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Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Lato Sensu em Desenvolvimento Gerencial
Trabalho de Conclusão de Curso
REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA –
ANÁLISE EM EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
E COMUNICAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL.
Autor: Luciana Pereira Cardoso
Orientador: Msc. Maria Helena Bastos Cunha
Brasília - DF
2012
LUCIANA PEREIRA CARDOSO
REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA - ANÁLISE EM
EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO
DISTRITO FEDERAL.
Artigo apresentado ao Programa de PósGraduação Lato Sensu em Desenvolvimento
Gerencial da Universidade Católica de Brasília
como requisito para obtenção do Título de
Especialista em Desenvolvimento Gerencial.
Orientadora: MSc. Maria Helena Bastos
Cunha
Brasília
2012
Artigo de autoria de Luciana Pereira Cardoso, intitulado “REDES SOCIAIS COMO
FERRAMENTA ESTRATÉGICA – ANÁLISE EM EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA
INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL”, apresentado como
requisito parcial para obtenção do grau de Especialista em Desenvolvimento Gerencial da
Universidade Católica de Brasília, em 30 de abril de 2012, aprovado pela banca examinadora
abaixo assinada:
________________________________________________
Prof. Msc. Maria Helena Bastos Cunha
Orientador
________________________________________________
Prof. Dr. Alberto Shigueru Matsumoto
Examinador
Brasília
2012
Aos meus pais, Ismael e Regina, que sempre
acreditaram, incentivaram e me inspiraram a
dar o meu melhor.
Ao meu irmão, Marco, que sempre me apoiou.
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por me guiar, sustentar e acompanhar durante todo o caminho. Aos
meus pais, Ismael e Regina, que me apoiaram incondicionalmente. Ao meu irmão, Marco,
por criticar, corrigir e por estar sempre disposto a ajudar. Ao meu querido amigo, Douglas,
por me incentivar e torcer a distância. Aos amigos e colegas de curso que iluminaram o
percurso. A todas as instituições e profissionais que participaram da pesquisa, contribuindo
incomensuravelmente para o presente trabalho. E aos professores sempre dedicados e em
especial aos professores Maria Helena e Alberto Matsumoto pela orientação, paciência e
sabedoria.
“In times of change, learners inherit the earth,
while the learned find themselves beautifully
equipped to deal with a world that no longer
exists.”
Eric Hoffer
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REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA - ANÁLISE EM
EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO
DISTRITO FEDERAL.
LUCIANA PEREIRA CARDOSO
Resumo:
As redes sociais vêm conquistando reconhecimento e destaque no ambiente organizacional de
diferentes segmentos como fonte inesgotável e instantânea de informação que, aliada ao
planejamento estratégico, confere maior agilidade, contemporaneidade e flexibilidade para
lidar com as mutações do mercado. A presente pesquisa tem o propósito de analisar as ações
gerenciais e estratégicas quanto à utilização das redes sociais em empresas de Tecnologia da
Informação e Comunicação (TIC) do Distrito Federal. Colaborando para concretização do
objetivo geral foram definidos os seguintes objetivos específicos: identificar o alcance e o uso
das redes sociais nas rotinas das empresas pesquisadas; avaliar a influência das redes sociais
na elaboração das ações gerenciais e estratégicas da empresa; e comparar o desempenho
empresarial entre as empresas conforme grau de adoção das redes sociais. A presente pesquisa
foi de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e quantitativa; sendo submetidos
questionários estruturados a uma amostra não probabilística por conveniência de empresas de
TIC. Os resultados da pesquisa revelam a percepção dos sujeitos alto grau de concordância
em 40% das afirmativas a cerca da influência das redes sociais nas ações gerenciais e
estratégicas enumeradas no instrumento de pesquisa, indicando adoção, influência e propósito
atribuídos às mídias sociais nas rotinas organizacionais. A amostra pesquisada foi organizada
com base no grau de concordância, delineando o perfil das praticas gerenciais e estratégicas
relacionando as mídias sociais mais frequentes. E descartou-se a hipótese de relação direta
entre o porte e o grau de influência das redes sociais sobre as ações gerenciais e estratégicas.
Palavras-chave: Redes Sociais. Planejamento Estratégico. Tecnologia da Informação e
Comunicação.
1 INTRODUÇÃO
Segundo Veen e Vrakking (2006, p.58), os benefícios percebidos pelos usuários das
redes sociais transcendem a troca de informação:
O que a nova geração de usuários da internet está começando a entender é a
necessidade de participar em redes sociais, tanto para dar quanto receber, com o
intuito de manter as redes sociais que são tão benéficas para a geração de
conhecimento, processamento de informações e troca de valores (VEEN;
RAKKING, 2006, p. 58, tradução nossa).
A diretora de Inteligência Competitiva da Plugar, Elisabeth Gomes (IBRAMERC,
2010, p.1), ressalta algumas barreiras para a geração de inteligência nas organizações, nas
quais o uso de rede social pode ajudar a superar. Entre os obstáculos está à falta de vínculo
com agenda do CEO, falta de comunicação e falta de definição do escopo. Diante disto, as
redes sociais têm como objetivo facilitar aos gestores a tomada de decisões. “Com o uso da
nossa rede interna, pudemos gerir melhor os negócios, pois cada setor tem todas as
informações necessárias para gerar uma melhor estratégia” (IBRAMERC, 2010, p.1).
Uma pesquisa aplicada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado
(IBRAMERC, 2010, p.1) aponta que 65% das empresas já estão presentes nas redes sociais.
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Apesar da alta adesão, apenas 7% consideram que utilizá-las seja de fato imprescindível.
Longe disso, a maioria encara apenas como uma iniciativa desejável (47,9%). Richard
Lowenthaln (IBRAMERC, 2010, p.1) acrescenta:
Apesar das redes sociais estarem num patamar de alta utilização pelas empresas, elas
ainda são vistas como um canal complementar. Ou seja, todos entendem como um
meio de comunicação muito importante, mas não fundamental. A maioria ainda está
em fase de teste, buscando entender como isso realmente pode agregar ao seu
negócio (IBRAMERC, 2010, p.1).
Os dados obtidos pela referida pesquisa retratam que para 45% dos pesquisados, o
fortalecimento da marca foi apontado como o maior benefício trazido pelas redes sociais. Esse
número se coloca em oposição aos 44% que alegam que as redes ainda não trouxeram
nenhum benefício. O restante divide-se entre os que tiram proveito das vantagens através da
geração de vendas e fidelização, 5% e 6%, respectivamente. Além dos benefícios
apresentados, as redes sociais também têm sido aproveitadas pelas empresas para ações de
coleta e análise de informações. A intenção é usar esse novo meio até mesmo para saber o que
a concorrência está fazendo. Outra tendência de mercado refere-se ao recrutamento e seleção,
as redes sociais proporcionam um vasto ambiente com executivos e profissionais qualificados,
pois uma vez que, segundo Norberto Chadad, “o uso das redes sociais já pode ser considerado
uma ferramenta de recolocação profissional” (HSM ONLINE, 2009, p.1).
Fica evidente, portanto, a importância de analisar as ações gerenciais e estratégicas
relativas à utilização das redes sociais, averiguando seu uso como ferramenta estratégica para
geração de valor. As empresas foco da pesquisa, pertencentes ao setor de tecnologia da
informação e comunicação – TIC, são caracterizadas por sua imersão em inovações
tecnologias e pelo uso intenso e sistemático da informação. O Distrito Federal possui mais de
mil empresas, pertencentes ao referido setor de TIC – Tecnologia da Informação e
Comunicação – o Distrito Federal, as quais geram “cerca de vinte e quatro mil empregos
diretos e faturamento anual superior a um bilhão e seiscentos milhões de reais” (RIBEIRO;
SPOLIDORO, 2006, p.54). Ao definir o público-alvo em empresas da indústria de software e
serviços de micro, pequeno, médio e grande porte, sediadas no Distrito Federal, dos dados
fornecidos pelo Sindicato das Indústrias da Informação e Comunicação do Distrito Federal –
SINFOR (2011) são 189 empresas associadas que correspondem aos requisitos.
Em função das características do setor de atuação, empresas de tecnologia da
informação e comunicação, especialmente quanto às turbulências e mutabilidade do ambiente
e quanto à necessidade da utilização sistemática e intensa da informação e do conhecimento
(GUEDES et al, 2006, p.12) é de especial importância que as empresas sejam mais flexíveis e
adaptáveis, “buscando a utilização de tecnologias de gestão mais adequadas [...] através dos
seus mecanismos de disseminação e do compartilhamento da informação e do conhecimento”
(GUEDES et al, 2006, p.1) proporcionados pelo uso estratégico das redes sociais.
O propósito da pesquisa restringe-se em analisar as ações gerenciais e estratégicas
quanto à utilização das redes sociais em empresas de tecnologia da informação e comunicação
do Distrito Federal, bem como a interação entre as redes sociais e o âmbito organizacional, os
diferenciais estratégicos, a geração de valor para a organização e as influências nas ações
gerenciais. Tem-se como questionamento de pesquisa: qual a abrangência da utilização das
redes sociais como ferramenta gerencial e estratégica nas empresas de TIC do Distrito
Federal? E como objetivo principal analisar as ações gerenciais e estratégicas quanto à
utilização de redes sociais nas empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do
Distrito Federal. Colaborando para concretização do objetivo geral foram definidos os
seguintes objetivos específicos: identificar o alcance e o uso das redes sociais nas rotinas das
empresas pesquisadas; avaliar a influência das redes sociais na elaboração das ações
gerenciais e estratégicas da empresa; e comparar o desempenho empresarial entre as empresas
conforme grau de adoção das redes sociais.
