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Universidade Cândido Mendes
Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento
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Diretora de Projetos Especiais
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Instituto A Vez do Mestre
em Séries Iniciais
Adriana Maria Gomes Silva
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EG
A importância Ativa dos Pais no Aprendizado das Crianças
Orientadora:
Professora: Priscila Barcellos
Recife,
Dezembro, 2010
Universidade Cândido Mendes
Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento
Diretora de Projetos Especiais
Instituto A Vez do Mestre
A importância Ativa dos Pais no Aprendizado das Crianças
em Séries Iniciais
Trabalho monográfico apresentado
como requisito parcial para obtenção
do
Grau
Especialista
em
Psicopedagogia Institucional.
Recife,
Dezembro, 2010
Agradecimentos
Ao senhor Deus, que com sua luz divina iluminou a minha alma, deixando-a
radiante e ansiosa para efetivar mais uma fase de minha vida.
Aos profissionais do IAVM por terem compartilhado suas experiências mesmo
de modo não-presencial.
A minha amada mãe e demais familiares que se tornaram pacientes e me
ampararam nos momentos mais inusitados, porém significativos, desejando até o fim
a concretização de mais uma vitória, certamente abençoada.
Dedicatória
Dedico esta obra a Deus e aos
meus familiares que muito
contribuíram
com
sua
experiência para o êxito do
meu sucesso.
Pais e educadores necessitam
abrir um espaço para gritarem:
“chega”! Chega de solidão!
Afinal aprendemos que para
viver e construir um mundo
melhor para todos é necessária
parceria.
Autor desconhecido
Resumo
Este trabalho monográfico teve por objetivo identificar, as consequências que a
ausência da família pode provocar na aprendizagem e no comportamento dos
alunos. Essa problemática reflete nos baixos rendimentos escolares, uma vez que o
vínculo afetivo entre família e escola não é um dos mais cooperativos para a escola
atingir seus objetivos básicos.No primeiro momento da elaboração desse escrito
ressaltarei as mudanças ocorridas na sociedade, demonstrando a relevância da
interação dos pais no contexto pedagógico de seus filhos. No segundo capítulo
tratarei dos encontros e desencontros promovidos por ambas as instituições,
considerando as implicações no insucesso da aprendizagem, procurando mostrar
essa ausência é provente das complexas relações familiares. Concluirei a pesquisa
com a análise experimental coexistente no relacionamento família / instituição por
meio de dados concretos. Ressaltando ainda mais o papel dos elementos que atuam
no cenário da educação visando o desenvolvimento holístico das crianças em busca
de
um
estudo
mais
eficiente.A
metodologia
utilizada
nessa
monografia
desencadeou-se através de levantamentos bibliográficos, utilizando o referencial de
alguns teóricos, estudos empíricos e posteriormente por meio do contato com
profissionais envolvidos na educação, pais e alunos. Visto assim, sustento as
informações do contexto, reafirmando que a aprendizagem é um processo gradual e
os quatro pilares do sistema de educação estão intimamente ligados, isto significa
que o indivíduo aprende em coletividade, valendo apena ressignificar a importância
das relações familiares na formação do autoconceito; desenvolvendo discentes
possuidores de uma consciência mais aguda, indo de acordo com o sucesso da
aprendizagem. Mas apesar da retórica sobre o assunto ser extensa, há experiências
que já apontam participações mais significativas. Essa prática vem sendo
conquistado pelos segmentos das escolas, principalmente as rurais. Mas para
garantir maior integração e envolvimento é necessário um elo cada vez maior entre
professores, alunos, pais e funcionários, sendo sujeitos da história, possibilitando
momentos efetivos na prática pelo bem comum.
Palavras-chave: Educação – família – participação – responsabilidade - autoridade
Metodologia
A metodologia utilizada para a realização da pesquisa foi um questionário composto
de cinco questões com perguntas fechadas de múltipla escolha. Este foi aplicado a
três professores graduados e pós-graduados, como aos familiares de quatro alunos
da mesma escola, apresentando idades diferentes e atuando em ciclos de estudo
diferenciado. De acordo com os profissionais entrevistados, os pais são de alunos
que apresentam uma conduta normal no cotidiano, porém os outros de sempre
apresentam hiperatividade e falta de concentração nos momentos mais significativos
da aula. Por esse motivo essa família foi indicada para compreendemos melhor a
importância assídua das famílias nas atividades educativas. A pesquisa foi bastante
satisfatória para visarmos melhor como se dar a relação das partes, bem como
investigar quais seriam as expectativas de ambas instituições. Para melhor
esclarecimento e entendimento os dados coletados foram disponibilizados em forma
de gráfico e desenvolvidos nos capítulos do trabalho, considerando alguns critérios
bastante pertinentes como: conhecimento da trajetória familiar, a conduta dos
educando que os pais participam apenas nos momentos formais de sua vida escolar
e as condições melhores que a parceria de instituições e famílias pode proporcionar
às crianças que atuam nas séries iniciais, entre outros. O trabalho também se
desencadeará por meio do estudo das obras de alguns teóricos, pesquisas em
jornais e revistas, depoimentos e entrevistas em telejornais e estudos levantados em
sites. Os estudiosos que mais contribuíram com a segmentação da obra foram:
Szymanski, Parolin, Hain Grunspun, Áries, Zagury, Flores, entre outros. Tais teóricos
propiciaram o maior conhecimento sobre as atitudes das crianças, bem como a
importância da corresponsabilização da família e seu envolvimento nas atividades
realizadas na escola.
Sumário
Introdução..........................................................................................................7
1. Construção Histórica..................................................................................9
1.1 Um Novo Conceito de Família........................................................................9
1.2 Dificuldade de Interação...............................................................................12
1.3 Como Atrair os Pais para o Contexto Escolar................................................17
2. Transformação Permanente.......................................................................21
2.1 A Importância da Participação dos Pais na Vida Escolar dos Filhos.................21
2.2 Encontros e Desencontros: Suas Conseqüências na Ação Educativa..............24
2.3 Elementos Essenciais na Dimensão Cognitiv.................................................28
3. Análise da Pesquisa...................................................................................32
3.1 A Instituição Escola e Família........................................................................32
3.2 Contexto Pedagógico.....................................................................................33
3.3 Breves Considerações...................................................................................35
Considerações Finais........................................................................................45
Referências bibliográficas.................................................................................47
Apêndices
Introdução
A obra em estudo apresenta uma reflexão crítica sobre as relações sociais
entre escola e família.
A questão central deste trabalho é evidenciar as dificuldades que as crianças
enfrentam quando não têm pais atuantes no contexto escolar.
O tema sugestionado é relevante já que a presença da família no ambiente
escolar é fator definitivo para uma boa produtividade e crescimento do educando. A
aprendizagem desenvolve-se melhor quando o educando percebe que não está
sozinho no processo e que alguém demonstra interesse pelo seu sucesso. Escola e
família é uma parceria necessária que viabilizará o desenvolvimento acadêmico do
discente.
Por meio desse estudo objetiva-se identificar as consequências que a
ausência da família pode provocar na aprendizagem e no comportamento dos
aprendizes, bem como identificar os motivos pelos quais algumas famílias estão
ausentes do desenvolvimento escolar dos seus filhos, analisando os motivos pelos
quais não há integração entre as instituições (escola x família).
Sabe-se que tanto a família quanto a escola têm a responsabilidade de
preparar a criança para a vida social. Portanto estas instituições não podem ser
pensadas e muito menos atuarem isoladamente, pois o equilíbrio educacional
depende do papel complementar desempenhado pelas partes, uma em relação à
outra. Outro fator relevante é dividir as responsabilidades com relação à realidade
que os cercam.
Os textos aqui reunidos são direcionados a profissionais que trabalham
diretamente no atendimento a famílias e seus filhos e para que no cuidado de seus
membros necessitem conhecer a importância de desenvolver uma parceria produtiva
entre as instituições responsáveis pela inserção das crianças na sociedade mais
ampla.
