GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO SGPS, S.A. RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO Número comum de matrícula na C.R.C. de Lisboa e de Pessoa Colectiva: 501 917 101 Capital Social 330.000000 Euros Rua Tierno Galvan, Torre 3, 90 , Letra J 1099-008 Lisboa J~ R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 2.1. Conjuntura Macroeconómica Internacional 2.2. Conjuntura Sectorial e de Mercado 3.1. Principais Projectos do Ano 2011 3.2. Actividade Consolidada no Ano 2011 4.1. Retalho Alimentar 4.2. Retalho Alimentar — — Portugal Continental Operação na Madeira 5.1. Introdução 5.2 Direitos Humanos e do Trabalhador 5.3 Segurança e Higiene no trabalho 6.1. 6.2. 6.3. 6.4. Gestão de Risco Objectivos da Gestão de Risco O Processo de Gestão de Risco Organização da Gestão de Risco 7.1 7.2. 7.3. 7.4. 7.5. 7.6. 7.7. Principais Impactes Ambientais Biodiversidade Alterações climáticas Gestão de Resíduos Outras Acções Sensibilização dos Colaboradores e dos Consumidores Parcerias e Apoios 8.1. 8.2. 8.3. 8.4. Conjuntura Macroeconómica Internacional Tendências Internacionais no Sector Perspectivas para Portugal Persperctivas para o Retalho Alimentar em Portugal: Pingo Doce J j~j~j~ R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 1. Factos Relevantes do Ano Primeiro Trimestre Remodelação de duas lojas Pingo Doce; Abertura de um novo espaço de restaurante “Sabores ao Kg”, no Fórum Madeira; Segundo Trimestre Abertura de quatro lojas Pingo Doce; Conversão de um hipermercado para o novo conceito Pingo Doce, em Sintra; Lançamento da Revista Sabe Bem (disponível nas lojas Pingo Doce); Terceiro Trimestre Abertura de três lojas Pingo Doce e remodelação de quatro outras; Lançamento da campanha “Cabazes Pingo Doce”; Quarto Trimestre Abertura de duas lojas Pingo Doce; Conversão para o novo conceito Pingo Doce de um hipermercado, em Odivelas. J i,.~jJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 2. Enquadramento de 2011 2.1. Conjuntura Macroeconómica Internacional As projecções do Fundo Monetário rnternacional (FMI), disponíveis no final de 2011, apresentam um crescimento da economia mundial de 3,S%, contra os 5,2v/o registados em 2010. Embora fosse previsto um abrandamento do crescimento económico mundial, decorrente do processo de consolidação orçamental e da acumu ação de produção excessiva, a retracção económica foi maior do que se estimava, agravada ainda por um problema de confiança dos consumidores. O lento crescimento das principais economias mundiais é causado, por um lado, pelos desequilíbrios macroeconómicos acumulados no período anterior à actual crise e que necessitam de ser corrigidos e, por outro, pelas consequências inerentes à própria crise, nomeadamente o ainda fraco dinamismo do mercado imobiliário nos Estados Unidos, a deterioração da situação das finanças públicas nos Estados Unidos, no Japão, e em alguns países da União Europeia, e o contexto de crise e incerteza nos mercados de dívida soberana e no sistema financeiro. Ao longo de 2011, os mercados tornaram-se mais cépticos em relação à capacidade real de vários países estabilizarem a sua dívida pública, não sendo apenas uma preocupação relativa aos países periféricos da Europa, mas também em relação ao Japão e aos Estados Unidos. Esta preocupação fez disparar os juros dos títulos de dívida pública e aumentaram as dificuldades de financiamento do sistema bancário, O mercado dos activos de risco caiu de forma acentuada ao longo de todo o ano, uma vez que os investidores decidiram conduzir os seus investimentos para activos com risco mais controlado. A economia norte-americana registou um crescimento de 1,8% em 2011, depois de uma evolução de 3,1% em 2010. A persistência de elevados desequilíbrios macroeconómicos (défices público e externo e dívida pública), a fragilidade do mercado imobiliário, as reformas necessárias no mercado de trabalho e as condições restritivas quanto à concessão de crédito são os factores que têm provocado um fraco crescimento da procura interna privada, que também se encontra influenciada pela necessidade de as famílias continuarem a ajustar a sua situação financeira, recorrendo ao financiamento em menor escala. A economia da Zona Euro cresceu 1,6% em 2011, contra 1,9% em 2010. O processo de consolidação orçamental a decorrer em vários países da Zona Euro influenciou de forma muito significativa a procura interna. Após o pedido de ajuda financeira da Grécia e da Irlanda, em 2010, Portugal também se viu forçado a recorrer à assistência externa, em Abril de 2011. No Verão de 2011, a crise da dívida soberana assumiu novas proporções, tendo ficado definido, na cimeira europeia de 1 de Julho, o alargamento da actuação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) no sentido de poder comprar obrigações dos países em maior dificuldade no mercado secundário, para além de se poder oferecer linhas de crédito a esses países e ajudá-los no processo de recapitalização dos bancos. A sustentabilidade do pagamento da dívida por parte dos países intervencionados foi reforçada, com o alargamento das maturidades e a redução das taxas de juro. As medidas foram insuficientes para a generalidade dos países que estavam em dificuldades. Na Grécia, a situação financeira agravou-se, culminando na atribuição de um segundo pacote de ajuda em Julho, no montante de 159 mil milhões de euros. Os Governos de Espanha e Itália viram-se forçados a tomar um conjunto de medidas de consolidação orçamental em resultado das progressivas dificuldades na obtenção de financiamento junto dos mercados e que se manifestaram numa subida das taxas de juro a partir de Julho. As medidas adoptadas poderão, no entanto, condicionar o crescimento e desenvolvimento económicos. De salientar que continuaram a verificar-se restrições em termos de concessão de crédito bancário e o nível do desemprego não deu ainda sinais de recuperação. A agência S&P acabou por colocar, já em Dezembro, os ratings de 15 dos 17 países-membros da Zona Euro em outlook negativo, incluindo os seis países com notação máxima. No final de 2011, foram tomadas algumas medidas para conter o contágio da crise, designadamente uma acção coordenada entre seis bancos centrais mundiais para impulsionar o sistema financeiro global, a antecipação da entrada em vigor do Mecanismo Europeu de Estabilidade para Julho de 2012 (com uma capacidade de 500 mil milhões de euros) e o aumento dos fundos do FMI em 200 mil milhões de euros. As economias emergentes e em desenvolvimento têm conseguido passar imunes a estes desenvolvimentos, seja através do aumento da procura interna, seja através das suas políticas monetárias, que permitiram um crescimento de 6,2% em 2011, em linha com o previsto. Para além dos bens alimentares, o petróleo, que atingiu o seu valor mais elevado em Abril de 2011, foi um dos principais responsáveis pela subida dos preços das matérias-primas. Esta evolução foi potenciada pela forte procura de matérias-primas em algumas economias emergentes, como a China e a India, onde o crescimento económico tem sido muito forte. ...J L~JJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 2.2. Conjuntura Sectorial e de Mercado 2.2.1. Factos Relevantes no Sector da Distribuição Alimentar O abrandamento do crescimento da economia mundial verificado em 2011 reflectiu-se no sector Alimentar que, apesar de ser reconhecido como um dos mais resilientes da economia, registou igualmente uma contracção. Verificou-se uma queda da confiança dos consumidores e uma consequente contracção do consumo cujos factores determinantes foram os efeitos das medidas de consolidação orçamental e fiscal adoptadas em diversos países, aumento do desemprego e redução do rendimento disponível e a incerteza da estabilidade do sistema financeiro. Sendo a adaptação constante às necessidades do consumidor uma forte característica deste sector, os retalhistas foram obrigados a adaptar-se, uma vez mais, às novas condições de mercado. A redução do consumo das famílias verificado durante o ano, em conjunto com o aumento dos níveis de inflação e dos preços das matérias-primas, vieram colocar pressão adicional na generalidade dos retalhistas, com a maioria a sofrer reduções nas margens de lucro. No que diz respeito aos formatos de loja, o ano foi caracterizado por uma maior tendência para aberturas de lojas de proximidade e conveniência, em detrimento dos hipermercados. Tendência continuou a ser de redução e optimização dos sortidos e de forte aposta na Marca Própria, com enfoque na qualidade e no preço. Esta preocupação de adaptação da oferta, além de cumprir o objectivo de satisfazer as necessidades dos consumidores, permite igualmente uma melhoria dos níveis de rentabilidade, uma vez que proporciona uma redução dos custos operacionais e um aumento da eficiência na gestão dos stocks. No sector do Retalho Alimentar verificou-se uma tendência para a consolidação, que continuou elevada ao longo do ano, tendo-se registado na Europa várias operações de fusões e aquisições. 2.2.2. Portugal Conjuntura Macroeconómica De acordo com o Banco de Portugal, em 2011 registou-se uma contracção do P15 de l,6%, após um crescimento de 1,4% em 2010. Este comportamento reflecte uma desaceleração da procura interna e uma queda generalizada do investimento parcialmente compensadas pelo aumento das exportações, o qual tem contribuído para atenuar a dimensão da queda do P15. Em 2011, a situação económica em Portugal foi condicionada por vários factores, com destaque para: i. a contracção económica mundial, ii. a crise das dívidas soberanas europeias, iii. o Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), associado ao pedido de ajuda financeira externa, e iv. a desalavancagem do sector privado, com condições mais restritivas de acesso ao financiamento bancário. Ao nível da procura interna, que registou uma queda de 5,2%, o consumo privado terá apresentado uma contracção de 3,6%, superior à do PIB, sendo de destacar a redução de l,9% do consumo de bens correntes e serviços, que representa cerca de 90% do consumo privado total, após um aumento de i,4% em 2010. As vendas de bens duradouros terão apresentado uma queda próxima de 20%, após um aumento de cerca de ll% em 2010. O consumo público terá registado um decréscimo, em termos reais, de 3,2% (+1,5% em 2010). A evolução da componente privada reflectiu, entre outros factores, as limitações decorrentes da fraca solvabilidade das famílias, imposta não só pelas condições restritivas ao financiamento bem como pelo agravamento da tributação (como, por exemplo, a sobretaxa de IRS que implicou a retenção de SO% do subsídio de Natal), e a perspectiva de manutenção de condições adversas no mercado de trabalho. Neste contexto, destacam-se ainda os níveis de confiança historicamente baixos dos consumidores portugueses. A taxa de desemprego no ano de 2011 aumentou para um novo máximo histórico de 12,7%. Em 2011, a taxa de inflação situou-se nos 3,6%. Entre vários factores que contribuíram para o aumento da taxa de inflação, destacam-se o aumento da taxa de IVA de 21°k para 23%, a subida dos preços dos transportes e o aumento da tributação indirecta sobre a electricidade e o gás natural. Esta última medida, associada ao aumento significativo do preço do petróleo, fez com que a componente energética do índice de preços no consumidor tenha crescido cerca de 13%. As últimas projecções do Governo apontam para um défice público, em 2011, de cerca de 4% do P15, abaixo do valor de 5,g% previsto no PAEF e bastante abaixo do valor registado em 2010 (9,8%). A~E ~J i.~jJR pública terá ultrapassado, pela primeira vez em 2011, os acima dos 93,3% registados em 2010. R&C’ll 100% — Relatório Consolidado de Gestão do PIB, fixando-se nos lOl,7%, um valor Retalho Alimentar Moderno O ano transacto foi pautado pelo programa de ajuda financeira a Portugal, o qual impôs um conjunto alargado de medidas restritivas com impacto directo sobre o rendimento disponível das famílias. Verificou-se, ainda, um aumento generalizado dos preços, com maior incidência nas áreas não-alimentares (destaque, entre outros, para os bens energéticos e para os transportes) e uma elevada taxa de desemprego, conforme supra mencionado. 2011 foi, por isso, um ano particularmente difícil para a generalidade das famílias e consumidores portugueses, que viram o seu nível de rendimento deteriorar-se. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o clima macroeconómico de 2011 teve um impacto negativo na confiança dos consumidores, cujo indicador apresentou, em Dezembro, o valor mais baixo de sempre. O indicador de sentimento económico em Portugal, de acordo com o Eurostat, é também actualmente dos mais baixos da Europa. Todos os aspectos acima mencionados contribuíram para uma retracção considerável do consumo em 2011 e provocaram várias alterações nos hábitos dos consumidores. As tendências actuais do comportamento do consumidor, algumas delas já registadas em 2010, passam assim pelo: i) ii) iii) iv) Aumento da frequência de compra, e redução do gasto médio por compra; Reforço do consumo no lar com os consumidores a optar por fazer cada vez mais refeições dentro de casa, limitando a ida a restaurantes; Realização de transferências de consumo, com os consumidores a optar igualmente por produtos de menor preço, continuando a mostrar cada vez maior preferência pelas Marcas Próprias; Preocupação reforçada com o preço, maior comparação de preços e reforço desta variável como factor determinante no momento da compra. Tendo em conta os factores enumerados, em 2011, o volume de negócios do comércio a retalho registou um decréscimo face a 2010. Esta diminuição foi mais significativa nos bens não alimentares (-9,S%), embora este ano se tenha estendido também ao comércio a retalho de bens alimentares (-1,1%). O Retalho Alimentar Moderno acompanhou as tendências gerais acima apresentadas. Verificou-se, em 2011, uma tendência negativa das vendas face ao período homólogo em todos os formatos, com excepção dos Hipermercados que beneficiaram da alteração, em Outubro de 2010, da lei que passou a permitir a abertura deste formato ao Domingo. No que se refere à expansão orgânica do sector, e tal como já havia acontecido em 2010, registou-se uma abertura limitada de novas lojas, num total de aproximadamente 50, com maior dinamismo dos formatos de proximidade. 1’I~ _J jJJ~ R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 3. Desempenho do Grupo 3.1. Principais Projectos do Ano 2011 2011 foi mais um ano de forte desempenho em que as estratégias e objectivos traçados foram executadas e atingidos, pelas equipas de gestão, com o devido acompanhamento do Conselho de Administração que desenvolveu, sem qualquer constrangimento, a sua actividade de supervisão das actividades de gestão. 3.1.1. Fortalecimento da quota de mercado Em Portugal, o mercado de Retalho Alimentar reflectiu as consequências da redução dos rendimentos das famílias que ajustaram os seus hábitos de compra desde o início do ano, aumentando a frequência de visitas às lojas em detrimento do valor de cada compra, ao mesmo tempo que demostravam maior sensibilidade ao factor preço. Em 2011, o mercado de Retalho Alimentar registou, assim, um decréscimo de l,l%. Esta evolução foi, em certa medida, antecipada pelo Pingo Doce que manteve o seu enfoque estratégico no aumento de quota de mercado através de uma proposta de valor em permanente melhoria. As vendas da Companhia cresceram 4,2%, levando a um aumento de quota de mercado. No Pingo Doce, a qualidade do sortido, o ambiente de loja e o compromisso de preços sempre baixos foram os principais instrumentos utilizados para, numa envolvente fortemente penalizadora para o rendimento das famílias portuguesas, manter a preferência que tem vindo a merecer por parte dos consumidores. Ao longo do ano, a Companhia manteve o foco na inovação enquanto abordagem comum a todos os seus pilares estratégicos - Perecíveis, Marca Própria, Comunicação e Take Away. A reconhecida qualidade ao nível dos Perecíveis foi sublinhada com projectos inovadores envolvendo a produção nacional, ao nível de carne, peixe e legumes, com o suporte adequado de campanhas televisivas. A Marca Própria ficou fortalecida com o desenvolvimento destes projectos que complementaram o sortido e que, sobretudo, contribuíram para o reforço do capital da marca Pingo Doce. O vector da Comunicação foi reflectindo, em 2011, iniciativas que a Companhia implementou, com benefícios claros relativamente à crescente preferência demonstrada pelos consumidores para com o Pingo Doce. 3.1.2. Plano de Investimento do Grupo O compromisso com o crescimento e criação de valor confere à área de investimentos um papel crucial na estratégia de JMR. Retalho Portugal 2 9 7 8 27 2 1 ~ Outros Negócios ~ 20 23 O 1 10 5 ~ 2 Consideram-se apenas as lojas cuja rerrodelação irrplicou o encerrarrento da área de venda alimentar Inclui as lojas Pingo Doce na ~deira Inclui as lojas NewCode, Spot, ElectricCo. Bem Estar, Refeições no Sítio do Costume e Postos de Combustível Em Portugal, apesar das limitações naturalmente impostas pela situação macroeconómica e da clara tendência de diminuição da abertura de novos espaços de Retalho Alimentar, manteve-se a determinação em garantir a posição de liderança. Assim, o Pingo Doce inaugurou nove lojas em 2011, maioritariamente em zonas urbanas e em desenvolvimento, encerrando outras duas. _J i..~jJR R&C’ll Retalho Portugal Lojas Logística e Estrutura Central Madeira — Relatório Consolidado de Gestão 33,0 32,9 0,1 73,5 70,6 2,9 106,5 103,5 3,0 35,7 35,3 0,4 80,1 77,8 2,4 115,8 113,0 2,8 0,0 1,1 1,1 0,0 12,4 12,4 % do EBITDA 18,8% 42,5% 61,3% 21,1% 54,7% 75,7% ~ ~ Lojas Novas e Novos Centros de Distribuição 2 Rermdelaçâo, Manutenção e Outros Relativamente à melhoria do parque de lojas Pingo Doce, foram remodelados dois hipermercados nos arredores de Lisboa (Sintra e Odivelas) com o objectivo de uniformizar a insígnia entre os vários formatos. Procedeu-se igualmente à remodelação de mais seis lojas Pingo Doce e à alteração de Iayout em cinco outras, com o propósito de dar maior destaque aos Perecíveis, um dos pilares de diferenciação da insígnia. 3.2. Actividade Consolidada de 2011 Vendas Líquidas Consolidadas O Pingo Doce demonstrou a competitividade das suas propostas de valor e registou crescimentos de vendas acima dos respectivos sectores, aumentando a sua quota de mercado. Mantendo uma notável capacidade de resposta à alteração dos hábitos de consumo alimentar e intensificando o esforço de diferenciação pela qualidade dos Perecíveis e da Marca Própria, continuando a merecer a crescente preferência dos seus clientes. O Pingo Doce continuou a dar sinais de assinalável resiliência numa envolvente macroeconómica negativa, registando um crescimento de 4,2% das vendas, para o qual contribuíram mais sete lojas e um crescimento Iike-for-íike de 0,S%. O Iike-for-Iike da Companhia reflectiu um crescimento do número de visitas, contrariado, em certa medida, pela redução do ticket médio, em muito influenciado pela diminuição do poder de compra dos consumidores. Pingo Doce Vendas Liquidas (milhões de euros) - 22 —0,8% LFL +3,4% NovasLoj~/Remcd~, 1~ J~JR — R&C’ll Relatório Consolidado de Gestão Pingo Doce Número de Lojas Pingo Doce Crescimento Vendas Iike- for-Iike 400 3 0% ~ 349 351 354 356 2010 1T11 1S11 9M11 2011 1 8% 200 O 8% 0,2% 0,1% o L_____~_____.~__ 0,0% 1111 2T11 3T11 4T11 2011 Na Madeira as vendas do ano cresceram l4,4% fruto de um aumento de 7,6% nas vendas Iike-for-Iike, e beneficiaram também da reabertura, em Junho de 2010, das duas principais lojas da Companhia após um período de total remodelação das mesmas, passando a Companhia a ser líder de mercado nesta região. Madeira ~ir Madeira Número de Lojas Crescimento Vendas iIce- for-llke 12 0% 15 102% 15 15 15 15 15 7,6% 5,3% 0.0% 1111 2111 3111 4111 o 2011 __ 2010 1111 1S1I 9M11 2011 Resultados Operacionais Consolidados Vendas Consolidadas Margem 3.215.004 813.405 25,3% Descontos financeiros Custos com meios de pagamento Custos Operacionais 31.032 -16.590 -652.473 1,0% -0,5% -20,3% 29.989 1,0% 3,5% -15.852 -0,5% 4,7% -625.436 -20,5% 4,3% cash FIow Operacional (EBITDA) Depreciação 175.374 -95.890 5,5% -3,O% 169.282 -89.694 5,6% -2,9% 3,6% 6,9% 79.484 2,5% 79.588 2,6% -0,1% Resultado Operacional (EBIT) * 3.048.906 780.581 25,6% 5,4% 4,2% O EBIT acima apresentado não inclui items operacionais do natureza não recorrente que. na Demonstração por Funções, aparecem indïviduatizados na rubrica de Resultados Ooeracionais Não Usuais e incluidos no EBIT aí aoresentado. * 2’ ~ 9~) J~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão O EBITDA gerado atingiu 175.374 milhares de euros, um crescimento de tendo a respectiva margem atingido 5,5% (5,6% em 2010). 3,6v/o em relação ao ano passado, rmporta referir que, nesta Companhia, os volumes vendidos cresceram acima do crescimento de vendas em valor, e que, ainda assim, o Pingo Doce conseguiu diluir este impacto na respectiva evolução de custos, através de esforços de eficiência a todos os níveis da organização. Também o aumento da área de negócio relativa a postos de combustíveis, com respectivo aumento de peso nas vendas da Companhia e menor margem, teve um natural efeito de diluição. Resultados Líquidos Consolidados Resultado Operacional (EBIT) * Resultados Financeiros * Itens não Recorrentes * Resultado antes de Imposto (EBT) Imposto corrente Imposto Diferido Resultado Líquido Interesses que não Controlam Res. Líquido atrib. a 3MR Res. Líquido / acção (euros) Cash FIow / acção (euros) * o õBIT apresentado no quadro de “Resultado Lquido 79.484 2,5% 79.588 2,6% -0,1 % -20.581 -0,6% -24.161 -0,8% -14,8% -9.669 49.234 -0,3% -10.036 -0,3% -3,7% 1,5% 45.391 1,5% 8,5% -20.621 -O,ê% -13.552 -O,4% 52,2% -3.857 -0,1% 2.223 0,1% -273,5% 24.756 0,8% -27,3% -0,0% 0,8% 34.062 -84 33.978 0,51 1,99 1,1% -126 24.630 0,37 2,03 ~O,O% 1,1% 50,0°k -27,5% -27,S% 1,9% consolidado” não inclui itens operacionais de natureza não recorrente que, na “Demonstração por Funções”, aparecem individualizados na rubrica de Resultado Operacional Não Usuais e incluídos no Resultado Operacional ai apresentado. Os Resultados Financeiros apresentados no quadro de “Resultado Líquido Consolidado” jncluem os Ganhos em õmpresas Associadas tal como apresentados na “Demonstração por Funções”. Os Itens não Recorrentes apresentados no quadro de “Resultado Líquido Consolidado” incluem os Resultados Operacionais Não Usuais e os Ganhos/Perdas em Outros Investimentos tal como aparecem na “Demonstração de Resultados por Funções”. O Resultado Líquido atribuível a JMR atingiu 24.630 milhares de euros, e que representa um decréscimo de -27,5% face ao ano anterior, em resultado do impacto ao nível dos impostos correntes, que refletem o reforço das provisões para processos de contencioso fiscal que se encontram em disputa. O Resultado por acção cifou-se em 2011 em 0,37 euros. 10~ J ~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão Balanço A evolução do capital investido, que foi reduzido em 16.715 milhares de euros, prendeu-se fundamentalmente com a evolução do capital circulante do Grupo, que beneficiou do crescimento das vendas e também dos continuados esforços de racionalização de gestão dos stocks. Ba~anço Consofldado Goodwil/ Líquido Activo Fixo Líquido Capital Circulante Líquido Outros Capital Investido Dívida Financeira Leasings Juros Diferidos e Operações de Cobertura Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários Dívida Líquida Interesses que nõo Controlam Capital Próprio Reservas e Resultados Retidos Fundos de Accionistas Gearing 271.505 271.505 1.153.945 -580.985 110.844 1.151,565 -546,969 95.923 955.309 395.622 972.024 460.525 24.301 11.519 -88.853 47.675 20.790 -142.266 342.589 6.898 330.000 386.724 6.807 330.000 275.822 248.493 612.720 55,9% 585.300 66,1% cfr~ J1~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão Detalhe da Dívida A líquida reduziu de 386.724 milhares de euros para 342.589 milhares de euros reflectindo a capacidade de geração de cash flow das operações que financiaram o plano de expansão do Grupo. DETALHE DA DÍVIDA Dívida de Médio Longo Prazo % da Dívida Financeira Maturidade Empréstirros Obrigaccionistas Pri vate Placement Actualização do justo valor Dívida de Curto Prazo % da Dívida Financeira Maturidade Pri vate Placement Empréstinxs Obrigaccionistas Outros Errpréstirros CP Dívida Financeira Maturidade 184.798 384.228 46,7% 83,4% 2,1 2,4 105000 305000 80.537 80.537 -739 -1.309 210.824 76.297 53,3% 16,6% 1,0 - 0,6 70.470 200.000 -6.827 10.824 12.654 395.622 460.525 1,5 2,1 47,675 Leasings 24.301 Juros Diferidos & Operações de cobertura 11.519 20.790 Tftulos Negociáveis e Depósitos Bancários -88.853 -142.266 Dívida Líquida 342.589 386.724 12 J~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 4. Desempenho das Áreas de Negócio /~iøe ‘-a 1 ~ 1. 1 R~a~ ~ ‘~rs~g’~’ de~a~ ~ Do e ~ Em 2011, o Pingo Doce estabeleceu o objectivo claro de aumentar a sua quota de mercado na área alimentar, em Iike-for-Iike, sem comprometer a rentabilidade da Companhia, e mantendo o seu posicionamento estratégico. Para isso, racionalizámos, fomos inovadores e audazes desde o início do ano. Inovámos na comunicação, transmitindo de forma eficiente o nosso posicionamento de preço através de cabazes muito competitivos e do lançamento no Take Away do “Menu Domingo”, a preços igualmente competitivos. No eixo estratégico da Marca Própria, investimos no lançamento das cápsulas de café expresso Pingo Doce, uma inovação com impacto importante no fortalecimento da nossa relação com os consumidores. Ao nível dos Perecíveis, destaca-se o investimento efectuado na carne de porco Pingo Doce, um projecto de criação de marca num mercado onde tradicionalmente não existe diferenciação. E um produto diferente, de maior qualidade e com uma boa relação de preço. Ser a melhor cadeia de supermercados a operar Perecíveis em Portugal, com capacidade para manter uma relação de confiança a longo prazo com os consumidores, proporcionando-lhes uma solução alimentar de qualidade, para toda a família, a preços estáveis e competitivos. 