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A fundamentação teórica para o desenvolvimento da pesquisa e a solução do problema
exposto foi dividida em três tópicos. O primeiro, uma compilação de conceitos e teorias
acerca do planejamento estratégico, que se apresenta como principal aspecto que confere às
organizações contemporaneidade e flexibilidade para lidar com o mercado instável. O
segundo explora o fato de as redes sociais começarem a permear as organizações,
apresentando as redes sociais como ferramenta que confere diferencial competitivo e
inovação. E o terceiro, construído com as impressões e conclusões de estudos, artigos e
propostas literárias lastreados na relação e interação entre redes sociais, sociedade e as
organizações, com o foco no uso estratégico das redes sociais.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
Diante do contexto global, mutável, de acelerado desenvolvimento de tecnologias, da
transcendência de fronteiras e exponencial crescimento das exigências do mercado
consumidor, as organizações devem estar aptas a se adaptar às mudanças globais, a cumprir
exigências do mercado e a suprir necessidades intraorganizacionais. Ante a este perfil
hiperdinâmico do ambiente empresarial, a estratégia organizacional precisa ser dinâmica e
flexível, e em um estado de contínua melhoria, adequando-se conforme as necessidades do
momento. Portanto, segundo Alday (2000, p.10), o planejamento estratégico mostra-se como
um instrumento flexível, assegurando que os ajustes necessários sejam feitos com
inteligência, formado por um conjunto de apenas algumas características e medidas de
importância relativa à organização.
Por quase dois mil anos, o termo estratégia limitou-se ao uso militar, sendo definido
como “o uso das batalhas como meio de realização do objetivo de guerra”
(CLAUSEWITZ,1976, p.147, tradução nossa). E em meados do século 20 sua aplicação
transcendeu o militarismo e iniciou-se com o uso com a expressão “business policy” na
administração (PIAZZA, 2006, p.4). Em um contexto literário de inúmeras definições acerca
do planejamento estratégico, cada autor, corrente ou escola, como por exemplo, as 10 escolas
abordadas por Mintzberg, formulam conceitos, definições e focos distintos. Mas em linhas
gerais, e de acordo com Souza e Qualharini (2007, p.5) “as ações de planejamento estratégico
visam incorporar a arte da estratégia, bem como a visão sistêmica do modelo de negócio para
de forma orientada estabelecer conduta e subsídios essenciais aos processos de apoio para o
posicionamento decisório”.
Ainda segundo os referidos autores, o plano estratégico pode ser considerado como o
principal documento para a consolidação dos objetivos e metas da organização. Deve-se
ressaltar que o:
Planejamento estratégico não atua no campo da previsibilidade, e sim, caracteriza-se
substancialmente por procura elucidar situações a médio e longo prazo
estabelecendo um conjunto de diretrizes a serem seguidas mediante as condições e
cenários considerados(SOUZA; QUALHARINI, 2007, p.6).
Para tanto, é de extrema importância que o planejamento estratégico deva ir além da
organização, considerando os reflexos de fatores externos aos planos futuros, a fim de
maximizar o atendimento às expectativas dos clientes externos, internos colaboradores,
acionistas, comunidade e fornecedores. Deste modo, devem ser levados em consideração
fatores macros, como o âmbito econômico, sócio-demográfico, políticos e legais,
tecnológicos, culturais e ecológicos e naturais, ou fatores ambiente-tarefa (imediatos) que
incluem os stakeholders, portanto, os clientes, instituições financeiras, concorrentes,
associações comerciais, grupos ativistas e sindicatos, agências governamentais e
representantes da mídia.
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Diante desta necessidade, a revisão literária aponta diversos processos e métodos
assinalados ao planejamento estratégico que visam retratar os reflexos do ambiente. Sendo
três deles, as cinco forças competitivas de Porter – os quais visam analisar o ambiente
distribuído em cinco âmbitos: rivalidade entre os concorrentes, poder dos clientes, poder dos
fornecedores, ameaça de novos entrantes e ameaça de produtos substitutos; a Análise SWOT
– ferramenta que mapeia as forças (Strengths), as fraquezas (Weaknesses), as oportunidades
(Opportunities) e as ameaças (Threats). Mas, para que os sugeridos processos sejam
operacionalizados e para que a estratégia seja delineada, se faz necessária que a organização
tenha consciência e registro de sua identidade, retratados na missão, visão, metas e objetivos;
e o balancedscorecard de Kaplan e Norton (2000) – baseado em 5 princípios, traduzir a
estratégia em termos operacionais, alinhar a organização à estratégia, transformar a estratégia
em tarefa de todos, converter a estratégia em processo contínuo e mobilizar a mudança por
meio da liderança executiva.
Ante ao ambiente empresarial hiperdinâmico e ao perfil ideal de gestores, a tomada de
decisão e a escolha de uma estratégia de negócio “pode ser facilitada pelo acesso às
informações que auxiliem a compreensão do comportamento dos consumidores”
(CRIVELLARO; TAKEMURA, 2009, p.1) através do acompanhamento das redes sociais. E
perante a compilação teórica acerca do planejamento estratégico é possível afirmar que o
planejamento encarrega-se de ir além da definição da missão e metas organizacionais, e
abrange a análise do ambiente, avalia as aptidões da organização, além de desenvolver a
estratégia e implementá-la, avaliá-la e controlá-la, conferindo prosperidade ao modelo de
negócio. Frente à tamanha flexibilidade do planejamento estratégico, sua influência nas ações
gerenciais e nas decisões da organização fica claro que em organizações que buscam utilizar,
monitorar ou subsidiar redes sociais, sofram adequações e mudanças incitadas pelas referidas
redes em seus mapas estratégicos, conferindo a estas empresas contemporaneidades e
agilidade ao lidar com o mercado.
2.2 REDES SOCIAIS
Santana (2007, p.1) retrata o homem como ser social ao declarar:
O homem constitui-se enquanto ser social, à medida que comunica-se e relaciona-se
com semelhantes, formando comunidades, redes, sociedades. É mister pensar como
estes sujeitos sociais se organizam e representam-se na contemporaneidade, frente à
emergência das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC e,
consequentemente, da cultura digital.
Ante a este perfil do homem contemporâneo aliado às transformações socioculturais
decorrentes da era digital, emerge-se um novo ambiente, o ciberespaço, que segundo Lèvy
(1999, p. 32) é o “novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de
transação, mas também novo mercado da informação e do conhecimento”, e surge novo
modelo mental, a cibercultura.
A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo
dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos.
Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias (ALVES; NOVA, 2002,
p.1).
Conforme observado por Martino (2005, p.48), a noção de cultura digital é intrínseca
aos jovens nascidos a partir da década de 80, envoltos em um oceano de informações. Diante
deste retrato fica ainda mais evidente o ingresso de tais culturas e hábitos no ambiente
organizacional junto ao ingresso da geração Y no mercado de trabalho. Portanto, a
cibercultura não apenas começa a permear as organizações, mas passa a demandar, mobilizar
e atuar como consumidor e formador de opinião. Como Kotler et al (2010) assegura no novo
modelo de marketing, marketing 3.0, ao tratar os consumidores não como meros clientes, mas
como seres complexos e multifacetados.
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A autora Alé (2010, p.1) aponta a existência de redes sociais de negócio e trabalho,
como por exemplo, o LinkedIn, rede profissional mais utilizada pelas empresas para
recrutamento de pessoas. E destaca que as demais redes sociais são fonte inesgotável de
informações mercadológicas.
Quando visualizamos os usuários de redes sociais como uma grande massa hiper
segmentada, podemos obter muitas conclusões pensando em hábitos de compra,
consumo e preferências, que pode ser um mundo de possibilidades para as empresas,
sempre e quando se saiba utilizar. Cada rede social tem seu segmento de usuários
com perfis específicos, mas, no geral, tem interesse em comum (ALÉ, 2010, p.1).
Os autores Crivellaro e Takemura (2009, p.2) apresentam as redes de relacionamento
online como ferramenta em uso pela multinacional brasileira IBOPE ao afirmar:
As redes de relacionamento online tendem a se consolidar como mais um meio de
comunicação via internet. As pesquisas realizadas pelo IBOPE Nielsen Online
revelam que o Brasil tem o maior número de usuários de internet com hábito de
visitar sites dessa natureza. Além disso, o fato de os brasileiros apresentarem menos
restrições à exposição pessoal do que outros povos, como os europeus, facilita o uso
das redes sociais como fonte de informações para estudos, pesquisas e geração de
novas ideias e produtos.
Esta tendência de comportamento se apresenta como uma fonte inesgotável de
recursos e aplicabilidades, tanto para os indivíduos quanto para as organizações. As redes
sociais são uma realidade, e representam uma parcela importante do dia a dia das pessoas,
como entes sociais e como consumidores (ALÈ, 2010, p.1). Portanto, cabe às organizações
saber fazer uso desta ferramenta conferindo-as diferencial competitivo nas ações gerenciais e
proporcionando-as elemento estratégico inovador.
2.3 USO ESTRATÉGICO DE REDES SOCIAIS
Nas ultimas décadas, a globalização desencadeou diversas mudanças em diferentes
setores, transformando a visão do mundo, as relações interpessoais e os valores, dentre muitos
outros fatores. Segundo Alé (2010, p.1) estas transformações provocam uma visão mais
ampla, “muito além da local, uma perspectiva de um mundo interconectado e
interdependente”. Ainda conforme defendido pela referida autora:
Entre as mudanças proporcionadas pela tecnologia e seu impacto nas comunicações
origina-se a base para uma das transformações mais significativas como o
nascimento das redes sociais. Devido à manifestação da internet, produziu-se uma
profunda metamorfose na forma em que as pessoas, mundialmente, se comunicam,
dividem informação, geram opinião e com certeza, influenciam nas mudanças das
estruturas sociais, políticas e econômicas.
