Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Antonio Augusto Junho Anastasia
Governador do Estado de Minas Gerais
Leonardo Maurício Colombini Lima
Secretário de Estado de Fazenda
Eduardo Antônio Codo Santos
Subsecretário do Tesouro Estadual
Maria da Conceição Barros de Rezende
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Superintendente Central de Contadoria Geral
CRC MG – 068.609-8
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Apresentação
O presente Relatório Contábil, acompanhado do Balanço Geral, integra a prestação de
contas do exercício de 2012 que o Excelentíssimo Senhor Governador do Estado de
Minas Gerais faz à Assembleia Legislativa e ao povo mineiro.
Este documento contém os resultados obtidos pelo Estado, evidenciados por meio de
análises descritivas, tabelas analíticas, gráficos específicos e notas explicativas, a fim de
facilitar a visualização e compreensão das informações, o que contribui para maior
transparência da Administração Pública Estadual.
Os resultados apresentados refletem, nas demonstrações contábeis, a origem e aplicação
dos recursos públicos nas ações empreendidas pelo Governo, viabilizados pela Gestão
para Cidadania, traduzindo-se na execução das políticas públicas em prol dos interesses
da sociedade mineira.
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Belo Horizonte, 28 de fevereiro de 2013
Maria da Conceição Barros de Rezende
Superintendente Central de Contadoria Geral
CRC MG – 068.609-8
Apresentação
Governo do Estado de Minas Gerais
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Superintendência Central de Contadoria Geral
Sumário
1 – Balanço Orçamentário......................................................................................................................... 3
2 – Despesa Orçamentária Fiscal ........................................................................................................... 9
3 – Receita Orçamentária Fiscal ........................................................................................................... 23
4 – Balanço Financeiro ............................................................................................................................. 45
5 – Balanço Patrimonial ........................................................................................................................... 49
5.1 – Ativo ............................................................................................................................................. 51
5.2 – Passivo ........................................................................................................................................ 64
6 – Variações Patrimoniais ...................................................................................................................... 75
6.1 – Variações Ativas ....................................................................................................................... 76
6.2 – Variações Passivas .................................................................................................................. 79
7 – Indicadores Fiscais e Constitucionais .......................................................................................... 82
8 – Notas Explicativas............................................................................................................................... 96
9 – Considerações Finais ....................................................................................................................... 103
10 – Legislação Básica ............................................................................................................................ 104
11 – Equipe Técnica ................................................................................................................................ 114
12 – Realização ......................................................................................................................................... 115
13 – Bibliografia ........................................................................................................................................ 116
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
14 – Siglário ............................................................................................................................................... 117
Sumário
Governo do Estado de Minas Gerais
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1 – Balanço Orçamentário
S
egundo Kohama (2003), pode-se conceituar o Balanço Orçamentário como um
quadro de contabilidade com duas seções, em que se distribuem as “receitas
previstas” no orçamento com também as “realizadas”, as “despesas fixadas” e as
“realizadas”, igualando-se as somas opostas com os resultados, o previsto e o realizado, e
o déficit ou superávit.
A exigência da apresentação do Balanço Orçamentário pelo ente da federação está
prevista no art. 101 da Lei 4.320, de 17 de março de 1964, que estatuiu Normas Gerais
de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União,
dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, recepcionada1 pela Constituição
Federal de 1988 com status de lei complementar:
Art. 101. Os resultados gerais do exercício serão demonstrados no Balanço
Orçamentário, no Balanço Financeiro, no Balanço Patrimonial, na
Demonstração das Variações Patrimoniais, segundo os Anexos números
12, 13, 14 e 15 e os quadros demonstrativos constantes dos Anexos
números 1, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 16 e 17.
Posteriormente, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), Lei Complementar Federal nº
101, de 04 de maio de 2000, art. 52, Seção III – Do Relatório Resumido da Execução
Orçamentária, Capítulo IX – Da Transparência, Controle e Fiscalização, objetivando
ampliar a transparência das informações da Administração Pública, determinou que o
Balanço Orçamentário integrasse o Relatório Resumido da Execução Orçamentária
(RREO), cuja exigência de publicação é bimestral.
(administração direta, indireta, fundos e empresas estatais dependentes) do Estado de
Minas Gerais referente ao exercício de 2012.
1
CF 1988 Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
...
§ 9º - Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da
lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições
para a instituição e funcionamento de fundos.
Balanço Orçamentário
3
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
A tabela a seguir demonstra de forma resumida o Balanço Orçamentário Fiscal
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Tabela nº. 01
Demonstrativo do Balanço Orçamentário – 2012
R$ milhões
Receita
Previsão Previsão
Valor
Diferença Variação
Inicial Atualizada Arrecadado
(1)
(2)
1-Receitas Correntes
50.272
51.771
51.586
1.313
2,61
11-Receitas Tributárias – Líquidas
33.090
33.190
33.651
561
1,70
Receitas Tributárias
38.155
38.325
38.837
682
1,79
Dedução para o FUNDEB
(5.065)
(5.135)
(5.186)
(121)
2,39
12-Receita de Contribuições
1.990
2.721
2.677
687
34,52
13-Receita Patrimonial – Líquida
1.879
2.378
1.881
3
0,14
Receita Patrimonial
1.879
2.378
1.891
13
0,67
Deduções Rem. Invest. RPPS
(10)
(10)
14-Receita Agropecuária
6
6
5
(2)
(25,63)
15-Receita Industrial
361
361
354
(8)
(2,12)
16-Receita de Serviços
549
556
523
(26)
(4,74)
17-Transferências Correntes – Líquidas
11.156
11.290
11.126
(31)
(0,27)
Transferências Correntes
11.881
12.015
11.812
(69)
(0,58)
Dedução para o FUNDEB
(725)
(725)
(686)
39
(5,32)
19-Outras Receitas Correntes – Líquidas
1.240
1.267
1.369
129
10,37
Outras Receitas Correntes
1.327
1.478
1.534
207
15,60
Dedução para o FUNDEB
(87)
(211)
(166)
(78)
90,01
2-Receitas de Capital
1.208
8.742
5.758
4.549
376,53
21-Operações de Crédito
277
6.803
3.830
3.553 1.282,44
22-Alienação de Bens
41
367
386
345
842,31
23-Amortização de Empréstimos
564
564
528
(36)
(6,39)
24-Transferências de Capital
287
709
753
466
162,19
25-Outras Despesas de Capital
39
299
260
222
575,10
Subtotal (I)
51.481
60.513
57.343
5.863
11,39
7-Receitas Intraorçamentárias
6.583
6.644
7.905
1.322
20,09
72-Receitas de Contribuições
2.231
2.291
2.464
233
10,46
79-Outras Receitas Correntes
4.352
4.352
5.441
1.089
25,02
Total
58.064
67.157
65.249
7.185
12,37
Categoria Econômica/Origem
Categoria Econômica/Grupo
3-Despesas Correntes
1-Pessoal e Encargos Sociais
2-Juros e Encargos da Dívida
3-Outras Despesas Correntes
4-Despesas de Capital
4-Investimentos
5-Inversões Financeiras
6-Amortização da Dívida
Reserva de Contingência
Subtotal (I)
7-Despesas Intraorçamentárias
1-Pessoal e Encargos Sociais
3-Outras Despesas Correntes
Subtotal (II)
Superávit
Total
Crédito
Crédito
Inicial Autorizado
45.123
49.968
22.185
25.119
2.713
2.355
20.225
22.494
5.967
15.333
3.142
6.813
1.433
2.168
1.392
6.352
391
0
51.481
65.300
6.583
8.420
2.231
2.925
4.352
5.495
58.064
73.720
58.064
73.720
Despesa
Diferença Variação
Realizada
(3)
(4)
47.277
2.153
4,77
24.382
2.197
9,90
2.348
(365)
(13,47)
20.547
322
1,59
7.596
1.629
27,31
3.176
35
1,11
413
(1.020)
(71,18)
4.007
2.614
187,75
(391) (100,00)
54.873
3.392
6,59
8.300
1.717
26,08
2.834
603
27,05
5.466
1.113
25,58
63.172
5.109
8,80
2.076
65.249
5.109
12,37
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Diferença (Valor Arrecadado/ Previsão Inicial);
2) Variação (Valor Arrecadado/ Previsão Inicial);
3) Diferença (Despesa Realizada/ Crédito Inicial);
4) Variação (Despesa Realizada/ Crédito Inicial).
Balanço Orçamentário
4
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Despesa
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Por intermédio do Balanço Orçamentário é possível constatar o equilíbrio entre previsão
da receita e fixação da despesa, avaliar o planejamento, quando se compara a previsão
da receita com a arrecadação e fixação da despesa com a execução, bem como a
coerência dos valores da receita arrecadada e da despesa realizada constantes do
Balanço Financeiro.
Analisando o comportamento orçamentário do Estado de Minas Gerais sob a ótica de
indicadores, considerando a receita orçamentária arrecadada R$ 65,249 bilhões e as
previstas R$ 58,064 bilhões, incluídas as receitas intraorçamentárias, apurou-se um
índice de 1,12, significando que, para cada R$ 1,00 de previsão orçamentária, arrecadouse R$ 1,12, representando um excesso de arrecadação R$ 0,12 por real previsto.
Essa relação tem por finalidade verificar se a previsão do orçamento está condizente com
a efetiva arrecadação das receitas, observadas as seguintes condições:
 Se o índice for igual a 1 revela que foi previsto exatamente o que foi
arrecadado;
 Caso seja menor que 1 significa insuficiência de arrecadação;
 Se for maior que 1 indica excesso de arrecadação, que é o crescimento
da atividade econômica acima do estimado, ou o esforço do Governo em
obter fontes alternativas de recursos para aplicar seja nos gastos
correntes ou nos de capital.
A fim de verificar a relação entre o crédito autorizado no montante de R$ 73,720 bilhões
e a despesa realizada de R$ 63,172 bilhões, incluída a relativa à modalidade 912, obtevese um índice de realização igual a 0,89 em 2012, significando que para cada R$ 1,00 de
Para identificar se a arrecadação corrente foi suficiente para cobrir os gastos correntes,
comparou-se a receita corrente no montante de R$ 59,491 bilhões (incluídas a receitas
intraorçamentárias e excluídas as deduções para o FUNDEB) com a despesa corrente no
valor de R$ 55,576 bilhões (incluída a intraorçamentária, modalidade 91), apurando-se,
para cada R$ 1,00 de despesa obteve-se R$ 1,07 de arrecadação, ao passo que em 2011
- Modalidade 91 – Aplicação Direta decorrente de Operações entre Órgãos, Fundos e Entidades integrantes do Orçamento
Fiscal.
2
Balanço Orçamentário
5
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
despesa autorizada o dispêndio foi R$ 0,11 inferior.
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essa relação foi de R$ 1,08 de receita para R$ 1,00 de dispêndio, quando a receita
corrente foi de R$ 53,151 bilhões e a despesa corrente de R$ 49,069 bilhões.
Quanto à relação entre a receita de capital e a despesa de capital, para cada R$ 1,00 de
despesa, a receita foi de R$ 0,76, enquanto que em 2011 essa relação foi de R$ 1,00 de
despesa para R$ 0,30 de receita.
Finalmente, verificando-se o quociente entre a receita orçamentária arrecadada em
confronto com a despesa orçamentária realizada, avalia-se o Resultado Orçamentário
Fiscal, sendo:
 Se o índice for igual a 1 representa um resultado Nulo, ou seja,
equilíbrio orçamentário;
 Se for maior que 1 indica uma receita maior que a despesa ocasionando
em um resultado superavitário;
 Caso a receita arrecadada seja menor que a despesa realizada, onde
índice menor que 1, implica em um resultado Deficitário.
Aplicando-se esse quociente, o Estado em 2012 obteve R$ 1,03 de receita para cada
R$ 1,00 de despesa, significando um resultado orçamentário superavitário e superior ao
de 2011.
O resultado orçamentário apurado em 2012 foi de R$ 2,076 bilhões, cujo saldo positivo
foi proveniente principalmente do excesso de arrecadação da receita, fato abordado em
tópico específico deste relatório.
No gráfico a seguir, é demonstrada a trajetória do resultado orçamentário do Estado de
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RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Minas Gerais no período de 2007 – 2012.
Balanço Orçamentário
6
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Gráfico nº. 01
Demonstrativo do Resultado Orçamentário Fiscal – 2007 a 2012
R$ milhares
2.076.437
Resultado Fiscal
623.971
299.237
190.102
2007
566.779
2008
151.888
2009
2010
2011
2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Ressalta-se que o resultado ascendente de 2012, apresentado na trajetória demonstrada
no gráfico 01, foi decorrente do ingresso de recursos oriundos de operações de crédito no
montante de R$ 3,831 bilhões, incrementando o resultado apurado nas demais fontes
que foi positivo em R$ 90 milhões, conforme demonstrado na tabela 02, a seguir.
Ressalta-se que os recursos não utilizados em 2012 decorrentes de operações de crédito
serão aplicados nos exercícios subsequentes mediante suplementação da despesa
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
orçamentária, procedimento amparado no art. 43 da Lei Federal 4.320/64.
Balanço Orçamentário
7
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Tabela nº. 02
Demonstrativo da Síntese do Balanço Orçamentário/Resultado Orçamentário Fiscal
– 2012
R$ milhões
Receitas
Valor
1
2
3
4
65.538 1 - Despesa Corrente
(6.047) 2 - Despesa de Capital
1.928
61.418
-
Receita Corrente
Deduções Correntes
Receita de Capital
Subtotais antes das Oper. Crédito
Despesas
Valor
5 - Resultado Parcial antes das Operações Crédito
6 - Receitas Operação de Crédito (1)
3.831
61.328
90
3 - Despesas Custeadas
com Operações de
Crédito
7 - Resultado com Operações de Crédito
8 - Totais
55.527
5.801
1.845
1.986
65.249 Total
9 - Resultado Fiscal (2)
63.172
2.076
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Inclui valores referentes ao refinanciamento da dívida junto à CEMIG relativos à operação Conta
de Resultados a Compensar, conforme Lei Estadual nº 19.964/2011;
2) O resultado fiscal resultante do confronto das receitas e despesas foi afetado positivamente pelo
ingresso de recursos oriundos de operações de crédito de R$ 3,8 bilhões, incrementando o
resultado apurado nas demais fontes, que ficou positivo em R$ 90 milhões. Os recursos não
utilizados em 2012 decorrentes de operações de créditos serão aplicados nos exercícios
subsequentes mediante suplementação da despesa orçamentária, procedimento amparado no
art. 43 da Lei Federal 4.320/64.
Verifica-se nas páginas seguintes a Despesa e Receita Orçamentárias Fiscais do Governo
de Minas Gerais no exercício de 2012, análise esta que contribui para esclarecer os
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
pontos abordados nos comentários do Balanço Orçamentário.
Balanço Orçamentário
8
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2 – Despesa Orçamentária Fiscal
A
Despesa Orçamentária, também denominada Despesa Pública, segundo o Manual
de Contabilidade Pública Aplicada ao Setor Público (MPCASP), editado pela
Secretaria do Tesouro Nacional (STN), representa “o conjunto de dispêndios
realizados pelos entes públicos para o funcionamento e manutenção dos serviços
públicos prestados à sociedade”.
Os valores demonstrados na tabela 03 representam todas as aplicações realizadas pelo
Governo de Minas, dentre elas, os gastos com pessoal e os dispêndios necessários à
manutenção dos serviços públicos, obras, investimentos e outros. De acordo com o art.
12 da Lei Federal n.º 4320/64, “a despesa orçamentária será classificada segundo a
categoria econômica, desdobrando-se em despesa Corrente e de Capital, cujos recursos
são devidamente fixados em Lei Orçamentária”.
Tabela nº. 03
Comparativo da Despesa Orçamentária Realizada 2011 – 2012
R$ milhares
Descrição
Corrente
1 - Pessoal e Encargos Sociais
2 - Juros e Encargos da Dívida
3 - Outras Despesas Correntes
Capital
4 - Investimentos
5 - Inversões Financeiras
6 - Amortização da Dívida
Subtotal
Intraorçamentária
Total
2011
43.247.393
21.874.994
2.568.301
18.804.098
5.624.856
3.300.231
692.524
1.632.101
48.872.249
5.821.318
54.693.567
2012
AH % (1)
47.276.661
9,32
24.382.337
11,46
2.347.645
(8,59)
20.546.679
9,27
7.595.857
35,04
3.176.403
(3,75)
412.828
(40,39)
4.006.626
145,49
54.872.518
12,28
8.299.653
42,57
63.172.171
15,50
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Despesa orçamentária
9
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Gráfico nº. 02
Distribuição das Despesas por Categoria Econômica – 2012
R$ milhões
Corrente
8.300
47.277
Capital
Intraorçamentária
7.596
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Entende-se por despesas correntes aquelas cujos recursos são utilizados na manutenção
dos equipamentos e no funcionamento dos serviços públicos em geral, ou seja, despesas
operacionais com a manutenção da administração pública. Nessa categoria, incluem-se
os gastos com pessoal, com juros e encargos da dívida e demais despesas correntes, bem
como as Transferências Constitucionais aos Municípios.
Tabela nº. 04
Comparativo das Despesas Correntes por Grupo 2011 – 2012
Descrição do Grupo
1 – Pessoal e Encargos Sociais
2 – Juros e Encargos da Dívida
3 – Outras Despesas Correntes
Subtotal
Intraorçamentárias
1 - Pessoal
3 - Custeio
Total
2011
21.874.994
2.568.301
18.804.098
43.247.392
5.821.317
1.946.820
3.874.497
49.068.709
2012
24.382.337
2.347.645
20.546.679
47.276.661
8.299.653
2.833.994
5.465.659
55.576.314
AH %
(2)
11,46
(8.59)
9,27
9,32
42,57
45,57
41,07
13,26
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Despesa orçamentária
10
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
R$ milhares
AV %
(1)
43,87
4,22
36,97
85,07
14,93
5,10
9,83
100,00
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A Despesa Corrente do exercício de 2012 apresentou crescimento nominal de R$ 6,576
bilhões se comparada à do exercício de 2011, sendo constituída, principalmente, pelo
desembolso com Pessoal e Encargos Sociais, que teve participação importante na pauta
dos gastos governamentais. Esse grupo registrou os seguintes elementos de despesas:
pessoal ativo no valor de R$ 17,670 bilhões, pessoal terceirizado R$ 612 milhões e
pessoal inativo R$ 8,935 bilhões, que juntos representaram 43,87% da categoria
corrente.
Gráfico nº. 03
Distribuição das Despesas Correntes por Grupo – 2012
Em percentual
Outras Despesas
Correntes
(Custeio) 36,97%
Custeio 9,83%
Juros e Enc.
Dívida 4,22%
Intraorçamentária
14,93%
Pessoal e
Encargos Sociais
43,87%
Pessoal 5,10%
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Do montante de R$ 27,216 bilhões referente a gastos com Pessoal e Encargos Sociais,
consideradas as despesas intraorçamentárias no valor de R$ 2,834 bilhões, grande parte
restando aos demais Poderes 8,87% de participação (R$ 2,314 bilhões), incluídos o
Ministério Público e a Defensoria Pública.
As despesas de pessoal, excetuando-se as intraorçamentárias, em 2012 apresentaram
crescimento de 11,46% em relação a 2011, conforme consta da Mensagem de 2013 do
Governador, encaminhada à assembleia – desempenho das contas públicas, pág. 54,
decorrente principalmente de:
 Crescimento vegetativo da folha;
Despesa orçamentária
11
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
foi concentrado no Poder Executivo (80,00%) seguido pelo Poder Judiciário com 11,13%,
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
 Ingressos de novos servidores;
 Concessões de vantagens;
 Nomeações em cargos comissionados e funções gratificadas, e
 Reajustes salariais para as categorias de servidores no âmbito da
Política remuneratória do funcionalismo público.
Tabela nº. 05
Evolução da Despesa de Pessoal do Poder Executivo/LRF x RCL – 2007 a 2012
R$ milhões
Descrição
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Pessoal (1) (2) (3)
Ativo
Inativos e pensionistas
Demais
Variação % acumulada
12.689 14.765 15.230 18.014 20.927 23.868
7.285 8.711 8.753 10.006 11.819 13.391
5.086 5.677 6.050 7.495 8.527
9.865
318
377
427
513
581
612
11,85 30,15 34,24 58,78 84,46 110,39
Receita Corrente Líquida – RCL (1) (2)
Variação % acumulada
23.804 29.242 29.118 33.179 37.284
7,79 32,42 31,86 50,24 68,83
40.371
82,81
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Metodologia de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF;
2) Considerada a variação em relação ao exercício de 2006, sendo:
Pessoal R$ 11,345 bilhões e RCL de R$ 22,083 bilhões;
3) Incluídas as despesas intraorçamentárias.
Na tabela 05 e gráfico a seguir, constata-se que a despesa com pessoal do Poder
Executivo, de acordo com a metodologia da Lei de Responsabilidade Fiscal, apresentou
variação acumulada positiva nos exercícios de 2007 a 2012, enquanto a Receita Corrente
Líquida – RCL3 também variou positivamente no período, no entanto em percentual
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
inferior.
3
- Parâmetro para apuração de diversos outros indicadores constantes nos demonstrativos da LRF.
Despesa orçamentária
12
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 04
Variação Acumulada da Despesa de Pessoal do Poder Executivo/LRF x RCL –
2007 a 2012
120
110,39
100
82,81
Percentual
80
60
40
20
-
7,79
11,85
2007
2008
2009
Pessoal
2010
2011
2012
RCL
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Aproximadamente 90,00% do valor das outras despesas correntes em 2012 foram
concentrados nos elementos de despesas relacionados na tabela a seguir:
Tabela nº. 06
Comparativo das Outras Despesas Correntes por Elemento – 2011/2012
R$ milhares
AH % (3)
9,25
10,85
6,51
13,65
11,57
43,29
14,70
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Constam Despesas Intraorçamentárias;
2) AV – Análise Vertical/2012;
3) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Dentre os elementos de despesas da tabela 06, é importante relatar:

Pensões – Referem-se a despesas com pagamento de pensões do Regime
Próprio Previdência dos Servidores do Estado, pessoal Civil e Militar, e a despesas
com pagamento de pensões especiais, inclusive as de caráter indenizatório,
concedidas por legislação específica.
Despesa orçamentária
13
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Descrição (1)
2011
2012
AV % (2)
Distribuição Const./Legal de Receitas 8.936.905 9.763.135
37,53
Locação de Mão-de-obra
706.851
783.553
3,01
Material de Consumo
809.565
862.258
3,31
Outros Serv. de Terc. Pes. Física/Jur. 3.833.047 4.356.447
16,75
Pensões
1.788.896 1.995.888
7,67
Demais Elementos
6.603.331 8.251.057
31,72
Total
22.678.595 26.012.338
100,00
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Em 2012, as despesas com pensões do pessoal civil somaram R$ 1,208 bilhão,
montante registrado pelo FUNFIP, e dos militares R$ 716 milhões pelo IPSM. O
restante, R$ 72 milhões, foi distribuído nas unidades: Tribunal de Justiça do
Estado o de Justiça Militar, Procuradoria Geral Justiça, IPSEMG, FHEMIG,
HEMOMINAS, FUCAM e o IPLEMG.
 Material de Consumo – os gastos mais expressivos nesse elemento se encontram
destacados, conforme detalhamento da execução orçamentária, em:
 Aquisição de medicamentos e preparados farmacêuticos, que dispendeu
R$ 420 milhões em 2012 e representou 48,72%. Desse montante, foram
executados:
o
No
Fundo
Saúde,
a
importância
de
R$
379
milhões,
principalmente nas ações com aquisição, armazenamento e
distribuição de medicamentos básicos e com medicamentos de
alto custo no valor de R$ 256 milhões, e o restante em
medicamentos para atender, dentre outras, a:

Assistências hospitalares e ambulatoriais;

Atenção à saúde das pessoas que vivem e convivem com
DST/HIV/AIDS;

Fomento de ações de Saúde, bem com ao Fortalecimento
da Rede Municipal de Saúde.
 Coube à aquisição de material médico-hospitalar a execução de
o
53,33% executados na FHEMIG no montante de R$ 35 milhões
em ações direcionadas à gestão de políticas hospitalares no
complexo de especialidades de hospitais, saúde mental, urgência
e emergência e reabilitação e cuidados ao idoso;
o
R$ 13 milhões com assistência médica, hospitalar e odontológica
no IPSEMG.
Despesa orçamentária
14
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
despesas no valor de R$ 91 milhões assim distribuídos:
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
 Gastos com produtos alimentícios no valor de R$ 45 milhões sendo:
R$ 27 milhões realizados pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e
Nordeste de Minas Gerais no programa “Leite pela Vida” (aquisição e
distribuição de leite pasteurizado), e pela FHEMIG R$ 8 milhões em seu
complexo hospitalar com o programa “Saúde Integrada”, que tem por
finalidade “prover serviços de saúde de qualidade e assistência
hospitalar
de
importância
estratégica
por
meio
de
estruturas
hospitalares organizadas, e formular, acompanhar e avaliar a política de
gestão hospitalar em Minas”;
 Finalmente, R$ 34 milhões com materiais de laboratório e produtos
químicos em geral, registrados principalmente pelo HEMOMINAS,
FHEMIG, FUNED e IPSEMG.
 Outros Serviços de Terceiros – Pessoas Física e Jurídica – com participação de
16,75% do total executado do grupo de custeio. Tais gastos totalizaram R$ 4,035
bilhões com contratos realizados com pessoas jurídicas e R$ 322 milhões com
pessoas físicas. Os principais contratos se referem aos seguintes serviços,
conforme detalhamento da execução orçamentária:
 Serviços de saúde com recursos do SUS;
 Serviços médicos, odontológicos e laboratoriais;
 Serviços de Saúde por Pessoa Jurídica;
 Fornecimento de Alimentos;
 Serviços de Utilidade Pública (Água/Esgoto, Energia Elétrica, Postal
Telégrafos, dentre outros);
 Serviços de tecnologia da informação, englobando os executados pela
PRODEMGE;
 Serviços Técnicos de Informática; e
 Curso de capacitação e formação para o cidadão, principalmente no
atendimento ao ensino médio profissionalizante, executado pela
Secretaria de Estado de Educação.
