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Orgulho de
ser do campo
Ideia de que futuro promissor está nos grandes
centros não seduz mais jovens das cidades rurais
Textos Luciana Franco, com Geraldo Hasse e Rodrigo Vargas
24 Globo Rural | novembro 2012
pela família ‘como ajuda’, então, para obter renda, eles acabam
indo para a cidade”, diz. De acordo com Vera, o Estado do Rio
Grande do Sul criou o Bolsa Jovem, que prevê a liberação de
US$ 12 milhões para 3 mil jovens em 2013 e que foi incluído
no Plano Safra 2012/2013.
“A bolsa é de R$ 400 por jovem e metade desse recurso
será usada para subsistência e a outra metade será aplicada
num fundo, que ao final de dois anos poderá ser resgatado
para a implantação de um projeto de extensão rural na propriedade da família desse jovem”, conta Vera. A ideia pode
servir de inspiração para outras regiões, já que, de acordo
com um trabalho do pesquisador Nilson Weisheimer, 70% dos
jovens têm vontade de permanecer no campo para suceder
o pai na agricultura familiar.
De fato, na geração passada havia quase uma negação ao
rural. “Mas hoje isso não existe mais. A vida nos pequenos
municípios é parecida com a dos grandes centros e a atual
geração veste as mesmas roupas que os jovens da cidade,
usa os mesmos tênis e têm o mesmo corte de cabelo, o que
faz com que o jovem do campo não precise mais negar sua
origem para ser igual”, diz.
Uma tendência já apontada no Censo de 2010 é de crescimento das cidades médias do interior do Brasil e de estancamento do crescimento das grandes metrópoles. “Hoje, em
geral, o jovem rural tem nas cidades do interior mais possibilidades de estudo e de trabalho”, diz Favareto. Globo Rural
entrevistou alguns desses jovens e descobriu que boa parte
deles prefere a vida ao ar livre aos ambientes internos e está
sim bastante preocupada com o futuro do agronegócio no
país. Confira a seguir.
Meu negócio é pecuária
Descendente de uma longa linhagem de agricultores,
o estudante Pedro Henrique Boger Prado cresceu não
apenas sob a influência das experiências vividas da porteira para dentro das propriedades da família.
Filho de Rui Ottoni Prado, presidente da Federação da
Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), principal entidade representativa do setor agrícola no Estado,
o rapaz também viu de perto as possibilidades de atuação política. “Eu escuto bastante o que ele (o pai) fala, acompanho as discussões. Percebo como ele concilia
bem as atividades de agricultor com a de representante do setor agrícola. E me acho capaz de, no futuro, também fazer as duas coisas”, diz. Morador de Campo Novo do Parecis (MT), Pedro Henrique atualmente se prepara para disputar uma vaga no curso de agronomia da
Universidade Federal de Mato Grosso. Uma vez formado,
tem planos de passar uma temporada nos Estados Unidos. Em uma família de agricultores, Pedro Henrique pretende imprimir seu toque pessoal: sonha ser pecuarista.
© josé medeiros
F
oi-se o tempo em que a população rural era
considera atrasada em relação à urbana. À medida que a riqueza se espalhou pelo interior do
país, principalmente ao longo da última década,
alguns índices sociais se elevaram consideravelmente no campo. De acordo com Arilson
Favareto, pesquisador e professor da Universidade Federal do
ABC, a descentralização das políticas sociais foi fundamental
nesse processo. “O resultado dessas mudanças é que para o
jovem rural, pobre ou não, deixou de ser requisito ter de migrar
para acessar renda e equipamentos sociais como escolas e
serviços de saúde”, diz Favareto.
O professor explica que, com a expansão da energia elétrica rural, a proliferação das lan houses, a maior oferta de
cultura e a real possibilidade de obtenção de renda em algumas fronteiras agrícolas, as oportunidades no interior se
diversificaram e a migração deixou de ter uma tendência
homogênea no Brasil. “Hoje, há muita família vinculada ao
campo com membros que montaram negócios no núcleo
urbano mais próximo”, cita. Trata-se de uma mudança significativa registrada principalmente ao longo dos últimos 20
anos. “Se duas décadas atrás a ideia de futuro promissor era
sinônimo de viver nos grandes centros urbanos, hoje não é
mais”, avalia Favareto, que também é pesquisador do Centro
Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrape).
