INFORMATIVO DO GRUPO SANTA CASA BH • Nº 282 • JUNHO DE 2015 VITAMINAS, SUPLEMENTOS E ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL • página 4 DIA D EM DEFESA DA SAÚDE • página 5 NOVA FARMACOTÉCNICA AMPLIA CAPACIDADE DE ATENDIMENTO • página 3 A ASSISTÊNCIA DIFERENCIADA DA ENFERMEIRA OBSTETRA • página 6 2 SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015 tema nervoso, dos aparelhos circulatório e digestivo, de mama, as oncológicas pediátricas, as internações clínicas de Oncologia e para tratamento em Nefrologia. Somos responsáveis ainda por mais da metade dos tratamentos clínicos oftalmológicos neste Estado de dimensões maiores que a França. Na página 3, estão os indicadores do Grupo Santa Casa BH relativos ao exercício findo. O leitor saberá, por números, do intenso labor desenvolvido pela instituição que a tornou referência no cenário nacional das filantrópicas. Tudo nos honra e nos orgulha, porque correspondemos, dentro das limitações da hora, aos nobres e fraternos propósitos que ditaram a criação da Santa Casa BH há 116 anos. Palavra do provedor Prezado(a) amigo(a), Meados de 2015. Seguimos enfrentando as dificuldades e percalços por que passa o sistema de saúde no País, sobretudo o setor das filantrópicas que sempre sofre a carga mais pesada da incumbência. Antigamente, recebíamos os chamados indigentes, procedentes de todas as regiões, inclusive de outros Estados; presentemente, acolhemos e damos assistência aos encaminhados pelo Sistema Único de Saúde, a que a Santa Casa BH se dedica com exclusividade. São mais de mil leitos. Ocupamos a liderança nas cirurgias do sis- DOAÇÕES - MAIO DE 2015 94.955,00 Doações - boleto bancário / c. de crédito Doações - dinheiro TOTAL 6.845,00 710,00 Doações - sentenças judiciais Hoje, enquanto maior núcleo de assistência médica de Minas e atuando com alta expressividade no ensino, a Santa Casa BH é fiel às suas origens e busca agir em consonância com os horizontes de seu futuro. Nesse intuito, não mede esforços aos que a procuram, mas não pode prestar seus serviços senão com a ajuda do Poder Público. Nessa linha de propósitos, é preciso aliar o direito do cidadão ao atendimento de saúde, também consignado na Carta Magna. Com seus tributos federais rigorosamente em dia, o hospital está buscando financiamento para ampliação de seus serviços, mas debate-se nesta hora com empecilhos múltiplos de que a nação bem sabe, por vivermos em um período de ingentes óbices. Nada, porém, nos desanima. Com o apoio de representantes de Minas nos parlamentos, inclusive, iremos superar este momento. Sempre com as melhores ideias e ideais. Até breve. Saulo Levindo Coelho Provedor ESPAÇO LEITOR Receitas (em reais) Doações - contas da CEMIG Belo Horizonte era uma cidade pequena e pacata, cujos moradores reclamavam da poeira das obras de construção da Capital e, logo, as de sua ampliação, vencendo as limitações do perímetro da avenida do Contorno, como estabelecido pelos que projetaram a metrópole. Cresceu a cidade, a população e os problemas desafiadores, como tem sido desde então. Belo Horizonte deixara de ser dos ‘papudos’, como a classificavam os opositores da ideia da transferência da sede para Curral del-Rei. As doenças eram em grande número e exigiam especializações. A instituição serviu de berço às faculdades de Medicina, de Belo Horizonte, hoje integrante da UFMG, e a de Ciências Médicas, que prestaram os mais relevantes serviços aos mineiros e à ciência. 1.744,50 “Minha filha nasceu em maio na Maternidade Hilda Brandão da Santa Casa BH e foi muito bem atendida. Por esse motivo, quero registrar o meu profundo reconhecimento a todos. Agradeço à equipe de higienização que cuida com zelo das instalações, aos enfermeiros pela dedicação e cuidado e aos pediatras, ginecologistas, obstetras e residentes que trabalham com todo carinho. Deus abençoe cada um de vocês”. Gilcimar Batista - São José da Lapa, MG 104.254,50 Fonte: Provedoria da Santa Casa BH Contribua com a Santa Casa BH. Faça contato com a Central de Doações pelo telefone (31) 3274.7377. EXPEDIENTE Conselho da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte . Provedor Saulo Levindo Coelho 1º Secretário Roberto Otto Augusto de Lima 2º Secretário José Ângelo Lima Duarte Agostinho Patrus Filho, Carlos Batista Alves de Souza, Jésus Trindade Barreto Júnior, João Batista do Couto, José Fernando Aparecido de Oliveira, José Luiz Magalhães, Laura Medioli, Luiz Felippe de Lima Vieira, Marco Aurélio Jarjour Carneiro, Maria Regina Calsolari, Maurício Brandi Aleixo, Newton de Paiva Ferreira Filho, Olguinha Géo Leite Soares, Oswaldo Fortini Levindo Coelho e Reynaldo Arthur Ramos Ferreira. “Agradecemos o acolhimento dado pela Clínica de Olhos da Santa Casa BH e pelo dr. Wagner Duarte Batista aos pacientes Kaleb Borges e Lorenzo Bartelega. Destacamos o atendimento humanizado, a excelente organização dos serviços e a competência