AU TO RA L Universidade Cândido Mendes Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento EI TO Diretora de Projetos Especiais ID O PE LA LE I DE DI R Instituto A Vez do Mestre em Séries Iniciais Adriana Maria Gomes Silva DO CU M EN TO PR OT EG A importância Ativa dos Pais no Aprendizado das Crianças Orientadora: Professora: Priscila Barcellos Recife, Dezembro, 2010 Universidade Cândido Mendes Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento Diretora de Projetos Especiais Instituto A Vez do Mestre A importância Ativa dos Pais no Aprendizado das Crianças em Séries Iniciais Trabalho monográfico apresentado como requisito parcial para obtenção do Grau Especialista em Psicopedagogia Institucional. Recife, Dezembro, 2010 Agradecimentos Ao senhor Deus, que com sua luz divina iluminou a minha alma, deixando-a radiante e ansiosa para efetivar mais uma fase de minha vida. Aos profissionais do IAVM por terem compartilhado suas experiências mesmo de modo não-presencial. A minha amada mãe e demais familiares que se tornaram pacientes e me ampararam nos momentos mais inusitados, porém significativos, desejando até o fim a concretização de mais uma vitória, certamente abençoada. Dedicatória Dedico esta obra a Deus e aos meus familiares que muito contribuíram com sua experiência para o êxito do meu sucesso. Pais e educadores necessitam abrir um espaço para gritarem: “chega”! Chega de solidão! Afinal aprendemos que para viver e construir um mundo melhor para todos é necessária parceria. Autor desconhecido Resumo Este trabalho monográfico teve por objetivo identificar, as consequências que a ausência da família pode provocar na aprendizagem e no comportamento dos alunos. Essa problemática reflete nos baixos rendimentos escolares, uma vez que o vínculo afetivo entre família e escola não é um dos mais cooperativos para a escola atingir seus objetivos básicos.No primeiro momento da elaboração desse escrito ressaltarei as mudanças ocorridas na sociedade, demonstrando a relevância da interação dos pais no contexto pedagógico de seus filhos. No segundo capítulo tratarei dos encontros e desencontros promovidos por ambas as instituições, considerando as implicações no insucesso da aprendizagem, procurando mostrar essa ausência é provente das complexas relações familiares. Concluirei a pesquisa com a análise experimental coexistente no relacionamento família / instituição por meio de dados concretos. Ressaltando ainda mais o papel dos elementos que atuam no cenário da educação visando o desenvolvimento holístico das crianças em busca de um estudo mais eficiente.A metodologia utilizada nessa monografia desencadeou-se através de levantamentos bibliográficos, utilizando o referencial de alguns teóricos, estudos empíricos e posteriormente por meio do contato com profissionais envolvidos na educação, pais e alunos. Visto assim, sustento as informações do contexto, reafirmando que a aprendizagem é um processo gradual e os quatro pilares do sistema de educação estão intimamente ligados, isto significa que o indivíduo aprende em coletividade, valendo apena ressignificar a importância das relações familiares na formação do autoconceito; desenvolvendo discentes possuidores de uma consciência mais aguda, indo de acordo com o sucesso da aprendizagem. Mas apesar da retórica sobre o assunto ser extensa, há experiências que já apontam participações mais significativas. Essa prática vem sendo conquistado pelos segmentos das escolas, principalmente as rurais. Mas para garantir maior integração e envolvimento é necessário um elo cada vez maior entre professores, alunos, pais e funcionários, sendo sujeitos da história, possibilitando momentos efetivos na prática pelo bem comum. Palavras-chave: Educação – família – participação – responsabilidade - autoridade Metodologia A metodologia utilizada para a realização da pesquisa foi um questionário composto de cinco questões com perguntas fechadas de múltipla escolha. Este foi aplicado a três professores graduados e pós-graduados, como aos familiares de quatro alunos da mesma escola, apresentando idades diferentes e atuando em ciclos de estudo diferenciado. De acordo com os profissionais entrevistados, os pais são de alunos que apresentam uma conduta normal no cotidiano, porém os outros de sempre apresentam hiperatividade e falta de concentração nos momentos mais significativos da aula. Por esse motivo essa família foi indicada para compreendemos melhor a importância assídua das famílias nas atividades educativas. A pesquisa foi bastante satisfatória para visarmos melhor como se dar a relação das partes, bem como investigar quais seriam as expectativas de ambas instituições. Para melhor esclarecimento e entendimento os dados coletados foram disponibilizados em forma de gráfico e desenvolvidos nos capítulos do trabalho, considerando alguns critérios bastante pertinentes como: conhecimento da trajetória familiar, a conduta dos educando que os pais participam apenas nos momentos formais de sua vida escolar e as condições melhores que a parceria de instituições e famílias pode proporcionar às crianças que atuam nas séries iniciais, entre outros. O trabalho também se desencadeará por meio do estudo das obras de alguns teóricos, pesquisas em jornais e revistas, depoimentos e entrevistas em telejornais e estudos levantados em sites. Os estudiosos que mais contribuíram com a segmentação da obra foram: Szymanski, Parolin, Hain Grunspun, Áries, Zagury, Flores, entre outros. Tais teóricos propiciaram o maior conhecimento sobre as atitudes das crianças, bem como a importância da corresponsabilização da família e seu envolvimento nas atividades realizadas na escola. Sumário Introdução..........................................................................................................7 1. Construção Histórica..................................................................................9 1.1 Um Novo Conceito de Família........................................................................9 1.2 Dificuldade de Interação...............................................................................12 1.3 Como Atrair os Pais para o Contexto Escolar................................................17 2. Transformação Permanente.......................................................................21 2.1 A Importância da Participação dos Pais na Vida Escolar dos Filhos.................21 2.2 Encontros e Desencontros: Suas Conseqüências na Ação Educativa..............24 2.3 Elementos Essenciais na Dimensão Cognitiv.................................................28 3. Análise da Pesquisa...................................................................................32 3.1 A Instituição Escola e Família........................................................................32 3.2 Contexto Pedagógico.....................................................................................33 3.3 Breves Considerações...................................................................................35 Considerações Finais........................................................................................45 Referências bibliográficas.................................................................................47 Apêndices Introdução A obra em estudo apresenta uma reflexão crítica sobre as relações sociais entre escola e família. A questão central deste trabalho é evidenciar as dificuldades que as crianças enfrentam quando não têm pais atuantes no contexto escolar. O tema sugestionado é relevante já que a presença da família no ambiente escolar é fator definitivo para uma boa produtividade e crescimento do educando. A aprendizagem desenvolve-se melhor quando o educando percebe que não está sozinho no processo e que alguém demonstra interesse pelo seu sucesso. Escola e família é uma parceria necessária que viabilizará o desenvolvimento acadêmico do discente. Por meio desse estudo objetiva-se identificar as consequências que a ausência da família pode provocar na aprendizagem e no comportamento dos aprendizes, bem como identificar os motivos pelos quais algumas famílias estão ausentes do desenvolvimento escolar dos seus filhos, analisando os motivos pelos quais não