Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
Maternidade Humanizada|1
UNIFAVIP | DEVRY
CENTRO UNIVERSITARIO DO VALE DO IPOJUCA
CORDENAÇÃO DE ARQUITETURA E URBANISMO
CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO
IALLY KAREN BRITO RICARDO
SINTA-SE EM CASA:
Anteprojeto arquitetônico de uma maternidade humanizada privada no município de
Belo Jardim - PE
CARUARU
2014
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
Maternidade Humanizada|2
Ially Karen Brito Ricardo
SINTA-SE EM CASA:
Anteprojeto arquitetônico de uma maternidade humanizada privada no município de
Belo Jardim - PE
Trabalho de conclusão de curso apresentado
ao Centro Universitário do Vale do Ipojuca,
como requisito para obtenção do titulo de
Bacharel em Arquitetura e Urbanismo.
Orientador: Prof. Msc. Fernando Medeiros.
CARUARU
2014
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
Maternidade Humanizada|1
Catalogação na fonte Biblioteca do Centro Universitário do Vale do Ipojuca, Caruaru/PE
Ricardo,
Ially
Karen
Brito.
Sinta-se em casa: anteprojeto arquitetônico de uma
maternidade humanizada privada no município de Belo Jardim-PE
/ Ially Karen Brito Ricardo. – Caruaru: UNIFAVIP | DeVry, 2014.
126 f.: il.
R488s
Orientador: Fernando Medeiros.
Trabalho de Conclusão de Curso (Arquitetura e Urbanismo)
– Centro Universitário do Vale do Ipojuca.
Inclui apêndice.
1. Maternidade. 2. Parto. 3. Humanização. 4. Bem estar. I.
Título.
CDU 72[14.2]
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário: Jadinilson Afonso CRB-4/1367
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
Maternidade Humanizada|2
AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus por ter me proporcionado por tudo que consegui até
hoje e por me iluminar em todos os momentos difíceis e por tudo que já consegui até
hoje. Também agradeço aos meus pais, Ivo e Carminha, que sempre estão comigo,
me apoiando em todos os momentos fáceis e difíceis.
Em especial ao meu namorado Igor uma das pessoas mais especiais em minha
vida, que acompanhou toda a minha jornada, sempre me motivando, apoiando,
torcendo, transmitindo força, amor e paciência, e por sua ajuda com as normas da
ABNT e auxilio nas visitas técnicas para o estudo de caso realizado neste trabalho.
Ao meu orientador, Fernando Medeiros, por todo o apoio, ensinamentos, confiança,
e por se dedicar a este trabalho junto comigo durante esse ano. Aos meus colegas
graduandos Aline Vaconcelos, Ed Carlos e Fernanda Pereira pelas experiências
trocadas durante esses 5 anos de angustia e ansiedade para o termino desta etapa.
A todos os professores da Favip do curso de Arquitetura e Urbanismo, que tive a
oportunidade de conhecer, em especial a Gustavo Miranda que me auxiliou bastante
no presente trabalho através de seus ensinamentos na cadeira de Projeto V, Vânia
Cavalcanti, Pedro Vilarim, Mariana Pontes muito contribuíram para minha formação
acadêmica;
A toda a equipe do Hospital Mestre Vitalino por terem acolhido de imediato e tão
gentilmente a pesquisa, criando um ambiente favorável à realização do estudo de
caso.
Agradeço a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para este trabalho e
principalmente aqueles que torceram por mim.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
Maternidade Humanizada|3
A arquitetura hospitalar é um instrumento de cura de
mesmo estatuto que um regime alimentar, uma sangria
ou um gesto médico (FOUCAULT).
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Maternidade Humanizada|4
RESUMO
O presente trabalho tem como proposta realizar um anteprojeto arquitetônico de uma
maternidade humanizada no município de Belo Jardim – PE. Isto será feito através
de pesquisas que possuem objetivo de utilizar técnicas de humanização para
requalificar o ambiente hospitalar retirando a sensação de que o hospital é um lugar
que remete a doença, tornando um ambiente convidativo através da utilização de
iluminação natural, integração com o exterior, ambientes que ofereçam conforto e
bem estar, possibilitando a recuperação mais rápida e a permanência prolongada
satisfatória.
Outro aspecto que será abordado é psiconeuroimunologia que auxiliará no
desenvolvimento desses espaços através de conceitos sobre a influência da cor,
iluminação, som, textura e forma que incidem sobre o espaço físico e ajuda no
tratamento psicológico necessário em um ambiente hospitalar. A promoção do bem
estar é uma das principais sensações que possibilitam a cura.
Para melhor entender o funcionamento desses conceitos foram analisados três
hospitais que possuem maternidade, que auxiliaram nas questões práticas e
funcionais pra iniciar as etapas pré projetuais.
Palavras-chave: Maternidade, Parto, Humanização, Bem estar.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
Maternidade Humanizada|5
ABSTRACT
This paper aims perform an architectural blueprint of a humanized maternity in Belo
Jardim - PE. This will be done through research that have aim of using humanization
techniques to retrain the hospital environment by removing the feeling that the
hospital is a place that brings the disease, making an inviting environment through
the use of natural lighting, integration with the outside, environments that offer
comfort and well-being, enabling faster recovery and satisfactory loitering.
Another aspect that will be addressed is psychoneuroimmunology that will assist in
the development of these spaces through concepts about the influence of color,
lighting, sound, texture and shape that focus on the physical space and help the
needed psychological treatment in a hospital setting. The promotion of well-being is
one of the main sensations that allow healing.
To better understand the functioning of these concepts were analyzed three hospitals
with maternity, who assisted in practical and functional issues to start the pre
projective steps.
Keywords: Parenting Childbirth Humanization, Wellbeing.
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Maternidade Humanizada|6
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
PE
Pernambuco
PNI
Psiconeuroimunologia
SUS
Sistema Único de Saúde
RDC
Resolução da Diretoria Colegiada
PPP
Pré-parto, parto e pós-parto
UTI
Unidade de Terapia Intensiva
EUA
Estados Unidos da Ámerica
ZAM
Zona de Atividades Múltiplas
HMV
Hospital Mestre Vitalino
RPAC
Recuperação Pós-anestésica de cirurgia
MPPE
Ministério Público de Pernambuco
CREMEPE Conselho Regional de Medicina de Pernambuco
NBR
Norma Brasileira
COSCIP
Código de segurança contra incêndio e pânico para o estado de
Pernambuco
ANVISA
Agência nacional de Vigilância Sanitária
PNE
Portadores de Necessidades Especiais
APEVISA
Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária
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LISTA DE FIGURAS
Figura 01: Apoio do companheiro ................................................................... 24
Figura 02: Doula dando assistência a partiriente ............................................ 25
Figura 03: Hospital Órion................................................................................. 26
Figura 04: Hospital Santa Catarina ................................................................. 26
Figura 05: Assistência humanizada................................................................. 27
Figura 06: Hospital RDO Viver ........................................................................ 28
Figura 07: Hospital de St. Elizabeth ................................................................ 29
Figura 08: Hospital de St. Elizabeth ............................................................... 29
Figura 09: Children’s Hospital & Health Center ............................................... 30
Figura 10: Children’s Hospital & Health Center .............................................. 30
Figura 11: Hospital da Unimed – BH ............................................................... 32
Figura 12: Hospital universitário Germans Trias i Pujol ................................... 32
Figura 13: Sala de relaxamento antes do parto do Hospital RDO Viver .......... 33
Figura 14: Utilização da iluminação artificial.................................................... 35
Figura 15: Utilização de iluminação artificial e natural ..................................... 35
Figura 16: UTI Neonatal do Hospital de Moinhos ............................................ 35
Figura 17: UTI Neonatal do Hospital de Moinhos ........................................... 35
Figura 18: Recepção do Phoenix Children’s Hospital ..................................... 36
Figura 19: Phoenix Children’s Hospital ........................................................... 36
Figura 20: Hospital Sarah Kubitschek de Salvador ......................................... 38
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Figura 21: Utilização de plantas em ambientes internos ................................. 38
Figura 22: Área de internação, Hospital Vitória ............................................... 39
Figura 23: Área de internação, Hospital Vitória ............................................... 39
Figura 24: Utilização de diversos materiais ..................................................... 40
Figura 25: Integração entre interior/exterior através de vegetação ................. 40
Figura 26: Suíte privativa ................................................................................ 41
Figura 27: Recepção e ambientes internos do Phoenix Children’s Hospital ... 42
Figura 28: Recepção e ambientes internos do Phoenix Children’s Hospital .. 42
Figura 29: Vista frontal do Hospital ................................................................. 43
Figura 30: Entorno da edificação..................................................................... 44
Figura 31: Entorno da edificação..................................................................... 44
Figura 32: Croqui do arquiteto ......................................................................... 44
Figura 33: Implantação da edificação no terreno ........................................... 44
Figura 34: Processo de transformação do volume e planta baixa ................... 45
Figura 35: Janelas das fachada ...................................................................... 46
Figura 36: Vista da parte interna do ambiente................................................. 46
Figura 37: Harmonização das cores internas com a janela ............................. 46
Figura 38: Harmonização das cores internas com a janela ............................. 46
Figura 39: Planta baixa com Zoneamento – Pavimento Térreo ...................... 48
Figura 40: Recepção do Hospital .................................................................... 48
Figura 41: Recepção do Hospital .................................................................... 48
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Figura 42: Fachada sudoeste .......................................................................... 49
Figura 43: Corredor setor de consultas ........................................................... 50
Figura 44: Insolação setor de consultas .......................................................... 50
Figura 45: Planta Baixa com Zoneamento – 3° Pavimento ............................. 51
Figura 46: Planta baixa – circulação que liga os blocos do hospital ............... 51
Figura 47: Circulação que liga os blocos do hospital ...................................... 51
Figura 48: Circulação pavimento térreo .......................................................... 52
Figura 49: Circulação 3° pavimento ................................................................ 52
Figura 50: Escalonamento sem balanço ........................................................ 53
Figura 51: Materiais construtivos..................................................................... 54
Figura 52: Materiais construtivos .................................................................... 54
Figura 53: Implantação do terreno .................................................................. 55
Figura 54: Planta Baixa do térreo .................................................................... 56
Figura 55: Relação com o entorno .................................................................. 56
Figura 56: Rua Corta Vento............................................................................. 56
Figura 57: Rua Antônio Camardo .................................................................... 57
Figura 58: Rua Francisco Marengo ................................................................. 57
Figura 59: Escalonamento vista lateral ........................................................... 57
Figura 60: Escalonamento vista frontal ........................................................... 57
Figura 61: Panos de vidro ............................................................................... 58
Figura 62: Passarela no último pavimento ...................................................... 58
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Figura 63: Vazio central ................................................................................. 59
Figura 64: Passarela central............................................................................ 59
Figura 65: Planta Baixa com Zoneamento – Térreo ........................................ 60
Figura 66: Recepção maternidade .................................................................. 61
Figura 67: Recepção internação ..................................................................... 61
Figura 68: Rampa de acesso principal ............................................................ 61
Figura 69: Planta Baixa com Zoneamento – 3° pavimento ............................ 62
Figura 70: Planta Baixa com Zoneamento – 4° pavimento ........................... 63
Figura 71: Fluxos pavimento tipo – internação ................................................ 63
Figura 72: Fluxos do centro cirurgico e obstétrico ........................................... 64
Figura 73: Circulação centro obstétrico ........................................................... 64
Figura 74: Circulação pavimento tipo – internação ......................................... 64
Figura 75: Corte Longitudinal .......................................................................... 65
Figura 76: Esforços exercidos pelas estruturas............................................... 67
Figura 77: Estrutura com protenção ................................................................ 67
Figura 78: Estar com vista para a praça central .............................................. 68
Figura 79: Fachada frontal .............................................................................. 68
Figura 80: Fachada Hospital Mestre Vitalino ................................................... 69
Figura 81: Fachada Hospital Mestre Vitalino ................................................... 69
Figura 82: Implantação do terreno .................................................................. 70
Figura 83: Rampa de acesso .......................................................................... 70
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Figura 84: Escada de acesso .......................................................................... 70
Figura 85: Atividades comerciais nas proximidades ........................................ 71
Figura 86: Atividades comerciais nas proximidades ........................................ 71
Figura 87: Setor residencial nas proximidades................................................ 71
Figura 88: Setor residencial nas proximidades................................................ 71
Figura 89: Junção de diversas formas geométricas ........................................ 72
Figura 90: Jardim interno ................................................................................ 72
Figura 91: Jardim interno ................................................................................ 72
Figura 92: Planta Baixa com Zoneamento – Térreo ........................................ 73
Figura 93: Suíte dupla ..................................................................................... 74
Figura 94: Banheiro acessível da suíte ........................................................... 74
Figura 95: UTI Adulto ...................................................................................... 74
Figura 96: Posto de enfermagem da UTI ........................................................ 74
Figura 97: Isolamento com Banheiro acessível ............................................... 75
Figura 98: Sala de exame 1 ............................................................................ 75
Figura 99: Sala de exame 2 ............................................................................ 75
Figura 100: Sala de exame 3 .......................................................................... 76
Figura 101: Sala de exame 4 .......................................................................... 76
Figura 102: Sala de cirurgia obstretica ............................................................ 76
Figura 103: Sala de cirurgia obstretica ............................................................ 76
Figura 104: Planta baixa pavimento Térreo – Fluxos ...................................... 77
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Figura 105: Corredor emergência ................................................................... 77
Figura 106: Corredor bloco cirúrgico e obstétrico............................................ 77
Figura 107: Sistema construtivo do HMV ........................................................ 84
Figura 108: Sistema construtivo do HMV ........................................................ 84
Figura 109: Materiais utilizados na fachada .................................................... 84
Figura 110: Pano de vidro ............................................................................... 84
Figura 111: Marquise metálica ........................................................................ 85
Figura 112: Marquise metálica ........................................................................ 85
Figura 113: Brises horizontais ......................................................................... 85
Figura 114: Mapa do agreste pernambucano.................................................. 89
Figura 115: Hospital Júlio Alves de Lira .......................................................... 90
Figura 116: Planta Baixa Hospital Regional Júlio Alves de Lira ..................... 90
Figura 117: Relação com o entorno ............................................................... 91
Figura 118: Relação com o entorno ............................................................... 91
Figura 119: Laboratório de exames e clínica médica ..................................... 92
Figura 120: Centro de especialidades odontólogicas ...................................... 92
Figura 121: Equipamentos hospitalares nos corredores ................................. 92
Figura 122: Infiltração comprometendo a estrutura ......................................... 92
Figura 123: Recepção subdimensionada ........................................................ 93
Figura 124: Sala de espera nos corredores .................................................... 93
Figura 125: Planta de situação do terreno com curvas de nível ...................... 93
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Figura 126: Representação das zonas de ventilação e insolação................... 95
Figura 127: Organofluxograma – Pavimento Térreo ..................................... 107
Figura 128: Organofluxograma – 2° Pavimento ........................................... 107
Figura 129: Organofluxograma – 3° Pavimento ............................................ 107
Figura 130: Zoneamento pavimento térreo ................................................... 109
Figura 131: Zoneamento 2° pavimento ......................................................... 110
Figura 132: Zoneamento 3° pavimento ......................................................... 110
Figura 133: Estudo de implantação ............................................................... 111
Figura 134: Recepção Ambulatorial e Emergencial ..................................... 112
Figura 135: Recepção ................................................................................... 113
Figura 136: Setor ambulatorial ...................................................................... 114
Figura 137: Setor emergencial ...................................................................... 114
Figura 138: Setor de serviço ......................................................................... 115
Figura 139: Café/Restaurante ....................................................................... 116
Figura 140: Área administrativa ..................................................................... 116
Figura 141: Setor de UTI ............................................................................... 117
Figura 142: Sala de relaxamento antes do parto ........................................... 117
Figura 143: Sala de relaxamento antes do parto .......................................... 117
Figura 144: Bloco obstétrico .......................................................................... 118
Figura 145: Suíte individual .......................................................................... 119
Figura 146: Suíte individual .......................................................................... 119
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Figura 147: Berçario Maternidade Fernando de Abreu ................................ 119
Figura 148: Berçario Maternidade Fernando de Abreu ................................ 119
Figura 149: Fachada Norte ........................................................................... 120
Figura 150: Fachada Oeste .......................................................................... 121
Figura 151: Fachada Leste............................................................................ 121
Figura 152: Fachada Sul ............................................................................... 122
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LISTA DE TABELAS
Tabela 01: Programa Hospital Privado de Villeneuve d’ Áscq ........................ 53
Tabela 02: Programa pavimentos analisados .................................................. 66
Tabela 03: Programa e Dimensionamento do Hospital Mestre Vitalino ........... 78
Tabela 04: Exposição geral dos estudos ......................................................... 86
Tabela 05: Potencialidades e problemáticas dos estudos de caso .................. 87
Tabela 06: Análise comparativa dos estudos de caso ..................................... 88
Tabela 07: Potencialidades do terreno proposto ............................................. 94
Tabela 08: Síntese das legislações pertinentes............................................... 95
Tabela 09: Programa de necessidades e dimensionamento da Maternidade
Fernando de Abreu ....................................................................................... 100
Tabela 10: Apresentação gráfica Anteprojeto Arquitetônico .......................... 123
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ................................................................................................ 19
1. FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA ...................................................................... 22
1.1 PARTO HUMANIZADO ................................................................................ 22
1.2 HUMANIZAÇÃO DO ESPAÇO E ASSISTÊNCIA AO PARTO E
NASCIMENTO ............................................................................................. 24
1.2.1
SALA DE PRÉ-PARTO, PARTO E PÓS-PARTO (PPP) .................... 30
1.2.2 SALA DE RELAXAMENTO ANTES DO PARTO ................................... 31
1.3 PSICONEUROIMUNOLOGIA (PNI) ............................................................ 32
1.3.1 LUZ ........................................................................................................ 33
1.3.2 COR ....................................................................................................... 35
1.3.3 SOM ....................................................................................................... 36
1.3.4 AROMA .................................................................................................. 37
1.3.5 TEXTURA .............................................................................................. 38
1.3.6 FORMA .................................................................................................. 39
2. ESTUDOS DE CASOS................................................................................... 41
2.1 ESTUDO DE CASO 1 - HOSPITAL PRIVADO DE VILLENEUVE D’ ÁSCQ
(FRANÇA)................................................................................................... 42
2.1.1 IMPLANTAÇÃO ..................................................................................... 42
2.1.2 PARTIDO ARQUITETÔNICO ................................................................ 44
2.1.3 ZONEAMENTO/FLUXOS....................................................................... 46
2.1.4 PROGRAMA .......................................................................................... 51
2.1.5 ASPECTOS CONSTRUTIVOS .............................................................. 52
2.2 ESTUDO DE CASO 2 - MATERNIDADE PRIVADA SÃO LUIZ – UNIDADE
ANALIA FRANCO (SÃO PAULO) ................................................................ 53
2.2.1 IMPLANTAÇÃO ..................................................................................... 54
2.2.2 PARTIDO ARQUITETÔNICO ................................................................ 56
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2.2.3 ZONEAMENTO/FLUXOS....................................................................... 58
2.2.4 PROGRAMA .......................................................................................... 64
2.2.5 ASPECTOS CONSTRUTIVOS .............................................................. 66
2.3 ESTUDO DE CASO 3 - HOSPITAL PÚBLICO MESTRE VITALINO
(CARUARU)................................................................................................. 68
2.3.1 IMPLANTAÇÃO ..................................................................................... 68
2.3.2 PARTIDO ARQUITETÔNICO ................................................................ 70
2.3.3 ZONEAMENTO/FLUXOS....................................................................... 71
2.3.4 PROGRAMA .......................................................................................... 77
2.3.5 ASPECTOS CONSTRUTIVOS .............................................................. 82
3. ANÁLISE COMPARATIVA DOS ESTUDOS DE CASOS .............................. 84
4. ETAPAS PROJETUAIS .................................................................................. 87
4.1 ANÁLISE DO CONTEXTO URBANO........................................................... 88
4.2 ESTUDO DO TERRENO ............................................................................. 90
4.3 ANÁLISE DOS CONDICIONANTES FISÍCOS E AMBIENTAIS ................... 93
4.4 ANÁLISE DOS CONDICIONANTES LEGAIS .............................................. 94
4.5 CÁLCULOS .................................................................................................. 98
5. PROGRAMA E DIMENSIONAMENTO............................................................ 99
6. ORGANOFLUXOGRAMA ............................................................................. 106
7. ZONEAMENTO ............................................................................................. 108
8. ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO ............................................................. 110
8.1 MEMORIAL JUSTIFICATIVO ..................................................................... 110
8.2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA ..................................................................... 122
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8.3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................... 123
8.4 REFERÊNCIAS ........................................................................................ 124
APÊNDICES ............................................................................................................126
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INTRODUÇÃO
O ambiente hospitalar passou por diversas transformações desde seu surgimento
quando esses espaços eram locais sem condições adequadas para o tratamento e
cura dos pacientes, até os dias atuais em que esses ambientes estão em processo
de transformação em função da preocupação constante com o bem estar dos
pacientes, com isso aconteceram inúmeras mudanças nas instalações nos locais
destinados aos tratamentos de saúde. Essas mudanças definem uma nova lógica
nos espaços hospitalares, e é através deste viés que a concepção projetual de uma
maternidade irá se desenvolver buscando qualidade no ambiente hospitalar. Neste
sentido a humanização é um dos principais mecanismos para a excelência nos
aspectos da qualidade espacial, atendimento e bem estar do usuário.
O conceito de humanização hospitalar é recente e ainda pouco utilizado, ao
constatar que esta prática não é aproveitada por estes equipamentos, sentiu-se a
necessidade de implantar técnicas de humanização no projeto para a concepção de
espaços físicos que proporcionem aos pacientes, familiares e funcionários em geral,
locais que possibilitem o bem estar e conforto tanto corporal quanto psicológico.
Alguns aspectos teóricos serão abordados para melhor entender o surgimento da
necessidade de um equipamento voltado para os ambientes de nascer através de
um breve histórico da origem do mesmo, além de analisar temas que agregaram
conhecimento na concepção de uma maternidade humanizada.
O presente trabalho apresentará a proposta de uma maternidade humanizada no
município de Belo Jardim – PE, que atenderá a necessidade populacional e das
cidades circunvizinhas, que também são carentes na questão de equipamentos
voltados para obstetrícia. Serão abordados alguns conceitos projetuais que
provocam estímulos favoráveis aos seres humanos, como: a iluminação, as cores,
as texturas aplicadas, a forma e aroma nos ambientes. Eles serão utilizados para
descaracterizar o conceito de hospital, ambiente desconfortável e doentio, por uma
proposta arquitetônica que torna possível fornecer essas mudanças.
O município possui apenas um edifício hospitalar, o Hospital Regional Júlio Alves de
Lira, que não dispõe de um espaço apropriado e equipamentos adequados para
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atender as parturientes1, além de ficar sobrecarregado devido a possuir uma
demanda de no mínimo 250 gestantes por mês (Revista, Prestação de contas 2013,
p.20).
Assim fica claro que o sistema de saúde da cidade e consequentemente da região
necessita deste equipamento, pois após uma breve analise foi constatado que em
um raio de 50 km não existe nenhum equipamento que atenda às necessidades
obstétricas. Com isso percebeu-se a necessidade de instalação deste equipamento
no município que fica no centro geográfico entre as maternidades existentes,
podendo assim facilitar o atendimento das pacientes que veem de outras cidades.
A maternidade terá como objetivos principais: criar ambientes que busquem
privacidade aos ambientes e familiares, proporcionar espaços de convivência, com a
valorização do conforto ambiental, possibilitar a personalização de espaços que
promovam o bem estar físico e psicológico das pacientes, além de oferecer espaços
para técnicas de relaxamento antes do parto.
Portanto, através deste estudo, será analisado, sobretudo, as necessidades de uma
maternidade, percebendo suas potencialidades e problemáticas para solucioná-las
da maneira mais eficiente possível proporcionando bem estar aos pacientes e
usuários. Para alcançar este objetivo foi realizado um levantamento bibliográfico que
se relaciona com o tema trabalhado, maternidade humanizada. Através do
referencial teórico, serão absorvidos todos os aspectos pertinentes ao surgimento da
maternidade, como funciona e quais técnicas serão utilizadas para aproxima-la com
o tema proposto.
Também serão estudados três projetos relacionados à temática do trabalho,
analisando aspectos que contribuíram para o desenvolvimento das etapas iniciais do
projeto arquitetônico, como também suas problemáticas. Após a finalização dos
estudos de casos, serão realizadas tabelas comparativas que auxiliarão no
entendimento de quais os pontos positivos e negativos de cada projeto estudado,
assim como partido, programa, zoneamento, fluxos e aspectos construtivos de cada
um.
1
Parturientes: Diz-se da mulher que se encontra em trabalho de parto ou acabou de dar à luz,
http://www.dicio.com.br/parturiente/, acessado em 12 de maio de 2014.
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O terreno em que a maternidade foi projetada encontra-se em uma área urbana,
está localizado na Zona Centro II, setor de atividades múltiplas, com residências
comércios e indústrias em seu entorno. Ele é onde funcionava a antiga maternidade
da cidade em uma área já consolidada, com isso facilita-se a adequação da
população com a nova maternidade dando o mesmo uso que o antigo só que com
melhorias adequadas, devido ao projeto arquitetônico aliar-se com o conceito de
humanização que cria ambientes em que os pacientes e demais usuários possam
desfrutar de locais o mais familiar possível.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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1. FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA
Nesses capítulos serão feitos pela autora estudos sobre o parto humanizado, para
que o leitor se familiarize com o tema, também será estudado, humanizando o
espaço e a assistência ao parto e nascimento, com subtemas da utilização desta
temática, e por fim a influência da psicologia em ambientes hospitalares através do
conceito de psiconeuroimunologia (PNI), com isso se obterá um embasamento
teórico para a concepção de espaços arquitetônicos que promovam o bem estar
através da utilização do conceito de humanização. Sendo assim após esses estudos
podem ser identificados às particularidades e a relação direta com o que se compõe
um ambiente humanizado.
1.1 PARTO HUMANIZADO
Segundo Reis e Patrício (2005), para a promoção do parto humanizado é necessário
vencer alguns desafios, tal como criar no ambiente hospitalar um ritual mais próximo
do “familiar”, integrando no processo do parto os recursos tecnológicos e de
competência humano-cientifica, aos quais são necessários para melhor assistência à
mulher e seu recém-nascido.
A humanização do atendimento ao parto e nascimento privilegia a utilização de toda
a tecnologia e técnicas obstetrícias disponíveis, tornando os benefícios a serem
obtidos maiores que os riscos a serem corridos (BASILE, 2004).
Através destes pensamentos percebe-se que as gestantes necessitam de apoio
emocional, físico e profissional para que elas possam se sentir seguras durante o
processo até chegar ao parto, pois às vezes ele pode durar dias, o que debilita o
estado físico da parturiente sendo de extrema importância a presença de pessoas
que propiciem laços afetivos (figura 01).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 23
Figura 01: Apoio do companheiro
Fonte: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2014/09/maes-em-uberlandiaprocuram-o-mp-apos-suspensao-de-parto-humanizado.html, acessado em 19 de agosto de 2014.
Segundo Basile (2004), existem diversas ações humanizadas que dão assistência à
parturiente, são elas: O banho, que traz benefícios porque favorece uma boa
circulação, diminui o desconforto, regula as contrações, promove relaxamento e
diminui o tempo de trabalho de parto.

