IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Demonstrações Financeiras
Exercícios Findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Demonstrações Financeiras
Exercícios Findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
SUMÁRIO
Relatório da Administração
Parecer dos Auditores Independentes
Balanço Patrimonial
Demonstração de Resultado
Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
Demonstração dos Fluxos de Caixa
Demonstração do Valor Adicionado
Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis
1. Contexto Operacional
2. Base de Preparação
3. Resumo das Principais Políticas Contábeis
4. Adoção Inicial do IFRS
5. Gerenciamento de Riscos dos Instrumentos Financeiros
6. Caixa e Equivalente
7. Clientes e Outros Créditos
8. Estoques
9. Créditos de Impostos
10. Ativo Mantido para Venda
11. Investimentos
12. Imobilizado
13. Intangível
14. Recuperabilidade dos Ativos (Impairment)
15. Fornecedores e Outras Obrigações
16. Financiamentos e Empréstimo
17. Imposto de Renda e Contribuição Social
18. Provisões
19. Partes Relacionadas
20. Capital Social
21. Participação no Resultado
22. Receitas de Vendas
23. Outras Receitas e Despesas
24. Receitas e Despesas Financeiras
25. Cobertura de Seguros
26. Avais e Fianças
27. Demonstração do Resultado Abrangente
28. Informações por Segmento
29. Informação Suplementar – EBITDA (LAJIDA
03
11
13
15
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52
52
52
53
2
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Exercício 2010
Introdução
Este relatório tem por objetivo retratar as principais atividades da IESA Óleo & Gás no período
de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2010. Seu foco é também demonstrar o propósito da
Companhia em relação ao firme compromisso com a sustentabilidade de seus projetos e ações.
As demonstrações financeiras a seguir foram elaboradas em total conformidade com a legislação
societária e com as normas internacionais emitidas pelo International Accounting Standards
Board – IASB, e estão acompanhadas do parecer dos Auditores Independentes. O conteúdo
desta publicação está disponível no site www.iesa.com.br.
Perfil da Companhia
A IESA Óleo & Gás S/A é uma das mais reconhecidas e respeitadas empresas brasileiras
voltadas à implantação de empreendimentos no mercado de petróleo do Brasil, não só pela
vasta experiência de seu corpo de engenharia, de suprimento e de construção e montagem, mas
também pela competência na gestão de soluções integradas para seus clientes nos segmentos
de Óleo, Gás, Petroquímica e Geração Térmica. Parte integrante de um Grupo presente no
mercado há mais de quatro décadas, a IESA Óleo & Gás S/A participou dos maiores
empreendimentos recentes do setor brasileiro de petróleo.
Com sede na cidade do Rio de Janeiro, a IESA Óleo & Gás atua fortemente na modalidade de
contratos EPC (Engineering, Procurement and Construction), contando para isso com a sinergia
existente com as unidades fabris do Grupo, no estado de São Paulo. A Companhia dispõe,
também, de duas bases industriais - uma localizada em Macaé, no estado do Rio de Janeiro, e
outra, na baixada santista, em São Paulo, especializadas em atividades ligadas à manutenção, à
reforma e à modernização de plataformas marítimas de petróleo e gás.
O perfil empresarial de grande e indiscutível êxito pode ser comprovado pelas realizações nas
áreas de implantação de plantas de processo e de usinas térmicas e reforma, manutenção e
modernização de plataformas “off-shore” e refinarias. Tudo isso, desde a etapa de engenharia
até a de start up de cada projeto, passando por todo o ciclo construtivo em uma única empresa.
3 IESA ÓLEO & GÁS S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Exercício 2010
A IESA Óleo & Gás também se destaca em relação à concorrência graças às diversas
certificações que possui - de qualidade, saúde, segurança, meio ambiente e responsabilidade
social - o que eleva seu nível de competência e garante a sua preocupação com seus clientes,
seus colaboradores e com o meio ambiente.
Além de cumprir sua função social ao gerar emprego e renda, a IESA Óleo & Gás promove
inúmeras ações culturais e beneficentes entre os moradores das comunidades onde atua.
Eleita em 2010, pelo jornal O Globo, a empresa que “Faz Diferença”, a IESA Óleo & Gás busca
sempre proporcionar melhor qualidade de vida e bem-estar aos seus colaboradores. Praticar o
bem e colaborar para um mundo melhor são metas do dia a dia da empresa.
Comentário sobre o Desempenho Operacional
O ano de 2010 foi marcado pelo melhor desempenho da economia mundial, proporcionando a
recuperação do mercado de petróleo e a retomada do consumo aos níveis da pré-crise. Outro
fato positivo para os nossos negócios foi a conclusão da oferta pública de ações realizada pela
Petrobrás, que lhe garante recursos para o financiamento de seu Plano de Negócios 2010-2014,
o qual prevê investimentos de US$ 224 bilhões.
O destaque do exercício ficou por conta da assinatura do contrato para implantação da unidade
de hidrocraqueamento (HDT) para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro - COMPERJ, que
será executado por consórcio entre a Iesa Óleo & Gás, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia, e
do contrato para fornecimento da plataforma de produção de petróleo P62, em consórcio com a
Construtora Camargo Corrêa.
A IESA Óleo & Gás apresenta, em 31 de dezembro de 2010, um saldo da carteira de
encomendas de R$ 2,4 bilhões que asseguram solidez necessária para a Companhia e
garantem para os próximos exercícios resultados expressivos.
4 IESA ÓLEO & GÁS S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Exercício 2010
Com a adoção do padrão internacional de contabilidade e em atendimento ao CPC 19 –
Investimentos Controlados em Conjunto (IAS 31), a Companhia está consolidando as
demonstrações financeiras da QUIP S/A proporcionalmente a sua participação. Desta forma, os
dados divulgados neste relatório quando mencionados “consolidado”, referem-se às informações
da IESA incluídas com as da QUIP S/A.
A receita operacional bruta foi de R$ 810,7 milhões no consolidado e de R$ 732,1 milhões na
controladora, atingindo um crescimento de 11,5% no consolidado e de 4,3% na controladora em
relação a 2009. A Companhia continua mantendo um vértice de crescimento em seu
faturamento, comprovando, assim, o acerto no seu direcionamento estratégico e a competência
de entrega de seus produtos e serviços dentro dos prazos estabelecidos e com a qualidade
exigida pelo setor.
5 IESA ÓLEO & GÁS S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Exercício 2010
As despesas administrativas e comerciais da controladora totalizaram R$ 55,7 milhões,
representando um acréscimo em valores absolutos de 21% em relação ao ano de 2009 (R$ 46,1
milhões). O aumento das despesas em 2010 pode ser explicado pelo reflexo do treinamento de
pessoal especializado, em sua maioria técnicos e engenheiros, que estavam em projetos dos
quais a companhia participa em consórcio e voltaram até serem realocados para outros
trabalhos.
O setor de obras para infraestrutura do segmento de petróleo e gás sofre com a falta de mão de
obra qualificada, e, por conta disso, a companhia mantém uma política agressiva de retenção e
atração de novos talentos, necessária para a empresa fazer frente aos novos investimentos
demandados pelo setor.
A geração de caixa bruto da IESA Óleo & Gás, medida pelo EBITDA (Lucro Antes de Juros,
Imposto de Renda, Depreciação e Amortização), no ano de 2010, foi de R$ 73,4 milhões contra
R$ 79,6 milhões em 2009, com uma margem de 11%.
6 IESA ÓLEO
Ó
& GÁS S.A.
REL
LATÓRIO DA ADM
MINISTRAÇÃO
Exeercício 20010
EBITD
DA
O endividamento financeiro ao
a final de 2010 totalizouu R$ 243,6 milhões,
m
reprresentado em
m sua
maiorria por operrações de caapital de girro e com esscalonamentoo de pagam
mento adequaado à
geraçção de caixa da companhhia.
Ao finnal o lucro líqquido se mannteve em relação ao anoo de 2009, R$
R 29,8 milhõões contra R$$ 28,0
milhõões ajustadoss pelo IFRS.
Persspectivas para
p 2011
O ceenário mercadológico mostra-se
m
sóólido devido aos investtimentos já anunciadoss pela
Petroobras, confirm
mado pelo sucesso de seu plano de capitalizzação e pelaa descobertaa das
reserrvas da camaada do pré-saal, associadoo à cláusula da ANP (Agêência Nacionnal de Petróleeo) de
conteeúdo nacionaal, a qual esstabelece quee até 70% dos
d produtoss/equipamenttos utilizadoss para
explooração e proddução do pettróleo sejam fabricados no Brasil.
Em 2011, a coompanhia esstá potenciaalizando opoortunidades de novos negócios com a
continnuidade das obras de innstalação do COMPERJ, com as novvas plataform
mas de petróóleo e
7 IESA ÓLEO & GÁS S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Exercício 2010
gás que serão contratadas para atender o pré-sal e com os investimentos em refinarias que
serão feitos para melhoria da qualidade dos combustíveis.
Além das bases de operações off-shore em Macaé – RJ e São Vicente – SP, as quais atendem
às plataformas que operam na Bacia de Campos e na Bacia de Santos, respectivamente, a
Companhia está estudando a implantação, em 2011, de uma nova base de operações para
montagem e fabricação de módulos para plataformas de petróleo e gás.
A Companhia também está atenta às oportunidades de construção de usinas termelétricas,
principalmente a gás natural, existindo boas perspectivas de negócios nessa área a curto e
médio prazos, e aos novos negócios que surgirão com a chegada de novas empresas de
exploração e produção de petróleo e gás no Brasil, haja vista o setor passar por um período
histórico de expansão.
Gestão Social em 2010
Compromisso com a qualidade, respeito profissional e comprometimento com a imagem da
empresa são os princípios fundamentais exigidos de todos os profissionais da IESA Óleo & Gás.
São eles que orientam a relação de seu quadro de colaboradores junto a clientes, acionistas e a
todo o mercado.
A empresa se destaca pelas ações que promove para seus colaboradores e para os moradores
da comunidade onde atua e pelas diversas certificações que conquistou - OHSAS 18001, ISO
9001, ISO 14001 e SA 8000 e ISO/TS 29001.
Em 2010, a IESA Óleo & Gás foi contemplada com vários prêmios, dentre os quais se destacam:
9 Janeiro/2010 – Consórcio ODEBEI (Norberto Odebrecht, EBE, IESA) recebe o prêmio
Petrobras de Engenharia de Qualidade, Meio Ambiente e Saúde para Empresas
Contratadas, na categoria “Construção Industrial” – 2º lugar.
8 IESA ÓLEO & GÁS S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Exercício 2010
9 Março/2010 – Prêmio Faz Diferença, na categoria “Economia / Desenvolvimento do Rio”,
promovido pelo Sistema Firjan e pelo jornal O Globo aos que mais contribuíram para
transformar o país.
9 Outubro/2010 - Agradecimento da ONG Pela Vidda (Pela Valorização, Integração e
Dignidade do doente de Aids);
9 Novembro/2010 - Reconhecimento sobre a importância social como doador voluntário de
sangue pelo Hemorio;
9 Dezembro/2010 - Homenagem da Casa de Apoio à Criança com Câncer Santa Teresa;
9 Dezembro/2010 - Hemorio reconhece a importância social ds IESA no projeto Clube 25;
9 Dezembro/2010 - Presidente da IESA Óleo & Gás S/A, Valdir Lima Carreiro, recebe
Prêmio Intermarket, cujo objetivo é reconhecer e premiar personalidades que mais se
destacaram em suas atividades durante o ano de 2010;
9 Dezembro/2010 - Troféu Henfil do Hemorio na categoria “Voluntário e Promoções à
Doação de Sangue”.