1 O Pingo Doce iniciou o ano 2011 antecipando um enquadramento macroeconómico difícil, com uma previsível redução do poder de compra dos consumidores e do consumo privado, passível de ser agravado pela expectativa de subida de preços de várias matérias-primas, relevantes tanto no sortido alimentar como na estrutura de custos. Perante os desafios impostos pela envolvente, a Companhia manteve confiança na força da marca Pingo Doce, com aumentos sucessivos de quota de mercado desde 2006 e, para 2011, estabeleceu como prioridade estratégica manter o crescimento de quota de mercado, protegendo, em simultâneo, a rentabilidade da Companhia. O enfoque na estabilização dos preços de venda em loja, num cenário de aumento de preço das matériasprimas e inflação de custos, impôs desafios internos relativos à eficiência da cadeia de abastecimento. Assim, implementou-se um processo de aumento de eficiência com impactos essencialmente ao nível das Operações, do Marketing e da Comunicação. O consumidor deu sinais, logo no início de 2011, de uma preferência crescente por produtos de Marca Própria e por produtos de menor valor unitário, tentando limitar o valor da sua despesa, com uma consequente redução do ticket médio e aumento da frequência das visitas à loja. O desempenho de vendas Iike-for-Iike do ano 2011 (+0,8%) reflectiu o impacto do trading down referido e também o efeito da abertura dos hipermercados aos Domingos à tarde que beneficiou essencialmente os operadores concorrentes já que, para o Pingo Doce, este formato representa apenas lO% das vendas. No entanto, o crescimento dos volumes vendidos pela Companhia é revelador da força competitiva da Companhia e reflectem o sucesso no alcance do grande objectivo estratégico de aumento de quota de mercado. Numa perspectiva de crescimento sustentável de quota de mercado, importa referir que o Pingo Doce registou: i. um acréscimo do número de clientes periféricos, que representam um aumento potencial para o crescimento das vendas da Companhia; e ii. a manutenção dos clientes nucleares, para quem o Pingo Doce é a loja principal. .J j~,jJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão O Pingo Doce manteve em 2011 uma postura de inovação e liderança, que se reflectiu em todos os pilares estratégicos: Comunicação, Perecíveis, Marca Própria e Take Away. No âmbito da Comunicação, o ano de 2011 iniciou-se com uma campanha inovadora, na qual o Pingo Doce foi o primeiro operador de retalho a tomar uma posição relativamente ao aumento do IVA de 21% para 23°h, não reflectindo o mesmo nos preços praticados pela Companhia. No início do segundo semestre foi lançada a campanha “Compare e Comprove”, com o objectivo de reforçar a imagem de “preços baixos, todos os dias” (EDLP - every day Iow price). Esta campanha foi desenvolvida tendo por base os vários cabazes familiares apresentados em que se reforçaram os conceitos de proximidade e poupança imediata no acto da compra. Esta estratégia foi seguida pela Companhia como resposta às alterações e desafios que surgiram ao longo do ano, em virtude das medidas de austeridade implementadas e da redução do poder de compra das famílias portuguesas. Ao nível dos Perecíveis, foram implementados e consolidados, ao longo de 2011, vários projectos visando o reforço da sua qualidade e o envolvimento da produção nacional. Neste sentido, foi consolidado o projecto de diferenciação e qualidade ao nível da carne de porco Pingo Doce, iniciado no final de 2010. Este produto já atingiu 4O% de quota na sua categoria, superando as expectativas iniciais e demonstrando a sua forte aceitação junto dos consumidores. Da mesma maneira, consolidou-se o projecto da vitela nacional, que actualmente conta com mais de 700 produtores nacionais a produzir para o Pingo Doce. A Companhia desenvolveu também um projecto de diferenciação do borrego nacional, um produto com maior qualidade e que vai ao encontro da preferência do consumidor português. Na categoria de Peixe Fresco, consolidou-se a relação com as frotas nacionais, com um acordo que abrange 63 barcos e protege a estabilidade da oferta através da garantia de escoamento. Relativamente a algumas espécies, nomeadamente o polvo, procurou-se novos mercados de sourcing, em que se valoriza a compra na origem e se desenvolvem relações com novos fornecedores, com o objectivo de evitar eventuais quebras na oferta por parte dos fornecedores habituais. A estratégia de Marca Própria Pingo Doce beneficiou da percepção e da confiança que os consumidores demonstram em relação à qualidade dos produtos e aos preços competitivos da insígnia, com a respectiva quota no total das vendas a aumentar de 38,6% para 41,4%. A máquina de café Pingo Doce, lançada em 2010, teve uma forte aceitação por parte dos consumidores, garantindo a sua fidelização ao longo de 2011 e contribuindo para a imagem de qualidade da marca. Outros exemplos de inovação ao nível da Marca Própria são os produtos Pura Vida e os iogurtes para bebé à base de leite de transição e sem adição de açúcar. A categoria Take Away apresentou um forte crescimento, tendo por base a apresentação de soluções alimentares mais baratas, com especial enfoque no “Menu Domingo”. Esta oferta apenas é possível pela vantagem competitiva que as Cozinhas Centrais do Pingo Doce representam. No final de 2011, foi inaugurada a cozinha de Odivelas que irá contribuir para aumentar a capacidade de inovação nesta categoria e proporcionar um maior e mais eficaz abastecimento dos restaurantes Refeições no Sítio do Costume. A eficiência passou também pela revisão de alguns processos logísticos, com destaque para o facto de alguns armazéns passarem a operar seis dias por semana (ao invés de cinco dias), o que permitiu não só uma melhor gestão logística, com a eliminação de picos, mas, sobretudo, uma melhoria do nível de serviço às lojas, permitindo a redução de stocks e de situações de ruptura. Este será um dos projectos em consolidação em 2012. O aumento dos custos de transporte, principalmente do gasóleo, foi um dos principais desafios em 2011, o qual exigiu a implementação de uma política de redução de custos, com vista a minimizar este impacto na estrutura de custos da Companhia. No que diz respeito ao parque de lojas do Pingo Doce, foram inauguradas nove lojas em 2011, localizadas principalmente em zonas urbanas e/ou em desenvolvimento, e encerradas outras duas. Foram também inaugurados nove novos postos de combustível, um projecto que terá continuação em 2012. J f~JR Per~pe~. í~’as ~a~a R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão ~ O Pingo Doce terá como objectivo principal o crescimento de quota de mercado em like-for-like, mantendo a margem EBITDA estável com um grande enfoque na gestão de custos. De igual modo, prosseguirá o foco na competitividade ao nível do preço e a consolidação da aposta nos Cabazes Família. A Companhia continuará a investir, mas de forma ainda mais criteriosa, atendendo ao actual contexto. Ainda assim, o Pingo Doce prevê abrir cerca de cinco lojas e proceder a algumas remodelações, por forma a melhorar a qualidade e o serviço oferecidos pela insígnia. 4.2. Retalho Alimentar — Operação na Madeira Mensagem do Director Geral Depois de um ano de 2010 marcado pela catástrofe de 20 de Fevereiro, 2011 foi um ano de recompensa para todo o Grupo na Madeira, com crescimentos de vendas notáveis e melhorias operacionais a todos os níveis. Como resultado de todo o trabalho desenvolvido, o Pingo Doce chega ao final deste ano como líder de mercado na Madeira. Missão Oferecer um sortido ajustado às necessidades diárias dos nossos clientes, com o preço mais competitivo, com os melhores frescos e a melhor qualidade de Marca Própria, sempre com um elevado nível de eficiência. Desempenho em 2011 Em 2011, o principal desafio enfrentado na operação na Madeira foi a diminuição do poder de compra dos consumidores, em consequência do desempenho menos conseguido dos principais sectores económicos no arquipélago. Apesar do sector do Turismo ter registado um bom desempenho em 2011, sobretudo devido ao fraco comparativo de 2010, tanto o sector da construção (onde se registaram várias falências e despedimentos), como a função pública (com reduções salariais) contribuíram para a redução do rendimento disponível. A acrescentar a estes factores, verificou-se ainda um aumento da emigração. Ao longo do ano, à medida que a situação macroeconómica se foi degradando, o Pingo Doce fez uma revisão do sortido e procedeu à redução do número de SKU’s (Stock Keeping Unit - identificação individual de cada artigo em stock), o que permitiu uma maior adaptação da Companhia às dificuldades apresentadas pelos consumidores. A decisão de não aumentar os preços devido à alteração das taxas do IVA melhorou a competitividade do negócio, com efeitos positivos nas vendas e na imagem do Pingo Doce, também na Região Autónoma da Madeira. Iniciando 2011 com o objectivo de continuar a aumentar a sua quota de mercado, esta área de negócio tornou-se, durante o ano, líder de mercado e o operador de referência nas categorias de Padaria e Pastelaria, melhorando a sua oferta e o seu serviço de restauração. Para além do bom desempenho das categorias chave acima referidas, o crescimento de vendas do Pingo Doce na Madeira também reflectiu o impacto positivo da reconstrução das duas principais lojas da Companhia (Anadia e Dolce Vita), que estiveram encerradas durante quatro meses em 2010 devido à tempestade que assolou a ilha. Estas lojas reabriram com uma imagem renovada e mais atraente para o consumidor e com um layout mais adaptado às suas necessidades e à estratégia da Companhia, no qual se destacam os Perecíveis e a zona de Restauração. Relativamente às categorias Padaria e Pastelaria, várias foram as alterações implementadas que resultaram numa melhoria da percepção do consumidor e num crescimento de vendas, no caso em cerca de 2O%. Para além de se ter implementado o atendimento ao balcão, foi feita uma revisão de todo o sortido e generalizou-se a produção de pão através das massas frescas na maioria das lojas. O foco na melhoria do serviço de restauração passou pelo aumento da oferta e pela alteração de menus para uma melhor adaptação às necessidades do consumidor, nomeadamente com a introdução de pratos vegetarianos ou com a criação de receitas mais adaptadas a turistas em algumas lojas cuja localização assim o justifica. Estas alterações traduziram-se num aumento de cerca de 30% das vendas desta categoria, ajudadas pela reabertura dos dois restaurantes fechados em 2010 devido ao temporal. 15 J i..~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão Como resultado das estratégias implementadas, verificou-se um aumento significativo da quota de mercado, com o Pingo Doce a liderar o Retalho Alimentar na Ilha da Madeira pela primeira vez desde que iniciou a sua operação nesta região. A insígnia apresentou um excelente desempenho de vendas, com um crescimento de 16,3%, atingindo os 124,6 milhões de euros. O crescimento Iike-for-Iike registado pelo Pingo Doce na Madeira foi de 7,3%. A nível logístico, o objectivo para a operação de retalho na Madeira passava por aumentar o nível de serviço às lojas. O funcionamento do armazém foi assim restruturado, com alterações ao nível do Iayout e a introdução de mais um turno de trabalho, o que resultou numa redução de stocks de, aproximadamente, dois dias de vendas, e em níveis de serviço próximos dos 95%. Em 2011, a Marca Própria Pingo Doce apresentou um crescimento significativo (3 p.p.), representando cerca de 40% das vendas da Companhia no ano. No que concerne ao investimento realizado em 2011, este incidiu na substituição de equipamentos obsoletos e em remodelações necessárias à melhoria contínua do serviço prestado aos consumidores, nomeadamente nas secções Padaria/Pastelaria e Restauração. Perspectivas para 2012 Em 2012, o Pingo Doce na Madeira irá focar-se no aumento da quota de mercado e na redução dos custos de operação, tendo em conta o esperado agravamento do poder de compra dos consumidores devido às várias medidas de austeridade previstas, sobretudo ao aumento da carga fiscal (IVA, IRS, ISP e fim dos subsídios de insularidade), mas também devido a um aumento do desemprego. 1~11 16 J .L~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 5. Compromisso com os Colaboradores 5.1. Introdução O Grupo pretende ser um agente dinamizador dos mercados de trabalho onde desenvolve as suas actividades e um promotor do bem-estar socioeconómico, através de práticas de avaliação de desempenho e de remuneração justas. 5.2.Direitos Humanos e do Trabalhador 5.2.1. Compromisso O Grupo garante o respeito pelo direito à igualdade de oportunidades, quer no âmbito dos processos de recrutamento quer ao nível da evolução profissional, proibindo qualquer prática discriminatória, directa ou indirecta, ou de desrespeito pela dignidade pessoal. Paralelamente, existe uma preocupação com a evolução pessoal e profissional, baseada no mérito, dos colaboradores aos vários níveis da Organização. A todos é garantido um processo de avaliação de desempenho objectivo e transparente, assim como uma remuneração competitiva. Procuramos ainda fomentar uma cultura de protecção da parentalidade, que vai além do cumprimento das disposições legais nesta matéria, onde se inserem a disponibilização de duas creches e campos de férias para os filhos dos colaboradores, bem como a protecção dos trabalhadores deficientes ou com capacidade reduzida de trabalho. 5.2.2. Como Divulgamos Este compromisso é abrangido pelo Código de Conduta, que é dado a conhecer a todos os colaboradores que ingressam no Grupo, independentemente da sua função. 5.2.3. Como Garantimos que são Respeitados O Grupo disponibiliza a todos os seus colaboradores, um Serviço de Atendimento aos Colaboradores (denominado “Entre Nós”) que recebe contactos destes por telefone, e-mau ou carta. Este serviço constitui um canal de comunicação aberto à recepção de eventuais queixas relacionadas com Direitos Humanos, pedidos de esclarecimento de natureza laboral ou pedidos de apoio social, garantindo a investigação e resolução adequadas de todas as situações. Este serviço assegura aos colaboradores confidencialidade, credibilidade e disponibilidade. 5.3. Segurança e Higiene no Trabalho Em 2011, o Grupo prosseguiu o seu investimento na área de Segurança e Higiene no Trabalho (SHT), a qual considera fundamental para o seu negócio. O foco das actividades nesta área prendeu-se com a criação e o desenvolvimento de oito centros de competências, em matérias como: segurança de loja, comunicação, formação e informação, aplicação informática para gestão de equipamentos de protecção individual e desenvolvimento da plataforma de e-Iearning. Relativamente ao projecto “Loja Segura”, foi desenvolvido um caderno de encargos com um conjunto de requisitos de SHT a implementar na fase de construção e remodelação de lojas. Em simultâneo, e de forma a complementar este documento, foi elaborado um manual de sinalização de segurança. Na área da Formação, investiu-se na criação de novos cursos e módulos, assim como na revisão e adequação dos conteúdos formativos já existentes. 1 ~17 .~. . J .j~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 6. Sistemas de Gestão de Risco e de Controlo Interno 6.1. Gestão de Risco A Sociedade dedica grande atenção aos riscos subjacentes aos seus negócios e objectivos. O sucesso nesta área depende da capacidade para identificar, compreender e tratar as exposições a eventos que, estejam ou não sob o controlo directo da equipa de gestão, podem afectar materialmente os activos físicos, financeiros e/ou organizacionais da Sociedade. A Política de Gestão de Risco do Grupo formaliza esta preocupação ao procurar estimular ou reforçar o tipo de comportamentos necessários a esse sucesso. Pela dimensão e dispersão geográfica das actividades de JMR, uma gestão de riscos bem sucedida depende da participação de todos os colaboradores, os quais devem assumir essa preocupação como parte integrante das suas funções, nomeadamente através da identificação e reporte de riscos associados à sua área. Todas as actividades têm assim de ser desenvolvidas com a compreensão do que é o risco e a consciência do potencial impacto de eventos inesperados sobre a Sociedade e a sua reputação. 6.2. Objectivos da Gestão de Risco No Grupo, a Gestão de Risco visa cumprir os seguintes objectivos: • • • • • a Promover a identificação, avaliação, tratamento e monitorização de riscos, de acordo com uma metodologia comum a todas as Companhias do Grupo; Aferir regularmente os pontos fortes e fracos dos vectores-chave de criação de valor (key value drivers); Desenvolver e implementar programas de cobertura e prevenção de riscos; Integrar a Gestão de Risco no planeamento dos negócios; Promover a consciencialização dos colaboradores em matéria de riscos e em relação aos efeitos positivos e negativos de todos os processos que influenciam as operações e constituem fontes de criação de valor; Melhorar os processos de tomada de decisão e de definição de prioridades, pela compreensão estruturada dos processos de negócio de JMR, da sua volatilidade e das suas oportunidades e ameaças. 6.3. O Processo da Gestão de Risco A avaliação de riscos visa, em primeira instância, distinguir o que é irrelevante do que é material e requer uma gestão activa, envolvendo para tal a consideração das fontes de risco, da probabilidade de ocorrência de determinado evento e das consequências da sua manifestação no contexto do ambiente de controlo. Os controlos incidem, quer sobre a probabilidade de ocorrência de um evento, quer sobre a extensão das suas consequências. O Processo de Gestão de Risco (PGR) possui uma natureza cíclica, que contempla: i. a identificação e avaliação de riscos, ii. a definição de estratégias de gestão, iii. a implementação dos processos de controlo, e iv. a monitorização do processo. O PGR implementado no Grupo está alinhado com a norma da Federation of European Risk Management Associations (FERMA), por se entender que esta constitui um modelo de boas práticas. Os objectivos definidos durante o processo de planeamento estratégico e operacional são o ponto de partida do PGR, sendo, nesse momento, identificados e avaliados factores internos e externos que possam comprometer o cumprimento das metas fixadas. Esta abordagem centra-se no conceito de Economic Value Added (EVA), parte de uma análise aos key value drivers que estão na base quer do resultado operacional, quer do custo de capital e procura identificar os factores de incerteza que pesam sobre o processo de geração de valor. Desenvolve-se, assim, uma perspectiva sistematizada e interligada de riscos inerentes a processos, funções e Direcções organizacionais. 6.4. Organização da Gestão de Risco A gestão de risco está organizada em torno de três categorias: a a a Riscos Estratégicos Riscos Operacionais Riscos Financeiros Na primeira categoria, as atenções estão centradas na incerteza que afecta a viabilidade da estratégia e do modelo de negócio. As restantes categorias englobam a incerteza que afecta a execução da estratégia e do 18 J i.~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão modelo de negócio. A categoria de riscos operacionais inclui igualmente a incerteza quanto à relevância e qualidade da informação de suporte à tomada de decisão. Comunicação, Reporte e Monitorização do Processo de Gestão de Risco Na monitorização do processo de Gestão de Risco intervêm o Conselho de Administração da Sociedade, as Divisões Operacionais, as Direcções Funcionais da Operação, a Comissão de Auditoria e os responsáveis de Gestão de Risco e de Auditoria Interna. Em particular, o Conselho de Administração, enquanto Órgão responsável pela estratégia, tem o seguinte quadro de objectivos e responsabilidades: • • • • • Conhecer os riscos mais significativos que afectam a Sociedade; Assegurar a existência, no interior do Grupo, de níveis apropriados de conhecimento dos riscos que afectam as operações e forma de os gerir; Assegurar a divulgação da estratégia de Gestão de Risco de JMR a todos os níveis hierárquicos; Assegurar que o Grupo tem capacidade de minimizar a probabilidade de ocorrência e o impacto dos riscos no negócio; Assegurar que o Grupo sabe como reagir a situações de crise; Assegurar que o processo de Gestão de Risco é adequado e que se mantém uma monitorização rigorosa dos riscos com maior probabilidade de ocorrência e impacto nas operações de JMR. Os responsáveis dos processos críticos do negócio têm a seu cargo, conjuntamente com os responsáveis do Departamento de Gestão de Risco, o desenho e a implementação de mecanismos de controlo de risco. A eficiência destes mecanismos é, por sua vez, avaliada pela Auditoria Interna do Grupo. Avaliação do Sistema de Controlo Interno O plano de actividades do Departamento de Auditoria Interna, definindo o âmbito das auditorias a realizar, permite a avaliação dos processos de controlo. Processos esses que zelam pelo cumprimento dos objectivos do Sistema de Controlo Interno, designadamente os que passam por assegurar a eficiência das operações, a fiabilidade dos relatórios financeiros e operacionais, e o respeito pelas leis e regulamentos. Para este efeito, foram conduzidas auditorias de processo e de conformidade, auditorias financeiras e, ainda, auditorias aos sistemas de informação, cujos riscos associados apresentavam uma probabilidade de ocorrência e/ou um potencial impacto maiores para as operações. Esta abordagem permite tornar mais eficiente o processo de auditoria interna e contribui para comprometer os responsáveis com a implementação das recomendações devidamente calendarizadas. Os resultados destas consultas são trimestralmente disponibilizados pelo Departamento de Auditoria Interna à Comissão de Auditoria, à Comissão de Controlo Interno e à Direcção Executiva do Grupo. De acordo com o estabelecido no plano de actividades, e também à luz da actualização dos modelos de Riscos Operacionais e de processos críticos de negócio aplicáveis a cada Sociedade do Grupo, realizaram-se auditorias a processos relacionados com os riscos de gestão de stocks, recolha de fundos, proveitos suplementares, processamento de salários e sistemas de informação. Na área dos riscos de informação para a tomada de decisão foram realizadas diversas auditorias de natureza contabilística por forma aferir o cumprimento de princípios contabilísticos. 6.4.1 Principais Riscos Riscos Estratégicos A gestão de riscos estratégicos envolve a monitorização de factores como as tendências sociais, políticas e macro-económicas; a evolução das preferências dos consumidores; o ciclo de vida dos negócios; a dinâmica dos mercados (financeiros, de trabalho, de recursos naturais e energéticos); a actividade da concorrência; a inovação tecnológica; a disponibilidade de recursos; e as alterações a nível legal e regulatório. Esta informação é utilizada pela equipa de gestão para compreender se o diagnóstico de necessidades identificadas se mantém actualizado e se é viável o desenvolvimento de uma proposta de valor única, que satisfaça convenientemente essas necessidades. De igual modo, essa informação é utilizada para saber se existe mercado com número suficiente de clientes dispostos e capazes de pagar o preço solicitado e para determinar se a Sociedade dispõe de vantagens competitivas exclusivas, duradouras e sustentáveis, que permitam obter uma rentabilidade adequada aos riscos assumidos. 19 J j~jJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão A equipa de gestão procura assim identificar ameaças e oportunidades nas indústrias e sectores em que desenvolve actividade, nomeadamente em termos de potencial de rentabilidade e crescimento, mas também em termos de alinhamento estratégico e adequação do seu modelo de negócio às condições de mercado actuais e futuras. Estas questões são apreciadas nas reuniões das Direcções Executivas e discutidas em vários fóruns internos ao longo do ano. Riscos Operacionais O modelo utilizado na gestão dos Riscos de Processo inclui as classes de Riscos Operacionais, de Recursos Humanos, de Sistemas de Informação e de Informação para a Tomada de Decisão. Dada a natureza transversal de alguns dos riscos considerados em cada uma destas classes, a sua gestão é partilhada por diferentes áreas funcionais das Companhias do Grupo. A classe de riscos operacionais considera os riscos relacionados com sourcing, supply chain, gestão de stocks, gestão de fundos, investimentos, eficiência na utilização de recursos, interrupção de negócio e fraude. Riscos de Segurança Alimentar As Direcções de Qualidade e Segurança Alimentar das diferentes Companhias do Grupo têm sob sua responsabilidade: i. a prevenção, através de auditorias de selecção, avaliação e acompanhamento de fornecedores; ii. a monitorização, através do acompanhamento do produto ao longo de todo o circuito logístico para análise do cumprimento de requisitos de boas práticas e de certificação; e iii. a formação, através da realização periódica de simulacros e acções de sensibilização. Riscos Ambientais Nas diferentes Companhias do Grupo, as direcções que gerem os assuntos ambientais têm sob sua responsabilidade: i. a minimização de impactes ambientais de actividades, produtos e serviços; ii. o acompanhamento dos estabelecimentos para avaliação do cumprimento de boas práticas e requisitos legais e de certificação; iii. a formação dos colaboradores para a adopção de boas práticas ambientais; e iv. a cooperação com departamentos internos e entidades externas, visando a eco-eficiência dos processos. Riscos de Segurança Física e de Pessoas A Direcção de Segurança tem a responsabilidade de assegurar a existência de condições que garantam a integridade física das pessoas e das instalações, intervindo sempre perante furtos e roubos, bem como fraudes e outras actividades ilícitas e/ou violentas perpetradas nas instalações ou contra colaboradores do Grupo. As suas tarefas assentam quer na definição e controlo de procedimentos para a prevenção da segurança e protecção do património, quer no apoio à auditoria a sistemas de segurança e de prevenção de risco. Cabe às Direcções Técnicas, em cooperação com as respectivas Direcções Operacionais, a definição e execução dos planos de manutenção regular das instalações. Na sua área de actuação destacam-se a supervisão do estado dos equipamentos eléctricos, a gestão dos meios de protecção e detecção de incêndios, e o armazenamento de materiais inflamáveis. Na Distribuição em Portugal, a coordenação do processo de gestão de Segurança e Higiene no Trabalho está a cargo do Director de Ambiente e Segurança no Trabalho. A gestão do risco nesta área envolve a definição e divulgação de normas e instruções de trabalho, a realização de acções de sensibilização e formação de colaboradores, auditorias realizadas às lojas, a elaboração da avaliação de riscos de todos os estabelecimentos, e a execução de simulacros de emergência. Riscos de Sistemas de Informação Os riscos associados a Sistemas de Informação são analisados considerando as diferentes componentes: planeamento e organização de sistemas de informação, desenvolvimento de sistemas de informação, gestão de operações, segurança de informação e continuidade. A componente de Segurança de Informação está a cargo da Direcção de Segurança de Informação e consiste na implementação e manutenção de um sistema de gestão de segurança da informação que garanta a confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação crítica para o negócio, e, ao mesmo tempo, assegure a recuperação dos sistemas em caso de interrupção das operações. Riscos de regulamentação O cumprimento da legislação é assegurado pelos Departamentos Jurídicos do Grupo. 20 _J i~.~jJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão Riscos Financeiros Factores de Risco JMR encontra-se exposta a diversos riscos financeiros, nomeadamente: risco de mercado (que inclui riscos cambiais, de taxa de juro e de preço), risco de liquidez e risco de crédito. A gestão desta categoria de riscos concentra-se na imprevisibilidade dos mercados financeiros e procura minimizar os efeitos adversos dessa imprevisibilidade no desempenho financeiro da Sociedade. A este nível, certas exposições são geridas com recurso a instrumentos financeiros derivados. A actividade desta área é conduzida ao nível da Holding do Grupo Jerónimo Martins pela Direcção de Operações Financeiras sob supervisão da Direcção Executiva, O Departamento de Gestão de Risco é responsável pela identificação, avaliação e cobertura de riscos financeiros, seguindo para o efeito as linhas de orientação que constam da Política de Gestão de Riscos Financeiros aprovada em Abril de 2009 pelo Conselho de Administração. a) Risco de Mercado ai.) Risco Cambial A principal fonte de exposição relevante a risco cambial advém dos financiamentos em dólares norteamericanos contratados em 2004, com as seguintes características: Financiamento Private Placement #2 Montante $96.000.000,00 Maturidade 23-06-2014 Convêm referir que durante o ano de 2011 foi pago um financiamento de $84.000.000 que também havia sido contratado em 2004, reduzindo-se simultaneamente a carteira de swaps cambiais, que actualmente é composta somente por um swap cambial que replica de forma perfeita os termos do financiamento: Financiamento Swap #2 Montante $96.000.000,00 Contra-valor 80.536.912,75 € Maturidade 23-06-2014 Desta forma, a exposição líquida ao Dólar norte-americano resultante destas transacções é nula, não tendo sofrido quaisquer alterações de 2010 para 2011. Além dessas exposições, a Sociedade adquire, no âmbito das actividades comerciais das suas subsidiárias, mercadorias designadas em moeda estrangeira, primordialmente Zloty e Dólares norte-americanos. Regra geral, são transacções de montante reduzido e com exposição temporal muito curta. Sendo que quando o montante do fluxo financeiro for superior a €1.000.000 a política do grupo é realizar a cobertura de 100% do valor. A gestão de risco cambial das Companhias operacionais está centralizada na Direcção de Operações Financeiras da Holding. Sempre que possível, as exposições são geridas através de operações de cobertura natural, nomeadamente através da contratação de dívida financeira em moeda local. Quando tal não se revela possível, são contratadas operações, mais ou menos estruturadas, a custo zero, tais como: swaps, forwards ou opções. t1~ . . J j,.~iJR~ R&C’ll Relatório Consolidado de Gestão — A exposição do Grupo ao risco de taxa de câmbio em instrumentos financeiros reconhecidos dentro e fora de balanço, a 31 de Dezembro de 2011, era a seguinte: A 31 de Dezembro de 2011 Activos Caixa e equivalentes de caixa Investimentos financeiros disponíveis para venda Devedores e acréscimos Instrumentos financeiros derivados Total de activos financeiros Passivos Empréstimos obtidos Instrumentos financeiros derivados Credores e acréscimos Total de passivos financeiros Posição financeira líquida em balanço A 31 de Dezembro de 2010 Total de activos financeiros Total de passivos financeiros Posição financeira líquida em balanço Euro (€‘000’ Total Dólar 90.443 5.156 73.303 90.443 5.156 73.303 - - 168.902 - 168.902 340.125 9.081 681.204 1.030.409 79.798 680 59 80.537 419.923 9.761 681.263 1.110.946 (861.507) _________ (80.537) ___________ 279.653 1.096.846 151.007 (817.193) (151.007) 279.653 1.247.853 (968.200) __________ (942.044) a.2.) Risco de Taxa de Juro (Fluxos de Caixa e Justo Valor) Todos os passivos financeiros estão, de forma directa ou indirecta, indexados a uma taxa de juro de referência, o que expõe JMR a risco de cash flow. Parte desses riscos são geridos com recurso a swaps de taxas de juro, o que expõe JMR a risco de justo valor. A exposição a risco de taxa de juro é analisada de forma dinâmica. Para além da avaliação dos encargos futuros, com base nas taxas forward, realizam-se testes de sensibilidade a variações no nível de taxas de juro. A Sociedade está exposta, fundamentalmente, à curva de taxa de juro do Euro. A análise de sensibilidade é baseada nos seguintes pressupostos: Alterações nas taxas de juro do mercado afectam proveitos ou custos de juros de instrumentos financeiros variáveis; Alterações nas taxas de juro de mercado apenas afectam os proveitos ou custos de juros em relação a instrumentos financeiros com taxas de juro fixas se estes estiverem reconhecidos a justo valor; o Alterações nas taxas de juro de mercado afectam o justo valor de instrumentos financeiros derivados e outros activos e passivos financeiros; Alterações no justo valor de instrumentos financeiros derivados e outros activos e passivos financeiros são estimados descontando os fluxos de caixa futuros de valores actuais líquidos, utilizando taxas de mercado do final do ano. Para cada análise, qualquer que seja a moeda, são utilizadas as mesmas alterações às curvas de taxa de juro. As análises são efectuadas para a dívida líquida, ou seja, são deduzidos os depósitos e aplicações em instituições financeiras e instrumentos financeiros derivados. As simulações são efectuadas tendo por base os valores líquidos de dívida e o justo valor dos instrumentos financeiros derivados às datas de referência e a respectiva alteração nas curvas de taxa de juro. Baseado nas simulações realizadas a 31 de Dezembro de 2011, e ignorando o efeito dos derivados de taxa de juro, uma subida de 50 pontos base nas taxas de juro teria um impacto negativo, mantendo tudo o resto constante, de 1,7 milhões de euros (compara com 1,8 milhões de euros no final de 2010). Incorporando o efeito dos derivados de taxa de juro, o impacto líquido seria positivo em 0,2 milhões de euros. Estes efeitos estariam reflectidos em resultados do exercício. Estas simulações são realizadas no mínimo uma vez por trimestre, mas são revistas sempre que ocorrem alterações relevantes, tais como: emissão, resgate ou reestruturação de dívida, variações significativas nas taxas directoras e na inclinação das curvas de juros. / /~Y~ 22 J1~1JR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão O risco de taxa de juro é gerido com recurso a operações envolvendo derivados financeiros contratados a custo zero. b) Risco de Crédito O risco de crédito é gerido de forma centralizada. As principais fontes de risco de crédito são: depósitos bancários, aplicações financeiras e derivados contratados junto de instituições financeiras e clientes. Relativamente às instituições financeiras, JMR selecciona as contrapartes com que faz negócio com base nas notações de ratings atribuídas por uma das entidades independentes de referência. O rating mínimo aceite é de “A-”. Em relação a clientes, o risco é gerido com base na experiência e conhecimento individual do cliente, bem como através de seguros de crédito e imposição de limites de crédito, cuja monitorização é feita mensalmente e revista anualmente pela Auditoria Interna. A seguinte tabela apresenta um resumo, a 31 de Dezembro de 2011 e 2010, da qualidade de crédito dos depósitos, aplicações e instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo: (f’000’ Rating [AA- : AA] [A- : A+] [BBB- : BBB+] [BB: BB+j Não disponível 31-Dez-li Saldo 8.038 33.589 183 47.022 4 31-Dez-lO Saldo 20.038 82.066 30.143 - 10.002 Os ratings apresentados correspondem às notações atribuídas pela Standard and Poor~s. Nos casos em que as mesmas não estão disponíveis recorre-se às notações da Moody’s. A seguinte tabela apresenta uma análise da qualidade de crédito dos saldos devedores a receber sem incumprimento, nem imparidade. (C’000’ Saldos Saldos Saldos Saldos Saldos de de de de de Qualidade de crédito dos activos financeiros 31-Dez-li Saldo novos clientes (menos de 6 meses) 3.819 clientes sem histórico de incumprimento 52.885 clientes com histórico de incumprimento 3.063 outros devedores com garantias prestadas 945 outros devedores sem garantias prestadas 15.395 76.107 31-Dez-lO Saldo 2.017 44.788 3.368 39 15.566 65.778 A seguinte tabela apresenta uma análise da concentração de risco de crédito de valores a receber de clientes tendo em conta a sua exposição para com o Grupo: (€‘000’~ Concentração de risco de crédito dos activos financeiros 31-Dez-li 31-Dez-lO N.° Saldo N.° Saldo Clientes com saldo superior a 1.000.000 euros 2 50.744 3 42.660 Clientes com saldo entre 250.000 e 1.000.000 euros 2 4.634 7 3.522 Clientes com saldo inferior a 250.000 euros 1.388 4.269 1.711 3.982 Outros Devedores com saldo superior a 250.000 euros 2 11.111 103 11.542 Outros Devedores com saldo inferior a 250.000 euros 31 5.349 340 4.072 1.425 76.107 2.164 65.778 A exposição máxima ao risco de crédito, ignorando o justo valor de garantias recebidas, às datas de 31 de Dezembro de 2010 e 2011, é o respectivo valor de balanço dos activos financeiros. ~VL 23 Ji~JR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão c) Risco de Liquidez A gestão do risco de liquidez passa pela manutenção dum adequado nível de disponibilidades, assim como pela negociação de limites de crédito que permitam, não apenas assegurar o desenvolvimento normal das actividades de JMR, mas também assegurar alguma flexibilidade para absorção de choques exógenos à actividade. Na gestão deste risco, a Sociedade recorre, por exemplo, a derivados de crédito, com o intuito de minimizar o impacte do alargamento de spreads de crédito, resultantes de efeitos exógenos ao Grupo. A gestão das necessidades de tesouraria é feita com base no planeamento de curto prazo (realizado diariamente), tendo subjacente os planos anuais, que são revistos pelo menos duas vezes ao ano. A tabela abaixo apresenta as responsabilidades de JMR por intervalos de maturidade residual contratual. Os montantes apresentados na tabela são os fluxos de caixa contratuais não descontados. Adicionalmente, é de realçar que todos os instrumentos financeiros derivados que o Grupo contrata são liquidados pelo seu valor líquido. (€‘000) Exposição ao risco de liquidez 2011 Menos 1 ano Empréstimos Obtidos Locação Financeira Empréstimos Instrumentos Financeiros Derivados Credores Responsabilidades com Locações Operacionais 2010 Empréstimos Obtidos Locação Financeira Empréstimos Instrumentos Financeiros Derivados Credores Responsabilidades com Locações Operacionais 14.144 227.154 5.056 637.759 49.700 933.813 24.131 98.611 6.054 644.489 49.576 822.861 1 a 5 anos + 5 anos 11.142 200.035 3.961 - - - - 129.735 344.873 321.989 321.989 24.870 415.264 6.270 131.454 577.858 - 328.813 328.813 Gestão de Risco de Capital JMR procura manter um nível de capitais próprios adequado que lhe permita não só assegurar a sua continuidade e desenvolvimento, como também proporcionar uma adequada remuneração para os seus Accionistas e a optimização do custo do capital. O equilíbrio da estrutura de capital é monitorizado com base no rácio de alavancagem financeira (Gearing), calculado de acordo com a seguinte formula: Dívida Líquida / Fundos de Accionistas. Os rácios de Gearing a 31 de Dezembro de 2011 e 2010 eram os seguintes: Capital Investido Dívida Líquida Fundos de Accionistas Gearing 2011 955.308 342.589 612.720 55,9% (€‘000) 2010 972.02 386.72 585,300 66,1% _J .[.~4JR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 7. Respeitar o Ambiente O respeito pelo Ambiente é uma preocupação presente no crescimento dos negócios de JMR, que pretende contribuir para ligar eficazmente a oferta e a procura de modo a promover práticas de produção e de consumo mais sustentáveis. O Grupo e as suas Companhias têm levado a cabo diversas iniciativas de Gestão Ambiental que incidiram em três áreas prioritárias: Alterações climáticas; Biodiversidade; Gestão de resíduos. Com o objectivo de melhorar continuamente o desempenho ambiental das actividades, produtos e serviços das suas Companhias, o Grupo assegurou, através dos Sistemas de Gestão Ambiental baseados nos princípios e requisitos da norma ISO 14001 a actualização da legislação ambiental aplicável, a realização de diagnósticos e auditorias ambientais às unidades de negócio e a monitorização dos aspectos ambientais. - - 7.1. Principais Impactes Ambientais Em 2011, o Grupo trabalhou na redução dos impactes ambientais decorrentes de: i. consumo de água; ii. consumo de energia na conservação de alimentos, iluminação, climatização e funcionamento de equipamentos; iii. produção de resíduos sólidos orgânicos e embalagens de papel, cartão e plástico; e iv. emissões para a atmosfera e consumo de combustíveis fósseis no transporte de mercadorias e frota própria. Instalações com certificação ISO 14001 Três dos oito Centros de Distribuição (Azambuja, Vila do Conde e Guardeiras) possuem certificação segundo a norma ISO 14001:2004 para o seu sistema de Gestão Ambiental. 7.2. Biodiversidade Reconhecendo a importância da Biodiversidade para a sustentabilidade das comunidades onde desenvolvemos as nossas actividades, levámos a cabo um processo de avaliação das principais ameaças e oportunidades de melhoria no que diz respeito a essas mesmas actividades, assim como às dos nossos fornecedores, seguindo a metodologia Ecosystem Services Review (ESR) proposta pelo World Research Institute (WRI). A avaliação dos riscos associados aos diferentes serviços dos ecossistemas permitiu identificar eixos prioritários de actuação e, assim, definir uma estratégia de protecção da Biodiversidade e um plano de actividades. Os projectos contemplam diversas temáticas, essenciais na Biodiversidade nos sistemas e práticas de gestão do Grupo: • - - integração progressiva da Gestão da informação; Formação; Parceria com fornecedores; Investigação e desenvolvimento. 7.3. Alterações Climáticas As nossas Companhias apostam na adopção de um comportamento responsável e pró-activo na implementação de acções que contribuam para a redução dos consumos energéticos e para a minimização da emissão de gases com efeito de estufa, de que são exemplos as medidas de racionalização de consumo de energia. ~; ,~ ~r~dR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 7.3.1. Racionalização dos Consumos de Energia e Água Na operacionalização do compromisso de combate ao fenómeno das alterações climáticas e de reforço da racionalização dos consumos de energia, a gestão do consumo de água reveste-se da máxima importância. Assim, são continuamente desenvolvidas acções que permitam minimizar o desperdício e aumentar a eficiência da utilização deste recurso natural. 7.3.2. Redução dos Impactos Ambientais Resultantes dos Processos Logísticos É objectivo das Companhias do Grupo a redução progressiva dos impactes ambientais associados aos processos logísticos ao longo das cadeias de valor em que se inserem as suas actividades, mediante a minimização do consumo de recursos materiais e energéticos e a redução da quantidade de emissões e resíduos. Nesta óptica, destacam-se, em 2011, as seguintes acções: Limitação para 8Okm/h da velocidade de cerca de 80% da frota de distribuição, ao serviço exclusivo da JMR. Prevê-se que esta medida tenha uma redução de consumo até cerca de 1 litro por cada 100 quilómetros; Lançamento de projecto-piloto com duas viaturas híbridas do fabricante DAF, utilizadas em zonas urbanas; Reforço da operação de backhauling, tendo-se prestado este serviço a cerca de 60 fornecedores regulares, o que representou um volume de 211.158 paletes recolhidas. Estima-se que esta medida de rentabilização da frota tenha resultado numa poupança de 4.496.155 km aos fornecedores e numa diminuição de 4.343 toneladas de CO2 emitido para a atmosfera. 7.3.3. Racionalização do Consumo de Papel O consumo de papel de escritório assume no Grupo uma dimensão relevante, tendo vindo a ser desenvolvidos vários projectos que visam a sua redução, com importantes benefícios para a sustentabilidade dos recursos florestais: Na Logística, as acções de impressão frente e verso e a desmaterialização dos processos permitiram uma poupança de 5,2 milhões de folhas de papel; A gestão electrónica de encomendas, facturas e guias de remessa abrangeu 89% dos no ano transacto, o que corresponde a 91% do volume de negócios (em 2011, estimou-se ui poupança de 2,4 milhões de folhas de papel). 26 J1~1JR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 7.4. Gestão de Resíduos O Grupo aposta na prevenção, minimização e valorização dos resíduos gerados, não só mediante a sua actividade, como também através do apoio que presta aos consumidores nesta tarefa. A sensibilização dos colaboradores e das populações para práticas correctas de separação de resíduos, bem como a procura de novas soluções de valorização dos mesmos, estão na base de actuação das nossas Companhias. 7.4.1. Caracterização de Resíduos 7.4.2. Valorização de Resíduos Em 2011 destacaram-se os seguintes projectos: O Pingo Doce continuou a ampliar o número de ecopontos nas lojas, tornando-se numa referência para os clientes em matéria de valorização de resíduos. No final do ano, a rede de ecopontos abrangia 320 estabelecimentos, o que perfaz SS% do actual parque de lojas Pingo Doce, tendo sido instalados 308 Oleões, 309 recipientes para pilhas, 309 para pequenos electrodomésticos, 46 para lâmpadas fluorescentes e 46 para tinteiros; O Pingo Doce realizou junto dos seus clientes, em parceria com Ecopilhas, uma campanha “Energia de Vida”, que resultou numa recolha de 16 toneladas de pilhas e baterias usadas. 7.4.3. Ecodesign de Embalagens Reconhecendo a importância de ter uma nova perspectiva sobre as embalagens dos seus produtos, desenvolvemos parcerias com os nossos fornecedores no sentido de melhorar o perfil de eco-eficiência das embalagens, seguindo estratégias de ecodesign. Pretendemos com esta abordagem: Reduzir o impacte ambiental associado a embalagens de artigos comercializados pelas nossas Insígnias (em especial, no que concerne às suas Marcas Próprias); Reduzir os custos associados aos materiais/componentes de embalagem, bem como os associados à gestão dos resíduos de embalagem; Optimizar as operações de movimentação, transporte e exposição de mercadorias. Desde o final de 2009, as Companhias iniciaram acções neste âmbito, das quais se destacam o desenvolvimento de um Manual de Ecodesign de Embalagens e a realização de acções de demonstração junto de nove fornecedores de Marca Própria. 27~ _J i~jJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 7.5. Outras Acções Promoção do Desempenho Ambiental na Construção e Remodelação de Unidades na Distribuição Com o objectivo de minimizar os impactes ambientais na construção e na utilização de edifícios, todos os projectos de construção ou remodelação de unidades da Distribuição estão sujeitos a critérios ambientais. De salientar que, em 2011: Foi desenvolvido um “Caderno de Encargos - Ambiente” para lojas novas e remodelações que reúne um conjunto de medidas construtivas e de equipamentos para melhorar o desempenho ambiental das lojas, bem como contribuir para maiores poupanças e facilitar as operações durante o tempo de vida das mesmas. Estas medidas encontram-se divididas em seis temas ambientais: consumo de água, consumo de energia, resíduos, águas residuais, emissões para a atmosfera e ruído; Com vista à melhoria contínua do desempenho ambiental pretendido para os intervenientes em empreitadas (construção e remodelação de lojas e outros edifícios e infra-estruturas) foi desenvolvida a Norma Técnica “Gestão Ambiental em Obra”. Esta Norma define responsabilidades e sistematiza a principal legislação aplicável, bem como as boas práticas essenciais à salvaguarda do Ambiente. 7.6. Sensibilização dos Colaboradores e dos Consumidores Em 2011, o Grupo reforçou a aposta na formação e sensibilização ambiental dos seus colaboradores, com o objectivo de mudar atitudes e comportamentos e garantir uma adequada gestão de recursos naturais, emissões e resíduos. Merecem destaque as seguintes acções nesta área: • • Desenvolvimento de sinalética interna sobre a racionalização do consumo de água e energia; Acções de formação sobre práticas internas de gestão ambiental para colaboradores das Companhias. Conscientes de que as empresas devem desempenhar um papel activo na sensibilização da população em prol de um desenvolvimento sustentável, desenvolvemos em 2011 diversas iniciativas ambientais direccionadas para clientes e consumidores, das quais se destacam: • • • Sensibilização e formação ambiental dos clientes do Pingo Doce, através da publicação de diversos artigos na revista “Sabe Bem”; Afixação de sinalética e informação ambiental, de forma permanente, em 316 lojas Pingo Doce; Comercialização dos sacos de plásticos reutilizáveis por um valor simbólico de 0,02€. Em cinco anos, o Pingo Doce atingiu os seguintes resultados: redução do consumo de sacos (em peso) em 47%, redução de 7.667 toneladas de sacos depositados em aterro, redução de 15.265 toneladas de emissão em CO2, representando uma redução de 11.926 toneladas de petróleo e gás natural. Paralelamente, o Pingo Doce disponibiliza para venda aos seus clientes sacos reutilizáveis de grande formato e trolleys; Lançamento do Novo Saco Verde, desenvolvido pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED); Participação do Pingo Doce na Campanha “Energia de Vida”, promovida pela Ecopilhas. Esta campanha foi lançada no Dia Mundial do Ambiente e consistiu na distribuição de mini-pilhões nos check-outs das lojas Pingo Doce aos clientes, com vista a promover a deposição de pilhas e pequenas baterias nos pilhões existentes nas lojas; Apoio ao projecto nacional “Simula Menos Resíduos” da Agência Portuguesa do Ambiente, que consistiu na colocação em estabelecimentos de comércio de um simulador interactivo que associa a produção de resíduos a práticas de consumo. 7.7. Parcerias e Apoios Com o objectivo de apoiar projectos de recuperação de habitats naturais e proteger a Biodiversidade, as Companhias participaram nas seguintes iniciativas: • • O Pingo Doce continuou a apoiar o Oceanário de Lisboa, com uma verba anual de 100 mil euros; No âmbito da parceria do Pingo Doce com a Liga para a Protecção da Natureza, a Companhia apoiou o projecto ECOs-Locais, o qual visa promover o voluntariado ambiental a nível local. Este projecto permitiu a concretização de iniciativas por 21 equipas (cerca de 200 participantes), em 2011; No âmbito do projecto ECOs-Locais, o Pingo Doce apoiou ainda quatro acções específicas de recuperação de quatro áreas naturais em Portugal que contaram com a participação de funcionários do Grupo e dos seus familiares. Neste caso, é de salientar a limpeza de cinco ~J~28 ~ J 1~jJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão quilómetros da margem do rio Tejo, a remoção de espécies vegetais infestantes em duas áreas florestais (num total de 15.000 m2) e a recolha e encaminhamento para reciclagem, quando possível, de cerca de 4.500 kg de resíduos; No âmbito do Ano Internacional das Florestas, o Pingo Doce organizou uma acção nacional de Limpeza de Florestas, no dia 4 de Junho, à qual se associaram mais de 5.000 jovens. O apoio da Companhia consistiu na disponibilização do parque de lojas para a comunicação e promoção da acção, bem como na cedência de material para a limpeza das florestas e no fornecimento de refeições ligeiras, chapéus e t-shirts para os voluntários, num donativo no valor de 50 mil euros; Com o intuito de promover uma cultura de eco-inovação, as Companhias desenvolveram também um estudo sobre “Benchmarking dos consumos de água e energia em unidades de retalho e estabelecimentos grossistas”, em parceria com o Instituto Superior de Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. 29 1 ~1 _J jJJ~ R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 8 Perspetivas para 2012 8~1.. Conjuntura Macroeconómica Internacional O elevado clima de incerteza face ao crescimento económico mundial para 2012, com o Banco Mundial a rever para 2,5% a sua expectativa inicial, que situava o crescimento nos 3,6%, poderá representar desafios acrescidos, numa altura em que a margem de actuação da política económica nas economias mais avançadas (Estados Unidos, Japão e União Europeia) é relativamente reduzida, quer em termos de política orçamental quer em termos de política monetária. A tendência de estagnação que se espera nas economias mais desenvolvidas continuará a ser compensada pelo forte crescimento dos países emergentes e em desenvolvimento, nomeadamente através do contributo dos países asiáticos (China e India), América Latina e Rússia. Relativamente ao clima de incerteza que caracteriza o enquadramento internacional, identificam-se riscos que poderão condicionar o crescimento económico nas principais economias. No caso da União Europeia, os principais riscos ao crescimento económico são: i. a inexistência de um acordo real sobre uma política económica e orçamental comum; ii. a possibilidade de alguns países periféricos entrarem em incumprimento, com efeito de contágio a outras economias; iii. a forte política de consolidação orçamental na Zona Euro, que condicionará de forma muito significativa o crescimento; e iv. as pressões inflacionistas que possam vir a ocorrer, com impacto no poder de compra das famílias europeias. O crescimento para a Zona Euro estima-se em l,l% para 2012, quando comparado com os l,6% no ano transacto. As projecções para as economias emergentes e em desenvolvimento são mais positivas, mas também poderão estar sujeitas a riscos relacionados com uma menor procura de matérias-primas no comércio global. Segundo a projecção do FMI, este cenário de menor procura pode cortar em três pontos percentuais o crescimento estimado para estas economias, estimado em 5,4% para 2012, contra os 6,2% em 2011. No quadro da crise das dívidas soberanas, as condições de financiamento do sector bancário nos mercados internacionais têm-se deteriorado significativamente desde o início de 2010. Em 2011, o enquadramento do sistema bancário foi particularmente adverso e implicou um ajustamento de balanço da maioria dos bancos. Perante as perspectivas de abrandamento do crescimento económico e face às condições de instabilidade nos mercados financeiros, é de esperar que se mantenham ou mesmo que se agravem as condições restritivas de acesso ao crédito bancário em 2012. Prevê-se que as taxas de juro de referência dos bancos centrais das principais economias mundiais se mantenham historicamente baixas, sendo que, no caso do Banco Central Europeu, a maioria dos analistas acredita numa nova descida da taxa de juro de referência durante o primeiro semestre do corrente ano. No segundo semestre de 2011, assistiu-se a uma estagnação dos preços das matérias-primas na sequência da deterioração das perspectivas de crescimento mundial. As mais recentes expectativas de mercado para 2012 indicam uma certa estabilidade prevista para os preços das matérias-primas. 8.2~ Tendências Internacionais no Sector O ano de 2011 terminou num clima de incerteza quanto à evolução da procura e do consumo nas economias mais desenvolvidas. Esta conjuntura tem implicações directas na evolução do sector do Retalho Alimentar, esperando-se, por um lado, que os operadores concentrem os seus esforços de expansão nas economias emergentes, onde as perspectivas de crescimento são mais atractivas e, por outro, estabeleçam estratégias multicanal de modo a defender e aumentar as suas quotas de mercado nas economias desenvolvidas. É expectável continuar a assistir, em 2012, à entrada dos principais operadores internacionais em mercados como a Asia, Africa e América do Sul, como forma de garantir o seu crescimento sustentado e a melhoria do seu desempenho operacional. A estratégia multicanal irá obrigar os retalhistas a terem um conhecimento claro sobre o comportamento do consumidor, a forma como este aborda, escolhe e se move nos diferentes canais para efectuar as suas compras. Apesar desta constante inovação tecnológica, a qual tem sido a principal responsável pelo aparecimento destes novos canais, e consequente alteração no comportamento dos consumidores, as lojas físicas continuam a ser o local de compra preferido mas, cada vez mais, a tendência será para que se tornem, gradualmente, em mais um local de compra. Esta alteração irá exigir um grande esforço por parte dos ,30~ J ~.