há integração entre as instituições (escola x família). Sabe-se que tanto a família quanto a escola têm a responsabilidade de preparar a criança para a vida social. Portanto estas instituições não podem ser pensadas e muito menos atuarem isoladamente, pois o equilíbrio educacional depende do papel complementar desempenhado pelas partes, uma em relação à outra. Outro fator relevante é dividir as responsabilidades com relação à realidade que os cercam. Os textos aqui reunidos são direcionados a profissionais que trabalham diretamente no atendimento a famílias e seus filhos e para que no cuidado de seus membros necessitem conhecer a importância de desenvolver uma parceria produtiva entre as instituições responsáveis pela inserção das crianças na sociedade mais ampla. Apresenta-se aqui a consideração das dificuldades que podem surgir na relação família e profissionais, quando não se leva em conta as várias possibilidades de viver. Trata-se da necessidade de uma ação permanente para que todos saibam de suas responsabilidades. Para tratar do problema tomou-se como referencial as ideias de alguns teóricos. Espera-se que estas possam contribuir em algo para a compreensão do complexo fenômeno entre família e escola. O primeiro capítulo tem como ponto de partida apresentar as questões que influenciam nossas ações numa perspectiva histórica das famílias, servindo de base para considerar alguns pressupostos. Já o segundo capítulo discorre sobre um conhecimento mais aprofundado das dificuldades para o estabelecimento de uma relação mais homogênea entre pais e escola. Em relação ao terceiro capítulo faz referência a analise de alguns dados coletados em campo. 1. Construção Histórica Nesse cenário educacional, constituir-se como ser pensante, que compreende e reflete no fluxo social requer muita vontade e determinação, pois a tendência é receber tudo pronto e resumidamente. As crianças, alguns ditos como desatentos e hiperativas hoje existem aos milhares, vivendo numa velocidade estonteante, visto que são frutos do novo modelo social. Nessa perspectiva vale lembrar que é urgente entendermos como o porquê surge às incompreensões das instituições, comprometendo o saber das crianças. Precisamos fazer notar que não existem culpados ou inocentes, mas sim sujeitos que precisam atuar em comunidade e com corresponsabilidade e autoridade mediante os comportamentos estranhos gerados devido à demanda da globalização por qual passa a terra. Precisamos melhorar a vida e a qualidade das crianças, fazendo percorrer um caminho enriquecedor e significativo por meio de motivações. Os projetos pedagógicos já não podem mais ficar engavetados, é preciso explicitar às famílias e fazer valorizar os instrumentos e métodos pelos quais se constrói uma educação qualitativa. Tratando-se de escola e família é uma questão de respeito socializar as ações pedagógicas, bem como atrair os pais diariamente para partilhar das experiências cotidianas, não apenas fazer notarem-se as dificuldades nos encontros formais. Na medida em que os pais acompanham o trabalho das escolas as dificuldades são amenizadas, surgindo o progresso. Nessa instância os filhos começam a perceber a importância do saber e que a escola é quem veicula estes saberes com o apoio seus familiares. Neste capítulo a presente reflexão busca abordar as modificações surgidas ao longo do tempo, com vistas à análise dos motivos que dificultam um relação mais participativa e democrática, além de contribuir com mensagens de como se trabalhar em grupo. Dá espera-se que as pessoas que constituem o cenário escolar comecem a olhar de forma mais atenta os elementos que podem ser compartilhado no processo educativo. 1.1. Um novo conceito de família A educação brasileira está passando por mudanças e dificuldades sem precedentes; escola e família apresentam características retraídas, tentam individualmente solucionar uma problemática ou seguem que não percebem a remota realidade. O conceito de família passou por inúmeras mudanças no decorrer da história da humanidade. Em diferentes momentos históricos é constatado que a estruturação da família diferencia. O modelo formal é o tradicional, característico do período medieval em que a sociedade tinha como meio de sobrevivência a produção agrária e comercial. Grande parte da população também se concentrava no campo, distribuída em meias as grandes propriedades de terra. (GRUNSPUN, pág. 33) Sabe-se que nas primeiras famílias, a segurança proporcionada pelo grupo organizado, ainda que de forma primitiva aos seus membros, era muito mais relevante que a consanguinidade. (GRUNSPUN, pág. 36) Com o passar dos séculos começa a coexistir uma nova tendência familiar (o matriarcado). A mulher passar a ser competidora do homem nesse instante começa as dificuldades para educar os filhos, porque precisa aprender pela contradição entre as rápidas transformações sociais. (SZYMANSKY, pág. 62) Diz Haim Grunspun (1999 Pág. 33) na verdade não tem importância que a tendência seja matriarcado, patriarcado ou filiarcado, o que temos que aprender é que a família precisa ser um conjunto coeso. O pertencer à família é significante, faz o indivíduo participante, completo, relacionado. Mas vamos pensar numa sociedade com um sistema filiarcado e vermos se as marcas mencionadas anteriormente permanecem. O foco aqui é mostrar a influência dos filhos na sociedade atuante. São elas que fazem a publicidade na TV, vendem produtos para outras crianças, adultos e idosos. Eles passaram a exercer um poder que é incontestável; mas hás técnicas de fazer o poder se transmitir dentro da família mantendo a unidade, pois a força da família que opera com a verdade é imprescindível à formação das crianças. De acordo com Grunspun (1999 Pág. 34), a família procura proteger suas crianças, desde que nascem, contra doenças, agressões internas e por carência. Exercendo uma função protetora contra as agressões externas, em um momento histórico de gracilidade do estado, a família começou a se fortalecer. Com a relação à carência, um conceito novo e de maior importância entre famílias diz-se com relação a algo que precisa ser fornecido em determinado instante da vida, porém mesmo que isso aconteça depois, nem mesmo toneladas é capaz de suprir o que faltou. Segundo Grunspun (1999 pág. 35) a coerência associa-se com proteínas e vitaminas. Não sendo fornecidas no momento certo e importante causam prejuízos severos, irreversíveis e difíceis de serem recuperados no futuro. Na era do patriarcado, as carências físicas e psicológicas eram múltiplas, apesar dos filhos serem dependentes das decisões dos pais. Já no sistema filiarcado, é possível que os próprios filhos determinem aos pais aquilo que necessitam fazer para proteger suas carências. (SZYMANSKY, 2007 pág. 18) O ser humano é modelado pela família, e isto, é inevitável, mesmo que isso aconteça só nos primeiros anos de idade. A família centralizada na criança já modificou muito a conceituação ao que é convívio familiar. Esta observação se faz em vários fatores, uma delas é a alimentação familiar. Antes todo mundo comia quando o patriarca da família chegava não se acendia duas vezes o fogo. Então a família demonstrava mais afetividade e mesmo que obrigatoriamente se reuniam quando ele chegava. Atualmente acontece o inverso. A condição de acertar o horário familiar tornase cada vez mais difícil. As crianças vão brincar, os adolescentes vão para seus cursos e atividades extracurriculares; assim as contingências de horário são cada vez mais frequentes. Outro fator que contribui para a queda das relações familiares é a TV e os computadores, a qual as crianças passam doze horas ou mais envolvidas, já que as informações são bem mais atuais que as trazidas pelos pais. A partir do século XVI notou-se que as famílias transformaram-se profundamente na medida em que suas relações internas com os filhos foram modificadas. A mudança mais considerável foi à introdução da escola como meio de aprendizagem e de educação das crianças de qualquer família, retirando-as da antiga sociabilidade. (GRUNSPUN, 1999 pág. 42) Áries (1978. Pág. 46) relata: As crianças deixaram de se misturar com os adultos e de aprender, a seu lado, a enfrentar os