E tais mudanças apresentadas por Alé (2010, p. 1) também alcançaram os modelos de
interação e organização das empresas:
Nos últimos anos, emerge a WEB 2.0, aquela em que a maior parte do conteúdo que
se encontra na rede não é gerada pelas empresas, e sim pelos mesmos usuários,
transformando-os nos responsáveis na atualização da informação, atualização de
dados, seguir pessoas ou ser seguido, compartilhar documentos, entre muitas outras
opções disponíveis (ALÉ, 2010, p.1).
Martes et al (2006, p.12) afirma que as redes interorganizacionais, físicas ou virtuais,
também são concebidas como forma de governança ao destacar a preconização de Michael
Piore e Charles Sabel (1984, apud MARTES et al, 2006, p. 12):
A partir dos anos 1970, diante do problema de saturação do mercado de produtos de
massa, as empresas começam a flexibilizar sua produção e passam a trabalhar em
redes. Rapidamente a produção flexível se mostra dotada de capacidades adicionais:
alterar rapidamente seus produtos em função das novas tecnologias de automação, e
integrar outros fornecedores e distribuidores por meio de processos de terceirização
e novos tipos de contratação. Essa nova lógica de produção, num ambiente versátil e
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competitivo, é altamente dependente do trabalho em rede entre as firmas que
compõem a cadeia de produção e distribuição.
Para que as organizações sejam versáteis e flexíveis, como demanda o mercado, se
fazem necessárias mudanças nos modelos mentais, nas estruturas e nas culturas e valores
intrínsecos aos indivíduos que as compõem, e em especial, das lideranças executivas
incumbidas da mobilização dos demais níveis hierárquicos. Diante disto os autores Cross e
Thomas (2009, p.9) destacam a admoestação de Henry Mintzberg, que em um artigo
publicado no jornal Financial Times, em 2006, “criticou o foco obsessivo sobre líderes
individuais como sustentáculos da eficácia organizacional” ao afirmar que, “ao se concentrar
em uma única pessoa... a liderança torna-se parte da síndrome da individualidade, que está
solapando as organizações”. Mas os autores ressaltam que a liderança individual é resultado
da “falta de uma estrutura alternativa”. Muitos buscam sistemas formais como forma de
ligação entre o comportamento individual e organizacional, mas tais estruturas nem sempre
consideram a existência de uma organização informal, revelada apenas pela análise de redes
organizacionais. Tal rede informal não é contrária à organização, “mas pode ser percebida
como uma resposta às deficiências inevitáveis de uma estrutura convencional” (CROSS;
THOMAS, 2009, p.9).
Ao defenderem a importância da utilização das redes em benefício da organização,
Cross e Thomas (2009, p. 19) definem arquétipos de redes, uma vez que estas possibilitam às
organizações a identificação de oportunidades e desafios e a coordenação de reações
apropriadas. Os autores propõem, portanto, a elaboração e adoção de redes conforme os
problemas, demandas gerenciais e objetivos estratégicos; uma das redes é personalizada,
tratando o ambiente de forma inovadora e individual, a outra rede é de caráter rotineira,
tratando as demandas do ambiente com previsibilidade e soluções definidas.
Tendo em vista o retrato das competências do gestor apresentados pelos autores
Assen, Berg e Pietersma (2010, p.202-205) Mintzberg, outrora insatisfeito com o modelo de
Henri Fayol a respeito das tarefas dos gestores, identifica dez papeis gerenciais, subdivididos
em três aspectos: interpessoal, informação e decisão. No âmbito interpessoal são atribuídas as
competências de símbolo da organização “para obrigações sociais, jurídicas, cerimoniais e
atividades que inspirem os demais”; líder, “cerne do relacionamento entre gestor e
subordinados e do poder gerencial”; e ligação, compete ao gestor “as habilidades de
networking para criar manter contatos internos e externos visando o intercambio de
informações”. No âmbito de informação cabe ao gestor o papel de monitor, que “envolve a
construção e a utilização de um sistema inteligente de informações, por meio da construção de
contatos e facilitação para que os subordinados forneçam informações pertinentes”;
disseminador, “o papel inclui, por um lado, dividir e disseminar informações e, por outro
lado, converter e assimilar informações”; e porta-voz, ao gestor compete informar “outras
pessoas fora da sua organização em nome da sua própria organização”. E em relação ao
âmbito de decisão cabe ao gestor o papel de empreendedor, pois “envolve a concepção e a
coordenação de programas de mudança, incluindo a delegação de responsabilidades e a
capacitação de empregados”; administrador de conflitos, que abrange “a conciliação, a
avaliação e a resolução de problemas”; alocador de recursos, pois é o gestor que “supervisiona
a alocação de todos os recursos (monetários, humanos, reputacionais, etc.) e estabelece as
prioridades organizacionais”; e por fim, cabe ao gestor o papel de negociador, ao assumir “a
responsabilidade sobre importantes atividades de negociação com outras organizações em
prol de sua própria organização”.
Ante a compilação dos papéis gerenciais de Mintzberg (ASSEN; BERG;
PIETERSMA, 2010, p.203), um fator se destaca, a informação, mesmo entre os papéis
interpessoais e de decisão a informação figura com destaque, uma vez que, no primeiro, o
gestor age como angariador e fornecedor de informações e no segundo, utiliza-se das
informações para a tomada de decisão. E lastreado nos levantamento presentes neste trabalho,
12
à contemporaneidade e flexibilidade conferida às organizações pelo uso estratégico das redes
sociais podem ser explicados, em parte, pela habilidade e competência por parte do gestor em
utilizar as redes sociais, sejam elas interorganizacionais ou não, como ferramenta para ações
de coleta e análise de informações ou até mesmo recrutamento e seleção, fonte inesgotável e
instantânea de informação. Cabe ao gestor, portanto, a destinação e utilização das redes
sociais para melhor servir ao planejamento estratégico, conferindo à empresa versatilidade e
agilidade para com o mercado.
Diante das potencialidades e aplicações aqui compiladas fica evidenciada a
importância de analisar as ações gerenciais e estratégicas em relação ao uso das redes sociais.
3 METODOLOGIA
A presente pesquisa foi de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e
quantitativa. Do ponto de vista dos objetivos, foi adotada a pesquisa de caráter descritivo. Os
procedimentos técnicos foram bibliográficos e de levantamento. O método de pesquisa
utilizado foi pesquisa de campo que, de acordo com Vergara (2000, p.47) consiste na
“investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe
de elementos para explicá-lo”. A técnica de coleta de dados foi inquirição, sendo o
instrumento de coleta de dados um questionários estruturado.
O universo escolhido foram empresas classificadas como atividades de informática,
comunicação e serviços relacionados, a amostra limitou-se aos dados fornecidos pelo
Sindicato das Indústrias da Informação e Comunicação do Distrito Federal – SINFOR, optouse pela amostragem não probabilística por conveniência, 20 empresas dos 189 associados de
tecnologia da informação e comunicação do Distrito Federal. A cada empresa foi endereçado
um questionário, sendo direcionados ao indivíduo que ocupe função de liderança, seja diretor,
gerente, chefe de equipe ou departamento. Da amostra definida, houve um retorno de 85% dos
questionários encaminhados, correspondendo a 17 questionários.
O instrumento de pesquisa proposto é composto por questões de natureza demográfica
e comportamental dividido em duas partes:
Parte I – Caracterização do perfil do profissional e da empresa: 10 questões fechadas
do tipo múltipla escolha e 2 questões abertas;
Parte II – Adoção e avaliação da influência das redes sociais nas ações gerenciais e
estratégicas da empresa: 20 afirmativas relativas à adoção, finalidade e influência das redes
sociais, utilizando a escala de Likert de 5 pontos válidos (discordo totalmente, discordo,
indiferente, concordo e concordo totalmente).
Visando avaliar a compreensão do questionário, foi aplicado um pré-teste do
instrumento de coleta de dados – a fim de identificar e eliminar potenciais problemas no
entendimento e, por conseguinte, no preenchimento do instrumento (MALHOTRA, 2001,
p.290-291). O teste foi aplicado a um conjunto de cinco indivíduos selecionados na amostra.
Durante a aplicação cada um dos respondentes avaliou as questões quanto ao enunciado, os
termos usados, ordem de itens, entre outros aspectos, para identificar questões problemáticas e
confusas. A partir destas avaliações foram feitas correções e modificações no instrumento, o
questionário editado e atualizado está apresentado no apêndice A.
Durante a aplicação do pré-teste também foi cronometrado o tempo necessário para
responder o questionário. A média despendida para o total preenchimento foi de15 minutos.
A coleta de dados foi realizada mediante a aplicação de questionário estruturado a 20
respondentes, nos meses de julho e agosto de 2011. Após o recebimento dos questionários, as
respostas foram tabuladas em planilha eletrônica e realizados os tratamentos dos dados.
Sobre a tabulação inicial, esta foi divida em seções com o intuito de facilitar a
compreensão e interpretação dos dados coletados. Assim sendo, foram contemplados uma
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Análise Estatística Descritiva para compreender e retratar o Perfil dos Sujeitos e das
Empresas, uma Análise Qualitativa lastreada no grau de influência exercido pelas redes
sociais sobre os ambientes organizacionais pesquisados e na comparação entre o desempenho
empresarial e o grau de adoção das mídias sociais, e uma Análise Multivariada de Cluster
(agrupamento). Obtendo-se, assim o retrato das ações gerenciais e estratégicas acerca da
utilização de redes sociais nas empresas de TIC no Distrito Federal.
4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS DA PESQUISA
4.1 APRESENTAÇÃO DA PESQUISA
Os dados levantados pela pesquisa foram tratados utilizando a ferramenta Microsoft
Office Excel 2007. A fim de se investigar os objetivos proposto, os dados levantados pela
aplicação do questionário estruturado nas empresas mencionadas, foram reunidos permitindo
o delineamento dos perfis dos respondentes e das empresas alvo da pesquisa. Possibilitando
também a análise das percepções dos sujeitos e relação ao alcance, uso, finalidade e influência
das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas da empresa, a avaliação da
relação entre desempenho empresarial e o grau de adoção das redes sociais e a comparação
dos resultados entre os distintos portes das empresas respondentes.