~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão retalhistas em inovação e na adequação dos formatos e dos canais em que operam actualmente, de forma a acompanhar as alterações dos padrões de consumo. 8~3~ Perspectivas para Portugal Comportamento da economia As projecções mais recentes do Banco de Portugal estimam uma contracção de 3,l% da economia portuguesa em 2012, após um recuo de 1,6% em 2011, num contexto em que a prossecução do ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos, designadamente orçamental, permanecerá como uma importante condicionante da evolução da procura interna que, em certa medida, deverá ser compensada por um crescimento das exportações e uma redução das importações. O processo de consolidação orçamental, que inclui medidas como i. a eliminação do pagamento dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos; ii. a redução dos salários e pensões mais elevados; iii. o aumento dos impostos sobre as famílias (IRS, IMI e IVA); e iv. a diminuição e eliminação de benefícios fiscais, afectará o rendimento líquido disponível das famílias. Em sentido contrário, é expectável que a taxa de juro do Banco Central Europeu volte a baixar, o que conduzirá a uma descida das prestações do crédito à habitação. O consumo privado deverá cair 6v/o em 2012, após uma contracção de 3,6% em 2011, traduzindo o impacto das medidas de consolidação orçamental, bem como a incerteza face à natureza de medidas adicionais que venham a revelar-se necessárias. A redução projectada na formação bruta do capital fixo, em 12,8%, é ligeiramente superior à queda de 11,2% verificada em 2011. Esta projecção tem subjacentes as perspectivas da evolução negativa da procura e do rendimento e as decisões de investimento das empresas e famílias, sendo de esperar também a manutenção das condições restritivas de acesso ao financiamento bancário e uma redução muito significativa do investimento público. No que concerne ao mercado de trabalho, a contracção da actividade económica deverá implicar, de acordo com a estimativa do Orçamento de Estado para 2012, uma taxa de desemprego de l3,4% em 2012, após 12,5% em 2011. Esta evolução reflecte a contracção do emprego no sector privado e no sector público, embora mais pronunciada neste último. Após um crescimento de 3,6% do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) no ano que findou, perspectiva-se um crescimento de 3,2% no presente ano, de acordo com o Boletim de Inverno, publicado em 2011 pelo Banco de Portugal. A relativa estabilidade da taxa de inflação em 2012 resulta da combinação de uma aceleração dos preços da componente não energética e de um forte abrandamento da componente energética. Esta evolução traduz, por um lado, a dissipação dos efeitos decorrentes do aumento da taxa normal do IVA no início de 2011 e, por outro, o abrandamento dos preços de importação de bens não-energéticos. A componente energética reflecte dois efeitos contrários. Por um lado, o aumento da tributação indirecta sobre a electricidade e o gás natural, desde Outubro de 2011, e por outro, a redução do preço do petróleo, após o significativo aumento verificado no ano passado. A correcção da procura interna, com uma redução do consumo privado e público, deverá ocorrer em simultâneo com o aumento das exportações no contexto do processo de desalavancagem do sector privado, permitindo uma melhor estrutura de financiamento, com taxas de poupança mais enquadradas com o nível de rendimento esperado para a economia portuguesa. Mercado de Retalho Alimentar Moderno em Portugal 2011 foi um ano particularmente difícil para as famílias portuguesas, que sentiram um impacto negativo no seu rendimento. Em 2012, perspectiva-se novamente um período recessivo e consequente aumento dos níveis de desemprego, para lá dos níveis de 2011. A adopção de medidas restritivas no Orçamento do Estado para 2012 irá causar nova diminuição generalizada do rendimento disponível. Espera-se, assim, um agravamento ainda mais significativo do nível de vida da população portuguesa. Neste contexto, no presente ano espera-se uma retracção ainda mais significativa do consumo privado e prevê-se um agravamento das tendências já identificadas em 2011, como o aumento da frequência de 5u ~ J 1~1JR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão compra (diminuindo o valor por compra), o aumento da procura por produtos menos dispendiosos, com preferência pelas Marcas Próprias, e uma atenção redobrada ao preço, para além de uma transferência natural do consumo fora de casa para dentro de casa. O Retalho Alimentar sofrerá directamente com a conjuntura actual. Dever-se-á manter, de forma geral, a oferta nos produtos de Marca Própria e um maior foco no preço. E ainda expectável que o ritmo de expansão mantenha a tendência verificada nos últimos dois anos, com a redução do número de aberturas durante o ano de 2012. 8.4. Perspectivas para o Retalho Alimentar em Portugal: Pingo Doce O Pingo Doce iniciou o ano de 2012 preparado para o agravamento expectável da conjuntura económica e das condições de vida das famílias. As alterações nos hábitos de consumo verificadas em 2011, referidas anteriormente, irão intensificar-se em 2012. Desta forma, dois factores fundamentais irão destacar-se: preço e proximidade. Nesse sentido, o Pingo Doce, através de uma notoriedade e posicionamento únicos no mercado, que se baseiam na excelência da Marca Própria a preços competitivos, na diferenciação em Perecíveis, no posicionamento claro em preço baixo e estável e num equilíbrio entre sortido e ambiente de loja, tem a capacidade para se manter como estabelecimento de referência para os consumidores. Em 2012, a Companhia continuará a destacar-se através de uma Marca Própria de qualidade e de uma oferta inovadora e adaptada às necessidades dos consumidores. Tal como aconteceu em 2011, o Pingo Doce continuará a desenvolver um trabalho de parceria com os fornecedores de Frescos e Marca Própria e manterá o seu foco no preço, através de uma política de eficiência que permita transferir os ganhos daí decorrentes para o consumidor. J~ jJ R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão 9. Factos Subsequentes Até à data de conclusão deste relatório não ocorreram factos significativos que não se encontrem reflectidos nas Demonstrações Financeiras. 10. Proposta de Aplicação de Resultados No exercício de 2011, JMR - Gestão de Empresas de Retalho, S.A. apresentou um lucro consolidado de 24.629.622,28 euros e um lucro nas contas individuais de 14.469.855,75 euros. O Conselho de Administração propõe que os resultados líquidos do exercício sejam aplicados da seguinte forma: Reserva Legal 723.492,79 euros. Reservas livres 13.746.362,96 euros. A Assembleia Geral deliberará sobre a distribuição de dividendos aos Accionistas. Lisboa, 29 de Fevereiro de 2012 O Conselho de Administração ~ 33 R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão Glossário Financeiro Margem EBITDA = (+ Resultados Operacionais + Depreciações - Resultados Operacionais Não Recorrentes) / Vendas e Prestações de Serviços Margem EBIT = (+ Resultados Operacionais - Resultados Operacionais Não Recorrentes) / Vendas e Prestações de Serviços Cash Flow = + Resultado Líquido + Depreciações alienações e financeiros) - Impostos Diferidos - Itens Não Recorrentes (operacionais, Dívida Líquida = + Empréstimos por Obrigações + Dívidas a Instituições de Crédito + Outros Empréstimos Obtidos +1- Instrumentos Financeiros Derivados - Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários + Leasings + Juros em Balanço Fundos Próprios + Capital Social controlam = + Reservas e Resultados Retidos + Resultado Líquido do Ano + Interesses que não Gearing = (Dívida Líquida / Fundos Próprios) Vendas Iike-for-Iike Vendas das lojas que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos em análise. Excluem-se as lojas que abriram, encerraram ou sofreram remodelações profundas num dos dois períodos. _J i.~iJR R&C’ll — Relatório Consolidado de Gestão Anexo ao Relatório Consolidado de Gestão INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 31 DEZEMBRO DE 2011 DE DE (De acordo com a disposição no artigo 447v do Código das Sociedades Comerciais) Nenhum dos membros dos órgãos de Administração e de Fiscalização é titular quer de acções quer de obrigações da sociedade. Lista dos Titulares de Participações Qualificadas a 31 de Dezembro de 2011 (De acordo com a disposição no artigo 448° do Código das Sociedades Comerciais) Accionista N° Acções detidas % Capital Jerónimo Martins, SGPS, SÃ. Através da Tagus — Retail & Services Investments, B.V. 33.660.000 51°h Koninklijke Ahold NV Através da Ahold International Sàrl 32.340.000 (~‘35 ‘ JiJR Demonstrações Financeiras Consolidadas 2011 É,’ JMR - GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES PARA OS ANOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 Valores expressos em milhares de euros Notas 2011 Vendas e prestações de serviços Custo das vendas Proveitos e custos suplementares 3.215.004 3.048.906 (2.526.812) 139,655 (2.382.758) 128.570 827.847 794.718 (674.774) (643.635) (73.589) (7.868) (71.495) (4.894) 71.616 74.694 6 (20.581) (24.161) 9.2 (1.801) (5.142) 49.234 45.391 (24.478) (11.329) 24.756 34.062 126 24.630 84 33.978 0,3732 0,5148 3 Margem Custos de distribuição Custos administrativos Resultados operacionais não usuais 4 9.1 Resultados operacionais Custos financeiros líquidos Perdas em outros investimentos Resultados antes de impostos Imposto sobre o rendimento do exercício 2010 8 Resultados líquidos (antes de interesses que não controlam) Atribuível a: Interesses que não controlam Aos Accionistas de JMR Resultado básico e diluído por acção- Euros 21.2 Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo 37 JMR - GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SÃ. BALANÇO CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 Valores expressos em milhares de euros Notas 2011 2010 Activo Activos fixos tangíveis Propriedades de Investimento Activos intangíveis Activos financeiros disponíveis para venda Devedores e acréscimos e diferimentos Impostos diferidos activos 10 12 11 14 17 16.1 1.138.488 51.121 286.962 5.156 73.639 11.096 1.133.981 51.364 289.089 5.156 59.843 10.412 1.566.462 1.549.845 137.584 2.578 78.754 90.443 140.165 3.337 70.805 143.915 309.359 358.222 1.875.821 1.908.067 330.000 77.142 198.680 330.000 74,808 173.685 605.822 578.493 6.898 6.807 612.720 585.300 195.581 6.858 12.327 910 34.979 28.453 408.499 12.867 11.635 935 7.335 23.352 279.108 464.623 727.967 224.342 2.903 28.756 25 719.583 99.701 7.246 31.589 25 983.993 858.144 1.875.821 1.908.067 Total de activos não correntes Existências Impostos a recuperar Devedores e acréscimos e diferimentos Caixa e equivalentes de caixa 15 16.2 17 18 Total de activos correntes Total do activo Capital próprio e passivo Capital Reservas de reavaliação e outras reservas Resultados retidos 20.2 20.1 Interesses que não controlam Total do capital próprio Empréstimos obtidos Instrumentos financeiros derivados Benefícios concedidos a empregados Proveitos diferidos — subsídios do Estado Provisões para riscos e encargos Impostos diferidos passivos 22 13 23 24 16.1 Total de passivos não correntes Credores e acréscimos e diferimentos Empréstimos obtidos Instrumentos financeiros derivados Impostos a pagar Proveitos diferidos — subsídios do Estado 25 22 13 16.2 Total de passivos correntes Total do capital próprio e passivo Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo V ~38~ JMR - GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A. DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO Valores expressos em milhares de euros Capital próprio atribuível aos accionistas de JMR Notas Balanço em 1 de Janeiro de 2010 Variações no Capital Próprio em 2010 Reavaliaç6es de activos fixos: - do exercido de 2010 - pela alienação de Imóveis reavaliados Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa Alteração de interesses que não controlam Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio Resultado do exercício de 2010 Total de ganhos e perdas reconhecidas no período Dïvidendos Balanço em 31 de Dezembro de 2011 reservas 83.324 330.000 159.090 Interesses que nao controlam 572.414 6.712 579.126 (5.216) (1.620) (1.671) (9) (8.516) (5.216) (1) (5.217) 20.1 20.1 330.000 1.620 - (8.516) (2) 1.618 33.978 35.596 (1.671) (11) (6.898) 33.978 27.080 11 10 84 94 (6.888) 34.062 27.174 74.808 (21.001) 173.685 (21.001) 578.493 1 6.807 (21.000) 585.300 842 (327) 1.822 (3) 2.334 - 20.1 20.1 330.000 842 - - 1,822 2.334 38 365 24,630 24.995 1.822 35 2.699 24.630 27.329 - - - 77.142 198.680 605.822 6.898 Valores expressos em milhares de euros 2011 Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa Reavaliações de activos fixos 2010 1.822 (1.671) 842 (5.217) 2.664 (6.888) Resultado líquido 24.756 34.062 Total de Ganhos e Perdas reconhecidos 27.420 27.174 Resultados reconhecidos directamente nos Capitais Próprios 842 327 DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS GANHOS E PERDAS RECONHECIDOS NOS CAPITAIS PRÓPRIOS Atribuível a: Interesses que não controlam (1.671) 20.1 Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo Accionistas de JMR Total do Capital proprio 20.1 Dividendos Balanço em 31 de Dezembro de 2010 Variações no Capital Próprio em 2011 Reavaliaç6es de activos fluos: do exercício de 2011 - transferência de terrenos para propriedades de investimento Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa Alteração de interesses que não controlam Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio Resultado do exercício de 2011 Total de ganhos e perdas reconhecidas no período Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. Reservas reavaliaçao Resultados Capital e outras retidos Total — 91 94 27.329 27.080 (35) (35) 126 91 - 2.664 24.756 27.420 612.720 JMR - GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SÃ. DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA PARA OS ANOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010 Valores expressos em milhares de euros Notas Actividades operacionais Recebimentos de clientes Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal Caixa gerada pelas operaçães Juros pagos Imposto sobre o rendimento pago 19 Fluxos de caixa de actividades operacionais Actividades de investimento Alienação de activos fixos tangíveis Alienação de activos financeiros disponíveis para venda e de propriedades de investimento Juros recebidos Dividendos recebidos Aquisição de empresas do grupo e associadas Aquisição de activos fixos tangíveis Aquisição de activos intangíveis 2011 2010 3.577.012 (3.389.342) 187.670 (22.097) (17.418) 3.402.955 (3.176.574) 226.381 (24.816) (11.119) 148.155 190.446 6.806 43.374 (113.841) (932) 11.630 1.027 11 (2.460) (120.606) (1.189) (105.952) (68.213) - 2.006 g 6 - Fluxos de caixa de actividades de investimento Actividades de financiamento Recebimentos relativos a outros empréstimos Pagamento de empréstimos Pagamento de dividendos - 25.047 (40.116) (21.000) Fluxos de caixa de actividades de financiamento (95.675) (36.069) Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa (53.472) 86.164 143.915 (53.472) - 57.748 86.164 3 90.443 143.915 - (95.675) Movimentos de caixa e equivalentes Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa Efeito da aquisição de empresas do grupo e associadas Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 18 Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo 4oj~ J iJ \ Índice das notas às demonstrações financeiras consolidadas Notas às demonstrações 31 de Dezembro financeiras de consolidadas 2011 e 2010 Página 1 Actividade 42 2 Políticas contabilísticas 42 3 Proveitos e custos suplementares 56 4 Custos de distribuição e administrativos 56 5 Custos com o pessoal 56 6 Custos financeiros líquidos 57 7 Instrumentos financeiros 57 8 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 57 9 Resultados operacionais não usuais e perdas em outros investimentos 58 10 Activos fixos tangíveis 59 11 Activos intangíveis 61 12 Propriedades de investimento 62 13 Instrumentos financeiros derivados 62 14 Activos financeiros disponíveis para venda 63 15 Existências 63 16 Impostos 64 17 Devedores e acréscimos 65 18 Caixa e equivalentes de caixa 65 19 Caixa gerada pelas operações 66 20 Capital e reservas 66 21 Resultado por acção 67 22 Empréstimos obtidos 67 23 Benefícios dos empregados 68 24 Provisões e ajustamentos para o valor de realização 70 25 Credores e acréscimos 70 26 Garantias 70 27 Locação operacional 70 28 Compromissos de capital 71 29 Contingências 71 30 Partes relacionadas 73 31 73 Empresas do Grupo 32 Interesses em empresas controladas conjuntamente 74 33 Informações adicionais exigidas por diplomas legais 74 34 Eventos subsequentes à data do balanço 75 J iJ 1 Notas às demonstrações 31 de financeiras consolidadas ~ Actividade O Grupo JMR é constituído por um grupo de empresas que se dedicam fundamentalmente à distribuição e venda de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo. JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A., (JMR) é a Holding do Grupo, tendo uma influência significativa na tomada de decisões em todas as empresas, incluindo aquelas em que detém uma participação minoritá ria. Sede Social: Rua Tierno Galvan, Torre 3, 90, Letra J - 1099-008 Lisboa Capital Social: 330.000.000 euros Número Comum de Matrícula na C.R.C. de Lisboa e de Pessoa Colectiva: 501917101 JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA é detida indirectamente pelas empresas multinacionais, Jerónimo Martins, SGPS, S.A. com 33.660.000 acções, representando 51% do capital social, e a Koninklijke Ahold NV, com 32.340.000 acções, representando 49% do capital social. Estas demonstrações financeiras consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 29 de Fevereiro de 2012. 2 Políticas contabilísticas As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras consolidadas encontram-se descritas abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos comparativos, excepto quando referido em contrário. 2.1. Bases de apresentação Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (m EUR). As demonstrações financeiras consolidadas da JMR foram preparadas em conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia à data de 31 de Dezembro de 2011. As demonstrações financeiras consolidadas da JMR foram preparadas segundo o princípio do custo histórico excepto no que respeita a terrenos incluídos em activos fixos tangíveis, propriedades de investimento, instrumentos financeiros derivados, investimentos financeiros detidos para negociação e activos financeiros disponíveis para venda onde se incluem as partes de capital referidas na nota 2.8, os quais se encontram registados ao respectivo justo valor (valor de mercado). A preparação de demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites requer o uso de estimativas e assunções que afectam as quantias reportadas de activos e passivos, assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de reporte. Apesar destas estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão em relação aos eventos e acções correntes, em última análise, os resultados reais podem diferir dessas estimativas. No entanto, é convicção da gestão que as estimativas e assunções adoptadas não incorporam riscos significativos que possam causar, no decurso do próximo exercício, ajustamentos materiais ao valor dos activos e passivos (nota 2.24). A gestão de riscos financeiros, tal como previsto no IFRS 7 detalhada no Relatório Consolidado de Gestão. — Instrumentos Financeiros: Divulgações, encontra-se Alteração de Políticas Contabilísticas e Bases de Apresentação O Grupo adoptou em 2011 um conjunto de normas e alterações a normas emitidas pelo InternationalAccounting Board (IASB), assim como interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretations Committee (IFRIC), as quais são de aplicação obrigatória em 2011 e já haviam sido adoptadas pela União Europeia. Nenhuma das normas abaixo descritas tem impacto material nas demonstrações financeiras consolidadas da JMR: Standards i) O Regulamento n.° 574/2010 adoptou as alterações ao IFRS 1 - Adopção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro e ao IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: Divulgações, que clarifica o limite às isenções de divulgação de comparativos ao abrigo do IFRS 7, nas divulgações de entidades a aplicar as normas pela primeira vez. A sua aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após 30 de Junho de 2010; ii) O Regulamento n.° 632/2010 adoptou a revisão ao IAS 24 - Partes Relacionadas, com o objectivo de simplificar a definição de partes relacionadas, assim como remover algumas inconsistências internas e permitindo algumas isenções para as entidades governamentais. A sua aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após 31 de Dezembro de 2010; Notas às demonstrações financeiras consolidadas 3ldeDezembrode2Olle2OlO ‘~ iii) O Regulamento n.° 633/2010 adoptou as alterações ao IFRIC 14 - O Limite sobre um Activo de Benefícios Definidos, Requisitos de Financiamento Mínimo e Respectiva Interacção, cujo objectivo é remover uma consequência não intencional da IFRIC 14, na qual segundo certas circunstâncias, uma contribuição antecipada deveria ser reconhecida como despesa. A sua aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após 31 de Dezembro de 2010; iv) O Regulamento n.° 662/2010 adoptou a IFRIC 19 - Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos de Capital. Esta interpretação vem clarificar o tratamento contabilístico a adoptar quando um passivo financeiro é renegociado resultando na entrega de instrumentos de capital emitidos pela entidade. A sua aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após 30 de Junho de 2010. Ainda em 2011 foram adoptadas pela Comissão Europeia um conjunto de alterações às Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB e interpretações emitidas pelo IFRIC, as quais, baseado na avaliação efectuada pelo Grupo, não têm impacto significativo nas demonstrações financeiras: i) O Regulamento n.° 149/2011, adoptou os melhoramentos introduzidos nas normas IFRS 1, IFRS 3, IFRS 7, IAS 1, IAS 27, IAS 34 e IFRIC 13, que haviam sido emitidos pelo IASB em Maio de 2010. Estas alterações são de aplicação obrigatória para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2011; ii) O Regulamento n.° 1205/2011 adoptou as alterações introduzidas ao IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: Divulgações, estas alterações que haviam sido emitidas pelo IASB em Outubro de 2010, pretendem melhorar os requisitos de divulgação na transferência de activos financeiros. Torna-se de aplicação efectiva para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Julho de 2011. Adicionalmente, o IASB emitiu em 2009 e 2011 as seguintes normas que se encontram ainda em processo de aprovação pela União Europeia: i) Em Novembro de 2009, o IASB emitiu a nova norma IFRS 9 - Instrumentos Financeiros: Classificação e Mensuração. Esta norma substitui parcialmente a IAS 39 e é de aplicação obrigatória para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2015; ii) Em Dezembro de 2010, o IASB emitiu alterações ao IFRS 1 - Adopção pela Primeira Vez das Normas Internacionais de Relato Financeiro. As alterações introduzidas substituem referências a datas fixas de transição e estabelece isenções adicionais para as entidades que estiveram sujeitas a hiperinflação severa. Estas alterações são efectivas a partir de Julho de 2011; iii) Em Dezembro de 2010, o IASB emitiu alterações ao IAS 12 - Impostos sobre o Rendimento, que estabelece os requisitos para determinar se um activo mensurado ao justo valor, de acordo com o modelo previsto no IAS 40 - Propriedades de Investimento, é recuperado pelo seu uso ou através de venda. Esta alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após ide Julho de 2011; iv) Em Maio de 2011, o IASB emitiu o IFRS 10 — Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 11 — Acordos Conjuntos, IFRS 12 — Divulgações de Interesses em Outras Entidades. Estas normas têm aplicação nos exercícios que se iniciem a partir de 1 de Janeiro de 2013: v) a. A IFRS 10 substitui parcialmente a IAS 27 — Demonstrações Financeiras Consolidadas e Individuais bem como a SIC 12- Consolidação de Finalidades Especiais. A norma estabelece um modelo de consolidação único em que identifica o controlo como a base para a consolidação de todos os tipos de entidades; b. A IFRS ii substitui a IAS 31 — Interesses em Empreendimentos Conjuntos bem como a SIC 13 — Entidades Controladas Conjuntamente — Contribuições Não monetárias por Empreendedores. A norma estabelece os princípios para a classificação dos interesses em acordos conjuntos; c. A IFRS 12 vem agregar, introduzir melhorias e substituir os requisitos de divulgação relativos a subsidiárias, acordos conjuntos, associadas e entidades não consolidadas; d. Com a introdução destas novas normas o IASB procedeu a alteração e renomeação da IAS 27 — Demonstrações Financeiras Individuais e da IAS 28 — Investimentos em Associadas e Entidades Controladas Conjuntamente. Em Maio de 2011, o IASB emitiu o IFRS 13 — Mensuração do Justo Valor, o qual vem definir um modelo para mensuração do justo valor, bem como um conjunto de divulgações relativas ao seu apuramento. Esta norma torna-se efectiva para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2013; vi) Em Junho de 2011, o IASB emitiu alterações ao IAS 19 — Benefícios de Empregados. As alterações introduzidas pretendem melhorar o reconhecimento e os requisitos de divulgação relativos aos planos de benefício definido. Esta alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2013; vii) Em Junho de 2011, o IASB emitiu alterações ao IAS 1 — Apresentação de Demonstrações Financeiras. As alterações introduzidas pretendem melhorar a apresentação das componentes da Demonstração Consolidada de Ganhos e Perdas Reconhecidos no Capital Próprio. Esta alteração torna-s~fectiva para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Julho de 2012; ~43 ~ ~ ,..J i~J ~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 viii) Em Outubro de 2011, o IFRIC emitiu a interpretação IFRIC 20 — Custos de Decapagem na fase de produção de uma mina de superfície. Esta interpretação torna-se efectiva para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2013; ix) Em Dezembro de 2011, o IASB emitiu alterações ao IFRS 7 — Instrumentos Financeiros — Divulgações, tendo publicado novos requisitos de divulgação relativos a compensação de activos financeiros e passivos financeiros. Esta alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2013; x) Em Dezembro de 2011, o IASB emitiu alterações ao IAS 32 — Instrumentos Financeiros — Apresentação, tendo clarificado os requisitos relativos à compensação de activos financeiros e passivos financeiros. Esta alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2014. Os impactos mais relevantes das novas normas ou alterações às normas existentes prendem-se com alterações ao método de consolidação dos empreendimentos conjuntos, assim como pequenas alterações na forma de apresentação de informação financeira, pelo que da sua aplicação não resultarão alterações à situação patrimonial do Grupo. 