IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná 2008 e 2009 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 © 2009. Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná – SEBRAE/PR Todos os direitos reservados. A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (lei n. 9.610). Informações e contato: Sebrae/PR Rua Caeté, 150 – Prado Velho CEP 80220-300 – Curitiba – PR Telefone: (41) 3330-5757 Internet: www.sebraepr.com.br/leigeral Presidente do Conselho Deliberativo Jefferson Nogaroli Diretoria Executiva Allan Marcelo de Campos Costa Julio Cezar Agostini Vitor Roberto Tioqueta Coordenação Técnica do Desenvolvimento Unidade de Desenvolvimento de Soluções Gerência da Unidade de Inovação e Competitividade Agnaldo Castanharo Coordenação Técnica Estadual Cesar Rissete Assistência Técnica Everton Denk Equipe Técnica Wilhelm Milward Meiners (Metápolis Economistas Associados) Luiz Alberto Esteves (UFPR) Leonardo de Magalhães Leite Editoração e Projeto Gráfico Ceolin & Lima Serviços Ltda. Com o IDMPE, o SEBRAE/PR quer monitorar o ambiente institucional para pequenos negócios nos municípios, favorecendo, dessa forma, o desenvolvimento local, com base na Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Instituída em 2006, a Lei Geral contém benefícios como a desburocratização, a desoneração tributária, o empreendedor individual e o acesso a novos mercados. Vantagens nunca antes oferecidas às micro e pequenas empresas. Para que tudo isso se torne realidade, o SEBRAE/PR também implantou o Programa de Desenvolvimento Local, que oferece suporte técnico para que os municípios paranaenses elaborem estratégias e planos de desenvolvimento. Hoje, 117 municípios participam do Programa de Desenvolvimento Local, mas a meta é atingir todos os 399 existentes no Estado. São municípios que decidiram apostar nos pequenos negócios como uma alternativa. Para o SEBRAE/PR, o empreendedorismo e as micro e pequenas empresas são peças-chave no desenvolvimento de um município, de um estado e de País, são uma força-motriz capaz de mudar e transformar realidades. Com apenas dois anos de existência, o IDMPE, aliado à Lei Geral, já se tornou uma ferramenta para muitos municípios paranaenses, no desenvolvimento de ações focadas na promoção do crescimento empresarial e local. Esta publicação traz o ranking do IDMPE nos 399 municípios do Paraná. Um compilado contendo dados e informações técnicas sobre como o quão favorável está – ou não – o ambiente para os pequenos negócios. Que esse trabalho sirva de modelo para que gestores e administradores públicos do Paraná invistam cada vez mais no empreendedorismo e nas micro e pequenas empresas como forma de gerar mais empregos e renda. Jefferson Nogaroli Presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE/PR 3 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Disseminar, cada vez mais, o desenvolvimento de atividades produtivas sustentáveis, levando a uma maior descentralização da geração de empregos e de renda no Estado, é um dos desafios do SEBRAE/PR para 2010. Arquivo Faciap Desenvolvimento sustentável SEBRAE-PR 4 O IDMPE foi criado pelo SEBRAE/PR, em parceria com o IBQP, com inspiração no IDH, o índice de desenvolvimento humano, elaborado pelas Nações Unidas, em 1990, e que leva em consideração a esperança de vida ao nascer, as taxas de alfabetização e de matrícula e a renda dos cidadãos. Arquivo Sebrae/PR Ferramenta inovadora Composto por indicadores como o Índice de Desenvolvimento Empresarial (IDE), o Índice de Desenvolvimento do Mercado Consumidor Local; e o Índice de Desenvolvimento do Ambiente Institucional (IDI), o IDMPE é um aliado inovador do desenvolvimento, fruto da análise e cruzamento de dados. Criado há dois anos, o IDMPE vem se consolidando como uma referência para representantes de entidades empresariais, sociedade civil organizada, poder público e iniciativa privada. Assim como o IDH, o IDMPE tem como objetivo estimular a promoção de políticas públicas em prol do desenvolvimento. O estudo, realizado anualmente, já nos leva a algumas reflexões. Uma delas é que um ambiente institucional gera um ambiente de negócios favorável para o desenvolvimento empresarial e à expansão do mercado, como também produz o capital social favorável para promoção do desenvolvimento humano local. Prova disso é que geralmente os municípios de maior IDH possuem uma condição humana mais adequada para o desenvolvimento empresarial e para a criação de condições favoráveis para o surgimento de novos negócios. Por outro lado, regiões com menor IDH costumam apresentar menores IDMPE. O ranking, apresentado nesta publicação, mostra que as regiões de maiores índices de desenvolvimento empresarial coincidem com os grandes eixos do Paraná, ou seja, com os centros econômicos, políticos e universitários com condições mais favoráveis ao empreendedorismo no Estado. O IDMPE é, sem dúvida, uma ferramenta de apoio na tomada de decisões. Uma ferramenta inovadora que, mais que fornecer um raio-x do ambiente institucional, competitivo e empresarial do município, serve como um balizador para ações focadas no desenvolvimento, a curto, médio e longo prazo. Allan Marcelo de Campos Costa Diretor-superintendente do SEBRAE/PR Sumário 06 Sumário Executivo 08 Objetivo 09 Fundamentos 15 Referenciais Metodológicos 17 Metodologia do IDMPE 22 Metodologia de Análise Espacial 25 Construção do IDMPE, IDE, IDM e IDI 34 Resultados e Análise 42 Visão Regional e Análise Espacial 54 Referências Bibliográficas 56 Anexo I – IDMPE por Município 72 Anexo II – Dicionário de Dados Sumário executivo SEBRAE-PR 6 O advento da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/2006) foi aclamado como fundamental para a promoção dos empreendimentos de micro e pequeno porte no Brasil. O desenho da política de fomento empresarial do Brasil contempla a Lei Geral, ao lado da Lei da Inovação e do Plano de Desenvolvimento da Produção, como um dos avanços institucionais mais importantes da década, pilares no projeto de desenvolvimento sustentável do país. Para a efetiva implementação da Lei Geral é necessário o acompanhamento e monitoramento das ações previstas para sua adoção, não só no âmbito federal, mas em cada unidade federativa, sobretudo os municípios. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) é responsável por um conjunto de ações que contribuem para a implementação da Lei Geral no Brasil. Essa designação de responsabilidade é estabelecida na Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) e compete ao SEBRAE mobilizar os atores necessários para a efetivação dessas ações. O SEBRAE do Estado do Paraná, como parte desse esforço, está apresentando os resultados de uma iniciativa pioneira para avaliar o atual estágio em que se encontram os municípios do Estado no que se refere ao ambiente disponível ao desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte. O resultado ora apresentado permite o monitoramento dos impactos das políticas no desenvolvimento econômico de cada um dos 399 municípios paranaenses. A promoção de políticas públicas de desenvolvimento, com foco em resultados, carece de indicadores que permitam o acompanhamento de sua efetividade. Os índices de desenvolvimento municipais, índices sintéticos que captam determinados aspectos do desenvolvimento local, servem de referência para o diagnóstico e monitoramento dos resultados da ação da gestão pública, destacando-se como importantes instrumentos de planejamento. O IDMPE – Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa tem como propósito orientar as estratégias e políticas locais de promoção econômica, com o objetivo de captar as condições favoráveis à implantação e crescimento dos pequenos negócios locais. A aplica- 7 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 ção da metodologia do IDMPE no Paraná apresenta os municípios com os melhores ambientes de negócios para o surgimento e desenvolvimento das MPE´s, bem como serve de referencial para a promoção de políticas de desenvolvimento local, em especial as que tenham como foco a efetiva aplicação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Objetivo SEBRAE-PR 8 A Lei Geral tem como propósito o incentivo à criação, manutenção, regulamentação e expansão das MPEs. Para isso prevê instrumentos de inclusão e formalização de pequenos negócios, de simplificação e desoneração tributária, de estímulo ao crédito e à capitalização, de associativismo e representatividade, de ampliação de mercado pelas compras governamentais, de acesso à inovação, ou seja, tornar o ambiente mais favorável aos pequenos negócios. O objetivo do IDMPE é prover o diagnóstico e monitoramento do ambiente institucional e de negócios dos municípios por meio de um índice sintético de âmbito municipal, de forma a medir e captar a melhoria desse ambiente, subsidiar o planejamento estratégico municipal e definir plano de ações locais para o desenvolvimento local baseado na promoção das micro e pequenas empresas. Justifica-se a elaboração de índices municipais e sintéticos de desenvolvimento como forma de orientar e monitorar os resultados de políticas públicas. Programas de desenvolvimento e promoção social, por exemplo, utilizam como referência para destinação de seus recursos (escala de prioridade) e monitoramento de seus resultados, o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse sentido, pretende-se que o IDMPE torne-se também um referencial para o poder público municipal, estadual e federal na elaboração e acompanhamento de políticas de apoio às MPEs no nível local. Fundamentos Na formulação de uma política buscam-se os mais diversos aspectos de uma região ou município, pois durante o processo de desenvolvimento dos programas devem ser estabelecidas formas de monitoramento, re-planejamento e controle das ações, o que dependerá de informações que expressem o resultado de todo o processo, daí a necessidade de elaboração e análise de indicadores. Importante registrar que uma boa escolha de indicadores tem relação direta com o desenho do Programa. Neste sentido, é pré-requisito para a escolha dos indicadores uma avaliação de adequação do objetivo do Programa, bem como de consistência desse objetivo com a capacidade de intervenção, materializada nas ações que o compõem. (MPOG, 2010, p. 16) O desenvolvimento de indicadores remonta à década de 20, a partir do aprimoramento de metodologias de contabilidade nacional e estatísticas sociais e econômicas. Nesta época os Estados Unidos criaram um comitê presidencial para a produção do relatório “Tendências Sociais Recentes”, constituindo um quadro aproximado de indicadores. Na mesma época, como decorrência da necessidade de enfrentar a crise de 1929, os governos dos Estados Unidos, Inglaterra, França e outros se deram conta que não dispunham de sistema de informações macroeconômicas e conjunturais que apresentassem o desempenho econômico e as tendências de crescimento. A primeira geração de indicadores surge, sob inspiração conceitual da macroeconomia keynesiana e das diretrizes operacionais de Stone, para acompanhamento da conjuntura e do ambiente macroeconômico dos países. 