www.embalagemmarca.com.br
Outro bom resultado da integração
E
Wilson Palhares
A sobrecapa
desta edição de
EMBALAGEMMARCA
constitui a
primeira ação
desse gênero
no Brasil, e
não se conhece
precedente
semelhante
no mundo
m seus sete anos
de existência, que
comemoramos
com esta Edição, EMBALAGEMMARCA ganhou visibilidade, entre outros motivos, pelas ações de impacto
que freqüentemente realiza
com o objetivo de promover o setor de embalagem
no Brasil. Nos últimos
meses, por exemplo, as
páginas internas e as capas
da revista trouxeram diferentes amostragens de rótulos, de tipos de substratos e
de sistemas de impressão e
acabamento.
Enquanto isso, desde março
último até o final do ano
os envelopes de envio da
revista fazem uma demonstração concreta dos excelentes resultados que podem
ser obtidos em flexografia e
rotogravura quando todos os
elos da cadeia se integram
efetivamente. Interrompemos essa ação este mês, por
cortesia dos parceiros que
dela participam (Aquiléia,
Arco Convert, Dann Group,
Henkel e Recriar), para dar
lugar a uma idéia de trabalho conjunto que começou a
ser combinado com a Tetra
Pak um ano atrás.
O resultado desse entendimento é a sobrecapa deste
volume. Impressas na planta da Tetra Pak em Monte
Mor (SP), em flexografia
com retícula (57 linhas),
as bobinas foram cortadas
no formato de folhas pela
Marinho Papéis em Telêmaco Borba (PR) e de lá
encaminhadas para grampeamento em São Paulo
na Congraf, que imprime a
revista. A Tetra Pak afirma
ser essa a primeira ação
desse tipo no Brasil e desconhece algo semelhante no
mundo.
Para continuar festejando,
convidamos os leitores a
tirar bom proveito desta
edição e, de passagem, ir
até a página 78, onde a
equipe se mostra um pouco
mais do que no produto que
faz. Até julho.
Seriedade e profissionalismo
A
cabo de ler a edição de maio de
EMBALAGEMMARCA, que está excelente,
com muitas informações úteis para nosso
setor de planejamento. Legal também
ver estampada no expediente a marca do
IVC, que traz seriedade e profissionalismo à revista.
Otto de Barrros Vidal Jr.
Sócio-Diretor, Relações com o Mercado
PPR - Profissionais de
Publicidade Reunidos Ltda.
São Paulo, SP
O que faz a diferença
G
ostaria de parabenizá-los pela entrevista (N. da R.: sobre marcas próprias)
feita comigo pelo Guilherme Kamio e
publicada na edição de abril. Ficou ótima,
muito bem redigida e elogiada inclusive
pelo dr. Abílio Diniz e por todo o conselho da diretoria em nossa última reunião.
Acho importante dar este retorno, pois
entendo que o repórter faz toda a diferença na qualidade da reportagem.
Iorley C. Lisboa
Gerente de desenvolvimento de
embalagens, Grupo Pão de Açúcar
São Paulo, SP
Quem faz o quê
Q
uero parabenizá-los pela edição nº
80 (abril de 2006). Como sempre a revista está muito bem produzida e traz temas
atuais. Contudo, nada é tão bom que
não possa melhorar! Apesar da observa-
4 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
ção feita na reportagem “Um peixe fora
d’água?”, sobre o lançamento da nova
água saborizada Aquarius, da Coca-Cola,
de que não foram informados os fornecedores dos rótulos e das tampas, os nomes
destes aparecem no rodapé, mas o da
Alcoa CSI, fornecedora das tampas, não.
Na matéria da página 46 (“Óleo no ciclo
de expansão”), mais uma vez os nomes
de fabricantes são citados, porém o nome
da Alcoa CSI, fabricante da tampa, não.
A Alcoa CSI é líder mundial na fabricação de tampas plásticas e tem sido pioneira em inovações, principalmente nos
segmentos de água mineral, refrigerante
e óleo comestível. Creio não ser muito
pedir maior empenho em citar todas as
empresas que participem da formação de
uma embalagem. Sei das dificuldades em
levantar todos os detalhes de uma embalagem, porém esta é uma das características que diferencia EMBALAGEMMARCA
dos demais veículos do seu segmento.
Rodolfo Haenni
Alcoa CSI South America
Alphaville, SP
Normalmente a redação procura obter
todas as informações relativas aos produtos citados. Nem sempre consegue.
Quando isso ocorre, contamos com a
compreensão das empresas não citadas
para o fato de não termos condições de
consultar todos os potenciais fornecedores de cada produto objeto das reportagens. Por outro lado, as portas da redação estão abertas para receber informações relevantes que venham da parte das
empresas fornecedoras de embalagens
e de seus complementos. Nesse sentido,
sugerimos que os interessados liguem
diretamente ou acionem suas assessorias
de imprensa, se as tiverem, para, de forma pró-ativa, informar a redação sempre
que tiverem algum tema de interesse.
Q
uero dar parabéns a toda a equipe
de EMBALAGEMMARCA pela qualidade
do material publicado. O conteúdo das
reportagens é muito útil a todos os envolvidos no ramo de embalagens. Ao longo
de 2005, gostei em particular do caderno
especial sobre reciclagem (nº 72, agosto
de 2005), que mostra as contribuições da
indústria de embalagem na preservação
do ambiente. Também chamou atenção
a entrevista da edição 73, onde Guido
Pelizzari, presidente da Câmara Setorial
de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (CSMAIP) da Abimaq
alerta sobre a entrada de equipamentos
chineses no mercado brasileiro. Trata-se
certamente de um forte concorrente para
as nossas indústrias. Por fim, a reportagem Tendências e Perspectivas 2006
(dezembro de 2005) também foi muito
útil, dando uma visão de como será o
mercado de embalagens no decorrer o
ano. Trabalhei por muitos anos na área de
manutenção em indústrias de embalagens
flexíveis e sempre leio EMBALAGEMMARCA por inteiro, por ser informativa e de
agradável leitura.
José Ricardo Féria
Gerente de manutenção
São Paulo, SP
Linha divisória
C
onheço EMBALAGEMMARCA desde o
primeiro número, e não hesitei em mais
uma vez escrever para dar parabéns a
todos. Tenho um carinho muito grande
(sou “fã de carteirinha”) por essa equipe.
Em minha opinião, existe o mercado de
embalagem no Brasil antes de EMBALAGEMMARCA e depois de EMBALAGEMMARCA. Veio para ser A Revista.
Laura Sanchez
Makmelt
São Paulo, SP
Informações e cereja
F
ormei-me em design de produto e
sou apaixonado por marcas e embalagens. Tenho EMBALAGEMMARCA como
referência. Incubei minha empresa no
Nücleo de Design da Fundação Parque
de Alta Tecnologia de São Carlos, onde
trabalhamos na concepção e no desenvolvimento de embalagens para indústria
alimentícia. Aproveito para elogiar as
reportagens da Lívia Deorsola, sobre
o mercado de sabonetes, e do Leandro
Haberli, sobre margarinas. Ambas foram
apresentadas de maneira simples e trouxeram informações importantes de cada
segmento. A seção Display é a cereja do
bolo. Parabéns a toda a equipe!
Mandré Sola, designer
Öokre Package Design
São Carlos, SP
Resistência de filmes
S
omente ontem pude ter contato com o
número 80 de EMBALAGEMMARCA (abril
de 2006), revista muito bem posicionada
e com reportagens muito interessantes
para o mercado de embalagens. Porém,
estranhei a matéria intitulada “O sanduíche pode mudar”. Não concordo que
o filme ali citado seja a última grande
cartada da Unilever fora do Brasil. Em
outra empresa na qual trabalhei, cujo
nome não mencionarei por razões éticas,
foi desenvolvida há quatro anos aquela
mesma estrutura, em parceria com a
Votocel e a Nestlé, com resultados muito
significativos de performance.
Discordo da afirmação de que o material
com filmes poliolefínicos seja mais resistente do que o feito com alumínio. O que
ocorre é que o filme, depois de submetido
a um “crash” durante processo ou dobra,
não responde pelas mesmas propriedades
de barreira de um filme de BOPP alta
barreira. Este tem desempenho superior,
comprovado em laboratórios nos Estados
Unidos e no Brasil. Porém, em matéria
de resistência ao rasgo, tanto o BOPP
quanto o PET têm resistência igual a
zero, depois de iniciado o rompimento.
Nesta estrutura, quem trabalhará de forma contrária a este problema será o filme
de PEBD, que pode ser modificado para
melhorar a resistência ao rasgo.
Já existem no Brasil diversas empresas
utilizando filmes de alta barreira até em
mercados de exportação: Vitopel, que
hoje agrega a Votocel, e Pólo Films, sem
falarmos dos filmes da Mobil, da AET e
de outros fabricantes mundiais. A própria
Mobil lançou no Brasil, com a Nestlé e a
Itap-Bemis, barrinhas de cereais com um
filme monocamada de altissima barreira
selado por cold seal. E a Unilever Brasil
já vinha pesquisando esta estrutura nas
suas linhas de sopas e caldos.
Engº Paulo Caetano
Suporte e Processos
Majicplast Embalagens Ltda
São Paulo, SP
O autor da matéria, Guilherme Kamio,
responde:
1) Sobre a mesma estrutura do filme ter
sido desenvolvida há quatro anos (será
que foi para o mesmo tipo de produto?),
ocorre, como já aconteceu outras vezes,
de não dispormos da informação, seja
por falha nossa, seja, como é freqüente,
por ausência de comunicação do fato por
parte das empresas;
2) O texto não diz em momento algum
que a troca de estrutura é “a última
grande cartada da Unilever fora do Brasil”; diz apenas que a nova estrutura está
se impondo sobre outra que por mais de
trinta anos vigorou na empresa;
3) A matéria fala de substituição de foil
de alumínio, e não de poliéster, por filme
metalizado de BOPP; as comparações
entre os desempenhos dos filmes tiveram
aval da própria Unilever americana.
Apenas reproduzimos o “testimonial”
que chegou à redação.
4) Sobre os desenvolvimentos de estruturas similares para outros produtos,
como barras de cereais, a matéria foca
o segmento de alimentos desidratados
como noodles (lámen), sopas e similares,
e vendidos em envelopes (pouches).
nº 82 • junho 2006
20
32
40
42
44
45
50
3
Reportagem de capa:
Tampas
Materiais translúcidos e
com pigmentações vibrantes
ditam tendências visuais no
mercado de fechamentos
Decoração
In-mold decoration quer conquistar
usuários no mercado de embalagem
58
60
64
66
67
68
Diretor de Redação
Wilson Palhares
[email protected]
Flexíveis
Estréia da Bertin em pratos prontos
abre espaço aos retortable pouches
Reportagem
Flávio Palhares
[email protected]
Entrevista: Carlos Anjos
Guilherme Kamio
Professor da Unicamp fala sobre
suspeitas envolvendo PET reciclado
[email protected]
Leandro Haberli Silva
[email protected]
Plásticas
Livia Deorsola
Empresa ítalo-brasileira lança embalagens para transporte de químicos
[email protected]
Departamento de Arte
Carlos Gustavo Curado (Diretor de Arte)
Plásticas
Cesta para colheita reduz perdas
e melhora imagem de figos
[email protected]
José Hiroshi Taniguti (Assistente)
Celulósicas
Administração
Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
Eunice Fruet (Diretora Financeira)
Carnes ganham solução econômica
e sofisticada em papelão
Departamento Comercial
Tecnologia
[email protected]
Garrafa com botões dá liberdade
à indústria e ao consumidor
Karin Trojan
Wagner Ferreira
Metálicas
Circulação e Assinaturas
Marcella de Freitas Monteiro
Raquel V. Pereira
Lata expandida de achocolatado inspira-se no troféu da Copa do Mundo
Celulósicas
Papel cartão antiumidade revigora as
vendas dos sorvetes da La Basque
Vidro
69
82
Mercado
88
Mercado
Com arte de cartunista, cerveja que
mistura pilsen e malzbier é lançada
Wheaton investe no segmento
de miniaturas com spray
Pouches e latas de alumínio estão de
olho nos pescados em conserva
[email protected]
Assinatura anual: R$ 99,00
Energia
Público-Alvo
Crise do gás é comentada pelo
superintendente da Abividro
EMBALAGEMMARCA é dirigida a profissionais
que ocupam cargos de direção, gerência
e supervisão em empresas integrantes da
cadeia de embalagem. São profissionais
envolvidos com o desenvolvimento de
embalagens e com poder de decisão colocados principalmente nas indústrias de bens
de consumo, tais como alimentos, bebidas,
cosméticos e medicamentos.
Negócios
Projeto quer exportar produtos –
e embalagens – para os EUA
Índice de Anunciantes
Relação das empresas
que veiculam peças
publicitárias nesta edição
Filiada ao
Editorial
Impressão: Congraf Tel.: (11) 5563-3466
A essência da edição do mês, nas palavras do editor
4
EMBALAGEMMARCA é uma publicação
mensal da Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 • Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463
Espaço Aberto
Opiniões, críticas e sugestões de nossos leitores
10 Display
Lançamentos e novidades – e seus sistemas de embalagens
Destaques e idéias de mercados estrangeiros
46 Panorama
Movimentação no mundo das embalagens e das marcas
70 Conversão e Impressão
Produtos e processos da área gráfica para a produção de rótulos e embalagens
90 Almanaque
Fatos e curiosidades do mundo das marcas e das embalagens
Filiada à
FOTO DE CAPA: STUDIO AG - ANDRÉ GODOY
34 Internacional
www.embalagemmarca.com.br
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publicadas nesta revista sem autorização
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expressas em matérias assinadas não refletem necessariamente a opinião da revista.
Revitalização sofisticada
Nova vodca Orloff tem garrafa com
detalhes craquelê e em alto relevo
Em continuidade ao
processo de revitalização da marca
Orloff, iniciado em
2004, a Pernod
Ricard Brasil estende
a linha de vodcas e
lança a Orloff Mix,
variante que mistura à bebida aromas
de limão, laranja e
lima. Com design
elaborado pela
Usina Escritório de
Desenho, a garrafa
de vidro de 1 litro
é da Owens-Illinois
do Brasil e traz dois
recortes em alto
relevo, um na parede
frontal e outro na
parte de trás da garrafa. Quando vistos
de frente, os traços
formam um “X” alusivo ao conceito mix
do produto. Na parte
superior, logo após
o pescoço, a garrafa
traz ainda uma faixa
horizontal com textura do tipo craquelê
(ranhuras). Para valorizar a transparência
da embalagem, a
decoração é feita
em serigrafia em três
cores.
Owens-Illinois
do Brasil
(11) 6542-8000
www.oidobrasil.com.br
Usina Escritório
de Desenho
(11) 5571-6788
www.usinadesenho.com.br
Packs de ocasião
Itap Bemis
(11) 5516-2200
www.dixietoga.com.br
Santa Rosa Embalagens
(11) 3622-2300
www.santarosaembalagens.com.br
Vitopel
(11) 3089-5466
www.vitopel.com.br
Embalada pelas vendas de Páscoa,
Marilan lança tortinhas em flexíveis
Atenta à ressaca da Páscoa, quando
vendas de doces permanecem em alta,
a Marilan estréia sua família de biscoitos
do tipo tortinha Doce Sabor, nos sabores
chocolate, morango e limão. Os produtos
são apresentados em envelopes de 160
gramas, produzidos com BOPP metalizado da Vitopel e impressos em rotogravura pela Santa Rosa Embalagens e pela
Itap Bemis. A Marilan não informou quem
assina o design das embalagens.
10 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Doces extensões
Termoformados apóiam estréia
de novas versões de Danette
A linha Dannette, da Danone, acaba
de ser incrementada com a chegada
de dois novos sabores: Brigadeiro
Branco e Chocolate com Avelã.
Para as embalagens, desenhadas
pela a10 Design, foram usados
potes termoformados com chapa de
poliestireno da Coexpan e rótulos
de alumínio da Alcan, impressos
em rotogravura até seis cores. O
lançamento é nacional e se soma
aos sabores Chocolate ao Leite e
Chocolate Branco da série.
a10 Design
(11) 3845-3503
www.a10.com.br
Alcan
(11) 5503-0722
www.alcan.com.br
Coexpan
(11) 4582-5029
www.coexpan-net.com
Soja explora conveniência
Cartuchos dão cara a nova linha de pratos da Sadia
Melão em
nova casca
Brasilgráfica
(11) 4133-7777
www.brasilgrafica.com.br
Cadbury Adams repagina
papel laminado de dropes
Melão, sabor pouco usual
na formulação de balas, é
o preferido dos consumidores dos dropes Vita-C.
É o que diz a Cadbury
Adams, fabricante do
produto, que o relança
em novo envoltório, desenhado pela agência Job
Design Gráfico e produzida
a partir de papel parafinado e laminado com
alumínio. A embalagem é
impressa em rotogravura
pela convertedora paulistana Inapel.
Team Créatif
(11) 3704-6248
www.teamcreatif.com
Depois do boom das bebidas
à base de soja, pode-se dizer
que o grão alcançou mais
um degrau na indústria brasileira de alimentos. Apostando
numa extensão de sua linha
Vita Light, a Sadia levou a
soja ao mercado de refeições
de conveniência. Em termos
de embalagem, a recém-lançada Linha Sadia Vita Soja
não difere dos demais pratos
congelados vendidos pela
empresa. Fornecidos pela
Brasilgráfica, os cartuchos
de papel cartão trazem o
alimento em bandejas celulósicas que podem ser levadas
ao forno de microondas ou
ao forno convencional. Na
parte gráfica, as embalagens,
desenhadas pela unidade
brasileira da agência francesa Team Créatif, destacam
refeições como lasanha à
bolonhesa e ravióli de queijo.
Os molhos são feitos com
soja em vez de carne.
Inapel Embalagens
(11) 6462-8800
www.inapel.com.br
Job Design Gráfico
(11) 5572-1399
[email protected]
O globo vermelho da Ouro Fino
Água supercarbonatada, voltada ao preparo de
drinques, é lançada em garrafa especial de PET
Uma garrafa de PET
esférica, pigmentada em
vermelho, dá forma à água
mineral gaseificada Red,
novidade da Águas Ouro
Fino. Trata-se de uma
água supercarbonatada, voltada principalmente à elaboração
de coquetéis. “Com
a Red, queremos
alcançar um público
diferenciado”, diz Guto
Mocellin, presidente da
12 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
engarrafadora. A garrafa,
de 300 mililitros, toma
emprestado o formato da
embalagem da água Ouro
Fino Blue, de 5 litros, e
é soprada pela SanPet,
a partir de moldes fornecidos pela Engepack.
Rótulos auto-adesivos
da Novelprint, impressos
em flexografia, decoram
o frasco, fechado com
tampa da Owens-Illinois
do Brasil.