Despesa orçamentária
15
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
 Publicidade;
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral

Distribuição Constitucional ou Legal de Receitas – o montante R$ 9,763
bilhões repassados pelo Estado de Minas a seus municípios em 2012 representou
37,53% da realização do grupo “Outras Despesas Correntes”. Essas transferências
se referem à cota-parte dos Municípios provenientes da arrecadação de receitas
tributárias como o ICMS e o IPVA, bem como do recebimento de dívida ativa e
juros de mora de tais impostos. Nesse montante estão incluídas também as
transferências constitucionais recebidas da União relativas ao IPI e à CIDE.
Finalizando a análise das despesas correntes, os dispêndios realizados com Juros e
Encargos da Dívida estão evidenciados na tabela 07 agregados às despesas com
Amortização da Dívida.
As despesas de Capital são aquelas realizadas com o objetivo de formar e ou adquirir
ativos reais. Nelas são registradas as ações de governo destinadas à execução de obras,
aquisição de bens móveis, imóveis, equipamentos em geral, bem como, a amortização de
dívidas de longo prazo.
Tabela nº. 07
Comparativo da Despesa de Capital – 2011/2012
R$ milhares
Descrição por Grupo
4 – Investimentos
5 – Inversões Financeiras
6 – Amortização da Dívida
Total
2011
3.300.231
692.524
1.632.101
5.624.857
2012
3.176.403
412.828
4.006.626
7.595.857
AV %
(1)
41,82
5,43
52,75
100,00
AH %
(2)
(3,75)
(40,39)
145,49
35,04
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF – MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Despesa orçamentária
16
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 05
Demonstrativo da Distribuição das Despesas de Capital por Grupo – 2012
R$ milhões
Investimentos
3.176
413
Inversões Financeiras
Amortização da Dívida
4.007
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Os
grupos
de
despesas
relativos
aos
Investimentos
e
Inversões
Financeiras
representaram 47,25% do total das despesas de capital. Juntos apresentaram redução
de 44,14% em relação ao exercício anterior. Por meio do gráfico 06, verifica-se a trajetória
dos investimentos entre 2008 e 2012.
Gráfico nº. 06
Comparativo dos Investimentos – 2008 a 2012
R$ milhões
2008
3.582
2009
3.300
2010
2011
3.176
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
3.726
3.994
2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Despesa orçamentária
17
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 08
Comparativo dos Investimentos – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
2011
1.702.057
1.165.403
242.463
64.596
14.391
102.782
8.538
3.300.231
Obras e Instalações
Auxílios
Equipamentos e Material Permanente
Aquisição de Imóveis
Outros Serv. Terceiros – Pessoa Jurídica
Contribuições
Demais (3)
Total
2012
(1)
1.259.231
1.416.202
357.991
51.004
47.155
34.046
10.775
3.176.404
AH %
(2)
(26,02)
21,52
47,65
(21,04)
227,67
(66,88)
26,20
(3,75)
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
3) Consta também Auxílio Financeiro a Pesquisadores, Desp. Exercícios Anteriores, Sentenças
Judiciais.
Merecem destaque os elementos de despesa que constituíram a execução de despesa
realizada com Investimentos no exercício de 2012.
 Obras e Instalações totalizaram em 2012 R$ 1,259 bilhão. Desse montante,
87,57% foram distribuídos em execução de obras por contratos de Bens Não
Patrimoniais no montante de R$ 820 milhões e em Bens Patrimoniais (Móveis,
Imóveis e Intangíveis) com destaque para as seguintes realizações:
 Secretaria de Obras Públicas, R$ 652 milhões, com execução no programa
“Minas Logística”, que tem por objetivo aumentar a competitividade
logística do Estado de Minas por meio de superação dos principais gargalos
de infraestrutura;
 Foram executados R$ 72 milhões no programa “Aumento da Capacidade de
Desenvolvimento de Transportes (FUNTRANS) e R$ 3 milhões pelo
Departamento de Estrada de Rodagem (DER).
Quanto às obras/instalações relativas aos Bens Patrimoniais, que somaram R$
283 milhões, os dispêndios mais expressivos foram realizados nas seguintes
ações:
 “Pró-Escola”, pela Secretaria de Educação no montante de R$ 55 milhões;
Despesa orçamentária
18
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Segurança no Transporte”, sendo R$ 69 milhões pelo Fundo Estadual de
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
 “Prestação Jurisdicional”, no valor de R$ 49 milhões pelo Tribunal de Justiça
de MG;
 Na SETOP, em ações de “Desenvolvimento a Infraestrutura Municipal” e de
“Infraestrutura Governamental” no montante de R$ 65 milhões;
 As ações relacionadas ao “Apoio à Administração Pública” e ao “Apoio à
Indução e Inovação Científica e Tecnológica para o Desenvolvimento do
Estado de MG” somaram R$ 40 milhões, sendo a primeira com objetivo de
“desenvolver ações administrativas e financeiras visando a garantir recursos
humanos, materiais, financeiros, técnicos e institucionais necessários à
execução das políticas públicas a cargo do Estado de Minas Gerais” destacase execução relevante nas seguintes unidades: IPSEMG, Tribunal de Contas e
Procuradoria Geral de Justiça, e a segunda na FAPEMIG.
 Auxílios executados nas seguintes ações:
 “Atenção à Saúde” totalizou R$ 364 milhões executados principalmente nos
projetos destinados ao fortalecimento da Rede Municipal de Saúde, no valor
de R$ 346 milhões.
 “Apoio à Indução e Inovação Cientifica e Tecnológica para o Desenvolvimento
do Estado de MG” no valor de R$ 200 milhões executados pela FAPEMIG.
 “Pró-Escola”, R$ 129 milhões executados pela Secretaria de Educação nas
atividades relacionadas à infraestrutura do Sistema Estadual de Educação do
 “Redes Integradas de Serviços de Saúde”, R$ 110 milhões executados pelo
Fundo Estadual de Saúde em projetos, tais como:

Atendimento às urgências e emergências no Estado;

Implantação de Centros Hiperdia Minas – cujo programa de
governo tem como incumbência coordenar a montagem da rede
de atenção à saúde de pessoas com hipertensão arterial
Despesa orçamentária
19
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Ensino Fundamental e Médio;
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
sistêmica, diabetes mellitus, doenças cardiovasculares e doença
renal crônica, por meio de um sistema regionalizado e integrado
de ações em saúde;

Implantação dos Centros Mais Vida, projeto prioritário do
Governo de Minas Gerais que tem como finalidade “melhorar a
qualidade de vida da pessoa idosa. Para tanto, busca oferecer
um padrão de excelência nas ações de saúde, de modo que a
população tenha longevidade, com independência e autonomia”.

Montagem e Implantação da Rede de Atendimento à Saúde
Mental, programa “alinhado com os princípios do Sistema Único
de Saúde (SUS) e da Reforma Psiquiátrica, visa à promoção de
Ações em Saúde Mental em consonância com as diretrizes da
Política Nacional de Saúde Mental, da Política de Atenção aos
Usuários de Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde e da
Coordenação Estadual de Saúde Mental”.

Rede Viva Vida:
o
Mães de Minas, lançado no mês de agosto de 2011, é
“um conjunto de ações de saúde voltadas para proteção e
cuidado da gestante e da criança, com a atenção integral
à saúde desde o início da gravidez até o primeiro ano de
vida do bebê”.
A intenção é que todas as gestantes mineiras sejam identificadas e
abrange o projeto relacionado à Atenção a Gestante e Crianças.
Ainda no Fundo Saúde, destaca-se a execução de ações destinadas:
 Ao Programa “Saneamento para Todos” no valor de R$ 100 milhões, que
tem como objetivo “promover o desenvolvimento econômico e a qualidade
de vida da população mineira por meio da implementação de ações
relacionadas
às
atividades
dos
setores
de
habitação,
saneamento,
equipamentos urbanos, minas e energia, meio ambiente e transportes”;
Despesa orçamentária
20
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
acolhidas, utilizando de forma plena a Rede Viva Vida, que também
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
 Ao Programa “Saúde em Casa”, no montante de R$ 121 milhões, que tem
como objetivo a ampliação e o fortalecimento do Programa Saúde da
Família (PSF).
Completando a análise das despesas de Capital, a Amortização da Dívida de Longo Prazo
agregada às despesas com Juros e Encargos da Dívida (despesa corrente) se refere aos
contratos cujo dispêndio realizado no exercício de 2012, apresentou variação positiva em
relação ao exercício anterior.
Tabela nº. 09
Comparativo da Execução do Serviço da Dívida – 2011/2012
R$ milhares
Descrição por Grupo
2011
Juros e Encargos da Dívida
Contratos da Lei 9496
Resíduo 9496
Saneamento Sistema Financeiro
Resíduo Saneamento Sist. Financeiro
Contratos da Lei 8727
Demais Contratos
Amortização da Dívida
CRC-CEMIG
Contratos da Lei 9496
Resíduo 9496
Saneamento Sistema Financeiro
Contratos da Lei 8727
Resíduo Saneamento Sist. Financeiro
Demais Contratos
Total
2.568.301
1.497.208
244.418
583.267
83.382
36.565
123.461
1.632.101
173.234
597.044
336.529
179.764
345.531
4.200.402
2012
2.347.645
1.535.503
594.780
24.479
192.883
4.006.626
1.839.519
681.326
422.879
378.325
196.903
142.605
345.068
6.354.271
AV %
AH %
(1)
(2)
36,95
(8,59)
24,16
2,56
0,00 (100,00)
9,36
1,97
0,00 (100,00)
0,39 (33,05)
3,04
56,23
63,05 145,49
28,95 961,87
10,72
14,12
6,66
5,95
12,42
3,10
9,53
2,24
5,43
(0,13)
100,00
51,28
Esse acréscimo se justifica principalmente pela amortização relacionada aos contratos
autorizados pela Lei Federal 9.496 de 11 de setembro de 1997, referentes ao
refinanciamento da dívida pública, e ao contrato da dívida do Estado junto à Companhia
Energética de Minas Gerais (CEMIG), originada na década de 1990, ocasião em que o
Estado assumiu os saldos da "Conta de Resultados a Compensar” (CRC)4.
A CRC foi um mecanismo criado pelo governo federal para compensar insuficiências tarifárias das empresas de energia,
em um período em que as tarifas não sofriam os ajustes da maneira como ocorre hoje e eram utilizadas como
instrumentos de controle da inflação pelo governo.
http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRSPE84H02D20120518 , acesso dia 01/03/2013.
4
Despesa orçamentária
21
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AH – Análise Vertical;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 10 – Comparativo do Serviço da Dívida por Grupo de Despesa
Estado de Minas Gerais – 2011/2012
R$ milhões
Descrição
Dívida Fundada
Juros e Encargos
Amortização
Dívida Previdenciária
Juros e Encargos
Amortização
Total do Serviço da Dívida
2011
3.961
2.537
1.424
239
31
208
4.200
2012
6.119
2.293
3.8276
236
55
181
6.355
AH % (1)
54,46
(9,62)
168,68
(1,26)
77,42
(12,98)
51,29
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Para concluir, dentre outros valores dispendidos com a dívida consolidada do Estado,
destacam-se os gastos realizados com a Dívida Previdenciária junto aos Institutos de
Previdência dos Servidores de Minas Gerais (IPSEMG), de Previdência dos Servidores
Militares de Minas Gerais (IPSM) e ao INSS, que totalizaram em 2012 o montante de
R$ 236 milhões.
De acordo com a Mensagem de 2013 encaminhada à Assembleia Legislativa, o Governo
de Minas terminou 2012 “com saldo positivo, ainda que se tenha sofrido com crises
internacionais que afetaram a economia brasileira e a de Minas Gerais”. Os bons
resultados alcançados foram em decorrência de um projeto perene de gestão da
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Administração Estadual na condução de seus gastos.
Despesa orçamentária
22
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
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3 – Receita Orçamentária Fiscal
A
Receita Orçamentária integra o orçamento, estando relacionada ao ingresso e à
arrecadação dos recursos necessários à aplicação nas diversas áreas, dentre
outras, saúde, educação, defesa social, tecnologia, obras e infraestrutura. Seu
recolhimento é feito aos cofres públicos, por numerários ou outros bens representativos
de valores. Assim, de acordo com art. 57 da Lei n.º 4.320/64, a receita orçamentária
representa toda receita arrecadada, inclusive a proveniente de operações de crédito,
exceto as operações por antecipação da receita, emissões de papel moeda e outras
entradas compensatórias no ativo e passivo financeiros.
Cabe ressaltar que esses ingressos viabilizam a execução das políticas públicas como
fontes de recursos em programas e ações para atender às necessidades públicas e
demandas da sociedade.
A receita total arrecadada em 2012, incluídas as receitas intraorçamentárias5, foi de
R$ 65,249 bilhões e apresentou crescimento de R$ 10,405 bilhões quando comparada ao
exercício de 2011. Naquele total já estão consideradas as deduções da receita corrente,
tais como, as do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e da
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Remuneração dos Investimentos do Regime Próprio de Previdência em renda fixa.
5
- Portaria Interministerial STN/SOF nº 338 de 26 de abril de 2006.
Receita Orçamentária
23
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Tabela nº. 11
Comparativo da Receita Orçamentária Fiscal – 2011/2012
R$ milhões
Descrição
1. Corrente
Receita Tributária
Receita de Contribuições
Receita Patrimonial
Transferências Correntes
Multas e Juros de Mora
Receita de Dívida Ativa
Demais Receitas Correntes(²)
Deduções da Receita Corrente
2. Capital
Operações de Crédito
Alienações de Bens
Amortização de Empréstimos
Transferências de Capital
Outras Receitas de Capital
3. Receita Orçamentária (1+2)
4. Receita Intraorçamentária
Receita Total (3+4)
2011
47.490
35.020
1.740
2.646
11.071
711
428
1.303
(5.428)
1.693
304
107
629
650
2
49.183
5.661
54.844
2012
51.586
38.837
2.677
1.891
11.812
976
215
1.225
(6.047)
5.758
3.830
386
528
753
260
57.343
7.905
65.249
AH % (1)
8,62
10,90
53,85
(28,52)
6,69
37,29
(49,83)
(5,96)
11,40
240,02
1.157,82
258,75
(15,98)
15,81
12.254,85
16,59
39,64
18,97
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) AH – Análise Horizontal (2011/2012);
2)Incluídas as receitas de Serviços, Industrial e Agropecuária.
Gráfico nº. 07
Demonstrativo da Composição da Receita Orçamentária Fiscal – 2012
R$ milhares
Receita Intra
orçamentária
7.905.420
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Receitas Correntes
57.633.144
Receitas
de Capital
5.757.537
Deduções da
Receita Corrente
(6.047.492)
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Receita Orçamentária
24
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As receitas orçamentárias arrecadadas em 2012 estão representadas pelas fontes de
recursos oriundas, principalmente de Recursos Ordinários (fonte 10), Recursos
Constitucionalmente Vinculados aos Municípios (fonte 20), Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(FUNDEB) (fonte 23), Operações de Créditos Contratuais (fonte 25) e dos Recursos
Diretamente Arrecadados (fonte 60).
A receita orçamentária classifica-se em duas categorias: receitas correntes e receitas de
capital. As Correntes são aquelas oriundas das atividades operacionais da administração
pública, tais como, receita tributária, transferências correntes, de serviços, de
contribuições, dentre outras. As de Capital decorrem de obtenção de empréstimos,
alienação de bens, amortização de empréstimos, dentre outras.
As receitas correntes conforme tabela 11, no exercício de 2012 representaram
crescimento de 8,62% (R$ 4,096 bilhões) e as de capital 240,02% (R$4,065 bilhões),
sustentadas pelo comportamento das receitas: Tributária, Transferências Correntes e
Operações de Crédito, cujas análises estão representadas em tópicos a seguir.
Tabela nº. 12
Comparativo das Receitas Correntes – 2011/2012
Descrição
1 - Receita Tributária
2 - Receita de Contribuições (3)
3 - Receita Patrimonial
4 - Receita Agropecuária
5 - Receita Industrial
6 - Receita de Serviços
7 - Transferências Correntes
9 - Outras Receitas Correntes (3)
Deduções Receitas Correntes
Total
2011
2012
35.019.944
3.528.137
2.646.144
7.396
388.583
509.419
11.070.853
5.409.144
(5.428.434)
53.151.185
38.837.435
5.140.651
1.891.350
4.796
353.794
522.931
11.811.686
6.975.919
(6.047.492)
59.491.072
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2011/2012);
3) Inclui os valores da Receita Intraorçamentária.
Receita Orçamentária
25
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
R$ milhares
AV %
AH %
(1)
(2)
65,28 10,90
8,64 45,70
3,18 (28,52)
0,01 (35,15)
0,59 (8,95)
0,88
2,65
19,85
6,69
11,73 28,97
(10,17) 11,40
100,00 11,93
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Uma das origens da Receita Corrente é o tributo, cuja receita é originada pela
arrecadação de impostos e taxas. Os impostos estão discriminados pelas suas
respectivas rubricas.
Tabela nº. 13
Demonstrativo da Evolução da Receita Tributária – 2012
R$ milhões
2012
Descrição
Jan
Fev
Mar
Abr
Maio
Jun
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
Total
AV%
(1)
Receita Tributária (2) 4.378 3.012 3.276 3.124 2.920 3.022 3.090 3.090 3.083 3.120 3.312 3.410 38.837 100,00
2.632 2.262 2.489 2.639 2.484 2.620 2.636 2.686 2.745 2.717 2.766 2.887 31.564
81,27
ICMS
1.357
462
444
167
116
95
95
79
55
47
33
61
3.010
7,75
IPVA
41
30
35
35
39
33
47
39
35
52
45
53
484
1,25
ITCD
108
131
135
134
148
150
143
155
133
180
250
272
1.938
4,99
IRRF
240
127
173
149
134
124
170
131
115
124
218
137
1.841
4,74
Taxas
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical 2012
2) Não estão incluídas as deduções correntes.
O ICMS é a maior fonte de receita entre os tributos estaduais. Atingiu em 2012 uma
arrecadação de R$ 31,564 bilhões e apresentou variação positiva de 9,62% (R$ 2,769
bilhões) em relação ao exercício de 2011.
Gráfico nº. 08
Comparativo da Evolução do ICMS Mensal – 2010/2012
R$ milhares
2.887
2.842
2.620
2.639
2.332
Fev
2.116
2.131
2.512
2.503
2.414
2.454
2.246
2.208
2.108
2.283
2.265
2.270
2.230
2.120
2.097
1.902
1.871
Jan
2.484
2.406
2.262
2.014
2.440
2.766
2.717
2.686
2.557
2.489
2.744
2.745
Mar
Abr
Maio
Jun
2010
Jul
2011
Ago
Set
Out
Nov
Dez
2012
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Receita Orçamentária
26
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
2.632
2.636
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Segue a evolução do ICMS nos últimos 6 (seis ) anos.
Tabela nº. 14
Evolução do ICMS – 2007/2012
R$ milhões
Exercício
ICMS
Variação Acumulada (%)
2007
2008
2009
2010
2011
2012
18.972
13,86
22.542
35,29
22.003
32,05
26.272
57,68
28.795
72,82
31.564
89,44
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: Considerada a variação em relação ao ICMS de 2006 no valor de R$ 16.662 milhões
Esse resultado foi em decorrência principalmente de iniciativas estratégicas de controle
fiscal e aprimoramento da gestão da arrecadação, conforme consta no “Caderno de
Resultados 2012” elaborado pela Subsecretaria da Receita Estadual/SRE/SEF. Dentre
outras, destacam-se:
 Implementação de diversas funcionalidades na Matriz de Cobrança do Crédito
Tributário;
 Treinamento de cobrança administrativa, com capacitação por meio de cursos
de Gestão de Relacionamento Fisco-Contribuinte;
 Entrada de todas as agências lotéricas no processo de arrecadação,
promovendo maior capilaridade, contemplando maior número de municípios;
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
 Novos aplicativos para a emissão de documentos de arrecadação (DAE).
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Gráfico nº. 09
Evolução do ICMS do Estado de Minas Gerais – 2007 a 2012
35.000
R$ Milhões
30.000
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Do montante arrecadado em 2012 de ICMS, R$ 7,862 bilhões foram distribuídos aos
Municípios e R$ 4,717 bilhões foram destinados ao FUNDEB.
Analisando os relatórios da Arrecadação da Receita de ICMS por Atividade Econômica e
regime de caixa, disponibilizados na página da SEF6 pela Divisão de Gestão da
Informação – DGI/DIEF/SAIF/SEF-MG, pode-se inferir que do montante arrecadado,
55,25% coube às indústrias; 23,11% aos serviços; 21,19% ao comércio e 0,45% à
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
agropecuária, conforme ilustrado no gráfico 10.
6
- Disponível em: www.fazenda.mg.gov.br/governo/receita_estado/evolucaoreceita/2012/receitaicmssetoreconomico
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Gráfico nº. 10
Demonstrativo da Receita do ICMS por Atividade Econômica – 2012
Em percentual
21,19%
Indústria
23,11%
Comércio
Serviços
Agropecuária
55,25%
0,45%
Fonte: DGI/DIEF/SAIF/SEF-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Continuando a análise dos tributos, conforme demonstrado na tabela 13 o Imposto sobre
a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) apresentou crescimento de 14,49% em
relação a 2011, passando de R$ 2,629 bilhões em 2011 para R$ 3,010 bilhões em 2012.
Nos períodos de maior arrecadação, ou seja, de janeiro a março de 2012, este imposto
teve equivalência de 75,16% da arrecadação total do referido exercício, num montante de
R$ 2,263 bilhões.
Gráfico nº. 11
Comparativo da Evolução do IPVA Mensal – 2011/2012
R$ milhares
1.174.388
60.628
58.415
Jan
Fev
Mar
Abr
Mai
Jun
2012
Jul
Ago
Set
Out
Nov
Dez
2011
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Receita Orçamentária
29
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
1.356.541
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Quanto ao tributo Imposto de Renda Retido nas Fontes sobre os Rendimentos do
Trabalho (IRRF) verifica-se que sua participação na arrecadação tributária do exercício
de 2012 (R$ 1,938 bilhão) foi de 4,99% do total da Receita Tributária, com crescimento
de 16,73% em relação a 2011 (R$ 1,660 bilhão).
Com menor representatividade, mas apresentando crescimento, destaca-se o Imposto
sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Bens e Direitos (ITCD), com uma
arrecadação de R$ 484 milhões neste exercício, conforme tabela 13. Seu crescimento é,
dentre outros, resultado de ações em parceria com a Receita Federal do Brasil referente
ao cruzamento eletrônico de dados da DIRPF, conforme informado pela Superintendência
de Fiscalização (SUFIS)7.
Gráfico nº. 12
Comparativo da Arrecadação de ITCD e IRRF – 2011/2012
R$ milhares
2.000
1.800
1.600
1.400
1.200
1.000
ITCD
800
IRRF
600
400
200
0
2011
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Segundo o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público8, “a taxa está sujeita ao
princípio constitucional da reserva legal e, sob a ótica orçamentária, classificam-se:
Taxas de Fiscalização e Taxas de Serviço”.
- disponível em:
http://portalintranet.fazenda.mg.gov.br/openintranet/opencms/fazenda/noticias/fiscalizacao/fiscalizacao_2013.03.05_04.html
7
8
- Portaria Conjunta STN/SOF nº 1, de 20 de junho de 2011, 4º edição;
Receita Orçamentária
30
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
2012
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Tabela nº. 15
Comparativo das Taxas Estaduais – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
Pelo Exercício Poder Polícia
Pela Prestação de Serviços
Total
2011
2012
AV %
(2)
AH %
(1)
1.237.260 1.517.534
82,42
289.182
323.632
17,58
1.526.442 1.841.167 100,00
22,65
11,91
20,62
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2011/2012).
As Taxas Estaduais em 2012 somaram R$ 1,841 bilhão, representando 4,74% da receita
tributária. Desse montante, as referentes à Fiscalização, também conhecidas como Taxas
de Poder de Polícia9, totalizaram R$ 1,517 bilhão com participação de 82,42% do total
das taxas Estaduais. Das relativas ao poder de polícia, as Taxas de Segurança Pública
somaram R$ 986 milhões no exercício, assim distribuídas:
 As de responsabilidade da Polícia Civil representam R$ 527 milhões, compostas
basicamente pelas taxas de competência do Instituto de Identificação e do
DETRAN (emissão de placas e convênio com FENASEG);
 Renovação de licenciamento anual de veículos, R$ 392 milhões;
 O Corpo de Bombeiros Militar arrecadou R$ 63 milhões, provenientes da taxa de:
 Incêndio (R$ 52 milhões);
 Pela análise de projeto/modificação em projeto aprovado (R$ 6 milhões); e
 R$ 4 milhões desse tributo foram arrecadados pela Polícia Militar.
- CTN, art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito,
interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à
segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades
econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à
propriedade e aos direitos individuais ou coletivos.
9
Receita Orçamentária
31
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
 Demais taxas de sua responsabilidade que totalizaram R$ 5 milhões.
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Dessa mesma natureza tributária, as Taxas de Fiscalização Judiciária – Lei 13.438/9910
totalizaram R$ 382 milhões em 2012.
Ainda no cômputo das taxas de Fiscalização, a Taxa instituída pela Lei nº 19.976/11,
regulamentada pelo Decreto nº 45.936 de 23/03/2012, que tem como fato gerador o
exercício de Poder de Polícia conferido ao Estado sobre atividades de pesquisa, lavra,
exploração ou aproveitamento de recursos minerários (TFRM) – tem por finalidade
custear as atividades dos órgãos públicos que atuam junto ao setor de mineração e
obteve neste exercício uma arrecadação no montante de R$ 135 milhões.
Gráfico nº. 13
Demonstrativo da Arrecadação das Taxas de Poder de Polícia – 2012
R$ milhares
15.160
Segurança Pública
134.715
Fiscalização Judiciária - Lei
13.438/99
391.782
Fiscalização de Recursos
Minerários - TFRM
986.013
Demais
(Controle
e
Fiscalização
Ambiental, Fiscalização sobre
Serviços
Públicos
de
Abastecimento de Água e
Saneamento e Licenciamento
para Uso ou Ocupação da
Faixa
de
Domínio
das
Rodovias - TFDR)
Em seguida, têm-se as taxas de Prestação de Serviços com uma arrecadação no exercício
de 2012 no montante de R$ 324 milhões com alguns destaques:
 As de Emolumentos e Custas Judiciais totalizaram R$ 76 milhões, com
destaque para as de Juizado Especial no valor de R$ 9 milhões e para as de
Custas Judiciais – amparadas pela Lei 14.939/2003 atingindo a cifra de R$ 67
milhões em 2012;
- Altera dispositivos da Lei nº 12.727, de 30 de dezembro de 1997, que dispõe sobre contagem, cobrança e pagamento de
emolumentos por serviços extrajudiciais, institui o Selo de Fiscalização e dá outras providências.