profissional da equipe”. Ana Lúcia Masselli - Secretaria Municipal de Saúde de Varginha, MG Conselho Fiscal Amilcar Viana Martins, Carlos Ediber Richard Carvalhais, Christiano Renault, Delson de Miranda Tolentino, João Afonso Baeta Costa Machado e Márcio Teixeira de Carvalho. Secretária da Irmandade Abadia Nunes do Nascimento Diretor Clínico Flávio Mendonça Andrade da Silva Vice-diretor Clínico Kleber Costa Castro Pires Comitê Executivo Operacional Superintendente-geral Porfírio Marcos Rocha Andrade Superintendente de Assistência à Saúde Guilherme Gonçalves Riccio Superintendente de Planejamento, Finanças e Rec. Humanos Gonçalo de Abreu Barbosa Santa Casa Notícias Registrado no Cartório de Pessoas Jurídicas de Belo Horizonte sob o número 911, Livro B, em 10.08.1991 Av. Francisco Sales, 1111 - Santa Efigênia - BH - CEP 30150-221 (31) 3238.8280 [email protected] Editor: Manoel Hygino dos Santos (MG 00582 JP) Jornalistas: Almir Gomes | Angelina Zanandrez I Mariana Branco Estagiário: Eduardo Constantino Revisão: Rodrigo Almeida (5.817/MG) Projeto gráfico: G30 MKT & COM Impressão: TCS Sol. Gráficas e Editora | Tiragem: 4000 exemplares Assessor de Comunicação Institucional - Grupo Santa Casa BH Rodrigo Almeida O conteúdo deste informativo pode ser republicado por outros veículos de comunicação desde que citada a fonte: Santa Casa Notícias - Grupo Santa Casa BH. JUNHO DE 2015 | SANTA CASA NOTÍCIAS NOVAS INSTALAÇÕES DA FARMACOTÉCNICA A Santa Casa BH inaugurou no dia 3 de junho as novas instalações da ‘Farmacotécnica de Antineoplásicos’ no setor de Quimioterapia do hospital. O local é apropriado para a manipulação de medicamentos direcionados a pacientes em tratamento oncológico. Estiveram presentes na cerimônia o provedor da instituição, Saulo Coelho, o superintendente de Assistência à Saúde do Grupo Santa Casa BH, dr. Guilherme Riccio, o secretário executivo da Provedoria, Carlos Renato Couto, a chefe da Clínica de Oncologia da SCBH, dra. Maria Nunes Álvares, o superintendente-adjunto de Suporte à Saúde, Carlos Eloy Guimarães, e o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Wilton Rodrigues, além de convidados, gerentes, coordenadores e funcionários do GSCBH. Durante o evento, o provedor Saulo Coelho ressaltou o trabalho do setor de Captação de Recursos da instituição, que complementou o custeio do projeto: “somos aprendizes na arte da captação de recursos de doação de pessoas físicas. Hoje, nos alegramos ao ver o resultado deste ALMIR GOMES trabalho, fruto de doações recebidas. Nossa expectativa é de que possamos continuar aumentando os valores recebidos, trazendo mais benefícios para o hospital e seus pacientes”. Para o superintendente de Assistência à Saúde, dr. Guilherme Riccio, a inauguração é emblemática: “a nova farmacotécnica é imprescindível para a agilidade do atendimento aos pacientes em tratamento oncológico. Continuaremos empenhados em realizar os investimentos necessários na Clínica Oncológica. Nos orgulhamos por ofertar aos mineiros esse serviço de qualidade, realizado por uma equipe médica de excelência”. Segundo a chefe da Clínica de Oncologia da Santa Casa BH, dra. Maria Nunes Álvares, a inauguração é um momento marcante: “a oncologia é uma especialidade que precisa de inovação e progresso. As novas capelas de quimioterapia vão garantir mais segurança na formulação dos fármacos. Agradeço pela colaboração da instituição que nos permitiu celebrar mais essa conquista”. O provedor Saulo Coelho, dr. Guilherme Riccio e dra. Maria Nunes Álvares Atualmente, a produção média mensal do setor é de 2.400 formulações, além dos processos de dispensação. Com as novas instalações, será possível aumentar em até 50% o volume de fármacos produzidos. A nova área é regulamentada por várias legislações - do espaço físico até os procedimentos de boas práticas em manipulação - e tem o objetivo de garantir maior qualidade e manutenção das características físico-químicas e terapêuticas dos medicamentos. APOIO DA BANCADA FEDERAL No dia 19 de junho, o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (na foto, o segundo da esquerda para direita) e o assessor especial da PBH, Wellington Bessa, foram recebidos na Provedoria da Santa Casa BH pelo provedor Saulo Coelho, pelo superintendente-geral do GSCBH, dr. Porfírio Andrade, e pelo secretário executivo da Provedoria, Carlos Renato Couto. Durante a visita, o deputado percorreu unidades assistenciais do hospital, entre elas a Oncologia Pediátrica, a Unidade de Tratamento Intensivo do 10º andar e a Maternidade Hilda Brandão. ALMIR GOMES O deputado ficou impressionado com a estrutura e a modernização do hospital: “o que vi hoje é a comprovação do quanto um modelo de gestão eficiente é capaz de fazer mudanças positivas. Atualmente a Santa Casa está ainda melhor. Quero ajudar a instituição de 3 formas diferentes: por meio do diálogo com o Governo Federal, com as