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UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
MESTRADO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM PROMOÇÃO DA SAÚDE
Mônica Wietzke
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL, FUNÇÃO PULMONAR E FORÇA
MUSCULAR PERIFÉRICA DE IDOSOS HOSPITALIZADOS
Santa Cruz do Sul
2014
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MÔNICA WIETZKE
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL, FUNÇÃO PULMONAR E FORÇA
MUSCULAR PERIFÉRICA DE IDOSOS HOSPITALIZADOS
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação
em Promoção da Saúde - Mestrado, Universidade de
Santa Cruz do Sul – UNISC, como requisito parcial para
à obtenção do título de Mestre em Promoção da Saúde.
Orientadora: Profa. Dra Dulciane Nunes Paiva
Colaboradores: Profa. DraSilvia Isabel RechFranke
Santa Cruz do Sul
2014
3
MÔNICA WIETZKE
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL, FUNÇÃO PULMONAR E FORÇA
MUSCULAR PERIFÉRICA DE IDOSOS HOSPITALIZADOS
Banca Examinadora:
______________________________________________
Dra. Dulciane Nunes Paiva
Professora Orientadora –UNISC
______________________________________________
Dra. Hildegard Hedwing Pohl
Professora examinadora – UNISC
______________________________________________
Dra. Marisa Gonçalves
Professora examinadora - UFSM
4
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradeço à minha orientadora Dulciane Nunes Paiva, pelas ideias,
críticas, ensinamentos e incentivo em todos os momentos.
Aos queridos bolsistas do projeto, Diogo Bordin, Natália Brum, Régis Severo, Ricardo
Gass, Michele Saldanha, Camila Neidermeyer, Emeline Schäfer, Larissy Americo, Angélica
Olivero e Taine Zimmer por terem me ajudado no andamento do projeto, principalmente nas
coletas de dados e digitação dos mesmos.
Ao Professor Dannuey Machado Cardoso por todos os ensinamentos e apoio.
Às colegas do Mestrado, em especial a Liziane Hermes, Suzana Cartens por todo
apoio nos momentos mais difíceis.
Ao meu namorado, pelo companheirismo e paciência.
À minha mãe que sempre esteve ao meu lado nos momentos de choro, nos momentos
de risos.
Aos meus amigos, pela compreensão e pelas palavras de apoio.
À minha família pelo carinho.
5
DEDICATÓRIA
Dedico à minha família em especial ao meu pai Edemar Roque Wietzke, que
infelizmente não está aqui para presenciar este momento que ele tanto incentivou.
6
LISTA DE FIGURAS DO ARTIGO 1
Figura 1
Fluxograma dos participantes do estudo………………………………
79
LISTA DE FIGURAS DO ARTIGO 2
Figura 1
Fluxograma dos participantes do estudo………………………………
Figura 2
Comparação entre a força de pressão palmar (FPP) entre os grupos. A:
Comportamento da FPP em valores absolutos (Kgf). B:
Comportamento
da
FPP
em
porcentagem
do
predito
(%pred)...................................................................................................... 97
Associação entre a força de preensão palmar (FPP) e capacidade
funcional.A: Associação apresentada dentro do GH. B: Associação
apenas
quando
considerado
o
GC.............................................................................................................. 97
Figura 3
95
7
LISTA DE TABELAS DO ARTIGO 1
Tabela 1 -
Caracterização dos grupos analisados.................................................
Tabela 2 -
Força muscular periférica e capacidade funcional entre os grupos
80
analisados.............................................................................................
81
Tabela 3 -
Força muscular respiratória da amostra estudada................................
82
Tabela 4 -
Volumes pulmonares da amostra estudada..........................................
83
LISTA DE TABELAS DO ARTIGO 2
Tabela 1 -
Caracterização dos grupos analisados.................................................
96
8
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AIVD
Atividades Instrumentais da Vida Diária
AJ
Altura do Joelho
AMBc
Área Muscular do Braço Corrigida
AVC
Acidente Vascular Cerebral
AVD
Atividades da Vida Diária
BADL
Basic Activities of Daily Living
CB
Circunferência do Braço
CC
Circunferência da Cintura
CEP
Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos
CF
Capacidade Funcional
CIF
Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
CMB
Circunferência Muscular do Braço
CMBc
Área Muscular do Braço Corrigida
CmH2O
Centímetro de Água
CNPq
Conselho Nacional de Desenvolvimento da Pesquisa
CP
Circunferência da Panturrilha
CPT
Capacidade Pulmonar Total
CRF
Capacidade Residual Funcional
CV
Capacidade Vital
CVF
Capacidade Vital Forçada
DCS
Dobra Cutânea Suprailíaca
DCSUB
Dobra Cutânea Subscapular
DCT
Dobra Cutânea Triciptal
FAPERGS
Fundo de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul
FM
Força Muscular
FMR
Força Muscular Respiratória
FP
Função Pulmonar
FPP
Força de Preensão Palmar
IBGE
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
IMC
Índice de Massa Corporal
9
IPAQ
Questionário Internacional de Atividade Física
MRC
Medical Research Council
OMS
Organização Mundial de Saúde
PEF
Pico de Fluxo Expiratório
PEmax
Pressão Expiratória Máxima
PImax
Pressão Inspiratória Máxima
PNAD
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
PRM
Pressões Respiratórias Máximas
PUIC
Programa UNISC de Iniciação Cientifica
QV
Qualidade de Vida
SPSS
Statistical Package for Social Sciences
SUS
Sistema Único de Saúde
Tax
Temperatura Axilar
TCLE
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido
TFP
Testes de Função Pulmonar
VEF1
Volume Expiratório Forçado no Primeiro Segundo
VR
Volume Residual
WHO
World Health Organization
10
APRESENTAÇÃO
Esta dissertação de Mestrado, prevista no regimento do Programa de Pós-Graduação
em Promoção da Saúde é composta de seis partes: Projeto de Pesquisa, Relatório de Campo,
Artigo I, Artigo II, nota para divulgação da pesquisa na imprensa e Anexos.
O Projeto de Pesquisa foi defendido em novembro de 2012, perante banca composta
pelos professores do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde.
Os Artigos apresentados constam dos seguintes títulos:
O Artigo I, intitulado “AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL, FUNÇÃO
PULMONAR E FORÇA MUSCULAR PERIFÉRICA DE IDOSOS HOSPITALIZADOS que
será encaminhado para a revista Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento.
O Artigo II, intitulado “ASSOCIAÇÃO ENTRE FORÇA DE PREENSÃO PALMAR
E A FUNCIONALIDADE DE IDOSOS HOSPITALIZADOS” que será encaminhado para a
Revista Brasileira de Fisioterapia.
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SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS......................................................................................................
DEDICATÓRIA................................................................................................................
LISTA DE FIGURAS........................................................................................................
LISTA DE TABELAS.......................................................................................................
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS........................................................................
APRESENTAÇÃO............................................................................................................
04
05
06
07
08
10
CAPÍTULO I
PROJETO DE PESQUISA.............................................................................................
1 INTRODUÇÃO..............................................................................................................
2 OBJETIVOS...................................................................................................................
3 MARCO TEÓRICO.......................................................................................................
4 MÉTODOS......................................................................................................................
5 CRONOGRAMA...........................................................................................................
6 RECURSOS HUMANOS E INFRAESTRUTURA......................................................
7 ORÇAMENTO/RECURSOS MATERIAIS.................................................................
8 RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS.............................................................
9 RISCOS/DIFICULDADES/LIMITAÇÕES..................................................................
10 INDICAÇÃO DE PERIÓDICOS PARA PUBLICAÇÃO..........................................
REFERENCIAS................................................................................................................
12
14
16
17
31
42
43
44
45
46
47
48
CAPÍTULO II
RELATÓRIO DO TRABALHO DE CAMPO..............................................................
61
CAPÍTULO III
ARTIGO 1........................................................................................................................
63
CAPÍTULO IV
ARTIGO 2........................................................................................................................
84
CAPÍTULO VI
NOTA A IMPRENSA.....................................................................................................
98
ANEXOS...........................................................................................................................
100
12
CAPÍTULO I
PROJETO DE PESQUISA
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Mônica Wietzke
AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR, CAPACIDADE FUNCIONAL E FUNÇÃO
PULMONAR DE IDOSOS HOSPITALIZADOS
Projeto de Dissertação apresentado ao Programa de PósGraduação em Promoção da Saúde - Mestrado,
Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, como
requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em
Promoção da Saúde.
Orientadora: Profa. Dra Dulciane Nunes Paiva
Colaboradores: Profa. Dra Silvia Isabel RechFranke
Santa Cruz do sul
2012
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1 INTRODUÇÃO
Sabe-se que o aumento da proporção de idosos é um fenômeno global. Segundo a
Organização Mundial de Saúde (OMS), nos países desenvolvidos são considerados idosos os
indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos, e nos países em desenvolvimento
considera-se a idade de 60 anos (MENDES et al., 2005; apud SANTOS; BARROS, 2008;
SCHNEIDER; IRIGARAY, 2008).
O envelhecimento é um processo multifatorial, que é influenciado pelo tempo
cronológico, fatores psicológicos e sociais, declínio biológico e alterações funcionais
(SANTOS et al., 2011). Na atualidade, esse processo ganha maior notoriedade nos países em
desenvolvimento, com o crescimento da população com mais de sessenta anos (GIATTI;
BARRETO, 2003).
As reflexões sobre o envelhecimento estão se fazendo cada vez mais presentes no
cenário mundial. Estudos mostram que a diminuição das taxas de fecundidade e mortalidade
vem ocasionando alteração na estrutura etária da população (IBGE, 2009; KALACHE et al.,
1987; CARVALHO; GARCIA,2003; WONG; CARVALHO, 2006; NASRI, 2008;
KILSZTAJN et al., 2003). Tais circunstâncias modificam a estrutura de gastos dos países em
várias áreas, principalmente na saúde (IBGE, 2009; BANCO MUNDIAL, 2011).
Com esta diminuição relativa da população jovem e o aumento proporcional da
população idosa, torna-se necessário o desenvolvimento de políticas específicas para o idoso,
que visem promover seu bem-estar físico, social, econômico e psicológico através da
prevenção e promoção de saúde no envelhecimento (WONG; CARVALHO, 2006; NASRI,
2008; UCHÔA, 2003; SANTOS; MATOS, 2011).
A transformação da distribuição etária na população brasileira traz oportunidades e
desafios que podem levar à sérios problemas sociais e econômicos se não forem enfrentados
adequadamente (NASRI, 2008). O resultado do aumento da população idosa reflete
diretamente nos serviços de saúde, pois nesta população as internações são mais frequentes e
o tempo de ocupação do leito também é maior, quando comparado com outras faixas etárias
(VERAS, 2009).
O envelhecimento torna o indivíduo mais suscetível às doenças crônicas e
incapacidades funcionais (NASCIMENTO et al., 2012). Assim, o envelhecimento está
associado a um declínio gradual fisiológico das habilidades funcionais do idoso (LEE et al.,
2012). As doenças crônicas ocorrem com frequência em idosos e se desenvolvem de forma
progressiva e irreversível. O processo da doença no idoso, bem como a internação hospitalar e
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o próprio envelhecimento, podem colaborar para a piora do estado de saúde e qualidade de
vida desta população (NASCIMENTO et al., 2012; SIQUEIRA et al., 2004).
Dentre estas alterações está a do sistema respiratório do idoso que sofre progressiva
redução da sua função devido a modificações estruturais, funcionais e fisiológicas em virtude
do processo de envelhecimento (BRITTO et al., 2005; SALES et al., 2011; LIM et al., 2011).
A infecção respiratória destaca-se como uma das principais causas de mortalidade e
morbidade e impõe a necessidade de hospitalização do idoso (FRANCISCO; DONALISIO;
LATTORRE, 2003). Sabe-se que as doenças relacionadas ao aparelho respiratório
representam a segunda maior causa de internações hospitalares, perdendo apenas para as
doenças do sistema circulatório (LOIOLA FILHO et al., 2004).
Sabe-se que além dos fatores biológicos, fisiológicos e as doenças, que influenciam no
processo de hospitalização do idoso, fatores externos, como as quedas, podem contribuir para
o aumento do tempo de internação e a qualidade de vida dos idosos tanto pela assiduidade
quanto pelas implicações decorrentes ao evento (SIQUEIRA et al., 2007). Todas as idades
apresentam um risco de sofrer quedas, porém em idosos há uma incidência três vezes maior
(SALES et al., 2011).
A hospitalização por si é um evento crítico na vida dos idosos e acarreta em implicações
como o declínio funcional, aumento no tempo de internação, mudança na qualidade de vida
(PERON; GRAY; HANLON, 2011) institucionalização e até a morte (CRISTO;
PERNAMBUCO, 2009). Nos últimos anos, diversas publicações científicas apontam a
deficiência funcional como um forte marcador de morbidade e mortalidade em idosos
(SALES et al., 2011; BUURMAN et al., 2011; CHOU et al., 2012). Para Kawasaki (2005), a
capacidade funcional sofre influência de fatores externos, ambientais, físicos e culturais que
poderão intervir na independência funcional do idoso durante a internação.
No âmbito hospitalar, a identificação das características dos idosos é de extrema
importância para uma abordagem especializada e adequada, visando a identificação de
problemas e ainda a promoção de novas formas de atendimento diferenciadas que permitam
uma melhor qualidade no atendimento e melhor emprego dos recursos disponíveis dentro da
realidade existente (MAUÉS et al., 2007). Portanto, é importante reconhecer através de uma
avaliação funcional criteriosa, as incapacidades funcionais que provocam danos na autonomia
dos pacientes idosos, porque as mesmas podem interferir nas atividades da vida diária (AVD)
e na qualidade de vida (QV) destes idosos (SCHNEIDER; IRIGARAY, 2008).
16
A partir dos pressupostos acima expostos, apresentamos o seguinte problema: como se
comporta a força muscular, capacidade funcional e a função pulmonar de idosos em
condições cirúrgicas e não-cirúrgicas admitidos no Hospital Santa Cruz em Santa Cruz do Sul
– RS?
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Avaliar a força muscular, capacidade funcional e a função pulmonar de idosos
hospitalizados no Hospital Santa Cruz em Santa Cruz do Sul – RS.
2.2 Objetivos específicos

Avaliar a capacidade funcional de pacientes idosos hospitalizados sob condições
cirúrgicas e não cirúrgicas;
 Avaliar o a força de preensão palmar de pacientes idosos hospitalizados sob
condições cirúrgicas e não cirúrgicas;
 Determinar o nível de atividade física de pacientes idosos hospitalizados sob
condições cirúrgicas e não cirúrgicas;

Avaliar as características antropométricas de pacientes idosos hospitalizados sob
condições cirúrgicas e não cirúrgicas;

Avaliar a força muscular periférica de pacientes idosos hospitalizados sob condições
cirúrgicas e não cirúrgicas;

Avaliar os volumes pulmonares de pacientes idosos hospitalizados sob condições
cirúrgicas e não cirúrgicas;

Avaliar a força muscular respiratória de pacientes idosos hospitalizados sob
condições cirúrgicas e não cirúrgicas;

Correlacionar as variáveis: sexo, faixa etária, índices antropométricos, força de
preensão palmar, força muscular periférica, volumes pulmonares e força muscular respiratória
com a condição de hospitalização.
17
3 MARCO TEÓRICO
3.1 Envelhecimento
Longevidade refere-se ao número de anos vividos por um sujeito ou ao número de anos
que, em média, as pessoas de uma mesma geração viverão (CARVALHO; GARCIA, 2003).
Admite-se que com achegada da velhice, vulnerabilidades, perdas de papéis sociais com o
afastamento da atividade econômica, surgimento de novos papéis (ser avós), gravidade de
doenças crônicas e degenerativas, perdas de parentes e amigos entre outras situações tendem a
acontecer (CAMARANO, 2004).
Envelhecimento está associado a um declínio progressivo na função de muitos órgãos e
aparelhos (BOZZETTI, 2003); portanto, envelhecer é um processo biológico de perda da
capacidade física relacionado também a outros processos psicológicos e sociais, sendo um
processo natural, inevitável e irreversível (CAMARANO, 2004). As concepções de velhice
são mais antigas que a própria humanidade. Até o século II a.C. na Grécia e na Roma, os
idosos tinham papéis sociais prestigiados, os jovens confiavam e apoiavam-se nos idosos, mas
nos momentos de revoluções, os jovens substituíam os idosos no comando.
Durante a Idade Média até o século XVIII, os idosos eram em pouco número. Os idosos
que sobrevivam, contavam com a solidariedade dos senhores feudais e da igreja. Da mesma
forma ocorreu no início do Capitalismo e no século XIX. Durante a Revolução Industrial, os
idosos que não eram ricos e poderosos, ou eram bem tratados por suas famílias, ou então,
eram depositados em asilos e hospitais (ALBUQUERQUE, 2008).
Entre os anos de 1940 e 1960, nos países desenvolvidos, o processo de envelhecimento
ocorreu de forma lenta e acompanhou a elevação da QV das populações urbanas e rurais
(NEGRI et al., 2004). Neste mesmo período, o Brasil vivenciou um declínio na mortalidade,
mantendo a taxa de fecundidade em níveis elevados, produzindo assim, uma população jovem
quase-estável e com rápido crescimento. A partir do final da década de 60, com a redução da
fecundidade, iniciada nos grupos populacionais mais privilegiados e nas regiões mais
desenvolvidas é que se desencadeou o processo de transição da estrutura etária aos demais
grupos populacionais (NASRI, 2008).
O aumento da expectativa de vida e a queda da taxa de natalidade originaram o
fenômeno do envelhecimento populacional, aumentando o número de pessoas idosas na
sociedade (NASRI, 2008), sendo este um grande desafio enfrentado pelos países
industrializados (WESTENDORP, 2006). Estima-se que no Brasil, em 2050, a expectativa de
18
vida ao nascer chegará a 85 anos de idade, o que aumentará a proporção de idosos (SOUSA;
GUARIENTO, 2009) e este aumento implicará em um grande impacto na organização e
prestação de saúde para o idoso (WIENER; TILLY, 2002).
De acordo com o Ministério da Previdência Social (BRASIL, 2008), o Brasil está
passando por um processo de envelhecimento populacional, com a projeção de que em 2050,
a estrutura etária seja semelhante aos países desenvolvidos (BRASIL, 2008, KILSZTAJN et
al.,2003) e a participação dos idosos na população será um contingente de 18,3%
(CARVALHO; WONG, 2008).
Outro estudo aponta um crescimento populacional nos países da América Latina.
Segundo Noronha e Andrade (2004), a estimativa do aumento da população com mais de 65
anos na Argentina, passou de 7% em 1970 para uma estimativa de 17,8% em 2050. No
Uruguai, essa participação aumentou de 8,9% para 19,1% nesse período, e no Chile, variou de
5,1% para 17,9%.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2009, no ano de
2008, o Brasil contava com uma população de cerca de 21 milhões de pessoas de 60 anos ou
mais de idade (IBGE, 2009). Em 1960, o contingente de idosos era de 3 milhões e em 1975
passou para 7 milhões. A estimativa para o ano de 2020, é que o país será o sexto do mundo
em número de idosos com cerca de 30 milhões de idosos (VERAS, 2009).
Para Camarano (2004), o envelhecimento populacional, além de implicações de ordem
demográfica, apresenta consequências de ordem econômica, social e política. O crescimento
do contingente populacional idoso acarreta uma sobrecarga na economia em nível nacional,
na medida em que ocasionam uma maior utilização dos serviços de saúde (KILSZTAJN et al.,
2003). Com a utilização de serviços de saúde em maior quantidade e de forma mais
prolongada, surgem novas demandas de saúde especialmente a “epidemia de doenças crônicas
e de incapacidades funcionais”, que segundo a Organização Pan-Americana de Saúde é um
grande desafio nos dias de hoje (BRASIL, 2012).
Pensar em relação ao envelhecimento é zelar por uma população que se torna um
enorme desafio para o poder público. Este fenômeno atribui uma grande provocação de se
preparar para uma nova realidade, que exigirá mudanças amplas em toda sociedade. De
acordo com os achados de Wong e Carvalho (2006), o acelerado processo de envelhecimento
populacional do Brasil aponta para a criação de uma nova política nesta área para impedir o
surgimento de graves problemas sociais.
A atenção a saúde aos idosos no Sistema Único de Saúde (SUS) tem início na Atenção
Primária, onde são desenvolvidas ações de promoção, prevenção e acompanhamento das
19
condições de saúde desta população. Foi apenas em 2006, que a Saúde do Idoso surgiu como
uma das prioridades e uma preocupação das políticas públicas no Brasil, incluída como meta
no Pacto pela Vida, elaborado pelo Ministério da Saúde. Este documento, promulgado pela
OMS, Ministério da Saúde e Secretarias Municipais de Saúde, tem por objetivo incrementaras
ações de saúde voltadas à atenção da população idosa, a fim de contribuir não só na
quantidade dos anos vividos, mas na qualidade de vida desta população (BRASIL, 2010).