A apresentação da pesquisa será feita de modo que facilite a análise e discussão dos
resultados relacionando-os aos objetivos delineados. Sendo assim, será apresentado o perfil da
amostra e analisada a interação entre as redes sociais e as ações gerenciais e estratégicas no
âmbito organizacional.
Do universo pesquisado composto por 20 empresas selecionadas por amostragem não
probabilística por conveniência, representadas por 20 sujeitos, apenas 17 respondentes, o
equivalente a 85% da amostra, preencheram e submeteram o questionário on-line, conferindo
aos respondentes e suas correspondentes organizações anonimato. A análise a seguir foi
construída considerando os 17 instrumentos recebidos, todos completos, conforme
apresentado no apêndice B.
4.2 PERFIL DA AMOSTRA
Para a análise da Parte I do instrumento de pesquisa utilizou-se análise estatística
descritiva para compreender e retratar o perfil dos respondentes e das empresas. Serão
introduzidas as análises com base nos resultados retratados nos gráficos apresentados no
apêndice C:
4.2.1 Área de trabalho
Conforme apresentado no Gráfico 1 (Apêndice C), houve predomínio de profissionais
das áreas administrativo e marketing/vendas com respectivamente, 35,3% e 29,4% das
respostas. Deve-se ressaltar que, os sujeitos tiveram liberdade para marcar mais de uma área
de atuação, implicando no total de respostas acima do número de questionários respondidos.
4.2.2 Tempo de experiência
Cerca de 47% dos respondentes possuem menos de 13 anos de experiência
profissional. Para retratar o perfil dos respondentes quanto ao tempo de experiência
profissional as respostas colhidas pela questão aberta presente no instrumento de pesquisa
foram agrupadas em intervalos conforme disposto no gráfico 2 (Apêndice C).
14
4.2.3 Idade
Conforme retratado no gráfico 3 (Apêndice C) a idade dos sujeitos também revela
maior participação de indivíduos jovens com idade entre 20 e 33 anos, com 41,3%. Ressaltase também o alto índice de respondentes entre 48 e 61 anos, 35,3%, o que deve-se ao fato de
que dentre as características buscadas na amostra eram os indivíduos ocupantes de posições
de sociedade, diretoria e gestão, cargos tradicionalmente mais velhos.
4.2.4 Sexo
Observa-se no gráfico 4 (Apêndice C) a predominância de respondentes do sexo
masculino, 76,5%, retratando um baixo percentual de atuação feminina na amostra
selecionada do setor de tecnologia da informação e comunicação.
4.2.5 Escolaridade
Buscou-se neste tópico retratar os índices de escolaridade dos respondentes. Verificouse que 52,9% dos sujeitos possuem pós-graduação, seguidos de sujeitos com graduação,
35,3%. Com base no gráfico 5 (Apêndice C) os índices retratam que os profissionais
encarregados de funções de liderança estão bem preparados e qualificados para ocupar tais
posições de liderança, bem como também retrata a necessidade do setor de constante
atualização.
4.2.6 Quantidade de Funcionários
O presente tópico foi construído conforme os critérios de classificação do porte das
empresas estabelecido pelo IBGE (SEBRAE - SC, 2011). Com base na classificação de
empresas de comércio e serviço, das empresas pesquisadas, 35,3% possuem entre 50 e 100
funcionários, classificada, portanto, como empresa de médio porte e 29,4% possuem entre 10
e 49 funcionários, classificada como pequeno porte. E pode-se observar no gráfico 6
(Apêndice C) que as empresas classificadas como micro e grande porte apresentaram os
mesmos percentuais, 17,6% cada.
4.2.7 Receita Operacional Bruta Anual
Os valores predefinidos e apresentados no instrumento de pesquisa foram baseados na
classificação de receita operacional bruta (ROB) divulgada pelo BNDES (2011), que distribui
as empresas em portes com base na ROB anual. Diante disto pode-se perceber do gráfico 7
(Apêndice C) que 29,4% dos respondentes afirmam representar empresas com a receita
operacional bruta entre 2,4milhões e 16 milhões, sendo classificada como empresa de
pequeno porte. 23,5% das empresas ocupam a classificação de micro empresa, com ROB
menor que 2,4 milhões e outros 23,5% são classificados como empresas de médio porte, com
Rob entre 16 milhões e 90 milhões. Já as empresas classificadas com grande porte
representam 17,6% da amostra pesquisada.
4.2.8 Posição de Mercado
Em relação à posição de mercado, 52,9 % dos respondentes afirmaram trabalhar em
empresas líderes de mercado, conforme representado no gráfico 8 (Apêndice C), uma parcela
relativamente elevada, cerca de 23% dos respondentes, afirmam não saber a posição ocupada
pela empresa que representa. As classificações segunda posição e terceira ou inferior
obtiveram 11,8% de indicações cada. Diante da curiosa predominância de empresas líderes,
não se pode concluir se os respondentes estavam sendo otimistas com relação ao
posicionamento das empresas pesquisadas ou se isto se deve a visão diferenciada dos
colaboradores em relação à liderança em relação ao porte ou subdivisões no setor alvo da
pesquisa, por exemplo.
15
4.2.9 Uso das Redes Sociais
Os respondentes da pesquisa assinalaram as redes sociais que fazem uso no ambiente
organizacional, deve-se atentar que foram permitidas escolhas múltiplas. Dos indivíduos
pesquisados, 47,1% afirmam que nas empresas nas quais trabalham o Facebook e o Twitter
são as redes sociais mais presentes no ambiente de trabalho, seguido do uso do YouTube e
Blogs com 35,3% cada. Destaca-se que as redes sociais criadas e cultivadas para os ambientes
empresariais, como o LinkedIn (29,4%) e o Monster (0%), possuem baixas porcentagem de
utilização conforme apresentado no gráfico 9 (Apêndice C).
4.2.10 Presença em Redes Sociais
Lastreado no retrato do gráfico 10(Apêndice C), os sujeitos da pesquisa afirmam que
52,9% de suas empresas estão presentes no Facebook, 47,1% das organizações pesquisadas
possuem Blogs ou páginas no Twitter. E novamente, conforme retratado no índice anterior, há
uma baixa porcentagem de empresas presentes em redes sociais corporativas, como o
LinkedIn (35,3%), por exemplo.
4.2.11 Utilização das Redes Sociais
A presente questão levantada no instrumento de pesquisa tem o intuito de delinear o
emprego e funcionalidade das mídias sociais adotadas pelas empresas, ante a isto, percebe-se
com base no gráfico 11 (Apêndice C) que a principal finalidade atribuída às redes sociais é a
comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos com um percentual de
52,9%, seguido da monitoração do mercado com 41,2% e a observação da concorrência, do
comportamento dos clientes e prospecção de clientes com 35,3% cada.
4.2.12 Importância das Redes Sociais
Para 41,2% dos sujeitos da pesquisa as redes sociais são ferramentas complementares.
Cerca de 29% dos respondentes avaliam que as redes sociais no ambiente de trabalho são
ferramentas dispensável ou não fundamental. E conforme retratado no gráfico 12 (Apêndice
C), apenas 23,5% dos sujeitos atribuem alto grau de importância, consideram-nas ferramenta
essencial.
4.3 AÇÕES GERENCIAIS E ESTRATÉGICAS RELATIVAS ÀS REDES SOCIAIS
A presente análise aborda os itens da Parte II do instrumento de pesquisa, utilizou-se a
análise qualitativa lastreada nas percepções dos sujeitos quanto à influência das redes sociais
nas ações gerenciais e estratégicas, relacionando-os em grau de concordância, clarificando o
objetivo geral proposto pela presente pesquisa. As percepções dos atores da pesquisa
permitiram identificar a adoção, influência e propósito atribuído às mídias sociais nas rotinas
organizacionais pesquisadas, que, aliadas à análise da frequência e do nível de adoção foi
possível elucidar o segundo objetivo especifico – Avaliar a influência das redes sociais na
elaboração das ações gerenciais e estratégicas da empresa. Portanto, das afirmativas
relacionadas no instrumento de pesquisa aplicado, as que obtiveram maior grau de
concordância representaram as práticas gerenciais e estratégicas relacionadas às mídias
sociais mais frequentes na percepção dos respondentes. Quanto à análise qualitativa originada
da classificação das afirmativas, obtiveram-se os seguintes resultados:
Todas as questões obtiveram ao menos uma resposta correspondente ao valor máximo
de 5 (concordo totalmente) e ao valor mínimo de 1 (discordo totalmente). O desvio padrão
oscilou entre 0,86 e 1,50. As médias apuradas das questões foram divididas em 3 classes
distintas, denominadas Alto Grau de Concordância (de 3,14 a 3,88), Médio Grau de
16
Concordância (de 2,39 a 3,14) e Baixo Grau de Concordância (de 1,65 a 2,39)conforme
apresentado no apêndice D na integra.
A classificação das percepções dos respondentes permite as seguintes interpretações
acerca da influência das redes sociais nas ações gerenciais e estratégicas nas empresas
selecionadas na amostra, ressaltando-se a relação direta entre o grau de concordância e
influência, adoção ou finalidade das mídias sociais:
As afirmativas classificadas com alto grau de concordância retratam aspectos já
relatados anteriormente como a primazia das empresas adeptas pelas redes sociais como
ferramenta de disseminação e promoção da organização. Com base nas afirmativas que
obtiveram maior grau de concordância, os sujeitos da pesquisa afirmam que o fortalecimento
da marca é o maior benefício atribuído às redes sociais, bem como eficaz ferramenta de
interação com o público alvo e fidelização de clientes. Os respondentes consideram que as
mídias sociais adotadas por suas organizações são utilizadas como facilitador de interação e
comunicação intraorganizacional e importante disseminador de informações sobre o escopo, a
missão, os valores e o negocio, além de disponibilizar informações necessárias para gerar
melhores estratégias. As empresas participantes afirmam sofrer um alto grau de influência das
redes sociais na elaboração das ações gerenciais estratégicas, acarretando percepção de
elevada geração de valor para a organização.
