A TRAJETÓRIA DO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO DE
DUQUE DE CAXIAS – RJ: PÓLO DE RESISTÊNCIA NA OFERTA DO CURSO
NORMAL
Nailda Marinho da Costa Bonato
Professora Associada da
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO
[email protected]
Palavras-chave: formação de professores, história das instituições escolares, ensino
médio
Introdução
A comunicação se insere como parte do projeto intitulado “Entre a memória, a
história e a pesquisa: possibilidades de um novo fazer na formação docente - MEHPE”
contemplado pelo Edital n. 16/2011 do Programa de “Apoio à Melhoria do Ensino em
Escolas da Rede Pública Sediadas no Estado do Rio de Janeiro – 2011” da FAPERJ1
envolvendo professores-pesquisadores e alunos do Curso de Pedagogia da UNIRIO,
professores e alunos do Curso Normal/Médio do IEGRS. Além do fomento para
despesas de Custeio e Capital, o projeto foi contemplado com as seguintes modalidades
de bolsas: 2 (duas) bolsas de Iniciação Científica; 4 (quatro) bolsas de Pré-Iniciação
Científica; e 2 (duas) bolsas de Treinamento e Capacitação Técnica para professoras do
Instituto.2 O projeto tem como objetivos: (a) Contribuir para a melhoria do ensino
público do estado do Rio de Janeiro, mais especificamente para a formação de
professores em nível médio oferecido em tempo integral; (b) Promover o intercâmbio
entre a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO3 e a escola de
formação de professores; desta forma, integrar alunos de nível médio, de graduação e
pós-graduação; e professores do Curso Normal Médio com professores da universidade;
(c) Estimular a curiosidade intelectual entre os jovens que se preparam para o exercício
do magistério e os alunos de graduação do curso de Pedagogia de modo a repercutir na
qualidade do processo educativo da educação infantil e dos anos iniciais do ensino
fundamental.
O projeto tem sua origem em 2010 quando a professora Fátima Bitencourt David
do Instituto, participou como palestrante do II Encontro de História da Educação do
Estado do Rio de Janeiro - II EHEd-RJ4. Conforme relato desta professora e consta na
elaboração do projeto “Reconhecer a escola como produtora e organizadora de
documentos, refletindo sobre a necessidade de ações preservação e guarda de
documentos que tendem a desaparecer com a cultura de um mundo descartável vinha
sendo uma entre tantas outras preocupações de algumas professoras que compõem a
equipe do Instituto de Educação Governador Roberto Silveira.” (Projeto Mehpe, 2011).
Algumas experiências realizadas como iniciativa desse grupo desde 2004 e, com maior
ênfase em 2006, na disciplina Prática Pedagógica e Iniciação à Pesquisa através do
garimpo a arquivos e tomada de depoimentos orais, entre outros, são significativas nesta
direção. A professora propôs uma parceria Instituto e Unirio visando o desenvolvimento
de projetos que articulasse atividades ensino, pesquisa e extensão. Esta parceria foi
consolidada em 2011 pela apresentação desse projeto a Faperj.
Entendido como projeto piloto devido ao seu exíguo tempo de execução – um
1
ano, o seu Plano de Trabalho propõe um conjunto de atividades organizado em três eixos
temáticos: (1) Memória e Patrimônio Cultural e Artístico; (2) Memória e Preservação da
Vida; e (3) Memória, Educação e Identidade. Tendo por base a perspectiva de Freire
(1996) que orienta: “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino”, cada eixo
comporta: (a) Atividades de extensão e culturais; (b) Atividades didáticas; e (c)
Atividades de iniciação à pesquisa.