A dieta livre é justificada pela necessidade de reposição de energia e
hidratação, garantindo bem-estar materno-fetal.

A deambulação, que abrevia o tempo de trabalho de parto,
favorecendo a descida da apresentação.

A massagem, que alivia pontos de tensão e promove relaxamento.

O estimulo à micção espontânea que no trabalho de parto diminui a
retenção urinaria e o desconforto nas contrações.

Respiração, que promove e restitui autocontrole e oxigenação materno-
fetal, deverá ser espontânea durante as contrações.

Se a mulher encontrar dificuldade de respirar durante as contrações,
deverá ser estimulada a soprar lentamente para restabelecer a respiração
normal. Uma respiração profunda após a contração deve ser estimulada
para promover o relaxamento e a re-oxigenação da placenta.
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 24
Figura 02: Doula dando assistência a parturiente.
Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/parto-humanizado-devolve-a-mae-o-controle-no-parto/,
acessado em 20 de agosto de 2014.
Outro artificio que apoia a mulher na gestação, no parto e pós-parto, é a Doula
(figura 02), com o auxilio de profissionais da saúde como obstetras e pediatras, ela
oferece um trabalho de suporte para que a gestante vivencie um parto de forma mais
ativa, pois quanto mais ela se envolve no processo, mais ela vai estar engajada na
própria maternidade. É importante ressaltar que no parto humanizado não é
necessário medidas não farmacológicas e não evasivas que devem ser utilizadas
para minimizar o estresse e aliviar a dor que podem ser realizadas por familiares
e/ou profissionais.
O Ministério da Saúde (2001), também pontua é necessário para o momento do
parto que a mulher e seu acompanhante sejam preparados com o objetivo principal
de favorecer que o trabalho de parto e o parto sejam vivenciados com maior
tranquilidade e participação, para resgatar o nascimento como um momento familiar.
Com isso o acompanhante não proporciona somente auxiliar a mulher a relaxar, mas
também contribuir para que o serviço prestado seja mais humanizado.
1.2
HUMANIZAÇÃO
DO
ESPAÇO
E
ASSISTÊNCIA
AO
PARTO
E
NASCIMENTO
Conforme Toledo (2002), a humanização dos edifícios hospitalares é um assunto
debatido há muito tempo, por exemplo, na Europa desde o século XVIII são
desenvolvidas pesquisas nos hospitais locais por alguns estudiosos Os quais
concluíram que os hospitais passariam por uma grande transformação pelo fato de
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 25
representarem para a sociedade um sinônimo de instituição de assistência para os
pobres e de exclusão social e, a partir desta mudança, os locais teriam a missão de
curar, através da utilização do próprio ambiente como fator benéfico aos pacientes e
usuários.
A humanização hospitalar proporciona um aperfeiçoamento na qualificação dos
ambientes,
promovendo
um
atendimento
mais
eficiente
através
de
uma
infraestrutura qualificada. Nas figuras 03 e 04, é perceptível que através dos
elementos utilizados a sensação de estar em um hospital foi retirada.
Figura 03: Hospital Órion
Figura 04: Hospital Santa Catarina
Fonte:
http://grandearquitetura.com.br/destaqueorion-business-health-complex/, acessado em
1 de abril de 2014.
Fonte:
http://www.brplanosdesaude.com.br/hospitais/hospit
al18.html, acessado em 1 de abril de 2014.
Nas últimas décadas os hospitais veem melhorando gradativamente as condições de
saúde para estes ambientes. Pois questões como ventilação e iluminação vêm
sendo priorizadas devido à preocupação com a necessidade de higiene em
unidades hospitalares. Com isso os hospitais passam a serem lugares onde que não
apenas salvam os pacientes, mas também dão melhores condições quanto às
questões de qualidade em sua estadia nessas unidades de saúde (MIQUELIN,
1992).
Com isso é importante ressaltar que atualmente, devido às diversas soluções
existentes para a utilização de iluminação e ventilação natural, os sistemas
mecanizados estão perdendo seu lugar no mercado econômico, pois eles tem como
principal consequência o aumento no consumo de energia e a despreocupação com
a necessidade desses fatores naturais para a humanização.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Miquelin (1992) afirma que o hospital é considerado uma instituição complexa e
dinâmica, na qual, é necessária a concepção de espaços que sejam voltados ao
conforto, à acessibilidade e a funcionalidade para seus usuários, unindo-se com
práticas profissionais que controlem a infecção hospitalar.
Nesse contexto, o arquiteto deve ter em mente que é necessário conhecer toda a
complexidade do funcionamento de um hospital, para que seja possível a concepção
de locais que influenciem nos processos de cura do paciente, através da utilização
de métodos que contenham a infecção hospitalar.
Humanização no atual momento de transformação do sistema de saúde
brasileiro significa a melhoria da qualidade do atendimento aos usuários dos
hospitais ou simplesmente tratar o semelhante de maneira humana
permitindo reatar a experiência da hospitalização ao ciclo da vida e
transformá-la em uma oportunidade de desenvolvimento humano para
ambos (AMBRANELLI, 2003).
Ao refletir a citação acima, percebe-se que o processo de humanização não é
apenas para o ambiente, mas também para transformar a relação entre o paciente e
funcionário já que a cura não deve ser apenas física, mas também psicológica. A
figura 05 apresenta o papel dos profissionais de saúde ao cuidar dos pacientes
mantendo uma relação solidária, tanto para que o desempenho técnico seja feito
com excelência, quanto para que ele que contribua para a saída do enfermo do
hospital.
Figura 05: Assistência Humanizada
Fonte: http://www.materdei.com.br/423/comodidades_e_hotelaria/assistencia_humanizada, acessado
em 2 de abril de 2014
O Ministério da Saúde vem implantando no Sistema Único de Saúde (SUS),
o programa Humaniza SUS, o qual trabalha pela consolidação de quatro objetivos
básicos:
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
Reduzir as filas e o tempo de espera, ampliando o acesso e um
atendimento acolhedor e resolutivo, baseado em critérios de risco;

Informar a todos os usuários sobre quem são os profissionais que
cuidam de sua saúde e quais são os serviços de saúde responsáveis por
sua referência territorial;

Garantir aos usuários, por meio das unidades de saúde, acesso a
informações gerais sobre saúde, entre elas os direitos do código dos
usuários do SUS e, ainda, que sejam acompanhados, durante seus
tratamentos, por pessoas de suas redes sociais (de livre escolha);