As afirmativas que obtiveram médio grau de concordância podem ter sido
influenciadas pelo ponto neutro da escala de Likert denominado na pesquisa por indiferente,
portanto é provável que os respondentes, no intuito de demonstrar imparcialidade quanto às
afirmações tenham induzido a média à faixa de médio nível de adoção. Dentre as ações que
obtiveram tal classificação estão à tomada de decisões de sucesso lastreadas em informações
obtidas nas redes sociais, ou a identificação e solução de problemas apontados pelas redes. A
perspectiva dos sujeitos retrata ainda a atribuição de médio grau de adoção de medidas como
a utilização, atualização e monitoramento das redes sociais atribuídas a diversos
colaboradores de áreas distintas. Embora os respondentes tenham atribuído elevado grau de
concordância quanto à influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e
estratégicas, os mesmos atribuíram médio grau de influência a tais mídias no planejamento
estratégico da organização e às ações gerenciais especificas que primem pelas redes sociais.
Bem como impuseram médio grau de concordância em relação a conferencia de diferencial
estratégico quando comparadas com organizações que não usam redes sociais. E por fim,
mesmo em se tratando de empresas do setor de informática, com alto grau atribuído ao uso
das redes sociais como ferramenta de disseminação, apura-se médio grau de concordância às
facilidades de acesso à informação para a tomada de decisão e a escolha da estratégia das
organizações.
As afirmativas que obtiveram baixo grau de concordância, ou seja, maior nível de
discordância em relação às afirmativas relacionadas no instrumento de pesquisa revela um
perfil ainda engessado de práticas gerenciais, tais como a discordância em relação à alocação
de profissionais exclusivos, ou terceirização, para operação das redes sociais. E também é
possível constatar que os acompanhamentos são realizados por pequenos períodos de tempo e
sem sistemática, e os monitoramentos não visam rebater ou neutralizar opiniões. Mas deve-se
ressaltar o alto índice de discordância quando se afirma que a utilização das redes sociais não
trouxe benefícios. Portanto, embora as empresas pesquisadas não utilizem as redes sociais no
máximo do potencial proporcionado, essas reconhecem os benefícios acarretados.
4.4 ANÁLISE DOS AGRUPAMENTOS
A proposta a seguir tem o intuito de esclarecer o objetivo geral proposto que é analisar
as ações gerenciais e estratégicas quanto à utilização de redes sócias nas empresas de
17
tecnologia da informação e comunicação (TIC) do Distrito Federal. A análise multivariada de
agrupamento utilizada busca alinhar os perfis levantados pelo objetivo geral e facilitar o
entendimento de suas semelhanças, bem como corroborar para a resolução do terceiro
objetivo especifico. O método utilizado foi Ward, “que consiste em uma forma de
agrupamento hierárquica amplamente utilizada para análise de grupos que, primeiramente
isola os casos, e progressivamente combina-os em grupos até que todos estejam nos
respectivos grupos conforme suas similaridades” (COLMAN, 2001, apud SILVA, 2008, p.
62).
As empresas pesquisadas foram classificadas conforme o grau de concordância, de
semelhante modo ao apresentado anteriormente, a média das pontuações na escala de Likert
atribuídas às afirmativas da Parte II do instrumento de pesquisa redistribui a amostra em 3
classes distintas. O referido agrupamento também permitirá a comparação entre perfis das
empresas, nível de influência das redes sociais, a quantidade de redes sociais utilizadas e seus
impactos organizacionais, bem como facilitará a análise da relação entre o desempenho
empresarial e a presenças das redes sociais nas empresas de TIC do Distrito Federal.
Utilizando análise multivariada de grupo semelhante à descrita por Terra (2001, p.
226-227), essa redefiniu a amostra de 17 empresas em três grupos distintos, conforme
similaridades apuradas por meio da classificação do grau de concordância por empresa. A
reorganização da amostra em grupo, unindo as empresas que apresentaram similaridades nos
perfis conforme classificação apresentada a seguir e no apêndice E:
O grupo 1 (G1) é composto por 4 empresas, que apresentam, de modo geral, maior
grau de concordância em relação às 20 afirmativas relacionadas à influência das redes sociais
na elaboração das ações gerenciais e estratégicas presentes no instrumento de pesquisa. De
acordo com o perfil preenchido pelos atores da pesquisa, as empresas da amostra pertencentes
ao G1 abrangem empresas de micro, pequeno e médio porte, com a receita operacional brutal
(ROB) oscilando entre menor de 2,4 milhões até 90 milhões de reais por ano. Embora os
aspectos já apresentados não demonstrem similaridade, a coerência das empresas pertencentes
ao G1 mostra-se através da importância dada as redes sociais, afirmando que essas são
ferramentas essenciais, com utilização média superior a 4 redes sociais listadas no
instrumento de pesquisa com predominância do Facebook, LinkedIn e Twitter, bem como a
presença das organizações em mais de 4 mídias, com predominância nos Blogs, Facebook,
LinkedIn e Twitter. De semelhante modo à presença e uso, as empresas do grupo 1 são as que
mais elencaram utilizações das redes sociais.
O grupo 2 (G2) é formado por 9 empresas que apresentaram médio grau de
concordância em relação à adoção, influência e finalidade das redes sociais para a elaboração
das ações gerenciais e estratégicas das empresas pesquisadas. O perfil das empresas do G2
delineado possui o perfil mais heterogêneo, com empresas de micro à grande porte, com as
receitas operacionais brutas anuais também díspares, de menores de 2,4 milhões até maiores
de 300 milhões de reais. Houve predominância no quesito posição de mercado, com a maioria
dos respondentes afirmando pertencer às organizações líderes do seguimento. As empresas do
G2 caracterizam-se por utilizarem a média de 2 redes sociais, as mais usadas pelo grupo são,
Blogs, Facebook e Twitter. De semelhante modo, as empresas apontam uma média de 2
mídias sociais nas quais estão presentes, as mais mencionadas foram, Blogs, Facebook e
Twitter. Embora as empresas do presente grupo possuam medianos índices de concordância
em relação às afirmativas elencadas no instrumento de pesquisa, os sujeitos do G2 apontam
uma média inferior a 2 em relação à utilização das redes sociais, sendo a comunicação,
divulgação e promoção da empresa e dos produtos a função mais escolhida, bem como
alegam que as redes sociais são ferramentas complementares.
O grupo 3 (G3) é constituído pelas 4 empresas que obtiveram baixo grau de
concordância com base nas afirmativas pertencentes à Parte II do questionário. O perfil das
18
empresas do grupo 3 também apresentam discrepâncias em relação ao porte, com empresas de
micro a médio porte, e à receita operacional bruta que variou entre menor que 2,4 milhões de
reais a 90 milhões de reais por ano. Os respondentes do presente grupo também afirmam
pertencer às empresas líder de mercado, mas enxergam as redes sociais como ferramenta
dispensável nas organizações as quais representam, que aliado à baixa quantidade de redes
sociais nas quais estão presentes ou utilizam, justificam o baixo grau de concordância, reflexo
do baixo índice de influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e
estratégicas.
4.5 COMPARAÇÃO ENTRE GRAU DE CONCORDÂNCIA E PORTE
Conforme suscitado no terceiro objetivo específico, comparar o desempenho
empresarial entre empresas conforme grau de adoção das redes sociais, a comparação busca
constatar se à relação entre o grau de concordância e o porte, bem como os demais fatores
elencados no instrumento de pesquisa que retratam o desempenho empresarial como a receita
operacional bruta e a posição de mercado ocupada.
A pesquisa revela que todos os sujeitos, representado suas respectivas empresas
informaram a quantidade de funcionários, no entanto, não houve unanimidade no provimento
das informações a cerca da receita operacional bruta (ROB) anual. Diante disto optou-se por
classificar as empresas pela quantidade de funcionários conforme os critérios de classificação
do porte das empresas de comércio e serviço estabelecido pelo IBGE (SEBRAE) conforme
apresentado no apêndice F.
A pesquisa constata que, da amostra selecionada, as organizações classificadas não
apresentam relação diretamente, nem inversamente proporcional. Conforme apresentado na
tabela 1 não se pode afirmar que o porte seja fator determinante no grau de concordância.
Pode-se, entretanto, relacionar que as empresas de micro e pequeno porte apresentam maior
incidência dos índices médio e alto grau de concordância, enquanto as empresas de médio e
grande porte possuem maior incidência de médio e baixo grau de concordância relativa à
influência das redes sociais sobre as ações gerenciais e estratégicas.
Se analisado o desempenho empresarial as empresas classificadas em micro porte
apresentam, unânimes a ROB anual inferior a 2,4 milhões de reais, prevalece o
desconhecimento em relação à posição de mercado que ocupa, e todos os respondentes
compartilham a mesma faixa de classificação de tempo de experiência profissional, entre 14 e
26 anos. Outro destaque é relativo à utilização, presença e emprego das redes sociais, embora
classificadas como micro empresas e com elevado número de redes sociais, essas
organizações não compartilham o mesmo grau de concordância, que oscilam de baixo, médio
e alto índice, mas consideram as redes sociais com ferramentas essenciais.
Em relação às empresas classificadas em pequeno porte, essas retratam o maior
número de sujeitos jovens, com o predomínio de respondentes na faixa de 20 a 33 anos, bem
como tempo de experiência profissional menor que 13 anos. Apresenta maior concentração de
empresas com grau de concordância médio e alto, em comparação aos outros portes, embora
apenas 1 organização apresente elevados números de uso, presença e finalidade de redes
sociais, á grande concentração de empresas com médio grau de concordância. Já a receita
operacional bruta das organizações aqui classificadas apresentam grande variação, de ROB
inferior a 2,4 milhões de reais ao ano a ROB superior a 300 milhões de reais por ano.
