PERCEPÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL DE MULHERES IDOSAS
PRATICANTES DE HIDROGINÁSTICA
Elizete Lopes de Assis
Graduada em Educação Física pelo Unileste-MG.
Heloisa Thomaz Rabelo
Mestre em Educação Física pela Universidade de Brasília
Docente do Curso de Educação Física do Unileste-MG.
RESUMO
Este estudo teve como objetivo verificar por meio de auto-avaliação, os efeitos da
prática da hidroginástica na capacidade funcional (AVD) de mulheres idosas
classificando através de uma tabela referencial de capacidade funcional de
Andreotti e Okuma(1999). A amostra foi composta de 15 mulheres idosas na faixa
etária de 60 a 81 anos praticantes de hidroginástica há mais de 6 meses em uma
academia de Ipatinga. Para a realização do mesmo adotou-se a aplicação do
questionário denominado de “questionário de auto-avaliação da capacidade
funcional, com a escala proposta por Andreotti e Okuma (1999), para avaliar a
auto percepção do desempenho de atividades instrumentais da vida diária. Esta
escala é constituída de quarenta itens que descrevem várias atividades
instrumentais da vida diária. As atividades básicas da vida diária estão descritas
nos itens 1 a 15 e as atividades instrumentais, dos itens 16 a 40. A pesquisa
contou de uma análise descritiva dos dados, de forma quantitativa e qualitativa.
Após ter comparado os resultados com a tabela referencial nota-se que 84% das
idosas obtiveram uma classificação muito boa e apenas 16% obtiveram a
classificação boa. Tal resultado é claro indicativo do bom nível de desempenho
físico proporcionado pela hidroginástica e do alto grau de independência dos
idosos como bem explicam Andreotti e Okuma(1999). Assim, conclui-se que a
prática regular de hidroginástica por mulheres idosas influencia de forma positiva,
contribuindo para a autonomia e independência, proporcionando uma melhora na
qualidade de vida das mesmas.
Palavras-chave: Envelhecimento. Capacidade funcional. Hidroginástica.
ABSTRACT
The objective of this study by personal avaliation is to observe the hydroginastic
efects practing hydroginastic over the functional capacity (AVD) of older women
and classify their functional capacity according to the reference schedule of
Functional Capacity of Andreotti and Okuma (1999). It had been done with 15
women among 60 to 81 years; they’re practing hydroginastic over 6 months in one
Ipatinga academy. For this, it was used an aplication mamed personal avaliation of
functional capacity by schedules of Andreotti and Okuma, (1999) observing the
results in routine days (Activies of Instrumental Development). This schedule has
40 points itens which describe many routines activities. The basic activities had
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beer written among 1 to 15 and the instrumental ones are among 16 to 40. The
search has a written detailed part, as quantity and quality one. After comparing the
resultswith the Reference Schedule: 84% are very good against 16% good. This
result confirm the good level of physical condition by hydroginastic exercise in old
women’s lives and their high level of independence according to Andreotti and
Okuma (1999). A routine practice hydroginastic by old women is positive, can
determine the autonomy and independence, contribuiting a lot for thir self respect
and life’s quality.
Key words: Getting Old, Functional Capacity, Higroginastic
INTRODUÇÃO
A Terceira Idade é uma das mais importantes etapas da vida, talvez a mais
difícil, pois com ela vêm as mudanças fisiológicas, biológicas e principalmente a
psicológica.
Para cada pessoa, o sentimento do envelhecimento é muito diferente. Há
quem, com mais de oitenta anos, pensa e age como jovem e pessoas jovens que
“são verdadeiros velhos” (SINÉSIO, 1999).
Segundo Moragas (1997), a velhice não é uma doença em si mesma, mas
a probabilidade de adoecer durante a velhice e de que a doença deixe aquelas
seqüelas no organismo é muito maior do que em outras etapas da vida.
O envelhecimento traz consigo uma série de modificações no organismo
humano, as doenças aparecem em maior freqüência e com isso, o stress e a
depressão começam a tomar lugar na vida de pessoas idosas, acarretando a
diminuição da auto-estima, o afastamento de grupos sociais, ficando na maioria
das vezes sem motivação para suas atividades de lazer ou até mesmo atividades
diárias.
Portanto, é necessário que o idoso seja conscientizado da importância de
envelhecer com qualidade, levando em conta a nutrição e o exercício físico. Os
idosos praticantes de atividade física têm características de personalidade mais
positivas do que idosos não praticantes. As pessoas que sempre fizeram
atividade física mostram-se mais confiantes e emocionalmente mais seguras.
Idosos fisicamente ativos tendem a ter melhor saúde e mais facilidade para lidar
com situações de estresse e tensão e atitudes mais positivas para o trabalho,
reforçando a correlação forte que existe entre satisfação na vida e atividade física.
