Nº 113 OUT./2012 dia 7, vote 13 Pops: um brasileiro em “noviorque” Congresso do PCCh: notícias e realidade Eleições na Venezuela: Chávez lá!!! páginas 4 e 5 páginas 6 a 7 página 17 editorial N o dia 17 de setembro, durante reunião da Comissão Executiva Nacional do PT, um parlamentar e dirigente partidário confessou, com outras palavras, que existe alguma coisa acontecendo que ele não conseguia entender, nem explicar. Ele se referia as dificuldades enfrentadas pelo Partido no processo eleitoral de São Paulo capital. Mas sua inquietação encontrou eco nas informações e análises acerca de outros cenários. Da nossa parte, reconhecemos que há muito por entender e explicar. Mas, no fundamental, o que estamos assistindo neste processo eleitoral não deveria surpreender ninguém, pois se trata apenas da confluência de vários fatores que vem se acumulando há algum tempo. Para os quais, vale dizer, temos alertado seguidamente nos editoriais e demais textos publicados em Página 13. A seguir, uma lista: 1. A avaliação positiva de Dilma e nosso governo federal não se traduz necessariamente em voto equivalente por parte de nossas candidaturas; 2. A oposição de direita (PSDB, DEM e PPS), embora com dificuldades, não está e nunca esteve morta; 3. As grandes empresas de comunicação fazem uma campanha permanente contra o PT e contra as idéias da esquerda; — Nº 113 — OUTUBRO/2012 4. Parte da base de apoio do governo está em campanha para derrotar o que eles denominam de hegemonismo do nosso partido; 2 5. A ampliação da capacidade de consumo de uma parcela da população brasileira, sem a correspondente politização e organização, deu origem a um setor social fortemente manipulável pelo populismo de direita e por idéias conservadoras; 6. A renovação geracional da população brasileira faz com que, para uma parcela do eleitorado, nós possamos ser apresentados como parte do passado, não do futuro; 7. A manipulação do julgamento do chamado mensalão, num conluio entre setores da direita do judiciário, grandes empresas de comunicação e a oposição de direita, coloca parcela do petismo na defensiva; 8. O financiamento privado das campanhas chegou a um ponto de total esgotamento, com custos nas alturas e doações na baixada. A isto tudo podemos agregar um aspecto pouco debatido na direção nacional do PT, mas que para nós é fundamental: as opções macro e microeconômicas do governo federal, para combater a crise e seguir desenvolvendo o país, misturam medidas corretas com concessões exageradas ou simplesmente incorretas ao grande capital. Numa imagem: o Mantega de hoje é melhor que Palloci, mas não é melhor que o Mantega de ontem. Tudo que foi dito anteriormente não implica que o PT vá sair derrotado das eleições municipais de 2012. O risco de derrota eleitoral e política existe. Mas nada impede o que está ocorrendo nesta reta final, com muitas candidaturas do PT reagindo e tornando factível um saldo de vitória política e/ou eleitoral. Entretanto, o fundamental é perceber que se acumularam imensos problemas, cuja solução passa por uma revisão na estratégia partidária. Sem isto, a derrota virá, mais cedo ou mais tarde. A revisão deve incluir deixar para trás certas ilusões. Neste sentido, uma análise fria do julgamento no STF confirma a natureza estruturalmente conservadora do poder judiciário brasileiro e, por tabela, do Estado brasileiro. Isto diz muito sobre os limites da estratégia de mudança por dentro. Se não houver uma reforma do Estado, se não houver pressão social de fora para dentro, se não perdermos as ilusões, a mudança que virá será contra nós, não a favor dos trabalhadores. Esta edição eletrônica de Página 13 chega aos leitores na véspera da eleição. Votemos 13, nas candidaturas do PT. E que o dia 7 de outubro consagre Chávez presidente da República Bolivariana. Logo após a eleição, a edição 113 em papel, atualizada com os resultados do primeiro turno, será enviada para as casas dos assinantes. Os editores EXPEDIENTE Página 13 é um jornal publicado sob responsabilidade da direção nacional da Articulação de Esquerda, tendência interna do Partido dos Trabalhadores. Circulação interna ao PT. Matérias assinadas não refletem, necessariamente, a posição da tendência. Direção Nacional da AE: Adilson Nascimento dos Santos (MS), Adriana Miranda (DF), Adriano Oliveira (RS), Aila Marques (CE), Ana Affonso (RS), Ana Lúcia (SE), Ana Rita (ES), Beto Aguiar (RS), Bruno Elias (DF), Bruno Rogens (MA), Carita Rosa das Chagas (PA), Damarci Olivi (MS), Daniela Matos (MG), Denise Cerqueira Vieira (TO), Denize Silva de Oliveira (MS), Dionilso Marcon (RS), Edma Walker (SP), Eduardo Loureiro (GO), Emílio Font (ES), Expedito Solaney (PE), Fabiana Malheiros (ES), Fabiana Rocha (ES), Iole Iliada (SP), Iriny Lopes (ES), Isaias Dias (SP), Jairo Rocha (MT), Jandyra Uehara (SP), Janeth Anne de Almeida (SC), Joel Almeida (SE), Jonathas Moreth (DF), José Gilderlei (RN), Laudicéia Schuaba (ES), Leyse Souza Cruz (ES), Lício Lobo (SP), Lúcia [Maria Barroso Vieira] (SE), Marcel Frison (RS), Marcelo Mascarenha (PI), Marco Aurélio (MG), Mario Candido (PR), Múcio Magalhães (PE), Olavo Carneiro (RJ), Pere Petit (PA), Rafael Pops (DF), Rafael Tomyama (CE), Raquel Esteves (PE), Regiane Cerminaro (SP), Rosana Ramos (DF), Rubens Alves (MS), Sílvia de Lemos Vasques (RS), Sonia Hypólito (DF), Terezinha Fernandes (MA), Ubiratan Felix (BA) e Valter Pomar (SP). Comissão de ética nacional: Eleandra Raquel Koch (RS), Rodrigo César (SP) e Wagner Lino (SP). Edição: Valter Pomar Diagramação: Cláudio Gonzalez (Mtb 28961) Colaboraram nesta edição: Adriana Miranda e Regina Pitta Secr. Gráfica e Assinaturas: Edma Walker [email protected] End. para correspondência: R. Silveira Martins, 147 conj. 11, São Paulo (SP), CEP 01019-000. Passos para o PED Só poderá votar no PED 2013 quem entregar seu pedido de filiação até 30/10/2012. aRealizar nos dias 15 a 18 de novembro de 2012, em São Paulo capital, uma reunião ampliada da direção nacional da AE, para debater a plataforma que apresentaremos ao Partido e iniciar o debate sobre tática, chapas e candidaturas ao PED 2013. A reunião ampliada da direção nacional será precedida de um seminário que debaterá os temas do socialismo, do programa, da estratégia, da concepção de Partido, da conjuntura e da tática, de maneira a atualizar nossa proposta para o PT. aConvocar a Conferência nacional da AE, para o primeiro semestre de 2013. Nesta Conferência decidiremos nossa política de alianças, os critérios para compor a chapa nacional, a escolha de nossa candidatura presidencial, as diretrizes para nossas chapas e candidaturas estaduais e municipais. aIniciar, a partir do dia 1/11, os contatos com setores do Partido dispostos a formar conosco chapas e candidaturas para disputar o PED 2013 em âmbito nacional. O prazo para inscrição das chapas e candidatura presidencial nacional é 13/07/2013. O prazo máximo para inscrição das chapas estaduais é 12/8/2013. O prazo máximo para inscrição das chapas municipais e zonais é 11/9/2013. As chapas deverão respeitar a paridade de gênero, a presença étnica e da juventude. Além disso, as chapas devem ser pré-ordenadas. aEstimular o conjunto da militância petista a quitar suas contribuições financeiras até 12/08/2013 e participar das atividades partidárias obrigatórias também até 12/08/2013. ASSINE O JORNAL Assine o 13 O jornal Página 13 tem sido publicado, desde 1994. É um dos instrumentos do debate ideológico em curso no interior do Partido dos Trabalhadores e da esquerda em geral. Nos últimos anos, o jornal vem sendo enviado através da internet, para dezenas de milhares de endereços. Além disso, Página 13 é distribuído amplamente em eventos do Partido dos Trabalhadores. Nosso desafio, agora, é aumentar o número de assinantes, rompendo a barreira dos 2 mil. Cabe lembrar que em 2013 ocorrerá a eleição direta das direções do PT, na qual poderão votar mais de 1 milhão de filiados e filiadas. Por isto, deflagramos uma Campanha Nacional de Assinaturas. Nosso objetivo é modesto e realista: que entre setembro e dezembro (4 meses) cada assinante faça duas (2) novas assinaturas do Página 13. Para atingir tal objetivo, cada assinante receberá ao longo destes exemplares adicionais do jornal. Sugerimos um método de ação muito simples: que cada assinante converse com as pessoas do seu círculo político, de amizade, de vizinhança, de estudo, de trabalho e/ou familiar, apresentando o jornal Página 13. Devemos aproveitar o momento também para conferir se já estão filiados(as) ao PT e para promover filiações ao Partido. Atingir a meta proposta permitirá triplicar, até o final de outubro, o número atual de assinantes. E contribuirá para o debate ideológico que anima Página 13, desde 1994. Cupom de Assinatura Não deixar de preencher nenhum dos campos Nome: ___________________________________________________________________ Endereço: ________________________________________________________________ _____________________________ Bairro: ____________________________________ Cidade:______________________ Estado: ___________ CEP: ___________________ ) _____________________ Celular: ( ) __________________________ E-Mail: __________________________________________________________________ Profissão: ________________________________________________________________ CPF: _________________________________________________________________ ou CNPJ: ____________________________________________________________________ Participa de alguma entidade, movimento ou organização? ( ) sim ( ) não Se sim, qual: ______________________________________________________________ Área de interesse,militância ou atuação: _____________________________________ Município e estado de militância: ___________________________________________ ESCOLHA A OPÇÃO DE ASSINATURA ASSINATURA ANUAL ( 12 edições) ( ) R$ 70,00 ASSINATURA BIANUAL ( 24 edições) ( ) R$ 140,00 ( ) Declaro que ao efetuar o pagamento da assinatura estou ciente e concordo com os Termos de Assinatura constantes do contrato de assinatura disponíveis no site www.pagina13.org.br — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Telefone: ( Enviar o