9 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Para o desenho e implantação de políticas públicas, planos e programas os indicadores, conforme a SEPLAN (2010), são instrumentos para identificação e medição de aspectos relacionados aos conceitos, fenômeno, problema ou resultado da intervenção na realidade. A principal finalidade de um indicador é traduzir, de forma mensurável, aspecto da realidade dada (situação social ou econômica) ou construída (ação), tornando operacional a sua observação e avaliação. SEBRAE-PR 10 Na década de 1960-70, com o desenvolvimento de técnicas computacionais, houve um grande avanço na produção de indicadores, perseguindo-se uma ênfase mais social, cuja finalidade era avaliar as mudanças socioeconômicas, desenvolvendo a segunda geração de indicadores. Em 1969 o presidente norte-americano Richard Nixon criou o Serviço Nacional de Metas e Pesquisas para que fossem elaborados e divulgados indicadores sociais nacionais. No mesmo período, organizações internacionais (ONU, OCDE, Banco Mundial, PNUD) desenvolveram indicadores socioeconômicos que atendessem a necessidade de dispor de informações atualizadas e desagregadas territorialmente para a concepção e implantação de políticas públicas de natureza redistributiva, diante dos processos concentradores de renda e riqueza que ocorreram a partir do ciclo de desenvolvimento econômico do pós-guerra. As Nações Unidas, através do PNUD, têm estimulado a concepção e produção desses indicadores, organizando a estimativa anual do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em mais de 170 países. A terceira geração de indicadores surge no contexto da necessidade de melhor conhecimento do desenvolvimento científico-tecnológico, das relações entre crescimento econômico e sustentabilidade e com a implantação das políticas de planejamento regional e planejamento participativo, em que a sistematização de informações sobre a realidade a ser transformada é condição prévia para a ação. A partir das preocupações com o desenvolvimento sustentável na década de 90 (Eco-92), com a dinâmica econômica dominada pelas inovações, e a adoção de estratégias endógenas de desenvolvimento local, os indicadores sociais, ambientais e tecnológicos assumiram papel de destaque, com temas que foram compondo a agenda de políticas públicas, como, desigualdade social, qualidade de vida, direitos humanos, participação social, liberdades políticas, desenvolvimento sustentável, responsabilidade social, biodiversidade, qualidade institucional e competitividade regional. Diante da globalização dos mercados e das estruturas produtivas, a competitividade é um fator fundamental para a sobrevivência empresarial. A competitividade está ligada a fatores como a produtividade, a inovação de produtos e processos produtivos no âmbito da firma. Mas a competitividade não deve ser percebida como uma questão estritamente microeconômica, condições internas da firma. Cada vez mais percebe-se a competitividade não como um desafio isolado, mas como um fator sistêmico, ou seja, como resultado de condições internas combinadas com condições externas, que favoreçam o crescimento da produtividade e da inovação empresarial. Ambiente institucional é o conjunto de fatores externos à firma e à estrutura produtiva (economias externas dinâmicas) que favorecem a criação e desenvolvimento das empresas, expressas nas normas, políticas, redes de ação estratégica e nos elementos sócio-culturais existentes em cada cidade e região. Parte-se do suposto que tais fatores atuam como condicionantes externos importantes na promoção da atividade empreendedora, com a germinação e florescimento das novas empresas. As vantagens competitivas regionais podem ser percebidas dentro de um sistema de interações em diferentes níveis, que resultam na competitividade regional. De acordo com economistas do Instituto Alemão de Desenvolvimento (IAD) - Klaus Esser, Wolfgang Hillebrand, Dirk Messner e Jörg Meyer-Stamer, os fatores determinantes da competitividade sistêmica se distribuem em quatro níveis: a) Nível Micro: que compreende as empresas e organizações produtivas setoriais, que definem sua competitividade pela capacidade de gestão, pelas estratégias empresariais de inovação e conquista de market-share, pela gestão da inovação, pela organização que privilegie as melhores práticas do ciclo completo do produto (desenvolvimento, produção e comercialização), pela integração em redes de cooperação tecnológica, pela logística empresarial e pela interação entre fornecedores, produtores e usuários. Nesse sentido, cabe destacar que a competitividade, mesmo em nível micro, não é tarefa isolada da empresa, mas um fator sistêmico, pois: Las crescientes exigencias a las empresas van de la mano con requerimientos cada vez mayores a su entorno. Las empresas que actúan en el mercado mundial ya no compiten de una manera descentralizada y hasta aislada, sino como conglomerados industriales, es decir, como grupos empresariales organizados en redes de colaboración. La dinâmica de su desarrollo depende en gran medida de la eficacia de cada una 11 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 A competitividade de uma região pode ser definida sinteticamente como o conjunto de vantagens que ela oferece para a eficiência e eficácia de sua base produtiva. Este conjunto de vantagens, porém, não decorre somente de fatores estritamente econômicos que interferem nas condições e custos de investimento, da produção, de transação e na produtividade das empresas, mas também de variáveis que indicam a sustentabilidade dessas condições, incorporando elementos do ambiente institucional. SEBRAE-PR 12 de las localizaciones industriales, vale decir, del contacto estrecho y permanente con universidades, instituciones educativas, centros de investigación científica e tecnológica, instituciones de información y extensión tecnológicas, entidades financieras, agencias de información para la exportación, organizaciones setoriales no estatales y muchas otras entidades más. (ESSER, K. et al., p. 44) Figura 1 - Fatores Determinantes da Competitividade Sistêmica Nível Meta Nível Macro A Competividade se realiza pela interação Nível Meso Nível Micro Fonte: IAD b) Nível Macro: refere-se à estabilização macroeconômica capaz de manter um contexto adequado de política orçamentária e fiscal (gastos e impostos), política monetária (taxa de juros e crédito), política comercial e cambial (taxa de câmbio), compatíveis com os objetivos e metas de competitividade. Não há projeto empresarial que sobreviva a contextos inflacionários e de desajustes persistentes do orçamento, juros e câmbio; c) Nível Meta - que revela a capacidade política de regulação e condução da economia, a integração social e a existência de padrões de organização que permitam mobilizar a capacidade criativa da sociedade. “Systemic competitiveness without social transformation is a futile endeavor.” No nível meta destacam-se os fatores sócio-culturais, a escala de valores, os padrões básicos de organização política, jurídica e econômica e a capacidade de formular estratégias e implementar políticas; d) Nível Meso: articulado entre o Estado e o mercado, rompe as dicotomias tradicionais entre o público e o privado por meio das policies networks , políticas definidas no âmbito de redes horizontais de negociação interorganizacional, com a finalidade de garantir as crescentes exigências da competitividade internacional à região. Resulta, pues, que la estrucutración del nivel meso es ante todo un problema de organizacion y gestión De lo que se trata es de establecer una estructura institucinal (hardware) y de promover en especial la capacidad de interacción estrecha entre actores privados y públicos al interior de un conglomerado (software) (...) En las regiones involucradas van surgiendo complejas redes de colaboración que engloban a organizaciones empresariales, sindicatos, asociaciones, administraciones locales, institutos tecnológicos y universidades. Esas redes se sitúan entre el Estado y el mercado; elaboran visiones o, en términos más pragmáticos, escenários para el desarollo regional; preparan decisiones estratégicas fundamentales y posibilitan una gestión política no estatista de los programas de reconversión económica, así como la formación participativa de estructuras a nível de localización industrial tanto regional como nacional. (ESSER, K. et al., p. 47) A atenção para o entorno competitivo também está presente nas análises de Francisco Albuquerque sobre desenvolvimento local apoiado na promoção das MPEs. Para o autor a competitividade empresarial depende de três tipos de ações: aquelas desenvolvidas no interior das empresas, àquelas realizadas junto a sua rede de empresas (clientes e fornecedores) e àquelas orientadas para a formação de um “entorno propício para o acesso aos serviços e insumos de apoio à competitividade, que esta se realize nos mercados locais ou internacionais.” (ALBURQUERQUE, p.50). O Esquema a seguir, elaborado por Alburquerque, indica que, no esforço em busca da competitividade, a empresa não atua no vazio, mas apóia-se na disponibilidade de serviços e estruturas do território onde se encontra, tais como: a dotação de sistemas sociais básicos (saúde e educação, sistemas de infraestrutura local, sistemas de inovação e informação tecnológica, cultura local favorável à criatividade e empreendedorismo, oferta de serviços de apoio à atividade empresarial, assessoramento e acesso a crédito e financiamento, além de regime fiscal diferenciado. 13 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Figura 2 - A Empresa e o Entorno Competitivo Territorial DISPUTA COMPETITIVA NOS MERCADOS SEBRAE-PR 14 Dotação de Infra-Estruturas Básicas Empresa Serviços Desenvolvimento Empresarial Sistema de CT & I Mercado de Trabalho Sistema Financeiro e Acesso ao Crédito Estruturas de Governos Eficientes Sistemas de Saúde, Habilitação e Lazer Sistema Educacional e de Formação de Recursos Humanos Qualidade do Meio Ambiente Ambiente cultural inovador Fonte: ALBURQUERQUE Referenciais Metodológicos Toma como referência principal o IDH, índice de desenvolvimento que procura expressar o objetivo do desenvolvimento, de alargar as possibilidades de escolha das pessoas, através da ampliação de suas capacidades. O IDH leva em conta três dimensões básicas da existência humana: uma vida longa e saudável, o acesso ao conhecimento e um padrão de vida digno. Estas três dimensões são mensuradas no IDH pelos indicadores: esperança de vida ao nascer, taxas de alfabetização e de escolaridade e PIB per capita ajustado. Ressalta-se que o IDH não deve ser visto como uma medida de "felicidade" ou um indicador do "melhor lugar para se viver"; ou uma medida compreensiva de todos os aspectos do desenvolvimento humano. É importante ressaltar que o conceito de desenvolvimento humano é maior e mais amplo do que sua medida. Aspectos como direitos humanos, participação, nãodiscriminação não são incluídos no IDH, mas são essenciais para o desenvolvimento humano. 15 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 O IDMPE é um índice sintético, com construção semelhante a outros índices que buscam servir a propósitos de monitoramento e avaliação de níveis de desenvolvimento. Nesse sentido sua construção foi inspirada no IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PNUD/ONU, desde 1990, e que no Brasil foi aplicado na dimensão municipal pelo PNUD/Brasil, IPEA e FJP, a partir de 1996; no IFDM - Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, elaborado em 2008; nos Índices de Competitividade elaborados pelo World Economic Forum, o BCI (Business Competitiveness Index) elaborado por Michael Porter desde 2001 e o GCI (Global Competitiveness Index) elaborado por Sala-i-Martin, desde 2004; e no ICE-F – Índice de Competitividade Estadual - Fatores, elaborado pela FEE/RS (Fundação Estadual de Estatística) e Movimento Brasil Competitivo, em 2006. Figura 3 – Estrutura do IDH SEBRAE-PR 16 Fonte: PNUD/ONU Os índices sintéticos são construídos buscando captar dimensões relacionadas ao conceito analisado. Nesse caso, os índices de desenvolvimento humano baseiam-se no seu conceito (uma vida longa e saudável com acesso a conhecimento e com um padrão de vida digno), captando as dimensões da saúde, educação e renda. Já os indicadores de competitividade baseiam-se nas diferentes abordagens de competitividade (seja de condicionadores ex-ante, seja revelada ex-post) e nos seus fundamentos (12 pilares da competitividade no GCI, ou nos fatores de competitividade, no BCI e ICE-F). Cada dimensão dá origem a um índice parcial. E a média das dimensões fornece o índice sintético. Definindo as dimensões abordadas, o passo seguinte é buscar os indicadores que captem adequadamente esta dimensão. Para isso, deve-se proceder a busca de fontes que disponibilizem o indicador para a dimensão territorial pretendida (municipal, regional ou nacional), na periodicidade que atenda ao objetivo do índice (anual, decenal). Após esta abertura aos indicadores existentes são realizados testes estatísticos para verificar a relevância de cada indicador. Parte-se do suposto que não é a quantidade de indicadores que vai gerar necessariamente um índice sintético de maior qualidade. Dadas as distorções de diferentes fontes de dados, seus processos de coletas de dados primários, de sistematização e disponibilização, bem como sua manuseabilidade são fatores que devem ser considerados para simplificar a construção de índices, não agregando indicadores que podem ter uma representatividade