FUNDOS DE INVESTIMENTO
MOBILIÁRIO
RELATÓRIOS E CONTAS
2012
Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
Av. da República, 23 • 1050-185 Lisboa • Tel. (351) 211 129 290 • Fax (351) 211 129 299
Capital Social 1 000 000 Euros • NIPC: 502 124 695
ÍNDICE
ENTIDADE GESTORA ............................................................................................................ 3
ÓRGÃOS E CORPOS SOCIAIS ................................................................................................ 3
FUNDOS SOB GESTÃO .......................................................................................................... 4
MERCADOS.......................................................................................................................... 5
CONJUNTURA MACRO-ECONÓMICA ............................................................................. 5
MERCADOS FINANCEIROS ............................................................................................ 11
RELATÓRIOS DE ACTIVIDADE DOS FUNDOS SOB GESTÃO.................................................. 19
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO CA MONETÁRIO (Reg. CMVM nº 1131)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ TESOURARIA (Reg. CMVM nº 28)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ RENDIMENTO (Reg. CMVM nº 27)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ EUROPA (Reg. CMVM nº 483)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ GLOBAL (Reg. CMVM nº 482)
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ POUPANÇA ACÇÕES (Reg. CMVM nº 263)
FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ CONSERVADOR (Reg. CMVM nº 622)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA SAÚDE VALORIZAÇÃO (Reg. CMVM nº 1207)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO CRESCENTE (Reg. CMVM nº 1238)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO (Reg. CMVM nº 1266)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO II (Reg. CMVM nº 1316)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO III (Reg. CMVM nº 1332)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO IV (Reg. CMVM nº 1338)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDA SEMESTRAL (Reg. CMVM nº 1358)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO MAIS (Reg. CMVM nº 1368)
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO MAIS II (Reg. CMVM nº 1373)
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
2
ENTIDADE GESTORA
Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.
Nº de Registo na CMVM:
188
Data de Início de Actividade:
29/07/1991
Sede Social:
Av. da República, 23 - 1050-185 Lisboa
Capital Social:
1 000 000 Euros
Nº Único de Pessoa Colectiva:
502 124 695
ÓRGÃOS E CORPOS SOCIAIS
MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL
Presidente
Secretário
Avelino Meira do Poço
João Manuel Pires Lopes
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Vogal
Vogal
Vogal
Vogal
Vogal
Eduardo Augusto Pombo Martins*
Sérgio Manuel Raposo Frade
Sérgio Manuel Arsénio Alves Contreiras
João Gante Gonçalves
João Manuel Aleixo Barata Lima
CONSELHO FISCAL
Presidente
Vogal
Revisor Oficial de Contas
Suplente
José Daniel Pereira Rito Alves
José Júlio Faria da Costa
Salgueiro, Castanheira & Associado, S.R.O.C.,
representado por Natércia Pires Fernandes Castanheira
(ROC nº 837)
Fernando da Silva Salgueiro (ROC nº 774)
COMISSÃO DE REMUNERAÇÕES
Nuno Bartolomeu Nunes Alves Cordeiro
Manuel Valentim Correia Stichaner Lacasta Jesus
João Paulo Viana Gonçalves Pedro
*Coordenador do Conselho de Administração por designação dos restantes membros do
Conselho de Administração por renúncia do Presidente eleito Dr. Mário Dúlio de Oliveira
Negrão de 14/11/2012 e tornada efectiva em 31/12 /2012 nos termos da legislação
aplicável.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
3
FUNDOS SOB GESTÃO
ƒ
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO CA MONETÁRIO (Reg. CMVM nº 1131)
ƒ
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ TESOURARIA (Reg. CMVM nº 28)
ƒ
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ RENDIMENTO (Reg. CMVM nº 27)
ƒ
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ EUROPA (Reg. CMVM nº 483)
ƒ
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ GLOBAL (Reg. CMVM nº 482)
ƒ
FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ POUPANÇA ACÇÕES (Reg. CMVM nº 263)
ƒ
FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO RAIZ CONSERVADOR (Reg. CMVM nº 622)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA SAÚDE VALORIZAÇÃO (Reg. CMVM nº 1207)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO CRESCENTE (REG. CMVM Nº 1238)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO (REG. CMVM Nº 1266)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO II (REG. CMVM Nº 1316)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO III (REG. CMVM Nº 1332)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO FIXO IV (REG. CMVM Nº 1338)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDA SEMESTRAL (Reg. CMVM nº 1358)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO MAIS (Reg. CMVM nº 1368)
ƒ
FUNDO ESPECIAL DE INVESTIMENTO CA RENDIMENTO MAIS II (Reg. CMVM nº 1373)
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4
MERCADOS
1.
Conjuntura Macro-Económica
1.1.
Economia Mundial
Em 2012, a manutenção de políticas monetárias ultra-acomodatícias nos principais blocos
económicos e o papel mais interventivo do Banco Central Europeu na resolução da crise das
dívidas soberanas contribuíram decisivamente para o maior apetite pelo risco presenciado
nos mercados financeiros. A menor percepção de riscos sistémicos teve particular relevância
na segunda metade do ano após as palavras de Mário Draghi de que “tudo faria para
ultrapassar a crise financeira na Europa”. A nível global, assistiu-se a um arrefecimento
progressivo da actividade económica, sendo que as estimativas mais recentes apontam para
um crescimento de 3,2% em 2012, menos que os 3,9% registados no ano anterior. À
fragilidade assistida no bloco desenvolvido, juntou-se uma desaceleração mais pronunciada
do bloco emergente (de 6,3% para 5,1%).
Na Europa, a crise das dívidas soberanas entrou numa nova fase. No primeiro trimestre, o
lançamento de dois programas de refinanciamento de longo prazo (LTRO a 36 meses)
favoreceu uma normalização progressiva dos prémios de risco na periferia e na Grécia
foram conhecidos os contornos do segundo pacote de auxílio financeiro (EUR 130 mil mn),
incluindo pela primeira vez a participação do sector privado nas perdas. No segundo
trimestre surgiram os primeiros sinais de arrefecimento da economia global, uma série de
ciclos eleitorais críticos na Zona Euro (Grécia e França) e uma incerteza crescente em torno
do sistema financeiro espanhol. As palavras de Mário Draghi no final de Julho e o
lançamento do programa “OMT” por parte do BCE já em Setembro marcaram nova fase de
estabilização do mercado de taxa fixa europeu e de maior apetência pelo risco.
Já nos Estados Unidos, continuaram a assistir-se a sinais tranquilizadores no mercado
imobiliário local e a criação de postos de trabalho contribuiu decisivamente para uma
redução gradual da taxa de desemprego dos 8,5% para os 7,8% registados em Dezembro.
Em termos de política monetária, a Reserva Federal comprometeu-se em manter a sua taxa
de juro de referência no intervalo entre 0% e 0,25% até 2015 e, já em Setembro, anunciou
um programa de estimulo monetário de valor total ilimitado (“QE unlimited”) – compra
mensal de até USD 40 mil mn em activos colateralizados (MBS). Em Dezembro, o FED
substituiu o programa “operation twist” pela aquisição mensal de até USD 45 mil mn em
obrigações do tesouro de longo prazo de forma a fortalecer a injecção de liquidez na
economia.
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5
Economia Mundial, Previsões FMI
Produto Interno Bruto
(Taxas de variação em percentagem, salvo indicação em contrário)
2013
2014
Estimativa
Projecção
3,2
3,5
4,1
1,6
1,3
1,4
2,2
1,8
1,4
-0,6
2,3
-0,4
2,0
2,0
-0,2
1,2
3,0
1,0
0,7
6,3
5,1
5,5
5,9
2,7
4,3
7,9
9,3
1,0
3,6
4,5
7,8
3,5
3,7
5,9
8,2
4,0
3,8
6,4
8,5
Indicadores (1)
2011
2012
Economia Mundial
3,9
Países Desenvolvidos
Estados Unidos
Zona Euro
Japão
Países em vias de Desenvolvimento
Brasil
Rússia
Índia
China
(1) FMI: World Economic Outlook, Update Janeiro de 2013.
Nas economias emergentes verificou-se um arrefecimento moderado do ritmo de
crescimento económico num cenário de baixas pressões inflacionistas e de redução das
taxas directoras dos principais bancos centrais. A China, depois de 7 trimestres consecutivos
de abrandamento da actividade económica, apresentou os primeiros sinais de reaceleração
no quarto trimestre registando um crescimento homólogo do PIB de 7,9%, acima dos 7,4%
registados no terceiro trimestre. Ainda assim, o abrandamento económico presenciado no
bloco emergente e, consequentemente, na economia global, esteve na génese dos
programas de estímulo monetário apresentados, em particular, na recta final de 2012.
De acordo com as projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia global
terá crescido a uma taxa de 3,2% em 2012, arrefecendo face aos 3,9% verificados no ano
de 2011. Neste particular, as economias em vias de desenvolvimento permaneceram os
principais motores do crescimento da economia mundial (+5,1%). Para o total de 2012, a
China (+7,8%), a Índia (+4,5%), a Rússia (+3,6%) e o Brasil (+1,0%) terão visto recuar as
suas taxas de crescimento económico face a níveis de 2011. Já as economias
industrializadas, com a excepção da Zona Euro, a atravessar um novo período recessivo (0,4%), apresentaram uma melhoria modesta face ao registo de 2011 – EUA (+2,3%) e
Japão (+2%).
Ao longo de 2012, assistiram-se na Zona Euro a importantes sinais de estabilização. O
maior compromisso assumido por parte dos responsáveis políticos europeus em solucionar a
crise das dívidas soberanas e o papel mais interventivo do Banco Central Europeu na
alteração de expectativas dos agentes económicos contribuíram decisivamente para
acomodar o nervosismo decorrente não só da apresentação do segundo e terceiro pacotes
de auxilio financeiro à Grécia (primeiro e segundo programas de assistência financeira
coordenados pelo FEEF) mas também a maior percepção de risco em torno do sistema
financeiro espanhol. Paralelamente, foram lançadas as bases rumo a uma efectiva união
bancária, onde o BCE passará a assumir a supervisão directa dos maiores bancos da Zona
Euro.
No arranque do ano, na sequência do lançamento de dois programas de refinanciamento
de longo prazo (LTRO a 36 meses), assistiu-se a uma normalização dos prémios de risco da
periferia europeia, com particular incidência no risco soberano português. No segundo
trimestre, são conhecidos os contornos do segundo pacote de auxílio financeiro à Grécia
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
6
(EUR 130 mil mn), incluindo pela primeira vez a participação do sector privado nas perdas.
A solução encontrada contemplou um "haircut" de 53,5% da dívida total grega (do total
de EUR 200 mil mn) e a troca dos 46,5% remanescentes por novas obrigações gregas com
maturidades entre 11 e 30 anos (31,5%) e por dívida de curto prazo emitida por parte do
Fundo Europeu de Estabilização Financeira (15%).
