FACULDADE AUM - CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
ISSN 2317-6156
FACULDADE AUM - CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
ISSN 2317-6156
ANAIS
VI Semana Científica do Curso de Educação Física
10 a 14 de novembro de 2014
FACULDADE AUM
Av. Dom Aquino, 38
Dom Aquino - Centro – Cuiabá – MT
CEP: 78015-200
Telefone: (65) 3052-8120
E-mail: [email protected]
DIRETOR PRESIDENTE
Prof. Dr. Dirceu do Nascimento
DIRETORA ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA
Profª Drª. Maria Aparecida Enes Andrade
COORDENADORA PEDAGÓGICA
Profª Rosana Aparecida Siano
COORDENADORA DE EXTENSÃO
Profª Rosemary de Oliveira
COORDENADOR DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
Prof. Esp. Roberto Pereira de Oliveira
COMISSÃO ORGANIZADORA
Prof. Esp. Roberto Pereira de Oliveira
Profª Esp. Rosemary de Oliveira Kauffmann
Profª Ms. Valda da Costa Nunes
BANCA EXAMINADORA CIENTÍFICA
Profº Esp Aldo Passos Amorim
Profº Dr. Alacir Gonçalves de Arruda
Profº Ms. Cláudio de Oliveira Neves
Profº Esp. Joacelmo Barbosa Borges
Profª Esp. Leopoldina de O. L. A. de Vasconcelos
Profª Esp. Lucia Maciel Couto
Profº Ms. Marcelo Gomes Alexandre
Profº Esp. Roberto Pereira de Oliveira
Profª Esp. Rosemary de Oliveira
Profª Ms. Rosemeire Coimbra
Profª Ms. Simone Maria Marques
Profª Ms. Valda da Costa Nunes
Profª Ms. Vanessa Alvarenga Pegoraro
Profº Esp. Raphael Marinho
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VI Semana Científica do Curso de Educação Física
TEMA: “Inclusão e o privilégio de conviver com as diferenças”
PROGRAMAÇÃO:
Dia 10/11/2014 - Palestra
Tema 01: Autismo
Palestrante:
Tema 02: Educação Física Inclusiva
Palestrante: Prof. Esp. Luciano.
Do dia 11 à 14/11/2014 – Apresentações de Trabalhos Científicos
ICS – Iniciação Científica Semestral
TCC – Trabalho de Conclusão de Curso (qualificação)
Artigos Completos e Resumos
Dia 14/11/2014 – Festival da Cultura Corporal
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SUMÁRIO
RELATOS DE VIVÊNCIAS
RELATO DE EXPERIÊNCIA: OFICINA AQUÁTICA NA EMEB ANTÔNIO FERREIRA
VALENTIM
05
05
RELATO DE VIVÊNCIA: GINÁSTICA NATURAL
09
ARTIGOS DE REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
EDUCAÇÃO INFANTIL: O VALOR DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO FÍSICA
14
14
PROFESSOR: A INCLUSÃO EDUCACIONAL NA PRÁTICA DA EDUCAÇÃO FÍSICA
20
ARTIGOS COMPLETOS
O JUDÔ NA ESCOLA AJUDANDO NA PSICOMOTRICIDADE:
ANALISE DE TRANSTORNO E DEFICIT DE ATENÇÃO COM HIPERATIVIDADE
26
26
ESPORTES DE AVENTURA APLICADOS À EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR, NO
ENSINO MÉDIO.
33
OCORRÊNCIAS DE BULLYING NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO
MÉDIO
41
A INCLUSÃO DAS CRIANÇAS COM SINDROME DE DOWN NAS AULAS DE
EDUCAÇÃO FÍSICA: DRIBLANDO AS DIFERENÇAS
57
ESPORTES DE AVENTURA: NO PONTO DE VISTA DE UM PROFESSOR DE
EDUCAÇÃO FÍSICA.
70
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): VISÃO DOS ALUNOS SOBRE AS
AULAS DE EDUCAÇÃO FISICA EM UMA ESCOLA DE CUIABÁ/MT
84
(DES) MOTIVAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM ALUNOS DO 3º ANO
DO ENSINO MÉDIO EM UMA ESCOLA ESTADUAL DE CUIABÁ/MT
98
INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL SOBRE O DESEMPENHO DA FORÇA
EXPLOSIVA
112
INCLUSÃO DOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS NAS AULAS DE
EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO FUNDAMENTAL NA VISÃO DE UM PROFESSOR:
UM ESTUDO DE CASO
125
BANNER/PÔSTER
AS PREFERÊNCIAS DE RITMOS NA DANÇA DOS ALUNOS DO 1° AO 3° ANO DA
EDUCAÇÃO DAS SÉRIES INICIAIS
136
136
MOTIVOS QUE LEVAM OS ALUNOS A DESISTIREM DO CURSO DE GRADUAÇÃO
EM EDUCAÇÃO FÍSICA
137
A COMPARAÇÃO DA AGILIDADE DE CRIANÇAS QUE PRATICAM SÓ
EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA X DE CRIANÇAS QUE PRATICAM EDUCAÇÃO
FÍSICA E KARATÊ .
138
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: OFICINA AQUÁTICA NA EMEB
ANTÔNIO FERREIRA VALENTIM
*
Gustavo Braga
Roan Ferreira
***
Roberto Pereira de Oliveira
**
RESUMO
As atividades aquáticas é um tipo de modalidade que vem a ter maiores ações e funções corporais, tanto na parte
externa do corpo como na parte interna. Usando várias habilidades corpóreas, para uma ação ao qual se
desenvolve o nado. Um conceito irrelevante é a capacidade do desenvolvimento do corpo de uma pessoa que
pratica as atividades aquáticas, o crescimento e alongamento ósseo, a hipertrofia muscular com o movimento do
próprio corpo com a coordenação motora e cognitiva para a realização das ações.
PALAVRA-CHAVE: Atividades Aquáticas. Habilidades. Desenvolvimento. Lúdico.
1 INTRODUÇÃO
No dia 10 de Outubro de 2014, foi realizada uma vivencia diferente ao quais os alunos
do Primeiro Semestre do curso de Licenciatura em Educação Física já tinham presenciado.
Realizada pela Professora Rosemary Pereira de Oliveira.
Foi passado atividades para os alunos do ensino fundamental I com idade estimada
entre 5 a 7 anos na escola EMEB Antonio Valentim. Atividades interativas e diversificadas,
diferente das atividades recreativa comum, segundo Freire (2005) “Trabalhar a ludicidade nas
aulas de natação escolar é um processo importante para o crescimento do aluno como um
indivíduo autônomo em suas atividades.”
Próximo da data de comemoração ao dia das crianças, foi realizada uma aula especial
referente a esse dia, dando as crianças uma dinâmica diferente da qual elas já estão
acostumadas. As atividades aquáticas tiveram como fundamento, para que a criança adquira
um desenvolvimento motor em consideração a forma de nadar, como nada, porque nadar;
movimentos realizados com membros superiores e inferiores de forma lúdica para que elas
*
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Educação Física na Faculdade AUM. E-mail:
[email protected]
**
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Educação Física na Faculdade AUM. E-mail:
[email protected]
***
Professor do Curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade AUM. E-mail:
[email protected]
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tivessem o entendimento do que estava sendo feito. A forma lúdica das atividades para os
alunos foi essencial para uma boa produtividade das crianças, usando a imaginação delas
contando histórias ou criando personagens para que pudessem interagir na atividade.
2 DESENVOLVIMENTO
Antes do desenvolvimento de qualquer atividade aquática, tivemos a concepção de que
tudo que fosse realizado era para ser realizado com função de entendimento das crianças, em
algumas atividades, desempenhando funções individuais e coletivas. As atividades aquáticas
coletivas tiveram a função mais dinâmica e interativa, um trabalho em conjunto, enquanto o
individual demonstrou algo especial, uma habilidade que cada criança tem, mas com o
propósito de igualdade com as habilidades de todos em um único ambiente. “Assim, tende-se
a criar um espaço pedagógico e inclusivo, no sentido de facilitar aos alunos a vivência de
experiências perceptivas e sensíveis, bem como uma aprendizagem cada vez mais recorrente.”
(TAHARA, 2006)
A prática dessas atividades não serviu apenas para o ensinamento dos fundamentos, e
sim como outros princípios metodológicos, um dele é o Trabalho coletivo, os fundamentos
sendo exercidas em diferentes brincadeiras recreativas, tais como:
Deslocamento: A atividade realizada para se desenvolver o deslocamento do corpo
não foi feita submersa, mas sim em uma base plana, uma brincadeira realizada de forma
lúdica de se deslocar-se de um lugar ao outro usando o movimento do membro superior e
inferior do corpo, movimento sincronizados ou não para a finalidade e entendimento de se
deslocar.
Equilíbrio: O equilíbrio em base plana (no chão) ou solida e muito mais fácil do que
submerso, para que se entenda o equilíbrio em um ambiente aquático se tem adaptação da
flutuação enquanto em uma base plana o equilíbrio se tem adaptação da estabilidade do corpo.
Flutuação: Não desenvolvida em piscina mas conceituada em atividades similares que
por sinal, demonstrava a posição da criança para que em outro momento esse posicionamento
fosse adequado a esse tipo de fundamento.
Em outros momentos, todos os fundamentos realizados nessa experiência foram feitos
com os objetivos principais de interação e conhecimento das crianças dando interesse a elas
para um tipo de esporte diferente além de correr, saltar e lançar.
As escolas que tem a possibilidade de passar aos alunos os esportes ou atividades
aquáticas muitas vezes não procuram dar apenas os ensinamentos e fundamentos esportes
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para os alunos. Atualmente isso é feito de forma objetiva, ao qual o aluno pratica o esporte
com o propósito “para competir” e não por lazer ou algo parecido.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A vivência nos mostrou um cotidiano escolar diferente dos quais são de costume
presenciar hoje em dia. Proporcionando atividades aquáticas de forma lúdica, abrangendo os
fundamentos para os alunos, aumentando o convívio social das crianças em atividades
coletivas, utilizando historias para identificar a realização das brincadeiras. A matemática em
contagem necessária de pontos em atividades coletivas, o respeito de todos a ter um melhor
desenvolvimento sócio afetivo, adaptação de ações fundamentais para natação, aptidão na
coordenação motora e psicomotora. E entre outros conceitos de habilidades adquirida em um
dia especial, tão especial como o dia nacional das crianças.
REFERÊNCIAS
TAHARA, Alexander Klein; SANTIAGO, Danilo Roberto Pereira e TAHARA, Ariany
Klein. As atividades aquáticas associadas ao processo de bem-estar e qualidade de vida.
EFDESPORTES - Revista Digital - Buenos Aires - Año 11 - N° 103 - Diciembre de 2006.
Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd103/atividades-aquaticas.htm. Acesso em:
out/2014.
FREIRE, M.; SCHWARTZ, G. M. Atividades lúdicas em meio líquido: aderência e
motivação à prática regular de atividades físicas. Lecturas: Educatión Física y Deportes,
Buenos Aires, v.10,n.83, abril, 2005.
OLIVEIRA, Roberto Pereira de; OLIVEIRA, Rosemary de. Manual de Práticas
Pedagógicas. FAUC/AUM, 2014. Disponível em: <http://www.fauc.com.br/>.
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APÊNDICE A – ATIVIDADES AQUÁTICAS REALIZADA NA EMEB ANTONIO
FERREIRA VALENTIM
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RELATO DE VIVÊNCIA: GINÁSTICA NATURAL
*
Marcelo Araujo Ribas
Roberto Pereira de Oliveira
**
RESUMO
Esse trabalho tem como finalidade abordar as atividades desenvolvidas durante a aula de Ginástica Natural, que
foi desenvolvida na disciplina de Núcleo de Estudo e Práticas Pedagógicas I, tendo em vista todos os métodos
utilizados durante as atividades e apresentando o modo como as mesmas foram desenvolvidas em um ambiente
totalmente adequado as atividades.
Palavra-chave: Ginástica Natural. Atividade física. Atividade física natural.
1 INTRODUÇÃO
A Ginástica Natural como será tratada a seguir são atividades adeptas da cultura
corporal. A ginástica natural tem como finalidade a promoção da saúde de uma forma livre
sendo realizada em locais que sejam naturais, ou seja, tenha contato direto com a natureza. As
atividades realizadas no Parque Mãe Bonifácia no dia 30 de agosto de 2014 denominada
Ginástica Natural foram realizadas pelos orientadores Roberto P. de Oliveira e Rosemary P.
de Oliveira, voltadas para o ensino dos acadêmicos do primeiro e segundo semestre do curso
de Educação Física da Faculdade Aum. O evento teve como objetivo ampliar o conhecimento
dos acadêmicos em relação ao ensino da ginástica e o modo como ela pode ser aplicada.
2 DESENVOLVIMENTO
Segundo SANTOS (2010). “Esta atividade tem por finalidade fortalecer e alongar o
corpo, fazendo com que o praticamente mantenha uma postura correta e uma boa
flexibilidade”.
Essa atividade desenvolvida teve como finalidade realizar a integração entre o
indivíduo e o meio ambiente por meio da atividade física de uma forma natural, sendo as
atividades realizadas em pleno contato com a natureza, fazendo com que haja um maior nível
de concentração e um melhor desempenho durante os exercícios propostos. Os professores
Acadêmico do 1◦ semestre do curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade AUM. E-mail:
([email protected]).
**
Professor da disciplina de Núcleo de Estudos e Práticas Pedagógicas do curso de Licenciatura em Educação
Física da Faculdade AUM. E-mail: ([email protected]).
*
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iniciaram as atividades com um alongamento, logo em seguida também trabalharam a parte
lúdica de cada participante fazendo com que criasse em seu consciente figuras dos
personagens citados nas atividades e no próprio alongamento, tais como (gorila, aranha,
tamanduá entre outros animais). Outro foco do evento foi causar uma interação entre os
alunos do primeiro e segundo semestre do curso de Educação Física da Faculdade AUM, que
foram os participantes do evento.
Além de deixar os músculos fortes e resistentes, A grande sacada dessa
atividade é que todos os movimentos são feitos sem qualquer tipo de
equipamento, somente usando a força e o peso do próprio corpo,
diminuindo em muito as lesões provocadas por outras atividades.
(SANTOS, 2010).
Sendo as atividades realizadas em pleno contato com a natureza, sem o uso de nenhum
tipo de equipamento que influenciasse no desempenho dos participantes durante as atividades
realizadas e mostrando as várias formas com que a Ginástica Natural pode ser aplicada.
Podendo ser aplicada principalmente sem música (caixas de som, instrumentos, microfone
entre outros), de equipamentos e materiais (cordas, bolas, entre outros).
O evento teve início às quatorze horas com o término ás dezesseis horas e foi realizado
com êxito, havendo a participação da maioria dos acadêmicos nas atividades propostas,
havendo também a interação entre turmas distintas e o auxílio dos orientadores aos
acadêmicos nas atividades mais complexas.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O evento demonstrou as variadas formas como a Ginástica pode ser aplicada e a
diversidade de atividades físicas que podem ser desenvolvidas sem materiais e equipamentos,
e o local onde foi desenvolvida a aula que se diferencia dos métodos tradicionais de se aplicar
Ginástica, até então praticado com movimentos cadenciados por algum ritmo musical.
REFERÊNCIAS
SANTOS, Fernando Fernandes. Formado pela UNIMONTE e Pós Graduado na Faculdade de
Educação Física de Santos. Disponível em: <http://maisequilibrio.com.br>. Acesso em: 22
set. 2014.
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OLIVEIRA, Roberto Pereira; OLIVEIRA; Rosemary Pereira. MANUAL DE NUCLEO DE
ESTUDO E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS: CURSO DE LICENCIATURA EM
EDUCAÇÃO FÍSICA FAUC/AUM. Cuiabá/MT, 2014. Disponível em:
<http://www.fauc.com.br>
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ANEXOS
ANEXO A- Foto de Atividade Realizada, Atividade de Agilidade. 30/08/2014
Foto: Valdirana Favaro
ANEXO B- Foto de Atividade Realizada, Atividade de Flexibilidade, Força e Equilíbrio.
30/08/2014
Foto: Roan Ferreira
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ANEXO C- Foto de Atividade Realizada, Atividade de Força e Agilidade. 30/08/2014
Foto: Valdirana Favaro
ANEXO D- Foto de Atividade Realizada, Atividade de Salto e Agilidade. 30/08/2014
Foto: Valdirana Favaro
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EDUCAÇÃO INFANTIL: O VALOR DO LÚDICO NA EDUCAÇÃO
FÍSICA
*
Ian Demuner Reverdito
**
Iuri Gomes Maynart
***
Simone Marques
RESUMO
O presente artigo cientifico tem como objetivo verificar o porquê dar maior valor para a ludicidade na fase da
educação infantil, verificar como o uso dessa ferramenta nas aulas de Educação Física pode influenciar no
desenvolvimento de uma criança. Para essa pesquisa foi usado de dados bibliográficos já publicados para
comprovar os benefícios da ludicidade. Com essa pesquisa concluímos que é muito importante que na Educação
Física e nessa fase que da educação infantil é imprescindível que esteja presente.
Palavras-chaves: Educação Física. Lúdico. Educação Infantil. 1
1 INTRODUÇÃO
O lúdico é algo que envolve as crianças assim como também os adultos, é uma cultura
desde os primórdios conforme Friedmann (1998), também era ligado muito com o folclore,
um fenômeno que envolve o social, com todo o tempo que se passou, houve grande mudanças
na aplicação de brincadeiras juntamente com o lúdico, e também ao passar do tempo ela
passou a ser utilizada individualmente foi transformada e abandonada principalmente por
parte dos adultos assim houve um corte da ligação entre as crianças e os adultos, com isso as
crianças tinham que montar suas próprias brincadeiras e criar seu próprio espaço lúdico e não
teve mais todo o compartilhamento de momentos lúdicos com os adultos que é por si só muito
importante para elas, principalmente para sua aprendizagem.
Alguns professores usam de métodos muito duros nas aulas fazendo assim com que as
crianças fiquem tímidas e se fecham e fazendo até que a ludicidade não “funcione” com as
crianças pois elas já vão ver o real do mundo pelo qual já vivenciarão, no caso a pouca
liberdade nas aulas. Almeida (2004) afirmou que o ato de brincar pode desenvolver o
intelectual que vai influenciar no seu modo de pensar, ser mais crítico e analista, na
criatividade onde a criança irá juntamente com o intelectual criar seu espaço, isso de acordo
*
Acadêmico do 2º semestre do curso de licenciatura em Educação Física da Faculdade AUM. E-mail:
[email protected];
**
Acadêmico do 2º semestre do curso de licenciatura em Educação Física da Faculdade AUM. E-mail:
[email protected];
***
Professora da disciplina de Metodologias Cientifica do curso de Licenciatura de Educação Física na
Faculdade AUM. E-mail: [email protected];
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com suas visões e suas vivencias, e a estabilidade emocional, onde ela terá um controle sobre
emoções como nervosismo, estresse e isso a apenas envolvendo trabalhos com o lúdico.
A pesquisa tem a verificar a capacidade de ensino da Educação Física na educação
infantil como ferramenta pedagógica, fazendo com que ela seja de alguma forma
impulsionada tratando de seus benefícios, tem o objetivo de avaliar a aplicação das aulas
lúdicas na Educação Físicas na educação infantil, por exemplo, muitas vezes com um sistema
rígido pode-se atrapalhar a aprendizagem, e também analisar os benefícios das brincadeiras e
jogos lúdicos têm para as crianças.
Este trabalho irá trazer o porquê dar maior relevância para as atividades lúdicas na
Educação Física no ensino infantil? E ver a forma que a ludicidade pode afetar no
desenvolvimento motor, focando nos benefícios que ela pode trazer.
O presente trabalho cientifico tem como objetivo verificar a forma de que o lúdico
pode trazer benefícios nas aulas de Educação Física em especifico na educação infantil, sua
essencial presença durante brincadeiras e jogos fazendo com que ajude no desenvolvimento
das crianças, e isso deve ser analisado, pois fazendo com que as crianças criem seu espaço,
que desenvolva seu cognitivo é de grande importância para elas.
1.1 Metodologia
Essa pesquisa cientifica tem como metodologia a pesquisas bibliográficas, a pesquisa
bibliográfica é feita com toda uma bibliografia já tornada pública em relação a outros estudos,
essas publicações podem ser feitas em boletins, jornais, revistas, monografias, tese, etc., e
também pode ser feita até por meio de gravações orais (Lakatos, Markoni, 2010) para essas
pesquisas vamos usar principalmente livros já publicados.
Foram coletados dados bibliográficos por um período de dois meses e para ampliar a
pesquisa e tem uma maior e ampla área para a pesquisa buscaram-se um tempo mais, foram
pesquisados em livros publicados a partir de 1993 com o intuito de tem um maior
conhecimento sobre a ludicidade.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
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Na educação infantil a Educação Física, o desenvolvimento motor de uma criança,
para o cognitivo, cada criança tem suas necessidades e suas limitações e isso deve-se ser
cuidado. Cada um tem um tempo de amadurecimento, por isso nas aulas de Educação Física o
uso do lúdico é muito importante para acentuar esse desenvolvimento, também levando em
conta que a ludicidade é uma grande ferramenta de apoio de ensino para os professores.
2.1.1 Educação Física: Sua Capacidade de Ensino
A Educação Física trabalha muito com expressões corporais, pois o ser humano
sempre está em movimento, ela não trabalha só com corpo, influência muito no pensar, na
visão do mundo, segundo Oliveira (2007) a Educação Física é cada vez mais importante no
sistema de ensino brasileiro e é muito importante para que os professores tenham uma ótima
pedagogia e que sempre esteja a procura de aperfeiçoar suas habilidades de ensino.
Principalmente na educação infantil as crianças vão se desenvolvendo elas obtêm novas
habilidades, principalmente motora mais há também um amadurecimento psicológico, sendo
assim, é sempre necessária uma adaptação para melhor aprendizagem.
Segundo Moreira (1995) o corpo é um objeto da Educação Física, pois o corpo terá
que estar disposto a habilidades motoras e se usa todo um trabalho mecânico, em uma busca
frenética por movimento para obter um rendimento, mais isso o corpo busca para sua própria
melhora, por isso o cognitivo deve estar em uma constante conexão como corpo físico, e a
Educação Física tem que ceder um espaço para a ludicidade, pois ela vai proporcionar
movimento, e esforço cognitivo que vai proporcionar desenvolvimento prazeroso.
Para Barros (2000) as crianças sempre vão duvidar de nossas certezas sobre jogo,
dança, esportes e ginastica, pois para elas que tem uma visão muito diferente dos adultos, a
lúdica influência muito nessa fase, pois as crianças muitas vezes dividem experiências entre
si, com ideias ou até suposições mais isso na linguagem que elas mesmas criam.
Portanto se vê a importância da Educação Física, não só na escola, mais também na
vida fora dela, o quanto as influencias sociais também podem mudar muito essa visão, a
ludicidade é muito importante para o cognitivo que assim se vai tem um aperfeiçoamento
intelectual.
2.1.2 A Educação Física na Educação Infantil
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A Educação Física é muito importante na educação infantil, segundo Daolio
(2010) na escola a Educação Física atenderá somente as necessidades fisiológicas do
desenvolvimento psicomotor mais isso quando souber as fases de desenvolvimento e as fases
da aprendizagem, por isso a maioria dos autores literários que tratam do desenvolvimento de
crianças na Educação Física assim como ele afirma que se deve trabalhar de forma
progressiva, sempre aumentando as dificuldades de certas atividades, e isso se inicia com as
habilidades mais básicas primeiras e depois evoluir para as com mais complexidade de forma
mais simples.
Segundo Willrich (2008)
afirmou que há vario motivos que podem atrasar o
desenvolvimento de uma criança e que vai afeta de forma direta as atividades dessa criança na
Educação Física na escola alguns deles são: baixo peso ao nascer, distúrbio cardiovasculares,
respiratórios, e até o baixo nível sócio – econômico que podem afetar, nesse mesmo estudo
afirmou-se que o ambiente onde a criança vive pode moldar de várias maneiras o
desenvolvimento podendo amplia-la mais também pode limita-lo de uma forma que irá
atrapalhar significa mente a vida adulta.
Fonseca (2008) fez testes em pré – escolares do ensino fundamenta de 1ª a 4ª serie que
hoje é da pré-escola ao terceiro ano do ensino fundamental utilizando uma Escala de
Desenvolvimento Motor – E.D. M, mostrando que a quantidade de atividades físicas que as
crianças fazem fora e dentro de casa com interferência de um profissional de Educação Física
e dos pais quando estão em casa, pode influenciar no desenvolvimento motor de uma criança
e isso afirmando a importância da Educação Física nessa fase.
A educação infantil tem que ter uma atenção especial, e nas aulas de Educação Física
se valoriza com o uso do lúdico ela se enriquece de uma forma muito impressionante, pois
além da Educação Física ajudar no desenvolvimento motor de uma criança pode influenciar
no cognitivo, melhora a visão das crianças do mundo a sua volta e ampliando as
possibilidades nas aulas de Educação Física.
2.1.3 O Lúdico Como Ferramenta Pedagógica e Seus Benefícios
Na educação infantil, que é a fase em que as crianças têm seu cognitivo desenvolvido,
as crianças têm grande imaginação, por isso a aplicação de atividades lúdicas na Educação
Física é de grande relevância, pois além de ajudar a desenvolver essa criança de forma natural
que é muitas vezes brincando. O brincar não pode ser excluído ou restringido de forma
alguma, Lopes (2006) definiu a função e sua essencialidade como:
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Brincar é uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento da identidade e
da autonomia. O fato de a criança, desde muito cedo poder se comunicar por meio
de gestos, sons e mais tarde, representar determinado papel na brincadeira, faz com
que ela desenvolva sua imaginação.
A atividade lúdica tem uma prioridade bem maior do que a que realmente aparenta
ter, está presente em todas as faixas etária, isso acontece muito ao ar livre, e é espontâneo e
sem coordenação. Para serem consideradas atividades lúdicas, segundo Bruhns (1993) tem
critérios que vão defini-la, e esses critérios que diferencia as atividades lúdicas de jogos
regrados, o primeiro deles é o critério do desinteresse que às vezes aparenta um desinteresse,
mais para crianças esse interesse existe, mas os adultos muitas vezes só se envolvem-se
houver certa competitividade, o critério do prazer, quando as crianças brincam na Educação
Física muitas eles demonstram o grande prazer de estar brincando, pois elas têm grandes
possibilidades.
Para Bruhns (1993) o critério da desorganização deve ser destacado, pois as crianças
fazem sua própria bagunça mais na visão de que está em volta tem a impressão que seja
bagunça toda agitação e movimentação, no critério da seriedade, em que as crianças veem a
brincadeira como algo sério, pois elas montam as próprias regras, no critério da
espontaneidade, a atividade lúdica é algo espontâneo, acontece sem um procedimentos, sem
uma ordem e também o critério da supressão, onde o indivíduo tem uma libertação de seus
conflitos, onde a criança aprende a refletir e resolver seu problemas.
Para Antunes (2008) esses critérios são muitos importantes pois ela tem muita
influência na fase infantil em que a ludicidade está mais presente na vida da criança e que isso
pode influenciar em quase toda a parte do desenvolvimento motor e cognitivo dela.
Segundo Antunes (2008) o desenvolvimento de uma criança exige muito de novas
habilidades para que ela expresse sua natureza, portanto as crianças necessitam de atividades
lúdicas de uma forma imprescindível, de uma forma que influencie essas habilidades.
Esses dados podem comprovar a importância das atividades lúdicas na Educação
Física para crianças do ensino infantil, a importância no desenvolvimento delas, no cognitivo,
em novas habilidades, por isso dar ênfase na ludicidade na educação física infantil tem que
receber uma atenção por parte dos professores.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A ludicidade é de grande importância na Educação Física, apoia significa mente o
desenvolvimento motor da criança e trabalhada em conjunto, usando a ludicidade nas aulas irá
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apoiar muito mais ainda dando apoio também ao desenvolvimento cognitivo, pois a criança
irá usar muito de imaginação, dando muitos estímulos neurais de formas diferentes,
encontrou-se poucos dados para a realização da pesquisa, mas encontrou-se dados suficientes
para os objetivos estipulados.
O presente artigo contribuiu para que haja de certa forma a nossa visão na pratica
assim podendo, por exemplo, encontrar os pontos positivos dessa pratica, por fim este artigo
não tem a pretensão de finalizar assunto, mas sim abrir novas portas para novas discussões
para que os acadêmicos possam se aprofundar cada vez mais.
REFERÊNCIAS
ANTUNES, C. 1937 Jogos para estimulação das múltiplas inteligências. 15. ed. Petrópolis,
RJ: Vozes, 2008.
BARROS, M. O livro das ignorãças. 9.ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.
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LOPES. V. G. Linguagem do Corpo e Movimento. Curitiba, PR: FAEL, 2006.
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PROFESSOR: A INCLUSÃO EDUCACIONAL NA PRÁTICA DA
EDUCAÇÃO FISICA
*
Camila Maria Andrade Silva
**
Douglas Rodrigues Levi
***
Wender Ribeiro Alves Corrêa
****
Simone Marques
RESUMO
O breve artigo tem por objetivo geral verificar quanto à perspectiva do professor, a adaptação da prática
inclusiva nas aulas de Educação Física. Logo, no entanto, procura-se problematizar “como os professores da área
da Educação Física atuam no sistema educacional inclusivo?”. Sendo assim, para o desenvolvimento do presente
trabalho atribuiu-se á base da pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo. Portanto, assim sendo, para obter-se da
resposta, foi necessária uma essencial busca em direção aos livros específicos do assunto. Dessa forma, reportarse que o professor, necessariamente, para trabalhar com a inclusão deve-se ter uma vasta rede de possibilidades
de aplicações de natureza inclusiva. Para isso, os profissionais da Educação Física devem persistir na adaptação
de mudanças e na adequação de direitos educacionais, possibilitando, assim, novas transformações mediando a
cultura educacional nas escolas.
PALAVRAS-CHAVE: Educação Física. Professor. Inclusão educacional
1 INTRODUÇÃO
O presente artigo tem por objetivo geral verificar quanto à perspectiva do professor, a
adaptação da prática inclusiva nas aulas de Educação Física. Contudo, para abordar este tema,
foi realizada uma breve procura em direção à pesquisa do assunto, baseando-se nos livros de
literatura especifica do ramo da Educação Física, bem como em alguns sites de apoio
cientifico, encontradas na biblioteca da Faculdade Aum.
Porém, como andamento deste objetivo, atribuiu-se a base da pesquisa bibliográfica de
cunho qualitativo, que tem por finalidade “[...] colocar o pesquisador em contato direto com
tudo o que foi escrito” (MARCONI; LAKATO, 2010, p.166). Com base nesse
aproveitamento cientifico, procura-se problematizar “como os professores da área da
Educação Física atuam no sistema educacional inclusivo?”.
*
Acadêmico(a) do 2ºsemestre do Curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade Aum.
Email:[email protected]
**
Acadêmico(a) do 2ºsemestre do Curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade Aum.
Email:[email protected]
***
Acadêmico(a) do 2ºsemestre do Curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade Aum.
Email:[email protected]
****
Professora da disciplina de Metodologia do Trabalho e da Pesquisa Cientifica do Curso de Licenciatura em
Educação Física da Faculdade Aum.Email: [email protected]
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Sendo assim, Darido e Rangel (2011, p.168) entendem que “[...] pelo lugar que ocupa,
o professor exerce grande influência sobre seus alunos”, entretanto, “[...] a falta de formação e
informação certamente tem sido a grande responsável pelas dificuldades encontradas pelos
professores” (ROSE JR., 2009, p.225).
Este trabalho cientifico apresenta, como objetivo especifico, o seguinte propósito de
verificar o papel do professor de Educação Física no processo de ensino-aprendizagem dos
alunos, identificar o sentido real da Educação Física na cultura escolar, e, enfim, compreender
as relações entre a prática inclusiva e as necessidades de atividade física.
