Nº 113
OUT./2012
dia 7, vote 13
Pops: um
brasileiro em
“noviorque”
Congresso
do PCCh: notícias
e realidade
Eleições na
Venezuela:
Chávez lá!!!
páginas 4 e 5
páginas 6 a 7
página 17
editorial
N
o dia 17 de setembro, durante reunião da Comissão Executiva Nacional do PT, um parlamentar e dirigente partidário confessou, com outras palavras,
que existe alguma coisa acontecendo que ele
não conseguia entender, nem explicar.
Ele se referia as dificuldades enfrentadas
pelo Partido no processo eleitoral de São Paulo capital. Mas sua inquietação encontrou eco
nas informações e análises acerca de outros
cenários.
Da nossa parte, reconhecemos que há
muito por entender e explicar. Mas, no fundamental, o que estamos assistindo neste
processo eleitoral não deveria surpreender
ninguém, pois se trata apenas da confluência
de vários fatores que vem se acumulando há
algum tempo. Para os quais, vale dizer, temos
alertado seguidamente nos editoriais e demais
textos publicados em Página 13.
A seguir, uma lista:
1. A avaliação positiva de Dilma e nosso
governo federal não se traduz necessariamente em voto equivalente por parte de
nossas candidaturas;
2. A oposição de direita (PSDB, DEM e
PPS), embora com dificuldades, não está
e nunca esteve morta;
3. As grandes empresas de comunicação fazem uma campanha permanente contra o
PT e contra as idéias da esquerda;
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
4. Parte da base de apoio do governo está
em campanha para derrotar o que eles
denominam de hegemonismo do nosso
partido;
2
5. A ampliação da capacidade de consumo
de uma parcela da população brasileira,
sem a correspondente politização e organização, deu origem a um setor social
fortemente manipulável pelo populismo
de direita e por idéias conservadoras;
6. A renovação geracional da população brasileira faz com que, para uma parcela do
eleitorado, nós possamos ser apresentados
como parte do passado, não do futuro;
7. A manipulação do julgamento do chamado mensalão, num conluio entre setores
da direita do judiciário, grandes empresas
de comunicação e a oposição de direita,
coloca parcela do petismo na defensiva;
8. O financiamento privado das campanhas
chegou a um ponto de total esgotamento, com custos nas alturas e doações na
baixada.
A isto tudo podemos agregar um aspecto pouco debatido na direção nacional do PT,
mas que para nós é fundamental: as opções
macro e microeconômicas do governo federal, para combater a crise e seguir desenvolvendo o país, misturam medidas corretas
com concessões exageradas ou simplesmente
incorretas ao grande capital. Numa imagem:
o Mantega de hoje é melhor que Palloci, mas
não é melhor que o Mantega de ontem.
Tudo que foi dito anteriormente não implica que o PT vá sair derrotado das eleições
municipais de 2012. O risco de derrota eleitoral e política existe. Mas nada impede o que
está ocorrendo nesta reta final, com muitas
candidaturas do PT reagindo e tornando factível um saldo de vitória política e/ou eleitoral.
Entretanto, o fundamental é perceber
que se acumularam imensos problemas, cuja
solução passa por uma revisão na estratégia
partidária. Sem isto, a derrota virá, mais cedo
ou mais tarde.
A revisão deve incluir deixar para trás
certas ilusões. Neste sentido, uma análise
fria do julgamento no STF confirma a natureza estruturalmente conservadora do poder
judiciário brasileiro e, por tabela, do Estado
brasileiro.
Isto diz muito sobre os limites da estratégia de mudança por dentro. Se não houver
uma reforma do Estado, se não houver pressão social de fora para dentro, se não perdermos as ilusões, a mudança que virá será contra nós, não a favor dos trabalhadores.
Esta edição eletrônica de Página 13 chega aos leitores na véspera da eleição. Votemos
13, nas candidaturas do PT. E que o dia 7 de
outubro consagre Chávez presidente da República Bolivariana. Logo após a eleição, a
edição 113 em papel, atualizada com os resultados do primeiro turno, será enviada para as
casas dos assinantes.
Os editores
EXPEDIENTE
Página 13 é um jornal publicado sob responsabilidade da direção nacional da Articulação de Esquerda, tendência interna do Partido dos Trabalhadores.
Circulação interna ao PT. Matérias assinadas não refletem, necessariamente, a posição da tendência.
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Edição: Valter Pomar Diagramação: Cláudio Gonzalez (Mtb 28961) Colaboraram nesta edição: Adriana Miranda e Regina Pitta
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Passos para o PED
Só poderá votar no PED 2013 quem entregar seu pedido de filiação até 30/10/2012.
aRealizar nos dias 15 a 18 de novembro de 2012, em São Paulo
capital, uma reunião ampliada da direção nacional da AE, para
debater a plataforma que apresentaremos ao Partido e iniciar
o debate sobre tática, chapas e candidaturas ao PED 2013. A
reunião ampliada da direção nacional será precedida de um seminário que debaterá os temas do socialismo, do programa, da
estratégia, da concepção de Partido, da conjuntura e da tática,
de maneira a atualizar nossa proposta para o PT.
aConvocar a Conferência nacional da AE, para o primeiro semestre de 2013. Nesta Conferência decidiremos nossa política
de alianças, os critérios para compor a chapa nacional, a escolha
de nossa candidatura presidencial, as diretrizes para nossas chapas e candidaturas estaduais e municipais.
aIniciar, a partir do dia 1/11, os contatos com setores do Partido dispostos a formar conosco chapas e candidaturas para disputar o PED 2013 em âmbito nacional. O prazo para inscrição
das chapas e candidatura presidencial nacional é 13/07/2013. O
prazo máximo para inscrição das chapas estaduais é 12/8/2013.
O prazo máximo para inscrição das chapas municipais e zonais é
11/9/2013. As chapas deverão respeitar a paridade de gênero,
a presença étnica e da juventude. Além disso, as chapas devem
ser pré-ordenadas.
aEstimular o conjunto da militância petista a quitar suas contribuições financeiras até 12/08/2013 e participar das atividades
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Internacional
Um brasileiro em “noviorque”
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
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4
Rafael Pops*
oteiro de Hollywood: numa galáxia muito distante existia um jovem
estudante Alien, que um dia foi escolhido para uma grande missão, conhecer
outro planeta, dominado por um Império
Norte-Americano.
O Alien desembarcou numa cidade chamada New York, véspera da eleição para
presidente daquele Império, disputada por
dois candidatos principais: o atual presidente, Obama, e um estranho, Romney.
Ainda sem dominar a língua, Alien logo
percebeu as diferenças com o seu planeta.
Nas ruas não via adesivos, não via bandeiras, muito menos camisas dos candidatos.
Quase tudo que via era em jornais e na televisão. Pelo que soube todos os espaços
eram pagos. Uns anúncios aprovados pelos
candidatos, outros não, mas, mesmo assim,
publicados por apoiadores. E um tratamento
realmente ofensivo e direto da imagem dos
candidatos.
A eleição estava, segundo analistas,
apertada e imprevisível. Um dos destaques
da eleição era quanto cada candidato arrecadava, parecendo que o dinheiro decidiria a
eleição, não as ideias.
Alien foi então procurar descobrir o que
as pessoas diziam sobre as eleições e partiu
em busca de eleitores dos dois candidatos.
Logo encontrou no centro da cidade muitas
pessoas que não votavam, pois eram estrangeiras. Buscou então os americanos brancos,
daquele estilo tradicional que viu nos filmes
apresentados pelos especialistas de seu planeta. Alguns viviam na afastada Staten Island,
numa parte branca e rica. Pareciam estranhos
e meio abobados, mas eram enfáticos quando falavam de política: “I hate Obama.” As
explicações eram quase incompreensíveis ao
jovem Alien, pois acusavam Obama de ser
socialista. Pensou consigo: “Se Obama é socialista aqui, o Starbucks Coffee oferecendo
banheiro e internet de graça é comunista”.
Os moradores de Staten Island, achavam
absurdo pagar com dinheiro deles a saúde de
pobres que supostamente não trabalham; e
achavam absurdo aumentar os impostos de
quem ganhava mais, pois supostamente ganham mais pelo fato de trabalharem mais. O
tal Romney, candidato deles, era um mega-milionário, com fortes acusações de fraude
no imposto de renda.
Antes de chegar nos apoiadores de Obama, nosso Alien passou pelo Brooklyn, região
fora do centro, Manhattan. Lá encontrou jovens com óculos grandes, homens meio fora
de forma e um visual fora do comum. Naque-
la cidade sempre havia algo de estranho. Mas
esses eram conhecidos como hipsters e sua
má forma e roupas apertadas eram uma crítica ao estilo jovial e esportivo do atual presidente, Obama. Inclusive a Primeira-Dama,
Michele, tem um programa de comida saudável na televisão. Meio alheios às eleições, os
hipsters são contra o “establishment”.
Enfim, Alien encontrou os tais latinos
no Queens. Andando pelas ruas, conhecendo lojas, o Alien pode perceber que, ao menos em New York, os latinos eram cada vez
mais importantes. Confirmou ainda mais
essa percepção ao ver mensagens de ambos os candidatos em espanhol.Conversou
com alguns latinos e todos diziam: votamos
em Obama. Mas também não deixavam de
fazer críticas, pareciam insatisfeitos. Eles
mostraram ao Alien sites da comunidade
hispânica apoiando Obama, chamando ao
alistamento eleitoral, pois, segundo eles, a
eleição seria decidida pela quantidade de
latinos que votassem, já que o voto não é
obrigatório. Ao final da conversa disseram:
“Hoje apoiamos Obama, mas na próxima
elegeremos um Latino.”
*Rafael Pops é dirigente nacional da AE
Internacional
Notícias do Pops
Em que pese a forte hegemonia anarquista e a falta de buscar alguma organização mais efetiva, não há como deixar de
perceber a importância de um movimento
nesse sentido, no coração dos EUA. Por outro lado não podemos esquecer a história
do próprio país, os impactos do macartismo
na organização política americana.