Apresenta-se aqui a consideração das dificuldades que podem surgir na
relação família e profissionais, quando não se leva em conta as várias possibilidades
de viver. Trata-se da necessidade de uma ação permanente para que todos saibam
de suas responsabilidades.
Para tratar do problema tomou-se como referencial as ideias de alguns
teóricos. Espera-se que estas possam contribuir em algo para a compreensão do
complexo fenômeno entre família e escola.
O primeiro capítulo tem como ponto de partida apresentar as questões que
influenciam nossas ações numa perspectiva histórica das famílias, servindo de base
para considerar alguns pressupostos.
Já o segundo capítulo discorre sobre um conhecimento mais aprofundado das
dificuldades para o estabelecimento de uma relação mais homogênea entre pais e
escola.
Em relação ao terceiro capítulo faz referência a analise de alguns dados
coletados em campo.
1. Construção Histórica
Nesse cenário educacional, constituir-se como ser pensante, que compreende e
reflete no fluxo social requer muita vontade e determinação, pois a tendência é
receber tudo pronto e resumidamente. As crianças, alguns ditos como desatentos e
hiperativas hoje existem aos milhares, vivendo numa velocidade estonteante, visto
que são frutos do novo modelo social. Nessa perspectiva vale lembrar que é urgente
entendermos
como
o
porquê
surge
às
incompreensões das
instituições,
comprometendo o saber das crianças. Precisamos fazer notar que não existem
culpados ou inocentes, mas sim sujeitos que precisam atuar em comunidade e com
corresponsabilidade e autoridade mediante os comportamentos estranhos gerados
devido à demanda da globalização por qual passa a terra. Precisamos melhorar a
vida e a qualidade das crianças, fazendo percorrer um caminho enriquecedor e
significativo por meio de motivações.
Os projetos pedagógicos já não podem mais ficar engavetados, é preciso
explicitar às famílias e fazer valorizar os instrumentos e métodos pelos quais se
constrói uma educação qualitativa. Tratando-se de escola e família é uma questão
de respeito socializar as ações pedagógicas, bem como atrair os pais diariamente
para partilhar das experiências cotidianas, não apenas fazer notarem-se as
dificuldades nos encontros formais. Na medida em que os pais acompanham o
trabalho das escolas as dificuldades são amenizadas, surgindo o progresso. Nessa
instância os filhos começam a perceber a importância do saber e que a escola é
quem veicula estes saberes com o apoio seus familiares.
Neste capítulo a presente reflexão busca abordar as modificações surgidas ao
longo do tempo, com vistas à análise dos motivos que dificultam um relação mais
participativa e democrática, além de contribuir com mensagens de como se trabalhar
em grupo. Dá espera-se que as pessoas que constituem o cenário escolar comecem
a olhar de forma mais atenta os elementos que podem ser compartilhado no
processo educativo.
1.1. Um novo conceito de família
A educação brasileira está passando por mudanças e dificuldades sem
precedentes; escola e família apresentam características retraídas, tentam
individualmente solucionar uma problemática ou seguem que não percebem a
remota realidade.
O conceito de família passou por inúmeras mudanças no decorrer da história
da humanidade. Em diferentes momentos históricos é constatado que a estruturação
da família diferencia.
O modelo formal é o tradicional, característico do período medieval em que a
sociedade tinha como meio de sobrevivência a produção agrária e comercial.
Grande parte da população também se concentrava no campo, distribuída em meias
as grandes propriedades de terra. (GRUNSPUN, pág. 33)
Sabe-se que nas primeiras famílias, a segurança proporcionada pelo grupo
organizado, ainda que de forma primitiva aos seus membros, era muito mais
relevante que a consanguinidade. (GRUNSPUN, pág. 36)
Com o passar dos séculos começa a coexistir uma nova tendência familiar (o
matriarcado). A mulher passar a ser competidora do homem nesse instante começa
as dificuldades para educar os filhos, porque precisa aprender pela contradição
entre as rápidas transformações sociais. (SZYMANSKY, pág. 62)
Diz Haim Grunspun (1999 Pág. 33) na verdade não tem importância que a
tendência seja matriarcado, patriarcado ou filiarcado, o que temos que aprender é
que a família precisa ser um conjunto coeso.
O pertencer à família é significante, faz o indivíduo participante, completo,
relacionado. Mas vamos pensar numa sociedade com um sistema filiarcado e
vermos se as marcas mencionadas anteriormente permanecem. O foco aqui é
mostrar a influência dos filhos na sociedade atuante. São elas que fazem a
publicidade na TV, vendem produtos para outras crianças, adultos e idosos. Eles
passaram a exercer um poder que é incontestável; mas hás técnicas de fazer o
poder se transmitir dentro da família mantendo a unidade, pois a força da família que
opera com a verdade é imprescindível à formação das crianças.
De acordo com Grunspun (1999 Pág. 34), a família procura proteger suas
crianças, desde que nascem, contra doenças, agressões internas e por carência.
Exercendo uma função protetora contra as agressões externas, em um
momento histórico de gracilidade do estado, a família começou a se fortalecer. Com
a relação à carência, um conceito novo e de maior importância entre famílias diz-se
com relação a algo que precisa ser fornecido em determinado instante da vida,
porém mesmo que isso aconteça depois, nem mesmo toneladas é capaz de suprir o
que faltou.
Segundo Grunspun (1999 pág. 35) a coerência associa-se com proteínas e
vitaminas. Não sendo fornecidas no momento certo e importante causam prejuízos
severos, irreversíveis e difíceis de serem recuperados no futuro.
Na era do patriarcado, as carências físicas e psicológicas eram múltiplas,
apesar dos filhos serem dependentes das decisões dos pais. Já no sistema
filiarcado, é possível que os próprios filhos determinem aos pais aquilo que
necessitam fazer para proteger suas carências. (SZYMANSKY, 2007 pág. 18)
O ser humano é modelado pela família, e isto, é inevitável, mesmo que isso
aconteça só nos primeiros anos de idade. A família centralizada na criança já
modificou muito a conceituação ao que é convívio familiar. Esta observação se faz
em vários fatores, uma delas é a alimentação familiar. Antes todo mundo comia
quando o patriarca da família chegava não se acendia duas vezes o fogo. Então a
família demonstrava mais afetividade e mesmo que obrigatoriamente se reuniam
quando ele chegava.
Atualmente acontece o inverso. A condição de acertar o horário familiar tornase cada vez mais difícil. As crianças vão brincar, os adolescentes vão para seus
cursos e atividades extracurriculares; assim as contingências de horário são cada
vez mais frequentes. Outro fator que contribui para a queda das relações familiares
é a TV e os computadores, a qual as crianças passam doze horas ou mais
envolvidas, já que as informações são bem mais atuais que as trazidas pelos pais.
A partir do século XVI notou-se que as famílias transformaram-se
profundamente na medida em que suas relações internas com os filhos foram
modificadas. A mudança mais considerável foi à introdução da escola como meio de
aprendizagem e de educação das crianças de qualquer família, retirando-as da
antiga sociabilidade. (GRUNSPUN, 1999 pág. 42)
Áries (1978. Pág. 46) relata:
As crianças deixaram de se misturar com os
adultos e de aprender, a seu lado, a enfrentar
os problemas da vida. Começou então, um
longo processo de enclausuramento das
crianças (como dos loucos, dos pobres e das
prostitutas) que se estenderia até os nossos
dias e o qual se dá o nome de escolarização.
Esse nosso ponto de partida se fundamenta em duas versões: associação e
laços biológicos. Sendo nada concreta e relacional que deve continuar sendo regida
por leis. O que se mostra é que se deve dar maior importância ao sistema e
estrutura social.
Na concepção de Duby (1999. Pág. 40) a separação das crianças dos adultos
foi implementada pelos reformadores católicos, protestantes, pelas leis de cada
Estado. No entanto, ela não teria sido possível sem a “cumplicidade sentimental das
famílias”.
