Policy Brief Especial RIO+20 Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável Abril de 2012 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisas BRICS Policy Brief Especial RIO+20 Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável Abril de 2012 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisas BRICS BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável Autores: Lucas Perez Florentino, Aryadne Bittencourt Waldely e Monica Herz Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável 1. Introdução desenvolvimento sustentável, mostrando, Ocorrerá, em junho deste ano, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que terá como objetivos principais garantir a renovação do comprometimento político, avaliar os progressos e as lacunas existentes e tratar dos desafios emergentes sobre tal temática ambiental. Nesse sentido, a Rio+20 vai lidar com dois temas principais: a economia verde e a estrutura institucional internacional para dentre o posicionamento da Índia com relação às discussões que serão realizadas na Rio+20 sobre o arcabouço institucional internacional ambiental. Em primeiro lugar, contextualiza-se ambiente na organização o debate sobre meio Índia, apresentando-se institucional, os a principais atores envolvidos e as questões relevantes no país. Em seguida, expõem-se as normas e os princípios orientadores da Índia com relação à governança internacional ambiental. Além disso, apresenta-se a posição do institucional país sobre internacional o desenho para o o papel de Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Conselho Econômico e Social (ECOSOC) e a Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da ONU. Por fim, consideram-se as coordenações da Índia com outras partes sobre a temática. 2. O Debate sobre Política Externa Ambiental na Índia o O objetivo deste texto é apresentar aspectos, instituições como o Programa das Nações De acordo com especialistas, a Índia 1 desenvolvimento sustentável. outros apresentou, ao longo dos anos, uma política externa ambiental “tradicional”, na medida em enxergava ambiental que a o governo promoção como um da pólo do país proteção oposto ao desenvolvimento econômico e ao combate à pobreza no país, estes, importantes objetivos nacionais. Com isso, o governo indiano construiu uma imagem de difícil negociador internacional sobre a questão, baseada em um discurso que trazia à tona as responsabilidades históricas dos países desenvolvidos com relação à degradação ambiental. Como resultado, a Índia se colocou, na maior parte do tempo, de forma reticente frente aos compromissos 1 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável internacionais para ambiental defendeu e a conservação externa indiana, contribui ainda mais para a formas autonomia dos delegados e dos ministérios governança menos vinculantes. de 2 na formulação da política externa ambiental Esse posicionamento “tradicional” do país.4 do governo indiano é, em grande parte, Apesar disso, nos últimos anos, com estável, fazendo com que ele ainda perdure o aumento da relevância do tema da e continue, ainda hoje, a ter grande impacto proteção ambiental no plano internacional, sobre o processo de formulação da política o externa ambiental da Índia. Tal estabilidade principalmente decorre do fato de as decisões relativas à mudança climática, está começando a política global de meio ambiente da Índia emergir e a determinar diferenças de estarem nas mãos de poucos atores e por opinião entre as lideranças políticas do conta da falta de um amplo debate público país. sobre o tema. sentido, As principais instituições na Índia debate na Índia no Navroz sobre que Dubash três diz os questão, respeito identifica, grupos “stonewallers”, a à nesse principais: realistas os e os que formulam a política externa ambiental internacionalistas. Os primeiros defendem do país são o Ministério de Meio Ambiente que a Índia não deve delegar nenhuma e Florestas (Ministry of Environment and tarefa de proteção ambiental às instâncias Forests, em inglês) e o Ministério de internacionais, e que a política ambiental é Relações Exteriores (Ministry of External uma Affairs, principais desenvolvidos. Os realistas, por sua vez, especialistas das delegações indianas nos consideram a possibilidade de a Índia fóruns multilaterais têm sido funcionários reportar desses setores do governo. São justamente ambiente, esses internacionais. em dois diretamente, inglês) e ministérios atualmente, os que com lidam as ameaça suas sobre sem Os países meio obrigações internacionalistas defendem, por último, que