conceitual, mas não oferecem uma importância estatística relevante para o fenômeno que se queira observar. Metodologia do IDMPE Tabela 1 – Requisitos de um Bom Indicador Propriedade Relevância para a formulação de políticas Adequação á análise Mensurabilidade Requisitos Representatividade Simplicidade Sensível a Mudanças Possibilita comparações Possui escopo abrangente Possui valores de referência Fundamentado cientificamente Baseado em padrões internacionais e possui consenso sobre sua validade Utilizável em modelos econômicos, de previsão e em sistemas de informação Viável em termos de tempo e recursos Adequadamente documentado Atualizado periodicamente Fonte: OCDE Para a construção do IDMPE, visando atender os objetivos delineados, foram observados os seguintes requisitos: a) Municipal. O índice deve ser municipal, ser construído a partir de dados e indicadores que expressem a realidade particular e diferencial de cada município; b) Sintético. O índice deve ser sintético, deve expressar por um conjunto simples de indicadores e dimensões, o ambiente institucional favorável às MPE 17 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Conforme a OCDE (2002, apud MPOG, 2010) um bom indicador possui alguns requisitos, como a relevância para a formulação de políticas, a adequação à análise e a mensurabilidade, descritos na tabela abaixo: em cada município, de forma a ser fácil e rapidamente adotado pelos poderes públicos e empresariais de cada município como uma referência; SEBRAE-PR 18 c) Anual. O índice deve ser anual, deve captar dados e indicadores que são produzidos no período de observação de um ano, de forma a captar as mudanças no ambiente de negócios promovidas por políticas e ações de uma gestão municipal, bem como captar os reflexos de programas de apoio à MPE. O IDMPE deve ser um índice de monitoramento das ações e não apenas de diagnóstico, portanto, ter uma periodicidade adequada para tanto; d) Base Pública. Os dados e indicadores utilizados para a construção do IDMPE devem ser de fonte secundária e base pública, produzidos com consistência temporal e regional. Não devem ser contemplados dados e indicadores produzidos pelo município sem referência metodológica que capte o universo, para evitar-se distorções e problemas de comparação; e) Acesso Fácil. Os resultados do IDMPE, bem como o conjunto de indicadores e dados secundários devem ser de fácil disponibilidade e acesso aos gestores e empresários do município; f ) Replicável. A metodologia adotada para o Paraná pode ser aplicada em qualquer outra unidade da federação, de forma a estabelecer uma metodologia de referência para avaliação e monitoramento de programas de desenvolvimento local baseadas na Lei Geral. Com a finalidade de captar o ambiente de negócios do município constituindo este entorno favorável, a construção do IDMPE considera três dimensões: a) Ambiente Empresarial: clima de negócios que favoreça a criação de novos empreendimentos formais e a sobrevivência e expansão das empresas instaladas. A captação do ambiente empresarial ocorre por medidores de resultado, ou seja, indicadores que avaliam sobretudo a dinâmica empresarial do município, como a criação e sobrevivência de empresas, a dimensão e evolução dos negócios e o empreendedorismo. c) Ambiente Institucional: nessa dimensão procura-se captar algumas condições prévias e relevantes do entorno municipal que criam as condições favoráveis ao desenvolvimento e competitividade das MPE, como a oferta de infraestrutura, a qualidade da educação, a participação da ciência e tecnologia, a capacidade de investimento público, o associativismo e os mecanismos legais de apoio à atividade econômica. Para captar cada uma destas dimensões o ID-MPE é estruturado por índices parciais que compõem igualmente sua construção: IDE: índice parcial de desenvolvimento empresarial. IDM: índice parcial de desenvolvimento do mercado consumidor local. IDI: índice parcial de desenvolvimento do ambiente institucional. 1 Isto não implica que as microempresas e empresas de pequeno porte não devam procurar mercados interregionais e internacionais, mas até para isso é importante que haja um mercado local dinâmico capaz de fornecer os estímulos necessários para se atingir níveis de competitividade requisitados por aqueles mercados. 19 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 b) Ambiente do Mercado Consumidor: em geral e na média, a micro e pequena empresa tem como mercado principal o município ou o bairro onde opera. São produtos e serviços que atendem ao mercado local. Ainda que exista uma participação importante de MPEs no comércio interregional e internacional, não é regra geral para a realidade do pequeno empreendedor1. Assim, a importância do mercado consumidor local é destacada por variáveis que procuram captar sua dimensão e sua dinâmica, com destaque à dimensão da renda pessoal, da massa de salários, da população e a evolução do emprego, dos salários e renda. Figura 4 – Estrutura do IDMPE SEBRAE-PR 20 Fonte: SEBRAE/IBQP Os Índices parciais por sua vez são elaborados com a composição de indicadores objeto que explicam a dimensão de desenvolvimento, obtidos a partir de dados administrativos e estatísticos de fontes públicas, com periodicidade de atualização anual, seguindo a referência do Ministério de Planejamento (MPOG, 2010): Figura 5 – Pirâmide de Informação Fonte: Ministério do Planejamento A tabela abaixo lista os indicadores objeto utilizados para a composição dos respectivos índices parciais do IDMPE: Tabela 2 –Estrutura do IDMPE: Índices Parciais e Indicador Objeto ÍNDICE INDICE PARCIAL IDE IDMPE IDM IDI INDICADOR OBJETO Criação de Empresas Sobrevivência de Empresas Volume dos Negócios Expansão dos Negócios Empreendedorismo Criação de Empregos Dimensão da Massa Salarial Evolução da Massa Salarial Dimensão do Mercado Local Crescimento da Renda per capita População Qualidade da Educação Empregos em Ciência, Tecnologia e Inovação Capacidade de Investimento Público Municipal Sistema Financeiro Infraestrutura de Comunicação Mecanismos de Apoio a MPE: LGMPE e PDM Associativismo FONTE: SEBRAE/IBQP IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 21 Metodologia de Análise Espacial SEBRAE-PR 22 A Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE) fornece um conjunto de técnicas que permitem identificar distribuições espaciais, outliers espaciais, padrões de associação espacial, diferentes regimes espaciais, além de outras formas de nãoaleatoriedade espacial (Anselin, 1999). Antes de proceder, de fato, às técnicas da AEDE, é necessário estabelecer uma matriz de ponderação espacial (W). Trata-se de uma matriz quadrada n por n onde cada elemento representa “o grau de conexão entre as regiões segundo algum critério, mostrando a influência da região j sobre a região i. Assim, a matriz W é útil por realizar uma espécie de ponderação da influência que as regiões exercem sobre as outras” (Almeida, cap. 3, p. 2). Cada célula, wij, representa, então, a força de atração de uma região em relação à outra. Na econometria espacial existem diversas matrizes deste tipo. A escolha da melhor matriz a ser utilizada depende do tipo dos dados do pesquisador, bem como do escopo de cada trabalho. Para escolher a melhor matriz para este trabalho, nos baseamos no procedimento de Baumont (2004), que consiste em estimar diferentes regressões, usando uma mesma especificação e diferentes matrizes de ponderação espacial. Após testar os resíduos para autocorrelação espacial, a melhor matriz seria aquela que tivesse gerado o maior valor do coeficiente de autocorrelação espacial I de Moran, estatisticamente significativo. Neste trabalho, são testadas as matrizes de contigüidade torre e rainha e as matrizes de k vizinhos, com k variando de 1 a 20. Estes testes indicaram que a matriz que gerou o maior valor do I de Moran, sendo estatisticamente significativo, foi a matriz de contigüidade torre. Esta é uma matriz em que, para efeito de cálculo, se consideram como vizinhos os municípios que possuem fronteiras em comum, desconsiderando situações de fronteiras que equivalem a pontos ou vértices. A partir desta definição, dentro da AEDE, o primeiro passo foi verificar a existência de autocorrelação espacial global entre os dados da principal variável de interesse, o IDMPE. Dito de outra forma pretende-se averiguar se os dados são distribuídos aleatoriamente no espaço ou não. Para tanto, se utilizou como critério de autocorrelação espacial, o coeficiente I de Moran. 23 I= n z’Wz S0 z’z Onde n é o número de regiões, z representa os valores da variável padronizada, Wz representa os valores médios da variável padronizada nos vizinhos de acordo com alguma matriz de ponderação espacial W e S0 representa o somatório de todos os elementos da matriz de ponderação espacial. O valor esperado de I é [1/ (n-1)] (Almeida, 2009). Assim, no caso do IDMPE Paraná, o valor esperado será 1/398 = 0,0025. Se o valor calculado de I for superior ao valor esperado, temos autocorrelação espacial positiva, isto é, existe uma tendência de regiões com altos (baixos) valores de uma variável estarem rodeados de municípios com altos (baixos) valores desta variável . Inversamente, se I calculado for menor do que o valor esperado de I temos autocorrelação espacial negativa, indicando que altos valores tendem a estar circundados por baixos valores de alguma variável. O coeficiente I também pode ser entendido como o coeficiente angular ( ) da reta de regressão da defasagem espacial de uma variável (Wz) contra a própria variável (z): Wz = + z+ Onde α representa o coeficiente da regressão, o coeficiente angular e ε o termo de erro. Se estimado é significativo, a variável z de um município explica a variável z do entorno, existindo uma autocorrelação espacial positiva. IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Desenvolvido por Moran (1948), é uma estatística definida matricialmente por: SEBRAE-PR 24 Conforme o diagrama de dispersão de Moran obtido por este método, existe uma autocorrelação espacial positiva do IDMPE, com o valor calculado de I = 0,2128. Significa que municípios com alto (baixo) IDMPE estão rodeados por municípios com alto (baixo) valor de IDMPE. Isto sugere a presença de clusters espaciais e a presença do fenômeno denominado de mimetismo (processo de convergência entre os municípios de uma determinada região no processo de desenvolvimento). Para identificar estes clusters e fazer uma análise mais detalhada, convém calcular o coeficiente de I de Moran local (Ii). Ao invés de calcular o valor da estatística levando-se em consideração toda a amostra de dados, o Ii é calculado apenas com os vizinhos do município i. Conseguem captar padrões locais de interação espacial, que sejam estatisticamente significativos. De acordo com Almeida (2009), o coeficiente Ii para uma variável y padronizada observada na região i pode ser expresso como: J li = zi wijzj j=1 Uma das vantagens do I de Moran local é que com seu cálculo é possível estabelecer no mapa os padrões locais de autocorrelação espacial. Estes resultados serão apresentados no tópico específico sobre análise espacial. Construção do IDMPE, IDE, IDM e IDI Os dados secundários foram coletados no sentido de captar adequadamente os objetivos que cada “indicador objeto” se propunha. Ao todo foram coletadas 60 variáveis brutas diferentes, que, no final, foram reduzidas para 18 variáveis. Os dados originais foram transformados em indicadores objeto com o tratamento genebrido ou distancial. Nesse procedimento cada variável observada tem limiares mínimos e máximos, definidos pelo critério de pior resultado histórico (mínimo) e nível máximo nacional ou de referência (máximo). Assim, as variáveis convertem-se em índices de 0 a 1, conforme a seguinte fórmula: Indicador Objeto = Valor Máximo – Valor Observado Valor Máximo – Valor Mínimo No primeiro índice parcial, IDE, para captar os efeitos do primeiro “indicador objeto”, foi calculada a taxa de criação de estabelecimentos, com base nos dados da Relação Anual de Informação Social (RAIS) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)2. Para apurar o segundo indicador, calculamos a taxa de inatividade de estabelecimentos, também com base nos dados de RAIS. Em relação ao terceiro e quarto indicadores, foram utilizadas informações do PIB real municipal, seja através de sua taxa de crescimento, ou através de seu valor em nível. 