O Instituto de Educação Governador Roberto Silveira: uma instituição
cinquentenária5
O professor Antonio Augusto Braz, estudioso na história da formação dos bairros
na Baixada Fluminense relata em sua dissertação de mestrado sobre o Bairro 25 de
agosto de 1950, que na década seguinte será o cenário de instalação do Instituto:
No centro da sede municipal do distrito de Caxias, o bairro 25 de
Agosto veio se configurar a partir da década de 50, no mais equipado e
servido de benefícios urbanos da cidade, obrigando a parcela abastada
da população duque-caxiense que encontrava em sua área calçada,
saneada e planejada, o assentamento que aspiravam a partir de sua
ascensão social. (BRAZ, 2006, p.96)
O Instituto de Educação comemorou seus 50 anos no mês de julho de 2012. Esta
cinquentenária instituição educativa foi criada pelo decreto n° 8.272, de 12 de Junho de
1962, passando a funcionar em 1964, no atual endereço. A primeira turma do curso de
formação de professores para atuar no então ensino primário, se forma em 1967, com o
nome de Monteiro Lobato.
Acervo: professora aposentada Marinette Machado (IEGRS). Formatura da qual foi uma das
2
protagonistas.
Formatura da qual foi uma das protagonistas.
Desde aqueles tempos, uma prioridade das famílias caxienses era (ainda é)
matricular seus filhos no Instituto de Educação. O funcionamento da instituição
modificou o cenário urbano, pela onda humana de suas alunas vestidas de azul-marinho e
branco, com suas bolsas pesadas, ora descendo a Av. Brigadeiro Lima e Silva ora
subindo em direção à atual praça Roberto Silveira, localizada no centro do município. De
certa forma, a instalação de uma instituição pública, como o Instituto de Educação,
democratizou e renovou o cenário educacional da cidade (Projeto MEHPE, 2011).
3
Acervo: professora aposentada Marinette Machado (IEGRS).
O Instituto de Educação também tem sua importância devido a estar na origem da
atual Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF) unidade da UERJ. A Lei nº
4.024/61 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) estabelece a possibilidade de
funcionamento de cursos de formação de professores para o ensino normal em Institutos
de Educação. Nesse contexto, em 1966, é dado início às aulas do Curso Superior de
Formação para Professores para o Ensino Normal (CEPEN), no Instituto de Educação
Governador Roberto Silveira (IEGRS). Primeiro curso superior de caráter público em
Duque de Caxias/RJ tem uma trajetória marcada por intensa mobilização da comunidade
acadêmica em busca de reconhecimento, autonomia e estabilidade, com expressiva
participação estudantil e apoio de entidades representativas de movimentos sociais.
Reconhecido como Curso de Pedagogia em 1970, é incorporado à Universidade do
Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 19816. As constantes reivindicações garantem
ainda, o reconhecimento do Curso como Unidade Universitária, em 1988, ao criar a
Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF), e a transferência para um
espaço próprio no bairro da Vila São Luís, em 1998. (Projeto Memórias em Cartão, s.d).
Neste sentido, continua o Instituto de Educação Governador Roberto Silveira a oferecer
o Curso de Formação de Professores na modalidade Normal em nível médio.
Como pólo de resistência, o IEGRS continua o seu caminho na oferta do curso de
Formação de Professores na modalidade Normal mesmo sob a vigência da LDBEN
9.394/2006 que institui essa formação também como prerrogativa dos Cursos de
Licenciatura em Pedagogia. História que foi contada no auditório do Instituto pelas
professoras Marinette Machado e Elsa Maria Barros quando da realização do I Encontro
do MEHPE.
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A história de hoje: o Instituto como uma instituição educativa de tempo integral e
a atuação do Projeto
Conforme dados da homepage da Secretaria de Educação do Estado do Rio de
Janeiro , em 2011, foram preenchidas todas as 9.884 vagas oferecidas para a 1ª série do
curso de formação de professores em nível médio – Curso Normal; ainda que a rede
possuía 96 escolas oferecendo esse curso com cerca de 40 mil alunos. “Ofertado em
nível Médio, na modalidade Normal, o curso forma educadores para o exercício do
Magistério na Educação Infantil” e para os primeiros anos do “Ensino Fundamental (1º
ao 5º ano)”. Entre elas estão o Instituto de Educação Governador Roberto Silveira, o
Colégio Estadual Carmela Dutra e o Colégio Estadual Júlia Kubitschek. Então, o
Instituto é hoje uma instituição educativa de âmbito estadual que, ainda hoje forma
docente em nível médio para atuar na educação infantil e nos anos iniciais do ensino
fundamental, sendo o curso ofertado em tempo integral.
