentar a melhoria do atendimento das necessidades e desejos dos consumidores. Observou-se que a empresa busca melhorias contínuas para a satisfação e fidelização de seus clientes, buscando assim atende-los conforme seu perfil, atraídos por bom atendimento, qualidade nos produtos vendidos, local com ambiente agradável e com preços razoáveis para todos os tipos de classes sociais. Devido ao fato de que cada consumidor possui sua personalidade a empresa fornece não somente a carne bovina, como também outras tipos de produtos alimentícios, complementos variados e bebidas diversas, podendo proporcionar o bem estar de seus consumidores. O trabalho agregou ao grupo uma grande parcela de conhecimento, uma vez em que o tema está em plena ascensão, levando aos interessados sobre o assunto informações que serão de grande utilidade, inclusive a pesquisas futuras. Dessa forma, o tema não está esgotado, podendo outros profissionais darem continuidade, abrangendo profissionais da área. 88 REFERÊNCIAS BARRACHO, C. Lições de Psicologia Econômica. Lisboa: Instituto Piaget, 2001. CAPOSSI,A; GUIDASTRE.L.C; SANTANA,L; DANTAS,R. Gestão de compras por impulso. 2009. Monografia (Graduação em Administração) - Unisalesiano de Lins, Lins. CHURCHILL, G. A; PETER, P. Marketing: criando valor para o cliente. São Paulo: Saraiva, 2000. COBRA,M. Serviços: como construir valor para o cliente. 1. Ed. São Paulo: Editora & Marketing, 2004. CONEGLIAN,S. Fatores que interferem na qualidade da carne bovina. São Paulo, 15 jul. 2010. Disponível em: <http://www.nftalliance.com.br/artigos/fatores-que-interferem-na-qualidade-dacarne-bovina-e-suas-implica-es-para-a-sa-de-humana/> Acesso em 5 set. 2010. CORREIA, R. M. Qualidade sensorial de carnes bovinas resfriadas e embaladas a vácuo. Brasília, set. 2006. 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Disponível em: <http://www.administradores.com.br/noticias/a_administracao_da_compra_por_ impulso_pelas_empresas_e_consumidores/12145/>. Acesso em: 10/06/10. NEWMAN, B. Comportamento do Cliente: indo além do comportamento do consumidor. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2001. RABELO, A. O Poder Das Mulheres. São Paulo, 5 dez. 2008. Disponível em: <http://www.artigonal.com/marketing-artigos/o-poder-das-mulheres672472.html>. Acesso em 30 set. 2010. RICHERS, R. O enigmático mais indispensável consumidor: teoria e prática. Revista da Administração, jul./set. de 1984. SANT'ANNA, A. Propaganda: teoria, técnica e prática. 4ed. São Paulo: Pioneira, 1989. SOLOMON, M.R. O comportamento do consumidor: comprando, possuindo e sendo. 5.Ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. SCHIFFMAN,L.G; KANUK, L.L. Comportamento do consumidor. 6. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2000. VENDRAME, F.C. O comportamento do consumidor de carne bovina em supermercados. 2009. Dissertação (Mestrado Profissional em Administração) – Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba. 90 APÊNDICES 91 APÊNDICE A – Roteiro de Estudo de Caso 1 INTRODUÇÃO Será realizado estudo de caso no Beef Shopping Bertin, anasalisando os aspectos relacionados ao comportamento do consumidor. Serão levantados e analisados o perfil do consumidor em boutique de carne, durante o período de fevereiro a outubro de 2010. 2 RELATO DO TRABALHO REALIZADO REFERENTE AO ASSUNTO ESTUDADO a) Levantamento das preferências dos consumidores bem como o seu perfil. b) Entrevistas com os consumidores para delinear os atributos que influenciam em seu comportamento. 3 DISCUSSÃO Análise da teoria levantada, comparada com a prática utilizada pela empresa. 4 PARECER FINAL SOBRE O CASO E SUGESTÕES SOBRE MANUTENÇÃO OU MODOFICAÇÕES DE PROCEDIMENTOS. 92 APÊNDICE B – Roteiro de Observações Sistemáticas I. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Empresa:........................................................................................................... Localização:...................................................................................................... Cidade:.............................................................................................................. Estado:.............................................................................................................. Atividade econômica:........................................................................................ Porte:................................................................................................................. II. ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS 1. Histórico da empresa 2. Formação do marketing 3. Tipos de estratégias utilizadas para fidelizar o consumidor 4. A importância de entender o comportamento do consumidor para a empresa. 5. Comportamento do consumidor perante os produtos e promoções promovidas pela empresa. 