1 Quanto ao segundo índice parcial, IDM, utilizou-se, para capturar os efeitos do primeiro “indicador objeto”, a taxa de crescimento do estoque de vínculos empre2 Deve-se salientar que a RAIS contempla informações apenas do setor formal da economia, tanto celetistas quanto estatutários. Entretanto, como não existe outra base de dados para tais informações, nos atentamos para prevenir possíveis distorções. 25 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Com a definição das dimensões e variáveis, partiu-se para a coleta de dados secundários por município, para a subseqüente aplicação de técnicas de Estatística Multivariada, como, (i) a análise gráfica e descritiva das variáveis de cada índice sintético, (ii) a análise de componentes principais, (iii) a análise fatorial, e (iv) a análise de aglomeração e robustez, finalizando com o cálculo do ÍD-MPE. SEBRAE-PR 26 gatícios, cuja fonte foi a RAIS. A “dimensão da massa salarial” foi medida através do valor das remunerações totais recebidas pelos empregados do setor formal, também com base na RAIS. O indicador subseqüente foi calculado a partir da taxa de crescimento do item anterior. Já o terceiro “indicador objeto”, “dimensão do mercado local”, foi calculado a partir do valor adicionado fiscal no comércio. Para o “crescimento da renda per capita”, utilizamos o valor total dos rendimentos recebidos por toda a população, informação disponível apenas no CENSO de 2000, e aplicamos a taxa de crescimento do PIB per capita para verificar uma proxy para esse “indicador objeto” nos anos mais recentes. O último indicador foi obtido através da população estimada pelo IBGE e IPARDES através de interpolação censitária3. O último indicador parcial, IDI, de mais difícil mensuração, as informações coletadas foram as seguintes. A “qualidade da educação” foi mensurada através de uma média entre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) até a 4ª série e o IDEB entre 5ª e 8ª série, informações disponíveis pelo Instituto Nacional de Ensino e Pesquisa Educacional (INEP) ligado ao Ministério da Educação. O segundo “indicador objeto” foi obtido através da soma de todo o pessoal empregado em atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação4. Já o terceiro “indicador objeto”, ligado às finanças públicas, correspondeu ao grau de geração de recursos tributários próprios5.O “sistema financeiro” foi mensurado através do número de postos e agências bancárias, de acordo com informações do Banco Central do Brasil. Por sua vez, “infraestrutura de comunicação” correspondeu ao número de postos de correios. O seguinte “indicador objeto” foi obtido através de uma ponderação entre a fase de implementação da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa e da implantação ou não do Plano Diretor Municipal. Por fim, “entidades empresariais” foi calculada a partir do número de entidades empresariais associativas, de arranjos produtivos locais, agências de desenvolvimento regional e unidades do SEBRAE/PR. 1 Após a coleta de todas estas informações, partiu-se para a aplicação de técnicas de estatística multivariada para o cálculo dos índices parciais e do índice final, o ID-MPE. 3 Nesta estimativa, o IPARDES leva em consideração a população oficial obtida através do CENSO 2000 e através da contagem populacional de 2007. 4 Para calcular o pessoal empregado em atividades de CTI utilizamos critério definido por Diniz (2000), no qual o pessoal empregado de acordo com alguns códigos da Classificação Brasileira de Ocupação (CBO), constituem emprego em CTI. Os códigos são os seguintes: 2012, 2031-15, 2031-25, 213, 2031-10, 3011, 311, 316, 2015, 211, 2032, 214, 312, 313, 314, 318, 300, 2011, 2030, 2033, 22, 2034, 32, 3012, 2031-05, 212, 2031-20 e 317. 5 Grau de geração de recursos tributários próprios corresponde à seguinte relação: receita tributária sobre receita corrente mais receita de capital menos operações de crédito. A próxima etapa metodológica consistiu na análise de componentes principais (ACP). De acordo com Jonhson e Wichern (1998), os principais objetivos desta análise são reduzir o número de variáveis e analisar qual conjunto de variáveis explicam a maior parte da variabilidade total da amostra. As componentes principais são combinações lineares das variáveis originais e são calculadas em ordem decrescente de importância, tal que a primeira componente principal é a combinação linear com máxima variância. Portanto, se existirem p variáveis originais, existirão p componentes principais. Entretanto, frequentemente a maior parte da variabilidade total do sistema pode ser explicada por um número pequeno k < p de componentes principais. Assim, estas k componentes principais podem substituir as p variáveis originais e manter praticamente a mesma quantidade de informações. Esta ferramenta é muito útil como método auxiliar em análise fatorial e análise de agrupamentos, que serão os próximos passos da construção do ID-MPE. A análise fatorial foi utilizada para calcular os pesos de cada variável na elaboração dos índices sintéticos. Para estimar estes pesos (escores fatoriais) e as variâncias específicas, aplica-se o método das componentes principais (fator principal) para os carregamentos fatoriais6. Dentro da análise fatorial utilizou-se a estatística de KaiserMeyer-Olkin (KMO) para testar se as variáveis possuem adequação amostral. Por fim, caso o número de fatores fosse maior que um, foi realizada a rotação deles pelo critério varimax para obter uma estrutura para os pesos tal que cada variável tenha peso alto em um único fator e pesos baixos nos outros. 1 6 Uma descrição tecnicamente detalhada deste método pode ser encontrada em Johnson e Wichern (1998), páginas 522 a 530. 27 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Em um primeiro momento, foi realizada a análise gráfica e descritiva dos dados, que é importante para verificar se eles assumem uma distribuição normal. É fundamental ressaltar que, embora a suposição de normalidade não seja necessária para a aplicação da análise de componentes principais, como salienta Johnson e Wichern (1998), ela é desejável para a aplicação de alguns testes estatísticos. Neste sentido, esta análise concluiu que algumas variáveis deveriam ser modificadas para se aproximar de uma distribuição normal. Então, realizamos dois tipos de transformações com algumas variáveis: aplicação do logaritmo natural ou multiplicação por uma constante. SEBRAE-PR 28 O último passo metodológico de construção dos índices parciais consiste na análise de agrupamentos (clusters). O objetivo é formar clusters para os municípios paranaenses e verificar se tais aglomerados apresentam correlação com o ranking dos municípios obtidos a partir dos índices parciais. A idéia é que tais aglomerados sejam formados a partir da análise de vizinhança7 dos vetores constituídos pelas variáveis que os compõem. É esperado que os municípios aglomerados nos clusters de alto (baixo) desempenho também apresentem as melhores (piores) colocações do índice. Uma alta correlação nesse sentido corroboraria o resultado de desenvolvimento empresarial para os municípios. 1 Finalmente, a construção do índice final, o Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa (ID-MPE), consiste no cálculo da média simples dos três índices parciais: IDMPE = IDE + IDM + IDI 3 A seguir, são apresentadas as etapas de construção descritas acima, de cada índice parcial e do índice final8. A. Construção do Índice de Desenvolvimento Empresarial (IDE) O IDE foi construído a partir das informações dos 399 municípios paranaenses com as informações referindo-se às seguintes variáveis: Tabela 3 - Lista de Variáveis e Descrição, IDE Variável IDE_1 IDE_2 IDE_3 IDE_4 IDE_5 7 Descrição PIB real Taxa de crescimento do PIB real Taxa de inatividade Taxa de criação de estabelecimentos Taxa de empreendedorismo O método utilizado para a formação dos clusters é o de Ward´s Linkage, que se trata de um tipo de análise de cluster hierárquico. 8 Todo o procedimento estatístico foi calculado a partir do software Stata 9.0. Na aplicação da análise fatorial e de acordo com o critério de Kaiser apenas os dois primeiros componentes apresentam autovalores superiores a 1, logo são os únicos componentes relevantes na análise e seu poder explicativo conjunto é de aproximadamente 64% da variância total. Todos os demais componentes, 3 a 5, são descartados por não apresentarem relevância prática. 29 Componente Explicação Autovalor Explicação Principal Acumulada 2.10 0.42 1 0.42 1.08 0.22 2 0.64 0.76 0.15 3 0.79 0.56 0.12 4 0.91 5 0.48 0.09 1.00 Fonte: Dados da pesquisa. Dada a adequação amostral das variáveis, pela estatística KMO, se pode obter os pesos de cada variável que compõem os dois componentes principais relevantes, YIDE1 e YIDE2. Os valores de YIDE1 e YIDE2 para cada município são computados conforme as expressões abaixo: YIDE = ln IDE_1 x 0.46 + IDE_2 x 0.67 + IDE_3 x – 0.75 + IDE_4 x 0.78 + IDE_5 x – 1 0.04 e YIDE = ln IDE_1 x 0.69 + IDE_2 x – 0.001 + IDE_ 3 x – 0.10 + IDE_ 4 x 0.11 + IDE_5 2 x 0.91 Dados os valores estimados na equação acima, o IDE é obtido a partir da seguinte expressão: i min 1 Y IDE i − Y IDE min 1 Y IDE 1 − Y IDE 1 2 2 + IDE = max min max 2 Y IDE 1 − Y IDE 1 2 Y IDE 2 − Y IDE 2 min IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Tabela 4 - Análise de Componentes Principais, IDE 30 Onde YIDE com sobrescrito i é valor estimado para o município i, YIDE com sobrescrito max é o maior valor estimado (observação com valores limiares máximos para todas as variáveis) e YIDE com sobrescrito min é o menor valor estimado (observação com valores limiares mínimos para todas as variáveis). SEBRAE-PR B. Construção do Índice de Desenvolvimento do Mercado Local (IDM) O IDM foi construído a partir das informações dos municípios paranaenses, com as informações referindo-se às seguintes variáveis: Tabela 5 - Lista de Variáveis e Descrição, IDM Variável IDM_1 IDM_2 IDM_3 IDM_4 IDM_5 IDM_6 Descrição Taxa de criação de empregos Valor adicionado fiscal no comércio Taxa de crescimento da remuneração total Remuneração total ponderada População Renda per capita A análise de componentes principais com as variáveis que compõem o IDM identificou seis componentes, cujos parâmetros são descritos na tabela 6. Os dois primeiros componentes são os únicos que apresentam autovalores superiores a 1, logo são estes componentes relevantes na análise e seu poder explicativo conjunto é de aproximadamente 80% da variância total. Todos os demais componentes, 3 a 6, são descartados por não apresentarem relevância prática. Tabela 6 - Análise de Componentes Principais, IDM Componente Autovalor Explicação Principal 1 3.69 0.62 2 1.41 0.23 3 0.49 0.08 4 0.28 0.05 5 0.08 0.01 6 0.05 0.01 Explicação Acumulada 0.62 0.85 0.93 0.98 0.99 1.00 Fonte: Dados da pesquisa. Dada a adequação amostral das variáveis, pela estatística KMO, se pode obter os pesos de cada variável que compõem os dois componentes principais relevantes, YIDM1 e YIDM2. Os valores de YIDM1 e YIDM2 para cada município são computados conforme as expressões abaixo: 31 + lnIDM_6 × 0.82 Y IDM 2 = IDM_1 × 0.97 + ln IDM_2 × 0.13 + IDM_3 × 0.96 + lnIDM_4 × 0.33 + lnIDM_5 × 0.14 + lnIDM_6 × 0.22 É interessante notar que o primeiro fator atribui mais importância para variáveis de dimensão de mercado e riqueza enquanto o segundo atribui mais peso às variáveis de dinâmica de mercado. O IDM é uma combinação dos dois fatores, estabelecendo pesos iguais para a dimensão de mercado e para a dinâmica de crescimento, sendo calculado da seguinte maneira: 1 Y IDM 1 − Y IDM 1 max min 2 Y IDM 1 − Y IDM 1 i IDM = min 1 Y IDM 2 i − Y IDM 2 min + 2 Y max − Y min IDM 2 IDM 2 Onde YIDM com sobrescrito i é valor estimado para o município i, YIDM com sobrescrito max é o maior valor estimado (observação com valores limiares máximos para todas as variáveis) e YIDM com sobrescrito min é o menor valor estimado (observação com valores limiares mínimos para todas as variáveis). C. Construção do Índice de Desenvolvimento do Ambiente Institucional (IDI) O IDI foi construído com as informações referindo-se às seguintes variáveis: IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Y IDM 1 = IDM_1 × 0.12 + ln IDM_2 × 0.94 + IDM_3 × 0.21 + lnIDM_4 × 0.78 + lnIDM_5 × 0.88 Tabela 7 - Lista de Variáveis e Descrição, IDI SEBRAE-PR 32 Variável IDI_1 IDI_2 IDI_3 IDI_4 IDI_5 IDI_6 IDI_7 Descrição Grau de geração de recursos próprios do governo municipal Pessoal ocupado em CT&I por 10.000 habitantes Índice de Desenvolvimento de Educação Básica Correios por 10.000 habitantes Associativismo Agências e postos bancários por 10.000 habitantes Grau de Adoção da Lei Geral e Plano Diretor Municipal A análise de componentes principais com as variáveis que compõem o IDI identificou sete componentes, cujos parâmetros são descritos na tabela 8. Os três primeiros componentes são os únicos que apresentam autovalores superiores a 1, logo são estes componentes relevantes na análise e seu poder explicativo conjunto é de aproximadamente 67% da variância total. Todos os demais componentes, 4 a 7, são descartados por não apresentarem relevância prática. Tabela 8 - Análise de Componentes Principais, IDI Componente Autovalor Explicação Principal 1 2.06 0.29 2 1.55 0.23 3 1.08 0.15 4 0.84 0.12 5 0.56 0.08 6 0.53 0.08 7 0.38 0.05 Explicação Acumulada 0.29 0.52 0.67 0.79 0.87 0.95 1.00 Fonte: Dados da pesquisa. Com a análise fatorial, obtém-se, depois da rotação varimax, os seguintes três fatores principais, que fornecem o peso de cada variável: 1 = IDI_1 × -0.20 + ln IDI_2 × 0.17 + IDI_3 × 0.27 + IDI_4 × 0.85 + IDI_5 × 0.01 + IDI_6 × 0.89 + IDI_7 × 0.03 Y IDI 2 = IDI_1 × 0.80 + ln IDI_2 × 0.82 + IDI_3 × 0.40 + IDI_4 × -0.03 + IDI_5 × -0.11 + IDI_6 × 0.03 + IDI_7 × 0.36 Y IDI 3 = IDI_1 × 0.05 + ln IDI_2 × -0.03 + IDI_3 × 0.63 + IDI_4 × 0.18 + IDI_5 × 0.87 + IDI_6 × -0.03 + IDI_7 × 0.43 Todas as variáveis possuem adequação amostral, de acordo com a estatística KMO. O IDI é uma combinação desses três fatores, estabelecendo pesos iguais para cada componente, sendo calculado da seguinte maneira: min i 1 Y IDI 2 i − Y IDI 2 min 1 Y IDI 3i − Y IDI 3 min 1 Y IDI 1 − Y IDI 1 + + IDI = 3 Y IDI 1max − Y IDI 1min 3 Y IDI 2 max − Y IDI 2 min 3 Y IDI 3 max − Y IDI 3 min Onde YIDI com sobrescrito i é valor estimado para o município i, YIDI com sobrescrito max é o maior valor estimado (observação com valores limiares máximos para todas as variáveis) e YIDI com sobrescrito min é o menor valor estimado (observação com valores limiares mínimos para todas as variáveis). 33 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Y IDI Resultados e Análise SEBRAE-PR 34 O IDMPE consiste na média simples dos três índices parciais já discutidos. A distribuição deste índice é analisada graficamente na figura 6. A maioria dos municípios situa-se na faixa média, pouco abaixo do valor 0,5. Curitiba é o município com maior IDMPE, com 0,731, uma pequena evolução do resultado medido em 2008 (0,725), seguido por Maringá (0,676) que ultrapassou Londrina (0,674) em 2009. Nas três últimas posições estão Ariranha do Ivaí (0,413), Mato Rico (0,406) e Esperança Nova (0,403). Figura 6 - Dispersão do IDMPE/PR, 2009 Fonte: Dados da Pesquisa 0,400 Esperança Nova Porto Barreiro Cafezal do Sul São Jerônimo da Serra Corumbataí do Sul Itaguajé Coronel Domingos Soares Santa Inês Mirador Conselheiro Marinck Ivaí Brasilândia do Sul Rio Bom Campo do Tenente Abatiá Planaltina do Paraná Rio Bonito do Iguaçu Serranópolis do Iguaçu Pinhalão Jataizinho Canmpo Bonito Primeiro de Maio Japurá Indianópolis Cruz Machado Luiziana Doutor Camargo Tupãssi Enéas Marques Nova América da Colina Porto Amazonas Pérola Marilândia do Sul Nova Aurora Paiçandu Nova Santa Rosa Cruzeiro do Oeste Porecatu Capitão Leônidas Marques Mandaguaçu Loanda Andirá Guaíra Sertanópolis Jacarezinho Jaguaraíva Campo Largo Guaratuba Guarapuava São José dos Pinhais Esperança Nova Figura 7 – IDMPE Paraná, 2009 0,700 Curitiba, 0,731 0,600 0,500 Esperança Nova 0,403 0,300 0,200 0,100 0,000 As distribuições comparadas do IDMPE para 2008 e 2009 são apresentadas na figura 8. Dentro desta distribuição, foram estabelecidas cinco categorias de acordo com o nível de desenvolvimento obtido em cada município, a partir dos momentos da distribuição, com referência ao fator Z: alto, médio-alto, médio, médio-baixo e baixo. IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Em 2008, o menor valor para o IDMPE foi 0,391 e o maior 0,725. Em 2009 esta distância diminui, com a evolução do menor valor para 0,403 e do maior para 0,731, conforme a figura 7. 35 0,800 Esperança Nova Bela Vista da Caroba Santa Amélia Rio Branco do Ivaí Itaguajé Agudos do Sul Xambrê Figueira Ivaí Farol Bom Sucesso do Sul Porto Vitória Planaltina do Paraná Guaporema Ourizona Virmond Campo Bonito Santa Cruz do Monte... Ribeirão do Pinhal Imbaú Luiziana São Pedro do Iguaçu Jaguapitã Faxinal Porto Amazonas Imbituva Mariópolis Bituruna Nova santa Rosa Ivatuba Ampére Chopinzinho Loanda Nova Esperança Arapoti Palmas Jaguariaíva Cambé Francisco Beltrão Foz do Iguaçu SEBRAE-PR 36 Entre os índices parciais obtidos, IDE, IDM e IDI, há um desempenho relativo pior no IDI, para todos os municípios, revelando um descolamento das condições institucionais locais com o desenvolvimento empresarial e de mercado. Figura 9 - Dispersão do IDMPE/ IDE, IDM e IDI para os Municípios do Paraná, 2009 Tal fato revela que outros ambientes (mercado regional e internacional, conjuntura macroeconômica, fatores climáticos) explicam o desempenho econômico das MPEs do município, e que o baixo desenvolvimento institucional do município atua como uma âncora, segurando um melhor desempenho empresarial. 37 Tabela 9 – IDMPE, IDE, IDM e IDI Municípios (+20), 2008 e 2009 Rank MUNICÍPIO 09 1 Curitiba 2 Maringá 3 Londrina 4 Paranaguá 5 Cascavel 6 Ponta Grossa 7 São José dos Pinhais 8 Pinhais 9 Foz do Iguaçu 10 Araucária 11 Telêmaco Borba 12 Toledo 13 Arapongas 14 Apucarana 15 Guarapuava 16 Campo Mourão 17 Pato Branco 18 Rolândia 19 Francisco Beltrão 20 Cornélio Procópio IDMPE 2009 0,731 0,676 0,674 0,651 0,648 0,645 0,640 0,635 0,623 0,616 0,604 0,601 0,596 0,593 0,593 0,592 0,589 0,589 0,588 0,587 IDE IDM IDI 0,866 0,784 0,792 0,770 0,761 0,774 0,795 0,732 0,784 0,807 0,719 0,727 0,719 0,712 0,734 0,716 0,695 0,694 0,695 0,677 0,890 0,825 0,828 0,790 0,805 0,801 0,816 0,793 0,782 0,797 0,753 0,770 0,766 0,762 0,775 0,765 0,770 0,756 0,755 0,736 0,438 0,420 0,403 0,393 0,378 0,361 0,310 0,380 0,304 0,243 0,340 0,307 0,304 0,304 0,268 0,296 0,303 0,318 0,315 0,347 IDMPE 2008 0,725 0,666 0,669 0,650 0,648 0,631 0,624 0,622 0,622 0,608 0,558 0,606 0,591 0,583 0,596 0,591 0,576 0,583 0,579 0,578 Rank 08 1 3 2 4 5 6 7 9 8 10 35 11 14 18 12 13 24 17 20 21 Fonte: Dados da Pesquisa IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 As tabelas abaixo apresentam os resultados do topo (+20) e da base (-20) no desempenho no IDMPE no Paraná, destacando o IDMPE e os índices parciais. Entre os 20 melhores colocados ocorreu uma evolução média no IDMPE de 0,615 para 0,624, cerca de 9 pontos. 17 dos 20 municípios apresentaram evolução do IDMPE. Os fatos que mais contribuíram para este desempenho foi o ganho de 12 pontos em média no IDI e de 10 pontos, em média, no IDE. O salto mais significativo foi de Telêmaco Borba que passou da 35ª para a 11ª posição, com uma evolução de 46 pontos no IDMPE (cada ponto significa 0,001 nos índices parciais e total). Outra evolução de destaque foi a de Pato Branco, saindo da 24ª para a 17ª posição, com um crescimento de 13 pontos. No caso de Telêmaco Borba a evolução decorreu de fatores institucionais, o IDI evoluiu de 0,241 para 0,340 (quase 100 pontos). Contribuiu para isso a melhor geração de recursos tributários próprios nas finanças municipais e a implantação da Lei Geral no município, além da evolução do PIB real que repercutiu sobre a criação de empregos e na renda per capita. SEBRAE-PR 38 Tabela 10 – IDMPE, IDE, IDM e IDI Municípios (-20), 2008 e 2009 Rank 09 380 381 382 383 384 385 386 387 388 389 390 391 392 393 394 395 396 397 398 399 IDMPE 2009 Marquinho 0,441 Godoy Moreira 0,439 Cruzmaltina 0,439 Cafezal do Sul 0,438 Espigão Alto do Iguaçu 0,438 Foz do Jordão 0,437 Bom Jesus do Sul 0,437 Novo Itacolomi 0,436 Salto do Itararé 0,435 Bela Vista da Caroba 0,434 Nova Tebas 0,433 Porto Barreiro 0,431 Pinhal de São Bento 0,430 Campina do Simão 0,430 Laranjal 0,430 Rancho Alegre 0,428 Diamante do Sul 0,413 Ariranha do Ivaí 0,413 Mato Rico 0,406 Esperança Nova 0,404 MUNICÍPIO IDE IDM IDI 0,549 0,520 0,523 0,526 0,551 0,549 0,526 0,509 0,552 0,532 0,545 0,541 0,509 0,529 0,550 0,518 0,510 0,519 0,527 0,508 0,607 0,592 0,615 0,600 0,612 0,582 0,590 0,596 0,617 0,600 0,616 0,611 0,571 0,607 0,596 0,615 0,598 0,592 0,584 0,603 0,167 0,204 0,178 0,189 0,151 0,182 0,194 0,204 0,136 0,171 0,138 0,142 0,211 0,153 0,143 0,151 0,132 0,129 0,108 0,101 IDMPE Rank 08 2008 0,421 388 0,412 393 0,442 369 0,463 294 0,419 390 0,443 361 0,415 391 0,412 395 0,426 385 0,425 387 0,454 323 0,427 384 0,438 372 0,442 362 0,426 386 0,449 344 0,412 394 0,430 381 0,392 399 0,404 398 Fonte: Dados da Pesquisa A evolução média do IDMPE para todos os municípios do Paraná, entre 2008 e 2009 foi de 1,05% (5 pontos), saindo de 0,491 para 0,496. O maior acréscimo foi observado no IDI médio, que saiu de 0,223 para 0,231 (8 pontos). Houve também uma evolução na classe que os municípios se encontravam. Em 2008 eram 15 municípios da classe alto IDMPE, em 2009 passaram para 23. No baixo IDMPE, em 2008 eram 44 municípios, em 2009 ficaram apenas 24 municípios. Os 10 municípios que observaram maior acréscimo no IDMPE estão listados na tabela 11. Em média eles observaram uma expansão de 42 pontos e a maior razão do acréscimo foi o IDI, com uma evolução média de 97 pontos para este grupo de municípios. 39 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Entre os 20 municípios de pior desempenho, houve uma evolução média de apenas 2 pontos, sendo que 9 municípios observaram queda ou manutenção do IDMPE. Os casos mais críticos foram de Cafezal do Sul, que caiu da 294ª posição para a 383ª, perdendo 25 pontos no IDMPE, de Nova Tebas, que desceu da 323ª para a 390ª posição, com queda de 21 pontos, e de Rancho Alegre, que saiu da 344ª para a 395ª posição, também perdendo 21 pontos. Nos três casos a queda foi causada pelo pior IDI, que caiu em média 50 pontos nesses três municípios. Tabela 11 – Municípios com maior acréscimo no IDMPE entre 2008 e 2009 SEBRAE-PR 40 Rank 09 269 314 11 42 167 250 374 311 297 292 MUNICÍPIOS Guaporema Jardim Olinda Telêmaco Borba Tibagi Nova América da Colina Sulina Manfrinópolis Brasilândia do Sul Pitangueiras Bom Sucesso IDMPE 09 0,474 0,463 0,604 0,550 0,497 0,476 0,446 0,464 0,468 0,469 IDE IDM 0,536 0,594 0,480 0,581 0,719 0,753 0,658 0,693 0,539 0,685 0,541 0,621 0,527 0,579 0,557 0,648 0,535 0,613 0,563 0,635 IDI IDMPE 08 Rank 08 0,291 0,415 392 0,329 0,411 396 0,340 0,558 35 0,300 0,508 119 0,267 0,455 320 0,266 0,437 373 0,230 0,408 397 0,188 0,428 383 0,257 0,435 375 0,210 0,436 374 Fonte: Dados da Pesquisa Também pode-se destacar os 10 municípios com maior salto para cima no ranking, listados na tabela 12. Tabela 12 – Municípios com maior acréscimo no ranking do IDMPE entre 2008 e 2009 Rank 09 167 269 250 258 239 249 123 216 130 154 MUNICÍPIOS Nova América da Colina Guaporema Sulina Saudade do Iguaçu Campo Bonito Virmond Tijucas do Sul São Jorge d’Oeste Ribeirão Claro Pato Bragado IDMPE 09 0,497 0,474 0,476 0,476 0,479 0,476 0,509 0,484 0,506 0,500 IDE IDM IDI 0,539 0,536 0,541 0,546 0,565 0,547 0,605 0,579 0,594 0,553 0,685 0,594 0,621 0,642 0,618 0,631 0,680 0,669 0,662 0,654 0,267 0,291 0,266 0,239 0,253 0,250 0,242 0,203 0,261 0,294 IDMPE 08 Rank 08 0,455 0,415 0,437 0,444 0,452 0,448 0,480 0,458 0,479 0,474 Fonte: Dados da Pesquisa 320 392 373 356 337 346 218 311 224 241 41 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 O que melhorou tanto nesses municípios? Pode-se destacar alguns casos. Em Guaporema e Saudades do Iguaçu foi a evolução das três dimensões, pois houve um acréscimo expressivo no PIB real, que possui efeitos desdobrados sobre o mercado local e na renda per capita e houve melhoria nos indicadores de infraestrutura financeira e a implantação da Lei Geral. Em Jardim Olinda o salto foi no IDI, com a implantação da Lei Geral. Em Tibagi e em Ribeirão Claro a evolução é explicada pelo crescimento expressivo no PIB real, no emprego e na massa de salários, na geração de recursos próprios nas finanças municipais e pela implantação da Lei Geral. Em Nova