Informa
INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL DO ARQUIVO NACIONAL
FUNDADA EM 2 DE DEZEMBRO DE 1987
ANO 3 • No 9 • 2008
Títulos E Homenagens
D. Eugenio Sales
CERIMÔNIA DE POSSE
DO CARDEAL-ARCEBISPO
COMO SÓCIO DA ACAN
Presidente e Diretores da ACAN e o
Diretor do Arquivo Nacional no
gabinete de D. Eugenio Sales.
Novos Sócios
SÉRGIO CABRAL, jornalista,
escritor e SOLÓN DE LUCENA,
Diretor do Jornal do Commercio
Empresário Antonio Romano, Sérgio Cabral, Solón
de Lucena, Licio Araújo (ACAN) e Rosa Maria de
Araújo (MIS) no Salão Nobre do Arquivo Nacional.
Exposição de Genealogia e Heráldica no Arquivo Nacional
Silvestre Lacerda - Diretor do Arquivo da Torre do Tombo, José
António de Melo Pinto Ribeiro - Ministro da Cultura de Portugal e José Almino de Alencar - Presidente da Fundação Casa
de Ruy Barbosa, recebidos pelo Diretor do Arquivo Nacional,
Prof. Jaime Antunes.
Cel. Claiton Pereira Muniz - Diretor do Arquivo Histórico do Exército, Ricardo Caballero - Cônsul do Paraguai e o Presidente da ACAN, Licio Araújo.
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Informa
Conselho Deliberativo
Notícias em Foco
POSSE DOS NOVOS CONSELHEIROS
ADESG TEM NOVO PRESIDENTE
BIÊNIO 2008/2009
O Professor Pedro Ernesto
Mariano de Azevedo
Azevedo, membro titular do Quadro de Associados ACAN, tomou posse
em sessão solene no Auditório
Juarez Távora, na presidência
da Associação dos Diplomados da Escola Superior de
Guerra que congrega mais de
80 mil diplomados em todo
o Brasil.
Waldemar Ferreira
da Silva
Economista, Presidente da
REFER - Seguridade Social
O Prof. Pedro Ernesto foi
cumprimentado, também,
pelos seus amigos da ACAN,
Marilda Alves Dias e Licio
Araújo.
HOMENAGENS A SYLVIO CAPANEMA
Saskia Radino
Empresária,
Presidente da
Organizing Eventos
Foto: JB
O Desembargador Sylvio Capanema,, membro do Quadro
Titular da ACAN, foi alvo de
homenagens ao aposentar-se
do Tribunal de Justiça do Estado onde atuou, recentemente, como Vice-Presidente do
Órgão. No jantar comemorativo, presenças destacadas
como do Desembargador
Murta Ribeiro, Presidente do
Tribunal e sua esposa, a pianista Carol Murta Ribeiro.
TARDE DE AUTÓGRAFOS
A escritora Ana Maria Fonseca
Medina , sergipana de Boquim
e sócia da ACAN (RJ), autografou seu livro “Cartas
de Hermes Fontes”
Fontes”,
no Salão Nobre
do Arquivo Nacional, brindando os
convidados com
sua simpatia e
amabilidade.
Nelson Mufarrej Filho
Advogado e Perito Judicial,
Presidente da Federação das
Entidades Líbano-brasileiras
E
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Informa
publicação editada pela ACAN Jornalista Responsável Fernando João Abelha Salles - Mtb 11. 774
Projeto Editorial Jeannette Garcia Projeto Gráfico e Diagramação Raquel Reis Revisão Jeannette Garcia Fotos Flávio Lopes (AN/COPAC)
Impressão Ponto Final Gráfica e Editora
Praça da República, 173 Prédio P Nível 2 CEP 20211-350 Rio de Janeiro RJ Tel. (21) 2179-1328 - E-mail acan@arquivonacional. gov. br
Informa
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Ilustre Vizinhança do Arquivo Nacional
III - A CENTRAL DO BRASIL
Há 150 anos era inaugurada a Estrada de Ferro D. Pedro II
A
progressiva e intensa produção de
mercadorias e a necessidade de
transportá-las para os mercados
consumidores fizeram com que os empresários ingleses apoiassem o engenheiro
Stephenson que apresentou sua primeira
locomotiva em 1814. Foi considerado o inventor da locomotiva a vapor e, também,
construtor da primeira estrada de ferro.
