INFORMATIVO DO GRUPO SANTA CASA BH • Nº 282 • JUNHO DE 2015
VITAMINAS, SUPLEMENTOS E ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
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página 4
DIA D EM DEFESA
DA SAÚDE • página 5
NOVA FARMACOTÉCNICA
AMPLIA CAPACIDADE DE
ATENDIMENTO • página 3
A ASSISTÊNCIA DIFERENCIADA DA ENFERMEIRA OBSTETRA
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página 6
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SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015
tema nervoso, dos aparelhos circulatório e
digestivo, de mama, as oncológicas pediátricas, as internações clínicas de Oncologia
e para tratamento em Nefrologia. Somos
responsáveis ainda por mais da metade
dos tratamentos clínicos oftalmológicos
neste Estado de dimensões maiores que
a França.
Na página 3, estão os indicadores do Grupo Santa Casa BH relativos ao exercício
findo. O leitor saberá, por números, do
intenso labor desenvolvido pela instituição
que a tornou referência no cenário nacional das filantrópicas. Tudo nos honra e nos
orgulha, porque correspondemos, dentro
das limitações da hora, aos nobres e fraternos propósitos que ditaram a criação da
Santa Casa BH há 116 anos.
Palavra do provedor
Prezado(a) amigo(a),
Meados de 2015. Seguimos enfrentando
as dificuldades e percalços por que passa o sistema de saúde no País, sobretudo
o setor das filantrópicas que sempre sofre a carga mais pesada da incumbência.
Antigamente, recebíamos os chamados
indigentes, procedentes de todas as regiões, inclusive de outros Estados; presentemente, acolhemos e damos assistência
aos encaminhados pelo Sistema Único de
Saúde, a que a Santa Casa BH se dedica
com exclusividade. São mais de mil leitos.
Ocupamos a liderança nas cirurgias do sis-
DOAÇÕES - MAIO DE 2015
94.955,00
Doações - boleto bancário / c. de crédito
Doações - dinheiro
TOTAL
6.845,00
710,00
Doações - sentenças judiciais
Hoje, enquanto maior núcleo de assistência médica de Minas e atuando com alta
expressividade no ensino, a Santa Casa
BH é fiel às suas origens e busca agir em
consonância com os horizontes de seu futuro. Nesse intuito, não mede esforços aos
que a procuram, mas não pode prestar
seus serviços senão com a ajuda do Poder Público. Nessa linha de propósitos, é
preciso aliar o direito do cidadão ao atendimento de saúde, também consignado na
Carta Magna.
Com seus tributos federais rigorosamente
em dia, o hospital está buscando financiamento para ampliação de seus serviços,
mas debate-se nesta hora com empecilhos múltiplos de que a nação bem sabe,
por vivermos em um período de ingentes
óbices.
Nada, porém, nos desanima. Com o apoio
de representantes de Minas nos parlamentos, inclusive, iremos superar este momento. Sempre com as melhores ideias e
ideais.
Até breve.
Saulo Levindo Coelho
Provedor
ESPAÇO LEITOR
Receitas (em reais)
Doações - contas da CEMIG
Belo Horizonte era uma cidade pequena e
pacata, cujos moradores reclamavam da
poeira das obras de construção da Capital e, logo, as de sua ampliação, vencendo
as limitações do perímetro da avenida do
Contorno, como estabelecido pelos que
projetaram a metrópole. Cresceu a cidade,
a população e os problemas desafiadores,
como tem sido desde então. Belo Horizonte deixara de ser dos ‘papudos’, como
a classificavam os opositores da ideia da
transferência da sede para Curral del-Rei.
As doenças eram em grande número e exigiam especializações. A instituição serviu
de berço às faculdades de Medicina, de
Belo Horizonte, hoje integrante da UFMG,
e a de Ciências Médicas, que prestaram
os mais relevantes serviços aos mineiros
e à ciência.
1.744,50
“Minha filha nasceu em maio na Maternidade Hilda Brandão da Santa Casa BH e foi muito bem
atendida. Por esse motivo, quero registrar o meu profundo reconhecimento a todos. Agradeço
à equipe de higienização que cuida com zelo das instalações, aos enfermeiros pela dedicação
e cuidado e aos pediatras, ginecologistas, obstetras e residentes que trabalham com todo carinho. Deus abençoe cada um de vocês”.
Gilcimar Batista - São José da Lapa, MG
104.254,50
Fonte: Provedoria da Santa Casa BH
Contribua com a Santa Casa BH.
Faça contato com a Central de Doações pelo telefone
(31) 3274.7377.
EXPEDIENTE
Conselho da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia
de Belo Horizonte
.
Provedor
Saulo Levindo Coelho
1º Secretário
Roberto Otto Augusto de Lima
2º Secretário
José Ângelo Lima Duarte
Agostinho Patrus Filho, Carlos Batista Alves de Souza, Jésus
Trindade Barreto Júnior, João Batista do Couto, José Fernando
Aparecido de Oliveira, José Luiz Magalhães, Laura Medioli, Luiz
Felippe de Lima Vieira, Marco Aurélio Jarjour Carneiro, Maria Regina
Calsolari, Maurício Brandi Aleixo, Newton de Paiva Ferreira Filho,
Olguinha Géo Leite Soares, Oswaldo Fortini Levindo Coelho e
Reynaldo Arthur Ramos Ferreira.