Engepack
(11) 2149-8801
www.engepack.com.br
Novelprint
(11) 3768-4111
www.novelprint.com.br
Owens-Illinois do Brasil
(15) 3238-5300
www.oidobrasil.com.br
SanPet Embalagens
(48) 3629-0400
www.sanpet.com.br
Do pão à panela
Em potes de vidro, geléias
flertam com a gastronomia
Aproveitando ventos favoráveis, que lhe renderam
um crescimento de faturamento de 45% em 2005,
Saint-Gobain Embalagens
a Kiviks Marknad coloca
(11) 3874-7482
www.sgembalagens.com.br
no mercado a Tropical
Gourmet, uma nova família
Setprint
de geléias finas chancelada
(11) 2133-0007
www.setprint.com.br
pela marca Queensberry.
Em três versões – Cupuaçu
Wheaton
(11) 4355-1800
e Manga, Jabuticaba
www.wheatonbrasil.com.br
e Amora e Damasco e
Maracujá – a linha não
visa apenas a untar pães
e torradas, mas também o
Indexflex
(11) 3618-7100
www.indexflex.com.br
uso na
alta gastronomia, cada vez mais
voltada aos pratos exóticos, preparados com temperos agridoces. As geléias
ganharam potes de vidro
personalizados, fornecidos pela Owens-Illinois do
Brasil e pela Wheaton. Toda
a decoração dos potes é
feita com rótulos auto-adesivos impressos em off-set
e por processo digital pela
Indexflex e pela Setprint.
Aplicação mais fácil
Opinião de doutores leva ao
redesenho de frasco
Por recomendação de veterinários, a
embalagem do antiparasitário Amino-Vit,
da Fort Dodge Saúde Animal, foi adaptada
para facilitar a sua aplicação como medicamento injetável. Antes fabricados com
polipropileno, os frascos agora são feitos
de polietileno de baixa densidade (PEBD).
Produzida pela Poly-Blow, a embalagem
leva impressão em silk screen. O projeto visual foi elaborado pela própria Fort
Dodge. A fabricante não forneceu dados sobre a produção do
cartucho do medicamento.
14 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Cereal para diabéticos
Poly-Blow
(11) 4178-0011
www.polyblow.com.br
Gráfica Romiti
(11) 6165-1514
[email protected]
Cartuchos da marca Fibre 1, da
Nestlé, destacam selos da Anad
Duas novidades foram anunciadas pela Nestlé para
seu cereal Fibre 1, que promete fornecer a cada
porção 53% da necessidade diária de ingestão de
fibras de um adulto. Nas embalagens, produzidas
com aplicações de alto relevo pela Gráfica Romiti,
foram impressos selos da Associação Nacional
de Assistência ao Diabético (Anad). Os carimbos
indicam que o produto, no organismo do portador
de diabetes, ajuda a retardar
a absorção de
carboidratos e glicose, diminuindo a
hiperglicemia após
a alimentação. O
design gráfico da
embalagem, no
entanto, ainda não
foi adaptado ao
novo direcionamento: sem um redesenho específico, as
caixas cartonadas
continuam estampando uma cena
típica de café da
manhã com cereais.
E venceram as caixinhas
Após testes, Play Max, linha de sucos para
crianças da Del Valle, escolhe Tetra Classic
Duas novas
grifes de lámens
Basilar e Isabela estréiam na
área em envelopes de BOPP
Converplast
(11) 6480-4477
www.converplast.com.br
M Design
(11) 3839-0969
www.mdesign.com.br
Os mais de 500 milhões de reais
já movimentados pelo mercado de
macarrões instantâneos no Brasil
(dado da ACNielsen) incentivaram a
Adria Alimentos a lançar duas novas
linhas do gênero, Basilar e Isabela. Os
produtos das marcas são acondicionados em envelopes de BOPP laminados
com polipropileno, produzidos pela
Converplast através de impressão
rotográfica em oito cores, com detalhes em hot stamping. A criação visual
das embalagens coube à M Design.
A fim de lançar uma
nova linha de sucos
para o público infantil,
a Play Max, a Del Valle
realizou testes com garrafas de PET e de vidro,
pouches e embalagens
longa vida. Por serem
mais práticas, segundo
conclusão da Del Valle,
as caixinhas foram
as escolhidas, mais
especificamente as
do modelo Tetra
Classic
Aseptic, da Tetra Pak.
As embalagens levam
impressão FotoProcess,
que, no design criado
pela Seragini/Farné,
destaca imagens dos
personagens Jack e
Kelly, mascotes do produto.
Seragini/Farné
(11) 2101-4300
www.seraginifarne.
com.br
Tetra Pak
(11) 5501-3200
www.tetrapak.com.br
Medley dá uma geral nos genéricos
Laboratório reformula as apresentações de 21 medicamentos OTC
A Medley Indústria Farmacêutica investiu
quase 1 milhão de dólares para renovar as embalagens secundárias de seus
medicamentos genéricos OTC (over the
counter, ou livres de prescrição médica).
A mudança pretende dar maior clareza às
informações sobre indicações e posologia
dos produtos. Tocado pela Future Brand,
o redesign abrange 21 itens em genéricos
de venda livre. Os novos cartuchos dos
remédios, com papel cartão da Suzano,
são convertidos pelas gráficas Mácron,
Emibra, Emepê e Magistral. Os genéricos
OTC já representam cerca de 10% do
mercado brasileiro e movimentam cerca
de 2 bilhões de reais por ano. A Medley
pretende lançar 25 novos produtos nessa
área ainda em 2006.
Emepê Indústria
Gráfica e Comércio
(11) 3826-8300
www.graficaemepe.com.br
Emibra
(11) 4748-2199
www.emibra.com.br
Future Brand
(11) 3821-1166
www.futurebrand.com
Mácron Indústria Gráfica
(11) 4393-8366
www.macron.com.br
Magistral Impressora Industrial
(41) 2141-0408
www.magistralimpressora.com.br
16 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
F/Nazca
(11) 3059-4800
www.fnazca.com.br
Rigesa
(19) 3707-4082
www.rigesa.com.br
Do tamanho da expectativa
Skol lança pack com 28 latas para a Copa do Mundo
Apostando na dobradinha futebol-cerveja, a
AmBev lança uma embalagem inédita para a
cerveja Skol, voltada à Copa do Mundo. Trata-se
do Redondaço, um pack com 28 latas de 350
mililitros da cerveja que desce redondo. A embalagem tem uma alça para facilitar a vida do consumidor. Serão 5,6 milhões de latas embaladas
em packs montados manualmente, com formato
octogonal. O Skol Redondaço está disponível
nos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais,
Rio de Janeiro, Espírito Santo e em Brasília. As
multipacks, de papel cartão, são produzidas pela
Rigesa, com design da agência de publicidade
F/Nazca.
A Copa de Smirnoff
Vodca líder ganha rótulos verde-amarelos
A vodca Smirnoff, da
Diageo, e todas as
suas extensões de linha
– Smirnoff Caipiroska,
Smirnoff Ice (long neck)
e Smirnoff Ice Black
(long neck) – ganharam
rótulos temáticos para
a Copa do Mundo.
Num desenho da Art
Contrast, o brasão da
marca ganhou as cores
verde e amarela e seis
estrelas, numa alusão
à busca ao sexto título
mundial. “É a primeira
vez que a marca altera
a embalagem em um
país”, diz Walter Celli,
gerente de marketing
de Smirnoff. Os rótulos comemorativos
são da Gráfica 43, de
Blumenau (SC).
Art Contrast
(11) 3758-2277
www.artcontrast.com.br
Gráfica 43
(47) 3221-1200
[email protected]
Morena com
a bola toda
Garrafa da cerveja La Brunette
tem rótulo temático para a Copa
EP Adesivos
(51) 3347-3911
[email protected]
18 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Até a pin-up (modelo típica dos
antigos calendários) presente no
rótulo auto-adesivo da garrafa da
cerveja artesanal La Brunette, da
gaúcha Schmitt Bier, resolveu se
vestir a caráter para a Copa do
Mundo. A morena está trajando
o uniforme canarinho no rótulo
comemorativo, impresso em flexografia pela EP Adesivos, de
Porto Alegre.
reportagem de capa >>> sistemas de fechamento
A vez dos fecha
Tampas translúcidas e com cores
vivas estimulam consumo de resinas
com pigmentos e aditivos especiais
Por Leandro Haberli
RÉ
20 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
IO
UD
ST
AG
–
D
AN
Y
DO
GO
mentos transparentes
V
ai longe o tempo em que embalagens
e seus sistemas de fechamento carregavam o estigma de “mal necessário”. Tampas, lacres e acessórios
de vedação podem hoje fazer muito mais do que
proteger os produtos acondicionados. Não é preciso ser especialista para saber que esses acessórios de acondicionamento assumiram papel
central nas estratégias de diferenciação frente à
concorrência. Por mais elementar que seja, essa
idéia ajuda a entender uma notável tendência do
atual mercado de fechamentos: a exploração de
apelos que não se situam necessariamente no
campo da funcionalidade e da conveniência.
Tome-se o exemplo do crescente uso de
fechamentos plásticos transparentes, visível em
mercados como o de bebidas, alimentos e personal care. Ao oferecer inovações visuais às quais
não se dava grande importância pouco tempo
atrás, as tampas transparentes já são vistas como
aquele algo mais capaz de influir na decisão
de compra. Ademais, vêm acelerando no mercado de transformação a demanda por resinas
especiais, acrescentadas de novas gerações de
clarificantes e aditivos.
“As tampas transparentes podem ser uma
ferramenta adicional para chamar a atenção
do consumidor”, defende Claudia Kaari Sevo,
gerente no Brasil da linha de aditivos para polímeros da Milliken, importante fornecedora de
especialidades químicas para embalagens plásticas. A empresa oferece aos transformadores produtos como o clarificante Millad 3988, uma de
suas especialidades desenvolvidas para garantir
a transparência de peças de polipropileno (PP).
Aditividas, elas são oferecidas no mercado de
embalagem como uma alternativa ao vidro ou a
outros polímeros transparentes, caso do PET.
Tábua da lei
No caso específico dos sistemas de fechamento,
o PP clarificado traz a possibilidade de destaque
num universo em que prevalecem itens opacos.
De fato, a idéia de que tampas transparentes
podem ajudar a ganhar market share e multiplicar os lucros começa a ser vista como tábua da
lei na ponta do varejo. No setor de alimentos, um
dos principais mercados para tampas produzidas
com PP clarificado tem sido o de margarinas.
“A transparência evidencia a qualidade do produto, passa credibilidade ao consumidor e pode
ajudar a criar appetite-appeal”, assinala Ângela
Mormul, gerente de marketing da Huhtamaki,
um dos grandes transformadores de embalagens
plásticas do mercado de margarina.
Para ela, a adoção de sobretampas plásticas
transparentes no setor aconteceu “naturalmente”. “Pouco tempo atrás, o cover-leaf, aquela
cobertura de papel aluminizado que protegia a
margarina sob a tampa, não continha imagem
ou mensagem ao consumidor”, lembra Ângela.
Mais recentemente, ela prossegue, esse componente começou a ser explorado como um novo
espaço para comunicação. “A fim de enriquecer o contato com o consumidor e fortalecer a
marca, os fabricantes de margarina passaram a
dar preferência a sobretampas transparentes”,
conclui a gerente de marketing da Huhtamaki.
Outras teorias ajudam a explicar o fenômeno. A possibilidade de visualizar a quantidade de
produto remanescente na embalagem após sua
abertura é uma delas. Afora os motivos, o fato é
que os transformadores de embalagens plásticas
têm solicitado de forma crescente resinas calcadas no apelo da transparência especialmente
para produção de fechamentos.
“Com os clarificantes, o visual das tampas
fica mais agradável”, reforça Rui Juliani, gerente de projetos e desenvolvimento da Emplal
Embalagens Plásticas. A empresa fornece os
acondicionamentos da linha de margarinas
Cyclus, da Bunge Alimentos, cujas sobretampas
plásticas também são feitas de PP clarificado
com especialidades da Milliken. A Emplal fabrica ainda sobretampas plásticas com clarificantes
para a linha Philadelfia, de queijo cremoso da
Kraft, e para diferentes marcas de maioneses
vendidas em potes plásticos. No mercado de
margarinas, quem também usa especialidades da
Milliken é a Dixie Toga, fabricante das embalagens da linha Qualy, da Sadia.
No ramo de cosméticos, o uso de tampas clarificadas também ganha força. Desodorantes dos
tipos roll-on e stick e géis fixadores para cabelo
estão entre os contemplados com fechamentos
obtidos a partir de PP translúcido por meio de
aditivos. Nesses casos, a tendência pode ser
atribuída ao apelo clean que os consumidores
associam à cristalinidade das tampas, através das
quais é possível visualizar cores e formatos das
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
COMUNICAÇÃO –
Em margarinas,
sobretampas
transparentes
revelam selos
metálicos mais
aprimorados
22 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
válvulas e dos aplicadores.
O valor da cor
Outra tendência importante nas novas alternativas visuais de sistemas plásticos de fechamento
diz respeito ao uso de corantes poliméricos aliados a soluções de clarificação. Resumidamente,
a idéia é dar ainda mais força aos apelos de
venda do PP clarificado, abrindo mercado para
novas tecnologias de pigmentação.
Recurso semelhante foi abraçado pela
Colgate-Palmolive, que vem usando tampas
transparentes coloridas em produtos da linha
Aroma Therapy. No aerossol do desodorante
Soft & Gentle, a empresa optou por um fechamento vermelho, mesmo tom da litografia das
latas. Já no gel para banho, tonalidades semi-fosforescentes sintonizadas com a cor dos frascos
PET ajudam a destacar os fechamentos flip-top.
Nos dois casos, os pigmentos não prejudicam a
transparência do PP clarificado.
Ante a tendência de união entre tonalidades
marcantes e estruturas transparentes, a Clariant,
outra gigante de especialidades químicas que
tem forte atuação no mercado de embalagens,
fez no ano passado uma parceria com a própria
Milliken. O acordo prevê produção e comercialização da linha Remafin Cleartint de masterbatches elaborados a partir de corantes poliméricos
transparentes para polipropilenos clarificados
com tecnologia da Milliken.
FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
TENDÊNCIA –
Cristalinidade é
associada a apelo
clean no mercado
de cosméticos
24 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
VIBRANTE –
Tonalidades vivas
destacam tampas
feitas de PP
clarificado
“Com o acordo, a Clariant se tornou fabricante exclusivo dos concentrados de cor Remafin
Cleartint para o mercado latino-americano”,
informa Alessandra Funcia, coordenadora de
marketing da empresa. Com a tecnologia de
corantes poliméricos da Milliken, a Clariant vem
fabricando masterbatches transparentes em suas
cinco plantas de produção na América Latina.
“A combinação do know-how da Milliken para
produzir cores verdadeiramente transparentes
para PP com a experiência largamente demonstrada pela Clariant como fornecedora de masterbatches trouxe para a indústria de PP da América
Latina um produto altamente confiável, a custo
acessível”, define a executiva.
O foco da parceria ultrapassa o mercado de
cosméticos. Os produtos Remafin Cleartint já
estão sendo usados na produção de fechamentos
para bebidas. Os aditivos e pigmentos serviram a
modelos padrão de tampas plásticas produzidas
pela Alcoa para os mercados de sucos e águas
minerais. As especialidades ainda são usadas
nas tampas, também da Alcoa, da água mineral
Petrópolis Paulista. Esta empresa, aliás, foi a
primeira do mercado brasileiro de bebidas a utilizar a tecnologia da Milliken e da Clariant para
tampas coloridas com aspecto transparente.
“A transparência confere uma imagem mais
nobre e elegante, ideal para produtos premium”,
observa Rodolfo Haenni, coordenador de
Aborrecimentos
antigos em xeque
BEBIDAS – Alcoa
fornece tampas
clarificadas no mercado
de águas minerais
premium. Abaixo,
fechamentos com
glitter produzidos
pela empresa
Novos fechamentos para cosméticos
eliminam respingos e favorecem praticidade
FOTOS: DIVULGAÇÃO
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
E
marketing da Alcoa CSI América do Sul. O
executivo lembra ainda que a Alcoa não oferece
apenas tampas transparentes ou translúcidas.
Segundo ele, a empresa dispõe de variadas
técnicas e opções para ações promocionais
através de fechamentos. “Temos outros efeitos
especiais, como cores metálicas e tampas com
glitter, que certamente diferenciam as embalagens
no ponto-de-venda”, resume Haenni.
Além do visual chamativo, outros apelos
podem impulsionar a adoção de embalagens
coloridas produzidas com clarificantes e pigmentos especiais. Segundo Alessandra Funcia,
da Clariant, as novas gerações de especialidades
facilitam o uso de tampas, frascos e rótulos feitos do mesmo material. Tal característica pode
vir a ser um argumento de vendas no atendimento a empresas com preocupação ambiental, já
que embalagens monoproduto são reconhecidas
como mais fáceis de reciclar. “Além disso, os
pigmentos utilizados são atóxicos, não representando impactos para o ambiente”, completa a
executiva da Clariant.
26 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
nquanto clarificantes e corantes
poliméricos trazem a proposta de
incorporar novas possibilidades
visuais aos sistemas de fechamento, desenvolvimentos recentes focados no
mercado de cosméticos destacam tarefas mais
conhecidas das tampas. Entre elas, os novos
sistemas de fechamento anunciados para itens
de beleza, perfumaria e higiene pessoal visam,
acima de tudo, evitar sujeira e simplificar a
rotina dos consumidores.
É o caso da tampa Slide Cap, recentemente anunciada pela Indeplast, que
fabrica acessórios e embalagens plásticas injetadas e sopradas, além de
rótulos plásticos e lacres termoencolhíveis. Com a proposta de
oferecer um novo bico aplicador
para frascos de condicionador e
cremes para pentear, a empresa
desenvolveu um fechamento feito
de duas peças (base e sobretampa)
a partir de injeção de polietileno de
alta densidade (PEAD). Com um sistema de abertura simples, baseado em giro axial
de um quarto de volta, o produto dispensa o
uso de acessórios cortantes para sua abertura.
Essa por si só já é uma diferença considerável em relação aos bicos aplicadores
tradicionalmente vistos nas embalagens de
cremes para pentear, que não raro precisam
de tesouras para ser abertos. Após o uso, um
“click” indica ao consumidor o momento em
que a Slidecap é fechada.
“Além de eliminar elementos cortantes,
essa tampa surgiu para resolver problemas de
vazamento”, resume Gilberto Pelicia, coordenador de pesquisa e desenvolvimento da
Indeplast. Segundo ele, essa é uma reclamação constante das consumidoras, agravada
pelo fato de que muitas carregam os produtos
para tratamento de cabelo na bolsa, onde
AVANÇO – Indeplast
oferece bico aplicador
para cremes de
pentear que dispensa
instrumentos cortantes
e evita vazamentos
pequenos vazamentos podem causar grandes
estragos. Lançada neste mês, a Slidecap levou
um ano para ser desenvolvida.