a Índia deve se engajar indiano.3 internacional de uma discussão no Parlamento sobre a dos atividades mas discussões sobre a Rio+20 no governo Além disso, na Índia, a inexistência geopolítica na e governança ambiental assumir papel um de liderança na questão.5 Também motiva o debate uma governança global do meio ambiente, aliada preocupação com a reputação da Índia ao apoio recorrente de ONGs, institutos de internacionalmente, pesquisa e outros atores da sociedade civil mantenha a postura tradicional com relação nacional à visão tradicional da política à proteção internacional do meio ambiente, caso o governo 2 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável bem como com o impacto que isso pode ter O posicionamento do governo em pleitos da Índia por maior papel em indiano com relação à estrutura institucional outras instâncias internacionais, como no a ser discutida na Rio+20 possui alguns Conselho de Segurança da ONU.6 pontos substantivos, que especificam as Um reflexo desse debate é uma normas e os princípios que devem guiar a flexibilização recentemente observada na governança ambiental e que refletem, de postura da Índia com relação a maiores certa forma, os debates sobre a política comprometimentos externa ambiental na Índia. com a governança ambiental, bem como uma maior divisão do posicionamento ONGs ambientais posicionamento indiano a defesa de uma externa ambiental estrutura institucional que contemple o indiana, ainda que elas, em sua maioria, princípio de “responsabilidades comuns, permaneçam porém acerca da das Nesse sentido, tem papel central no política alinhadas à postura (RCPD).8 diferenciadas” Esse tradicional. Nesse sentido, as ONGs do princípio, na interpretação da Índia e dos movimento ambientalista da Índia ainda não países em desenvolvimento como um todo, se engajam, clara e fortemente, no debate estabelece que os países desenvolvidos, sobre a política externa ambiental do cuja industrialização foi anterior e mais governo duradoura do país. Essa flexibilização, do que em países contudo, não é observada na relação da desenvolvimento, possuem Índia com os países desenvolvidos, uma responsabilidade histórica vez que o governo ainda mantém o degradação ambiental e, com isso, devem discurso tradicional com relação às maiores contribuir com uma maior parcela de responsabilidades dos últimos. esforços para a uma em maior sobre promoção a do Dessa forma, a política externa desenvolvimento sustentável.9 O princípio, ambiental da Índia, por um lado, busca por contudo, não exime, por completo, os engajamento países em desenvolvimento de contribuírem tímido do país com as instâncias internacionais, mas, por outro, mantém uma postura tradicional para a proteção ambiental. com relação aos desenvolvidos, criando uma 7 espécie de “política dual”. Dessa a Índia, no 2º Encontro dos Comitês de Preparação da Rio+2010 (CP-Rio+20), realizado em março de 3. Pontos Substantivos: Princípios e Normas forma, 2011, defende uma governança internacional para o meio ambiente que conte com esforços significativos dos países mais ricos e que, ao mesmo tempo, 3 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável seja capaz de colaborar com os países em instituições internacionais e a promoção de desenvolvimento mecanismos de governança específicos. consigam de promover sustentável e forma o manter que eles desenvolvimento seu A proposta básica da Índia para o crescimento desenho institucional internacional para o econômico. Segundo o documento oficial meio ambiente reside, de acordo com o 11 da Índia para a Rio+20 , é necessária uma documento indiano do 2º Encontro dos CP- estrutura institucional baseada no princípio Rio+20, na necessidade de se promover a das RCPD e que leve em consideração a coordenação e a articulação entre as especificidade da situação dos países em instituições desenvolvimento. É necessário, para a desenvolvimento sustentável, para que uma Índia, que os mecanismos de governança crise global ambiental reconheçam o direito ao governança desenvolvimento e a prioridade com relação Índia, possa ser contornada. de ao crescimento econômico e à erradicação da pobreza em países em desenvolvimento. No documento do posicionamento já existentes eficiência do ambiental, Contudo, para sistema observada para o além de pela dessa coordenação, a Índia especifica o papel e os mecanismos específicos para o oficial da Índia, também são destacados aprimoramento de órgãos internacionais de como proteção ambiental. Nesse sentido, de pontos substantivos adequada arquitetura internacional para o para