ibge Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa Lato Sensu em Desenvolvimento Gerencial Trabalho de Conclusão de Curso REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA – ANÁLISE EM EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL. Autor: Luciana Pereira Cardoso Orientador: Msc. Maria Helena Bastos Cunha Brasília - DF 2012 LUCIANA PEREIRA CARDOSO REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA - ANÁLISE EM EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL. Artigo apresentado ao Programa de PósGraduação Lato Sensu em Desenvolvimento Gerencial da Universidade Católica de Brasília como requisito para obtenção do Título de Especialista em Desenvolvimento Gerencial. Orientadora: MSc. Maria Helena Bastos Cunha Brasília 2012 Artigo de autoria de Luciana Pereira Cardoso, intitulado “REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA – ANÁLISE EM EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL”, apresentado como requisito parcial para obtenção do grau de Especialista em Desenvolvimento Gerencial da Universidade Católica de Brasília, em 30 de abril de 2012, aprovado pela banca examinadora abaixo assinada: ________________________________________________ Prof. Msc. Maria Helena Bastos Cunha Orientador ________________________________________________ Prof. Dr. Alberto Shigueru Matsumoto Examinador Brasília 2012 Aos meus pais, Ismael e Regina, que sempre acreditaram, incentivaram e me inspiraram a dar o meu melhor. Ao meu irmão, Marco, que sempre me apoiou. AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por me guiar, sustentar e acompanhar durante todo o caminho. Aos meus pais, Ismael e Regina, que me apoiaram incondicionalmente. Ao meu irmão, Marco, por criticar, corrigir e por estar sempre disposto a ajudar. Ao meu querido amigo, Douglas, por me incentivar e torcer a distância. Aos amigos e colegas de curso que iluminaram o percurso. A todas as instituições e profissionais que participaram da pesquisa, contribuindo incomensuravelmente para o presente trabalho. E aos professores sempre dedicados e em especial aos professores Maria Helena e Alberto Matsumoto pela orientação, paciência e sabedoria. “In times of change, learners inherit the earth, while the learned find themselves beautifully equipped to deal with a world that no longer exists.” Eric Hoffer 6 REDES SOCIAIS COMO FERRAMENTA ESTRATÉGICA - ANÁLISE EM EMPRESAS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL. LUCIANA PEREIRA CARDOSO Resumo: As redes sociais vêm conquistando reconhecimento e destaque no ambiente organizacional de diferentes segmentos como fonte inesgotável e instantânea de informação que, aliada ao planejamento estratégico, confere maior agilidade, contemporaneidade e flexibilidade para lidar com as mutações do mercado. A presente pesquisa tem o propósito de analisar as ações gerenciais e estratégicas quanto à utilização das redes sociais em empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do Distrito Federal. Colaborando para concretização do objetivo geral foram definidos os seguintes objetivos específicos: identificar o alcance e o uso das redes sociais nas rotinas das empresas pesquisadas; avaliar a influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas da empresa; e comparar o desempenho empresarial entre as empresas conforme grau de adoção das redes sociais. A presente pesquisa foi de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e quantitativa; sendo submetidos questionários estruturados a uma amostra não probabilística por conveniência de empresas de TIC. Os resultados da pesquisa revelam a percepção dos sujeitos alto grau de concordância em 40% das afirmativas a cerca da influência das redes sociais nas ações gerenciais e estratégicas enumeradas no instrumento de pesquisa, indicando adoção, influência e propósito atribuídos às mídias sociais nas rotinas organizacionais. A amostra pesquisada foi organizada com base no grau de concordância, delineando o perfil das praticas gerenciais e estratégicas relacionando as mídias sociais mais frequentes. E descartou-se a hipótese de relação direta entre o porte e o grau de influência das redes sociais sobre as ações gerenciais e estratégicas. Palavras-chave: Redes Sociais. Planejamento Estratégico. Tecnologia da Informação e Comunicação. 1 INTRODUÇÃO Segundo Veen e Vrakking (2006, p.58), os benefícios percebidos pelos usuários das redes sociais transcendem a troca de informação: O que a nova geração de usuários da internet está começando a entender é a necessidade de participar em redes sociais, tanto para dar quanto receber, com o intuito de manter as redes sociais que são tão benéficas para a geração de conhecimento, processamento de informações e troca de valores (VEEN; RAKKING, 2006, p. 58, tradução nossa). A diretora de Inteligência Competitiva da Plugar, Elisabeth Gomes (IBRAMERC, 2010, p.1), ressalta algumas barreiras para a geração de inteligência nas organizações, nas quais o uso de rede social pode ajudar a superar. Entre os obstáculos está à falta de vínculo com agenda do CEO, falta de comunicação e falta de definição do escopo. Diante disto, as redes sociais têm como objetivo facilitar aos gestores a tomada de decisões. “Com o uso da nossa rede interna, pudemos gerir melhor os negócios, pois cada setor tem todas as informações necessárias para gerar uma melhor estratégia” (IBRAMERC, 2010, p.1). Uma pesquisa aplicada pelo Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado (IBRAMERC, 2010, p.1) aponta que 65% das empresas já estão presentes nas redes sociais. 7 Apesar da alta adesão, apenas 7% consideram que utilizá-las seja de fato imprescindível. Longe disso, a maioria encara apenas como uma iniciativa desejável (47,9%). Richard Lowenthaln (IBRAMERC, 2010, p.1) acrescenta: Apesar das redes sociais estarem num patamar de alta utilização pelas empresas, elas ainda são vistas como um canal complementar. Ou seja, todos entendem como um meio de comunicação muito importante, mas não fundamental. A maioria ainda está em fase de teste, buscando entender como isso realmente pode agregar ao seu negócio (IBRAMERC, 2010, p.1). Os dados obtidos pela referida pesquisa retratam que para 45% dos pesquisados, o fortalecimento da marca foi apontado como o maior benefício trazido pelas redes sociais. Esse número se coloca em oposição aos 44% que alegam que as redes ainda não trouxeram nenhum benefício. O restante divide-se entre os que tiram proveito das vantagens através da geração de vendas e fidelização, 5% e 6%, respectivamente. Além dos benefícios apresentados, as redes sociais também têm sido aproveitadas pelas empresas para ações de coleta e análise de informações. A intenção é usar esse novo meio até mesmo para saber o que a concorrência está fazendo. Outra tendência de mercado refere-se ao recrutamento e seleção, as redes sociais proporcionam um vasto ambiente com executivos e profissionais qualificados, pois uma vez que, segundo Norberto Chadad, “o uso das redes sociais já pode ser considerado uma ferramenta de recolocação profissional” (HSM ONLINE, 2009, p.1). Fica evidente, portanto, a importância de analisar as ações gerenciais e estratégicas relativas à utilização das redes sociais, averiguando seu uso como ferramenta estratégica para geração de valor. As empresas foco da pesquisa, pertencentes ao setor de tecnologia da informação e comunicação – TIC, são caracterizadas por sua imersão em inovações tecnologias e pelo uso intenso e sistemático da informação. O Distrito Federal possui mais de mil empresas, pertencentes ao referido setor de TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação – o Distrito Federal, as quais geram “cerca de vinte e quatro mil empregos diretos e faturamento anual superior a um bilhão e seiscentos milhões de reais” (RIBEIRO; SPOLIDORO, 2006, p.54). Ao definir o público-alvo em empresas da indústria de software e serviços de micro, pequeno, médio e grande porte, sediadas no Distrito Federal, dos dados fornecidos pelo Sindicato das Indústrias da Informação e Comunicação do Distrito Federal – SINFOR (2011) são 189 empresas associadas que correspondem aos requisitos. Em função das características do setor de atuação, empresas de tecnologia da informação e comunicação, especialmente quanto às turbulências e mutabilidade do ambiente e quanto à necessidade da utilização sistemática e intensa da informação e do conhecimento (GUEDES et al, 2006, p.12) é de especial importância que as empresas sejam mais flexíveis e adaptáveis, “buscando a utilização de tecnologias de gestão mais adequadas [...] através dos seus mecanismos de disseminação e do compartilhamento da informação e do conhecimento” (GUEDES et al, 2006, p.1) proporcionados pelo uso estratégico das redes sociais. O propósito da pesquisa restringe-se em analisar as ações gerenciais e estratégicas quanto à utilização das redes sociais em empresas de tecnologia da informação e comunicação do Distrito Federal, bem como a interação entre as redes sociais e o âmbito organizacional, os diferenciais estratégicos, a geração de valor para a organização e as influências nas ações gerenciais. Tem-se como questionamento de pesquisa: qual a abrangência da utilização das redes sociais como ferramenta gerencial e estratégica nas empresas de TIC do Distrito Federal? E como objetivo principal analisar as ações gerenciais e estratégicas quanto à utilização de redes sociais nas empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC) do Distrito Federal. Colaborando para concretização do objetivo geral foram definidos os seguintes objetivos específicos: identificar o alcance e o uso das redes sociais nas rotinas das empresas pesquisadas; avaliar a influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas da empresa; e comparar o desempenho empresarial entre as empresas conforme grau de adoção das redes sociais. 