ISSN: 2316-3992 A PERSONALIZAÇÃO: UMA “NOVA LINGUAGEM” UNIVERSAL PARA OS CIBERMEIOS? José Milton Rocha¹ RESUMO O artigo estuda a personalização, uma das características do ciberjornalismo, na perspectiva do pensamento do teórico soviético Lev Manovich. Perpassa ainda outras ferramentas e dispositivos da cibercultura, as redes sociais como Facebook, YouTube e Twitter, a partir de referencial teórico que reúne pesquisadores brasileiros como Marcos Palácios, Carla Schwingel, Luciana Moherdaui, Marcelo Souza, Eduardo Pellanda e estrangeiros como Pierre Lévy, López García, Manuel Castells. Parte do projeto de pesquisa no Programa de Mestrado de Comunicação da UFMS, iniciado em 2012, que estuda a glocalização nos sítios de web notícias de Dourados, faz também neste recorte, reflexão sobre a relação homem/máquina cuja presença da personalização compõe parte desta linguagem universal presente nos cibermeios. PALAVRAS-CHAVE: Ciberjornalismo, internet, linguagem. RESUMEN El artículo examina la personalización, una característica del ciberperiodismo, desde la perspectiva del pensamiento teórico soviética de Lev Manovich. Todavía está presente en otros dispositivos y herramientas de la cibercultura, redes sociales como Facebook, YouTube y Twitter, de marco teórico que reúne a los investigadores brasileños, Marcos Palacios, Carla Schwingel, Luciana Moherdaui, Marcelo Souza, Eduardo Pellanda y de los extranjeros, Pierre Lévy, López García, Manuel Castells. Parte del proyecto de investigación en el Programa de Máster Comunicación de la UFMS, iniciado en 2012, que está estudiando la glocalización en cibermeios en la ciudad de Dourados, MS, también hace de este corte, reflexión sobre la relación hombre/máquina cuya presencia de personalización compone parte de este idioma universal presente en cibermeios. PALABRAS-CHAVE: Ciberperiodismo, internet, lenguaje. ¹ Jornalista com Especialização em Economia para Jornalistas (UFC) e Formação para Docentes (UGF-RJ), Mestrando em Comunicação na UFMS. Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 48 INTRODUÇÃO A internet como produto da cibercultura² e pelo funcionamento descentralizado tem proporcionado ao público, usos e apropriações, de acordo com seus gostos, interesses e vontades, ou seja, de certa forma personalizada. Assim como o jeito de vestir e de se portar identifica uma pessoa, a maneira como ela configura o computador, tablet ou smartphone também identifica seus gostos e preferências como usuário, em função da forma personalizada; identifica, portanto, um pouco sua própria “personalidade cibercultural”. Essa interconexão generalizada surge como uma nova forma de linguagem universal (LÉVY, 2011), ao perceber que a cibercultura é construída e estendida “por meio de interconexão das mensagens entre si, por meio de sua vinculação permanente com as comunidades virtuais em criação, que lhe dão sentidos variados em uma renovação permanente” (LÉVY, 2011, p. 15), pois para ele, a cibercultura “leva a copresença das mensagens de volta a seu contexto como ocorria nas sociedades orais”, embora, agora de forma diferente, uma vez que elas são construídas sem determinar um sentido global preciso. A internet como componente das novas tecnologias da informação integra o mundo em redes globais, onde ocorre a comunicação mediada por computadores e gera um contingente expressivo de comunidades virtuais (CASTELLS, 2011), a partir do surgimento de novos processos comunicacionais como as “novas mídias”³ digitais e redes sociais (Facebook, Youtube e Twitter, etc). Mas o que são “novas mídias” digitais? Que linguagem elas utilizam? E as redes sociais podem ser consideradas novas mídias digitais? Estes questionamentos são o ponto de partida deste artigo que trata de uma das características do ciberjornalismo, a personalização, que pelo multiuso das ferramentas da web pode ser utilizada também em outros campos do ciberespaço4. A personalização ou customização de conteúdo é uma das quatro características iniciais do jornalismo produzido para ambiente web, apontada pelos teóricos Jo Bardoel e Mark Deuze (1999), em estudo que inclui ainda hipertextualidade, multimidialidade e interatividade. O texto trabalha também interface com os estudos do teórico soviético Lev Manovich sobre a linguagem das “novas” mídias digitais. É parte do Projeto de Pesquisa no Programa de Mestrado de Comunicação da UFMS iniciado em 2012 sobre a dimensão do local e do global nos cibermeios de Dourados. Faz uma reflexão da relação homem/máquina cuja presença da personalização compõe parte desta linguagem universal presente nos cibermeios, a partir de referencial teórico que reúne pesquisadores brasileiros como Marcos Palácios (2003), Eduardo Pellanda (2007), Carla Schwingel (2012), Luciana Moherdaui (2009) e estrangeiros como Pierre