Quanto à oferta do curso de formação de professores na modalidade normal
médio em tempo integral a resolução CEB n.2 de 19 de abril de 1999, em seu art. 3º, §
4º, já apontava para “I – a possibilidade de cumprir a carga horária mínima em 3 (três
anos), condicionada ao desenvolvimento do curso com jornada diária em tempo
integral”8. Ainda sob o aspecto legal “De acordo com o decreto que regulamentou o
Fundeb (...) considera-se educação básica em tempo integral a jornada escolar com
duração igual ou superior a sete horas diárias, durante todo o período letivo,
compreendendo o tempo total que um mesmo aluno permanece na escola ou em
atividades escolares (art. 4°)” (BONATO, COELHO e MENEZES, 2008).
De acordo com o apresentado no II Seminário Nacional de Educação Integral9
(BONATO, SILVA, SOUZA), atualmente o currículo do Curso Normal em Nível Médio
do Instituto totaliza 5.200h, seguindo a reorientação curricular publicada pela Secretaria
de Educação por meio da Portaria SEEDUC/SUGEN Nº 91 de 29 de março de 2010; e o
currículo mínimo de base nacional comum. Neste sentido, para alcançar esse número de
horas, o curso é ofertado com uma jornada escolar que ultrapassa 7 horas diárias de
estudo com atividades no espaço escolar e fora dele, assim distribuída:
Turnos de aula: manhã (6h50 min – 12h) e tarde (12h50min – 18h), com
intervalo de 30 minutos.
O 1º ano tem aulas todos os dias no turno da tarde e dois dias por semana no
turno da manhã;
Os 2º e 3º anos tem aulas todos os dias no turno da tarde e no turno da manhã
três dias por semana.
Os alunos do 4º ano tem aula apenas no turno da tarde.
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Tendo em vista o ordenamento legal e pedagógico que ampliou para tempo
integral o funcionamento do curso a ser realizado em 3 (três) anos, em 2012 funcionou a
última turma de 4º ano.
É neste contexto que o Projeto MEHPE atua.
A metodologia de trabalho
O plano de trabalho contempla um conjunto de atividades, organizadas em três
eixos temáticos norteadores com duração de 4(quatro) meses cada um deles. São eles:
Eixo 1: Memória e patrimônio cultural e artístico; Eixo 2: Memória e preservação da
vida e Eixo 3: Memória, educação e identidade.
Cada Eixo comporta: (a) Atividades de extensão e culturais: abertas a toda a
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comunidade escolar, visando despertar o interesse e permitir a divulgação do trabalho
que está sendo desenvolvido. São previstas palestras envolvendo professores da UNIRIO
e de outras universidades; antigos professores do Instituto e das escolas da rede de
Educação Básica do município, assim como de ex-alunas(os); profissionais das
instituições de memórias da cidade de Duque de Caxias; líderes comunitários e
moradores antigos que tragam a memória de construção da cidade e de seu ambiente
natural e cultural; além de exposições fotográficas retratando o patrimônio artístico e
cultural de Duque de Caxias e a trajetória do Instituto de Educação e da primeira Escola
Normal criada no município de Duque de Caxias; (b) Atividades didáticas: constituídas
em conjunto com professoras da disciplina Práticas Pedagógicas e Iniciação à Pesquisa,
mas não exclusivamente. São convidados a participar docentes de outras disciplinas que
se interessam em integrar sua ação pedagógica ao projeto, seja propondo investigações
específicas ou utilizando os materiais coletados pelo Projeto em suas aulas; (c)
Atividades de pesquisa: aqui estudantes bolsistas “Jovens talentos” do curso Normal
acompanhados pelas bolsistas IC do curso de Pedagogia – futuras professoras de curso
normal e pelas professoras bolsistas do Instituto, buscam informações sobre temáticas
específicas de cada Eixo.