Mais uma dose
CONTROLE NA SAÍDA
– Aplicável em tampas
flip-top, válvula de
silicone da Seaquist
Closures elimina
respingos. Pouco
disseminada aqui,
lá fora solução já é
usada em cosméticos,
alimentos e bebidas
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Já disseminada lá fora, a tecnologia de válvula
de silicone também promete fazer barulho no
mercado de fechamentos para cosméticos e
itens de beleza e higiene pessoal. Quem está
oferecendo o produto no Brasil é a Seaquist
Closures, que patenteou sua válvula de silicone com a marca SimpliSqueeze. Aplicável na
estrutura interna de tampas flip-top, na região
do orifício de aplicação, a solução também foi
desenvolvida para evitar vazamentos. Porém,
a válvula vai além, gerando maior controle
sobre o fluxo de saída e oferecendo ao consumidor a possibilidade de dosar de modo
preciso a quantidade de produto retirado da
embalagem.
Como explica Rodrigo Teixeira, gerente de contas da Seaquist Closures Brasil, a
válvula SimpliSqueeze entra em funcionamento quando o frasco é pressionado. “Nesse
momento, ela se abre, permitindo que o produto seja dispensado”, descreve Teixeira.
Assim que a pressão na embalagem pára, a
válvula corta o fluxo, eliminando respingos,
sujeira ou restos de produto no lado externo
da tampa. “Nas embalagens invertidas, dispostas com as tampas para baixo, a válvula
SimpliSqueeze é ideal”, ressalta o gerente da
Seaquist Closures.
Além de produtos viscosos e líquidos, a
válvula de silicone pode ser usada para talcos
e cremes dentais. Na verdade, as aplicações
possíveis não são restritas ao mercado de
cosméticos. Segundo o fabricante, a válvula
funciona com praticamente qualquer tipo de
produto. Detergentes, desinfetantes, amaciantes, isotônicos, molhos para salada, mostarda,
maionese e outros condimentos também estão
na mira da Seaquist Closures. “Inicialmente as
tampas flip-top são a melhor opção para o uso
da válvula, mas no mercado internacional já
existem produtos utilizando-a das mais diversas maneiras”, completa Rodrigo Teixeira.
A oferta de novos sistemas de fechamento também promete movimentar o mercado
de bisnagas e tubos plásticos, que tem no
segmento de cosméticos seu principal filão.
Dominado por tampas de rosca, o setor assistiu recentemente à chegada de uma nova alter-
28 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Sinal vermelho para gatunos
A grande vantagem do sistema, acredita Fábio
Yassuda, diretor comercial da empresa, está
na inviolabilidade. Enquanto nas tampas de
rosca “não adianta colocar lacres termoencolhíveis, já que basta desrosqueá-las para
abrir a embalagem”, na snap-on o sleeve
efetivamente protege contra violações. “Só é
possível abrir uma bisnaga dotada de tampa
snap-on e lacre termoencolhível rompendo o
sleeve”, enfatiza Yassuda.
A snap-on da C-Pack, diga-se, não é a primeira tampa de encaixe para tubos plásticos
oferecida no Brasil. Empresas como a Cebal,
hoje divisão de tubos da Alcan Packaging,
já forneceram esse tipo de produto no país.
“Mas nossa tampa usa menos matéria-prima,
pois é produzida em injetoras e moldes de
alta produtividade”, assegura Fábio Yassuda.
Atualmente a C-Pack possui três injetoras da
marca canadense Husky. A aquisição de pelo
menos uma nova máquina está planejada para
este ano. Quanto aos moldes, são fornecidos
pela Btomec Ferramentaria e Usinagem de
Precisão, de Santa Catarina.
Para o executivo da C-Pack, dadas suas
vantagens, que de quebra incluem visual mais
limpo, livre de aletas, a tendência é que os
fechamentos de encaixe passem a responder
pela maior parte do mercado brasileiro de
bisnagas plásticas. “As tampas de rosca só
continuarão a existir porque muitos fabricantes ainda compram tubos plásticos com fundo
já selado”, diz Yassuda, referindo-se aos usuários que fazem o enchimento das embalagens
pelo bico, num processo menos automatizado.
Nesse nicho, responsável por 30% do mercado brasileiro de bisnagas plásticas, as snap-on
não seriam indicadas.
Em último caso, o lançamento da tampa de
encaixe representa para a C-Pack o passo mais
importante dado desde o início, há um ano e
meio, de sua estratégia de injeção de tampas
plásticas de polipropileno (PP). Até então a
empresa comprava o acessório de terceiros,
em especial da Igaratiba, importante player do
mercado de embalagens plásticas. A parceria
30 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Alcoa CSI América do Sul
(11) 4134-2545
www.alcoacsi.com
Clariant
(11) 5683-7848
www.cleartint.com
C-Pack
(11) 5562-8671
www.c-pack.com.br
Emplal
(11) 4186-9700
www.emplal.com.br
Huhtamaki
(41) 3661-1010
www.huhtamaki.com.br
Igaratiba
(19) 3821-8000
www.igaratiba.com.br
Indeplast
(11) 6806-5000
www.indeplast.com.br
Milliken
(11) 3043-7949
www.millikenclarity.com
Seaquist Closures
(11) 4143-8909
www.seaquistclosures.com
LIMPEZA – Nova snap-on
para bisnagas (foto do
alto) é livre de aletas
SEGURANÇA – Com lacres
termoencolhíveis (detalhe), tampas de
encaixe da C-Pack são invioláveis
Btomec
(47) 3436-0600
www.btomec.com.br
Husky
(11) 4589.7213
www.husky.ca
DIVULGAÇÃO
continua, mas a idéia, agora, é verticalizar
a produção de fechamentos para bisnagas.
“Até o final do ano investiremos no desenvolvimento de seis novos moldes de tampas”,
adianta Yassuda.
Seja revelando novas possibilidades visuais, inovações funcionais ou estratégias de
mercado, os lances do mercado de sistemas de
fechamento servem para confirmar uma antiga
teoria: a de que tampas, lacres, selos e acessórios de vedação constituem hoje uma arma de
vendas tão importante quanto a embalagem, o
produto e a própria marca. Num panorama em
que os consumidores exigem cada vez mais
das tampas, é natural que os fabricantes se
movimentem e ofereçam novas possibilidades
de diferenciação. No mercado de embalagens,
tampas, em suma, também são essenciais para
fechar bons negócios.
FOTOS: STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
nativa de fornecimento de tampas snap-on, ou
de encaixe, no mercado brasileiro. O anúncio
foi feito pela C-Pack, um dos principais fornecedores de tubos plásticos do país.
plástico >>> decoração
Efeito indelével sem fusão
In-mold decoration quer ser nova alternativa de acabamento de embalagens
U
ma fita de poliéster, impressa ou metalizada,
é posicionada nas cavidades de um molde de
injeção plástica. Quando a injeção é feita, calor
e pressão transferem os pigmentos ou a metalização para a superfície plástica. Esse é o princípio básico do
chamado in-mold decoration (IMD), processo de decoração
e acabamento para peças plásticas feito de modo simultâneo
à injeção. Mais difundida na Europa, tal técnica começa a
ganhar espaço no mercado brasileiro. O IMD tem entre seus
potenciais mercados a decoração de aparelhos celulares, peças
automobilísticas e eletrodomésticos. No segmento de embalagens, principalmente frascos e tampas de cosméticos (como a
que ilustra esta página) estão na mira da tecnologia.
Até pela semelhança de nome, o método pode causar
certa confusão com os já famosos in-mold labels (IMLs),
aqueles rótulos aplicados em embalagens plásticas no
momento do seu sopro ou injeção. Pode-se dizer que a diferença entre um e outro processo resume-se a uma questão
de fusão. Enquanto no IML o substrato do rótulo (normalmente filmes plásticos de polietileno ou polipropileno) se
funde à embalagem, no processo IMD, a fita de poliéster é
rebobinada após o fim da injeção, já sem os pigmentos ou a
metalização. Ela, portanto, não é incorporada à peça plástica, como ocorre com os IMLs.
“O IMD traz a vantagem de permitir um registro muito
preciso”, ressalta Claudio Sthamer, diretor-geral da Kurz do
Brasil, empresa que oferece a tecnologia no país. Ele acrescenta que apenas finas camadas de pigmentos são transferidas
à peça plástica, abrindo a possibilidade de metalização parcial.
“A tecnologia IMD também se destaca pela flexibilidade”,
completa Sthamer, afirmando que a decoração pode ser feita
em diversos tipos de plásticos, como polipropileno, poliestireno, e ABS.
As películas podem ser fabricadas com imagens contínuas, trazendo, por exemplo, efeitos que imitam madeira, aço
escovado, ou carbono, ou com imagens personalizadas em até
nove cores. “O verniz especial utilizado pela Kurz na fabricação das películas IMD garante resistência química, a abrasão,
além de alto brilho e excelente definição das imagens”, destaca
Claudio Sthamer. O dispositivo para alimentação e posicionamento da película no molde deve ser adquirido pela empresa
que fará o trabalho de injeção da peça. Ao proporcionar brilho
e acabamentos especiais, acredita-se que, futuramente, o IMD
possa até substituir etiquetas, rótulos e outros métodos tradicionais de decoração de embalagens. (LH)
Kurz do Brasil
(11) 3871-7340
www.kurzdobrasil.com.br
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
TRANSFERÊNCIA – A partir
de fitas de poliéster,
técnica estampa em
peças plásticas injetadas
pigmentos ou metalizações
32 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Os destaques do jubileu
Premiados da 50a edição do FPA Awards demonstram como inovar em flexíveis
U
m dos mais prestigiados
prêmios mundiais das
entidades de classe ligadas ao setor de embalagens, o FPA Awards, da Associação
Americana de Embalagens Flexíveis
(Flexible Packaging Association),
comemorou neste ano sua 50ª edição.
Num serviço que serve no mínimo
como referência para produtoras e
usuárias brasileiras de embalagens do
mesmo gênero, EMBALAGEMMARCA
mostra a seguir alguns dos destaques
entre os vencedores do concurso,
divulgados em março último. Uma
lista mais abrangente dos projetos
laureados pode ser acessada no site
da FPA (www.flexpack.org). (GK)
Hidratação mais fácil
Prêmio Especial em Excelência em
Embalagem (também Ouro em Impressão)
Destacado numa edição anterior de EMBALAGEMMARCA (nº 75, novembro de 2005), o Gleukos,
um isotônico formulado com glicose, foi lançado num stand-up pouch com formato de ampulheta, o que permite sua colocação em pochetes esportivas e facilita o manuseio pelo consumidor. O pouch, da Ampac Flexibles (www.
ampaconline.com), é dotado do fechamento
Smart Spout, que impede vazamentos da bebida e facilita o consumo direto na embalagem. O
perfil inovador, a eficiência de seu fechamento e
a qualidade da impressão garantiram o prêmio
máximo à embalagem da bebida.
Più bella idéia
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Ouro em Excelência em Embalagem
34 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Marca de renome quando se
fala em massas, a italiana Barilla
introduziu nos Estados Unidos
um conceito inovador para vender seus molhos Restaurant
Creations. Os produtos da linha
consistem na união de dois frascos de vidro: um com extrato de
tomate e outro com combinações de especiarias para refogálo. A embalagem que garante o
casamento dos dois compartimentos num só produto é um
rótulo termoencolhível. Feito de
filme termoencolhível de PETG
(PET aditivado com glicol), com
espessura de 50 micra, ele leva
impressão reversa em oito cores
na divisão de flexíveis da Alcoa
( www.alcoa.com/flexiblepackaging) e reforça o apelo premium aos molhos.
Apelo maior, tempo de preparo menor
Ouro em Inovação Técnica
Criado pela divisão de embalagens
para alimentos da Cryovac (www.
cryovac.com.br), a Simple Steps é
uma embalagem com sistema de
fácil abertura para cozinhar vegetais
frescos ou congelados a vapor, em
até dois minutos, no forno de microondas. Num sistema a vácuo, o filme plástico do tipo skin amolda-se
à bandeja conjugada e ao formato
dos vegetais, ampliando o apelo
mercadológico dos produtos e
sua vida-de-prateleira. Segundo
a Cryovac, a Simple Steps pode
ser aplicada em embalagens de
qualquer tamanho, sejam para
o varejo ou para o canal de
food service.
Suporte para guarnição saudável
Ouro em Inovação Técnica
lançar o Apple Dippers, uma porção
de pedaços sem pele de maçãs in
natura. Uma tecnologia de microperfuração permite ao conteúdo
da embalagem respirar e promove
o frescor da fruta por até dez dias.
Um selo abre-fácil torna a embalagem amigável ao público infantil.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
A vontade – ou necessidade, como
muitos vêem – de engordar o cardápio de opções light e saudáveis
fez o McDonald’s recorrer à Printpack (www.printpack.com) para
36 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Solução “cool”
Ouro em Inovação Técnica
(também Prata em
Excelência em Embalagem)
Já familiar ao leitor de EMBALAGEMMARCA, tendo sido objeto de reportagens anteriores e estreado no Brasil
numa edição limitada de latinhas da
cerveja Skol, no verão passado, o
rótulo isolante Cool2Go, desenvolvido pela DuPont (www.dupont.com.
br), é capaz de proteger bebidas do
calor das mãos do consumidor e do
ambiente. O envoltório térmico é produzido a partir de um filme isolante,
o Thermolite, ensanduichado entre
duas camadas do filme de poliéster
Melinex, da DuPont Teijin Films. O
Cool2Go já é utilizado por uma série
de bebidas nos mercados americano
e canadense e pode ser empregado
tanto em latas quanto em garrafas.
O
GAÇÃ
FOTOS: DIVUL
Respiro para todos os elos
Ouro em Excelência em Embalagem e em Inovação Técnica
Vegetais frescos para preparo em
microondas ganharam da Amcor
Flexibles (www.amcor.com) um
stand-up pouch especial, que “respira” quando no forno, permitindo
um cozimento ideal. Trata-se do
SelfVent, uma solução que distribui
benefícios à indústria, ao varejo e ao
consumidor. O consumidor ganha
com a preservação das vitaminas
e com o maior sabor dos vegetais,
aliados ao fácil preparo. Varejistas
ganham impacto visual e percepção
de qualidade na seção de produtos
hortigranjeiros, diminuem desperdícios e vêem-se livres da sujeira
típica das vendas a granel. Para os
fabricantes, os ganhos são maior
shelf life e maior valor agregado aos
produtos.
Projeto sem escorregões
Ouro em Excelência em Embalagem
O Ice Enemy, da Day Saver, consiste em cristais de cloreto de cálcio
para derreter o gelo formado em
calçadas, escadas, sacadas, jardins
e outras superfícies durante os rigorosos invernos americanos, evitando assim acidentes e preservando
projetos paisagísticos. Para facilitar
a aplicação pelo consumidor, a Flex
Pack (www.flexpackusa.com) criou
um pouch com uma alça, que permite ao consumidor espalhar os
grânulos do produto sacudindo a
embalagem. O bocal do envoltório é
dotado de um zíper, o que permite o
armazenamento do produto para uso
paulatino.
junho 2006 <<<
EmbalagemMarca <<< 37
metálicas >>> alimentos
Para erguer e consumir
Lata de achocolatado em pó imita formato da taça do Mundial de Futebol
G
40 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
CANECO DOURADO –
Tintas esmaltadas em
altas temperaturas
dão brilho especial a
lata do achocolatado
DIVULGAÇÃO
raças a um novo produto de marca
própria do Pão de Açúcar, agora
o torcedor mais fanático poderá
imitar o gesto imortalizado pelo
capitão brasileiro Bellini, em 58, e erguer a
copa do Mundial de Futebol em casa. Ocorre
que o formato do troféu mais cobiçado no
mundo do futebol, criado pelo artista italiano
Silvio Gazzaniga e adotado a partir da Copa
de 1974, serviu de inspiração para a agência
Packing Design criar a lata de aço expandida que acondiciona uma edição limitada do
Achocolatado Pão de Açúcar. Produzida pela
Companhia Brasileira de Latas (CBL) com
chapa de folha-de-flandres da Companhia
Siderúrgica Nacional (CSN), a “embalagem
bijuteria” destaca em seu visual as bandeiras
dos 32 países participantes da edição de 2006
do torneio. “Foi uma forma de condensar a
simbologia do objeto, conquistado apenas
por um time, mas que congrega a esperança
de todos os outros”, explica o designer Fabio
Mestriner, diretor da Packing Design.
Para auxiliar a emulação da taça, um
alto brilho sobressai na impressão litográfica
do recipiente. Conforme detalha Mestriner,
trata-se do resultado da aplicação de tintas
especiais, esmaltadas em altas temperaturas.
A série comemorativa terá tiragem de 30 000
unidades de uma versão de 350 gramas,
vendida a 2,75 reais em lojas de São Paulo,
Rio de Janeiro e Brasília. Uma versão de
400 gramas será oferecida apenas nas redes
Extra, CompreBem e Sendas, integrantes do
Grupo Pão de Açúcar/Companhia Brasileira
de Distribuição. Ambas as latas são fechadas
por tampas plásticas da Sonoco For-Plas.
O projeto do Achocolatado reedita o trabalho sinérgico entre o Pão de Açúcar, a
CSN e a CBL, realizado anteriormente para
a criação das embalagens da linha de óleos
de mesa do Pão de Açúcar, lançada no ano
passado. “Temos obtido resultados positivos ao unirmos os elos das cadeias de valor
de embalagens, como importantes prêmios
nacionais e internacionais antes só conquis-
CBL
(11) 6090-5005
www.cbl.ind.br
CSN
(11) 3049-7100
www.csn.com.br
Packing Design
(11) 3074-6611
www.packing.com.br
Sonoco For-Plas
(11) 5097-2750
www.sonocoforplas.com.br
tados pela indústria”, afirma Iorley Lisboa,
gerente de desenvolvimento de embalagens
do Grupo Pão de Açúcar. “Embora tenha
um custo mais elevado do que das latas tradicionais, de formato cilíndrico, a nova lata
expandida do achocolatado destaca o produto
e dá outro status à marca própria”, entende
Walter Pirró, gerente de novos negócios da
CBL. Apostando em bons ventos para as latas
de perfis diferenciados, no fim de 2005 a CBL
investiu 3 milhões de reais em máquinas e
equipamentos para ampliar seu parque industrial de latas expandidas. Tais embalagens são
hoje responsáveis por cerca de 2% do faturamento da empresa. (LD)
celulósicas >>> sorvetes
Adeus aos desmanches
STUDIO AG – ANDRÉ GODOY
Cartuchos antiumidade reafirmam a alta nobreza dos sorvetes La Basque
INTEIROS – Papel cartão
especial evita devoluções
e problemas de imagem
T
radicional produtora de sorvetes
finos, a La Basque só despertou
recentemente para um detalhe em
suas embalagens que conflitava com
a desejada percepção como marca nobre pelo
consumidor – posicionamento explicitado até
pelo slogan da empresa, “The Premium Ice
Cream”. Até pouco mais de um mês atrás, os sorvetes da empresa, primariamente acondicionados
em potes plásticos, chegavam ao varejo em cartuchos construídos com papel cartão convencional.
