Informa INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL DO ARQUIVO NACIONAL FUNDADA EM 2 DE DEZEMBRO DE 1987 ANO 3 • No 9 • 2008 Títulos E Homenagens D. Eugenio Sales CERIMÔNIA DE POSSE DO CARDEAL-ARCEBISPO COMO SÓCIO DA ACAN Presidente e Diretores da ACAN e o Diretor do Arquivo Nacional no gabinete de D. Eugenio Sales. Novos Sócios SÉRGIO CABRAL, jornalista, escritor e SOLÓN DE LUCENA, Diretor do Jornal do Commercio Empresário Antonio Romano, Sérgio Cabral, Solón de Lucena, Licio Araújo (ACAN) e Rosa Maria de Araújo (MIS) no Salão Nobre do Arquivo Nacional. Exposição de Genealogia e Heráldica no Arquivo Nacional Silvestre Lacerda - Diretor do Arquivo da Torre do Tombo, José António de Melo Pinto Ribeiro - Ministro da Cultura de Portugal e José Almino de Alencar - Presidente da Fundação Casa de Ruy Barbosa, recebidos pelo Diretor do Arquivo Nacional, Prof. Jaime Antunes. Cel. Claiton Pereira Muniz - Diretor do Arquivo Histórico do Exército, Ricardo Caballero - Cônsul do Paraguai e o Presidente da ACAN, Licio Araújo. 2 Informa Conselho Deliberativo Notícias em Foco POSSE DOS NOVOS CONSELHEIROS ADESG TEM NOVO PRESIDENTE BIÊNIO 2008/2009 O Professor Pedro Ernesto Mariano de Azevedo Azevedo, membro titular do Quadro de Associados ACAN, tomou posse em sessão solene no Auditório Juarez Távora, na presidência da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra que congrega mais de 80 mil diplomados em todo o Brasil. Waldemar Ferreira da Silva Economista, Presidente da REFER - Seguridade Social O Prof. Pedro Ernesto foi cumprimentado, também, pelos seus amigos da ACAN, Marilda Alves Dias e Licio Araújo. HOMENAGENS A SYLVIO CAPANEMA Saskia Radino Empresária, Presidente da Organizing Eventos Foto: JB O Desembargador Sylvio Capanema,, membro do Quadro Titular da ACAN, foi alvo de homenagens ao aposentar-se do Tribunal de Justiça do Estado onde atuou, recentemente, como Vice-Presidente do Órgão. No jantar comemorativo, presenças destacadas como do Desembargador Murta Ribeiro, Presidente do Tribunal e sua esposa, a pianista Carol Murta Ribeiro. TARDE DE AUTÓGRAFOS A escritora Ana Maria Fonseca Medina , sergipana de Boquim e sócia da ACAN (RJ), autografou seu livro “Cartas de Hermes Fontes” Fontes”, no Salão Nobre do Arquivo Nacional, brindando os convidados com sua simpatia e amabilidade. Nelson Mufarrej Filho Advogado e Perito Judicial, Presidente da Federação das Entidades Líbano-brasileiras E X P E D I E N T E Informa publicação editada pela ACAN Jornalista Responsável Fernando João Abelha Salles - Mtb 11. 774 Projeto Editorial Jeannette Garcia Projeto Gráfico e Diagramação Raquel Reis Revisão Jeannette Garcia Fotos Flávio Lopes (AN/COPAC) Impressão Ponto Final Gráfica e Editora Praça da República, 173 Prédio P Nível 2 CEP 20211-350 Rio de Janeiro RJ Tel. (21) 2179-1328 - E-mail acan@arquivonacional. gov. br Informa 3 Ilustre Vizinhança do Arquivo Nacional III - A CENTRAL DO BRASIL Há 150 anos era inaugurada a Estrada de Ferro D. Pedro II A progressiva e intensa produção de mercadorias e a necessidade de transportá-las para os mercados consumidores fizeram com que os empresários ingleses apoiassem o engenheiro Stephenson que apresentou sua primeira locomotiva em 1814. Foi considerado o inventor da locomotiva a vapor e, também, construtor da primeira estrada de ferro. No início da segunda metade do século XIX, a invenção do engenheiro inglês,já se desenvolvia na Europa e América do Norte. A primeira ferrovia, na América do Sul, foi inaugurada no Peru em 1851 e, no ano seguinte, foi a vez do Chile. As notícias sobre a invenção da locomotiva e o êxito das iniciativas referentes à construção de estradas de ferro tiveram veloz e ampla repercussão no Brasil. A Lei Imperial de 31 de outubro de 1835 concedia privilégios, por 40 anos, às empresas cujos projetos de construção estivessem direcionados à interligação do Rio de Janeiro, S. Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia. da Estrela (situado ao fundo da Baía de Guanabara), em direção à cidade de Petrópolis, na localidade de Raiz da Serra. Esta concessão, também, se estendia à exploração do transporte marítimo entre a Corte e a Praia da Estrela (Estação Guia de Pacobaíba). A “Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro Petrópolis”, sob a direção do Barão de Mauá, promoveu a conexão do transporte ferroviário e marítimo: as mercadorias que chegavam ao Porto da Estrela eram transportadas por barcos a vapor através da Baía de Guanabara até à cidade do Rio de Janeiro. A inauguração oficial da E. F. Mauá, assim denominada por D. Pedro II, aconteceu em 30 de abril de 1854 sendo, totalmente, finalizada no ano de 1856. Ao Barão de Mauá se devem, além da instalação dos primeiros trilhos no Brasil, o lançamento da locomotiva Baroneza, construída em 1852, na Inglaterra. Primeira locomotiva a vapor que circulou no país, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN como monumento cultural, conservada nas instalações do Museu do Trem, no bairro do Engenho de Dentro. Tendo como principal função integrar as áreas urbanas que não paravam de crescer devido à chegada de imigrantes, a libertação dos escravos e a crise da lavoura cafeeira, foi inaugurado o primeiro trecho da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II, em 29 de março de 1858: da estação do Campo (atual Centro) até a Freguesia de N. S. da Conceição de Marapicu (Queimados). Até à chegada das ferrovias, no Brasil, o transporte de Para a construção do primeiro prédio da Estação do Cammercadorias era feito por tropas de mulas em estradas po foi demolida a Igreja de Santana, datada de 1735. A empoeiradas. Naquela época, os portos fluminenses de imagem valiosa se encontra, hoje, na pequena capela no Parati e Angra dos Reis exportavam, em média, cem interior do prédio administrado pela SUPERVIA. mil sacas de café oriundas do Vale do Paraíba. Em São Christiano Benedicto Ottoni Ottoni, natural de Minas Gerais, Paulo, também, chegavam ao professor e político notável, foi Presidente da Cia. Estrada porto de Santos, milhares de de Ferro D. Pedro II e primeiro Diretor, desta ferrovia, mulas carregando produtos quando inaugurada. Autor da obra “O Futuro das Estradas agrícolas e café. de Ferro no Brasil” formou, ao lado do Barão de Mauá, um Irineu Evangelista de Souza, o dos mais destacados personagens da história das ferrovias Barão de Mauá,, recebeu em no Brasil. 1852 a concessão do Governo Imperial para construir e explorar a linha férrea,no Rio de Janeiro, que ia do Porto “ Eu não construo Estrada para o Brasil de hoje, mas para o Brasil do futuro... ” 4 Informa MUSEU DO TREM Rua Arquias Cordeiro, nº 1. 046 – Engenho de Dentro, RJ Visitação: 3ª a 6ª das 10 às 12 horas e das 13:30 às 16 horas Sábado das 9 às 17 horas | Consultar antes pelo telefone [21] 2269-5545 Com a Proclamação da República, a partir de 22 de novembro de 1889, a Estrada de Ferro D. Pedro II, passou a denominar-se Estrada de Ferro Central do Brasil,transportando cargas e passageiros. Por Decreto do Presidente Arthur Bernardes,em 1925, a estação do Centro recebeu a denominação “Estação D. Pedro II” antes mesmo da construção do moderno edifíciosede, entre 1936 e 1943. No decorrer do século XX, a Estrada de Ferro Central do Brasil, continuou sendo ampliada com a incorporação de ramais já