problemas da vida. Começou então, um longo processo de enclausuramento das crianças (como dos loucos, dos pobres e das prostitutas) que se estenderia até os nossos dias e o qual se dá o nome de escolarização. Esse nosso ponto de partida se fundamenta em duas versões: associação e laços biológicos. Sendo nada concreta e relacional que deve continuar sendo regida por leis. O que se mostra é que se deve dar maior importância ao sistema e estrutura social. Na concepção de Duby (1999. Pág. 40) a separação das crianças dos adultos foi implementada pelos reformadores católicos, protestantes, pelas leis de cada Estado. No entanto, ela não teria sido possível sem a “cumplicidade sentimental das famílias”. Já não se tratava de estabelecer relações com filhos em função dos bens e da honra, mas das emergências de um novo modelo no seu sentimento de orgulho e de interesse nos seus estudos, carreiras e futuro. Desta forma, a família começou a organizar-se em torno da criança de tal forma que se tornou quase impossível perdê-la sem uma enorme dor. A criança começa a sair do anonimato. Quando se instala a Revolução Industrial no século XVIII, observa-se que há um descolamento da massa populacional para os grandes centros urbanos, o que forçou a reformulação da estrutura familiar para que esta se adaptasse e se preservasse dentro das novas condições sociais. O espaço físico reduzido das cidades e de maneira peculiar das casas, além dos baixos salários pagos a nova classe, fizeram com que a família se reduzisse, uma vez que não era mais possível abrigar um grande número de integrantes em condições tão adversas. Mediante Flores (2004, pág. 11) Essa redução foi precedida pela concepção burguesa surgida no século XVI. Nesta época, a burguesia começa a enriquecer e perante o desejo de ser proprietária total da riqueza, não aceita o modelo de família extensa que repartiria o patrimônio por um grande número de familiares. Com essa reestruturação observa-se a manutenção de aspectos organizacionais familiar, como exemplo: o papel do homem enquanto autoridade máxima e o da mulher, enquanto responsável do lar e da educação dos filhos; e agora também atuando profissional e politicamente na moderna sociedade. Na família hoje reconhecida como pós-industrial uma das principais mudanças refere-se ao novo papel da mulher. Devido as transformações as famílias estão perturbadas e enfrentam obstáculos cada vez maiores, por isso faz-se cada vez mais relevante a interação educacional e familiar para que ambos os setores se adaptem ao processo acelerado do filiarcado, buscando cada vez mais artimanhas juntamente com a sociedade, reorganizando o cotidiano dessas crianças. 1.2 Dificuldades de Interação A experiência familiar e a relação com a escola marcam a vida dos seus membros, especialmente a dos filhos. Quando a ligação é recíproca há uma tendência de se manter uma estabilidade nas condições psicológicas e sociais com intenção de suprir as necessidades individuais. As relações familiares com as escolas é um tema bastante polêmico no sistema educacional. As escolas questionam a ausência das famílias e do outro lado, os pais criticam atitudes dos educadores. A verdade é que não há integração 100%, mas de modo algum ela pode ser 0%. De acordo com Demerval Savianni (2000, pág. 10): Muitas famílias assumem apenas os compromissos mais típicos, tais como: matrículas, reuniões formais para tratar temas específicos “geralmente reclamações” e algumas solenidades praticamente obrigatórias. Quando na verdade deveriam ter uma coesão e constância de objetos, a fim de construírem uma relação participativa e democrática entre escola e família. Partindo desse pressuposto, a família não deve esquecer que os sujeitos nãonascem com limites, é necessário que seja possibilitada a internalização destes através da interação com o outro uma vez que cabe à família a formação dos valores éticos de seus filhos, os futuros alunos. Já em sua construção teórica Zagury, (2002, pág. 58) ressalva que no decorrer dos tempos vem se consolidando entre pais e filhos uma nova forma de relacionamento: a de que tudo começa a ser psicologizado. Não há imposições nem castigos, só conversas carinhosas; tudo isso para não causar traumas à criança. Com o demaseio de permissas acabam errando com seus filhos, embora que a intenção é a resolução de conflitos. Normalmente alguns dos fatores que geram a permissão excessiva é o sentimento de culpa que os pais carregam por trabalharem fora, provocando uma expectativa de débito para com os filhos. Os outros fatores são: separação conjugal, filhos que apresentam dificuldades físicas ou psicológicas; prevalecendo o lado emocional sobre o racional. Falou-se até aqui da importância da construção de limites para uma convivência sustentável, mas para esclarecer melhor a respeito de como estabelecer limites no sujeito, bem como identificar as implicações desses nas autopermissões que favorecem a aprendizagem, refletiremos sobe o que ressalva a teoria de Zagury, (2002, pág. 68). O fato é entendido como um conjunto de regras, individuais e coletivas que medeiam à formação de cidadãos responsáveis e conscientes de seus direitos e deveres, regras estas que ao serem cumpridas Através dessas vias o indivíduo será capaz de perceber o momento de fazer ou não fazer algo, tornando possível a compreensão do que é limite. Por outro lado não podemos deixar de lembrar que as construções limítrofes cotidianas causam confusão e insegurança; ainda estamos distantes da verdadeira relação participativa e democrática, embora essa construção não seja motivo para desanimarmos, ao contrário, um incentivo de “perseverança” cada vez mais nesse caminho, a fim de ressignificar a relação entre os sujeitos “escola e família”. Para Hain Grunspun (1999 pág. 48) sabe-se: É através da integração da família no problema da aprendizagem, seja ele de ordem específica da criança ou da escola que teremos subsídios para alcançar o que se propõe no decorrer da aprendizagem da criança. Além da questão de limites vista até aqui, em outra instância, vê-se que o educador às vezes não é a pessoa mais amada pela família, ele não é tratado com mérito que deveria ter, uma vez que a ele são entregues verdadeiros tesouros – os educandos. Existem ainda, pais que criam objeção no desenvolvimento educacional de seus filhos, procuram convencê-los para ficar descansado em casa. É claro que também há aqueles que estão em constante cooperação. Ainda bem que existem homens responsáveis e com atitudes incondicionais para ajudar a instruir seus filhos nas estratégias educativas. Mas como diz Hain Grunspun (1999 Pág. 78): Fica difícil compreender como pais desejosos com o êxito do sucesso escolar de seus filhos apontem obstáculos, mesmo que isso aconteça de forma involuntária, e preocupa parte dos professores. Alguns obstáculos são impostos na medida em que alguns pensam que a aquisição do conhecimento dar-se por meio do sofrimento e repetição de palavras. Os profissionais que pensam dessa maneira não devem ter muitos problemas com os pais. No entanto, vale lembrar que é válida a necessidade dos limites, da autoridade; não da imposição de valores que resultam no autoritarismo. Portanto, ao longo da pedagogia inovadora se fazem necessárias a atuação e a compreensão dos pais de seus alunos nesse processo, a fim de enfrentarem os problemas, destacando e conhecendo novas técnicas pedagógicas. Desse modo, a competência e qualidade da educação consistem em uma união, procurando conseguir o mais rápido possível a adesão dos pais e comunidade que parecem prioridade à sua pedagogia, procurando iniciativas para não serem alvo de crítica. Partindo desse pressuposto evidencia-se que a escola também não conhece a família, fazendo-se cada vez mais necessária a interação desses sujeitos que constroem o ambiente escolar. A verdadeira visão de reforma educativa seria escola, família e sociedade caminharem juntos, somando esforços. Mas a própria sociedade faz a instituição “escola” distante da família. Sucessivamente a família isola-se no que se refere a progresso, atualização e utilidade dos fatos sócioculturais que a criança aprende e com isso ela não é capaz de avaliar se seus filhos têm prazer na escola. Grunspun (1999 Pág. 94) ainda esclarece: Encontramo-nos limites da influência que um professor isolado pode exercer fazendo-se necessária adesão de companheirismo a partilha dos pais, a fim de construírem juntos os saberes dos âmbitos escolares. Com relação a essa interação a família deve interessar-se que seus filhos possam ver, agir, pensar o que é mais relevante para si. Dessa forma estarão obtendo alguma relação entre família-escola. 