2,2. Bases de consolidação Datas de referência As demonstrações financeiras consolidadas, com referência a 31 de Dezembro de 2011, incluem os activos, os passivos e os resultados das empresas do Grupo, entendido como o conjunto da JMR e das suas filiais e associadas, as quais são apresentadas na nota 31. Participações financeiras em empresas do Grupo Empresas do Grupo (subsidiárias) são as Companhias controladas por JMR. Existe controlo quando JMR tem, directa ou indirectamente, mais de metade dos direitos de voto, ou, por outro lado, tem o poder para dirigir as políticas financeiras e operacionais da Companhia com o objectivo de usufruir dos benefícios resultantes da sua actividade. Presume-se que existe controlo quando a percentagem de participação é superior a 5O%. As Empresas do Grupo são incluídas na consolidação pelo método da consolidação integral desde a data em que o controlo é adquirido até à data em que o mesmo efectivamente termina. Na contabilização de aquisição de subsidiárias é utilizado o método da compra. O custo da aquisição corresponde ao justo valor dos activos entregues, acções emitidas e passivos assumidos à data da aquisição. Os custos directamente imputáveis à aquisição são reconhecidos em resultados quando incorridos. Nos casos em que não é detido 100% do capital das subsidiárias, é reconhecido um interesse que não controla relativo à parcela dos resultados e do valor líquido de activos atribuível a terceiros. As políticas contabilísticas seguidas pelas Companhias, no cumprimento das suas obrigações legais e estatutárias, sempre que necessário foram corrigidas no processo de consolidação por forma a assegurar a consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo. Participações financeiras em empresas associadas Empresas associadas são as empresas sobre cujas políticas financeiras e operacionais a JMR exerce uma influência significativa. Presume-se que existe influência significativa quando a percentagem de participação é superior a 2O%. Estas participações financeiras são consolidadas pelo método da equivalência patrimonial, isto é, as demonstrações financeiras consolidadas incluem o interesse do Grupo no total de ganhos e perdas reconhecidos da associada, desde a data em que a influência significativa começa até à data em que efectivamente termina. Sempre que o total de perdas atribuíveis ao Grupo exceda o valor da participação financeira na associada, o Grupo não reconhece mais perdas, excepto quando tenha incorrido em obrigações ou tenha efectuado pagamentos em nome da associada. Participações financeiras em empresas controladas conjuntamente As empresas controladas conjuntamente são aquelas sobre as quais o Grupo exerce um controlo conjunto estabelecido por acordos parasociais. Estas empresas são incluídas na consolidação pelo método da consolidação proporcional, ou seja, as demonstrações financeiras consolidadas incluem a parcela atribuível ao Grupo dos activos, passivos e resultados acumulados destas empresas, desde a data em que o controlo conjunto se inicia até que ele efectivamente termina. Goodwill GoodwilI representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos e passivos identificáveis atribuíveis ao Grupo à data da aquisição ou da primeira consolidação. Se o custo de aquisição for inferior ao justo valor dos activos líquidos da subsidiária adquirida, a diferença é reconhecida directamente em resultados do exercício. J li 1 Notas às demonstrações 31 de Dezembro financeiras de consolidadas 2011e2010 À data do balanço o Grupo avalia se existe alguma indicação de imparidade. Se existir tal indicação, é efectuada uma avaliação quanto à recuperabilidade do valor líquido do Goodwill, sendo reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor contabilístico do Goodwill excede o seu valor recuperável (nota 2.13). O ganho ou perda na alienação de uma entidade inclui o valor contabilístico do Goodwill relativo a essa entidade, excepto quando o negócio a que esse Goodwill está associado continue a gerar benefícios para o Grupo. Interesses que não controlam Interesses que não controlam correspondem à proporção do justo valor dos activos, passivos e passivos contingentes das subsidiárias adquiridas que não são directa, ou indirectamente, atribuíveis a JMR. As transacções com interesses que não controlam são tratadas como transacções com detentores dos capitais próprios do Grupo. Em qualquer aquisição de Interesses que não controlam, a diferença entre o valor pago e o valor contabilístico das acções adquiridas é reconhecido nos capitais próprios. Os ganhos ou perdas nas vendas a Interesses que não controlam são reconhecidos nos capitais próprios. Quando o Grupo deixa de ter controlo ou influência significativa, qualquer participação residual nos capitais próprios é remensurada para o seu valor de Mercado, com as alterações a serem reconhecidas na demonstração dos resultados. O justo valor é o valor contabilístico inicial para efeitos de subsequente tratamento contabilístico dessa participação como activo financeiro. Saldos e transacções entre empresas do Grupo Os saldos e as transacções, bem como ganhos não realizados, entre Companhias do Grupo e entre estas e a empresa-mãe são anulados na consolidação. As perdas não realizadas são também eliminadas, salvo se o custo não puder ser recuperado. Ganhos não realizados decorrentes de transacções com empresas associadas ou empresas conjuntamente controladas são anulados na consolidação na parte atribuível ao Grupo. As perdas não realizadas são da mesma forma eliminadas, salvo se proporcionarem prova de imparidade do activo transferido. 2.3V Transacções em moeda estrangeira As transacções em moeda estrangeira são convertidas para Euros à taxa de câmbio em vigor à data da transacção. À data do balanço, os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos à taxa de câmbio em vigor a essa data e as diferenças de câmbio resultantes dessa conversão são reconhecidas como resultados do exercício, excepto quando se tratam de activos e passivos que sejam classificados como cobertura de investimentos em entidades estrangeiras, para os quais, as diferenças de câmbio resultantes são diferidas nos capitais próprios. As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes: Taxas de câmbio de referência do Euro (x de moeda estrangeira por 1 Euro) Zloty da Polónia (PLN) ~ Dólar dos Estados Unidos da América (USD) Taxa em 31 de Dezembro de 2011 4,4580 1,2987 2~4. Instrumentos financeiros derivados O Grupo utiliza derivados com o único objectivo de gerir os riscos financeiros a que se encontra sujeito. De acordo com as suas políticas financeiras, o Grupo não utiliza derivados para especulação. Apesar de os derivados contratados pelo Grupo corresponderem a instrumentos eficazes na cobertura económica de riscos, nem todos qualificam como instrumentos de cobertura contabilística de acordo com as regras e requisitos do IAS 39. Os instrumentos que não qualifiquem como instrumentos de cobertura contabilística são registados no balanço pelo seu justo valor e as variações no mesmo são reconhecidas em resultados. Sempre que disponível, o justo valor dos derivados é estimado com base em instrumentos cotados. Na ausência de preços de mercado, o justo valor dos derivados é estimado através do método de fluxos de caixa descontados e modelos de valorização de opções, de acordo com pressupostos geralmente utilizados no mercado. Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação (trade date), pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período, excepto no que se refere aos derivados de cobertura de fluxo de caixa. O reconhecimento das variações de justo valor dos derivados de cobertura depende da natureza do risco coberto e do modelo de cobertura utilizado. 1 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 jJ~J~:~ ‘~ 2~5~ Contabilidade de cobertura Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura podem ser classificados contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram, cumulativamente, com as seguintes condições: (i) À data de início da transacção a relação de cobertura encontra-se identificada e formalmente documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento de cobertura e a avaliação da efectividade da cobertura; (ii) Existe a expectativa de que a relação de cobertura seja altamente efectiva, à data de início da transacção e ao longo da vida da operação; (iii) A eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da transacção e ao longo da vida da operação; (iv) Para operações de cobertura de fluxos de caixa os mesmos devem ser altamente prováveis de virem a ocorrer. Risco de taxa de juro (cobertura de fluxos de caixa) Sempre que as expectativas de evolução de taxas de juro o justifiquem, o Grupo procura contratar operações de protecção contra movimentos adversos, através de instrumentos derivados, tais como interest rate swaps (IRS), caps e fioors, FRA~s, entre outros. Na selecção de instrumentos são essencialmente valorizados os aspectos económicos dos mesmos. São igualmente tidas em conta as implicações da inclusão de cada instrumento adicional na carteira existente de derivados, nomeadamente os efeitos em termos de volatilidade nos resultados. As operações que qualifiquem como instrumentos de cobertura em relação de cobertura de fluxo de caixa são registadas no balanço pelo seu justo valor e, na medida em que sejam consideradas coberturas eficazes, as variações no justo valor dos instrumentos são inicialmente registadas por contrapartida de capitais próprios e posteriormente reclassificadas para a rubrica de custos financeiros. No entanto, tratando-se de uma cobertura de uma transacção futura que resulta no reconhecimento de um activo não financeiro (por exemplo: Existências), os ganhos ou perdas previamente diferidos em capital próprio são transferidos e incluídos na valorização inicial do activo. Se as operações de cobertura apresentarem ineficácia, esta é registada directamente em resultados. Desta forma e em termos líquidos, os custos associados aos financiamentos cobertos são periodificados à taxa inerente à operação de cobertura contratada. Quando um instrumento de cobertura expira ou é vendido, ou quando a cobertura deixa de cumprir os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, as variações de justo valor do derivado acumuladas em reservas são reconhecidas em resultados quando a operação coberta também afectar resultados. Risco de taxa de juro (cobertura de justo valor) Para operações de financiamento contratadas em moeda estrangeira ou a taxa de juro fixa, que não se tratem de coberturas naturais de investimentos numa operação estrangeira, sempre que se justifique, JMR procura contratar operações de cobertura de justo valor como instrumento de redução da volatilidade que esses financiamentos podem trazer às demonstrações financeiras do Grupo. Os instrumentos de cobertura que sejam designados e qualifiquem como de cobertura de justo valor, são registados no balanço pelo seu justo valor por contrapartida de resultados. Paralelamente, as alterações ao justo valor dos instrumentos cobertos, na componente que está a ser coberta, é também ajustada por contrapartida de resultados. Qualquer ineficácia das coberturas é reconhecida em resultados. Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, o instrumento financeiro derivado é transferido para a carteira de negociação e a contabilidade de cobertura é descontinuada prospectivamente. Caso o activo ou passivo coberto corresponda a um instrumento de rendimento fixo, o ajustamento de revalorização é amortizado até à sua maturidade pelo método da taxa efectiva. Risco de taxa de câmbio No que respeita ao risco cambial, o Grupo prossegue uma política de cobertura natural recorrendo a financiamento em moeda local sempre que as condições de mercado (nomeadamente o nível das taxas de juro) o aconselhem. 2.6W Activos fixos tangíveis Os activos fixos que não sejam terrenos são registados ao custo de aquisição líquido das respectivas amortizações acumuladas e de perdas de imparidade (nota 2.13). A classe de activos Terrenos encontra-se registada pelo valor reavaliado, determinado com base em avaliações efectuadas por peritos independentes (ver nota 2.9), com a periodicidade adequada para que o valor contabilístico seja próximo do valor de mercado. 46 (~V~ .~....j 1~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Os aumentos ao valor contabilístico em resultado de reavaliações de terrenos são creditados em reservas de reavaliação nos capitais próprios do Grupo. As reduções que possam ser compensadas por anteriores reavaliações do mesmo activo são movimentadas contra a respectiva reserva de reavaliação, as restantes reduções são reconhecidas na demonstração dos resultados. Os ganhos ou perdas na alienação são determinados pela comparação da receita obtida com o valor contabilístico e reconhecida a diferença nos resultados operacionais. Quando activos reavaliados são vendidos, o montante que se encontra reconhecido em reservas de reavaliação é transferido para resultados transitados. Os custos com a manutenção e reparação que não aumentam a vida útil destes activos fixos são registados como custos do exercício em que ocorrem. O custo com grandes reparações e remodelações de lojas é incluído no valor contabilístico do activo sempre que se perspective que este origine benefícios económicos adicionais. Contratos de locação financeira Os bens cuja utilização decorre de contratos de locação financeira relativamente aos quais o Grupo assume substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse do activo locado são classificados como activos fixos tangíveis. Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início como activo e passivo pelo menor do justo valor do bem locado ou do valor presente dos pagamentos mínimos da locação. Os activos adquiridos em locação financeira são amortizados pelo menor período entre a sua vida útil e a data limite do contrato de Ieasing. As rendas são constituídas pelo encargo financeiro e pela amortização financeira do capital. Os encargos são imputados aos respectivos períodos durante o prazo de locação a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o investimento líquido remanescente do locador. Depreciações As depreciações são calculadas sobre os valores de aquisição, pelo método das quotas constantes, com imputação duodecimal em função da vida útil estimada para cada tipo de bem. As taxas de depreciação anuais, em percentagem, mais importantes são as seguintes: % Terrenos Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Equipamento administrativo Não depreciados 2-4 10-20 12,5-25 10-25 As vidas úteis estimadas são revistas e ajustadas se necessário, à data do balanço. Não são considerados valores residuais, uma vez que é intenção do Grupo utilizar os activos até ao final da sua vida económica. 2.7. Activos Intangíveis Os activos intangíveis encontram-se registados pelo custo de aquisição deduzido das amortizações acumuladas e de perdas de imparidade (nota 2.13). Os custos com Goodwill gerado internamente e marcas próprias são registados na conta de resultados à medida que são incorridos. Despesas de investigação e desenvolvimento As despesas de investigação, efectuadas na procura de novos conhecimentos técnicos ou científicos ou na busca de soluções alternativas, são reconhecidas em resultados quando incorridas. As despesas de desenvolvimento são capitalizadas quando é demonstrável a executabilidade técnica do produto ou processo em desenvolvimento e o Grupo tem a intenção e a capacidade de completar o seu desenvolvimento e iniciar a sua comercialização ou o seu uso. As despesas de desenvolvimento capitalizadas incluem custos de materiais utilizados e de mão de obra direta. Os custos associados ao desenvolvimento ou manutenção de Software são reconhecidos como despesas quando incorridos, excepto quando esses custos sejam directamente associados a projectos de desenvolvimento em que seja quantificável a geração de benefícios económicos futuros, sendo reconhecidos como activos intangíveis incluídos no montante capitalizado das despesas de desenvolvimento. Outros activos intangíveis Despesas na aquisição de trespasses, marcas, patentes e licenças são capitalizadas sempre que obtenção de benefícios económicos futuros e seja expectável a sua utilização pelo Grupo. ~q estime a 7 ~Ly 1 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011e2010 Activos intangíveis de vida útil indefinida O Goodwill é testado para efeitos de imparidade à data do balanço e sempre que um determinado evento ou circunstância indique que o seu valor contabilístico possa não ser recuperável. Amortizações As amortizações são reconhecidas na demonstração dos resultados numa base linear durante o período estimado de vida útil dos activos intangíveis, excepto se a sua vida for considerada indefinida. As amortizações dos restantes activos intangíveis são calculadas, sobre os valores de aquisição, pelo método das quotas constantes, com imputação duodecimal. As taxas de amortização anuais, em percentagem, mais importantes são as seguintes: Despesas de desenvolvimento Trespasses % 20-33,33 5-6,66 As vidas úteis estimadas são revistas e ajustadas se necessário, à data do balanço. 2~8. Activos Financeiros Os activos financeiros são reconhecidos no balanço do Grupo na data de negociação ou contratação, que é a data em que o Grupo se compromete a adquirir o activo. No momento inicial, os activos financeiros são reconhecidos pelo justo valor acrescido de custos de transacção directamente atribuíveis, excepto para os activos financeiros ao justo valor através de resultados em que os custos de transacção são imediatamente reconhecidos em resultados. Estes activos são desreconhecidos quando: i. expiram os direitos contratuais do Grupo ao recebimento dos seus fluxos de caixa, ii. o Grupo tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou iii. não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, o Grupo tenha transferido o controlo sobre os activos. Os activos e passivos financeiros são compensados e apresentados pelo valor líquido, quando e só quando, o Grupo tem o direito a compensar os montantes reconhecidos e tem a intenção de liquidar pelo valor líquido. O Grupo classifica os seus activos financeiros nas seguintes categorias: activos financeiros detidos para negociação e instrumentos financeiros derivados, empréstimos e contas a receber e activos financeiros disponíveis para venda. A sua classificação depende do propósito que conduziu à sua aquisição. Activos financeiros detidos para negociação e instrumentos financeiros derivados Um activo é classificado nesta categoria se foi adquirido com a principal intenção de ser vendido no curto prazo. Nesta categoria integram-se também os Derivados que não qualifiquem para efeitos de contabilidade de cobertura. Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor de activos financeiros mensurados ao justo valor através de resultados são reconhecidos em resultados do período em que ocorrem na rubrica de custos financeiros líquidos, onde se incluem os montantes de rendimentos de juros e dividendos. Empréstimos e contas a receber Correspondem a activos financeiros não derivados, com pagamentos fixos ou determinados, para os quais não existe um mercado de cotações activo. São originados pelo decurso normal das actividades operacionais do Grupo, no fornecimento de mercadorias ou serviços, e sobre os quais o Grupo não tem intenção de negociar. Os empréstimos e contas a receber são subsequentemente mensurados ao custo amortizado de acordo com o método do juro efectivo. Activos financeiros disponíveis para venda Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: i. o Grupo tem intenção de manter por tempo indeterminado, ii. são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou iii. não se enquadram nas categorias acima referidas. São reconhecidos como activos não correntes excepto se houver intenção de os alienar nos 12 meses seguintes à data de balanço. As partes de capital detidas que não sejam participações em empresas do Grupo, empresas controladas conjuntamente ou associadas, são classificadas como activos financeiros disponíveis para venda e reconhecidas no balanço como activos não correntes. Estes activos financeiros são contabilizados ao valor de mercado, entendido como o respectivo valor de cotação à data de balanço. Sempre que as expectativas de médio prazo de mercado apontem para valorizações significativamente abaixo da cotação na data de balanço, são registadas perdas por imparidade reflectindo essas perdas permanentes. Caso não exista um mercado activo, o Grupo utiliza, sempre que possível, técnicas de avaliação para apurar o justo valor das participações. Estas podem incluir transacções recentes entre entidades independentes, comparação com outros instrumentos com características similares ou estimativa do valor actual de recebimentos futuros. Não sendo possível a aplicação de qualquer uma destas técnicas de avaliação, as ~48~ ‘~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembrode2Olle2OlO participações em causa são mantidas ao custo de aquisição, sendo constituídas provisões para imparidade nos casos que se justifiquem. As variações de justo valor são registadas directamente em reservas até que o activo financeiro seja vendido, recebido ou de qualquer forma alienado, momento em que o ganho ou perda acumulado anteriormente reconhecido no capital próprio é incluído no resultado líquido do período. Os dividendos de instrumentos de capital classificados como disponíveis para venda são reconhecidos em resultados do exercício na rubrica de ganhos em outros investimentos, quando o direito de receber o pagamento é estabelecido. 2.9. Propriedades de investimento As propriedades de investimento, referem-se a terrenos e edifícios e são valorizadas ao justo valor determinado por entidades especializadas e independentes, com qualificação profissional reconhecida e com experiência na avaliação de activos desta natureza. O justo valor é baseado em valores de mercado, sendo este o montante pelo qual duas entidades independentes e interessadas estariam dispostas a transaccionar o activo. A metodologia adoptada na avaliação e determinação dos justos valores consiste na aplicação do método comparativo de mercado, no qual o activo a avaliar é comparado com outros imóveis semelhantes e que exerçam a mesma função, transaccionados há pouco tempo no local ou zonas equiparáveis. Os valores de transacções conhecidas são ajustados para tornar pertinente a comparação sendo consideradas as variáveis de dimensão, localização, infra-estruturas existentes, estado de conservação e outras que possam ser, de alguma forma, relevantes. Complementarmente, e em particular em casos em que seja difícil a comparação com transacções ocorridas, é utilizado o método do rendimento, em que se assume que o valor do património imobiliário corresponde ao valor actual de todos os direitos e benefícios futuros decorrentes da sua posse. Para este efeito parte-se de uma estimativa de renda de mercado atendendo a todas as variáveis endógenas e exógenas do imóvel em avaliação, e considera-se uma yield que reflecte o risco de mercado em que o activo se insere, assim como as características do próprio activo objecto de avaliação. Assim, os pressupostos utilizados na avaliação de cada activo variaram de acordo com a sua localização e características técnicas tendo sido utilizada em média uma yield entre 8v/o e 9%. Alterações ao justo valor das propriedades de investimento são reconhecidas na demonstração dos resultados de acordo com o IAS 40 e incluídas em Ganhos/Perdas em outros investimentos, na medida em que se trata do retorno esperado de aplicações financeiras em activos detidos para valorização. Sempre que, por alteração do uso esperado dos activos fixos tangíveis, estes sejam transferidos para a rubrica propriedades de investimento, os activos são mensurados ao justo valor e qualquer excesso apurado face ao valor contabilístico é registado em reservas de reavaliação. Se uma propriedade de investimento passar a ser utilizada nas actividades operacionais do Grupo, a mesma é transferida para activos fixos tangíveis e o justo valor à data da transferência passa a ser o seu custo de aquisição para efeitos contabilísticos. 2.10. Clientes e devedores Os saldos de clientes e devedores são valores a receber pela venda de mercadorias ou de serviços prestados pelo Grupo no curso normal das suas actividades. São inicialmente registados ao justo valor e subsequentemente são mensurados ao custo amortizado de acordo com o método do juro efectivo, deduzidos de perdas de imparidade. 2.11. Existências As existências são valorizadas ao menor, entre o custo e o valor realizável líquido. O valor realizável líquido corresponde ao preço de venda no curso normal das actividades, deduzido dos custos directamente associados à venda. A sua valorização segue em geral o último preço de aquisição, o qual, atendendo à elevada rotação das existências, corresponde aproximadamente ao custo real que seria determinado com base no método FIFO. 2.12. Caixa e equivalentes de caixa A rubrica caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, depósitos à ordem e aplicações de tesouraria com grande liquidez. Os descobertos bancários são apresentados como empréstimos correntes no passivo. ‘ÍVL /~D 1 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 3ldeDezembrode2Olle2Olü 2.13. Imparidade 2.13.1 Imparidade de activos não financeiros Exceptuando propriedades de investimento (nota 2.9), existências (nota 2.11) e impostos diferidos activos (nota 2.22), os activos do Grupo são analisados à data de cada balanço por forma a detectar indicações de eventuais perdas por imparidade. Se existirem indicadores, o valor recuperável do activo é avaliado. Para Goodwill e outros activos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é avaliado anualmente à data do balanço. É determinado o valor recuperável dos activos do Grupo para os quais existem indicações de potenciais perdas por imparidade. Sempre que o valor contabilístico de um activo, ou da unidade geradora de caixa onde o mesmo se encontra inserido, excede a quantia recuperável, é reduzido até ao montante recuperável sendo esta perda por imparidade reconhecida nos resultados do exercício. Para as unidades geradoras de caixa com actividade iniciada há menos de dois ou três anos o Grupo efectua uma análise da imparidade. No entanto na medida em que os respectivos negócios não terão atingido ainda maturidade suficiente, são reconhecidas perdas por imparidade quando existam indicadores inequívocos de que a sua recuperabilidade é considerada remota. Encontram-se na situação acima descrita um conjunto de activos, cujo montante actual de investimento corresponde a m EUR 102.734, os quais incluem imóveis, equipamentos afectos à actividade operacional das lojas e benfeitorias em propriedade alheia. Determinação da quantia recuperável dos activos A quantia recuperável de activos não financeiros corresponde ao valor mais alto entre o seu preço de venda líquido e do seu valor de uso. Na determinação do valor de uso de um activo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados utilizando uma taxa de desconto antes de impostos que reflecte as avaliações correntes de mercado do valor temporal do dinheiro e os riscos específicos do activo em questão. A quantia recuperável dos activos que por si só não geram fluxos de caixa independentes é determinada em conjunto com a unidade geradora de caixa onde os mesmos se encontram inseridos. Reversão de perdas por imparidade Uma perda por imparidade reconhecida relativa a Goodwill não é revertida. As perdas por imparidade relativas a outros activos são revertidas sempre que existam alterações nas estimativas usadas para a determinação da respectiva quantia recuperável. As perdas por imparidade são revertidas até ao valor, líquido de depreciações ou amortizações, que o activo teria caso a perda por imparidade não tivesse sido reconhecida. 