Por que não El?
ֵ (El), ‫( אֱלוֹ ַהּ‬Elowah) e ‫אֱֹלהִים‬
Quando lemos a Torá, encontramos os nomes ‫אל‬
(Elohiym) para designar deus. Logo, muitos judeus e adeptos do judaísmo, em suas
orações, invocam essas entidades pensando que estão chamando por ‫יהוה‬. Na verdade,
quem está sendo honrado aí não é o Pai Criador, mas sim um deus cananeu1 que era
adorado por Israel paralelamente a ‫יהוה‬.
. A letra aleph , que é uma
Em paleo-hebraico, o nome El é escrito assim:
cabeça de boi, representaria força, poder, liderança, enquanto o lamed, um cajado,
significaria domínio, liga ou ensino. Combinando essas pictografias, tem-se, ou o
sentido de autoridade forte, ou boi na escravidão, no jugo.
Nas Escrituras, está escrito que enquanto Moisés estava recebendo de ‫ יהוה‬os
Mandamentos, o povo de Israel estava adorando um deus que tinha a forma de um boi.
A Lenda dos Judeus 2 tenta explicar o porquê disso. Segundo ela, os judeus acreditavam
que o Boi teria ajudado ‫ יהוה‬a tirar o povo do Egito; por isso, ele também era digno de
ser adorado. Esse Boi, cultuado pelos povos do Próximo Oriente e pelos judeus, é o El3.
Essa deidade era vista como a criadora de todas as coisas. Assim, devido à
tradição, muitos usam ‫ אֱֹלהִים‬como sinônimo para Criador, ou Criadores, o que é um
erro. Quem tudo fez foi ‫ יהוה‬com o seu Filho e com o Espírito Criador.
Pode-se ainda relacionar 4 o cananeu El com o Cronus fenício. Este é, segundo a
Mitologia, o pai de Zeus e o patrono da colheita. Também é visto como o deus criador,
que com a sua foice castrou o céu, criando um buraco entre o céu e a terra. Assim,
permitindo o começo do tempo e marcando o início da história humana. Ainda nesta
fusão, está Saturno, o deus “equivalente” a Cronus e a El. É em sua homenagem que
temos o sétimo dia da semana chamado de Sábado, o sexto planeta do Sistema Solar
nomeado Saturno e também a festa romana Saturnália, que ocorre no último mês do
ano.
Embora muitos venham a dizer que o El cananeu não tem “nada a ver” com o El
dos judeus, e que este é apenas um padrão onde ‫ יהוה‬se encaixaria, não chamaremos o
Pai Criador por esse nome. Cremos que El é uma abominação. Além do mais, quem deu
autoridade ao homem para classificar ‫ ?יהוה‬Ele é o que é, o que existe. Jamais foi ou
será um deus; parte de uma mitologia. A luz não pode se misturar com as trevas, então
por que querer igualar ‫ יהוה‬a Satanás?
A Bíblia está cheia de sincretismos já que os homens preferem a tradição a
romper com a mentira. ‫יהוה‬, para a tristeza dos tiranos, doentes e espiritualmente
leprosos, não faz nem fará parte de religião alguma.
1
Referências E.1 - O El Cananeu
Referências E.2 - A lenda dos Judeus
3
Referências E.3 - O Boi
4
Referências E.4 - Cronus e El e Saturno
2
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Referências
E.1 - O El Cananeu
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Foto retirada da página do site http://yaohushua.antares.com.br/onome06.htm
“Dictionary of Deities and Demons in the Bible”
Dictionary of Deities and Demons in the Bible
Second Edition – Extensively Revised
Edited by:
Karel van der Toorn
Bob Becking
Pieter W. an der Horst
Leiden; Boston; Köln : Brill,1998
Brill ISBN 90- 04- 11119 0
Eerdmans ISBN 0- 8028- 2491- 9
* Tradução de trechos das páginas 274, 275, 276, 277, 278 e 279
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I. O nome El, 'ĕl, il(u), é, com exceção de Etiópico, comum Semítico e
originalmente significa → Deus. Etimologicamente a origem do apelativo não pode
ser determinada com certeza. Mais provável, o substantivo pode ser derivado do
verbo 'WL (a raíz 'LH tem também sido sugerida) 'ser forte' também 'estar na frente,
dominar' (DAHOOD 1958:74). O substantivo (formado como particípio afirmativo
ou adjetivo; POPE & RŎLLIG, WbMyth I:217-312) denota 'força, valentia, poder,
autoridade, prestígio'. Relacionado ao deus pessoal, o nome tem o significado de 'o
forte; o poderoso; cabeça, líder, chefe.' Outros estudiosos, entretanto, traduzem 'il
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como um nome Semítico original, não derivado de um verbo, significando 'chefe,
deus' (STARCKY 1949:383-386).