Levy (2011), López García (2008) e Lev Manovich (2001; 2005). ²Jornalista com Especialização em Economia para Jornalistas (UFC) e Formação para Docentes (UGF-RJ), Mestrando em Comunicação na UFMS. ³Manovich (2005: 29-36) define novas mídias como objetos culturais que utilizam tecnologia computacional digital para distribuição e exposição, “podem ser compreendidas como um mix das antigas convenções culturais de representação, acesso e manipulação de dados e convenções mais recentes de representação, acesso e manipulação e manipulação de dados”. Os “velhos dados”, na sua compreensão, são representações da realidade visual e da experiência humana, ou seja, imagens, narrativas baseadas em textos e audiovisuais e os “novos” dados seriam os digitais. Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 49 AS “NOVAS” MÍDIAS As “novas” mídias são consideradas o E-mail, SMS, Chat, Skype, Blog e junto com elas vieram as mídias sociais, que se caracterizam pela produção de conteúdo de forma descentralizada e sem o controle editorial (SILVA, 2010). As mídias sociais dependem da interação entre pessoas para construir conteúdo compartilhado, conhecidas como redes sociais são: A pobreza, a miséria, a falta de perspectiva de um projeto existencial que vislumbre a melhoria da qualidade de vida, impõe a toda a família uma luta desigual e desumana pela sobrevivência. As conseqüências da crise econômica a que está sujeita a família pobre precipitam a ida de seus filhos para a rua e, na maioria das vezes, o abandono da escola, a fim de ajudar no orçamento familiar. Essa situação, inicialmente temporária, pode se estabelecer à medida que as articulações na rua vão se fortalecendo, ficando o retorno dessas crianças ao convívio sócio-familiar cada vez mais distante. (GOMES & PEREIRA, 2005, p. 360) Este trabalho se aterá apenas às três mídias sociais consideradas principais: Twitter, Facebook e YouTube. Manovich (2005: 28) amplia o rol das “novas” mídias ao considerar também a internet, os sítios, a multimídia de computadores, a multimídia e os jogos de computadores, os CD-ROMs, a realidade virtual e os efeitos especiais gerados por computadores, pois como já foi dito, fazem parte do contexto computacional digital. Para ele, “as novas mídias concentram-se no cultural e na computação”, estão reduzidas a dados digitais que podem ser manipulados por software como quaisquer outras informações computacionais, o que permitiria automatizar muitas das operações das mídias, inclusive, gerar várias outras versões de um mesmo objeto. O teórico observa ainda que uma imagem é representada por uma matriz de números e que, ao ser manipulada ou gerada por algoritmos, tem a figura modificada em sua definição, que pode ser o aumento da intensidade de uma determinada cor, mudança no contraste, etc: “De um modo geral, expandindo o que propus em meu livro, poderia dizer que as duas maneiras básicas pelas quais os computadores modelam a realidade – por meio de estruturas de dados e algoritmos – também podem ser aplicadas às mídias assim que são representadas digitalmente. Em outras palavras, uma vez que as novas mídias são dados digitais controlados pelo software ‘cultural’ específico, faz sentido pensar que qualquer objeto de nova mídia em função de estruturas de dados específicas e/ou algoritmos específicos que ele incorpora” (MANOVICH, 2005, p.29). Em função de sua formação matemática, de programador e artes visuais, Manovich formula seus conceitos a partir desses conhecimentos, aliados aos do cinema, por isso, o realce da linguagem computacional, originada dos softwares, ou seja, das engrenagens internas do computador que resultam nas imagens que aparecem na tela. Ao refletir sobre a relação homem-máquina, traça um paralelo entre a internet e a hipertextualidade, por considerar a própria internet, pela sua dinâmica e complexidade, imprevisível: O termo ciberespaço foi criado por William Gibson, em 1984, em seu romance de ficção científica “Neuromancer” para designar o universo das redes digitais. Levy (2011) define o neologismo como o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial de computadores e das memorias dos computadores. 4 Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 50 “O maior texto de hipertexto é a própria internet [...]