GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO SGPS, S.A.
RELATÓRIO E CONTAS
CONSOLIDADO
Número comum de matrícula na C.R.C. de Lisboa e de Pessoa Colectiva: 501 917 101
Capital Social 330.000000 Euros
Rua Tierno Galvan, Torre 3, 90 , Letra J
1099-008 Lisboa
J~
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
2.1. Conjuntura Macroeconómica Internacional
2.2. Conjuntura Sectorial e de Mercado
3.1. Principais Projectos do Ano 2011
3.2. Actividade Consolidada no Ano 2011
4.1. Retalho Alimentar
4.2. Retalho Alimentar
—
—
Portugal Continental
Operação na Madeira
5.1. Introdução
5.2 Direitos Humanos e do Trabalhador
5.3 Segurança e Higiene no trabalho
6.1.
6.2.
6.3.
6.4.
Gestão de Risco
Objectivos da Gestão de Risco
O Processo de Gestão de Risco
Organização da Gestão de Risco
7.1
7.2.
7.3.
7.4.
7.5.
7.6.
7.7.
Principais Impactes Ambientais
Biodiversidade
Alterações climáticas
Gestão de Resíduos
Outras Acções
Sensibilização dos Colaboradores e dos Consumidores
Parcerias e Apoios
8.1.
8.2.
8.3.
8.4.
Conjuntura Macroeconómica Internacional
Tendências Internacionais no Sector
Perspectivas para Portugal
Persperctivas para o Retalho Alimentar em Portugal: Pingo Doce
J j~j~j~
R&C’ll
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Relatório Consolidado de Gestão
1. Factos Relevantes do Ano
Primeiro Trimestre
Remodelação de duas lojas Pingo Doce;
Abertura de um novo espaço de restaurante “Sabores ao Kg”, no Fórum Madeira;
Segundo Trimestre
Abertura de quatro lojas Pingo Doce;
Conversão de um hipermercado para o novo conceito Pingo Doce, em Sintra;
Lançamento da Revista Sabe Bem (disponível nas lojas Pingo Doce);
Terceiro Trimestre
Abertura de três lojas Pingo Doce e remodelação de quatro outras;
Lançamento da campanha “Cabazes Pingo Doce”;
Quarto Trimestre
Abertura de duas lojas Pingo Doce;
Conversão para o novo conceito Pingo Doce de um hipermercado, em Odivelas.
J i,.~jJR
R&C’ll
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Relatório Consolidado de Gestão
2. Enquadramento de 2011
2.1. Conjuntura Macroeconómica Internacional
As projecções do Fundo Monetário rnternacional (FMI), disponíveis no final de 2011, apresentam um
crescimento da economia mundial de 3,S%, contra os 5,2v/o registados em 2010. Embora fosse previsto um
abrandamento do crescimento económico mundial, decorrente do processo de consolidação orçamental e da
acumu ação de produção excessiva, a retracção económica foi maior do que se estimava, agravada ainda
por um problema de confiança dos consumidores.
O lento crescimento das principais economias mundiais é causado, por um lado, pelos desequilíbrios
macroeconómicos acumulados no período anterior à actual crise e que necessitam de ser corrigidos e, por
outro, pelas consequências inerentes à própria crise, nomeadamente o ainda fraco dinamismo do mercado
imobiliário nos Estados Unidos, a deterioração da situação das finanças públicas nos Estados Unidos, no
Japão, e em alguns países da União Europeia, e o contexto de crise e incerteza nos mercados de dívida
soberana e no sistema financeiro.
Ao longo de 2011, os mercados tornaram-se mais cépticos em relação à capacidade real de vários países
estabilizarem a sua dívida pública, não sendo apenas uma preocupação relativa aos países periféricos da
Europa, mas também em relação ao Japão e aos Estados Unidos. Esta preocupação fez disparar os juros dos
títulos de dívida pública e aumentaram as dificuldades de financiamento do sistema bancário, O mercado
dos activos de risco caiu de forma acentuada ao longo de todo o ano, uma vez que os investidores
decidiram conduzir os seus investimentos para activos com risco mais controlado.
A economia norte-americana registou um crescimento de 1,8% em 2011, depois de uma evolução de 3,1%
em 2010. A persistência de elevados desequilíbrios macroeconómicos (défices público e externo e dívida
pública), a fragilidade do mercado imobiliário, as reformas necessárias no mercado de trabalho e as
condições restritivas quanto à concessão de crédito são os factores que têm provocado um fraco
crescimento da procura interna privada, que também se encontra influenciada pela necessidade de as
famílias continuarem a ajustar a sua situação financeira, recorrendo ao financiamento em menor escala.
A economia da Zona Euro cresceu 1,6% em 2011, contra 1,9% em 2010. O processo de consolidação
orçamental a decorrer em vários países da Zona Euro influenciou de forma muito significativa a procura
interna. Após o pedido de ajuda financeira da Grécia e da Irlanda, em 2010, Portugal também se viu forçado
a recorrer à assistência externa, em Abril de 2011.
No Verão de 2011, a crise da dívida soberana assumiu novas proporções, tendo ficado definido, na cimeira
europeia de 1 de Julho, o alargamento da actuação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) no
sentido de poder comprar obrigações dos países em maior dificuldade no mercado secundário, para além de
se poder oferecer linhas de crédito a esses países e ajudá-los no processo de recapitalização dos bancos.
A sustentabilidade do pagamento da dívida por parte dos países intervencionados foi reforçada, com o
alargamento das maturidades e a redução das taxas de juro. As medidas foram insuficientes para a
generalidade dos países que estavam em dificuldades. Na Grécia, a situação financeira agravou-se,
culminando na atribuição de um segundo pacote de ajuda em Julho, no montante de 159 mil milhões de
euros. Os Governos de Espanha e Itália viram-se forçados a tomar um conjunto de medidas de consolidação
orçamental em resultado das progressivas dificuldades na obtenção de financiamento junto dos mercados e
que se manifestaram numa subida das taxas de juro a partir de Julho. As medidas adoptadas poderão, no
entanto, condicionar o crescimento e desenvolvimento económicos.
De salientar que continuaram a verificar-se restrições em termos de concessão de crédito bancário e o nível
do desemprego não deu ainda sinais de recuperação.
A agência S&P acabou por colocar, já em Dezembro, os ratings de 15 dos 17 países-membros da Zona Euro
em outlook negativo, incluindo os seis países com notação máxima. No final de 2011, foram tomadas
algumas medidas para conter o contágio da crise, designadamente uma acção coordenada entre seis bancos
centrais mundiais para impulsionar o sistema financeiro global, a antecipação da entrada em vigor do
Mecanismo Europeu de Estabilidade para Julho de 2012 (com uma capacidade de 500 mil milhões de euros)
e o aumento dos fundos do FMI em 200 mil milhões de euros.
As economias emergentes e em desenvolvimento têm conseguido passar imunes a estes desenvolvimentos,
seja através do aumento da procura interna, seja através das suas políticas monetárias, que permitiram um
crescimento de 6,2% em 2011, em linha com o previsto.
Para além dos bens alimentares, o petróleo, que atingiu o seu valor mais elevado em Abril de 2011, foi um
dos principais responsáveis pela subida dos preços das matérias-primas. Esta evolução foi potenciada pela
forte procura de matérias-primas em algumas economias emergentes, como a China e a India, onde o
crescimento económico tem sido muito forte.
...J L~JJR
R&C’ll
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Relatório Consolidado de Gestão
2.2. Conjuntura Sectorial e de Mercado
2.2.1. Factos Relevantes no Sector da Distribuição Alimentar
O abrandamento do crescimento da economia mundial verificado em 2011 reflectiu-se no sector Alimentar
que, apesar de ser reconhecido como um dos mais resilientes da economia, registou igualmente uma
contracção.
Verificou-se uma queda da confiança dos consumidores e uma consequente contracção do consumo cujos
factores determinantes foram os efeitos das medidas de consolidação orçamental e fiscal adoptadas em
diversos países, aumento do desemprego e redução do rendimento disponível e a incerteza da estabilidade
do sistema financeiro.
Sendo a adaptação constante às necessidades do consumidor uma forte característica deste sector, os
retalhistas foram obrigados a adaptar-se, uma vez mais, às novas condições de mercado.
A redução do consumo das famílias verificado durante o ano, em conjunto com o aumento dos níveis de
inflação e dos preços das matérias-primas, vieram colocar pressão adicional na generalidade dos retalhistas,
com a maioria a sofrer reduções nas margens de lucro.
No que diz respeito aos formatos de loja, o ano foi caracterizado por uma maior tendência para aberturas de
lojas de proximidade e conveniência, em detrimento dos hipermercados.
Tendência continuou a ser de redução e optimização dos sortidos e de forte aposta na Marca Própria, com
enfoque na qualidade e no preço. Esta preocupação de adaptação da oferta, além de cumprir o objectivo de
satisfazer as necessidades dos consumidores, permite igualmente uma melhoria dos níveis de rentabilidade,
uma vez que proporciona uma redução dos custos operacionais e um aumento da eficiência na gestão dos
stocks.
No sector do Retalho Alimentar verificou-se uma tendência para a consolidação, que continuou elevada ao
longo do ano, tendo-se registado na Europa várias operações de fusões e aquisições.
2.2.2. Portugal
Conjuntura Macroeconómica
De acordo com o Banco de Portugal, em 2011 registou-se uma contracção do P15 de l,6%, após um
crescimento de 1,4% em 2010. Este comportamento reflecte uma desaceleração da procura interna e uma
queda generalizada do investimento parcialmente compensadas pelo aumento das exportações, o qual tem
contribuído para atenuar a dimensão da queda do P15.
Em 2011, a situação económica em Portugal foi condicionada por vários factores, com destaque para: i. a
contracção económica mundial, ii. a crise das dívidas soberanas europeias, iii. o Programa de Ajustamento
Económico e Financeiro (PAEF), associado ao pedido de ajuda financeira externa, e iv. a desalavancagem do
sector privado, com condições mais restritivas de acesso ao financiamento bancário.
Ao nível da procura interna, que registou uma queda de 5,2%, o consumo privado terá apresentado uma
contracção de 3,6%, superior à do PIB, sendo de destacar a redução de l,9% do consumo de bens
correntes e serviços, que representa cerca de 90% do consumo privado total, após um aumento de i,4%
em 2010. As vendas de bens duradouros terão apresentado uma queda próxima de 20%, após um aumento
de cerca de ll% em 2010. O consumo público terá registado um decréscimo, em termos reais, de 3,2%
(+1,5% em 2010).
A evolução da componente privada reflectiu, entre outros factores, as limitações decorrentes da fraca
solvabilidade das famílias, imposta não só pelas condições restritivas ao financiamento bem como pelo
agravamento da tributação (como, por exemplo, a sobretaxa de IRS que implicou a retenção de SO% do
subsídio de Natal), e a perspectiva de manutenção de condições adversas no mercado de trabalho. Neste
contexto, destacam-se ainda os níveis de confiança historicamente baixos dos consumidores portugueses.
A taxa de desemprego no ano de 2011 aumentou para um novo máximo histórico de 12,7%.
Em 2011, a taxa de inflação situou-se nos 3,6%. Entre vários factores que contribuíram para o aumento da
taxa de inflação, destacam-se o aumento da taxa de IVA de 21°k para 23%, a subida dos preços dos
transportes e o aumento da tributação indirecta sobre a electricidade e o gás natural. Esta última medida,
associada ao aumento significativo do preço do petróleo, fez com que a componente energética do índice de
preços no consumidor tenha crescido cerca de 13%.
As últimas projecções do Governo apontam para um défice público, em 2011, de cerca de 4% do P15,
abaixo do valor de 5,g% previsto no PAEF e bastante abaixo do valor registado em 2010 (9,8%). A~E
~J i.~jJR
pública terá ultrapassado, pela primeira vez em 2011, os
acima dos 93,3% registados em 2010.
R&C’ll
100%
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Relatório Consolidado de Gestão
do PIB, fixando-se nos lOl,7%, um valor
Retalho Alimentar Moderno
O ano transacto foi pautado pelo programa de ajuda financeira a Portugal, o qual impôs um conjunto
alargado de medidas restritivas com impacto directo sobre o rendimento disponível das famílias.
Verificou-se, ainda, um aumento generalizado dos preços, com maior incidência nas áreas não-alimentares
(destaque, entre outros, para os bens energéticos e para os transportes) e uma elevada taxa de
desemprego, conforme supra mencionado. 2011 foi, por isso, um ano particularmente difícil para a
generalidade das famílias e consumidores portugueses, que viram o seu nível de rendimento deteriorar-se.
Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o clima macroeconómico de 2011 teve um
impacto negativo na confiança dos consumidores, cujo indicador apresentou, em Dezembro, o valor mais
baixo de sempre. O indicador de sentimento económico em Portugal, de acordo com o Eurostat, é também
actualmente dos mais baixos da Europa.
Todos os aspectos acima mencionados contribuíram para uma retracção considerável do consumo em 2011
e provocaram várias alterações nos hábitos dos consumidores. As tendências actuais do comportamento do
consumidor, algumas delas já registadas em 2010, passam assim pelo:
i)
ii)
iii)
iv)
Aumento da frequência de compra, e redução do gasto médio por compra;
Reforço do consumo no lar com os consumidores a optar por fazer cada vez mais refeições
dentro de casa, limitando a ida a restaurantes;
Realização de transferências de consumo, com os consumidores a optar igualmente por
produtos de menor preço, continuando a mostrar cada vez maior preferência pelas Marcas
Próprias;
Preocupação reforçada com o preço, maior comparação de preços e reforço desta variável
como factor determinante no momento da compra.
Tendo em conta os factores enumerados, em 2011, o volume de negócios do comércio a retalho registou
um decréscimo face a 2010. Esta diminuição foi mais significativa nos bens não alimentares (-9,S%),
embora este ano se tenha estendido também ao comércio a retalho de bens alimentares (-1,1%).
O Retalho Alimentar Moderno acompanhou as tendências gerais acima apresentadas. Verificou-se, em 2011,
uma tendência negativa das vendas face ao período homólogo em todos os formatos, com excepção dos
Hipermercados que beneficiaram da alteração, em Outubro de 2010, da lei que passou a permitir a abertura
deste formato ao Domingo.
No que se refere à expansão orgânica do sector, e tal como já havia acontecido em 2010, registou-se uma
abertura limitada de novas lojas, num total de aproximadamente 50, com maior dinamismo dos formatos de
proximidade.
1’I~
_J jJJ~
R&C’ll
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Relatório Consolidado de Gestão
3. Desempenho do Grupo
3.1. Principais Projectos do Ano 2011
2011 foi mais um ano de forte desempenho em que as estratégias e objectivos traçados foram executadas e
atingidos, pelas equipas de gestão, com o devido acompanhamento do Conselho de Administração que
desenvolveu, sem qualquer constrangimento, a sua actividade de supervisão das actividades de gestão.
3.1.1. Fortalecimento da quota de mercado
Em Portugal, o mercado de Retalho Alimentar reflectiu as consequências da redução dos rendimentos das
famílias que ajustaram os seus hábitos de compra desde o início do ano, aumentando a frequência de
visitas às lojas em detrimento do valor de cada compra, ao mesmo tempo que demostravam maior
sensibilidade ao factor preço.
Em 2011, o mercado de Retalho Alimentar registou, assim, um decréscimo de l,l%. Esta evolução foi, em
certa medida, antecipada pelo Pingo Doce que manteve o seu enfoque estratégico no aumento de quota de
mercado através de uma proposta de valor em permanente melhoria. As vendas da Companhia cresceram
4,2%, levando a um aumento de quota de mercado.
No Pingo Doce, a qualidade do sortido, o ambiente de loja e o compromisso de preços sempre baixos foram
os principais instrumentos utilizados para, numa envolvente fortemente penalizadora para o rendimento das
famílias portuguesas, manter a preferência que tem vindo a merecer por parte dos consumidores.
Ao longo do ano, a Companhia manteve o foco na inovação enquanto abordagem comum a todos os seus
pilares estratégicos - Perecíveis, Marca Própria, Comunicação e Take Away.
A reconhecida qualidade ao nível dos Perecíveis foi sublinhada com projectos inovadores envolvendo a
produção nacional, ao nível de carne, peixe e legumes, com o suporte adequado de campanhas televisivas.
A Marca Própria ficou fortalecida com o desenvolvimento destes projectos que complementaram o sortido e
que, sobretudo, contribuíram para o reforço do capital da marca Pingo Doce.
O vector da Comunicação foi reflectindo, em 2011, iniciativas que a Companhia implementou, com
benefícios claros relativamente à crescente preferência demonstrada pelos consumidores para com o Pingo
Doce.
3.1.2. Plano de Investimento do Grupo
O compromisso com o crescimento e criação de valor confere à área de investimentos um papel crucial na
estratégia de JMR.
Retalho Portugal 2
9
7
8
27
2
1
~
Outros Negócios ~
20
23
O
1
10
5
~
2
Consideram-se apenas as lojas cuja rerrodelação irrplicou o encerrarrento da área de venda alimentar
Inclui as lojas Pingo Doce na ~deira
Inclui as lojas NewCode, Spot, ElectricCo. Bem Estar, Refeições no Sítio do Costume e Postos de Combustível
Em Portugal, apesar das limitações naturalmente impostas pela situação macroeconómica e da clara
tendência de diminuição da abertura de novos espaços de Retalho Alimentar, manteve-se a determinação
em garantir a posição de liderança. Assim, o Pingo Doce inaugurou nove lojas em 2011, maioritariamente
em zonas urbanas e em desenvolvimento, encerrando outras duas.
_J i..~jJR
R&C’ll
Retalho Portugal
Lojas
Logística e Estrutura Central
Madeira
—
Relatório Consolidado de Gestão
33,0
32,9
0,1
73,5
70,6
2,9
106,5
103,5
3,0
35,7
35,3
0,4
80,1
77,8
2,4
115,8
113,0
2,8
0,0
1,1
1,1
0,0
12,4
12,4
% do EBITDA
18,8%
42,5%
61,3%
21,1%
54,7%
75,7%
~
~ Lojas Novas e Novos Centros de Distribuição
2 Rermdelaçâo, Manutenção e Outros
Relativamente à melhoria do parque de lojas Pingo Doce, foram remodelados dois hipermercados nos
arredores de Lisboa (Sintra e Odivelas) com o objectivo de uniformizar a insígnia entre os vários formatos.
Procedeu-se igualmente à remodelação de mais seis lojas Pingo Doce e à alteração de Iayout em cinco
outras, com o propósito de dar maior destaque aos Perecíveis, um dos pilares de diferenciação da insígnia.
3.2. Actividade Consolidada de 2011
Vendas Líquidas Consolidadas
O Pingo Doce demonstrou a competitividade das suas propostas de valor e registou crescimentos de vendas
acima dos respectivos sectores, aumentando a sua quota de mercado. Mantendo uma notável capacidade
de resposta à alteração dos hábitos de consumo alimentar e intensificando o esforço de diferenciação pela
qualidade dos Perecíveis e da Marca Própria, continuando a merecer a crescente preferência dos seus
clientes.
O Pingo Doce continuou a dar sinais de assinalável resiliência numa envolvente macroeconómica negativa,
registando um crescimento de 4,2% das vendas, para o qual contribuíram mais sete lojas e um crescimento
Iike-for-íike de 0,S%. O Iike-for-Iike da Companhia reflectiu um crescimento do número de visitas,
contrariado, em certa medida, pela redução do ticket médio, em muito influenciado pela diminuição do
poder de compra dos consumidores.
Pingo Doce Vendas Liquidas
(milhões de euros)
-
22
—0,8%
LFL
+3,4%
NovasLoj~/Remcd~,
1~
J~JR
—
R&C’ll
Relatório Consolidado de Gestão
Pingo Doce
Número de Lojas
Pingo Doce
Crescimento Vendas
Iike- for-Iike
400
3 0%
~
349
351
354
356
2010
1T11
1S11
9M11
2011
1 8%
200
O 8%
0,2%
0,1%
o
L_____~_____.~__
0,0%
1111
2T11
3T11
4T11
2011
Na Madeira as vendas do ano cresceram l4,4% fruto de um aumento de 7,6% nas vendas Iike-for-Iike, e
beneficiaram também da reabertura, em Junho de 2010, das duas principais lojas da Companhia após um
período de total remodelação das mesmas, passando a Companhia a ser líder de mercado nesta região.
Madeira
~ir
Madeira
Número de Lojas
Crescimento Vendas iIce- for-llke
12 0%
15
102%
15
15
15
15
15
7,6%
5,3%
0.0%
1111
2111
3111
4111
o
2011
__
2010
1111
1S1I
9M11
2011
Resultados Operacionais Consolidados
Vendas Consolidadas
Margem
3.215.004
813.405
25,3%
Descontos financeiros
Custos com meios de pagamento
Custos Operacionais
31.032
-16.590
-652.473
1,0%
-0,5%
-20,3%
29.989
1,0%
3,5%
-15.852
-0,5%
4,7%
-625.436
-20,5%
4,3%
cash FIow Operacional (EBITDA)
Depreciação
175.374
-95.890
5,5%
-3,O%
169.282
-89.694
5,6%
-2,9%
3,6%
6,9%
79.484
2,5%
79.588
2,6%
-0,1%
Resultado Operacional (EBIT)
*
3.048.906
780.581
25,6%
5,4%
4,2%
O EBIT acima apresentado não inclui items operacionais do natureza não recorrente que. na Demonstração por Funções, aparecem
indïviduatizados na rubrica de Resultados Ooeracionais Não Usuais e incluidos no EBIT aí aoresentado.
*
2’
~
9~)
J~iJR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
O EBITDA gerado atingiu 175.374 milhares de euros, um crescimento de
tendo a respectiva margem atingido 5,5% (5,6% em 2010).
3,6v/o
em relação ao ano passado,
rmporta referir que, nesta Companhia, os volumes vendidos cresceram acima do crescimento de vendas em
valor, e que, ainda assim, o Pingo Doce conseguiu diluir este impacto na respectiva evolução de custos,
através de esforços de eficiência a todos os níveis da organização. Também o aumento da área de negócio
relativa a postos de combustíveis, com respectivo aumento de peso nas vendas da Companhia e menor
margem, teve um natural efeito de diluição.
Resultados Líquidos Consolidados
Resultado Operacional (EBIT) *
Resultados Financeiros *
Itens não Recorrentes *
Resultado antes de Imposto (EBT)
Imposto corrente
Imposto Diferido
Resultado Líquido
Interesses que não Controlam
Res. Líquido atrib. a 3MR
Res. Líquido / acção (euros)
Cash FIow / acção (euros)
* o õBIT apresentado no quadro de “Resultado Lquido
79.484
2,5%
79.588
2,6%
-0,1 %
-20.581
-0,6%
-24.161
-0,8%
-14,8%
-9.669
49.234
-0,3%
-10.036
-0,3%
-3,7%
1,5%
45.391
1,5%
8,5%
-20.621
-O,ê%
-13.552
-O,4%
52,2%
-3.857
-0,1%
2.223
0,1%
-273,5%
24.756
0,8%
-27,3%
-0,0%
0,8%
34.062
-84
33.978
0,51
1,99
1,1%
-126
24.630
0,37
2,03
~O,O%
1,1%
50,0°k
-27,5%
-27,S%
1,9%
consolidado” não inclui itens operacionais de natureza não recorrente que, na
“Demonstração por Funções”, aparecem individualizados na rubrica de Resultado Operacional Não Usuais e incluídos no Resultado
Operacional ai apresentado.
Os Resultados Financeiros apresentados no quadro de “Resultado Líquido Consolidado” jncluem os Ganhos em õmpresas Associadas tal
como apresentados na “Demonstração por Funções”.
Os Itens não Recorrentes apresentados no quadro de “Resultado Líquido Consolidado” incluem os Resultados Operacionais Não Usuais e os
Ganhos/Perdas em Outros Investimentos tal como aparecem na “Demonstração de Resultados por Funções”.
O Resultado Líquido atribuível a JMR atingiu 24.630 milhares de euros, e que representa um decréscimo de
-27,5% face ao ano anterior, em resultado do impacto ao nível dos impostos correntes, que refletem o
reforço das provisões para processos de contencioso fiscal que se encontram em disputa.
O Resultado por acção cifou-se em 2011 em 0,37 euros.
10~
J ~iJR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
Balanço
A evolução do capital investido, que foi reduzido em 16.715 milhares de euros, prendeu-se
fundamentalmente com a evolução do capital circulante do Grupo, que beneficiou do crescimento das
vendas e também dos continuados esforços de racionalização de gestão dos stocks.
Ba~anço Consofldado
Goodwil/ Líquido
Activo Fixo Líquido
Capital Circulante Líquido
Outros
Capital Investido
Dívida Financeira
Leasings
Juros Diferidos e Operações de Cobertura
Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários
Dívida Líquida
Interesses que nõo Controlam
Capital Próprio
Reservas e Resultados Retidos
Fundos de Accionistas
Gearing
271.505
271.505
1.153.945
-580.985
110.844
1.151,565
-546,969
95.923
955.309
395.622
972.024
460.525
24.301
11.519
-88.853
47.675
20.790
-142.266
342.589
6.898
330.000
386.724
6.807
330.000
275.822
248.493
612.720
55,9%
585.300
66,1%
cfr~
J1~iJR
R&C’ll
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Relatório Consolidado de Gestão
Detalhe da Dívida
A líquida reduziu de 386.724 milhares de euros para 342.589 milhares de euros reflectindo a capacidade de
geração de cash flow das operações que financiaram o plano de expansão do Grupo.
DETALHE DA DÍVIDA
Dívida de Médio Longo Prazo
% da Dívida Financeira
Maturidade
Empréstirros Obrigaccionistas
Pri vate Placement
Actualização do justo valor
Dívida de Curto Prazo
% da Dívida Financeira
Maturidade
Pri vate Placement
Empréstinxs Obrigaccionistas
Outros Errpréstirros CP
Dívida Financeira
Maturidade
184.798
384.228
46,7%
83,4%
2,1
2,4
105000
305000
80.537
80.537
-739
-1.309
210.824
76.297
53,3%
16,6%
1,0
-
0,6
70.470
200.000
-6.827
10.824
12.654
395.622
460.525
1,5
2,1
47,675
Leasings
24.301
Juros Diferidos & Operações de cobertura
11.519
20.790
Tftulos Negociáveis e Depósitos Bancários
-88.853
-142.266
Dívida Líquida
342.589
386.724
12
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Relatório Consolidado de Gestão
4. Desempenho das Áreas de Negócio
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Em 2011, o Pingo Doce estabeleceu o objectivo claro de aumentar a sua quota de mercado na área
alimentar, em Iike-for-Iike, sem comprometer a rentabilidade da Companhia, e mantendo o seu
posicionamento estratégico. Para isso, racionalizámos, fomos inovadores e audazes desde o início do ano.
Inovámos na comunicação, transmitindo de forma eficiente o nosso posicionamento de preço através de
cabazes muito competitivos e do lançamento no Take Away do “Menu Domingo”, a preços igualmente
competitivos.
No eixo estratégico da Marca Própria, investimos no lançamento das cápsulas de café expresso Pingo Doce,
uma inovação com impacto importante no fortalecimento da nossa relação com os consumidores.
Ao nível dos Perecíveis, destaca-se o investimento efectuado na carne de porco Pingo Doce, um projecto de
criação de marca num mercado onde tradicionalmente não existe diferenciação. E um produto diferente, de
maior qualidade e com uma boa relação de preço.