Entre os diversos programas sociais desenvolvidos em 2010, podemos destacar:
•
Programa de Bolsas de Estudos Inepar – PROBEIN (para os filhos dos colaboradores);
•
Melhoria na qualidade de vida e bem-estar dos colaboradores por meio do programa
“Caminhando para uma vida melhor”;
•
Realização de campanhas de doações de sangue em parceria com o Hemorio;
•
Oferecimento de cursos de capacitação e educação continuada para comunidade da
Providência, em parceria com a Unidade de Polícia Pacificadora – UPP da Providência e
o Sistema Firjan;
•
Realização de ações pedagógicas integradas na temática DST, Aids, Drogas e
Alcoolismo nas escolas municipais do Rio de Janeiro, em parceria com o Grupo pela
Vidda e com a Secretária Municipal de Educação;
•
Visita aos pacientes do Hemorio com o grupo IESALEGRIA.
9 IESA ÓLEO & GÁS S.A.
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO
Exercício 2010
Agradecimentos
A Administração da IESA Óleo & Gás S/A agradece o apoio recebido de seus acionistas,
fornecedores, parceiros, clientes e instituições financeiras, o que nos tem permitido o rápido
processo de consolidação empresarial. Aos nossos colaboradores, nosso agradecimento
especial pelo empenho e total dedicação.
A Administração.
10 RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
Diretores e Acionistas da
IESA – ÓLEO & GÁS S.A.
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da IESA – ÓLEO &
GÁS S.A., identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que
compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2010 e as respectivas
demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e
dos fluxos de caixa, para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais
práticas contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras
A Administração da IESA – ÓLEO & GÁS S.A. é responsável pela elaboração e adequada
apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas
internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards
Board – IASB, e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos
controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas
demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por
fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras
com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais
de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e
que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que
as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência
a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os
procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos
riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada
por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos
relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da
Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas
circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles
internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas
contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem
como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar
nossa opinião.
11 Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da IESA
– ÓLEO & GÁS S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os
seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil.
Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas
Em nossa opinião as demonstrações financeiras consolidadas acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira
consolidada da IESA – ÓLEO & GÁS S.A. em 31 de dezembro de 2010, o desempenho
consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo
naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas
pelo International Accounting Standards Board – IASB e as práticas contábeis adotadas no
Brasil.
Ênfases
Conforme descrito na nota explicativa 2, as demonstrações financeiras individuais foram
elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da IESA – ÓLEO
& GÁS S.A. essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras
separadas, somente no que se refere à avaliação do investimento em controlada em conjunto,
pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor
justo.
Outros assuntos
Demonstrações do valor adicionado
Examinamos, também, as demonstrações individual e consolidada do valor adicionado (DVA),
referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, cuja apresentação é requerida pela
legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas
IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos
mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão
adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às
demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
Rio de Janeiro, 28 de março de 2011
CARLOS A. FELISBERTO
Contador CRC(PR) nº 037293/O-9-S-RJ
MARTINELLI Auditores
CRC(SC) nº 001.132/O-9
12 IESA Óleo & Gás S/A
C.N.P.J. M.F - Nº 07.248.576/0001-11
Balanços patrimoniais
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
CONTROLADORA
Ativo
Nota
31/12/2010
31/12/2009
Reapresentado
CONSOLIDADO
01/01/2009
31/12/2010
Transição
31/12/2009
Reapresentado
01/01/2009
Transição
Circulante
Caixa e Equivalentes de Caixa
Clientes
Estoques
Créditos de Impostos
Ativo Mantido para Venda
Despesas Antecipadas
Outros Créditos
6
7
8
9
10
7
Total do Ativo Circulante
63.527
137.003
35.169
9.691
128.897
957
1.964
51.892
128.448
52.341
12.095
11.784
3.154
1.359
50.008
87.198
76.194
10.552
11.784
1.516
152
124.098
137.621
49.902
9.737
128.897
998
1.827
74.894
128.448
57.936
12.380
11.784
3.157
1.998
55.478
87.198
76.195
11.198
11.784
1.516
1.442
377.208
261.073
237.404
453.080
290.597
244.811
506
7
26.478
34.704
3.218
76.693
598
358
2.711
16.869
937
155
571
4.682
15.773
107
554
122
21.050
38.792
3.885
400
76.693
598
447
1.737
20.329
1.145
1.589
571
76
965
17.957
247
64.913
98.166
21.288
64.403
101.349
21.405
442.121
359.239
258.692
517.483
391.946
266.216
Não circulante
Realizável a longo prazo
Empresas Ligadas
Títulos e Valores Mobiliários
Impostos Diferidos
Outros Créditos
Investimentos
Imobilizado
Intangível
Total do Ativo Não Circulante
Total do Ativo
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
19
17
7
11
12
13
13
IESA Óleo & Gás S/A
C.N.P.J. M.F - Nº 07.248.576/0001-11
Balanços patrimoniais
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
CONTROLADORA
Passivo
Nota
31/12/2010
31/12/2009
Reapresentado
CONSOLIDADO
01/01/2009
31/12/2010
Transição
31/12/2009
Reapresentado
01/01/2009
Transição
Circulante
Fornecedores
Financiamentos e Empréstimos
Obrigações Sociais
Impostos e Contribuições a Recolher
Provisão de Custo e Encargos
Adiantamentos sobre Encomendas
Outras Contas a Pagar
15
16
15
15
15
15
Total do Passivo Circulante
12.551
138.165
13.845
2.578
231
149
3.092
5.889
84.131
10.555
7.770
32.843
150
965
5.880
87.886
12.187
6.856
31.497
1.815
574
14.521
138.165
14.663
3.538
231
88.238
3.101
7.407
84.131
10.639
7.903
33.141
31.159
1.013
11.065
87.886
12.378
7.567
31.497
8.791
600
170.611
142.303
146.695
262.457
175.393
159.784
105.462
8.063
18.938
12.201
1.488
-
77.954
6.359
383
11.910
1.759
-
15.694
3.359
5.565
8.119
1.681
-
105.462
8.063
2.427
12.201
1.488
27
77.954
6.359
11.910
1.759
-
15.694
3.359
8.119
1.681
-
146.152
98.365
34.418
129.668
97.982
28.853
102.996
22.403
(41)
125.358
97.426
21.145
118.571
39.926
37.653
77.579
102.996
22.403
(41)
125.358
97.426
21.145
118.571
39.926
37.653
77.579
442.121
359.239
258.692
517.483
391.946
266.216
Não Circulante
Financiamentos e Empréstimos
Impostos e Contribuições a Recolher
Empréstimos de Empresas Ligadas
Impostos Diferidos
Provisões para Contingências
Outras Contas a Pagar
16
15
19
17
18
15
Total do Passivo Não Circulante
Patrimônio Líquido
Capital Social
Reservas de Lucros
Ajustes Avaliação Patrimonial
Total do Patrimônio Líquido
Total do Passivo
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
20
14
IESA Óleo & Gás S/A
C.N.P.J. M.F - Nº 07.248.576/0001-11
Demonstrações de Resultados
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
CONTROLADORA
Nota
31/12/2010
CONSOLIDADO
31/12/2009
Reapresentado
Receita Operacional Líquida
01/01/2009
31/12/2010
Transição
31/12/2009
Reapresentado
01/01/2009
Transição
669.084
627.378
527.394
747.671
652.449
569.079
(545.067)
(494.759)
(422.580)
(609.877)
(514.843)
(453.612)
Lucro Bruto
124.017
132.619
104.814
137.794
137.606
115.467
Receitas [Despesas] Operacionais
(49.226)
(52.883)
(29.407)
(62.120)
(57.149)
(40.781)
22
Custos dos Produtos e Serviços
Despesas com Vendas
(7.098)
(6.148)
(203)
(7.098)
(6.148)
(203)
Administrativas e Gerais
(48.641)
(40.029)
(35.083)
(56.184)
(43.192)
(41.540)
1.494
(8.669)
1.398
(8.570)
5.019
1.963
5.879
(236)
761
962
74.791
79.736
75.407
75.674
80.457
74.686
Outras Receitas (Despesas)
23
Resultado da Equivalência Patrimonial
Resultado antes das Despesas e Receitas
Financeiras
Despesas Financeiras
24
(43.768)
(43.817)
(33.878)
(45.145)
(45.132)
(34.214)
Receitas Financeiras
24
17.294
7.799
6.495
20.728
8.941
8.835
48.317
43.718
48.024
51.257
44.266
49.307
Resultado antes dos Tributos sobre o Lucro
Imposto de Renda e Contribuição Diferidos
17
(383)
(3.765)
(5.027)
(335)
(5.997)
(5.027)
Imposto de Renda e Contribuição Correntes
17
(7.504)
(11.926)
(6.375)
(10.492)
(10.242)
(7.426)
40.430
28.027
36.622
40.430
28.027
36.854
Participação dos Empregados
(10.612)
-
-
(10.612)
-
-
Lucro Liquido do Exercício
29.818
28.027
36.622
29.818
28.027
36.854
65.995.745
60.425.526
39.925.526
66.995.745
60.425.526
39.925.526
451,82
463,83
917,26
445,07
463,83
923,07
Resultado antes das Participações
Quantidade de ações ao final do exercício
Lucro básico e diluído por lote de mil ações - R$
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
15
IESA ÓLEO & GÁS S/A
C.N.P.J. M.F - Nº 07.248.576/0001-11
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
Reservas de Lucros
Capital
Social
Saldos em 31 de Dezembro de 2008
39.926
Legal
2.725
Retenção de
Lucros
15.365
Lucros
á disposição
da Assembléia
30.145
Adoção Inicial IFRS
Em 1º de Janeiro de 2009
39.926
2.725
15.365
30.145
Lucro Líquido do Exercício
Resultado Abrangente Total
Aumento de Capital: - 12º AGE de 27/04/2009
Aumento de Capital: - 14º AGE de 17/12/2009
Dividendos Exercício 2008
Transações de Capital com Sócios
37.000
20.500
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
-
88.161
-
(10.582)
-
(10.582)
(10.582)
(10.582)
-
77.579
(10.582)
28.027
28.027
28.027
17.445
20.500
(7.535)
12.965
-
-
-
(7.535)
1.503
97.426
4.228
22.609
26.524
(22.609)
974
26.525
(1.503)
(26.524)
(10.582)
-
29.818
(41)
2.442
3.128
(28.560)
Reserva Legal
Reserva Estatutária
Saldos em 31 de Dezembro de 2010
-
962
102.996
Patrimônio
Líquido
(37.000)
Lucro Líquido do Exercício
Outros Resultados Abrangentes - Ajuste de Conversão de Coligada no Exterior
Resultado Abrangente Total
Aumento de Capital - 14ª AGE de 17/12/2009
Aumento de Capital - 15ª AGE de 20/12/2010
Dividendos Exercício 2009
Transações de Capital com Sócios
Ajuste de
Avaliação
Patrimonial
28.027
Reserva Legal
Reserva Estatutária
Retenção de Lucros para Manutenção de Capital de Giro
Saldos em 31 de Dezembro de 2009
Lucros
Acumulados
5.190
974
18.274
(962)
(18.274)
16.239
-
(41)
Resultado
Abrangente
da Companhia
118.571
17.445
29.818
(41)
29.777
29.818
(41)
29.777
2.442
3.128
(28.560)
(22.990)
-
-
-
125.358
29.777
16
IESA Óleo & Gás S/A
C.N.P.J. M.F - Nº 07.248.576/0001-11
Demonstração dos Fluxos de Caixa
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
ATIVIDADES OPERACIONAIS
Lucro Líquido do período
Despesas (receitas) que não afetam o caixa e equivalentes
Depreciações e amortizações
Ganho na alienação de permanente
Perda na alienação de permanente
Equivalência patrimonial
Variações monetarias e cambiais
Impostos diferidos
Provisões (Reversões)
Atribuição do Valor Justo
Lucro Líquido do exercício ajustado
CONTROLADORA
31/12/2010
31/12/2009
CONSOLIDADO
31/12/2010
31/12/2009
29.818
Reapresentado
28.027
29.818