Os próprios americanos percebem a
importância e na cidade de Nova Iorque o
ativismo do Occupy Wall Street é lembrado
em várias partes. Parece-me que os conservadores usam a tática de naturalizar o
movimento, se apropriar dele, para minimizar sua existência. Hoje existe uma seção
inteira dedicada ao Ativismo no Museu da
Cidade de Nova Iorque. Lá notamos também que tal movimento só poderia surgir
na cidade dos bancos, outra seção do museu. Não pelos bancos que aqui estão, mas
pela história de Nova Iorque e seus conflitos
históricos, desde a presença dos holandeses na chamada Nova Amsterdã. Um destes
conflitos foi retratado no filme Gangues de
Nova York.
*
A greve de professores na cidade de
Chicago, algo raro por aqui, ainda mais com
a força que tomou, chamou a atenção da
mídia. Em pleno processo eleitoral para presidência, Chicago é terra de Obama e governada pelos Democratas. Alguns acreditavam
que Romney usaria o episódio pra desgastar
Obama, mas ele fez o contrário e preferiu
atacar os grevistas.
*
Alguns episódios demonstram que algo
anda errado, ou doente, pelos lados do império. Os ataques armados protagonizados
por desempregados na Times Square e Empire States, cartões postais de NY, mostram
que para muitos a sociedade está desgovernada. A desilusão com o governo Obama é
grande, e a eleição promete ser apertada.
Fortemente apoiado pelos latinos, Obama
ainda mantêm a dianteira e conta com a colaboração de Romney pra isso. Esse último
vem se mostrando um belo trapalhão.
*
A presença de latinos e chineses por
aqui é impressionante. Existem locais onde
o mandarim e o espanhol são a única língua
falada. Esse é outro aspecto da cidade de
Nova Iorque, aquela que em 2000 anos será
estudada como hoje estudamos Roma.
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
No último dia 17 de setembro completou-se um ano do Occupy Wall Street.
Entre os eventos ocorridos em 2011, podemos destacá-lo como um dos mais expressivos. Não pelo seu resultado, mas pela pauta
apresentada no coração do capitalismo, Wall
Street, em meio à crise mundial. Ocuparam
um parque privado perto de Wall Street, iniciaram uma série de eventos questionando
o modelo financeiro americano e se autointitulam os 99%, em alusão ao fato de somente 1% da população estar entre os mais
ricos dos Estados Unidos. Seu auge foi nos
primeiros dois meses, quando movimentos
semelhantes ocorreram em várias cidades
dos EUA. Um dos mais simbólicos foi na Universidade de Harvard. Em 1º de outubro de
2011, mobilizaram dez mil pessoas e a partir
daí enfrentaram um forte aparato de repressão para desmobilização.
Em 2012 os preparativos para o “September 17” começaram cedo, mobilizando
pessoas de várias partes dos EUA. O aniversário acontecia em uma segunda-feira,
e durante o final de semana anterior foram
organizadas várias atividades. No sábado, 15
de setembro, começaram a chegar pessoas
de fora de Nova Iorque e mobilizar os “new
yorkers” no Washington Square Park, próximo a New York University. Assembléia e
grupos de trabalho foram organizados, além
de oficinas de ação direta. No domingo, uma
agenda de celebração foi feita com bandas
pela cidade.
Marcado para as 7 da manhã de segunda, logo cedo concentravam pelo Financial
District centenas de militantes com bolos,
cartazes e chapeuzinhos de aniversário. Alguns pontos de concentração recebiam as
pessoas que estavam indo para o trabalho,
com um caloroso happy birthday. Desde sábado, parte do Finacial District estava fechada, inclusive o Zuccotti Park, palco da primeira ocupação.
Impressionante a quantidade de policiais e o aparato de repressão montado para
cerca de seiscentos manifestantes. O famoso
Charging Bull, mais conhecido como o Touro
de Wall Street, estava cercado e protegido.
Durante a realização dos protestos, que duraram toda manhã, foram presas cerca de
160 pessoas, por tentarem levar a manifestação até Wall Street. A alegação para as prisões era não ter permissão para se manifestar na área, sendo presas por desobediência
civil não agressiva.
5
Internacional
China: notícias e realidade
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
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6
Wladimir Pomar*
ecentemente, a imprensa ocidental ficou alvoroçada sobre o que chamou
de desaparecimento do vice-presidente Xi Jinping, que é também membro do
Comitê Permanente do Birô Político do PCCh
e está cotado para ser o novo presidente da
China. Fontes fidedignas teriam afirmado que
Xi estava em coma num hospital de Beijing,
enquanto outras fontes, também altamente
fidedignas, insinuavam que Xi fora vitimado
na intensa luta pelo poder, entre os grupos do
ex-presidente Jiang Zheming e do atual presidente Hu Jintao, precedendo a realização do
18º. Congresso do PCCh.
Logo depois, Xi foi filmado e fotografado, em visita a instituições de ensino. Aquele
pretenso furo jornalístico, a rigor uma desinformação deslavada, faz parte da tradição da
imprensa ocidental que, além dos preconceitos raciais, políticos e ideológicos, conhece
mal a China e, menos ainda, o Partido Comunista daquele país. Assim, com base na
história passada, pode-se considerar que
aquelas notícias sobre Xi Jinping abriram a
temporada de besteiróis que assolam os noticiários a respeito dos congressos do PCCh.
O que vai exigir dos leitores uma atenção
redobrada para saber o que realmente está
acontecendo.
Por exemplo, tem sido comum a informação de que os delegados aos congressos
do PCCh são escolhidos a dedo pelos grupos
dominantes, cada um dos quais procura garantir sua hegemonia sobre o partido único
que se encontra no poder da China. Essa informação pode ser lida de outra forma, mais
próxima da realidade. Os trabalhos de preparação do 18º. Congresso, iniciados em outubro de 2011 e completados em julho deste
ano, envolveram os 82 milhões de membros
do PCCh, tanto em debates sobre as teses,
quanto nas eleições dos delegados às sessões
distritais, provinciais e nacional.
Dos 2.270 delegados eleitos para a sessão nacional do congresso, a ser realizada no
início do outono do hemisfério norte, cerca
de 30% são militantes de base e 70% são dirigentes de nível intermediário e nacional. Em
relação ao 17º. Congresso, a participação de
militantes de base subiu 2%. Entre todos os
delegados, o número de operários cresceu de
71, no 17º. Congresso, para 169, incluindo
26 trabalhadores migrantes. 1.640 delegados
ingressaram no PC após novembro de 1976,
somando 72% do total, num sinal evidente de
que a antiga geração está cedendo seu lugar a
uma nova geração.
Outro exemplo pode ser encontrado nas
referências à redução do número de delegados camponeses, que continuariam sendo a
maioria da população, mas teriam perdido
espaço nas políticas do PC e do governo chinês. Tais referências não informam que, em
2011, pela primeira vez na história da China,
a população urbana ultrapassou a população
rural, iniciando a transformação da estrutura populacional do país, de base rural para
base urbana. Embora cerca de 24 milhões
de camponeses sejam membros do PCCh, a
tendência é que sua participação se reduza
por causa das transformações da estrutura
populacional e da divisão social do trabalho.
Também não se pode descartar que surjam novas notícias sobre o desaparecimento
de alguns altos dirigentes, embora isso tenha
ficado desacreditado após a barriga das notícias sobre Xi Jinping. Embora as sessões de
debate e eleição de delegados tenham se encerrado em julho, a maioria dos membros do
birô político do PCCh continua participando
de reuniões e conferências com militantes e
dirigentes regionais e de base, numa prática
de troca de informações e opiniões que tem
uma longa história. A imprensa chinesa dos
meses de agosto e setembro tem publicado
inúmeras notícias a respeito, mas a imprensa
ocidental não dá atenção a elas.
Assim, a imprensa ocidental talvez
aproveite o fato de Hu Jintao, Xi Jinping,
Zhou Yangkang, Wang Lequan e outros dirigentes do PC estarem dedicando grande parte de seu tempo em rediscutir com diferentes
níveis partidários a estratégia de desenvolvimento político da China para informar que
isso faz parte da disputa feroz pelo poder.
Não faz parte do interesse jornalístico ocidental que os dirigentes do PC se preocupem
em consolidar o sistema que tem por base a
realização dos grandes ajustes nos congressos do PC, a cada 5 anos, e dos ajustamentos
estratégicos intermediários anuais, na Assembleia Popular Nacional, ou Congresso
Popular, e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, onde estão representados
os outros oito partidos políticos chineses e
personalidades sem partido.
Também não parecem ser de interesse
jornalístico ocidental os efeitos produzidos
pelos sistemas de idade limite e rotatividade de quadros na estabilidade, continuidade
política e melhor performance dos funcionários partidários e governamentais. Há duas
décadas, essa performance era avaliada pelo
crescimento do PIB ou dos investimentos, o
que levava aqueles funcionários a se dedicarem principalmente para a atração de investimentos e a construção de estradas e outras
obras. Atualmente, o critério de avaliação dos
funcionários tem por base o índice de felicidade dos cidadãos e a proteção ambiental,
encorajando-os a dar mais importância ao desenvolvimento social e ao bem-estar do povo.
Internacional
Pode ser previsível que, após
esse 18º. Congresso, a reforma
política na China se destine
principalmente a promover
a democracia e o processo
de interação governo-povo,
permitindo que os problemas
sociais e políticos existentes
sejam resolvidos sobre amplas
bases sociais mais prósperas e
menos desiguais.
ciais. E que, embora essa distribuição desigual de recursos entre regiões e pessoas
tenha permitido o crescimento da demanda
doméstica e da reestruturação econômica
dos últimos 30 anos, ela também vem minando a estabilidade e produzindo muitos
conflitos sociais a cada ano.
