Todos pela educação RECICLE INFORMAÇÃO: Passe este jornal para outro leitor ou indique o site JUNHO 2009 Página Responsabilidade Social 03 A JUSTIÇA no Brasil,,, 05 O que a TV fez com a menina Maísa... 06 Dia dos namorados... 07 LAZER um direito de todos... 08 Os perigos do refrigerante 09 A violência Escolar 10 FESTAS JUNINAS 11 Limitações sociais 12 Hortas orgânicas 13 A menstruação chegou !!! 14 Estresse e Coração 15 Minha proposta de paz social 16 Caros leitores e amigos a nossa GAZETA está se readequando como multiplicador de conhecimento e veículo de divulgação de nossos Projetos Sociais Estudo sobre Valores Sociais Disponibilizamos para douwload em PDF um estudo sobre comportamento e valores pessoais e sociais efetuado em Portugal, que pode nos dar uma idéia de como os problemas são mais comuns do que possamos imaginar. O Trabalho tem por título “Análise Psicológica” e por tema: “Erro educacional fundamental nos domínios moral, pró-social e acadêmico: Dados empíricos e implicações emocionais.” Trata-se de um Estudo muito rico em direcionamentos educacionais e que julgamos de muita atualidade e utilidade, para o desenvolvimento de trabalhos, sobre Educação Moral e Cívica. Vale a pena conferir. www.gazetavaleparaibada.com/ comportamento.pdf Não há dúvida de que a educação é de fundamental importância para o desenvolvimento do país e o engrandecimento do seu povo, mas a educação deve ser de alta qualidade e que os recursos a ela destinados sejam aplicados na integralidade com essa finalidade de forma inteligente e que maximizem os resultados desejados. O arcabouço legal que rege a política de educação brasileira é composto, entre outros, pela Constituição Federal (CF) de 1988 (e suas emendas), pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – de 1996) e pelo conjunto de normas e resoluções do Conselho Nacional de Educação (CNE). A Constituição Federal determina que os estados devem atuar no ensino fundamental e médio e só devem oferecer ensino superior quando já tiverem atendido todas as demandas nesses dois níveis de ensino. Aos municípios cabe a oferta de ensino infantil e fundamental. À União cabe ofertar o ensino técnico e superior e direcionar recursos aos outros componentes da federação para que ofertem ensino de qualidade além de fiscalizá-los. A estrutura de financiamento da educação é regida pela Constituição que determina que 18% dos recursos da União deverão ser aplicados na educação e que 25% dos recursos dos estados e municípios deverão ser direcionados para educação. Em 1996 foi criado o FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) que tinha como objetivo determinar um gasto por aluno/ano, melhorar a remuneração do professor e teve vigência até 2007, sendo substituído por outro programa semelhante, o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que tem duração prevista de 14 anos. Entretanto, dados os desníveis econômicos regionais, embora os estados e municípios sejam responsáveis por gerir esse fundo, se algum componente da federação não consegue com o percentual de recursos determinado pela Constituição Federal (25% de seus recursos) chegar ao gasto mínimo por aluno definido nacionalmente a União tem a responsabilidade de complementar. Em valores de 2005, os gastos com educação pelo setor público saltaram em 1995 de R$ 61,376 bilhões para R$ 86,953 bilhões em 2005, um aumento de 41,67% nesses onze anos. Os estados em 1995 gastaram R$ 29,6 bilhões e em 2005 os seus gastos foram de R$ 36,5 bilhões, representando um aumento de 23,2%. Os municípios, em 1995 gastaram R$ 17, 143 bilhões, em 2005 os seus gastos foram de R$ 33,83 bilhões, representando um aumento de 97,34%. Os gastos diretos da União variaram muito pouco nesse período, passaram de R$ 14,6 bilhões para R$ 16,6 bilhões, um aumento de apenas 13,76%. Esses números refletem a descentralização do ensino que já vinha ocorrendo há vários anos e se aprofundou nos últimos 15 anos e a priorização em gastos com o ensino fundamental. É interessante verificar que os gastos do setor públicos em 2005 58,9% eram direcionados para o ensino fundamental, 17,2% para o ensino superior, 10,5% para o ensino médio e profissionalizante, 7,1% para as crianças de zero a seis anos e 6,2% foram direcionados para outros tipos de ensino. Deve-se observar também que os baixos valores da União devem-se principalmente à aprovação no Congresso Nacional da Desvinculação de Receitas da União(DRU) que diminui em 20% dos recursos vinculados, como é o caso dos recursos destinados à educação. Um povo bem educado é estar preparado para os desafios que são impostos pela competição cada vez mais forte dos outros países que com sua alta produtividade e tecnologias avançados nos impõe constantes embates no dia-a-dia no comércio, na industria e na prestação de serviços. Essa preparação deve ser ofertada pelo governo, em seus três níveis, ou quando não for possível a oferta direta deve ser subsidiada para aqueles que não podem pagar uma boa formação em escolas particulares. Apesar de ter havido um progresso muito significativo nos últimos 15 anos, há inda muito para ser feito. Fundamentalmente, além das ações já tomadas, deve ser melhorada a qualidade do ensino, dando ênfase ao ensino profissionalizante concomitante com o ensino tradicional, aumentando mais o tempo diário de aula, elevando o rigor nas avaliações, incentivando o docente com treinamentos e remuneração e universalizar o ensino médio. Essas são algumas providências que se forem tomadas certamente elevariam muito o nosso nível educacional e conseqüentemente o progresso social e econômico de nosso País. Conheça mais sobre tradições culturas e regiões do Cone Leste Paulista - acesse - www.conelestepaulista.brazi.us Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Página 02 Crônica do mês Porque os Planetas são redondos? Caros leitores, amigos, professores, diretores e educadores. O nosso jornal mensal, veículo que se pretende que seja um multiplicador de conhecimentos, está se readaptando, para que se torne um elemento de interação entre os projetos desenvolvidos pela OSCIP “Associação, Cultura, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Cone Leste Paulista” que usa a sigla “Formiguinhas do Vale”. Assim, neste mês, publicamos apenas alguns assuntos de arquivo de nossa redação e outros publicados em sites especializados, que são de interesse e bandeiras do Projeto Social “Formiguinhas do Vale”. Entre os Projetos Sociais, da OSCIP “Formiguinhas do Vale” destacamos o projeto “Viveiro Escola Planta Brasil Figueiredo Ferraz”; “Uma horta orgânica em cada casa”; “Um Viveiro de árvores nativas em cada Escola”; o projeto de iniciação musical “SaciArte” diretamente ligado ao também projeto comunitário “Arte & Sobre”, que tem por finalidade o desenvolvimento do artesanato local e sua divulgação e promoção. Concomitantemente estamos também implantando um projeto social dedicado aos idosos da Comunidade de uma parte esquecida da Região Leste da cidade de São José dos Campos - Brasil, cujos detalhes serão oportunamente divulgados. Aguardem, pois os conteúdos que passarão a ser divulgados, certamente em muito lhes ajudarão na formatação de aulas sobre, Meio Ambiente, Ecossistemas, Aquecimento Global, Música de Raiz, Tradições Populares e Culturas regionais. O mundo é uma bola. Ou, pelo menos, parece uma. Mas o formato arredondado não é exclusividade da Terra entre os planetas do sistema solar. Mercúrio, Marte, Vênus, Júpiter e os demais também são redondos, e não se trata de uma simples coincidência segundo o pesquisador José Williams Vilas Boas, da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O especialista explica que os planetas têm esse formato pela combinação de dois fatores: a força da atração da gravidade e a sua massa. Todos os corpos no espaço se atraem entre si, pela gravidade, que é maior quanto maior for a massa do planeta. Na Terra, por exemplo, é essa força que nos puxa para o chão, que faz com o que os objetos caiam no solo, que mantém os oceanos presos à superfície e que impede que os gases da atmosfera escapem para o meio interplanetário. E essa força é tão grande no caso dos planetas, lembra Vilas Boas, Filipe de Sousa Educação, Meio Ambiente e a Verdade Por: Luciane Dorta Segundo o dicionário da Língua Portuguesa da Melhoramentos, Educação significa: 1 - Desenvolvimento das faculdades físicas, morais e intelectuais do ser humano. Já o verbo educar: 2 - Formar a inteligência e o espírito de. 3 - Cultivar a inteligência. No mesmo Dicionário, Ambiente: 1 - Aquilo que cerca o ser vivo ou as coisas. 