ATENAS CURSOS
CAPACITAÇÃO EM ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO
A DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E AS LIMITAÇÕES NA
APRENDIZAGEM
ACADÊMICA: OLGANI DE MORAES LOSS
CURSO: CAPACITAÇÃO EM AEE
PROFESSOR: SIRIO CHIES
PASSO FUNDO, MARÇO DE 2015.
1) TEMA
A Deficiência Intelectual e as limitações na aprendizagem.
2) PROBLEMA
Diante da realidade observada na escola, faz-se necessário um estudo profundo e
detalhado para entender a deficiência intelectual e a sua influência no desenvolvimento
e a aprendizagem da criança. Buscando socializar saberes e experiências para
desenvolver um trabalho sistemático e compartilhado entre a classe do ensino regular e
a sala de recursos.
3) OBJETIVO GERAL
Conhecer como a deficiência intelectual se desenvolve e atua no ser humano,
interferindo principalmente na aprendizagem.
4) OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Perceber a criança que está apresentando características de deficiência intelectual na
sala de aula regular, para encaminhá-la a direção da escola e diagnóstico médico.
Compreender como se processa a deficiência intelectual na criança, em cada grau.
Aprender como estimular a criança com deficiência intelectual para desenvolver a
aprendizagem.
Facilitar a aprendizagem da criança com deficiência intelectual, buscando
desenvolver estratégias diferenciadas para ensiná-las.
Proporcionar meios que ajudem a adaptação e socialização no ambiente ao qual a
criança pertence.
Identificar as práticas pedagógicas utilizadas na construção da aprendizagem do
aluno.
5) JUSTIFICATIVA:
O presente projeto salienta a importância do conhecimento sobre a deficiência
intelectual e a busca pelo desenvolvimento de estratégias diferenciadas para trabalhar,
as quais despertem a motivação nas crianças e o desejo do aprender com significado.
Tendo em vista a necessidade de que as crianças com deficiência intelectual possuem
em vivenciar um ambiente acolhedor e alfabetizador que atendam as suas expectativas e
limitações, possibilitando a aprendizagem com atividades lúdicas, criativas e não
convencionais que proporcionem o prazer pela aprendizagem, tornando-a uma atividade
significativa e indispensável na construção do conhecimento e na afirmação da sua
autoestima, percebendo-se sujeitos capazes de aprender.
Diante disso e acerca da deficiência intelectual cabe destacar que “É preciso ter uma
visão positiva das deficiências, pois uma criança com deficiência não é uma criança
defeituosa”. (VIGOTSKY,1995). Sabemos que todas as crianças são capazes de
aprender diante do seu potencial, do seu tempo e da sua maneira, por isso é importante
insistir e criar condições para que a criança aprenda.
6) HIPÓTESE DE PESQUISA
Alunos portadores de deficiência intelectual apresentam dificuldades ou certas
limitações na aprendizagem. Muitos deles repetem duas a três vezes a mesma série e
depois são promovidos para o próximo ano. A maioria deixa de frequentar a escola
depois de passar por todas as séries ou abandonam pela defasagem de idade, sem ter
aprendido a ler, a escrever e fazer cálculos. A preocupação centra-se em como o
professor da classe regular, da sala de recursos quando existe e a escola poderão auxiliar
os referidos alunos no processo ensino-aprendizagem com êxito. A escola deveria ter
condições de realmente incluir o aluno com deficiência e não muitas vezes ser apenas
mais um na sala de aula.
7)
METODOLOGIA
O desenvolvimento do presente estudo terá ênfase na busca de conhecimentos sobre
a deficiência intelectual, estudo e análise de referências selecionadas e a reflexão sobre
as informações, confrontando a prática docente com os pressupostos teóricos que
fundamentarão os estudos a serem realizados.
8) FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A história da atenção à pessoa com deficiência tem se diferenciado pela segregação,
seguida pela consequente e gradativa exclusão, sob diferentes contextos, dependendo do
período histórico focalizado. No transcorrer da História da Humanidade foram se
diversificando a visão e a concepção que as diferentes sociedades tinham acerca da
pessoa com deficiência.