Nesta comunicação, destaco parte do trabalho de investigação que vem sendo
desenvolvido sobre a memória-histórica do Instituto, articulado ao ensino e a extensão.
Neste sentido, a metodologia adotada envolve a pesquisa documental, bibliográfica,
palestras e entrevistas.
(1)Atividades de pesquisa
As pesquisas apontam que o curso normal do IEGRS não foi, porém, o primeiro
a ser instalado em Duque de Caxias. O pioneirismo coube à escola normal do colégio
Santo Antônio, mantido pela congregação das irmãs franciscanas em 1956. Nos anos de
1950 e 1960, as normalistas do colégio Santo Antônio procediam, predominantemente,
de famílias abastadas. O segundo curso normal foi instalado em outra escola particular,
denominada Duque de Caxias. Para ampliar essas informações, foram elaborados
alguns instrumentos de coleta de dados, como os Roteiros de entrevista que estão sendo
aplicados pela equipe. Os entrevistados são moradores antigos do bairro, ex-alunos e
alunas e professores e professoras tanto do Instituto quanto das outras duas instituições
educativas de formação de professores. Os entrevistados assinam o “Termo de
consentimento livre esclarecido” sinalizando se pode ser: filmado, ter sua fala gravada,
fotografado durante a realização da entrevista, ter o nome identificação no material
produzido pela equipe.
A pesquisa também ocorre via leitura e discussão de textos nas reuniões
semanais da equipe, internet e busca de documentos em acervos públicos e das próprias
escolas. A ideia é se fazer um portfólio sobre a história dessas três instituições
educativas de formação de professores e uma exposição.
Devido a sua grande quantidade, o material coletado até o momento, ainda está
em processamento.
(2)Encontros do Projeto MEHPE
Paralelo as atividades de pesquisa e a elas ligados, foram realizados dois
Encontros do Projeto MEHPE no Auditório Prof. Vilmar Bastos Furtado do Instituto
Educação Governador Roberto Silveira.
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Na abertura do I Encontro foi apresentando em Power Point a exposição
fotográfica retratando imagens históricas do Instituto, realizadas pelos alunos do 3º ano,
sob a orientação das Profas. Marilene (bolsista Mehpe/Faperj), Delder, Cláudia, Liane,
Gislane, Ana Cristina (IEGRS).
A mesa-redonda “Entre o passado e o presente: Memórias do/no Instituto” que
contou com a minha coordenação teve como propósito o relato de experiência na
perspectiva da memória docente/discente. Neste sentido, a professora aposentada do
Instituto Elsa Maria Barros narrou suas memórias e a professora aposentada Marinette
Machado suas memórias de ex-aluna e ex-professora. As professoras Márcia Spadetti
Tuão e Luciana Pires Alves do CEPEMHEd apresentaram o trabalho que o Centro
realiza sobre memória das Instituições Escolares em Duque de Caxias, em especial, do
Instituto de Educação.10
O II Encontro foi abrilhantado com a palestra da Profa. Dra. Angela Maria
Souza Martins, intitulada “Análise histórica das escolas normais e da profissão docente.
Disse a professora:
As Escolas Normais historicamente foram fundamentais para
consolidar uma cultura pedagógica necessária à formação do
educador. Esta cultura é instaurada por educadores e educandos
e expressa múltiplas facetas (MARTINS, 2012)
II Encontro do Projeto MEHPE
Palestra com o tema:
“Análise histórica das escolas
normais e da profissão
docente”
Profª Drª Angela M. S. Martins
7
Ainda constou da programação desse Encontro o “Canto da Marcha do IEGRS”
pelos alunos e alunas do 3º ano do Curso Normal do IEGRS, sob a responsabilidade da
professora Luzia Lima Seguro (bolsista Mehpe/Faperj); e com a exposição fotográfica
em PowerPoint do I Encontro do Projeto Mehpe produzida pela aluna bolsista de PréIniciação Científica/Faperj.