Dados oficiais chineses mostram que
a renda dos moradores urbanos em 2011
foi de 21.810 yuans, equivalentes a 3.435
dólares, enquanto a média da renda dos residentes rurais permanecia em 6.977 yuans,
equivalentes a 1.099 dólares. Nesse mesmo
ano, o índice Gini, que reflete o gap entre
ricos e pobres, permaneceu em 0,3949, perto do nível de alerta de 0,4, estipulado pela
ONU. Nessas condições, para o PCCh e seu
18º. Congresso, a igualdade social passou
a ser a chave para vencer os desafios que
emergiram depois de mais de três décadas
de rápido desenvolvimento.
Assim, se há alguma disputa no seio do
PCCh, ela está relacionada não a uma luta de
grupos pelas benesses do poder, mas à necessidade de enfatizar ou não um sistema de
equidade social que assegure ao povo iguais
oportunidades de acesso ao desenvolvimento, tornando-se o aspecto chave do futuro da
China. O que inclui uma firme política de investigação oficial e punição aos funcionários
governamentais e partidários que abusam de
seu poder para ajudar filhos e filhas a obterem empregos, prejudicando outras pessoas
jovens a aproveitar as mesmas oportunidades e dando ensejo a numerosos escândalos
expostos pela imprensa chinesa.
Embora tenha havido mais investimentos em educação e saúde, e esteja em processo de implantação o sistema de saúde pública
para cobrir 90% da população, isso não basta.
Está evidente a necessidade de reformas mais
profundas no sistema de distribuição de renda, que reduzam o fosso entre ricos e pobres.
Não é por acaso que, desde o 17º. Congresso,
o PC tenha realizado uma intensa campanha
interna para que seus militantes, em especial
seus funcionários e lideres, adiram firmemente àquilo que denominam natureza do partido e valorização da moralidade, e se tornem
exemplos para os outros, adotando um estilo
de trabalho que tenha como foco a reforma, a
inovação e a verdade, assim como um espírito altruísta e limpo.
Num quadro como esse, independentemente do que seja publicado na imprensa
ocidental, o 18o. Congresso do PCCh deve
adotar novas estratégias para combater a corrupção atual e futura. O partido e o governo,
incluindo a polícia, devem intensificar suas
atividades para desmascarar os casos de corrupção, melhorar sua habilidade de interagir
com o povo, prevenindo acidentes químicos e
nas minerações, restringindo o tráfico de drogas e as fraudes em alimentos, e administrando os incidentes de forma mais apropriada e
de acordo com os interesses do povo. Os funcionários em cargos de chefia devem participar ativamente na recepção das petições públicas, de modo a assegurar que elas sejam resolvidas de forma precisa e rápida. Tudo sob
a diretriz geral de responder às demandas da
população, principalmente aquelas que impactam seus interesses, e assegurem a todos
partilhar igualmente dos frutos das reformas.
Desse modo, pode ser previsível que,
após esse 18º. Congresso, a reforma política
na China se destine principalmente a promover a democracia e o processo de interação
governo-povo, permitindo que os problemas
sociais e políticos existentes sejam resolvidos sobre amplas bases sociais mais prósperas e menos desiguais. O que demandará a
criação de um novo besteirol para continuar
difundindo informações de fontes fidedignas
que, como bolhas de sabão, se desmancham
ao primeiro toque.
*Wladimir Pomar é jornalista
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Por isso, os problemas chaves a serem
discutido pelo 18º. Congresso consistem em
assegurar o desenvolvimento econômico e a
melhoria do bem-estar da população, e garantir a democracia como uma das principais
prioridades da China. Embora o país venha
promovendo as reformas de seu sistema político de acordo com suas condições práticas, e tendo a filosofia do avanço gradual
como o instrumento mais forte de garantia
da democracia social e da democracia política, os delegados ao Congresso estão sendo
chamados a discutir a continuidade desse
processo como a característica distintiva do
sistema político chinês.
No entanto, como a palavra democracia seria proibida na sociedade chinesa,
para a imprensa ocidental esse tipo de discussão não passa de teatro. O que ela busca são possíveis dissenções na alta cúpula
do PC, reais ou imaginárias. Ou problemas
do desenvolvimento chinês, que supõe escondidos do povo e do resto do mundo. É
lógico que, sem acesso à imprensa chinesa,
muita gente não sabe o destaque que esta
tem dado, por exemplo, ao fato de escolas
do interior do país só funcionarem porque
as crianças levam suas cadeiras para assistir às aulas, enquanto nas médias e grandes
cidades as escolas são agraciadas com computadores e outras novidades tecnológicas.
Esses dois grupos de estudantes, sob circunstâncias de ensino totalmente diferentes, representam uma importante desigualdade chinesa na distribuição de recursos.
Muita gente também não é informada
que os documentos oficiais chineses reconhecem que uma grande parte da população chinesa encontra dificuldades em sua
vida, especialmente em educação, saúde e
moradia, enquanto outra parte enriqueceu,
tornando-se privilegiada, e aquela parcela
que vive nas áreas mais desenvolvidas do
país se beneficia de melhores serviços so-
7
Eleições 2012
Rio Grande: perspectivas de crescimento
O
Adriano Oliveira*
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
quadro eleitoral indica um possível e
provável crescimento da representação institucional do PT gaúcho. Com
dificuldades na capital, onde amargamos um
terceiro lugar nas pesquisas, em uma disputa
até agora polarizada entre Manuela (PCdoB)
e Fortunatti (PDT), o PT disputa em boas condições na maioria absoluta dos municípios da
região metropolitana e cidades-pólo regionais,
com também em um número significativo de
municípios médios e pequenos.
Temos candidaturas a prefeito em 198
dos 497 municípios gaúchos e a vice em outros 200 municípios. Como 55 candidatos a
vice são de candidaturas majoritárias do próprio partido, identificamos a participação do
partido em chapas majoritárias em mais de 2/3
dos municípios gaúchos.
8
Algumas das batalhas
Em São Leopoldo, administrada há dois
mandatos pelo companheiro Ary Vanazzi, cidade também da deputada Ana Affonso e de
Marcel Frison, Secretário de Estado da Habitação e Saneamento, a polarização é com
o PSDB e seus aliados, que só retomaram a
possibilidade de disputar conosco após meses
de bombardeio orquestrado pela burguesia local contra nosso governo, através de suas representações de classe (CREMERS e outras),
articuladas com a grande mídia e setores da
polícia.
O candidato do PT a prefeito de São Leo­
poldo é o deputado federal Ronaldo Zulke,
vinculado à tendência Democracia Socialista.
A AE possui forte presença na seção municipal
do partido e o bom desempenho de nosso governo e do prefeito Ary Vanazzi jogam papel
decisivo na eleição.
Registre-se que após uma devassa no
hospital Centenário e em nosso governo, o
ministério público indiciou – inclusive com
pedido de reclusão – dois médicos, ambos
da oposição, um deles nosso principal adversário eleitoral.
Em Sapiranga, cidade operária, pólo calçadista do Vale do Sapateiro, administrada há
dois mandatos pelo PT através de Nélson Spolaor, nosso candidato é Deoclécio Grippa, travando uma disputa acirradíssima e polarizada
com a seção local do PP. As pesquisas indicam
empate técnico entre as candidaturas. Contamos com os altos índices de aprovação do nosso prefeito e de nossa administração para fazer
a diferença.
Em Capão da Canoa, uma das principais
cidades do litoral norte gaúcho, o companheiro
Amauri caminha para a reeleição e consagração nas urnas, pelo bom desempenho de sua
administração. Ainda no litoral norte, o companheiro Saul, quadro do MPA (Movimento
dos Pequenos Agricultores), protagoniza a
disputa na pequena Caraá, cidade de economia
estruturada na agricultura famíliar. Em Palmares do Sul, marchamos para a vitória com
o companheiro Paulo Lang, empresário local.
Em Nova Santa Rita, região metropolitana, cidade onde é assentado o deputado federal
Marcon, a professora Margarete Ferretti lidera
todas as pesquisas e deve tornar-se a primeira
prefeita petista do município. O companheiro
Santos Fagundes disputa em São Sebastião do
Caí pode tornar-se o primeiro cego prefeito do
Brasil e o segundo no mundo (temos conhecimento de um cego que é prefeito na Itália).
O slogan de Fagundes é “governando com
os olhos do povo”; ele diz que se vencermos
será o primeiro cego prefeito do Brasil, porque
“prefeito cego” já há muitos.
Na grande Palmeira das Missões, regional
composta por 44 municípios, principal base
eleitoral dos companheiros Marcon e Edegar
Pretto (deputado estadual, atual líder da bancada do PT), o partido tende a um crescimento
significativo em prefeituras e participação em
governos. Na cidade de Palmeira das Missões,
a disputa está polarizada e o resultado é incerto. O atual prefeito Lorenço Ardengui (ligado
a tendência Esquerda Democrática) concorre à
reeleição, tendo como vice Evandro Massing.
Destaco três outras disputas. Trindade
do Sul, administrada por Valdomiro Bosa,
marcha para a reeleição do projeto. Pontão,
cidade símbolo dos conflitos agrários no RS,
terra da Encruzilhada Natalino, deve voltar
ao comando do partido com Nélson Grasselli,
que já foi prefeito local e elegeu o sucessor que desertou para o PSB, hoje nosso principal
adversário no município com o apoio pela direita local. Em Palmitinho, Gélson Pelegrini,
agrônomo que começou seu engajamento no
movimento estudantil disputa com boas condições de vitória.
Outras candidaturas a prefeito que acompanhamos com atenção são as que disputam
os municípios de Julio de Castilhos (Miguel
Antunes), Nova Hartz (Arlem Tasso), Coronel Bicaco (Jurandir da Silva - “Jora”), Ametista do Sul (Nelson Ceratti), Barão do Triunfo (Maria Tanise), Rodeio Bonito (Nílson Dal
Cortivo), Picada Café (Décio Heyllmann),
Sentinela do Sul (Avalon Coelho Vicente “Vola”), Sagrada Família (Alcides Ce da Silva), Barra Funda (Cândida Rossetto), Dois
Irmãos das Missões (Antonio), Novo Xingú
(Carlito Colet) e Riozinho (Adriano Bauer).
No noroeste gaúcho, Bira deve reeleger-se com facilidade vice-prefeito em Ijuí, reeditando a chapa vitoriosa com o PDT. Na
mesma região, em Ajuricaba, Airton Cossetim e nossa vereadora Velanir concorrem a
prefeito e a vice.
Tudo caminha para elegermos o vice prefeito em Jaguarão, cidade fronteira com Rio
Branco, no Uruguai, com o jovem companheiro Lizandro Lenz, veterinário, egresso da
ENEV e do movimento estudantil universitário. Lizandro assumiu a vaga de vice na chapa
do atual prefeito Cláudio Martins, que concorre a reeleição. A jovem vereadora Mariana
Carlos é candidata a vice na chapa liderada por
Neiron Viegas (vinculado a Esquerda Democrática), que atualmente lidera por 4 pontos a
intenção de voto em Cachoeira do Sul, importante cidade do vale do Rio Pardo, histórico
reduto conservador e do PP no estado.
Também temos candidaturas a vice nos
municípios de Jaboticaba (Oldair Bueno Cancian - “Chiquinho”), Três Palmeiras (Nelson
Conterato), Rondinha (Neuro Tonin), Liberato Salzano (Darci Artur Piva), Vicente Dutra
(Anildo Édson Tietz), Caiçara (Eliseu Liberalesso), Carazinho (Emelda Haubert), Barracão
(Rogério Garcia Dutra), Braga (Gilmar Damiani), Manpituba (Dirceu Selau), Pinhal da Serra
(Delmar Jaguszewski), São José das Missões
(Valmir Antonio de Souza), Dom Pedro de Alcântara (Celírio Justo Schwank), São Pedro das
Missões (Domingos André Zandoná)
Além das candidaturas citadas anteriormente, acompanhamos com muito interesse
o resultado eleitoral das candidaturas petistas em Crissiumal (Carlos Grun), Nonoai
(Dr. André), Ronda Alta (Gasparetto), Entre
Rios do Sul (Chicão), Paim Filho (Alberto
Cervinski - “Polacão”), Santana da Boa Vista
(Jocimar), General Câmara (João Rodrigues),
Iraí (Volmir Bielski), Erval Seco (Gilmar),
Tiradentes do Sul, Lagoão (Iolanda), Hulha
Negra (Erone Londero), Novos Cabrais (Leodegar), Itacurubi (José Rubem Correia -“José
Grosso”), Saldanha Marinho (Hélio), Westfália (Marasca), São Valério do Sul (Ilson Pauvels) e Nova Ramada (Elton Rehfeld).
O desenlace final destas e de outras batalhas eleitorais incidirá no resultado eleitoral do
PT e nas condições para que a Articulação de
Esquerda incida nos rumos futuros do partido.
*Adriano de Oliveira é secretário de Formação
Política PTRS e membro da DNAE
Eleições 2012
Taffarel, pelo desenvolvimento de Mesquita
Há um vácuo nas políticas
públicas, por parte do governo
do estado, sobre as cidades da
Baixada Fluminense
entidade voltada a atender crianças e adolescentes em situação de risco social.
“Participei ativamente da luta pelo passe livre aos estudantes nos transportes coletivos e do movimento estudantil , quando
Mesquita ainda fazia parte de Nova Iguaçu.
Foi ali que percebi que era preciso dar um
passo maior na luta por mais direitos e uma
vida digna para todos”, conta o candidato.
Para Taffarel, sua caminhada rumo à
Prefeitura de Mesquita representa a luta para
aumentar os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao município,
e assim superar as situações de pobreza em
regiões da cidade.
Notícias de Tocantins
E
m Esperantina temos a candidatura
do Professor Bina (Albino) e o vice
Louro do PT. O Prof Bina é vereador
de primeiro mandato, assentado da reforma agrária. Sua atuação no parlamento foi
pautada na defesa dos trabalhadores, rurais,
pescadores, profissionais da educação, da
saúde, por moradia. O municipio tem vinte
anos de emancipação politica e todos os ex-gestores estão juntos, apoiando uma única
candidatura para impedir que o PT chega a
prefeitura.
A nossa chapa é puro sangue. As principais proposta da chapa são: moradia popular,
apoio a agricultura familiar, infraestrutura
urbana e rural, moralização da gestão pública, pois o municipio ja deixou de receber varios recursos federais por inadiplencia.
No municipio foi construida uma Escola Familia Agricola (pedagogia da Alter-
nancia) com recursos federais, atraves de demanda priorizada no Colegiado do Territorio
da Cidadania e que está parada porque o funcionamento da mesmo será pela Associação
dos pais e a prefeitura não que entregar.
Em Formoso do Araguaia, temos uma
chapa também puro sangue, com Regino
prefeito e a vice Elza (Elsinar), técnica em
enfermagem e cabeleireira.
Formoso do Araguaia é um dos municípios mais ricos do estado, onde está localizado o projeto de irrigação do Rio Formoso (o
maior projeto de irrigação do Brasil em área
continua). Neste município temos grandes
produtores de grãos irrigados e frutas (melancia e melão), assim como vários assentamentos e agricultores familiares vivendo
abaixo da linha da pobreza. Temos uma população indígena que a cada dia sofre com a
exploração do Capital e dos não-índios.
Municipalização
Em debate recente entre os candidatos
da cidade, Taffarel apontou um dos problemas gritantes que contrasta bem o glamour
da capital carioca com as cidades da Baixada Fluminense, o saneamento básico e
urbanização de bairros. Ainda que áreas,
como a própria Chatuba, tenham recebido
calçamento durante os últimos anos, há
uma enormidade de conquistas pela frente.
“Se eleito, no dia 1° de janeiro de
2013 começo uma campanha pela municipalização do abastecimento de água.
Vamos criar a Companhia de Água Mesquitense”, afirma o petista. Com isso, ele
escancara a incompetência da companhia
estadual, responsável pelas torneiras vazias no interior do estado do Rio.
No final de setembro, o candidato lançou seu Programa de Governo Participativo - A Mudança Não Pode Parar - junto
ao seu vice, Paulinho Paixão (PSB). No
documento, o destaque fica para a área de
educação, onde Taffarel projeta ampliar
para 37 o número de escolas na cidade, que
conta com 170 mil habitantes.
“Vamos ampliar o sistema de transporte escolar”, expõe. O plano ainda prevê
30 mil refeições diárias para os estudantes
mesquitenses, a criação de plano de carreira
aos profissionais da educação -- algo de que
costuma faltar nos municípios fluminenses
-- e a inclusão do programa Escola Aberta
em 17 unidades, com oficinas e atividades
esportivas, culturais e de artesanato.
“Nossa ideia é trazer a população para
perto, decidindo junto com o governo”,
afirma. Assim, entre as propostas apontadas está a realização frequente de conferências e audiências públicas, criando 16
conselhos municipais, a Coordenadoria da
Juventude, implantação do Projovem Urbano e Projovem Adolescente e o Renda
Melhor Jovem - poupança-escola anual
destinada aos jovens com até 18 anos,
integrantes de famílias beneficiadas pelo
Programa Bolsa Família que estejam matriculados no Ensino Médio.
Estão em disputa um projeto que visa
ampliar direitos e a participação popular
com mais um mandato verdadeiramente
petista, e projetos que representam o retorno de práticas clientelistas e patrimonialistas na cidade.
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Na manhã do dia 10 de setembro, os
corpos de seis jovens, que tinham entre 16
e 19 anos, foram encontrados enrolados em
lençóis, às margens da Via Dutra, na cidade
de Mesquita, na Baixada Fluminense.
Os rapazes estavam desaparecidos há
dois dias, desde que foram tomar banho de
cachoeira em mata próxima à favela da Chatuba, também em Mesquita. Cada um dos
seis foi torturado e morto por ter passado,
sem permissão ou aviso, por localidade comandada por uma facção criminosa.
Longe dos holofotes da capital carioca, apesar da proximidade geográfica (24
quilômetros), o município de Mesquita busca encontrar o seu caminho em direção ao
desenvolvimento social. Há um vácuo nas
políticas públicas, por parte do governo do
estado, sobre as excluídas cidades da Baixada Fluminense.
Governada desde 2005 pelo petista Artur Messias, Mesquita está diante de um processo eleitoral que pode provocar na cidade
o despertar para a juventude. Na disputa do
pleito, entre os primeiros nas pesquisas, está
o candidato André Taffarel, atual presidente
da Câmara de Vereadores.
Nascido justamente no bairro da Chatuba (onde mora até hoje), há 35 anos, Taffarel,
que ficou com o apelido do goleiro por atuar
bem nesta função durante as peladas jogadas
na comunidade, tem base de militância junto
à Pastoral da Juventude. Foi, por dois anos,
educador social na Fundação São Martinho,
9
Eleições 2012
Tadao Mitsunaga: um professor prefeito
T
adao chegou
em
Nova Andradina (MS) em
1985, para assumir
o concurso público de professor
de
Matemática.
Tinha passado sua
juventude no campo, onde trabalhou
na roça junto com seus pais até os 22 anos.
Também trabalhou em escritório de contabilidade e em secretaria escolar.
Em Nova Andradina, ingressou na vida
sindical e foi por duas vezes presidente do
Simted, lutando contra os baixos salários
dos trabalhadores em educação e na defesa
de seus direitos.
Em 1991 teve uma experiência internacional, ao trabalhar em indústria automobilística no Japão por dois anos. Ao voltar, retomou suas atividades como professor, reassumindo também a presidência do sindicato.
Tadao foi também presidente da Asso-
ciação da Colônia Japonesa e diretor da Escola Estadual Luiz Soares Andrade.