Já não se tratava de estabelecer relações com filhos em função dos bens e
da honra, mas das emergências de um novo modelo no seu sentimento de orgulho e
de interesse nos seus estudos, carreiras e futuro. Desta forma, a família começou a
organizar-se em torno da criança de tal forma que se tornou quase impossível
perdê-la sem uma enorme dor. A criança começa a sair do anonimato.
Quando se instala a Revolução Industrial no século XVIII, observa-se que há
um descolamento da massa populacional para os grandes centros urbanos, o que
forçou a reformulação da estrutura familiar para que esta se adaptasse e se
preservasse dentro das novas condições sociais. O espaço físico reduzido das
cidades e de maneira peculiar das casas, além dos baixos salários pagos a nova
classe, fizeram com que a família se reduzisse, uma vez que não era mais possível
abrigar um grande número de integrantes em condições tão adversas.
Mediante Flores (2004, pág. 11)
Essa redução foi precedida pela concepção
burguesa surgida no século XVI. Nesta
época, a burguesia começa a enriquecer e
perante o desejo de ser proprietária total da
riqueza, não aceita o modelo de família
extensa que repartiria o patrimônio por um
grande número de familiares.
Com
essa
reestruturação
observa-se
a
manutenção
de
aspectos
organizacionais familiar, como exemplo: o papel do homem enquanto autoridade
máxima e o da mulher, enquanto responsável do lar e da educação dos filhos; e
agora também atuando profissional e politicamente na moderna sociedade. Na
família hoje reconhecida como pós-industrial uma das principais mudanças refere-se
ao novo papel da mulher. Devido as transformações as famílias estão perturbadas e
enfrentam obstáculos cada vez maiores, por isso faz-se cada vez mais relevante a
interação educacional e familiar para que ambos os setores se adaptem ao processo
acelerado do filiarcado, buscando cada vez mais artimanhas juntamente com a
sociedade, reorganizando o cotidiano dessas crianças.
1.2
Dificuldades de Interação
A experiência familiar e a relação com a escola marcam a vida dos seus
membros, especialmente a dos filhos. Quando a ligação é recíproca há uma
tendência de se manter uma estabilidade nas condições psicológicas e sociais com
intenção de suprir as necessidades individuais.
As relações familiares com as escolas é um tema bastante polêmico no
sistema educacional. As escolas questionam a ausência das famílias e do outro
lado, os pais criticam atitudes dos educadores. A verdade é que não há integração
100%, mas de modo algum ela pode ser 0%.
De acordo com Demerval Savianni (2000, pág. 10):
Muitas famílias assumem apenas os
compromissos mais típicos, tais como:
matrículas, reuniões formais para tratar temas
específicos “geralmente reclamações” e
algumas
solenidades
praticamente
obrigatórias. Quando na verdade deveriam ter
uma coesão e constância de objetos, a fim de
construírem uma relação participativa e
democrática entre escola e família.
Partindo desse pressuposto, a família não deve esquecer que os sujeitos
nãonascem com limites, é necessário que seja possibilitada a internalização destes
através da interação com o outro uma vez que cabe à família a formação dos
valores éticos de seus filhos, os futuros alunos.
Já em sua construção teórica Zagury, (2002, pág. 58) ressalva que no
decorrer dos tempos vem se consolidando entre pais e filhos uma nova forma de
relacionamento: a de que tudo começa a ser psicologizado.
Não há imposições nem castigos, só conversas carinhosas; tudo isso para
não causar traumas à criança. Com o demaseio de permissas acabam errando com
seus filhos, embora que a intenção é a resolução de conflitos. Normalmente alguns
dos fatores que geram a permissão excessiva é o sentimento de culpa que os pais
carregam por trabalharem fora, provocando uma expectativa de débito para com os
filhos. Os outros fatores são: separação conjugal, filhos que apresentam dificuldades
físicas ou psicológicas; prevalecendo o lado emocional sobre o racional.
Falou-se até aqui da importância da construção de limites para uma
convivência sustentável, mas para esclarecer melhor a respeito de como estabelecer
limites no sujeito, bem como identificar as implicações desses nas autopermissões
que favorecem a aprendizagem, refletiremos sobe o que ressalva a teoria de Zagury,
(2002, pág. 68).
O fato é entendido como um conjunto de regras,
individuais e coletivas que medeiam à formação de
cidadãos responsáveis e conscientes de seus direitos
e deveres, regras estas que ao serem cumpridas
Através dessas vias o indivíduo será capaz de perceber o momento de fazer
ou não fazer algo, tornando possível a compreensão do que é limite. Por outro lado
não podemos deixar de lembrar que as construções limítrofes cotidianas causam
confusão e insegurança; ainda estamos distantes da verdadeira relação participativa
e democrática, embora essa construção não seja motivo para desanimarmos, ao
contrário, um incentivo de “perseverança” cada vez mais nesse caminho, a fim de
ressignificar a relação entre os sujeitos “escola e família”.
Para Hain Grunspun (1999 pág. 48) sabe-se:
É através da integração da família no
problema da aprendizagem, seja ele de
ordem específica da criança ou da escola que
teremos subsídios para alcançar o que se
propõe no decorrer da aprendizagem da
criança.
Além da questão de limites vista até aqui, em outra instância, vê-se que o
educador às vezes não é a pessoa mais amada pela família, ele não é tratado com
mérito que deveria ter, uma vez que a ele são entregues verdadeiros tesouros – os
educandos.
Existem ainda, pais que criam objeção no desenvolvimento educacional de
seus filhos, procuram convencê-los para ficar descansado em casa. É claro que
também há aqueles que estão em constante cooperação. Ainda bem que existem
homens responsáveis e com atitudes incondicionais para ajudar a instruir seus filhos
nas estratégias educativas.
Mas como diz Hain Grunspun (1999 Pág. 78): Fica difícil compreender como
pais desejosos com o êxito do sucesso escolar de seus filhos apontem obstáculos,
mesmo que isso aconteça de forma involuntária, e preocupa parte dos professores.
Alguns obstáculos são impostos na medida em que alguns pensam que a
aquisição do conhecimento dar-se por meio do sofrimento e repetição de palavras.
Os profissionais que pensam dessa maneira não devem ter muitos problemas com
os pais. No entanto, vale lembrar que é válida a necessidade dos limites, da
autoridade; não da imposição de valores que resultam no autoritarismo.
Portanto, ao longo da pedagogia inovadora se fazem necessárias a atuação e
a compreensão dos pais de seus alunos nesse processo, a fim de enfrentarem os
problemas, destacando e conhecendo novas técnicas pedagógicas.
Desse modo, a competência e qualidade da educação consistem em uma
união, procurando conseguir o mais rápido possível a adesão dos pais e
comunidade que parecem prioridade à sua pedagogia, procurando iniciativas para
não serem alvo de crítica.
Partindo desse pressuposto evidencia-se que a escola também não conhece
a família, fazendo-se cada vez mais necessária a interação desses sujeitos que
constroem o ambiente escolar. A verdadeira visão de reforma educativa seria
escola, família e sociedade caminharem juntos, somando esforços. Mas a própria
sociedade faz a instituição “escola” distante da família. Sucessivamente a família
isola-se no que se refere a progresso, atualização e utilidade dos fatos sócioculturais que a criança aprende e com isso ela não é capaz de avaliar se seus filhos
têm prazer na escola.
Grunspun (1999 Pág. 94) ainda esclarece:
Encontramo-nos limites da influência que um
professor isolado pode exercer fazendo-se
necessária adesão de companheirismo a
partilha dos pais, a fim de construírem juntos
os saberes dos âmbitos escolares.
Com relação a essa interação a família deve interessar-se que seus filhos
possam ver, agir, pensar o que é mais relevante para si. Dessa forma estarão
obtendo alguma relação entre família-escola.