Reapresentado
28.027
935
2
(5.019)
21.554
(1.163)
(32.883)
(8.817)
4.427
674
(1.357)
316
(1.963)
29.267
1.858
1.548
58.370
1.844
6
236
21.554
(1.211)
(32.883)
(8.817)
10.547
1.271
(1.357)
(318)
(893)
29.267
1.858
1.548
59.403
8.558
17.172
2.496
2.551
(1.159)
29.618
(41.250)
23.853
(1.543)
(1.638)
(751)
(21.329)
8.415
(885)
2.736
2.496
(1.131)
11.632
(40.754)
18.258
(1.770)
(1.638)
(772)
(26.676)
6.662
3.290
(2.034)
2.991
10.909
9
(1.755)
5.819
(1.665)
(513)
1.895
7.102
3.726
(1.207)
65.998
2.991
78.610
(5.933)
(1.541)
5.836
26.085
(511)
23.936
44.954
38.936
100.789
56.664
(38.734)
1.548
(21.055)
814
(57.427)
(76.693)
3.750
(2.731)
543
(75.131)
(38.734)
1.548
(23.055)
814
(41)
(59.468)
(76.693)
437
(4.948)
543
(80.661)
5.570
(29.423)
294.252
(240.390)
(23.877)
17.976
24.108
20.500
(6.632)
243.623
(180.499)
(33.653)
(5.260)
38.079
5.570
(29.987)
294.252
(240.390)
(23.877)
2.315
7.883
20.500
(6.632)
243.623
(180.499)
(33.653)
74
43.413
AUMENTO (DIMINUIÇÃO) DO CAIXA E EQUIVALENTES
11.635
1.884
49.204
19.416
Saldo inicial do caixa e equivalentes
Saldo final do caixa e equivalentes
AUMENTO (DIMINUIÇÃO) DO CAIXA E EQUIVALENTES
51.892
63.527
11.635
50.008
51.892
1.884
74.894
124.098
49.204
55.478
74.894
19.416
(Aumento) redução no ativo:
Clientes
Estoques
Créditos de impostos
Despesas antecipadas
Outros créditos
Aumento (redução) no passivo
Fornecedores
Obrigações sociais
Impostos e contribuições a recolher
Adiantamentos sobre encomendas
Outras contas a pagar
CAIXA GERADO PELAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
Ativo Mantido Para Venda
Títulos e valores mobiliários
Dividendos recebidos de coligadas
Pagamento pela compra imobilizado
Recebimento pela venda investimento
Ajustes acumulado de conversão
ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS
Recebimento pela emissão de ações
Pagamento de dividendos
Captação de financiamentos e empréstimos
Amortização de financiamentos e empréstimos - principal
Amortização de financiamentos e empréstimos - juros
Operações de mútuos com empresas ligadas
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
17
IESA Óleo & Gás S/A
C.N.P.J. M.F - Nº 07.248.576/0001-11
Demonstração do Valor Adicionado
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais)
CONTROLADORA
31/12/2010
31/12/2009
Reapresentado
CONSOLIDADO
31/12/2010
31/12/2009
Reapresentado
RECEITAS
Venda de mercadorias, produtos e serviços
Outras receitas (despesas)
Provisão para créditos de liquidação duvidosa
INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
Custos dos produtos, mercadorias e serviços vendidos
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
VALOR ADICIONADO BRUTO
Depreciação e Amortização
VALOR ADICIONADO LIQUIDO
733.651
732.071
1.580
(340.829)
(205.580)
(135.249)
392.822
(689)
392.133
702.472
701.894
805
(227)
(330.330)
(203.923)
(126.407)
372.142
(674)
371.468
812.238
810.658
1.580
(399.396)
(259.244)
(140.152)
412.842
(1.597)
411.245
(346.208)
(217.430)
(128.778)
381.335
(1.271)
380.064
VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
Resultado de Equivalência Patrimonial
Receitas Financeiras
VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR
22.314
5.019
17.295
414.447
9.762
1.963
7.799
381.230
19.415
(236)
19.651
430.661
8.927
893
8.034
388.991
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
PESSOAL
Salários e encargos
Benefícios
FGTS
IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES
Federais
Estaduais
Municipais
REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS
Juros
Alugueis
REMUNERAÇÃO DE CAPITAIS PRÓPRIOS
Lucros à Disposição da Assembléia
VALOR ADICIONADO TOTAL DISTRIBUÍDO
240.230
219.868
7.209
13.153
97.336
69.052
7.509
20.775
47.063
43.768
3.295
29.818
29.818
414.447
216.673
202.819
11.091
2.763
89.643
50.878
22.350
16.415
46.887
43.817
3.070
28.027
28.027
381.230
251.377
223.888
14.005
13.484
100.597
72.207
7.615
20.775
48.869
43.836
5.033
29.818
29.818
430.661
223.249
205.485
14.834
2.930
90.520
51.680
22.424
16.415
47.195
43.908
3.286
28.027
28.027
388.991
As Notas Explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras
727.770
726.965
805
18
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 1 – CONTEXTO OPERACIONAL
A IESA Óleo & Gás S.A., é uma companhia de capital fechado, cujos atos constitutivos datados de
04/03/2005 estão arquivados na JUCERJ sob n.º 33.3.0027555-0. Está registrada no CNPJ –
Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas sob o n.º 07.248.576/0001-11. Está sediada na cidade de
Rio de Janeiro – RJ, Rua Mayrink Veiga, 09, 14º andar parte, CEP 20090-050.
A Companhia tem como atividade preponderante a prestação de serviços e o fornecimento de
materiais para as indústrias de petróleo, gás, química e petroquímica, visando fornecer soluções
completas através de projetos EPC (Engineering, Procurement and Construction), desenvolvendo desde
os estudos e projetos de engenharia e consultoria até a execução de serviços de manutenção,
construção, montagem e assistência técnica.
A emissão destas demonstrações financeiras foi autorizada em 31/03/2011.
NOTA 2 – BASES DE PREPARAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
As demonstrações financeiras da Companhia e de sua coligada compreendem:
a) Demonstrações Financeiras Individuais da Controladora
As demonstrações financeiras individuais da controladora foram elaboradas e estão
apresentadas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, com atendimento
integral da Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09, e pronunciamentos emitidos pelo CPC - Comitê
de Pronunciamentos Contábeis e aprovados pelo CFC - Conselho Federal de Contabilidade e
pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários. As demonstrações financeiras individuais
apresentam a avaliação dos investimentos em coligadas pelo método da equivalência
patrimonial, de acordo com a legislação brasileira vigente, dessa forma, não são consideradas
como estando conforme as IFRS, que exigem a avaliação desses investimentos nas
demonstrações separadas da controladora pelo custo ou valor justo.
b) Demonstrações Financeiras Consolidadas
As demonstrações financeiras consolidadas foram elaboradas e estão sendo apresentadas em
conformidade com as normas internacionais de contabilidade (IFRS) emitidas pelo International
Accounting Standard Board - IASB e também de acordo com as práticas contábeis adotadas no
Brasil, com atendimento integral da Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09, e pronunciamentos
emitidos pelo CPC - Comitê de Pronunciamentos Contábeis e aprovados pelo CFC - Conselho
Federal de Contabilidade e pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários.
Como não existe diferença entre o patrimônio líquido consolidado, e o resultado consolidado
atribuíveis aos acionistas da controladora, constantes nas demonstrações financeiras consolidadas
19
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
preparadas de acordo com as IFRS e as práticas contábeis adotadas no Brasil, e o patrimônio
líquido e o resultado da controladora, constantes nas demonstrações financeiras individuais
preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, a Companhia optou por
apresentar essas demonstrações financeiras individuais e consolidadas em um único conjunto.
A empresa elegeu a data de transição ao IFRS em 01/01/2009. Estas demonstrações financeiras
foram preparadas considerando algumas exceções na data da transição. Para efeitos comparativos,
considerando que não há evidência forte de que o valor justo do ativo imobilizado apurado na data
base 1º de janeiro de 2010 seja significativamente, diferente do valor justo apurado na abertura do
exercício social iniciado a partir de 1o de janeiro de 2009, e que os efeitos dessa diferença não são
relevantes, foi admitido esse valor como valor justo do imobilizado na abertura do exercício social
dessa demonstração comparativa.
Os efeitos das principais diferenças entre as práticas contábeis adotadas no Brasil até 31/12/2008 e
o IFRS, incluindo a reconciliação do patrimônio líquido e do resultado da Companhia, estão
apresentados na Nota Explicativa n.º 04.
NOTA 3 – RESUMO DAS PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTÁBEIS
3.1 Bases de Consolidação
As demonstrações financeiras consolidadas são compostas pelas demonstrações financeiras da
IESA Óleo & Gás S.A. e da coligada apresentada abaixo:
Coligada
QUIP S.A.
% Participação
31/12/2010
31/12/2009
13,25%
13,25%
A sociedade coligada QUIP S/A o controle é compartilhado com os demais acionistas, desta forma, a
consolidação está proporcional à participação da IESA Óleo & Gás S.A. no capital social.
Os critérios adotados na consolidação são aqueles previstos na Lei Nº 6.404/76 com as alterações
promovidas pela Lei nº 11.638/07 e Lei nº 11.941/09, dos quais destacamos os seguintes:
a) Eliminação dos saldos das contas ativas e passivas decorrentes das transações entre as
sociedades incluídas na consolidação;
b) Eliminação dos investimentos nas sociedades coligadas na proporção dos seus respectivos
patrimônios.
c) Eliminação das receitas e das despesas decorrentes de negócios com as sociedades
incluídas na consolidação; e
d) Padronização das políticas contábeis e dos procedimentos usados pelas sociedades
incluídas nestas demonstrações financeiras consolidadas com os adotados pela
20
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
controladora, com o propósito de apresentação usando bases de classificação e
mensuração uniformes.
Informações adicionais sobre a Empresa controlada em conjunto
A IESA Óleo & Gás participa, juntamente com a Construtora Queiroz Galvão, Construtora Camargo
Correa, UTC Engenharia e PJMR Ltda, no capital da QUIP S.A., empresa que atende ao mercado
de construções offshore, sendo que atualmente está construindo a Plataforma P-55 para a Petrobrás
e a Plataforma P-63 para a JV Petrobrás-Chevron. De acordo com o estabelecido no “Acordo dos
Acionistas” não há preponderância nas deliberações sociais por nenhum dos acionistas, sendo que
todas as decisões envolvendo aspectos estratégicos podem ser tomadas com a aprovação do
Conselho de Administração representado pelos membros indicados pelas empresas acionistas.
Com a adoção do IFRS as demonstrações financeiras da QUIP S.A. foram consolidadas
proporcionalmente em atendimento ao CPC 19 – Investimentos Controlados em Conjunto (IAS 31).
3.2 Mudanças em Políticas Contábeis
No processo de convergência ao IFRS (International Financial Reporting Standards) conforme as
Leis n.º 11.638/07 e n.º 11.941/09 e os Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC), as principais mudanças com impactos sobre as políticas
contábeis adotas pela empresa foram:
a) A mensuração de determinados ativos financeiros mantidos para negociação ao valor justo por
meio do resultado e a mensuração de ativos financeiros mantidos para venda ao valor justo por
meio do patrimônio líquido.
b) O reconhecimento da receita de vendas pelo seu valor justo, com o respectivo ajuste a valor
presente das contas a receber de longo prazo e de curto prazo quando relevantes.
c) O ajuste do custo de aquisição de ativos e da contratação de serviços ao valor justo, com o
respectivo ajuste a valor presente das contas a pagar de longo prazo e de curto prazo quando
relevantes.
d) A ativação de bens objeto de arrendamentos financeiros com o reconhecimento do valor do
financiamento correspondente.
e) A realização de testes de recuperabilidade dos ativos nos termos do Pronunciamento Técnico
CPC 01, sempre que houver indicações internas ou externas de estes possam estar
desvalorizados.
21
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
f) Criação da conta de ajuste de avaliação patrimonial para contrapartidas de aumentos ou
diminuições de valor atribuído a elementos do ativo e do passivo, em decorrência da sua
avaliação a valor justo.