2 - Lugar, espaço, recinto. Juntando esses dois conceitos fica muito fácil pensar em Educação Ambiental; ensinar as pessoas a pensar de maneira holística e integradas com seu corpo, intelecto e valores. Mas esses conceitos precisam da prática, e esta é desenvolvida com pessoas. Pessoas que estão sempre em movimento, em questionamentos, em crises, que possuem crenças, valores e culturas que influenciam em suas ações. Aliado a isso temos influências externas e muitas delas nem tão preocupadas assim com princípios educacionais. E este é o grande desafio das pessoas que se propõem a fazer esse papel, seja como professo, facilitador, orientador ou simplesmente aquele que quer ser um exemplo. Mas é claro que existe um caminho. Na verdade, vários e um dos que visualizo com mais clareza é a verdade. O olhar real e holístico sobre o desafio, sobre a atividade, o público, sua cultura, seus princípios. Como lidar com cada uma dessas questões? De maneira participativa, ou seja, todos pensam na questão, facilitadores e educandos. Uma vez assisti a uma apresentação do psicólogo social Oscar Motomura e ele disse algo que vale para qualquer segmento; mas que na educação, além de ser uma prática colaborativa, traz o conceito de “formar a inteligência e o espírito”. Ele falou sobre colocar o problema na mesa, encará-lo com seriedade, sinceridade e verdade. Sem disfarces, preconceitos ou que acaba provocando um efeito semelhante ao que se teria se fosse possível fazer uma imensa pilha com milhares de tijolos. A partir de um determinado momento, o peso dos tijolos seria tão grande que a pilha se esmagaria sobre si mesma. E foi mais ou menos isso que aconteceu quando os planetas se formaram. No início, quando havia pouca massa, a Terra, ainda jovem, poderia ser disforme ou parecer uma pedra gigante com qualquer formato, como ocorre com os asteróides. No entanto, a atração gravitacional juntou mais massa no planeta, aumentando o seu peso, o que ocorreu também com os demais integrantes de sistema solar. Com o crescimento, a gravidade de um planeta fica tão forte que tudo é esmagado na direção do centro e o material que forma o planeta finalmente se distribui em forma de uma bola, uma vez que essa força puxa tudo para o centro. com “panos quentes” para proteger esta ou aquela metodologia, política ou ideológica. Porque às vezes uma ideologia não encaixa em determinada realidade e isso não quer dizer que ela não seja boa ou que não tenha valores éticos. A idéia da educação ambiental se estende a esta prática; só assim de maneira flexível e verdadeira poderemos alcançar mentes e corações., valores e princípios, teoria e prática. E isso em qualquer idade, em qualquer lugar, em qualquer situação e sob qualquer viés. Educação para a cidadania, educação formal, enfim, educação para a vida, cultivando a inteligência ambiental. AJUDENOS A MANTER ESTA PUBLICAÇÃO E NOSSOS PROJETOS DE EDUCAÇÃO, CULTURA E PRESERVAÇÃO E-mail: [email protected] Fone: 0 xx 12 - 9114.3431 ou 3902.4434 Gazeta Valeparaibana é um jornal gratuito distribuído mensalmente em mais de 80 cidades, do Cone Leste Paulista, que compõe as Regiões: Vale do Paraíba Paulista, Serrana da Mantiqueira, Litoral Norte Paulista, Bragantina e Alto do Tietê. Editor: João Filipe Frade de Sousa O jornal Gazeta Valeparaibana é um joint venture Tiragem mensal: de 10.000 exemplares, comprovada por Nota Fiscal. do grupo Rede Vale Comunicações e está presente Editado e distribuído por: Rede Vale Comunicações mensalmente em mais de 80 cidades do Cone Leste Impressão: AGG - Artes Gráficas Guaru, Ltda. Paulista, com distribuição gratuita em cerca de 2.780 Escolas Públicas e Privadas, do Ensino FundaDesigne e artes gráficas: Rede Vale Comunicações Para anunciar: 0 xx 12 - 3902.4434 mental e Médio - em ca Junho 2009 Gazeta Valeparaibana Responsabilidade social Educação ambiental, reflorestamento, questionamentos. Projetos: “Um viveiro em cada Escola”, “Viveiro Planta Brasil”, “Um horta em cada casa”; agricultura orgânica, projeto de reciclagem/artesanato “Arte & Sobra”, são algumas das iniciativas do Projeto Social OSCIP “Formiguinhas do Vale”. Aguarde artigos no site da Gazeta CONHEÇA www.plantabrasil.brazi.us TROQUE UM PARLAMENTAR CORRUPTO POR 344 PROFESSORES Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00 Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha Pagina 03 Educação para a verdade ! que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro! Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano. O minuto trabalhado por eles, aqui custa ao contribuinte R$11.545.00 (onze mil, quinhentos e quarenta e cinco) Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões. Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !!!!!!!! Vamos sorrir... Sorrir faz bem! Aquele baixinho franzino entra no bar lotado, sobe num banco, pega um megafone e pergunta para os frequentadores: - Tem algum cabra valente aqui que goste de uma boa briga? No mesmo instante levanta-se um cara com 2 metros de altura, dirigese a ele e quando chega perto do baixinho, o baixinho fala: Elian Alabi Lucci O modelo espanhol de educação - que vem servindo de base para a reforma da Educação brasileira nestes últimos anos - tem como orientação fundamental a educação para os valores. É, sem dúvida, uma proposta muito válida, julgamos porém, mais correto, diante da conjuntura atual em que vivemos, falar em educação para as virtudes ou, melhor ainda, para a verdade, independentemente das disciplinas que compõem o currículo escolar. Mas, por que educação para as virtudes e por que, mais ainda, para a verdade? O declínio das virtudes cívicas e políticas no mundo atual e o fato de que “a corrupção só não está no centro do sistema de governo em apenas dez ou doze países dos cento e oitenta e cinco filiados à ONU” estão entre as mais duras constatações feitas pelo escritor, filósofo e acadêmico Jean-François Revel, no discurso que pronunciou sobre o tema virtude, no mês de dezembro de 1998, durante a sessão pública de encerramento das atividades da Academia Francesa. Desde a fundação da Academia, no século XVI, o discurso sobre as virtudes é praxe obrigatória na sessão do fim de ano, a principal de todas, com a presença das figuras mais representativas do pensamento europeu. Revel começou seu pronunciamento dizendo que não é raro, hoje em dia, ouvirmos falar da virtude num tom que, se não é de zombaria, pelo menos é de indulgente ironia. Qualificar um homem de virtuoso é situá-lo entre os personagens mais entediantes da literatura edificante do séc. XIX, quando não se trata de um pérfido recurso para chamá-lo de hipócrita. Mas onde está o verdadeiro desarranjo da virtude neste "final de século cinzento" (João Paulo II) e "século do vício" (Revel) e que tem muito que ver com a educação e com a maneira de pensar dos jovens catequizados ininterruptamente pelos meios de comunicação e pela mídia (braços armados do processo de globalização) para o acúmulo de bens? A MERCANTILIZAÇÃO DO MUNDO “Neste final de século, a dinâmica do- minante é a globalização da economia. Ela se fundamenta na ideologia do pensamento único, o qual decretou que uma só política econômica é, a partir de agora, possível, e que somente os critérios do neoliberalismo e do mercado (competitividade, produtividade, câmbio livre, rentabilidade etc.) permitem a uma sociedade sobreviver num planeta que se tornou uma grande selva do ponto de vista da concorrência. Sobre esse osso duro da ideologia contemporânea vão se formando novas mitologias, elaboradas pela mídia, que tenta fazer os cidadãos aceitarem esse novo estado do mundo. A