Foi vereador pelo PT durante dois mandatos, atuando na defesa da transparência
dos gastos públicos, na defesa dos direitos
dos trabalhadores e dos segmentos populares. Em 2008, disputou a eleição como candidato a vice-prefeito e atualmente é presidente do PT de Nova Andradina.
Em Nova Andradina, lutamos contra
uma elite que governa para poucos e com
muitos desmandos, sendo necessário acabar
com o clã familiar que desgoverna o município; retomar a democracia na forma de governar; instituir um desenvolvimento a serviço
da imensa maioria da população, colocando
o município no patamar que ele merece, projetando a cidade para o futuro, com empregos
para a população e uma política de industrialização. Outro grande problema a ser enfrentado é a ausência de políticas de prevenção e
atendimento digno na saúde pública; a defasagem nos salários de professores e do conjunto dos servidores municipais; além de uma
atenção especial à infraestrutura.
No programa de governo da coligação
Mudança de Verdade (PT-PR-PCdoB-PPS),
destacam-se os 13 pontos de atuação para
que Nova Andradina possa crescer e se desenvolver com qualidade de vida para todos
e todas nas áreas de saúde; segurança pública; educação; indústria e comércio; agricultura; esporte, cultura e lazer; gestão; habitação; meio ambiente; infraestrutura; programas sociais; juventude; e, no distrito de Casa
Verde e assentamentos rurais.
O programa defende uma política ousada na geração de emprego, com diversificação da matriz econômica, fortalecendo especialmente as pequenas e médias empresas que
já investem no município, ao mesmo tempo
em que se implanta uma política de atração
de investimentos que garanta a vinda de novas indústrias, o que não ocorre em Nova Andradina há quase 20 anos. Essa nova fase na
cidade não poderá prescindir da sustentabilidade ambiental, para que o desenvolvimento
seja usufruído por várias gerações.
Mais informações: facebook.com/luiz.tadao
Vitória contra 5 colunas
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
N
10
a reta final da campanha, a candidatura do PT ganhou um reforço de
peso: a presidenta Dilma Rousseff
gravou uma declaração de apoio para Iriny
Lopes, para o programa de TV.
O desafio de Iriny é duplo: garantir o segundo turno e estar no segundo turno. As pesquisas feitas em meado de setembro mostram
Luiz Paulo (PSDB) em primeiro lugar, mas
caindo; e mostram Luciano Rezende (PPS) e
Iriny Lopes em luta pelo segundo lugar, com
a vantagem de que Iriny tem o eleitorado
mais consolidado e crescendo.
A grande dificuldade é a falta de recursos
financeiros, somada a rejeição da administração municipal e a presença excessivamente
discreta do atual prefeito de Vitória, João Coser (PT).
Luiz Paulo faz todo o esforço para “esfriar” a campanha, mantém um programa
praticamente sem conteúdo, utilizando um
discurso de resgate do passado. Luciano Resende enfrenta dificuldades com sua imagem
de inexperiente, novato, sem estatura. Iriny
apresenta um bom desempenho na TV, com
propostas boas, de impacto. Enquanto isto, a
proximidade de um segundo turno esquenta a
campanha.
Cenas pouco pastorais
O candidato a prefeito Edson Ribeiro,
do nanico PSDC, pastor da igreja batista,
perguntou no programa de TV: “Qual exemplo vamos deixar para nossa juventude, se
eles olharem para o gestor da cidade e todos
verem (sic) que ele é um cheirador de cocaína? Eu pelo menos sou cheirador de Bíblia.
Se você tiver que votar em algum cheirador,
vote em cheirador de Bíblia e não em cheirador de cocaína” e faz um gesto de cheirar
a Biblía, disse ainda para a imprensa: indagado sobre a quem se dirigiam as acusações,
Ribeiro disse que “Vitória inteira sabe quem
é, não preciso dizer”.
Simultaneamente, no dia 14 de setembro, o jornal A Gazeta publicou matéria sobre
os problemas de Luiz Paulo junto ao Tribunal
de Contas. É pouco provável uma eventual
condenação antes das eleições, seja como for
no site do TRE-ES consta que a candidatura
de Luiz Paulo está “Deferida com recurso”,
motivo suficiente para divulgação na rede que
ele é “Ficha Suja”.
As dificuldades de Luiz Paulo são acompanhadas de um crescimento da campanha
de Iriny, mas a ausência de recursos tornou-
-se dramática. Além das limitações que se
observa nacionalmente, em Vitória a situação
se agrava por alguns motivos: a) a eleição é
extremamente cara, em que pese o pequeno
eleitorado; b) o estado é pequeno e a economia é altamente concentradora de renda/
monopolizada/cartelizada, assim os grandes
doadores são poucos; c) tais doadores historicamente compõem um campo e um projeto
quase orgânico com o ex-governador Paulo
Hartung (PMDB).
ELEIÇÕES 2012
PLATAFORMAS VERMELHAS
Página 13 publica um resumo das candidaturas a
vereador e vereadora de militantes vinculados à
Articulação de Esquerda
Pedagogo, formado pela Unicamp,
trabalhador da
Secretaria Municipal de Cultura, militante
do movimento
negro e rapper
(MC), casado e
pais de quatro
filhas. Campinas
é um município com a riqueza concentrada
em poucas mãos. A prefeitura tem recursos,
mas eles estão mal distribuídos. Há regiões
inteiras sem escola, centro de saúde, casa de
cultura ou praça de esportes. A verdade é que
não é o povo quem governa a cidade, mas
a especulação imobiliária, alguns grandes
empresários que possuem negócios com o
setor público e um pequeno número de políticos de direita. A falta de planejamento e
controle social, a má gestão administrativa e
a corrupção reduziram a quantidade e a qualidade dos serviços públicos. Vamos lutar, na
Câmara, para mudar esta situação.
Aylton Affonso
(Santo André, SP)
Arquiteto e urbanista, iniciou
a militância no
movimento estudantil. Esteve à
frente da mobilização vitoriosa
do funcionalismo
de Diadema, em
1988. Servidor
concursado,
participou com destaque nos trabalhos de
urbanização de favelas e de regularização
fundiária. Foi um dos coordenadores do
Plano Municipal de Habitação - referência
nacional. Também foi secretário-geral e vice-presidente do Sindicato dos Arquitetos no
Estado de SP. A luta por uma cidade mais
justa e democrática, social e ambientalmente
sustentável, estará no centro de sua atuação.
A revitalização dos centros de bairro e o estímulo ao comércio e serviços locais; a plena
implementação do SUS e a valorização do
serviço público e dos servidores também
fazem parte de suas propostas. Veja mais no
site www.ayltonaffonso.com.br
Celso Andreon
(Cariacica, ES)
Um mandato
popular e democrático. Este
é o foco das
propostas de
Celso Andreon. Morador
de Cariacica,
formado em
Ciência Política, conheçe
bem as responsabilidades e os desafios que
envolvem os legislativos. Atuou na coordenação da equipe do mandato da senadora
.Na Câmara, vai manter permanence diálogo
e escutar as necessidades dos cidadãos de
Cariacica para assim elaborar projetos de lei
que sejam resultados de debates e intervenções com os diversos setores da sociedade.
A trajetória de vida de Celso é marcada por
uma caminhada de fé e dedicação à formação humana e social das lideranças da cidade
e do campo. Tem ampla capacidade de diálogo com os mais diferentes setores da sociedade. Conheça mais sobre as suas propostas
no site www.celsoandreon13200.com.
Professora Denize
(Ponta Porã, MS)
Professora da
rede estadual,
casada, mãe de
dois filhos, foi
vereadora na
Legislatura de
2001 a 2004.
Seu desempenho na Câmara
de Ponta Porã foi firme e programático. Dirigiu o Sindicato Municipal dos Trabalhadores
de Educação de Ponta Porã (Simted) e a partir de 2008 presidiu o Conselho Municipal
do Fundeb. Atuante nos movimentos sindicais e sociais, sempre lutou pela educação
pública de qualidade, justiça social, respeito
ao próximo e valorização dos trabalhadores e
das trabalhadoras. Nestas eleições, se coloca
mais uma vez como candidata por acreditar
que é mais uma trincheira que deve ser ocupada pelos trabalhadores e pelas trabalhadoras para potencializar suas lutas na conquista
de direitos.
Deodato José Ramalho
Júnior (Fortaleza, CE)
Um dos fundadores do Centro de Defesa
dos Direitos
Humanos de
Boa Viagem
e militante do
movimento
pela democratização dos
meios de comunicação, Deodato é um dos pioneiros no
Ceará a lutar em favor da difusão das rádios
comunitárias. Graduado em Direito, militou
no movimento estudantil, atuou como conselheiro e presidente da Comissão de Direitos
Humanos da OAB. É um dos fundadores
da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da
CNBB. Foi chefe da Assessoria Jurídica
da presidência do TJ-CE e coordenador do
Escritório de Defesa dos Direitos Humanos
Frei Tito de Alencar, da Assembleia Legislativa. Foi secretário executivo das secretarias
municipais Regional IV e do Meio Ambiente
e Controle Urbano nas gestões da prefeita
Luizianne Lins. Acesse www.deodato.org.br.
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Adriano Bueno
(Campinas, SP)
11
ELEIÇÕES 2012
Dolores
(São Leopoldo, RS)
Elias Ishy
(Dourados, MS)
Isaías Dias
(São Paulo, SP)
Companheira
de luta, guerreira, desde
cedo sentiu a
opressão capitalista. Trabalhou como
babá, copeira
e vendedora.
Casada com o
líder comunitário Aristino, iniciou sua militância pela construção dos diques e condições de moradia.
