Distâncias de Isolamento em Arroz Dispersão de Pólen Apresentação à CTNBio Reunião Ordinária das Comissões Setoriais 19 de Maio de 2010 André Abreu Eng. Agrônomo Gerente de Tecnologia – Bayer CropScience July 27, 2004 Agenda Distância espacial de cruzamentos Distância temporal de cruzamentos Implicações agronômicas Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Distribuição de Arroz Silvestre na América do Sul compatibilidade O. glumaepatula SIM O. grandiglumis O. alta O. latifolia NÃO O. subulata Oliveira, 1994; Brondani et al., 2005 Santos, 2010 Arroz Cultivado Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Ampla rede de estudos sobre cruzamento nesta década Brasil – Colômbia – LSU, USDA, UCD Europa – CIAT EUA – EMBRAPA, EPAGRI, IRGA, UFSM CIRAD, IRTA China – CNRRI Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Delineamento experimental clássico Parcela Central de plantas polinizadoras (marcador herbicida) Amostras de panículas radiando a fonte de pólen 1 2 3 4 5 6 800 bp Validação molecular Teste com Herbicida 400 bp 306 bp (LLRice62) 166 bp (wild type) OSR-LL62-ZY01 Lane 1: Homozygous LLRice62. Lane 2: Hemizygous LLRice62. Lane 3: O.sativa var. Bengal, wild type. Lane 4: O.sativa var. M202, wild type. Lane 5: water (No Template Control). Lane 6: MW marker (Pharmacia 100 bp ladder) Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Estudo aprovado pela CTNBio - Rio Grande - RS - 2000 Estudo a campo gene bar marcador, com cultivar de mesmo ciclo e linhas de arroz Vermelho e Preto. 42m parcela central. Área circundante de 60 x 60 m Inspeções em floração Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Estudo aprovado pela CTNBio - Rio Grande - RS - 2000 Germinação em meio herbicida (método Embrapa publicado) Plântulas potencialmente resistentes transplantadas para confirmação em bioensaio validação 1 (GM) validação 2 (NM) 250000 sementes avaliadas Avaliação por pesquisadores diversos para confirmar taxas de cruzamento Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Resultados: <0,1% até 3 metros Magalhães e Andres, EMBRAPA-CPACT Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil Cruzamento variou entre 0.04 to 0.1% na 0,05 distancia de 1 a 3 m , sob condições favoráveis à abundância de pólen e coincidência floral de 6 a 10 dias Não foi observado cruzamento com as plantas de Arroz Vermelho ou Preto. Cru 0,04 zam ent 0,03 o (%) 0,02 0,01 y = -0,0091x + 0,0453 R2 = 0,9986 0 0 2 4 6 Distância (m) Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Estudo IRGA usando mutação ALS como marcador Cachoeirinha - 2001 Plantas híbridas (%) 0,05 0,04 0,03 0,02 0,01 0,00 0 1 2 3 4 5 8 10 Distância entre doador e receptor (m) FONTE: RAMIREZ et. al., 2001 Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Influencia do Vento na polinização Circulo central (gene bar marcador) com dois círculos Cruzamentos a 1 (0.08%) e 5 m (0,01%), vento 1m 5m 10m observados na direção do vento Citação: Messeguer, J., C. Fogher, E. Guiderdoni, V. Marifà, M.M. Català, G. Baldi, and E. Melé. 2001. Field assessments of gene flow from transgenic to cultivated rice (Oryza sativa L.) using a herbicide resistance gene as tracer marker. Theoretical and Applied Genetics 103:1151-1159. Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Dados consistentes indicando baixo cruzamento país do estudo taxa de cruzamento (%) autores/ano Brasil 0,14% a 0,26% Noldin et al. (EPAGRI), 2002 Brasil 0,01% a 0,04% Ramirez et al. (IRGA), 2001 Brasil 0,0065% Villa et al. (UFSM), 2006 Brasil 0,01 a 0,04% Magalhães Jr et al (EMBRAPA -CPACT), 2001 China < 1% Rong et al. 2004 Colombia 0,03% a 0,3% Lentini & Espinoza 2005 Coreia 0,01% a 0,05% Chen et al. 2004 Costa Rica 0,1% a 0,4% Lentini & Espinoza 2005 Espanha e Italia 0,01% a 0,1% Messeguer et al., 2004 EUA 0,08% Linscombe et al, (LSU) 2005 EUA 0,40% Cheetham e Fischer (Univ. California Davis), 2005. EUA 1% Langevin et al. 1990 EUA 0,01% a 0,14% Burgos et al. 2005, Estorninos et al. 2003a, 2003b EUA 0,10% a 0,23% Estorninos et al. 2003b Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Agenda Distância espacial de cruzamentos Distância temporal de cruzamentos Implicações agronômicas Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Estudo de sincronia floral extrema (aprovado pela CTNBio) José Alberto Noldin e Satoru Yokoyama - EPAGRI - Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina S.A. Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Baixo cruzamento sob máximas proximidade e sincronia floral Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Estudo com outros biótipos nos EUA corroboram dados do Brasil 12 biótipos de Arroz Vermelho submetidos ao cruzamento com Arroz mutagênico (marcador resistência herbicida) Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Agenda Distância espacial de cruzamentos Distância temporal de cruzamentos Implicações agronômicas Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Persistência do Evento no meio Segurança do Evento Adaptação dos híbridos Pressão de seleção 80 Número de Perfilhos 70 13 60 11 50 Esterilidade das Espiguetas % No. perfilhos 15 40 9 30 20 7 10 5 0 AV AP Hibridos LL x AV genótipos LL AV AP Hibridos LL x AV genótipos Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 LL Qualidade de Semente Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Echinochloa (Capim Arroz) resistente a herbicidas inibidores de ALS Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Modo de ação herbicida e variabilidade genética tem mais influência que a taxa de cruzamento Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Inexiste comprovação de variabilidade para tolerância ao Glufosinato Modo de Ação Grupo HRAC Exemplo de herbicida total de espécies resistentes descritas Inibição da AcetoLactato Sintase (ALS) B pyrazosulfuron-ethyl, Imazaphir 101 Inibição da fotossíntese (PSII) C1 Atrazine, Chlorotoluron 68 Inibição da AcetilCoA Carboxilase (ACCase) A Fenoxaprop 36 Auxina sintética - similar ac. indolacético O 2,4D 28 Inibição da fotossíntese (PSII) C2 Propanil 21 (Glicina) Inibição da EPSPS G Glyphosate 16 inibição da formação das tubulinas K1 Oryzalin 10 - 9 outros Inibição da síntese de lipídeos N Thiocarbamatos 8 Inibição da biosíntese de carotenóides F3 Ureas 4 Inibidor de PPO E Oxyfluorfen 3 Inibidor de ácidos graxos de cadeia longa K3 Butachlor 3 Inibição da divisão celular L Quinclorac 2 (Ácido Fosfinico) Inibição Glutamina Sintetase H Glufosinato 0 Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Conclusões Norma do MAPA de 3 metros para < 1% é mais que suficiente Taxa média de < 0,1% de cruzamento até 1 metro de distância. Distância: a partir de 5 metros tende a zero Sincronia floral: < 15 dias para o cruzamento Perda de eficácia de herbicidas resultando de – – – – Modalidade de atividade química vs variabilidade genética Manejo de pureza de sementes Manejo de lavoura Favorecimento ao cruzamento Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010 Obrigado Revisão sobre Dispersão de Pólen e Distâncias de Isolamento em Arroz por André Abreu – CTNBio – Maio 2010