uma institucional desenvolvimento acordo com o mesmo documento, a solução não reside na criação de uma sustentável: a adesão ao “espírito do entidade “guarda-chuva” mutlilateralismo” e o equilíbrio dos três exclusivamente dedicada à governança do pilares do desenvolvimento sustentável, o meio ambiente, mas sim no fortalecimento econômico, o social e o ambiental. do Conselho ampla Econômico e e Social (ECOSOC), que deve ser o responsável 4. Desenho Institucional Desenvolvimento Sustentável do Além desses pontos substantivos, o governo indiano específicas institucional internacional com possui relação para do a propostas ao desenho governança pela maior sinergia entre as comissões e os programas de meio ambiente, e de outros órgãos já existentes Apesar dessa proposta de fortalecimento, a Índia tem uma postura cautelosa com relação ao papel do desenvolvimento ECOSOC e da CDS, sem, todavia, eliminar sustentável, que engloba o papel das a possibilidade de reforma/revisão dessas instituições. Segundo o documento oficial 4 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável do país para a Rio+20, a revisão do ECOSOC 12 e a reforma, reconhecidamente necessária, da CDS dependeriam do convertê-lo agência em uma organização especializada ambiental significaria na ou questão desequilibrar os resultado das negociações sobre a criação pilares do desenvolvimento sustentável em de Desenvolvimento favor do “meio ambiente” em “detrimento” Sustentável, isto é, o papel e as funções do do social e do econômico. Uma reforma ECOSOC e da CDS dependeriam da ampla natureza encontro ao princípio orientador da Índia de um Conselho e de da prerrogativas que, porventura, sejam atribuídas ao Conselho. No caso do estabelecimento do PNUMA, portanto, iria de equilíbrio desses três pilares. desse Como contraproposta à reforma, o Conselho, a proposta indiana é de que a governo arquitetura institucional do mesmo esteja de aperfeiçoamento da estrutura já existente, acordo com o princípio “Forma segue a por meio do fortalecimento “da capacitação, Função” (Form follows Function, em inglês), da interface de política científica, do suporte ou seja, que qualquer reforma dessas técnico e da gestão de conhecimento” do instituições função Programa. O PNUMA precisaria, ainda, específica para qual foram criadas. A Índia contar com o apoio nacional e aumentar a ainda defende que se pense o tema a partir cooperação com instituições diversas, como das estruturas, das regras e das relações o Programa das Nações Unidas para o das instituições já existentes, portanto sem Desenvolvimento a criação de novos órgãos. Mundial. Com tenha em relação vista ao a PNUMA, a indiano Ainda defende (PNUD) com e relação um o Banco aos órgãos possibilidade de uma ampla reforma na internacionais de meio ambiente, a Índia, arquitetura institucional é rechaçada pela em declaração sobre o rascunho-zero da Índia. No seu documento oficial para a Rio+20, afirma que a proposta de criação Rio+20, o governo indiano se coloca contra de um “Alto Comissariado para a Geração a possibilidade de o PNUMA se converter Futura” ainda requer um debate sobre o seu em uma Organização das Nações Unidas papel, a sua estrutura, a sua necessidade e para o Meio Ambiente ou em uma agência a especializada na questão ambiental. Essa institucional posição se opõe à da União Europeia, defensora da conversão do PNUMA em tal sua responsabilidade na internacional arquitetura para o 14 desenvolvimento sustentável. Dentro da proposta de agência.13 Segundo a Índia, o “PNUMA é fortalecimento da governança ambiental um programa e não uma organização” e internacional, a Índia defende a promoção 5 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável de fluxos de recursos e tecnologias para os Multilaterais (MEAs países Environmental Agreements, em desenvolvimento elemento importante institucional ambiental como no um desenho internacional. Já - Multilateral em inglês). Segundo a Índia, existe um consenso internacional sobre a de coerência e mencionada no 2º Encontro dos CP-Rio+20 aperfeiçoamento pela Índia, a proposta passa a contar, no coordenação dos vários acordos existentes, documento oficial do país, com diretrizes cuja mais específicas e detalhadas. Nele, a Índia internacionalmente. Para contornar essa defende de crise na gestão dos MEAs, a Índia propõe tecnologia e de recursos de financiamento como saída uma maior coesão entre as para os países em desenvolvimento por convenções internacionais e uma maior meio de organismos como o ECOSOC e participação através da criação de uma espécie de desenvolvimento “Fundo financiamento que haja para a o transferência Desenvolvimento eficiência na necessidade tem sido dos questionada países nos dos em mecanismos acordos e de nos Sustentável”. Além disso, o governo indiano “processos de formulação de políticas e defende que haja o fortalecimento das estratégicas “Assistências sustentável”. Oficiais Desenvolvimento” 15 de o desenvolvimento (Official Development Assistance, em inglês) pelos países da Organização para para Cooperação e 5. Coordenação com outras instâncias: G77, BASIC e BRICS Desenvolvimento Econômico (OCDE)16 e Pensar no posicionamento da Índia que se aumente a representação dos sobre a Rio+20 implica em considerar, países em desenvolvimento nas instituições também, a sua coordenação com outros financeiras de Bretton Woods. Por fim, países. Nesse sentido, verifica-se, que a defende “maior Índia faz parte do G77,18 grupo de países mecanismo de financiamento multilateral em desenvolvimento na ONU, ao qual se para o meio ambiente”, o Fundo Global mostra alinhada na sua declaração no 2º para o Meio Ambiente (Global Environment Encontro do CP-Rio+20. Tal aproximação Facility, em inglês)17, por meio do aumento pode ser percebida na convergência de das contribuições. alguns pontos substanciais da proposta o fortalecimento do Por fim, outro ponto trazido pela indiana com pronunciamentos do G77 Índia, no seu documento oficial para a (+China).19 Na declaração do 2º Encontro Rio+20, diz respeito ao aprimoramento da dos CP-Rio+20,20 o G77 defende que a aquiescência estrutura dos Acordos Ambientais institucional para o 6 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável desenvolvimento sustentável tenha como estruturas institucionais internacionais de base os princípios da Declaração do Rio, meio ambiente. Essa mesma declaração dentre defende o incremento das negociações os quais está “responsabilidades diferenciadas”, o comuns, ponto das porém substantivo entre os países do BASIC sobre a Rio+20. do Com relação aos BRICS, a posicionamento indiano para a Rio+20. O aproximação ainda é tímida, apesar de posicionamento geral do G77 sobre as serem percebidas certas convergências instituições assemelha internacionais ao indiano na também se entre o posicionamento do grupo com os da defesa do Índia, além de uma ampliação da relevância fortalecimento dos órgãos já existentes do da Sistema ONU que lidam a temática do comparadas a III e a IV Cúpulas dos desenvolvimento sustentável. Além disso, BRICS, ocorridas em abril de 2011 e março tanto o G77 quanto a Índia destacam a de 2012, respectivamente. Na Declaração importância suporte de Sanya22, da III Cúpula, o grupo reforça a financeiro e da transferência de tecnologia defesa do princípio das “responsabilidades para os países em desenvolvimento como comuns, mecanismos importantes (principalmente institucional para do aumento o do no desenho desenvolvimento sustentável. temática mudança para o grupo porém das diferenciadas” negociações climática). aproximações em quando sobre Apesar termos dos das pontos A Índia ainda se aproxima, nas substantivos, o BRICS, nessa ocasião, não negociações internacionais sobre o meio expressa, explicitamente, a busca por maior ambiente, com o Brasil, a China e a África cooperação no contexto da Rio+20. do Sul, formando o grupo do BASIC. Ainda Contudo, na IV Cúpula, devido à que a atenção do agrupamento esteja aproximação da conferência e ao interesse voltada mais para as discussões sobre específico do Brasil, enquanto país-sede, mudança climática, é possível perceber no sucesso da Rio+20, a Índia, juntamente pontos em comum entre a Índia e esses com países na agenda ambiental como um todo, expressa o desejo de colaboração com o inclusive sobre a Rio+20. Isso porque, país-anfitrião. Em consonância com os assim como o governo indiano, os demais posicionamentos indianos para a Rio+20, o países do BASIC, em declaração conjunta BRICS, na Declaração de Nova Délhi, volta de fevereiro de 2012,21 defendem o a Rússia, China reforçar o e África princípio comuns, do Sul, das princípio das “responsabilidades comuns, “responsabilidades porém porém diferenciadas” como base para as diferenciadas”, agora especificamente na 7 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável temática do desenvolvimento sustentável, e • Defesa da necessidade de defende uma estrutura que lide com o coordenação entre as instituições já desenvolvimento sustentável a partir dos existentes; pilares econômico, social e ambiental. Em • Rechaço da criação de uma aproximação com a defesa pela Índia de entidade “guarda-chuva”, uma estrutura institucional que lide com as exclusivamente dedicada especificidades e objetivos dos países em governança ambiental; desenvolvimento, o BRICS pede por uma abordagem internacional para o • meio de desenvolvimento” e • as fortalecimento do Posição cautelosa quanto a reformas e/ou revisões do ECOSOC “estratégias nacionais” dos países.23 do ECOSOC; ambiente que leve em consideração o “estágio Defesa à e da CDS; • 6. Pontos de Síntese Rejeição da proposta europeia de conversão do PNUMA em uma agência especializada na questão Os princípios norteadores da ambiental. postura da Índia para a questão do meio ambiente são os seguintes: NOTAS E REFERÊNCIAS • Visão de que um maior engajamento para a proteção ambiental comprometeria objetivos nacionais importantes, como o desenvolvimento econômico e o BIBLIOGRÁFICAS: 1 Os objetivos e os temas da Rio+20 estão especificados no site oficial da conferência em: <http://www.uncsd2012.org/rio20/objectiveandth emes.html>. Acesso em: 25 mar 2012. combate à pobreza; • Defesa do princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”; 2 VIHMA, Antto. India and the Global Climate Governance: Between Principles and Pragmatism. Journal of Environment & Development, v. 20, n.1, p. 69-94, 2011. (p. 7476) 3 Os para a seguintes: pontos estrutura principais defendidos institucional são os Os órgãos do governo da Índia responsáveis pela Rio+20 estão disponíveis no site oficial da conferência em: <http://www.uncsd2012.org/rio20/index.php?pag e=view&type=6&nr=25&menu=32>. Acesso em: 25 mar 2012. 8 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável 4 VIHMA, VIHMA, Antto. India and the Global Climate Governance: Between Principles and Pragmatism. Journal of Environment & Development, v. 20, n.1, p. 69-94, 2011 (p. 8182). 5 DUBASH, Navroz K. Toward a Progressive Indian and Global Climate Politics. Centre for Policy Research, 2009. Disponível em: <http://www.cprindia.org/sites/default/files/12537 85461-CPR%20WP%202009-1_Dubash.pdf>. Acesso em: 25 mar 2012. 6 VIHMA VIHMA, Antto. India and the Global Climate Governance: Between Principles and Pragmatism. Journal of Environment & Development, v. 20, n.1, p. 69-94, 2011. (p. 84) 7 Ibid., p. 75-76. 11 ÍNDIA. National Inputs of India for Rio +20. United Nations Conference on Sustainable Development, 2011. Disponível em: <http://www.uncsd2012.org/rio20/content/docum ents/49NationalInputs_ofIndia_forRio20.pdf>. Acesso em: 12 mar 2012 12 A revisão do ECOSOC, para a Índia, deveria ter o objetivo de facilitar os financiamentos adicionais e a transferência de tecnologias para os países em desenvolvimento. 13 VELOSO, Sérgio. Os BRICS e a União Europeia: antagonismos anunciados para a Rio+20. BRICS Policy Center, out 2011. Disponível em: <http://bricspolicycenter.org/homolog/uploads/tra balhos/254/doc/573711903.pdf>. Acesso em: 12 mar 2012. 8 A noção de “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” é citado na Declaração do Rio, um dos documentos emitidos pela realização da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Eco92, ocorrida no Rio de Janeiro, há 20 anos. A Declaração do Rio está disponível, na íntegra, em: <http://www.scielo.br/pdf/ea/v6n15/v6n15a13.pd f>. Acesso em: 12 mar 2012. 9 VIHMA, Antto. India and the Global Climate Governance: Between Principles and Pragmatism. Journal of Environment & Development, v. 20, n.1, p. 69-94, 2011. (p. 7778) 10 ÍNDIA. Statement made by Mr. A.R. Ghanashyam, Joint Secretary(UNES), Ministry of External Affairs, Government of India during the session on “Institutional Framework for nd Sustainable Development”, 2 PrepCom of Rio+20. United Nations Conference on Sustainable Development, 2011. Disponivel em: <http://www.uncsd2012.org/rio20/content/docum ents/india-inst-frame.pdf>. Acesso em: 12 mar 2012. 14 ÍNDIA. Comments by Mrs. Mira Mehrishi, Additional Secretary, Ministry of Environment, Government of Indiaon the zero draft ‘The Future We Want’. United Nations Conference on Sustainable Development Website, 2012. Disponível em: <http://www.uncsd2012.org/rio20/content/docum ents/649india.pdf>. Acesso em: 25 mar 2012. 15 As “Assistências Oficiais de Desenvolvimento” (Official Development Assistance, em inglês) são fluxos de financiamento oficial administrado, com caráter de concessão, que têm por objetivo principal a promoção do desenvolvimento econômico e do bem-estar dos países em desenvolvimento. Esse fluxos são provenientes de agências governamentais de doação, de todos os níveis, para países em desenvolvimento e para instituições multilaterais. (Descrição disponível em: <http://stats.oecd.org/glossary/detail.asp?ID=60 43>. Acesso em: 26 mar 2012.) 