Trabalhou na Secretaria Estadual de Habitação, coordenou a Relação Comunitária. Foi
vereadora, representante dos movimentos,
da classe trabalhadora e do povo pobre. Teve
coragem de apresentar projetos que enfrentaram os grandes capitalistas, como o que regulamenta o tempo de espera na fila dos supermercados e a lei do Passe Livre a idosos
de 60 a 65 anos. Coordenou as campanhas
vitóriosas de Ana Affonso a deputada estadual e contribuiu na campanha do deputado
federal Marcon. Defende uma cidade e uma
sociedade com direitos humanos, igualdade
e dignidade.
Candidato
à reeleição,
acredita na
força da luta
social e política. Formado
em direito e
funcionário da
Caixa Econômica Federal,
iniciou sua
militância na Igreja Católica. Foi da direção
estadual da CUT, presidente do Sindicato
dos Bancários e do Comitê de Defesa Popular. Em seu terceiro mandato é o vereador
que mais realiza audiências públicas na Câmara Municipal para tratar de temas como
meio ambiente, saúde, educação, juventude,
economia solidária, segurança e infraestrutura. Quer ser reeleito para continuar a levantar as bandeiras da transparência no poder
público; do controle social e da participação
social; mantendo seu papel fiscalizador, sua
independência política e sua aliança com o
povo. Saiba mais em www.deodato.org.br
Bancário e
militante dos
direitos da
pessoa com deficiência, como
vereador quer
construir um
mandato popular fortemente
vinculado às
lutas da população trabalhadora e dos setores que sofrem
com a discriminação e a exclusão social.
Iniciou sua carreira como trabalhador bancário em 1981 e em 1988 se tornou funcionário
do Banespa. Lutou contra a privatização
do banco. Foi diretor da Associação dos
Funcionários do Grupo Santander Banespa
(Afubesp). Como coordenador do Coletivo
Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras
com Deficiência da CUT-SP, ajudou a organizar o coletivo nacional da central. Integra
o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa
com Deficiência (Conade), do qual foi vice-presidente. Por mais trabalho, educação,
saúde, cultura e lazer.
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Edivan França
(Parnaíba, PI)
12
Fotógrafo profissional, preside o Diretório
Municipal do
PT de Parnaíba, segunda
maior cidade
do Piauí.
Militante histórico, iniciou
sua trajetória
como catequista. Participou da Pastoral
da Juventude, da qual foi o coordenador
Diocesano. Aos 18 anos foi indicado pela
Cáritas brasileira para coordenar o Programa
Alimento Por Trabalho das Nações Unidas,
PMA-ONU/Diocese de Parnaíba, atuando
em mais de 20 municípios. Coordenou a instalação do Projeto de Inclusão Digital Casa
Brasil, atualmente, organiza os trabalhadores
em coleta de matérias recicláveis e participa
ativamente de muitas lutas em em favor dos
direitos humanos. Acredita que só a luta em
defesa da inclusão social pode levar à construção de uma sociedade Justa, Igualitária e
Fraterna.
Erinaldo Rodrigues
Verdeiro (São Mateus, ES) Gilberto Paixão
(Teresina, PI)
Lavrador, meeiro, diarista,
boia fria, no
final da década
de 90 ingressou no Movimento dos
Trabalhadores
Rurais Sem,
Terra (MST)
na ocupação
que deu origem ao Assentamento Zumbi dos
Palmares, onde é assentado e membro da
Coordenação, praticamente desde o início.
Atuou na Direção Regional e Estadual do
MST capixaba, e contribuiu na Coordenação
do Centro de Formação Maria Olinda – Ceforma. Sempre lutou pela educação nas escolas dos assentamentos em estruturas adequadas e dignas para o aprendizado. Sempre
disponível para as batalhas da vida, tem
como princípios a solidariedade, a dedicação
ao trabalho militante, a amizade, o companheirismo e a justiça. Na Câmara vai fazer
um mandato Democrático e Popular.
Secretário-geral licenciado do
Sindicato dos
Comerciários
de Teresina,
vice-presidente
da CUT-Piauí
e da Executiva
da Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Comércio e Serviços
(CONTRAC’S), é um representante autêntico da classe trabalhadora e dos movimento
sociais organizados de Teresina. Defende
com unhas e dentes os trabalhadores e as
trabalhadoras e a luta contra a exploração
e discriminação a que são submetidos. Na
Câmara Municipal vai propor políticas públicas efetivas que combatam o preconceito
e promovam a valorização e o respeito à
diversidade cultural, étnica, à orientação sexual, gênero, crença religiosa, idade e classe
social. Defende a educação pública de qualidade, a saúde pública e o desenvolvimento
social e sustentável.
ELEIÇÕES 2012
Professor da
rede pública,
sempre lutou e
esteve ao lado
da classe trabalhadora. Dirigiu o Sindicato
dos professores
e trabalhadores
em educação,
liderando o
enfrentamento a sucessivos governos autoritários, destacando-se como liderança
sindical competente e de coragem. Elegeu-se
vereador de Aracaju em 2004. Teve atuação
destacada. Em 2006, foi o único deputado
federal eleito pelo PT de Sergipe. Na Câmara
Federal, foi um dos maiores especialistas em
educação e o único sergipano a fazer parte da
Comissão de Educação e Cultura. Defende
a redução da jornada de trabalho, a proteção
dos direitos dos trabalhadores e o respeito
aos portadores de deficiência, aos negros,
às populações LGBT’s e às minorias. Autor
de inúmeros projetos de lei. Saiba mais em
www.iranbarbosa.com.br.
Lúcio Dias
(Soledade, RS)
Carteiro de
profissão, militante das causas populares,
sonha e luta
por uma cidade
democrática,
onde as políticas públicas
sejam voltadas
para o desenvolvimento e pela qualidade de vida. Lúcio
Dias lutará por políticas públicas para a juventude, pela cultura, pela educação (UERGS), pelo desenvolvimento sustentável. Ele
tem garra, fé e coragem! Tem a vontade de
fazer uma Soledade melhor.
Mara Emília
(Goiânia, GO)
Negra, jovem
e trabalhadora
se moldou na
luta para transformar a vida,
ainda jovem,
nos trabalhos
das Feiras Hippie e da Lua.
Seguindo nesta
convicção,
ingressou na luta contra o sucateamento das
universidades e escolas técnicas federais na
Escola Técnica, hoje IFG durante o Governo
FHC. Na Câmara de Goiânia, vai enfrentar
as empresas de transporte e da construção
civil que lucram com o sofrimento do povo
e defender as causas populares e os movimentos sociais. Vai lutar pelo fim do monopólio do transporte coletivo e contribuir
para implantar uma política de planejamento
urbano que atenda aos interesses da maioria
do povo. Por direitos humanos, igualdade,
respeito e dignidade. Marcel Silvano
(Macaé, RJ)
Militante e
dirigente partidário desde
2002. Formado
em jornalismo
é defensor da
comunicação
crítica, conscientizadora e
libertária. Por
isso, como
assessor do mandato do vereador Danilo
Funke (PT) lutou para que a Câmara de Vereadores de Macaé transmitisse as sessões
na internet, em nome da transparência.Como
coordenador da Pastoral da Juventude realizou trabalho em várias cidades estimulando
jovens a serem protagonistas dentro da Igreja
e na sociedade. Atualmente, coordena o
Movimento Fé e Política, e é uma das mais
expressivas lideranças jovens já vistas em
Macaé. Como vereador, vai defender no
campo institucional as bandeiras específicas
da juventude e lutar por políticas públicas
que resgatem a dignidade do cidadão.
Prof. Maurílio Gajão
(São José dos Campos,
SP)
Sua militância
política e social teve início
no movimento
estudantil.
Como trabalhador da Avibrás na década
de 1980, elegeu-se diretor
do Sindicato dos Metalúrgicos. Na década de
1990 tomou parte na administração petista
da cidade, bem como na coordenação política do combativo mandato do vereador Mauro Kano (PT). Após formar-se em Ciências
Sociais, passou a trabalhar como professor
na rede estadual, onde ensina Sociologia, e,
como servidor da rede municipal, no ensino
de História e Geografia. Atualmente compõe
a direção do Sindicato dos Servidores Municipais de São José. Luta pela valorização do
servidor e a qualidade da educação pública,
a participação popular e a construção de um
mandato participativo, sintonizado com os
movimentos populares e os trabalhadores.
Mauro Batista, o Mauro
do Atlântico
(Aquidauana, MS)
Desde muito
jovem auxiliava seu pai no
pequeno comércio no setor de açougue
no Mercadão
Municipal de
Aquidauana.
Atualmente é
supermercadista na cidade. Dentre as propostas que defende estão: políticas públicas consistentes que
melhorem as condições de vida das pessoas
e resgatem a dignidade; planejamento da
cidade e do campo promovendo a qualidade
de vida, o desenvolvimento sustentável e
a preservação do meio ambiente. Também
fazem parte das propostas a valorização dos
servidores públicos municipais por meio de
planos de cargos e carreiras e qualificação
para o desenvolvimento de suas funções e o
fortalecimento das relações com as instituições educacionais, especialmente de nível
médio e ensino superior para consolidar a
cidade como polo educacional de excelência.
Modesto
(Três Lagoas, MS)
Formado em
Fisioterapia e
Ciências Biológicas tem
especialização
em Pneumologia Sanitária e
curso de “Gestão em Saúde
Pública. Foi
Conselheiro
Municipal e atua nos Programas de Controle
de Hanseníase e Tuberculose da Secretaria
Municipal de Saúde. Atua na defesa dos interesses do funcionalismo público, por melhorias salariais ou do PCCS, como também
pela qualificação da representação sindical.
Participou da última eleição do SSPM como
candidato a presidente e teve expressiva
votação. Teve intensa participação nas
Comunidades Eclesiais de Base (CEBS),
onde pode fortalecer os valores cristãos da
justiça, fraternidade, solidariedade e a opção
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Iran Barbosa
(Aracaju, SE)
13
ELEIÇÕES 2012
preferencial pelos pobres. Secretário de Formação Política do do PT de Três Lagoas, é
colaborador da construção do Partido.