Sem tratamento anti-higroscópico, isto é, contra
a absorção de umidade, os cartuchos muitas
vezes acabavam por se desmanchar nos freezers
dos supermercados. “Resolvemos mudar”, conta
Daniela Soares, do departamento de marketing
da La Basque. A mudança contemplou um aprimoramento na construção das embalagens.
Dedicado ao acondicionamento de produtos congelados ou vendidos sob refrigeração,
o Bonfreezer, um papel cartão duplex da catarinense Bonet Madeiras e Papéis, passou a ser
utilizado nos cartuchos dos sorvetes. De acordo
42 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Bonet Madeiras e Papéis
(49) 3252-1122
www.bonetsc.com.br
Congraf
(11) 5563-3466
www.congraf.com.br
com Sérgio Lima, diretor da Nova Era, a representante dos produtos da Bonet em São Paulo,
o Bonfreezer é capaz de impedir 90% da absorção de água graças a um componente químico
agregado ainda no momento da preparação da
sua massa. A fórmula desse aditivo é segredo
industrial.
Na gráfica paulistana Congraf, a fornecedora
das embalagens da La Basque, os cartuchos
ainda recebem um revestimento com resina plástica, após a impressão em off-set, para reforçar a
sua impermeabilidade. Segundo João Carlos dos
Santos, gerente de vendas da Congraf, 300 000
cartuchos são entregues por mês à La Basque.
“Trata-se, por ora, de nosso único cliente na
área de congelados”, aponta Santos. “Queremos
ampliar o atendimento a tal segmento.” A intenção tem motivo. Segundo a ACNielsen, somente nos últimos cinco anos o mercado de alimentos congelados cresceu 253% no Brasil.
“Embalagens confiáveis e de boa qualidade são
vitais para que o segmento continue crescendo”,
argumenta Sérgio Lima. (LD)
mercado >>> cervejas
Deu samba
ARTE – Desenho
do cartunista Lan
decora os rótulos
de Mulata
Combinação de variantes escura
e clara, Mulata propõe um novo
gingado ao mercado de cervejas
C
antada em verso e prosa como
símbolo da sensualidade brasileira, a mulata inspirou a Cintra
a lançar uma cerveja inédita no
país. Mistura das cervejas pilsen (clara) e
malzbier (escura), a Mulata chega ao mercado sob uma identidade visual exótica, assinada pela Animus Design Estratégico com a
participação de Lan, cartunista italiano radicado no Brasil há cinqüenta anos e assíduo
colaborador de jornais e revistas nacionais.
Com o toque da pena de Lan, a Mulata quer
se destacar entre as marcas emergentes no
mercado de cervejas.
As três versões da cerveja mestiça – latas
de alumínio da Rexam, garrafas de vidro de
600 mililitros e long necks, da Owen-Illinois
do Brasil, fechadas com rolhas metálicas da
Aro – destacam a silhueta da mulata estilizada por Lan em tons avermelhados. Os
rótulos e gargalheiras das garrafas, em papel
cervejeiro convencional e em papel metalizado, são impressos em off-set seis cores pela
Makro Kolor e pela Dixie Toga. Também
foram desenvolvidas multipacks para a nova
cerveja, tanto as de filme plástico contrátil
(shrink), fornecidas pela Packduque e pela
Plastseven, quanto as de papel cartão (six
packs), da Graphic Packaging.
Animus Design Estratégico
(21) 2556-0777
www.animus.com.br
Aro
(11) 6462-7207
www.aro.com.br
Dixie Toga
(11) 6951-3322
www.dixietoga.com.br
Graphic Packaging
(11) 4589-4500
www.graphicpkg.com
Krones
(11) 4075-9504
www.krones.com.br
Makro Kolor
(11) 5683-8400
www.makrokolor.com.br
Owens-Illinois do Brasil
(11) 6542-8000
www.oidobrasil.com.br
Plastseven
(19) 3861-7351
www.plastseven.com.br
Packduque
(11) 4799-4949
www.packtec.com.br
Rexam
(21) 2104-3300
www.rexam.com.br
Tendo demandado investimentos de 2
milhões de reais para o seu lançamento, a
Mulata chegará primeiro ao Rio de Janeiro,
seguindo depois para São Paulo e Minas
Gerais. De acordo com Alfredo Lourenço,
gerente de marketing da Cintra, a novidade
quer atender o consumidor que tem o hábito
de pedir cervejas clara e escura e misturá-las,
e também mudar a opinião dos bebedores
mais ortodoxos, que julgam essa prática
uma heresia. “Trata-se de uma mistura perfeita: nem doce, nem amarga”, afirma Isaías
de Oliveira, mestre-cervejeiro da Cintra.
Visando amolecer os adeptos das loiras geladas e das doces morenas aos encantos da
Mulata, a estréia da nova cerveja é apoiada
por uma campanha publicitária estrelada
pelo cantor Dudu Nobre, pautada por samba,
cerveja e... mulatas. (LD)
Linha moderna marca transição na Imperial
Com equipamentos da Kosme, microcervejaria fluminense estréia no varejo
Há pouco mais de um mês a
Imperial Premium Bier, cervejaria
de Petrópolis (RJ) famosa por
seu chope, deu um grande passo
para a expansão dos negócios. A
empresa começou a engarrafar
sua cerveja, sob a marca Cidade
Imperial, com equipamentos da
Kosme, empresa do grupo ale-
44 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
mão Krones. “A aceitação de
nossa cerveja está sendo ótima”,
conta Francisco de Orleans e
Bragança, um dos sócios da
Imperial. Em long necks, a Cidade
Imperial é distribuída a lojas de
conveniência, restaurantes e
supermercados de alto padrão. A
linha adquirida pela Imperial junto
à Krones do Brasil tem capacidade de envasar 3 000 garrafas
por hora a partir de uma estrutura tríplice, formada por rinser
(enxugadora automática rotativa),
tampadora e enchedora, além de
uma rotuladora e de equipamento
para pasteurização de garrafas
dentro de caixas ou paletes.
vidro >>> perfumaria
Aroma de bolso
Wheaton apresenta novo frasco para
mercado de miniaturas com spray
M
odelos standard,
mas com aura de
embalagens personalizadas. Assim podem ser
definidos os novos frascos
que a vidraria Wheaton lançou no mercado de miniaturas com spray. Denominado
SB 1516-N, o modelo tem
capacidade de 20 mililitros.
Prático para ser carregado na
bolsa das consumidoras, tal
volume também conta com
apelo de item de coleção, uma
demanda crescente das perfumarias.
No formato e características estruturais, a novidade
da Wheaton apresenta linhas
retas com cantos vivos e
fundo grosso. Tais detalhes
foram concebidos visando
conferir à embalagem a aparência de um “cristal lapidado”, nas palavras de Marta
Bagolin, diretora de marketing da Wheaton Brasil. “É
um produto industrial, mas
LAPIDADO –
linhas retas e
fundo grosso
ressaltam
nobreza
que consegue remeter às preciosidades artesanais do passado”, ela descreve.
Na parte de decoração,
as faces planas proporcionam ampla área para pintura
e acabamentos especiais. Já
no fechamento, a terminação
snap-in com 10,5 milímetros
foi projetada para permitir
o uso da compacta bomba
SP15, fornecida pela Rexam.
O acessório tem motor neutro
e invisível, dispensando o tradicional recrave de válvulas e
podendo ser apresentado na
versão plástica ou metálica.
Na tampa em si, chama atenção o design alongado, em
harmonia com o frasco.
A tampa foi produzida em
resina plástica PCTA, também fabricada pela Rexam.
Sintonizado com a tendência
de fechamentos transparentes
(ver reportagem de capa desta
edição), o material explora
apelos translúcidos.
Para a diretora de marketing da Wheaton, o lançamento ajuda a ressaltar a nobreza do vidro no segmento de
embalagens para perfumaria.
“Além da qualidade de produção, o vidro tem a seu favor
uma variada gama de acabamentos e decorações, que permite diferenciar cada produto
e embalagem”, assinala Marta
Bagolin. (LH)
DIVULGAÇÃO
Rexam Beauty Packaging
(11) 4815-9800
www.rexam.com.br
Wheaton Brasil
(11) 5052.4104
www.wheatonbrasil.com.br
Tampas com cronômetro
Conhecida por suas etiquetas inteligentes que monitoram a validade de produtos, a inglesa Timestrip fechou uma
parceria com a Crown Cork para lançar
as primeiras tampas plásticas com os
indicadores já embutidos. Elas poderão
ser acopladas a alimentos e bebidas e
chegarão ao mercado em três meses.
Reconhecimento da ONU
O Programa de Desenvolvimento das
Nações Unidas (UNDP), a Câmara Internacional de Comércio e o Fórum Internacional de Líderes de Negócios Prince of
Wales concederam à Tetra Pak o World
Business Award 2006. O prêmio deve-se
às ações da multinacional sueca de embalagens em prol do desenvolvimento
sustentável.
Jogada de craque
Pelé acaba de fazer mais um golaço no
campo dos negócios. O maior jogador de
futebol de todos os tempos, para quem
não é argentino, fechou um contrato com
a cervejaria Petrópolis, a produtora da
cerveja Itaipava. “Pelé” será a marca do
guaraná da empresa, em sua estréia em
refrigerantes. A bebida deverá ser lançada no segundo semestre em latinha
e garrafa de PET. Segundo a Petrópolis,
ainda não foram fechados contratos com
fornecedores de embalagens.
Mês recorde...
Reformulado, o portal na internet da
Associação Brasileira do Alumínio (Abal)
superou 32 000 acessos mensais em
março. Para a entidade, o registro recorde de visitas ao www.abal.org.br deveu-se ao aumento de mais de 70% de
informações sobre a cadeia do alumínio
no conteúdo do site.
...e quadrimestre idem
Ainda sobre alumínio, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta
Reciclabilidade (Abralatas) informou
que as vendas de latinhas para bebidas
no primeiro quadrimestre foram 15%
maiores que as do mesmo período de
2005. Em unidades, o incremento significa 430 milhões de latas. A indústria de
latas faturou 3 bilhões de reais em 2005
e espera crescer 8% neste ano.
46 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Sem um senhor dos anéis
INPI veta pedido de patente sobre ações com argolas de latas
Sinal verde para o uso dos fechamentos das latas de bebidas como
mídia para ações de marketing. Numa
decisão expedida no fim de janeiro,
o Instituto Nacional de Propriedade
Industrial (INPI) indeferiu a solicitação
do americano Joseph W. Stasiuk,
diretor da CanDO, que reivindicava a patente sobre quaisquer
ações promocionais envolvendo anéis das latas de bebidas, como modificações de
formato e impressão de mensagens ou logomarcas. Segundo
Renault de Freitas Castro, diretor
executivo da Associação Brasileira
dos Fabricantes de Latas de Alta
Reciclabilidade (Abralatas), a ampliação do mix de promoções com a lata
pode gerar um aumento de 3% a 4%
no volume de produtos comercializados no país, ainda mais num ano
recheado de eventos como a Copa
do Mundo. Não cabem recursos à
decisão do INPI.
Anéis decorados, como os
da Ball, têm uso liberado
“Em 2006 a indústria tende a personalizar mais
a sua produção, com a criação cada vez maior
de latas com formatos exclusivos”
De Fernando Mourão, gerente comercial da CSN e diretor da Associação Brasileira da Embalagem de
Aço (Abeaço), em boletim desta última. De acordo com ele, a expectativa é de um aumento de 3% a 5%
no consumo de aço para embalagens em 2006, totalizando cerca de 700 000 toneladas
A estréia está sendo cozida
Mercado nacional poderá ganhar botijões plásticos para GLP
Botijões para GLP (gás liquefeito de
petróleo) feitos de plástico poderão
explodir – no sentido mercadológico
– no Brasil. Segundo uma recente
edição do informativo Interface, da
Riopol, a norueguesa Ragasco, que
fabrica o produto na Europa com
base em polietileno de alta densidade
(PEAD), está atrás de parceiros para
lançá-lo no mercado nacional. Em
comparação com o botijão convencional, de aço-carbono, diz a Ragasco
que o de plástico é mais leve, não
sofre corrosão, oferece melhores condições de transporte e estocagem e
permite visualizar o nível do gás.
Botijão de plástico: será que vem?
Fechamentos em abertura
Estudo mostra tendências e dados do mercado de tampas
O mercado mundial de tampas e fechadutos químicos de largo consumo, como
mentos deverá atingir 25,9 bilhões de
cosméticos, itens de toucador e limpadólares, ou 1,5 trilhão de unidades,
dores domésticos. A China logo deverá
até 2009. Quem prevê é a consultoria
ultrapassar os Estados Unidos como
americana Freedonia
o maior mercado mundial
Group, no recém-editade tampas em volume.
do volume World Caps
Bebidas continuarão sendo
& Closures. Segundo o
as maiores usuárias, resestudo, um catatau de
pondendo por dois terços
313 páginas, as vendas
da demanda de fechamenglobais crescerão a uma
tos até 2009, ao que contaxa média anual de
tribuirão as altas dos sports
4,8% no próximo triênio,
drinks e dos leites com
puxada principalmente
sabores. O estudo pode
por países emergentes
ser comprado por 5 200
como o Brasil – em
dólares no site da Freedonia
Tampas:
alta
até
2009
especial na área de pro(www.freedoniagroup.com)
Recado ao agronegócio
Descarte de embalagens é tema de ação
Nova campanha do Instituto Nacional de
Processamento de Embalagens Vazias (inpEV)
com apoio do Governo Federal, a “Devolução
de Embalagens Vazias – A Natureza Agradece”
busca estimular a reciclagem e o correto descarte das embalagens de defensivos agrícolas.
Num filme televisivo já no ar, os atores Matheus
Nachtergaele e Eliana Giardini contracenam com
o espantalho Olimpio, mascote do inpEV também
presente nas ações de mídia impressa do projeto.
A la Tio Sam, o espantalho
Olimpio pede atenção
Nanotecnologia inspira corrida
Embalagens terão resinas e adesivos com átomos modificados
Grande produtora de polipropileno, a Suzano Petroquímica depositou em maio,
junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), sua primeira patente em
aplicação de embalagens com nanotecnologia – ciência que diz respeito à modificação de materiais no nível dos átomos. Não foi revelada a natureza da aplicação.
Quem também prepara novidades nesse campo é a Artecola. A empresa promete
lançar ainda neste ano adesivos industriais com desempenho testado em escala
nanométrica. Segundo José Luís Haubrich, diretor-geral de Adesivos da Artecola,
os novos produtos terão propriedades superiores,
Embalagem
nanotecnológica como menor peso, maior resistência a temperaturas
é iminente extremas, maior resistência química e melhor transparência. Embora ainda engatinhe no Brasil, a nanotecnologia já movimenta um mercado mundial de 32,5
bilhões de dólares, que promete atingir 48 bilhões de
dólares em cinco anos.
junho 2006 <<<
EmbalagemMarca <<< 47
mercado >>> pescados em conservas
Mais iscas na disputa
Plástico e alumínio puxam
maré de diversificação de
embalagens nas gôndolas
de pescados em conserva
Por Guilherme Kamio
50 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
DIVULGAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO
B
olsas plásticas e latas de alumínio. Eis as embalagens que,
anistiem-se os trocadilhos, agora
se empenham em fisgar o consumidor numa praia por décadas privativa das
latas de aço, a dos pescados em conserva.
Num negócio de cerca de 500 milhões de
invólucros por ano e historicamente pouco
afeito à diversidade em apresentação de
produtos, era previsível que outros materiais
de embalagem cedo ou tarde tentariam puxar
a brasa para as suas sardinhas. Com efeito,
uma alentada ofensiva se dá por meio da
Coqueiro, da Pepsico, líder em pescados
processados no Brasil, com 49% de participação de mercado segundo a ACNielsen.
A marca acaba de promover a estréia de
Coqueiro Facílimo, primeira família de atuns
do grande varejo acondicionada em retortable pouches – sofisticadas flexíveis plásticas,
aptas à esterilização sob altas temperaturas
(autoclave). “É uma linha calcada na inovação”, sustenta Gilmar Vaccas, gerente de
suprimentos da Pepsico. “Queremos que a
dona de casa a associe com modernidade e
praticidade.”
O menor peso líquido das bolsas de
Coqueiro Facílimo – 70 gramas, contra os
170 gramas dos enlatados convencionais
– visa à empatia com importantes alvos da
novidade, as pessoas que moram sozinhas
(singles) e os jovens casais. Conveniente,
a embalagem possui sistema de fácil abertura, dispensando o abridor, e não pede
escorrimento, pois o produto é drenado.
Apesar disso, num aspecto que poderia soar
paradoxal para muitos, a Pepsico garante: o
DESAFIANTES – Retortable pouch, flexível para esterilização de produtos sob altas
temperaturas, e lata de alumínio, da Novelis, querem mergulhar no mercado de pescados
52 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
FLEXIBILIDADE
– Apostando em novas
tendências de consumo,
Coqueiro Facílimo, da
Pepsico, surge como a
primeira linha de atuns
em retortable pouches no
grande varejo
PACOTÕES – Lançadas
no início de 2003, bolsas
plásticas de atum vêm
rendendo bom resultados
à Gomes da Costa no
canal de food service
FOTOS: DIVULG
AÇÃO
retortable pouch preserva melhor o atum, mantendo-o mais saboroso,
macio e úmido. Não à
toa, o slogan da nova
linha, composta pelas
versões Atum em óleo e
Atum Light, é “o jeito
fácil de comer atum”.
Conforme situa o
gerente de suprimentos da Pepsico, embora a
Coqueiro já viesse colhendo bons resultados com
bolsas plásticas numa linha
de patês, lançada em 2004,
o projeto de Facílimo não
partiu do uso dessas embalagens como ponto pacífico. “Analisamos cadeia versus
cadeia, e a do plástico apresentou uma melhor
relação custo-beneficio e se mostrou mais
competitiva para o lançamento do produto”,
afirma Vaccas. Do tipo stand-up pouch, isto
é, capazes de serem expostos em pé nas
gôndolas, os retortable pouches de Coqueiro
Facílimo são importados de uma convertedora da Coréia do Sul e processados com
auxílio do cabedal técnico de um envasador
parceiro (co-packer), a Cellier Alimentos
do Brasil, de Campinas (SP) – pioneira no
acondicionamento de alimentos em flexíveis
com a tecnologia retort no país. A multina-
cional americana evita comentar as razões de
não ter adotado envoltórios daqui, uma vez
que determinadas convertedoras nacionais
alegam já há algum tempo terem gabarito
para desenvolver flexíveis modernas como
as de Coqueiro Facílimo, próprias para o
acondicionamento de alimentos sensíveis ou
de alta acidez.