Ser a melhor cadeia de supermercados a operar Perecíveis em Portugal, com
capacidade para manter uma relação de confiança a longo prazo com os
consumidores, proporcionando-lhes uma solução alimentar de qualidade, para toda a
família, a preços estáveis e competitivos.
1
O Pingo Doce iniciou o ano 2011 antecipando um enquadramento macroeconómico difícil, com uma
previsível redução do poder de compra dos consumidores e do consumo privado, passível de ser agravado
pela expectativa de subida de preços de várias matérias-primas, relevantes tanto no sortido alimentar como
na estrutura de custos.
Perante os desafios impostos pela envolvente, a Companhia manteve confiança na força da marca Pingo
Doce, com aumentos sucessivos de quota de mercado desde 2006 e, para 2011, estabeleceu como
prioridade estratégica manter o crescimento de quota de mercado, protegendo, em simultâneo, a
rentabilidade da Companhia.
O enfoque na estabilização dos preços de venda em loja, num cenário de aumento de preço das matériasprimas e inflação de custos, impôs desafios internos relativos à eficiência da cadeia de abastecimento.
Assim, implementou-se um processo de aumento de eficiência com impactos essencialmente ao nível das
Operações, do Marketing e da Comunicação.
O consumidor deu sinais, logo no início de 2011, de uma preferência crescente por produtos de Marca
Própria e por produtos de menor valor unitário, tentando limitar o valor da sua despesa, com uma
consequente redução do ticket médio e aumento da frequência das visitas à loja.
O desempenho de vendas Iike-for-Iike do ano 2011 (+0,8%) reflectiu o impacto do trading down referido e
também o efeito da abertura dos hipermercados aos Domingos à tarde que beneficiou essencialmente os
operadores concorrentes já que, para o Pingo Doce, este formato representa apenas lO% das vendas. No
entanto, o crescimento dos volumes vendidos pela Companhia é revelador da força competitiva da
Companhia e reflectem o sucesso no alcance do grande objectivo estratégico de aumento de quota de
mercado.
Numa perspectiva de crescimento sustentável de quota de mercado, importa referir que o Pingo Doce
registou: i. um acréscimo do número de clientes periféricos, que representam um aumento potencial para o
crescimento das vendas da Companhia; e ii. a manutenção dos clientes nucleares, para quem o Pingo Doce
é a loja principal.
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Relatório Consolidado de Gestão
O Pingo Doce manteve em 2011 uma postura de inovação e liderança, que se reflectiu em todos os pilares
estratégicos: Comunicação, Perecíveis, Marca Própria e Take Away.
No âmbito da Comunicação, o ano de 2011 iniciou-se com uma campanha inovadora, na qual o Pingo Doce
foi o primeiro operador de retalho a tomar uma posição relativamente ao aumento do IVA de 21% para
23°h, não reflectindo o mesmo nos preços praticados pela Companhia.
No início do segundo semestre foi lançada a campanha “Compare e Comprove”, com o objectivo de reforçar
a imagem de “preços baixos, todos os dias” (EDLP - every day Iow price).
Esta campanha foi desenvolvida tendo por base os vários cabazes familiares apresentados em que se
reforçaram os conceitos de proximidade e poupança imediata no acto da compra. Esta estratégia foi seguida
pela Companhia como resposta às alterações e desafios que surgiram ao longo do ano, em virtude das
medidas de austeridade implementadas e da redução do poder de compra das famílias portuguesas.
Ao nível dos Perecíveis, foram implementados e consolidados, ao longo de 2011, vários projectos visando o
reforço da sua qualidade e o envolvimento da produção nacional.
Neste sentido, foi consolidado o projecto de diferenciação e qualidade ao nível da carne de porco Pingo
Doce, iniciado no final de 2010. Este produto já atingiu 4O% de quota na sua categoria, superando as
expectativas iniciais e demonstrando a sua forte aceitação junto dos consumidores.
Da mesma maneira, consolidou-se o projecto da vitela nacional, que actualmente conta com mais de 700
produtores nacionais a produzir para o Pingo Doce.
A Companhia desenvolveu também um projecto de diferenciação do borrego nacional, um produto com
maior qualidade e que vai ao encontro da preferência do consumidor português.
Na categoria de Peixe Fresco, consolidou-se a relação com as frotas nacionais, com um acordo que abrange
63 barcos e protege a estabilidade da oferta através da garantia de escoamento. Relativamente a algumas
espécies, nomeadamente o polvo, procurou-se novos mercados de sourcing, em que se valoriza a compra
na origem e se desenvolvem relações com novos fornecedores, com o objectivo de evitar eventuais quebras
na oferta por parte dos fornecedores habituais.
A estratégia de Marca Própria Pingo Doce beneficiou da percepção e da confiança que os consumidores
demonstram em relação à qualidade dos produtos e aos preços competitivos da insígnia, com a respectiva
quota no total das vendas a aumentar de 38,6% para 41,4%.
A máquina de café Pingo Doce, lançada em 2010, teve uma forte aceitação por parte dos consumidores,
garantindo a sua fidelização ao longo de 2011 e contribuindo para a imagem de qualidade da marca.
Outros exemplos de inovação ao nível da Marca Própria são os produtos Pura Vida e os iogurtes para bebé à
base de leite de transição e sem adição de açúcar.
A categoria Take Away apresentou um forte crescimento, tendo por base a apresentação de soluções
alimentares mais baratas, com especial enfoque no “Menu Domingo”. Esta oferta apenas é possível pela
vantagem competitiva que as Cozinhas Centrais do Pingo Doce representam. No final de 2011, foi
inaugurada a cozinha de Odivelas que irá contribuir para aumentar a capacidade de inovação nesta
categoria e proporcionar um maior e mais eficaz abastecimento dos restaurantes Refeições no Sítio do
Costume.
A eficiência passou também pela revisão de alguns processos logísticos, com destaque para o facto de
alguns armazéns passarem a operar seis dias por semana (ao invés de cinco dias), o que permitiu não só
uma melhor gestão logística, com a eliminação de picos, mas, sobretudo, uma melhoria do nível de serviço
às lojas, permitindo a redução de stocks e de situações de ruptura. Este será um dos projectos em
consolidação em 2012.
O aumento dos custos de transporte, principalmente do gasóleo, foi um dos principais desafios em 2011, o
qual exigiu a implementação de uma política de redução de custos, com vista a minimizar este impacto na
estrutura de custos da Companhia.
No que diz respeito ao parque de lojas do Pingo Doce, foram inauguradas nove lojas em 2011, localizadas
principalmente em zonas urbanas e/ou em desenvolvimento, e encerradas outras duas. Foram também
inaugurados nove novos postos de combustível, um projecto que terá continuação em 2012.
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Per~pe~. í~’as ~a~a
R&C’ll
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Relatório Consolidado de Gestão
~
O Pingo Doce terá como objectivo principal o crescimento de quota de mercado em like-for-like, mantendo a
margem EBITDA estável com um grande enfoque na gestão de custos. De igual modo, prosseguirá o foco na
competitividade ao nível do preço e a consolidação da aposta nos Cabazes Família.
A Companhia continuará a investir, mas de forma ainda mais criteriosa, atendendo ao actual contexto.
Ainda assim, o Pingo Doce prevê abrir cerca de cinco lojas e proceder a algumas remodelações, por forma a
melhorar a qualidade e o serviço oferecidos pela insígnia.
4.2. Retalho Alimentar
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Operação na Madeira
Mensagem do Director Geral
Depois de um ano de 2010 marcado pela catástrofe de 20 de Fevereiro, 2011 foi um ano de recompensa
para todo o Grupo na Madeira, com crescimentos de vendas notáveis e melhorias operacionais a todos os
níveis. Como resultado de todo o trabalho desenvolvido, o Pingo Doce chega ao final deste ano como líder
de mercado na Madeira.
Missão
Oferecer um sortido ajustado às necessidades diárias dos nossos clientes, com o
preço mais competitivo, com os melhores frescos e a melhor qualidade de Marca
Própria, sempre com um elevado nível de eficiência.
Desempenho em 2011
Em 2011, o principal desafio enfrentado na operação na Madeira foi a diminuição do poder de compra dos
consumidores, em consequência do desempenho menos conseguido dos principais sectores económicos no
arquipélago. Apesar do sector do Turismo ter registado um bom desempenho em 2011, sobretudo devido ao
fraco comparativo de 2010, tanto o sector da construção (onde se registaram várias falências e
despedimentos), como a função pública (com reduções salariais) contribuíram para a redução do
rendimento disponível. A acrescentar a estes factores, verificou-se ainda um aumento da emigração.
Ao longo do ano, à medida que a situação macroeconómica se foi degradando, o Pingo Doce fez uma
revisão do sortido e procedeu à redução do número de SKU’s (Stock Keeping Unit - identificação individual
de cada artigo em stock), o que permitiu uma maior adaptação da Companhia às dificuldades apresentadas
pelos consumidores. A decisão de não aumentar os preços devido à alteração das taxas do IVA melhorou a
competitividade do negócio, com efeitos positivos nas vendas e na imagem do Pingo Doce, também na
Região Autónoma da Madeira.
Iniciando 2011 com o objectivo de continuar a aumentar a sua quota de mercado, esta área de negócio
tornou-se, durante o ano, líder de mercado e o operador de referência nas categorias de Padaria e
Pastelaria, melhorando a sua oferta e o seu serviço de restauração.
Para além do bom desempenho das categorias chave acima referidas, o crescimento de vendas do Pingo
Doce na Madeira também reflectiu o impacto positivo da reconstrução das duas principais lojas da
Companhia (Anadia e Dolce Vita), que estiveram encerradas durante quatro meses em 2010 devido à
tempestade que assolou a ilha. Estas lojas reabriram com uma imagem renovada e mais atraente para o
consumidor e com um layout mais adaptado às suas necessidades e à estratégia da Companhia, no qual se
destacam os Perecíveis e a zona de Restauração.
Relativamente às categorias Padaria e Pastelaria, várias foram as alterações implementadas que resultaram
numa melhoria da percepção do consumidor e num crescimento de vendas, no caso em cerca de 2O%. Para
além de se ter implementado o atendimento ao balcão, foi feita uma revisão de todo o sortido e
generalizou-se a produção de pão através das massas frescas na maioria das lojas.
O foco na melhoria do serviço de restauração passou pelo aumento da oferta e pela alteração de menus
para uma melhor adaptação às necessidades do consumidor, nomeadamente com a introdução de pratos
vegetarianos ou com a criação de receitas mais adaptadas a turistas em algumas lojas cuja localização
assim o justifica. Estas alterações traduziram-se num aumento de cerca de 30% das vendas desta
categoria, ajudadas pela reabertura dos dois restaurantes fechados em 2010 devido ao temporal.
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Relatório Consolidado de Gestão
Como resultado das estratégias implementadas, verificou-se um aumento significativo da quota de
mercado, com o Pingo Doce a liderar o Retalho Alimentar na Ilha da Madeira pela primeira vez desde que
iniciou a sua operação nesta região.
A insígnia apresentou um excelente desempenho de vendas, com um crescimento de 16,3%, atingindo os
124,6 milhões de euros. O crescimento Iike-for-Iike registado pelo Pingo Doce na Madeira foi de 7,3%.
A nível logístico, o objectivo para a operação de retalho na Madeira passava por aumentar o nível de serviço
às lojas. O funcionamento do armazém foi assim restruturado, com alterações ao nível do Iayout e a
introdução de mais um turno de trabalho, o que resultou numa redução de stocks de, aproximadamente,
dois dias de vendas, e em níveis de serviço próximos dos 95%.
Em 2011, a Marca Própria Pingo Doce apresentou um crescimento significativo (3 p.p.), representando cerca
de 40% das vendas da Companhia no ano.
No que concerne ao investimento realizado em 2011, este incidiu na substituição de equipamentos
obsoletos e em remodelações necessárias à melhoria contínua do serviço prestado aos consumidores,
nomeadamente nas secções Padaria/Pastelaria e Restauração.
Perspectivas para 2012
Em 2012, o Pingo Doce na Madeira irá focar-se no aumento da quota de mercado e na redução dos custos
de operação, tendo em conta o esperado agravamento do poder de compra dos consumidores devido às
várias medidas de austeridade previstas, sobretudo ao aumento da carga fiscal (IVA, IRS, ISP e fim dos
subsídios de insularidade), mas também devido a um aumento do desemprego.
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Relatório Consolidado de Gestão
5. Compromisso com os Colaboradores
5.1. Introdução
O Grupo pretende ser um agente dinamizador dos mercados de trabalho onde desenvolve as suas
actividades e um promotor do bem-estar socioeconómico, através de práticas de avaliação de desempenho
e de remuneração justas.
5.2.Direitos Humanos e do Trabalhador
5.2.1. Compromisso
O Grupo garante o respeito pelo direito à igualdade de oportunidades, quer no âmbito dos processos de
recrutamento quer ao nível da evolução profissional, proibindo qualquer prática discriminatória, directa ou
indirecta, ou de desrespeito pela dignidade pessoal. Paralelamente, existe uma preocupação com a evolução
pessoal e profissional, baseada no mérito, dos colaboradores aos vários níveis da Organização. A todos é
garantido um processo de avaliação de desempenho objectivo e transparente, assim como uma
remuneração competitiva. Procuramos ainda fomentar uma cultura de protecção da parentalidade, que vai
além do cumprimento das disposições legais nesta matéria, onde se inserem a disponibilização de duas
creches e campos de férias para os filhos dos colaboradores, bem como a protecção dos trabalhadores
deficientes ou com capacidade reduzida de trabalho.
5.2.2. Como Divulgamos
Este compromisso é abrangido pelo Código de Conduta, que é dado a conhecer a todos os colaboradores
que ingressam no Grupo, independentemente da sua função.
5.2.3. Como Garantimos que são Respeitados
O Grupo disponibiliza a todos os seus colaboradores, um Serviço de Atendimento aos Colaboradores
(denominado “Entre Nós”) que recebe contactos destes por telefone, e-mau ou carta. Este serviço constitui
um canal de comunicação aberto à recepção de eventuais queixas relacionadas com Direitos Humanos,
pedidos de esclarecimento de natureza laboral ou pedidos de apoio social, garantindo a investigação e
resolução adequadas de todas as situações. Este serviço assegura aos colaboradores confidencialidade,
credibilidade e disponibilidade.
5.3. Segurança e Higiene no Trabalho
Em 2011, o Grupo prosseguiu o seu investimento na área de Segurança e Higiene no Trabalho (SHT), a qual
considera fundamental para o seu negócio.
O foco das actividades nesta área prendeu-se com a criação e o desenvolvimento de oito centros de
competências, em matérias como: segurança de loja, comunicação, formação e informação, aplicação
informática para gestão de equipamentos de protecção individual e desenvolvimento da plataforma de
e-Iearning.
Relativamente ao projecto “Loja Segura”, foi desenvolvido um caderno de encargos com um conjunto de
requisitos de SHT a implementar na fase de construção e remodelação de lojas. Em simultâneo, e de forma
a complementar este documento, foi elaborado um manual de sinalização de segurança.
Na área da Formação, investiu-se na criação de novos cursos e módulos, assim como na revisão e
adequação dos conteúdos formativos já existentes.
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Relatório Consolidado de Gestão
6. Sistemas de Gestão de Risco e de Controlo Interno
6.1. Gestão de Risco
A Sociedade dedica grande atenção aos riscos subjacentes aos seus negócios e objectivos. O sucesso nesta
área depende da capacidade para identificar, compreender e tratar as exposições a eventos que, estejam ou
não sob o controlo directo da equipa de gestão, podem afectar materialmente os activos físicos, financeiros
e/ou organizacionais da Sociedade. A Política de Gestão de Risco do Grupo formaliza esta preocupação ao
procurar estimular ou reforçar o tipo de comportamentos necessários a esse sucesso.
Pela dimensão e dispersão geográfica das actividades de JMR, uma gestão de riscos bem sucedida depende
da participação de todos os colaboradores, os quais devem assumir essa preocupação como parte
integrante das suas funções, nomeadamente através da identificação e reporte de riscos associados à sua
área. Todas as actividades têm assim de ser desenvolvidas com a compreensão do que é o risco e a
consciência do potencial impacto de eventos inesperados sobre a Sociedade e a sua reputação.
6.2. Objectivos da Gestão de Risco
No Grupo, a Gestão de Risco visa cumprir os seguintes objectivos:
•
•
•
•
•
a
Promover a identificação, avaliação, tratamento e monitorização de riscos, de acordo com uma
metodologia comum a todas as Companhias do Grupo;
Aferir regularmente os pontos fortes e fracos dos vectores-chave de criação de valor (key value
drivers);
Desenvolver e implementar programas de cobertura e prevenção de riscos;
Integrar a Gestão de Risco no planeamento dos negócios;
Promover a consciencialização dos colaboradores em matéria de riscos e em relação aos efeitos
positivos e negativos de todos os processos que influenciam as operações e constituem fontes de
criação de valor;
Melhorar os processos de tomada de decisão e de definição de prioridades, pela compreensão
estruturada dos processos de negócio de JMR, da sua volatilidade e das suas oportunidades e
ameaças.
6.3. O Processo da Gestão de Risco
A avaliação de riscos visa, em primeira instância, distinguir o que é irrelevante do que é material e requer
uma gestão activa, envolvendo para tal a consideração das fontes de risco, da probabilidade de ocorrência
de determinado evento e das consequências da sua manifestação no contexto do ambiente de controlo. Os
controlos incidem, quer sobre a probabilidade de ocorrência de um evento, quer sobre a extensão das suas
consequências.
O Processo de Gestão de Risco (PGR) possui uma natureza cíclica, que contempla: i. a identificação e
avaliação de riscos, ii. a definição de estratégias de gestão, iii. a implementação dos processos de controlo,
e iv. a monitorização do processo.
O PGR implementado no Grupo está alinhado com a norma da Federation of European Risk Management
Associations (FERMA), por se entender que esta constitui um modelo de boas práticas.
Os objectivos definidos durante o processo de planeamento estratégico e operacional são o ponto de partida
do PGR, sendo, nesse momento, identificados e avaliados factores internos e externos que possam
comprometer o cumprimento das metas fixadas.
Esta abordagem centra-se no conceito de Economic Value Added (EVA), parte de uma análise aos key value
drivers que estão na base quer do resultado operacional, quer do custo de capital e procura identificar os
factores de incerteza que pesam sobre o processo de geração de valor.
Desenvolve-se, assim, uma perspectiva sistematizada e interligada de riscos inerentes a processos, funções
e Direcções organizacionais.
6.4. Organização da Gestão de Risco
A gestão de risco está organizada em torno de três categorias:
a
a
a
Riscos Estratégicos
Riscos Operacionais
Riscos Financeiros
Na primeira categoria, as atenções estão centradas na incerteza que afecta a viabilidade da estratégia e do
modelo de negócio. As restantes categorias englobam a incerteza que afecta a execução da estratégia e do
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Relatório Consolidado de Gestão
modelo de negócio. A categoria de riscos operacionais inclui igualmente a incerteza quanto à relevância e
qualidade da informação de suporte à tomada de decisão.
Comunicação, Reporte e Monitorização do Processo de Gestão de Risco
Na monitorização do processo de Gestão de Risco intervêm o Conselho de Administração da Sociedade, as
Divisões Operacionais, as Direcções Funcionais da Operação, a Comissão de Auditoria e os responsáveis de
Gestão de Risco e de Auditoria Interna.
Em particular, o Conselho de Administração, enquanto Órgão responsável pela estratégia, tem o seguinte
quadro de objectivos e responsabilidades:
•
•
•
•
•
Conhecer os riscos mais significativos que afectam a Sociedade;
Assegurar a existência, no interior do Grupo, de níveis apropriados de conhecimento dos riscos que
afectam as operações e forma de os gerir;
Assegurar a divulgação da estratégia de Gestão de Risco de JMR a todos os níveis hierárquicos;
Assegurar que o Grupo tem capacidade de minimizar a probabilidade de ocorrência e o impacto dos
riscos no negócio;
Assegurar que o Grupo sabe como reagir a situações de crise;
Assegurar que o processo de Gestão de Risco é adequado e que se mantém uma monitorização
rigorosa dos riscos com maior probabilidade de ocorrência e impacto nas operações de JMR.
Os responsáveis dos processos críticos do negócio têm a seu cargo, conjuntamente com os responsáveis do
Departamento de Gestão de Risco, o desenho e a implementação de mecanismos de controlo de risco. A
eficiência destes mecanismos é, por sua vez, avaliada pela Auditoria Interna do Grupo.
Avaliação do Sistema de Controlo Interno
O plano de actividades do Departamento de Auditoria Interna, definindo o âmbito das auditorias a realizar,
permite a avaliação dos processos de controlo. Processos esses que zelam pelo cumprimento dos objectivos
do Sistema de Controlo Interno, designadamente os que passam por assegurar a eficiência das operações, a
fiabilidade dos relatórios financeiros e operacionais, e o respeito pelas leis e regulamentos.
Para este efeito, foram conduzidas auditorias de processo e de conformidade, auditorias financeiras e,
ainda, auditorias aos sistemas de informação, cujos riscos associados apresentavam uma probabilidade de
ocorrência e/ou um potencial impacto maiores para as operações. Esta abordagem permite tornar mais
eficiente o processo de auditoria interna e contribui para comprometer os responsáveis com a
implementação das recomendações devidamente calendarizadas.
Os resultados destas consultas são trimestralmente disponibilizados pelo Departamento de Auditoria Interna
à Comissão de Auditoria, à Comissão de Controlo Interno e à Direcção Executiva do Grupo.
De acordo com o estabelecido no plano de actividades, e também à luz da actualização dos modelos de
Riscos Operacionais e de processos críticos de negócio aplicáveis a cada Sociedade do Grupo, realizaram-se
auditorias a processos relacionados com os riscos de gestão de stocks, recolha de fundos, proveitos
suplementares, processamento de salários e sistemas de informação. Na área dos riscos de informação para
a tomada de decisão foram realizadas diversas auditorias de natureza contabilística por forma aferir o
cumprimento de princípios contabilísticos.
6.4.1 Principais Riscos
Riscos Estratégicos
A gestão de riscos estratégicos envolve a monitorização de factores como as tendências sociais, políticas e
macro-económicas; a evolução das preferências dos consumidores; o ciclo de vida dos negócios; a dinâmica
dos mercados (financeiros, de trabalho, de recursos naturais e energéticos); a actividade da concorrência; a
inovação tecnológica; a disponibilidade de recursos; e as alterações a nível legal e regulatório.
Esta informação é utilizada pela equipa de gestão para compreender se o diagnóstico de necessidades
identificadas se mantém actualizado e se é viável o desenvolvimento de uma proposta de valor única, que
satisfaça convenientemente essas necessidades. De igual modo, essa informação é utilizada para saber se
existe mercado com número suficiente de clientes dispostos e capazes de pagar o preço solicitado e para
determinar se a Sociedade dispõe de vantagens competitivas exclusivas, duradouras e sustentáveis, que
permitam obter uma rentabilidade adequada aos riscos assumidos.
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Relatório Consolidado de Gestão
A equipa de gestão procura assim identificar ameaças e oportunidades nas indústrias e sectores em que
desenvolve actividade, nomeadamente em termos de potencial de rentabilidade e crescimento, mas
também em termos de alinhamento estratégico e adequação do seu modelo de negócio às condições de
mercado actuais e futuras.
Estas questões são apreciadas nas reuniões das Direcções Executivas e discutidas em vários fóruns internos
ao longo do ano.
Riscos Operacionais
O modelo utilizado na gestão dos Riscos de Processo inclui as classes de Riscos Operacionais, de Recursos
Humanos, de Sistemas de Informação e de Informação para a Tomada de Decisão. Dada a natureza
transversal de alguns dos riscos considerados em cada uma destas classes, a sua gestão é partilhada por
diferentes áreas funcionais das Companhias do Grupo.
A classe de riscos operacionais considera os riscos relacionados com sourcing, supply chain, gestão de
stocks, gestão de fundos, investimentos, eficiência na utilização de recursos, interrupção de negócio e
fraude.
Riscos de Segurança Alimentar
As Direcções de Qualidade e Segurança Alimentar das diferentes Companhias do Grupo têm sob sua
responsabilidade: i. a prevenção, através de auditorias de selecção, avaliação e acompanhamento de
fornecedores; ii. a monitorização, através do acompanhamento do produto ao longo de todo o circuito
logístico para análise do cumprimento de requisitos de boas práticas e de certificação; e iii. a formação,
através da realização periódica de simulacros e acções de sensibilização.
Riscos Ambientais
Nas diferentes Companhias do Grupo, as direcções que gerem os assuntos ambientais têm sob sua
responsabilidade: i. a minimização de impactes ambientais de actividades, produtos e serviços; ii. o
acompanhamento dos estabelecimentos para avaliação do cumprimento de boas práticas e requisitos legais
e de certificação; iii. a formação dos colaboradores para a adopção de boas práticas ambientais; e iv. a
cooperação com departamentos internos e entidades externas, visando a eco-eficiência dos processos.
Riscos de Segurança Física e de Pessoas
A Direcção de Segurança tem a responsabilidade de assegurar a existência de condições que garantam a
integridade física das pessoas e das instalações, intervindo sempre perante furtos e roubos, bem como
fraudes e outras actividades ilícitas e/ou violentas perpetradas nas instalações ou contra colaboradores do
Grupo. As suas tarefas assentam quer na definição e controlo de procedimentos para a prevenção da
segurança e protecção do património, quer no apoio à auditoria a sistemas de segurança e de prevenção de
risco.
Cabe às Direcções Técnicas, em cooperação com as respectivas Direcções Operacionais, a definição e
execução dos planos de manutenção regular das instalações. Na sua área de actuação destacam-se a
supervisão do estado dos equipamentos eléctricos, a gestão dos meios de protecção e detecção de
incêndios, e o armazenamento de materiais inflamáveis.
Na Distribuição em Portugal, a coordenação do processo de gestão de Segurança e Higiene no Trabalho está
a cargo do Director de Ambiente e Segurança no Trabalho.
A gestão do risco nesta área envolve a definição e divulgação de normas e instruções de trabalho, a
realização de acções de sensibilização e formação de colaboradores, auditorias realizadas às lojas, a
elaboração da avaliação de riscos de todos os estabelecimentos, e a execução de simulacros de emergência.
Riscos de Sistemas de Informação
Os riscos associados a Sistemas de Informação são analisados considerando as diferentes componentes:
planeamento e organização de sistemas de informação, desenvolvimento de sistemas de informação, gestão
de operações, segurança de informação e continuidade. A componente de Segurança de Informação está a
cargo da Direcção de Segurança de Informação e consiste na implementação e manutenção de um sistema
de gestão de segurança da informação que garanta a confidencialidade, integridade e disponibilidade da
informação crítica para o negócio, e, ao mesmo tempo, assegure a recuperação dos sistemas em caso de
interrupção das operações.
Riscos de regulamentação
O cumprimento da legislação é assegurado pelos Departamentos Jurídicos do Grupo.
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Relatório Consolidado de Gestão
Riscos Financeiros
Factores de Risco
JMR encontra-se exposta a diversos riscos financeiros, nomeadamente: risco de mercado (que inclui riscos
cambiais, de taxa de juro e de preço), risco de liquidez e risco de crédito.
A gestão desta categoria de riscos concentra-se na imprevisibilidade dos mercados financeiros e procura
minimizar os efeitos adversos dessa imprevisibilidade no desempenho financeiro da Sociedade.
A este nível, certas exposições são geridas com recurso a instrumentos financeiros derivados.