Quanto às organizações classificadas de médio porte, pode-se afirmar que essas
retratam dominantemente empresas com médio grau de concordância e grande concentração
de profissionais com tempo de experiência superior a 27 anos. As receitas operacionais brutas
dessa classe encontram-se entre 2,4 milhões de reais e 90 milhões de reais ao ano. Os sujeitos,
predominantemente, afirmam que suas organizações ocupam posição de liderança no
19
mercado. Bem como, reúne baixos índices de uso, presença e finalidade, embora uma das
empresas pertencentes apresente elevado grau de concordância.
As empresas classificadas com grande porte apresentam, homogeneamente, médio
grau de concordância. Em sua grande maioria, retrata profissionais com carreiras jovens, com
menos de 13 anos de experiência, que ocupam funções de liderança em empresas de grande
porte, com a receita bruta entre 2,4 milhões a 16 milhões de reais e superior a 300 milhões de
reais. Embora apresentem médio grau de concordância, a perspectiva dos sujeitos em relação
à utilização, influência e levantamento das finalidades das redes sociais no ambiente
organizacional são baixas, com apenas uma empresa que faz uso e está presente em diversas
redes sociais.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme preconizado por Michael Piore e Charles Sabel em 1984 (apud MARTES et
al, 2006, p.12) a produção flexível lastreada na capacidade de alterar rapidamente os produtos
em função de novas tecnologias e interagir com a cadeia de produção e distribuição
adaptando-se rapidamente ao ambiente versátil e competitivo é resultado do trabalho em rede
interorganizacional, sejam elas físicas ou virtuais. Ante a compilação de conceitos, estudos,
artigos e propostas literárias acerca do setor alvo da pesquisa, do planejamento estratégico,
das redes sociais e da relação e interação entre as redes sociais e as ações gerenciais e
estratégicas foram compostos e sustentados os objetivos propostos que nortearam a coleta e o
tratamento dos dados, além de definir os alvos de interesse nos resultados impetrados.
Com base nas percepções dos sujeitos da pesquisa em relação à utilização das redes
sociais no ambiente organizacional expressas no instrumento de pesquisa, revelam alto nível
de concordância à cerca de 40% das afirmativas apresentadas. A análise dos agrupamentos
buscou delinear os perfis das empresas pesquisadas com base na reorganização dessas em
grupos de afinidade, o grau de concordância em relação à média das pontuações na escala de
Likert atribuídas às afirmativas da Parte II do instrumento de pesquisa, permitindo a
comparação entre perfis das empresas, nível de influência das redes sociais, a quantidade de
redes sociais utilizadas e seus impactos organizacionais. Diante desta análise, pode-se afirmar
que o setor pesquisado ainda encontra-se em transição para um ambiente organizacional mais
permeado pelas redes sociais, tendo em vista que apenas 23,5% das organizações pesquisadas,
se enquadram no perfil de elevado grau de adoção, com o maior índice de uso e presença nas
redes sociais. Sendo que mais da metade dos sujeitos, 53%, retratam as organizações nas
quais trabalham como empresas de médio grau de influência e adoção, com níveis não tão
elevados em relação às afirmativas do instrumento de pesquisa e poucas redes sociais
elencadas como ferramenta diária. A comparação feita entre o grau de concordância e o porte
e o demais fatores que retratam o desempenho empresarial constatou a inexistência de relação
diretamente ou inversamente proporcional entre os dois índices. Conforme apresentado não se
pode afirmar que o porte seja fator determinante para o grau de influência das redes sociais
nas organizações. Onde, entretanto, relacionaram-se os perfis médios das empresas com base
nos critérios de classificação do porte das empresas de comércio e serviço estabelecido pelo
IBGE (SEBRAE, 2011).
Diante dos achados da presente pesquisa, pode concluir que, embora o levantamento
bibliográfico sustente a ideia de que as empresas brasileiras já participam ativamente das
redes sociais, as empresas da amostra pesquisada não apresentam elevados índices de
envolvimento, no qual apenas 23,5% das organizações expressam altos níveis de adoção e
influência. E ainda menores são os percentuais, 6%, quando avaliada a afirmativa de que a
utilização/presença nas redes sociais influi no planejamento estratégico. Por outro lado, os
atores da pesquisa atribuíram elevada importância às redes sociais como instrumentos de
20
comunicação, divulgação e promoção da empresa, produtos e serviços (52,9%) e monitoração
do mercado (41,2%), considerando-as como ferramenta complementar, com 41,2%. Bem
como a refutação da hipótese de relação entre o grau de concordância e o porte das empresas
retrata que independente da quantidade de funcionários ou receita operacional bruta, as
organizações não são mais ou menos propensas à utilização das redes sociais. Mas constou-se
que em empresas representadas por sujeitos jovens apresentam elevado grau de concordância,
maior presença, utilização e propósitos, bem como são os que mais apontam as mídias sociais
como ferramenta essencial, o que leva a crer que o fato desses profissionais estarem imersos
nas redes sociais são mais propícios ao uso.
Mesmo pertencentes ao setor que usufrui de amplo acesso às tecnologias e inovações
na área de TIC, e inseridas na turbulência e mutabilidade do ambiente (GUEDES et al, 2006,
p.12) as empresas da amostra encontram-se em transição. Ato que deve ser fortalecido e
encorajado tendo em vista as exortações compiladas no presente artigo, pois a utilização das
redes aliada ao planejamento estratégico em beneficio das organizações confere
contemporaneidade e agilidade para lidar com o movimento do mercado. Neste sentido Luiz
Fuzaro (2010, apud PILLEGGI, 2010, p.1) afirma que “é preciso alertar as empresas, de
quaisquer portes, para a eficiência e relevância das redes sociais [...]. Há um benefício
bastante grande em usar esse tipo de tecnologia porque agiliza os processos de negócios”.
Segundo o especialista, “as redes sociais, desde que utilizadas adequadamente, evitam
duplicidade de informação, aumentam o trabalho colaborativo e melhoram os repositórios
para criar um conhecimento coletivo da empresa”.
Social networks as a strategic tool - Analysis of the Information and Communication
Technology Companies in Distrito Federal.
Abstract:
Social networks are gaining recognition and prominence in the organizational environment of
different segments as an inexhaustible and an instant source of information, coupled with
strategic planning, it gives greater agility, contemporaneity and flexibility to cope with the
market changes. This research aims the analysis of the managerial and strategic actions with
regard of the use of social networks in organizations of Information and Communication
Technology (ICT) in Distrito Federal. Coping to achieve the overall objective, the following
specific objectives were defined: to identify the reach and the use of social networks in the
routines of the companies surveyed; to evaluate the influence of social networks in the
development of the company's strategic and managerial actions; and to compare the
performance between companies in regard of its degree of adoption of social networks. This
applied survey has qualitative and quantitative approach. Structured questionnaires were
subjected to a non-probability convenience sample of companies of ICT. The research results
reveals the perception of subjects, as a high degree of agreement as in 40% of the affirmative
about the influence of social networks on managerial and strategic actions listed in the
research tool, indicating adoption, influences and purpose assigned to social media in
organizational routines. The population sample surveyed was reorganized according to the
degree of agreement, outlining the profile of managerial practices and strategic linking social
media. And the hypothesis of a direct relationship between the size and degree of influence of
social networks on managerial and strategic actions was discarded.
Keywords: Social Networks. Strategic Planning. Information And Communication
Technology.
21
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pequenas empresas. 2007. 12 folhas. Artigo – Centro Universitário Senac. Rio de Janeiro.
23
TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do Conhecimento: o grande desafio empresarial. São
Paulo: Negócio editora, 2001.
VEEN, Wim; VRAKKING, Ben. Homo Zappiens: growing up in a digital age. 1 ed.
London: Network ContinuumEducation, 2006.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São
Paulo: Atlas, 2000.
24
APÊNDICE A – Instrumento de Pesquisa
25
26
27
28
28
APÊNDICE B – Coleta de Dados da Pesquisa - Parte I (Questionários de 01 a 09)
Questões
Questionário 02
Questionário 03
Questionário
04
Questionário
05
Questionário
06
Questionário
07
Questionário
08
Questionário 09
1 - Área de trabalho:
Administrativo,
Administrativo
Planejamento
Pesquisa &
Administrativo,
Desenvolvimento Finanças
Diretoria
T.I.
Administrativo,
Produção
Finanças
Pesquisa &
Desenvolvimento
2 - Tempo de experiência:
20 anos
21 anos
35 anos
23 anos
37 anos
6 anos
34 anos
24 anos
24 anos
3 - Idade:
42 anos
54 anos
55 anos
54 anos
51 anos
24 anos
55 anos
46 anos
40 anos
4 - Sexo:
Masculino
Masculino
Masculino
Feminino
Masculino
Masculino
Masculino
Masculino
Masculino
PósGraduação
De 50 a 100
funcionários
PósGraduação
De 10 a 49
funcionários
5 - Escolaridade:
6 - Quantidade de
funcionários:
Parte I
Questionário
01
Superior
completo
De 10 a 49
funcionários
Mestrado - MBA
De 50 a 100 funcionários
Superior
completo
De 50 a 100
funcionários
Pós-Graduação
De 50 a 100
funcionários
Pós-Graduação
Acima de 100
funcionários
PósGraduação
Até 09
funcionários
Pós-Graduação
Até 09 funcionários
7 - Receita operacional
bruta anual:
Entre R$ 2,4
milhões e R$
16 milhões
Entre R$ 2,4
Entre R$ 2,4 milhões e R$
milhões e R$ 16
16 milhões
milhões
Entre R$ 2,4
Entre R$ 16
milhões e R$ 16 milhões e R$
milhões
90 milhões
Maior que R$
300 milhões
Entre R$ 2,4
milhões e R$
16 milhões
Menor que R$
2,4 milhões
Menor que R$ 2,4 milhões
8 - Posição de mercado:
Líder
Segunda
Líder
Líder
Líder
Líder
Não Sabe
Não Sabe
Não Sabe
9 - A sua organização faz
uso de quais redes sociais?