O setor se depara com uma situação parecida na atividade de outra poderosa marca de
pescados em conserva, a Gomes da Costa.
Foi ela a pioneira na aposta em pouches para atum no país, tendoos lançado nos volumes de 1
quilo e de 500 gramas em fevereiro de 2003, numa série dirigida ao canal do food service
(formado por restaurantes, serviços de catering e outras aplicações em cozinha industrial).
Meses depois de terem debutado
em retortable stand-up pouches
nacionais – e conquistado muitos entusiastas, “principalmente
as pizzarias”, como detalha a
gerente de produtos Food Service
da companhia, Regiane Rubino
Street – os atuns da Gomes da
Costa nadaram para alternativas
importadas, de uma fornecedora que a fabricante prefere manter no anonimato (a propósito, os pouches também ganharam novo
projeto visual, da Tônica de Comunicação,
em meados de 2005). O fato é que toda
essa ancoragem dos retortable pouches para
pescados nas importações origina a seguinte
dúvida: uma forte depreciação do real não
pode fazer das investidas tiros de espoleta?
“Estamos atentos ao risco”, comenta Vaccas,
da Pepsico. “Por isso buscamos alternativas
para minimizar os impactos de uma possível
desvalorização da moeda.”
Em outra frente, quem igualmente batalha
por quinhões do mercado de pescados em
conserva é a latinha de alumínio para alimentos Alu.Lata, produzida com matériaprima da Novelis, empresa criada no ano
passado como fruto do desmembramento
dos negócios de laminados de alumínio da
Alcan. Produzida com uma chapa de tecnologia similar àquela que dá forma às
latinhas para bebidas, a lata de
alumínio para pescados desembarcou nos supermercados há
um ano e meio, vestindo o
Atum Light Pescador, da catarinense Femepe, maior indústria
verticalizada de pesca do Brasil
(veja EMBALAGEMMARCA nº
62, outubro de 2004). Dotada
de uma tampa com sistema
easy open que, segundo Cláudio
Chaves, gerente de marketing da Novelis,
“propicia uma abertura mais fácil que as
similares de aço”, a Alu.Lata é tida como
uma das responsáveis pelo notável crescimento da Femepe nos últimos meses. A
participação de mercado da pescadora saltou dos 4,6%, em 2004, para 7% no ano
passado, e cresceu para 10,2% no primeiro
bimestre deste ano. “O alumínio não enferruja, sofre menos avarias, tem alto valor de
reciclagem e sua maior leveza em relação
ao aço nos propicia ganhos na distribuição”,
levanta Sérgio Seide, gerente operacional da
Femepe. “Ademais, ele tem custo competitivo frente a tais benefícios.”
A lata de alumínio protagonizou uma
ampla campanha de mídia impressa da
Femepe no ano passado. Em breve a empresa
54 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Assédio da Alu.Lata
CEVA – Femepe atribui
crescimento de market
share à lata de alumínio
da Novelis, cuja adoção foi
amparada por campanha
de mídia impressa (no
destaque acima)
Fora da água fria
Com silhueta de peixe, flexível
de patês e molhos mira crianças
promete novo estardalhaço com o resultado
de um ousado plano: a duplicação de sua
capacidade produtiva, hoje em 400 000 latas
de sardinha e 220 000 latas de atum diárias
(sendo cerca de 130 000 destas últimas de
alumínio). O projeto, amparado por uma
injeção de capital de 20 milhões de reais,
estreitará a parceria com a Novelis. Sucede
que a Femepe ampliará o uso da Alu.Lata,
transferindo a ela os atuns de sua marca
Alcyon ainda em julho, e estendendo-a até
dezembro ao envase das sardinhas das marcas
Navegantes e Pescador, hoje comercializadas
nos tradicionais canecos de aço. “Desejamos
ampliar em 20% a 30% as vendas de sardinhas em dois anos”, diz Seide, também
antecipando a aquisição pela Femepe de uma
máquina para fabricação interna da tampa de
fácil abertura para as latas da empresa. Hoje
a Femepe importa as tampas easy open de
alumínio dos Estados Unidos.
Segundo Cláudio Chaves, da Novelis, a
56 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
AQUÁRIO – “Peixes” da
Pepsico são importados
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Aproveitando o lançamento
em embalagens plásticas flexíveis de seus atuns Coqueiro
Facílimo, em abril, a Pepsico
colocou no mercado outra
inovadora extensão de linha,
a Coqueiro Kids, dedicada
ao público infantil. Para conquistar aquele que o gerente
de suprimentos da Pepsico,
Gilmar Vaccas, chama de “o
futuro consumidor dos nossos
produtos”, os patês e molhos
para macarrão de atum da
família Kids ganharam retortable pouches com formato
de peixes estilizados, nos
volumes de 40 e 80 gramas. “A embalagem é lúdica,
interage com as crianças”,
entende Vaccas. Importados,
os pouches apresentam projeto gráfico da Narita Design
– também responsável pelos
desenhos das flexíveis dos
atuns Coqueiro Facílimo.
parceria com a Femepe é apenas a primeira
estocada da lata de alumínio para alimentos
no mercado nacional. Ele antecipa que a
Alu.Can logo poderá estrear em outros segmentos, como no de vegetais em conserva
e no de molhos e derivados de tomate. “Na
Europa, 10% das latas para alimentos são de
alumínio; nos Estados Unidos, esse número
já chega a 20%”, pinça de relatórios o gerente de marketing. À época da estréia do atum
Pescador em lata de alumínio, a Novelis
(então Alcan) divulgara uma pesquisa com
consumidores realizada pela Interscience em
São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, que
mostrava 95% de avaliações positivas da lata
de alumínio para alimentos. Como não poderia deixar de ser, o retorno foi festejado.
Convém notar que, embora ainda não
tenha engatado marcha rápida no Brasil, a
lata de alumínio para pescados já incomoda
a cadeia de valor da lata de aço. Na mais
recente edição do Abeaço Notícias, informa-
STUDIO AG - ANDRÉ GODOY
CARDUME – Marcas de sardinhas da Femepe também
adotarão latas de alumínio nos próximos meses
tivo da Associação Brasileira de Embalagem
de Aço, um registro sobre pescados enlatados destaca tabelas com pontos fortes da lata
de aço e pontos fracos da lata de alumínio
para as vendas de pescados. Pela Associação
Brasileira do Alumínio (ABAL), a Novelis
prometia rebater alguns dados desses quadros, considerados apócrifos. Em meio ao
tiroteio, a lata de aço ganha cobertura, provando ser uma embalagem vivaz no ramo
dos pescados. Semanas atrás, a Gomes da
Costa anunciou o emprego de 51 milhões de
reais na triplicação de sua planta industrial
de Itajaí (SC). Desse montante, 31 milhões
de reais financiarão a construção de uma
nova fábrica própria de latas de aço, com
lastro para montar 1,5 milhão de embalagens
por dia. “O nosso foco, no varejo, é a lata de
aço”, diz Regiane Rubino Street, da Gomes
da Costa, em tom categórico. Diante das
emergentes disputas entre embalagens nesse
mercado, vale a pena ter paciência para – à
parte mais um jeu-de-mots – ver se as novas
iscas atrairão o consumidor.
Abeaço
(11) 3842-9512
www.abeaco.org.br
Novelis
(11) 5503-0722
www.novelis.com.br
Cellier Alimentos do Brasil
(19) 3273-0317
www.cellier.com.br
Tônica de Comunicação
(11) 3082-5511
www.tonica.com.br
Narita Design
(11) 3167-0911
www.naritadesign.com.br
DIVULGAÇÃO
flexíveis >>> pratos prontos
Naco aumentado
FRESCOR –
De alta barreira,
flexível dá um ano
de shelf life aos
pratos Pronto Sabor
Crescendo aos poucos no país, retortable pouch escora
a estréia da Bertin no segmento de refeições prontas
S
audada como uma das mais inovadoras soluções
em embalagens plásticas flexíveis nos últimos
anos, os retortable pouches – bolsas plásticas
laminadas passíveis de esterilização sob altas
temperaturas – pouco a pouco vão se difundindo entre as
indústrias nacionais, como as de atomatados e de pescados (a
propósito, veja reportagem sobre este último caso na pág. 50).
Os pratos prontos também são alvos primários desses envoltórios, e a aposta na dobradinha ganha fôlego no país através
da Bertin Alimentos, divisão do Grupo Bertin, mais conhecido
por sua atuação na pecuária. Lançada oficialmente na APAS
2006, feira do setor varejista ocorrida em São Paulo no fim de
maio, a linha Pronto Sabor busca encantar o consumidor com
os benefícios propiciados pelos retortable pouches, “como
facilidade de conservação e manuseio e rapidez no preparo”,
nas palavras de Durval Cavalcanti, diretor de mercado interno
da Bertin Alimentos.
A linha é composta por três produtos – Carne Moída
á Bolonhesa, Carne Com Legumes e Strogonoff de Carne
– e seu desenvolvimento durou quatro anos, tendo consumido
uma injeção de 30 milhões de reais. Os alimentos são acondicionados a vácuo nos pouches e podem ser levados direto
ao forno de microondas, ficando aquecidos em apenas um
minuto. “Conseguimos uma solução vantajosa em relação às
58 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
latas, pois o sabor original dos alimentos é mantido e o tempo
de esterilização é menor”, entende Pedro Beloto, gerente de
pesquisa e desenvolvimento da Bertin. “Além disso, a abertura, feita por um corte no plástico, é muito mais prática que a
das tampas de fácil abertura das latas de alumínio”.
Capaz de manter-se em pé (stand-up pouch), a flexível
de Pronto Sabor, para 320 gramas de produto, combina
camadas de polipropileno, poliamida e poliéster. Com altas
barreiras a luz e oxigênio, a embalagem garante um ano de
shelf life e permitiu à Bertin dispensar o uso de conservantes
nas refeições. Conforme detalha Beloto, as embalagens são
importadas de fornecedores japoneses e sul-coreanos, cujas
identidades ele se esquiva em revelar. “Não encontramos
embalagens nacionais que estivessem de acordo com nossas
necessidades”, ele justifica. “O prato pronto em pouch é um
conceito novo, pouco disseminado no Brasil”, admite Durval
Cavalcanti. “Acreditamos, porém, no sucesso da nova linha,
pois o consumidor mais e mais exige praticidade, agilidade e
flexibilidade.” Em tempo: o projeto gráfico dos pouches, que
destaca fotografias das refeições, é da Labcom Comunicação
Integrada, de Ribeirão Preto (SP). (LD)
Labcom Comunicação Integrada
(16) 3967-8009
www.labcom.ppg.br
entrevista >>> Carlos Anjos
Formas de barrar um
concorrente ilícito
É comum a idéia de que a avaliação da presença de materiais reciclados em recipientes plásticos só pode ser feita
com base na pré-forma ou no frasco vazio. É possível fazer
essa avaliação após o enchimento do produto?
As embalagens podem ser avaliadas antes ou depois de
utilizadas, bastando realizar uma boa limpeza e lavagem
adequada, e submetê-la ao procedimento devido. É importante esclarecer também que é possível fazer análise do
produto envasado e verificar se ocorreu algum tipo de
contaminação.
É preciso esvaziar a embalagem para fazer o teste?
Não. O Instituto de Química da Unicamp desenvolveu, por
exemplo, um teste para determinação de grupos terminais
carboxílicos no polímero, revelando se houve adição de
material reciclado ao virgem. Trata-se de uma avaliação
de grupos químicos presentes no polímero, e independe
se a garrafa foi ou não envasada. Porém, outras análises
físico-químicas e mecânicas, além de uma avaliação de
aparência e cor, quando feitas em conjunto, podem melhor
definir a qualidade desses materiais de embalagem. Dentre
essas análises, citam-se: a viscosidade intrínseca, o índice
de cristalinidade, a estabilidade dimensional quando sob
pressão elevada combinada com temperaturas diferentes, a
resistência ao “stress cracking”, a cor e brilho, bem como
a transparência.
A Unicamp dispõe-se a fazer esses testes para empresas
usuárias de embalagem interessadas? Ele é cobrado?
O Instituto de Química da Unicamp, através da sua Central
Analítica, pode realizar tais avaliações a partir do conhecimento e análise de resinas virgens utilizadas nas referidas
embalagens. Existe um custo que deve ser discutido entre
o interessado e o laboratório, baseado na metodologia de
análise.
Carlos Anjos, doutor da área de embalagens
na Unicamp, fala dos métodos de identificação
da presença de resinas recicladas em
embalagens de alimentos e bebidas
60 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
ANTONINHO
PERRI – ASCO
M – UNICAMP
U
ltimamente os fabricantes de PVC vêm
suspeitando que o mercado de bandejas
transparentes fornecidas a confeitarias e
padarias foi invadido por um concorrente ilícito: o PET reciclado. Vetado pela
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para
aplicações em embalagens de alimentos e bebidas, o
material pode estar sendo usado ilegalmente não só nos
acondicionamentos de bolos e tortas. Variações de cor,
brilho, resistência e transparência, observadas em frascos
de diferentes alimentos e bebidas, indicam que as garrafas
PET coletadas pelos recicladores não se destinam apenas
a produzir tufos de vassouras e fibras de macacões e
camisas. Teme-se que, com grande contribuição de préformas injetadas e sopradas na clandestinidade em países
vizinhos, o reciclo do poliéster esteja servindo para embalar até refrigerantes, numa irregularidade que pode expor
consumidores a diferentes impurezas e riscos.
Para falar sobre essas suspeitas, que preocupam cada
vez mais entidades como o Instituto do PVC, sem falar
nos prejuízos potenciais a fornecedores de embalagens
PET que trabalham na legalidade, EMBALAGEMMARCA
conversou com o professor Carlos Anjos, doutor da área
de embalagens da Faculdade de Engenharia de Alimentos
da Unicamp. Especialista em aplicações de PET para alimentos, Anjos atua há 25 anos na área, destacando-se por
participar do desenvolvimento de métodos eficientes de
identificação da presença de resinas recicladas em embalagens plásticas. O serviço está disponível às empresas
interessadas, como ele conta na entrevista a seguir:
entrevista >>> Carlos Anjos
Apenas universidades estão aptas a realizar tais procedimentos?
Institutos de pesquisas e laboratórios reconhecidos no
Brasil e no exterior e com experiência na área também
podem realizar tais investigações. É o caso do PTI, nos
EUA, e do Instituto Fraunhofer, da Alemanha. Ambos têm
credenciais junto à Anvisa.
Fora dos laboratórios, quais as principais ocorrências que indicam o
uso de PET reciclado em garrafas
de bebidas e em embalagens de alimentos?
Aos olhos do consumidor leigo é
muito difícil identificar uma mistura
de material reciclado em embalagens. Quando devidamente reciclado, descontaminado e pós-condensado, o uso da resina de PET atenderá
aos requisitos de proteção, transporte
e segurança alimentar dos produtos acondicionados e dificilmente
as características serão diferentes
quando comparadas aos materiais
virgens. Mas quando se utiliza material indevidamente reciclado, até o
consumidor leigo poderá perceber
pela aparência e baixa resistência da
embalagem.
alimentos e bebidas. Outro fator não menos importante
refere-se aos processos utilizados pelos recicladores. A
Anvisa não tem meios de controlar a capacidade e eficiência de cada um deles em selecionar, processar, lavar,
moer, descontaminar e extrusar. Enfim, não há garantias
dos recicladores quanto à qualidade final do material de
acordo com as normas e padrões para uso em contato
com alimentos e bebidas. Dentre
outros fatores, existe uma preocupação séria quanto à presença de
compostos químicos intencionais e
não intencionais de difícil remoção
através dos processos convencionais
de reciclagem. Por outro lado, as
técnicas de determinação e quantificação ainda necessitam de maior e
melhor estrutura instalada. Caso seja
autorizado o uso de materiais plásticos reciclados para fabricação de
embalagens para alimentos e bebidas pela Anvisa, isso certamente
deverá ocorrer na base processo por
processo e/ou empresa por empresa.
Não vejo meios de isso acontecer
de forma generalizada, sob risco
de permitir que recicladores informais e não estruturados forneçam
às indústrias materiais reciclados de
qualidade duvidosa.
“O Instituto de
Química da Unicamp
desenvolveu um teste
para determinação
de grupos terminais
carboxílicos no polímero,
revelando se houve adição
de material reciclado
ao virgem. Tal avaliação
independe se a garrafa
Quais os riscos de utilizar PET e
outras resinas termoplásticas recicladas em embalagens de alimento
e bebida?
A atual legislação brasileira não permite o uso de materiais plásticos reciclados em contato direto com alimentos
e bebidas devido a diversos fatores relacionados. Dentre
eles destaca-se a qualidade dos materiais reciclados, que
na maioria das vezes apresentam níveis muito elevados
de resíduos químicos provenientes de diversas fontes, não
fornecendo, portanto, segurança quando em contato com
Costuma-se dizer que os problemas
de uso de plástico reciclado em
embalagens de alimentos e bebidas dizem respeito ao caráter poroso desse material. O
plástico PET realmente tem a propriedade de absorver
substâncias com as quais entra em contato? Em que medida essa característica pode ocasionar riscos à saúde de
quem consome um alimento acondicionado em recipiente
produzido com PET reciclado?
Todos os polímeros da classe dos termoplásticos podem
ser reciclados mais de uma vez, porém as suas proprieda-
foi ou não envasada”
62 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
des são reduzidas nas sucessivas refusões, necessitando de
processos especiais ou emprego de aditivos para recompor
as propriedades iniciais do material virgem. Os resíduos
de compostos contaminantes ficam dispersos no polímero
e muitos deles possuem alta capacidade de migração para a
superfície dos plásticos, um dos motivos da não utilização
em contato com alimentos e bebidas. No caso específico
das resinas de PET, o processo de reciclagem conhecido
como “Bottle to Bottle” promove descontaminação de
acordo com normas internacionais para uso em contato
com alimentos e bebidas. Isso ocorre parcialmente durante
o processo de fusão e extrusão. Em uma importante etapa,
posteriormente à extrusão, ocorre a recuperação das características físico-químicas pela pós-condensação da resina
amorfa, propriedades estas obrigatórias para uso principalmente em bebidas carbonatadas.
Por que em outros países é permitido utilizar PET reciclado em embalagens de alimentos e bebidas?
O processo bottle to bottle de reciclagem de embalagens
de PET é reconhecido em muitos países como apropriado
para produzir resinas de PET com grau para uso na fabricação de embalagens para alimentos, porém baseado nas
legislações específicas de cada país e regido por um sistema de qualidade devidamente monitorado e comprovado
pelos respectivos fabricantes, mediante apresentação da
descrição das etapas do processo, procedência dos materiais para reciclagem, fichas de acompanhamento de processo e análises de comprovação da resina em cada etapa
do processo em conformidade com os índices designados
nas normas aprovadas, dentre outras exigências. A Anvisa
está analisando e discutindo pedidos de empresas instaladas e consolidadas no Brasil. Salienta-se que as legislações
de cada país diferem na forma de analisar e autorizar,
cabendo ao Brasil e aos outros países que compõe o
Mercosul estudar e analisar em conjunto uma sistemática
de avaliação dos pedidos para futuras decisões. Enquanto
isso é conveniente e prudente aguardar uma decisão que
venha a contemplar processos de reciclagem corretos, eficazes e que possam ser devidamente monitorados.