Canto da “Marcha do IERGS”
Profª Luzia Lima Seguro (IEGRS) responsável pela apresentação do coral da Marcha do IEGRS
Visando a melhoria, após cada atividade é aplicado um instrumento de avaliação Ficha de avaliação e interesse onde o participante pode tecer comentários e sugestões,
cujas respostas são tabuladas e analisadas pela equipe. 11
8
Número de alunos que assinaram a lista de presença:
141 Alunos
Número de Questionários Tabulados:
81 Questionários
Não
Responderam
34%
Tabulados
57%
QUESTIONÁRIOS RESPONDIDOS POR TURMA
CN 1001
2
CN 3005
8
CN 3004
17
CN 3002
14
CN 2005
14
CN 2006
9
CN 3001
17
Como exemplo dos resultados dos dados tabulados, 63% dos alunos
respondentes avaliaram a dinâmica da palestra como “Excelente” e também apareceu
nos comentários escritos como uma boa abordagem, sendo considerado um ponto forte
da palestra. Interessante saber sobre as escolas normais, para analisarmos o que se
perdeu e o que avançou ao longo dos anos! (CN 3002). Pois parte dos alunos
considerou o tempo para debate insuficiente.
9
Desse Encontro, como pontos fracos e sugestões foram recorrentes o pedido de
mais dinâmica e maior participação dos alunos nos debates; e um maior tempo para o
palestrante.
A organização do Encontro e as atividades culturais foram avaliadas como
“Bom” por cerca de 50% dos alunos. Os comentários ajudam a equipe a (re)pensar as
próximas atividades.
Considerações finais
À equipe se colocam muitas expectativas ao fazer parte dessa trajetória... Como
pretensão, entre outras, espera contribuir com a formação de professores comprometidos
com uma prática pedagógica que valorize e preserve a memória das instituições
escolares.
Por fim, a participação numa equipe de trabalho que congrega professores e
discentes da universidade, professores e discentes do ensino normal médio está sendo
uma experiência enriquecedora para toda a equipe. Neste caso específico entre
professoras(es) da Unirio, do Instituto de Educação e da rede municipal de Duque de
Caxias e das instituições de memória do município, alunas de graduação e pós-graduação
da Unirio e alunas do curso Normal/Nível Médio do Instituto.
E que o Instituto continue sua trajetória...
Referências
BONATO, Nailda Marinho da Costa, COELHO, Lígia Martha C.C., MENEZES,
Janaína Specht da Silva. “Educação integral, tempo ampliado e currículo nas atuais
políticas públicas”. IV Colóquio Luso-Brasileiro sobre Questões Curriculares. VIII
Colóquio sobre Questões Curriculares. Florianópolis: UFSC, 2008.
BONATO, Marinho da Costa, SILVA, Maraisa Lopes, SOUZA, Ana Paula Dias de.
Atividades de extensão no curso normal médio de tempo integral: relato de experiência.
II Seminário Nacional de Educação Integral. Rio de Janeiro: Unirio, 2012.
BONATO, Nailda Marinho da Costa. Projeto Entre a memória, a história e a pesquisa:
possibilidades de um novo fazer na formação docente. Rio de Janeiro: Unirio/Faperj,
2011.
BRAZ, Antonio Augusto. Vidas em Transição: A Cidade e a Vida na cidade em Duque
de Caxias (RJ) nas Décadas de 30, 40 e50 do Século XX. Vassouras-RJ: Universidade
Severino Sombra, 2006. (Dissertação de Mestrado em História).
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
PROJETO Memórias em Cartão: Educação em Duque de Caxias. Coleção Faculdade
de Educação da Baixada Fluminense – UERJ, nº 1, s.d.