10
Receita Orçamentária
32
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
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 A Taxa Judiciária e a Taxa Florestal somaram R$ 100 milhões;
 As Taxas de Expediente que totalizaram R$ 24 milhões tem como a mais
relevante as provenientes de Atos da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF),
valor de R$ 12 milhões, relativas a:
 Regime Especial – decorrentes de pedidos: Inicial; Alteração e/ou
Prorrogação;
 Análise em consulta formulada nos termos da legislação tributária
administrativa do Estado;
 Análise em pedido de reconhecimento de isenção do ICMS;
 Emissão de nota fiscal avulsa;
 Emissão de Certidão de débito fiscal/baixa/recolhimento de tributos,
dente outras;
 Análise em pedido de autorização para impressão de documentos fiscais;
 Utilização de equipamentos de cupom fiscal; e
 Julgamento de contencioso administrativo fiscal, por recursos em geral
ao Conselho de Contribuintes de Minas Gerais, realização de perícia,
reembolso por fornecimento de 2ª via de documentos ou cópia
autenticada de documentos fiscais, dentre outras.
Continuando sobre as taxas de Expediente citam-se também as Taxas do Instituto
Mineiro de Agropecuária (IMA), as do DER e as relativas aos atos da Secretaria de
Estado de Saúde que totalizaram R$ 9 milhões;
Projetos e Obras – DER com R$ 38 milhões e para a taxa de Gerenciamento de
Transporte Coletivo Metropolitano – DER com R$ 35 milhões;
 As demais somaram R$ 51 milhões, dentre elas R$ 29 milhões representam as
taxas de Gerenciamento do Sistema Transporte Rodoviário Intermunicipal.
Receita Orçamentária
33
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
 Destaque também para a taxa de Gerenciamento de Construção de Rodovias,
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Em relação às receitas de contribuições, apresentaram crescimento de R$ 1,613 bilhão
quando comparadas com o exercício de 2011. Observa-se que deste crescimento, R$ 676
milhões são as contribuições relativas às receitas intraorçamentárias.
Tabela nº. 16
Comparativo da Receita de Contribuições – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
2011
2012
Contribuição Patronal (1)
Para Previdência
Para Saúde
Contribuição do Servidor
Para Previdência
Para Saúde
Demais Contribuições
Total
1.788.294
1.429.705
358.589
1.618.674
1.196.314
422.360
121.169
3.528.137
2.463.952
2.064.426
399.526
2.543.651
1.948.071
595.578
133.048
5.140.651
AV %
(2)
47,93
40,16
7,77
49,48
37,90
11,59
2,59
100,00
AH %
(3)
37,78
44,40
11,42
57,14
62,84
41,01
9,80
45,70
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Inclui os valores da Receita Intraorçamentária (Contribuição Patronal)
2) AV – Análise Vertical/2012;
3) AH – Análise Horizontal (2011/2012).
As contribuições estão elencadas em Aposentadoria, em Previdenciárias do Regime
Próprio, em Outras Contribuições Sociais e em Assistência Médica dos Servidores, sendo
esta última composta pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas
Gerais (IPSEMG) e pelo Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de
Minas Gerais (IPSM). Seguem algumas considerações, referentes ao exercício de 2012,
incluídos os valores das receitas intraorçamentárias:
 As Contribuições para a Previdência do Regime Próprio foram as de maior
relevância, R$ 4,012 bilhões, 78,05% do total das Contribuições, sendo R$ 2,064
das contribuições do servidor;
 As Contribuições para a Saúde dos Servidores representaram 19,36% perfazendo
R$ 995 milhões. Nesse montante, está contida a Contribuição de Servidor ativo e
inativo com R$ 257 milhões e R$ 180 milhões, respectivamente, perfazendo juntos
43,92% das contribuições de Saúde;
Receita Orçamentária
34
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
bilhões das contribuições patronais (Receita Intraorçamentária) e R$ 1,948 bilhão
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
 As
demais
contribuições
estão
distribuídas
em
R$
86
milhões
para
aposentadorias, R$ 30 milhões para Pecúlio, R$ 14 milhões para o Seguro Coletivo
e o restante trata-se de outras contribuições sociais.
Abordando as Receitas Patrimoniais, estas acumularam em 2012 R$ 1,891 bilhão,
montante que compreende as receitas de Valores Mobiliários R$ 1,561 bilhão,
Concessões e Permissões com aproximadamente R$ 250 milhões, Cessão de Direitos R$
61 milhões, Imobiliárias R$ 16 milhões, sendo R$ 14 milhões de aluguéis e
aproximadamente R$ 4 milhões para Outras Receitas Patrimoniais.
No que se refere às receitas de Valores Mobiliários, cabe destaque neste exercício para as
receitas de dividendos no montante de R$ 607 milhões provenientes das Sociedades de
Economia Mista, R$ 469 mil de ações de outras empresas e R$ 144 milhões dos juros
sobre o Capital Próprio. Em seguida, os registros pela Remuneração de Depósitos
Bancários no valor de R$ 396 milhões, de Investimentos do Regime Próprio de
Previdência do Servidor R$ 379 milhões, de Fundos de Investimentos e de outras receitas
R$ 34 milhões.
As receitas de Concessões e Permissões cresceram 63,31% neste exercício em relação a
2011. Estão representadas por R$ 81 milhões da Receita de Outorga dos Serviços de
Transporte Metropolitano (Funtrans), aproximadamente R$ 20 milhões da Exploração de
Recursos Naturais e R$ 149 milhões das demais Receitas de Concessões e Permissões,
sendo R$ 147 milhões referentes à Administração de Depósitos Judiciais.
Em se tratando da Receita de Cessão de Direito, R$ 60 milhões são oriundos da
Minas Gerais e R$ 700 mil da exploração do Estádio Arena Independência.
Retomando as receitas correntes, têm-se a receita Agropecuária, a Industrial e a de
Serviços atingindo aproximadamente R$ 882 milhões.
Receita Orçamentária
35
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
operacionalização da folha de pagamento de pessoal do Tribunal de Justiça do Estado de
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 17
Comparativo das Receitas Agropecuária, Industrial e de Serviços – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
Receita Agropecuária
Receita Industrial
Receita de Serviços
Total
2011
7.396
388.583
509.419
905.398
2012
AV % (1) AH % (2)
4.796
0,54
(35,15)
353.794
40,13
(8,95)
522.931
59,32
2,65
881.521
100,00
(2,64)
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2011/2012)
No conjunto das receitas agropecuárias estão, dentre outras, a de produção animal e
seus derivados com aproximadamente R$ 3 milhões e a de produção vegetal com R$ 2
milhões.
Das receitas industriais ressalta-se a da indústria de transformação representada por R$
346 milhões, oriundos, dentre outros, em R$ 274 milhões da Indústria de Produtos
Farmacêuticos e Veterinários e R$ 72 milhões da Indústria Editorial e Gráfica.
Dentre as receitas de serviços, R$ 250 milhões são da Saúde e R$ 115 milhões são
Financeiros relacionados em sua maioria pelos serviços de juros de empréstimos. Quanto
aos serviços da Saúde, R$ 181 milhões são referentes aos hospitalares, R$ 43 milhões
prestados ao SIA/SUS, R$ 12 milhões a particulares, R$ 6 milhões a Odontológicos, R$ 1
milhão aos Ambulatoriais e aproximadamente R$ 7 milhões aos demais serviços.
A
segunda
maior
arrecadação
na
categoria
corrente
está
representada
pelas
Transferências Correntes. Ela é constituída pelos “Recursos financeiros recebidos de
manutenção ou funcionamento relacionadas a uma finalidade pública específica, mas
que não correspondam a uma contraprestação direta em bens e serviços a quem efetuou
a transferência” (MCASP 2012, parte I, pág. 24).
Estão discriminadas em Transferências de Convênios, Instituições Privadas, Pessoas,
Exterior e Intergovernamentais.
Receita Orçamentária
36
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
outras pessoas de direito público ou privado destinados a atender despesas de
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Dentre as receitas de transferências com valores mais relevantes em 2012, estão as
transferências Intergovernamentais e as de Convênio. As Intergovernamentais estão
compreendidas pelas:
 Transferências da União com R$ 6,217 bilhões;
 Municípios R$ 17 milhões, e
 Multigovernamentais R$ 5,325 bilhões, incluídos nesta última os recursos
do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica de
Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).
A tabela a seguir demonstra a evolução das transferências no período de 2011 a 2012,
destacando o crescimento das Intergovernamentais, principalmente as provenientes da
União.
Tabela nº. 18
Comparativo das Transferências Correntes – 2011/2012
R$ milhares
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2011/2012);
3) Não estão incluídas as deduções correntes.
Considerando os tributos compartilhados pela União, verifica-se um crescimento de
R$ 347 milhões na Receita de Transferências Correntes se comparada ao mesmo período
do exercício anterior.
Contribuíram positivamente com a arrecadação as Transferências do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE), destacando-se: R$ 142 milhões referentes ao
Receita Orçamentária
37
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Descrição
2011
2012
AH% (2) AV% (1)
Transferências Correntes (3)
11.070.853 11.811.686
6,69 100,00
Transferências da União
5.870.019 6.216.730
5,91
52,63
FPE
2.676.608 2.759.813
3,11
23,37
IPI - Exportação
577.965
641.934
11,07
5,43
CIDE
236.746
126.038 (46,76)
1,07
Compensação Financeira Rec. Naturais
320.261
410.145
28,07
3,47
Transf. Fundo Nac. Des. Educação
578.097
667.614
15,48
5,65
Compensação Export. (Lei Kandir)
188.723
188.723
0,00
1,60
Fundo Nacional da Saúde (SUS)
1.017.062 1.026.093
0,89
8,69
Demais Transferências da União
274.556
396.372
44,37
3,36
Transferências Multigov./FUNDEB
4.927.843 5.325.215
8,06
45,08
Demais Transferências Correntes
272.991
269.741
(1,19)
2,28
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e R$ 50 milhões ao Programa
Nacional de Transporte Escolar (PNATE).
Em se tratando das Transferências de Recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) de
R$ 1,026 bilhão, destaque para os recursos transferidos do Fundo Nacional de Saúde
para o Fundo Estadual de Saúde, cuja destinação é para atender as despesas
relacionadas com os Prestadores Ambulatoriais e Hospitalares de R$ 833 milhões, e R$
148 milhões para Assistência Farmacêutica, no que se refere a medicamentos básicos e
excepcionais.
As Transferências de Convênios alcançaram o valor de R$ 246 milhões em 2012, sendo:
da União R$ 156 milhões, dos Municípios R$ 66 milhões, Instituições Privadas R$ 21
milhões, dos Estados e Distrito Federal R$ 2 milhões e do Exterior com R$ 292 mil.
Considerando as da União, destaca-se o montante de R$ 40 milhões destinados a
programas de Combate à Fome, R$ 20 milhões para o Sistema Único de Saúde – SUS, R$
37 milhões para o Programa de Ciência e Tecnologia, R$ 16 milhões transferidos à
Segurança Pública e aproximadamente 12 milhões ao Trabalho e Emprego.
De acordo com a mensagem11 do exercício de 2013 do Governador encaminhada à
Assembleia comprometendo o desempenho, pode-se citar:
A política de desoneração do IPI adotada pelo Governo Federal com objetivo
de incrementar as vendas, dentre outras a de veículos e eletrodomésticos;
As transferências da CIDE – Combustível apresentaram variação negativa
pelas
desonerações
feitas
pelo
Governo
Federal,
em
consequência de Decreto Federal n.º 7.764, de 22/06/2012, que reduziu a
“zero” as alíquotas dos seguintes produtos: diesel, gasolina, álcool etílico,
gás liquefeito de petróleo, querosene e óleo combustível dentre outros,
resultando para o Estado de Minas uma arrecadação inferior em 2012 de
R$ 111 milhões em relação ao exercício anterior.
- Disponível em:
http://www.planejamento.mg.gov.br/images/documentos/mensagem_do_governador/Msg_Gov_2013_final_com_capa.pdf
11
Receita Orçamentária
38
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
justificada
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
As Outras Receitas Correntes apresentaram recursos de R$ 1,534 bilhão em 2012,
significando 2,66% do total da categoria Receitas Correntes, não consideradas a Receita
Intraorçamentária e as deduções.
Tabela nº. 19
Comparativo das Outras Receitas Correntes – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
Multas e Juros de Mora
Indenizações e Restituições
Receita da Dívida Ativa
Receitas Diversas
Total (3)
2011
711.079
208.118
427.938
189.198
1.536.333
2012
AV % (1) AH % (2)
976.216
63,62
37,29
190.319
12,40
(8,55)
214.702
13,99
(49,83)
153.214
9,98
(19,02)
1.534.452
100,00
(0,12)
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2011/2012);
3) Não estão incluídas as deduções correntes e as receitas intraorçamentárias.
As Multas e Juros de Mora estão assim representadas: R$ 542 milhões referentes a
encargos de Tributos; R$ 341 milhões de Outras Origens e R$ 93 milhões referentes a
demais multas e juros. Estão assim representadas:
Gráfico nº. 14
Detalhamento da Receita de Multa e Juros de Mora – 2012
ICMS
70,61%
Demais
5,36%
ITCD
1,66%
De Outras Origens
Multas de
Trânsito
77,42%
IPVA
22,37%
Multas
Outras Multas Isoladas
Origens Obr. Acessória
9,97%
12,61%
Em percentual
Demais Multas
De Dívida Ativa de
Outras Receitas
81,91%
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
De Tributos
De Outras
Receitas
18,09%
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Receita Orçamentária
39
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
As receitas oriundas da Dívida Ativa, representadas pela Tributária e Não Tributária
foram da ordem de R$ 170 milhões, e R$ 44 milhões, respectivamente. A maior
relevância das tributárias é proveniente do ICMS que correspondeu a R$ 158 milhões.
Por fim, cabe mencionar as Receitas de Indenizações e Restituições, que somaram
R$ 190 milhões de arrecadação em 2012, bem como as Receitas Diversas, com R$ 153
milhões:
 Dentre as Indenizações e Restituições, destacam-se a Compensação Financeira
entre o Regime Geral e os Regimes Próprios de Previdência dos Servidores, a
Contribuição do Salário Educação (QESE), os Recursos do FUNDEB – Secretaria
de Estado da Educação (SEE) e Outras Restituições que representam juntas o
montante de R$ 183 milhões, ou seja, 96% do seu grupo;
 A maior arrecadação observada na rubrica Receitas Diversas, refere-se à Receita
de Compensação Ambiental – Lei Federal 9.985, de 18 de julho de 2000, na cifra
de R$ 64 milhões, além das demais distribuídas entre a Participação da ALMG –
Assistência Complementar – FUNDHAB, Receita da Reposição Florestal – Lei
Estadual 14.309, de 19 de junho de 2002, Rendas de Loteria e outras receitas
diversas.
A seguir, as Receitas de Capital, que são provenientes de recursos financeiros por
constituições
de
dívidas,
amortizações
de
empréstimos,
alienações
de
bens,
transferências de capital e outros recursos para atender às despesas de capital,
apresentaram um crescimento da ordem de R$ 4,064 bilhões, em 2012, quando
comparado ao exercício de 2011. A principal fonte de recursos que contribuiu para este
Tabela nº. 20
Comparativo das Receitas de Capital – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
1 - Operações de Crédito
2 - Alienação de Bens
3 - Amortização de Empréstimos
4 - Transferências de Capital
5 - Outras Receitas de Capital
Total
2011
304.494
107.494
628.847
650.327
2.108
1.693.269
2012
3.829.992
385.638
528.367
753.112
260.428
5.757.537
AV %
(1)
66,52
6,70
9,18
13,08
4,52
100,00
AH %
(2)
1.157,82
258,75
(15,98)
15,81
12.254,85
240,02
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2011/2012).
Receita Orçamentária
40
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
resultado é oriunda de Operações de Créditos Contratuais no valor de R$ 3,826 bilhões.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
As Operações de Crédito apresentaram um expressivo crescimento de 1.158% em 2012,
representado em sua grande maioria pela operacionalização de novos contratos,
ocasionando ingressos de receitas provenientes de contratos internos no valor de R$
2,060 bilhões e de externos no montante de R$ 1,753 bilhão, recursos esses direcionados
aos programas de investimentos e à reestruturação da dívida do Estado, assim
discriminados:
Tabela nº. 21
Contratos de Operações de Crédito – 2012
Contratos 2012
Descrição
Objetivos
Interna
Banco
do
Brasil/Programa
de
Recursos investidos em projetos de Modernização da Gestão, Infraestrutura,
Desenvolvimento de Minas Gerais –
Mobilidade, Saneamento, Habitação, Cultura, Turismo, Esporte e Segurança.
PDMG
Seus recursos objetivam o desenvolvimento integrado do Estado, constantes do
BNDES – I/Programa de
Plano Plurianual de Ação Governamental (PPAG) e leis orçamentárias do
Desenvolvimento Integrado – PDI – I
Beneficiário.
Autorizado nos termos da Resolução do Banco Central do Brasil nº 4.109, de 05
de julho de 2012, este programa tem por objetivo financiar atividades e projetos
BNDES/Programa de Apoio ao
do Estado, em especial ações definidas no Plano Plurianual de Ação
Investimento dos Estados e do
Governamental (PPAG) nas áreas de Infraestrutura de transportes e logística,
Distrito Federal – Proinveste
mobilidade urbana, saneamento básico, ciência e tecnologia, gestão fazendária,
segurança pública e habitação.
Externa
Agência Francesa de Desenvolvimento
- AFD – Programa de Apoio aos
Investimentos em Infraestrutura de Reestruturação da Dívida do Estado com a CEMIG.
Serviços
Básicos
de
MG
–
CRC/CEMIG
Banco Internacional de Reconstrução
e Desenvolvimento – BIRD – Terceiro
Programa
de
Parceria para
o Reestruturação da Dívida do Estado com a CEMIG.
Desenvolvimento
de
MG
–
CRC/CEMIG
Fonte: Superintendência Central de Governança de Ativos e da Dívida Pública – SCGOV/DCD
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Destaque também para as Transferências, que representaram 13,08% das Receitas de
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
capital em 2012.
Receita Orçamentária
41
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 22
Comparativo das Transferências de Capital – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
Convênios
Instituições
Pessoas
Exterior
Intergovernamentais
Total
2011
527.445
2.848
0,23
0
120.034
650.327
2012
AV % (1)
599.430
79,59
3.371
0,45
12
0,00
70
0,01
150.230
19,95
753.112
100,00
AH % (2)
13,65
18,36
5.331,47
25,16
15,81
Fonte: Armazém de Informações SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2011/2012).
As transferências de convênios, no montante de R$ 599 milhões, tem como destaque o
valor de R$ 130 milhões referente às transferências da União aos programas da
Agricultura, Assistência Social, Ciência e Tecnologia, Comércio e Serviços, Cultura,
Desporto e Lazer, Direitos de Cidadania, Programas de Habitação, Organização Agrária,
Segurança Pública, Trabalho e Emprego e no valor de R$ 299 milhões oriundos das
Transferências dos Estados destinados a Programas de Infraestrutura em Transportes.
Dentre as demais transferências de Capital, cabe destacar as Intergovernamentais na
cifra de R$ 150 milhões, sendo que:
 R$ 87 milhões destinados às transferências ao Programa Educação;
 R$ 43 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados ao Fundo Nacionais
da Saúde (FNS);
 Dos R$ 20 milhões referentes às outras transferências da União, R$ 14 milhões
Habitação.
Em seguida destacam-se as Amortizações de Empréstimos no valor de R$ 528 milhões
em 2012, conforme tabela 20, que são os “ingressos financeiros provenientes da
amortização de financiamentos ou empréstimos concedidos pelo ente público em títulos e
contratos”12,
compostas
pelas
“Amortizações
de
Financiamentos
de
Projetos”,
“Empréstimos em Contratos” e “Financiamentos Diversos” que representaram 9,18% do
total das receitas de capital. Estão assim compreendidas:
12
- Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Publico, 2012.
Receita Orçamentária
42
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
foram destinados à Habitação de Interesse Social (PSH)/Fundo Estadual de
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
 Os Empréstimos em Contratos no valor de R$ 24 milhões em 2012 foram
superiores a 2011 em 7,54%. Sua maior representatividade foi na Unidade
Orçamentária Fundo de Apoio Habitacional aos Militares do Estado de Minas
Gerais;
 As Amortizações de Financiamentos de Projetos, que atingiram R$ 417 milhões e
representaram 79,00% do total das amortizações em 2012, destacaram-se as
seguintes unidades orçamentárias:
Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento – FINDES – destinado a dar
suporte financeiro a programas de financiamento de desenvolvimento e
expansão do parque industrial mineiro; e
Para o Fundo de Fomento e Desenvolvimento Socioeconômico do Estado de
Minas
Gerais
(FUNDESE),
que
tem
por
objetivo
promover
o
desenvolvimento, o fortalecimento e modernização das micro, pequenas e
médias empresas e cooperativas.
 Financiamentos Diversos no total de R$ 87 milhões, assim identificados:
R$ 46 milhões no Instituto de Previdência dos Servidores Militares do
Estado de Minas Gerais;
R$ 37 milhões no Fundo Estadual de Habitação; e
Pouco mais de R$ 4 milhões no EMG – Estado de Minas Gerais
Finalizando a análise das Receitas de Capital, as Alienações de Bens e as Outras
Receitas de Capital somaram R$ 386 milhões e R$ 260 milhões, respectivamente.
A Alienação de Bens Imóveis obteve recursos da ordem de R$ 64 milhões, sendo na sua
maioria representados pela venda de imóveis da FAPEMIG, na ordem de R$ 19 milhões,
do IPLEMG de R$ 20 milhões e do EMG – Encargos Gerais do Estado – Administração
Direta de R$ 20 milhões.
Receita Orçamentária
43
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Administração Direta.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Em relação aos Bens Móveis, na cifra de R$ 322 milhões, informa-se que desses valores
R$ 308 milhões foram obtidos pela Alienação de Direitos Creditórios, Lei 19.266/2010,
originados de parcelamentos tributários do ICMS, conforme nota explicativa n.º 05.
Nos
tópicos
a
seguir
serão
analisados
os
Balanços
Financeiro,
Patrimonial,
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Demonstrativos das Variações Patrimoniais, bem como, os indicadores fiscais.
Receita Orçamentária
44
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
4 – Balanço Financeiro
O
Balanço Financeiro, estabelecido pelo artigo 103, da Lei Federal nº 4.320/64,
apresenta o fluxo dos recursos financeiros no exercício corrente, demonstra as
receitas e despesas orçamentárias, bem como os recebimentos e pagamentos de
natureza extraorçamentária, conjugados com os saldos em espécies provenientes do
exercício anterior e os que se transferem para o exercício seguinte.
A próxima tabela se refere à síntese do Balanço Financeiro do Estado de Minas Gerais,
compreendendo todos os órgãos da Administração Direta, Autarquias, Fundações e
Fundos Estaduais, excluindo-se as empresas estatais dependentes (EMATER, EPAMIG e
Rádio Inconfidência Ltda.). Essa exclusão se deve à legislação em vigor, pois, de acordo
com a Lei das Sociedades Anônimas, n.º 6.404 de 15 de dezembro de 1976, e alterações,
as empresas têm até 120 dias da data do encerramento do exercício para realizar a
Assembleia (Art. 132) e o Balanço deve ser publicado até 5 dias antes (Art. 133 § 3º).
Portanto esse prazo vai de encontro ao prazo exigido para a prestação de contas dos
demais órgãos do governo, não permitindo a consolidação dos dados patrimoniais.
Vale destacar que as Receitas e Despesas Orçamentárias das Empresas Estatais
Dependentes totalizaram R$ 88.506.712,75 e R$ 310.292.800,60 no exercício de 2012,
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
respectivamente.
Balanço Financeiro
45
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 23
Demonstrativo do Balanço Financeiro – 2012
R$ milhões
Receita (1)
Descrição
Receita Orçamentária
Receitas Correntes
Receitas de Capital
Deduções das Receitas Correntes
Receitas Intraorçamentárias
Extraorçamentária
Depósitos
Obrigações em Circulação
Valores Pendentes a Curto Prazo
Saldo de Exercício Anterior
Disponível
Total
Valor
57.255
57.546
5.756
(6.047)
7.905
123.497
14.389
109.109
1
6.859
6.859
195.517
AV % (2)
29,28
29,43
2,94
(3,09)
4,04
63,16
7,36
55,81
0,00
3,51
3,51
100,00
Despesa (1)
Descrição
Despesas Orçamentárias
Despesas Intraorçamentárias
Extraorçamentária
Créditos em Circulação
Depósitos
Obrigações em Circulação
Ajustes do Ativo Disponível
Contas de Gestão Financeira Anual
Operações Intragovernamentais
Interferências Passivas
Saldo para o Exercício Seguinte
Disponível
Total
Valor
54.562
8.300
123.714
550
14.347
108.818
0
226
21
205
8.715
8.715
195.517
AV % (2)
27,91
4,24
63,28
0,28
7,34
55,66
0,00
0,12
0,01
0,10
4,46
4,46
100,00
Fonte: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Não incluídas as Empresas Estatais Dependentes
2) AV – Análise Vertical
Pode-se sintetizar esse instrumento na forma do gráfico a seguir, que apresenta o
seguinte:
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Saldo financeiro do exercício anterior;
(+) Entradas (Orçamentárias e Extraorçamentárias);
(–) Saídas (Orçamentárias e Extraorçamentárias);
(=) Saldo financeiro para o exercício seguinte.
Balanço Financeiro
46
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 15
Demonstrativo do Balanço Financeiro – 2012
R$ milhões
Extraorçamentárias
Intraorçamentárias
Orçamentárias
Disponível
Saldo do Exercício
Anterior
Receitas
Saldo para o Exercício
Seguinte
Despesas
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
A movimentação Orçamentária e a Intraorçamentária estão abordadas em tópicos
específicos deste relatório denominados Despesa Orçamentária Fiscal e Receita
Orçamentária Fiscal, inclusive com os valores referentes às Empresas Estatais
Dependentes.