. A maior obra literária é a própria interface interativa homem-máquina: o fato de que o usuário pode facilmente mudar tudo o que surge na tela, mudando, durante o processo, o estado interno de um computador ou mesmo comandando a realidade fora dele” (MANOVICH, 2005, p. 50). Hipertextualidade integra as características primárias do ciberjornalismo, estudadas por Bardoel e Deuze (1999) e serão vistas de forma mais abrangente mais na frente. Palácios (2003) afirma que a hipertextualidade possibilita a interconexão de textos por meios de links, ou seja, pelas hiperligações. O próprio autor, em sua definição, reconhece a ampliação do conceito feita por Canavilhas (1999) e Bardoel e Deuze (1999), pois estes observam a possibilidade do texto noticioso remeter por meio de links para “várias pirâmides invertidas das notícias”, ou mesmo para outros elementos complementares como fotos, infográficos, sons, vídeos, animações, etc., ou ainda sítios relacionados ao tema abordado pela notícia. Schwingel (2012) entente por hipertextualidade, “a própria estrutura do protocolo da world wide web, a natureza do ciberjornalismo [...], as conexões, os links, as vinculações entre os conteúdos. É a teia que se constrói, e é percorrida ao deslocar-se por informação” (SCHWINGEL, 2012, p.57). Para ela, a característica possibilita trabalhar pontos como contexto e profundidade do conteúdo e promove desdobramento da informação em outras estruturas informativas. Canavilhas (2008), a partir da visão do sociólogo e filósofo Ted Nelson, define hipertexto como um texto não linear e interativo que usa o computador como suporte, considera que a definição se aproxima do conceito hipermídia, que liga blocos de informação com conteúdo de mídias diferentes. Ele considera a teoria do hipertexto fundamental no estudo desenvolvido no campo do jornalismo produzido no ambiente web, pois influencia as áreas do webjornalismo porque interfere com a linguagem, os gêneros e com a forma como os receptores se relacionam com os conteúdos por meio da interatividade. “Esta característica é particularmente importante porque marca uma diferença fundamental em relação às notícias da imprensa escrita, não pelo facto de ser hipertextual, mas porque implica uma ação, o click num link” (CANAVILHAS, 2008, p. 2). REDES SOCIAIS Raquel Recuero (2009) aponta dois elementos para definir as redes sociais: os atores e as conexões (laços sociais), enquanto Silva (2010) ressalta que “os sites de redes sociais são apenas suportes, uma forma de apresentar as redes; enfim, são sistemas, porque na verdade o que constitui as redes sociais são os atores sociais que as utilizam” (SILVA, 2010, p. 3), observa, contudo, que não se pode desconhecer que essas “redes são maneiras de observar padrões de conexões de grupos sociais”. Santaella (2003) faz pertinente observação quando escreve que “a aliança entre computadores e redes fez surgir o primeiro sistema amplamente disseminado que dá ao usuário a oportunidade de criar, distribuir, receber e consumir o conteúdo audiovisual em um só equipamento” (SANTAELLA, 2003, p.20), conceito esse que pode ser aplicado às redes sociais como Facebook, Twitter e YouTube. YouTube: A história do sítio de vídeos YouTube teve início em uma garagem de San Francisco, Califórnia, Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 51 EUA, em fevereiro de 2005, quando dois funcionários de uma empresa de tecnologia, Chad Hurley e Steve Chen, iniciaram a criação de um programa de computador para dividir vídeos com os amigos. Em menos de dois anos, a invenção era comprada por US$ 1,65 bilhão pelo Google, que também começara em uma garagem de San Francisco oito anos antes. A ideia de criar o YouTube surgiu para que pudessem compartilhar arquivos de vídeo feitos em uma festa que haviam frequentado, no dia anterior. Mayer (2011) afirma, a partir de citação de Weinberger (2007), que o YouTube é uma plataforma e um agregador de conteúdo, sem no entanto produzi-los, que leva ao extremo o conceito de web 2.0 5 , que em 2011 alcançou a marca de dois bilhões de visualizações diárias de seus conteúdos que incluem programas ao vivo, filmes e vídeos assistidos online. Manovich (In: Mayer, 2011) afirma que é o software que permite as mídias existirem na web, como imagens e vídeos incorporados nas páginas, em blogs, no YouTube, fotografias aéreas e construções em 3D do Google Earth. Twitter: O Twitter foi fundado em março de 2006 por Jack Dorsey, Evan Williams e Biz Stone. A ideia surgiu de Dorsey, durante uma reunião de discussão de ideias, em que ele falava sobre um serviço de troca de status, como um SMS. Chamado apenas de Status, o pré-Twitter tinha como conceito, o envio de mensagens curtas por meio do celular, em que o destinatário receberia um twich, uma espécie de vibração, em tradução livre, no seu bolso quando uma atualização da ferramenta era enviada. Entretanto, a palavra não agradou, pois não mostrava exatamente o que representava o serviço. Ao buscar nomes parecidos no dicionário, Dorsey e os outros encontraram a palavra twitter, que em inglês, tem dois significados: 1) pequena explosão de informações inconsequentes, e 2) pios de pássaros. Ambos combinavam perfeitamente com o conceito. Sob o domínio twitter.com, o microblog tornou-se uma empresa em 2007. A linguagem como é até hoje, prevê