emendas parlamentares e com a mobilização social. Além disso, proponho agendarmos uma reunião com a bancada mineira em Brasília sobre a situação das instituições filantrópicas e, em especial, da Santa Casa BH”. INDICADORES - A cada edição, dados de destaque da instituição O Grupo Santa Casa BH é referência no cenário nacional das entidades filantrópicas de saúde. Em 2014, alcançou os seguintes números: • • • • • • Receita Operacional Bruta: R$ 382,1 milhões Atendimentos: 3,7 milhões Exames realizados: 3 milhões Internações realizadas: 40 mil Consultas/procedimentos: 640 mil Cirurgias: 35,2 mil • • • • • Partos: 3,6 mil Funcionários e médicos: 4.957 Total de leitos: 1.307 (195 leitos de UTI) Leitos - SUS: 1.093 (170 leitos de UTI) Leitos - Saúde Suplementar: 214 (25 leitos de UTI) Fonte: DATASUS / Planejamento, Controladoria e Gestão GSCBH 3 4 SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015 ABC DAS VITAMINAS O aumento da oferta de complexos vitamínicos nas gôndolas das farmácias e a veiculação de propagandas induzindo o consumo indiscriminado desses medicamentos têm colaborado para a sua popularização. Os ‘Compostos Vitamínicos de A a Z’ surgiram com a promessa de uma vida saudável, cuja ingestão compensaria os malefícios de uma alimentação desequilibrada e vida estressante. Mas será que essa dose extra de suplementos nutricionais é realmente necessária? Para consumi-la é obrigatória a indicação de um médico ou nutricionista? As vitaminas são compostos orgânicos essenciais ao funcionamento normal do metabolismo e auxiliam nas respostas imunológicas do organismo, protegendo-o. Apesar dessa importância, o corpo humano não é capaz de produzir a maioria delas (com exceção das vitaminas D e K). Ao todo, existem 13 vitaminas essenciais (vide box). Sem elas, o organismo não consegue aproveitar os elementos energéticos e construtivos fornecidos pelos alimentos. A nutricionista e residente em Terapia Intensiva na Santa Casa BH, Sarah Francisco, explica que as vitaminas são utilizadas pelo corpo em doses muito pequenas e devem ser obtidas por meio da dieta: “suas principais fontes são frutas, verduras e legumes, além da carne, leite, ovos e cereais. Essas substâncias são frágeis e facilmente destruídas pelo calor, ácidos, luz, alguns metais ou perdidas em água. Por isso, a forma de preparo e o armazenamento dos alimentos são essenciais para manter o teor nutricional até o seu consumo”. As vitaminas são classificadas em 2 grupos de acordo com substâncias que as dissolvem, independente da função que exerçam: as hidrossolúveis - solúveis em água - englobam as vitaminas do complexo B e C. As lipossolúveis - solúveis em gorduras e em solventes orgânicos - concentram as vitaminas A, D, E e K. Segundo a gerente do Serviço de Nutrição e Dietética do Grupo Santa Casa BH, Vanessa Andrade, as vitaminas se comportam de formas diferentes no organismo: “as hidrossolúveis não se acumulam por serem eliminadas pela urina. Daí a necessidade da ingestão quase diária de alimentos frescos e naturais ou se será necessária a utilização de suplementos vitamínicos. Apesar das orientações dos profissionais de saúde e das campanhas de combate à automedicação, a necessidade do ‘cuidado imediato com a saúde’ e a falta de conscientização têm colaborado para o crescimento do número de pessoas que consomem suplementos nutricionais. A simples suspeita de falta de vitaminas motivada por queda de cabelo, ressecamento da pele ou unhas quebradiças e manchadas - não deve ser motivo para o consumo indiscriminado desses produtos. alimentos com esses compostos para evitar uma disfunção - hipovitaminose ou avitaminose. Já as lipossolúveis podem se acumular alcançando níveis tóxicos hipervitaminose - e causar problemas à saúde”. O excesso de vitaminas não é inofensivo: doses acima das fisiológicas podem sobrecarregar o organismo se armazenando no fígado e em depósitos de gordura no corpo. Por esse motivo, seu consumo deve ser criterioso, administrado apenas diante de uma carência detectada ou para auxiliar quadros clínicos específicos. Além do médico, o nutricionista é o profissional capacitado para identificar essas carências a partir de uma análise criteriosa do hábito alimentar e da interpretação de exames bioquímicos, sinais e sintomas de cada paciente. Apenas depois dessa análise será possível avaliar se o caso pode ser revertido com uma dieta equilibrada e abundante em Para Sarah Francisco, a venda dos suplementos vitamínicos aumentou em função do comportamento equivocado do consumidor: “o uso excessivo dessas substâncias é prejudicial à saúde. A quantidade ideal de vitamina C ingerida por dia é facilmente suprida com o consumo de 2 laranjas ou meio mamão papaya. Porém, algumas pessoas insistem em tomar suplementos com doses altíssimas dessa vitamina, correndo o risco de desenvolver cálculo renal”. É um engano pensar que os alimentos podem ser