AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SOPHIA DE MELLO BREYNER - Código 151427 Comemoração dos 40 anos do 25 de abril - (1974 – 2014) Concurso de Escrita “O 25 de abril 40 anos depois” Trabalhos premiados 1.º Ciclo EB 1 da Boavista - Alexandra Sofia Vasconcelos - Turma N4 /4.º ano (1.º Prémio) EB1/JI de Moinhos - Tiago Amaral - Turma V1 / 4º ano (2.º Prémio) Escola EB1/JI de Sá - Mariana Oliveira da Costa - Turma: Z3 /4.º ano (3.º Prémio) 2.º Ciclo Sofia Ferreira – 6.º B - 1.º Prémio Afonso Leça – 6.º B e Daniela Cardoso 5.º A – 2.º Prémio - ex aequo Matilde Monteiro 5.º D – 3.º Prémio 3.º Ciclo Ana Filipa Conceição – 9.º B – 1.º Prémio Marcelo Gil – 8.º B – 2.º Prémio Maria Miguel Morim – 8.º B e Margarida Ferreira – 3.º Prémio - ex aequo Departamento Curricular de Ciências Sociais e Humanas Ano Letivo 2013/2014 O 25 de abril 40 anos depois Antes do 25 De abril, Não havia liberdade Todos temiam a autoridade. Na escola, as meninas dum lado E os rapazes do outro, Com respeito e atenção, Estudavam bem a lição. O país era pouco desenvolvido E não era nada divertido. Os portugueses emigravam, Pois emprego, aqui não arranjavam. Antes as pessoas Não podiam escolher Quem mandava no país. Depois do 25 de abril, A liberdade chegou E a todos encantou! As meninas e os rapazes Na escola se juntaram E os seus sonhos aumentaram. O país ficou mais desenvolvido E muito divertido. E agora o povo pode escolher Quem quer no poder. Sem censura nem medo, Já não se fala em segredo. Trabalho realizado por: Alexandra Sofia Vasconcelos Turma N4 – EB 1 da Boavista Agrupamento de escolas Sophia de Mello Breyner 1.º Prémio História de família Eu sou um cravo e chamo-me Filipe. Já tenho alguns anos e lembro-me da história da minha família. Tudo começou no 25 de Abril de 1974. A minha avó Cravina contou-me esta história. Ela estava na praça, na loja da florista. De repente viu os soldados e tanques blindados e perguntou à florista: - O que se passa? - Este é o dia da liberdade, mas tenho medo do que pode acontecer. Os soldados estão lá fora e a qualquer momento pode rebentar uma guerra. - Tenho uma ideia! Pede às tuas amigas floristas que ponham cravos nas armas dos soldados, para que eles percebam que vocês não querem a guerra. - Boa ideia! – Exclamou a florista. E assim foi. Os meus antepassados cravos foram muito importantes neste dia: o 25 de Abril. Por isso chamamos Revolução dos Cravos e tenho orgulho em ser um cravo vermelho! EB1/JI de Moinhos – S. Félix da Marinha Tiago Amaral Turma V1 / 4º ano 2.º Prémio “O 25 DE ABRIL 40 ANOS DEPOIS “ Enquanto meus avós dormiam Um novo regime surgia Numa aparente tranquilidade Que marcava um novo dia. Pensamentos e ideais Tinham preparado tudo Nunca mais se calava Este silêncio mudo. Sem medo e com esperança Saíram pelas ruas da cidade Irradiando o sabor da tão procurada Liberdade. A florista enamorada Depressa distribui cravos A toda a arma silenciada. Havia tanto para fazer E tanto com que sonhar Que só lhes apetecia cantar. A geração dos meus avós É genial e orgulhosa Porque conseguiu travar Uma guerra silenciosa. Que nos sirva de exemplo De trabalho e ambição, Trabalho realizado por: Escola EB1/JI de Sá Mariana Oliveira da Costa 4.º ano Turma: Z3 Democracia e Liberdade, Foram uma excelente lição. 3.º Prémio 25 De Abril 40 anos depois Tudo mudou naquela madrugada, era dia 25 de Abril que o calendário marcava. Ainda a manhã despertava e a aurora raiava já as armas, com cravos enfeitadas. a conquista da liberdade, ao mundo e ao povo, em paz anunciava. A partir daí, muita coisa mudou: foi-se a ditadura e a democracia se instaurou. Portugal foi mudando a partir desse dia, já passaram 40 anos, e ninguém o diria! A guerra colonial acabou, tornaram-se independentes, deu-se a descolonização. Formaram-se, então, partidos e associações, foi garantido o direito de expressão. Podemos falar livremente, O papel da mulher. foi o que mais se transformou: começou por alguns direitos até que, à igualdade, chegou. O divórcio é outra conquista que jamais se imaginava que algum dia existiria. A “licença de isqueiro” e a carta de bicicleta deixaram de existir… E a Coca-Cola … proibida, É agora mais consumida. Há alguns anos atrás, não havia passe social, nem salário mínimo no território nacional. E, então, a adesão à Comunidade Europeia? Mais uma adaptação !!! Estas são algumas pequenas, grandes conquistas, da liberdade, enfim… quase nem damos por elas Mas …se não fosse a revolução dos cravos, isto não seria assim... 