A actividade desta área é conduzida ao nível da Holding do Grupo Jerónimo Martins pela Direcção de
Operações Financeiras sob supervisão da Direcção Executiva, O Departamento de Gestão de Risco é
responsável pela identificação, avaliação e cobertura de riscos financeiros, seguindo para o efeito as linhas
de orientação que constam da Política de Gestão de Riscos Financeiros aprovada em Abril de 2009 pelo
Conselho de Administração.
a) Risco de Mercado
ai.) Risco Cambial
A principal fonte de exposição relevante a risco cambial advém dos financiamentos em dólares norteamericanos contratados em 2004, com as seguintes características:
Financiamento
Private Placement #2
Montante
$96.000.000,00
Maturidade
23-06-2014
Convêm referir que durante o ano de 2011 foi pago um financiamento de $84.000.000 que também havia
sido contratado em 2004, reduzindo-se simultaneamente a carteira de swaps cambiais, que actualmente é
composta somente por um swap cambial que replica de forma perfeita os termos do financiamento:
Financiamento
Swap #2
Montante
$96.000.000,00
Contra-valor
80.536.912,75 €
Maturidade
23-06-2014
Desta forma, a exposição líquida ao Dólar norte-americano resultante destas transacções é nula, não tendo
sofrido quaisquer alterações de 2010 para 2011.
Além dessas exposições, a Sociedade adquire, no âmbito das actividades comerciais das suas subsidiárias,
mercadorias designadas em moeda estrangeira, primordialmente Zloty e Dólares norte-americanos. Regra
geral, são transacções de montante reduzido e com exposição temporal muito curta. Sendo que quando o
montante do fluxo financeiro for superior a €1.000.000 a política do grupo é realizar a cobertura de 100%
do valor.
A gestão de risco cambial das Companhias operacionais está centralizada na Direcção de Operações
Financeiras da Holding. Sempre que possível, as exposições são geridas através de operações de cobertura
natural, nomeadamente através da contratação de dívida financeira em moeda local. Quando tal não se
revela possível, são contratadas operações, mais ou menos estruturadas, a custo zero, tais como: swaps,
forwards ou opções.
t1~
. . J j,.~iJR~
R&C’ll
Relatório Consolidado de Gestão
—
A exposição do Grupo ao risco de taxa de câmbio em instrumentos financeiros reconhecidos dentro e fora
de balanço, a 31 de Dezembro de 2011, era a seguinte:
A 31 de Dezembro de 2011
Activos
Caixa e equivalentes de caixa
Investimentos financeiros disponíveis para venda
Devedores e acréscimos
Instrumentos financeiros derivados
Total de activos financeiros
Passivos
Empréstimos obtidos
Instrumentos financeiros derivados
Credores e acréscimos
Total de passivos financeiros
Posição financeira líquida em balanço
A 31 de Dezembro de 2010
Total de activos financeiros
Total de passivos financeiros
Posição financeira líquida em balanço
Euro
(€‘000’
Total
Dólar
90.443
5.156
73.303
90.443
5.156
73.303
-
-
168.902
-
168.902
340.125
9.081
681.204
1.030.409
79.798
680
59
80.537
419.923
9.761
681.263
1.110.946
(861.507)
_________
(80.537)
___________
279.653
1.096.846
151.007
(817.193) (151.007)
279.653
1.247.853
(968.200)
__________
(942.044)
a.2.) Risco de Taxa de Juro (Fluxos de Caixa e Justo Valor)
Todos os passivos financeiros estão, de forma directa ou indirecta, indexados a uma taxa de juro de
referência, o que expõe JMR a risco de cash flow. Parte desses riscos são geridos com recurso a swaps de
taxas de juro, o que expõe JMR a risco de justo valor.
A exposição a risco de taxa de juro é analisada de forma dinâmica. Para além da avaliação dos encargos
futuros, com base nas taxas forward, realizam-se testes de sensibilidade a variações no nível de taxas de
juro. A Sociedade está exposta, fundamentalmente, à curva de taxa de juro do Euro. A análise de
sensibilidade é baseada nos seguintes pressupostos:
Alterações nas taxas de juro do mercado afectam proveitos ou custos de juros de instrumentos
financeiros variáveis;
Alterações nas taxas de juro de mercado apenas afectam os proveitos ou custos de juros em
relação a instrumentos financeiros com taxas de juro fixas se estes estiverem reconhecidos a justo
valor;
o
Alterações nas taxas de juro de mercado afectam o justo valor de instrumentos financeiros
derivados e outros activos e passivos financeiros;
Alterações no justo valor de instrumentos financeiros derivados e outros activos e passivos
financeiros são estimados descontando os fluxos de caixa futuros de valores actuais líquidos,
utilizando taxas de mercado do final do ano.
Para cada análise, qualquer que seja a moeda, são utilizadas as mesmas alterações às curvas de taxa de
juro. As análises são efectuadas para a dívida líquida, ou seja, são deduzidos os depósitos e aplicações em
instituições financeiras e instrumentos financeiros derivados. As simulações são efectuadas tendo por base
os valores líquidos de dívida e o justo valor dos instrumentos financeiros derivados às datas de referência e
a respectiva alteração nas curvas de taxa de juro.
Baseado nas simulações realizadas a 31 de Dezembro de 2011, e ignorando o efeito dos derivados de taxa
de juro, uma subida de 50 pontos base nas taxas de juro teria um impacto negativo, mantendo tudo o resto
constante, de 1,7 milhões de euros (compara com 1,8 milhões de euros no final de 2010). Incorporando o
efeito dos derivados de taxa de juro, o impacto líquido seria positivo em 0,2 milhões de euros. Estes efeitos
estariam reflectidos em resultados do exercício.
Estas simulações são realizadas no mínimo uma vez por trimestre, mas são revistas sempre que ocorrem
alterações relevantes, tais como: emissão, resgate ou reestruturação de dívida, variações significativas nas
taxas directoras e na inclinação das curvas de juros.
/
/~Y~
22
J1~1JR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
O risco de taxa de juro é gerido com recurso a operações envolvendo derivados financeiros contratados a
custo zero.
b) Risco de Crédito
O risco de crédito é gerido de forma centralizada. As principais fontes de risco de crédito são: depósitos
bancários, aplicações financeiras e derivados contratados junto de instituições financeiras e clientes.
Relativamente às instituições financeiras, JMR selecciona as contrapartes com que faz negócio com base nas
notações de ratings atribuídas por uma das entidades independentes de referência. O rating mínimo aceite é
de “A-”.
Em relação a clientes, o risco é gerido com base na experiência e conhecimento individual do cliente, bem
como através de seguros de crédito e imposição de limites de crédito, cuja monitorização é feita
mensalmente e revista anualmente pela Auditoria Interna.
A seguinte tabela apresenta um resumo, a 31 de Dezembro de 2011 e 2010, da qualidade de crédito dos
depósitos, aplicações e instrumentos financeiros derivados com justo valor positivo:
(f’000’
Rating
[AA- : AA]
[A- : A+]
[BBB- : BBB+]
[BB: BB+j
Não disponível
31-Dez-li
Saldo
8.038
33.589
183
47.022
4
31-Dez-lO
Saldo
20.038
82.066
30.143
-
10.002
Os ratings apresentados correspondem às notações atribuídas pela Standard and Poor~s. Nos casos em que
as mesmas não estão disponíveis recorre-se às notações da Moody’s.
A seguinte tabela apresenta uma análise da qualidade de crédito dos saldos devedores a receber sem
incumprimento, nem imparidade.
(C’000’
Saldos
Saldos
Saldos
Saldos
Saldos
de
de
de
de
de
Qualidade de crédito dos activos financeiros
31-Dez-li
Saldo
novos clientes (menos de 6 meses)
3.819
clientes sem histórico de incumprimento
52.885
clientes com histórico de incumprimento
3.063
outros devedores com garantias prestadas
945
outros devedores sem garantias prestadas
15.395
76.107
31-Dez-lO
Saldo
2.017
44.788
3.368
39
15.566
65.778
A seguinte tabela apresenta uma análise da concentração de risco de crédito de valores a receber de
clientes tendo em conta a sua exposição para com o Grupo:
(€‘000’~
Concentração de risco de crédito dos activos financeiros
31-Dez-li
31-Dez-lO
N.°
Saldo
N.°
Saldo
Clientes com saldo superior a 1.000.000 euros
2
50.744
3
42.660
Clientes com saldo entre 250.000 e 1.000.000 euros
2
4.634
7
3.522
Clientes com saldo inferior a 250.000 euros
1.388
4.269
1.711
3.982
Outros Devedores com saldo superior a 250.000 euros
2
11.111
103
11.542
Outros Devedores com saldo inferior a 250.000 euros
31
5.349
340
4.072
1.425
76.107
2.164
65.778
A exposição máxima ao risco de crédito, ignorando o justo valor de garantias recebidas, às datas de 31 de
Dezembro de 2010 e 2011, é o respectivo valor de balanço dos activos financeiros.
~VL
23
Ji~JR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
c) Risco de Liquidez
A gestão do risco de liquidez passa pela manutenção dum adequado nível de disponibilidades, assim como
pela negociação de limites de crédito que permitam, não apenas assegurar o desenvolvimento normal das
actividades de JMR, mas também assegurar alguma flexibilidade para absorção de choques exógenos à
actividade.
Na gestão deste risco, a Sociedade recorre, por exemplo, a derivados de crédito, com o intuito de minimizar
o impacte do alargamento de spreads de crédito, resultantes de efeitos exógenos ao Grupo.
A gestão das necessidades de tesouraria é feita com base no planeamento de curto prazo (realizado
diariamente), tendo subjacente os planos anuais, que são revistos pelo menos duas vezes ao ano.
A tabela abaixo apresenta as responsabilidades de JMR por intervalos de maturidade residual contratual. Os
montantes apresentados na tabela são os fluxos de caixa contratuais não descontados. Adicionalmente, é de
realçar que todos os instrumentos financeiros derivados que o Grupo contrata são liquidados pelo seu valor
líquido.
(€‘000)
Exposição ao risco de liquidez
2011
Menos 1 ano
Empréstimos Obtidos
Locação Financeira
Empréstimos
Instrumentos Financeiros Derivados
Credores
Responsabilidades com Locações Operacionais
2010
Empréstimos Obtidos
Locação Financeira
Empréstimos
Instrumentos Financeiros Derivados
Credores
Responsabilidades com Locações Operacionais
14.144
227.154
5.056
637.759
49.700
933.813
24.131
98.611
6.054
644.489
49.576
822.861
1 a 5 anos
+ 5 anos
11.142
200.035
3.961
-
-
-
-
129.735
344.873
321.989
321.989
24.870
415.264
6.270
131.454
577.858
-
328.813
328.813
Gestão de Risco de Capital
JMR procura manter um nível de capitais próprios adequado que lhe permita não só assegurar a sua
continuidade e desenvolvimento, como também proporcionar uma adequada remuneração para os seus
Accionistas e a optimização do custo do capital.
O equilíbrio da estrutura de capital é monitorizado com base no rácio de alavancagem financeira (Gearing),
calculado de acordo com a seguinte formula: Dívida Líquida / Fundos de Accionistas.
Os rácios de Gearing a 31 de Dezembro de 2011 e 2010 eram os seguintes:
Capital Investido
Dívida Líquida
Fundos de Accionistas
Gearing
2011
955.308
342.589
612.720
55,9%
(€‘000)
2010
972.02
386.72
585,300
66,1%
_J .[.~4JR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
7. Respeitar o Ambiente
O respeito pelo Ambiente é uma preocupação presente no crescimento dos negócios de JMR, que pretende
contribuir para ligar eficazmente a oferta e a procura de modo a promover práticas de produção e de
consumo mais sustentáveis.
O Grupo e as suas Companhias têm levado a cabo diversas iniciativas de Gestão Ambiental que incidiram
em três áreas prioritárias:
Alterações climáticas;
Biodiversidade;
Gestão de resíduos.
Com o objectivo de melhorar continuamente o desempenho ambiental das actividades, produtos e serviços
das suas Companhias, o Grupo assegurou, através dos Sistemas de Gestão Ambiental baseados nos
princípios e requisitos da norma ISO 14001 a actualização da legislação ambiental aplicável, a realização
de diagnósticos e auditorias ambientais às unidades de negócio e a monitorização dos aspectos ambientais.
-
-
7.1. Principais Impactes Ambientais
Em 2011, o Grupo trabalhou na redução dos impactes ambientais decorrentes de: i. consumo de água; ii.
consumo de energia na conservação de alimentos, iluminação, climatização e funcionamento de
equipamentos; iii. produção de resíduos sólidos orgânicos e embalagens de papel, cartão e plástico; e iv.
emissões para a atmosfera e consumo de combustíveis fósseis no transporte de mercadorias e frota própria.
Instalações com certificação ISO 14001
Três dos oito Centros de Distribuição (Azambuja, Vila do Conde e Guardeiras) possuem
certificação segundo a norma ISO 14001:2004 para o seu sistema de Gestão Ambiental.
7.2. Biodiversidade
Reconhecendo a importância da Biodiversidade para a sustentabilidade das comunidades onde
desenvolvemos as nossas actividades, levámos a cabo um processo de avaliação das principais
ameaças e oportunidades de melhoria no que diz respeito a essas mesmas actividades, assim
como às dos nossos fornecedores, seguindo a metodologia Ecosystem Services Review (ESR)
proposta pelo World Research Institute (WRI). A avaliação dos riscos associados aos diferentes
serviços dos ecossistemas permitiu identificar eixos prioritários de actuação e, assim, definir
uma estratégia de protecção da Biodiversidade e um plano de actividades.
Os projectos contemplam diversas temáticas, essenciais na
Biodiversidade nos sistemas e práticas de gestão do Grupo:
•
-
-
integração progressiva da
Gestão da informação;
Formação;
Parceria com fornecedores;
Investigação e desenvolvimento.
7.3. Alterações Climáticas
As nossas Companhias apostam na adopção de um comportamento responsável e pró-activo na
implementação de acções que contribuam para a redução dos consumos energéticos e para a
minimização da emissão de gases com efeito de estufa, de que são exemplos as medidas de
racionalização de consumo de energia.
~;
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~r~dR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
7.3.1. Racionalização dos Consumos de Energia e Água
Na operacionalização do compromisso de combate ao fenómeno das alterações climáticas e de
reforço da racionalização dos consumos de energia, a gestão do consumo de água reveste-se da
máxima importância. Assim, são continuamente desenvolvidas acções que permitam minimizar
o desperdício e aumentar a eficiência da utilização deste recurso natural.
7.3.2. Redução dos Impactos Ambientais Resultantes dos Processos Logísticos
É objectivo das Companhias do Grupo a redução progressiva dos impactes ambientais associados aos
processos logísticos ao longo das cadeias de valor em que se inserem as suas actividades, mediante a
minimização do consumo de recursos materiais e energéticos e a redução da quantidade de emissões e
resíduos. Nesta óptica, destacam-se, em 2011, as seguintes acções:
Limitação para 8Okm/h da velocidade de cerca de 80% da frota de distribuição, ao serviço
exclusivo da JMR. Prevê-se que esta medida tenha uma redução de consumo até cerca de 1 litro
por cada 100 quilómetros;
Lançamento de projecto-piloto com duas viaturas híbridas do fabricante DAF, utilizadas em zonas
urbanas;
Reforço da operação de backhauling, tendo-se prestado este serviço a cerca de 60 fornecedores
regulares, o que representou um volume de 211.158 paletes recolhidas. Estima-se que esta
medida de rentabilização da frota tenha resultado numa poupança de 4.496.155 km aos
fornecedores e numa diminuição de 4.343 toneladas de CO2 emitido para a atmosfera.
7.3.3. Racionalização do Consumo de Papel
O consumo de papel de escritório assume no Grupo uma dimensão relevante, tendo vindo a ser
desenvolvidos vários projectos que visam a sua redução, com importantes benefícios para a
sustentabilidade dos recursos florestais:
Na Logística, as acções de impressão frente e verso e a desmaterialização dos processos
permitiram uma poupança de 5,2 milhões de folhas de papel;
A gestão electrónica de encomendas, facturas e guias de remessa abrangeu 89% dos
no ano transacto, o que corresponde a 91% do volume de negócios (em 2011, estimou-se ui
poupança de 2,4 milhões de folhas de papel).
26
J1~1JR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
7.4. Gestão de Resíduos
O Grupo aposta na prevenção, minimização e valorização dos resíduos gerados, não só mediante a sua
actividade, como também através do apoio que presta aos consumidores nesta tarefa. A sensibilização dos
colaboradores e das populações para práticas correctas de separação de resíduos, bem como a procura de
novas soluções de valorização dos mesmos, estão na base de actuação das nossas Companhias.
7.4.1. Caracterização de Resíduos
7.4.2. Valorização de Resíduos
Em 2011 destacaram-se os seguintes projectos:
O Pingo Doce continuou a ampliar o número de ecopontos nas lojas, tornando-se numa referência
para os clientes em matéria de valorização de resíduos. No final do ano, a rede de ecopontos
abrangia 320 estabelecimentos, o que perfaz SS% do actual parque de lojas Pingo Doce, tendo sido
instalados 308 Oleões, 309 recipientes para pilhas, 309 para pequenos electrodomésticos, 46 para
lâmpadas fluorescentes e 46 para tinteiros;
O Pingo Doce realizou junto dos seus clientes, em parceria com Ecopilhas, uma campanha “Energia
de Vida”, que resultou numa recolha de 16 toneladas de pilhas e baterias usadas.
7.4.3. Ecodesign de Embalagens
Reconhecendo a importância de ter uma nova perspectiva sobre as embalagens dos seus produtos,
desenvolvemos parcerias com os nossos fornecedores no sentido de melhorar o perfil de eco-eficiência das
embalagens, seguindo estratégias de ecodesign. Pretendemos com esta abordagem:
Reduzir o impacte ambiental associado a embalagens de artigos comercializados pelas nossas
Insígnias (em especial, no que concerne às suas Marcas Próprias);
Reduzir os custos associados aos materiais/componentes de embalagem, bem como os associados
à gestão dos resíduos de embalagem;
Optimizar as operações de movimentação, transporte e exposição de mercadorias.
Desde o final de 2009, as Companhias iniciaram acções neste âmbito, das quais se destacam o
desenvolvimento de um Manual de Ecodesign de Embalagens e a realização de acções de demonstração
junto de nove fornecedores de Marca Própria.
27~
_J i~jJR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
7.5. Outras Acções
Promoção do Desempenho Ambiental na Construção e Remodelação de Unidades na
Distribuição
Com o objectivo de minimizar os impactes ambientais na construção e na utilização de edifícios, todos os
projectos de construção ou remodelação de unidades da Distribuição estão sujeitos a critérios ambientais.
De salientar que, em 2011:
Foi desenvolvido um “Caderno de Encargos - Ambiente” para lojas novas e remodelações que
reúne um conjunto de medidas construtivas e de equipamentos para melhorar o desempenho
ambiental das lojas, bem como contribuir para maiores poupanças e facilitar as operações durante
o tempo de vida das mesmas. Estas medidas encontram-se divididas em seis temas ambientais:
consumo de água, consumo de energia, resíduos, águas residuais, emissões para a atmosfera e
ruído;
Com vista à melhoria contínua do desempenho ambiental pretendido para os intervenientes em
empreitadas (construção e remodelação de lojas e outros edifícios e infra-estruturas) foi
desenvolvida a Norma Técnica “Gestão Ambiental em Obra”. Esta Norma define responsabilidades e
sistematiza a principal legislação aplicável, bem como as boas práticas essenciais à salvaguarda do
Ambiente.
7.6. Sensibilização dos Colaboradores e dos Consumidores
Em 2011, o Grupo reforçou a aposta na formação e sensibilização ambiental dos seus colaboradores, com o
objectivo de mudar atitudes e comportamentos e garantir uma adequada gestão de recursos naturais,
emissões e resíduos. Merecem destaque as seguintes acções nesta área:
•
•
Desenvolvimento de sinalética interna sobre a racionalização do consumo de água e energia;
Acções de formação sobre práticas internas de gestão ambiental para colaboradores das
Companhias.
Conscientes de que as empresas devem desempenhar um papel activo na sensibilização da população em
prol de um desenvolvimento sustentável, desenvolvemos em 2011 diversas iniciativas ambientais
direccionadas para clientes e consumidores, das quais se destacam:
•
•
•
Sensibilização e formação ambiental dos clientes do Pingo Doce, através da publicação de diversos
artigos na revista “Sabe Bem”;
Afixação de sinalética e informação ambiental, de forma permanente, em 316 lojas Pingo Doce;
Comercialização dos sacos de plásticos reutilizáveis por um valor simbólico de 0,02€. Em cinco
anos, o Pingo Doce atingiu os seguintes resultados: redução do consumo de sacos (em peso) em
47%, redução de 7.667 toneladas de sacos depositados em aterro, redução de 15.265 toneladas de
emissão em CO2, representando uma redução de 11.926 toneladas de petróleo e gás natural.
Paralelamente, o Pingo Doce disponibiliza para venda aos seus clientes sacos reutilizáveis de
grande formato e trolleys;
Lançamento do Novo Saco Verde, desenvolvido pela Associação Portuguesa de Empresas de
Distribuição (APED);
Participação do Pingo Doce na Campanha “Energia de Vida”, promovida pela Ecopilhas. Esta
campanha foi lançada no Dia Mundial do Ambiente e consistiu na distribuição de mini-pilhões nos
check-outs das lojas Pingo Doce aos clientes, com vista a promover a deposição de pilhas e
pequenas baterias nos pilhões existentes nas lojas;
Apoio ao projecto nacional “Simula Menos Resíduos” da Agência Portuguesa do Ambiente, que
consistiu na colocação em estabelecimentos de comércio de um simulador interactivo que associa a
produção de resíduos a práticas de consumo.
7.7. Parcerias e Apoios
Com o objectivo de apoiar projectos de recuperação de habitats naturais e proteger a Biodiversidade, as
Companhias participaram nas seguintes iniciativas:
•
•
O Pingo Doce continuou a apoiar o Oceanário de Lisboa, com uma verba anual de 100 mil euros;
No âmbito da parceria do Pingo Doce com a Liga para a Protecção da Natureza, a Companhia
apoiou o projecto ECOs-Locais, o qual visa promover o voluntariado ambiental a nível local. Este
projecto permitiu a concretização de iniciativas por 21 equipas (cerca de 200 participantes), em
2011;
No âmbito do projecto ECOs-Locais, o Pingo Doce apoiou ainda quatro acções específicas de
recuperação de quatro áreas naturais em Portugal que contaram com a participação de
funcionários do Grupo e dos seus familiares. Neste caso, é de salientar a limpeza de cinco
~J~28
~
J 1~jJR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
quilómetros da margem do rio Tejo, a remoção de espécies vegetais infestantes em duas áreas
florestais (num total de 15.000 m2) e a recolha e encaminhamento para reciclagem, quando
possível, de cerca de 4.500 kg de resíduos;
No âmbito do Ano Internacional das Florestas, o Pingo Doce organizou uma acção nacional de
Limpeza de Florestas, no dia 4 de Junho, à qual se associaram mais de 5.000 jovens. O apoio da
Companhia consistiu na disponibilização do parque de lojas para a comunicação e promoção da
acção, bem como na cedência de material para a limpeza das florestas e no fornecimento de
refeições ligeiras, chapéus e t-shirts para os voluntários, num donativo no valor de 50 mil euros;
Com o intuito de promover uma cultura de eco-inovação, as Companhias desenvolveram também
um estudo sobre “Benchmarking dos consumos de água e energia em unidades de retalho e
estabelecimentos grossistas”, em parceria com o Instituto Superior de Gestão da Universidade
Técnica de Lisboa.
29
1
~1
_J jJJ~
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
8 Perspetivas para 2012
8~1.. Conjuntura Macroeconómica Internacional
O elevado clima de incerteza face ao crescimento económico mundial para 2012, com o Banco Mundial a
rever para 2,5% a sua expectativa inicial, que situava o crescimento nos 3,6%, poderá representar desafios
acrescidos, numa altura em que a margem de actuação da política económica nas economias mais
avançadas (Estados Unidos, Japão e União Europeia) é relativamente reduzida, quer em termos de política
orçamental quer em termos de política monetária.
A tendência de estagnação que se espera nas economias mais desenvolvidas continuará a ser compensada
pelo forte crescimento dos países emergentes e em desenvolvimento, nomeadamente através do contributo
dos países asiáticos (China e India), América Latina e Rússia.
Relativamente ao clima de incerteza que caracteriza o enquadramento internacional, identificam-se riscos
que poderão condicionar o crescimento económico nas principais economias.
No caso da União Europeia, os principais riscos ao crescimento económico são: i. a inexistência de um
acordo real sobre uma política económica e orçamental comum; ii. a possibilidade de alguns países
periféricos entrarem em incumprimento, com efeito de contágio a outras economias; iii. a forte política de
consolidação orçamental na Zona Euro, que condicionará de forma muito significativa o crescimento; e iv.
as pressões inflacionistas que possam vir a ocorrer, com impacto no poder de compra das famílias
europeias. O crescimento para a Zona Euro estima-se em l,l% para 2012, quando comparado com os
l,6% no ano transacto.
As projecções para as economias emergentes e em desenvolvimento são mais positivas, mas também
poderão estar sujeitas a riscos relacionados com uma menor procura de matérias-primas no comércio
global. Segundo a projecção do FMI, este cenário de menor procura pode cortar em três pontos percentuais
o crescimento estimado para estas economias, estimado em 5,4% para 2012, contra os 6,2% em 2011.
No quadro da crise das dívidas soberanas, as condições de financiamento do sector bancário nos mercados
internacionais têm-se deteriorado significativamente desde o início de 2010. Em 2011, o enquadramento do
sistema bancário foi particularmente adverso e implicou um ajustamento de balanço da maioria dos bancos.
Perante as perspectivas de abrandamento do crescimento económico e face às condições de instabilidade
nos mercados financeiros, é de esperar que se mantenham ou mesmo que se agravem as condições
restritivas de acesso ao crédito bancário em 2012.
Prevê-se que as taxas de juro de referência dos bancos centrais das principais economias mundiais se
mantenham historicamente baixas, sendo que, no caso do Banco Central Europeu, a maioria dos analistas
acredita numa nova descida da taxa de juro de referência durante o primeiro semestre do corrente ano.
No segundo semestre de 2011, assistiu-se a uma estagnação dos preços das matérias-primas na sequência
da deterioração das perspectivas de crescimento mundial. As mais recentes expectativas de mercado para
2012 indicam uma certa estabilidade prevista para os preços das matérias-primas.
8.2~ Tendências Internacionais no Sector
O ano de 2011 terminou num clima de incerteza quanto à evolução da procura e do consumo nas economias
mais desenvolvidas.
Esta conjuntura tem implicações directas na evolução do sector do Retalho Alimentar, esperando-se, por um
lado, que os operadores concentrem os seus esforços de expansão nas economias emergentes, onde as
perspectivas de crescimento são mais atractivas e, por outro, estabeleçam estratégias multicanal de modo a
defender e aumentar as suas quotas de mercado nas economias desenvolvidas.
É expectável continuar a assistir, em 2012, à entrada dos principais operadores internacionais em mercados
como a Asia, Africa e América do Sul, como forma de garantir o seu crescimento sustentado e a melhoria do
seu desempenho operacional.
A estratégia multicanal irá obrigar os retalhistas a terem um conhecimento claro sobre o comportamento do
consumidor, a forma como este aborda, escolhe e se move nos diferentes canais para efectuar as suas
compras.