substituídos pelas vitaminas. Sem ingestão de comida, o organismo não consegue absorvê-las. Quando o uso do medicamento é indispensável à recuperação da saúde, deve ser observada a recomendação diária de ingestão, atentando-se para o tempo de suplementação - definido de acordo com a evolução do paciente - para evitar a sobrecarga dos órgãos. TIPOS DE VITAMINAS E SUAS PRINCIPAIS FONTES A B1 B2 B3 ou PP B5 B6 B9 ou M B12 C D E H K Fígado de aves, animais e cenoura Cereais, carnes, verduras e levedo de cerveja Leites, carnes e verduras Amendoim, fava, feijão, fígado e ervilha Fígado de boi, cogumelos, milho, abacate, ovos, leite e vegetais Carnes, frutas, verduras e cereais Cogumelos e hortaliças verdes Fígado de boi e carnes Laranja, limão, abacaxi, kiwi, acerola, brócolis, melão e manga Óleo de peixe, fígado de boi e gema de ovos Verduras, azeite e vegetais Amêndoa, castanha, leite, arroz integral, noz e gema de ovo Fígado de boi, verduras de folhas verdes e abacate SEMINÁRIO MULTIDISCIPLINAR ANGELINA ZANANDREZ O Instituto de Ensino e Pesquisa SCBH realizou no dia 2 de junho o ‘VI Seminário Multidisciplinar dos Estagiários da Santa Casa BH’. O evento reuniu cerca de 185 estudantes - em estágio na instituição nas áreas de enfermagem e fisioterapia - para divulgar projetos de melhoria desenvolvidos semestralmente nos seus respectivos campos. O objetivo do encontro foi também reforçar a importância do trabalho interdisciplinar nos serviços assistenciais e integrar os acadêmicos das instituições de ensino parceiras do IEP SCBH - Faminas, UniBH, Estácio de Sá, FCMMG, PUC-Minas e Universo. Ao todo, foram apresentados 24 projetos desenvolvidos nas diversas áreas assistenciais, com temas como ‘Diagnóstico Situacional’, ‘Gestão de Risco Assistencial’, ‘Abordagem Fisioterapêutica no Pós-operatório de Cirurgias Abdominais’ e ‘Segurança do Paciente e da Equipe de Enfermagem’. JUNHO DE 2015 | SANTA CASA NOTÍCIAS EM DEFESA DA SAÚDE Participando do ‘Dia D em Defesa da Saúde’ - primeira etapa da campanha ‘Acesso à Saúde - Meu Direito é um Dever do Governo’, proposta pelo Movimento Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no SUS - a Santa Casa BH realizou no dia 29 de junho diversas atividades de conscientização com funcionários, pacientes, acompanhantes e visitantes do hospital. Além da SCBH, mais de 100 instituições de saúde do Brasil participaram da campanha. Um dos pontos de destaque da mobilização foi a apresentação do superintendente de Planejamento, Finanças e Recursos Humanos do GSCBH, Gonçalo Barbosa, sobre a situação financeira da instituição. No evento, que reuniu mais de 200 pessoas no Salão Nobre, o superinGonçalo Barbosa: cenário financeiro e desafios tendente ressaltou o pado Grupo Santa Casa BH pel primordial do setor filantrópico na saúde pública brasileira: “cerca 50% dos atendimentos aos usuários SUS são prestados pelas Santas Casas de todo o País com um custo menor do que o de hospitais públicos municipais, estaduais e federais, que chegam a cobrar entre 3 e 15 vezes mais pelos mesmos procedimentos”. Gonçalo Barbosa destacou também os principais motivos do endividamento da Santa Casa BH - maior prestadora de serviços SUS do Brasil: “a instituição passa por um momento financeiro difícil em função do subfinanciamento SUS e dos atrasos nos repasses efetuados pelos órgãos governamentais, mas não deixa de atender ninguém. Apesar de estar em dia com o pagamento de tributos federais - após a adesão ao programa PROSUS - a Santa Casa BH acumulou débitos com bancos e fornecedores para continuar em funcionamento. O dia de hoje é fundamental para lutarmos por melhorias na remuneração dos procedimentos. O que recebemos dos governos municipais, estaduais e federais é insuficiente para cobrir novos custos e investimentos”. Para o superintendente-geral do Grupo Santa Casa BH, dr. Porfírio Andrade, o movimento é um alerta para o descompasso financeiro vivenciado há anos pelos filantrópicos de todo o País: “a qualidade assistencial das Santas Casas é muito boa e os serviços são prestados com custos mais baixos, tornando-se a melhor opção para os usuários SUS. Por esse motivo, precisamos do apoio decisivo do Poder Público e da sociedade para promovermos o atendimento integral humanizado desses pacientes. Por recebermos durante anos, menos do que deveríamos para cobrir os custos, o passivo da instituição se acumulou. Esperamos que esta situação se resol- va em breve. Estamos na fase final da negociação com a Caixa Econômica Federal e o BNDES para liberação de verba para equalização das dívidas com bancos e fornecedores. Precisamos, porém, procurar alternativas sustentáveis para os próximos anos. Uma delas é a conquista por melhores remunerações dos serviços”. FOTOS: ALMIR GOMES Dr. Porfírio Andrade destacou a importância do movimento Durante o evento, o superintendente de Assistência à Saúde, dr. Guilherme Riccio, enfatizou