40 Anos depois !!! dizer o quê ou quem apoiamos, Sem receio, da censura ou outra perseguição, dizemos com que concordamos. N.º 25 - Sofia Manuel Ferreira Ano/Turma – 6.ºB 1.º Prémio 25 de abril 40 anos depois Antes do 25 de abril, as pessoas não tinham liberdade de expressão e, portanto, não podiam dizer o que sentiam. Havia um ambiente de medo e toda a gente tinha receio de dizer o que pensava. Se dissessem alguma coisa contra o regime político, eram presos e torturados. Os homens tinham mais direitos do que as mulheres e nem todas as mulheres tinham direito ao voto, o que eu acho mal, porque elas devem ter os mesmos direitos que os homens. No ensino, aplicavam-se castigos muito severos (duros) como, por exemplo, reguadas nas mãos e cabeçadas no quadro de giz. Não havia turmas com rapazes e raparigas, ou seja, não havia turmas mistas. Nas escolas, rezava-se e cantava-se “A Portuguesa”. Havia o estrado do professor, símbolo do seu poder. O manual escolar era igual para todo o país. O manual fazia referência a Salazar, por exemplo, quando se dava o “S”, o nome e a imagem eram os de Salazar. Na sala de aula, o professor tinha muita autoridade e, na parede, existia uma cruz de Jesus Cristo. No dia 24 de abril de 1974, um grupo de militares, comandados por Otelo Saraiva de Carvalho, instala secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa. Na revolta de 25 de abril de 1974 nós conquistámos a paz e a democracia e terminámos a guerra. A conquista principal foi a da liberdade de expressão. Nessa revolta, não houve feridos nem houve tiroteio. O símbolo dessa revolução foram os cravos vermelhos. Nas armas, havia um cravo. Antes desse dia milagroso, havia ditadura mas, depois, conseguiu-se conquistar a democracia. É verdade que Portugal ganhava dinheiro com a ditadura, porque Salazar impedia as importações e só se podia consumir o que se produzia no nosso país. Estava tudo controlado pela PIDE- Polícia Internacional e de Defesa do Estado. As suas funções eram, principalmente e oficialmente, vigiar as fronteiras e proteger o Estado. Depois desta revolta, as pessoas passaram a ser mais felizes. Eu, com apenas 11 anos, acho que viver em ditadura não é saudável para a nossa evolução mental. Quando não podemos pensar e exprimir o que pensamos, não evoluímos ao nível do conhecimento. Conhecimento exige liberdade e isso é um direito fundamental do ser humano. Admiro a coragem de todos aqueles que participaram no golpe militar e tornaram possível um país livre, aberto ao conhecimento internacional. O meu muito obrigado! N.º 1 - Afonso José Vieira Leça Ano/Turma – 6.º B 2.º Prémio - ex aequo O 25 de abril 40 anos depois Antes do 25 de abril tudo era diferente. Não havia liberdade, e ao regime ninguém fazia frente! O regime chamava-se Estado Novo, era autoritário e fechado, e por António de Oliveira Salazar era comandado. Ele comandou durante quase 40 anos mas devido a uma lesão teve que ser afastado e por Marcelo Caetano o regime foi ocupado. Descontente com o regime político, o povo fez uma revolução. Em vez de balas, havia cravos e o Movimento das Forças Armadas em ação. A 1.ª fase do golpe de estado foi iniciada por uma canção, de seu nome: “e depois do adeus” que marcou uma geração. Grândola Vila Morena foi o que de seguida se cantou e terra da fraternidade foi no que Portugal se tornou. O povo é quem mais ordena e fez o golpe de estado. Não concordava com a ditadura e não podia continuar calado. No dia 25 de abril de 1974 foi quando tudo aconteceu: acabou a ditadura e a democracia nasceu. Este dia é muito importante e passou a ser feriado. Já passaram 40 anos e continua a ser respeitado. N.º 8 - Daniela Beleza Ano/Turma – 5.º A 2.º Prémio - ex aequo 25 de Abril 40 anos depois Foi em 25 de Abril Os rebeldes enfrentaram Quarenta anos atrás E depois de alguma luta Que houve uma revolução Os ânimos acalmaram. Não de guerra mas de paz. Desde então, o país normalizou Os soldados abraçavam E muita coisa melhorou. As pessoas que passavam E elas agradecidas Surgiram muitos políticos Com sorrisos e ternura Alguns que ficam na história Davam-lhes cravos vermelhos Infelizmente nem todos Pois eles com suas armas Nos deixam boa memória. Mataram a ditadura. Gastou-se tanto dinheiro Que teremos de pagar Nasceu a democracia. Pois anda por aí a troika De esquerda, centro e direita E não nos deixa respirar. Muitos partidos havia. Mudou-se a Constituição Quarenta anos depois Um governo foi eleito O que havemos de pensar? Mas era grande a confusão. É bom viver em Liberdade Mas com responsabilidade Tivemos um “Verão Quente” Pois se esta não existir Que foi muito assustador. Qual é o nosso futuro? Em 25 de Novembro Se assim continuar Eanes com seus soldados Prevejo que vai ser duro. N.º 20 - Matilde Monteiro Ano/Turma - 5ºD 3.º Prémio Somos Livres Somos Livres! Sim, somos livres, Como um cravo encarnado a crescer num campo, Num mundo que ainda vivia a preto e branco. Somos livres, Como um velho cantarolando “Grândola Vila Morena”, Que quarenta anos depois pode celebrar a sua liberdade. Somos livres, Como um poema que fala de amor, Que quarenta anos depois não será rasgado pela censura. Somos livres, Como uma mulher que não se deixa silenciar, Que quarenta anos depois finalmente assume o seu lugar. Somos livres, Como um militar que defende os seus ideais, Que quarenta anos depois pode gritar “Jamais!”. Somos livres, Livres de inundar as ruas de mudança e de esperança. Somos livres de viver. Sim, somos livres, Não voltaremos atrás. N.º 1 - Ana Conceição Ano/Turma - 9.º B 1.º Prémio Memórias de um militar de Abril No dia 24 de abril de 1974 estava no exército, em Sintra e fazia parte do MFA (Movimento das Forças Armadas), uma organização militar secreta que preparava um golpe de estado para derrubar o regime fascista em Portugal. Eram 20 horas quando nos mandaram jantar em 10 minutos. Como isto nunca tinha acontecido antes, perguntei ao capitão Otelo Saraiva de Carvalho o que se passava. Este respondeu-me de imediato: – Hoje vamos tomar o quartel da Pontinha para fazer de Posto de Comando da revolução. Tinha chegado o grande dia, tão secretamente preparado, mas tinha receio e algum medo do que poderia vir a acontecer durante a revolução, pois se fossemos derrotados seríamos presos e torturados pela PIDE. Mal chegaram as 20h:10m, partimos para o Quartel da Pontinha, em Lisboa, onde nos instalamos secretamente. Passamos a noite toda acordados a pensar e a planear o Golpe de Estado que poria fim à Ditadura de Marcelo Caetano, começada por Salazar. Às 22h:55m a rádio transmitiu a canção “E Depois do Adeus”, um código que alertava para a tomada das posições pelos militares, na primeira fase do golpe de estado. Às 00h:20m a rádio renascença passou a música que marcou o início da revolução do 25 de abril, “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso que, na altura, era uma música censurada pelo governo. Posteriormente fomos para a rua, onde nos juntamos aos apoiantes da revolução e fiquei emocionado por ver os soldados do regime fascista a abandonarem os tanques e a juntarem-se a nós. Esta foi uma revolução pacífica, sem derramamento de sangue. Festejamos na rua a queda do Estado Novo e até nos deram cravos que nós, soldados, colocamos nas nossas espingardas. Após o 25 de abril, com a democracia, tornei-me político, para ajudar a defender os direitos das pessoas e para ajudar o nosso país a recuperar o tempo perdido. No meu dia-a-dia tento passar os valores de cidadania e a importância da liberdade. N.º 18 - Marcelo Gil Martins Valente Ano/Turma: 8ºB 2.º Prémio 25 de abril, 40 anos depois Até ao dia 25 de abril de 1974, Portugal vivia em regime de ditadura, passando a um regime democrático e de liberdade. Portugal vivia sob um regime ditatorial durante várias dezenas de anos, que fazia com que o povo não sentisse liberdade, provocando um forte desejo de mudança que encontrou eco no seio das forças armadas, sobretudo entre aqueles que combatiam nas diferentes colónias ultramarinas, onde se formaram movimentos independentistas e surgiram revoltas que defendiam a sua independência e autonomia. No 25 de abril, um grupo de militares, futuramente conhecido por “capitães de abril”, fizeram um levantamento militar que teve por fim o derrube do regime e a sua substituição por um regime democrático com o reconhecimento da vontade popular. Os militares aderentes estabeleceram uma senha que servia de sinal para o início da revolução, e essa senha foi uma canção do poeta e estudante Zeca Afonso, chamada “Grândola, Vila Morena”. Esta canção passou a ser considerada pelo povo como uma espécie de hino ao 25 de abril. Por todo o país, o povo rejubilou de alegria, sentindo que havia conquistado a liberdade e a oportunidade da democracia. O governo, então chefiado por Marcelo Caetano, foi derrubado e este forçado a abandonar o país, numa ação comandada pelo capitão Salgueiro Maia, do Regimento de Cavalaria de Santarém, homem que revelou uma valentia e determinação insuperáveis, que permitiu que a revolução levasse a cabo os seus propósitos sem derramamento de sangue, a despeito da resistência que em diferentes pontos encontrou. Os militares que organizaram a revolução de abril confiaram o governo português à Junta de Salvação Nacional. Contudo, desentendimentos entre os militares conduziram o país a um processo revolucionário e a momentos muito difíceis - o Conselho da Revolução substituiu a JSN. Em causa estava a descolonização e o modelo de sociedade e de regime político. Após o 25 de novembro de 1975, pouco a pouco, instalou-se no país a democracia parlamentar. Criaram-se condições para a independência das colónias ultramarinas e Portugal libertou-se de um regime de guerra que trouxe grandes sacrifícios ao povo português, que pode dizer-se foi quem mais sofreu com a guerra do colonial. Muitos dos nossos soldados morreram, ficaram para sempre mutilados, desfigurados ou afetados psicologicamente. Portugal conquistou em 25 de abril, não só a liberdade, mas o respeito dos países democráticos de todo o mundo. Houve alguns desvios e algumas tentativas de aproveitamento nas condições criadas pelo 25 de abril, mas os militares moderados conseguiram retomar o caminho da liberdade e da democracia que foram prometidos em abril. N.º 23 - Maria Miguel Morim Ano/Turma - 8ºB 3.º Prémio - ex aequo O 25 de Abril (Memórias e Saudade) Grande Data, Os Ricos pedem Fortuna, Grande História, Os pobres pedem o Pão O 25 de Abril Precisamos de tudo Preencheu a nossa Memória! Preparamo-nos para uma Revolução. Tu, Povo Português A única coisa que nos consola O Regime quiseste derrubar São as canções da Liberdade Para que o Mundo fosse Livre Que como aos meninos da fogueira Das Ditaduras que pareciam nunca mais acabar! Ensinou a Fraternidade. Queremos derrubar o Governo, Mussolini foi fuzilado, Hitler optou pelo suicídio, Mas nós como povo amoroso Como vós Marcello Caetano expulsastes Queremos a vossa Força, Para salvar a Pátria que Amaste. Não voltamos a repetir o Regicídio. Cravos Vermelhos saudosos, Oh, quanto dava para ver, Quanto dava para gritar Naquela linda Revolução Flor tão lembrada Também nós repetiremos Esta saudação nunca apagada. Que deu Vida ao nosso Lar. Dai-nos a Alegria de Pertencer, Glorioso Salgueiro Maia Guerreiro destemido Salvaste a Pátria Ao povo Conquistador Pois não existiu em tal Ptria, Uma Revolução com tanto Amor! E todo o povo te está agradecido. 40 anos depois, Encontramos um governo sem valor, N.º 20 - Margarida Ferreira Ano/Turma – 9.º C Um Povo que pede Direitos E um Mundo com mais Calor! 3.º Prémio – ex aequo AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SOPHIA DE MELLO BREYNER - Código 151427 Comemoração dos 40 anos do 25 de abril - (1974 – 2014) Concurso de Escrita “O 25 de abril 40 anos depois” Departamento Curricular de Ciências Sociais e Humanas Ano Letivo 2013/2014