Anais do Seminário Nacional de História da Historiografia: historiografia brasileira e modernidade O Debate Agrarista na Década de 1960: a perspectiva histórica de Caio Prado Júnior Ricardo Oliveira da Silva1 A questão agrária brasileira no início da década de 1960 Na produção historiográfica brasileira referente ao tema da questão agrária, Caio Prado Júnior (1907-1990) ocupa um espaço de destaque. Segundo Astor Diehl (2004), a preocupação central desse intelectual residiu na tentativa de observar historicamente a genealogia das raízes do Brasil contemporâneo e os desafios da revolução brasileira. Nesse sentido, a problemática agrária possuiu relevância como um dos elementos a ser solucionado para a concretização desse projeto revolucionário. Ao revermos cronologicamente a produção intelectual de Caio Prado Júnior, notamos que a questão agrária foi uma das principais preocupações desse autor entre o final dos anos 1950 e o início dos anos 1960. Diante dessa constatação, uma análise desse contexto histórico, que no presente texto realizaremos de modo breve, pode nos fornecer subsídios para compreendermos a preocupação desse autor com a questão agrária nesse período. Economicamente, no final dos anos 1950, mas principalmente no início da década de 1960, o Brasil vivenciava certos impasses ao desenvolvimento industrial, decorrentes do esgotamento do modelo de desenvolvimento da indústria via substituição de importações. Segundo Wenceslau Gonçalves Neto (1997), nesse debate, colocou-se a necessidade de profundas alterações no meio rural, visto como um empecilho à industrialização da sociedade brasileira, em face de sua estrutura. Para esse autor, “o argumento central era que a arcaica estrutura agrária, centrada no latifúndio, não permitia à agricultura responder à demanda urbano/industrial: com a produção calcada no monopólio da propriedade da terra, em mãos dos latifundiários, e nas relações de produção antiquadas vigentes, não se 1 Mestrando em História pela UFRGS, com bolsa do CNPq. Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. conseguiam ganhos de produtividade que respondessem às necessidades da indústria em expansão” (NETO, 1997: 53). Diante desse quadro, a agricultura representava um impasse ao desenvolvimento, em primeiro lugar, por não oferecer uma produção compatível com a necessidade da demanda; em segundo lugar, por manter formas arcaicas de produção social no campo, afastando assim a grande população rural do mercado; e, em terceiro lugar, por impedir, em face dessas características, o desenvolvimento de um setor industrial voltado para a modernização da agricultura. Segundo Maria Yeda Linhares e Francisco Carlos Teixeira da Silva (1981), as condições específicas desse período histórico colocaram a transformação do campo como condição sine qua non do desenvolvimento capitalista. Na perspectiva de um desenvolvimento industrial via modelo clássico, sendo o subdesenvolvimento um processo, os entraves estariam localizados no setor de circulação, ou seja, na pequenez do mercado interno. Assim, a abertura desse mercado teria como ponto de partida a transformação da agricultura, ou seja, a modernização das forças produtivas e das relações sociais de produção, possibilitando a expansão do capitalismo no Brasil. Por fim, a abertura desse mercado só era concebível mediante um programa de reforma agrária. Além da estrutura fundiária ser vista como um entrave, segundo esses autores, “estava implícita a convicção de que a revolução brasileira em curso (superação do passado colonial em sua aliança com o imperialismo) se fazia sob a hegemonia da aliança burguesia nacional/proletariado urbano, cabendo ao campo, no decorrer do processo, que se previa ser longo, a função de produzir alimentos e matérias-primas, de um lado, e, de outro, consumo de produtos industriais” (LINHARES, SILVA, 1981: 40). Ainda conforme tais autores, essa percepção da realidade nacional tinha por base uma determinada concepção da formação da sociedade brasileira, produto da expansão iniciada no século XVI. Segundo Maria Yeda Linhares e Francisco Carlos Teixeira da Silva, a concepção da formação da sociedade brasileira, para compreender os problemas sociais do país, contribuiu para a História ter adquirido foros de grandeza no Brasil pós-1950, conseguindo penetrar, de forma bastante significativa, no cotidiano de uma intelectualidade voltada para o debate político nos anos 1950/1960, tendo sido Caio Prado Júnior um desses intelectuais. Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. No início dos anos 1960, Caio Prado Júnior procurou estudar o tema da questão agrária vinculando os problemas do campo a outros impasses da sociedade brasileira. Buscou, assim, entender a questão agrária a partir de uma perspectiva histórica, ou, em outras palavras, a partir de uma interpretação de Brasil. Nesse sentido, o embasamento para muitos de seus argumentos foi buscado em suas obras anteriores, como Evolução Política do Brasil, publicado em 1933, ou Formação do Brasil Contemporâneo, publicado em 1942. Com vistas nisso, tencionamos analisar algumas das idéias de Caio Prado sobre a questão agrária mediante a perspectiva histórica existente em sua produção intelectual do começo da década de 1960, relacionada a algumas propostas para a solução dos problemas agrários. A interpretação caiopradiana da questão agrária brasileira Em 1979 Caio Prado Júnior publicou um livro intitulado A Questão Agrária no Brasil. Nesse livro, encontrava-se uma coletânea de artigos referentes à temática agrária, publicados originalmente na Revista Brasiliense, entre os anos de 1960 a 1964. Em seu prefácio, Caio Prado justificou a publicação dessa coletânea em face da necessidade de solução, na prática, e em profundidade, da exploração e do baixo nível de vida vivenciado, sob todos os aspectos, pela grande massa da população rural brasileira em comparação com os padrões do mundo moderno. Para nosso autor, essa situação extrema de exploração vivenciada pela população rural era herança de sua formação histórica, perceptível nas relações e nas condições sociais de trabalho a que estavam submetidos os trabalhadores rurais. Tal situação significava, no conjunto da sociedade brasileira, medíocres padrões de vida da população rural em termos modernos. Para Caio Prado Júnior, a solução desse aspecto representava a resolução do problema agrário no Brasil, a qual, decorridos quase vinte anos da publicação dos primeiros textos desse autor, ainda estava por se realizar. Para compreendermos a atualidade dada por Caio Prado Júnior à questão agrária no final dos anos 1970, a qual, diga-se de passagem, não está resolvida em nosso tempo presente, selecionamos em primeiro plano dois dos seus textos: 1ª) Contribuição para a Análise da Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. Questão Agrária no Brasil, publicado originalmente na Revista Brasiliense, nº 28, de março/abril de 1960; 2º) Nova Contribuição para a Análise da Questão Agrária no Brasil, publicado originalmente na Revista Brasiliense, nº 43, de setembro/outubro de 1962. Em relação ao aspecto metodológico de nosso trabalho, buscamos privilegiar a análise histórica, dividindo em quatro tópicos nosso estudo: a) caráter da colonização; b) características da grande propriedade fundiária; c) relações sociais de produção; d) medidas para a solução da questão agrária. a) caráter da colonização: A compreensão do caráter da colonização no Brasil como ponto de partida para o estudo da questão agrária foi expresso por Caio Prado Júnior em seu livro Formação do Brasil Contemporâneo, publicado pela primeira vez em 1942. Na parte inicial do livro, intitulada Sentido da Colonização, Caio Prado afirmou que a colonização portuguesa nos trópicos assumiu o aspecto de uma vasta empresa comercial, destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. Esse teria sido o verdadeiro sentido da colonização, do qual o Brasil foi parte integrante. Para esse autor, “é com tal objetivo, objetivo exterior, voltado para fora do país e sem atenção a considerações que não fossem o interesse daquele comércio, que se organizarão a sociedade e a economia brasileiras. Tudo se disporá naquele sentido: a estrutura, bem como as atividades do país.” (PRADO JR, 1976: 32). No início dos anos 1960, ao se debruçar sobre os problemas do campo, Caio Prado Júnior partiu das idéias esboçadas em seu livro Formação do Brasil Contemporâneo. Nesse sentido, afirmou o autor: “o essencial da estrutura agrária brasileira legada pela colônia se encontrava assim como que predeterminada no próprio caráter e nos objetivos da colonização. A grande propriedade fundiária constituiria a regra e elemento central e básico do sistema econômico da colonização, que precisava desse elemento para realizar os fins a que se destinava. A saber, o fornecimento em larga escala de produtos primários aos mercados europeus.” (PRADO JR, 1979: 48). Caio Prado Júnior reconhecia que, do século XVI a meados do século XX, modificações importantes haviam ocorrido na antiga colônia. Houve, por exemplo, a ocupação e integração do território em um todo unificado; um crescimento e adensamento demográfico, com um fluxo imigratório significativo; a diversificação das atividades Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. econômicas com a inserção de um setor industrial; e uma progressiva urbanização e constituição de um mercado interno, com a formação no Brasil de uma nacionalidade autônoma, com existência e aspirações próprias. Mas, ainda assim, ressaltou o autor que, “essa nova e tão mais complexa estrutura social brasileira, apesar das consideráveis diferenças que a separam do passado, não logrou ainda superar inteiramente esse passado, e ainda assenta, em última instância, nos velhos quadros econômicos da colônia, com seu elemento fundamental que essencialmente persiste, e que vem a ser a obsoleta forma de utilização da terra e organização agrária que daí resulta.” (PRADO JR, 1979: 49). Nesse sentido, o caráter da colonização brasileira resultou em um dualismo nas atividades rurais, tendo desenvolvido, por um lado, uma atividade voltada para a obtenção de um produto de alta