2
DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Como fundamentação sucede-se, teoricamente, a formação de pesquisa à base do
conhecimento cientifico, destacando a compreensão de ensino e de cultura educacional da
área da Educação Física na escola. Além disso, será demonstrado a importância do professoreducador no processo educacional e, ainda, uma reflexão contemplada do ensino inclusivo do
ponto de vista da Educação Física.
2.1.1 Educação Física
A Educação Física pode repercutir, de maneira compreensiva, três sentidos distintos,
mas, todavia pode ser entendida como uma dada articulação interdisciplinar, destacando como
uma área regulamentada pela profissão do educador, cuja preparação da docência deve-se à
obtenção na graduação do Ensino Superior; bem como sendo um campo de estudo no qual
ocorre uma determinada investigação cientifica e, em seguida, como um componente
representante do currículo das escolas, através do processo da prática pedagógica no cotidiano
dos professores e alunos (DARIDO; RANGEL, 2011).
Segundo Menestrina (2005, p.24), uma autêntica Educação Física deve voltar suas
ações para “[...] o desencadeamento de um processo soco educacional de caráter permanente,
com vistas à formação de conhecimentos e atitudes, que possibilitem a prática de
comportamentos benéficos à saúde”.
No entanto, Darido (2012) ainda destaca que a Educação Física tem um grande papel
na cultura educacional, que deve ir acima do método dimensional dos conteúdos
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procedimentais (fazer); deve estar com uma constante busca da atração de direitos e
significados mais atitudinais (ser), ora dos alunos, ora dos professores. E ainda, deve procurar
garantir o conhecimento dos alunos, ao ceder dimensões conceituais (saber), que os levam a
realizar tal procedimento de aprendizagem, efetuando variadas atividades que exijam prazer e
solidariedade.
Entretanto, “o ensino da Educação Física tem também um sentido lúdico que busca
instigar a criatividade humana a adoção de uma postura produtiva e criadora de cultura, tanto
no mundo do trabalho como no do lazer” (SOARES et.al., p.41,2012). Portanto, dessa forma,
a Educação Física constitui-se como uma área de conhecimento cientifico que, possibilita uma
prática real de atividade física suficientemente prazerosa, e que leva a adquirir autonomia e
aprendizagem, ora do profissional-educador, ora dos alunos que estarão explorando a
determinada atividade.
2.1.2 Professor
“O professor-educador deve, portanto, participar no processo educacional, pois, [...]
haverá situações, as mais diferentes possíveis, que servirão para a construção contínua do
sistema educacional” (MOREIRA, 2004, p.79). Sendo assim:
O aluno deve tornar-se o centro do processo de ensino-aprendizagem. O professor
deve ser o mediador entre o conhecimento e o aluno. A Educação Física deve
possibilitar a transformação daqueles que a frequentam, fazendo com que os
indivíduos ganhem autonomia para a atividade (MOREIRA, 2004, p.20).
Dessa forma, “[...] eles apresentam atitudes formais e autoritárias na relação com os
alunos; vem a educação física na escola como complementação mecânica e rigorosa de
exercícios” (MOREIRA apud DARIDO, 2011, p. 27).
Porém, nesse sentido, Menestrina (2005, p.87) implica que o educador deve possuir a
“sensibilidade para avaliar de forma apropriada o desempenho dos educandos, [...] o que
compreende a utilização de procedimentos e técnicas adequadas para o julgamento de todo o
contexto em que se realiza o processo de ensino-aprendizagem”.
De acordo com Bracht (2003), os professores têm que se assumir como produtores de
sua profissão, mas observa criticamente que não basta mudar o profissional, é preciso mudar
também os contextos em que ele intervém.
No entanto, Moreira (2011, p.28), ao analisar os aspectos dos professores de Educação
Física na escola, ressalta que a eles é dado o papel de “[...] construir os ambientes de
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aprendizagem e de mediar as interações objetivando o desenvolvimento cognitivo, afetivosocial e motor”, para com isso ter a preocupação de estabelecer um grande elo com as
situações cotidianas.
Assim, como citado anteriormente, o professor tem uma grande importância na
aplicação de suas aulas. Geralmente, as crianças têm bastante dificuldade para chutar a bola
em posição correta, e quando executa este fundamento de forma errada, os seus coleguinhas
começam a tomar atitudes preconceituosas, simplesmente, por não conseguir efetuar aquele
chute de maneira correta. Porém, o professor deve ser o intermediador dessas situações, para
não deixar que nas aulas da disciplina ocorra atitudes drásticas de desrespeito entre alunos.
Com esta orientação, o professor exerce grande influência sobre os alunos e, principalmente,
no auxílio do desenvolvimento motor e cognitivo destes.
2.1.3 Inclusão educacional
Moreira (2004, p.115) afirma que o profissional, responsável pelas atividades de
Educação Física, deve “reconhecer as necessidades dos grupos a serem atendidos nas escolas
para que possamos incluir a todos, reconhecendo nas diferenças a promoção da aprendizagem,
pois todos têm direito à educação”.
No entanto, Moreira (2004) destaca que através da Educação Física adaptada,
desenvolve-se uma pedagogia centrada no conceito de saúde e qualidade de vida sem
distinção, pois somos predominantemente diferentes, com potencialidades para crescer e
superar as conquistas de possibilidades de autonomia social e intelectual, em função da sua
motivação.
De acordo com Tonello (apud Scarpato, 2007, p.158), “a diversidade é uma
característica marcante para o processo de inclusão. Aceitar as diferenças e aprender a lidar
com elas pode ser o ponto inicial para a inclusão bem-sucedida”. Portanto, Koogan (2011,
p.169) afirma que:
O professor não só deve valorizar todos os alunos, [...] como também favorecer
discussões sobre o significado do preconceito, da discriminação e da exclusão.
Assim, o processo ensino-aprendizagem é fundamentado na compreensão, no
esclarecimento e no entendimento das diferenças. As estratégias escolhidas devem
não apenas favorecer a inclusão, como também discuti-la e torná-la clara para os
alunos.
A educação física pode contribuir nesse processo através de suas práticas, rompendo
as barreiras do preconceito, promovendo a integração e oportunizando o acesso à cultura
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educacional. Pois, é fundamental que a comunidade e os gestores escolares estejam
incorporados no cotidiano do aluno, para contribuir para o desenvolvimento contínuo do
projeto político-pedagógico no processo de inclusão. O professor de educação física deve
acreditar que a inclusão é uma peça fundamental no processo e ser o defensor dessa proposta
inclusiva na elaboração do projeto. O processo de inclusão é o esforço coletivo, que propõe
uma reflexão contemplada ao ensino inclusivo, tendo sempre a disposição de aprender a cada
dia mais e a partir daí criar novas práticas.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conforme a elaboração da problemática, já exposta no início deste trabalho, é notável
dizer que, para o professor de Educação Física seria simples modificar a estrutura préestabelecida dentro de uma prática pedagógica, a fim de que possa adequar, aos grupos de
alunos, o sistema educacional inclusivo. No entanto, como resposta obtida, reportar-se que o
professor, necessariamente, para trabalhar com a inclusão, deve-se ter uma vasta rede de
possibilidades de aplicações de natureza inclusiva.
Para isso, os profissionais da Educação Física devem persistir na adaptação de
mudanças e na adequação de direitos educacionais, possibilitando, assim, novas
transformações mediando o projeto pedagógico escolar. Nesse sentido, constata-se que o
método de inclusão, para ser executada, deve estar sendo, permanentemente, construída ao
longo do processo de ensino-aprendizado das crianças e adolescentes.
Porém, em geral, tudo isso dependerá da intencionalidade na ação docente, seja na sua
diversidade de adaptações, seja na reestruturação de práticas e ações inclusivas, contribuindo
para o respeito e cidadania de todos. Dessa forma, garantirá possibilidades curriculares
inclusivas, como a diferenciação de práticas educativas, deixando a cultura competitiva e
explorando o caminho da diversão e aprendizagem que, provavelmente, irá promover a
socialização de todos os alunos, inclusive dos educadores.
REFERÊNCIAS
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DARIDO, S. C.; RANGEL, I. C. A.. Educação Fisica na escola: implicações para a prática
pedagógica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
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Guanabara Koogan, 2011.
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São Paulo: Papirus, 2012.
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Disponível em: <http://www.fauc.com.br/>. Acesso em: 02/10/2014. Horário: 14: 12:36.
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MOREIRA, E. C. (org.). Educação Física escolar: desafios e propostas. Jundiaí, São Paulo:
Fontoura, 2004.
MOREIRA, E. C.; PEREIRA, R. S.(org). Educação Física escolar: desafios e propostas.
Jundiaí, São Paulo: Fontoura, 2011.
ROSE JR., D. de. Esporte e atividade física na infância e na adolescência: uma
abordagem multidisciplinar. 2.ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
SCARPATO, M.. Educação Física: Como planejar as aulas da educação básica. São
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O JUDÔ NA ESCOLA AJUDANDO NA PSICOMOTRICIDADE:
ANALISE DE TRANSTORNO E DEFICIT DE ATENÇÃO COM
HIPERATIVIDADE
*
Antonio de Souza Almeida
**
Rosemary de Oliveira
RESUMO
O presente estudo abordou por meio da pesquisa qualitativa observacional sobre a Educação Física Escolar no
contexto da relação entre PNE e Judô, levando em consideração o universo de interesses e de possibilidades à
inclusão desses alunos, buscando tanto a valorização quanto as oportunidades educativas e os aspectos que
motivam a prática desse esporte.
Palavras-chave: Judô. Educação Física Escolar. Judô Adaptado.
1 INTRODUÇÃO
Desde o início da humanidade sabe-se que o ser humano praticava lutas. No Japão foi
criado o Judô com o intuito de integrar crianças, jovens e adultos.
As lutas podem proporcionar diversos benefícios para o corpo, principalmente
relacionados à memória, localização espacial e inteligência lógico-matemática, além de
benefícios para a aptidão física como: melhor circulação sanguínea, resistência
cardiorrespiratória, flexibilidade e reflexos mais rápidos.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997), foram elaborados procurando de um
lado respeitar diversidades regionais, culturais, políticas existentes no país e, de outro
considerar a necessidade de construir referencias nacionais comuns ao processo educativo,
inclusive no âmbito das atividades para PNEs.
Os PCN’s no âmbito da educação física (1997 p. 70), destaca que:
As lutas são disputas e que o(s) oponente(s) deve(m) ser subjugado(s) com técnicas
e estratégias de desequilíbrio, contusão, imobilização ou execução de um
determinado espaço ou na combinação de ações de ataques e defesas.
Portanto, o Judô inserido na escola com suas filosofias e regras bem definidas, podem
auxiliar sim na formação da criança. Mas, para que isso ocorra preciso que se entenda como
*
Acadêmico do Curso de Educação Física FAUC-AUM. 2º Semestre. E-mail: [email protected]
Professora Especialista do Curso de Educação Física. E-mail: [email protected]
**
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ministrar estas aulas na educação física, além de conceituar a inclusão da luta Judô dentro da
sala de aula e no espaço escolar com suas características como esporte e filosofia.
Mas a pratica do judô ajuda realmente na psicomotricidade de criança com transtornos
de déficit de atenção e hiperatividade?
Esta pesquisa tem como objetivo observar a participação de um caso em especifico de
uma criança com transtorno e déficit de atenção com hiperatividade que pratica judô em uma
escola da rede pública da cidade de Cuiabá.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICA
2.1.1 Uma Breve História da Educação Física
A Educação Física tem como objetivo maior a promover a saúde e qualidade de vida,
através da orientação e condução para a prática sistemática de atividades físicas e desportivas
em todas as fases da vida, promovendo um estilo de vida ativo em contraponto ao
sedentarismo dominante em nossa sociedade.
A prática de atividade física no Brasil já vem ocorrendo há algum tempo, e Darido
(2003, p. 2), descreve que:
A inclusão da Educação Física oficialmente na escolar ocorreu no Brasil ainda no
século XIX, em 1851, com a reforma Couto Ferraz, a partir de meados da década de
30, a concepção dominante na Educação Física é calcada na perspectiva higieniza, a
preocupação central é com os hábitos de higiene e saúde, valorizando o
desenvolvimento do físico e da moral, a partir do exercício.
No início do século passado, em função da necessidade de sistematizar a ginástica na
escola, surgem os métodos ginásticos, os métodos ginásticos procuravam capacitar os
indivíduos no sentido de contribuir com a indústria nascente e com a prosperidade da nação.
Concepções higienista e militarista da Educação Física consideravam a Educação
Física como disciplina essencialmente prática, não necessitando, portanto, de uma
fundamentação teórica que lhe desse suporte. Por isso, não havia distinção evidente entre a
Educação Física e a instrução física militar.
Na Constituição de 1946 a inspiração é liberal-democrática face à influência dos
educadores da Escola Nova. Este movimento, que surgiu anteriormente (década de 20), mas
que se fez presente nesta fase, tinha por base o respeito à personalidade da criança, visando
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desenvolvê-la integralmente, caracterizando-se por uma escola democrática e utilitária, suja
ênfase punha-se no aprender fazendo.
Nessa época, os governos militares que assumiram o poder em março de 1964 passam
a investir pesado no esporte na tentativa de fazer da educação física um sustentáculo
ideológico, na medida em que ela participaria na promoção do país através do êxito em
competições de alto nível. Foi neste período que a ideia central girava em torno do Brasilpotência, no qual era fundamental eliminar as críticas internas e deixar transparecer um clima
de prosperidade e desenvolvimento.
2.1.2 Sobre a Relação Educação Física e o Judô
A Educação Física Escolar nos dias atuais levou-nos a perceber as diversas
possibilidades de garantir a formação integral dos alunos por meio do movimento humano.
A Educação Física e a psicomotricidade são metodologias interligadas em que o
desenvolvimento dos aspectos motor, social, emocional dos movimentos corporais é
vivenciado, através de atividades motoras.
Segundo Barreto (2000) o desenvolvimento psicomotor é importante na prevenção de
problemas de aprendizagem. Portanto, a psicomotricidade nas aulas de Educação Física pode
auxiliar na aprendizagem escolar, contribuindo para um fenômeno cultural que consiste de
ações psicomotoras exercidas sobre o ser humano de maneira a favorecer comportamentos e
transformações.
Nessa assertiva, destaca-se o Judô, que é uma arte marcial oriental que em 1882 foi
fundado pelo Dr. Professor Jigoro Kano e que entre outros cargos nos magistérios públicos e
esportivos chegou a diretor do colégio dos nobres e do ensino primário e que ainda ostentou o
galardão considerado o pai da educação física em seu país (VIRGILIO, 1999).
Queiroz et al (2006, p. 5), referem-se que: O mestre Jigoro Kano instituiu dois
fundamentos básicos ao Judô, os quais dão bases para suas estruturas técnicas e filosóficas.
De 1940 pra cá o Judô criou raízes no Brasil que com o passar dos tempos vem
aumentando o número de praticantes e com a globalização houve uma modernização de
treinamentos, intercâmbios, estudos fisiológicos e com isso foi passando de arte marcial para
esporte que e ótimo para a saúde, melhorando as capacidades físicas e disciplinando as
crianças, pois se trata de uma arteoriental.Com milhares de praticantes e federações
espalhados pelo mundo, o Judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um
nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor
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físicos, e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o Judô teve um
aumento significativo no número de amantes desta nobre arte.
O Judô é um esporte olímpico de grande prestígio e muito disputado, e tem no Brasil
um celeiro de bons lutadores, fazendo o país serem reconhecido e admirado
internacionalmente, inclusive no Japão. Por ser um esporte de triunfos nacionais, tem sua
marca associada ao sucesso.
Nesse sentido, segundo Gonçalves (2001), educamos por meio de práticas
sistemáticas, sobre indivíduos e grupos sociais, intencionados na possibilidade de formar as
gerações mais novas através da passagem de conhecimentos, valores e crenças para que novas
realizações sejam oportunizadas.
Dessa forma, a prática do Judô na educação formativa dos PNEs poderá formatar um
repertório de possibilidades de contemplação educativa por meio de uma atividade física bem
conduzida.
Segundo Roza (2010, p. 34):
O judô, como componente do conteúdo da educação física escolar, tem grande papel
de socializar, além de abordar valores éticos e morais, dessa forma, por meio dele,
podem-se trabalhar conceitos e atitudes como o companheirismo, o espírito de
equipe, o saber ganhar e perder. O respeito pelas normas estabelecidas.
Para Roza (2010), as aulas são uma excelente oportunidade para que o professor
estimule as crianças a refletir sobre o relacionamento e a preocupação com o próximo, bem
como a valorização dos aspectos afetivos e as experiências individuais.
Nesse contexto, a inclusão de pessoas com necessidades especiais vem aumentando
seja através de instrumentos legais ou por projetos de instituições privadas. E, a atividade
esportiva entre elas, o Judô é um fator que motivam a prática desportiva como meio
facilitador dessa inclusão. Para tanto, o Judô, pode ser aplicado para os PNEs normalmente,
desde que seja inserido de forma lúdica e saudável, respeitando sempre os limites de cada
pessoa.
De Freitas (2000, p. 30), afirma que:
A pessoa com deficiência física tem poucas oportunidades de se movimentar, jogar
ou praticar esportes, quer seja em uma escola ou fora dela. As experiências motoras
das pessoas com deficiência poderão ser ampliadas através do conhecimento de
novas possibilidades de movimento, novos jogos adaptados às suas limitações e
potencialidades.
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Segundo os PCNs (1997), que todas as práticas da cultura corporal de movimento
possuem expressividade, pela qual, por meio de sua vivência individual, o ser humano produz
a possibilidade de comunicação por gestos e posturas; e ritmo, pelo qual, desde a respiração
até a execução de movimentos mais complexos, se requer um ajuste em relação ao espaço e
ao tempo.
Parece-nos que o consentimento e voto de confiança daquele que atua lado a lado com
o professor, imbuído no mesmo objetivo de formar um cidadão consciente, justo, respeitoso e
livre, nos é atribuído. E, assim, deve ser estabelecida uma relação pai-professor, centrada no
aluno, baseado na troca de conhecimento.
2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Este artigo tem como metodologia a pesquisa qualitativa de cunho exploratório que
segundo Gil (2002, p. 41). “Proporciona maior familiaridade com o problema com vistas a
torna-lo mais explícito ou a constituir hipóteses”. Para tanto utiliza-se a pesquisa bibliográfica
que segundo Cervo e Brevian (2002, p. 65) “procura explicar um problema a partir de
referências teóricas publicadas em documentos”.
Nas buscas por crianças com necessidades especiais que praticassem judô em escolas
públicas, analise de caso de Transtorno Déficit de Atenção de um aluno na escola municipal
Professor Ranulpho Paes de Barros na cidade de Cuiabá Mato Grosso. Foi feito uma breve
pesquisa observacional a respeito do aluno em sala de aula e dentro da educação física assim
como nas aulas de judô. Tudo isso com o consentimento de sua mãe. Para que isso foi
necessário 16 aulas para esta analise dentro do projeto Mais Educação ocorrido nos meses de
agosto e setembro de 2014.
É fato que a prática de esportes melhora ou preserva as valências física, mas será que
existe realmente uma melhora na psicomotricidade de crianças com TDAH que praticam
judô?
2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O que pode-se observar nas aulas em sala, na educação física e no judô?
A criança em sala de aula tem muita dificuldade em acompanhar as outras crianças e recebe
apoio de uma auxiliar de desenvolvimento infantil (ADI) em todas as tarefas faz tudo com
lentidão escreve devagar e erra muito por apertar demais o lápis na hora de escrever.
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Pode-se observar também tanto dentro de sala de aula como fora dela na educação
física e nas aulas de judô que a criança perde a atenção muito rápido daí o nome de déficit de
atenção. Os professores nas aulas de judô e educação física tem que chamar a atenção do
aluno o tempo todo fazendo com que ele volte a realizar as atividades que estavam fazendo.
Foi notado também que há um certo exibicionismo por parte dele nas aulas de judô no
intervalo. O aluno estava fazendo as quedas de judô chamados UKEMIS para umas garotas
que estavam com ele simplesmente para mostrar-se, em suas próprias palavras “eu faço isso é
muito fácil nem dói.”. Frase dita um dia quando não participava do judô e estava olhando as
outras crianças.
Dentro do judô a criança faz as atividades como todas as outras crianças sem um grau
de dificuldade grande como em sala de aula ele busca a atenção e incita outros alunos a
lutarem com ele, em relação às quedas (ukemis) faz sem problemas. Na aplicação de golpes
ele perde o equilíbrio mas não com muita frequência e acaba até lutando de igual a outros
alunos da sua mesma faixa etária e tamanho. Em relação a imobilizações ele tem uma
esperteza para sair e realiza-las mas sem muita técnica, desde que o professor esteja sempre
por perto pois ele começa a praticar os exercícios e logo perde a atenção no que está fazendo.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A necessidade da prática de ensino orientada é uma realidade no ambiente escolar,
sobretudo tratando-se da prática com pessoas com deficiência, seja intelectual ou física.
Entretanto, vivenciar esta prática possibilita a experiência de várias disciplinas em sala de
aula.
Nesse contexto, o Judô, é possível contribuir com outras áreas do conhecimento,
realizando um trabalho interdisciplinar com possibilidades de vivenciar movimentos novos e
enriquecer a sua cultura corporal. Entretanto, é evidente que precisamos de ambas as coisas,
aprendizagem e motivação, para o desempenho de uma tarefa.
Assim, o Judô como um meio para direcionar, um instrumento estimulador das
capacidades motrizes ao longo do desenvolvimento se revelará uma fonte inesgotável para o
aproveitamento na aprendizagem escolar. Sendo ele também uma disciplina terá por sua vez
que se servir de formas lúdicas para exposição de seus conceitos.
Sua prática causa uma melhora nas condições físicas de quem o pratica, especialmente
às valências físicas, como os resultados desse estudo e é importante que os pais se atentem à
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prática desse esporte. Trabalhos similares a esse devem ser incentivados para que se descubra
mais benefícios advindos de sua prática.
REFERÊNCIAS
ARRUDA, Eduardo Okuhara. Capoeira – corpo, complexidade e humanismo: aportes
para uma proposta pedagógica. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade
Metodista de Piracicaba, UNIMEP. São Paulo, 2006.
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ESPORTES DE AVENTURA APLICADOS À EDUCAÇÃO FÍSICA
ESCOLAR, NO ENSINO MÉDIO.
*
Raphael Carlos Silva Arena
**
Rosemary de Oliveira
RESUMO
A Definição, esporte de aventura ou natureza, surgiu nos anos 80 e início dos anos 90 e tem como sua principal
característica o aumento da adrenalina no corpo humano. Esta prática, esportiva, tem como incumbência, um
caráter desafiador e ao mesmo tempo motivacional, o praticante passará por situações nunca vivenciadas no
ambiente escolar. Geralmente o esporte é aplicado em ambientes artificiais, abertos, em contato com a natureza,
podendo ser adaptado no espaço escolar, e sua finalidade é apresentar, alternativas que ao mesmo tempo trabalha
seu desenvolvimento motor, raciocínio, lateralidade, aptidão física, englobando a ludicidade como uma
alternativa de diversão. Para participar das atividades o aluno deverá passar por orientações sobre o manuseio do
equipamento, manobras a serem realizadas, e como se comportar em caso de um imprevisto. O educador físico
deverá orientar seus alunos explicando a fundamentação teórica do esporte, para que o aluno entenda os
conceitos desta culminância. Por se tratar de um esporte de risco moderado, obrigatório o uso de EPI
(Equipamento de proteção individual) utilizando cinto de segurança fixado na cintura e outro cinto reserva por
prevenção. Os equipamentos variam de acordo com a modalidade a ser desenvolvida. No entanto, como os
devemos trabalhar com esse esporte inovador nas aulas de educação física?
Palavra-chave: Educação física. Esportes de aventura. Preservação ambiental.
1 INTRODUÇÃO
Tem como objetivo promover a inserção dos jovens na prática esportiva, proporcionando
prazer, desafio, e estimulando-os a uma qualidade de vida saudável em contato com o meio
ambiente, diversificando as aulas, atraindo-as a participarem.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (2001) o aluno deve conhecer e
cuidar do corpo, valorizando e adotando hábitos de vida saudáveis como um dos aspectos da
qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde.
Surge uma necessidade de atrair os jovens a serem participativos nas aulas práticas, com
novas dinâmicas esportivas, quebrando a rotina desses adolescentes. Estas modalidades
podem ser aplicadas em quadras poliesportivas, no pátio da escola, em ambientes abertos
como parques públicos, entre outros espaços que possam ser adaptados, dependendo da
criatividade do professor. É atribuição do professor, conhecer a condição espacial do
*
Acadêmico do 4º semestre do curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade AUM. E-mail:
[email protected];
**
Professora da disciplina de Núcleo de Estudos e Pratica Pedagógicas IV da Faculdade AUM do Curso de
Educação Física; E-mail: [email protected];
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ambiente, adaptando-o à realidade da instituição além de verificar as condições dos
equipamentos de segurança. Foi realizado um questionário, salientando o tema, esportes de
aventura, aplicados na prática. Este artigo apresenta o esporte radical como um lazer
ressaltando o lúdico trabalho em equipe para resolver os problemas, montar estratégias,
desenvolvendo as habilidades motoras individuais dos alunos, sócio afetivo, além de propor
aos professores uma nova modalidade inovadora em suas aulas práticas. No entanto será que
os professores de educação física estão capacitados para aplicar este esporte?
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
As modalidades, esportivas da natureza, desafia o praticante a superar seus limites,
vencendo os obstáculos, combate o sedentarismo, motivando o indivíduo a uma qualidade de
vida saudável. Segundo Lavoura e Machado (2006), são conhecidos pela busca por sensações
novas, com um caráter prazeroso, plenitude pessoal, evasão divertida e o contato com a
natureza. Para o autor um dos pontos principais desse esporte é a motivação pessoal, do
indivíduo em realizar determinados exercícios por diversão.
Vale salientar que, Franco (2008) os adolescentes estão cada vez mais próximos às
atividades ligadas ao meio ambiente, no qual essas atividades já deveriam estar fazendo parte
do currículo das escolas do ensino médio e até mesmo das próprias universidades. Podemos
aplicar as aulas no espaço da instituição, com algumas modalidades que não exijam um
espaço amplo, no entanto, depende da ‘’ criatividade’’ do professor para a adaptação desse
esporte em suas aulas, no entanto Pereira e Armbrust(2010) na alerta que devemos treinar
nossos olhos para localizar a possibilidade da pratica de esportes e atividades de aventura com
nossos alunos em locais normalmente desprezados, adaptando as modalidades dentro da
realidade da escola.
Segundo a Unesco (Organização das nações unidas para a educação, ciência, e a
cultura) estas atividades no âmbito escolar trabalha o aprender, conhecer, aprender a fazer,
aprender a viver com os outros, Darido (2005) também afirma que essa atividade ajudará a
formar cidadãos autônomos e críticos, inseridos na sociedade.
2.1.1 Educação Fisica
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Os esportes radicais ou aventura tem como incumbência diversificar as aulas de
educação física no âmbito escolar. Betti e Zuliani (2002) salienta que, muitos alunos do
ensino médio, perdem o interesse em participar das aulas, pois se encontram desmotivados,
por terem uma visão crítica das atividades. Busca-se, no entanto atrair estes com novas
modalidades dentro do âmbito escolar que as interessem.
O professor de educação física tem um papel de suma importância no
desenvolvimento motor dos alunos, pois são nas aulas práticas que cada indivíduo conhecerá
seu corpo e seus limites, trabalhando as habilidades motoras, aptidão física e interação social,
utilizando o esporte como um meio de formar cidadãos, preparados para o convívio em
sociedade, desafiando-os a superar seus limites através da pratica esportiva, que tem um
caráter de proporcionar prazer plenitude pessoal, e motivacional, Marinho (2005), suprindo os
anseios dos adolescentes.
2.1.2 Esportes de aventura
As modalidades a serem apresentadas podem ser praticadas dentro das escolas ou em
ambientes abertos.
Rapel: Pode ser trabalhada, na quadra de esportes, Descida de penhascos preso numa
corda (Franco, 2010), no ambiente escolar pode ser trabalhada, na quadra de esportes,
utilizando a parede, um muro, ou em um ponto de ancoragem.
Tirolesa: travessia de um ponto a outro pendurado em um cabo aéreo (Franco 2010).
Escalada: Significa subir em algo, portanto ato de descer uma rocha, uma árvore uma
parede. (Pereira 2007).
Slackline: Surgiram na busca pelo equilíbrio, e concentração de quem os pratica, não
se sabe onde e quando surgiu, mas hoje está modalidade vem conquistando adeptos do mundo
inteiro. (Cardozo; Neto, 2010).
2.1.3 Preservação ambiental
A natureza e o esporte de aventura proporcionam ao participante uma sensação de
liberdade, e prazer. Conforme Franco (2008) os adolescentes estão cada vez mais ligados ao
meio ambiente. Realizar aulas de educação física explorando a natureza despertara nos alunos
a curiosidade pelo novo, esta disciplina pode ser ministrada em ambientes como, parques
públicos, chácaras, terrenos plainos, ou acidentados, propondo uma caminhada em uma trilha
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ecológica, explicando detalhes que ocorreram com o passar dos anos, devido á influência do
homem na natureza, o que fazer para evitar que esse bem tão precioso se perca, a proposta
desse esporte nas aulas de educação física é aproximar estes jovens da natureza, fazendo parte
dela, se inserindo em um ambiente desconhecido para muitos.
Com essa aproximação, os alunos irão si conscientizar sobre a importância da
preservação ambiental nas vivências práticas. Incentivando-as, a participarem das aulas com
mais interesse, pois o aluno é o principal beneficiado experimentando novas emoções.
(Pereira; Carvalho; Richter, 2008). Vale ressaltar, que o ambiente deve estar presente, em
todos os espaços que educam o cidadão, desde praças e reservas ecológicas até chegar ao
sistema educacional, este considerado como um dos locais privilegiados para a consecução da
educação ambiental. (Reigota, 1994 apud Vargas; Tavares, 2004). Para Medina (2000) a
inserção da educação ambiental no currículo, renova a educação escolar, melhorando a
qualidade do ensino, respondendo as necessidades cognitivas, afetivas e éticas, capazes de
contribuir para o desenvolvimento integral do sujeito.
2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Para realizar este artigo, foi feito um questionário, com perguntas abertas abordando o
tema, esportes de aventura, nas aulas de educação física, na visão de um professor que aplica
estas modalidades em uma escola particular de Cuiabá. Para chegar aos seguintes dados foi
feito, uma pesquisa bibliográfica, utilizando artigos acadêmicos, como referência.
Esta pesquisa nas vivências corporais de lazer na natureza percebe-se uma
complexidade e também a tendência para atribuir a essas novas práticas os padrões culturais,
sociais do mundo contemporâneo, suprindo as necessidades da sociedade Vilaverde, (2000, p.
119). Busca-se dinamizar as aulas de acordo com as mudanças de cada região dentro das
possibilidades da instituição. O aluno não precisa de treinamento especifico para participar,
basta estar munido dos equipamentos de segurança. Estas atividades no ambiente escolar, são
baseados em três dimensões, para Pereira e Ambrust (2010), são elas: Dimensões conceituais,
procedimentais e atitudinais.
Dimensão conceitual (fator e conhecimento) aborda-se o aspecto histórico das
modalidades, locais onde se prática, equipamentos e manobras e o movimento a serem
praticados.
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Nas dimensões procedimentais, (fazer e como fazer) ressalta as técnicas do
movimento, técnicas de segurança, processo pedagógico, adaptações para as faixas etárias e as
condições da escola.