1.3 Como atrair os pais para o contexto ou âmbito escolar
A família e a escola dividem funções importantíssimas no que se refere a
instruir e educar as crianças, compartilhando conhecimento e valores. Para
caminhar com eficácia a escola precisa compreender o funcionamento da família e
esta por sua vez deve se interessar pelos desempenhos e atitudes dos filhos. Uma
das alternativas seria um ambiente convidativo, motivador para que pais e filhos
sintam-se acolhidos.
Em se tratando da escola em seu processo de aprendizagem ela não está
restrita a um tipo de família, mais também nas relações que seus membros mantêm
em si, com isso a escola e família possuem funções que se assemelham e se
aproximam: funções de proteger (família) e de educar (escola). A família não ficou
imune às mudanças sociais e tem delegado para escola, cada vez mais funções
educativas que são suas, tais como formação de valores morais, fortalecimento de
vínculo, limites, entre outras coisas.
A maioria dos pais acredita que a escola é a continuação do seu lar e cobra
dela o que é de sua função. É justamente aqui que mora o período do confronto: a
partir da entrada dos filhos na escola, o sistema familiar tem seus valores colocados
à prova e são expostos.
Segundo Zagury (2008), “é preciso que a equipe técnica-pedagógica ouça,
analise e dê um retorno às indagações de familiares, tornando possível a adesão de
pais, sendo estes aceitos e respeitados, como todas as pessoas querem se sentir”.
A família tem um papel central no desenvolvimento das crianças, não
somente porque garante sua sobrevivência, mas também porque é dentro dela que
se
realizam
as
aprendizagens
básicas,
que
serão
necessárias
para
o
desenvolvimento autônomo da criança dentro da sociedade.
Baseado com o fato acima Zagury (2008, pág. 83) afirma: “Através da relação
com a família, mostrando-lhes oportunidades que estão tendo e possivelmente eles
pais não obtiveram, além de estarem dando apoio ao trabalho da escola, estão
mostrando aos filhos que sem esforço não se consegue nada”.
A aprendizagem do sistema de valores, da linguagem de controle de
impulsividade, através de diferentes mecanismos (recompensas e castigos,
observação, imitação e identificação), a família vai moldando as características
psicológicas do indivíduo, durante o tempo que permanece sob sua custódia. Essa
experiência de ajuda deduz no próprio contexto familiar, mas que alcança também,
como suporte os outros contextos de socialização das crianças.
Durante vários anos os pais orientam a aprendizagem dos filhos. Eles
aprenderam durante a infância as atitudes básicas do seu grupo cultural, além das
estratégias que lhes permitem realizar essas aprendizagens à medida que crescem
as necessidades de aprender tornam-se por um lado mais específicas e por outro
lado mais extensas, a influência dos pais.
Zagury (2008) continua fazendo sua reflexão e exaltando uma ação dialógica
quando diz “Pais com pouca escolaridade podem influenciar positivamente no
processo de evolução educacional de seus filhos, e nessa função ninguém tem mais
força e importância do que os pais”.
É fundamental compreender como valorizar globalmente as tarefas,
dificuldades e obstáculos que a criança possa encontrar no processo educativo.
A escola deve ser ativa e participativa despertando eventos, reuniões não
necessariamente falando sobre notas ou comportamentos, mas para promover a
interação, troca informações que poderiam ser úteis para o cotidiano escolar.
A escola deve buscar e construir espaço de reflexão e experiência de vida na
comunidade em que está situada interagindo com as famílias, criando oportunidades
necessárias, pois só assim a família passará a ser sentir comprometida com a
melhoria de qualidade na escola e com o desenvolvimento do seus filhos como ser
humano.
A instituição deve utilizar todas as formas de contatos com os pais para
passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também
sobre as questões pedagógicas.
As instituições que conseguirem transformar os pais ou responsáveis em
parceiros diminuíram os índices de evasão e de violência e melhoraram o
rendimento das turmas de forma significativa.
Não é por acaso que o relacionamento entre a escola e a família ganhou
posição dianteira entre os principais pontos de reflexão na formação de
profissionais.
Zagury in Gustavo Lourenço (2008, p.2) intensifica em sua obra a afirmação:
“Aprender uma nova forma de se relacionar com os pais é fundamental”.
É gratificante a interação entre família e profissionais. O diálogo ajuda a
encontrar novos meios para apaziguar os conflitos intensificando o relacionamento
que respeita as ideias do outro podendo imergir diante pais cooperativos e atentos
do desempenho escolar dos filhos na medida certa. Esse é o desejo de qualquer
professor. Muitas instituições não informam à família sobre o trabalho ali
desenvolvido e isso dificulta o diálogo.
Conforme Márcia in Roberta Bencino (2003, pág.38) “Ou os pais cobram o
que não deveria ser cobrado ou ficam desmotivados e não participam de uma
comunidade que não deixa claro seus objetivosdinâmicos”.
Quando os familiares não se sentem convidados a interagir acabam-se
ausentando do âmbito, deixando todas as iniciativas ao encargo dos educadores
que por diversas vezes estas são questões de juízos.
A discussão deve avançar na procura das melhores oportunidades de
promover um encontro positivo entre pais e professores. Para isso acontecer alguns
conceitos precisam ser revistos. Perceber a construção da família atual e não
mistificá-la do modelo do passado. Refletir sobre os preconceitos e as
discriminações existentes na escola.
De acordo com Márcia (Apud Roberta Bencino, 2003, pág.39) “como muitos
pais têm um histórico de exclusão e fracasso escolar, existe medo e vergonha de
trocar ideias e conversas com os educadores”.
Desta forma a instituição escolar deve requer diante da família algo que possa
possibilitar confiança e ao mesmo tempo afetividade entre ambas as partes. Assim
podem caminhar juntas e com objetivos comuns, canalizando cada vez mais energia
positiva e sentimentos por meio de atividades e ações periódicas para expressarem
melhor o que veem, sentem e desejam.
2. Transformação Permanente
Os últimos tempos têm dado amostras de resultados desastrosos de uma
educação com baixos limites em sua estrutura. Fazendo dessa forma necessária
uma relação de confiança mútua entre a equipe da escola e as famílias. Conflitos
existem sim, mas uma resolução na base de confiança seria bem mais efetiva.
Contudo, na natureza as possibilidades favoráveis ao bom convívio são ilimitadas.
Há sempre forças para “ser e fazer a diferença”.
Vale ressaltar que a educação tem alicerce em casa, cabendo à escola numa
parceria conjunta com os pais acrescer a formação acadêmica e valores. Quando as
partes não se dão conta da importância de correlacionar-se constitui-se uma
explicação fácil, “O insucesso” escolar de algumas crianças. Todavia basta um
pouco de reflexão e planejamento para que percebam a importância da participação
dos familiares, a fim de garantir um melhor desenvolvimento cognitivo na criança.
2.1A importância da Participação dos Pais na vida Escolar dos
filhos
Alunos têm direitos de que lhe sejam oferecidas possibilidades educacionais, nas
condições mais normalizadoras possíveis, favorecendo-lhes o contato e a
socialização de forma mais saudável na sociedade. Professores, pais e autoridades
civis e educacionais precisam assumir atitudes positivas em todo processo.
A mudança é necessária, porém às vezes ela não traz progresso. A exemplo
disso sabemos, antes a família era cúmplice da escola, hoje, é promotora de erros e
falhas. Atualmente, se não houver maturidade e visão pedagógica por parte da
escola, as relações com os pais podem virar arenas, onde a escola fica na defensiva
e os pais fazem suas características dos erros pedagógicos.
Vale ressaltar mais uma vez que se houvesse a parceria entre as instituições
colaboradoras na formação e desenvolvimento da auto-estima, possivelmente
ocorreria o alcance de bons resultados em relação ao aluno e consequentemente, a
escola passaria a fazer parceria no processo de produção do caráter e na
construção de um perfil cidadão.