No início da segunda metade do século XIX,
a
invenção
do engenheiro inglês,já se
desenvolvia na
Europa e América do Norte.
A primeira ferrovia, na América do Sul, foi inaugurada no Peru em 1851 e, no ano
seguinte, foi a vez do Chile.
As notícias sobre a invenção da locomotiva e o êxito das
iniciativas referentes à construção de estradas de ferro tiveram veloz e ampla repercussão no Brasil.
A Lei Imperial de 31 de outubro de 1835 concedia privilégios, por 40 anos, às empresas cujos projetos de construção estivessem direcionados à interligação do Rio de Janeiro, S. Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia.
da Estrela (situado ao fundo da Baía de Guanabara), em
direção à cidade de Petrópolis, na localidade de Raiz da
Serra. Esta concessão, também, se estendia à exploração
do transporte marítimo entre a Corte e a Praia da Estrela
(Estação Guia de Pacobaíba).
A “Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada
de Ferro Petrópolis”, sob a direção do Barão de Mauá, promoveu a conexão do transporte ferroviário e marítimo: as
mercadorias que chegavam ao Porto da Estrela eram transportadas por barcos a vapor através da Baía de Guanabara
até à cidade do Rio de Janeiro.
A inauguração oficial da E. F. Mauá, assim denominada
por D. Pedro II, aconteceu em 30 de abril de 1854 sendo,
totalmente, finalizada no ano de 1856.
Ao Barão de Mauá se devem, além da instalação dos primeiros trilhos no Brasil, o lançamento da locomotiva Baroneza, construída em 1852, na Inglaterra. Primeira locomotiva a vapor que circulou no país, foi tombada pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN como
monumento cultural, conservada nas instalações do Museu do Trem, no bairro do Engenho de Dentro.
Tendo como principal função integrar as áreas urbanas que
não paravam de crescer devido à chegada de imigrantes,
a libertação dos escravos e a crise da lavoura cafeeira, foi
inaugurado o primeiro trecho da Companhia Estrada de
Ferro D. Pedro II, em 29 de março de 1858: da estação do
Campo (atual Centro) até a Freguesia de N. S. da Conceição de Marapicu (Queimados).
Até à chegada das ferrovias, no Brasil, o transporte de Para a construção do primeiro prédio da Estação do Cammercadorias era feito por tropas de mulas em estradas po foi demolida a Igreja de Santana, datada de 1735. A
empoeiradas. Naquela época, os portos fluminenses de imagem valiosa se encontra, hoje, na pequena capela no
Parati e Angra dos Reis exportavam, em média, cem interior do prédio administrado pela SUPERVIA.
mil sacas de café oriundas
do Vale do Paraíba. Em São
Christiano Benedicto Ottoni
Ottoni, natural de Minas Gerais,
Paulo, também, chegavam ao
professor
e
político
notável,
foi Presidente da Cia. Estrada
porto de Santos, milhares de
de
Ferro
D.
Pedro
II
e
primeiro
Diretor, desta ferrovia,
mulas carregando produtos
quando
inaugurada.
Autor
da
obra
“O Futuro das Estradas
agrícolas e café.
de Ferro no Brasil” formou, ao lado do Barão de Mauá, um
Irineu Evangelista de Souza, o
dos mais destacados personagens da história das ferrovias
Barão de Mauá,, recebeu em
no Brasil.
1852 a concessão do
Governo Imperial para
construir e explorar a
linha férrea,no Rio de
Janeiro, que ia do Porto
“ Eu não construo Estrada para o Brasil
de hoje, mas para o Brasil do futuro... ”
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Informa
MUSEU DO TREM
Rua Arquias Cordeiro, nº 1. 046 – Engenho de Dentro, RJ
Visitação: 3ª a 6ª das 10 às 12 horas e das 13:30 às 16 horas
Sábado das 9 às 17 horas | Consultar antes pelo telefone [21] 2269-5545
Com a Proclamação da República, a partir de 22 de novembro de 1889, a Estrada de Ferro D. Pedro II, passou a denominar-se Estrada de Ferro Central do Brasil,transportando
cargas e passageiros.
