O cotidiano na feira: o comércio e a comensalidade na feira das Sete Portas Diego Santos MARINHO1; Lígia Amparo da Silva SANTOS2; Luciana Labidel dos SANTOS3; Michele Oliveira dos SANTOS4 1 Bacharelado em Nutrição (ENUFBA). E-mail: [email protected]; 2 Coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura (NEPAC/ENUFBA). E-mail: [email protected]; 3Mestrado pelo Programa de Pós Graduação em Alimento, Nutrição e Saúde (ENUFBA ). E-mail: [email protected]; 4Mestranda pela Programa de Pós Graduação em Alimento, Nutrição e Saúde (ENUFBA) . E-mail: [email protected]. Resumo: O estudo objetiva interpretar e compreender as relações de comensalidade que se dá no cotidiano do comercio de feiras e mercados populares. Tem como cenário o Mercado Popular das Sete Portas, em Salvador da Bahia, onde foi analisado o cotidiano e o contexto social do local, dando foco ao consumo das comidas servidas no Mercado e a sociabilidade que se dá em torno do mesmo. A pesquisa foi construída a partir de dados documentais, observação participante com registro em diário de campo e entrevistas narrativas semi-estruturadas, havendo uma interlocução simultânea com o referencial teórico sócio-antropologico da alimentação. O estudo deseja contribuir para a compreensão das relações estabelecidas entre os comensais, possibilitando uma leitura humanista da temática da relação do homem, alimento e cultura. Palavras-chave: Comida. Comensalidade. Sociabilidade. Cultura alimentar. Feiras. 1 INTRODUÇÃO Segundo Franco (2001), pesquisas antropológicas demonstraram que a preparação dos alimentos e o ato de comer são atividades simbólicas cujos significados revelam aspectos das complexidades das sociedades. Uma vez que o estudo dos hábitos alimentares de um povo auxilia no processo de compreensão de uma determinada cultura, do ato de servir ao modo e jeito de comer, torna-se possível estudar pessoas e grupos sociais através do que eles comem e do que bebem. Comensalidade deriva do latim “mensa” que significa conviver à mesa e isto envolve não somente o padrão alimentar ou o quê se come, mas principalmente como se come, extrapolando o âmbito da necessidade da nutrição. A alimentação constitui segundo Maciel (2004) um sistema simbólico no qual estão presentes códigos sociais que operam no estabelecimento de relações dos homens entre si e com a natureza. Apesar de terem perdido enorme espaço quando se fala em realização de refeições, as feiras e mercados populares, ainda se constituem em espaços de comensalidade e consequente sociabilidade entre grande parte da população, principalmente das camadas populares. Segundo Luz (2008) o mercado é um espaço importante de pulsão da comunalidade e que nele ocorre a circulação das informações da cidade, além de um centro de troca de mercadorias, ele é importante local de efetiva sociabilidade. Percebe-se que a mudança nas escolhas dos espaços de comensalidade deve-se também a uma mudança comportamental do comensal. Considerando que as escolhas alimentares são moduladas por uma ampla gama de fatores, determinando, juntamente com outros processos, as condições de saúde e nutrição das populações humanas. Arnaiz (2005) revela que nos contextos urbanos, parece que o comensal contemporâneo converteu-se em um indivíduo muito mais autônomo em suas escolhas, substituindo as suas limitações sociais por condutas individuais, conferindo a possibilidade de alimentar-se de todas as formas. Essa ampliação do espaço de tomada de decisão alimentar, não só quanto ao alimento propriamente dito, mas ao local, a companhia, a maneira de se alimentar e de socialização, tem grande influência nos hábitos comensais contemporâneos. Entretanto, não se trata de homogeneizar o comensal contemporâneo, mas sim de contextualizá-lo em um ambiente de moldagem social. Em La distinction (1979), ao mostrar que as Anais do I Seminário Alimentação e Cultura na Bahia 1 escolhas estéticas são prioritariamente condicionadas pela origem social, cujas normas foram profundamente interiorizadas, e pelo lócus que ocupamos na hierarquia social, Bourdieu procurou fundar as bases de uma sociologia do gosto, pois o gosto é campo privilegiado da classe dominante e de produção cultural na medida em que expressa a inserção em uma classe. Não é objeto de ensino na escola, escapando, assim, da reprodução das estratificações sociais. Risério (2004) afirma que as camadas populares são afetadas pelos signos que as elites colocam em circulação, mas também elas reinventam esses signos. Assim, essa assimilação ou possível ressignificação de hábitos comensais, coloca o ambiente de feiras e mercados suscetíveis a uma dada homogeneização da comensalidade. No ambiente da feira, o