Apesar desta constante inovação tecnológica, a qual tem sido a principal responsável pelo aparecimento
destes novos canais, e consequente alteração no comportamento dos consumidores, as lojas físicas
continuam a ser o local de compra preferido mas, cada vez mais, a tendência será para que se tornem,
gradualmente, em mais um local de compra. Esta alteração irá exigir um grande esforço por parte dos
,30~
J ~.~iJR
R&C’ll
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Relatório Consolidado de Gestão
retalhistas em inovação e na adequação dos formatos e dos canais em que operam actualmente, de forma a
acompanhar as alterações dos padrões de consumo.
8~3~ Perspectivas para Portugal
Comportamento da economia
As projecções mais recentes do Banco de Portugal estimam uma contracção de 3,l% da economia
portuguesa em 2012, após um recuo de 1,6% em 2011, num contexto em que a prossecução do
ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos, designadamente orçamental, permanecerá como uma
importante condicionante da evolução da procura interna que, em certa medida, deverá ser compensada
por um crescimento das exportações e uma redução das importações.
O processo de consolidação orçamental, que inclui medidas como i. a eliminação do pagamento dos
subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos; ii. a redução dos salários e pensões mais elevados;
iii. o aumento dos impostos sobre as famílias (IRS, IMI e IVA); e iv. a diminuição e eliminação de benefícios
fiscais, afectará o rendimento líquido disponível das famílias.
Em sentido contrário, é expectável que a taxa de juro do Banco Central Europeu volte a baixar, o que
conduzirá a uma descida das prestações do crédito à habitação.
O consumo privado deverá cair 6v/o em 2012, após uma contracção de 3,6% em 2011, traduzindo o impacto
das medidas de consolidação orçamental, bem como a incerteza face à natureza de medidas adicionais que
venham a revelar-se necessárias.
A redução projectada na formação bruta do capital fixo, em 12,8%, é ligeiramente superior à queda de
11,2% verificada em 2011. Esta projecção tem subjacentes as perspectivas da evolução negativa da
procura e do rendimento e as decisões de investimento das empresas e famílias, sendo de esperar também
a manutenção das condições restritivas de acesso ao financiamento bancário e uma redução muito
significativa do investimento público.
No que concerne ao mercado de trabalho, a contracção da actividade económica deverá implicar, de acordo
com a estimativa do Orçamento de Estado para 2012, uma taxa de desemprego de l3,4% em 2012, após
12,5% em 2011. Esta evolução reflecte a contracção do emprego no sector privado e no sector público,
embora mais pronunciada neste último.
Após um crescimento de 3,6% do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) no ano que findou,
perspectiva-se um crescimento de 3,2% no presente ano, de acordo com o Boletim de Inverno, publicado
em 2011 pelo Banco de Portugal.
A relativa estabilidade da taxa de inflação em 2012 resulta da combinação de uma aceleração dos preços da
componente não energética e de um forte abrandamento da componente energética. Esta evolução traduz,
por um lado, a dissipação dos efeitos decorrentes do aumento da taxa normal do IVA no início de 2011 e,
por outro, o abrandamento dos preços de importação de bens não-energéticos. A componente energética
reflecte dois efeitos contrários. Por um lado, o aumento da tributação indirecta sobre a electricidade e o gás
natural, desde Outubro de 2011, e por outro, a redução do preço do petróleo, após o significativo aumento
verificado no ano passado.
A correcção da procura interna, com uma redução do consumo privado e público, deverá ocorrer em
simultâneo com o aumento das exportações no contexto do processo de desalavancagem do sector privado,
permitindo uma melhor estrutura de financiamento, com taxas de poupança mais enquadradas com o nível
de rendimento esperado para a economia portuguesa.
Mercado de Retalho Alimentar Moderno em Portugal
2011 foi um ano particularmente difícil para as famílias portuguesas, que sentiram um impacto negativo no
seu rendimento.
Em 2012, perspectiva-se novamente um período recessivo e consequente aumento dos níveis de
desemprego, para lá dos níveis de 2011. A adopção de medidas restritivas no Orçamento do Estado para
2012 irá causar nova diminuição generalizada do rendimento disponível. Espera-se, assim, um agravamento
ainda mais significativo do nível de vida da população portuguesa.
Neste contexto, no presente ano espera-se uma retracção ainda mais significativa do consumo privado e
prevê-se um agravamento das tendências já identificadas em 2011, como o aumento da frequência de
5u ~
J 1~1JR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
compra (diminuindo o valor por compra), o aumento da procura por produtos menos dispendiosos, com
preferência pelas Marcas Próprias, e uma atenção redobrada ao preço, para além de uma transferência
natural do consumo fora de casa para dentro de casa.
O Retalho Alimentar sofrerá directamente com a conjuntura actual. Dever-se-á manter, de forma geral, a
oferta nos produtos de Marca Própria e um maior foco no preço. E ainda expectável que o ritmo de
expansão mantenha a tendência verificada nos últimos dois anos, com a redução do número de aberturas
durante o ano de 2012.
8.4. Perspectivas para o Retalho Alimentar em Portugal: Pingo Doce
O Pingo Doce iniciou o ano de 2012 preparado para o agravamento expectável da conjuntura económica e
das condições de vida das famílias. As alterações nos hábitos de consumo verificadas em 2011, referidas
anteriormente, irão intensificar-se em 2012. Desta forma, dois factores fundamentais irão destacar-se:
preço e proximidade.
Nesse sentido, o Pingo Doce, através de uma notoriedade e posicionamento únicos no mercado, que se
baseiam na excelência da Marca Própria a preços competitivos, na diferenciação em Perecíveis, no
posicionamento claro em preço baixo e estável e num equilíbrio entre sortido e ambiente de loja, tem a
capacidade para se manter como estabelecimento de referência para os consumidores.
Em 2012, a Companhia continuará a destacar-se através de uma Marca Própria de qualidade e de uma
oferta inovadora e adaptada às necessidades dos consumidores. Tal como aconteceu em 2011, o Pingo Doce
continuará a desenvolver um trabalho de parceria com os fornecedores de Frescos e Marca Própria e
manterá o seu foco no preço, através de uma política de eficiência que permita transferir os ganhos daí
decorrentes para o consumidor.
J~
jJ
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
9. Factos Subsequentes
Até à data de conclusão deste relatório não ocorreram factos significativos que não se encontrem reflectidos
nas Demonstrações Financeiras.
10. Proposta de Aplicação de Resultados
No exercício de 2011, JMR - Gestão de Empresas de Retalho, S.A. apresentou um lucro consolidado de
24.629.622,28 euros e um lucro nas contas individuais de 14.469.855,75 euros.
O Conselho de Administração propõe que os resultados líquidos do exercício sejam aplicados da seguinte
forma:
Reserva Legal
723.492,79 euros.
Reservas livres
13.746.362,96 euros.
A Assembleia Geral deliberará sobre a distribuição de dividendos aos Accionistas.
Lisboa, 29 de Fevereiro de 2012
O Conselho de Administração
~
33
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
Glossário Financeiro
Margem EBITDA =
(+ Resultados Operacionais
+
Depreciações
-
Resultados Operacionais Não Recorrentes)
/
Vendas e Prestações de Serviços
Margem EBIT =
(+ Resultados Operacionais
-
Resultados Operacionais Não Recorrentes)
/
Vendas e Prestações de Serviços
Cash Flow =
+ Resultado Líquido + Depreciações
alienações e financeiros)
-
Impostos Diferidos
-
Itens Não Recorrentes (operacionais,
Dívida Líquida =
+ Empréstimos por Obrigações + Dívidas a Instituições de Crédito + Outros Empréstimos Obtidos
+1- Instrumentos Financeiros Derivados - Títulos Negociáveis e Depósitos Bancários + Leasings +
Juros em Balanço
Fundos Próprios
+ Capital Social
controlam
=
+
Reservas e Resultados Retidos
+
Resultado Líquido do Ano
+
Interesses que não
Gearing =
(Dívida Líquida / Fundos Próprios)
Vendas Iike-for-Iike
Vendas das lojas que operaram sob as mesmas condições nos dois períodos em análise. Excluem-se
as lojas que abriram, encerraram ou sofreram remodelações profundas num dos dois períodos.
_J i.~iJR
R&C’ll
—
Relatório Consolidado de Gestão
Anexo ao Relatório Consolidado de Gestão
INFORMAÇÃO SOBRE A PARTICIPAÇÃO DOS MEMBROS DOS ÓRGÃOS
ADMINISTRAÇÃO E DE FISCALIZAÇÃO NO CAPITAL DA EMPRESA A 31
DEZEMBRO DE 2011
DE
DE
(De acordo com a disposição no artigo 447v do Código das Sociedades Comerciais)
Nenhum dos membros dos órgãos de Administração e de Fiscalização é titular quer de acções quer de
obrigações da sociedade.
Lista dos Titulares de Participações Qualificadas a 31 de Dezembro de 2011
(De acordo com a disposição no artigo 448° do Código das Sociedades Comerciais)
Accionista
N° Acções
detidas
% Capital
Jerónimo Martins, SGPS, SÃ.
Através da Tagus
—
Retail & Services Investments, B.V.
33.660.000
51°h
Koninklijke Ahold NV
Através da Ahold International Sàrl
32.340.000
(~‘35
‘
JiJR
Demonstrações Financeiras
Consolidadas
2011
É,’
JMR
-
GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS RESULTADOS POR FUNÇÕES
PARA OS ANOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
Valores expressos em milhares de euros
Notas
2011
Vendas e prestações de serviços
Custo das vendas
Proveitos e custos suplementares
3.215.004
3.048.906
(2.526.812)
139,655
(2.382.758)
128.570
827.847
794.718
(674.774)
(643.635)
(73.589)
(7.868)
(71.495)
(4.894)
71.616
74.694
6
(20.581)
(24.161)
9.2
(1.801)
(5.142)
49.234
45.391
(24.478)
(11.329)
24.756
34.062
126
24.630
84
33.978
0,3732
0,5148
3
Margem
Custos de distribuição
Custos administrativos
Resultados operacionais não usuais
4
9.1
Resultados operacionais
Custos financeiros líquidos
Perdas em outros investimentos
Resultados antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do exercício
2010
8
Resultados líquidos (antes de interesses que não
controlam)
Atribuível a:
Interesses que não controlam
Aos Accionistas de JMR
Resultado básico e diluído por acção- Euros
21.2
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
37
JMR
-
GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SÃ.
BALANÇO CONSOLIDADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
Valores expressos em milhares de euros
Notas
2011
2010
Activo
Activos fixos tangíveis
Propriedades de Investimento
Activos intangíveis
Activos financeiros disponíveis para venda
Devedores e acréscimos e diferimentos
Impostos diferidos activos
10
12
11
14
17
16.1
1.138.488
51.121
286.962
5.156
73.639
11.096
1.133.981
51.364
289.089
5.156
59.843
10.412
1.566.462
1.549.845
137.584
2.578
78.754
90.443
140.165
3.337
70.805
143.915
309.359
358.222
1.875.821
1.908.067
330.000
77.142
198.680
330.000
74,808
173.685
605.822
578.493
6.898
6.807
612.720
585.300
195.581
6.858
12.327
910
34.979
28.453
408.499
12.867
11.635
935
7.335
23.352
279.108
464.623
727.967
224.342
2.903
28.756
25
719.583
99.701
7.246
31.589
25
983.993
858.144
1.875.821
1.908.067
Total de activos não correntes
Existências
Impostos a recuperar
Devedores e acréscimos e diferimentos
Caixa e equivalentes de caixa
15
16.2
17
18
Total de activos correntes
Total do activo
Capital próprio e passivo
Capital
Reservas de reavaliação e outras reservas
Resultados retidos
20.2
20.1
Interesses que não controlam
Total do capital próprio
Empréstimos obtidos
Instrumentos financeiros derivados
Benefícios concedidos a empregados
Proveitos diferidos — subsídios do Estado
Provisões para riscos e encargos
Impostos diferidos passivos
22
13
23
24
16.1
Total de passivos não correntes
Credores e acréscimos e diferimentos
Empréstimos obtidos
Instrumentos financeiros derivados
Impostos a pagar
Proveitos diferidos — subsídios do Estado
25
22
13
16.2
Total de passivos correntes
Total do capital próprio e passivo
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
V
~38~
JMR
-
GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÃO DE ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO CONSOLIDADO
Valores expressos em milhares de euros
Capital próprio atribuível aos accionistas de
JMR
Notas
Balanço em 1 de Janeiro de 2010
Variações no Capital Próprio em 2010
Reavaliaç6es de activos fixos:
- do exercido de 2010
- pela alienação de Imóveis reavaliados
Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa
Alteração de interesses que não controlam
Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio
Resultado do exercício de 2010
Total de ganhos e perdas reconhecidas no período
Dïvidendos
Balanço em 31 de Dezembro de 2011
reservas
83.324
330.000
159.090
Interesses
que nao
controlam
572.414
6.712
579.126
(5.216)
(1.620)
(1.671)
(9)
(8.516)
(5.216)
(1)
(5.217)
20.1
20.1
330.000
1.620
-
(8.516)
(2)
1.618
33.978
35.596
(1.671)
(11)
(6.898)
33.978
27.080
11
10
84
94
(6.888)
34.062
27.174
74.808
(21.001)
173.685
(21.001)
578.493
1
6.807
(21.000)
585.300
842
(327)
1.822
(3)
2.334
-
20.1
20.1
330.000
842
-
-
1,822
2.334
38
365
24,630
24.995
1.822
35
2.699
24.630
27.329
-
-
-
77.142
198.680
605.822
6.898
Valores expressos em milhares de euros
2011
Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa
Reavaliações de activos fixos
2010
1.822
(1.671)
842
(5.217)
2.664
(6.888)
Resultado líquido
24.756
34.062
Total de Ganhos e Perdas reconhecidos
27.420
27.174
Resultados reconhecidos directamente nos Capitais Próprios
842
327
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS GANHOS E PERDAS RECONHECIDOS NOS CAPITAIS PRÓPRIOS
Atribuível a:
Interesses que não controlam
(1.671)
20.1
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
Accionistas de JMR
Total do
Capital
proprio
20.1
Dividendos
Balanço em 31 de Dezembro de 2010
Variações no Capital Próprio em 2011
Reavaliaç6es de activos fluos:
do exercício de 2011
- transferência de terrenos para propriedades de investimento
Justo valor dos instrumentos de cobertura de fluxos de caixa
Alteração de interesses que não controlam
Resultados reconhecidos directamente no Capital Próprio
Resultado do exercício de 2011
Total de ganhos e perdas reconhecidas no período
Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A.
Reservas
reavaliaçao
Resultados
Capital
e outras
retidos
Total
—
91
94
27.329
27.080
(35)
(35)
126
91
-
2.664
24.756
27.420
612.720
JMR
-
GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SÃ.
DEMONSTRAÇÃO CONSOLIDADA DOS FLUXOS DE CAIXA
PARA OS ANOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2011 E 2010
Valores expressos em milhares de euros
Notas
Actividades operacionais
Recebimentos de clientes
Pagamentos aos fornecedores e ao pessoal
Caixa gerada pelas operaçães
Juros pagos
Imposto sobre o rendimento pago
19
Fluxos de caixa de actividades operacionais
Actividades de investimento
Alienação de activos fixos tangíveis
Alienação de activos financeiros disponíveis para venda e de
propriedades de investimento
Juros recebidos
Dividendos recebidos
Aquisição de empresas do grupo e associadas
Aquisição de activos fixos tangíveis
Aquisição de activos intangíveis
2011
2010
3.577.012
(3.389.342)
187.670
(22.097)
(17.418)
3.402.955
(3.176.574)
226.381
(24.816)
(11.119)
148.155
190.446
6.806
43.374
(113.841)
(932)
11.630
1.027
11
(2.460)
(120.606)
(1.189)
(105.952)
(68.213)
-
2.006
g
6
-
Fluxos de caixa de actividades de investimento
Actividades de financiamento
Recebimentos relativos a outros empréstimos
Pagamento de empréstimos
Pagamento de dividendos
-
25.047
(40.116)
(21.000)
Fluxos de caixa de actividades de financiamento
(95.675)
(36.069)
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa
(53.472)
86.164
143.915
(53.472)
-
57.748
86.164
3
90.443
143.915
-
(95.675)
Movimentos de caixa e equivalentes
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício
Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa
Efeito da aquisição de empresas do grupo e associadas
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício
18
Para ser lido em conjunto com as notas às demonstrações financeiras consolidadas em anexo
4oj~
J iJ
\
Índice das notas às demonstrações financeiras consolidadas
Notas às demonstrações
31 de Dezembro
financeiras
de consolidadas
2011 e 2010
Página
1
Actividade
42
2
Políticas contabilísticas
42
3
Proveitos e custos suplementares
56
4
Custos de distribuição e administrativos
56
5
Custos com o pessoal
56
6
Custos financeiros líquidos
57
7
Instrumentos financeiros
57
8
Imposto reconhecido na demonstração dos resultados
57
9
Resultados operacionais não usuais e perdas em outros investimentos
58
10 Activos fixos tangíveis
59
11 Activos intangíveis
61
12 Propriedades de investimento
62
13 Instrumentos financeiros derivados
62
14 Activos financeiros disponíveis para venda
63
15 Existências
63
16 Impostos
64
17 Devedores e acréscimos
65
18 Caixa e equivalentes de caixa
65
19 Caixa gerada pelas operações
66
20 Capital e reservas
66
21 Resultado por acção
67
22 Empréstimos obtidos
67
23 Benefícios dos empregados
68
24 Provisões e ajustamentos para o valor de realização
70
25 Credores e acréscimos
70
26 Garantias
70
27 Locação operacional
70
28 Compromissos de capital
71
29 Contingências
71
30 Partes relacionadas
73
31
73
Empresas do Grupo
32 Interesses em empresas controladas conjuntamente
74
33 Informações adicionais exigidas por diplomas legais
74
34 Eventos subsequentes à data do balanço
75
J iJ
1
Notas às demonstrações
31 de financeiras consolidadas
~
Actividade
O Grupo JMR é constituído por um grupo de empresas que se dedicam fundamentalmente à distribuição e venda
de géneros alimentícios e outros produtos de grande consumo.
JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A., (JMR) é a Holding do Grupo, tendo uma influência
significativa na tomada de decisões em todas as empresas, incluindo aquelas em que detém uma participação
minoritá ria.
Sede Social: Rua Tierno Galvan, Torre 3,
90,
Letra J
-
1099-008 Lisboa
Capital Social: 330.000.000 euros
Número Comum de Matrícula na C.R.C. de Lisboa e de Pessoa Colectiva: 501917101
JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA é detida indirectamente pelas empresas multinacionais,
Jerónimo Martins, SGPS, S.A. com 33.660.000 acções, representando 51% do capital social, e a Koninklijke
Ahold NV, com 32.340.000 acções, representando 49% do capital social.
Estas demonstrações financeiras consolidadas foram aprovadas pelo Conselho de Administração no dia 29 de
Fevereiro de 2012.
2
Políticas contabilísticas
As políticas contabilísticas mais significativas utilizadas na preparação destas demonstrações financeiras
consolidadas encontram-se descritas abaixo. Estas políticas foram aplicadas de forma consistente nos períodos
comparativos, excepto quando referido em contrário.
2.1. Bases de apresentação
Os valores apresentados, salvo indicação em contrário, são expressos em milhares de euros (m EUR).
As demonstrações financeiras consolidadas da JMR foram preparadas em conformidade com as
Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adoptadas na União Europeia à data de
31 de Dezembro de 2011.
As demonstrações financeiras consolidadas da JMR foram preparadas segundo o princípio do custo histórico
excepto no que respeita a terrenos incluídos em activos fixos tangíveis, propriedades de investimento,
instrumentos financeiros derivados, investimentos financeiros detidos para negociação e activos financeiros
disponíveis para venda onde se incluem as partes de capital referidas na nota 2.8, os quais se encontram
registados ao respectivo justo valor (valor de mercado).
A preparação de demonstrações financeiras em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente
aceites requer o uso de estimativas e assunções que afectam as quantias reportadas de activos e passivos,
assim como as quantias reportadas de proveitos e custos durante o período de reporte. Apesar destas
estimativas serem baseadas no melhor conhecimento da gestão em relação aos eventos e acções correntes, em
última análise, os resultados reais podem diferir dessas estimativas. No entanto, é convicção da gestão que as
estimativas e assunções adoptadas não incorporam riscos significativos que possam causar, no decurso do
próximo exercício, ajustamentos materiais ao valor dos activos e passivos (nota 2.24).
A gestão de riscos financeiros, tal como previsto no IFRS 7
detalhada no Relatório Consolidado de Gestão.
—
Instrumentos Financeiros: Divulgações, encontra-se
Alteração de Políticas Contabilísticas e Bases de Apresentação
O Grupo adoptou em 2011 um conjunto de normas e alterações a normas emitidas pelo InternationalAccounting
Board (IASB), assim como interpretações emitidas pelo International Financial Reporting
Interpretations Committee (IFRIC), as quais são de aplicação obrigatória em 2011 e já haviam sido adoptadas
pela União Europeia. Nenhuma das normas abaixo descritas tem impacto material nas demonstrações financeiras
consolidadas da JMR:
Standards
i)
O Regulamento n.° 574/2010 adoptou as alterações ao IFRS 1 - Adopção pela Primeira Vez das Normas
Internacionais de Relato Financeiro e ao IFRS 7 - Instrumentos Financeiros: Divulgações, que clarifica o
limite às isenções de divulgação de comparativos ao abrigo do IFRS 7, nas divulgações de entidades a
aplicar as normas pela primeira vez. A sua aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após
30 de Junho de 2010;
ii)
O Regulamento n.° 632/2010 adoptou a revisão ao IAS 24 - Partes Relacionadas, com o objectivo de
simplificar a definição de partes relacionadas, assim como remover algumas inconsistências internas e
permitindo algumas isenções para as entidades governamentais. A sua aplicação é obrigatória para os
exercícios que se iniciem após 31 de Dezembro de 2010;
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
3ldeDezembrode2Olle2OlO
‘~
iii)
O Regulamento n.° 633/2010 adoptou as alterações ao IFRIC 14 - O Limite sobre um Activo de
Benefícios Definidos, Requisitos de Financiamento Mínimo e Respectiva Interacção, cujo objectivo é
remover uma consequência não intencional da IFRIC 14, na qual segundo certas circunstâncias, uma
contribuição antecipada deveria ser reconhecida como despesa. A sua aplicação é obrigatória para os
exercícios que se iniciem após 31 de Dezembro de 2010;
iv) O Regulamento n.° 662/2010 adoptou a IFRIC 19 - Extinção de Passivos Financeiros com Instrumentos
de Capital. Esta interpretação vem clarificar o tratamento contabilístico a adoptar quando um passivo
financeiro é renegociado resultando na entrega de instrumentos de capital emitidos pela entidade. A sua
aplicação é obrigatória para os exercícios que se iniciem após 30 de Junho de 2010.
Ainda em 2011 foram adoptadas pela Comissão Europeia um conjunto de alterações às Normas Internacionais de
Contabilidade emitidas pelo IASB e interpretações emitidas pelo IFRIC, as quais, baseado na avaliação efectuada
pelo Grupo, não têm impacto significativo nas demonstrações financeiras:
i)
O Regulamento n.° 149/2011, adoptou os melhoramentos introduzidos nas normas IFRS 1, IFRS 3, IFRS
7, IAS 1, IAS 27, IAS 34 e IFRIC 13, que haviam sido emitidos pelo IASB em Maio de 2010. Estas
alterações são de aplicação obrigatória para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2011;
ii)
O Regulamento n.° 1205/2011 adoptou as alterações introduzidas ao IFRS 7 - Instrumentos Financeiros:
Divulgações, estas alterações que haviam sido emitidas pelo IASB em Outubro de 2010, pretendem
melhorar os requisitos de divulgação na transferência de activos financeiros. Torna-se de aplicação
efectiva para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Julho de 2011.
Adicionalmente, o IASB emitiu em 2009 e 2011 as seguintes normas que se encontram ainda em processo de
aprovação pela União Europeia:
i)
Em Novembro de 2009, o IASB emitiu a nova norma IFRS 9 - Instrumentos Financeiros: Classificação e
Mensuração. Esta norma substitui parcialmente a IAS 39 e é de aplicação obrigatória para exercícios que
se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2015;
ii)
Em Dezembro de 2010, o IASB emitiu alterações ao IFRS 1 - Adopção pela Primeira Vez das Normas
Internacionais de Relato Financeiro. As alterações introduzidas substituem referências a datas fixas de
transição e estabelece isenções adicionais para as entidades que estiveram sujeitas a hiperinflação
severa. Estas alterações são efectivas a partir de Julho de 2011;
iii) Em Dezembro de 2010, o IASB emitiu alterações ao IAS 12 - Impostos sobre o Rendimento, que
estabelece os requisitos para determinar se um activo mensurado ao justo valor, de acordo com o
modelo previsto no IAS 40 - Propriedades de Investimento, é recuperado pelo seu uso ou através de
venda. Esta alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após ide Julho de 2011;
iv) Em Maio de 2011, o IASB emitiu o IFRS 10 — Demonstrações Financeiras Consolidadas, IFRS 11 —
Acordos Conjuntos, IFRS 12 — Divulgações de Interesses em Outras Entidades. Estas normas têm
aplicação nos exercícios que se iniciem a partir de 1 de Janeiro de 2013:
v)
a.
A IFRS 10 substitui parcialmente a IAS 27 — Demonstrações Financeiras Consolidadas e Individuais
bem como a SIC 12- Consolidação de Finalidades Especiais. A norma estabelece um modelo de
consolidação único em que identifica o controlo como a base para a consolidação de todos os tipos
de entidades;
b.
A IFRS ii substitui a IAS 31 — Interesses em Empreendimentos Conjuntos bem como a SIC 13 —
Entidades Controladas Conjuntamente — Contribuições Não monetárias por Empreendedores. A
norma estabelece os princípios para a classificação dos interesses em acordos conjuntos;
c.
A IFRS 12 vem agregar, introduzir melhorias e substituir os requisitos de divulgação relativos a
subsidiárias, acordos conjuntos, associadas e entidades não consolidadas;
d.
Com a introdução destas novas normas o IASB procedeu a alteração e renomeação da IAS 27 —
Demonstrações Financeiras Individuais e da IAS 28 — Investimentos em Associadas e Entidades
Controladas Conjuntamente.
Em Maio de 2011, o IASB emitiu o IFRS 13 — Mensuração do Justo Valor, o qual vem definir um modelo
para mensuração do justo valor, bem como um conjunto de divulgações relativas ao seu apuramento.
Esta norma torna-se efectiva para os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2013;
vi) Em Junho de 2011, o IASB emitiu alterações ao IAS 19 — Benefícios de Empregados. As alterações
introduzidas pretendem melhorar o reconhecimento e os requisitos de divulgação relativos aos planos de
benefício definido. Esta alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após 1 de
Janeiro de 2013;
vii) Em Junho de 2011, o IASB emitiu alterações ao IAS 1 — Apresentação de Demonstrações Financeiras. As
alterações introduzidas pretendem melhorar a apresentação das componentes da Demonstração
Consolidada de Ganhos e Perdas Reconhecidos no Capital Próprio. Esta alteração torna-s~fectiva para
os exercícios que se iniciem em ou após 1 de Julho de 2012;
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Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
viii) Em Outubro de 2011, o IFRIC emitiu a interpretação IFRIC 20 — Custos de Decapagem na fase de
produção de uma mina de superfície. Esta interpretação torna-se efectiva para os exercícios que se
iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2013;
ix) Em Dezembro de 2011, o IASB emitiu alterações ao IFRS 7 — Instrumentos Financeiros — Divulgações,
tendo publicado novos requisitos de divulgação relativos a compensação de activos financeiros e passivos
financeiros. Esta alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de
2013;
x)
Em Dezembro de 2011, o IASB emitiu alterações ao IAS 32 — Instrumentos Financeiros — Apresentação,
tendo clarificado os requisitos relativos à compensação de activos financeiros e passivos financeiros. Esta
alteração torna-se efectiva para exercícios que se iniciem em ou após 1 de Janeiro de 2014.