Entre Abril e Junho, a sucessão de ciclos eleitorais na Zona Euro – Grécia e França conduziram a novo período de incerteza nos mercados financeiros. Em França, o novo
executivo de François Hollande prometia um maior apoio por medidas de crescimento
económico em aposição à austeridade defendida pela chanceler alemã Ângela Merkel. Em
Espanha, a fragilidade do sector financeiro haveria de culminar na formalização de um
pedido de ajuda financeira à banca avaliado em EUR 100 mil mn. Neste período foi também
evidente uma maior abertura da Alemanha em matérias como a recapitalização directa dos
bancos por parte do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) e do novo
Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE). Esta entrada directa nos bancos estaria no
entanto condicionada à criação de uma entidade europeia de supervisão bancária.
Em Julho, às dificuldades do sistema financeiro espanhol junta-se um período de difícil
acesso ao mercado por parte de diversas regiões (Valência, Múrcia e Catalunha) criando
incerteza acrescida quanto a um eventual pedido de auxílio financeiro a Espanha. A
escalada das “yields” espanholas e italianas em mercado secundário intensificava-se e
Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu, compromete-se no final de Julho “a
tudo fazer para preservar a estabilidade da Zona Euro”. As palavras de Mário Draghi foram
interiorizadas pelo mercado e assiste-se a novo período de apetite pelo risco e de redução
das taxas de juro da periferia. Em Setembro, e já após o BCE ter reduzido a sua taxa de juro
directora para 0,75%, é anunciado o programa de “Transacções Monetárias Directas”
(OMT) com vista à aquisição ilimitada de dívida soberana de países da Zona Euro para
maturidades entre 1 e 3 anos, estando este condicionado à existência de um pedido formal
de auxílio financeiro dirigido aos mecanismos europeus de estabilidade (FEEF e MEE).
Também em Setembro, os “stress tests” realizados à banca espanhola revelam
insuficiências de capital de EUR 59,3 mil mn, abaixo dos EUR 100 mil mn acordados em
Junho com o Eurogrupo. Na Cimeira Europeia de 18 de Outubro, apesar de um
compromisso de fundo assumido pelos congéneres europeus quanto à implementação de
uma união bancária europeia, não ficou totalmente estabelecido em que condições o
Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) poderia participar directamente no processo de
recapitalização da banca. No final de Novembro, o Eurogrupo e o FMI chegaram a acordo
para desbloquear cerca de 43,7 mil milhões de Euros para a Grécia, flexibilizando as metas
de redução da dívida pública (124% do PIB em 2020) e aligeirando as necessidades de
financiamento do país.
Para este fim, foi acordada uma redução de 1% dos juros aplicados ao primeiro programa
de ajuda financeira e uma extensão de 15 anos nos empréstimos conferidos ao abrigo do
primeiro e do segundo programas de ajuda financeira. Foi igualmente acordado o
lançamento de um programa de “buyback” de dívida pública grega e a passagem, a favor
da Grécia, dos ganhos alcançados pelo BCE na aquisição de obrigações gregas em mercado
secundário. O sucesso de ambas as operações ditou de sobremaneira o forte apetite pelo
risco e por “yield” que se assistiu de forma praticamente ininterrupta até final do exercício
de 2012.
Nos Estados Unidos, o arrefecimento presenciado na segunda metade do ano não impediu
que se registasse um crescimento económico anual de 2,3%, acima dos 1,8% registados
em 2011. No mercado imobiliário, a construção de novas casas e a venda de casas
existentes assistiram a uma recuperação evidente. A criação de postos de trabalho e os
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
7
pedidos semanais de subsídio de desemprego evoluíram igualmente de forma satisfatória, o
que permitiu que a taxa de desemprego recuasse para 7,8% no último trimestre de 2012,
ainda assim distante dos níveis de pleno emprego (5%) verificados antes da crise. Em
Setembro, a Reserva Federal norte americana apresentou um programa de estímulo
monetário de valor total ilimitado (QE3) - USD 40 mil mn mensais em activos colateralizados
por créditos à habitação (MBS) – e, já em Dezembro, apresentou novo programa de compra
mensal de até USD 45 mil mn em “treasuries” de forma a compensar o “phase out” da
“operation twist”, que até aí garantira a venda simultânea de emissões curtas para financiar
a compra de títulos da dívida norte-americana de longo prazo.
Segundo as estimativas de crescimento económico do FMI para 2013, a economia global
deverá reacelerar para 3,5% dos actuais 3,2%, reflectindo uma melhoria ligeira em ambos
os blocos emergente (de 5,1% para 5,5%) e industrializado (de 1,3% para 1,4%). Entre
países desenvolvidos, os Estados Unidos deverão crescer 2,0%, menos que os 2,3%
registados em 2012 reflexo de um arranque de ano mais frágil em termos de crescimento
económico. A economia norte-americana apresentou uma contracção de 0,1% no quarto
trimestre de 2012 reflexo de uma redução sem precedentes do investimento público em
defesa. Já a Zona Euro (-0,2%) deverá permanecer em território recessivo, penalizada pela
prossecução de medidas de austeridade na periferia e por um arrefecimento da actividade
industrial no bloco “core”. Da mesma forma, o Japão deverá avançar 1,2% e o Reino Unido
deverá apresentar um crescimento ligeiro de 1%. A China deverá crescer 8,2% em 2013,
seguida pela Índia (+5,9%), Rússia (+3,7%) e Brasil (+3,5%).
A actividade económica deverá continuar crescer de forma moderada em 2013, na medida
em que os agregados consumo privado e investimento público continuarão fortemente
condicionados pela necessidade de recomposição de poupanças das famílias e de correcção
dos défices orçamentais excessivos. O ciclo de “deleverage” financeiro e de reequilíbrio dos
balanços dos agentes económicos nas economias ocidentais demorará anos a concluir e
provocará fortes constrangimentos ao crescimento económico das principais economias
mundiais.
De acordo com o FMI, o maior compromisso dos responsáveis políticos da Zona Euro na
resolução da crise financeira reduziu substancialmente os riscos de “downside” na região,
muito embora a recuperação continue adiada no futuro próximo. O “outlook” de curto
prazo foi mais uma vez revisto em baixa pelo FMI, reflectindo um desfasamento na
transmissão da redução dos “spreads” soberanos e da melhoria da posição de liquidez dos
bancos na economia real e nas condições de concessão de crédito ao sector privado. Da
mesma forma, o FMI refere que a crise financeira europeia, apesar das melhorias recentes,
não foi ainda ultrapassada, persistindo riscos de implementação das medidas entretanto
anunciadas.
Nos Estados Unidos, o crescimento económico deverá situar-se nos 2% em 2013, isto
assumindo que é evitada no curto prazo uma consolidação fiscal excessiva, consolidação
esta que terá de ser no entanto suficiente para tornar credível uma futura correcção dos
desequilíbrios das contas públicas e das contas externas. A nível global, ainda que o
crescimento no bloco emergente deva acelerar em 2013 não é antecipável um regresso aos
elevados patamares de crescimento económico registados em 2010-11. De acordo com o
FMI, a margem de manobra para o lançamento de novas políticas acomodatícias de cariz
monetário a nível mundial é limitada, isto atendendo aos recentes programas apresentados
pelos principais bancos centrais mundiais.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
8
1.2.
Economia Portuguesa
Num cenário de normalização da crise das dívidas soberanas na Zona Euro, a economia
portuguesa permaneceu em 2012 debaixo de um rigoroso programa de assistência
financeira, conforme negociado com a “troika” em Abril de 2011. Por essa via, continuou a
ser seguida uma linha de austeridade, procurando promover-se uma correcção gradual dos
profundos desequilíbrios macroeconómicos agravados ao longo da última década. Em
meados de Novembro, Portugal recebeu nota positiva da sexta avaliação conduzida pelo
FMI, BCE e Bruxelas, tendo sido libertada consequentemente a sétima tranche (2,5 mil mn
EUR) prevista no quadro de assistência financeira. Dessa forma, Portugal terá já recebido
perto de 87% do total previsto para todo o programa (EUR 78 mil mn).
A economia portuguesa terá recuado 3% em 2012, de acordo com as estimativas mais
recentes do Banco de Portugal publicadas no seu Boletim Económico de Inverno. Este fraco
desempenho ter-se-á ficado a dever à evolução francamente negativa da Procura Interna (6,9%), reflexo do agravamento da carga fiscal e da desalavancagem das famílias, das
empresas e do sector público. A política económica seguida em Portugal, e negociada no
actual Programa de Assistência Económica e Financeira, procura garantir o restabelecimento
dos equilíbrios macroeconómicos básicos, a redução das necessidades crónicas de
financiamento externo e a abertura dos mercados financeiros internacionais. Atendendo ao
elevado nível de endividamento externo, a redução da procura interna necessária para
assegurar as condições de solvabilidade da economia portuguesa assume uma dimensão
sem precedentes.
Neste sentido, o Banco de Portugal estima que o consumo privado tenha recuado 5,5% em
2012, que o consumo público tenha caído 4,5% e que a Formação Bruta de Capital Fixo
tenha voltado a apresentar uma queda de duplo dígito (-14,4%). Esta tendência de queda
dos agregados macroeconómicos deverá persistir em 2013, ainda que a um ritmo
gradualmente mais suave. A evolução favorável da procura externa (Exportações +4,1% e
Importações -6,9%) voltou mitigar a queda agregada do produto interno bruto. A procura
externa permanecerá, no entanto, dependente da evolução macroeconómica dos principais
parceiros europeus e de novos desenvolvimentos em torno da crise financeira da Zona Euro.
De referir, que a Balança Corrente e de Capital ter-se-á situado em 2012 próxima do nível
zero (-0,1% do PIB), o que é revelador do enorme esforço de correcção dos desequilíbrios
externos encetado desde 2011.
Portugal, Previsões Banco de Portugal
Agregados Macroeconómicos, Indicadores Económicos e Financeiros
(Taxas de variação em percentagem, salvo indicação em contrário)
Indicadores (1)
2013
2014
2011
2012
-1,6
-3,0
-1,9
1,3
-3,6
-3,2
-11,2
-5,2
7,3
-4,3
-5,5
-4,5
-14,4
-6,9
4,1
-6,9
-3,6
-2,4
-8,5
-4,0
2,0
-3,4
0,1
1,5
2,8
0,8
4,8
3,5
Conta Corrente em % do PIB
-6,8
-0,1
3,1
4,4
Indíce de Preços no Consumidor (IHPC)
3,6
2,8
0,9
1,0
PIB
Consumo Privado
Consumo Público
FBCF
Procura interna
Exportações de Bens e Serviços
Importações de Bens e Serviços
Projecções
(1) Banco de Portugal: Boletim Económico, Inverno de 2012.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
9
Neste contexto, o Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto (PIB) recue 1,9%
em 2013 e que regresse ao crescimento económico positivo em 2014 (+1,3%). No que diz
respeito à Procura Interna, a sua evolução em 2013 e 2014, -4% e +0,8% respectivamente,
deverá seguir condicionada pela deterioração das condições do mercado de trabalho, pela
redução do rendimento disponível das famílias e pela implementação das medidas impostas
no Memorando de Entendimento celebrado com a “troika” (União Europeia, Banco Central
Europeu, Fundo Monetário Internacional). De acordo com as projecções avançadas no
Boletim de Inverno do Banco de Portugal, o Consumo Privado deverá recuar 3,6% em
2013, estabilizando posteriormente em 2014 (+0,1%).