conjunto de práticas e significações quanto aos hábitos alimentares vem sendo influenciados pelos signos da modernidade, que se manifestam desde a disposição de mesas e cadeiras, passando pela utilização de ferramentas tecnológicas na perspectiva de dinamizar a produção das refeições, até o uso de aparelhos eletrônicos que funcionam como distrações para o comensal. Entretanto, constata-se a persistência de relações e hábitos marcados pela manutenção das tradições culturais e comportamentais. Segundo Garcia (1993) as estruturas do habitus são fortemente marcadas pelas primeiras experiências que ocorrem no interior das manifestações familiares. Essas estruturas de origem irão constituir o princípio da percepção e da apreciação de toda vida ulterior. O do gosto, os conflitos, as preocupações, as lições de moral, manifestar-se-ão segundo tais experiências constituintes do habitus. 2 METODOLOGIA Este trabalho tem como base o emprego de metodologias qualitativas. É um trabalho de cunho etnográfico e utiliza analises documentais, técnicas de observação-participante e entrevistas narrativas semi-estruturadas fazendo-me ir além das ‘aparências’ e identificando ‘códigos’ nem sempre explícitos. A opção pela natureza qualitativa da pesquisa baseia-se no fato de que ela entende os meandros das relações sociais e afetivas, trabalhando com o universo de significados, crenças e valores, compreendendo e explicando essa dinâmica, que não pode ser explicada de forma quantitativa (MINAYO, 1992). O presente trabalho de campo foi realizado na cidade de Salvador da Bahia, e o cenário escolhido foi a Feira das Sete Portas. Foram realizadas dez visitas, sendo a maioria no horário de 12 a 15 horas da tarde, horário que abrange o período do almoço. A feira das Sete Portas está situada no centro da cidade de Salvador. É um conhecido espaço publico da Salvador contemporânea, considerada uma feira de médio porte, formada por pequenos comerciantes de alimentos, animais, produtos religiosos e até barbearias, além de local de comercialização de alimentos e consumo de comidas típicas, dando o foco da pesquisa. Houve um processo de observação participante intenso, onde o pesquisador se comporta ao mesmo tempo como ator e observador, sendo fundamental o contato direto com o grupo de estudo (HERSKOVITS, 1963). O presente trabalho foi fruto do projeto de pesquisa “Corporalidades, comensalidades e alimentação saudável na Bahia: Um estudo sobre as praticas corporais e alimentares em camadas populares sob a ótica da promoção da alimentação saudável” desenvolvido pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura - NEPAC pertencente à Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia. 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO Segundo Maciel (2002) o fenômeno cultural da alimentação vai além do “comer para viver”, pois nasce de uma forma de sobrevivência culturalmente marcada e culturalmente forjada, vez que os seres humanos criam técnicas e “maneiras de viver” através da alimentação, ou seja, os alimentos não são apenas comidos, mas também pensados; a comida possui um significado simbólico, possui algo mais que nutrientes. Em seu livro O que faz o Brasil, Brasil? (1986) Roberto DaMatta afirma que “o jeito de alimentar-se define não só aquilo que é ingerido, como também aquele que o ingere”, revelando a máxima do “Diz-me o que comes e te direi qual Deus adoras, sob qual latitude vives, de qual cultura nasceste e em qual grupo social te incluis” (BESSIS, 1995), onde a partir das diversas Anais do I Seminário Alimentação e Cultura na Bahia 2 observações e conseqüentes diários de campo constatou-se que além da influencia identitária que o alimento exerce sobre o comensal, o “comer” é um ato social de fato (SANTOS, 2005), sendo que os padrões de permanência e mudança de hábitos e praticas alimentares possui referencia na própria dinâmica social. Partindo do pressuposto de que hábitos e praticas alimentares são influenciados pela dinâmica social, sendo permitido observar que as feiras e mercados populares, apesar de terem perdido enorme espaço quando se fala em realização de refeições, ainda se constitui em espaço de comensalidade e consequente sociabilidade, principalmente entre a população de camadas populares. Segundo Da Matta (2002), “não há nada mais básico do que o pertencer”. Logo quando sai percebi que aquele local não era apenas um ambiente de comercio de produtos, mas de comercio e de trocas de historias de vida, crenças e expectativas de um povo. (fragmento do diário de campo, 2011). Este local é a Feira das Sete Portas, um ambiente que a principio se mostra sem uma arrumação fixa, quase que desregrado, mas que na verdade