Vários aspectos do domínio motor influenciam os estados psicológicos e as
características sociais do indivíduo adulto e idoso. A possibilidade de a pessoa ter
uma vida fisicamente ativa, ser capaz de realizar as atividades da vida diária e
exercitar-se são fatores que podem ter efeitos positivos sobre o que ela sente,
sobre sua auto-avaliação e sobre como os outros a vêem (GALLAHUE; OZMUN,
2003).
Dentre as atividades físicas mais indicadas pelos médicos para os idosos, é
notória a escolha pela hidroginástica, considerada uma atividade segura,
prazerosa e eficiente devido aos efeitos terapêuticos.
A hidroginástica é uma forma alternativa de condicionamento físico,
constituída de exercícios aquáticos específicos, baseados no aproveitamento da
resistência da água como sobrecarga (BONACHELA, 2001).
Os exercícios realizados na água além de oferecer segurança ao idoso,
melhoram seu condicionamento físico, a resistência, a força, a capacidade
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pulmonar e freqüência cardíaca, a mobilidade articular, a postura, reduz o
percentual de gordura, desenvolve um grau de amizade com outros participantes
(WHITE, 1998).
Segundo Baum (2000) citado por Passos e Oliveira (2001), pessoas com
idades avançadas são mais vulneráveis aos efeitos adversos do exercício no solo
em comparação às pessoas mais jovens. Provavelmente, muitos riscos
associados ao exercício, tais como desgaste e ruptura nas articulações, quedas
ou colisões provocam seqüelas graves na população mais idosa. Na água, o risco
de lesão articular é mínimo, isso em razão da ausência de sustentação do peso, e
o perigo de uma lesão muscular intrínseca é muito pequeno. Considerando esses
aspectos, acredita-se que os exercícios aquáticos proporcionam benefícios sem a
dor e riscos inerentes do exercício praticado em terra levando em conta a questão
da melhoria da capacidade funcional e autonomia do idoso que são de extrema
importância para uma boa qualidade de vida dos mesmos.
Diante disso, o presente estudo se propõe em verificar por meio de autoavaliação os efeitos da prática da hidroginástica na capacidade funcional de
mulheres idosas, classificando-os de acordo com uma tabela referencial
concedendo a essas pessoas autonomia em suas atividades diárias.
Envelhecimento
O envelhecimento é sem dúvida, um processo biológico cujas alterações
determinam mudanças estruturais no corpo e, em decorrência, modificam suas
funções. Essa fase inicia-se no momento da concepção culminando no período
denominado velhice (OKUMA, 1998).
Para Simões (1998), a característica da velhice é o declínio, geralmente
físico, que leva a alterações sociais e psicológicas. Esse declínio é classificado
como senescência (envelhecimento saudável) e senilidade (envelhecimento
patológico).
O envelhecimento é marcado por um decréscimo das capacidades
motoras, redução da força, flexibilidade, velocidade e dos níveis de VO2 máximo,
dificultando a realização das atividades diárias e a manutenção de um estilo de
vida saudável . Ocorrem alterações fisiológicas durante esse período que podem
diminuir a capacidade funcional, comprometendo a saúde e qualidade de vida do
idoso. Essas alterações acontecem: ao nível do sistema cardiovascular; no
sistema respiratório com a diminuição da capacidade vital, da freqüência e do
volume respiratório; no sistema nervoso central e periférico, onde a reação se
torna mais lenta e a velocidade de condução nervosa declina e; no sistema
músculo-esquelético pelo declínio da potência muscular, não só pelo avanço da
idade, mas pela falta de uso e diminuição da taxa metabólica basal (FARO JR.,
LOURENÇO; BARROS NETO, 1996c; MATSUDO; MATSUDO, 1992; SKINNER,
1991; citados por TAKAHASHI, 2003).
Uma das mais importantes descobertas dos gerontologistas é que cada
pessoa tem na realidade três diferentes idades ao mesmo tempo. A idade
cronológica determinada pelo número de anos que viveu, sendo a velhice
cronológica definida pelo fato de se ter atingido os sessenta e cinco anos, baseiase nas idades tradicionais de afastamento do trabalho profissional. A idade
fisiológica é determinada pela condição e estado do corpo. E por último a idade
psicológica avaliada por aquela que tem e demonstra ter na maneira de agir.
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Embora sendo a idade calendarial a mais usada para quantificar o
envelhecimento, observa-se através das outras classificações que esta poderá
ser a menos confiável (DEECKEN, 1998)
O processo de envelhecimento traz conseqüências fisiológicas importantes
para a vida na senescência. O declínio da capacidade funcional acompanha a
evolução da idade, variando com as características do estilo de vida. No entanto o
envelhecimento é um processo fisiológico que não necessariamente acompanha
a idade cronológica apresentando variações de indivíduo (WEINECK, 1991, citado
por PASSOS E OLIVEIRA, 2001).
Segundo Gallahue e Ozmun (2003) com a idade, observamos declínio no
desempenho motor. Esse declínio pode ser atribuído ao envelhecimento, a
doenças, a estilos de vida ou a combinações destes elementos cujo tempo de
reação tende a declinar. Estratégias de intervenção que reduzem o tempo de
reação incluem a oportunidade de prática de tarefa, aumento da intensidade do
estímulo, o uso de uma tarefa familiar ao indivíduo e a participação em um estilo
de vida fisicamente ativo.
Considerando o envelhecimento um processo multidimensional e singular,
Spirduso (1995), citado por Andreotti e Okuma (1999), identifica cinco categorias
hierárquicas que detectam os diferentes níveis da capacidade funcional em
idosos. Fisicamente dependentes: pessoas que não podem executar atividades
básicas da vida diária (como vestir-se, tomar banho, comer) e que dependem de
outras pessoas para suprir suas necessidades diárias; fisicamente frágeis:
indivíduos que conseguem executar atividades básicas instrumentais da vida
diária, mas não todas as atividades instrumentais da vida diária; fisicamente
independentes: podem realizar todas as atividades básicas instrumentais da vida
diária, mas são geralmente sedentários; fisicamente ativos: realizam exercícios
regularmente e aparentam ser mais jovens que sua idade cronológica; atletas:
correspondem à pequena porcentagem da população, pessoas engajadas em
atividades competitivas.
O idoso deve ser incentivado a participar de atividades físicas regulares
para a promoção do convívio social além de minimizar as alterações funcionais
ocorridas com o processo de envelhecimento (RODRIGUES; DIOGO,1996).
Sistema Cardiorespiratório
Em conseqüência de uma freqüência cardíaca máxima baixa, o débito cardíaco
máximo em geral é reduzido com a idade. Para essa capacidade reduzida do
fluxo sanguíneo contribui uma redução no volume de ejeção do coração, que
pode ser responsável por até 50% do declínio no VO2 máx. relacionado à idade.
O declínio no volume de ejeção reflete uma redução no desempenho contrátil
sistólico e diastólico do ventrículo esquerdo observada com o envelhecimento,
porém para alguns homens e mulheres ativos a função contrátil é bem
preservada. Esses indivíduos idosos, porém sadios, podem compensar sua
menor resposta da freqüência cardíaca com um maior enchimento do coração
(volume diastólico terminal), com um aumento subseqüente no volume de ejeção
graças ao mecanismo de Frank Starling (KATCH; MCARDLE, 2000).
A respiração é uma das características básicas dos seres vivos e
essencialmente, o sistema respiratório consiste na absorção, pelo organismo, de
oxigênio e na eliminação do gás carbônico resultante de oxidações celulares
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(DÂNGELO; FATTINI, 2003).
A função primária do sistema respiratório é a troca gasosa-transferência de
oxigênio (O2) do meio ambiente para os tecidos. Em geral o sistema respiratório
age como servente para o resto do corpo, transferindo O2 suficiente e removendo
CO2 suficiente para as demandas metabólicas. A medida que as demandas de
O2 aumentam, o corpo responde com ampla variedade de mecanismos, de forma
a garantir um bom suprimento de O2 (JOHNSON,1998)
Segundo Ayres (1999), a circulação pulmonar desempenha um papel
importantíssimo de filtrar eventuais embolias trazidas pela circulação venosa,
evitando assim, que provoquem obstrução da rede vascular arterial de outros
órgãos vitais ao organismo.
Papaléo Netto (2002), afirma que todas as estruturas relacionadas à
respiração alteram-se no envelhecimento. Devido às modificações dos
mecanismos reguladores da respiração, sejam eles quimiorreceptores, centros de
controle do sistema nervoso central e músculos efetores, verifica-se diminuição da
resposta ventilatória às variações das pressões parciais de oxigênio (pO2) e gás
carbônico (pCO2) no sangue.
O mesmo autor destaca que em conseqüência dessas modificações,
observa-se que nos idosos há insuficiência respiratória restritiva, obstrutiva e
difusional. No entanto, esta deficiência torna-se evidente apenas em condições de
esforço ou quando o idoso apresenta um processo patológico pulmonar, que vai
somar-se às alterações determinadas pelo envelhecimento.
Sistema Nervoso
O sistema nervoso controla e coordena as funções de todos os sistemas do
organismo e ainda, recebe estímulos aplicados à superfície do corpo, é capaz de
interpretá-los e desencadear, eventualmente, respostas adequadas à esses
estímulos (DÂNGELO; FATTINI, 2003).
Para Guyton e Hall (1998), este sistema é inigualável dentro da vasta
complexidade das ações de controle que pode desempenhar. Recebe literalmente
milhões de informações a partir dos diferentes órgãos sensoriais e depois
integram todas elas para determinar a resposta a ser dada pelo corpo.
Segundo Carvalho Filho e Alencar (2002), os neurônios comunicam-se
através de sinapses, nas quais são liberadas substâncias denominadas neurônio
a outro. No envelhecimento verifica-se a diminuição da liberação de
neurotransmissores.
Okuma (1998), ainda afirma que com o envelhecimento este sistema
apresenta importantes modificações. O processo morfológico do sistema nervoso
se manifesta através das perdas e das alterações celulares. As células nervosas
quando perdidas, não são substituídas, além de haver uma diminuição
progressiva do número delas. Ocorre redução do débito sanguíneo cerebral
diminuindo a consumação do oxigênio para o cérebro. O número de neurônios
cerebral diminui, com isso ocorre uma diminuição de reflexos, de equilíbrio e a
perda da memória imediata que causará esquecimentos, Montagiro (1993) citado
por Okuma (1998). Tudo isso leva a diminuição da velocidade de condução
nervosa tornando os idosos mais lentos, com prejuízo da sensibilidade e na
resposta motora dos estímulos.
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Sistema Muscular
O sistema muscular é constituído por estruturas que movem os segmentos
do corpo por encurtamento da distância que existe entre suas extremidades
fixadas, ou seja, por contração, porém, a musculatura não assegura só a
dinâmica como também a estática do corpo humano (DÂNGELO; FATTINI, 2003).
Na fase do envelhecimento o sistema muscular transforma-se
progressivamente. Os efeitos funcionais resultantes das alterações musculares
são: a diminuição da força e o aumento na dificuldade de coordenação que
contribuem para uma diminuição da capacidade em realizar atividades diárias e
elevam o risco de incapacitação física. Com o decorrer da idade a elasticidade e
estabilidade dos músculos, tendões e ligamentos se deterioram. A área
transversal dos músculos torna-se menor pela atrofia muscular e a massa
muscular diminui em proporção ao peso do corpo, o que leva a uma redução da
força muscular. Além disso, observa-se um prejuízo na flexibilidade, ocasionando
degenerações e danos nas articulações (OKUMA, 1998).
Segundo Simões (1998), com o envelhecimento, os músculos tendem a
perder força e massa muscular, em torno de 10% a 20%, diminuindo a eficiência
em sua capacidade de executar algum trabalho. Entretanto, eles permanecem em
boas condições até uma idade bem avançada; só ocorrerá degeneração se
houver deficiência de nutrição, circulação ou falta de uso.
O padrão geral da idade adulta para a força muscular é representado por
um pico máximo de força por volta dos 24 a 30 anos de idade, uma estabilização
até aproximadamente os 40 anos de idade e um declínio gradual até
aproximadamente 70 anos de idade, seguido por um declínio de força muito
maior nos anos que se sucedem. Dados transversais indicam uma perda
aproximada de 20% na força por volta dos 60 anos de idade e uma perda de força
mais drástica de 40% entre 70 e 80 anos de idade. Dados longitudinais parecem
apoiar a perda de força durante a velhice, porém indicam que declínios de força
significativos não se manifestam até o início da velhice, e não no final da meia
idade (GALLAHUE; OZMUN, 2003).
Segundo Shephard (2003), a sarcopenia é um termo que foi estabelecido
para denotar a extrema perda muscular que deixa os idosos frágeis e incapazes
de realizarem muitas, ou todas as tarefas da vida diária, pois uma combinação de
um regime alimentar inadequado e falta de força criam um ciclo vicioso de
progressiva inatividade física e acelerada perda muscular à proporção que os
mesmos enfraquecem. Constata-se uma diminuição do comprimento da passada,
desaceleração da velocidade de caminhada e um declínio progressivo na carga
que os músculos conseguem erguer.
A sarcopenia varia de acordo com o tipo de contração muscular, tendo uma
redução maior nas contrações concêntricas do que nas excêntricas, ou seja, o
idoso tem maior vantagem em movimentos em que os músculos se alongam do
que naqueles em que os músculos se encurtam; do mesmo modo, há uma
hipotrofia preferencial nas fibras musculares do tipo II (de contração rápida),
enquanto que a fibra do tipo I (de contração lenta) permanece menos afetada,
isso explica os motivos de “queda” em idosos, pois as fibras do tipo II são de
respostas rápidas (velocidade de reação) às urgências do dia-a-dia (FLECK;
KRAEMER, 1999; MATSUDO; MATSUDO , 2000).
O treino de força é de extrema importância neste escalão etário, uma vez
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que assume um papel fundamental, não só para a manutenção e promoção da
saúde, mas também na independência do idoso para a realização das suas
tarefas diárias e, consequentemente, na melhoria da qualidade de vida. Alguns
estudos têm vindo a demonstrar correlações significativas entre a força muscular,
(particularmente a força de extensão do joelho), e a velocidade da marcha, a
subida de degraus e outras atividades diária, ou seja, parece haver uma relação
estreita entre força muscular e mobilidade. Por outro lado, o treino da força ao
favorecer a massa e força muscular, a densidade mineral óssea e o equilíbrio,
têm sido descritos como sendo um meio importante de diminuição do risco de
fraturas ósseas (NELSON et al, 1994, citado por CARVALHO; ALENCAR 2002).
Sistema Osteoarticular
O envelhecimento normal produz perda de tecido ósseo em todas as
pessoas, mas o índice de perda varia para cada um de nós. Aparentemente,
perda de massa óssea começa em torno dos cinqüenta anos para homens. Os
homens perdem cerca de 30% . A massa óssea na infância é maior nos homens
do que nas mulheres, e essa relação contínua ao peso corporal é 20% menos do
que a dos rapazes da mesma idade. Um dos fatores que determina a massa
óssea de uma pessoa na velhice é sua massa óssea na maturidade
(HAYFLICK,1996).
O tecido conjuntivo torna-se mais rígido e as articulações menos móveis.
Há a formação de ligações cruzadas entre fibrilas de colágeno adjacente,
reduzindo a elasticidade e favorecendo a lesão mecânica do tecido afetado. Os
vasos sanguíneos tornam-se progressivamente afetados pela aterosclerose,
diminuindo dessa maneira, o suprimento de oxigênio a todos os órgãos do corpo.
A massa óssea diminui aproximadamente em 10% do seu pico até os 65 anos, e
cerca de 20% em torno dos 80 anos (ACHOUR JÚNIOR, 1999; NIEMAN, 1999;
ROBERGS, 2002, citados por VALE et.al., 2003)
Segundo Simões (1998), nesta fase os ossos perdem massa óssea,
tendem a perder cálcio e a tornarem delgados e quebradiços. Uma das
conseqüências desta desmineralização óssea é chamada osteoporose que é um
problema característico do envelhecimento e atinge principalmente as
mulheres.Ela atinge principalmente ossos do tronco e dos segmentos,
manifestando-se através da diminuição da espessura. As causas não estão
definidas, no entanto, está relacionada a problemas de nutrição, modificação das
funções endócrinas, redução da atividade física, além da deficiência estrogênica,
que ocorre na menopausa. As conseqüências, devido ao tecido mais frágil,
acarreta maiores chances de acidentes (SIMÕES, 1998).
Capacidade Funcional (AVD)
Ter autonomia é poder executar independentemente e satisfatoriamente
suas atividades do dia-a-dia, continuando suas relações e atividades sociais, e
exercitando seus direitos e deveres de cidadão (ABREU et al. 2002, citado por
PEREIRA et al. 2003).
O envelhecimento traz, como uma de suas conseqüências, a diminuição do
desempenho motor na realização das atividades de vida diária (AVD), afetando
diretamente na qualidade de vida do idoso. Grande porcentagem de pessoas
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acima de 60 anos têm algum tipo de dificuldade de realizar tarefas cotidianas.
Nota-se uma forte tendência à diminuição da atuação do indivíduo no meio em
que vive. Podem se observar modificações nas ações motoras mais específicas,
como nas mais genéricas (ANDREOTTI; OKUMA,1999) citados por PASSOS e
OLIVEIRA, 2001).
Segundo Hayflick (1996), dados de pesquisa mostram que, com o avanço
da idade, há um aumento progressivo da necessidade de assistência na
realização de AVD.
Por outro lado, recentes pesquisas apontam que indivíduos podem se
beneficiar dos exercícios aumentando não só a resistência e a força muscular,
mas também o equilíbrio e a mobilidade. Isso pode reduzir os riscos de quedas e
lesões, melhorando a autonomia funcional (ACSM, 2003; FLECK, FIGUEIRA
JÚNIOR 2003; FRONTEIRA, BIGARD 2002; MATSUDO 2002; citados por
DANTAS; VALE 2004).
Segundo Spirduso (1995) citado por Passos e Oliveira (2001), 24% dos
idosos chegam ao estado de dependência para realizar AVD que é uma parcela
considerável da população para trazer problemas para a sociedade.