B
A
A
(...), El denota uma deidade distinta que, residindo na montanha sagrada, ocupa
dentre os mitos a posição de senhor do Panteão Ugarítico.
B
Ainda, El é designado como ɩr 'touro'.
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A
B
A
(...) El é descrito como aquele que apontou →Baal como rei.
B Ainda, El foi também usado como um nome próprio, ex. quando El é
mencionado com outros deuses.
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A
B
A
Os deuses Hadad, El, Rakib-el e Shamash são encontrados também na fórmula
final na inscrição na estátua de Panammuwa II.
B
De acordo com P.M.M. DAVIAU & P.E. DION, El, o Deus dos Amonitas?,
ZDPV 110 [1994] 158-167) uma cabeça Atef-coroada escavada em Tell Jawa, Jordão
deveria ser interpretada como uma representação de EL como o deus chefe dos
Amonitas: uma identificação com Milcom é mais plausível, entretanto.
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III. A população da Palestina no primeiro milênio BCE conhecia a deidade El. Já F.C.
MOVERS ( Die Phönizier I [Bonn 1841] 389) tinha que os Israelitas adoravam El como
um deus distinto de Yahweh (mas cf. SCHMIDT 1971:146).Como resultado, o AT
contém textos onde o fundo Cananeu do nome ainda é reconhecível. El se refere a uma
deidade outra que Yahweh. A evidência será revista. As expressões 'ēl 'ēlōhê yiśra'ēl,
'El, o deus de Israel' (Gen 33:20) e hā'ēl 'ĕlŏhê 'abîkā, 'El o deus do vosso pai' (Gen
46:3) deveriam ser antes discutidas. O presente contexto de ambas as frases as relaciona
com o patriarca Jacó e o seu Deus em quem nenhum outro poderia ser visto além de
Yahweh (SMITH 1990:11). Todavia, é o Cananeu El que é descrito aqui como o Deus
de Israel (contraste com Josué 8:30). Em todas as probabilidades Gen 33:20 representa
uma antiga tradição. Ele mostra que El era adorado pelo menos por alguns dos protoIsraelitas (...).
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A
C
B
C
A
A visão que El era adorado no meio dos Israelitas é apoiada por Isa 14:4b-20,
uma lamentação sobre a queda de um reinante universal. O texto relata que um tirano
tentava subir aos céus para firmar o seu trono acima do kôkĕbê 'ēl, as estrelas de El', e
assim se estabelecer sobre a montanha divina no norte extremo (v 13). Isto era uma
tentativa de exercer domínio sobre o universo, algo tradicionalmente reservado a El, o
senhor divino. O texto faz alusão à tradições cananeus.
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B Outro vestígio da adoração a El no antigo Israel é encontrado em Ezeq 28:2
(passo CROSS 1973:271). O rei de Tiro se considerava um deus e pensava que ele
possuia uma residência divina no meio do mar (→Melqart). Aqui, as alusões à
mitologia Cananeu são sem erro. Se refere à residência de El (mtb il) em KTU 1.3 iv:48;
v39; 1.4 i:12; iv:52. A residência mítica de El é situada em (...), 'o manancial dos dois
rios/ deitando nas duas enchentes' (...).
C Finalmente, nomes próprios Hebraicos com o elemento (teofórico) 'ēl conhecido
tanto do V.T como de inscrições Hebraicas antigas deveriam ser levadas em conta. Não
está claro se o elemento 'ēl se refere a uma deidade em geral ou a El em particular (...).
D Há casos onde 'ēl se refere a Yahweh. Aparentemente, não houve receio no
Israel antigo em usar o substantivo, já que Yahweh - a despeito de sua
incomparabilidade - era também entendido como uma deidade comparável aos deuses
do mundo Cananeu (...).
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A
B
A
Mais provável, esse traço do El era também conhecido nas regiões cananeus do
sul. O fato de que foi assumido para caracterizar Yahweh realça a continuação entre a
religião de El Ugarítica/Cananeu e depois o Yahwismo (...).