América da Colina e em Sulina os resultados favoráveis devem-se à criação de novos estabelecimentos, repercutindo sobre o nível de emprego e renda per capita, além da implantação da Lei Geral. E em Pato Bragado a evolução decorreu de melhorias no ambiente institucional com evolução da infraestrutura financeira e tecnológica e com a implantação da Lei Geral. Visão Regional e Análise Espacial SEBRAE-PR 42 Os resultados gerais podem ser observados na lista disponível no Anexo 1 e nos mapas abaixo em que são destacadas as categorias dos municípios para cada índice. Figura 10 – Mapa do IDMPE no Paraná por categoria, 2009 Fonte: SEBRAE-PR/IBQP Figura 11 – Mapa do Índice de Desenvolvimento Empresarial (IDE) no Paraná por categoria, 2009 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 43 Fonte: SEBRAE-PR/IBQP Figura 12 – Mapa do Índice de Desenvolvimento de Mercado (IDM) no Paraná por categoria, 2009 SEBRAE-PR 44 Fonte: SEBRAE-PR/IBQP Figura 13 – Mapa do Índice de Desenvolvimento Institucional (IDI) no Paraná por categoria, 2009 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 45 Fonte: SEBRAE-PR/IBQP Os resultados obtidos com a construção e aplicação do IDMPE no Paraná permitem identificar que regiões de maior IDE (Desenvolvimento empresarial) coincidem com os grandes eixos econômicos do Paraná, observado o Eixo Metropolitano Paranaguá-RMC-Ponta Grossa, Eixo Norte Londrina-Maringá e Eixo Oeste Cascavel-Toledo-Foz e, em menor escala EixoCentral Guarapuava-Irati. Figura 14 – Mapa do Índice de Desenvolvimento Humano no Paraná por categoria, 2000 SEBRAE-PR 46 As regiões de menor IDH – ver figura 14 (Centro Expandido, Noroeste e Norte Metropolitano) são coincidentes com regiões de menor IDMPE e menor IDI (Desenvolvimento Institucional). Isso indica de alguma forma a necessidade de estabelecer ações que apóiem o desenvolvimento local com vistas a fortalecer o desenvolvimento humano. A comparação dos resultados do IDMPE e do IDH (figuras 10 e 14) permite perceber a adesão entre o Desenvolvimento Humano, o Desenvolvimento Local e o Desenvolvimento Empresarial. A correlação entre os valores do IDH-M/2000 e o IDMPE/2009 atingiu 0,64. A Figura 15 permite estabelecer alguns nexos entre as dimensões exploradas pelos dois índices. Por um lado o Desenvolvimento Local propicia o ambiente institucional e o entorno competitivo que gera o ambiente de negócios favorável para o desenvolvimento empresarial e à expansão do mercado, bem como produz o Capital Social favorável para promoção do Desenvolvimento Humano. O Desenvolvimento Empresarial da região permite que sejam gerados recursos financeiros para apoiar as iniciativas e projetos de Desenvolvimento Local e promove a geração de renda e emprego necessários para que os cidadãos tenham acesso a um padrão de vida digno. Finalmente, é o Desenvolvimento Humano que forma o capital humano necessário ao Desenvolvimento Empresarial e ao Desenvolvimento Local. Figura 15 - Desenvolvimento Local, Empresarial e Humano Comparando os dados do IDMPE/2009 com IFDM/2007 e IPDM/2007 obteve-se um coeficiente de correlação espacial de 0,67 e 0,48 respectivamente. Focalizando apenas a dimensão emprego e renda (ou seja, a dimensão econômica destes índices), a correlação espacial sobe para 0,80 entre o IDMPE e o IPDM-renda. 1 Ambos são calculados com metodologia referenciada no IDH (dimensão renda, saúde e educação), mas com dados obtidos por informações administrativas do Ministério do Trabalho, da Saúde e da Educação, principalmente. O IPDM é uma adaptação da metodologia do IFDM para o Paraná e tem como propósito a geração de indicadores que permitam monitorar os resultados de políticas públicas estaduais. Os dois índices apresentados foram atualizados com dados de 2007. 47 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Tal correlação também é percebida com outros índices municipais de desenvolvimento, que surgiram no Brasil e no Paraná no rastro do IDH, como o IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal) e o IPDM (Índice Ipardes de Desenvolvimento Municipal)1. SEBRAE-PR 48 Em outra abordagem, a análise exploratória de dados espaciais (AEDE) elaborada com os dados do IDMPE 2009 permitem perceber que existe uma clara autocorrelação espacial, tanto entre o próprio IDMPE/2009, quanto no cruzamento entre o IDMPE/2009 e o IDMPE/2008 e os índices parciais IDE, IDM e IDI. A análise exploratória identificou alguns padrões espaciais, na figura de clusters. O extremo-oeste, em torno do eixo Cascavel-Toledo-Foz do Iguaçu, o norte, em torno do eixo Londrina-Maringá, e o leste, em torno do eixo Ponta Grossa-CuritibaParanaguá, apresentam agrupamento espacial de altos níveis dos índices. São regiões onde o potencial para o desenvolvimento de micro e pequenas empresas está mais elevado. Por outro lado, a região central e, em alguma medida, a região ao norte de Curitiba, são aquelas onde existe um agrupamento espacial de baixos níveis dos índices. Apresentam um baixo potencial para o desenvolvimento de MPE. O fator agravante, indicado pelo mapa de clusters, é o ambiente institucional. Figura 16 – Mapa de Cluster IDMPE/2009 (univariado) no Paraná Em relação ao IDMPE 2008, figura 3, verificamos que o padrão espacial local não se alterou substancialmente em relação ao IDMPE 2009. Nos mesmos eixos listados acima, existe a mesma correlação. 49 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 Figura 17 – Mapa de Cluster IDMPE/2009 e IDMPE/2008 (bivariado) no Paraná Na correlação entre o valor do IDMPE em um município e o valor do IDE, figura 18, e IDM, figura 19, nos vizinhos, a situação também não se altera substancialmente. O que acontece é que o cluster central, baixo-baixo, se reduz. Figura 18 – Mapa de Cluster IDMPE e IDE (bivariado) no Paraná SEBRAE-PR 50 Figura 19 – Mapa de Cluster IDMPE e IDM (bivariado) no Paraná Figura 20 – Mapa de Cluster IDMPE e IDI (bivariado) no Paraná IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 51 A grande diferença ocorre quando se analisa o grau de associação espacial entre a variável IDMPE com a variável IDI, figura 20. Os clusters alto-alto se reduzem, o cluster baixo-baixo da região central se expande e cria-se um novo cluster na região norte de Curitiba, englobando os municípios de Cerro Azul, Tunas do Paraná, Adrianópolis e Bocaiúva do Sul. Assim, municípios com baixo valor do IDMPE estão muito rodeados por municípios com baixo valor do IDI. Conclusões SEBRAE-PR 52 As condições mais favoráveis ao empreendedorismo presente nas cidades pólos regionais e regiões metropolitanas, como Curitiba (e RMC, com destaque a São José dos Pinhais, Araucária e Pinhais), Londrina, Maringá, Paranaguá, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Guarapuava, que funcionam como centros econômicos, políticos e universitários regionais. Tais regiões dispõe de vantagens de urbanização que favorecem a diversificação econômica e maiores oportunidades empreendedoras em diferentes especializações. São também as regiões que sofrem as maiores pressões migratórias, repercutindo no empreendedorismo por necessidade da população desempregada ou sub-empregada. É importante destacar que a presença dos Arranjos Produtivos Locais (APL) e das Cooperativas Agroindustriais, ou seja, do associativismo, como propulsoras do Desenvolvimento Empresarial e Local, destacam as posições de Alto e Médio Alto IDMPE observado em Cianorte, Arapongas, Apucarana, Rolândia, Campo Mourão, Medianeira, Carambeí, Campo Largo, Castro, Lapa, Pato Branco, Dois Vizinhos, Cafelândia, Marechal Cândido Rondon, entre outros. São municípios que desenvolveram vantagens de aglomeração que repercutem favoravelmente sobre o empreendedorismo e sobre a dinâmica econômica municipal. Uma grande maioria de municípios de Médio Baixo e Baixo IDMPE (211 municípios), com reduzido dinamismo econômico, baseados na agricultura de subsistência e no extrativismo – produção primária, com perdas de população (êxodo) decorrente da falta de perspectiva de emprego e empreendedorismo, demandam ações de promoção de desenvolvimento local. Apesar dos avanços observados no curto período 2008/2009, ainda os municípios do Estado do Paraná apresentam disparidades significativas na capacidade de empreender processos que dinamizem as regiões e contribuam para promover maior homogeneidade no Estado. Ações que observem as características destes municípios, considerando a promoção das empresas e instituições presentes nestas localidades, devem ser consideradas na formulação de políticas públicas por parte das instituições de apoio, sejam regionais, estaduais ou federais. Como pode ser notado ao longo do presente trabalho, a melhoria do ambiente de negócios para as empresas, em especial as microempresas e empresas de pequeno porte, deve ser considerada prioritária se quisermos alterar a dinâmica de cada um dos municípios do Estado do Paraná, contribuindo para a promoção de um desenvolvimento equilibrado e includente. IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 53 Referências Bibliográficas SEBRAE-PR 54 ALBURQUERQUE, F. Desenvolvimento Econômico Local: caminhos para a construção de uma nova agenda política. Rio de Janeiro: BNDES, 2001. ALMEIDA, Eduardo. Notas de aula. Mimeo. Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal de Juiz de Fora, 2009. ANSELIN, Luc. Interactive techniques and exploratory spatial data analysis. In: P A Longley et al. (ed). Geographic Information System: Principles, Techniques, Management and Applications. John Willey, New York, p. 251-264, 1999. BAUMONT, Catherine. Spatial effects in housing price models: do house prices capitalize urban development policies in the agglomeration of Djon (1999)? Mimeo, Université de Bourgogne, 2004. Disponível em : http://www.u-bourgogne.fr/leg/ documents-de-travail/e2004-04.pdf. Acesso em 11/01/2010. DINIZ, C. (2000). Global-Local: Interdependências e Desigualdade ou Notas para uma Política Tecnológica e Industrial Regionalizada no Brasil. Belo Horizonte: Cedeplar/FACE/UFMG, Estudos Temáticos – Nota técnica 9, 2000. ESSER, Klaus, et al. Competitividad sistêmica: nuevo desafío para as empresas y La política. Revista de la Cepal, Santiago do Chile, n. 59, ago. 1996. FEE/MBC. Índice de Competitividade Estadual – Relatório Executivo. Porto Alegre: FEE, 2006. FIRJAN. IFDM – Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal. Rio de Janeiro: FIRJAN 2009. HADDAD, P.R. Força e Fraqueza dos Municípios de Minas Gerais. Cadernos BDMG, nº 8, abril/2004. IBQP/SEBRAE-PR – Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa. Paraná: 2008. IDHS/PUCMinas/Ministério das Cidades. Construção do Sistema Nacional de Indicadores para Cidades. Brasília: Ministério das Cidades, 2005. JOHNSON, R. e WICHERN, D. Applied Multivariate Statistical Analysis. Prentice Hall, 1998. LEITE, Leonardo M. Uma análise das interações espaciais presentes no Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa do Paraná. UFJF, 2010 (Mimeo). MEINERS, Wilhelm et al. O Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa. In: Anais... Encontro Nacional da Associação Brasileira de Economia Regional, São Paulo, 2009. MORAN, P. The interpretation of statistical maps. Journal of Royal Statistical Society, series B, vol. 10, n. 2, p. 243-251, 1948. MPOG/SPI. Indicadores de Programas: guia metodológico. Brasília: Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, 2010. PNUD/ONU. Índice de Desenvolvimento Humano. Vários Números, 1991-2007 PNUD/IPEA/FJP. Mapa do Desenvolvimento Humano no Brasil. Brasília: PNUD/IPEA, 2004. SCATOLIN, F.D. Sistema de indicadores de desenvolvimento dos municípios paranaenses. Proto Alegre: UFRGS, 1989 (Dissertação de Mestrado). SEBRAE-PR/IBQP. Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa (Relatório Final). Paraná, 2009. TIZSLER, Marcelo. Econometria especial: discutindo medidas para a matriz de ponderação espacial. Dissertação de mestrado, Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, 2006. WORLD ECONOMIC FORUM. The Global Competitiveness Report 2008-2009. Genebra: WEF, 2008. 