Múcio Magalhães
(Recife, PE)
Candidato
à reeleição,
coloca-se
novamente à
disposição do
povo recifense
para continuar
construindo
um mandato
popular. Sempre em defesa
da classe trabalhadora, dos menos favorecidos e mais oprimidos, possui uma trajetória
política forjada na luta. Foi eleito o vereador
mais votado do PT no Recife e assumiu a
presidência da Câmara Municipal. Atualmente preside a Comissão de Desenvolvimento Econômico e é membro das Comissões de Legislação e Justiça e de Mobilidade
e Acessibilidade. Desempenha um mandato
presente nas bases, nas lutas que fortalecem
os movimentos sociais, propõe projetos importantes, se mantem fiel aos seus princípios
dedicados à causa de uma vida digna para a
classe trabalhadora e o povo. Para conhecer
mais sobre Múcio visite www.muciomagalhaes.com.br
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Natal Maciel
(Rio Sono, TO)
14
Durante toda
sua vida se
dedicou ao
trabalho e a
luta em busca
do desenvolvimento. Por sua
forte atuação e
compreensão
da importância
da luta em defesa dos trabalhadores assumiu a presidência
da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins (Fetaet) por dois
mandatos. Como reconhecimento da luta em
defesa dos trabalhadores foi eleito secretário
de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Atuou ainda como secretário municipal
de Agricultura de Rio Sono. Em 2009 assumiu a Coordenação Adjunta do Programa
Terra Legal (programa de regularização fundiária), do Ministério do desenvolvimento
Agrário no segundo mandato do presidente
Lula.
Piuí (Esteio, RS)
Tem compromisso com a
democracia
participativa,
inclusão social,
moradia digna,
meio ambiente
e direitos humanos. Filho
de pequenos
agricultores
estudou o curso técnico e o 7º semestre do bacharelado em Química. Foi assessor do então
vereador Gilmar Rinaldi e atuou no governo
de Olívio Dutra como diretor adjunto do Parque de Exposições Assis Brasil. Foi vice-presidente da União das Associações de Moradores
de Esteio, onde coordenou o processo de quitação e renegociação dos contratos dos mutuários do Condomínio Morada II. Luta pela
valorização da cultura. Como diretor técnico
operacional da Secretaria de Meio Ambiente
da Prefeitura, Piuí, junto com a comunidade,
constrõe políticas públicas que reafirmam a
ética com a política séria e a boa luta.
Professor Dauri
(Cariacica, ES)
Já assumiu
perante a
população
cariaciquense
a luta pela sustentabilidade
urbana, contra
a desigualdade
e a injustiça
social. Para
ele, a cidade
deve garantir os direitos de todos os seus
moradores e moradoras, especialmente das
mulheres, crianças, jovens, idosos, negros e
pessoas com de deficiência. Defende o direito
à moradia digna, ao saneamento ambiental, à
infraestrutura urbana, ao transporte, à saúde, à
educação, à cultura, aos serviços públicos, ao
trabalho, ao lazer e à segurança, para a atual e
as futuras gerações. Essas bandeiras de lutas
serão prioridades para o mandato participativo
do professor Dauri! Pelo Direito à Cidade!
Professor Gilmar Santos
(Petrolina, PE)
O desejo de
contribuir para
futuro melhor
é a mola que
impulsiona a
candidatura
do professor
Gilmar. É
filho de trabalhadores rurais
e iniciou a trajetória política nas atividades
sociais da Igreja Católica com grupos de
jovens, Comunidades Eclesiais de Base e
pastorais sociais. Historiador, luta pela universidade pública, gratuita e de qualidade.
Ensina História, Filosofia e Sociologia na
redes pública e particular. É sócio-fundador
de um curso preparatório para vestibular e
concursos, onde promove eventos de incentivo à arte, cultura e ações sociais que movimentam e conscientizam a juventude. Nas
reuniões com a comunidade petrolinense,
sempre ressalta a importância do elo entre a
sociedade e o poder público para a formação
de uma politica que ouça e atenda os anseios
da comunidade.
Professor Léo (Cachoeiro de Itapemirim, ES)
É vereador da
AE em Cachoeiro de Itapemirim e tem
pela frente o
imenso desafio
de se reeleger
no município,
feito jamais
alcançado pelo
PT local em sua história. Em seu primeiro
mandato, democrático e popular, atuou ao
lado dos movimentos da juventude no município, principalmente, nas áreas educacional,
cultural e esportiva. Professor Léo está diariamente na sala de aula, lidando com centenas de jovens. Destacou-se também por sua
atuação ética e firme no Legislativo, em defesa das comunidades e dos grupos excluídos
da sociedade, aprofundando temas importantes e pertinentes na Câmara, qualificando o
debate na Casa Legislativa. Desenvolveu um
trabalho intenso na internet e redes sociais,
prezando sempre pela transparência e interatividade junto ao cidadão.
Professora Clarice
(Barra Mansa, RJ)
Casada, trabalha há 22 anos
na rede pública
de ensino na
qual deseja dar
toda atenção
como vereadora. Sua história
não deixa dúvidas quanto à
sua atuação em defesa da educação pública
de qualidade, inclusiva e universal. Graduada em Língua Portuguesa e pós-graduada
em Gênero e Sexualidade pela Universidade
Estadual do Rio de Janeiro, acredita que a
educação é a base para a transformação da
sociedade. Elaborou e implementou o projeto “Educador na Família” e atua na luta pela
igualdade de gênero, contra o racismo e toda
forma de discriminação étnico-racial, religiosa e correlata.
Regina Célia
(Miracema, TO)
Administradora, pós-graduada
em Educação
Matemática,
foi professora,
educadora popular, militante
da Pastoral da
Juventude e
voluntaria na Comissão Pastoral da Terra. Por
dois anos, integrou o Fórum Estadual Economia Solidaria. É voluntaria no processo de organização da Colônia de Pescadores de Miracema e Tocantinia e militante do movimento
negro e do Instituto ART’AFRO. Defende
a educação e saúde públicas, a agricultura
familiar, as organizações sociais, as politicas
de igualdade racial, os cursos técnicos profissionalizantes e educação especifica para o
campo. Os pequenos empreendimentos e a
construção de pequenas indústrias como de
fruticultores, artesanatos e aproveitamento do
peixe integram as bandeiras de Regina, além
da promoção da cultura e a capacitação da
juventude para o primeiro emprego.
Reginaldo Penha
(Marechal Floriano, ES)
Filho de produtores rurais,
se formou em
Técnico Agrícola. Atualmente, trabalha
no Instituto de
Desenvolvimento Sócio
Econômico dos
Trabalhadores
de Baixa Renda (Idesbre), onde coordena
projetos de inclusão social e digital. Sempre
atuou nos movimentos de base da Igreja
Católica. Além de ser um dos fundadores
do PT de Marechal Floriano, no Espírito
Santo, também ajudou a fundar diversas
organizações de desenvolvimento social no
município.
Rogério (Serra, ES)
Saraí (Porto Alegre, RS)
Produtor de
eventos e diretor da liga dos
Blocos Carnavalescos foi
escolhido pelos movimentos sociais para
representá-los
na Câmara
Municipal
para propor políticas e ações de combate à
violência contra as mulheres, à homofobia,
o descaso com a cultura e o alto índice de
homicídios contra jovens negros e de periferia na cidade. Vai promover o incentivo à
economia solidária e à segurança alimentar.
Tem compromisso com a construção de uma
cultura de paz e igualdade. Na Câmara, é a
certeza de diálogo constante e aberto com os
movimentos sociais e de mulheres, LGBTs,
negros e negras, juventude, cultura e direitos
humanos. Defende a implantação de políticas públicas nas áreas de saúde, segurança,
cultura, educação, desenvolvimento e meio
ambiente.
Saraí é formada pela luta
popular e por
isso é candidata à vereadora.
Luta pelos
direitos das
crianças e dos
adolescentes,
pelo combate
à violência
doméstica e pela organização de creches
comunitárias. Mulher negra, da periferia que
sente e sabe o que falta para Porto Alegre. É
militante do PT e já exerceu mandato como
vereadora. É comprometida com as transformações sociais que a cidade e o nosso país
necessitam. Defende uma Porto Alegre para
todos e todas. Na Câmara de Vereador vai
lutar por moradia digna, ampliação do atendimento e acesso à educação infantil para
crianças de zero a seis anos, para fortalecer
os programas públicos de combate ao racismo, pelo respeito às diferenças e a diversidade sexual e em em defesa da juventude e de
uma saúde pública de qualidade.
Rubens (Diadema, SP)
Sesóstris (Curitiba, PR)
É candidato
a vereador de
um coletivo
que luta pela
ampliação dos
direitos e interesses da classe trabalhadora, que acredita
na mobilização
social e que
produz uma crítica ideológica ao neoliberalismo e ao capitalismo. Nos últimos anos,
quem representou estas propostas na Câmara
de Diadema foi a vereadora Irene que construiu um mandato participativo, popular e
democrático. dará continuidade a este modo
de fazer política. Tem grande experiência
no serviço público, é professor de educação
física concursado e foi gestor nas áreas de
reciclagem e economia solidária em Osasco
e São Paulo. Foi um coordenadores técnicos
do Programa Integrar da Confederação Nacional dos Metalúrgicos e coordenador nacional do Setorial de Esporte e Lazer do PT.
Entre 2009 e 2011, assumiu a Secretaria de
Esportes de Diadema. Confira mais no blog
rubens13654.blogspot.com.br.
Licenciado
em Educação
Física, cursa
bacharelado
e é B.Boy,
militante e
multiplicador
do Movimento
Cultural Hip
Hop. Dançarino, arte educador/educador social, professor de danças
urbanas, membro e coordenador do grupo
New Crew B.Boys. É, também, idealizador e
gestor de projetos culturais/sociais, membro
e ritmista de escola de samba. Filho de sindicalistas e petistas, desde pequeno, esteve
muito próximo da militância do PT. Conhece
a fundo os problemas e carências enfrentados pelas crianças, adolescentes e jovens que
participaram dos projetos bem como seus
familiares e moradores. Sabe da influência e
importância que a possibilidade de acesso a
cultura e informação relacionada à cidadania
e direitos humanos tem na vida das pessoas.