Para as dimensões atitudinais, (valores e formação) respeitar as normas de segurança
ter atenção noções de ética do esporte preparando-os para a vida. O esporte deve ser utilizado
como um meio de aproximação e respeito entre seus praticantes, entre tanto o professor
deverá explicar desde o surgimento, até os dias atuais sobre qualquer atividade física, a ser
praticada salientando o que será trabalhado e suas vantagens no decorrer da vida do indivíduo,
valorizando sempre a saúde e o bem estar.
2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Esportes de aventura aplicados na pratica, na visão de um professor da rede particular
de ensino.
Você desenvolve o conteúdo de esportes radicais, no ensino médio? Em que turma?
“Sim em todo o ensino médio, mais meu foco principal são os alunos do primeiro ano,
capacitando-os, para que eu possa trabalhar estas modalidades no segundo e terceiro ano.”
Nas vivências corporais de lazer segundo Vilaverde, (2000, p. 119) atribui a essas novas
práticas um caráter peculiar sintonizado com padrões éticos e estéticos do mundo
contemporâneo, atendendo as necessidades atuais dos jovens no que tange à pratica esportiva
do lazer.
Qual o interesse e a motivação dos alunos, com o desenvolvimento, deste conteúdo?
“A maioria gosta, mas há uma resistência por parte de alguns alunos, então eu procuro
atrair estes a fazer uma modalidade dentro do circuito de aventura que as motivem a
participar, ou seja, o aluno não se identifica com uma atividade, então ou irei incentiva-lo a
fazer outra modalidade dentro do circuito que o mesmo se identifique’’.
O educador físico deve buscar alternativas para estimular seus alunos a participarem,
dinamizando as aulas segundo Betti e Zuliane (2010) muitos alunos perdem o interesse pelas
aulas de educação física, por ter uma visão mais crítica desta disciplina, abrindo espaço para
fatores sociais como a sexualidade, o trabalho e o vestibular, no entanto para que o aluno
possa participar ativamente, cabe ao professor criar novas possibilidades e desafios, nas aulas
práticas.
Quais as modalidades do esporte de aventura, que você desenvolve com seus alunos?
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“Terrestres, aquáticos e aéreos, dentro das possibilidades da escola, escalada, le pakur,
slaikline, tirolesa, em forma de circuito.”
O potencial educativo destas atividades de aventura por ser muito extenso,
principalmente porque facilitam situações educativas com experiências pouco habituais com
situações carregadas de emoção.
Os alunos do ensino médio que você lesiona, estão ligadas as modalidades esportivas
tradicionais?
“Sim, principalmente futsal e voleibol, mas eu não estou encontrando resistência em
aplicar esportes radicais, por ser uma aula diferente das demais’’
Para tanto Lavoura e Machado (2006) estas práticas tem um caráter prazeroso e
plenitude pessoal, melhorando a autoestima e a confiança, cem que os mesmos se sintam na
obrigação de obter resultados.
Você costuma trabalhar esportes de aventura em ambientes abertos?
“Sim, esporadicamente, porque depende da autorização dos pais, e para montar o
circuito leva um tempo, então eu monto o circuito um dia antes, testo os equipamentos de
segurança, com antecedência e antes do começo das aulas estes testes são repetidos
priorizando a segurança dos alunos”
O contato dos jovens com a natureza, para Franco (2010) alinhar a educação física,
com propostas de preservação ambiental, conscientizando-os sobre a necessidade de estar em
contato com a natureza. A preservação do meio ambiente é um dos pontos principais, para á
pratica deste esporte, e de fundamental importância para o seu crescimento.
Em sua opinião os professores de educação física estão preparados para trabalhar com
este esporte?
“Pelo que eu vejo são poucos, os professores que aplicam esportes radicais como
conteúdo, entretanto muitos professores não se interessam por achar trabalhoso montar o
circuito, testa-los o que exige por parte do professor pleno domínio do conteúdo” Cabe ao
professor buscar qualificação técnica, conhecer as modalidades priorizando a segurança dos
participantes.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Buscou-se neste artigo ressaltar algumas modalidades do esporte de aventura que
possam ser inseridas nas aulas de educação física, dentro ou fora do espaço escolar. Estas
atividades podem ser trabalhadas em forma de circuito em equipes ou individuais valorizando
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o aspecto motivacional e desafiador que o esporte proporciona. Por ser uma modalidade que
não necessita de um treinamento extenuante, todos os alunos poderão participar.
Cabe ao educador físico adaptar estas culminâncias dentro das possibilidades da
escola, com a finalidade de motivar seus alunos a uma pratica de vida saudável, através da
pratica esportiva.
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2006, acesso em 12 de setembro de 2007.
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APÊNDICE A - Questionário: Esportes de aventura no ensino médio, com o professor de
Educação Física
1) Você desenvolve o conteúdo de esportes radicais, no ensino médio? Em que turma?
“Sim em todo o ensino médio, mais meu foco principal são os alunos do primeiro ano,
capacitando-os, para que eu possa trabalhar estas modalidades no segundo e terceiro ano.”
2) Qual o interesse e a motivação dos alunos, com o desenvolvimento, deste conteúdo?
“A maioria gosta, mas há uma resistência por parte de alguns alunos, então eu procuro
atrair estes a fazer uma modalidade dentro do circuito de aventura que as motivem a
participar, ou seja, o aluno não se identifica com uma atividade, então ou irei incentiva-lo a
fazer outra modalidade dentro do circuito que o mesmo se identifique’’.
3) Quais as modalidades do esporte de aventura, que você desenvolve com seus alunos?
“Terrestres, aquáticos e aéreos, dentro das possibilidades da escola, escalada, lepakur,
slaikline, tirolesa, em forma de circuito.”
4) Os alunos do ensino médio que você lesiona, estão ligadas as modalidades esportivas
tradicionais?
“Sim, principalmente futsal e voleibol mas, eu não estou encontrando resistência em
aplicar esportes radicais, por ser uma aula diferente das demais’’
5) Você costuma trabalhar esportes de aventura em ambientes abertos?
“Sim, esporadicamente, porque depende da autorização dos pais, e para montar o circuito leva
um tempo, então eu monto o circuito um dia antes, testo os equipamentos de segurança, com
antecedência e antes do começo das aulas estes testes são repetidos priorizando a segurança
dos alunos”
6) Em sua opinião os professores de educação física estão preparados para trabalhar com este
esporte?
“Pelo que eu vejo são poucos, os professores que aplicam esportes radicais como
conteúdo, entretanto muitos professores não se interessam por achar trabalhoso montar o
circuito, testa-los o que exige por parte do professor pleno domínio do conteúdo”
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OCORRÊNCIAS DE BULLYING NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
NO ENSINO MÉDIO
*
Paulo Henrique Pereira Dobbins
**
Rosemary de Oliveira
RESUMO
O presente artigo mostra uma realidade que está presente no espaço escolar em específico no ensino médio e o
que ela tem causado na vida de muitas crianças e adolescentes. O Bullying é um problema conhecido entre
muitos, mas às vezes passa por despercebido aos olhos dos educadores. Na maioria das vezes nem sempre o
causador do Bullying sabe que o está fazendo devido à falta de informações sobre o assunto. Esse fenômeno
chamado Bullying é um tipo de violência tanto física quanto psicológica entre dois indivíduos. O estudo a seguir
busca verificar se há ocorrências da prática do Bullying nas aulas de Educação Física no ensino médio, e o que
está sendo feito para combater essa violência, para isso foi utilizada uma metodologia qualitativa e bibliográfica
para realização deste estudo.
Palavras-chave: Bullying. Ensino Médio. Educação Física.
1 INTRODUÇÃO
Acredita-se que a maioria das crianças e adolescentes passam ou já passaram por
situações que nos dias de hoje são consideradas como Bullying. Pensando nessa situação,
surgiu o interesse de aprofundar um pouco mais sobre esse assunto, direcionando-o para a
área da Educação Física Escolar.
Batsche apud Calbo (2009), afirma que essas situações vêm se tornando uma das
formas mais frequentes de violência no espaço escolar, e isso faz com que se torne evidente
que há algo contribuindo para isso.
E se levarmos em consideração à Neto (2005), que ressalta que ações de Bullying
prejudicam as crianças tanto fisicamente quanto psicologicamente, surge a necessidade de um
estudo crítico visando a descoberta de possíveis causas que levam o indivíduo a praticar tais
atos.
Sabendo dessas formas de discriminação uma dúvida em relação ao assunto torna-se
relevante: Há alunos sofrendo Bullying nas aulas de educação física?
E quais são as ações por parte do professor de Educação Física para combater esses
casos de Bullying em suas aulas? Essa é uma das motivações que sucederam a essa pesquisa.
Portanto o objetivo principal do estudo é verificar se há ocorrências de Bullying entre
os alunos do Ensino Médio nas aulas de Educação Física (EDF), sendo incluídos alguns
*
Acadêmico do 4º semestre do curso de Licenciatura em Educação Física da Faculdade AUM. Email:[email protected];
**
Professora da Disciplina de Núcleo de Estudos e Práticas Pedagógicas IV da Faculdade AUM do Curso de
Educação Física; E-mail: [email protected];
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outros bens específicos como: investigar quais os métodos utilizados pelos professores de
EDF para diminuir os casos de Bullying, Descobrir o qual a visão dos alunos em relação ao
Bullying, analisar se os alunos estão cientes das consequências físicas e psicológicas que o
Bullying pode causar.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O Bullying de certa forma sempre fez parte da sociedade, mas de um tempo para cá,
está em evidência. “As pesquisas sobre Bullying são recentes e ganharam destaque a partir
dos anos 1990” como diz Neto (2005), e ainda, que essas pesquisas em si vêm colaborando
para descoberta de meios de combate do problema embora seja difícil, pois é um mal que
assola o meio escolar há muitos e muitos anos atrás.
O termo Bullying está ligado à violência escolar e que como nos define Neto (2005),
essa “violência escolar diz respeito a todos os comportamentos agressivos e antissociais,
incluindo os conflitos interpessoais, danos ao patrimônio, atos criminosos, etc.”.
Além de estar ligado à violência na escola, pode se dizer que há classificações quanto
à maneira que os agressores o praticam como especifica Calbo (2009, p. 2), “esse fenômeno
pode ser qualificado quanto ao tipo de ato violento que é empreendido, diferenciando-se entre
direto e indireto.” Também quanto aos integrantes da ação, “que podem ser vítimas,
agressores, vítimas/agressores ou testemunhas”, assim diz Dawkins apud Calbo (2009, p.74),
sendo que esses agressores muitas vezes não tem a noção de que, o que ela faz pode ter
consequências graves.
Calbo (2009, p. 3) também deixa claro que os efeitos dessa violência direta ou indireta
em uma criança podem trazer consequências não apenas no momento em que ela ocorre, mas
que “[...] esses efeitos decorrentes da violência direta ou indireta entre pares na infância
trazem, muitas vezes, consequências para a vida adulta da pessoa que foi uma vítima crônica
de Bullying”.
2.1.1 O que é o Bullying?
Muitos definem o Bullying de diferentes formas, classificando-o em vários tipos, mas
em si o Bullying se resume em um preconceito de um indivíduo em relação ao outro.
Segundo Fante apud Oliveira (2006 p. 2), o Bullying é “[...] um comportamento cruel,
intrínseco nas relações interpessoais, em que os mais fortes convertem os mais frágeis em
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objetos de diversão e prazer, através de brincadeiras que disfarçam o propósito de maltratar e
intimidar”, e na maioria das vezes para suprir um vazio dentro de si, para esconder suas
fraquezas agem dessa forma de maneira violenta.
Nem sempre a vítima do Bullying pode se defender por serem mais frágeis e menores
que os agressores e acabam passando por todo esse sofrimento sem condições de ter alguma
forma de reação, e isso faz com que ela se torne uma “presa fácil” para o agressor, e esse por
sua vez, cada vez mais a intimidará.
Essas intimidações vão desde “ameaçar, chantagear, chamar nomes, gozar, levantar
falsos testemunhos, contar segredos, para achar de forma violenta, pôr de parte um (a) colega,
ignorá-lo (a), bater, empurrar e tirar objetos de valor”. MELIM (2013 p. 3).
Nota-se que atitudes assim ou parecidas com essas são consideradas como Bullying e
que se repetem a todo o momento no espaço escolar, muitas vezes sem o conhecimento dos
profissionais da instituição de ensino.
Neto (2005 p. 2) novamente vem contribuir com esse estudo afirmando que “o
comportamento violento, que causa tanta preocupação e temor, resulta da interação entre o
desenvolvimento individual e os contextos sociais, como a família, a escola e a comunidade.”,
ou seja, muitas vezes a criança ou o adolescente está acostumado a ver ações de violência
dentro do próprio lar, na comunidade onde mora, que acaba guardando essa realidade pra si e
a reproduz na escola.
Quando o autor ressalta as possíveis causas do Bullying, surge uma questão que se
analisada traz um dado real bastante frequente, a falta de comunicação entre a família e a
escola e a comunidade em si.
Se for investigado com uma visão mais ampla pode-se observar que cada um está
individualizado, a comunidade se fecha para a escola, a escola se fecha para a comunidade, e
a família não quer saber o que está se passando na escola, pois muitas vezes o trabalho ocupa
tanto o seu tempo que não fazem mais o papel dos pais que é educar os filhos e ensinar os
devidos valores da sociedade.
Bullying é a ponta do iceberg da discriminação, e um indício de o quanto as
pessoas estão envolvidas com os estereótipos culturais, que são produzidos
conjuntamente por homens e mulheres na sociedade familiar e, sobretudo escolar,
em que as crianças e os jovens os acabam reproduzindo. OLIVEIRA (2006, p. 194).
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Fica evidente que essa divisão traz grandes prejuízos à sociedade e que se não houver
uma parceria entre os três fatores família, escola e comunidade para buscar uma reconstrução
de valores, o Bullying certamente nunca terá uma solução.
2.1.2 Educação Física como meio de combate no âmbito escolar
Conforme Linhares (2013, p. 2) “A importância de estudar o Bullying nas aulas de
Educação Física se dá por esta ser um local onde a relação interpessoal acontece de forma
mais intensa que nas outras disciplinas”. Essas aulas são bastante interativas, e é aonde a
criança consegue se desligar das suas questões sociais e entrar em um mundo somente seu.
Diante desta perspectiva o autor visa alertar que Bullying também se faz presente nas
aulas de educação física, onde os professores desta disciplina devem conscientizar os seus
alunos de que o respeito ao seu colega e de suma importância para se ter um bom convívio.
Quanto a isso o aluno tendo o devido aprendizado de que se deve respeitar o seu
próximo, será colocado em prática nas aulas e principalmente em sua vida social.
Muitas vezes também é um momento em que há uma exposição e de competitividade
maior entre as crianças, as limitações de cada um ficam evidentes e essas características são
mais evidentes nos meninos. Oliveira (2006), e conforme o mesmo nas meninas se destaca a
fragilidade.
O Bullying não distingue o gênero da pessoa, podendo ser tanto do sexo feminino e
masculino, onde as meninas por serem consideradas “sexo frágil”, na maioria das vezes
sofrem com piadinhas e maus tratos dos seus colegas.
De acordo com vários estudos encontrou-se um fator que fez com que a Educação
Física Escolar se tornasse um local de fácil propagação do Bullying, assim como diz Linhares
(2013) que pôr a Educação Física estar ligada a área da saúde, onde há uma divisão entre o
sexo masculino e feminino, houve a necessidade de adaptações de atividades mistas pelos
professores.
Essas adaptações fizeram com que as competições entre meninos e meninas se
tornassem mais próximas por isso Louro apud Linhares (2013, p. 2) aconselha que “[...] é
indispensável para a formação do aluno que as aulas de Educação Física tenham a
preocupação de trabalhar a cultura corporal em sua totalidade, não se limitando à simples
reprodução do movimento”.
Cabe assim ao professor de Educação Física não trabalhar somente o habitual em suas
aulas, ou seja, visar somente o esporte, buscar as diversidades de conteúdos que podem ser
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aplicados em suas aulas: ginásticas, danças, lutas, e atividades alternativas, se tornando assim
um profissional diferenciado e não mais um simples professor de Educação Física.
A Educação Física possui um papel importante para diminuir os casos do Bullying,
pois é uma disciplina que cativa os alunos e em si tem certa influência, e é a preferida dos
mesmos. Aconselha-se que “[...] deve-se fazer com que os meninos e as meninas sejam mais
tolerantes, e aprendam a compreender as diferenças, para não utilizarem a suas habilidades,
dentro da aula de Educação Física, como meio de violência.” OLIVEIRA (2006 p.23).
2.1.3 Educação Física no Ensino Médio
Percebe-se que nessa fase escolar os adolescentes estão com o corpo em constantes
mudanças e com isso acabam sendo alvos fáceis na prática do Bullying, Esse é o momento em
que o desenvolvimento motor já está nas habilidades motoras especializadas. Luft (2004), e
muitas vezes por suas destrezas motoras não terem sido trabalhadas adequadamente acabam
sendo “zoados” pelos colegas por supostos erros de execução de movimentos de alguns
exercícios nas aulas.
É possível observar que esse período da educação básica é repleto de adolescentes que
ainda não sabem o que querem para o seu futuro, suas opiniões em relação a sociedade ainda
estão sendo formadas, é a finalização de um processo que passou por diversas situações,
aprendizagens muitas vezes falhas mas com um intuito de torná-los cidadãos de bem.
O papel da Educação Física no Ensino Médio é definido pela Secretaria de Educação
Básica do Ministério da Educação (2006).
A Educação Física no contexto escolar possui uma particularidade em relação aos
demais componentes curriculares. Trata-se de um componente que contribui para a
formação do cidadão com instrumentos e conhecimentos diferenciados daqueles
chamados tradicionais no mundo escolar. O conhecimento da Educação Física é
socializado e apropriado sob manifestação de conjunto de práticas, produzidas
historicamente pela humanidade em suas relações sociais.
Isso nos mostra quão é a importância da Educação Física na formação desses alunos,
pois através de seus conteúdos o mesmo se descobre fisicamente, psicologicamente e
socialmente, e tudo isso se dá através da sua interação direta com os outros alunos, fato esse
que diferencia a Educação Física das outras disciplinas.
Outro ponto importante que a Secretaria de Educação Básica do Ministério da
Educação (2006) deixa claro é que “... um dos papéis da Educação Física é compreender e
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discutir junto a esses jovens os valores e significados que estão por trás dessas práticas
corporais”.
Nesse momento o professor tem a oportunidade para tratar sobre certos assuntos, por
exemplo, que todos têm limitações e que deve se ter uma aceitação das dificuldades dos
outros e em vez de fazer chacota e brincadeiras de mau gosto, deve passar a ajudá-lo a superar
essa dificuldade.
Alves (2013) em sua concepção diz que:
Muitas metodologias hoje presentes na Educação Física são direcionadas ao esporte
de competição, contrariando a ideia de participação e cooperação entre alunos, devese ter cuidado pra que não sejam criadas situações de competitividade, agressividade
e discriminação, sobretudo em relação aos alunos acima do peso ou com
dificuldades na execução de movimentos esportivos.
Atualmente ainda pode se ver nas aulas de Educação no Ensino Médio essa situação, e
essas metodologias devem ser policiadas e bastante observadas pelos professores para a não
propagação de Bullying.
2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Para atingir o objetivo do estudo que é verificar se há ocorrências de Bullying entre os
alunos do Ensino Médio nas aulas de Educação Física, de maneira também a compreender
possibilidades para minimizar o fenômeno partindo da intervenção do professor desse
componente curricular, esta pesquisa se sustentou em uma metodologia qualitativa, utilizando
entrevistas semiestruturadas com seis perguntas abertas, realizadas com quatro alunos sendo 3
(três) do sexo feminino alunas e 1 (um) do sexo masculino, todos cursando o primeiro ano do
ensino médio, e sete perguntas abertas para 1 (uma) professora de Educação Física de uma
Escola Estadual do Município de Várzea Grande, durante uma atividade realizada na
Disciplina de Núcleo de Estudos e Praticas Pedagógicas IV, pois esta modalidade, segundo
Negrine (1999) permite ao entrevistador maior flexibilidade na dinâmica de entrevista. As
entrevistas foram registradas em um gravador de voz portátil (celular) onde foram propostas
as perguntas para levantamento de dados.
As entrevistas foram em uma sala de aula onde estavam dez alunos e o professor, foi
explicado aos alunos como seria a entrevista e somente quatro se disponibilizavam responder.
Os alunos que se disponibilizaram a responder o questionamento assinaram um termo de
consentimento livre esclarecido. Em momento algum houve algum comentário do
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entrevistador em relação ao tema, somente algumas intervenções explicando o conceito de
algumas palavras de difícil entendimento na pergunta.
Essa pesquisa também teve um cunho bibliográfico e que de acordo com Gil (2002 p.
44)
“[...] a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado,
constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os
estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza, há pesquisas
desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas”.
A pesquisa também possui essa característica devido à necessidade de uma busca em
artigos e livros para definir conceitos de Bullying e ter uma base de como proceder em
relação ao tema.
2.3 RESULTADO E DISCUSSÃO
Os alunos do ensino médio entrevistados responderam a seguinte pergunta 01- Você
sabe o que é o Bullying? Descreva o que você considera ser Bullying. Muitos abordaram as
seguintes definições:
Aluna 01: “Bom, o que eu saiba Bullying é um preconceito, tipo religião [pausa], alguma
coisa que a pessoa tenha e que você não concorda com aquilo, você discrimina a pessoa e
passa a Xingá-la até mesmo agredi-la.”
Aluna 02: “Sim, o Bullying é preconceito de alguém, alguma coisa”.
Aluna 03: “Sim, é discriminação pelo que a pessoa é, pelo que ela faz.”
Aluno 04: “Sei, Bullying é uma discriminação tipo..., por causa da cor, estrutura corporal,
opção sexual, e várias outras coisas,”
Nas respostas dessa pergunta é possível visualizar que todos os alunos têm o
conhecimento do que é o termo Bullying e definir algumas ações que consideram ser o
Bullying e entre elas as que mais se destacaram foram a discriminação e o preconceito.
Nota-se também que as ações praticadas relacionadas ao termo na concepção dos
alunos foram Xingamentos, agressões geradas por descontentamento com a religião do outro,
a opção sexual, estrutura corporal como diz o aluno 04.
Também foi proposto aos alunos responder a pergunta 02- Você já vivenciou alguma
situação em sua turma que você considera como Bullying? Eles relataram que:
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Aluna 01: “Já muitas vezes, tipo Xingamentos palavreados..., coisas que afetam a vida da
pessoa.”.
Aluna 02: “Não”
Aluna 03: “Não”
Aluno 04: “Não, nessa turma não, mas quando eu era mais novo, em outras escolas sim,
devido eu ter uma deficiência na minha mão sofri muito, pois tinham preconceito.”
De acordo com as respostas observou-se que a maioria disse que não vivenciam
situações de Bullying na turma. Já um dos alunos (aluna 01) disse que vivenciou muitas
vezes, deixando assim uma dúvida de se o que ela entende sobre Bullying é o mesmo que os
demais colegas de turma, ou se o professor trabalhou de forma efetiva em relação a esse
assunto.
No decorrer da entrevista foi feita aos alunos a pergunta 03- Você já praticou algum
tipo de Bullying com algum colega? Os mesmos disseram que:
Aluna 01: “Não, nunca tive esse problema.”
Aluna 02: “Não! Nunca apelidei ninguém, nada disso”.
Aluna 3: “Não, que eu saiba não.”
Aluno 4: “Já, muitas vezes, principalmente com pessoas gordas, né, sempre tem aquelas
brincadeirinhas, sendo que pra nós é brincadeira mas muitas vezes pra pessoa não acham
que é brincadeira.”
Pode se notar nas respostas que quase todos não praticam Bullying, mas por mais que
seja explicado, conscientizado e cobrado dos alunos sempre haverá uma brincadeirinha de
mau gosto mesmo sem a intenção. A aluna 03 deixa em sua fala diz da seguinte maneira
“Não, que eu saiba não”, isso gera uma indagação, pode ela ter praticado o Bullying sem
saber ou a mesma pode não ter praticado o Bullying ou ter praticado, porém não tenha aquela
ação considerada como Bullying, fica então uma dúvida em relação a essa resposta.
Também foi questionado aos alunos a seguinte indagação da pergunta 04-Você já
sofreu Bullying? As respostas foram:
Aluna 1: “Acho que quando eu era mais pequena sim, por eu ser mais..., um pouquinho mais
cheinha as pessoas me chamavam de gordinha, mas nada assim que me afetasse.”
Aluna 2: “Já, apelidos mas já faz algum tempo.”
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Aluna 3: “Nunca.”
Aluno 4: “Já, por causa da minha deficiência física, minha mão.”
Como esperado, a maioria dos alunos entrevistados já sofreram Bullying em algum momento
da sua vida. Mas relatam que geralmente são em series iniciais ou ensino fundamental, todos
afirmam que no ensino médio não sofreram.
Foi perguntado aos alunos no ponto de vista dos mesmos: Qual é o papel do professor
de educação física em relação a esse tipo de comportamento? e como respostas disseram:
Aluna 1: “Acho que o professor tem que dar palestras, de como se deve administrar o
Bullying, porque quem sofre Bullying também não pode se desesperar a ponto de..., quem
sofre Bullying muito às vezes mata uma pessoa porque a pessoa está a agredindo, quem
também pratica o Bullying tem que ter o bom senso de não praticar aquilo com o próximo,
pois é uma falta de respeito”.
Aluna 2: “Orientar né! sobre isso, mostrar os danos que isso causa, nossa professora já
conversou sobre isso já explicou pra gente.”
Aluna 3: “Chamar a atenção.”
Aluno 4: “Tem que orientar né, tem orientar bastante, tipo com aulas explicando qual é a
maneira de estar tratando esse problema, e aconselhando os alunos a não fazerem isso
porque isso não é legal, é legal pra quem faz, mas pra quem recebe não bom.”
A concepção dos alunos em relação ao papel do professor frente ao Bullying foi
orientar sobre esse comportamento, mostrar os danos causados e que deve-se estar sempre
orientando.
Nessa questão é possível observar que assim como os alunos definiram, o professor
não deve só dar a prática, mas sim trabalhar conteúdo não só sobre o Bullying mas de vários
outros assuntos. Ficou evidente através do relato de uma aluna que a professora já trabalhou
esse conteúdo com os mesmos.
Por fim foi perguntado aos alunos a última pergunta: No seu ponto de vista, é possível
acabar com o Bullying?
Aluna 1: “É possível, basta a pessoa querer e ter o bom senso né! e responsabilidade de não
fazer isso com o próximo, porque isso é muito feio né! Isso é falta de caráter”.
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Aluna 2: “Acho que sim, mas tem que começar de casa, eu não tenho esse tipo de preconceito
porque em casa não tem isso, eles não me educaram assim para ter preconceito, então uso
como exemplo, os pais têm que orientar dar educação pros seus filhos.”
Aluna 3: “Sim é possível”
Aluno 4: “Bom! na sociedade brasileira não né, pois o brasileiro é meio cabeça dura, mas...
como se diz... mas tipo, se ter uma conscientização, possibilitar um maior acesso a essas
informações pode ser que acabe, mas não repentinamente, isso vai levar bastante tempo.”
Na visão dos alunos é possível acabar com o Bullying, mas é necessária a participação
ativa dos pais, da comunidade e dos próprios alunos. Mas como o aluno 04 afirmou, a nossa
sociedade brasileira em especial na adolescência, tem uma cultura de um povo que gosta de
uma piadinha aqui outra ali, em termos populares gostam de “Zoar” os outros, dando assim
um ponto de vista que a pratica do Bullying possa ser cultural, e como o próprio aluno disse
pode ser que consigamos acabar com o Bullying, mas irá levar muito tempo.
Para a professora de Educação Física foi perguntado as seguintes questões:
O que é o fenômeno Bullying na sua concepção?
“Eu acho que tudo veio com a questão da globalização, porque antes as pessoas
sofriam e nem sabiam o que era aquilo, elas achavam que elas não tinham direito,
elas... entendeu? Era falta de conhecimento, do próprio aluno, ai com o tempo isso
começou a ser trabalhado nas escolas, e desde de a minha época quando eu era
aluna criança isso já existia só que a gente nem sabia, por exemplo as vezes a gente
era deixado de lado quando a gente sofria Bullying, o professor não tomava atitude,
e acho que dentro da própria educação aquilo lá não era considerado uma coisa
grave né, e de uns tempos pra cá que a escola tem assim, é... tem assim criado
intervenções pra acabar com isso, por exemplo ano passado eu trabalhei em duas
escolas, nós trabalhamos textos sobre isso, fizemos palestras né, ai eu peguei por
exemplo o conteúdo que eu havia trabalhado na outra escola e trouxe pra cá, eu
trabalhei praticamente com todas as turmas.”
Na Concepção da professora o conceito de Bullying apareceu depois da globalização,
e que há alguns anos atrás esses tais comportamentos e agressões já existiam, mas não eram
conhecidas como Bullying, e que devido a essa situação a escola não dava tanta importância
para isso, porém hoje em dia as escolas estão cientes do que isso gera e estão tentando coibir
essas ações.
Você evidencia esse fenômeno em alguma turma que você trabalha?
“Com certeza! Aqui a gente tem... não só aqui, em todos os lugares tem com relação
a sexualidade, tem com relação a raça, raça não à cor, tem com relação a questão
física, na Educação Física por exemplo, o gordinho, o gordinho sempre vai pro gol,
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se deixar ele sempre é deixado de lado no jogo de futebol, entendeu? No ensino
fundamental isso, mas no ensino médio a gente quase não vê isso, não sei se é
mascarado ou se eles criam assim através do conhecimento eles passam a respeitar
mais. Acho que nem é questão de respeito, a questão é o medo de ser punido. Por
que aqui na escola esse ano mesmo depois da Educação Física as meninas foram
pro banheiro tomar banho e uma aluna pegou o celular e filmou a outra, uma assim
que era sempre vítima né, filmou ela se trocando, nua, já estava colocando nas
redes sociais, e imediatamente a escola apreendeu aquele celular, chamou a família
de todos os envolvidos, da que tinha sofrido Bullying, ela sempre vinha sofrendo
assim algumas coisas, ela sempre era deixada de lado dentro da sala de aula, era
sempre a chata, mas a gente falava, falava e falava mas não surtia efeito, ai a partir
desse dia que a gente chamou a família, fez assinar um documento aí acabou, ela
passou a interagir mais com as outras, as outras passaram a aceitar mais essa
menina e acabou, então eu acho que a escola tem que intervir sim e tomar atitudes
rígidas de acordo com o tipo de tratamento que foi feito, o tipo de Bullying sofrido,
por que as vezes é uma piadinha, tem um aluno aqui que estuda a tarde nessa sala
aqui, ele é chamado de gordo, ele é gêmeo né e outro irmãozinho dele é gordo
também, só que ele fala que o irmão é mais gordo que ele, ou seja da própria casa,
ai os colegas falam “oh gordo” daí eu digo “gente, ele tem nome” daí ele diz não
professora eu gosto, então fazer o que né tem aluno que aceitam os apelidos essas
coisas , é que acham o apelido carinhoso, as vezes a gente agressão né, já eles
tratam assim naturalmente, eu percebo que por parte dos meninos esse tipo de
coisa, de brincadeiras são mais aceitas, para as meninas não, porque mexeu elas já
..., é como se fosse um escândalo, pra elas a gente já tem que tomar uma atitude e
intervir o quanto antes.”
A professora afirma que em sua docência na presente escola e presencia
constantemente situações e fatos que são classificados como Bullying, porém ela também
afirma que isso acontece mais em turmas de ensino fundamental e raramente no ensino. No
ponto de vista dela um dos motivos para essa rara prática, deve ser o respeito criado uns pelos
outros através do conhecimento ou pode ser que eles mascaram entre eles, ou até mesmo por
medo de serem punidos.
Tem algum comportamento que você apresente como característico do fenômeno Bullying?