cupom junto com o comprovante de depósito para: Associação de Estudos Página 13 a/c de Edma Walker Rua Silveira Martins, 147, cj. 11, Centro - São Paulo-SP, CEP 01019-000 ou para o e-mail [email protected] Pagamento através de depósito na conta do Banco do Brasil Agência: 3321-9 Conta-corrente: 34.297-1 Em nome de: Rubens Alves da Silva 3 Internacional Um brasileiro em “noviorque” — Nº 113 — OUTUBRO/2012 R 4 Rafael Pops* oteiro de Hollywood: numa galáxia muito distante existia um jovem estudante Alien, que um dia foi escolhido para uma grande missão, conhecer outro planeta, dominado por um Império Norte-Americano. O Alien desembarcou numa cidade chamada New York, véspera da eleição para presidente daquele Império, disputada por dois candidatos principais: o atual presidente, Obama, e um estranho, Romney. Ainda sem dominar a língua, Alien logo percebeu as diferenças com o seu planeta. Nas ruas não via adesivos, não via bandeiras, muito menos camisas dos candidatos. Quase tudo que via era em jornais e na televisão. Pelo que soube todos os espaços eram pagos. Uns anúncios aprovados pelos candidatos, outros não, mas, mesmo assim, publicados por apoiadores. E um tratamento realmente ofensivo e direto da imagem dos candidatos. A eleição estava, segundo analistas, apertada e imprevisível. Um dos destaques da eleição era quanto cada candidato arrecadava, parecendo que o dinheiro decidiria a eleição, não as ideias. Alien foi então procurar descobrir o que as pessoas diziam sobre as eleições e partiu em busca de eleitores dos dois candidatos. Logo encontrou no centro da cidade muitas pessoas que não votavam, pois eram estrangeiras. Buscou então os americanos brancos, daquele estilo tradicional que viu nos filmes apresentados pelos especialistas de seu planeta. Alguns viviam na afastada Staten Island, numa parte branca e rica. Pareciam estranhos e meio abobados, mas eram enfáticos quando falavam de política: “I hate Obama.” As explicações eram quase incompreensíveis ao jovem Alien, pois acusavam Obama de ser socialista. Pensou consigo: “Se Obama é socialista aqui, o Starbucks Coffee oferecendo banheiro e internet de graça é comunista”. Os moradores de Staten Island, achavam absurdo pagar com dinheiro deles a saúde de pobres que supostamente não trabalham; e achavam absurdo aumentar os impostos de quem ganhava mais, pois supostamente ganham mais pelo fato de trabalharem mais. O tal Romney, candidato deles, era um mega-milionário, com fortes acusações de fraude no imposto de renda. Antes de chegar nos apoiadores de Obama, nosso Alien passou pelo Brooklyn, região fora do centro, Manhattan. Lá encontrou jovens com óculos grandes, homens meio fora de forma e um visual fora do comum. Naque- la cidade sempre havia algo de estranho. Mas esses eram conhecidos como hipsters e sua má forma e roupas apertadas eram uma crítica ao estilo jovial e esportivo do atual presidente, Obama. Inclusive a Primeira-Dama, Michele, tem um programa de comida saudável na televisão. Meio alheios às eleições, os hipsters são contra o “establishment”. Enfim, Alien encontrou os tais latinos no Queens. Andando pelas ruas, conhecendo lojas, o Alien pode perceber que, ao menos em New York, os latinos eram cada vez mais importantes. Confirmou ainda mais essa percepção ao ver mensagens de ambos os candidatos em espanhol.Conversou com alguns latinos e todos diziam: votamos em Obama. Mas também não deixavam de fazer críticas, pareciam insatisfeitos. Eles mostraram ao Alien sites da comunidade hispânica apoiando Obama, chamando ao alistamento eleitoral, pois, segundo eles, a eleição seria decidida pela quantidade de latinos que votassem, já que o voto não é obrigatório. Ao final da conversa disseram: “Hoje apoiamos Obama, mas na próxima elegeremos um Latino.” *Rafael Pops é dirigente nacional da AE Internacional Notícias do Pops Em que pese a forte hegemonia anarquista e a falta de buscar alguma organização mais efetiva, não há como deixar de perceber a importância de um movimento nesse sentido, no coração dos EUA. Por outro lado não podemos esquecer a história do próprio país, os impactos do macartismo na organização política americana. Os próprios americanos percebem a importância e na cidade de Nova Iorque o ativismo do Occupy Wall Street é lembrado em várias partes. Parece-me que os conservadores usam a tática de naturalizar o movimento, se apropriar dele, para minimizar sua existência. Hoje existe uma seção inteira dedicada ao Ativismo no Museu da Cidade de Nova Iorque. Lá notamos também que tal movimento só poderia surgir na cidade dos bancos, outra seção do museu. Não pelos bancos que aqui estão, mas pela história de Nova Iorque e seus conflitos históricos, desde a presença dos holandeses na chamada Nova Amsterdã. Um destes conflitos foi retratado no filme Gangues de Nova York. * A greve de professores na cidade de Chicago, algo raro por aqui, ainda mais com a força que tomou, chamou a atenção da mídia. Em pleno processo eleitoral para presidência, Chicago é terra de Obama e governada pelos Democratas. Alguns acreditavam que Romney usaria o episódio pra desgastar Obama, mas ele fez o contrário e preferiu atacar os grevistas. * Alguns episódios demonstram que algo anda errado, ou doente, pelos lados do império. Os ataques armados protagonizados por desempregados na Times Square e Empire States, cartões postais de NY, mostram que para muitos a sociedade está desgovernada. A desilusão com o governo Obama é grande, e a eleição promete ser apertada. Fortemente apoiado pelos latinos, Obama ainda mantêm a dianteira e conta com a colaboração de Romney pra isso. Esse último vem se mostrando um belo trapalhão. * A presença de latinos e chineses por aqui é impressionante. Existem locais onde o mandarim e o espanhol são a única língua falada. Esse é outro aspecto da cidade de Nova Iorque, aquela que em 2000 anos será estudada como hoje estudamos Roma. — Nº 113 — OUTUBRO/2012 No último dia 17 de setembro completou-se um ano do Occupy Wall Street. Entre os eventos ocorridos em 2011, podemos destacá-lo como um dos mais expressivos. Não pelo seu resultado, mas pela pauta apresentada no coração do capitalismo, Wall Street, em meio à crise mundial. Ocuparam um parque privado perto de Wall Street, iniciaram uma série de eventos questionando o modelo financeiro americano e se autointitulam os 99%, em alusão ao fato de somente 1% da população estar entre os mais ricos dos Estados Unidos. Seu auge foi nos primeiros dois meses, quando movimentos semelhantes ocorreram em várias cidades dos EUA. Um dos mais simbólicos foi na Universidade de Harvard. Em 1º de outubro de 2011, mobilizaram dez mil pessoas e a partir daí enfrentaram um forte aparato de repressão para desmobilização. Em 2012 os preparativos para o “September 17” começaram cedo, mobilizando pessoas de várias partes dos EUA. O aniversário acontecia em uma segunda-feira, e durante o final de semana anterior foram organizadas várias atividades. No sábado, 15 de setembro, começaram a chegar pessoas de fora de Nova Iorque e mobilizar os “new yorkers” no Washington Square Park, próximo a New York University. Assembléia e grupos de trabalho foram organizados, além de oficinas de ação direta. No domingo, uma agenda de celebração foi feita com bandas pela cidade. Marcado para as 7 da manhã de segunda, logo cedo concentravam pelo Financial District centenas de militantes com bolos, cartazes e chapeuzinhos de aniversário. Alguns pontos de concentração recebiam as pessoas que estavam indo para o trabalho, com um caloroso happy birthday. Desde sábado, parte do Finacial District estava fechada, inclusive o Zuccotti Park, palco da primeira ocupação. Impressionante a quantidade de policiais e o aparato de repressão montado para cerca de seiscentos manifestantes. O famoso Charging Bull, mais conhecido como o Touro de Wall Street, estava cercado e protegido. Durante a realização dos protestos, que duraram toda manhã, foram presas cerca de 160 pessoas, por tentarem levar a manifestação até Wall Street. A alegação para as prisões era não ter permissão para se manifestar na área, sendo presas por desobediência civil não agressiva. 5 Internacional China: notícias e realidade — Nº 113 — OUTUBRO/2012 R 6 Wladimir Pomar* ecentemente, a imprensa ocidental ficou alvoroçada sobre o que chamou de desaparecimento do vice-presidente Xi Jinping, que é também membro do Comitê Permanente do Birô Político do PCCh e está cotado para ser o novo presidente da China. Fontes fidedignas teriam afirmado que Xi estava em coma num hospital de Beijing, enquanto outras fontes, também altamente fidedignas, insinuavam que Xi fora vitimado na intensa luta pelo poder, entre os grupos do ex-presidente Jiang Zheming e do atual presidente Hu Jintao, precedendo a realização do 18º. Congresso do PCCh. Logo depois, Xi foi filmado e fotografado, em visita a instituições de ensino. Aquele pretenso furo jornalístico, a rigor uma desinformação deslavada, faz parte da tradição da imprensa ocidental que, além dos preconceitos raciais, políticos e ideológicos, conhece mal a China e, menos ainda, o Partido Comunista daquele país. Assim, com base na história passada, pode-se considerar que aquelas notícias sobre Xi Jinping abriram a temporada de besteiróis que assolam os noticiários a respeito dos congressos do PCCh. O que vai exigir dos leitores uma atenção redobrada para saber o que realmente está acontecendo. Por exemplo, tem sido comum a informação de que os delegados aos congressos do PCCh são escolhidos a dedo pelos grupos dominantes, cada um dos quais procura garantir sua hegemonia sobre o partido único que se encontra no poder da China. Essa informação pode ser lida de outra forma, mais próxima da realidade. Os trabalhos de preparação do 18º. Congresso, iniciados em outubro de 2011 e completados em julho deste ano, envolveram os 82 milhões de membros do PCCh, tanto em debates sobre as teses, quanto nas eleições dos delegados às sessões distritais, provinciais e nacional. Dos 2.270 delegados eleitos para a sessão nacional do congresso, a ser realizada no início do outono do hemisfério norte, cerca de 30% são militantes de base e 70% são dirigentes de nível intermediário e nacional. Em relação ao 17º. Congresso, a participação de militantes de base subiu 2%. Entre todos os delegados, o número de operários cresceu de 71, no 17º. Congresso, para 169, incluindo 26 trabalhadores migrantes. 