que a enorme produtividade da Santa Casa BH compensa uma parte dos custos pagos pelos procedimentos SUS, mas que novas contratualizações devem ser acordadas para equilibrar as contas: “fazemos medicina com responsabilidade e somos referência pela excelência dos serviços prestados - principalmente nos casos de alta complexidade - no que se refere a diagnóstico, tratamento e medicamentos. Nossa eficiência é comprovada pela alta rotatividade dos 1.093 leitos da instituição. Em média, cada leito é ocupado mensalmente por 4 pessoas, resultado siginificativo. Isso é fruto do modelo de gestão adotado pelo Grupo Santa Casa BH, aliado à capacidade técnica dos funcionários. Merecemos receber adequadamente para continuar o nosso trabalho filantrópico.” Concebido pela Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), suas federações e os 50 maiores hospitais filantrópicos do País, o Movimento Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos no SUS tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a grave situação da saúde no Brasil, apresentar as dificuldades financeiras vividas pelos filantrópicos que prestam serviços ao SUS e buscar a sobrevivência das entidades. Neste sentido, a CMB está compilando dados sobre o endividamento das instituições para embasar, junto ao Governo Federal, novos projetos e propostas de financiamento para a área de saúde que assegurem o equilíbrio econômico e financeiro nos contratos/convênios firmados com o SUS, em todos os níveis, a partir de custos apurados pelo setor. A expectativa é de que a mobilização obtenha apoio do Congresso NacioFuncionários foram conscientinal e incite o Poder Público a propor zados sobre a campanha medidas urgentes para garantir aos cidadãos o direito à saúde. Mais informações estão disponíveis no hotsite da campanha: cmb.org.br/acessoasaude. APOIO À SANTA CASA BH: “O atendimento SUS prestado na Santa Casa BH é essencial para a vida de muitas pessoas. Acredito que o movimento em defesa do hospital e da saúde pode melhorar ainda mais o atendimento aqui. A minha mãe está internada há 2 meses e recebe tudo o que precisa para sua recuperação. Não sei o que seria dela sem o amparo dos enfermeiros e médicos da instituição. Ela está sendo muito bem cuidada”. Maria das Graças Rocha (acompanhando a mãe, internada na UTI do 10º andar) “Esta é a terceira vez que minha mãe é internada no hospital e só tenho a agradecer. Sempre fomos atendidas com toda atenção e carinho. Torço para que depois dessa manifestação em defesa da saúde os leitos de UTI que estão fechados sejam abertos para que mais pessoas possam receber o tratamento de que necessitam. Os governantes devem avaliar melhor essa situação”. Sueli Maria dos Santos (acompanhando a mãe, internada na UTI do 10º andar) “Minha filha está sendo muito bem atendida pelo SUS. Agradeço todos os dias, pois não tenho condições de pagar por esse tratamento prestado pela equipe multidisciplinar - por médicos, enfermeiros, psicólogo, nutricionista, entre outros profissionais. É muito bom ver o quanto ela melhorou após esses 4 meses de tratamento. A saúde deve ser prioridade para o Poder Público. Há muitas crianças e pais aguardando o tratamento pelo SUS. Graças a Deus encontrei apoio total dos funcionários da Santa Casa BH nesse momento.” Ana Lúcia Ferreira da Costa (com a filha, atendida na Unidade Pediátrica) 5 6 SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015 O DOM DE CUIDAR Lúcia Barreto, 42, se formou em enfermagem em 2000 e se especializou em saúde pública, em saúde da família e enfermagem obstétrica. Há 11 anos na Santa Casa BH, auxilia a chegada de novas vidas ao mundo. Ela conta que a maior satisfação de ser enfermeira obstetra é “constatar os impactos positivos na rede de saúde em benefício da mãe e do bebê, tais como a redução da mortalidade materna e neonatal. O que eu tenho presenciado é a evolução do nosso serviço, que é referência no Estado, com a interdisciplinaridade. As equipes estão mais próximas e trabalham em harmonia”. ALMIR GOMES A enfermeira obstetra Lúcia Barreto: assistência diferenciada em benefício das crianças nascidas na Maternidade Hilda Brandão Atualmente, Lúcia é uma das 3 enfermeiras obstetras da Maternidade Hilda Brandão, em funcionamento no 11º andar da Santa Casa BH. As profissionais fazem parte da equipe multidisciplinar da unidade e cobrem todos os turnos diurnos e três noturnos. Além de oferecer suporte e atendimento qualificado às parturientes, realizam tarefas primordiais para o funcionamento diário da maternidade. durante o parto e acompanhamento obstétrico da mulher e do bebê, da internação até a alta. Para uma paciente que realizou o pré-natal de risco habitual e chega à maternidade sem complicações, a enfermeira obstetra está habilitada para realizar o parto normal. Por ser um trabalho de equipe, o médico sempre estará ao lado: caso ocorra alguma intercorrência, o