Relatório Final Etapa Estadual de Saúde Mental Intersetorial de São Paulo Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial São Paulo São Bernardo do Campo - São Paulo 22 de maio de 2010 Sumário APRESENTAÇÃO ______________________________________________________________ 5 CONVOCATÓRIA ______________________________________________________________ 9 REGIMENTO INTERNO ________________________________________________________ 13 Municípios Participantes ______________________________________________________ 25 Propostas Aprovadas_________________________________________________________ 30 Eixo I – Saúde Mental e Política de Estado: Pactuar caminhos intersetoriais (Eixo da Política e da Pactuação). ____________________________________________________________ 30 I – Organização e consolidação da rede _______________________________________ 30 II – Financiamento _______________________________________________________ 34 III – Gestão do Trabalho e Saúde Mental ______________________________________ 36 IV – Política de assistência farmacêutica ______________________________________ 37 V – Participação social, formulação de políticas e controle social ___________________ 38 VI – Gestão da Informação, avaliação, monitoramento e planejamento em saúde mental ______________________________________________________________________ 40 VII – Políticas sociais e gestão intersetorial ____________________________________ 41 VIII – Formação, educação permanente e pesquisa em Saúde Mental _______________ 43 IX – Reforma Psiquiátrica, Reforma Sanitária e o SUS ____________________________ 46 Eixo II – Consolidar a rede de atenção Psicossocial e fortalecer os movimentos sociais (Eixo do Cuidado) ______________________________________________________________ 47 I – Cotidiano dos serviços: Trabalhadores, usuários e familiares na produção do cuidado 47 II – Práticas clínicas no território ____________________________________________ 48 III – Centro de Atenção Psicossocial como dispositivo estratégico da Reforma Psiquiátrica ______________________________________________________________________ 49 IV – Atenção às pessoas em crise na diversidade dos serviços _____________________ 49 V – Desinstitucionalização, inclusão e proteção social: Residências Terapêuticas, Programa De Volta Pra Casa e Articulação Intersetorial no território ________________________ 51 VI – Saúde Mental, Atenção Primária e Promoção da Saúde ______________________ 53 VII – Álcool e outras drogas como desafio para a saúde e as políticas intersetoriais ____ 53 VIII – Saúde Mental na infância, adolescência e juventude: uma agenda prioritária para a atenção integral e intersetorialidade _________________________________________ 56 IX - Garantia do acesso universal em Saúde Mental: enfrentamento da desigualdade e iniqüidades em relação à raça/etnia, gênero, orientação sexual, identidade de Gênero, grupos geracionais, população em situação de rua, em privação de liberdade e outros condicionantes sociais na determinação da Saúde Mental. _______________________ 58 Eixo III – Direitos Humanos e Cidadania como desafio ético e intersetorial (Eixo da intersetorialidade) _________________________________________________________ 60 I – Direitos Humanos e Cidadania ___________________________________________ 60 II – Trabalho, Geração de Renda e Economia Solidária ___________________________ 61 III - Cultura/Diversidade Cultural ____________________________________________ 63 IV – Justiça e Sistema de garantia de direitos __________________________________ 64 V – Educação, inclusão e Cidadania __________________________________________ 66 VI – Seguridade social: Previdência, Assistência Social e Saúde ____________________ 67 VII – Organização e mobilização dos usuários e familiares de Saúde Mental __________ 69 VIII – Comunicação, informação e relação com a mídia __________________________ 70 IX – Violência e Saúde Mental ______________________________________________ 72 Moções Aprovadas ___________________________________________________________ 74 Delegados Eleitos para a Etapa Nacional __________________________________________ 78 Total de Delegados Eleitos para a Etapa Nacional ___________________________________ 87 Titulares _________________________________________________________________ 87 Comissão Organizadora _______________________________________________________ 94 Coordenação Geral ________________________________________________________ 94 Comissão Executiva ________________________________________________________ 94 Comissão de Comunicação __________________________________________________ 94 Comissão de Infraestrutura __________________________________________________ 95 Comissão de Programação __________________________________________________ 95 Comissão de Relatoria ______________________________________________________ 95 Relatoria das Propostas Municipais __________________________________________ 95 Relatoria dos Grupos _____________________________________________________ 96 Relatoria de Apoio Geral aos Grupos _________________________________________ 96 Relatoria Final___________________________________________________________ 96 Coordenação Geral da Relatoria ____________________________________________ 96 Coordenadores de Grupos __________________________________________________ 97 Facilitadores______________________________________________________________ 97 APRESENTAÇÃO A Comissão Organizadora da Etapa Estadual – São Paulo – da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial, denominada “Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial de São Paulo”, cujo tema central é “Saúde Mental: direito e compromisso de todos – consolidar avanços e enfrentar desafios”, apresenta as propostas aprovadas em Plenária, realizada no município de São Bernardo do Campo, em 22 de maio de 2010. Essa etapa configurou-se como processo e resultado da mobilização de diferentes pessoas, grupos e entidades em prol da construção e avanço da Reforma Psiquiátrica do SUS e da Luta Antimanicomial no estado de São Paulo e no país. Tal exercício de participação popular vem se colocando como valoroso instrumento de reflexão, debate, composições e proposições, ator histórico fundamental na formulação da Política de Saúde Mental brasileira, calcada na desconstrução do Modelo de Atenção Asilar e na produção de concepções, ações, relações e instituições centradas no cuidado, na afirmação e resgate da Cidadania dos envolvidos. Há que se registrar que a IV Conferência Nacional de Saúde Mental foi uma das reivindicações da Marcha dos Usuários “Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial”, realizada em setembro de 2009, quando então foi anunciado o compromisso do governo federal em realizá-la no ano de 2010. Portanto, é fruto da organização dos usuários, familiares, militantes, trabalhadores em defesa das políticas públicas de saúde mental. A IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial foi oficializada pela Resolução nº 433 do Conselho Nacional de Saúde, homologada pelo Ministro da Saúde em 14 de janeiro de 2010, com base na Lei n.o 8.142, de 28 de dezembro de 1990, e tem como objetivo debater temas relevantes para o campo da Saúde Mental. A convocação da IV Conferência Nacional de Saúde Mental-Intersetorial foi também objeto de decreto presidencial de 29 de abril de 2010. 5 Reconhecendo o papel histórico das Conferências e atendendo à recomendação do Conselho Nacional de Saúde, que convocou a IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial, a ser realizada na data de 27 de junho a 01 de julho de 2010, o Conselho Estadual de Saúde do Estado de São Paulo deliberou, em 26 de fevereiro de 2010, pelo indicativo da convocação da III Conferência Estadual de Saúde Mental, etapa estadual para a Conferência Nacional. Naquele período, iniciou os trabalhos de organização da III Conferência Estadual de Saúde Mental-Intersetorial de São Paulo, tendo sido aprovada pelo Pleno do Conselho a criação da Comissão Organizadora que elaborou proposta de regimento, data indicativa da Conferência e proposta de minuta do decreto. No Pleno de 30 de abril, o presidente do Conselho Estadual de Saúde, em nome do Senhor Secretário de Estado da Saúde apresentou o veto à deliberação do Conselho pela realização da Conferência Estadual de Saúde Mental. Importante contextualizar que diversas tentativas foram feitas junto à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio de intensa participação e cobrança da sociedade, no intuito de reafirmar a importância da convocação da Conferência Estadual - ação realizada por todos os demais governantes estaduais do país. Na mesma reunião de 30 de abril, a maioria dos membros do Conselho Estadual de Saúde manifestou-se novamente em defesa da realização desta etapa e votou por quase unanimidade contrariamente ao veto. Em seguida, deliberou pela realização da Plenária Estadual como Etapa Estadual, convocada em conjunto e/ou apoiada por mais de 70 entidades, articuladas pelo Grupo Pró-IV Conferência de Saúde Mental-Intersetorial. Cabe ressaltar que esse Grupo se constituiu em fevereiro de 2010, sendo composto por instituições, entidades, movimentos, gestores, trabalhadores, usuários, familiares e pessoas comprometidas com essa luta, com o objetivo de se fortalecer coletivamente para a participação nas Conferências. 6 O Grupo Pró-IV Conferência se ampliou devido à gravidade do veto da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo à convocação da Conferência frente ao complexo contexto do estado de São Paulo, com seu contingente populacional, número elevado de municípios (645), dados epidemiológicos, insuficiência marcante da rede de atenção substitutiva e existência de 6.349 moradores em hospitais psiquiátricos no estado segundo censo divulgado em dez/2008. Ressalte-se ainda que a Política de Saúde Mental da Secretaria de Estado da Saúde de SP, não obstante vários núcleos de resistência vêm se contrapondo às diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental do SUS e aos dispositivos de Controle Social. O Coletivo Pró IV Conferência, cabendo destacar o Conselho Estadual de Saúde, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde – COSEMS-SP, a Frente Parlamentar de Apoio à Luta Antimanicomial, o Conselho Regional de Psicologia – 6ª Região, o Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo e demais entidades elencadas na convocatória, encaminhou a solicitação de reconhecimento desta Plenária como legítima Etapa Estadual da IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial à Comissão Organizadora da IV Conferência Nacional e ao Conselho Nacional de Saúde resultando em sua aprovação. As recomendações da Comissão Organizadora da IV Conferência Nacional foram seguidas nos diferentes momentos deste processo. No Estado de São Paulo, ao todo, foram realizadas 50 Conferências Municipais ou Regionais, congregando 105 municípios, representando população de 27.266.829 habitantes, com importante participação intersetorial. A Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial de São Paulo, realizada em 22 de Maio de 2010, no município de São Bernardo do Campo, contou com a participação de 581 delegados de base municipal, 52 delegados de base estadual e 181 convidados. A Mesa de Abertura foi composta por: Luiz Marinho (Prefeito de São Bernardo do Campo), Arthur Chioro (Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo), Maria do Carmo Carpintero (Presidente do COSEMS - SP), Pedro Gabriel Godinho Delgado (Representante do Ministro da Saúde), José Gonçalo de Araújo (Usuário-Rede Nacional Internúcleos), Maria da 7 Conceição Silva Amaral (Familiar – Movimento Nacional da Luta Antimanicomial) Fausto Figueira de Mello Júnior (Presidente da Frente Parlamentar de Luta Antimanicomial), Arthur Pinto Filho (Ministério Público - Promotor de Justiça), Andréia De Conto Garbin (Representante do Conselho Estadual de Saúde), Luis Carlos Bolzan (diretor do DENASUS), Maria Fernanda de Silvio Nicácio (Coordenadora da mesa pelo Coletivo Pró IV Conferência Nacional de Saúde Mental), Vicente Paulo da Silva (Deputado Federal), Ana do Carmo (deputada Estadual) e Adriano Diogo (Deputado Estadual). Os componentes da mesa ressaltaram o caráter histórico da Plenária com críticas ao veto da Secretaria de Estado da Saúde à convocação da Conferência. Para a realização desta Plenária foi imprescindível a sustentação política e logística da Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo, através do Senhor Prefeito Luiz Marinho, do Senhor Secretário da Saúde Arthur Chioro e equipe. No processo da Plenária foram eleitos 71 usuários, 36 trabalhadores, 35 gestores e 46 representantes intersetoriais, totalizando 188 delegados, à Etapa Nacional da IV Conferência de Saúde Mental – Intersetorial e seus respectivos suplentes. Importante ratificar que processos participativos e inclusivos, tais como os vivenciados na constituição dessa Plenária e das Conferências em curso, colocam-se como dispositivos democráticos de orientação aos governantes quanto às ações a serem desenvolvidas no sentido de responder às reais necessidades da população e como instrumento direto de produção de saúde e cidadania, devendo ser estimulados e garantidos, indubitavelmente, pelas três esferas de governo. Comissão Organizadora 8 CONVOCATÓRIA Aos Conselhos Municipais de Saúde do Estado de São Paulo CC: Conselho Nacional de Saúde e Comissão Organizadora da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial São Paulo, 30 de abril de 2010 O Pleno do Conselho Estadual de Saúde do Estado de São Paulo e as entidades abaixo assinadas expressam a profunda preocupação pela situação que vive a Saúde Mental do Estado de São Paulo. No Brasil inteiro está se discutindo a saúde mental de nosso país, como parte do Processo da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial. Inúmeros municípios realizaram conferências municipais e todos os Estados estão convocando as conseqüentes conferências estaduais. Lamentavelmente o maior estado da Federação, através de sua secretaria de saúde não convocou a Conferência Estadual de Saúde Mental, contrariando a deliberação do Pleno do Conselho Estadual de Saúde de São Paulo. Essa atitude comunicada ao COSEMS – Conselho de Secretários Municipais de Saúde, na reunião da CIB de 15 de abril - coloca em risco os princípios democráticos do SUS. Salientamos no Estado de São Paulo que mais de setenta municípios já realizaram conferências municipais ou regionais e que dezenas de outras cidades estão com datas marcadas para o cumprimento de suas obrigações para com seus munícipes sejam eles usuários, familiares, trabalhadores de saúde mental e de outras áreas intersetoriais. O Pleno do Conselho Estadual de Saúde do Estado de São Paulo e as entidades abaixo assinadas convocam a realização de uma Plenária Estadual a realizar-se no dia 22 de maio de 2010, como etapa Estadual do processo da IV 9 Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial. A Plenária Estadual terá como objetivo analisar a situação estadual sobre saúde mental; elaborar propostas para o Estado e a União e garantir a participação da delegação desses municípios, assim como a viabilização das propostas já deliberadas. A Comissão Organizadora da Plenária encaminhará a todos os municípios que realizaram ou realizarão suas Conferências orientações para sua participação na Plenária. De acordo: 1. Pleno do Conselho Estadual de Saúde do Estado de São Paulo 2. Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo – COSEMS 3. Frente Parlamentar de Apoio a Luta Antimanicomial 4. Conselho Federal de Psicologia – CFP 5. Sindicato dos Psicólogos no Estado de São Paulo – Sinpsi 6. Coordenação Nacional de Lutas – Conlutas 7. Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial – RENILA 8. Movimento Negro Unificado – MNU 9. Ação dos Cristãos Para Abolição da Tortura - ACAT-Brasil 10. Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas - CDDH-Campinas 11. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Margarida Maria Alves 12. Instituto do Negro Padre Batista 13. Rede de Saúde Mental e ECOSOL (Economia Solidária) 14. Fórum Paulista de ECOSOL (Economia Solidária) 15. Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – CRP – 06 16. Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos 17. Núcleo Cuesta da Associação Brasileira de Psicologia Social – ABRAPSO 18. Associação de Usuários, familiares e trabalhadores em Saúde Mental de Associação 19. Associação Arte e Convívio de Botucatu 20. Caritas Região Episcopal Brasilândia 21. CEDECA Interlagos 10 22. Associação Nova Vida Paulo Delgado de Usuários Familiares e Trabalhadores de Saúde Mental de Taubaté 23. Núcleos especializados de Situação Carcerária e Infância e Adolescência da Defensoria Pública do Estado de São Paulo 24. Diretório Acadêmico Pura/Mente (Psicologia - Unitau) 25. Cursinho da Poli 26. Promotoras Legais Populares de Santo André – PROLEG 27. Movimento Superação 28. Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde da PUC-SP – FaCHS 29. Programa de estudos pós-graduados em psicologia social da PUC- SP 30. Centro de Convivência Joana d'Arc 31. Associação José Martins de Araújo Jr. 32. Associação De Volta para Casa 33. Movimento Nacional de População de Rua 34. Projeto de Atenção à Adolescência e à Juventude da Clínica Psicológica do Instituto Sedes Sapientiae/SP 35. Instituto Síntese Saúde e Trabalho 36. CUT/Sitraenfa 37. Fórum dos Conselhos Atividades-Fim Saúde 38. Movimento Popular de Saúde do Estado de São Paulo 39. Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES 40. FCAFS 41. Movimentos Populares de Saúde do Estado de São Paulo 42. CEAPCD 43. Sindsaude 44. Movimento Popular de Saúde 45. Adeus - Associação de Deficientes do Usuário da Saúde 46. APSP 47. Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo 48. Fórum de Patologias 49. Forum Estadual de Patologias 50. Movimento Popular de Saúde Leste 11 51. União dos Movimentos Populares da Saúde da Cidade de São Paulo 52. Plenária Estadual de Entidades e Movimentos Populares de Saúde do Estado de São Paulo 53. Movimentos Populares de Saúde do Estado de São Paulo 54. Federação das Indústrias do Estado de São Paulo 55. Pastoral da Saúde CNBB 56. Fórum de Portadores de Patologias do Estado de São Paulo 57. Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo 58. Facesp 59. Fórum Paulista da Luta Antimanicomial – MNLA Entidades que apoiaram a realização da Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial de São Paulo: 60. Associação Fazendo Diferente - Associação de Usuários e Familiares de Mauá 61. Associação Franco Rotelli 62. Fórum Paulista LGBT 63. Fórum Paulistano da Luta Antimanicomial 64. Fórum Popular da Saúde Mental do Grande ABCDMRR 65. Instituto Afro Brasileiro Desenvolvimento Econômico - Santo André 66. Instituto Sedes Sapientiae 67. Instituto Todos a Bordo 68. Liga brasileira de Lésbicas – LBL 69. Plenária Estadual de Conselhos de Saúde do Estado de São Paulo 70. Rede Nacional de Saúde da População Negra 12 REGIMENTO INTERNO REGIMENTO DA ETAPA ESTADUAL PLENÁRIA ESTADUAL DE SAÚDE MENTAL – INTERSETORIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO CAPÍTULO I - DA LEGISLAÇÃO DE REFERÊNCIA E DOS OBJETIVOS – Art. 1º - A Etapa Estadual – Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial, de São Paulo, convocada pelo Pleno do Conselho Estadual, Conselho dos Secretários Municipais da Saúde (COSEMSSP), o Coletivo Pró-IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial, e outras entidades representativas da Sociedade Civil Organizada (Anexo 1), em 30 de abril de 2010, corresponde a Etapa Estadual da IV Conferência Nacional de Saúde Mental - Intersetorial, originada da Resolução nº 433 do Conselho Nacional de Saúde, homologada pelo Ministro da Saúde em 14 de janeiro de 2010, com base na Lei no 8142, de 28 de dezembro de 1990, a ser realizada no dia 22 de maio de 2.010, no Município de São Bernardo dos Campos e terá como objetivo debater temas relevantes para o campo da Saúde Mental, assim como os avanços e desafios da Política Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, na perspectiva da intersetorialidade, assim como analisar a situação Estadual sobre Saúde Mental, elaborar propostas para o Estado e União,e eleger delegados para a etapa Nacional. § 1º - A Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial, substitui a III Conferência Estadual de Saúde Mental – Intersetorial, que foi vetada pelo Governo Estadual de São Paulo, e deverá promover o debate da saúde mental com os diversos setores da sociedade no atual cenário da Reforma Psiquiátrica, que indica novos desafios para a melhoria do cuidado em saúde mental no 13 território, devendo contemplar o desenvolvimento de ações intersetoriais, com ênfase nos direitos humanos, assistência social, educação, cultura, justiça, trabalho, esporte, economia solidária, criança e adolescente, entre outros. § 2º - A Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial, de São Paulo, foi aprovada como Etapa Estadual pelo Conselho Nacional de Saúde no Pleno de 12 de maio de 2010. § 3º - Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial se realizará sob os princípios constitutivos do Sistema Único de Saúde – SUS, do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, da Política Nacional dos Direitos Humanos e das demais políticas nacionais setoriais. CAPÍTULO II - DA REALIZAÇÃO – Art. 2º - A Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial se configura como etapa estadual O temário central e seus respectivos eixos temáticos deverão ser discutidos em todas as etapas. Art. 3º - A Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial, terá como tema central: “Saúde Mental direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios”. Art. 4º – Os delegados dos municípios e/ou regiões serão eleitos nas respectivas etapas municipais e/ou regionais para a Etapa Estadual. Art. 5º - Os delegados do Estado de São Paulo para a Etapa Nacional serão eleitos na Etapa Estadual. § 1° Em todas as etapas, 70% dos delegados deverão ser representantes da saúde, seguindo o critério de paridade, conforme o § 1º do Art. 17 do Regimento da IV Conferência Nacional de Saúde 14 Mental – Intersetorial e, 30% de representantes de parceiros intersetoriais. O critério de paridade se aplica apenas ao setor saúde de acordo com o § 3º do Art. 3 do Regimento da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial. § 2° –Os Relatórios das Conferências Municipais e/ou Regionais de Saúde Mental, apresentados em versão resumida, deverão ser encaminhados para a Comissão de Relatoria da Comissão Organizadora da Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial, por meio digital para o endereço eletrônico [email protected], até 15 de maio de 2010. § 3º A inscrição de delegados e convidados à etapa estadual, seja pelas conferências municipais ou pelas regionais, seguirá a proporcionalidade populacional e sob critérios definidos pela Comissão Organizadora. § 4º As fichas de inscrição dos delegados eleitos para a Etapa Estadual obedecerá, o modelo estabelecido no Anexo 2 deste Regimento. Deverão ser preenchidas e encaminhadas por e-mail [email protected] até 15 de maio de 2010, impreterivelmente. Não serão aceitas inscrições via fax. Art. 6º A Etapa Estadual terá por objetivo analisar a situação Estadual sobre Saúde Mental, elaborando propostas para o Estado e União, produzindo um Relatório, contendo propostas de âmbito estadual e nacional, que será encaminhado à Comissão Organizadora Nacional, até o dia 30 de maio de 2010, considerando que: § 1º - Para a Etapa Estadual foram elaborados dois cadernos; o primeiro caderno contém o consolidado das etapas municipais e regionais e o segundo caderno contém as propostas de âmbito estadual e nacional que serão discutidas nos grupos, objeto do nosso trabalho. § 2º - A Etapa Estadual será realizada em 22 de maio de 2010. 15 CAPÍTULO III - DO TEMÁRIO OFICIAL – Art. 7º - Nos termos da Convocatória de 30 de abril de 2010, a Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental - Intersetorial obedecerá ao estabelecido pela Comissão Organizadora Nacional e terá como tema central: “Saúde Mental direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios”. O tema central será discutido a partir de três eixos temáticos: I - Saúde Mental e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais; II - Consolidando a rede de atenção psicossocial e fortalecendo os movimentos sociais; III – Direitos humanos e cidadania como desafio ético e intersetorial; Art. 8° - A metodologia específica da Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental –Intersetorial, será explicitada neste Regimento, com o objetivo de propiciar participação ampla e democrática de todos os segmentos representados na Conferência e a obtenção de um produto final que contribua para o alcance dos seus objetivos. A Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial, contará com: Grupo de Trabalho (GT) por Eixo Temático. Esses Grupos de Trabalho serão responsáveis pelo aprofundamento dos eixos temáticos. § 1° - A discussão nos Grupos de Trabalho - GTs deverá ser feita de modo a garantir a presença eqüitativa dos diversos segmentos de delegados. § 2° - Cada GT contará com um coordenador, um relator de síntese e um secretário, indicados pela Comissão Organizadora Estadual. Os relatores de síntese serão encarregados de elaborar o relatório correspondente a cada eixo temático entregando-o para consolidação ao coordenador de relatoria. 16 § 3° - A Etapa Estadual contará com um coordenador de relatoria, que consolidará os relatórios dos GTs, elaborando o relatório para apreciação da Plenária Final, e elaborará e enviará à Comissão Organizadora Nacional até 30-05-2010, impreterivelmente, o Relatório Final da Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial. § 4° - Caberá à Plenária Final a aprovação do relatório e das moções apresentadas pelos delegados, segundo este Regimento da Etapa Estadual. Parágrafo Único - Nos trabalhos dos grupos não serão tratados outros temas além daqueles definidos a partir do temário central (tema oficial, eixos e sub-eixos). Art. 9 - O relatório da Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial apresentado em versão resumida, com estrutura e número de laudas a ser definidos pela comissão organizadora da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial, deverá ser encaminhado para a Secretaria Geral da Conferência até 30 de maio de 2010, para subsidiar as discussões da Etapa Nacional. CAPÍTULO IV - DOS PARTICIPANTES – Art. 10 - A Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial deverá contar com a participação de representantes do governo estadual, municipais, de prestadores de serviços de saúde, em especial prestadores de serviços de saúde mental, de representantes de trabalhadores da saúde, em especial trabalhadores nos serviços de saúde mental, de usuários do SUS, em especial de usuários dos serviços de saúde mental do SUS e de parceiros intersetoriais. 17 § 1º - Nos termos do § 4° do Artigo 1° da Lei 8142/90, a representação dos usuários na Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental - Intersetorial será paritária em relação ao conjunto dos representantes do governo, prestadores de serviços e profissionais do setor saúde. -§ 2º - A composição percentual e quantitativa dos delegados eleitos em cada Conferência Municipal e/ou Regional de Saúde Mental - Intersetorial deverá obedecer aos critérios estabelecidos pela Comissão Organizadora Estadual, com base no princípio da paridade. § 3º - Nos termos da Resolução n° 333/2003, do Conselho Nacional de Saúde, a distribuição da representação dos usuários, dos profissionais de saúde, dos gestores e dos prestadores de serviço no setor saúde será da seguinte forma: I - 50% dos participantes serão representantes dos usuários de serviços de saúde; II - 25% dos participantes serão representantes dos profissionais de saúde; e III - 25% serão representantes de gestores e prestadores de serviços de saúde. § 4º - A escolha dos delegados de cada segmento oriundos das Conferências Municipais e/ou Regionais para a Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial, Etapa Estadual, é de competência exclusiva dos seus respectivos participantes nas Etapas Municipais e/ou Regionais. § 5º - Os participantes da Etapa Estadual – Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial, receberão no ato do credenciamento o crachá de identificação. § 6º - As despesas com alimentação (almoço/jantar) de todos os delegados e convidados devidamente credenciados para Etapa Estadual, correrão sob os auspícios da Comissão Organizadora. Art. 11 - Os participantes da Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial da IV Conferência se distribuirão em duas categorias: a) delegados, com direito a voz e voto; b) convidados, com direito a voz; 18 Art. 12 - A Etapa Estadual, Plenária Estadual de Saúde Mental - Intersetorial terá delegados eleitos e delegados estaduais. § 1º - São delegados eleitos, os escolhidos nas etapas municipais e ou regionais, em Conferência Municipal e/ou Regional de Saúde Mental, tendo por base a proporção de 01 para cada 37.622 habitantes, de acordo com a última estimativa do IBGE para populações residentes, garantindo-se o número mínimo de delegados por municípios e/ou regionais, e realizando-se os ajustes necessários pela Comissão Organizadora Estadual, para assegurar representatividade e participação mínima de todos os segmentos garantindo a paridade e a equidade na participação de municípios com menor população. (De acordo com o Anexo 1 do Regimento Nacional aprovado pela Comissão Organizadora da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial em 04 de março de 2010 e pelo Pleno do Conselho Nacional de Saúde em 11 de março de 2010. § 2º - São delegados estaduais, os membros da Comissão Organizadora e outras entidades indicadas pela Comissão Organizadora. § 3° - No processo eleitoral para a escolha dos Delegados, deverão ser eleitos Delegados Suplentes no total de 20% (vinte por cento) das vagas de cada segmento, devendo ser encaminhada a Ficha de Inscrição de Delegado Suplente, assim caracterizada no conjunto dos Delegados Inscritos, à Comissão Organizadora da Etapa Estadual até o dia 15 de maio de 2010. Os delegados suplentes somente poderão substituir os delegados titulares mediante comunicado oficial à Comissão Organizadora Estadual. Art. 13 - A Etapa Estadual – Plenária Estadual de Saúde Mental - Intersetorial terá convidados, com direito a voz, indicados pela Comissão Organizadora. Art. 14 – O número de delegados elegíveis na Etapa Estadual - Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial para a IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial deverá seguir os critérios estabelecidos pela Comissão Organizadora Nacional (Anexo 3). 19 CAPÍTULO V DAS PLENÁRIAS Art. 15 - Serão Consideradas como instâncias deliberativas da Etapa Estadual Plenária Estadual de Saúde Mental – Intersetorial: I - Plenária de Abertura Parágrafo Único - A Plenária de Abertura terá como objetivo deliberar sobre o Regulamento Interno, incluso neste Regimento, da Etapa Estadual da IV da Conferência de Saúde Mental-Intersetorial. II – Grupos Temáticos §1º Os Grupos temáticos são instâncias de debate e votação, serão compostos paritariamente e realizados simultaneamente, num número total de 03 (três). § 2º Cada GT contará com três coordenadores, quatro relatores e quatro facilitadores indicados pela comissão organizadora. § 3º Os grupos de trabalho terão a participação de delegados e convidados aleatoriamente distribuídos, conforme numeração no crachá. § 4º Os grupos deverão discutir e elaborar propostas para serem encaminhadas para a Plenária Final. a) Nos trabalhos dos grupos não serão tratados outros temas além daqueles definidos a partir do temário central. § 5° Cada grupo de trabalho poderá enviar no mínimo 2 propostas por subeixo temático e 20 por eixo, e que considerem propostas para o Estado e propostas para União que obtiverem aprovação de 70% (setenta por cento) dos votos e que deverão constar do Relatório Final, de acordo com a consolidação feita pela comissão de Relatoria, para homologação. 20 III – Plenária Final §1º - A Plenária Final terá como objetivo aprovar o Relatório Final que expresse o resultado dos debates, e que contenha diretrizes estaduais e nacional para a formulação de políticas para o SUS. §2º - O relatório Consolidado com as propostas aprovadas de acordo com art. 15, § 6º, deverá compor por eixos temáticos, será encaminhado ao plenário §3º - Na seqüência, o coordenador da mesa colocará para o plenário a apresentação do relatório com as propostas aprovadas nos grupos, conforme previsto e que serão debatidas e submetidas à aprovação do Plenário e aquelas aprovadas na Plenária Final serão incorporadas ao relatório consolidado já distribuído e se tornando então relatório final. §º4º Para o Relatório Final irão as propostas que obtiverem 70% dos votos na Plenária Final. Art. 16 - Compete à Plenária Final a aprovação das moções. CAPÍTULO VI - DISPOSIÇÕES GERAIS – Art. 17° - Os casos omissos e considerados especiais deverão ser analisados pela Comissão Organizadora. São Paulo, 19 de maio de 2010. 