3.2 Capacidade funcional de idosos
O processo de envelhecimento está associado às alterações morfofuncionais que afeta
a capacidade funcional (CF) do idoso (AHMED; HABOUBI, 2010, BESWICK et al., 2008) e
diminui com a idade (SOER et al., 2012). Segundo Cristo & Pernambuco (2009), o grau de
dependência pode variar na medida em que os sujeitos envelhecem, podendo ocorrer plena
independência até limitações graves. Com a velhice vem o desejo de viver cada vez mais e ao
mesmo tempo, se convive com o medo de atingir essa meta com incapacidades e
dependências (MINOSSO et al., 2010).
Uma vez comprometida, resulta em implicações importantes para a família, para o
sistema de saúde pública e para a vida do próprio idoso, devido à vulnerabilidade e
dependência (ALVES et al., 2007; FIEDLER; PERES, 2008, BOYD et al., 2008). O declínio
na capacidade funcional acomete de 34 a 50% dos idosos durante o período de hospitalização
(STHAL; BERTI; PALHARES, 2011; HOOGERDUIJN et al., 2007) e pode levar a
deficiência, hospitalização prolongada, institucionalização e até mesmo à morte (BUURMAN
et al., 2011; CHOU et al., 2012; HU et al., 2012; BESWICK et al., 2008).
A capacidade funcional é considerada como um novo componente para instrumentar e
operacionalizar a atenção à saúde do idoso além de ser uma importante ferramenta para o
envelhecimento saudável (KAWASAKI; DIOGO, 2007; MONTEIRO; FARO, 2010; HU et
al., 2012). A perda da capacidade conduz a um aumento na morbidade e na mortalidade,
portanto, a manutenção das capacidades funcionais é um aspecto a ser incluído na vida do
idoso (GAINO; LEANDRO-MERHI; OLIVEIRA, 2007). A senilidade é comumente
associada por múltiplas doenças, que em graus diversos, afetam as AVD prejudicando a
qualidade de vida dos sujeitos (MUSZALIK et al., 2011; BARBIERI et al., 2012).
A avaliação da capacidade funcional é instrumento útil para avaliar o estado de saúde
dos idosos, pois muitos possuem várias doenças simultâneas que se distinguem em severidade
20
e provocam diferentes impactos na vida cotidiana (PARAYBA; SIMÕES, 2006; HU et al.,
2012).
O estudo de Arroyo et al. (2007) buscou avaliar a associação entre medidas
antropométricas e de composição corporal com as limitações funcionais de indivíduos idosos
participantes do projeto multicêntrico SABE (Inquérito de Saúde e Envelhecimento) de
Santiago – Chile. Nesse estudo, foi constatada uma alta prevalência de restrições funcionais,
sendo maior nas mulheres do que em homens (63,7% vs 37,5%, p <0,01). Tais limitações
funcionais foram associados com uma força de preensão palmar(FPP) baixa em ambos os
sexos.
A Incapacidade Funcional é um conceito favorável para analisar as condições de saúde
dos idosos (SANTOS et al., 2007), já que muitos desenvolvem doenças crônicas que
modificam a vida cotidiana. A OMS definiu incapacidade funcional como a dificuldade,
devido a uma deficiência, para realizar as atividades típicas e pessoalmente desejadas na
sociedade (WHO, 2001).
A Capacidade Funcional por sua vez, pode ser definida como a habilidade que o idoso
possui para desempenhar as AVD de forma independente (LUCIO et al., 2011; FIEDLER;
PERES, 2008; MUSZALIK et al., 2011). Com uma população em rápido envelhecimento, a
incapacidade tornou-se um problema de saúde pública, sendo um importante indicador da
saúde do idoso no Brasil (NASCIMENTO et al., 2012). Em seu estudo, Millan-Calenti et al.
(2010) objetivaram estabelecer uma relação entre diferentes variáveis como idade, sexo,
dependência funcional para AVD e Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD)e
observaram que 34,6% dos indivíduos avaliados, apresentavam algum tipo de dependência na
escala da AVD.
Em 2001, a OMS redefiniu o conceito de deficiência através da Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF). A partir da CIF uma nova
classificação foi implementada a fim de substituir as anteriores sendo empregue o termo
funcionalidade no lugar de incapacidade, deficiência, invalidez e desvantagem (WHO, 2001).
A CIF busca estabelecer uma diferença entre as AVDs e AIVD. As AVDs são definidas
como atividades essenciais para o auto-cuidado como banho, alimentação e ir ao banheiro
(KATZ et al., 1963). Já as AIDV são baseadas em atividades instrumentais do dia-a-dia
(LAWTON; BRODY, 1969). Segundo Nascimento et al. (2012), tais atividades permitem
uma vida independente do idoso, como fazer compras, telefonar, utilizar transportes, lidar
com dinheiro, preparar refeições.
21
Segundo os Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil, avaliados em 2009,
geralmente a capacidade funcional em pessoas idosas é avaliada a partir da sua dificuldade em
realizar as AVDs (PELL et al., 2005). Esta avaliação é realizada através de declaração
sugestiva da dificuldade em realizar atividades básicas da vida diária (ABVD), nas quais
inclui o cuidado pessoal e AIVD, atividades estas mais complexas e necessárias para viver de
forma independente na comunidade (IBGE, 2009).
Segundo Rodrigues et al. (2008), morbidades como o acidente vascular cerebral (AVC),
catarata e osteoporose, implicam no declínio nas AVDs e AIVDs do idoso. No estudo de
Siqueira et al. (2004), 59,6% da amostra obteve melhora ou permaneceu inalterados em
relação às dificuldades funcionais, enquanto 40,4% pioraram ou faleceram durante o estudo.
No estudo de Maués et al. (2007), que buscou analisar a epidemiologia dos idosos internados
em enfermaria de Clínica Médica do Hospital Ophir Loyola- São Brás – Pará, observaram que
mais da metade dos pacientes que avaliaram (53,33%) mostraram-se independentes para as
AVDs. Já quanto às atividades instrumentalizadas de vida diária, houve prevalência de
dependência parcial.
Muitos estudos realizam associações entre a idade e sexo dos idosos. Em seu estudo,
Millan-Calenti et al. (2010), encontraram uma associação inversa entre idade e a escala de
AIVD, contradizendo outros estudos que mostram que, quanto maior a idade do sujeito maior
o grau de dependência. As alterações funcionais são frequentemente, consequências de
doenças e/ou problemas comuns aos idosos. As doenças crônicas, que devem ser
precocemente identificadas, tratadas e monitoradas (OLIVEIRA et al., 2011).
Em estudos nacionais e internacionais são encontradas associações entre a incapacidade
funcional e o aumento das hospitalizações (MUSZALIK et al., 2011; MARRA et al., 2007).
Ao relacionar o número de consultas e a história de internação, Nascimento et al. (2012)
encontram uma forte associação com a deficiência funcional em idosos de Viçosa – MG.
Ações preventivas que proporcionem atenção à população idosa por meio da promoção
e prevenção de doenças é a forma de manter o idoso, na maior parte da sua vida, com
capacidade funcional (PHOCHET; SILVA, 2011, BOYD et al., 2008, BACHMANN et al.,
2010; MAZIÈRE et al., 2011). Desta forma, quanto mais precocemente ocorrerem as
intervenções junto aos idosos hospitalizados, maiores serão as chances de vida mais longa,
sem doenças e inaptidão funcional (FABRÍCIO; RODRIGUES, 2008; GRAF, 2006).
22
3.3 Idoso hospitalizado
A hospitalização é considerada de grande risco, especialmente para as pessoas mais
idosas (VOLPATO et al., 2008; KING, 2006; VOS et al., 2012), devendo-se considerar que
esses, usam os serviços hospitalares de modo mais intenso que os demais grupos etários
(ALVARENGA; MENDES, 2003; AMARAL et al., 2004; GUERRA; RAMOS;
CERQUEIRA, 2007; CHANG et al., 2010; GAMALETSOU et al., 2012; MENEZES;
OLIVEIRA; MENEZES, 2010). Estudo realizado em Taiwan observou que 47,5% das
internações eram de indivíduos idosos (HSIAO; CHANG; CHEN, 2012).
Fatores como a existência de doença crônicas com diferentes graus de deficiência ou
limitações, uso de muitos medicamentos bem como a existência de deficiência física e
cognitiva, contribuem para que os idosos hospitalizados apresentem vários efeitos adversos
(ASTIZ et al., 2008; CHEN et al., 2010; PATTERSON; HOGAN; BERGMAN, 2012).
Ressalta-se que as taxas de admissão hospitalar e o tempo médio de ocupação do leito
por idosos são mais elevados, exceto às decorrentes do parto e suas complicações
(ALVARENGA; MENDES, 2003). Muitas vezes o tratamento possui uma duração mais
demorada e de recuperação mais lenta e complicada, envolvendo maiores custos (COELHO
FILHO, 2000; GAINO; LEANDRO-MERHI; OLIVEIRA, 2007).
Santos e Barros (2008) observaram que os adultos apresentam o maior número de
internações hospitalares, porém, as pessoas com 80 anos ou mais de idade gastam cinco vezes
mais com a hospitalização. O crescente aumento de idosos em uma população reflete em um
maior número de problemas de longa duração. As intervenções para atendimento a essa
população, na maior parte das vezes, são complicadas e dependem de medidas com custos
elevados (KALACHE et al., 1987).
No Brasil, a elaboração de programas e serviços de saúde tem enfoque mais voltado à
atenção materno-infantil, cujas características são bem diferentes daquelas apresentadas pela
população idosa. O atendimento materno-infantil, na maioria das vezes, possui caráter agudo
com desfechos que variam entre recuperação, cura ou morte. Já na população idosa, há uma
maior prevalência de doenças crônicas e progressivas com deterioração rápida e que não
podem ser tratadas imediatamente, ocasionando assim, um maior período de internação
(COELHO FILHO, 2000).
Diversos estudos avaliaram o tempo de internação hospitalar de idosos. Siqueira et al.
(2004) descreveram as alterações da capacidade funcional de idosos durante a internação
hospitalar e o grau de associação dessas alterações no momento da alta. Tais autores
23
observaram que o tempo médio de internação foi de 12,81±9,45 dias. Santos e Barros (2008)
analisaram o quadro de morbidade e mortalidade hospitalar de idosos durante o ano de 2005,
em Recife e divulgaram um índice aumentado de 2,4 vezes quando comparado à internação de
adultos.
No estudo realizado no Hospital Bellvitge em Barcelona, o tempo média de internação
foi 7,1 dias entre idosos hospitalizados por insuficiência cardíaca descompensada (FORMIGA
et al., 2008). Maués et al. (2007), que analisaram aspectos epidemiológicos dos idosos
internados na enfermaria de Clínica Médica do Hospital Ophir Loyola- São Brás no Pará, no
período de outubro a dezembro de 2005, divulgaram um tempo de permanência hospitalar de
21,9 dias.
Já no estudo de Alvarenga e Mendes (2003), a média do tempo de permanência
hospitalar foi 5,71 dias, tendo duração mínima de um e máxima de 23 dias. Em relação às
readmissões, 59% tiveram alta hospitalar até o quinto dia de admissão e 95,2% saíram até o
nono dia de hospitalização.
A hospitalização, muitas vezes, está associada ao declínio funcional (MUDGE;
O’ROURKE; DENARO, 2010; VOS et al., 2012; MAHONEY; SAGER; JALALUDDIN,
1999) ou perda de independência (COURTNEY et al., 2012)em cerca de um terço dos idosos
(BROWN et al., 2009).
Parte deste declínio já está estabelecido na admissão
(MUDGE; O'ROURKE; DENARO,2010), porém, alguns estudos demonstraram que o
declínio funcional acomete de 34 a 50% dos idosos durante o período de hospitalização
(BRASIL, 2012; KAWASAKI; DIOGO, 2007; BARBIERI et al., 2012; SCHNEIDER;
IRIGARAY, 2008; HOOGERDUIJN et al., 2007).
Os idosos hospitalizados tendem à diminuição da capacidade funcional devido a vários
fatores, como a idade avançada, a própria doença, procedimentos médicos e cirúrgicos,
repouso no leito, contaminações hospitalares, fármacos, desnutrição, quedas, entre outros
(MENEZES; OLIVEIRA; MENEZES, 2010).
Essas complicações levam ao aumento do tempo de permanência no hospital, declínio
funcional e maior mortalidade (SALES et al., 2011). Segundo Kawasaki (2005), que realizou
um estudo para avaliar a independência funcional de idosos hospitalizados em unidades de
clínica médica em um hospital universitário do município de Campinas foi observado que
78,6% dos idosos apresentaram declínio funcional durante a hospitalização.
A competência funcional do idoso pode ser afetada e levar à dependência funcional
durante a hospitalização, devido à retirada do seu meio e do convívio familiar e social
(STHAL; BERTI; PALHARES, 2011). Além disso, segundo o I Consenso Brasileiro de
24
Nutrição (SBGG, 2011), é necessário dar uma maior atenção à população senil, pelo fato de
apresentarem co-morbidades que impõem restrições alimentares e grande número de
medicações com efeitos colaterais que afetam a ingestão alimentar.
As principais causas de internação hospitalar da população idosas são as doenças
crônicas não transmissíveis (BRASIL, 2010), do aparelho circulatório, respiratório e digestivo
(LOIOLA FILHO et al., 2004; ALVARENGA; MENDES, 2003).
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2009, apenas
22,6% das pessoas com 60 anos ou mais de idade declararam não possuir doenças, enquanto
idosos de 75 anos ou mais a proporção é de 19,5%. A população idosa possui uma
característica de múltiplas patologias em relação às doenças crônicas. Dados dos Indicadores
Sociodemográficos e de Saúde no Brasil (2009) apontam que a proporção de idosos com
doenças crônicas reduziu. Em 1998, 78,7% dos idosos possuíam alguma doença crônica e em
2003, esse percentual diminuiu para 75,5%. Dos idosos que possuíam alguma doença crônica,
64,4% apresentaram mais de uma patologia (IBGE, 2009).
Estratégias para conservação da funcionalidade e precaução de eventos adversos durante
a internação precisam ser seguidas imediatamente por uma equipe multidisciplinar para
impedir que a hospitalização torne-se a razão da incapacidade no idoso (SALES et al., 2011;
LANG et al., 2007).
3.4 Avaliação antropométrica do idoso hospitalizado
Sabe-se que os idosos não constituem um grupo homogêneo, o desempenho físico,
fatores psicológicos, bem como a situação econômica e social podem interferir em seu estado
de saúde (MUSZALIK et al., 2011). O idoso apresenta particularidades distintas das demais
faixas etárias, de modo que a avaliação do seu estado de saúde deve ser feita objetivando a
identificação de problemas subjacentes à queixa principal (MAUÉS et al., 2007), devendo
serem obtidos dados detalhados sobre diferentes dimensões da vida (ALVES; RODRIGUES,
2005). Ressalta-se que, identificar e tratar as co-morbidades produz benefícios em qualquer
faixa etária, principalmente em idosos (SCHNEIDER; IRIGARAY, 2008).
Com o envelhecimento, a composição corporal sofre alterações e existem várias
técnicas para a determinação da mesma, dentre elas as medidas antropométricas, que têm sido
amplamente aplicadas (HICKSON, 2006). Tais medidas são reprodutíveis, práticas e de baixo
custo, podendo refletir com precisão o estado de saúde do indivíduo (ACUÑA; CRUZ, 2004;
MENEZES;
MARUCCI,
2008;
GAINO;
LEANDRO-MERHI;
OLIVEIRA,
2007;
25
MOREIRA et al., 2009; RAUEN et al., 2008; BUENO et al., 2008), podendo as mesmas
serem realizadas no leito (MONTEIRO et al., 2009). Diversos estudos têm utilizado estas
técnicas
para
monitoramento
da
composição
corporal
dos
sujeitos
(CERVI;
FRANCESCHINI; PRIORE, 2005; MOREIRA et al., 2009; MUÑOZ et al., 2010; SANTOS;
SICHIERI, 2005).
A antropometria tem se mostrado um importante indicador do estado nutricional dos
idosos (RABITO et al., 2006; TSAI et al., 2008). Uma das técnicas é a utilização do Índice de
Massa Corporal (IMC), também conhecido como Índice de Quételet. O IMC é empregue na
avaliação do estado nutricional de populações e é obtido a partir da divisão da massa corporal
em quilogramas, pela estatura em metros, elevada ao quadrado (kg/m2) (CERVI;
FRANCESCHINI; PRIORE, 2005). No Brasil não há valores antropométricos de referência
para idosos (RAUEN et al., 2008; SANTOS; SICHIERI, 2005; MENEZES; MARUCCI,
2008).
As modificações na composição corporal de homens e mulheres ocorrem de maneiras
distintas. Em diversos estudos, ouso do IMC para idosos tem sido criticado como uma medida
inadequada da obesidade, devido às mudanças relacionadas à idade sobre a composição
corporal (CERVI; FRANCESCHINI; PRIORE, 2005; NAM et al., 2012; MUÑOZ et al.,
2010).
A partir do IMC, é possível traçar o estado nutricional, sendo empregada a seguinte
classificação: magreza grau III (IMC <16); magreza grau II (IMC = 16,0 – 16,9); magreza
grau I (IMC = 17,0 -18,4); eutrofia (IMC = 18,5-24,9); pré-obeso (IMC = 25,0- 29,9);
obesidade grau I (IMC = 30,0 -34,5); obesidade grau II (IMC = 35,0-39,9) e obesidade grau
III (≥40,0) (WHO, 1995).
Em estudo que buscou avaliar o status antropométrico e a saúde de idosos não
institucionalizados, apenas 3,6% dos indivíduos idosos encontravam-se abaixo do peso (IMC
< 18,5 kg/m2), quase dois terços estavam com sobrepeso ou obesos (MUÑOZ et al., 2010). As
regiões Sul e Sudeste apresentam as maiores prevalências de obesidade no Brasil (BRASIL,
2012).
A desnutrição é uma desordem corporal produzida por um desequilíbrio entre o
consumo de nutrientes e as necessidades do indivíduo (CHEN et al., 2010; BARKER; GOUT;
CROWE, 2011), motivado por uma dieta inadequada, ou por fatores que prejudiquem a
ingestão, absorção e utilização dos nutrientes decorrente de alguma afecção ou por
necessidades nutricionais aumentadas (SOUSA; GUARIENTO, 2009; SHUM et al., 2005).
26
Definida também com peso corporal baixo ou em excesso, está associada ao aumento do
tempo de internação e de custos com a estadia (KYLE, 2003), além do aumento da morbidade
e mortalidade (GAMALETSOU et al., 2012; BOUILLANNE et al., 2005). Ocorre
frequentemente em idosos, sendo responsável por cerca de um terço da grave perda de peso
nessa população (BOZETTI, 2003).
Vários são os fatores que influenciam a prevalência de risco de desnutrição em idosos.
Com o envelhecimento, o consumo alimentar diminui (CAMPOS et al., 2000; SOUSA;
GUARIENTO, 2009), há uma redução na massa magra (PICHARD et al., 2004; LÓPEZGÓMEZ et al., 2011), aumento da massa de gordura (RAUEN et al., 2008; LÓPEZ-GÓMEZ
et al., 2011; BAUMGARTNER et al., 1995), problemas de deglutição (LARA-PULIDO;
GUEVARA-CRUZ, 2012) e consumo demasiado de medicamentos (SBGG, 2011).
A avaliação antropométrica também inclui as medidas da circunferência do braço (CB),
circunferência da panturrilha (CP), circunferência muscular do braço (CMB), área muscular
do braço corrigida (CMBc) além da Dobra Cutânea Triciptal (DCT), Dobra Cutânea
Suprailíaca (DCS) e Dobra Cutânea Subscapular (DCSUB) (MENEZES; MARUCCI, 2008;
GARCIA; ROMANI; LIRA et al., 2007). Com relação à DCT, estudo realizado com idosos
mostra a tendência de diminuição dos seus valores com o avançar da faixa etária (MENEZES;
MARUCCI, 2008).
Caso o indivíduo não possa se levantar do leito e permanecer em pé, a indicação é
realizar uma estimativa da altura (GARCIA; ROMANI; LIRA, 2007), dada a partir da altura
do joelho (CHUMLEA et al., 1985). O mesmo acontece se o idoso não conseguir subir na
balança, onde o seu peso pode ser aferido com uma maca-balança, na própria cama (JARDIM
et al., 2009). Segundo Moreira et al. (2009), caso não haja uma maca-balança, ainda é
possível realizar a estimativa de peso através de equações de medidas da CP, altura do joelho
(AJ), CMB e dobra cutânea subescapular (DCSUB), segundo Chumlea et al. (1985).
Estudo realizado com idosos da América Latina e Caribe buscou examinar a associação
entre Circunferência da Cintura (CC) e do IMC sobre a deficiência para as Atividades da Vida
Diária (AVD). Avaliando as variáveis CC e o IMC, os participantes de São Paulo, Santiago,
Havana, Montevidéu, da categoria sobrepeso e obesidade, foram significativamente mais
propensos a relatar deficiência nas AVDs após o ajuste de co-variáveis (NAM et al., 2012).