1.3 Como atrair os pais para o contexto ou âmbito escolar A família e a escola dividem funções importantíssimas no que se refere a instruir e educar as crianças, compartilhando conhecimento e valores. Para caminhar com eficácia a escola precisa compreender o funcionamento da família e esta por sua vez deve se interessar pelos desempenhos e atitudes dos filhos. Uma das alternativas seria um ambiente convidativo, motivador para que pais e filhos sintam-se acolhidos. Em se tratando da escola em seu processo de aprendizagem ela não está restrita a um tipo de família, mais também nas relações que seus membros mantêm em si, com isso a escola e família possuem funções que se assemelham e se aproximam: funções de proteger (família) e de educar (escola). A família não ficou imune às mudanças sociais e tem delegado para escola, cada vez mais funções educativas que são suas, tais como formação de valores morais, fortalecimento de vínculo, limites, entre outras coisas. A maioria dos pais acredita que a escola é a continuação do seu lar e cobra dela o que é de sua função. É justamente aqui que mora o período do confronto: a partir da entrada dos filhos na escola, o sistema familiar tem seus valores colocados à prova e são expostos. Segundo Zagury (2008), “é preciso que a equipe técnica-pedagógica ouça, analise e dê um retorno às indagações de familiares, tornando possível a adesão de pais, sendo estes aceitos e respeitados, como todas as pessoas querem se sentir”. A família tem um papel central no desenvolvimento das crianças, não somente porque garante sua sobrevivência, mas também porque é dentro dela que se realizam as aprendizagens básicas, que serão necessárias para o desenvolvimento autônomo da criança dentro da sociedade. Baseado com o fato acima Zagury (2008, pág. 83) afirma: “Através da relação com a família, mostrando-lhes oportunidades que estão tendo e possivelmente eles pais não obtiveram, além de estarem dando apoio ao trabalho da escola, estão mostrando aos filhos que sem esforço não se consegue nada”. A aprendizagem do sistema de valores, da linguagem de controle de impulsividade, através de diferentes mecanismos (recompensas e castigos, observação, imitação e identificação), a família vai moldando as características psicológicas do indivíduo, durante o tempo que permanece sob sua custódia. Essa experiência de ajuda deduz no próprio contexto familiar, mas que alcança também, como suporte os outros contextos de socialização das crianças. Durante vários anos os pais orientam a aprendizagem dos filhos. Eles aprenderam durante a infância as atitudes básicas do seu grupo cultural, além das estratégias que lhes permitem realizar essas aprendizagens à medida que crescem as necessidades de aprender tornam-se por um lado mais específicas e por outro lado mais extensas, a influência dos pais. Zagury (2008) continua fazendo sua reflexão e exaltando uma ação dialógica quando diz “Pais com pouca escolaridade podem influenciar positivamente no processo de evolução educacional de seus filhos, e nessa função ninguém tem mais força e importância do que os pais”. É fundamental compreender como valorizar globalmente as tarefas, dificuldades e obstáculos que a criança possa encontrar no processo educativo. A escola deve ser ativa e participativa despertando eventos, reuniões não necessariamente falando sobre notas ou comportamentos, mas para promover a interação, troca informações que poderiam ser úteis para o cotidiano escolar. A escola deve buscar e construir espaço de reflexão e experiência de vida na comunidade em que está situada interagindo com as famílias, criando oportunidades necessárias, pois só assim a família passará a ser sentir comprometida com a melhoria de qualidade na escola e com o desenvolvimento do seus filhos como ser humano. A instituição deve utilizar todas as formas de contatos com os pais para passar informações relevantes sobre seus objetivos, recursos, problemas e também sobre as questões pedagógicas. As instituições que conseguirem transformar os pais ou responsáveis em parceiros diminuíram os índices de evasão e de violência e melhoraram o rendimento das turmas de forma significativa. Não é por acaso que o relacionamento entre a escola e a família ganhou posição dianteira entre os principais pontos de reflexão na formação de profissionais. Zagury in Gustavo Lourenço (2008, p.2) intensifica em sua obra a afirmação: “Aprender uma nova forma de se relacionar com os pais é fundamental”. É gratificante a interação entre família e profissionais. O diálogo ajuda a encontrar novos meios para apaziguar os conflitos intensificando o relacionamento que respeita as ideias do outro podendo imergir diante pais cooperativos e atentos do desempenho escolar dos filhos na medida certa. Esse é o desejo de qualquer professor. Muitas instituições não informam à família sobre o trabalho ali desenvolvido e isso dificulta o diálogo. Conforme Márcia in Roberta Bencino (2003, pág.38) “Ou os pais cobram o que não deveria ser cobrado ou ficam desmotivados e não participam de uma comunidade que não deixa claro seus objetivosdinâmicos”. Quando os familiares não se sentem convidados a interagir acabam-se ausentando do âmbito, deixando todas as iniciativas ao encargo dos educadores que por diversas vezes estas são questões de juízos. A discussão deve avançar na procura das melhores oportunidades de promover um encontro positivo entre pais e professores. Para isso acontecer alguns conceitos precisam ser revistos. Perceber a construção da família atual e não mistificá-la do modelo do passado. Refletir sobre os preconceitos e as discriminações existentes na escola. De acordo com Márcia (Apud Roberta Bencino, 2003, pág.39) “como muitos pais têm um histórico de exclusão e fracasso escolar, existe medo e vergonha de trocar ideias e conversas com os educadores”. Desta forma a instituição escolar deve requer diante da família algo que possa possibilitar confiança e ao mesmo tempo afetividade entre ambas as partes. Assim podem caminhar juntas e com objetivos comuns, canalizando cada vez mais energia positiva e sentimentos por meio de atividades e ações periódicas para expressarem melhor o que veem, sentem e desejam. 2. Transformação Permanente Os últimos tempos têm dado amostras de resultados desastrosos de uma educação com baixos limites em sua estrutura. Fazendo dessa forma necessária uma relação de confiança mútua entre a equipe da escola e as famílias. Conflitos existem sim, mas uma resolução na base de confiança seria bem mais efetiva. Contudo, na natureza as possibilidades favoráveis ao bom convívio são ilimitadas. Há sempre forças para “ser e fazer a diferença”. Vale ressaltar que a educação tem alicerce em casa, cabendo à escola numa parceria conjunta com os pais acrescer a formação acadêmica e valores. Quando as partes não se dão conta da importância de correlacionar-se constitui-se uma explicação fácil, “O insucesso” escolar de algumas crianças. Todavia basta um pouco de reflexão e planejamento para que percebam a importância da participação dos familiares, a fim de garantir um melhor desenvolvimento cognitivo na criança. 