Para Vera Carvalho, assistente técnica estadual de juventude rural da Emater-RS, na agricultura familiar, no entanto,
as oportunidades ainda são restritas. “A maior reclamação
do jovem é de falta de autonomia financeira, uma vez que,
apesar de eles trabalharem com os pais, esse esforço é visto
Me acho capaz de, no futuro, conciliar
as atividades de agricultor com a de
representante do setor agrícola”
PEDRO HENRIQUE BOGER PRADO, 17 anos, Campo Novo do Parecis (MT)
novembro 2012 | Globo Rural 25
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Mudando o jogo
Criada em meio a lavouras de soja, milho, sorgo e milheto, que
ocupam 2.600 hectares, Tanara Lazzarotto chegou a imaginar
que seu futuro seria construído na mesma direção seguida
por seus pais nas terras férteis de Sapezal (MT). “Quando era
pequena, pensava em fazer agronomia e continuar cuidando da fazenda. Hoje, eu não penso mais nisso, porque já estou morando a minha vida inteira em fazenda, então penso em
mudar um pouco”, explica.
Em uma cidade repleta de casarões bancados pela riqueza que brota da terra, ela sonha em cursar engenharia ou arquitetura. “Acho que é o que há de mais avançando nessa
região. E pretendo me estabelecer por aqui mesmo.”
Na fazenda de sua família, ela acompanha a rotina dos
pais, que considera difícil e sacrificada. “Eu tento acompanhar, mas eles quase nunca param em casa, estão sempre
na lavoura cuidando das coisas da fazenda. Não me imagino
vivendo assim”, afirma.
Não se pode negar, porém, que a menina tem uma genuína paixão pelo campo: o de futebol. Craque com a bola nos
pés, Tanara integra a seleção da cidade e já foi convidada para fazer testes em outros Estados. “Meus pais não autorizaram. Se um dia eles liberarem, vou sem problema algum.”
Já estou morando a minha vida inteira em
fazenda, então penso em mudar um pouco”
TANARA LAZZAROTTO, 15 anos, Sapezal (MT)
Vida na roça
la, ele conta que muitos colegas, também filhos de médios e
grandes agricultores, não compartilham do seu sentimento.
“O pessoal agora gosta só de videogame e não vai para o
campo. Eles falam que a vida deles não é a agricultura. Eu não
concordo, porque nossos pais passaram muito tempo desbravando esse Cerrado e o certo é continuar.”
Sobre a questão ambiental, ele diz considerar “errada” a
avaliação negativa que costuma ser direcionada aos produtores rurais. “Eu acho errado quando criticam. Eles desmataram
para conseguir os alimentos. Sem o agricultor, essas pessoas
que criticam não teriam o que comer.”
Quem vê o porte franzino e a voz sussurrada de Marcos Lazarin Pinto, de 15 anos, não imagina o que o garoto é capaz de
fazer quando está em seu ambiente preferido: a fazenda de
sua família, próxima ao município de Sapezal (MT).
“O que eu mais gosto de fazer é andar de trator. Aprendi com
7 anos. Hoje eu opero qualquer máquina e já faço quase tudo.
Só não passo veneno.”
Marcos é neto de Lucídio Zilli Pinto, um gaúcho de 68 anos
que chegou ao oeste de Mato Grosso há 14 anos.
Marcos diz não ter dúvidas do caminho a seguir. “Quero
fazer agronomia e ajudar na fazenda. Prefiro ficar aqui a jogar
tudo fora tentando fazer outra coisa”, argumenta.
Para se tornar um agrônomo, no entanto, o garoto terá de
vencer em um ambiente com o qual demonstra não ter afinidade alguma. Seu pai, Marciano, e o avô reconhecem, com
preocupação, que o menino gosta tanto da roça que só vai
estudar empurrado.
Desmatou-se para conseguir os alimentos. Sem
o agricultor, as pessoas não teriam o que comer”
Quero fazer agronomia e ajudar na
fazenda. Prefiro ficar aqui a jogar tudo fora
em outra coisa”
O menino sempre gostou da vida na fazenda. Mas, a partir dos 5 anos, passou a demonstrar também grande interesse nos assuntos do agronegócio. Certa vez, comentou
com a mãe uma notícia sobre os efeitos da alta na cotação
do dólar sobre os negócios do campo. Aos 13 anos de idade,
ele se mantém fora do padrão seguido por outros adolescentes de sua idade e segue apaixonado por tudo o que diz
respeito ao campo. “Não gosto de videogame. Eu entro na
internet para ver as notícias do agronegócio e a previsão do
tempo. E, todo dia, acordo cedo para ver o programa Globo
Rural na TV”, diz.
No futuro, ele diz que pretende se tornar “um agricultor e um
agrônomo”. “Meu sonho é mexer com a terra. Eu amo agricultura. Eu gosto muito quando vou à fazenda, todo fim de semana estou lá. Sinto-me outra pessoa”, afirma.