Exercício Físico e Envelhecimento
O envelhecimento traz consigo alterações fisiológicas, psicológicas e
sociais que afetam diretamente o viver dos idosos. As atividades físicas regulares
vêm sendo utilizadas como alternativa minimizadora dos efeitos do
envelhecimento como um meio de promoção da saúde, possibilitando assim a
normalização, a manutenção e autonomia dos idosos (OKUMA, 1998).
Simões (1998) afirma que o corpo humano foi feito para o movimento, não
para o descanso. O sistema cardiovascular, o metabolismo, ossos, articulações e
músculos estão fisicamente adaptados a realizar diretamente atividades em
qualquer idade.
Outrossim, a mesma autora, aborda que os benefícios que os exercícios
podem promover em qualquer nível, se constroem progressivamente por uma
prática contínua e sistemática. A prática regular de atividade física não restringe
alterações no desempenho físico e neste sentido o prolongamento do tempo de
vida não está assegurado, mas a proteção à saúde nas fases subseqüentes está
e ainda cita que talvez o maior benefício da atividade física seja o grau de
independência que as pessoas fisicamente capazes revelam em sua luta pela
sobrevivência do corpo-sujeito do mundo.
A atividade física tem sido considerada um fator determinante na
manutenção, promoção e recuperação de funções orgânicas e musculares; tornase fundamental a sistematização de exercícios físicos que respeitem as limitações
mais freqüentes do idoso (MCARDLE et al., 1998).
Existem indícios consideráveis de que os exercícios podem adiar ou reduzir
a ocorrência de ataques cardíacos, angina, diabetes não depende de insulina,
osteoporose e hipertensão. A prática de exercícios também pode produzir uma
sensação geral de bem estar, provocando uma melhoria no estado emocional do
auto-conceito, da auto-estima e de bem estar, reduzindo a ansiedade, depressão,
tensão e os efeitos do estresse (HAYFLICK, 1996) .
A atividade em geral, seja física ou de outra ordem, é uma variável
freqüentemente citada na literatura como sendo de grande relevância para a
qualidade de vida na velhice. Assim, estar ativo é afastar-se do sedentarismo,
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uma das causas de quase todas doenças mais comuns na velhice (MIRANDA;
GODELI, 2003).
Um programa de atividade física adequado para o idoso deve ter como
objetivo a manutenção de suas capacidades físicas e da sua autonomia. É
importante saber avaliar o nível de condicionamento físico do idoso e respeitar
suas limitações. Todavia, as alterações morfológicas e funcionais que acontecem
nesta fase da vida, requerem atenção especial, o que importa dizer que a
prescrição de exercícios deve ser de forma individualizada (PASSOS; OLIVEIRA,
2001).
Hidroginástica
A hidroginástica é uma forma alternativa de condicionamento físico,
constituída de exercícios aquáticos, baseados no aproveitamento da resistência
da água como sobrecarga. Estes exercícios facilitam o movimento,
condicionamento físico e o treinamento de força, com o menor impacto articular.
Os exercícios podem ser realizados de maneira agradável e recreativa
(BONACHELA, 2001).
Para compreendermos os princípios das atividades aquáticas é necessário
o conhecimento das propriedades físicas da água, particularmente sua relação
com os conceitos da matéria: massa, densidade, flutuação, pressão hidrostática,
tensão superficial, resistência e viscosidade. Dentre as leis físicas da água as
mais importantes são a de flutuação (Princípio de Arquimedes) e da pressão
hidrostática (Lei de Pascal). O princípio de Arquimedes ocorre quando o corpo
está completa ou parcialmente imerso em um líquido em repouso, sofrendo uma
força para cima (empuxo) igual ao peso do volume de líquido deslocado. A
flutuação é a força experimentada como empuxo para cima, que atua em sentido
oposto à força de gravidade (KRUEL, 1996 citado por PASSOS; OLIVEIRA,
2001).
A água é um excelente meio de terapia e recuperação, desde lesões
simples até as mais complexas cirurgias, e também possibilita trabalho de
condicionamento físico e preventivo. Reduz o desgaste e o impacto comuns em
exercícios de lazer, de competição e relacionados a problemas no trabalho
(WHITE, 1998).
Segundo Bonachela (2001), na água, a habilidade de um corpo flutuar é
importante na maioria das atividades aquáticas, fazendo com que o indivíduo
diminua o seu peso hidrostático e consequentemente, as forças compressivas
que atuam nas articulações, principalmente nas de membros inferiores, reduzindo
assim o estresse e provavelmente as lesões articulares.
Para Sova (1998), quando o corpo é submerso na água até a altura dos
ombros, experimenta uma perda aparente de peso de 90%. Isso significa que, se
pesa 70 quilos, estará fazendo os exercícios como se pesasse aproximadamente
7 quilos. Esta perda aparente de peso reduz drasticamente a tensão nas
articulações.