Quais os nichos em que o material reciclado vem sendo
empregado? Além de garrafas, há suspeitas, por exemplo,
de emprego de PET reciclado em bandejas usadas pelas
padarias de hipermercados?
É difícil precisar, enumerar e afirmar que materiais plásticos reciclados são utilizados em embalagens em contato
com alimentos, mas quando há suspeita por um motivo ou
outro, é possível solicitar uma investigação na tentativa de
identificar e confirmar tais práticas. (LH)
maio 2006 <<<
EmbalagemMarca <<< 63
plásticas >>> químicos e derivados
Novo atalho
Consórcio entre brasileiros e italianos
aumenta opções de embalagens para
o transporte de produtos perigosos
E
64 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
SEM RETORNO –
Fustiplast irá trabalhar
com garrafas de uso
único para IBCs,
renegando à reutilização,
prática comum no
mercado nacional
FOTOS: DIVULGAÇÃO
m descompasso com o rigor legal
de outros países, para não dizer
que vive situações que deixariam
estrangeiros de cabelo em pé, o
transporte de produtos perigosos no Brasil é
um campo promissor para o setor de embalagens. A anuência a tal leitura inspirou a
inauguração, em agosto do ano passado, da
Fustiplast do Brasil, associação entre o grupo
italiano Cassina, com negócios diversos em
embalagens, e a brasileira Raft Embalagens,
forte nome em tambores metálicos. Instalada
numa planta de 100 000 metros quadrados em
Guarulhos (SP), a empresa baseia sua operação
em dois produtos: tambores plásticos e IBCs
– sigla para Intermediate Bulk Containers, os
contêineres paletizáveis para itens químicos
constituídos por um recipiente plástico (garrafa) e uma grade metálica. “Oferecemos os
produtos sob propostas avançadas”, disse a
EMBALAGEMMARCA Diego Bernini, diretor
comercial da Fustiplast italiana. O executivo
esteve em maio em São Paulo por ocasião da
feira de negócios Brasilpack, onde a Fustiplast
brasileira realizou sua primeira grande ação
institucional.
No caso dos tambores plásticos, oferecidos
para volumes de 200 a 230 litros, o principal
diferencial se dá em leveza. Enquanto as alternativas hoje encontradas no mercado utilizam
de 10 a 11 quilos de material em sua construção, as da Fustiplast empregam 8,5 quilos de
plástico (polietileno de alta densidade). “O
peso menor reverte em economia no transporte, pois as embalagens têm o mesmo custo das
da concorrência”, alega Bernini. Segundo ele,
os tambores plásticos movimentam um mercado de cerca de 1,5 milhão de unidades por ano
no Brasil. Com uma máquina trazida da Itália,
a capacidade produtiva da Fustiplast fica em
100 000 unidades de tambores por ano.
Já em IBCs, segmento em que atuará com
a marca Flubox e um lastro de 120 000 unida-
des anuais no país, a Fustiplast buscará remar
na contracorrente da lavagem e reutilização de
garrafas – prática useira e vezeira no Brasil,
mas proibida com pulso firme nos países mais
desenvolvidos. Nos cálculos de Bernini, a
recuperação de IBCs faz girar cerca de 40 000
contêineres por mês no país. A aposta é que,
mesmo sem reviravoltas legislativas sobre
esse vaivém, a crescente globalização dos
contratos de prestação de serviços ajudará a
difundir os IBCs one way no país. Com clientes dos quilates de Henkel, Clariant, Bayer,
Rohm and Haas e TFL na Europa, a Fustiplast
avisa que, para estimular a mudança entre
a clientela local, oferecerá garrafas a preços reduzidos. “Muitos IBCs brasileiros estão
penando de tanto reuso”, diz Bernini. “Eles
representam um risco para suas usuárias e um
alento para as nossas metas”. Para garantir
qualidade idêntica à oferecida no resto do
mundo, a Fustiplast do Brasil sopra as garrafas
para IBCs com resina importada. As válvulas
e componentes de precisão do contêiner também vêm da Europa. (GK)
LEVEZA – Tambores plásticos, com tecnologia italiana, têm
peso menor que os hoje oferecidos pelos concorrentes
Fustiplast do Brasil
(11) 6488-7311
www.fustiplast.com.br
Raft Embalagens
(11) 6412-5177
www.steeldrum.com.b
plásticas >>> hortigranjeiros
Delicadeza preservada
Embalagem plástica para colheita reduz desperdícios de figo agregando valor
FOTOS: DIVULGAÇÃO
U
ma embalagem promete aumentar
a rentabilidade na colheita de figo,
fruta de tez frágil e que sofre muitas
perdas durante seu ciclo de venda.
Trata-se de uma cesta de polietileno, desenvolvida graças a uma parceria entre a Embrapa
Instrumentação Agropecuária, de São Carlos
(SP) – órgão ligado ao Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento –, e a Universidade de
Campinas (Unicamp). Seu desenho permite que
as frutas sejam dispostas em berços individuais
e anatômicos durante a colheita, acomodando-as
com o pedúnculo (cabinho) virado para baixo.
Nessa disposição, o conhecido látex exalado
pelos figos recém-colhidos é direcionado para
uma bandeja acoplada à cesta, sem escorrer para
as outras unidades, manchando-as.
A cesta possibilita a triagem das frutas íntegras e de melhor aspecto visual já na colheita. “O
agricultor ganha tempo, produtividade e qualidade do produto”, diz Clovis Biscegli, pesquisador
da Embrapa. Antônio Carlos de Oliveira Ferraz,
professor da Faculdade de Engenharia Agrícola
da Unicamp, destaca que “por ser de plástico,
o objeto é de fácil higienização”. Em que pese
parecer simplória, a solução é resultado de meses
de estudos sobre o trajeto do figo do campo aos
galpões de beneficiamento, onde ele é embalado
e enviado ao varejo. Segundo Biscegli, foi verificado que os danos à fruta ocorrem principalmente
em seu empilhamento nas cestas convencionais,
geralmente feitas de bambu.
BERÇOS – Acomodados
um a um, figos não
se danificam com
empilhamento e “baba”
Embrapa Instrumentação
Agropecuária
(16) 3374-2477
www.cnpdia.embrapa.br
NSF Equipamentos para
Supermercados
(16) 3377-9700
www.nsf.ind.br
O protótipo da cesta, projetado para reter 25
figos, ganhou forma após testes de campo com
produtores da região de Valinhos (SP). “As perdas na colheita diminuíram em 20% e obtivemos
quase 100% de preservação da fruta”, comenta
Ferraz. Segundo os pesquisadores, a fabricação e comercialização da solução dependem de
interesse da iniciativa privada, que poderá fazer
adaptações a partir do projeto inicial da Embrapa
e da Unicamp. “Poderão ser feitos aperfeiçoamentos de logística, como a elaboração de um
carrinho que comporte várias cestas, ou até
mesmo formatos diferentes”, diz o professor da
Unicamp. Os protótipos foram fabricados pela
NSF Equipamentos para Supermercados, também de São Carlos. A empresa ainda não firmou
acordo comercial com a Embrapa. (LD)
In natura por mais tempo
Hidrogéis da Embrapa prometem estender shelf life de frutas e legumes
O aumento da vida-de-prateleira de frutas e legumes é o alvo de um projeto da
Embrapa Instrumentação Agropecuária.
Estudos conduzidos pelo pesquisador
Odílio Assis demonstraram que a hidroconservação – a aplicação de um filme
atóxico baseado em géis de origem animal
ou vegetal produzidos em meio aquoso
(hidrogéis) – pode estender a shelf life
de alimentos in natura, protegendo-os
66 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
de fungos e bactérias e permitindo o seu
consumo imediato, sem necessidade de
higienização. Os hidrogéis formam películas finas, transparentes e mecanicamente
resistentes nos alimentos, e, segundo a
Embrapa, têm baixo custo. A tecnologia
beneficiará não apenas os agricultores,
mas também o varejo, com reduções de
perdas. Prevê-se que ela esteja disponível
em escala industrial em dois anos.
CAPA – Banho em hidrogel protege fruta
celulósicas >>> carnes
Caixa ao ponto
Solução em papelão ondulado pode melhorar
proteção e exposição de carnes congeladas
U
ma novidade para o acondicionamento de carnes congeladas acaba de ser lançada pela mineira Paraibuna
Embalagens. Sob o nome Frigopack, a
solução consiste em caixas de papelão
ondulado desenvolvidas para o transporte e a comercialização direta de itens
cárneos. Produzidas com capa e miolo
de alta resistência, as embalagens são
empilháveis, paletizáveis e podem ser
utilizadas abertas ou fechadas, com tampas simples acopladas ou mesmo coladas, tornando-se invioláveis.
Para as embalagens reduzirem a
absorção da umidade nas câmaras frias
e para protegê-las da camada de gelo
que pode se formar nesses ambientes, o miolo e as capas do papelão
empregado passam por uma fabricação
diferenciada, recebendo aplicações de
amido e de resinas e uma colagem com
adesivo de alto desempenho. “O crescimento das exportações de produtos
congelados trouxe a necessidade de um
papelão ondulado capaz de resistir a baixas temperaturas e a grandes umidades,
além de ser mais rígido para suportar o
transporte”, argumenta Mário Henrique
Santos, diretor comercial da Paraibuna
Embalagens.
Segundo Santos, a embalagem
Frigopack reverte em economia às
indústrias alimentícias ao eliminar desperdícios de produto, possibilitar a automatização de montagem e reduzir custos
no manuseio e nos processos logísticos.
Ademais, os desenhos inteligentes dos
vários modelos disponíveis garantem
uma melhora da imagem dos produtos,
expondo e valorizando a marca dos
fabricantes. Em tempo: no que tange à
decoração, a Paraibuna acaba de adquirir uma nova impressora, que aumenta
as opções de cores, registra imagens
sem manchas e dá maior resistência às
caixas – seu sistema a vácuo não atrita
com as chapas de papelão, portanto não
amassa as ondas. Toda a impressão é
feita com tintas à base de água, atóxicas,
e as caixas são recicláveis. (GK)
Paraibuna Embalagens
(32) 2102-4000
www.paraibuna.com.br
DIVULGAÇ
ÃO
CURINGA – Com
construção especial,
Frigopack acena aos
produtores de carnes
com economia e
melhor visual
plásticas >>> tecnologia
Ao gosto do freguês
Permitindo a interação do consumidor através de botões de sabores e
aditivos, embalagem inteligente prenuncia uma revolução em bebidas
IPIFINI
+1 (617) 273-8797
www.ipifini.com
68 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
MIX – Programação de cinco botões possibilitaria obter
até 32 variantes de um refrigerante numa só garrafa
DIVULGAÇÃO
S
ob o pretexto de aumentar vendas
atendendo aos diferentes gostos do
consumidor, as extensões de linha de
bebidas têm proliferado nos últimos
anos. Agora, uma tecnologia patenteada pela
americana IPIFINI promete às indústrias a diversificação de sabores e fórmulas de suas bebidas
sem dores de cabeça com novas linhas de produção ou complexos inventários de SKUs. A inovação atende pelo nome Programmable ChoiceEnabled Packaging (“Embalagem de Escolha
Programável”, numa tradução livre do inglês),
e consiste em embalagens plásticas com botões
em suas paredes. Acionados, os botões liberam
flavorizantes ou outros ingredientes no conteúdo
líquido. Assim, o consumidor pode interagir com
a bebida, preparando-a ao seu gosto.
Num exemplo levantado pela IPIFINI, um
refrigerante de cola com uma garrafa programável poderia dispor de botões para os sabores
limão, lima, baunilha e cereja, além de um botão
para cafeína. Em análise combinatória, teriam-se
32 diferentes bebidas numa só. Um dispositivo
antiviolações desabilita os botões até a abertura
do produto. “Permitimos às indústrias de bebidas
satisfazer as preferências pessoais dos consumidores de hoje com uma única embalagem”,
alardeia Glenn Wachler, um dos inventores da
tecnologia.
A avant-première da tecnologia ocorreu
numa conferência na Europa, em abril. Um
evento em Nova Iorque, no dia 24 de maio, a
apresentaria ao mercado americano. A IPIFINI
pretende licenciar as embalagens programáveis
não só para bebidas, mas futuramente também
para alimentos, itens de higiene e beleza, tintas
e medicamentos. “Percebemos que, ao vê-las, as
pessoas ficam intrigadas e querem a todo custo
pressionar os botões”, diz Tod Woolf, fundador
e presidente da IPIFINI. Em tempo: um vídeo
demonstrando o funcionamento da tecnologia
pode ser visto no site da empresa. (GK)
vidro >>> energia
Sem pânico
Abividro comenta momento instável do gás
P
oucos anos atrás,
as vidrarias brasileiras acentuaram o processo de
conversão energética de seus
fornos do óleo para o gás. Daí
a preocupação que a nacionalização das reservas de gás
da Bolívia levou ao setor – e
aos usuários de embalagens
de vidro, receosos quanto
aos preços e à oferta. Lucien
Belmonte, superintendente da FATOR EVO – Belmonte pede calma
Associação Técnica Brasileira
das Indústrias Automáticas de Qual o consumo de gás pelas
Vidro (Abividro), comenta a vidrarias brasileiras? Desse
situação.
total, qual a participação do
gás boliviano?
No campo das embalagens, O consumo total mensal gira
a volatilidade de preços das em torno de 24 milhões de
resinas termoplásticas vinha metros cúbicos. Cerca da
sendo explorada pelas vidra- metade vem da Bolívia.
rias como uma desvantagem
do plástico em relação ao Quanto a energia representa
vidro. O momento instável do nos custos produtivos?
gás pode enfraquecer esse O custos dos insumos energéargumento?
ticos, incluindo gás e energia
Não. Por enquanto continua- elétrica, representam entre
mos muito competitivos. Não 20% e 30% do custo de um
podemos esquecer que nós produto de vidro.
somos muito menos dependentes do que os plásticos Como se deu o processo de
são dos preços de petróleo e conversão dos fornos das
derivados.
vidrarias brasileiras para o
gás? Quais objetivos se busHá o temor de subida brusca cavam naquele momento com
do preço do gás. Existe a pos- essa iniciativa?
sibilidade de o setor vidreiro O setor usa gás desde o inicio
reconverter seus fornos?
da década de 70. O processo
Não pode haver mudança de conversão final das fabribrusca nos preços do gás cas se deu entre 2004 e 2005,
em função dos mecanismos quando o governo incentivou
de reajuste. Quanto à recon- a indústria a usar gás. O custo
versão, é sempre uma possi- do gás é mais baixo do que o
bilidade. Mas leva tempo e do óleo, além de ser ambienmuitos recursos. Portanto, é talmente mais vantajoso. Na
uma decisão que só pode ser época da conversão havia um
tomada em caso extremo.
excedente de gás. (LH)
Disputa acirrada
Brasil, China e leste da Europa estão
envolvidos numa disputa para saber
qual dos países receberá investimento de 1,4 bilhão de dólares destinado à
construção de uma fábrica de papel e
celulose pela americana International
Paper (IP), uma das maiores empresas do setor no mundo. O presidente
mundial da IP, John Faraci, esteve
no Brasil no início de maio último,
acompanhado de todo o conselho da
empresa. Se o país vencer a disputa,
a fábrica deverá ser construída em
Três Lagoas (MS).
Novas alternativas em provas
Pacote traz impressoras e softwares da alemã GMG
Os mercados gráfico e de embalagens têm uma nova opção em
soluções para impressão de provas. Dois modelos de impressoras
jato de tinta Canon de grande formato, as imagePROGRAF W6400
e W8400, passaram a ser comercializados pela distribuidora de
soluções gráficas Starlaser.
Os equipamentos são oferecidos
Capital gráfica
Melhorar a capacitação técnica e de
gestão da indústria gráfica do interior
de São Paulo. Esse foi o objetivo
da 1ª Semana de Artes Gráficas de
Bauru. Promovido pelo Sindicato das
Indústrias Gráficas no Estado de São
Paulo (Sindigraf-SP) e pela Associação
Brasileira da Indústria Gráfica Regional
São Paulo (Abigraf-SP), com realização
da ABTG, o evento contou com fóruns
técnicos, de gestão e vendas.
Aposta em embalagens
Há 25 anos no mercado, a Gráfica
Exklusiva, de Curitiba (PR), adquiriu
uma nova Roland 504. Comercializado
pela Intergrafica, o equipamento imprime desde rótulos até papel cartão
com 1mm de espessura. Seu formato de 52 x 74 cm é intermediário
entre a folha inteira e a meia-folha,
prometendo menos desperdícios
durante os processos. A velocidade
atinge 18 000 folhas por hora e a
troca de chapas é semi-automática.
Destaques do ano da Anave
A Associação Nacional dos Profissionais de Venda em Celulose, Papel e
Derivados (Anave) divulgou os ganhadores do Prêmio Homenagem do Ano.
O agraciado na categoria “Personalidade Extra-Setor” foi Mário César de
Camargo, presidente da Associação
Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). Para a categoria “Personalidade
do setor”, o executivo escolhido foi
José Luciano Duarte Penido, diretorpresidente da Votorantim Celulose e
Papel (VCP). Já na categoria “Destaque Empresa”, a Aracruz Celulose foi
a homenageada.
70 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
em conjunto com três
softwares de prova da
alemã GMG: colorProof, dotProof e flexoProof, este para provas reticuladas para flexografia.
A parceria da Starlaser com a
GMG e a Canon traz uma novidade. Além de comprar, o interessado poderá locar os softwares e impressoras que desejar.
“Criamos, desta forma, uma alternativa para o cliente que prefere
alugar o sistema, já tendo o suporte e insumos necessários inclusos
no pacote”, diz Marcelo Escobar,
diretor de tecnologia da Starlaser.
(11) 3365-3890
www.starlaser.com.br
Ferramenta de fácil acesso
Guia gráfico destaca produtividade e diminuição do desperdício
A SPP-Nemo, unidade de distribuição da Suzano Papel e Celulose,
publicou a quarta edição do Guia
Prático da Indústria Gráfica. Com o
objetivo de contribuir para a profissionalização e melhoria da qualidade
dos serviços da indústria gráfica brasileira, a distribuidora destacou no
trabalho aspectos voltados à diminuição dos desperdícios e à maior
produtividade. “É uma ferramenta de
fácil acesso e linguagem clara que
aborda os principais procedimentos
que o cliente pode seguir para obter
o melhor desempenho na gestão
de seu negócio”, sintetiza Marco
Antônio de Oliveira, gerente-geral de
distribuição da SPP-Nemo.