Portanto, torna-sede extrema importância a avaliação do idoso para detectar
precocemente os possíveis riscos de dependência futura, além de estabelecer níveis de
mortalidade e morbidade e delimitar a intervenções direcionadas ao idoso (CAMARA et al.,
2008).
27
3.5 Nível de atividade física em idosos
A forma pela qual a pessoa envelhece não depende apenas da sua hereditariedade, mas
também da vida que leva. Estudos têm demonstrado a importância de um estilo de vida
saudável em todas as etapas da vida, principalmente durante o envelhecimento (MAZO et al.,
2007; VIDMAR et al., 2011).
Exercício físico diminui as alterações fisiológicas oriundas do envelhecimento,
promove a saúde cognitiva e integra a gestão de doenças crônicas nos adultos mais velhos
(CHOU et al., 2012). O estilo de vida saudável tem sido associado à rotina de práticas de
atividades físicas e, consequentemente, a melhores padrões de saúde e qualidade de vida
(TOSCANO; OLIVEIRA, 2009).
A baixa atividade física é um risco importante para o declínio funcional e incapacidade
(DENKINGER et al., 2011; GILLIS; MCDONALD, 2005; MOTL; MCAULEY, 2010). A
inatividade física predispõe ao surgimento de doenças crônico-degenerativas (BENEDETTI et
al., 2007). Estudo realizado com idosos institucionalizados que participaram da Entrevista de
Saúde 1986 ''Levantamento de Barcelona'', Espanha, Orfila et al. (2006) encontraram uma
pior qualidade de vida relatada em mulheres idosas, devido principalmente a uma maior
prevalência de deficiência e doenças crônicas.
Os achados do estudo de Li et al. (2011), que procurou explorar o efeito da atividade
física na hospitalização durante um ano em uma amostra representativa de adultos mais
velhos em Taiwan, encontrou uma relação entre a redução da hospitalização com o gasto
calórico de 500 a 999kcal por semana.
Em estudo desenvolvido por Chou et al. (2012), que buscou avaliar idosos, através de
uma metanálise de estudos controlados e randomizados, determinando os efeitos do exercício
sobre a função física, sobre as AVDs e a QV, foi constatado que o exercício foi benéfico em
aumentar a velocidade da marcha, melhorar o equilíbrio e melhorar o desempenho nas AVDs.
Avaliar o nível de atividade física na população idosa tem servido como um importante
critério para a elaboração de políticas públicas que promovam modificações de um estilo de
vida desta população (RABACOW et al., 2006). Resultado de estudo realizado por Alves e
Rodrigues (2005) indica a necessidade de atuações integradas a fim promover o bem-estar e a
qualidade de vida dos idosos.
Para que o idoso tenha uma vida saudável e seja independente nas suas atividades de
vida diárias, é imprescindível a prática de atividades físicas regulares, pois estas delongam as
28
alterações fisiológicas do envelhecimento, melhoram a qualidade de vida e previnem o
declínio funcional (VIDMAR et al., 2011; TARALDSEN et al., 2011).
3.6 Efeito da hospitalização sobre a função pulmonar
Com o envelhecimento, várias alterações são observadas em todos os sistemas do
organismo. O sistema respiratório sofre progressiva redução da sua função devido a
modificações estruturais, funcionais e fisiológicas (BRITTO et al., 2005; SALES et al., 2011;
LIM et al., 2011). Vários são os fatores que podem causar dano à função pulmonar, tais como
tabagismo, poluição ambiental, exposição profissional, doenças pregressas pulmonares,
diferenças socioeconômicas, constitucionais e raciais (FREITAS et al., 2006).
As modificações que ocorrem no sistema respiratório englobam os seguintes aspectos:
diminuição progressiva dacomplacência da parede torácica, diminuições na retração elástica
do pulmão, diminuição da força da musculatura respiratória e do drive respiratório (LIM et
al., 2011; FREITAS et al., 2006; JANSSENS, 2005; OYARZÚN, 2009; TRINDADE et al.,
2011; CHOI, 2012; RUIVO et al., 2009; KIM; DAVENPORT; SAPIENZA, 2009;
SHARMA; GOODWIN, 2006).
Nos indivíduos com 60 anos ou mais, a infecção respiratória destaca-se como uma das
principais causas de mortalidade e importante razão de morbidade, ocorrendo de modo
recidivante e impondo a necessidade de hospitalização (FRANCISCO; DONALISIO;
LATTORRE, 2003; TUNG et al., 2011).
Problemas pulmonares, nas últimas décadas, são a terceira causa de óbito em idosos no
Brasil (FRANCISCO et al., 2006). Sabe-se que as doenças relacionadas ao aparelho
respiratório representam a segunda maior causa de internações hospitalares, perdendo apenas
para as doenças do sistema circulatório (LOIOLA FILHO et al., 2004). Porém, há escassez de
relatos na literatura sobre o efeito da internação hospitalar sobre os volumes pulmonares de
indivíduos idosos.
Modificações na estrutura torácica restringem a expansão pulmonar, provocando
diminuição da capacidade inspiratória e enfraquecimento dos músculos diafragma e
intercostais (PETTERNON et al., 2008).
Os testes de função pulmonar (TFP) são indicados com a finalidade de diagnóstico de
disfunções ventilatórias e avaliação da sua gravidade, determinação dos seus prognósticos,
além do planejamento de tratamento e observação da evolução clínica no decorrer do tempo
(RODRIGUES et al., 2010).
29
Dentre as várias formas de avaliação da capacidade pulmonar, a espirometria é um dos
testes mais utilizados, por ser de boa reprodutibilidade e de fácil execução. Trata-se de um
teste diagnóstico confiável, simples, não-invasivo, seguro e de relativo baixo custo, que
auxilia na prevenção e permite o diagnóstico e a quantificação dos distúrbios ventilatórios
obstrutivos, restritivos e mistos (SORIANO; ZIIELINSKI; PRICE, 2009; AMERICAN
THORACIC SOCIETY, 2005). Tal teste pode ser empregado para avaliar as condições
respiratórias funcionais em pacientes idosos capazes derealizá-la, ainda que não perfeitamente
(DE FILIPPI et al., 2003).
Sabe-se que com o avançar da idade ocorrem declínios na função pulmonar
(WANNAMETHEE; SHAPER; WHINCUP, 2005; JUBBER, 2004) pois há uma redução na
força muscular respiratória (WATSFORD; MURPHY; PINE, 2007), assim, sua mensuração
tem uma grande utilidade, pois permite o diagnóstico de insuficiência respiratória por falência
muscular e o diagnóstico precoce da fraqueza em músculos respiratórios, auxiliando os
profissionais da saúde a estabelecer o protocolo de treinamento físico geral e em particular da
musculatura respiratória (HAJJAR, 2007).
A força dos músculos respiratórios pode ser avaliada pela Pressão Inspiratória Máxima
(PImax) e pela Pressão Expiratória Máxima (PEmax) (PARREIRA, 2007; SHARMA;
GOODWIN, 2006). A PImax é considerada como um indicador da força dos músculos
inspiratórios (especialmente do músculo diafragma) e a PEmax refere-se à força dos músculos
expiratórios, principalmente dos músculos abdominais (HAJJAR, 2007).
Segundo Fiore et al. (2006), as medidas das Pressões Respiratórias Máximas (PRM) e
da capacidade vital (CV) são úteis no monitoramento da função pulmonar a fim de observar a
gravidade das disfunções pulmonares. Trindade et al. (2011) avaliaram a capacidade
pulmonar de um grupo de idosos praticantes de hidroginástica da Universidade Federal de
Santa Maria – Rio Grande do Sul, e observaram que a PImax e a PEmax encontravam-se abaixo
dos valores previstos. Porém, no grupo que praticava atividade física há mais tempo, as
PEmax permaneceram dentro dos valores esperados.
Os volumes pulmonares abrangem a Capacidade Pulmonar Total (CPT), o Volume
Residual (VR), a capacidade residual funcional (CRF) e outros (BAILEY, 2012). Os volumes
pulmonares são classificados em estáticos (absolutos) e dinâmicos. Os estáticos são
provenientes da complementação de manobras respiratórias, representando compartimentos
pulmonares. Os dinâmicos são os decorrentes de manobras respiratórias forçadas,
expressando variáveis e parâmetros de fluxo aéreo (BARRETO, 2002).
30
A capacidade vital forçada reduzida (CVF) tem sido evidenciada como um fator
associado à pior sobrevida em idosos com e sem doença pulmonar (PEDONE et al., 2010;
SCARLATA et al., 2008).
Os músculos respiratórios e a parede torácica desempenham um papel de bombeamento
por pressão, de forma a mobilizar o gás para dentro e para fora dos pulmões, o que,
consequentemente, é de vital importância para a função pulmonar. A força muscular
respiratória não é medida diretamente, sendo a mensuração da pressão gerada na boca durante
esforços inspiratórios e expiratórios máximos contra uma válvula fechada, um meio simples e
indireto de averiguá-la (ELLIS; ALISSON, 1997).
De acordo com Black e Hyatt (1969), a PImax é uma medida da força muscular
inspiratória, ao passo que a PEmax representa a força dos músculos abdominais e intercostais.
O manovacuômetro é o instrumento de Pressão Respiratória Máxima (PRM) de registro das
pressões respiratórias estáticas; um tubo de plástico rígido que conecta o manômetro à peça
bucal com um orifício de cerca de dois milímetros que dissipa a pressão bucal e evita o
aumento da pressão intraoral causado pela contração dos músculos bucinadores. O aparelho é
graduado em cmH2O e atualmente, em sua versão digital, apresenta uma variação de ± 300
cmH2O.
31
4 MÉTODOS
4.1 Amostra/ população/sujeitos
A população a ser avaliada no presente estudo será constituída por idosos 60 idosos
entre 60 e 80 anos do município de Santa Cruz do Sul ou região, sendo o presente estudo, um
braço temático do Projeto de Pesquisa intitulado “Avaliação da Capacidade Funcional e
Função Pulmonar de Indivíduos Hospitalizados”.
Os idosos serão selecionados a partir de rigorosa seleção quanto aos critérios de
inclusão e exclusão e classificados em pacientes cirúrgicos (Grupo 1) e não cirúrgicos (Grupo
2). Os idosos do Grupo 1 e 2 serão aqueles admitidos na enfermaria do Hospital Santa Cruz,
no período de Março de 2013 à Junho de 2013. O Grupo Controle (Grupo 3) será composto
por indivíduos hígidos sedentários não hospitalizados selecionados por chamada pública.
Como não foi possível localizar artigos similares ao estudo pretendido, que relacionem
indivíduos idosos cirúrgicos e não cirúrgicos às variáveis a serem analisadas, a amostra será
composta por 60 indivíduos havendo a distribuição de 20 idosos por grupo (Grupo 1: n= 20);
(Grupo 2: n= 20) e (Grupo 3: n= 20). Após atingir este n amostral total, será feita a análise
estatística para constatar se haverá significância com tal tamanho amostral, ou se será
necessário aumentar a amostra.
Serão elegíveis, idosos que atendam aos critérios abaixo especificados.
Critérios de inclusão:
 Indivíduos com idade acima de 60 anos;
 Indivíduos admitidos nas enfermarias do Hospital Santa Cruz (HSC) devido a
eventos clínicos agudos ou crônicos agudizados, secundários a intervenções cirúrgicas ou não
cirúrgicas.
 Indivíduos que estejam acompanhados por familiares ou responsável, que possam
responder aos questionamentos;
 Indivíduos que apresentem condições cognitivas adequadas para responder aos
comandos verbais;
 Indivíduos que aceitem participar do estudo e assinem o Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido.
32
Critérios de exclusão:
 Indivíduos que apresentem IMC>40 Kg/m2;
 Indivíduos portadores de câncer;
 Indivíduos que apresentem instabilidade hemodinâmica;
 Indivíduos que apresentem deterioração do sensório, como por exemplo, Acidente
Vascular Cerebral, Mal de Alzheimer ou outras neuropatias que comprometam o sensório;
 Indivíduos que apresentem qualquer instabilidade clínica que impossibilite sua
participação no estudo.
 Indivíduos submetidos à cirurgia torácica ou cardíaca;
 Indivíduos submetidos à cirurgia que apresentem características clinicas que
impossibilitem ou enviesem o resultado da pesquisa.
4.2 Delineamento metodológico
A presente pesquisa consistirá em um estudo do tipo transversal. O delineamento
transversal é útil quando se pretende descrever variáveis e seus padrões de distribuição, as
medições são realizadas em uma única ocasião ou durante um curto período de tempo
(HULLEY et al., 2008).
4.3 Hipóteses e variáveis
4.3.1 Hipóteses
A hospitalização gera redução da capacidade funcional e da função pulmonar na
população idosa. Para testar a hipótese, serão analisados questionários de avaliação da
capacidade funcional, medidas das variáveis antropométricas e da função pulmonar nos
participantes do estudo sob condições cirúrgicas e não cirúrgicas.
O presente estudo se baseia nas seguintes hipóteses:
H1 – Idosos hospitalizados sob condições cirúrgicas apresentam maior incapacidade
funcional que os idosos hospitalizados por causas não cirúrgicas;
H2– Idosos hospitalizados sob condições cirúrgicas apresentam maior redução da
função pulmonar que os idosos hospitalizados por causas não cirúrgicas;
33
H3 – A condição de hospitalização leva a um maior déficit do estado nutricional do
idoso;
H4 – Há correlação entre as variáveis: sexo, faixa etária, nível socioeconômico, índices
antropométricos, nível de atividade física, força de preensão palmar, força muscular, volumes
pulmonares e força muscular respiratória com o tempo de permanência hospitalar.
4.3.2 Variáveis
Sexo: variável qualitativa nominal e dicotômica (masculino e feminino), obtida através de
questionário, respondido pelo sujeito;
Idade: variável quantitativa discreta, referida em anos; obtida através do questionário,
respondido pelo sujeito;
IMC: variável categórica, referente à classificação do estado nutricional segundo critério da
Organização Mundial da Saúde;
Atividade física: variável qualitativa nominal, obtida através de Questionário Internacional
de Atividade Física(IPAQ) respondido do pelo sujeito;
Capacidade funcional: variável qualitativa nominal politômica (independente, parcialmente
independente e totalmente independente), verificada através do protocolo de Katz;
Volumes pulmonares: variável categórica, expressos através de valores preditos para o sexo
e idade da população estudada;
Força muscular: variável categórica, de acordo com escore de classificação de 01 a 05
segundo o Medical Research Council (MRC);
Força muscular respiratória: variável categórica, expressos através de valores preditos para
o sexo e idade da população estudada;
Força de preensão palmar: variável categórica, expressos através de valores preditos para o
sexo e idade estudada, avaliado através de Dinamometria;
Dobra cutânea subscapular: variável quantitativa, aferida através do adipômetro Cescorf® Brasil;
Dobra Cutânea triciptal: variável quantitativa, aferida através do adipômetro Cescorf® Brasil;
Dobra Cutânea subiliaca: variável quantitativa, aferida através do adipômetro Cescorf® Brasil;
Circunferência da panturrilha: variável quantitativa, aferida com fita métrica Sanny
Medical®modelo SN-4010, Brasil);
34
Circunferência do braço: variável quantitativa, aferida com fita métrica Sanny
Medical®modelo SN-4010, Brasil);
Circunferência muscular do braço: variável categórica, expressos através de valores
preditos para o sexo e idade da população estudada;
Área muscular do braço corrigida: variável categórica, expressos através de valores
preditos para o sexo e idade da população estudada;
4.4 Procedimentos metodológicos
O estudo será desenvolvido através das seguintes etapas:
1ª etapa: Elaboração do projeto de pesquisa;
2ª etapa: Encaminhamento para aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (CEP – UNISC);
3ª etapa: Assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e aplicação do
questionário, junto aos sujeitos do estudo;
4ª etapa: Coleta de dados e realização dos testes;
5ª etapa: Organização, categorização e tabulação dos dados;
6ª etapa: Análise e discussão dos resultados;
7ª etapa: Elaboração da dissertação;
8ª etapa: Defesa da dissertação;
9ª etapa: Divulgação dos dados através da publicação em periódicos da área.
4.5 Técnica e instrumentos de coleta
Inicialmente, os pacientes idosos (pertencentes ao Grupo 1 e 2) serão triados após
avaliação dos prontuários de pacientes admitidos na enfermaria do Hospital Santa Cruz no
período março a junho de 2013. Após a seleção e primeiro contato com tais pacientes, serão
esclarecidas possíveis dúvidas e serão obtidas a assinatura do TCLE (ANEXO A). Será
realizada uma entrevista, sempre que possível, com o próprio idoso, ou então, quando não
possível, com um membro da família maior de 21 anos, ou de qualquer outro acompanhante
responsável legal pelo paciente.
Os idosos hígidos que farão parte do grupo controle (GC) serão avaliados em dia préagendado conforme disponibilidade dos mesmos. Tais avaliações serão realizadas no
35
Laboratório de Fisioterapia Cardiopulmonar. Todos os dados obtidos serão acondicionados
em ficha própria de avaliação (ANEXO B).
4.5.1 Avaliação da capacidade funcional
Para avaliar a capacidade funcional dos pacientes idosos internados na enfermaria do
Hospital Santa Cruz será utilizada a Escala Basic Activities of Daily Living (BADL),
conforme sugerido por Katz et al. (1863) (ANEXO C). A Escala BADL é um questionário
destinado a mensurar a independência em seis AVD (banhar-se, vestir-se, ir ao banheiro,
transferências, continência e alimentação). Neste instrumento, as atividades são avaliadas em
toda sua execução, desde seu princípio até sua conclusão e o grau de dependência ou
independência nestas seis atividades é autorreferida pelo idoso.
Para cada atividade são determinadas duas observações, caso o idoso consiga realizar a
tarefa com independência soma-se um ponto, caso contrário, a atividade receberá zero pontos
e cabe ao examinador escolher a mais apropriada para a situação observada. Ao final, somamse todas as atividades para a obtenção da seguinte classificação: independente (6 pontos),
parcialmente dependente (4 pontos) e totalmente dependente (2 pontos ou menos)
(MENEZES; OLIVEIRA; MENEZES, 2010).
4.5.2 Avaliação da força de preensão palmar
A medida da força de preensão palmar (FPP) será obtida através da dinamometria
(Dinamômetro Bulbo – Saehan Corporation, Massan, Coréia do Sul), com escala de 0 a 70
quilogramas.Para a avaliação, o sujeito deverá estar sentado, com os ombros posicionados em
posição neutra, uma das mãos apoiadas na coxa enquanto o cotovelo do membro a ser medido
será mantido flexionado em 90 graus, com o antebraço em rotação neutra.
Durante a execução da preensão palmar, o braço deverá permanecer imóvel, havendo
somente permissão para a movimentação das articulações do punho e dedos (NOVAES et al.,
2009). O teste deverá ser realizado em três tentativas para cada uma das mãos, de forma
rotacional, iniciando-se com a mão que o sujeito considere mais forte. A melhor marca dentre
três tentativas, para cada uma das mãos, será utilizada como medida (GERALDES et al.,
2008) (ANEXO B).
36
4.5.3 Avaliação do nível de atividade física
Para identificar o nível de atividade física dos pacientes idosos admitidos na enfermaria
do Hospital Santa Cruz, será utilizado Questionário Internacional de Atividade Física
(IPAQ)– Versão Curta (ANEXO E). Para a interpretação do nível de atividade física por meio
do IPAQ, será utilizado o seguinte critério baseado nas recomendações do Centro de Estudos
Laboratório de Aptidão Física de São Caetano (CELAFISCS):
1. Muito Ativo: aquele que cumpriu as recomendações de:
a) vigorosa:  5 dias/sem e 30 minutos por sessão ou
b) vigorosa:  3 dias/sem e 20 minutos por sessão +moderada ou caminhada:  5
dias/sem e 30 minutos por sessão.
2. Ativo: aquele que cumpriu as recomendações de:
a) Vigorosa:  3 dias/sem e 20 minutos por sessão; ou
b) Moderada ou caminhada:  5 dias/sem e 30 minutos por sessão; ou
c) Qualquer atividade somada: 5 dias/sem e 150 minutos/sem (caminhada +
moderada + vigorosa).
3. Irregularmente Ativo: aquele que realiza atividade física, porém, de forma
insuficiente para ser classificado como ativo, pois não cumpre as recomendações quanto à
frequência ou duração. Para realizar essa classificação soma-se a frequência e a duração dos
diferentes tipos de atividades (caminhada + moderada + vigorosa).
4. Sedentário: aquele que não realizou nenhuma atividade física por pelo menos 10
minutos contínuo durante a semana.
4.5.4 Avaliação das características antropométricas
Os índices antropométricos avaliados serão aferidos até 42 horas após a internação.
Como a maioria dos pacientes hospitalizados não deambula, as aferições poderão ser
realizadas com o paciente em decúbito dorsal sob o próprio leito (ANEXO B).