1
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro
Ana Paula Dias de Souza e Maraisa Lopes Silva - Bolsistas IC/Faperj/Alunas do curso em Licenciatura
em Pedagogia/UNIRIO; Anna Caroline da Silva Souza; Julia Roberta dos Santos; Karolayne Souza do
2
10
Nascimento - Bolsistas PIC – Pré-Iniciação Científica (Jovens Talentos)/Alunas do Curso Normal – Nível
Médio do IEGRS. Um bolsista PIC não pode continuar no projeto, saindo antes do seu término; e
Marilene de Souza Dias e Luzia Lima Seguro - Bolsistas de Treinamento e Capacitação Técnica - TCT
(Professoras do IEGRS/FAPERJ). Ainda fazem parte da equipe, além da coordenadora e autora desta
comunicação: Profa. Dra. Angela Maria Souza Martins (Pesquisadora Associada – UNIRIO/FAPERJ) e o
Prof. Dr. Celso Sanches Pereira (Pesquisador Associado – UNIRIO/FAPERJ). O projeto tem como
parceiros o Instituto Histórico, inaugurado em 2006 no âmbito do Instituto de Educação e o Centro de
Pesquisa, Memória e História da Educação da Cidade de Duque de Caxias e Baixada Fluminense –
CEPEMHEd. Deste, conta com a colaboração das professoras do Instituto e/ou da Secretaria Municipal de
Educação de Duque de Caxias Fátima Bitencourt David (que se afastou por motivo de doença), Luciana
Alves Pires, Marcia Montilio Rufino e Marcia Spadetti Tuão. Conta ainda com alunos da Pós-graduação
em Educação da Unirio como palestrantes e oficineiros.
3
Na Unirio, o projeto vem sendo desenvolvido no âmbito do Núcleo de Estudos e Pesquisas em História
da Educação Brasileira – NEPHEB vinculado ao Programa de Pós-Graduação – Mestrado em Educação,
daquela instituição. O Núcleo abriga atividades de pesquisa que buscam (re)construir a história das
instituições escolares; as práticas pedagógicas; as políticas educacionais; a formação de professores(as); a
educação feminina; o pensamento pedagógico, a partir do século XIX. No âmbito do Instituto, o projeto
conta com total apoio de sua direção, especialmente de sua Diretora Geral, a professora Verônica Bazílio
Terra Ferreira, que cedeu uma sala anexa ao Instituto Histórico do IEGRS para sua instalação. Esta sala foi
adaptada e equipada majoritariamente pelo fomento da FAPERJ.
4
Evento realizado na Unirio em setembro de 2010 do qual compus a Comissão Organizadora na condição
de presidente da mesma. Interinstitucional, o evento congregava em sua Comissão Organizadora
professores representantes da UNIRIO, UFF, UFRJ, UFRRJ, UERJ, PUC-Rio, CEFET, UENF.
5
Parte do texto que se segue foi produzido para o IX Congresso Luso Brasileiro de História da Educação,
realizado no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa de 12 a 15 de Julho de 2012. O trabalho
“Entre a memória, a história e a pesquisa: possibilidades de um novo fazer na formação docente”
apresentava o projeto ainda de forma inicial.
que se realiza no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa de 12 a 15 de Julho de 2012
6
Fui aluna desse Curso de Pedagogia no período de 1980 a 1983 vivenciando esse momento de sua
história.
7
www.seeduc.rj.gov.br
8
Fonte: http://portal.mec.gov.br/
9
Ocorrido em novembro de 2012 na Unirio.
10
Não coloquei as imagens devido a falta de tempo para autorização
11
Os gráficos contidos neste relatório foram produzidos pelas bolsistas Faperj Maraisa Lopes Silva e Ana
Paula Dias de Souza, alunas do curso de Licenciatura em Pedagogia da UNIRIO.
11
Download

a trajetoria do instituto de educacao