55 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MEINERS, W.E. e MACEDO, M. Matriz das Vantagens Competitivas Sistêmicas da Região Metropolitana de Curitiba. Revista de Economia: UFPR, 2003. Anexo I – IDMPE por Município SEBRAE-PR 56 Tabela - IDMPE, IDE, IDM e IDI dos Municípios Paranaenses, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Abatiá 0,470 287 0,553 0,636 0,222 0,455 Adrianópolis 0,458 345 0,543 0,636 0,194 0,442 Agudos do Sul 0,456 349 0,560 0,640 0,169 0,459 Almirante Tamandaré 0,527 74 0,667 0,722 0,192 0,533 Altamira do Paraná 0,463 316 0,546 0,626 0,217 0,457 Alto Paraíso 0,460 332 0,539 0,613 0,230 0,470 Alto Paraná 0,487 202 0,592 0,657 0,212 0,492 Alto Piquiri 0,504 133 0,587 0,664 0,262 0,494 Altônia 0,497 170 0,601 0,677 0,212 0,500 Alvorada do Sul 0,496 177 0,586 0,664 0,237 0,489 Amaporã 0,467 304 0,561 0,602 0,237 0,467 Ampére 0,515 99 0,616 0,688 0,240 0,500 Anahy 0,469 293 0,527 0,609 0,271 0,462 Andirá 0,531 71 0,629 0,719 0,244 0,530 Ângulo 0,486 204 0,532 0,623 0,304 0,492 Antonina 0,512 110 0,626 0,692 0,218 0,535 Antônio Olinto 0,448 371 0,561 0,631 0,151 0,487 Apucarana 0,593 14 0,712 0,762 0,304 0,583 Arapongas 0,596 13 0,719 0,766 0,304 0,591 Arapoti 0,540 59 0,677 0,726 0,215 0,534 Arapuã 0,460 333 0,535 0,612 0,234 0,444 Araruna 0,497 166 0,608 0,677 0,205 0,492 Araucária 0,616 10 0,807 0,797 0,243 0,608 Ariranha do Ivaí 0,413 397 0,519 0,592 0,129 0,430 Assaí 0,540 57 0,624 0,692 0,305 0,528 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Assis Chateaubriand 0,543 51 0,655 0,723 0,252 0,552 Astorga 0,540 60 0,634 0,704 0,281 0,554 Atalaia 0,500 153 0,550 0,651 0,300 0,499 Balsa Nova 0,522 84 0,634 0,690 0,242 0,516 Bandeirantes 0,514 100 0,638 0,717 0,188 0,518 Barbosa Ferraz 0,489 196 0,582 0,655 0,230 0,484 Barra do Jacaré 0,455 355 0,535 0,611 0,219 0,447 Barracão 0,496 176 0,575 0,679 0,234 0,493 Bela Vista da Caroba 0,434 389 0,532 0,600 0,171 0,425 Bela Vista do Paraíso 0,498 162 0,605 0,694 0,194 0,502 Bituruna 0,507 129 0,619 0,677 0,226 0,509 Boa Esperança 0,502 146 0,579 0,656 0,270 0,512 Boa Esperança do Iguaçu 0,458 341 0,538 0,614 0,223 0,447 Boa Ventura de São Roque 0,455 356 0,574 0,649 0,142 0,453 Boa Vista da Aparecida 0,473 274 0,564 0,629 0,227 0,466 Bocaiúva do Sul 0,485 212 0,585 0,654 0,216 0,487 Bom Jesus do Sul 0,437 386 0,526 0,590 0,194 0,415 Bom Sucesso 0,469 292 0,563 0,635 0,210 0,436 Bom Sucesso do Sul 0,468 299 0,556 0,633 0,215 0,466 Borrazópolis 0,474 272 0,584 0,660 0,176 0,459 Braganey 0,462 322 0,564 0,625 0,197 0,469 Brasilândia do Sul 0,464 311 0,557 0,648 0,188 0,428 Cafeara 0,450 370 0,533 0,602 0,214 0,442 Cafelândia 0,551 41 0,648 0,717 0,287 0,540 Cafezal do Sul 0,438 383 0,526 0,600 0,189 0,463 Califórnia 0,474 265 0,566 0,646 0,210 0,468 57 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS SEBRAE-PR 58 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Cambará 0,541 54 0,646 0,709 0,266 0,533 Cambé 0,569 29 0,700 0,753 0,255 0,576 Cambira 0,462 321 0,576 0,648 0,163 0,467 Campina da Lagoa 0,494 182 0,606 0,672 0,204 0,492 Campina do Simão 0,430 393 0,529 0,607 0,153 0,442 Campina Grande do Sul 0,558 34 0,662 0,723 0,290 0,559 Campo Bonito 0,479 239 0,565 0,618 0,253 0,452 Campo do Tenente 0,468 295 0,552 0,664 0,189 0,512 Campo Largo 0,567 31 0,714 0,752 0,234 0,567 Campo Magro 0,495 178 0,609 0,685 0,192 0,490 Campo Mourão 0,592 16 0,716 0,765 0,296 0,591 Cândido de Abreu 0,474 264 0,625 0,654 0,143 0,449 Candói 0,504 136 0,609 0,676 0,226 0,502 Cantagalo 0,490 194 0,577 0,660 0,233 0,472 Capanema 0,532 70 0,628 0,695 0,273 0,520 Capitão Leônidas Marques 0,518 95 0,643 0,677 0,235 0,514 Carambeí 0,553 40 0,680 0,738 0,239 0,569 Carlópolis 0,494 181 0,589 0,660 0,235 0,495 Cascavel 0,648 5 0,761 0,805 0,378 0,648 Castro 0,563 32 0,690 0,741 0,259 0,558 Catanduvas 0,477 243 0,607 0,654 0,172 0,481 Centenário do Sul 0,466 306 0,566 0,651 0,181 0,461 Cerro Azul 0,471 280 0,618 0,652 0,144 0,465 Céu Azul 0,523 81 0,625 0,690 0,254 0,517 Chopinzinho 0,521 89 0,622 0,689 0,252 0,509 Cianorte 0,586 21 0,685 0,751 0,324 0,584 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Cidade Gaúcha 0,513 104 0,609 0,685 0,246 0,500 Clevelândia 0,520 92 0,622 0,690 0,249 0,522 Colombo 0,567 30 0,719 0,766 0,216 0,559 Colorado 0,540 56 0,654 0,723 0,244 0,537 Congonhinhas 0,483 220 0,574 0,643 0,232 0,473 Conselheiro Mairinck 0,462 327 0,528 0,599 0,259 0,475 Contenda 0,507 128 0,613 0,680 0,229 0,522 Corbélia 0,523 80 0,628 0,686 0,254 0,509 Cornélio Procópio 0,587 20 0,677 0,736 0,347 0,578 Coronel Domingos Soares 0,456 351 0,570 0,644 0,154 0,467 Coronel Vivida 0,537 62 0,629 0,703 0,279 0,515 Corumbataí do Sul 0,451 367 0,534 0,592 0,226 0,462 Cruz Machado 0,486 207 0,628 0,665 0,164 0,482 Cruzeiro do Iguaçu 0,471 283 0,539 0,611 0,263 0,443 Cruzeiro do Oeste 0,512 111 0,624 0,685 0,226 0,508 Cruzeiro do Sul 0,460 334 0,558 0,602 0,220 0,453 Cruzmaltina 0,439 382 0,523 0,615 0,178 0,442 Curitiba 0,731 1 0,866 0,890 0,438 0,725 Curiúva 0,480 232 0,591 0,662 0,189 0,489 Diamante do Norte 0,468 300 0,540 0,629 0,233 0,471 Diamante do Sul 0,413 396 0,510 0,598 0,132 0,412 Diamante D’Oeste 0,459 338 0,545 0,626 0,206 0,431 Dois Vizinhos 0,559 33 0,668 0,727 0,283 0,558 Douradina 0,540 58 0,611 0,717 0,291 0,519 Doutor Camargo 0,490 191 0,560 0,645 0,266 0,497 Doutor Ulysses 0,464 313 0,629 0,625 0,137 0,446 59 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS SEBRAE-PR 60 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Enéas Marques 0,496 174 0,569 0,662 0,257 0,480 Engenheiro Beltrão 0,524 78 0,615 0,695 0,262 0,520 Entre Rios do Oeste 0,513 106 0,562 0,659 0,318 0,502 Esperança Nova 0,404 399 0,508 0,603 0,101 0,404 Espigão Alto do Iguaçu 0,438 384 0,551 0,612 0,151 0,419 Farol 0,465 309 0,539 0,633 0,224 0,459 Faxinal 0,497 169 0,608 0,691 0,191 0,492 Fazenda Rio Grande 0,542 53 0,665 0,715 0,245 0,558 Fênix 0,471 284 0,571 0,641 0,199 0,470 Fernandes Pinheiro 0,458 342 0,550 0,618 0,207 0,449 Figueira 0,461 329 0,568 0,647 0,169 0,458 Flor da Serra do Sul 0,475 261 0,552 0,631 0,241 0,452 Floraí 0,516 97 0,575 0,668 0,306 0,516 Floresta 0,482 221 0,565 0,655 0,226 0,483 Florestópolis 0,474 270 0,584 0,664 0,172 0,461 Flórida 0,464 312 0,521 0,620 0,251 0,457 Formosa do Oeste 0,478 242 0,572 0,651 0,210 0,474 Foz do Iguaçu 0,623 9 0,784 0,782 0,304 0,622 Foz do Jordão 0,437 385 0,549 0,582 0,182 0,443 Francisco Alves 0,461 330 0,550 0,633 0,200 0,465 Francisco Beltrão 0,588 19 0,695 0,755 0,315 0,579 General Carneiro 0,489 197 0,621 0,686 0,159 0,490 Godoy Moreira 0,439 381 0,520 0,592 0,204 0,412 Goioerê 0,535 65 0,638 0,717 0,250 0,524 Goioxim 0,456 350 0,566 0,625 0,178 0,447 Grandes Rios 0,451 365 0,557 0,621 0,174 0,455 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Guaíra 0,537 63 0,637 0,717 0,257 0,543 Guairaçá 0,473 273 0,570 0,648 0,202 0,461 Guamiranga 0,466 305 0,566 0,624 0,209 0,461 Guapirama 0,455 354 0,530 0,604 0,231 0,466 Guaporema 0,474 269 0,536 0,594 0,291 0,415 Guaraci 0,452 362 0,536 0,626 0,195 0,453 Guaraniaçu 0,511 114 0,608 0,676 0,248 0,496 Guarapuava 0,593 15 0,734 0,775 0,268 0,596 Guaraqueçaba 0,451 363 0,551 0,659 0,144 0,490 Guaratuba 0,584 23 0,658 0,708 0,388 0,553 Honório Serpa 0,481 230 0,579 0,648 0,215 0,463 Ibaiti 0,528 73 0,634 0,704 0,245 0,521 Ibema 0,491 190 0,565 0,652 0,255 0,488 Ibiporã 0,550 43 0,673 0,746 0,231 0,542 Icaraíma 0,493 184 0,586 0,645 0,248 0,485 Iguaraçu 0,485 210 0,547 0,640 0,269 0,492 Iguatu 0,444 378 0,526 0,590 0,214 0,445 Imbaú 0,485 209 0,573 0,641 0,242 0,477 Imbituva 0,501 149 0,629 0,687 0,188 0,506 Inácio Martins 0,475 262 0,594 0,662 0,168 0,471 Inajá 0,477 245 0,529 0,620 0,282 0,470 Indianópolis 0,484 215 0,571 0,639 0,242 0,471 Ipiranga 0,497 171 0,601 0,659 0,229 0,472 Iporã 0,513 108 0,604 0,676 0,258 0,513 Iracema do Oeste 0,462 323 0,532 0,620 0,234 0,446 Irati 0,543 52 0,673 0,730 0,226 0,543 61 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS SEBRAE-PR 62 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Iretama 0,475 260 0,571 0,665 0,189 0,476 Itaguajé 0,454 359 0,533 0,615 0,213 0,465 Itaipulândia 0,491 188 0,591 0,676 0,208 0,482 Itambaracá 0,474 268 0,553 0,632 0,236 0,461 Itambé 0,502 145 0,567 0,655 0,284 0,496 Itapejara d’Oeste 0,497 172 0,600 0,665 0,225 0,493 Itaperuçu 0,462 325 0,597 0,674 0,115 0,466 Itaúna do Sul 0,458 344 0,519 0,604 0,250 0,465 Ivaí 0,463 319 0,598 0,641 0,149 0,468 Ivaiporã 0,539 61 0,640 0,712 0,264 0,520 Ivaté 0,499 161 0,599 0,675 0,223 0,487 Ivatuba 0,512 109 0,533 0,638 0,367 0,532 Jaboti 0,467 301 0,547 0,616 0,239 0,465 Jacarezinho 0,547 47 0,659 0,728 0,254 0,537 Jaguapitã 0,495 179 0,614 0,696 0,175 0,498 Jaguariaíva 0,553 39 0,680 0,736 0,242 0,542 Jandaia do Sul 0,549 44 0,637 0,721 0,290 0,541 Janiópolis 0,470 288 0,563 0,634 0,214 0,456 Japira 0,486 205 0,612 0,631 0,216 0,486 Japurá 0,482 223 0,574 0,664 0,208 0,487 Jardim Alegre 0,465 310 0,585 0,650 0,158 0,469 Jardim Olinda 0,463 314 0,480 0,581 0,329 0,411 Jataizinho 0,477 247 0,583 0,659 0,189 0,472 Jesuítas 0,482 224 0,575 0,647 0,223 0,472 Joaquim Távora 0,503 141 0,597 0,680 0,231 0,509 Jundiaí do Sul 0,457 348 0,521 0,606 0,242 0,439 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Juranda 0,498 164 0,600 0,676 0,217 0,503 Jussara 0,526 77 0,599 0,695 0,285 0,501 Kaloré 0,476 257 0,550 0,633 0,244 0,475 Lapa 0,556 35 0,672 0,724 0,271 0,566 Laranjal 0,430 394 0,550 0,596 0,143 0,426 Laranjeiras do Sul 0,528 72 0,634 0,709 0,242 0,516 Leópolis 0,445 376 0,541 0,614 0,178 0,446 Lidianópolis 0,463 317 0,521 0,614 0,255 0,431 Lindoeste 0,469 291 0,566 0,627 0,215 0,442 Loanda 0,523 79 0,616 0,696 0,257 0,518 Lobato 0,527 75 0,602 0,651 0,327 0,521 Londrina 0,674 3 0,792 0,828 0,403 0,669 Luiziana 0,488 199 0,595 0,659 0,211 0,483 Lunardelli 0,444 377 0,537 0,625 0,170 0,450 Lupionópolis 0,476 256 0,555 0,648 0,224 0,473 Mallet 0,503 142 0,599 0,664 0,245 0,493 Mamborê 0,510 116 0,625 0,688 0,218 0,513 Mandaguaçu 0,522 87 0,615 0,705 0,244 0,509 Mandaguari 0,549 45 0,659 0,717 0,271 0,546 Mandirituba 0,510 118 0,620 0,694 0,215 0,519 Manfrinópolis 0,446 374 0,527 0,579 0,230 0,408 Mangueirinha 0,510 117 0,651 0,681 0,198 0,518 Manoel Ribas 0,488 201 0,595 0,671 0,196 0,477 Marechal Cândido Rondon 0,575 25 0,691 0,751 0,282 0,571 Maria Helena 0,466 307 0,546 0,618 0,233 0,457 Marialva 0,535 64 0,651 0,718 0,235 0,538 63 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS SEBRAE-PR 64 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Marilândia do Sul 0,502 143 0,597 0,654 0,256 0,494 Marilena 0,456 352 0,557 0,617 0,193 0,460 Mariluz 0,461 331 0,587 0,636 0,159 0,453 Maringá 0,676 2 0,784 0,825 0,420 0,666 Mariópolis 0,503 139 0,580 0,664 0,265 0,497 Maripá 0,521 90 0,595 0,679 0,289 0,523 Marmeleiro 0,506 131 0,593 0,671 0,253 0,489 Marquinho 0,441 380 0,549 0,607 0,167 0,421 Marumbi 0,459 336 0,538 0,622 0,219 0,433 Matelândia 0,509 121 0,616 0,687 0,225 0,512 Matinhos 0,570 28 0,643 0,714 0,354 0,583 Mato Rico 0,406 398 0,527 0,584 0,108 0,392 Mauá da Serra 0,519 94 0,599 0,672 0,285 0,508 Medianeira 0,574 26 0,672 0,737 0,314 0,571 Mercedes 0,489 198 0,575 0,655 0,236 0,486 Mirador 0,460 335 0,533 0,627 0,219 0,433 Miraselva 0,476 251 0,508 0,606 0,314 0,464 Missal 0,495 180 0,596 0,672 0,216 0,491 Moreira Sales 0,508 125 0,621 0,682 0,223 0,482 Morretes 0,503 137 0,592 0,670 0,248 0,509 Munhoz de Melo 0,463 318 0,529 0,611 0,249 0,453 Nossa Senhora das Graças 0,461 328 0,544 0,600 0,240 0,468 Nova Aliança do Ivaí 0,454 357 0,511 0,602 0,250 0,449 Nova América da Colina 0,497 167 0,539 0,685 0,267 0,455 Nova Aurora 0,504 135 0,605 0,677 0,229 0,508 Nova Cantu 0,462 326 0,572 0,642 0,172 0,464 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Nova Esperança 0,533 69 0,638 0,719 0,241 0,537 Nova Esperança do Sudoeste 0,446 372 0,539 0,619 0,180 0,449 Nova Fátima 0,478 241 0,574 0,662 0,199 0,455 Nova Laranjeiras 0,459 340 0,581 0,627 0,169 0,453 Nova Londrina 0,522 86 0,600 0,697 0,268 0,522 Nova Olímpia 0,473 275 0,545 0,658 0,216 0,455 Nova Prata do Iguaçu 0,490 192 0,586 0,651 0,233 0,468 Nova Santa Bárbara 0,453 360 0,525 0,615 0,218 0,452 Nova Santa Rosa 0,510 119 0,584 0,671 0,273 0,511 Nova Tebas 0,433 390 0,545 0,616 0,138 0,454 Novo Itacolomi 0,436 387 0,509 0,596 0,204 0,412 Ortigueira 0,522 83 0,633 0,660 0,273 0,498 Ourizona 0,475 259 0,534 0,618 0,274 0,490 Ouro Verde do Oeste 0,480 236 0,559 0,632 0,248 0,462 Paiçandu 0,508 127 0,637 0,693 0,194 0,508 Palmas 0,546 49 0,654 0,724 0,260 0,540 Palmeira 0,554 37 0,647 0,711 0,302 0,536 Palmital 0,474 267 0,593 0,655 0,174 0,463 Palotina 0,573 27 