mercantilização generalizada de coisas e palavras, da natureza e da cultura, do corpo e do espírito, é a característica central de nossa época, lugar de violência (simbólica, política e sociológica) no coração do novo dispositivo ideológico. Esta, mais que nunca, repousa no poder da mídia, em plena expansão por causa da explosão das novas tecnologias. Ao espetáculo da violência e seus efeitos miméticos juntamse, cada vez mais, de maneira muito insidiosa, novas formas de censura e de intimidação que mutilam a razão e obliteram o espírito. Enquanto, aparentemente, triunfam a democracia e a liberdade num planeta parcialmente livre de regimes autoritários, reaparecem paradoxalmente as censuras, as colonizações culturais e, sob aspectos muito diversos, as manipulações dos espíritos. Novo e sedutor “ópio do espírito”, a mídia distrai os cidadãos e os afastam da ação cívica e reivindicativa.” (Extraído de: Culture, Idéologie e Sociète. Ignácio Ramonet et al. Paris. Mar. 1997, pp. 6 e 7). Jean Guitton, também da Academia Francesa, em sua obra – pequena no tamanho, mas maiúscula quanto ao seu conteúdo – Silencio sobre lo Esencial, no primeiro capítulo que trata da verdade, diz que o mundo está sempre em crise e que o que se chama de História não é senão a narração dessas crises, que recomeçam sob diversas formas (o problema presente é saber se a crise atual difere em grau ou em natureza da antecedente). - Muito bem já arranjamos um! - Tem algum outro cabra valente que queira brigar com este aqui? LIVRE PARA ANUNCIAR LIVRE PARA ANUNCIAR www.gazetavaleparaibana.com Junho 2009 Darío Aranda,Argentina Em entrevista jornal argentino, a escritora e documentarista francesa, Marie-Monique Robin apresenta seu novo livro, fruto de três anos de profundas investigações sobre o poder de influência da multinacional sobre Governos e o projeto de controle total da produção de alimentos em nível global. Corrupção, produção de armas químicas e controle sobre do que você come são algumas das denuncias feitas pela francesa. Como define a Monsanto? Monsanto é uma empresa delinquente. E digo por que há provas concretas disso. Foi muitas vezes condenada por suas atividades industriais, por exemplo o caso dos PCB, produto que agora está proibido, mas que segue contaminando o planeta. Durante 50 anos o PCB esteve nos transformadores de energia. E a Monsanto, que foi condenada por isso, sabia que eram produtos muito tóxicos, mas escondeu informação e nunca disse nada. E é a mesma história com outros dois herbicidas produzidos por Monsanto, que formaram o coquetel chamado “agente laranja” utilizado na guerra do Vietnã, e também sabia que era muito tóxico e fez o mesmo. E mais, manipulou estudos para esconder a relação entre as dioxinas e o câncer. É uma prática recorrente na Monsanto. Muitos dizem que isto é o passado, mas não é assim, é uma forma de obter lucros que ainda hoje está vigente. A empresa nunca aceitou seu passado nem aceitou responsabilidades. Sempre tratou de negar tudo. É uma linha de conduta, e hoje acontece o mesmo com os transgênicos e o Roundup. Quais são as práticas comuns da Monsanto na ordem global? Tem práticas comuns em todos os países onde atua. Monsanto esconde dados sobre seus produtos, mas não só isso, também mente e falsifica estudos sobre seus produtos. Outra particularidade que se repete na Monsanto é que cada vez que cientistas independentes tratam de fazer seu trabalho a fundo com os transgênicos, têm pressões ou perdem seus trabalhos. Isso também acontece nos organismos dos Estados Unidos como são a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos) ou EPA (Agência de Proteção Ambiental). Monsanto também é sinônimo de corrupção. Dois exemplos claros e provados são a tentativa de suborno no Canadá, que originou uma sessão especial do Senado canadense, quando se tratava a aprovação do hormônio de crescimento leiteiro. E o outro caso é na Indonésia, onde a Monsanto foi condenada porque corrompeu a cem altos funcionários para por no mercado seu algodão transgênico. Não duvidamos que exista mais casos de corrupção onde a Monsanto é quem corrompe. Você também afirma que a modalidade de “portas giratórias” é uma prática habitual. Sem dúvida. Na história da Monsanto sempre está presente o que nos Estados Unidos se chama “a porta giratória”. Um exemplo claro: o texto de regulamentação que regula os transgênicos nos Estados Unidos foi publicado em 1992 pela FDA, a agência norteamericana encarregada da seguridade de alimentos e medicamentos. A qual se supõe é muito séria, ao menos sempre eu pensava isso, até antes deste trabalho. Quando diziam que um produto havia sido aprovado pela FDA pensava que era seguro. Agora sei que não é assim. No '92, o texto da FDA foi redigido por Michael Taylor, advogado da Monsanto que ingressou na FDA para fazer esse texto e logo foi vice-presidente da Monsanto. Um exemplo muito claro de “porta giratória”. Há muitos exemplos, em todo o mundo. Monsanto fabricou o agente laranja, PCB e glifosato. E tem condenações por publicidade enganosa. Por que tem tão boa reputação? Por falta de trabalho sério dos jornalistas e a cum- Gazeta Valeparaibana plicidade dos políticos. Em todo o mundo é igual. Por que a Monsanto não fala? Tentou chamá-los? Sim, mas não aceitaram perguntas. Também é o mesmo em todo o mundo. Ante qualquer jornalista crítico, a Monsanto tem uma só política: “No comentes” (sem comentários). O que significa a Monsanto no mercado mundial de alimentos? A meta da Monsanto é controlar a cadeia alimentar. Os transgênicos são um meio para essa meta. E as patentes uma forma de consegui-lo. A primeira etapa da “revolução verde” já ficou para trás, foi a de plantas de alto rendimento com utilização de pesticidas e a contaminação ambiental. Agora estamos na segunda etapa dessa “revolução”, onde a chave é fazer valer as patentes sobre os alimentos. Isto não tem nada a ver com a idéia de alimentar ao mundo, como se publicou em seu momento. A única finalidade é aumentar os lucros das grandes corporações. Monsanto ganha em tudo. Ela vende o pacote tecnológico completo, sementes patenteadas e o herbicida obrigatório para essa semente. Monsanto te faz firmar um contrato pelo qual te proíbe conservar sementes e te obriga a comprar Roundup, não se pode utilizar um glifosato genérico. Neste modelo Monsanto ganha em tudo, e é tudo ao contrário da segurança alimentar. De passagem, recordemos, que a soja transgênica que se cultiva aqui não é para alimentar aos argentinos, é para alimentar aos porcos europeus. E o que acontecerá na Argentina quando as carnes da Europa terem que ser etiquetadas sendo que foram alimentadas com soja transgênica? Se deixará de comprar carnes desse tipo e a Argentina também receberá o golpe, porque lhe abaixará a demanda de soja. Esteve na Argentina, Brasil e Paraguai. Que particularidades encontrou na região? Deve-se recordar que a Monsanto entrou aqui graças ao governo de Carlos Menem, que permitiu que a soja transgênica entrasse sem nenhum estudo. Foi o primeiro país da América Latina. Depois da Argentina organizou-se um contrabando de sementes transgênicas, de grandes produtores, para o Paraguai e o Brasil, que se viram obrigados a legalizá-las porque eram cultivos que depois se exportavam. E depois veio a Monsanto a reclamar suas regalias. Foi incrível como se expandiu a soja transgênica na região, e em tão poucos anos. É um caso único no mundo. Na década de 90 a Argentina era denominada como aluno modelo do FMI. Hoje, com 17 milhões de hectares com soja transgênica e a utilização de 168 milhões de litros só de glifosato, pode-se dizer que a Argentina é um aluno modelo dos agronegócios? Sim, claro. A Argentina adotou o modelo Monsanto em tempo recorde, é um caso pragmático. Mas também houve alguns problemas com o aluno modelo. Como as sementes transgênicas são patenteadas, Monsanto tem o direito de propriedade intelectual. Isso significa, como o vi no Canadá e Estados Unidos, que lhes fazem firmar aos produtores um contrato nos quais se comprometem a não conservar parte de suas colheitas para ressemear no próximo