37
4.5.4.1 Circunferência da panturrilha
A mensuração da CP será obtida através de fita métrica (Sanny Medical® modelo SN4010, Brasil) expressa em centímetros (cm). Para a avaliação, o sujeito deverá estar deitado
em decúbito dorsal com a perna flexionada formando um ângulo de 90°. A fita deverá
contornar a maior circunferência da perna no sentido longitudinal. De acordo com a WHO
(1995), a CP fornece a medida mais sensível da massa muscular em idosos, indica alterações
na massa magra que ocorrem com a idade e com o decréscimo de atividade.
4.5.4.2 Circunferência do braço
Para a mensuração da CB será utilizada uma fita métrica (Sanny Medical® modelo SN4010, Brasil), expressa em centímetros. Durante a avaliação, o sujeito deverá estar com o
braço relaxado com a palma da mão voltada para a coxa. Para a avaliação, a fita deverá
contornar o braço no sentido ao eixo longitudinal do corpo, devendo ser colocada exatamente
no ponto médio do braço, entre o acrômio e o olécrano. O resultado obtido será comparado
com os valores encontrados na tabela de percentis segundo Frisancho (1981) apud Rosa et al.
(2012).
4.5.4.3 Circunferência muscular do braço
A CMB é a medida de avaliação do compartimento protéico-somático através da
associação entre as medidas da CB e da DCT e empregadas na fórmula abaixo:
CMB(cm)= CB (cm) – (DCT (mm) x
Onde: π = 3,14
Para a interpretação do resultado será utilizada a tabela com valores de referência para
CMB em percentis, segundo Frisancho (1981) apud Rosa et al.(2012).
4.5.4.4 Área muscular do braço corrigida
A Área Muscular do Braço Corrigida (AMBc) avalia a reserva de tecido muscular
corrigindo a área óssea, sendo obtida por sexo, utilizando a medida da CB e DCT, nas
seguintes fórmulas:
38
Homens:
Mulheres:
Onde: π = 3,14
Para a interpretação do resultado será utilizada a tabela com valores de referência para
AMBc em percentis, segundo Frisancho (1981) apud Rosa et al.(2012).
4.5.4.5 Altura do joelho
Para a determinação indireta da AJ, será utilizada uma fita métrica não elástica com
graduação em centímetros (Sanny Medical® modelo SN-4010, Brasil). A estimativa da altura
é verificada através do comprimento entre o calcanhar e a cabeça da fíbula. Para realizar a
avaliação, o sujeito deverá estar em decúbito dorsal com a perna flexionada formando um
ângulo de 90°. Para estimar a altura será utilizada a equação descrita por Chumlea et al.
(1985):
Homens:
64,19 – (0,04 x I) + (2,02 x AJ)
Mulheres:
84,88 – (0,24 x I) + (1,83 x AJ).
Onde: I: idade (anos) e AJ: altura do joelho (cm).
4.5.4.6 Dobra cutânea subscapular
A DCSUB será avaliada através de um adipômetro (Cescorf®, Brasil) e será
mensurada no sentido obliquo ao eixo longitudinal do corpo, 2 cm abaixo do ângulo inferior
da escápula. Os resultados serão expressos em milímetros.
4.5.4.7 Dobra cutânea triciptal
A DCT será avaliada através do adipômetro (Cescorf®, Brasil) e será mensurada na
distância média entre a borda súperolateral do acrômio e a borda inferior do olecrano, no
sentido longitudinal (MATSUDO, 2005).
39
4.5.4.8 Dobra cutânea suprailíaca
A DCS será avaliada através do adipômetro (Cescorf®, Brasil) e será mensurada no
sentido obliquo ao eixo longitudinal do corpo, 2 cm acima da espinha ilíaca anteroposterior a
altura da linha axilar anterior.
4.5.4.9 Peso
Para a determinação do peso pelo método indireto, será utilizada a fórmula de
Chumleaetal. (1985), através das medidas da CB, CP, DCSUB e AJ:
Homens:
(0,98 x CP) + (1,16 x AJ) + (1,73 x CB) + (0,37 x DCSUB) - 81,69
Mulheres:
(1,27 x CP) + (0,87 x AJ) + (0,98 x CB) + (0,40 x DCSUB) - 62,35
Onde: CP = circunferência da panturrilha (cm); CB = circunferência do braço (cm); AJ = Altura dos joelhos
(cm); DCSUB = dobra cutânea subescapular (mm)
4.5.4.10 Índice de massa corporal
Também conhecido como Índice de Quetelet, trata-se de um método simples e de
baixo custo utilizado para estimar o tecido adiposo. Apesar das limitações, a estimativa de
peso e altura do paciente acamado é importante não só para o diagnóstico inicial, mas para
estimativas de necessidades de energia e nutrientes (ROSA et al., 2012). Calcula-se o IMC
com base na fórmula abaixo:
IMC = Peso (kg) / Estatura (m²)
4.5.5Avaliação da força muscular periférica
A força muscular periférica será avaliada através do questionário Medical Research
Council (MRC) (ANEXO F). Este instrumento abrange um escore de 01 a 05 itens que visam
pontuar cada grupo muscular a ser avaliado onde: 0 - indica a ausência de contração (paralisia
total), 01 - indica um esboço de contração, 02 - indica o movimento ativo tendo sido
eliminada a força da gravidade, 03 - indica o movimento ativo contra força gravitacional, 04 -
40
indica o movimento ativo contra a gravidade e contra a resistência e 05 - indica uma força
muscular normal. Caso o paciente não consiga realizar o teste para um determinado
grupamento muscular, nenhum escore será registrado (DE JONGHE et al., 2007). Para a
utilização desse recurso o paciente deverá encontrar-se lúcido e orientado, em posição sentada
ou supina (dependendo do estado clínico do mesmo).
4.5.6 Avaliação dos volumes pulmonares
Os volumes pulmonares serão avaliados através da espirometria (Easy One®, Modelo
2001, ndd Medizintechnik AG, Zurich, Switzerland) onde serão obtidas as variáveis
de capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1),
relação VEF1/CVF e o pico de fluxo expiratório (PEF). Durante a realização das medidas os
indivíduos permanecerão sentados, utilizando um clipe nasal e sendo orientados a inspirar o
máximo possível até a CPT e a expirar sem hesitação para obtenção das medidas. Desta
forma, serão realizados três testes, obtendo-se a melhor medida das três curvas, com critérios
dentro da aceitabilidade da espirometria (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA
E TISIOLOGIA, 2002; SALÍCIO et al., 2010). Tais valores serão comparados com os
descritos na literatura (PEREIRA et al., 1992) e expressos em percentual do predito (ANEXO
B).
4.5.7 Avaliação da força muscular respiratória
No presente estudo, as PRM serão aferidas através da manovacuometria digital
(MDI®, modelo MVD300, Porto Alegre, Brasil). A PImax será obtida após o indivíduo
expirar até o volume residual (VR), tendo o examinador conectado o clipe nasal e solicitado a
inspiração até a CPT. A PEmax será avaliada após inspiração da CPT até o VR contra válvula
ocluída (ATS, 2002). Para a análise dos dados, será considerado o maior valor obtido dentre
as cinco manobras realizadas, que não diferisse mais que 10% do segundo maior valor em
ordem decrescente. Tais valores foram comparados com os descritos na literatura (NEDER et
al., 1999) e expressos em percentual do predito. Ressalta-se que para tais medidas, o paciente
permanecerá em sedestação na poltrona ou sentado no leito com inclinação de 45° (ANEXO
B).
4.6 Procedimento de análise de dados / estatística
41
Para análise dos dados será utilizado o programa Statistical Package for Social Sciences
(SPSS 20.0, EUA). Os dados serão descritos em média e desvio padrão e avaliados quanto à
normalidade pelo teste não paramétrico de Shapiro-Wilk. Para comparar os dados
antropométricos (exceto a variável sexo, que será comparado pelo Teste de Qui-Quadrado), o
status funcional e a função pulmonar entre os três grupos, será utilizado o teste t Student
indepente ou equivalente não paramétrico.
A associação entre a condição de hospitalização, o déficit nutricional, o sexo, faixa
etária, nível socioeconômico, índices antropométricos, nível de atividade física, força de
preensão palmar, força muscular periférica, volumes pulmonares e força muscular respiratória
será avaliada através da Correlação de Pearson ou Spearman. Será considerado com
significativo um p<0,05.
4.7 Considerações éticas
O presente estudo será encaminhado para aprovação junto ao Comitê de Ética em
Pesquisa com Seres Humanos (CEP) da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Após
aprovação, será iniciada a coleta de dados. Os sujeitos, acompanhantes e/ou responsáveis
receberão esclarecimentos de possíveis dúvidas em relação ao TCLE (ANEXO A).
42
5 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO
n°
1
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Atividades/Etapas
Revisão de
Literatura
Defesa do projeto
Exame de
qualificação do
projeto
Encaminhamento
ao comitê de ética
Coleta de dados
Digitação dos
dados
Análise e discussão
dos resultados
Redação final da
dissertação
Defesa da
dissertação
Encaminhamento
para publicação
Apresentação dos
dados
M
x
A
x
M
x
J
x
2012
J A
x
S
O
N
D
M
A
M
J
2013
J A
S
O
N
D
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
43
6 RECURSOS HUMANOS E INFRA-ESTRUTURA
A coleta de dados com os idosos hospitalizados, cirúrgicos e não cirúrgicos, será
realizada na enfermaria do Hospital Santa Cruz, Santa Cruz do Sul - RS. A avaliação dos
sujeitos hígidos sedentários será realizada no Laboratório Cadiopulmonar do Curso de
Fisioterapia, localizado no Prédio 34 da Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), Santa
Cruz do Sul - RS.
Todas as coletas serão realizadas pelo pesquisador principal, juntamente com bolsistas
do Fundo de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (FAPERGS), Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Programa UNISC de Iniciação
Científica (PUIC) do Curso de Fisioterapia da Universidade da Santa Cruz do Sul.
44
45
8 RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS
Como resultado desta pesquisa, espera-se avaliar a força muscular, capacidade funcional
e na função pulmonar de idosos hospitalizados.
Através da avaliação funcional precoce, será possível conhecer o nível de dependência
do idoso e assim, desenvolver ações que subsidiem a implementação de programas e o
planejamento de estratégias adequadas à realidade dessa população, promovendo melhorias na
capacidade funcional para as tarefas diárias e possivelmente, redução do tempo de internação
e consequente redução dos custos agregados.
Em relação à função pulmonar, a relevância do projeto reside na contribuição que o
presente estudo proporcionará, diante da escassez de relatos na literatura, sobre a relação entre
a função pulmonar e o tempo de internação hospitalar de idosos.
Assim, espera-se que ao final deste estudo possamos reconhecer o quanto a condição de
hospitalização interfere na força muscular, capacidade funcional e função pulmonar do idoso.
Após tal avaliação, será possível desenvolver propostas de medidas de redução do tempo de
internação hospitalar dos idosos o que, a depender do seu problema clínico, acarretaria em
maior qualidade de vida após a alta.
46
9 RISCOS/ DIFICULDADES/ LIMITAÇÕES
Como a participação dos indivíduos no estudo ocorrerá de forma voluntária, uma
possível limitação da presente pesquisa seria o número de perdas por não adesão, deterioração
do quadro clínico da população estudada ou óbito. Os riscos aos sujeitos serão mínimos,
podendo ocorrer tontura, cansaço ou discreta falta de ar após a realização dos testes de função
pulmonar, que são testes de caráter submáximo. Pode também ocorrer leve dor nas mãos,
causada pelo esforço causado durante a medida da força de preensão palmar através da
dinamometria. Na manifestação de qualquer sintoma, será imediatamente interrompido o
teste, ressaltando-se que não se prevê riscos para a saúde de qualquer participante causado
diretamente pela pesquisa, pois os dados coletados não interferirão nos cuidados clínicos
recebidos pelos voluntários.
47
10 INDICAÇÃO DE PERIÓDICOS PARA PUBLICAÇÃO
ARTIGO 1: Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento
ARTIGO 2: Revista Brasileira de Fisioterapia
48
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61
CAPITULO II
RELATÓRIO DO TRABALHO DE CAMPO
62
No presente estudo, realizamos um recorte do Projeto de Pesquisa intitulado
“Avaliação da Capacidade Funcional e Função Pulmonar em Indivíduos Hospitalizados –
Hospital Santa Cruz /RS”.
Antes de iniciar as coletas de dados, no mês de março de 2013, todos os integrantes da
pesquisa realizaram treinamento com o intuito de obter capacitação para o auxílio na coleta de
dados e manejo dos equipamentos.
Para compor a amostra de sujeitos hígidos, foi realizada busca ativa nos Grupos de
Convivência de Idosos do Complexo do Poliesportivo em Santa Cruz do Sul – RS. As
avaliações foram agendadas conforme disponibilidade dos voluntários e também ocorreram
até o dia 22 de novembro de 2013.
A coleta de dados da amostra de idosos que fizeram parte do grupo controle foi
realizada no Hospital Santa Cruz e ocorreram semanalmente nos meses de abril a novembro.
Apesar de ser constante a ida do grupo de pesquisa ao local da coleta, muitas vezes nos
deparamos com a falta de pacientes que se enquadrassem dentro dos critérios de inclusão da
pesquisa ou com aqueles que não aceitavam participar do estudo. Por esta razão, as coletas de
dados se prolongaram até o dia 22 de novembro de 2014.
Durante as coletas de dados, realizadas no Hospital Santa Cruz, houve algumas perdas,
haviam sujeitos que selecionávamos através dos prontuários e quando nos deslocávamos para
o primeiro contato com o paciente, observávamos que eles não possuíam condições de
responder ou de realizar os procedimentos, pois eram amputados, possuíam sequelas nos
membros inferiores ou ainda não possuíam capacidade de responder aos comandos verbais.
Após a coleta de dados, realizamos a devolução das avaliações ao sujeitos
participantes da pesquisa. Para os indivíduos do grupo controle, foi realizado um
agendamento, conforme disponibilidade, e entregue a retorno das avaliações como uma forma
de orientação e uma ação de conscientização dos indivíduos para um estilo de vida mais ativo.
Após as ações desenvolvidas no nosso projeto, foi possível observar que é necessário
manter intervenções ativas tanto no âmbito hospitalar, quanto na rotina diária dos idosos não
hospitalizados a fim de orientar os mesmos para a manutenção, prevenção e aquisição de um
estilo de vida ativo e orientação para o autocuidado, promovendo assim a saúde desses
indivíduos.
63
CAPITULO III
ARTIGO 1
64
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL, FUNÇÃO PULMONAR E FORÇA
MUSCULAR PERIFÉRICA DE IDOSOS HOSPITALIZADOS
EVALUATION OF FUNCTIONAL CAPACITY, PULMONARY FUNCTION AND
PERIPHERAL MUSCLE STRENGTH OF ELDERLY INPATIENT
Mônica Wietzke1e Dulciane Nunes Paiva2
1
Licenciada em Educação Física pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Mestranda do
Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (UNISC).
2
Professora Adjunta do Departamento de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa
Cruz do Sul (UNISC). Doutora em Ciências Médica pela Universidade Federal do Rio Grande
de Sul (UFRGS).
RESUMO
Objetivo: Avaliar a capacidade funcional, a função pulmonar e a força muscular periférica de
idosos hospitalizados sob condição não cirúrgica. Métodos: Estudo transversal, aprovado
pelo
Comitê
de
Ética
e
Pesquisa
em
Seres
Humanos
da
UNISC
(CAAE:
08015213.6.0000.5343 e parecer nº 218.439 de 13/03/13) que avaliou indivíduos idosos com
60 anos ou mais, de ambos os sexos e hospitalizados sob condição não cirúrgica (Grupo
Hospitalizado) e indivíduos hígidos, sedentários (Grupo Controle). Foram avaliadas as
características antropométricas (peso, altura e IMC – estimados); dobras cutâneas; pressão
arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), frequência respiratória (FR), frequência cardíaca
(FC). Para avaliar a capacidade funcional foi aplicada a escala Basic Activities of Daily Living
(BADL)e para mensurar a força muscular periférica foi utilizada o escore Medical Research
Council (MRC). Os volumes pulmonares foram avaliados através da espirometria sendo
65
obtidas: capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo
(VEF1), relação VEF1/CVF e o pico de fluxo expiratório (PEF). A força dos músculos
respiratórios (FMR) foi aferida através da manovacuometria digital e obtidas: a PImax foi
obtida após o indivíduo expirar até o volume residual (VR) e PEmax foi avaliada após
inspiração da CPT até o VR. Resultados: A amostra foi composta por 51 participantes
(Grupo Hospitalizado - GH= 16; Grupo Controle - GC= 35). Não houve diferenças dos sinais
vitais entre os grupos. O tempo mediano de internação do GH foi de 13 (8 - 16) dias. Em
nosso estudo foi possível observar que indivíduos hospitalizados apresentaram redução na
FMR, nos volumes pulmonares e na capacidade funcional, quando comparado com os idosos
do GC. Conclusão: No período da internação hospitalar, a capacidade funcional do idoso
pode ser comprometida e levar à dependência para a realização das atividades da vida diária.
Tais fatores podem ser devidos ao agravamento da doença ou ainda a retirada do indivíduo do
seu meio de convívio familiar e social. Intervenções efetivas que proporcionem a manutenção
da funcionalidade e prevenção dos efeitos adversos oriundos da hospitalização devem ser
adotados por uma equipe multidisciplinar a fim de garantir ao idoso uma melhor qualidade de
vida pós alta hospitalar.
Palavras chaves: Idoso, Hospitalização, Limitação da Mobilidade
ABSTRACT
Objective: To evaluate functional capacity, lung function and peripheral muscle strength in
elderly hospitalized nonsurgical condition. Methods: Cross-sectional study approved by the
Ethics and Human Research UNISC (CAAE: 08015213.6.0000.5343 and Opinion No 218
439 of 03/13/13) that assessed elderly subjects aged 60 years or older, of both sexes and
hospitalized on condition nonsurgical (Group Hospitalized) and healthy, sedentary (Control
Group) individuals. Anthropometry (weight, height and BMI - Estimated) were evaluated;
66
skinfolds; systolic blood pressure (SBP) and diastolic (DBP), respiratory rate (RR), heart rate
(HR). To assess the functional capacity to Basic Activities of Daily Living (Badl) scale was
applied to measure and peripheral muscle strength the Medical Research Council (MRC)
score was used. Lung volumes were assessed by spirometry were obtained: forced vital
capacity (FVC), forced expiratory volume in one second (FEV1), FEV1/FVC ratio and peak
expiratory flow (PEF). The strength of respiratory muscles (FMR) was measured by digital
manometer and obtained: MIP was obtained after the individual expire to residual volume
(RV) and MEP was evaluated after inspiration to TLC RV. Results: The sample consisted of
51 participants (Group Hospitalized - GH = 16, control group - CG = 35). There were no
differences in vital signs between groups. The median length of stay of GH was 13 (8-16)
days. In our study we observed that hospitalized individuals had reduced FMR, lung volumes
and functional capacity when compared with the older GC. Conclusion: During the period of
hospitalization, the functional capacity of the elderly can be compromised and lead to
addiction for the performance of activities of daily living. Such factors may be due to the
worsening of the disease or the removal of the individual from his means of social and family
life. Effective interventions that promote the maintenance of functionality and prevention of
adverse effects arising from hospitalization must be adopted by a multidisciplinary team in
order to guarantee the elderly a better quality of life after hospital discharge.
Keywords: Elderly, Hospitalization, Mobility Limitation
1
Introdução
O envelhecimento populacional desencadeia inúmeras implicações sociais, culturais e
epidemiológicas, uma vez que neste grupo etário, a prevalência de morbidades e
incapacidades é maior. O processo de envelhecimento está associado às alterações
67
morfofuncionais que afetam intensamente a capacidade funcional (AHMED; HABOUBI,
2010).
A capacidade funcional pode ser entendida como o grau de habilidade em
desempenhar as atividades da vida diária (AVD) de um modo autônomo (LUCIO et al., 2011;
FIEDLER; PERES, 2008; MUSZALIK et al., 2011). Estudos têm evidenciado associação
entre a maior chance de dependência funcional ou capacidade funcional limitada com o
aumento da idade na população idosa (ISHIZAKI et al., 2004, MURABITO et al., 2008).
Siqueira et al. (2004), descreveram as alterações da capacidade funcional de idosos durante a
internação hospitalar e o grau de associação dessas alterações no momento da alta. Como
resultados, 29% dos sujeitos avaliados melhoraram sua capacidade funcional no momento da
alta, 59,6% permaneceram inalterados e 40% apresentaram piora ou foram a óbito no decorrer
do estudo.
A hospitalização do idoso é considerada de grande risco (VOLPATO et al., 2008;
KING, 2006; VOS et al., 2012) e desencadeia inúmeros eventos que culminam no declínio
funcional (MUDGE; O`ROURKE; DENARO, 2010; MAHONEY; SAGER; JALALUDDIN,
1999). As implicações da restrição ao leito na estrutura muscular e óssea do idoso no período
de internação podem levar a consequências severas que são, desde o aumento ao risco de
fraturas, até à perda da capacidade de deambulação (SALES et al., 2011), se tornando uma
ameaça à capacidade funcional (ENGLISH, PADDON-JONES, 2010). Alguns estudos
demonstraram que o declínio funcional acomete de 34 a 50% dos idosos durante o período de
hospitalização (BRASIL, 2012; KAWASAKI; DIOGO, 2007; BARBIERI et al., 2012;
SCHNEIDER; IRIGARAY, 2008; HOOGERDUIJN et al., 2007).