Da mesma forma, o Consumo Público (-2,4% em 2013 e +1,5% em 2014) e a Formação
Bruta do Capital Fixo (Investimento -8,5% e +2,8%) deverão assistir a um ponto de inflexão
nos últimos trimestres de 2013. Em termos de Procura Externa, o Banco de Portugal estima
que as Exportações continuem a evoluir de forma favorável (+2% em 2013 e +4,8% em
2014) enquanto que as Importações recuem pelo último ano em 2013 (-3,4%). De acordo
com o Banco de Portugal, as Importações deverão registar uma subida de +3,5% em 2014.
Estes registos deverão permitir que passemos a atingir um saldo positivo das balanças
corrente e de capital (+3,1% do PIB em 2013 e +4,4% do PIB em 2014).
Para 2014, a projecção de um aumento da actividade económica de 1,3% teve por base
meramente as medidas de consolidação orçamental incluídas no Orçamento de Estado de
2013. Dessa forma, este número deverá ser interpretado com particular prudência, dado
que as autoridades já anunciaram a necessidade de delinear medidas adicionais para
cumprir os objectivos orçamentais assumidos ao longo do horizonte da projecção. Já a
inflação, medida pelo crescimento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC),
deverá estabilizar em torno de 1% ao longo de 2013 e 2014, o que representa uma
descida face ao valor de 2,8% observado em 2012. Este abrandamento será perceptível já
no início de 2013, à medida que comecem a dissipar-se os efeitos do aumento da
tributação indirecta e dos preços de bens administrados registados no início de 2012.
No que toca à evolução das Finanças Públicas, o défice orçamental em 2012 ter-se-á
situado nos 5% do Produto Interno Bruto (PIB), em linha com as metas revistas pela
“troika” para Portugal no decurso da quinta avaliação efectuada ao Programa de
Ajustamento Financeiro. O défice das administrações públicas terá ascendido, no final do
ano, aos 8,32 mil milhões de Euros beneficiando da receita extraordinária decorrente da
privatização da ANA. Já no final de Janeiro, foi igualmente anunciado de que a União
Europeia estaria disponível em alargar o prazo do pagamento dos empréstimos do FEEF e
MEEF de forma a facilitar o regresso de Portugal aos mercados financeiros. A este propósito
refira-se que, já no decurso de 2013, Portugal conseguiu colocar 2,5 mil milhões de Euros
em dívida a cinco anos, acima dos 2 mil milhões inicialmente previstos, tendo-se financiado
para o efeito a uma taxa de 4,891%.
No que toca ao Orçamento de Estado para 2013, este estabelece essencialmente uma
estratégia de consolidação focada na Receita e em particular nos impostos sobre as famílias.
A nível da Despesa, o OE2013 prevê um conjunto de medidas de que se destaca a
continuação da redução do número de efectivos e das despesas de investimento das
administrações públicas. Estas medidas implicam uma redução material do consumo e
investimento públicos em 2013, ainda que de menor amplitude relativamente a 2012. Por
seu turno, o expressivo aumento da tributação sobre as famílias implica uma redução do
rendimento disponível, cuja magnitude, em termos reais, o Banco de Portugal estima que
seja próxima da que ocorreu em 2012.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
10
2.
Mercados Financeiros
Em 2012, apesar da desaceleração económica presenciada à escala global, os principais
mercados financeiros internacionais apresentaram um desempenho sólido, resultado da
manutenção de políticas monetárias ultra-acomodatícias e de um maior compromisso das
instâncias europeias no combate à crise financeira. Nesse particular, assistiu-se a uma
normalização progressiva no mercado de taxa fixa e a uma menor percepção de riscos
sistémicos decorrente de um maior intervencionismo do Banco Central Europeu. Os
“spreads” de crédito recuaram de forma material espelhando o maior apetite por “yield” e
a resiliência apresentada nos lucros e margens operacionais das empresas. Da mesma
forma, os prémios de risco soberanos da periferia estreitaram-se dramaticamente face à
zona “core”, com particular incidência na dívida pública portuguesa.
Os primeiros três meses do ano foram assim positivos para a generalidade dos mercados
bolsistas. As duas operações de refinanciamento de longo prazo (LTRO 36 meses)
conduzidas pelo Banco Central Europeu, em Dezembro de 2011 e no final de Fevereiro de
2012, obtiveram uma procura agregada de, respectivamente, EUR 489 mil mn e EUR 529
mil mn, originada em cerca de 800 instituições financeiras. O aumento do balanço do BCE,
para cima dos EUR 3 tn, permitiu colmatar as necessidades de liquidez do sistema financeiro
europeu, suportando ainda um movimento progressivo de descida das “yields”, sobretudo
na periferia europeia. Este movimento só viria a ser interrompido em meados de Abril,
quando as “yields” espanholas e italianas alargaram em antecipação a períodos eleitorais
decisivos em França e na Grécia.
Em Espanha, a semi-nacionalização do Bankia, o terceiro maior banco espanhol, e a
escalada das necessidades da instituição, avaliadas em EUR 23,5 mil mn, conduziram os
custos de financiamento da quarta maior economia da Zona Euro a máximos desde a
introdução do euro, suplantando os 6,5% nos 10 anos. Mariano Rajoy formalizava
posteriormente um pedido de auxilio financeiro à sua banca, num pacote orçado em até
EUR 100 mil mn, e inundava o mercado de incerteza quanto à eventual apresentação de
um pedido de auxilio financeiro a Espanha, à imagem do que sucedera a Grécia, Irlanda e
Portugal. De forma a travar o contágio do movimento de subida de “yields” a Espanha e
Itália, Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu, assumiu no final de Julho o
compromisso de garantir a estabilidade do Euro. O anúncio de Mário Draghi de que faria
“tudo o que estivesse ao seu alcance para ultrapassar a crise financeira” foi suficiente para
iniciar um forte movimento de subida dos activos de risco, com particular incidência no
crédito e nas acções.
Este discurso foi reforçado já em Setembro com o anúncio do programa de “Transacções
Monetárias Directas” (OMT) para a aquisição ilimitada por parte do BCE de obrigações de
países da Zona Euro no mercado secundário de dívida soberana. O programa destinar-se-ia
à aquisição de obrigações entre um e três anos, estando este condicionado à existência de
um pedido formal de auxílio financeiro dirigido aos mecanismos europeus de estabilidade
(FEEF e MEE). Também nos EUA, foi apresentado em Setembro um programa de estímulo
monetário de valor total ilimitado (QE3) - USD 40 mil mn mensais em activos colateralizados
por créditos à habitação (MBS). Esta medida teve por objectivo sustentar a recuperação do
mercado imobiliário norte-americano e a descida progressiva dos níveis de desemprego. Em
Dezembro, com o programa “operation twist” em “phase out”, o FED anunciou também
um programa de aquisição directa de até USD 45 mil mn por mês em títulos de dívida
pública norte-americana de longo prazo.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
11
O fortalecimento das medidas de carácter não convencional de política monetária a nível
global e a convicção de que muitos dos “tail risks” em torno da crise financeira europeia se
terão desvanecido contribuíram para um segundo semestre extremamente positivo nos
mercados financeiros internacionais. O efeito liquidez decorrente das injecções
providenciadas por bancos centrais e a expectativa em torno dos compromissos assumidos
terão sido os principais responsáveis pelo forte apetite pelo risco presenciado. A incerteza
em torno da reeleição de Barack Obama e a discussão em torno do “fiscal cliff” nos EUA,
ainda que tenham introduzido algum ruído nos mercados financeiros, não inviabilizaram
que a generalidade das praças mundiais tenham registado ganhos de duplo dígito.
2.1.
Mercado Cambial
No mercado cambial, o Euro seguiu pouco alterado face às principais divisas com a
excepção do iene. A forte apreciação do EUR face à moeda nipónica, presenciada
essencialmente no segundo semestre do ano, decorreu da expectativa de que o novo
governo japonês conjuntamente com o Banco do Japão possam reforçar o seu programa de
“quantitative easing” numa tentativa de inflacionar a economia.
As vendas massivas de activos denominados em Euros em meados do ano, que coincidiram
com a escalada dos custos de financiamento em Espanha e Itália, foram prontamente
revertidas em final de Julho após o anúncio de Mário Draghi de que tudo “faria para
sustentar o projecto do euro”. Já o segundo semestre foi um período de apreciação do
Euro face às principais divisas e de maior apetite por activos denominados na moeda única.
No último ano, o Euro avançou 1,79% face ao Dólar norte-americano, encerrando o cotar
nos USD 1,3193, e apreciou-se em cerca de 14,85% relativamente ao Iene japonês,
encerrando a transaccionar nos JPY 114,46. Face à libra esterlina, o Euro perdeu 2,58%
fechando a última sessão de Dezembro a cotar nos GBP 0,81189. As «commodity
currencies» – coroa norueguesa, dólar canadiano, dólar australiano apresentaram um
desempenho muito diferenciado face ao Dólar norte-americano – Dólar canadiano
(+2,96%), Dólar australiano (+1,81%), Dólar neo-zelandês (+6,64%).
EVOLUÇÃO DO EURO
Base100=31.12.2011
120,00
115,00
110,00
105,00
100,00
95,00
USD
GBP
Out-12
Ago-12
Jun-12
Abr-12
Fev-12
Dez-11
90,00
CHF
JPY
Entre as moedas emergentes, o real brasileiro perdeu 9,11%, o peso chileno ganhou 8,5%
e o peso mexicano valorizou 8,5%, em todos os casos face ao Dólar norte-americano. O
renminbi chinês apreciou pelo terceiro ano consecutivo face ao Dólar, avançando 1,10%
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
12
para 6,23 CNY por USD. A reaceleração da China no último trimestre de 2012, depois de 7
trimestres de arrefecimento económico, conferiu sinais positivos aos mercados financeiros
depois de alguma apreensão em meados do ano quanto a um eventual “hard landing” da
economia chinesa.
2.2.
Mercado de «Commodities»
O mercado de “commodities” voltou a apresentar um desempenho negativo ao longo do
ano de 2012 com o índice TR Jefferies CRB a desvalorizar 3,37%. O arrefecimento das
economias emergentes e as piores perspectivas de crescimento económico global
penalizaram o sentimento junto dos diversos segmentos do mercado de “mercadorias”, isto
apesar da heterogeneidade apresentada ao nível dos diferentes constituintes. A redução das
expectativas dos agentes económicos quanto à evolução da inflação conferiu igualmente
uma envolvente desfavorável para o desempenho da classe.