expressão comercial e, por outro lado, atividades subsidiárias voltadas para a produção de gêneros de subsistência para uma população local. b) características da grande propriedade fundiária: Para Caio Prado Júnior, o sucesso comercial da grande propriedade fundiária esteve assentado em dois fatores: 1º) a disponibilidade relativamente abundante de terras para constituírem-se propriedades de grandes extensões; 2º) a disponibilidade de força de trabalho. Essas circunstâncias constituíram-se nos principais fatores determinantes dos baixos padrões de vida da população rural, que, sem grandes possibilidades de acesso à terra, precisou se sujeitar ao trabalho nas grandes propriedades, mediante preço determinado pelo grande proprietário de terra, que, de um modo geral, sempre foi um valor baixo. Além da característica acima citada, a grande propriedade, enquanto exploração comercial em larga escala, foi também responsável segundo Caio Prado tanto pelos obstáculos opostos ao progresso quantitativo da pequena propriedade, por constranger seu crescimento, quanto por desviar para si e em seu benefício as forças propulsoras de que dispunha o organismo econômico do país. c) relações sociais de produção: As relações sociais de produção existentes no campo, segundo Caio Prado, deveriam ser vistas dentro de uma lógica de exploração agro-mercantil. Desse modo, seria necessário compreendê-las considerando-se os fatores atuantes na oferta e procura de mão-de-obra. Um primeiro aspecto a ser levado em consideração deveria ser a concentração da Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. propriedade fundiária que, ao estar depositada nas mãos de um número reduzido de proprietários rurais, forçaria os trabalhadores rurais, sem outra opção, a fornecer sua mãode-obra dentro das condições impostas pelo grande proprietário de terra. No que tange à remuneração dos trabalhadores rurais, Caio Prado Júnior afirmou que, “podem-se distinguir nessa remuneração três formas diferentes que se combinam conforme o lugar e o momento, de maneira variável. São essas formas: o pagamento em dinheiro (salário); em parte do produto; e finalmente com a concessão ao trabalhador do direito de utilizar com culturas próprias, ou ocupar com suas criações, terras do proprietário em cuja grande exploração ele está empregado.” (PRADO JR, 1979: 60). No entanto, apesar de reconhecer a existência de diversas formas de remuneração do trabalho realizado pelo homem do campo, Caio Prado fez questão de acentuar o caráter de locação de serviços que constituiria a essência das relações de trabalho na agropecuária brasileira. Desse modo, o principal fator configurado nas relações de trabalho no campo seria o de prestação de serviços. Esse caráter de locação de serviços, segundo o autor, farse-ia perfeitamente assimilável ao assalariado, distinguindo-se apenas pela natureza da remuneração. A preocupação em precisar o caráter das relações de trabalho no campo colocava Caio Prado Júnior na linha de frente do combate às posições defendidas por grande parte das esquerdas no início dos anos 1960, principalmente do seu partido, o PCB (SANTOS, 2002). Para o autor, a caracterização das relações de trabalho no campo como “feudais”, ou “semifeudais”, como defendia seu partido, poderia ser usada como carga pejorativa ou emocional para formas extremamente brutais de exploração de trabalho. Seria uma simples questão de conveniência e convenção lingüística. No entanto, para Caio Prado, nessas designações estavam contidas a compreensão de relações de trabalho implantadas no campo, se não no direito positivo e na legislação, no direito consuetudinário e em relações jurídicas institucionais não escritas. Para Caio Prado Júnior (1979: 66), “certas relações de trabalho presentes na agropecuária brasileira, embora se revistam formalmente de caracteres que as assemelham a instituições que encontramos no feudalismo europeu onde se foi buscar a designação, não constituem senão modalidades de pagamento que correspondem ao salário. Isto é, são formas de retribuição de serviços prestados em que por um motivo ou outro – mas sempre Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. motivo de ordem circunstancial – o pagamento em dinheiro é substituído por prestações de outra natureza”. d) medidas para a solução da questão agrária: A análise sobre a questão agrária, efetuada por Caio Prado Júnior, teve como um de seus principais objetivos entender a relação existente entre a miséria da população rural brasileira e o tipo de estrutura agrária do país, cujo traço essencial consistia na acentuada concentração da propriedade fundiária em poder de poucos proprietários. Segundo sua perspectiva histórica, Caio Prado Júnior concluiu que a desigualdade existente na distribuição da propriedade da terra, cujas raízes históricas encontravam-se no processo de colonização iniciada no século XVI, condenava grande parte da população rural a condições de vida miseráveis. Além dessa característica, a questão agrária deveria também ser pensada levando-se em consideração que os grandes proprietários