2.13.2 Imparidade de activos financeiros O Grupo analisa a cada data de balanço se existe evidência objectiva que um activo financeiro ou um grupo de activos financeiros se encontra em imparidade. A quantia recuperável de contas a receber corresponde ao valor actual dos futuros recebimentos esperados, utilizando como factor de desconto a taxa de juro efectiva implícita na operação original. Uma perda por imparidade reconhecida num valor a receber de médio e longo prazo só é revertida caso a justificação para o aumento da respectiva quantia recuperável assente num acontecimento com ocorrência após a data do reconhecimento da perda por imparidade. Activos financeiros disponíveis para venda No caso de activos financeiros classificados como disponíveis para venda, um declínio prolongado ou significativo no justo valor do instrumento abaixo do seu custo é considerado como um indicador que os instrumentos se encontram em imparidade. Se alguma evidência semelhante existir para activos financeiros classificados como disponíveis para venda, a perda acumulada — mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o justo valor actual, menos qualquer perda de imparidade do activo financeiro que já tenha sido reconhecida em resultados — é removida de capitais próprios e reconhecida na demonstração de resultados. Perdas de imparidade de instrumentos de capital reconhecidas em resultados não são revertidas através da demonstração de resultados. Clientes, devedores e outros activos financeiros São registadas provisões para perdas por imparidade quando existem indicadores objectivos que o Grupo não irá receber todos os montantes a que tinha direito de acordo com os termos originais dos contractos estabelecidos. Na identificação de situações de imparidade são utilizados diversos indicadores, tais como: J 1J 1 ~ (i) (ii) (iii) (iv) Notas às demonstrações 31 de Dezembro financeiras de consolidadas 2011e2010 análise de incumprimento; incumprimento há mais de 3 meses; dificuldades financeiras do devedor; probabilidade de falência do devedor. A provisão para perdas de imparidade é determinada pela diferença entre o valor recuperável e o valor de balanço do activo financeiro e é registada por contrapartida de resultados do exercício. O valor de balanço destes activos é reduzido para o valor recuperável através da utilização de uma conta de provisões. Quando um montante a receber de clientes e devedores é considerado irrecuperável é abatido por utilização da conta de provisões para perdas de imparidade. As recuperações subsequentes de montantes que tenham sido abatidos são registados em resultados. Quando valores a receber de clientes ou a outros devedores que se encontrem vencidos, são objecto de renegociação dos seus termos, deixam de ser considerados como vencidos e passam a ser tratados como novos créditos. 2.14. Capital A rubrica de capital refere-se ao valor nominal das acções ordinárias emitidas. Os custos com emissão de novas acções são reconhecidos directamente nesta rubrica, líquidos do respectivo imposto. 2.15. Dividendos Os dividendos são reconhecidos como passivo quando declarados. 2.16. Empréstimos Os empréstimos são reconhecidos inicialmente ao justo valor deduzidos de custos de transacção incorridos e subsequentemente são mensurados ao custo amortizado. Qualquer diferença entre o valor de emissão (líquido de custos de transacção incorridos) e o valor nominal é reconhecido em resultados durante o prazo dos empréstimos de acordo com o método do juro efectivo. 2.17. Benefícios de empregados Benefícios pós-emprego (Reforma) Planos de benefícios definidos Os planos de benefício definido são planos de pensões nos quais o Grupo garante a atribuição de um determinado benefício aos empregados integrados no plano, no momento em que estes se reformarem. A responsabilidade do Grupo com planos de benefícios definidos é estimada semestralmente, à data de fecho de contas, para cada plano separadamente, por uma entidade especializada e independente. O cálculo actuarial da responsabilidade assumida é efectuado utilizando o método de rendas imediatas, atendendo ao facto de se tratarem de planos apenas para colaboradores já reformados. A taxa de desconto aplicada corresponde à taxa de juro das obrigações de médio e longo prazo sem risco, para o prazo estimado de vencimento da responsabilidade. A responsabilidade determinada é apresentada no balanço deduzida do valor dos activos dos fundos constituídos. O custo do serviço corrente, o custo dos juros, o retorno dos activos do plano e os ganhos ou perdas actuariais são reconhecidos como custo ou proveito do exercício. Outros Benefícios Prémios de Antiguidade O programa de prémios de antiguidade existente no Grupo engloba uma componente de contribuição definida e outra de benefício definido. A componente de contribuição definida consiste na atribuição de um seguro de vida e contribuição para um plano de complemento de reforma aos colaboradores englobados neste programa, a partir de determinado número de anos de serviço. Estes benefícios são atribuídos apenas quando os colaboradores atingem a antiguidade definida no programa, pelo que os custos relacionados com esta componente são reconhecidos no exercício a que dizem respeito. A componente de benefício definido, consiste na atribuição de um prémio no ano em que os colaboradores completam determinado número de anos de serviço. Nestes termos, as responsabilidades com esta componente, são determinadas anualmente com base em cálculo actuarial, efectuado por uma entidade espeg~alizada e independente. 1 J ~J ~ ~‘~‘ Notas às demonstrações 3ldeDezembrode2Olle2OlO financeiras consolidadas São reconhecidos como custos do exercício a componente de custos com serviços correntes, o custo dos juros assim como os ganhos ou perdas actuariais. 2.18. Provisões São constituídas provisões no balanço sempre que o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante de um acontecimento passado e sempre que é provável que uma diminuição, passível de estimativa razoável, de recursos incorporando benefícios económicos será exigida para liquidar a obrigação. Provisão para custos de reestruturação São constituídas provisões para custos de reestruturação sempre que um plano formal tenha sido aprovado pelo Grupo e este tenha sido iniciado ou anunciado publicamente. Provisões para reestruturação incluem todas as responsabilidades a pagar com a implementação do referido plano, nomeadamente pagamentos de indemnizações a colaboradores. Estas provisões não incluem quaisquer perdas operacionais futuras estimadas ou ganhos estimados a obter na alienação de activos. 2.19. Fornecedores e outros credores Os saldos de fornecedores e outros credores são responsabilidades com pagamento de mercadorias ou serviços adquiridos pelo Grupo no curso normal das suas actividades. São registados inicialmente ao justo valor e subsequentemente ao custo amortizado de acordo com o método do juro efectivo. 2.20. Proveitos Vendas e prestações de serviços Os proveitos decorrentes das vendas são reconhecidos na demonstração dos resultados quando os riscos e vantagens significativos, inerentes à posse dos activos vendidos, são transferidos para o comprador. Os proveitos associados com as prestações de serviços são reconhecidos em resultados com referência à fase de acabamento da transacção à data de balanço. Os proveitos relativos a descontos comerciais obtidos nas compras de mercadorias são reconhecidos à medida que as mesmas são vendidas. Subsídios Os subsídios do Estado só são reconhecidos após existir segurança de que o Grupo cumprirá as condições a eles associadas e que os subsídios serão recebidos. Os subsídios à exploração, recebidos com o objectivo de compensar o Grupo por custos incorridos, são registados na demonstração dos resultados de forma sistemática durante os períodos em que são reconhecidos os custos que aqueles subsídios visam compensar. Os subsídios ao investimento recebidos com o objectivo de compensar o Grupo por investimentos efectuados em activos fixos são reconhecidos em resultados durante a vida útil estimada do respectivo activo subsidiado. Rendas As rendas recebidas do arrendamento de propriedades de investimento são reconhecidas em resultados como ganhos/perdas em outros investimentos no período a que dizem respeito. Dividendos Os dividendos são reconhecidos como proveitos quando declarados. 2.21. Custos L.ocações operacionais As locações em que uma parte significante dos riscos e benefícios de posse são retidos pelo locador são classificados como locações operacionais. Os pagamentos efectuados ao abrigo destes contratos são reconhecidos na demonstração dos resultados numa base linear ao longo do período de duração dos mesmos. Custos financeiros líquidos Os custos financeiros líquidos representam juros de empréstimos obtidos, juros de investimentos efectuados, dividendos, ganhos e perdas cambiais, ganhos e perdas resultantes da alteração de valor de activos mensurados pelo seu justo valor através de resultados e, custos e proveitos com operações de financiamento. Os custos financeiros líquidos são reconhecidos em resultados numa base de acréscimo durante o período a que dizem respeito. Resultados Operacionais não Usuais Os resultados operacionais não usuais (não recorrentes) que pela sua materialidade ou natureza possam distorcer a performance financeira do Grupo, bem como a sua comparabilidade, são apresentados em linha separada da Demonstração Consolidadas dos Resultados por Funções. Estes resultados são excluídos dos indicadores de performance operacional adoptados pela Gestão. f~V ~52 ~‘ 1 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 3ldeDezembrode2Olle2OlO _JJJ ~ 2.22. Impostos sobre o Rendimento O imposto sobre o rendimento inclui imposto corrente e diferido, O imposto sobre o rendimento é reconhecido na demonstração dos resultados excepto quando se relaciona com ganhos ou perdas directamente relevados em reservas, caso em que é também reconhecido directamente em reservas, O imposto sobre o rendimento corrente é calculado de acordo com os critérios fiscais vigentes à data do balanço. O imposto diferido é calculado, com base no método da responsabilidade de balanço, sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a respectiva base de tributação. Não é calculado imposto diferido sobre o Goodwill e as diferenças de reconhecimento inicial de um activo e passivo quando não são afectados, nem o resultado contabilístico, nem o fiscal. A base tributável dos activos e passivos é determinada por forma a reflectir as consequências de tributação derivadas da forma pela qual a empresa espera, à data do balanço, recuperar ou liquidar a quantia escriturada dos seus activos e passivos. Para a determinação do imposto diferido é utilizada a taxa que deverá estar em vigor no exercício em que as diferenças temporárias serão revertidas. São reconhecidos impostos diferidos activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e desreconhecidos sempre que deixe de ser provável a sua recuperação. 2.23. Concentração de actividades empresariais Ao registo de transacções de concentração que envolvam entidades que se encontram sob controlo do Grupo, antes e após essa concentração se verificar, é aplicado o método do valor contabilístico, não havendo lugar ao apuramento de impactos em resultados. 2.24. Principais estimativas e julgamentos utilizados na elaboração das demonstrações financeiras Activos tangíveis, intangíveis e propriedades de investimento A determinação do justo valor dos activos e de propriedades de investimento, assim como as vidas úteis dos activos, é baseada em estimativas da gestão. A determinação da existência de perdas de imparidade destes activos envolve também a utilização de estimativas. O valor recuperável e o justo valor destes activos é normalmente determinado com recurso à utilização de modelos de fluxos de caixa descontados, que incorporam pressupostos de mercado. A identificação de indicadores de imparidade, bem como a estimativa de fluxos de caixa futuros e a determinação do justo valor de activos requerem julgamento significativo por parte da gestão no que diz respeito à validação de indicadores de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis estimadas e valores residuais. No entanto, caso os pressupostos de fluxos de caixa se reduzissem-se em 10%, face ao estimado, ou se fosse considerada uma taxa de desconto superior em lOOp.b., de acordo com as projecções actuais das diferentes áreas de negócio, ainda assim todo o Goodwill seria recuperável, não existindo qualquer risco de imparidade. Justo valor de instrumentos financeiros O justo valor de instrumentos financeiros de avaliação e teorias financeiras. A pressupostos, sendo que alguns deles referidos pressupostos poderiam resultar não cotados num mercado activo é determinado com base em métodos utilização de metodologias de valorização requer a utilização de requerem a utilização de estimativas. Desta forma, alterações nos numa alteração do justo valor reportado. Imparidade de investimentos em associadas Em regra, o registo de imparidade num investimento de acordo com as IFRS é efectuado quando o valor de balanço do investimento excede o valor actual dos fluxos de caixa futuros. O cálculo do valor actual dos fluxos de caixa estimados e a decisão de considerar a imparidade permanente envolve julgamento e reside substancialmente na análise da gestão em relação ao desenvolvimento futuro das suas associadas. Na mensuração da imparidade são utilizados preços de mercado, se disponíveis, ou outros parâmetros de avaliação, baseados na informação disponível das associadas. O Grupo considera a capacidade e a intenção de deter o investimento por um período razoável de tempo que seja suficiente para uma previsão da recuperação do justo valor até (ou acima) do valor de balanço, incluindo uma análise de factores como os resultados esperados da associada, o enquadramento económico regional e o estado do sector. Impostos diferidos O reconhecimento de impostos diferidos pressupõe a existência de resultados e matéria colectável futura. Os impostos diferidos activos e passivos foram determinados com base na legislação fiscal actualmente em vigor para as empresas do Grupo, ou em legislação já publicada para aplicação futura. Alterações na legislação fiscal podem influenciar o valor dos impostos diferidos. ~, JjJ ~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembrode2Olle2OlO Imparidade de clientes e devedores A Gestão mantém uma provisão para perdas de imparidade de clientes e devedores, de forma a reflectir as perdas estimadas resultantes da incapacidade dos clientes de efectuarem os pagamentos requeridos. Ao avaliar a razoabilidade da provisão para as referidas perdas por imparidade, a Gestão baseia as suas estimativas numa análise do tempo de incumprimento decorrido dos seus saldos de clientes, a sua experiência histórica de abates, o histórico de crédito do cliente e mudanças nos termos de pagamento do cliente. Se as condições financeiras do cliente se deteriorarem, as provisões para perdas de imparidade e os abates reais poderão ser superiores aos esperados. Pensões e outros benefícios a empregados A determinação das responsabilidades por pagamento de pensões requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos activos do plano e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões. Caso as taxas de desconto utilizadas fossem inferiores em 50p.b., as responsabilidades do Grupo relativas a Benefícios dos empregados seriam superiores em m EUR 513, se ao invés as taxas consideradas fossem superiores em 50p.b. o seu impacto seria inferior em m EUR 479. Provisões O Grupo exerce julgamento considerável na mensuração e reconhecimento de provisões e a sua exposição a passivos contingentes relacionados com processos em contencioso. O julgamento é necessário de forma a aferir a probabilidade que um contencioso tem de ser bem sucedido, ou suscitar o registo de um passivo. As provisões são reconhecidas quando o Grupo espera que processos em curso irão originar a saída de fluxos, a perda seja considerada provável e possa ser razoavelmente estimada. Devido às incertezas inerentes ao processo de avaliação, as perdas reais poderão ser diferentes das originalmente estimadas na provisão. Estas estimativas estão sujeitas a alterações à medida que nova informação fica disponível, principalmente com o apoio de especialistas internos, se disponíveis, ou através do apoio de consultores externos, como actuários ou consultores legais. Revisões às estimativas destas perdas de processos em curso podem afectar significativamente os resultados futuros. 2.25. Justo valor de instrumentos financeiros Na determinação do justo valor de um activo ou passivo financeiro, se existir um mercado activo, o preço de mercado é aplicado. Um mercado é considerado activo se existirem preços cotados fácil e regularmente disponíveis através de trocas, corretagem ou agências reguladoras, e que esses preços representam transacções actuais e regulares ocorridas em mercado em livre concorrência. No caso de não existir um mercado activo, o que é o caso para alguns dos activos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de valorização geralmente aceites no mercado, baseadas em pressupostos de mercado. O Grupo aplica técnicas de valorização para instrumentos financeiros não cotados, tais como, derivados, instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados e activos disponíveis para venda. Os modelos de valorização que são utilizados mais frequentemente são modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de opções, que incorporam por exemplo curvas de taxa de juro e volatilidade de mercado. Caixa e equivalentes de caixa e devedores e acréscimos Estes instrumentos financeiros são compostos maioritariamente por activos financeiros de curto prazo e por essa razão o seu valor de balanço à data de reporte é considerado ser aproximado ao justo valor. Activos financeiros disponíveis para venda Os activos financeiros cotados encontram-se reflectidos no balanço ao seu justo valor. Os restantes activos financeiros disponíveis para venda estão mensurados ao custo deduzidos de imparidade uma vez que não é possível determinar o justo valor com fiabilidade (nota 14). Empréstimos obtidos O justo valor dos empréstimos é obtido através do valor descontado de todos os fluxos de caixa esperados a serem pagos. Os fluxos de caixa esperados são descontados a taxas de juro actuais de mercado. A data de reporte, o seu valor de balanço é aproximadamente o seu justo valor. Credores e acréscimos Estes instrumentos financeiros são compostos maioritariamente por passivos financeiros de curto prazo e por essa razão o seu valor de balanço à data de reporte é considerado ser aproximado ao justo valor. Hierarquia de justo valor A tabela seguinte apresenta os activos e passivos financeiros do Grupo mensurados ao justo valor a 31 de Dezembro, de acordo com os seguintes níveis de hierarquia de justo valDr previstos na IFRS 7: o Ji~iJR Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Nível 1: O justo valor de instrumentos financeiros é baseado em cotações de mercados líquidos activos à data de referência do balanço. Neste nível incluem-se essencialmente instrumentos de capital, dívida (por exemplo NYSE Euronext) e futuros cotados em mercados activos; Nível 2: O justo valor de instrumentos financeiros não é determinado com base em cotações de mercado activo, mas sim com recurso a modelos de avaliação. Os principais inputs dos modelos utilizados são observáveis no mercado. Neste nível incluem-se essencialmente os derivados over-the-co untar contratados pelo Grupo; Nível 3: O justo valor de instrumentos financeiros não é determinado com base em cotações de mercado activo, mas sim com recurso a modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis no mercado. 2011 Passivos mensurados ao Justo Valor Passivos Financeiros de Negociação Derivados Derivados de Cobertura Total de Passivos Nível 1 324 9.437 2010 Nível 3 - 324 9.437 - 9.761 - 9.761 Passivos mensurados ao Justo Valor Passivos Financeiros de Negociação Derivados Derivados de Cobertura Total de Passivos Nível 2 Nível 1 Nível 2 Nível 3 448 19.665 - 448 19.665 20.113 - 20.113 - 2.26. Instrumentos financeiros por categoria Negociaç8o Derivados designados como instrumentos de cobertura Activos fin. detidos p/negociaçâo Empréstimos e contas a receber Activos Em. disponíveis p/venda Outros passivos financeiros Total activos e passivos financeiros 2011 ACTIVOS Caixa e equivalentes de caixa 90.443 Investimentos financeiros detidos para venda 90.443 5.156 Devedores e custos diferidos 5.156 73.303 TOTAL ACTIVOS FINANCEIROS 163.746 73.303 5.156 - 168.902 419.923 419.923 681.263 681.263 1.101.186 1.110.947 PASSI VOS Empréstimos Obtidos Instrumentos financeiros derivados 324 9.437 9.761 credores e acréscimos de custos TOTAL PASSI VOS FINANCEIROS 324 9.437 - 2010 ACTIVOS Caixa e equivalentes de caixa 143.915 143.915 Investimentos financeiros detidos para venda 5.156 Devedores e custos diferidos 5,156 66.122 66.122 TOTAL ACTIVOS FINANCEIROS - 210.037 215.193 5.156 PASSIVOS Empréstimos Obtidos Instrumentos financeiros derivados 448 Credores e acréscimos de custos TOTAL PASSIVOS FINANCEIROS 448 508.200 508.200 676,017 676.017 1.184.217 1.204.330 19.665 19.665 20.113 ~955 j~ J 1 J~j~ 1 ‘ 3 ~ Notas às demonstrações 31 de Dezembro financeiras de consolidadas 2011 e 2010 Proveitos e custos suplementares Ganhos suplementares Descontos pronto pagamento obtidos Descontos pronto pagamento concedidos Comissões sobre meios de pagamento electrónicos Outros custos e proveitos suplementares 2011 125.916 34.032 (2.999) (16.590) (704) 2010 114.894 32.472 (2.483) (15.852) (461) 139.655 128.570 Os ganhos suplementares respeitam a ganhos obtidos pelo Grupo com a distribuição de produtos de consumo, nomeadamente alugueres de espaço, participações em aniversários, aluguer de topos, entre outros. 4 Custos de distribuição e administrativos Fornecimentos e serviços externos Publicidade Rendas e alugueres Custos com pessoal Amortizações e ganhos/perdas com activos tangíveis e ntangiveis Custos de transporte Outros ganhos e perdas operacionais 5 2011 182.227 25.482 60.424 345.897 95.924 2010 169.738 31,285 57.058 328.115 90.015 45.782 (7.373) 40.446 (1.527) 748.363 715.130 2011 275.812 56.789 1.259 12.656 2010 262.762 54.298 2.095 10.455 346.516 329.610 Custos com o pessoal Ordenados e salários Segurança social Benefícios de empregados (nota 23) Outros custos com pessoal Os outros custos com pessoal englobam, nomeadamente, seguros de acidentes de trabalho, acção social, formação e indemnizações. Do total de custos com pessoal, m EUR 6.591 correspondem aos custos com pessoal relativos a empresas controladas conjuntamente consolidadas através do método proporcional, cujo custo integral foi de m EUR 13.181. A diferença para o total de custos de pessoal apresentados na nota 4, no montante de m EUR 619, respeita aos custos afectos à actividade de produção, os quais foram imputados ao custo dos produtos vendidos m EUR 981 (2010: m EUR 937) e a resultados operacionais não usuais relativos ao impacto com a actualização de pressupostos actuariais no montante de m EUR 362 positivos (2010: m EUR 558 negativos). O número médio de empregados do Grupo ao longo do ano foi de 25.933 (2010: 25.228), dos quais 984 (2010: 920) correspondem ao pessoal de empresas controladas conjuntamente consolidadas através do método proporcional. O número de empregados no final do ano de 2011 era de 25.798 (2010: 26.220), dos quais 999 (2010: 956) correspondem ao pessoal empresas controladas conjuntamente consolidadas através do método proporcional. ~56~ J~iJR 6 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Custos financeiros líquidos Juros suportados Juros obtidos Dividendos Diferenças de câmbio Outros custos e proveitos financeiros Justo valor de investimentos financeiros detidos para negociação: Instrumentos derivados 2011 (19.327) 1,753 2010 (20.660) 1.266 11 9 157 139 (3.164) (4.771) (9) (20.581) (146) (24.161) Estão incluídos em juros suportados os juros relativos aos empréstimos mensurados ao custo amortizado, bem como, o custo líquido suportado com o empréstimo obrigacionista Private Placement e o respectivo instrumento de cobertura associado (nota 13). Os outros custos financeiros incluem, entre outros, imposto de selo por abertura de crédito e encargos de emissão de dívida de médio e longo prazo diferidos pelo prazo do empréstimo. 7 Instrumentos financeiros Justo valor dos instrumentos financeiros Valor registado em resultados (liquido de impostos): 2011 Derivados de Negociação Swaps de taxa de câmbio Swaps de taxa de juro Imposto reconhecido na demonstração dos resultados Valor registado em resultados - (9) (9) 2 (7) 2010 (130) (16) (146) 39 (107) A alteração do justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de justo valor (nota 13) no montante de m EUR 7.339 (2010: m EUR 8.747), incorpora a liquidação do derivado designado como de cobertura do empréstimo de 84 milhões de USD (2010: m EUR 6776) e uma variação de justo valor de m EUR 563 do derivado designado como de cobertura do empréstimo de 96 milhões de USD, que foi compensada pela variação do empréstimo coberto. Ver nota 22.2. 