existentes. Mas, algumas das estradas de ferro encampadas eram deficitárias prejudicando os lucros alcançados pelas linhas principais. Em março de 1957, foi criada a Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA). Com o passar dos anos, ela foi perdendo sua identidade e suas linhas deficitárias começaram a ser erradicadas e outras segmentadas passando a fazer parte de outros sistemas ferroviários. O processo de desestatização das malhas da RFFSA foi realizado pelo Governo Federal com base na Lei nº 8.031/90 extinguindo a Rede, gradativamente, até o ano de 1999 quando foi substituída pela SUPERVIA. O nome Central do Brasil é referência para a estação base da SUPERVIA, e, também, referência para milhares de pessoas que circulam pela Avenida Presidente Vargas direcionando olhares para o maior relógio de quatro faces do mundo. A Fernando João Abelha Salles Diretor Cultural da ACAN Agenda EXPOSIÇÃO “O Príncipe D. João e a Justiça no Brasil” Esta Exposição traça o quadro das grandes transformações introduzidas pelo Príncipe Regente D.João na organização judiciária do Brasil. O acervo exposto se compõe de textos, gravuras, organogramas e documentos de época, dentre estes, um exemplar das Ordenações Filipinas, o livro de termos de posse dos ministros da Casa da Suplicação do Brasil e alguns processos oriundos deste tribunal. A Exposição está distribuída em painéis temáticos. 28 de maio a 19 de dezembro de 2008 segunda à sexta-feira das 11 às 17:30 min Tels: 3133-3768 / 3133-3767 Entrada Franca Local: Salão dos Espelhos do Museu da Justiça Rua D. Manuel, 29/3º andar – Centro, RJ Administrativo • Bancário • Civil • Criminal • Comercial • Contratos • Família • Previdenciário • Propriedade Industrial e Intelectual • Recuperação de Créditos • Societário • Trabalhista • Tributário Informa 5 Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro Preservação da Memória Judiciária O sa, Euclides da Cunha e José Lins do Rego. Museu da Justiça, inaugurado em 23 de agosto de 1988 e pioneiro em seu gênero no país, tem por objetivo resgatar, preservar e divulgar a memória do Judiciário fluminense. processos criminais: os processos de Homicídio e Insurreição envolvendo o escravo Manuel Congo, em 1838, na região de Paty do Alferes; ao assassinato de Euclides da Cunha; ao atentado à Carlos Lacerda que resultou a morte do Major Rubens Vaz; à ação penal impetrada contra Josias Nunes de Oliveira, motorista da Viação Cometa, em decorrência do acidente que vitimou o Presidente Juscelino Kubitschek e seu motorista Geraldo Ribeiro. Instalado, inicialmente, no secular prédio da Praça da República, nº 26, integrava o Departamento Geral de Arquivo e Documentação Histórica do Tribunal de Justiça. Em 1998, a sede do Museu foi transferida para o terceiro andar do histórico palácio situado na Rua D. Manuel, nº 29, que abrigara três tribunais: a Corte de Apelação do antigo Distrito Federal, o Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara e o Tribunal de Alçada Criminal do Estado do Rio de Janeiro. ATIVIDADES O Museu, também, desenvolve as seguintes atividades: O acervo é constituído de processos judiciais, livros de atos judiciários, documentos, fotografias, livros e periódicos, plantas arquitetônicas do Palácio da Justiça instalado na Rua D. Manuel, nº29, peças e vestes representativas do Judiciário e objetos diversos relacionados aos fatos significativos e às destacadas personalidades da Justiça do Rio de Janeiro. Compõem, também, este acervo fitas de vídeo e áudio contendo arquivos sonoros e visuais com depoimentos de magistrados e ilustres personalidades ligadas à história do Judiciário fluminense. O Museu da Justiça, tem sob sua guarda, cerca de vinte mil processos judiciais de valor histórico, do século XIX ao início do século XX: demandas cíveis e comerciais de importância na vida social e política do Rio de Janeiro, livros de compra e venda de escravos, inventários de membros da família imperial e de outros nobres do Império, de Presidentes da República, tais como, Deodoro da Fonseca, Nilo Peçanha e Epitácio Pessoa e, de outras personalidades, dentre elas Rui Barbo realização de pesquisas sobre a história da Justiça Fluminense, mediante convênio com instituições universitárias e culturais; preservação da memória oral e visual do Poder Judiciário Fluminense realizando entrevistas com membros do Judiciário; organização de exposições permanentes e temporárias na sede do Museu e no Centro da Memó ria Judiciária de Niterói; promoção de cursos e concursos de monografias que estimulem a integração entre a História e o Direito; digitalização dos processos e livros históricos que integram o acervo do Museu: programa de arquivo digital; promoção de palestras sob o tema “História do Direito”. A M U S E U DA J U S T I Ç A Rua D. Manuel nº 29/3º andar - Centro, Rio de Janeiro Visitação: 2ª a 6ª feira das 11 às 17 horas Tels: (21) 3133-3768 / 3767 Visitas guiadas: (21)3133-2975 Site: www. tj. rj. gov. br E-mail: museudajustiça@tj. rj. gov. br 6 Informa 1908-2008 Centenário da Imigração Japonesa A base da economia brasileira, no século XIX, era a lavoura cafeeira que utilizava a mão-de-obra escrava. Com a Lei Áurea, em 1888, a escravidão africana foi extinta e os Barões do Café precisaram substituir os escravos libertos por trabalhadores de baixo custo. Inicialmente, recorreram aos imigrantes italianos mas, devido à incorreções no tratamento que eles receberam dos fazendeiros, alguns países europeus retrocederam no movimento imigratório para o Brasil. No transcorrer do século XIX, a atividade agrícola se manteve prioritária no Brasil. O Japão estava, em destaque, pelo seu momento político-econômico e priorizava a expansão do seu potencial bélico. Mas, este progresso e modernização, em sentido contrário, promoveu um grande êxodo rural e uma explosão demográfica nas cidades e na ilha de Hokkaido (extremo norte do arquipélago). O país tornou-se superpovoado. Como alternativa, o governo japonês impulsionou um movimento pró-imigração. Os japoneses começaram a imigrar para o Havaí, Estados Unidos, Canadá, Peru e Austrália. Fundamentado no tratado assinado entre Brasil e Japão (1895), que estreitava suas relações diplomáticas, a imigração japonesa foi estimulada através das propagandas sobre a escassez da mão-de-obra para a lavoura cafeeira no Brasil. Consta que, à época, a opinião pública brasileira não concordava com a vinda de asiáticos que, eram aqui, conhecidos como os “negros amarelos”. Segundo relatos escritos e orais, os primeiros imigrantes a desembarcarem do navio Sanuki Maru, em 1906, teve como seu principal personagem Saburo Kumabe, juiz em Kagoshima (província ao sul do Japão). Kumabe e sua família, ao chegarem no Brasil se estabeleceram na cidade de São Paulo como enroladores de cigarro. Em 1907, Kumabe foi procurado pelo Presidente da Companhia de Imigração Japonesa que lhe propôs a formação de uma colônia agrícola, na Fazenda Santo Antonio, em Conceição de Macabu, região no norte do Estado do Rio de Janeiro. Esta fazenda foi doada, pelo governo brasileiro, para que os imigrantes reiniciassem uma nova fase de vida, digna e estável. Entretanto este projeto não obteve sucesso em razão de vários fatores: a falta de apoio do governo brasileiro após a instalação dos japoneses na fazenda, ataque das saúvas nas plantações, exaustão do solo, malária e a falta de experiência na lavoura porque a formação da maioria destes imigrantes, era em medicina, magistério e direito. No ano de 1912, Kumabe e sua família deixaram a Fazenda Santo Antônio e a colônia foi desativada. O cenário da grande ilusão se desfaz ! A historiografia oficial registra, no entanto, que o primeiro navio japonês a chegar ao Brasil é o Kasato Maru, no porto de Santos (SP), em 18 de junho de 1908. Desembarcaram para trabalharem nas lavouras cafeeiras do Estado de São Paulo centenas de passageiros (extensas famílias) cuja lista está, sob a guarda, do Arquivo Nacional integrando a relação de vapores do porto santista. Esperança, vida próspera e fortuna foram absorvidas diante da realidade vivenciada por esses imigrantes recém-chegados! As companhias de imigração propagavam, no Japão, que o café era a “árvore que dá ouro” e que teriam renda mensal de 135 ienes por família As companhias de imigração propagavam, no Japão, que o café era a “árvore que dá ouro” e que teriam renda mensal de 135 ienes por família. Ao chegarem às fazendas de café a moradia oferecida, pelos fazendeiros, se localizava na antiga senzala, de barro ou madeira, anteriormente utilizada pelos seus escravos: sem conservação e higiene. Informa 7 O clima, idioma, costumes e hábitos brasileiros foram adversários constantes para os japoneses. O fracasso da experiência com o primeiro contingente de imigrantes que vieram para o Brasil, fez com que as companhias imigratórias começassem a organizar pequenos lotes de terras e cedê-los aos japoneses, que na condição de “donos da terra” plantavam milho, tomate, chá, pimenta e arroz, apoiados por pequenas cooperativas que se formaram. Dos que se evadiram das fazendas de café, a maioria seguiu para Santos (SP) exercendo as funções de estivadores no porto, ferreiros, marceneiros e serviços do comércio. Deflagrada a Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), um percentual significativo de japoneses veio para o Brasil em busca de trabalho. Durante os anos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) os japoneses enfrentaram muitos problemas em território brasileiro. A imigração deles foi proibida e o navio Buenos Aires Maru, que chegou ao Brasil em 1941, foi considerado o último do ciclo Maru. A marcante influência da cultura japonesa se expressou através da culinária, terapias alternativas aperfeiçoadas, EXPOSIÇÃO Iene - moeda oficial do Japão artes florais e as artes marciais, entre tantos outros hábitos e costumes orientais que nos foram legados nestes 100 Anos de integração Japão-Brasil. Hoje, aqui vivem, aproximadamente, um milhão e quatrocentos mil imigrantes japoneses e seus descendentes. A maior colônia japonesa no exterior! A Ricardo Akira Kataoka Consultor Imobiliário Agenda “O Espírito do Budô: a História das Artes Marciais no Japão” Esta Exposição reúne cerca de 87 peças japonesas relacionadas à história das artes marciais do Japão: espadas antigas, vestuário, capacetes de diversos estilos, armaduras utilizadas pelos antigos guerreiros e utensílios de lutas. Realização do Museu Histórico Nacional, Fundação Japão e Consulado Geral do Japão no RJ. 11 de junho a 27 de julho de 2008 terça à sexta, das 10 às 17:30min Sábado, domingo e feriado das 14 às 18 horas Local: Museu Histórico Nacional Praça Marechal Âncora, próximo à Praça XV – Centro, RJ Tels: 2550-9220 / 2550-9224 Ingresso: R$ 6,00 - Entrada franca aos domingos EXPOSIÇÃO VIRTUAL Japão,Brasil: centenário de um encontro O Arquivo Nacional exibirá, a partir de junho, os principais documentos de seu acervo sobre a imigração japonesa: relações de vapores, registros em hospedarias de imigrantes e processos de naturalização. Curadora: Renata Williams Portal www.arquivonacional.gov.br - acessar exposições virtuais 8 Informa Antigo prédio da Praça da República, no 26 Em seqüência aos capítulos, sobre este antigo prédio, apresentamos o texto de autoria do desembargador Antônio Izaias da Costa Abreu, membro do Colegiado dirigente do Museu da Justiça e do Grupo de Altos Estudos da Memória Judiciária. O prédio adquirido por D. João VI, em 1818, para abrigar o Museu Real, que nele se instalou no dia 26 de maio do mesmo ano, pertencia ao rico comerciante João Rodrigues Pereira de Almeida, o Barão de Ubá. Nos três anos seguintes, o edifício sofreu algumas alterações, tendo inclusive, sua área ampliada com a aquisição do terreno contíguo. Algumas décadas mais tarde, passou por novas reformas, uma realizada em 1842 e outra em 1870. Em 25 de julho de 1892, o Museu Real, já com a denominação de Museu Nacional, foi transferido para o Palácio da Quinta da Boa Vista, no bairro de S. Cristóvão, sendo então instalados no prédio da Praça da República, a Intendência da Guerra e o Fórum Central do Rio de Janeiro. Decreto de 6 de Junho de 1818 Crêa um Museu nesta Corte, e manda que elle seja estabelecido em um prédio do Campo de Sant’Anna que manda comprar e incorporar aos próprios da Coroa. Querendo propagar os conhecimentos e estudos das sciencias naturaes no Reino do Brazil, que encerra em si milhares de objectos dignos de observação e exame, e que podem ser empregados em beneficio do commercio, da industria e das artes, que muito desejo favorecer, como grandes mananciaes de riqueza:Hei por bem que nesta Corte se estabeleça um Museu Real, para onde passem, quanto antes, os instrumentos, machinas e gabinetes que já existem dispersos por outros logares; ficando tudo a cargo das pessoas que eu para o futuro nomear. E sendo-me presente que a morada de casas que no Campo de Santa Anna occupa o seu proprieário, João Rodrigues Pereira de Almeida, reúne as proporções e commodos convenientes ao dito estabelecimento, e que o mencionado proprietário voluntariamente se presta a vendel-a pela quantia de 32:000$000 [... ] Entre 1905 e 1906, o antigo edifício teve sua fachada alterada, de acordo com o projeto do engenheiro Francisco Peixoto, sendo executado pelo arquiteto Raphael Rebecchi. A fachada antiga deu lugar a uma arquitetura híbrida com a construção de um terceiro andar, na área delimitada pelo pórtico. A partir de 1907, o prédio passou a abrigar, também, o Arquivo Nacional. Em 1926, algumas varas foram transferidas para o Palácio da Justiça, na Rua D. Manuel, inaugurado em 6 de novembro daquele ano. Com a instalação do Pretório e do Fórum Criminal, em 1940, no antigo edifício do Almirantado, na Rua D. Manuel, deixou de haver razão para o Fórum Central continuar funcionando no antigo prédio da Praça da República. Em 1941, com a inauguração do Palácio da Guerra, na Praça Duque de Caxias, a Intendência da Guerra foi transferida para este Palácio. Assim, no velho solar da Praça da República, permaneceu apenas o Arquivo Nacional que depois se transferiu para o antigo edifício da Casa da Moeda, instalando-se no seu lugar, em agosto de 1986, o Arquivo Judiciário. Dois anos mais tarde, em 23 de agosto de 1988, o prédio passou a acolher, também, o Museu da Justiça até o ano de 1995, quando então, sua sede foi transferida para o Fórum de Niterói e, em 1998, para o prédio situado na Rua D. Manuel, nº 29 (centro do RJ), antigo Palácio da Justiça e, posteriormente, Tribunal de Alçada Criminal. A Extraído da obra “Palácios e Fóruns do Judiciário do Estado do Rio de Janeiro” de autoria do desembargador Antônio Izaias da Costa Abreu. Rio de Janeiro: COP Gráfica e Editora, 2006 Coordenação: Jeanne�e Garcia Informa Arquivo Nacional Documentos Iconográficos O acervo iconográfico do Arquivo Nacional reúne, aproximadamente, dois milhões de expressivas e históricas imagens referentes ao Brasil, através de fotografias, ilustrações, álbuns, negativos fotográficos, gravuras, cartazes, caricaturas, charges e diapositivos. Coleção Fotografias Avulsas (18551964) – coleção formada,no Arquivo Nacional, através de doações. As fotografias retratam aspectos de cidades e personalidades brasileiras, anônimos, cenas familiares, viagens, família imperial, cenas religiosas, exposições nacionais e internacionais. Os primeiros registros iconográficos da instituição estiveram sob a custódia da antiga Seção Histórica que, posteriormente, foram incorporados à Seção Cartográfica e Iconográfica. Correio da Manhã (1901-1974) – acervo oriundo deste importante jornal carioca. Suas imagens destacam o cotidiano de algumas cidades brasileiras, em especial o Rio de Janeiro, os fatos e acontecimentos históricos regional e nacional e as personalidades brasileiras do cenário econômico, social, cultural e desportivo. Esse acervo possui,entre outras espécies documentais, fotografias, negativos, caricaturas e charges que se encontram reunidos em dossiês onomástico ou temático. Atualmente, a Equipe de Documentos Iconográficos está subordinada à Coordenação de Documentos Audiovisuais e Cartográficos. Os documentos que estão, sob sua guarda, são submetidos à tratamento técnico, organização e digitalização com fins de garantir o acesso ao público. São mais de 80 fundos e coleções de origem pública e privada. Dentre os de maior relevância, destacamos: Família Ferrez (1839-2000) – acervo de Gilberto Ferrez doado ao Arquivo Nacional pelos familiares,no ano de 2007. O carioca Gilberto Ferrez (1843-1923), importante retratista, registrou os membros da família imperial brasileira, publicou o Álbum da Av. Rio Branco focando a construção da atual avenida, entre os anos de 1903 e 1906, e uma série de cartõespostais e bilhetes-postais de paisagens do Rio de Janeiro. Além do arquivo pessoal de Gilberto Ferrez o acervo contem outros de igual importância: Julio Ferrez, Luciano Ferrez e da “Firma Ferrez”. Agência Nacional (19381982) - fundo documental de origem pública, que representa um conjunto de imagens referente ao cotidiano dos Presidentes da República, a partir do primeiro governo de Getúlio Vargas,personalidades públicas e privadas e às Forças Armadas. Este fundo documental possui fotografias, negativos, álbuns fotográficos e cópias por contato. É o resgate da nossa História através dos registros em imagens fixas. A Sérgio Lima – Mestre em Memória Social, UNIRIO Supervisor da Equipe de Documentos Iconográficos do Arquivo Nacional VISITE O PORTAL DO ARQUIVO NACIONAL Conheça suas instalações e consulte seu precioso acervo. www. arquivonacional. gov. br 9 10 Informa Livros O programa editorial do Arquivo Nacional é dedicado à publicação de instrumentos de pesquisa, publicações históricas e avulsas referentes ao acervo da instituição, obras de caráter técnico voltadas para a metodologia arquivística e à preservação de documentos. A instituição, também, publica as monografias vencedoras do Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa e obras raras do acervo institucional. Governação e Arquivos: D. João VI no Brasil A pesquisa se direcionou aos documentos transferidos com a Corte Portuguesa para o Brasil e os produzidos durante a sua permanência. Em conseqüência às transferências ocorridas, criaram-se outros sistemas de arquivos e conjuntos documentais. O redescobrir destas intrincadas relações de arquivo constituiu uma reflexão para a prática arquivística e gestão documental, no período da História de Portugal que, também, é a do Brasil e outros países de língua portuguesa. Ana Canas Delgado Martins | 439 páginas | Instituto dos Arquivos Nacionais/ Torre do Tombo Grandjean de Montigny: da arquitetura revolucionária à civilização nos trópicos É uma contribuição importante para o estudo da obra de Grandjean de Montigny, parcela integrante do projeto civilizatório imaginado e impulsionado por D. João VI, no Rio de Janeiro. A autora aborda os projetos arquitetônicos de Grandjean, executados ou não, enquanto fundamentais para a construção de seu objeto de estudo ao perceber a importância, desses projetos, como portadores de formas, valores, idéias e princípios. Ângela Telles | 184 páginas | Prêmio D. João VI de Pesquisa Ritmos da Vida: momentos efusivos da família real portuguesa nos trópicos. O livro é um tesouro de novas informações encontradas, graças ao esforço do autor, nos arquivos portugueses. Ele comprova, assim, que o fato histórico - no caso, a viagem e a instalação da Corte entre nós - é apenas a ponta de um iceberg que não se compreende sem o estudo dos fatos submersos. É o estudo do contexto e de suas determinações profundas, e menos visíveis, que lhe permite melhor explicar o dito fato e apontar o que lhe é singular. Paulo de Assunção | 320 páginas | Prêmio D. João VI de Pesquisa Imprensa e Poder na Corte Joanina: a Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1821) Para além das questões políticas e cotidianas, o jornal foi um ícone fundamental na história da imprensa no Brasil ao adotar alguns dos valores jornalísticos, hoje essenciais, na grande imprensa. Há 200 anos, a folha do rei já se preocupava com periodicidade, sistema de assinaturas, vendas avulsas e espaço para anúncios. Em 1822, com a Independência, a Gazeta do Rio de Janeiro deixou de circular. Suas páginas chegam, até nós, como um testemunho singular de vários aspectos da sociedade fluminense, no tempo de D. João VI. Juliana Gesuelli Meirelles | 244 páginas | Prêmio D. João VI de Pesquisa Complexo com livraria, loja de CD’s e DVD’s, café, bar e pequeno palco para apresentações e lançamentos de CD’s e livros. Segunda à sexta das 9 às 20h / Sábado das 10 às 18h Praça XV de Novembro 48, loja 1 Centro/RJ Telefones: 2524-7242/ 2220-8471 E-mail: [email protected] Os sócios da ACAN- Associação Cultural do Arquivo Nacional têm desconto especial na compra de livros, CD’s ou DVD’s. Informa 11 Registro Especial ACAN Cerimônia da posse de novos associados Juiz Francisco Horta fez a saudação aos novos sócios e proferiu discurso em homenagem à ACAN e ao diretor do Arquivo Nacional, Prof. Jaime Antunes, na sessão realizada no Salão Nobre. Registrou-se também, sob aplausos, a presença da Sra. Tânia Araújo, esposa do Presidente da ACAN, que prestigiava o evento. A Dra. Maria Regina da Costa Duarte propôs a escritora Ana Maria Fonseca Medina como associada. O advogado Osni Wesley de Oliveira recebeu o certificado do seu paraninfo José Gomes de Almeida Netto, da Diretoria Executiva da ACAN. O Engenheiro Ignácio Ottoni teve como paraninfa a Profa. Saskia Radino, do Conselho Deliberativo da ACAN. A Juíza Arethuza Aguiar e o jornalista Acúrcio de Oliveira foram empossados como novos sócios da ACAN. Projetos Culturais • Contábil • Tributário • Societário • Trabalhista • Previdenciário Av. Rio Branco, 115 / 21o andar Centro - CEP 200040-004 Rio de Janeiro RJ Tel. (21) 3344-6700 | saga@sagaconsulting. com. br | www. sagaconsulting. com. br 12 Informa