Os impactos mais relevantes das novas normas ou alterações às normas existentes prendem-se com alterações
ao método de consolidação dos empreendimentos conjuntos, assim como pequenas alterações na forma de
apresentação de informação financeira, pelo que da sua aplicação não resultarão alterações à situação
patrimonial do Grupo.
2,2. Bases de consolidação
Datas de referência
As demonstrações financeiras consolidadas, com referência a 31 de Dezembro de 2011, incluem os activos, os
passivos e os resultados das empresas do Grupo, entendido como o conjunto da JMR e das suas filiais e
associadas, as quais são apresentadas na nota 31.
Participações financeiras em empresas do Grupo
Empresas do Grupo (subsidiárias) são as Companhias controladas por JMR. Existe controlo quando JMR tem,
directa ou indirectamente, mais de metade dos direitos de voto, ou, por outro lado, tem o poder para dirigir as
políticas financeiras e operacionais da Companhia com o objectivo de usufruir dos benefícios resultantes da sua
actividade. Presume-se que existe controlo quando a percentagem de participação é superior a 5O%.
As Empresas do Grupo são incluídas na consolidação pelo método da consolidação integral desde a data em que
o controlo é adquirido até à data em que o mesmo efectivamente termina. Na contabilização de aquisição de
subsidiárias é utilizado o método da compra. O custo da aquisição corresponde ao justo valor dos activos
entregues, acções emitidas e passivos assumidos à data da aquisição. Os custos directamente imputáveis à
aquisição são reconhecidos em resultados quando incorridos.
Nos casos em que não é detido 100% do capital das subsidiárias, é reconhecido um interesse que não controla
relativo à parcela dos resultados e do valor líquido de activos atribuível a terceiros.
As políticas contabilísticas seguidas pelas Companhias, no cumprimento das suas obrigações legais e
estatutárias, sempre que necessário foram corrigidas no processo de consolidação por forma a assegurar a
consistência com as políticas adoptadas pelo Grupo.
Participações financeiras em empresas associadas
Empresas associadas são as empresas sobre cujas políticas financeiras e operacionais a JMR exerce uma
influência significativa. Presume-se que existe influência significativa quando a percentagem de participação é
superior a 2O%.
Estas participações financeiras são consolidadas pelo método da equivalência patrimonial, isto é, as
demonstrações financeiras consolidadas incluem o interesse do Grupo no total de ganhos e perdas reconhecidos
da associada, desde a data em que a influência significativa começa até à data em que efectivamente termina.
Sempre que o total de perdas atribuíveis ao Grupo exceda o valor da participação financeira na associada, o
Grupo não reconhece mais perdas, excepto quando tenha incorrido em obrigações ou tenha efectuado
pagamentos em nome da associada.
Participações financeiras em empresas controladas conjuntamente
As empresas controladas conjuntamente são aquelas sobre as quais o Grupo exerce um controlo conjunto
estabelecido por acordos parasociais.
Estas empresas são incluídas na consolidação pelo método da consolidação proporcional, ou seja, as
demonstrações financeiras consolidadas incluem a parcela atribuível ao Grupo dos activos, passivos e resultados
acumulados destas empresas, desde a data em que o controlo conjunto se inicia até que ele efectivamente
termina.
Goodwill
GoodwilI representa o excesso do custo de aquisição sobre o justo valor dos activos e passivos identificáveis
atribuíveis ao Grupo à data da aquisição ou da primeira consolidação. Se o custo de aquisição for inferior ao
justo valor dos activos líquidos da subsidiária adquirida, a diferença é reconhecida directamente em resultados
do exercício.
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1
Notas às demonstrações
31 de Dezembro
financeiras
de consolidadas
2011e2010
À
data do balanço o Grupo avalia se existe alguma indicação de imparidade. Se existir tal indicação, é efectuada
uma avaliação quanto à recuperabilidade do valor líquido do Goodwill, sendo reconhecida uma perda por
imparidade sempre que o valor contabilístico do Goodwill excede o seu valor recuperável (nota 2.13).
O ganho ou perda na alienação de uma entidade inclui o valor contabilístico do Goodwill relativo a essa entidade,
excepto quando o negócio a que esse Goodwill está associado continue a gerar benefícios para o Grupo.
Interesses que não controlam
Interesses que não controlam correspondem à proporção do justo valor dos activos, passivos e passivos
contingentes das subsidiárias adquiridas que não são directa, ou indirectamente, atribuíveis a JMR. As
transacções com interesses que não controlam são tratadas como transacções com detentores dos capitais
próprios do Grupo.
Em qualquer aquisição de Interesses que não controlam, a diferença entre o valor pago e o valor contabilístico
das acções adquiridas é reconhecido nos capitais próprios. Os ganhos ou perdas nas vendas a Interesses que não
controlam são reconhecidos nos capitais próprios.
Quando o Grupo deixa de ter controlo ou influência significativa, qualquer participação residual nos capitais
próprios é remensurada para o seu valor de Mercado, com as alterações a serem reconhecidas na demonstração
dos resultados. O justo valor é o valor contabilístico inicial para efeitos de subsequente tratamento contabilístico
dessa participação como activo financeiro.
Saldos e transacções entre empresas do Grupo
Os saldos e as transacções, bem como ganhos não realizados, entre Companhias do Grupo e entre estas e a
empresa-mãe são anulados na consolidação. As perdas não realizadas são também eliminadas, salvo se o custo
não puder ser recuperado.
Ganhos não realizados decorrentes de transacções com empresas associadas ou empresas conjuntamente
controladas são anulados na consolidação na parte atribuível ao Grupo. As perdas não realizadas são da mesma
forma eliminadas, salvo se proporcionarem prova de imparidade do activo transferido.
2.3V Transacções em moeda estrangeira
As transacções em moeda estrangeira são convertidas para Euros à taxa de câmbio em vigor à data da
transacção.
À
data do balanço, os activos e passivos monetários expressos em moeda estrangeira são convertidos à taxa de
câmbio em vigor a essa data e as diferenças de câmbio resultantes dessa conversão são reconhecidas como
resultados do exercício, excepto quando se tratam de activos e passivos que sejam classificados como cobertura
de investimentos em entidades estrangeiras, para os quais, as diferenças de câmbio resultantes são diferidas nos
capitais próprios.
As principais cotações utilizadas à data do balanço foram as seguintes:
Taxas de câmbio de referência do Euro
(x de moeda estrangeira por 1 Euro)
Zloty da Polónia (PLN)
~ Dólar dos Estados Unidos da América (USD)
Taxa em
31 de Dezembro de
2011
4,4580
1,2987
2~4. Instrumentos financeiros derivados
O Grupo utiliza derivados com o único objectivo de gerir os riscos financeiros a que se encontra sujeito. De
acordo com as suas políticas financeiras, o Grupo não utiliza derivados para especulação.
Apesar de os derivados contratados pelo Grupo corresponderem a instrumentos eficazes na cobertura económica
de riscos, nem todos qualificam como instrumentos de cobertura contabilística de acordo com as regras e
requisitos do IAS 39. Os instrumentos que não qualifiquem como instrumentos de cobertura contabilística são
registados no balanço pelo seu justo valor e as variações no mesmo são reconhecidas em resultados.
Sempre que disponível, o justo valor dos derivados é estimado com base em instrumentos cotados. Na ausência
de preços de mercado, o justo valor dos derivados é estimado através do método de fluxos de caixa descontados
e modelos de valorização de opções, de acordo com pressupostos geralmente utilizados no mercado.
Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação (trade date), pelo seu justo
valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular,
sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período,
excepto no que se refere aos derivados de cobertura de fluxo de caixa. O reconhecimento das variações de justo
valor dos derivados de cobertura depende da natureza do risco coberto e do modelo de cobertura utilizado.
1
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
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2~5~ Contabilidade de cobertura
Os instrumentos financeiros derivados utilizados para fins de cobertura podem ser classificados
contabilisticamente como de cobertura desde que cumpram, cumulativamente, com as seguintes condições:
(i)
À
data de início da transacção a relação de cobertura encontra-se identificada e formalmente
documentada, incluindo a identificação do item coberto, do instrumento de cobertura e a avaliação
da efectividade da cobertura;
(ii) Existe a expectativa de que a relação de cobertura seja altamente efectiva, à data de início da
transacção e ao longo da vida da operação;
(iii) A eficácia da cobertura possa ser mensurada com fiabilidade à data de início da transacção e ao
longo da vida da operação;
(iv) Para operações de cobertura de fluxos de caixa os mesmos devem ser altamente prováveis de virem
a ocorrer.
Risco de taxa de juro (cobertura de fluxos de caixa)
Sempre que as expectativas de evolução de taxas de juro o justifiquem, o Grupo procura contratar operações de
protecção contra movimentos adversos, através de instrumentos derivados, tais como interest rate swaps (IRS),
caps e fioors, FRA~s, entre outros. Na selecção de instrumentos são essencialmente valorizados os aspectos
económicos dos mesmos. São igualmente tidas em conta as implicações da inclusão de cada instrumento
adicional na carteira existente de derivados, nomeadamente os efeitos em termos de volatilidade nos resultados.
As operações que qualifiquem como instrumentos de cobertura em relação de cobertura de fluxo de caixa são
registadas no balanço pelo seu justo valor e, na medida em que sejam consideradas coberturas eficazes, as
variações no justo valor dos instrumentos são inicialmente registadas por contrapartida de capitais próprios e
posteriormente reclassificadas para a rubrica de custos financeiros. No entanto, tratando-se de uma cobertura de
uma transacção futura que resulta no reconhecimento de um activo não financeiro (por exemplo: Existências),
os ganhos ou perdas previamente diferidos em capital próprio são transferidos e incluídos na valorização inicial
do activo.
Se as operações de cobertura apresentarem ineficácia, esta é registada directamente em resultados. Desta
forma e em termos líquidos, os custos associados aos financiamentos cobertos são periodificados à taxa inerente
à operação de cobertura contratada.
Quando um instrumento de cobertura expira ou é vendido, ou quando a cobertura deixa de cumprir os critérios
exigidos para a contabilidade de cobertura, as variações de justo valor do derivado acumuladas em reservas são
reconhecidas em resultados quando a operação coberta também afectar resultados.
Risco de taxa de juro (cobertura de justo valor)
Para operações de financiamento contratadas em moeda estrangeira ou a taxa de juro fixa, que não se tratem
de coberturas naturais de investimentos numa operação estrangeira, sempre que se justifique, JMR procura
contratar operações de cobertura de justo valor como instrumento de redução da volatilidade que esses
financiamentos podem trazer às demonstrações financeiras do Grupo.
Os instrumentos de cobertura que sejam designados e qualifiquem como de cobertura de justo valor, são
registados no balanço pelo seu justo valor por contrapartida de resultados. Paralelamente, as alterações ao justo
valor dos instrumentos cobertos, na componente que está a ser coberta, é também ajustada por contrapartida
de resultados. Qualquer ineficácia das coberturas é reconhecida em resultados.
Se a cobertura deixar de cumprir com os critérios exigidos para a contabilidade de cobertura, o instrumento
financeiro derivado é transferido para a carteira de negociação e a contabilidade de cobertura é descontinuada
prospectivamente. Caso o activo ou passivo coberto corresponda a um instrumento de rendimento fixo, o
ajustamento de revalorização é amortizado até à sua maturidade pelo método da taxa efectiva.
Risco de taxa de câmbio
No que respeita ao risco cambial, o Grupo prossegue uma política de cobertura natural recorrendo a
financiamento em moeda local sempre que as condições de mercado (nomeadamente o nível das taxas de juro)
o aconselhem.
2.6W Activos fixos tangíveis
Os activos fixos que não sejam terrenos são registados ao custo de aquisição líquido das respectivas
amortizações acumuladas e de perdas de imparidade (nota 2.13).
A classe de activos Terrenos encontra-se registada pelo valor reavaliado, determinado com base em avaliações
efectuadas por peritos independentes (ver nota 2.9), com a periodicidade adequada para que o valor
contabilístico seja próximo do valor de mercado.
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1~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Os aumentos ao valor contabilístico em resultado de reavaliações de terrenos são creditados em reservas de
reavaliação nos capitais próprios do Grupo. As reduções que possam ser compensadas por anteriores
reavaliações do mesmo activo são movimentadas contra a respectiva reserva de reavaliação, as restantes
reduções são reconhecidas na demonstração dos resultados.
Os ganhos ou perdas na alienação são determinados pela comparação da receita obtida com o valor
contabilístico e reconhecida a diferença nos resultados operacionais. Quando activos reavaliados são vendidos, o
montante que se encontra reconhecido em reservas de reavaliação é transferido para resultados transitados.
Os custos com a manutenção e reparação que não aumentam a vida útil destes activos fixos são registados
como custos do exercício em que ocorrem. O custo com grandes reparações e remodelações de lojas é incluído
no valor contabilístico do activo sempre que se perspective que este origine benefícios económicos adicionais.
Contratos de locação financeira
Os bens cuja utilização decorre de contratos de locação financeira relativamente aos quais o Grupo assume
substancialmente todos os riscos e vantagens inerentes à posse do activo locado são classificados como activos
fixos tangíveis.
Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início como activo e passivo pelo menor do
justo valor do bem locado ou do valor presente dos pagamentos mínimos da locação.
Os activos adquiridos em locação financeira são amortizados pelo menor período entre a sua vida útil e a data
limite do contrato de Ieasing.
As rendas são constituídas pelo encargo financeiro e pela amortização financeira do capital. Os encargos são
imputados aos respectivos períodos durante o prazo de locação a fim de produzirem uma taxa de juro periódica
constante sobre o investimento líquido remanescente do locador.
Depreciações
As depreciações são calculadas sobre os valores de aquisição, pelo método das quotas constantes, com
imputação duodecimal em função da vida útil estimada para cada tipo de bem. As taxas de depreciação anuais,
em percentagem, mais importantes são as seguintes:
%
Terrenos
Edifícios e outras construções
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Equipamento administrativo
Não depreciados
2-4
10-20
12,5-25
10-25
As vidas úteis estimadas são revistas e ajustadas se necessário, à data do balanço. Não são considerados valores
residuais, uma vez que é intenção do Grupo utilizar os activos até ao final da sua vida económica.
2.7. Activos Intangíveis
Os activos intangíveis encontram-se registados pelo custo de aquisição deduzido das amortizações acumuladas e
de perdas de imparidade (nota 2.13).
Os custos com Goodwill gerado internamente e marcas próprias são registados na conta de resultados à medida
que são incorridos.
Despesas de investigação e desenvolvimento
As despesas de investigação, efectuadas na procura de novos conhecimentos técnicos ou científicos ou na busca
de soluções alternativas, são reconhecidas em resultados quando incorridas.
As despesas de desenvolvimento são capitalizadas quando é demonstrável a executabilidade técnica do produto
ou processo em desenvolvimento e o Grupo tem a intenção e a capacidade de completar o seu desenvolvimento
e iniciar a sua comercialização ou o seu uso.
As despesas de desenvolvimento capitalizadas incluem custos de materiais utilizados e de mão de obra direta.
Os custos associados ao desenvolvimento ou manutenção de Software são reconhecidos como despesas quando
incorridos, excepto quando esses custos sejam directamente associados a projectos de desenvolvimento em que
seja quantificável a geração de benefícios económicos futuros, sendo reconhecidos como activos intangíveis
incluídos no montante capitalizado das despesas de desenvolvimento.
Outros activos intangíveis
Despesas na aquisição de trespasses, marcas, patentes e licenças são capitalizadas sempre que
obtenção de benefícios económicos futuros e seja expectável a sua utilização pelo Grupo.
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1
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011e2010
Activos intangíveis de vida útil indefinida
O Goodwill é testado para efeitos de imparidade à data do balanço e sempre que um determinado evento ou
circunstância indique que o seu valor contabilístico possa não ser recuperável.
Amortizações
As amortizações são reconhecidas na demonstração dos resultados numa base linear durante o período estimado
de vida útil dos activos intangíveis, excepto se a sua vida for considerada indefinida.
As amortizações dos restantes activos intangíveis são calculadas, sobre os valores de aquisição, pelo método das
quotas constantes, com imputação duodecimal. As taxas de amortização anuais, em percentagem, mais
importantes são as seguintes:
Despesas de desenvolvimento
Trespasses
%
20-33,33
5-6,66
As vidas úteis estimadas são revistas e ajustadas se necessário, à data do balanço.
2~8. Activos Financeiros
Os activos financeiros são reconhecidos no balanço do Grupo na data de negociação ou contratação, que é a data
em que o Grupo se compromete a adquirir o activo. No momento inicial, os activos financeiros são reconhecidos
pelo justo valor acrescido de custos de transacção directamente atribuíveis, excepto para os activos financeiros
ao justo valor através de resultados em que os custos de transacção são imediatamente reconhecidos em
resultados. Estes activos são desreconhecidos quando: i. expiram os direitos contratuais do Grupo ao
recebimento dos seus fluxos de caixa, ii. o Grupo tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios
associados à sua detenção ou iii. não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e
benefícios associados à sua detenção, o Grupo tenha transferido o controlo sobre os activos.
Os activos e passivos financeiros são compensados e apresentados pelo valor líquido, quando e só quando, o
Grupo tem o direito a compensar os montantes reconhecidos e tem a intenção de liquidar pelo valor líquido.
O Grupo classifica os seus activos financeiros nas seguintes categorias: activos financeiros detidos para
negociação e instrumentos financeiros derivados, empréstimos e contas a receber e activos financeiros
disponíveis para venda. A sua classificação depende do propósito que conduziu à sua aquisição.
Activos financeiros detidos para negociação e instrumentos financeiros derivados
Um activo é classificado nesta categoria se foi adquirido com a principal intenção de ser vendido no curto prazo.
Nesta categoria integram-se também os Derivados que não qualifiquem para efeitos de contabilidade de
cobertura. Os ganhos e perdas resultantes da alteração de justo valor de activos financeiros mensurados ao
justo valor através de resultados são reconhecidos em resultados do período em que ocorrem na rubrica de
custos financeiros líquidos, onde se incluem os montantes de rendimentos de juros e dividendos.
Empréstimos e contas a receber
Correspondem a activos financeiros não derivados, com pagamentos fixos ou determinados, para os quais não
existe um mercado de cotações activo. São originados pelo decurso normal das actividades operacionais do
Grupo, no fornecimento de mercadorias ou serviços, e sobre os quais o Grupo não tem intenção de negociar. Os
empréstimos e contas a receber são subsequentemente mensurados ao custo amortizado de acordo com o
método do juro efectivo.
Activos financeiros disponíveis para venda
Os activos financeiros disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que: i. o Grupo tem intenção
de manter por tempo indeterminado, ii. são designados como disponíveis para venda no momento do seu
reconhecimento inicial ou iii. não se enquadram nas categorias acima referidas. São reconhecidos como activos
não correntes excepto se houver intenção de os alienar nos 12 meses seguintes à data de balanço.
As partes de capital detidas que não sejam participações em empresas do Grupo, empresas controladas
conjuntamente ou associadas, são classificadas como activos financeiros disponíveis para venda e reconhecidas
no balanço como activos não correntes.
Estes activos financeiros são contabilizados ao valor de mercado, entendido como o respectivo valor de cotação à
data de balanço. Sempre que as expectativas de médio prazo de mercado apontem para valorizações
significativamente abaixo da cotação na data de balanço, são registadas perdas por imparidade reflectindo essas
perdas permanentes.
Caso não exista um mercado activo, o Grupo utiliza, sempre que possível, técnicas de avaliação para apurar o
justo valor das participações. Estas podem incluir transacções recentes entre entidades independentes,
comparação com outros instrumentos com características similares ou estimativa do valor actual de
recebimentos futuros. Não sendo possível a aplicação de qualquer uma destas técnicas de avaliação, as
~48~
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Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembrode2Olle2OlO
participações em causa são mantidas ao custo de aquisição, sendo constituídas provisões para imparidade nos
casos que se justifiquem.
As variações de justo valor são registadas directamente em reservas até que o activo financeiro seja vendido,
recebido ou de qualquer forma alienado, momento em que o ganho ou perda acumulado anteriormente
reconhecido no capital próprio é incluído no resultado líquido do período. Os dividendos de instrumentos de
capital classificados como disponíveis para venda são reconhecidos em resultados do exercício na rubrica de
ganhos em outros investimentos, quando o direito de receber o pagamento é estabelecido.
2.9. Propriedades de investimento
As propriedades de investimento, referem-se a terrenos e edifícios e são valorizadas ao justo valor determinado
por entidades especializadas e independentes, com qualificação profissional reconhecida e com experiência na
avaliação de activos desta natureza.
O justo valor é baseado em valores de mercado, sendo este o montante pelo qual duas entidades independentes
e interessadas estariam dispostas a transaccionar o activo.
A metodologia adoptada na avaliação e determinação dos justos valores consiste na aplicação do método
comparativo de mercado, no qual o activo a avaliar é comparado com outros imóveis semelhantes e que
exerçam a mesma função, transaccionados há pouco tempo no local ou zonas equiparáveis. Os valores de
transacções conhecidas são ajustados para tornar pertinente a comparação sendo consideradas as variáveis de
dimensão, localização, infra-estruturas existentes, estado de conservação e outras que possam ser, de alguma
forma, relevantes.
Complementarmente, e em particular em casos em que seja difícil a comparação com transacções ocorridas, é
utilizado o método do rendimento, em que se assume que o valor do património imobiliário corresponde ao valor
actual de todos os direitos e benefícios futuros decorrentes da sua posse.
Para este efeito parte-se de uma estimativa de renda de mercado atendendo a todas as variáveis endógenas e
exógenas do imóvel em avaliação, e considera-se uma yield que reflecte o risco de mercado em que o activo se
insere, assim como as características do próprio activo objecto de avaliação. Assim, os pressupostos utilizados
na avaliação de cada activo variaram de acordo com a sua localização e características técnicas tendo sido
utilizada em média uma yield entre 8v/o e 9%.
Alterações ao justo valor das propriedades de investimento são reconhecidas na demonstração dos resultados de
acordo com o IAS 40 e incluídas em Ganhos/Perdas em outros investimentos, na medida em que se trata do
retorno esperado de aplicações financeiras em activos detidos para valorização.
Sempre que, por alteração do uso esperado dos activos fixos tangíveis, estes sejam transferidos para a rubrica
propriedades de investimento, os activos são mensurados ao justo valor e qualquer excesso apurado face ao
valor contabilístico é registado em reservas de reavaliação.
Se uma propriedade de investimento passar a ser utilizada nas actividades operacionais do Grupo, a mesma é
transferida para activos fixos tangíveis e o justo valor à data da transferência passa a ser o seu custo de
aquisição para efeitos contabilísticos.
2.10. Clientes e devedores
Os saldos de clientes e devedores são valores a receber pela venda de mercadorias ou de serviços prestados
pelo Grupo no curso normal das suas actividades. São inicialmente registados ao justo valor e
subsequentemente são mensurados ao custo amortizado de acordo com o método do juro efectivo, deduzidos de
perdas de imparidade.
2.11. Existências
As existências são valorizadas ao menor, entre o custo e o valor realizável líquido. O valor realizável líquido
corresponde ao preço de venda no curso normal das actividades, deduzido dos custos directamente associados à
venda.
A sua valorização segue em geral o último preço de aquisição, o qual, atendendo à elevada rotação das
existências, corresponde aproximadamente ao custo real que seria determinado com base no método FIFO.
2.12. Caixa e equivalentes de caixa
A rubrica caixa e equivalentes de caixa inclui caixa, depósitos à ordem e aplicações de tesouraria com grande
liquidez. Os descobertos bancários são apresentados como empréstimos correntes no passivo.
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1
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
3ldeDezembrode2Olle2Olü
2.13. Imparidade
2.13.1 Imparidade de activos não financeiros
Exceptuando propriedades de investimento (nota 2.9), existências (nota 2.11) e impostos diferidos activos (nota
2.22), os activos do Grupo são analisados à data de cada balanço por forma a detectar indicações de eventuais
perdas por imparidade. Se existirem indicadores, o valor recuperável do activo é avaliado.
Para Goodwill e outros activos intangíveis com vida útil indefinida, o valor recuperável é avaliado anualmente à
data do balanço.
É determinado o valor recuperável dos activos do Grupo para os quais existem indicações de potenciais perdas
por imparidade. Sempre que o valor contabilístico de um activo, ou da unidade geradora de caixa onde o mesmo
se encontra inserido, excede a quantia recuperável, é reduzido até ao montante recuperável sendo esta perda
por imparidade reconhecida nos resultados do exercício.
Para as unidades geradoras de caixa com actividade iniciada há menos de dois ou três anos o Grupo efectua uma
análise da imparidade. No entanto na medida em que os respectivos negócios não terão atingido ainda
maturidade suficiente, são reconhecidas perdas por imparidade quando existam indicadores inequívocos de que a
sua recuperabilidade é considerada remota.
Encontram-se na situação acima descrita um conjunto de activos, cujo montante actual de investimento
corresponde a m EUR 102.734, os quais incluem imóveis, equipamentos afectos à actividade operacional das
lojas e benfeitorias em propriedade alheia.
Determinação da quantia recuperável dos activos
A quantia recuperável de activos não financeiros corresponde ao valor mais alto entre o seu preço de venda
líquido e do seu valor de uso.
Na determinação do valor de uso de um activo, os fluxos de caixa futuros estimados são descontados utilizando
uma taxa de desconto antes de impostos que reflecte as avaliações correntes de mercado do valor temporal do
dinheiro e os riscos específicos do activo em questão.
A quantia recuperável dos activos que por si só não geram fluxos de caixa independentes é determinada em
conjunto com a unidade geradora de caixa onde os mesmos se encontram inseridos.
Reversão de perdas por imparidade
Uma perda por imparidade reconhecida relativa a Goodwill não é revertida.
As perdas por imparidade relativas a outros activos são revertidas sempre que existam alterações nas
estimativas usadas para a determinação da respectiva quantia recuperável. As perdas por imparidade são
revertidas até ao valor, líquido de depreciações ou amortizações, que o activo teria caso a perda por imparidade
não tivesse sido reconhecida.
2.13.2 Imparidade de activos financeiros
O Grupo analisa a cada data de balanço se existe evidência objectiva que um activo financeiro ou um grupo de
activos financeiros se encontra em imparidade.
A quantia recuperável de contas a receber corresponde ao valor actual dos futuros recebimentos esperados,
utilizando como factor de desconto a taxa de juro efectiva implícita na operação original.
Uma perda por imparidade reconhecida num valor a receber de médio e longo prazo só é revertida caso a
justificação para o aumento da respectiva quantia recuperável assente num acontecimento com ocorrência após
a data do reconhecimento da perda por imparidade.