8 A fundamentação teórica para o desenvolvimento da pesquisa e a solução do problema exposto foi dividida em três tópicos. O primeiro, uma compilação de conceitos e teorias acerca do planejamento estratégico, que se apresenta como principal aspecto que confere às organizações contemporaneidade e flexibilidade para lidar com o mercado instável. O segundo explora o fato de as redes sociais começarem a permear as organizações, apresentando as redes sociais como ferramenta que confere diferencial competitivo e inovação. E o terceiro, construído com as impressões e conclusões de estudos, artigos e propostas literárias lastreados na relação e interação entre redes sociais, sociedade e as organizações, com o foco no uso estratégico das redes sociais. 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Diante do contexto global, mutável, de acelerado desenvolvimento de tecnologias, da transcendência de fronteiras e exponencial crescimento das exigências do mercado consumidor, as organizações devem estar aptas a se adaptar às mudanças globais, a cumprir exigências do mercado e a suprir necessidades intraorganizacionais. Ante a este perfil hiperdinâmico do ambiente empresarial, a estratégia organizacional precisa ser dinâmica e flexível, e em um estado de contínua melhoria, adequando-se conforme as necessidades do momento. Portanto, segundo Alday (2000, p.10), o planejamento estratégico mostra-se como um instrumento flexível, assegurando que os ajustes necessários sejam feitos com inteligência, formado por um conjunto de apenas algumas características e medidas de importância relativa à organização. Por quase dois mil anos, o termo estratégia limitou-se ao uso militar, sendo definido como “o uso das batalhas como meio de realização do objetivo de guerra” (CLAUSEWITZ,1976, p.147, tradução nossa). E em meados do século 20 sua aplicação transcendeu o militarismo e iniciou-se com o uso com a expressão “business policy” na administração (PIAZZA, 2006, p.4). Em um contexto literário de inúmeras definições acerca do planejamento estratégico, cada autor, corrente ou escola, como por exemplo, as 10 escolas abordadas por Mintzberg, formulam conceitos, definições e focos distintos. Mas em linhas gerais, e de acordo com Souza e Qualharini (2007, p.5) “as ações de planejamento estratégico visam incorporar a arte da estratégia, bem como a visão sistêmica do modelo de negócio para de forma orientada estabelecer conduta e subsídios essenciais aos processos de apoio para o posicionamento decisório”. Ainda segundo os referidos autores, o plano estratégico pode ser considerado como o principal documento para a consolidação dos objetivos e metas da organização. Deve-se ressaltar que o: Planejamento estratégico não atua no campo da previsibilidade, e sim, caracteriza-se substancialmente por procura elucidar situações a médio e longo prazo estabelecendo um conjunto de diretrizes a serem seguidas mediante as condições e cenários considerados(SOUZA; QUALHARINI, 2007, p.6). Para tanto, é de extrema importância que o planejamento estratégico deva ir além da organização, considerando os reflexos de fatores externos aos planos futuros, a fim de maximizar o atendimento às expectativas dos clientes externos, internos colaboradores, acionistas, comunidade e fornecedores. Deste modo, devem ser levados em consideração fatores macros, como o âmbito econômico, sócio-demográfico, políticos e legais, tecnológicos, culturais e ecológicos e naturais, ou fatores ambiente-tarefa (imediatos) que incluem os stakeholders, portanto, os clientes, instituições financeiras, concorrentes, associações comerciais, grupos ativistas e sindicatos, agências governamentais e representantes da mídia. 9 Diante desta necessidade, a revisão literária aponta diversos processos e métodos assinalados ao planejamento estratégico que visam retratar os reflexos do ambiente. Sendo três deles, as cinco forças competitivas de Porter – os quais visam analisar o ambiente distribuído em cinco âmbitos: rivalidade entre os concorrentes, poder dos clientes, poder dos fornecedores, ameaça de novos entrantes e ameaça de produtos substitutos; a Análise SWOT – ferramenta que mapeia as forças (Strengths), as fraquezas (Weaknesses), as oportunidades (Opportunities) e as ameaças (Threats). Mas, para que os sugeridos processos sejam operacionalizados e para que a estratégia seja delineada, se faz necessária que a organização tenha consciência e registro de sua identidade, retratados na missão, visão, metas e objetivos; e o balancedscorecard de Kaplan e Norton (2000) – baseado em 5 princípios, traduzir a estratégia em termos operacionais, alinhar a organização à estratégia, transformar a estratégia em tarefa de todos, converter a estratégia em processo contínuo e mobilizar a mudança por meio da liderança executiva. Ante ao ambiente empresarial hiperdinâmico e ao perfil ideal de gestores, a tomada de decisão e a escolha de uma estratégia de negócio “pode ser facilitada pelo acesso às informações que auxiliem a compreensão do comportamento dos consumidores” (CRIVELLARO; TAKEMURA, 2009, p.1) através do acompanhamento das redes sociais. E perante a compilação teórica acerca do planejamento estratégico é possível afirmar que o planejamento encarrega-se de ir além da definição da missão e metas organizacionais, e abrange a análise do ambiente, avalia as aptidões da organização, além de desenvolver a estratégia e implementá-la, avaliá-la e controlá-la, conferindo prosperidade ao modelo de negócio. Frente à tamanha flexibilidade do planejamento estratégico, sua influência nas ações gerenciais e nas decisões da organização fica claro que em organizações que buscam utilizar, monitorar ou subsidiar redes sociais, sofram adequações e mudanças incitadas pelas referidas redes em seus mapas estratégicos, conferindo a estas empresas contemporaneidades e agilidade ao lidar com o mercado. 2.2 REDES SOCIAIS Santana (2007, p.1) retrata o homem como ser social ao declarar: O homem constitui-se enquanto ser social, à medida que comunica-se e relaciona-se com semelhantes, formando comunidades, redes, sociedades. É mister pensar como estes sujeitos sociais se organizam e representam-se na contemporaneidade, frente à emergência das Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC e, consequentemente, da cultura digital. Ante a este perfil do homem contemporâneo aliado às transformações socioculturais decorrentes da era digital, emerge-se um novo ambiente, o ciberespaço, que segundo Lèvy (1999, p. 32) é o “novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo mercado da informação e do conhecimento”, e surge novo modelo mental, a cibercultura. A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias (ALVES; NOVA, 2002, p.1). Conforme observado por Martino (2005, p.48), a noção de cultura digital é intrínseca aos jovens nascidos a partir da década de 80, envoltos em um oceano de informações. Diante deste retrato fica ainda mais evidente o ingresso de tais culturas e hábitos no ambiente organizacional junto ao ingresso da geração Y no mercado de trabalho. Portanto, a cibercultura não apenas começa a permear as organizações, mas passa a demandar, mobilizar e atuar como consumidor e formador de opinião. Como Kotler et al (2010) assegura no novo modelo de marketing, marketing 3.0, ao tratar os consumidores não como meros clientes, mas como seres complexos e multifacetados. 10 A autora Alé (2010, p.1) aponta a existência de redes sociais de negócio e trabalho, como por exemplo, o LinkedIn, rede profissional mais utilizada pelas empresas para recrutamento de pessoas. E destaca que as demais redes sociais são fonte inesgotável de informações mercadológicas. Quando visualizamos os usuários de redes sociais como uma grande massa hiper segmentada, podemos obter muitas conclusões pensando em hábitos de compra, consumo e preferências, que pode ser um mundo de possibilidades para as empresas, sempre e quando se saiba utilizar. Cada rede social tem seu segmento de usuários com perfis específicos, mas, no geral, tem interesse em comum (ALÉ, 2010, p.1). Os autores Crivellaro e Takemura (2009, p.2) apresentam as redes de relacionamento online como ferramenta em uso pela multinacional brasileira IBOPE ao afirmar: As redes de relacionamento online tendem a se consolidar como mais um meio de comunicação via internet. As pesquisas realizadas pelo IBOPE Nielsen Online revelam que o Brasil tem o maior número de usuários de internet com hábito de visitar sites dessa natureza. Além disso, o fato de os brasileiros apresentarem menos restrições à exposição pessoal do que outros povos, como os europeus, facilita o uso das redes sociais como fonte de informações para estudos, pesquisas e geração de novas ideias e produtos. Esta tendência de comportamento se apresenta como uma fonte inesgotável de recursos e aplicabilidades, tanto para os indivíduos quanto para as organizações. As redes sociais são uma realidade, e representam uma parcela importante do dia a dia das pessoas, como entes sociais e como consumidores (ALÈ, 2010, p.1). Portanto, cabe às organizações saber fazer uso desta ferramenta conferindo-as diferencial competitivo nas ações gerenciais e proporcionando-as elemento estratégico inovador. 