LinkedIn
Facebook, Twitter
MSN
Twitter
Não usamos
Facebook,
Twitter
Blogs
Twitter,
YouTube
Blogs, Facebook, Flickr,
LinkedIn, Twitter,
YouTube, Google+
10 - A sua organização
está presente em quais
redes sociais?
LinkedIn
Blogs, Facebook,
LinkedIn, Twitter
Nenhuma
Twitter
Nenhuma
Facebook,
Twitter
Blogs
Twitter
Blogs, Facebook, Flickr,
LinkedIn, Twitter,
YouTube
NA
Comunicação,
divulgação e
promoção da
empresa e dos
produtos.,
Monitoração
do mercado.
Monitoração
do mercado. ,
Observação da
concorrência.
Comunicação, divulgação
e promoção da empresa e
dos produtos., Prospecção
de clientes., Monitoração
do mercado. , Observação
do comportamento dos
clientes. , Observação da
concorrência.,
Recrutamento e seleção
Ferramenta
Ferramenta
Ferramenta
complementar. complementar. complementar.
1111 - Utilização das redes
sociais:
12 - Redes sociais são
vistas pela organização
como:
Prospecção de clientes.,
Monitoração do mercado.
Monitoração
, Observação do
do mercado. ,
comportamento dos
Recrutamento e
clientes. , Observação da
seleção.
concorrência.,
Recrutamento e seleção
Comunicação
interna
Comunicação,
divulgação e
promoção da
empresa e dos
produtos.
Ferramenta
dispensável.
Ferramenta
dispensável.
Ferramenta
muito
importante.
Ferramenta
complementar.
Prospecção de
clientes.
Ferramenta
Ferramenta essencial.
complementar.
29
Coleta de Dados da Pesquisa - Parte I (Questionários de 10à 17)
Parte I
Questões
Questionário 10
Questionário 11
Questionário 12
Questionário
13
Questionário
14
Questionário 15
Questionário
16
Questionário
17
1 - Área de trabalho:
Administrativo,
Finanças, Gestão de
Pessoas, Marketing /
Vendas, Pesquisa &
Desenvolvimento,
Planejamento
Marketing / Vendas
TI
Marketing /
Vendas
Produção
Administrativo, Finanças,
Gestão de Pessoas
Marketing /
Vendas
Marketing /
Vendas
2 - Tempo de experiência:
25 anos
6 anos
10 anos
3 anos
5 anos
5 anos
7 anos
1 anos
3 - Idade:
48 anos
27 anos
34 anos
22 anos
26 anos
24 anos
23 anos
27 anos
4 - Sexo:
Masculino
Masculino
Masculino
Masculino
Feminino
Feminino
Masculino
Feminino
Superior
incompleto
De 50 a 100
funcionários
Superior
completo
De 10 a 49
funcionários
5 - Escolaridade:
Superior completo
Superior completo
Pós-Graduação
6 - Quantidade de
funcionários:
Até 09 funcionários
De 10 a 49 funcionários
Acima de 100
funcionários
7 - Receita operacional
bruta anual:
Menor que R$ 2,4
milhões
Menor que R$ 2,4 milhões
Maior que R$ 300
milhões
8 - Posição de mercado:
Líder
Não Sabe
9 - A sua organização faz
uso de quais redes sociais?
Blogs, Facebook,
Orkut, Twitter
10 - A sua organização
está presente em quais
redes sociais?
Superior
completo
De 50 a 100
funcionários
Pós-Graduação
Pós-Graduação
Acima de 100
funcionários
De 10 a 49 funcionários
Não Sabe
Maior que R$
300 milhões
Entre R$ 16 milhões e R$
90 milhões
Entre R$ 16
milhões e R$
90 milhões
Entre R$ 16
milhões e R$ 90
milhões
Líder
Terceira ou
Inferior
Líder
Segunda Posição
Líder
Terceira ou
Inferior
Blogs, Facebook, Flickr,
LinkedIn, Twitter, YouTube
Facebook, LinkedIn,
Orkut, Twitter,
YouTube
Facebook,
YouTube
Blogs
Facebook, LinkedIn,
YouTube
Nenhum
Blogs
Blogs, Facebook,
Orkut, Twitter
Blogs, Facebook, Flickr,
LinkedIn, Twitter, YouTube
Blogs, Facebook,
LinkedIn, Twitter,
YouTube
Facebook,
YouTube
Blogs
Facebook, LinkedIn
Facebook
Blogs
11 - Utilização das redes
sociais:
Comunicação,
divulgação e
promoção da empresa
e dos produtos.
Comunicação, divulgação e
promoção da empresa e dos
produtos., Prospecção de
clientes., Monitoração do
mercado. , Observação do
comportamento dos clientes. ,
Observação da concorrência.,
Recrutamento e seleção
Comunicação,
divulgação e
promoção da empresa
e dos produtos.,
Observação do
comportamento dos
clientes. , Observação
da concorrência.
Comunicação,
divulgação e
promoção da
empresa e dos
produtos.
Comunicação, divulgação
e promoção da empresa e
dos produtos., Prospecção
de clientes., Monitoração
Comunicação
do mercado. , Observação
interna do setor
do comportamento dos
clientes. , Observação da
concorrência.,
Recrutamento e seleção
Comunicação,
divulgação e
promoção da
Prospecção de empresa e dos
clientes.
produtos.,
Observação do
comportamento
dos clientes.
12 - Redes sociais são
vistas pela organização
como:
Ferramenta essencial.
Ferramenta essencial.
Ferramenta
complementar.
Ferramenta
não
fundamental.
Ferramenta não Ferramenta
fundamental.
complementar.
Ferramenta
não
fundamental.
Ferramenta
essencial.
30
Coleta de Dados da Pesquisa - Parte II (Questionários de 01 a 09)
Parte II
Questões
Questionário 01
Questão 01
Discordo Totalmente
Questão 02
Questionário
02
Concordo
Questionário 03
Questionário
04
Questionário 05
Questionário 06
Questionário
07
Questionário 08
Questionário 09
Indiferente
Concordo
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Concordo
Concordo Totalmente Discordo
Discordo
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo
Discordo Totalmente
Questão 03
Discordo Totalmente
Indiferente
Discordo Totalmente
Concordo
Concordo
Concordo
Concordo
Discordo
Concordo
Questão 04
Discordo Totalmente
Indiferente
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo
Concordo
Questão 05
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Questão 06
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Questão 07
Discordo Totalmente
Concordo
Concordo
Concordo
Concordo
Discordo
Concordo
Discordo
Concordo Totalmente
Questão 08
Discordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Concordo
Concordo
Concordo
Indiferente
Discordo
Concordo Totalmente
Questão 09
Indiferente
Discordo
Concordo Totalmente Concordo
Concordo
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Concordo Totalmente
Questão 10
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo
Concordo
Concordo
Concordo
Concordo
Discordo
Concordo Totalmente
Questão 11
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Indiferente
Indiferente
Discordo Totalmente
Discordo
Questão 12
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Concordo
Discordo
Discordo
Discordo
Concordo
Questão 13
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Concordo
Discordo
Concordo
Questão 14
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Indiferente
Discordo Totalmente
Concordo
Questão 15
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Indiferente
Discordo
Concordo Totalmente
Questão 16
Discordo Totalmente
Concordo
Concordo
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Concordo
Discordo
Concordo
Questão 17
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Indiferente
Discordo
Indiferente
Questão 18
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Concordo
Concordo
Concordo
Questão 19
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Concordo
Discordo
Concordo Totalmente
Questão 20
Discordo Totalmente
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Indiferente
Concordo
Discordo
Concordo Totalmente
31
Coleta de Dados da Pesquisa - Parte II (Questionários de 10 a 17)
Parte II
Questões
Questionário
10
Questionário 11
Questionário 12
Questionário 13
Questionário 14
Questionário 15
Questionário
16
Questionário 17
Questão 01
Concordo
Concordo
Concordo
Concordo
Discordo
Indiferente
Indiferente
Indiferente
Questão 02
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo
Indiferente
Discordo
Questão 03
Indiferente
Concordo
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Concordo
Discordo
Indiferente
Questão 04
Discordo
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Discordo
Concordo
Concordo
Indiferente
Indiferente
Questão 05
Concordo
Concordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Indiferente
Discordo
Questão 06
Discordo
Discordo
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Discordo Totalmente
Indiferente
Concordo
Questão 07
Discordo
Concordo Totalmente
Concordo
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Concordo
Questão 08
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Indiferente
Concordo
Questão 09
Discordo
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Discordo Totalmente
Questão 10
Concordo
Concordo
Discordo
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Indiferente
Concordo
Questão 11
Concordo
Concordo
Discordo
Indiferente
Discordo Totalmente
Discordo
Indiferente
Discordo Totalmente
Questão 12
Discordo
Discordo
Discordo Totalmente
Discordo
Discordo Totalmente
Indiferente
Indiferente
Discordo Totalmente
Questão 13
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo
Discordo
Discordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Concordo
Questão 14
Concordo
Concordo Totalmente
Indiferente
Concordo
Discordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Concordo
Questão 15
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo Totalmente
Indiferente
Concordo
Questão 16
Concordo
Concordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Concordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Indiferente
Questão 17
Concordo
Concordo Totalmente
Discordo
Discordo
Discordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Concordo Totalmente
Questão 18
Concordo
Concordo Totalmente
Discordo
Discordo
Discordo Totalmente
Concordo Totalmente
Indiferente
Concordo
Questão 19
Discordo
Concordo Totalmente
Discordo
Concordo
Discordo Totalmente
Concordo
Indiferente
Indiferente
Questão 20
Discordo
Concordo Totalmente
Concordo
Concordo
Discordo Totalmente
Indiferente
Indiferente
Concordo
32
APÊNDICE C – Perfil da Amostra
4.2.1 Área de trabalho
ÁREA DE TRABALHO
17,6%
Outros
Produção
Planejamento
Pesquisa & Desenvolvimento
Marketing / Vendas
Gestão de Pessoas
Finanças
Administrativo
11,8%
11,8%
17,6%
29,4%
11,8%
23,5%
35,3%
Gráfico 1 - Distribuição dos respondentes do questionário por área de trabalho.