Por Decreto do Presidente Arthur Bernardes,em 1925, a
estação do Centro recebeu a denominação “Estação D. Pedro II” antes mesmo da construção do moderno edifíciosede, entre 1936 e 1943.
No decorrer do século XX, a Estrada de Ferro Central do
Brasil, continuou sendo ampliada com a incorporação de
ramais já existentes. Mas, algumas das estradas de ferro
encampadas eram deficitárias prejudicando os lucros alcançados pelas linhas principais.
Em março de 1957, foi criada a Rede Ferroviária Federal
S. A. (RFFSA). Com o passar dos anos, ela foi perdendo
sua identidade e suas linhas deficitárias começaram a ser
erradicadas e outras segmentadas passando a fazer parte
de outros sistemas ferroviários.
O processo de desestatização das malhas da RFFSA foi realizado pelo Governo Federal com base na Lei nº 8.031/90
extinguindo a Rede, gradativamente, até o ano de 1999
quando foi substituída pela SUPERVIA.
O nome Central do Brasil é referência para a estação base da
SUPERVIA, e, também, referência para milhares de pessoas
que circulam pela Avenida Presidente Vargas direcionando
olhares para o maior relógio de quatro faces do mundo. A
Fernando João Abelha Salles
Diretor Cultural da ACAN
Agenda
EXPOSIÇÃO
“O Príncipe D. João e a Justiça no Brasil”
Esta Exposição traça o quadro das grandes transformações introduzidas pelo Príncipe Regente D.João na organização judiciária do Brasil. O acervo exposto se compõe de textos, gravuras, organogramas e documentos de época, dentre estes, um
exemplar das Ordenações Filipinas, o livro de termos de posse dos ministros da
Casa da Suplicação do Brasil e alguns processos oriundos deste tribunal. A Exposição está distribuída em painéis temáticos.
28 de maio a 19 de dezembro de 2008
segunda à sexta-feira das 11 às 17:30 min
Tels: 3133-3768 / 3133-3767
Entrada Franca
Local: Salão dos Espelhos do Museu da Justiça
Rua D. Manuel, 29/3º andar – Centro, RJ
Administrativo • Bancário • Civil • Criminal • Comercial • Contratos • Família •
Previdenciário • Propriedade Industrial e Intelectual • Recuperação de Créditos •
Societário • Trabalhista • Tributário
Informa
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Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Preservação da Memória Judiciária
O
sa, Euclides da Cunha e José Lins
do Rego.
Museu da Justiça, inaugurado em 23 de agosto de
1988 e pioneiro em seu
gênero no país, tem por objetivo
resgatar, preservar e divulgar a memória do Judiciário fluminense.
processos criminais: os processos de Homicídio e Insurreição envolvendo o escravo Manuel Congo, em 1838, na região de Paty do
Alferes; ao assassinato de Euclides
da Cunha; ao atentado à Carlos
Lacerda que resultou a morte do
Major Rubens Vaz; à ação penal
impetrada contra Josias Nunes de
Oliveira, motorista da Viação Cometa, em decorrência do acidente
que vitimou o Presidente Juscelino
Kubitschek e seu motorista Geraldo Ribeiro.

Instalado, inicialmente, no secular prédio da Praça da República,
nº 26, integrava o Departamento
Geral de Arquivo e Documentação
Histórica do Tribunal de Justiça.
Em 1998, a sede do Museu foi
transferida para o terceiro andar
do histórico palácio situado na Rua
D. Manuel, nº 29, que abrigara três
tribunais: a Corte de Apelação do
antigo Distrito Federal, o Tribunal
de Justiça do Estado da Guanabara
e o Tribunal de Alçada Criminal do
Estado do Rio de Janeiro.