Garantir, nas unidades de Saúde, educação permanente aos
trabalhadores e gestão participativa incluindo trabalhadores e usuários.
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001).
É importante ressaltar que recentemente os projetos hospitalares estão saturados de
conceitos de funcionalidade, com a concepção de ambientes que atendam
essencialmente a atividade desenvolvida neste espaço para obter um desempenho
ideal para a assistência e cuidados aos pacientes. Com isso a arquitetura hospitalar
se depara com um novo desafio que é o de incorporar aos projetos elementos que
proporcionem agregar a dimensão humana aos hospitais buscando estabelecer a
junção de aspectos que aliem o exercício da medicina com a qualificação dos
espaços.
Diversos elementos podem ser utilizados nos projetos que possibilitem a concepção
de ambientes adequados assistência à saúde, com conforto visual e acústico, tais
como: iluminação suave, carpetes para absorção de ruídos, cores suaves, objetos
decorativos que torne o ambiente mais próximo do espaço familiar (figura 06).
Figura 06: Hospital RDOViver
Fonte: http://hospitalrdoviver.com.br/fotos/, acessado em 5 de abril de 2014.
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Outra possibilidade que é possibilidade de delegar aos pacientes o controle do
espaço tais como o controle de luzes, temperatura e facilidades, como televisão,
facilmente alcançadas a partir do leito. Os pacientes são encorajados a trazerem,
para seus espaços, suas músicas, objetos favoritos e pertences pessoais além de
disporem de áreas comunitárias para que seus familiares preparem seus pratos
prediletos e disponham de itens do conforto que usufruem em suas casas.
Nos Estados Unidos existe um modelo de humanização que dissemina a teoria de
que o design tem grande influencia na recuperação dos pacientes, é o The Pebble
Project, que foi aplicado em algumas unidades de saúde pelo The Center for Health
Design2 e se obteve um resultado favorável, com a qualificação nos tratamentos e no
desempenho financeiro das instituições (VOELKER, 2001).
Figura 07: Hospital de St. Elizabeth
Figura 08: Hospital de St. Elizabeth
Fonte:
https://www.healthdesign.org/pebble/facilities,
acessado em 20 de agosto de 2014.
Fonte: https://www.healthdesign.org/pebble/facilities,
acessado em 20 de agosto de 2014.
Nas figuras 07 e 08, demonstram como o The Pebble Project é aplicado nas
unidades hospitalares que são parceiras deste projeto, os maiores benefícios que
eles recebem é o acesso à informação e ao conhecimento tecnológico dos
profissionais envolvidos. Reuniões entre o quadro de associados do The Center for
Health Design, os parceiros do Pebble Project e outras empresas e profissionais
ligados ao assunto, proporcionam a difusão do conhecimento e a oportunidade de
2
The Center for Health Design é uma organização americana, localizada em Lafayette na Califórnia,
sem fins lucrativos, que reúne uma equipe de trabalho composta por aproximadamente 25.000
pessoas incluindo profissionais de design e arquitetura, administradores hospitalares e médicos. Tem
por objetivo tornar melhor a vida de pacientes, familiares, visitantes e trabalhadores que utilizam os
ambientes de saúde através da aplicação de projetos humanizados em hospitais e clínicas. Seus
primeiros resultados têm se tornado ótimos exemplos que lideram outras organizações de saúde.
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bons negócios para ambos. Um alto nível de consultoria e de assistência técnica
também é proporcionado, assim como uma metodologia de projeto específica para
cada situação.
Outro benefício é o reconhecimento e visibilidade. Todos os parceiros do Pebble
Project são co-autores dos resultados das pesquisas e são promovidos através do
website do The Center for Health Design, de programas educacionais e de relações
públicas internacionais.
Entre os parceiros do Pebble Project estão diversas instituições hospitalares,
localizadas em vários estados norte-americanos, cada uma com sua especialidade e
seu público alvo. Dentre estas instituições, quatro completaram recentemente três
anos de comprometimento com o projeto na medição, documentação e avaliação
das evidências baseadas no design dos seus ambientes, e agora já podem
apresentar resultados satisfatórios. (MARBERREY, 2002)
Desde a década passada, o Children’s Hospital & Health Center, localizado em San
Diego, na Califórnia, passou a medir e a compreender todos os aspectos do
tratamento, incluindo o impacto da arquitetura e do design no processo de cura dos
pacientes. Este hospital vem desenvolvendo um programa, para auxiliar a
recuperação dos pacientes através das artes, que está inteiramente integrado ao
ambiente da clínica pediátrica, tendo seu foco centrado na missão do hospital de
restaurar, sustentar e evidenciar a saúde e o desenvolvimento potencial das
crianças.
Figura 09: Children’s Hospital & Health Center
Figura 10: Children’s Hospital & Health Center
Fonte: http://www.hdrinc.com/portfolio/marybridge-childrens-hospital-and-health-centerexpansion, acessado em 30 de agosto de 2014.
Fonte: http://www.urmc.rochester.edu/childrenshospital/giving/Make-a-Gift/support-building.aspx,
acessado em 30 de agosto de 2014.
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Para isto, foram implantados ambientes temático desde a entrada até o restante dos
ambientes utilizados pelas crianças, (figura 09 e 10), com a intenção de convidar a
criança a brincar, estimular sua criatividade e promover seu desenvolvimento físico,
emocional, mental e espiritual.
Outros hospitais participantes do projeto já apresentam resultados avaliados e
concluídos. O Barbara Ann Karmanos Cancer Institute de Detroit, por exemplo, teve
aumento de 18% na satisfação do paciente, menor variação dos custos diários,
redução do uso de medicação para a dor, 30% de redução dos erros médicos –
devido principalmente ao aumento de área dos ambientes médicos, sua melhor
localização e organização, padronização da sinalização visual e tratamento acústico
para diminuir o nível de ruído – e 6% de redução nas quedas dos pacientes que é
resultado da melhor visualização do paciente devido ao ângulo de abertura das
portas, melhoria da iluminação e do layout do quarto.
Alguns ambientes específicos para atividades do pré-parto, parto e pós-parto e de
relaxamento antes do parto podem ser inseridas na maternidade para auxiliar nestes
processos, além de qualificar as condições físicas dos espaços com a utilização de
equipamentos indicados para cada procedimento.
1.2.1
SALA DE PRÉ-PARTO, PARTO E PÓS-PARTO (PPP)
O Ministério da Saúde criou a normatização RDC 36, que regulamenta alguns
ambientes destinados especificamente para o setor de obstetrícia e neonatal. A sala
PPP, é um dos ambientes estabelecidos obrigatoriamente na norma, nela podem ser
realizados três procedimentos: pré-parto, parto e pós-parto. Este ambiente destinase a humanizar o atendimento ao parto resgatando o vinculo mãe-filho com a
presença de acompanhante, para reduzir o risco à saúde e melhorar o bem estar de
quem utiliza a atenção obstétrica e neonatal (RDC 36, 2008).
Este local deve seguir padrões diferenciados das salas comuns de parto, elas
possuem sanitários próprios com banheira ou não, cama e espaço suficiente para a
parturiente movimentar-se o quanto quiser (figura 11 e 12). Tudo para criar um
espaço próximo ao de um quarto de uma casa, tornando o ambiente familiar e
aconchegante, e mais humanizado. Após o parto a parturiente pode permanecer na
sala para receber familiares ficando no máximo de 12h às 24h na sala PPP, a
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depender da maternidade. Graças a estas mudanças, grande parte dos projetos de
novas maternidades incorporou o PPP em seus programas, aumentando assim o
grau de discussão sobre o assunto.
Figura 11: Hospital da Unimed – BH
http://www.portal.unimedbh.com.br/wps/portal/in
icio/home/conheca_a_unimed/sala_de_imprens
a/noticias/interna/CTI_e_quartos_PPP,
acessado em 12 de agosto de 2014.
1.2.2
Figura 12: Hospital universitário Germans Trias i
Pujol
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noti
cias/2013/10/28/noticia_saudeplena,146152/reco
mendado-pela-oms-ha-decadas-plano-de-partoainda-e-desconhecido.shtml, acessado em 12 de
agosto de 2014.
SALA DE RELAXAMENTO ANTES DO PARTO
A sala de relaxamento é um ambiente de cuidado de enfermagem obstétrica que
promove a humanização da assistência ao trabalho de parto, favorece o parto
normal por meio de métodos não invasivos que diminuem a necessidade de
medicamentos e melhoram o procedimento, além de promover conforto e
relaxamento para que as parturientes vivenciem o trabalho de parto com liberdade
de posição e de movimentos (Organização Mundial da Saúde, 1996). Neste espaço
são realizadas atividades terapêuticas para melhorar as condições do parto,
trabalhando tanto com a parturiente quanto com seu bebê, tal como exercício com
bola, que ajuda a colocar o bebê na posição correta para a hora do parto. Algumas
salas de relaxamento possuem banheira, onde são feitos exercícios de relaxamento
dentro da água com ajuda de enfermeiros, diminuindo as dores das contrações da
parturiente (figura 13).
Este ambiente deve estar localizado próximo ao pré-parto ou até mesmo dentro do
centro obstétrico, fica a critério de cada maternidade, para que em caso de
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complicações nos procedimentos realizados o atendimento obstétrico seja imediato,
para não haver danos nem para as parturientes nem para o bebê.
Figura 13: Sala de relaxamento antes do parto do Hospital R do viver
Fonte: http://hospitalrdoviver.com.br/, acessado em 26 de setembro de 2014.
1.3
PSICONEUIMUNOLOGIA
Para criação de ambientes que evitem doenças, e promovam o bem-estar não
apenas dos pacientes, mas também das outras pessoas que desfrutam do local
pode-se utilizar a Psiconeuroimunologia que é a arte e ciência de criar ambientes
que possuam estímulos sensoriais, que vá do desconforto à cura.
Através de
diversos estudos sobre este assunto há comprovações que a variação na
quantidade de estímulos sensoriais é necessária. (GAPPELL, 1991).
A mudança em relação ao ambiente hospitalar ainda é recente, mais a
psiconeuroimunologia vem aliada com o conceito de humanização evidenciar a
aplicação de elementos que proporcionem sensações favoráveis no ambiente
tornando-o confortável e agradável para a permanência humana.
Segundo Gappell existem alguns fatores que possuem grande impacto psicológico
e físico na unidade hospitalar, são eles: luz, cor, som, aroma, textura e forma. Assim
ao projetar uma edificação com esses fatores, ela passa a ser uma importante
ferramenta de cura. Pois ao estimular estas sensações percebe-se uma diminuição
de seu sofrimento, assim melhorando o restabelecimento do paciente.
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1.3.1 LUZ
Segundo Bitencourt (2007), ao preparar um projeto de iluminação para ambientes
hospitalares é indispensável aliar as necessidades físicas e funcionais de cada
ambiente especificamente, pois ao tentar solucionar adequadamente a iluminação
deve-se atender as condições necessárias para o conforto humano, de acordo com
o espaço que a iluminação incidirá.
A partir deste pensamento percebe-se que os hospitais brasileiros são desprovidos
de projetos adequados de iluminação, os ambientes da edificação possuem projetos
luminotécnicos semelhantes, com isso todos os locais acabam dando a impressão
de que possui a mesma função, o que na realidade não deveria acontecer, pois cada
ambiente precisa de uma iluminação adequada para o desempenho específico que
aquele espaço irá desenvolver. A luz artificial deve ser utilizada para complementar e
não substituir a iluminação natural, devido ela trazer benefícios à saúde, pois a
combinação de ambas satisfaz tanto nos aspectos normativos, que utilizam a
iluminação mínima, quanto aos aspectos qualitativos, que visam o bem estar do
usuário.
O Brasil possui um clima próprio para o aproveitamento da incidência solar, a luz do
sol é fonte de cálcio e fosforo, para o desenvolvimento e fortalecimento dos ossos,
no controle de infecções e também é de grande importância para aumentar a
quantidade de oxigênio.
Já os ambientes iluminados artificialmente não trazem nenhum benefício a saúde,
entretanto podem proporcionar um bem estar de acordo com a intensidade e o local
que esta inserida, pois se for utilizada adequadamente tem uma função favorável.
Mas o paciente pode ser o manipulador desse bem estar já que a iluminação pode
ser controlada do seu próprio leito, com mecanismos que acendam e apaguem as
lâmpadas, ou até mesmo movimentar os dispositivos de sombra que bloqueiam a
incidência solar, como brises, cortinas, persianas.
Nas ilustrações abaixo podemos identificar que o paciente pode desfrutar tanto da
iluminação natural, quanto artificial, em um ambiente aconchegante e de qualidade
para o usuário proporcionando bem estar (figura 14 e 15).
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Figura 14: Utilização da iluminação artificial
Figura 15: Utilização de iluminação artificial e
natural
Fonte:
http://jdarquiteturahospitalar.blogspot.com.br/20
13/04/imagem-de-quartos-humanizados-dealguns.html, acessado em 2 de abril de 2014.
Fonte:
http://angelaabdalla.blogspot.com.br/2010/05/ilum
inacao-hospitalar.html, acessado em 2 de abril de
2014.
Nas figuras 16 e 17 nota-se que o Hospital de Moinhos preocupou-se com um
projeto de iluminação que fosse adequado ao local, nele foram utilizados a
iluminação indireta através de sancas e fibra óptica. Durante o dia a iluminação
indireta é utilizada para ter um melhor aproveitamento da iluminação natural, e a
noite a fibra óptica proporciona um bem estar e torna o ambiente aconchegante
devido à iluminação ser utilizada com a função adequada ao local inserido.
Figura 16: UTI Neonatal do Hospital de Moinhos
Figura 17: UTI Neonatal do Hospital de Moinhos
Fonte:
http://www.hospitalmoinhos.org.br/content/unida
des_internacao/neo_natal.aspx, acessado em
25 de março de 2014.
Fonte:
http://www.hospitalmoinhos.org.br/content/unidade
s_internacao/neo_natal.aspx, acessado em 25 de
março de 2014.
A iluminação é um dos principais fatores de contribuição para a humanização dos
ambientes hospitalares, tornando-se essencial para projetos de arquitetura
principalmente em ambientes hospitalares.
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1.3.2 COR
A iluminação é visivelmente uma importante aliada da cor, já que com a incidência
da iluminação sobre a superfície colorida pode alterar sua aparência. A utilização
das cores pode transformar um ambiente que seja hostil e sem vida, em um lugar
completamente agradável e acolhedor, com a sensação estética favorável.
A percepção visual interfere bastante no estado emocional do paciente, pois é a
partir da sensação de estar em um ambiente confortável e eficiente que resulta em
saúde e bem estar. Pois o objetivo deste projeto é minimizar a carga emocional com
um ambiente através da utilização de cores adequadas, harmonizando todos os
materiais inseridos no ambiente que proporcionem bem estar e conforto aos
pacientes e familiares que utilizarão deste espaço constantemente, como apresenta
a figura 18 e 19.
Figura 18: Recepção do Phoenix Children's Hospital
Figura 19: Phoenix Children's Hospital
Fonte: http://www.gopixpic.com/900/phoenixchildrens-hospital/ , 5 de abril de 2014.
Fonte: https://segd.org/content/phoenix-childrenshospital, acessado em 5 de abril de 2014.
Em ambientes hospitalares deve-se levar em consideração a utilização de tons
claros para locais fechados, onde proporcionam sensações ruins aos pacientes, esta
situação pode ser resolvida também com o auxílio da iluminação artificial.
Já na composição dos ambientes mais amplos devem-se combinar as cores quentes
e frias, pois aliadas elas estimulam os funcionários a terem uma boa condição de
trabalho, tornando o ambiente com vida.
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1.3.3 SOM
Segundo Macedo (2009), os ruídos são considerados sons desordenados e com
uma frequência que incomoda o nosso sistema auditivo, e tem como consequência
alterações nas questões psicológicas, pois causam estresse, agitações psíquicas e
comportamentais.
O ruído causa irritação e agrava o mau humor nos adultos, já para os bebês a
reação é diferente a exposição em ambientes barulhentos, deixa-os mais lentos e
com dificuldade para desenvolver atividades, além de o barulho constante ser um
perigo à saúde.
Entretanto, também existem sons agradáveis que tentam reduzir a sensação de
estresse causada pelo ambiente hospitalar. A implantação da música como terapia é
algo positivo na recuperação dos pacientes, pois proporciona um relaxamento,
equilíbrio emocional, e principalmente torna o local favorável à recuperação do
paciente.
Os ambientes acusticamente tratados podem ser aperfeiçoados através da escolha
dos revestimentos e móveis que irão compor os ambientes, pois alguns materiais
não refletem ou amplificam as ondas sonoras. Alguns dispositivos como: tecidos,
tapetes e madeiras podem proporcionar ambientes com boa qualidade acústica,
também podem ter artifícios como o sistema de parede e tetos com planos aleatórios
que dispersam o som.
Podem ser aproveitados espaços com a presença de elementos naturais, que
causem efeitos visuais e sonoros com consequência relaxante, além de ajudar a
minimizar a intensidade de outros sons que causam desconforto (figura 20). A
utilização de jardins e fontes de água nas áreas internas são bons auxiliadores em
unidades hospitalares, quanto à questão de conforto acústico.
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Figura 20: Hospital Sarah Kubitschek de Salvador
Fonte: http://archtendencias.com.br/arquitetura/hospital-sarah-kubitschek-salvador-joaofilgueiras-lima-lele#.VHYKnfnyVJc, acessado em 6 de abril de 2014.
1.3.4 AROMA
Segundo Gappel (1991), o aroma é um dos principais meios de ligação com o
cérebro instigando-o a resgatar memorias perdidas, além de ser um dos sentidos
mais aguçados, pois possui uma grande relação com o lado emocional do ser
humano.
De acordo com este pensamento, o aroma tem grande influência para o desconforto
em ambientes hospitalares, pois odores desagradáveis aceleram o batimento
cardíaco e a respiração, enquanto os cheios agradáveis proporcionam a diminuição
do estresse. Existem algumas soluções para que os espaços consigam utilizar
aromas através de saches, flores com aromas neutros que proporcionam fragrâncias
agradáveis, além de promoverem o contato com a natureza mesmo estando em um
ambiente fechado. Através desses aspectos pode-se amenizar a impureza do
ambiente, pois as plantas absorvem as toxinas presentes em ambientes hospitalares
(figura 21).
Figura 21: Utilização de plantas em ambientes internos
Fonte: http://socialspirit.com.br/, acessado em 31 de março de 2014.
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Os aromas não beneficiam apenas os pacientes, mas também as demais pessoas
que utilizam este espaço, pois através da junção da edificação com um ambiente
natural cria-se um ambiente agradável e propicio a maior permanência no ambiente
hospitalar como mostra as figuras 22 e 23, já que existem pessoas que ficam
constantemente em contato com estes espaços e necessitam de um maior conforto.
Figura 22: Área de internação, Hospital Vitória
Figura 23: Área de internação, Hospital Vitória
Fonte:
http://www.onehealthmag.com.br/index.php/proj
eto-saude/, acessado em 31 de março de 2014.
Fonte:
http://www.onehealthmag.com.br/index.php/projeto
-saude/, acessado em 31 de março de 2014.
A ambientação humanizada com o auxílio de artifícios que harmonizem os locais
com aromas agradáveis transmitem sensações de conforto, aconchego e
consequentemente acelera a recuperação dos pacientes.
1.3.5 TEXTURA
A textura também pode proporcionar conforto e bem-estar para quem utiliza
ambientes hospitalares. Ela pode ser sentida através da pele que é o maior órgão
dos sentidos do ser humano.
“Aprendizado, atenção e vitalidade estão relacionados com sensações táteis”
(GAPPEL, 1995, p. 118). Através deste pensamento percebe-se que a sensibilidade
humana é bastante aguçada, com isso é necessário estimular essas sensações
através do toque com a utilização de materiais texturizados como: madeiras, pedras,
tecidos, tapetes entre outros. Entretanto, a utilização desses materiais deve ser
adequada para a utilização de produtos químicos que são utilizados na dedetização
dos ambientes hospitalares. Na figura 24 pode-se perceber a utilização de diversos
materiais com superfícies texturizadas aplicadas ao ambiente.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 39
Figura 24: Utilização de diversos materiais
Fonte: http://hospitalalianca.com.br/servicos/maternidade/nossas-instalacoes, acessado em 2
de abril de 2014.
Também se utiliza a integração do interior/exterior através do uso de vegetações
dentro do ambiente hospitalar como mostra a figura 25, que possibilitam estimular
distrações necessárias para quem está nestes ambientes como acompanhante de
quem está internado. Também se podem aproveitar as esquadrias de vidro para a
integração da vegetação externa principalmente para quem está internado e não tem
acesso ao exterior.
Figura 25: Integração entre interior/exterior através de vegetação
Fonte: http://saudeweb.com.br/27571/entenda-como-funciona-o-rio-imagem/, acessado em 2 de abril
de 2014.
1.3.6 FORMA
A forma em que a edificação e seus espaços internos são concebidos influenciam
bastante na questão que diz respeito ao processo de tratamento dos pacientes, pois
este processo de hospitalização as vezes é influenciado pelo psicológico do ser
humano que pode gerar emoções preocupantes devido ao estado de internação
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 40
para a cura de doenças. Portanto a preocupação quanto a forma com que estes
espaços são projetados torna-se um grande desafio, devido a necessidade dos
pacientes terem locais privativos, como quartos individuais (figura 26).
Figura 26: Suíte privativa
Fonte: http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2013/04/29/confira-servicos-de-luxooferecidos-por-maternidades-brasileiras.htm#fotoNav=2, acessado em 4 de abril de 2014.
Entretanto é importante ressaltar que a planta do hospital tem influência na
disposição do ambiente para que os pacientes se sintam seguros, ao ter próximas
equipes médicas que possam dar assistência imediata quando necessário,
proporcionando a sensação de bem estar.
A decoração interna dos ambientes influencia no tratamento, pois remete a
impressão ao usuário de que ele está em casa ou em um hotel e não em um
ambiente hospitalar, com a utilização de locais que diminuam a sensação de
enclausurado, facilitando a recuperação mais rápida do paciente. O Phoenix
Children’s Hospital é um dos maiores centros pediátricos dos EUA, e nas figuras 26
e 27 podemos observar que os elementos arquitetônicos transmitem diversas
sensações agradáveis para as crianças e demais usuários deste local através da
forma em que as cores, materiais, texturas foram utilizadas de maneira harmônica e
satisfatória. Este é um exemplo favorável da descaracterização do ambiente
hospitalar sem vida, para um ambiente dinâmico e aconchegante.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 41
Figura 27: Recepção e ambientes internos do
Phoenix Children’s Hospital.
Figura 28: Recepção e ambientes internos do
Phoenix Children’s Hospital.
Fonte: http://itdesignblog.com/2012/10/05/umhospital-colorido/, acessado em 4 de abril de
2014.
Fonte: http://itdesignblog.com/2012/10/05/umhospital-colorido/, acessado em 4 de abril de
2014.
Ao agregar os conceitos da Psiconeuroimunologia (PNI) no espaço físico dos
ambientes hospitalares eles proporcionam recuperação mais rápida para os
pacientes diminuindo os custos e possibilitando o atendimento de outros pacientes
que necessitem daquele espaço que diversas vezes fica lotado influenciado pelas
questões psicológicas.
2. ESTUDOS DE CASOS
O estudo de caso é umas das etapas essenciais para a concepção de qualquer
projeto arquitetônico, pois através dele obtêm-se os pontos negativos e positivos de
todas as análises, levando em consideração os principais aspectos funcionais,
organizacionais e estruturais, que são de extrema importância para a arquitetura
hospitalar. Serão analisados três hospitais com foco nos setores que serão
favoráveis à maternidade e obstetrícia, para possibilitar um melhor entendimento
sobre o funcionamento de uma edificação hospitalar, além de obter informações que
aperfeiçoem soluções que contribuam para o projeto que este estudo está sendo
feito. O primeiro estudo de caso é sobre O Hospital Privado de Villeneuve d’ Áscq França, o segundo do Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Anália Franco e o
ultimo do Hospital Mestre Vitalino – Município de Caruaru. Serão abordados para
esta análise os seguintes assuntos: Breve histórico da edificação, implantação,
partido arquitetônico, zoneamento e fluxos, programa e aspectos construtivos.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 42
2.1 ESTUDO DE CASO 1 - HOSPITAL PRIVADO DE VILLENEUVE D’ ÁSCQ
O Hospital privado de Villeneuve D’ Ascq (figura 29), teve seu projeto realizado pelo
arquiteto Jean-Philippe Pargade, localizado na cidade de Villeneuve-d'Ascq, no norte
da França, a obra é bem recente teve seu funcionamento iniciado em 26 de junho de
2012. É importante ressaltar que o arquiteto utilizou artifícios modernos e o conceito
de humanização hospitalar para melhor atender os pacientes e usuários do mesmo.
A edificação foi feita com intuito de qualificar os ambientes voltados para a saúde na
região, contendo diversas especialidades médicas principalmente na área de
obstetrícia.3
Figura 29: Vista frontal do Hospital.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 30 de abril de 2014.
2.1.1 IMPLANTAÇÃO
O terreno escolhido para ser implantado o projeto, possui uma área de 22.681,00 m²
e está situado entre duas vias, está inserido em uma região que já possui alguns
equipamentos voltados para área de saúde como clinicas existentes nas
proximidades, além de estar em um bairro residencial com algumas atividades
comerciais como mostra na figura 30 e 314. Também se visualiza essa relação com
o entorno ao analisar o croqui do arquiteto que harmoniza a edificação respeitando
os gabaritos existentes criando uma conexão com o local em que está inserido
(figura 32).
3
Disponível em: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippepargade/, acessado em 30 de abril de 2014.
4
Idem
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 43
Figura 30: Entorno da edificação
Figura 31: Entorno da edificação
Fonte: https://www.google.com/maps/,
acessado em 30 de abril de 2014
Fonte: https://www.google.com/maps/, acessado
em 30 de abril de 2014
Figura 32: Croqui do arquiteto
Fonte:http://www.pargade.com/index.php/en/the-projects/private-hospital/21, acessado em 30 de
abril de 2014.
O terreno possui uma declividade pequena que não influencia na concepção do
projeto, mas facilitou quanto à questão da execução da obra. A edificação está
centralizada no terreno, através desta implantação foram inseridos três acessos
beneficiando a circulação interna, além de possibilitar a distribuição da área verde e
estacionamento na parte frontal e lateral do hospital (figura 33).
Figura 33: Implantação da edificação no terreno
LEGENDA:
Edificação
Terreno não edificado
Fonte: http://www.pargade.com/index.php/en/the-projects/private-hospital/21, acessado em 30 de abril
de 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 44
O arquiteto utilizou soluções simples para a implantação do paisagismo, que
possuem apenas algumas árvores com predominância de vegetação rasteira para
não contrastar com a edificação, e seu fluxo externo é direto devido o terreno possuir
uma pequena declividade e não necessitar de rampas longas que exijam grandes
dimensões, além de se harmonizar com a predominância linear do hospital.
2.1.2 PARTIDO ARQUITETÔNICO
O arquiteto tomou como partido a concepção a partir de um elemento puro
retangular com algumas reentrâncias e saliências na fachada frontal, esta forma
geométrica foi utilizada para favorecer a funcionalidade exigida para um hospital.
Além de possibilitar fácil ampliação vertical devido à modulação estrutural existente,
flexibilidade organizacional que facilita modificações futuras necessárias, devido ao
extenso programa existente para atender as várias especialidades médicas que este
espaço terá que comportar. A figura 34 demonstra a relação existente entre o