2.1A importância da Participação dos Pais na vida Escolar dos filhos Alunos têm direitos de que lhe sejam oferecidas possibilidades educacionais, nas condições mais normalizadoras possíveis, favorecendo-lhes o contato e a socialização de forma mais saudável na sociedade. Professores, pais e autoridades civis e educacionais precisam assumir atitudes positivas em todo processo. A mudança é necessária, porém às vezes ela não traz progresso. A exemplo disso sabemos, antes a família era cúmplice da escola, hoje, é promotora de erros e falhas. Atualmente, se não houver maturidade e visão pedagógica por parte da escola, as relações com os pais podem virar arenas, onde a escola fica na defensiva e os pais fazem suas características dos erros pedagógicos. Vale ressaltar mais uma vez que se houvesse a parceria entre as instituições colaboradoras na formação e desenvolvimento da auto-estima, possivelmente ocorreria o alcance de bons resultados em relação ao aluno e consequentemente, a escola passaria a fazer parceria no processo de produção do caráter e na construção de um perfil cidadão. Mas como não podemos afirmar que educar seja tarefa fácil, pois sabemos que os comportamentos não se reduzem às influências do ambiente familiar, o aluno participa nas interações sociais seja no bairro, na escola, na família e através dos meios de comunicação, entre outros, havendo uma articulação da realidade cultural e sócio-econômica do sujeito com a realidade sociocultural mais ampla. Sendo assim, a aprendizagem no sentido amplo ocorre durante toda a vida da criança; independente do ambiente em que se encontra o aprender abrange aspectos de nossa vida afetiva e valores culturais. Segundo Tavares (2001, pág. 52) A parceria se faz necessária em prol de uma maior eficiência na exploração desses sujeitos. Contudo devemos ter consciências que os movimentos realizados por essa união podem favorecer ou desfavorecer em termos o desenvolvimento da criança. Quando existe uma motivação intríseca ou um interesse interno por parte do aluno para o estudo, o aprendizado flui melhor e de forma mais prazerosa. A sede e a busca pelo saber são alavancas propulsoras para se alcançar o sucesso escolar e consequentemente na vida. A escola é complementação da ação das famílias que deve ultrapassar os próprios muros e preparar o sujeito em seus múltiplos aspectos cognitivo, físico, ético, emocional, cultural e estético. Para isso, é preciso que se faça um trabalho com os pais, conhecendo, investigando, abordando um pouco sobre a sua realidade, o seu modo de agir e pensar; tudo isso com intuito de compreender as ações, manifestações e comportamentos executados pelos educandos. Para Szymanski (2001, pág. 44) Compreender é ser capaz de descrever o que está se passando com uma família para que possa tomar medidas preventivas aos danos com as crianças. A escola precisa compreender as diferenças entre as famílias e saber trabalhar com elas, no sentido de conscientizar os pais sobre a importância do seu papel no processo de escolarização dos filhos. Enfatizo aqui a importância de conhecer os valores, crenças, mitos do que vem ser a família sem fazer julgamentos pessoais e moralistas, pré-julgamentos ou percepções estereotipadas buscando de alguma forma, numa relação dialógica modificar os procedimentos que os pais usam com seus filhos no interior dos lares, estreitando cada vez mais essa interação. Segundo Freire (1996, pág. 20) uma das tarefas pedagógicas dos pais é deixar obvio aos filhos de sua participação no processo de tomadas e decisões não é uma intromissão, mas um dever. Sendo assim, os pais dispostos e encorajados a participarem do Projeto Político Pedagógico (PPP) mostraram um importante e decisivo papel. Os filhos com certeza se sentirão confiantes e seguros em todo processo e perceberão que o estudo merece valorização máxima. Portanto, a escola juntamente com a família do aluno passa a exercer seus verdadeiros papéis, deixando de comparecer uma ou duas vezes por ano, para escutarem apenas as queixas dos educadores, passando a se inteirar do ensino criando maneiras mais eficientes para a aquisição de um ensino qualitativo, voltado à realidade de sua clientela. 2.2. Encontros e Desencontros: suas consequências na ação educativa. Conflitos existem sim, mas sua resolução na base de uma relação de confiança é muito mais fácil e efetiva. As partes precisam aprender a negociar para manterem-se como família padrão, respeitando e se ajudando nas complexas relações. Os problemas enfrentados pelas famílias na trajetória escolar em relação aos filhos são muitos. A trajetória torna-se ainda mais árdua quando pais se deparam com filhos que não demonstram gosto pelo estudo. Essa maneira de que as coisas que os cercam anda a mil por hora e o aprendizado que muitas vezes não acompanha esse ritmo, faz com que a criança perca a motivação do aprender. Levando em consideração o fato de que os filhos de hoje estão indo de acordo com a globalização, se faz necessário lembrar que pais e educadores também precisam se informar e se informatizar. Daí a importância do diálogo família-escola. De acordo com Mattos (2008, pág. 14) As famílias com rendimento familiar baixo para sobrevivência acarretam vários problemas, principalmente na criança por estarem em estágio de crescimento que trás consequências preocupantes como desnutrição, doença, dificuldade na aprendizagem. Já com as crianças não tão pobres ocorre o inverso dos fatores citados. Além disso, outro fator que pode ocasionar em conflito, é a má estruturação doméstica. Esta não pode estar divergente à formação escolar, daí surge à necessidade do elo família/escola, para que seja possível o acontecimento de alguns ajustes viabilizando a estruturação entre os sujeitos envolvidos no processoaprendizagem. Na possibilidade positiva desse elo, as escolas podem criar um ambiente que venha a constituir-se num espelho e num mundo para as crianças, ajudando-as as a caminhar para fora de um ambiente familiar adverso. De acordo com Polity (2004, pág. 204) é visto que: Conflitos familiares ocasionam desmotivação para o desempenho das atividades escolares. A criança passa a distanciar-se de amigos e professores, dedicando-se ou preocupandose exclusivamente com as inquietações trazidas de sua residência. Pais alcoolistas que violentam suas esposas e depois separam-se, influenciam negativamente a participação dos filhos nas atividades escolares. A criança diante dessa situação passa ser o foco mobilizador para a busca de um trabalho terapêutico familiar. Principalmente quando se trata do filho homem, uma vez que já é usada a população de desqualificação destes. De outro lado notase que esta diferenciação resulta em cuidados excessivos para com suas mães, mediante a situação a mãe deve aproveitar para conduzir o filho, ressignificando-o para o processo evolutivo. Outro fator profundamente desestabilizador é o divórcio, podendo gerar na criança certa insegurança, que mais tarde é transformada em distúrbios de aprendizagem ou agressividade. Quando os pais chegam a casar-se com outra pessoa, isso gera para crianças, outra família, com outros avôs, filhos de um novo marido ou de uma nova esposa, e muitas vezes, acaba se tornando um problema para a criança, devido à maneira como ela se relacionará e a forma como os outros a tratará. Na visão de Weis (2007, pág. 12): A família nuclear, composta por pai, mãe e filhos, hoje se transformou numa complexa rede de relações entre filhos e irmãos. Essas relações entre pais e filhos, mesmo se mantendo numa família nuclear padrão, se modificam numa direção de melhor autoridade dos pais e de certa persa de equilíbrio nessa convivência (por uma interpretação errônea de teorias educacionais, por excesso de trabalho fora de casa basicamente da mulher por comodismo em relação ao trabalho de educar, por culpa de estarem muito tempo fora de casa, etc.) Com essas novas relações no lar, vê-se crianças sem limites, sem regras para conviver em grupo, sem o exercício da cidadania, sem o respeito ao próximo. A falta de cumprimento dessas normas, muitas vezes é justificada pelos pais, por meio de questionáveis problemas médicos, fazendo-os sossegar através de remédios. Devido ao não cumprimento das normas, as famílias exigem da escola a educação dos próprios, e acabam esquecendo que os verdadeiros responsáveis são eles. Visto que os pais se omitem diante das funções paternas e maternas que são de sua responsabilidade, paralelamente a isso, fazem a desqualificação da escola e do professor perante seus filhos. Weis (2004, pág. 13) ainda afirma que: Diante dessas relações não construtivistas a criança sofre reações: ficando mais tímida, introvertendo-se ou ficando mais agressiva por não se sentir apoiada emocionalmente em seus diferentes lares; buscando sempre alguma coisa