“Ah sim, tinha um aluno que estudava que incentivava os outros a maltratarem, tipo
a criança mais fraca, o menorzinho queria ir no banheiro ele não deixava, ele
fechava a porta do banheiro, daí esse aluno foi digamos que expulso nós demos a
transferência pra ele, ele tinha característica, por exemplo um aluno quando era
negro ele formava aquele grupo , ele era tipo um líder negativo, e judiava daquela
pessoa apelidava, colocava o pé pra esse aluno cair, quando era homossexual ele
ficava gritando Xingando de veadinho, tinha sim, só que aqui a escola toma atitude
eu percebo, não é aquela coisa que perdura, existe sim o Bullying, mas são casos
que a gente consegue eliminar.”
Nessa fala a professora cita umas das características da prática do Bullying, sendo ela
sobre a criança ou adolescente maior e mais forte maltratar, ameaçar e agredir o menor e mais
fraco. E que de acordo com a professora a escola toma atitudes quando vê que está
acontecendo casos parecidos.
O que na temática sobre Bullying na escola o preocupa?
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“Ah por exemplo o aluno começar... essa questão da violência, aluno... o que está
acontecendo ai no mundo, o aluno sofre Bullying a vida inteira depois entra armado
na escola e pratica algum tipo de crime, a gente tem medo disso, as vezes o aluno é
muito tímido ele é tão judiado que chega uma hora ele explode, ele coloca pra fora
e nessa hora que ele explode quem está perto mesmo que não tenha feito nada pra
ele acaba sendo atingido, então essa é minha preocupação.”
Essa preocupação da professora já vem acontecendo em alguns lugares,
principalmente nos Estados Unidos da América, como podemos ver em noticiários. E aponta
um dos riscos que se não for coibido a pratica do Bullying, ou seja, aqueles alunos que não
tem nada a ver, acabam ficando expostos e vulneráveis, se algo pior acontecer.
Para você qual a causa de comportamentos violentos na escola?
“Eu acho que é a falta de atitude da própria escola, dos professores, dos
funcionários, a causa pro Bullying se perdurar ele tem que ter alguma coisa o
tempo todo sustentando ele, porque por mais forte seja esse Bullying seja praticado,
tem que ser tomado uma atitude que ele acaba ou ele pelo menos ameniza, ele é
abafado ali, ele pode existir dos portões da escola pra fora mas dentro da escola, a
escola tem que tomar atitude.”
Na visão da professora a causa do desses comportamentos seria uma falta de atitude por
parte da escola e dos profissionais que estão integrados a mesma, ou seja, todos dentro da
escola, até mesmo a comunidade escolar devem estar atentos para a não propagação desses
comportamentos.
Como professor você acha que deve intervir? De que forma?
“Com certeza, primeiro chamando atenção, chamando pra sentar, por exemplo nós
temos aqui uma aluna especial aqui a tarde no sexto ano, com síndrome de Down,
ai no começo ela ia no banheiro os alunos de outra sala batiam na porta do
banheiro, ela saia assustada, as vezes ela chegou de fazer xixi dentro da sala com
medo de ir ao banheiro, então isso bem no começo do ano, ai nós chamamos esses
alunos, conversamos com eles, eu tinha textos sobre Bullying e passei os textos,
então as vezes é informação, pôr as vezes o praticante do Bullying pensa que aquilo
ali não é nada, pensa que aquilo ali é um coisa comum, um brincadeira, pensa que
não pode ser punido por aquilo, e ele deve ser punido, mas a partir do momento que
ele é informado que aquilo ali é um crime que, que aquilo ali pode causar uma
situação pior, que o aluno que sofreu pode se tornar violento, que por ele ser menor
a família dele pode responder. O Bullying vai exigir uma atitude da escola quando
acontece na minha aula eu chamo atenção mas quando eu vejo que está se
perdurando eu chamo para conversar.”
A professora em sua colocação diz que ela sempre que vê, faz a intervenção, mesmo
quando os próprios alunos não consideram um tipo de agressão, e que quando ela percebe que
está se perdurando ela chama para conversar, pois no ponto de vista dela a informação ao
agressor é essencial, e muitas vezes segundo ela o praticante do Bullying nem sabe que aquilo
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que está fazendo é Bullying. Isso faz com que o papel do professor importante, pois ele tem o
contato direto com alunos e está sempre presente na vida escolar do aluno.
A Educação física ajuda? Como?
“Ah com certeza. Tem a questão da corporeidade, trabalhar com as diferenças, com
as dificuldades por que ali sempre uns vão se destacar e outros não, então procurar
colocar atividade que vá possibilitar todos participar, mas existe Bullying nas aulas
e a Educação Física é o melhor lugar para se trabalhar com as diferenças. No
ensino médio é menor os casos, parecem que ele tem uma aceitação melhor com
relação ao homossexualismo, com relação a cor, com relação a questão social, por
que aqui tem aluno que é filho de médico, de advogado, misturado com filho de
reeducando, filho de pais presos, no começo do ano sempre há um conflito, e cabe a
escola trabalhar isso porque no começo do ano é sempre terrível quando chegam
alunos novos, inclusive esse ano mesmo uma aluna do ensino médio chego a cortar
os pulso porque ele gostava de outra menina e não era aceita, pela sociedade no
geral, a mãe era evangélica daí ela fez isso porque ela não suportava mais. Assim
que eu considero situações graves, mas é bem menos, tem uma brincadeira ou outra
mas são aceitas entres eles.”
Em relação ao papel da educação Física a professora deixa bem explícito que a
corporeidade, trabalhar com as diferenças e as dificuldades são de grande valia na questão
social, e através disso deve-se buscar atividades que visem à inclusão de todos. Ela também
afirma que existe Bullying nas aulas de educação física, mas no ensino médio é bem pouco e
brincadeirinhas e apelidos são aceitos entre eles.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através dessa pesquisa foi possível ver as consequências que o Bullying causa. De vez
enquanto em noticiários, por exemplo, onde algum adolescente que sofria Bullying matou
alguém ou suicidou-se. Esses pontos são bem negativos sendo que estas crianças e
adolescentes serão o futuro da sociedade, e que futuro ela terá com uma infância e
adolescência cheia de discriminações e agressões de toda espécie?
De acordo com as respostas tanto dos alunos quanto da professora pode se observar
que o Bullying nessa etapa da educação básica daquela escola é quase que escasso, houve
somente alguns casos isolados, que foram tomadas as devidas providencias, e que foi dito pela
professora que a escola faz o papel de coibir esses tipos comportamentos.
Por outro lado é bem provável que haja soluções para esse agravante, uma delas pode
ser os conteúdos da Educação Física que possuem possibilidades de uma interação saudável
entre os alunos no espaço escolar. Um exemplo disso foi descobrir que no ensino médio há
poucas ocorrências dessa prática maliciosa, provando assim que é possível diminuir os casos
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de Bullying, e como foi relatado pela professora de Educação Física, estão sendo adotados
métodos para inibir esse comportamento. Ao mesmo tempo, apesar da relevância desses
conteúdos, não se deve atribuir à Educação Física toda a responsabilidade na solução desse
problema, esse é um trabalho multidisciplinar onde todos devem fazer a sua parte.
Mas para fazer a sua parte o professor deve observar bem para não passar por
despercebido e se observado que está havendo algum tipo de Bullying em suas aulas o mesmo
deve procurar saber mais sobre o assunto e conversar com a turma buscando uma solução para
esse problema.
O intuito desse estudo foi ver se no local do ensino médio há Bullying e se estão sendo
tomadas providências. Concluímos que na turma em si praticamente não se vê Bullying, mas
isso não dá uma certeza se isso é realidade do ensino médio realmente.
Então há uma necessidade uma maior amostragem e de análises criteriosas tornando a
pesquisa mais satisfatória e concreta, essa questão faz dessa pesquisa uma fase de um estudo
continuado que será finalizado no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
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APÊNDICE A
Questionários
ALUNOS:
Pergunta 01: Você sabe o que é o Bullying? Descreva o que você considera ser Bullying.
Pergunta 02: Você já vivenciou alguma situação em sua turma que você considera como
Bullying?
Pergunta 03: Você já praticou algum tipo de Bullying com algum colega?
Pergunta 04: Você já sofreu Bullying?
Pergunta 05: Qual é o papel do professor de educação física em relação a esse tipo de
comportamento?
Pergunta 06: No seu ponto de vista, é possível acabar com o Bullying?
Professor de Educação Física

O que é o fenômeno Bullying na sua concepção?

Você evidencia esse fenômeno em alguma turma que você trabalha?

Tem algum comportamento que você apresente como característico do fenômeno
Bullying?

O que na temática sobre Bullying na escola o preocupa?

Para você qual a causa de comportamentos violentos na escola?

Como professor você acha que deve intervir? De que forma?

A Educação física ajuda? Como?
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A INCLUSÃO DAS CRIANÇAS COM SINDROME DE DOWN NAS
AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: DRIBLANDO AS DIFERENÇAS
*
Washinghton Diego Pereira
**
Rosemary de Oliveira
Resumo
Nesse artigo tem como objetivo mostrar como está sendo o processo de inclusão das crianças com síndrome
down no ambiente escolar, de que a maneira é realizada sua participação nas aulas de educação física. A inclusão
das crianças com síndrome down nas aulas de educação física e de que forma é a sua participação nas aulas. A
inclusão dessas crianças tem como objetivo construir uma sociedade, mas capaz de promover a participação
social concreta desses indivíduos, portanto este trabalho veio sugerir a discussão e dos fatores de inclusão nos
ambientes escolares dessas crianças com necessidades especiais.
Palavra-Chave: Síndrome de Down. Inclusão. Educação Física.
1 INTRODUÇÃO
A Inclusão das crianças com síndrome de down nas aulas de educação física, surge
como tema por meio de uma vivencia na escola municipal Senador Gastão Muller que está
localizada no bairro Pedra 90, onde deparamos com uma cena de inclusão de crianças que
possuí SD (síndrome de down) nas atividades junto com as crianças consideradas "normais"
na educação física e a integração entre elas foi algo impressionante por causa do respeito,
integração e solidariedade que as crianças acabaram passando para todos que estavam
presentes.
Para
Marisa
Cotto
Mancini
(2003.p.410)
“A
síndrome
de
down
é
caracterizada com condições genéticas, que leva o portador a apresentar uma série de
características físicas e mentais especificas".
Com isso Duarte Lima (2005.p.38) diz que “a educação física caracteriza pela sua
história, voltada para a prática seletiva segregadora e técnica, pode ser compreendida como a
área pedagógica da escola com mais tendência de inclusão” por tanto a inclusão de SD nas
aulas de educação física é um meio de troca de experiências e valores, como se fosse uma
toca de ajudas.
*
Acadêmico do Curso de Educação Física FAUC-AUM 4º Semestre email:
Washinghton17@hotmail. com
**
Professora da Disciplina de Núcleo de Estudos e Práticas Pedagógicas IV da Faculdade AUM do Curso de
Educação Física; Email: [email protected]
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Por meio desta troca, instigamo-nos a ampliar a observação na vivencia, quanto à
inclusão dessas crianças. Estão as crianças com SD aceitas em todos os espaços? Com este
trabalho tentaremos responder estas perguntas da melhor maneira possível. Sendo objetivo
desse artigo mostrar como está sendo o processo de inclusão das crianças com síndrome de
down no ambiente escolar. Traremos como embasamento preliminar, abordagens sobre SD e
inclusão.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1.1 Síndrome de Down
A síndrome de Down foi descrita pelo médico inglês John Langdon Down, em 1866,
que “a divisão celular embrião, desse distúrbio ocorre em média de 1 a 800 nascimentos e tem
maiores chances de ocorrer em mães que engravidam mais velhas" (SASSAKI,1997).
Moraes (2007) “aponta que estes indivíduos possuem uma deficiência mental que
varia de leve a moderada, com uma capacidade cognitiva menor que a média".
Ainda segundo Moraes (2007) Estes indivíduos são dotados de características
que atrasam seu desenvolvimento global e dificulta o acompanhamento das aulas no ensino
regular, isso não quer dizer que não são capazes de aprender, mas sim em um processo um
pouco mais lento do que os demais.
A Síndrome de Down comparada às várias outras necessidades especiais, não
apresenta a necessidade de um acompanhamento rigoroso da criança, mas, isso não quer dizer
que elas não precisam, pelo contrário elas precisam, não tão exagerado ou tão rigoroso.
Thompson (1993) diz que, as características comuns da síndrome down são maiores
que as deficiências raciais, o aspecto facial é típico nos pacientes com trissomia do 21 que se
tendem a ter funções mais com a tendência com os outros pacientes com a trissomia do 21 do
que as de seus próprios irmãos.
Tanto na educação física como nas demais práticas da escola regula a inclusão, pode
constituir-se em uma ação extremamente complexas aos professores e a comunidade
escolar, uma vez que a ação pedagógica tem buscada a uma verbalização e
uniformização do conhecimento, este aspecto impossibilita para o individualismo e
as reações entre as diferencias. (FALKENBACH 2005, p. 48).
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Assim como o autor acima disse, alguns pais que tenham filhos com SD relata, que
ainda existem muitas discriminação e violência com essas crianças no ensino escolar regular.
Não apenas por apresentarem características diferentes de seu irmão, mas sim por terem
alguma deficiência.
O Art. 5º Estatuto da Criança e do adolescente (ECA) fala que criança ou adolescente
será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade
e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos
fundamentais. (Estatuto da Criança e do Adolescente 1980, p. 08).
O ECA protege crianças e adolescentes com isso não importa se é gordo magro ou
possui alguma deficiência ou não, com isso protege e permite o SD terem a oportunidade da
inclusão na escola.
2.1.2 A Inclusão na Escola
A Constituição Federal art. 208 inciso III, assim como na LDB artigo 58, garante o
atendimento especial às pessoas com necessidades especiais e sugere a educação inclusiva.
E também outro principal documento que ensejam a educação inclusiva é a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, assim como, a Conferência Mundial sobre a Educação para
Todos, em que enfatiza num trecho a responsabilidade dos governos: “Adotem o princípio da
educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas
regulares [...]”.
Como o tema do artigo diz respeito a inclusão na educação física, o que podemos dizer
é que com os estudos, que a inclusão dessas crianças com síndrome de down é um desafio
ainda para o ensino regular porque ainda há um período enorme passado para a sociedade
sobre essa aceitação de diferentes crianças com deficiência no ensino regular.
Por esse assunto ser tão polêmico, Sassaki (1997, p. 43) diz: "Inclusão significa
modificação da sociedade como pré-requisito para a pessoa com necessidades especiais
buscar seu desenvolvimento e exercer a cidadania e um desses meios se da no ambiente
escolar onde todos se deparam com a necessidade do aprendizado".
O que sabemos e podemos bem dizer é que a inclusão não é o objetivo de apagar as
diferencias, e os preconceitos com essas pessoas mais de mostrar que tudo tem e pertence a
uma sociedade educacional que valorize a cada um à sua individualidade.
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Inclusão social, é como o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir,
em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas
se preparam para assumir seus papéis na sociedade. (SASSAKI 1997, p. 3).
Um dos desafios dos educadores é tornar de modo único essa inclusão, mas segundo
Sassaki (1999) a inclusão social é um processo que contribui para uma construção de uma
nova sociedade através de pequenas e grandes transformações, tanto nos ambientes físicos
como na mentalidade de todas as pessoas.
A transformação na mentalidade das pessoas é uma das mais importantes, pois, as
pessoas deveriam tratar as pessoas com necessidades especiais como seres normais, sem
descriminação ou tratar como “a escória” das sociedades, em alguns casos desmotiva o
deficiente a tentar se incluir na sociedade.
Mas para Soares (2006) "o processo da inclusão é possível, basta somente
acreditarmos na capacidade, no potencial a ser desenvolvido e respeitar a individualidade e a
diversidade das crianças com necessidades educativas especiais, estabelecendo um vínculo
afetivo entre os integrantes do processo".
Refletindo sobre inclusão da para se notar que os profissionais tem que possibilitar a
participação de todos os alunos com deficiência ou não, interagindo uma com as outras para
criarem vínculos de amizade e de respeito.
Soares (2006) diz ainda que "tratando da temática inclusão, nos revela que existem
dificuldades, mas devemos ter esperança, sermos sensíveis e não colocarmos barreiras, assim
estará como educadores capacitados para trabalhar com a diferença e a diversidade em sala de
aula".
Com isso não podemos excluir essas crianças e sempre cada vez mais meios ou
oportunidades delas se entregarem com o resto da turma.
Em alguns estudos, encontrou-se nas declarações da Organização das Nações Unidas
(ONU) como primeira entidade a fazer uso da expressão "uma sociedade para todos", que em
1991 significava sociedade inclusiva. Esta organização estipulou 20 anos de 1991 a 2010 para
se tornar inclusiva. (CARVALHO, 1998)
Nota-se que a educação inclusiva é de modo interior ao conceito da sociedade no qual
se deu inicio no ano de 90. Para ser inclusiva a educação de pessoas portadoras de
necessidades especiais, deve ser visualizado o direito humano. Esse termo direito humano só
foi definido através da Convenção internacional de 1948, ganhando força apenas em 1990 na
Tailândia por ocasião da Conferência Mundial de Educação para Todos. (CARVALHO,
1998).
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Para Cavalcante (2005), "a inclusão tem crescido a cada ano e o desafio de garantir
uma educação para todos também. Na escola inclusiva os alunos aprendem a conviver com as
diferenças e se tornam pessoas solidárias. Para que isso possa se tornar realidade à
participação do professor é essencial".
Afirma que os educadores não conseguirão uma pedagogia inclusiva a base apenas
de teoria que seria: cursos, palestras, artigos etc., mas eles precisaram vivenciar na
prática como lidar com essas crianças, conhecendo assim suas necessidades. Teoria
conheceu bem, o ideal é de como aplicá-la, pois existe a probabilidade dessa criança
com necessidades educativas especiais não atingir o objetivo proposto pela escola,
mas deve-se avaliar o crescimento e rendimento pessoal da mesma e o seu
desenvolvimento social. Depois da família a escola é o primeiro espaço
fundamental para o processo de socialização dessas crianças com deficiência com as
demais crianças. (SOARES, 2006)
A prática é muito diferente da teoria, mas, para a pratica é como ter uma base teórica
para ter uma noção do que tem que fazer, mas, só com a prática que vai conseguir cuidar e
tratar melhor os portadores de necessidades especiais, isso vale até na escola tanto para os
funcionários e até mesmo para os alunos que vão acabar convivendo com este portador.
2.1.3 Educação Física Escolar todos tem direitos
A educação física é o direito de todo o cidadão, pois essa disciplina no currículo
escolar de todas as crianças principalmente de crianças que possui deficiência com síndrome
ou de demais deficiências.
Mas segundo Betti (1991 e 1999) apontou alguns princípios que deveriam ser
considerados para inserir os alunos com síndrome de down na aula, cultura corporal de
movimentação: inclusão (não exclusão), diversidade, alteridade, equifinalidade e formação e
informação plena.
Segundo os PCN’s A proposta da Educação Física Escolar é inserir a criança em meio
à cultura corporal do movimento, para que ela possa compreender, aprender e desenvolver
suas habilidades, percebendo o meio ambiente e as adaptações que o mundo oferece. A
disciplina tem o dever de proporcionar ao aluno práticas que desenvolvam suas dimensões
cognitivas, afetivas, motoras e socioculturais.
Esses princípios da à educação física o modo de inclusão e não de exclusão dessas
crianças, parte das aulas de educação física é possível da uma ajuda de melhoria para essas
crianças dando a elas a eles de vivenciar os esportes como luta danças, capoeira, ginástica etc.
mostrando a todos que ninguém é incapaz mas sim capaz de fazer.
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Ghiraldelli (1991, p.19). Vem dizendo que a educação física pedagogicista é, pois, a
concepção que vai reclamar da sociedade a necessidade de encarar a educação física não
somente como uma prática capaz de promover saúde ou de disciplinar a juventude, mas de
encarar a educação física como uma prática eminentemente educativa.
A criança com SD, apesar de ter várias de suas características físicas e psicológicas
limitadas, tem uma comprovada capacidade de aprender. A adaptação educativa dos
métodos e avaliações faz com que haja progresso dentro do contexto educacional. A
criança com SD tem uma maior facilidade de aprendizado, quando há repetições de
atividades antes de modificá-las. As imitações também facilitam, pois além de serem
divertidas para as crianças elas acabam por copiarem os movimentos.
(MAZZOTTA,1996)
A educação física na vida dessas crianças é muito importa porque é através dela que
elas iram desenvolver todos os seus desenvolvimentos motor, físico e mental.
A educação física é muito mais que isso, como dizia Santana (1996) e ele vem a
afirmar que observa seus alunos antes do início de suas aulas. Ele percebeu que seus alunos
entenderam a inclusão das crianças com deficiências, pois eles de mostravam respeito e
compreensão com seus colegas portadores de deficiências.
Incluir esses alunos não é fácil, educação inclusiva tanto na educação física quanto nas
demais disciplinas é uma tarefa muito difícil até porque os professores não são preparados
para essa situação em salas de aula, para Sassaki (1997) diz que cabe, portanto a sociedade
eliminar todas as barreiras físicas, programáticas e atitudes para que as pessoas com
necessidades especiais possam, ter acesso aos serviços, lugares, informações e bens
necessários ao seu desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional.
É fundamental, que ao se iniciar um processo de atividades para crianças com SD, seja
considerado todo o seu contexto sociocultural, suas deficiências corporais, enfim, suas
potencialidades. Para que seja construído um trabalho focado no desenvolvimento individual,
garantindo o direito ao aprendizado e a cidadania.
2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Este estudo caracterizou-se no início por uma pesquisa de cunho bibliográfico, com
abordagem qualitativa das principais contribuições teóricas sobre o tema Síndrome de Down e
educação física. Para Gil (2002, p.7) "a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em
material já elaborado constituído principalmente de livros e artigos cientifico".
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Nesta busca por material acabou-se apoiando os conhecimentos e instigando novas
buscas, por que durante a busca por informação temos que ler o todo conteúdo para sabe o
que vai ser útil no trabalho.
Foi quando surgiu a oportunidade, como competência da disciplina de Núcleo de
Estudos e Praticas Pedagógicas IV, conhecer e observar o trabalho desenvolvido pelo Grupo
Incluart.
Na primeira visita realizada no dia 21 de outubro de 2014 as 19h00 foi possível
realizar um relato de observação que contribuiu numa poderosa ferramenta para a formação
de um professor de educação física no foco da inclusão. A partir deste primeiro contato surgiu
a necessidade de ampliar os conhecimentos sobre o trabalho do grupo e com isto buscar novas
informações, que desencadeou em nova visita ao espaço no dia 28 de outubro.
Para este procedimento fizemos valer um Novo termo de Consentimento Livre e
Esclarecido para buscarmos relatos da presidente do grupo e dos pais presentes.
Desta forma foram utilizados os seguintes momentos para análise:
1. Observação, que possibilitou as leituras dela decorridas e gerando um relato de
observação;
2. Relato verbal de pais de SD: surgiram a possibilidade de uma conversa casual, mas
representativo, dos pais dos SD presentes no dia da observação. Foi conversando com
os pais presentes, gerou uma autorização e interesse em contribuir com, informações
pertinentes.
Devido a estes momentos foi possível ampliar a apresentação dos dados no presente
artigo.
2.3
RESULTADO E DISCUSSÃO
As observações com Síndrome de Down (SD) será alvo de discussão no presente
artigo, das quais ocorreram em visita ao grupo Incluart nos dias 21 e 28 de outubro 2014.
O primeiro contato ocorreu com a presidente do grupo, autorizando a visita e
observação. A recepção foi muito amistosa tanto dos responsáveis pelo grupo, como dos SD
envolvidos.
Ciente da importância que o envolvimento e interação dos pais com os seus filhos SD
podem contribuir observei a presença dos mesmo que aproveitei para ampliar a construção do
presente artigo.
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Foi observando com a presença dos pais, um envolvimento, principalmente materno,
com interações diversas com a criança, jovem, adultos com SD, por meio de momentos de
cuidados, orientações, brincadeiras. Demonstrações de cuidados promovendo a acessibilidade
dos mesmos.
Demonstrações em todo tempo de responsabilidade pelo cuidado com eles, com
motivações para melhorar nas habilidades que estavam desenvolvendo (dança) e ampliando a
autoconfiança deles.
Pleck apud Silva (2005) afirma que os avanços apresentados por crianças e jovens
com SD se deve ao fator de envolvimento positivo familiar, com a presença de fatores
multidimensionais, responsabilidade, expressão de amor e afeto físico, a interface verbal,
participação em atividades diversas.
Estes instrumentos positivos beneficiam a inclusão social e o próprio desenvolvimento
no nível educacional, confeccionando com Pleck (1997) que as relações familiares são
essenciais para o desenvolvimento global do indivíduo com necessidades especiais.
Estas observações desencadearam uma nova problemática. Diante as obs. e conversa
com os pais surgiram algumas questões.
Se a dinâmicas de apoio dos familiares desses alunos do grupo incluart, estão
favorecendo positivamente a socialização dos mesmos nos espaços educacionais? Como se
processam a interação delas com outros e a sua inserção.
Numa conversa informal, solicitou-se às mães o que poderiam contribuir em seus
relatos sobre o tema esclarecido:
MÃE 1:
“Essas crianças por não terem a aparência de seu próprio irmão e sim de um que
tem a mesma deficiência, sofrem por preconceitos da sociedade por essas
características, as mães ainda dizem que os preconceitos no ensino escolar é muito
ainda mesmo tendo muitos SD como exemplo de superação na vida o preconceito é
precoce com essas crianças.”
MÃE 2:
“Essas crianças sofrem muitas discriminações como: aparência física, o modo de
fala, e muitos são chamados como burros, os pais relatam que às vezes os
preconceitos partem das próprias famílias, amigos e vizinhos, fazendo assim com
que essas crianças se sintam cada vez mais fechadas em um único abito”.
MÃE 3:
“Para mim como mãe no começo não foi nada fácil, matricular meu filho numa
escola de ensino regular, pois em momento algum eu acreditava que meu filho
poderia ser aceito. Em alguns momentos percebi que alguns profissionais das
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escolas se mostrava com uma expressão de preconceito do meu filho estar
estudando com os alunos normais”.
MÃE 4:
“Se as escolas tivessem uma acessibilidade melhora a inclusão dessas crianças com
SD e demais deficiência seria de grande importância, pois mostra para a sociedade
que o ensino é voltado para igualdade. Ensinar as crianças que mesmo tendo uma
deficiência a uma igualdade é muito importante, pois assim ensinam que todos são
capazes de fazer e de aprender mesmo elas tendo um processo mais lento”.
MÃE 5:
“As escolas em sua maioria, públicas ou privadas, não estão preparadas para
receber alunos com necessidades especiais mesmo com capacitações e cursos é
muito difícil o professor dedicar-se totalmente a criança deficiente já que,
principalmente em escolas públicas as salas estão lotadas e sem contar a violência
que essas crianças podem vir a sofrer”.
MÃE 6:
“No meu ponto de vista seria de grande importância essa inclusão dessas crianças
no ensino regular. Os pais relatam que sabem que a inclusão podem beneficiar a
essas crianças em alguns momentos, o maior medo de nos pais é a falta de preparo
de muito profissionais da educação, sabemos que um professor de EDF é
preparado para lidar com essa situação mais não temos confiança em demais áreas.
Para nós as APAES são escolas voltadas especificamente para o ensino daquele
aluno, de acordo com a deficiência de cada um deles, coisa que ainda não a no
ensino regular. A educação inclusa é de muito interesse mais infelizmente muito
pais ainda não sentem preparados para essa nova realidade”.
MÃE 7:
“Trabalhar com a inclusão sei que não é nada fácil para nenhum pai que tenham
filhos com SD ou com demais deficiências, mais posso garantir com experiência
própria de vida, que a inclusão ajuda muito para quebrar barreiras e para mostrar
a todos que ninguém é diferente. A inclusão pra mim como mãe é de grande
importância, pois só de ver meu filho ali aprendendo como os demais alunos, sendo
aceito com muito amor isso mostra que ainda a tempo de trabalhar a inclusão
dessas crianças no ensino regular”.
MÃE 8:
“A educação física nas vidas dessas crianças é fundamental, além de trabalhar os
fortalecimentos dos músculos e a forma física a educação física pode estimular a
criança a vencer seus obstáculos, desde que os profissionais da educação física
estejam preparados para lhe dar com essas crianças, por que quem vai estimular
essas crianças com SD e deficiência são os educadores físicos, mostrando para
todos que ninguém é incapaz e sim capaz. A educação na vida dessas crianças é
muito importante porque as crianças com SD gostam muito de dançar brincar, é
através das brincadeiras, dança e lutas que essas crianças se sintam mais a vontade
porque a educação física da a elas a possibilidade de expressão, interação,
socialização”.
MÃE 9:
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“As aulas de EDF servem para estimular o desenvolvimento dessas crianças em
diversos aspectos, sendo assim trabalhar o cognitivo, afetivo-social e motor. Dessa
maneira as crianças portadoras de Síndrome de Down também possam se
beneficiar das atividades ministradas na escola nas aulas de Educação Física, junto
com as demais crianças, num modo de trabalhar respectivamente a inclusão social,
proporcionando a eles a oportunidade de todos conviverem com as diferenças”.
MÃE 10:
“Para mim a educação física na vida do meu filho é muito mais que importante,
pois é nela que ele se sente com mais liberdade de se expressas, além de ajudar
também na saúde dele ajuda no fortalecimento dos músculos, até porque essas
crianças com síndrome de down são muitas sensíveis a algumas atividades físicas.
Depois que meu filho passou a ter na sua vida a EDF, a vida dele melhorou muito,
mudei a forma de sua alimentação, dando a ele apenas coisas saudades, e todos os
dias passamos a fazer atividades físicas em casa e aprendi muito a dançar com ele
porque ele adora muito. Ver meu filho fazer nas aulas de educação física coisa que
muitas crianças normais não são capazes para mim é uma grande alegria porque
sei que a educação física na vida dessas crianças sendo trabalhada da forma que
elas necessitam pode melhorar muito o desenvolvimento delas”.
3
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com essa pesquisa e observações deu se para perceber que é na convivência com
outros e com o meio ambiente que as necessidades de qualquer ser humano se apresentam
sendo elas portadoras de síndrome de down ou os considerados normais. Em razão disso, é
importante questionar os critérios que têm sido utilizados para distinguir as necessidades
especiais das necessidades comuns e vice-versa, em particular no contexto escolar.
É fundamental, a compreensão de que a inclusão e integração de qualquer cidadão,
com necessidades especiais ou não, são condicionadas pelo seu contexto de vida, ou seja,
dependem das condições sociais, econômicas e culturais da família, da escola e da sociedade;
pois dependem da ação de cada um e de todos nós.
Assim percebe-se a que educação física para deficientes com síndrome de down não é
uma tarefa muito fácil, é preciso ter um conhecimento na área e absorve um modo onde
possibilita as crianças com (SD) as aulas de uma forma que elas não se sintam excluídas das
atividades elaboradas pelas demais.
Tratar desse assunto polémico no ambiente escolar não é tão simples assim, são mais
crianças que requer cuidados, atenção em relação aos demais, e se não súber tratar desse
assunto pode vim a prejudicar no desenvolvimento dessas crianças portadoras de necessidades
especiais.
Cabe aos professores se preparar para essa situação se houve algum caso de crianças
portadoras de deficiências, é preciso que os professores conheçam os seus alunos com
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necessidades especiais, sabendo as suas limitações e restrição, porque é essencial para que á
uma harmonia nas aulas de educação física.
Podemos dizer também que os futuros professores de educação física devem ir à busca
de conhecimento para que possam incluir essas crianças com, mas facilidade em suas aulas
sem que o exclua das atividades físicas e praticas elaborado, devem mostrar a todos que
ninguém é melhor que ninguém e sim que todos são capazes de fazer e ir à busca do melhor
para sim.