ATIVIDADES
O Museu, também, desenvolve as
seguintes atividades:
O acervo é constituído de processos
judiciais, livros de atos judiciários,
documentos, fotografias, livros e
periódicos, plantas arquitetônicas
do Palácio da Justiça instalado na
Rua D. Manuel, nº29, peças e vestes representativas do Judiciário e
objetos diversos relacionados aos
fatos significativos e às destacadas
personalidades da Justiça do Rio
de Janeiro. Compõem, também,
este acervo fitas de vídeo e áudio
contendo arquivos sonoros e visuais com depoimentos de
magistrados e ilustres personalidades ligadas à história do
Judiciário fluminense.
O Museu da Justiça, tem sob sua guarda, cerca de vinte
mil processos judiciais de valor histórico, do século XIX ao
início do século XX:
demandas cíveis e comerciais de importância na vida social e política do Rio de Janeiro, livros de compra e venda
de escravos, inventários de membros da família imperial e
de outros nobres do Império, de Presidentes da República,
tais como, Deodoro da Fonseca, Nilo Peçanha e Epitácio
Pessoa e, de outras personalidades, dentre elas Rui Barbo
realização de pesquisas sobre
a história da Justiça Fluminense,
mediante convênio com instituições universitárias e culturais;
 preservação da memória oral e
visual do Poder Judiciário Fluminense realizando entrevistas com membros do Judiciário;
 organização de exposições permanentes e temporárias na sede
do Museu e no Centro da Memó
ria Judiciária de Niterói;
 promoção de cursos e concursos de monografias que
estimulem a integração entre a História e o Direito;
 digitalização dos processos e livros históricos que integram o acervo do Museu: programa de arquivo digital;
 promoção de palestras sob o tema “História
do Direito”. A
M U S E U DA J U S T I Ç A
Rua D. Manuel nº 29/3º andar - Centro, Rio de Janeiro
Visitação: 2ª a 6ª feira das 11 às 17 horas
Tels: (21) 3133-3768 / 3767
Visitas guiadas: (21)3133-2975
Site: www. tj. rj. gov. br
E-mail: museudajustiça@tj. rj. gov. br
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Informa
1908-2008
Centenário da Imigração Japonesa
A
base da economia brasileira, no século XIX, era a lavoura cafeeira que utilizava a mão-de-obra escrava.
Com a Lei Áurea, em 1888, a escravidão africana foi
extinta e os Barões do Café precisaram substituir os escravos libertos por trabalhadores de baixo custo.
Inicialmente, recorreram aos imigrantes italianos mas, devido à incorreções no tratamento que eles receberam dos
fazendeiros, alguns países europeus retrocederam no movimento imigratório para o Brasil.
No transcorrer do século XIX, a atividade agrícola se manteve prioritária no Brasil. O Japão estava, em destaque, pelo
seu momento político-econômico e priorizava a expansão
do seu potencial bélico. Mas, este progresso e modernização, em sentido contrário, promoveu um grande êxodo
rural e uma explosão demográfica nas cidades e na ilha de
Hokkaido (extremo norte do arquipélago).
O país tornou-se superpovoado. Como alternativa, o governo japonês impulsionou um movimento pró-imigração.
Os japoneses começaram a imigrar para o Havaí, Estados
Unidos, Canadá, Peru e Austrália.
Fundamentado no tratado assinado entre Brasil e Japão
(1895), que estreitava suas relações diplomáticas, a imigração japonesa foi estimulada através das propagandas sobre a
escassez da mão-de-obra para a lavoura cafeeira no Brasil.
Consta que, à época, a opinião pública brasileira não concordava com a vinda de asiáticos que, eram aqui, conhecidos
como os “negros amarelos”. Segundo relatos escritos e orais,
os primeiros imigrantes a desembarcarem do navio Sanuki
Maru, em 1906, teve como seu principal personagem Saburo Kumabe, juiz em Kagoshima (província ao sul do Japão).
Kumabe e sua família, ao chegarem no Brasil se estabeleceram na cidade de São Paulo como enroladores de cigarro.