21 Quadro1: Orientador para a eleição dos delegados para a IV Conferência Nacional MACRO DRS Nº REGIÃO (destacadas MUN. POPULAÇÃO PERCENTUAL da pop. DELEGADOS Total Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial cidades > 1 mi hab.) NOROESTE ARAÇATUBA 1 24.555 BARRETOS 0 0 S.JOSÉ R. 1 29.409 2 53.964 ARAQUARA 2 301.262 FRANCA 0 0 RIBEIRÃO 1 567.917 0 0 3 869.179 3 874.627 PRETO NORDESTE 0,19% 1 3,00% 2 1 PRETO S.JOÃO DA BOA VISTA SUL (exceto BAIXADA São Paulo, 1 1 2 6 SANTISTA 22 Guarulhos, GRANDE SP 24 4.369.808 Grande (EXCETO ABC) SP,GRU,ABC) REGISTRO 1 57.836 SOROCABA 3 774.553 TAUBATÉ 28 2.163.490 59 8.240.314 29,00% 20 10 10 14 54 GUARULHOS GUARULHOS 1 1.315.059 4,61% 4 1 1 3 9 SÃO PAULO SÃO PAULO 1 11.104.712 39,00% 26 15 15 17 73 ABC DIADEMA, 5 2.361.866 8,20% 6 3 3 4 16 MAUÁ, RIO GRANDE DA SERRA, SANTO ANDRÉ, SÃO BERNARDO DO CAMPO CENTRO- BAURU 2 486.047 OESTE MARILIA 13 243.257 23 PRESIDENTE 6 298.372 21 1.027.676 12 1.496.835 10 984.583 22 PRUDENTE CENTRO DRS CAMPINAS LESTE (EXCETO (exceto CAMPINAS) Campinas) PIRACICABA CAMPINAS TOTAL CAMPINAS 3,60% 3 1 1 1 6 2.481.418 8,70% 7 3 3 3 16 1 1.073.020 3,76% 3 1 1 2 7 115 28.527.208 100,00% 72 35 35 46 188 ESTADO 24 Municípios Participantes Quadro 2: Conferência e municípios participantes da Etapa Estadual da IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial de São Paulo Conferência Águas de Lindóia Local Municípios Participantes Águas de Lindóia Águas de Lindóia Alto do Tiete Suzano Aruja, Ibiritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Poá Itaguaquecetuba, Mogi das Cruzes, Santa Isabel, Salezopolis, Suzano Americana Americana Americana Amparo Amparo Amparo Araras Araras Araras Botucatu Botucatu Botucatu Número de Número de Número de municípios conferências Participantes conferências Regionais Data População 13 de abril 16.341 1 1 0 07 e 08 de maio 1.511.078 10 1 1 205.230 1 1 0 65.931 1 1 0 114.514 1 1 0 130.347 1 1 0 10 de abril 09 e 10 de abril 08 e 09 de abril 30 e 31 de março 25 1 1 0 46.333 1 1 0 26 e 27 de março 245.073 13 1 1 10 de abril 481.311 6 1 1 Guaratinguetá, Cachoeira Paulista, Cruzeiro, Piquete, Lorena, Canas, 09 de Guaratinguetá Aparecida, Potim, Roseira e abril Cunha 421.814 10 1 1 Campinas Campinas Capivari Capivari Capivari Assis Assis, Borá, Cândido Mota, Cruzália, Florinea, Ibirarema, Lutécia, Maracaí, Palmital, Paraguaçu Paulista, Pedrinhas Paulista, Platina, Tarumã Colegiado da Região Serrana Taubaté Pindamonhangaba, Santo Antonio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, Redenção da Serra, Taubaté e Tremembé Colegiado do Vale Histórico e Circuito da Fé CGR Assis 09, 10 e 11 de abril 27 de março 1.064.669 Campinas 26 Conf.Regional do Alto do Vale (Vale do Paraíba) Igaratá Caçapava,Igaratá,Jacareí,Monteiro 13 de Lobato,Jambeiro,Santa Branca e abril Paraíbuna Cordeirópolis Cordeirópolis Cordeirópolis Cosmópolis Cosmópolis Cosmópolis Cubatão Cubatão Cubatão Diadema Diadema Diadema Elias Fausto Elias Fausto Elias Fausto Guarulhos Guarulhos Guarulhos Indaiatuba Indaiatuba Indaiatuba Itatiba Itatiba Itatiba Itupeva Itupeva Itupeva Jundiaí Jundiaí Jundiaí Lins Lins Lins 08 de abril 30 de março 26 de abril 09 de abril 09 de abril 06 e 07 de abril 13 e 14 de abril 26 de março 30 de março 24 e 25 de março 08 de abril 2010 347.511 7 1 1 20.715 1 1 0 59.293 1 1 0 129.582 1 1 0 397.734 1 1 0 15.301 1 1 0 1.299.283 1 1 0 183.801 1 1 0 99.048 1 1 0 42.456 1 1 0 349.931 1 1 0 1 1 0 73.183 27 Mananciais e Rota dos Bandeirantes Osasco Barueri, Carapicuiba,Cotia, Embú, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Itapevi, Jandira, Juquitiba, 29 de Osasco,São Lourenço, Santana de abril Parnaíba, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista Matão Matão Matão Mauá Mauá Mauá Monte Castelo Monte Castelo Monte Castelo Piracicaba Piracicaba Piracicaba Pirapozinho Pirapozinho Pirapozinho Pirassununga Pirassununga Pirassununga Presidente Prudente Presidente Prudente Presidente Prudente Quatá Quatá Quatá Ribeirão Preto Rio das Pedras Santa Fé do Sul Ribeirão Preto Rio das Pedras Santa Fé do Sul Ribeirão Preto Rio das Pedras Santa Fé do Sul 15 de abril 10 de abril 09 de abril 10 de abril 31 de março 10 de abril 14 e 15 de abril 29 de março 07 e 08 de abril 08 de abril 07 de abril 2.788.490 14 1 1 78.222 1 1 0 417.456 1 1 0 4.131 1 1 0 368.836 1 1 0 25.236 1 1 0 71.474 1 1 0 207.725 1 1 0 12.539 1 1 0 547.417 1 1 0 28.474 1 1 0 29.197 1 1 0 28 Santa Gertrudes e Ipeúna Santa Gertrudes Santa Gertrudes e Ipeúna Santo André Santo André Santo André Santo Antonio da Posse Santo Antonio Santo Antonio da Posse da Posse Santos Santos São Bernardo do Campo São Bernardo São Bernardo do Campo do Campo São Carlos São Carlos São Carlos São José dos Campos São José dos Campos São José dos Campos São Paulo São Paulo São Paulo São Roque São Roque São Roque São Vicente São Vicente São Vicente Sorocaba Sorocaba Sorocaba Sumaré Sumaré Sumaré Valinhos Valinhos Valinhos Várzea Paulista Várzea Paulista Várzea Paulista Votorantim Votorantim Votorantim Estadual São Paulo São Bernardo Todos acima do Campo Santos 12 de abril 26 e 27 de março 06 de abril 31 de março 09 e 10 de abril 05 e 06 de abril 14 de abril 10, 11 e 12 de maio 27 de março 08 de abril 10 de abril 10 de abril 09 e 10 de abril 06 de abril 15 de abril 22 de maio 26.716 2 1 1 673.394 1 1 0 21.246 1 1 0 417.101 1 1 0 810.980 1 1 0 1 1 0 615.886 1 1 0 11.037.590 1 1 0 67.715 1 1 0 330.793 1 1 0 584.313 1 1 0 241.074 1 1 0 107.481 1 1 0 107.211 1 1 0 105.190 1 1 0 105 50 7 220.463 27.266.829 29 Propostas Aprovadas Eixo I – Saúde Mental e Política de Estado: Pactuar caminhos intersetoriais (Eixo da Política e da Pactuação). I – Organização e consolidação da rede FEDERAL E ESTADUAL 1) Sensibilizar e co-responsabilizar os gestores (dos vários níveis de atenção à saúde) no que concerne aos direitos do usuário e à garantia de recursos materiais e de infra-estrutura para o desenvolvimento dos projetos e ações da saúde mental. 2) Superar a lógica da referência e contra-referência na relação entre as instituições de saúde, para um modelo de projeto terapêutico em rede considerando as diretrizes do Pacto pela Saúde. 3) Garantir o funcionamento e legitimidade dos fóruns coletivos e ampliados das redes de saúde da criança e adolescente, álcool e drogas e transtornos mentais para que estes espaços sejam os articuladores das ações de cuidado em saúde mental e não apenas os Serviços de Referência (Centros de Atenção Psicossocial). 4) Implantação de serviços integrados de proteção social, de saúde, de educação, de habitação, de cultura, etc., que ofereçam o tratamento e orientação aos indivíduos e familiares para dependentes de álcool e de outras drogas, bem como contribuam intensamente com as respectivas políticas públicas de prevenção. 5) Humanizar o atendimento hospitalar nas internações em enfermarias de hospitais gerais, capacitando os profissionais e criando espaços físicos agradáveis e realização de atividades e oficinas terapêuticas. 30 FEDERAL 6) Cumprir a lei federal nº 10.216/01, que dispõe sobre os direitos das pessoas com transtorno mental e sobre a implementação de equipamentos substitutivos. a) Ampliar a rede de serviços substitutivos em todo o país, garantindo a política de implantação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), de forma permanente. b) Estruturar os equipamentos existentes em todos os níveis de atenção para o cuidado de saúde mental de crianças, adultos, idosos, usuários de álcool e outras drogas, sofrimento psíquico entre outros. c) Ampliar o número de usuários do Programa de Volta pra Casa, assegurando o efetivo fechamento de leitos psiquiátricos. d) Efetivar dispositivos de cuidados de atenção psicossocial em saúde mental em cada município, assim como a existência, caso não haja, de um Coordenador/Articulador de Saúde Mental para direcionar as ações pertinentes. e) Criação de serviços em Dependência Química, como CAPS ad, de acordo com critério de demanda. f) Viabilizar para as cidades que possuem mais de 200 mil habitantes criação de CAPS i proporcional à sua população. g) Rever as portarias que regulamentam os CAPS, para que leve em conta a complexidade dos serviços, base populacional e vulnerabilidade do território, no que diz respeito ao quadro funcional. h) Garantir a territorialização e diálogos intersetoriais constantes de saúde mental para além da área de saúde e garantir que o matriciamento seja realizado de forma a auxiliar a atenção integral e que não venha para substituir a função das equipes de referência. 31 i) Desenvolver políticas de integração e articulação entre os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Estratégia de Saúde da Família (ESF) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS) garantindo os direitos humanos e a cidadania. 7) Incluir pessoas com transtornos mentais severos e persistentes que tenham vínculo familiar fragilizado ou perda de vínculos, que não preenchem os critérios da portaria 106, nos serviços residenciais terapêuticos. 8) Regulamentar urgentemente nos níveis municipal, estadual e nacional os Centros de Convivência e Cooperativa (CECCOs) como serviços da rede substitutiva em Saúde Mental, na perspectiva do trabalho centrado na heterogeneidade, na intersetorialidade e economia solidária, garantindo assim recursos públicos (financeiro, material e humano) para o pleno funcionamento das unidades já existentes e outras a serem implantadas de acordo com índices de vulnerabilidade social e de saúde. 9) Rever os parâmetros de implantação de equipes dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), considerando o nº de equipes de saúde da família a serem apoiadas, porte dos municípios e grau de vulnerabilidade. 10) Disponibilizar outras práticas integrativas em saúde mental como homeopatia / fitoterapia e acupuntura - como complementação terapêutica e para redução de medicação alopática - e terapias que envolvam práticas corporais. 11) Criação de redes locais e regionais na saúde mental como alavanca na intersetorialidade, através também da mobilização popular. ESTADUAL 12) Fomentar a implantação de Políticas Regionais, financiando parcerias entre Serviços Municipais e Regionais, garantindo a implantação de rede ampla e integral de Saúde Mental: 32 a. Viabilizar a pactuação regional para garantir a promoção da atenção em saúde mental entre os municípios de pequeno porte, os quais não contemplem CAPS (CAPS adulto, CAPS ad e/ou CAPS i). b. Apoiar a criação de CAPS III como referência para regiões que não possuam este serviço. c. Apoiar a criação de um consórcio para implantação do CAPS ad como referência no tratamento de álcool e outras drogas agregando pequenos municípios. d. Buscar ampliar o apoio entre os CAPS de referência e as equipes de saúde dos municípios de menor porte. 13) Garantir o atendimento humanizado aos usuários da Rede de Serviços de Saúde Mental com quaisquer questões clínicas, nos Hospitais Gerais dos municípios, respeitando seus projetos terapêuticos individuais e mantendo diálogo com os serviços a que estiverem vinculados. a. Ampliar o número de leitos em hospitais gerais para os casos de urgência e emergência e que necessitem de internação. b. Dar maior transparência quanto aos critérios adotados para distribuição das vagas de internação. c. Fortalecimento e aproximação da atenção básica, saúde mental e hospital geral. d. Realizar capacitação e matriciamento para profissionais de hospitais gerais visando melhor atendimento e redução de preconceito em relação aos pacientes de saúde mental. e. Garantir que crianças e adolescentes com sofrimento mental tenham acesso aos leitos de pediatria nos Hospitais Gerais. f. Respeitar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) nos casos de internação de criança/adolescente g. Criar equipamentos de cuidado para o idoso em sofrimento psíquico decorrentes de quaisquer origens (Alzheimer, por ex.). 33 h. Criação de rede de cuidado para usuários de álcool e outras drogas que proporcionem a continuidade das ações para além da internação. 14) Não implementação do Ambulatório Médico de Especialidades - Psiquiatria no estado de São Paulo. 15) Garantir que todos os municípios implantem os Centros de Referência a Saúde do Trabalhador (CEREST) com equipes multiprofissionais de forma a proporcionar a promoção em saúde e o tratamento dos trabalhadores considerando o adoecimento em decorrência do trabalho, bem como o fortalecimento do diálogo com o CEREST. 16) Ampliar e qualificar o diagnóstico de distúrbios mentais relacionados ao trabalho, em toda a rede de saúde, considerando que o trabalho pode ser um fator de risco importante para o surgimento de agravamento dos sofrimentos mentais. 17) Promover visitas e encontros entre os CAPS da região visando um intercâmbio dos usuários e trabalhadores. 18) Melhorar articulação entre redes de serviço e hospital regional para garantir assistência integral ao paciente nos seus diversos momentos. II – Financiamento FEDERAL E ESTADUAL 19) Co-Financiamento das políticas intersetoriais, (Saúde, Educação, Cultura, Trabalho, Assistência Social, Esportes e Habitação), para o atendimento dos usuários em Saúde Mental nas três esferas de governo. 20) Aumento do repasse de verba federal e estadual para assistência farmacêutica discriminando a porcentagem necessária para a saúde mental. 34 FEDERAL 21) Aumentar o recurso do Programa de Volta para Casa. 22) Regulamentação imediata da Emenda Constitucional 29 (EC 29) e a superação dos entraves gerados pela lei de responsabilidade fiscal, principalmente nos setores sociais. 23) Implementar política de aumento de recursos financeiros para a saúde mental com transparência na aplicação dos recursos e atenção às necessidades de cada local. 24) Aumento de 2% para 5% dos recursos financeiros federais voltados para a Saúde Mental. 25) Revisão ministerial dos tetos estipulados para cada município, visto que os CAPS já existentes sofreram com a nova estipulação. 26) Disponibilizar verba para pequenos municípios para que possa realizar projetos visando atendimento para prevenção e equipe matricial. 27) Estender o incentivo da supervisão institucional para todos os municípios que possuem CAPS cadastrados. ESTADUAL 28) Garantir destinação de financiamento para implementação da rede substitutiva em Saúde Mental no sentido de que com as desativações dos leitos psiq. estes recursos sejam investidos na rede de saúde mental extra-hospitalar municipais, com o acompanhamento das Comissões de Saúde Mental dos Conselhos Municipais de Saúde. 29) Criar uma linha de financiamento para ampliar as residências para contemplar os usuários que preencham os critérios para tal e que não foram moradores de hospital psiquiátrico, para ser aplicada em municípios que já acolheram em residência terapêutica todos os usuários que foram moradores em hospital psiquiátrico. 35 III – Gestão do Trabalho e Saúde Mental ESTADUAL 30) Ampliar os recursos humanos, de caráter multidisciplinar, dos equipamentos de saúde mental, a fim de agilizar o atendimento e implementar as atividades terapêuticas diárias; viabilizando melhor remuneração e os profissionais, considerando a complexidade das ações. a) Garantir a contratação de profissionais via Concurso Público, com perfil para trabalhar no Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de estimular a fixação do profissional e o vínculo deste com o usuário da saúde mental estabelecendo um calendário anual de concurso. Sem prejuízo das contratações emergenciais externas. b) Reposição/substituição automática do servidor em casos de aposentadoria, exoneração, óbito, licença médica de longa duração (90 dias); mediante concurso público e fortalecimento da rede de assistência através da chamada dos profissionais aprovados em concursos públicos ainda vigentes. c) Elaborar políticas de valorização do trabalhador da saúde a partir da criação de planos de cargos e carreiras, política de educação permanente e Política Nacional de Humanização – HumanizaSUS. d) Revisão da equipe mínima dos serviços, adequando-os à realidade atual, a fim de garantir qualidade no atendimento e fortalecer ações coletivas e terapêuticas, visando à agilidade dos serviços e melhor atendimento, em acordo com a Política Nacional de Saúde Mental. e) Garantir o cumprimento da PORTARIA 336 no que diz respeito à contratação de equipe mínima para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). 36 IV – Política de assistência farmacêutica FEDERAL 31) Contemplar outros diagnósticos além do F 20 (CID 10) para obtenção do medicamento de alto custo. ESTADUAL 32) Proibir que Laboratórios Farmacêuticos / Representantes de Indústrias Farmacêuticas exerçam funções de qualquer natureza (oficinas, seminários, divulgações, atividades em geral, etc.) nas unidades de saúde mental. 