processo da concepção do projeto e a transformação da planta baixa que altera o
elemento puro.
Figura 34: Processo de transformação do volume e planta baixa.
Fonte:http://www.v2com.net/index.php?option=com_content&view=article&id=1486:hopital-prive-devilleneuve-dascq-par--by-jean-philippe-pargade-&catid=35:projetsarchitecture&Itemid=142, acessado
em 30 de abril de 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 45
Apesar da edificação possuir uma grande forma geométrica simples, ela é suavizada
por pátios e jardins na parte interna que integram o interior/exterior possibilitando
maior contato do paciente com o ambiente externo. Também foi utilizada nas janelas
uma pintura com tema floral (figuras 35 e 36), que proporciona dinamicidade à
edificação contrastando com a predominância de cores básicas e neutras nos
ambientes internos.
Figura 35: Janelas da fachada
Figura 36: Vista da parte interna do ambiente
Fonte:http://www.v2com.net, acessado em 30 de
abril de 2014.
Fonte:http://www.v2com.net, acessado em 30 de
abril de 2014.
Este foi um dos diferenciais do projeto, que harmonizou as cores inseridas nas
janelas com a pintura interna do edifício. Entretanto os quartos possuem uma
monotonia devido à ausência de cores, pois ao utilizar o branco que remete
imediatamente ao ambiente hospitalar, esse tom causa um desconforto visual devido
às superfícies solicitarem maiores esforços da visão, como apresenta as figuras 37 e
38.
Figura 37: Harmonização das cores internas com
a janela
Figura 38: Harmonização das cores internas com
a janela
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jeanphilippe-pargade/, acessado em 30 de abril de
2014.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jeanphilippe-pargade/, acessado em 30 de abril de
2014.
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Com isso, percebe-se a necessidade de harmonizar todos os ambientes, sejam eles
internos ou externos, com cores e elementos que possibilitem um conforto adequado
para um ambiente hospitalar, mas levando em consideração os aspectos
necessários para retirar a sensação de mal estar que um local não humanizado
promove.
2.1.3 ZONEAMENTO/FLUXOS
A análise inicial realizada neste estudo de caso foram os condicionantes ambientais
que são essenciais para um bom funcionamento da edificação. A edificação possui
uma organização espacial bem definida por setores, que facilitam o funcionamento
das atividades existentes devido à praticidade na expansão vertical, sem alterar a
funcionalidade e fluxos essenciais. No térreo estão inseridos setores no coração do
edifício que existem paisagens com vegetações ao ar livre que proporcionam vários
espaços internos como pátios jardins que trazem iluminação natural para os
pavimentos e adaptar-se restrições existentes devido ao programa.
O edifício é dividido em quatro pavimentos, e possui uma estrutura adotada a partir
da assimetria das plantas, no entanto, a divisão dos ambientes é dada de acordo
com a modulação estrutural. Ao analisar a planta do pavimento térreo percebeu-se
que o arquiteto optou por utilizar uma planta mais extensa que contivesse maior
número de setores, que os pavimentos superiores. Nele estão inseridos os seguintes
setores: recepção, logística, restaurante, consultas, quimioterapia, radioterapia e o
de exames (figura 39).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Figura 39: Planta Baixa com Zoneamento – Pavimento Térreo.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 30 de abril de 2014.
A análise será aprofundada nos setores que auxiliarão na concepção do presente
trabalho. É de grande importância à concepção de espaços que proporcionem aos
pacientes sensações que possibilitem retirar a impressão de estar em um hospital,
pensando nisso, o arquiteto concebeu no setor de recepção um pé-direito duplo que
se assemelha ao lobby de um hotel proporcionando um volume imponente, que
propicia um espaço acolhedor e agradável, além de integrar os espaços internos
com a paisagem externa através da utilização de pano de vidro que facilita a
incidência natural solar, já que ela está localizada para o norte (figuras 40 e 41).
Figura 40: Recepção do Hospital
Figura 41: Recepção do Hospital
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippepargade/, acessado em 30 de abril de 2014,
legenda editado pela autora, 2014.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jeanphilippe-pargade/, acessado em 30 de abril de
2014, legenda editado pela autora, 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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O setor logístico está posicionado no fundo do edifício, próximo ao restaurante e
demais áreas de serviço o que facilita a integração entre eles, pois essas áreas
precisam ficar próximas para ter um melhor funcionamento dos serviços oferecidos
pelo hospital. Entretanto, esse setor poderia estar localizado para o poente, pois é
uma área de serviços e possui áreas molhadas que amenizam a incidência solar, e
podem proteger áreas sociais que não devem receber os raios solares vindo do
poente, pois causam desconforto ao usuário.
O restaurante é de uso social e está em um local favorável, pois ele está na posição
sudoeste que recebe ventilação e insolação adequadas para que a utilização de
panos de vidros possibilitem a conexão interior/exterior além de proporcionar
sofisticação e retirada da monotonia da fachada devido a utilização do revestimento
em tom claro, e ainda possibilita que quem desfrute deste espaço saia para ter
contato direto com a natureza através de uma porta de acesso existente na lateral
do restaurante, como demonstra a figura 42.
Figura 42: Fachada sudoeste
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 01 de maio 2014.
O setor de consultas e exames possui uma sala de espera em um corredor com
pano de vidro que proporciona conforto visual ao espaço devido contraste existente
do branco interno e da paisagem exterior (figura 43). O local para exames está
posicionado para o poente, isto não é um problema, pois esses ambientes
necessitam de ventilação mecânica constante para gerar conforto ao ambiente, pois
ele precisa manter níveis rigorosos de temperatura, umidade relativa e pressão do
ar, possuem janelas altas apenas para entrada de iluminação. Entretanto os
consultórios frontais as salas de exames são beneficiados pela ventilação zenital e
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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iluminação criada pelo jardim interno com função de gerar conforto térmico ao
ambiente (figura 44).
Figura 43: Corredor setor consultas
Figura 44: Insolação setor de consultas
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jeanphilippe-pargade/, acessado em 01 de maio
2014.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jeanphilippe-pargade/, acessado em 01 de maio
2014, editado pela autora, 2014.
A maternidade está localizada no 3° pavimento, juntamente com os apartamentos de
uso geral do hospital, apartamentos destinados à maternidade estão bem
posicionados para receberem os ventos que veem do nordeste e sudeste, e os
quartos que ficam no centro do edifício recebem a ventilação através de uma
ventilação zenital proporcionada por vazios com vegetação natural, entretanto os
apartamentos gerais estão localizados no poente, diminuindo o conforto térmico
necessário para qualificação do espaço de recuperação do paciente.
Cada bloco de apartamentos possui um posto de enfermagem para auxílio no
atendimento dos pacientes, e está centralizado entre os quartos. O berçário está
inserido dentro do setor de apartamentos da maternidade para facilitar o contato de
familiares com o bebê.
Ao analisar espacialmente a planta baixa percebe-se que este pavimento foi
construído em função dos vazios existentes criando circulações centrais e os quartos
construídos ao redor delas seguem uma modulação, outro aspecto importante é que
alguns vazios só existem a partir do 2° pavimento criando-se tetos jardins (figura 45).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 50
Figura 45: Planta Baixa com Zoneamento – 3° Pavimento.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 30 de abril de 2014, legenda editado pela autora, 2014.
As figuras 46 e 47 demonstra a circulação criada entre dois blocos para que
houvesse uma ligação entre eles, o arquiteto concebeu essas circulações abertas
envidraçadas devido a sua planta possuir uma identidade própria em cada
pavimento assim possibilitando espaços compartilhados entre eles, e dando
dinamicidade a edificação.
Figura 46: Planta baixa - circulação que liga os
blocos do hospital
Fonte: http://www.archdaily.com.br/, acessado
em 30 de abril de 2014, editado pela autora.
Figura 47: Circulação que liga os blocos do
hospital
Fonte: http://www.archdaily.com.br/, acessado em
30 de abril de 2014.
Outro aspecto importante é a utilização constante da vegetação tanto no exterior
como no interior da edificação que favorece o contato necessário de quem está
dentro do ambiente e não pode desfrutar dos locais externos, com isso a ligação
direta do paciente com natureza propicia um favorecimento a cura e bem estar.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Ao analisar o fluxo do térreo percebe-se a presença de algumas irregularidades que
poderiam ser mais bem executadas para maximizar o funcionamento do hospital.
Como podemos observar na figura abaixo as circulações apresentam barreiras em
suas extremidades sendo que o ideal seria uma circulação direta que proporcionaria
uma melhor solução espacial entre os setores (figura 48).
Figura 48: Circulação pavimento térreo
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 30 de abril de 2014, editado pela autora, 2014.
Já no 3° pavimento a circulação é direta sem interrupções o que facilita a ligação
entre os setores e a modulação quanto à questão construtiva, não possuem
barreiras que dificultem a relação necessária entre os setores (figura 49).
Figura 49: Circulação 3° pavimento
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 30 de abril de 2014, editado pela autora, 2014.
2.1.4 PROGRAMA
O hospital atende diversas especialidades tanto para ambulatoriais quanto para
internação e cirurgias. Com isso o programa torna-se bastante extenso, entretanto o
programa analisado foram os dos setores que agregaram conhecimento para o
presente trabalho, e serão expostos na tabela abaixo:
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Tabela 01: Programa Hospital Privado de Villeneuve d’ Áscq
Térreo
Demais pavimentos
Recepção
42 Leitos para a maternidade
Consultórios
225 Leitos e unidades médicas
Salas para exames
10 Salas de cirurgia obstétrica
Restaurante e cozinha
Centro médico
Setor de Apoio Logístico
Berçário
-
Enfermaria
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 30 de abril de 2014, editado pela autora, 2014.
2.1.5 ASPECTOS CONSTRUTIVOS
O hospital privado de Villeneuve-d’ascq possui uma arquitetura simples e minimalista
quanto aos materiais de sua fachada, foram utilizados tijojo colorido de ardósia que
remete a uma arquitetura vernacular que contrasta com as grandes esquadrias
brancas com vidros pintados que se relacionam com a vegetação local tendo
modelos diferenciados entre eles. Esta composição arquitetonica é predominada por
uma galeria de vidros no pavimento térreo que se estende pelo corredor até chegar
ao jardim. Quanto à estrutura física do edifício é responsável por padronizar a
arquitetura, mas ele não exige grandes soluções estruturais por não possuir balanço,
a modulação estrutural permite facíl ampliação, reduz os custos e maximiza os
espaços internos (figura 50).
Figura 50: Escalonamento sem balanço.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/01-85385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippe-pargade/,
acessado em 30 de abril de 2014.
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Figura 51 Materiais construtivos
Figura 52: Materiais construtivos
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jeanphilippe-pargade/, acessado em 30 de abril
de 2014.
Fonte: http://www.archdaily.com.br/br/0185385/hospital-em-villeneuve-dascq-jean-philippepargade/, acessado em 30 de abril de 2014.
Os materiais construtivos foram o concreto armado ou protendido, aliado com
estruturas metálicas (figura 51). Devido à existência de diferentes níveis de piso nas
janelas foram utilizadas esquadrias de vidro posicionadas aleatoriamente seguindo a
planta e dando maior dinamicidade a fachada (figura 52).
2.2 ESTUDO DE CASO 2 - HOSPITAL E MATERNIDADE SÃO LUIZ PRIVADO –
UNIDADE ANÁLIA FRANCO
O Hospital e Maternidade São Luiz - Unidade Anália Franco, tem seu projeto
arquitetônico
com
autoria
do
escritório
de
Zanettini
arquitetura,
e
a
Realização e Construção foi feita pela empresa Porte Construtora Ltda. A obra foi
iniciada em 2003 e foi concluída em 2007, esta edificação foi vencedora do Prêmio
Destaque Saúde Projeto Predial no V Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa.
Está localizado na zona leste da cidade, uma das localidades com maior
agrupamento populacional de São Paulo, além de estar em constante crescimento.
Para atender essa demanda o São Luiz oferece uma edificação com atendimento
médico particular de alta qualidade, e também com uma infraestrutura que
proporciona maior conforto aos pacientes e visitantes. Além de ser apontado como
referência em atendimento médico, a presença do hospital modificou a dinâmica do
entorno,
proporcionou
o
aparecimento
de
unidades
comerciais
de
apoio
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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possibilitando maior comodidade ao usuário por ter farmácias, clínicas e outros
equipamentos de suprimentos médicos por perto5.
2.2.1 IMPLANTAÇÃO
O projeto foi implantado em um lote com área do terreno de 7.950,00m², com área
total construída de 43.816,55m². Na sua implantação (figura 53), foram levados em
consideração todos os aspectos do terreno e de seu entorno, através de um estudo
dos desníveis topográficos existentes, posicionou-se a edificação no terreno
aproveitando a parte mais plana existente6.
Figura 53: Implantação no terreno
LEGENDA:
Local de implantação
Fonte:https://www.google.com/maps/@-23.54908,46.560621,3a,75y,90t/data=!3m5!1e2!3m3!1s873899
06!2e1!3e10, acessado dia 29 de abril de 2014, editado pela autora.
O terreno é praticamente plano, com inclinação perceptível apenas na extremidade
frontal, onde está localizado o acesso principal da edificação, que é suavizada com
uma rampa central e duas laterais. O terreno é um retângulo exceto por suas pontas
arredondadas, com isso o arquiteto optou por centralizar a edificação para obter o
máximo de aproveitamento do terreno para estacionamento e áreas verdes (figura
54), e através dessa utilização criou-se um agenciamento que valoriza todos os
acessos separadamente.
5
Disponível em: http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?tipo_atuacao=5&id=1, acessado em
16 de abril de 2014.
6
Idem.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Figura 54: Planta Baixa do térreo
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, editado pela autora, 2014.
A edificação está implantada em um lote que facilita os acessos por ocupar um
quarteirão inteiro, possibilitando uma setorização entre os usos variados como
acessos de pedestres e veículos, proporcionados pelas diversas entradas nas
seguintes ruas: Corta Vento, Manoel de Atougua, Francisco Marengo, Antônio
Camardo (figuras 55, 56, 57 e 58). Com isso o edifício fica com maior visibilidade por
estar centralizado entre vias de grande fluxo. Outro ponto importante é a relação que
a edificação tem com o entorno, pois segue um padrão em relação a escala de altura
entre as demais edificações existentes, que são edifícios unifamiliares e comerciais
com gabaritos alternados entre verticalidade e horizontalidade como mostram as
figuras abaixo.
Figura 55: Relação com o entorno
Figura 56: Rua Corta Vento
Fonte: https://www.google.com/maps/@23.54908,46.560621,3a,75y,90t/data=!3m5!1e2!3m3!1s873
89906!2e1!3e10, acessado 17 de abril de 2014.
Fonte: https://www.google.com/maps/@23.54908,46.560621,3a,75y,90t/data=!3m5!1e2!3m3!1s873
89906!2e1!3e10, acessado 17 de abril de 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Figura 57: Rua Antônio Camardo
Figura 58: Rua Francisco Marengo
Fonte: https://www.google.com/maps/@23.548937,46.557487,3a,75y,149.15h,77.01t/data=!3m4!1e1
!3m2!1sRsnEPzFVD4WOyePsAQOauQ!2e0,
acessado em 17 de abril de 2014.
Fonte: https://www.google.com/maps/@23.548937,46.557487,3a,75y,149.15h,77.01t/data=!3m4!1e1
!3m2!1sRsnEPzFVD4WOyePsAQOauQ!2e0,
acessado em 17 de abril de 2014.
2.2.2 PARTIDO ARQUITETÔNICO
O arquiteto teve como partido a concepção de um projeto que focasse na construção
de uma edificação que optasse por utilizar uma arquitetura contemporânea
sustentável, desde sua implantação que contemplou todos os aspectos do terreno e
seu entorno, até anexar em seu interior o conceito de humanização hospitalar.
Além disso, pelo edifício ser um volume retangular, é capaz de expressar um
movimento devido à utilização de escalonamento entre os 1°, 2° e 3° pavimentos
dando maior dinamicidade à edificação, entretanto este método arquitetônico foi um
dos principais desafios do arquiteto pela complexidade estrutural exigida devido ao
grande balanço existente (figuras 59 e 50).
Figura 59: Escalonamento vista lateral
Figura 60: Escalonamento vista frontal
Fonte: http://www.zanettini.com.br, acessado em
16 de abril de 2014.
Fonte: http://www.zanettini.com.br, acessado em
16 de abril de 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 57
Entretanto, esses não são os únicos aspectos consideráveis da edificação, pode-se
perceber que ao utilizar estes artifícios proporcionam a entrada de iluminação e
ventilação natural no hall que funciona como uma praça central que une a
maternidade e o hospital (figuras 61 e 62). Isso ajudou na setorização interna, pois
através desta segregação de espaços os ambientes foram implantados por
especialidades médicas e os serviços dos hospitais foram separados para atender
cada bloco independentemente.
Figura 61 Panos de vidro
Figura 62: Passarela no ultimo pavimento
Fonte:
http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?tip
o_atuacao=5&id=1, acessado em 16 de abril de
2014.
Fonte:
http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?tip
o_atuacao=5&id=1, acessado em 16 de abril de
2014.
A utilização de um grande vazio que separa a maternidade do hospital, se unem por
uma passarela. Acima dela no ultimo pavimento, a estrutura metálica do heliponto
faz um coroamento do edifício. Na área central existe uma praça que faz ligação
com os espaços de convivência de cada andar onde se implantou um jardim com
espelho d’água, que proporciona uma maior eficiência na utilização da iluminação
natural e conforto térmico através da constante ventilação obtida por esse espaço, e
é importante ressaltar que com a utilização desses artifícios projetuais resultam em
uma grande economia de energia (figura 63 e 64).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 58
Figura 63: Vazio Central
Figura 64: Passarela central
Fonte:
http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?ti
po_atuacao=5&id=1, acessado em 16 de abril
de 2014.
Fonte:
http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?tipo
_atuacao=5&id=1, acessado em 16 de abril de
2014.
2.2.3 ZONEAMENTO/FLUXOS
Através do zoneamento dos pavimentos possibilita-se identificar os setores
existentes em cada um deles facilitando a identificação da utilidade de cada espaço.
No pavimento térreo a integração interior/exterior é visivelmente aproveitada, pelo
fato da existência de pano de vidro, ambientes amplos e integrados. Além de a
edificação possuir vários acessos facilitando e diminuindo o fluxo causado quando
existe apenas um acesso. Para fazer esta análise serão citados apenas os setores
que estão ligados ao setor da maternidade, que auxiliarão no presente trabalho.
A figura 65 mostra a existência de setorização do pavimento térreo através de áreas
sociais, privativas e de serviços. As áreas sociais são compostas por uma recepção,
uma capela no setor da maternidade que se integra ao estar do hospital, logo ao
lado está localizado um consultório e sala de admissão para atendimento rápido que
faz a triagem das pacientes para os locais corretos de acordo com sua necessidade.
No acesso principal estão instalados os atendimentos de internação tanto do
hospital quanto para a maternidade, e possui uma pequena administração próxima
para auxiliar quando necessário, mas também há um acesso individual para este
local por fora da edificação facilitando o acesso de funcionários para a área
administrativa e de serviços, há também neste pavimento, um local para entrega de
exames no térreo para maior comodidade ao paciente já que o hospital possui um
centro de diagnósticos no pavimento semienterrado.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 59
Figura 65: Planta Baixa com Zoneamento – Térreo
LEGENDA:
Capela
Auditório
Estar acompanhante
Área ambulatorial
Internação maternidade e hospital
Entrega de exames
Área administrativa
Circulação vertical
Bwcs feminino e masculino
Acesso hospital
Cozinha
Acesso maternidade
Restaurante e lanchonete
Espaço para equipamento de ar-condicionado
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, editado pela autora, 2014.
Para facilitar a estadia de familiares que estão de passagem ou permanência há
uma preocupação do hospital com a implantação de um restaurante que atenda não
apenas os pacientes e sim todos que necessitem deste espaço, ele é valorizado
pela utilização de um extenso pano de vidro com pé-direito duplo que integra a área
interna com a vegetação exterior e com alguns ambientes do hospital. Ainda há a
presença de um pequeno auditório para auxiliar o hospital quando necessário
realizar reuniões, apresentação de palestras, conferências entre outras utilidades,
ele é acessível e possui as características de acústica e isolamento térmico
necessários para este tipo de equipamento. No pavimento térreo optou-se pela
utilização de um pé-direito duplo em alguns locais para melhor aproveitamento da
iluminação e ventilação natural e em outros ambientes foram utilizados um forro
mais baixo para tornar o local mais aconchegante para os usuários e funcionários
(figura 66 e 67).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 60
Figura 66: Recepção maternidade
Figura 67: Recepção internação
Fonte:
http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?tip
o_atuacao=5&id=1, acessado em 16 de abril de
2014.
Fonte:
http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?tip
o_atuacao=5&id=1, acessado em 16 de abril de
2014.
Quanto à acessibilidade para portadores de necessidades especiais, a edificação
possui todos os requisitos exigidos pela NBR 9050. Foram utilizadas rampas para os
acessos, banheiros acessíveis, elevadores, ambientes amplos e circulações
adequadas. Um bom exemplo são as recepções que possuem ambientes amplos
como podemos observar na figura 59 dando maior comodidade aos PNE.
Figura 68: Rampa de acesso principal
Fonte: http://www.zanettini.com.br/ajax_atuacao.php?tipo_atuacao=5&id=1, acessado em 16 de abril
de 2014.
No 3° pavimento está localizado o centro cirúrgico que possui 18 salas de cirurgia
que estão isoladas em um setor diferente das de obstetrícia totalizando em nove,
apesar desta divisão elas possuem uma assistência igualmente eficiente com a
presença de farmácia, posto de enfermagem e serviços, além de todos os andares
possuírem
uma
pequena
área
administrativa
que
auxilia
cada
andar
preferencialmente.
Ao analisar este setor percebe-se que a ventilação e iluminação não é predominante
devido
ao
bloco
cirúrgico
e
obstétrico
necessitam
de
uma
climatização
proporcionada por ar-condicionado, pois o contato com o ambiente externo pode
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 61
transmitir infecções através do ar. As salas são amplas e todas estão inseridas em
local adequado, livres de contaminações externas, pois atendem as necessidades
adequadas. Este setor possui uma pequena administração para que se for
necessário alguma informação não seja necessário ir até o setor administrativo
(figura 69).
Figura 69: Planta Baixa com Zoneamento – 3° Pavimento
LEGENDA:
Salas de cirurgia geral
Sala pós-anestesia
Secretária
Salas de cirurgia obstétrica
Área de serviço
Apartamento delivery
Farmácia
Sala de reanimação
Posto de enfermagem
Pós-anestesia
Circulação vertical
Pré-parto
Estar acompanhante
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, editado pela autora, 2014.
A figura 70 mostra que o 4° pavimento é o modelo do setor de internação que dispõe
de blocos independentes,
possuindo suítes destinadas aos pacientes de
atendimentos gerais e o outro destinado a pacientes da maternidade. Esses
ambientes são todos acessíveis e com predominância do aproveitamento da
iluminação e ventilação natural, através da presença de um vazio central que liga os
dois blocos e possui jardim e espelho d’água que são dispositivos que amenizam a
incidência solar. Todas as suítes possuem um terraço na parte frontal do ambiente
que diferencia a fachada dos demais pavimentos criando cheios e vazios que
proporcionam dinamicidade a edificação. É importante destacar que o vazio
existente na edificação, inicia-se a partir deste pavimento, ele fica na parte central
entre os blocos criando uma área de convivência e bem estar para pacientes e
acompanhantes para proporcionar a sensação de estar em um espaço externo.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 62
Figura 70: Planta Baixa com Zoneamento – 4° Pavimento
LEGENDA:
Área social
Berçário
Suíte maternidade
Posto de enfermagem
Suíte hospital geral
Circulação vertical
Área de serviços
Área para ar-condicionado
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, editado pela autora, 2014.
A solução espacial da planta foi concebida de maneira simples, optou-se por
posicionar as suítes nas extremidades e na parte central a predominância das áreas
de serviço, isto facilitou o funcionamento do setor, pois todos estão interligados entre
si, como apresenta a figura 71.
Figura 71: Fluxos pavimento tipo - internação
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, editado pela autora, 2014.
Ao analisar os fluxos existentes entre os dois blocos percebe-se que eles foram
revolvidos de maneira simples e funcional devido à organização espacial dos
ambientes, possuem fluxos centrais que percorrem toda a edificação, sendo
auxiliadas pelas circulações intermediárias que ao se unirem formam um ciclo ativo
de fluxos bem resolvidos com uma lógica que integra os dois blocos se necessário
(figura 72), além dos corredores serem amplos e funcionais.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Figura 72: Fluxos do centro cirúrgico e obstétrico
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, editado pela autora, 2014.
Nas imagens 73 e 74 demonstra as circulações são amplas seguindo as exigências
necessárias para corredores hospitalares e facilitando o fluxo para atender a
diversas necessidades ao mesmo tempo.
Figura 73: Circulação Centro cirúrgico obstétrico
Figura 74: Circulação pavimento tipo, internação
Fonte: http://www.girotto404.com.br/ conteudo/5/
egbert_zanettini/siegbert_zanettini.html,
acessado acervo-tecnico, acessado em 23 de
abril de 2014.
Fonte: http://www.girotto404.com.br/ conteudo/5/
egbert_zanettini/siegbert_zanettini.html,
acessado acervo-tecnico, acessado em 23 de
abril de 2014.
Quanto ao corte longitudinal mostrado na figura 75, percebe-se a setorização vertical
separando as especialidades medicadas por pavimentos, isso melhora a dinâmica
do hospital, na questão que envolve os fluxos , e ao extenso programa, além de
necessitar aliar-se a estética com a funcionalidade. Para que a edificação seja
adequada tanto para os pacientes quanto para os funcionários que também
desfrutam deste espaço.
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 64
Figura 75: Corte Longitudinal
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, 2014.
Ao projetar o arquiteto optou por criar um estacionamento subsolo para atender a
necessidade de várias vagas que o terreno não comportaria em seu piso térreo,
além de instalar as áreas técnicas que são de uso apenas de funcionários e não
aberta ao público, com isso pode estar instalado no subsolo.
No piso térreo estão inseridos os ambientes que contem os equipamentos
acessíveis para todos os pacientes e funcionários. No 3° andar o centro cirúrgico foi
inserido por estar próximo ao pronto socorro caso seja necessária alguma urgência
médica, está de fácil acesso. Nos pavimentos acima estão inseridos os