Em 1907, Kumabe foi procurado pelo Presidente da Companhia de Imigração Japonesa que lhe propôs a formação
de uma colônia agrícola, na Fazenda Santo Antonio, em
Conceição de Macabu, região no norte do Estado do Rio
de Janeiro. Esta fazenda foi doada, pelo governo brasileiro,
para que os imigrantes reiniciassem uma nova fase de vida,
digna e estável.
Entretanto este projeto não obteve sucesso em razão de
vários fatores: a falta de apoio do governo brasileiro após
a instalação dos japoneses na fazenda, ataque das saúvas
nas plantações, exaustão do solo, malária e a falta de experiência na lavoura porque a formação da maioria destes
imigrantes, era em medicina, magistério e direito.
No ano de 1912, Kumabe e sua família deixaram a Fazenda Santo Antônio e a colônia foi desativada. O cenário da
grande ilusão se desfaz !
A historiografia oficial registra, no entanto, que o primeiro
navio japonês a chegar ao Brasil é o Kasato Maru, no porto
de Santos (SP), em 18
de junho de 1908.
Desembarcaram para
trabalharem nas lavouras cafeeiras do
Estado de São Paulo
centenas de passageiros (extensas famílias) cuja lista está, sob a guarda, do Arquivo Nacional integrando a relação de vapores do porto santista. Esperança,
vida próspera e fortuna foram absorvidas diante da realidade
vivenciada por esses imigrantes recém-chegados!
As companhias de imigração propagavam, no
Japão, que o café era a
“árvore que dá ouro” e
que teriam renda mensal
de 135 ienes por família
As companhias de imigração propagavam, no Japão, que o
café era a “árvore que dá ouro” e que teriam renda mensal
de 135 ienes por família. Ao chegarem às fazendas de café
a moradia oferecida, pelos fazendeiros, se localizava na antiga senzala, de barro ou madeira, anteriormente utilizada
pelos seus escravos: sem conservação e higiene.
Informa
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O clima, idioma, costumes e hábitos brasileiros foram adversários constantes para os japoneses. O fracasso da experiência com o primeiro contingente de imigrantes que
vieram para o Brasil, fez com que as companhias imigratórias começassem a organizar pequenos lotes de terras e
cedê-los aos japoneses, que na condição de “donos da terra” plantavam milho, tomate, chá, pimenta e arroz, apoiados por pequenas cooperativas que se formaram.
Dos que se evadiram das fazendas de café, a maioria seguiu para Santos (SP) exercendo as funções de estivadores
no porto, ferreiros, marceneiros e serviços do comércio. Deflagrada a Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918),
um percentual significativo de japoneses veio para o Brasil
em busca de trabalho.
Durante os anos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945)
os japoneses enfrentaram muitos problemas em território
brasileiro. A imigração deles foi proibida e o navio Buenos
Aires Maru, que chegou ao Brasil em 1941, foi considerado o último do ciclo Maru.
A marcante influência da cultura japonesa se expressou
através da culinária, terapias alternativas aperfeiçoadas,
EXPOSIÇÃO
Iene - moeda oficial do Japão
artes florais e as artes marciais, entre tantos outros hábitos
e costumes orientais que nos foram legados nestes 100
Anos de integração Japão-Brasil.
Hoje, aqui vivem, aproximadamente, um milhão e quatrocentos mil imigrantes japoneses e seus descendentes.
A maior colônia japonesa no exterior! A
Ricardo Akira Kataoka
Consultor Imobiliário
Agenda
“O Espírito do Budô: a História das Artes Marciais no Japão”
Esta Exposição reúne cerca de 87 peças japonesas relacionadas à história das
artes marciais do Japão: espadas antigas, vestuário, capacetes de diversos
estilos, armaduras utilizadas pelos antigos guerreiros e utensílios de lutas.
Realização do Museu Histórico Nacional, Fundação Japão e Consulado Geral do Japão no RJ.