Nas “soft commodities”, com a excepção do cacau que acumulou ganhos anuais de
3,99%, assistiram-se a perdas generalizadas de duplo dígito. O açúcar e o café perderam
respectivamente 16,27% e 36,61% em 2012. No segmento de metais preciosos, o
sentimento foi positivo ainda que tenha dominado alguma volatilidade. O ouro (+6,96%), a
prata (+8,24%) e a platina (+9,93%) encerraram 2012 no verde, apesar das fortes perdas
presenciadas no mês de Dezembro.
No segmento de energia, o WTI Crude (-7,09%) em Nova Iorque e o Brent (+7,76%) em
Londres apresentaram desempenhos anuais quase simétricos. O mercado energético tem
sido penalizado pelas piores perspectivas de crescimento económico global. De acordo com
o consenso de mercado, a procura por crude não deverá crescer de forma material em
2013 pelo que bastará a manutenção de quotas de produção similares às do ano transacto
para conferir alguma sustentabilidade aos preços no decorrer de 2013.
2.3.
Mercado Obrigacionista
No mercado obrigacionista, assistiu-se a uma normalização progressiva dos prémios de
risco, caracterizada por uma descida acentuada das “yields”na periferia europeia e por uma
redução, também significativa, dos “spreads” face à zona “core”. Os dois programas de
refinanciamento de longo prazo (LTRO a 36 meses), lançados em Dezembro de 2011 e
Fevereiro de 2012, as palavras de Mário Draghi em finais de Julho e, finalmente, a
apresentação do programa de “Transacções Monetárias Directas” (OMT) em Setembro
último são exemplos do papel mais interventivo do Banco Central Europeu no combate à
crise financeira. As economias do bloco “core” europeu (Alemanha, França, Holanda,
Suécia, Finlândia) continuaram a beneficiar de custos de financiamento historicamente
baixos.
Em termos de política monetária, o Banco Central Europeu reduziu a sua taxa de juro
directora de 1% para 0,75% em Julho de 2012, tendo à data apresentado um discurso
mais proactivo relativamente à resolução da crise das dívidas soberanas. O compromisso de
Mário Draghi de “tudo fazer para defender o projecto do Euro” foi interpretado pelos
mercados financeiros como um sinal inequívoco da redução de riscos sistémicos
(desfragmentação da Zona Euro). Neste sentido, e apesar da degradação da situação
macroeconómica em Espanha e da incerteza quanto a um pedido formal de auxílio
financeiro, o caminho da compressão de “spreads” no bloco periférico foi retomado
praticamente até final do ano.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
13
O mercado de dívida pública norte americana seguiu uma vez mais suportado pela
manutenção da taxa de referência da Reserva Federal (FED) no intervalo entre 0% e 0,25%
e do compromisso de Ben Bernanke em manter a sua política monetária ultra-acomodatícia
até meados de 2015. A apresentação do programa de estímulo monetário ilimitado (QE
unlimited) em Setembro e a substituição em Dezembro da “operation twist” por um
programa de compra directa de até USD 45 mil mn por mês em “treasuries” surgiram num
cenário de arrefecimento da economia norte americana e com o objectivo claro de
sustentar a recuperação em curso nos mercados imobiliário e do trabalho. Também em
Dezembro, o FED referiu que a taxa de referência passará a estar indexada à evolução do
desemprego e da inflação. Neste sentido, não se perspectiva qualquer alteração da política
monetária da FED enquanto a taxa de desemprego se situar acima dos 6,5% e a inflação
permanecer controlada abaixo dos 2,5%.
Na Zona Euro, a taxas do mercado interbancário seguiram durante todo o ano com uma
tendência clara de queda, condicionadas pela redução de taxas por parte do Banco Central
Europeu e pelas medidas extraordinárias de injecção de liquidez apresentadas aos
mercados. As Euribor a 3, a 6 e a 12 meses encerraram, respectivamente, em 0,187%, em
0,32% e em 0,542%. Nos Estados Unidos, as Libor a 3, 6 e 12 meses encerraram o ano a
cotar nos 0,306%, 0,508% e 0,844% respectivamente, igualmente apresentando quedas
em todas as maturidades.
Na Zona Euro, apesar do maior apetite pelo risco presenciado ao longo de grande parte do
ano de 2012, as curvas de rendimentos da zona “core” europeia registaram nova descida
para níveis mínimos históricos.
YIELD CURVE EUROPEIA (ALEMANHA)
3,000%
2,500%
31-Dez-11
2,000%
1,500%
31-Dez-12
1,000%
0,500%
0,000%
3M
6M
2 Anos
5 Anos
10 Anos
30 Anos
-0,500%
-1,000%
Nos Estados Unidos, a manutenção da taxa de juro de referência do FED no intervalo entre
0% e 0,25%, assim como a expectativa quanto à manutenção de uma política monetária
acomodatícia até pelo menos meados de 2015, favoreceu a estabilidade evidenciada nas
maturidades mais curtas. A curva de rendimentos norte-americana seguiu no geral pouco
alterada ao longo do ano tendo as maturidades intermédias registado nova descida,
coincidente com a extensão do período de taxas baixas conferido pelo novo “statement”
do Federal Open Market Committee (FOMC).
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
14
YIELD CURVE NORTE-AMERICANA
3,500%
3,000%
2,500%
2,000%
1,500%
31-Dez-11
1,000%
31-Dez-12
0,500%
0,000%
-0,500%
3M
6M
2 Anos
5 Anos
10 Anos
30 Anos
-1,000%
Ao longo do ano transacto, a taxa de variação homóloga do índice de preços no
consumidor na Zona Euro foi recuando dos 2,7% registados no início do ano para os 2,2%
divulgados relativamente ao mês de Dezembro. Em 2012, não está prevista uma alteração
material da política monetária do Banco Central Europeu. O Banco Central Europeu já
alertou, contudo, que irá permanecer atento à evolução do euro nos mercados cambiais,
procurando aferir se a sua apreciação poderá pôr em causa a evolução prevista para a
economia e para o nível geral de preços.
Em 2012, os “spreads” de crédito, quer nos EUA, quer na Europa, recuaram
significativamente traduzindo a manutenção de baixas taxas de “default” a nível global e a
resiliência de margens apresentada a nível operacional por parte das empresas. A injecção
de liquidez providenciada pelos principais bancos centrais mundiais contribuiu de
sobremaneira para o apetite presenciado no mercado de taxa fixa e, em particular, no
segmento de dívida “corporate”. O Itraxx Main 5 anos, que representa um “spread” médio
relativo aos CDS dos principais 125 emitentes “investment grade” europeus, recuou de
forma material ao longo do ano de 2012, evoluindo dos 173 bps registados no início de
Janeiro para os 117,4 bps com que encerrou o mês de Dezembro.
2.4.
Mercado Accionista
Em 2012, os principais mercados accionistas internacionais apresentaram um desempenho
francamente positivo, beneficiando da envolvente de baixas taxas de juros a nível global e
das políticas monetárias não convencionais postas em prática por parte dos principais
bancos centrais (FED, Banco de Inglaterra, Banco do Japão). O Banco Central Europeu,
ainda que não tenha adoptado uma política explícita de estímulo monetário (“quantitative
easing”), disponibilizou um conjunto de instrumentos (LTROs a 36 meses e mais tarde o
programa “Outright Monetary Transactions”) que favoreceram uma normalização gradual e
eficaz do mercado de taxa fixa europeu. O ano foi contudo marcado por alguns picos de
volatilidade, em particular, nos meses de Abril/Julho e, posteriormente, nos meses de
Setembro a Novembro.
Num primeiro momento, o abrandamento da economia global alastrava-se ao bloco
emergente e a incerteza regressava à Zona Euro com a escalada dos custos de
financiamento de Espanha e Itália em mercado secundário. O executivo de Mariano Rajoy
pedia ajuda internacional para o sector financeiro e especulava-se sobre um eventual
pedido de assistência financeira a Espanha, à imagem do que já sucedera com Grécia,
Irlanda e Portugal. Em Julho, Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu, assumia
o compromisso de “tudo fazer para ultrapassar a crise financeira na Europa” e os mercados
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
15
accionistas regressavam à tendência de apreciação que se registara no primeiro trimestre. Já
em Setembro, o Banco Central Europeu anuncia o programa “OMT” e a compressão de
“yields” de Espanha em mercado secundário favorece um recuo de Mariano Rajoy num
eventual pedido de assistência financeira ao abrigo da “troika” (FMI, BCE e UE).
Num segundo momento, a aproximação do “fiscal cliff” nos Estados Unidos atinge os
mercados financeiros. As difíceis negociações mantidas entre os partidos democratas e
republicano iniciavam-se no final de Outubro com vista à introdução de medidas
estruturantes de correcção das contas públicas. Este acordo era crucial para que se
afastasse, no início de 2013, o choque de um corte automático de cerca de USD 600 mil
mn entre benefícios fiscais e o aumento de impostos. A Reserva Federal tinha em Setembro
anunciado um programa de “quantitative easing” ilimitado e já em Dezembro anuncia a
substituição da “operação twist”, prestes a terminar, por um programa de compra directa
de até USD 45 mil mn / mês em obrigações do tesouro de longo prazo. Estes anúncios
revelavam a preocupação aparente da FED em estimular a ainda débil recuperação do
mercado de trabalho e conferir um novo incentivo à recuperação já evidente no mercado
imobiliário norte-americano.
Exceptuando os dois períodos, os principais índices mundiais evoluíram positivamente,
suportados também pela resiliência apresentada a nível dos resultados das empresas e pelo
maior apetite pelo risco presenciado na segunda metade do ano, nomeadamente por
activos europeus. Este tom de maior optimismo permitiu que em muitos casos fossem
atingidos ganhos anuais de duplo dígito. O MSCI World valorizou 13,18% em 2012, o S&P
500 ganhou 13,4% no ano e o DJ Stoxx 600 subiu 14,37%. Esta recuperação dos
mercados bolsistas mundiais colocou alguns dos principais “benchmarks” próximo de
máximos de 2007 mesmo que sem uma participação significativa em termos de volumes
transaccionados.
As expectativas dos agentes económicos, em particular dos consumidores, encerraram o
ano próximo de mínimos de 2 anos, em contra-ciclo com o optimismo presenciado nos
mercados accionistas. Esta dupla realidade espelha a ainda frágil situação do mercado de
trabalho, quer na Europa, quer nos EUA, e algum receio quanto à futura e necessária
consolidação das contas públicas. No caso dos EUA, o entendimento alcançado entre
democratas e republicanos e aprovado no Senado no primeiro dia de 2013 evitou uma
subida imediata de impostos na classe média, tributando alternativamente os rendimentos
mais elevados, mas deixou em aberto a negociação de um conjunto de medidas estruturais
que deverão contribuir para uma subida progressiva da carga fiscal dos contribuintes norteamericanos.