médico assume o procedimento. Já as parturientes de risco precisam de cuidado especializado e são atendidas pela equipe médica. De acordo com o coordenador da Maternidade Hilda Brandão, dr. Francisco Lírio, a presença da enfermeira obstetra só tem a acrescentar: “as evidências científicas mostram que quando a paciente de risco habitual é acompanhada por esta profissional há maior satisfação do casal, menor tempo de duração e menos dor durante o trabalho de parto e menor utilização de analgesias farmacológicas para aliviar a dor”. A enfermeira Lúcia Barreto diz que quem quer trabalhar nessa área tem que ter perfil, amor pela profissão e prezar pelo melhor nascimento: “precisamos tornar o ambiente propício para que o parto aconteça da melhor forma. O papel principal do enfermeiro é cuidar e obstetrícia vem do latim obstare, que significa ‘estar ao lado’. Quem fica a maior parte do tempo com a paciente é a enfermeira. A mulher e o marido entendem melhor a razão de realizarmos cada procedimento quando estamos por perto. Nós e as doulas estamos aqui para oferecer assistência diferenciada. Quando eu for mãe, também vou querer uma enfermeira obstetra me acompanhando”. As maternidades que atendem ao SUS precisam dispor de enfermeiras obstetras na equipe. O objetivo é que indicadores como os da Rede Cegonha do Ministério da Saúde e da Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde sejam cumpridos. O chefe da Clínica Obstétrica da Santa Casa BH, dr. Sinval de Oliveira, ressalta a importância dessa especialização: “são relevantes, pois são bem treinadas e fazem muito bem a etapa inicial de acompanhamento e observação de trabalho de parto. Também realizam outras atividades como organização do centro obstétrico e preparação das salas, solicitação de vagas na UTI e acionamento de outras especialidades, quando necessário. Sem dúvida, prestam um ótimo e necessário serviço”. A Resolução Nº 477/2015 do Conselho Federal de Enfermagem é a norma que orienta a atuação de enfermeiros na assistência às gestantes, parturientes e puérperas. Entre as atividades descritas, destacam-se: consulta e prescrição de assistência de enfermagem obstétrica; assistência à gestante e ao recém-nascido; acompanhamento da evolução e do trabalho de parto; assistência à parturiente e ao parto normal; execução do parto sem distocia (complicações); identificações de distocias e acionamento imediato da equipe médica A profissional interessada em seguir esta área precisa ser formada em enfermagem e concluir especialização em enfermagem obstétrica. Para o dr. Francisco, os médicos têm muito a aprender: “elas têm o dom do cuidar”. O médico afirma ainda que os preconceitos passaram a ser casos isolados: “anteriormente existia uma restrição quanto à presença de enfermeiras obstétricas, mas temos que considerar os estudos que atestam bons resultados nos cuidados maternos e perinatais com a presença delas”. EM BENEFÍCIO DOS PACIENTES ‘Como Preencher Prontuários’ foi o tema da aula especial promovida pela Comissão de Ensino da Clínica de Olhos SCBH no dia 16 de junho. Realizado no auditório da unidade, o evento contou com a palestra do oftalmologista dr. Leandro Duarte de Carvalho e reuniu cerca de 50 médicos e funcionários da Santa Casa BH. O palestrante, especialista em Medicina Legal, Perícia Médica e Medicina do Trabalho, orientou os profissionais sobre a importância do preenchimento adequado dos prontuários e tirou dúvidas sobre mandatos judiciais e questões jurídicas relacionadas ao tratamento de pacientes. A Clínica de Olhos da SCBH atende um grande número de pessoas com deficiência visual que necessitam dos formulários preenchidos corretamente para que tenham acesso à isenção de imposto de renda, passe livre nos ônibus e muitos outros benefícios sociais. FESTA JUNINA NO IGAP A festa junina do Instituto Geriátrico Afonso Pena (IGAP), unidade assistencial do Grupo Santa Casa BH, é realizada anualmente desde 2005 com o objetivo de arrecadar fundos para a instituição e promover integração entre moradores, familiares e funcionários. A edição de 2015, realizada no dia 26 de junho no pátio interno do asilo, contou com apresentações musicais, brincadeiras e quitutes típicos da época. JUNHO DE 2015 | SANTA CASA NOTÍCIAS GESTÃO POR PROCESSOS Direcionado a gerentes, coordenadores e equipe médica do Grupo Santa Casa BH, foi realizado nos dias 25 e 26 de junho, no Belo Horizonte Othon Palace, o Workshop reuniu 150 participantes em dois dias 1º Workshop de Gestão por Processos’ da instituição. O objetivo do encontro foi compartilhar conhecimentos para o aperfeiçoamento de processos, fluxos de trabalho e resultados operacionais do Grupo. Na abertura, o superintende de Planejamento, Finanças e Recursos Humanos, Gonçalo Barbosa, destacou a realização do planejamento estratégico 2009-2015, a superação de dificuldades que o Grupo Santa Casa BH enfrentou nos