3.3 Classificação de Itens Circulantes e Não-Circulantes
No Balanço Patrimonial, ativos e obrigações vincendas ou com expectativa de realização dentro dos
próximos 12 meses são classificados como itens circulantes e aqueles com vencimento ou com
expectativa de realização superior a 12 meses são classificados como itens não circulantes.
3.4 Compensação Entre Contas
Como regra geral, nas demonstrações financeiras, nem ativos e passivos, ou receitas e despesas
são compensados entre si, exceto quando a compensação é requerida ou permitida por um
pronunciamento ou norma brasileira de contabilidade e esta compensação reflete a essência da
transação.
3.5 Transações em Moeda Estrangeira
Os itens nestas demonstrações financeiras são mensurados em moeda funcional Reais (R$) que é a
moeda do principal ambiente econômico em que a empresa atua e na qual é realizada a maioria de
suas transações, e são apresentados nesta mesma moeda.
Transações em outras moedas são convertidas para a moeda funcional conforme determinações do
Pronunciamento Técnico CPC 02 - Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de
Demonstrações Financeiras. Os itens monetários são convertidos pelas taxas de fechamento e os
itens não-monetários pelas taxas da data da transação.
3.6 Caixa e Equivalentes de Caixa
Caixa e equivalentes de caixa incluem numerário em poder da empresa, depósitos bancários de livre
movimentação e aplicações financeiras de curto prazo e de alta liquidez com vencimento original em
três meses ou menos.
3.7 Ativos Financeiros
A Companhia classifica seus ativos financeiros sob as seguintes categorias: mensurados ao valor
justo por meio do resultado, empréstimos e recebíveis e disponíveis para venda. A classificação
depende da finalidade para a qual os ativos financeiros foram adquiridos. A administração determina
a classificação de seus ativos financeiros no reconhecimento inicial.
(a) Ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado
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Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Os ativos financeiros mensurados ao valor justo através do resultado são ativos financeiros mantidos
para negociação. Um ativo financeiro é classificado nessa categoria se foi adquirido, principalmente,
para fins de venda no curto prazo. Os ativos dessa categoria são classificados como ativos
circulantes.
(b) Empréstimos e recebíveis
Os empréstimos e recebíveis são ativos financeiros não-derivativos com pagamentos fixos ou
determináveis, que não são cotados em um mercado ativo. São incluídos como ativo circulante,
exceto aqueles com prazo de vencimento superior a 12 meses após a data de emissão do balanço
(estes são classificados como ativos não-circulantes). Os empréstimos e recebíveis do Grupo
compreendem “contas a receber de clientes e demais contas a receber” e “caixa e equivalentes de
caixa”.
(c) Ativos financeiros disponíveis para venda
Os ativos financeiros disponíveis para venda são não-derivativos, que são designados nessa
categoria ou que não são classificados em nenhuma outra categoria. Eles são incluídos em ativos
não-circulantes, a menos que a administração pretenda alienar o investimento em até 12 meses
após a data do balanço.
Reconhecimento e mensuração:
As compras e as vendas regulares de ativos financeiros são reconhecidas na data de negociação data na qual a Companhia se compromete a comprar ou vender o ativo. Os investimentos são,
inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, acrescidos dos custos da transação para todos os ativos
financeiros não mensurados ao valor justo por meio do resultado. Os ativos financeiros mensurados
ao valor justo por meio de resultado são, inicialmente, reconhecidos pelo valor justo, e os custos da
transação são debitados à demonstração do resultado.
Os ativos financeiros são baixados quando os direitos de receber fluxos de caixa dos investimentos
tenham vencido ou tenham sido transferidos; neste último caso, desde que o Grupo tenha
transferido, significativamente, todos os riscos e os benefícios da propriedade. Os ativos financeiros
disponíveis para venda e os ativos financeiros mensurados ao valor justo por meio do resultado são,
subsequentemente, contabilizados pelo valor justo. Os empréstimos e recebíveis são contabilizados
pelo custo amortizado, usando o método da taxa de juros efetiva.
Os ganhos ou as perdas decorrentes de variações no valor justo de ativos financeiros mensurados
ao valor justo através do resultado são apresentados na demonstração do resultado no período em
que ocorrem.
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Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
As variações no valor de títulos classificados como disponíveis para venda, são divididas entre as
variações no custo amortizado a as variações no valor justo do título. As variações no custo
amortizado são reconhecidas no resultado. As variações no valor justo são reconhecidas no
patrimônio. Quando os títulos classificados como disponíveis para venda são vendidos ou sofrem
perda (impairment), os ajustes acumulados do valor justo, reconhecidos no patrimônio, são incluídos
na demonstração do resultado.
A Companhia avalia, na data do balanço, se há evidência objetiva de que um ativo financeiro ou um
Grupo de ativos financeiros está desvalorizado (impairment). No caso de títulos patrimoniais
classificados como disponíveis para venda, uma queda significativa ou prolongada do valor justo do
título para abaixo de seu valor de custo é considerado um indicador de que os títulos estão
desvalorizados. Se houver alguma dessas evidências para os ativos financeiros disponíveis para
venda, a perda cumulativa é retirada do patrimônio e reconhecida na demonstração do resultado.
3.8 Contas a Receber de Clientes
As contas a receber de clientes correspondem aos valores a receber de clientes pela venda de
mercadorias ou prestação de serviços no decurso normal das atividades da Companhia.
As contas a receber de clientes, inicialmente, são reconhecidas pelo valor justo e,
subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa de juros
efetiva menos a provisão para impairment (perdas no recebimento de créditos). Normalmente na
prática são reconhecidas ao valor faturado ajustado a valor presente e ajustado pela provisão para
impairment se necessária.
3.9 Estoques
Os estoques são demonstrados ao custo de aquisição dos serviços em andamento, líquidos dos
impostos recuperados e não superam os preços de mercado.
3.10 Investimentos
Os investimentos permanentes em sociedades coligadas e sob controle comum, são avaliados pelo
método da equivalência patrimonial.
3.11 Imobilizado
Conforme previsto na Interpretação Técnica ICPC 10 do Comitê de pronunciamentos Contábeis,
aprovada pela Deliberação CVM nº 619/09, a empresa concluiu a primeira das análises periódicas
com o objetivo de revisar e ajustar a vida útil econômica estimada para o cálculo de depreciação.
Para fins dessa análise, a empresa se baseou na expectativa de utilização dos bens, e a estimativa
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(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
referente à vida útil dos ativos, bem como, a estimativa do seu valor residual, conforme experiências
anteriores com ativos.
Os custos subsequentes são incluídos no valor contábil do ativo ou reconhecidos como um ativo
separado, conforme apropriado, somente quando for provável que fluam benefícios econômicos
futuros associados ao item e que o custo do item possa ser mensurado com segurança. O valor
contábil de itens ou peças substituídos é baixado. Todos os outros reparos e manutenções são
lançados em contrapartida ao resultado do exercício, quando incorridos.
Os terrenos não são depreciados. A depreciação de outros ativos é calculada usando o método
linear durante a vida útil estimada.
Os valores residuais e a vida útil dos ativos são revisados e ajustados, se apropriado, ao final de
cada exercício. O valor contábil de um ativo é imediatamente ajustado se este for maior que seu
valor recuperável estimado.
Com o intuito de atender o item 22 do ICPC 10, que menciona sobre a atribuição de novo custo ao
imobilizado, a Companhia entende que o valor da ativo imobilizado registrado na data base de
31.12.2009 reflete o valor justo de mercado, desta forma, optou pela não atribuição do “deemed
cost” na adoção inicial da Deliberação CVM n.º 583/09.
3.12 Intangível
Os ativos intangíveis adquiridos são mensurados ao custo no momento do seu reconhecimento
inicial. Após o reconhecimento inicial, os ativos intangíveis são apresentados ao custo, menos a
amortização acumulada e perdas acumuladas de valor recuperável.
Ativos Intangíveis gerados internamente, excluindo custos de desenvolvimento capitalizados, não
são capitalizados, e o gasto é refletido na demonstração do resultado no exercício em que for
incorrido.
A vida útil de ativo intangível é avaliada como definida ou indefinida. Ativos intangíveis com vida
definida são amortizados ao longo da vida útil econômica e avaliados em relação à perda por
redução ao valor recuperável sempre que houver indicação de perda de valor econômico do ativo.
3.13 Impairment de Ativos Não-Financeiros
Os ativos que têm uma vida útil indefinida, não estão sujeitos à amortização e são testados
anualmente para a verificação de impairment. Os ativos que estão sujeitos à depreciação ou
amortização são revisados para a verificação de impairment sempre que eventos ou mudanças nas
circunstâncias indicarem que o valor contábil pode não ser recuperável.
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(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Uma perda por impairment é reconhecida pelo valor ao qual o valor contábil do ativo excede seu
valor recuperável. Este último é o valor mais alto entre o valor justo de um ativo menos os custos de
venda e o valor em uso.
Para fins de avaliação do impairment, os ativos são agrupados nos níveis mais baixos para os quais
existam fluxos de caixa identificáveis separadamente (Unidades Geradoras de Caixa - UGC). Os
ativos não-financeiros, que tenham sofrido impairment, são revisados para a análise de uma
possível reversão do impairment na data de apresentação das demonstrações financeiras.
3.14 Contas a Pagar a Fornecedores
As contas a pagar aos fornecedores são obrigações a pagar por bens ou serviços que foram
adquiridos de fornecedores no curso ordinário dos negócios e são, inicialmente, reconhecidas pelo
valor justo e, subsequentemente, mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método de taxa
de juros efetiva. Na prática, são normalmente reconhecidas ao valor da fatura correspondente,
ajustada a valor presente quando relevante.
3.15 Empréstimos e Financiamentos
Os empréstimos e financiamentos são reconhecidos, inicialmente, pelo valor justo, líquido dos
custos da transação incorridos e são, subsequentemente, demonstrados pelo custo amortizado.
Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de resgate
(pagamentos) é reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os
empréstimos estejam em andamento, utilizando o método da taxa de juros efetiva.
3.16 Provisões
As provisões são reconhecidas quando a Companhia tem uma obrigação presente ou não
formalizada (constructive obligation) como resultado de eventos passados; é provável que uma
saída de recursos seja necessária para liquidar a obrigação; e o valor foi estimado com segurança.
Quando houver uma série de obrigações similares, a probabilidade de a Companhia liquidá-las é
determinada, levando-se em consideração a classe de obrigações como um todo. Uma provisão é
reconhecida mesmo que a probabilidade de liquidação relacionada com qualquer item individual
incluído na mesma classe de obrigações seja pequena.
As provisões são mensuradas pelo valor presente dos gastos que devem ser necessários para
liquidar a obrigação, usando uma taxa antes do imposto, a qual reflete as avaliações atuais do
mercado do valor temporal do dinheiro e dos riscos específicos da obrigação. O aumento da
obrigação em decorrência da passagem do tempo é reconhecido como despesa financeira.
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3.17 Imposto de Renda e Contribuição Social
As despesas fiscais do período compreendem o imposto de renda corrente e diferido. O imposto é
reconhecido na demonstração do resultado, exceto na proporção em que estiver relacionado com
itens reconhecidos diretamente no patrimônio. Nesse caso, o imposto também é reconhecido no
patrimônio.
O encargo de imposto de renda corrente é calculado com base nas leis tributárias promulgadas, na
data do balanço. A administração avalia, periodicamente, as posições assumidas pela Companhia
nas declarações de impostos de renda com relação às situações em que a regulamentação fiscal
aplicável dá margem a interpretações. Estabelece provisões, quando apropriado, com base nos
valores que deverão ser pagos às autoridades fiscais.
O imposto de renda e a contribuição social diferidos lançados no ativo não-circulante ou no passivo
não-circulante decorrem de diferenças temporárias originadas entre receitas e despesas lançadas
no resultado, entretanto, adicionadas ou excluídas temporariamente na apuração do lucro real e da
contribuição social.
3.18 Arrendamentos
Arrendamento mercantil financeiro é aquele em que há transferência substancial dos riscos e
benefícios inerentes à propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a ser
transferido. Arrendamento mercantil operacional é um arrendamento mercantil que não se enquadra
como arrendamento mercantil financeiro.