33) Padronizar e normatizar a assistência farmacêutica nos Serviços de Saúde Mental. a) Garantir a não interrupção do fornecimento de medicações, em especial as de uso contínuo. b) Garantir o controle social das farmácias. c) Construção de uma instancia de controle social e discussão técnica das determinações que regulam a liberação de medicamentos excepcionais farmácia de alto custo. d) Efetivar políticas para reduzir a medicalização excessiva, enfrentando o amplo movimento de medicalização social atualmente em franca expansão em São Paulo e) Política de conscientização no uso de psicotrópicos em todos os níveis e profissionais de saúde mental (usuários, família, médicos, psicólogos, terapeuta) f) Aprimorar o funcionamento das farmácias estaduais de alto custo e sua articulação com as redes municipais. g) Implementar legislação específica para as farmácias do CAPS. h) Facilitar o acesso à distribuição dos medicamentos de Saúde Mental. 37 i) Promover a descentralização da distribuição dos medicamentos de alto custo. V – Participação social, formulação de políticas e controle social FEDERAL E ESTADUAL 34) Garantia do compromisso tripartite no monitoramento, fiscalização e integração de recursos nas ações de Saúde Mental, principalmente na questão de financiamento. 35) Realizar orientação através de publicações, palestras, cartilhas, etc. aos familiares e comunidade com maiores informações sobre a doença mental e suas implicações na vida cotidiana. 36) Acionamento via Ministério Público, dos municípios e estados que não cumprem a Lei Federal n.º 10.216 (Lei Paulo Delgado) e a Portaria 336 (CAPS), com relação ao número mínimo de equipamentos de saúde mental em cada município. FEDERAL 37) Discutir junto às instâncias municipais, estaduais e nacionais a viabilização da eleição de conselheiros usuários a partir de 16 anos. ESTADUAL 38) Promover maior conhecimento à sociedade sobre o serviço da Saúde Mental. 39) Publicação e divulgação periodicamente em diário oficial e outros veículos de comunicação acerca do cumprimento das metas aprovadas na Conferência de Saúde Mental. 38 40) Fortalecer os Conselhos de Saúde através da educação permanente dos conselheiros (usuários, gestores e trabalhadores) no que concerne ao controle social, suas implicações e importância para a proposição de políticas públicas de saúde. 41) Discutir Atenção Psicossocial com os diversos conselhos municipais. a) Que os Conselhos Municipais: de Saúde, de Assistência Social e dos Direitos da Criança e do Adolescente se reúnam para discutir as questões da Saúde Mental. b) Que os Conselhos Municipais de Saúde fiscalizem e garantam total transparência sobre os recursos destinados a saúde mental. c) Garantir a participação da saúde mental nos conselhos municipais de saúde, além da criação de comissões de reforma psiquiátrica, paritárias e intersetoriais, dentro dos mesmos. 42) Garantir o controle social, conforme a lei 8142/91 em todos os equipamentos de saúde que utilizem recursos do SUS. 43) Possibilitar aos usuários acesso a instrumentos de sugestões, críticas e elogios nos serviços do SUS. 44) Divulgar os espaços e os meios para reclamação, críticas, sugestões (ouvidorias). 45) Que a Secretaria Estadual de Saúde torne público o orçamento e a respectiva aplicação das verbas destinadas à atenção à saúde mental para que os Conselhos, nos respectivos âmbitos – Conselho Municipal de Saúde e Conselho Gestor das Unidades e Regionais – possam acompanhar, monitorar, fiscalizar e avaliar a realização do orçamento, a implementação das políticas públicas com ênfase para a garantia do controle social e da administração direta sobre os serviços prestados pelas Organizações Sociais de Saúde. 39 VI – Gestão da Informação, avaliação, monitoramento e planejamento em saúde mental FEDERAL 46) Adequar os sistemas de informação, mecanismos de registro e faturamento (planilhas de produção, Autorização de Procedimento de Alto Custo (APAC)) para que estes permitam avaliar as diversas atividades extra serviços que não estão diretamente relacionados ao usuário em forma de procedimento (exmatriciamento). 47) Os serviços de saúde deverão fazer notificação compulsória dos transtornos mentais relacionados ao trabalho 48) Criar um sistema de serviço a nível nacional para avaliar a qualidade do trabalho em cada unidade. ESTADUAL 49) Que os Departamentos Regionais de Saúde (DRS) tenham uma equipe de fiscalização, monitoramento, e planejamento continuado freqüente em atuação nos equipamentos de saúde mental. 50) Criar instrumentos de avaliação da política de saúde mental com a participação dos trabalhadores, usuários, gestores, conselhos e prestadores parceiros, estimulando o controle social. 51) Aperfeiçoar e construir os indicadores que possam nortear as ações em Saúde Mental, capazes de monitorar e avaliar o adoecimento da população, mostrando a efetividade do trabalho realizado. 52) Melhorar a rede de informação intersetorial com a criação de ações integradas entre as várias secretarias com o objetivo de instituir múltiplas abordagens e responsabilizações na atenção ao usuário de substância psicoativa. 40 53) Pactuar indicadores e metas de produção e qualidade claras para a atenção à saúde mental nos seus vários níveis. 54) Ampliar o levantamento de dados quantitativos e qualitativos das ações realizadas nas unidades para dar visibilidade às experiências exitosas e apontar necessidades de intervenção no processo de trabalho. 55) Que os órgãos competentes, Departamentos Regionais de Saúde (DRS) e Colegiados de Gestão Regionais (CGR), façam monitoramento e reavaliação das pactuações de referência entre municípios. 56) Otimizar a comunicação entre os diversos serviços da Saúde Mental e destes com os DRSs. Criar sistema de informação e compartilhamento dos dados em saúde mental (cadastro de usuários, hospitalizações, assistência farmacêutica, etc.). VII – Políticas sociais e gestão intersetorial FEDERAL E ESTADUAL 57) Garantir a definição e implementação de políticas públicas intersetoriais para atendimento às pessoas com transtornos mentais, em uso abusivo de álcool e outras drogas e população de rua articulando as ações da saúde, educação, assistência social, poder judiciário e atenção às vitimas de violência, garantindo a prevenção, promoção e reabilitação psicossocial, pautadas nos princípios constitutivos do Sistema Único de Saúde (SUS), Sistema Único de Assistência Social (SUAS), da Política Nacional de Direitos Humanos, Reforma Psiquiátrica e demais Políticas Intersetoriais. 41 ESTADUAL 58) Que as políticas públicas sejam elaboradas integralmente, prevendo ações e financiamento intersetorial, em especial nos campos da infância e adolescência, no que se refere à violência domestica, exploração sexual, uso álcool e outras drogas, moradores e em situação de rua, seguindo a Política Nacional para cada área. 59) Formação de uma rede de serviços em conjunto com outras secretarias e instituições para construção de políticas e ações de saúde mental e viabilizar a criação de novos projetos de atendimento que contemplem a população em suas necessidades e prevenção de agravos. a. Criação de comissões intersetoriais no âmbito dos conselhos de saúde, com a garantia de participação de usuários dos serviços de saúde mental e seus familiares, organizados em entidades da sociedade civil, e de representantes do poder judiciário. b. Implantar Política de Redução de Danos ao usuário de drogas psicoativas com ações intersetoriais; c. Implantar políticas públicas de inserção dos usuários de saúde mental no mercado de trabalho formal; 60) Promover discussão com a participação das cidades do Estado de São Paulo, junto ao governo estadual e federal sobre a importância de contratação de uma equipe multidisciplinar para atender no INSS e melhorar a integração destes com a rede de saúde dos municípios. 61) Garantir agilidade nos encaminhamentos correspondentes ao Ministério Público, Defensoria Pública e Poder Judiciário, nos vários aspectos que atinjam o usuário de serviços de saúde mental, garantindo a sua dignidade, cidadania, controle e estabilidade, inclusão na família e na comunidade. 42 VIII – Formação, educação permanente e pesquisa em Saúde Mental FEDERAL E ESTADUAL 62) Garantir a educação permanente dos profissionais que atuam nos espaços de cultura, arte, esporte, lazer e convivência para que saibam lidar e conviver com os usuários e familiares da Saúde Mental, bem como promovam ações de integração junto à comunidade. FEDERAL 63) Propor que a Secretaria e Ministério da Educação façam a introdução de assuntos relacionados à saúde mental e cidadania, na grade curricular no ensino fundamental, médio e superior, pensando em uma melhor forma de inclusão dos portadores de transtornos mentais na rede de ensino e minimizando preconceitos relacionados. 64) Definir a obrigatoriedade de prestação de serviços na rede pública de saúde, por tempo pré-determinado, regulado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Educação, para profissionais formados na rede pública de ensino superior, ao final da graduação. 65) Garantir inclusão curricular de residência e estágio nos CAPS, na formação universitária ligada à saúde. 66) Que as linhas de pesquisa financiadas pelas agências de fomento relacionadas à saúde mental sejam submetidas ao controle social, ao ministério da saúde e sejam coerentes com as políticas de saúde mental do SUS. 43 ESTADUAL 67) Garantir investimentos em formação, educação permanente e pesquisa em saúde mental, que visem a qualificação e supervisão dos profissionais que atuam na área. a. Criar uma agenda para a educação permanente dos profissionais da saúde assim como espaços de reflexão e troca de experiências dos profissionais da saúde, voltado para a atenção Psicossocial. b. Garantir a maior freqüência de supervisões clínicas e institucionais, cursos, aperfeiçoamento, e pesquisa aos serviços e para os profissionais da área de saúde mental e considerando também o projeto do Governo Federal – HumanizaSUS. c. Incentivo governamental as universidades para formação de profissionais especialistas em saúde mental na perspectiva da Reforma Psiquiátrica. d. Gestão, Capacitação e Educação Permanente para a Equipe Mínima nos Serviços de Saúde Mental (Portaria 336). e. Capacitar os profissionais envolvidos na atenção a crianças e adolescentes em situação de rua e demais grupos socialmente vulneráveis, respeitando os princípios da política de saúde mental e do Estatuto da Criança e do Adolescente. f. Capacitação de todos os profissionais da saúde sobre a Política Nacional de redução de danos. g. Garantir a educação continuada dos profissionais que atuam nos diversos serviços para atendimento qualificado da clientela com transtornos mentais e usuários de álcool e drogas. h. Promoção de cursos de qualificação para funcionários da saúde mental, voluntários, cuidadores e familiares em dependência química. 44 68) Capacitar as equipes de saúde mental e usuários para trabalho junto às populações mais vulneráveis (adolescentes, homens que fazem sexo com homens - HSH, gays, lésbicas, transexuais, profissionais do sexo, pessoas que vivem com HIV/AIDS e outros) visando à inclusão dos diversos segmentos da diversidade sexual, fortalecendo a diminuição do preconceito no cuidado a essas pessoas. 69) Criar uma política no sentido de formar cuidadores de idosos demenciados e cuidadores de pessoas com sofrimento mental que não tem a capacidade do auto cuidado. 70) Criar espaços, a partir da articulação do CGR, de formação dos trabalhadores e dos gestores dos diversos setores municipais (saúde, assistência social, educação, transporte, cultura,...), em Atenção Psicossocial, pautado nos princípios da Educação Permanente. 71) Garantir a educação permanente dos profissionais que atuam nos espaços de cultura, arte, esporte, lazer e convivência para que saibam lidar e conviver com os usuários e familiares da Saúde Mental, bem como promovam ações de integração junto à comunidade. 72) Orientação e treinamento aos profissionais de saúde bucal para abordagem dos usuários de saúde mental. 73) Capacitar os profissionais da rede de saúde com relação à saúde mental e trabalho por meio de curso a ser planejado em conjunto (Atenção Básica / Saúde Mental e CEREST). 74) Promover capacitação e educação continuada para os diferentes profissionais dos diversos setores e áreas de conhecimento, preparando-os para uma melhor intervenção / atuação na área de saúde mental. 45 IX – Reforma Psiquiátrica, Reforma Sanitária e o SUS FEDERAL E ESTADUAL 75) Garantir a continuidade da política de Saúde Mental, independentemente de quaisquer mudanças que ocorram no executivo. 76) Fazer cumprir a Lei 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras em sofrimento psíquico e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, assegurando os seus direitos de cidadania, em especial, o acesso ao tratamento na rede substitutiva. 77) Seguir os parâmetros do SUS nacional para estabelecer a relação de parcerias com Organizações não Governamentais para entidades que trabalhem com segmentos da Saúde Mental (portadores de transtorno mental, usuários de álcool e outras drogas psicotrópicas), submetidos à fiscalização permanente de serviços e prestação de contas. 78) Coibir e rejeitar todas as formas de terceirização de serviços e programas de saúde mental. ESTADUAL 79) Garantir a regulação das internações psiquiátricas, a ser utilizadas como último recurso em situação de implementação ainda insuficiente da rede de atenção substitutiva, de forma que as emissões de Autorização de Internação Hospitalar - AIH sejam feitas a partir dos pareceres e indicações técnicas da equipe de referência de atendimento do paciente, antes de uma definição pela remoção do usuário para internação hospitalar. 80) Modificar o atendimento dos hospitais gerais em atenção à saúde mental para dar maiores opções de ações terapêuticas e não somente manter os pacientes presos nos locais. 46 Eixo II – Consolidar a rede de atenção Psicossocial e fortalecer os movimentos sociais (Eixo do Cuidado) I – Cotidiano dos serviços: Trabalhadores, usuários e familiares na produção do cuidado ESTADUAL 81) Incentivar a oferta de atividades e/ou atendimentos diversificados às famílias e/ou cuidadores dos usuários de saúde mental, de acordo com as necessidades e especificidades de cada caso. 82) Que seja respeitada a Carta dos Direitos dos Usuários do SUS, visando o direito de acesso ao prontuário do paciente, evitando novo recomeço do tratamento. 83) Financiamento maior para treinamento, prevenção e atendimento primário na rede básica e de acordo com perfil epidemiológico e dados de Organização Mundial da Saúde - OMS (considerando que 70% dos usuários tem transtorno leve e moderado). FEDERAL E ESTADUAL 84)Garantir e promover ações e estratégias de co-participação, orientação, parceria com co-responsabilização nos cuidados junto às famílias e demais cuidadores dos usuários de saúde mental, de acordo com as necessidades e especificidades de cada caso, nos três níveis de atenção do SUS com demais setores e atores envolvidos no processo; enfatizar a ampliação do suporte e o incentivo da ampla participação dos familiares e cuidadores no cuidado/projeto terapêutico destinado ao usuário. 47 85)Promover uma relação entre trabalhadores, usuários e familiares pautada no acolhimento e no vinculo, para que não se reproduza, dentro dos serviços substitutivos, a lógica do manicômio. Para tanto, é necessário adotar um modelo de saúde humanizado com cuidados integrais e ativa participação de todos, principalmente dos próprios usuários, na elaboração e condução dos seus projetos terapêuticos, fortalecendo o “protagonismo social” no sentido de desenvolver mais autonomia e autodeterminação. II – Práticas clínicas no território FEDERAL 86)Discutir de forma ampliada a Política Nacional no quesito das práticas integrativas, visando uma estratégia de ampliação de suas ofertas nos serviços de saúde como potente recurso de cuidado. FEDERAL E ESTADUAL 87)Criar novos espaços de promoção de saúde mental com e na comunidade local, por meio da condução do trabalho de modo territorializado, interdisciplinar e intersetorial, com a ação de atores sociais e profissionais de diversas áreas do conhecimento e o incentivo para mais atividades artísticas, esportivas, lazer entre outras. 88) O cuidado na saúde mental tem sempre caráter interdisciplinar e intersetorial. A atenção integral não se desenvolve somente no campo das clínicas, mas se relaciona com questões da família, comunidade, escola, moradia, trabalho e cultura. Todos os recursos disponíveis devem ser integrados e direcionados de forma singular, guiados pelo projeto terapêutico de cada usuário, respeitando e promovendo os Direitos Humanos e Inclusão Social. 