EVOLUÇÃO DO MERCADO AMERICANO - ÍNDICE DOW JONES INDUSTRIAL
13.800,00
13.500,00
13.200,00
12.900,00
12.600,00
12.300,00
12.000,00
Out-12
Ago-12
Jun-12
Abr-12
Fev-12
Dez-11
11.700,00
Na Europa, o sector automóvel (+35,5%), o sector segurador (+32,9%) e o sector de
viagens e lazer (+30%) lideraram os ganhos no Eurostoxx 600, sendo que os sector mais
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
16
regulados como as telecomunicações (-10,7%), as petrolíferas (-4,3%) e as “utilities” (0,7%) voltaram a apresentar um desempenho negativo, em contra-ciclo com a
generalidade do mercado. O sector bancário (+23,1%) foi outro dos grandes beneficiados
com as medidas apresentadas ao longo de 2012. A melhoria dos níveis de solvabilidade,
fruto de alienações e aumentos de capital, e dos níveis de liquidez, por acção directa dos
instrumentos disponibilizados pelo BCE, permitiram reduzir a percepção de riscos sistémicos
em torno do sector.
No caso dos Estados Unidos, depois de um período de forte redução de custos, as empresas
continuaram a apresentar resultados robustos ao longo do ano de 2012, muito embora
evidenciando alguma exaustação depois de atingidas margens operacionais recorde. Para o
total das empresas que compõem o S&P 500, os lucros anuais terão crescido 4% em 2012,
sendo projectado novo crescimento de 9% ao longo do exercício de 2013. Relativamente às
vendas, depois de um crescimento de menos de 2% em 2012 é estimado um avanço similar
de 2,6% em 2013.
As valorizações relativas do segmento accionista estão em conformidade com médias
históricas. Em 2013, a resiliência apresentada a nível dos resultados das empresas
continuará a ser escrutinada de perto pelos investidores, numa envolvente macroeconómica
desafiante e onde se perspectiva uma primeira metade do ano mais frágil em termos de
crescimento económico global. Face à ausência de munições por parte dos bancos centrais
a nível da política monetária, a expectativa dos mercados continuará centrada na
manutenção das actuais medidas não convencionais – “quantitative easing”. As mais
recentes minutas do FOMC nos EUA mostraram que no seio do Comité subsistem alguns
sinais de inquietação quanto à manutenção das medidas de “QE”. É sabido que a
manutenção deste tipo de políticas por um período de tempo excessivo poderá conduzir a
distorções indesejáveis a nível de preços e a um apetite artificial pela tomada de risco nos
mercados financeiros.
EVOLUÇÃO DO MERCADO EUROPEU - ÍNDICE DJ STOXX 50
2.700,00
2.600,00
2.500,00
2.400,00
2.300,00
2.200,00
2.100,00
Out-12
Ago-12
Jun-12
Abr-12
Fev-12
Dez-11
2.000,00
O primeiro semestre de 2012 foi caracterizado por baixos níveis de volatilidade, excepção
feita à queda sincronizada das principais bolsas mundiais entre Abril e Junho, reflexo de
receios generalizados quanto ao abrandamento da economia global e a novo agravamento
da crise das dívidas soberanas na Europa. No segundo semestre, as maiores praças
financeiras apresentaram um desempenho estável, excepção feita para o período entre
Outubro e Novembro que coincidiu com o início de negociações nos EUA com vista à
resolução do precipício fiscal (“fiscal cliff”). O índice VIX (que mede a volatilidade implícita
às opções transaccionadas na Chicago Board Options Exchange) avançou em Maio para
27% tendo recuado a partir daí para níveis abaixo de médias históricas (entre 15% e 20%).
Apenas na recta final do ano, o índice VIX voltaria a avançar para perto dos 23% em
antecipação à decisão final quanto ao “fiscal cliff” nos EUA.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
17
EVOLUÇÃO DO MERCADO PORTUGUÊS - ÍNDICE PSI 20
6.400,00
6.000,00
5.600,00
5.200,00
4.800,00
4.400,00
Out-12
Ago-12
Jun-12
Abr-12
Fev-12
Dez-11
4.000,00
Num ano marcado pela redução apreciável do risco soberano português nos mercados
financeiros, o índice PSI 20 encerrou 2012 com ganhos de 2,93%. A liderar as valorizações
anuais, uma nota para o BPI (+100,34%), Mota Engil (+51,4%) e Sonae SGPS (+49,67%).
O sector financeiro foi neste particular um dos principais beneficiados, impulsionado pela
melhoria assistida a nível dos rácios de solvabilidade das principais instituições financeiras e
dos avultados ganhos decorrentes da valorização da carteira de dívida pública portuguesa.
A recapitalização da banca fez-se essencialmente por via de capitais públicos (emissão de
obrigações de capital contingente (Coco’s) ou de acções).
Recorde-se que em 2012, o Estado concedeu um empréstimo obrigacionista de 3 mil
milhões de Euros ao BCP (através da subscrição das chamadas obrigações de capital
contingente), e de 1,5 mil milhões ao BPI (através do mesmo instrumento). O Estado aplicou
ainda 1,1 mil milhões de Euros no Banif, onde foi adoptada uma solução “mista”
(subscrição de obrigações de capital contingente e simultaneamente de acções). O BES
constituiu a excepção à regra, recapitalizando-se exclusivamente com capitais privados.
Sumarizando, o Estado utilizou 5,6 mil milhões de Euros do pacote de 12 mil
Euros que era destinado pela “troika” à recapitalização da banca no âmbito
internacional de 78 mil milhões de Euros. O Estado injectou também 1,65 mil
Euros na recapitalização da CGD, embora fora do âmbito deste pacote
exclusivamente para suporte a instituições privadas.
CA Gest • Fundos sob Gestão • RELATÓRIOS E CONTAS 2012
milhões de
do resgate
milhões de
desenhado
18
RELATÓRIOS DE ACTIVIDADE DOS FUNDOS SOB GESTÃO
CA GEST Fundos de Investimento Mobiliário • RELATÓRIO E CONTAS 2012
19
Fundo de Investimento Mobiliário
RAIZ RENDIMENTO
Registado na CMVM sob o nº 27
RELATÓRIO DE ACTIVIDADE
O Fundo iniciou a sua actividade em 20 de Junho de 1994 e tem por
objectivo a aplicação de poupanças por prazos superiores a 180 dias numa
carteira diversificada de activos de rendimento fixo.
EVOLUÇÃO DO VALOR GLOBAL LÍQUIDO DO FUNDO
No final de 2011, os activos líquidos do fundo de investimento mobiliário Raiz Rendimento
registavam uma queda de € 615 mil relativamente ao final do ano anterior, totalizando assim €
6,02 milhões, o que representa um decréscimo de 9,3% no valor global líquido do fundo. Esta
quebra deve-se inteiramente a pedidos de resgate de unidades de participação deste fundo, que
foi atenuada pela rentabilidade do fundo.
Milhões de Euros
Volume sob Gestão últimos 3 anos
Anos
20,0
6,6
6,1
VLGF
6,0
2012
15,0
Dezembro
10,0
6.015.256
2011
Dezembro
5,0
6.631.813
2010
0,0
Dez 11
Jun 12
Dezembro
Dez 12
14.008.296
SALDO LÍQUIDO DAS SUBSCRIÇÕES E RESGATES
O movimento de unidades de participação no fundo Raiz Rendimento evidenciou ao longo do
ano uma tendência negativa que apenas se inverteu no final do ano, quando a rendibilidade do
fundo devolveu alguma confiança aos participantes. Assim, o saldo líquido entre subscrições e
resgates em 2012 totalizou um valor negativo de € 1,01 milhões.
Milhares de Euros
103
100
50
1
0
-2
-50
-68
-100
-83
-106
-150
-74
-83
-92
-122
-163
-200
-250
-300
Raiz Rendimento
Dez-12
Nov-12
Out-12
Set-12
Ago-12
Jul-12
Jun-12
Mai-12
Abr-12
Mar-12
Fev-12
-320
Jan-12
-350
POLÍTICA DE INVESTIMENTOS
Avaliação do desempenho do fundo
Sendo este Fundo constituído maioritariamente por obrigações, o seu desempenho nos últimos
doze meses foi afectado pela volatilidade dos spreads de risco dos países periféricos. Com efeito,
os Credit Default Swaps (CDS) de Portugal, Espanha e Itália, depois de registarem um
estreitamento pronunciado no primeiro trimestre, que impulsionou o “Raiz Rendimento” para
rentabilidades extraordinariamente elevadas, voltaram a alargar para níveis históricos na
sequência das eleições na Grécia e em França e da fragilidade do sistema financeiro espanhol,
originando um abrandamento da performance do Fundo. Contudo, as declarações de Mário
Draghi, assegurando um compromisso firme do BCE em defender a Moeda Única voltaram a
despertar o entusiasmo dos investidores pelos activos de risco mais elevado. Assim, o “Raiz
Rendimento” fecha o ano de 2012 com uma rentabilidade de 6,54%, mantendo o seu estatuto
entre os fundos nacionais da sua classe com melhor rentabilidade no prazo de 5 anos.
Principais decisões de investimento
Depois de tomada a decisão de alongar a maturidade média deste Fundo, a alocação em
obrigações foi subindo gradualmente ao longo do segundo semestre do ano e fechou Dezembro
em valores muito perto dos 93%. Regista-se assim uma descida acentuada do peso dos
depósitos a prazo e a ausência de papel comercial que apresentam taxas cada vez menos
atractivas.
Dentro do portfólio de obrigações, a exposição aos países periféricos foi reduzida de 68% para
apenas 44%, aproveitando as fortes valorizações dos primeiros meses do ano para aliviar o peso
desta divida com nível de risco superior. Já a componente de taxa fixa subiu substancialmente
para os 30%, de modo a tirar partido das quedas das taxas de juros.
A queda pronunciada das taxas euribor, que servem de referência para as obrigações indexadas e
para os depósitos a prazo teve efeitos negativos na taxa líquida aparente do “Raiz Rendimento”,
que foi parcialmente compensada pela subida da exposição a taxa fixa. Ainda assim, não foi
possível evitar uma descida da taxa líquida aparente dos 1,68% no final do ano anterior para os
1,28% registados no final de 2012.
ESTRUTURA DA CARTEIRA EM 31.Dez.2012
Valores expressos em percentagem do valor global líquido do fundo.