Mas como não podemos afirmar que educar seja tarefa fácil, pois sabemos
que os comportamentos não se reduzem às influências do ambiente familiar, o aluno
participa nas interações sociais seja no bairro, na escola, na família e através dos
meios de comunicação, entre outros, havendo uma articulação da realidade cultural
e sócio-econômica do sujeito com a realidade sociocultural mais ampla. Sendo
assim, a aprendizagem no sentido amplo ocorre durante toda a vida da criança;
independente do ambiente em que se encontra o aprender abrange aspectos de
nossa vida afetiva e valores culturais.
Segundo Tavares (2001, pág. 52)
A parceria se faz necessária em prol de uma
maior eficiência na exploração desses
sujeitos. Contudo devemos ter consciências
que os movimentos realizados por essa união
podem favorecer ou desfavorecer em termos
o desenvolvimento da criança.
Quando existe uma motivação intríseca ou um interesse interno por parte do
aluno para o estudo, o aprendizado flui melhor e de forma mais prazerosa. A sede e
a busca pelo saber são alavancas propulsoras para se alcançar o sucesso escolar e
consequentemente na vida.
A escola é complementação da ação das famílias que deve ultrapassar os
próprios muros e preparar o sujeito em seus múltiplos aspectos cognitivo, físico,
ético, emocional, cultural e estético. Para isso, é preciso que se faça um trabalho
com os pais, conhecendo, investigando, abordando um pouco sobre a sua realidade,
o seu modo de agir e pensar; tudo isso com intuito de compreender as ações,
manifestações e comportamentos executados pelos educandos.
Para Szymanski (2001, pág. 44)
Compreender é ser capaz de descrever o que está se
passando com uma família para que possa tomar
medidas preventivas aos danos com as crianças. A
escola precisa compreender as diferenças entre as
famílias e saber trabalhar com elas, no sentido de
conscientizar os pais sobre a importância do seu
papel no processo de escolarização dos filhos.
Enfatizo aqui a importância de conhecer os valores, crenças, mitos do que
vem ser a família sem fazer julgamentos pessoais e moralistas, pré-julgamentos ou
percepções estereotipadas buscando de alguma forma, numa relação dialógica
modificar os procedimentos que os pais usam com seus filhos no interior dos lares,
estreitando cada vez mais essa interação.
Segundo Freire (1996, pág. 20) uma das tarefas pedagógicas dos pais é
deixar obvio aos filhos de sua participação no processo de tomadas e decisões não
é uma intromissão, mas um dever.
Sendo assim, os pais dispostos e encorajados a participarem do Projeto
Político Pedagógico (PPP) mostraram um importante e decisivo papel. Os filhos com
certeza se sentirão confiantes e seguros em todo processo e perceberão que o
estudo merece valorização máxima. Portanto, a escola juntamente com a família do
aluno passa a exercer seus verdadeiros papéis, deixando de comparecer uma ou
duas vezes por ano, para escutarem apenas as queixas dos educadores, passando
a se inteirar do ensino criando maneiras mais eficientes para a aquisição de um
ensino qualitativo, voltado à realidade de sua clientela.
2.2. Encontros e Desencontros: suas consequências na ação
educativa.
Conflitos existem sim, mas sua resolução na base de uma relação de
confiança é muito mais fácil e efetiva. As partes precisam aprender a negociar para
manterem-se como família padrão, respeitando e se ajudando nas complexas
relações.
Os problemas enfrentados pelas famílias na trajetória escolar em relação aos
filhos são muitos. A trajetória torna-se ainda mais árdua quando pais se deparam
com filhos que não demonstram gosto pelo estudo. Essa maneira de que as coisas
que os cercam anda a mil por hora e o aprendizado que muitas vezes não
acompanha esse ritmo, faz com que a criança perca a motivação do aprender.
Levando em consideração o fato de que os filhos de hoje estão indo de acordo com
a globalização, se faz necessário lembrar que pais e educadores também precisam
se informar e se informatizar. Daí a importância do diálogo família-escola.
De acordo com Mattos (2008, pág. 14)
As famílias com rendimento familiar baixo
para
sobrevivência
acarretam
vários
problemas, principalmente na criança por
estarem em estágio de crescimento que trás
consequências
preocupantes
como
desnutrição,
doença,
dificuldade
na
aprendizagem. Já com as crianças não tão
pobres ocorre o inverso dos fatores citados.
Além disso, outro fator que pode ocasionar em conflito, é a má estruturação
doméstica. Esta não pode estar divergente à formação escolar, daí surge à
necessidade do elo família/escola, para que seja possível o acontecimento de
alguns ajustes viabilizando a estruturação entre os sujeitos envolvidos no processoaprendizagem. Na possibilidade positiva desse elo, as escolas podem criar um
ambiente que venha a constituir-se num espelho e num mundo para as crianças,
ajudando-as as a caminhar para fora de um ambiente familiar adverso.
De acordo com Polity (2004, pág. 204) é visto que:
Conflitos familiares ocasionam desmotivação
para o desempenho das atividades escolares.
A criança passa a distanciar-se de amigos e
professores, dedicando-se ou preocupandose exclusivamente com as inquietações
trazidas de sua residência. Pais alcoolistas
que violentam suas esposas e depois
separam-se, influenciam negativamente a
participação dos filhos nas atividades
escolares.
A criança diante dessa situação passa ser o foco mobilizador para a busca de
um trabalho terapêutico familiar. Principalmente quando se trata do filho homem,
uma vez que já é usada a população de desqualificação destes. De outro lado notase que esta diferenciação resulta em cuidados excessivos para com suas mães,
mediante a situação a mãe deve aproveitar para conduzir o filho, ressignificando-o
para o processo evolutivo. Outro fator profundamente desestabilizador é o divórcio,
podendo gerar na criança certa insegurança, que mais tarde é transformada em
distúrbios de aprendizagem ou agressividade. Quando os pais chegam a casar-se
com outra pessoa, isso gera para crianças, outra família, com outros avôs, filhos de
um novo marido ou de uma nova esposa, e muitas vezes, acaba se tornando um
problema para a criança, devido à maneira como ela se relacionará e a forma como
os outros a tratará.
Na visão de Weis (2007, pág. 12):
A família nuclear, composta por pai, mãe e
filhos, hoje se transformou numa complexa
rede de relações entre filhos e irmãos. Essas
relações entre pais e filhos, mesmo se
mantendo numa família nuclear padrão, se
modificam
numa
direção
de
melhor
autoridade dos pais e de certa persa de
equilíbrio nessa convivência (por uma
interpretação
errônea
de
teorias
educacionais, por excesso de trabalho fora de
casa basicamente da mulher por comodismo
em relação ao trabalho de educar, por culpa
de estarem muito tempo fora de casa, etc.)
Com essas novas relações no lar, vê-se crianças sem limites, sem regras
para conviver em grupo, sem o exercício da cidadania, sem o respeito ao próximo. A
falta de cumprimento dessas normas, muitas vezes é justificada pelos pais, por meio
de questionáveis problemas médicos, fazendo-os sossegar através de remédios.
Devido ao não cumprimento das normas, as famílias exigem da escola a educação
dos próprios, e acabam esquecendo que os verdadeiros responsáveis são eles.
Visto que os pais se omitem diante das funções paternas e maternas que são de sua
responsabilidade, paralelamente a isso, fazem a desqualificação da escola e do
professor perante seus filhos.
Weis (2004, pág. 13) ainda afirma que:
Diante dessas relações não construtivistas a
criança sofre reações: ficando mais tímida,
introvertendo-se ou ficando mais agressiva
por não se sentir apoiada emocionalmente em
seus diferentes lares; buscando sempre
alguma coisa que lhe falta: mais atenção,
mais carinho, mais um pouco de olhar para
ela. Tudo isso reflete na aprendizagem e /ou
disciplina escolar.
O mediador, auxiliar na construção do conhecimento tem sua função afetada,
à medida que é desqualificado e desvalorizado socialmente e, mais ainda, pela
família de seus educandos. Mediante essa circunstância surge às dificuldades
disciplinares e de aprendizagem. Dentre os problemas destacamos:
* O aumento do individualismo;
* A ausência de limites sociais;
* Desvalorização.