B Eles provam que El não desapareceu da esfera religiosa e deveria de igual modo
ser julgado como um elemento intencionalmente arcaizante. O nome El é empregado
para Yahweh particularmente freqüente no Psalter (...).
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E.2 - A lenda dos Judeus
Book: THE LEGENDS OF THE JEWS
Author: BY LOUIS GINZBERG
Chapter: THE GOLDEN CALF
Volume III - BIBLE TIMES AND CHARACTERS
FROM THE EXODUS TO THE DEATH OF MOSES
THE GOLDEN CALF
(…)
[263]
Strange as it may seem that Israel should set out to worship this idol at the very time when God was
busied with the preparation of the two tables of the law, still the following circumstances are to be
considered. When Moses departed from the people to hasten to God to receive the Torah, he said to them:
"Forty days from to-day I will bring you the Torah." But at noon on the fortieth day Satan came, and with
a wizard's trick conjured up for the people a vision of Moses lying stretched out dead on a bier that
floated midway between earth and heaven. Pointing to it with their fingers, they cried: "This is the man
Moses that bought us up out of the land of Egypt."
[264]
Under the leadership of the magicians Jannes and Jambres, they appeared before Aaron, saying: "The
Egyptians were wont to carry their gods about with them, to dance and play before them, that each might
be able to behold his gods; and now we desire that thou shouldst make us a god such as the Egyptians
had." When Hur, the son of Miriam, whom Moses during his absence had appointed joint leader of the
people with Aaron, owing to his birth which placed him among the notables of highest rank, beheld this,
he said to them: "O ye frivolous ones, you are no longer mindful of the many miracles God wrought for
you." In their wrath, the people slew this pious and noble man; and, pointing out his dead body to Aaron,
they said to him threateningly: "If thou wilt make us a god, it is well, if not we will dispose of thee as of
him." Aaron had no fear for his life, but he thought: "If Israel were to commit so terrible a sin as to slay
their priest and prophet, God would never forgive them." He was willing rather to take a sin upon himself
than to cast the burden of so wicked a deed upon the people. He therefore granted them their wish to
make them a god, but he did it in such a way that he still cherished the hope that this thing might not
come to pass. Hence he demanded from them not their own ornaments for the fashioning of the idol, but
the ornaments of their wives, their sons, and their daughters, thinking: "If I were to tell them to bring me
gold and silver, they would immediately do so, hence I will demand the earrings of their wives, their sons,
and their daughters, that through their refusal to give up their ornaments, the matter might come to
nought." But Aaron's assumption was only in part true; the women indeed did firmly refuse to give up
their jewels for the making of a monster that is of no assistance to his worshippers. As a reward for this,
God gave the new moons as holidays to women, and in the future world too they will be rewarded for
their firm faith in God, in that, like the new moons, they too, may monthly be rejuvenated. But when the
men saw that no gold or silver for the idol was forthcoming from the women, they drew off their own
earrings that they wore in Arab fashion, and brought these to Aaron.
[265]
No living calf would have shaped itself out of the gold of these earrings, if a disaster had not occurred
through an oversight of Aaron. For when Moses at the exodus of Israel from Egypt set himself to lifting
the coffin of Joseph out of the depths of the Nile, he employed the following means: He took four leaves
of silver, and engraved on each the image of one of the beings represented at the Celestial Throne, - the
lion, the man, the eagle, and the bull. He then cast on the river the leaf with the image of the lion, and the
waters of the river became tumultuous, and roared like a lion. He then threw down the leaf with the image
of man, and the scattered bones of Joseph united themselves into an entire body; and when he cast in the
third leaf with the image of the eagle, the coffin floated up to the top. As he had no use for the fourth leaf
of silver with the image of the bull, he asked a woman to store it away for him, while he was occupied
with the transportation of the coffin, and later forgot to reclaim the leaf of silver. This was now among the
ornaments that the people brought to Aaron, and it was exclusively owing to this bull's image of magical
virtues, that a golden bull arose out of the fire into which Aaron put the gold and silver.
[266]
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When the mixed multitude that had joined Israel in their exodus from Egypt saw this idol conducting
itself like a living being, they said to Israel: "This is thy God, O Israel."