apartamentos e berçários que estão divididos em blocos separados sendo
setorizados entre pacientes do hospital e maternidade e o vão central que dividem
eles é vencido pela utilização de uma passarela metálica que faz a ligação dos
mesmos.
2.2.4 PROGRAMA
A tabela abaixo demonstra o programa utilizado pelo Hospital e Maternidade São
luiz Privada – Unidade Anália Franco, nos pavimentos estudados para o presente
trabalho.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Tabela 02: Programa pavimentos analisados
PROGRAMA
TÉRREO – SOCIAL E
SERVIÇO
3° PAVIMENTO-BLOCO
CIRURGICO
4° PAVIMENTO - INTERNAÇÃO
Sala de espera
Posto de enfermagem
Posto de enfermagem
Capela
Sala de reanimação
Berçário com 24 leitos
Recepção da maternidade
Expurgo
Roupa suja
Sala de espera
DML
Telemática
Estar pacientes e
acompanhantes
Lixo
24 Suítes com terraço –
obstetrícia
Circulação vertical
Lavabo
DML
Entrega de exames
Roupa suja
Lixo
Bwc social masculino
Farmácia
Sala de equipamentos
Bwc social feminino
Sala de anestesia
Sala de utilidades
Restaurante
Sala de equipamentos
Rouparia
Sala de admissão com bwc
Chefe de enfermagem
Praça para fumantes
Sala de repouso
4 Salas de pré-parto
Jardim
Consultório
Secretária
Espelho d’água
Cozinha
Local para macas
Estar medico
Despensa
9 Salas de cirurgia
obstétrica
Expurgo
Lavagem
2 Apartamentos delivery
Bwc para deficientes masc.
Administração
Estar acompanhante
Bwc para deficientes fem.
Tesouraria
RPA – 15 leitos
24 Suítes com terraço – hospital
geral
Coordenação
Posto de enfermagem RPA
-
Apoio
18 Salas de cirurgias gerais
-
Arquivo
Local para troca de maca
-
Supervisão
Circulação vertical
-
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 66
Secretária
-
-
Guarita
-
-
Auditório
-
-
Local para ar-condicionado
-
-
Fonte: Autora, 2014.
2.2.5 ASPECTOS CONSTRUTIVOS
O sistema construtivo da obra teve que vencer algumas dificuldades devido ao
escalonamento que gerou um balanço que necessitaria de uma boa solução
estrutural. O concreto armado foi utilizado como material principal auxiliado com a
utilização do aço, lajes planas com armaduras com protensão para possibilitar fácil
ampliação que é um acontecimento constante em unidades hospitalares. As paredes
nos três primeiros pavimentos são estruturais, que recebem todos os esforços dos
demais andares. E para apoiar os pavimentos superiores o arquiteto desloca a caixa
de escada para as pontas dando maior sustentabilidade aos balanços, e criando um
volume externo valorizando as extremidades da edificação (figuras 76 e 77).
Figura 76: Esforços exercidos pelas estruturas
Figura 77: Estrutura com proteção
Fonte: http://techne.pini.com.br/engenhariacivil/131/artigo286474-1.aspx, acessado em 23 de
abril de 2014.
Fonte: http://techne.pini.com.br/engenhariacivil/131/artigo286474-1.aspx, acessado em 23
de abril de 2014.
Quanto aos demais materiais utilizados pelo arquiteto na construção, percebe-se a
constante preocupação com o bem estar de quem irá desfrutar do edifício, que
proporcionou o aproveitamento de elementos com vidros nas varandas e no centro
dos dois blocos, além de privilegiar a fachada com elementos simples, entretanto
contemporâneos com a utilização de cores suaves como o branco para demarcar a
estrutura e marrom claro e bege para compor os detalhes, uma edificação simétrica
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 67
através de dois volumes unidos por uma praça central e passarelas vedadas com
panos de vidro e estruturas metálicas que foram um dos diferenciais do projeto. No
interior foram utilizados elementos humanizadores como, cores, iluminação,
mobiliários (Figura 78), entre outros que tornaram a edificação com uma harmonia
entre o interior/exterior, pois adentrar nos espaços esquece que ali é um hospital
tornando-se um lugar onde proporciona conforto e bem estar a quem o utiliza.
Através deste vazio podem-se observar todos os pavimentos do hospital, além de
proporcionar a integração entre os setores existentes.
Figura 78: Estar com vista para a praça central
Fonte: http://www.casaemercado.com.br/materia.php?hIdMateria=2680, acessado em 25 de abril de
2014.
Figura 79: Fachada Frontal
Fonte: Acervo do Arquiteto Zanettini, 2014.
Na figura 79, na fachada frontal foram utilizados materiais simples como estrutura
metálica emassada e pintada na cor branca que se difunde com a cerâmica branca
10 x 10 cm e contrastam com placas em tom amadeirado, tendo uma sofisticada
fachada devido à união destes materiais com o vidro fumê espelhado,
proporcionando uma concordância entre eles.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 68
2.3 ESTUDO DE CASO 3 – HOSPITAL PÚBLICO MESTRE VITALINO (HMV)
O Hospital Mestre Vitalino (HMV) está localizado no município de Caruaru que
possui um polo médico em expansão, sua obra foi iniciada em 18 de novembro de
2011 e finalizada no início de maio de 2014, ele está inserido na zona de atividades
múltiplas – ZAM que é uma área de grande expansão. Por possuir este grande
espaço, o equipamento será o maior hospital do interior, e significara um melhor
atendimento à população do município de Caruaru e cidades circunvizinhas. Nele o
atendimento será de 24 horas para urgências, em diversas especialidades, inclusive
no setor obstétrico7 (figura 80 e 81).
Com o crescimento populacional do município, o Hospital vem com intuito em
‘’desafogar’’ as unidades hospitalares e clÍnicas da cidade e região. A unidade
atenderá as seguintes especialidades: cirurgia geral, urologia, clínica médica,
pediatria (clínica e cirúrgica), oncologia, cardiologia, maternidade e centro obstétrico.
Figura 80: Fachada Hospital Mestre Vitalino
Figura 81: Fachada Hospital Mestre Vitalino
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
2.3.1 IMPLANTAÇÃO
O lote está localizado às margens da BR-104, possui uma área total de 47.659,15
m², e uma área construída de 18.523, 07 m², nas proximidades do Polo Comercial de
Caruaru8. Ele seguiu a exigência da Portaria Nº 400, 06 de dezembro 1977 do
Ministério da Saúde/GM, que exige que 50% do terreno não seja construído para
futura ampliação da edificação hospitalar. O terreno é um retângulo que tem sua
7
Disponível: http://caruaru2014.blogspot.com.br/2011/01/semana-passada-o-secretario-estadualde.html, acessado 05 de abril de 2014.
8
Disponível: http://caruaru2014.blogspot.com.br/2011/01/semana-passada-o-secretario-estadualde.html, acessado 05 de abril de 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 69
simetria quebrada pela edificação concebida com formas geométricas, como
apresenta a figura 82.
Figura 82: Implantação do terreno
Fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=783922&page=377, acessado dia 05 de
abril de 2014.
O terreno possui uma declividade de mais de cinco metros nas suas extremidades
que são suavizadas por escadas e rampas acessíveis (figuras 83 e 84). Quanto à
implantação da edificação ele foi locado na parte mais plana do terreno.
Figura 83: Rampa de acesso
Figura 84: Escada de acesso
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
O projeto foi realizado com a intensão de manter a harmonia com seu entorno, já
que é uma edificação que segue linhas contemporâneas apesar de sua forma ser a
junção de vários elementos geométricos organizados para melhor resolução do
extenso programa existente neste hospital por atender diversas especialidades. O
local onde a edificação foi inserida ainda esta em expansão, existem apenas
algumas atividades comerciais e residências nas proximidades, mas as existentes se
harmonizam com a arquitetura escolhida para o HMV (figuras 85, 86, 87 e 88).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 70
Figura 85: Atividades comerciais nas
proximidades
Figura 86: Atividades comerciais nas
proximidades
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
Figura 87: Setor residencial nas proximidades
Figura 88: Setor residencial nas proximidades
Fonte: http://www.remax.com.br/Terreno-pConstrucao-Venda-CaruaruPernambuco_680021010-41, acessado dia 15 de
maio de 2014.
Fonte: Autora, 2014.
2.3.2 PARTIDO ARQUITETONICO
Segundo a arquiteta Rose Brandão, sempre preocupada em manter o conforto
através da iluminação e ventilação natural, teve como partido arquitetônico aliar os
condicionantes físicos ambientais na implantação da edificação no terreno. Foi feita
a disposição de diversas formas geométricas na posição horizontal que resultou na
concepção de uma tipologia que proporciona dinamicidade e funcionalidade, sendo
conseguida devido à setorização definida por função (figura 89).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 71
Figura 89: Junção de diversas formas geométricas
Fonte: Acervo do Arquiteto Gustavo Miranda, editado pela Autora, 2014.
O resultado da junção dessas configurações foi satisfatório, pois conseguiu atingir o
principal objetivo que era melhorar o conforto no interior da edificação com a
utilização de jardins em diversas áreas minimizando a característica fria e doentia
dos hospitais, proporcionando bem estar aos pacientes, familiares e funcionários que
desfrutam do ambiente hospitalar (figuras 90 e 91).
Figura 90: Jardim interno
Figura 91: Jardim interno
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
2.3.3 ZONEAMENTO/FLUXOS
Ao analisar todo o Hospital Mestre Vitalino após visitação presencial, optou-se por
utilizar os setores que auxiliaram no desenvolvimento do presente trabalho. No
pavimento térreo estão localizados diversos setores distribuídos espacialmente de
maneira adequada, seguindo o conceito de privilegiar a iluminação e ventilação
natural em ambientes que necessitem.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 72
Os setores de serviços foram posicionados para o oeste protegendo as áreas que
não devem receber incidência solar direta, pois causam desconforto aos usuários,
na direção nordeste e sudeste de ondem vem as maiores incidências foram
privilegiadas os setores de UTI e internação proporcionando conforto térmico e
iluminação natural favorável. Outro aspecto positivo é a presença de jardins internos
distribuídos em toda a edificação que possibilita maior integração interior/exterior
com a natureza (figura 92).
Figura 92: Planta Baixa com Zoneamento – Térreo
LEGENDA:
Conforto e higiene
Atendimento imediato (emergência)
UTI Coronária
Internação pediatrica I e II
Bloco cirúrgico e obstétrico
UTI Adulto I E II
Internação adulto I
Setor de diagnostico
UTI Pediátrica
Semi-intesiva
Necrotério
Ambulatório
Apoio tecnico (nutrição e dietica)
Central de material esterelizado
Serviço
Processamento de roupa
Fonte: Acervo do Arquiteto Gustavo Miranda, editado pela autora, 2014.
O setor de ambulatório atende todas as especialidades disponíveis, nele encontramse consultórios, sala de curativos, sala de gesso, nebulização, centro social,
recepção e pronto-atendimento. A organização espacial é bem definida facilitando o
funcionamento deste setor, além de possuir um grande jardim que proporciona
melhorias para o ambiente.
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O HMV disponibiliza 140 leitos para uso geral do hospital sendo 25 deles destinados
ao uso para parturientes. As suítes são duplas ou triplas que disponibilizam de
banheiro acessível e local para acompanhante. O ambiente não disponibiliza uma
harmonização adequada que proporcione melhora para o paciente através do
espaço e materiais existentes no quarto, pois ele possui cores monocromáticas e
não dispõe de equipamentos que auxiliem na humanização hospitalar (figuras 93 e
94).
Figura 93: Suíte dupla
Figura 94: Banheiro acessível da suíte
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
A UTI no projeto inicial seria no 1° pavimento, mas devido ao setor pediátrico estar
localizado no térreo, optou-se pela alteração dela para o pavimento térreo para que
ficassem mais próximos, nela está inclusa um posto de enfermagem para dar
assistência aos pacientes e dispõe de um isolamento de um leito com banheiro
individual (figuras 95, 96 e 97).
Figura 95: UTI Adulto
Figura 96: Posto de enfermagem da UTI
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 74
Figura 97: Isolamento com Banheiro acessível.
Fonte: Autora, 2014.
O setor de diagnóstico disponibiliza diversos exames, são eles: ultrassonografia,
tomografia, endoscopia, colonoscopia e raio-x (figuras 98, 99, 100 e 101). As salas
são amplas e possui equipamento de alta tecnologia, este setor possui uma
recepção e sala de espera individual que “desafoga” as demais existentes no
hospital. Neste setor diversos exames são feitos, incluindo os de ultrassonografia
que beneficia as gestantes, pois este exame é essencial para o desenvolvimento de
uma gravidez saudável, além de ser o primeiro contato que a mãe tem com o seu
bebê, com isso este setor facilita o atendimento dos pacientes, pois não precisam
esperar exames vindos de outros locais, o próprio hospital disponibiliza este
atendimento.
Figura 98: Sala de exame 1
Figura 99: Sala de exame 2
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
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Figura 100: Sala de exame 3
Figura 101: Sala de exame 4
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
O bloco cirúrgico funciona tanto para cirurgias obstétricas quanto para as demais
especialidades. O setor possui seis salas destinadas à cirurgia, elas são amplas e
disponibilizam de um espaço adequado para sua finalidade (figuras 102 e 103). Este
setor foi projetado adequadamente, pois possui espaços de esterilização de acordo
com as exigências da RDC-50, possui espaço para troca de macas, escovação entre
outras salas de esterilização. Também possui uma sala destinada a R.P.A.C
(Recuperação Pós-anestésica de cirurgia), necessária para verificação das
condições de saúde do paciente após o procedimento cirúrgico.
Figura 102: Sala de cirurgia obstetrica
Figura 103: Sala de cirurgia obstetrica
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
Todos os pavimentos possuem salas administrativas que são necessárias para
facilitar o auxilio no funcionamento do hospital, devido à complexidade de gerenciar
com apenas um setor destinado à administração.
O setor de apoio técnico e logístico esta posicionado no térreo, local ideal para este
funcionamento devido ao peso existente dos equipamentos e constante necessidade
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 76
de abastecimento de produtos alimentícios e utilidades, além de facilitar o transporte
e o grande fluxo de entrada e saída de alimentos e equipamentos para o
funcionamento do hospital.
No projeto do hospital o fluxo foi essencial para as soluções espaciais, pois ele
funciona separando os setores, cria blocos para cada função exercida e possibilita
uma setorização adequada a presença do extenso programa. As circulações se
cruzam formando uma grelha conectando todos os blocos (figura 104).
Figura 104: Planta baixa pavimento Térreo – Fluxos
LEGENDA:
Circulações
Fonte: Acervo do Arquiteto Gustavo Miranda, editado pela Autora, 2014.
Os corredores são amplos, isso facilita a circulação de funcionários e pacientes além
de possibilitar uma melhor circulação da ventilação. Outro ponto positivo é retirar a
impressão ruim que é causada por corredores estreitos e extensos (figuras 105 e
106).
Figura 105: Corredor emergência
Figura 106: Corredor bloco cirúrgico e obstétrico
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 77
2.3.4 PROGRAMA E DIMENSIONAMENTO
Tabela 03: Programa e Dimensionamento do Hospital Mestre Vitalino
PROGRAMA E DIMENSIONAMENTO
SETOR AMBULATORIAL
AMBIENTE
AREAS
OBSERVAÇÕES
Recepção/espera e registro
67,61 m²
Wc infantil
3,71 m²
Um para cada sexo
Wc adulto
3,71 m²
Um para cada sexo
Administração
11,81 m²
Serviço social
11,81 m²
Utilidades
7,59 m²
Rouparia
2,36 m²
Aplicação
de
10,46 m²
medicamentos
Sala de curativos
10,46 m²
2 consultórios ginecologia
12,09 m²
1 consultório de urologia
12,09 m²
5
consultórios
demais
10,49 m²
especialidades
DML
2,53 m²
SETOR DE DIAGNOSTICO
AMBIENTE
AREAS
OBSERVAÇÕES
Recepção
58,28 m²
Sala de laudos
11,48 m²
Administração
11,70 m²
Utilidades
6,35 m²
Wc funcionários
2,41 m²
Um para cada sexo
DML
2,15 m²
Espaço para macas
4,32 m²
Estar funcionários
8,19 m²
3 vestiários para realizar
1,60 m²
Cada um deles
exames
Sala de lavagem
9,12 m²
Sala de exame endoscopia
17,25 m²
Sala
de
exames
17,25 m²
colonoscopia
Sala
de
exame
20,56 m²
ultrassonografia I
Sala
de
exame
20,56 m²
ultrassonografia II
Sala de exame tomografia
49,38 m²
Sala de exame raio-x
34,45 m²
Preparo e recuperação
16,80 m²
Posto de enfermagem
10,10 m²
Muno
fluorescência
17,87 m²
virologia
Bactericida
5,62 m²
Parasitologia
10,37 m²
Laboratório
48,83 m²
Secretaria
11,62 m²
Diluição
10,00 m²
Recepção/espera
17,82 m²
Coleta
25,68 m²
Estar funcionários
9,83 m²
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 78
DML
Distribuição
Laboratório compat.
Armazenamento
Recepção AT.
DML
ECG
Teste ergométrico
Consultório cardiologia
Sala médicos
4,31 m²
4,83 m²
7,56 m²
16,04 m²
7,76 m²
2,63 m²
5,39 m²
5,93 m²
8,27 m²
13,28 m²
SEMI-INTENSIVA
AREAS
15,10 m²
20,87 m²
15,19 m²
8,00 m²
19,70 m²
AMBIENTE
DIMENSÕES
18 Leitos
2 isolamentos
Cada um
Posto de enfermagem
Vestiário feminino
Vestiário masculino
Sala de utilidades
Deposito/higienização de
equipamentos
DML
2,14 m²
Copa
9,31 m²
Administração
14,68 m²
Estar equipe
28,36 m²
Sala de espera
21,38 m²
ATENDIMENTO IMEDIATO (URGÊNCIA E EMERGÊNCIA)
AMBIENTE
AREAS
DIMENSÕES
Recepção
adulta
e
70,55 m²
pediatrica
Wc social
15,53 m²
Cada sexo
Acolhimento
9,38 m²
Classificação de risco
8,21 m²
Consultório
11,19 m²
Posto policial
6,41 m²
Nebulização
17,89 m²
DML
2,91 m²
Utilidades
6,07 m²
Pronto atendimento
83,13 m²
Observação feminina
83,49 m²
Observação masculina
83,49 m²
Recepção ambulância
28,49 m²
Higienização
10,81 m²
Reanimação
24,36 m²
Estabilização
52,31 m²
Copa
6,41 m²
Rouparia
5,38 m²
Posto de enfermagem
11,21 m²
Estar para funcionários
25,08 m²
Farmácia
7,76 m²
Deposito de equipamentos
10,81 m²
Sala
de
pequenos
16,04 m²
procedimentos
Lanchonete
23,43 m²
Despensa
3,86 m²
Triagem
8,85 m²
INTERNAÇÃO ADULTO I
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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AMBIENTE
10 enfermarias com 30
leitos
Posto de enfermagem
Rouparia
Deposito de equipamentos
Utilidades
DML
Prescrição
Isolamento
Sala tecnica
AMBIENTE
Estar
Brinquedoteca
Lactentes
Posto de enfermagem
2 isolamentos
16 enfermarias com
leitos
Higienização
Sala de curativos
DML
Sala de utilidades
Rouparia
Wc social
64
AMBIENTE
3 salas de cirurgia
3 salas de cirurgia
Posto de enfermagem
Sala de utilidades
Deposito de equipamentos
e materiais
Material anestésico
Vestiário funcionarios
RPAA
Estar medico troca de
macas
Sala de laudos
Troca de macas
DML
Sala
de
exames
e
comando
AMBIENTE
Estar funcionários
UTI – 9 leitos
Acesso
Higienização e deposito de
equipamentos
Wc funcionários
Isolamento
Posto de enfermagem
AMBIENTE
AREAS
240,32
DIMENSÕES
Somatória de todos as enfermarias
10,80 m²
3,71 m²
3,71 m²
7,76 m²
2,52 m²
4,73 m²
25,52 m²
9,89 m²
INTERNAÇÃO INFANTIL I E II
AREAS
DIMENSÕES
11,90 m²
23,05 m²
40,18 m²
10,12 m²
14,49 m²
193,72 m²
Somatória de todos as enfermarias
6,07 m²
13,00 m²
2,20 m²
7,70 m²
3,71 m²
2,52 m²
CENTRO OBSTETRICO
AREAS
24,39 m²
30,20 m²
17,28 m²
6,48 m²
14,73 m²
8,10 m²
19,53 m²
97,29 m²
15,35 m²
Um para cada sexo
DIMENSÕES
Um para cada sexo
9,57 m²
16,15 m²
3,70 m²
52,32 m²
UTI ADULTO I
AREAS
18,03 m²
144,93 m²
15,12 m²
8,89 m²
2,72 m²
20,22 m²
12,60 m²
UTI ADULTO II
AREAS
DIMENSÕES
Para cada sexo
DIMENSÕES
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 80
UTI – 9 leitos
Posto de enfermagem
Hemogasômetro
Isolamento
Higienização e preparo de
equipamentos
Acesso
Entrevista
Sala administrativa
Wc masculino
Wc feminino
Deposito de equipamentos
Estar funcionários
DML
Sala de utilidades
Vestiário feminino
Vestiário masculino
Copa
AMBIENTE
Estar funcionários
UTI – 9 leitos
Acesso
Higienização e deposito de
equipamentos
Wc funcionários
Isolamento
Posto de enfermagem
AMBIENTE
UTI – 9 leitos
Posto de enfermagem
Hemogasômetro
Isolamento
Higienização e preparo de
equipamentos
Acesso
Entrevista
Sala administrativa
Wc masculino
Wc feminino
Deposito de equipamentos
Estar funcionários
DML
Sala de utilidades
Vestiário feminino
Vestiário masculino
Copa
142,31 m²
12,60 m²
4,58 m²
20,39 m²
8,39 m²
15,12 m²
7,04 m²
7,04 m²
2,60 m²
2,60 m²
17,97 m²
20,18 m²
3,59 m²
6,56 m²
20,87 m²
11,39 m²
4,73 m²
UTI CORONARIA
AREAS
18,03 m²
144,93 m²
15,12 m²
8,89 m²
2,72 m²
20,22 m²
12,60 m²
UTI PEDIATRICA
AREAS
142,31 m²
12,60 m²
4,58 m²
20,39 m²
8,39 m²
DIMENSÕES
Para cada sexo
DIMENSÕES
15,12 m²
7,04 m²
7,04 m²
2,60 m²
2,60 m²
17,97 m²
20,18 m²
3,59 m²
6,56 m²
20,87 m²
11,39 m²
4,73 m²
APOIO TECNICO (NUTRIÇÃO E DIETICA)
AMBIENTE
AREAS
DIMENSÕES
120,12 m²
Cozinha (Sala de coquição
de dieta normal, sala de
coquição de dieta especial)
9,49 m²
Preparo e guarda de
carrinhos
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 81
7,88 m²
Lavagem de carros
14,06 m²
Lavagem e guarda de
louças do hospital
8,80 m²
Pré-lavagem
13,97 m²
Distribuição
para
o
refeitório
9,83 m²
Lavagem e guarda de
loucas refeitório
11,54 m²
Lavagem e guarda de
panelas
16,40 m²
Sala da nutricionista
48,78 m²
Despensa
gêneros
e
descartáveis
2,61 m²
DML
28,70 m²
Recepção/pesagem e prélavagem
4,33 m²
Um para cada sexo
Wc funcionários
5,95 m²
Deposito de resíduos não
orgânicos
7,76 m²
Preparo de carnes
9,27 m²
Câmara de carnes/degelo
5,55 m²
Câmara de hortifrúti
4,35 m²
Câmara resfriada
9,27 m²
Câmara laticínios e prépreparados
APOIO TECNICO (CENTRAL DE MATERIAL ESTERELIZADO)
AMBIENTE
AREAS
DIMENSÕES
21,26 m²
Esterilização física
45,63 m²
Preparo
8,74 m²
Recepção
9,78 m²
Um para cada sexo
Vestiário funcionarios
41,31 m²
Guarda e distribuição
9,11 m²
Administração
9,11 m²
Esterilização quimica
18,83 m²
Lavagem
4,70 m²
Um para cada sexo
Wc funcionarios
7,48 m²
Sala da nutricionista
2,36 m²
DML
16,93 m²
Esterilização e lavagem
15,67 m²
Sala técnica
22,02 m²
Preparo lactário
8,24 m²
Distribuição
4,20 m²
paramentos
APOIO LOGISTICO (PROCESSAMENTO DE ROUPAS)
AMBIENTE
AREAS
DIMENSÕES
Armazenagem
111,52 m²
Roupa
limpa
76,72 m²
armazenagem/distribuição
Chefia lavanderia
7,32 m²
Armazenagem roupa suja
20,92 m²
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 82
Distribuição
DML
9,31 m²
2,29 m²
AMBIENTE
Chefe
Recepção
Guarda volume
Sala técnica
Hall
Sala dos motoristas
AMBIENTE
Sala de preparo
Velório
Wc
Área
externa
desembarque
de
SERVIÇO
AREAS
DIMENSÕES
14,36 m²
11,05 m²
7,86 m²
5,48 m²
36,94 m²
20,86 m²
APOIO LOGISTICO (MANUTENÇÃO)
AREAS
DIMENSÕES
33,68 m²
21,58 m²
7,76 m²
Um para cada sexo
18,56 m²
APOIO LOGISTICO (CONFORTO E HIGIENE)
AREAS
DIMENSÕES
Pintura
24,06 m²
Marcenaria
30,27 m²
Informática
17,85 m²
Deposito central
95,05 m²
Telefonia elétrica
30,53 m²
Recepção
12,18 m²
Chefia 1
11,64 m²
Chefia 2
11,90 m²
Almoxarifado
215,48 m²
Inflamáveis
15,22 m²
Soro ampolagem
25,36 m²
Descartáveis
9,94 m²
Correlatos
6,67 m²
Termolabeis
10,08 m²
Controlados
6,70 m²
Quarentena
36,40 m²
Diluição de germicidas
12,88 m²
Recepção
15,71 m²
Wc funcionários
2,47 m²
Um para cada sexo
Chefia
10,51 m²
Dispensação
18,38 m²
Distribuição
15,51 m²
Fonte: Acervo do Arquiteto Gustavo Miranda, editado pela Autora, 2014.
AMBIENTE
2.3.5 ASPECTOS CONSTRUTIVOS
Para a construção do HMV foi optada o sistema de alvenaria estrutural com concreto
armado, que diminui os custos da obra e é de fácil execução devido à falta de mão
de obra especializada em outras especialidades construtivas (figura 107 e 108).
Foram utilizados pilares e vigas em concreto armado que proporcionam maior
resistência a esforços de compressão.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 83
Figura 107: Sistema construtivo do HMV
Figura 108: Sistema construtivo do HMV
Fonte: Acervo de Allan Porto, 2012.
Fonte: Acervo de Allan Porto, 2012.
O seu volume apesar de possuir uma dinamicidade devido à organização espacial
da sua planta, nas fachadas foram utilizados materiais simples, como revestimento
cerâmico 10 x 10 cm nas cores brancas e cinza e utilizam placas cimentícias nas
extremidades da edificação criando uma moldura que é utilizada para inserção das
placas indicativas de acessos, entretanto a simplicidade é amenizada pela utilização
de panos de vidros na cor azul que contrasta harmonicamente com as demais cores
utilizadas (figuras 109 e 110).
Figura 109: Materiais utilizados na fachada
Figura 110: Pano de vidro
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
Também houve a utilização de estrutura metálica como dispositivo de sombra na
concepção de brises para amenizar a incidência solar nas janelas, além da utilização
em marquises que amenizam a incidência solar e demarcam os diversos acessos
existentes na edificação, apresentadas nas figuras (111,112 e 114).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 84
Figura 111: Marquise metálica
Figura 112: Marquise metálica
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
Figura 113 Brises horizontais
Fonte: Autora, 2014.
Os brises utilizados nas fachadas tem função decorativa e de proteção da incidência
solar. Um ponto negativo na utilização destes dispositivos de sombra metálicos em
áreas externas é a manutenção constante devido ao intenso contato com
intempéries, com isso a deterioração do material é rápida devido ao processo de
oxidação da estrutura.
3. ANÁLISE COMPARATIVA DOS ESTUDOS DE CASO
Após a análise dos três estudos de caso, foi necessário conceber tabelas
comparativas que confrontem as informações obtidas de cada um deles. Inicialmente
foi feita a primeira tabela para relacionar a localidade, especialidades que o hospital
atende e se a edificação é acessível, que é fundamental em qualquer equipamento
arquitetônico principalmente em unidades hospitalares.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 85
Tabela 04: Exposição geral dos estudos
LOCALIZAÇÃO
ESPECIALIDADES
ACESSIBILIDADE
ÁREA
CONSTRUÍDA
Estudo de
caso 1 Hospital
privado de
villeneuve
d’ áscq
França
Hospital geral, com
setor destinado à
obstetrícia
Consta
22.681,00 m²
Estudo de
caso 2 –
Hospital e
Maternidad
e São Luiz
São Paulo
Hospital geral e
Maternidade
Consta
43.816,55 m²
Estudo de
caso 3 –
Hospital
Mestre
Vitalino
Caruaru
Hospital geral, com
setor destinado a
obstetrícia
Consta
18.523,07 m²
ESTUDOS
DE CASO
Fonte: Autora, 2014.
No intuito de relacionar os estudos de caso, percebe-se a predominância da
utilização de tons neutros como: bege, marrom, cinza e branco. Também há a
presença de panos de vidro com pé-direito duplo, em todos os estudos, além do uso
do conceito de integração do interior/exterior. Quanto à organização espacial os
projetos são setorizados de acordo a atender as necessidades especificas de cada
hospital.
Nos estudos de caso as edificações são simples e funcionais com alguns conceitos
de humanização hospitalar integrando sempre o interior com o exterior, e também se
percebeu que não é necessário ousar para proporcionar sensações agradáveis aos
usuários da edificação. Cada estudo se destacou em um ponto especifico
beneficiando o presente trabalho.
No Hospital Privado de Villeneuve d’ áscq o arquiteto utilizou através da inserção de
vários modelos de plantas dispostos verticalmente que possibilitam que o edifício
funcione com eficiência para que seus fluxos ficassem interligados entre si, além de
possibilitar a criação de vazios centrais dispostos por toda a edificação que
contribuem para a ventilação e iluminação natural.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 86
No Hospital e Maternidade São Luiz há a presença do conceito de humanização
através de diversos aspectos, um deles foi a criação de um vazio central que liga o
hospital e a maternidade gerando um espaço a partir do 4° pavimento que possibilita
a integração entre diversos setores além de por possuir um jardim e espelho d’água
que proporciona conforto e bem estar aos pacientes, acompanhantes e funcionários.
Outro aspecto importante ao analisar o fluxo do projeto percebeu-se que ele foi
resolvido de forma simples e funcional, optou-se por centralizar os setores de serviço
e nas extremidades ficaram as áreas sociais e de utilização dos pacientes.
No Hospital Mestre Vitalino a contribuição maior para o estudo foi o programa de
necessidades e dimensionamento dos ambientes necessário para concepção de
uma maternidade, além das soluções espaciais adotadas que uniram funcionalidade
com eficiência espacial.
Através destes aspectos a autora produziu uma tabela que analisara as
potencialidades e problemáticas e uma analise comparativa de cada estudo de caso
(tabela 05 e 06).
Tabela 05: Potencialidades e problemáticas dos estudos de caso.
Estudo de caso 1 Hospital privado de
villeneuve d’ áscq
Potencialidades