Sabe-se que com o avançar da idade ocorrem declínios na função pulmonar
(WANNAMETHEE; SHAPER; WHINCUP, 2005; JUBBER, 2004), pois ocorre redução na
68
força muscular respiratória (WATSFORD; MURPHY; PINE, 2007), o que pode afetar o
desempenho ventilatório e comprometer a capacidade funcional (RODRIGUES et al., 2008).
Em estudo desenvolvido por ESTENNE, YERNAULD, DE TROYER (1985), que
buscaram relacionar a idade com as alterações na complacência da parede torácica em 50
sujeitos com idades entre 24-75 anos, foi observado que o envelhecimento está relacionado
com uma redução de 31% na complacência da parede torácica.
Em outro estudo desenvolvido por Simões et al. (2010), que buscou verificar se há
associação entre a força muscular respiratória (FMR) e a idade de idosos de ambos os sexos
com faixa etária de 60 à 90 anos divididos em subgrupos, foram encontrados valores
significativamente menores de pressão inspiratória máxima (PImax) e expiratória (PEmax) no
subgrupo de 60-69 anos em comparação ao de 70-79 anos e deste último confrontado ao de
80-90 anos, provando assim a relação existente entre a idade e a FMR nessa população.
Neste sentido, a identificação das características dos idosos é de extrema importância
para uma abordagem especializada adequada, visando à identificação de problemas e ainda a
promoção de novas formas de atendimento que permitam uma melhor qualidade no
atendimento e melhor emprego dos recursos disponíveis dentro da realidade existente
(MAUÉS et al., 2007). Portanto, é importante reconhecer, através de avaliação funcional, as
incapacidades funcionais que provocam danos na autonomia dos pacientes idosos, porque as
mesmas podem interferir nas AVD e na qualidade de vida (QV) destes idosos.
Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar a capacidade funcional, a
função pulmonar e a força muscular periférica de idosos hospitalizados sob condição não
cirúrgica.
2
Métodos
69
Trata-se de um estudo transversal composto por indivíduos acima de 60 anos e de
ambos os sexos. Foram elegíveis para o estudo idosos admitidos na enfermaria do Hospital
Santa Cruz (HSC), Santa Cruz do Sul – RS por eventos clínicos agudos ou crônicos
agudizados, secundários à intervenções não cirúrgicas (Grupo Hospitalizado – GH). Foram
incluídos aqueles com tempo de internação maior que 48 horas, que pudessem responder aos
questionamentos e que apresentassem condições cognitivas adequadas para responder aos
comandos verbais, selecionados a partir do prontuário do paciente. Foram excluídos aqueles
que apresentassem IMC > 40 Kg/m², diagnóstico de doença pulmonar aguda ou crônica,
histórico de instabilidade hemodinâmica, depressão do sensório ou outras neuropatias que
comprometessem a cognição. Da mesma forma, foram excluídos aqueles submetidos à
procedimentos cirúrgicos e que apresentassem instabilidade clínica que impossibilitasse sua
participação no estudo. Participaram ainda, idosos hígidos da comunidade local (Grupo
Controle – GC), selecionados por amostragem de conveniência, sendo os mesmos
participantes do Grupo de Convivência de Idosos do Complexo Poliesportivo de Santa Cruz
do Sul – RS, sendo estes, insuficientemente ativos e sedentários, iniciantes da prática da
atividade física, respectivamente. Foram excluídos aqueles praticantes de exercício físico
regular ou que tenham apresentado sintomas respiratórios no período de 30 dias antes da
avaliação (Figura 1).
Inicialmente os participantes foram avaliados quanto às características antropométricas
e sinais vitais. As dobras cutâneas foram avaliadas com o indivíduo em decúbito lateral
esquerdo na maca ou no leito com um compasso clínico (Cescorf®- Brasil).
Para a medida das circunferências e a altura do Joelho (AJ), foi utilizada trena
antropométrica (Sanny Medical® modelo SN-4010, Brasil), sendo necessário que os sujeitos
se posicionassem em decúbito dorsal (maca ou no leito). Para estimativa do peso e da altura
foi utilizada a fórmula de Chumlea et al. (1985). Para tal, foi necessário aferir a AJ,
70
Circunferência da Panturilha (CP), Circunferência do Braço (CB), Dobra Cutânea
Subescapular (DCSUB) sendo tais dados utilizados para obtenção do IMC estimado.
Foi avaliada a pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) (PREMIUM®,
modelo ESFHS50, BR), a frequência respiratória (FR), a frequência cardíaca (FC) e a
saturação periférica de oxigênio (SpO2) (Nonin®, modelo Onix 9500, Winsconsin, EUA) e a
temperatura axilar (Tax).
Posteriormente foi avaliada a escala Basic Activities of Daily Living (BADL), a escala
Medical Research Council (MRC), os volumes pulmonares e a força dos músculos
respiratórios (FMR), para estes procedimentos os sujeitos permaneceram em sedestação.
A Escala BADL foi utilizada para avaliar a capacidade funcional dos idosos, conforme
sugerido por Katz et al. (1863). Tal escala é um questionário destinado a mensurar a
independência em seis AVDs (banhar-se, vestir-se, ir ao banheiro, transferências, continência
e alimentação). Neste instrumento, autorreferido pelo idoso, as atividades são avaliadas em
toda sua execução, desde seu princípio até sua conclusão e o grau de dependência ou
independência para cada atividade, caso o idoso consiga realizar a tarefa com independência
soma-se um ponto, caso contrário, a atividade receberá zero ponto e cabe ao examinador
escolher a mais apropriada para a situação observada. Ao final, somam-se todas as atividades
para a obtenção da classificação: independente (6 pontos), parcialmente dependente (4
pontos) e totalmente dependente (2 pontos ou menos) (MENEZES; OLIVEIRA; MENEZES,
2010).
A Força Muscular Periférica (FMP) foi avaliada através da escala MRC. Este
instrumento abrange um escore de 01 a 05 itens que visam pontuar cada grupo muscular a ser
avaliado onde: 0 - indica a ausência de contração (paralisia total), 01 - indica um esboço de
contração, 02 - indica o movimento ativo tendo sido eliminada a força da gravidade, 03 indica o movimento ativo contra força gravitacional, 04 - indica o movimento ativo contra a
71
gravidade e contra a resistência e 05 - indica uma força muscular normal. Caso o paciente não
consiga realizar o teste para um determinado grupamento muscular, nenhum escore será
registrado (DE JONGHE et al., 2007).
Os volumes pulmonares foram avaliados através da espirometria (EasyOne®, Modelo
2001, nddMedizintechnik AG, Zurich, Switzerland) sendo obtidas as variáveis: capacidade
vital forçada (CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), relação
VEF1/CVF e o pico de fluxo expiratório (PEF).
A FMR foi aferida através da manovacuometria digital (MDI®, modelo MVD300,
Porto Alegre, Brasil). A PImax foi obtida após o indivíduo expirar até o volume residual (VR),
tendo o examinador aplicado o clipe nasal e solicitado a inspiração até a capacidade pulmonar
total (CPT). A PEmax foi avaliada após inspiração da CPT até o VR contra válvula ocluída
(ATS, 2002).
Para a análise estatística foi utilizado o programa Statistical Package for Social
Science (versão 20.0, EUA). Os dados paramétricos foram apresentados média ± desvio
padrão, e mediana e intervalos interquartis para dados não paramétricos. Para comparar os
grupos quanto às características antropométricas, sinais vitais, função pulmonar, força
muscular periférica e capacidade funcional foi utilizado o teste t Student independente ou o
teste U de Mann-Whitney, quando apropriado. O Teste Qui-quadrado foi utilizado para
calcular as proporções das variáveis categóricas entre os grupos. A associação entre a
capacidade funcional e a força muscular periférica foi avaliada através da correlação de
Spearman. Para efeito de significância estatística foi adotado um p<0,05.
O presente estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa em Seres
Humanos da UNISC sendo que todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido sob CAAE: 08015213.6.0000.5343 e parecer nº 218.439 de 13/03/13.
72
3 Resultados
A amostra foi composta por 51 participantes (Grupo Hospitalizado - GH= 16; Grupo
Controle - GC= 35).
A Tabela 1 apresenta a caracterização da amostra, onde pode ser observado que não
houve diferença significativa entre o GC e o GH quanto às variáveis antropométricas. Assim,
é possível afirmar que existe homogeneidade entre os grupos analisados quanto à tais
características. Observou-se ainda, que não houve diferença dos sinais vitais entre os grupos,
exceto em relação à Temperatura Axilar (Tax). Ressalta-se que também foi encontrada
diferença em relação à SpO2 (p>0,041). É importante mencionar, que o tempo mediano de
internação do GH foi de 13 (8 - 16) dias.
Capacidade funcional e força muscular periférica
A classificação da Escala BADL revelou que no GC, 100% dos indivíduos avaliados
se encontraram na condição independente, entretanto quando avaliados os indivíduos do GH
observamos que 53% apresentaram classificação independente, 29% de dependência
moderada e 18% como de muito dependente. A comparação entre FMP e CF entre os grupos
apresenta significativa para a abdução de ombro, flexão de quadril, dorsiflexão de tornozelo
demonstrando que, quanto menor a capacidade funcional do idoso, menor sua força muscular
periférica (Tabela 2).
Quando correlacionado a Escala BADL com as variáveis da Escala MRC para força
muscular periférica no GH, encontramos os seguintes resultados: abdução de ombro (r=0,502
p = 0,05); flexão de cotovelo (r=0,540; p= 0,036); extensão de punho (r= 0,738 p= 0,002);
flexão de quadril (r= 0,708 p = 0,003); extensão de joelho (r= 0,618 p=0,014). Observa-se que
a força muscular periférica, exceto no que tange à abdução do ombro, apresentou forte
73
correlação com a funcionalidade dos pacientes hospitalizados. Quando correlacionado com a
dorsiflexão de tornozelo (r= 0,018 p= 0,950) não houve correlação.
Força muscular respiratória
No presente estudo foi constatada (Tabela 3) diferença significativa na FMR entre o
GH e GC, tanto na PImax(p=0,002) quanto na PEmax (p=0,025) em seus valores absolutos, bem
como em seus valores preditos (p=0,002 e p=0,036, respectivamente), sendo que GH
apresentaram valores inferiores ao obtidos pelos indivíduos do GC.
Volumes pulmonares
O GC apresentou volumes pulmonares dentro dos valores de normalidade. O GH
apresentou redução de todos os volumes pulmonares, com exceção da variável relação
VEF1/CVF (Tabela 4).
4
Discussão
O presente estudo demonstrou que os indivíduos hospitalizados apresentaram redução
na força muscular respiratória (FMR), na função pulmonar (FP) e na capacidade funcional
(CF), quando comparado com os idosos do GC. Encontrou-se ainda, uma associação entre
capacidade funcional e a força muscular periférica, demonstrando que, nos indivíduos
hospitalizados, quanto menor a força muscular periférica, maior é a perda funcional.
Os idosos por utilizarem de forma mais assídua os serviços de saúde, estão mais
sujeitos aos efeitos adversos decorrentes da hospitalização. Em nosso estudo o tempo de
74
internação teve uma mediana de 13 (8 - 16) dias, e todos os paciente foram avaliados após 48
horas de internação para que fossem realizados os primeiros exames e os mesmo estivessem o
mais estáveis possível para a avaliação. Estudo realizado por Maués et al. (2007), que
observou uma média de internação de 21,9 dias, o que difere de nossos achados enquanto,
Brown et al. (2009), encontrou um tempo de internação com mediana de 4 (1 -71) dias.
Segundo Hirsch et al. (1990), no segundo dia de internação já ocorre deterioração da
capacidade de realizar atividades básicas, por esse motivo optamos pela avaliação dos idosos
após 48 horas de admissão hospitalar.
Uma das principais consequências adversas da hospitalização é o comprometimento
funcional que, associado com a restrição ao leito, desencadeia uma consequente perda de
autonomia ou mobilidade funcional nos idosos. Em nosso estudo foi evidenciada uma redução
na capacidade funcional do GH quando comparado ao GC, sendo tais dados corroborados por
Sales et al. (2011), que evidenciaram que a restrição ao leito traz grande perda óssea e
muscular e que pode levar à perda da capacidade de deambulação, além de aumentar o risco
de quedas e fraturas. Além disso, Siqueira et al. (2004), em seus achados observaram uma
forte associação entre o tempo de internação e maior comprometimento funcional nos idosos.
Lang et al. (2007), destacaram em estudo desenvolvido com 514 pacientes considerados
independentes, que após um mês de internação, 60% dos indivíduos avaliados tinham se
tornado dependentes.
O envelhecimento provoca modificações na estrutura torácica, restringem a expansão
pulmonar, provocando diminuição da capacidade inspiratória e enfraquecimento dos
músculos diafragma e intercostais (PETTERNON et al., 2008). No estudo de Santos &
Travensolo (2011), que buscaram comparar a força da musculatura respiratória em amostra de
16 idosos divididos praticantes e não praticantes atividades físicas. Com relação aos valores
de PImax e PEmax, observou-se diferença significante entre os grupos com valores maiores para
75
o grupo praticante de atividade física. Em nosso estudo, foi encontrada diferença significativa
tanto para a PImax quanto para a PEmax entre os grupos analisados, sendo que os indivíduos
hospitalizados apresentaram valores inferiores ao obtidos pelos indivíduos do grupo controle.
Apesar do crescente número de estudos realizados com idosos, existe escassez de
estudos que envolvam o idoso hospitalizado em condição não cirúrgica. No estudo de
Trindade et al. (2011), que avaliaram 132 idosos praticantes de hidroginástica, a PImax (92,42
%pred) e a PEmax (59,09 %pred) estavam abaixo dos valores previstos para o sexo e a idade.
Em relação ao sexo, na análise da PImax, 100% dos homens e 91,30% das mulheres
apresentaram valores abaixo do previsto, de acordo com a tabela de normalidade, já para a
PEmax, 70,59% dos homens e 57,39% das mulheres obtiveram resultados insatisfatórios.
No presente estudo, os volumes pulmonares encontraram-se dentro da normalidade no
GC e reduzidos no GH. Alguns estudos evidenciam que o fato de o paciente permanecer por
muito tempo na posição de decúbito dorsal acarreta diminuição dos volumes e capacidades
pulmonares e o paciente passa a ter um aumento no trabalho respiratório e cardíaco
(OLIVEIRA; DA SILVA; TURQUETTO, 2009).
Deve ser ressaltado que o presente estudo apresentou algumas limitações, como o fato
de não ter sido possível avaliar os participantes do estudo em sua condição pré-hospitalização,
devido ao fato de não possuímos um sistema de acompanhamento domiciliar abrangente.
Além disso, a amostra dos indivíduos hospitalizados foi composta por pacientes com grande
diversidade de patologias clínicas.
Através de uma avaliação funcional precoce e reconhecimento do nível de
dependência do idoso é possível desenvolver ações que subsidiem a implementação de
programas e o planejamento de estratégias adequadas à realidade dessa população, podendose promover melhorias na capacidade funcional para o desenvolvimento de AVD além da
possibilidade de elaboração de propostas de medidas de redução do tempo de internação
76
hospitalar dos idosos o que, a depender do seu problema clínico, poderia acarretar em maior
qualidade de vida após a alta hospitalar e consequente redução dos custos agregados.
5
Conclusão
No período da internação hospitalar, a capacidade funcional do idoso pode ser
comprometida e levar à dependência para a realização das atividades da vida diária. Tais
fatores podem ser devidos à restrição ao leito ou ainda a retirada do indivíduo do seu meio de
convívio familiar e social.
Intervenções efetivas que proporcionem a manutenção da funcionalidade e prevenção
dos efeitos adversos oriundos da hospitalização devem ser adotados por uma equipe
multidisciplinar a fim de garantir ao idoso uma melhor qualidade de vida pós alta hospitalar.
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Amostra inicial (n=141)
Exclusões:
• Doença pulmonar (n=19)
• Cardiopatia (n=28)
Grupo Hospitalizado (n=50)
Não completaram as avaliações:
• Sequela Neurológica em membros
inferiores (n=9)
• Amputação (n=3)
• Incapacidade de compreender os
comandos (n=8)
Grupo Controle (n=44)
Não completaram as avaliações:
•
2
IMC >40 Kg/m (n=9)
2
• IMC >40 Kg/m (n=14)
•
Analisados (n=16)
Figura 1. Fluxograma dos participantes do estudo.
Analisados (n=35)
80
Tabela 1. Caracterização dos grupos analisados.
GH (n=16)
GC (n=35)
p-valor
10 (62,5)
22 (62,9)
0,609
Idade (anos)*
73 (68,6 – 81,2)
69 (64 – 73)
0,095
Peso (Kg)**
63,9 ± 13,8
71,1 ± 11,5
0,062
Altura (cm)**
157,5 ± 8,9
161,7 ± 8,3
0,117
IMC (Kg/m²)**
25,3 ± 4,2
26,6 ± 3,2
0,214
95,5 (93 – 97)
97 (95 – 98)
0,041
PAS (mmHg)*
135 (122,5 - 140)
130 (120 – 130)
0,174
PAD (mmHg)*
80 (70 – 90)
80 (70 – 87,5)
0,899
19,3 ± 3,8
18,6 ± 3,4
0,535
FC (bpm)*
73 (68,2 – 81,2)
77 (72 – 81)
0,158
Tax (oC)*
36 (36 – 37)
35 (35 – 37)
<0,001
Sexo masculino, n (%)
SpO2 (%)*
Sinas Vitais
FR (irpm)**
IMC: Índice de Massa Corporal; PAS: Pressão Arterial Sistêmica; PAD: Pressão Arterial Diastólica; FR:
Frequência Respiratória; FC: Frequência Cardíaca; SpO2: Saturação Periférica De Oxigênio; Tax: Temperatura
Axilar; *Valores em mediana e intervalo interquartil (Teste U de Mann-Whitney). **Média ± desvio padrão
(Teste t Student). Valores significativos com p<0,05.
81
Tabela 2. Força muscular periférica e capacidade funcional entre os grupos analisados.
GH (n=16)
GC (n=35)
p-valor
Força muscular periférica
Abdução de ombro
4,2 ± 0,8
4,8 ± 0,4
0,018
Flexão de cotovelo
4,8 ± 0,3
4,9 ± 0,2
0,611
Extensão de punho
4,6 ± 0,6
4,7 ± 0,4
0,690
Flexão do quadril
4,6 ± 0,6
4,9 ± 0,1
0,010
Extensão do joelho
4,7 ± 0,5
4,9 ± 0,3
0,132
Dorsiflexão de tornozelo
4,6 ± 0,4
5±0
<0,001
5 ± 1,4
5,8 ± 0,3
0,028
Capacidade functional
Escore final
Valores expressos em média e desvio padrão. Valores significativos com p<0,05.
82
Tabela 3. Força muscular respiratória da amostra estudada.
GH (n=16)
GC (n=35)
PImax (cmH2O)
44,7 ± 30,6
76 ± 26,9
p-valor
PImax (%pred)
53,7 ± 36,5
89,1 ± 27,1
0,002
PEmax (cmH2O)
74,7 ± 39,9
101,8 ± 31,5
0,025
PEmax (%pred)
90,6 ± 46,2
119,3 ± 33,3
0,036
0,002
PImax: Pressão inspiratória máxima; PEMax: Pressão expiratória máxima. Valores descritos média ± desvio padrão
(Teste t Student). Valores significativos com p<0,05.
83
Tabela 4. Volumes pulmonares da amostra estudada.
GH (n=16)
GC (n=35)
CVF (%pred)*
52,8 ± 23,5
81,5 ± 20,4
p-valor
VEF1 (%pred)*
VEF1/CVF (%pred)**
PEF(%pred)**
VEF25-75 (%pred)**
<0,001
49,2 ± 23,9
79 ± 21,8
<0,001
92 (82 – 101)
101 (87 - 108)
0,100
46 (17,7 – 63,7)
77 (40,7 - 95,5)
0,032
40,4 ± 24,6
81,9 ± 37,6
<0,001
CVF: Capacidade vital forçada; VEF1: Volume expiratório forçado no 1° segundo; PEF: Pico do fluxo
expiratório; VEF25-75%: Fluxo expiratório forçado entre 25% e 75% da CVF. Valores apresentados em média.*
Valores descritos média ± desvio padrão (Teste t Student). **Valores em mediana e intervalo interquartil (Teste
U de Mann-Whitney). Valores significativos com p<0,05.