conserva sua própria organização. Partindo do pressuposto de que a organização encontra sua racionalidade interna e singular nos métodos práticos, criados e apropriados e partilhados pelas pessoas envolvidas, fazendo das feiras livres, no caso, realidades “organizadas” (SATO; 2007). Onde se confundem diversas identidades, experiências de vidas e narrativas em seus estreitos corredores que de tão apertados parecem desenhar um labirinto, que por sua vez se confunde entre os mistérios dos sabores, cores vibrantes, aromas embriagantes e sons diversificados. Lá lojas de Umbanda com seus incensos de diversos aromas e estatuas de santos, orixás e pomba-gira dividem espaço com açougues e barbearias. Segundo Nascimento (2007) O Banquete proporciona uma situação de convívio em que o alimento é cultura, em que a presença dos ancestrais acontece em transmissão para gerações futuras. É uma celebração que conjuga, paradoxalmente, vida e morte; presente, passado e futuro; o familiar e o estrangeiro; a imanência e a transcendência. Os hábitos alimentares encontrados no local refletem o modo de ver e sentir o mundo na comunidade. Segundo Bourdieu (1979) hábitos alimentares são disposições da cultura que possuem um capital simbólico particularizado em cada região, cada grupo social, com inscrições emblemáticas ou referenciais de um modo de ver e sentir o mundo, ou seja, trata-se da apreensão sobre as coisas do mundo, alimentos, trabalho, e funciona como uma ordenação cognitiva e avaliativa adquirida através da experiência do sujeito em seu mundo social. Vários indivíduos que convivem no mesmo espaço social constituem-se em combinações estruturais heterogêneas que se adaptam e se reproduzem significando e resignificando o fenômeno da comensalidade. A partir da fragmentação entre a tradição e a apreensão do novo, surgem detalhes interessantes quanto ao ato de comer no local: Sons da TV ligadas no noticiário ou programas esportivos e até música eletrônica se incorporam ao ato de se alimentar, entre garfadas e mastigadas se intercalavam olhares e comentários sobre o que se passava na televisão, celulares à mesa tiravam a concentração do comensal, que interrompiam a refeição para atendê-los, além da necessidade de comer o mais rápido possível para a volta ao trabalho. (fragmento do diário de campo, 2011). Partindo da premissa de que características do modo de vida urbano orientam o comportamento alimentar, é observada uma difusão dos signos da modernidade que vão desde os comensais a preparação das refeições, sendo que segundo Herskovits (1963) a difusão cultural representa uma força considerável de homogeneização das culturas. De certa forma, as mudanças advindas da urbanização crescente e progresso tecnológico transformaram os costumes. [...] fui a uma barraca onde tinha todos os tipos de farinhas, de goma, de trigo, de mesa, e rapidamente percebo que seus clientes tinham o hábito de provar as farinhas, pegavam uma quantidade como “pitadas” de sal levavam a boca. [...] quando chego, observo alguns comerciantes fazendo um churrasco em frente à feira, a cada vez que chegava uma pessoa, a mesma se agregava ao grupo e ali começava a comer e compartilhar com os outros, tudo em um ambiente de total informalidade e desapego”. (fragmento do diário de campo, 2011). Anais do I Seminário Alimentação e Cultura na Bahia 3 A partir desse trecho é possível observar, entretanto, que os diversos rituais associados à alimentação esvaziados substancialmente pelas lanchonetes e principalmente os fast food se caracterizam como bastante comum entre os comensais, os pratos típicos servidos e que tem seus sabores impregnados na memória gustativa e, sobretudo nas lembranças afetivas nos leva a idéia de confort food, de uma comida feita em casa. Além disso, as relações que se estabelecem entre fregueses e feirantes revelam certa intimidade nas relações de compra e venda normalmente marcadas pelo individualismo e anonimato e, que se confundem com relações comunitárias e até familiares, apesar do fato da feira ser frequentada em sua maior parte por pessoas da redondeza que a utilizam como espaço de trabalho, mas também de lazer, muitas pessoas de outras localidades mais distantes também a frequentam e a depender da assiduidade em visitar o local, logo é incorporado à rotina, deixando de ser um estranho. As escolhas e praticas alimentares também revelam um aspecto típico e particular, pois em sua maioria constituído por trabalhadores do entorno da feira, os fregueses dos restaurantes na feira revelam que ainda não se submeteram as regras de “etiqueta”, particularidades quanto ao uso dos talheres, tamanho da refeição e o “portarse” à mesa mostra determinada