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APÊNDICE A - Questionários ao grupo Incluart
PAIS
1. Estão inclusos na escola? Quantos? Em instituições especiais?
2. As escolas do ensino regular estão prontas para receber as crianças com Síndrome de
Down?
3. Mãe no seu ponto de vista, qual a importância da inclusão dessas crianças no ensino
regular?
4. Qual a importância da educação física na vida dessas crianças com SD? E qual os
benefícios que a educação física trás para elas?
5. Ainda a muito preconceito com essas crianças com SD? Quais os mais raros
preconceitos já vivenciados por vocês pais?
6. Mae qual a importância da educação física na vida dessa criança Inclusa nas aulas de
educação física? Houve benefícios na melhoria de vida do seu filho através da EDF?
7. Qual foi a importância da inclusão do seu filho no ensino regular Mãe?
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ESPORTES DE AVENTURA: NO PONTO DE VISTA DE UM
PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA.
* Karina da Silva Pinto
** Roberto Pereira de Oliveira
RESUMO
Lecionar o esporte de aventura na escola não é uma tarefa fácil de realizar, mas também não é um conteúdo
impossível de trabalhar no âmbito escolar. O esporte de aventura tem uma grande importância na escola,
proporcionando aos alunos um conteúdo diferente. O professor deve estar sempre aperfeiçoando seus
conhecimentos na modalidade, trazendo novas aprendizagens dentro do espaço escolar. O objetivo da pesquisa é
descrever a importância do esporte de aventura nas aulas de educação física na visão de um professor. O método
utilizado foi através de uma entrevista semiestruturada com apenas um professor formado em educação física,
que trabalhe com este conteúdo em suas aulas. Conclui-se que o esporte de aventura é importante como um
conteúdo nas aulas de educação física escolar e traz aos alunos diversos benefícios.
Palavras - chave: Esporte de aventura. Educação Física. Professor
*
1 INTRODUÇÃO
Segundo Carvalho (2014), a educação física escolar possui alguns objetivos, sendo
alguns deles o de formar cidadãos, fazer com que os alunos possam ser mais ativos
fisicamente em sua vida adulta e sejam adultos críticos e autônomos. (Orientação oral 2). Mas
para alcançar estes objetivos o professor de educação física deve trabalhar com base nos
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s), na qual possui conteúdos diversificados para as
aulas de educação física com base na cultura corporal.
Segundo Freitas (2012), a educação física deve oportunizar o aprendizado e a vivência
da cultura corporal do movimento, que são entendidas como várias manifestações corporais,
sendo elas através da dança, ginástica, lutas dentre outros. O esporte de aventura por ser uma
nova temática, e recente na área da educação física escolar, ele é um novo conteúdo na cultura
corporal do movimento. De acordo com Freitas (2012), este esporte pode ser realizado em
diversos lugares e adaptados para o contexto escolar, onde os riscos são trabalhados de modo
controlado e proporcionando ao aluno diferentes sensações.
A atividade de aventura é muito bem explorada pelos profissionais da área do turismo.
Se tratando de um esporte e de movimento corporal, esta modalidade deveria estar sendo
*
Graduanda em Educação Física pela Faculdade AUM. ([email protected])
Professor Orientador Especializado em Educação Física pela Faculdade AUM ([email protected])
2
Em aula proferida pela professora Conceição de Maria Moita Machado de Carvalho, na disciplina de educação
física escolar e saúde na escola aos acadêmicos do quinto semestre do curso de educação física da Faculdade
AUM no ano letivo de 2014/1.
**
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explorada na área da educação física. Pensando neste caso surge a seguinte problemática, o
esporte de aventura é importante como conteúdo nas aulas de educação física escolar?
Com base neste questionamento, sobre a importância deste conteúdo, surge uma
hipótese para responder a está pergunta, pois ela está diretamente relacionada com a forma de
trabalho do professor, portanto se desenvolvido da maneira correta o esporte de aventura será
muito importante como um conteúdo, desta forma ajuda no desenvolvimento motor,
cognitivo, afetivo e social tanto da criança quanto do adolescente.
Deste modo o presente estudo visa descrever a importância do esporte de aventura nas
aulas de educação física na visão de um professor. Sendo assim, para atingir este propósito, o
presente artigo terá como base três objetivos específicos, para uma melhor fundamentação
sobre o tema sendo eles: relatar a importância do esporte de aventura nas aulas, especificar os
métodos possíveis para o professor utilizar nas aulas de educação física com esporte de
aventura e apresentar os benefícios desta atividade no ponto de vista do professor.
Por ser uma atividade nova e pouco explorada no âmbito escolar, a motivação para o
desenvolvimento deste artigo se da em razão do esporte de aventura conseguir desenvolver
através desta atividade vários efeitos no corpo e no organismo de quem prática, pois tem a
sensação desde o cansaço muscular, até as diversas sensações de prazer por estar em contato
com a natureza, proporciona o relaxamento, são satisfações advindas do contato com a
tranquilidade da água da cachoeira, da calmaria transmitida através do som da natureza e seus
perfumes que são exalados pelas flores (MARINHO, 2013). Com base nessa afirmação, é
possível dizer que esta atividade traz muitos benefícios ao praticante, não só fora do espaço
escolar, quanto dentro também.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A seguir será apresentada a fundamentação teórica em três tópicos, sendo eles
norteados pelas palavras-chave deste artigo, sendo eles: Esporte de aventura, Esporte de
aventura nas aulas de educação física e Como o professor de educação física pode trabalhar o
esporte de aventura em suas aulas.
2.1.1 Esportes de Aventura
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Segundo Oliveira (2014), desde a pré-história o homem desenvolve uma relação com a
natureza, onde se utilizam dos movimentos como o andar, correr, trepar, saltar, escalar,
realizar travessias em rios, subir e descer montanhas e geleiras. Esses movimentos eram
utilizados para a sobrevivência do homem naquela época, sendo eles para a sua alimentação,
na procura de refúgio e proteção. (informação oral3).
A classificação do esporte de aventura passou por várias definições voltadas ao
marketing. Está modalidade surgiu no final dos anos 80, inicio dos anos 90, onde passou a ser
classificado como esporte voltado somente para adultos, sendo eles o surf, bungee jump,
treeking, mountain baik, alpinismo, na qual era praticado por um pequeno grupo de pessoas,
onde com o passar dos anos começou a ganhar mais adeptos a está modalidade
(AURICCHIO, 2009). Atualmente o esporte de aventura não é voltado apenas para um
pequeno grupo de pessoas, o que antes o que era apenas para adultos, atualmente crianças e
adolescestes também estão praticando está modalidade.
De acordo com Santos et. Al. Apud Pereira e Ambrust (2014), a palavra aventura vem
do latim ‘adventura’ que nos traduz no que está por vir. Através deste pensamento a aventura
e uma atividade que nos remete a algo com surpresas, ligado ao desconhecido ou
imprevisível, trazendo como resultados sensações de prazer por estar ligado à natureza e
segurança através dos riscos calculados e controlados.
É uma série de valores e conceitos que pertencem às novas tendências culturais e são
características da sociedade contemporânea (MARINHO, 2013).
É um esporte que pode ser praticado em qualquer ambiente, ele se faz diferente dos
esportes tradicionais, por sua estrutura prática motivação, objetivos, as afinidades
estabelecidas pelo meio com os demais praticantes, os materiais utilizados para estas práticas
são equipamentos tecnológicos e inovadores.
2.1.2 Esportes de aventuras nas aulas de educação física
Segundo Franco (2010), a função da educação básica e a formação do cidadão,
fazendo que sua transição da adolescência para a vida adulta seja de maneira equilibrada nos
conhecimentos e com autonomia. Atualmente nas escolas, os conteúdos mais abordados nas
aulas são os esportes tradicionais sendo eles o futsal, vôlei, basquete e o handebol. Se tratando
3
Em aula proferida pelo professor especialista Roberto Pereira de Oliveira, na disciplina de esporte de aventura
aos acadêmicos do sexto semestre do curso de educação física da Faculdade AUM no ano letivo de 2014/2.
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dos objetivos da escola em formar cidadãos críticos e ativos no futuro, será que apenas estes
conteúdos serão o suficiente nesta formação?
Franco (2010), afirma que quanto maior for o conhecimento da cultura corporal do
movimento e as vivências, maior serão os conhecimentos, as experiências, a capacidade de
reflexão do aluno, melhorando na autonomia para a escolha das suas atividades físicas.
Sabendo do foco escolar, novos conteúdos além dos temas transversais estão surgindo para
quebrar o tabu que foi criado há muitos anos atrás e que permanecem presentes até os dias
atuais, dizendo que a educação física escolar e apenas o jogar a bola para os alunos ou até
mesmo que esta área tem apenas o foco de formar futuros atletas.
O esporte de aventura por ser uma atividade nova e atraente no geral, este esporte vem
trazendo um rico conhecimento motor e cognitivo aos escolares de ambas as idades. Os
esportes de aventura podem proporcionar várias experiências diversificadas nas praticas,
saindo da rotina esportiva oferecendo aos alunos outra visão da cultura do homem. (DIOGO
et. Al., 2012).
Segundo Oliveira 2014, algumas atividades e esportes de aventura que podem ser
trabalhadas nas aulas de educação física como conteúdo da mesma são eles: Skate, Frisbee,
Le parkuor, Rapel, Subida vertical, Corrida de Orientação, Corrida de Aventura, Slackline,
Falsa Baiana dentre outros (informação oral4).
Por ser um conteúdo que está dentro da cultura corporal de movimento, é um direito
do aluno ter estas vivências em sua vida escolar, de acordo com alguns autores citados, inovar
durante as aulas proporcionará mais conhecimentos aos escolares.
2.1.3 Como o professor de educação física pode trabalhar o esporte de aventura em suas
aulas.
A educação física escolar possui um amplo leque relacionado aos seus conteúdos a
serem trabalhados na escola, mas para isso os profissionais devem estar sempre atualizados e
capacitados para trabalhar com esses conteúdos. O esporte de aventura e um conteúdo novo
para a educação física escolar, principalmente quando tratamos do ensino médio. Segundo
Franco (2013), ao trabalhar com conteúdos relacionados à natureza com os alunos jovens, se
tratando de esportes diferentes do normal, eleva a sua opção de atividades no tempo livre
quando não estiverem mais em sua fase escolar e sim na fase adulta.
4
Em aula proferida pelo professor especialista Roberto Pereira de Oliveira, na disciplina de esporte de aventura
aos acadêmicos do sexto semestre do curso de educação física da Faculdade AUM no ano letivo de 2014/2.
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Segundo Diogo (2012) o esporte de aventura é uma modalidade recente dentro da
cultura esportiva. Como qualquer outro conteúdo, o esporte de aventura deve ser trabalhado
seguindo as três dimensões: conceitual (o que deve saber?), procedimental (como se deve
saber fazer?) e atitudinal (como se deve ser?).
Trabalhar a dimensão conceitual vai além de saber sobre o esporte de aventura, as suas
classificações, as regras ou de como usar os equipamentos, nesta dimensão podemos discutir a
preservação ambiental, a influência da mídia sobre este esporte, dentre outras, no
procedimental não é apenas o como saber realizar a atividade, mas também saber a
importância que aquela prática vai ter para o seu cotidiano e influenciará no seu futuro, se
tratando da dimensão atitudinal é a interação social, a cooperação, responsabilidade sua pela
segurança do outro, superação dos limites seja ela em grupo ou até mesmo individual.
(FRANCO, 2010).
Com base na afirmação acima, trabalhar um conteúdo tratando de sua totalidade, ou
seja em um conjunto de valores tanto de maneira teórica quanto prática a escola irá formar
cidadãos mais críticos e ricos conhecimentos, trazendo virtudes psíquicas, sócias e motoras.
2.2
METODOLOGIA DA PESQUISA
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de campo com abordagem
qualitativa, tendo como a finalidade de compreensão dos assuntos relacionados à prática de
esportes de aventura nas aulas de Educação Física escolar.
A pesquisa qualitativa e utilizada para realizar um embasamento com o objetivo de
explicar como as pessoas pensam sobre a experiência, uma ideia a ser adquirida e dar
sugestões sobre as diversidades a serem estudadas mais a fundo (CAPAVERDE et. Al. Apud
GIOVINAZZO, 2012).
Para a coleta dos dados será aplicado uma entrevista semiestruturada com nove
perguntas abertas tendo com finalidade de compreender a importância das atividades de
esporte de aventuras como conteúdo nas aulas de Educação Física, será dado ao professor
entrevistado um codinome de professor A.
Como critérios de inclusão o professor deve ser formado em Educação Física, deve
trabalhar o conteúdo de esporte de aventura no ensino médio e para a participação da mesma
o sujeito entrevistado assinou o termo de consentimento livre e esclarecido. A entrevista foi
gravada com equipamento celular da cor preta no modelo Moto G da marca Motorola lançado
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em 2014. Depois os dados serão transcritos para apresentar os resultados e serem discutido no
artigo.
2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
No seguinte estudo foi realizada uma entrevista semiestruturada com um professor de
educação física que trabalha o esporte de aventura em suas aulas. Entrevistando o professor A
foi perguntado ao professor, o que é esporte de aventura para você?
Segundo o professor A: “Um esporte de incerteza, Esporte de aventura pra mim na
escola você tem que ter uma abordagem bem criativa para atrair esse público o esporte de
aventura na escola e algo inovador”.
Segundo Marinho (2013), o conceito de aventura sempre está associado a práticas de
atividades de risco, contendo imprevisto e incerteza. Por se tratar de uma atividade de
incerteza gera em seus praticantes uma curiosidade em que estão ligados em descobrir o
desconhecido, através destes desafios os praticantes têm como recompensa a sensação de
satisfação, prazer, bem-estar, superação etc.
Foi perguntado ao professor A, quais os benefícios que o esporte de aventura traz
para os alunos? Segundo o professor A:
“Traz principalmente o momento de socialização, extravasar mesmo a energia, a
preparação do jovem para a vida social, a formação do cidadão então o esporte de
aventura os benefícios dele pro aluno e isso também colaborar na parte da
formação social do aluno”.
Segundo Franco (2013) toda a criança e adolescente já passaram pela a experiência de
ter o contato com algum tipo de jogo, seja na escola, em casa dentre outros lugares, mas
quando vivenciam a atividade de aventura ou algum esporte de aventura tem a sensação do
imprevisível, o que está por vir? Além da descoberta de novas emoções e experiências
incomuns e renovadoras. Através destas experiências novas os professores enriquecem o
conhecimento dos seus alunos mostrando os diferentes tipos de esportes, variedades em
vivências motoras dentre outros.
Se tratando da preparação social, Franco (2013), cita que ao trabalhar esporte de
aventura irá atingir o aluno de forma mais ampla, trazendo para eles múltiplas possibilidades
para abordar a prática corporal. Somando as práticas do esporte juntamente com a natureza,
juntos irão trazer a sensação de prazer e atributos da cultura corporal de movimento e uma
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nova visão no estilo de vida fora da rotina esportiva, onde integra o homem, a tecnologia e a
natureza que juntos viram um só.
Dando continuidade à pergunta quais os benefícios que o esporte de aventura traz
para os alunos? Segundo professor A:
“Já no aspecto, físico e de preparação muscular, auxilia no sistema
cardiorrespiratório, igual à corrida de orientação ela trabalha o seu
condicionamento cardiorrespiratório, você vai estar se exercitando e melhorando o
seu condicionamento físico também, além da superação de limites também.”
Segundo Neto 2010, os benefícios físicos têm sua importância junto às variáveis sendo
está totalmente positiva. Com base nessa afirmativa, quando o professor trabalha conteúdos
diversificados traz aos alunos diversos benefícios.
Sabe-se que os alunos do ensino médio são alunos exigentes, pois e um público mais
maduro, e com isso se torna mais crítico em relação a está disciplina, onde eles acabam
perdendo o interesse na mesma e focam em outros temas como o vestibular, a sexualidade e o
emprego. Por isso o professor deve estar sempre com trabalhos criativos, que despertem nos
alunos a sensação de emoção e prazer, e com isso o professor irá atrai-lo para suas aulas
dando sequência no objetivo da educação física escolar.
Com base neste contexto foi questionado ao professor se o esporte de aventura ajuda
a aprimorar o aspecto motor, físico, afetivo e social do aluno no ensino médio? Segundo
o Professor A:
“Na parte de coordenação motora fina no manuseio das cordas de fazer os nós,
auxilia no aprimoramento do equilíbrio, então o esporte de aventura auxilia no
desenvolvimento motor, na coordenação motora fina e grossa, auxilia na agilidade
bem controlada por exemplo a corrida de obstáculos e flexibilidade”.
Como qualquer atividade física, o esporte de aventura também traz diversos benefícios
ao praticante. Segundo Neto (2010), dentre as modalidades do esporte de aventura a uma
capacidade de aprimoramento das valências físicas nas crianças e adolescentes sendo elas: o
sistema cardiorrespiratório, resistência muscular, flexibilidade, força relacionada aos
membros superiores e inferiores, agilidade, equilíbrio etc. Através de atividades diversificadas
e ricas em movimentos o esporte de aventura tem a capacidade de melhorar essas aptidões
físicas relacionadas à saúde e ao bem estar do indivíduo.
Dando continuidade na pergunta, mas agora com o foco no desenvolvimento sócio
afetivo dos alunos. Segundo professor A:
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“Nesse momento de socialização onde e colocado o aluno frente a frente ali
socializando da mesma ideia do mesmo momento eles acabam resolvendo os seus
conflitos, principalmente afetivo também principalmente na ajuda ao próximo ao
colega.”
Como citado pelo professor, o esporte de aventura possui um papel fundamental na
socialização do indivíduo com o próximo, segundo Masseto e Moretti (2013) os praticantes
desta modalidade e necessário na maioria das vezes o trabalho em grupo, para que possam
passar por atividades como o rafting ou em trilhas. Este tipo de pratica auxilia o indivíduo na
sua socialização em seu cotidiano com o outro ainda com base em Masseto e Moretti (2013) o
envolvimento com essas práticas no coletivo de lazer pode ser caracterizado como uma
experiência importante na relação renovadora do sujeito com ele próprio, com o outro, com a
natureza, resultando em amizades livres, criativas e solidarias.
Como todo o conteúdo escolar tem seus valores e importâncias, surgiu uma
curiosidade em saber qual seria a importância do esporte de aventura como conteúdo, então
foi feito o seguinte questionamento ao professor, porque você acha importante colocar
como conteúdo o esporte de aventura na escola? Segundo professor A, “Por ser novo, por
atrair o aluno”.
Segundo Vieira e Baggio (2012), qualquer pratica esportiva atende a necessidade
humana de aventura, mas as regras impõem os limites entre o que é permitido e não
permitido. Se tratando do esporte de aventura, que surgiu como uma resposta para a
necessidade de ir além do conhecido, da calmaria, segurança que e proporcionado pela rotina.
Este esporte vem com intuito de funcionar como válvula de escape, onde a busca pela
recompensa e proveniente da adrenalina e o prazer vem adjunto dessas sensações.
Por se tratar de uma classificação esportiva, o esporte de aventura possui vários
esportes e muitos deles podem ser sim incluídos no contexto escolar. Foi perguntado ao
professor de educação física, quais as modalidades de esporte de aventura você costuma a
trabalhar em suas aulas? Segundo professor A:
“O slackline, ponte de cordas, a falsa baiana, tirolesa, o rapel, comando crawl,
subida em corda vertical, trabalhamos o conceito do le parkou e a pratica também,
não trabalhei com esportes que envolve rodas pois não tenho materiais”.
Segundo Franco (2013), os esportes de aventuras podem ser divididos em três
modalidades, sendo elas a terrestre, aquática e aérea. Por ser uma classificação esportiva rica
em modalidades, o professor terá um leque muito amplo no sentido de quais modalidades ele
poderá trabalhar com seus alunos em suas aulas. Existem a um bom tempo alguns brinquedos
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ou digamos veículos que os pais presenteiam seus filhos para que os mesmos possam brincar
e alguns destes materiais são utilizados para a prática do esporte de aventura sendo eles o
skate, patins e a bicicleta.
Atualmente sabe – se que alguns professores de educação física possuem dificuldades
para trabalhar está disciplina na escola, pois em algumas unidades escolares não possuem
alguns materiais ou até mesmo não tem nenhum. Por ser uma atividade nova nesta área surgiu
o seguinte questionamento: Quais os recursos necessários para trabalhar este conteúdo
nas aulas de Educação Física? Segundo professor A:
“Primeiro recurso que o professor tem que ter primeiro e o conhecimento, não
adianta falar eu vou trabalhar o esporte de aventura me formei agora vou trabalhar
com esporte de aventura e ai você sabe? Se tem conhecimento da área? Se sabe o
protocolo de segurança? Se sabe o que fazer em uma situação de risco de
acidente?”.
Por estarem ligados com outra profissão, muitos docentes não tem ou não tiveram a
ciência deste esporte em sua formação acadêmica, e com a mídia atualmente a favor do
esporte de aventura muitos professores sentem a vontade de experimentar este tipo de
conteúdo em suas aulas, com base no depoimento do professor A, Franco (2008), diz que
além do aprendido em sala de aula ou muitas vezes o que não foi passado como conteúdo, o
professor deve ter a curiosidade e força de vontade para continuar a se aperfeiçoar e atualizar
perante a sua profissão, buscando cada vez mais o conhecimento que pode ser através de
cursos, especializações, livros, etc.
Além do conhecimento teórico sobre o tema, seus procedimentos, como agir em caso
de emergência, outro fator é também muito importante e que não pode ser nunca esquecido
que são os materiais apropriados para o uso nas modalidades, com base ainda na pergunta
anterior, Quais os recursos necessários para trabalhar este conteúdo nas aulas de
Educação Física? Segundo professor A:
“Saber o que está fazendo, fazer com pericia mesmo e segundo ter matérias em
boas condições de uso. Encontrei uma corda na escola vou trabalhar esporte de
aventura você sabe lá o peso que esta corda suporta? Sabe lá a condição de
conservação dessa corda? O diâmetro dela e ideal para esta atividade? Tem luva?
Existe luva capacete cinto de segurança? Então tem que preocupar tudo esse
engloba um procedimento todo pra poder trabalhar com o esporte”.
Segundo Franco (2013), e de fundamental importância além de averiguar os materiais
se estão em boas condições de uso, e também considerável colocar regras sendo uma delas a
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obrigatoriedade do uso dos equipamentos de segurança, com isso o professor reduz os riscos
de acidentes em suas aulas, e assim tornando – mais prazerosa.
Ainda nos dias atuais existem alguns paradigmas que necessitam ser quebrados,
principalmente se tratando dos conteúdos que devem ser trabalhados principalmente se
tratando do contexto escolar. Através desta dificuldade que geralmente se encontra nas
escolas perguntamos ao professor A: Qual foi a reação da direção da escola ao saber que
você vai trabalhar o conteúdo de esporte de aventuras nas aulas de Educação Física?
Segundo professor A:
“Todo mundo no início teve dúvida se vai dar certo ou não, igual eu te falei a
coordenação super do meu lado me apoiou pra caramba, me fala quem e que não
gosta de uma novidade todo mundo gosta de novidade e ela também gostou pra
caramba como eu te falei coordenação sempre 10.”
Segundo Franco (2013), ao tentar inserir alguns conteúdos novos nas aulas de
educação física na escola e necessário superar algumas barreiras. Com base neste contexto
seria a não aceitação da direção escolar em deixar o professor trabalhar algo novo, diferente
dos esportes tradicionais já citados no corpo do trabalho. No caso do professor A, ele teve
toda a atenção e liberdade da direção em relação aos seus conteúdos programados de esporte
de aventura.
Ao trabalhar a educação física escolar, muitos professores, diretores, coordenadores e
alunos pensam que e apenas o ato de jogar a bola para os alunos. Através deste fato algumas
faculdades norteiam os graduandos à maneira correta de se trabalhar com esta disciplina. Ao
chegar às escolas com um conteúdo novo diferente do normal muitos se surpreende e
começam a entender realmente o que e educação física escolar. Com base neste contexto
perguntamos ao professor A: Qual foi a reação inicial dos alunos ao saber sobre o
conteúdo de esporte de aventura? Segundo professor A:
“Ele chegou para mim, professor você tá louco? Se vai matar esses guris tudo ai, e
ai na hora que ele viu eu começar a montara a tirolesa, ai que ficou com medo de
descer a tirolesa! Porque e quem nunca fez esporte de aventura tem medo mesmo,
mas depois que você vai à primeira vez vê que não e tanto assim, e o medo desse
aluno em perguntar você vai matar esses alunos? E porque ele nunca fez depois que
ele desceu a primeira vez, toda hora ele queria ir, ele viu que o perigo foi
minimizado e a sensação de prazer foi maior entendeu?”.
Segundo Massetto e Moretti (2013), ao sentir medo, podemos sentir por duas
sensações diferentes seja através da ansiedade ou do prazer, no esporte de aventura por ser
algo que envolva desafios em relação ao risco pode levar o indivíduo a ter a sensação de
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fraqueza, incapacidade quando a atividade e mal explorada pelo professor, levando para o
lado positivo quando bem explorado por ambas as partes traz a sensação de prazer e de vitória
para quem realiza a mesma. Estes sentimentos dependerão de como esses indivíduos
aprenderam a lidar com suas emoções, pois uma atividade poderá causar a ele sofrimento ou
prazer.
Ao aprender algo novo diferente do que já está acostumado ou até mesmo já sabem
quais são as sensações causadas pelo o esporte sempre queremos pratica-lo novamente. Foi
perguntado ao professor A: Qual foi a repercussão dos alunos pós-aula? Segundo o
professor A: “(...) ainda perguntam e ai quando vai ser a aula de esporte de aventura de
novo? (...)”.
Segundo Massetto e Moretti (2013), a prática através do esporte de aventura traz para
o individuo a superação do medo, coragem e autoconfiança, auxiliando-os a superar as
situações encontradas no cotidiano. Após conhecer as atividades e perceber que seus riscos
são controlados, geram nos alunos a sensação de prazer, autoconfiança, coragem etc, através
destes sentimentos gerados dentro dos alunos faz com que ele tenha a vontade de praticá-lo.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação física escolar por muitos anos foi voltada apenas para o esporte
tradicional, atualmente seu modelo de trabalho visa os alunos como o principal foco, onde os
objetivos deste conteúdo e voltado para desenvolvê-lo seja no cognitivo, motor, afetivo e
social. Com a cultura corporal como um alicerce desta área surgiram novos conteúdos, um
dos mais recente é o esporte de aventura. Através deste esporte e possível desenvolver nos
alunos capacidades físicas, de socialização entre os participantes dentre outros.
Mas para trabalhar este conteúdo o professor deve ter conhecimento das atividades de
aventura, saber os protocolos de segurança, e saber compor uma aula dinâmica com materiais
adequados e ou adaptados para cada necessidade em especifico, seja na capacidade do suporte
do peso, diâmetro adequado das cordas etc.
Este trabalho mostra a importância de trabalhar novos conteúdos na educação física
escolar, pois quando bem desenvolvidos, com valores e princípios podem trazer grandes
benefícios aos estudantes. Como uma disciplina nova e de difícil acesso para os alunos a sua
prática teve uma repercussão muito importante, mostrando aos mesmos seus benefícios e suas
atitudes.
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Pode se considerar o esporte de aventura como uma prática corporal que proporciona
ao indivíduo a sensação de prazer, confiança, autoestima, e trabalha ao mesmo tempo com
movimentos que auxiliam no desenvolvimento ou aprimoramento motor e físico, é um
excelente conteúdo a ser trabalhado nas aulas de educação física escolar, pois é um conteúdo
diversificado, que integra o homem, a tecnologia, ao meio ambiente natural e urbano, na
competição e no lúdico, com atividades de risco controlado e à conscientização da
necessidade de preservação ambiental, utilizando, principalmente, as energias da natureza
como desafios a serem vencidos.
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2014.
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APÊNDICE A
Roteiro para a entrevista
1- Para você o que e esporte de aventura?
2- O que o esporte de aventura traz de benefícios para o aluno?
3- O esporte de aventura ajuda a aprimorar o aspecto motor, físico, afetivo e social do
aluno no ensino médio?
4- Porque você acha importante colocar como conteúdo o esporte de aventura na escola?
5- Quais as modalidades de esporte de aventura você costuma a trabalhar em suas aulas?
6- Quais os recursos necessários para trabalhar este conteúdo nas aulas de Educação
Física?
7- Qual foi a reação da direção da escola ao saber que você seria incluindo o conteúdo de
esporte de aventuras nas aulas de Educação Física?
8- Qual foi a reação inicial dos alunos ao saber sobre o conteúdo de esporte de aventura?
9- Qual foi a repercussão dos alunos pós-aula?
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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): VISÃO DOS ALUNOS
SOBRE AS AULAS DE EDUCAÇÃO FISICA EM UMA ESCOLA DE
CUIABÁ/MT
*
Johnny Rene Martins
**
Simone Marques
RESUMO
A educação física escolar é uma disciplina que merece uma atenção maior do que recebe diante dos alunos, pois
além de trabalhar a mente como as demais disciplinas, está também trabalha o corpo. Através desta disciplina o
aluno experimenta uma diversidade conhecimento que pode ser útil não só na vida estudantil, como também no
cotidiano, ampliando o modo de conhecer o seu próprio ser. Diante disso este estudo tem como objetivo
descrever a visão dos alunos da educação de jovens e adultos (EJA) sobre as aulas de educação física em uma
escola de Cuiabá/MT. Trata-se de uma pesquisa qualiquantitativa, realizada em uma amostragem de 27 alunos,
matriculados no período matutino de ambos os sexos. Para essa coleta foi utilizado um questionário semiestruturados. Notou-se que grande parte os alunos consideram a educação física importante, não só como
disciplina curricular, mas também a base para uma vida saudável. Diante dos resultados foi possível considerar
que estes alunos da educação de jovens e adultos consideram a educação física não só mais uma disciplina, mas
para a sua formação.
Palavras-chave: Educação Física. Alunos. Educação de Jovens e Adultos (EJA).
1 INTRODUÇÃO
Praticar atividades físicas é importante para promover a saúde, quando aplicado na
escola seus benefícios vão, além disso, pois é possível treinar diversas habilidades, como
características motoras, corporeidade, sociabilidade, afetividade, cooperação, aptidões físicas,
formação da cidadania, entre outros (SOUSA E DANIEL, 2010).
De acordo com Gallahue (2011), a educação física é marcada por muitas pessoas como
uma disciplina de apenas diversão e lazer nas escolas e por isso não recebe a importância
necessária e muitas vezes não é considerada uma disciplina essencial no currículo escolar. O
autor diz que a educação física auxilia no desenvolvimento de muitas habilidades humana,
também ajuda a combater uma série de problemas relacionadas a saúde como: sedentarismo,
obesidade, diabetes e problemas cardíacos. Portanto é necessário praticar atividade física
regularmente. Seguindo este contexto, vem a dúvida, qual a visão dos alunos da (EJA) sobre
as aulas de educação física?
*
Graduando em Educação Física pelo AUM.
Professor Orientador. Mestre em Educação Física. AUM.
**
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Essa pesquisa tem como objetivo descrever a visão dos alunos da educação de jovens e
adultos (EJA) sobre as aulas de educação física de uma escola de Cuiabá/MT, tendo como
foco: destacar a importância da participação dos alunos nas aulas de educação física;
descrever brevemente a introdução do EJA na rede pública de ensino; e registrar o ponto de
vista dos alunos.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A seguir será apresentado a fundamentação teórica em três itens, sendo cada uma delas
norteada pelas palavras-chave deste artigo, tendo como foco a educação física: Historicidade e
objetivos, Benefícios da educação física aos alunos, Objetivos da educação de jovens e
adultos (EJA).