84
CAPITULO IV
ARTIGO 2
85
ASSOCIAÇÃO ENTRE FORÇA DE PREENSÃO PALMAR E A CAPACIDADE
FUNCIONAL DE IDOSOS HOSPITALIZADOS
ASSOCIATION BETWEEN HANDGRIP STRENGTH AND FUNCTIONAL
CAPACITY OF ELDERLY HOSPITALIZED
TITULO
CURTO:
IDOSOHOSPITALIZADO
AVALIÇÃO
DA
FUNCIONALIDADE
DO
MÔNICA WIETZKE1, DULCIANE NUNES PAIVA2
1
Licenciada em Educação Física pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Mestranda do
Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde (UNISC).
2
Professora Adjunta do Departamento de Educação Física e Saúde da Universidade de Santa
Cruz do Sul (UNISC). Doutora em Ciências Médica pela Universidade Federal do Rio Grande
de Sul (UFRGS).
Endereço para correspondência:
Mônica Wietzke
Rua: Gaspar Silveira Martins, 1935, apto 601 – Centro
CEP: 96810-9097 - Santa Cruz do Sul –RS
Telefone: (51)3713-4641 / (51)8141-0370
[email protected]
Resumo:
Introdução: A hospitalização dos idosos acarreta implicações como o declínio funcional e
mudança na qualidade de vida (QV). Objetivo: Avaliar possível associação entre a força de
preensão palmar (FPP) e a capacidade funcional de idosos hospitalizados. Métodos: Avaliados
indivíduos com 60 anos ou mais, de ambos os sexos e hospitalizados sob condição não cirúrgica
(Grupo Hospitalizado - GH) e indivíduos hígidos, sedentários (Grupo Controle - GC). Avaliadas
as características antropométricas (peso, altura e IMC – estimados); dobras cutâneas; pressão
arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), frequência respiratória (FR), frequência cardíaca
(FC). A capacidade funcional foi avaliada através da escala Basic Activities of Daily Living
(BADL) e a FPP através da dinamometria manual. Resultados: Avaliados 51 indivíduos (GH:
n=16; GC: n=35). A FPP não apresentou diferença entre os valores obtidos com a mão
dominante e a não dominante, tanto no GH quanto no GC (p=0,623 e p=0,195,
respectivamente). Ao compararmos os resultados da FPP da mão dominante entre os grupos,
estes se mostraram reduzidos no GH, tanto em valor absoluto (p= 0,016) quanto em predito
(p=0,001). Quanto à capacidade funcional, foi constatada redução no GH (escore de 4,6 ± 1,8)
em relação ao GC (escore de 5,8 ± 0,3) (p=0,008). Ao avaliarmos a associação entre a FFP da
mão dominante, em porcentagem do predito, e a capacidade funcional, observou-se que esta
86
ocorreu de modo significativo no GH (r= 0,736, p=0,001). Entretanto, esta mesma associação
não foi observada quando considerado apenas os indivíduos do GC (r= -0,218, p=207).
Conclusão: Houve redução da FPP e da capacidade de realização das atividades de vida diária
no GH em relação ao GC. Nossos dados evidenciaram dependência funcional em idosos
hospitalizados, o que remete à necessidade de se estabelecer uma abordagem especializada
adequada, visando beneficiar o idoso durante o período de hospitalização.
Palavras chave: Força da Mão; Idoso, Hospitalizado.
Abstract:
Introduction: The hospitalization of the elderly has implications as functional decline and
change in quality of life (QOL). Objective: To evaluate the possible association between
handgrip strength (FPP) and the functional capacity of hospitalized elderly. Methods: Evaluated
individuals 60 years or older, of both sexes and in hospitalized nonsurgical condition (Group
Hospitalized - GH) and healthy, sedentary (control group - CG) individuals. Evaluated
anthropometric characteristics (weight, height and BMI - estimated); skinfolds; systolic blood
pressure (SBP) and diastolic (DBP), respiratory rate (RR), heart rate (HR). Functional capacity
was evaluated using a scale Basic Activities of Daily Living (Badl) and the FPP through
handgrip. Results: This study assessed 51 individuals (GH: n = 16, CG, n = 35). The FPP
showed no difference between the values obtained with the dominant hand and the nondominant
in both the GH and in the CG (p = 0.623 and p = 0.195, respectively). When comparing the
results of the PPF dominant hand between groups, these proved reduced in GH, both in absolute
value (p = 0.016) and in predicted (p = 0.001). For the functional capacity was observed
reduction in GH (score 4.6 ± 1.8) compared to the CG (score 5.8 ± 0.3) (p = 0.008). When we
evaluated the association between FFP of the dominant hand, as a percentage of predicted, and
functional capacity, it was observed that this occurred significantly in the GH (r = 0.736, p =
0.001). However, this same association was not observed when considering only individuals GC
(r = -0.218, p = 207). Conclusion: There was a reduction of FPP and the ability to perform
activities of daily living in GH compared to GC. Our findings reveal functional dependence in
hospitalized elderly, which refers to the need to establish an adequate specialized approach, in
order to benefit the elderly during hospitalization.
Keywords: Hand Strength; Elderly Hospitalized.
Introdução
87
O processo de envelhecimento está sendo foco de um expressivo número de pesquisas
em virtude do aumento da população com mais de 60 anos. Envelhecer é um processo
multifatorial, que é influenciado pelo tempo cronológico, fatores psicológicos e sociais, declínio
biológico e alterações funcionais1.
O indivíduo ao envelhecer, torna-se mais suscetível às doenças crônicas e às
incapacidades funcionais2. Assim, o envelhecimento está associado a um declínio gradual
fisiológico das habilidades funcionais3. Ressalta-se que, as doenças crônicas ocorrem com
frequência em idosos e se desenvolvem de forma progressiva e irreversível.
O processo da doença no idoso, bem como a internação hospitalar e o próprio
envelhecimento, podem colaborar para a piora do estado de saúde e da qualidade de vida (QV)
desta população2,4. Idosos são internados com frequência três vezes maior que indivíduos mais
jovens5. A hospitalização é um evento crítico na vida dos idosos e acarreta implicações como o
declínio funcional e mudança na QV6, institucionalização e até a morte7. Nos últimos anos,
diversos estudos apontam para a deficiência funcional como um forte indicador de morbidade e
mortalidade em idosos8-10.
O envelhecimento está associado a um declínio progressivo na função de muitos órgãos
e sistemas11. Portanto, envelhecer é um processo de perda da capacidade e funcional do idoso1.
A força muscular é um componente determinante das atividades de vida diária (AVDs) e para a
manutenção da capacidade funcional, principalmente para os idosos, além de ser uma das
capacidades físicas mais importantes para a manutenção da QV12.
A força de preensão palmar (FPP) tem sido comumente utilizada, pois reflete a saúde
global13,14, dependência e mortalidade em indivíduos idosos15 além de tratar-se de um teste de
simples aplicabilidade, com baixo custo, não-invasivo e com medições precisas16.
A FPP pode ser avaliada através da dinamometria manual e tal técnica vem sendo
utilizada em diversos campos da área da saúde13,3. Mais recentemente, estudos clínicos e
epidemiológicos
têm-na
empregado
na
avaliação
funcional
de
indivíduos
idosos
hospitalizados13,16.
No âmbito hospitalar, a identificação das particularidades dos idosos é importante para
que se possa realizar uma abordagem especializada e adequada, buscando a identificação de
problemas e ainda a promoção de formas de atendimento que permitam uma melhor qualidade
no atendimento e melhor emprego dos recursos disponíveis dentro da realidade existente17.
Portanto, é importante reconhecer, através de avaliação funcional, as incapacidades funcionais
88
que provocam danos na autonomia dos pacientes idosos, pois as mesmas podem interferir nas
AVD se na QV18. Neste sentido, o objetivo desse estudo foi o de avaliar uma possível
associação entre a FPP e a capacidade funcional de idosos hospitalizados, comparando com
indivíduos idosos hígidos sob condições não cirúrgicas.
Métodos
Trata-se de um estudo transversal, composto por amostra de conveniência. Foram
elegíveis indivíduos acima de 60 anos, de ambos os sexos, admitidos nas enfermarias do
Hospital Santa Cruz (HSC), devido a eventos clínicos agudos ou crônicos agudizados
secundários a intervenções não cirúrgicas (Grupo Hospitalizado - GH), e idosos hígidos (Grupo
Controle - GC), participantes do Grupo de Convivência de Idosos do Complexo Poliesportivo
de Santa Cruz do Sul – RS. Foram incluídos no GH pacientes com tempo de internação maior
que 48 horas, com adequadas condições cognitivas para responder aos comandos verbais ou que
estivessem acompanhados por familiares ou responsável. Foram excluídos do GH, sujeitos com
índice de massa corporal (IMC) >40 Kg/m2, com diagnóstico de doença pulmonar aguda
oucrônica, instabilidade hemodinâmica e clinica ou aqueles submetidos à qualquer
procedimento cirúrgico que impossibilitasse a participação no estudo. No GC foram incluídos
idosos hígidos e excluídos aqueles praticantes de exercício físico regular ou que tenham
apresentado sintomas respiratórios no período de 30 dias antes da avaliação (Figura 1).
Durante as coletas de dados, do GH, realizadas no Hospital Santa Cruz, houve algumas
perdas, haviam sujeitos que selecionávamos através dos prontuários e quando nos deslocávamos
para o primeiro contato com o paciente, observávamos que eles não possuíam condições de
responder ou de realizar os procedimentos pois estavam com sonda nasal, eram amputados,
possuíam sequelas nos membro inferiores ou ainda não possuíam capacidade de responder aos
comandos verbais.
Inicialmente os participantes foram avaliados quanto às características antropométricas e
sinais vitais. As dobras cutâneas foram avaliadas com o indivíduo em decúbito lateral esquerdo
na maca ou no leito com um compasso clínico (Cescorf® - Brasil).
Para a medida das circunferências e a altura do Joelho (AJ), foi utilizada trena
antropométrica (Sanny Medical® modelo SN-4010, Brasil), sendo necessário que os sujeitos se
posicionassem em decúbito dorsal (maca ou no leito). Para estimativa do peso e da altura foi
utilizada a fórmula de Chumlea et al.19 Para tal, foi necessário aferir a AJ, Circunferência da
Panturilha (CP), Circunferência do Braço (CB), Dobra Cutânea Subescapular (DCSUB) sendo
89
tais dados utilizados para obtenção do IMC estimado.
A pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) (PREMIUM®, modelo ESFHS50,
BR), a frequência respiratória (FR), a frequência cardíaca (FC) e a saturação periférica de
oxigênio (SpO2) (Nonin®, modelo Onix 9500, Winsconsin, EUA) e a temperatura axilar (Tax).
Para avaliar a capacidade funcional dos indivíduos idosos foi utilizada a Escala Basic
Activities of Daily Living (BADL), conforme sugerido por Katz et al.20. Tal escala é um
questionário destinado a mensurar a independência em seis AVDs (banhar-se, vestir-se, ir ao
banheiro, transferências, continência e alimentação). Neste instrumento, auto referido pelo
idoso, as atividades são avaliadas em toda sua execução, desde seu princípio até sua conclusão e
o grau de dependência ou independência para cada atividade, caso o idoso consiga realizar a
tarefa com independência soma-se um ponto, caso contrário, a atividade receberá zero ponto e
cabe ao examinador escolher a mais apropriada para a situação observada. Ao final, somam-se
todas as atividades para a obtenção da classificação: independente (6 pontos), parcialmente
dependente (4 pontos) e totalmente dependente (2 pontos ou menos)5.
Os volumes pulmonares foram avaliados através da espirometria (EasyOne®, Modelo
2001, ndd Medizintechnik AG, Zurich, Switzerland) sendo obtidas as variáveis: capacidade vital
forçada (CVF), volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), relação VEF1/CVF e o
pico de fluxo expiratório (PEF).
A FPP foi avaliada através de um dinamômetro de mão (Jamar®, Sammons Preston,
Rolyon, Bolingbrook, EUA), onde o voluntário encontrava-se sentado com cotovelo fletido a
90º, antebraço em posição neutra de prono/supinação e extensão de punho em aproximadamente
30º, a posição adotada seguiu as recomendações da Associação Americana de Terapeutas da
Mão12, sendo o mesmo orientado a pressionar o dinamômetro com sua máxima força para a
realização de três medidas para obtenção do valor médio em cada membro analisado. Os
resultados foram expressos em valores absolutos e o predito na literatura21.
Para a análise dos dados foi utilizado o programa SPSS (versão 20.0, Chicago. EUA).
Para verificar a normalidade da distribuição dos dados foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk e os
resultados expressos em média ± desvio padrão ou mediana e intervalo interquartil, quando não
houve distribuição normal. Para comparar os grupos quanto às características antropométricas,
função pulmonar e FPP foi utilizado o teste t Student independente ou o teste U de MannWhitney, quando apropriado. As proporções das variáveis categóricas foram comparadas entre
os grupos pelo teste Qui-quadrado ou Exato de Fisher. A fim de verificar a associação entre
capacidade funcional e FPP foi utilizada a correlação de Spearman. Para efeito de significância
90
estatística foi adotado um p<0,05.
Resultados
A amostra analisada foi composta por 51 indivíduos (GH: n=16; GC: n=35). Na Tabela 1
podem ser observadas as características dos grupos analisados. Ressalta-se que não houve
diferença entre os grupos quanto às proporções de indivíduos tabagistas ativos [GH: 2 (12,5%);
GC: 3 (8,6%); p=0,844], uso de diuréticos [GH: 3 (18,8%); GC: 4 (11,4%); p=0,664] e uso de
sedativos [GH: 1 (6,2%); GC: 2 (5,7%); p=0,940].
A FPP não apresentou diferença entre os valores obtidos com a mão dominante e a não
dominante, tanto no GH quanto no GC (p=0,623 e p=0,195, respectivamente). Ao compararmos
os resultados da FPP da mão dominante entre os grupos analisados, estes se mostraram
reduzidos no GH, tanto em valor absoluto (p= 0,016) quanto em valores preditos (p=0,001)
(Figura 2). Quanto à capacidade funcional, avaliada através da escala BADL, foi constatada
redução dessa variável no GH (escore de 4,6 ± 1,8) em relação ao GC (escore de 5,8 ± 0,3)
(p=0,008).
Ao avaliarmos a associação entre a FFP da mão dominante, em porcentagem do predito,
e a capacidade funcional, observou-se que esta ocorreu de modo significativo no GH (r= 0,736,
p=0,001). Entretanto, esta mesma associação não foi observada quando considerado apenas os
indivíduos do GC (r= -0,218, p=0,207) (Figura 3).
Discussão
No presente estudo foi avaliada a FPP e sua relação com a capacidade funcional de
idosos hospitalizados. Os dados evidenciam que o GH apresentou redução tanto na FPP quanto
na capacidade de realização das atividades de vida diária quando comparado com o GC.
A FPP é considerada um bom teste para os idosos, por ser seguro, rápido, prático, de
baixo custo e não invasivo16 para avaliação da força isométrica dos membros superiores12, ele
pode ser realizado inclusive por não deambulantes22.
Em nosso estudo não foi encontrada diferença nos valores obtidos entre a mão
dominante e a não dominante, o que difere do estudo de Watanabe23 que encontrou diferença
entre a força da mão dominante e da não dominante, de cerca de 10% entre as mãos, em um
grupo composto por 50 homens e 50 mulheres com faixa etária entre 18 à 72 anos. Porém
91
quando comparamos os grupos, encontramos diferenças na FPP entre ambos, tendo o GH
apresentado valores reduzidos em relação ao GC.
A FPP é um importante indicador do status nutricional24 e é também considerado um
bom identificador da capacidade funcional25 A dinamometria expressa uma aproximação da
força muscular global13,14, estando fortemente associada à funcionalidade dos idosos13,14. Em
nosso estudo, foi possível observar uma associação significante entre a FPP e a capacidade
funcional no GH. Porém, devido à escassez de estudos que envolvam o idoso hospitalizado em
condição não cirúrgica, não foi possível observar associação entre FPP e a capacidade funcional
em outras pesquisas.
Mudanças na qualidade de vida e no declínio funcional do idoso podem estar
relacionadas com o processo de hospitalização5,8, que muitas vezes traz consequências
irreversíveis, por impor um certo grau de imobilidade em qualquer paciente26. Assim, o declínio
funcional pode manifestar-se de forma mais rápida, principalmente nos pacientes idosos25.Além
disso, a restrição ao leito desencadeia modificações na musculatura e na massa óssea,
desencadeando restrições às AVD do idoso8. As manifestações iniciais afetam diretamente o
sistema musculoesquelético, alterando a força muscular, a resistência a fadiga e o vigor físico,
em função da imobilidade prolongada26.
A prevalência de incapacidade e dependência funcional está fortemente associada à
diminuição da massa muscular. Neste sentido, a força e a massa muscular são componentes
determinantes da função física25 e repercutem tanto sobre a saúde, longevidade e qualidade de
vida1. Segundo Doherty27, existe relação entre a força e a massa muscular e a combinação de
sarcopenia e perda de força muscular contribuem de forma significativa para o declínio na
capacidade função e independência que vem com o envelhecimento.
A sarcopenia relacionada com o envelhecimento não está associada apenas com a
diminuição da massa muscular esquelética, mas inclui um declínio gradual na função muscular e
um decréscimo na capacidade de produção de força, na velocidade máxima de encurtamento e
em uma lentidão geral nas ações de contração e relaxamento muscular28.
Fiatarone et al.29 demonstraram resultados positivos em relação à capacidade de
adaptação neuromuscular em idosos, onde 10 idosos nonagenários foram submetidos a oito
semanas de treinamento de resistência de alta intensidade, tendo sido encontrado aumento
considerável na força muscular e está refletia a melhora da capacidade funcional e da qualidade
de vida dos idosos avaliados.
Segundo dados do Projeto Longitudinal de Envelhecimento e Aptidão Física de São
92
Caetano do Sul, desenvolvido com mulheres fisicamente ativas com idade superior à 50 anos,
foi verificado, que no período de um ano, a força dos membros superiores, mensurada pelo teste
de dinamometria manual, a força muscular dos membros inferiores e a flexibilidade do tronco
não apresentaram decréscimo no período de tempo analisado30.
Destacamos como principal limitação do estudo o fato de não ter sido possível avaliar os
participantes do estudo em sua condição pré-hospitalização, visto que não possuíamos um
sistema de acompanhamento domiciliar abrangente, além disso, a amostra estudada foi
composta por indivíduos portadores de diferentes patologias clínicas.
Neste sentido, a identificação das características dos idosos é de extrema importância
para uma abordagem especializada adequada, visando à identificação de problemas e ainda a
promoção de novas formas de atendimento que permitam uma melhor qualidade no atendimento
e melhor emprego dos recursos disponíveis dentro da realidade existente17. Portanto, é
importante reconhecer, através de avaliação funcional, as incapacidades funcionais que
provocam danos na autonomia dos pacientes idosos, porque as mesmas podem interferir nas
AVD e na qualidade de vida (QV) destes idosos.
Conclusão
O declínio funcional é um acontecimento comum à um número significativo de idosos
hospitalizados, em consequência da vulnerabilidade clínica, física e psicológica e próprias ao
processo de envelhecimento. Pode ocorrer antes ou durante o período de hospitalização, e
perdurar ou melhorar após a alta. Nossos dados apontam para a existência de dependência
funcional em pacientes sob a condição de hospitalização, o que remete à necessidade do
reconhecimento precoce das características desses indivíduos para que se possa estabelecer uma
abordagem especializada adequada, visando à identificação de problemas que venham a
beneficiar o idoso durante o período de hospitalização.
Sendo assim, concluímos que o envelhecimento, como processo multifatorial que incide
em todas as dimensões do indivíduo, não pode ser interrompido ou evitado. O que propomos,
como profissionais da saúde, é o incentivo a ações preventivas e ao estilo de vida ativo na busca
do envelhecimento saudável, mantendo a capacidade funcional e a autonomia do idoso.
93
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.
Amostra inicial (n=141)
Exclusões:
• Doença pulmonar (n=19)
• Cardiopatia (n=28)
Grupo Hospitalizado (n=50)
Grupo Controle (n=44)
Não completaram as avaliações:
• Acesso venoso periférico em mão
dominante (n=12)
• Incapacidade de compreender os
comandos (n=8)
Não completaram as avaliações:
•
2
IMC >40 Kg/m (n=9)
2
• IMC >40 Kg/m (n=14)
Analisados (n=16)
Figura 1. Fluxograma dos participantes do estudo.
Analisados (n=35)
96
Tabela 1. Caracterização dos grupos analisados.