Organização
espacial bem
definida;
 Ótima solução
para inserção
de vários
modelos de
plantas
verticalmente;
 Aproveitamento
da iluminação e
ventilação
natural;
 Integração com
a natureza;
 Presença do
conceito de
humanização
em alguns
setores;
Estudo de caso 2 –
Hospital e Maternidade
São Luiz

Presença do
conceito de
humanização;
hospitalar
 Setorização bem
solucionada;
 Integração com a
natureza;
 Aproveitamento
da iluminação e
ventilação
natural;
 Acessibilidade;
 Organização
espacial bem
definida;
Estudo de caso 3 –
Hospital Mestre Vitalino

Possui espaço
para possível
expansão;
 Setorização bem
solucionada;
 Integração com a
natureza;
 Aproveitamento
da iluminação e
ventilação
natural;
 Acessibilidade;
 Organização
espacial bem
definida;
Problemáticas
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 87


Cores dos
quartos
 Não possui
monótonas;
espaço no
Alguns fluxos
terreno para
internos com
futura expansão;
interrupções;

Fonte: Autora, 2014.

Utilização de
cores
monocromáticas;
Tabela 06: Analise comparativa dos estudos de caso
Estudo de caso 1 Hospital privado de
villeneuve d’ áscq
Estudo de caso 2 –
Hospital e
Maternidade São Luiz
Estudo de caso 3 –
Hospital Mestre
Vitalino
Transformação de um
elemento puro através
de reentrância e
saliência, inserindo a
natureza para o interior
da edificação.
Arquitetura
contemporânea
sustentável, e em seu
interior utilização do
conceito de
humanização
hospitalar
Aproveitamento dos
condicionantes físicos
através da implantação
da edificação no
terreno, com a junção
de diversas formas
geométricas resultando
no volume final
Aspectos
construtivos
Tijolo aparente, pano
de vidro e vidros
pintados
Estrutura metálica
emassada e pintada na
cor, cerâmica branca
10 x 10 cm, placas em
tom amadeirado e
panos de vidro fumê
espelhado
Como revestimento
cerâmico 10 x 10 cm
nas cores brancas e
cinza, placas
cimentícias e pano de
vidro na cor azul
Questões espaciais
gerais
Setores bem definidos,
fluxos interligados com
algumas interrupções
Fluxo simples e
funcional, que interliga
os setores. Ambientes
espacialmente bem
definidos
Fluxos em forma de
grelha que se cruzam
entre si. Setorização
em função das
circulações
Partido arquitetônico
adotado
Fonte: Autora, 2014.
4. ETAPAS PROJETUAIS
As etapas pré-projetuais é a fase que antecede o projeto arquitetônico. Nesta etapa
será analisado o terreno e a relação que ele possui com o entorno e aplica-lo nas
etapas pré-projetuais, além de estudar os condicionantes ambientais que
influenciaram na implantação da edificação no terreno, e no zoneamento inicial que
possibilitará a criação de fluxos arteriais que ligaram os setores criando espaços
funcionais que são de grande importância na arquitetura hospitalar, também é
importante ressaltar a análise do contexto urbano que a edificação estará inserida e
o seguimento das legislações pertinentes.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 88
4.1 ANÁLISE DO CONTEXTO URBANO
O município de Belo Jardim está localizado no agreste pernambucano com acesso
principal pela BR-232, e possui predominância no setor do comercial, entretanto
possui grandes empresas que dinamizam a economia da cidade como: Baterias
Moura, Natto, Palmeiron, Ferraz Avícola entre outras. Devido a essas empresas
proporcionam inúmeras vagas de emprego e atraírem imigrantes, assim aumentando
a densidade populacional da cidade, torna-se necessário à cidade dispor de
equipamentos voltados ao setor de saúde. As cidades que possuem locais
destinados a atender esta demanda estão localizados a 50 km (figura 114).
Figura 114: Mapa do agreste pernambucano.
Legenda:
Municípios que possuem maternidade em um raio maior que 50km.
.
Municipio proposto para a instalação da maternidade.
Fonte: http://www.gosur.com/pt/brasil/pernambuco-mapa/?gclid=CNqipr_hnb4CFenm7AodHEIAQg,
acessado em 08 de maio de 2014.
A cidade possui apenas um equipamento que atende a procedimentos obstétricos,
um deles é o Hospital Regional Júlio Alves de Lira (figura 115), que é um
equipamento público municipal que não possui infraestrutura adequada, além de
atender todas as especialidades médicas, não tem local e equipamentos adequados
para realização de partos com qualidade e segurança médica.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 89
Figura 115: Hospital Júlio Alves de Lira
Fonte: Autora, 2014.
Ao analisar a planta existente percebesse que há um setor destinado a obstetrícia,
entretanto ele não possui espaço físico para conseguir atender a população de
forma adequada. As salas de parto estão posicionadas para rua, local improprio
devido aos ruídos existentes nas proximidades. Outro ponto importante a ser
ressaltado é o isolamento necessário para um bloco cirúrgico e obstétrico que não
acontece nesta disposição espacial, ao sair do setor de atendimento imediato
apenas uma porta separa ele do setor de bloco cirúrgico, não há uma esterilização
antes de adentrar no local (figura 116).
Figura 116: Planta Baixa Hospital Regional Júlio Alves de Lira
Fonte: Arquiteta Aline Araújo, editado pela autora, 2014
Essas problemáticas são concretas, pois segundo o Ministério Público de
Pernambuco (MPPE) o hospital deve passar por uma reforma, pois após uma
análise do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e Apevisa, foi
verificada a existência de problemas que comprometem o controle de infecção
hospitalar, com isso há uma interferência na segurança dos pacientes e profissionais
que por finalidade influencia na qualidade do serviço prestado pelo equipamento
público. (BJ1 - RÁDIO FM, 2013).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 90
Atualmente devido à denúncia o setor ambulatorial do hospital está funcionando no
antigo prédio do Hospital Dr. Fernando de Abreu, que não possui infraestrutura
adequada para este funcionamento provisório.
No seu entorno não existem lotes vazios com isso a possível ampliação será feita
através de verticalização, as edificações possuem um gabarito entre pavimento
térreo e de até três pavimentos (figuras 117 e 118). É importante ressaltar que a
maternidade será inserida em um contexto que possui equipamentos que auxiliaram
em seu funcionamento.
Figura 117: Relação com o entorno
Figura 118: Relação com o entorno
Fonte: autora, 2014.
Fonte: autora, 2014.
4.2 ESTUDO DO TERRENO
Diversos fatores levaram a escolha deste terreno, uma delas foi à presença de
equipamentos hospitalares nas proximidades, quando precisam da realização de
exames e procura de outras especialidades médicas (figuras 119 e 120). O lote
possui uma área de 6.588,70 m², que possibitará incluir o extenso programa de
necessidades, é de fácil acesso devido estar localizado próximo ao centro da cidade.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 91
Figura 119: Laboratório de exames e clinica
médica
Figura 120: Centro de especialidades
odontológicas
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
Outro aspecto importante foi dar uso ao local que atualmente está com uma
edificação inutilizada há vários anos, entretanto durante o último mês está sendo
utilizado pela prefeitura para atendimento ambulatorial e consultas devido ao setor
que atendia essas necessidades estava em reforma no Hospital Regional Júlio Alves
de Lira. No terreno existia a Casa de Saúde Dr. Fernando de Abreu entidade
privada, que nunca sofreu nenhuma reforma deste sua construção inicial, nele
funcionava um setor destinado à maternidade e obstetrícia, que não possui uma
infraestrutura adequada seus equipamentos estão danificados e expostos nos
corredores (figura 121), sua estrutura está comprometida por infiltrações (figura 122).
Figura 121: Equipamentos hospitalares
noscorredores
Figura 122: Infiltração comprometendo a
estrutura
Fonte: autora, 2014
Fonte: autora, 2014
Os espaços físicos não proporcionam conforto ao usuário, a recepção é
subdimensionada (figura 123), e a sala de espera está nos corredores (figura 124).
Com isso, percebe-se que esta unidade hospitalar não possui aspectos que
favoreçam sua permanência como mostram as figuras abaixo:
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 92
Figura 123: Recepção subdimensionada
Figura 124: Sala de espera nos corredores
Fonte: autora, 2014
Fonte: autora, 2014
Através destas considerações constatou-se a necessidade de demolir a edificação
existente, pois a estrutura física para ser restaurada teria um alto custo além de
poder não se adequar a necessidade da nova unidade hospitalar. Com isso este
local voltaria a ter utilidade beneficiando principalmente a população e gerando
espaços de qualidade para os profissionais atuarem.
O terreno é de esquina e está localizado entre as ruas: Valdemar Lima e Coronel
Germiniano Maciel. Possui uma área total de 6.588,70 m², é um retângulo irregular e
por possibilitá dois acessos facilitará a separação dos setores de serviço e social,
em quase sua totalidade apresenta topografia plana, exceto na face sul, que fica no
final do terreno apresenta uma declividade, como mostra a figura 125.
Figura 125: Planta de situação do terreno com curvas de nível
Fonte: Prefeitura de Belo Jardim, editado pela autora, 2014
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 93
A
implantação
da
Maternidade
torna-se
viável
devido
as
características
anteriormente descritas, acrescidas as necessidades populacionais devido à
deficiência de equipamentos hospitalares na cidade. Para melhor entendimento a
tabela 07, abaixo aponta as potencialidades do terreno e seu contexto.
Tabela 07: Potencialidades do terreno proposto.
TERRENO ESCOLHIDO
POTENCIALIDADES
Proximidade com principais equipamentos hospitalares das cidades
FRAGILIDADES
Localizado em área de fácil acesso e visualização
Ruídos causados pela via de maior fluxo
Não possui declividade
Dimensão do terreno possibilita expansão
Terreno com dois acessos principais
Fonte: Autora, 2014.
Em qualquer escolha de terreno, existem as fragilidades e as potencialidades
apresentadas pelo mesmo ou devido seu entorno. Quanto ao fator determinante
para preferência, cabe considerar quais dessas características são mais dominantes.
As problemáticas apresentadas, não vêm a comprometer a viabilidade de
implantação da edificação no terreno proposto, onde se observa que a
potencialidades sobressaem-se em relação às fragilidades apontadas.
4.3 ÁNALISE DOS CONDICIONANTES FÍSICOS E AMBIENTAIS
Os condicionantes físico-ambientais são de extrema importância na concepção de
qualquer projeto arquitetônico e influenciam diretamente no funcionamento e
conforto térmico. Está análise possibilitará o estudo da melhor implantação dos
setores através de um zoneamento no terreno que identificará a incidência solar e
dos ventos, pois a face nordeste do terreno recebe incidência de 30% dos ventos da
região, enquanto que a face sudeste é responsável pela incidência de 70% da
ventilação (figura 126).
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 94
Figura 126: Representação das zonas de ventilação e insolação.
Ventos
nordeste
Nascente
Poente
Ventos
sudeste
Fonte: Prefeitura de Belo Jardim, editado pela autora, 2014
4.4 ANÁLISE DOS CONDICIONANTES LEGAIS
É a forma de por a edificação em condição desejada, conforme determinação fixada
por legislações específicas de escala federal, nacional e municipal. Para a
concepção do projeto será necessária à utilização das recomendações referidas no
Plano Diretor e Código de Obras Municipal de Belo Jardim, Ministério da Saúde RDC 50, Ministério da Saúde - RDC 36, Portaria Nº 400, 06 de dez. 1977 do
Ministério da Saúde/GM, a normatização NBR 9050 - Acessibilidade a edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos e por fim, o Código de Segurança
contra Incêndio e Pânico para o Estado de Pernambuco – COSCIP.
Tabela 08: Síntese das legislações pertinentes
SÍNTESE DO PLANO DIRETOR DO MUNICIPIO DE BELO JARDIM
TÍTULO
III – Capitulo V
ARTIGO
PARAGRAFADO
DESCRIÇÃO
A ocupação do solo far-se-à de acordo com a capacidade de
adensamento de cada zona e suas características naturais,
observados os seguintes parâmetros.
22
I.
II.
III.
Afastamento das divisas do terreno – recuos AF;
Gabarito máximo – GM
Taxa de ocupação - TO
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Terreno localizado na Zona de Centro II
Afastamentos: Frontal – alinhamento predominante
Anexo 02
Lateral – alinhamento predominante
-
Fundos – 3,00 metros
Taxa de solo natural – 35%
Gabarito máximo igual à 22,50 metros.
SÍNTESE DO CODIGO DE OBRAS DO MUNICIPIO DE BELO JARDIM
SEÇÃO
ARTIGO
PARAGRAFAD
O
DESCRIÇÃO
Nesta norma podemos encontrar diretrizes especificas para
a elaboração de projetos arquitetônicos de maternidades,
além de normas padrão para qualquer tipo de
estabelecimento.