o máximo de 140 caracteres. A limitação de caracteres se dá em consonância com o conceito inicial da ferramenta: envio mensagens SMS. Facebook: O Facebook, inicialmente chamado de thefacebook, foi criado em 2004, pelo americano Mark Zuckerberg, quando era aluno da Universidade Harvard. A ideia era criar uma rede de contatos para jovens que deixavam o colegial e entravam na universidade, pois assim, poderiam se relacionar, trocar experiências, informações sobre aquele momento da vida deles; uma vez que a maioria dos universitários americanos trocam de cidade neste período da vida. O Facebook, hoje, é considerado, um dos sistemas com maior base de usuários no mundo. Para ser aceito no sistema, o usuário tinha que ter ligação com alguma instituição de ensino, por isso, no início, apenas os alunos de Harvard tinham acesso, depois, foi aberto para escolas secundárias, em 2005. O Facebook funciona com perfis de pessoas e comunidades, onde é possível acrescentar módulos de aplicativos como jogos e outras ferramentas. É mais privado que outras redes sociais, pois apenas usuários que fazem parte da mesma rede podem ver o perfil uns dos outros. Outra característica do Facebook é o fato de permitir que usuários pudessem criar aplicativos para o sistema. O uso de aplicativos é hoje uma das formas de personalizar um pouco mais os perfis. A Web 2.0 é a segunda geração de serviços online, caracteriza-se por potencializar as formas de publicação, compartilhamento e organização de informações, bem como ampliar os espaços para a interação entre os participantes do processo. Refere-se não apenas a combinação de técnicas informáticas (serviços Web, linguagem Ajax, Web syndication, etc.), mas também a determinado período tecnológico, um conjunto de novas estratégias mercadológicas e a processos de comunicação mediados pelo computador (PRIMO, 2007). 5 Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 52 CARACTERÍSTICAS DO CIBERJORNALISMO Incialmente, quatro características do ciberjornalismo foram identificadas em estudos realizados por Jo Bardoel e Mark Deuze (1999), no contexto internacional: a interatividade, multimidialidade, a customização de conteúdo ou personalização e a hipertextualidade; e a partir daí pesquisadores brasileiros como Marcos Palácios, Elias Machado, Suzana Barbosa, Luciana Mielniczuk e Carla Schwingel aprofundaram estudos na área de Ciberjornalismo, acrescentaram novos conceitos às características do jornalismo produzido para a web conforme Schwingel: “No Brasil, Palácios (1999), em diálogo com a produção prévia sobre narrativa hipertextual, identificou as seguintes características do jornalismo na internet: 1) multimidialidade/convergência, 2) interatividade; 3) hipertextualidade, 4) personalização e 5) memória. Desde as questões levantadas por Machado em sua tese, o professor Marcos Palácios acrescenta a 6) atualização contínua como característica para a prática que passa, a partir dos trabalhos de Mielniczuk (2003), a denominar de webjornalismo (PALÁCIOS, 2002). Tendo em vista a perspectiva de produção em que esta pesquisa está inserida, acrescenta-se a tais parâmetros a 7) flexibilização dos limites de tempo e espaço como fator de produção (SCHWINGEL, 2003), bem como a 8) utilização de ferramentas automatizadas no processo de produção, como definidores do ciberjornalismo” (SCHWINGEL, 2012, p. 53). É importante observar o comentário de Palácios sobre as características como potencialidades do jornalismo praticado no ciberespaço: “Essas [...] características [...] refletem as potencialidades oferecidas pela Internet ao jornalismo desenvolvido para a web. Deixe-se claro preliminarmente, que tais possibilidades abertas pelas Novas Tecnologias de Comunicação (NTC) não se traduzem, necessariamente, em aspectos efetivamente explorados pelos sítios jornalísticos, quer por razões técnicas, de conveniência, adaptação à natureza do produto oferecido ou ainda por questões de aceitação do mercado consumidor. Estamos a falar, fundamentalmente, de potenciais que são utilizados, em maior ou menor escala, e de forma diferente, nos sítios jornalísticos” (PALACIOS, 2003, p. 17). Ele pondera também que não há um modelo fechado, “mais avançado” ou “mais apropriado” no jornalismo praticado hoje na web, uma vez que a própria tecnologia e o pouco tempo de existência do novo suporte abrem espaço para essa multiplicidade de formatos “possíveis e complementares”. A PERSONALIZAÇÃO OU CUSTOMIZAÇÃO NO CIBERJORNALISMO O pesquisador espanhol López García (2008) diz que a personalização consiste na modificação da configuração genérica de um sítio web de acordo com os critérios especificados por um usuário. Ao se referir especificamente ao jornalismo, ele acredita que a potencialidade consistiria na opção oferecida ao leitor internauta para