A forma de discorrer e por consequência a forma de atuar com relação à pessoa com
deficiência enquanto fato e à pessoa com necessidades educacionais especiais enquanto
ser modificaram-se no transcorrer do tempo e das condições sócio históricas.
Na antiguidade, que é a etapa do extermínio, na Roma e Grécia Antiga, não existem
dados objetivos sobre a relação entre a sociedade e a pessoa com deficiência. A pessoa
diferente, com restrições funcionais e necessidades individualizadas, era praticamente
exterminada por meio do abandono, o que não importava um problema de caráter ético
ou moral. (CARVALHO e TURECK, 2006).
Na idade média, etapa da filantropia, com aparecimento do cristianismo e
consequente constituição e fortalecimento da Igreja Católica passa a existir um novo
segmento: o clero. (CARVALHO, ROCHA e SILVA, 2006).
As pessoas doentes, defeituosas e/ou mentalmente comprometidas, de acordo com os
conceitos cristãos, não podiam mais ser exterminadas, já que igualmente eram criaturas
de Deus. A política vigorante era a de benefícios. Da mesma forma que na antiguidade,
alguns permaneciam a ser usados como fonte de entretenimento, como bobos da corte,
como material de exposição, e assim por diante. (CARVALHO, ROCHA e SILVA,
2006).
Deste modo, eram visivelmente desconhecidas à própria sorte, dependendo, para
sua sobrevivência, da boa vontade e beneficência humana, na melhor condição eram
acolhidos em igrejas, conventos, asilos. (CARVALHO, ROCHA e SILVA, 2006)
A educação, nesse período, tinha duas vertentes de objetivos: um de caráter religioso
visava formar subsídios para o clero. Outra, caracterizada por objetivos característicos,
dependendo do local e dos valores assumidos pela sociedade, variando de formação
para a guerra, até a formação para as artes.
Na Idade Moderna no que se refere à deficiência, deu início ao surgimento de
novos conceitos, concernentes à sua natureza orgânica, produto de origens naturais.
Deste modo concebido, passou igualmente a serem abordados por meio da alquimia, da
magia e da astrologia, procedimentos da então iniciante medicina, metodologia
importante do século XVI. O século XVII foi palco de novos progressos na ciência
produzida na área da medicina, o que fortaleceu a tese da organicidade, e ampliou a
concepção da deficiência como procedimento natural.
Na idade contemporânea, com enfoque nos séculos XVIII e XIX, noção de norma e
normalidade, tendo como princípio norteador, pessoa limitada, mas com potencialidade,
capaz, beneficiando um espaço de convivência menos restrito. Começa-se a
compreender as probabilidades de aprendizagem da pessoa com deficiência.
Desenvolvem-se alternativas para os alunos que, em função de suas necessidades
educativas não conseguem se desenvolver no sistema comum de educação.
(CARVALHO, ROCHA e SILVA, 2006).
Nos anos 60 a 80, etapa da integração, marco referencial da consolidação dos
movimentos sociais, tendo como princípios normatizadores a individualização, a
normalização e a integração da pessoa com deficiência.
No final dos anos 70 e anos 80, consolidação do paradigma da integração. Parecer de
um novo modelo de convívio social. Trabalha-se o aluno com deficiência fora do
contexto social, depois de preparado, procura-se integrá-lo na sociedade. Logo a
sociedade não se transforma.
Nos anos 90, etapa da inclusão, revolução de valores e costumes, respeito a
heterogeneidade humana, modificações na estrutura da sociedade e da educação escolar.
Escola inclusiva considera a necessidade de todos os alunos, estruturando-se em função
destas necessidades. A composição educativa existente deve ser competente para
atender a todos, nos seus díspares níveis de ensino. Escola e educação procuram ajuda
para trabalhar a diferença, sem tirá-la da convivência social. No século XXI, inclusão,
políticas e intervenções cruciais e afirmativas no procedimento de desenvolvimento do
sujeito, e reajuste da realidade social. A proposta específica da inclusão, especialmente
em esfera escolar, é a de ultrapassar as circunstâncias de exclusão, reconhecendo os
direitos da heterogeneidade e estimulando a participação social na sociedade. (IACONO
e SILVA, 2006).