0800 055 3966
www.spp-nemo.com.br
Reforço à capacitação em BOPP
Limer-Cart inaugura nova sede, onde fará cursos e seminários
Distribuidora de filmes de polipropileno biorientado (BOPP), a
Limer-Cart inaugurou sua nova
sede administrativa. Construída
em Limeira (SP), a instalação tem
1 100 metros quadrados, e conta
com auditório onde a empresa fará
palestras, treinamentos e seminários de capacitação técnica.
A unidade produtiva da empresa
também foi beneficiada, recebendo
um novo laboratório de controle de
qualidade, que será disponibilizado
aos clientes para testes técnicos.
Já a área destinada à expedição
recebeu uma balança com capacidade para 1 500 quilos.
(19) 3404-3900
www.limer-cart.com.br
Leque ampliado em acabamentos
Soluções Horizon começam a ser distribuídas pela Intergrafica
A Intergrafica agregou às suas
soluções de impressão uma
linha de acabamento com apelos específicos para pequenas
tiragens. Os produtos são da
fabricante Horizon, com quem
a Intergrafica fechou um acordo
de distribuição na Ipex. “Embora
sejam muito conhecidos no
mundo, no Brasil os produtos
Horizon ainda estão pouco
difundidos”, diz Mario Barcelos,
presidente da Intergrafica. As
novidades incluem máquinas de
dobras, guilhotinas trilaterais e
lineares, além de soluções em
acabamento para linha digital.
Na linha de corte, um dos des-
taques é a guilhotina APC - 61
IISB, dotada de balanceamentos
hidráulico e mecânico.
(11) 5522- 5999
www.ipp-group.net
Planos de estreitar parceria
Sun Chemical e Heidelberg buscam desenvolvimentos conjuntos
A Sun Chemical e a Heidelberg
pretendem estreitar a parceria voltada ao desenvolvimento de novas
tecnologias e processos envolvendo
tintas para impressão off-set. Entre
outros projetos, a união entre as
duas empresas foi destacada no
lançamento da Anicolor, unidade de
tintagem apresentada durante a Ipex
integrada à impressora quatro cores
Speedmaster SM
52 da Heidelberg.
A solução foi destacada por Felipe
Mellado, vice-presidente corporativo
da Sun Chemical na
Europa, como sendo
“o mais importante
desenvolvimento
dos últimos anos em
design para impres-
soras sheetfed que trabalham com
offset”. Por sua vez, Mike Winthrop,
responsável pela divisão de consumíveis da Heidelberg na Europa,
afirmou que as duas empresas estão
buscando novas formas de cooperação. “A IPEX foi uma ocasião propícia para essas discussões”, disse o
executivo da Heidelberg. Dada a agilidade que oferece no
mercado de pequenas
tiragens, a tecnologia
Anicolor já é apontada
como uma maneira de
a Heidelberg reagir à
invasão da impressão
digital em nichos tradicionalmente dominados
pelo off-set.
(11) 5525-4500
www.br.heidelberg.com
(11) 6462-2500
www.sunchem.com
Celulose encarece
Os preços do papel e da celulose
estão em alta no mercado mundial.
O fechamento de unidades de produção, principalmente no mercado
norte-americano, e o aumento da
demanda estão por trás da tendência.
O fenômeno pode ser positivo para o
Brasil, país que responde por 31% da
capacidade mundial de produção da
celulose de fibra curta.
Recorde inventivo...
A fabricante de equipamentos de
impressão KBA foi considerada pelo
German Patent and Trademark Office a empresa gráfica com o maior
número de inovações tecnológicas na
Alemanha em 2005.
...Na terra da
tecnologia gráfica
A entidade que concede patentes
naquele país publicou no ano passado 200 aplicações da KBA. Com
isso, a empresa amealhou, além do
primeiro lugar em inovação entre os
fabricantes germânicos de equipamentos de impressão, o 22º lugar no
ranking de patentes de toda a indústria alemã.
Xerox no azul
A Xerox Corporation anunciou lucro
de 20 centavos de dólar por ação
para o exercício do primeiro trimestre
de 2006. A receita total do período foi de 3,7 bilhões de dólares.
“A recuperação constante de nossas
receitas de pós-vendas demonstra
que o modelo de negócio da Xerox
está funcionando”, afirmou Anne M.
Mulcahy, chairman e CEO (chief executive officer) da empresa.
Hobby lucrativo
Além do mercado corporativo, onde
é uma importante fornecedora da
indústria de embalagem, a VSP
Papéis Especiais atua no setor de
artesanato. Daí sua participação na
Hobbyart, feira de negócios realizada
em São Paulo em abril. No estande
da empresa foram mostrados papéis
perfumados e kits de revestimento e
acabamento cintilante. Tais produtos
podem ser usados para porta-retratos e páginas de scrapbook para
guardar recordações.
72 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Meta: suprir uma carência de mercado
Vilac aposta em cortes especiais para pequenas e médias tiragens
A Vilac Rótulos e Etiquetas
Adesivas, de Campinas (SP), adquiriu uma nova Plotter DFS (Digital
Finishing System), que executa
cortes especiais para pequenas e
médias tiragens, podendo ser usada
em linhas de rótulos com diferentes
formatos. “O equipamento
flexibiliza a velocidade do
trabalho, mantendo a qualidade. Estamos suprindo
uma carência de mercado”,
acredita o diretor comercial
da Vilac, André L. Braga.
Com a nova Plotter DFS
também é possível aplicar
laminação fosca e brilhante
nos rótulos. Outra aquisição recente da Vilac foi
uma impressora flexográfi-
ca oito cores, verniz UV, que conta
com serigrafia rotativa e recursos
de hot stamping in line. A empresa
preferiu não divulgar a marca do
equipamento.
(19) 3741-3300
www.vilac.com.br
Catálogo criativo para substratos
Fabricante de papéis sintéticos aposta em amostragem inovadora
A Yupo Corporation America, uma
das maiores fabricantes mundiais
de papéis sintéticos do mercado
de conversão de embalagens,
apresentou seu novo catálogo de
produtos. A amostra destaca a
linha de substratos brilhantes e
resistentes a água e a formulações
químicas. Entre as novidades está
a família UV Printable, que dispen-
sa uso de primer. Composto de
três divisões, o material de divulgação da Yupo tem um bolso central preenchido com cartões que
trazem a figura de Wally, o mascote da marca. O conjunto também
oferece dicas técnicas para processamento dos produtos.
+1 (757) 312 9876
www.yupo.com
design >>> prêmio
Dada a largada
Suzano lança 5ª edição do Prêmio
Max Feffer de Design Gráfico
D
esigners de embalagem, produtores de agências de publicidade impressa, diretores de
arte do mercado editorial e demais profissionais de criação envolvidos com a indústria
gráfica novamente poderão colocar sua criatividade à
prova. Foi lançada pela Suzano Papel e Celulose a 5ª edição do Prêmio Max Feffer de Design Gráfico. Gratuitas,
as inscrições podem ser feitas até o dia 31 de outubro.
Além de homenagear seu fundador, a Suzano espera
com o Prêmio Max Feffer estimular o uso de materiais
de sua produção. Serão premiados trabalhos gráficos
impressos nos papéis cartão Supremo Duo Design e
Supremo Alta Alvura, além do Reciclato, composto por
aparas pré-consumo e pós-consumo. As inscrições podem
ser feitas em quatro categorias: Editorial, Promocional,
Embalagem – incluindo capas de disco e álbuns de CDs
e DVDs – e Miscelânea. Segundo a Suzano, o Prêmio
Max Feffer foi formulado de acordo com as diretrizes do
International Council Of Graphic Designers Association
(Icograda), e seu júri é composto por renomados profissionais em design gráfico.
Atrativos
Como já virou tradição, além de prestígio ao portfólio,
o Prêmio Max Feffer irá agregar valores expressivos à
conta corrente dos ganhadores. O criador do trabalho
vencedor de cada categoria receberá um prêmio de
14000 reais. Segundo e terceiro colocados embolsam,
respectivamente, 6 000 reais e 2 500 reais. Por sua vez,
o autor da “Peça Destaque” ganhará uma viagem internacional para participar de evento ligado ao universo do
design gráfico.
Regulamento e outras informações relativas à 5ª
edição do Prêmio Max Feffer podem ser obtidos no
endereço www.suzano.com.br/premiomaxfeffer, ou no
e-mail [email protected]. (LD)
Para remover e para durar
Novas opções de auto-adesivos visam substituir
rótulos de papel e serigrafia em garrafas retornáveis
74 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
CCL
(19) 3876 9300
www.ccllabel.com.br
REMOVÍVEL – Com WashOff, lavagem da garrafa
pode ser feita sem troca
da máquina que retira
rótulo de papel
DIVULGAÇÃO
O
tempo do tradicional rótulo de
papel com cola das garrafas de
cerveja pode estar próximo ao
fim. Pelo menos essa é a expectativa da canadense CCL Industries, que
recentemente comprou a fabricante de autoadesivos brasileira Prodesmaq, com sede em
Vinhedo (SP), a qual passou a atuar no Brasil
como CCL Label. Voltada para a decoração de embalagens, a empresa está trazendo
novidades que prometem revolucionar, ainda
que parcialmente, as linhas de produção das
vidrarias e das indústrias de bebidas no Brasil
– além de se inserir nos segmentos de termoencolhíveis, bisnagas plásticas e garrafas de alumínio (ver o quadro).
Entre outros produtos inovadores na área de decoração, destacam-se dois, patenteados pela matriz
da CCL Label, divisão da empresa
especializada em rótulos, que tem
como carro-chefe o auto-adesivo.
Um deles, denominado Wash-Off,
substitui os tradicionais “lambelambe”, como são chamados
os atuais rótulos padrão de
cervejas. O outro, de nome
Multi-Trip, visa tomar o lugar
da decoração por processo de
silk screen para os vasilhames
retornáveis de vidro, ou ACL
– Applied Ceramic Label, na
expressão em inglês.
O Wash-Off, impresso
em filme adesivo, é removível durante a lavagem da
garrafa, sem necessidade de
substituição da máquina que
retira o rótulo de papel no
processo de limpeza. Além
de abrir a possibilidade do
uso de filmes transparentes,
tipo no label look, de maior
valor percebido, a tecnologia
Wash-Off ofereceria uma vantagem adicional
em relação aos rótulos atuais: o custo menor
nas modificações de formatos. “Em rótulos
de papel com cola, a mudança exige a troca
do kit da rotuladora, cujo custo elevado
acaba inviabilizando projetos”, diz Clélia De
Marco, gerente de marketing da CCL Label
no Brasil. “Com o auto-adesivo, basta trocar
uma bobina, sem gastos para o engarrafador.”
A executiva informa que o objetivo da CCL
com esse produto é penetrar no mercado de
cervejas, maior usuário de rótulos substituíveis.
A outra novidade, o Multi-Trip, igualmente aplicado em garrafas retornáveis, tem
conceito oposto ao do Wash-Off. No caso, o
auto-adesivo substituiria a decoração ACL,
que segundo Clélia De Marco já estaria
enfrentando protestos contra danos ambientais nos Estados Unidos e na Europa, devido à presença de metais pesados nas tintas para impressão. “O rótulo Multi-Trip
suporta no mínimo 25 ciclos de lavagem
sem descolar, e permite que as paredes da
garrafa sejam mais finas, pois a pressão
para a aplicação é menor que no sistema
ACL”, afirma a gerente de marketing.
O produto, desenvolvido inicialmente
para a Coca-Cola, é destinado sobretudo à indústria de refrigerantes. A
aplicação é feita na própria vidraria,
que, na argumentação da gerente da
indústria de decoração, “teria ganhos
evidentes ao substituir toda uma área
quente de produção, movida a combustíveis, por rotuladoras automáticas acionadas por eletricidade”.
O “pulo do gato” da inovação
tecnológica, tanto no sistema WashOff quanto no Multi-Trip – que
a empresa promete disponibilizar
a curto prazo no Brasil – está no
adesivo, desenvolvido e patenteado
pela CCL.
Vários coelhos na mira
Termoencolhíveis, in-mold, garrafas de alumínio e bisnagas são opções de decoração
76 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
OS:
DIVU
LGA
ÇÃO
DIVERSIDADE – Garrafas de alumínio aceitam vários formatos e pinturas
PLANOS - CCL quer
construir fábrica de
bisnagas no Brasil, mas
antes pretende analisar as
perspectivas do mercado
FOT
Parece haver muitos coelhos numa
espécie de cajado múltiplo da CCL Label.
Não obstante seu nome, além de rótulos auto-adesivos a empresa aposta em
outras áreas de decoração no Brasil, e
entra forte no mercado de termoencolhíveis, via importação, e in-mold, com produção local, ao mesmo tempo em que
mira as áreas de bisnagas e de garrafas
de alumínio para cervejas, isotônicos e
energéticos.
No chamado shrink-sleeve, por enquanto
a empresa trabalha com importações,
mas em breve terá produtos feitos no
país, na planta de Vinhedo (SP), anuncia
a gerente de marketing Clélia De Marco.
Os canadenses já estão investindo em
equipamentos para acabamento, e oferecerão ao mercado três opções de filmes
termo-encolhíveis: de PVC, de PET e de
poliestireno orientado (OPS). A gerente
de marketing da CCL afirma que o produto “terá alta qualidade e regularidade
de fornecimento garantidas”, graças a
um acordo para comprar filmes de um
grande fabricante europeu. A fábrica
de Vinhedo, diz Clélia, “tem condições
de atender ao mercado nacional, tanto
para projetos de altos, quanto de
médios e pequenos
volumes”.
O in-mold label
(IML) – em que o
rótulo é aplicado à
embalagem plástica
rígida no momento
de sopro ou injeção,
no interior dos moldes,
e que tem no mercado de margarinas seu
grande filão – já é feito
na planta de Vinhedo. A
gerente destaca a possibilidade de decoração em
todas as faces do pote e a
alta resolução gráfica como
outros grandes trunfos desse
sistema de decoração em relação aos atualmente utilizados
em potes. Outra divisão da
Marco. O grupo canadense trabalha com
dois tipos de bisnagas: laminadas e extrudadas. Esta última opção tem como forte
apelo às empresas usuárias a possibilidade de diversificação de linhas, já que
os recipientes aceitam rotulagem com
auto-adesivos. A rigor, é uma alternativa que não exclui as garrafas de
alumínio. (FP)
DIVULG
AÇÃO
NO BRASIL – Termo-encolhível, como o usado
em garrafas de Coca-Cola alemãs especiais
para a Copa do Mundo, e in-mold terão
produção nacionalizada
FOTOS:
companhia canadense, a CCL Container,
também entra com os dois pés no Brasil.
Seguindo uma tendência mundial, produz
garrafas de alumínio para bebidas, com o
foco voltado para o segmento premium.
Os alvos são os fabricantes de cervejas,
isotônicos e energéticos, principalmente
em ações promocionais ou em oportunidades para demonstrar adição de valor
a seus produtos. A empresa informa
que disponibiliza as garrafas, importadas
do Canadá e dos Estados Unidos, em
diversas formas e tamanhos, atendendo
pedidos sob encomenda. A curto prazo,
não há planos para a produção dos recipientes metálicos
no Brasil.
O concorrido negócio de bisnagas plásticas é outro desafio
para a CCL, na divisão Plastic
Packaging, que planeja instalar
uma fábrica no Brasil. “Não há
prazos definidos, primeiro vamos
sentir o mercado”, diz Clélia De
junho 2006 <<<
EmbalagemMarca <<< 77
institucional >>> aniversário
OUTRORA – Tempos
bons, que não
voltam nunca mais.
Veja na página
80 como essas
crianças estão hoje
78 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Compromisso
com alegria
C
om esta edição, EMBALAGEMMARCA comemora seu sétimo aniversário, e vemos isso
da mesma forma que se costuma ver o percurso das pessoas na vida. Ousamos fazer
essa analogia por entendermos que nenhum produto
cultural existe por si mesmo, mas sim como fruto da
atividade humana. Por isso temos nossa revista não
apenas como um mero conjunto de informações que
a cada mês se consubstancia num volume de papel
impresso. Não queremos descambar para a retórica
retumbante, mas vamos nos atrever um pouco: para
nós, cada edição é motivo de comemoração, reforçado
nas datas marcantes.
Nesse aspecto, o sétimo aniversário é um pouco
mais especial. Sete anos de idade geralmente são considerados um símbolo de energia e de esperança. Eles
costumam representar aquele momento único em que
as pessoas completam sua formação como indivíduos
e ingressam em nova etapa da vida, numa trajetória
em que se preparam para dar sua contribuição para o
mundo. Chamemos isso de compromisso com alegria
em relação ao futuro.
Queríamos mostrar esse modo de ver de alguma
forma que fosse além das palavras, reiterando a consciência da equipe de que a revista inicia uma nova fase
em sua missão de contribuir para o fortalecimento da
cadeia de embalagem no Brasil e, consequentemente,
para o fortalecimento do próprio país.
Mostrar cada um dos membros da equipe quando
tinha sete anos de idade foi a maneira que julgamos
mais adequada para associar os sete anos da revista
à idéia de compromisso com alegria que todos já
tiveram aos seus sete anos em relação à vida que
vinha pela frente. Na próxima página eles estão como
são hoje, responsáveis pela produção de uma revista
especializada que, em um setênio, se consolidou como
a mais completa e de maior credibilidade no setor
de embalagem no Brasil. Aconteceu graças ao inestimável apoio de amigos, anunciantes e leitores e à
contribuição de cada um da equipe. Não seria assim
se não fosse por eles.
O editor
Fotos atuais
1) Wilson Palhares
2) Eunice Fruet
3) Marcos Palhares
4) Flávio Palhares
5) Hiroshi Taniguti
6) Marcella Freitas
7) Karin Trojan
8) Guilherme Kamio
9) Raquel Pereira
10) Marlene Nogueira
11) Leandro Haberli
12) Wagner Ferreira
13) Carlos Gustavo Curado
14) Livia Deorsola
15) André Godoy
1
2
3
7
4
6
5
8
11
10
9
15
12
80 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
14
13
negócios >>> exportação
Para gringos e chicanos
Iniciativa privada visa exportar alimentos com sabor latino para os EUA
A
desenvolvimento de pequenas e médias empresas da cadeia alimentar, no Brasil e em países
vizinhos, de modo a torná-las exportadoras de
alimentos, industrializados, com valor agregado, para o mercado americano.
Em sua etapa inicial, o foco do empreendimento é exportar produtos com o sabor latino,
um dos quatro chamados “tastes étnicos” (ao
lado do africano, do asiático e do caribenho).
Juntos, esses sabores representam um potencial
de atendimento de 110 milhões de moradores
dos EUA (americanos, “chicanos” e latinos em
geral) que gastam mais de 140 bilhões de dólares
em alimentos por ano – “para comer o que não
gostam”, na opinião de Santos Neto. “A idéia é
agregarmos valor aos produtos, transformandoos em manufaturados, em vez de exportar apenas commodities”, diz o chairman do IMA. “Só
o Brasil perde 300 bilhões de dólares por ano ao
exportar – ou melhor, não exportar – alimentos
in natura que poderiam ser manufaturados.”