configurar os produtos jornalísticos de acordo com os seus interesses individuais (Palácios, 2002). O autor Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 53 brasileiro cita o exemplo de web sítios que permitem ao usuário pré-selecionar os conteúdos que deseja ver na página de abertura, o que traduz um dos expoentes máximos da personalização na Internet. Couto (2008), ao citar Bastos, observa que na internet, um dos maiores desafios dos jornais e dos jornalistas é tornar o grande número de informações armazenadas digitalmente em algo interessante e pertinente para os leitores (Bastos, 2000), enquanto para Negroponte (in Vieria: 2009) a procura pela informação cada vez mais específica e individualizada é uma característica importante da audiência no ciberespaço. Couto lembra a preocupação de Zamith (2008) quando este reforça a ideia de que as notícias personalizadas reduzem o papel dos editores, uma vez que a internet permite ao próprio usuário decidir o quer ver no ciberespaço, o que para alguns autores, segundo Couto, poderia haver um eventual excesso de personalização e isto poderia ocasionar riscos para o ciberjornalismo, afetando, por conseguinte, a opinião pública. Souza (2010) percebe a customização de conteúdo como uma maneira de integrar o leitor no processo jornalístico como editor, pois esta função daria ao usuário o poder de escolher receber a informação que lhe interessa: “Com ela, é possível pré-selecionar o conteúdo que será carregado em um website ou newsletter através do cadastro de usuários ou configurações salvas anteriormente e ativadas através de cookies. Para Machado e Palácios (1997), com esse processo, nas redes telemáticas, é a primeira vez que coexistem na disseminação de informação, a massividade, interatividade e personalização. A sistematização dos tipos de personalização considera três modelos distintos: a personalização de serviços, personalização de conteúdo e a personalização de fontes (PALACIOS apud SILVA Jr., 2000, p.66). Esse tipo de serviço não é exclusividade da web, é mais uma das características potencializadas pelas redes telemáticas. Os primeiros serviços de notícias que definiam seu conteúdo de acordo com as escolhas de seus leitores eram transmitidos via fax, na segunda metade dos anos de 1980” (SOUZA, 2010, p.24). Souza (2010), ao citar Diaz Noci (2004), toca num ponto interessante quando identifica que atualmente, a maioria dos sítios de web notícias é muito parecida entre si, traz praticamente o mesmo formato com pequenas diferenças. Segundo ele, há uma prática em organizar o conteúdo da página principal, conforme muitos autores denominam de “tridente”, e ocorre principalmente, quando a apresentação dos itens noticiosos ocupa a parte central da página, com a coluna da esquerda destinada a inserção dos menus de navegação e a da direita para serviços, publicidade e promoções. A PERSONALIZAÇÃO OU CUSTOMIZAÇÃO DE CONTEÚDO DA WEB Pellanda (2010), ao se referir à personalização, na visão de Santaella (2004), demonstra preocupação com “o contexto do leitor fragmentado e virtual, que está envolto numa atmosfera informacional transportada pelo ciberespaço que paradoxalmente não está necessariamente perdido” (Pellanda, 2010, p.3). O autor observa que a transformação para a “Mídia de massa individual” se dá em função da “busca pelo pessoal, pela diferença que Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 54 leva a personalização”. Jenkins (in: Pellanda, 2010) vê a mídia personalizada como uma das ideias da revolução digital no início da década de 90, porque a mídia digital iria nos “libertar da “tirania” da mídia de massa, nos possibilitar consumir somente o que acharmos pessoalmente interessante. Pellanda (2010) amplia esse conceito de personalização, baseado no pensamento de outros autores como fica demonstrado: “Com ela, é possível pré-selecionar o conteúdo que será carregado em um website ou newsletter através do cadastro de usuários ou configurações salvas anteriormente e ativadas através de cookies. Para Machado e Palácios (1997), com esse processo, nas redes telemáticas, é a primeira vez que coexistem na disseminação de informação, a massividade, interatividade e personalização. A sistematização dos tipos de personalização considera três modelos distintos: a personalização de serviços, personalização de conteúdo e a personalização de fontes (PALACIOS apud SILVA Jr., 2000, p.66). Esse tipo de serviço não é exclusividade da web, é mais uma das características potencializadas pelas redes telemáticas. Os primeiros serviços de notícias que definiam seu conteúdo de acordo com as escolhas de seus leitores eram transmitidos via fax, na segunda metade dos anos de 1980” (SOUZA, 2010, p.24). Manovich (in: Souza 2012) afirma que em termos semióticos, a interface do computador