2.1.1 Educação física: historicidade e objetivos
Há muitos anos atrás, quando o homem ainda não tinha a comodidade dos tempos
atuais, eles tinham de usar o corpo em grande intensidade para suprir suas necessidades de
sobrevivência. No prólogo da humanidade, quando ainda não havia tecnologia ou a facilidade
dos tempos atuais, o homem necessitava de caçar e lutar para poder sobreviver. Executava
uma diversidade de movimentos com o próprio corpo como correr, pular, trepar, lançar,
puxar, entre outros (MORAES 2013).
Não muito diferente dos homens antigos, o Brasil antes de ser encontrado pelos
portugueses, tinham os índios que aqui já viviam a algum tempo e tinham os costumes
semelhantes e corpos mais vigorosos. Quando os portugueses chegaram no Brasil por volta de
1500, encontraram os índios, que ainda mantinham costumes primitivos lutavam, nadavam,
para a sobrevivência, tinham também em sua cultura a dança para homenagear/idolatrar
divindades (SOARES, 2012).
A educação física está no cotidiano das pessoas, desde o início dos tempos, mas o
modo como é conhecido atualmente foi graças ao molde que sofreu através do tempo. A
educação física sempre esteve presente na vida do ser humano, porem com nomenclatura,
conceitos, metas e perspectivas diferentes (MARTINS apud LIMA, 2012).
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Betti e Zuliani apud Lima (2012) a educação física é uma expressão que surge no
século XVIII, em obras de filósofos preocupados com a educação. A formação da criança e do
jovem passa a ser concebida como uma educação integral – corpo, mente e espírito, como
desenvolvimento pleno da personalidade. A Educação Física vem somar-se a educação
intelectual e a educação moral.
A educação física não atribui valores apenas mecânicos ao corpo, mas também valores
cognitivos, auxiliando na construção do cidadão. A educação física tem como
responsabilidade construir um cidadão apto a criticidade diante da sociedade em que vivemos
sob as novas perspectivas de cultura corporal do movimento (BETTI E ZULIANI apud
LIMA, 2012).
Na educação física é possível trabalhar o corpo dos alunos com uma extensa
diversidade movimentos, segundo Rosário e Darido apud Lima (2012) a educação Física
possui um vasto conteúdo formado pelas diversas manifestações corporais criadas pelo ser
humano ao longo dos anos. São eles jogos, brincadeiras, danças, esportes, ginásticas, lutas,
etc. Este conjunto de práticas tem sido chamado de cultura corporal de movimento, cultura
corporal, cultura de movimento, etc. Por se tratar de um conjunto de saberes diversificado e
riquíssimo, existe a possibilidade de transmiti-lo na escola, porém não é o que se observa na
maioria das aulas de Educação Física.
Para propiciar um bom aprendizado aos alunos foram impostas algumas abordagens
como complemento, que buscam focar nas necessidades dos alunos, de acordo com Darido
(2011) os objetivos e as propostas da educação física foram se modificando ao longo deste
último século, e todas estas tendências de algum modo, ainda hoje influenciam a formação
profissional e as práticas pedagógicas dos professores de educação física.
Educação física tem como foco segundo Lourenço (2011) estimular o aluno a aprender
a conhecer e a perceber, de forma permanente e contínua, seu corpo, suas limitações, na
perspectiva de superá-las; e suas potencialidades no sentido de desenvolvê-las de maneira
autônoma e responsável.
É possível analisar que ao longo dos anos a comodidade vem trazendo à tona muitos
problemas a saúde humana, isso acaba gerando algumas doenças até letais para quem não
consegue se cuidar. A educação física escolar pode auxiliar nesse contexto, trazendo
autonomia aos alunos para que possa praticar atividades físicas, em beneficio a própria saúde.
2.1.2 Benefícios da educação física aos alunos
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Apesar do crescimento e desenvolvimento do adulto, sempre existirá aquela criança
dentro dele/a, a pessoas mesmo depois de adultas ainda sentem prazer em brincar, porem a
rotina do cotidiano moderno não permite que os mesmos tenham tempo devido a quantidade
de tarefas impostas pelas circunstancias (LORDA e SANCHEZ, 2009), ou seja as atividades
em educação física é uma maneira em que os alunos possam se exercitar, se divertindo, pois é
nesse momento em que deixam as responsabilidades principais de lado e focam naquilo que
estão fazendo.
De acordo com Darido apud Carmo et al(2013) a educação física ultimamente tem a
tarefa derrubar os estereótipos descompromissados na formação dos alunos, ainda mais pela
maneira errônea de promover a saúde na escola. A partir disso, a educação física tem de
buscar atividades dedicada a atenção do aluno, visando seu desenvolvimento humano.
Zunino e Tonietto apud Lima(2012) a educação física como disciplina escolar
desenvolve a capacidade de consciência corporal e o conhecimento necessário para realizar
atividades voluntariamente, fornecendo a compreensão e dando clareza a condição física do
aluno, trazendo à tona a sua responsabilidade pela construção e transformação de sua
realidade física.
Existem muitos benefícios que podem ser adquiridos com a prática de atividades
físicas, se tratando de EJA muitos desses benefícios são providenciais para o bem estar dos
alunos, tanto dentro, quanto fora de sala. De acordo com Tavares (2009) aumenta a
autoestima, reduz a depressão, diminui o stress, melhora bem-estar, mantém a autonomia,
diminui o isolamento social, melhora a densidade óssea, reduz a pressão arterial, controla o
peso corporal, amplia a mobilidade articular, aumenta a resistência à insulina; aumenta a força
muscular; aumenta o perfil lipídeos e melhora a resistência física.
A educação física auxilia em muitos aspectos do bem estar do aluno e uma aula bem
ministrada pode trazer a convicção do que é ter uma vida saudável. Os alunos da educação de
jovens e adultos em sua grande parte já possuem famílias e/ou estão inseridos no mercado de
trabalho, portanto é necessário ser abordados de maneira diferente, para que não se afugentem
das aulas e ainda possam ter o conhecimento de uma vida saudável.
2.1.3 Objetivos da Educação de Jovens e Adultos (EJA)
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A educação física no EJA busca suprir os direitos dos alunos em ter acesso a cultura,
que possui um vasto universo de informações, vivencia e valores, promovendo a saúde e
outras virtudes que a educação física proporciona.
A inclusão da educação física na educação de jovens e adultos (EJA) representa a
possibilidade para os alunos do contato com a cultura de movimento. O acesso a
esse universo de informações, vivencias e valores é compreendido aqui como um
direito do cidadão, uma perspectiva de construção e usufruto de instrumentos para
promover a saúde, utilizar criatividade o tempo de lazer e expressar afetos e
sentimentos em diversos contextos de convivência. Em síntese, apropriação dessa
cultura, por meio da educação física na escola, pode e deve se constituir num
instrumento de inserção social, de exercício da cidadania e de melhoria da qualidade
de vida. (MEC, 2002, p.03)
A educação física escolar busca integrar o aluno, moldando-o para desfrutar de jogos,
esportes danças, lutas e ginásticas, beneficiando o exercício crítico da cidadania e da melhoria
da qualidade de vida. (MEC, 2002)
Segundo Tavares (2009), a educação de jovens e adultos busca atender um público que
não teve acesso à educação durante a infância e/ou juventude, talvez pela baixa oferta de
vagas, condição econômica relativamente desfavorável ou alguns outros motivos. Ou seja,
todos eles os alunos do EJA estão atrasados de forma colegiada, onde por fatores que
ocorreram há alguns anos antes.
Os alunos do EJA voltam pra escola com muitos conceitos já desenvolvido em si, mas
ainda precisam se norteados para uma construção concreta como cidadão.
Os sujeitos da EJA, quando voltam a escola para aprender a ler e escrever, trazem
consigo diversas culturas, que ficam impregnadas em seus corpos. A linguagem
expressa pelo corpo informa sua identidade, seu modo de ser, agir. E é com essa
diversidade que o ensino das práticas corporais deve dialogar, para dar sentido a sua
presença na EJA. Considerando adversidade cultural e suas diferentes formas de
manifestação, vemos, no estudo das práticas, um abrangente e relevante campo de
intervenção na EJA. (TAVARES, 2009, p.02)
De acordo com Riscik apud Tavares (2009) a educação física proporciona a sensação
de bem estar, desligando-se das sobrecargas do cotidiano, tanto físicas quanto emocionais,
trazendo o benefício de um aprendizado menos complicado e mais interessante para os
alunos, reduzindo as barreiras entre o processo de ensino aprendizagem.
Para que os alunos da educação de jovens e adultos não se sintam avulsos e as aulas
sejam rentáveis, é necessário desenvolver aulas que despertem a curiosidade dos alunos, tanto
prático quanto teórico, dessa forma os alunos vão buscar maneiras de estar participando da
melhor maneira possível.
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2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Trata-se de uma pesquisa qualiquantitativa, tendo como foco o ponto de vista dos
alunos diante das aulas de educação física que é ministrada em uma escola pública de Cuiabá
voltada a educação de jovens e adultos (EJA) no período matutino, situada na rua Travessa
Francisco de Siqueira, sem número, bairro Bandeirantes, em Cuiabá. A pesquisa foi feita com
alunos de ambos os sexos dentre os quais havia11 alunos do 1° segmento (considerado como
alfabetização) a primeira turma da escola e 16 do último segmento (considerado como ensino
médio) a última turma da escola, totalizando 27 alunos, 11 homens e 16 mulheres, para a
pesquisa foi solicitada a autorização para a coordenação pedagógica escolar e também para os
alunos, já que todos os entrevistados são maiores de idade, a entrevista foi feita durante o
período de estágio na modalidade EJA.
A pesquisa foi feita através de um questionário com um total de 8 questões, com
alternativas abertas e fechadas, 4 das 8 questões eram objetivas e as outras 4 eram objetivas
acompanhadas de um complemento subjetivo na questão, no qual foi aproveitado apenas 5
questões, que busca identificar o que os alunos do EJA pensam sobre as aulas de educação
física que são ministradas para eles. Foram utilizados para a pesquisa uma caneta, um
questionário, termo de consentimento e livre esclarecido, livros, artigos bibliográficos e sites
da internet.
Para a apresentação dos dados foram utilizados gráficos elaborados no programa Excel
2013 e os alunos foram transcritos na pesquisa de acordo com a idade em modo crescente,
onde cada um foi identificado por uma numeração de acordo com sua idade exemplo: (Aluno
01: 18 anos, Aluno 02: 20 anos, Aluno 03: 21 anos, assim sucessivamente),cada aluno foi
identificado dentro do seu segmento: de um 1 a 11 são os alunos (as) do primeiro segmento, já
de 12 a 27 são os alunos (as) do último segmento, onde haviam alunos de 18 a 61 anos
incluindo as duas turmas.
2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para o desenvolvimento da pesquisa, foi utilizado como amostra seis alunos do sexo
masculino e cinco do sexo feminino, ambos do primeiro segmento, equivalente ao ensino de
alfabetização, na mesma tabela é possível ver também que participaram da pesquisa 5 do sexo
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masculino e 11 alunas do sexo feminino, ambos do último segmento, equivalente ao ensino
médio, no total 27 alunos participaram da pesquisa.
Os seguintes resultados deste estudo, demonstram a visão dos alunos de uma escola de
Cuiabá voltada ao EJA no período matutino, diante das questões respondidas foi possível
obter estes resultados, e para facilitar o entendimento e a apresentação dos mesmos foram
selecionados no máximo 5 (cinco) respostas de cada quesito com melhor representatividade.
Na questão 1 foi perguntado sobre a importância da educação física para a formação
dos alunos, 100% dos entrevistados do período matutino, responderam que as aulas de
educação física são importantes para a formação deles.
FIGURA 1. Refere-se à importância da educação física para os alunos pesquisados.
Lima apud Barbosa et al (2011) o desenvolvimento completo do cidadão na sociedade
é muito importante no âmbito escolar, dessa maneira é muito valorizada para que o aluno
consiga se desenvolver plenamente e criticamente, conseguindo refletir sobre diversos
assuntos.
Na educação física, seria uma maneira de construir um cidadão de maneira autônoma,
conscientizando-o dos vários benefícios que a educação física pode trazer e evitando possíveis
problemas em relação à saúde, pois a educação física é uma disciplina que auxilia muito na
construção do cidadão, pois através das atividades trabalhadas é possível desenvolver muitas
virtudes que podem ser utilizadas no cotidiano, na sociedade (LIMA, 2012).
A educação física já prepara o aluno para diversas ocasiões, seja elas negativas ou
positivas, através das atividades é uma maneira de vivenciar algo que possa ocorrer na vida e
superar com base no que foi aprendido de maneira subliminar.
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Na mesma questão foi perguntado o porquê do aluno considerar a educação física
importante para a sua formação, no primeiro segmento, os alunos tiveram respostas mais
simples, como:
“Faz bem” (Aluno01).
“É bom, pois exercita o corpo” (Aluno 02).
“É bom para o aprendizado” (Aluno 4).
“Contribui para a saúde” (Aluno 7).
“Ensina a jogar” (Aluno 11).
Já o pessoal mais avançado, do último segmento, conseguiu respostas mais concretas,
até pelo que foi ensinado para eles, através das aulas pelo professor de educação física do
local. Algumas respostas mais interessantes traziam a importância de uma vida saudável,
através de uma boa alimentação e exercícios físicos, como essas:
“A educação física é importante porque estimula a vida e a minha saúde” (Aluno
19).
“Sim, nos ensina o que é qualidade de vida e prática certa de exercícios físicos”
(Aluno 23).
“Porque aborda as questões de saúde e qualidade de vida, porém não considero
relevantes as aulas práticas” (Aluno 24).
“Faz trabalhar o raciocínio e a física” (Aluno 25).
“Hoje tenho uma visão diferente da educação física, Ex: o professor passou para
nós a questão da qualidade de vida” (Aluno 26).
Comparando as duas turmas é possível dizer que ao decorrer das disciplinas aulas
eficazes pode trazer novas maneiras do aluno pensar sobre o mesmo assunto, seguindo a
mesma linha de raciocínio, porem com mais conhecimento sobre o mesmo.
FIGURA2. Refere-se à importância de tirar notas altas na disciplina de educação física.
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Na questão seguinte, foi questionado ao aluno se era importante tirar notas altas na
disciplina de educação física e qual a importância disso, 24 alunos dos entrevistados disseram
que SIM, é importante tirar notas altas na disciplina de educação física, enquanto 3 alunos
disseram que NÃO, não era importante tirar notas altas nas aulas de educação física. No local
onde essa pesquisa foi feita, os alunos não são avaliados por notas e sim por horas, portanto as
atividades apresentadas e/ou feitas durante a aula atribuem hora, no qual cada um deve
cumprir, para avançar até o segmento seguinte.
Alunos que não participam da aula prática podem ter sua carga reduzida durante o dia
letivo, porem em casos de problemas de saúde, o aluno pode participar das atividades que
considere que não traga risco a sua saúde ou observar próximo aos demais colegas que lá
estão.
Entre os argumentos a favor de tirar boas notas em educação física, os alunos do
primeiro segmento apresentaram respostas como:
“Para uma boa compreensão” (Aluno 3).
“Para o aluno ser mais aplicado” (Aluno 7).
“Mais conhecimento em relação a saúde” (Aluno 8).
“Porque ela é uma aula que mexe com a vida e com a saúde” (Aluno 19).
“Porque significa que a gente entendeu realmente o objetivo da educação física”
(Aluno 25).
Segundo Lima (2012) a importância de um aluno tirar notas altas em educação física,
traz muito mais do que o fato de receber uma nota alta, traz também o reconhecimento da
disciplina, o quanto ela traz benefícios saudáveis para o cotidiano.
Os 3 alunos que contrariam a importância de tirar notas altas em relação a disciplina
de educação física, tinham argumentos em relação a mesma, dois alunos do primeiro
segmento disseram que:
“Pois desmoraliza o aluno” (Aluno 6).
“Pois tenho problema na coluna” (Aluno 11).
“Porque a nota não significa nada, o que vale é o seu conhecimento” (Aluno 15).
De acordo com Silva apud Fonseca (2011) a população tem um papel significativo na
construção da autonomia da escola pública, devido a importância dos interesses dos alunos.
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Sendo assim, um aluno que tira notas altas em educação física, tem a noção dos
assuntos trabalhados, buscando melhorar a sua qualidade de vida e até de pessoas que estejam
ao seu redor no dia a dia.
FIGURA 3. Refere-se à participação dos alunos pesquisados nas aulas de educação física.
Como se observa na figura 3, a maioria dos entrevistados disseram que SIM,
participam das aulas de educação física, entre motivos da participação, os alunos do primeiro
segmento descreveram que fazem a aula de educação física:
“Faz bem, na escola é necessário” (Aluno 1).
“Uma aula legal” (Aluno 2).
“É bom para aprendizado” (Aluno 4).
“Sentir bem e gostar” (Aluno 7).
“Para praticar atividades” (Aluno 8).
Os alunos do último segmento, mais uma vez demonstraram que as aulas ministradas
para eles surtiram efeito positivo e importante como componente curricular para a formação
dos alunos, descreveram que participavam das aulas de educação física:
“Acho muito importante fazer exercícios físicos apesar da falta de tempo, temos o
momento para aprender mais sobre exercícios” (Aluno 13).
“Porque eu aprendo mais sobre saúde” (Aluno 15).
“Gosto de me exercitar” (Aluno 17).
“Se for referente às aulas práticas, é porque sou obrigada. A parte teórica é de
suma importância e participo com prazer” (Aluno 24).
“É importante para a minha saúde” (Aluno 26).
Também é possível verificar no gráfico 3, que dois alunos NÃO participam das aulas
de educação física, no primeiro caso, um aluno de 60 anos, do primeiro segmento diz que não
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participa, pelo fato de ter problemas na coluna e tem medo de se machucar durante as
atividades práticas, já no segundo caso, o aluno do último segmento diz:
“Pois nossa quadra não tem boas condições para isso, somente aula teórica”
(Aluno 10).
Na figura 3, também é possível notar que apenas dois alunos participam DE VEZ EM
QUANDO, os dois indivíduos são primeiro segmento e dizem participar regularmente das
aulas:
“Devido o problema na coluna” (Aluno 5).
“Por que o corpo fica dolorido” (Aluno 9).
Segundo Lima (2012), as aulas práticas de educação física não são obrigatórias no
EJA, mas os alunos conhecem a importância da mesma.
O professor que atua nessa escola com a competência EJA não obriga os alunos a
participarem das aulas práticas, justamente pelo fato de alguns alunos estarem com a idade
mais avançada, evitando que façam atividades que traga algum risco de lesão.
Porém, foi observado que o professor busca aplicar atividades que também sejam de
leves a moderadas, justamente para não deixar de fora esse grupo de alunos, pois os mesmos
que não participam, recebem uma carga horária menor em relação à participação da aula.
FIGURA 4. O grau de dificuldade dos alunos assimilarem os conteúdos das aulas de
educação física.
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Na figura 4 pode-se notar que grande parte dos alunos não sentem dificuldades em
assimilar os conteúdos que são lecionados nas aulas de educação física, 2 alunos do 1°
segmento e 1 do último assinalaram como sendo MUITO FÁCIL assimilar o conteúdo de
educação física, 4 alunos do 1° segmento e 9 do último assinalaram como sendo FÁCIL
assimilar o conteúdo de educação física, 5 alunos de cada segmento totalizando 10,
assinalaram no questionário como sendo REGULAR o grau de dificuldade em assimilar os
conteúdos lecionados em educação física, nenhum aluno dos dois segmentos analisados
assinalaram DIFICIL no questionário de pesquisa e apenas um indivíduo do último, assinalou
que o conteúdo lecionado em educação física é muito MUITO DIFICIL.
Segundo Lima (2012) é normal as aulas de educação física serem consideradas fáceis,
pois os alunos os alunos desfrutam de atividades que trazem a eles bem estar físico, mental,
social.
As atividades físicas trabalhadas nas aulas, são bem vistas pelos alunos pois é uma
maneira que os mesmos conseguem aprender se divertindo, trazendo muitos benefícios. A
dificuldade geralmente é encontrada nas aulas teóricas pois é aprofundado cientificamente,
mas o professor tira todas as dúvidas dos mesmos durante as aulas facilitando o entendimento
e ensinando algo que eles possam usufruir no dia a dia para uma vida mais saudável.
Na última interrogativa do questionário foi perguntado de maneira subjetiva o que os
alunos gostariam de fazer nas aulas de educação física, houve respostas semelhantes e em
alguns casos os alunos optaram por não responder.
Dentre as respostas estavam do 1° segmento estavam:
“Mais aulas de esportes como futsal, vôlei, basquete e handebol” (Aluno 2).
“Para mim todas as atividades aplicadas pelo professor são importantes” (Aluno
3).
“Ter mais aulas na grade curricular” (Aluno 4).
“Mais Alongamentos” (Aluno 6).
“Mais tempo de aula” (Aluno 8).
É importante frisar que os alunos do primeiro segmento estão entrando na escola e por
ser início para eles, ainda não vivenciaram algumas atividades, que poderão praticar durante
as aulas subsequentes, porem sempre que possível, o professor de educação de educação física
busca unificar algumas turmas para não deixar ninguém parado, sem nenhuma atividade, pois
ali na escola, aquelas atividades acabam sendo o único momento de lazer para muitos, devido
a correria do dia a dia.
Entre as respostas dos alunos do último segmento estavam:
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“Pra mim todos os conteúdos passados pelo professor... são ótimas” (Aluno 13).
“Mais atividades práticas” (Aluno 17).
“Gostaria de fazer natação” (Aluno 19).
“Por se tratar de EJA é interessante continuar com pesquisas e trabalhos” (Aluno
24).
“Danças e pesquisas sobre saúde” (Aluno 26).
Segundo Machado apud Lima (2011) a educação física no EJA não obriga os alunos a
participarem das aulas práticas, pois os alunos muitas vezes não podem se desgastar
fisicamente devido ao emprego ou eventuais problemas na saúde, em compensação as aulas
teóricas devem ser obrigatórias para suprir essas necessidades. A última turma do EJA tem
mais aulas baseadas em teorias, mas também tem práticas, seu foco é sensibilizar os
benefícios de uma vida saudável, através de pesquisas e seminários.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A globalização traz as facilidades no dia a dia, porem toda essa eficiência nos traz
certo relaxo físico, pois ao decorrer dos dias muitas pessoas estão perdendo habilidades físicas
por falta de uso das mesmas, com o passar dos tempos atividades rotineiras vão ficando
complicadas para algumas pessoas, isso tudo pelo simples fato da pouca utilização.
Alunos da educação de jovens e adultos estão propício a seguir esse processo rotineiro,
pois o tempo corrido de muitos que acabam não os deixando nem pensar muito na própria
saúde, pois muitos já são chefe de família, trabalham para sustentar a casa, estudam para
tentar almejar algo futuramente e ainda tem de dar a devida atenção a família, isso acaba
deixando a saúde como opção e não prioridade, trazendo à tona possíveis problemas futuros.
Nessa pesquisa, foi possível analisar que a educação física nessa determinada escola
de Cuiabá, realmente faz a diferença para os alunos. Comparando os dois casos entre o
primeiro e o último segmento, nota-se que os alunos no início têm uma noção básica do que é
a educação física, porém muito superficial para quem precisa ter o conhecimento do que é
uma vida saudável.
Ao decorrer da construção que o professor agrega aos alunos, como é possível
observar nos comentários dos alunos, os mesmos conseguem sustentar argumentos sobre uma
vida saudável, algo muito importante em meio a nossa época.
Portanto é possível dizer que a educação física na visão dos alunos do EJA, dessa
determinada escola de Cuiabá é positiva, os alunos entendem que a disciplina educação física
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é a base para uma vida saudável, pois consegue agregar conhecimentos importantes para a
vida dos alunos, as aulas práticas na maioria dos casos trazem os benefícios físicos e mentais
toleráveis para que os alunos tenham autonomia para buscar uma vida saudável.
4 REFERÊNCIAS
CARMO, N.; GRINGER, C.; NETO, J.B.S.; A Importância Da Educação Física Escolar
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[Reimpr] Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2011.
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GALLAHUE, D. Nós precisamos nos mexer junto com as crianças. Disponível em:
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LIMA, J.O., Importância da educação física no ensino noturno na visão dos alunos das
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LORDA, C. R.; SANCHEZ, C.M. Recreação na Terceira Idade/ C. Raul lorda – Rio de
Janeiro: 5ª edição: SPRINT 2009.
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(DES) MOTIVAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA EM
ALUNOS DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO EM UMA ESCOLA
ESTADUAL DE CUIABÁ/MT
*
Tiago Dias do Nascimento
**
Simone Marques
RESUMO
O objetivo deste estudo foi verificar se os alunos do 3º ano se sentem (des) motivados a praticar as aulas de
educação física entre os sexos masculinos e femininos, em uma escola estadual da cidade de Cuiabá/MT.
Entende-se por motivação, do ponto de vista pedagógico, a motivação e o significado de dar um motivo, ou seja,
fazer o que o aluno se sinta estimulado a aprender. Esta pesquisa caracterizou-se como sendo qualitativodescritiva, a amostra foi composta por 50 alunos de ambos os sexos, na faixa etária de 16 a 17 anos, do 3º ano do
ensino médio que se dispuseram a participar da pesquisa, o instrumento de coleta foi um questionário de 7
perguntas de múltiplas escolhas. Na análise de dados foram verificados que mais da média dos alunos se sentem
(des) motivados nas aulas e não participa frequentemente. Muitos dos alunos citam que as aulas não são TAM
motivantes, e também muitos não consegue fazer bem as atividades propostas pelo o professor. Assim, este
estudo representa um alerta sobre a grande (des) motivação tanto em participação ou nas próprias aulas de
Educação física no Ensino Médio, deve-se trabalhadas as grandes diversidades de conteúdos para que esse
quadro se reverta. Isso só será possível se os estudos sobre a área forem cada vez mais precisos e efetivos. Pois a
grande motivação e aquela que é conquistada.
Palavras-chave: (Des) motivação. Educação Física. Ensino Médio.
1 INTRODUÇÃO
A Educação Física como disciplina escolar caracteriza-se como uma atividade
extremamente prática, muitas vezes é dissimulada da teoria que poderia servir de auxílio à
compreensão e ao esclarecimento de fatores relacionados à atividade física, como também das
regras do esporte. Inserida no ensino médio, baseia-se no contexto dos desportos, dentre eles:
o futebol devido à sua popularidade no Brasil e também o voleibol, basquetebol e handebol,
que são conteúdos bem desenvolvidos nas maiorias das aulas de Educação Física.
No meu ponto de vista na realidade esses conteúdos muitos das vezes nem são
aplicados no ano letivo nas aulas de educação Física. De acordo com Machado apud Franchin
(2006, p. 07) “[...] o professor no desempenho de sua função, pode moldar o caráter dos
jovens e, portanto, deixar marcas de grande significado nos alunos em formação”.
A relevância do trabalho pode ser considerada de irrefutável indispensabilidade, pois
existem adolescentes que não gostam das aulas, estando sempre desmotivados para qualquer
atividade que seja proposta pelo professor. Os motivos para este tipo de comportamento são
*
Graduando em Educação Física pelo AUM.
Professor Orientador. Mestre em Educação Física. AUM
**
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vários, e vão desde a influência de amigos, que escolhem sempre os melhores jogadores
durante as aulas, causando desconforto entre os alunos, até a maneira como os conteúdos são
abordados (CHICATI, 2000).
Maggil apud Franchin (2006, p. 03) “a motivação é importante para a compreensão da
aprendizagem e do desempenho de habilidades motoras, pois tem um papel importante na
iniciação, manutenção e intensidade do comportamento”.
O objetivo geral da pesquisa é verificar se os alunos do 3º ano de uma escola estadual
da cidade de Cuiabá/MT se sentem (des) motivados a praticar as aulas de educação física, as
causas, porque o aluno gosta das aulas ou não, quais são esses motivos. Chicati apud
Marzinek (2004, p. 33):
[...] verificou que as aulas de Educação Física não estão sendo tão motivadoras no
ensino médio, pois os alunos vêm tendo sempre os mesmos conteúdos desde o
ensino fundamental, sendo o desporto o mais ministrado. A metodologia mais
frequente tem sido o comando e o ensino aberto, apesar de a maioria dos alunos
alegarem que fazem o que querem nas aulas. A avaliação é feita através da presença
e da aula teórico/prática. Os alunos demonstraram possuir um forte interesse pelas
aulas, porém os que não se interessam alegaram ser a própria aula um fator de
desinteresse, além da falta de melhores locais e materiais.
Essa pesquisa tem como foco buscar as informações para que eu pudesse ter uma
noção do por que muitos alunos na atualidade não sentem mais prazer em participar das aulas
de educação física. Identificar os motivos, o verificar se a desmotivação esta relacionado às
aulas de educação física. A colaboração e ajuda de alguns autores presente nesse artigo quero
chegar aos resultados e pode-lo discuti-los.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÕES TEÓRICAS
Em seguida será apresentada a fundamentação teórica em três partes, sendo
representada pelas as palavras chaves do artigo, primeira parte estará falando sobre a (dês)
motivação, os motivos e o significado da palavra motivação. Na segunda parte estará falando
da Educação física, sobre o espaço trabalho, como e trabalhado a educação física no ensino
médio, já na ultima parte dano um foco no ensino Médio.
2.1.1 (Des) motivação
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Segundo Chicati (2000) preconiza que “a motivação e os motivos vêm sendo
estudados ao longo dos tempos por diversos autores, porém deve-se ter claro que o termo
motivo tem um significado diferenciado da motivação”. A motivação é um processo onde os
alunos participam nas aulas de Educação Física, porém as dinâmicas das atividades devem
conter alguns objetivos tangíveis, para que esses alunos possam entender a grande
importância dessa atividade para a sua vida dentro ou foras das aulas de Educação Física.
(CID, 2002).
Nas maiorias dos casos a falta de motivação dos professores nas aulas de Educação
Física afeta diretamente os alunos, pois o docente dentro do espaço escolar e o quem maior
cotato como os discentes, sendo assim o professor e o grande responsável pela a falta de
motivação dos alunos. Pós uma aula sem motivação criará um clima desfavorável a o
aprendizado, já que os alunos esta envolvido no espaço escolar e encontra um professor dês
motivado causarão ainda maior resistência em motivar-se para aprender ou participar das
aulas (WITTER e LOMÔNACO apud CHICAT 2000).
As fontes de motivação segundo o Autor:
Podem ser classificadas em intrínsecas e extrínsecas. A motivação intrínseca se dá
quando o jovem realiza a atividade física por vontade própria na escola, surgindo em
decorrência da própria aprendizagem. O material aprendido fornece o próprio
reforço, e a tarefa é cumprida porque é agradável. Já a motivação extrínseca ocorre
quando o aluno é envolvido pelos colegas, pelo professor de Educação Física e até
mesmo por familiares, que incentivam a sua participação nas aulas de Educação
Física (MARZINEK, 2004, p.22).
Pois como afirma Freire (1996), portanto, do ponto de vista pedagógico, a motivação e
o significado de dar um motivo, ou seja, fazer o que o aluno se sinta estimulado a aprender,
essa e umas das condições indispensáveis para o aluno aprender no seu nível de motivacional,
claro que isso se depende muito do professor trabalhar esses aspectos. O Autor também
afirma ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção
ou a sua construção.
Nas idéias de Chicati (2000), os alunos que hoje estão frequentando as aulas de
Educação Física do ensino médio possuem uma carência de conteúdos, pois eles vêm tendo,
desde o ensino fundamental. Podemos acredita que esse seja uns dos grandes motivos para
que os alunos se afastem das aulas, visto que os mesmos conteúdos sendo ministradas todas as
aulas podem fazer com que os alunos, que já não possuem tanto interesse, os tenham cada vez
menos, e os que se interessam, percam-no gradativamente.
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O professor de Educação Física tem a obrigação de sempre ser motivante nas suas
aulas, para isto acontecer pode ser por através das diversidades de conteúdos, e através dessas
diversidades, ele conseguirá atender as necessidades e até mesmo os interesses de seus alunos.