O maior volume de recursos movimentado tanto do lado das receitas quanto das
despesas se refere às entradas e saídas extraorçamentárias e têm origem na conta
contábil 212.04 – Valores em Trânsito Exigíveis, que registra as transações do tesouro
Essas transações ocorridas nas contas da Unidade de Tesouraria (UT) – Conta Única
abrangem as contas Arrecadadoras, as Transferências Financeiras a Compensar, bem
como a conta Retificadora de Recursos de Contas Arrecadadoras Centralizados na Conta
Única. Todas têm como função o registro, controle e evidenciação dos recursos que os
diversos órgãos do Estado têm a disposição da conta única, sob o gerenciamento do
Tesouro Estadual.
Balanço Financeiro
47
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
com os demais órgãos do Estado.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Especificamente, a conta redutora “(R) Recursos de Contas Arrecadadas Centralizadas na
Conta Única” é referente à retificação dos recursos financeiros dos órgãos do Estado que
estão registrados nos ativos circulantes dos mesmos.
Portanto, essas transações ocorridas entre as diversas unidades orçamentárias do
Estado e o Tesouro Estadual não sensibilizam o saldo financeiro, ou seja, não
representam interferências financeiras negativas ou positivas no caixa único, não se
trata de embolsos ou desembolsos, mas apenas transferências de recursos.
Outro item que apresentou movimentação com grande volume financeiro são as
“Obrigações Liquidadas a Pagar”, registrando o montante de R$ 65,327 bilhões, tanto na
receita quanto na despesa. Isso se deve à tramitação nessa rubrica de todas as despesas
empenhadas e que foram liquidadas durante o exercício.
Os Restos a Pagar, embora evidenciados no Balanço como receitas extraorçamentárias,
não caracterizam propriamente ingressos de recursos e sim um mecanismo de
compensação estabelecido pela Lei 4.320/64 em seu artigo 103, parágrafo único, tendo
em vista que as despesas orçamentárias são registradas nesse Balanço pelos valores
executados e não pelos pagos.
O grupo de Depósitos tem sua movimentação de entradas e saídas relativas a Imposto de
Renda, Contribuições e
Retenções/Desconto para os Institutos de
Previdência,
Contribuição Financeira ao Fundo de Previdência e Outros Consignatários/Retenções.
O acréscimo observado nas disponibilidades do exercício de 2012 em relação ao de 2011,
tabela 22, refere-se, principalmente, à variação positiva ocorrida na conta contábil
de R$ 2,028 bilhões. Destes R$ 1,776 bilhão é relativo à liberação de contrato da dívida
interna BB/PDMG (Plano de Desenvolvimento de Minas Gerais) e R$ 209 milhões à
primeira liberação do contrato Proinvest (Programa de Apoio ao Investimento dos Estados
e do DF), e R$ 1.152,47 no exercício anterior.
Balanço Financeiro
48
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
11102050000 – Recursos de Operações de Crédito que apresentou saldo em 31/12/2012
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
5 – Balanço Patrimonial
O
Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar,
quantitativa e qualitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial
e financeira da Entidade.
Neste contexto, para o registro, controle e interpretação dos fatos ocorridos com o
patrimônio das entidades governamentais, a gestão patrimonial utiliza basicamente dois
instrumentos :
 O Balanço Patrimonial que evidencia a posição patrimonial da entidade; e
 Demonstração das Variações Patrimoniais que reflete as alterações sofridas
pelo patrimônio durante o transcorrer de um determinado período.
O Balanço Patrimonial Consolidado do Estado de Minas do exercício de 2012, é o
apresentado na Tabela a seguir, com as respectivas compensações financeiras que lhe
são pertinentes, no qual não foram considerados os dados das Empresas Estatais
Dependentes, uma vez que tais empresas são regidas pelas Leis Federais 6.404/76 e
11.638/07, sendo os prazos legais de encerramento de seus balanços diferentes dos
Órgãos e Entidades da Administração Direta, Autárquica, Fundacional e Fundos
Estaduais.
Tabela nº. 24
Demonstrativo da Síntese do Balanço Patrimonial Consolidado – 2012
Ativo
Circulante
Realizável a LP
Permanente
Soma do Ativo Real
Ativo Compensado
Total
2012
10.887.803
16.376.144
13.948.167
41.212.113
39.197.021
80.409.134
51,25 Soma do Passivo Real
2012
4.604.934
82.663.037
28.148
87.296.120
AV %
(1)
5,73
102,80
-
Passivo a Descoberto
(46.084.007)
108,56
(57,31)
48,75 Passivo Compensado
100,00 Total
39.197.021
80.409.134
48,75
100,00
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) AV – Análise Vertical.
Balanço Patrimonial
49
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
R$ milhares
AV %
Passivo
(1)
13,54 Circulante
20,37 Exigível a LP
17,35
Liberações de Oper.
Intragovernamentais
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Ressalta-se que para consolidação do Balanço Patrimonial foi utilizada técnica própria de
consolidação de balanços, eliminando das demonstrações financeiras, as transações
realizadas entre Unidades Orçamentarias do próprio Estado. Partindo desta premissa,
apresenta-se a seguir o demonstrativo das compensações financeiras, através do qual foi
possível a eliminação de duplicidades, no valor de R$ 4,118 bilhões, visto que o objetivo
básico é apresentar a posição financeira e os resultados de operações diversas do Estado
como uma única peça.
Tabela nº. 25
Demonstrativo das Compensações Financeiras – 2012
R$ milhares
Código
Saldo em
2012
Descrição
113.03.03.02.01
Créditos Fin. a Receber – Oper.
Intragovernamentais
Créditos Fin. a Liberar – Oper.
Intragovernamentais
Dívida Ativa – Principal
113.03.03.02.02
Dív. Ativa – Multas e Encargos
131.00.00.00.00
231.00.00.00.00
122.02.99.01.00
122.03.02.01.00
122.03.02.02.00
222.99.01.00.00
Contribuições e Outros Créditos
a Receber
Dívida Ativa – Principal
Dív. Ativa – Multas e Encargos
Renegociações de Obrigações
Previdenciárias
Valores a
Saldo após
compensar compensações
3.041.530
3.041.530
-
3.069.679
3.041.530
28.148
19.419
13.194
6.225
30.366
22.806
7.560
1.292.006
845.150
446.856
449.481
315.683
19.066
175.775
430.414
139.908
2.242.912
1.075.992
1.166.921
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
A Compensação entre os grupos 131.00.00.00.00 Créditos Financeiros a Receber –
Operações Intragovernamentais e 231.00.00.00.00 Créditos Financeiros a Liberar –
Operações Intragovernamentais no valor de R$ 3,041 bilhões se refere a operações
financeiras realizadas entre os Órgãos/Entidades da Administração Pública, destinados
O Valor da compensação realizada na conta 222.99.01.00.00, Renegociação de
Obrigações Previdenciárias do Estado junto aos Institutos de Previdência, trata-se de
contrapartida efetuada com contas de Dívida Ativa de Curto e Longo Prazo registradas
pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais – IPSEMG, que
corresponde ao saldo inscrito em Dívida Ativa do Instituto junto ao Estado, que totalizou
R$ 230 milhões. E o restante da compensação daquela conta de passivo foi compensado
Balanço Patrimonial
50
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
aos pagamentos das obrigações liquidadas a pagar e restos a pagar não processados.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
com a conta contábil, 122.02.99.01.00 – Contribuições e Outros Créditos a Receber, no
valor de R$ 845 milhões registrados pelo IPSM.
5.1 – Ativo
É a parte positiva do patrimônio, representa o conjunto de bens e direitos que a entidade
possui em um determinado período.
Em 2012, a composição do Ativo do Estado de Minas Gerais, desconsiderando-se o Ativo
Compensado, é apresentada na tabela 26 e no gráfico 16.
Tabela nº. 26
Comparativo do Ativo por Grupo – 2011/2012
R$ milhares
Ativo
Circulante
Realizável a Longo Prazo
Permanente
Total
2011
8.816.899
16.623.574
12.755.077
38.195.550
2012
AV % (1) AH % (2)
10.887.803
26,42
23,49
16.376.144
39,74
(1,49)
13.948.167
33,84
9,35
41.212.113
100,00
7,90
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Gráfico nº. 16
Comparativo do Ativo por Grupo – 2011/2012
R$ milhares
18.000.000
16.000.000
14.000.000
12.000.000
8.000.000
2011
6.000.000
2012
4.000.000
2.000.000
Circulante
Realizável a Longo
Prazo
Permanente
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Balanço Patrimonial
51
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
10.000.000
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
O acréscimo apresentado na tabela 26 decorreu principalmente das disponibilidades
financeiras e do Ativo Permanente, com exceção dos Títulos e Valores.
Tabela nº. 27
Comparativo do Ativo Circulante – 2011/2012
R$ milhares
Ativo Circulante
2011
Disponível
Créditos em Circulação
Bens e Valores em Circulação
Valores Pendentes a Curto Prazo
Total
6.859.099
603.598
1.354.152
50
8.816.899
2012
8.715.151
1.038.819
1.133.672
161
10.887.803
AV %
(1)
80,05
9,54
10,41
0,00
100,00
AH %
(2)
27,06
72,10
(16,28)
222,00
23,49
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Gráfico nº. 17
Comparativo do Ativo Circulante – 2011/2012
R$ milhares
8.715.151
6.859.099
2012
2011
1.038.819
1.354.152
161
50
Créditos em Circulação
Bens e Valores em Valores
Circulação
Pendentes a Curto Prazo
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
O Grupo Disponível encontram-se as disponibilidades imediatas, compostas pelo Caixa,
Bancos Conta Movimento, Aplicações Financeiras, Recursos de Movimentação da
Unidade de Tesouraria, (R) Recursos Centralizados na Conta Única – Contas
Arrecadadoras e Aplicações do Regime Próprio Previdência Social (RPPS), demonstradas
na tabela 28.
Balanço Patrimonial
52
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Disponível
1.133.672
603.598
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 28
Comparativo do Ativo Disponível – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
Caixa
Bancos Conta Movimento
Recursos da Conta Única
Recursos Diretamente Arrecadados
Recursos/Transferências Vinculadas
Recursos de Convênios
Recursos de Operações de Créditos
Aplicações Financeiras
Recursos Diretamente Arrecadados
Recursos/Transferências Vinculadas
Recursos de Convênios
Recursos de Operações de Créditos
Aplicações do RPPS
Recursos de Mov. Unidade Tesouraria
(R) Recursos Contas Arrecadadoras (3)
Total
2011
2012
675
3.813.112
2.709.822
273.690
463.244
366.354
1
1.026.382
659.087
90.910
273.429
2.955
2.019.608
3.242.711
(3.243.388)
6.859.099
708
4.922.751
1.567.389
486.667
434.696
405.820
2.028.179
1.147.226
641.411
203.694
302.121
2.646.993
4.266.979
(4.269.507)
8.715.151
AV % (1)
AH % (2)
0,01
56,48
17,98
5,58
4,99
4,66
23,27
13,16
7,36
2,34
3,47
30,37
48,96
(48,99)
100,00
4,96
29,10
(42,16)
77,82
(6,16)
10,77
-
11,77
(2,68)
124,06
10,49
31,06
31,59
31,64
27,06
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011);
3) Tem por finalidade eliminar duplicidades do disponível ocorridas pela utilização do caixa
único, uma vez que tais registros são efetuados pelos órgãos e entidades em suas contas
internas.
Gráfico nº. 18
Comparativo das Disponibilidades – 2011/2012
R$ milhares
4.922.751
3.813.112
2.646.993
2.019.608
708
Caixa
675
(2.527)
Bancos Conta
Movimento
Aplicações
Financeiras
2012
Aplicações do
RPPS
2011
(677)
Valor Líquido
Recursos de
Mov. Unidade
Tesouraria
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Balanço Patrimonial
53
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
1.147.226
1.026.382
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
No período em questão, destaca-se o crescimento de 29,10% no saldo da conta Bancos
Conta Movimento, que representou 56,48% do total das disponibilidades. Essa
performance foi decorrente de entradas de recursos de operações de crédito internas,
bem como de empréstimos junto a organismos internacionais.
Outra disponibilidade relevante é o montante das Aplicações do Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS) que variou positivamente 31,06% em relação ao período
anterior. Essa variação se deve à capitalização do FUNPEMG13, registradas nas contas
contábeis: “Fundos Multimercado” em renda variável, e (“Títulos do Tesouro Nacional”,
“Fundo em Cotas de Fundos de Investimentos”, “Operações Compromissadas”), em renda
fixa.
Também as Aplicações Financeiras, R$ 1,147 bilhão, oriundas dos recursos vinculados,
dos convênios e dos diretamente arrecadados, aumentou em 11,77% em comparação a
2011, em decorrência dos aumentos das aplicações ocorridas nas Unidades Encargos
Gerais do Estado/SEF e no IPSEMG.
Gráfico nº. 19
Demonstrativo das Aplicações Financeiras – 2012
Em percentual
26,33%
Recursos Diretamente
Arrecadados
55,91%
Recursos de Convênios
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
- Fundo previdenciário criado pela Lei Complementar Estadual n.º 64/02, com objetivo de arcar com despesas
previdenciárias a partir de 2013.
13
Balanço Patrimonial
54
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Recursos/Transferências
Vinculadas
17,76%
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Cabe assinalar que no Ativo Circulante outro destaque é o acréscimo de 72,10% dos
Créditos em Circulação, que variou de R$ 604 milhões em 2011 para R$ 1,039 bilhão em
2012, ocasionado principalmente pelas contas de Clientes, Operações de Crédito Externa
a Utilizar e Depósito para Quitação de Sentença Judicial – Precatórios/Requisitório de
Pequeno Valor (RPV).
O montante dos Bens e Valores em Circulação, representado pelos valores a receber por
fornecimento de bens, serviços, créditos tributários, dívida ativa, transferências e
empréstimos e financiamentos concedidos realizáveis no curso do exercício social
subsequente, foi reduzido 16,28% em relação a 2011, decorrente principalmente de
baixas efetuadas pelo Fundo Estadual de Saúde, na conta contábil 113.01.06.00.00 “Medicamentos e Produtos Laboratoriais”.
No exercício de 2012, o Ativo Realizável a Longo Prazo totalizou R$ 16,376 bilhões, com
uma participação de 20,37% do Ativo Total. Os dados dispostos na tabela 29
demonstram que esse grupo apresentou redução de 1,49% entre os exercícios de 2011 e
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
2012, cujas análises serão feitas na sequencia deste trabalho.
Balanço Patrimonial
55
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 29
Comparativo do Ativo Realizável a Longo Prazo – 2011/2012 (¹)
R$ milhares
215.845
213.997
1.849
16.407.729
1.701.140
1.187.645
5.750.115
24.033.483
245.720
243.871
1.849
16.130.424
928.457
358.919
6.340.819
26.124.196
1,50
1,49
0,01
98,50
5,67
2,19
38,72
159,53
AH %
(3)
13,84
13,96
0,04
(1,69)
(45,42)
(69,78)
10,27
8,70
(28.595.953)
(31.359.020) (191,49)
9,66
Descrição
Depósitos Realizáveis a Longo Prazo
Depósitos, Cauções e Garantias
Depósitos Judiciais
Créditos Realizáveis a Longo Prazo
Dívida Ativa
Tributária
Principal
Multas e Juros
(R) Provisão perda de Dívida Ativa
Tributária
(R)Cessão de Direitos Creditórios
Não Tributária
Principal
Multas e Juros
(R) Provisão perda Dívida Ativa Não
Tributária
Créditos a Inscrever em Dívida Ativa
Créditos a Receber
Devedores p/Encargos de Ass. à
Saúde – Segurados
Empréstimos e Financiamentos
Empréstimos e Financiamentos
Emp. e Fin.–Fdos de Desenvolvimento
Concessão de Fin. Habitacionais
Títulos e Direito de Crédito
Contribuições e Outros Créditos a
Receber
Outros Créditos a Receber
(R) Provisão para Perda de Créditos a
Receber
Clientes
Total
2011
2012
AV % (2)
513.494
393.520
120.759
(747.076)
569.538
430.414
139.908
(4,56)
3,48
2,63
0,85
10,91
9,38
15,86
(784)
(784)
(0,00)
-
9.869.492
4.837.097
9.518.706
5.681.053
58,13
34,69
(3,55)
17,45
17.243
16.341
0,10
(5,23)
3.427.266
253.161
2.365.727
808.378
792.146
3.070.204
239.822
2.053.288
777.094
2.233.963
18,75
1,46
12,54
4,75
13,64
(10,42)
(5,27)
(13,21)
(3,87)
182,01
600.442
360.545
2,20
(39,95)
686.753
446.856
2,73
(34,93)
(86.311)
(86.311)
(0,53)
-
16.623.574
2.207
16.376.144
0,01
100,00
(1,49)
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Considerada compensação financeira, conf. Tabela 25;
2)AV – Análise Vertical/2012;
3) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Balanço Patrimonial
56
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 20
Comparativo do Ativo Realizável a Longo Prazo – 2011/2012
R$ milhares
10.000.000
8.000.000
6.000.000
2012
4.000.000
2011
2.000.000
Depósitos,
Cauções e
Garantias
Depósitos
Judiciais
Depósitos Realizáveis a
Longo Prazo
Dívida Ativa
Créditos a
Inscrever em
Dívida Ativa
Créditos a
Receber
Créditos Realizáveis a Longo Prazo
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
A conta “Depósitos, Cauções e Garantias”, componente do subgrupo “Depósitos
Realizáveis a Longo Prazo”, teve seus valores registrados em sua maioria pela unidade
orçamentária EGE – Secretaria da Fazenda – Encargos Diversos, com o objetivo de
garantir os pagamentos de dívidas de médio e longo prazos renegociadas com os bancos
junto à união, tendo como depositária a Secretaria do Tesouro Nacional. O acréscimo
ocorrido nesta conta deve-se à atualização do saldo devedor caucionado para pagamento
futuro.
Os Créditos Realizáveis a Longo Prazo contribuíram com 98,50% para a formação do
decorrência da diminuição dos saldos dos grupos Outros Créditos a Receber e Dívida
Ativa Tributária. Esta apresentou redução de 69,78%, passando de R$ 1,188 bilhão em
2011 para R$ 359 milhões em 2012, justificada principalmente pela Cessão de Direitos
Creditórios14 registrada em conta redutora.
A Dívida Ativa Não Tributária encerrou o exercício de 2012 com um saldo de R$ 570
milhões. Grande parte refere-se a parcelamentos de contribuições não quitados por
municípios e demais devedores da dívida ativa junto ao IPSEMG e IEF, que registraram
14
- Instituída pela Lei Estadual n.º 19.266/2010
Balanço Patrimonial
57
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Ativo Realizável a Longo Prazo e reduziram 1,69% em relação ao ano anterior, em
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
38,38% e 39,23% do saldo, respectivamente. Este grupo apresentou acréscimo de
10,91% decorrente de novas inscrições registradas na Unidade FUNFIP, como agente
financeiro oriundo de Inscrições de Dívida Ativa Principal, Multa e Juros – IPSEMG de
acordo com a Lei Estadual 19.975 de 27 de dezembro de 2011,
que
dispõem
sobre
renegociação de débitos decorrentes de atraso no recolhimento de contribuição
previdenciária.
Fazem parte também do grupo Créditos Realizáveis a Longo Prazo os Créditos a Inscrever
em Dívida Ativa Tributária, onde se encontram registrados os saldos relativos a Processo
Tributário Administrativo (PTA) em fase de controle administrativo e de legalidade, os
quais contribuíram com 58,13% para a formação desse grupo em 2012.
Verifica-se a participação de 34,69% dos Créditos a Receber no total do Ativo Realizável a
Longo Prazo, cuja composição é decorrente dos Títulos e Direitos de Crédito registrados
principalmente pelas Unidades EGE/SEF e Fundomic15. Os registros efetuados pelo
fundo referem-se aos títulos das Empresas Telemar Norte Leste S/A, Claro S/A, Vivo S/A
e CEMIG (usina de Irapé) reclassificados da Conta Título de Crédito do Ativo Permanente
para o Ativo Realizável a Longo Prazo visando adequação dos saldos contábeis ao novo
PCASP.
Quanto aos títulos registrados pela EGE/SEF, verifica-se o acréscimo de 182,01% em
2012 em relação a 2011, decorrente do Contrato de Cessão de Direitos Creditórios à MGI
assinado em 24/07/2012, conforme nota explicativa nº 05.
A composição do saldo de R$ 3,070 bilhões dos Empréstimos e Financiamentos foi assim
constituída:
unidade EGE – Encargos Diversos/SEF com valores equivalentes a 99% do total,
oriundos de empréstimos bancários e agrícolas da MINASCAIXA e empréstimos do
BDMG decorrentes de financiamentos dos fundos extintos (SOMMA e FUNDEURB)
e ainda crédito a receber da carteira comercial e rural da MINASCAIXA;
 R$ 2,053 bilhões referem-se a Empréstimos e Financiamentos dos Fundos de
Desenvolvimento, com participação de 12,54% na formação do Realizável a Longo
prazo
e
variação
negativa
de
13,21%
em
relação
a
2011,
decorrente
- Criado pela Lei 16.306/06, objetivando universalizar o acesso de todas as cidades mineiras a serviços de
telecomunicações, incluindo o serviço móvel.
15
Balanço Patrimonial
58
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
 R$ 240 milhões registrados pelo Fundo Estadual de Habitação (FEH) e pela
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
principalmente de retorno de empréstimos concedidos pelo FUNDESE relativo a
programas como Geraminas, Base Tecnológica, Estrada Real, Empresa Mineira,
entre outros. Do saldo desta conta 85,21% estão registrados no FINDES, que tem
por objetivo dar suporte financeiro a programas de financiamento para o
desenvolvimento e expansão do parque industrial mineiro abrangendo suas
atividades produtivas e serviços nele integrados.
 Couberam R$ 777 milhões à Concessão de Financiamentos Habitacionais, que
variou negativamente 3,87% em relação a 2011, devido a recebimento de
financiamento habitacional pelo Fundo Estadual de Habitação.
As Contribuições e os Outros Créditos a Receber totalizaram R$ 687 milhões em 2011 e
R$ 447 milhões em 2012, portanto um decréscimo de 34,93%, tendo em vista, baixas de
crédito realizado pelo IPSM conforme estabelecido na Lei Complementar 125/2012. art.
8º, parágrafo único visando equilíbrio das contas do regime de previdência e assistência
social dos militares do Estado.
As Provisões para Perda de Créditos a Receber referem-se a registros efetuados pela
unidade Encargos Gerais do Estado - Secretaria de Fazenda e representa 99,45% dos
créditos registrados pela unidade, saldo originário de 1998, relativo a créditos a receber
do Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS).
O valor de R$ 2,207 milhões referente à conta Clientes, constante da tabela 29, foi
registrado pelo CETEC e pela HEMOMINAS relativo à reclassificação da conta
Contribuições e Outros Créditos a Receber visando à adequação ao novo PCASP.
2012. Considerando o contido na NBC 3.216, o Ativo Permanente trata-se de bens e
direitos não destinados à transformação direta e meios de pagamento e cuja perspectiva
de permanência na Entidade ultrapasse um exercício. É constituído pelos subgrupos
Investimentos e Imobilizado. Em 2012, o Permanente cresceu 9,35% em relação a 2011 e
participou com 17,35% na formação do Ativo total.
16
- Disponível em: http://www.cfc.org.br
Balanço Patrimonial
59
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
A tabela 30 demonstra o comparativo do Ativo Permanente nos exercícios de 2011 e
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 30
Comparativo do Ativo Permanente – 2011/2012
R$ milhares
Ativo Permanente
Investimentos
Participações Societárias
Títulos e Valores
Unidades Habitacionais em
Construção
Imobilizado
Bens Patrimoniais
Obras em Andamento
Depreciação, Amortizações e
Exaustões
Total
2011
5.545.432
5.169.906
141.399
2012
AV % (1) AH % (2)
5.635.568
40,40
1,63
5.361.062
38,44
3,70
1.916
0,01
(98,64)
234.127
272.589
1,95
16,43
7.209.645
6.258.981
955.985
8.312.599
7.121.527
1.196.435
59,60
51,06
8,58
15,30
13,78
25,15
(5.321)
(5.362)
(0,04)
0,78
12.755.077
13.948.167
100,00
9,35
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Gráfico nº. 21
Comparativo do Ativo Permanente – 2011/2012
R$ milhares
7.121.527
6.258.981
5.361.062
5.169.906
2012
1.916
272.589
234.127
141.399
1.196.435 955.985
2011
(5.362)
Participações
Societárias
Títulos e
Valores
Unidades
Habitacionais
em
Construção
Bens
Patrimoniais
Obras em
Andamento
(5.321)
Depreciação,
Amortizações
e Exaustões
O acréscimo evidenciado na tabela do Ativo Permanente, grupo de Investimentos é
decorrente principalmente das Participações Societárias evidenciadas na tabela a seguir,
destacando-se as realizadas nas empresas CODEMIG, BDMG, COPASA e CEMIG.
Balanço Patrimonial
60
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 31
Comparativo das Participações Societárias – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
CODEMIG
COPASA
BDMG
CEMIG
MGI – Minas Gerais Participações
PRODEMGE
Outras Participações
Total
2011
1.838.476
1.167.652
1.121.057
760.547
105.392
76.215
100.566
5.169.906
2012
AV % (1) AH % (2)
1.654.690
30,86
(10,00)
1.167.652
21,78
(0,00)
1.256.439
23,44
12,08
949.959
17,72
24,90
149.739
2,79
42,08
76.210
1,42
(0,01)
106.373
1,98
5,77
5.361.062
100,00
3,70
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Gráfico nº. 22
Comparativo das Participações Societárias – 2011/2012
R$ milhares
Codemig
Copasa
BDMG
2012
Cemig
2011
MGI
Prodemge
Outras Participações
A variação evidenciada na tabela relativa à CODEMIG trata de baixa de investimentos
por alienação resultante da execução orçamentária relativo à redução do capital social
podendo ser identificado na Receita Orçamentária.
O acréscimo do BDMG refere-se a aporte conforme ata das assembleias gerais ordinárias
realizadas em 2012.
Balanço Patrimonial
61
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
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Na CEMIG, o acréscimo refere-se a aumento de capital conforme ata da AGO/AGE,
subscrição de 37.998.323 ações ordinárias nominativas da CEMIG no valor de R$ 189,99
milhões, sendo R$ 182,98 milhões subscritos com reserva de retenção de lucros e R$
7,01 milhões, subscritos por meio de incorporação de parcelas relativas ao pagamento do
CRC/CEMIG - Contas de Resultados a Compensar.
Quanto à MGI Participações S/A trata-se de incorporação do saldo remanescente do
lucro liquido do exercício de 2011 conforme assembleia geral extraordinária.