ano, o que fazem os agricultores de todo o mundo. A Monsanto o denuncia como uma violação de sua patente. Então a Monsanto envia a “polícia de genes”, que é algo incrível, detetives privados que entram nos campos, tomam amostras , verificam se é transgênico e se o agricultor tem comprado suas sementes. Se não as tem comprado, realizam juízos e a Monsanto ganha. É parte de uma estratégia global: a Monsanto controla a maioria das empresas sementeiras e patenteia as sementes, exigindo que cada campesino compre suas sementes. O que aconteceu aqui é que a lei argentina não proíbe guardar sementes de uma colheita e utilizá-las na próxima semeadura. Em um primeiro momento a Monsanto disse que não iria pedir regalias, e deu sementes baratas e Roundup barato. Mas em 2005 começou a pedir regalias, rompeu o acordo inicial e por isso mantém um enfrentamento judicial com seu aluno preferido. O Roundup tem um papel protagonista neste modelo. Muitas comunidades campesinas e indígenas denunciam seus efeitos, mas existem poucas proibições. É um impacto incrivelmente silenciado. Ninguém pode negar o que trazem as esterilizações com este herbicida, totalmente nocivo. Tenho a segurança de que será proibido em algum momento, como foi o PCB, estou segura de que chegará este momento. De fato na Dinamarca já foi proibido por sua alta toxicidade. É urgente analisar o perigo dos agroquímicos e os OGM (Organismos Geneticamente Modificados). Contudo, as grandes empresas do setor prometem há décadas que com transgênicos e agrotóxicos se conseguirá aumentar a produção, e assim acabar com a fome do mundo. A Argentina é o melhor exemplo dessa mentira. Como tem ido com a sojização do país? Tem se perdido na produção de outros alimentos básicos e ainda há fome. Este modelo é o modelo do monocultivo, que acaba co outros cultivos vitais. É uma transformação muito profunda da agricultura, que leva diretamente à perda da soberania alimentar, e lamentavelmente já não depende de um governo para poder revertê-lo. Por que ao processo agrário atual você o chama “a ditadura da soja”? É uma ditadura no sentido de um poder totalitário, que abrange tudo. Deve-se ter claro que quem controla as sementes controla a comida e controla a vida. Nesse sentido, a Monsanto tem um poder totalitário. É tão claro que até a Syngenta, outra grande empresa do setor e competidora da Monsanto, chamou ao Brasil, Paraguai e Argentina “as repúblicas unidas da soja”. Estamos frente a um programa político com finalidades muito claras. Uma pergunta simples o demonstra: quem decide o que se vai cultivar na Argentina? Não o decide nem o governo nem os produtores, o decide a Monsanto. A multinacional decide o que se semeará, sem importar aos governos, o decide a empresa. E, para pior, a segunda onda de transgênicos vai ser muito forte, com um modelo de agrocombustíveis que acarretará mais monocultivos. E, a esta altura, já está claro que o monocultivo é perda de biodiversidade e é todo contrário à segurança alimentar. Já não há dúvidas de que o monocultivo, seja o da soja ou para biodiesel, é o caminho para a fome. Qual é o papel da ciência no modelo de agronegócios, onde a Monsanto é só sua cara mais famosa? Antes pensava que quando um estudo era publicado em uma prestigiosa revista científica, se tratava de um trabalho sério. Mas não. As condições em que se publicam alguns estudos são tristes, com empresas como Monsanto pressionando aos diretores das revistas. No tema transgênico fica muito claro que é quase impossível realizar estudos do tema. Em muitas partes do mundo, os Estados Unidos ou a Argentina, os laboratórios de investigações são pagos por grandes empresas. E quando o tema é sementes, transgênicos ou agroquímicos, a Monsanto sempre está presente e sempre condiciona as investigações. Os cientistas tem temor ou são cúmplices? Ambas as coisas. O temor e a cumplicidade estão presentes nos laboratórios do mundo. No livro deixo claro que há cientistas, em todos os países, cuja única função é legitimar o trabalho da empresa. Qual é o papel dos governos para que empresas como Monsanto avancem? Os governos são os melhores propagandistas dos OGM (Organismos Geneticamente Modificados). www.plantabrasil.brazi.us Página 04 Realizam um trabalho de lobby incrível. A Monsanto leva seus estudos, sua informação, suas revistas e fotos, tudo muito lindo. E diz aos políticos que não haverá contaminação e salvará ao mundo. E os políticos entram na dela. E também há pressões. Deputados franceses tem denunciado publicamente as pressões da Monsanto, até reconheceram que a companhia contatou a cada um dos 500 deputados para que legislem segundo os interesses da empresa. E o papel dos meios de comunicação? Me dá muita pena porque sou jornalista e acredito no que fazemos, acredito que é uma profissão com um papel muito importante na democracia, mas há uma grande manipulação dos meios. Em todo o referido aos transgênicos, a imprensa não trabalha seriamente. Os meios olham a propaganda da Monsanto e a publicam sem questionamentos, como se fossem empregados da empresa. Também é público que a Monsanto oferece faustas refeições aos periodistas, lhes dá regalias, os leva de viagem a Saint Louis (onde está sua sede central); os jornalistas vão muito contentes, passeiam pelos laboratórios, não perguntam nada e vão. Assim funcionam os meios com a Monsanto. Também registrei casos nos quais a Monsanto busca, em cada meio de comunicação, um defensor. Estabelece contato com ele e consegue opiniões favoráveis. Não sei se há corrupção, mas sei que a Monsanto consegue seu objetivo. Na Argentina é claro como atua, ao ver alguns artigos de suplementos rurais se vê que em lugar de artigos jornalísticos são publicidades da Monsanto. Não pareceria que um jornalista o escreveu, foi diretamente a companhia. Que avaliação faz do enfrentamento entre o governo e as entidades patronais do agronegócio? Em 2005 entrevistei a Eduardo Buzzi, estava furioso pelo assunto das regalias reclamadas pela Monsanto. Falava dos enganos da Monsanto. E, além disso, falava dos problemas que trazia a soja, até me pôs em contato com pequenos produtores que me falaram das mentiras da Monsanto, da resistência que mostravam as ervas daninhas, que tinha que utilizar mais herbicidas e que os campos ficavam como terra morta. Buzzi sabia tudo isso e me dizia que questionava esse modelo, afirmava que a soja trazia a destruição da agricultura familiar e me dizia que a Federação Agrária representava esse setor, que enfrentava aos pools de semeadura e às grandes empresas. E Buzzi denunciava muito este modelo, muito bom discurso. Mas agora não é o que acontece. Nunca o voltei a ver e gostaria de perguntar-lhe o que lhe aconteceu que agora se une com as entidades mais grandes, me estranha muito a mudança que mostra. E acima de Buzzi está com Aapresid (Associação Argentina de Produtores de Semeadura Direta – integrada por todas as grandes empresas do setor, incluindo as sementes e agroquímicas), que é a que mais ganha com todo esse modelo, e que apareceu pouco neste conflito. Aapresid manipula tudo e está com os grandes sojeiros, que não são agricultores e que até promovem um modelo sem agricultores. Então não entendo como a Federação Agrária disse representar produtores pequenos e está com a Aapresid. O que a Federação Agrária é muito estranho, não se entende. E o papel do governo? As retenções podem ser que freiem algo do processo de sojização. Mas não é uma solução frente a um modelo tão agressivo. A solução tem que ser algo muito mais radical e não a curto prazo. Claro que a tentação dos governos é grande, a soja traz bons rendimentos, mas deve-se pensar a longo prazo. Não há soluções simples e de curto prazo para um modelo que tira campesinos de suas terras e, mediante esterilizações, contamina a água, a terra e a população. Da redação Junho 2009 Gazeta Valeparaibana Página 05 A Justiça no Brasil A Justiça brasileira e as classes sociais Não me lembro de ter presenciado - no judiciário brasileiro cena tão horrenda e patética quando a que protagonizaram ontem os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. Independentemente