que lhe falta: mais atenção, mais carinho, mais um pouco de olhar para ela. Tudo isso reflete na aprendizagem e /ou disciplina escolar. O mediador, auxiliar na construção do conhecimento tem sua função afetada, à medida que é desqualificado e desvalorizado socialmente e, mais ainda, pela família de seus educandos. Mediante essa circunstância surge às dificuldades disciplinares e de aprendizagem. Dentre os problemas destacamos: * O aumento do individualismo; * A ausência de limites sociais; * Desvalorização. * Tensões; * "Atenção dispersa; * Perda de aula; * Não cumprimento das tarefas escolares. Nos casos de crianças com problemas como estes ou semelhantes provente das complexas relações da família nuclear, do alcoolismo; violência e toxicomania que habitualmente andam juntas são necessárias um tratamento específico para o membro um acompanhamento para a família. Nesse trabalho, será verificada a possibilidade de assumir o cuidado das crianças. Então será aberto um espaço para as crianças e responsáveis opinarem e expressarem seus desejos. Sem dúvida, este caso trata-se de medidas extremas, pois uma criança retirada da convivência familiar, sem duvida ficará privada de experiências de relacionamentos em que ela poderá receber amor essencial para sua formação. Portanto, uma instituição não substitui a família, mas pode dar condições para que as crianças desenvolvam uma vida saudável no futuro. Essa atitude cria uma expectativa, não desconsiderando a dificuldade das tarefas, mas sim projetando possibilidades de melhorias. Mediante a problemática acima Szmansky in Áries (1978, pág. 47): afirma. A família nuclear da forma como é definida hoje, não foi sempre assim. “Foi à consequência de mudanças na forma de atuação de outras instituições, como o Estado e a igreja, que, há cerca de três séculos, começaram a valorizar o sentimento de família”. A fim de que as mudanças ocorram, a família precisa passar ser vista como objeto de atenção 'educacional, especialmente as famílias de camada sociais menos privilegiadas, cujas dificuldades na educação dos filhos remetem-na, a sua condição de excluída social e economicamente. Mas diante o grande problema do cotidiano os pais acabam adotando o modelo de família nuclear, quando são forçados a deixar o campo e ingressar no trabalho em indústrias. Como vimos anteriormente também se refere a essa família o modelo matriarcal, onde mulher assume forma patriarcal quando não há companheiro. Diante desse contexto os filhos sentem-se na obrigação de participarem da manutenção da casa de diferentes formas, conforme o sexo e idade. Isso nos remete a considerar que crianças que vivem nesse contexto submetem-se a complicadíssimas dificuldades de aprendizagem, sendo de suma importância para o desenvolvimento da aprendizagem, uma família estruturada capaz de agir e reagir; ajudando a organizar a vida escolar do seu filho. Com base nessas considerações Szymansky (2007, pág.111) diz que o importante é: "A mediação no fortalecimento da educação. Experiência com grupos de pais mostram o quanto a comunicação e a interação das práticas educativas entre eles pode ser eficiente nas transformações de hábitos anegados, e no que diz respeito às competências de âmbito escolar. Contudo, há inúmeros fatores a serem considerados na relação família/escola. Estes são necessariamente: a família nuclear (pais ausentes dos lares), a ação educativa camadas sociais, diferindo no modelo educativo e as estratégias de socialização familiar. Considerando esses fatores Szymansky (2007, pág. 100) Apaud Gomes (1994, pág.62): "Embora seja inegável a importância da família como grupo socializador, outras agências sociais e até mesmo alguns espaços competem com ela, diuturnamente, e vão se tornando demasiadamente fortes na sociedade atual. Uns positivos e até desejáveis, outros, no mínimo, discutíveis". Com toda influência desses elementos sociais o que vemos é a autoridade dos responsáveis diminuída. Quanto às crianças, existe também uma mudança de papéis que são consignados nessa família. Daí vê-se a necessidade de família/escola atuarem com papéis semelhantes para que isto venha de encontro a algo positivo, levando a criança a avaliar atitudes e determinar seus comportamentos, a fim de vencer os desafios, mediante o apoio e participação de todos que querem construir uma sociedade mais justa no que se refere à educação como bem social para todos os indivíduos. 2.3 Elementos na dimensão cognitiva Mudanças na sociedade atual diferenciam os pilares da educação. Em nossa cultura atual o estímulo dos pais em relação ao cargo docente traz uma nova concepção de aprendizagem. Atualmente a criança ingressa cada vez mais cedo na escola para um determinado tipo de educação. Por isso não se tem mais condições de fazer a educação um a um. A exemplo disso tem também os atendimentos psicológicos, que agora são realizados em grupo e forma anônima, entre outros. Contudo, o que quero frisar é que a educação encontra-se em reformas contínuas, ligando-se muita a educação à política, aqui não me refiro apenas a política partidária, mas também coloco em jogo a política da boa vizinhança, na qual evidentemente o pai busca desempenhar um papel de colaborador. Colaborar corresponde a estar preparando para a vida. Mas e as dificuldades de aprendizagem como ficam? Até pensando muitas vezes que pais e educadores tornaram-se defeituosos, mas a verdade é que a divergências na aprendizagem surgem estruturada e organizada que na prática a escola deve estar a seu serviço. Para reafirmar essa análise Izabel Parolin (2007? Pág. 154) ressalta: Escola e família têm um objetivo a alcançar, que depende de uma “associação” entre aquele que precisa aprender e aquele que precisa ensinar. Com isso vemos uma das razões para enfatizar as condições de desenvolvimento cognitivo proporcionado pelo ambiente familiar. A escola tem um papel preponderante na constituição da identidade dos sujeitos e na sua inserção na futura sociedade. Considerando esse processo de realização as famílias também devem estar preparadas para dar as condições gerais aos seus filhos para que eles possam cumprir as expectativas das escolas. Por outro lado, vale lembrar que essa tarefa familiar se prejudica pela condição de classe social menos privilegiada, porém essa condição de vida não deve tornar o ambiente familiar menos estimulador cognitivamente. O autor Mcloyd (1998) in Szymanski (2007, pág. 129) reafirma a teoria acima dizendo que: Desvinculo a pobreza de renda da pobreza de capacidade. Isso não significa uma relação causal entre pobreza e insucesso escolar. Isso nós remete que em situação de pobreza há muitas famílias e crianças que desenvolvem complexas estratégias de sobrevivência, dependendo do contexto em que vivem e do apoio social que constroem; designando familiaridade com leitura e escrita indo de acordo com a autoridade familiar e as formas familiares de investimentos pedagógicos. Em seus estudos (Nunes, 1994) in Szymanski: aponta com clareza: O sucesso de um sistema pode engendrar o fracasso de outro, no qual se aplicam critérios diferentes para a obtenção de bons resultados de desenvolvimento infantil. Muitas crianças que vêm de ambientes que não favorecem a educação escolar aprendem muito e conseguem muito, mas comparadas com crianças que preenchem todas as expectativas do modelo dominante, são injustamente classificadas como “fracassadas”, simplesmente porque foram avaliadas segundo outros critérios. Sintetizando as ideias comentadas até agora se considera que as práticas educativas são “ações” que carregam valores que, influenciam no desenvolvimento das crianças podendo ajudar ou prejudicar a integração destas em outras instituições sociais. Contudo, quando se verifica que a direção da socialização familiar coincide com as estratégias disciplinares escolares, a criança segue sua trajetória escolar com hábitos e valores significativo e sem maiores dificuldades. 3. Análise da Pesquisa Para que aconteça a aprendizagem, os indivíduos devem ter condições físicas e psicológicas para assimilá-la, ou seja, este deve está co m seus aspectos cognitivos, físicos, sociais e efetivas em equilíbrio. É preciso viver em um ambiente tranqüilo e que tanto os familiares quanto a escola ofereçam subsídios para um ambiente propício à aprendizagem. Os atritos que a escola tem com os pais ou o modelo muito conservador das instituições ou familiar muitas vezes distância ás relações desejáveis. A cada momento descobre-se que disciplina e aprendizado se constroem em grupo, já que disciplina é clareza de objetivos, interesse, diálogo, oportunidade de sonhar e superar limites para construir, buscando a cidadania plena por meio da participação de todos. Isto é que toma atitude educativa. 3.1. A instituição Escola e Família Todos falam em educação qualitativa, embora a atividade esteja associada e merecida aos educadores e profissionais da área. Os pais necessitam constantemente da “atenção” aos filhos contínuos, porém dosada que lhes garante segurança e amor. Porém os familiares associam o rendimento dos alunos aos interesses pela matéria, citando como referencia aos que saem da rotina. É o que nos afirma Szymansky em um dos seus capítulos (2007, pág. 119) Os professores são responsáveis pelo rendimento dos alunos. A expectativa dos pais é que eles não gritem, não faltem, expliquem bem a matéria, ficando atento aos que, por timidez, possam não estar acompanhando, mas não o demonstrem. No entanto vale lembrar que o que floresce são os interesses das crianças em “outras coisas”, estão descobrindo se agitações e dispersas; muitos não assumem responsabilidade, é preciso fazer “cobranças”. Todavia se não houver um participação” e por outro lado, que cumpram sua parte no processo educacional. Portanto as práticas educativas aqui discutidas é a interação dos membros e ações contínuas e habituais que possibilitem a geração e apropriação dos saberes, práticas e hábitos sociais, por nossas crianças trazendo uma proposta de ser no mundo com o outro. Aprender em conjunto corresponde a estar se preparando para a vida. 3.2. Contexto Pedagógico Numa perspectiva de redirecionamento de suas ações a Escola Municipal Osvaldo Benício Vaz Cavalcanti, construída em 1985 e inaugurada dois anos após, situada à Rua José Andrade de Oliveira, s/n às margens da BR 112, ministrando o ensino fundamental consta atualmente com um espaço físico de 20 salas, 12 banheiros, cozinha, quadra poliesportiva. Todos os espaços são arejados e bem iluminados, contando também com recursos visuais e audiovisuais disponibilizados aos educadores para ministrarem as aulas de forma menos monótona. Mesmo assim, podem diagnosticar nessa instituição a ausência das famílias no ambiente escolar, aonde os professores reclamam da falta da participação dos familiares na vida escolar dos filhos e esta falta podem levar o aluno a não “acreditar na escola”, desmotivando-o a fazer as atividades, estudar para as avaliações, esclarecer dúvidas seja de procedência de assuntos escolares ou pessoais. Com isso muitos vão guardando no seu interior sentimentos e condutas como: elo, insegurança, temores, subjugação ou ainda auto-afirmação, defesa ofensivas e atitudes extremistas. Em seus relatos, os profissionais mostram-se aflitos, pois em algumas situações sentem-se impotentes para garantir as gerações futuras diante da omissão da família na vida escolar, determinadas instituições são fundamentais para os avanços e preparações educacionais. No processo social de desenvolvimento atual faz-se necessário ter a escola em função da sociedade, precisando reiterar as relações dos parceiros da educação – escola e família, a fim de que os problemas familiares não venham afetar seu lado emocional o seu desenvolvimento escolar. Contudo vê-se a necessidade de mecanismo que liguem e formem uma via rápida de entrosamento entre as equipes, buscando por meio do incentivo o crescimento. Para realização do conhecimento social dessa escola, for necessária dialogar com diretora, professores e alunos para formarmos conhecimentos dessa experiência, solicitando assim a colaboração dos mesmos, para o desenvolvimento do trabalho, no qual no primeiro momento concedeu-nos a disponibilidade de realizar a entrevista na escola. Por meio desse trabalho, percebemos a disponibilidade que a escola tem em fazer a diferença; através da parceria familiar, buscando conhecer um pouco sobre a realidade que cerca o âmbito e ações que a mesma vem tornando para intervir nos problemas da falta de participação visto assim, a escola em estudo precisa assumir cada vez mais o compromisso em compreender as diferenças entre as famílias e saber trabalhar com elas, para que não fiquem isoladas do que a criança no sentido, de garantir e alertar os familiares sobre a importância do seu papel no processo de escolarização dos filhos. Com essa conjunção as etapas educacionais em detectar as necessidades e os melhores recursos para suprir as deficiências passam a ser primordial. Portanto, a flexibilidade passa a ser o foco evolutivo na representativa fala a eficácia da qualidade na educação; suprindo barreiras, criando um país cheio de oportunidades para todos. 3.3 Breves Considerações Mediante pesquisa de campo, houve a aplicação de um questionário (APENDICE 1) aos educadores e pais de alunos, da escola Municipal Osvaldo Benício Vaz Cavalcanti. Os profissionais selecionados foram escolhidos de forma aleatórios, todos lecionam no Ensino Fundamental I e II, possuem graduação e curso de especialização em área específica. As perguntas formuladas foram fechadas, considerando-as para análise. A educação é um processo de aquisição e integração de informações, ocorrendo em todas as etapas da vida, subitamente importante para a sobrevivência e equilíbrio do indivíduo perante a sociedade. Quando há uma disfunção nesse processo é denominada déficit de aprendizagem, atingindo uma quantidade significativa de alunos, podendo persistir até idade adulta. A educação deve atentar para a promoção e a valorização das realidades que nem sempre são quantificáveis, mas que dão sentido à vida. Através da educação devemos chegar a um equilíbrio entre os direitos e deveres entre a liberdade e responsabilidade. Quando educamos para os direitos devemos também educar para cumprir os deveres. Não existe direitos sem deveres e tampouco liberdade sem responsabilidade. Diante desse pressuposto, perguntou-se aos professores se conheciam seus alunos e sua trajetória familiar. Estes foram quase unânimes em responder não, haja vista o quantitativo de alunos e o pouco tempo que os mesmos dispõem para efetuar um processo de conhecimento. Segue abaixo a análise do questionário aplicado aos professores (APÊNDICE 1): Pergunta 1 – Percebem os problemas familiares na vida dos educandos? Sim 50% 30% 20% Não Um pouco Perguntado se os profissionais da área diagnosticam problemas familiares e se os alunos expressam atitudes diferentes em sala de aula, os professores em sua minoria acreditam que existem momentos em que eles manifestam essa realidade. Contudo fica difícil identificar de maneira mais específica o que realmente está acontecendo. Isso significa que ainda não se sentem preparados para identificar ou diagnosticar problemas que tenham a sua origem nas famílias, considerando que ser criança e ser jovem contemporâneo significa entrar na vida aula cada vez mais tarde. Pergunta 2 – conhecem a história familiar dos alunos? Sim 30% 40% 20% Não Às vezes A conduta humana é dotada de sentido, de justificativa, elaborada subjetivamente, proporcionando ao indivíduo significado e especificidade. Isso significa que não se pode pensar no ser humano separado de sua identidade familiar ou mesmo seu grupo social, porém, às vezes essa percepção de sentido passa pelo diálogo esporádico ou propositura de um tema que venha ao encontro dessa realidade. Na verdade não existem momentos corriqueiros para a prática dessa atividade humana; quando na realidade situação educacional seria de suma importância. Pergunta 3 – Conversam com os educandos sobre seus familiares? Sim 75% Não Às vezes 25% Como já comentamos anteriormente não existem muitos esses momentos significativos no cotidiano para o diálogo. No entanto, quando as crianças estão envolvidas em conflitos familiares, essas apresentam desmotivação e um péssimo desempenho na sua aprendizagem. Nesse caso, precisamos intervir para que o fracasso não leve a reprovação. É preciso compreender que quando escola e família estabelecem parceria com o intuito de educar suas crianças, os conflitos surgem só que podem ser solucionados de forma mais sucinta. Mas para que isso aconteça é necessária a participação ativa da família na vida educacional dos seus filhos, e que os educadores estejam atentos para essa realidade, cabendo a instituição promover o diálogo aberto. Pergunta 4 – A participação efetiva dos pais é importante? 