Retomando a tabela 30, no que se refere aos Títulos e Valores, que também compõem o
grupo de Investimentos, observa-se redução decorrente da reclassificação para o Ativo
Realizável a Longo Prazo de títulos e direitos de crédito.
Quanto à conta “Unidades Habitacionais em Construção” apresentou crescimento de
16,43% registrado pelo Fundo Estadual de Habitação, que tem como objetivo a
construção de moradia para famílias de baixa renda em diversos municípios mineiros,
conforme valor constante da execução da despesa orçamentária no elemento/item 51/11
– Obras e Instalações.
O Imobilizado contribuiu com 59,60% para a formação do Ativo Permanente. Este grupo
representa os bens e direitos, tangíveis e intangíveis.
Quanto aos Bens Patrimoniais 59,47% referem-se a Bens Imóveis e o restante de Bens
Móveis. Do primeiro 91,57% refere-se à aquisição de Imóveis decorrentes principalmente
de Edifícios, Fazendas e Terrenos. Quanto ao segundo a maior representatividade
referem-se a Equipamentos e Material Permanente, tais como Veículos, Equipamento de
Com relação aos bens imóveis, em 2012, as Obras em Andamento contribuíram com
aproximadamente 14,39% do Imobilizado e cresceu 25,15% em relação a 2011. Esse
aumento reflete os novos investimentos em programas de desenvolvimento de
infraestrutura municipal, prestação jurisdicional, apoio a indução científica e tecnológica
para desenvolvimento do Estado de Minas, incentivo ao transporte, dentre outros.
Balanço Patrimonial
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RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Informática, Mobiliário e Equipamento Hospitalar e Laboratorial.
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O Ativo Compensado registra situações que podem no futuro vir ou não afetar o
patrimônio público, visto que sua função precípua é o controle. No exercício de 2012
representou 48,75% do Ativo Total.
Tabela nº. 32
Comparativo do Ativo Compensado – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
2011
Bens e Direitos do Estado sob a Responsabilidade
de Terceiros
Responsabilidade de Terceiros
Garantias de Valores e Bens
Obrigações de Conveniados e de Contratados
Diversos Responsáveis em Apuração
Outras Compensações Ativas
Obras em Andamento não Patrimoniáveis
Operações de Crédito Internas – valores a Receber
Operações Crédito Externas – valores a Receber
Parcerias Público Privadas (PPP)
Contratos Parceria Público-Privadas - Sistema
Prisional
Garantias Concedidas pelo Parceiro Privado a
Executar-Sistema Prisional
Garantias Ofertadas pelo Parceiro Privado a
Executar-Sistema Prisional
Contrapartida Bens e Direitos de Terceiros Sob
Responsabilidade do Estado
Total
2012
AV %
(1)
AH %
(2)
21.197.054 24.865.821
63,44
17,31
10.000.834 12.479.209
724.658
805.335
10.412.101 11.513.145
59.461
68.132
3.024.008 9.116.930
3.024.008 2.767.571
3.640.412
2.708.947
2.626.113 2.632.787
31,84 24,78
2,05 11,13
29,37 10,57
0,17 14,58
23,26 201,48
7,06 (8,48)
6,72
0,25
2.111.476
2.111.476
5,39
-
409.519
409.519
1,04
-
105.118
111.792
0,29
6,35
2.511.991
2.581.482
6,59
2,77
29.359.166 39.197.021
100,00
33,51
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Observa-se, que os maiores valores registrados são decorrentes de Bens e Direitos do
Estado sob a Responsabilidade de Terceiros, distribuídos em sua maioria nos valores
relativos a Responsabilidade de Terceiros e Obrigações de Conveniados e de Contratados.
Compromisso de Caixa Escolar; Subvenções e Auxílios; Recursos entregues para
Pagamento
de
Pessoal; Títulos em Custódia e
Contratos de
Serviços, Obras,
Fornecimento e Aluguel.
Destacam-se também nas Outras Compensações Ativas as Operações de Crédito
Internas e Externas que visam demonstrar a expectativa de ingresso de recursos das
operações de crédito já firmadas pelo Estado, no montante de R$ 6,348 bilhões.
Balanço Patrimonial
63
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Juntos eles somaram R$ 23,992 bilhões, composto principalmente pelo Termo de
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Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Fazendo menção aos registros das Parcerias Públicos Privadas, cabe ressaltar que este
programa é um novo modelo de contratação de serviços junto ao setor privado que se
baseia em princípios como o da boa governança visando à adoção de práticas para o
melhor uso dos recursos públicos.
Em 2012, R$ 2,111 bilhões são decorrentes do sistema Prisional, contrato este que foi
assinado em 16/06/2009, pela Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) e a
Concessionária Gestores Prisionais Associados S/A (CGPA), R$ 409 milhões de Garantias
Concedidas pelo Parceiro Privado e R$ 112 milhões de Garantias Ofertadas.
5.2 – Passivo
Passivos são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos
pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de
gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços (MCASP, 2010). Sendo esses
deveres exigíveis até o término do exercício seguinte, ou sem esse limite de tempo quando
a administração pública for depositária de valores ou de retenções a favor de terceiros, é
denominado passivo circulante. Os demais se classificam como não circulante.
O passivo real do Estado de Minas encerrou 2012 com um acréscimo de R$ 6,101
bilhões, em relação a 2011 em decorrência principalmente da variação ocorrida no
exigível a longo prazo.
Tabela nº. 33
Comparativo do Passivo por Grupo – 2011/2012
Descrição
Passivo Circulante
Passivo Exigível a Longo Prazo
Créditos Fin. a Liberar – Operações
Intragovernamentais
Soma do Passivo Real
Saldo Patrimonial
Total
AH %
(1)
2011
2012
4.685.988
76.502.706
4.604.934
82.663.037
(1,73)
6.201
28.148
353,91
81.194.895 87.296.120
(42.999.345) (46.084.007)
38.195.550 41.212.113
7,51
7,17
7,90
8,05
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Balanço Patrimonial
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RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
R$ milhares
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
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Na composição do Passivo Real, o Passivo Exigível a Longo Prazo representou 94,22% em
2011 e 94,69% em 2012, enquanto o passivo circulante participou com 5,77% em 2011 e
5,28% em 2012.
Gráfico nº. 23
Comparativo do Passivo por Grupo 2011/2012
90.000
Milhões
80.000
70.000
2011
60.000
2012
50.000
40.000
30.000
20.000
10.000
Passivo Circulante
Passivo Exigível a
Longo Prazo
Créditos Fin. a
Liberar – Op. Intra
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Os
pagamentos
dos
valores
registrados
no
Passivo
Circulante
têm
caráter
extraorçamentário, portanto, independem de autorização orçamentária para quitação.
Compõem esse grupo os Restos a Pagar, o Serviço da Dívida, os Depósitos e os Valores
Pendentes a Curto Prazo.
R$ milhares
Passivo Circulante
Obrigações em Circulação
Depósitos
Valores Pendentes a Curto Prazo
Demais Obrigações a Curto Prazo
Total
2011
4.163.903
484.445
17.589
20.051
4.685.988
2012
AV %
(1)
88,31
11,28
0,40
4.066.712
519.639
18.583
4.604.934 100,00
AH%
(2)
(2,33)
7,26
5,65
(1,73)
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Balanço Patrimonial
65
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Tabela nº. 34
Comparativo do Passivo Circulante – 2011/2012
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 24
Comparativo do Passivo Circulante – 2011/2012
R$ milhares
4.066.712
4.163.903
2012
519.639
2011
484.445
18.583
Obrigações em
Circulação
Depósitos
17.589
Valores
Pendentes a
Curto Prazo
-
20.051
Demais
Obrigações a
Curto Prazo
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
O Passivo Circulante decresceu 1,73%, quando comparado o exercício de 2012 com o
anterior, composto principalmente pelas Obrigações em Circulação, que representaram
88,31% do total. Essas obrigações agregaram os Restos a Pagar Processados no
montante de R$ 2,487 bilhões e Não Processados no valor de R$ 1,575 bilhão.
Tabela nº. 35
Demonstrativo de Restos a Pagar Processados e Não Processados por Grupo de
Despesa – 2012
R$ milhares
Pessoal e Encargos Sociais
Outras Despesas Correntes
Investimentos
Inversões Financeiras
Total
Processado
1.617.255
425.848
443.315
619
2.487.036
Total
1.639.161
1.418.734
931.893
72.414
4.062.202
AV % (1)
40,35
34,93
22,94
1,78
100,00
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical;
Balanço Patrimonial
66
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Descrição
Não
Processado
21.906
992.886
488.578
71.796
1.575.167
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 25
Comparativo dos Restos a Pagar – 2011/2012
Em percentual
Processados
Não Processados
Investim
entos/In
versões
17,85%
Outras
17,12%
Outras
63,03%
Investim
entos/In
versões
35,58%
Pessoal
65,03%
Pessoal
1,39%
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Retomando a tabela 34, os Depósitos totalizaram o valor de R$ 520 milhões e
representaram 11,28% do total do passivo circulante em 2012, com acréscimo de 7,26%
em relação ao exercício anterior, quando o saldo foi de R$ 484 milhões. Do total dessa
rubrica, 61,36% se referem às Consignações/Retenções/Desconto em Pagamento e
38,64% a Depósitos de Diversas Origem Do saldo, em 2012, dessas obrigações que o
Estado é fiel depositário de direitos de terceiros destacam-se:
 Na rubrica Contribuições/Retenções/Descontos para os Institutos de
Previdência, o saldo em 2012 foi de R$ 126 milhões, sendo: R$ 59 milhões a
favor do IPSM, R$ 44 milhões do IPSEMG, R$ 15 milhões do Instituto
Nacional de Seguridade Social (INSS) e R$ 8 milhões Fundo de Previdência
 Em Outros Consignatários/Retenções foi registrado o saldo de R$ 154
milhões tendo, como principais credores instituições bancárias que atuam
com crédito consignado em folha do servidor público estadual.
 Na conta Depósitos de Terceiros, o exercício de 2012 encerrou com um
saldo de R$ 114 milhões. Referem-se a registros de depósitos para quem de
direito para posterior devolução se for o caso. Aproximadamente 74,56%
foram registrados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e
22,76% pela Secretaria de Estado de Fazenda – Encargos Gerais do Estado.
Balanço Patrimonial
67
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
do Estado de Minas Gerais (FUNPEMG).
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Dentre os credores, destacam-se: Oficiais de Justiça/Indenizações, Fiança
Crime, Créditos Diversos e Depositantes Diversos.
 Outro valor relevante refere-se ao saldo das multas de trânsito no montante
de R$ 57 milhões constante no balanço patrimonial do Estado de Minas em
2012. Parte desse valor deve ser transferida aos municípios pelo Tesouro
Estadual, de acordo com a legislação vigente.
O saldo contábil dos Valores Pendentes a Curto Prazo em 2012 foi de R$ 18 milhões,
sendo que 91,07% desse montante refere-se às receitas realizáveis de exercícios
seguintes e são relativos ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA),
arrecadados em 2012 e cujo fato gerador, conforme inciso II, art. 2.º, da Lei Estadual n.º
14.937, de 23 dezembro de 2003, ocorre no dia 1º de janeiro de cada exercício.
Prosseguindo a análise do Passivo Total, na tabela 36 é demonstrada a composição do
Exigível a Longo Prazo ou Passivo não Circulante de acordo com o novo Plano de Contas
Aplicado
ao
Setor
Público
(PCASP),
que
abrange
as
obrigações
exigíveis
não
compreendidas no passivo circulante.
Tabela nº. 36
Comparativo da Composição do Exigível a Longo Prazo – 2012
Descrição
Depósitos Exigíveis a Longo Prazo
Reserva Técnica Atuarial
Obrigações Exigíveis a Longo Prazo
Operações de Crédito Internas
Operações de Crédito Externas
Provisões P/Benefícios a Conceder
Provisões Atuariais para Ajuste do Plano
Outras Exigibilidades
Renegociações Obrig.Previdenciárias
Reserva Atuarial de Benefícios
Sentenças Judiciais – Precatórios
Outras Obrig. Assumidas pelo Estado
Total
2011
2012
3.135
3.135
76.499.571
65.614.058
3.616.363
2.003.105
17.141
5.248.903
1.267.026
287.041
3.675.076
19.761
76.502.706
1.291
1.291
82.661.746
69.109.225
5.602.465
2.631.544
16.337
5.302.175
1.166.921
402.224
3.713.759
19.272
82.663.037
AH %
(2)
(58,83)
(58,83)
8,06
5,33
54,92
31,37
(4,69)
1,01
(7,90)
40,13
1,05
(2,48)
8,05
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) AV – Análise Vertical/2012;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Balanço Patrimonial
68
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
R$ milhares
AV %
(1)
0,00
0,00
100,00
83,60
6,78
3,18
0,02
6,41
1,41
0,49
4,49
0,02
100,00
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 26
Comparativo do Passivo Exigível a Longo Prazo – 2011/2012
R$ milhões
69.109
65.614
2012
2011
5.602
Operações de
Crédito Internas
3.616
Operações de
Crédito Externas
2.632
2.003
Provisões Para
Beneficios a
Conceder
5.302
16
5.249
17
Provisões Atuariais
para Ajuste do
Plano
Outras
Exigibilidades
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nas obrigações exigíveis a longo prazo, destacam-se:
 As Operações de Crédito Internas e as Externas, que somaram R$ 69,230 bilhões
em 2011, atingiram R$ 74,712 bilhões em 2012, crescendo 7,92% no período em
análise. Esta variação foi em decorrência de atualizações, principalmente, dos
contratos relativos ao segundo projeto de parceria de desenvolvimento, do resíduo
do limite da Lei nº 9496/97 e do resíduo de limite saneamento do sistema
Outro fator que concorreu para esse acréscimo foram as novas contratações relativas ao
“Terceiro
Programa
de
Parceria
de
Desenvolvimento”,
“Programa
de
Apoio
de
Investimento e Infraestrutura de Serviços Básicos no Estado”, “Reestruturação da Dívida
CRC/CEMIG”, repasse de recursos oriundos do Banco do Brasil (PDMG), e ainda
recursos do BNDES em “Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e do Distrito
Federal” (PROINVESTE).
Balanço Patrimonial
69
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
financeiro estadual.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 37
Demonstrativo do Estoque da Dívida Fundada – 2011/2012
R$ milhões
Descrição
2011
2012
I - Dívida Interna
65.614
Renegociação lei 9.496/97
58.627
Refinanciamento Dívida - Lei 9.496/97
19.803
Saneamento Sist. Financeiro Estadual
9.720
Resíduo Refin.Lei 9.496/97 + San. Sist. Financeiro 29.105
CRC/CEMIG
5.580
Outras
1.407
II - Dívida Externa
3.616
Total III = (I+II)
69.230
69.110
63.469
20.533
10.029
32.907
2.422
3.219
5.602
74.712
AH %
AV % (1)
(2)
5,3
92,5
8,3
85,0
3,7
27,5
3,2
13,4
13,1
44,0
(56,6)
3,2
128,8
4,3
54,9
7,5
7,9
100,0
Fonte: SCGOV/ STE/SEF – MG
Elaboração: Subsecretaria do Tesouro Estadual/SEF–MG – Mensagem do Governador – ano 2013
Notas: 1) AV – Análise Vertical;
2) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
O gráfico seguir demonstra o comparativo das Operações de Crédito Internas.
Gráfico nº. 27
Comparativo das Operações de Crédito Internas – 2011/2012
R$ milhões
45.183
41.522
2012
18.176
2011
16.998
5.580
Contrato e Resíduo
Lei Federal nº.
9496/97
Saneamento/Resíduo
Bancos Estaduais Lei
Federal 9496/97
CRC Cessão Crédito
CEMIG
2.009
-
Programa de
Desenvolvimento de
EMG
1.319 1.513
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
2.422
Outras
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Balanço Patrimonial
70
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabelas nº. 38
Comparativo das Operações de Crédito Externas – 2011/2012
R$ milhares
Descrição
2011
BIRD – 2ª Parceria Desenvolvimento MG
BIRD – Reestruturação CRC
AFD CBR
BIRD – BR DPL
BID MG III
BID – PROACESSO
JBIC – Projeto Jaíba II
BID – BR Profort/PROFISCO
Outras
Total
2.672.935
282.667
251.904
178.740
91.794
52.522
85.800
3.616.363
2012
2.923.718
919.575
808.620
283.134
262.747
189.848
71.653
57.218
85.951
5.602.465
AH %
(1)
9,38
0,17
4,30
6,22
(21,94)
8,94
0,18
54,92
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) AH – Análise Horizontal (2012/2011).
Gráfico nº. 28
Comparativo das Operações Crédito Externas – 2011/2012
R$ milhares
Operações de Crédito Externas
5.602.465
201
2
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Continuando a análise da dívida pública, a tabela 39 demonstra seu escalonamento no
período de 2013 a 2042, de acordo com dados obtidos da Superintendência Central da
Governança de Ativos da Dívida Pública (SCGOV). Para melhor visualização, agrupou-se
o período de 2022 a 2042 intitulado na tabela como “Posteriores”. Para efeito das
Balanço Patrimonial
71
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
3.616.363
201
1
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
projeções da tabela de escalonamento da dívida Pública 2012 essa Superintendência fez
as seguintes considerações:
 Projeções a preços constantes de dez/2012;
 Para contratos regidos pela Lei 9496/97 e Apuração da Receita Líquida
Real, preços constantes de 31/12/2012, com ganho real de 3% a.a.;
 Amortizações Extraordinárias - Dívida Interna, até fevereiro de 2028
demonstra os valores anuais dos pagamentos do resíduo, permitidos pelo
limite, excedentes às parcelas dos contratos principais.
 Juros - Dívida Interna, a partir de março de 2028 considera os efeitos da
capitalização dos juros ocorrida até esta data.
Tabelas nº. 39
Demonstrativo do Escalonamento da Dívida Pública – 2012
ANO:
2013(*)
PRINCIPAL
AMORTIZA
DÍVIDA
ÇÃO
INTERNA
EXTRAOR
DINÁRIA (*)
A
(A.1)
3.918.722
753.464
DÍVIDA
EXTERNA
B
JUROS E TAXAS
DÍVIDA
DÍVIDA
INTERNA
EXTERNA
D
E
OBRIGAÇÕES
DÍVIDA
DÍVIDA
INTERNA
EXTERNA
G = ( A + A.1
+D)
H = (B+E)
R$ milhares
TOTAL
VALOR
PERC.
J = (G+H+I)
%
69.766
2.228.199
81.855
6.900.386
151.622
7.052.007
4,39%
2014
1.376.239
1.092.667
113.139
2.118.586
97.038
4.587.493
210.177
4.797.670
2,99%
2015
1.447.836
1.252.923
157.942
2.012.779
80.667
4.713.537
238.609
4.952.147
3,09%
2016
1.543.720
1.388.933
179.788
1.908.896
78.066
4.841.549
257.855
5.099.404
3,18%
2017
1.762.667
1.529.038
200.682
1.797.165
74.822
5.088.869
275.504
5.364.372
3,34%
2018
1.872.941
1.673.330
272.982
1.676.826
71.507
5.223.097
344.488
5.567.585
3,47%
2019
1.971.863
1.821.948
272.982
1.549.082
67.460
5.342.892
340.442
5.683.334
3,54%
2020
2.071.069
1.975.018
272.982
1.414.192
63.549
5.460.279
336.530
5.796.810
3,61%
2021
2.187.751
2.132.693
272.982
1.272.265
59.355
5.592.708
332.337
5.925.045
3,69%
462.246
105.984.774
4.251.467
110.236.242
68,69%
1.136.566
153.735.584
6.739.031
160.474.616
100,00
Posteriores
50.956.416 31.753.072
3.789.222 23.275.286
Total
69.109.225
5.602.465
45.373.085
39.253.275
Valores a preços constantes de 31/12/2012.
Referindo-se ainda às Obrigações Exigíveis a Longo Prazo, as Provisões para Benefícios a
Conceder, que se referem aos valores apropriados pelo Estado, de acordo com o parecer
atuarial, para fazer face à totalidade dos compromissos líquidos do plano previdenciário
para com seus segurados, contribuíram com 3,18% para a formação do Passivo Exigível
a Longo Prazo em 2012, valores registrados pelo Fundo de Previdência do Estado de
Minas Gerais (FUNPEMG).
Balanço Patrimonial
72
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
TOTAL DA DÍVIDA PÚBLICA (INTERNA + EXTERNA) R$ 74.711.690
(*) Considerada a amortização, em 2013, para a quitação do contrato CRC (excepcionalizada nos termos do § 7º do art. 70º da RSF
43/01).
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
As Provisões Atuariais para Ajuste do Plano/Provisão Atuarial para Contingência de
Benefícios apresentou redução de 4,69% em 2012, quando comparado ao exercício
anterior, referente à reversão promovida pelo FUNPEMG balizada por laudo atuarial.
Também compõem o Exigível a Longo Prazo as Outras Exigibilidades com 6,41% do total
em 2012 (R$ 5,312 bilhões), destacando-se:
As Sentenças Judiciais/Precatórios, abrangendo tanto os débitos anteriores
quanto os posteriores à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), representaram
70,04% do total das Outras Exigibilidades e 4,49% do Passivo Exigível a Longo
Prazo em 2012. Referindo-se à variação ocorrida em relação a 2011, os precatórios
posteriores à LRF cresceram 52,36% (de R$ 1,727 bilhão para R$ R$ 2,631
bilhões) nas inscrições (devido principalmente a atualizações promovidas pelo
DER), enquanto houve decréscimo de 44,59% (de R$ 1,940 bilhão para R$ 1,075
bilhão) na conta de atualização monetária em relação a 2011 (por reversões de
ajustes).
As Renegociações de Obrigações Previdenciárias tiveram uma redução de 7,9% em
relação ao ano anterior, decorrente de pagamentos previstos na Lei Federal n.º
11.941, de 27 de maio de 2009, relativo aos parcelamentos de débitos
previdenciários junto ao Ministério da Fazenda.
O saldo da conta “Reserva Atuarial de Benefícios” foi registrado em sua totalidade
pelo Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais.
se refere a obrigações para com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)
registradas pelas seguintes unidades orçamentárias: Fundação Hospitalar de
Minas Gerais (R$ 10,435 milhões), Departamento de Estradas de Rodagem do
Estado de Minas Gerais (R$ 5,657 milhões), Loteria do Estado de Minas Gerais
(R$ 1,180 milhão), Departamento Estadual de Telecomunicações de Minas Gerais
(R$ 458 mil) e Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (R$ 323 mil).
Retomando
a
tabela
33,
os
Créditos
Financeiros
a
Liberar/Operações
Intragovernamentais totalizaram R$ 28 milhões em 2012, com variação positiva de
Balanço Patrimonial
73
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Na rubrica Outras Obrigações Assumidas pelo Estado, 93,68% do saldo de 2012
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
353,91% em relação a 2012, desse montante, R$ 214 mil referem-se a valores
registrados a favor das Empresas Estatais Dependentes (EMATER, EPAMIG e Rádio
Inconfidência) pelo Tesouro do Estado com a finalidade de saldar as obrigações das
mesmas, e R$ 27,935 milhões registrados e não baixados pela ALMG em 2012, cuja
regularização ocorreu em 2013.
Por fim, apurou-se um Patrimônio Líquido deficitário de R$ 46,084 bilhões em 2012, com
acréscimo negativo de 7,17% em relação a 2011, decorrente do resultado patrimonial
deficitário da ordem de R$ 3.014 milhões. Esse Passivo a Descoberto é proveniente da
prática contábil utilizada até então pela Administração Pública que se preocupava
somente com à questão orçamentária, e o que está sendo alterado com a implantação na
nova contabilidade, principalmente no que se refere à reavaliação do Ativo (Estoques,
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Imobilizado) além da contabilização de Intangíveis.
Balanço Patrimonial
74
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
6 – Variações Patrimoniais
O
Demonstrativo das Variações Patrimoniais integra o Balanço Patrimonial e
evidencia as alterações ativas e passivas ocorridas no patrimônio público
durante o exercício financeiro. Evidencia as variações quantitativas, o resultado
patrimonial e as variações qualitativas decorrentes da execução orçamentária.
As quantitativas decorrem de transações que aumentam ou diminuem o Patrimônio
Liquido do Estado, enquanto as qualitativas decorrem de alterações na composição dos
elementos patrimoniais sem afetar o resultado. O resultado patrimonial do exercício é
apurado pela comparação entre as variações ativas e passivas.
Desse confronto, apurou-se um déficit patrimonial de R$ 3,014 bilhões no exercício de
2012, embora o resultado orçamentário das variações ativas e passivas tenha sido
positivo em R$ 1,020 bilhão. Este superávit ocorreu em vista o Resultado Fiscal do
Estado, cuja análise encontra-se em tópico específico neste relatório.
As Interferências e as Mutações, componentes do grupo orçamentário, apresentaram
déficit, bem como as Variações Independentes da Execução Orçamentária.
Na tabela 40 figura a síntese da movimentação das Variações Patrimoniais, considerando
a Administração Direta, Autarquias, Fundações e Fundos Estaduais.
Tabela nº. 40
Demonstrativo das Variações Patrimoniais (1) – 2012
Resultado Orçamentário
200.775.500
Despesa Orçamentária (³)
Interferências Passivas
Mutações Patrimoniais
Resultado Extraorçamentário
Oper. Intragovernamentais
62.861.879
131.417.608
6.496.013
26.962.556
8
27,60
57,71
2,85
11,84
0,00
Total
227.738.064
Passivas
Valores
Receita Orçamentária (³)
Interferências Ativas
Mutações Patrimoniais
Result. Extraorçamentário
Oper Intragovernamentais
Subtotal
Déficit Patrimonial
100 Total
201.795.838
AV %
(2)
88,61
65.160.102
131.212.821
5.422.916
22.928.216
8
224.724.062
3.014.002
227.738.064
28,61
57,62
2,38
10,07
0,00
98,68
1,32
100
Valores
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Não constam os dados das Empresas Estatais Dependentes;
2) AV – Análise Vertical;
3) Incluí as Intraorçamentárias.
Variações Patrimoniais
75
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
R$ milhares
AV %
Ativas
(2)
88,16 Resultado Orçamentário
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
6.1 – Variações Ativas
As Variações Ativas são as alterações nos elementos do patrimônio público que
aumentam a situação patrimonial ou justificam as causas da valorização do patrimônio,
de forma quantitativa e qualitativa, pelo aumento de valores ativos, reduções de valores
passivos ou fato permutativo, que pode ocorrer pela incorporação e agregação, advinda
de aquisições, valorização de bens ou amortização de dívida.