GH (n=16)
GC (n=35)
p-valor
10 (62,5)
22 (62,9)
0,609
Idade (anos)*
73 (68,6 – 81,2)
69 (64 – 73)
0,095
Peso (Kg)**
63,9 ± 13,8
71,1 ± 11,5
0,062
Altura (cm)**
157,5 ± 8,9
161,7 ± 8,3
0,117
IMC (Kg/m²)**
25,3 ± 4,2
26,6 ± 3,2
0,214
95,5 (93 – 97)
97 (95 – 98)
0,041
PAS (mmHg)*
135 (122,5 - 140)
130 (120 – 130)
0,174
PAD (mmHg)*
80 (70 – 90)
80 (70 – 87,5)
0,899
19,3 ± 3,8
18,6 ± 3,4
0,535
FC (bpm)*
73 (68,2 – 81,2)
77 (72 – 81)
0,158
Tax (oC)*
36 (36 – 37)
35 (35 – 37)
<0,001
CVF (%pred)**
52,8 ± 23,5
81,5 ± 20,4
< 0,001
VEF1 (%pred)**
49,2 ± 23,9
79,1 ± 21,8
< 0,001
92 (82 – 101)
101 (87 – 108)
0,043
42,1 ± 24,9
74,8 ± 35,1
0,002
Sexo masculino, n (%)
SpO2 (%)*
Sinas Vitais
FR (irpm)**
Função Pulmonar
VEF1/CVF (%pred)*
PEF (%pred)**
IMC: Índice De Massa Corporal; PAS: Pressão Arterial Sistêmica; PAD: Pressão Arterial Diastólica; FR:
Frequência Respiratória; FC: Frequência Cardíaca; SpO2: Saturação Periférica De Oxigênio; Tax: Temperatura
Axilar; CVF: Capacidade Vital Forçada; VEF1: Volume Expiratório Forçado no 1º segundo; PEF: Pico De Fluxo
Expiratório. *valores em mediana e intervalo interqualtil (Teste U de Mann-Whitney). **Média ± desvio padrão
(teste t Student). Valores significativos com p<0,05.
97
Figura 2. Comparação entre a força de pressão palmar (FPP) entre os grupos. A:
Comportamento da FPP em valores absolutos (Kgf). B: Comportamento da FPP em
porcentagem do predito (%pred).
Figura 3. Associação entre a força de preensão palmar (FPP) e a capacidade funcional
(BADL) A: Associação apresentada dentro do GH. B: Associação apenas quando considerado
o GC. Onde: FPP: Força de preensão palmar; GH: Grupo Hospitalizado; GC: Grupo controle.
98
CAPITULO V
NOTA À IMPRENSA
99
PESQUISA AVALIA A CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS
HOSPITALIZADOS
O Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade de Santa Cruz
do Sul – UNISC divulga os resultados de uma pesquisa de mestrado da aluna Mônica Wietzke
sob orientação da Professora Drª Dulciane Nunes Paiva, que avaliou indivíduos de ambos os
sexos com 60 anos ou mais.
Com o envelhecimento o indivíduo torna-se mais suscetível a incapacidades
funcionais e doenças crônicas. A doença, bem como a internação hospitalar e o próprio
envelhecimento, podem contribuir para um decréscimo na saúde e qualidade de vida desta
população. Os idosos utilizam de forma mais assídua os serviços de saúde, bem como, estão
sujeitos aos efeitos adversos decorrentes da hospitalização.
Em nosso estudo, foram avaliadas as seguintes variáveis: a capacidade funcional,
função pulmonar, força muscular e força de preensão palmar em idosos admitidos no Hospital
Santa Cruz e idosos da comunidade em geral que foram convidados a realizar os testes que
avaliaram sua independência funcional.
Como principais resultados da pesquisa, podemos apontar que o idoso hospitalizado
possui uma redução na função pulmonar, na capacidade funcional, na força muscular e na
força de preensão palmar quando comparado com idosos da comunidade.
Neste sentido, esta pesquisa torna-se de extrema importância para detectar
precocemente os possíveis riscos de dependência futura em idosos além de delimitar a
intervenções direcionadas a esta população. Assim, conhecendo as particularidades do idoso,
podemos promover ações que visem um atendimento diferenciado visando um atendimento
diferenciado e a promoção de melhor qualidade de vida para essa população.
100
ANEXOS
101
ANEXO A
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
PROJETO: AVALIAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR, CAPACIDADE FUNCIONAL E
FUNÇÃO PULMONAR DE IDOSOS HOSPITALIZADOS
Estamos realizando uma pesquisa com pacientes com 60 anos ou mais, admitidos na
enfermaria do Hospital Santa Cruz. O objetivo do estudo é avaliar a força muscular,
capacidade funcional e a função pulmonar de idosos hospitalizados no Hospital Santa Cruz
em Santa Cruz do Sul – RS.
Inicialmente será aplicado um questionário que incluirá perguntas de dados pessoais
como: idade, data de nascimento, estado civil, causa da internação, inquérito tabágico e nível
de escolaridade, além de questões sobre a realização das atividades da vida diária e práticas de
atividade física. Tal avaliação poderá ser feita no próprio leito, sendo realizada até 42 horas
após a internação.
A força dos músculos será avaliada através do uso de um questionário que pedirá a você
para realizar um movimento com a perna e com o braço para quantificar a força dos seus
músculos. Será realizada a avaliação da altura através de uma fita métrica que medirá a
panturrilha, a perna e o braço e permitirá a medida do peso corporal.
Para verificar a quantidade de gordura do corpo, será utilizado um aparelho que
chamado Adipômetro, que verificará a quantidade de gordura através de uma medida feita na
pele. Este teste não causará dor e não agredirá a pele.
Para a avaliação da força das mãos, utilizaremos um aparelho que é chamado de
Dinamômetro, este instrumento possui um local para posicionamento da mão, onde você
realizará o movimento de fechar a mão colocando a maior força possível. O teste será
realizado três vezes com cada uma das mãos.
Para a avaliação da função respiratória será realizado os testes de Espirometria e
Manovacuometria. Para avaliar seu volume pulmonar, será utilizado um aparelho chamado de
espirômetro para verificar se o seu pulmão está normal. Você ficará sentado em uma cadeira
com as costas apoiadas, puxará o máximo de ar pelo nariz e após colocará um clipe para não
haver escape de ar, após, soprará todo o ar possível através do aparelho. Este teste será
repetido três vezes.
102
O teste da manovacuometria mede a força dos seus músculos da respiração. Este teste
é realizado em poucos segundos. Você ficará sentado em uma cadeira, irá colocar um clipe
nasal, para evitar escape de ar pelo nariz e irá assoprar e puxar fortemente o ar pela boca,
através de um bucal firmemente fixo entre os lábios. O bucal será conectado a um aparelho
que registrará a força gerada pelos músculos da respiração. Este exame será repetido 5 (cinco)
vezes com um descanso de aproximadamente 1 (um) minuto entre eles.
É importante ressaltar que não se prevê riscos para a saúde de qualquer participante
causado diretamente pela pesquisa, pois os dados coletados não interferirão nos cuidados
clínicos recebidos. Você terá direito a esclarecimentos quanto aos possíveis desconfortos
durante a realização do teste, que eventualmente podem ser: tontura, cansaço ou discreta falta
de ar. Na manifestação de qualquer sintoma, será interrompido o teste. Após o teste de
dinamometria poderá ocorrer uma leve dor nas mãos, causada pelo esforço de apertar o
equipamento.
Enfatizamos que a concordância ou não em participar deste estudo não irá interferir com
nenhum outro tratamento médico que eventualmente estejas realizando.
O objetivo deste convite é saber do seu interesse em colaborar com a presente pesquisa.
As informações obtidas serão de caráter confidencial e serão utilizadas para propósitos de
pesquisa exclusivamente. Caso queiras retirar-te do estudo, estarás livre para fazê-lo em
qualquer momento que desejares.
As profissionais Profª Drª Dulciane Paiva e a aluna do Mestrado em Promoção da Saúde
e Educadora Física, Mônica Wietzke certificaram-me de que as informações por mim
oferecidas terão caráter confidencial.
Os Pesquisadores Responsáveis por este Projeto de Pesquisa são Mônica Wietzke,
telefone de contato (51) 8141- 0370 e a Profª Drª Dulciane Paiva, telefone de contato (51)
3717-7387.
O Comitê de Ética em Pesquisa responsável pela apreciação do projeto pode ser
consultado, para fins de esclarecimento, através do telefone: (51) 3717 7680.
O presente documento foi assinado em duas vias de igual teor, ficando uma com o
voluntário da pesquisa ou seu representante legal e outra com o pesquisador responsável.
Pelo
presente
Termo
de
Consentimento
Livre
e
Esclarecido,
eu
__________________________________________________________________declaro que
autorizo a minha participação neste projeto de pesquisa, pois fui informado, de forma clara e
detalhada, livre de qualquer forma de constrangimento e coerção, dos objetivos, da
103
justificativa, dos procedimentos que serei submetido, dos riscos, desconfortos e benefícios,
assim como das alternativas às quais poderia ser submetido, todos acima listados.
Fui, igualmente, informado:

da garantia de receber resposta a qualquer pergunta ou esclarecimento a qualquer dúvida
acerca dos procedimentos, riscos, benefícios e outros assuntos relacionados com a
pesquisa;

da liberdade de retirar meu consentimento, a qualquer momento, e deixar de participar do
estudo, sem que isto traga prejuízo à continuação de meu cuidado e tratamento;

da garantia de que não serei identificado quando da divulgação dos resultados e que as
informações obtidas serão utilizadas apenas para fins científicos vinculados ao presente
projeto de pesquisa;

do compromisso de proporcionar informação atualizada obtida durante o estudo, ainda
que esta possa afetar a minha vontade em continuar participando;

de que se existirem gastos adicionais, estes serão absorvidos pelo orçamento da pesquisa.
NOME DO VOLUNTÁRIO
NOME DO RESPONSÁVEL LEGAL
ASSINATURA DO VOLUNTÁRIO
ASSINATURA DO RESPONSÁVEL
DO VOLUNTÁRIO
LEGAL DO VOLUNTÁRIO
NOME DO PESQUISADOR
ASSINATURA DO PESQUISADOR
DATA: __/__/__
104
ANEXO B
FICHA DE AVALIAÇÃO
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
Número do questionário:
Data da avaliação:
Nome do idoso:
Sexo: ( ) masculino
( ) feminino
Idade:
Leito n°:
Data de Nascimento:
Estado Civil: ( ) Solteiro (a) ( ) Casado (a) ( ) Viúvo (a) ( ) União Estável
Causa da Internação (HDA):
DADOS CLÍNICOS
Data da internação:
HDP:
Data da alta hospitalar:
MEDICAÇÃO:
INQUÉRITO TABÁGICO
Fumante: ( ) Sim ( ) Não
Tipo de Cigarro:
Cigarros/dia:
Tempo de tabagismo:
Ex fumante: ( ) Sim ( ) Não
SINAIS VITAIS
PA:_______________mmHg
FC:______bmp
SaO2: ______%
Tax:______ºC
Fr:______ (irpm)
PA:_______________mmHg
FC:______bmp
SaO2: ______%
Tax:______ºC
Fr:______ (irpm)
DADOS ANTROPOMÉTRICOS
Dobra Cutânea Triciptal:
Altura do Joelho:
105
(DCT) ___________ (mm)
Dobra Cutânea Subescapular:
(DCSUB): ___________ (mm)
Dobra Cutânea Suprailíaca:
(DCS) ___________ (mm)
Peso estimado: ___________ kg
(AJ): ___________ (cm)
Circunferência da Panturrilha:
(CP):___________ (cm)
Circunferência do Braço:
(CB):___________ (cm)
Circunferência Muscular do Braço:
(CMB):___________ (cm)
IMC: ___________ kg/m2
Área Muscular do Braço corrigida:
(AMBc): ___________ (cm)
Peso (relatado):
Altura (relatado):
Fórmulas:
CIRCUNFERÊNCIA MUSCULAR DO BRAÇO:
CMB (cm) = CB (cm) – (DCT (mm) x Onde
3,14
ÁREA MUSCULAR DO BRAÇO:
Homens:
Mulheres:
ALTURA:
Homens: 64,19 – (0,04 x I) + (2,02 x AJ)
Mulheres: 84,88 – (0,24 x I) + (1,83 x AJ)
PESO:
Homens: (0,98 x CP) + (1,16 x AJ) + (1,73 x CB) + (0,37 x DCSUB) - 81,69
Mulheres: (1,27 x CP) + (0,87 x AJ) + (0,98 x CB) + (0,40 x DCSUB) - 62,35
IMC:
IMC = Peso (kg) / Estatura (m²)
FUNÇÃO PULMONAR – ESPIROMETRIA
Variável
1ª
2ª
CVF
______(%)
_____(l) ______(%)
PFE
______(%)
_____(l) ______(%)
VEF1
______(%)
_____(l) ______(%)
VEF1/CVF
(%)
Monovacuometria (Força Muscular Respiratória):
Posição sentada a ___°
PImax
(cmH2O)
1°
2°
3ª
_____(l)
_____(l)
_____(l)
(%)
______(%)
______(%)
______(%)
PEmax
(cmH2O)
_____(l)
_____(l)
_____(l)
(%)
106
3°
4°
5°
107
ANEXO C
ESCALA DE AVALIAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL – (BASIC ACTIVITIES OF DAILY
LIVING SCALE)
Atividade/
Independência (1 ponto) sem
Dependência (0 ponto) com
Pontos
supervisão, orientação ou assistência
supervisão, orientação ou
pessoal
assistência pessoal ou cuidado
integral
Banhar-se _____ pontos
(1 ponto) – banha-se completamente ou (0 ponto) necessita de ajuda para
necessita de auxílio somente para lavar banhar-se em mais de uma parte
uma parte do corpo como costas, genitais do corpo, entrar e sair do chuveiro
ou extremidade incapacitada
ou banheiro ou requer assistência
total no banho
Vestir-se_____ pontos
(1 ponto) pegas as roupas do armário e (0 ponto) Necessita de ajuda para
veste as roupas intimas, externas e cintos
vestir-se
ou
necessita
ser
completamente vestido
Ir ao banheiro_____ pontos
(1 ponto) Dirigir-se ao banheiro, entra e (0 ponto) Necessita de ajuda para
sai do mesmo, arruma suas próprias ir ao banheiro, limpar-se ou usa
roupas, limpa a área genital sem ajuda
urinol ou comadre
Transferência_____ pontos
(1 ponto) senta-se/ deita-se e levanta-se da (0 ponto) Necessita de ajuda para
cama ou cadeira sem ajuda. Equipamentos sentar-e/deitar-se e levantar-se da
mecânicos de ajuda são aceitáveis.
cama ou cadeira
Continência _____ pontos
(1 ponto) Tem completo controle sobre (0 ponto) É parcial ou totalmente
suas eliminações (urinar e evacuar
incontinente do intestino e bexiga
Alimentação _____ pontos
(1 ponto) Leva a comida do prato à boca (0 ponto) Necessita de ajuda
sem ajuda. Preparação da comida pode ser parcial ou total com a alimentação
feita por outra pessoa.
ou requer alimentação parenteral.
Total de pontos:
6 = independente
4 = dependência
2 ou menos= muita
moderada
independência
108
ANEXO D
QUESTIONÁRIO INTERNACIONAL DE ATIVIDADE FÍSICA (IPAQ) - VERSÃO
CURTA
As perguntas estão relacionadas ao tempo que você gasta fazendo atividade física na
ÚLTIMA semana. As perguntas incluem as atividades que você faz no trabalho, para ir de
um lugar a outro, por lazer, por esporte, por exercício ou como parte das suas atividades em
casa ou no jardim. Suas respostas são MUITO importantes. Por favor responda cada questão
mesmo que considere que não seja ativo. Obrigado pela sua participação !
Para responder as questões lembre que:
 atividades físicas VIGOROSAS são aquelas que precisam de um grande esforço físico e
que fazem respirar MUITO mais forte que o normal
 atividades físicas MODERADAS são aquelas que precisam de algum esforço físico e que
fazem respirar UM POUCO mais forte que o normal
Para responder as perguntas pense somente nas atividades que você realiza por pelo menos
10 minutos contínuosde cada vez:
1a Em quantos dias da última semana você caminhou por pelo menos 10 minutos contínuos
em casa ou no trabalho, como forma de transporte para ir de um lugar para outro, por lazer,
por prazer ou como forma de exercício?
dias _____por SEMANA
( ) Nenhum
1b Nos dias em que você caminhou por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no
total você gastou caminhando por dia? horas: ______ Minutos: _____
2a. Em quantos dias da última semana, você realizou atividades MODERADAS por pelo
menos 10 minutos contínuos, como por exemplo pedalar leve na bicicleta, nadar, dançar, fazer
ginástica aeróbica leve, jogar vôlei recreativo, carregar pesos leves, fazer serviços domésticos
na casa, no quintal ou no jardim como varrer, aspirar, cuidar do jardim, ou qualquer atividade
que fez aumentar moderadamente sua respiração ou batimentos do coração (POR FAVOR
NÃO INCLUA CAMINHADA): dias _____por SEMANA
( ) Nenhum
2b. Nos dias em que você fez essas atividades moderadas por pelo menos 10 minutos
contínuos, quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia? horas:
______ Minutos: _____
3a Em quantos dias da última semana, você realizou atividades VIGOROSAS por pelo
menos 10 minutos contínuos, como por exemplo correr, fazer ginástica aeróbica, jogar
futebol, pedalar rápido na bicicleta, jogar basquete, fazer serviços domésticos pesados em
casa, no quintal ou cavoucar no jardim, carregar pesos elevados ou qualquer atividade que fez
aumentar MUITO sua respiração ou batimentos do coração. Dias _____por SEMANA (
)
Nenhum
3b Nos dias em que você fez essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos
quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia? horas: ______
Minutos: _____
Estas últimas questões são sobre o tempo que você permanece sentado todo dia, no trabalho,
na escola ou faculdade, em casa e durante seu tempo livre (deixa livre ou lazer. Isto inclui o
109
tempo sentado estudando, sentado enquanto descansa, fazendo lição de casa visitando um
amigo, lendo, sentado ou deitado assistindo TV, jogando vídeo game, bate-papo na internet e
uso do computador para jogar e estudar. Não inclua o tempo gasto sentando durante o
transporte em ônibus, trem, metrô ou carro.
4a. Quanto tempo no total você gasta sentado durante um dia de semana?
______horas _______ minutos
4b. Quanto tempo no total você gasta sentado durante em um dia de final de semana?
______ horas _______ minutos
110
ANEXO E
Escore do Medical Research Council (MRC)
Movimentos avaliados
Abdução do ombro
Flexão do cotovelo
Extensão do punho
Flexão do quadril
Extensão do joelho
Dorsiflexão do tornozelo
Grau de força muscular
(
(
(
(
(
(
)0
)0
)0
)0
)0
)0
(
(
(
(
(
(
)1(
)1(
)1(
)1(
)1(
)1(
)2(
)2(
)2(
)2(
)2(
)2(
)3(
)3(
)3(
)3(
)3(
)3(
)4(
)4(
)4(
)4(
)4(
)4(
)5
)5
)5
)5
)5
)5
Grau de força muscular
0 = Nenhuma contração visível
1 = Contração visível sem movimento do segmento
2 = Movimento ativo com eliminação da gravidade
3 = Movimento ativo contra a gravidade
4 = Movimento ativo contra a gravidade e resistência
5 = Força normal
Adaptado de DeJongheet al. (2007).
111
ANEXO F
112
ANEXO G
113
ANEXO H
114
ANEXO I
NORMAS ESTUDOS INTERDISCIPLINARES SOBRE O ENVELHECIMMENTO
E S T U D O S
I N T E R D I S C I P L I N A R E S
O E N V E L H E C I M E N T O
S O B R E
DIRETRIZES PARA AUTORES
Procedimentos para o envio dos manuscritos
3.1.1 Ao enviar seu manuscrito o(s) autor(es) está(rão) automaticamente: a) autorizando o
processo editorial do manuscrito; b) garantindo de que todos os procedimentos éticos exigidos
foram atendidos; c) concedendo os direitos autorais do manuscrito à revista Estudos
Interdisciplinares sobre o Envelhecimento; d) admitindo que houve revisão cuidadosa do texto
com relação ao português e à digitação; título, e subtítulo (se houver) em português e inglês;
resumo na língua do texto e em inglês, com as mesmas características; palavras-chave
inseridas logo abaixo do resumo, além de keywords para o abstract; apresentação dos
elementos descritivos das referências utilizadas no texto, que permitam sua identificação
individual; observação das normas de publicação para garantir a qualidade e tornar o processo
editorial mais ágil.
3.1.2 Ao submeter o manuscrito deve ser informado (no portal SEER) nome, endereço, email e telefone do autor a contatar e dos demais autores. Forma de Apresentação dos
Manuscritos O título deverá ser apresentado em português e inglês.
3.1.3 Os manuscritos deverão ser digitados em espaço duplo, com no máximo 20 laudas;
3.1.4 A apresentação dos originais deverá seguir as normas atualizadas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Recomenda-se a consulta principalmente às normas
NBR 10.520/02 – Citações em documentos; NBR 6024/03 – Numeração progressiva das
seções de um documento; NBR 6023/02 – Referências; NBR 6028/03 – Resumos; NBR
6022/03 –Artigo em publicação periódica científica impressa - Apresentação. Nota: Os
resumos que acompanham os documentos devem ser de caráter informativo, apresentando
elementos sobre as finalidades, metodologia, resultados e conclusões do estudo.