Os arrendamentos mercantis financeiros são registrados como ativos e passivos similarmente a
operações de financiamento por quantias iguais ao valor justo do bem arrendado ou, se inferior, ao
valor presente dos pagamentos mínimos do arrendamento mercantil, cada um determinado no início
do arrendamento mercantil. Os pagamentos do arrendamento mercantil são segregados entre
encargo financeiro lançado ao resultado e redução do passivo em aberto.
Os pagamentos da prestação do arrendamento mercantil operacional são reconhecidos como
despesa em base linear durante o prazo do arrendamento mercantil.
3.19 Benefícios a Empregados
A Companhia reconhece um passivo e uma despesa de participação nos resultados com base em
programa devidamente aprovado pelo sindicato da classe laboral e que leva em conta metas de
qualidade, produtividade e o lucro atribuível aos acionistas da Companhia após certos ajustes.
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3.20 Apuração do Resultado
O resultado é apurado pelo regime de competência dos exercícios e inclui o reconhecimento do
resultado dos contratos de construção por empreitada e fornecimentos, calculados pelos percentuais
de estágios da execução dos projetos com base na relação existente entre a receita estimada
atualizada e os custos orçados estimados e os custos incorridos, de acordo com as regras aplicáveis
ao CPC 17 (IAS 11).
As despesas e custos são reconhecidos quando há a redução de um ativo ou o registro de um
passivo, e podem ser razoavelmente mensurados.
3.21 Reconhecimento da Receitas de Vendas
A receita de vendas compreende o valor justo da contraprestação recebida ou a receber pela
comercialização de produtos e serviços no curso normal das atividades da Companhia. A receita é
apresentada líquida dos impostos, das devoluções, dos descontos e dos abatimentos, bem como,
após a eliminação das vendas entre empresas da Companhia.
A Companhia reconhece a receita quando:
(i) o valor da receita pode ser mensurado com segurança;
(ii) é provável que benefícios econômicos futuros fluirão para a entidade; e
(iii) quando critérios específicos tiverem sido atendidos para cada uma das atividades do Grupo. O
valor da receita não é considerado como mensurável com segurança até que todas as contingências
relacionadas com a venda tenham sido resolvidas. O Grupo baseia suas estimativas em resultados
históricos, levando em consideração o tipo de cliente, o tipo de transação e as especificações de
cada venda.
3.22 Dividendos
A distribuição de dividendos para os acionistas da Companhia somente é provisionado como passivo
na data em que são aprovados pelos acionistas, em Assembléia Geral.
3.23 Julgamento e Uso de Estimativas Contábeis
A preparação de demonstrações financeiras requer que a administração da Companhia se baseie
em estimativas para o registro de certas transações que afetam os ativos e passivos, receitas e
despesas, bem como a divulgação de informações sobre dados das suas demonstrações
financeiras. Os resultados finais dessas transações e informações, quando de sua efetiva realização
em períodos subsequentes, podem diferir dessas estimativas.
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(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
As políticas contábeis e áreas que requerem um maior grau de julgamento e uso de estimativas na
preparação das demonstrações financeiras, são:
a) créditos de liquidação duvidosa que são inicialmente provisionados e posteriormente lançados
para perda quando esgotadas as possibilidades de recuperação;
b) vida útil e valor residual dos ativos imobilizados e intangíveis;
c) impairment dos ativos imobilizados e intangíveis;
d) expectativa de realização dos créditos tributários diferidos do imposto de renda e da contribuição
social;
e) passivos contingentes que são provisionados de acordo com a expectativa de êxito, obtida e
mensurada em conjunto a assessoria jurídica da empresa.
A Companhia revisa as estimativas e premissas pelo menos trimestralmente e/ou anualmente.
NOTA 4 – ADOÇÃO INICIAL DO IFRS
A Companhia elegeu como data de transição o dia 1º de janeiro de 2009, portanto as informações
comparativas relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009 são reapresentadas de
acordo com as novas práticas e as legislações vigentes,
4.1 – Conciliação entre critérios contábeis anteriores e o IFRS
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(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
CONTROLADORA
31/12/2009
1/1/2009
131.188
88.161
(11.152)
(11.152)
194
(63)
(1.596)
570
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
De acordo com as práticas contábeis anteriores
a) Baixa do Acervo Técnico
b) Ajuste depreciação referente revisão vida util do imobilizado
b) IR/CS Diferido s/ ajuste depreciação referente revisão vida util do imobilizado
c) IR/CS Diferido s/adiçoes e exclusões temporárias
De acordo com o IFRS
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
De acordo com as práticas contábeis anteriores
b) Ajuste depreciação referente revisão vida util do imobilizado
b) IR/CS Diferido s/ ajuste depreciação referente revisão vida util do imobilizado
c) IR/CS Diferido s/adiçoes e exclusões temporárias
De acordo com o IFRS
118.571
12.617 -
77.579
10.582
2009
30.063
194
(63)
(2.167)
CONSOLIDADO
31/12/2009
1/1/2009
131.188
88.161
(11.152)
(11.152)
194
(63)
(1.596)
570
-
-
118.571
12.617 -
77.579
10.582
2009
30.063
194
(63)
(2.167)
28.027
28.027
a) Baixa de Acervo Técnico
De acordo com o novo padrão contábil não é possível o reconhecimento e a reavaliação de ativos
intangíveis gerados internamente, dessa forma, na data de transição a Companhia efetuou a baixa
desses ativos.
b) Revisão da vida útil do imobilizado e intangível
A partir da data de transição a Companhia revisou as estimativas de vida útil dos ativos imobilizado e
intangível, e consequentemente, alterou suas taxas anuais de depreciação e amortização.
c) IR/CS Diferido sobre adições e exclusões temporárias
O imposto de renda e a contribuição social diferidos lançados decorrem de diferenças temporárias
adicionadas ou excluídas temporariamente na apuração do lucro real e da contribuição social
controlado na parte B do LALUR do ano de 2008.
NOTA 5 – GERENCIAMENTO DE RISCO DOS INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Em atendimento a Deliberação CVM n.º 604, de 19 de novembro de 2009, que aprovou os
Pronunciamentos Técnicos CPC n.ºs. 38, 39 e 40, e a Instrução CVM 475, de 17 de dezembro de
2008, a Companhia revisa os principais instrumentos financeiros ativos e passivos, bem como os
critérios para a sua valorização, avaliação, classificação e os riscos a eles relacionados,
evidenciados abaixo:
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(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
(a)
Recebíveis: São classificados como recebíveis os valores de caixa e equivalente de caixa,
contas a receber e outros ativos circulantes, cujos valores registrados aproximam-se, na data
do balanço, aos de realização.
(b)
Mensurados ao valor justo por meio do resultado: As aplicações financeiras são
classificadas como equivalente de caixa por serem de alta liquidez e prontamente conversíveis
em um montante conhecido de caixa, sendo mensuradas ao valor justo por meio do resultado.
(c)
Derivativos: A Companhia não mantém operações em derivativos.
(d)
Outros passivos financeiros: São classificados neste grupo os empréstimos e
financiamentos, os saldos mantidos com fornecedores e outros passivos circulantes. Os
empréstimos e financiamentos não são indexados por taxas subsidiadas, todas as operações
possuem taxas que são consideradas taxas de mercado.
(e)
Valor justo: Os valores justos dos instrumentos financeiros são iguais aos valores contábeis.
(f)
Gerenciamentos de riscos de instrumentos financeiros: A Companhia realiza o
gerenciamento a exposição aos riscos de taxas, câmbio, crédito e liquidez em suas operações
com instrumentos financeiros dentro de uma política de seus negócios.
Riscos de taxas de juros
O objetivo da política de gerenciamento de taxas de juros é de minimizar os possíveis impactos por
conta das flutuações das taxas de juros indexadas aos seus instrumentos financeiros. Para isso a
Companhia adota a estratégia de diversificar suas operações, lastreando seus instrumentos
financeiros em taxas fixas e variáveis.
A Companhia efetuou teste de sensibilidade para cenários adversos, deteriorando as taxas variáveis
(CDI) em até 25% (Julgamento da Administração), que resultaria um aumento das despesas
financeiras no exercício de 2010 no montante aproximado de R$ 1.786.
Riscos de taxas de câmbio
Em 31 de dezembro de 2010, a Companhia possuía uma exposição cambial de US$ 27,9 milhões,
cuja composição encontra-se detalhada no quadro “Analise de Sensibilidade da Exposição Cambial”
desta Nota Explicativa.
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(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Riscos de crédito e formação de preço
A característica dos serviços e fornecimentos executados pela IESA Óleo & Gás S.A. é de grandes
empreendimentos, sendo que a maioria tem etapas de construção de médio e longo prazo e são
pagos na medida em que vão sendo executados, reduzindo, desta forma, os riscos de créditos.
Todos os preços são reajustados anualmente, conforme fórmula contratual.
Análise de Sensibilidade dos Instrumentos Financeiros
A fim de apresentar os riscos que podem gerar prejuízos significativos para a empresa, conforme
determinado pela CVM, por meio das Instruções nºs. 475 e 550/08 apresentamos a seguir
demonstrativo de análise de sensibilidade dos instrumentos financeiros que apresentam risco
associado à variação na taxa de câmbio (risco de alta do dólar).
Quadro Demonstrativo de Análise de Sensibilidade da Exposição Cambial
Descrição
31/12/2010
Cenário I
Cenário II
Cenário III
R$ Mil
R$ Mil
R$ Mil
R$ Mil
Passivos
Divida Bancária
48.241
49.686
59.963
71.685
Derivativos
-
-
-
-
Outros Passivos
-
-
-
-
48.241
49.686
59.963
71.685
Exposição Líquida - R$ Mil
48.241
49.686
59.963
71.685
Exposição Líquida - US$ Mil
27.941
27.941
27.941
27.941
Taxa Dólar
1,73
1,78
2,15
2,57
NOTA 6 – CAIXA E EQUIVALENTE DE CAIXA
Caixa
Bancos Conta Movimento
Bancos C/Movimento - Moeda Estrangeira
Aplicações Financeiras
Total de Caixa e Equivalentes
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
83
28
1.778
14.644
61.666
63.527
37.220
51.892
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
84
29
2.079
14.784
3.691
3.359
118.244
56.722
124.098
74.894
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As aplicações financeiras estão lastreadas em certificados de depósito bancário (CDB) e Operações
Compromissadas, e tem seu rendimento atrelado ao CDI.
NOTA 7 – CLIENTES E OUTROS CRÉDITOS
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
Contas a Receber de Clientes
25.829
18.159
Contas a Receber de Clientes a Faturar (a)
54.486
17.862
Créditos com Consórcios (b)
56.688
113.640
Impairment (Provisão para Perdas)
(1.751)
Cambiais Entregues
(19.462)
Contas a Receber de Clientes
137.003
128.448
Títulos a Receber
521
814
Dividendos a Receber
263
Adiantamentos
1.180
545
Parcela Circulante
138.967
129.807
Mútuo com Empresas Ligadas
Outros Créditos
Parcela Não-Circulante
Total a Receber de Clientes
Total das Demais Contas a Receber
Total Geral
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
11.052
18.159
54.486
17.862
72.083
113.640
(1.751)
(19.462)
137.621
128.448
521
814
1.306
139.448
1.184
130.446
7
7
358
358
122
122
400
447
847
137.003
1.971
138.974
128.448
1.717
130.165
137.621
1.949
139.570
128.448
2.845
131.293
a) O saldo de contas a receber de clientes a faturar refere-se a contratos onde as parcelas são
reconhecidas por regime de competência conforme a evolução física da obra. Este procedimento
não altera os prazos de recebimento estabelecidos nos contratos com os clientes, que
acompanham cronogramas de evoluções de gastos.
b) Créditos com consórcios representam valores a receber referente aos resultados gerados nos
empreendimentos em que a Companhia participa, com outros parceiros, em contratos EPC
(Engenharia, Fornecimento de Equipamentos e Construção) nos segmentos plataformas,
refinarias e plantas de gás. A realização destes valores ocorre da seguinte forma: mensalmente
os Consórcios pagam às empresas consorciadas uma taxa de administração central e
periodicamente é feito uma distribuição de resultado. Abaixo segue o detalhamento do saldo em
31/12/2010:
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Consórcios
Consórcio QI - Reduc HDS
Consórcio QI - Reduc Plangás
Consórcio QI - Revap
Consórcio UTGCA - Caraguatatuba
Consórcio Odebei - Plangas
Consórcio Odebei - Flare
Consórcio Marlim Leste
Em 31 de dezembro de 2009
Ativos
219.103
339.563
48.081
459.054
153.510
63.824
188.084
1.471.219
Passivos
58.950
154.211
2.356
328.048
6.159
18.613
32
568.369
Consórcio CII - Ipojuca Rnest Interligaç
Consórcio QI - Reduc HDS
Consórcio QI - Reduc Plangás
Consórcio QI - Revap
Consórcio QGGI - Comperj HDT
Consórcio UTGCA - Caraguatatuba
Consórcio Odebei - Plangas
Consórcio Odebei - Flare
Consórcio Marlim Leste
Em 31 de dezembro de 2010
55.855
238.007
143.368
30.969
10.940
456.002
162.886
46.129
188.071
1.332.227
42.348
24.278
22.408
5.071
172.886
1.237
268.228
Patrimônio
Líquido
63.427
125.656
62.135
35.935
91.442
7.633
108.430
494.658
Receitas
428.999
609.315
21.523
518.485
141.404
119.060
88.521
1.927.307
160.153
185.349
45.725
146.921
310.141
266.935
3.632
131.006
147.352
45.215
188.053
902.853
1.004.789
21.627
8.636
1.762.681
% de Resultado Saldo a
Resultado Participação Distribuído Receber
96.726
35,0%
(31.533)
24.521
59.696
35,0%
(4.031)
60.842
(16.410)
35,0%
(1.388)
14.616
95.071
17,5%
(11.664)
11.262
55.909
15,0%
(21.422)
681
37.578
15,0%
(5.941)
841
79.622
15%
(27.331)
877
408.192
(103.310) 113.640
13.507
53.576
(64.389)
(14.756)
5.869
152.110
14.297
914
18
161.146
40,0%
35,0%
35,0%
35,0%
24,5%
17,5%
15,0%
15,0%
15,0%
(261)
(56.182)
(36.123)
(10.597)
(111)
(24.832)
(24.433)
(6.877)
(27.639)
(187.055)
NOTA 8 - ESTOQUES
Serviços em elaboração
Importações em Andamento
Adiantamentos a fornecedores
Total dos Estoques
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
30.087
47.430
5.082
35.169
4.911
52.341
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
30.087
47.430
5.811
5.031
14.004
5.475
49.902
57.936
34
5.142
18.623
6.213
242
1.327
24.713
(186)
42
572
56.688
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 9 – CRÉDITOS DE IMPOSTOS
Circulante
ICMS
PIS
COFINS
IRRF
CSLL
IRPJ Estimativa
CSLL Estimativa
Pedido de Restituição (Pis e Cofins)
INSS Retido na Fonte
Outros
Total de Créditos de Impostos
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
169
112
1.331
921
6.137
4.253
603
1.007
38
1.392
215
725
4.692
188
3
9.691
12.095
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
195
121
1.331
921
6.137
4.253
603
1.007
38
1.634
215
755
4.692
189
22
4
9.737
12.380
NOTA 10 – ATIVO MANTIDO PARA VENDA
Em 30 de dezembro de 2010, a IESA Óleo & Gás adquiriu da Inepar Administração e Participações
S.A. (IAP) 15% do total das ações da GFS Premium Administração e Participações S.A.,
representadas por 66.000 (sessenta e seis mil) ações de espécie ordinária, pelo montante de R$
128.897. Como forma de promover parte do pagamento a IESA Óleo & Gás transferiu para a IAP
créditos oriundos de Títulos da Dívida Pública Externa Brasileira (TDP´s) denominados “State of Rio
de Janeiro – 7% Sterling Loan of 1927”, autenticados pelo Tesouro Nacional apólice n.º 11067, na
proporcionalidade de 21,77948%. Em Reunião do Conselho de Administração realizada na mesma
data, o Conselho ratificou a aquisição das ações da GFS para o fim de posterior alienação, bem
como autorizou a Diretoria a montar um plano de venda com o objetivo de localizar um comprador.
A GFS Premium Administração e Participações é uma holding que controla 100% do capital social
da Companhia Brasileira de Diques (CBD) que é proprietária de terreno e benfeitorias em área
portuária do Rio de Janeiro no bairro do Caju, antigo estaleiro ISHIKAWAJIMA (IHI), com mais de
400 mil m2. Esta área conta com dois diques secos, sendo um deles o maior da América Latina com
capacidade de 400.000 DWT. A CBD também detém 99,86% do capital social da BRIC Brazilian
Intermodal Complex S.A. (BRICLOG), empresa operadora de base de apóio portuário.
35
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 11 - INVESTIMENTOS
Investimentos em Sociedades Coligadas
Propriedades para Investimento
( - ) Antecipações de dividendos
Total de Investimentos
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
5.878
3.287
20.600
(576)
26.478
2.711
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
450
1.737
20.600
21.050
1.737
11.1 Investimentos em Sociedades Coligadas
Nas demonstrações financeiras da controladora estão reconhecidos os seguintes investimentos em
sociedades coligadas, avaliados pelo patrimônio líquido das investidas, conforme participação em
cada empresa.
Saldo Inicial
Equivalência patrimonial:
Participação nos resultados
Resultado Abrangente
Baixas de investimentos
Dividendos recebidos
Saldo em 31 de dezembro
Nome
Em 31 de dezembro de 2009
QUIP S.A.
QUEBEC - Constr.Mont.Transp. Estrut.Ltda
Em 31 de dezembro de 2010
QUIP S.A.
QUEBEC - Constr.Mont.Transp. Estrut.Ltda
31/12/2010
2.711
31/12/2009
4.682
5.019
(41)
(1.811)
1.963
(184)
(3.174)
5.878
3.287
Ativos Passivos
Patrimônio
% de
Valor do
Líquido Receitas Resultado Participação Investimento
261.420
7.588
269.008
249.743
2.617
252.360
11.677
4.971
16.648
15.109
15.109
2.213
2.213
736.321
1.595
737.916
695.356
309
695.665
40.965
1.286
42.251
616.520
267
616.787
39.660
(699)
38.961
13,25%
35,00%
1.547
1.740
3.287
13,25%
35,00%
5.428
450
5.878
36
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
11.2 Propriedade para Investimento
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
Saldo Inicial
Adições
Transferências
Ajuste ao valor justo
Saldo em 31 de dezembro
11.784
8.816
20.600
Em atendimento ao CPC 28 – Propriedade para Investimento, a Companhia contratou especialistas
para obter o valor justo de um imóvel de 440.000 m2 com 26.986 m2 de área construída, localizado
na BR 116 KM 121,5 Bairro Iriri na cidade de Magé/RJ. O valor justo foi obtido na data base de 31
de dezembro de 2010, definido como o preço que o imóvel poderia alcançar se colocado à venda em
prazo razoável, com o vendedor desejando, mas não estando obrigado a vendê-lo e o comprador
adquirindo-o com inteiro conhecimento de todos os usos e finalidades para os quais está adaptado e
poderá ser utilizado, sem, contudo estar compelido à compra. Nas demonstrações de 31 de
dezembro de 2009 e na data da adoção do IFRS em 1º de janeiro de 2010, esse imóvel estava
destinado à venda, sendo que em 2010 a Diretoria decidiu não mais disponibilizá-lo a venda em um
prazo curto, pois pretende obter uma valorização maior pelo fato deste imóvel se encontrar nas
proximidades da futura instalação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em
Itaboraí/RJ.
37
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 12 – IMOBILIZADO
Controladora
Terrenos
Taxas anuais de Depreciação
Edifíc. e
Maquinas
Benf.
e Equip.
2%
Instal.
4 a 20%
Móveis e
Softwares Hardwares
Imobiliz.
Utensílios
Veículos Hardwares Arrendado
Andam.
2%
10%
5%
10 a 20%
Total
20%
Em 31 de dezembro de 2008
Custo
4.400
Dep. Acum. e Impairment
9.671
855
526
1.071
11
1.202
17.736
(718)
(242)
(368)
(219)
(7)
(409)
(1.963)
Valor líquido contábil
4.400
8.953
613
158
852
4
793
15.773
Saldo Inicial
4.400
8.953
613
158
852
4
793
15.773
1.441
133
58
139
118
1.889
Adições
Baixas
(32)
(29)
(61)
Reclassificações
156
156
Reclassificações - depreciação
(49)
(49)
(393)
(853)
4
625
16.869
Depreciação
(182)
Baixas da Depreciação
Saldo Final
(155)
(4)
9
4.400
10.212
4.400
11.112
(900)
568
(119)
5
14
212
848
956
584
1.181
11
1.476
19.720
(388)
(372)
(333)
(7)
(851)
(2.851)
568
212
848
4
625
16.869
Em 31 de dezembro de 2009
Custo
Dep. Acum. e Impairment
Valor líquido contábil
4.400
10.212
Saldo Inicial
4.400
10.212
568
212
848
4
625
Adições
2.400
8.748
2.176
44
285
3.270
601
Baixas
(2)
Depreciação
499
18.661
(1)
(3)
(286)
(162)
(5)
(142)
18.674
2.580
251
991
3.274
Baixas da Depreciação
Saldo Final
16.869
638
(229)
(824)
1
6.800
1
997
638
499
638
499
34.704
Em 31 de dezembro de 2010
Custo
6.800
Dep. Acum. e Impairment
Valor líquido contábil
6.800
19.860
3.130
628
1.465
3.281
2.077
(1.186)
(550)
(377)
(474)
(7)
(1.080)
18.674
2.580
251
991
3.274
997
38.378
(3.674)
638
499
34.704
38
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
CONSOLIDADO
Terrenos
Taxas de Depreciação
Edifíc. e
Maquinas
Benf.
e Equip.
Instal.
2% a 10%
4 a 20%
Móveis e
Softwares Hardwares
Imobiliz.
Utensílios
Veículos Hardwares Arrendado
Andam.
2%
10%
5%
5 a 20%
Total
20%
Em 31 de dezembro de 2008
Custo
4.400
Dep. Acum. e Impairment
12.525
2.534
526
1.451
11
1.713
(3.558)
(543)
(368)
(305)
(7)
(699)
Valor líquido contábil
4.400
8.967
1.991
158
1.146
4
1.014
Saldo Inicial
4.400
8.967
1.991
158
1.146
4
1.441
249
58
347
(29)
(14)
Adições
Baixas
(32)
Reclassificações
966
(184)
Baixas da Depreciação
Saldo Final
(328)
(4)
9
4.400
11.190
1.889
(168)
23
17.703
1.014
23
17.703
363
1.315
3.773
(75)
(966)
1.301
156
(49)
(49)
(509)
(1.193)
5
212
23.183
(5.480)
156
Reclassificações - depreciação
Depreciação
23
14
4
961
372
372
20.329
Em 31 de dezembro de 2009
Custo
4.400
Dep. Acum. e Impairment
14.932
2.751
584
1.769
11
2.218
(3.742)
(862)
(372)
(468)
(7)
(1.257)
4
961
Valor líquido contábil
4.400
11.190
1.889
212
1.301
Saldo Inicial
4.400
11.190
1.889
212
1.301
4
961
Adições
2.400
8.765
2.612
44
428
3.270
977
Baixas
(2)
Reclassificações
Depreciação
118
30
(603)
(361)
(1)
372
638
372
20.329
899
20.033
(34)
(37)
(5)
(211)
(354)
(1.534)
1
6.800
19.470
4.168
20.329
(148)
Baixas da Depreciação
Saldo Final
27.037
(6.708)
1
251
1.518
3.274
1.550
638
1.123
638
1.123
38.792
Em 31 de dezembro de 2010
Custo
6.800
Dep. Acum. e Impairment
Valor líquido contábil
6.800
23.815
5.391
628
2.196
3.281
3.161
(4.345)
(1.223)
(377)
(678)
(7)
(1.611)
19.470
4.168
251
1.518
3.274
1.550
47.033
(8.241)
638
1.123
38.792
A Companhia procedeu à avaliação da Vida Útil Econômica do Ativo Imobilizado de acordo com a
Lei 11.638/07 e 11.941/09, atendendo em especial a deliberação CVM n.º 583, de 31 de julho de
2009, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 27 o qual aborda o assunto do ativo imobilizado e
sua vida útil e a deliberação CVM n.º 619, de 22 de dezembro de 2009 que aprova a Interpretação
Técnica ICPC 10, através de laudo emitido por empresa especializada.
Com o intuito de atender o item 22 do ICPC 10, que menciona sobre a atribuição de novo custo ao
imobilizado, a Companhia entende que o valor do ativo imobilizado registrado na data base de
31.12.2009 reflete o valor justo de mercado, desta forma, optou pela não atribuição do “deemed
cost” na adoção inicial da Deliberação CVM n.º 583/09.
39
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Metodologia utilizada para determinar o novo cálculo da depreciação
A base adotada para determinar o novo cálculo da depreciação foi a política da Companhia que
demonstra as novas vidas úteis e os percentuais de residual para cada item do ativo imobilizado das
unidades avaliadas. Para cada família de itens a Companhia estabeleceu uma nova vida útil
conforme as premissas, critérios e elementos de comparação citados abaixo:
¾
¾
¾
¾
¾
¾
Política de renovação dos ativos;
Expectativa da empresa com base da experiência de empresas do grupo;
Informação referente ao ambiente econômico;
Informações contábeis e controle patrimonial;
Especificações técnicas; e,
Política de manutenção dos bens.
Na determinação da política de estimativa de vida útil, os critérios utilizados pelos especialistas
foram o estado de conservação dos bens, evolução tecnológica, a política de renovação dos ativos,
e a expectativa da empresa com base na experiência do mercado com ativos semelhantes.
Em 31 de dezembro de 2010 o montante de R$ 246 (R$ 85 em 31 de dezembro de 2009) referente à
depreciação do imobilizado foi debitado na rubrica de “custos dos produtos e serviços” e o montante
de R$ 578 (R$ 768 em 31 de dezembro de 2009) como “despesas gerais e administrativas”.
Em virtude de diversos contratos de financiamentos, cujo saldo devedor em 31 de dezembro de
2010 totalizava R$ 13.977, a Companhia possui alienação fiduciária de bens do imobilizado
representados por equipamentos de informática, licença de uso de direitos de software e de um
imóvel localizado na cidade de São Vicente/SP.
40
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 13 – INTANGÍVEL
Controladora
Software
Software
Implantação de
Implantação de
arrendado
Novos Processos
ERP em Andamento
Total
Em 31 de dezembro de 2008
Custo
156
156
Amort. Acum. e Impairment
(49)
(49)
Valor líquido contábil
107
107
Saldo Inicial
107
Adições
242
Reclassificação
107
601
843
(156)
(156)
Reclassificação - Amortização
49
Amortização
89
5
94
49
Saldo Final
331
606
937
242
601
843
89
5
94
Valor líquido contábil
331
606
937
Saldo Inicial
331
Em 31 de dezembro de 2009
Custo
Amort. Acum. e Impairment
Adições
16
606
1.272
657
937
447
2.392
Amortização
(39)
Saldo Final
308
1.272
1.191
(72)
447
3.218
(111)
258
1.272
1.258
447
3.235
447
3.218
Em 31 de dezembro de 2010
Custo
Amort. Acum. e Impairment
Valor líquido contábil
50
308
(67)
1.272
1.191
(17)
41
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
CONSOLIDADO
Software
Software
Implantação de
Implantação de
arrendado
Novos Processos
ERP em Andamento
Total
Em 31 de dezembro de 2008
Custo
Amort. Acum. e Impairment
Valor líquido contábil
437
437
(206)
(206)
231
231
Saldo Inicial
231
Adições
574
Reclassificação
Reclassificação - Amortização
231
601
1.175
(156)
(156)
49
49
Amortização
(159)
5
(154)
Saldo Final
539
606
1.145
1.456
Em 31 de dezembro de 2009
Custo
855
601
(316)
5
(311)
Valor líquido contábil
539
606
1.145
Saldo Inicial
539
Adições
644
Amortização
(39)
Amort. Acum. e Impairment
Baixas da Amortização
Saldo Final
606
1.272
657
1.145
447
(72)
3.020
(111)
(169)
(169)
975
1.272
1.191
447
3.885
Custo
1.499
1.272
1.258
447
4.476
Amort. Acum. e Impairment
(524)
447
3.885
Em 31 de dezembro de 2010
Valor líquido contábil
975
(67)
1.272
1.191
(591)
Em 31 de dezembro de 2010 o montante de R$ 111 (R$ (94) em 31 de dezembro de 2009) foi
registrado como “despesas gerais e administrativas”.
NOTA 14 – RECUPERABILIDADE DOS ATIVOS (IMPAIRMENT)
Anualmente ou quando houver indicação que uma perda foi sofrida, a empresa realiza o teste de
recuperabilidade dos saldos contábil dos ativos intangíveis, imobilizado e outros ativos não
circulantes, para determinar se estes ativos sofreram perdas por “impairment”.
Estes testes são realizados de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao Valor
Recuperável de Ativos.
42
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Em 31 de dezembro de 2010 a empresa realizou o teste de recuperabilidade para os ativos
intangíveis, imobilizado e outros ativos não circulantes, não sendo identificadas perdas por
“impairment”.
NOTA 15 – FORNECEDORES E OUTRAS OBRIGAÇÕES
Contas a Pagar a Fornecedores
Contas a Pagar a Empresas Ligadas
Contas a Pagar a Fornecedores
Obrigações Sociais
Obrigações Tributárias
Adiantamentos sobre Encomendas
Outras Contas a Pagar
Parcela Circulante
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
12.509
4.962
42
927
12.551
5.889
13.845
10.555
2.578
7.770
149
150
3.092
965
32.215
25.329
Contas a Pagar a Fornecedores
Contas a Pagar a Empresas Ligadas
Contas a Pagar a Fornecedores
Obrigações Tributárias
Mútuos com Empresas Ligadas
Outras Contas a Pagar
Parcela Não-Circulante
8.063
18.938
6.359
383
27.001
Total a Pagar a Fornecedores
Total de Outras Contas a Pagar
Total Geral
12.551
46.665
59.216
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
14.479
6.480
42
927
14.521
7.407
14.663
10.639
3.538
7.903
88.238
31.159
3.101
1.013
124.061
58.121
6.742
8.063
2.427
27
10.517
6.359
6.359
5.889
26.182
32.071
14.521
120.057
134.578
7.407
57.073
64.480
43
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 16 – FINANCIAMENTOS E EMPRÉSTIMOS
Circulante
Modalidade
Capital de Giro
Adiantamentos de Câmbio
Adiantamentos de Câmbio
Ativo Permanente
Arrendamentos Financeiros
Custos com Trans. Financeiras
Taxa Média
CDI 0,40 a 1,361%
VC + 6,2% a.a.
VC + 100% CDI
TJLP + 0,4915%
100% CDI
Garantias
Nota Promissória/Recebíveis
Alienação Fiduciária
Alienação Fiduciária
Alienação Fiduciária
Alienação Fiduciária
Não-Circulante
Modalidade
Capital de Giro
Capital de Giro
Ativo Permanente
Arrendamentos Financeiros
Custos com Trans. Financeiras
Taxa Média
CDI 0,40 a 1,361%
CDI + 0,4074
TJLP + 0,4915%
100% CDI
Garantias
Nota Promissória/Recebíveis
Alienação Fiduciária
Alienação Fiduciária
Alienação Fiduciária
Total de Empréstimos e Financiamentos
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
91.013
87.919
30.588
17.653
986
438
(2.514)
(3.788)
138.165
84.131
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
92.577
80.617
10.059
2.358
1.560
(1.092)
(2.664)
105.462
77.954
243.627
162.085
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
Por Data de Vencimento
Em até 12 meses
De 1 a 2 anos
De 2 a 3 anos
De 3 a 4 anos
De 4 a 5 Anos
138.165
82.567
18.163
4.108
624
243.627
84.131
44.552
32.138
1.263
162.085
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
Por Tipo de Moeda
Reais - R$
Dólar Norte-Americano - US$
195.386
48.241
243.627
162.085
162.085
44
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 17 – IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
17.1 Impostos Diferidos
Ativo Fiscal Diferido
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
IRPJ CSLL Total IRPJ CSLL Total
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
IRPJ CSLL Total IRPJ CSLL Total
Provisões de Contingências
Lucros não Realizados
372
134
506
440
158
598
372
36
134
12
506
48
440
158
598
Total Ativo Não Circulante
372
134
506
440
158
598
408
146
554
440
158
598
Passivo Fiscal Diferido
Controladora
31/12/2010
31/12/2009
IRPJ CSLL Total IRPJ CSLL Total
Consolidado
31/12/2010
31/12/2009
IRPJ CSLL Total IRPJ CSLL Total
Lucros Diferidos s/Orgãos Publicos
Custos com Transações Financeiras
Depreciação s/Revisão Vida Util
Valor Justos s/Propriedade Investimento
Arrendamento Mercantil
Total Passivo Não Circulante
5.626 2.027 7.653
874 315 1.189
261
94
355
2.204 793 2.997
5
2
7
8.970 3.231 12.201
5.626 2.027 7.653
874 315 1.189
261
94
355
2.204 793 2.997
5
2
7
8.970 3.231 12.201
7.097 2.557
1.613 581
46
16
9.654
2.194
62
8.756 3.154 11.910
7.097 2.557
1.613 581
46
16
9.654
2.194
62
8.756 3.154 11.910
O imposto de renda e a contribuição social diferidos são calculados sobre as correspondentes
diferenças temporárias entre as bases de cálculo do imposto de renda e da contribuição social sobre
ativos e passivos e os valores contábeis das demonstrações financeiras, apurados em conformidade
com a Deliberação CVM n.º 599/09 e Instrução CVM n.º 371/02.
As alíquotas desses impostos, definidas atualmente para determinação desses créditos diferidos,
são de 25% para o imposto de renda e de 9% para a contribuição social.
17.2 Despesas com Tributos sobre o Lucro
A seguir são apresentados os encargos com tributos sobre o lucro registrados no resultado dos
períodos:
45
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Lucro antes dos Impostos
Alíquota Nominal
CONTROLADORA
31/12/2010 31/12/2009
37.705
43.718
34%
34%
CONSOLIDADO
31/12/2010 31/12/2009
40.645
44.072
34%
34%
IRPJ e CSLL calculados a alíquota nominal
12.798
14.862
13.798
14.981
Ajustes para apuração da alíquota efetiva
Resultado de Equivalência Patrimonial
Incentivos Fiscais
Adições e Exclusões Permanentes
Outros Ajustes
(1.707)
(154)
(3.039)
(11)
(667)
(215)
1.711
80
(154)
(2.885)
(11)
(237)
(215)
1.711
IRPJ e CSLL no Resultado
Imposto Corrente
Imposto Diferido
7.887
(7.504)
(383)
15.691
(11.926)
(3.765)
10.828
(10.493)
(335)
16.240
(12.475)
(3.765)
21%
36%
27%
37%
Alíquota Efetiva
NOTA 18 – PROVISÕES
A Companhia possui processos em andamento de natureza trabalhista e tributária, e registrada no
Passivo Não Circulante para os processos cuja estimativa de perda é considerada provável.
46
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Trabalhistas
Controladora
Trabalhistas
e Cíveis
Tributárias
Total
Consolidado
e Cíveis
Tributárias
Total
Em 31 de dezembro de 2008
1.339
342
1.681
Em 31 de dezembro de 2008
1.339
342
1.681
Constituida durante o exercício
78
78
Constituida durante o exercício
78
Em 31 de dezembro de 2009
1.417
342
1.759
Em 31 de dezembro de 2009
1.417
342
1.759
(68)
(203)
(271)
Reversão de provisões
(68)
(203)
(271)
1.349
139
1.488
Em 31 de dezembro de 2010
1.349
139
1.488
Constituida durante o exercício
78
Constituida durante o exercício
Reversão de provisões
Em 31 de dezembro de 2010
Depósitos Judiciais Relacionados
5
Efeito Líquido
1.344
5
139
1.483
Depósitos Judiciais Relacionados
Efeito Líquido
Trabalhistas
e Cíveis
5
1.344
5
139
1.483
e Cíveis
Tributárias
Total
Trabalhistas
Tributárias
Total
Parcela de Curto Prazo
Parcela de Curto Prazo
Parcela de Lonto Prazo
1.417
342
1.759
Parcela de Lonto Prazo
1.417
342
1.759
Em 31 de dezembro de 2009
1.417
342
1.759
Em 31 de dezembro de 2009
1.417
342
1.759
Parcela de Curto Prazo
Parcela de Curto Prazo
Parcela de Lonto Prazo
1.349
139
1.488
Parcela de Lonto Prazo
1.349
139
1.488
Em 31 de dezembro de 2010
1.349
139
1.488
Em 31 de dezembro de 2010
1.349
139
1.488
Exigências Fiscais e Trabalhistas
As declarações de rendimentos da Companhia estão sujeitas à revisão e eventual lançamento
adicional por parte das autoridades fiscais durante um prazo de cinco anos. Outros impostos, taxas e
contribuições, estão também sujeitos a essas condições, conforme a legislação aplicável. Como a
legislação é frequentemente sujeita a interpretações, não é possível assegurar a aprovação
definitiva desses impostos e contribuições.
Regime Aduaneiro Especial
A Companhia obteve através dos Atos Declaratórios Executivos n.º 12 e 13 de 06 de julho de 2009,
expedidos pela Receita Federal do Brasil (“RFB”), autorização para operar em regime especial de
entreposto aduaneiro, com base na Instrução Normativa 513/2005, para construção de módulos a
serem integrados na plataforma flutuante de exploração de petróleo e gás em águas marítimas P-55.
Este regime permite que os materiais nacionais e importados sejam admitidos e industrializados com
suspensão dos tributos federais, desde que os módulos sejam destinados à exportação.
Em 31 de dezembro de 2010 a Companhia possuía o montante de R$ 23.590 (R$ 1.542 em 31 de
dezembro de 2009) em tributos federais suspensos.
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IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 19 – PARTES RELACIONADAS
19.1 Transações com a Controladora e Coligada
As seguintes transações foram conduzidas com partes relacionadas:
IESA Projetos, Equipamentos e Montagens S/A (i)
QUIP S/A (ii)
IESA Projetos, Equipamentos e Montagens S/A (i)
QUIP S/A (ii)
Ativo Circulante
Contas a Receber
31/12/2010
31/12/2009
5
381
63
5
444
Ativo Nâo Circulante
Mútuos
31/12/2010
31/12/2009
Passivo Circulante
Contas a Pagar
31/12/2010
31/12/2009
4
889
Passivo Não Circulante
Mútuo
31/12/2010
31/12/2009
4
QUIP S/A (ii)
889
Resultado (Receitas)
Vendas
31/12/2010
31/12/2009
3.102
20.696
3.102
20.696
18.938
18.938
383
383
Resultado (Despesas)
Custos
31/12/2010
31/12/2009
(i) Controladora
(ii) Coligada
19.2 Remuneração do Pessoal Chave da Administração
Conforme estabelecido e aprovada nas atas, para 2010 foi atribuída à remuneração dos
administradores, a seguir descritas, conforme atendimento ao CPC 05 – Divulgação sobre Partes
Relacionadas:
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IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
Remuneração de Diretores - CLT
Remuneração de Diretores - Estatutário
Participação no Resultado Diretores - CLT
Participação no Resultado Diretores - Estatutário
Outros Benefícios
184
2.337
20
1.639
392
Saldo em 31 de dezembro
4.572
2.204
946
314
3.464
NOTA 20 – CAPITAL SOCIAL
O Capital Social é de R$ 102.995 representados por 65.995.745 (sessenta e cinco milhões,
novecentos e noventa e cinco mil, setecentos e quarenta e cinco) ações ordinárias nominativas, com
direito a voto, indivisíveis em relação ao capital e sem valor nominal.
Através da 15ª Assembléia Geral Extraordinária realizada em 20 de dezembro de 2010 o capital
social foi aumentado em R$ 3.128 mediante aproveitamento dos dividendos devidos aos acionistas
minoritários na data base de 30 de novembro de 2010.
20.1 Proposta de Distribuição e Destinação do Resultado
Resultado do Exercício
( - ) Efeitos da Adoção do IFRS
Lucro Líquido do Exercício
Constituição de Reserva Legal - 5%
Lucro a Disposição da Assembléia
R$ Mil
29.818
(10.582)
19.236
(962)
18.274
NOTA 21 – PARTICIPAÇÃO NO RESULTADO
A Companhia mantém Programa de Alavancagem de Resultados (PAR) aos seus colaboradores,
vinculada ao alcance de metas, cujos parâmetros para o exercício de 2010, constam do acordo
assinado em 21/06/2010.
Foi provisionado no Passivo Circulante o valor de R$ 3.000 para ser distribuídos aos seus
colaboradores vinculados a CLT referente ao exercício 2010.
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Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 22 – RECEITAS DE VENDAS
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
Revenda
Serviços
Venda de Sucata
Receitas de Consórcios
Vendas no Mercado Externo
Vendas Intercompanhias
Receita Bruta
434
165.765
815
440.524
121.431
3.102
732.071
42.518
103.182
121
493.285
42.092
20.696
701.894
434
168.867
815
440.524
200.018
42.518
103.182
121
513.981
67.163
810.658
726.965
( - ) Impostos sobre Vendas
(62.987)
(74.516)
(62.987)
(74.516)
Receita Operacional Líquida
669.084
627.378
747.671
652.449
As receitas brutas de vendas do período apresentam um aumento de 4,3% controladora e 11,5%
consolidado, quando comparadas com o exercício anterior.
NOTA 23 – OUTRAS RECEITAS E DESPESAS
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
Resultado na venda de ativos imobilizados
Receita da venda
(-) Baixa do valor líquido contábil
Resultado na venda de investimentos
Receita da venda
(-) Baixa do valor líquido contábil
Outras Receitas
Outras Despesas
Outras Receitas e Despesas
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
394
(430)
74
(441)
438
(570)
116
(516)
8.817
(7.200)
5.753
(5.840)
1.494
1.357
(184)
2.249
(11.724)
(8.669)
8.817
(7.200)
5.753
(5.840)
1.398
1.489
(184)
2.249
(11.724)
(8.570)
50
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 24 – RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
Despesas Financeiras
Despesas bancárias
Juros de empréstimos e mutuos com ligadas
Juros sobre outros passivos
Variações cambiais passivas
Total das Despesas Financeiras
1.164
40.990
1.532
82
43.768
2.546
36.332
2.863
2.076
43.817
1.453
40.990
1.532
1.170
45.145
2.832
36.332
2.773
3.195
45.132
Receitas Financeiras
Receitas de aplicações financeiras
Juros sobre outros ativos
Variação cambial ativa
Descontos Auferidos
Total das Receitas Financeiras
3.356
13.606
162
170
17.294
3.861
459
3.359
120
7.799
3.356
16.537
665
170
20.728
3.861
1.601
3.359
120
8.941
(26.474)
(36.018)
(24.417)
(36.191)
Resultado Financeiro Líquido
NOTA 25 – COBERTURA DE SEGUROS
Os valores são contratados em bases técnicas que se estimam suficientes para cobertura de
eventuais perdas decorrentes de sinistros com bens do Ativo Imobilizado e Estoques.
Em 31/12/2010 a companhia possuía apólices de seguro para os seguintes riscos:
¾
¾
¾
¾
¾
Lucros cessantes;
Responsabilidade Civil;
Transporte;
Equipamentos Pesados (Caminhões, Guindastes)
Vida em Grupo; e
Para redução dos riscos relacionados ao não cumprimento do desempenho contratado pelos
clientes a Companhia adquiriu “seguros performance” que garantem o ressarcimento de até R$ 140
milhões de eventuais multas contratuais.
51
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 26 – AVAIS E FIANÇAS
A Companhia concedeu, com o fim de atender exclusivamente suas operações financeiras,
aproximadamente R$ 22,4 milhões (valor de mercado) em alienação fiduciária (nota 16).
NOTA 27 – DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ABRANGENTES
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
Lucro líquido do Exercício
29.818
Outros Resultados Abrangentes
Ajuste de conversão de coligada no exterior
28.027
(41)
Resultado Abrangente Total do Exercício
29.777
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
29.818
28.027
(41)
28.027
29.777
28.027
NOTA 28 – INFORMAÇÕES POR SEGMENTO
As informações por segmento estão sendo apresentadas de acordo com o CPC 22 – Informações
por Segmento, aprovado pela Deliberação CVM 582/09. A administração definiu os segmentos
operacionais da Companhia, com base no modelo do seu plano estratégico, contendo as seguintes
áreas:
Receitas em 2010
Receita bruta total
Impostos s/Vendas
Custos dos Produtos e Serviços
Margem Bruta
Receitas em 2010
Receita bruta total
Impostos s/Vendas
Custos dos Produtos e Serviços
Margem Bruta
Plataformas e
Módulos
146.497
(2.650)
(102.550)
41.297
CONTROLADORA
Obras de Infra em:
Operações
Refinarias
Off Shore
313.205
82.238
(29.111)
(9.406)
(254.090)
(69.043)
30.004
3.789
Obras de Infra em:
Plantas de Gás
190.131
(21.820)
(119.384)
48.927
Plataformas e
CONSOLIDADO
Obras de Infra em:
Operações
Obras de Infra em:
Módulos
225.084
(2.650)
(167.360)
55.074
Refinarias
313.205
(29.111)
(254.090)
30.004
Off Shore
82.238
(9.406)
(69.043)
3.789
Plantas de Gás
190.131
(21.820)
(119.384)
48.927
Total
732.071
(62.987)
(545.067)
124.017
Total
810.658
(62.987)
(609.877)
137.794
52
IESA ÓLEO & GÁS S.A.
Notas Explicativas da Administração às Demonstrações Financeiras
para os Exercícios findos em 31 de dezembro de 2010 e 2009
(Em milhares de reais exceto quando indicado de outra forma)
NOTA 29 – INFORMAÇÃO SUPLEMENTAR – EBITDA (LAJIDA)
Controladora
31/12/2010 31/12/2009
Receita Operacional Líquida
Custo de bens e/ou Serviços Vendidos
Lucro Operacional Bruto
(-) Despesas com Vendas
(-) Despesas Gerais, Administrativas e Operacionais
(+) Depreciação/ Amortização
(+/-) Equivalência Patrimonial
EBITDA
% s/ Receita Operacional Líquida
Consolidado
31/12/2010 31/12/2009
669.084
(545.067)
124.017
(7.098)
(48.728)
191
5.019
73.401
627.378
(494.759)
132.619
(6.148)
(49.698)
954
1.963
79.690
747.671
(609.877)
137.794
(7.098)
(56.271)
191
(236)
74.380
652.449
(514.843)
137.606
(6.148)
(52.861)
86
761
79.444
11%
13%
10%
12%
*****
DIRETORIA EXECUTIVA:
Valdir Lima Carreiro; Irajá Galliano Andrade; José Eduardo Catelli Soares de Figueiredo; Otto
Garrido Sparenberg.
Contabilista:
Gilberto Marques CPF 141.526.788-01 CRC - TC - 1SP231969/O-8-S-RJ
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2010 - Relatório Anual - Balanço