Activos financeiros disponíveis para venda
No caso de activos financeiros classificados como disponíveis para venda, um declínio prolongado ou significativo
no justo valor do instrumento abaixo do seu custo é considerado como um indicador que os instrumentos se
encontram em imparidade. Se alguma evidência semelhante existir para activos financeiros classificados como
disponíveis para venda, a perda acumulada — mensurada como a diferença entre o custo de aquisição e o justo
valor actual, menos qualquer perda de imparidade do activo financeiro que já tenha sido reconhecida em
resultados — é removida de capitais próprios e reconhecida na demonstração de resultados. Perdas de
imparidade de instrumentos de capital reconhecidas em resultados não são revertidas através da demonstração
de resultados.
Clientes, devedores e outros activos financeiros
São registadas provisões para perdas por imparidade quando existem indicadores objectivos que o Grupo não irá
receber todos os montantes a que tinha direito de acordo com os termos originais dos contractos estabelecidos.
Na identificação de situações de imparidade são utilizados diversos indicadores, tais como:
J 1J
1
~
(i)
(ii)
(iii)
(iv)
Notas às demonstrações
31 de Dezembro
financeiras
de consolidadas
2011e2010
análise de incumprimento;
incumprimento há mais de 3 meses;
dificuldades financeiras do devedor;
probabilidade de falência do devedor.
A provisão para perdas de imparidade é determinada pela diferença entre o valor recuperável e o valor de
balanço do activo financeiro e é registada por contrapartida de resultados do exercício. O valor de balanço destes
activos é reduzido para o valor recuperável através da utilização de uma conta de provisões. Quando um
montante a receber de clientes e devedores é considerado irrecuperável é abatido por utilização da conta de
provisões para perdas de imparidade. As recuperações subsequentes de montantes que tenham sido abatidos
são registados em resultados.
Quando valores a receber de clientes ou a outros devedores que se encontrem vencidos, são objecto de
renegociação dos seus termos, deixam de ser considerados como vencidos e passam a ser tratados como novos
créditos.
2.14. Capital
A rubrica de capital refere-se ao valor nominal das acções ordinárias emitidas.
Os custos com emissão de novas acções são reconhecidos directamente nesta rubrica, líquidos do respectivo
imposto.
2.15. Dividendos
Os dividendos são reconhecidos como passivo quando declarados.
2.16. Empréstimos
Os empréstimos são reconhecidos inicialmente ao justo valor deduzidos de custos de transacção incorridos e
subsequentemente são mensurados ao custo amortizado. Qualquer diferença entre o valor de emissão (líquido
de custos de transacção incorridos) e o valor nominal é reconhecido em resultados durante o prazo dos
empréstimos de acordo com o método do juro efectivo.
2.17. Benefícios de empregados
Benefícios pós-emprego (Reforma)
Planos de benefícios definidos
Os planos de benefício definido são planos de pensões nos quais o Grupo garante a atribuição de um
determinado benefício aos empregados integrados no plano, no momento em que estes se reformarem.
A responsabilidade do Grupo com planos de benefícios definidos é estimada semestralmente, à data de fecho de
contas, para cada plano separadamente, por uma entidade especializada e independente.
O cálculo actuarial da responsabilidade assumida é efectuado utilizando o método de rendas imediatas,
atendendo ao facto de se tratarem de planos apenas para colaboradores já reformados. A taxa de desconto
aplicada corresponde à taxa de juro das obrigações de médio e longo prazo sem risco, para o prazo estimado de
vencimento da responsabilidade. A responsabilidade determinada é apresentada no balanço deduzida do valor
dos activos dos fundos constituídos.
O custo do serviço corrente, o custo dos juros, o retorno dos activos do plano e os ganhos ou perdas actuariais
são reconhecidos como custo ou proveito do exercício.
Outros Benefícios
Prémios de Antiguidade
O programa de prémios de antiguidade existente no Grupo engloba uma componente de contribuição definida e
outra de benefício definido.
A componente de contribuição definida consiste na atribuição de um seguro de vida e contribuição para um plano
de complemento de reforma aos colaboradores englobados neste programa, a partir de determinado número de
anos de serviço. Estes benefícios são atribuídos apenas quando os colaboradores atingem a antiguidade definida
no programa, pelo que os custos relacionados com esta componente são reconhecidos no exercício a que dizem
respeito.
A componente de benefício definido, consiste na atribuição de um prémio no ano em que os colaboradores
completam determinado número de anos de serviço. Nestes termos, as responsabilidades com esta componente,
são determinadas anualmente com base em cálculo actuarial, efectuado por uma entidade espeg~alizada e
independente.
1
J ~J
~
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Notas às demonstrações
3ldeDezembrode2Olle2OlO
financeiras consolidadas
São reconhecidos como custos do exercício a componente de custos com serviços correntes, o custo dos juros
assim como os ganhos ou perdas actuariais.
2.18. Provisões
São constituídas provisões no balanço sempre que o Grupo tem uma obrigação presente (legal ou implícita)
resultante de um acontecimento passado e sempre que é provável que uma diminuição, passível de estimativa
razoável, de recursos incorporando benefícios económicos será exigida para liquidar a obrigação.
Provisão para custos de reestruturação
São constituídas provisões para custos de reestruturação sempre que um plano formal tenha sido aprovado pelo
Grupo e este tenha sido iniciado ou anunciado publicamente.
Provisões para reestruturação incluem todas as responsabilidades a pagar com a implementação do referido
plano, nomeadamente pagamentos de indemnizações a colaboradores. Estas provisões não incluem quaisquer
perdas operacionais futuras estimadas ou ganhos estimados a obter na alienação de activos.
2.19. Fornecedores e outros credores
Os saldos de fornecedores e outros credores são responsabilidades com pagamento de mercadorias ou serviços
adquiridos pelo Grupo no curso normal das suas actividades. São registados inicialmente ao justo valor e
subsequentemente ao custo amortizado de acordo com o método do juro efectivo.
2.20. Proveitos
Vendas e prestações de serviços
Os proveitos decorrentes das vendas são reconhecidos na demonstração dos resultados quando os riscos e
vantagens significativos, inerentes à posse dos activos vendidos, são transferidos para o comprador. Os
proveitos associados com as prestações de serviços são reconhecidos em resultados com referência à fase de
acabamento da transacção à data de balanço. Os proveitos relativos a descontos comerciais obtidos nas compras
de mercadorias são reconhecidos à medida que as mesmas são vendidas.
Subsídios
Os subsídios do Estado só são reconhecidos após existir segurança de que o Grupo cumprirá as condições a eles
associadas e que os subsídios serão recebidos.
Os subsídios à exploração, recebidos com o objectivo de compensar o Grupo por custos incorridos, são
registados na demonstração dos resultados de forma sistemática durante os períodos em que são reconhecidos
os custos que aqueles subsídios visam compensar.
Os subsídios ao investimento recebidos com o objectivo de compensar o Grupo por investimentos efectuados em
activos fixos são reconhecidos em resultados durante a vida útil estimada do respectivo activo subsidiado.
Rendas
As rendas recebidas do arrendamento de propriedades de investimento são reconhecidas em resultados como
ganhos/perdas em outros investimentos no período a que dizem respeito.
Dividendos
Os dividendos são reconhecidos como proveitos quando declarados.
2.21. Custos
L.ocações operacionais
As locações em que uma parte significante dos riscos e benefícios de posse são retidos pelo locador são
classificados como locações operacionais. Os pagamentos efectuados ao abrigo destes contratos são
reconhecidos na demonstração dos resultados numa base linear ao longo do período de duração dos mesmos.
Custos financeiros líquidos
Os custos financeiros líquidos representam juros de empréstimos obtidos, juros de investimentos efectuados,
dividendos, ganhos e perdas cambiais, ganhos e perdas resultantes da alteração de valor de activos mensurados
pelo seu justo valor através de resultados e, custos e proveitos com operações de financiamento. Os custos
financeiros líquidos são reconhecidos em resultados numa base de acréscimo durante o período a que dizem
respeito.
Resultados Operacionais não Usuais
Os resultados operacionais não usuais (não recorrentes) que pela sua materialidade ou natureza possam
distorcer a performance financeira do Grupo, bem como a sua comparabilidade, são apresentados em linha
separada da Demonstração Consolidadas dos Resultados por Funções. Estes resultados são excluídos dos
indicadores de performance operacional adoptados pela Gestão.
f~V
~52
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1
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
3ldeDezembrode2Olle2OlO
_JJJ ~
2.22. Impostos sobre o Rendimento
O imposto sobre o rendimento inclui imposto corrente e diferido, O imposto sobre o rendimento é reconhecido na
demonstração dos resultados excepto quando se relaciona com ganhos ou perdas directamente relevados em
reservas, caso em que é também reconhecido directamente em reservas,
O imposto sobre o rendimento corrente é calculado de acordo com os critérios fiscais vigentes à data do balanço.
O imposto diferido é calculado, com base no método da responsabilidade de balanço, sobre as diferenças
temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a respectiva base de tributação. Não é
calculado imposto diferido sobre o Goodwill e as diferenças de reconhecimento inicial de um activo e passivo
quando não são afectados, nem o resultado contabilístico, nem o fiscal.
A base tributável dos activos e passivos é determinada por forma a reflectir as consequências de tributação
derivadas da forma pela qual a empresa espera, à data do balanço, recuperar ou liquidar a quantia escriturada
dos seus activos e passivos.
Para a determinação do imposto diferido é utilizada a taxa que deverá estar em vigor no exercício em que as
diferenças temporárias serão revertidas.
São reconhecidos impostos diferidos activos sempre que existe razoável segurança de que serão gerados lucros
futuros contra os quais os activos poderão ser utilizados. Os impostos diferidos activos são revistos anualmente e
desreconhecidos sempre que deixe de ser provável a sua recuperação.
2.23. Concentração de actividades empresariais
Ao registo de transacções de concentração que envolvam entidades que se encontram sob controlo do Grupo,
antes e após essa concentração se verificar, é aplicado o método do valor contabilístico, não havendo lugar ao
apuramento de impactos em resultados.
2.24. Principais estimativas e julgamentos utilizados na elaboração das demonstrações financeiras
Activos tangíveis, intangíveis e propriedades de investimento
A determinação do justo valor dos activos e de propriedades de investimento, assim como as vidas úteis dos
activos, é baseada em estimativas da gestão. A determinação da existência de perdas de imparidade destes
activos envolve também a utilização de estimativas. O valor recuperável e o justo valor destes activos é
normalmente determinado com recurso à utilização de modelos de fluxos de caixa descontados, que incorporam
pressupostos de mercado. A identificação de indicadores de imparidade, bem como a estimativa de fluxos de
caixa futuros e a determinação do justo valor de activos requerem julgamento significativo por parte da gestão
no que diz respeito à validação de indicadores de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto
aplicáveis, vidas úteis estimadas e valores residuais.
No entanto, caso os pressupostos de fluxos de caixa se reduzissem-se em 10%, face ao estimado, ou se fosse
considerada uma taxa de desconto superior em lOOp.b., de acordo com as projecções actuais das diferentes
áreas de negócio, ainda assim todo o Goodwill seria recuperável, não existindo qualquer risco de imparidade.
Justo valor de instrumentos financeiros
O justo valor de instrumentos financeiros
de avaliação e teorias financeiras. A
pressupostos, sendo que alguns deles
referidos pressupostos poderiam resultar
não cotados num mercado activo é determinado com base em métodos
utilização de metodologias de valorização requer a utilização de
requerem a utilização de estimativas. Desta forma, alterações nos
numa alteração do justo valor reportado.
Imparidade de investimentos em associadas
Em regra, o registo de imparidade num investimento de acordo com as IFRS é efectuado quando o valor de
balanço do investimento excede o valor actual dos fluxos de caixa futuros. O cálculo do valor actual dos fluxos de
caixa estimados e a decisão de considerar a imparidade permanente envolve julgamento e reside
substancialmente na análise da gestão em relação ao desenvolvimento futuro das suas associadas. Na
mensuração da imparidade são utilizados preços de mercado, se disponíveis, ou outros parâmetros de avaliação,
baseados na informação disponível das associadas. O Grupo considera a capacidade e a intenção de deter o
investimento por um período razoável de tempo que seja suficiente para uma previsão da recuperação do justo
valor até (ou acima) do valor de balanço, incluindo uma análise de factores como os resultados esperados da
associada, o enquadramento económico regional e o estado do sector.
Impostos diferidos
O reconhecimento de impostos diferidos pressupõe a existência de resultados e matéria colectável futura. Os
impostos diferidos activos e passivos foram determinados com base na legislação fiscal actualmente em vigor
para as empresas do Grupo, ou em legislação já publicada para aplicação futura. Alterações na legislação fiscal
podem influenciar o valor dos impostos diferidos.
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JjJ
~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembrode2Olle2OlO
Imparidade de clientes e devedores
A Gestão mantém uma provisão para perdas de imparidade de clientes e devedores, de forma a reflectir as
perdas estimadas resultantes da incapacidade dos clientes de efectuarem os pagamentos requeridos. Ao avaliar
a razoabilidade da provisão para as referidas perdas por imparidade, a Gestão baseia as suas estimativas numa
análise do tempo de incumprimento decorrido dos seus saldos de clientes, a sua experiência histórica de abates,
o histórico de crédito do cliente e mudanças nos termos de pagamento do cliente. Se as condições financeiras do
cliente se deteriorarem, as provisões para perdas de imparidade e os abates reais poderão ser superiores aos
esperados.
Pensões e outros benefícios a empregados
A determinação das responsabilidades por pagamento de pensões requer a utilização de pressupostos e
estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos activos do plano e outros
factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões.
Caso as taxas de desconto utilizadas fossem inferiores em 50p.b., as responsabilidades do Grupo relativas a
Benefícios dos empregados seriam superiores em m EUR 513, se ao invés as taxas consideradas fossem
superiores em 50p.b. o seu impacto seria inferior em m EUR 479.
Provisões
O Grupo exerce julgamento considerável na mensuração e reconhecimento de provisões e a sua exposição a
passivos contingentes relacionados com processos em contencioso. O julgamento é necessário de forma a aferir
a probabilidade que um contencioso tem de ser bem sucedido, ou suscitar o registo de um passivo. As provisões
são reconhecidas quando o Grupo espera que processos em curso irão originar a saída de fluxos, a perda seja
considerada provável e possa ser razoavelmente estimada. Devido às incertezas inerentes ao processo de
avaliação, as perdas reais poderão ser diferentes das originalmente estimadas na provisão. Estas estimativas
estão sujeitas a alterações à medida que nova informação fica disponível, principalmente com o apoio de
especialistas internos, se disponíveis, ou através do apoio de consultores externos, como actuários ou
consultores legais. Revisões às estimativas destas perdas de processos em curso podem afectar
significativamente os resultados futuros.
2.25. Justo valor de instrumentos financeiros
Na determinação do justo valor de um activo ou passivo financeiro, se existir um mercado activo, o preço de
mercado é aplicado. Um mercado é considerado activo se existirem preços cotados fácil e regularmente
disponíveis através de trocas, corretagem ou agências reguladoras, e que esses preços representam transacções
actuais e regulares ocorridas em mercado em livre concorrência. No caso de não existir um mercado activo, o
que é o caso para alguns dos activos e passivos financeiros, são utilizadas técnicas de valorização geralmente
aceites no mercado, baseadas em pressupostos de mercado.
O Grupo aplica técnicas de valorização para instrumentos financeiros não cotados, tais como, derivados,
instrumentos financeiros ao justo valor através de resultados e activos disponíveis para venda. Os modelos de
valorização que são utilizados mais frequentemente são modelos de fluxos de caixa descontados e modelos de
opções, que incorporam por exemplo curvas de taxa de juro e volatilidade de mercado.
Caixa e equivalentes de caixa e devedores e acréscimos
Estes instrumentos financeiros são compostos maioritariamente por activos financeiros de curto prazo e por essa
razão o seu valor de balanço à data de reporte é considerado ser aproximado ao justo valor.
Activos financeiros disponíveis para venda
Os activos financeiros cotados encontram-se reflectidos no balanço ao seu justo valor. Os restantes activos
financeiros disponíveis para venda estão mensurados ao custo deduzidos de imparidade uma vez que não é
possível determinar o justo valor com fiabilidade (nota 14).
Empréstimos obtidos
O justo valor dos empréstimos é obtido através do valor descontado de todos os fluxos de caixa esperados a
serem pagos. Os fluxos de caixa esperados são descontados a taxas de juro actuais de mercado. A data de
reporte, o seu valor de balanço é aproximadamente o seu justo valor.
Credores e acréscimos
Estes instrumentos financeiros são compostos maioritariamente por passivos financeiros de curto prazo e por
essa razão o seu valor de balanço à data de reporte é considerado ser aproximado ao justo valor.
Hierarquia de justo valor
A tabela seguinte apresenta os activos e passivos financeiros do Grupo mensurados ao justo valor a 31 de
Dezembro, de acordo com os seguintes níveis de hierarquia de justo valDr previstos na IFRS 7:
o
Ji~iJR
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Nível 1: O justo valor de instrumentos financeiros é baseado em cotações de mercados líquidos activos à
data de referência do balanço. Neste nível incluem-se essencialmente instrumentos de capital, dívida (por
exemplo NYSE Euronext) e futuros cotados em mercados activos;
Nível 2: O justo valor de instrumentos financeiros não é determinado com base em cotações de mercado
activo, mas sim com recurso a modelos de avaliação. Os principais inputs dos modelos utilizados são
observáveis no mercado. Neste nível incluem-se essencialmente os derivados over-the-co untar contratados
pelo Grupo;
Nível 3: O justo valor de instrumentos financeiros não é determinado com base em cotações de mercado
activo, mas sim com recurso a modelos de avaliação, cujos principais inputs não são observáveis no
mercado.
2011
Passivos mensurados ao Justo Valor
Passivos Financeiros de Negociação
Derivados
Derivados de Cobertura
Total de Passivos
Nível 1
324
9.437
2010
Nível 3
-
324
9.437
-
9.761
-
9.761
Passivos mensurados ao Justo Valor
Passivos Financeiros de Negociação
Derivados
Derivados de Cobertura
Total de Passivos
Nível 2
Nível 1
Nível 2
Nível 3
448
19.665
-
448
19.665
20.113
-
20.113
-
2.26. Instrumentos financeiros por categoria
Negociaç8o
Derivados
designados
como
instrumentos
de cobertura
Activos fin.
detidos
p/negociaçâo
Empréstimos
e contas a
receber
Activos Em.
disponíveis
p/venda
Outros
passivos
financeiros
Total
activos
e passivos
financeiros
2011
ACTIVOS
Caixa e equivalentes de caixa
90.443
Investimentos financeiros detidos para venda
90.443
5.156
Devedores e custos diferidos
5.156
73.303
TOTAL ACTIVOS FINANCEIROS
163.746
73.303
5.156
-
168.902
419.923
419.923
681.263
681.263
1.101.186
1.110.947
PASSI VOS
Empréstimos Obtidos
Instrumentos financeiros derivados
324
9.437
9.761
credores e acréscimos de custos
TOTAL PASSI VOS FINANCEIROS
324
9.437
-
2010
ACTIVOS
Caixa e equivalentes de caixa
143.915
143.915
Investimentos financeiros detidos para venda
5.156
Devedores e custos diferidos
5,156
66.122
66.122
TOTAL ACTIVOS FINANCEIROS
-
210.037
215.193
5.156
PASSIVOS
Empréstimos Obtidos
Instrumentos financeiros derivados
448
Credores e acréscimos de custos
TOTAL PASSIVOS FINANCEIROS
448
508.200
508.200
676,017
676.017
1.184.217
1.204.330
19.665
19.665
20.113
~955
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J 1 J~j~
1
‘
3
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Notas às demonstrações
31 de Dezembro
financeiras
de consolidadas
2011 e 2010
Proveitos e custos suplementares
Ganhos suplementares
Descontos pronto pagamento obtidos
Descontos pronto pagamento concedidos
Comissões sobre meios de pagamento electrónicos
Outros custos e proveitos suplementares
2011
125.916
34.032
(2.999)
(16.590)
(704)
2010
114.894
32.472
(2.483)
(15.852)
(461)
139.655
128.570
Os ganhos suplementares respeitam a ganhos obtidos pelo Grupo com a distribuição de produtos de consumo,
nomeadamente alugueres de espaço, participações em aniversários, aluguer de topos, entre outros.
4
Custos de distribuição e administrativos
Fornecimentos e serviços externos
Publicidade
Rendas e alugueres
Custos com pessoal
Amortizações e ganhos/perdas com activos tangíveis e
ntangiveis
Custos de transporte
Outros ganhos e perdas operacionais
5
2011
182.227
25.482
60.424
345.897
95.924
2010
169.738
31,285
57.058
328.115
90.015
45.782
(7.373)
40.446
(1.527)
748.363
715.130
2011
275.812
56.789
1.259
12.656
2010
262.762
54.298
2.095
10.455
346.516
329.610
Custos com o pessoal
Ordenados e salários
Segurança social
Benefícios de empregados (nota 23)
Outros custos com pessoal
Os outros custos com pessoal englobam, nomeadamente, seguros de acidentes de trabalho, acção social,
formação e indemnizações.
Do total de custos com pessoal, m EUR 6.591 correspondem aos custos com pessoal relativos a empresas
controladas conjuntamente consolidadas através do método proporcional, cujo custo integral foi de m EUR
13.181.
A diferença para o total de custos de pessoal apresentados na nota 4, no montante de m EUR 619, respeita aos
custos afectos à actividade de produção, os quais foram imputados ao custo dos produtos vendidos m EUR 981
(2010: m EUR 937) e a resultados operacionais não usuais relativos ao impacto com a actualização de
pressupostos actuariais no montante de m EUR 362 positivos (2010: m EUR 558 negativos).
O número médio de empregados do Grupo ao longo do ano foi de 25.933 (2010: 25.228), dos quais 984 (2010:
920) correspondem ao pessoal de empresas controladas conjuntamente consolidadas através do método
proporcional.
O número de empregados no final do ano de 2011 era de 25.798 (2010: 26.220), dos quais 999 (2010: 956)
correspondem ao pessoal empresas controladas conjuntamente consolidadas através do método proporcional.
~56~
J~iJR
6
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Custos financeiros líquidos
Juros suportados
Juros obtidos
Dividendos
Diferenças de câmbio
Outros custos e proveitos financeiros
Justo valor de investimentos financeiros detidos para
negociação:
Instrumentos derivados
2011
(19.327)
1,753
2010
(20.660)
1.266
11
9
157
139
(3.164)
(4.771)
(9)
(20.581)
(146)
(24.161)
Estão incluídos em juros suportados os juros relativos aos empréstimos mensurados ao custo amortizado, bem
como, o custo líquido suportado com o empréstimo obrigacionista Private Placement e o respectivo instrumento
de cobertura associado (nota 13).
Os outros custos financeiros incluem, entre outros, imposto de selo por abertura de crédito e encargos de
emissão de dívida de médio e longo prazo diferidos pelo prazo do empréstimo.
7
Instrumentos financeiros
Justo valor dos instrumentos financeiros
Valor registado em resultados (liquido de impostos):
2011
Derivados de Negociação
Swaps de taxa de câmbio
Swaps de taxa de juro
Imposto reconhecido na demonstração dos resultados
Valor registado em resultados
-
(9)
(9)
2
(7)
2010
(130)
(16)
(146)
39
(107)
A alteração do justo valor dos instrumentos derivados designados como cobertura de justo valor (nota 13) no
montante de m EUR 7.339 (2010: m EUR 8.747), incorpora a liquidação do derivado designado como de
cobertura do empréstimo de 84 milhões de USD (2010: m EUR 6776) e uma variação de justo valor de m EUR
563 do derivado designado como de cobertura do empréstimo de 96 milhões de USD, que foi compensada pela
variação do empréstimo coberto. Ver nota 22.2.
8
Imposto reconhecido na demonstração dos resultados
8.1
Imposto corrente
Imposto corrente
Imposto corrente do exercício
Excesso/(insuficiência) de exercícios anteriores
Imposto diferido (nota 16.1)
Diferenças temporárias originadas e revertidas no exercício
Outros ganhos! perdas relativos a impostos
Impacto da revisão de estimativas relativas a contencioso fiscal
Total de imposto sobre o rendimento do exercício
2011
2010
(12.229)
(11)
(12.240)
(13.577)
25
(13.552)
(3.857)
(3.857)
2.223
2.223
(8.381)
(8.381)
(24.478)
(11.329)
Em resultado de desenvolvimentos recentes relativos aos processos de contencioso fiscal descritos na nota 29, o
Grupo procedeu a uma revisão das probabilidades de sucesso dos mesmos, sendo que o efeito líquido entre os
JàJR
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
ganhos obtidos e as perdas potenciais dai resultantes, encontra-se destacado na rúbrica de Outros
Ganhos/perdas relativos a impostos.
8.2
Reconciliação da taxa efectiva de imposto
2011
49.234
Resultados antes dçj~pç~to
Imposto calculado à taxa de imposto aplicável em
Portugal
Efeito fiscal gerado por:
Diferença de taxa de imposto aplicável noutros países
Resultados não tributados ou não recuperáveis
Custos não dedutíveis e benefícios fiscais
Excesso/(Insuficiências) estimativa do ano anterior
Resultados sujeitos a tributação autónoma e outras
formas de tributação
Imposto do exercício
9
26,50%
2010
45.391
(13.047) 26,5%
2,8°h
(27,1)%
1.357
(13.362)
0,0%
4,2%
0,0%
2.058
(11)
l,6%
0,1%
1.268
(2)
725
25
(3,0%)
(1.473)
(2,9%)
(1.316)
(24.478) 25,0%
(11.329)
49,7%
2,8°h
(12.029)
Resultados operacionais não usuais e perdas em outros investimentos
9.1. Resultados operacionais não usuais
2011
Perdas com alienação de negócios
tmparidade de activos
Indemnizações relativas a rescisão de contratos de arrendamento
Custos com planos de reestruturação
Perdas re ativas à catástrofe natural ocorrida na Madeira
Impacto das alterações de pressupostos actuariais
Outros
(1.713)
(4.907)
2010
(1.114)
(2.090)
(2.346)
362
736
(1.170)
(558)
38
(7.868)
(4.894)
-
9.2. Perdas em outros investimentos
Alterações de justo valor de propriedades de investimento
Perdas com processos de alienação de mv. financeiros disponíveis para venda
2011
2010
(1.801)
(4.993)
(149)
(1.801)
(5.142)
58
1
1
10
~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Activos fixos tangíveis
10.1 Movimentos ocorridos no exercício
2011
Custo
Saldo inicial
Aumentos
Reavaliações
Alienações
Transferências e abates
Transferências de/para prop. de investimento
Saldo final
Amo rtiz~ções e ~
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências e abates
Transferências de/para prop. de investimento
Perdas por imparidade
Saldo final
~jíuid~
Em 1 de Janeiro de 2011
Em 31 de Dezembro de 2011
2010
Terrenos e
Edifícios e
Equipamento
Equipamento
Activos fixos
recursos
naturais
outras
construções
básico e
ferramentas
transporte
outros e
tangíveis
curso eem
adiantamentos
280.028
2.901
746
(1.337)
(201)
(786)
281.351
825.416
51.627
644.152
40.822
74.662
3.063
21.827
7.678
-
-
-
-
(4.061)
4.672
(1.624)
876.030
(6.463)
(630)
(315)
292
(7.646)
-
-
-
77.702
21.859
431.185
48.487
(6.055)
(1.735)
61.453
4.621
(291)
(5)
-
213
472.095
65.778
280.028
281.351
605.950
617.568
212.967
205.786
13.209
11.924
-
-
677.881
219.466
40.139
(17)
(1.779)
(847)
1.500
258.462
-
Total
-
-
-
-
-
21.827
21.859
Terrenos e
Edifícios e
Equipamento
Equipamento
Activos fixos
recursos
naturais
outras
construções
básico e
ferramentas
transporte
outros e
tangíveis
curso eem
adiantamentos
Custo
Saldo inicial
Aumentos
Reavaliações
Alienações
Transferências e abates
Aquisições e reestruturação de negócios
Transferências de/para prop. de investimento
Saldo final
iz~ç~~e perdas por imparidade
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências e abates
Aquisições e reestruturação de negócios
Transferências de/para prop. de investimento
~~j~final_
280.028
Em 1 de Janeiro de 2010
Em 31 de Dezembro de 2010
286.756
3.521
(5.585)
(5.224)
284
3.220
(2.944)
817.239
50.075
595.429
61.393
24.248
3.219
-
-
-
-
(13.572)
843
59
(1.520)
(177)
-
644.152
74.662
399.810
45.753
(12.041)
(2.349)
12
57.858
5.225
(1.423)
(207)
712.104
93.247
(6.363)
(3.519)
(847)
1.713
796.335
1.133.981
1.138.488
Total
73.740
2.619
(49.890)
(622)
5.752
2,862
825.416
1.846.085
106.091
746
(12.176)
(3.513)
(2.410)
1.934.823
-
(5.734)
2
92
21.827
1.797.412
120.827
(5.585)
(70.206)
(5.406)
9.033
10
1.846.085
-
-
-
-
194.360
37.287
(12.215)
(768)
271
531
219.466
431.185
61.453
-
652.028
88.265
(25.679)
(3.324)
283
531
712.104
286.756
280.028
622.879
605.950
195.619
212.967
15.882
13.209
24.248
21.827
1.145.384
1.133.981
-
-
As perdas por imparidade dizem respeito a investimentos relativos a projectos de expansão em Portugal
descontinuados como reflexo da integração da cadeia de lojas da Plus.