Classes de Activos
Taxa de Juro
O brigaçõe s
Div e rsas
93%
\
Aplicaçõe s
M one tárias (1)
7%
Raiz Rendimento
T ax a F ix a > 1
A no
28%
T ax a V ariáv el
72%
Emitentes
Mercados
Europa
90%
B olsas
Europe ias
93%
\
Aplicaçõe s
M one tárias (1)
7%
\
EU A+ Canadá
10%
(1) Aplicações monetárias ajustadas das operações a regularizar
Ratings
BBB
35,5%
BB
8,1%
B
2,5%
AA
4,5%
A
49,4%
NÚMERO DE UNIDADES DE PARTICIPAÇÃO E VALOR UNITÁRIO NOS ÚLTIMOS 5 ANOS
A 31 de Dezembro de cada um dos últimos cinco exercícios, foram apurados os seguintes valores
unitários e número de unidades de participação:
Anos
Raiz Rendimento
Valor da UP
Nº Up’s em
Circulação
2012
6,6058
910.600
2011
6,1983
1.069.940
2010
6,1696
2.270.533
2009
6,1905
3.746.508
2008
6,0061
2.250.036
RENDIBILIDADE E RISCO HISTÓRICOS
Ano
Rentabilidade
Risco
Ult 52 sem
2002
2003
2,26%
1,96%
0,15%
0,19%
2004
1,56%
0,11%
2005
2006
1,02%
0,69%
0,26%
0,37%
2007
1,66%
0,12%
2008
2009
0,07%
3,06%
0,53%
0,28%
2010
2011
-0,32%
0,47%
0,40%
0,57%
2012
6,56%
1,04%
Classe de
risc o
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
Escalão de
risco
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
Baixo
As rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o
valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco
mínimo) e 6 (risco máximo). O valor da unidade de participação pode variar em função do valor dos activos que
compõem a carteira do fundo. As taxas de rentabilidade apresentadas não incluem eventuais comissões de subscrição ou
resgate.
O prospecto simplificado, o prospecto completo e os relatórios e contas anuais e semestrais encontram-se disponíveis na
sede da sociedade gestora, em todos os balcões das entidades colocadoras e dos seus agentes e serão enviados aos
participantes que o solicitem, sem quaisquer encargos.
MERCADOS ONDE O OIC INVESTE E RESPECTIVAS CONDIÇÕES DE ACESSO
Não aplicável
COMISSÕES SUPORTADAS PELOS PARTICPANTES
Subscrições
Resgates
Lisboa, 26 de Março de 2013
O Conselho de Administração
Eduardo Augusto Pombo Martins
Sérgio Manuel Raposo Frade
Raiz Rendimento
2010
8.291
2011
72
2012
11
Fundo de Investimento Mobiliário Harmonizado Aberto - RAIZ RENDIMENTO - Fundo de Obrigações de Taxa Variável
BALANÇO
Unidade: Euros
ACTIVO
CÓDIGO
PASSIVO
DESIGNAÇÃO
31-12-2012
BRUTO
Mv.
31-12-2011
mv/P
Líquido
CÓDIGO
CARTEIRA DE TÍTULOS
21
Obrigações
26
Outros Instrumentos de dívida
TOTAL DA CARTEIRA DE TÍTULOS
31-12-2012
31-12-2011
CAPITAL DO FUNDO
5.557.631
33.413
-
-
5.557.631
33.413
-
-
-
(9.301)
-
(9.301)
61
Unidades de Participação
4.542.076
5.336.861
5.581.743
4.854.756
62
Variações Patrimoniais
(8.939.764)
(8.719.637)
-
1.396.116
64
Resultados Transitados
10.014.590
9.922.284
65
Resultados Distribuídos
-
-
66
Resultados Líquidos do Exercício
398.354
92.306
6.015.256
6.631.813
-
-
-
-
25.521
108.020
5.581.743
6.250.872
TOTAL DO CAPITAL DO FUNDO
-
-
-
-
-
-
-
7.695
-
-
7.695
9.827
421
Resgates a pagar a Participantes
454.000
-
-
454.000
486.000
423
Comissões a Pagar
TERCEIROS
413+…+418
DESIGNAÇÃO
Líquido
PROVISÕES ACUMULADAS
Contas de Devedores
TOTAL DOS VALORES A RECEBER
481
TOTAL PROVISÕES ACUMULADAS
DISPONIBILIDADES
12
Depósitos à Ordem
13
Depósitos a Prazo e com Pré-aviso
TERCEIROS
424+…+429
TOTAL DAS DISPONIBILIDADES
Provisões para Riscos e Encargos
461.695
-
-
461.695
495.827
16.369
-
-
16.369
22.369
55
Outras Contas de Credores
TOTAL DOS VALORES A PAGAR
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
4.534
5.058
14.497
24.175
44.551
137.253
ACRÉSCIMOS E DIFERIMENTOS
51
Acréscimos de Proveitos
Acréscimos de Custos
-
-
52
Despesas com Custo Diferido
-
-
-
-
-
56
Receitas com Proveito Diferido
-
-
58
Outros Acréscimos e Diferimentos
-
-
-
-
-
58
Outros Acréscimos e Diferimentos
-
-
59
Contas Transitórias Activas
-
-
-
-
-
59
Contas Transitórias Passivas
-
-
16.369
-
-
16.369
22.369
-
-
33.413
(9.301)
6.059.807
6.769.067
6,6058
6,1983
TOTAL DE ACRESC. E DIFERIM. ACTIVOS
TOTAL DO ACTIVO
Número total de Unidades de Participação em circulação
Abreviaturas: Mv - Mais valias / mv - menos valias / P - Provisões
Lisboa, 26 de Março de 2013
6.035.695
6.059.807
910.600
6.769.067
1.069.940
TOTAL DE ACRESC. E DIFERIM. PASSIVOS
TOTAL DO CAPITAL E PASSIVO
Valor Unitário da Unidade de Participação
Fundo de Investimento Mobiliário Harmonizado Aberto - RAIZ RENDIMENTO - Fundo de Obrigações de Taxa Variável
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS
Unidade: Euros
CUSTOS E PERDAS
CÓDIGO
DESIGNAÇÃO
PERÍODO
31-12-2012
PROVEITOS E GANHOS
31-12-2011
CÓDIGO
CUSTOS E PERDAS CORRENTES
31-12-2012
31-12-2011
PROVEITOS E GANHOS CORRENTES
JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS
712
DESIGNAÇÃO
PERÍODO
JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS:
Da carteira de Títulos
-
-
812+813
811+814+817+8
18
Da Carteira de Títulos e Outros Activos
Outros, de Operações Correntes
107.786
169.157
21.491
124.038
COMISSÕES
722+723
724+...+728
729
Da carteira de Títulos e Outros Activos
Outras, de operações Correntes
-
-
48.010
81.138
De oprações extrapatrimoniais
-
RENDIMENTO DE TÍTULOS
822+...+824/5
Da Carteira de Títulos e Outros Activos
-
-
828
De Outras Operações Correntes
-
-
829
De Operações Extrapatrimoniais
-
-
663.830
970.933
PERDAS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
732+733
Da carteira de Títulos e Outros Activos
308.638
1.020.411
731+738
Outras, de operações Correntes
-
-
832+833
GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
Na Carteira de Títulos e Outros Activos
739
Em operações Extrapatrimoniais
-
-
831+838
Outros, em Operações Correntes
-
-
839
Em Operações Extrapatrimoniais
-
-
-
-
-
-
793.107
1.264.127
IMPOSTOS
7411+7421
Impostos sobre o Rendimento
7412+7422
Impostos Indirectos
31.148
63.389
-
-
REPOSIÇÃO E ANULAÇÃO DE PROVISÕES
851
Provisões para Encargos
PROVISÕES DO EXERCÍCIO
751
77
Provisões para Encargos
OUTROS CUSTOS E PERDAS CORRENTES
TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A)
-
-
6.957
6.884
394.753
1.171.821
87
OUTROS PROV. E GANHOS CORRENTES
TOTAL DOS GANHOS E PROVEITOS CORRENTES (B)
PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS
CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS
782
Perdas Extraordinárias
-
-
783
Perdas Imputáveis a Exercicíos Anteriores
-
-
788
Outros Custos e Perdas Eventuais
-
-
-
-
398.354
92.306
TOTAL DE CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS (C)
883
Ganhos imputáveis a Exercícios Anteriores
-
-
888
Outros Proveitos e Ganhos Eventuais
-
-
-
-
TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS (D)
66
RESULTADO LÍQUIDO DO PERÍODO
TOTAL
8x2/3/4/5-7x2/3 Resultados da Carteira de Títulos e Outros Activos
8x9-7x9
B-A
Resultados das Operações Extrapatrimoniais
Resultados Correntes
Lisboa, 26 de Março de 2013
793.107
1.264.127
TOTAL
462.978
119.679
-
-
398.354
92.306
D-C
B+D-A-C+74
B+D-A-C
Resultados Eventuais
793.107
1.264.127
-
-
Resultados Antes de Imposto s/ o Rendimento
429.502
155.695
Resultados Líquidos do Período
398.354
92.306
Fundo de Investimento Mobiliário Harmonizado Aberto - RAIZ RENDIMENTO - Fundo de
Obrigações de Taxa Variável
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA
OPERAÇÕES SOBRE
AS UNIDADES DO OIC
RECEBIMENTOS:
Venda de Títulos e Outros Activos
Reembolso de Títulos e Outros Activos
Resgates de Unidades de Participação noutros OIC
Rendimento de Títulos e Outros Activos
Juros e Proveitos Similares Recebidos
Venda de Títulos e Outros Activos com Acordo de Recompr
Outros Recebimentos Relacionados com a Carteira
OPERAÇÕES A PRAZO E DE DIVISAS
RECEBIMENTOS:
Subscrição de Unidades de Participação
OPERAÇÕES DA CARTEIRA DE TÍTULOS E OUTROS
ACTIVOS
DISCRIMINAÇÃO DOS FLUXOS
PAGAMENTOS:
Resgates de Unidades de Participação
Rendimentos Pagos aos Participantes
395.771
395.771
116.152
116.152
1.493.182
-
1.493.182
7.547.065
-
7.547.065
Fluxo das operações sobre as unidades do OIC
PAGAMENTOS:
Compra de Títulos e Outros Activos
Subscrições de Unidades de Participação noutros OIC
Juros e Custos Similares Pagos
Venda de Títulos com acordo de recompra
Comissões de Bolsa Suportadas
Comissões de Corretagem
Outras Taxas e Comissões
Outros Pagamentos Relacionados com a Carteira
(1.097.411)
9.977.002
6.082.057
162.685
15.034.734
56.394
586
-
uxo das operações da carteira de títulos e outros activos
-
PAGAMENTOS:
Juros e Proveitos Similares Pagos
Operações Cambiais
Operações Sobre Cotações
Margem Inicial em Contratos de Futuros e Opções
Comissões em Contratos de Futuros e Opções
Outros Pagamentos Operações a Prazo e de Divisas
-
OPERAÇÕES DE GESTÃO CORRENTE
Fluxo das operações a prazo e de divisas
16.364
-
PAGAMENTOS:
Comissão de Gestão
Comissão de Depósito
Comissão de garantia
Despesas com Crédito Vencido
Juros Devedores de Depósitos Bancários
Impostos e Taxas
Outros Pagamentos Correntes
37.414
9.354
28.208
8.137
OPERAÇÕES EVENTUAIS
Fluxo das operações da gestão corrente
TOTAIS
33.590.430
15.091.715
29.847.691
451.977
570
-
30.300.238
3.290.192
-
-
-
-
-
-
16.364
128.930
-
128.930
83.113
66.905
25.745
37.515
8.667
138.832
(66.749)
RECEBIMENTOS:
Ganhos Extraordinários
Ganhos Imputáveis a Exercícios Anteriores
Recuperação de Incobráveis
Outros Recebimentos de Operações Eventuais
-
PAGAMENTOS:
Perdas Extraordinárias
Perdas Imputáveis a Exercícios Anteriores
Outros Pagamentos de Operações Eventuais
-
Lisboa, 26 de Março de 2013
16.221.743
31.369.032
1.600.000
621.398
-
-
RECEBIMENTOS:
Cobranças de Crédito Vencido
Juros de Depósitos Bancários
Juros de Certificados de Depósito
Comissões em Operações de Empréstimos de Títulos
Outros Recebimentos Correntes
Saldo dos fluxos monetários do período...(A)
Efeitos das diferenças de Câmbio...........(B)
Disponibilidades no início do período.......(C)
Disponibilidades no fim do período..........(D)=(C)+(B)+(A)
(7.430.913)
1.130.028
RECEBIMENTOS:
Juros e Proveitos Similares Recebidos
Operações Cambiais
Operações Sobre Cotações
Margem Inicial em Contratos de Futuros e Opções
Comissões em Contratos de Futuros e Opções
Outras Comissões
Outros Recebimentos Operações a Prazo e de Divisas
Fluxo das operações eventuais
Unidade: Euros
31-12-2011
31-12-2012
(9.902)
-
-
-
-
-
-
-
-
(34.132)
495.827
461.695
(4.150.623)
4.646.450
495.827
ANEXO
O “FUNDO DE INVESTIMENTO MOBILIÁRIO HARMONIZADO ABERTO - RAIZ RENDIMENTO Fundo de Obrigações de Taxa Variável” (adiante designado por Fundo) constitui-se como um
Fundo de Obrigações. O Fundo é administrado pela Crédito Agrícola Gest - Sociedade Gestora
de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.. As funções de banco depositário são exercidas pela
CAIXA CENTRAL - Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, CRL.
