1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Ciências Econômicas Departamento de Ciências Econômicas PLANO DE ENSINO ECO 02246 – HISTÓRIA DO PENSAMENTO ECONÔMICO II Etapa 4 – Obrigatória – Pré-requisito: ECO 02245 Turma B - 1º semestre de 2008 Prof. Ricardo Dathein I- Súmula: A Revolução Marginalista e a Escola Neoclássica: as contribuições de Marshall e Walras. A controvérsia sobre demanda efetiva: Rosa Luxemburgo, Keynes e Kalecki. A contribuição de Schumpeter. Concorrência imperfeita: J. Robinson, Sraffa e pós-keynesianos. J. Hicks e a Síntese Neoclássica do Modelo Keynesiano. A economia pós-Keynesiana. O pensamento econômico da CEPAL. O pensamento econômico brasileiro. II- Programa: 1- A Revolução Marginalista e a Escola Neoclássica 1.1- Origem, metodologia e precursores (Brue, cap. 12 e Hunt, cap. 6 e 8) 1.2- O marginalismo: Jevons, Menger, von Wieser e Böhm-Bawerk (Brue, cap. 13 e Hunt, cap. 11 (10)) 1.3- Teoria do equilíbrio parcial: Marshall (Brue, cap. 15 e Hunt, cap. 12 (11)) 1.4- Teoria da distribuição de renda: Clark (Brue, cap. 14, p. 261-70 e Hunt, cap. 12 (11)) 1.5- Teoria do equilíbrio geral: Walras (Brue, cap. 18, p. 345-8 e Hunt, cap. 11 (10)) 1.6- Teoria neoclássica do bem-estar: Edgeworth e Pareto (Brue, cap. 14, p. 253-61 e cap. 20, p. 394-7 e Hunt, cap. 15 (14)) 1.7- Teoria monetária: Wicksell e Fisher (Brue, cap. 16) 2- O Pensamento Marxista no início do século XX - Hobson, Rosa Luxemburgo e Lênin (Hunt, cap. 14 (13)) 3- Concorrência imperfeita - Sraffa, Chamberlin e Joan Robinson (Brue, cap. 17) 4- A Macroeconomia Keynesiana - John Keynes (Brue, cap. 21 e Hunt, cap. 16 (15)) 5- O pensamento de Kalecki (Araújo, cap. 14) 6- O Pensamento Macroeconômico Neoclássico e Pós-Keynesiano 6.1- Síntese Neoclássica 6.2- Monetarismo 6.3- Novo-Clássicos 6.4- Novo-Keynesianos 6.5- Pós-Keynesianos (Brue, cap. 22 e 24) 2 7- Crescimento e Desenvolvimento Econômico 7.1- Modelo keynesiano de Harrod-Domar 7.2- Modelo neoclássico de Solow 7.3- Schumpeter 7.4- Nurkse, Lewis e Schultz (Brue, cap. 23) 8. A Economia Institucionalista (Brue, cap. 19 e Hunt, cap. 13 (12 e 18)) 9. O pensamento econômico da CEPAL (Brue, cap. 25 (Anexo A)) 10. O pensamento econômico brasileiro (Brue, cap. 25 (Anexo B)) III- Procedimentos didáticos: Os conteúdos dessa disciplina serão desenvolvidos através de aulas expositivas, leituras e debates. Deverão ser feitas discussões com base no material bibliográfico. A bibliografia para cada ponto será indicada e comentada previamente. Existe uma página da disciplina na internet, no endereço do Departamento de Ciências Econômicas, item Páginas de Apoio (http://www.ufrgs.br/decon) e no site (http://www.ppge.ufrgs.br/RicardoDathein). IV- Avaliação: A avaliação do aproveitamento acadêmico será feita com base em duas provas escritas sem consulta, com peso na média final de 50% cada. Exige-se média mínima igual a 6,0 e nota mínima 5,0 em cada prova. Para quem não alcançou a média mínima ou a nota mínima por prova, no final do semestre existe uma prova de recuperação. Poderá ser feita somente uma recuperação. Essa prova tem também a função de recuperação para quem faltou a uma das provas. As datas respectivas serão fixadas no decorrer do curso, com antecedência. Os conceitos são fixados de acordo com as seguintes médias: A, de 9,0 a 10,0; B, de 7,5 a 8,9; C, de 6,0 a 7,4; D, abaixo de 6,0; e FF, com número de faltas superior a 25% das aulas. V- Bibliografia: ARAÚJO, Carlos R. V. História do Pensamento Econômico. São Paulo: Atlas, 1995. ARIDA, Pérsio. A história do pensamento econômico como teoria e retórica. In: REGO, José Marcio (Org.). Retórica na Economia. São Paulo: Editora 34, 1996. BARBER, William (1967). Uma História do Pensamento Econômico. Rio de Janeiro: Zahar, 1976. BEAUD, Michel; DOSTALER, Gilles (1993). O Pensamento Econômico, de Keynes aos Nossos Dias: súmula histórica e dicionário dos principais autores. Porto: Edições Afrontamento, 2000. BLAUG, Mark (1985). História do Pensamento Econômico. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1989. 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