As imparidades referidas são relativas a perdas permanentes não susceptíveis de recuperação, pelo que uma
análise de sensibilidade não conduziria a conclusões adicionais.
e
~59
~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011e2010
‘~‘
,,..JjJ
~
10.2 Equipamento em regime de locação financeira
O Grupo detém diverso equipamento sob o regime de locação financeira. Os pagamentos de locação financeira
não incluem qualquer valor referente a rendas contingentes. As responsabilidades ainda não liquidadas relativas
a contratos de locação financeira são referidas na nota 22.4. O valor dos bens em locação financeira é o
seguinte:
Terrenos e recursos naturais
Activos fixos tangíveis
Edifícios e outras construções
Activos fixos tangíveis
Amortiz~ção acumulada
Equipamento básico
Activos fixos tangíveis
Amortização acumulada
Equipamento informático e administrativo e ferramentas e utensílios
Activos fixos tangíveis
Amortização acumulada
2011
2010
34
34
34
34
32.354
(12.989J
19.365
32.127
115.590
~
54.758
115.980
18.847
18.869
(1~~~)
2.421
(~~7)
1.650
Equipamento de transporte
Activos fixos tangíveis
Amortização acumulada
Total
22.258
68.464
2.618
(2.277)
341
Cl .987)
2,618
76.148
93.808
631
10.3 Garantias
Não foram dados quaisquer activos tangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras.
10.4 Reavaliações
O Grupo regista os terrenos afectos à actividade operacional ao valor de mercado, apurado por entidades
especialistas e independentes.
Dado o elevado número de localizações integrantes desta classe de activos, o Grupo efectua avaliações rotativas
sobre todos estes activos pelo menos num intervalo de tempo não superior a cinco anos. No quarto trimestre de
2011 foram efectuadas novas avaliações, sobre activos adquiridos há mais de três anos que ainda não tinham
sido objecto de avaliação, sobre activos com indicação de alterações significativas no seu valor de mercado e
sobre activos que haviam sido avaliados há mais de três anos. Estas avaliações originaram um aumento do valor
de terrenos de m EUR 746 (nota 20.1).
O quadro abaixo apresenta o valor global das avaliações realizadas no exercício, assim como o valor pelo qual os
activos se encontravam registados nas contas do Grupo e ainda o seu valor ao custo de aquisição.
Valor
Avaliações
119.525
Valor
Contabilístico
reavaliado
108.794
Valor de
Custo
108.565
Ajustamento de
reavaliação do
exercício
746
Os valores de reavaliação constantes dos activos fixos tangíveis são de m EUR 105.178 (m EUR 104.866 em
2010), reflectida no capital próprio da seguinte forma:
Reavaliação de terrenos
Impostos diferidos
Interesses que não controlam
Reavaliação líquida (nota 20.1)
2011
2010
105.178
(22.180)
(18)
104.866
(22.383)
(15)
82.980
82.468
Se aos activos terrenos, valorizados por m EUR 281.351 (m EUR 280.028 em 2010) conforme nota 10.1, tivesse
sido aplicado o modelo do custo, o seu valor líquido contabilístico seria de m EUR 176.173 (m EUR 175.162 m
2010).
IJ
..—J
11
flotas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
~
Activos intangíveis
11.1 Movimentos ocorridos no exercício
Software e
Despesas prop. Ind.
de I&D
out. direitos
2011
Goodwil
Custo
Saldo inicial
Aumentos
Transferências e abates
Saldo final
Amortizações e perdas por imparidade
Saldo inicial
271.505
2010
Trespasses
Total
4.890
515
(101)
5.304
28.587
271.505
4.033
222
427
4.682
-
1.768
1.833
-
967
599
17.454
1.494
-
(345)
2.390
(101)
2.331
18.948
-
23.669
271.505
271.505
2.265
2.292
3.057
2.973
11.133
9.639
1.129
553
289.089
286.962
-
Aumentos
Transferências e abates
Saldo final
Valor líquido
em 1 de Janeiro de 2011
em 31 de Dezembro de 2011
Activos
intangíveis
em curso
-
-
28.587
1.129
196
(772)
553
310.144
933
(446)
310.631
-
21.055
-
Despesas
de I&D
Software e
prop. Ind.
out. direitos
269.508
4.040
5.023
-
679
-
(686)
75
(7)
(201)
-
-
-
-
4.033
4.890
28.587
1.129
-
3.381
629
16.768
686
-
-
-~~)
1.500
537
(3)
_J201)
-
1.768
269.508
271.505
659
2.265
Goodw,II
3.060
(446)
-
Activos
intangiveis
em curso
Trespasses
Total
Custo
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências e abates
Aquisições e reestruturação de negócios
Saldo final
Amortizações e perdas por imparidade
Saldo inicial
Aumentos
Alienações
Transferências e abates
Saldo final
Valor líquido
em 1 de Janeiro de 2010
em 31 de Dezembro de 2010
-
1.997
271.505
-
28.587
2.252
309.410
-
440
1.194
(7)
(2.450)
1.997
310.144
-
(1.563)
21.649
1.852
-
(3)
-
-
-
-
1.833
17.454
-
(~)
21.055
3.523
3.057
11.819
11.133
2.252
1.129
287.761
289.089
11.2 Garantias
Não foram dados quaisquer activos intangíveis em garantia de cumprimento de obrigações bancárias ou outras.
11.3 Activos intangíveis em curso
Estão considerados em activos intangíveis em curso valores referentes à implementação de projectos de
simplificação de processos.
11.4 Testes de imparidade do GoodwiII
Em 2011 foram efectuadas avaliações de acordo com o método de Discounted Cash FIow (DCF), que sustentam a
recuperabilidade do valor de Goodwill.
Os valores das avaliações são suportados pelas performances passadas e pelas expectativas do desenvolvimento
do mercado, tendo sido elaboradas projecções, a cinco anos, de cash-flows futuros para cada um dos negócios,
baseados em planos de médio/longo prazo aprovados pelo Conselho de Administração.
1
Essas estimativas foram elaboradas considerando uma taxa de desconto entre 9,2% e 9,4% e uma taxa de
crescimento na perpetuidade de 0,5% para o negócio.
61
(V~
1 iJJ~
~ 1~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
~.J
12
Propriedades de investimento
2011
51.364
Saldo inicial
Aquisições e reestruturação de negócios
Alienações
Transferências
Variações de justo valor
Saldo final
-
1.613
(1.856)
51.121
2010
58.641
1.484
(64)
521
(9.218)
51.364
As propriedades de investimento referem-se a terrenos inicialmente adquiridos para uso nas operações do
Grupo, e outros que foram efectivamente utilizados nessas operações durante um certo período de tempo, mas
que se tornaram redundantes por não ser possível neles construir unidades geradoras de caixa, ou por se
tornarem desnecessários para as operações devido a reestruturações das mesmas.
Encontram-se ainda nesta categoria terrenos adquiridos recentemente cujo destino ainda não foi definido, sendo
que nestes termos se encontram para valorização.
Estão considerados como activos não correntes todos os activos para os quais não é expectável a sua alienação
no período inferior a 12 meses.
13
Instrumentos financeiros derivados
2011
Notional
2010
Activo
Passivo
Não
Não
Corrente Corrente Corrente Corrente
Notional
Activo
Passivo
Não
Não
Corrente Corrente Corrente Corrente
Derivados de Negociação
10 milhões
8UR
swap taxa de juro
-
324 10 milhões
tuR
-
-
-
-
448
-
-
6.776
1.243
470
11.176
-
-
-
448
Derivados designados como
cobertura de justo valor
96 mi 1h oes
cobertura do emprestimo
em USD
-
-
-
2.903
~
180 USD
milhões
Derivados designados como
cobertura de fluxos de caixa
swap taxa de juro
315,4 milhões
-
Total de derivados de negociação
-
5.854 milh~e~UR
324
Total de derivados designados como
cobertura
-
-
2.903
6.534
-
-
7.246
12.419
Total de derivados activos/passivos
-
-
2.903
6.858
-
-~
7.246
12.867
Em Dezembro de 2011 estão incluídos nos valores apresentados os juros a receber ou a pagar vencidos até à
data relativos a estes instrumentos financeiros no montante líquido a pagar de m EUR 876.
Instrumentos financeiros derivados de negociação
Swaps de taxa de Juro
O Grupo tinha contratado a 31 de Dezembro de 2011 instrumentos financeiros derivados classificados como de
negociação com um notional m EUR 10.000 (2010: m EUR 10.000). O justo valor destes instrumentos em 31 de
Dezembro de 2011 era de m EUR 324 negativos (2010: m EUR 448 negativos).
Cobertura de justo valor
Swaps de taxa de câmbio
O Grupo procede à cobertura total da exposição ao risco do justo valor dos empréstimos em USD no valor total
de m USD 180.000, através de dois cross currency swaps com as mesmas características da dívida emitida (uma
parte a 7 anos, outra a 10 anos). O objectivo desta cobertura é transformar a emissão de taxa fixa em taxa
variável e cobrir a sua exposição ao USD, passando a reflectir desta forma as alterações de justo valor da dívida
emitida. O risco de crédito não se encontra coberto. Um dos cross currency swaps, relativo à emissão a 7 anos,
no valor de m USD 84.000, venceu-se em Junho de 2011, pelo que a 31 de Dezembro de 2011 permanecia
apenas o cross currency swap, no valor de m USD 96.000, relativo à emissão a 10 anos. O justo valor do cross
currency swap a 31 de Dezembro de 2011 era de m EUR 680 negativos (2010: m EUR 8.019 negativos).
J
~ ‘
1~
Notas às demonstrações
31 de Dezembro
financeiras
de consolidadas
2011 e 2010
Cobertura de fluxos de caixa
Swaps de taxa de Juro
O Grupo procede à contratação de swaps de taxa de juro para cobrir o risco de taxa de juro inerente aos
pagamentos futuros de empréstimos. A 31 de Dezembro de 2011, o montante total de empréstimos com
coberturas associadas era de m EUR 385.537 (2010: m EUR 456.007).
O Grupo procede à fixação de uma parte dos pagamentos futuros de juros de empréstimos, através da
contratação de swaps de taxa de juro. O risco coberto é o indexante da taxa variável associada aos
empréstimos. O objectivo desta cobertura é transformar os empréstimos de taxa de juro variável em taxa de
juro fixa, O risco de crédito não se encontra coberto.
Os swaps de taxa de juro apresentam um notional de m EUR 315.375 (2010: m EUR 368.250), sendo que o
justo valor destes instrumentos em 31 de Dezembro de 2011 era de m EUR 8.757 negativos (2010: m EUR
11.646 negativos).
14
Activos financeiros disponíveis para venda
Não Correntes
Adiantamentos por conta de investimentos financeiros
Outros
2011
4.988
168
5.156
2010
4.988
168
5.156
Os activos financeiros disponíveis para venda incluem instrumentos de capital não cotados cujo justo valor não
pode ser mensurado com fiabilidade e, como tal, estão reconhecidos ao custo no montante de m EUR 5.156 em
31 de Dezembro de 2011 (2010: m EUR 5.156). A data de preparação das demonstrações financeiras o Grupo
não pretende alienar qualquer um dos investimentos.
Os principais investimentos financeiros mensurados ao custo estão expostos na tabela em baixo:
Participação na Uniarme
Participação na AMS
Outras participações
2011
100
63
5
168
2010
100
63
5
168
Não existindo preços de mercado disponíveis para os investimentos mencionados e não sendo possível
determinar o justo valor no período recorrendo a transacções comparáveis, o Grupo não mensurou os
instrumentos através de fluxos de caixa esperados descontados uma vez que estes não podem ser determinados
com fiabilidade.
15
Existências
Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
Mercadorias
Ajustamento para o valor de realização (nota 24)
Existências líquidas
2011
2010
136
140.423
140.559
(2.975)
137.584
155
142.577
142.732
(2.567)
140.165
Não foram consignadas existências como garantia no cumprimento de obrigações contratuais.
~63
J~JR
16
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Impostos
16.1 Impostos diferidos activos e passivos
Movimentos nas contas de impostos diferidos:
Saldo inicial
Reavaliações e reservas (nota 20.1)
Resultado do exercício (nota 8.1)
Saldo final
2011
2010
(12.940)
(560)
(3.857)
(17.357)
(16.133)
970
2.223
(12.940)
Os impostos diferidos são apresentados no balanço da seguinte forma:
2011
11.096
(28.453)
(17.357)
Impostos diferidos activos
Impostos diferidos passivos
2010
10.412
(23.352)
(12.940)
Movimentos nos impostos diferidos ocorridos no exercício
Efeito
Saldo
inicial
Impostos diferidos passivos
Reavaliações de activos fixos e propriedades de investimento
Diferenças de taxa de amortização
Outros proveitos diferidos para efeitos fiscais
Outras diferenças temporárias
Impostos diferidos activos
Provisões além dos limites legais
Prejuízos a recuperar
Provisões para existências
Pensões
Reavaliações de activos fixos e propriedades de investimento
Diferenças de taxas de amortização
Custos com operações de cobertura
Outras dif~ç~~,porárias
Variação líquida de imposto diferido
Efeito no
capital
,~p~prio
em
resultados
23.061
277
Saldo
fin ai
14
23.352’
218
(7)
4.978
8
5.197
(96)
23.183
270
4.978
22
28.453
2825
442
-
3.267
-
-
-
-
675
533
2.216
701
2.880
582
10.412
(12.940)
108
42
834
(50)
(34)
(2)
1.340
(3.857)
-
(96)
-
783
575
3.050
651
(656)
2.190
580
(656)
11.096
(560) (17.357)
-
16.2 Impostos a recuperar e a pagar
Impostos a recuperar
IRC a receber
IVA a recuperar
Outros
2011
2010
515
2.020
43
2.578
590
2704
43
3.337
666
17.306
1.879
6.146
2.759
28.756
5.920
14.320
1.858
6.350
3.141
31.589
Impostos a pagar
IRC a pagar
IVA a pagar
IRS retido
Segurança social
Outros impostos
Q;J;
~
64~
.J
17
~
j~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
iJ~J~’~
Devedores e acréscimos
Não correntes
Outros devedores
Custos diferidos
Correntes
Clientes comerciais
Fornecedores
Pessoal
Outros devedores
Acréscimos de proveitos
Custos diferidos
2011
2010
72.987
652
73.639
58.609
1.234
59.843
56.827
637
700
11.369
3.770
5.451
78.754
46.834
601
698
11.594
6.395
4.683
70.805
Do total da rubrica de outros devedores não correntes, m EUR 72.987 respeitam a liquidações adicionais de
imposto bem como adiantamentos por conta de imposto, cujo reembolso foi já solicitado (nota 29).
Os acréscimos de proveitos correspondem essencialmente ao reconhecimento de proveitos suplementares
contratados com fornecedores, no montante de m EUR 3.730.
A rubrica de custos diferidos é composta por m EUR 3.092 de rendas pagas antecipadamente, m EUR 956 de
custos com emissão de obrigações e juros antecipados, m EUR 1.452 de custos com seguros e m EUR 603 de
outros custos imputáveis a exercícios futuros cujo pagamento foi efectuado ainda no exercício de 2011, ou que,
não tendo sido pagos, já foram debitados pelas entidades competentes.
O montante de devedores encontra-se registado pelo seu valor recuperável, ou seja, o Grupo constitui provisões
para perdas por imparidade sempre que existam indicações de incobrabilidade (nota 24).
Devedores correntes com valores vencidos há menos de 3 meses não são considerados em imparidade. A análise
de antiguidade de saldos devedores que já se encontram vencidos é a seguinte:
Saldos devedores não considerados em imparidade
Vencidos há menos de 3 meses
Vencidos há mais de 3 meses
Saldos devedores considerados em imparidade
Vencidos há menos de 3 meses
Vencidos há mais de 3 meses
2011
2010
5.569
11.468
17.037
6.851
11.374
18.225
5.787
1.179
6.966
644
5.952
6.596
Dos valores vencidos a receber sem imparidade acima mencionados, m EUR 900 encontram-se cobertos por
garantias.
18
Caixa e equivalentes de caixa
Depósitos à ordem
Aplicações de tesouraria
Caixa e equivalentes de caixa
2011
2010
55.936
32.917
1.590
16.611
125.655
1.649
As aplicações de tesouraria correspondem a depósitos de curto prazo e a outros títulos negociáveis para os quais
existem provisões para o montante realizável (nota 24).
~65
1 jJJ~
‘ 1~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
_J
19
Caixa gerada pelas operações
Resultado líquido
Ajustamentos para:
Interesses que não controlam
Impostos
Amortizações e Depreciações
Provisões e outros custos e proveitos operacionais
Custos financeiros líquidos
Ganhos/perdas em outros investimentos
Ganhos/perdas em activos fixos tangíveis e intangíveis
Variações de working capital:
Existências
Devedores e acréscimos e diferimentos
Credores e acréscimos e diferimentos
20
2011
24.630
2010
33.978
126
24.478
96.329
2.798
20.581
1.801
721
84
11.329
90.117
7.597
24.161
5.142
3.307
171.464
175.715
2.174
(9.518)
23.550
187.670
(4.767)
1.265
54.168
226.381
Capital e reservas
20.1 Reservas de reavaliação e outras reservas
Balanço em 1 de Janeiro de 2010
Reservas de
Reavaliação de
Terrenos
89.313
Cobertura de
fluxo de caixa
Total
83.324
Alienação de imóveis reavaliados:
- Valor bruto
- Imposto diferido
Reavaliações:
- Valor bruto
- Imposto diferido
- Interesses que não controlam
Actualização dos instrumentos financeiros ao justo valor:
- Valor bruto
- Imposto diferido
Alteração de interesses que não controlam
(1.542)
(78)
(1.542)
(78)
(5.585)
368
1
(5.585)
368
1
(9)
(2.273)
602
(9)
Balanço em 31 de Dezembro de 2010
82.468
74.808
(434)
107
(434)
107
746
96
746
96
Terrenos transferidos para propriedades de investimento:
- Valor bruto
- Imposto diferido
Reavaliações:
- Valor bruto
- Imposto diferido
Actualização dos instrumentos financeiros ao justo valor:
- Valor bruto
- Imposto diferido
Alteração de interesses que não controlam
Balanço em 31 de Dezembro de 2011
(2.273)
602
2.478
(656)
2.478
(656)
(3)
~j~.838)
77.142
(3)
82.980
Os valores mencionados em reservas de reavaliação e outras reservas são referentes à aplicação do justo valor
dos activos fixos e não são passíveis de distribuição na esfera das contas individuais que as originaram.
No relatório e contas individual da sociedade JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A., é dada devida
nota de todos os condicionalismos na utilização das reservas a distribuir e que compõem a situação patrimonial
1
L-.
da empresa, pelo que recomendamos a leitura expressa dessa informação.
66~
~ 1~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
•_) iJJ~
20.2 Capital social e prémio de emissão
O capital social autorizado é composto por 66.000.000 acções ordinárias (2010: 66.000.000). Todas as acções
têm um valor nominal de Euro 5 (cinco Euros).
20.3 Dividendos
Em 2011 não foram distribuídos dividendos aos accionistas de JMR.
21
Resultado por acção
21.1 Resultado básico e diluído por acção
O cálculo do resultado básico por acção baseia-se no lucro líquido, atribuível aos accionistas detentores de
acções ordinárias, no montante de m EUR 24.630 (2010: lucro de m EUR 33.978) e no número médio ponderado
de acções ordinárias pendentes no período de 66.000.000 (2010: 66.000.000). Na medida em que não existem
títulos diluidores das acções da JMR, o resultado diluído por acção é igual ao resultado básico por acção.
21.2 Número médio ponderado de acções ordinárias
2011
66.000.000
0,3732
Número médio ponderado de acções ordinárias
Resultado básico e diluído por acção — Euros
22
2010
66.000.000
0,5148
Empréstimos obtidos
Em 2011 foram renegociados alguns programas de papel comercial em termos de maturidade, montantes e
pricings.
22.1 Empréstimos correntes e não correntes
Empréstimos não correntes
Empréstimos por obrigações
Responsabilidades com locação financeira
Empréstimos correntes
Descobertos bancários
Empréstimos por Obrigações
Empresas participa ntes e participadas
Responsabilidades com locação financeira
2011
2010
184.798
10.783
195.581
384.228
24.271
408.499
12
200.000
10.812
13.518
224.342
63.643
12.654
23.404
99.701
-
22.2 Termos e prazo de reembolso dos empréstimos
Taxa
Empréstimos por obrigações
Empréstimos
Privateplacement
Actualização do justo valor
Empresas participantes e participadas
Descobertos bancários
Responsabilidades com locações financeiras
Total
Menos de 1 Entre 1 e
4,20%
305.000
200.000
4,41%
80.537
-
3,85%
2,19%
105.000
80.537
(739)
(739)
10.812
12
24.301
10.812
12
13.518
10.783
419.923
224.342
195.581
-
Mais de 5
-
O montante de m EUR 739 negativo, ajustado ao total de empréstimos por obrigações, diz respeito à
actualização do empréstimo obrigacionista de m USO 96.000, para o qual o Grupo contratou um instrumento de
cobertura, apresentado na nota 13.
1
e%
—1
1~
1
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
22.3 Empréstimos obrigacionistas
Obrigações não convertíveis
2011
384.798
2010
447.871
Os empréstimos obrigacionistas em curso no final de 2011 repartiam-se da seguinte forma:
‘
Em Junho de 2004, foi colocado pela JMR um Private Placement no mercado dos Estados Unidos no
valor total de 180 milhões de USD a taxa fixa. Estas Notes emitidas pela JMR são equiparadas a
Empréstimos Obrigacionistas ao abrigo da lei Portuguesa. O montante total foi repartido entre uma
emissão a 7 anos no montante de 84 milhões de USD e uma outra a 10 anos no valor de 96 milhões de
USD. Imediatamente após a contratação destes montantes foi efectuado um Cross Currency Swap
EUR/USD. Em Junho de 2011 foi reembolsada, pela JMR, a emissão a 7 anos do empréstimo
obrigacionista, colocado no mercado dos Estados Unidos (Private Placement) no montante de m USD
84.000. Nesta mesma data venceu-se o Cross Currency Swap EUR/USD associado;
•
Em Dezembro de 2007, foi emitido pela JMR um novo empréstimo obrigacionista no montante de m EUR
200.000 e com maturidade a 5 anos. A taxa de juro utilizada é variável e indexada à Euribor a 6 meses;
•
Em Abril de 2009 foi emitido pela JMR um novo empréstimo obrigacionista no montante de m EUR
105.000 e com maturidade de 50% a 4 anos e 50% a 5 anos. A taxa de juro utilizada é variável e
indexada à Euribor a 6 meses.
As datas de reembolso dos empréstimos obrigacionistas são as seguintes:
2012
2013
2014
Total
200.000
52.500
132.298
384.798
22.4 Responsabilidades com locação financeira
Pagamentos até 1 ano
Pagamentos entre 1 e 5 anos
Pagamento de juros futuros
Valor presente das responsabilidades
2011
14.144
11.142
25.286
(985)
24.301
2010
24.131
24.870
49.001
(1,326)
47.675
22.5 Dívida financeira
Tendo o Grupo contratado diversas operações de cobertura cambial e de taxa de juro, bem como efectuado
algumas aplicações financeiras de curto prazo, o montante líquido da dívida financeira consolidada à data do
balanço é o seguinte:
Empréstimos não correntes (nota 22.1)
Empréstimos correntes (nota 221)
Instrumentos Financeiros Derivados (nota 13)
Acréscimos e diferimentos de juros
Depósitos à ordem (nota 18)
Aplicações de tesouraria (nota 18)
23
2011
195.581
224.342
9.761
1.758
(55.936)
(32.917)
342.589
2010
.408.499
99.701
20.113
677
(16.611)
(125.655)
386.724
Benefícios dos empregados
Valores reflectidos em balanço na rubrica de benefícios concedidos a empregados:
Benefícios de reforma — Plano de benefício definido a cargo do Grupo
Prémios de antiguidade
Total
2011
2010
1.627
10.700
12.327
1.688
9.947
11.635
68
.__j
1
j~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
iJ_i~
Valores reflectidos na demonstração dos resultados na rubrica de custos com pessoal (nota 5):
Benefícios de reforma — Plano de benefício definido a cargo do Grupo
Prémios de antiguidade
Total
2011
2010
53
1.206
1.259
249
1.846
2.095
Apresenta-se, seguidamente, uma breve descrição dos planos em vigor e os impactos associados a cada um
deles:
Planos de benefício definido a cargo do Grupo
As responsabilidades decorrentes são asseguradas directamente pelo Grupo. Estes planos são avaliados
semestralmente por entidades independentes. De acordo com o cálculo actuarial reportado a 31 de Dezembro de
2011, as responsabilidades ascendem a m EUR 1.627 e encontram-se totalmente registadas na rúbrica de
benefícios concedidos e empregados.
Movimento ocorrido no exercício:
2011.
1.688
73
(20)
(114)
1.627
Saldo em 1 de Janeiro
Custos com Juros
(Ganhos)/perdas actuariais
Reformas pagas
Saldo em 31 de Dezembro
2010
1.557
80
169
(118)
1.688
Pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabilidades:
Tábua de mortalidade
Taxa de desconto
Taxa de crescimento das pensões
TV
—
2011
88/90
4,5%
2,5%
TV
—
2010
88/90
4,5%
2,5%
Outros benefícios a longo prazo concedidos a empregados
O Grupo tem em vigor um programa de incentivos baseado na atribuição de prémios de antiguidade.
Este programa consiste na atribuição de prémios monetários quando os colaboradores atingem 15 e 25 anos de
antiguidade.