O paradigma da institucionalização foi primeiro a caracterizar a relação da sociedade
com a parcela da população formada pelas pessoas com deficiência. Conventos e asilos,
acompanhado pelos hospitais psiquiátricos, constituíram-se em lugares de
confinamento, em vez de lugares para terapêutica das pessoas com deficiência. Na
realidade, tais instituições eram, e muitas vezes ainda o são, pouco mais do que prisões.
(CARVALHO, ROCHA e SILVA, 2006).
Diferenciou-se, desde o princípio, pela remoção das pessoas com deficiência de suas
comunidades de origem e pela manutenção delas em instituições residenciais
segregadas, frequentemente estabelecidas em localidades longínquas de suas famílias.
Apenas no século XX, por volta de 1960, é que o paradigma da institucionalização
começou a ser criticamente analisado. (CARVALHO, ROCHA e SILVA, 2006).
Por outro lado, há que se recomendar que a década de 60 marcou-se, intensa e
fortemente, por um procedimento geral de reflexão e de critica sobre os direitos
humanos e, mais designadamente, a respeito dos direitos das minorias, principalmente
quanto à reformulação de conceitos e a procura de novas pratica no trato de deficiência.
De maneira geral, admite-se que pessoas com deficiência precisam sim, de serviços
de avaliação e de habilitação proporcionados no contexto de suas comunidades. Porém,
ao mesmo tempo, que estas não são as únicas providencia necessário, caso a sociedade
anseie manter com essa parcela de seus constituintes uma relação de consideração, de
honestidade e de justiça.
Os suportes podem ser de diversos tipos (social, econômico, físico, instrumental) e
apresentam como papel favorecer a construção de um processo que se passou a designar
inclusão social.
Também é de fundamental importância ter clareza de que para concretizar o
processo de inclusão no ensino regular, promover o desenvolvimento educacional e,
consequentemente a maior participação social da pessoa com deficiência, é
imprescindível investir em pesquisa, em recursos materiais e em tecnologias, bem como
na formação continuada de professores para, enfim, propiciar as melhores condições
possíveis no atendimento aos alunos com deficiência.
Alguns estudos defendem a inclusão integral do aluno com deficiência, já que sua
presença no ensino comum deixará evidente as necessidades de adequação e que não
será admissível vislumbrar um cenário da realidade da escola inclusiva sem presença da
criança especial, desde a educação infantil, no dia-a-dia da prática pedagógica onde e
quando se dão as trocas sociais e afetivas entre seus pares e o professor.
Promover a inclusão, não é exclusivamente admitir que o aluno com deficiência
esteja matriculado no ensino comum, mas sim garantir que lhe sejam proporcionadas
condições de aprendizagem.
Alunos com deficiência intelectual, com deficiência significativa, não conseguem
atingir um grau de desenvolvimento que lhes permita iniciar ou concluir o processo
educacional profissionalizante e serem encaminhados ao mercado de trabalho. Esses
alunos são encaminhados para programas que visem à competência de vida. Programas
tais onde atuam na área da autonomia da pessoa com deficiência intelectual nas
atividades da vida diária, na higiene, alimentação e nos cuidados pessoais como se
vestir, locomoção e preparação de comida, assim como na comunicação.
8) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARVALHO, A. R. de: ROCHA, J. V. da: SILVA, V. L. R. R. da. Pessoa com
deficiência na história: modelos de tratamento e compreensão. In: Programa
Institucional de ações relativas às pessoas com necessidades especiais - PEE
(org). Pessoa com deficiência: aspectos teóricos e práticos. Cascavel: EDUNIOESTE,
2006. p. 15 – 56.
CARVALHO, J. R: TURECK, L. T. Z. Algumas reflexões sobre a inclusão escolar de
alunos com deficiência. In: Programa Institucional de ações relativas às pessoas com
necessidades especiais - PEE (org). A pessoa com deficiência na sociedade
contemporânea: problematizando o debate. Cascavel: EDUNIOESTE, 2006. p. 63 – 89.
VIGOTSKY,L.S. Fundamentos de Defectologia. Obras Completas, Tomo V, Ed.
Pueblo y Educación, ciudad de la Habana, Cuba, 1995.
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