A maior relevância na movimentação ativa decorreu das Interferências Ativas, compostas
por contas de Movimentação Financeira Escritural, Operações Financeiras Ativas e
Receitas de Aplicações Financeiras, cujas movimentações financeiras/escriturais são
realizadas entre Órgãos/Entidades do Estado e o Tesouro Estadual. Tais movimentações
representaram 57,62% do total das Variações Ativas, devido ao grande volume de
operações existentes entre as unidades do Estado. Dentre as classificações da
Movimentação Financeira Escritural, a qual é responsável pelo registro do Tesouro
Estadual para custear as despesas dos Órgãos/Entidades, destaca-se a Cota Financeira
Recebida, que apresentou um montante de R$ 57,426 bilhões, seguido dos Repasses
Recebidos de R$ 36,020 bilhões que conjuntamente representaram 71,22% deste grupo.
Gráfico nº. 29
Demonstrativo das Variações Ativas – 2012
R$ milhares
22.928.216
5.422.916
Receita Orçamentária
Interferências Ativas
131.212.821
Mutações Patrimoniais
Result. Extraorçamentário
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Variações Patrimoniais
76
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
65.160.102
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
As Mutações Patrimoniais, que são referentes a fatos permutativos da despesa pelo
aumento do ativo ou diminuição do passivo, representaram 2,38% das Variações Ativas
em 2012, com destaque para as seguintes contas:
 Amortização/Resgate de Obrigações Exigíveis a Longo Prazo registrados na
unidade Encargos Gerais/SEF:
 As Operações Internas no montante de R$ 3,759 bilhões provenientes de
quitações nos contratos da dívida, apresentaram neste exercício
desembolso superior ao ano anterior em R$ 2,388 bilhões (63,55%);
 As Externas, dispêndio da ordem de R$ 67 milhões relativo à
apropriação de despesa para quitação de títulos e contratos.
 Outras Exigibilidades no montante de R$ 181 milhões proveniente de encargos
de parcelamento de débitos do INSS junto ao Ministério da Fazenda,
instituídas pela Lei Federal 11.941/2009 e Decreto Estadual nº 45.528/10;
 Os Créditos a Receber decorrem de empréstimos e financiamentos realizados
pelos Fundos Habitacionais do Estado, cujas mutações foram da ordem de R$
118 milhões. Deste valor, 89,47% foram registrados pelo FINDES e pelo
FUNDESE;
 Os Estoques em Geral no valor de R$ 694 milhões participaram com 75,35%
do total das Aquisições de Bens. Os maiores registros ficaram por conta do
 96,73% do saldo das Participações Societárias registradas pela unidade
EGE/Transferências de Empresas refere-se à integralização de capital junto ao
BDMG;

As Obras e Instalações em Andamento representaram 4,46% (R$ 242
milhões) do total das mutações ativas e são relativas à execução de contratos de
bens patrimoniáveis, sendo 63,41% do total concentrado nas unidades SETOP,
TJMG e SEE, relativo aos projetos de construção e reformas de unidades
Variações Patrimoniais
77
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fundo Estadual de Saúde com 47,42% do saldo;
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
predial do Tribunal de Justiça, urbanização de favelas e revitalização do
Arrudas/Tereza
Cristina,
construção
e
ampliação
e/ou
reformas
da
infraestrutura governamental, gestão do sistema estadual de educação
fundamental e médio, entre outros.
Retomando o gráfico 29, verifica-se que o grupo das Variações Ativas Resultado
Extraorçamentário somou R$ 22,928 bilhões e representou 10,07% do total das
Variações Ativas, destacando-se:
 As Inscrições de Direitos, com 52,54% do total, decorrem de créditos a inscrever e
inscritos em dívida ativa tributária na sua maioria. Quanto aos créditos a receber
a longo prazo, a maior parte, R$ 1,680 bilhões, foi registrada pelo IPSM em
decorrência de contribuições e consignações não repassadas pela PMMG (R$
1,520 bilhões), pelo CBMMG (R$120 milhões) e pela SEPLAG (R$ 109 mil), bem
como ajuste do valor do débito do Tesouro Estadual no valor de R$ 37 milhões
com o IPSM.
 Desincorporação de Passivos com 17,77% do total, sendo as mais representativas:
 Outras Exigibilidades, no valor total de R$ 70,594 milhões, que se refere às
baixas na conta Sentença Judicial Precatórios – Atualização;
 Operações de Crédito, trata-se de reavaliação e incorporação de juros dos
contratos da dívida fundada;
 Cancelamento de Restos a Pagar, os maiores registros foram efetuados pelas
Secretaria de Estado de Educação e IPSEMG.
 Incorporação de Bens no valor de R$ 3,946 bilhões, representando 17,21% do
total das variações. Sendo que os Estoques em Geral no montante de R$ 1,325
bilhão representaram 33,58% das incorporações.
 Desconto de 9,34% referente ao Acordo de Reestruturação da dívida CRC/CEMIG,
em decorrência de baixa do saldo devedor proveniente de acordo com a estatal por
concessão de desconto.
Variações Patrimoniais
78
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
unidades orçamentárias Departamento de Estradas e Rodagem, EGE/SEF,
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
6.2 – Variações Passivas
As Variações Passivas são alterações que ocorrem nos elementos patrimoniais durante o
exercício financeiro, reduzindo o patrimônio público, quer seja pelo aumento de valores
do passivo, quer seja pela redução de valores do ativo, ou ainda, decorrente de fatos
permutativos,
e
classificam-se
em:
Resultantes
e
Independentes
da
Execução
Orçamentária.
Tabela nº. 41
Demonstrativo das Variações Passivas (1) – 2012
R$ milhares
Passivas
Resultado Orçamentário
Despesa Orçamentária
Interferências Passivas
Mutações Patrimoniais
Resultado Extraorçamentário
Operações Intragovernamentais
Total
Valores
AV % (2)
200.775.500
88,16
62.861.879
27,60
131.417.608
57,71
6.496.013
2,85
26.962.556
11,84
8
0,00
227.738.064
100,00
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) Não constam os dados das Empresas Estatais Dependentes;
2) AV – Análise Vertical.
Gráfico nº. 30
Demonstrativo das Variações Passivas – 2012
Em percentual
2,85%
11,84%
Despesa Orçamentária
27,60%
Mutações Patrimoniais
57,71%
Resultado
Extraorçamentário
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Variações Patrimoniais
79
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Interferências Passivas
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Nas Mutações Passivas, que totalizaram R$ 6,496 bilhões, cabe destacar as seguintes
contas:
 Operações de Crédito: proveniente de valores registrados pela unidade EGE/SEF
totalizando R$ 3,830 bilhões, correspondendo à Receita de Operação de Crédito;
 Créditos a Receber a Longo Prazo no valor de R$ 1,476 bilhão, representaram em
2012 22,72% do total. Os saldos mais relevantes estão registrados no IPSM e
FINDES, que juntos participaram com 83,99% do saldo da conta. Os valores
contabilizados pelo IPSM tratam-se de contribuições e consignações recebidas da
Polícia Militar. Quanto ao FINDES trata-se de retorno de financiamento do fundo
do BDMG referente aos programas PROE-indústria, PRO-INVEST, PROEagroindústria, entre outros;
 Títulos e Valores decorre principalmente de arrecadação da receita de títulos
cedidos à MGI, conforme contrato de cessão onerosa de direitos amparado pela Lei
Estadual 19.266/2010;
 Participação Societária decorre de baixas por alienação das participações na
Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (CODEMIG) tendo em
vista redução de capital dessa empresa.
Nas Variações Independentes da Execução Orçamentária – Resultado Extraorçamentário
destacam-se:
 Incorporação de passivos com 41,24% do total, sendo que 80,02% decorrem de
baixas de Operações de Crédito Interna e Externa, em virtude de incorporação de
 Baixa de Direitos, representando 21,04% dessas variações, sendo que os valores
mais relevantes referem-se à baixa de Créditos a Inscrever em Dívida Ativa na fase de
controle da legalidade e administrativa e Créditos a Receber a Longo Prazo. Destes
últimos, 79% foram registros efetuados pelo IPSM, decorrentes de ajustes contábeis,
bem como o estabelecido na Lei Complementar 125/2012, § 8 parágrafo único
objetivando o equilíbrio das contas do regime de previdência e assistência social dos
militares do Estado.
Variações Patrimoniais
80
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
juros ao saldo devedor e reavaliação de contratos;
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
 Constituições de Provisões, representando 20,25% do total, com os registros mais
expressivos na unidade EGE/SEF relativos às constituições de Ajustes para perda
da Dívida Ativa Tributária e da Cessão de Direitos Creditórios.
 Desincorporação de Ativos/Bens, com participação de 15,75% do total, com os
maiores saldos decorrentes dos Estoques em Geral e das Reavaliações de Imóveis,
efetuada pela SEPLAG decorrente de desvalorização de imóveis, principalmente
terrenos e fazendas;
 Provisões Matemáticas Previdenciárias, decorrente de registros integralmente
efetuados pelo FUNPEMG referentes às atualizações das reservas de benefícios
para garantir futuros pagamentos.
Confrontando as Variações Independentes da Execução Orçamentárias, as Passivas
apresentaram um montante de R$ 26,963 bilhões contra as movimentações Ativas de R$
22,928 bilhões, apurando-se um resultado negativo de R$ 4,034 bilhões. Deste
montante, grande parte refere-se a constituições de provisões, ajuste para perda de
dívida ativa tributária, cessão de direitos creditórios e constituição de provisões do
Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
Ressalta-se que o resultado orçamentário fiscal superavitário de R$ 2,298 bilhões
integrou o resultado patrimonial, permitindo desta forma que em 2012, o mesmo fosse
negativo em R$ 3,014 bilhões.
O capítulo a seguir apresenta os Indicadores Fiscais e Constitucionais do Governo
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Mineiro em 2012.
Variações Patrimoniais
81
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
7 – Indicadores Fiscais e Constitucionais
A
Lei Complementar nº 101, mais conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF),17 ao estabelecer metas, limites e condições para a União, Estados,
Municípios e Distrito Federal, obrigou os governantes a assumirem uma postura
vigilante com a arrecadação e os gastos estatais, visando uma gestão eficiente das
receitas e despesas públicas mensuradas por meio de indicadores fiscais, objetivando
prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas.
Os indicadores da LRF estão identificados no Relatório Resumido da Execução
Orçamentária (RREO)18 e no Relatório de Gestão Fiscal (RGF)19, sendo que o primeiro,
constitui-se em um instrumento imprescindível no acompanhamento bimestral das
informações orçamentárias, com enfoque na comparação entre a despesa executada e a
receita arrecadada, não obstante os valores estabelecidos na Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO)20 e na Lei do Orçamento Anual (LOA)21, destacando-se os
demonstrativos do Resultado Primário, Nominal e a Receita Corrente Líquida.
No que se refere ao Relatório de Gestão Fiscal (RGF), demonstra quadrimestralmente os
gastos públicos como a despesa com pessoal e encargos, o nível do endividamento, as
operações de créditos, os avais e garantias, todos em relação à Receita Corrente Líquida
(RCL), além de tratar dos restos a pagar e da disponibilidade de caixa, de acordo com o
anexo de metas fiscais e com observância aos limites fixados pela lei.
Para o exercício de 2012 as orientações e procedimentos para elaboração dos
demonstrativos foram definidos na 4ª edição do Manual Técnico de Demonstrativos
O Governo de Minas fez publicar no órgão oficial do Estado, em sua edição do dia
30/01/2013, os demonstrativos constantes dos relatórios RREO e RGF referentes ao
exercício de 2012, os quais serão demonstrados a seguir, em seus aspectos principais.
17
18
19
20
21
-
Disponível
Disponível
Disponível
Disponível
Disponível
em:
em:
em:
em:
em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp101.htm;
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/contabilade_governamental/manuais.asp;
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/contabilade_governamental/manuais.asp;
http://www.ALMG.gov.br/consulte/legislacao/completa/completa.html?tipo=LEI&num=19573&comp=&ano=2011;
http://www.ALMG.gov.br/consulte/legislacao/completa/completa.html?tipo=LEI&num=20026&comp=&ano=2012.
Indicadores Fiscais e Constitucionais
82
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fiscais, aprovado pela Portaria da Secretaria do Tesouro Nacional – STN/nº. 407/2011.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Todos os dados referentes aos relatórios da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), podem
ser acessados através do endereço eletrônico da Secretaria de Estado de Fazenda,
http://www.fazenda.mg.gov.br/governo/contadoria_geral/lei_responsabilidade_fiscal/,
onde estão disponibilizadas informações mais detalhadas acerca dos demonstrativos
fiscais do exercício de 2012.
Conforme mencionado em capítulos anteriores, foi por meio do balanço orçamentário que
o Estado de Minas evidenciou o comportamento das receitas arrecadadas e das despesas
realizadas, bem como o resultado orçamentário apurado no exercício de 2012,
demonstrado na tabela e gráfico a seguir, cujas análises detalhadas encontram-se em
tópico deste relatório.
Tabela nº. 42
Demonstrativo Resumido do Balanço Orçamentário/LRF – 2012
R$ milhares
Descrição
Orçamentária
Intraorçamentária
Total
Receita
Arrecadada
57.343.188
7.905.420
65.248.608
Despesa
Resultado
Realizada
Déficit/superávit
54.872.518
2.470.670
8.299.653
(394.233)
63.172.171
2.076.437
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Gráfico nº. 31
Demonstrativo do Resultado Orçamentário Fiscal – 2012
R$ milhares
2.076.437
63.172.171
Despesa Realizada
Receita Arrecadada
Resultado Déficit/superávit
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Indicadores Fiscais e Constitucionais
83
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
65.248.608
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Outro demonstrativo de grande relevância para o controle da gestão pública é o da
Receita Corrente Líquida (RCL) que é o parâmetro para apurar diversos outros
indicadores constantes nos demonstrativos da LRF.
Em 2012 a RCL foi de R$ 40,371 bilhões os quais foram obtidos pelo somatório das
receitas correntes deduzindo-se as transferências constitucionais, os valores para a
formação do FUNDEB, como também a contribuição dos servidores para custeio de
aposentadorias e a compensação entre regimes previdenciários, conforme ilustração
gráfica 32, que tem como base a arrecadação dos últimos doze meses.
Gráfico nº. 32
Evolução da Receita Corrente Líquida (RCL) – 2012
R$ milhares
4.657
3.785
40.371
1.516
2.042
17.112
57.483
6.173
5.828
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
Receita Corrente Líquida
JUN
JUL
AGO
Deduções
SET
OUT
NOV
Receita Corrente
DEZ
Últimos
12
meses
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
A seguir identificou-se a trajetória da Receita Corrente Líquida (RCL) entre os exercícios
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
de 2007 a 2012.
Indicadores Fiscais e Constitucionais
84
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 33
Trajetória da Receita Corrente Líquida (RCL) – 2007/2012
R$ milhões
40.371
37.284
33.179
29.242
29.118
23.804
2007
2008
2009
2010
2011
2012
Receita Corrente Líquida - RCL
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Com grande relevância entre os demais demonstrativos, o do Resultado Primário e do
Resultado Nominal, tem suas metas estabelecidas na LDO. O primeiro constitui-se nas
receitas orçamentárias excluídas as operações de créditos, os rendimentos de aplicações
financeiras, juros e amortizações de operações de crédito, recebimentos de empréstimos
concedidos e as receitas de privatizações, em confronto com as despesas orçamentárias
com as deduções de juros e amortizações da dívida, aquisição de títulos e despesas com
concessão de empréstimos, para o qual em 2012 apurou-se um resultado de
R$ 3,069 bilhões.
No tocante ao Resultado Nominal, que somou R$ 2,833 bilhões, tem-se que sua
representação se faz pelo valor da variação da dívida fiscal líquida, sendo esta calculada
anterior no mesmo período.
A seguir, identificaram-se em tabela e gráfico, os valores dos resultados Primário e
Nominal para 2012, como também a relação com as metas fixadas na LDO.
Indicadores Fiscais e Constitucionais
85
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
sobre o valor apurado em 31 de dezembro no exercício corrente e o valor do exercício
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 43
Demonstrativo dos Resultados Primário e Nominal – 2012
R$ milhares
Descrição
Meta da LDO
Resultado Primário
Resultado Nominal
Valor Apurado
3.208.594
6.903.487
% alcançado
3.068.530
2.832.928
95,63
41,04
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Gráfico nº. 34
Composição dos Resultados Primário e Nominal – 2012
R$ milhares
6.903.487
Meta
Meta
3.208.594
Resultado
Nominal
(1)
Resultado
Primário
Valor Apurado
Valor
Apurado
3.068.530
2.832.928
Valor Apurado
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) A discrepância entre a meta e o valor apurado se deu em decorrência da projeção da LDO/2012 que considerou o valor
para a DCL em 2011 em R$ 59 bilhões, ao passo que o valor efetivo da mesma em 2011 foi de R$ 68 bilhões. (vide tabela nº 47).
Na tabela a seguir registraram-se de forma aglutinada, os valores e percentuais dos
demais indicadores apurados por meio dos demonstrativos que integram o Relatório
Resumido da Execução Orçamentária (RREO) de 2012, onde estão identificadas as
receitas e despesas previdenciárias e a projeção atuarial do regime próprio de previdência
bem como as alienações de ativos e os gastos com as parcerias público-privadas, todos
elaborados e publicados conforme legislação vigente.
Indicadores Fiscais e Constitucionais
86
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
social, as despesas por função e subfunção, os restos a pagar, as operações de crédito,
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 44
Demais Demonstrativos do RREO – 2012
R$ milhares
Despesa por Função e Subfunção
Despesas Executadas
Liquidadas
Inscritas em Restos a Pagar Não Processados
Regime Próprio de Previdência dos Servidores (RPPS)
Projeção Atuarial do RPPS
Movimento de 2012
Receitas
Previdenciárias
Despesas
Previdenciárias
Liquidadas
Inscritas em RPNP
Resultado
Previdenciário
Valor Apurado
63.172.171
61.647.623
1.524.548
De 2012
10º Exercício
20º Exercício
35º Exercício
4.622.963
2.900.586
3.883.768
4.85.096
5.486.452
11.388.777
6.844.325
9.509.786
11.448.767
10.707.035
(6.765.814) (3.943.739)
(5.626.018)
(6.597.671)
(5.220.583)
11.383.615
5.162
Saldo dos Restos a Pagar por Poder
Executivo
Legislativo
Judiciário
Ministério Público
Total dos Restos a Pagar
Processados
De Exerc.
Do
Anteriores
Exercício
452.248
2.001.306
15
4.337
997
76.820
56
3.149
453.317
2.085.612
Receitas de Operações de Crédito e Despesas de Capital
Receitas de Operações de Crédito
Despesa de Capital Líquida
Liquidadas
Inscritas em Restos a Pagar Não Processados
Receitas de Alienação de Ativos e Aplicação de Recursos
Receita de Capital Resultante da Alienação de Ativos
Aplicação de Recursos da Alienação de Ativos
Liquidadas
Inscritas em Restos a Pagar Não Processados
Despesas de Caráter Continuado Derivadas de PPP
Despesas Executadas
Não Processados
De Exerc.
Do
Anteriores
Exercício
33.297
1.477.911
2.660
36.931
43.010
3.784
22.140
39.741
1.579.991
Valor
Saldo a
Apurado
Realizar
3.829.992
2.972.666
7.595.857
7.736.733
7.057.722
538.136
Valor
Saldo a
Apurado
Realizar
385.638
(18.473)
28.546
33.692
23.450
5.096
Valor
% Apurado
Apurado
20.119
0,05
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) 2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Indicadores Fiscais e Constitucionais
87
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Os indicadores utilizados no acompanhamento da gestão das contas públicas foram
evidenciados no Relatório de Gestão Fiscal – RGF, demonstrando os gastos públicos
como a despesa com pessoal e encargos, o nível do endividamento, as operações de
créditos, os avais e garantias, todos em relação à receita corrente líquida (RCL), além de
tratar dos restos a pagar e da disponibilidade de caixa, de acordo com o anexo de metas
fiscais e com observância aos limites fixados pela LRF.
Identifica-se na tabela 45 o gasto bruto, as deduções, como também os valores líquidos,
juntamente com percentual apurado com a despesa de pessoal que englobam os
dispêndios com pessoal ativo, inativos, pensionistas e terceirizados, no exercício de 2012,
pelo Poder Executivo e também os valores apresentados por todos os poderes e Ministério
Público de forma consolidada, de acordo com portaria da STN, mostrando ainda a versão
que comtempla a instrução normativa nº 05 do egrégio Tribunal de Contas do Estado de
Minas Gerais.
Tabela nº. 45
Composição da Despesa com Pessoal – Poder Executivo – 2012
R$ milhares
Poder Executivo – Portaria
407/11 – STN
Poder Executivo – I.N. nº 05 do
TCEMG
Consolidado dos Poderes Portaria 407/11 – STN
Consolidado dos Poderes - I.N.
nº 05 do TCEMG
Despesa
Bruta
Despesas
Não
Computadas
7.427.047
Despesa
Líquida de
Pessoal
%
%
Limite
Máximo
Apurado
16.441.388
23.868.435
40,73
49,00
10.047.049
13.821.386
8.965.832
20.233.677
29.199.509
34,24
50,12
60,00
11.822.848
17.376.661
Receita Corrente Líquida - RCL
43,04
40.371.093
Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012 Poder Executivo e Consolidado dos Poderes
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Indicadores Fiscais e Constitucionais
88
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Descrição
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 46
Comparativo da Despesa com Pessoal – Todos os Poderes – 2012/2011
R$ milhares
Descrição
2011
Despesa Bruta com Pessoal
(–) Despesas não Computadas
Despesa Líquida com Pessoal
Receita Corrente Líquida
% Despesa de Pessoal sobre a RCL
Limite Máximo 60%
Limite Prudencial 57%
25.536.292
7.801.760
17.734.532
37.284.184
47,57
22.370.510
21.251.985
2012
AH % (1)
29.199.509
8.965.832
20.233.677
40.371.093
50,12
24.222.656
23.011.523
14,35
14,92
14,09
8,28
5,36
8,28
8,28
Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012 Poder Executivo e Consolidado dos Poderes
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota: 1) AH – Análise Horizontal 2012/2011.
Gráfico nº. 35
Comparativo da Despesa com Pessoal – Todos os Poderes – 2012/2011
R$ milhões
29.200
25.536
20.234
17.735
Despesa
Bruta
8.966
7.802
Despesas
não
Computadas
Despesa
Líquida
2011
2012
Ao observar a capacidade de endividamento do Estado de Minas Gerais através da
movimentação dos valores registrados no demonstrativo da Dívida Consolidada Líquida –
DCL, identificou-se que a performance do exercício de 2012 esteve enquadrada nos
patamares da Resolução do Senado Federal nº 40/2001, cumprindo assim a trajetória de
ajustes, tudo isto em relação à Receita Corrente Líquida – RCL, conforme evidenciado na
tabela 47 e gráfico 37, a seguir, bem como sua evolução no período de 2007 a 2012.
Indicadores Fiscais e Constitucionais
89
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012 Poder Executivo e Consolidado dos Poderes
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 47
Evolução da Dívida Consolidada Líquida/RCL – 2012
R$ milhares
Até o 1º
Até o 2º
Até o 3º
Quadrimestre Quadrimestre Quadrimestre
74.269.813
77.032.961
79.795.837
Descrição
Dívida Consolidada (DC) (I)
Deduções (II)
Dívida Consolidada Líquida
(DCL) (III) = (I – II)
Receita Corrente Líquida – RCL
% da DC sobre a RCL (I/RCL)
% da DCL sobre a RCL (III/RCL)
Limite Definido Resolução
Senado Federal – 200%
Regime Previdenciário
Dívida Consolidada
Previdenciária (IX)
Deduções (X)
Obrigações não Integrantes da
DC
Dívida Consolidada Líquida
Previdenciária (XI) = (IX – X)
8.792.765
8.336.977
9.334.066
65.477.048
68.695.983
70.461.771
38.432.272
193,25
39.490.016
195,07
40.371.093
197,66
170,37
173,96
174,54
76.864.544
78.980.033
80.742.187
3.360.120
3.574.944
3.961.560
4.851.111
5.108.359
4.934.846
36.980
15.389
179.397
(1.490.991)
(1.533.416)
(973.286)
Fonte: Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Tabela nº. 48
Evolução da Dívida Consolidada Líquida X RCL – 2007 a 2012
R$ milhões
Descrição
Dívida Consolidada Bruta
Dívida Contratual
Demais
Dívida Consolidada
Líquida
% DCL/RCL
2007
52.149
48.960
3.189
2008
2009
2010
2011
58.406 58.967 67.852 74.406
55.993 56.406 64.476 69.230
2.413 2.561 3.376 5.176
2012
79.796
74.712
5.084
44.693
51.299 52.257 60.446 67.770
70.462
187,76
175,42 179,46 182,18 187,77
174,54
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Indicadores Fiscais e Constitucionais
90
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Gráfico nº. 36
Evolução da Dívida Consolidada Líquida X RCL – 2007 a 2012
Em percentual
230
210
220,65
218,35
213,75
216,05
209,15
211,45
190
187,76
182,18
181,77
174,54
179,46
170
175,42
150
2007
2008
2009
2010
Limite
2011
2012
Apurado
Fonte: Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Quanto à disponibilidade de caixa em 2012 a performance do Estado de Minas Gerais
está identificada na tabela a seguir, assim como os valores registrados no regime próprio
de previdência dos servidores.
Tabela nº. 49
Demonstrativo da Disponibilidade de Caixa – Todos os Poderes – 2012
R$ milhares
Descrição
Valor Apurado RPPS (1)
Disponibilidade de Caixa Bruta (A)
4.919.617 3.768.312
Obrigações Financeiras (B)
2.573.902
484.611
Disponibilidade de Caixa Líquida Antes da Inscrição RPNP C=(A-B)
2.345.716 3.283.701
Inscrição de Restos a Pagar Não Processados (RPNP)
1.348.632
179.069
997.084 3.104.632
Fonte: Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nota 1): Regime Próprio de Previdência dos Servidores
A seguir, encontram-se registradas as movimentações, percentuais e valores dos
demonstrativos dos Restos a Pagar por Poder e Órgão, das Operações de Crédito, das
Garantias e Contragarantias de Valores, como também da Disponibilidade de Caixa,
todos integrantes do Relatório de Gestão Fiscal (RGF).