Segundo a mesma autora, a prática regular de hidroginástica melhora os
cinco componentes do condicionamento físico: condicionamento aeróbico, força
muscular, resistência muscular, flexibilidade e composição corporal além dos
componentes secundários: velocidade, potência, agilidade, reflexos, coordenação
e equilíbrio.
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Hidroginástica e Envelhecimento
Com a idade, muitas pessoas tornam-se incapazes de se exercitar de
maneiras tradicionais, devido a pequenas alterações no corpo. Quando isso
ocorre, a hidroginástica passa a ser o ideal. A flutuação na água permite que a
pessoa se movimente sem se machucar, praticando com vigor sem o choque do
impacto que está associado ao exercício de solo (SOVA, 1998).
A hidroginástica é eficaz no desenvolvimento e manutenção das
potencialidades físicas e orgânicas. Segundo especialistas, os exercícios
aquáticos são mais divertidos, agradáveis, eficazes, estimulantes, cômodos e
seguro. Nos indivíduos idosos, a prática de atividade física ajuda a manter ou
melhorar a densidade mineral óssea o que é de extrema importância para a
prevenção e o tratamento da osteoporose. Também melhora a força muscular, a
flexibilidade articular e o equilíbrio, reduzindo a incidência de quedas e o risco de
fraturas (MOTA; CARVALHO, s.d).
Segundo Baum (2000) citado por Passos e Oliveira (2001), a água é um
ambiente apropriado para pessoas com mais de 60 anos de idade que já tem
ossos e articulações frágeis. A razão para isso é que o exercício dentro da água é
mais seguro que em terra, porque as forças aplicadas às articulações ficam
bastante reduzidas. Assim existem inúmeras vantagens no exercício aquático
para pessoas idosas. A capacidade de se movimentar mais rápido na água
permite a prática de exercícios aeróbicos, como corridas e até mesmo saltos,
atividades que talvez fossem impossíveis de serem realizadas em terra.
METODOLOGIA
Amostra
A amostra foi composta de 15 mulheres idosas selecionadas
aleatoriamente, com idades entre 60 anos a 81 anos, sendo um único grupo.
Todas eram matriculadas em uma academia de hidroginástica de Ipatinga, tendo
como média de idade 70,5. O grupo praticou hidroginástica, ministrada pela
professora da academia há mais de seis meses antes da coleta de dados, três
vezes por semana, com 45 minutos de duração numa intensidade de 85% da
freqüência cardíaca.
As aulas eram musicalizadas e envolvem atividades aeróbicas,
localizadas, alongamentos, relaxamentos, atividades lúdicas entre outras
ministradas com e sem aparelhos.
Instrumentos
Para realizar a coleta de dados foi utilizado um questionário de autoavaliação da capacidade funcional, com a escala proposta por Andreotti e Okuma,
(1999) para avaliar a auto-percepção de desempenho de atividades da vida diária
das idosas, incluindo as atividades básicas da vida diária e as atividades
instrumentais da vida. Esta escala é constituída de quarenta itens, que descrevem
várias atividades realizadas na vida diária. As atividades básicas da vida diária
estão descritas nos itens 1 a 15 e as atividades instrumentais da vida diária, dos
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itens 16 a 40. Ao lado de cada atividade citada tinha um quadrado onde elas
deveriam responder como realizam-na seguindo a seguinte classificação:
A - Não consigo realizar esta atividade.
B - Realizo esta atividade só com ajuda de outra pessoa.
C - Realizo esta atividade sozinha, mas com muita dificuldade.
D - Realizo esta atividade sozinha, mas com um pouco de dificuldade.
E - Realizo esta atividade sozinha e com facilidade
Procedimentos
O questionário foi aplicado através de abordagem direta com as voluntárias
na própria academia, após obtenção do consentimento das mesmas. E foi
aplicado antes e após as aulas, durante uma semana pela pesquisadora,
esclarecendo as dúvidas quando necessário. Todas concordaram em participar
da pesquisa.
Tratamento de dados
Os dados foram informatizados e analisados com o programa Excel 2003.
Também foi realizada uma análise descritiva de forma qualitativa e quantitativa.
Cuidados Éticos
Foi solicitada uma autorização à academia de hidroginástica, através de
um termo de consentimento da ação envolvida na pesquisa, assim como a todas
as voluntárias participantes da mesma.
Todos os objetivos e procedimentos do trabalho foram explicados às
alunas que participariam de forma anônima e voluntária da pesquisa.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O grupo de idosas apresentou média de idades igual a 70,5 anos
(DP=14,84), com valores variando entre 60 a 81 anos. Quanto à auto-avaliação
da capacidade funcional, a média obtida pelo grupo foi 139 (DP= 29,69). Os
valores médios variaram de 118 a 160. Os resultados acima descritos estão
apresentados na tabela 01. Os resultados deste estudo quando comparados com
valores referenciais propostos por Andreotti e Okuma (1999), os quais estão
descritos na tabela 2, apresentaram a classificação muito boa.
Tabela 01 - Média e Desvio Padrão da Idade e da Capacidade Funcional de
Mulheres Idosas Praticantes de Hidroginástica
Média
DP
Min
Máx
Idade (anos)
70,5
14,84
60
81
Capacidade Funcional (Pontos)
139
29,69
118
160
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Tabela – 02 - Tabela Referencial de Capacidade Funcional
Andreotti e Okuma (1999)
Pontuação
Capacidade Funcional
0-31
32-64
65-97
98-130
131-160
Muito Ruim
Ruim
Média
Boa
Muito Boa
Sabe-se que com o envelhecimento ocorrem várias alterações na
capacidade funcional que afetam o desempenho para a realização das atividades
de vida diária.
Segundo Andreotti e Okuma (1999), citados por Passos e Oliveira (2001),
grande porcentagem de pessoas acima de 60 anos têm algum tipo de dificuldade
de realizar tarefas cotidianas. Nota-se uma forte tendência à diminuição da
atuação do indivíduo no meio em que vive.
Dados de pesquisa mostram que, com o avanço da idade, há um aumento
progressivo da necessidade de assistência na realização de AVD. Nos Estados
unidos, 9,3% dos idosos com idades entre 65 e 69 anos necessitam de algum tipo
de assistência para a realização de tais atividades; um percentual
consideravelmente maior, entretanto, é encontrado em indivíduos entre 75 e 79
anos (18,9 %) e indivíduos com mais de 85 anos (45,4%) (HAYFLICK, 1996).
Dessa forma, muitos trabalhos foram realizados procurando o efeito de
atividades físicas na melhoria da saúde. Esses estudos comprovaram que a
prática regular de atividades físicas está relacionada com significativa melhora
das capacidades funcionais dos indivíduos quando estes atingem o terceiro ciclo
de vida (LEE et al., 1997; DIPIETRO,2001; WESTERTERP; MEIJER, 2001;
citados por VIRTUOSO JÚNIOR et al. 2001).
Isso vem reforçar o que Ueno, 1997; Bonachela, 1999; Baum, 2000;
Rabelo, 2002a; Rabelo, 2002b; Vasconcelos, 2004; dizem, que um programa de
atividade física pode ser efetivo para a capacidade funcional de pessoas,
podendo contribuir certamente para a autonomia do idoso e, sobretudo para a
qualidade de vida.
Entretanto, Rabelo (2002b) reforça e acrescenta que um programa de
aprendizagem de natação aplicado durante 12 semanas, foi eficiente para
produzir melhora na agilidade, no equilíbrio dinâmico, na força abdominal e de
membros inferiores.
Outro aspecto importante a destacar, conforme Bonachela (1999) diz que a
água e o exercício físico formam uma combinação saudável, que proporciona aos
seus praticantes uma acentuada melhoria na capacidade funcional dos músculos
e aumento da amplitude articular, o que contribui para realização de AVD,
estando dessa forma de acordo com os resultados obtidos no presente estudo.
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Figura 01 – Capacidade Funcional das Mulheres Idosas
9 0%
84%
8 0%
7 0%
6 0%
MB
5 0%
B
4 0%
3 0%
16%
2 0%
1 0%
0%
C apacidade Funciona l de M ulheres Ido sas
Na figura 01 observa-se que 84% das idosas atingiram a classificação
muito boa e apenas 16% obtiveram a classificação boa. Isso é indicativo do bom
nível de desempenho físico proporcionado possivelmente pela hidroginástica e do
alto grau de independência dos idosos confirmado pelas teorias de Andreotti e
Okuma (1999).
Os resultados obtidos do presente estudo vão ao encontro aos resultados
do estudo feito por Sanders e Maloney-Hil (1998) citados por Rabelo (2002)b,
durante 16 semanas com 61 mulheres, com idade média de 75 anos,
participantes de um programa de exercícios aquáticos que obtiveram entre outros
benefícios uma melhora na velocidade de caminhada.
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
Pode-se concluir que programas de hidroginástica colaboram para a
melhoria e manutenção da aptidão física de idosos. A prática regular de
hidroginástica por mulheres idosas influencia suas vidas de forma positiva,
contribuindo para uma maior autonomia e independência, assegurando às
mesmas uma melhor qualidade de vida, conforme constatado nos resultados
desta pesquisa.
Entretanto, há necessidade de um número maior de estudos, que avaliem
os efeitos aqui abordados e outros, da hidroginástica sobre a aptidão física dos
idosos.
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