No entanto, para o tema interesse do aluno o professor tem a necessidade de sempre estar
atualizado e integrar ao mundo do aluno, se o professor estiver vinculado nesse mundo dos
alunos conseguirá fazer com que todos participam e criam autonomia (CHICATI apud
VERENGUER, 2006).
Marzinek (2004), relata que as escolas estaduais não há incentivos a realização de
atividades esportivas internos, como por exemplo olimpíadas, campeonatos entre escolares, e
também as competições externas como as competições entre escolas. Entre essas alternativas
para levar as aulas ou até mesmo os alunos a ser incentivados, os professores não têm
oferecido novas alternativas para tornar o ensino mais atraente ao aluno, o que desencadeia
uma diminuição do interesse pelas aulas de Educação Física.
O futsal hoje também se faz presente:
[...] no cotidiano escolar, como conteúdo da educação física, enquanto disciplina, e
das atividades extracurricular, como treinamento. Observa-se que o futsal quando
inserido nas escolas, constituição se uma modalidade onde crianças e adolescentes
demonstram motivadas a sua prática. Diante desde contexto, justifica-se conhecer as
origens desse comportamento, no sentido de oferecer maiores possibilidades no
processo de ensino- aprendizagem do aprendiz (GIUSTI apud HIROTA, 2008,
p.54).
Identificou-se que na maioria dos autores acima falam que a (des) motivação e falta de
motivação de alguns professores sobre conteúdos e dinâmicas nas aulas de educação física, e
também a motivação e citado como motivo que leva o aluno a desinteressar pelas as aulas e
vão desde a influência de amigos, que escolhem sempre os melhores jogadores durante as
aulas, e isso e dos fatores determinantes na (des) motivação.
2.1.2 Educação Física
O espaço escolar juntamente com a educação física e o que leva o aluno a permita
experimentar os movimentos, e por meio dessa experimentação, se desenvolvem um
conhecimento corporal e consentimento dos movimentos e o que leva o aluno a prática desses
movimentos. Contudo, nem sempre isso acontece e parte do anulado acaba desmotivando-se
pelas aulas de Educação Física (SOUZA et al, 2006).
Segundo Souza et al (2006, p.44),
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A Educação Física é o espaço escolar que permite ao aluno experimentar os
movimentos, e por meio dessa experimentação, desenvolver um conhecimento
corporal e uma consciência dos motivos que o levam a prática desses movimentos.
Contudo, nem sempre isso acontece e parte do alunado acaba desmotivando-se pelas
aulas de Educação Física.
Já para Zuliane e Betti (2002), no novo contexto histórico, a concepção de Educação
Física e seus objetivos na escola devem ser repensados, ser verificados as transformações de
sua prática pedagógica. A grande responsabilidade da Educação Física e assumir e forma um
cidadão capaz de posicionar-se criticamente diante das novas formas da cultura corporal de
movimentos, esporte e os meios de comunicação, as atividades de academia e as praticas
alternativas, etc. já por outro lado, e preciso deixa ciente que as Escolas Brasileiras, mesmo
que quisesse, não poderia equiparar-se em estrutura e funcionamento às academias e clubes,
mesmo porque é outra a sua função.
Além disso, Pereira (2004), no ensino da Educação Física na interação entre a cultura
escolar e cultura não-escolar, destaca a presença do esporte, o qual faz parte das práticas
culturais cotidianas e do imaginário popular. Diante da sua popularização e o prazer dessa
prática também se relaciona com os espaços a ele destinados nos meios de comunicação.
As aulas também como encontros regulares e formais entre professor, o
desenvolvimento didático dos conteúdos ocupa a maior parcela do seu tempo regular,
compreendendo os valores dos incentivos e os conteúdos dos objetivos. Essa concretização
operacional, que requer ações humanas passíveis de erros e acertos, também compreende um
conjunto de elementos e processos, como: objetivos, planejamento, conteúdos, ensino e
avaliações (PEREIRA, 2004).
Para Mattos e Neira apud Souza et al (2006), ao contribuir no Ensino Médio, as
experiências motoras dos alunos já estão desenvolvidas, adquiridas a partir das vivencias de
aptidão dos esportes, danças, lutas, ginásticas e atividades rítmicas e esses conhecimentos
devem ser ampliados. Para esses autores, é comum nas aulas de Educação Física no Ensino
Médio, o professor que querem desenvolver os seus conteúdos programados mais ocorre um
impasse que os alunos só querem apenas jogar. Estes fatos têm origens em etapas escolares
anteriores, optando por transformar as aulas de Educação Física em espaços de recreação e
lazer, já que na sala de aula a responsabilidade aumenta.
No entendimento dos autores citados logo em cima, pude identificar que a Educação
Física e uma parte importante no espaço escolar, e destaca a grande influência das
modalidades, do esporte entre outros conteúdos. Além de desempenhar um papel importante a
Educação Física assumiu a responsabilidade de formar um aluno capaz de posicionar-se
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criticamente diante das novas formas da cultura corporal de movimentos, esporte e os meios
de comunicação e no meio social.
2.1.3 Ensino Médio
De acordo Galvão (1999), cita que no Brasil o ensino médio está vivendo uma
expansão de crescimento, de 1987 a 1997 o número de alunos matriculados no ensino médio
dobrou, passando de 3,2 milhões para 6,4 milhões. Dois fatores, de acordo com o INEP
(Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), explicam este crescimento; a
grande importância na exigência do mercado de trabalho, porque sem este nível de ensino é
mais difícil conseguir o emprego.
O Ensino Médio brasileiro envolve a maioria dos alunos de uma faixa etária que
compreende os 15 aos 17 anos de idade. Sendo assim, diversos fatores devem ser
considerados ao tentar-se abordar o assunto, pois várias são as peculiaridades que permeiam
estes jovens (FRANCHIN, 2006).
Relatando a educação básica, a Educação Física é apoiada legalmente na lei de
Diretrizes e Bases da Educação (1996), para a Lei e Bases da Educação, dentre outros,
necessita objetivar o aprimoramento humanístico, a formação ética e o pensamento crítico, a
consolidação e aprofundamento dos conhecimentos do Ensino Fundamental e a preparação
para o trabalho e os exercícios da cidadania. (PEREIRA, 2004).
Já Pereira e Moreira (2005), relatam que no primeiro ano do ensino médio deveria
aprofundar os fundamentos e as regras com uma carga maior, pois existem alunos que vêm de
outra escola e ainda não detêm as habilidades esportivas; já nos segundos e terceiros anos não
existe mais a necessidade desse trabalho, por já ter sido realizado anteriormente. Percebe-se
inclusive que as aulas das turmas do segundo e do terceiro anos são idênticas. Oferecendo
apenas esporte, o professor deixa de atender às diferentes necessidades individuais dos alunos,
pois estes provêm de culturas diferentes.
Para Caviglioli apud Zuliani e Betti (2002), o Ensino Médio merece atenção especial,
estudos demonstram uma progressiva desmotivação em relação a educação Física já desde o
fina do Ensino Fundamental. Pois os alunos adquirem uma visão crítica, essa face já não se vê
a Educação Física como contribuição, a atividade física, central em suas vidas até 12 ou 13
anos, cede espaço para outros núcleos de interesse como (sexualidade, trabalho, vestibular,
etc.).
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Segundo os autores o ensino Médio na Educação Física essa face tem que ter um olhar
diferente, pós essa face não a aquele estímulo quem das faces anteriores, Fundamental I e
fundamental II. Sendo assim, diversos fatores devem ser considerados ao tentar-se abordar o
assunto, pois várias são as peculiaridades que permeiam estes jovens.
2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
A pesquisa de campo foi realizada com a finalidade de esclarecer os objetivos
propostos neste trabalho. Para isso foi usado o tipo de pesquisa qualitativo-descritiva, para
Godoy (2004, p.62), “[...] a pesquisa qualitativa é descritiva: a palavra escrita ocupa lugar de
destaque nessa abordagem, desempenhando um papel fundamental tanto no processo de
obtenção dos dados quanto na disseminação dos resultados”.
Foi elaborado um questionário compostos de 7 perguntas todas de múltipla escolha
tendo como referência o trabalho do autor Marzinek (2004), o qual foi adaptada para a
realidade pretendida nesta pesquisa, onde amostra foi composta de 50 alunos de ambos os
sexos do 3º ano do Ensino Médio, na faixa etária 16 a 19 anos, respondido por 19 alunos do
sexo masculinos e 31 alunas do sexo feminino, a pesquisa foi realizada no dia 24/09/2014, em
uma escola estadual na cidade de Cuiabá/MT.
Na realização do convite para à participação da pesquisa, o procedimento da coleta de
dados foi explicitamente detalhado, bem como todas as dúvidas que os alunos tivessem foram
sanadas pelo pesquisador. Neste momento foi apresentado a eles o consentimento da pessoa
como sujeito e o termo de consentimento livre e esclarecido os quais tiveram que assinar e
assim autorizar a participação neta pesquisa.
Os alunos tinham como objetivo de responde todas as perguntas mesmo quando não
era do seu interesse. A coleta dos dados foi realizada durante as aulas normais em sala de aula
na parte da manhã das 08h00min até 09h00min. Os questionários foram entregues pelo
próprio pesquisador, sendo recolhidos imediatamente após o seu preenchimento, os resultados
serão apresentados em formas de tabelas, e todas discutidas.
2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Em seguida serão apresentados os resultados e discussões deste trabalho obtido na
coleta de dados.
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Tabela 1. Refere-se à identificação dos alunos que relataram que participa frequentemente as
alunas de Educação Física
GENERO
Masculino
Feminino
SIM
7
10
%
14
20
NÃO
12
21
%
24
42
17
34
33
66
Total
Na tabela 1, é a identificação da % dos alunos que participam frequentemente das
aulas de Educação Física, foi identificado que 17 alunos sendo (34%) dos ambos eles
participam frequentemente das alunas de Educação Física, mais do que a metade 33 dos
alunos sendo (66%) não participam das aulas frequentemente.
Pereira e Moreira (2005) também identificaram, em suas investigações, que uma das
causas da não ocorrência de participação dos alunos nas aulas de Educação Física (75% das
aulas) estava relacionada ao conteúdo desenvolvido, ou seja, o esporte.
Tabela 2. Nível de motivação dos alunos nas aulas de Educação Física
GENERO
Masculino
Feminino
Total
SIM
6
8
%
12
16
NÃO
13
23
%
26
46
14
28
36
72
Na tabela 2, foi perguntado aos alunos se eles se sentem motivados a participar das
aulas de Educação Física. Entre os 50 alunos na pesquisa, só 14 alunos (28%) do ambos os
sexos se sentem motivados a participar das aulas, já 36 alunos (72%) do ambos os sexos não
são motivados a participar das aulas de Educação Física.
Chicati apud Marzinek (2004) verificou que as aulas de Educação Física não estão
sendo tão motivadoras no ensino médio, pois os alunos vêm tendo sempre os mesmos
conteúdos desde o ensino fundamental. Aqui fica evidente este resultado, reforçando o que foi
encontrado.
Tabela 3. Refere-se aos alunos que se sentem motivados a participarem das aulas de
Educação Física
ALTERNATIVAS
Faz parte do currículo da escola
Estou com meus amigos
Meu rendimento é melhor que o de meus colegas
Preciso tirar boas notas
Total
Masculino
4
6
1
8
%
22
31
5
42
Feminino
8
6
0
17
%
26
19
0
55
19
100
31
100
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Na tabela 3, quando perguntados aos alunos sobre os motivos que leva a participar das
aulas de Educação Física, dos 19 alunos masculinos, em destaques 6 alunos (31%)
responderam que preferem estar com os seus amigos nas aulas de Educação Física e 8 alunos
sendo (42%) frequentam as aulas de Educação Física para tirar boas notas.
Já no sexo feminino das 31 alunas, 8 alunas (26%) querem participar das aulas de
Educação Física por fazer parte do currículo da escola, e 17 alunas (55%) frequentam as aulas
de Educação Física para tirar boas notas. Foi identificado que a última alternativa foi a mais
respondido pelos os alunos, à grande importância da maioria de participar das aulas de
Educação Física e só para tirar boas notas.
No trabalho de Marzinek (2004), constatou-se a concordância de ambos os sexos nos
itens “faz parte do currículo da escola”, “preciso tirar notas boas” e pelo fato de “estar com
seus amigos”. Na mesma questão, o único item discordante foi “meu rendimento é melhor que
o de meus colegas”, concluindo-se que ambos os sexos consideram seu rendimento estar
abaixo de seus colegas.
Tabela 4. Refere-se aos alunos que não se sentem motivados a participarem das aulas de
Educação Física.
ALTERNATIVAS
Por quer não tenho oportunidade de jogar ou brincar.
Masculino
4
%
21
Feminino
6
%
19
Por se os mesmos conteúdos o ano inteiro.
0
0
9
29
Meus colegas zoam de mim ou ficam com piadinhas
2
11
0
0
As aulas não são interessantes ou motivantes.
13
68
16
52
Total
19
100
31
100
Na tabela 4, ao perguntar por aluno porque eles não sentem motivados a participar das
aulas de Educação Física, dos 19 alunos masculino, 4 deles (21%) responderam a primeira
alternativa porque não tem a oportunidade de jogar ou brincar com o restante dos colegas, já a
grande maioria do masculino 13 alunos (68%) citaram que as aulas de Educação Física não
são interessantes ou motivante.
No lado do feminino das 31 meninas, 9 delas (29%) ao contrário dos meninos não
querem participar das aulas pelo motivo que os conteúdos e o mesmo o ano inteiro, já a
maioria como assim como a maioria dos meninos, 16 meninas (52%) mas de 50%
responderam a última alternativa que as aulas não são interessante ou motivantes.
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No trabalho de Chicat (2000), mais de 30% das pessoas têm um interesse abaixo de
regular. Sendo assim, acredita-se que o professor de Educação Física deva estar criando
estratégias para motivar estes alunos, pois, através desses resultados, pode-se notar que existe
um forte interesse por parte da maioria dos alunos, porém há um número considerável de
pessoas que têm pouco interesse.
Tabela 5. Identificar os alunos que gostão das aulas de Educação Física.
ALTERNATIVAS
Masculino
%
Feminino
%
Esqueço-me das outras aulas.
9
47
13
42
O professor e ou meus colegas reconhecem minha atuação.
3
16
5
16
Sinto-me integrado ao grupo.
7
37
11
35
Saio-me melhor que meus colegas.
0
0
2
7
19
100
31
100
Total
Na tabela 5, o objetivo dessa tabela e descobrir a % entre o sexo masculino e o sexo
feminino as alternativas que levam a eles gostar das aulas de Educação Física, dos 19 meninos
9 deles com (47%) gosta das aulas de Educação Física quando esquece as outras matérias, já 7
alunos (37%) se sente integrado ao grupo aos colegas.
Já as meninas têm a mesma coerência do que os meninos, das 31 meninas 13 (42%)
delas gostam das aulas de Educação Física porque esquece as outras aulas. E 11 meninas
(35%), como os meninos gostam das aulas por estar integrada ao grupo, já com as outras
alternativas tanto para o sexo masculino e o sexo feminino não teve tanto repercussão nas
respostas.
No mesmo trabalho de Marzinek (2004), o sexo masculino foi favorável nos itens
“esqueço-me das outras aulas”, “o professor e meus colegas reconhecem minha atuação”,
“sinto-me integrado ao grupo” e “minhas opiniões são aceitas”; apenas foram desfavoráveis
em relação a “sair-se melhor que seus colegas”. “Já o sexo feminino foi contrário nos itens
“esqueço das outras aulas”, “o professor e meus colegas reconhecem minha atuação”,
“minhas opiniões são aceitas” e “saio-me melhor que meus colegas”; apenas foram favoráveis
ao item “sentir-se integrado ao grupo”.
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Tabela 6. Identifica os alunos que não gostão das aulas de Educação Física.
Alternativas
Masculino
%
Feminino
%
Não gosto de praticar exercícios físicos.
2
11
11
35
O professor ou até mesmo os meus colegas me excluem.
6
31
6
19
Quase não tenho oportunidade de jogar.
4
21
7
23
Não consigo realizar bem as atividades.
7
37
7
23
19
100
31
100
Total
Na tabela 6, quando perguntado aos alunos qual era o motivo ou consequência que
leva a não gosta das aulas de Educação Física, dos19 alunos masculino 6 deles (31%) falaram
que o professor ou até mesmo os meus colegas me excluem, é 7 alunos (37%) citaram o
motivo de não gostar das aulas de Educação Física e que não consegue realizar bem as
atividades.
Já no sexo feminino das 31 meninas 11 delas (35%) nãos gosta das aulas de Educação
Física por não gostar de praticar exercícios físicos, e 7 meninas (23%) falaram que quase não
tem oportunidade de jogar, com o mesmo número de participante 7 alunas (23%) nãos gosta
das aulas por não consegui realizar bem as atividades.
Já no trabalho de Marzinek (2004), houve maior concordância em ambos os sexos nos
itens: “não consigo realizar bem as atividades”, “não sinto prazer na atividade proposta” e
“não há tempo para praticar tudo o que eu gostaria”. Já a discordância ocorreu nos itens
“quase não tenho oportunidade de jogar”.
Tabela 7. As modalidades de Educação Física de preferência dos alunos nesta pesquisa.
ALTERNATIVAS*
Esportes
Ginástica
Dança
Brincadeiras
Lutas
Esportes Radicais
Masculino
15
2
5
6
8
10
%
33
4
11
13
17
22
Feminino
15
7
20
15
5
6
%
22
10
30
22
7
9
*Salienta-se que este quesito o aluno poderia marcar até 3 (três) alternativas.
Na tabela 7, sendo a última tabela foi perguntado aos alunos quais dessas modalidades
que ele gostaria de ter nas suas aulas de Educação Física, todos os alunos poderia responder
até três alternativas, dos 19 alunos masculino 15 alunos (33%) preferem a modalidade
Esporte, 8 alunos (17%) preferiria a modalidade Lutas e 10 alunos (22%) gostaria de ter na
suas aulas de Educação Física Esporte Radicais.
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Já no sexo feminino com o mesmo critério cada aluna podia responder até três
alternativas, das 31 meninas 15 alunas (22%) gostariam de ter nas suas aulas de Educação
Física a modalidade Esporte, já 20 meninas (30%) gostaria de ter nas suas aulas a modalidade
Dança e 15 alunas (22%) preferem ter mais Brincadeiras. Podemos identificar que a
modalidade Esportes é uma das mais preferida dos ambos os sexos, as grandes preferências do
sexo masculino è Lutas e Esportes Radicais, é do sexo feminino é as modalidades Dança e
Brincadeiras.
Já no trabalho de Chicat (2000), o desporto é um dos conteúdos preferidos pelos
alunos nas aulas de Educação Física, pois segundo os dados, seria o conteúdo que mais
motivaria as aulas. Observa-se uma divergência de opiniões, pois se na pergunta anterior os
alunos colocam que a dança é o conteúdo que eles menos gostam, afirmam agora,
principalmente os alunos do sexo feminino, que a dança seria um conteúdo que se ministrado
melhoraria a motivação nas aulas de Educação Física.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Como se pode notar, mais da metade dos alunos não participam das aulas de Educação
Física frequentemente, pois segundo os dados, também mais da metade dos alunos não se
sentem motivados nas aulas. Identifica que eles participariam das aulas por estarem com os
colegas, e a preocupação de tirar boas notas, os grandes motivos que levam a esses alunos a
não participar das aulas de Educação Física é por não ter oportunidade de jogar ou brincar é
também as aulas não são tão interessantes ou motivantes.
O que leva os alunos a gostar das aulas de Educação Física é por estar integrado ao
grupo é esquecerem-se das outras aulas, e observou nos dados o que levam os alunos a não
gostar das aulas de educação Física, por parte do sexo feminino por não gostar de praticar
exercícios físicos, já por parte dos masculinos é por não conseguir realizar bem as atividades.
Já para finalizar foi perguntado aos alunos o que eles preferem nas suas aulas, o esporte e uns
dos mais estimulados, dando ênfase nas modalidades como dança, brincadeiras e esportes
radicais.
Assim, este estudo representa um alerta sobre a grande (des) motivação tanto em
participação ou nas próprias aulas de Educação física no Ensino Médio, deve-se trabalhadas
as grandes diversidades de conteúdos para que esse quadro se reverta. Isso só será possível se
os estudos sobre a área forem cada vez mais precisos e efetivos. Pois a grande motivação e
aquela que é conquistada.
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APÊNDICE A
QUESTIONÁRIO
O objetivo geral da pesquisa é verificar se os alunos do 3º ano se sentem (des) motivados a praticar as
aulas de educação física. Sua participação é voluntária e suas respostas são anônimas. Esta atividade é
individual, não há resposta certa ou errada. Siga as instruções, e em caso de dúvida, pergunte à pessoa
responsável. Desde já, os meus agradecimentos.
1ª Parte: Identificação
Nome:
Sexo: (
)M(
)F
Data da Coleta:
Idade: _____ anos
/
/
Ano/Série:_______
2ª Parte: Quesitos
1 – Você aluno participa frequentemente das aulas de Educação física?
( ) Sim
( ) Não
7 – Você se sente motivado a participar da aula de Educação Física?
( ) sim
( ) Não
2 – Quero participar das aulas de educação física por que:
( ) Faz parte do currículo da escola.
( ) Estou com meus amigos.
( ) Meu rendimento é melhor que o de meus colegas.
( ) Preciso tirar boas notas.
3 – Não quero Participar das aulas de educação física por que:
( ) Por quer não tenho oportunidade de jogar ou brincas com os meus colegas.
( ) Por se os mesmos conteúdo o ano inteiro.
( ) Meus colegas zoa de mim ou ficam com piadinhas.
( ) As aulas não são interessantes ou motivantes.
4 – Eu gosto das aulas de Educação Física quando:
( ) Esqueço das outras aulas.
( ) O professor e ou meus colegas reconhecem minha atuação.
( ) Sinto-me integrado ao grupo.
( ) Saio-me melhor que meus colegas.
5 – Eu não gosto das aulas de Educação Física quando:
( ) Por não gosta de praticar exercícios físicos.
( ) O professor ou ate mesmo os meus colegas me excluem.
( ) Quase não tenho oportunidade de jogar.
( ) Não consigo realizar bem as atividades.
6 – Quais atividades são de sua preferência?
( ) Esportes
( ) Brincadeiras
( ) Ginástica
( ) Lutas
( ) Dança
( ) Esportes Radicais
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INFLUÊNCIA DA COMPOSIÇÃO CORPORAL SOBRE O
DESEMPENHO DA FORÇA EXPLOSIVA
*
Douglas Antunes Fonseca Soares
**
Roberto Pereira de Oliveira
RESUMO
Este presente estudo tem como objetivo verificar se a composição corporal influencia ou não no desempenho de
força explosiva de membros inferiores. Para o alcance do objetivo foi realizada uma abordagem com alunos do
ensino fundamental com faixa etária de 08 a 10 anos, o estudo foi realizado em uma escola pública situada na
cidade de Cuiabá-MT, onde foram selecionados 45 alunos de ambos os gêneros. Após a coleta de dados, onde os
mesmos foram diagnosticados através do teste de IMC, obtida através da medição de peso corporal e altura de
cada criança, e esta foi classificada em peso desnutrido, normal, excesso de peso e obesidade, com esses dados,
foi possível obter o desempenho de cada aluno ao realizar o teste de força explosiva PROESP/BR 2012. O
estudo demonstrou que, os resultados da composição corporal não interferem no resultado do desempenho em
salto em distância.
Palavras-Chave: Composição Corporal. Força explosiva. Alunos.
1 INTRODUÇÃO
Atualmente crianças e jovens, além de não participarem de exercícios físicos, têm
como agravante passarem a maior parte do seu tempo livre em atividades sedentárias.
Atividades que exigem pouco esforço físico como, assistir televisão, jogos de vídeo game,
internet e etc., com isso favorece para que as crianças de hoje não tenham o prazer de praticar
atividade física, ou sair de casa para brincar isso unido a violência exposta em nosso dia-a-dia,
promove um alto índice de obesidade entre as crianças (ROSA, 2007).
A partir desta visão é que se tornou possível à elaboração do objetivo deste estudo que
é a comparar a classificação da composição corporal com a força explosiva dos estudantes do
ensino fundamental. Tendo em vista que a infância é um período excelente para o
desenvolvimento de hábitos de vida saudáveis, é na escola que esses alunos devem receber
oportunidades para realizar exercícios o tempo suficiente para se manterem saudáveis
(MARAFIGA; et al. 2005).
Também consideram que é um importante papel da educação física escolar e melhorar
a saúde dos alunos por intermédio de programas voltados para atividades físicas através da
cultura corporal do movimento. Deve-se ter presente que para a maioria das crianças e jovens
*
Graduando do Curso de Educação Física da Faculdade AUM. Email: [email protected]
Professor especialista do Curso de Educação Física da Faculdade AUM. Email: [email protected]
**
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a escola se constitui como a única oportunidade para a prática de esportes e de atividades
físicas relacionadas à saúde (GAYA; et al. 1999).
A capacidade de gerar força em um pequeno espaço de tempo demonstra uma
capacidade física intitulada força explosiva, a qual é uma variável de grande relevância no
desporto, como artes marciais, futebol, vôlei, beisebol, entre outros, e também para evitar
quedas em idosos. A força explosiva está grandemente associada a uma gama de ações de
força e velocidade, sobretudo nas ações de grande intensidade e de curta duração
(MARQUES; TRAVASSOS; ALMEIDA, 2010).
Por meio das informações de classificação de desnutrido normal, excesso de peso e
obeso do IMC (índice de massa corporal) das crianças percebe-se que dentro da realização da
atividade física a composição corporal nos trás, atributos relacionados a fatores que
prejudicam ou não a criança ao realizar o salto em distância; sendo eles a falta de
condicionamento físico, o sedentarismo, e o excesso de alimentos industrializados
(MARQUES; TRAVASSOS; ALMEIDA, 2010).
O objetivo do presente estudo foi de verificar se a composição corporal influência ou
não no desempenho da força explosiva de membros inferiores.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Para fundamentar essa discussão trouxemos Guedes (1994) é por intermédio do estudo
da composição corporal, que se pode observar as alterações fisiológicas.
No entanto para Platonov e Bulatova (2003) e Toledo (2006) força explosiva pode ser
entendida como força-velocidade, sendo a capacidade de o sistema neuromuscular superar
uma resistência dentro do menor tempo possível.
Pretende-se, assim com este estudo verificar se a composição corporal, influência ou
não no desempenho da força explosiva de membros inferiores.
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2.1.1 Composição Corporal
A composição corporal é a quantificação dos principais componentes do corpo
humano, sendo que seu estudo refere-se a observação da variação na distribuição anatômica
de importantes componentes da massa corporal – adiposa, muscular e óssea – sendo que esta
refere-se a quantidade relativa ou absoluta destes componentes nas diferentes regiões ou
compartimentos corporais (MALINA, 1996, PETROSKI, 1999).
O interesse em conhecer as qualidades dos diferentes componentes corporais e
suas relações com o estado de saúde das pessoas tem sido uma constante para os profissionais
da saúde, nesse sentido, inúmeros pesquisadores têm apresentado técnicas de fracionamento
da massa corporal que envolve técnicas de fácil manuseio e baixos custos operacionais
aplicadas á avaliação de índice de massa corporal – IMC, podendo ser aplicada á avaliação
em clínicas ou em trabalhos de campo (MALINA, 1996, PETROSKI, 1999).
Dentre estes métodos, o de maior utilização devido a seu baixo custo e facilidade
de utilização em grandes populações é o método antropométrico, pois, como coloca conforme
Marques (2010, p. 167-189), “ele pode ser utilizado tanto no laboratório como em campo.
Entretanto, ele alerta que para medir peso e estatura, equipamentos portáteis podem ser menos
precisos que os de laboratórios”.
Segundo Bouchard (1990), nos dias atuais, parece existir maior conscientização
visando a abandonar o conceito tradicionalmente empregado para definir a saúde, e assim
procura-se incorporar um significado mais abrangente, que permita exprimir de forma mais
objetiva a multiplicidade de aspectos que a envolve.
Assim, a saúde deve ser entendida não somente como ausência de doenças ou
enfermidades, mas, sobretudo, como um estado de completo bem-estar físico, social e
psicológico (0MS, 1948).
Sendo assim a saúde humana nada mais é que um objeto de proteção da vida,
ligada a integridade humana.
2.1.2 Força explosiva dos Membros inferiores
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A força explosiva, denominada por Gallahue e Ozmun (2001), como energia
conceituada como a habilidade de desempenhar um esforço máximo em um período tão curto
quanto possível, sendo representada pelo produto da força dividida pelo tempo.
Os mesmos autores citam ainda que, a combinação de força e velocidade é
identificada em atividades de crianças e jovens que precisam pular, rebater, arremessar à
distância e outros esforços máximos.
Rosa e Farto (2007), relatam que a força explosiva depende da velocidade de
contração das unidades motoras constituídas por fibras rápidas, assim como pelo número e
pela força de contração das fibras implicadas.
Entende-se pela capacidade do sistema neuromuscular de movimentar o corpo ou
parte do corpo ou também de objetos com velocidade máxima.
2.1.3 Crescimento Corporal
O crescimento corporal é parte do desenvolvimento integral da criança de 08 a 10
anos, o que faz com que se tenha que conhecer um pouco mais sobre as principais
características das idades do público alvo desta pesquisa, pois problemas com o índice de
massa corporal (IMC) podem ser reflexos comportamentais próprios da idade, algumas vezes
mal conduzidos pelos pais em função da falta de informação, de disponibilidade de tempo por
causa do trabalho e, também, pela escola quando não dá a devida importância (PAIVA et al.,
2002).
Estudar o crescimento infantil é uma necessidade atual, pois não se admite uma
boa assistência à criança, sem o controle do seu crescimento. No âmbito da avaliação corporal
para crianças, utiliza-se a estimativa da gordura corporal, do peso e estatura (PAIVA et al.,
2002).
O estudo do desenvolvimento humano tem sido de grande interesse para
estudiosos e educadores há muitos anos. O conhecimento dos processos de desenvolvimento
situa-se no âmago da educação, seja na sala de aula, no ginásio ou no campo de esportes. Sem
um profundo conhecimento do aspecto do desenvolvimento do comportamento humano os
educadores somente podem supor técnicas educacionais e procedimentos de intervenção
apropriados (GALLAHUE, 2001).
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Concorda Filipetto, Roth & Krebs (2001), quando afirmam que o crescimento
corporal é avaliado comparando-se peso e estatura nas curvas de crescimento, indicando suas
condições de saúde. É o aumento físico do corpo, podendo assim ser medido em centímetros e
gramas. Está constatado que, além da predisposição genética, o crescimento é influenciado
pelo ambiente em que a criança está inserida, em especial pela nutrição a que é submetida.
Houve uma alteração brusca no modo de viver das maiorias das crianças, levando
ao comodismo, esse comodismo reflete em menos gasto energético, por outro lado come se
mais, devido ao aumento na aquisição de gêneros alimentícios, ou seja, nós temos como
padrão de beleza mundial a magreza, mas temos como habito de vida atual, a fartura, a
grandeza, a quantidade (DOMINGUES FILHO; et al., 2000).
Nos últimos anos, a importância da atividade física para a qualidade de vida de
crianças e adolescentes vem sendo claramente estabelecida, podendo ser considerada um dos
requisitos básicos para o crescimento e o desenvolvimento normais, como também um
importante regulador da adiposidade corpórea.(LOBO,2001).
Sendo assim a atividade física é um requisito essencial para o dia-a-dia da criança e do
adolescente perante sua jornada no desenvolvimento e crescimento.