“Agradecemos o acolhimento dado pela Clínica de Olhos da Santa Casa BH e pelo dr. Wagner
Duarte Batista aos pacientes Kaleb Borges e Lorenzo Bartelega. Destacamos o atendimento
humanizado, a excelente organização dos serviços e a competência profissional da equipe”.
Ana Lúcia Masselli - Secretaria Municipal de Saúde de Varginha, MG
Conselho Fiscal
Amilcar Viana Martins, Carlos Ediber Richard Carvalhais, Christiano
Renault, Delson de Miranda Tolentino, João Afonso Baeta Costa
Machado e Márcio Teixeira de Carvalho.
Secretária da Irmandade
Abadia Nunes do Nascimento
Diretor Clínico
Flávio Mendonça Andrade da Silva
Vice-diretor Clínico
Kleber Costa Castro Pires
Comitê Executivo Operacional
Superintendente-geral
Porfírio Marcos Rocha Andrade
Superintendente de Assistência à Saúde
Guilherme Gonçalves Riccio
Superintendente de Planejamento, Finanças e Rec. Humanos
Gonçalo de Abreu Barbosa
Santa Casa Notícias
Registrado no Cartório de Pessoas Jurídicas de Belo Horizonte sob
o número 911, Livro B, em 10.08.1991
Av. Francisco Sales, 1111 - Santa Efigênia - BH - CEP 30150-221
(31) 3238.8280
[email protected]
Editor: Manoel Hygino dos Santos (MG 00582 JP)
Jornalistas: Almir Gomes | Angelina Zanandrez I Mariana Branco
Estagiário: Eduardo Constantino
Revisão: Rodrigo Almeida (5.817/MG)
Projeto gráfico: G30 MKT & COM
Impressão: TCS Sol. Gráficas e Editora | Tiragem: 4000 exemplares
Assessor de Comunicação Institucional - Grupo Santa Casa BH
Rodrigo Almeida
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Notícias - Grupo Santa Casa BH.
JUNHO DE 2015 | SANTA CASA NOTÍCIAS
NOVAS INSTALAÇÕES DA FARMACOTÉCNICA
A Santa Casa BH inaugurou no dia 3 de
junho as novas instalações da ‘Farmacotécnica de Antineoplásicos’ no setor
de Quimioterapia do hospital. O local é
apropriado para a manipulação de medicamentos direcionados a pacientes em
tratamento oncológico. Estiveram presentes na cerimônia o provedor da instituição,
Saulo Coelho, o superintendente de Assistência à Saúde do Grupo Santa Casa BH,
dr. Guilherme Riccio, o secretário executivo da Provedoria, Carlos Renato Couto, a
chefe da Clínica de Oncologia da SCBH,
dra. Maria Nunes Álvares, o superintendente-adjunto de Suporte à Saúde, Carlos
Eloy Guimarães, e o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Wilton Rodrigues, além de convidados,
gerentes, coordenadores e funcionários do
GSCBH.
Durante o evento, o provedor Saulo Coelho ressaltou o trabalho do setor de Captação de Recursos da instituição, que complementou o custeio do projeto: “somos
aprendizes na arte da captação de recursos de doação de pessoas físicas. Hoje,
nos alegramos ao ver o resultado deste
ALMIR GOMES
trabalho, fruto de doações recebidas. Nossa expectativa é de que possamos continuar aumentando os valores recebidos,
trazendo mais benefícios para o hospital e
seus pacientes”.
Para o superintendente de Assistência à
Saúde, dr. Guilherme Riccio, a inauguração é emblemática: “a nova farmacotécnica é imprescindível para a agilidade do
atendimento aos pacientes em tratamento
oncológico. Continuaremos empenhados
em realizar os investimentos necessários
na Clínica Oncológica. Nos orgulhamos
por ofertar aos mineiros esse serviço de
qualidade, realizado por uma equipe médica de excelência”.
Segundo a chefe da Clínica de Oncologia
da Santa Casa BH, dra. Maria Nunes Álvares, a inauguração é um momento marcante: “a oncologia é uma especialidade
que precisa de inovação e progresso. As
novas capelas de quimioterapia vão garantir mais segurança na formulação dos
fármacos. Agradeço pela colaboração da
instituição que nos permitiu celebrar mais
essa conquista”.
O provedor Saulo Coelho, dr. Guilherme Riccio e dra.
Maria Nunes Álvares
Atualmente, a produção média mensal do
setor é de 2.400 formulações, além dos
processos de dispensação. Com as novas
instalações, será possível aumentar em até
50% o volume de fármacos produzidos. A
nova área é regulamentada por várias legislações - do espaço físico até os procedimentos de boas práticas em manipulação - e tem o objetivo de garantir maior
qualidade e manutenção das características físico-químicas e terapêuticas dos medicamentos.
APOIO DA BANCADA FEDERAL
No dia 19 de junho, o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (na foto, o segundo
da esquerda para direita) e o assessor especial da PBH, Wellington Bessa, foram
recebidos na Provedoria da Santa Casa BH pelo provedor Saulo Coelho, pelo superintendente-geral do GSCBH, dr. Porfírio Andrade, e pelo secretário executivo da
Provedoria, Carlos Renato Couto. Durante a visita, o deputado percorreu unidades
assistenciais do hospital, entre elas a Oncologia Pediátrica, a Unidade de Tratamento
Intensivo do 10º andar e a Maternidade Hilda Brandão.