11 de junho a 27 de julho de 2008
terça à sexta, das 10 às 17:30min
Sábado, domingo e feriado das 14 às 18 horas
Local: Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora, próximo à Praça XV – Centro, RJ
Tels: 2550-9220 / 2550-9224
Ingresso: R$ 6,00 - Entrada franca aos domingos
EXPOSIÇÃO VIRTUAL
Japão,Brasil: centenário de um encontro
O Arquivo Nacional exibirá, a partir de junho, os principais documentos
de seu acervo sobre a imigração japonesa: relações de vapores, registros
em hospedarias de imigrantes e processos de naturalização.
Curadora: Renata Williams
Portal www.arquivonacional.gov.br - acessar exposições virtuais
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Informa
Antigo prédio da Praça da República, no 26
Em seqüência aos capítulos, sobre este antigo prédio, apresentamos o texto de autoria do
desembargador Antônio Izaias da Costa Abreu, membro do Colegiado dirigente do Museu da
Justiça e do Grupo de Altos Estudos da Memória Judiciária.
O
prédio adquirido por D. João VI, em 1818, para abrigar o Museu Real, que nele se instalou no dia 26 de
maio do mesmo ano, pertencia ao rico comerciante
João Rodrigues Pereira de Almeida, o Barão de Ubá.
Nos três anos seguintes, o edifício sofreu algumas alterações, tendo inclusive, sua área ampliada com a aquisição do
terreno contíguo. Algumas décadas mais tarde, passou por
novas reformas, uma realizada em 1842 e outra em 1870.
Em 25 de julho de 1892, o Museu Real, já com a denominação de Museu Nacional, foi transferido para o Palácio da
Quinta da Boa Vista, no bairro de S. Cristóvão, sendo então
instalados no prédio da Praça da República, a Intendência
da Guerra e o Fórum Central do Rio de Janeiro.
Decreto de 6 de Junho de 1818
Crêa um Museu nesta Corte, e manda que elle seja estabelecido em
um prédio do Campo de Sant’Anna que manda comprar e incorporar aos próprios da Coroa.
Querendo propagar os conhecimentos e estudos das sciencias naturaes no Reino do Brazil, que encerra em si milhares de objectos
dignos de observação e exame, e que podem ser empregados em
beneficio do commercio, da industria e das artes, que muito desejo favorecer, como grandes mananciaes de riqueza:Hei por bem
que nesta Corte se estabeleça um Museu Real, para onde passem,
quanto antes, os instrumentos, machinas e gabinetes que já existem dispersos por outros logares; ficando tudo a cargo das pessoas
que eu para o futuro nomear. E sendo-me presente que a morada
de casas que no Campo de Santa Anna occupa o seu proprieário,
João Rodrigues Pereira de Almeida, reúne as proporções e commodos convenientes ao dito estabelecimento, e que o mencionado
proprietário voluntariamente se presta a vendel-a pela quantia de
32:000$000 [... ]
Entre 1905 e 1906, o antigo edifício teve sua fachada alterada, de acordo com o projeto do engenheiro Francisco
Peixoto, sendo executado pelo arquiteto Raphael Rebecchi. A fachada antiga deu lugar a uma arquitetura híbrida
com a construção de um terceiro andar, na área delimitada
pelo pórtico.
A partir de 1907, o prédio passou a abrigar, também, o
Arquivo Nacional. Em 1926, algumas varas foram transferidas para o Palácio da Justiça, na Rua D. Manuel, inaugurado em 6 de novembro daquele ano.
Com a instalação do Pretório e do Fórum Criminal, em
1940, no antigo edifício do Almirantado, na Rua D. Manuel,
deixou de haver razão para o Fórum Central continuar funcionando no antigo prédio da Praça da República.
Em 1941, com a inauguração do Palácio da Guerra, na
Praça Duque de Caxias, a Intendência da Guerra foi transferida para este Palácio.