SUBSEÇÃO III
233 –
PARAGRAFO
ÚNICO






As edificações principais para fins hospitalares não
poderão distar menos de 2,50m;
2,30m e pavimentação de material impermeável e
lavável quando destinados à circulação de doentes;
1,20m, quando destinados exclusivamente à
circulação do pessoal de serviço e dos visitantes;
A declividade máxima admitida nas rampas será de
10% (dez por cento), sendo exigido piso
antiderrapante;
As portas dos compartimentos utilizados por
pacientes com no mínimo de 1,00m de largura;
Quando com mais de um pavimento, possuir, uma
escada principal e uma escada de serviço, rampa ou
elevador para macas;
Sistema próprio de tratamento de esgotos;
Ter instalações de lavanderia com aparelhamento de
lavagem e desinfecção, pavimentados, e revestidos
até a altura mínima de 2,10m, com material lavável e
impermeável;
SINTESE REGULAMENTAÇÃO RDC – 50
DESCRIÇÃO
Esta norma é a mais específica para planejamento e elaboração de projetos arquitetônicos para
edificações hospitalares, além de nos mostrar as etapas projetuais, ela classifica os tipos de
unidades funcionais tais como: atendimento ambulatorial, apoio logístico, internação, entre outros.
Nessas unidades funcionais, podemos encontrar ambientes e os dimensionamentos necessários
para compor o setor. Além disto, nos instruem com instalações hidráulicas, elétricas, climatização,
setores de riscos etc.
SÍNTESE REGULAMENTAÇÃO RDC – 36
ANEXO I
DESCRIÇÃO
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3.2
Ambiência: ambientes físico, social, profissional e de relações interpessoais que
devem estar relacionados a um projeto de saúde voltado para a atenção
acolhedora, resolutiva e humana.
3.3
Higienização das mãos: medida individual mais simples e menos dispendiosa
para prevenir a propagação das infecções relacionadas à assistência. O termo
engloba a higienização simples, a higienização anti-séptica, a fricção antiséptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos.
Humanização da atenção e gestão da saúde: valorização da dimensão subjetiva
e social, em todas as práticas de atenção e de gestão da saúde, fortalecendo o
compromisso com os direitos do cidadão, destacando-se o respeito às questões
de
3.4
3.5
gênero, etnia, raça, orientação sexual e às populações específicas, garantindo o
acesso dos usuários às informações sobre saúde, inclusive sobre os
profissionais que cuidam de sua saúde, respeitando o direito a
acompanhamento de pessoas de sua rede social (de livre escolha), e a
valorização do trabalho e dos trabalhadores.
Método Canguru: modelo de assistência perinatal voltado para o cuidado
humanizado que reúne estratégias de intervenção bio-psico-social. Inclui o
contato pele-a-pele precoce e crescente, pelo tempo que a mãe e o bebê
entenderem ser
prazeroso e suficiente, permitindo uma maior participação dos pais e da família
nos cuidados neonatais.
3.6
Quarto PPP: ambiente com capacidade para 01 (hum) leito e banheiro anexo,
destinado à assistência à mulher durante o trabalho de parto, parto e pós-parto
imediato (primeira hora após a dequitação).
ABNT - NBR – 9050
LOCAIS
ACESSOS
CIRCULAÇÕES
PORTAS
DESCRIÇÃO
Todas as entradas deverão ser acessíveis
Largura mínima de 0,90m e pisos com superfície regular e antiderrapante
Deverão ter vão livre de 0,80m
As vagas destinadas a portadores de deficiência deverão possuir circulação de
1,20m, podendo ser compartilhada por duas vagas.
VAGAS DE
ESTACIONA MENTO
Quantificação:



Até 10 vagas, não necessita prever nenhuma vaga acessível.
De 11 a 100 vagas é necessário prever 01 (uma) vaga acessível.
Acima de 100
5% (cinco por cento) do total de cada peça sanitária deverão ser acessíveis,
com quantidade mínima de pelo menos 01 (uma) unidade de cada.
SANITÁRIOS
Os boxes acessíveis deverão ter no mínimo 1,70 x 1,50m para rotação de 180º.
As barras de apoio devem ter comprimento mínimo de 0,65m e diâmetro de
0,03m.
COSCIPE
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 97
ARTIGO
DESCRIÇÃO
16
As Edificações Hospitalares são aquelas que se destinam ao tratamento de
pessoas portadoras de distúrbios de qualquer natureza, deficiências físicas ou
psíquicas e de patologias clínicas diversas, ou cuidados especiais, desde que
impliquem internamentos ou permanência temporária.
SECÇÃO 1°
As Edificações Hospitalares apresentam como característica básica a existência
de pessoas com saúde debilitada, em regime de internamento ou repouso, e de
leitos distribuídos em enfermarias, quartos ou apartamentos, e, ainda, a
existência de pessoas que requeiram cuidados especiais.
Estão incluídas nas edificações definidas no presente artigo as seguintes:
I - hospitais, centros médicos e similares;
II - centros de saúde e similares;
III - clínicas médicas especializadas ou policlínicas, desde que possuam
internamentos ou áreas de repouso;
IV - hospitais de pronto-socorro e similares;
SECÇÃO 2°
V - hospitais ou clínicas psiquiátricas, desde que possuam internamentos;
VI - clínicas ou casas de repouso e similares;
VII - casas geriátricas;
VIII - asilos e/ou abrigos para idosos;
IX - orfanatos e/ou reformatórios;
X - hospitais veterinários e similares;
XI - outras, com denominação diversa, enquadradas neste artigo.
Será exigida a instalação do sistema de detecção e alarme de incêndio nas
edificações classificadas no artigo 7º deste Código, salvo aquelas previstas no
inciso I do citado artigo, em conformidade com os critérios estabelecidos:
140
Para edificações de tipo I:
Acima de 1.500,0 m² de área construída;
Acima de 8,0 metros de altura;
Em toda área privativa.
Para efeito deste Código, as escadas de emergência que para concepção deste
projeto se classificam em dois tipos:
152
II - Escada tipo II - escada protegida;
III - Escada tipo III - escada enclausurada;
Fonte: Plano diretor e código de obras do município de Belo Jardim, editado pela autora, 2014;
legislações adotadas, editado pela autora, 2014.
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 98
4.5 CÁLCULOS
Os cálculos necessários para concepção desta edificação foram os seguintes: o
consumo diário de água, produção de lixos e vagas de estacionamento. Por falta de
leis que atendessem esses requisitos, foram consultados o código de obras do
município de Recife e a RDC 50.
Em relação ao consumo de água e produção de lixo foram embasados no código de
obras do município de Caruaru, em que os mesmos citam que são necessários 160
litros por pessoa para água e 4,6 litros para lixo, para edificações hospitalares.

Cálculo consumo de água
2,5 pessoas x 56 leitos = 140 (pessoas)
140 pessoa x 160L = 22.400 L
22.400 + 7.200 (reserva contra incêndio) = 29.600 Litros
⅓ do total = 9.867 litros (reservatório superior)
⅔ do total = 19.733 litros (reservatório inferior)

Cálculo lixo
140 x 4,6 litros = 644 litros
Para o dimensionamento das vagas de estacionamento foi utilizado a RDC – 50, já
que o código de obras municipal não menciona este caso. Nela conta que os
estacionamentos necessitam de uma vaga a cada leito. Com isso na Maternidade
Fernando de Abreu há um total de 56 leitos gerando uma quantidade mínima de 14
vagas. Porem visando futuras expansões a edificação disponibilizará 44 vagas,
sendo 10 delas para funcionários.

