INTRODUÇÃO À
ECONOMIA
1º Ano das Licenciaturas em Gestão de
Empresa, Marketing e Publicidade,
Turismo e Gestão de Recursos Humanos
Nuno Venes
1. Origem e princípios básicos da
economia
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A economia é a actividade humana relacionada com a
produção e troca de bens e serviços.
A Teoria económica explica o funcionamento e as
normas pelas quais a economia se rege.
Adam Smith (1776) – actividade económica ordena-se
de forma espontânea enquadrada numa harmonia
global; relação entre o comportamento individual
egoísta e um sistema global que funcionava de forma
racional e eficiente. (Adam Smith estudava já um
sistema complexo – divisão do trabalho e
especialização trazidas pela Revolução Industrial).
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1. Origem e princípios básicos da
economia
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A produção já não se destinava ao auto-consumo mas
sim à troca no mercado.
O mercado e os seus mecanismos são a base do
funcionamento da economia. Apesar de permitir a
recompensa do mérito económico de cada um, trouxe
consigo problemas de grave desigualdade social e
exploração dos mais fracos.
Teorias socialistas de Karl Marx (Séc. XIX) postulavam
o fim do capitalismo e a introdução de sistemas
económicos de direcção e planificação central.
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1. Origem e princípios básicos da
economia
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Quebra das teorias clássicas - Grande Depressão
(Década de 30) – desemprego elevado e quebra
drástica do produto.
John Maynard Keynes (1936) – forma de análise
económica através de variáveis globais ou
macroeconómicas (produto, emprego, inflação);
advogava a intervenção do governo para estabilizar a
economia e promover o emprego – política económica
(em particular a monetária e a orçamental) - Papel
essencial de gestão da procura agregada.
Nuno Venes
1. Origem e princípios básicos da
economia
Distinção entre as perspectivas micro, macro e mesoeconómicas (análise intermédia - regional ou
sectorial).
„ Definição de Economia (Samuelson):
“Economia é o estudo de como as pessoas e a sociedade
decidem empregar recursos escassos que
poderiam ter usos alternativos para produzir bens
variados e para os distribuir para consumo agora ou
no futuro, entre as várias pessoas e grupos da
sociedade”.
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Nuno Venes
2. A Ciência Económica no contexto
das Ciências Sociais
„ Vertentes
de análise económica: positiva vs.
normativa
„ Na óptica positiva, pretende-se conhecer a
realidade de uma forma objectiva com base
nos factos – o que é.
„ Na óptica normativa ou valorativa, baseamonos em juízos de valor ou normas éticas/morais
– o que deve ser.
Nuno Venes
2. A Ciência Económica no contexto
das Ciências Sociais
Metodologia da economia:
Experimentação (bastante difícil em ciências sociais
porque o objecto observado se confunde com o
observador);
Observação – directa ou medida por análises,
inquéritos, estatísticas, indicadores, é a grande fonte
de informação para a Ciência Economica – base
positiva ou factual da ciência económica;
Análise Científica – permite a formulação de hipóteses
e o teste de teorias económicas (confronto com a
realidade). A matemática, a estatística e a
econometria surgem como grandes auxílios).
Nuno Venes
2. A Ciência Económica no contexto
das Ciências Sociais
A hipótese “coeteris paribus”
A realidade humana, estudada pela economia, é
bastante complexa. Uma das formas de lidar
com esta complexidade é a simplificação da
análise.
Na economia, tudo tem a ver com tudo dentro de
um contexto de interdependência geral dos
fenómenos, o que introduziria na análise uma
complexidade inultrapassável.
Nuno Venes
2. A Ciência Económica no contexto
das Ciências Sociais
A hipótese “coeteris paribus”
Assim, quando se analisa a relação entre duas variáveis,
por exemplo, supõe-se “tudo o resto constante”,
procurando uma complexidade manejável e
conclusões claras (mas não distorcidas).
Exemplo: Relação entre os preços e a procura –
admitem-se inalterados todos os outros factores que
determinam a procura (como os gostos, o clima, o
rendimento, a moda, etc.), sob pena de distorcer a
análise.
Nuno Venes
2. A Ciência Económica no contexto
das Ciências Sociais
Fontes de erro em economia
Falácia da composição (ou da agregação) – o
que é verdade para uma parte não é
necessariamente verdade para o todo. (Se um
agricultor tiver uma colheita invulgarmente
elevada, o seu rendimento aumentará; se todos
os agricultores tiverem uma colheita recorde o
rendimento agrícola diminuirá).
Nuno Venes
2. A Ciência Económica no contexto
das Ciências Sociais
Fontes de erro em economia
Falácia do post-hoc – tem que ver com a inferência
da causalidade – ocorre quando, pelo facto de um
acontecimento ocorrer antes de outro acontecimento,
admitimos que o primeiro é causa do segundo.
Exemplo: Grande Depressão – alguns economistas
tinham observado que períodos de expansão
económica eram precedidos do aumento dos preços. A
partir disso concluíram erradamente que o remédio
apropriado para a depressão era o aumento dos
preços e dos salários.
Nuno Venes
2. A Ciência Económica no contexto
das Ciências Sociais
Fontes de erro em economia
Falha na hipótese “coeteris paribus” – é
fundamental admitir que nada se altera quando
se estuda o impacto de uma variável sobre o
sistema económico.
Nuno Venes
Bibliografia
Samuelson, P. e William Norhaus, Economia, 18ª
edição, McGraw-Hill (Capítulo 1)
Neves, João César das, Introdução à Economia,
7ª edição, Verbo Editora (Capítulos 1 e 2)
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