A família de Vinícius planta soja e milho em quase 10.000
hectares na região de Campo Novo do Parecis (MT). Na esco-
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VINÍCIUS SPONCHIADO, 13 anos, Campo Novo do Parecis (MT)
© josé medeiros
De olho no tempo
MARCOS LAZARIN PINTO, 15 anos, Sapezal (MT)
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Os primos
de Holambra
Ruralista de carteirinha
O projeto de Natali é tornar-se agrônoma. “Se há toda a estrutura, toda a tecnologia, é preciso continuar o trabalho da minha família. E todo mundo precisa
da agricultura, que gera emprego e comida.” O desejo
de permanecer no setor agrícola, segundo ela, é bem
mais raro entre as meninas com quem convive. “Entre as amigas, nenhuma quer seguir. A maioria pensa fazer arquitetura e engenharia. E até vão para a fazenda, mas é para ficar na piscina ou andar a cavalo.
Gosto de acompanhar tudo o que acontece durante
a safra”, diz a herdeira de uma propriedade de 5.000
hectares em Campo Novo do Parecis (MT).
O fato de ser mulher, segundo ela, faz com que
sua opção não seja levada a sério. “Todo mundo pensa que mulher é frágil, que não se adapta à vida na fazenda, que quer só ficar na cidade e gastar em roupas”, diz. A menina diz não concordar com o que
considera um “excesso” de leis ambientais. “Lá na
fazenda tem a parte legalmente desmatada para o
plantio e a parte que é reserva. E vai continuar assim.”
Dizem que mulher é frágil, que não
se adapta à fazenda, que quer viver
na cidade e comprar roupas. Não é
bem assim”
NATALI MARIUSSI, 14 anos, Campo Novo dO Parecis (MT)
©1
Fé no cooperativismo
Filha de uma assentada que se formou em pedagogia e trabalha numa
escola pública, a jovem sonha com
uma graduação após o curso técnico. “Quero estudar mais antes de
me dedicar ao planejamento agrícola na cooperativa.”
Quero estudar mais antes de
me dedicar ao planejamento
agrícola na cooperativa”
BRUNA RUBENICH, 15 anos, Pontão (RS)
©2
©1 josé medeiros; 2 marcelo curia; 3 ernesto de souza
Bruna é aluna do primeiro ano do
curso de técnicas agrícolas em
Pontão, no norte gaúcho, oferecido pela Cooperativa de Produção
Agropecuária de Nova Santa Rita (Coopan). Sua turma, formada
por 30 alunos de diversos assentamentos, fica interna na escola por
três meses; depois disso, passa três
meses em casa com a obrigação de
aplicar na própria comunidade o que
aprendeu. É o sucesso da cooperativa que dá retaguarda e horizonte
para a garotada do assentamento.
Bruna se inspira nos primos Vitória e Peter para traçar os planos para o futuro. Feliz em sua rotina, que combina a vida de uma
estudante de 12 anos com uma
certa “ajuda” na Florquídea, estufa de orquídeas da mãe, Debora Van Hoof, e do tio Michael Van
Hoof em Holambra, a jovem diz
que gosta muito de estar entre as
flores. “Desde pequena brinco debaixo das mesas”, lembra. Nas horas vagas, Bruna estuda inglês,
sua matéria preferida na escola, e
pratica dança holandesa. A mesma dança Peter van Hoof estuda há seis anos, uma tradição holandesa na terra das flores erguida
no interior do Estado de São Paulo. Os primos se apresentam todo
ano durante a Expoflora, feira de
flores que acontece em setembro.
A agenda de Peter já é mais carregada que a de Bruna. Ele faz ensino médio técnico em informática e
pretende cursar agronomia quando for para a faculdade. Vitória, irmã de Peter, é a grande fonte de
inspiração para os parentes. Aos
16 anos, ela tem emprego fixo na
estufa do pai. “Estudo de manhã
e trabalho de tarde. Aqui faço de
tudo: ponho estacas nas mudas,
embalo e confiro pedidos”, conta, animada, a jovem, que neste
mês de novembro fará sua primeira viagem internacional. “Vou para a Holanda, a trabalho, para visitar uma feira de flores”, diz Vitória,
que ainda está dividida entre fazer
agronomia ou administração. “Enquanto não decido, farei um ano de
técnico de contabilidade.”
Estudo de manhã e
trabalho de tarde. Aqui
faço de tudo: ponho
estacas nas mudas,
embalo e confiro pedidos”
VITÓRIA HAECK VAN HOOF, 16 anos, irmã
de PETER VAN HOOF, 15 anos, e prima
de BRUNA VAN HOOF FERREIRA, 12 anos,
Holambra (SP)
©3
Será agronomia?
Nascido numa família de agrônomos com grande destaque no Brasil,
Antonio Rodrigues, neto do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, diz que sente uma leve pressão para seguir carreira na área.