[267]
The people then betook themselves to the seventy members of the Sanhedrin and demanded that they
worship the bull that had led Israel out of Egypt. "God," said they, "had not delivered us out of Egypt, but
only Himself, who had in Egypt been in captivity." The members of the Sanhedrin remained loyal to their
God, and were hence cut down by the rabble. [268] The twelve heads of the tribes did not answer the
summons of the people any more than the members of the Sanhedrin, and were therefore rewarded by
being found worthy of beholding the Divine vision.
[269]
But the people worshipped not only the Golden Calf, they made thirteen such idols, one each for the
twelve tribes, and one for all Israel. More than this, they employed manna, which God in His kindness did
not deny them even on this day, as an offering to their idols.
[270] The devotion of Israel to this worship of the bull is in part explained by the circumstance that while
passing through the Red Sea, they beheld the Celestial Throne, and most distinctly of the four creatures
about the Throne, they saw the ox. It was for this reason that they hit upon the notion that the ox had
helped God in the exodus from Egypt, and for this reason did they wish to worship the ox beside God.
[271]
(…)
AS LENDAS DOS JUDEUS, VOLUME III - TEMPOS BÍBLICOS E
PERSONAGENS DO ÊXODO ATÉ A MORTE DE MOISÉS, de LOUIS GINZBERG
O BEZERRO DE OURO
(...) [263]
Estranho como pode parecer que Israel deveria se levantar para adorar esse ídolo no
mesmo tempo que Deus estava ocupado com a preparação das duas tábuas da lei, ainda
as seguintes circunstâncias são para ser consideradas. Quando Moisés saiu do meio do
povo para apressar Deus para receber a Torah, ele disse a eles: “Daqui a quarenta dias
eu vou trazer para vocês a Torah.” Contudo, ao meio-dia do quadragésimo dia Satanás
veio, e com um truque de mágica fez surgir como por um encanto a visão de Moisés
deitado estirado morto numa armação com rodas para transportar caixões que flutuava
no caminho entre os céus e a terra. Apontando isto com seus dedos, eles clamavam:
“Este é o homem Moisés que nos tirou da terra do Egito.”
[264]
Sob a liderança dos mágicos Jannes e Jambres, eles apareceram perante Arão, dizendo:
“Os Egípcios tinham o hábito de carregar os seus deuses com eles, de dançar e tocar
perante eles, para que cada um pudesse contemplar os seus deuses; e agora nós
desejamos que você faça para nós um deus tal como os Egípcios tinham.” Quando Hur,
filho de Miriam, quem Moisés durante a sua ausência tinha apontado para se juntar à
liderança do povo com Arão, devido ao seu nascimento que o colocava entre os notáveis
da classe mais alta, contemplou isso, ele disse a eles: “Ó vocês os frívolos, vocês já não
têm mais em mente os muitos milagres que Deus operou por vocês.” Na sua ira, o povo
assassinou de forma violenta esse piedoso e nobre homem; e apontando o seu corpo
morto para Arão, eles disseram a ele de forma ameaçadora: “Se você nos fizer um deus,
está bem, mas se não, nós vamos te descartar como fizemos com ele.” Arão não tinha
medo por sua vida, mas ele pensou: “Se Israel cometesse tão terrível pecado como o de
assassinar um sacerdote e profeta, Deus nunca os perdoaria.” Ele antes estava disposto a
tomar o pecado sobre si mesmo a lançar o peso de tão ímpio ato sobre o povo. Ele então
lhes concedeu o desejo de se ter um deus feito, mas ele fez de um modo a ainda nutrir a
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esperança de que essa coisa não aconteceria. Por isso, ele pediu não os seus ornamentos
para moldar o ídolo, mas os ornamentos das suas esposas, dos seus filhos, e das suas
filhas, pensando: “Se eu falasse para eles me trazerem ouro e prata, eles imediatamente
assim fariam, por isso, eu vou demandar os brincos das suas esposas, dos seus filhos,
das suas filhas, para que através da sua recusa em dar os seus ornamentos, o negócio
fracasse.” Todavia a suposição de Arão foi parcialmente verdade; as mulheres
firmemente se recusaram a entregar suas jóias para a criação do monstro que é de não
assistência aos seus adoradores. Como recompensa a isto, Deus deu as luas novas como
feriado às mulheres, e no mundo futuro elas também serão recompensadas pela sua
firme fé em Deus, em que, como as luas novas, elas também possam mensalmente ser
rejuvenescidas. Contudo, quando os homens viram que nenhum ouro ou prata para o
ídolo estava vindo das mulheres, eles retiraram os seus próprios brincos que eles
usavam na moda árabe, e os trouxeram para Arão.