As embalagens terão papel crucial nesse
intento, e para isso a empresa parceira do IMA
na área, a Packing, vem desenvolvendo protótipos e dará consultoria aos interessados em
atingir o mercado americano com seus produtos
acondicionados de forma a disputarem a preferência dos consumidores nos verdadeiros campos de batalha em que consistem as gôndolas
IMA
(11) 3759-7090
www.ima-consulting.net
Packing Design
(11) 3074-6611
www.packing.com.br
DIVULGAÇÃO
partir de sua próxima edição, em
2007, a Fispal Latino, braço americano da maior feira brasileira de
tecnologia dirigida à indústria de
alimentos e bebidas que se realiza anualmente
em São Paulo, terá uma feira anexa. Será a Latin
Tech, réplica – parcial – da Fispal Tecnologia,
em Miami, Flórida.
O criador da Fispal, Ricardo Santos Neto,
hoje chairman de outra iniciativa sua, o IMA
– Instituto Mercadológico das Américas, diz
que “a Latin Tech atende a pedido de empresas dos Estados Unidos, da América Central e
da América andina interessadas em comprar
equipamentos do Brasil.” Tal expectativa foi
detectada em enquete promovida durante a
segunda edição da Fispal Latino, realizada de
10 a 12 de maio último, com a participação
de 260 expositores (63 deles brasileiros) em
4 800 metros quadrados de área.
A medida do sucesso do evento é de certa
forma traduzida pelo fato de a prefeitura de
Miami ter adotado como “dias do Alimento
Latino” o período em que a feira se realiza na
cidade. “O êxito comercial e de visitação nos
dá uma espécie de indicação prévia do sucesso
a ser alcançado pelo IMA”, entende Santos
Neto. Inaugurado em 25 de abril último, esse
instituto impôs-se como missão promover o
ADEQUAÇÃO – Para
disputar a preferência
dos apreciadores
do sabor latino
82 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
dos supermercados naquele país. O diretor da
agência de design, Fabio Mestriner, conta que já
foi desenvolvido um selo para a marca, o Latin
Taste (“a primeira marca própria internacional
do Brasil”), que será usado como marca guardachuva dos produtos exportados. As embalagens,
lembra, precisam atender às características de
informação exigidas por leis e hábitos locais.
Passando à prática, o IMA promoverá, paralelamente à Fispal Tecnologia, de 6 a 8 de
junho, no Pavilhão do Anhembi, o 1º Americas
Business Oportunities (ABO), um espaço de
relacionamento para o setor de agronegócios.
Nele estarão reunidos representantes de toda
a cadeia do trade de exportações de alimentos:
indústria, investidores, agricultores, Estados
brasileiros e especialistas em marcas, embalagens, logística e legislação para exportação.
“O objetivo do evento é gerar oportunidades
reais de negócios, aproximando a cadeia brasileira de exportação de manufaturados”, explica
Santos Neto. “Não vamos expor produtos; queremos que os agentes desse setor se conheçam
e façam negócios.” Nas estimativas do IMA, o
ABO poderá gerar, já nesta primeira edição, 7
SABOR LATINO
Selo da “primeira
marca própria
internacional
do Brasil”
milhões de dólares em negócios voltados para a
exportação de manufaturados. No próximo ano,
a estimativa é gerar 20 milhões de dólares em
negócios. Apesar de estar fisicamente dentro da
Fispal Tecnologia, a entrada para o ABO será
aberta apenas aos visitantes da feira previamente cadastrados e que representem negócios
inseridos na cadeia de exportação. Dez Estados
brasileiros terão estandes, nos quais mostrarão
oportunidades de investimento, com incentivos
fiscais e de financiamento. Com essa iniciativa,
entende Santos Neto, “a Fispal ultrapassa seus
próprios limites e se torna uma feira permanente
de geração de negócios”. (WP)
junho 2006 <<<
EmbalagemMarca <<< 83
“Sempre que veiculamos
em EmbalagemMarca a
resposta veio imediatamente
após a circulação. Isso
mostra que a revista,
incluindo-se aí os nossos
anúncios, é esperada, lida e
entendida pelo leitor”
Fábio Pereira
Marketing, Rigesa
“A qualidade informativa
das matérias e o equilíbrio
na abordagem de diferentes
materiais dão à revista alto
nível de credibilidade, e isso
é transferido aos anúncios”
Alexandre Marchezini
Diretor de Vendas e Marketing
Owens-Illinois do Brasil
“Consideramos a revista
EmbalagemMarca
um referencial para
o conhecimento e o
desenvolvimento de todo
profissional de embalagem.”
Rafael Sales (esq.) e Iorley Lisboa
Desenvolvimento de embalagens
Grupo Pão de Açúcar
Na opinião do
do mercado de
“Os maiores e melhores
fabricantes de embalagens
do mercado estão em
EmbalagemMarca, o que faz
dela uma fonte de consulta
para quem quer encontrar
bons fornecedores”
Marcos Amaral, Analista de Des.
de Embalagens e Adelice Moraes,
Gerente de Produto, Bom Bril
“Aqui n’O Boticário EmbalagemMarca é uma ferramenta auxiliar nos desenvolvimentos. Conhecemos novos
materiais e identificamos
tendências. Através dela
podemos prospectar novos
e potenciais fornecedores”
Equipe de Desenvolvimento
de Embalagens, O Boticário
“Anunciar em EmbalagemMarca é estar presente num
veículo com credibilidade e
no ambiente que interessa.
O feedback que temos é de
que, por ser efetivamente
lida, a revista dá retorno.”
Maurício Montoro Groke
Diretor Comercial
Antilhas Embalagens
“Um mailing atualizado garante que EmbalagemMarca
atinja os diversos departamentos das empresas, sendo
lida por executivos, técnicos,
especificadores e compradores, que costumam guardá-la
para consultas posteriores.”
Gonzalo Rellan
Diretor Geral, Guala Closures
“Em visita às indústrias de
cosméticos, perfumaria e
produtos farmacêuticos,
que são o nosso públicoalvo, vemos sempre
EmbalagemMarca sobre
as mesas dos executivos
e empresários.”
“A revista chega de fato a
quem interessa e, como já
constatamos, é efetivamente
lida. Por tudo isso podemos
testemunhar: os anúncios
em EmbalagemMarca
dão retorno.”
Marco Antônio Dias Oliveira
Sócio-diretor Comercial
E-Packing
Renato Massara Jr., Diretor
Comercial, Wheaton do Brasil
“Na Yoki Alimentos, todos os
envolvidos no desenvolvimento de embalagens lêem
regularmente a revista,
devido à boa cobertura que
faz do mercado brasileiro
de embalagens.”
Gabriel João Cherubini
Vice-presidente
Yoki Alimentos
s profissionais
embalagens...
“Assim como a Poly-Vac, a
revista EmbalagemMarca
também está mudando para
melhor. Está mudando a
forma de as pessoas verem
e entenderem o mercado
de embalagens.”
Michela Brigida Arippol
Diretora Presidente
Poly-Vac
“É assim que a Suzano
entende EmbalagemMarca:
um produto de alto valor
agregado, com qualidade,
recheada de informações e,
principalmente, respeitada
pelos diversos segmentos
da cadeia de embalagem.”
Marta Vasconcellos
Gerente de Marketing, Suzano
“É muito gratificante saber
que hoje podemos contar
com uma parceria de
quem é líder de mercado e
principalmente com pessoas
que fazem um trabalho sério
e de muita competência.”
Maurício W. Preto
Diretor Comercial
IndexFlex
É LIDA PORQUE É BOA. É BOA PORQUE É LIDA.
VEJA OS DEPOIMENTOS NA ÍNTEGRA NO NOSSO SITE:
www.embalagemmarca.com.br
“EmbalagemMarca chega
a um amplo universo
de leitores qualificados,
apresentando-se como uma
revista séria e que zela pela
qualidade editorial e pela
apresentação gráfica.”
“EmbalagemMarca
torna-se ferramenta
freqüente de consulta,
uma revista completa, de
linguagem clara e objetiva.
Uma revista que temos
vontade de ler e colecionar.”
Cristina Meireles, Coordenadora
de Marketing e Pedro Bocchini,
Diretor Presidente, Altec
Equipe de Marketing
L’Acqua di Fiori
“Especializados que
somos em imprimir
embalagens premium, nos
orgulhamos em imprimir
EmbalagemMarca. Anúncios
da Congraf na revista já se
transformaram em negócios.
Em grandes negócios.”
Sidney Anversa Victor
Presidente, Congraf
... a melhor,
mais útil revist
“Além de ser uma leitura
prazerosa, temos o hábito
de guardar as edições de
EmbalagemMarca para
serem utilizadas como fonte
de pesquisa de dados de
mercado e tendências.”
Aparecido Borghi e
Sarah Marques
Kimberly-Clark Brasil
“A qualidade da revista
EmbalagemMarca chama
a atenção de todos os
profissionais do setor de
embalagem. A Brasilata
acompanha e participa com
satisfação da revista.”
“Quando começamos a
anunciar, não foi surpresa
verificar que os clientes
vêem nosso anúncio. É a
conseqüência lógica do bom
trabalho e da excelência em
serviços e qualidade.”
Carlos Viterbo Junior, Gerente de
Marketing e Renata Rodrigues,
Assistente de Marketing, Brasilata
Cláudia Pereira
Gerente de Marketing
Imaje do Brasil
“Para designers e
convertedores, é uma revista
indispensável, que coleciono
e recomendo sempre aos
meus alunos, na cadeira
de Projetos de Embalagens
da UFRJ.”
Gilberto Strunck, Sócio-diretor
DIA Comunicação de Marketing
“Sou leitor assíduo desde a
primeira edição, e utilizo a
publicação como referência
em meus projetos. A revista
sempre busca se aprimorar e
trazer notícias que atendam
às expectativas de seus
qualificados leitores.”
“Buscamos acompanhar
tendências e movimentos do
mercado, e compreendemos
a atuação de EmbalagemMarca como um termômetro
para oportunidades de negócios e para o fortalecimento
do setor no Brasil.”
Gilberto Mendes, designer gráfico
Henkel Brasil
Equipe de Marketing
Suzano Petroquímica
“Somos anunciantes há
quase três anos e temos
obtido ótimos resultados,
devido à credibilidade e à
circulação da revista.”
Márcia Rodrigues, Liana Ogawa,
Eduardo Siqueira e Ana Decot
Marketing e Desenvolvimento
de Mercado
Itap Bemis / Dixie Toga
mais lida e
a do segmento.
“Com informações atualizadas e sintonizadas com as
mudanças do mercado, a
revista trata o ‘mundo da embalagem’ da maneira como
deve ser visto: com o devido
valor e a importância que
tem na vida das pessoas.”
Fábio Braga, gerente de marketing
Braga Produtos Adesivos
“Para nós, EmbalagemMarca
é um parceiro indispensável
em nosso fortalecimento no
mercado. Queremos fazer
parte não só do presente,
mas do futuro crescimento
da revista e do mercado.”
“EmbalagemMarca nos fornece ferramentas para nos
aproximarmos com maior
certeza dos consumidores
latino-americanos e das
tendências da indústria.”
José Martinez,
diretor para a América Latina
PMMI - Packaging Machinery
Manufacturers Institute
Clodoaldo José Pontim e
Cleiton Marcos Pontim
Kromos
É LIDA PORQUE É BOA. É BOA PORQUE É LIDA.
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www.embalagemmarca.com.br
Anunciante
Página
Telefone
Site
35
Aisapack
+41 (24) 4820 110
www.aisa.com
27
Alcan/Cebal
(11) 4723-4700
www.alcan.com
17
Ápice
(11) 4221-7000
www.apice.ind.br
11
Arco Convert
(11) 6161-8099
www.arco.ind.br
69
Aro
(11) 6462-1700
www.aro.com.br
15
CBA
(11) 3224-7168
www.aluminiocba.com.br
6-7
CCL
(19) 3876-9300
www.ccllabel.com.br
65
Colacril
(44) 3518-3500
www.colacril.com.br
38-39
Congraf
(11) 5563-3466
www.congraf.com.br
2ª capa
C-Pack
(11) 5564-1299
www.c-pack.com.br
9
Dixie Toga
(11) 6982-9402
www.dixietoga.com.br
37
Easy Pack
(11) 4582-9188
www.easypack-brasil.com.br
67
Elástica Design
(19) 3837-4873
www.elasticadesign.com.br
37
Elo Design
(11) 3871-9942
www.elopress.com.br
75
Embapalast
(51) 3338-0800
www.feiraembaplast.com.br
3ª capa
Gumtac/Pimaco
(21) 2450-9707
www.gumtac.com.br
41
Imaje
(11) 3305-9455
www.imaje.com.br
77
Indeplast
(11) 6806-5000
www.indeplast.com.br
48-49
IndexFlex
(11) 3611-7100
www.indexflex.com.br
73
Innovia Films
(11) 5053-9947
www.innoviafilms.com
47
Integral
(11) 5535-1110
www.integralpack.com.br
81
Interplast
(47) 3451-3000
www.interplast.com.br
55
Kromos
(19) 3879-9500
www.kromos.com.br
5
Krones
(11) 4075-9500
www.krones.com.br
31
M&G Fibras e Resinas
(11) 2111-1373
www.gruppomg.com.br
47
Maddza Máquinas
(35) 3722-4545
www.maddza.com
51
Madhouse Pack Works
(11) 6168-6752
www.madhouse.com.br
19
Markem
(11) 5641-8949
www.markem.com
37
Moltec
(11) 5523-4011
www.moltec.com.br
25
Neoplástica
(41) 3671-3000
www.neoamerica.com
79
Nostro Café
(11) 3976-7721
www.nostrocafe.com.br
33
Optima
(19) 3886-9800
www.optima-bra.com
73
Paraibuna Embalagens
(32) 2102-4000
www.paraibuna.com.br
11
Polo Films
(11) 3707-8270
www.polofilms.com.br
3
Rami
(11) 4587-1100
www.ramiprint.com.br
63
Rigesa
(19) 3869-9330
www.rigesa.com.br
23
Rio Polímeros
(21) 2157-7777
www.riopol.com.br
71
SetPrint
(11) 2133-0007
www.setprint.com
57
SIG Beverages
(11) 2107-6784
www.sigcorpoplast.com
29
SIG Combibloc
(11) 2107-6744
www.sigcombibloc.com
47
Simbios Pack
(11) 5687-1781
www.simbios-pack.com.br
37
Sonoco For-Plas
(11) 5097-2750
www.sonocoforplas.com.br
47
Speranzini Marketing
(11) 5685-8555
www.speranzini.com.br
71
StarLaser
(11) 3365-3890
www.starlaser.com.br
53
STM
(11) 6191-6344
www.stm.ind.br
13 e 59
Suzano
0800 0 555 100
www.suzano.com.br
69
Technopack
(51) 470-6889
www.technopack.com.br
4ª capa
Tetra Pak
(11) 5501-3262
www.tetrapak.com.br
79
Topp Filmes
(11) 3617-4700
www.toppfilmes.com.br
21
Trade Pack
(11) 5093-6511
www.alrbrasil.com.br
45
Uniflexo
(11) 4789-5946
www.uniflexo.com.br
83
Vilac
(19) 3741-3300
www.vilac.com.br
43
Vitopel
(11) 3089-5466
www.vitopel.com
61
Wheaton
(11) 4355-1800
www.wheatonbrasil.com.br
Na edição 81, os dados da DannGroup não foram mencionados: (11) 4156-8900 • [email protected]
88 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
A Tetra Pak tem no seu DNA a inovação e, principalmente, a busca de entender e atender as
necessidades de toda a cadeia de alimentos. A
revista EmbalagemMarca sem dúvida é uma via
de duas mãos: num sentido, de estar sempre informada sobre inovação, e no outro sentido informando e comunicando a nossa contribuição
para o desenvolvimento do mercado de embalagens. Por isso é leitura indispensável da nossa
equipe de marketing.
Almanaque
Uma ode à marca lapidar
Nos últimos sessenta anos, muitas estrelas da música popular
construíram suas carreiras e
imagens empunhando uma
Fender. A mais festejada marca
de guitarras elétricas nasceu das
idéias do californiano Clarence
Leo Fender, um perito em rádios
valvulados. Logo após abrir sua
fábrica, em 1946, Fender
lançou as guitarras cujos
designs se tornariam
os mais populares (e
copiados) mundo afora:
a Stratocaster (à esq.) e
a Telecaster. A companhia agora comemora,
em bom tom, seu jubileu de diamante.
“O Brahma Chopp em garrafa
Querido em todo o Brasil
Corre longe, a banca abafa
É igualzinho ao do barril.
Chopp em garrafa
Tem justa fama
É o mesmo Chopp
Chopp da Brahma.”
de estender a vida-de-prateleira do
chocolate, a Nestlé a substituiria
por flow packs de filme plástico.
Mas o visual original da marca,
criado por Muniz e que pegou tão
bem junto ao público, combinando
vermelho e branco e com cocos
estilizados em destaque, continua
prestigiadíssimo até hoje.
De Bastos Tigre e Ary Barroso,
a marchinha “Chopp em
Garrafa”, hit do Carnaval de
1934, alardeava o início do
engarrafamento de Brahma
Chopp. Considerado o primeiro
jingle brasileiro, o tema ajudou
a Brahma a alcançar a produção de 30 milhões de litros de
cerveja, um recorde à época,
e a destacar seu intérprete, o
então calouro Orlando Silva.
Silva logo se tornaria “o cantor
das multidões”, e, a cerveja em
garrafa, a bebida delas.
FOTOS: DIVULGAÇÃO
Mui prestigiada identidade
Lançado em 1962, o Prestígio
logo alcançou sucesso. A embalagem clássica do bombom, projetada por Antonio Muniz Simas,
da DIL Brands, consistia de uma
folha de alumínio envolta por celofane vermelho torcido nas extremidades, tal como um papillote.
Décadas mais tarde, sob o mote
A marcha
à garrafa
Ovo botado, ovo cantado
De que adianta botar o ovo e não
cacarejar? O velho adágio vale
àqueles que não personalizam
seus feitos ou idéias e depois se
remoem quando outrem o faz.
Ao inventar os flocos de milho,
no início do século passado, o
fazendeiro americano Will Keith
(W.K.) Kellogg foi prudente.
90 >>> EmbalagemMarca >>> junho 2006
Decidiu estampar sua rubrica na
embalagem do produto, como
se vê ao lado, na reprodução da
primeira caixa de Corn Flakes, de
1906. No seu recém-comemorado centenário, a Kellogg permanece um sinônimo de cereal
matinal. Esse ovo nenhuma outra
galinha pôde reclamar.
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EmbalagemMarca Nº 82