do mérito da questão em pauta - uma pendenga a respeito de funcionários públicos no Paraná - o ministro Joaquim Barbosa expôs no plenário do Supremo a opinião de parte significativa da sociedade brasileira: o descolamento da justiça - ou de quase toda ela - com a sociedade, sobretudo com as classes mais pobres. Joaquim Barbosa que carrega a honra de ser o primeiro negro a chegar ao Supremo sabe bem dos degraus que existem entre as classes sociais, cores de pele, etnias, graus de instrução, gêneros, no Brasil. Por outro lado, o ministro Gilmar Mendes tem exposto o Supremo Tribunal á chacota pública, ao desgosto, a incredulidade, ao desrespeito como nenhum ministro antes dele. Curiosamente, Gilmar Mendes vem de uma região que conheço bem, que é o interior do Mato Grosso, mais especificamente de Diamantino (cidade que ostentou durante um bom tempo o título de maior município do mundo). Em poucos lugares o poder econômico e a violência sem punição são tão impactantes, ativos, explícitos e descarados quanto nessa região. O Mato Grosso se tornou nas últimas décadas o que era o sertão nordestino na época dos coronéis. É virtualmente uma terra sem lei, o que não deixa de ser um paradoxo quando o presidente do Superior Tribunal Federal é de lá, da família que controla o poder regional. Curiosidades Como se formam as ondas do mar? Amadas pelos surfistas em busca de boas manobras e desprezadas por muitos banhistas que só querem saber de calmaria na praia, as ondas do mar se formam pela ação do vento sobre a superfície da á- Como todo paradoxo ele somente é aparente. No fundo ele revela os nexos e os sentidos inegáveis, mas que a sociedade tende a se furtar de ver, ou que as classes dominantes tentam a todo custo esconder. Joaquim Barbosa está profundamente errado quando acusa Mendes de destruir a imagem do judiciário brasileiro. Em verdade, por mais inusitado que possa ser, o atual presidente do STF encarna e expõe a justiça brasileira tal como ela efetivamente é: indiferente, insensível, leniente com os poderosos, rigorosa com os pobres, suave com os delitos de colarinho branco (corrupções, desvios, improbidades), dura e implacável com os de subtração de bens pessoais (um furto, um assalto), desregulamentada e subjetiva. Uma mulher é capaz de passar meses presa por furtar um pote de margarina, mas um corrupto de bilhões transita livre como um passarinho. Mas essa postura do judiciário brasileiro manifesta suas origens históricas e suas raízes sociais. Até a Independência do Brasil toda formação dos homens da justiça se dava em Portugal, mais especificamente em Coimbra. Obviamente que para um jovem chegar até os bancos da Universidade, naquela época, era necessário ter posses, muitas posses. Em São Paulo mesmo, no começo do século XIX, havia apenas três homens que se gabavam de ter passado por Coimbra. Com a Independência o governo do Império decidiu estabelecer dois cursos de direito no Brasil, um para atender ao norte outro para atender o centro-sul. Depois de longas discussões no parlamento decidiu-se pelas cidades de Olinda em Pernambuco e São Paulo. Em 1828 era inaugurado o curso de Direito do Largo de São Francisco. Desde então os cursos se multiplicaram, mas um fato permanece. Os cursos mais conceituados, aqueles que formam homens e mulheres que irão ocupar os principais postos do poder judiciário no país, são compostos de oriundos das elites brasileiras. Até ai, por si só, não há um demérito de origem. O problema são as implicações disso. Além da óbvia proteção classista, que julga com pesos diferentes aqueles que são do mesmo grupo social e os que não são (e não me digam que as leis são impessoais, pois são interpretativas, e as interpretações são socialmente marcadas), existe a própria “conformação” das leis. Leis que permitem que processados por corrupção respondam em liberdade, mas que elementos que furtaram supermercados não, são escritas a luz da proteção da classe social de onde provém os legisladores e membros do legislativo. A impressão popular é precisa: qualquer cidadão comum ficaria preso se cometesse o mesmo crime, da mesma forma, que um Pimenta Neves. É mais fácil escapar de um processo por desvio de verbas públicas do que por atraso de pensão alimentícia. Mas ainda há mais nisso. Os membros do judiciário brasileiro, pela formação elitista que recebem nos cursos de direito, se deslocam da realidade e travam discussões “hermenêuticas” que não atendem aos interesses da sociedade, como, por exemplo, a recente decisão de proibir a prisão de acusados até o julgamento da última instância do processo, excetuando-se casos de risco. E isso é um traço de parte das elites brasileiras: a indiferença para com a realidade, a não ser que seus interesses sejam envolvidos. Nesses casos, bem como regularmente faz o ministro Gilmar Mendes, a lei é torcida e retorcida em favor de seus pares, sob a alegação de que são interpretações em prol da sociedade (leia-se: seus próximos). A velha máxima ainda vale: Para os amigos tudo, para os inimigos a lei. E assim é. Quando o ministro Joaquim Barbosa convidou seu parceiro de STF a andar nas ruas pediu algo que, historicamente, está muito além do que os membros do judiciário (sua grande maioria, é claro) podem e estão acostumados a fazer. Quando alguns articulistas se dizem preocupados com a perda de legitimidade dos poderes diante da sociedade na realidade se equivocam parcialmente. Essa legitimidade sempre foi circunstancial, e no caso do único poder que não é eletivo - o judiciário - a ausência de legitimidade sempre houve e sempre foi plena. Apenas, antes, estas coisas não chegavam aos ouvidos da população de forma tão escandalosa e em tempo real, era só de “ouvir falar”. Por isso o que o judiciário precisa não é de uma “restauração”, pois não há o que se restaurar, ele esta onde sempre esteve. Melhor seria dizer uma “revolução”, que conseguisse efetivamente fazer do judiciário um poder que representasse todas as classes sociais brasileiras, assim como - bem ou mal - ocorre no executivo e no legislativo. Mas, talvez isso esteja ainda mais distante do que termos os outros dois poderes honestos e corretos na execução de suas obrigações. No final das contas, devemos reconhecer, resta para o judiciário fazer o serviço sujo que é, de modos mirabolantes, evitar que toda e qualquer corrupção cometida pelos donos do poder seja punida. Nisso eles são profundamente zelosos. Então é justo que, por fim, os outros poderes protejam o judiciário, sobretudo os membros do STF, e que a maioria de seus ministros condene Joaquim Barbosa. Exatamente por fugir ao roteiro histórico de proteção dos poderosos e descolamento da realidade da maioria da sociedade brasileira. Apenas uma nota para encerrar: Fiquei realmente com medo quando vi a risada do excelentíssimo senhor presidente do Superior Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, ao escarnecer a fala de seu colega. Digna de figurar em filme de terror. Rodrigo Silva acesse: www.conelestepaulista.brazi.us gua, explica Lauro Calliari, professor do departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Quanto maior a força do vento, duração e comprimento sobre o qual ele atua na superfície (fetch), maior será a altura das ondas, diz o oceanógrafo. "Essas ondas formadas viajam grandes distâncias até atingir a costa. Podemos ter vento forte no meio do oceano, a cerca de 2 mil quilômetros do litoral, que as ondas geradas naquele local pelos ventos fortes vão até a costa", complementa. Além das ondas geradas pela ação do vento, existem aquelas provocadas por abalos sísmicos ou mesmo por eventos como o desmoronamento de um pedaço de montanha que cai no mar. "O mecanismo de propagação é o mesmo, só que a origem é diferente", ressalta Calliari. As tsumani, por exemplo, ocorrem após perturbações abruptas que deslocam verticalmente a coluna de água, como um sismo, atividade vulcânica ou deslocamento de terras. Essas ondas podem chegar à costa com altura de até 50 metros, como na tragédia que matou mais de 280 mil pessoas em dezembro de 2004, na