2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Trata-se de um estudo de cunho exploratório quantitativo, a pesquisa foi realizada
em uma Escola Municipal de Cuiabá, com 45 alunos matriculados no quarto ano do Ensino
Fundamental, entre a faixa etária de 08 a 10 anos; de ambos os gêneros.
A técnica da amostragem da pesquisa foi por conveniência, arrolada de forma
consecutiva. A amostra foi composta por 45 alunos, a Escola se encontra localizada no Bairro
Cophamil Cuiabá MT. Coletada durante o estágio supervisionado no ano de 2014 em
Educação Física da Faculdade AUM, com autorização da direção da escola, dada na
solicitação para coleta de dados.
A seção foi realizada no período matutino no período de 13 de agosto de 2014 a
14 de agosto de 2014, na quadra poli esportiva da escola durante um dia da semana, com
duração de 60 minutos. A pesquisa foi realizada através de testes sendo eles: teste de IMC,
para averiguar a composição corporal de cada aluno, e o teste de força explosiva de membros
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inferiores (salto em horizontal PROESP/BR 2012) conforme orientação do proesp o avaliado
coloca-se atrás da linha de partida, com os pés paralelos com afastamento idêntico a largura
dos quadris e a ponta dos pés coincidindo com a marca zero, para a realização do teste o
avaliado salta á frente, com impulso simultâneo das pernas, procurando atingir o ponto, mas
distante possível, preferencialmente com os pés paralelos; a movimentação dos braços e do
tronco e totalmente livre e a critério do avaliado.
Para a avaliação do peso foi utilizado uma balança digital Omron, com precisão
de até 500 gramas, onde o avaliador teve que contar sua calibragem e repetiu esses
procedimentos a cada 1 aluno, usando um peso padrão conhecido e a medida deve ser anotada
em quilogramas com a utilização de uma casa decimal.
Para a avaliação da estatura foi utilizado uma fita métrica com precisão ate 2 mm,
considerando que normalmente ela tem 1,50 metros de comprimento, onde foi fixada ao solo
e estendida de baixo para cima, o avaliado descalço e de costa para a fita métrica; a medida
foi anotada em centímetros com uma casa decimal.
Para calcular o índice de massa corporal (IMC), foi utilizada a equação Peso/
Estatura². Foi determinado através do calculo da razão entre medida de massa corporal total
em quilogramas pela estatura em metros elevada ao quadrado IMC= massa (kg)/estatura(m)².
Na avaliação do teste em salto horizontal ( em distância) foi utilizada uma trena
de 0 a 2 metros e uma linha traçada no solo de 0 a 50 cm, onde os alunos ficaram com os pés
paralelos em cima dela para a realização do salto. Os alunos foram orientados a ficarem
descalços. Em pé em cima da linha traçada com as pernas estendidas e unidas, os braços e
troncos ficarão a critério do avaliado para a melhor realização do impulso da criança. Cada
aluno realizou duas tentativas. O avaliador permaneceu ao lado do aluno, o resultado foi
medido a partir da posição longínqua que o aluno pode alcançar na escala com as pontas dos
dedos do pé. Registra-se o melhor resultado entre as duas execuções com anotação em uma
casa decimal.
Para dar aporte ao estudo foi utilizado o teste de normalidade, método
Kolmogorov Smirnov, que é utilizado para se determinar se as distribuições de probabilidades
diferem uma da outra, da distribuição em hipóteses.
Foi utilizado também o teste de correlação, método de Pearson, desenvolvido por
Karl Pearson, ele afirma que correlação é uma medida de associação bivariada (força) do grau
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de relacionamento entre duas variáveis, assim esse método mede a direção da correlação se é
positiva ou negativa entre duas variáveis de escala (PETROSKI, 2012)
Com os testes utilizou-se o Software utilizado InStat 3.0, este software consegue
verificar a significância, por meio de média e desvio padrão e valores máximos e mínimos. E
os resultados são apontados em tabelas e gráfico.
2.3 RESULTADO E DISCUSSÃO
O estudo investigou se a composição corporal dos alunos, influencia o
desempenho da força explosiva do membro inferior (salto em horizontal PROESP/BR 2012).
A apresentação e discussão dos dados serão apresentadas em Tabela e Gráfico treinamento
especialmente da força, a evolução da força e a idade biológica têm relações nas modificações
do desempenho físico na criança.
Tabela 1. Resultado estatístico descritivo de IMC
Variáveis descritivas
Meninos
Meninas
Máximo (kg/m2)
27,9
24,82
Mínimo (kg/m2)
14,31
13,96
Média (kg/m2)
19,14
19,42
Desvio padrão (kg/m2)
4,32
3,17
Tabela 2. Resultado de frequência relativa da classificação do IMC
Variável classificação
Meninos (%)
Meninas (%)
Desnutrido
8,33
23,86
Normal
25,00
28,57
Sobrepeso
29,16
14,28
Obeso
37,5
33,33
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Analisou-se primeiramente, o teste de IMC (índice de massa corporal); a amostra
contou com a participação de 45 alunos de ambos os gêneros, com a idade de 08 a 10 anos,
das quais estão classificadas como desnutrido como normal como sobrepeso, e obeso ,
conforme descrito na tabela do IMC (índice de massa corporal), do Ministério da Saúde
(OMS, 2010).
Teste de normalidade IMC= normal (KS=0,1038) e teste de força explosiva=
normal (KS=0,1512), resultado obtido com o InStat 3.0.
Conforme tabela 2, pode-se constatar em relação ao IMC, que 23,86% das
meninas apresentam estado classificado como desnutridas, já os meninos apenas 8,33%,
28,57% das meninas apresentaram IMC normal, enquanto que os meninos foram 25,00%, em
relação ao sobrepeso 29,16% dos meninos apresentaram estar acima do peso enquanto que
14,28% das meninas apresentaram sobrepeso, já no fator obesidade 37,5% dos meninos
apresentaram e 33,33% das mulheres também estavam neste índice.
Tabela 3. Resultado estatístico de força explosiva dos membros inferiores.
Variáveis descritivas
Meninos
Meninas
Máximo (cm)
198
217
Mínimo (cm)
120
127
Media (cm)
153
165,14
Desvio padrão (cm)
16,06
24,6
Fonte: (Proesp)
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Tabela 4. Resultado de frequência relativa da classificação do teste de força explosiva.
Variável classificação
Meninos (%)
Meninas (%)
Fraco
8,33
9,52
Razoável
20,83
9,52
Bom
50,00
9,52
Muito bom
20,83
33,33
Excelente
35,8
38,9
Ao analisar os resultados encontrados nos testes realizados, IMC (índice de massa
corporal) do desempenho da composição corporal das crianças, e força explosiva dos
membros inferiores (Salto horizontal), observou-se que os alunos não tiveram muita diferença
nos saltos, dependendo da massa corporal de cada.
Campanholi Neto et al., (2011, p. 3), em seu estudo empreendeu testes de saltos
verticais com meio agachamento, começando da posição estática, teste de salto vertical com
contra movimento sem o auxílio dos membros superiores e teste de saltos verticais
ininterruptos com duração de 5 segundos sem aporte dos joelhos e dos membros superiores
ele concluiu que “quanto maior for a força, menor será o tempo percorrido no percurso do
teste de agilidade”.
Santos Filho (2012, p. 4), relata que a força explosiva máxima é conceituada
como a relação ótima entre a força aplicada e o tempo empregado seja na manifestação da
força extremada contrária a resistência, onde a capacidade de manifestação de força explosiva
encontra-se associada “diretamente com a composição das fibras musculares, a frequência dos
impulsos, a sincronização, a coordenação intermuscular, as capacidades de força máxima, de
saída e de aceleração e a velocidade de encurtamento do músculo”.
A força explosiva é igualmente conhecida como potência, esta regra é função da
velocidade de execução do movimento e da força desenvolvida pelo músculo
considerado. A potência é a aplicação funcional da força e da velocidade, ela é o
componente fundamental da maioria dos desempenhos atléticos, sendo o aspecto
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explosivo da força, para a verificação da potência é utilizada a seguinte equação (P=
F x D/T), onde a potência é igual à força vezes à distância, dividido pelo tempo
(SANTOS FILHO, 2012, p. 4).
Este estudo teve como objetivo analisar se a composição corporal interfere no
desempenho da criança ao realizar a atividade em salto em distância, considerada uma
modalidade do atletismo. Fizeram parte da amostra 45 alunos, de ambos os gêneros, do quarto
ano do ensino fundamental de uma escola pública de Cuiabá. Os resultados apontam que o
índice de massa corporal, não interfere no desempenho da atividade força explosiva dos
membros inferiores salto em distância.
Barbanti et. al (2002) aponta que elementos biomecânicos da mesma forma estão
associados ao aumento da capacidade de saltar, uma vez que quanto maior for o tamanho
corporal, no caso o comprimento das pernas, propiciando alavanca, mais eficaz será a
execução do movimento.
Figura 1. Resultado da correlação (r) do IMC x Força explosiva
Força
Explosiva cm
Imc (kg/m2)
Teste de correlação de Pearson (r) apresentou como resultado = r=-0,3577 e r²=0,1280, o
coeficiente r varia entre -1 e +1. A correlação negativa regular, então não existe relação do
IMC com a força explosiva.
Foi testado também a massa corporal versus força explosiva e estatura versus força explosiva,
ambos deram correlação regular.
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No presente estudo um resultado que chamou a atenção foi em relação ao IMC
correlacionando com a desnutrição, normal, sobrepeso e obeso e apontou que 23,86% das
meninas apresentam estado classificado como desnutridas, já os meninos apenas 8,33%,
28,57% das meninas apresentaram IMC normal, enquanto que os meninos foram 25,00%, em
relação ao sobrepeso 29,16% dos meninos apresentaram estar acima do peso enquanto que
14,28% das meninas apresentaram sobrepeso, já no fator obesidade 37,5% dos meninos
apresentaram e 33,33% das mulheres também estavam neste índice.
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pode-se dizer que a produção de força é dependente da interação de muitos
mecanismos do corpo humano que se completam e dão potência. Assim, antes do contato com
o solo, os músculos principais que ativam um movimento específico do corpo são préativados, isso é resultante de um processo de pré-programação do Sistema Nervoso Central.
Vários autores apontam em seus estudos diferentes resultados sobre a força
explosiva dos membros inferiores de crianças, sem, contudo, ter um consenso sobre o assunto,
porém, neste estudo os resultados encontrados, indicam que o índice de massa corporal não
interfere na realização da força explosiva em alunos de uma escola da rede municipal de
Ensino Fundamental de Cuiabá.
Assim conclui-se que o IMC não interfere na força explosiva das 45 crianças ao
realizar o desempenho de força explosiva horizontal, assim sendo sugere-se que a educação
física escolar deve ser trabalhada com práticas de atividades físicas. Através da participação
das aulas de educação física as crianças podem começar a perceber a atividade física regular
como parte normal em sua vida.
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INCLUSÃO DOS ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS NAS
AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO ENSINO FUNDAMENTAL
NA VISÃO DE UM PROFESSOR: UM ESTUDO DE CASO
*
GilvaViquene Dos Santos Evaristo
**
Simone Marques**
RESUMO
Esta pesquisa aborda o tema: Inclusão dos alunos com necessidades especiais nas aulas de Educação Física do
ensino fundamental na visão de um professor: um estudo de caso, tendo como problema: Como ocorre a inclusão
dos alunos com necessidades especiais nas aulas de Educação Física, do ensino fundamental. Objetivo Geral,
Identificar as dificuldades de um professor de educação física em incluir alunos com necessidades especiais nas
aulas, e como objetivos específicos: Aprender um pouco da história da educação especial e observar com o
professor como lidar com esse tipo de situação, Identificar de que forma esses alunos são incluídos nas aulas de
Educação Física nos PCN,s, Planejar aulas incluindo alunos com necessidades especiais e qual o papel da
educação física na inclusão. Principais resultados: a professora da escola busca se qualificar cada vês mais por
meios de atualização e da formação continuada, referente à inclusão; ela procura incluir todos os alunos durante
as atividades realizadas nas aulas de Educação Física; avalia e observa se os objetivos estão sendo atingidos e
assim podendo identificar o desenvolvimento de cada aluno.
Palavras-chave: Educação Especial. Inclusão. Educação. Física.
1 INTRODUÇÃO
Segundo Dias (2010) os alunos com necessidades especiais possuem as mesmas
necessidades que os alunos que não apresentam nenhum tipo qualquer deficiência, porém as
limitações dos que possuem necessidades são bem maior do que os alunos que não possuem.
Esses alunos com necessidades especiais também têm como de direito conviver como os
demais alunos, pois eles são capazes de desenvolver as atividades propostas pelos professores
não da mesma forma e sim num processo mais lento e demorado, tornando-os capazes de
conversar e expor suas opiniões.
Muitas vezes nas aulas de Educação Física esses momentos tornam-se muito
importantes e inesquecíveis, pois são oportunidades únicas em nossas vidas, ou seja, uma
lição de vida, pois muitas pessoas reclamam sem mal ter passado enquanto outros lutam para
obter uma qualidade de vida melhor.
Sassaki apud Dias (2010) para incluir pessoas com necessidades especiais, a sociedade
é que deverá adaptar-se a ela. Objetivo específico este tema foi escolhido pela possibilidade
*
Graduando em Educação Física pelo AUM.
Professor Orientador. Mestre em Educação Física. AUM.
**
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de futuramente receber um aluno com necessidade especial, e não saber lidar com a situação.
Sendo assim, apresenta-se como problema a seguinte questão: como incluir alunos com
necessidades especiais nas aulas de educação física do ensino fundamental, na visão de um
professor?
O objetivo geral deste artigo foi identificar as dificuldades de um professor de
educação física em incluir alunos com necessidades especiais nas aulas práticas e teóricas do
ensino Fundamental.
2 DESENVOLVIMENTO
2.1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Neste capítulo é apresentado o referencial teórico sobre um breve histórico da
educação especial, conceito de inclusão nos PCN’s, o papel da educação física na inclusão, o
qual nos auxiliará na compreensão do contexto referente os estudantes com necessidades
educativas especiais, bem como na análise dos resultados da pesquisa.
2.1.1. Breve histórico da Educação Especial
A Educação Especial (EE) no Brasil teve uma evolução muito grande. No início o
atendimento às pessoas com necessidades especiais era muito restrito, realizava se em
organizações religiosas, longe da sociedade, sem qualquer chance ou perspectiva de uma
integração (BASTOS apud DIAS, 2010, p.13).
Segundo Dias (2010) surgiram por volta da década de 1950, associações que criaram
seus próprios estabelecimentos de ensino para os deficientes, buscando com isso, suprira falta
desse tipo de serviço e minimizar a ineficácia do estado em oferecer oportunidades
educacionais para essas pessoas.
Foi somente a partir da segunda metade do século XX que os “diferentes” tiveram
acesso garantido à educação. As propostas educacionais passaram a levarem conta, os
seguintes aspectos, definidos em documentos legais: os objetivos da Educação Especial são os
mesmos da educação geral; os deficientes são vistos sobre o aspecto de suas potencialidades e
a Educação Especial procura integrar à sociedade com as diversas deficiências (MAZZOLA
apud DIAS, 2010, p.14).
No decorrer dos anos foram feitas campanhas visando à educação das pessoas com
necessidades especiais com medidas isoladas e regionalizadas. Apesar dos entraves
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encontrados foi possível a criação das classes especiais, salas de recursos e unidades de ensino
itinerante. Finalmente, na década de 80 apareceram correntes que valorizam cada ser humano,
pertencente ou não as “minorias”. “E os deficientes vão à luta para conseguir duas
importantes conquistas” integração e direitos iguais, nas quais 20% das vagas para qualquer
concurso sejam por eles preenchidas (BASTOS apud DIAS, 2010, p.14).
Segundo Dias (2010) com a união de psicólogos, antropólogos, pedagogos e outros
estudiosos, essa visão mudou, eles aceleraram o processo histórico, quebrando alguns mitos e
preconceitos, e com objetivo de entender o que significava para o individuo ser possuidor de
uma deficiência, criaram então as classes especiais.
Até hoje nos dias atuais as pessoas com necessidades especiais sofrem preconceito
pela sociedade. E pela maioria dos alunos na sala de aula, na hora de realizar algum tipo de
atividade, com os alunos do Ensino Fundamental I (séries iniciais) não muito, mas já com os
alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio, começam os conflitos, porém é importante
ressaltar que é dever do professor orientar os demais alunos que todas as pessoas tem direitos
e deveres iguais e a participação dos alunos com necessidades especiais nas aulas de educação
física é de extrema importância para o desenvolvimento físico e intelectual dos mesmos.
2.1.2. Inclusão: será que veio para ficar?
Inclusão é um vocábulo que começou a ter uma propagação recentemente que vem
ganhando força principalmente no ambiente escolar. Muitos relacionam a inclusão com
integração e esta é considerada “... uma via de mão única, pois cabe à pessoa com deficiência
modificar-se, adaptar-se e adequar-se, por si só, às exigências da sociedade” (FONSECA,
p.46).
O Ministério da Educação e do Desporto, através da Secretária de Ensino Fundamental
tendo como exemplo o modelo educacional Espanhol mobilizou professores e pesquisadores
para formularem os PCN’s. Incluindo um documento específico para área de Educação Física
(BRASIL apud SOARES e ALVES, 2007, p.226).
Ainda citando o mesmo autor, que menciona os objetivos expostos para Educação
Física deixam a certeza e a amplitude dos conteúdos a serem abordados, pois incluem a
dimensão da crítica (aos padrões de beleza, por exemplo) e ao mesmo tempo a busca pelos
benefícios da qualidade de vida (saúde).
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Cabe destacar três aspectos da proposta dos PCN’s: O princípio da inclusão, as
dimensões dos conteúdos (atitudinais, conceituais e procedimentais) e os temas transversais.
A dimensão procedimental diz respeito ao saber fazer, a capacidade de mover-se
numa variedade de atividades motoras crescentemente complexas de forma efetiva e
graciosa. É importante ressaltar que, nessa concepção, aprender amover-se envolve
atividades como tentar, praticar, pensar, tomar decisões eavaliar, significando,
portanto, muito mais do que respostas motoras estereotipadas (FERRAZ apud
SOARES e ALVES, 2007, p.227).
Para Coll apud Soares e Alves (2007, p.227) na categoria de conhecimento de
natureza conceitual são englobados conceitos, fatos e princípios, sintetizando aquilo que o
aluno, ao passar pelo processo de escolarização, deve “saber sobre”. Os conceitos que devem
ser aprendidos na escola, nas aulas de Educação Física, devem fundamentar a realização dos
movimentos necessários ao ser humano, na escola ou fora dela.
A dimensão atitudinal está se referindo a uma aprendizagem que implica na
utilização do movimento como um meio para alcançar um fim (...) não
necessariamente se relaciona a uma melhora na capacidade de se mover
efetivamente (...) o movimento é um meio para o aluno aprender sobre seu potencial
e suas limitações (...) construindo seu auto conceito e a compreensão da realidade
(FERRAZ apud SOARES e ALVES, 2007, p.227).
Estamos evoluindo a cada dia que passa, para conseguirmos eliminar de uma vês por
todas o preconceito que é gerado pelos alunos e pela sociedade, a inclusão é um processo
social que serve para ajudar a pessoa com necessidade especial dentro da escola e também na
sociedade, temos o dever oferecer oportunidades iguais para essas pessoas, apesar das
diferenças e de suas limitações, em relação ao acesso à educação, para torna-lós cidadãos
críticos e também para que possam obter uma qualidade de vida melhor.
2.1.3 O papel da educação física na inclusão
A definição de inclusão que tem sido perspectivada e propagada nos Documentos
Oficiais (Leis, Decretos e Resoluções) é aquela que compreende convidar a que se aproximem
aqueles que estiveram historicamente excluídos ou deixados de lado (OLIVEIRA apud
SOARES E ALVES, 2007, p.231).
Para Darido (2001) inclusão é quando o professor apoia, estimula, incentiva, valoriza,
promove o estudante. Valorizar todos os alunos, estudantes, independentemente da etnia,
sexo, língua falada, classe social, religião, opinião política ou social, deve ser a primeira
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estratégia do professor. Além desta atitude, o professor deve favorecer discussões entre os
alunos sobre o significado do preconceito, da discriminação e da exclusão. O processo do
ensino e aprendizagem deve ser baseado na compreensão, esclarecimentos e entendimento das
diferenças. As estratégias escolhidas devem não apenas favorecer a inclusão, como também
discuti-la e torná-la clara para os alunos.
Segundo Ruiz (2008, p.32) é importante que as escolas proporcionem uma educação
eficaz, porém comum que atendam a todas as necessidades individuais de cada aluno como
proclamado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e foi reafirmado com veemência
pela Declaração de Educação o direito de todos à educação. Com isso todas as crianças com
dificuldades e com deficiência, precisam de educação especial na qual beneficiem a todas sem
que haja discriminação ou diferenças, este é um dos propósitos da escola inclusiva, modificar
as tais atitudes e proporcionar uma educação de qualidade a todas as crianças.
Segundo Mattos (2009) A inclusão das crianças excluídas carece ser feita pelo
domínio afetivo, mostrando que é possível ter sucesso e aprender, que é possível construir o
saber tendo como base o conhecimento trazido por ela e pela comunidade local. A adequação
da aprendizagem se faz pelo caminho da integração, da solidariedade, da segurança e da
confiança que resultará em resultados de sucesso e de progresso, possibilitando a permanência
deste aluno na escola.
O professor de educação física tem como dever realizar a inclusão dos alunos com
necessidades especiais, pois a potencialidade também como a limitação é uma característica
muito comum para todas as crianças independente se ela tem algum tipo de deficiência ou não
porque os mesmos também têm direito de realizar as atividades propostas e aprimorar seus
conhecimentos, quando se fala em inclusão, é dar direito deles poder desfrutar ter a mesmas
experiências que os demais alunos.
2.2 METODOLOGIA DA PESQUISA
Este trabalho é uma pesquisa qualitativa e caracteriza-se por estudo de caso, pois, sua
preocupação é estudar um determinado indivíduo. A pesquisa foi realizada numa escola
estadual de Cuiabá, a qual funciona no período matutino, vespertino e noturno. Atualmente
oferece ensino fundamental II, médio e EJA tem 1200 alunos, contém 22 salas de manhã, 23
salas a tarde e 4 salas durante a noite. A prática pedagógica é desenvolvida por meio de
projetos envolvendo a problematização, como sujeito da pesquisa tive uma professora de
Educação Física, que tem 43 anos de idade do sexo feminino, que teve o ano de conclusão em
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Educação Física 2001, se formou na Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, tempo
como docente Educação Física 11 anos e tempo de docência no colégio 05 anos.
A coleta de dados segundo Mattos apud Dias (2010, p.29), é o momento em que o
pesquisador deve definir como será feito para coletar e analisar os dados levantados no
decorrer da pesquisa. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi o questionário,
aplicado para a professora de EF do colégio pesquisado.
2.3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para este trabalho escolheu-se fazer um questionário com uma professora de Educação
Física efetiva da rede pública de ensino, para verificar a sua prática pedagógica.
Sendo assim, deu-se início ao primeiro contato com a professora, em relação ao perfil
da professora de Educação Física nota que uma é graduada e tem uma boa experiência como
docente. Porém é importante destacar que ela apresenta uma preocupação com a formação, e
busca participar de cursos de capacitação referente a inclusão.
Foi elaborado um questionário para a professora de Educação Física do ensino
fundamental, para saber de que forma incluir alunos com necessidades especiais nas aulas de
Educação Físicas. A professora foi muito atenciosa e se fez interessada em colaborar com este
trabalho. Foi marcada então, uma entrevista no dia 10/10/2014, na escola em que leciona, em
seguida comecei a fazer algumas perguntas.
Nas aulas de Educação Física, o aluno deve participar cooperar com o colega (esse é o
lema da escola), alcançar os objetivos da aula proposta (ou pelo menos tentar), respeitar
colegas e professora, pois é a partir desses itens, que a professora faz um parecer (avaliativo)
do aluno em relação às aulas de EF. (DIAS, 2010, p.27).
Quais as principais dificuldades encontradas, em trabalhar com alunos com
necessidades educativas especiais?
“As dificuldades são inúmeras, pois não houve capacitação profissional para os
professores atender esses alunos, não só na educação física como nas outras áreas,
pelo menos na rede pública”. (Professora de educação física)
A escola especial ou normal deve ser um ambiente em que a criança possa se
relacionar além de adquirir novos conhecimentos, ou seja, tenha um aprendizado. Dar-se aí o
papel das escolas regulares em incluir crianças com necessidades especiais, para que essas
tenham um bom desenvolvimento (RUIZ, 2008, p.33).
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Existem diferenças entre uma turma que possui e não possui alunos com necessidades
educativas especiais? Quais?
“Claro que sim, o planejamento da aula tem que ser alterado, adéqua o ritmo da
aula, adaptam materiais entre outros, materiais pedagógicos adequados”.
(Professora de educação física)
Segundo Ruiz (2008, p.32) as crianças incluídas no ensino regular devem adaptar-se
aos meios e condições que o ensino oferece, porém cabe também as escolas regulares
acomodá-las dentro das suas necessidades. De que forma são organizados os conteúdos/aulas
para trabalhar com as turmas com alunos com necessidades educativas especiais?
“Diminuir o ritmo da aula:
- Adequar (improvisar) materiais;
- Buscar espaços que possa atender toda a turma, sem prejudicar os demais;
- As atividades têm que ser elaboradas com mais atenção para que não haja
prejuízo para os demais alunos”. (Professora de educação física)
No Brasil, milhares de pessoas com algum tipo de necessidades especiais são
descriminados pela sociedade em que vivem excluídas da escola e do mercado de trabalho
(DIAS, 2010, p.23). Existe preconceito entre professores, alunos e funcionários em relação
aos estudantes com necessidades educativas especiais?
“Entre os profissionais, não declaradamente. Entre os alunos acontece, pois de
certa forma os demais tem que se adequar ao ritmo do aluno especial e isso gera
conflito”. (Professora de educação física)
Para Ruiz (2008, p.31) esta integração, pode gerar alguns problemas, mas por um
outro lado pode beneficiar a todas crianças, fazendo com que haja uma melhora no
desenvolvimento dessas crianças. Como ocorre a aprendizagem dos alunos com necessidades
educativas especiais e como é o comportamento destes nas aulas de EF?
“Em geral eles conseguem assimilar bem os conteúdos, depende da deficiência.
Ainda não tive nenhum caso de deficiência mais grave”. (Professora de educação
física)
Segundo Dias (2010, 23) crianças com necessidades especiais são aquelas que por
alguma espécie de limitação necessita de certas mudanças ou adaptação no programa de
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ensino, para que possam atingir todo o seu o seu potencial. Como é a integração dos alunos
com necessidades educativas especiais?
“Entre as crianças (ensino básico, séries iniciais) é mais fácil, mas na
adolescência e pré-adolescência começam os conflitos”. (Professora de educação
física)
O sucesso escolar é não só um mérito dos alunos, mas também dos professores, que de
uma maneira ou de outra deverão criar estratégias para as crianças com necessidades especiais
(RUIZ, 2008, p.35). Quais as facilidades e dificuldades apresentadas pelos alunos com
necessidades educativas especiais?
“As facilidades são que todos gostam da prática e executam da forma que
conseguem. Os problemas em geral ficam com as aulas técnicas”. (Professora de
educação física)
Segundo Dias (2010, 27) a avaliação da ação educativa da Escola e da prática
pedagógica do professor se fará conjuntamente com o próprio professor, alunos e
pais/responsáveis com base nos pressupostos filosóficos do Colégio. Como é feita a avaliação
dos estudantes com necessidades educativas especiais?
“A vantagem da educação física é que conseguimos ver claramente o quanto o
aluno evolui no dia a dia melhorando seu desempenho físico mesmo que mínimo e
ele demonstra isso, principalmente quando se sente incluído”. (Professora de
educação física)
Este questionário teve como objetivo verificar o grau de conhecimento de uma
professora de Educação Física, em relação a inclusão de alunos com necessidades especiais
durantes as atividades realizadas, observando quais são suas principais dificuldades em
elaborar aulas específicas, se está conseguindo incluir os alunos adaptando certas atividades, e
conscientizando os demais alunos para que eles possam respeitar as limitações de seus
colegas.
3 CONSIDERAÇÔES FINAIS
Por meio deste estudo, pode-se concluir que, até os dias atuais onde comenta tanto a
respeito de incluir, com as novas leis e com a escola inclusiva, ainda tem professores que não
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estão se sentindo preparados para exercer a função de inclusão das pessoas com necessidades
especiais de maneira segura e bem fundamentada.
Alguns estão inseguros com relação as suas aulas com pessoas com necessidades
especiais na área da Educação Física, a professora relata que não ouve uma capacitação
profissional para os professores de educação física, e afirma quefaltam adaptações pois as
aulas tem que ser elaboradas com atenção para que os alunos não se sintam excluídos e para
que não de prejuízo para os demais, ainda cita que existe um grande percentual de
professores sequer sabe definir corretamente o conceito de inclusão.
Porém é preciso destacar que o profissional de Educação Física deve se preocupar em
transmitir o conhecimento para todos os alunos da turma e conscientizar que a limitação é
uma característica comum para todas as pessoas independente se ela apresentar alguma
deficiência ou não, e que é um processo lento que exige muita dedicação e paciência do
mesmo, que exige um grande envolvimento da família, comunidade e principalmente do
governo, em termos de investimentos em adaptação na infra-estrutura e nos
materiais
específicos, além de fornecimento de cursos especializados na área para que possa realmente
ter um processo de inclusão.
Com esta breve finalização da pesquisa observa-se que Temos um grande desafio de
tornar-se a escola mais humanas, pois não temos apenas um único aluno, e sim cada um com
suas dificuldades diferenciadas e sua história de vida, pois quando o aluno se sente realmente
incluído na turma, isto aumenta sua auto-estima e a sua vontade de participar das aulas de
educação física, e buscar a conquista e a paz interior tão desejada.
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APÊNDICE B - QUESTIONÁRIO COM UM PROFESSOR DE EDUCAÇÃO
FISICA
FACULDADE DE CUIABÁ FAUC / AUM
CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA
ORIENTANDA: GilvaViquene dos Santos Evaristo
ORIENTADORA: Profª Simone Marques
TEMA DO TCC: Inclusão dos alunos com necessidades especiais
nas aulas de Educação Física do Ensino Fundamental na visão de um professor um
estudo de caso.
OBSERVAÇÕES:
· Os nomes dos (as) professores e da escola não serão divulgados _
· Agradecemos a sua contribuição para a construção deste trabalho. _
IDENTIFICAÇÃO
Idade:________ Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino
Ano de conclusão EF: __________ Universidade:__________________
Possui: ( ) especialização ( ) mestrado ( ) outro__________________
Tempo de docência no colégio:___________ tempo como docente EF_________
Cursos de capacitação para trabalhar com a
inclusão:__________________________________________________________
PERGUNTAS
1) Quais as principais dificuldades encontradas, em trabalhar com alunos com necessidades
educativas especiais especiais?
2) Existem diferenças entre uma turma que possui e não possui alunos com necessidades
educativas especiais? Quais?
3) De que forma são organizados os conteúdos/aulas para trabalhar com as turmas com alunos
com necessidades educativas especiais?
4) Existe preconceito entre professores, alunos e funcionários em relação aos estudantes com
necessidades educativas especiais?
5) Como ocorre a aprendizagem dos alunos com necessidades educativas especiais
e como é o comportamento destes nas aulas de EF?
6) Como é a integração dos alunos com necessidades educativas especiais?
7) Quais as facilidades e dificuldades apresentadas pelos alunos com necessidades educativas
especiais?
8) Como é feita a avaliação dos estudantes com necessidades educativas especiais?
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FACULDADE AUM - CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
ISSN 2317-6156
Anais da VI Semana Científica do Curso de Educação Física
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Anais da VI Semana Científica do Curso de Educação Física
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Anais da VI Semana Científica do Curso de EDF 2014