1.640 delegados ingressaram no PC após novembro de 1976, somando 72% do total, num sinal evidente de que a antiga geração está cedendo seu lugar a uma nova geração. Outro exemplo pode ser encontrado nas referências à redução do número de delegados camponeses, que continuariam sendo a maioria da população, mas teriam perdido espaço nas políticas do PC e do governo chinês. Tais referências não informam que, em 2011, pela primeira vez na história da China, a população urbana ultrapassou a população rural, iniciando a transformação da estrutura populacional do país, de base rural para base urbana. Embora cerca de 24 milhões de camponeses sejam membros do PCCh, a tendência é que sua participação se reduza por causa das transformações da estrutura populacional e da divisão social do trabalho. Também não se pode descartar que surjam novas notícias sobre o desaparecimento de alguns altos dirigentes, embora isso tenha ficado desacreditado após a barriga das notícias sobre Xi Jinping. Embora as sessões de debate e eleição de delegados tenham se encerrado em julho, a maioria dos membros do birô político do PCCh continua participando de reuniões e conferências com militantes e dirigentes regionais e de base, numa prática de troca de informações e opiniões que tem uma longa história. A imprensa chinesa dos meses de agosto e setembro tem publicado inúmeras notícias a respeito, mas a imprensa ocidental não dá atenção a elas. Assim, a imprensa ocidental talvez aproveite o fato de Hu Jintao, Xi Jinping, Zhou Yangkang, Wang Lequan e outros dirigentes do PC estarem dedicando grande parte de seu tempo em rediscutir com diferentes níveis partidários a estratégia de desenvolvimento político da China para informar que isso faz parte da disputa feroz pelo poder. Não faz parte do interesse jornalístico ocidental que os dirigentes do PC se preocupem em consolidar o sistema que tem por base a realização dos grandes ajustes nos congressos do PC, a cada 5 anos, e dos ajustamentos estratégicos intermediários anuais, na Assembleia Popular Nacional, ou Congresso Popular, e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, onde estão representados os outros oito partidos políticos chineses e personalidades sem partido. Também não parecem ser de interesse jornalístico ocidental os efeitos produzidos pelos sistemas de idade limite e rotatividade de quadros na estabilidade, continuidade política e melhor performance dos funcionários partidários e governamentais. Há duas décadas, essa performance era avaliada pelo crescimento do PIB ou dos investimentos, o que levava aqueles funcionários a se dedicarem principalmente para a atração de investimentos e a construção de estradas e outras obras. Atualmente, o critério de avaliação dos funcionários tem por base o índice de felicidade dos cidadãos e a proteção ambiental, encorajando-os a dar mais importância ao desenvolvimento social e ao bem-estar do povo. Internacional Pode ser previsível que, após esse 18º. Congresso, a reforma política na China se destine principalmente a promover a democracia e o processo de interação governo-povo, permitindo que os problemas sociais e políticos existentes sejam resolvidos sobre amplas bases sociais mais prósperas e menos desiguais. ciais. E que, embora essa distribuição desigual de recursos entre regiões e pessoas tenha permitido o crescimento da demanda doméstica e da reestruturação econômica dos últimos 30 anos, ela também vem minando a estabilidade e produzindo muitos conflitos sociais a cada ano. Dados oficiais chineses mostram que a renda dos moradores urbanos em 2011 foi de 21.810 yuans, equivalentes a 3.435 dólares, enquanto a média da renda dos residentes rurais permanecia em 6.977 yuans, equivalentes a 1.099 dólares. Nesse mesmo ano, o índice Gini, que reflete o gap entre ricos e pobres, permaneceu em 0,3949, perto do nível de alerta de 0,4, estipulado pela ONU. Nessas condições, para o PCCh e seu 18º. Congresso, a igualdade social passou a ser a chave para vencer os desafios que emergiram depois de mais de três décadas de rápido desenvolvimento. Assim, se há alguma disputa no seio do PCCh, ela está relacionada não a uma luta de grupos pelas benesses do poder, mas à necessidade de enfatizar ou não um sistema de equidade social que assegure ao povo iguais oportunidades de acesso ao desenvolvimento, tornando-se o aspecto chave do futuro da China. O que inclui uma firme política de investigação oficial e punição aos funcionários governamentais e partidários que abusam de seu poder para ajudar filhos e filhas a obterem empregos, prejudicando outras pessoas jovens a aproveitar as mesmas oportunidades e dando ensejo a numerosos escândalos expostos pela imprensa chinesa. Embora tenha havido mais investimentos em educação e saúde, e esteja em processo de implantação o sistema de saúde pública para cobrir 90% da população, isso não basta. Está evidente a necessidade de reformas mais profundas no sistema de distribuição de renda, que reduzam o fosso entre ricos e pobres. Não é por acaso que, desde o 17º. Congresso, o PC tenha realizado uma intensa campanha interna para que seus militantes, em especial seus funcionários e lideres, adiram firmemente àquilo que denominam natureza do partido e valorização da moralidade, e se tornem exemplos para os outros, adotando um estilo de trabalho que tenha como foco a reforma, a inovação e a verdade, assim como um espírito altruísta e limpo. Num quadro como esse, independentemente do que seja publicado na imprensa ocidental, o 18o. Congresso do PCCh deve adotar novas estratégias para combater a corrupção atual e futura. O partido e o governo, incluindo a polícia, devem intensificar suas atividades para desmascarar os casos de corrupção, melhorar sua habilidade de interagir com o povo, prevenindo acidentes químicos e nas minerações, restringindo o tráfico de drogas e as fraudes em alimentos, e administrando os incidentes de forma mais apropriada e de acordo com os interesses do povo. Os funcionários em cargos de chefia devem participar ativamente na recepção das petições públicas, de modo a assegurar que elas sejam resolvidas de forma precisa e rápida. Tudo sob a diretriz geral de responder às demandas da população, principalmente aquelas que impactam seus interesses, e assegurem a todos partilhar igualmente dos frutos das reformas. Desse modo, pode ser previsível que, após esse 18º. Congresso, a reforma política na China se destine principalmente a promover a democracia e o processo de interação governo-povo, permitindo que os problemas sociais e políticos existentes sejam resolvidos sobre amplas bases sociais mais prósperas e menos desiguais. O que demandará a criação de um novo besteirol para continuar difundindo informações de fontes fidedignas que, como bolhas de sabão, se desmancham ao primeiro toque. *Wladimir Pomar é jornalista — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Por isso, os problemas chaves a serem discutido pelo 18º. Congresso consistem em assegurar o desenvolvimento econômico e a melhoria do bem-estar da população, e garantir a democracia como uma das principais prioridades da China. Embora o país venha promovendo as reformas de seu sistema político de acordo com suas condições práticas, e tendo a filosofia do avanço gradual como o instrumento mais forte de garantia da democracia social e da democracia política, os delegados ao Congresso estão sendo chamados a discutir a continuidade desse processo como a característica distintiva do sistema político chinês. No entanto, como a palavra democracia seria proibida na sociedade chinesa, para a imprensa ocidental esse tipo de discussão não passa de teatro. O que ela busca são possíveis dissenções na alta cúpula do PC, reais ou imaginárias. Ou problemas do desenvolvimento chinês, que supõe escondidos do povo e do resto do mundo. É lógico que, sem acesso à imprensa chinesa, muita gente não sabe o destaque que esta tem dado, por exemplo, ao fato de escolas do interior do país só funcionarem porque as crianças levam suas cadeiras para assistir às aulas, enquanto nas médias e grandes cidades as escolas são agraciadas com computadores e outras novidades tecnológicas. Esses dois grupos de estudantes, sob circunstâncias de ensino totalmente diferentes, representam uma importante desigualdade chinesa na distribuição de recursos. Muita gente também não é informada que os documentos oficiais chineses reconhecem que uma grande parte da população chinesa encontra dificuldades em sua vida, especialmente em educação, saúde e moradia, enquanto outra parte enriqueceu, tornando-se privilegiada, e aquela parcela que vive nas áreas mais desenvolvidas do país se beneficia de melhores serviços so- 7 Eleições 2012 Rio Grande: perspectivas de crescimento O Adriano Oliveira* — Nº 113 — OUTUBRO/2012 quadro eleitoral indica um possível e provável crescimento da representação institucional do PT gaúcho. Com dificuldades na capital, onde amargamos um terceiro lugar nas pesquisas, em uma disputa até agora polarizada entre Manuela (PCdoB) e Fortunatti (PDT), o PT disputa em boas condições na maioria absoluta dos municípios da região metropolitana e cidades-pólo regionais, com também em um número significativo de municípios médios e pequenos. Temos candidaturas a prefeito em 198 dos 497 municípios gaúchos e a vice em outros 200 municípios. Como 55 candidatos a vice são de candidaturas majoritárias do próprio partido, identificamos a participação do partido em chapas majoritárias em mais de 2/3 dos municípios gaúchos. 8 Algumas das batalhas Em São Leopoldo, administrada há dois mandatos pelo companheiro Ary Vanazzi, cidade também da deputada Ana Affonso e de Marcel Frison, Secretário de Estado da Habitação e Saneamento, a polarização é com o PSDB e seus aliados, que só retomaram a possibilidade de disputar conosco após meses de bombardeio orquestrado pela burguesia local contra nosso governo, através de suas representações de classe (CREMERS e outras), articuladas com a grande mídia e setores da polícia. O candidato do PT a prefeito de São Leo poldo é o deputado federal Ronaldo Zulke, vinculado à tendência Democracia Socialista. A AE possui forte presença na seção municipal do partido e o bom desempenho de nosso governo e do prefeito Ary Vanazzi jogam papel decisivo na eleição. Registre-se que após uma devassa no hospital Centenário e em nosso governo, o ministério público indiciou – inclusive com pedido de reclusão – dois médicos, ambos da oposição, um deles nosso principal adversário eleitoral. Em Sapiranga, cidade operária, pólo calçadista do Vale do Sapateiro, administrada há dois mandatos pelo PT através de Nélson Spolaor, nosso candidato é Deoclécio Grippa, travando uma disputa acirradíssima e polarizada com a seção local do PP. As pesquisas indicam empate técnico entre as candidaturas. Contamos com os altos índices de aprovação do nosso prefeito e de nossa administração para fazer a diferença. Em Capão da Canoa, uma das principais cidades do litoral norte gaúcho, o companheiro Amauri caminha para a reeleição e consagração nas urnas, pelo bom desempenho de sua administração. Ainda no litoral norte, o companheiro Saul, quadro do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores), protagoniza a disputa na pequena Caraá, cidade de economia estruturada na agricultura famíliar. Em Palmares do Sul, marchamos para a vitória com o companheiro Paulo Lang, empresário local. Em Nova Santa Rita, região metropolitana, cidade onde é assentado o deputado federal Marcon, a professora Margarete Ferretti lidera todas as pesquisas e deve tornar-se a primeira prefeita petista do município. O companheiro Santos Fagundes disputa em São Sebastião do Caí pode tornar-se o primeiro cego prefeito do Brasil e o segundo no mundo (temos conhecimento de um cego que é prefeito na Itália). O slogan de Fagundes é “governando com os olhos do povo”; ele diz que se vencermos será o primeiro cego prefeito do Brasil, porque “prefeito cego” já há muitos. Na grande Palmeira das Missões, regional composta por 44 municípios, principal base eleitoral dos companheiros Marcon e Edegar Pretto (deputado estadual, atual líder da bancada do PT), o partido tende a um crescimento significativo em prefeituras e participação em governos. Na cidade de Palmeira das Missões, a disputa está polarizada e o resultado é incerto. O atual prefeito Lorenço Ardengui (ligado a tendência Esquerda Democrática) concorre à reeleição, tendo como vice Evandro Massing. Destaco três outras disputas. Trindade do Sul, administrada por Valdomiro Bosa, marcha para a reeleição do projeto. Pontão, cidade símbolo dos conflitos agrários no RS, terra da Encruzilhada Natalino, deve voltar ao comando do partido com Nélson Grasselli, que já foi prefeito local e elegeu o sucessor que desertou para o PSB, hoje nosso principal adversário no município com o apoio pela direita local. Em Palmitinho, Gélson Pelegrini, agrônomo que começou seu engajamento no movimento estudantil disputa com boas condições de vitória. Outras candidaturas a prefeito que acompanhamos com atenção são as que disputam os municípios de Julio de Castilhos (Miguel Antunes), Nova Hartz (Arlem Tasso), Coronel Bicaco (Jurandir da Silva - “Jora”), Ametista do Sul (Nelson Ceratti), Barão do Triunfo (Maria Tanise), Rodeio Bonito (Nílson Dal Cortivo), Picada Café (Décio Heyllmann), Sentinela do Sul (Avalon Coelho Vicente “Vola”), Sagrada Família (Alcides Ce da Silva), Barra Funda (Cândida Rossetto), Dois Irmãos das Missões (Antonio), Novo Xingú (Carlito Colet) e Riozinho (Adriano Bauer). No noroeste gaúcho, Bira deve reeleger-se com facilidade vice-prefeito em Ijuí, reeditando a chapa vitoriosa com o PDT. Na mesma região, em Ajuricaba, Airton Cossetim e nossa vereadora Velanir concorrem a prefeito e a vice. Tudo caminha para elegermos o vice prefeito em Jaguarão, cidade fronteira com Rio Branco, no Uruguai, com o jovem companheiro Lizandro Lenz, veterinário, egresso da ENEV e do movimento estudantil universitário. Lizandro assumiu a vaga de vice na chapa do atual prefeito Cláudio Martins, que concorre a reeleição. A jovem vereadora Mariana Carlos é candidata a vice na chapa liderada por Neiron Viegas (vinculado a Esquerda Democrática), que atualmente lidera por 4 pontos a intenção de voto em Cachoeira do Sul, importante cidade do vale do Rio Pardo, histórico reduto conservador e do PP no estado. Também temos candidaturas a vice nos municípios de Jaboticaba (Oldair Bueno Cancian - “Chiquinho”), Três Palmeiras (Nelson Conterato), Rondinha (Neuro Tonin), Liberato Salzano (Darci Artur Piva), Vicente Dutra (Anildo Édson Tietz), Caiçara (Eliseu Liberalesso), Carazinho (Emelda Haubert), Barracão (Rogério Garcia Dutra), Braga (Gilmar Damiani), Manpituba (Dirceu Selau), Pinhal da Serra (Delmar Jaguszewski), São José das Missões (Valmir Antonio de Souza), Dom Pedro de Alcântara (Celírio Justo Schwank), São Pedro das Missões (Domingos André Zandoná) Além das candidaturas citadas anteriormente, acompanhamos com muito interesse o resultado eleitoral das candidaturas petistas em Crissiumal (Carlos Grun), Nonoai (Dr. André), Ronda Alta (Gasparetto), Entre Rios do Sul (Chicão), Paim Filho (Alberto Cervinski - “Polacão”), Santana da Boa Vista (Jocimar), General Câmara (João Rodrigues), Iraí (Volmir Bielski), Erval Seco (Gilmar), Tiradentes do Sul, Lagoão (Iolanda), Hulha Negra (Erone Londero), Novos Cabrais (Leodegar), Itacurubi (José Rubem Correia -“José Grosso”), Saldanha Marinho (Hélio), Westfália (Marasca), São Valério do Sul (Ilson Pauvels) e Nova Ramada (Elton Rehfeld). O desenlace final destas e de outras batalhas eleitorais incidirá no resultado eleitoral do PT e nas condições para que a Articulação de Esquerda incida nos rumos futuros do partido. *Adriano de Oliveira é secretário de Formação Política PTRS e membro da DNAE Eleições 2012 Taffarel, pelo desenvolvimento de Mesquita Há um vácuo nas políticas públicas, por parte do governo do estado, sobre as cidades da Baixada Fluminense entidade voltada a atender crianças e adolescentes em situação de risco social. “Participei ativamente da luta pelo passe livre aos estudantes nos transportes coletivos e do movimento estudantil , quando Mesquita ainda fazia parte de Nova Iguaçu. Foi ali que percebi que era preciso dar um passo maior na luta por mais direitos e uma vida digna para todos”, conta o candidato. Para Taffarel, sua caminhada rumo à Prefeitura de Mesquita representa a luta para aumentar os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ao município, e assim superar as situações de pobreza em regiões da cidade. Notícias de Tocantins E m Esperantina temos a candidatura do Professor Bina (Albino) e o vice Louro do PT. O Prof Bina é vereador de primeiro mandato, assentado da reforma agrária. Sua atuação no parlamento foi pautada na defesa dos trabalhadores, rurais, pescadores, profissionais da educação, da saúde, por moradia. O municipio tem vinte anos de emancipação politica e todos os ex-gestores estão juntos, apoiando uma única candidatura para impedir que o PT chega a prefeitura. A nossa chapa é puro sangue. As principais proposta da chapa são: moradia popular, apoio a agricultura familiar, infraestrutura urbana e rural, moralização da gestão pública, pois o municipio ja deixou de receber varios recursos federais por inadiplencia. No municipio foi construida uma Escola Familia Agricola (pedagogia da Alter- nancia) com recursos federais, atraves de demanda priorizada no Colegiado do Territorio da Cidadania e que está parada porque o funcionamento da mesmo será pela Associação dos pais e a prefeitura não que entregar. Em Formoso do Araguaia, temos uma chapa também puro sangue, com Regino prefeito e a vice Elza (Elsinar), técnica em enfermagem e cabeleireira. Formoso do Araguaia é um dos municípios mais ricos do estado, onde está localizado o projeto de irrigação do Rio Formoso (o maior projeto de irrigação do Brasil em área continua). Neste município temos grandes produtores de grãos irrigados e frutas (melancia e melão), assim como vários assentamentos e agricultores familiares vivendo abaixo da linha da pobreza. Temos uma população indígena que a cada dia sofre com a exploração do Capital e dos não-índios. Municipalização Em debate recente entre os candidatos da cidade, Taffarel apontou um dos problemas gritantes que contrasta bem o glamour da capital carioca com as cidades da Baixada Fluminense, o saneamento básico e urbanização de bairros. Ainda que áreas, como a própria Chatuba, tenham recebido calçamento durante os últimos anos, há uma enormidade de conquistas pela frente. “Se eleito, no dia 1° de janeiro de 2013 começo uma campanha pela municipalização do abastecimento de água. Vamos criar a Companhia de Água Mesquitense”, afirma o petista. Com isso, ele escancara a incompetência da companhia estadual, responsável pelas torneiras vazias no interior do estado do Rio. No final de setembro, o candidato lançou seu Programa de Governo Participativo - A Mudança Não Pode Parar - junto ao seu vice, Paulinho Paixão (PSB). No documento, o destaque fica para a área de educação, onde Taffarel projeta ampliar para 37 o número de escolas na cidade, que conta com 170 mil habitantes. “Vamos ampliar o sistema de transporte escolar”, expõe. O plano ainda prevê 30 mil refeições diárias para os estudantes mesquitenses, a criação de plano de carreira aos profissionais da educação -- algo de que costuma faltar nos municípios fluminenses -- e a inclusão do programa Escola Aberta em 17 unidades, com oficinas e atividades esportivas, culturais e de artesanato. “Nossa ideia é trazer a população para perto, decidindo junto com o governo”, afirma. Assim, entre as propostas apontadas está a realização frequente de conferências e audiências públicas, criando 16 conselhos municipais, a Coordenadoria da Juventude, implantação do Projovem Urbano e Projovem Adolescente e o Renda Melhor Jovem - poupança-escola anual destinada aos jovens com até 18 anos, integrantes de famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família que estejam matriculados no Ensino Médio. Estão em disputa um projeto que visa ampliar direitos e a participação popular com mais um mandato verdadeiramente petista, e projetos que representam o retorno de práticas clientelistas e patrimonialistas na cidade. — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Na manhã do dia 10 de setembro, os corpos de seis jovens, que tinham entre 16 e 19 anos, foram encontrados enrolados em lençóis, às margens da Via Dutra, na cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense. Os rapazes estavam desaparecidos há dois dias, desde que foram tomar banho de cachoeira em mata próxima à favela da Chatuba, também em Mesquita. Cada um dos seis foi torturado e morto por ter passado, sem permissão ou aviso, por localidade comandada por uma facção criminosa. Longe dos holofotes da capital carioca, apesar da proximidade geográfica (24 quilômetros), o município de Mesquita busca encontrar o seu caminho em direção ao desenvolvimento social. Há um vácuo nas políticas públicas, por parte do governo do estado, sobre as excluídas cidades da Baixada Fluminense. Governada desde 2005 pelo petista Artur Messias, Mesquita está diante de um processo eleitoral que pode provocar na cidade o despertar para a juventude. Na disputa do pleito, entre os primeiros nas pesquisas, está o candidato André Taffarel, atual presidente da Câmara de Vereadores. Nascido justamente no bairro da Chatuba (onde mora até hoje), há 35 anos, Taffarel, que ficou com o apelido do goleiro por atuar bem nesta função durante as peladas jogadas na comunidade, tem base de militância junto à Pastoral da Juventude. Foi, por dois anos, educador social na Fundação São Martinho, 9 Eleições 2012 Tadao Mitsunaga: um professor prefeito T adao chegou em Nova Andradina (MS) em 1985, para assumir o concurso público de professor de Matemática. Tinha passado sua juventude no campo, onde trabalhou na roça junto com seus pais até os 22 anos. Também trabalhou em escritório de contabilidade e em secretaria escolar. Em Nova Andradina, ingressou na vida sindical e foi por duas vezes presidente do Simted, lutando contra os baixos salários dos trabalhadores em educação e na defesa de seus direitos. Em 1991 teve uma experiência internacional, ao trabalhar em indústria automobilística no Japão por dois anos. Ao voltar, retomou suas atividades como professor, reassumindo também a presidência do sindicato. Tadao foi também presidente da Asso- ciação da Colônia Japonesa e diretor da Escola Estadual Luiz Soares Andrade. Foi vereador pelo PT durante dois mandatos, atuando na defesa da transparência dos gastos públicos, na defesa dos direitos dos trabalhadores e dos segmentos populares. Em 2008, disputou a eleição como candidato a vice-prefeito e atualmente é presidente do PT de Nova Andradina. Em Nova Andradina, lutamos contra uma elite que governa para poucos e com muitos desmandos, sendo necessário acabar com o clã familiar que desgoverna o município; retomar a democracia na forma de governar; instituir um desenvolvimento a serviço da imensa maioria da população, colocando o município no patamar que ele merece, projetando a cidade para o futuro, com empregos para a população e uma política de industrialização. Outro grande problema a ser enfrentado é a ausência de políticas de prevenção e atendimento digno na saúde pública; a defasagem nos salários de professores e do conjunto dos servidores municipais; além de uma atenção especial à infraestrutura. No programa de governo da coligação Mudança de Verdade (PT-PR-PCdoB-PPS), destacam-se os 13 pontos de atuação para que Nova Andradina possa crescer e se desenvolver com qualidade de vida para todos e todas nas áreas de saúde; segurança pública; educação; indústria e comércio; agricultura; esporte, cultura e lazer; gestão; habitação; meio ambiente; infraestrutura; programas sociais; juventude; e, no distrito de Casa Verde e assentamentos rurais. O programa defende uma política ousada na geração de emprego, com diversificação da matriz econômica, fortalecendo especialmente as pequenas e médias empresas que já investem no município, ao mesmo tempo em que se implanta uma política de atração de investimentos que garanta a vinda de novas indústrias, o que não ocorre em Nova Andradina há quase 20 anos. Essa nova fase na cidade não poderá prescindir da sustentabilidade ambiental, para que o desenvolvimento seja usufruído por várias gerações. Mais informações: facebook.com/luiz.tadao Vitória contra 5 colunas — Nº 113 — OUTUBRO/2012 N 10 a reta final da campanha, a candidatura do PT ganhou um reforço de peso: a presidenta Dilma Rousseff gravou uma declaração de apoio para Iriny Lopes, para o programa de TV. O desafio de Iriny é duplo: garantir o segundo turno e estar no segundo turno. As pesquisas feitas em meado de setembro mostram Luiz Paulo (PSDB) em primeiro lugar, mas caindo; e mostram Luciano Rezende (PPS) e Iriny Lopes em luta pelo segundo lugar, com a vantagem de que Iriny tem o eleitorado mais consolidado e crescendo. A grande dificuldade é a falta de recursos financeiros, somada a rejeição da administração municipal e a presença excessivamente discreta do atual prefeito de Vitória, João Coser (PT). Luiz Paulo faz todo o esforço para “esfriar” a campanha, mantém um programa praticamente sem conteúdo, utilizando um discurso de resgate do passado. Luciano Resende enfrenta dificuldades com sua imagem de inexperiente, novato, sem estatura. Iriny apresenta um bom desempenho na TV, com propostas boas, de impacto. Enquanto isto, a proximidade de um segundo turno esquenta a campanha. Cenas pouco pastorais O candidato a prefeito Edson Ribeiro, do nanico PSDC, pastor da igreja batista, perguntou no programa de TV: “Qual exemplo vamos deixar para nossa juventude, se eles olharem para o gestor da cidade e todos verem (sic) que ele é um cheirador de cocaína? Eu pelo menos sou cheirador de Bíblia. Se você tiver que votar em algum cheirador, vote em cheirador de Bíblia e não em cheirador de cocaína” e faz um gesto de cheirar a Biblía, disse ainda para a imprensa: indagado sobre a quem se dirigiam as acusações, Ribeiro disse que “Vitória inteira sabe quem é, não preciso dizer”. Simultaneamente, no dia 14 de setembro, o jornal A Gazeta publicou matéria sobre os problemas de Luiz Paulo junto ao Tribunal de Contas. É pouco provável uma eventual condenação antes das eleições, seja como for no site do TRE-ES consta que a candidatura de Luiz Paulo está “Deferida com recurso”, motivo suficiente para divulgação na rede que ele é “Ficha Suja”. As dificuldades de Luiz Paulo são acompanhadas de um crescimento da campanha de Iriny, mas a ausência de recursos tornou- -se dramática. Além das limitações que se observa nacionalmente, em Vitória a situação se agrava por alguns motivos: a) a eleição é extremamente cara, em que pese o pequeno eleitorado; b) o estado é pequeno e a economia é altamente concentradora de renda/ monopolizada/cartelizada, assim os grandes doadores são poucos; c) tais doadores historicamente compõem um campo e um projeto quase orgânico com o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). ELEIÇÕES 2012 PLATAFORMAS VERMELHAS Página 13 publica um resumo das candidaturas a vereador e vereadora de militantes vinculados à Articulação de Esquerda Pedagogo, formado pela Unicamp, trabalhador da Secretaria Municipal de Cultura, militante do movimento negro e rapper (MC), casado e pais de quatro filhas. Campinas é um município com a riqueza concentrada em poucas mãos. A prefeitura tem recursos, mas eles estão mal distribuídos. Há regiões inteiras sem escola, centro de saúde, casa de cultura ou praça de esportes. A verdade é que não é o povo quem governa a cidade, mas a especulação imobiliária, alguns grandes empresários que possuem negócios com o setor público e um pequeno número de políticos de direita. A falta de planejamento e controle social, a má gestão administrativa e a corrupção reduziram a quantidade e a qualidade dos serviços públicos. Vamos lutar, na Câmara, para mudar esta situação. Aylton Affonso (Santo André, SP) Arquiteto e urbanista, iniciou a militância no movimento estudantil. Esteve à frente da mobilização vitoriosa do funcionalismo de Diadema, em 1988. Servidor concursado, participou com destaque nos trabalhos de urbanização de favelas e de regularização fundiária. Foi um dos coordenadores do Plano Municipal de Habitação - referência nacional. Também foi secretário-geral e vice-presidente do Sindicato dos Arquitetos no Estado de SP. A luta por uma cidade mais justa e democrática, social e ambientalmente sustentável, estará no centro de sua atuação. A revitalização dos centros de bairro e o estímulo ao comércio e serviços locais; a plena implementação do SUS e a valorização do serviço público e dos servidores também fazem parte de suas propostas. Veja mais no site www.ayltonaffonso.com.br Celso Andreon (Cariacica, ES) Um mandato popular e democrático. Este é o foco das propostas de Celso Andreon. Morador de Cariacica, formado em Ciência Política, conheçe bem as responsabilidades e os desafios que envolvem os legislativos. Atuou na coordenação da equipe do mandato da senadora .Na Câmara, vai manter permanence diálogo e escutar as necessidades dos cidadãos de Cariacica para assim elaborar projetos de lei que sejam resultados de debates e intervenções com os diversos setores da sociedade. A trajetória de vida de Celso é marcada por uma caminhada de fé e dedicação à formação humana e social das lideranças da cidade e do campo. Tem ampla capacidade de diálogo com os mais diferentes setores da sociedade. Conheça mais sobre as suas propostas no site www.celsoandreon13200.com. Professora Denize (Ponta Porã, MS) Professora da rede estadual, casada, mãe de dois filhos, foi vereadora na Legislatura de 2001 a 2004. Seu desempenho na Câmara de Ponta Porã foi firme e programático. Dirigiu o Sindicato Municipal dos Trabalhadores de Educação de Ponta Porã (Simted) e a partir de 2008 presidiu o Conselho Municipal do Fundeb. Atuante nos movimentos sindicais e sociais, sempre lutou pela educação pública de qualidade, justiça social, respeito ao próximo e valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras. Nestas eleições, se coloca mais uma vez como candidata por acreditar que é mais uma trincheira que deve ser ocupada pelos trabalhadores e pelas trabalhadoras para potencializar suas lutas na conquista de direitos. Deodato José Ramalho Júnior (Fortaleza, CE) Um dos fundadores do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Boa Viagem e militante do movimento pela democratização dos meios de comunicação, Deodato é um dos pioneiros no Ceará a lutar em favor da difusão das rádios comunitárias. Graduado em Direito, militou no movimento estudantil, atuou como conselheiro e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB. É um dos fundadores da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da CNBB. Foi chefe da Assessoria Jurídica da presidência do TJ-CE e coordenador do Escritório de Defesa dos Direitos Humanos Frei Tito de Alencar, da Assembleia Legislativa. Foi secretário executivo das secretarias municipais Regional IV e do Meio Ambiente e Controle Urbano nas gestões da prefeita Luizianne Lins. Acesse www.deodato.org.br. — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Adriano Bueno (Campinas, SP) 11 ELEIÇÕES 2012 Dolores (São Leopoldo, RS) Elias Ishy (Dourados, MS) Isaías Dias (São Paulo, SP) Companheira de luta, guerreira, desde cedo sentiu a opressão capitalista. Trabalhou como babá, copeira e vendedora. Casada com o líder comunitário Aristino, iniciou sua militância pela construção dos diques e condições de moradia. Trabalhou na Secretaria Estadual de Habitação, coordenou a Relação Comunitária. Foi vereadora, representante dos movimentos, da classe trabalhadora e do povo pobre. Teve coragem de apresentar projetos que enfrentaram os grandes capitalistas, como o que regulamenta o tempo de espera na fila dos supermercados e a lei do Passe Livre a idosos de 60 a 65 anos. Coordenou as campanhas vitóriosas de Ana Affonso a deputada estadual e contribuiu na campanha do deputado federal Marcon. Defende uma cidade e uma sociedade com direitos humanos, igualdade e dignidade. Candidato à reeleição, acredita na força da luta social e política. Formado em direito e funcionário da Caixa Econômica Federal, iniciou sua militância na Igreja Católica. Foi da direção estadual da CUT, presidente do Sindicato dos Bancários e do Comitê de Defesa Popular. Em seu terceiro mandato é o vereador que mais realiza audiências públicas na Câmara Municipal para tratar de temas como meio ambiente, saúde, educação, juventude, economia solidária, segurança e infraestrutura. Quer ser reeleito para continuar a levantar as bandeiras da transparência no poder público; do controle social e da participação social; mantendo seu papel fiscalizador, sua independência política e sua aliança com o povo. Saiba mais em www.deodato.org.br Bancário e militante dos direitos da pessoa com deficiência, como vereador quer construir um mandato popular fortemente vinculado às lutas da população trabalhadora e dos setores que sofrem com a discriminação e a exclusão social. Iniciou sua carreira como trabalhador bancário em 1981 e em 1988 se tornou funcionário do Banespa. Lutou contra a privatização do banco. Foi diretor da Associação dos Funcionários do Grupo Santander Banespa (Afubesp). Como coordenador do Coletivo Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT-SP, ajudou a organizar o coletivo nacional da central. Integra o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), do qual foi vice-presidente. Por mais trabalho, educação, saúde, cultura e lazer. — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Edivan França (Parnaíba, PI) 12 Fotógrafo profissional, preside o Diretório Municipal do PT de Parnaíba, segunda maior cidade do Piauí. Militante histórico, iniciou sua trajetória como catequista. Participou da Pastoral da Juventude, da qual foi o coordenador Diocesano. Aos 18 anos foi indicado pela Cáritas brasileira para coordenar o Programa Alimento Por Trabalho das Nações Unidas, PMA-ONU/Diocese de Parnaíba, atuando em mais de 20 municípios. Coordenou a instalação do Projeto de Inclusão Digital Casa Brasil, atualmente, organiza os trabalhadores em coleta de matérias recicláveis e participa ativamente de muitas lutas em em favor dos direitos humanos. Acredita que só a luta em defesa da inclusão social pode levar à construção de uma sociedade Justa, Igualitária e Fraterna. Erinaldo Rodrigues Verdeiro (São Mateus, ES) Gilberto Paixão (Teresina, PI) Lavrador, meeiro, diarista, boia fria, no final da década de 90 ingressou no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem, Terra (MST) na ocupação que deu origem ao Assentamento Zumbi dos Palmares, onde é assentado e membro da Coordenação, praticamente desde o início. Atuou na Direção Regional e Estadual do MST capixaba, e contribuiu na Coordenação do Centro de Formação Maria Olinda – Ceforma. Sempre lutou pela educação nas escolas dos assentamentos em estruturas adequadas e dignas para o aprendizado. Sempre disponível para as batalhas da vida, tem como princípios a solidariedade, a dedicação ao trabalho militante, a amizade, o companheirismo e a justiça. Na Câmara vai fazer um mandato Democrático e Popular. Secretário-geral licenciado do Sindicato dos Comerciários de Teresina, vice-presidente da CUT-Piauí e da Executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio e Serviços (CONTRAC’S), é um representante autêntico da classe trabalhadora e dos movimento sociais organizados de Teresina. Defende com unhas e dentes os trabalhadores e as trabalhadoras e a luta contra a exploração e discriminação a que são submetidos. Na Câmara Municipal vai propor políticas públicas efetivas que combatam o preconceito e promovam a valorização e o respeito à diversidade cultural, étnica, à orientação sexual, gênero, crença religiosa, idade e classe social. Defende a educação pública de qualidade, a saúde pública e o desenvolvimento social e sustentável. ELEIÇÕES 2012 Professor da rede pública, sempre lutou e esteve ao lado da classe trabalhadora. Dirigiu o Sindicato dos professores e trabalhadores em educação, liderando o enfrentamento a sucessivos governos autoritários, destacando-se como liderança sindical competente e de coragem. Elegeu-se vereador de Aracaju em 2004. Teve atuação destacada. Em 2006, foi o único deputado federal eleito pelo PT de Sergipe. Na Câmara Federal, foi um dos maiores especialistas em educação e o único sergipano a fazer parte da Comissão de Educação e Cultura. Defende a redução da jornada de trabalho, a proteção dos direitos dos trabalhadores e o respeito aos portadores de deficiência, aos negros, às populações LGBT’s e às minorias. Autor de inúmeros projetos de lei. Saiba mais em www.iranbarbosa.com.br. Lúcio Dias (Soledade, RS) Carteiro de profissão, militante das causas populares, sonha e luta por uma cidade democrática, onde as políticas públicas sejam voltadas para o desenvolvimento e pela qualidade de vida. Lúcio Dias lutará por políticas públicas para a juventude, pela cultura, pela educação (UERGS), pelo desenvolvimento sustentável. Ele tem garra, fé e coragem! Tem a vontade de fazer uma Soledade melhor. Mara Emília (Goiânia, GO) Negra, jovem e trabalhadora se moldou na luta para transformar a vida, ainda jovem, nos trabalhos das Feiras Hippie e da Lua. Seguindo nesta convicção, ingressou na luta contra o sucateamento das universidades e escolas técnicas federais na Escola Técnica, hoje IFG durante o Governo FHC. Na Câmara de Goiânia, vai enfrentar as empresas de transporte e da construção civil que lucram com o sofrimento do povo e defender as causas populares e os movimentos sociais. Vai lutar pelo fim do monopólio do transporte coletivo e contribuir para implantar uma política de planejamento urbano que atenda aos interesses da maioria do povo. Por direitos humanos, igualdade, respeito e dignidade. Marcel Silvano (Macaé, RJ) Militante e dirigente partidário desde 2002. Formado em jornalismo é defensor da comunicação crítica, conscientizadora e libertária. Por isso, como assessor do mandato do vereador Danilo Funke (PT) lutou para que a Câmara de Vereadores de Macaé transmitisse as sessões na internet, em nome da transparência.Como coordenador da Pastoral da Juventude realizou trabalho em várias cidades estimulando jovens a serem protagonistas dentro da Igreja e na sociedade. Atualmente, coordena o Movimento Fé e Política, e é uma das mais expressivas lideranças jovens já vistas em Macaé. Como vereador, vai defender no campo institucional as bandeiras específicas da juventude e lutar por políticas públicas que resgatem a dignidade do cidadão. Prof. Maurílio Gajão (São José dos Campos, SP) Sua militância política e social teve início no movimento estudantil. Como trabalhador da Avibrás na década de 1980, elegeu-se diretor do Sindicato dos Metalúrgicos. Na década de 1990 tomou parte na administração petista da cidade, bem como na coordenação política do combativo mandato do vereador Mauro Kano (PT). Após formar-se em Ciências Sociais, passou a trabalhar como professor na rede estadual, onde ensina Sociologia, e, como servidor da rede municipal, no ensino de História e Geografia. Atualmente compõe a direção do Sindicato dos Servidores Municipais de São José. Luta pela valorização do servidor e a qualidade da educação pública, a participação popular e a construção de um mandato participativo, sintonizado com os movimentos populares e os trabalhadores. Mauro Batista, o Mauro do Atlântico (Aquidauana, MS) Desde muito jovem auxiliava seu pai no pequeno comércio no setor de açougue no Mercadão Municipal de Aquidauana. Atualmente é supermercadista na cidade. Dentre as propostas que defende estão: políticas públicas consistentes que melhorem as condições de vida das pessoas e resgatem a dignidade; planejamento da cidade e do campo promovendo a qualidade de vida, o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente. Também fazem parte das propostas a valorização dos servidores públicos municipais por meio de planos de cargos e carreiras e qualificação para o desenvolvimento de suas funções e o fortalecimento das relações com as instituições educacionais, especialmente de nível médio e ensino superior para consolidar a cidade como polo educacional de excelência. Modesto (Três Lagoas, MS) Formado em Fisioterapia e Ciências Biológicas tem especialização em Pneumologia Sanitária e curso de “Gestão em Saúde Pública. Foi Conselheiro Municipal e atua nos Programas de Controle de Hanseníase e Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde. Atua na defesa dos interesses do funcionalismo público, por melhorias salariais ou do PCCS, como também pela qualificação da representação sindical. Participou da última eleição do SSPM como candidato a presidente e teve expressiva votação. Teve intensa participação nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBS), onde pode fortalecer os valores cristãos da justiça, fraternidade, solidariedade e a opção — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Iran Barbosa (Aracaju, SE) 13 ELEIÇÕES 2012 preferencial pelos pobres. Secretário de Formação Política do do PT de Três Lagoas, é colaborador da construção do Partido. Múcio Magalhães (Recife, PE) Candidato à reeleição, coloca-se novamente à disposição do povo recifense para continuar construindo um mandato popular. Sempre em defesa da classe trabalhadora, dos menos favorecidos e mais oprimidos, possui uma trajetória política forjada na luta. Foi eleito o vereador mais votado do PT no Recife e assumiu a presidência da Câmara Municipal. Atualmente preside a Comissão de Desenvolvimento Econômico e é membro das Comissões de Legislação e Justiça e de Mobilidade e Acessibilidade. Desempenha um mandato presente nas bases, nas lutas que fortalecem os movimentos sociais, propõe projetos importantes, se mantem fiel aos seus princípios dedicados à causa de uma vida digna para a classe trabalhadora e o povo. Para conhecer mais sobre Múcio visite www.muciomagalhaes.com.br — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Natal Maciel (Rio Sono, TO) 14 Durante toda sua vida se dedicou ao trabalho e a luta em busca do desenvolvimento. Por sua forte atuação e compreensão da importância da luta em defesa dos trabalhadores assumiu a presidência da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Tocantins (Fetaet) por dois mandatos. Como reconhecimento da luta em defesa dos trabalhadores foi eleito secretário de Política Agrícola da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Atuou ainda como secretário municipal de Agricultura de Rio Sono. Em 2009 assumiu a Coordenação Adjunta do Programa Terra Legal (programa de regularização fundiária), do Ministério do desenvolvimento Agrário no segundo mandato do presidente Lula. Piuí (Esteio, RS) Tem compromisso com a democracia participativa, inclusão social, moradia digna, meio ambiente e direitos humanos. Filho de pequenos agricultores estudou o curso técnico e o 7º semestre do bacharelado em Química. Foi assessor do então vereador Gilmar Rinaldi e atuou no governo de Olívio Dutra como diretor adjunto do Parque de Exposições Assis Brasil. Foi vice-presidente da União das Associações de Moradores de Esteio, onde coordenou o processo de quitação e renegociação dos contratos dos mutuários do Condomínio Morada II. Luta pela valorização da cultura. Como diretor técnico operacional da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura, Piuí, junto com a comunidade, constrõe políticas públicas que reafirmam a ética com a política séria e a boa luta. Professor Dauri (Cariacica, ES) Já assumiu perante a população cariaciquense a luta pela sustentabilidade urbana, contra a desigualdade e a injustiça social. Para ele, a cidade deve garantir os direitos de todos os seus moradores e moradoras, especialmente das mulheres, crianças, jovens, idosos, negros e pessoas com de deficiência. Defende o direito à moradia digna, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte, à saúde, à educação, à cultura, aos serviços públicos, ao trabalho, ao lazer e à segurança, para a atual e as futuras gerações. Essas bandeiras de lutas serão prioridades para o mandato participativo do professor Dauri! Pelo Direito à Cidade! Professor Gilmar Santos (Petrolina, PE) O desejo de contribuir para futuro melhor é a mola que impulsiona a candidatura do professor Gilmar. É filho de trabalhadores rurais e iniciou a trajetória política nas atividades sociais da Igreja Católica com grupos de jovens, Comunidades Eclesiais de Base e pastorais sociais. Historiador, luta pela universidade pública, gratuita e de qualidade. Ensina História, Filosofia e Sociologia na redes pública e particular. É sócio-fundador de um curso preparatório para vestibular e concursos, onde promove eventos de incentivo à arte, cultura e ações sociais que movimentam e conscientizam a juventude. Nas reuniões com a comunidade petrolinense, sempre ressalta a importância do elo entre a sociedade e o poder público para a formação de uma politica que ouça e atenda os anseios da comunidade. Professor Léo (Cachoeiro de Itapemirim, ES) É vereador da AE em Cachoeiro de Itapemirim e tem pela frente o imenso desafio de se reeleger no município, feito jamais alcançado pelo PT local em sua história. Em seu primeiro mandato, democrático e popular, atuou ao lado dos movimentos da juventude no município, principalmente, nas áreas educacional, cultural e esportiva. Professor Léo está diariamente na sala de aula, lidando com centenas de jovens. Destacou-se também por sua atuação ética e firme no Legislativo, em defesa das comunidades e dos grupos excluídos da sociedade, aprofundando temas importantes e pertinentes na Câmara, qualificando o debate na Casa Legislativa. Desenvolveu um trabalho intenso na internet e redes sociais, prezando sempre pela transparência e interatividade junto ao cidadão. Professora Clarice (Barra Mansa, RJ) Casada, trabalha há 22 anos na rede pública de ensino na qual deseja dar toda atenção como vereadora. Sua história não deixa dúvidas quanto à sua atuação em defesa da educação pública de qualidade, inclusiva e universal. Graduada em Língua Portuguesa e pós-graduada em Gênero e Sexualidade pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, acredita que a educação é a base para a transformação da sociedade. Elaborou e implementou o projeto “Educador na Família” e atua na luta pela igualdade de gênero, contra o racismo e toda forma de discriminação étnico-racial, religiosa e correlata. Regina Célia (Miracema, TO) Administradora, pós-graduada em Educação Matemática, foi professora, educadora popular, militante da Pastoral da Juventude e voluntaria na Comissão Pastoral da Terra. Por dois anos, integrou o Fórum Estadual Economia Solidaria. É voluntaria no processo de organização da Colônia de Pescadores de Miracema e Tocantinia e militante do movimento negro e do Instituto ART’AFRO. Defende a educação e saúde públicas, a agricultura familiar, as organizações sociais, as politicas de igualdade racial, os cursos técnicos profissionalizantes e educação especifica para o campo. Os pequenos empreendimentos e a construção de pequenas indústrias como de fruticultores, artesanatos e aproveitamento do peixe integram as bandeiras de Regina, além da promoção da cultura e a capacitação da juventude para o primeiro emprego. Reginaldo Penha (Marechal Floriano, ES) Filho de produtores rurais, se formou em Técnico Agrícola. Atualmente, trabalha no Instituto de Desenvolvimento Sócio Econômico dos Trabalhadores de Baixa Renda (Idesbre), onde coordena projetos de inclusão social e digital. Sempre atuou nos movimentos de base da Igreja Católica. Além de ser um dos fundadores do PT de Marechal Floriano, no Espírito Santo, também ajudou a fundar diversas organizações de desenvolvimento social no município. Rogério (Serra, ES) Saraí (Porto Alegre, RS) Produtor de eventos e diretor da liga dos Blocos Carnavalescos foi escolhido pelos movimentos sociais para representá-los na Câmara Municipal para propor políticas e ações de combate à violência contra as mulheres, à homofobia, o descaso com a cultura e o alto índice de homicídios contra jovens negros e de periferia na cidade. Vai promover o incentivo à economia solidária e à segurança alimentar. Tem compromisso com a construção de uma cultura de paz e igualdade. Na Câmara, é a certeza de diálogo constante e aberto com os movimentos sociais e de mulheres, LGBTs, negros e negras, juventude, cultura e direitos humanos. Defende a implantação de políticas públicas nas áreas de saúde, segurança, cultura, educação, desenvolvimento e meio ambiente. Saraí é formada pela luta popular e por isso é candidata à vereadora. Luta pelos direitos das crianças e dos adolescentes, pelo combate à violência doméstica e pela organização de creches comunitárias. Mulher negra, da periferia que sente e sabe o que falta para Porto Alegre. É militante do PT e já exerceu mandato como vereadora. É comprometida com as transformações sociais que a cidade e o nosso país necessitam. Defende uma Porto Alegre para todos e todas. Na Câmara de Vereador vai lutar por moradia digna, ampliação do atendimento e acesso à educação infantil para crianças de zero a seis anos, para fortalecer os programas públicos de combate ao racismo, pelo respeito às diferenças e a diversidade sexual e em em defesa da juventude e de uma saúde pública de qualidade. Rubens (Diadema, SP) Sesóstris (Curitiba, PR) É candidato a vereador de um coletivo que luta pela ampliação dos direitos e interesses da classe trabalhadora, que acredita na mobilização social e que produz uma crítica ideológica ao neoliberalismo e ao capitalismo. Nos últimos anos, quem representou estas propostas na Câmara de Diadema foi a vereadora Irene que construiu um mandato participativo, popular e democrático. dará continuidade a este modo de fazer política. Tem grande experiência no serviço público, é professor de educação física concursado e foi gestor nas áreas de reciclagem e economia solidária em Osasco e São Paulo. Foi um coordenadores técnicos do Programa Integrar da Confederação Nacional dos Metalúrgicos e coordenador nacional