de terra se constituíam em homens de negócio, sendo a terra para esses acima de tudo uma fonte de lucro, enquanto para os trabalhadores rurais, a terra e as atividades nela exercidas constituíam a única fonte de subsistência acessível. Assim sendo, para o referido autor, os problemas do campo não findariam se não fosse arrancada da miséria em que vegeta a população rural. Na solução desse aspecto, residiria a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Mas, para isso se realizar, Caio Prado frisou: “não é assim de esperar que a evolução da economia agrária se oriente para a transformação de seu tipo e estrutura, sem o concurso de fatores estranhos e que imprimam a essa evolução um sentido predeterminado. Numa palavra, sem a reforma agrária. Para que a utilização da terra deixe de ser o grande negócio de uma reduzida minoria, e se faça em benefício da população trabalhadora rural que tira dessa terra o seu sustento, é preciso que se favoreça e fomente por medidas adequadas o acesso da mesma população trabalhadora à propriedade fundiária.” (PRADO JR, 1979: 82-83). Caio Prado Júnior e a questão agrária em uma sociedade marcada pelo passado No início da década de 1960, a questão agrária adquiriu uma dimensão nacional, sendo parte dessa dimensão atribuída aos impasses vivenciados pela industrialização brasileira. Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. Para Angela Kageyama (1993: 14), “a alta concentração fundiária, a heterogeneidade do sistema produtivo e das relações de trabalho no campo, com a presença de formas ‘précapitalistas’ como os foreiros, moradores, parceiros e agregados, e as baixas condições de vida dos empregados rurais eram os principais componentes que configuravam uma questão agrária naquele momento”. Caio Prado Júnior participou dos debates envolvendo o tema da questão agrária durante a década de 1960. A partir de uma perspectiva histórica, buscou o autor compreender a realidade agrária do país. Para José Carlos Reis (2002), na análise de Caio Prado, o presente esteve marcado pelo passado, uma vez que, “o Brasil moderno preservou marcas do passado recente e remoto. Toda a complexa história do Brasil colonial está contida no Brasil contemporâneo. O tempo histórico brasileiro tem um ritmo espacial: uma repetição monótona, uma continuidade inquebrável, um presente que sempre revigora o passado.” (REIS, 2002: 199). Essa percepção sobre a história brasileira levou Caio Prado Júnior a propor limites históricos e teóricos à revolução brasileira, tema corrente na década de 1960. Diante de sua constatação, propor uma ruptura revolucionária para uma realidade social na qual o presente mantinha uma aliança sólida com o passado seria inviável. Entretanto, como ressaltou José Carlos Reis, a percepção de uma continuidade na história brasileira não o levou a ter uma visão pessimista sobre o futuro do país, mas sim a reconhecer os limites impostos por essa realidade à transformação social. A solução dos problemas agrários brasileiros, dessa maneira, foi vista por Caio Prado como fundamental para a ruptura com o passado. Nesse sentido, a reforma agrária e uma legislação trabalhista seriam um meio de estender a cidadania à população rural. No entanto, a concretização dessas medidas acabaria sendo um processo mais lento do que o desejo de seus defensores. Mas, apesar disso, sua bandeira poderia ser mantida erguida enquanto os trabalhadores da cidade e do campo mantivessem uma postura autônoma na defesa de suas reivindicações. Bibliografia Consultada: Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007. DIEHL, Astor Antônio. Caio Prado Júnior: as idéias de futuro que se tinha no passado e o pêndulo da razão. In: AXT, Gunter e SCHÜLER, Fernando Luís (orgs.). Intérpretes do Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2004. KAGEYAMA, Angela. A questão agrária brasileira: interpretações clássicas. In: Reforma Agrária. Boletim da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Vol 23, nº 03, Campinas, SP: p. 05-16, set/dez 1993. LINHARES, Maria Yeda e SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. História da Agricultura Brasileira. Combates e controvérsias. São Paulo: Brasiliense, 1981. NETO, Wenceslau Gonçalves. Estado e Agricultura no Brasil. Política agrícola e modernização econômica. 1960-1980. São Paulo: HUCITEC, 1997. PRADO JR, Caio. A Questão Agrária. São Paulo: Brasiliense, 1979, __________. Evolução Política do Brasil e outros estudos. 3ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1961. __________. Formação do Brasil Contemporâneo. 14ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1976. REIS, José Carlos. Anos 1960: Caio Prado Jr. e “a revolução brasileira”. In: REIS, José Carlos. As Identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. 5ª ed. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2002. SANTOS, Raimundo. Política e Agrarismo Sindical no PCB. Raimundo Santos, Brasília: Fundação Astrojildo Pereira/FAP, 2002. Flávia Florentino Varella, Sérgio Ricardo da Mata & Valdei Lopes de Araujo (org.). Ouro Preto: EDUFOP, 2007.