últimos anos, a perspectiva de um novo financiamento junto ao BNDES e a importância da educação e melhoria continuadas: “sempre visamos a ideia de que somos referência nacional. Dentre as Santas Casas e hospitais filantrópicos do Brasil, temos o maior faturamento SUS, o maior número de internações e somos líderes em outros indicadores nacionais. Uma instituição que lida com pessoas e vidas tem sempre que prezar pela melhoria dos seus serviços. Estamos há algum tempo trabalhando com um programa de qualidade no qual os processos têm que funcionar bem para que a Santa Casa trabalhe de uma forma ainda melhor, pois temos responsabilidade social e somos os agentes nessa tarefa”. Na primeira parte do workshop, apresentações do gerente de Projetos, Márcio Colen, da gerente de Qualidade, Juliana Teixeira, e do assessor de Planejamento e Controller do Grupo Santa Casa BH, Francisco Coelho. Em seguida, apresentaram as palestrantes convidadas Kátia Dias - gerente de Qualidade da Santa Casa de Montes Claros - e Waldirene Lopes, coordenadora de Qualidade do Hospital Madre Teresa. No segundo dia, também participaram o diretor-geral da Santa Casa de Passos, Daniel Soares, e a gerente de Qualidade da Fundação Cristiano Varella - Hospital do Câncer de Muriaé, Dulce Silvestre. AÇÃO SOCIAL No dia 11 de junho, o setor de Captação de Recursos da Santa Casa BH recebeu a visita do escritor belo-horizontino Anderson Tadeu (na foto, o segundo da esquerda para a direita), autor do livro de ficção ‘A Fantástica Anatomia do Sistema Phillipe’. A publicação - disponível apenas em formato digital - é comercializada atualmente pela Amazon e pela Livraria Saraiva On-line. Em uma iniciativa altruísta, o autor destinou parte da renda arrecadada com a venda para a Santa Casa BH. ALMIR GOMES Além de trabalhar como escritor, Anderson Tadeu atua há 20 anos como comissário da Vara de Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A opção por beneficiar a Santa Casa BH vem de longa data: “a ideia veio de lembranças da época de infância, em que familiares e amigos enalteciam o grande trabalho e o carinho com que eram recebidos pelos funcionários da instituição. Com essa ação, busquei conciliar a literatura - ferramenta poderosa que abre portas e transforma pessoas - à solidariedade para um hospital centenário. Procuro incentivar pessoas e entidades da sociedade civil a contribuírem com o trabalho que é realizado aqui, pois acredito na idoneidade do hospital”. ‘A Fantástica Anatomia do Sistema Phillipe’ é uma obra de ficção, envolvendo tecnologia e diversos campos como a área médica, artes, tecnologia e cultura. Phillipe, o protagonista, faz uma incursão por diversos períodos da história, desde a antiga até a moderna. Segundo o autor, a publicação procura atrair tantos os leitores mais jovens quanto os adultos, adotando diálogos entre personagens históricos e cenários de ação e entretenimento. O escritor, que recentemente se afiliou ao Rotary Club BH, visitou a instituição acompanhando pelo presidente do Rotary Club BH - Mangabeiras, Adriano Ferreira das Neves; pela empresária e governadora do Rotary Club BH, Tânia Diniz Andrade; e pela assessora de imprensa do vereador Wendel Mesquita, Patrícia Nestor. Os visitantes foram recebidos pelo secretário executivo da Provedoria, Carlos Renato Couto, pelo ouvidor da Santa Casa BH, Manoel Hygino dos Santos e pela analista do setor de Captação de Recursos, Elane de Cássia. SIMPÓSIO EM DIABETES No dia 20 de junho, no Centro de Especialidades Médicas SCBH, foi realizado o ‘3º Simpósio Multidisciplinar em Diabetes da Santa Casa BH’ e o ‘1º Encontro de Educadores em Diabetes da SCBH’. Promovido pela equipe de Mestrado Profissional em Educação em Diabetes do Instituto de Ensino e Pesquisa SCBH, em parceria com a Clínica de Endocrinologia da SCBH, o encontro reuniu cerca de 145 médicos, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos e demais profissionais e estudantes da área de saúde. O simpósio teve como tema central o papel do educador em diabetes na orientação dos pacientes no monitoramento de sua saúde, evitando o controle incorreto e o surgimento de complicações graves. De acordo com a coordenadora do Mestrado Profissional em Diabetes do IEP Santa Casa BH, dra. Janice Sepúlveda, o encontro reuniu especialistas na área para apresentar aos participantes, em especial aos funcionários da rede pública de saúde, o panorama da educação em diabetes no Estado: “incentivamos a aproximação e a troca de experiências entre os Centros de Especialidades Médicas e as Unidades Básicas de Saúde, referenciadoras dos pacientes atendidos por especialistas em diabetes”. Entre os palestrantes, destacaram-se a participação da dra. Hermelinda Pedrosa, representante do Brasil no International Working Group on the Diabetic Foot e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, do dr. Daniel Dutra, da Sociedade Brasileira de Diabetes - regional Minas Gerais, do dr. Luís Felipe Carneiro, da Clínica de Olhos SCBH, e da dra. Raquel Assis Coelho, gerente médica científica no Novo Nordisk. Além das palestras, foram realizadas 2 oficinas - ‘Contagem de Carboidratos’ e ‘Dia a Dia da Insulinoterapia’ - com metodologias educacionais de fácil aplicação nas Unidades Básicas de Saúde. 