2.3 USO ESTRATÉGICO DE REDES SOCIAIS Nas ultimas décadas, a globalização desencadeou diversas mudanças em diferentes setores, transformando a visão do mundo, as relações interpessoais e os valores, dentre muitos outros fatores. Segundo Alé (2010, p.1) estas transformações provocam uma visão mais ampla, “muito além da local, uma perspectiva de um mundo interconectado e interdependente”. Ainda conforme defendido pela referida autora: Entre as mudanças proporcionadas pela tecnologia e seu impacto nas comunicações origina-se a base para uma das transformações mais significativas como o nascimento das redes sociais. Devido à manifestação da internet, produziu-se uma profunda metamorfose na forma em que as pessoas, mundialmente, se comunicam, dividem informação, geram opinião e com certeza, influenciam nas mudanças das estruturas sociais, políticas e econômicas. E tais mudanças apresentadas por Alé (2010, p. 1) também alcançaram os modelos de interação e organização das empresas: Nos últimos anos, emerge a WEB 2.0, aquela em que a maior parte do conteúdo que se encontra na rede não é gerada pelas empresas, e sim pelos mesmos usuários, transformando-os nos responsáveis na atualização da informação, atualização de dados, seguir pessoas ou ser seguido, compartilhar documentos, entre muitas outras opções disponíveis (ALÉ, 2010, p.1). Martes et al (2006, p.12) afirma que as redes interorganizacionais, físicas ou virtuais, também são concebidas como forma de governança ao destacar a preconização de Michael Piore e Charles Sabel (1984, apud MARTES et al, 2006, p. 12): A partir dos anos 1970, diante do problema de saturação do mercado de produtos de massa, as empresas começam a flexibilizar sua produção e passam a trabalhar em redes. Rapidamente a produção flexível se mostra dotada de capacidades adicionais: alterar rapidamente seus produtos em função das novas tecnologias de automação, e integrar outros fornecedores e distribuidores por meio de processos de terceirização e novos tipos de contratação. Essa nova lógica de produção, num ambiente versátil e 11 competitivo, é altamente dependente do trabalho em rede entre as firmas que compõem a cadeia de produção e distribuição. Para que as organizações sejam versáteis e flexíveis, como demanda o mercado, se fazem necessárias mudanças nos modelos mentais, nas estruturas e nas culturas e valores intrínsecos aos indivíduos que as compõem, e em especial, das lideranças executivas incumbidas da mobilização dos demais níveis hierárquicos. Diante disto os autores Cross e Thomas (2009, p.9) destacam a admoestação de Henry Mintzberg, que em um artigo publicado no jornal Financial Times, em 2006, “criticou o foco obsessivo sobre líderes individuais como sustentáculos da eficácia organizacional” ao afirmar que, “ao se concentrar em uma única pessoa... a liderança torna-se parte da síndrome da individualidade, que está solapando as organizações”. Mas os autores ressaltam que a liderança individual é resultado da “falta de uma estrutura alternativa”. Muitos buscam sistemas formais como forma de ligação entre o comportamento individual e organizacional, mas tais estruturas nem sempre consideram a existência de uma organização informal, revelada apenas pela análise de redes organizacionais. Tal rede informal não é contrária à organização, “mas pode ser percebida como uma resposta às deficiências inevitáveis de uma estrutura convencional” (CROSS; THOMAS, 2009, p.9). Ao defenderem a importância da utilização das redes em benefício da organização, Cross e Thomas (2009, p. 19) definem arquétipos de redes, uma vez que estas possibilitam às organizações a identificação de oportunidades e desafios e a coordenação de reações apropriadas. Os autores propõem, portanto, a elaboração e adoção de redes conforme os problemas, demandas gerenciais e objetivos estratégicos; uma das redes é personalizada, tratando o ambiente de forma inovadora e individual, a outra rede é de caráter rotineira, tratando as demandas do ambiente com previsibilidade e soluções definidas. Tendo em vista o retrato das competências do gestor apresentados pelos autores Assen, Berg e Pietersma (2010, p.202-205) Mintzberg, outrora insatisfeito com o modelo de Henri Fayol a respeito das tarefas dos gestores, identifica dez papeis gerenciais, subdivididos em três aspectos: interpessoal, informação e decisão. No âmbito interpessoal são atribuídas as competências de símbolo da organização “para obrigações sociais, jurídicas, cerimoniais e atividades que inspirem os demais”; líder, “cerne do relacionamento entre gestor e subordinados e do poder gerencial”; e ligação, compete ao gestor “as habilidades de networking para criar manter contatos internos e externos visando o intercambio de informações”. No âmbito de informação cabe ao gestor o papel de monitor, que “envolve a construção e a utilização de um sistema inteligente de informações, por meio da construção de contatos e facilitação para que os subordinados forneçam informações pertinentes”; disseminador, “o papel inclui, por um lado, dividir e disseminar informações e, por outro lado, converter e assimilar informações”; e porta-voz, ao gestor compete informar “outras pessoas fora da sua organização em nome da sua própria organização”. E em relação ao âmbito de decisão cabe ao gestor o papel de empreendedor, pois “envolve a concepção e a coordenação de programas de mudança, incluindo a delegação de responsabilidades e a capacitação de empregados”; administrador de conflitos, que abrange “a conciliação, a avaliação e a resolução de problemas”; alocador de recursos, pois é o gestor que “supervisiona a alocação de todos os recursos (monetários, humanos, reputacionais, etc.) e estabelece as prioridades organizacionais”; e por fim, cabe ao gestor o papel de negociador, ao assumir “a responsabilidade sobre importantes atividades de negociação com outras organizações em prol de sua própria organização”. Ante a compilação dos papéis gerenciais de Mintzberg (ASSEN; BERG; PIETERSMA, 2010, p.203), um fator se destaca, a informação, mesmo entre os papéis interpessoais e de decisão a informação figura com destaque, uma vez que, no primeiro, o gestor age como angariador e fornecedor de informações e no segundo, utiliza-se das informações para a tomada de decisão. E lastreado nos levantamento presentes neste trabalho, 12 à contemporaneidade e flexibilidade conferida às organizações pelo uso estratégico das redes sociais podem ser explicados, em parte, pela habilidade e competência por parte do gestor em utilizar as redes sociais, sejam elas interorganizacionais ou não, como ferramenta para ações de coleta e análise de informações ou até mesmo recrutamento e seleção, fonte inesgotável e instantânea de informação. Cabe ao gestor, portanto, a destinação e utilização das redes sociais para melhor servir ao planejamento estratégico, conferindo à empresa versatilidade e agilidade para com o mercado. Diante das potencialidades e aplicações aqui compiladas fica evidenciada a importância de analisar as ações gerenciais e estratégicas em relação ao uso das redes sociais. 3 METODOLOGIA A presente pesquisa foi de natureza aplicada, com abordagem qualitativa e quantitativa. Do ponto de vista dos objetivos, foi adotada a pesquisa de caráter descritivo. Os procedimentos técnicos foram bibliográficos e de levantamento. O método de pesquisa utilizado foi pesquisa de campo que, de acordo com Vergara (2000, p.47) consiste na “investigação empírica realizada no local onde ocorre ou ocorreu um fenômeno ou que dispõe de elementos para explicá-lo”. A técnica de coleta de dados foi inquirição, sendo o instrumento de coleta de dados um questionários estruturado. O universo escolhido foram empresas classificadas como atividades de informática, comunicação e serviços relacionados, a amostra limitou-se aos dados fornecidos pelo Sindicato das Indústrias da Informação e Comunicação do Distrito Federal – SINFOR, optouse pela amostragem não probabilística por conveniência, 20 empresas dos 189 associados de tecnologia da informação e comunicação do Distrito Federal. A cada empresa foi endereçado um questionário, sendo direcionados ao indivíduo que ocupe função de liderança, seja diretor, gerente, chefe de equipe ou departamento. Da amostra definida, houve um retorno de 85% dos questionários encaminhados, correspondendo a 17 questionários. O instrumento de pesquisa proposto é composto por questões de natureza demográfica e comportamental dividido em duas partes: Parte I – Caracterização do perfil do profissional e da empresa: 10 questões fechadas do tipo múltipla escolha e 2 questões abertas; Parte II – Adoção e avaliação da influência das redes sociais nas ações gerenciais e estratégicas da empresa: 20 afirmativas relativas à adoção, finalidade e influência das redes sociais, utilizando a escala de Likert de 5 pontos válidos (discordo totalmente, discordo, indiferente, concordo e concordo totalmente). Visando avaliar a compreensão do questionário, foi aplicado um pré-teste do instrumento de coleta de dados – a fim de identificar e eliminar potenciais problemas no entendimento e, por conseguinte, no preenchimento do instrumento (MALHOTRA, 2001, p.290-291). O teste foi aplicado a um conjunto de cinco indivíduos selecionados na amostra. Durante a aplicação cada um dos respondentes avaliou as questões quanto ao enunciado, os termos usados, ordem de itens, entre outros aspectos, para identificar questões problemáticas e confusas. A partir destas avaliações foram feitas correções e modificações no instrumento, o questionário editado e atualizado está apresentado no apêndice A. Durante a aplicação do pré-teste também foi cronometrado o tempo necessário para responder o questionário. A média despendida para o total preenchimento foi de15 minutos. A coleta de dados foi realizada mediante a aplicação de questionário estruturado a 20 respondentes, nos meses de julho e agosto de 2011. Após o recebimento dos questionários, as respostas foram tabuladas em planilha eletrônica e realizados os tratamentos dos dados. Sobre a tabulação inicial, esta foi divida em seções com o intuito de facilitar a compreensão e interpretação dos dados coletados. Assim sendo, foram contemplados uma 13 Análise Estatística Descritiva para compreender e retratar o Perfil dos Sujeitos e das Empresas, uma Análise Qualitativa lastreada no grau de influência exercido pelas redes sociais sobre os ambientes organizacionais pesquisados e na comparação entre o desempenho empresarial e o grau de adoção das mídias sociais, e uma Análise Multivariada de Cluster (agrupamento). Obtendo-se, assim o retrato das ações gerenciais e estratégicas acerca da utilização de redes sociais nas empresas de TIC no Distrito Federal. 