[265]
Nenhum vivo bezerro teria se formado do ouro desses brincos, se um desastre não
tivesse acontecido através da supervisão de Arão. Porque quando Moisés na saída de
Israel do Egito pôs-se a levantar o caixão de José para fora das profundezas do Nilo, ele
empregou os seguintes recursos: Ele tomou quatro folhas de prata, e em cada esculpiu a
imagem de um dos seres representados no Trono Celestial, - o leão, o homem, á águia e
o boi. Ele então lançou no rio a folha com a imagem do leão, e as águas do rio se
tornaram tumultuosas, e rugiram como um leão. Ele então lançou a folha com a imagem
de um homem, e os ossos espalhados de José se reuniram num corpo inteiro; e quando
ele lançou a terceira folha com a imagem da águia, o caixão flutuou até o topo. Como a
quarta folha de prata com a imagem de um boi não tinha uso para ele, ele pediu a uma
mulher que a guardasse enquanto ele estava preocupado com o transporte do caixão, e
depois se esqueceu de reclamar a folha de prata. Esta estava agora entre os ornamentos
que as pessoas trouxeram a Arão, e foi exclusivamente devido às virtudes mágicas da
imagem do boi, que um boi de ouro surgiu do fogo em que Arão colocou o ouro e a
prata.
[266]
Quando a multidão misturada que tinha se juntado a Israel no seu êxodo do Egito viu
esse ídolo se conduzir como um ser vivo, eles disseram a Israel: “Este é o seu Deus, ó
Israel.”
[267]
O povo então se dirigiu aos setenta membros do Sinédrio e demandou que eles
adorassem o boi que tinha guiado Israel para fora do Egito. “Deus” eles disseram, “não
tem nos libertado do Egito, mas só Ele mesmo, que tinha estado em cativeiro no Egito.”
Os membros do Sinédrio permaneceram fiéis ao seu Deus, e foram, por isso, cortados
pela populaça.
[268]
As doze cabeças das tribos não responderam aos chamados do povo mais do que os
membros do Sinédrio, e foram, por causa disso, recompensadas por serem achadas
dignas de contemplar a Divina visão.
[269]
Entretanto, o povo não só adorou o Bezerro de Ouro, eles fizeram treze ídolos assim,
um para cada uma das doze tribos e um para todo o Israel. Mais do que isso, eles
empregaram o maná, que Deus em sua bondade não lhes negou até nesse dia, para
ofertar aos seus deuses.
[270]
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A devoção de Israel a esse culto do boi é em parte explicada pela circunstância que,
enquanto passavam pelo Mar Vermelho, eles contemplaram o Trono Celestial, e mais
distintamente as quatro criaturas perto do Trono, eles viram o boi. Foi por essa razão
que eles encontraram a noção de que o boi tinha ajudado Deus no êxodo do Egito, e por
esse motivo eles desejaram adorar o boi além de Deus.
(...)
E.3 - O Boi
http://www.ancient-hebrew.org/index.html#alphabet
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O nome Moderno para esta letra é aleph e corresponde ao nome Grego alpha e ao nome
Árabe aleph. Os vários significados dessa raíz são bois, jugo e aprender. Cada um
desses significados está relacionado com os significados da pictografia . A raíz aleph
(
) é uma raíz adotada da raíz ancestral el (
) significando, força, poder e
comando e é o provável nome original da pictografia
.
O
é um cajado e representa tanto autoridade como um jugo (veja a letra Lam). Essas
pictografias combinadas significam “autoridade forte”. O cabeça ou o pai é “forte
autoridade”. O
também pode ser entendido como “boi no jugo”. Muitas culturas
do Oriente Próximo adoravam o deus
, mais comumente pronunciado como "el" e
representado como um touro em esculturas e estátuas. Israel escolheu a forma de um
bezerro (jovem touro) como uma imagem de Deus no Monte Sinai, mostrando a
associação entre a palavra
e o boi ou touro. A palavra
é também comumente
usada na Bíblia Hebraica para Deus ou qualquer deus.