“Ninguém nunca me disse o que devo fazer, mas sinto que eles gostariam que eu fizesse agronomia, afinal, todos na minha família, desde o
meu bisavô, são agronômos”, diz o
jovem, que gosta de matemática e
de biologia. “Poderia fazer um curso de engenharia voltado à criação
de máquinas agrícolas”, diz. Antonio
aproveita as horas vagas para estudar inglês e para fazer o que já descobriu gostar: praticar weakboard.
Foi o esporte que o levou a mudarse para Jaguariúna com a mãe em
julho deste ano.
Penso que poderia fazer uma
faculdade de engenharia
voltada à criação de
máquinas agrícolas”
ANTONIO RODRIGUES, 16 anos, Jaguariúna (SP)
novembro 2012 | Globo Rural 29
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Garoto da cidade
Quase todos os dias, o tímido Lucca se junta a
um exército de guerreiros espalhados pelo mundo e participa de ferozes combates travados em
arenas virtuais na internet. A diversão é compartilhada com amigos de Campo Novo do Parecis (MT) que também são usuários do jogo. Além
do computador, ele cita o futebol como sua outra atividade preferida. “Me sinto melhor na cidade, mas também gosto de ir à fazenda, ver como é que estão as coisas. Eu não vou muito, mas
de vez em quando.” Na fazenda de sua família,
2.800 hectares são cultivados com grãos. Uma
realidade ainda distante para o garoto, que prefere não fazer planos por enquanto. Lucca, porém,
não tem dúvidas ao avaliar a trajetória da família.
“Ouço as histórias dos primeiros dias e fico orgulhoso. É bom saber que nossa família faz parte
da história do começo da cidade.”
Eu me sinto melhor na cidade, mas
também gosto de ir à fazenda, ver
como é que estão as coisas”
Os irmãos Marcolin
Os irmãos Brenda e Eduardo são bem jovens, mas já demonstram segurança quanto ao futuro. Filhos de Wilson Marcolin, que
saiu do Rio Grande do Sul para plantar grãos
em Uruçuí (PI), os jovens pretendem permanecer no campo. “Desde os 6 anos penso em
ser veterinária”, diz Bruna, que recentemente também passou a cogitar a possibilidade de ser cantora, depois que uma prima disse que ela tinha a voz bonita. Já Eduardo tem
duas carreiras em vista: de técnico agrícola
ou de piloto de avião agrícola. “Durante a semana, fico em casa, estudo e jogo futsal, mas
sempre que posso vou para a fazenda com
meu pai para ver a colheita”, diz Eduardo, que
prefere a vida tranquila do campo à da cidade.
“Se eu pudesse escolher, ia morar aqui mesmo. Na cidade grande há muito barulho, muito estresse”, diz Eduardo.
Se eu pudesse escolher, ia morar no
campo mesmo. Na cidade grande há
muito barulho, muito estresse”
EDUARDO SCHRODER MARCOLIN, 11 anos, irmão de BRENDA
SCHRODER MARCOLIN, 8 anos, Uruçuí (PI)
30 Globo Rural | novembro 2012
LUCCA GIACOMET, 14 anos, Campo Novo do Parecis (MT)
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Desde cedo na lida
©1 josé medeiros; 2 divulgação; 3 marcelo curia
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Denilson Fogalli nasceu no assentamento fundado em 1994
pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
no ex-distrito de Canoas. Além da escola, dedica 50 horas
mensais a tarefas nas pocilgas da Cooperativa de Produção
Agropecuária de Nova Santa Rita (Coopan). Ele gosta mais do
trabalho que dos estudos, tanto que fantasia terminar logo
os estudos para trabalhar na coooperativa, como o pai, Sergio, funcionário do silo, onde faz parte da equipe de empacotamento de arroz. Já Fernando Milioransa Bosa termina neste
ano o ensino fundamental em Nova Santa Rita e espera conseguir uma vaga na turma de 2013 da escola técnica de Pontão, onde deseja aprender especialmente o cultivo de legumes e verduras. O depoimento dos jovens não deixa dúvi-
da: a Coopan é a alma do assentamento, que se especializou
na produção e no beneficiamento de arroz orgânico. Além do
engenho e do silo, a cooperativa mantém no Mercado Público
da capital a Loja da Reforma Agrária, onde vende a produção
dos assentamentos gaúchos.
Gosto mais do trabalho que dos estudos. Quero
terminar logo a escola para trabalhar na
cooperativa, como meu pai”
DENILSON FOGALLI , com FERNANDO MILIORANSA BOSA,
ambos com 15 anos, Canoas (RS)
novembro 2012 | Globo Rural 31
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