ALMIR GOMES
O deputado ficou impressionado com a estrutura e a modernização do hospital: “o
que vi hoje é a comprovação do quanto um modelo de gestão eficiente é capaz de fazer mudanças positivas. Atualmente a Santa Casa
está ainda melhor. Quero ajudar a instituição de 3 formas diferentes: por meio do diálogo com o Governo Federal, com as emendas
parlamentares e com a mobilização social. Além disso, proponho agendarmos uma reunião com a bancada mineira em Brasília sobre
a situação das instituições filantrópicas e, em especial, da Santa Casa BH”.
INDICADORES - A cada edição, dados de destaque da instituição
O Grupo Santa Casa BH é referência no cenário nacional das entidades filantrópicas de saúde. Em 2014,
alcançou os seguintes números:
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Receita Operacional Bruta: R$ 382,1 milhões
Atendimentos: 3,7 milhões
Exames realizados: 3 milhões
Internações realizadas: 40 mil
Consultas/procedimentos: 640 mil
Cirurgias: 35,2 mil
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Partos: 3,6 mil
Funcionários e médicos: 4.957
Total de leitos: 1.307 (195 leitos de UTI)
Leitos - SUS: 1.093 (170 leitos de UTI)
Leitos - Saúde Suplementar: 214 (25 leitos de UTI)
Fonte: DATASUS / Planejamento, Controladoria e Gestão GSCBH
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SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015
ABC DAS VITAMINAS
O aumento da oferta de complexos vitamínicos nas gôndolas das farmácias e a
veiculação de propagandas induzindo o
consumo indiscriminado desses medicamentos têm colaborado para a sua popularização. Os ‘Compostos Vitamínicos
de A a Z’ surgiram com a promessa de
uma vida saudável, cuja ingestão compensaria os malefícios de uma alimentação desequilibrada e vida estressante.
Mas será que essa dose extra de suplementos nutricionais é realmente necessária? Para consumi-la é obrigatória a indicação de um médico ou nutricionista?
As vitaminas são compostos orgânicos
essenciais ao funcionamento normal do
metabolismo e auxiliam nas respostas
imunológicas do organismo, protegendo-o. Apesar dessa importância, o corpo
humano não é capaz de produzir a maioria delas (com exceção das vitaminas D e
K). Ao todo, existem 13 vitaminas essenciais (vide box). Sem elas, o organismo
não consegue aproveitar os elementos
energéticos e construtivos fornecidos
pelos alimentos.
A nutricionista e residente em Terapia Intensiva na Santa Casa BH, Sarah
Francisco, explica que as vitaminas são
utilizadas pelo corpo em doses muito
pequenas e devem ser obtidas por meio
da dieta: “suas principais fontes são frutas, verduras e legumes, além da carne,
leite, ovos e cereais. Essas substâncias
são frágeis e facilmente destruídas pelo
calor, ácidos, luz, alguns metais ou perdidas em água. Por isso, a forma de preparo e o armazenamento dos alimentos
são essenciais para manter o teor nutricional até o seu consumo”.
As vitaminas são classificadas em 2 grupos de acordo com substâncias que as
dissolvem, independente da função que
exerçam: as hidrossolúveis - solúveis em
água - englobam as vitaminas do complexo B e C. As lipossolúveis - solúveis
em gorduras e em solventes orgânicos
- concentram as vitaminas A, D, E e K.
Segundo a gerente do Serviço de Nutrição e Dietética do Grupo Santa Casa BH,
Vanessa Andrade, as vitaminas se comportam de formas diferentes no organismo: “as hidrossolúveis não se acumulam
por serem eliminadas pela urina. Daí a
necessidade da ingestão quase diária de
alimentos frescos e naturais ou se será
necessária a utilização de suplementos
vitamínicos.
Apesar das orientações dos profissionais
de saúde e das campanhas de combate
à automedicação, a necessidade do ‘cuidado imediato com a saúde’ e a falta de
conscientização têm colaborado para o
crescimento do número de pessoas que
consomem suplementos nutricionais. A
simples suspeita de falta de vitaminas motivada por queda de cabelo, ressecamento da pele ou unhas quebradiças e
manchadas - não deve ser motivo para
o consumo indiscriminado desses produtos.
alimentos com esses compostos para
evitar uma disfunção - hipovitaminose ou
avitaminose. Já as lipossolúveis podem
se acumular alcançando níveis tóxicos hipervitaminose - e causar problemas à
saúde”.
O excesso de vitaminas não é inofensivo:
doses acima das fisiológicas podem sobrecarregar o organismo se armazenando no fígado e em depósitos de gordura
no corpo. Por esse motivo, seu consumo
deve ser criterioso, administrado apenas
diante de uma carência detectada ou
para auxiliar quadros clínicos específicos. Além do médico, o nutricionista é
o profissional capacitado para identificar
essas carências a partir de uma análise
criteriosa do hábito alimentar e da interpretação de exames bioquímicos, sinais
e sintomas de cada paciente. Apenas
depois dessa análise será possível avaliar se o caso pode ser revertido com
uma dieta equilibrada e abundante em
Para Sarah Francisco, a venda dos suplementos vitamínicos aumentou em
função do comportamento equivocado
do consumidor: “o uso excessivo dessas substâncias é prejudicial à saúde. A
quantidade ideal de vitamina C ingerida
por dia é facilmente suprida com o consumo de 2 laranjas ou meio mamão papaya. Porém, algumas pessoas insistem
em tomar suplementos com doses altíssimas dessa vitamina, correndo o risco
de desenvolver cálculo renal”.