Cálculo
56 leitos ÷ 4 = 14 vagas
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5. PROGRAMA E DIMENSIONAMENTO
A etapa constitui na formulação do programa de necessidades a partir da análise
dos estudos de caso referentes aos setores que compõem uma maternidade e na
elaboração do dimensionamento dos ambientes de acordo com as normas
específicas à para uma unidade hospitalar. O programa foi elaborado a partir das
análises dos estudos de caso, entretanto não foi possível ter acesso às dimensões
dos ambientes por medidas especificas, apenas por escala gráfica, portanto outras
fontes foram consultadas para que o
dimensionamento atendesse a legislação
vigente, foi elaborado a partir de recomendações das normas da RDC - 50 das
regulamentações do Ministério da Saúde, através de recomendações de Góes, 2004
e código de obras municipal.
A Maternidade Fernando de Abreu é formada por dezesseis setores, são eles:
ambulatorial, diagnóstico, emergência, apoio técnico (nutrição e dietica), apoio
logístico (processamento de roupas), serviço, necrotério, UTI e UI Neonatal, UTI
adulto, relaxamento, centro obstétrico, apoio logístico (central de administração de
materiais e equipamentos), social, administrativo, e banco de leite, internação. A
tabela abaixo apresenta o programa de necessidades dos quize setores, juntamente
com o dimensionamento dos ambientes.
AMBULATORIAL
Tabela 09: Programa de necessidades e dimensionamento da Maternidade Fernando de Abreu
PROGRAMA TÉRREO
DIMENSIONAMENTO M²
Recepção ambulatorial/espera
160,67 m²
Sala de macas e cadeiras
13,38 m²
Wc feminino acessível
6,6 m²
Wc masculino acessível
4,00 m²
Consultório 01
11,68 m²
Consultório 02
13,65 m²
Consultório 03
12,41 m²
Consultório 04
10,50 m²
Sala de aplicação de medicamentos
13,41 m²
DML
2,51 m²
(NUTRIÇÃO E DIETICA)
APOIO TECNICO
EMERGÊNCIA
DIAGNÓSTICO
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Sala de ultrassonografia I
21,77 m²
Sala de comando I
5,25 m²
Sala de ultrassonografia II
20,90 m²
Sala de comando II
5,18 m²
Sala de coleta de material
8,87 m²
Laboratório
44,18 m²
Wc laboratório
3,30 m²
Expurgo
5,25 m²
Posto de enfermagem
18,47 m²
Sala de medicamentos
6,79 m²
Recepção emergência/espera
158,16 m²
Consultório de plantão
9,86 m²
Wc consultório de plantão
2,55 m²
Triagem
17,35 m²
Expurgo
3,93 m²
Posto de enfermagem
11,17 m²
Sala de medicamentos
6,25 m²
DML
6,25 m²
Sala de observação
27,25 m²
Sala de higienização
13,90 m²
Sala de emergência
22,51 m²
Sala de reanimação
13,80 m²
Refeitório funcionários
76,30 m²
Área de lavagem e secagem
19,83 m²
Distribuição
6,01 m²
Área de preparo 1
7,75 m²
Área de preparo 2
7,75 m²
Área de diluição de gemicidas
6,66 m²
SERVIÇO
(PROCESSAMENTO DE ROUPAS)
O
NECROTÉRI
APOIO LOGISTICO
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Área de cocção
27,15 m²
Câmara fria
11,25 m²
Câmara frigorifica
25,42 m²
Despensa mensal
13,17 m²
Despensa diária
10,95 m²
Área de armazenamento e controle
10,16 m²
Sala de manipulação
8,47 m²
Área de recepção e inspeção
8,47 m²
Sala de nutricionista
7,96 m²
Sala para guarda de carrinhos
12,05 m²
Chefia lavanderia
10,63 m²
Sala de recebimento, pesagem e lavagem
11,93 m²
Sala de armazenamento de roupa suja
17,45 m²
Sala de processamento composto e centrifugação
21,90 m²
Área de secagem
17,72 m²
Área de separação, pesagem e dobragem
15,52 m²
Área de armazenamento e distribuição de roupa
limpa
13,51 m²
Área de espera para reconhecimento de cadáver
7,45 m²
Área de preparo de cadáver/necrotério
43,29 m²
Estacionamento necrotério
20,61 m²
Vestiário funcionários feminino
19,63 m²
Vestiário funcionários masculino
15,73 m²
Sala de monitoramento
9,20 m²
Recepção / guarda-volumes
14,63 m²
Wc funcionários feminino
21,00 m²
Wc funcionários masculino
21,00 m²
Estar funcionários
15,12 m²
Gás
8,21 m²
Gerador
7,04 m²
Escada enclausurada de serviço
26,38 m²
Elevador de macas de serviço (1 unidade)
5,00 m²
Escada social
17,13 m²
Elevador de macas social (2 unidades)
10,00 m²
PROGRAMA 2° PAVIMENTO
DIMENSIONAMENTO M²
Recepção / espera 2
51,98 m²
Wc feminino
4,00 m²
Wc masculino
4,00 m²
Café / lanchonete
106,68 m²
UTI e UI Neonatal com acesso
93,74 m²
Posto de enfermagem
19,10 m²
Sala de medicamentos
4,05 m²
Expurgo
3,78 m²
Sala de estar e de prescrição de medicamentos
17,35 m²
Wc médico
3,75 m²
Higienização de materiais e equipamentos
5,78 m²
Hemogasômetro
3,75 m²
Sala de atendimento psicológico/serviço
8,04 m²
Sala de atendimento canguru
19,14 m²
Esterilização equipe
4,61 m²
Estar equipe
13,90 m²
Wc equipe
6,26 m²
UTI Adulto com acesso
56,70 m²
Isolamento / paramentação
20,13 m²
Wc isolamento
5,76 m²
UTI E UI NEONATAL
SOCIAL
VERTICAL
10,00 m²
SERVIÇO
CIRCULAÇÃO
Lixo
UTI ADULTO
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 102
17,11 m²
Expurgo
2,75 m²
Sala de medicamentos
5,09 m²
Sala de prescrição de medicamentos
8,62 m²
Sala de relaxamento antes do parto 01 com bwc
31,54 m²
Sala de relaxamento antes do parto 02 com bwc
27,27 m²
Sala PPP (pré-parto, parto e pós-parto) com bwc
31,79 m²
Hall de espera
36,93 m²
Vestiário e esterilização de funcionários
11,91 m²
Conforto médico
17,45 m²
Roupa suja
4,86 m²
Estacionamento de macas
5,18 m²
Posto de enfermagem
15,84 m²
Sala de medicamentos
4,12 m²
Expurgo
4,12 m²
Sala de pós-anestesia - CRO
25,96 m²
Sala de parto normal 01
23,70 m²
Sala de parto normal 02
25,88 m²
Sala de parto normal 03
26,35 m²
Sala de cirurgia 01
23,04 m ²
Sala de cirurgia 02
20,88 m²
DML
4,36 m²
Rouparia
11,63 m²
Sala de material esterilizado e equipamentos
18,43 m²
Área para escovação
5,75 m²
ADO)
MATERIAL
Sala de recepção e distribuição
DE
(CENTRAL
TECNICO
APOIO
ESTERELIZ
Posto de enfermagem
CENTRO OBSTÉTRICO
RELAXAMENTO
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 103
13,58 m²
Wc feminino
2,55 m²
Wc masculino
2,55 m²
INTERNAÇÃO
SOCIAL
ADMINISTRATIVO
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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Sala de armazenagem e distribuição de materiais
e roupas limpas
26,48 m²
Sala de lavagem e descontaminação
26,48 m²
Área para esterilização física e química liquida
24,57 m²
Sala de esterilização
7,52 m²
DML
4,73 m²
Sala de recepção separação e descontaminação
de material
12,93 m²
Atendimento ao público / tesouraria
19,66 m²
Sala de reuniões
21,47 m²
Cartório e registro
8,85 m²
Arquivo cartório
5,25 m²
Arquivo médico
11,21 m²
Diretoria
12,41 m²
Administração
10,50 m²
PROGRAMA 3° PAVIMENTO
DIMENSIONAMENTO M²
Recepção / espera
51,98 m²
Wc feminino
4,00 m²
Wc masculino
4,00 m²
Sala de macas e cadeiras
5,15 m²
Suíte 01 com bwc
19,49 m²
Suíte 02 com bwc
28,36 m²
Suíte 03 com bwc
26,83 m²
Suíte 04 com bwc
26,22 m²
Suíte 05 com bwc
26,13 m²
Suíte 06 com bwc
28,66 m²
Suíte 07 com bwc
23,41 m²
Suíte 08 com bwc
28,85 m²
Suíte 09 com bwc
23,93 m²
ES
CIRCULAÇÕ
BANCO DE LEITE
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 105
Suíte 10 com bwc
30,02 m²
Suíte 11 com bwc
26,77 m²
Suíte 12 com bwc
30,84 m²
Suíte 13 com bwc
23,86 m²
Suíte 14 com bwc
22,77 m²
Farmácia
18,33 m²
Expurgo
3,43 m²
Posto de enfermagem
15,17 m²
Sala de medicamentos
6,00 m²
Berçário
69,35 m²
Roupa limpa
3,82 m²
Roupa suja
3,82 m²
DML
5,01 m²
Sala de equipamentos
5,01 m²
Recepção e registro de doadoras
7,94 m²
Distribuição
9,94 m²
Sala de coleta
8,18 m²
Seleção de leite
8,14 m²
Pasteurização
6,70 m²
Classificação
8,95 m²
Arquivo doador
4,62 m²
Liofilização
12,00 m²
Controle de qualidade
8,51 m²
Estocagem
10,66 m²
Circulações térreas
603,22 m²
Circulações 2° pavimento
888,09 m²
Circulações 3° pavimento
542,77 m²
ÁREA TOTAL EDIFICADA (TÉRREO)
1.924,40 m²
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 106
ÁREA TOTAL EDIFICADA (2° PAVIMENTO)
1.962,79 m²
ÁREA TORAL EDIFICADA (3° PAVIMENTO)
1.189,62 m²
ÁREA TOTAL EDIFICADA GERAL
5.076,81 m²
ÁREA VERDE (38,15%)
2.513,76 m²
GUARITA
8,77 m²
ESTACIONAMENTO GERAL (34 VAGAS)
690,25 m²
ESTACIONAMENTO FUNCIONÁRIOS (10 VAGAS)
126,50 m²
Fonte: Autora, 2014.
6.
ORGANOFLUXOGRAMA
O organofluxograma é a conexão entre organograma e fluxograma, cuja união
resulta em um esquema com a disposição dos ambientes setorizados, a intensidade
e comunicação entre eles, ou ambientes de uma edificação iniciado pelo seu
acesso.
Para a formulação do diagrama da maternidade, o gráfico veio a ser organizados por
meio de setores diferenciando uns dos outros através de cores, e separados por
pavimentos (ver apêndices 01, 02, e 03). O esquema apresenta a intensidade do
fluxo e conexão entre os ambientes da edificação, podendo ser compreendido no
esquema abaixo.
Figura 127: Organofluxograma - Pavimento Térreo
Fonte: Autora, 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 107
Figura 128: Organofluxograma – 2° Pavimento
Fonte: Autora, 2014.
Figura 129: Organofluxograma – 3° Pavimento
Fonte: Autora, 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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7.
ZONEAMENTO
A proposta arquitetônica para a Maternidade foi organizada de uma maneira que
facilitasse os acessos e fluxos da edificação, e principalmente tornar o hospital mais
humanizado. O zoneamento está dividido em 3 partes, o pavimento térreo, 2° e 3°
pavimentos.
No térreo estão localizados os setores de ambulatório, emergência, diagnóstico,
apoio logístico, apoio técnico de nutrição dietica, necrotério e serviço (figura 130). Já
no 2° pavimento estão posicionados os seguintes ambientes: social, UTI neonatal e
adulto, administrativo, esterilização, centro obstétrico, relaxamento (figura 131). Por
fim o 3° e último pavimento, estão os setores social, internação, berçário e banco de
leite (figura 132).
Figura 130: Zoneamento pavimento térreo
Fonte: Autora, 2014.
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 109
Figura 131: Zoneamento 2° pavimento
Fonte: Autora, 2014.
Figura 132: Zoneamento 3° pavimento
Fonte: Autora, 2014.
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8. ANTEPROJETO ARQUITETÔNICO
A implantação da maternidade no município de Belo Jardim foi escolhida devido à
ausência de um espaço destinado a obstetrícia na localidade e cidades
circunvizinhas e ainda ser o ponto de partida do surgimento de unidades
hospitalares com instalações e atendimento de qualidade.
O empreendimento é privado e possui como publico alvo pacientes de diversas
classes sociais, terá convênio com planos de saúde e atendimento particular, sua
infraestrutura tem como objetivo comportar a demanda existente, com ambientes
que proporcionem aos usuários se sentirem ‘’ em casa’’.
8.1 MEMORIAL JUSTIFICATIVO
Foi a partir das necessidades funcionais e espaciais observadas nas visitas de
campo em unidades existentes no município de Belo Jardim que se sentiu a
necessidade de propor um projeto de uma Maternidade Humanizada.
Como ponto inicial para a proposta do anteprojeto, foi levado em consideração que a
RDC estabelece um percentual de ocupação de área construída inferior ou igual a
50% da área do terreno. Este parâmetro foi fundamental para a escolha do partido
em relação ao estudo de implantação da edificação e consequentemente a definição
dos setores. Como partido foi adotado a utilização de um bloco central, que
acoplasse todos os setores em uma única edificação facilitando os fluxos e acessos
entre todos os ambientes, além do terreno ser de esquina proporcionando um
aproveitamento de duas faces testadas voltadas para as vias principais (figura 133).
Figura 133: Estudo de implantação
Fonte: Autora, 2014.
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O partido arquitetônico é a composição de formas puras que foram trabalhadas em
toda a edificação mantendo a relação com o entorno ao qual se insere aliado com a
humanização.
A utilização de tais formas incide na composição da paisagem
construída, que encontrou no partido a forma de buscar e expressar uma arquitetura
com volumetria pura com inspiração no movimento modernista, aliado ao conforto
térmico das edificações com brises, marquises, vazios que maximizam a ventilação
natural e utilização de panos de vidro, que tem a finalidade de propiciar leveza aos
blocos. Aliado a esses aspectos, o projeto de humanização visa tornar a edificação
mais próximo do ambiente familiar para que possa proporcionar a parturiente maior
conforto no pré-parto, parto e pós-parto, pois para a paciente este é um período que
ela necessita de um espaço físico que auxiliem neste processo.
A edificação possui três pavimentos, no pavimento térreo o acesso principal esta
situado na Rua Coronel Germiniano Marciel, por possuir uma via de pouco fluxo,
assim facilitando a entrada e saída de veículos. Ela possui dois acessos sendo um
destinado ao setor ambulatorial e o outro ao setor emergencial, ao chegar a seu
interior há um primeiro contato visual com a identidade da edificação. As recepções
se unem formando assim um único ambiente, tendo integração com o exterior
através da utilização de panos de vidro na fachada e de jardins internos que permite
que quem esteja esperando tenha uma visão de um espaço agradável com bastante
vegetação, além de aproximar quem esta no interior da edificação com a natureza
(figura 134).
Figura 134: Recepção Ambulatorial e Emergencial
Fonte: Autora, 2014.
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Outro aspecto importante, é que este espaço proporciona conforto térmico através
da utilização de brises horizontais vazados e do jardim central que possibilitam a
ventilação cruzada, neste ambiente também está inserida uma sala de macas e
cadeiras que facilita o imediato auxilio as pacientes e banheiros acessíveis para que
os usuários não necessitem adentrar em outro setor para utiliza-los (figura 135). As
circulações verticais sociais que dão acesso aos demais pavimentos estão
posicionadas na recepção para maior comodidade dos usuários.
Figura 135: Recepção
Fonte: Autora, 2014.
O setor ambulatorial possui alguns ambientes voltados para o poente, que foram
protegidos pela utilização de brises horizontais e paredes cegas, entretanto isso não
afeta o funcionamento dos mesmos, pois eles não necessitam de aberturas e
utilizam ventilação mecânica devido à necessidade de climatização eficácia do
ambiente. Já os consultórios estão posicionados com aberturas voltadas para o
jardim central que facilita a ventilação natural (figura 136).
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Figura 136: Setor ambulatorial
Ventilação
natural
Poente
Fonte: Autora, 2014.
O setor emergencial é composto inicialmente pela triagem que auxilia a distribuição
das pacientes de acordo com suas necessidades, o consultório de plantão que
possui um médico para atendimentos imediatos que são realizados nas salas de
emergência e reanimação, além de possuir um apoio através do posto de
enfermagem localizado no centro do setor para auxiliar o funcionamento do mesmo,
logo a frente dele possui a sala de observação que é de utilização de pacientes que
acabaram de ser atendidas e não necessitam de internação (figura 137).
Figura 137: Setor emergencial
Fonte: Autora, 2014.
Na face dos fundos da edificação ficaram posicionadas alguns setores de serviço
com acesso de funcionários pela Rua Valdemar Lima, e de veículos pela lateral do
terreno. Esta área impõe racionalidade, dessa maneira a forma que o compõe é o
retângulo, pois se adequa a qualquer função, esse bloco possui ligação direta com
os demais pavimentos pela afinidade das funções. No pavimento térreo estão
localizados os seguintes setores: apoio logístico (lavanderia), que possui uma
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restrição em seu acesso, com isso necessita de uma circulação própria para evitar a
contato com os demais setores durante o processo de limpeza e desinfecção das
roupas, apoio técnico (nutrição e dietica), este ambiente necessita de extremo
cuidado, pois é nele onde se prepara os alimentos que serão distribuídos para toda
a edificação, desta forma há uma setorização em seu interior para melhor
funcionamento, nesta área é necessário um espaço para o profissional habilitado
que supervisionará todo o processo, desde o armazenamento até a distribuição.
Logo ao lado há um refeitório para funcionários que possui uma vista agradável para
o exterior devido à utilização de pano de vidro e aberturas. Neste setor também está
localizado o necrotério que possui acesso pelo interior e exterior da edificação para
maior mobilidade do cadáver sem prejuízos para o mesmo e familiares. Para
controle desses setores e dos funcionários foi posicionado próximo a um dos
acessos, uma recepção e sala de monitoramento que auxilia o funcionamento
desses ambientes, além de possui vestiários e banheiros para funcionários (figura
138).
Figura 138: Setor de serviço – Térreo
Fonte: Autora, 2014.
No 1° pavimento estão localizados os seguintes setores: na área social, há uma
pequena recepção para acomodar os acompanhantes dos pacientes que utilizaram
os recursos deste andar, ela esta voltada para o jardim central onde possibilita a
visualização dos demais pavimentos, criando uma conexão visual entre eles, além
de possui uma ventilação natural, logo após este espaço há um café/restaurante que
surgiu principalmente para atender aos usuários que necessitam aguardar um
tempo, pois o parto não possui tempo determinado e as visitas a UTI Neonatal e
Adulto, são com horários fixos e os acompanhantes não podem ficar no seu interior,
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com isso o espaço foi elaborado para que as pessoas sintam-se à vontade para
permanecerem no estabelecimento, sem a necessidade de passar o tempo longe
dali (figura 139).
Figura 139: Café/Restaurante
Fonte: Autora, 2014.
Logo ao lado existe esta localizada a área administrativa (figura 140), ela não deixa
de ser uma área de serviço, mas que tem uma relação com o público, dessa
maneira, tal setor está relativamente ligado por uma passarela a recepção 2.
Figura 140: Área Administrativa
Fonte: Autora, 2014.
O acesso para o a UTI Neonatal e Adulto é através de uma circulação que se liga
com a recepção 2, este setor é bastante restritivo com isso faz-se necessário a
criação de uma visualização de todo o funcionamento através das esquadrias
existentes nos corredores (figura 141).
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Figura 141: Setor UTI
Fonte: Autora, 2014.
Neste setor também esta inserido um espaço destinado ao atendimento canguru,
que consiste na conexão da mãe com o bebê através do contato corporal, para
melhor desempenho na recuperação dos mesmos.
Neste pavimento também existem duas salas de relaxamento antes do parto que
ficam próxima ao bloco obstétrico, este espaço possui a finalidade de auxiliar a
parturiente, através de exercícios ou equipamentos, a diminuir a tensão e estimular o
trabalho de parto. Nela são realizadas atividades terapêuticas para melhorar as
condições do parto, trabalhando tanto com a parturiente quanto com seu bebê, tal
como exercício com bola, que ajuda a colocar o bebê na posição correta para a hora
do parto. Esta sala de relaxamento possui banheira, onde são feitos exercícios de
relaxamento dentro da água com ajuda de enfermeiros e parceiros, diminuindo as
dores das contrações da parturiente (figura 142 e 143).
Figura 142: Sala de relaxamento antes do
parto
Figura 143: Sala de relaxamento antes do
parto
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
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Logo ao lado existe uma sala PPP, que consiste unir esse três procedimentos para
que o ato de transferência da parturiente de uma sala para outra não seja
necessário dependendo de sua condição física e do bebê. Nessas salas é permitida
a presença de familiares durante todo o processo, devido a essas necessidades
tornou-se necessário uma organização espacial que atendesse as necessidades da
parturiente e dos familiares. Além de tornar o ambiente o mais próximo possível do
familiar para auxiliar este processo.
O bloco obstétrico possui cinco salas de parto, sendo três destinadas ao parto
normal e duas ao parto cesariano, é uma área restrita para evitar contaminação, por
isso os funcionários passam por um processo de esterilização antes de adentrar no
bloco. Neste setor também está inserido um posto de enfermagem para auxiliar o
funcionamento dos processos, além de monitorar a Sala de pós-anestesia – CRO,
que é um momento critico após o procedimento obstétrico, além de possuir um DML,
rouparia e sala de material esterilizado para que não seja necessário um grande
fluxo dentro deste setor (figura 144).
Figura 144: Bloco obstétrico
Fonte: Autora, 2014.
O acesso para o setor de esterilização pode ser pelo bloco cirúrgico ou pela
circulação administrativa, nesta área é feita toda a esterilização de materiais e
equipamentos para evitar a infecção que é uma das principais causas de
contaminação dentro de uma unidade hospitalar.
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O último pavimento também possui uma recepção para controlar o fluxo de pessoas
ela dá acesso aos seguintes setores: o de internação possui treze suítes sendo nove
individuais e quatro duplas. Elas possuem diversos layouts sendo que todos com o
mesmo intuito de passar a sensação de acolhimento e conforto como se estivessem
em suas residências, este resultado se obteve através da composição de um
ambiente com texturas, iluminações e mobiliário que remetessem ao ambiente
familiar (figura 145 e 146).
Figura 145: Suíte individual
Figura 146: Suíte individual
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
O berçário possui 16 leitos, foi estrategicamente posicionado no centro do setor de
internação para que as mães possam ter um contato visual com os bebês quando
quiser através da presença de esquadrias que possibilitam a visualização de todo o
ambiente. Este ambiente foi humanizado através da utilização de tons suaves em
papeis de parede com formas circulares tanto nas paredes como no teto
proporcionando maior dinamicidade ao espaço. Além de possuir um espaço para
higienização do recém-nascido que pode ser visualizado pelos familiares (figura 147
e 148).
Figura 147: Berçário Maternidade
Figura 148: Berçário Maternidade
Fonte: Autora, 2014.
Fonte: Autora, 2014.
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M a t e r n i d a d e H u m a n i z a d a | 119
O setor de banco de leite também esta localizado no ultimo pavimento, os ambientes
são distribuídos por funções especificas, que são necessárias para o funcionamento
deste a coleta do leite até seu armazenamento e distribuição.
Para o estudo da volumetria, foram considerados os condicionantes físicos, o
entorno e aspectos funcionais. Pela existência de duas fachadas principais, a Rua
Coronel Germiniano Maciel foi escolhida para ter os acessos principais, pois foi
considerada devido a ser uma vida de menor fluxo facilitando a entrada e saída de
veículos e pedestres, além de possuir os melhores ventos, tornando o ambiente
confortável termicamente.
A fachada Norte voltada para a Rua Coronel Germiniano Marciel foi pensada em um
elemento de destaque, que seria a fachada com vidros espelhados verdes com pé
direito duplo contrastando com um volume puro em balanço, onde está localizado o
setor de internação, dando a impressão de ser suportado apenas por brises
horizontais para dar um efeito visual de leveza ao observador, tivesse uma função,
sendo assim, uma coberta complementando a marquise como podemos observar na
figura 149.
Figura 149: Fachada Norte
Fonte: Autora, 2014.
A fachada oeste foi pensada para proteger os ambientes nelas inseridas já que está
posicionada para receber a incidência solar direta, com isso ela foi concebida sem
aberturas sendo dinamizada pela utilização de brises horizontais, para possibilitar a
entrada apenas de ventilação de iluminação natural, através das aberturas entres
eles, outra opção escolhida foi o uso de placas cimentícias com reentrâncias e
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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saliências que dinamizam a fachada, além da utilização do revestimento puro para a
inserção do nome da maternidade, além de possibilitar a sua composição com
vegetação e iluminação de efeito (figura 150).
Figura 150: Fachada Oeste
Fonte: Autora, 2014.
A fachada Leste teve como elemento de identidade a janela em fita para, que foi
uma opção estética devido ao imenso numero de aberturas necessárias nesta
fachada, o volume em balanço se estende para esta fachada compondo este
elemento com os demais devido também possuir janelas em fita, os brises também
por serem lineares compõem favoravelmente a fachada (figura 151).
Figura 151: Fachada Leste
Fonte: Autora, 2014.
Sinta-se em casa- Anteprojeto Arquitetônico de uma
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A fachada sul que fica nos fundos do terreno é a face que dá acessos aos setores
de serviço, nela também foi inserido o conceito de janela em fita, que foi quebrada
com uma marquise que possui função de proteção. As esquadrias que ficam no
último pavimento necessitavam de janelas altas e baixa, com isso elas foram
unificadas em janela baixa com algumas possuindo esquadrias falsas na fachada,
sendo que em seu interior elas permanecem com a altura necessária de acordo com
sua função. Ao lado foi posicionado um pano de vidro, com isso o refeitório e hall de
espera podem ter uma integração com o exterior. O volume ao lado está à circulação
vertical com uma abertura central para iluminação, e após brises que foram
utilizados com função de posicionar os ar-condicionados para que fiquem
camuflados e não poluam visualmente a fachada, no início dos brises há uma
marquise para proteção da área de estacionamento funerário, nas demais faces,
utilizou janelas em fita no pavimento térreo e a parede cega nos demais andares
(figura 152).
Figura 152: Fachada Sul
Fonte: Autora, 2014.
A tipologia construtiva de toda a edificação segue o partido predominantemente
horizontal obedecendo a escala urbana local. O produto final resulta na unidade
plástica de toda a edificação, que compõem a identidade visual da construção. Na
perspectiva pode-se apreciar a integração com a natureza, através do planejamento
paisagístico que garantiram a composição visual do projeto como um todo.
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8.2 APRESENTAÇÃO GRÁFICA
Tabela 10: Apresentação gráfica Anteprojeto Arquitetônico
TIPO
DESCRIÇÃO
PRANCHA
Apêndice A
Organofluxograma – Pavimento Térreo
-
Apêndice B
Organofluxograma – 2° Pavimento
-
Apêndice C
Organofluxograma – 3° Pavimento
-
Apêndice D
Implantação e Locação e coberta
01
Apêndice E
Planta baixa de layout humanizada – Pavimento
Térreo
02
Apêndice F
Planta baixa com cotas – Pavimento Térreo
03
Apêndice G
Planta baixa de layout humanizada – 2°
Pavimento
04
Apêndice H
Planta baixa com cotas – 2° Pavimento
05
Apêndice I
Planta baixa de layout humanizada – 3°
Pavimento
06
Apêndice J
Planta baixa com cotas – 3° Pavimento
07
Apêndice L
Cortes AB, CD e EF
08
Apêndice M
Cortes GH, IJ e LM
09
Apêndice N
Fachadas
10
Apêndice O
Perspectivas
-
Fonte: Autora, 2014.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como foi descrito ao longo deste trabalho, é evidente a necessidade da implantação
da Maternidade no município de Belo Jardim. Todas as etapas apresentadas acima
contribuíram para a elaboração do anteprojeto arquitetônico de uma maternidade
humanizada, em local adequado e de fácil visualização e acesso ao público, além de
proporcionar uso ao espaço da antiga casa de saúde da cidade, que se encontra em
situações critica.
Desta forma através de todos os aspectos estudados que embasaram e auxiliaram
no desenvolvimento deste anteprojeto, e atendendo as leis vigentes para uma
unidade hospitalar seguindo os parâmetros urbanísticos do município de Belo Jardim
– PE, foi desenvolvido e alcançado seu objetivo principal, de forma a suprir a
carência de espaços destinados a procedimentos obstétricos.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Presente. São Paulo, 2004.
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1991,
Boston.
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APÊNDICES
APÊNDICE A – Organofluxograma pavimento térreo
APÊNDICE B – Organofluxograma 2° Pavimento
APÊNDICE C – Organofluxograma 3° Pavimento
APÊNDICE D – Planta de Implantação e Locação e coberta
APÊNDICE E – Planta baixa de layout humanizada – Pavimento Térreo
APÊNDICE F – Planta baixa com cotas – Pavimento Térreo
APÊNDICE G – Planta baixa de layout humanizada – 2° Pavimento
APÊNDICE H – Planta baixa com cotas – 2° Pavimento
APÊNDICE I – Planta baixa de layout humanizada – 3° Pavimento
APÊNDICE J – Planta baixa com cotas – 3° Pavimento
APÊNDICE L – Cortes AB, CD e EF
APÊNDICE M – Cortes GH, IJ e LM
APÊNDICE N – Fachadas Norte, Sul, Leste e Oeste
APÊNDICE O – Perspectivas
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