3.1.5 Figuras, tabelas, quadros, etc., devem ser apresentadas uma em cada página,
acompanhadas das respectivas legendas e títulos. As figuras e tabelas devem ser apresentadas
em preto e branco e não devem exceder 17,5 cm de largura por 23,5 cm de comprimento.
Devem ser, preferencialmente, elaboradas no Word/Windows. Não serão aceitas figuras
gráficas com cores ou padrões rebuscados que possam ser confundidos entre si, quando da
editoração da revista. As figuras e tabelas devem vir anexadas no final do artigo, com suas
respectivas legendas explicativas. Deve ser indicado no texto a localização das mesmas, de
modo a facilitar o processo de editoração. Fotos (preto e branco) devem estar em formato TIF,
com resolução de 300 dpi.
CONDIÇÕES PARA SUBMISSÃO
115
Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da
submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de
acordo com as normas serão devolvidas aos autores.
1. Enviar em formato DOC
2. Figuras em formato TIFF
DECLARAÇÃO DE DIREITO AUTORAL
Os direitos autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de
primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público,
os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e nãocomerciais.
POLÍTICA DE PRIVACIDADE
Os nomes e endereços de e-mail neste site serão usados exclusivamente para os propósitos da
Revista, não estando disponíveis para outros fins.
Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento. ISSN: 1517-2473 (impresso) e 2316-2171
(eletrônico)
Qualis Capes 2013, área interdisciplinar: B1
116
ANEXO J
NORMAS REVISTA BRASILEIRA DE FISIOTERAPIA
A Revista Brasileira de Fisioterapia (RBF) publica artigos originais de pesquisa sobre temas
relacionados às áreas de terapia e reabilitação física, incluindo estudos clínicos, básica ou
aplicada sobre a avaliação, prevenção e tratamento de distúrbios de movimento.
Nosso Conselho Editorial tem o compromisso de divulgar pesquisas científicas de qualidade
de muitas áreas de especialização.
A RBF aceita os seguintes tipos de estudo, que devem ser diretamente relacionados com
escopo e especialização áreas da revista:
a) Estudos experimentais : estudos que investigam o efeito (s) de uma ou mais intervenções
sobre os resultados diretamente relacionados ao escopo e especialização áreas da
RBF. Estudos experimentais incluem estudos de caso único experimentais, estudos quaseexperimentais e ensaios clínicos. A Organização Mundial de Saúde define ensaio clínico como
qualquer pesquisa que prospectivamente aloca participantes humanos ou grupos de seres
humanos para uma ou mais intervenções relacionadas com a saúde para avaliar o efeito (s)
sobre o resultado (s) de saúde.Portanto, nenhum estudo que pretende analisar o efeito de uma
dada intervenção é considerado como um ensaio clínico. Os ensaios clínicos incluem estudos
de caso único, séries de casos (um único grupo, sem um grupo de controle para comparação),
estudos controlados não-randomizados e ensaios clínicos randomizados. Ensaios clínicos
randomizados devem seguir o CONSORT (Consolidated Standards of Reportagem Trials), as
recomendações, que estão disponíveis em: http://www.consort-statement.org/consortstatement/overview0/ . Neste site, o autor deve acessar a lista de verificação CONSORT 2010,
que deve ser preenchido e enviado com o manuscrito. Todos os manuscritos devem conter
também uma Declaração CONSORT 2010 Diagrama de Fluxo. A partir de 2014, todo o
processo de submissão de estudos experimentais devem abordar esta recomendação.
b) Estudos observacionais: os estudos que investigam a relação (s) entre as variáveis de
interesse relacionados com o escopo e especialização áreas RBF 'sem manipulação direta (por
exemplo, intervenção). Estudos observacionais incluem estudos transversais, estudos de
coorte e estudos de caso-controle.
c) estudos qualitativos: estudos que se centram nas necessidades de compreensão,
motivações e do comportamento humano. O objeto de um estudo qualitativo é guiado por uma
análise em profundidade de um tema, incluindo opiniões, atitudes, motivações e padrões de
comportamento, sem quantificação. Estudos qualitativos incluem documentário e análise
etnográfica.
d) Revisões da literatura: estudos que analisam e / ou sintetizar a literatura sobre um tema
117
relacionado com o alcance e áreas de expertise da RBF. Comentários críticos ou narrativas só
serão publicados a convite dos editores. As revisões sistemáticas que incluem meta-análise
terá prioridade sobre outras revisões sistemáticas. Aqueles que têm um número insuficiente de
artigos ou artigos com baixa qualidade e não incluem uma conclusão assertiva e válida sobre o
assunto não serão considerados para a análise de peer-review.
e) estudos metodológicos: estudos centrados no desenvolvimento e / ou avaliação das
propriedades psicométricas e características clinimétricas de instrumentos de avaliação. Eles
também incluem estudos que visam traduzir e / ou adaptar culturalmente questionários
estrangeiros para o Português Brasileiro. Autorização dos autores para a tradução e / ou
adaptação do instrumento original deve ser incluído no processo de submissão.
O site EQUATOR Network ( http://www.equator-network.org/resource-centre/library-ofhealth-research-reporting ) inclui uma lista completa de orientações disponíveis para cada tipo
de estudo, como o STROBE (reforço Comunicação de estudos observacionais em
Epidemiologia) para estudos observacionais, o COREQ (Critérios consolidadas para relatar
QualitativeResearch) para a pesquisa qualitativa, o PRISMA (Reporting preferido Itens para
Revisões Sistemáticas e Meta-Analyses) para revisões sistemáticas e meta-análises, ea
GRRAS (Diretrizes para Relatórios de Confiabilidade e Estudos Agreement) para estudos de
confiabilidade. Recomendamos que os autores verificar estas orientações e aderir à lista de
verificação apropriada antes de enviar seus manuscritos.
Estudos que relatam resultados eletromiográficos devem seguir as Isek (Sociedade
Internacional de Eletrofisiologia e Cinesiologia) Padrões para Reporting EMG de dados,
disponível em http://www.isek-online.org/standards_emg.html .
Aspectos éticos e legais
Submeter um manuscrito para a RBF implica que o artigo, no todo ou em parte, não tenha sido
publicado por outra fonte de comunicação e que não está sendo considerado para publicação
por outra revista.
O uso de iniciais paciente, nomes ou números de registo do hospital deve ser evitada. Os
pacientes não devem ser identificados em fotografias, exceto com consentimento expresso por
escrito
anexado
ao
artigo
original
no
momento
da
apresentação.
Estudos em humanos devem estar de acordo com os padrões éticos e com o consentimento
informado dos participantes de acordo com o Conselho Nacional de Saúde ( NHC) Resolução
196/96 do Ministério da Saúde, que supervisiona o Código de Ética em Pesquisa
Humana. Autores fora do Brasil devem seguir as diretrizes estabelecidas pelo Comitê de
Publicação Ética (COPE) .
As experiências com animais devem estar em conformidade com as diretrizes internacionais
(tais como, o Comitê para a Investigação e Questões Éticas da Associação Internacional para o
Estudo da Dor [Pain, 16:109-110, 1983]).
Para os estudos que envolvem a pesquisa humana e animal, o manuscrito deve incluir o
número de aprovação dada pelo Comitê de Ética em Pesquisa. O estudo deve ser registrado no
Conselho Nacional de Saúde da universidade ou hospital ou pelo Conselho Nacional de Saúde
mais próximo da sua área. A RBF reserva-se o direito de não publicar manuscritos que não
estiverem de acordo com as regras legais e éticas para pesquisas com seres humanos e
118
animais.
Para os ensaios clínicos, qualquer registro que satisfaça as exigências do Comitê Internacional
de Editores de Revistas Médicas (ICMJE), por exemplo, http://clinicaltrials.gov/ e /
ou http://anzctr.org.au/ serão aceitos. A lista completa de todos os registros de ensaios clínicos
podem ser encontradas em: http://www.who.int/ictrp/network/primary/en/index.html .
De 01/01/2014 a RBF efetivamente adotam a política sugerido pela Sociedade Internacional
de Editores de Revista Fisioterapia (ISPJE) e vai exigir um número de registro em potencial
(ou seja, os ensaios clínicos que começaram o recrutamento a partir desta data deve registrar o
estudo ANTES o recrutamento do primeiro paciente) pelo momento da apresentação do
manuscrito.Para estudos que começaram o recrutamento até 31/12/2013 inscrição
retrospectiva serão aceitos.
Os critérios de autoria
A RBF aceita submissões de manuscritos com até seis (6) autores. Política autoria do RBF
segue os requisitos do ICMJE para Manuscritos Submetidos a Revistas Biomédicas
( www.icmje.org ), que afirmam que "crédito de autoria deve ser baseado em 1) contribuições
substanciais para a concepção e desenho, aquisição de dados, ou análise e interpretação dos
dados , 2) a elaboração do artigo ou revisão crítica do conteúdo intelectual e 3) aprovação
final da versão a ser publicada. " Condições 1, 2 e 3 devem ser todos cumpridos. Aquisição
Grant, coleta de dados e / ou supervisão geral de um grupo de pesquisa não justificam autoria
e devem ser reconhecidos nos agradecimentos.
Todos os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo dos manuscritos submetidos. Todo
o material publicado torna-se propriedade da RBF, que reterá os direitos autorais. Portanto,
nenhum material publicado na RBF pode ser reproduzida sem a permissão por escrito dos
editores. Todos os autores do manuscrito submetido devem assinar um termo de acordo de
transferência de direitos de autor a partir da data da aceitação do manuscrito.
Os editores podem considerar, em casos excepcionais, um pedido de apresentação de um
manuscrito com mais de 6 (seis) autores. Os critérios de análise incluem o tipo de estudo, o
potencial de citação, a qualidade metodológica e complexidade, entre outros. Nestes casos
excepcionais, a contribuição de cada autor deve ser especificado no final do texto (após
Agradecimentos e logo antes de Referências), de acordo com as diretrizes do Comitê
Internacional de Editores de Revistas Médicas e as Diretrizes para a integridade na atividade
científica amplamente divulgados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq; http://www.cnpq.br/web/guest/diretrizes ).
Manuscrito forma e apresentação
A RBF aceita a submissão de manuscritos com até 3.500 palavras (excluindo página de
título, resumo, referências, tabelas, figuras e legendas). A informação contida no
apêndices serão incluídos no número total de palavras permitidas.
O manuscrito deve ser escrito preferencialmente em Inglês. Sempre que a qualidade da
119
escrita em Inglês dificulta a análise e avaliação do conteúdo, os autores serão informados.
Recomenda-se que os manuscritos submetidos em Inglês ser acompanhada de certificação
de revisão por um profissional de edição e um serviço de revisão. Esta certificação deve
ser incluído na apresentação. Recomendamos os seguintes serviços, não excluindo outros:



American Journal Experts ( www.journalexperts.com );
Scribendi ( www.scribendi.com );
NaturePublishing
Grupos
Idioma ( https://languageediting.nature.com/login ).
Edição
O manuscrito deve incluir um título e uma página de identificação, resumo e palavraschave antes de o corpo do manuscrito.Referências, tabelas e figuras e apêndices devem
ser inseridos no final do manuscrito.
Título e identificação página
O título do trabalho não pode exceder 25 palavras e deve incluir o máximo de
informações sobre o estudo possível. Idealmente, os termos utilizados no título não deve
aparecer na lista de palavras-chave. A página de identificação deve conter também os
seguintes detalhes:
Título completo e curto título de até 45 caracteres para ser usado como uma lenda nas
páginas impressas;
Autor : nome e sobrenome do autor em letras maiúsculas, sem título seguido de um
número sobrescrito (expoente) identificando a afiliação institucional (departamento,
instituição, cidade, estado, país). Por mais de um autor, separar por vírgula;
Endereço para correspondência : nome, endereço completo, e-mail e número de telefone
do autor correspondente, que está autorizado a aprovar revisões editoriais e fornecer
informações adicionais, se necessário.
Palavras-chave : até seis termos de indexação ou palavras-chave em Português e Inglês.
Abstrato
O resumo deve ser escrito em um formato estruturado. A apresentação concisa não exceda
250 palavras em um único parágrafo, em Inglês, deve ser escrita e colocada logo após a
página de título. Não inclua referências, notas de rodapé ou abreviações indefinidas.
Introdução
Esta parte do manuscrito deve dar informações sobre o objeto de investigação, como se
relaciona com outros estudos no mesmo campo, e as razões que justificam a necessidade
de estudo, bem como objetivo específico (s) do estudo e hipóteses, se for o caso.
Método
Descrição clara e detalhada dos participantes do estudo e os procedimentos de coleta de
120
dados, a transformação / redução e análise de dados, a fim de permitir a reprodutibilidade
do estudo. O processo de seleção dos participantes e alocação deve ser organizada de um
fluxograma contendo o número de participantes em cada fase, bem como as suas
principais características (ver modelo de CONSORT diagrama de fluxo ).
Sempre que relevante para o tipo de estudo, o autor deve incluir o cálculo que justifique
adequadamente o tamanho da amostra para investigação dos efeitos de intervenção. Todas
as informações necessárias para estimar e justificar o tamanho da amostra usada no estudo
deve ser claramente indicado.
Resultados
Os resultados devem ser apresentados de forma breve e concisa. Resultados pertinentes
devem ser relatados com o uso de texto e / ou tabelas e / ou figuras. Dados incluídos em
tabelas e figuras não devem ser duplicados no texto.
Discussão
O objetivo da discussão é interpretar os resultados e relacioná-los com o conhecimento
existente e disponível, especialmente o conhecimento já apresentado na introdução. Seja
cauteloso ao enfatizar descobertas recentes. Os dados apresentados nos métodos e / ou nas
seções de resultados não devem ser repetidos. As limitações do estudo, implicações e
aplicações clínicas para as áreas de fisioterapia e ciências de reabilitação deve ser
descrito.
Referências
O número recomendado de referências é de 30, com exceção de revisões de
literatura. Evite referências que não estão disponíveis a nível internacional, tais como
teses e dissertações, resultados não publicados e artigos, e comunicação pessoal. As
referências devem ser organizadas em ordem numérica de primeira aparição no texto,
seguindo os Requisitos Uniformes para Manuscritos Submetidos a Revistas Biomédicas
preparados pelo ICMJE .
Os títulos dos periódicos devem ser escritos de forma abreviada, de acordo com a lista de
Revistas de Index Medicus . As citações devem ser incluídos no texto como sobrescrito
(expoente) números sem datas. A exatidão das referências constantes no manuscrito ea
sua citação correta no texto são de responsabilidade do autor (s).
Exemplos: http://www.nlm.nih.gov/bsd/uniform_requirements.html .
Tabelas, Figuras e Anexos
Um total de cinco tabelas e figuras (5) combinado é permitido. Anexos devem ser
incluídos no número de palavras permitidas no manuscrito. No caso de tabelas publicadas
anteriormente, figuras e apêndices, os autores devem apresentar uma autorização assinada
pelo autor ou editor, no momento da apresentação.
Para artigos submetidos em Português, a versão em Inglês das tabelas, figuras e apêndices
121
e suas respectivas legendas deve ser anexado no sistema como documento suplementar.
Tabelas : devem incluir apenas os dados imprescindíveis, não deve ser excessivamente
longo (máximo permitido: uma página A4 com espaçamento duplo). Eles devem ser
numerados consecutivamente, com algarismos árabes e deve ser inserido no fim do
texto. Pequenas mesas que podem ser descritas no texto não são
recomendados. Resultados simples são melhor apresentadas em uma frase em vez de uma
mesa.
Figuras : estas devem ser citadas e numeradas consecutivamente com algarismos arábicos,
na ordem em que aparecem no texto. As informações nas figuras não devem repetir dados
já descritos em tabelas ou no texto. O título ea legenda (s) deve explicar a figura sem a
necessidade de consulta ao texto. Todas as legendas devem ser em espaço duplo, e todos
os símbolos e abreviaturas devem ser definidos. Use letras maiúsculas (A, B, C, etc), para
identificar as partes individuais de várias figuras.
Se possível, todos os símbolos devem aparecer nas legendas. No entanto, os símbolos
para identificação de curvas em um gráfico pode ser incluído no corpo da figura, desde
que não prejudique a análise dos dados. Figuras em cores só serão publicados na versão
online. Com relação à arte final, todos os valores devem estar em alta resolução ou em sua
versão original. Figuras de baixa qualidade podem resultar em atrasos na aceitação e
publicação do artigo.
Agradecimentos : devem incluir declarações de importantes contribuições especificando
sua natureza. Os autores são responsáveis pela obtenção da autorização de pessoas /
instituições nomeadas nos agradecimentos.
A submissão eletrônica
Submissão do manuscrito deve ser feito eletronicamente através do
site http://www.scielo.br/rbfis . Os artigos submetidos e aceitos em Português será
traduzido para o Inglês por tradutores RBF, e artigos submetidos e aceitos em Inglês
serão encaminhados para revisores RBF ingleses para uma revisão final.
É de responsabilidade dos autores para remover todas as informações (exceto na página
do título e identificação) que possam identificar a fonte ou autoria do artigo.
Ao submeter um manuscrito para publicação, os autores devem inserir os detalhes do
autor no sistema e anexar os seguintes documentos complementares:
1.
2.
3.
4.
Cubra carta ;
Declaração de conflito de interesse ;
Declaração de transferência de direitos autorais assinada por todos os autores;
Outros documentos quando for o caso (por exemplo, permissão para publicar
figuras ou trechos de matérias publicadas anteriormente, listas de verificação,
etc.)
122
Especial Pista Submission
Excepcionally, a RBF pode receber e avaliar os manuscritos que foram apresentados e
rejeitados por outros periódicos indexados no Journal Citation Reports (JCR). Esta
modalidade irá considerar comentários do outro jornal, o que pode encurtar o tempo de
publicação, se o manuscrito tem mérito para ser publicado. No entanto, os manuscritos
na modalidade pista especial terá de ser avaliada com o mesmo rigor que uma nova
submissão, que inclui a necessidade de inovação. Para ser elegível para a apresentação
pista especial, o manuscrito deve estar de acordo com o RBF Âmbito e Políticas seção e
com as seções 2 e 3 do presente documento, e deve atender aos seguintes requisitos:


A revista internacional de que o manuscrito foi previamente submetida deve ter
um fator de impacto JCR superior a 1,5;
O manuscrito deve ter concluído o processo de peer-review completo na revista
anterior. Manuscritos rejeitados na revisão inicial editor não serão aceitos;
Trilha especial submissão deve incluir: a) o manuscrito com as mudanças destacadas, b)
respostas ponto-a-ponto aos comentários dos revisores, c) uma carta com o nome eo fator
de impacto do periódico anterior ea justificativa para publicação na RBF , explicando (se
necessário) os itens que não estavam satisfeitos em relação a comentários dos revisores e
/ ou decisão editorial da revista da revista internacional; d) o e-mail oficial da outra
revista (revisor e editor de letras com revisão detalhada), que deve ser encaminhado na
íntegra sem edição, ou seja, a resposta de e-mail deve ser encaminhado para a RBF
( [email protected] ), e) todas as informações adicionais solicitadas pela RBF.
O processo de revisão
As submissões que atendam aos padrões estabelecidos e apresentados de acordo com as
políticas editoriais RBF será encaminhado aos editores de área, que irão realizar uma
avaliação inicial para determinar se os manuscritos devem ser revisados. Os critérios
utilizados para a análise inicial do editor área incluem: originalidade, pertinência,
relevância clínica e metodologia. Os manuscritos que não têm mérito ou não estejam em
conformidade com as políticas editoriais será rejeitada na fase de pré-análise,
independentemente da adequação do texto e qualidade metodológica. Portanto, o
manuscrito pode ser rejeitada com base unicamente no recomendação do editor área sem a
necessidade de nova revisão, nesse caso, a decisão não é passível de recurso. Os
manuscritos selecionados para pré-análise serão submetidos a revisão por especialistas,
que irão trabalhar de forma independente. Os revisores permanecerão anônimos aos
autores e os autores não serão identificados para os colaboradores. Os editores irão
coordenar o intercâmbio entre autores e revisores e tomará a decisão final sobre quais
artigos serão publicados com base nas recomendações dos revisores e editores de área. Se
aceito para publicação, os artigos podem estar sujeitos a pequenas alterações que não
afetarão o estilo do autor. Se um artigo for rejeitado, os autores receberão uma carta
justificativa do editor.Após a publicação ou no final do processo de revisão, toda a
documentação sobre o processo de revisão será destruído.
123
Áreas de especialização
1. Fisiologia, Cinesiologia e Biomecânica, 2. Cinesioterapia / recursos terapêuticos, 3. O
desenvolvimento motor, aquisição, controle e comportamento 4. Educação, Ética,
Deontologia e Fisioterapia História, 5. Avaliação, prevenção e tratamento de doenças
cardiovasculares e respiratórias, 6. Avaliação, prevenção e tratamento de doenças do
envelhecimento, 7. Avaliação, prevenção e tratamento de lesões músculo-esqueléticas,
8. Avaliação, prevenção e tratamento de distúrbios neurológicos, 9.Avaliação, prevenção e
tratamento de doenças ginecológicas, 10. Ergonomia / Saúde Ocupacional.
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