* Tensões;
* "Atenção dispersa;
* Perda de aula;
* Não cumprimento das tarefas escolares.
Nos casos de crianças com problemas como estes ou semelhantes provente
das complexas relações da família nuclear, do alcoolismo; violência e toxicomania
que habitualmente andam juntas são necessárias um tratamento específico para o
membro um acompanhamento para a família. Nesse trabalho, será verificada a
possibilidade de assumir o cuidado das crianças. Então será aberto um espaço para
as crianças e responsáveis opinarem e expressarem seus desejos.
Sem dúvida, este caso trata-se de medidas extremas, pois uma criança
retirada da convivência familiar, sem duvida ficará privada de experiências de
relacionamentos em que ela poderá receber amor essencial para sua formação.
Portanto, uma instituição não substitui a família, mas pode dar condições para que
as crianças desenvolvam uma vida saudável no futuro. Essa atitude cria uma
expectativa, não desconsiderando a dificuldade das tarefas, mas sim projetando
possibilidades de melhorias.
Mediante a problemática acima Szmansky in Áries (1978, pág. 47): afirma. A
família nuclear da forma como é definida hoje, não foi sempre assim. “Foi à
consequência de mudanças na forma de atuação de outras instituições, como o
Estado e a igreja, que, há cerca de três séculos, começaram a valorizar o
sentimento de família”.
A fim de que as mudanças ocorram, a família precisa passar ser vista como
objeto de atenção 'educacional, especialmente as famílias de camada sociais menos
privilegiadas, cujas dificuldades na educação dos filhos remetem-na, a sua condição
de excluída social e economicamente. Mas diante o grande problema do cotidiano
os pais acabam adotando o modelo de família nuclear, quando são forçados a deixar
o campo e ingressar no trabalho em indústrias. Como vimos anteriormente também
se refere a essa família o modelo matriarcal, onde mulher assume forma patriarcal
quando não há companheiro.
Diante desse contexto os filhos sentem-se na obrigação de participarem da
manutenção da casa de diferentes formas, conforme o sexo e idade. Isso nos
remete a considerar que crianças que vivem nesse contexto submetem-se a
complicadíssimas dificuldades de aprendizagem, sendo de suma importância para o
desenvolvimento da aprendizagem, uma família estruturada capaz de agir e reagir;
ajudando a organizar a vida escolar do seu filho.
Com base nessas considerações Szymansky (2007, pág.111) diz que o
importante é: "A mediação no fortalecimento da educação. Experiência com grupos
de pais mostram o quanto a comunicação e a interação das práticas educativas
entre eles pode ser eficiente nas transformações de hábitos anegados, e no que diz
respeito às competências de âmbito escolar.
Contudo,
há
inúmeros
fatores
a
serem
considerados
na
relação
família/escola. Estes são necessariamente: a família nuclear (pais ausentes dos
lares), a ação educativa camadas sociais, diferindo no modelo educativo e as
estratégias de socialização familiar.
Considerando esses fatores Szymansky (2007, pág. 100) Apaud Gomes
(1994, pág.62): "Embora seja inegável a importância da família como grupo
socializador, outras agências sociais e até mesmo alguns espaços competem com
ela, diuturnamente, e vão se tornando demasiadamente fortes na sociedade atual.
Uns positivos e até desejáveis, outros, no mínimo, discutíveis".
Com toda influência desses elementos sociais o que vemos é a autoridade
dos responsáveis diminuída.
Quanto às crianças, existe também uma mudança de papéis que são
consignados nessa família. Daí vê-se a necessidade de família/escola atuarem com
papéis semelhantes para que isto venha de encontro a algo positivo, levando a
criança a avaliar atitudes e determinar seus comportamentos, a fim de vencer os
desafios, mediante o apoio e participação de todos que querem construir uma
sociedade mais justa no que se refere à educação como bem social para todos os
indivíduos.
2.3 Elementos na dimensão cognitiva
Mudanças na sociedade atual diferenciam os pilares da educação. Em nossa
cultura atual o estímulo dos pais em relação ao cargo docente traz uma nova
concepção de aprendizagem.
Atualmente a criança ingressa cada vez mais cedo na escola para um
determinado tipo de educação. Por isso não se tem mais condições de fazer a
educação um a um. A exemplo disso tem também os atendimentos psicológicos,
que agora são realizados em grupo e forma anônima, entre outros.
Contudo, o que quero frisar é que a educação encontra-se em reformas
contínuas, ligando-se muita a educação à política, aqui não me refiro apenas a
política partidária, mas também coloco em jogo a política da boa vizinhança, na qual
evidentemente o pai busca desempenhar um papel de colaborador.
Colaborar corresponde a estar preparando para a vida. Mas e as dificuldades
de aprendizagem como ficam? Até pensando muitas vezes que pais e educadores
tornaram-se defeituosos, mas a verdade é que a divergências na aprendizagem
surgem estruturada e organizada que na prática a escola deve estar a seu serviço.
Para reafirmar essa análise Izabel Parolin (2007? Pág. 154) ressalta: Escola e
família têm um objetivo a alcançar, que depende de uma “associação” entre aquele
que precisa aprender e aquele que precisa ensinar.
Com
isso
vemos
uma
das
razões
para
enfatizar
as
condições
de
desenvolvimento cognitivo proporcionado pelo ambiente familiar. A escola tem um
papel preponderante na constituição da identidade dos sujeitos e na sua inserção na
futura sociedade. Considerando esse processo de realização as famílias também
devem estar preparadas para dar as condições gerais aos seus filhos para que eles
possam cumprir as expectativas das escolas. Por outro lado, vale lembrar que essa
tarefa familiar se prejudica pela condição de classe social menos privilegiada, porém
essa condição de vida não deve tornar o ambiente familiar menos estimulador
cognitivamente.
O autor Mcloyd (1998) in Szymanski (2007, pág. 129) reafirma a teoria acima
dizendo que: Desvinculo a pobreza de renda da pobreza de capacidade. Isso não
significa uma relação causal entre pobreza e insucesso escolar.
Isso nós remete que em situação de pobreza há muitas famílias e crianças que
desenvolvem complexas estratégias de sobrevivência, dependendo do contexto em
que vivem e do apoio social que constroem; designando familiaridade com leitura e
escrita indo de acordo com a autoridade familiar e as formas familiares de
investimentos pedagógicos.
Em seus estudos (Nunes, 1994) in Szymanski: aponta com clareza:
O sucesso de um sistema pode engendrar o
fracasso de outro, no qual se aplicam critérios
diferentes para a obtenção de bons
resultados de desenvolvimento infantil. Muitas
crianças que vêm de ambientes que não
favorecem a educação escolar aprendem
muito e conseguem muito, mas comparadas
com crianças que preenchem todas as
expectativas do modelo dominante, são
injustamente
classificadas
como
“fracassadas”, simplesmente porque foram
avaliadas segundo outros critérios.
Sintetizando as ideias comentadas até agora se considera que as práticas
educativas são “ações” que carregam valores que, influenciam no desenvolvimento
das crianças podendo ajudar ou prejudicar a integração destas em outras
instituições sociais. Contudo, quando se verifica que a direção da socialização
familiar coincide com as estratégias disciplinares escolares, a criança segue sua
trajetória escolar com hábitos e valores significativo e sem maiores dificuldades.
3. Análise da Pesquisa
Para que aconteça a aprendizagem, os indivíduos devem ter condições
físicas e psicológicas para assimilá-la, ou seja, este deve está co m seus aspectos
cognitivos, físicos, sociais e efetivas em equilíbrio. É preciso viver em um ambiente
tranqüilo e que tanto os familiares quanto a escola ofereçam subsídios para um
ambiente propício à aprendizagem.
Os atritos que a escola tem com os pais ou o modelo muito conservador das
instituições ou familiar muitas vezes distância ás relações desejáveis.