Fonte: A autora.
4.2.2 Tempo de experiência
TEMPO DE EXPERIÊNCIA
17,6%
Maior do que 27 anos
Entre 14 e 26 anos
Menor do que 13 anos
35,3%
47,1%
Gráfico 2 - Distribuição dos respondentes por tempo de experiência profissional.
Fonte: A autora.
4.2.3 Idade
IDADE
35,3%
Entre 48 e 61 anos
Entre 34 e 47 anos
Entre 20 e 33 anos
23,5%
41,2%
Gráfico 3 - Distribuição dos respondentes do questionário por idade.
Fonte: A autora.
4.2.4 Sexo
SEXO
Masculino
Feminino
76,5%
23,5%
Gráfico 4 - Distribuição dos respondentes por sexo.
Fonte: A autora.
33
4.2.5 Escolaridade
ESCOLARIDADE
Outros
Pós-Graduação
Superior Completo
Superior Incompleto
2° Grau completo
5,9%
52,9%
35,3%
5,9%
0,0%
Gráfico 5 - Distribuição dos respondentes do questionário pelo grau de escolaridade.
Fonte: A autora.
4.2.6 Quantidade de Funcionários
QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS
17,6%
Acima de 100 funcionários
De 50 a 100 funcionários
De 10 a 49 funcionários
Até 09 funcionários
35,3%
29,4%
17,6%
Gráfico 6 - Distribuição da quantidade de funcionários das empresas da amostra.
Fonte: A autora.
4.2.7 Receita Operacional Bruta Anual
RECEITA OPERACIONAL BRUTA ANUAL
Não Sabe
Maior que R$ 300 milhões
Entre R$ 90 milhões e 300 milhões
Entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões
Entre R$ 2,4 milhões e 16 milhões
Menor que R$ 2,4 milhões
5,9%
17,6%
0,0%
23,5%
29,4%
23,5%
Gráfico 7 - Distribuição da receita operacional bruta anual das empresas da amostra.
Fonte: A autora.
4.2.8 Posição de Mercado
POSIÇÃO DE MERCADO
23,5%
Não Sabe
Terceira ou Inferior
11,8%
Segunda Posição
11,8%
Líder
Gráfico 8 - Distribuição das empresas da amostra por posição de mercado.
Fonte: A autora.
52,9%
34
4.2.9 Uso das Redes Sociais
Uso de Redes Sociais
Outros
YouTube
Twitter
Plaxo
Orkut
MySpace
Monster
LinkedIn
Indica
Flickr
Facebook
Blogs
11,8%
35,3%
47,1%
0,0%
11,8%
0,0%
0,0%
29,4%
0,0%
11,8%
47,1%
35,3%
Gráfico 9 - Distribuição das redes sociais com base em sua utilização no ambiente organizacional.
Fonte: A autora.
4.2.10 Presença em Redes Sociais
Presença em Redes Sociais
Outros
YouTube
Twitter
Plaxo
Orkut
MySpace
Monster
LinkedIn
Indica
Flickr
Facebook
Blogs
0,0%
23,5%
47,1%
0,0%
5,9%
0,0%
0,0%
35,3%
0,0%
11,8%
52,9%
47,1%
Gráfico 10 - Distribuição das impressões dos respondentes quanto à presença das organizações nas redes sociais.
Fonte: A autora.
35
4.2.11 Utilização das Redes Sociais
UTILIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS
11,8%
Outros
Recrutamento e seleção
Obseervação da concorrência
Observação do comportamento dos clientes
Monitoração do mercado
Prospecção de clientes
Comunicação, divulgação e promoção da…
29,4%
35,3%
35,3%
41,2%
35,3%
52,9%
Gráfico 11 - Distribuição da finalidade das redes sociais no ambiente organizacional.
Fonte: A autora.
4.2.12 Importância das Redes Sociais
REDES SOCIAIS SÃO VISTAS COMO:
Ferramenta dispensável
Ferramenta não fundamental
Ferramenta complementar
Ferramenta muito importante
Ferramenta essencial
11,8%
17,6%
41,2%
5,9%
23,5%
Gráfico 12 - Distribuição da perspectiva dos sujeitos em relação à importância das redes sociais.
Fonte: A autora
36
APÊNDICE D – Ações Gerenciais e Estratégicas Relativas às Redes Sociais
Grau de Concordância por Questão
Afirmativas: Adoção, finalidade e influência.
Grau de Concordância
Total Média
Desvio
Padrão
Alto Grau de
Concordância
Médio Grau de
Concordância
Baixo Grau de
Concordância
1 - O fortalecimento da marca é considerado o maior benefício trazido pelas redes sociais.
2 - A utilização das redes sociais não trouxe benefícios.
3 - As redes sociais são eficazes ferramentas de fidelização de clientes.
4 - A utilização, atualização e monitoramento das redes sociais nas quais a empresa esta
inserida é realizada por colaboradores de diversas áreas da empresa.
5 - A empresa aloca funcionários exclusivamente para a utilização, atualização e
monitoramento das redes sociais.
6 - A empresa terceiriza a utilização atualização e monitoramento das redes sociais.
7 - As redes sociais facilitam a disseminação de informações necessárias para gerar melhores
estratégias.
8 - As redes sociais são importantes ferramentas de interação entre a organização e o público
alvo.
9 - As redes sociais são utilizadas para facilitar a interação e comunicação entre os
colaboradores.
10 - As redes sociais são eficazes canais de disseminação de informações sobre o escopo, a
missão, os valores e o negócio da empresa.
11 - Os acompanhamentos das redes sociais são feitos por longos períodos de tempo e
sistematicamente.
12 - O monitoramento das redes sociais tem como foco neutralizar/rebater opiniões
divergentes.
13 - A utilização/ presença nas redes sociais influi no planejamento estratégico da organização.
57
3,35
1,11
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
31
1,82
1,01
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
57
3,35
1,22
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
47
2,76
1,39
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
33
1,94
1,14
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
28
1,65
0,86
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
61
3,59
1,18
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
66
3,88
1,17
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
58
3,41
1,50
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
61
3,59
1,18
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
38
2,24
1,15
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
35
2,06
0,97
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
48
2,82
1,38
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
14 - Existem ações gerenciais específicas que primam pelas redes sociais.
15 - Há influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas.
16 - Há geração de valor para a organização a partir do uso das redes sociais.
17 - A empresa se diferencia estrategicamente das demais concorrentes por fazer uso das redes
sociais.
18 - A tomada de decisão e a escolha da estratégia da empresa são facilitadas pelo acesso às
informações por meio das redes sociais.
19 - A empresa já tomou alguma decisão de sucesso baseada em dados colhidos nas redes
sociais.
20 - A empresa já identificou/ solucionou problemas apontados por redes sociais.
49
2,88
1,41
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
57
3,35
1,46
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
57
3,35
1,22
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
45
2,65
1,37
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
49
2,88
1,45
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
46
2,71
1,40
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
49
2,88
1,41
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Tabela 1 – Distribuição das afirmativas conforme grau de concordância.
Fonte: A autora.
37
APÊNDICE E – Análise dos Agrupamentos
RESULTADOS - Grau de Concordância por Empresa
Total
Média
Empresa 1
26
1,30
Desvio
Padrão
0,98
Empresa 2
70
3,50
Empresa 3
36
Empresa 4
Alto Grau de Concordância
Médio Grau de Concordância
Baixo Grau de Concordância
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
0,83
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
1,80
1,28
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
60
3,00
1,03
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 5
41
2,05
1,47
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
Empresa 6
46
2,30
1,17
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 7
65
3,25
0,85
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 8
36
1,80
0,70
FALSO
FALSO
VERDADEIRO
Empresa 9
76
3,80
1,32
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
Empresa 10
63
3,15
0,99
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 11
85
4,25
1,21
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
Empresa 12
61
3,05
1,39
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 13
62
3,10
1,25
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 14
52
2,60
1,93
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 15
71
3,55
1,23
VERDADEIRO
FALSO
FALSO
Empresa 16
59
2,95
0,22
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Empresa 17
63
3,15
1,18
FALSO
VERDADEIRO
FALSO
Tabela 2 – Distribuição das empresas conforme grau de concordância.
Fonte: A autora.
38
APÊNDICE F – Comparação Entre Grau de Concordância e Porte
Grau de Concordância
Porte (Quantidade de Funcionários)
Alto Grau
Médio Grau
Baixo Grau
Micro
Pequeno
Médio
Grande
Empresa 1
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Empresa 2
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Empresa 3
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Empresa 4
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Empresa 5
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Empresa 6
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Empresa 7
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Empresa 8
Falso
Falso
Verdadeiro
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Empresa 9
Verdadeiro
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Empresa 10
Falso
Verdadeiro
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Empresa 11
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Empresa 12
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Empresa 13
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Empresa 14
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Empresa 15
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Empresa 16
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Verdadeiro
Falso
Falso
Falso
Falso
Empresa 17
Verdadeiro
Tabela 3 – Identificação do grau de concordância e porte por empresa da amostra.
Fonte:
A
autora.
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Luciana Pereira Cardoso - Universidade Católica de Brasília