Assim, no velho solar da Praça da República, permaneceu
apenas o Arquivo Nacional que depois se transferiu para
o antigo edifício da Casa da Moeda, instalando-se no seu
lugar, em agosto de 1986, o Arquivo Judiciário. Dois anos
mais tarde, em 23 de agosto de 1988, o prédio passou a
acolher, também, o Museu da Justiça até o ano de 1995,
quando então, sua sede foi transferida para o Fórum de Niterói e, em 1998, para o prédio situado na Rua D. Manuel,
nº 29 (centro do RJ), antigo Palácio da Justiça e, posteriormente, Tribunal de Alçada Criminal. A
Extraído da obra “Palácios e Fóruns do Judiciário do Estado do Rio de
Janeiro” de autoria do desembargador Antônio Izaias da Costa Abreu.
Rio de Janeiro: COP Gráfica e Editora, 2006
Coordenação: Jeanne�e Garcia
Informa
Arquivo Nacional
Documentos Iconográficos
O
acervo iconográfico do Arquivo Nacional reúne, aproximadamente, dois milhões de
expressivas e históricas imagens referentes ao Brasil, através de fotografias,
ilustrações, álbuns, negativos fotográficos, gravuras, cartazes, caricaturas,
charges e diapositivos.
Coleção Fotografias Avulsas (18551964) – coleção formada,no Arquivo
Nacional, através de doações. As fotografias retratam aspectos de cidades e
personalidades brasileiras, anônimos,
cenas familiares, viagens, família imperial, cenas religiosas, exposições nacionais e internacionais.
Os primeiros registros iconográficos da
instituição estiveram sob a custódia da
antiga Seção Histórica que, posteriormente, foram incorporados à Seção
Cartográfica e Iconográfica.
Correio da Manhã (1901-1974) –
acervo oriundo deste importante jornal
carioca. Suas imagens
destacam o cotidiano de
algumas cidades brasileiras, em especial o Rio de
Janeiro, os fatos e acontecimentos históricos regional e nacional e as personalidades brasileiras do
cenário econômico, social,
cultural e desportivo. Esse
acervo possui,entre outras
espécies documentais, fotografias, negativos, caricaturas e charges que se encontram reunidos em dossiês
onomástico ou temático.
Atualmente, a Equipe de Documentos Iconográficos está subordinada à
Coordenação de Documentos Audiovisuais e Cartográficos. Os documentos que estão, sob sua guarda, são
submetidos à tratamento técnico, organização e digitalização com fins de
garantir o acesso ao público. São mais
de 80 fundos e coleções de origem
pública e privada.
Dentre os de maior relevância, destacamos:
Família Ferrez (1839-2000) – acervo
de Gilberto Ferrez doado ao Arquivo Nacional pelos familiares,no ano
de 2007. O carioca Gilberto Ferrez
(1843-1923), importante retratista,
registrou os membros da família imperial brasileira, publicou o Álbum da
Av. Rio Branco focando a construção
da atual avenida, entre os anos de
1903 e 1906, e uma série de cartõespostais e bilhetes-postais de paisagens do Rio de Janeiro.
Além do arquivo pessoal de Gilberto
Ferrez o acervo contem outros de igual
importância: Julio Ferrez, Luciano Ferrez e da “Firma Ferrez”.
Agência Nacional (19381982) - fundo documental de
origem pública, que representa um conjunto de imagens referente
ao cotidiano dos Presidentes da República, a partir do primeiro governo
de Getúlio Vargas,personalidades públicas e privadas e às Forças Armadas.
Este fundo documental possui fotografias, negativos, álbuns fotográficos
e cópias por contato.
É o resgate da nossa História através
dos registros em imagens fixas. A
Sérgio Lima – Mestre em Memória Social, UNIRIO
Supervisor da Equipe de Documentos
Iconográficos do Arquivo Nacional
VISITE O PORTAL DO ARQUIVO NACIONAL
Conheça suas instalações e consulte seu precioso acervo.
www. arquivonacional. gov. br
9
10
Informa
Livros
O
programa editorial do Arquivo Nacional é dedicado à publicação de instrumentos
de pesquisa, publicações históricas e avulsas referentes ao acervo da instituição, obras de
caráter técnico voltadas para a metodologia arquivística e à preservação de documentos.
A instituição, também, publica as monografias vencedoras do Prêmio Arquivo Nacional de
Pesquisa e obras raras do acervo institucional.
Governação e Arquivos: D. João VI no Brasil
A pesquisa se direcionou aos documentos transferidos com a Corte Portuguesa para o Brasil
e os produzidos durante a sua permanência. Em conseqüência às transferências ocorridas,
criaram-se outros sistemas de arquivos e conjuntos documentais. O redescobrir destas intrincadas relações de arquivo constituiu uma reflexão para a prática arquivística e gestão
documental, no período da História de Portugal que, também, é a do Brasil e outros países
de língua portuguesa.
Ana Canas Delgado Martins | 439 páginas | Instituto dos Arquivos Nacionais/ Torre do Tombo
Grandjean de Montigny: da arquitetura revolucionária à
civilização nos trópicos
É uma contribuição importante para o estudo da obra de Grandjean de Montigny, parcela
integrante do projeto civilizatório imaginado e impulsionado por D. João VI, no Rio de Janeiro.
A autora aborda os projetos arquitetônicos de Grandjean, executados ou não, enquanto fundamentais para a construção de seu objeto de estudo ao perceber a importância, desses projetos,
como portadores de formas, valores, idéias e princípios.
Ângela Telles | 184 páginas | Prêmio D. João VI de Pesquisa
Ritmos da Vida: momentos efusivos da família real
portuguesa nos trópicos.
O livro é um tesouro de novas informações encontradas, graças ao esforço do autor, nos
arquivos portugueses. Ele comprova, assim, que o fato histórico - no caso, a viagem e a instalação da Corte entre nós - é apenas a ponta de um iceberg que não se compreende sem o
estudo dos fatos submersos. É o estudo do contexto e de suas determinações profundas, e
menos visíveis, que lhe permite melhor explicar o dito fato e apontar o que lhe é singular.
Paulo de Assunção | 320 páginas | Prêmio D. João VI de Pesquisa
Imprensa e Poder na Corte Joanina:
a Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1821)
Para além das questões políticas e cotidianas, o jornal foi um ícone fundamental na história
da imprensa no Brasil ao adotar alguns dos valores jornalísticos, hoje essenciais, na grande
imprensa. Há 200 anos, a folha do rei já se preocupava com periodicidade, sistema de assinaturas, vendas avulsas e espaço para anúncios. Em 1822, com a Independência, a Gazeta
do Rio de Janeiro deixou de circular. Suas páginas chegam, até nós, como um testemunho
singular de vários aspectos da sociedade fluminense, no tempo de D. João VI.
Juliana Gesuelli Meirelles | 244 páginas | Prêmio D. João VI de Pesquisa
Complexo com livraria, loja de CD’s e DVD’s, café, bar e pequeno palco para apresentações e lançamentos de CD’s e livros.
Segunda à sexta das 9 às 20h / Sábado das 10 às 18h
Praça XV de Novembro 48, loja 1 Centro/RJ
Telefones: 2524-7242/ 2220-8471
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Os sócios da ACAN- Associação Cultural do Arquivo Nacional
têm desconto especial na compra de livros, CD’s ou DVD’s.
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Registro Especial ACAN
Cerimônia da posse de novos associados
Juiz Francisco Horta fez a saudação aos novos sócios e proferiu discurso em homenagem à
ACAN e ao diretor do Arquivo Nacional, Prof. Jaime Antunes, na sessão realizada no Salão
Nobre. Registrou-se também, sob aplausos, a presença da Sra. Tânia Araújo, esposa do Presidente da ACAN, que prestigiava o evento.
A Dra. Maria Regina da Costa Duarte
propôs a escritora Ana Maria Fonseca
Medina como associada.
O advogado Osni Wesley de Oliveira
recebeu o certificado do seu paraninfo José Gomes de Almeida Netto,
da Diretoria Executiva da ACAN.
O Engenheiro Ignácio Ottoni teve como
paraninfa a Profa. Saskia Radino, do Conselho Deliberativo da ACAN.
A Juíza Arethuza Aguiar e o
jornalista Acúrcio de Oliveira foram empossados como
novos sócios da ACAN.
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