89) Garantir atendimento domiciliar para usuários de saúde mental que estejam impossibilitados de acessar os serviços. 48 III – Centro de Atenção Psicossocial como dispositivo estratégico da Reforma Psiquiátrica FEDERAL E ESTADUAL 90) Priorizar e garantir a criação de CAPS III, CAPS ad e CAPS i avaliando a necessidade do território e complexidade do mesmo. 91) Garantir o acesso aos serviços através da implantação dos CAPS na comunidade com horário estendido, porta aberta e dispensação de medicação. 92) Garantia de recursos para abertura, funcionamento e manutenção dos CAPS III, de preferência em todos os municípios com ate 100 mil habitantes. Cidades com mais de 200 mil habitantes que tenham no mínimo 2 CAPS III. 93) Alteração da portaria 336 para ampliar a equipe mínima nos CAPS com contratação por concurso público possibilitando uma diversidade de profissionais de forma a garantir o trabalho interdisciplinar. IV – Atenção às pessoas em crise na diversidade dos serviços ESTADUAL 94) Garantir atendimento dos casos psiquiátricos nos Prontos-Socorros, assim como a capacitação para os profissionais dos Pronto-Socorros a fim de garantir o acolhimento, a integração e o acesso às informações. 95) Inclusão de Psiquiatra e profissionais de Saúde Mental em tempo integral no hospital geral para atendimento de emergência. 96) Implementar ações de atenção 24 horas à crise preferencialmente em CAPS III, ou em hospitais gerais ou, garantindo o mínimo de permanência e continuidade do tratamento na rede substitutiva. 49 97) Promover a articulação entre as áreas técnicas de saúde mental e urgência e emergência, definindo estratégias de sensibilização e capacitação, de modo a assegurar acesso e atendimento dos portadores em sofrimento psíquico pelas Equipes de urgência. 98) Criação e manutenção de leitos psiquiátricos em hospitais gerais desde que os municípios envolvidos não possuam população suficiente para criação de um CAPS III, sem ferir o modelo preconizado pelo Ministério da Saúde, ou seja, tratamento no seu território com suporte de uma equipe multiprofissional ligada a rede municipal de saúde, na lógica da atenção psicossocial (cumprimento da legislação já vigente). 99) Garantir que os serviços de psiquiatria dos Hospitais Gerais destinem-se apenas intervenção integral dos episódios psiquiátricos agudos, com leitos que poderão ser usados por adultos, crianças e/ou adolescentes, regulados pelas Centrais de Vagas dos municípios. Esses serviços devem fazer a atenção matricial para as outras enfermarias do hospital, para onde serão priorizadas as internações de usuários com situações clínicas e psiquiátricas relacionadas às substâncias psicoativas. As equipes desses serviços devem participar dos fóruns de discussão da saúde mental. FEDERAL E ESTADUAL 100)Aprovação e efetivação de lei que defina leitos de hospitais gerais para recebimento de portadores de transtorno mental grave. Aumento de número de leitos de hospitais gerais, com espaço e equipe adequados para Psiquiatria. 50 V – Desinstitucionalização, inclusão e proteção social: Residências Terapêuticas, Programa De Volta Pra Casa e Articulação Intersetorial no território FEDERAL 101) Rever a política de desinstitucionalização para avaliar a possível redução do tempo de internação exigido para a inserção do usuário institucionalizado no programa de Volta para a Casa. ESTADUAL 102) Estabelecer parcerias entre os Centros de Convivências e os serviços de saúde mental, atuando junto aos usuários no sentido de contribuir com a construção dos projetos terapêuticos e auxiliar no desenvolvimento de suas potencialidades e socialização. 103) Agregar parceiros intersetoriais, assim como realizar ações no território em conjunto com as Secretarias Educação, Esporte e Lazer, Cultura, Assistência Social, entre outras, oferecendo horários estendidos e podendo ampliar ofertas para os finais de semana. 104) Viabilizar que as oficinas de geração de renda tenham prioridade para implementar pontos de venda em espaço público. 105) Garantir, de acordo com a política de saúde mental do Ministério da Saúde, a transferência dos pacientes moradores dos hospitais psiquiátricos para as residências terapêuticas assistidas, resguardando e adequando estes locais às necessidades específicas dos mesmos. 106) Aumentar o número de residências terapêuticas para contemplar mais usuários que necessitem de moradia, de acordo com Portaria do Ministério da Saúde. 107) Garantir a implantação de serviços residenciais terapêuticos nos municípios que ainda não contam com este dispositivo. 51 108) Elaboração e implantação de moradias assistidas, de caráter intersecretarial – parceria com Secretaria Municipal da Saúde - SMS e Secretaria da Habitação – para todos os moradores de hospitais psiquiátricos contabilizados no primeiro censo psicossocial realizado no Estado de São Paulo, assim como para usuários de serviços de saúde mental e ou com deficiência intelectual, sem suporte familiar, com quadros agravados pela falta de moradia. FEDERAL E ESTADUAL 109) Garantir a todos os moradores das residências terapêuticas o acesso ao Programa “De volta para Casa”. 110) Estender e garantir o programa de residências terapêuticas para usuários que necessitam, por algum período, de espaços de vida alternativos e não somente usuários egressos de internações psiquiátricas longas. 111) Financiamento das três esferas para as Residências Terapêuticas. 112) Cobrança de esfera federal e estadual, juntos às municipais da implantação dos programas existentes (equipe mínima de saúde mental para municípios pequenos, CAPS I, CAPS II CAPS III, CAPS ad, CAPS i, Residências Terapêuticas, Leitos em Hospital Geral, Reestruturação dos Serviços de ProntoSocorros nos atendimento de emergência, efetivação de cooperativas sociais e geração de renda, fornecimento de medicação. 113) Garantir equipe capacitada e suficiente para o atendimento de crianças e adolescentes nas diferentes faixas etárias e especificidade de atenção em Saúde, Educação, Cultura e Assistência Social, bem como, local adequado. 114) Estimular a implantação de espaços voltados às crianças e adolescentes com propostas socioeducativas, com incentivo financeiro das esferas federal, estaduais e municipais. 52 VI – Saúde Mental, Atenção Primária e Promoção da Saúde FEDERAL 115) Criar protocolo médico para avaliar periodicamente através de exames laboratoriais a toxidade das medicações da saúde mental nas três esferas do governo. ESTADUAL 116) Ampliação do numero e capacitação de profissionais para atender a demanda de saúde mental infanto-juvenil na atenção básica. 117) Implementação de ações de prevenção em DST/AIDS e gestação precoce na saúde mental. 118) Desenvolver ações de prevenção nos locais de trabalho para garantir saúde mental do trabalhador. 119) Promover ações de prevenção aos agravos em Saúde mental decorrentes do trabalho e da violência. VII – Álcool e outras drogas como desafio para a saúde e as políticas intersetoriais FEDERAL 120) Especificar o papel de cada serviço na rede de atenção a dependência química. 121) Garantir que parte dos impostos recolhidos das empresas de álcool e tabaco sejam revertidos ao tratamento de álcool e outras drogas. 122) Fazer levantamento da demanda reprimida de atendimento para usuários de álcool e outras drogas (realização de um censo nacional). 53 123) Criar Casas de Passagem de curta permanência, sob gestão dos CAPS-Ad, como recurso de tratamento e ações intersetoriais para cuidar de usuários com problemas de álcool e drogas, com potencial para autonomia e em vulnerabilidade social. O usuário deverá estar em tratamento no CAPS-Ad e a inserção na casa de passagem deverá ser decidida a partir da construção do projeto terapêutico. Realizar avaliação do projeto a cada 4 meses para readequação do mesmo (objetivo da proposta e recursos humanos). ESTADUAL 124) Implantar CAPS ad III. 125) Implementar no Estado de São Paulo uma política nacional de atenção de álcool-drogas como foco a criança e a adolescência. 126) Capacitar as equipes da atenção básica e CAPS III para o atendimento aos usuários de álcool e outras drogas, tanto para primeiro atendimento (abstinência /intoxicação), quanto para a continuidade do tratamento, com base na Política de Redução de Danos. 127) Implantação de leitos de desintoxicação unidades de emergência e Hospitais Gerais e sua qualificação. Nesse sentido, capacitar profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Emergência - SAMU, da segurança pública (polícia e bombeiros) que geralmente são os primeiros a serem chamados em situações de urgência e emergência. 128) Garantir o cumprimento das portarias 2197/04 (define e amplia a atenção integral para os usuários de álcool e outras drogas) e 1612/05 (aprova as normas de funcionamento e credenciamento de serviços hospitalares de referencia para a atenção integral aos usuários de álcool e outras drogas). 129) Ampliar o Programa de Tabagismo em todas as unidades de Saúde, devido à dificuldade das pessoas em abandonar o vício e promover capacitação na área. 54 130) Combater a influência ao consumo de drogas e álcool de crianças e adolescentes, dentro e fora da escola, por volta dos 10 e 12 anos de idade, através da educação. Participação dos pais e/ou familiares nos grupos de discussão sobre droga e álcool juntamente com os filhos. 131) Criar e apoiar os Conselhos Municipais Antidrogas (COMADs). 132) Que os CAPS ad atuem de modo mais incisivo na discussão intersetorial ligada ao uso de drogas pelas crianças e adolescentes, articulando-se com o setor de assistência social na questão do abrigamento, da moradia e da busca de ações voltadas à reconstrução de sentidos e laços com a vida por parte deste grupo. FEDERAL E ESTADUAL 133) Ampliar Políticas Públicas de Álcool e Drogas com enfoque na prevenção e promoção a partir da perspectiva de redução de danos. 134) Utilizar a Política de redução de danos como norteadora das práticas relacionadas a álcool e drogas. 135) Ampliar o conhecimento junto a todos os profissionais e a população sobre a estratégia de Redução de Danos. 136) Ampliar os programas de álcool e outras drogas, descentralizando e qualificando os serviços de saúde mental, contemplando ações intersetoriais no âmbito da educação, cultura, lazer, esporte, trabalho. 137) Adequação e capacitação continuada dos profissionais no atendimento de emergência para dependentes químicos em situação de crise em serviços de urgência e emergência, garantindo e respeitando o direito de ser tratado, nas três esferas do governo. 55 VIII – Saúde Mental na infância, adolescência e juventude: uma agenda prioritária para a atenção integral e intersetorialidade FEDERAL 138) Criar incentivos financeiros específicos para ações na atenção básica em Saúde Mental infantil, adolescência e juventude. ESTADUAL 139) Efetivar e implantar uma rede de atenção à criança e ao adolescente, nos níveis local, regional e municipal, desenvolvendo trabalho intersetorial, preventivo e terapêutico, incluindo propostas sócio-educativas com a articulação e a responsabilização entre os diversos setores (Educação, Assistência Social, Cultura, Esporte, Organizações não Governamentais e comunidade). 140) Realizar ações de Promoção e Inclusão em Saúde Mental da Infância e Adolescência, prioritariamente nas escolas, e outros dispositivos que atendam os mesmos. 141) Garantir intersetorialmente a realização de projetos de promoção de saúde especialmente na área da Educação, ampliando conhecimentos a respeito da prevenção da gravidez na adolescência, da prevenção do adoecimento em decorrência do uso de substancias psicoativas, do sofrimento psíquico, da prevenção e enfrentamento da violência domestica e urbana; com ações planejadas pelos fóruns tomando como base as estratégias metodológicas existentes. 142) No caso da necessidade de internação de crianças e adolescentes, garantir que seja realizada em Hospitais Gerais, nas unidades especializadas para esse segmento, e somente mediante avaliação e indicação técnica qualificada, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e os princípios do Sistema Único de Saúde. 56 143) Criar casas de transição que contemplem as necessidades de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social (incluindo risco de morte) visando não só o tratamento, mas a prevenção, e em sintonia com políticas que garantam e defendam os Direitos da Infância e da Adolescência e Fóruns permanentes. 144) Ampliar a rede de reabilitação para atendimento a crianças e adolescentes portadores de alterações neurológicas. 145) Implementação de atendimento especializado em saúde para crianças e adolescentes envolvidos em questões de alcoolismo/drogas de acordo com a Política Nacional de Saúde Mental. 146) Garantir que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) seja respeitado e cumprido na sua totalidade, em particular no que se refere à assistência à saúde e em relação à garantia de atendimento psicossocial à criança e ao adolescente com dependência ao álcool e outras drogas, como determina o ECA nos seus artigos 7º ao 14º, 87º, 101º, 129º. 147) Garantir fluxo de atendimento para adolescente em cumprimento de medida sócio educativa egressos de unidade de internação e semi liberdade da Fundação Casa. FEDERAL E ESTADUAL 148) Adoção do CAPS i como unidade matricial para a orientação de ações não só de tratamento, mas da promoção da saúde e prevenção dos transtornos voltados ao segmento infanto-juvenil, o que implica no incentivo do trabalho na rede de atendimento infanto-juvenil composta por escolas, centros de atendimento sócio-educativo, instituições de acolhimento de criança e/ou adolescente afastados do convívio familiar, instituições para o cumprimento de medidas sócio-educativas de adolescentes atores de atos infracionais (liberdade assistida, semi-liberdade e especialmente instituições de privação de liberdade), entre outros. 57 IX - Garantia do acesso universal em Saúde Mental: enfrentamento da desigualdade e iniqüidades em relação à raça/etnia, gênero, orientação sexual, identidade de Gênero, grupos geracionais, população em situação de rua, em privação de liberdade e outros condicionantes sociais na determinação da Saúde Mental. ESTADUAL 149) Garantir e facilitar o acesso universal em Saúde Mental pela promoção de maior integração entre as políticas de saúde mental e a as varias políticas relacionadas à etnia, gênero, saúde da população indígena, raça/etnia, orientação sexual e identidade de gênero, grupos geracionais, população em situação de rua, ou em privação de liberdade. 150) Capacitação de profissionais em saúde mental, que trabalhem diretamente com populações (albergues, asilos, sistema prisional, sistemas institucionais, etc.) de maior vulnerabilidade social. 151) Estabelecer parcerias entre secretarias municipais, autarquias, corporação (bombeiros, policia militar, etc.), instituições e agentes locais a fim de agilizar os serviços emergenciais e assistenciais voltados para as situações de enfrentamento de desigualdades e iniqüidades. 152) Criação de um Fórum permanente para discussão e reflexão de ações destinadas a atenção à saúde a população em sistema prisional. 153) Garantia de acesso aos indivíduos do sistema prisional e adolescentes com medidas sócio educativas na rede de saúde mental, conforme pactuação entre os gestores. Inclusão de todas as pessoas com transtornos mentais, inclusive os internados nas unidades para adolescentes infratores e adultos em medida de segurança internados em hospital de custodia, no Sistema Único de Saúde, garantindo o acesso à rede substitutiva de saúde mental assegurado pela Lei 10.216 com a garantia da efetivação de deliberações já aprovadas em conferências nacionais de saúde mental no que diz respeito às medidas de segurança em hospitais de custódia. 58 154) Assegurar a acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiências nos serviços de saúde mental e na rede local. 155) Criação de serviços de acesso ao idoso portador de transtorno mental. 156) Garantir a Humanização do atendimento e desenvolvimento de ações voltadas à saúde mental da população portadora de HIV/AIDS. 157) Garantir o acesso de deficientes auditivos no serviço de Saúde Mental através de capacitação de alguns profissionais em libras. 158) Garantir a atenção em saúde mental a pessoas maiores de 18 anos com autismo, transtorno invasivo do desenvolvimento e emergência em todas as faixas etárias. FEDERAL E ESTADUAL 159) Garantir financiamento e equipes intersetoriais para a ampliação da rede de serviços voltados ao acolhimento de pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade biopsicossocial (albergues, abrigos, casas de passagem, repúblicas assistidas, casas-lares, serviços residenciais terapêuticos) visando atenção integral. 