4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS DA PESQUISA 4.1 APRESENTAÇÃO DA PESQUISA Os dados levantados pela pesquisa foram tratados utilizando a ferramenta Microsoft Office Excel 2007. A fim de se investigar os objetivos proposto, os dados levantados pela aplicação do questionário estruturado nas empresas mencionadas, foram reunidos permitindo o delineamento dos perfis dos respondentes e das empresas alvo da pesquisa. Possibilitando também a análise das percepções dos sujeitos e relação ao alcance, uso, finalidade e influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas da empresa, a avaliação da relação entre desempenho empresarial e o grau de adoção das redes sociais e a comparação dos resultados entre os distintos portes das empresas respondentes. A apresentação da pesquisa será feita de modo que facilite a análise e discussão dos resultados relacionando-os aos objetivos delineados. Sendo assim, será apresentado o perfil da amostra e analisada a interação entre as redes sociais e as ações gerenciais e estratégicas no âmbito organizacional. Do universo pesquisado composto por 20 empresas selecionadas por amostragem não probabilística por conveniência, representadas por 20 sujeitos, apenas 17 respondentes, o equivalente a 85% da amostra, preencheram e submeteram o questionário on-line, conferindo aos respondentes e suas correspondentes organizações anonimato. A análise a seguir foi construída considerando os 17 instrumentos recebidos, todos completos, conforme apresentado no apêndice B. 4.2 PERFIL DA AMOSTRA Para a análise da Parte I do instrumento de pesquisa utilizou-se análise estatística descritiva para compreender e retratar o perfil dos respondentes e das empresas. Serão introduzidas as análises com base nos resultados retratados nos gráficos apresentados no apêndice C: 4.2.1 Área de trabalho Conforme apresentado no Gráfico 1 (Apêndice C), houve predomínio de profissionais das áreas administrativo e marketing/vendas com respectivamente, 35,3% e 29,4% das respostas. Deve-se ressaltar que, os sujeitos tiveram liberdade para marcar mais de uma área de atuação, implicando no total de respostas acima do número de questionários respondidos. 4.2.2 Tempo de experiência Cerca de 47% dos respondentes possuem menos de 13 anos de experiência profissional. Para retratar o perfil dos respondentes quanto ao tempo de experiência profissional as respostas colhidas pela questão aberta presente no instrumento de pesquisa foram agrupadas em intervalos conforme disposto no gráfico 2 (Apêndice C). 14 4.2.3 Idade Conforme retratado no gráfico 3 (Apêndice C) a idade dos sujeitos também revela maior participação de indivíduos jovens com idade entre 20 e 33 anos, com 41,3%. Ressaltase também o alto índice de respondentes entre 48 e 61 anos, 35,3%, o que deve-se ao fato de que dentre as características buscadas na amostra eram os indivíduos ocupantes de posições de sociedade, diretoria e gestão, cargos tradicionalmente mais velhos. 4.2.4 Sexo Observa-se no gráfico 4 (Apêndice C) a predominância de respondentes do sexo masculino, 76,5%, retratando um baixo percentual de atuação feminina na amostra selecionada do setor de tecnologia da informação e comunicação. 4.2.5 Escolaridade Buscou-se neste tópico retratar os índices de escolaridade dos respondentes. Verificouse que 52,9% dos sujeitos possuem pós-graduação, seguidos de sujeitos com graduação, 35,3%. Com base no gráfico 5 (Apêndice C) os índices retratam que os profissionais encarregados de funções de liderança estão bem preparados e qualificados para ocupar tais posições de liderança, bem como também retrata a necessidade do setor de constante atualização. 4.2.6 Quantidade de Funcionários O presente tópico foi construído conforme os critérios de classificação do porte das empresas estabelecido pelo IBGE (SEBRAE - SC, 2011). Com base na classificação de empresas de comércio e serviço, das empresas pesquisadas, 35,3% possuem entre 50 e 100 funcionários, classificada, portanto, como empresa de médio porte e 29,4% possuem entre 10 e 49 funcionários, classificada como pequeno porte. E pode-se observar no gráfico 6 (Apêndice C) que as empresas classificadas como micro e grande porte apresentaram os mesmos percentuais, 17,6% cada. 4.2.7 Receita Operacional Bruta Anual Os valores predefinidos e apresentados no instrumento de pesquisa foram baseados na classificação de receita operacional bruta (ROB) divulgada pelo BNDES (2011), que distribui as empresas em portes com base na ROB anual. Diante disto pode-se perceber do gráfico 7 (Apêndice C) que 29,4% dos respondentes afirmam representar empresas com a receita operacional bruta entre 2,4milhões e 16 milhões, sendo classificada como empresa de pequeno porte. 23,5% das empresas ocupam a classificação de micro empresa, com ROB menor que 2,4 milhões e outros 23,5% são classificados como empresas de médio porte, com Rob entre 16 milhões e 90 milhões. Já as empresas classificadas com grande porte representam 17,6% da amostra pesquisada. 4.2.8 Posição de Mercado Em relação à posição de mercado, 52,9 % dos respondentes afirmaram trabalhar em empresas líderes de mercado, conforme representado no gráfico 8 (Apêndice C), uma parcela relativamente elevada, cerca de 23% dos respondentes, afirmam não saber a posição ocupada pela empresa que representa. As classificações segunda posição e terceira ou inferior obtiveram 11,8% de indicações cada. Diante da curiosa predominância de empresas líderes, não se pode concluir se os respondentes estavam sendo otimistas com relação ao posicionamento das empresas pesquisadas ou se isto se deve a visão diferenciada dos colaboradores em relação à liderança em relação ao porte ou subdivisões no setor alvo da pesquisa, por exemplo. 15 4.2.9 Uso das Redes Sociais Os respondentes da pesquisa assinalaram as redes sociais que fazem uso no ambiente organizacional, deve-se atentar que foram permitidas escolhas múltiplas. Dos indivíduos pesquisados, 47,1% afirmam que nas empresas nas quais trabalham o Facebook e o Twitter são as redes sociais mais presentes no ambiente de trabalho, seguido do uso do YouTube e Blogs com 35,3% cada. Destaca-se que as redes sociais criadas e cultivadas para os ambientes empresariais, como o LinkedIn (29,4%) e o Monster (0%), possuem baixas porcentagem de utilização conforme apresentado no gráfico 9 (Apêndice C). 4.2.10 Presença em Redes Sociais Lastreado no retrato do gráfico 10(Apêndice C), os sujeitos da pesquisa afirmam que 52,9% de suas empresas estão presentes no Facebook, 47,1% das organizações pesquisadas possuem Blogs ou páginas no Twitter. E novamente, conforme retratado no índice anterior, há uma baixa porcentagem de empresas presentes em redes sociais corporativas, como o LinkedIn (35,3%), por exemplo. 4.2.11 Utilização das Redes Sociais A presente questão levantada no instrumento de pesquisa tem o intuito de delinear o emprego e funcionalidade das mídias sociais adotadas pelas empresas, ante a isto, percebe-se com base no gráfico 11 (Apêndice C) que a principal finalidade atribuída às redes sociais é a comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos com um percentual de 52,9%, seguido da monitoração do mercado com 41,2% e a observação da concorrência, do comportamento dos clientes e prospecção de clientes com 35,3% cada. 4.2.12 Importância das Redes Sociais Para 41,2% dos sujeitos da pesquisa as redes sociais são ferramentas complementares. Cerca de 29% dos respondentes avaliam que as redes sociais no ambiente de trabalho são ferramentas dispensável ou não fundamental. E conforme retratado no gráfico 12 (Apêndice C), apenas 23,5% dos sujeitos atribuem alto grau de importância, consideram-nas ferramenta essencial. 4.3 AÇÕES GERENCIAIS E ESTRATÉGICAS RELATIVAS ÀS REDES SOCIAIS A presente análise aborda os itens da Parte II do instrumento de pesquisa, utilizou-se a análise qualitativa lastreada nas percepções dos sujeitos quanto à influência das redes sociais nas ações gerenciais e estratégicas, relacionando-os em grau de concordância, clarificando o objetivo geral proposto pela presente pesquisa. As percepções dos atores da pesquisa permitiram identificar a adoção, influência e propósito atribuído às mídias sociais nas rotinas organizacionais pesquisadas, que, aliadas à análise da frequência e do nível de adoção foi possível elucidar o segundo objetivo especifico – Avaliar a influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas da empresa. Portanto, das afirmativas relacionadas no instrumento de pesquisa aplicado, as que obtiveram maior grau de concordância representaram as práticas gerenciais e estratégicas relacionadas às mídias sociais mais frequentes na percepção dos respondentes. Quanto à análise qualitativa originada da classificação das afirmativas, obtiveram-se os seguintes resultados: Todas as questões obtiveram ao menos uma resposta correspondente ao valor máximo de 5 (concordo totalmente) e ao valor mínimo de 1 (discordo totalmente). O desvio padrão oscilou entre 0,86 e 1,50. As médias apuradas das questões foram divididas em 3 classes distintas, denominadas Alto Grau de Concordância (de 3,14 a 3,88), Médio Grau de 16 Concordância (de 2,39 a 3,14) e Baixo Grau de Concordância (de 1,65 a 2,39)conforme apresentado no apêndice D na integra. A classificação das percepções dos respondentes permite as seguintes interpretações acerca da influência das redes sociais nas ações gerenciais e estratégicas nas empresas selecionadas na amostra, ressaltando-se a relação direta entre o grau de concordância e influência, adoção ou finalidade das mídias sociais: As afirmativas classificadas com alto grau de concordância retratam aspectos já relatados anteriormente como a primazia das empresas adeptas pelas redes sociais como ferramenta de disseminação e promoção da organização. Com base nas afirmativas que obtiveram maior grau de concordância, os sujeitos da pesquisa afirmam que o fortalecimento da marca é o maior benefício atribuído às redes sociais, bem como eficaz ferramenta de interação com o público alvo e fidelização de clientes. Os respondentes consideram que as mídias sociais adotadas por suas organizações são utilizadas como facilitador de interação e comunicação intraorganizacional e importante disseminador de informações sobre o escopo, a missão, os valores e o negocio, além de disponibilizar informações necessárias para gerar melhores estratégias. As empresas participantes afirmam sofrer um alto grau de influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais estratégicas, acarretando percepção de elevada geração de valor para a organização. As afirmativas que obtiveram médio grau de concordância podem ter sido influenciadas pelo ponto neutro da escala de Likert denominado na pesquisa por indiferente, portanto é provável que os respondentes, no intuito de demonstrar imparcialidade quanto às afirmações tenham induzido a média à faixa de médio nível de adoção. Dentre as ações que obtiveram tal classificação estão à tomada de decisões de sucesso lastreadas em informações obtidas nas redes sociais, ou a identificação e solução de problemas apontados pelas redes. A perspectiva dos sujeitos retrata ainda a atribuição de médio grau de adoção de medidas como a utilização, atualização e monitoramento das redes sociais atribuídas a diversos colaboradores de áreas distintas. Embora os respondentes tenham atribuído elevado grau de concordância quanto à influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas, os mesmos atribuíram médio grau de influência a tais mídias no planejamento estratégico da organização e às ações gerenciais especificas que primem pelas redes sociais. Bem como impuseram médio grau de concordância em relação a conferencia de diferencial estratégico quando comparadas com organizações que não usam redes sociais. E por fim, mesmo em se tratando de empresas do setor de informática, com alto grau atribuído ao uso das redes sociais como ferramenta de disseminação, apura-se médio grau de concordância às facilidades de acesso à informação para a tomada de decisão e a escolha da estratégia das organizações. As afirmativas que obtiveram baixo grau de concordância, ou seja, maior nível de discordância em relação às afirmativas relacionadas no instrumento de pesquisa revela um perfil ainda engessado de práticas gerenciais, tais como a discordância em relação à alocação de profissionais exclusivos, ou terceirização, para operação das redes sociais. E também é possível constatar que os acompanhamentos são realizados por pequenos períodos de tempo e sem sistemática, e os monitoramentos não visam rebater ou neutralizar opiniões. Mas deve-se ressaltar o alto índice de discordância quando se afirma que a utilização das redes sociais não trouxe benefícios. Portanto, embora as empresas pesquisadas não utilizem as redes sociais no máximo do potencial proporcionado, essas reconhecem os benefícios acarretados. 4.4 ANÁLISE DOS AGRUPAMENTOS A proposta a seguir tem o intuito de esclarecer o objetivo geral proposto que é analisar as ações gerenciais e estratégicas quanto à utilização de redes sócias nas empresas de 17 tecnologia da informação e comunicação (TIC) do Distrito Federal. A análise multivariada de agrupamento utilizada busca alinhar os perfis levantados pelo objetivo geral e facilitar o entendimento de suas semelhanças, bem como corroborar para a resolução do terceiro objetivo especifico. O método utilizado foi Ward, “que consiste em uma forma de agrupamento hierárquica amplamente utilizada para análise de grupos que, primeiramente isola os casos, e progressivamente combina-os em grupos até que todos estejam nos respectivos grupos conforme suas similaridades” (COLMAN, 2001, apud SILVA, 2008, p. 62). As empresas pesquisadas foram classificadas conforme o grau de concordância, de semelhante modo ao apresentado anteriormente, a média das pontuações na escala de Likert atribuídas às afirmativas da Parte II do instrumento de pesquisa redistribui a amostra em 3 classes distintas. O referido agrupamento também permitirá a comparação entre perfis das empresas, nível de influência das redes sociais, a quantidade de redes sociais utilizadas e seus impactos organizacionais, bem como facilitará a análise da relação entre o desempenho empresarial e a presenças das redes sociais nas empresas de TIC do Distrito Federal. Utilizando análise multivariada de grupo semelhante à descrita por Terra (2001, p. 226-227), essa redefiniu a amostra de 17 empresas em três grupos distintos, conforme similaridades apuradas por meio da classificação do grau de concordância por empresa. A reorganização da amostra em grupo, unindo as empresas que apresentaram similaridades nos perfis conforme classificação apresentada a seguir e no apêndice E: O grupo 1 (G1) é composto por 4 empresas, que apresentam, de modo geral, maior grau de concordância em relação às 20 afirmativas relacionadas à influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas presentes no instrumento de pesquisa. De acordo com o perfil preenchido pelos atores da pesquisa, as empresas da amostra pertencentes ao G1 abrangem empresas de micro, pequeno e médio porte, com a receita operacional brutal (ROB) oscilando entre menor de 2,4 milhões até 90 milhões de reais por ano. Embora os aspectos já apresentados não demonstrem similaridade, a coerência das empresas pertencentes ao G1 mostra-se através da importância dada as redes sociais, afirmando que essas são ferramentas essenciais, com utilização média superior a 4 redes sociais listadas no instrumento de pesquisa com predominância do Facebook, LinkedIn e Twitter, bem como a presença das organizações em mais de 4 mídias, com predominância nos Blogs, Facebook, LinkedIn e Twitter. De semelhante modo à presença e uso, as empresas do grupo 1 são as que mais elencaram utilizações das redes sociais. O grupo 2 (G2) é formado por 9 empresas que apresentaram médio grau de concordância em relação à adoção, influência e finalidade das redes sociais para a elaboração das ações gerenciais e estratégicas das empresas pesquisadas. O perfil das empresas do G2 delineado possui o perfil mais heterogêneo, com empresas de micro à grande porte, com as receitas operacionais brutas anuais também díspares, de menores de 2,4 milhões até maiores de 300 milhões de reais. Houve predominância no quesito posição de mercado, com a maioria dos respondentes afirmando pertencer às organizações líderes do seguimento. As empresas do G2 caracterizam-se por utilizarem a média de 2 redes sociais, as mais usadas pelo grupo são, Blogs, Facebook e Twitter. De semelhante modo, as empresas apontam uma média de 2 mídias sociais nas quais estão presentes, as mais mencionadas foram, Blogs, Facebook e Twitter. Embora as empresas do presente grupo possuam medianos índices de concordância em relação às afirmativas elencadas no instrumento de pesquisa, os sujeitos do G2 apontam uma média inferior a 2 em relação à utilização das redes sociais, sendo a comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos a função mais escolhida, bem como alegam que as redes sociais são ferramentas complementares. O grupo 3 (G3) é constituído pelas 4 empresas que obtiveram baixo grau de concordância com base nas afirmativas pertencentes à Parte II do questionário. O perfil das 18 empresas do grupo 3 também apresentam discrepâncias em relação ao porte, com empresas de micro a médio porte, e à receita operacional bruta que variou entre menor que 2,4 milhões de reais a 90 milhões de reais por ano. Os respondentes do presente grupo também afirmam pertencer às empresas líder de mercado, mas enxergam as redes sociais como ferramenta dispensável nas organizações as quais representam, que aliado à baixa quantidade de redes sociais nas quais estão presentes ou utilizam, justificam o baixo grau de concordância, reflexo do baixo índice de influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas. 4.5 COMPARAÇÃO ENTRE GRAU DE CONCORDÂNCIA E PORTE Conforme suscitado no terceiro objetivo específico, comparar o desempenho empresarial entre empresas conforme grau de adoção das redes sociais, a comparação busca constatar se à relação entre o grau de concordância e o porte, bem como os demais fatores elencados no instrumento de pesquisa que retratam o desempenho empresarial como a receita operacional bruta e a posição de mercado ocupada. A pesquisa revela que todos os sujeitos, representado suas respectivas empresas informaram a quantidade de funcionários, no entanto, não houve unanimidade no provimento das informações a cerca da receita operacional bruta (ROB) anual. Diante disto optou-se por classificar as empresas pela quantidade de funcionários conforme os critérios de classificação do porte das empresas de comércio e serviço estabelecido pelo IBGE (SEBRAE) conforme apresentado no apêndice F. A pesquisa constata que, da amostra selecionada, as organizações classificadas não apresentam relação diretamente, nem inversamente proporcional. Conforme apresentado na tabela 1 não se pode afirmar que o porte seja fator determinante no grau de concordância. Pode-se, entretanto, relacionar que as empresas de micro e pequeno porte apresentam maior incidência dos índices médio e alto grau de concordância, enquanto as empresas de médio e grande porte possuem maior incidência de médio e baixo grau de concordância relativa à influência das redes sociais sobre as ações gerenciais e estratégicas. Se analisado o desempenho empresarial as empresas classificadas em micro porte apresentam, unânimes a ROB anual inferior a 2,4 milhões de reais, prevalece o desconhecimento em relação à posição de mercado que ocupa, e todos os respondentes compartilham a mesma faixa de classificação de tempo de experiência profissional, entre 14 e 26 anos. Outro destaque é relativo à utilização, presença e emprego das redes sociais, embora classificadas como micro empresas e com elevado número de redes sociais, essas organizações não compartilham o mesmo grau de concordância, que oscilam de baixo, médio e alto índice, mas consideram as redes sociais com ferramentas essenciais. Em relação às empresas classificadas em pequeno porte, essas retratam o maior número de sujeitos jovens, com o predomínio de respondentes na faixa de 20 a 33 anos, bem como tempo de experiência profissional menor que 13 anos. Apresenta maior concentração de empresas com grau de concordância médio e alto, em comparação aos outros portes, embora apenas 1 organização apresente elevados números de uso, presença e finalidade de redes sociais, á grande concentração de empresas com médio grau de concordância. Já a receita operacional bruta das organizações aqui classificadas apresentam grande variação, de ROB inferior a 2,4 milhões de reais ao ano a ROB superior a 300 milhões de reais por ano. Quanto às organizações classificadas de médio porte, pode-se afirmar que essas retratam dominantemente empresas com médio grau de concordância e grande concentração de profissionais com tempo de experiência superior a 27 anos. As receitas operacionais brutas dessa classe encontram-se entre 2,4 milhões de reais e 90 milhões de reais ao ano. Os sujeitos, predominantemente, afirmam que suas organizações ocupam posição de liderança no 19 mercado. Bem como, reúne baixos índices de uso, presença e finalidade, embora uma das empresas pertencentes apresente elevado grau de concordância. As empresas classificadas com grande porte apresentam, homogeneamente, médio grau de concordância. Em sua grande maioria, retrata profissionais com carreiras jovens, com menos de 13 anos de experiência, que ocupam funções de liderança em empresas de grande porte, com a receita bruta entre 2,4 milhões a 16 milhões de reais e superior a 300 milhões de reais. Embora apresentem médio grau de concordância, a perspectiva dos sujeitos em relação à utilização, influência e levantamento das finalidades das redes sociais no ambiente organizacional são baixas, com apenas uma empresa que faz uso e está presente em diversas redes sociais. 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS Conforme preconizado por Michael Piore e Charles Sabel em 1984 (apud MARTES et al, 2006, p.12) a produção flexível lastreada na capacidade de alterar rapidamente os produtos em função de novas tecnologias e interagir com a cadeia de produção e distribuição adaptando-se rapidamente ao ambiente versátil e competitivo é resultado do trabalho em rede interorganizacional, sejam elas físicas ou virtuais. Ante a compilação de conceitos, estudos, artigos e propostas literárias acerca do setor alvo da pesquisa, do planejamento estratégico, das redes sociais e da relação e interação entre as redes sociais e as ações gerenciais e estratégicas foram compostos e sustentados os objetivos propostos que nortearam a coleta e o tratamento dos dados, além de definir os alvos de interesse nos resultados impetrados. Com base nas percepções dos sujeitos da pesquisa em relação à utilização das redes sociais no ambiente organizacional expressas no instrumento de pesquisa, revelam alto nível de concordância à cerca de 40% das afirmativas apresentadas. A análise dos agrupamentos buscou delinear os perfis das empresas pesquisadas com base na reorganização dessas em grupos de afinidade, o grau de concordância em relação à média das pontuações na escala de Likert atribuídas às afirmativas da Parte II do instrumento de pesquisa, permitindo a comparação entre perfis das empresas, nível de influência das redes sociais, a quantidade de redes sociais utilizadas e seus impactos organizacionais. Diante desta análise, pode-se afirmar que o setor pesquisado ainda encontra-se em transição para um ambiente organizacional mais permeado pelas redes sociais, tendo em vista que apenas 23,5% das organizações pesquisadas, se enquadram no perfil de elevado grau de adoção, com o maior índice de uso e presença nas redes sociais. Sendo que mais da metade dos sujeitos, 53%, retratam as organizações nas quais trabalham como empresas de médio grau de influência e adoção, com níveis não tão elevados em relação às afirmativas do instrumento de pesquisa e poucas redes sociais elencadas como ferramenta diária. A comparação feita entre o grau de concordância e o porte e o demais fatores que retratam o desempenho empresarial constatou a inexistência de relação diretamente ou inversamente proporcional entre os dois índices. Conforme apresentado não se pode afirmar que o porte seja fator determinante para o grau de influência das redes sociais nas organizações. Onde, entretanto, relacionaram-se os perfis médios das empresas com base nos critérios de classificação do porte das empresas de comércio e serviço estabelecido pelo IBGE (SEBRAE, 2011). Diante dos achados da presente pesquisa, pode concluir que, embora o levantamento bibliográfico sustente a ideia de que as empresas brasileiras já participam ativamente das redes sociais, as empresas da amostra pesquisada não apresentam elevados índices de envolvimento, no qual apenas 23,5% das organizações expressam altos níveis de adoção e influência. E ainda menores são os percentuais, 6%, quando avaliada a afirmativa de que a utilização/presença nas redes sociais influi no planejamento estratégico. Por outro lado, os atores da pesquisa atribuíram elevada importância às redes sociais como instrumentos de 20 comunicação, divulgação e promoção da empresa, produtos e serviços (52,9%) e monitoração do mercado (41,2%), considerando-as como ferramenta complementar, com 41,2%. Bem como a refutação da hipótese de relação entre o grau de concordância e o porte das empresas retrata que independente da quantidade de funcionários ou receita operacional bruta, as organizações não são mais ou menos propensas à utilização das redes sociais. Mas constou-se que em empresas representadas por sujeitos jovens apresentam elevado grau de concordância, maior presença, utilização e propósitos, bem como são os que mais apontam as mídias sociais como ferramenta essencial, o que leva a crer que o fato desses profissionais estarem imersos nas redes sociais são mais propícios ao uso. Mesmo pertencentes ao setor que usufrui de amplo acesso às tecnologias e inovações na área de TIC, e inseridas na turbulência e mutabilidade do ambiente (GUEDES et al, 2006, p.12) as empresas da amostra encontram-se em transição. Ato que deve ser fortalecido e encorajado tendo em vista as exortações compiladas no presente artigo, pois a utilização das redes aliada ao planejamento estratégico em beneficio das organizações confere contemporaneidade e agilidade para lidar com o movimento do mercado. Neste sentido Luiz Fuzaro (2010, apud PILLEGGI, 2010, p.1) afirma que “é preciso alertar as empresas, de quaisquer portes, para a eficiência e relevância das redes sociais [...]. Há um benefício bastante grande em usar esse tipo de tecnologia porque agiliza os processos de negócios”. Segundo o especialista, “as redes sociais, desde que utilizadas adequadamente, evitam duplicidade de informação, aumentam o trabalho colaborativo e melhoram os repositórios para criar um conhecimento coletivo da empresa”. Social networks as a strategic tool - Analysis of the Information and Communication Technology Companies in Distrito Federal. Abstract: Social networks are gaining recognition and prominence in the organizational environment of different segments as an inexhaustible and an instant source of information, coupled with strategic planning, it gives greater agility, contemporaneity and flexibility to cope with the market changes. This research aims the analysis of the managerial and strategic actions with regard of the use of social networks in organizations of Information and Communication Technology (ICT) in Distrito Federal. Coping to achieve the overall objective, the following specific objectives were defined: to identify the reach and the use of social networks in the routines of the companies surveyed; to evaluate the influence of social networks in the development of the company's strategic and managerial actions; and to compare the performance between companies in regard of its degree of adoption of social networks. This applied survey has qualitative and quantitative approach. Structured questionnaires were subjected to a non-probability convenience sample of companies of ICT. The research results reveals the perception of subjects, as a high degree of agreement as in 40% of the affirmative about the influence of social networks on managerial and strategic actions listed in the research tool, indicating adoption, influences and purpose assigned to social media in organizational routines. The population sample surveyed was reorganized according to the degree of agreement, outlining the profile of managerial practices and strategic linking social media. And the hypothesis of a direct relationship between the size and degree of influence of social networks on managerial and strategic actions was discarded. Keywords: Social Networks. Strategic Planning. Information And Communication Technology. 21 REFERÊNCIAS ALDAY, Hernan E. Contreras. O planejamento estratégico dentro do conceito de administração estratégica. 2000. 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VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas, 2000. 24 APÊNDICE A – Instrumento de Pesquisa 25 26 27 28 28 APÊNDICE B – Coleta de Dados da Pesquisa - Parte I (Questionários de 01 a 09) Questões Questionário 02 Questionário 03 Questionário 04 Questionário 05 Questionário 06 Questionário 07 Questionário 08 Questionário 09 1 - Área de trabalho: Administrativo, Administrativo Planejamento Pesquisa & Administrativo, Desenvolvimento Finanças Diretoria T.I. Administrativo, Produção Finanças Pesquisa & Desenvolvimento 2 - Tempo de experiência: 20 anos 21 anos 35 anos 23 anos 37 anos 6 anos 34 anos 24 anos 24 anos 3 - Idade: 42 anos 54 anos 55 anos 54 anos 51 anos 24 anos 55 anos 46 anos 40 anos 4 - Sexo: Masculino Masculino Masculino Feminino Masculino Masculino Masculino Masculino Masculino PósGraduação De 50 a 100 funcionários PósGraduação De 10 a 49 funcionários 5 - Escolaridade: 6 - Quantidade de funcionários: Parte I Questionário 01 Superior completo De 10 a 49 funcionários Mestrado - MBA De 50 a 100 funcionários Superior completo De 50 a 100 funcionários Pós-Graduação De 50 a 100 funcionários Pós-Graduação Acima de 100 funcionários PósGraduação Até 09 funcionários Pós-Graduação Até 09 funcionários 7 - Receita operacional bruta anual: Entre R$ 2,4 milhões e R$ 16 milhões Entre R$ 2,4 Entre R$ 2,4 milhões e R$ milhões e R$ 16 16 milhões milhões Entre R$ 2,4 Entre R$ 16 milhões e R$ 16 milhões e R$ milhões 90 milhões Maior que R$ 300 milhões Entre R$ 2,4 milhões e R$ 16 milhões Menor que R$ 2,4 milhões Menor que R$ 2,4 milhões 8 - Posição de mercado: Líder Segunda Líder Líder Líder Líder Não Sabe Não Sabe Não Sabe 9 - A sua organização faz uso de quais redes sociais? LinkedIn Facebook, Twitter MSN Twitter Não usamos Facebook, Twitter Blogs Twitter, YouTube Blogs, Facebook, Flickr, LinkedIn, Twitter, YouTube, Google+ 10 - A sua organização está presente em quais redes sociais? LinkedIn Blogs, Facebook, LinkedIn, Twitter Nenhuma Twitter Nenhuma Facebook, Twitter Blogs Twitter Blogs, Facebook, Flickr, LinkedIn, Twitter, YouTube NA Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos., Monitoração do mercado. Monitoração do mercado. , Observação da concorrência. Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos., Prospecção de clientes., Monitoração do mercado. , Observação do comportamento dos clientes. , Observação da concorrência., Recrutamento e seleção Ferramenta Ferramenta Ferramenta complementar. complementar. complementar. 1111 - Utilização das redes sociais: 12 - Redes sociais são vistas pela organização como: Prospecção de clientes., Monitoração do mercado. Monitoração , Observação do do mercado. , comportamento dos Recrutamento e clientes. , Observação da seleção. concorrência., Recrutamento e seleção Comunicação interna Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos. Ferramenta dispensável. Ferramenta dispensável. Ferramenta muito importante. Ferramenta complementar. Prospecção de clientes. Ferramenta Ferramenta essencial. complementar. 29 Coleta de Dados da Pesquisa - Parte I (Questionários de 10à 17) Parte I Questões Questionário 10 Questionário 11 Questionário 12 Questionário 13 Questionário 14 Questionário 15 Questionário 16 Questionário 17 1 - Área de trabalho: Administrativo, Finanças, Gestão de Pessoas, Marketing / Vendas, Pesquisa & Desenvolvimento, Planejamento Marketing / Vendas TI Marketing / Vendas Produção Administrativo, Finanças, Gestão de Pessoas Marketing / Vendas Marketing / Vendas 2 - Tempo de experiência: 25 anos 6 anos 10 anos 3 anos 5 anos 5 anos 7 anos 1 anos 3 - Idade: 48 anos 27 anos 34 anos 22 anos 26 anos 24 anos 23 anos 27 anos 4 - Sexo: Masculino Masculino Masculino Masculino Feminino Feminino Masculino Feminino Superior incompleto De 50 a 100 funcionários Superior completo De 10 a 49 funcionários 5 - Escolaridade: Superior completo Superior completo Pós-Graduação 6 - Quantidade de funcionários: Até 09 funcionários De 10 a 49 funcionários Acima de 100 funcionários 7 - Receita operacional bruta anual: Menor que R$ 2,4 milhões Menor que R$ 2,4 milhões Maior que R$ 300 milhões 8 - Posição de mercado: Líder Não Sabe 9 - A sua organização faz uso de quais redes sociais? Blogs, Facebook, Orkut, Twitter 10 - A sua organização está presente em quais redes sociais? Superior completo De 50 a 100 funcionários Pós-Graduação Pós-Graduação Acima de 100 funcionários De 10 a 49 funcionários Não Sabe Maior que R$ 300 milhões Entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões Entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões Entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões Líder Terceira ou Inferior Líder Segunda Posição Líder Terceira ou Inferior Blogs, Facebook, Flickr, LinkedIn, Twitter, YouTube Facebook, LinkedIn, Orkut, Twitter, YouTube Facebook, YouTube Blogs Facebook, LinkedIn, YouTube Nenhum Blogs Blogs, Facebook, Orkut, Twitter Blogs, Facebook, Flickr, LinkedIn, Twitter, YouTube Blogs, Facebook, LinkedIn, Twitter, YouTube Facebook, YouTube Blogs Facebook, LinkedIn Facebook Blogs 11 - Utilização das redes sociais: Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos. Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos., Prospecção de clientes., Monitoração do mercado. , Observação do comportamento dos clientes. , Observação da concorrência., Recrutamento e seleção Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos., Observação do comportamento dos clientes. , Observação da concorrência. Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos. Comunicação, divulgação e promoção da empresa e dos produtos., Prospecção de clientes., Monitoração Comunicação do mercado. , Observação interna do setor do comportamento dos clientes. , Observação da concorrência., Recrutamento e seleção Comunicação, divulgação e promoção da Prospecção de empresa e dos clientes. produtos., Observação do comportamento dos clientes. 12 - Redes sociais são vistas pela organização como: Ferramenta essencial. Ferramenta essencial. Ferramenta complementar. Ferramenta não fundamental. Ferramenta não Ferramenta fundamental. complementar. Ferramenta não fundamental. Ferramenta essencial. 30 Coleta de Dados da Pesquisa - Parte II (Questionários de 01 a 09) Parte II Questões Questionário 01 Questão 01 Discordo Totalmente Questão 02 Questionário 02 Concordo Questionário 03 Questionário 04 Questionário 05 Questionário 06 Questionário 07 Questionário 08 Questionário 09 Indiferente Concordo Concordo Concordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Concordo Concordo Totalmente Discordo Discordo Discordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Discordo Discordo Totalmente Questão 03 Discordo Totalmente Indiferente Discordo Totalmente Concordo Concordo Concordo Concordo Discordo Concordo Questão 04 Discordo Totalmente Indiferente Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Discordo Concordo Questão 05 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Questão 06 Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Questão 07 Discordo Totalmente Concordo Concordo Concordo Concordo Discordo Concordo Discordo Concordo Totalmente Questão 08 Discordo Totalmente Concordo Indiferente Concordo Concordo Concordo Indiferente Discordo Concordo Totalmente Questão 09 Indiferente Discordo Concordo Totalmente Concordo Concordo Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Concordo Totalmente Questão 10 Discordo Totalmente Concordo Discordo Concordo Concordo Concordo Concordo Discordo Concordo Totalmente Questão 11 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Indiferente Indiferente Discordo Totalmente Discordo Questão 12 Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Concordo Discordo Discordo Discordo Concordo Questão 13 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Concordo Discordo Concordo Questão 14 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Indiferente Discordo Totalmente Concordo Questão 15 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Indiferente Discordo Concordo Totalmente Questão 16 Discordo Totalmente Concordo Concordo Concordo Discordo Totalmente Discordo Concordo Discordo Concordo Questão 17 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Indiferente Discordo Indiferente Questão 18 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Concordo Concordo Concordo Questão 19 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Concordo Discordo Concordo Totalmente Questão 20 Discordo Totalmente Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Indiferente Concordo Discordo Concordo Totalmente 31 Coleta de Dados da Pesquisa - Parte II (Questionários de 10 a 17) Parte II Questões Questionário 10 Questionário 11 Questionário 12 Questionário 13 Questionário 14 Questionário 15 Questionário 16 Questionário 17 Questão 01 Concordo Concordo Concordo Concordo Discordo Indiferente Indiferente Indiferente Questão 02 Discordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Indiferente Discordo Questão 03 Indiferente Concordo Concordo Concordo Totalmente Concordo Totalmente Concordo Discordo Indiferente Questão 04 Discordo Concordo Totalmente Concordo Totalmente Discordo Concordo Concordo Indiferente Indiferente Questão 05 Concordo Concordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Indiferente Discordo Questão 06 Discordo Discordo Discordo Discordo Totalmente Discordo Totalmente Discordo Totalmente Indiferente Concordo Questão 07 Discordo Concordo Totalmente Concordo Concordo Concordo Totalmente Concordo Indiferente Concordo Questão 08 Concordo Concordo Totalmente Concordo Totalmente Concordo Totalmente Concordo Totalmente Concordo Totalmente Indiferente Concordo Questão 09 Discordo Concordo Totalmente Concordo Totalmente Concordo Concordo Totalmente Concordo Indiferente Discordo Totalmente Questão 10 Concordo Concordo Discordo Concordo Concordo Totalmente Concordo Totalmente Indiferente Concordo Questão 11 Concordo Concordo Discordo Indiferente Discordo Totalmente Discordo Indiferente Discordo Totalmente Questão 12 Discordo Discordo Discordo Totalmente Discordo Discordo Totalmente Indiferente Indiferente Discordo Totalmente Questão 13 Concordo Concordo Totalmente Concordo Discordo Discordo Totalmente Concordo Indiferente Concordo Questão 14 Concordo Concordo Totalmente Indiferente Concordo Discordo Totalmente Concordo Indiferente Concordo Questão 15 Concordo Concordo Totalmente Concordo Concordo Concordo Totalmente Concordo Totalmente Indiferente Concordo Questão 16 Concordo Concordo Totalmente Concordo Indiferente Concordo Totalmente Concordo Indiferente Indiferente Questão 17 Concordo Concordo Totalmente Discordo Discordo Discordo Totalmente Concordo Indiferente Concordo Totalmente Questão 18 Concordo Concordo Totalmente Discordo Discordo Discordo Totalmente Concordo Totalmente Indiferente Concordo Questão 19 Discordo Concordo Totalmente Discordo Concordo Discordo Totalmente Concordo Indiferente Indiferente Questão 20 Discordo Concordo Totalmente Concordo Concordo Discordo Totalmente Indiferente Indiferente Concordo 32 APÊNDICE C – Perfil da Amostra 4.2.1 Área de trabalho ÁREA DE TRABALHO 17,6% Outros Produção Planejamento Pesquisa & Desenvolvimento Marketing / Vendas Gestão de Pessoas Finanças Administrativo 11,8% 11,8% 17,6% 29,4% 11,8% 23,5% 35,3% Gráfico 1 - Distribuição dos respondentes do questionário por área de trabalho. Fonte: A autora. 