7 8 SANTA CASA NOTÍCIAS | JUNHO DE 2015 HERPES-ZÓSTER: RISCO DE TER A DOENÇA AUMENTA COM A IDADE Popularmente, pessoas da terceira idade se referem a ela como ‘cobreiro’. Causada pelo mesmo vírus da catapora (varicela) - Herpesvirus varicellae - o herpes-zóster (HZ) é uma doença que pode ter complicações sérias e perdurar por um longo tempo. A falta de conhecimento sobre a gravidade da enfermidade e o diagnóstico tardio podem dificultar o tratamento. venha a apresentar manifestações do zoster. O risco aumenta com a idade”. Geralmente, o vírus varicela-zóster é contraído na infância pelo contato direto com o líquido de vesículas de uma pessoa com varicela ou por contato com suas secreções. Quem é infectado pode ter ou não a doença. De qualquer modo, o vírus fica latente no organismo e, com o passar do tempo, pode ser reativado e migrar para a pele, causando o herpes-zóster. A diferença entre o HZ e o herpes comum é que, para a maioria das pessoas, o zóster se manifesta uma única vez em toda a vida, ao contrário do herpes simples, que pode apresentar muitos episódios reincidentes. De acordo com o chefe da Clínica Dermatológica da Santa Casa BH, dr. Jackson Machado Pinto, é preciso ficar atento às manifestações na pele e procurar um especialista: “o primeiro sintoma é a dor causada pela migração do vírus - do nervo onde se encontra até a pele - onde ele vai se multiplicar. Qualquer nervo pode ser acometido. A parte do corpo que será atingida depende de qual nervo o vírus usará para completar sua migração. Ao chegar à pele, o vírus forma pequenas bolhas em disposição linear, acompanhando o trajeto nervural. Estima-se que 1 em cada 150 mil pessoas A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) lançou, em junho, uma campanha educativa sobre a doença. Segundo a entidade, cerca de 90% da população teve contato com o varicela-zóster quando jovem. Porém, a manifestação do HZ independe se o adulto teve ou não catapora na infância. A diretora-científica da SBGG, dra. Maisa Kairalla, alerta que a prevalência aumenta entre os mais velhos devido à redução da imunidade: “podemos dizer que 1 entre 3 idosos terá a doença. O diagnóstico precoce é muito importante”. O diagnóstico e o tratamento bem feitos podem amenizar o agravamento da enfermidade ao longo do tempo. Segundo o dr. Jackson Machado Pinto, “uma vez feito o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado com antivirais e, em algumas vezes, com corticoterapia sistêmica para se evitar uma complicação relativamente frequente que é a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor intensa e constante no território do nervo acometido”. A catapora pode ser prevenida com o uso de vacina que deve ser administrada após um ano de idade na rede pública, mas não previne o aparecimento do zóster ao longo da vida. A vacina contra o HZ é diferente porque tem maior quantidade de vírus atenuados. No entanto, a medicação chegou ao Brasil há pouco tempo e está disponível somente na rede privada. ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL No dia 2 de junho, atores da peça ‘O Fabuloso Mundo das Descobertas’ realizaram uma ação educativa para cerca de 100 crianças internadas na Unidade Pediátrica da Santa Casa BH. A intervenção teatral é uma das atividades do projeto ‘1,2,3 e Lácteos!’, criado pela empresa OAK Educação e Meio Ambiente para promover a saúde e incentivar a alimentação balanceada em crianças em idade escolar. ALMIR GOMES Bárbara Souza, mãe de Breno (de 1 ano e 6 meses), elogiou o espetáculo: “foi divertido e alegrou as crianças e seus acompanhantes. O tema saúde alimentar infantil foi muito bem escolhido. Todos os que estão aqui precisam comer adequadamente para se recuperar mais rápido. O paciente Otávio Basílio da Silva (8 anos) ficou feliz com a atividade: “o melhor foi quando eles cantaram a minha música predileta - Alecrim Dourado”. De acordo com a diretora da OAK Educação e Meio Ambiente, Vera Gomes, o teatro tem o poder de transportar as crianças para um mundo de fantasia e diversão: “ficamos muito felizes por promover essa ação para as crianças da Santa Casa. Trazer alegria é uma forma de ajudá-las neste momento de recuperação”. FECHAMENTO AUTORIZADO - PODE SER ABERTO PELA ECT PARA USO DOS CORREIOS AUSENTE NÃO PROCURADO NÃO EXISTE O Nº INDICADO DESCONHECIDO INFORMAÇÃO ESCRITA POR TERCEIROS ENDEREÇO INSUFICIENTE MUDOU-SE RECUSADO ASSINATURA E Nº DO CARTEIRO: OUTROS: REMETENTE | Grupo Santa Casa BH | Av. Francisco Sales, 1111 | Santa Efigênia | Belo Horizonte - MG | CEP 30150-221