0,675 0,744 0,301 0,577 Paraíso do Norte 0,502 147 0,588 0,676 0,241 0,500 Paranacity 0,514 101 0,606 0,680 0,257 0,511 Paranaguá 0,651 4 0,770 0,790 0,393 0,650 Paranapoema 0,472 277 0,526 0,631 0,261 0,478 Paranavaí 0,579 24 0,691 0,753 0,292 0,576 Pato Bragado 0,500 154 0,553 0,654 0,294 0,474 65 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS SEBRAE-PR 66 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Pato Branco 0,589 17 0,695 0,770 0,303 0,576 Paula Freitas 0,477 244 0,580 0,648 0,205 0,477 Paulo Frontin 0,463 315 0,587 0,639 0,163 0,464 Peabiru 0,496 173 0,600 0,669 0,219 0,493 Perobal 0,471 281 0,568 0,656 0,189 0,472 Pérola 0,501 151 0,567 0,673 0,262 0,495 Pérola d’Oeste 0,467 302 0,560 0,632 0,208 0,470 Piên 0,522 82 0,648 0,682 0,237 0,508 Pinhais 0,635 8 0,732 0,793 0,380 0,622 Pinhal de São Bento 0,430 392 0,509 0,571 0,211 0,438 Pinhalão 0,476 255 0,568 0,642 0,217 0,478 Pinhão 0,501 150 0,649 0,681 0,174 0,503 Piraí do Sul 0,533 68 0,651 0,697 0,249 0,505 Piraquara 0,513 105 0,653 0,705 0,182 0,523 Pitanga 0,511 112 0,641 0,696 0,196 0,508 Pitangueiras 0,468 297 0,535 0,613 0,257 0,435 Planaltina do Paraná 0,472 279 0,550 0,633 0,232 0,469 Planalto 0,489 195 0,599 0,661 0,208 0,484 Ponta Grossa 0,645 6 0,774 0,801 0,361 0,631 Pontal do Paraná 0,547 46 0,615 0,681 0,346 0,567 Porecatu 0,514 103 0,606 0,690 0,245 0,505 Porto Amazonas 0,499 159 0,550 0,655 0,292 0,486 Porto Barreiro 0,431 391 0,541 0,611 0,142 0,427 Porto Rico 0,482 225 0,523 0,617 0,306 0,490 Porto Vitória 0,470 289 0,551 0,637 0,222 0,473 Prado Ferreira 0,451 366 0,548 0,627 0,177 0,433 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Pranchita 0,492 187 0,561 0,656 0,258 0,486 Presidente Castelo Branco 0,476 254 0,545 0,621 0,261 0,484 Primeiro de Maio 0,480 231 0,591 0,665 0,185 0,492 Prudentópolis 0,509 124 0,649 0,698 0,180 0,511 Quarto Centenário 0,478 240 0,568 0,643 0,225 0,486 Quatiguá 0,485 211 0,563 0,663 0,230 0,485 Quatro Barras 0,546 48 0,652 0,716 0,271 0,552 Quatro Pontes 0,504 134 0,567 0,657 0,290 0,503 Quedas do Iguaçu 0,501 152 0,630 0,693 0,180 0,490 Querência do Norte 0,477 246 0,595 0,648 0,187 0,480 Quinta do Sol 0,482 222 0,573 0,646 0,227 0,477 Quitandinha 0,486 208 0,599 0,654 0,204 0,476 Ramilândia 0,456 353 0,542 0,604 0,221 0,442 Rancho Alegre 0,428 395 0,518 0,615 0,151 0,449 Rancho Alegre D’Oeste 0,463 320 0,542 0,620 0,226 0,454 Realeza 0,522 85 0,613 0,693 0,259 0,506 Rebouças 0,476 252 0,589 0,654 0,185 0,486 Renascença 0,500 158 0,595 0,652 0,253 0,479 Reserva 0,498 163 0,626 0,694 0,173 0,477 Reserva do Iguaçu 0,470 290 0,554 0,625 0,229 0,473 Ribeirão Claro 0,506 130 0,594 0,662 0,261 0,479 Ribeirão do Pinhal 0,483 219 0,575 0,654 0,219 0,501 Rio Azul 0,486 206 0,601 0,681 0,176 0,475 Rio Bom 0,467 303 0,528 0,603 0,270 0,472 Rio Bonito do Iguaçu 0,474 271 0,595 0,651 0,176 0,470 Rio Branco do Ivaí 0,450 369 0,577 0,622 0,150 0,442 67 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS SEBRAE-PR 68 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Rio Branco do Sul 0,509 120 0,661 0,708 0,160 0,525 Rio Negro 0,545 50 0,667 0,723 0,244 0,548 Rolândia 0,589 18 0,694 0,756 0,318 0,583 Roncador 0,488 200 0,597 0,668 0,200 0,482 Rondon 0,513 107 0,620 0,664 0,255 0,492 Rosário do Ivaí 0,454 358 0,577 0,625 0,161 0,446 Sabáudia 0,487 203 0,568 0,659 0,232 0,505 Salgado Filho 0,477 248 0,555 0,624 0,250 0,469 Salto do Itararé 0,435 388 0,552 0,617 0,136 0,426 Salto do Lontra 0,496 175 0,591 0,659 0,237 0,472 Santa Amélia 0,441 379 0,543 0,619 0,162 0,420 Santa Cecília do Pavão 0,474 266 0,556 0,630 0,236 0,454 Santa Cruz de Monte Castelo 0,481 229 0,579 0,648 0,216 0,478 Santa Fé 0,511 113 0,582 0,668 0,282 0,509 Santa Helena 0,500 155 0,633 0,703 0,164 0,508 Santa Inês 0,458 343 0,499 0,585 0,290 0,479 Santa Isabel do Ivaí 0,497 165 0,578 0,655 0,259 0,499 Santa Izabel do Oeste 0,497 168 0,587 0,674 0,230 0,485 Santa Lúcia 0,453 361 0,546 0,610 0,202 0,429 Santa Maria do Oeste 0,457 347 0,559 0,629 0,184 0,455 Santa Mariana 0,500 157 0,594 0,672 0,234 0,501 Santa Mônica 0,446 373 0,543 0,598 0,197 0,454 Santa Tereza do Oeste 0,493 185 0,591 0,666 0,222 0,478 Santa Terezinha de Itaipu 0,505 132 0,623 0,700 0,193 0,499 Santana do Itararé 0,459 337 0,550 0,611 0,217 0,445 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Santo Antônio da Platina 0,554 36 0,653 0,722 0,285 0,563 Santo Antônio do Caiuá 0,472 276 0,515 0,618 0,285 0,454 Santo Antônio do Paraíso 0,458 346 0,522 0,610 0,241 0,450 Santo Antônio do Sudoeste 0,500 156 0,600 0,681 0,220 0,491 Santo Inácio 0,516 98 0,569 0,683 0,295 0,492 São Carlos do Ivaí 0,493 186 0,606 0,678 0,194 0,482 São Jerônimo da Serra 0,445 375 0,577 0,641 0,117 0,444 São João 0,514 102 0,603 0,672 0,267 0,506 São João do Caiuá 0,468 298 0,559 0,624 0,222 0,467 São João do Ivaí 0,485 213 0,595 0,662 0,197 0,492 São João do Triunfo 0,466 308 0,599 0,649 0,149 0,459 São Jorge do Ivaí 0,508 126 0,584 0,662 0,279 0,516 São Jorge do Patrocínio 0,480 234 0,556 0,626 0,258 0,466 São Jorge d’Oeste 0,484 216 0,579 0,669 0,203 0,458 São José da Boa Vista 0,481 227 0,561 0,648 0,235 0,470 São José das Palmeiras 0,470 286 0,531 0,614 0,266 0,456 São José dos Pinhais 0,640 7 0,795 0,816 0,310 0,624 São Manoel do Paraná 0,470 285 0,515 0,639 0,257 0,442 São Mateus do Sul 0,553 38 0,666 0,729 0,264 0,542 São Miguel do Iguaçu 0,526 76 0,648 0,716 0,215 0,516 São Pedro do Iguaçu 0,491 189 0,579 0,650 0,244 0,479 São Pedro do Ivaí 0,510 115 0,614 0,711 0,206 0,506 São Pedro do Paraná 0,450 368 0,533 0,609 0,207 0,450 São Sebastião da Amoreira 0,484 217 0,581 0,667 0,203 0,470 São Tomé 0,503 138 0,584 0,676 0,249 0,488 Sapopema 0,451 364 0,564 0,630 0,158 0,444 69 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS MUNICÍPIOS SEBRAE-PR 70 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Sarandi 0,534 67 0,661 0,723 0,218 0,540 Saudade do Iguaçu 0,476 258 0,546 0,642 0,239 0,444 Sengés 0,521 88 0,635 0,727 0,203 0,529 Serranópolis do Iguaçu 0,474 263 0,566 0,649 0,209 0,478 Sertaneja 0,483 218 0,572 0,682 0,196 0,508 Sertanópolis 0,541 55 0,636 0,709 0,276 0,523 Siqueira Campos 0,502 144 0,609 0,686 0,212 0,514 Sulina 0,476 250 0,541 0,621 0,266 0,437 Tamarana 0,462 324 0,578 0,654 0,154 0,473 Tamboara 0,468 294 0,550 0,616 0,239 0,462 Tapejara 0,517 96 0,626 0,686 0,238 0,503 Tapira 0,468 296 0,571 0,632 0,201 0,453 Teixeira Soares 0,481 226 0,579 0,642 0,223 0,491 Telêmaco Borba 0,604 11 0,719 0,753 0,340 0,558 Terra Boa 0,519 93 0,600 0,689 0,267 0,519 Terra Rica 0,502 148 0,589 0,688 0,228 0,494 Terra Roxa 0,509 122 0,620 0,694 0,213 0,512 Tibagi 0,550 42 0,658 0,693 0,300 0,508 Tijucas do Sul 0,509 123 0,605 0,680 0,242 0,480 Toledo 0,601 12 0,727 0,770 0,307 0,606 Tomazina 0,481 228 0,565 0,637 0,241 0,475 Três Barras do Paraná 0,480 233 0,590 0,651 0,200 0,473 Tunas do Paraná 0,472 278 0,577 0,650 0,189 0,501 Tuneiras do Oeste 0,479 238 0,576 0,641 0,220 0,468 Tupãssi 0,493 183 0,591 0,671 0,218 0,496 Turvo 0,476 253 0,596 0,666 0,165 0,483 IDMPE 09 Rank IDE IDM IDI IDMPE 08 Ubiratã 0,521 91 0,635 0,695 0,233 0,520 Umuarama 0,586 22 0,703 0,763 0,291 0,581 União da Vitória 0,534 66 0,677 0,741 0,185 0,549 Uniflor 0,471 282 0,509 0,607 0,297 0,481 Uraí 0,480 235 0,587 0,672 0,182 0,499 Ventania 0,479 237 0,589 0,682 0,167 0,493 Vera Cruz do Oeste 0,484 214 0,581 0,646 0,226 0,472 Verê 0,490 193 0,591 0,660 0,219 0,482 Virmond 0,476 249 0,547 0,631 0,250 0,448 Vitorino 0,503 140 0,588 0,685 0,235 0,485 Wenceslau Braz 0,499 160 0,610 0,686 0,202 0,509 Xambrê 0,459 339 0,549 0,631 0,197 0,440 71 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 MUNICÍPIOS Anexo II – Dicionário de Dados SEBRAE-PR 72 VARIÁVEL PIB real DEFINIÇÃO CÁLCULO PIB Real do município a Representa a soma dos bens e preços de mercado em R$ mil serviços finais produzidos no (deflacionado a R$ do ano 2000 município, deflacionados para o pelo deflator implícito do PIB ano base. nacional); PERÍODO: 2006 FONTE: IBGE e IPEADATA Taxa de crescimento É a variação do PIB real de um do PIB real ano em relação ao ano anterior. Taxa = ln PIB2006 – ln PIB2005; PERÍODO: 2006 FONTE: IBGE (Dados Brutos) Taxa de inatividade É uma proporção que mede a quantidade de estabelecimentos sem vínculos empregatícios (inativos) sobre a quantidade total de estabelecimentos. Número de Estabelecimento sem vínculo de trabalho /Número total de estabelecimentos; PERÍODO: 2007 FONTE: RAIS (Dados Brutos) Taxa de criação de estabelecimento Mede quantos estabelecimentos formais foram criados no município de um ano em relação ao ano anterior. Taxa = ln Estabelecimentos2007 – ln Estabelecimentos2006; PERÍODO: 2006-2007 FONTE: RAIS (Dados Brutos) Taxa de criação de empregos Mede quantos empregos formais foram criados no município de um ano em relação ao ano anterior. Taxa = Emprego2007 – Emprego2007 / Média Emprego PERÍODO: 2006-2007 FONTE: RAIS (Dados Brutos) Valor adicionado fiscal do comércio Diferença entre Valor das Saídas e Valor das Entradas das Atividades Comerciais do Município, base para cálculo do ICMS Valor Adicionado Fiscal (Valor das Saídas deduzido do Valor das Entradas) dos estabelecimentos comerciais do município– Acumulado anual em R$ mil correntes; PERÍODO: 2007 FONTE: SEFA DEFINIÇÃO Mede o crescimento do total das Taxa de crescimento remunerações dos trabalhadores da massa salarial do setor formal de um ano em relação ao ano anterior. Massa salarial População CÁLCULO Taxa = ln Massa Salarial2006 – ln Massa Salarial2005; PERÍODO: 2006-2007 FONTE: RAIS (Dados Brutos) É a soma das remunerações pagas pelos estabelecimentos formais do município. Soma das Remunerações pagas pelos estabelecimentos formais do município, com referência à dezembro de 2007, convertida em Reais pelo salário mínimo da época: PERÍODO: 2006 FONTE: RAIS (Dados Brutos) População residente do município. População residente no município na contagem populacional IBGE/2007 (para municípios com população até 100 mil habitantes) e estimativa do IBGE para municípios com população superior a 100 mil habitantes); PERÍODO: 2007 FONTE: IBGE Renda Bruta Real 2006 / Estimativa de valor da renda por Renda per capita em População Estimada 2006 – em residente do município, recebida R$ correntes R$ de 2000; PERÍODO: 2006 durante o ano FONTE: IBGE (Dados Brutos) Grau de geração de recursos próprios Participação da Receita Tributária Participação da receita tributária Municipal Própria na Receita própria na Receita Corrente Corrente Líquida; PERÍODO: 2008 Líquida FONTE: STN/FINBRA (Dados Brutos) 73 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 VARIÁVEL VARIÁVEL CÁLCULO Pessoal ocupado em CTI É o número total de trabalhadores envolvidos em atividades de ciência, tecnologia e inovação. Vínculos de emprego formal em estabelecimentos com atividade caracterizada como Ciência, Tecnologia e Inovação; PERÍODO: 2007 FONTE: RAIS (Dados Brutos) Escolaridade (IDEB) Qualidade na Educação: Nota Refere-se a uma média das Média do IDEB – Índice de notas do município no Índice de Desenvolvimento da Educação Desenvolvimento da Educação Básica (4ª série e 8ª série); Básica (IDEB). PERÍODO: 2007 FONTE: INEP/ MEC Correios É o número total de postos e agências dos correios no município. Postos e agências de correio; PERÍODO: 2009 FONTE: ECT (Dados Brutos) Associativismo É o número de entidades associativas no município: sindicatos filiados às Federações Empresariais, associações comerciais e arranjos produtivos locais Número de entidades representativas e associações empresariais; PERÍODO: 2009 FONTE: Federações Empresariais Sistema financeiro Número de agências e postos bancários; PERÍODO: Outubro/2009 FONTE: DESIG/ É o número de postos e agências BACEN (Departamento de bancárias no município. monitoramento do Sistema Financeiro e de Gestão da Informação - Banco Central do Brasil) SEBRAE-PR 74 DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO CÁLCULO Implementação da Lei Geral e Plano Diretor Municipal– gradação de 0 a 0,75 (0,5 Mede o nível de implementação Mecanismo de apoio do indicador é a adesão à da Lei Geral das MPE e do Plano à MPE implementação da Lei Geral e Diretor Municipal. 0,25 ao Plano Diretor Municipal); PERÍODO: 2009 FONTE: SEBRAE e SEDU 75 IDMPE Índice de Desenvolvimento Municipal da Micro e Pequena Empresa no Paraná, 2008 e 2009 VARIÁVEL 0800 570 0800