É um engano pensar que os alimentos
podem ser substituídos pelas vitaminas.
Sem ingestão de comida, o organismo
não consegue absorvê-las. Quando o
uso do medicamento é indispensável à
recuperação da saúde, deve ser observada a recomendação diária de ingestão, atentando-se para o tempo de suplementação - definido de acordo com
a evolução do paciente - para evitar a
sobrecarga dos órgãos.
TIPOS DE VITAMINAS E SUAS PRINCIPAIS FONTES
A B1
B2
B3 ou PP
B5
B6
B9 ou M B12
C
D E H K
Fígado de aves, animais e cenoura
Cereais, carnes, verduras e levedo de cerveja
Leites, carnes e verduras
Amendoim, fava, feijão, fígado e ervilha
Fígado de boi, cogumelos, milho, abacate, ovos, leite e vegetais
Carnes, frutas, verduras e cereais
Cogumelos e hortaliças verdes
Fígado de boi e carnes
Laranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, brócolis, melão e manga
Óleo de peixe, fígado de boi e gema de ovos
Verduras, azeite e vegetais
Amêndoa, castanha, leite, arroz integral, noz e gema de ovo
Fígado de boi, verduras de folhas verdes e abacate
SEMINÁRIO MULTIDISCIPLINAR
ANGELINA ZANANDREZ
O Instituto de Ensino e Pesquisa SCBH realizou no dia 2 de junho o ‘VI Seminário Multidisciplinar
dos Estagiários da Santa Casa BH’. O evento reuniu cerca de 185 estudantes - em estágio na
instituição nas áreas de enfermagem e fisioterapia - para divulgar projetos de melhoria desenvolvidos semestralmente nos seus respectivos campos.
O objetivo do encontro foi também reforçar a importância do trabalho interdisciplinar nos serviços
assistenciais e integrar os acadêmicos das instituições de ensino parceiras do IEP SCBH - Faminas, UniBH, Estácio de Sá, FCMMG, PUC-Minas e Universo. Ao todo, foram apresentados 24
projetos desenvolvidos nas diversas áreas assistenciais, com temas como ‘Diagnóstico Situacional’, ‘Gestão de Risco Assistencial’, ‘Abordagem Fisioterapêutica no Pós-operatório de Cirurgias
Abdominais’ e ‘Segurança do Paciente e da Equipe de Enfermagem’.
JUNHO DE 2015 | SANTA CASA NOTÍCIAS
EM DEFESA DA SAÚDE
Participando do ‘Dia D em Defesa da Saúde’ - primeira etapa da
campanha ‘Acesso à Saúde - Meu Direito é um Dever do Governo’, proposta pelo Movimento Nacional das Santas Casas e
Hospitais Filantrópicos no SUS - a Santa Casa BH realizou no dia
29 de junho diversas atividades de conscientização com funcionários, pacientes, acompanhantes e visitantes do hospital. Além da
SCBH, mais de 100 instituições de saúde do Brasil participaram
da campanha.
Um dos pontos de destaque da mobilização
foi a apresentação do
superintendente de Planejamento, Finanças e
Recursos Humanos do
GSCBH, Gonçalo Barbosa, sobre a situação
financeira da instituição.
No evento, que reuniu
mais de 200 pessoas no
Salão Nobre, o superinGonçalo Barbosa: cenário financeiro e desafios
tendente ressaltou o pado Grupo Santa Casa BH
pel primordial do setor
filantrópico na saúde pública brasileira: “cerca 50% dos atendimentos aos usuários SUS são prestados pelas Santas Casas de
todo o País com um custo menor do que o de hospitais públicos
municipais, estaduais e federais, que chegam a cobrar entre 3 e 15
vezes mais pelos mesmos procedimentos”.
Gonçalo Barbosa destacou também os principais motivos do endividamento da Santa Casa BH - maior prestadora de serviços SUS
do Brasil: “a instituição passa por um momento financeiro difícil em
função do subfinanciamento SUS e dos atrasos nos repasses efetuados pelos órgãos governamentais, mas não deixa de atender
ninguém. Apesar de estar em dia com o pagamento de tributos
federais - após a adesão ao programa PROSUS - a Santa Casa
BH acumulou débitos com bancos e fornecedores para continuar
em funcionamento. O dia de hoje é fundamental para lutarmos por
melhorias na remuneração dos procedimentos. O que recebemos
dos governos municipais, estaduais e federais é insuficiente para
cobrir novos custos e investimentos”.
Para o superintendente-geral do Grupo Santa Casa BH, dr. Porfírio
Andrade, o movimento é um alerta para o descompasso financeiro
vivenciado há anos pelos filantrópicos de todo o País: “a qualidade
assistencial das Santas Casas é muito boa e os serviços são prestados com custos mais baixos, tornando-se a melhor opção para
os usuários SUS. Por esse motivo, precisamos do apoio decisivo
do Poder Público e da sociedade para promovermos o atendimento integral humanizado desses pacientes. Por recebermos durante
anos, menos do que deveríamos para cobrir os custos, o passivo
da instituição se acumulou. Esperamos que esta situação se resol-
va em breve. Estamos na fase
final da negociação com a Caixa Econômica Federal e o BNDES para liberação de verba
para equalização das dívidas
com bancos e fornecedores.