A contabilidade do Fundo obedece ao Plano Contabilístico dos Organismos de Investimento
Colectivo, em conformidade com o Regulamento da CMVM n.º 16/2003 e as notas que se
seguem encontram-se organizadas e obedecem à referenciação apresentada em anexo àquele
Regulamento. Os números omissos dizem respeito a notas não aplicáveis. Salvo menção em
contrário, os valores encontram-se expressos em Euros.
1. VALOR DA UP E DO FUNDO
EVOLUÇÃO DO VALOR LÍQUIDO GLOBAL DO FUNDO EM 2012
Durante o exercício de 2012, os movimentos nas rubricas do capital do Fundo apresentaram o
seguinte detalhe:
Descrição
No Início
Subscrições
Resgates
Distribuição
Resultados
Outros
Resultado
do Período
No Fim
Valor base
5.336.861
Dif. para Valor
(8.719.637)
base
Resultados
9.922.284
transitados
Resultados
distribuídos
Resultados do
92.306
período
301.384
(1.096.170)
-
-
-
4.542.076
94.387
(314.513)
-
-
-
(8.939.764)
SOMA
6.631.813
N.º de U.P.
Valor da U.P:
-
-
-
92.306
-
10.014.590
-
-
-
-
-
-
-
-
-
(92.306)
398.354
398.354
395.772
(1.410.683)
-
-
398.354
6.015.256
1.069.940
60.422
(219.761)
-
-
-
910.600
6,1983
6,5501
6,4192
-
-
-
6,6058
NÚMERO DE PARTICIPANTES POR ESCALÃO EM 31.DEZEMBRO.2012
Em 31.Dezembro.2012, o número de participantes no Fundo apresentava o seguinte detalhe por
escalão de unidades de participação em carteira:
Escalões
UPs ≥25%
N.º de Participantes
-
10% ≤ UPs < 25%
-
5% ≤ UPs < 10%
-
2% ≤ UPs < 5%
4
0.5% ≤ UPs < 2%
Raiz Rendimento
30
UPs < 0.5%
1.084
Total de Participantes
1.118
EVOLUÇÃO DO VALOR DO FUNDO NOS ÚLTIMOS CINCO EXERCÍCIOS
Anos
VLGF
Nº Up’s em
Circulação
Valor da UP
2012
Março
6.372.942
6,4270
991.590
Junho
6.083.249
6,4347
945.382
Setembro
5.855.883
6,5350
896.079
Dezembro
6.015.256
6,6058
910.600
Março
12.148.470
6,2357
1.948.226
Junho
2011
10.914.529
6,2544
1.745.091
Setembro
8.835.283
6,2239
1.419.575
Dezembro
6.631.813
6,1983
1.069.940
Março
29.321.988
6,2000
4.729.352
Junho
20.698.802
6,1593
3.360.574
Setembro
16.988.404
6,1905
2.744.271
Dezembro
14.008.296
6,1696
2.270.533
2010
2 . VOLUME DE TRANSACÇÕES DO EXERCÍCIO
TRANSACÇÕES DE VALORES MOBILIÁRIOS EM 2012
Durante o exercício de 2012, os montantes acumulados de transacções de valores mobiliários
apresentaram o seguinte detalhe:
Compras (1)
Bolsa
O. Fundos. Públicos Eq.
Obrigações Diversas
Papel Comercial
-
Vendas (2)
Fora de Bolsa
Bolsa
-
4.683.903
-
Total (1) + (2)
Fora de Bolsa
-
242.000
6.564.891
-
9.735.002
3.785.941
-
5.182.057
Bolsa
Fora de Bolsa
4.683.903
-
(*) Inclui mercado primário e subscrição de Papel Comercial
(**) montantes expurgados de custos de transacção e de juros corridos
(***) inclui reembolso de Papel Comercial
SUBSCRIÇÕES E RESGATES
Movimentos
Valor
Comissões Cobradas
Subscrições
395.772
-
Resgates
1.410.683
11
3 . INVENTÁRIO DA CARTEIRA DE TÍTULOS
O inventário da carteira de títulos do Fundo em 31.Dezembro.2012 apresentava o seguinte
detalhe.
Raiz Rendimento
242.000
16.299.893
8.967.998
DESIGNAÇÃO DOS TÍTULOS
VALOR
NOMINAL
DIVISA
COTAÇÃO
VALOR DE
MAIS
AQUISIÇÃO VALIAS
MENOS
VALIAS
JUROS
CORRIDOS
VALOR
TOTAL
1. Valores Mobiliários Cotados
1.1. Mercados de Cotações Oficiais de Bolsa de
Valores Portuguesa
1.1.3. Obrigações Diversas
BCPPL 3.75% 08/10/16
100.000
EUR
96,0000
96.610
-
(610)
642
96.642
96.610
-
(610)
642
96.642
5.461.021 33.413
(8.691)
15.500
5.501.243
1.3. Mercado de Cotações Oficiais de Estado
Membro da U.E.
1.3.3.Obrigações Diversas
ALOFP 4% 23/09/14
200.000
EUR
105,0350
210.778
-
(708)
1.753
211.823
BBVASM 4.375% 21/09/15
100.000
EUR
102,5120
99.876
2.636
-
978
103.490
BCPPL Float 09/05/14
150.000
EUR
93,8500
140.895
-
(120)
56
140.831
BESPL Float 25/02/13
250.000
EUR
99,7050
249.600
-
(338)
219
249.481
BPCEGP Float 29/10/13
150.000
EUR
100,5360
149.778
1.026
-
214
151.018
CXGD 5.625% 04/12/15
200.000
EUR
102,5500
205.860
-
(760)
634
205.734
DAIGR Float 17/04/13
200.000
EUR
100,2000
201.460
-
(1.060)
358
200.758
ELEPOR 3.25% 16/03/15
100.000
EUR
100,1250
100.530
-
(405)
2.073
102.198
ENEL Float 20/06/14
250.000
EUR
98,3000
246.400
-
(650)
26
245.776
GASSM 4.125% 24/04/17
200.000
EUR
106,5230
212.660
386
-
1.247
214.293
GE Float 28/07/14
250.000
EUR
99,8480
248.240
1.380
-
140
249.760
HSBC Float 28/10/13
150.000
EUR
99,9160
142.805
7.070
-
94
149.968
IBESM 3.875% 10/02/14
200.000
EUR
102,7620
205.800
-
(276)
5.522
211.046
INTNED Float 28/11/14
200.000
EUR
100,1640
199.996
332
-
103
200.431
ISPIM Float 18/05/17
200.000
EUR
89,4230
180.340
-
(1.494)
64
178.910
LLOYDS Float 25/03/13
150.000
EUR
100,2620
149.558
836
-
23
150.416
MS Float 02/05/14
200.000
EUR
99,1350
188.736
9.534
-
159
198.429
RENAUL 2.125% 24/11/14
200.000
EUR
101,2280
199.826
2.630
-
373
202.829
SANTAN Float 04/05/13
200.000
EUR
99,7600
199.380
140
-
134
199.654
SRGIM 2% 13/11/15
150.000
EUR
100,9590
149.771
1.668
-
322
151.761
TELEFO Float 02/06/15
200.000
EUR
99,6000
195.300
3.900
-
260
199.460
TLIASS Float 07/03/13
150.000
EUR
100,0440
149.180
887
-
41
150.107
UBS Float 17/06/13
200.000
EUR
100,1640
199.867
461
-
42
200.370
UCGIM Float 15/03/16
200.000
EUR
92,4480
187.040
-
(2.144)
31
184.927
VOD Float 05/09/13
200.000
EUR
100,2900
200.834
-
(254)
83
200.663
VW Float 28/05/14
200.000
EUR
99,8190
199.910
-
(272)
68
199.706
XTALN 1.50% 19/05/16
200.000
EUR
99,6450
199.500
-
(210)
283
199.573
BNP Float 03/12/14
200.000
EUR
100,0930
199.778
408
-
73
200.259
GS Float 15/11/14
250.000
EUR
98,9780
247.325
120
-
128
247.573
5.557.631 33.413
(9.301)
16.142
5.597.885
TOTAL
Raiz Rendimento
Durante o exercício de 2012, a liquidez do Fundo apresentou o seguinte movimento:
Contas
Saldo Inicial
Depósitos à Ordem
Depósitos a Prazo e c/ Pré-aviso
Aumentos
Reduções
Saldo Final
9.827
48.212.002
(48.214.134)
7.695
486.000
29.670.000
(29.702.000)
454.000
4 . CRITÉRIOS DE VALORIMETRIA
Os activos integrantes da carteira do Fundo foram valorizados com base nos critérios nas normas
legais em vigor e no prospecto do Fundo, designadamente:
Momento de referência da valorização
O valor da unidade de participação é calculado diariamente nos dias úteis e determina-se
pela divisão do valor líquido global do fundo pelo número de unidades de participação em
circulação. O valor líquido global do fundo é apurado deduzindo à soma dos valores que o
integram o montante de comissões e encargos suportados até ao momento da valorização
da carteira.