100% Sim Sabemos que a participação da família na vida escolar das crianças é extremamente importante para seu crescimento pessoal. A educação deve ser significativa para o aluno por intermédio de experiências, tornando assim o âmbito escolar uma fase de estímulo e prazer para ambas às instituições. Sendo assim a escola precisa está considerando os diversos fatores que influenciam o desempenho discente, investigando as causas do insucesso da comunidade discente. Pergunta 5 – Aprendizagem e família têm relações? Sim Não 80% Às vezes 10% 10% Todavia não temos dúvida em dizer que o fracasso ou sucesso escolar dos alunos é influenciado pro vários fatores, sendo que o envolvimento da família com a instituição escolar traz resultados significantes. A exemplo disso tem os resultados obtidos nas escolas particulares, visto que os pais cobram e ajudam seus filhos constantemente num processo de investigação. Sabemos também que algumas crianças apresentam dificuldades em determinadas disciplinas e habilidades, contudo desenvolver esses caracteres torna-se ainda mais difícil quando não há intervenção. Em relação aos questionários aplicados às famílias (APÊNDICE 2), tivemos as seguintes constatações: Pergunta 1 – A preocupação dos pais no sustento da família faz com que vocês trabalhem mais e fiquem sem tempo para dar atenção ao desenvolvimento escolar do seu filho. Você concorda que esse é um ponto mais forte nesse processo? Sim 60% Não 30% Às vezes 10% Verificou-se aqui que os desvios desses pais não estão definidos totalmente em relação ao tempo que disponibilizam em seu cotidiano sucessivamente a família permanece isolada da escola. Pergunta 2 – Nas reuniões que você participa, os educadores apresentam o sistema de trabalho utilizado na escola e abrem espaço para outras opiniões e debates. Sim Não 20% 40% 40% Às Vezes Diante desse resultado percebe-se que a escola ainda caminha com um método tradicional, não explicitando o Projeto Político Pedagógico desencadeado com as crianças daquela instituição, dificultando ainda mais a engrenagem dos pais na vida escolar de seus filhos. Pergunta 3 – Você acredita que coopera para o êxito da vida escolar de seu filho, incentivando-o nas atividades educativas? Sim Não 30% 30% 40% Às vezes Aqui fica notável que as famílias ainda esperam que a escola quase sozinha corresponda às expectativas sociais. A tarefa de auxiliar as crianças ainda fica muita ao encargo das escolas. Faz-se necessário um elo para movimentar as instituições, buscando o progresso educacional. Considerações Finais Em toda essa instância o que se sabe é que hoje tanto os educadores reclamam da ausência dos pais, quanto os pais reclamam das atitudes dos professores que talvez inconscientemente os mantém afastados. Se ambas as partes querem chegar a um ponto comum necessitam resgatar um convívio mais sustentável. Com base nesse contexto é notável que o aprendizado é uma evolução natural baseada na motivação oferecida aos sujeitos. Portanto a participação dos familiares no contexto escolar é fundamental para dividirem as responsabilidades, proporcionando um melhor relacionamento; não mais dividindo família e escola, mas sim criando uma participação solidária uma vez que passam a ser vistos como parceiros para uma melhor sustentação do ensino. Diante dos argumentos e reflexões podemos afirmar que é preciso a parceria entre escola e família. Há momentos em que a escola sonha com a participação dos pais, os pais por sua vez reclamam que não são comunicados, ao mesmo tempo em que atribuem sua responsabilidade à escola, culpando assim a entidade por não acompanhar seus filhos. Assim são muitos os problemas registrados no ambiente escolar. Tais problemas aparecem sempre por uma infinidade de carências ou excesso na relação com os pais. Logo, a sala de aula torna-se o espaço aonde vêm à tona todas as situações não resolvidas. Por mais preparado e sagaz que o professor seja, existem casos em que só a presença da família poderá resolvê-los. Para alguns autores: afetividade, apoio e cuidado dos pais são fundamentais para mudanças comportamentais e decisivas no desenvolvimento da maturidade, da independência, da competência, da autoconfiança, da autonomia das crianças. Sendo assim, alguns teóricos relatam que os pais não querem intervir no processo de educação, mas assim colaborar para com o desenvolvimento intelectual do filho. Os mesmos defendem ainda que é preciso que os pais fiquem atentos no que se refere a qualidade da participação na vida dos filhos, já que em função do trabalho o tempo é mínimo para dialogar, intervir e verificar o dia-a-dia destas crianças. Contudo, as contribuições profissionais jamais justificarão na cabeça dos filhos a falta de tempo para conversar e conhecer sua vida. A análise feita em cada capítulo mostra que a atitude que marca na vida dos filhos é a vivência de comportamentos éticos que são de responsabilidade dos pais. Dessa forma, é importante vê a educação formal como resultado de uma parceria entre escola, pais, educandos e sociedade. Diante da premicia, a escola precisa reelaborar constantemente a sua prática e propor atitudes que aproximem a família da educação formal dos filhos. Logo, os questionamentos sobre o acompanhamento na vida escolar do aluno, entre outros, fazem atentar para o perfil de estudante que se tem e como acompanhá-lo na maturidade e reflexão de seus atos. Em última análise verificou-se que é necessário que a escola e a família superem as dificuldades encontradas, uma vez que se torna impossível educar sem existir uma interação da família na educação escolar dos filhos para definir o perfil educacional. Em toda essa instância o que se sabe é que hoje tanto os educadores reclamam das atitudes dos professores que talvez inconscientemente os mantenham afastados. Se ambas as partes querem chegar a um ponto comum necessitam resgatar um convívio mais sustentável. Com base nesse contexto é notável que o aprendizado seja uma evolução natural baseada na motivação oferecida aos sujeitos. Portanto a participação dos familiares no contexto escolar é fundamental para dividirem as responsabilidades, proporcionando um melhor relacionamento; não mais dividindo família e escola, mas sim criando uma participação solidária uma vez que passam a ser vistos como parceiros para uma melhor sustentação do ensino. Referências Bibliográficas ARIÉS. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1978. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários á Prática educativa São Paulo: Paz e teria, 1996. FLORES, José V. Influencia da família na personalidade da criança. Porto: Porto, 1994. GOMES, H.S.R. Professores formadores: a relação entre família, escola e aprendizagem. Positivo 2007 GRUNSPUN, Haim e Grunspun, Feiga. Assuntos de família: Relacionamento, sexo, TV, violência, droga e escola. Almed, 1999 MCLOYD V.C. (1998). Social Economical Disadbantage and Child Development. American Psychologist, vol. 53, nº 2, 185-204. NUNES, T. (1994), O ambiente da criança. 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Pergunta 5 – Aprendizagem e família têm relações? APÊNDICE 2 Questionário aplicado aos pais dos educandos da escola Osvaldo Benício Vaz Cavalcanti Pergunta 1 – A preocupação dos pais no sustento da família faz com que vocês trabalhem mais e fiquem sem tempo para dar atenção ao desenvolvimento escolar do seu filho. Você concorda que esse é um ponto mais forte nesse processo? Pergunta 2 – Nas reuniões que você participa, os educadores apresentam o sistema de trabalho utilizado na escola e abrem espaço para outras opiniões e debates. Pergunta 3 – Você acredita que coopera para o êxito da vida escolar de seu filho, incentivando-o nas atividades educativas?