E.4 - Cronus e El e Saturno
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Tradução de trechos das páginas 89, 90, 91 e 92 do livro The All-Knowing God
(L’onniscienza Du Dio) de Raffaele Pettazzoni:
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Capítulo IV
OS FENÍCIOS
(a) O EL DE DUAS FACES
De acordo com os fragmentos do trabalho de Philon de Biblos preservados para nós por
Eusebius, que lidam com as antiguidades Fenícias e são derivados (assim ele alega) de
antigas fontes Fenícias, Sanchuniathon e Thabion, o deus El, traduzido em Grego como
Kronos, era creditado como tendo quatro olhos, dois na frente e dois atrás (...), que eram
a marca de sua soberania (...).
(...)
El, quando morreu, tornou-se Kronos, o deus do planeta Saturno. A figura com asas de
duas faces na moeda de Mallos deve ser não outra senão El-Kronos, i.e. o deus do
planeta Saturno mostrado no ato de carregar o planeta mesmo e voando no céu com ele.
Por que, todavia, deveria Saturno em particular, i.e. o deus daquele planeta, e ele
somente, dentre todos os planetas e dentre as outras estrelas, ser creditado com duas
faces, como na figura da moeda Mallian, e quatro olhos, tal como El-Kronos tem em
Philon? Pluralidade de cabeças e de olhos, como uma simples expressão na arte de
poder ver (ou saber) tudo, é um atributo, como nós já temos visto e iremos ver de novo,
de um deus-sol. O planeta Saturno, o mais remoto da terra e o com a maior órbita, era
tido como o primeiro e o mais poderoso planeta e, talvez devido a sua proeminente
posição, era assimilado com o Sol, como um tipo de sol noturno. Atrás desta
assimilação de Saturno com o Sol existe algo além de uma transliteração de El como
Helios ou de uma equivocada confusão de Kronos com Chronos, Tempo, como sendo,
como o sol, o castigador dos pecados, à medida que os pecados mais cedo ou mais
tarde, i.e. em tempo, vêm à luz. Que Saturno foi então assimilado é provado pelo
próprio culto Fenício, como também por aquele da Babilônia, e aquele não somente por
evidências recentes, mas também diretamente dos textos cuneiformes.
É natural perguntar se a figura de duas faces com asas na moeda Mallian, ou o El de
quatro olhos de Philon, realmente é o planeta Saturno-Kronos, e não antes o deus-sol no
ato de voar pelos céus com o disco do sol. E de fato nos textos mitológicos de Ras
Shamra, na costa da Síria, no sítio do antigo Ugarit, que são escritos em caracteres
cuneiformes e datam o século XIV B.C, nós achamos dentre muitos deuses um chamado
El, rei e senhor da terra, “pai da humanidade” (‘b’ dm), supremamente sábio e um juiz.
Ele é visto como idoso e barbudo (‘ b snm), o que lhe dá a reputação de um deus-sol
veja n.19. Isso não quer dizer que El seja precisamente o deus do disco solar, que em Ras
Shamra tem a sua própria representação na pessoa de uma deidade feminina, S-p-s. É
mais certo dizer que ele é o deus do dia do céu claro5, e então diferente do céu-tempo,
que por sua vez é representado em Ras Shamra por Ba’al, o deus que lança os raios com
trovões e manda chuva, e cuja voz (i.e. trovão) pode ser escutada por entre as nuvens.
(...) Em outra parte, ainda, nós achamos o Cananeu e o Fenício (mas não Ugarítico)
Ba’lasamem, ou na forma Aramaica Be’elsamen, o Senhor do Céu, que, contudo tem
não só o aspecto do céu-tempo, mas também do céu quando está claro e iluminado pelo
sol e, diferentemente do Ugarítico Ba’al que, na sua hierarquia, é inferior ao deus chefe
5
Ver Zeus em Por que não Deus? - página 02.
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El, geralmente se apresenta como o deus supremo, tomando o primeiro lugar entre os
grupos divinos, como, por exemplo, quando faz um trio com o Sol e Lua.
(b) O PÚNICO JANUS
(...)
Já para Ba’al-hamman, um deus que, para julgar pelo grande número de inscrições
dedicadas a ele oferecidas em cumprimento de um voto, foi o mais adorado
devotamente dentre todas as divindades Carthaginian, o fato de que ele é representado
em Latim como Saturnus nos lembra do Fenício El, que em Philon é El-Kronos (=
Saturnus), deus do sol, e então, muito provavelmente o doador da colheita e da
vegetação, como o Africano “Saturnus” é significantemente chamado de frugifer pela
maior parte.
(...)
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