Para a determinação do valor do Fundo, concorrem todas as subscrições e resgates do dia,
bem como todas as operações realizadas nos mercados europeus e asiáticos, desde que as
respectivas confirmações se verifiquem até ao momento de referência a seguir indicado. As
operações realizadas nos mercados americanos apenas serão registadas no dia útil
subsequente.
O valor do fundo é apurado com referência às 17 horas.
Regras de valorimetria e cálculo do valor da UP
a) Contam para efeitos de valorização da unidade de participação para o dia da
transacção as operações sobre valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados
transaccionadas para o Fundo e confirmadas até ao momento de referência. As
subscrições e resgates recebidas em cada dia contam, para a valorização da unidade de
participação, para esse mesmo dia.
b) A valorização dos valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados admitidos à
cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base na última
cotação conhecida no momento de referência; não havendo cotação do dia em que se
esteja a proceder à valorização, ou não podendo a mesma ser utilizada, designadamente
por ser considerada não representativa, tomar-se-á em conta a última cotação de fecho
conhecida, desde que a mesma se tenha verificado nos 15 dias anteriores ao dia em que
se esteja a proceder à valorização.
c) Tratando-se de valores representativos de dívida admitidos à negociação num mercado
regulamentado, caso os preços praticados em mercado não sejam considerados
representativos, podem ser consideradas para efeito de avaliação, as oferta de compra
firmes ou, na impossibilidade de obtenção, o valor médio das ofertas de compra e
venda, com base na informação difundida através de entidades especializadas, que não
se encontrem em relação de domínio ou de grupo com a Entidade Gestora, nos termos
dos artigos 20º e 21º do Código de Valores Mobiliários.
d) Quando a última cotação tenha ocorrido há mais de 15 dias, os valores mobiliários e
instrumentos financeiros derivados são considerados como não cotados para efeitos de
valorização, aplicando-se o disposto na alínea seguinte.
e) A valorização de valores mobiliários e instrumentos financeiros derivados não
admitidos à cotação ou negociação em mercados regulamentados será feita com base
nos seguintes critérios:
Raiz Rendimento
i. As ofertas de compra firmes ou, na impossibilidade de obtenção, o valor
médio das ofertas de compra e venda, com base na informação difundida
através de entidades especializadas, que não se encontrem em relação de
domínio ou de grupo com a Entidade Gestora, nos termos dos artigos 20º e
21º do Código de Valores Mobiliários.
ii. Modelos teóricos de avaliação que a Entidade Gestora considere mais
apropriados atendendo às características do activo ou instrumento derivado.
A avaliação pode ser efectuada por entidade subcontratada.
f) Os valores representativos de dívida de curto prazo, bem como os depósitos bancários,
serão avaliados com base no reconhecimento diário do juro inerente à operação.
g) A valorização dos activos denominados em divisas diferentes do euro terá ainda em
conta o câmbio (fixing) divulgado diariamente pelo Banco de Portugal.
h) A valorização das unidades de participação não admitidas à cotação será feita com
base no valor divulgado pelas respectivas sociedades gestoras disponível no momento da
valorização.
5 . COMPONENTES DO RESULTADO DO FUNDO
Estas rubricas têm a seguinte composição:
PROVEITOS
GANHOS DE CAPITAL
Natureza
OPERAÇÕES "À VISTA"
Obrigações
Outros instr. De dívida
Depósitos
Mais Valias
Potenciais
Mais Valias
Efectivas
617.549
-
CUSTOS
Soma
46.281
-
663.830
-
PERDAS DE CAPITAL
Natureza
OPERAÇÕES "À VISTA"
Obrigações
Outros instr. De dívida
COMISSÕES
De Gestão
De Depósito
Da Carteira de Títulos
Taxa de Supervisão
OUTROS CUSTOS
Revisão de Contas
Menos Valias
Potenciais
308.638
-
Menos Valias
Efectivas
-
-
-
64.722
22.716
21.183
20.349
309
-
Soma
308.638
-
Juros
Vencidos e
Comissões
Juros
decorridos
Soma
-
-
-
36.979
9.245
586
1.200
-
36.979
9.245
585,89
1.200
6.957
-
6.957
9 . IMPOSTOS SUPORTADOS PELO FUNDO
Em 31.Dezembro.2012, os impostos suportados pelo Fundo apresentam a seguinte composição:
Imposto Sobre
Juros Vencidos
e Rendimentos
Raiz Rendimento
Imposto Sobre
Juros Não
Vencidos
Total
Imposto S/Rendimento
Obrigações
Outros instr. De dívida
Depósitos
15.909
5.584
5.366
4.207
82
20.116
5.584
5.447
TOTAL
26.859
4.289
31.148
Soma
85.071
22.716
21.491
JUROS E COMISSÕES SUPORTADAS
-
-
GANHOS COM CARÁCTER DE
JURO
RENDIMENTO
DE TÍTULOS
Juros
Juros
Vencidos
Decorridos
Durante o exercício de 2012 reflectiu-se o agravamento da carga tributária sobre juros corridos
em 31 Dezembro.2011 referentes a valores mobiliários e instrumentos de divida de emitentes
nacionais, assim como os juros auferidos por aplicações a prazo e por saldos de depósitos à
ordem em instituições financeiras nacionais, cuja retenção naquela data reflectia uma taxa de
tributação de 21,5% e que a partir de 1. Janeiro de 2012 passou a ser de 25%.
Entretanto, na sequência de nova alteração legislativa, aqueles rendimentos passaram a ser
tributados a partir de 30.Outubro.2012 à taxa de 26,5%.
Os rendimentos que não sejam mais valias obtidos fora de território nacional mantiveram as
mesmas condições de tributação.
11 . EXPOSIÇÃO AO RISCO CAMBIAL
O fundo apresentava em 31.Dezembro.2012 activos e passivos expressos em Euros ou em
moedas com paridade fixa irrevogável face ao Euro, exclusivamente.
12. EXPOSIÇÃO AO RISCO DE TAXA DE JURO
O Fundo não efectuou quaisquer operações de cobertura de taxa de juro durante o exercício de
2012. O Fundo apresenta a seguinte exposição a risco de taxa de juro fixa, em
31.Dezembro.2012:
Montante
Maturidades
(A)
De 0 a 1 Ano
Extra-Patrimoniais (B)
Saldo
Em Carteira
(A+B)
FRA
-
Swaps (IRS)
Futuros
Opções
-
-
-
-
De 1 a 3 anos
1.188.881
-
-
-
-
1.188.881
-
De 3 a 5 anos
510.507
-
-
-
-
510.507
15 . CUSTOS IMPUTADOS AO FUNDO
Durante o exercício de 2012, os custos imputados ao Fundo apresentavam os seguintes valores:
Custos Imputados
Comissão de Gestão (Fixa)
Comissão de Depósito
Custos de Transacção
Valor
% VLGF (*)
36.979
0,60%
9.245
0,15%
586
0,01%
Taxa de Supervisão
1.200
0,02%
Custos de Auditoria
6.957
0,11%
Total
54.966
0,89%
TAXA GLOBAL DE CUSTOS (TGC)
54.380
0,88%
(*) % sobre a média do VLGF de 2012
Raiz Rendimento
R E LA T Ó R I O D E A U D I T O R I A
Introdução
1.
Nos termos do disposto na alínea c) do n.º 1 do artigo 8º do Código dos Valores Mobiliários
(CVM) e do nº 1 do artigo 43º e do nº 2 do artigo 67º do Decreto-Lei 252/03, de 17 de
Outubro, apresentamos o nosso Relatório de Auditoria sobre a informação financeira do
exercício findo em 31 de Dezembro de 2012, do Fundo de Investimento Mobiliário
Aberto RAIZ RENDIMENTO (Fundo de Obrigações de Taxa Variável), gerido pela entidade
gestora “Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário,
S.A.“, incluída no Relatório de Gestão, no Balanço (que evidencia um total de 6.059.807
euros e um total de capital do fundo de 6.015.256 euros, incluindo um resultado líquido
de 398.354 euros), na Demonstração dos Resultados e na Demonstração dos Fluxos de
Caixa do exercício findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.
Responsabilidades
2.
É da responsabilidade do Conselho de Administração da entidade gestora “Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A.”:
a) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira do Fundo, o seu desempenho financeiro e os fluxos de
caixa;
b) a informação financeira histórica, que seja preparada de acordo com os princípios
contabilísticos geralmente aceites e que seja completa, verdadeira, actual, clara,
objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários;
c) a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados, atentas as especificidades
dos Fundos de Investimento Mobiliário;
d) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado;
e) a informação de qualquer facto relevante que tenha influenciado a sua actividade,
posição financeira ou resultados.
3.
A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos de prestação de contas acima referidos, designadamente sobre se é completa,
verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores
Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no
nosso exame.
Âmbito
4.
O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria emitidas pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais
exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de
segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções
materialmente relevantes. Para tanto, o referido exame incluiu:
-
a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações
constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em
juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua
preparação;
-
a verificação do adequado cumprimento do Regulamento de Gestão do fundo;
-
a verificação da adequada avaliação dos valores do fundo (em especial no que se refere
a valores não cotados em mercado regulamentado e a derivados negociados fora de
mercado regulamentado);
-
a verificação do cumprimento dos critérios de avaliação definidos nos documentos
constitutivos;
-
a verificação da realização das operações sobre valores cotados, mas realizadas fora de
mercado nos termos e condições previstos na lei e respectiva regulamentação;
-
a verificação do registo e controlo dos movimentos de subscrição e resgate das
unidades de participação do fundo;
-
a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade;
-
a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e
-
a apreciação se a informação financeira é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva
e lícita.
5.
O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira
constante do relatório de gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
6.
Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da
nossa opinião.
Opinião
7.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1 acima apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a
posição financeira do Fundo de Investimento Mobiliário Aberto RAIZ RENDIMENTO, gerido
pela entidade gestora “Crédito Agrícola Gest – Sociedade Gestora de Fundos de
Investimento Mobiliário, S.A.”, em 31 de Dezembro de 2012, o desempenho financeiro e os
fluxos de caixa do exercício findo naquela data, em conformidade com os princípios
contabilísticos geralmente aceites em Portugal para os fundos de investimento mobiliário,
e a informação nelas constante é completa, verdadeira, actual, clara, objectiva e lícita.
8.
É também nossa opinião que a informação constante do relatório de gestão é
concordante com as demonstrações financeiras do exercício.
Porto, 27 de Março de 2013
Carlos Teixeira, Noé Gomes & Associado, SROC, Lda.
(inscrita na CMVM sob o nº 4681)
Representada por Noé Gonçalves Gomes (ROC n.º 498)
Fundo de Investimento Mobiliário Aberto RAIZ RENDIMENTO – Relatório de Auditoria – Exercício 2012
Pág. 2
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