8 Imposto reconhecido na demonstração dos resultados 8.1 Imposto corrente Imposto corrente Imposto corrente do exercício Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores Imposto diferido (nota 16.1) Diferenças temporárias originadas e revertidas no exercício Outros ganhos! perdas relativos a impostos Impacto da revisão de estimativas relativas a contencioso fiscal Total de imposto sobre o rendimento do exercício 2011 2010 (12.229) (11) (12.240) (13.577) 25 (13.552) (3.857) (3.857) 2.223 2.223 (8.381) (8.381) (24.478) (11.329) Em resultado de desenvolvimentos recentes relativos aos processos de contencioso fiscal descritos na nota 29, o Grupo procedeu a uma revisão das probabilidades de sucesso dos mesmos, sendo que o efeito líquido entre os JàJR Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 ganhos obtidos e as perdas potenciais dai resultantes, encontra-se destacado na rúbrica de Outros Ganhos/perdas relativos a impostos. 8.2 Reconciliação da taxa efectiva de imposto 2011 49.234 Resultados antes dçj~pç~to Imposto calculado à taxa de imposto aplicável em Portugal Efeito fiscal gerado por: Diferença de taxa de imposto aplicável noutros países Resultados não tributados ou não recuperáveis Custos não dedutíveis e benefícios fiscais Excesso/(Insuficiências) estimativa do ano anterior Resultados sujeitos a tributação autónoma e outras formas de tributação Imposto do exercício 9 26,50% 2010 45.391 (13.047) 26,5% 2,8°h (27,1)% 1.357 (13.362) 0,0% 4,2% 0,0% 2.058 (11) l,6% 0,1% 1.268 (2) 725 25 (3,0%) (1.473) (2,9%) (1.316) (24.478) 25,0% (11.329) 49,7% 2,8°h (12.029) Resultados operacionais não usuais e perdas em outros investimentos 9.1. Resultados operacionais não usuais 2011 Perdas com alienação de negócios tmparidade de activos Indemnizações relativas a rescisão de contratos de arrendamento Custos com planos de reestruturação Perdas re ativas à catástrofe natural ocorrida na Madeira Impacto das alterações de pressupostos actuariais Outros (1.713) (4.907) 2010 (1.114) (2.090) (2.346) 362 736 (1.170) (558) 38 (7.868) (4.894) - 9.2. Perdas em outros investimentos Alterações de justo valor de propriedades de investimento Perdas com processos de alienação de mv. financeiros disponíveis para venda 2011 2010 (1.801) (4.993) (149) (1.801) (5.142) 58 1 1 10 ~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Activos fixos tangíveis 10.1 Movimentos ocorridos no exercício 2011 Custo Saldo inicial Aumentos Reavaliações Alienações Transferências e abates Transferências de/para prop. de investimento Saldo final Amo rtiz~ções e ~ Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências e abates Transferências de/para prop. de investimento Perdas por imparidade Saldo final ~jíuid~ Em 1 de Janeiro de 2011 Em 31 de Dezembro de 2011 2010 Terrenos e Edifícios e Equipamento Equipamento Activos fixos recursos naturais outras construções básico e ferramentas transporte outros e tangíveis curso eem adiantamentos 280.028 2.901 746 (1.337) (201) (786) 281.351 825.416 51.627 644.152 40.822 74.662 3.063 21.827 7.678 - - - - (4.061) 4.672 (1.624) 876.030 (6.463) (630) (315) 292 (7.646) - - - 77.702 21.859 431.185 48.487 (6.055) (1.735) 61.453 4.621 (291) (5) - 213 472.095 65.778 280.028 281.351 605.950 617.568 212.967 205.786 13.209 11.924 - - 677.881 219.466 40.139 (17) (1.779) (847) 1.500 258.462 - Total - - - - - 21.827 21.859 Terrenos e Edifícios e Equipamento Equipamento Activos fixos recursos naturais outras construções básico e ferramentas transporte outros e tangíveis curso eem adiantamentos Custo Saldo inicial Aumentos Reavaliações Alienações Transferências e abates Aquisições e reestruturação de negócios Transferências de/para prop. de investimento Saldo final iz~ç~~e perdas por imparidade Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências e abates Aquisições e reestruturação de negócios Transferências de/para prop. de investimento ~~j~final_ 280.028 Em 1 de Janeiro de 2010 Em 31 de Dezembro de 2010 286.756 3.521 (5.585) (5.224) 284 3.220 (2.944) 817.239 50.075 595.429 61.393 24.248 3.219 - - - - (13.572) 843 59 (1.520) (177) - 644.152 74.662 399.810 45.753 (12.041) (2.349) 12 57.858 5.225 (1.423) (207) 712.104 93.247 (6.363) (3.519) (847) 1.713 796.335 1.133.981 1.138.488 Total 73.740 2.619 (49.890) (622) 5.752 2,862 825.416 1.846.085 106.091 746 (12.176) (3.513) (2.410) 1.934.823 - (5.734) 2 92 21.827 1.797.412 120.827 (5.585) (70.206) (5.406) 9.033 10 1.846.085 - - - - 194.360 37.287 (12.215) (768) 271 531 219.466 431.185 61.453 - 652.028 88.265 (25.679) (3.324) 283 531 712.104 286.756 280.028 622.879 605.950 195.619 212.967 15.882 13.209 24.248 21.827 1.145.384 1.133.981 - - As perdas por imparidade dizem respeito a investimentos relativos a projectos de expansão em Portugal descontinuados como reflexo da integração da cadeia de lojas da Plus. As imparidades referidas são relativas a perdas permanentes não susceptíveis de recuperação, pelo que uma análise de sensibilidade não conduziria a conclusões adicionais. e ~59 ~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011e2010 ‘~‘ ,,..JjJ ~ 10.2 Equipamento em regime de locação financeira O Grupo detém diverso equipamento sob o regime de locação financeira. Os pagamentos de locação financeira não incluem qualquer valor referente a rendas contingentes. As responsabilidades ainda não liquidadas relativas a contratos de locação financeira são referidas na nota 22.4. O valor dos bens em locação financeira é o seguinte: Terrenos e recursos naturais Activos fixos tangíveis Edifícios e outras construções Activos fixos tangíveis Amortiz~ção acumulada Equipamento básico Activos fixos tangíveis Amortização acumulada Equipamento informático e administrativo e ferramentas e utensílios Activos fixos tangíveis Amortização acumulada 2011 2010 34 34 34 34 32.354 (12.989J 19.365 32.127 115.590 ~ 54.758 115.980 18.847 18.869 (1~~~) 2.421 (~~7) 1.650 Equipamento de transporte Activos fixos tangíveis Amortização acumulada Total 22.258 68.464 2.618 (2.277) 341 Cl .987) 2,618 76.148 93.808 631 10.3 Garantias Não foram dados quaisquer activos tangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras. 10.4 Reavaliações O Grupo regista os terrenos afectos à actividade operacional ao valor de mercado, apurado por entidades especialistas e independentes. Dado o elevado número de localizações integrantes desta classe de activos, o Grupo efectua avaliações rotativas sobre todos estes activos pelo menos num intervalo de tempo não superior a cinco anos. No quarto trimestre de 2011 foram efectuadas novas avaliações, sobre activos adquiridos há mais de três anos que ainda não tinham sido objecto de avaliação, sobre activos com indicação de alterações significativas no seu valor de mercado e sobre activos que haviam sido avaliados há mais de três anos. Estas avaliações originaram um aumento do valor de terrenos de m EUR 746 (nota 20.1). O quadro abaixo apresenta o valor global das avaliações realizadas no exercício, assim como o valor pelo qual os activos se encontravam registados nas contas do Grupo e ainda o seu valor ao custo de aquisição. Valor Avaliações 119.525 Valor Contabilístico reavaliado 108.794 Valor de Custo 108.565 Ajustamento de reavaliação do exercício 746 Os valores de reavaliação constantes dos activos fixos tangíveis são de m EUR 105.178 (m EUR 104.866 em 2010), reflectida no capital próprio da seguinte forma: Reavaliação de terrenos Impostos diferidos Interesses que não controlam Reavaliação líquida (nota 20.1) 2011 2010 105.178 (22.180) (18) 104.866 (22.383) (15) 82.980 82.468 Se aos activos terrenos, valorizados por m EUR 281.351 (m EUR 280.028 em 2010) conforme nota 10.1, tivesse sido aplicado o modelo do custo, o seu valor líquido contabilístico seria de m EUR 176.173 (m EUR 175.162 m 2010). IJ ..—J 11 flotas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 ~ Activos intangíveis 11.1 Movimentos ocorridos no exercício Software e Despesas prop. Ind. de I&D out. direitos 2011 Goodwil Custo Saldo inicial Aumentos Transferências e abates Saldo final Amortizações e perdas por imparidade Saldo inicial 271.505 2010 Trespasses Total 4.890 515 (101) 5.304 28.587 271.505 4.033 222 427 4.682 - 1.768 1.833 - 967 599 17.454 1.494 - (345) 2.390 (101) 2.331 18.948 - 23.669 271.505 271.505 2.265 2.292 3.057 2.973 11.133 9.639 1.129 553 289.089 286.962 - Aumentos Transferências e abates Saldo final Valor líquido em 1 de Janeiro de 2011 em 31 de Dezembro de 2011 Activos intangíveis em curso - - 28.587 1.129 196 (772) 553 310.144 933 (446) 310.631 - 21.055 - Despesas de I&D Software e prop. Ind. out. direitos 269.508 4.040 5.023 - 679 - (686) 75 (7) (201) - - - - 4.033 4.890 28.587 1.129 - 3.381 629 16.768 686 - - -~~) 1.500 537 (3) _J201) - 1.768 269.508 271.505 659 2.265 Goodw,II 3.060 (446) - Activos intangiveis em curso Trespasses Total Custo Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências e abates Aquisições e reestruturação de negócios Saldo final Amortizações e perdas por imparidade Saldo inicial Aumentos Alienações Transferências e abates Saldo final Valor líquido em 1 de Janeiro de 2010 em 31 de Dezembro de 2010 - 1.997 271.505 - 28.587 2.252 309.410 - 440 1.194 (7) (2.450) 1.997 310.144 - (1.563) 21.649 1.852 - (3) - - - - 1.833 17.454 - (~) 21.055 3.523 3.057 11.819 11.133 2.252 1.129 287.761 289.089 11.2 Garantias Não foram dados quaisquer activos intangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras. 11.3 Activos intangíveis em curso Estão considerados em activos intangíveis em curso valores referentes à implementação de projectos de simplificação de processos. 11.4 Testes de imparidade do GoodwiII Em 2011 foram efectuadas avaliações de acordo com o método de Discounted Cash FIow (DCF), que sustentam a recuperabilidade do valor de Goodwill. Os valores das avaliações são suportados pelas performances passadas e pelas expectativas do desenvolvimento do mercado, tendo sido elaboradas projecções, a cinco anos, de cash-flows futuros para cada um dos negócios, baseados em planos de médio/longo prazo aprovados pelo Conselho de Administração. 1 Essas estimativas foram elaboradas considerando uma taxa de desconto entre 9,2% e 9,4% e uma taxa de crescimento na perpetuidade de 0,5% para o negócio. 61 (V~ 1 iJJ~ ~ 1~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 ~.J 12 Propriedades de investimento 2011 51.364 Saldo inicial Aquisições e reestruturação de negócios Alienações Transferências Variações de justo valor Saldo final - 1.613 (1.856) 51.121 2010 58.641 1.484 (64) 521 (9.218) 51.364 As propriedades de investimento referem-se a terrenos inicialmente adquiridos para uso nas operações do Grupo, e outros que foram efectivamente utilizados nessas operações durante um certo período de tempo, mas que se tornaram redundantes por não ser possível neles construir unidades geradoras de caixa, ou por se tornarem desnecessários para as operações devido a reestruturações das mesmas. Encontram-se ainda nesta categoria terrenos adquiridos recentemente cujo destino ainda não foi definido, sendo que nestes termos se encontram para valorização. Estão considerados como activos não correntes todos os activos para os quais não é expectável a sua alienação no período inferior a 12 meses. 13 Instrumentos financeiros derivados 2011 Notional 2010 Activo Passivo Não Não Corrente Corrente Corrente Corrente Notional Activo Passivo Não Não Corrente Corrente Corrente Corrente Derivados de Negociação 10 milhões 8UR swap taxa de juro - 324 10 milhões tuR - - - - 448 - - 6.776 1.243 470 11.176 - - - 448 Derivados designados como cobertura de justo valor 96 mi 1h oes cobertura do emprestimo em USD - - - 2.903 ~ 180 USD milhões Derivados designados como cobertura de fluxos de caixa swap taxa de juro 315,4 milhões - Total de derivados de negociação - 5.854 milh~e~UR 324 Total de derivados designados como cobertura - - 2.903 6.534 - - 7.246 12.419 Total de derivados activos/passivos - - 2.903 6.858 - -~ 7.246 12.867 Em Dezembro de 2011 estão incluídos nos valores apresentados os juros a receber ou a pagar vencidos até à data relativos a estes instrumentos financeiros no montante líquido a pagar de m EUR 876. Instrumentos financeiros derivados de negociação Swaps de taxa de Juro O Grupo tinha contratado a 31 de Dezembro de 2011 instrumentos financeiros derivados classificados como de negociação com um notional m EUR 10.000 (2010: m EUR 10.000). O justo valor destes instrumentos em 31 de Dezembro de 2011 era de m EUR 324 negativos (2010: m EUR 448 negativos). Cobertura de justo valor Swaps de taxa de câmbio O Grupo procede à cobertura total da exposição ao risco do justo valor dos empréstimos em USD no valor total de m USD 180.000, através de dois cross currency swaps com as mesmas características da dívida emitida (uma parte a 7 anos, outra a 10 anos). O objectivo desta cobertura é transformar a emissão de taxa fixa em taxa variável e cobrir a sua exposição ao USD, passando a reflectir desta forma as alterações de justo valor da dívida emitida. O risco de crédito não se encontra coberto. Um dos cross currency swaps, relativo à emissão a 7 anos, no valor de m USD 84.000, venceu-se em Junho de 2011, pelo que a 31 de Dezembro de 2011 permanecia apenas o cross currency swap, no valor de m USD 96.000, relativo à emissão a 10 anos. O justo valor do cross currency swap a 31 de Dezembro de 2011 era de m EUR 680 negativos (2010: m EUR 8.019 negativos). J ~ ‘ 1~ Notas às demonstrações 31 de Dezembro financeiras de consolidadas 2011 e 2010 Cobertura de fluxos de caixa Swaps de taxa de Juro O Grupo procede à contratação de swaps de taxa de juro para cobrir o risco de taxa de juro inerente aos pagamentos futuros de empréstimos. A 31 de Dezembro de 2011, o montante total de empréstimos com coberturas associadas era de m EUR 385.537 (2010: m EUR 456.007). O Grupo procede à fixação de uma parte dos pagamentos futuros de juros de empréstimos, através da contratação de swaps de taxa de juro. O risco coberto é o indexante da taxa variável associada aos empréstimos. O objectivo desta cobertura é transformar os empréstimos de taxa de juro variável em taxa de juro fixa, O risco de crédito não se encontra coberto. Os swaps de taxa de juro apresentam um notional de m EUR 315.375 (2010: m EUR 368.250), sendo que o justo valor destes instrumentos em 31 de Dezembro de 2011 era de m EUR 8.757 negativos (2010: m EUR 11.646 negativos). 14 Activos financeiros disponíveis para venda Não Correntes Adiantamentos por conta de investimentos financeiros Outros 2011 4.988 168 5.156 2010 4.988 168 5.156 Os activos financeiros disponíveis para venda incluem instrumentos de capital não cotados cujo justo valor não pode ser mensurado com fiabilidade e, como tal, estão reconhecidos ao custo no montante de m EUR 5.156 em 31 de Dezembro de 2011 (2010: m EUR 5.156). A data de preparação das demonstrações financeiras o Grupo não pretende alienar qualquer um dos investimentos. Os principais investimentos financeiros mensurados ao custo estão expostos na tabela em baixo: Participação na Uniarme Participação na AMS Outras participações 2011 100 63 5 168 2010 100 63 5 168 Não existindo preços de mercado disponíveis para os investimentos mencionados e não sendo possível determinar o justo valor no período recorrendo a transacções comparáveis, o Grupo não mensurou os instrumentos através de fluxos de caixa esperados descontados uma vez que estes não podem ser determinados com fiabilidade. 15 Existências Matérias-primas, subsidiárias e de consumo Mercadorias Ajustamento para o valor de realização (nota 24) Existências líquidas 2011 2010 136 140.423 140.559 (2.975) 137.584 155 142.577 142.732 (2.567) 140.165 Não foram consignadas existências como garantia no cumprimento de obrigações contratuais. ~63 J~JR 16 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Impostos 16.1 Impostos diferidos activos e passivos Movimentos nas contas de impostos diferidos: Saldo inicial Reavaliações e reservas (nota 20.1) Resultado do exercício (nota 8.1) Saldo final 2011 2010 (12.940) (560) (3.857) (17.357) (16.133) 970 2.223 (12.940) Os impostos diferidos são apresentados no balanço da seguinte forma: 2011 11.096 (28.453) (17.357) Impostos diferidos activos Impostos diferidos passivos 2010 10.412 (23.352) (12.940) Movimentos nos impostos diferidos ocorridos no exercício Efeito Saldo inicial Impostos diferidos passivos Reavaliações de activos fixos e propriedades de investimento Diferenças de taxa de amortização Outros proveitos diferidos para efeitos fiscais Outras diferenças temporárias Impostos diferidos activos Provisões além dos limites legais Prejuízos a recuperar Provisões para existências Pensões Reavaliações de activos fixos e propriedades de investimento Diferenças de taxas de amortização Custos com operações de cobertura Outras dif~ç~~,porárias Variação líquida de imposto diferido Efeito no capital ,~p~prio em resultados 23.061 277 Saldo fin ai 14 23.352’ 218 (7) 4.978 8 5.197 (96) 23.183 270 4.978 22 28.453 2825 442 - 3.267 - - - - 675 533 2.216 701 2.880 582 10.412 (12.940) 108 42 834 (50) (34) (2) 1.340 (3.857) - (96) - 783 575 3.050 651 (656) 2.190 580 (656) 11.096 (560) (17.357) - 16.2 Impostos a recuperar e a pagar Impostos a recuperar IRC a receber IVA a recuperar Outros 2011 2010 515 2.020 43 2.578 590 2704 43 3.337 666 17.306 1.879 6.146 2.759 28.756 5.920 14.320 1.858 6.350 3.141 31.589 Impostos a pagar IRC a pagar IVA a pagar IRS retido Segurança social Outros impostos Q;J; ~ 64~ .J 17 ~ j~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 iJ~J~’~ Devedores e acréscimos Não correntes Outros devedores Custos diferidos Correntes Clientes comerciais Fornecedores Pessoal Outros devedores Acréscimos de proveitos Custos diferidos 2011 2010 72.987 652 73.639 58.609 1.234 59.843 56.827 637 700 11.369 3.770 5.451 78.754 46.834 601 698 11.594 6.395 4.683 70.805 Do total da rubrica de outros devedores não correntes, m EUR 72.987 respeitam a liquidações adicionais de imposto bem como adiantamentos por conta de imposto, cujo reembolso foi já solicitado (nota 29). Os acréscimos de proveitos correspondem essencialmente ao reconhecimento de proveitos suplementares contratados com fornecedores, no montante de m EUR 3.730. A rubrica de custos diferidos é composta por m EUR 3.092 de rendas pagas antecipadamente, m EUR 956 de custos com emissão de obrigações e juros antecipados, m EUR 1.452 de custos com seguros e m EUR 603 de outros custos imputáveis a exercícios futuros cujo pagamento foi efectuado ainda no exercício de 2011, ou que, não tendo sido pagos, já foram debitados pelas entidades competentes. O montante de devedores encontra-se registado pelo seu valor recuperável, ou seja, o Grupo constitui provisões para perdas por imparidade sempre que existam indicações de incobrabilidade (nota 24). Devedores correntes com valores vencidos há menos de 3 meses não são considerados em imparidade. A análise de antiguidade de saldos devedores que já se encontram vencidos é a seguinte: Saldos devedores não considerados em imparidade Vencidos há menos de 3 meses Vencidos há mais de 3 meses Saldos devedores considerados em imparidade Vencidos há menos de 3 meses Vencidos há mais de 3 meses 2011 2010 5.569 11.468 17.037 6.851 11.374 18.225 5.787 1.179 6.966 644 5.952 6.596 Dos valores vencidos a receber sem imparidade acima mencionados, m EUR 900 encontram-se cobertos por garantias. 18 Caixa e equivalentes de caixa Depósitos à ordem Aplicações de tesouraria Caixa e equivalentes de caixa 2011 2010 55.936 32.917 1.590 16.611 125.655 1.649 As aplicações de tesouraria correspondem a depósitos de curto prazo e a outros títulos negociáveis para os quais existem provisões para o montante realizável (nota 24). ~65 1 jJJ~ ‘ 1~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 _J 19 Caixa gerada pelas operações Resultado líquido Ajustamentos para: Interesses que não controlam Impostos Amortizações e Depreciações Provisões e outros custos e proveitos operacionais Custos financeiros líquidos Ganhos/perdas em outros investimentos Ganhos/perdas em activos fixos tangíveis e intangíveis Variações de working capital: Existências Devedores e acréscimos e diferimentos Credores e acréscimos e diferimentos 20 2011 24.630 2010 33.978 126 24.478 96.329 2.798 20.581 1.801 721 84 11.329 90.117 7.597 24.161 5.142 3.307 171.464 175.715 2.174 (9.518) 23.550 187.670 (4.767) 1.265 54.168 226.381 Capital e reservas 20.1 Reservas de reavaliação e outras reservas Balanço em 1 de Janeiro de 2010 Reservas de Reavaliação de Terrenos 89.313 Cobertura de fluxo de caixa Total 83.324 Alienação de imóveis reavaliados: - Valor bruto - Imposto diferido Reavaliações: - Valor bruto - Imposto diferido - Interesses que não controlam Actualização dos instrumentos financeiros ao justo valor: - Valor bruto - Imposto diferido Alteração de interesses que não controlam (1.542) (78) (1.542) (78) (5.585) 368 1 (5.585) 368 1 (9) (2.273) 602 (9) Balanço em 31 de Dezembro de 2010 82.468 74.808 (434) 107 (434) 107 746 96 746 96 Terrenos transferidos para propriedades de investimento: - Valor bruto - Imposto diferido Reavaliações: - Valor bruto - Imposto diferido Actualização dos instrumentos financeiros ao justo valor: - Valor bruto - Imposto diferido Alteração de interesses que não controlam Balanço em 31 de Dezembro de 2011 (2.273) 602 2.478 (656) 2.478 (656) (3) ~j~.838) 77.142 (3) 82.980 Os valores mencionados em reservas de reavaliação e outras reservas são referentes à aplicação do justo valor dos activos fixos e não são passíveis de distribuição na esfera das contas individuais que as originaram. No relatório e contas individual da sociedade JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A., é dada devida nota de todos os condicionalismos na utilização das reservas a distribuir e que compõem a situação patrimonial 1 L-. da empresa, pelo que recomendamos a leitura expressa dessa informação. 66~ ~ 1~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 •_) iJJ~ 20.2 Capital social e prémio de emissão O capital social autorizado é composto por 66.000.000 acções ordinárias (2010: 66.000.000). Todas as acções têm um valor nominal de Euro 5 (cinco Euros). 20.3 Dividendos Em 2011 não foram distribuídos dividendos aos accionistas de JMR. 21 Resultado por acção 21.1 Resultado básico e diluído por acção O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro líquido, atribuível aos accionistas detentores de acções ordinárias, no montante de m EUR 24.630 (2010: lucro de m EUR 33.978) e no número médio ponderado de acções ordinárias pendentes no período de 66.000.000 (2010: 66.000.000). Na medida em que não existem títulos diluidores das acções da JMR, o resultado diluído por acção é igual ao resultado básico por acção. 21.2 Número médio ponderado de acções ordinárias 2011 66.000.000 0,3732 Número médio ponderado de acções ordinárias Resultado básico e diluído por acção — Euros 22 2010 66.000.000 0,5148 Empréstimos obtidos Em 2011 foram renegociados alguns programas de papel comercial em termos de maturidade, montantes e pricings. 22.1 Empréstimos correntes e não correntes Empréstimos não correntes Empréstimos por obrigações Responsabilidades com locação financeira Empréstimos correntes Descobertos bancários Empréstimos por Obrigações Empresas participa ntes e participadas Responsabilidades com locação financeira 2011 2010 184.798 10.783 195.581 384.228 24.271 408.499 12 200.000 10.812 13.518 224.342 63.643 12.654 23.404 99.701 - 22.2 Termos e prazo de reembolso dos empréstimos Taxa Empréstimos por obrigações Empréstimos Privateplacement Actualização do justo valor Empresas participantes e participadas Descobertos bancários Responsabilidades com locações financeiras Total Menos de 1 Entre 1 e 4,20% 305.000 200.000 4,41% 80.537 - 3,85% 2,19% 105.000 80.537 (739) (739) 10.812 12 24.301 10.812 12 13.518 10.783 419.923 224.342 195.581 - Mais de 5 - O montante de m EUR 739 negativo, ajustado ao total de empréstimos por obrigações, diz respeito à actualização do empréstimo obrigacionista de m USO 96.000, para o qual o Grupo contratou um instrumento de cobertura, apresentado na nota 13. 1 e% —1 1~ 1 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 22.3 Empréstimos obrigacionistas Obrigações não convertíveis 2011 384.798 2010 447.871 Os empréstimos obrigacionistas em curso no final de 2011 repartiam-se da seguinte forma: ‘ Em Junho de 2004, foi colocado pela JMR um Private Placement no mercado dos Estados Unidos no valor total de 180 milhões de USD a taxa fixa. Estas Notes emitidas pela JMR são equiparadas a Empréstimos Obrigacionistas ao abrigo da lei Portuguesa. O montante total foi repartido entre uma emissão a 7 anos no montante de 84 milhões de USD e uma outra a 10 anos no valor de 96 milhões de USD. Imediatamente após a contratação destes montantes foi efectuado um Cross Currency Swap EUR/USD. Em Junho de 2011 foi reembolsada, pela JMR, a emissão a 7 anos do empréstimo obrigacionista, colocado no mercado dos Estados Unidos (Private Placement) no montante de m USD 84.000. Nesta mesma data venceu-se o Cross Currency Swap EUR/USD associado; • Em Dezembro de 2007, foi emitido pela JMR um novo empréstimo obrigacionista no montante de m EUR 200.000 e com maturidade a 5 anos. A taxa de juro utilizada é variável e indexada à Euribor a 6 meses; • Em Abril de 2009 foi emitido pela JMR um novo empréstimo obrigacionista no montante de m EUR 105.000 e com maturidade de 50% a 4 anos e 50% a 5 anos. A taxa de juro utilizada é variável e indexada à Euribor a 6 meses. As datas de reembolso dos empréstimos obrigacionistas são as seguintes: 2012 2013 2014 Total 200.000 52.500 132.298 384.798 22.4 Responsabilidades com locação financeira Pagamentos até 1 ano Pagamentos entre 1 e 5 anos Pagamento de juros futuros Valor presente das responsabilidades 2011 14.144 11.142 25.286 (985) 24.301 2010 24.131 24.870 49.001 (1,326) 47.675 22.5 Dívida financeira Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efectuado algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do balanço é o seguinte: Empréstimos não correntes (nota 22.1) Empréstimos correntes (nota 221) Instrumentos Financeiros Derivados (nota 13) Acréscimos e diferimentos de juros Depósitos à ordem (nota 18) Aplicações de tesouraria (nota 18) 23 2011 195.581 224.342 9.761 1.758 (55.936) (32.917) 342.589 2010 .408.499 99.701 20.113 677 (16.611) (125.655) 386.724 Benefícios dos empregados Valores reflectidos em balanço na rubrica de benefícios concedidos a empregados: Benefícios de reforma — Plano de benefício definido a cargo do Grupo Prémios de antiguidade Total 2011 2010 1.627 10.700 12.327 1.688 9.947 11.635 68 .__j 1 j~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 iJ_i~ Valores reflectidos na demonstração dos resultados na rubrica de custos com pessoal (nota 5): Benefícios de reforma — Plano de benefício definido a cargo do Grupo Prémios de antiguidade Total 2011 2010 53 1.206 1.259 249 1.846 2.095 Apresenta-se, seguidamente, uma breve descrição dos planos em vigor e os impactos associados a cada um deles: Planos de benefício definido a cargo do Grupo As responsabilidades decorrentes são asseguradas directamente pelo Grupo. Estes planos são avaliados semestralmente por entidades independentes. De acordo com o cálculo actuarial reportado a 31 de Dezembro de 2011, as responsabilidades ascendem a m EUR 1.627 e encontram-se totalmente registadas na rúbrica de benefícios concedidos e empregados. Movimento ocorrido no exercício: 2011. 