Ásia. Da redação Junho 2009 Gazeta Valeparaibana O que a TV fez com MAÍSA ! Responsabilidade social PROGRAMAS DE TV PODEM ESTIMULAR O INICIO PRECOCE DA VIDA SEXUAL NAS CRIANÇAS. Alguns pais relaxam quando o assunto é a classificação indicativa de programas de televisão e filmes. E essa atitude realmente pode prejudicar o desenvolvimento dos filhos, segundo um estudo divulgado pelo Hospital de Crianças de Boston, nos Estados Unidos. A pesquisa aponta que o início precoce da atividade sexual entre adolescentes pode estar relacionado à quantidade de conteúdo adulto a que foram expostos durante a infância. Os autores afirmam que as atrações das telinhas e telonas estão entre as principais fontes de informações sobre sexo e relacionamentos, e os pequenos não estão preparados para recebê-las. "Eles não têm experiência de vida nem o desenvolvimento do cérebro para diferenciar completamente entre a realidade a que estão se encaminhando e a ficção apenas para entreter", disse David Bickham, cientista do Centro de Mídia e Saúde da Criança e coautor do estudo. Para chegar à conclusão, os pesquisadores acompanharam 754 participantes, sendo 365 meninos e 389 meninas, durante duas fases da vida: na infância (a partir dos seis anos) e alguns anos depois, quando a idade variava entre 12 e 18 anos. Em cada etapa, registraram o que foi visto por cada um e a quantidade de tempo gasto assistindo às atrações de TV e durante uma amostra de dois dias da semana (um dia qualquer e um sábado ou domingo). Os jovens com início da vida sexual precoce foram, então, monitorados durante a segunda parte do projeto. O estudo constatou que, para cada hora que a garotada conferiu conteúdos indicados para o público adulto durante os dois dias, as chances de manter relações sexuais no início da adolescência aumentou 33%. Entre as dicas dos cientistas estão não colocar televisão no quarto dos filhos e não permitir que fiquem em frente do aparelho por mais de duas horas, além de saber o que vêem e manter um diálogo aberto sobre os temas apresentados. "Os comportamentos sexuais podem ser influenciados durante a infância, mas essa é apenas uma área que estudamos. Ainda há uma série de outros temas na televisão e em filmes, como violência e linguagem, cuja influência também deve ser monitorada desde a infância até a adolescência", diz Hernan Delgado, que comandou a pesquisa. Patrícia Zwipp Como motivar na Escola - Preservar é preciso... Cada um tem uma história lugares como Olinda (PE) e Parati (RJ). 4 - Peça aos alunos que conversem com pessoas mais velhas (avós, vizinhos) e perguntem como era a cidade na época em que eles eram jovens. Oriente-os a tomar notas e depois, em classe, a compartilhar a experiência com os outros. No final, conclua atentando para a importância da história oral, aquela que não se aprende em livros, mas pela conversa entre as pessoas de diferentes gerações. 3 - Compare os dados coletados nos dois trabalhos e levante discussões. Por que as construções utilizavam determinados materiais? Por que as casas são diferentes de um lugar para outro? O relevo interfere no modo de vida dos moradores de cada cidade? Os alunos devem pesquisar as respostas. Junto com eles, produza versões, relacionan2 - Num outro dia, organize do a arquitetura com a econoum estudo do meio para algumia, a sociedade, os costuO aluno aprende, tom,a gosto ma cidade histórica próxima à mes, o local e a época dos e será sem dúvida o melhor sua (se houver) ou leve para a lugares agente multiplicador da neclasse fotos e livros sobre analisados. cessidade de preservar. 1 - Peça aos seus alunos que façam um levantamento dos locais, construções, relevo e recursos naturais do bairro ou da cidade onde moram e, depois, desenhem o que observaram. Proponha que, em grupos, eles montem painéis contando um pouco da história e da geografia do local. Página 06 "Existem três Tipos de pessoas no mundo: As que fazem as coisas acontecerem; as que assistem as coisas acontecerem e as que não se dão conta das coisas que acontecem." O que a televisão fez para a Maísa? Precisamos cuidar para que as nossas crianças possam ter o direito de serem apenas crianças Lícia Egger Moellwald Você é capaz de lembrar o que fazia aos seis anos? Se a sua vida era dormir, ir para escolinha e brincar, sua infância foi saudável, normal e talvez monótona se comparada com a da menina Maísa. Prodígio e cheia de respostas engraçadas, a bonitinha estrela do programa de domingo do SBT tornou-se uma reedição pós-moderna da sensação mirim de Hollywood, Shirley Temple, ganhadora de um Oscar especial aos seis anos de idade em 1935. A semelhança com a atriz chega a tal ponto que a menininha repetiu várias vezes no ar quando fala com o apresentador Silvio Santos "É você que acha que eu sou parecida com a Shirley Temple". Deliciosamente irreverente, a pequena prodígio brasileira reproduzia na tela da TV, até alguns sábados atrás, o sabor da infância levada e ao mesmo tempo inocente. A menininha é tão incrível que, nas suas aparições, o espectador chegava de fato a esquecer o que é apropriado para uma criança desta idade. Fruto da exacerbação dos interesses de consumo, Maísa tornou-se aos poucos o exemplo da loucura do poder, da ambição e da falta de parâmetros quando o assunto é a exploração humana. Pequena e frágil, a pequena precisou chorar em cena, com medo de um menino fantasia- www.plantabrasil.brazi.us do de monstro, para expor a inadequação do seu personagem à realidade da idade e as várias formas de exploração do trabalho infantil. Porque a menina vem chorando nas suas apresentações ainda ninguém sabe, mas o Conselho Estadual dos direitos da criança e do adolescente de São Paulo finalmente resolveu agir e investigar se a pequena vem sofrendo pressão para se apresentar. Na minha humilde opinião, o choro da criança pode ser de sono, cansaço, insegurança e até mesmo de solidão. Presa ao palco como um animalzinho num picadeiro de circo, sob os olhares de milhares de pessoas, Maísa pode estar chorando pela sua condição de objeto de entretenimento, mas ainda ninguém sabe. Mas o choro da menina serve de alerta para todos os pais que levam seus pequenos filhos à exaustão pelo excesso de atividades, muitos na esperança de superar, no futuro, o que ainda não conseguiram realizar em sua vida pessoal. Para a pobre Maísa, fica a torcida para que, se for decidida a sua continuidade na TV ela venha, como Shirley Temple, a ter uma belíssima carreira como diplomata e embaixatriz – ou simplesmente que a lucidez supere a loucura e a deixem viver sua infância em paz. O fato é que precisamos cuidar para que as nossas crianças possam ter o direito de serem apenas crianças e quando tiverem medo, sono ou tristeza, sentirem-se amparadas e ajudadas. Afinal, a infância é decisiva no processo do crescimento e por isso é preciso vivê-la bem, cabendo a seus pais saber preservar e proporcionar. Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Página 07 O Fator preponderante de abandono dos cursos profissionalizantes... Segundo o IBGE, o FINANCEIRO é o principal problema do abandono dos cursos profissionalizantes. De 23,9 milhões de brasileiros consultados pelo IBGE, 2,4 milhões participaram do curso de qualificação profissional, mas não conseguiram finalizálo. Destes, 25,5% apontaram problema financeiro como principal impedimento para concluí-lo. Os dados, divulgados nesta sexta-feira, integram o suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2007 (Pnad), que analisa os aspectos complementa- nunca trabalharam na área de formares da Educação de Jovens e Adultos ção. Do percentual de concluintes, (EJA) e Educação Profissional no País. 12,2 milhões (56,4%) trabalhavam, em 2007, ou trabalharam anteriormente na A maior parte das pessoas que alegou área de atuação, e 65,7% afirmaram falta de dinheiro esteve mais presente que isso ocorreu porque o curso posna região Sudeste, onde o percentual sui conteúdo necessário para trabaalcançou 29,4%. Cerca de 18,7% dos lhar - resposta mais freqüente na regibrasileiros disseram ter desistido por ão Centro-Oeste, com percentual de insatisfação com o conteúdo, enquan- 71,2%. to outros 10,1% estiveram incapazes de acompanhar as aulas. Outros moti- Cerca de 31,1% das pessoas que nunvos de abandono foram o local do cur- ca trabalharam na área de formação so (7,4%), problemas familiares (7%), afirmaram faltar vagas de trabalho e problemas de saúde (4,1%) e conteúdo 30,4% não trabalharam por terem enincompatível com o mercado de traba- contrado outra oportunidade melhor lho (1,3%). de emprego. A região Nordeste foi a Por outro lado, 21,5 milhões de pesso- que apresentou o maior percentual de as conseguiram concluir a qualifica- queixas por falta de vagas (41,8%), ção profissional - destes, 9,4 milhões enquanto os habitantes da região Sul informaram ter encontrado melhores oportunidades (35,1%). Desocupados na educação Profissional No contingente de pessoas ocupadas (90,8 milhões de pessoas), 3,6% participaram da educação profissional em 2007, enquanto, entre os desocupados (8,1 milhões de pessoas), o percentual foi de 7,5%. Entre os ocupados, 23,4% freqüentaram anteriormente a educação profissional, percentual que entre os desocupados foi de 26,1%. Isto significa que mais da maioria (66,4%) dos desocupados não haviam freqüentado anteriormente e nunca participaram em 2007 de um curso de educação profissional. SEU FILHO ESTÁ PREPARADO PARA IR PARA A ESCOLINHA? Deixar seu filho pequeno em um lugar estranho, com pessoas desconhecidas parece ser o fim do mundo. Mas esse é apenas o primeiro passo para um momento superimportante para você e para ele. Qual é a hora certa de mandar meu filho para a escolinha? Não existe um consenso em quando essa separação precisa acontecer. Mas não adianta ficar adiando com medo da reação que seu filho pode ter. “Não imagine que na idade ideal 12 de JUNHO DIA DOS NAMORADOS Esta data já era comemorada há mais de 2 mil anos. O Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, não haja sofrimento, riscos, perdas. Isso pode acontecer em qualquer idade, ideal ou não”, avisa o pediatra e homeopata Moisés Chencinski. O especialista dá dicas de como perceber se a hora de ir para escolinha está chegando. “A partir do momento em que haja a consciência do outro, a criança já pode ir à escola, pelo menos por meio período. Esta consciência pode ser demonstrada pelo desejo de contato, pelo ciúme, pela possessividade, pela insegurança no contato com outra criança”, sugere o pediatra. Como posso convencer meu filho a ir para a escola? “Uma criança que cresce amada, respeitada e apoiada vai encarar com mais naturalidade a sua ida para uma escola. Sem que isso seja visto como uma ‘separação’ e sim como uma evolução natural do processo de viver”, explica Moisés Chencinski. É importante não esconder nada da criança para que ela não perceba que está indo para a escolinha apenas quando chegar lá. “Ela se sentirá enganada, insegura em relação aos adultos que devem ser seu ponto de apoio, seu porto seguro”, afirma o especialista. Meu filho foi para a escola uma vez e não quer mais voltar. O que faço? Não tenha pressa em fazer com que seu filho acostume com a escolinha. Se for preciso, vá aos poucos, respeitando o tempo dele. “A adaptação pode ser gradual, sem pressa. Você pode levar seu filho apenas algumas vezes por semana ou por um período mais curto. Isso até a criança se sentir mais segura e independente”, garante o pediatra. O que prestar atenção na hora de escolher a escolinha? Escolher a escola com calma e cuidado ajuda você a não se frustrar com suas expectativas. Um lugar perto de casa, indicado por pessoas próximas, ajuda a criança na adaptação, pois evita o desgaste de se locomover por muito tempo e deixar a ida à escola muito estressante. Outro ponto importante é que isso evita que você dependa de tios, avós ou babás para levar seu filho na escolinha. “Na fase inicial é fundamental não depender de outras pessoas”, garante Moises. pelo publicitário João Dória, quando ele criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor". A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados - comemorado nos Estados Unidos em fevereiro. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época pobre em festas co- memorativas que alavanquem as vendas do comércio de presentes. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes que, desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Em quase todo o mundo ocidental, principalmente no Hemisfério Norte, o dia consagrado aos namorados é 14 de fevereiro, o "Dia de São Valentim", ou "Valentine´s Day", celebrado desde o século 19. São Valentino foi um padre martirizado em Roma, no ano 270 d.C. A ligação de seu nome aos namorados deve-se ao fato de a data coincidir com o dia de um antigo Festival da Fertilidade. O evento, uma festa pagã, era realizado na Antiga Roma. Lá, dedicava-se o dia aos deuses Lupercus e Juno, protetores dos casais. A troca de presentes entre os namorados já era um hábito naquele tempo. O negócio é pechinchar ! Certo dia um amigo encontra o outro numa loja de calçados, escolhendo um par de sapatos, pedindo fiado e pechinchando o preço. Depois de muita pechincha, o cara saiu da loja carregando o pacote. O amigo, se aproximou e disse: Rubão! Eu não estou entendendo! Você é o maior caloteiro do pedaço! Você não vai pagar este par de sapatos, por que você pechinchou tanto o preço? - É que o dono dessa loja é meu camarada e eu não quero que ele tome um prejuízo muito grande! www.gazetavaleparaibana.com LIVRE Para ANUNCIAR Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Lazer um direito de todos Cultura, Lazer, Esporte, Animação sociocultural, Democratização e Políticas Públicas na área de Meio Ambiente, Educação Ambiental e Empreendedorismo. Reflexões acerca do espaço urbano É relativamente recente a preocupação com os efeitos nocivos causados pelo processo de urbanização crescente, para a estrutura de nossas cidades. A ação predatória, motivada pelos interesses imediatistas, ocasiona problemas muito sérios, que afetam a qualidade de vida e o lazer das populações. A grande maioria das nossas cidades não conta com um número suficiente de equipamentos específicos de lazer para o atendimento à população. E o que é pior muitos deles, mantidos pela iniciativa privada como teatros e cinemas, estão fechando e dando lugar a empreendimentos mais lucrativos. Mesmo aquelas cidades que contam com um razoável número desses equipamentos nem sempre têm seu uso otimizado, em virtude seu seu alto custo, aliado á distância a ser percorrida pelos moradores mais carentes e que são a maioria, por vezes tendo que se utilizar de uma ou mais conduções. Mas o poder público não pode ficar ausente e uma das formas de poder agir é incentivar projetos nas comunidades que propiciem cultura e lazer. Além da luta para a implantação de novos espaços, devemos também, comunidades, poder público instituído e empresas gerar possibilidades para que esses projetos se viabilizem. Se o espaço para o lazer é privilégio de poucos, todo o esforço para a sua democratização não pode depender unicamente da construção de equipamentos específicos. Eles são importantes e sua proliferação é uma necessidade que deve ser atendida. Mas, a ação democratizadora precisa abranger a conservação dos equipamentos já existentes, sua divulgação, “dessacralização”, e incentivo à utilização, através de políticas específicas, e a preservação do patrimônio ambiental urbano. (MARCELLINO, 2002). Com o desenvolvimento do processo de urbanização, no dia-adia, a grande cidade acaba se transformando no grande espaço de lazer, para a maioria da população. Percorrê-la, no cotidiano, pode ser algo enfadonho ou transformar-se em tarefa agradável e estimulante para os sentidos, a partir da variedade da paisagem urbana, em termos de significado enquanto patrimônio ambiental urbano. No entanto, como é o caso da cidade de São José dos Campos e da maioria das cidades do Cone Leste Paulista, os grandes trunfos no futuro são o Turismo Rural, histórico e o Meio Ambiente. A importância que o lazer vem ganhando nas últimas décadas, como problema social e como objeto de reivindicação, a partir de sua