16 A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, surgida nos anos 1960, é um fórum internacional que conta, em 9 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável sua maioria, com países desenvolvidos e industrializados, como os Estados Unidos e países europeus, além de alguns países em desenvolvimento, como é o caso do México. O objetivo da organização é promover políticas para o aprimoramento do “bem-estar social das pessoas no mundo”. A OCDE funciona como um fórum em que os países-membros “compartilham experiências e buscam soluções para problemas em comum”, estabelecendo, dentre outros, parâmetros internacionais. (Informações disponíveis no site oficial da Organização, em: <http://www.oecd.org>. Acesso em: 26 mar 2012.) 17 O Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility, em inglês) é uma organização financeira independente que fornece subsídios a países em desenvolvimento e países com economias de transição para projetos relacionados a biodiversidade, mudança climática, águas internacionais, degradação do solo, camada de ozônio e poluentes orgânicos. O Fundo tem parcerias com diversas agências internacionais, como o PNUMA. (Descrição disponível no site oficial da organização, em: <http://www.thegef.org/gef/whatisgef>. Acesso em: 26 mar 2012.) 18 Formado em 1964, o Grupo dos 77 é a maior organização intergovernamental dos países em desenvolvimento na ONU, que fornece meios para que esses países se articulem e promovam seus interesses econômicos coletivos e avançar sua capacidade de negociação conjunta em todas as maiores questões econômicas internacionais na ONU e promover a cooperação sul-sul para o desenvolvimento. (Descrição disponível no site oficial do G77, em: <http://www.g77.org/doc/>. Acesso em: 26 mar 2012) 19 G77-CHINA. Statement on Behalf of the Group of 77 and China by Mr. Khaled Hussein Alyemany, minister plenipotentiary, Permanent Mission of the Republic of Yemen to the United Nations, at the First Preparatory Committee Meeting of the UN Conference on Sustainable Development on Institutional Framework for Sustainable Development. United Nations Conference on Sustainable Development Website, 2010.Disponívelem: <http://www.uncsd2012.org/rio20/content/docum ents/G77_China.pdf>. Acessoem: 10 mar 2012. G77-CHINA. Statement on Behalf of the Group of 77 and China by ElianaSaissac, Second Secretary, Mission of Argentina to the United Nations, at the Interactive Discussion of the Second Preparatory Committee Meeting of the UN Conference on Sustainable Development. United Nations Conference on Sustainable Development Website, 2011.Disponívelem: <http://www.uncsd2012.org/rio20/content/docum ents/g77-inst-frame.pdf>. Acessoem: 10 mar 2012. 20 G77-CHINA. Statement on Behalf of the Group of 77 and China by Eliana Saissac, Second Secretary, Mission of Argentina to the United Nations, at the Interactive Discussion of the Second Preparatory Committee Meeting of the UN Conference on Sustainable Development. United Nations Conference on Sustainable Development Website, 2011. Disponível em: <http://www.uncsd2012.org/rio20/content/docum ents/g77-inst-frame.pdf>. Acesso em: 10 mar 2012. 21 JOINT STATEMENT ISSUED AT THE CONCLUSION OF THE 10TH BASIC MINISTERIAL MEETING ON CLIMATE CHANGE (2012). Comunicado conjunto emitido por ocasião do 10º Encontro Ministerial do BASIC (Brasil, África do Sul, Índia e China). Ministry of Environment and Forests of India, 2012. Disponível em: <http://moef.nic.in/downloads/publicinformation/10th-BASIC-Meeting-Delhi-JointStatement.pdf>. Acesso em: 26 mar 2012. 22 DECLARAÇÃO DE SANYA (2011). Declaração emitida por ocasião da III Cúpula dos Países BRICS. Ministério de Relações 10 BRICS POLICY CENTER – POLICY BRIEF Rio+20: a Índia e a Estrutura Institucional Internacional para o Desenvolvimento Sustentável Exteriores do Brasil (site), 2011. Disponível em: <www.itamaraty.gov.br/temas-maisinformacoes/saiba-mais-bric/documentosemitidos-pelos-chefes-de-estado-e-de/iii-cupulado-brics-declaracao-desanya/?searchterm=declara%C3%A7%C3%A3o %20de%20sanya>. Acesso em: 29 out 2011. 23 DECLARAÇÃO DE NOVA DÉLHI (2012). Declaração emitida por ocasião da IV Cúpula dos Países BRICS. Ministério de Relações Exteriores do Brasil (site), 2012. Disponível em: <http://www.itamaraty.gov.br/sala-deimprensa/notas-a-imprensa/quarta-cupula-dosbrics-nova-delhi-29-de-marco-de-2012-parceriados-brics-para-a-estabilidade-seguranca-eprosperidade-declaracao-de-nova-delhi>. Acesso em: 29 mar 2012. 11