Precisamos, porém, procurar
alternativas sustentáveis para
os próximos anos. Uma delas
é a conquista por melhores remunerações dos serviços”.
FOTOS: ALMIR GOMES
Dr. Porfírio Andrade destacou a importância do movimento
Durante o evento, o superintendente de Assistência à Saúde, dr.
Guilherme Riccio, enfatizou que a enorme produtividade da Santa Casa BH compensa uma parte dos custos pagos pelos procedimentos SUS, mas que novas contratualizações devem ser
acordadas para equilibrar as contas: “fazemos medicina com
responsabilidade e somos referência pela excelência dos serviços
prestados - principalmente nos casos de alta complexidade - no
que se refere a diagnóstico, tratamento e medicamentos. Nossa
eficiência é comprovada pela alta rotatividade dos 1.093 leitos da
instituição. Em média, cada leito é ocupado mensalmente por 4
pessoas, resultado siginificativo. Isso é fruto do modelo de gestão
adotado pelo Grupo Santa Casa BH, aliado à capacidade técnica
dos funcionários. Merecemos receber adequadamente para continuar o nosso trabalho filantrópico.”
Concebido pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), suas federações e os
50 maiores hospitais filantrópicos do País, o Movimento Nacional
das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no SUS tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a grave situação da saúde no
Brasil, apresentar as dificuldades financeiras vividas pelos filantrópicos que prestam serviços ao SUS e buscar a sobrevivência das
entidades.
Neste sentido, a CMB está compilando dados sobre o endividamento das instituições para embasar,
junto ao Governo Federal, novos projetos e propostas de financiamento
para a área de saúde que assegurem
o equilíbrio econômico e financeiro
nos contratos/convênios firmados
com o SUS, em todos os níveis, a
partir de custos apurados pelo setor.
A expectativa é de que a mobilização
obtenha apoio do Congresso NacioFuncionários foram conscientinal e incite o Poder Público a propor
zados sobre a campanha
medidas urgentes para garantir aos
cidadãos o direito à saúde. Mais informações estão disponíveis no
hotsite da campanha: cmb.org.br/acessoasaude.
APOIO À SANTA CASA BH:
“O atendimento SUS prestado na Santa Casa BH é essencial para a vida de muitas pessoas. Acredito que o movimento
em defesa do hospital e da saúde pode melhorar ainda mais o atendimento aqui. A minha mãe está internada há 2
meses e recebe tudo o que precisa para sua recuperação. Não sei o que seria dela sem o amparo dos enfermeiros e
médicos da instituição. Ela está sendo muito bem cuidada”.
Maria das Graças Rocha (acompanhando a mãe, internada na UTI do 10º andar)
“Esta é a terceira vez que minha mãe é internada no hospital e só tenho a agradecer. Sempre fomos atendidas com
toda atenção e carinho. Torço para que depois dessa manifestação em defesa da saúde os leitos de UTI que estão
fechados sejam abertos para que mais pessoas possam receber o tratamento de que necessitam. Os governantes
devem avaliar melhor essa situação”.
Sueli Maria dos Santos (acompanhando a mãe, internada na UTI do 10º andar)
“Minha filha está sendo muito bem atendida pelo SUS. Agradeço todos os dias, pois não tenho condições de pagar por
esse tratamento prestado pela equipe multidisciplinar - por médicos, enfermeiros, psicólogo, nutricionista, entre outros
profissionais. É muito bom ver o quanto ela melhorou após esses 4 meses de tratamento. A saúde deve ser prioridade
para o Poder Público. Há muitas crianças e pais aguardando o tratamento pelo SUS. Graças a Deus encontrei apoio
total dos funcionários da Santa Casa BH nesse momento.”
Ana Lúcia Ferreira da Costa (com a filha, atendida na Unidade Pediátrica)
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SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015
O DOM DE CUIDAR
Lúcia Barreto, 42, se formou em enfermagem em 2000 e se especializou em saúde pública, em saúde
da família e enfermagem obstétrica.
Há 11 anos na Santa Casa BH, auxilia a chegada de novas vidas ao
mundo. Ela conta que a maior satisfação de ser enfermeira obstetra
é “constatar os impactos positivos
na rede de saúde em benefício da
mãe e do bebê, tais como a redução da mortalidade materna e neonatal. O que eu tenho presenciado
é a evolução do nosso serviço, que
é referência no Estado, com a interdisciplinaridade. As equipes estão mais próximas e trabalham em
harmonia”.
ALMIR GOMES
A enfermeira obstetra Lúcia Barreto: assistência diferenciada em benefício das
crianças nascidas na Maternidade Hilda Brandão
Atualmente, Lúcia é uma das 3 enfermeiras obstetras da Maternidade
Hilda Brandão, em funcionamento no 11º andar da Santa Casa BH.
As profissionais fazem parte da equipe multidisciplinar da unidade e
cobrem todos os turnos diurnos e três noturnos. Além de oferecer
suporte e atendimento qualificado às parturientes, realizam tarefas
primordiais para o funcionamento diário da maternidade.
durante o parto e acompanhamento obstétrico da mulher e do bebê,
da internação até a alta.