do Setorial de Esporte e Lazer do PT. Entre 2009 e 2011, assumiu a Secretaria de Esportes de Diadema. Confira mais no blog rubens13654.blogspot.com.br. Licenciado em Educação Física, cursa bacharelado e é B.Boy, militante e multiplicador do Movimento Cultural Hip Hop. Dançarino, arte educador/educador social, professor de danças urbanas, membro e coordenador do grupo New Crew B.Boys. É, também, idealizador e gestor de projetos culturais/sociais, membro e ritmista de escola de samba. Filho de sindicalistas e petistas, desde pequeno, esteve muito próximo da militância do PT. Conhece a fundo os problemas e carências enfrentados pelas crianças, adolescentes e jovens que participaram dos projetos bem como seus familiares e moradores. Sabe da influência e importância que a possibilidade de acesso a cultura e informação relacionada à cidadania e direitos humanos tem na vida das pessoas. — Nº 113 — OUTUBRO/2012 ELEIÇÕES 2012 15 ELEIÇÕES 2012 Silas da Silva (Eliseu Martins, PI) Wagner Lino (São Bernardo, SP) Como boa parte dos jovens Silas não acreditava na importância da política como instrumento de transformações. Há um ano se filiou ao PT e entusiasmado com as ideias e propostas do Partido começou a participar ativamente das ações políticas na sua cidade e a acompanhar as sessões da Câmara Municipal. Vai lutar pela criação de casas de estudantes para que os jovens tenham onde morar durante o seu curso universitário. Na área da cultura defende o fortalecimento no município das ações culturais, o hip hop, as quadrilhas juninas e reisados. Na câmara municipal de eliseu martins vai incentivar a leitura e o surgimento de novos autores, promovendo feiras literárias e concursos através da Secretaria Municipal de Educação. Em São Bernardo, o prefeito Luiz Marinho e Wagner Lino implantaram o orçamento participativo, reorganizaram a saúde municipal e vão transformar a cidade em modelo de mobilidade urbana. Wagner Lino participou ativamente da construção desse programa de transformação. Como vereador e deputado estadual, lutou por um hospital público para o município e o governo do PT concluirá ainda este ano o Hospital de Clínicas. Wagner Lino fiscalizou com empenho os desmandos dos governos anteriores. O grande grande desafio, agora, é a reforma urbana de São Bernardo. Essa questão envolve ainda a regionalidade: é necessário ações conjuntas entre os municípios do ABC para resolver não apenas os problemas do trânsito e do transporte coletivo, mas também os da segurança pública e as enchentes. — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Sinézio Rodrigues (Serra Talhada, PE) 16 Professor da Rede Municipal de Ensino, presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (Sintest), quer levar para a Câmara de Vereadores a experiência das lutas e fazer do Plenário uma sala de aula onde se discute e defende os direitos do povo. Primeiro suplente de vereador nas eleições de 2004 e 2008, presidiu o PT municipal por três mandatos. Ex- líder estudantil vai desempenhar um mandato parlamentar a serviço da categoria e do povo trabalhador de Serra Talhada. Tem compromisso com a juventude, com os servidores públicos, em especial, os trabalhadores em educação, com as mulheres e os homens do campo e da cidade. Zé Ernandes (Altos, PI) Trabalhador rural assentado no Quilombo, maior assentamento na zona rural de Altos, participou da Comissão Pastoral da Terra e foi um dos responsáveis pela criação e organização da Pastoral da Juventude. Foi secretário, tesoureiro e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Acompanha a luta pela terra e o processo de implantação da maior parte dos assentamentos na zona rural de Altos. Foi e continua sendo um grande defensor dos direitos do homem e da mulher do campo à terra, ao crédito, à assistência técnica, à educação, à saúde e à infra-estrutura. Elegeu-se vereador em 2004, e foi reeleito em 2008. Como fiscalizador do Poder Executivo, identificou diversas irregularidades na atual gestão municipal. Suas denúncias deram origem investigações. Porta voz das comunidades rurais, lutou junto aos órgãos competentes para viabilizar diversas ações de apoio aos trabalhadores e trabalhadoras. Zé Roberto (Cachoeiro do Itapemirim, ES) Zé Roberto é operário do setor de rochas ornamentais e atua nos movimentos comunitários da Igreja Católica, na Associação de Moradores do seu bairro e na Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares de Cachoeiro de Itapemirim. Católico, participou da Pastoral da Juventude, foi coordenador da Pastoral Comunitária, atuou na Pastoral da Saúde, entre outras atividades que se referencia na teologia da libertação. Por sua trajetória se credenciou para uma vaga na Câmara Municipal onde pretende ser a voz dos trabalhadores na efetiva fiscalização do Executivo, colaborando para a consolidação de uma visão progressista de cidade, onde o interesse público prevaleça sobre os interesses privados e os anseios da classe trabalhadora estejam em primeiro lugar. Eleito, fará um mandato participativo. Internacional Max Altman* O que se irá travar na Venezuela não é uma eleição presidencial comum. Joga-se ali a continuidade e consolidação do proceso revolucionário socialista bolivariano. Hugo Chávez está há 14 anos na presidencia do país e reafirma sua liderança em cada proceso eleitoral, e já ocorreram 15 ao longo de seu governo. Reiterados foram os obstáculos que vem tendo de superar: golpe de Estado, locaute petroleiro, agressões e insultos dos setores oligárquicos e conservadores, pressões do império, tentativas constantes de desestabilização, alimentados pelos grandes meios de comunicação privados. Para enfrentar os inimigos internos e externos e criar uma base social de sustentação, seu governo desenvolveu um amplo leque de programas sociais, no campo da saúde, educação, habitação, segurança alimentar, financiados basicamente pela renda petroleira. A Venezuela nos últimos anos mudou a sua realidade e deu um grande passo adiante em matéria econômica e social. A pobreza chegou a ser de mais de 60% e hoje caiu a 25%; a pobreza extrema era de mais de 20% e hoje está em 7%; o desemprego estava em mais de 15% e hoje se situa em 7%. Ao mesmo tempo o país vem desenvolvendo um grande esforço na área agrícola, científica e tecnológica, a fim de depender menos da importação de produtos essenciais, e também no estabelecimento de uma eficiente infraestrutura de vias, ferrovias, portos e aeroportos. Falta imprimir muito maior eficiência a esse enorme projeto e este será o grande desafio do próximo mandato. No plano político, fundou, ampliou e consolidou o Partido Socialista Unido da Venezuela, que aliado a outras forças de esquerda dão respaldo político ao governo e serve de ponte organizativa da população, além de travar permanentemente a batalha de ideias com o campo da direita. A sociedade venezuelana está bastante polarizada. Grosso modo, pode-se afirmar que 60% apoia o governo e 40% respalda a oposição. A polarização e o permanente embate de ideias serviu para elevar bastante o nivel político e ideológico do povo venezuelano, de modo que estão muito bem demarcados os campos em confronto. Chávez e seu partido propõem fazer avançar e consolidar nos próximos seis anos uma sociedade e um regime econômico e social socialista e nitidamente anticapitalista, guardadas as características do país. Eis o motivo fundamental dos ataques raivosos, revestidos invariavelmente de distorções e calúnias, que Chávez vem sofrendo do Império e das forças reacionárias. Trata-se do grande embate de nosso tempo histórico, com os altos e baixos da grande caminhada, capitalismo versus socialismo. A oposição, que procura vestir seu programa e campanha com pele de cordeiro, tem também claro seus objetivos estratégicos. Um documento da candidatura Capriles destaca as primeiras ideias e ações económicas a serem tomadas pelo governo da Unidade Nacional, caso cheguem ao Palácio presidencial de Miraflores: desregulamentação bancária, suspensão dos investimentos em programas sociais, transferencia dos programas sociais e alimentares para a iniciativa privada, aumento das tarifas públicas, entre outras de cunho marcadamente neoliberal. Este programa de demolição do projeto bolivariano teria decidido apoio de Washington e outras capitais ocidentais. No plano tático eleitoral, Chávez vem insistindo no lema da “victoria perfecta”, ou seja atingir a meta de 10 milhões de votos. O cálculo é o seguinte: o eleitorado da Venezuela alcança pouco mais de 18,9 milhões de eleitores. Estima-se que haverá 20% de abs- tenção, portanto 15,12 milhões irão votar. Se desse contingente 10 milhões votarem a favor de Chávez, ele terá conquistado 66 % dos votos. Ou seja 2 em cada 3 venezuelanos estarão respaldando a via socialista. Para tanto, reitera em todos os comicios e manifestações que é necessário uma “grande mobilização em cada casa, em cada rua, em todos os cantos, para que não fique um só voto de fora.” Uma vitória apertada permitiria que as forças da oposição, apoiadas nos meios de comunicação, clamem por fraude, dando fôlego e ferramentas para uma crescente ação desestabilizadora. Em contrapartida, a “victoria perfecta” propiciará ampla legitimidade e se constituirá em poderosa alavanca para a construção e consolidação da “patria socialista”. Na hipótese negada de derrota, um baque pesadíssimo se produziria, lançando uma sombra sinistra de retrocesso desde a Patagônia até o Caribe. As pressões do imperialismo contra a soberanía nacional e a autodeterminação dos povos de nossa região cresceriam. Organismos de integração regional como a Unasul, Celac e Alba ficariam expostos à sanha dos defensores do libre mercado neoliberal. É por isso que todos nós insistimos e repetimos a uma só voz o mote de Lula: “Chávez, sua vitória será a nossa vitória”. *Max Altman integra o coletivo da Secretaria de Relações Internacionais do PT — Nº 113 — OUTUBRO/2012 Chavez lá!!! Às vésperas da eleição presidencial de 7 de outubro na Venezuela, as pesquisas dão entre 14 e 24 pontos porcentuais de vantagem para Hugo Chávez contra o seu principal opositor, Henrique Capriles. 17