4.2.2 Tempo de experiência TEMPO DE EXPERIÊNCIA 17,6% Maior do que 27 anos Entre 14 e 26 anos Menor do que 13 anos 35,3% 47,1% Gráfico 2 - Distribuição dos respondentes por tempo de experiência profissional. Fonte: A autora. 4.2.3 Idade IDADE 35,3% Entre 48 e 61 anos Entre 34 e 47 anos Entre 20 e 33 anos 23,5% 41,2% Gráfico 3 - Distribuição dos respondentes do questionário por idade. Fonte: A autora. 4.2.4 Sexo SEXO Masculino Feminino 76,5% 23,5% Gráfico 4 - Distribuição dos respondentes por sexo. Fonte: A autora. 33 4.2.5 Escolaridade ESCOLARIDADE Outros Pós-Graduação Superior Completo Superior Incompleto 2° Grau completo 5,9% 52,9% 35,3% 5,9% 0,0% Gráfico 5 - Distribuição dos respondentes do questionário pelo grau de escolaridade. Fonte: A autora. 4.2.6 Quantidade de Funcionários QUANTIDADE DE FUNCIONÁRIOS 17,6% Acima de 100 funcionários De 50 a 100 funcionários De 10 a 49 funcionários Até 09 funcionários 35,3% 29,4% 17,6% Gráfico 6 - Distribuição da quantidade de funcionários das empresas da amostra. Fonte: A autora. 4.2.7 Receita Operacional Bruta Anual RECEITA OPERACIONAL BRUTA ANUAL Não Sabe Maior que R$ 300 milhões Entre R$ 90 milhões e 300 milhões Entre R$ 16 milhões e R$ 90 milhões Entre R$ 2,4 milhões e 16 milhões Menor que R$ 2,4 milhões 5,9% 17,6% 0,0% 23,5% 29,4% 23,5% Gráfico 7 - Distribuição da receita operacional bruta anual das empresas da amostra. Fonte: A autora. 4.2.8 Posição de Mercado POSIÇÃO DE MERCADO 23,5% Não Sabe Terceira ou Inferior 11,8% Segunda Posição 11,8% Líder Gráfico 8 - Distribuição das empresas da amostra por posição de mercado. Fonte: A autora. 52,9% 34 4.2.9 Uso das Redes Sociais Uso de Redes Sociais Outros YouTube Twitter Plaxo Orkut MySpace Monster LinkedIn Indica Flickr Facebook Blogs 11,8% 35,3% 47,1% 0,0% 11,8% 0,0% 0,0% 29,4% 0,0% 11,8% 47,1% 35,3% Gráfico 9 - Distribuição das redes sociais com base em sua utilização no ambiente organizacional. Fonte: A autora. 4.2.10 Presença em Redes Sociais Presença em Redes Sociais Outros YouTube Twitter Plaxo Orkut MySpace Monster LinkedIn Indica Flickr Facebook Blogs 0,0% 23,5% 47,1% 0,0% 5,9% 0,0% 0,0% 35,3% 0,0% 11,8% 52,9% 47,1% Gráfico 10 - Distribuição das impressões dos respondentes quanto à presença das organizações nas redes sociais. Fonte: A autora. 35 4.2.11 Utilização das Redes Sociais UTILIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS 11,8% Outros Recrutamento e seleção Obseervação da concorrência Observação do comportamento dos clientes Monitoração do mercado Prospecção de clientes Comunicação, divulgação e promoção da… 29,4% 35,3% 35,3% 41,2% 35,3% 52,9% Gráfico 11 - Distribuição da finalidade das redes sociais no ambiente organizacional. Fonte: A autora. 4.2.12 Importância das Redes Sociais REDES SOCIAIS SÃO VISTAS COMO: Ferramenta dispensável Ferramenta não fundamental Ferramenta complementar Ferramenta muito importante Ferramenta essencial 11,8% 17,6% 41,2% 5,9% 23,5% Gráfico 12 - Distribuição da perspectiva dos sujeitos em relação à importância das redes sociais. Fonte: A autora 36 APÊNDICE D – Ações Gerenciais e Estratégicas Relativas às Redes Sociais Grau de Concordância por Questão Afirmativas: Adoção, finalidade e influência. Grau de Concordância Total Média Desvio Padrão Alto Grau de Concordância Médio Grau de Concordância Baixo Grau de Concordância 1 - O fortalecimento da marca é considerado o maior benefício trazido pelas redes sociais. 2 - A utilização das redes sociais não trouxe benefícios. 3 - As redes sociais são eficazes ferramentas de fidelização de clientes. 4 - A utilização, atualização e monitoramento das redes sociais nas quais a empresa esta inserida é realizada por colaboradores de diversas áreas da empresa. 5 - A empresa aloca funcionários exclusivamente para a utilização, atualização e monitoramento das redes sociais. 6 - A empresa terceiriza a utilização atualização e monitoramento das redes sociais. 7 - As redes sociais facilitam a disseminação de informações necessárias para gerar melhores estratégias. 8 - As redes sociais são importantes ferramentas de interação entre a organização e o público alvo. 9 - As redes sociais são utilizadas para facilitar a interação e comunicação entre os colaboradores. 10 - As redes sociais são eficazes canais de disseminação de informações sobre o escopo, a missão, os valores e o negócio da empresa. 11 - Os acompanhamentos das redes sociais são feitos por longos períodos de tempo e sistematicamente. 12 - O monitoramento das redes sociais tem como foco neutralizar/rebater opiniões divergentes. 13 - A utilização/ presença nas redes sociais influi no planejamento estratégico da organização. 57 3,35 1,11 VERDADEIRO FALSO FALSO 31 1,82 1,01 FALSO FALSO VERDADEIRO 57 3,35 1,22 VERDADEIRO FALSO FALSO 47 2,76 1,39 FALSO VERDADEIRO FALSO 33 1,94 1,14 FALSO FALSO VERDADEIRO 28 1,65 0,86 FALSO FALSO VERDADEIRO 61 3,59 1,18 VERDADEIRO FALSO FALSO 66 3,88 1,17 VERDADEIRO FALSO FALSO 58 3,41 1,50 VERDADEIRO FALSO FALSO 61 3,59 1,18 VERDADEIRO FALSO FALSO 38 2,24 1,15 FALSO FALSO VERDADEIRO 35 2,06 0,97 FALSO FALSO VERDADEIRO 48 2,82 1,38 FALSO VERDADEIRO FALSO 14 - Existem ações gerenciais específicas que primam pelas redes sociais. 15 - Há influência das redes sociais na elaboração das ações gerenciais e estratégicas. 16 - Há geração de valor para a organização a partir do uso das redes sociais. 17 - A empresa se diferencia estrategicamente das demais concorrentes por fazer uso das redes sociais. 18 - A tomada de decisão e a escolha da estratégia da empresa são facilitadas pelo acesso às informações por meio das redes sociais. 19 - A empresa já tomou alguma decisão de sucesso baseada em dados colhidos nas redes sociais. 20 - A empresa já identificou/ solucionou problemas apontados por redes sociais. 49 2,88 1,41 FALSO VERDADEIRO FALSO 57 3,35 1,46 VERDADEIRO FALSO FALSO 57 3,35 1,22 VERDADEIRO FALSO FALSO 45 2,65 1,37 FALSO VERDADEIRO FALSO 49 2,88 1,45 FALSO VERDADEIRO FALSO 46 2,71 1,40 FALSO VERDADEIRO FALSO 49 2,88 1,41 FALSO VERDADEIRO FALSO Tabela 1 – Distribuição das afirmativas conforme grau de concordância. Fonte: A autora. 37 APÊNDICE E – Análise dos Agrupamentos RESULTADOS - Grau de Concordância por Empresa Total Média Empresa 1 26 1,30 Desvio Padrão 0,98 Empresa 2 70 3,50 Empresa 3 36 Empresa 4 Alto Grau de Concordância Médio Grau de Concordância Baixo Grau de Concordância FALSO FALSO VERDADEIRO 0,83 VERDADEIRO FALSO FALSO 1,80 1,28 FALSO FALSO VERDADEIRO 60 3,00 1,03 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 5 41 2,05 1,47 FALSO FALSO VERDADEIRO Empresa 6 46 2,30 1,17 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 7 65 3,25 0,85 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 8 36 1,80 0,70 FALSO FALSO VERDADEIRO Empresa 9 76 3,80 1,32 VERDADEIRO FALSO FALSO Empresa 10 63 3,15 0,99 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 11 85 4,25 1,21 VERDADEIRO FALSO FALSO Empresa 12 61 3,05 1,39 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 13 62 3,10 1,25 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 14 52 2,60 1,93 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 15 71 3,55 1,23 VERDADEIRO FALSO FALSO Empresa 16 59 2,95 0,22 FALSO VERDADEIRO FALSO Empresa 17 63 3,15 1,18 FALSO VERDADEIRO FALSO Tabela 2 – Distribuição das empresas conforme grau de concordância. Fonte: A autora. 38 APÊNDICE F – Comparação Entre Grau de Concordância e Porte Grau de Concordância Porte (Quantidade de Funcionários) Alto Grau Médio Grau Baixo Grau Micro Pequeno Médio Grande Empresa 1 Falso Falso Verdadeiro Falso Verdadeiro Falso Falso Empresa 2 Verdadeiro Falso Falso Falso Falso Verdadeiro Falso Empresa 3 Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Verdadeiro Falso Empresa 4 Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Verdadeiro Falso Empresa 5 Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Verdadeiro Falso Empresa 6 Falso Verdadeiro Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Empresa 7 Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Falso Verdadeiro Empresa 8 Falso Falso Verdadeiro Verdadeiro Falso Falso Falso Empresa 9 Verdadeiro Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Empresa 10 Falso Verdadeiro Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Empresa 11 Verdadeiro Falso Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Empresa 12 Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Falso Verdadeiro Empresa 13 Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Verdadeiro Falso Empresa 14 Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Falso Verdadeiro Empresa 15 Verdadeiro Falso Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Empresa 16 Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Verdadeiro Falso Falso Falso Falso Empresa 17 Verdadeiro Tabela 3 – Identificação do grau de concordância e porte por empresa da amostra. Fonte: A autora. 39