Para uma paciente que realizou o
pré-natal de risco habitual e chega
à maternidade sem complicações,
a enfermeira obstetra está habilitada para realizar o parto normal. Por
ser um trabalho de equipe, o médico sempre estará ao lado: caso
ocorra alguma intercorrência, o médico assume o procedimento. Já as
parturientes de risco precisam de
cuidado especializado e são atendidas pela equipe médica.
De acordo com o coordenador da Maternidade Hilda Brandão, dr.
Francisco Lírio, a presença da enfermeira obstetra só tem a acrescentar: “as evidências científicas mostram que quando a paciente de
risco habitual é acompanhada por esta profissional há maior satisfação do casal, menor tempo de duração e menos dor durante o
trabalho de parto e menor utilização de analgesias farmacológicas
para aliviar a dor”.
A enfermeira Lúcia Barreto diz que quem quer trabalhar nessa área
tem que ter perfil, amor pela profissão e prezar pelo melhor nascimento: “precisamos tornar o ambiente propício para que o parto
aconteça da melhor forma. O papel principal do enfermeiro é cuidar e
obstetrícia vem do latim obstare, que significa ‘estar ao lado’. Quem
fica a maior parte do tempo com a paciente é a enfermeira. A mulher
e o marido entendem melhor a razão de realizarmos cada procedimento quando estamos por perto. Nós e as doulas estamos aqui
para oferecer assistência diferenciada. Quando eu for mãe, também
vou querer uma enfermeira obstetra me acompanhando”.
As maternidades que atendem ao SUS precisam dispor de enfermeiras obstetras na equipe. O objetivo é que indicadores como os da
Rede Cegonha do Ministério da Saúde e da Comissão Perinatal da
Secretaria Municipal de Saúde sejam cumpridos. O chefe da Clínica
Obstétrica da Santa Casa BH, dr. Sinval de Oliveira, ressalta a importância dessa especialização: “são relevantes, pois são bem treinadas
e fazem muito bem a etapa inicial de acompanhamento e observação
de trabalho de parto. Também realizam outras atividades como organização do centro obstétrico e preparação das salas, solicitação
de vagas na UTI e acionamento de outras especialidades, quando
necessário. Sem dúvida, prestam um ótimo e necessário serviço”.
A Resolução Nº 477/2015 do Conselho Federal de Enfermagem
é a norma que orienta a atuação de enfermeiros na assistência às
gestantes, parturientes e puérperas. Entre as atividades descritas,
destacam-se: consulta e prescrição de assistência de enfermagem
obstétrica; assistência à gestante e ao recém-nascido; acompanhamento da evolução e do trabalho de parto; assistência à parturiente
e ao parto normal; execução do parto sem distocia (complicações);
identificações de distocias e acionamento imediato da equipe médica
A profissional interessada em seguir esta área precisa ser formada
em enfermagem e concluir especialização em enfermagem obstétrica. Para o dr. Francisco, os médicos têm muito a aprender: “elas têm
o dom do cuidar”. O médico afirma ainda que os preconceitos passaram a ser casos isolados: “anteriormente existia uma restrição quanto
à presença de enfermeiras obstétricas, mas temos que considerar
os estudos que atestam bons resultados nos cuidados maternos e
perinatais com a presença delas”.
EM BENEFÍCIO DOS PACIENTES
‘Como Preencher Prontuários’ foi o tema da aula especial promovida
pela Comissão de Ensino da Clínica de Olhos SCBH no dia 16 de
junho. Realizado no auditório da unidade, o evento contou com a palestra do oftalmologista dr. Leandro Duarte de Carvalho e reuniu cerca
de 50 médicos e funcionários da Santa Casa BH.
O palestrante, especialista em Medicina Legal, Perícia Médica e Medicina do Trabalho, orientou os profissionais sobre a importância do
preenchimento adequado dos prontuários e tirou dúvidas sobre mandatos judiciais e questões jurídicas relacionadas ao tratamento de pacientes. A Clínica de Olhos da SCBH atende um grande número de
pessoas com deficiência visual que necessitam dos formulários preenchidos corretamente para que tenham acesso à isenção de imposto
de renda, passe livre nos ônibus e muitos outros benefícios sociais.
FESTA JUNINA NO IGAP
A festa junina do Instituto
Geriátrico Afonso Pena
(IGAP), unidade assistencial do Grupo Santa Casa
BH, é realizada anualmente desde 2005 com
o objetivo de arrecadar
fundos para a instituição
e promover integração
entre moradores, familiares e funcionários.
A edição de 2015, realizada no dia 26 de junho no pátio interno do asilo, contou
com apresentações musicais, brincadeiras e quitutes típicos da época.