Este plano está a cargo das companhias e as responsabilidades decorrentes são avaliadas anualmente por um
actuário independente.
De acordo com estudos actuariais reportados à data de 31 de Dezembro, as responsabilidades ascendem a m
EUR 10.700 e encontram-se totalmente provisionadas no passivo, na rubrica de benefícios concedidos a
empregados.
Movimento ocorrido no exercício:
2011
9.947
Saldo em 1 de Janeiro
Custos com serviços passados
Custos dos serviços correntes
(Ganhos)/perdas actuariais
Contribuições pagas
Saldo em 31 de Dezembro
2010
8.548
-
-
1.591
(385)
(453)
10.700
1.443
403
(447)
9.947
Pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabilidades:
Tábua de mortalidade
Taxa de desconto
Taxa de crescimento salarial
TV
—
2011
88/90
4,9%
TV
—
2010
88/90
4,5%
2,5%
~69
~J
24
1~
iJJ~~
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Provisões e ajustamentos para o valor de realização
2011
Saldo inicial Constituição
~~eu~:
Utilização
Saldo final
Devedores duvidosos (nota 17)
Existências (nota 15)
Aplicações de Tesouraria (nota 18)
6.749
1.151
2.567
57
408
-
-
-
2.975
57
Total de ajustamentos para o valor de realização
9.373
1.559
(215)
(398)
10.319
Outros riscos e encargos
7.335
29.072
(154)
(1.274)
34.979
Total de Provisões
7.335
29.072
(154)
(1.274)
34.979
2010
(215)
(398)
-
Saldo inicial Constituição
dtjo:
7.287
Utilização Saldo final
Devedores duvidosos (nota 17)
Existências (nota 15)
Aplicações de Tesouraria (nota 18)
6.165
951
57
907
1.688
(62)
(72)
(261)
-
-
-
57
Total de ajustamentos para o valor de realização
7.173
2.595
(134)
(261)
9.373
-
6.749
2.567
Outros riscos e encargos
4.660
3,411
(116)
(620)
7.335
Total de Provisões
4.660
3.411
(116)
(620)
7.335
A rubrica de Outros riscos e encargos é composta por provisões para programas de reestruturação organizacional
e por provisões para processos em contencioso para os quais não existem perspectivas de resolução no prazo
inferior a um ano.
25
Credores e acréscimos
Credores comerciais
Outros credores não comerciais
Acréscimos de custos
Proveitos diferidos
2011
606.167
31.592
87.591
2.617
727.967
2010
598.871
45.744
72.537
2.431
719.583
A rubrica de acréscimos de custos é composta essencialmente pelo montante de remunerações a liquidar ao
pessoal de m EUR 44.089, rendas no montante de m EUR 5.801, royalties no montante de m EUR 4.852 e juros
a pagar no valor de m EUR 2.670. Os restantes m EUR 30.179 correspondem a diversos custos (utiities,
seguros, consultores, entre outros), relativos ao exercício de 2011, e que não foram facturados pelas entidades
competentes até ao final do exercício.
A rubrica de proveitos diferidos inclui um montante de m EUR 212, que respeita a proveitos suplementares que
são diferidos até ao momento da venda da respectiva mercadoria.
26
Garantias
As garantias bancárias existentes são as seguintes:
Garantias prestadas a fornecedores
Garantias a favor da D.G.C.I.
Outras garantias a favor do Estado
Outras garantias prestadas
Total Garantias
27
2011
962
75.406
3.367
7.600
87.335
2010
1.071
75.754
6.116
7.500
90.441
Locação operacional
O Grupo mantém como responsabilidades de médio e longo prazo alguns contratos, com cláusula de penalização
em caso de cancelamento.
O total dos pagamentos futuros associados aos contratos são os seguintes:
70)~
1
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
3ldeDezembrode2Olle2OlO
Pagamentos até 1 ano
Pagamentos entre 1 e 5 anos
Pagamentos a mais de 5 anos
2011.
2010
49.700
129.735
321.989
501.424
49.576
131.454
328.813
509.843
Estes valores, na sua grande maioria, respeitam a contratos de arrendamento de lojas e armazéns, sendo a
durabilidade inicial desses contratos entre os 5 e os 20 anos, com opção de os renegociar após esse período. Os
pagamentos são actualizados anualmente, reflectindo valores da inflação e/ou de mercado.
Conforme referido, todos estes contratos são canceláveis, mediante o pagamento de uma penalização. As
responsabilidades inerentes a estas penalizações ascendiam no final de 2011 a m EUR 128.012.
Durante o ano foi reconhecido em custos com rendas e alugueres o valor de m EUR 60.570 (2010: m EUR
57.204), e encontram-se discriminados da seguinte forma:
Imóveis
Equipamento básico
Equipamento de transporte
Equipamento informático
Outros
2011
51.280
5.228
3.071
779
212
2010
47.872
5.324
3.055
818
135
60.570
57.204
A diferença para os custos com rendas e alugueres apresentados na nota 4, respeitam à imputação de rendas e
alugueres aos custos dos produtos vendidos no valor de m EUR 146 negativos (2010: m EUR 146 negativos).
Do valor de rendas de Imóveis em 2011, o montante de m EUR 43.276 (2010: m EUR 42.736) respeita a rendas
de lojas, sendo o remanescente no valor de m EUR 8.004 (2010: m EUR 5.136) relativo a rendas com a logística
e com a estrutura central.
28
Compromissos de capital
Os compromissos relativos a investimentos a realizar eram de m EUR 11.108 e respeitam a obras não
concluídas, contratos de empreitada e a contratos-promessa de aquisição de terrenos, edifícios e equipamentos.
29
Contingências
•
Encontra-se reflectido nas demonstrações financeiras, em devedores não correntes (nota 17), o montante
de m EUR 72.101, relativo a liquidações adicionais de imposto apresentadas pela Administração Tributária.
A Administração do Grupo, com o apoio dos seus consultores fiscais e conselheiros jurídicos, entende que lhe
assiste inteira razão e mantém as reclamações que apresentou contra essas liquidações, não prescindindo do
seu legítimo direito de contestação e mantendo a expectativa quanto à recuperação integral desse montante.
Neste contexto, foi solicitado de imediato o reembolso da totalidade das importâncias pagas, bem como dos
juros indemnizatórios à taxa legal, pelo período decorrido entre a data do seu pagamento e da sua efectiva
restituição.
Já no decurso do mês de Janeiro de 2012, foi proferido Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS),
relativo a uma das impugnações judiciais apresentadas no âmbito deste processo, o qual julgou totalmente
procedente, ordenando a anulação das referidas liquidações e o pagamento de juros indemnizatórios e
indemnização pelas garantias prestadas. O Grupo procedeu ao reconhecimento do valor dos juros
indemnizatórios sobre este crédito.
e
Para além de diversas situações litigiosas, próprias dos negócios em que o Grupo opera, estão pendentes
de resolução as seguintes questões materialmente relevantes, para as quais a Administração, suportada pela
opinião dos seus consultores fiscais e conselheiros jurídicos, procede a uma avaliação da probabilidade de
desenlace de cada um dos processos, constituindo provisões para os montantes que estima poderem
representar desembolsos futuros:
a)
Em 1999, na sequência da aquisição de duas sociedades que detinham estabelecimentos anteriormente
propriedade de ex-franquiados da ITMI Norte-Sul Portugal - Sociedade de Desenvolvimento e Investimento,
S.A., esta sociedade, conjuntamente com a Regional de Mercadorias - Sociedade Central de
Aprovisionamento, S.A., accionou várias sociedades do Grupo, responsabilizando-as pelo alegado
incumprimento, por parte daqueles ex-franquiados, do contrato que haviam celebrado com a ITMI, já
resolvido à data das referidas aquisições, reclamando como tal uma indemnização de m EUR 14.600. Foi
proferida sentença, absolvendo as rés do pedido. Entretanto foi apresentado recurso pela autora para o
71
/4
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Tribunal da Relação, que se encontra pendente. Mantém-se o juízo da Administração de que o montante
peticionado dificilmente será aceite;
b)
A empresa Proherre Internacional, Lda. reclama o pagamento de uma indemnização ao Pingo Doce Distribuição de Produtos Alimentares, S.A., no montante de m EUR 2.500, alegando a denúncia do contrato
de arrendamento por parte do Pingo Doce, sem que tenha decorrido o período mínimo acordado entre as
partes. O Pingo Doce contestou este pedido pelo facto do contrato ter sido cessado por mútuo acordo.
Entretanto, foi proferido despacho saneador, estando agora a aguardar-se a marcação de julgamento. Pingo
Doce está convicto de que o Tribunal irá reduzir o montante que resultaria da cláusula penal, por ser
manifestamente excessivo;
c)
A empresa Rui Ribeiro Construções, S.A. colocou uma acção de indemnização no Tribunal Arbitral da
Associação Comercial de Lisboa, visando a condenação de Pingo Doce a pagar o montante aproximado de m
EUR 800, por quebra de contrato-quadro de empreitada. O julgamento foi entretanto realizado, tendo o
Tribunal Arbitral condenado parcialmente o Pingo Doce no pedido (m EUR 220). O Grupo apresentou já
recurso para o Tribunal da Relação, o mesmo tendo sido efectuado pelo queixoso, na parte da sentença que
lhe foi desfavorável. E convicção da Administração do Pingo Doce e dos seus advogados, que o Tribunal da
Relação dará razão à Companhia, revogando para tal a decisão do Tribunal Arbitral;
d)
A Administração Tributária reclama do Feira Nova - Hipermercados, S.A. (Companhia fundida em Pingo Doce
- Distribuição Alimentar, S.A. no ano de 2009) o montante de m EUR 743 relativo a liquidações oficiosas de
Contribuição Especial, que têm como fundamento a valorização registada nos lotes de terreno que
constituem o complexo da Bela Vista. A Administração do Feira Nova, com o apoio dos seus advogados e
consultores fiscais, já contestou aquelas liquidações considerando que não assiste razão à Administração
Tributária nesta matéria;
e)
A Administração Tributária liquidou, relativamente aos anos de 2002, 2003 e 2004, ao Feira Nova Hipermercados, S.A. (actualmente incorporada em Pingo Doce Distribuição Alimentar, S.A.) e ao Pingo Doce
Distribuição Alimentar, S.A., os montantes de m EUR 2.966 e m EUR 2.324, respectivamente. Estas
liquidações são respeitantes a valores registados por estas Companhias como quebras (perdas em
existências resultantes de deterioração ou roubo), que não foram aceites como custos fiscais em IRC, assim
como ao IVA em falta, resultante na inexistência de evidência que os bens não foram vendidos. As
Administrações do Feira Nova e do Pingo Doce, com o apoio dos seus advogados e consultores fiscais, já
contestaram aquelas liquidações, considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta
matéria. Nesse sentido, foi a Feira Nova notificada de sentença do Tribunal Tributário de Lisboa, que, dandolhe razão, julgou procedente a impugnação judicial deduzida contra nota de liquidação emitida pela
Administração Tributária respeitante a liquidação em sede de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), e
ao exercício fiscal de 2002, ascendendo a aproximadamente 1,2 milhões de euros. A sentença em apreço
transitou em julgado, sendo, pois, definitiva;
f)
A Administração Tributária procedeu a algumas correcções em sede de IRC, em Companhias pertencentes
ao perímetro do Grupo tributado pelo Regime Especial de Tributação de Grupos de Sociedades (RETGS)
liderado pela sociedade JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. (JMR), as quais originaram
liquidações adicionais de imposto, relativamente aos anos de 2002 a 2007 e 2009, no montante total de m
EUR 34.555. A Administração da JMR, com o apoio dos seus advogados e consultores fiscais, já contestou
aquelas liquidações considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria;
g)
A Administração Fiscal liquidou à JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. o montante de m EUR
16.078, relativamente à requalificação fiscal de dividendos recebidos de uma sua participada na Zona Franca
da Madeira, durante os exercícios de 2003 e 2004. Na opinião daquela entidade, esses dividendos deveriam
ser tratados como juros recebidos os quais estão sujeitos a tributação em sede de IRC, ao contrário dos
dividendos, que estão isentos. Tendo sido julgadas improcedentes as impugnações judiciais apresentadas, a
Administração da JMR, com o apoio dos seus consultores fiscais e jurídicos, continua a considerar não existir
qualquer validade e fundamento no relatório da Administração Fiscal, e bem assim que as referidas decisões
padecem de erro de julgamento e de vícios vários, pelo que, com o apoio dos seus Consultores Fiscais e
Advogados, recorreu das mesmas;
h)
A Administração Tributária liquidou, relativamente aos anos de 2005 a 2008 ao Feira Nova - Hipermercados,
S.A. e ao Pingo Doce - Distribuição Alimentar, S.A., os montantes de m EUR 1.304 e m EUR 1,554,
respectivamente. Estas liquidações respeitam à correcção da taxa de IVA aplicada a determinados bens e,
no caso do Feira Nova, a descontos em talão de venda, por parte da Administração Fiscal. As Administrações
do Feira Nova e do Pingo Doce, com o apoio dos seus consultores fiscais, já contestaram aquelas
liquidações, considerando que não assiste razão à Administração Tributária nesta matéria;
i)
A Administração Fiscal liquidou à JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. o montante de m EUR
507 relativo ao ano de 2008. A liquidação em causa respeita, no entender das autoridades fiscais, à falta de
retenção na fonte em pagamentos associados a contratos de swap, os quais foram no ano de 2008
assimilados a juros. A JMR com o apoio dos seus Consultores Fiscais consideram não existir validade, nem
fundamento, nas correcções preconizadas pelas autoridades fiscais, pelo que contestaram as mesmas.
J1~1JR
30
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Partes relacionadas
30.1 Transacções com administradores
Os administradores da JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. não auferem qualquer remuneração
pelo desempenho da função.
30.2 Saldos e transacções com partes relacionadas
Os saldos e transacções de empresas do Grupo com partes relacionadas são as seguintes:
compras de
mercadorias
e Fornecimentos de
Serviços
Vendas e Prestação
Serviços
2011
Empresas Mãe
Empresas controladas conjuntamente
Outras partes relacionadas
2011
2010
2011
377
360
8.423
21.478
17.183
282
251
241.168
205,523
91.358
95.765
Devedores e Acréscimos
2011
Empresas Mãe
Empresas controladas conjuntamente
Outras partes relacionadas
2010
2011
2010
8.517
Credores e Acréscimos
2010
Juros Suportados
2010
513
343
Empréstimos
Obtidos
2011
2010
196
179
2.084
5.578
-
4.293
3.732
15
178
-
-
47.304
39.764
15.277
14.885
10.812
12.655
-
Todas as transacções com partes relacionadas foram realizadas em condições normais de mercado, ou seja, os
valores das transacções correspondem aos que seriam praticados com empresas não relacionadas.
Os saldos que se encontram por liquidar entre as empresas do Grupo e as partes relacionadas, por resultarem de
acordos comerciais, são liquidados em dinheiro e estão sujeitos aos mesmos prazos de pagamento que são
aplicados aos demais acordos celebrados pelas empresas do Grupo com os seus fornecedores.
Os valores a receber não estão cobertos por seguro e não existem garantias dadas ou recebidas, uma vez que o
Grupo detém uma influência relevante sobre estas empresas.
Não existem provisões para créditos duvidosos e não foram reconhecidos custos, durante o exercício,
relacionados com dívidas incobráveis ou de cobrança duvidosa, com essas partes relacionadas.
31
Empresas do Grupo
O controlo do Grupo é assegurado pela empresa-mãe, JMR — Gestão de Empresas de Retalho, SGPS,S.A.
Nos quadros apresentados a seguir, incluem-se as empresas que fazem parte do Grupo JMR. Estes quadros
foram organizados de acordo com o método de consolidação aplicado.
a) Método integral
capital
detido
O,i,
companhia
Actividade
Sede
Gestão de participaçães socïais na área da distribuição retalhista
Lisboa
Comércio a retalho em supermercados
Lisboa
Escola de Formação Jerónimo Martins, S.A.
Formação profissional
Lisboa
JMR
Gestão, consultoria e logística de actividades retalhistas
Lisboa
Comércio a retalho em supermercados
Lisboa
Compra e venda de bens imóveis
Lisboa
Gestão e administração de bens imóveis
Lisboa
Gestão e administração de bens imóveis na área retalhista
Lïsboa
Gestão e administração de bens imóveis
Lisboa
99,98
Jerónimo Martins Finance Company (2), Limited
Sociedade de serviços financeiros
Dublin
(Irlanda)
98,77
EVA
Prestação de serviços nas áreas económica e financeira e gestão Funchal
de investimentos
JMR
—
Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A.
Cunha & Branco
—
—
Distribuição Aljmentar, S.A.
Prestação de Serviços para a Distribuição a Retalho, S.A.
Pingo Doce
Supertur
—
—
Distribuição Alimentar, S.A.
Imobiliária, Comércio e Turismo, S.A.
Casal de São Pedro
Comespa
-
Imoretalho
—
Administração de Bens, S.A,
Gestão de Espaços Comerciais, S.A.
—
Gestão de Imóveis, S.A.
Sociedade de Investimentos Mobiliários e Imobiliános, Lda
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
100,00
99,98
89,00
~73
ítV~
f~
Ji.~iJR
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
b) Método proporcional
Companhia
Funchalgest— Sociedade Gestora de Participações Sociais, SA.
João Gomes Camacho, S.A.
Lïdosol II — Distribuição de Produtos Alimentares, S.A.
Lidinvest Gestão de Imóveis, S.A,
32
Actividade
Sede
Gestão de participações sociais
Funchal
Comércio por grosso de produtos alimentares e de consumo Funchal
Comércio a retalho em supermercados
Funchal
Gestão e administração de imóveis
Funchal
%
Capital
detido
50,00
50,00
50,00
50,00
Interesses em empresas controladas conjuntamente
O Grupo detém interesses nas seguintes empresas controladas conjuntamente (Joint ventures):
• Funchalgest — Este Grupo tem como objecto actividades de comércio de retalho e de cash & carry, sendo
proprietária de uma cadeia de 13 lojas e 2 cash & carry na região autónoma da ilha da Madeira. O Grupo JMR
detém uma participação de 50% do Grupo Funchalgest.
As demonstrações financeiras das sociedades controladas conjuntamente (foint ventures) apresentam os
seguintes valores:
Activos não correntes
Activos correntes
Passivos não correntes
Passivos correntes
Activos Líquidos
Proveitos e ganhos
Custos e perdas
Resultado Líquido
2011
2010
49.555
23.304
(1.761)
(60.669)
10.429
51.581
23.629
(1.803)
(65.138)
8.269
173.007
(170.892)
2.115
156.033
(154.478)
1.555
O quadro abaixo apresenta o seu contributo para as Demonstrações Financeiras consolidadas, incluindo o
Goodwill que lhe está afecto assim como a proporção dos saldos e transacções, integrados no processo de
consolidação e não anulados.
33
2011
2010
Activos não correntes
Activos correntes
Passivos não correntes
Passivos correntes
Activos Líquidos
25.211
11.647
(881)
(26.114)
9.863
26.224
11.650
(902)
(28.910)
Proveitos e ganhos
Custos e perdas
Resultado Líquido
86.235
(84.550)
1.685
77.777
(76.468)
8.062
1.309
Informações adicionais exigidas por diplomas legais
De acordo com o previsto nos termos do artigo 508.°-F do Código das Sociedades Comerciais, informa-se o
seguinte:
a) Para além das operações descritas nas notas acima, assim como no Relatório de Gestão, não existem
outras operações consideradas relevantes, que não se encontrem reflectidas no balanço ou descritas
no seu anexo;
b) O total de remunerações pagas ao Revisor Oficial de Contas no ano de 2011 foi de 151.600 euros,
correnpondendo na sua totalidade aos serviços de revisão legal de contas;
c) A nota 30 deste Anexo às Contas inclui todas as divulgações relativas a relações entre as partes
relacionadas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade.
Li
E
Ji~iJR
34
Notas às demonstrações financeiras consolidadas
31 de Dezembro de 2011 e 2010
Eventos subsequentes à data do balanço
Até à data de conclusão deste Relatório não ocorreram factos significativos que não se encontrem reflectidos nas
Demonstrações Financeiras.
Lisboa, 29 de Fevereiro de 2012
O Técnico de Contas
O Conselho de Administração
(%~j
75
pwc
Certificação Legal das Contas Consolidadas
Introdução
1
Examinámos as demonstrações financeiras consolidadas da JMR Gestão de Empresas de
Retalho, SGPS, S.A., as quais compreendem o Balanço consolidado em 31 de Dezembro de 2011, (que
evidencia um total de 1.875.821 milhares de euros e um total de capital próprio de 612.720 milhares de
euros, o qual inclui um total de interesses que não controlam de 6.898 milhares de euros e um
resultado líquido de 24.630 milhares de euros), a Demonstração consolidada dos resultados por
funções, a Demonstração consolidada dos ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio, a
Demonstração de alterações no capital próprio consolidado e a Demonstração consolidada dos fluxos
de caixa do exercício findo naquela data, e o correspondente Anexo.
—
Responsabilidades
2
É da responsabilidade do Conselho de Administração a preparação do Relatório consolidado
de gestão e de demonstrações financeiras consolidadas que apresentem de forma verdadeira e
apropriada a posição financeira do conjunto das empresas incluídas na consolidação, o resultado
consolidado das suas operações, os ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio consolidado, as
alterações no capital próprio consolidado e os fluxos de caixa consolidados, bem como a adopção de
políticas e critérios contabilísticos adequados e a manutenção de sistemas de controlo interno
apropriados.
3
A nossa responsabilidade consiste em expressar uma opinião profissional e independente,
baseada no nosso exame daquelas demonstrações financeiras.
Âmbiio
4
O exame a que procedemos foi efectuado de acordo com as Normas Técnicas e as Directrizes
de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja
planeado e executado com o objectivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as
demonstrações financeiras consolidadas não contêm distorções materialmente relevantes. Para tanto o
referido exame incluiu: (i) a verificação de as demonstrações financeiras das empresas incluídas na
consolidação terem sido apropriadamente examinadas e, para os casos significativos em que o não
tenham sido, a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações nelas
constantes e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de
Administração, utilizadas na sua preparação; (ii) a verificação das operações de consolidação; (iii) a
apreciação sobre se são adequadas as políticas contabilísticas adoptadas, a sua aplicação uniforme e a
sua divulgação, tendo em conta as circunstâncias; (iv) a verificação da aplicabilidade do princípio da
continuidade; e (v) a apreciação sobre se é adequada, em termos globais, a apresentação das
demonstrações financeiras consolidadas.
5
O nosso exame abrangeu também a verificação da concordância da informação financeira
constante do Relatório consolidado de gestão C0~ as demonstrações financeiras.
6
Entendemos que o exame efectuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa
opinião.
Pricewaterhousec’oopers &Associados - Sociedade de Revisores Oficiais dv contas, Lda.
Sede: Palácio Sottomayor, Rua Sonsa Martins, 1 - 3~, 1069-316 Lisboa, Portugal
Tel +351 213 599 000, Fax +351 213 599 999, www.pwc.com/pt
Matriculada na conservatória do Registo comercial sob o NUPC 506 628 752, Capital Social Euros 314.000
PccewaterOouseCoopers O Associados-Sociedade de Revisores Oficiais de Goelas, Lda. pertence à rede do entidades
que são membros da PecewalerlrouseCoopers leterealional Limiled cada uma das quas é uma entidade legal autônoma e Independeole.
Inscrita na lista das Sociedades de Revisores Oficiais de Contas suba n~ 183 ana Comissão do Mercado rio Valores Mubliários subo n’ 9077
Opinião
7
Em nossa opinião as referidas demonstrações financeiras consolidadas apresentam de forma
verdadeira e apropriada, em todos os aspectos materialmente relevantes, a posição financeira
consolidada da JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A. Em 31 de Dezembro de 2011, o
resultado consolidado das suas operações, os ganhos e perdas reconhecidos no capital próprio
consolidado, as alterações no capital próprio consolidado e os fluxos consolidados de caixa no exercício
findo naquela data, em conformidade com as normas internacionais de relato financeiro (IFRS) tal
como adoptadas na União Europeia.
—
Relato sobre outros requisitos legais
8
É também nossa opinião que a informação financeira constante do Relatório consolidado de
gestão é concordante com as demonstrações financeiras consolidadas do exercício.
6 de Março de
2012
PricewaterhouseCoopers & Associados
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, Lda.
representada por:
-~
Abdul NasserAbdul Sattar, R.O.C.
Certificação Legal das Contas consolidadas
de Dezembro de 2011
31
JMR, 5GPS, SA.
PwC 2 de 2
JMR
—
GESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SA
Relatório e parecer do Conselho Fiscal
Tem o presente documento o objectivo de relatar as actividades do Conselho
Fiscal de JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA e dar parecer sobre
o relatório de gestão e as demonstrações financeiras do exercício de 201 1.
-
Âmbito
O Conselho Fiscal exerceu em 2011 o seu mandato, tendo tido oportunidade de
acompanhar as actividades ao longo de todo o exercício, apreciando várias
áreas de actividade e equacionando a gestão estratégica, operacional e de
riscos do Conselho de Administração.
No decurso do exercício, o Conselho Fiscal, além de ter apreciado a informação
financeira e a actividade dos auditores internos e externos, teve também
oportunidade de visitar locais de operação de venda e logística, congratulando
se com o que viu e com o rigor existente.
O exercício decorreu num clima de significativas dificuldades económicas e
financeiras em Portugal, tendo mesmo o Estado de se comprometer com
instituições internacionais num plano de auxílio externo visando o reequilíbrio
das contas e da dívida públicas. Não obstante, a JMR manifestou uma grande
resiliência, conseguindo fazer crescer as suas vendas e manter o nível de
resultados operacionais e de caixa gerado, continuando a reinvestir no
crescimento e manutenção do negócio, enquanto fortalecia o balanço da
sociedade com redução da dívida e crescimento do capital próprio.
O Conselho Fiscal diligenciou pelo cumprimento das obrigações que lhe estão
consignadas no Código das Sociedades Comerciais assegurando que não foram
realizados no exercício actos sobre os quais tivesse que se pronunciar.
Por outro lado, teve oportunidade de obter do Conselho de Administração e
Serviços da sociedade informação financeira sobre o exercício que lhe permitiu
formar uma opinião sobre o mesmo.
No final do exercício foram presentes para apreciação do Conselho Fiscal os
relatórios de gestão e demonstrações financeiras individuais e consolidadas da
JMR
Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA e das suas empresas
participadas acompanhadas de uma exposição do Conselho de Administração e
dos Revisores Oficiais de Contas sobre o exercício.
—
JMR-G ESTÃO DE EMPRESAS DE RETALHO, SGPS, SA
Parecer
Considerando as análises realizadas, o Conselho Fiscal é da opinião que, tanto
quanto pôde verificar nas circunstâncias:
1. Não se verificaram violações da legislação aplicável;
2. O Relatório de Gestão e as Demonstrações Financeiras apresentam
adequadamente a situação económica e financeira das sociedades e do
Grupo JMR Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, SA no exercício de
2011;
—
3. Os documentos apresentados merecem a aprovação dos accionistas em
Assembleia Geral;
4. A Administração, os quadros dirigentes e os trabalhadores merecem ser
congratulados pelo desempenho alcançado.
Lisboa, 5 de Março de 2012
O Presidente
José Alberto da Silv~kwg~e~
Os Vogais
Carlos Alberto dos Santos Oliveira
~_____i~&
Jerónimo David Caetano Duarte
2
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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADO