07 Demonstrações Econômico-Financeiras do Exercício 7.1 Demonstrações Contábeis Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Ativo Nota 2014 2013 Passivo Em milhares de Reais Nota 2014 Disponível 379 Realizável 601 9.461.795 9.156.225 2013 Reclassificado Reclassificado Exigível operacional 8 39.062 41.720 Gestão previdencial 20.311 18.635 Gestão administrativa 15.291 18.551 3.460 4.534 13.166 24.561 12.546 12.546 620 12.015 11 9.430.106 9.104.319 9.352.713 9.060.685 Investimentos Gestão previdencial 5 810.382 802.082 Gestão administrativa 7 19.338 34.388 Investimentos 6 8.632.075 8.319.755 - 3.000 7.505.324 7.144.180 Investimentos imobiliários 822.981 872.786 Empréstimos 130.665 129.219 Financiamentos imobiliários 173.105 170.570 Permanente 20.160 13.774 Imobilizado 4.263 5.192 Benefícios concedidos 6.627.501 6.217.374 15.897 8.582 Benefícios a conceder 4.189.624 3.799.391 35.427 16.695 (1.464.412) (956.080) (1.464.412) (956.080) Exigível contingencial Ações Fundos de investimento Intangível Gestão assistencial 10 Gestão previdencial Gestão administrativa Patrimônio social Patrimônio de cobertura do plano 10.817.125 10.016.765 Provisões matemáticas Equilíbrio técnico Resultados realizados Déficit técnico acumulado 77.393 43.634 Fundos administrativos 60.986 29.822 Fundos dos investimentos 16.407 13.812 35.427 16.695 9.517.761 9.187.295 Fundos Gestão assistencial Total do ativo 9.517.761 9.187.295 Total do passivo 12 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 4 Relatório de atividades 2014 Demonstrativos dos ativos líquidos do Plano Básico de Benefícios Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais 2014 2013 Variação % 9.480.169 9.148.286 3,63 373 594 (37,21) Recebível 1.006.380 956.455 5,22 Investimento 8.473.416 8.191.237 3,44 - 3.000 (100,00) 7.346.001 7.015.662 4,71 Investimentos imobiliários 823.645 872.786 (5,63) Empréstimos 130.665 129.219 1,12 Financiamentos imobiliários 173.105 170.570 1,49 50.063 43.967 13,86 Operacional 37.517 31.421 19,40 Contingencial 12.546 12.546 - Fundos não previdenciais 77.393 43.634 77,37 Fundos administrativos 60.986 29.822 104,50 Fundos dos investimentos 16.407 13.812 18,79 9.352.713 9.060.685 3,22 Provisões matemáticas 10.817.125 10.016.765 7,99 Déficit técnico (1.464.412) (956.080) 53,17 (1.464.412) (956.080) 53,17 247.626 152.961 61,89 (1.216.786) (803.119) 51,51 Ativos Disponível Ações Fundos de investimento Obrigações Total dos ativos líquidos Apuração do equilíbrio técnico ajustado Resultado realizado (-) Déficit técnico acumulado Ajuste de precificação Equilíbrio técnico ajustado As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Relatório de atividades 2014 5 Demonstrações das mutações do patrimônio social Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais Nota 2014 2013 Variação % Patrimônio social - Início do exercício 9.104.319 9.679.402 (5,94) Adições 1.528.216 1.184.485 29,02 284.605 391.173 (27,24) 973.755 574.579 69,47 129.966 121.560 6,92 19.722 6.954 183,61 11.395 - 100,00 2.595 1.066 143,43 106.178 89.153 19,10 (1.202.429) (1.759.568) (31,66) (613.345) (564.181) 8,71 (352.987) (865.486) (59,22) - (8.713) (100,00) (125.852) (221.915) (43,29) (4.067) (8.150) (50,10) Contribuições previdenciais Resultado positivo dos investimentos - Gestão previdencial 6 Receitas administrativas Resultado positivo dos investimentos - Gestão administrativa 6 Reversão de contingências - Gestão administrativa Constituição de fundos de investimentos Receitas assistenciais Destinações Benefícios Resultado negativo dos investimentos - Gestão previdencial 6 Constituição de contingências - Gestão Previdencial Despesas administrativas Resultado negativo de investimentos - Gestão administrativa Constituição de contingências - Gestão administrativa Despesas assistenciais Acréscimo/Decréscimo no ativo líquido Provisões matemáticas Déficit técnico Fundos administrativos Fundos dos investimentos Gestão assistencial Patrimônio social - Final do exercício 6 - (1.970) (100,00) (106.178) (89.153) 19,10 325.787 (575.083) 156,65 800.360 1.265.632 (36,76) (508.332) (1.738.261) (70,76) 31.164 (103.520) 130,10 2.595 1.066 143,43 18.732 (702) 2.768,38 9.430.106 9.104.319 3,58 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 6 Relatório de atividades 2014 Demonstrações das mutações dos ativos líquidos do Plano Básico de Benefícios Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais 2014 2013 Variação % Ativo líquido - Saldo inicial 9.060.685 9.533.314 (4,96) Adições 1.288.695 996.106 29,37 Contribuições previdenciais 314.940 421.527 (25,29) Resultado positivo dos investimentos - Gestão previdencial 973.755 574.579 69,47 Destinações (996.667) (1.468.735) (32,14) Benefícios (613.345) (564.181) 8,71 Resultado negativo dos investimentos - Gestão previdencial (352.987) (865.486) (59,22) - (8.713) (100,00) (30.335) (30.355) (0,07) Acréscimo/Decréscimo no ativo líquido 292.028 (472.629) (161,79) Provisões matemáticas 800.360 1.265.632 (36,76) Déficit técnico do exercício (508.332) (1.738.261) (70,76) Ativo líquido - Saldo final 9.352.713 9.060.685 3,22 Fundos não previdenciais 77.393 43.634 77,37 Fundos administrativos 60.986 29.822 104,50 Fundos dos investimentos 16.407 13.812 18,79 Constituição de contingências - Gestão previdencial Custeio administrativo As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Relatório de atividades 2014 7 Demonstrações do plano de gestão administrativa Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais 2014 2013 Variação % Reclassificado Fundo administrativo - Saldo anterior 29.822 133.342 (77,63) 157.015 128.514 22,18 157.015 128.514 22,18 Custeio administrativo da gestão previdencial 30.335 30.355 (0,07) Custeio administrativo dos investimentos 52.339 51.474 1,68 Resultado positivo dos investimentos 15.654 6.954 125,11 Reversão de contingência 11.395 - 100,00 Reembolso da Gestão Assistencial 45.532 39.711 14,66 1.760 20 8.700,00 (125.851) (223.884) (43,79) (27.980) (132.062) (78,81) (21.302) (124.689) (82,92) Treinamentos/congressos e seminários (96) (68) 41,18 Viagens e estadias (40) (56) (28,57) Serviços de terceiros (2.805) (2.486) 12,83 Despesas gerais (3.496) (2.570) 36,03 (241) (223) 8,07 - (1.970) (100,00) (52.339) (52.111) 0,44 Custeio da gestão administrativa Receitas Outras receitas Despesas administrativas Administração previdencial Pessoal e encargos Depreciações e amortizações Contingências Administração dos investimentos (31.297) (29.507) 6,07 Treinamentos/congressos e seminários Pessoal e encargos (499) (557) (10,41) Viagens e estadias (274) (355) (22,82) (10.842) (10.734) 1,01 (8.596) (10.112) (14,99) (831) (846) (1,77) (45.532) (39.711) 14,66 - (8.150) (100,00) Sobra/Insuficiência da gestão administrativa 31.164 (103.520) 130,10 Constituição/Reversão do fundo administrativo 31.164 (103.520) 130,10 Fundo administrativo - Saldo atual 60.986 29.822 104,50 Serviços de terceiros Despesas gerais Depreciações e amortizações Administração assistencial Resultado negativo dos investimentos As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 8 Relatório de atividades 2014 Demonstrações do plano de gestão administrativa do Plano Básico de Benefícios Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais 2014 2013 Variação % 29.822 133.342 (77,63) 111.483 88.803 25,54 111.483 88.803 25,54 Custeio administrativo da gestão previdencial 30.335 30.355 (0,07) Custeio administrativo dos investimentos 52.339 51.474 1,68 Resultado positivo dos investimentos 15.654 6.954 125,11 Reversão de contingência 11.395 - 100,00 1.760 20 8.700,00 (80.319) (184.173) (56,39) (27.980) (132.062) (78,81) (21.302) (124.689) (82,92) (96) (68) 41,18 Fundo administrativo - Saldo anterior Custeio da gestão administrativa Receitas Outras receitas Despesas administrativas Administração previdencial Pessoal e encargos Treinamentos/congressos e seminários Viagens e estadias (40) (56) (28,57) Serviços de terceiros (2.805) (2.486) 12,83 Despesas gerais (3.496) (2.570) 36,03 (241) (223) 8,07 - (1.970) (100,00) (52.339) (52.111) 0,44 (31.297) (29.507) 6,07 Treinamentos/congressos e seminários (499) (557) (10,41) Viagens e estadias (274) (355) (22,82) (10.842) (10.734) 1,01 (8.596) (10.112) (14,99) (831) (846) (1,77) - (8.150) (100,00) Sobra/Insuficiência da gestão administrativa 31.164 (103.520) 130,10 Constituição/Reversão do fundo administrativo 31.164 (103.520) 130,10 Fundo administrativo - Saldo atual 60.986 29.822 104,50 Depreciações e amortizações Contingências Administração dos investimentos Pessoal e encargos Serviços de terceiros Despesas gerais Depreciações e amortizações Resultado negativo dos investimentos As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Relatório de atividades 2014 9 Demonstrações das provisões técnicas do Plano Básico de Benefícios Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais 2014 2013 Variação % 9.419.183 9.118.464 3,30 10.817.125 10.016.765 7,99 6.627.501 6.217.374 6,60 Benefício definido 6.627.501 6.217.374 6,60 Benefícios a conceder 4.189.624 3.799.391 10,27 Benefício definido 4.189.624 3.799.391 10,27 Equilíbrio técnico (1.464.412) (956.080) 53,17 Déficit técnico acumulado (1.464.412) (956.080) 53,17 16.407 13.812 18,79 16.407 13.812 18,79 37.517 31.421 19,40 Gestão previdencial 25.629 23.161 10,66 Investimentos - Gestão Previdencial 11.888 8.260 43,92 Exigível contingencial 12.546 12.546 - Gestão previdencial 12.546 12.546 - Provisões técnicas Provisões matemáticas Benefícios concedidos Fundos Fundos dos investimentos - Gestão Previdencial Exigível operacional As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Balanços Patrimoniais do Plano de Assistência e Saúde – PAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Ativo Nota 2014 2013 35.427 16.695 3 10 35.424 20.625 16.685 14.287 187 169 Aplicações Não Vinculadas 20.438 14.118 Créditos de Operações com Planos de Assistência à Saúde 13.396 2.398 Ativo Circulante Disponível Realizável Aplicações Financeiras Aplicações Vinculadas às Provisões Técnicas 14.1 Contraprestação Pecuniária a Receber 12.771 Outros Créditos de Operações com Planos de Assistência à Saúde 625 2.398 1.403 - Créditos de Operações não relac. com Plano de Assistência à Saúde Total do ativo 35.427 16.695 Passivo Em milhares de Reais Nota Passivo Circulante Provisões técnicas de operações 14.2 de assistência à saúde Provisões para Eventos a Liquidar para o SUS Provisões para Eventos a Liquidar para Outros Prestadores de Serviços Débitos de operações de assistência à saúde Outros Débitos de Operações com Planos de Assistência à Saúde Débitos de operações não relacionados com planos saúde da Operadora Tributos e contribuições a recolher Débitos diversos Patrimônio Social Total do passivo 2014 2013 32.858 15.283 3.868 1.399 32 33 3.836 1.366 3 1 3 1 14 60 1.766 27.207 1.460 12.363 2.569 1.412 35.427 16.695 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 10 Relatório de atividades 2014 Demonstrações do resultado do Plano de Assistência e Saúde – PAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais Nota 2014 2013 14.3 130.350 110.897 130.350 110.897 130.350 110.897 (104.014) (87.625) (104.014) (87.625) Resultado das operações com planos de assistência à saúde 26.336 23.272 Receitas de Assistência à Saúde Não Relacionadas com Plano de Saúde da Operadora 19.240 16.612 19.240 16.612 Contraprestações efetivas do plano de assistência à saúde Receitas com Operações de Assistência à Saúde Contraprestações líquidas 14.4 Eventos indenizáveis líquidos Eventos conhecidos ou avisados Receitas com Operações de Assistência Médico-Hospitalar Outras despesas operacionais com Plano de Assistência à Saúde (396) (324) Outras despesas operacionais de Assistência à Saúde Não Relacionadas com Plano de Saúde da Operadora (1.549) (986) Resultado bruto 43.631 38.574 (45.708) (39.878) 2.077 1.304 2.121 1.355 (44) (51) - - Despesas administrativas Resultado financeiro líquido Receitas financeiras Despesas financeiras Resultado líquido As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Relatório de atividades 2014 11 Demonstrações das mutações do patrimônio social do Plano de Assistência e Saúde -PAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais Patrimônio Social Total Saldos em 31 de dezembro de 2012 1.412 1.412 Saldos em 31 de dezembro de 2013 1.412 1.412 1.157 1.157 2.569 2.569 Integralização de margem de solvência Saldos em 31 de dezembro de 2014 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Demonstrações dos fluxos de caixa do Plano de Assistência e Saúde -PAS Exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 Em milhares de Reais 2014 2013 Recebimento de planos de saúde 129.427 114.507 Resgate de aplicações financeiras 104.403 89.854 24.271 12.407 (148.507) (127.999) (2.117) (1.899) (108.641) (86.864) (1.164) 6 1.157 - 1.157 - Variação líquida do caixa (7) 6 Caixa - Saldo inicial 10 4 Caixa - Saldo final 3 10 Ativos livres no início do exercício 14.127 15.785 Ativos livres no final do exercício 20.441 14.127 Aumento/Redução nas aplicações financeiras recursos livres 6.314 (1.658) Atividades operacionais Outros Recebimentos Operacionais Pagamento a fornecedores/Prestadores de serviços de saúde Pagamento de tributos Aplicações financeiras Caixa líquido das atividades operacionais Atividades de financiamento Integralização de Capital em Dinheiro Caixa Líquido das Atividades de Financiamento As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. 12 Relatório de atividades 2014 7.2 Notas explicativas às demonstrações contábeis (Em milhares de Reais, exceto quando mencionado) 1. Contexto operacional A Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES - FAPES (“FAPES” ou “Entidade” ou “Fundação”), com sua sede situada à Avenida República do Chile, 230 / 8º andar - CEP: 20031-170 - Rio de Janeiro (RJ), é uma entidade fechada de previdência complementar, sem fins lucrativos, com autonomia administrativa e financeira, por prazo indeterminado, instituída pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – (“BNDES”) por meio de Escritura Pública datada de 7 de janeiro de 1975, criada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social - MPAS pela Portaria nº 1.550/79, que aprovou seu estatuto social e autorizou seu funcionamento. A Fundação tem por objeto principal instituir, administrar e executar planos privados de natureza previdencial, complementares aos da Previdência Social, acessíveis aos empregados do Sistema BNDES, que compreendem o BNDES, a BNDES Participações S.A. (“BNDESPAR”) e a Agência Especial de Financiamento Industrial – (“FINAME”), bem como aos da FAPES, definidos por regulamento específico. O seu estatuto atual foi aprovado pela Portaria nº 118, de 9 de março de 2010, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC. A FAPES opera, atualmente, o Plano Básico de Benefícios - PBB, na modalidade de benefício definido, cujo regulamento foi aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar - SPC, por meio da Portaria nº 2.598, de 6 de novembro de 2008, único e comum a todos os seus participantes e patrocinadores, cujos benefícios estão previstos no texto regulamentar. A Fundação também administra o Plano de Assistência e Saúde - PAS, que corresponde ao programa de assistência médica definido em regulamento específico, aprovado pela Resolução nº 2.127/2011 do BNDES. O Plano foi instituído pelos mantenedores BNDES, BNDESPAR, FINAME e a própria FAPES, conforme convênio de gestão celebrado em 15 de outubro de 2007, em atendimento à Resolução Normativa nº 137, de 14 de novembro de 2006, da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS. Em 31 de dezembro de 2014, a FAPES contava com 3.111 participantes ativos (3.119 em dezembro de 2013) e 2.111 assistidos (2.085 em dezembro de 2013) e a idade média da população do plano de benefícios é de 51 anos. estabelecidas pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC. A Resolução vigente que dispõe sobre os procedimentos contábeis das entidades de previdência complementar é a CNPC nº 08, de 31 de outubro de 2011, e alterações posteriores, que é complementada pela Instrução nº 34, de 24 de setembro de 2009, da SPC. O Conselho Federal de Contabilidade emitiu, em 22 de janeiro de 2010, a Resolução nº 1.272, aprovando a ITG 2001 (NBC TE 11), que dispõe sobre os procedimentos contábeis das entidades fechadas de previdência complementar. As operações do PAS são contabilizadas de acordo com as regras e o plano de contas da ANS, estabelecido pela Resolução Normativa nº 290, de 27 de fevereiro de 2012 e alterações, evidenciando o patrimônio assistencial em demonstrações específicas. A referida Resolução também incorporou à legislação de saúde suplementar as diretrizes dos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis - CPC e aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC, além de determinar sua observância pelas operadoras de planos de assistência à saúde, no que diz respeito aos pronunciamentos aprovados pela ANS. A autorização para conclusão destas demonstrações contábeis foi dada pela Administração em 4 de março de 2015. 3. Principais práticas contábeis As principais práticas adotadas pela Entidade para elaboração das demonstrações contábeis estão descritas a seguir: a. Resultado das operações O resultado das operações é apurado pelo regime de competência. b. Realizável - Gestão previdencial Registra os recursos a receber das patrocinadoras e dos participantes. As contribuições contratadas das patrocinadoras são atualizadas até a data do balanço pelos índices fixados em contrato. c. Realizável - Gestão administrativa Registra os valores a receber e adiantamentos de responsabilidade de empregados e terceiros e gastos antecipados referentes a despesas de períodos subsequentes. Os recursos a receber da gestão administrativa são contabilizados pelo valor original e atualizados até a data do balanço, quando aplicável. 2. Apresentação das demonstrações contábeis d. Investimentos As demonstrações contábeis são de responsabilidade da FAPES e foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, aplicáveis às entidades fechadas de previdência complementar e em conformidade com as diretrizes contábeis Títulos e valores mobiliários - Renda fixa Os títulos e valores mobiliários de renda fixa, referentes às carteiras dos fundos exclusivos, classificados na categoria “títulos Relatório de atividades 2014 13 para negociação”, tem o propósito de serem ativa e frequentemente negociados. São registrados pelo custo de aquisição, acrescido dos rendimentos incorridos até a data do balanço e ajustados ao valor de mercado, tendo como contrapartida o resultado do período. Na categoria “títulos mantidos até o vencimento” estão incluídos títulos públicos federais, que são registrados pelo custo de aquisição e acrescidos dos rendimentos incorridos até a data do balanço, de acordo com a inflação, com as respectivas taxas e prazos de vencimento, utilizando também como contrapartida as rubricas de resultado. Títulos e valores mobiliários - Renda variável Todas as ações negociadas no mercado à vista, tanto as que estão na carteira própria quanto as que estão em fundos exclusivos, são registradas pelo custo de aquisição deduzido das despesas diretas com corretagem e de outras taxas e ajustadas ao valor de mercado. Tal valor é apurado com base na cotação do último dia útil do mês ou da data mais próxima do balanço em que a ação tenha sido negociada na bolsa de valores. A variação oriunda da comparação entre os valores registrados na contabilidade e os avaliados a mercado é apropriada no resultado dos investimentos. Fundos de investimentos - Estruturados As participações nesses fundos são registradas pelo custo de aquisição e ajustadas pelo valor patrimonial das cotas informadas pelos administradores. Investimentos imobiliários São registrados pelo custo de aquisição, reavaliados em período não superior a três anos e depreciados (exceto terrenos) pelo método linear, de acordo com as taxas estabelecidas em função do tempo de vida útil remanescente, com base nos laudos de avaliação, em cumprimento ao que estabelece a legislação vigente. A receita de aluguéis é registrada em rubrica do resultado dos investimentos. Empréstimos e financiamentos Os empréstimos e financiamentos concedidos a participantes estão apresentados pelo valor do principal acrescido dos rendimentos até a data do balanço. A remuneração referente aos juros e à atualização financeira está registrada nas rubricas de resultado dos investimentos. e. Permanente O ativo permanente é composto pelo imobilizado e intangível. O imobilizado refere-se aos bens necessários ao funcionamento da Entidade, registrados pelo custo de aquisição e depreciados pelo método linear, utilizando-se de taxas estabelecidas em função do tempo de vida útil fixado por espécie de bens. Os gastos 14 Relatório de atividades 2014 registrados no intangível são apresentados pelo valor aplicado e amortizados no prazo máximo de cinco anos. f. Exigível operacional Estão registrados os saldos das obrigações correntes da Entidade pelo valor original e atualizados até a data do balanço, quando aplicável. g. Exigível contingencial O exigível contingencial é contabilizado pelo montante de perda considerada provável, observada a sua natureza, e atualizado até a data do balanço. h. Patrimônio social - Provisões matemáticas As provisões matemáticas são calculadas pelo atuário externo STEA - Serviços Técnicos de Estatística e Atuária Ltda., contratado pela Fundação, observando o regime financeiro de capitalização. As provisões representam, na época da sua apuração, os compromissos futuros assumidos pela Fundação junto aos seus participantes ativos, nas provisões relativas a benefícios a conceder, e assistidos nas provisões relativas a benefícios concedidos. i. Gestão assistencial São registrados os recursos referentes aos serviços assistenciais à saúde, de forma segregada dos recursos do Plano Básico de Benefícios administrado pela FAPES e seguem as normas contábeis determinadas pela ANS, que estão descritas na nota explicativa 14. j. Custeio administrativo A FAPES conta com metodologia desenvolvida internamente, destinada à apuração do seu custeio administrativo departamental, considerando o método de apropriação de custos por atividade. Esses custos são registrados diretamente nas contas de despesas administrativas e apropriados de acordo com sua natureza a cada gestão depois de se proceder aos devidos rateios. k. Uso de estimativas As estimativas contábeis foram elaboradas com base em fatores objetivos e subjetivos, de acordo com o julgamento da Administração. Itens significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem a provisão para créditos de liquidação duvidosa, o valor residual dos investimentos imobiliários, o exigível contingencial, as provisões matemáticas e os fundos, e sua liquidação poderá ser efetuada por valores diferentes dos estimados devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. Essas estimativas e premissas são revisadas periodicamente. 4. Disponível Os saldos das disponibilidades, no valor de R$ 379 (R$ 601 em 31 de dezembro de 2013), estão livremente disponíveis e não vinculados a linhas de crédito ou de financiamento. 5. Gestão previdencial Os realizáveis da gestão previdencial são compostos como se segue: 2014 2013 3.607 400 - 1 790.980 785.461 Adiantamentos 941 676 Outros recursos a receber 116 356 11.376 11.376 3.362 3.812 Contribuições normais do mês Contribuições em atraso Contribuições contratadas (a) Depósitos judiciais/recursais Outros valores a receber Total 810.382 802.082 (a) As contribuições contratadas referem-se a contratos de confissão de dívida celebrados com os patrocinadores e ao termo de assunção de obrigação financeira firmado pela FAPES entre o Plano Básico de Benefícios e o Plano de Gestão Administrativa, com prazo fixo de amortização, realizada por meio de pagamentos mensais calculados pelo sistema price, totalizando 13 parcelas a cada ano. Os juros incidentes para os contratos celebrados em 2002 correspondem a 7,0139% ao ano, sendo 6% referente à taxa atuarial, vigente à época, e 1,0139% referente à taxa de custeio administrativo. No caso dos contratos celebrados em 2004 e aditados em 2008, os juros incidentes correspondem à taxa de 6% ao ano, enquanto a taxa de carregamento adminis- trativo representa 1/9 de cada parcela. Com relação ao termo de assunção FAPES, a taxa de juros anual corresponde à do plano de custeio da Fundação e a taxa de carregamento administrativo foi deduzida em sua totalidade do valor da dívida, apurando-se o valor líquido do termo. Para todas as obrigações contratadas, a atualização monetária, cujo índice corresponde ao reajuste salarial determinado por acordo coletivo de trabalho, deve ser aplicada nas mesmas épocas e proporções em que este for concedido. Entretanto, até que o percentual de reajuste seja definido, é utilizado, provisoriamente, o INPC para correção mensal dos saldos devedores. Composição das contribuições contratadas por patrocinador: 2014 2013 612.458 131.772 606.975 131.714 46.750 46.772 790.980 785.461 117.295 113.309 Total FAPES 117.295 113.309 Total 908.275 898.770 BNDES BNDESPAR FINAME Total do sistema BNDES FAPES As contribuições contratadas serão recebidas da forma seguinte: Valores a receber 2014 No 1º ano No 2º ano No 3º ano No 4º ano No 5º ano Após cinco anos Total 2013 No 1º ano No 2º ano No 3º ano No 4º ano No 5º ano Competência janeiro/2014 a dezembro/2014 janeiro/2015 a dezembro/2015 janeiro/2016 a dezembro/2016 janeiro/2017 a dezembro/2017 janeiro/2018 a dezembro/2018 janeiro/2019 a dezembro/2019 (com último vencimento em 2032) 2014 57.523 61.176 65.060 69.192 73.585 581.739 908.275 2013 105.337 113.764 122.866 132.695 143.310 280.798 898.770 Posição em 31/12/2014 Patrocinadoras Contratos firmados Saldo anterior Atualização monetária/Juros (-) Prestações recebidas Saldo atual BNDES BNDESPAR FINAME FAPES TOTAL 2002 (a) 2004 (b) 2002 (a) 2004 (b) 2002 (a) 2004 (b) 2013 (c) 509.797 97.178 104.752 26.962 36.979 9.793 113.309 898.770 68.967 11.813 14.171 3.278 5.003 1.190 13.499 117.921 (48.643) (26.655) (9.995) (7.395) (3.529) (2.686) (9.513) (108.416) 530.121 82.336 108.928 22.845 38.453 8.297 117.295 908.275 FAPES TOTAL Posição em 31/12/2013 Patrocinadoras Contratos firmados Saldo anterior Principal Atualização monetária/Juros (-) Prestações recebidas Saldo atual BNDES BNDESPAR FINAME 2002 (a) 2004 (b) 2002 (a) 2004 (b) 2002 (a) 2004 (b) 2013 (c) 478.987 103.116 98.502 28.609 34.744 10.391 - 754.349 - - - - - - 104.017 104.017 75.777 18.703 15.490 5.189 5.497 1.885 14.059 136.600 (44.967) (24.641) (9.240) (6.836) (3.262) (2.483) (4.767) (96.196) 509.797 97.178 104.752 26.962 36.979 9.793 113.309 898.770 Relatório de atividades 2014 15 (a) Refere-se ao acordo entre as empresas do Sistema BNDES e seus empregados, envolvendo o reconhecimento da alteração da jornada de trabalho, em face da Lei nº 10.556, de 13 de novembro de 2002, que resultou no acréscimo de 16,67% nos salários de participação dos participantes e impactou diretamente nas provisões matemáticas do plano de benefícios. Para cobertura parcial do acréscimo provocado naquelas provisões, no exercício de 2002, foram firmados contratos que preveem a amortização da dívida em 390 parcelas. O pagamento teve início em janeiro de 2003. (b) Refere-se à conversão dos valores das provisões matemáticas a constituir (de acordo com a solicitação do Sistema BNDES e em atendimento à recomendação do Banco Central do Brasil - BACEN), que vinham sendo amortizadas mensalmente desde novembro de 1998 por meio de contribuições extraordinárias, em dívida reconhecida pelos patrocinadores a vencer em novembro de 2018. O pagamento da primeira parcela foi efetuado em dezembro de 2004. Em agosto de 2008, foram celebrados instrumentos particulares de retificação e aditamento a esses contratos, que sanaram pendências existentes desde as celebrações originais em novembro de 2004. (c) Refere-se ao termo de assunção de obrigação financeira firmado pela FAPES, entre o Plano Básico de Benefícios e o Plano de Gestão Administrativa, após um conjunto de estudos que abrangeu uma análise dos elementos que influenciam o passivo atuarial do PBB, assim como o exame da evolução das reservas técnicas garantidoras dos benefícios. O objeto do referido termo inclui decisões patronais ao longo dos últimos anos, relativas ao Plano de Cargos e Salários e acordo sindical da categoria profissional de seus funcionários e às gratificações e abonos especiais, além da identificação de eventos exógenos, como a criação do fator previdenciário para cálculo dos benefícios do INSS, que geraram elevação dos compromissos do PBB, que não recebeu, à época, os aportes devidos do patrocinador FAPES. O reconhecimento desta dívida, que será amortizada em 260 parcelas, ocorreu em junho de 2013 e seu primeiro pagamento foi efetuado no mês seguinte, julho de 2013. Os mesmos estudos identificaram outros fatores que geraram o cálculo do montante devido a ser aportado pelos patrocinadores BNDES, BNDESPAR e FINAME, com vistas a recompor o patrimônio do Plano Básico de Benefícios que, no tempo, custeou e assumiu os ônus das elevações das provisões matemáticas decorrentes de obrigações exclusivas dos patrocinadores. Foram identificadas insuficiências nos valores já assumidos como dívida em 2002, 2004 e 2009. Estes, especificamente, foram reconhecidos pelos patrocinadores através do Ato FINAME nº 579-A, Decisão Dir. nº 1419/2013-BNDES e Decisão Dir. nº 117/2013-BNDESPAR, todas datadas de 23 de dezembro de 2013. das Empresas Estatais – DEST, cujas diligências e tramitações serão informadas regularmente à FAPES, conforme compromisso firmado pelo BNDES, mediante Carta DIR6 002/2015-BNDES, de 12 de fevereiro de 2015. Ressalte-se, por último, que a empresa de atuária legalmente responsável pelo PBB, STEA - Serviços Técnicos de Estatística e Atuária Ltda., validou todos os cálculos dos estudos supracitados, bem como dos valores identificados e a metodologia adotada para a sua apuração. 6. Investimentos 2014 2013 - 3.000 7.505.324 7.144.180 822.981 872.786 44.992 23.187 Edificações 340.524 404.441 Uso próprio 31.609 32.100 Ações (a) Fundos de investimento (b) Investimentos imobiliários (c) Em construção Locadas a patrocinadores 57.587 58.071 251.328 314.270 Shopping centers 437.465 445.158 Empréstimos e financiamentos (d) 303.770 299.789 Empréstimos 130.665 129.219 Financiamentos imobiliários 173.105 170.570 Locadas a terceiros Participações Total 8.632.075 8.319.755 Composição do resultado dos investimentos por segmento: 2014 2013 2.553 3.076 595.001 (483.637) Investimentos imobiliários 53.049 196.624 Empréstimos e financiamentos 40.811 44.403 Ações Fundos de investimento Outras variações negativas Constituição/ reversão de fundos de investimentos Cobertura de despesas administrativas Total (56) (28) 691.358 (239.562) (2.595) (1.066) (52.339) (51.474) 636.424 (292.102) Os montantes relativos ao fator previdenciário do INSS e à incorporação da gratificação de função foram reconhecidos por meio das decisões Dir. nº 1319/2014-BNDES, Dir. nº 110/2014-BNDESPAR e Dir. nº 35/2014-FINAME, em 30 de dezembro de 2014. O resultado positivo observado nos fundos de investimentos no exercício de 2014, em comparação a 2013, decorreu do desempenho dos ativos de renda fixa. A formalização de todas essas obrigações está condicionada à manifestação do Departamento de Coordenação e Governança Parte da carteira foi reclassificada no final de 2013 para a categoria “títulos mantidos até o vencimento”, o que representou variação constante e positiva desta parcela, dada pela taxa fixada 16 Relatório de atividades 2014 para os títulos públicos com vencimento em 2040, 2045 e 2050, conforme informações no item “b” desta nota. Para outra parcela da carteira, referente aos títulos públicos destinados à negociação, houve valorização positiva superior à valorização dos títulos públicos mantidos até o vencimento. A variação do resultado dos investimentos imobiliários é explicada pela reavaliação da totalidade da carteira de imóveis durante o exercício de 2013, gerando rendimento positivo de R$ 138.513, enquanto em 2014 apenas um dos imóveis, que foi alienado, sofreu reavaliação, conforme informações do item “c” desta nota explicativa. a. Ações Refere-se principalmente ao saldo registrado a receber da Petrobras, que exerceu sua opção de compra das ações da Sociedade de Propósito Específico Companhia Locadora de Equipamentos Petrolíferos – CLEP em 11 de dezembro de 2009, na qual a FAPES participava com 16,67%, percentual que representava, à época, R$ 15.000. De acordo com o contrato de opção de compra, tal montante vinha sendo liquidado em parcelas iguais semestrais, em 15 de abril e 15 de outubro de cada ano, no valor de R$ 1.500, sendo a última com vencimento em 15 de outubro de 2014. Deste modo, em 31 de dezembro de 2014, o montante a receber foi totalmente liquidado (montava R$ 3.000 em dezembro de 2013). Relatório de atividades 2014 17 b. Fundos de investimento Fundos exclusivos Multimercado: FPFQ Águia FIC FIM PREV FPRF4 Águia FIC FIM PREV FPRF2 Albatroz FIM PREV FPRF3 Ararajuba FIM PREV FPRF1 Bem-Te-Vi FIM PREV FPRV1 Sabiá FIM PREV FPRV2 Andorinha FIM FPFQ Saíra FIC FIM PREV Ações: FPRV Credit Suisse Canário FIA FPRV Quest Gaivota FIA FPRV DYN Uirapuru FIA PREV FPRV SCH Tiê FIA PREV FPRV SQA Sanhaço FIA FPRV ARX Melro FIA Plano de gestão administrativa: FPGA Itaú Pica-Pau FI Renda Fixa PREV Fundos não exclusivos Multimercado: Itaú FOF RPI Retorno Total FIC FIM JGP Equity FIC FIM Empresas emergentes: FMIEE - Stratus GC FMIEE - Rio Bravo Investch II FIP - CRP VI Venture FMIEE - Empreendedor Brasil FMI - MVP Tech Fund Participações: FIP - Investidores Institucionais II FIP - Brasil Energia FIP - Brasil Governança Corporativa FIP - Capital Mezanino FIP - BR Agronegócio FIP - Coliseu FIP - Brascan Petróleo, Gás e Energia FIP - Energia PCH FIP - CRP VII FIP - Global Equity FIP - Neo Capital Mezanino FIP - Kinea Private Equity II FIP - BNY Mellon GTD FIP - Stratus SCP Brasil FIP - Neo Capital Mezanino III FIP - Polo Real Estate II Renda Fixa: FIC Santander FI Instit. Ref. DI Ações: Sul America Expertise II FIA Total fundos de investimentos Saldo contábil (*) 2014 2013 7.023.591 6.787.450 Resultado 2014 2013 586.409 (514.397) 1.143.907 1.090.441 2.228.212 543.235 393.451 654.787 145.455 6.199.488 4.949.197 1.113 212.573 668.356 157.860 5.989.099 131.384 180.767 228.853 65.696 (23.722) (21.525) 14.297 575.750 (499.175) 13 (37.669) 19.973 7.731 (509.127) 205.874 58.691 246.152 49.220 53.223 51.620 664.780 225.666 57.303 232.092 49.756 53.223 51.793 669.833 (19.792) 1.388 14.060 (536) (172) (5.052) (7.525) 1.158 (270) (2.482) 3.223 1.793 (4.103) 159.323 481.733 128.518 356.730 15.711 8.592 (1.167) 30.760 44.621 49.448 94.069 - 2.620 (3.552) (932) - 506 609 3.809 8.287 396 13.607 690 618 4.637 11.959 411 18.315 (107) (10) 62 7.112 (15) 7.042 663 (56) 6.957 (116) (75) 7.373 1.302 35.998 18.804 14.172 18.212 43.228 1.782 66.205 11.968 51.141 20.066 35.437 5.431 14.719 9.422 291 348.178 9.277 35.647 20.888 10.537 14.829 41.773 1.797 63.549 18.690 49.239 18.670 12.476 5.305 302.677 (2.364) 3.698 1.069 3.635 (296) 8.093 (15) 2.656 (6.935) 252 1.652 (448) 126 1.398 (171) (9) 12.341 41 5.948 (547) 1.111 (562) (3.286) (3) (251) (5.188) 28.684 1.554 (1.197) 1.346 27.650 1 1 - - 25.878 7.505.324 35.737 7.144.180 (9.859) 595.001 (4.263) (483.637) * Todos os saldos estão apresentados pelo valor de mercado, exceto pelas aplicações classificadas na categoria de títulos mantidos até o vencimento, as quais estão apresentadas pelo custo corrigido. 18 Relatório de atividades 2014 Efetuamos abaixo a abertura das carteiras dos fundos exclusivos por tipo de produto: 2014 2013 Valor de custo Valor de corrigido Mercado FUNDOS EXCLUSIVOS FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO (b) CDBP - Certificado de Depósito Bancário CDBS - Certificado de Depósito Bancário CDBS - Certificado de Depósito Bancário CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliários - Pré Fixados CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliários - Pré Fixados DEBS - Debêntures - Pós Fixados DEBS - Debêntures - Pós Fixados LF - Letras Financeiras - Pós Fixados LFS - Letras Financeiras Subordinadas - Pós Fixados LFSN - Letras Financeiras Subordinadas - Pós Fixados Operações Compromissadas - LTN-O Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER FIDC BICBANCO CC SEM FIDC EMPSIFSTAR SEN1 POLO CRED CONS FIDCI Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria FPRF2 ALBATROZ FIM PREV FPRF1 BEM-TE-VI FIM PREV FPRF2 ALBATROZ FIM PREVIDENCIARIO CREDITO PRIVADO (b) CCB P - Cédulas de Crédito Bancário CCB - Cédulas de Crédito Bancário (Provisionadas para perda) CDB - Certificado de Depósito Bancário - Pré-fixados CDB - Certificado de Depósito Bancário - Pré-fixados CDB - Certificado de Depósito Bancário - Pós-fixados CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliários - Pré-fixados CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliários - Pré-fixados CRI - Certificado de Recebíveis Imobiliários - Pós-fixados Debêntures - Pós Fixados Debêntures - Pós Fixados LF - Letras Financeiras - Pós Fixados LFS - Letras Financeiras subordinadas - Pós Fixados NTN-B - Notas do Tesouro Nacional NTN-B - Notas do Tesouro Nacional - mantido até o vencimento Operações Compromissadas - LTN-O Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER UBS PACTUAL EMISSOES Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria Valor de custo Valor de Faixas de corrigido Mercado Vencimento 1.173.280 13.845 37.404 182.716 67.752 666 533.674 32.863 39.927 92.271 32.038 100.043 14.006 849 6.856 10.992 7.413 (56) 21 - 1.143.907 13.916 37.858 184.300 67.351 666 511.019 34.654 40.049 81.941 32.029 100.043 14.006 849 6.856 10.992 7.413 (56) 21 - 5.048.961 (183) 21 4.612.770 436.353 4.948.166 (183) 21 4.511.931 436.397 1.119.028 6.174 (6.174) 915.227 1.090.441 6.174 (6.174) 886.640 200.087 3.000 751 200.087 3.000 751 (58) 21 (58) 21 4.612.770 7.005 (7.004) 12.274 64.086 191.170 1.407 75.441 486.901 28.322 35.721 92.643 1.096.570 1.983.151 150.056 335.122 1.025 58.940 (83) 23 4.511.931 7.004 (7.004) 12.255 64.814 195.576 1.484 79.971 466.285 28.534 35.475 81.459 1.018.875 1.982.120 150.056 335.122 1.025 58.940 (83) 23 Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Até 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Relatório de atividades 2014 19 2014 2013 Valor de custo Valor de corrigido Mercado FUNDOS EXCLUSIVOS FPRF3 ARARAJUBA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO Títulos e valores mobiliários mantidos até o vencimento NTN-B - Notas do Tesouro Nacional Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria Valor de custo Valor de Faixas de corrigido Mercado Vencimento 2.228.212 2.327.434 1.113 1.113 2.221.629 6.001 681 (121) 22 2.320.851 6.001 681 (121) 22 1.094 19 - 1.094 19 0 FPRF1 BEM-TE-VI FIM PREV CREDITO PRIVADO (b) Debêntures (Provisionadas para perda) Debêntures - Pós Fixados Debêntures - Pós Fixados LFT - Letras Financeiras do Tesouro LFT - Letras Financeiras do Tesouro Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER FIDC BICBANCO CC SEM FIDC LAVORO II FIDC MUL LEGO II SN2 POLO CRED CONS FIDCI Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 540.655 (9.294) 6.295 395.920 45.769 101.041 931 (30) 23 543.235 (9.294) 9.294 395.509 45.761 101.041 931 (30) 23 436.353 (9.294) 52.358 3.488 191.789 21.225 129.046 10.014 16.399 11.724 1.190 8.402 (10) 22 436.397 (9.294) 52.448 3.488 191.745 21.224 129.047 10.014 16.398 11.724 1.190 8.402 (11) 22 FPRV2 ANDORINHA FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO Ações Empréstimo de Ações Debêntures - Pós Fixados Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 663.715 606.806 7.765 47.020 49 2.054 21 654.787 599.816 5.827 47.020 49 2.054 21 685.879 647.201 19.109 6.910 8.002 3.147 1.490 20 668.356 630.761 19.109 5.827 8.001 3.147 1.491 20 FPRV DYN UIRAPURU FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES PREVIDENCIÁRIO Ações BDR - Brazilian Depositary Receipts CDBP - Certificado de Depósito Bancário LTN - Letras do Tesouro Nacional - Pré-fixados NTN-B - Notas do Tesouro Nacional Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 256.673 179.195 3.912 16.693 28.487 5.404 3.641 16.566 2.764 11 246.152 169.065 3.527 16.693 28.486 5.399 3.641 16.566 2.764 11 234.359 164.367 2.760 48.374 7.209 4.695 9.047 (2.107) 14 232.092 162.067 2.800 48.371 7.205 4.695 9.047 (2.107) 14 FPRV1 SABIÁ FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO PREVIDENCIÁRIO Ações Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 419.474 402.207 2.000 914 14.332 21 393.451 376.184 2.000 914 14.332 21 214.256 212.103 1.000 576 556 21 212.573 210.420 1.000 576 556 21 20 Relatório de atividades 2014 Após 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano 2014 2013 Valor de custo Valor de corrigido Mercado FUNDOS EXCLUSIVOS FPRV CANÁRIO FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES PREVIDENCIÁRIO Ações Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria Valor de custo Valor de Faixas de corrigido Mercado Vencimento 216.484 215.218 857 389 20 205.874 204.608 857 389 20 231.291 220.333 10.002 730 200 26 225.666 214.709 10.002 730 199 26 57.303 52.897 1.673 2.004 1.370 (647) 6 FPRV QUEST GAIVOTA FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES Ações BDR - Brazilian Depositary Receipts LFT - Letras Financeiras do Tesouro Operações Compromissadas - LTN-O Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 59.616 56.790 58.691 55.865 4.255 (1.434) 5 4.255 (1.434) 5 56.692 52.567 1.392 2.004 1.370 (647) 6 FPRV ARX MELRO FUNDO DE INVESTIMENTO EM AÇÕES PREVIDENCIÁRIO Ações Operações Compromissadas - NTN-O Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 53.673 50.513 5.607 (2.452) 5 51.620 48.460 5.607 (2.452) 5 51.325 48.974 2.661 (321) 11 51.793 49.442 2.661 (321) 11 FPRV SQA SANHAÇO FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES PREVIDENCIÁRIO Ações Operações Compromissadas - NTN-O BNY MELLON ARX OVER Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 54.070 46.496 53.223 45.649 7.727 (219) 66 7.727 (219) 66 51.553 45.673 3.801 3.149 (1.526) 456 53.223 47.343 3.801 3.149 (1.526) 456 FPRV SCH TIÊ FUNDO DE INVESTIMENTO DE AÇÕES PREVIDENCIÁRIO Ações BNY MELLON ARX CASH BNY MELLON ARX OVER Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria 49.959 49.194 371 371 13 10 49.220 48.455 371 371 13 10 50.721 50.599 420 (307) 9 49.756 49.634 420 (307) 9 Até 1 ano Relatório de atividades 2014 21 2014 2013 Valor Valor de de custo Mercado corrigido FUNDO EXCLUSIVO - ESTRUTURADO FPFQ SAÍRA FIC FIM PREVIDENCIÁRIO BBM EQUITY HEDGE II BR PL EQH 30 FIC FIM GAP LONG SHORT FIM JGP HEDGE FIC DE FIM JGP MAX ESTRUT FIC F BNY MELLON ARX OVER CUR PR Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria CAPITANIA TREASURY NEO MULT ESTR 30 FEE 145.455 32.183 46.211 26.094 25.394 15.389 171 (7) 20 - 145.455 32.183 46.211 26.094 25.394 15.389 171 (7) 20 - 2014 Valor de custo Valor de corrigido Mercado FUNDOS EXCLUSIVOS - PLANO DE GESTÃO ADMINISTRATIVA FPGA ITAÚ PICA-PAU FUNDO DE INVESTIMENTO RENDA FIXA PREVIDENCIÁRIO LFT - Letras Financeiras do Tesouro - Pré-fixadas LFT - Letras Financeiras do Tesouro - Pré-fixadas LTN - Letras do Tesouro Nacional - Pré-fixadas LTN - Letras do Tesouro Nacional - Pré-fixadas NTN-B - Notas do Tesouro Nacional NTN-B - Notas do Tesouro Nacional NTN-F - Notas do Tesouro Nacional - Pré-fixadas NTN-F - Notas do Tesouro Nacional - Pré-fixadas Contas a Pagar / Receber Saldo em tesouraria Total dos fundos exclusivos Conciliação para saldo contábil Aplicações a valor de mercado Resultados não realizados de títulos mantidos até o vencimento (a) Saldo contábil (a) Até outubro de 2013, a totalidade dos investimentos do Plano Básico de Benefícios era precificada ao valor de mercado. Entretanto, a partir de novembro de 2013, a FAPES, na qualidade de investidora de longo prazo, passou a classificar suas novas aquisições de NTN-B com vencimento em 2040, 2045 e 2050 na categoria de mantidos até o vencimento. Todos estes títulos estão concentrados na carteira do fundo FPRF3 ARARAJUBA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO, a partir de 2014. Posteriormente, em dezembro de 2013, os NTN-B com esses vencimentos que já existiam antes das novas aquisições foram reclassificados, sen- 22 Relatório de atividades 2014 Valor Valor de Faixas de de custo Mercado Vencimento corrigido 157.860 29.882 31.498 57.541 30 (8) 19 26.575 12.323 157.860 29.882 31.498 57.541 30 (8) 19 26.575 12.323 2013 Valor de custo Valor de Faixas de corrigido Mercado Vencimento 164.281 159.323 134.708 128.518 7.638 7.636 6.888 6.887 25.170 25.169 31.001 30.216 27.398 26.550 21.437 21.365 36.429 36.359 54.479 51.112 45.547 41.233 4.768 4.810 3.202 3.218 19.808 19.035 12.927 11.954 2.334 2.334 (22) (22) (20) (20) 2 2 3 3 7.144.575 7.122.813 6.918.718 6.786.419 7.122.813 99.222 7.023.591 Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano Após 1 ano Até 1 ano 6.786.419 1.031 6.787.450 do também considerados como mantidos até o vencimento. Tal reclassificação foi efetuada com base na taxa de mercado apurada no último dia do exercício de 2013, não gerando, portanto, impactos no resultado, e permanecerá fixa até o término do prazo do título. A adoção da categoria mantidos até o vencimento foi baseada em estudos que atestaram a capacidade financeira do Plano e na intenção da Entidade em manter estes títulos até o seu vencimento, visando à asseguração do cumprimento do dever fiduciário da Entidade e diminuindo a volatilidade do resultado dos investimentos. Os quadros a seguir demonstram o detalhamento dos referidos títulos: 31/12/2014 Título Vencimento NTN-B 31/12/2013 Quantidade Valor Quantidade Valor 15/08/2040 175.000 423.673 175.000 397.067 NTN-B 15/05/2045 355.000 842.020 355.000 789.263 NTN-B 15/08/2050 400.000 955.936 355.000 796.821 930.000 2.221.629 885.000 1.983.151 (b) No primeiro semestre de 2014 ocorreu uma reestruturação nos fundos exclusivos, onde os fundos Albatroz e Bem-te-vi foram resgatados da carteira do fundo Águia e mantidos como fundos exclusivos. Já o fundo Águia teve sua classificação alterada de Fundo de Investimento de Cotas em Fundos de Investimento Multimercado (FIC de FIM) para Fundo de Investimento Multimercado (FIM). Ativos precificados pelo administrador Os ativos que não possuem cotação em fontes públicas foram precificados segundo metodologia adotada pelo BNY Mellon Serviços Financeiros Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A na qualidade de administrador da carteira. Fundo Ativo Quantidade Valor FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO CDBP_BONSUCESSO 10.000 13.916 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO CDBS_BRADESCO 87.000 184.300 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO CDBS_ITAÚ 20.000 37.858 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO CRI_BRBICSCRI021 180 67.351 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO CRI_BRWTNSCRI013 16 666 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO DEB_AMPL26 999 13.068 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO DEB_AMPL27 1.000 11.556 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO DEB_CMTR15 2.000 20.091 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO DEB_CTAP21 2.000 23.391 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO DEB_CVRDB6 368.923 3.505 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO DEB_ELEK36 3.000 32.675 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO DEB_GEPA24 30.000 32.204 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO LF_BBM 1 13.628 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO LF_BBM 10 13.231 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO LF_BBM 20 13.190 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO LFS_SAFRA 100 48.028 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO LFS_BBA 30 33.913 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO LFSN_SAFRA 40 20.288 FPRF4 ÁGUIA FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO LFSN_SAFRA 20 11.740 FPRF2 ALBATROZ FIM PREVIDENCIÁRIO CRÉDITO PRIVADO CCB_IRTH 1 6.174 FPRV2 ANDORINHA FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO DEB_CRTE11 3.660 2.052 FPRV2 ANDORINHA FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO DEB_PRMN11 2.000 3.776 TOTAL 606.600 Relatório de atividades 2014 23 c. Investimentos imobiliários Em setembro de 2014, conforme quadro a seguir, um dos imóveis da carteira imobiliária da FAPES foi reavaliado, gerando desvalorização de R$ 7.414. Este imóvel foi alienado em dezembro de 2014 com lucro de R$ 6.232. Somado ao lucro gerado pela venda do imóvel localizado no Braço Esquerdo da Av. Tucunaré, 113, em junho de 2014, no valor de R$ 1.732, a variação positiva de R$ 7.964 foi apropriada diretamente ao resultado do exercício. Ambos os investimentos eram classificados na categoria locados a terceiros. 2014 Contas a receber Responsabilidade de empregados 1.451 963 Plano de Assistência e Saúde - PAS 10.877 17.134 2.472 2.145 14.800 20.242 3.404 12.051 Plano Básico de Benefícios - PBB Depósitos judiciais /recursais Tributos a compensar Outros realizáveis Endereço Av. Maria Coelho Aguiar, 215 4º e 8º - bl. A e 4º - bl. E Valor do Avaliador Metodologia imóvel 39.500 Data do laudo Comparativo direto de Colliers 24/06/2014 dados do mercado d. Empréstimos e financiamentos Os participantes do Plano Básico de Benefícios da FAPES tem acesso a dois programas de empréstimos, denominados PLUS e MAXI, e a outros dois de financiamentos imobiliários: LAR e LAR+. O prazo máximo de quitação dos contratos varia entre 60 e 300 meses. Sobre o saldo devedor incidem a atualização financeira calculada pelo índice de reajuste salarial determinado por acordo coletivo de trabalho do BNDES e as taxas de juros efetivas incidentes são de 12% a.a., independente do programa contratado. As taxas de juros são reduzidas para 8,25% a.a. nos saldos relativos ao programa PLUS e 6,95% a.a. nos demais contratos, enquanto o mutuário mantiver vínculo com a FAPES, na qualidade de participante. A carteira de operações com participantes contava, em dezembro de 2014, com 2.135 contratos (2.191 em dezembro de 2013), sendo 1.474 relativos aos empréstimos (1.492 em dezembro de 2013) e 661 aos financiamentos imobiliários (699 em dezembro de 2013). Sub-total Investimentos Total 19.338 34.388 159.323 128.518 178.661 162.906 8. Exigível operacional Reflete os saldos a liquidar das gestões previdencial, administrativa e investimentos, inerentes às operações da Fundação. 2014 2013 Reclassificado Gestão previdencial Benefícios a pagar 618 1.072 Retenções a recolher 17.308 15.982 Outras exigibilidades 2.385 1.581 20.311 18.635 12.598 15.818 977 2.733 1.716 - 15.291 18.551 3.420 3.323 40 43 Gestão administrativa Contas a pagar Retenções a recolher Tributos a recolher Investimentos Investimentos imobiliários Relatório de atividades 2014 2.095 Na conta Investimentos, está registrado o fundo exclusivo FPGA Itaú Pica-Pau Fundo de Investimento em Renda Fixa Previdenciário, que compõe os investimentos do PGA, cujo saldo em 31 de dezembro de 2014 é R$ 159.323 (R$ 128.518 em 2013). Registra as operações administrativas inerentes às atividades da Fundação. Os recursos necessários à cobertura das despesas são os repassados pelas gestões previdencial e assistencial, bem como pelos investimentos. 24 9 1.125 O montante de R$ 10.877, registrado em 31 de dezembro de 2014, (R$ 17.134 em 2013) na rubrica Plano de Assistência e Saúde – PAS refere-se à cobrança, ao Sistema BNDES, dos valores devidos pela gestão assistencial, como o custeio administrativo do PAS. 7. Gestão administrativa O Resultado do Plano de Gestão Administrativa - PGA é apurado pelas receitas e pelos reembolsos administrativos, deduzidas das despesas comuns e específicas, sendo as sobras ou insuficiências deste plano alocadas ou revertidas do fundo administrativo. 2013 Reclassificado Empréstimos e financiamentos Outras exigibilidades Total - 1.168 3.460 4.534 39.062 41.720 9. Consolidação O Balanço Patrimonial do Plano Básico de Benefícios e do Plano de Gestão Administrativa, quando não consolidados, apresentam rubricas com saldos a pagar e a receber entre suas gestões e, de acordo com as regras de consolidação vigentes para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, não devem ser apresentados no Balanço consolidado. em seu Ativo, nos valores de R$ 60.986 e R$ 29.822, respectivamente, em 31 de dezembro de 2014 e 2013. O quadro a seguir apresenta os valores eliminados pela consolidação: 10.1 Contingências passivas e exigível contingencial Consolidação 10. Processos judiciais e contingências 2014 2013 Valores a receber do PGA 13.746 8.252 Gestão previdencial Recursos a receber (i) 13.746 8.252 Provisão para perdas prováveis Valores a receber do PBB Contribuições contratadas (ii) Adiantamentos - parcela INSS (iii) Investimentos (iv) Participação do PBB no PGA Valores a pagar do PBB Gestão previdencial Outras exigibilidades - PGA Investimentos Outras exigibilidades - PGA Valores a pagar do PGA Plano básico de benefícios Contribuições contratadas Despesas gerais Participação no fundo administrativo 2014 2013 12.546 12.546 620 12.015 135.677 124.551 Gestão administrativa 117.295 113.309 PIS - 1.572 17.718 10.929 COFINS - 9.673 664 313 620 770 13.166 24.561 60.986 29.822 (13.746) (8.252) (5.318) (4.526) (5.318) (4.526) (8.428) (3.726) (8.428) (3.726) (135.677) (124.551) (17.718) (10.929) (117.295) (113.309) (664) (313) (60.986) (29.822) (i) O valor demonstrado nas rubricas recursos a receber do PGA e valores a pagar do PBB, no total de R$ 13.746 em 31 de dezembro de 2014 e R$ 8.252 em 31 de dezembro de 2013, correspondem aos custeios administrativos da previdência e dos investimentos. (ii) O item contribuições contratadas, tanto os registrados em valores a receber do PBB como os apresentados em valores a pagar do PGA, no montante de R$ 117.295 em 31 de dezembro de 2014 e R$ 113.309 em 31 de dezembro de 2013, correspondem ao termo de confissão de dívida firmado entre o PGA e o PBB, conforme informações apresentadas no item 5 destas notas explicativas. (iii) A rubrica adiantamentos – parcela INSS, que o PBB recebe do PGA, configura os adiantamentos feitos pela folha de pagamentos de benefícios a seus assistidos por conta da parcela INSS, conforme convênio firmado com o Instituto, que, quando paga à Fundação, é recebida pelo PGA. Os mesmos saldos podem ser encontrados no passivo do PGA, na rubrica Plano Básico de Benefícios, nos valores de R$ 17.718 e R$10.929, em 31 de dezembro de 2014 e 2013, respectivamente. (iv) O valor a receber do PBB – investimentos e a pagar do PGA – despesas gerais refere-se ao pagamento do aluguel da sede da FAPES, que é um investimento imobiliário do PBB, classificado como de uso próprio. O saldo em 31 de dezembro de 2014 é de R$ 664 e R$ 313, em 31 de dezembro de 2013. Há, ainda, a consolidação do valor relativo ao fundo administrativo, registrado como patrimônio do PGA e, pelo fato do PBB ser o único participante deste patrimônio, o montante é apresentado Provisão para honorários de êxito Total Não há outros processos considerados como de perdas prováveis ou que gerem honorários de êxito a provisionar. Os itens específicos registrados no exigível contingencial estão relacionados a seguir: Gestão previdencial Em 1992, um participante assistido do PBB ajuizou reclamações trabalhistas em face da FAPES e do BNDESPAR com os pedidos de incorporação de gratificação e recálculo de horas extras, entre outros. Até agosto de 2010, essa ação estava classificada como perda possível. Entretanto, houve reclassificação em setembro de 2010 para perda provável porque, por ordem do Juízo, foram efetuados depósitos judiciais, que estão registrados em rubrica específica do ativo, conforme nota explicativa nº 5, no valor de R$ 2.023. Em setembro de 2011, o processo de dupla autoria que pleiteia o recebimento de descontos a título de pensão junto à complementação de participante falecido, embora considerado como de perda possível desde 2005, passou a ser considerado como de perda provável devido ao êxito em instâncias inferiores, fato que levou a Fundação a registrar o passivo de R$ 780. No semestre findo em 30 de junho de 2012, outras duas ações passaram ao status de perda provável, nos valores de R$ 1.000 e R$ 30. Ambos os processos são do ano de 2008 e pleiteiam complementação de pensão por morte. Em março de 2013, uma reclamação trabalhista de 1991, também passou a ser considerada como de perda provável e seu valor, R$ 8.707, foi devidamente registrado tanto no passivo da Fundação como no ativo (nota explicativa nº 5), já que houve depósito judicial no mesmo montante. Relatório de atividades 2014 25 Gestão administrativa Em outubro de 2006, a FAPES ingressou com a ação judicial em face da União Federal, requerendo o reconhecimento da inconstitucionalidade da Lei nº 9.718/98, em seu artigo 3º e parágrafo primeiro, desobrigando-a, dessa forma, de efetuar qualquer pagamento a título de PIS e COFINS. A partir de então, passou a depositar judicialmente esses recolhimentos. Foi constituída provisão contábil para esses valores, cujos depósitos estão registrados em rubricas específicas do ativo, conforme nota explicativa nº 7. 1. Ações judiciais que visam à obtenção de declaração de isonomia dos autores das ações em relação aos participantes ativos dos patrocinadores e, por consequência, o pagamento de todas e quaisquer verbas pagas aos mesmos e não repassadas aos inativos, atualizadas monetariamente. Em julho de 2014 a decisão proferida nos autos do processo transitou em julgado, o que significa dizer que contra a mesma não cabe mais qualquer recurso. A decisão transitada em julgado reconheceu e resguardou o direito da FAPES submeter-se aos regimes das Leis Complementares n.º 7/70 e 70/91 quanto ao PIS e à COFINS, mesmo após a edição das Leis n.º 10.637/02 e 10.833/03, cabendo o direito a restituir/compensar as diferenças dos valores pa-gos após a edição das referidas leis. 3. Ações judiciais nas quais os autores pretendem a condenação da FAPES a estender a cada autor a verba equivalente a 10 vezes seus proventos mensais, em razão do pagamento de tal verba pelo BNDES, por Acordo Coletivo celebrado em agosto de 2002, aos funcionários e ex-funcionários que ingressaram com reclamações trabalhistas, pleiteando o recebimento por horas-extras trabalhadas e não pagas durante os anos de serviço. Considerando os termos da decisão judicial, a FAPES cessou os depósitos judiciais dos valores referentes ao PIS e à COFINS e tem o direito de compensar os montantes pagos indevidamente a partir de 25/10/2001, acrescidos dos juros da Taxa SELIC, contados a partir da data de cada pagamento, bem como o direito de levantar, com os mesmos juros, os valores depositados no curso do processo judicial. Em relação ao resgate dos valores depositados em juízo, o que ocorreu em setembro de 2014, o saldo atualizado montou R$ 10.731. Em função da classificação de perda atribuída aos processos em que a FAPES é parte e, ainda, levando-se em consideração os contratos com escritórios terceirizados de advocacia, se-gundo os quais há previsão de honorários de êxito, foram constituídas provisões para tal. Em 31 de dezembro de 2014, esse montante totaliza R$ 620 (R$ 770 em dezembro de 2013). Perdas possíveis Baseada na Resolução CFC nº 1.180, de 24/07/2009, para os processos em que o risco de perda é classificado como possível, a Fundação não realiza a constituição de provisão, mas sim a divulgação em nota explicativa, conforme o quadro a seguir com a classificação destes valores: Gestão previdencial Gestão administrativa 2014 2013 152.453 318.356 20.418 53.313 172.871 371.669 Os processos identificados como perda possível referem-se a assuntos diversos, em sua maioria relacionados ao Regulamento do Plano Básico de Benefícios, especialmente interpretação de artigos e pedidos de majoração da complementação de aposentadoria. Dentre estes processos, podem ser destacados 05 (cinco) importantes grupos de ações: 26 Relatório de atividades 2014 2. Ações judiciais nas quais os autores pretendem a incorporação, na complementação de aposentadoria, do valor referente à participação nos lucros. 4. Ações judiciais nas quais os autores pleiteiam o reconhecimento do direito ao adicional de 20%, com o pagamento das diferenças da complementação de aposentadoria, desde o cálculo inicial. 5. Ações judiciais nos quais os autores pleiteiam a concessão e/ou revisão de benefícios em geral. 10.2 Contingências ativas Em 1986, por meio do Decreto-Lei nº 2.228, foi criado o Fundo Nacional de Desenvolvimento - FND, cuja constituição contou com a aplicação, em OFND, de 30% das reservas técnicas (hoje com denominação de provisões matemáticas) das entidades fechadas de previdência complementar patrocinadas por empresas públicas, inclusive a FAPES. As referidas aplicações seriam corrigidas originalmente pela OTN. Todavia, com a extinção desse índice, à época do Plano Verão, o BNDES alterou o indexador de atualização monetária dos valores investidos, bem como as regras para utilização desses montantes. Desta forma, a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, em 1991, moveu, em nome de suas associadas, um processo judicial em face da União Federal, do BNDES e do FND, quanto à observância dos expurgos inflacionários incidentes sobre a remuneração do Fundo Nacional de Desenvolvimento. Em 29 de novembro de 2010, o processo transitou em julgado no Superior Tribunal de Justiça e atualmente encontra-se em fase de execução. Entretanto, como existem incertezas quanto aos cálculos realizados, passíveis ainda de contestação pelas outras partes da ação judicial, além de não existir controle da Fundação sobre tais recursos, visto que não há informações suficientes sobre valor de direito, liquidez ou mesmo sobre o prazo para sua realização, a FAPES não registrou este ativo contingente, que, segundo cálculo efetuado por escritório especializado contratado pela ABRAPP, montaria R$ 266.627 em 31 de dezembro de 2014. 11. Patrimônio social a. Patrimônio de cobertura do plano As provisões matemáticas foram constituídas de acordo com os cálculos efetuados pelo atuário externo, em conformidade com a legislação vigente. Movimentação das provisões matemáticas: b. Provisão matemática de benefícios concedidos 2014 2013 Benefícios concedidos 410.127 959.981 Benefícios a conceder 390.233 305.651 Provisões matemáticas 800.360 1.265.632 Composição consolidada das provisões matemáticas: Consiste na diferença entre os valores atuais dos futuros compromissos da Fundação em relação a seus participantes e beneficiários assistidos e das futuras contribuições destinadas ao custeio dos benefícios previdenciais a eles referentes, que os próprios e/ ou o respectivo patrocinador deverão recolher à Fundação. c. Provisão matemática de benefícios a conceder Consiste na diferença entre os valores atuais dos compromissos futuros da Fundação em relação a seus participantes, exceto assistidos, e das futuras contribuições destinadas ao custeio dos benefícios previdenciais referentes a tais participantes, que os próprios e/ou o respectivo patrocinador irão recolher à Entidade. 2014 2013 Benefícios concedidos 6.627.501 6.217.374 Benefícios a conceder 4.189.624 3.799.391 d. Hipóteses atuariais 10.817.125 10.016.765 Demonstramos, a seguir, as hipóteses admitidas nos estudos para comparação nos períodos abrangidos: Provisões matemáticas Dezembro/2014 Dezembro/2013 Taxa atuarial 5,72% 5,75% Taxa de desconto financeiro 5,72% 5,75% Rendimento de longo prazo dos ativos 5,75% + % Reajuste salarial 5,75% + % Reajuste salarial Crescimento real de salário ao ano Técnicos: 3,14% (Sistema BNDES) e 3,22% (FAPES); Grupamento de Apoio: 2,83% (Sistema BNDES) e 3,23% (FAPES) Técnicos: 3,11% (Sistema BNDES) e 2,4957% (FAPES); Grupamento de Apoio: 3,11% (Sistema BNDES) e 2,0989% (FAPES) Crescimento real do maior salário de benefício do INSS 0,00% 0,00% Crescimento anual real dos benefícios do plano 0,00% 0,00% Dos salários 1,000000 1,000000 Dos benefícios da entidade 0,972122 0,977139 Hipótese sobre gerações futuras Nula Nula Hipótese sobre rotatividade Nula Nula Tábua de mortalidade geral AT-2000 AT-2000 Fator de determinação do valor real ao longo do tempo: Até a presente data, não foram finalizadas as negociações relativas ao acordo coletivo de trabalho com base em setembro de 2014 para o reajuste salarial. Desta forma, foi adotado o provisionamento de índice para a reavaliação atuarial, assim como para a remuneração das dívidas contratadas e das operações com participantes, utilizando-se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, que perfez, entre setembro de 2013 e agosto de 2014, uma taxa acumulada de 6,35%. de 24/11/2014, para duração do passivo de 16,4 anos, calculada conforme Resolução CNPC nº 15 de 24/11/2014, para o exercício de 2014. A taxa é inferior às expectativas de rentabilidade real dos investimentos para os próximos 10 anos, ou seja, demonstra ser sustentável frente ao cenário de alocação dos recursos garantidores e política de investimentos da Fundação. e. Déficit técnico A adoção da taxa de juros de 5,72% a.a está adequada ao intervalo das taxas parâmetro informadas pela Portaria da PREVIC nº 615, Refere-se à insuficiência patrimonial em relação às provisões matemáticas da Fundação. Relatório de atividades 2014 27 Ao final do exercício de 2013, a FAPES apresentava déficit técnico acumulado no valor de R$ 956.080. Em 31 de dezembro de 2014, a Entidade registrou déficit técnico acumulado de R$ 1.464.412, equivalente a 13,54% de suas provisões matemáticas. No exercício findo em 31 de dezembro de 2014, a FAPES apresentou déficit de R$ 508.332. O quadro a seguir demonstra a composição do resultado acumulado da Entidade: 2014 2013 Resultado acumulado no início do exercício (956.080) 782.181 Créditos 1.288.695 996.106 Adições 314.940 421.527 Contribuições previdenciais correntes 196.688 180.744 4 2 117.920 240.616 Portabilidade 137 94 Outras adições 191 71 973.755 574.579 (1.797.027) (2.734.367) Deduções (613.345) (564.181) Benefícios de prestação continuada (612.165) (563.037) Benefícios de prestação única (809) (1.007) Resgates (318) (128) (53) (9) (352.987) (865.486) - (8.713) (30.335) (30.355) Constituições de provisões atuariais (800.360) (1.265.632) Provisão de índice para futuro reajuste e juros mensais (800.360) (1.265.632) Atualização cadastral (799.383) (838.881) - (20.970) (799.383) (652.771) - (165.140) Ajuste nas premissas e cálculos (24.455) (397.651) Taxa de juros (55.143) (405.705) Remuneração das contribuições em atraso Contribuições contratadas com patrocinadores Resultado positivo dos investimentos previdenciais Débitos Outras deduções Resultado negativo dos investimentos previdenciais Constituições/reversões de contingências Custeio administrativo Novos entrados Provisionamento de índice e juros e evolução anual da massa ativa Aumento salarial acima do esperado Fator de capacidade inflação anual esperada Taxas de crescimento real dos salários Resíduos (atualização cadastral e/ou ajuste nas premissas) Resultado dos exercícios Resultado acumulado no final dos exercícios 12. Fundos Administrativo Investimentos Total Em 31 de dezembro de 2014 60.986 16.407 77.393 Em 31 de dezembro de 2013 29.822 28 Relatório de atividades 2014 13.812 43.634 53.859 (8.476) (23.171) 16.530 23.478 (29.100) (508.332) (1.738.261) (1.464.412) (956.080) Fundo administrativo De acordo com a legislação, o fundo administrativo vem sendo incrementado pelo resultado obtido pelo PGA, ente contábil com patrimônio e resultado próprios. Fundos de investimentos Destinados a acumular recursos para quitar empréstimos e financiamentos concedidos a participantes, em caso de falecimento e inadimplência destes. 13. Custeio administrativo No exercício de 2014, o custeio administrativo da gestão previdencial representava 10% das receitas previdenciais do período, conforme plano de custeio da Fundação, somando R$ 30.335 (R$ 30.355 em 2013). O custeio administrativo do fluxo dos investimentos, que é totalmente absorvido pelos rendimentos obtidos, somou, no período, R$ 52.339 (R$ 51.474 em 2013). O custeio administrativo do PAS é integralmente reembolsado pelos mantenedores, somando R$ 45.532 no período (R$ 39.711 em 2013). O Conselho Deliberativo da FAPES fixou como limite anual para o custeio das despesas administrativas a taxa de administração, fixada a 1% dos recursos garantidores observados ao final do exercício, conforme estabelece a Resolução CGPC nº 29, de 31 de agosto de 2009. Até 31 de dezembro de 2014, o montante utilizado totalizava R$ 82.674, representando 97,70% do limite do ano em curso. Notas explicativas às informações contábeis da gestão assistencial Aplicações A rubrica Aplicações registra o investimento de R$20.438 (R$14.117 em 2013), no fundo Bradesco Referenciado DI Federal Extra, de renda fixa, cuja cota é ajustada diariamente pela variação informada pelo seu respectivo administrador. Esse investimento representa o canal utilizado para aplicar a sobra do valor de adiantamento orçamentário recebido das empresas mantenedoras, conforme determinações do convênio entre as partes. Adicionalmente, está registrada nessa conta a aplicação vinculada à ANS no fundo ITAÚ SAÚDE RF FI, no valor de R$ 187 (R$169 em 2013), como ativo garantidor das obrigações avisadas há mais de sessenta dias, conforme reza a Resolução Normativa nº 159, emitida pela Agência em 3 de julho de 2007. A rentabilidade auferida nos fundos é registrada em rubrica específica de resultado e é repassada aos mantenedores, sendo considerada, mensalmente, através de prestação de contas dos valores utilizados para operação do plano assistencial, já que a Fundação recebe recursos antecipados destes para tal finalidade. Participação dos beneficiários em eventos Essa conta corresponde a valores a receber de beneficiários por co-participação em determinados eventos, bem como por adiantamentos concedidos, conforme regras estabelecidas no Regulamento do PAS. 14.2 Passivo (Em milhares de Reais, exceto quando mencionado) 2014 2013 14. Administração do PAS dos patrocinadores Corresponde ao programa de assistência médica, administrado pela FAPES, instituído pelos mantenedores BNDES, BNDESPAR, FINAME e a própria FAPES, sendo provido por recursos através de dotações orçamentárias de cada um destes, previamente acordadas conforme convênio celebrado em 15 de outubro de 2007 em atendimento à Resolução Normativa nº 137, de 14 de novembro de 2006, da ANS. Demonstramos, a seguir, os saldos do PAS para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e 2013: 14.1 Ativo 2014 2013 Ativo 35.427 16.695 Ativo circulante 35.427 16.695 Disponível 3 10 Aplicações 20.625 14.287 Créditos e operações com plano de saúde 13.283 2.398 113 2.398 1.403 - Outros créditos a receber Créditos não relacionados com plano de saúde Passivo 35.427 16.695 Passivo circulante 32.858 15.283 Provisões técnicas de operações de assistência à saúde 3.868 1.399 Provisão de eventos a liquidar - para o SUS Provisão de eventos a liquidar Outros prestadores de serviços 32 33 3.836 1.366 Débitos de operações de assistência à saúde 3 1 Débitos de operações de assistência à saúde não relacionados com o plano 14 60 Tributos e encargos sociais a recolher 1.766 1.460 Débitos diversos 27.207 12.363 Patrimônio social 2.569 1.412 Provisões Técnicas Nas provisões técnicas, estão registrados os valores a serem reembolsados aos beneficiários do Plano, de acordo com os termos do Regulamento do PAS, bem como as obrigações junto aos prestadores de serviços médico-hospitalares e o ressarcimento de despesas ao SUS, conforme dispõe a Instrução Normativa Conjunta n. º 05, de 30 de setembro de 2011, emanada pela ANS. Débitos Diversos A conta débitos diversos registra os valores relativos às despesas administrativas do PAS cobradas mensalmente pelo Plano de Relatório de atividades 2014 29 Gestão Administrativa como resultado do rateio entre gestões/ planos, assim como o saldo remanescente do adiantamento orçamentário líquido do valor a ser recebido, ao final do exercício, da prestação de contas das despesas incorridas. De acordo com o convênio de gestão do PAS, os mantenedores transferem, a título de adiantamento, no primeiro dia útil de cada ano, recursos financeiros no valor correspondente a 20% de todas as despesas incorridas no ano anterior com o fito de viabilizar a operacionalização do plano logo a partir do início do exercício. Após as despesas incorridas em janeiro, os mantenedores passam a efetuar reembolso dos gastos do PAS, por meio de prestação de contas realizada pela FAPES, com periodicidade mensal. Ao fim de cada exercício, a Fundação pode restituir eventuais saldos de recursos remanescentes aos mantenedores ou abater esse montante do adiantamento orçamentário a ser recebido no exercício seguinte. Patrimônio Social Destacamos que, embora não tenha sido apurado resultado no ano de 2014, houve variação no saldo do patrimônio líquido do PAS. Tal variação ocorreu porque, a partir de janeiro de 2014, em atendimento à exigência para constituição de Margem de Solvência pela ANS, por meio da Resolução Normativa nº 209, arts. 6º, 7º e 8º, de 22 de dezembro de 2009, e da Instrução Normativa nº 50, de 28 de novembro de 2012, a FAPES integraliza, mensalmente, os valores exigidos, totalizando em 31 de dezembro de 2014, R$ 2.569. Os grupos Contraprestações Líquidas e Outras Receitas Operacionais apresentam os valores de responsabilidade dos mantenedores para a cobertura da totalidade dos gastos com o Plano. Logo, todas as despesas do PAS são consideradas para fins de prestação de contas. Em Contraprestações Líquidas, estão registrados os valores a serem reembolsados pelos mantenedores, relativos ao custeio administrativo e das contas médicas. Já a rubrica Outras Receitas Operacionais apresenta o saldo da cobertura dos gastos com a prestação de serviço no atendimento às exigências trabalhistas dos mantenedores, denominados Obrigações Sociais (PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Na conta Receitas Financeiras com Cotas de Fundos de Investimentos estão registradas as rentabilidades auferidas nas aplicações no Bradesco – Fundo de Investimento Referenciado DI Federal Extra e no ITAU SAUDE RF FI, esta vinculada à ANS. 14.4 Despesas Eventos indenizáveis líquidos Outras despesas Outras despesas operacionais De acordo com tais normativos, aplicando-se suas regras às características específicas do PAS, o valor mínimo exigido para o patrimônio em 31 de dezembro de 2014 é R$ 2.028. Despesas financeiras Despesas administrativas 14.3 Receitas Total 2014 2013 Receitas 151.711 128.864 Contraprestações líquidas 130.350 110.897 Médico-hospitalar - BNDES 103.122 88.614 12.777 10.938 Médico-hospitalar - FINAME 4.882 4.769 Médico-hospitalar - FAPES 9.569 6.576 Outras receitas operacionais 19.240 16.612 Prestação de serviços - BNDES 18.291 15.705 Prestação de serviços - BNDESPAR 450 475 Prestação de serviços - FINAME 344 318 Prestação de serviços - FAPES 155 114 Médico-hospitalar - BNDESPAR 149.590 127.509 Receitas com aplicações financeiras 2.121 1.355 Cotas de fundos de investimentos 2.121 1.355 30 Relatório de atividades 2014 2014 2013 104.014 87.625 396 324 1.549 986 44 51 45.708 39.878 47.696 41.239 151711 128.864 Na rubrica Eventos Indenizáveis Líquidos estão registradas as despesas médicas, odontológicas, suas respectivas glosas, bem como a recuperação de despesa por coparticipação do beneficiário, conforme previsto no Regulamento. As despesas administrativas são registradas no PGA e cobradas ao PAS, conforme sua participação no rateio dos custos realizado pela Fundação, que compreende despesas com pessoal, encargos e demais gastos para a operacionalização do PAS. 14.5 Fluxo de Caixa As demonstrações do fluxo de caixa do PAS foram elaboradas pelo método direto, conforme estabelecido pela ANS, por meio da Resolução Normativa 290, de 27 de fevereiro de 2012. O quadro a seguir demonstra a conciliação entre o resultado do exercício e o caixa líquido das atividades operacionais. 2014 2013 - - (18.738) 708 (6.338) 1.652 (10.997) (1.524) (1.402) - - 580 17.576 (702) 2.470 1.006 1 (31) Déb. oper. assist. saúde não rel. c/ plano de saúde da operadora (46) (9) Tributos e contribuições a recolher 307 342 14.844 (2.010) (1.162) 6 ATIVIDADES OPERACIONAIS Resultado do exercício (Aumento) diminuição em ativos operacionais Aplicações Créditos de operações com planos de assistência à saúde Crédito de Oper. Assist à Saúde Não Relac. com Plano da Oper Títulos e créditos a receber Aumento (diminuição) em passivos operacionais Provisões técnicas de operações de assistência à saúde Débitos de operações de assistência à saúde Débitos diversos Caixa líquido das atividades operacionais 14.6 Distribuição de eventos médico hospitalares Nos quadros abaixo, estão distribuídos os valores gastos nas modalidades Escolha Dirigida e Livre Escolha com os eventos enquadrados nas seguintes categorias: consulta médica, exames, terapias, internações, outros atendimentos, demais despesas e procedimentos odontológicos. A distribuição dos saldos do quadro auxiliar de Eventos Médico Hospitalares e Odontológicos de Assistência Médico-Odonto-Hospitalar do Documento de Informações Periódicas – DIOPS do 4º trimestre de 2014 e 2013 está em conformidade com o Ofício Circular DIOPE nº 01, de 01/11/2013, referente aos planos coletivos empresariais firmados anteriormente à Lei nº 9.656/1998, com cobertura médico-hospitalar e modalidade de preço pós-estabelecido. Consulta Médica Exames Terapias Internações Outros Atendimentos Demais Despesas Procedimentos Odontológicos Total Rede Contratada 5.701 11.679 4.230 41.766 10.726 3.560 5.223 82.885 Reembolso 4.718 717 6.325 6.082 1.439 75 1.714 21.070 Total 10.419 12.396 10.555 47.848 12.165 3.635 6.937 103.955 2013 Consulta Médica Exames Terapias Internações Outros Atendimentos Demais Despesas Procedimentos Odontológicos Total Rede Contratada 4.310 9.539 3.793 34.924 9.544 2.935 4.893 69.938 Reembolso 3.847 571 5.097 5.407 1.261 77 1.405 17.665 Total 8.157 10.110 8.890 40.331 10.805 3.012 6.298 87.603 2014 Mariza Giannini Diretora superintendente CPF 369.975.607-68 Gabriela Ferreira Nunes Alves Gerente contábil-fiscal CPF 080.376.027-29 CRC-RJ 100510/O-9 Carlos Tadeu Moreira Ribeiro Diretor de investimentos CPF 551.417.817-04 Lucia Maria Silveira Lopes Queto Diretora de seguridade CPF 547.714.987-68 Estêvão de Almeida Accioly Diretor de administração e controle CPF 617.862.417-49 Relatório de atividades 2014 31 7.3 Parecer Atuarial Rio de Janeiro, 11 de fevereiro de 2015. STEA: -22/2015/051 Ilma. Sra. Dra. Mariza Giannini M. D. Diretora Superintendente da FAPES Ref: Parecer-Atuarial sobre a Avaliação Atuarial de 31/12/2014 Prezada Senhora, Avaliamos o Plano Básico de Benefícios, administrado pela Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES – FAPES, com o objetivo de identificar sua situação financeiro-atuarial no final do exercício de 2014 e propor o plano de custeio para 2015. 2. Características do Plano 2.1. O Plano Básico de Benefícios é um plano estruturado na modalidade de Benefício Definido, de acordo com a classificação constante da Resolução CGPC nº 16, de 22/11/2005. 3. Cadastro e Data Base 3.1. A data base desta Avaliação Atuarial anual é dezembro/2014 e foi realizada utilizando os dados cadastrais descritos no item 3.2, além de informações contábeis e patrimoniais fornecidas pela FAPES e hipóteses e métodos atuariais descritos no item 4 deste Parecer, sendo que os resultados obtidos também estão posicionados em dezembro/2014. 3.2. Os dados cadastrais de ativos e assistidos que serviram de base para o processamento dessa Avaliação tiveram como mês de levantamento dezembro/2014, sendo que nas informações relativas a salários e benefícios foi considerada uma correção monetária de 8,5193%, correspondente à variação mensal acumulada do INPC/lBGE observada de SET/2013 (data base do último reajuste geral das tabelas salariais) a DEZ/2014, pois, até a realização desta avaliação atuarial, o percentual geral de reajuste salarial ainda não tinha sido definido. 32 Relatório de atividades 2014 4. Hipóteses e Métodos Utilizados 4.1. No quadro a seguir, elencamos as premissas utilizadas na citada Avaliação Atuarial. Tábua de Mortalidade Tábua de Entrada em Invalidez Tábua de Mortalidade de Inválidos Composição Familiar Taxa de Rotatividade Taxa de Juros Atuarial Inflação Projetada Fator de Capacidade – Contribuições Fator de atualização para dezembro/2014 Taxa de Crescimento Salarial BNDES/BNDESPar/FINAME Técnico Apoio FAPES Técnico Apoio Taxa de Carregamento Administrativo AT 2000 segregada por sexo Álvaro Vindas AT-49 agravada em 100% Encargo médio – Hx (Experiência STEA) 0,00% a.a. 5,72% a.a. 6,40% a.a. 0,972122 1,085193 3,14% a.a. 2,83% a.a. 3,22% a.a 3,23% a.a 10,00% 4.2. Consoante o que determinam a Resolução CGPC nº 18, de 28/03/2006, as Resoluções CNPC nº 09, de 29/11/2012 e nº 15, de 19/11/2014, e as boas práticas atuariais, cabe informar que: 4.2.1. Foi considerada viável a manutenção das Tábuas AT-2000 segregadas por sexo, a Álvaro Vindas e a AT-49 agravada em 100%, para a realização de Avaliações Atuariais por meio de estudos estatísticos de aderência; 4.2.2. Foi mantido o uso do Encargo médio - Hx (Experiência STEA) na composição familiar para previsão dos pagamentos de benefícios de pensão; 4.2.3. Foi considerado adequado o uso da taxa de rotatividade de 0% a.a.; 4.2.4. A adoção da taxa de juros de 5,72% a.a está adequada considerando que ela está dentro do intervalo das taxas parâmetros informado pela Portaria da PREVIC nº 615, de 24/11/2014, para duração do passivo de 16,4 anos, calculada conforme Resolução CNPC nº 15 supracitada, para o exercício de 2014 e que é inferior às médias e às medianas das expectativas de rentabilidade real dos investimentos para os próximos 10 anos, ou seja, demonstra ser sustentável frente ao cenário de alocação dos Recursos Garantidores e política de investimentos da Fundação; 4.2.5. A adoção da inflação de 6,40% a.a. foi considerada conservadora ante as últimas expectativas do mercado financeiro; 4.2.6. Os fatores de capacidade dos benefícios da entidade e de contribuições estão de acordo com a inflação de longo prazo estabelecida de 6,40% a.a.; 4.2.7. O fator de atualização reflete a inflação medida pelo INPC observada entre setembro/2013, mês do último reajuste geral aplicado às tabelas salariais e dezembro/2014; Relatório de atividades 2014 33 4.2.8. As premissas de crescimento real anual de salários, fundamentadas em estudos estatísticos, sejam aplicadas até a idade esperada para entrada em aposentadoria - cabe esclarecer que os estudos, submetidos à STEA e devidamente acolhidos, desenvolvidos pela própria FAPES, levaram em consideração as características de cada grupo, especialmente as peculiaridades os planos de cargos e salários aplicáveis a cada situação; e 4.2.9. A taxa de carregamento administrativo de 10% se relaciona às contribuições recolhidas ao Plano Básico de Benefícios e é destinada às coberturas das despesas administrativas relacionadas ao citado Plano. 4.3. Cabe informar que as premissas acima foram determinadas de acordo com legislação vigente e observando os dados estatísticos bem como os estudos encaminhados pela FAPES à STEA. 4.4. Destacamos que os cálculos das reservas matemáticas foram realizados com base no Regime Financeiro de Capitalização utilizando o Método Agregado. 5. Resultados 5.1. As Provisões Matemáticas do Plano Básico de Benefícios avaliadas em 31/12/2014 totalizaram R$ 10.817.125.099,81, e estão detalhadas, em reais, conforme a seguir: PROVISÕES MATEMÁTICAS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados – Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Valor Atual das contrib. dos patrocinadores sobre benefícios Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados – Assistidos Benefício Definido Estruturado em Regime de Capitalização Valor Atual das contrib. dos patrocinadores sobre benefícios BENEFÍCIOS A CONCEDER Benef. Def. Estruturado em Regime de Capitalização Programado Valor Atual dos Benefícios Futuros Programados (-) Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes Benef. Def. Estruturado em Regime de Capitalização Não Programado Valor Atual dos Benefícios Futuros Não Programados (-) Valor Atual das Contribuições Futuras dos Patrocinadores (-) Valor Atual das Contribuições Futuras dos Participantes R$ 10.817.125.099,81 R$ 6.627.501.097,08 R$ 6.627.501.097,08 R$ 5.716.603.457,86 R$ 6.035.652.043,47 R$ (319.048.585,61) R$ 910.897.639,22 R$ 960.300.141, 11 R$ (49.402.501,89) R$ 4.189.624.002,73 R$ 3.678.771.168,53 R$ 5.270.779.097,32 R$ (935.763.128,54) R$ (656.244.800,25) R$ 510.852.834,20 R$ 709.531.950,91 R$ (111.832.652,09) R$ (86.846.464,62) 6. Plano de Custeio 6.1. Não houve alteração do Plano de Custeio vigente para o exercício de 2014, devendo ser mantidas as mesmas taxas já praticadas, configuradas conforme a seguir, observados os limites estabelecidos no artigo 62 do Regulamento do Plano Básico de Benefícios: 6.1.1. O Participante ativo ou autopatrocinado contribui com a importância equivalente ao produto da aplicação dos seguintes percentuais, além da contribuição de joia definida nos termos do artigo 60 do Regulamento: 34 Relatório de atividades 2014 a) 1% (um por cento) incidente sobre o salário-de-participação; mais b) 3% (três por cento) sobre a parcela do salário-de-participação que exceder a metade do limite máximo do salário de benefício fixado pela Previdência Social; mais c) 5% (cinco por cento) sobre a parcela do salário-de-participação que exceder o limite máximo do salário de benefício fixado pela Previdência Social. 6.1.2. No caso de participante assistido, a importância mensal equivalente a 5% (cinco por cento) do salário-de-participação, cuja definição consta no § 2° do artigo 66 do Regulamento. 6.1.3. Os beneficiários assistidos também contribuem com uma taxa de administração equivalente a 5% (cinco por cento) da renda global percebida, assim entendida como a soma das parcelas pagas pela FAPES e do valor pago pela Previdência Social. 6.1.4. As patrocinadoras contribuem paritariamente aos ativos e assistidos, sendo que, no caso de participante autopatrocinado, esta contribuição é atribuída ao próprio participante. 7. Situação Financeiro-Atuarial 7.1. O Patrimônio de Cobertura do Plano está demonstrado a seguir, com base nos dados do Balancete Contábil posicionado em 31/12/2014, conforme disponibilizado pela Entidade. Ativo Total (-) Exigível Operacional (-) Exigível Contingencial (-) Fundos (-) Fundo Previdencial (-) Fundo Administrativo (-) Fundo de Investimentos (=) Patrimônio de Cobertura do Plano 9.480.169.139,94 (37.516.811,67) (12.545.814,69) (77.393.438,21) (0,00) (60.985.675,24) (16.407.762,97) 9.352.713.075.37 7.2. Assim, verificamos que o Patrimônio de Cobertura do Plano, em 31/12/2014, no montante de R$ 9.352.713.075,37 não era suficiente para cobrir integralmente as obrigações do Passivo Atuarial no valor de R$ 10.817.125.099,81. 7.3. O Balanço do Plano registrou, em 31/12/2014, o valor de R$ 908.274.720,92 na Conta 1.2.1.1.04 referente à soma dos valores relativos aos Contratos de Confissão de Dívida com os patrocinadores do Sistema BNDES e ao referente ao Termo de Assunção de Obrigação Financeira firmado pela FAPES na qualidade de patrocinador, abaixo descritos: 7.3.1. O primeiro objeto de contratos relativos ao Sistema BNDES, com montante inicial total de R$ 163.391.300,89 (BNDES = R$ 118.553.161,03; BNDESPar = R$ 32.891.660,18; FINAME = R$ 11.946.479,68), posicionado em 30/11/2004, refere-se à cobertura de oscilações do teto do salário-de-benefício do INSS e da unificação dos cargos de Assistente Técnico-Administrativo A e B (ATA-A e ATA-B, respectivamente), com pagamento em 180 prestações mensais, sendo o saldo devedor atualizado por juros e correção monetária nas mesmas épocas e nas mesmas proporções em que for concedido o reajuste ou modificação geral dos salários dos empregados. Cabe destacar que anteriormente à assinatura dos contratos de confissão de dívida, este montante Relatório de atividades 2014 35 era consignado como Provisões Matemáticas a Constituir, cujo estabelecimento inicial ocorreu em novembro/1998. A transformação em contrato foi para atendimento à solicitação do Sistema BNDES, conforme recomendação do Banco Central – BACEN. 7.3.2. O segundo objeto de contratos relativos ao Sistema BNDES, com montante inicial total de R$ 337.833.461,00 (BNDES = R$ 264.342.300,00; BNDESPar = R$ 54.316.607,00; FINAME = R$ 19.174.554,00), posicionado em 01/12 2002, refere-se ao acréscimo de 1 (uma) hora à carga horária diária dos empregados do BNDES e de suas subsidiárias, conforme disposto no artigo 7° da Medida Provisória nº 56, de 18/07/2002, transformada na Lei nº 10.556, de 13/ 11/2002, com pagamento em 390 prestações, a partir de janeiro de 2003, sendo o saldo remanescente atualizado por juros e correção monetária com base no índice de reajuste salarial. 7.3.3. O objeto do termo de assunção da FAPES na qualidade de patrocinadora, com montante inicial de R$ 104.017.462,83, posicionado em 30/06/2013, refere-se à recomposição do patrimônio do PBB reduzido por conta de valores de benefícios superiores aos esperados devido a eventos decorrentes de exclusivas decisões e/ou responsabilidade patronais, com pagamento em 260 prestações, a partir de junho de 2013, sendo o saldo remanescente atualizado, basicamente, por juros e correção monetária com base no índice de reajuste salarial. 7.4. O quadro a seguir mostra os valores relativos aos documentos supracitados considerados na contabilização de 31/12/2014: Total das Contribuições Contratadas Contratos de Assunção de Dívida Antiga Provisão Matemática a Constituir 7ª Hora Termo de Obrigação Financeira 908.274.720,92 790.980.057,73 113.477.010,06 677.503.047,67 117.294.663,19 7.5. Esclarecemos que não cabe à STEA a verificação da qualidade dos ativos do plano. 8. Variação das Provisões Matemáticas e Resultado do Exercício 8.1. Da comparação do valor do compromisso atuarial reavaliado em dezembro/2014, no valor de R$ 10.817.125.099,81, com o compromisso do exercício anterior considerando a inflação 8,5193%, variação de SET/2013 (data base do último reajuste) a DEZ/2014 (variação do INPC), e juros de 5,75% e deduzidos dos cálculos os valores de benefícios pagos pelo Plano Básico de Benefícios e recebidos relativos a contribuições recolhidas pelos participantes e patrocinadores em 2014, que corresponderia a R$ 10.816.147.891,46, registramos um acréscimo de 0,009% (R$ 977.208,35). Os principais fatores que influenciaram nos resultados da Avaliação Atuarial de 2014 foram a redução da taxa de juros , que aumentou os valores das reservas matemáticas em R$ 55.142.650,01, a mudança das taxas de crescimento salarial, que aumentou as reservas matemáticas em R$ 23.171.430,29, que correspondem, respectivamente, a cerca de 0,51% e de 0,214% das provisões matemáticas já com a revisão de 2014, e o aumento da expectativa a longo prazo gerou um decréscimo de R$ 53.858.930,78, cerca de 0,498% das mesmas provisões. 8.2. O valor de Patrimônio de Cobertura do Plano de R$ 9.352.713.075,37 em dezembro/2014 foi alcançado com um retorno de investimentos acumulado em torno de 8,95% durante o exercício de 2014, rendimento inferior à meta atuarial previamente estimada de INPC e juros atuarias de 5,75% a.a., equivalente a 12,34% neste ano. 8.3. Resultante da movimentação entre compromisso atuarial e patrimônio, o déficit apurado no encerramento do exer36 Relatório de atividades 2014 cício anterior, no valor de R$ 956.079.922,41, em dezembro/2013, agravou-se em R$ 508.332.102,03 durante o ano de 2014, assumindo o valor de R$ 1.464.412.024,44 em dezembro/2014. 9. Conclusão 9.1. Com base em tais fatos, podemos concluir que, em 31/12/2014, o Plano Básico de Benefícios encontrava-se com déficit financeiro-atuarial no valor de R$ 1.464.412.024,44, que representa cerca de 13,54% do valor das Provisões Matemáticas no respectivo mês. 9.2. Com o ajuste de precificação dos ativos para equacionamento de déficit conforme definido na Resolução CNPC nº 16, de 19/11/2014, que adicionou o artigo 28-A na Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2006, o valor do déficit ajustado será de R$ 1.216.486.438,49, que representa cerca de 11,25% do valor das Provisões Matemáticas no respectivo mês. 9.2.1. O déficit ajustado apresentado no item 9.2 é superior a 10,00% do valor das Provisões Matemáticas, desta forma, pelo que se depreende do disposto do inciso I do artigo 28 da Resolução CGPC nº 26, de 29/09/2008, modificado pela Resolução CNPC nº 13, de 04/11/2013, tal resultado gera a necessidade de um estudo econômico-financeiro para um plano de equacionamento de déficit até o final do exercício de 2015. 9.2.2. Esse plano de equacionamento de déficit se tornará desnecessário caso o resultado do Plano seja revertido durante o exercício de 2015. 9.2.3. É importante ressaltar que está em andamento um estudo para alteração do Regulamento do Plano Básico de Benefícios, efetuado a pedido das patrocinadoras, destinado a reduzir os riscos do Plano e, consequentemente, o seu custo. 9.3. Por fim, registramos que tanto as premissas quanto os métodos adotados na Avaliação Atuarial de 2014 são adequados à medição dos compromissos do Plano Básico de Benefícios, administrado pela FAPES. Sendo o que, no momento se nos oferece, renovamos a V.Sa. protestos de estima e consideração. Gabriel da Silva Pereira MIBA 2.513 Luciano Gonçalves de Castro e Silva MIBA 1.116 Julieta Daiub Administradora Geral Serv. Téc. de Estatística e Atuária STEA Ltda. CIBA Nº 01 Relatório de atividades 2014 37 7.4 Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações contábeis Aos Administradores, Participantes e Patrocinadores da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES - FAPES Rio de Janeiro - RJ Examinamos as demonstrações contábeis da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES - FAPES (“Entidade”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014 e as respectivas demonstrações dos ativos líquidos do Plano, das mutações do patrimônio social, das mutações dos ativos líquidos do Plano, do plano de gestão administrativa e das provisões técnicas do Plano para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis A Administração da Entidade é responsável pela elaboração e adequada apresentação dessas demonstrações contábeis de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis a entidades reguladas pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar - CNPC, e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Responsabilidade dos auditores independentes Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante. Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis da Entidade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Entidade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis 38 Relatório de atividades 2014 utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião. Opinião Em nossa opinião, as demonstrações financeiras acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES - FAPES em 31 de dezembro de 2014 e o desempenho de suas operações para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades reguladas pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar - CNPC. Outros assuntos Examinamos, também, as informações suplementares sobre o Plano de Assistência e Saúde – PAS, compreendendo o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2014 e as respectivas demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio social e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como suas principais práticas contábeis e demais notas explicativas. Essas informações suplementares foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos no tópico Responsabilidade dos auditores independentes e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto, preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicáveis às entidades reguladas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. Rio de Janeiro, 4 de março de 2015. KPMG Auditores Independentes CRC SP-014428/O-6 F-RJ Lino Martins da Silva Júnior Contador CRC RJ-083314/O-7 7.5 Parecer do Conselho Fiscal PARECER DO CONSELHO FISCAL O Conselho Fiscal da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES – FAPES, após exame das Demonstrações Contábeis da FAPES relativas aos exercícios findos em 31.12.2014 e 2013, que compreendem Balanços Patrimoniais, Demonstrações dos Ativos Líquidos do Plano Básico de Benefícios, das Mutações do Patrimônio Social, das Mutações dos Ativos Líquidos do Plano Básico de Benefícios, do Plano de Gestão Administrativa, do Plano de Gestão Administrativa do Plano Básico de Benefícios, das Provisões Técnicas do Plano Básico de Benefícios, assim como Balanços Patrimoniais, Demonstrações de Resultado, Demonstrações das Mudanças do Patrimônio Social e Demonstrações dos Fluxos de Caixa do Plano de Assistência e Saúde – PAS e as respectivas Notas Explicativas e considerando o relatório da KPMG Auditores Independentes e o parecer do atuário externo da STEA – Serviços Técnicos de Estatística e Atuária Ltda., verificou que os documentos mencionados refletem adequadamente a situação patrimonial e financeira da Fundação. Rio de Janeiro, 23 de março de 2015. Marcelo Corrêa Barbosa Fernandes Conselheiro Presidente Antonio Miguel Fernandes Conselheiro Ivan Fagundes Alves Junior Conselheiro Roberto Alexandre Elias Afonso Conselheiro Relatório de atividades 2014 39 7.6 Resolução do Conselho Fiscal Resolução CF-01/2015 – FAPES Assunto: EM: 23.03.2015 Demonstrações Contábeis Exercícios findos em 31.12.2014 e 2013 Referência:Artigo 15, inciso II, do Estatuto da FAPES; Demonstrações Contábeis referentes aos exercícios findos em 31.12.2014 e 2013, auditadas pela KPMG Auditores Independentes; Carta STEA – 22/2015/051, de 11.02.2015 – Parecer Atuarial sobre a Avaliação Atuarial de 31.12.2014; IP DIRAC/DECONT – 010/2015, de 05.03.2015; Decisão Dir-050/2015, de 10.03.2015. O Conselho Fiscal da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES – FAPES, no uso das atribuições que lhe confere o inciso II do artigo 15 do Estatuto, por unanimidade, RESOLVE: Artigo Único – Com base no relatório da KPMG Auditores Independentes, no parecer do atuário externo da STEA – Serviços Técnicos de Estatística e Atuária Ltda. e na Decisão Dir – 050/2015, de 10.03.2015, manifestar-se favoravelmente à aprovação das Demonstrações Contábeis da FAPES relativas aos exercícios findos em 31.12.2014 e 2013, que compreendem Balanços Patrimoniais, Demonstrações dos Ativos Líquidos do Plano Básico de Benefícios, das Mutações do Patrimônio Social, das Mutações dos Ativos Líquidos do Plano Básico de Benefícios, do Plano de Gestão Administrativa, do Plano de Gestão Administrativa do Plano Básico de Benefícios, das Provisões Técnicas do Plano Básico de Benefícios, assim como Balanços Patrimoniais, Demonstrações de Resultado, Demonstrações das Mutações do Patrimônio e Demonstrações dos Fluxos de Caixa do Plano de Assistência e Saúde – PAS e as respectivas Notas Explicativas. Marcelo Correa Barbosa Fernandes Presidente do Conselho Fiscal 40 Relatório de atividades 2014 7.7 Resolução do Conselho Deliberativo Resolução CD-09/2015 EM: 25.03.2015 Assunto: Demonstrações Contábeis Exercícios findos em 31.12.2014 e 2013 Referência: Artigo 10, inciso XVI, do Estatuto da FAPES; Demonstrações Contábeis referentes aos exercícios findos em 31.12.2014 e 2013, auditadas pela KPMG Auditores Independentes; Carta STEA-22/2015/051, de 11.02.2015 – Parecer Atuarial sobre a Avaliação Atuarial de 31.12.2014; IP DIRAC/DECONT-010/2015, de 05.03.2015; Decisão Dir-050/2015, de 10.03.2015. O Conselho Deliberativo da Fundação de Assistência e Previdência Social do BNDES – FAPES, no uso das Atribuições que lhe confere o inciso XVI do artigo 10 do Estatuto, por unanimidade, RESOLVE: Artigo Único – Com base em relatório da KPMG Auditores Independentes e pareceres do atuário externo da STEA – Serviços Técnicos de Estatística e Atuária Ltda. e do Conselho Fiscal, manifestar-se favoravelmente à aprovação das Demonstrações Contábeis da FAPES relativas aos exercícios findos em 31.12.2014 e 2013, que compreendem Balanços Patrimoniais, Demonstrações dos Ativos Líquidos do Plano Básico de Benefícios, das Mutações do Patrimônio Social, das Mutações dos Ativos Líquidos do Plano Básico de Benefícios, do Plano de Gestão Administrativa, do Plano de Gestão Administrativa do Plano Básico de Benefícios, das Provisões Técnicas do Plano Básico de Benefícios, assim como Balanços Patrimoniais, Demonstrações de Resultado, Demonstrações das Mutações do Patrimônio Social e Demonstrações dos Fluxos de Caixa do Plano de Assistência e Saúde – PAS e as respectivas Notas Explicativas. Gil Bernardo Borges Leal Presidente do Conselho Deliberativo Relatório de atividades 2014 41