160) Em relação aos adolescentes em conflito com a lei ou os que já cumpriram medida sócio-educativa, deve ser garantido o cumprimento do ECA no pleno atendimento à saúde mental a partir do disposto na lei 10.216, não se admitindo a internação psiquiátrica compulsória de crianças e adolescentes, e que se exija a revisão dessas internações ilegais, que ferem frontalmente os direitos humanos, bem como, a extinção imediata das unidades que foram criadas com esse objetivo. 59 Eixo III – Direitos Humanos e Cidadania como desafio ético e intersetorial (Eixo da intersetorialidade) I – Direitos Humanos e Cidadania FEDERAL E ESTADUAL 161) Garantir que nos fóruns e atendimentos de saúde mental ocorra o respeito às diversidades e que haja tratamento das pessoas de forma igual, sem preconceitos: não permitir que pessoas sejam destratadas por nenhum tipo de diferença, garantir que todos possam ter o mesmo acesso e o mesmo tratamento independentemente das condições que apresentem. 162) Criar mecanismos para conscientização da sociedade quanto aos Direitos e Cidadania da pessoa com transtorno mental, oferecendo tratamento igualitário e não exclusão. Possibilitando a convivência, respeitando a diversidade e oferecendo a acessibilidade aos direitos sociais. Humanização dos serviços dispensados aos portadores de doenças mentais. 163) Criação de programa intersetorial de Cidadania voltada à Saúde Mental de acordo com os Direitos Humanos. A luta pelos Direitos Humanos no campo da Saúde Mental deve centralizar-se principalmente em ações de combate ao preconceito dirigido à loucura nos diversos grupos sociais garantindo a diversidade cultural. 164) Condições de transporte para atendimento e tratamento aos portadores de doença mental. Garantir que haja uma campanha nacional contra a discriminação, para conscientização do direito aos transportes públicos gratuitos. 165) Desenvolver políticas de apoio habitacional e recursos de ajuda a pacientes com transtorno mental. 60 II – Trabalho, Geração de Renda e Economia Solidária FEDERAL 166) Reformulação da lei de cooperativismo social, para inclusão do usuário de saúde mental. ESTADUAL 167) Garantir a Intersetorialidade entre Secretaria de Trabalho e Saúde para garantir a inserção do portador de transtorno mental no mercado de trabalho. 168) Criação de uma comissão intersetorial e interinstitucional com missão de planejar e regular os financiamentos dos projetos de geração de renda permitindo a ampliação e melhoria dos já existentes. 169) Incentivar as empresas privadas na recolocação de pessoas (trabalhadores) portadores de sofrimento psíquico no mercado de trabalho. 170) Criar grupo de trabalho, com objetivo de acompanhar a inclusão das pessoas com transtorno mental no mercado de trabalho, podendo ser mediante parceria com universidade. FEDERAL E ESTADUAL 171) Reconhecimento e apoio aos projetos de trabalho que ocorrem nos equipamentos públicos de saúde mental. 172) Rever a lei orgânica de assistência social possibilitando pessoas com transtorno mental condições de trabalho através de cooperativas e iniciativas de economia solidária. Implantar e garantir programas de Economia Solidária para usuários da Saúde Mental e seus familiares. 61 173) Promover cursos profissionalizantes, visando à inserção social, o desenvolvimento, a valorização da diversidade, o direito ao trabalho, bem como a todos os outros direitos garantidos ao cidadão pela constituição brasileira. a. Promover políticas públicas e privadas para a criação de cursos específicos; b. Criar Centros de Capacitação Profissional para pessoas com experiência de sofrimento psíquico; c. Realizar convênios com instituições de qualificação profissional e do trabalho (Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Social do Comércio (SESC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e Secretarias Estaduais e Municipais do trabalho); d. Criar cotas em cursos já existentes voltados ao cidadão com transtorno mental; e. Garantir vagas nos cursos profissionalizantes públicos e criar parcerias com setores privados e Associações de Usuários e Familiares de Saúde Mental 173) Economia solidária como política pública a. Reconhecimento e apoio aos projetos de trabalho que ocorrem nos equipamentos públicos de saúde mental b. Desafios para os 03 níveis de gestão: regulamentação da lei das cooperativas sociais; implantação de ações estratégicas para fomentar as cadeias produtivas; capacitação dos Empreendimentos Econômicos Solidários para todas as etapas do processo produtivo; favorecer, por meio de incentivos, as cadeias produtivas solidárias; favorecer a disputa do mercado de consumo solidário; incentivar pontos de comércio justo e solidário. c. Desafios para os projetos de geração de trabalho e renda: organização do trabalho na perspectiva da economia solidária; capacitação dos Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) para todas as etapas do processo produtivo; construir cadeias produtivas em redes solidárias; disputar mercado na forma de redes de consumo solidário; conquistar pontos de comércio justo e solidário. 62 174) Efetivação da legislação de incentivo fiscal para inclusão de usuários de Saúde Mental. 175) Criação de cotas de serviços para os pacientes da saúde mental assim como existe para portadores de deficiência física. III - Cultura/Diversidade Cultural ESTADUAL 176) Garantir o acesso à produção de cultura e à diversidade cultural, através do estreitamento das relações entre as secretarias da saúde, da cultura e da educação. 177) Que as Secretarias Municipais e Estaduais da Cultura incluam os portadores em sofrimento psíquico como multiplicadores, das políticas e programas de capacitação profissional artística e formação de agentes culturais. FEDERAL E ESTADUAL 178) Que os princípios de qualidade e humanização propostos para as ações de saúde se estendam e envolvam também os encaminhamentos para as atividades culturais. 63 IV – Justiça e Sistema de garantia de direitos FEDERAL 179) Rever a forma de avaliações periciais, em uma ação conjunta da Secretaria Especial de Direitos Humanos e Poder Judiciário, inclusive com fiscalização do curador nos casos de interdição legal, com suspensão imediata das curatelas nos casos em que forem constatadas negligência e situação de abandono em instituição asilar pelos respectivos curadores. 180) Seja alterada legislação de registros públicos para agilizar as certidões tardias de pessoas com transtorno mental, especialmente, os egressos de hospitais psiquiátricos de longa permanência. 181) Uma política de saúde conjunta com o Ministério do Trabalho para que não haja discriminação para pessoas que trabalham e usam medicação psiquiátrica e responsabilização das empresas empregadoras sobre o tratamento de saúde mental de seus funcionários, facilitando a reinserção ao emprego com remanejamento, se necessário, respeitando a condição particular do funcionário. 182) Elaborar plano nacional de Extinção do Sistema de Hospital de Custódia no prazo de um ano. Durante esse período garantir a humanização dos hospitais de custódia, pautada na garantia e respeito aos direitos humanos e atendimento de qualidade visando a reabilitação psicossocial. Sendo assim, que a medida de segurança seja aplicada em sintonia com a Lei 10216/2001 e não mais nos moldes de internação em hospitais de custódia, manicômios judiciários e casas de custódia. ESTADUAL 183) Estreitar os canais de comunicação com o Sistema Judiciário para viabilizar as questões relacionadas à Saúde Mental, por meio de fórum intersetorial e criar Comissão Intersetorial para discussão do tema da judicialização das demandas da Saúde Mental. 64 184) Garantia de participação de profissionais de saúde mental nas decisões judiciais quanto aos casos relativos às pessoas portadoras de transtornos mentais. Garantir assessoria e assistência jurídica pública e gratuita aos usuários dos serviços de saúde mental, objetivando a defesa de seus direitos de cidadania, inclusive no caso de internação involuntária em hospital psiquiátrico. 185) Garantia de interlocução entre Poder Judiciário e Poder Executivo a fim de esclarecer os papéis dos profissionais de cada poder por meio de cartilhas ou protocolos de orientação, encontros periódicos, apoio dos conselhos de classe, consolidação da rede com a participação de agentes do Poder Judiciário. 186) Promover a intersetorialidade entre a secretaria de administração penitenciária com a Secretaria Estadual de Saúde, para desenvolver conjunto de ações que visem o acompanhamento e a desinstitucionalização da população dos manicômios judiciários após o cumprimento da medida de segurança. 187) Buscar aproximação e articulação maior com as instâncias da Justiça, com os Conselhos Municipais e Estaduais sobre Drogas de modo conhecer suas competências, enfrentando a judicialização da atenção a complexidade e ambigüidade dos discursos e ações preconizadas e muitas vezes impostas pela justiça. 188) Exigir o cumprimento das propostas aprovadas para que sejam fiscalizadas e encaminhadas pelo conselho estadual, pelos usuários e pelo poder público e legislativo. FEDERAL E ESTADUAL 189) Exigir que a defensoria pública da União seja qualificada para atuar em defesa dos benefícios previdenciários dos usuários da saúde mental bem como criar competências para as defensorias estaduais atuarem em direito previdenciário. 65 V – Educação, inclusão e Cidadania ESTADUAL 190) Fortalecer as relações entre a saúde mental e a educação propondo espaços de diálogo e reflexão contínuos junto às escolas acerca das ações de educação inclusiva. 191) Desenvolver ações de assistência, prevenção e promoção com as Secretarias de Assistência Social e Cidadania, e Educação em relação aos adolescentes em uso de drogas ou substâncias psicoativas. Avaliar a possibilidade de implementar projetos específicos de caráter intersetorial para escolas em regiões de alta vulnerabilidade. 192) Garantir o acesso e a permanência de criança, adolescente com Transtorno Mental e Doença Mental na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio promovendo a educação curricular, com capacitação adequada dos profissionais, garantindo a inclusão escolar. 193) Aproximação da Saúde Mental e Educação com o enfoque de cuidar do cuidador: a) Formação para pais e cuidadores com relação a uma educação construtiva: preparar os pais para lidar com as mudanças da sociedade e conseguirem educar os seus filhos sem violência, porém de maneira eficaz para formar cidadãos conscientes. b) Desenvolver estratégias específicas para cuidar dos cuidadores formais e informais, incluindo sua rede social. c) Desenvolver atores que integrem os cuidadores informais nas políticas públicas de cuidado. 66 FEDERAL E ESTADUAL 194) Incluir o tema saúde mental como tema transversal no currículo escolar e reforçar ensino sobre saúde mental nas Universidades e Institutos de Educação Superior públicos e privados. (Federal e Estadual) VI – Seguridade social: Previdência, Assistência Social e Saúde FEDERAL 195) Garantir os direitos assistenciários e previdenciários para usuários em tratamento. 196) Estimular canais de comunicação que acesse ao atendimento humanizado dos Peritos do INSS à população de Saúde Mental. 197) Revisão dos critérios do INSS para atender as pessoas com transtornos mentais graves que necessitam de aposentadoria. 198) Revisão do artigo 20 da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) que preconiza os critérios de elegibilidade do Benefício de Prestação Continuada (BPC), considerando as vulnerabilidades específicas de pacientes atendidos pela saúde mental, ao que se refere à transitoriedade de sua incapacidade laboral e revisão dos critérios de programas de transferência de renda estaduais e federais, considerando as vulnerabilidades específicas de pacientes atendidos pela saúde mental, tornando possível a acumulação de benefícios. Que os representantes dos serviços de saúde e assistência possam participar ativamente da formulação e critérios de aprovação dos benefícios. 67 199) Que o Ministério da Previdência Social e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por meio do INSS, reveja o instrumental de avaliação do BPC para que seja garantido: a) que a Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento (CID), a renda familiar e a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) não sejam os únicos critérios de aprovação e que o projeto terapêutico singular também sejam considerado no processo. b) que se amplie a renda per capita para um salário mínimo para o acesso ao BPC/LOAS. c) revisão dos critérios para obtenção do benefício LOAS para mais de um usuário por domicílio, e que o benefício BPC não entre no cômputo da renda para o requerimento de outro BPC. d) que os critérios de avaliação do BPC sejam ampliados afim de que possam garantir o acesso dos dependentes químicos e pessoas com transtornos mentais. e) revisão da cessação imediata do recebimento do BPC/LOAS quando os usuários começam a trabalhar, mantendo o mesmo durante o período probatório. f) A não exigência da interdição civil para concessão do benefício. g) Que a perícia seja feita por profissional especializado. 200) Criar canais de comunicação efetiva e discussão dos casos entre a equipe de saúde assistencial e o médico perito do INSS. Este último deve levar em consideração o atestado do médico assistente. Que nas situações de discordância, por parte do perito do INSS em relação ao relatório técnico para concessão de benefício, a equipe interdisciplinar de referência do usuário seja acionada e possa participar da discussão contribuindo para solucionar os impasses. 68 FEDERAL E ESTADUAL 201) Lutar pela garantia de todos os direitos previstos na seguridade social, estabelecendo parceria dos serviços de saúde com o Ministério Público, criando fluxos para denúncias contra abusos de autoridade, indeferimento ou suspensão de benefícios realizados pelos médicos peritos sem justificativa técnica, apesar dos atestados dos médicos assistentes. 202) Garantir a presteza do processo de liberação de benefícios às pessoas com transtornos mentais pelo poder judiciário e INSS, e que a concessão de benefícios não esteja atrelada à interdição destes pacientes, além de garantir e facilitar o acesso para obtenção de documentos, para exercício da cidadania, das pessoas com transtorno mental. 203) Promover e garantir espaços coletivos para a discussão de aspectos da seguridade social nas diversas instâncias, desde os serviços até outros espaços de controle social (fóruns, assembléias etc.). 204) Programas de incentivos para aquisição de casas próprias para os portadores de Transtorno Mental. 205) Debater e pensar estratégias ao nível nacional da questão de acesso ao transporte público gratuito, garantido por lei, aos usuários do serviço de saúde mental. VII – Organização e mobilização dos usuários e familiares de Saúde Mental FEDERAL E ESTADUAL 206) Que se assegure incentivo no orçamento da saúde para iniciativas de produção de material educativo, de formação de lideranças, de formação política e de capacitação de conselheiros para atuar nos dispositivos de controle social. 69 207) Incentivar a criação e garantir a ação de associações de usuários e familiares para pleitear espaços junto à frente parlamentar para garantir maior reflexão às questões de saúde mental e ações de geração de renda. 208) Mobilizar e organizar os usuários e familiares do Serviço de Saúde Mental, a fim de fortalecer sua participação e efetivação de seus direitos civis e sociais. 209) Fortalecer o Movimento da Luta Antimanicomial, Conselhos Municipais de Saúde, Fórum Permanente de Saúde Mental, Articulação Nacional de Educação Popular e Saúde (ANEPS), como espaços de expressão de organização das demandas de gestão, trabalhadores, usuários, familiares, estudantes da área de saúde, em especial os da saúde mental. VIII – Comunicação, informação e relação com a mídia FEDERAL 210) Que dentro da lei Rouanet, possa ter uma porcentagem que se destina às produções culturais e artísticas voltadas à saúde mental. Destinação de verba pública específica e contínua para o financiamento de ações culturais protagonizadas por usuários de serviços de saúde mental priorizando aquelas já em andamento. FEDERAL E ESTADUAL 211) Disseminar a cultura antimanicomial na comunidade, buscando parceria com recursos públicos de comunicação, dada a imensa importância destes meios nesta mudança cultural. 212) Aproximar-se dos conselhos de comunicação nas três esferas de governos para buscar espaços e projetos que divulguem questões voltadas a saúde mental. 70 213) Ter legalmente garantido espaços e programas específicos dentro dos canais oficiais existentes de comunicação (TV educativas, boletins e publicações dirigidas, etc.) sobre a área de saúde mental. 214) Campanha para maior utilização da mídia para divulgação da doença mental. Campanhas educativas que sensibilizem e esclareça à comunidade em geral, sobre Saúde Mental, suas necessidades e especificidades, inclusive as que se referem à inclusão social, como importância da escola e do trabalho. É importante que as pessoas saibam dos seus direitos. A educação e a informação são o caminho para a não discriminação e a mídia influencia tanto negativamente como positivamente. Os meios de comunicação poderiam propagar uma ideologia de igualdade, desconstruindo assim a cultura que reforça que o portador de sofrimento psíquico é louco. 215) Avaliar o papel da mídia e seu impacto no incentivo e/ou prevenção do uso indevido de álcool e outras drogas. 216) Promover campanhas educativas e publicitárias, pelo poder público, por meio da mídia, a fim de minimizar o preconceito e as dificuldades com relação ao sofrimento mental. 217) Realizar campanhas que de mais visibilidade a política nacional, estadual e municipal de saúde mental, utilizando-se dos meios de comunicação como blogs, sites e grupos de discussão via Internet (e-groups) para divulgação dos trabalhos nos CAPS e ambulatórios de saúde mental, combatendo o preconceito, a discriminação e os estigmas “loucos” e “loucura”. 218) Promoção de debate na mídia envolvendo a educação, previdência, cultura, justiça, com criação de agendas mensais. 219) Informar à população, através da mídia, quanto aos seus direitos enquanto cidadão, despertando entre outras coisas o protagonismo social. Pensar em meios de divulgação com relação aos direitos e deveres para o exercício da cidadania de forma plena. 71 IX – Violência e Saúde Mental ESTADUAL 220) A potencializar de equipes para matriciamento em saúde mental, desta forma aumentando a capacidade de recursos humanos na área de saúde mental e sua capacitação no tema de violência. 221) Implantar ações efetivas voltadas para a problemática da violência doméstica. 222) Desenvolver projeto terapêutico e acompanhamento para o agressor no caso de violência doméstica, sexual, durante a investigação da violência, cumprimento da pena e seu retorno para a sociedade. 223) Garantir que os médicos registrem, nos prontuários clínicos e laudos periciais realizados em pessoas com transtornos mentais, as lesões observadas, em conformidade com o código de ética, como já se procede em casos de tortura e violência de gênero e contra crianças e adolescentes. 224) Que as pessoas internadas em hospitais judiciários que apresentarem sinais de violência e maus tratos sejam transferidas para hospitais gerais e realizada a Notificação Compulsória de Violência e Investigação. 225) Propor a criação de lei (nos moldes da Lei do Racismo, por exemplo), que garanta às pessoas atendidas na área da saúde mental, em situação de discriminação, sentida pelo próprio ou por outro que testemunhe esta situação, o poder de denunciar e ter seus direitos garantidos, enquanto cidadãos. 226) Implantação de dispositivos que possam lidar com as questões da intersetorialidade no tema da violência e suas conseqüências, como: CECCOs, espaços para a prática de esporte, centros culturais, acesso a espaços públicos de lazer, inclusive finais de semana, desenvolver áreas de lazer para a população em todas as fases do desenvolvimento humano. 72 FEDERAL E ESTADUAL 227) Fazer cumprir, nas três esferas de governo, a lei contra todas as violências às pessoas com transtornos mentais em situação de internação, vivendo em casas de repouso ou na convivência familiar, através de mecanismos que tragam maior resolutividade como: fácil acesso à ouvidoria, ao disque denúncia, etc. 228) Garantir política pública de atendimento as vítimas de violência doméstica e sexual, englobando a capacitação dos diversos setores (educação, saúde e assistência social) consolidando atendimentos intersetoriais, garanta a integridade física, psicológica e preserve seus direitos civis e sociais. Colocar a questão da violência no Plano Nacional de Saúde Mental. 229) Criar uma comissão multiprofissional e intersetorial para discutir as questões referentes a violências domésticas e lesões auto provocadas, incluindo a Saúde Mental. 230) Apoio e maior diálogo entre unidades de saúde e núcleos de prevenção e combate à violência, por meio de espaços de reflexão, supervisão clínica e institucional. 231) Fazer campanha de sensibilização e esclarecimento do Disque Denúncia, com divulgação dos números em lugares públicos e veículos de transporte coletivo. 232) Integração da segurança pública (política) a projetos comunitários. 73 Moções Aprovadas Moção nº 1 Repúdio Endereçada para: Prefeitura de São Paulo e Governo do Estado de São Paulo Título: Não a violência contra a população de rua Os pacientes da penaria da Etapa Estadual da Conferência Nacional de Saúde Mental, repudiam a Prefeitura de S ao Paulo e o governo de São Paulo pela violência com que a Guarda Municipal e a Polícia Militar estão tratando as pessoas que moram nas ruas da cidade e pelo desrespeito aos Direitos Humanos da população de rua de São Paulo. Moção nº 2 Apoio Endereçada para: Conferência Nacional, Prefeitura de Campinas, Governo do Estado Título: Casa de cuidados 24 hs Nós abaixo assinados, denunciamos a URGÊNCIA da implantação de Casas de Cuidados 24 hs no Estado de São Paulo, para atender pessoas que necessitam de cuidados especializados em saúde, com comprometimento de autonomia, como demanda já apontadas pelos técnicos que trabalham nas unidades de urgência e emergência, hospitais gerais e Ação Integrada Saúde e Assistência social no Bom Dia Morador de Rua, confirmando esta necessidade. Moção nº 3 Repúdio Endereçada para: Governo do Estado de São Paulo Título: Repúdio ao Governo do Estado de São Paulo pela não realização da Conferência Estadual de Saúde Mental Intersetorial Nós, participantes delegados da Plenária de Saúde Mental Intersetorial, realizada em São Bernardo do Campo, São Paulo, no dia 22 de maio de 2010, repudiamos veementemente o Governo do Estado de São Paulo pela não realização da Conferência Estadual de Saúde Mental Intersetorial. 74 Moção nº 4 Endereçada para: Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e Fundação São Camilo – SP Título: Moção de Repúdio pelo estigma criado pelos novos formulários e cartão escrito ESQUIZOFRENIA Nós, participantes da Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial, realizada em São Bernardo do Campo – SP, no dia 22 de maio de 2010, repudiamos veementemente o Governo do Estado de São Paulo, através da sua Secretaria da Saúde quando transfere sua responsabilidade para a Fundação São Camilo e permite que tal fundação discrimine seus usuários, estampando o diagnóstico por extenso no cartão e formulário para retirada de alto custo, ferindo as diretrizes gerais da Política Nacional de Saúde Mental que tem no combate ao estigma um dos seus eixos constitutivos. Este fato vem ocorrendo na distribuição da medicação de alto custo para os usuários de Saúde Mental na Baixada Santista. Moção nº 5 Repúdio Endereçada para: Todos da Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial Título: Contra a admissão de novos casos de longa permanência em hospitais psiquiátricos. (Moradias em hospitais psiquiátricos) Nós, abaixo assinados protestamos contra a admissão em hospitais psiquiátricos de novos casos de pessoas que estão se tornando moradores dos hospitais, reforçando a prática de internação permanente e confirmando o despreparo e a não garantia de recursos para instalação de novos serviços que funcionem como suporte para este perfil de pacientes, muitos sem apoio familiar. Segundo o censo psicossocial dos moradores de hospitais do Estado, realizado em 2008, 25% do total de 6.349 internos, são referentes a internações permanentes admitidas recentemente, após 2001. Moção nº 6 Apoio Endereçada para: Município Itatiba (Secretário e Prefeito) Título: Preenchimento da vaga já existente do Profissional Psicologo no CTA/SAE Itatiba Conforme protocolo do CRT – São Paulo em todo centro de testagem e aconselhamento e serviço especializado em DST/AIDS – Itatiba, CTA/SAE, é necessário a equipe multiprofissional. Sendo assim, solicito, imploro o preenchimento de uma vaga para o profissional “psicólogo”, visto há perda em todos os aspectos tanto para os usuários, quanto para a equipe a falta do mesmo. 75 Moção nº 7 Repúdio Título: Extinção da unidade experimental de saúde da Fundação Casa A Fundação Casa, antiga Febem, criou uma anomalia da lei, quando criou a unidade experimental de saúde, para que adolescentes não tenham seu direito a liberdade assegurado. Deixa o adolescente trancado, sem tratamento específico, somente como “castigo social”. Com o uso de três secretarias para punir: Administração Penitenciária, Justiça e Saúde. Moção nº 8 Repúdio Endereçada para: Plenária Estadual de Saúde Mental Título: Repúdio atitude de entidade Irmãs Hospitaleiras De acordo com a lei 8080/90 o CAPS AD – Jardim Peri/Cachoeirinha, no seu território que cobre a região, faz restrição de medicamentos psiquiátricos os usuários do SUS. Atenciosamente, Jurema Marcelo Moção nº 9 Repúdio Título: Contra os hospitais psiquiátricos da cidade de Sorocaba Eu, Carolina Ribeiro, presenciei na cidade de Sorocaba, num manicômio feminino chamado “Mental/Medicina Especializada”, maus tratos a pacientes idosas, nas dependências das alas de internação. As senhoras, muito idosas, permaneciam encarceradas numa ala com pouca luminosidade e ventilação, pouco espaço, piso frio, banco de alvenaria e cheiro forte de urina. Muitas senhoras permanecem nestas alas totalmente nuas. Sorocaba é uma cidade essencialmente manicomial, gostaria que o Estado interviesse e implantasse os serviços de CAPS naquela cidade. 76 Moção nº 10 Repúdio Endereçada para: Secretário Estadual de Saúde de São Paulo e ao Governador do Estado de São Paulo Título: Contra a não convocação da Conferência Estadual Intersetorial de Saude Mental de SP Os delegados e delegadas da Plenária Estadual Intersetorial de Saúde Mental, reconhecida como etapa estadual pelo Conselho Nacional de Saúde, reunidos em 22 de maio de 2010, repudiam a não convocação e realização da Etapa Estadual pelo Governo de São Paulo e o governador do Estado de São Paulo. Zami Boni Moção nº 11 Repúdio Endereçada para: Governo Municipal de Sorocaba Título: Descompromisso com a saúde mental Sorocaba conta com 4 hospitais psiquiátricos com mais de 1.000 leitos. Conta, também, com 10 CAPS, todos administrados pelos hospitais psiquiátricos. Sorocaba está com aproximadamente 700 mil habitantes e nenhum CAPS III. O município tem 15 residências terapêuticas , que 13 são administrados, também, pelos hospitais. Não conta com pacientes beneficiados com o programa “de volta para casa”, não conta com NASF e nem com oficinas de geração de renda. Face essa realidade, o poder público do município de Sorocaba, continua na lógica manicomial e se exime da responsabilidade de garantir um atendimento humanizado, como prega a lei 10216. 77 Moção nº 12 Repúdio Endereçada para: Governo Estadual e Conferência Nacional de Saúde Mental Título: Repúdio contra a transferência da gestão da coisa pública para organizações sociais A Plenária Estadual de Saúde Mental, manifesta repúdio á transferência da gestão do Sistema Único de Saúde para as Organizações Sociais, atual política de governo do Estado de São Paulo, que contraria a diretriz fundamental do SUS, no que diz respeito à direção única do sistema e na condução das políticas públicas de saúde. Delegados Eleitos para a Etapa Nacional CAMPINAS Quadro 3: Delegados para a Etapa Nacional eleitos por Campinas Região/Município Campinas Delegado Segmento Titular Titular Usuários Usuários Titular Usuários Titular Titular Titular Titular Titular Trabalhador Gestor Intersetorial Intersetorial Intersetorial Nome Ivone Crescêncio da S. Mendonça Luciano Marques Lira Teresita Del Niño Jesus de la Nuez Quintana Larissa Nadine Rybka Eduardo Camargo Bueno Cátia Rose Gonçalves da Silva Adriana Cristina Gatti Marlene Feliciano de Oliveira Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok ok ok Quadro 4: Total Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos por Campinas Titular Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 3 1 1 3 8 78 Guarulhos Quadro 5: Delegados para a Etapa Nacional eleitos por Guarulhos Região/Município Delegado Guarulhos Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Segmento Nome Usuários Usuários Usuários Usuários Trabalhador Gestor Intersetorial Alexandre Marçal Abade de Souza Cristiane Alcântara de Lima Geraldo Luiz Fortunato João Mario de Oliveira Rocha Sebastião Oliveira Neto Eva Geslaine Medina dos Santos Sileide Celestino Pereira Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok ok Quadro 6: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos por Guarulhos Titular Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 4 1 1 1 7 Região CENTRO-LESTE (exceto Campinas) Quadro 7: Delegados para a Etapa Nacional eleitos pela região Centro-Leste Região/Município Delegado CentroLeste Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Segmento Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Trabalhador Trabalhador Trabalhador Nome Walter Alves de Oliveira Maria Helena da Cunha Ribeiro Sonia Maria Onófrio Godoy Alexandre Carlos Politezer Lucas de Oliveira Mendonça José Custódio Drumond Marlene Migiolaro Pucca Camila Marino Silva Maribel Cajete Vazquez Raquel Gomes da Silva Stellamaris Pinheiro de Souza Gestor Nascimento Gestor Raquel Pastana Teixeira Lima Gestor Telma Marques Intersetorial Michele Aparecida Diniz Oliveira Intersetorial Edson Olivari de Castro Intersetorial Henoch Pedro Rodrigues Junior Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok 79 Quadro 8: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos pela região Centro-Leste Titular Usuário Trabahador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 7 3 3 3 16 Região Centro-Oeste Quadro 9: Delegados para a Etapa Nacional eleitos pela região Centro-Oeste Região/Município Delegado CentroOeste Titular Titular Titular Titular Titular Titular Segmento Usuários Usuários Usuários Trabalhador Gestor Intersetorial Nome Valdinei Wanderley da Silva Edna Kazue Uemura Luciane Fernanda dos Santos Vitor Meneses de Melo Vera Lúcia de Paula Rodrigues Silvio Yasui Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok Quadro 10: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos pela região Centro-Oeste Titular Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 3 1 1 1 6 80 Região do ABC Quadro11: Delegados para a Etapa Nacional eleitos pela Região do ABC Região/Município Delegado ABC Segmento Nome Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Trabalhador Titular Trabalhador Titular Titular Titular Titular Trabalhador Gestor Gestor Gestor Titular Intersetorial Titular Titular Titular Intersetorial Intersetorial Intersetorial Olívia Ramos dos Santos Marcelo Sandro Nogueira Lucilia Laura Pinheiro Lopes Lucia de Nazare Oliveira Mário Alexandre Moro Elizabete Satie Henna Tatiana Fernandes Sebastião Antonio Gonçalves Ambrozio Guilherme Luz Fenerich Silvia Moreira Silva Cibele de Toledo C. Neder Lumena Almeida Castro Furtado Odete Maria da Cruz Nascimento Bernadete Mabel Rodrigues Vera Lucia Thomazeli Pisani Elienes Maria Alves de Souza Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok Quadro 12: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos pela Região do ABC Titular Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 6 3 3 4 16 81 Região NORDESTE Quadro 13: Delegados para a Etapa Nacional eleitos pela Região NORDESTE Região/Município Delegado Nordeste Segmento Titular Titular Usuários Usuários Titular Trabalhador Titular Titular Titular Suplente Suplente Suplente Suplente Suplente Suplente Gestor Intersetorial Intersetorial Usuários Usuários Trabalhador Gestor Intersetorial Intersetorial Nome Miriam da Silva Vernille Sun Ju Szu Solange de Fatima Fernandes Lico Alexandre Firmo de Souza Cruz Debora Baracho Cláudio Edílio Pinheiro da Silva Denesmarques Gomes Lemos Marcos Antonio Bardella Marina Bottura Machado Iolanda Cristina Barbério Marilda Cardozo de Almeida Lara Gilberto Chierentin Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok Quadro 14: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos pela Região NORDESTE Titular Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 2 1 1 2 6 Região NOROESTE Quadro 15: Delegados para a Etapa Nacional eleitos pela