manutenção de hábitos culturais. A partir disso, podemos entender o significado do conceito de tradição e da transmissão de costumes, sendo que as tradições permanecem por serem flexíveis e estarem sempre se adaptando aos dias atuais. Os cardápios observados são compostos por comidas diversas, englobando pratos como feijoada, quiabada, dobradinha, sarapatel, bisteca, arrumadinho, bem como pratos que levam dendê em sua composição, como moquecas e também os chamados “tira-gostos” ou petiscos, como bolinhos, batatas-fritas e aipim frito; o cardápio de um restaurante divide-se entre “carnes”, “frutosdo-mar” e “aves”, sendo os vegetais apenas acompanhamentos (WOORTMANN, 1986). O horário que abrange o período do almoço apresentava maior consumo de comidas e um maior número de freqüentadores. Os locais onde são servidas essas refeições são freqüentados tanto por trabalhadores do entorno da feira, quanto por clientes das barracas que após terminarem suas compras resolvem comer ali mesmo. Contextualizada em um ambiente heterogêneo, a feira mostra sua face acolhedora quando atrai diversos fregueses com desejos diversos as suas vielas estreitas e amontoadas de passantes, mesas, cadeiras e até carrinhos-de-mão na disputa do espaço. Estas imagens evocam uma ambiência particular das aglomerações dos espaços da rua nas “origens” das formas urbanas (WEBER, 1979). Mais que hábitos e comportamentos alimentares, a observação da feira nos leva a perceber um determinado modo ou estilo de vida, que se mostra particular para um determinado grupo, o que leva a crer que aquilo que se é colocado no prato, mais que alimentar o corpo, alimenta uma forma de viver. Assim, os hábitos alimentares, produzidos historicamente, se transformam em hábitos culturais que integram o modo de viver a vida deste grupo social ou povo. Não existem hábitos alimentares homogêneos em uma sociedade capitalista. Existem hábitos que, mesmo que desejados por todos, não podem ser transformados em práticas por amplos setores da população. E, além disso, existem hábitos que são específicos de certas classes sociais (VALENTE, 1986). Desta maneira, a analise da comensalidade se confunde à observação do próprio contexto social em que se manifesta, uma vez que evoca princípios circunscritos a uma realidade especifica, ainda que estes possam permear outros ambientes, sugerindo também, a universalidade empreendida pelo próprio ato de comer e a formação de signos em torno do mesmo. 4 CONCLUSÃO Partindo da prática da comensalidade, apesar de toda essa transformação na atual maneira de se alimentar, pode-se perceber que o hábito de comer em conjunto e o prazer de fazê-lo não desapareceu. Nos restaurantes da feira, onde a necessidade do preparo rápido da refeição se revela, há ainda o prazer de comer junto e partilhar de uma comida que nos lembra o conforto do lar, onde para muitos, a comida perde o sabor quando é feita sozinha. A feira é influenciada por valores modernos e urbanos, além de fatores tecnológicos e consumo de comidas industrializadas na feira. No entanto, o fenômeno da absorção de tais elementos é muito mais um processo de assimilação e de reformulação destes signos. Traços culturais das camadas sociais que freqüentam a feira conservam-se, não ocorrendo de forma homogênea a propagação de determinados signos da modernidade. Anais do I Seminário Alimentação e Cultura na Bahia 4 É, portanto, à mesa que se firmam os diferentes modos de vida. Ao seu redor, se definem praticas, estilos e relações que se estabelecem somente a partir da intermediação entre alimento e os sujeitos que estão ali envolvidos. A partir, então, das reflexões geradas, com este trabalho espera-se contribuir para uma melhor compreensão das relações entre homem, alimentação e cultura na perspectiva de uma abordagem interdisciplinar entre as ciências humanas e médicas que possibilita um olhar subjetivo sobre este campo. Além de contribuir para abrir novos espaços de discussão sobre o papel da comida no mundo contemporâneo, como fonte de prazer e sociabilidade. 5 REFERÊNCIAS ARNAIZ, Mabel Gracia. Em direção a uma nova ordem alimentar? In: Canesqui, A.M. e Garcia, R.W.D. (Org.) Antropologia e Nutrição um dialogo possível. Rio de Janeiro, Ed. Fiocruz, 2005, p. 147-164 BERTAUX, Daniel. Narrativas de vida: a pesquisa e seus métodos. Natal, RN: EDUFRN; São Paulo: Paulus, 2010. BESSIS, Sophie. “Anante-propos”. Autrement. Mille et une buches: cosines et identities culturelles. Série Mutations/Mangeurs, 1995, n.154. BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. 5. Ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. ___________, Pierre. 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