1.688 73 (20) (114) 1.627 Saldo em 1 de Janeiro Custos com Juros (Ganhos)/perdas actuariais Reformas pagas Saldo em 31 de Dezembro 2010 1.557 80 169 (118) 1.688 Pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabilidades: Tábua de mortalidade Taxa de desconto Taxa de crescimento das pensões TV — 2011 88/90 4,5% 2,5% TV — 2010 88/90 4,5% 2,5% Outros benefícios a longo prazo concedidos a empregados O Grupo tem em vigor um programa de incentivos baseado na atribuição de prémios de antiguidade. Este programa consiste na atribuição de prémios monetários quando os colaboradores atingem 15 e 25 anos de antiguidade. Este plano está a cargo das companhias e as responsabilidades decorrentes são avaliadas anualmente por um actuário independente. De acordo com estudos actuariais reportados à data de 31 de Dezembro, as responsabilidades ascendem a m EUR 10.700 e encontram-se totalmente provisionadas no passivo, na rubrica de benefícios concedidos a empregados. Movimento ocorrido no exercício: 2011 9.947 Saldo em 1 de Janeiro Custos com serviços passados Custos dos serviços correntes (Ganhos)/perdas actuariais Contribuições pagas Saldo em 31 de Dezembro 2010 8.548 - - 1.591 (385) (453) 10.700 1.443 403 (447) 9.947 Pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabilidades: Tábua de mortalidade Taxa de desconto Taxa de crescimento salarial TV — 2011 88/90 4,9% TV — 2010 88/90 4,5% 2,5% ~69 ~J 24 1~ iJJ~~ Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Provisões e ajustamentos para o valor de realização 2011 Saldo inicial Constituição ~~eu~: Utilização Saldo final Devedores duvidosos (nota 17) Existências (nota 15) Aplicações de Tesouraria (nota 18) 6.749 1.151 2.567 57 408 - - - 2.975 57 Total de ajustamentos para o valor de realização 9.373 1.559 (215) (398) 10.319 Outros riscos e encargos 7.335 29.072 (154) (1.274) 34.979 Total de Provisões 7.335 29.072 (154) (1.274) 34.979 2010 (215) (398) - Saldo inicial Constituição dtjo: 7.287 Utilização Saldo final Devedores duvidosos (nota 17) Existências (nota 15) Aplicações de Tesouraria (nota 18) 6.165 951 57 907 1.688 (62) (72) (261) - - - 57 Total de ajustamentos para o valor de realização 7.173 2.595 (134) (261) 9.373 - 6.749 2.567 Outros riscos e encargos 4.660 3,411 (116) (620) 7.335 Total de Provisões 4.660 3.411 (116) (620) 7.335 A rubrica de Outros riscos e encargos é composta por provisões para programas de reestruturação organizacional e por provisões para processos em contencioso para os quais não existem perspectivas de resolução no prazo inferior a um ano. 25 Credores e acréscimos Credores comerciais Outros credores não comerciais Acréscimos de custos Proveitos diferidos 2011 606.167 31.592 87.591 2.617 727.967 2010 598.871 45.744 72.537 2.431 719.583 A rubrica de acréscimos de custos é composta essencialmente pelo montante de remunerações a liquidar ao pessoal de m EUR 44.089, rendas no montante de m EUR 5.801, royalties no montante de m EUR 4.852 e juros a pagar no valor de m EUR 2.670. Os restantes m EUR 30.179 correspondem a diversos custos (utiities, seguros, consultores, entre outros), relativos ao exercício de 2011, e que não foram facturados pelas entidades competentes até ao final do exercício. A rubrica de proveitos diferidos inclui um montante de m EUR 212, que respeita a proveitos suplementares que são diferidos até ao momento da venda da respectiva mercadoria. 26 Garantias As garantias bancárias existentes são as seguintes: Garantias prestadas a fornecedores Garantias a favor da D.G.C.I. Outras garantias a favor do Estado Outras garantias prestadas Total Garantias 27 2011 962 75.406 3.367 7.600 87.335 2010 1.071 75.754 6.116 7.500 90.441 Locação operacional O Grupo mantém como responsabilidades de médio e longo prazo alguns contratos, com cláusula de penalização em caso de cancelamento. O total dos pagamentos futuros associados aos contratos são os seguintes: 70)~ 1 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 3ldeDezembrode2Olle2OlO Pagamentos até 1 ano Pagamentos entre 1 e 5 anos Pagamentos a mais de 5 anos 2011. 2010 49.700 129.735 321.989 501.424 49.576 131.454 328.813 509.843 Estes valores, na sua grande maioria, respeitam a contratos de arrendamento de lojas e armazéns, sendo a durabilidade inicial desses contratos entre os 5 e os 20 anos, com opção de os renegociar após esse período. Os pagamentos são actualizados anualmente, reflectindo valores da inflação e/ou de mercado. Conforme referido, todos estes contratos são canceláveis, mediante o pagamento de uma penalização. As responsabilidades inerentes a estas penalizações ascendiam no final de 2011 a m EUR 128.012. Durante o ano foi reconhecido em custos com rendas e alugueres o valor de m EUR 60.570 (2010: m EUR 57.204), e encontram-se discriminados da seguinte forma: Imóveis Equipamento básico Equipamento de transporte Equipamento informático Outros 2011 51.280 5.228 3.071 779 212 2010 47.872 5.324 3.055 818 135 60.570 57.204 A diferença para os custos com rendas e alugueres apresentados na nota 4, respeitam à imputação de rendas e alugueres aos custos dos produtos vendidos no valor de m EUR 146 negativos (2010: m EUR 146 negativos). Do valor de rendas de Imóveis em 2011, o montante de m EUR 43.276 (2010: m EUR 42.736) respeita a rendas de lojas, sendo o remanescente no valor de m EUR 8.004 (2010: m EUR 5.136) relativo a rendas com a logística e com a estrutura central. 28 Compromissos de capital Os compromissos relativos a investimentos a realizar eram de m EUR 11.108 e respeitam a obras não concluídas, contratos de empreitada e a contratos-promessa de aquisição de terrenos, edifícios e equipamentos. 29 Contingências • Encontra-se reflectido nas demonstrações financeiras, em devedores não correntes (nota 17), o montante de m EUR 72.101, relativo a liquidações adicionais de imposto apresentadas pela Administração Tributária. A Administração do Grupo, com o apoio dos seus consultores fiscais e conselheiros jurídicos, entende que lhe assiste inteira razão e mantém as reclamações que apresentou contra essas liquidações, não prescindindo do seu legítimo direito de contestação e mantendo a expectativa quanto à recuperação integral desse montante. Neste contexto, foi solicitado de imediato o reembolso da totalidade das importâncias pagas, bem como dos juros indemnizatórios à taxa legal, pelo período decorrido entre a data do seu pagamento e da sua efectiva restituição. Já no decurso do mês de Janeiro de 2012, foi proferido Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS), relativo a uma das impugnações judiciais apresentadas no âmbito deste processo, o qual julgou totalmente procedente, ordenando a anulação das referidas liquidações e o pagamento de juros indemnizatórios e indemnização pelas garantias prestadas. O Grupo procedeu ao reconhecimento do valor dos juros indemnizatórios sobre este crédito. e Para além de diversas situações litigiosas, próprias dos negócios em que o Grupo opera, estão pendentes de resolução as seguintes questões materialmente relevantes, para as quais a Administração, suportada pela opinião dos seus consultores fiscais e conselheiros jurídicos, procede a uma avaliação da probabilidade de desenlace de cada um dos processos, constituindo provisões para os montantes que estima poderem representar desembolsos futuros: a) Em 1999, na sequência da aquisição de duas sociedades que detinham estabelecimentos anteriormente propriedade de ex-franquiados da ITMI Norte-Sul Portugal - Sociedade de Desenvolvimento e Investimento, S.A., esta sociedade, conjuntamente com a Regional de Mercadorias - Sociedade Central de Aprovisionamento, S.A., accionou várias sociedades do Grupo, responsabilizando-as pelo alegado incumprimento, por parte daqueles ex-franquiados, do contrato que haviam celebrado com a ITMI, já resolvido à data das referidas aquisições, reclamando como tal uma indemnização de m EUR 14.600. Foi proferida sentença, absolvendo as rés do pedido. Entretanto foi apresentado recurso pela autora para o 71 /4 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Tribunal da Relação, que se encontra pendente. Mantém-se o juízo da Administração de que o montante peticionado dificilmente será aceite; b) A empresa Proherre Internacional, Lda. reclama o pagamento de uma indemnização ao Pingo Doce Distribuição de Produtos Alimentares, S.A., no montante de m EUR 2.500, alegando a denúncia do contrato de arrendamento por parte do Pingo Doce, sem que tenha decorrido o período mínimo acordado entre as partes. O Pingo Doce contestou este pedido pelo facto do contrato ter sido cessado por mútuo acordo. Entretanto, foi proferido despacho saneador, estando agora a aguardar-se a marcação de julgamento. Pingo Doce está convicto de que o Tribunal irá reduzir o montante que resultaria da cláusula penal, por ser manifestamente excessivo; c) A empresa Rui Ribeiro Construções, S.A. colocou uma acção de indemnização no Tribunal Arbitral da Associação Comercial de Lisboa, visando a condenação de Pingo Doce a pagar o montante aproximado de m EUR 800, por quebra de contrato-quadro de empreitada. O julgamento foi entretanto realizado, tendo o Tribunal Arbitral condenado parcialmente o Pingo Doce no pedido (m EUR 220). O Grupo apresentou já recurso para o Tribunal da Relação, o mesmo tendo sido efectuado pelo queixoso, na parte da sentença que lhe foi desfavorável. E convicção da Administração do Pingo Doce e dos seus advogados, que o Tribunal da Relação dará razão à Companhia, revogando para tal a decisão do Tribunal Arbitral; d) A Administração Tributária reclama do Feira Nova - Hipermercados, S.A. (Companhia fundida em Pingo Doce - Distribuição Alimentar, S.A. no ano de 2009) o montante de m EUR 743 relativo a liquidações oficiosas de Contribuição Especial, que têm como fundamento a valorização registada nos lotes de terreno que constituem o complexo da Bela Vista. A Administração do Feira Nova, com o apoio dos seus advogados e consultores fiscais, já contestou aquelas liquidações considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria; e) A Administração Tributária liquidou, relativamente aos anos de 2002, 2003 e 2004, ao Feira Nova Hipermercados, S.A. (actualmente incorporada em Pingo Doce Distribuição Alimentar, S.A.) e ao Pingo Doce Distribuição Alimentar, S.A., os montantes de m EUR 2.966 e m EUR 2.324, respectivamente. Estas liquidações são respeitantes a valores registados por estas Companhias como quebras (perdas em existências resultantes de deterioração ou roubo), que não foram aceites como custos fiscais em IRC, assim como ao IVA em falta, resultante na inexistência de evidência que os bens não foram vendidos. As Administrações do Feira Nova e do Pingo Doce, com o apoio dos seus advogados e consultores fiscais, já contestaram aquelas liquidações, considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria. Nesse sentido, foi a Feira Nova notificada de sentença do Tribunal Tributário de Lisboa, que, dandolhe razão, julgou procedente a impugnação judicial deduzida contra nota de liquidação emitida pela Administração Tributária respeitante a liquidação em sede de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), e ao exercício fiscal de 2002, ascendendo a aproximadamente 1,2 milhões de euros. A sentença em apreço transitou em julgado, sendo, pois, definitiva; f) A Administração Tributária procedeu a algumas correcções em sede de IRC, em Companhias pertencentes ao perímetro do Grupo tributado pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS) liderado pela sociedade JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. (JMR), as quais originaram liquidações adicionais de imposto, relativamente aos anos de 2002 a 2007 e 2009, no montante total de m EUR 34.555. A Administração da JMR, com o apoio dos seus advogados e consultores fiscais, já contestou aquelas liquidações considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria; g) A Administração Fiscal liquidou à JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. o montante de m EUR 16.078, relativamente à requalificação fiscal de dividendos recebidos de uma sua participada na Zona Franca da Madeira, durante os exercícios de 2003 e 2004. Na opinião daquela entidade, esses dividendos deveriam ser tratados como juros recebidos os quais estão sujeitos a tributação em sede de IRC, ao contrário dos dividendos, que estão isentos. Tendo sido julgadas improcedentes as impugnações judiciais apresentadas, a Administração da JMR, com o apoio dos seus consultores fiscais e jurídicos, continua a considerar não existir qualquer validade e fundamento no relatório da Administração Fiscal, e bem assim que as referidas decisões padecem de erro de julgamento e de vícios vários, pelo que, com o apoio dos seus Consultores Fiscais e Advogados, recorreu das mesmas; h) A Administração Tributária liquidou, relativamente aos anos de 2005 a 2008 ao Feira Nova - Hipermercados, S.A. e ao Pingo Doce - Distribuição Alimentar, S.A., os montantes de m EUR 1.304 e m EUR 1,554, respectivamente. Estas liquidações respeitam à correcção da taxa de IVA aplicada a determinados bens e, no caso do Feira Nova, a descontos em talão de venda, por parte da Administração Fiscal. As Administrações do Feira Nova e do Pingo Doce, com o apoio dos seus consultores fiscais, já contestaram aquelas liquidações, considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria; i) A Administração Fiscal liquidou à JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. o montante de m EUR 507 relativo ao ano de 2008. A liquidação em causa respeita, no entender das autoridades fiscais, à falta de retenção na fonte em pagamentos associados a contratos de swap, os quais foram no ano de 2008 assimilados a juros. A JMR com o apoio dos seus Consultores Fiscais consideram não existir validade, nem fundamento, nas correcções preconizadas pelas autoridades fiscais, pelo que contestaram as mesmas. J1~1JR 30 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Partes relacionadas 30.1 Transacções com administradores Os administradores da JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. não auferem qualquer remuneração pelo desempenho da função. 30.2 Saldos e transacções com partes relacionadas Os saldos e transacções de empresas do Grupo com partes relacionadas são as seguintes: compras de mercadorias e Fornecimentos de Serviços Vendas e Prestação Serviços 2011 Empresas Mãe Empresas controladas conjuntamente Outras partes relacionadas 2011 2010 2011 377 360 8.423 21.478 17.183 282 251 241.168 205,523 91.358 95.765 Devedores e Acréscimos 2011 Empresas Mãe Empresas controladas conjuntamente Outras partes relacionadas 2010 2011 2010 8.517 Credores e Acréscimos 2010 Juros Suportados 2010 513 343 Empréstimos Obtidos 2011 2010 196 179 2.084 5.578 - 4.293 3.732 15 178 - - 47.304 39.764 15.277 14.885 10.812 12.655 - Todas as transacções com partes relacionadas foram realizadas em condições normais de mercado, ou seja, os valores das transacções correspondem aos que seriam praticados com empresas não relacionadas. Os saldos que se encontram por liquidar entre as empresas do Grupo e as partes relacionadas, por resultarem de acordos comerciais, são liquidados em dinheiro e estão sujeitos aos mesmos prazos de pagamento que são aplicados aos demais acordos celebrados pelas empresas do Grupo com os seus fornecedores. Os valores a receber não estão cobertos por seguro e não existem garantias dadas ou recebidas, uma vez que o Grupo detém uma influência relevante sobre estas empresas. Não existem provisões para créditos duvidosos e não foram reconhecidos custos, durante o exercício, relacionados com dívidas incobráveis ou de cobrança duvidosa, com essas partes relacionadas. 31 Empresas do Grupo O controlo do Grupo é assegurado pela empresa-mãe, JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS,S.A. Nos quadros apresentados a seguir, incluem-se as empresas que fazem parte do Grupo JMR. Estes quadros foram organizados de acordo com o método de consolidação aplicado. a) Método integral capital detido O,i, companhia Actividade Sede Gestão de participaçães socïais na área da distribuição retalhista Lisboa Comércio a retalho em supermercados Lisboa Escola de Formação Jerónimo Martins, S.A. Formação profissional Lisboa JMR Gestão, consultoria e logística de actividades retalhistas Lisboa Comércio a retalho em supermercados Lisboa Compra e venda de bens imóveis Lisboa Gestão e administração de bens imóveis Lisboa Gestão e administração de bens imóveis na área retalhista Lïsboa Gestão e administração de bens imóveis Lisboa 99,98 Jerónimo Martins Finance Company (2), Limited Sociedade de serviços financeiros Dublin (Irlanda) 98,77 EVA Prestação de serviços nas áreas económica e financeira e gestão Funchal de investimentos JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. Cunha & Branco — — Distribuição Aljmentar, S.A. Prestação de Serviços para a Distribuição a Retalho, S.A. Pingo Doce Supertur — — Distribuição Alimentar, S.A. Imobiliária, Comércio e Turismo, S.A. Casal de São Pedro Comespa - Imoretalho — Administração de Bens, S.A, Gestão de Espaços Comerciais, S.A. — Gestão de Imóveis, S.A. Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliános, Lda 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 100,00 99,98 89,00 ~73 ítV~ f~ Ji.~iJR Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 b) Método proporcional Companhia Funchalgest— Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA. João Gomes Camacho, S.A. Lïdosol II — Distribuição de Produtos Alimentares, S.A. Lidinvest Gestão de Imóveis, S.A, 32 Actividade Sede Gestão de participações sociais Funchal Comércio por grosso de produtos alimentares e de consumo Funchal Comércio a retalho em supermercados Funchal Gestão e administração de imóveis Funchal % Capital detido 50,00 50,00 50,00 50,00 Interesses em empresas controladas conjuntamente O Grupo detém interesses nas seguintes empresas controladas conjuntamente (Joint ventures): • Funchalgest — Este Grupo tem como objecto actividades de comércio de retalho e de cash & carry, sendo proprietária de uma cadeia de 13 lojas e 2 cash & carry na região autónoma da ilha da Madeira. O Grupo JMR detém uma participação de 50% do Grupo Funchalgest. As demonstrações financeiras das sociedades controladas conjuntamente (foint ventures) apresentam os seguintes valores: Activos não correntes Activos correntes Passivos não correntes Passivos correntes Activos Líquidos Proveitos e ganhos Custos e perdas Resultado Líquido 2011 2010 49.555 23.304 (1.761) (60.669) 10.429 51.581 23.629 (1.803) (65.138) 8.269 173.007 (170.892) 2.115 156.033 (154.478) 1.555 O quadro abaixo apresenta o seu contributo para as Demonstrações Financeiras consolidadas, incluindo o Goodwill que lhe está afecto assim como a proporção dos saldos e transacções, integrados no processo de consolidação e não anulados. 33 2011 2010 Activos não correntes Activos correntes Passivos não correntes Passivos correntes Activos Líquidos 25.211 11.647 (881) (26.114) 9.863 26.224 11.650 (902) (28.910) Proveitos e ganhos Custos e perdas Resultado Líquido 86.235 (84.550) 1.685 77.777 (76.468) 8.062 1.309 Informações adicionais exigidas por diplomas legais De acordo com o previsto nos termos do artigo 508.°-F do Código das Sociedades Comerciais, informa-se o seguinte: a) Para além das operações descritas nas notas acima, assim como no Relatório de Gestão, não existem outras operações consideradas relevantes, que não se encontrem reflectidas no balanço ou descritas no seu anexo; b) O total de remunerações pagas ao Revisor Oficial de Contas no ano de 2011 foi de 151.600 euros, correnpondendo na sua totalidade aos serviços de revisão legal de contas; c) A nota 30 deste Anexo às Contas inclui todas as divulgações relativas a relações entre as partes relacionadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade. Li E Ji~iJR 34 Notas às demonstrações financeiras consolidadas 31 de Dezembro de 2011 e 2010 Eventos subsequentes à data do balanço Até à data de conclusão deste Relatório não ocorreram factos significativos que não se encontrem reflectidos nas Demonstrações Financeiras. Lisboa, 29 de Fevereiro de 2012 O Técnico de Contas O Conselho de Administração (%~j 75 pwc Certificação Legal das Contas Consolidadas Introdução 1 Examinámos as demonstrações financeiras consolidadas da JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A., as quais compreendem o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2011, (que evidencia um total de 1.875.821 milhares de euros e um total de capital próprio de 612.720 milhares de euros, o qual inclui um total de interesses que não controlam de 6.898 milhares de euros e um resultado líquido de 24.630 milhares de euros), a Demonstração consolidada dos resultados por funções, a Demonstração consolidada dos ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio, a Demonstração de alterações no capital próprio consolidado e a Demonstração consolidada dos fluxos de caixa do exercício findo naquela data, e o correspondente Anexo. — Responsabilidades 2 É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório consolidado de gestão e de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado consolidado das suas operações, os ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio consolidado, as alterações no capital próprio consolidado e os fluxos de caixa consolidados, bem como a adopção de políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de sistemas de controlo interno apropriados. 3 A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e independente, baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras. Âmbiio 4 O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras consolidadas não contêm distorções materialmente relevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação de as demonstrações financeiras das empresas incluídas na consolidação terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações nelas constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração, utilizadas na sua preparação; (ii) a verificação das operações de consolidação; (iii) a apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas, a sua aplicação uniforme e a sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iv) a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade; e (v) a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras consolidadas. 5 O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório consolidado de gestão C0~ as demonstrações financeiras. 6 Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião. Pricewaterhousec’oopers &Associados - Sociedade de Revisores Oficiais dv contas, Lda. Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sonsa Martins, 1 - 3~, 1069-316 Lisboa, Portugal Tel +351 213 599 000, Fax +351 213 599 999, www.pwc.com/pt Matriculada na conservatória do Registo comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000 PccewaterOouseCoopers O Associados-Sociedade de Revisores Oficiais de Goelas, Lda. pertence à rede do entidades que são membros da PecewalerlrouseCoopers leterealional Limiled cada uma das quas é uma entidade legal autônoma e Independeole. Inscrita na lista das Sociedades de Revisores Oficiais de Contas suba n~ 183 ana Comissão do Mercado rio Valores Mubliários subo n’ 9077 Opinião 7 Em nossa opinião as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira consolidada da JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. Em 31 de Dezembro de 2011, o resultado consolidado das suas operações, os ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio consolidado, as alterações no capital próprio consolidado e os fluxos consolidados de caixa no exercício findo naquela data, em conformidade com as normas internacionais de relato financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia. — Relato sobre outros requisitos legais 8 É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório consolidado de gestão é concordante com as demonstrações financeiras consolidadas do exercício. 6 de Março de 2012 PricewaterhouseCoopers & Associados Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda. representada por: -~ Abdul NasserAbdul Sattar, R.O.C. Certificação Legal das Contas consolidadas de Dezembro de 2011 31 JMR, 5GPS, SA. PwC 2 de 2 JMR — GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SA Relatório e parecer do Conselho Fiscal Tem o presente documento o objectivo de relatar as actividades do Conselho Fiscal de JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA e dar parecer sobre o relatório de gestão e as demonstrações financeiras do exercício de 201 1. - Âmbito O Conselho Fiscal exerceu em 2011 o seu mandato, tendo tido oportunidade de acompanhar as actividades ao longo de todo o exercício, apreciando várias áreas de actividade e equacionando a gestão estratégica, operacional e de riscos do Conselho de Administração. No decurso do exercício, o Conselho Fiscal, além de ter apreciado a informação financeira e a actividade dos auditores internos e externos, teve também oportunidade de visitar locais de operação de venda e logística, congratulando se com o que viu e com o rigor existente. O exercício decorreu num clima de significativas dificuldades económicas e financeiras em Portugal, tendo mesmo o Estado de se comprometer com instituições internacionais num plano de auxílio externo visando o reequilíbrio das contas e da dívida públicas. Não obstante, a JMR manifestou uma grande resiliência, conseguindo fazer crescer as suas vendas e manter o nível de resultados operacionais e de caixa gerado, continuando a reinvestir no crescimento e manutenção do negócio, enquanto fortalecia o balanço da sociedade com redução da dívida e crescimento do capital próprio. O Conselho Fiscal diligenciou pelo cumprimento das obrigações que lhe estão consignadas no Código das Sociedades Comerciais assegurando que não foram realizados no exercício actos sobre os quais tivesse que se pronunciar. Por outro lado, teve oportunidade de obter do Conselho de Administração e Serviços da sociedade informação financeira sobre o exercício que lhe permitiu formar uma opinião sobre o mesmo. No final do exercício foram presentes para apreciação do Conselho Fiscal os relatórios de gestão e demonstrações financeiras individuais e consolidadas da JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA e das suas empresas participadas acompanhadas de uma exposição do Conselho de Administração e dos Revisores Oficiais de Contas sobre o exercício. — JMR-G ESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SA Parecer Considerando as análises realizadas, o Conselho Fiscal é da opinião que, tanto quanto pôde verificar nas circunstâncias: 1. Não se verificaram violações da legislação aplicável; 2. O Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras apresentam adequadamente a situação económica e financeira das sociedades e do Grupo JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA no exercício de 2011; — 3. Os documentos apresentados merecem a aprovação dos accionistas em Assembleia Geral; 4. A Administração, os quadros dirigentes e os trabalhadores merecem ser congratulados pelo desempenho alcançado. Lisboa, 5 de Março de 2012 O Presidente José Alberto da Silv~kwg~e~ Os Vogais Carlos Alberto dos Santos Oliveira ~_____i~& Jerónimo David Caetano Duarte 2