Indicadores Fiscais e Constitucionais
91
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Disponibilidade de Caixa Líquida após a Inscrição de RPNP
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 50 – Demais Demonstrativos do RGF
Estado de Minas Gerais – 2012
R$ milhares
Saldo dos Restos a Pagar por Poder
Consolidado Todos os Poderes e Órgãos
Previdenciário
Instituto de Previdência dos Servidores do Estado
de M.G.
Instituto de Previd. dos Servidores. Militares
Estado M.G.
Fundo Financeiro de Previdência
Total Regime Próprio Previdência dos Servidores
Total dos Restos a Pagar
Processados
Não Processados
De Exerc.
Do
De Exerc.
Do
Anteriores Exercício Anteriores Exercício
144.846 1.932.260
50.290 1.345.479
-
10.626
305
148.335
25
80
23
30.689
383
408
398.814
409.521
328
45
179.069
145.254 2.341.782
50.618
1.524.548
Operações de Crédito
Sujeitas ao Limite para fins de Contratação (I)
Interna
Externa
Não Sujeitas ao Limite para fins de Contratação (II)
Apuração do Cumprimento dos Limites
Total Considerado para fins da Apuração do Cumprimento do Limite
% Sobre a RCL
No Quad. Até o Quad.
de
Referência
Referência
(a)
1.858.849 1.866.077
1.851.282 1.851.475
7.567
14.602
1.961.577 1.963.915
1.866.077
4,62
Garantias e Contragarantias
3º Quad.
Aval ou Fiança em Operações de Crédito
Outras Garantias nos Termos da LRF
Total Garantias Concedidas
Receita Corrente Líquida – RCL
% do Total das Garantias sobre a RCL
Limite Definido por Resolução do Senado Federal – 22%
772.732
140.825
913.557
40.371.093
2,26
8.881.641
Fonte: Relatório de Gestão Fiscal – RGF/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Por fim, existem outros dispositivos legais/constitucionais que a Carta Federal
juntamente com a Constituição do Estado determinam que o governo deva efetuar gastos
em relação à receita arrecadada em áreas de grande relevância social, onde a aplicação de
estabelecer percentuais mínimos de aplicações em áreas como a saúde, educação e o
amparo e fomento à pesquisa, denominados Índices Constitucionais.
A aplicação na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, no exercício de 2012, está
demonstrada a seguir de forma resumida através da tabela 50, evidenciando o
cumprimento pelo Governo de Minas, acima do percentual mínimo da receita resultante
de impostos não considerando no caso dos Estados, as parcelas de transferências
Indicadores Fiscais e Constitucionais
92
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
recursos é considerada essencial. Desta forma, trataram os diplomas constitucionais de
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
constitucionais aos municípios, como também a relação com os valores previstos na Lei
Orçamentária Anual (LOA).
Tabela nº. 51
Aplicação na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE) – 2012
R$ milhares
Descrição
A - Impostos Livres e Transferências Federais Livres
B - Impostos Vinc. e Transf. Federais Vinc. Fundo Educação
C - Outras Receitas
D - Total das Receitas ( A + B + C )
E - Despesa com Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
MDE – Ensino
Benefícios Previdenciários
Perda do Estado com o FUNDEB Para o Município
F - Percentual Aplicação da Receita Result. Impostos e Transf.
Manutenção e Desenv. Ensino (F = E/D) Aplicação Mínima = 25%
Valor
Orçado
25.076.338
5.876.417
348.431
31.301.187
9.070.890
6.449.238
2.121.975
499.677
Valor
Realizado
25.140.526
5.897.611
384.748
31.422.885
10.241.494
6.685.340
2.983.758
572.395
28,98
32,59
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
No cômputo das aplicações no Ensino, o legislador preocupou-se em destinar um
percentual de 60% dos recursos recebidos pelo estado do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(FUNDEB), a ser aplicado especificamente no pagamento dos profissionais do magistério
da educação básica em efetivo exercício, visando uma remuneração condigna destes
trabalhadores.
Tabela nº. 52
Aplicação Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação – 2012
R$ milhares
Valor Orçado Valor Realizado
Receita
5.425.699
5.377.206
Despesa
5.425.699
5.373.591
Percentual de Aplicação da Receita do FUNDEB na Remuneração Profissionais do
Magistério/ Educação Básica (Inciso XII do Art. 60 ADCT/CF)
Provimento e Gestão do Ensino Fundamental
2.989.576
2.966.185
Provimento e Gestão do Ensino Médio
392.678
617.066
Desenvolvimento da Educação de Jovens e Adultos
89.015
95.334
Desenvolvimento da Educação Especial
152.850
155.837
Percentual de Aplicação em Relação à Receita do FUNDEB
66,80
71,31
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Nas Ações e Serviços Públicos de Saúde, que para os Estados a aplicação mínima é de
12,00% (doze por cento) das receitas de impostos, deduzidas as transferências
constitucionais aos municípios, o Estado de Minas Gerais cumpriu o compromisso
Indicadores Fiscais e Constitucionais
93
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Descrição
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
constitucional de aplicação mínima nas ações e serviços públicos de saúde. O
demonstrativo a seguir evidencia a aplicação de recurso para esse fim, no exercício de
2012.
Tabela nº. 53
Aplicação de Recursos nas Ações e Serviços Públicos de Saúde (1) – 2012
R$ milhares
1 – Receitas
Valor Orçado
A - Impostos e Transferências Federais
B - Transferências Correntes
C - Outras Receitas Correntes
Subtotal = (A + B + C )
D - Deduções
IPVA
ICMS
Transferências Correntes
Multas e Juros de Mora e Correção Monetária dos Impostos
Dívida Ativa Tributária
Total das Receitas (A + B + C - D)
2 – Despesas
Escola de Saúde Pública de Minas Gerais
Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia de MG
Fundação Ezequiel Dias
Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais
Fundo Estadual da Saúde
Secretaria de Estado de Defesa Social
Secretaria de Estado de Saúde
Universidade Estadual de Montes Claros
Total das Despesas (A)
Valor Legal de Aplicação em Ações e Serviços de Saúde – 12,00
%
Percentual Aplicado (despesas/receitas)
Valor
Arrecadado
36.535.649
3.782.076
615.364
40.933.089
9.631.904
1.410.920
7.881.881
159.278
136.915
42.910
31.301.185
Crédito
Inicial (2)
12.913
60.841
61.628
863.281
1.683.687
16.692
383.521
9.382
3.091.944
36.880.895
3.590.469
681.497
41.152.861
9.729.976
1.506.725
7.862.204
160.483
156.165
44.398
31.422.885
Despesa
Realizada
16.849
134.778
393.586
821.670
2.014.299
25.410
398.441
21.894
3.826.926
3.756.142
3.770.746
9,88
12,18
No que diz respeito aos compromissos com o ramo da pesquisa, o Estado deve manter
entidade de amparo e fomento e lhe atribuir dotações e recursos necessários à sua
efetiva
operacionalização22.
Esses
recursos
devem
ser
por
ela
privativamente
administrados e correspondentes a no mínimo, (1,0%) um por cento da receita
orçamentária corrente ordinária do Estado, os quais devem ser repassados em parcelas
mensais equivalentes a um doze avos, no mesmo exercício.
22
- Art. 212 da Constituição do Estado de Minas Gerais
Indicadores Fiscais e Constitucionais
94
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Notas: 1) – De acordo com o § 3º, art. 24 da Lei Complementar nº 141/2012;
2) – Valor do Crédito Inicial difere do valor previsto no Anexo I do orçamento devido à adequação do
critério para cumprimento da LC 141/2012.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Tabela nº. 54
Aplicação em Amparo e Fomento à Pesquisa – 2012
R$ milhares
Valor
Valor
Descrição
Orçado
Realizado
A - Receita Orçamentária Corrente Ordinária – Base de Cálculo 27.186.811 27.171.765
B - 1% Sobre a Base de Cálculo
271.868
271.718
C - Repasses Efetuados pela Unidade Financeira Central
Corrente
Capital
271.718
Total (C)
271.718
D - Valor A Repassar (B – C)
E - Aplicação de Recursos Ord. Amparo/Fomento Pesquisa –
Empenhado
Fonte 10
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas
Gerais
Corrente
13.354
8.881
Capital
258.634
242.649
Total (E)
271.988
251.530
F - Valor a Empenhar (C – E)
20.187
Fonte: Armazém de Informações do SIAFI-MG
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
Os percentuais mínimos legalmente estabelecidos são de 25% na Manutenção do Ensino
e de 12% nas Ações e Serviços Públicos com Saúde.
Tabela nº. 55
Despesa com Ensino – MDE e Saúde – ASPS/LRF – 2012
R$ milhares
Descrição
Despesas com Ensino
Despesas com Saúde
Percentual
mínimo a
Aplicar
25%
12%
Base de
Cálculo
31.538
31.538
Valor
Aplicado
10.146
3.786
Percentual
Aplicado
32,17%
12,00%
Fonte: Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO/2012
Elaboração: DCPA/SCCG/STE/SEF-MG
positivos mantendo a estabilidade fiscal conquistada nos últimos exercícios.
Indicadores Fiscais e Constitucionais
95
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Assim conclui-se que o Governo Mineiro no exercício de 2012, alcançou resultados
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
8 – Notas Explicativas
1 – Demonstrações Contábeis e Regime Contábil
A
s demonstrações contábeis foram elaboradas em conformidade com as Normas
Brasileiras de Contabilidade, princípios contábeis, critérios e disposições da Lei
Federal nº. 4.320/64, da Lei Complementar Federal nº. 101/2000 – Lei de
Responsabilidade Fiscal e da Lei Orçamentária Anual nº 20.026, de 10 de janeiro de
2012, sendo adotado o regime contábil de caixa para reconhecimento e apropriação da
Receita e o de competência para a Despesa.
2 – Fundo de Erradicação da Miséria (FEM)
Instituído pela Lei Estadual n.º 19.990, de 29 de dezembro de 2011, e regulamentada
pelo Decreto nº 45.991 de 15 de junho de 2012, com objetivo de custear programas e
ações sociais de erradicação da pobreza e da extrema pobreza, iniciando-se o ingresso de
recursos em fevereiro/2012 nas classificações orçamentárias 1113.02.02.00 – Adicional
do ICMS e 1911.42.51.00 - Multas e Juros de Mora atingindo o montante de R$
115.473842,37 no exercício.
A cobrança desse adicional de alíquota foi regulamentada pelo Decreto Estadual nº
45.934, de 22/03/12. Esses recursos serão aplicados prioritariamente em programas
cujas ações tenham as finalidades de: enfrentar as situações de pobreza e desigualdade;
promover a proteção social por meio de serviços e benefícios socioassistenciais no âmbito
alimentação adequada; melhorar o padrão de vida e as condições de habitação,
saneamento básico e acesso à água; gerar novas oportunidades de trabalho e emprego; e
promover a formação profissional.
3 – CRC/CEMIG – Conta de Resultado a Compensar
A Lei nº 19.964, de 26 de dezembro de 2011 autorizou o Poder Executivo a realizar
operações de crédito, em moeda estrangeira, com o Banco Internacional para
Notas Explicativas
96
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da política de assistência social; reforçar a renda das famílias; assegurar o direito à
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Reconstruções e Desenvolvimento (BIRD) e o Banco Credit Suisse AG, em valor
equivalente a até US$ 1.750.000.000,00 (um bilhão setecentos e cinquenta milhões de
dólares norte-americanos), bem como com a Agência Francesa de Desenvolvimento
(AFD), em valor equivalente a até €300.000.000,00 (trezentos milhões de euros),
destinados à reestruturação da dívida de responsabilidade do Estado oriunda do Termo
de Contrato de Cessão de Crédito do Saldo Remanescente da Conta de Resultados a
Compensar (CRC), assinado com a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) – em
31 de maio de 1995, ao amparo da Lei Federal n° 8.724, de 28 de outubro de 1993, de
que tratam os seguintes programas:
I – Terceiro Programa de Parceria para o Desenvolvimento de Minas Gerais – DPL-MGCRC-CEMIG, em valor equivalente a até US$ 450.000.000,00 (quatrocentos e cinquenta
milhões de dólares norte-americanos), assinado em 26 de novembro de 2012;
II – Programa de Apoio aos Investimentos em Infraestrutura de Serviços Básicos do
Estado de Minas Gerais – CRC-CEMIG, em valor equivalente a até €300.000.000,00
(trezentos milhões de euros), assinado em 03 de dezembro de 2012;
III – Programa de Reestruturação da Dívida CRC-CEMIG junto à banca privada
internacional, em valor equivalente a até US$ 1.300.000.000,00 (um bilhão e trezentos
milhões de dólares norte-americanos), assinado em 28 de novembro de 2012.
A operação firmada visa à liquidação do contrato firmado com a CEMIG com recursos
oriundos dos bancos acima detalhados.
A reestruturação propiciará a redução dos juros, além do Estado ter obtido um desconto
Até 31 de dezembro de 2012 os recursos das operações de crédito com o BIRD no valor
de US$ 450 milhões e com a agência francesa no valor de € 300 milhões já haviam
ingressado, restando a liberação dos recursos da operação com o Banco Credit Suisse
AG.
Notas Explicativas
97
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RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
de 35% do saldo com a CEMIG.
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4 – Lei Complementar 125, de 14 de dezembro de 2012
De autoria do Governador do Estado, essa norma promoveu alterações no Estatuto dos
Militares, Lei nº 5.301, de 16 de outubro de 1969, e na lei que regulamenta o Instituto de
Previdência dos Servidores Militares, Lei nº 10.366, de 28 de dezembro de 1990.
As alterações propostas visam aperfeiçoar a carreira dos militares; instituir o “abono de
permanência” para os militares que continuarem em atividade depois de cumpridas as
exigências para transferência para a reserva; e equilibrar as contas do regime de
previdência e assistência social dos militares do Estado.
As alterações propostas nas regras de promoção buscaram atender às necessidades dos
militares estaduais, possibilitando a correção de distorções e preservando o modelo
baseado no merecimento23.
Quanto à Contribuição Patronal, essa norma a fixou em 20% do estipêndio de
contribuição, devendo o Estado destinar 1/5 desse percentual para custeio parcial dos
proventos dos militares e reformados, mas, especificamente para o exercício de 2012, a
proporção determinada foi de 7/10, cujo valor o Estado transferiu, conforme registro
efetuado na classificação de receita 1210.29010202, “Contribuição Patronal – Estado
Proventos dos Militares – LC 125/2012”, fonte de recurso 75.
5 – Direitos Creditórios
ceder, a título oneroso à MGI, o direito autônomo ao recebimento de créditos tributários
vencidos, inscritos ou não em dívida ativa e reconhecidos pelo contribuinte ou devedor,
objeto de parcelamentos administrativos, referentes ao ICMS (“Direitos de Créditos
Autônomos”).
Dessa forma, em julho de 2012, foi assinado um contrato entre o Estado de Minas Gerais
e a empresa Minas Gerais Participações S/A (MGI) nos termos da referida Lei.
23
- Disponível em: http://mediaserver.ALMG.gov.br/acervo/429/734429.pdf, acesso em 19/03/2013.
Notas Explicativas
98
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O Estado de Minas Gerais foi autorizado por meio da Lei Estadual n.º 19.266/2010 a
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A Cessão não modifica a natureza do crédito tributário e não transfere a prerrogativa de
cobrança judicial e extrajudicial pela Advocacia Geral do Estado (AGE) e pela Secretaria
de Estado de Fazenda (SEF).
6 – Atualização de Precatórios
O Estado de Minas Gerais, amparado pelo Decreto nº 45.317, de 05/03/10, optou pelo
Regime Especial de Pagamento de Precatórios, em decorrência da promulgação da
Emenda à Constituição Federal nº 62, de 09/12/09 e alteração do art. Constitucional nº
100 com acréscimos ao art. 97 do ADCT que instituiu o Regime Especial de Pagamento
de Precatórios pelo Estado, Distrito Federal e Municípios.
Na conta do passivo Exigível a Longo Prazo 222.99.06.00.00, “Sentença Judicial Precatórios”, estão registrados os valores dos precatórios do Estado de Minas Gerais no
exercício de 2012, atualizados conforme Comunicado AGE n.° 5, de 04 de janeiro de
2013, publicado no jornal Minas Gerais, pág. 76, em 05 de janeiro de 2013.
O ADVOGADO-GERAL DO ESTADO, no uso de suas atribuições, e tendo em vista o disposto no § 3° do art. 1º do
Decreto Estadual n.° 45.317, de 5 de março de 2010, Comunica e divulga a todos, para os fins de pagamento de
precatórios do Estado na forma prevista no inciso II do § 1º do art. 97 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias da Constituição Federal de 1988, que o saldo de precatórios do Estado de Minas Gerais é de
R$ 3.714.608.773,69 (três bilhões, setecentos e quatorze milhões, seiscentos e oito mil, setecentos e setenta e
três reais e sessenta e nove centavos).
7 – Consolidação do Balanço Patrimonial
balanços, que elimina das demonstrações financeiras as transações realizadas entre
Unidades Orçamentárias do próprio Estado. Partindo dessa premissa, são demonstradas
na tabela a seguir as compensações financeiras realizadas em 2012 visando à eliminação
de duplicidades no valor de R$ 4,118 bilhões.
Notas Explicativas
99
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
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Para elaboração do Balanço Patrimonial, foi utilizada técnica própria de consolidação de
Governo do Estado de Minas Gerais
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131.00.00.00.00
Créditos Fin. a Receber – Operações Intragovernamentais
231.00.00.00.00
Créditos Fin. a Liberar – Operações Intragovernamentais
113.03.03.02.01
Dívida Ativa – Principal
113.03.03.02.02
Dívida Ativa – Multas e Encargos
122.02.99.01.00
Contribuições e Outros Créditos a Receber
122.03.02.01.00
Dívida Ativa – Principal
122.03.02.02.00
Dívida Ativa – Multas e Encargos
222.99.01.00.00
Renegociações de Obrigações Previdenciárias
8 – Composição das Cotas Financeiras Concedidas e Recebidas
As Cotas Financeiras Concedidas constantes do Anexo 12 do Balanço Orçamentário da
Administração Direta, Autarquias, Fundações e Fundos Estaduais foram compostas
pelas contas contábeis do grupo 5.1.2.01 – Interferências Passivas/Movimentação
Financeira Escritural, mais especificamente as rubricas Cotas Financeiras Concedidas,
Repasses Concedidos, Restituições de Cotas Financeiras Recebidas, Devolução e
Repasses Recebidos e Transferências Financeiras relacionadas a este grupo de contas. E
para compor as
Cotas Financeiras
Recebidas, grupo 6.1.2.01
–
Interferências
Ativas/Movimentação Financeira Escritural, as Cotas Financeiras Recebidas, Repasses
Concedidos,
os
Cancelamentos
de
Cotas
Financeiras,
Restituições
e
Repasses
Concedidos e as Transferências Financeiras.
9 – Crédito Financeiro a Receber – Assembleia Legislativa do Estado de Minas
Gerais
No encerramento do exercício de 2012, foi registrado parcialmente na conta contábil
direito a receber da Assembleia Legislativa proveniente das cotas financeiras a transferir
pelo Tesouro Estadual para quitação de Restos a Restos a Pagar referentes ao exercício
de 2012.
No exercício de 2013, foram registradas Notas de Ajuste Contábil totalizando
R$ 7.402.466,60 relativas à cota financeira líquida, bem como disponibilizada à
Assembleia cota financeira destinada ao pagamento de despesas com inativos no valor de
R$ 11.038.534,97, ocasião em que a Superintendência Central de Administração
Notas Explicativas
100
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
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patrimonial 1.3.1.02.01 - “Crédito Financeiro a Receber – Unidade Financeira Central” o
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Financeira (SCAF/SEF) repassou financeiramente à Assembleia Legislativa o montante
de R$ 23.644.643,22.
Dessa forma, o Ativo da Assembleia Legislativa em 31/12/2012, após a recomposição,
ficou assim evidenciado:
Em Reais
Descrição
Valor
Disponível em 31/12/2012
7.780.496,17
Crédito Financeiro a Receber em 31/12/2012
5.214.455,18
Crédito Financeiro Líquido registrado em 2013
7.402.466,60
Cota Financeira recebida em Janeiro/2013 – Pagamento de Inativos
11.038.534,97
Total do Disponível e Crédito Financeiro
31.435.952,92
Passivo Circulante em 31/12/2012
24.546.171,04
Superávit Financeiro do exercício 2012
6.889.781,88
Elaboração: SCCG e SCAF/SEF
10 – Bens Móveis e Imóveis
Os saldos apurados nas contas de Bens Móveis e Imóveis registrados na Administração
Direta foram reavaliados no exercício de 2011, conforme disposto na Resolução SEPLAG
nº 37/2010.
Quanto aos demais Órgãos da Administração Indireta e Fundos Estaduais os saldos
correspondem a valores nominais atribuídos por ocasião de suas respectivas aquisições,
atendendo ao disposto no art. 106, inciso II, da Lei Federal nº. 4320/64.
A partir de 2012, as unidades orçamentárias Assembleia Legislativa de Minas Gerais
(ALMG) e Fundo de Apoio Habitacional da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
(FUNDHAB) passaram a fazer parte do Sistema Integrado de Administração Financeira
de Minas Gerais (SIAFI-MG), com exceção do Instituto de Previdência do Legislativo de
Minas Gerais (IPLEMG) sendo o seu balancete e execução orçamentária inserido por meio
da Rotina de Dados Consolidados no SIAFI-MG.
Notas Explicativas
101
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11 – Incorporações de dados dos Órgãos do Poder Legislativo
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12 – Empresas Estatais Dependentes
As execuções orçamentárias das Empresas Estatais Dependentes, EMATER, EPAMIG e
Rádio Inconfidência, foram inseridas no SIAFI-MG por meio da Rotina de Dados
Consolidados e integram a Parte III do Balanço Geral do Estado.
13 – Das Responsabilidades Técnicas
Relativamente a alguns dados específicos que integram o Balanço Geral do Estado, são
institucionalmente responsáveis:
Superintendência
Central
de
Planejamento
e
Programação
Orçamentária
(SCPPO/SEPLAG), pela metodologia da base de cálculo das receitas orçamentárias
para fins de apuração dos limites constitucionais relativos à Educação, Saúde e
FAPEMIG; pelos critérios referentes ao Orçamento Fiscal, sua execução e pelas
informações contidas do Relatório de Execução de Investimentos em Programas
Sociais, peças integrantes do Balanço Geral, conforme o art. 8º da Lei Estadual nº.
15.011, de 15 de janeiro de 2004.
Superintendência Central de Governança de Ativos e da Dívida Pública
(SCGOV/STE/SEF), pelas informações referentes ao serviço da dívida constantes
do Demonstrativo da Dívida Fundada Interna e Externa do Balanço Geral da
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Administração Direta.
Notas Explicativas
102
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9 – Considerações Finais
O conteúdo divulgado no presente relatório tem como premissa tornar evidente, por
intermédio da Contabilidade, os resultados alcançados pelo Governo Estadual no
exercício de 2012, em decorrência de ações governamentais viabilizadas pela Gestão para
Cidadania.
A entrega do Balanço Geral do Governo Minas Gerais cumpre uma trajetória que envolve
esforços de vários segmentos da estrutura governamental, cada qual contribuindo com
sua competência técnica, dedicação e responsabilidade, de forma direta ou indireta, para
disponibilizar à sociedade essa prestação de contas, cujo agradecimentos ficam aqui
registrados.
A realização de um trabalho com qualidade depende do entusiasmo, do esforço e da
dedicação de cada um no desempenho de suas funções. Nesse sentido parabenizo e
agradeço a toda equipe técnica da Contadoria Geral pela trilha luminosa que vem
desempenhando suas atividades no contexto da missão da Secretaria de Fazenda, e de
forma particular quanto à implementação da contabilidade governamental no contexto
aos padrões internacionais e normas exigidas pela Secretaria do Tesouro Nacional, já
implantada em todos os órgãos e entidades do governo estadual em janeiro de 2013.
Finalmente agradeço à direção da SEF, na brilhante condução do Secretário Leonardo
Colombini e do Subsecretário Eduardo Codo, pelo irrestrito apoio aos trabalhos da
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Superintendência Central de Contadoria Geral e nos projetos relacionados ao tema.
Belo Horizonte, 28 de fevereiro de 2013.
Maria da Conceição Barros de Rezende
Superintendente Central de Contadoria Geral
CRC MG – 068.609-8
Considerações Finais
103
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10 – Legislação Básica
Constituições
Constituição Federal, de 05 de outubro de 1988.
Constituição Estadual, de 21 de setembro 1989.
Emendas Constitucionais
Emenda Constitucional 29, de 13 de setembro de 2000, que determina a aplicação de
recursos mínimos pela União, Estados e Municípios nas Ações e Serviços Públicos de
Saúde.
Emenda Constitucional 62, de 09 de dezembro de 2009, que altera o art. 100 da
Constituição Federal e acrescenta o art. 97 ao Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, instituindo regime especial de pagamento de precatórios pelos Estados,
Distrito Federal e Municípios.
Leis Federais
Lei Federal 4.320, de 17 de março de 1964 – Estatui normas gerais de Direito Financeiro
para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos
Municípios e do Distrito Federal.
consolidação e o reescalonamento, pela União, de dívidas internas das administrações
direta e indireta dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e dá outras
providências.
Lei Federal 9.394, de 20 de dezembro de 1996 – Estabelece as diretrizes e bases da
educação nacional.
Legislação Básica
104
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
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Lei Federal 8.727, de 05 de novembro de 1993 – Estabelece diretrizes para a
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Lei Federal 9.496, de 11 de setembro de 1997 – Estabelece critérios para a consolidação,
a assunção e o refinanciamento, pela União, da dívida pública mobiliária e outras que
especifica, de responsabilidade dos Estados e do Distrito Federal.
Lei Federal 11.079, de 30 de dezembro de 2004 – Institui normas gerais para licitação e
contratação de parceria público-privada no âmbito da administração pública.
Lei Federal 11.494, de 20 de junho de 2007 – Regulamenta o Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
(FUNDEB), de que trata o art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Lei Federal 11.941, de 27 de maio de 2009 – Altera a legislação tributária federal relativa
ao parcelamento ordinário de débitos tributários; concede remissão nos casos em que
especifica; institui regime tributário de transição, alterando dispositivos legais, prorroga
a vigência da Lei 8.989, de 24 de fevereiro de 1995; revoga dispositivos de Leis e dá
outras providências.