JUNHO DE 2015 | SANTA CASA NOTÍCIAS
GESTÃO POR PROCESSOS
Direcionado a gerentes,
coordenadores e equipe
médica do Grupo
Santa Casa BH, foi
realizado nos dias
25 e 26 de junho,
no Belo Horizonte
Othon Palace, o
Workshop reuniu 150 participantes em dois dias
1º Workshop de
Gestão por Processos’ da instituição. O objetivo do encontro foi compartilhar
conhecimentos para o aperfeiçoamento de processos, fluxos
de trabalho e resultados operacionais do Grupo. Na abertura,
o superintende de Planejamento, Finanças e Recursos Humanos, Gonçalo Barbosa, destacou a realização do planejamento estratégico 2009-2015, a superação de dificuldades
que o Grupo Santa Casa BH enfrentou nos últimos anos, a
perspectiva de um novo financiamento junto ao BNDES e a
importância da educação e melhoria continuadas: “sempre
visamos a ideia de que somos referência nacional. Dentre
as Santas Casas e hospitais filantrópicos do Brasil, temos o
maior faturamento SUS, o maior número de internações e somos líderes em outros indicadores nacionais. Uma instituição
que lida com pessoas e vidas tem sempre que prezar pela
melhoria dos seus serviços. Estamos há algum tempo trabalhando com um programa de qualidade no qual os processos
têm que funcionar bem para que a Santa Casa trabalhe de
uma forma ainda melhor, pois temos responsabilidade social
e somos os agentes nessa tarefa”.
Na primeira parte do workshop, apresentações do gerente de
Projetos, Márcio Colen, da gerente de Qualidade, Juliana Teixeira, e do assessor de Planejamento e Controller do Grupo
Santa Casa BH, Francisco Coelho. Em seguida, apresentaram as palestrantes convidadas Kátia Dias - gerente de Qualidade da Santa Casa de Montes Claros - e Waldirene Lopes,
coordenadora de Qualidade do Hospital Madre Teresa. No
segundo dia, também participaram o diretor-geral da Santa
Casa de Passos, Daniel Soares, e a gerente de Qualidade da
Fundação Cristiano Varella - Hospital do Câncer de Muriaé,
Dulce Silvestre.
AÇÃO SOCIAL
No dia 11 de junho, o setor de Captação de Recursos da Santa Casa BH recebeu a
visita do escritor belo-horizontino Anderson Tadeu (na foto, o segundo da esquerda
para a direita), autor do livro de ficção ‘A Fantástica Anatomia do Sistema Phillipe’. A
publicação - disponível apenas em formato digital - é comercializada atualmente pela
Amazon e pela Livraria Saraiva On-line. Em uma iniciativa altruísta, o autor destinou
parte da renda arrecadada com a venda para a Santa Casa BH.
ALMIR GOMES
Além de trabalhar como escritor, Anderson Tadeu atua há 20 anos como comissário
da Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A opção por
beneficiar a Santa Casa BH vem de longa data: “a ideia veio de lembranças da época
de infância, em que familiares e amigos enalteciam o grande trabalho e o carinho com
que eram recebidos pelos funcionários da instituição. Com essa ação, busquei conciliar a literatura - ferramenta poderosa que abre portas e transforma pessoas - à solidariedade para um hospital centenário. Procuro incentivar
pessoas e entidades da sociedade civil a contribuírem com o trabalho que é realizado aqui, pois acredito na idoneidade do hospital”. ‘A
Fantástica Anatomia do Sistema Phillipe’ é uma obra de ficção, envolvendo tecnologia e diversos campos como a área médica, artes, tecnologia e cultura. Phillipe, o protagonista, faz uma incursão por diversos períodos da história, desde a antiga até a moderna. Segundo o autor,
a publicação procura atrair tantos os leitores mais jovens quanto os adultos, adotando diálogos entre personagens históricos e cenários de
ação e entretenimento.
O escritor, que recentemente se afiliou ao Rotary Club BH, visitou a instituição acompanhando pelo presidente do Rotary Club BH - Mangabeiras, Adriano Ferreira das Neves; pela empresária e governadora do Rotary Club BH, Tânia Diniz Andrade; e pela assessora de imprensa do
vereador Wendel Mesquita, Patrícia Nestor. Os visitantes foram recebidos pelo secretário executivo da Provedoria, Carlos Renato Couto, pelo
ouvidor da Santa Casa BH, Manoel Hygino dos Santos e pela analista do setor de Captação de Recursos, Elane de Cássia.
SIMPÓSIO EM DIABETES
No dia 20 de junho, no Centro de Especialidades Médicas SCBH,
foi realizado o ‘3º Simpósio Multidisciplinar em Diabetes da Santa
Casa BH’ e o ‘1º Encontro de Educadores em Diabetes da SCBH’.
Promovido pela equipe de Mestrado Profissional em Educação em
Diabetes do Instituto de Ensino e Pesquisa SCBH, em parceria com
a Clínica de Endocrinologia da SCBH, o encontro reuniu cerca de
145 médicos, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos e demais
profissionais e estudantes da área de saúde.
O simpósio teve como tema central o papel do educador em diabetes na orientação dos pacientes no monitoramento de sua saúde,
evitando o controle incorreto e o surgimento de complicações graves. De acordo com a coordenadora do Mestrado Profissional em
Diabetes do IEP Santa Casa BH, dra. Janice Sepúlveda, o encontro
reuniu especialistas na área para apresentar aos participantes, em
especial aos funcionários da rede pública de saúde, o panorama da
educação em diabetes no Estado: “incentivamos a aproximação e a
troca de experiências entre os Centros de Especialidades Médicas
e as Unidades Básicas de
Saúde, referenciadoras dos
pacientes atendidos por
especialistas em diabetes”.