Região NOROESTE Região/Município Noroeste Delegado Titular Segmento Nome Trabalhador Irene Faustino de Faria Junqueira Ficha Preenchida ok Quadro 22: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos pela Região NOROESTE Titular Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 0 1 0 0 1 82 Região Sul Quadro 16: Delegados para a Etapa Nacional eleitos pela Região Sul Região/Município Delegado Sul Segmento Titular Titular Titular Usuários Usuários Usuários Titular Usuários Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Titular Trabalhador Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Nome Nirvani Ambrósio Eremy Enyr de Souza Carvalho Oliete do Prado Francisco de Assis Gonçalves Valerio Douglas de Almeida Parra Valdeci da Silva Angélica Aparecida da Costa Florisvaldo Alexandre dos Santos Adilson Lopes dos Santos Maria de Fátima F.G.R. Pontes Ediginalva Maria Souza Dantas Paulo Anan Edvaldo Alexandre da Silva Isabel Nobre de Lima Jean Carlos Arnol Braz Cid José Viana José Gonçalo de Araújo Geraldo Peixoto Jorge Hideo Tomanari Paulo Luiz de Souza Maurício Okamura Graziella Ferraresi de Castro Danielle Marques Morgado Fernando Diogo Padovan Sandra Regina Batista Oliveira Antunes Manoel Goulart Tatiana de Souza Borges da Silva Vlamir Mateus Leite Thais Soboslai Neide M. S. Bizarro Maria Clara Schnaidman Suarez Nelson Júnior Cardoso da Silva Katia de Paiva Luciene Carmelita da Silva Maria Lucia Almeida Ramos Nelci Ramos Andregheto Evanilde Gomes da Cruz Luciana Aparecida Affonso Pignatari Sandra Lia Chioro dos Reis Silvia Regina Scolfaro Ester Moraes Schunck Guedes Ione Aparecida Xavier Teresinha Ferreira Jupira Aparecida Prestes Célia Regina Silva Moacir Santos de Oliveira Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok 83 Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial José Fernandes Ribeiro Margarida Angelica Menzel Quadros Victor Martins de Souza Fabiano Daniel Silva Maria Zeli Andrade Maria Odete Pereira Gilmara Silva da Conceição Luís Rogério Alves dos Santos ok ok ok ok ok ok ok ok Quadro 17: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos pela Região Sul Titulares Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 20 10 10 14 54 São Paulo Quadro 18: Delegados para a Etapa Nacional eleitos pela cidade de São Paulo Região/Município Delegado São Paulo Segmento Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Usuários Titular Usuários Nome Anselmo Silva Severino Lima de Melo Adão do Carmo Regina Celia Pedrosa Vieira Estevão Soares Scaglione Marcio Miranda Maria Helena Lima de Freitas Carmen Condes da Silva José Guilherme de Andrade Ricardo D. Santos Carlos Eduardo Ferreira Rosa do Nascimento Doralice Sacramento Brito Olga Luisa León de Quiroga Idicleia Generoso da Silva Kezia Adriana de Araújo Alves Tarcísio Geraldo Faria Remo Vitorio Cherubim Cícero Rodrigues da Silva Jutta Pecsi Fusaro Maria Adenilda Mastelaro Frederico Soares de Lima Neuza Maria Paiva José Alfredo Pereira da Silva Francelene Rodrigues Francisca das Chagas Felix Souza Ficha Preenchida ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok 84 Titular Titular Titular Titular Titular Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Titular Trabalhador Titular Titular Trabalhador Trabalhador Titular Trabalhador Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Gestor Gestor Titular Gestor Titular Titular Titular Titular Titular Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Titular Gestor Titular Gestor Titular Gestor Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Titular Gestor Gestor Gestor Gestor Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Lourdes Estevão de Araújo Ana Rosa Garcia da Costa Maria Goreti Palmeira Santos Milena Aparecida Videira Selma Maria Silva dos Santos Robélia Aparecia Vasconcelos Santos Catelli Maria Lucia Silva Rogério Giannini Castálide Benetom de Campos Lopes Renata Martins Brandão Pedro Carlos da Silva Carneiro Antonio Lancetti Adalberto Lamerato Costa Magda Castro Lopes Gebrim Marilia Lapponi Ana Luiza Aranha e Silva Juvenal Marques Oliveira Neto Cecília das Neves de Assumpção Dulce Helena Nascimento Pazini Doraci Maria Afonso Castro Darlene Dias da Silva Pinto José Luiz de Lima Sônia Barros Márcia Aparecida Ferreira de Oliveira Celina Maria José de Oliveira Maria Auxiliadora Camargo Cusinato Rosangela Ogawa Christiane Mery Costa Deborah Sereno Wilmar Ezequiel dos Santos Ângela de Nazaré Santana Elias Adriana Eiko Matsumoto Marizette Duca Pessoa Rachel Gouveia Passos Maria Madalena Rodrigues Wu Jorge Artur Canfield Floriane Fabiana de Oliveira Brentan Nadir Aparecida Costa de Godoi Rute Barreto Ramos Elaine Dias Vasconcelos Maria Diva de Faria Rosivaldo Santos Sales Sergio Godines Maria Eliete de Souza Paulo Martins Moreira Silvia Helena de Andrade Isaias da Silva Maria Goretti Vieira Mendonça ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok ok 85 Quadro 19: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional eleitos pela cidade de São Paulo Titulares Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 26 15 15 18 74 86 Total de Delegados Eleitos para a Etapa Nacional Titulares Quadro 20: Delegados Eleitos para a Etapa Nacional pelo Estado de São Paulo Nome do Delegado Titular 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Adão do Carmo Adilson Lopes dos Santos Alexandre Carlos Politezer Alexandre Marçal Abade de Souza Angélica Aparecida Costa Anselmo Silva Carlos Eduardo Ferreira Carmen Condes da Silva Cícero Rodrigues da Silva Cid José Viana Cristiane Alcântara de Lima Doralice Sacramento Brito Douglas de Almeida Parra Ediginalva Maria Souza Dantas Edna Kazue Uemura Edvaldo Alexandre da Silva Elizabete Satie Henna Eremy Enir de Souza Carvalho Estevão Soares Scaglione Florisvaldo Alexandre dos Santos Francelene Rodrigues Francisca das Chagas Felix Souza Estado SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Tipo de delegado Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Eixo 1 Eixo 2 Eixo 3 1ª opção 2ª opção 1ª opção 2ª opção 1ª opção 2ª opção 1 5 9 5 1 5 8 5 1 9 1 5 1 2 7 1 1 4 6 9 1 5 2 7 1 2 4 3 5 2 2 1 3 6 4 5 1 9 1 8 2 3 8 5 4 7 1 2 4 5 5 9 1 6 4 2 8 1 9 6 6 9 5 8 3 6 5 7 7 9 2 4 1 6 5 3 4 7 7 9 1 6 1 5 4 6 1 4 9 4 5 9 8 9 2 4 8 5 1 2 7 4 1 9 3 6 2 7 2 1 2 3 4 7 3 7 5 6 1 5 2 5 6 7 1 4 6 2 9 4 3 7 87 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 Francisco de Assis Gonçalves Valerio Frederico Soares de Lima Geraldo Luiz Fortunato Geraldo Peixoto Idicleia Generoso da Silva Isabel Nobre de Lima Ivone Crescêncio da S. Mendonça Jean Carlos Arnol Braz João Mario de Oliveira Rocha Jorge Hideo Tomanari José Alfredo Pereira da Silva José Custódio Drumond José Gonçalo de Araújo José Guilherme de Andrade Jutta Pecsi Fusaro Kezia Adriana de Araújo Alves Lucas de Oliveira Mendonça Lucia de Nazare Oliveira Luciane Fernanda dos Santos Luciano Marques Lira Lucilia Laura Pinheiro Lopes Marcelo Sandro Nogueira Marcio Miranda Maria Adenilda Mastelaro Maria de Fátima F.G.R. Pontes Maria Helena da Cunha Ribeiro Maria Helena Lima de Freitas Mário Alexandre Moro Marlene Migiolaro Pucca Miriam da Silva Vernilhe Neuza Maria Paiva Nirvani Ambrósio SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário 5 5 2 2 5 1 2 2 3 9 2 1 2 5 5 5 8 5 7 8 5 1 7 1 9 3 2 5 1 5 7 1 2 1 9 8 8 9 5 5 9 3 5 2 3 2 9 9 9 9 1 5 7 7 5 2 3 4 7 9 9 1 8 8 7 9 1 1 9 3 7 2 1 1 8 1 4 5 3 7 1 9 1 6 3 2 1 6 3 4 2 5 3 2 3 1 8 5 3 6 8 9 5 6 3 5 1 6 5 9 6 8 3 3 8 9 9 7 6 7 1 5 8 9 6 7 8 6 7 7 7 2 1 4 6 5 1 2 1 1 3 4 4 6 1 2 1 8 1 1 6 1 7 4 1 8 6 2 1 1 2 1 9 3 5 9 2 7 3 6 4 5 7 6 6 7 6 7 7 6 7 7 8 7 5 7 2 2 1 4 6 2 88 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 Olga Luisa León de Quiroga Oliete do Prado Olívia Ramos dos Santos Paulo Anan Paulo Luiz de Souza Regina Celia Pedrosa Vieira Remo Vitorio Cherubim Ricardo D. Santos Rosa do Nascimento Severino Lima de Melo Sonia Maria Onófrio Godoy Sun Ju Szu Tarcísio Geraldo Faria Teresita Del Niño Jesus de la Nuez Quintana Valdeci da Silva Valdinei Wanderley da Silva Walter Alves de Oliveira Adalberto Lamerato Costa Ana Rosa Garcia da Costa Antonio Lancetti Camila Marino Silva Castálide Benetom de Campos Lopes Danielle Marques Morgado Fernando Diogo Padovan Graziella Ferraresi de Castro Guilherme Luz Fenerich Irene Faustinode Faria Junqueira Larissa Nadine Rybka Lourdes Estevão de Araújo Magda Castro Lopes Gebrim Manoel Goulart SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário Usuário 5 1 1 4 5 5 1 9 2 2 3 5 5 8 2 2 6 9 9 2 2 5 7 9 9 7 5 1 3 4 6 9 6 3 5 9 3 6 5 7 3 9 5 9 5 9 6 7 2 4 1 9 1 4 7 2 3 4 1 1 1 5 2 2 8 2 5 1 4 7 1 2 6 6 6 7 7 3 SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Usuário Usuário Usuário Usuário Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador 1 3 2 1 1 1 1 1 1 5 2 9 9 2 1 5 1 1 7 2 7 5 5 3 9 9 5 7 3 8 3 9 9 9 9 9 8 3 6 1 1 9 1 3 1 1 6 5 1 1 7 6 1 3 1 9 7 9 2 5 2 6 6 2 8 3 5 7 6 7 3 5 1 1 2 2 1 6 1 6 5 1 1 1 7 1 6 1 3 3 5 4 7 5 2 2 3 1 7 2 3 5 8 6 9 5 1 7 89 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 Maria Goreti Palmeira Santos Maria Lucia Silva Maribel Cajete Vazquez Marilia Lapponi Maurício Okamura Milena Aparecida Videira Neide M. S. Bizarro Pedro Carlos da Silva Carneiro Raquel Gomes da Silva Renata Martins Brandão Robélia Aparecia Vasconcelos Santos Catelli Rogério Giannini Sandra Regina Batista Oliveira Antunes Sebastião Antonio Gonçalves Ambrozio Sebastião Oliveira Neto Selma Maria Silva dos Santos Solange de Fatima Fernandes Lico Tatiana de Souza Borges da Silva Tatiana Fernandes Thais Soboslai Vitor Meneses de Melo Vlamir Mateus Leite Adriana Cristina Gatti Adriana Eiko Matsumoto Ângela de Nazaré Santana Elias Bernadete Mabel Rodrigues Cátia Rose Gonçalves da Silva Célia Regina Silva Cláudio Edílio Pinheiro da Silva Debora Baracho Edson Olivari de Castro SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador 1 6 8 7 2 1 3 9 6 9 5 9 9 9 4 7 8 1 8 1 3 7 2 5 2 3 3 1 1 1 8 9 3 2 6 5 4 2 3 2 9 6 3 2 1 6 2 1 1 1 2 4 4 1 4 2 6 2 5 2 SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Trabalhador Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial 1 1 1 3 9 2 9 9 3 2 1 9 1 7 5 7 7 1 8 5 5 3 7 7 9 1 4 3 4 5 3 9 1 5 5 1 8 2 5 5 8 8 4 6 3 3 9 3 5 7 1 3 3 5 7 9 7 7 5 5 7 4 2 5 4 1 2 1 4 1 9 9 4 4 3 5 5 5 8 7 7 6 6 7 1 2 2 1 7 1 1 9 6 4 9 7 6 4 6 2 6 1 5 3 5 4 8 6 9 5 3 6 3 7 5 1 9 1 9 9 1 2 2 7 2 9 90 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 146 147 148 Elaine Dias Vasconcelos Elienes Maria Alves de Souza Ester Moraes Schunck Guedes Fabiana de Oliveira Brentan Fabiano Daniel Silva Gilmara Silva da Conceição Henoch Pedro Rodrigues Junior Ione Aparecida Xavier Isaias da Silva Jorge Artur Canfield Floriane José Fernandes Ribeiro Jupira Aparecida Prestes Luís Rogério Alves dos Santos Margarida Angelica Menzel Quadros Maria Diva de Faria Maria Eliete de Souza Maria Goretti Vieira Mendonça Maria Madalena Rodrigues Wu Maria Odete Pereira Maria Zeli Andrade Marizette Duca Pessoa Marlene Feliciano de Oliveira Michele Aparecida Diniz Oliveira Moacir Santos de Oliveira Nadir Aparecida Costa de Godoi Odete Maria da Cruz Nascimento Paulo Martins Moreira Rachel Gouveia Passos Rosivaldo Santos Sales Rute Barreto Ramos Sergio Godines Sileide Celestino Pereira SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial 1 8 5 7 8 2 1 7 7 7 5 6 2 2 3 9 7 7 3 5 5 1 9 1 1 7 3 7 2 7 3 7 8 3 7 1 6 9 8 8 9 1 8 8 9 6 5 4 9 1 7 8 1 9 5 3 2 8 9 9 7 5 9 1 9 9 6 4 1 5 1 5 1 7 2 1 5 6 6 9 9 5 3 6 5 5 8 1 1 4 7 9 8 9 2 7 8 2 8 8 3 6 6 9 3 8 4 7 6 8 8 2 4 8 8 8 7 7 9 5 5 8 8 3 3 8 3 6 2 1 1 1 3 7 3 4 1 9 1 1 7 1 8 1 9 5 2 5 5 1 5 1 1 5 3 3 1 2 8 1 6 5 5 3 4 9 8 9 9 4 2 7 9 5 5 4 6 4 7 1 3 9 9 2 4 1 4 1 2 6 3 2 91 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 Silia Helena de Andrade Silvio Yasui Teresinha Ferreira Vera Lucia Thomazeli Pisani Victor Martins de Souza Alexandre Firmo de Souza Cruz Ana Luiza Aranha e Silva Cecília das Neves de Assumpção Celina Maria José de Oliveira Christiane Mery Costa Cibele de Toledo C. Neder Darlene Dias da Silva Pinto Deborah Sereno Doraci Maria Afonso Castro Dulce Helena Nascimento Pazini Eduardo Camargo Bueno Eva Geslaine Medina dos Santos Evanilde Gomes da Cruz José Luiz de Lima Juvenal Marques Oliveira Neto Katia de Paiva Luciana Aparecida Affonso Pignatari Luciene Carmelita da Silva Lumena Almeida Castro Furtado Márcia Aparecida Ferreira de Oliveira Maria Auxiliadora Camargo Cusinato Maria Clara Schnaidman Suarez Maria Lucia Almeida Ramos Nelci Ramos Andregheto Nelson Júnior Cardoso da Silva Raquel Pastana Teixeira Lima Rosangela Ogawa SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Intersetorial Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor 8 1 5 5 5 2 8 1 5 1 9 3 1 1 1 3 1 7 6 1 1 6 2 1 8 2 1 2 1 1 1 9 5 7 7 7 7 1 5 3 9 7 7 4 7 5 3 2 8 9 3 9 3 8 9 9 9 6 8 3 3 2 9 7 4 3 1 8 4 3 1 4 5 6 4 5 2 5 3 1 1 1 3 6 1 1 6 9 3 3 1 1 4 1 2 5 7 1 9 5 7 7 5 6 9 2 5 7 5 9 6 2 4 7 7 8 2 3 8 3 7 5 2 2 5 3 6 3 4 1 1 7 1 1 2 4 1 2 2 4 2 1 2 9 2 2 2 1 2 4 3 1 1 2 1 1 1 1 1 1 6 5 6 1 3 2 7 6 2 3 7 5 4 2 3 7 4 3 9 6 1 5 9 9 2 4 2 2 5 2 4 2 92 181 182 183 184 185 186 187 188 Sandra Lia Chioro dos Reis Silvia Moreira Silva Silvia Regina Scolfaro Sônia Barros Stellamaris Pinheiro de Souza Nascimento Telma Marques Vera Lúcia de Paula Rodrigues Wilmar Ezequiel dos Santos SP SP SP SP SP SP SP SP Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor Gestor 1 7 3 8 9 2 1 1 2 8 6 9 7 3 3 2 1 7 3 3 3 3 2 3 2 8 4 5 1 7 4 7 1 2 4 1 1 2 4 2 2 1 5 2 2 7 2 3 QUADRO 21: Total de Delegados Titulares Eleitos para a Etapa Nacional pelo Estado de São Paulo Titular Usuário Trabalhador Gestor Intersetorial TOTAL Quantidade 71 36 35 46 188 93 Comissão Organizadora Coordenação Geral Lumena Almeida Castro Furtado Maria Adenilda Mastelaro Maria Fernanda de Silvio Nicacio Comissão Executiva Andréia De Conto Garbin Elisa Zaneratto Rosa Estevão Soares Scaglione Guilherme Luz Fenerich Igor da Costa Boryson José Guilherme de Andrade Lumena Almeida Castro Furtado Maria Adenilda Mastelaro Maria Ermínia Ciliberti Maria Fernanda de Silvio Nicacio Mario Alexandre Moro Moacyr Miniussi Bertolino Neto Neuza Maria Paiva Rosangela Aparecida Talib Suzana Campos Robortella Tiago Noel Ribeiro Valéria Cristina Lopes Vera Marina Silva Comissão de Comunicação Edilaine Rosin Eduardo Ferreira de Souza Elizabete Satie Henna José Guilherme de Andrade Marcos Aurélio Colen Leite Mario Alexandre Moro Neuza Maria Paiva Rachel Gouveia Passos Vitória Aparecida Pinal de Souza 94 Comissão de Infraestrutura Andréia De Conto Garbin Antonio Luiz Marcelino Jana Pinto Koosah José Albano Felipe Vieira Lucas André Soler Maria Dirce Cordeiro Ronaldo Moreira Sueli Ferreira Schiavo Suzana Campos Robortella Vera Marina Silva Mariangela Aoki Comissão de Programação Ajax Perez Salvador Florianita Campos Antonio Lancetti Elisa Zaneratto Rosa Igor da Costa Boryson Lumena Almeida Castro Furtado Marcia Aparecida Ferreira de Oliveira Maria Ermínia Ciliberti Maria Fernanda de Silvio Nicacio Sônia Barros Maria Adenilda Mastelaro Estevão Soares Scaglione Guilherme Luz Fenerich Comissão de Relatoria Relatoria das Propostas Municipais Alberto Olavo Advíncula Reis Alina Zoqui de Freita Cayres Ariana Queiroz de Oliveira Camila Junqueira Muylaert Elizabete Satie Henna Felipe Lessa da Fonseca Livia Soledade de Moraes Rego Maria Margarida Licursi Prates Michelle de Souza Vasconcelles Moacyr Miniussi Bertolino Neto Moisés de Jesus Costa Leite Rosemar Aparecida Prota da Silva Stellamaris Pinheiro de Souza Nascimento 95 Relatoria dos Grupos Ajax Perez Salvador Alina Zoqui de Freita Cayres Ana Lúcia Marinho Marques Cristina Freire Weffort Dario Henrique Teófilo Schezzi Denise Calvo Heloisa Garcia Claro Marcela Westin Garcia Resende Melissa Tieko Muramoto Paula Hayasi Pinho Rosângela Ogawa Silvio Yasui Relatoria de Apoio Geral aos Grupos Moacyr Miniussi Bertolino Neto Relatoria Final Alina Zoqui de Freita Cayres Ana Lúcia Marinho Marques Andréia De Conto Garbin Cristina Eiko Sakai Elizabete Satie Henna Maria Margarida Licursi Prates Melissa Tieko Muramoto Moacyr Miniussi Bertolino Neto Paula Hayasi Pinho Stellamaris Pinheiro de Souza Nascimento Coordenação Geral da Relatoria Alberto Olavo Advíncula Reis Moacyr Miniussi Bertolino Neto Stellamaris Pinheiro de Souza Nascimento 96 Coordenadores de Grupos Adriana Eiko Matsumoto Ana Figueiredo Antônio Lancetti Fernando Sfair Kinker Isabel Cristina Fuentes Jorge Harada Paulo Muniz Pedro Carneiro Sandra Fagundes Facilitadores Ana Galuzzi Camila Junqueira Muylaert Graziella Barbosa Barreiros Iana Profeta Ribeiro Luzinete Freitas Alves Márcia Novaes Maria Elisabeth Meola Maria Margarida Licursi Prates Maria Regina Tonin Mirian Fernandes Taís Junqueira Neme Teresinha Aleixo 97