A cada momento descobre-se que disciplina e aprendizado se constroem em
grupo, já que disciplina é clareza de objetivos, interesse, diálogo, oportunidade de
sonhar e superar limites para construir, buscando a cidadania plena por meio da
participação de todos. Isto é que toma atitude educativa.
3.1. A instituição Escola e Família
Todos falam em educação qualitativa, embora a atividade esteja associada e
merecida aos educadores e profissionais da área.
Os pais necessitam constantemente da “atenção” aos filhos contínuos, porém
dosada que lhes garante segurança e amor. Porém os familiares associam o
rendimento dos alunos aos interesses pela matéria, citando como referencia aos que
saem da rotina.
É o que nos afirma Szymansky em um dos seus capítulos (2007, pág. 119)
Os professores são responsáveis pelo
rendimento dos alunos. A expectativa dos
pais é que eles não gritem, não faltem,
expliquem bem a matéria, ficando atento aos
que, por timidez, possam não estar
acompanhando, mas não o demonstrem.
No entanto vale lembrar que o que floresce são os interesses das crianças
em “outras coisas”, estão descobrindo se agitações e dispersas; muitos não
assumem responsabilidade, é preciso fazer “cobranças”. Todavia se não houver um
participação” e por outro lado, que cumpram sua parte no processo educacional.
Portanto as práticas educativas aqui discutidas é a interação dos membros e ações
contínuas e habituais que possibilitem a geração e apropriação dos saberes,
práticas e hábitos sociais, por nossas crianças trazendo uma proposta de ser no
mundo com o outro. Aprender em conjunto corresponde a estar se preparando para
a vida.
3.2. Contexto Pedagógico
Numa perspectiva de redirecionamento de suas ações a Escola Municipal
Osvaldo Benício Vaz Cavalcanti, construída em 1985 e inaugurada dois anos após,
situada à Rua José Andrade de Oliveira, s/n às margens da BR 112, ministrando o
ensino fundamental consta atualmente com um espaço físico de 20 salas, 12
banheiros, cozinha, quadra poliesportiva. Todos os espaços são arejados e bem
iluminados, contando também com recursos visuais e audiovisuais disponibilizados
aos educadores para ministrarem as aulas de forma menos monótona.
Mesmo assim, podem diagnosticar nessa instituição a ausência das famílias
no ambiente escolar, aonde os professores reclamam da falta da participação dos
familiares na vida escolar dos filhos e esta falta podem levar o aluno a não “acreditar
na escola”, desmotivando-o a fazer as atividades, estudar para as avaliações,
esclarecer dúvidas seja de procedência de assuntos escolares ou pessoais. Com
isso muitos vão guardando no seu interior sentimentos e condutas como: elo,
insegurança, temores, subjugação ou ainda auto-afirmação, defesa ofensivas e
atitudes extremistas.
Em seus relatos, os profissionais mostram-se aflitos, pois em algumas
situações sentem-se impotentes para garantir as gerações futuras diante da omissão
da família na vida escolar, determinadas instituições são fundamentais para os
avanços e preparações educacionais.
No processo social de desenvolvimento atual faz-se necessário ter a escola
em função da sociedade, precisando reiterar as relações dos parceiros da educação
– escola e família, a fim de que os problemas familiares não venham afetar seu lado
emocional o seu desenvolvimento escolar.
Contudo vê-se a necessidade de mecanismo que liguem e formem uma via
rápida de entrosamento entre as equipes, buscando por meio do incentivo o
crescimento.
Para realização do conhecimento social dessa escola, for necessária dialogar
com diretora, professores e alunos para formarmos conhecimentos dessa
experiência, solicitando assim a colaboração dos mesmos, para o desenvolvimento
do trabalho, no qual no primeiro momento concedeu-nos a disponibilidade de
realizar a entrevista na escola.
Por meio desse trabalho, percebemos a disponibilidade que a escola tem em
fazer a diferença; através da parceria familiar, buscando conhecer um pouco sobre a
realidade que cerca o âmbito e ações que a mesma vem tornando para intervir nos
problemas da falta de participação visto assim, a escola em estudo precisa assumir
cada vez mais o compromisso em compreender as diferenças entre as famílias e
saber trabalhar com elas, para que não fiquem isoladas do que a criança no sentido,
de garantir e alertar os familiares sobre a importância do seu papel no processo de
escolarização dos filhos. Com essa conjunção as etapas educacionais em detectar
as necessidades e os melhores recursos para suprir as deficiências passam a ser
primordial. Portanto, a flexibilidade passa a ser o foco evolutivo na representativa
fala a eficácia da qualidade na educação; suprindo barreiras, criando um país cheio
de oportunidades para todos.
3.3 Breves Considerações
Mediante pesquisa de campo, houve a aplicação de um questionário
(APENDICE 1) aos educadores e pais de alunos, da escola Municipal Osvaldo
Benício Vaz Cavalcanti. Os profissionais selecionados foram escolhidos de forma
aleatórios, todos lecionam no Ensino Fundamental I e II, possuem graduação e
curso de especialização em área específica. As perguntas formuladas foram
fechadas, considerando-as para análise.
A educação é um processo de aquisição e integração de informações,
ocorrendo em todas as etapas da vida, subitamente importante para a sobrevivência
e equilíbrio do indivíduo perante a sociedade. Quando há uma disfunção nesse
processo é denominada déficit de aprendizagem, atingindo uma quantidade
significativa de alunos, podendo persistir até idade adulta.
A educação deve atentar para a promoção e a valorização das realidades que
nem sempre são quantificáveis, mas que dão sentido à vida. Através da educação
devemos chegar a um equilíbrio entre os direitos e deveres entre a liberdade e
responsabilidade. Quando educamos para os direitos devemos também educar para
cumprir os deveres. Não existe direitos sem deveres e tampouco liberdade sem
responsabilidade.
Diante desse pressuposto, perguntou-se aos professores se conheciam seus
alunos e sua trajetória familiar. Estes foram quase unânimes em responder não, haja
vista o quantitativo de alunos e o pouco tempo que os mesmos dispõem para efetuar
um processo de conhecimento.
Segue abaixo a análise do questionário aplicado aos professores (APÊNDICE 1):
Pergunta 1 – Percebem os problemas familiares na vida dos educandos?
Sim
50%
30%
20%
Não
Um pouco
Perguntado se os profissionais da área diagnosticam problemas familiares e
se os alunos expressam atitudes diferentes em sala de aula, os professores em sua
minoria acreditam que existem momentos em que eles manifestam essa realidade.
Contudo fica difícil identificar de maneira mais específica o que realmente está
acontecendo. Isso significa que ainda não se sentem preparados para identificar ou
diagnosticar problemas que tenham a sua origem nas famílias, considerando que ser
criança e ser jovem contemporâneo significa entrar na vida aula cada vez mais
tarde.
Pergunta 2 – conhecem a história familiar dos alunos?
Sim
30%
40%
20%
Não
Às vezes
A conduta humana é dotada de sentido, de justificativa, elaborada
subjetivamente, proporcionando ao indivíduo significado e especificidade. Isso
significa que não se pode pensar no ser humano separado de sua identidade familiar
ou mesmo seu grupo social, porém, às vezes essa percepção de sentido passa pelo
diálogo esporádico ou propositura de um tema que venha ao encontro dessa
realidade. Na verdade não existem momentos corriqueiros para a prática dessa
atividade humana; quando na realidade situação educacional seria de suma
importância.
Pergunta 3 – Conversam com os educandos sobre seus familiares?
Sim
75%
Não
Às vezes
25%
Como já comentamos anteriormente não existem muitos esses momentos
significativos no cotidiano para o diálogo. No entanto, quando as crianças estão
envolvidas em conflitos familiares, essas apresentam desmotivação e um péssimo
desempenho na sua aprendizagem. Nesse caso, precisamos intervir para que o
fracasso não leve a reprovação. É preciso compreender que quando escola e família
estabelecem parceria com o intuito de educar suas crianças, os conflitos surgem só
que podem ser solucionados de forma mais sucinta. Mas para que isso aconteça é
necessária a participação ativa da família na vida educacional dos seus filhos, e que
os educadores estejam atentos para essa realidade, cabendo a instituição promover
o diálogo aberto.