93 APÊNDICE C – Roteiro do Beef Shopping Bertin I. IDENTIFICAÇÃO Empresa:......................................................................................................... Localização: ................................................................................................... Cidade:............................................................................................................ Estado:............................................................................................................ Atividade Econômica:..................................................................................... Porte:............................................................................................................... II. ASPECTOS HISTÓRICOS DA EMPRESA/TEMA 1. Evolução do Marketing na Empresa 2. Evolução das estratégias de marketing utilizadas no processo de captação de clientes 3. Escolha das Estratégias de Marketing para influenciar o comportamento do consumidor. 4. Resultados obtidos com a evolução no marketing. 94 ANEXOS 95 ANEXO A – Roteiro de Entrevista para Cliente Caro consumidor, este questionário tem como objetivo levantar informações para a realização de monografia do curso de Administração do Unisalesiano sobre o Comportamento do Consumidor em boutique de carne. Não é necessária a identificação, pedimos simplesmente que sejam verdadeiros nas respostas. Obrigado pela participação! O grupo. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA 1 Sexo ( ) Feminino 1 ( ) Masculino Idade ( ) 20 a 30 anos ( ) 51 a 60 anos ( ) 31 a 40 anos ( ) 61 a 70 anos ( ) 41 a 50 anos ( ) Mais de 70 anos 2 Escolaridade ( ) não alfabetizado ( ) 1º grau completo ( ) 3º grau incompleto ( ) 1º grau incompleto ( ) 3º grau completo ( ) 2º grau completo ( ) Pós graduação completa ( ) 2º grau incompleto ( ) Pós graduação incompleta 96 3 Você consome carne bovina? Se sim, continue a responder o questionário abaixo: ( ) sim ( ) não HÁBITOS DE CONSUMO 1 Qual a distância entre a sua casa e a boutique de carne? ( ) 5 quadras ( ) 11 a 30 quadras ( ) 6 a 10 quadras ( ) Mais de 30 quadras 2 Como você costuma comprar a carne bovina? ( ) a vácuo ( ) bandeja 3 Que tipo de prato você prefere preparar com a carne bovina comprada? ( ) carne de panela ( ) carne moída ( ) bife ( ) outro ( ) carne assada 4 Você considera uma pessoa informada quanto aos riscos de consumir uma carne vendida clandestinamente? ( ) sim 4 ( ) não Em Sua opinião, que alimento melhor substitui a carne bovina? ( ) frango ( ) feijão ( ) nenhum ( ) verdura ( ) arroz ( ) suíno ( ) peixe ( ) café ( ) soja ( ) ovos ( ) cereais ( ) massa 97 ( ) legumes 5 ( ) frutas ( ) ovino Indique a quantidade de carnes consumidas por semana em Kg (por domicilio). ( ) carne moída ( ) costela ( ) bife ( ) agulha ( ) paleta ( ) chuleta ( ) alcatra ( ) coxão mole ( ) picanha ( ) maminha ( ) filé ( ) patinho ( ) contra filé ( ) outro 6 Indique a quantidade de carnes alternativas consumidas por semana em Kg (por domicilio)? ( ) frango ( ) ovino ( ) peixe ( ) suíno ELEMENTOS UTILIZADOS NA DECISÃO DE COMPRAS 1 Que tipo de carne bovina você consome com mais freqüência? ( ) carne moída ( ) carne de 2ª ( ) carne de 1ª ( ) carne de 3ª 2 Para você, o que indica a qualidade da carne bovina? ( apontar os três indicadores mais importantes como 1ª liderança / 2ª lembrança e 3ª lembrança) ( ) aroma ( ) cor ( ) ponte de venda 98 ( ) maciez ( ) marca ( ) procedência ( ) não sanguinolenta ( ) preço ( ) refrigeração adequada ( ) sabor ( ) rendimento ( ) valor nutritivo ( ) teor de gordura ( ) sem nervos ( ) outro 3 Em relação a gordura de carne bovina, você prefere: ( ) entremeada ( ) periférica ( ) não consome carne com gordura 4 Você verifica a procedência de carne bovina que adquire? ( ) sim ( ) não 5 Aponte as 3 razões mais importantes para consumir (C) e não consumir (NC) a carne bovina: ( ) aspectos nutritivos ( ) confiança na marca ( )disponibilidade do produto ( ) diversidade de pratos ( ) nível de colesterol cortes ( ) qualidade ( ) preço em determinados ( ) ( ) sabor ( ) tradição da região ( ) validade do produto ( ) doenças do animal ( ) carne indigesta ( ) teor de gordura GRAU DE IMPORTANCIA 1 Em escala intervalar de 1 (menos importante) a 5 (mais importante) responda qual o grau de importância dos atributos, especificados abaixo, na hora de comprar a carne bovina: ( ) higiene do local ( ) cortes pré-preparados ( ) fiscalização do ponto de venda ( ) propaganda 99 ( ) verificação da validade ( ) marca ( ) atendimento cortês ( ) disponibilidade de receitas ( ) apresentação do vendedor ( ) facilidade de pagamento ( ) qualidade ( ) promoção de vendas ( ) preço ( ) rastreabilidade ( ) idade do animal abatido ( ) divulgação de técnicas de melhoria de qualidade OBRIGADO PELA CONTRIBUIÇÃO Fonte: Vendrame, 2009, p.98 100 ANEXO B – FOTOS Foto 1: integrantes do grupo Foto 2: integrantes do grupo