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
ELEIÇÕES 2012
15
ELEIÇÕES 2012
Silas da Silva
(Eliseu Martins, PI)
Wagner Lino
(São Bernardo, SP)
Como boa
parte dos jovens Silas não
acreditava na
importância
da política
como instrumento de
transformações. Há um
ano se filiou
ao PT e entusiasmado com as ideias e
propostas do Partido começou a participar
ativamente das ações políticas na sua cidade e a acompanhar as sessões da Câmara
Municipal. Vai lutar pela criação de casas
de estudantes para que os jovens tenham
onde morar durante o seu curso universitário. Na área da cultura defende o fortalecimento no município das ações culturais, o
hip hop, as quadrilhas juninas e reisados.
Na câmara municipal de eliseu martins vai
incentivar a leitura e o surgimento de novos autores, promovendo feiras literárias e
concursos através da Secretaria Municipal
de Educação.
Em São
Bernardo, o
prefeito Luiz
Marinho e
Wagner Lino
implantaram
o orçamento
participativo,
reorganizaram a saúde
municipal
e vão transformar a cidade em modelo de
mobilidade urbana. Wagner Lino participou
ativamente da construção desse programa de
transformação. Como vereador e deputado
estadual, lutou por um hospital público para
o município e o governo do PT concluirá
ainda este ano o Hospital de Clínicas. Wagner Lino fiscalizou com empenho os desmandos dos governos anteriores. O grande
grande desafio, agora, é a reforma urbana de
São Bernardo. Essa questão envolve ainda a
regionalidade: é necessário ações conjuntas
entre os municípios do ABC para resolver
não apenas os problemas do trânsito e do
transporte coletivo, mas também os da segurança pública e as enchentes.
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Sinézio Rodrigues
(Serra Talhada, PE)
16
Professor da
Rede Municipal de Ensino,
presidente
do Sindicato
Municipal
dos Trabalhadores em
Educação de
Serra Talhada (Sintest),
quer levar para a Câmara de Vereadores a
experiência das lutas e fazer do Plenário
uma sala de aula onde se discute e defende
os direitos do povo. Primeiro suplente de
vereador nas eleições de 2004 e 2008, presidiu o PT municipal por três mandatos.
Ex- líder estudantil vai desempenhar um
mandato parlamentar a serviço da categoria e do povo trabalhador de Serra Talhada.
Tem compromisso com a juventude, com
os servidores públicos, em especial, os trabalhadores em educação, com as mulheres
e os homens do campo e da cidade.
Zé Ernandes (Altos, PI)
Trabalhador
rural assentado
no Quilombo,
maior assentamento na zona
rural de Altos,
participou da
Comissão Pastoral da Terra
e foi um dos
responsáveis
pela criação e organização da Pastoral da
Juventude. Foi secretário, tesoureiro e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais.
Acompanha a luta pela terra e o processo de
implantação da maior parte dos assentamentos na zona rural de Altos. Foi e continua
sendo um grande defensor dos direitos do
homem e da mulher do campo à terra, ao
crédito, à assistência técnica, à educação, à
saúde e à infra-estrutura. Elegeu-se vereador em 2004, e foi reeleito em 2008. Como
fiscalizador do Poder Executivo, identificou
diversas irregularidades na atual gestão
municipal. Suas denúncias deram origem
investigações. Porta voz das comunidades
rurais, lutou junto aos órgãos competentes
para viabilizar diversas ações de apoio aos
trabalhadores e trabalhadoras.
Zé Roberto (Cachoeiro
do Itapemirim, ES)
Zé Roberto é
operário do
setor de rochas
ornamentais e
atua nos movimentos comunitários da
Igreja Católica,
na Associação
de Moradores
do seu bairro e
na Federação das Associações de Moradores
e Movimentos Populares de Cachoeiro de
Itapemirim. Católico, participou da Pastoral
da Juventude, foi coordenador da Pastoral
Comunitária, atuou na Pastoral da Saúde,
entre outras atividades que se referencia na
teologia da libertação. Por sua trajetória se
credenciou para uma vaga na Câmara Municipal onde pretende ser a voz dos trabalhadores na efetiva fiscalização do Executivo,
colaborando para a consolidação de uma
visão progressista de cidade, onde o interesse público prevaleça sobre os interesses
privados e os anseios da classe trabalhadora
estejam em primeiro lugar. Eleito, fará um
mandato participativo.
Internacional
Max Altman*
O que se irá travar na Venezuela não é
uma eleição presidencial comum. Joga-se
ali a continuidade e consolidação do proceso
revolucionário socialista bolivariano.
Hugo Chávez está há 14 anos na presidencia do país e reafirma sua liderança em
cada proceso eleitoral, e já ocorreram 15 ao
longo de seu governo. Reiterados foram os
obstáculos que vem tendo de superar: golpe de Estado, locaute petroleiro, agressões e
insultos dos setores oligárquicos e conservadores, pressões do império, tentativas constantes de desestabilização, alimentados pelos grandes meios de comunicação privados.
Para enfrentar os inimigos internos e
externos e criar uma base social de sustentação, seu governo desenvolveu um amplo
leque de programas sociais, no campo da
saúde, educação, habitação, segurança alimentar, financiados basicamente pela renda
petroleira.
A Venezuela nos últimos anos mudou a
sua realidade e deu um grande passo adiante
em matéria econômica e social. A pobreza
chegou a ser de mais de 60% e hoje caiu a
25%; a pobreza extrema era de mais de 20%
e hoje está em 7%; o desemprego estava em
mais de 15% e hoje se situa em 7%.
Ao mesmo tempo o país vem desenvolvendo um grande esforço na área agrícola,
científica e tecnológica, a fim de depender
menos da importação de produtos essenciais, e também no estabelecimento de uma
eficiente infraestrutura de vias, ferrovias,
portos e aeroportos. Falta imprimir muito
maior eficiência a esse enorme projeto e este
será o grande desafio do próximo mandato.
No plano político, fundou, ampliou e
consolidou o Partido Socialista Unido da
Venezuela, que aliado a outras forças de esquerda dão respaldo político ao governo e
serve de ponte organizativa da população,
além de travar permanentemente a batalha
de ideias com o campo da direita.
A sociedade venezuelana está bastante
polarizada. Grosso modo, pode-se afirmar
que 60% apoia o governo e 40% respalda a
oposição. A polarização e o permanente embate de ideias serviu para elevar bastante o
nivel político e ideológico do povo venezuelano, de modo que estão muito bem demarcados os campos em confronto. Chávez e seu partido propõem fazer
avançar e consolidar nos próximos seis anos
uma sociedade e um regime econômico e social socialista e nitidamente anticapitalista,
guardadas as características do país.
Eis o motivo fundamental dos ataques
raivosos, revestidos invariavelmente de distorções e calúnias, que Chávez vem sofrendo
do Império e das forças reacionárias. Trata-se
do grande embate de nosso tempo histórico,
com os altos e baixos da grande caminhada,
capitalismo versus socialismo.
A oposição, que procura vestir seu programa e campanha com pele de cordeiro, tem
também claro seus objetivos estratégicos.
Um documento da candidatura Capriles destaca as primeiras ideias e ações económicas a serem tomadas pelo governo da
Unidade Nacional, caso cheguem ao Palácio
presidencial de Miraflores: desregulamentação bancária, suspensão dos investimentos
em programas sociais, transferencia dos programas sociais e alimentares para a iniciativa
privada, aumento das tarifas públicas, entre
outras de cunho marcadamente neoliberal.
Este programa de demolição do projeto bolivariano teria decidido apoio de Washington e
outras capitais ocidentais.
No plano tático eleitoral, Chávez vem
insistindo no lema da “victoria perfecta”, ou
seja atingir a meta de 10 milhões de votos.
O cálculo é o seguinte: o eleitorado da Venezuela alcança pouco mais de 18,9 milhões de
eleitores. Estima-se que haverá 20% de abs-
tenção, portanto 15,12 milhões irão votar. Se
desse contingente 10 milhões votarem a favor
de Chávez, ele terá conquistado 66 % dos votos. Ou seja 2 em cada 3 venezuelanos estarão
respaldando a via socialista. Para tanto, reitera em todos os comicios e manifestações que
é necessário uma “grande mobilização em
cada casa, em cada rua, em todos os cantos,
para que não fique um só voto de fora.”
Uma vitória apertada permitiria que as
forças da oposição, apoiadas nos meios de
comunicação, clamem por fraude, dando fôlego e ferramentas para uma crescente ação
desestabilizadora.
Em contrapartida, a “victoria perfecta”
propiciará ampla legitimidade e se constituirá em poderosa alavanca para a construção e
consolidação da “patria socialista”.
Na hipótese negada de derrota, um baque pesadíssimo se produziria, lançando
uma sombra sinistra de retrocesso desde a
Patagônia até o Caribe. As pressões do imperialismo contra a soberanía nacional e a
autodeterminação dos povos de nossa região
cresceriam. Organismos de integração regional como a Unasul, Celac e Alba ficariam
expostos à sanha dos defensores do libre
mercado neoliberal.
É por isso que todos nós insistimos e repetimos a uma só voz o mote de Lula: “Chávez, sua vitória será a nossa vitória”.
*Max Altman integra o coletivo da Secretaria
de Relações Internacionais do PT
— Nº 113 — OUTUBRO/2012
Chavez lá!!!
Às vésperas da eleição presidencial de 7 de outubro
na Venezuela, as pesquisas dão entre 14 e 24 pontos
porcentuais de vantagem para Hugo Chávez contra
o seu principal opositor, Henrique Capriles.
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Pops: um brasileiro em “noviorque” Congresso do PCCh: notícias e