atua como um código que carrega mensagens culturais em diferentes mídias. Esse código pode também trazer um modelo próprio de visão do mundo, seu próprio sistema lógico, ou ideologia, que seriam mensagens culturais ou linguagens inteiras criadas para utilizar esse código que vão seguir esse modelo, sistema ou ideologia. Para Souza, ao citar Manovich (2001), longe de ser uma janela transparente para os dados dentro do computador, a interface traz fortes mensagens por si só. Mayer (2011) em citação de Manovich (2008) diz que se uma fotografia digital é transformada em um objeto físico no mundo - uma ilustração em uma revista, um pôster na parede, uma impressão sobre uma camiseta – acaba tendo a mesma funcionalidade de sua forma anterior: “Mas se deixarmos a mesma fotografia dentro do seu ambiente nativo, o computador - que pode ser um laptop, um sistema de armazenamento de rede, ou em qualquer computador habilitado com um dispositivo de mídia tais como um telefone celular, que permita ao usuário editar esta fotografia e movê-la para outros dispositivos e para a Internet - isso pode funcionar de formas que, na minha opinião, irão torná-lo radicalmente diferente do seu modelo tradicional equivalente. Para usar um termo diferente, podemos dizer que uma fotografia digital oferece aos seus usuários, muitas possibilidades que seu antecessor não possuía. Por exemplo, uma fotografia digital pode ser rapidamente modificada em inúmeras maneiras, e igualmente combinada com outras imagens. Pode instantaneamente circular pelo mundo e ser compartilhada com outras pessoas, inserida em um documento de texto ou na planta baixa de um projeto em 3D. Além disso, podemos automaticamente (ou seja, executando os algoritmos apropriados), melhorar o contraste, aumentar a nitidez, e até mesmo em algumas situações remover borrões” (MANOVICH, 2008, Pág. 37-38 apud MAYER, 2011, p.7). Portanto, diz Mayer, enquanto hoje o conteúdo dessas novas mídias podem muitas vezes ter uma aparência semelhante à dos seus antecessores, não se deve deixar enganar, porém, por esta semelhança. Nesse sentido, Manovich (In: Mayer, 2011) afirma que a novidade não reside no conteúdo, mas em ferramentas de softwares, usados para criar, editar, visualizar, distribuir e compartilhar este conteúdo. Mayer, por sua vez, insiste na tese de Manovich de que o surgimento de caminhos múltiplos e interligados incentivam os objetos midiáticos a viajar, entre webs, dispositivos de Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 55 gravação e exibição; discos rígidos e unidades de flash e, mais importante, mudam as pessoas e as coisas, uma vez que a remixabilidade teria se tornado uma característica construtora do universo das mídias digitais em rede. Por isso, o teórico soviético considera que mais importante que o surgimento do iPOD vídeo (2001), do YouTube (2005), da primeira câmara 3CCD, com registro completo em HD Vídeo (2007), e outros produtos da cibercultura que possam surgir, é a facilidade com que esses objetos de mídia transitam nos dispositivos e serviços existentes. Bitarello, Braz e Campos (2011) ao estudarem a obra do autor soviético percebem a preocupação de Manovich em relação ao computador modelar o mundo, possibilitando ao indivíduo interferir nas operações implícitas aos seus programas. Segundo os autores, nesse “contexto do que pode ser chamado de ontologia, epistemologia e pragmatismo computacionais, cada um estabeleceria a sua própria estratégia de gramática e organização”, lembra, porém que muitos dos princípios em que Manovich se detém, não são únicos, podendo ser encontrados em outras mídias o que facilita a utilização e adaptação do indivíduo à “nova linguagem”, uma vez que os objetos não surgem do nada, mas a partir de partes prontas, ou outras matrizes. Eles apontam onde Manovich fala textualmente sobre personalização: “Mas se deixarmos a mesma fotografia dentro do seu ambiente nativo, o computador - que pode ser um laptop, um sistema de armazenamento de rede, ou em qualquer computador habilitado com um dispositivo de mídia tais como um telefone celular, que permita ao usuário editar esta fotografia e movê-la para outros dispositivos e para a Internet - isso pode funcionar de formas que, na minha opinião, irão torná-lo radicalmente diferente do seu modelo tradicional equivalente. Para usar um termo diferente, podemos dizer que uma fotografia digital oferece aos seus usuários, muitas possibilidades que seu antecessor não possuía. Por exemplo, uma fotografia digital pode ser rapidamente modificada em inúmeras maneiras, e igualmente combinada com outras imagens. Pode instantaneamente circular pelo mundo e ser compartilhada com outras pessoas, inserida em um documento de texto ou na planta baixa de um projeto em 3D. Além disso, podemos automaticamente (ou