Lei Complementar Estadual
Lei Complementar Estadual 64, de 25 de março de 2002 – Institui o regime próprio de
previdência e assistência social dos servidores públicos do Estado de Minas Gerais e dá
outras providências.
Leis Complementares Federais
públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências.
Lei Complementar Federal 131, de 27 de maio de 2009 – acrescenta dispositivos à Lei
Complementar 101, de 04 de maio de 2000, que estabelece normas de finanças públicas
voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências, a fim de
determinar a disponibilização, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a
execução orçamentária e financeira da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
Legislação Básica
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Lei Complementar Federal 101, de 04 de maio de 2000 – Estabelece normas de finanças
Governo do Estado de Minas Gerais
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Lei Complementar Federal 141, de 13 de janeiro de 2012 – Regulamenta o § 3º do art.
198 da Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados
anualmente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços
públicos de saúde; estabelece os critérios de rateio dos recursos de transferências para a
saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas 3
(três) esferas de governo; revoga dispositivos das Leis 8.080, de 19 de setembro de 1990,
e 8.689, de 27 de julho de 1993; e dá outras providências.
Leis Estaduais
Lei Estadual 6.194, de 26 de novembro de 1973 – Dispõe sobre a unidade de tesouraria e
a execução financeira do Estado e dá outras providências.
Lei Estadual 14.868, de 16 de dezembro de 2003 – Dispõe sobre o Programa Estadual de.
Parcerias Público-Privadas – PPP.
Lei Estadual 15.011, de 15 de janeiro de 2004 – Dispõe sobre a responsabilidade social
na gestão pública estadual, altera a Lei 14.172, 15 de janeiro de 2002, que cria o índice
mineiro de responsabilidade social, e dá outras providências.
Lei Estadual 15.424, de 30 de dezembro de 2004 - Dispõe sobre a fixação, a contagem, a
cobrança e o pagamento de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços
notariais e de registro, o recolhimento da taxa de fiscalização judiciária e a compensação
Lei Estadual 17.007, de 28 de setembro de 2007 – Atualiza o Plano Mineiro de
Desenvolvimento Integrado – PMDI e dá outras providências.
Lei Estadual 19.407, de 30 de dezembro de 2010 – Autoriza o Estado de Minas Gerais a
liquidar débitos de precatórios judiciais, mediante acordos diretos com seus credores,
nos termos do art. 97 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da
Constituição da República, dá nova redação ao art. 11 da Lei 14.699, de 06 de agosto de
2003, e dá outras providências.
Legislação Básica
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dos atos sujeitos à gratuidade estabelecida em lei federal e dá outras providências.
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Decretos Estaduais
Decreto 35.304, de 30 de dezembro de 1993 – Dispõe sobre a implantação e utilização do
Sistema Integrado de Administração Financeira do Estado de Minas Gerais – SIAFI – MG.
Decreto 39.601, de 19 de maio de 1998 – Dispõe sobre a gestão do Sistema Integrado de
Administração Financeira do Estado de Minas Gerais – SIAFI – MG, e dá outras
providências.
Decreto 43.145, de 02 de janeiro de 2003 – Dispõe sobre o Colegiado de Gestão
Governamental e dá outras providências.
Decreto 44.836, de 17 de junho de 2008 - Altera Decreto nº 44.761, de 25 de março de
2008, que dispõe sobre a prestação de contas dos recursos transferidos do Fundo
Estadual de Assistência Social - FEAS e do Fundo Estadual de Saúde - FES, por meio de
resoluções, e dá outras providências.
Decreto 44.364, de 26.07.06 – Altera o Decreto 44.180, de 22 de dezembro de 2005, que
dispõe sobre a arrecadação das receitas de órgãos da Administração Pública Direta,
Empresas Estatais Dependentes, Autarquias, Fundações Públicas e Fundos Estaduais,
integrantes da Administração Pública Indireta no âmbito do Poder Executivo.
Decreto 44.424, de 21 de dezembro de 2006 – Dispõe sobre o sistema de gestão de
convênios, portarias e contratos do Estado de Minas Gerais – SIGCON – MG, no âmbito
do poder executivo e dá outras providências.
estadual de Parcerias Público-Privadas – PPP.
Decreto 45.018, de 20 de janeiro de 2009 – Dispõe sobre a utilização e gestão do Sistema
Integrado de Administração de Materiais e Serviços do Estado de Minas – SIAD-MG do
Poder Executivo Estadual.
Decreto 45.242, de 11 de dezembro de 2009 – Regulamenta a gestão de material, no
âmbito da Administração Pública Direta, Autárquica e Funcional do Poder Executivo.
Legislação Básica
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Decreto 44.929, de 29 de outubro de 2008 – Dispõe sobre a organização do plano
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Decreto 45.249, de 18 de dezembro de 2009 – Altera o Decreto 37.924, de 16 de maio de
1996, que dispõe sobre a execução orçamentária e financeira, estabelece normas gerais
de gestão das atividades patrimonial e contábil de órgãos e entidades integrantes do
poder executivo e dá outras providências.
Decreto 45.358, de 04 de maio de 2010 – Institui o programa de parcelamento especial
de crédito tributário relativo ao ICMS – PPE II.
Decreto 45.906, de 06 de fevereiro de 2012 – Dispõe sobre a programação orçamentária e
financeira do Estado de Minas Gerais para o exercício de 2012 e dá outras providências.
Decreto 45.317, de 05 de março de 2010 – Dispõe sobre a instituição do regime especial
de pagamento de precatórios a que se refere ao art. 97 do ato das disposições
constitucionais transitórias da constituição federal de que trata a emenda constitucional
62, de 09 de dezembro de 2009, e dá outras providências.
Decreto 45.528, de 30 de dezembro de 2010 – Estabelece procedimentos para realização
de despesas decorrentes da adesão de órgãos e entidades do Poder Executivo aos termos
da Lei Federal 11.941, de 27 de maio de 2009, e dá outras providências.
Decreto 46.091, de 23 de novembro de 2012 – Dispõe sobre o encerramento do Exercício
Financeiro de 2012, para os órgãos e entidades da Administração Pública Estadual.
Decreto Federal 7.185, de 27 de maio de 2010 – Dispõe sobre o padrão mínimo de
qualidade do sistema integrado de administração financeira e controle, no âmbito de
cada ente da Federação, nos termos do art. 48, parágrafo único, inciso III, da Lei
Complementar 101, de 04 de maio de 2000, e dá outras providências.
Legislação Básica
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Decreto Federal
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Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Portarias Estaduais
Portaria SCCG/SEF 664, de 01 de agosto de 2003 – Dispõe sobre a utilização racional do
SIAFI e dá outras providências.
Portaria SCCG/SEF 742, de 26.04.07 – Determina procedimentos a serem adotados
pelos
Órgãos
e
Entidades
da
Administração
Pública
Estadual,
referentes
ao
acompanhamento contábil relacionado à gestão orçamentária, financeira e patrimonial e
institui o Relatório de Conformidade Contábil – RCC.
Portaria SCCG/SEF 791, de 25.09.09 – Aprova o Manual de Procedimentos Operacionais
do Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI-MG.
Portarias Federais
Portaria STN/MF/212, de 04 de junho de 2001 – Contabilização do IRRF.
Portaria Conjunta 02, de 19 de agosto de 2010 SOF/STN – Altera a Portaria
Interministerial STN/SOF/163, de 04 de maio de 2001.
Portaria MF 548, de 22 de novembro de 2010 – Estabelece os requisitos mínimos de
segurança e contábeis do sistema integrado de administração financeira e controle
utilizado no âmbito de cada ente da Federação, adicionais aos previstos no Decreto
7.185, de 27 de maio de 2010.
Patrimoniais, III – Procedimentos Contábeis Específicos, IV – Plano de Contas Aplicado ao
Setor Público, V – Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público, VI – Perguntas e
Respostas e VII – Exercício Prático, da 4ª edição do Manual de Contabilidade Aplicada ao
Setor Público, (MCASP).
Portaria STN/407, de 20 de junho de 2011 – Aprova a 4ª edição do Manual de
Demonstrativos Fiscais (MDF). Parte I – Anexo de Riscos Fiscais [Anexos], Parte II –
Legislação Básica
109
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Portaria STN/406, de 20.06.2011 – Aprova as Partes II – Procedimentos Contábeis
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Anexo de Metas Fiscais [Anexos], Parte III – Relatório Resumido da Execução
Orçamentária [Anexos] e Parte IV – Relatório de Gestão Fiscal [Anexos].
Portaria STN/437, de 12 de julho de 2012 - Aprova as Partes II – Procedimentos
Contábeis Patrimoniais, III – Procedimentos Contábeis Específicos, IV – Plano de Contas
Aplicado ao Setor Público, V – Demonstrações Contábeis.
Aplicadas ao Setor Público, VI – Perguntas e Respostas e VII – Exercício Prático, da 5ª
edição do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP).
Portaria STN/828, de 14 de dezembro de 2011 – Altera o prazo de implementação do
Plano de Contas Aplicado ao Setor Público e dá outras.
Portaria STN/753, de 21 de dezembro de 2012 - Altera a Portaria n° 437, de 12 de julho
de 2012, e a Portaria n° 828, de 14 de dezembro de 201 I, e dá outras providências.
Portaria Conjunta 01, de 20 de junho de 2011 – Altera a Portaria Interministerial
SOF/STN 163, de 04 de maio de 2001, e aprova as Partes I – Procedimentos Contábeis
Orçamentários e VIII – Demonstrativo de Estatísticas de Finanças Públicas, da 4ª edição
do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP).
Instruções Normativas do TCEMG
Instrução Normativa – 01, de 23 de março de 2011 – Altera o artigo 6º da IN TC n.
19/2008, que contém normas a serem observadas pelo Estado e pelos Municípios para
serviços públicos de saúde.
Instrução Normativa – 08, de 14 de dezembro de 2011 – Altera a redação do artigo 3º da
Instrução Normativa 19, de 17/12/2008, que contém normas a serem observadas pelo
Estado e pelos Municípios para assegurar a aplicação dos recursos mínimos destinados
ao financiamento das ações e serviços públicos de saúde.
Legislação Básica
110
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
assegurar a aplicação dos recursos mínimos destinados ao financiamento das ações e
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Instrução Normativa 09, de 14 de dezembro de 2011 – Acrescenta dispositivos à
Instrução Normativa 13, de 03 de dezembro de 2008, que disciplina a aplicação de
recursos com a manutenção e desenvolvimento do ensino, a serem observados pelo
Estado e pelos Municípios.
Instrução Normativa 13, de 14 de dezembro de 2011 - Disciplina a organização e a
apresentação das contas de governo anualmente prestadas pelo Chefe do Poder
Executivo Estadual, para fins de emissão de parecer prévio, bem como a remessa dos
Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária pelo Chefe do Poder Executivo e dos
Relatórios de Gestão Fiscal pelos Chefes dos Poderes e do Ministério Público, para fins de
acompanhamento.
Instrução Normativa 14, de 14 de dezembro de 2011 – Disciplina a organização e a
apresentação das contas anuais dos administradores e demais responsáveis por
unidades jurisdicionadas das administrações direta e indireta estadual e municipal, para
fins de julgamento.
Instrução Normativa 17, de 03 de dezembro de 2008 – Estabelece normas sobre
composição e apresentação das prestações de contas de exercício financeiro dos
administradores e gestores dos Órgãos da Administração Direta Estadual.
Instrução Normativa 19, de 17 de dezembro de 2008 – Contém normas a serem
observadas pelo Estado e pelos Municípios para assegurar a aplicação dos recursos
mínimos destinados ao financiamento das ações e serviços públicos de saúde.
observadas pelo Estado e pelos municípios para o cumprimento do art. 212 da
Constituição Federal, do art. 201 da Constituição Estadual, do art. 60 do Ato das
Disposições
Constitucionais
Transitórias
da
Constituição
Federal,
da
Emenda
Constitucional 53 de 19 de dezembro de 2006 e das Leis Federais 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, 10.845, de 05 de março de 2004 e 11.494, de 20 de junho de 2007,
regulamentada pelos Decretos Federais 6.253, de 13 de novembro de 2007 e 6.278, de
29 de novembro de 2007.
Legislação Básica
111
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Instrução Normativa 13, de 03 de dezembro de 2008 – Contém normas a serem
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Instrução Normativa 01, de 05 de maio de 2010 - Revoga o § 5º do artigo 1º e os artigos
14 e 20, e modifica o art. 19 e os anexos I a III, todos da Instrução Normativa TC n.º 13,
de 03 de dezembro de 2008.
Instrução Normativa 02, de 12 de maio de 2010 – Estabelece normas de fiscalização
contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial na Administração Direta e
Indireta do Estado de Minas Gerais, e de remessa de informações por meio do Sistema de
Licitações, Contratos, Convênios, Adiantamentos e Prestações de Contas (SICOP).
Instrução Normativa 04, de 11 de maio de 2011 - Altera a redação do caput do art. 1º e
da alínea “f” do inciso II do art. 2º e acrescenta o parágrafo único aos artigos 1º e 2º da
Instrução Normativa n.º 02, de 12 de maio de 2010, que estabelece normas de
fiscalização
contábil,
financeira,
orçamentária,
operacional
e
patrimonial
na
Administração Direta e Indireta do Estado de Minas Gerais, e de remessa de informações
por meio do Sistema de Licitações, Contratos, Convênios, Adiantamentos e Prestações de
Contas (SICOP).
Instrução Normativa 07, de 21 de setembro de 2011 - Altera o art. 1º da Instrução
Normativa nº 02, de 12 de maio de 2010, com a redação conferida pela Instrução
Normativa nº 04, de 11 de maio de 2011.
Instrução Normativa 09, de 14 de dezembro de 2011 - Acrescenta dispositivos à
Instrução Normativa nº 13, de 03 de dezembro de 2008, que disciplina a aplicação de
recursos com a manutenção e desenvolvimento do ensino, a serem observados pelo
Instrução Normativa 12, de 14 de dezembro de 2011 - Disciplina a organização e a
apresentação das contas de governo anualmente prestadas pelo Chefe do Poder
Executivo Municipal, para fins de emissão de parecer prévio.
Instrução Normativa 05, de 19 de dezembro de 2012 - Altera os arts. 5º e 13 e os Anexos
I a III da Instrução Normativa nº 13, de 03 de dezembro de 2008; o art. 4º da Instrução
Normativa nº 19, de 17 de dezembro de 2008; o Anexo III da Instrução Normativa nº 15,
de 14 de dezembro de 2011; bem como revoga o § 2º do art. 6º da Instrução Normativa nº
Legislação Básica
112
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Estado e pelos Municípios.
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
13, de 03 de dezembro de 2008 e o art. 6º da Instrução Normativa nº 19, de 17 de
dezembro de 2008.
Resoluções
Resolução 4.121, de 03 de julho de 2009 – Estabelece normas e procedimentos relativos
ao sistema de segurança do Sistema Integrado de Administração Financeira do Estado de
Minas Gerais SIAFI/MG, e à autoria da extração de dados do seu Armazém de
Informações.
Resolução do Senado Federal 40, de 20 de dezembro de 2001 – Dispõe sobre os limites
globais para o montante da Dívida Pública Consolidada e da Dívida Pública Mobiliária
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Resolução do Senado Federal 43, de 10 de abril de 2002 – Dispõem sobre as operações
de crédito interno e externo dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, inclusive
concessão de garantias, seus limites e condições autorizadas e dá outras providências.
Resolução do Senado Federal 20, de 07 de novembro de 2003 – Amplia os prazos
estabelecidos na Resolução do Senado Federal, 40, de 10 de abril de 2002.
Resolução do Senado Federal 67, de 07 de dezembro de 2005 – Altera Resolução do
Senado Federal, 43 de abril de 2002.
Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – NBCT’s 16:
– 16.1 – Conceituação, Objeto e Campo de Aplicação;
– 16.2 – Patrimônio e Sistemas Contábeis;
– 16.4 – Transações no Setor Público;
– 16.5 – Registro Contábil;
– 16.6 – Demonstrações Contábeis;
– 16.7 – Consolidação das Demonstrações Contábeis;
– 16.8 – Controle Interno;
– 16.9 – Depreciação, Amortização e Exaustão;
– 16.10 – Avaliação e Mensuração de Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público;
– 16.11 – Sistema de Informação de Custos do Setor Público.
Legislação Básica
113
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
– 16.3 – Planejamento e seus Instrumentos sob o Enfoque Contábil;
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
11 – Equipe Técnica
Superintendência Central de Contadoria Geral – SCCG
Maria da Conceição Barros de Rezende
Superintendente Central de Contadoria Geral
Gabinete
Nilson Eustáquio de Souza
Dínika Bernadeth Pereira da Silva
Isabela Linhares Stangherlin
Iris Ranieri De Melo Cesário
Rosa Maria Rodrigues de Paula
Diretoria Central Contabilidade
Antônio Donizete Rosa – Diretor em exercício
Isabella Kênia Fonseca Viegas
José Arnaldo dos Santos Junior
Vanilda Maria Mainart Irmão
Diretoria Central de Pesquisa e Análise
Maria Aparecida de Almeida Monteiro – Diretora
Nelma Barbonaglia da Silva
Osvaldo Roberto de Paula
Ricardo Augusto Zadra
Simone Costa
Diretoria Central de Normatização
Dênis Robinson de Amorim Paixão – Diretor
Elder Baía Araújo
Marise Couto Silva
Wolney Caetano da Silva
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Coordenação SIAFI-MG
Antônio Donizete Rosa – Coordenador em exercício
Andrea Mara da Silva Oliveira
Maria de Fatima Câmara
Sandro Wilson de Oliveira
Tadeu Lage
Wanda Luiza Fiorita da Silva
Equipe Técnica
114
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
12 – Realização
Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais
Secretário de Estado de Fazenda
Leonardo Maurício Colombini Lima
Secretário Adjunto de Estado de Fazenda
Pedro Meneguetti
Subsecretário do Tesouro Estadual
Eduardo Antônio Codo dos Santos
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
Responsáveis pela Elaboração
Maria da Conceição Barros de Rezende
Maria Aparecida de Almeida Monteiro
Nelma Barbonaglia da Silva
Osvaldo Roberto de Paula
Ricardo Augusto Zadra
Simone da Costa
Realização
115
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
Rosa, Maria Berenice
Contabilidade do Setor Público - São Paulo, Atlas, 2011.
Quintana, Alexandre Costa; Timbó, Maria Zulene Farias.
Contabilidade Pública - São Paulo, Atlas, 2011.
Piscitelli, Roberto Bocaccio; et al.
Contabilidade Pública - São Paulo, Atlas, 2012.
Kohama, Heilio
Contabilidade Pública – Teoria e Prática – São Paulo, Atlas, 2003.
Piscitelli, Roberto Bocaccio [et al.]
Contabilidade Pública – Uma abordagem da Administração Financeira
Pública – 9ª
edição – Editora Atlas.
Sá Lopes A.
Dicionário de Contabilidade, 09. ed. São Paulo: Atlas.
Iudícibus, Sérgio de, [et al.]
Dicionário de termos de contabilidade – São Paulo: Atlas, 2001.
Mota, Francisco Glauber Lima
Contabilidade Aplicada ao Setor Público, 1ª ed. Gestão Pública e
Treinamentos Ltda.
Albuquerque, Claudiano, [et al.]
Gestão de Finanças Públicas, 2ª ed. Gestão Pública e Treinamentos Ltda.
Jund, Sergio
Administração, Orçamento e Contabilidade Pública, Ed. Campus, 2006.
Motta, Carlos Pinto Coelho [et al.]
Responsabilidade Fiscal – São Paulo: Saraiva, 2001 – Lei Complementar
101 de 04.05.00
Matarazzo, Dante C.
Análise Financeira de Balanços: Abordagem Básica e Gerencial – 6. ed.
– São Paulo: Atlas, 2003.
Secretaria do Tesouro Nacional
Manual Técnico dos Demonstrativos Fiscais – Volumes II – Relatório
Resumido da Execução Orçamentária e III – Relatório de Gestão Fiscal.
Secretaria do Tesouro Nacional
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – Volumes I –
Procedimentos Contábeis Orçamentários – 4ª edição.
Relatórios Contábeis dos exercícios de 2008 a 2010 – Secretaria de Estado de
Fazenda –SEF/SCCG.
Sítio da Secretaria de Estado de Fazenda do Estado de Minas Gerais –
www.fazenda.mg.gov.br.
Sítio da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais – www.almg.gov.br.
Sítio da Secretaria do Tesouro Nacional – www.stn.fazenda.gov.br.
Sítio
da
Secretaria
de
Estado
de
Planejamento
e
Gestão
–
www.planejamento.mg.gov.br
Sítio
Gestão
Estratégica
de
Recursos
e
Ações
do
Estado
www.geraes.mg.gov.br
Bibliografia
116
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
13 – Bibliografia
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
AGE
AH
ALMG
ASPS
AV
BDMG
BID
BIRD
BNB
BNDES
CBMMG
CE
CEMIG
CF
CIDE
CODEMIG
COPASA
CRC
DAE
DCPA
DDO
DEA
DER-MG
DETRAN
DFI
DGI
DINF
DMLP
DPGF
EGE
EMATER
EMBRAPA
EMG
EPAMIG
FAPEMIG
FEM
FHEMIG
FINDES
FNDE
FPE
FUNAPEC
FUNDEB
FUNDESE
FUNDHAB
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
Advocacia Geral do Estado
Análise Horizontal
Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Aplicação de Recursos nas Ações e Serviços Públicos de Saúde
Análise Vertical
Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais
Banco Interamericano de Desenvolvimento
Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento
Banco do Nordeste do Brasil
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Corpo de Bombeiro Militar do Estado de Minas Gerais
Constituição Estadual
Companhia Energética de Minas Gerais
Constituição Federal
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais
Companhia de Saneamento de Minas Gerais
Conta de Resultados a Compensar
Documento de Arrecadação Estadual
Diretoria Central de Pesquisa e Análise
Depósitos de Diversas Origens
Despesas de Exercícios Anteriores
Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais
Departamento de Trânsito de Minas Gerais
Departamento de Finanças
Divisão de Gestão da Informação
Diretoria de Informações Fiscais
Dívida de Médio e Longo Prazos
Diretoria de Planejamento Gestão e Finanças
Secretaria de Estado de Fazenda – Encargos Gerais
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de
Minas Gerais
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Estado de Minas Gerais
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
Fundo de Erradicação da Miséria
Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais
Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação
Fundo de Participação dos Estados
Fundo de Assistência ao Pecúlio dos Servidores Públicos do
Estado de Minas Gerais
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e
de Valorização dos Profissionais da Educação
Fundo de Fomento e Desenvolvimento socioeconômico do Estado
de Minas Gerais
Fundo de Apoio Habitacional da Assembleia Legislativa de Minas
Gerais
Siglário
117
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
14 – Siglário
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
–
–
–
–
–
Fundação Ezequiel Dias
Fundo Financeiro de Previdência
Fundo de Previdência do Estado de Minas Gerais
Gabinete
Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias
ICMS
e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual,
Intermunicipal e de Comunicação
IEF
– Instituto Estadual de Floresta
INSS
– Instituto Nacional da Seguridade Social
IPI
– Imposto sobre Produtos Industrializados
– Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas
IPLEMG
Gerais
– Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas
IPSEMG
Gerais
– Instituto de Previdência dos Servidores Militares do Estado de
IPSM
Minas Gerais
IPVA
– Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
IRRF
– Imposto de Renda Retido na Fonte
– Imposto Sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de
ITCD
Quaisquer Bens ou Direitos
JBIC
– Projeto Jaíba II
LC
– Lei Complementar
LDO
– Lei de Diretrizes Orçamentárias
LOA
– Lei de Orçamento Anual
LRF
– Lei de Responsabilidade Fiscal
MDE
– Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
MG
– Minas Gerais
MGI
– Minas Gerais Participações S/A
MINASCAIXA – Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais
PCMG
– Polícia Civil do Estado de Minas Gerais
PPP
– Parcerias Público Privadas
PRODEMGE
– Companhia de Tecnologia da Informação de Minas Gerais
PROFISCO
– Projeto de Modernização da Gestão Fiscal
Pró-giro
– Programa de Apoio ao Desenvolvimento Produtivo Integrado
– Programa de Recuperação e Manutenção Rodoviária do Estado
Promg Pleno
de Minas Gerais
Qese
– Quota Parte Estadual do Salário Educação
RCL
– Receita Corrente Líquida
RGF
– Relatório de Gestão Fiscal
RPNP
– Restos a Pagar Não Processados
RPP
– Restos a Pagar Processados
RPPS
– Regime Próprio de Previdência Social dos Servidores Públicos
RREO
– Relatório Resumido da Execução Orçamentária
RURALMINAS – Fundação Rural Mineira
Saif
– Superintendência de Arrecadação e Informações Fiscais
SCAF
– Superintendência Central de Administração Financeira
SCCG
– Superintendência Central de Contadoria Geral
– Superintendência Central de Governança de Ativos e da Dívida
SCGD
Pública
– Superintendência Central de Planejamento e Programação
SCPPO
Orçamentária
Siglário
118
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
FUNED
FUNFIP
FUNPEMG
GAB
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
SOMMA
STE
STN
SUS
TCE
TFRM
TJMG
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
–
Superintendência Central de Recursos Logísticos e Patrimônio
Secretaria de Estado de Defesa Social
Secretaria de Estado de Educação
Secretaria de Estado de Fazenda
Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão
Secretaria de Estado de Saúde
Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas
Sistema Integrado de Administração Financeira de Minas Gerais
Programa de Saneamento Ambiental, Organização e
Modernização dos Municípios
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Secretaria do Tesouro Nacional
Sistema Único de Saúde
Tribunal de Contas do Estado
Taxa de Fiscalização de Recursos Minerários
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
SCRLP
SEDS
SEE
SEF
Seplag
SES
Setop
SIAFI/MG
Siglário
119
Governo do Estado de Minas Gerais
Secretaria de Estado de Fazenda
Subsecretaria do Tesouro Estadual
Superintendência Central de Contadoria Geral
M663b
MG – Secretaria de Estado de Fazenda – SCCG – Balanço Geral/
Relatório Contábil – Exercício de 2012. Belo Horizonte, 2013.
1. Finanças Públicas. 2. Contabilidade Pública.
3. Orçamento Público. 4. Administração Financeira I.T.
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
RELATÓRIO CONTÁBIL 2012
336.126
120
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Antonio Augusto Junho Anastasia Leonardo Maurício Colombini