Pergunta 4 – A participação efetiva dos pais é importante?
100%
Sim
Sabemos que a participação da família na vida escolar das crianças é
extremamente importante para seu crescimento pessoal. A educação deve ser
significativa para o aluno por intermédio de experiências, tornando assim o âmbito
escolar uma fase de estímulo e prazer para ambas às instituições.
Sendo assim a escola precisa está considerando os diversos fatores que
influenciam o desempenho discente, investigando as causas do insucesso da
comunidade discente.
Pergunta 5 – Aprendizagem e família têm relações?
Sim
Não
80%
Às vezes
10%
10%
Todavia não temos dúvida em dizer que o fracasso ou sucesso escolar dos
alunos é influenciado pro vários fatores, sendo que o envolvimento da família com a
instituição escolar traz resultados significantes. A exemplo disso tem os resultados
obtidos nas escolas particulares, visto que os pais cobram e ajudam seus filhos
constantemente num processo de investigação. Sabemos também que algumas
crianças apresentam dificuldades em determinadas disciplinas e habilidades,
contudo desenvolver esses caracteres torna-se ainda mais difícil quando não há
intervenção.
Em relação aos questionários aplicados às famílias (APÊNDICE 2), tivemos as
seguintes constatações:
Pergunta 1 – A preocupação dos pais no sustento da família faz com que vocês
trabalhem mais e fiquem sem tempo para dar atenção ao desenvolvimento escolar
do seu filho. Você concorda que esse é um ponto mais forte nesse processo?
Sim
60%
Não
30%
Às vezes
10%
Verificou-se aqui que os desvios desses pais não estão definidos totalmente
em relação ao tempo que disponibilizam em seu cotidiano sucessivamente a família
permanece isolada da escola.
Pergunta 2 – Nas reuniões que você participa, os educadores apresentam o sistema
de trabalho utilizado na escola e abrem espaço para outras opiniões e debates.
Sim
Não
20%
40%
40%
Às Vezes
Diante desse resultado percebe-se que a escola ainda caminha com um
método tradicional, não explicitando o Projeto Político Pedagógico desencadeado
com as crianças daquela instituição, dificultando ainda mais a engrenagem dos pais
na vida escolar de seus filhos.
Pergunta 3 – Você acredita que coopera para o êxito da vida escolar de seu filho,
incentivando-o nas atividades educativas?
Sim
Não
30%
30%
40%
Às vezes
Aqui fica notável que as famílias ainda esperam que a escola quase sozinha
corresponda às expectativas sociais. A tarefa de auxiliar as crianças ainda fica muita
ao encargo das escolas. Faz-se necessário um elo para movimentar as instituições,
buscando o progresso educacional.
Considerações Finais
Em toda essa instância o que se sabe é que hoje tanto os educadores
reclamam da ausência dos pais, quanto os pais reclamam das atitudes dos
professores que talvez inconscientemente os mantém afastados. Se ambas as
partes querem chegar a um ponto comum necessitam resgatar um convívio mais
sustentável.
Com base nesse contexto é notável que o aprendizado é uma evolução
natural baseada na motivação oferecida aos sujeitos. Portanto a participação dos
familiares no contexto escolar é fundamental para dividirem as responsabilidades,
proporcionando um melhor relacionamento; não mais dividindo família e escola, mas
sim criando uma participação solidária uma vez que passam a ser vistos como
parceiros para uma melhor sustentação do ensino.
Diante dos argumentos e reflexões podemos afirmar que é preciso a parceria
entre escola e família.
Há momentos em que a escola sonha com a participação dos pais, os pais
por sua vez reclamam que não são comunicados, ao mesmo tempo em que
atribuem sua responsabilidade à escola, culpando assim a entidade por não
acompanhar seus filhos.
Assim são muitos os problemas registrados no ambiente escolar. Tais
problemas aparecem sempre por uma infinidade de carências ou excesso na relação
com os pais. Logo, a sala de aula torna-se o espaço aonde vêm à tona todas as
situações não resolvidas.
Por mais preparado e sagaz que o professor seja, existem casos em que só a
presença da família poderá resolvê-los.
Para alguns autores: afetividade, apoio e cuidado dos pais são fundamentais para
mudanças comportamentais e decisivas no desenvolvimento da maturidade, da
independência, da competência, da autoconfiança, da autonomia das crianças.
Sendo assim, alguns teóricos relatam que os pais não querem intervir no
processo de educação, mas assim colaborar para com o desenvolvimento intelectual
do filho.
Os mesmos defendem ainda que é preciso que os pais fiquem atentos no que
se refere a qualidade da participação na vida dos filhos, já que em função do
trabalho o tempo é mínimo para dialogar,
intervir e verificar o dia-a-dia destas
crianças.
Contudo, as contribuições profissionais jamais justificarão na cabeça dos filhos a
falta de tempo para conversar e conhecer sua vida.
A análise feita em cada capítulo mostra que a atitude que marca na vida dos
filhos é a vivência de comportamentos éticos que são de responsabilidade dos pais.
Dessa forma, é importante vê a educação formal como resultado de uma
parceria entre escola, pais, educandos e sociedade.
Diante da premicia, a escola precisa reelaborar constantemente a sua prática
e propor atitudes que aproximem a família da educação formal dos filhos.
Logo, os questionamentos sobre o acompanhamento na vida escolar do
aluno, entre outros, fazem atentar para o perfil de estudante que se tem e como
acompanhá-lo na maturidade e reflexão de seus atos.
Em última análise verificou-se que é necessário que a escola e a família
superem as dificuldades encontradas, uma vez que se torna impossível educar sem
existir uma interação da família na educação escolar dos filhos para definir o perfil
educacional.
Em toda essa instância o que se sabe é que hoje tanto os educadores
reclamam das atitudes dos professores que talvez inconscientemente os
mantenham afastados. Se ambas as partes querem chegar a um ponto comum
necessitam resgatar um convívio mais sustentável.
Com base nesse contexto é notável que o aprendizado seja uma evolução
natural baseada na motivação oferecida aos sujeitos. Portanto a participação dos
familiares no contexto escolar é fundamental para dividirem as responsabilidades,
proporcionando um melhor relacionamento; não mais dividindo família e escola, mas
sim criando uma participação solidária uma vez que passam a ser vistos como
parceiros para uma melhor sustentação do ensino.
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agosto 2004.
SAVIANNI Dermeval (2000). Escola e Democracia. São Paulo. Cortez; 1986.
SZYMANZKI, Heloisa. A relação família / escola: Desafios e perspectivas: Brasília:
Liber livro, 2007.
APENDICE 1
Questionário aplicado aos educadores da Escola Municipal
Osvaldo Benício Vaz Cavalcanti.
Pergunta 1 – Percebem os problemas familiares na vida dos educandos?
Pergunta 2 – conhecem a história familiar dos alunos?
Pergunta 3 – Conversam com os educandos sobre seus familiares?
Pergunta 4 – A participação efetiva dos pais é importante?
Pergunta 5 – Aprendizagem e família têm relações?
APÊNDICE 2
Questionário aplicado aos pais dos educandos da escola Osvaldo
Benício Vaz Cavalcanti
Pergunta 1 – A preocupação dos pais no sustento da família faz com que vocês
trabalhem mais e fiquem sem tempo para dar atenção ao desenvolvimento escolar
do seu filho. Você concorda que esse é um ponto mais forte nesse processo?
Pergunta 2 – Nas reuniões que você participa, os educadores apresentam o sistema
de trabalho utilizado na escola e abrem espaço para outras opiniões e debates.
Pergunta 3 – Você acredita que coopera para o êxito da vida escolar de seu filho,
incentivando-o nas atividades educativas?
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Adriana Maria Gomes Silva