seja, executando os algoritmos apropriados), melhorar o contraste, aumentar a nitidez, e até mesmo em algumas situações remover borrões” (MANOVICH, 2008, Pág. 37-38 apud MAYER, 2011, p.7). Portanto, diz Mayer, enquanto hoje o conteúdo dessas novas mídias podem muitas vezes ter uma aparência semelhante à dos seus antecessores, não se deve deixar enganar, porém, por esta semelhança. Nesse sentido, Manovich (In: Mayer, 2011) afirma que a novidade não reside no conteúdo, mas em ferramentas de softwares, usados para criar, editar, visualizar, distribuir e compartilhar este conteúdo. Mayer, por sua vez, insiste na tese de Manovich de que o surgimento de caminhos múltiplos e interligados incentivam os objetos midiáticos a viajar, entre webs, dispositivos de gravação e exibição; discos rígidos e unidades de flash e, mais importante, mudam as pessoas e as coisas, uma vez que a remixabilidade teria se tornado uma característica construtora do universo das mídias digitais em rede. Por isso, o teórico soviético considera que mais importante que o surgimento do iPOD vídeo (2001), do YouTube (2005), da primeira câmara 3CCD, com registro completo em HD Vídeo (2007), e outros produtos da cibercultura que possam surgir, é a facilidade com que esses objetos de mídia transitam nos dispositivos e serviços existentes. Bitarello, Braz e Campos (2011) ao estudarem a obra do autor soviético percebem a preocupação de Manovich Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 56 em relação ao computador modelar o mundo, possibilitando ao indivíduo interferir nas operações implícitas aos seus programas. Segundo os autores, nesse “contexto do que pode ser chamado de ontologia, epistemologia e pragmatismo computacionais, cada um estabeleceria a sua própria estratégia de gramática e organização”, lembra, porém que muitos dos princípios em que Manovich se detém, não são únicos, podendo ser encontrados em outras mídias o que facilita a utilização e adaptação do indivíduo à “nova linguagem”, uma vez que os objetos não surgem do nada, mas a partir de partes prontas, ou outras matrizes. Eles apontam onde Manovich fala textualmente sobre personalização: “A possibilidade de o usuário se apropriar de partes menores, com o intuito de compor um todo maior, é potencializada pelo fato de muitas mídias possuírem menus pré-definidos para uma customização. Em games, por exemplo, ele pode realizar algumas, baseado em opções de alteração pré-estabelecidas. Deste modo, o caráter pessoal do indivíduo é ressaltado e sua relação com a mídia reforçada” (BITARELLO, BRAZ, CAMPOS, 2011, p. 4). ALGUNS MODELOS DE PERSONALIZAÇÃO Em seu trabalho de dissertação de mestrado apresentado à Universidade do Porto, a pesquisadora portuguesa em Ciberjornalismo, Patrícia Couto (2008) enumera algumas formas de personalização de conteúdo: • Envio de noticiário geral por e-mail - possibilidade dada ao utilizador de receber no seu endereço de correio eletrônico novos conteúdos jornalísticos gerais difundidos pelo ciberjornal. • Envio de noticiário pré-selecionado para e-mail - possibilidade dada ao utilizador de receber no seu endereço de correio eletrônico novos conteúdos jornalísticos gerais por ele selecionados de entre várias opções oferecidas pelo ciberjornal. • Envio de noticiário para um dispositivo móvel. • Envio de noticiário para dois ou mais dispositivos móveis. • Envio instantâneo de noticiário geral para computador. • Envio instantâneo de noticiário pré-selecionado para computador. • RSS geral - disponibilização de código (feed) em linguagem de simplificação RSS ou similar que permita fazer a atualizações gerais do ciberjornal em texto ou áudio por meio de um leitor de feeds, sem necessidade de visitar o ciberjornal. • RSS temático - disponibilização de código (feed) em linguagem de simplificação RSS ou similar que permita aceder a atualizações específicas do ciberjornal em texto ou áudio por meio de um leitor de feeds, sem necessidade de visitar o ciberjornal. • Configuração simples da primeiro tela do ciberjornal - possibilidade dada ao utilizador de configurar a seu gosto menos de metade da primeira tela do ciberjornal. • Configuração profunda da primeira tela do ciberjornal - possibilidade dada ao utilizador de configurar a seu gosto metade ou mais da primeira tela do ciberjornal. Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 57 CONSIDERAÇÕES FINAIS Se a personalização do consumo midiático viabilizado pela digitalização da informação permite que o interesse de notícias e serviços na internet seja filtrado pelo internauta (Negroponte, 1995) e se isso se aplica a roupas, cabelos e corpos tatuados, porque não dizer que esse processo trata sim, de uma linguagem própria manifestada pela personalização? Manovich que estudou matemática, programação, arquitetura e pintura, propõe uma teoria baseada na plataforma do cinema a partir destes conceitos, ou seja, da união dos conhecimentos técnicos e teóricos, que potencializam a utilização e a compreensão das ferramentas surgidas, a partir do advento do computador e da internet que expande a relação entre o homem, a máquina e os meios de informação. Isso poderia explicar, pelo menos em parte, essa forma de linguagem/narrativa imagética. Moherdaui (2009: 2) oferece duas pistas que podem ajudar a decifrar a questão: a) a primeira, o conceito do próprio Manovich sobre novas mídias que surge a partir da convergência entre formas culturais contemporâneas (interfaces digitais, hipertexto e bases de dados) e modelos anteriores, como o cinema, por exemplo; a segunda, a arquitetura da informação, conceito desenvolvido pelo arquiteto americano Richard Würman, em 1975, passaria a constituir a ciência do design da informação, pois aborda a “visualização de fluxos informacionais, e o design que integra o final do processo produtivo”. No Brasil, o conceito foi adotado inicialmente pela pesquisadora Elizabeth Saad Côrrea da USP, de acordo com Schwingel (2002), que também sistematizou o conceito para designar o profissional que planeja o fluxo informacional no ciberespaço. De acordo com Moherdaui (2009), López Garcia, Gago, Pereira (2003) ampliam o conceito, porque eles consideram que arquitetura da informação pode ser entendida da seguinte forma: “1) sistema de orientação na busca (1962); 2) orientação na busca e recuperação de informação (1990); e 3) roteiro para criação de narrativas multimídias (2000)” (MOHERDAUI, 2009, p.2). Outro aspecto considerado por Manovich, na relação homem-máquina, em que o computador modela o mundo e possibilita ao indivíduo interferir nele bem como nas operações e programas (softwares), é que cada um poderia criar sua própria forma de gramática e organização, mas ele adverte, contudo, que por muitos princípios de funcionamento não serem únicos, são criados a partir de outras partes prontas, podem ser encontrados em outras mídias o que facilita “a utilização e adaptação do indivíduo à nova linguagem” (BITARELLO, BRAZ e CAMPOS, 2011, p.4). Por outro lado, ainda na visão do teórico soviético, o princípio de muitas mídias terem menus pré-definidos para a efetivação da customização, possibilita ao usuário usar as partes menor com o intuito de compor um todo maior, o que ressalta o caráter pessoal. Pelo que foi visto neste artigo, em relação aos conceitos abordados, pelos teóricos citados e as reflexões sugeridas, podemos perceber que as novas mídias têm forte sintonia com as redes sociais, atualmente, ocupam espaço significativo na vida das pessoas, portanto, incorporados à cultura, podem ser adaptadas ao estilo de cada um, de acordo com suas preferencias, por isso, a personalização surge como uma nova forma de linguaComunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 58 gem universal (Lévy, 2011), nesta relação cada vez consolidada do homem com a máquina. Com relação à utilização da personalização pelos sítios de web notícias de Dourados, em observações livres, percebe-se que a exemplo das outras potencialidades do ciberjornalismo é muito pouco utilizada. A partir de vasta relação de modelos propostos por Couto (2008), nota-se ainda que esta característica poderia potencializar bem mais a audiência dos cibermeios, caso fossem utilizados estes modelos com maior frequência. Observa-se, entretanto, a partir de observações livres, que a mídias sociais como Facebook e Twitter, principalmente, estão cada vez mais sendo usados pelos cibermeios de Dourados, em pequenas doses “homeopáticas” de notícias para fidelizar e potencializar seus respectivos sítios na cibercultura. Essa preocupação configuraria perfeitamente o enquadramento do local global, ou seja, a utilização das ferramentas do ciberespaço, ou seja, de repercussão global para divulgar as questões locais, quais sejam as notícias pertinentes à cidade de Dourados, segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, mas, uma cidade do interior, portanto, na periferia dos grandes centros urbanos, fincada na região central do país, no interior do Brasil. Comunicação & Mercado/UNIGRAN - Dourados - MS, vol. 02, n. 05, p. 47-60, jul-dez 2013 ROCHA, José Milton. 59 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARDOEL, Jo & DEUZE, Mark. Network Journalism: Converging Competences of Media Professionals and Professionalism. Australian Journalism Review, v. 23, n. 2, p. 91-103, 2001. Disponível em <http//jclass.umd. edu/classes/jour698m/BardoelDeuze+NetworkJournalism+2001.pdf>. Acesso em 30.01.2012. BASTOS, Hélder. Jornalismo Electrónico – Internet e Reconfiguração de Práticas nas Redacções, Coimbra: Minerva Editora, 2000. 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