Entre os palestrantes, destacaram-se a participação
da dra. Hermelinda Pedrosa, representante do Brasil
no International Working
Group on the Diabetic Foot e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, do dr. Daniel Dutra, da Sociedade Brasileira de
Diabetes - regional Minas Gerais, do dr. Luís Felipe Carneiro, da
Clínica de Olhos SCBH, e da dra. Raquel Assis Coelho, gerente
médica científica no Novo Nordisk. Além das palestras, foram realizadas 2 oficinas - ‘Contagem de Carboidratos’ e ‘Dia a Dia da
Insulinoterapia’ - com metodologias educacionais de fácil aplicação
nas Unidades Básicas de Saúde.
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SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015
HERPES-ZÓSTER: RISCO DE TER A DOENÇA AUMENTA COM A IDADE
Popularmente, pessoas da terceira
idade se referem a ela como ‘cobreiro’. Causada pelo mesmo vírus
da catapora (varicela) - Herpesvirus
varicellae - o herpes-zóster (HZ) é
uma doença que pode ter complicações sérias e perdurar por um longo
tempo. A falta de conhecimento sobre a gravidade da enfermidade e o
diagnóstico tardio podem dificultar o
tratamento.
venha a apresentar manifestações
do zoster. O risco aumenta com a
idade”.
Geralmente, o vírus varicela-zóster é
contraído na infância pelo contato direto com o líquido de
vesículas de uma pessoa com varicela ou por contato com
suas secreções. Quem é infectado pode ter ou não a doença. De qualquer modo, o vírus fica latente no organismo e,
com o passar do tempo, pode ser reativado e migrar para a
pele, causando o herpes-zóster. A diferença entre o HZ e o
herpes comum é que, para a maioria das pessoas, o zóster
se manifesta uma única vez em toda a vida, ao contrário
do herpes simples, que pode apresentar muitos episódios
reincidentes.
De acordo com o chefe da Clínica Dermatológica da Santa
Casa BH, dr. Jackson Machado Pinto, é preciso ficar atento
às manifestações na pele e procurar um especialista: “o primeiro sintoma é a dor causada pela migração do vírus - do
nervo onde se encontra até a pele - onde ele vai se multiplicar. Qualquer nervo pode ser acometido. A parte do corpo
que será atingida depende de qual nervo o vírus usará para
completar sua migração. Ao chegar à pele, o vírus forma
pequenas bolhas em disposição linear, acompanhando o
trajeto nervural. Estima-se que 1 em cada 150 mil pessoas
A Sociedade Brasileira de Geriatria
e Gerontologia (SBGG) lançou, em
junho, uma campanha educativa
sobre a doença. Segundo a entidade, cerca de 90% da população
teve contato com o varicela-zóster
quando jovem. Porém, a manifestação do HZ independe se o adulto
teve ou não catapora na infância. A
diretora-científica da SBGG, dra. Maisa Kairalla, alerta que a
prevalência aumenta entre os mais velhos devido à redução
da imunidade: “podemos dizer que 1 entre 3 idosos terá a
doença. O diagnóstico precoce é muito importante”.
O diagnóstico e o tratamento bem feitos podem amenizar o
agravamento da enfermidade ao longo do tempo. Segundo
o dr. Jackson Machado Pinto, “uma vez feito o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado com antivirais e, em algumas vezes, com corticoterapia sistêmica para se evitar
uma complicação relativamente frequente que é a neuralgia
pós-herpética, caracterizada por dor intensa e constante no
território do nervo acometido”.
A catapora pode ser prevenida com o uso de vacina que
deve ser administrada após um ano de idade na rede pública, mas não previne o aparecimento do zóster ao longo
da vida. A vacina contra o HZ é diferente porque tem maior
quantidade de vírus atenuados. No entanto, a medicação
chegou ao Brasil há pouco tempo e está disponível somente
na rede privada.
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
No dia 2 de junho, atores da peça ‘O Fabuloso Mundo das Descobertas’ realizaram uma ação educativa para cerca de 100 crianças
internadas na Unidade Pediátrica da Santa Casa BH. A intervenção
teatral é uma das atividades do projeto ‘1,2,3 e Lácteos!’, criado pela
empresa OAK Educação e Meio Ambiente para promover a saúde e
incentivar a alimentação balanceada em crianças em idade escolar.
ALMIR GOMES
Bárbara Souza, mãe de Breno (de 1 ano e 6 meses), elogiou o espetáculo: “foi divertido e alegrou as crianças e seus acompanhantes. O
tema saúde alimentar infantil foi muito bem escolhido. Todos os que
estão aqui precisam comer adequadamente para se recuperar mais
rápido. O paciente Otávio Basílio da Silva (8 anos) ficou feliz com a atividade: “o melhor foi quando eles cantaram a minha música predileta
- Alecrim Dourado”.
De acordo com a diretora da OAK Educação e Meio Ambiente, Vera Gomes, o teatro tem o poder de transportar as
crianças para um mundo de fantasia e diversão: “ficamos muito felizes por promover essa ação para as crianças da
Santa Casa. Trazer alegria é uma forma de ajudá-las neste momento de recuperação”.
FECHAMENTO AUTORIZADO - PODE SER ABERTO PELA ECT
PARA USO DOS CORREIOS
AUSENTE
NÃO PROCURADO
NÃO EXISTE O Nº INDICADO
DESCONHECIDO
INFORMAÇÃO ESCRITA POR TERCEIROS
ENDEREÇO INSUFICIENTE
MUDOU-SE
RECUSADO
ASSINATURA E Nº DO CARTEIRO:
OUTROS:
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Santa Casa Notícias - Edição 282 - Junho de 2015