consideração como direito social, ligado à qualidade de vida nas cidades, não vem sendo acompanhada pela ação do poder público, com o estabelecimento de políticas setoriais, na área, devidamente articuladas com outras esferas de atuação, vinculadas com as iniciativas espontâneas da população e com parcerias junto à iniciativa privada. A noção de cultura deve ser entendida em sentido amplo, consistindo “[...] num conjunto de modos de fazer, ser, interagir e representar que, produzidos socialmente, envolvem simbolização e, por sua vez, definem o modo pelo qual a vida social se desenvolve” (MACEDO, 1982). Implica, assim, no reconhecimento de que a atividade humana está vinculada à construção de significados que dão sentido à existência. A análise da cultura, pois, não pode ficar restrita ao “produto” da atividade humana, mas tem que considerar também o “processo dessa produção” - “o modo como esse produto é socialmente elaborado” (MACEDO, 1982). O lazer é visto aqui, portanto, como fruto da sociedade urbano-industrial e, dialeticamente, incide sobre ela como gerador de novos valores que a contestam. (MARCELLINO, 2005). PÁGINA 8 Como vão ficar as novas aposentadorias Veja como devem ficar as novas aposentadorias O Projeto de Lei nº. 3299/08, que acaba com o fator previdenciário na concessão de aposentadorias deverá seguir diretamente para o plenário, sem passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça da Câmara. Essa é a expectativa da assessoria do relator do projeto, deputado Pepe Vargas (PT-RS), que prevê a aprovação de requerimento de urgência tão logo a pauta da Câmara seja liberada. Diferentemente do que foi proposto no projeto original do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com o fator previdenciário (reduz em até 40% o valor da aposentadoria em relação ao teto do INSS) e adota a média dos últimos 36 meses de contribuição para efeito de cálculo, a tendência é de que a proposta de Vargas mantenha o fator e adote a fórmula 95/85 para que os trabalhadores possam receber como benefício o maior valor de suas contribuições. Entenda como o fator previdenciário influencia no benefício e o que muda com a adoção da fórmula 95/85, pela qual o benefício é pago pelo maior valor se a soma da idade e do tempo de contribuição alcançar 95 (para homens) ou 85 (para mulheres): 1. O fator de um homem com 56 anos e 36 de contribuição é 0,781, ou seja: para um salário de R$ 1.000,00 aplicado o fator resultaria o valor de R$ 781,00. Ele precisaria trabalhar e contribuir até os 60 anos para teoricamente atingir o fator 1,023 e receberia, portanto, R$ 1.023 de aposentadoria. Mas nada garante isso, porque a cada ano a expectativa de vida pode subir e, quando chegar lá, haverá um período residual a contribuir. Ou seja, não há como saber ao certo quando poderia se aposentar com o vencimento inte- Conheça: www.melhoridade.brazi.us gral. No mesmo exemplo de um homem com 36 anos de contribuição e 56 de idade, a soma atingirá 92 e apesar de faltarem 3 para os 95, para atingir a integralidade será necessário somente mais 1,5 ano na ativa, pois nessa fórmula cada ano conta dobrado, um de idade e outro de contribuição. Com a vantagem que alcançados os 35 anos mínimos de contribuição congela-se a tabela de expectativa de vida. Ou seja, esse trabalhador poderá ter assegurada sua aposentadoria integral aos 57,5 anos. 2. O fator de uma trabalhadora com 50 anos e 31 de contribuição é 0,629 ou seja: para um salário de R$ 1.000,00 aplicado o fator resultaria o valor de R$ 629,00. Precisaria trabalhar e contribuir até os 58 anos para teoricamente atingir o fator 1,045. No mesmo exemplo de uma mulher com 31 anos de contribuição e 50 de idade a soma atingirá 81 e apesar de faltarem 4 para os 85, para atingir a integralidade serão necessários somente mais 2 anos na ativa, pois nesta fórmula cada ano conta dobrado, um de idade e outro de contribuição. Com a vantagem que alcançados os 30 anos mínimos de contribuição congelase a tabela de expectativa de vida. Ou seja, esta trabalhadora poderá ter assegurada sua aposentadoria integral aos 52 anos. Hoje, o teto de contribuição e, portanto, de benefício do INSS é de R$ 3.218,90, mas dificilmente o trabalhador alcança esse valor, por causa do fator previdenciário, que pode reduzir o valor a quase metade. As centrais sindicais de trabalhadores propõem uma redução máxima de 20%. Ou seja, usando os mesmos exemplos acima, de um trabalhador ou trabalhadora que perderiam 22% e 37% do beneficio, essa redução ficaria limitada a 20% e daí para menos. O deputado Vargas quer manter ainda a regra atual que usa 80% das maiores contribuições desde julho de 1994 como base de cálculo para o benefício. Os trabalhadores querem reduzir o percentual para 70%. Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Refrigerantes podem causar taquicardia e paralisia. O consumo excessivo de refrigerantes pode causar taquicardias, fraqueza nos ossos e paralisia muscular, entre outros problemas de saúde, segundo afirma um estudo publicado nesta terça-feira no International Journal of Clinical Practice. Os autores do estudo, dirigido por Moses Elisaf, da universidade grega de Ioannina, afirmam que o número de pessoas que adoecem por um consumo excessivo desse tipo de bebida tem aumentando, o que se deve em parte ao empenho das empresas em comerciali- zar garrafas cada vez maiores. Na pesquisa, os especialistas encontraram casos de cáries, diabetes e enfraquecimento da estrutura óssea, além de hipocalemia, uma queda extrema dos níveis de potássio. Segundo os pesquisadores, a queda do potássio aumenta o risco de problemas musculares graves e disfunções cardíacas, doenças que podem chegar a ser mortais. "Estamos consumindo mais refrigerantes que nunca e foram identificados vários problemas de saúde, incluindo dentais, enfraquecimentos dos ossos, diabetes e o desenvolvimento da síndrome metabólica", afirmou o diretor do estudo, Moses Elisaf.Em relatório, Elisaf examinou casos de pessoas que bebiam dois ou mais Página 9 litros de refrigerante ao dia. Um dos casos documentados é o de uma grávida de 21 anos que estava há seis consumindo três litros ao dia. A mulher teve diagnosticada hipocalemia severa após ser hospitalizada com cansaço, falta de apetite e vômitos.A paciente só se recuperou quando parou de beber refrigerantes e recebeu suplementos de potássio. Outras pessoas que bebiam de dois a 9 l diários do refrigerante apresentaram diferentes problemas musculares, "desde um leve enfraquecimento a uma paralisia profunda". Os cientistas discutem várias teorias para explicar tal efeito: o conteúdo de açúcar do refrigerante poderia fazer com que os rins segregassem potássio demais, ou a cafeína poderia ser responsável por induzir uma redistribuição do potássio nas células do corpo. Os ingredientes mais comuns nessas bebidas são frutose, glicose e cafeína e, segundo Elisaf, embora cada um deles tenha sua parcela de culpa na indução da hipocalemia, a cafeína parece ter um efeito dominante. No entanto, o especialista aponta que os refrigerantes sem cafeína também podem gerar uma queda do potássio devido à frutose, que pode provocar diarréia. "Em uma era onde a indústria alimentícia tenta impor um aumento das porções desses produtos, esses achados podem ter implicações importantes para a saúde pública", explicam os autores do estudo. Da redação No início da década de 1990, em uma série que fiz para rádio e TV, denominada “O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração”, comentei que o presidente John Fitzgerald Kennedy (1917-1963), dos Estados Unidos, já pressentira tal panorama insensato provocado pelo desprezo ao nosso orbe, como se pode inferir de seu discurso proferido em 10 de junho de 1963, em Washington, D.C.: — “(...) Não seja-mos, pois, cegos quanto a nossas diferenças, mas dirijamos também a atenção para nossos interesses comuns e para os meios pelos quais as diferenças pos-sam ser resolvidas. Se não pudermos, agora, pôr paradeiro a elas, poderemos, pelo menos, auxiliar a proporcionar segurança ao mundo — não obstante nossas dificuldades —, pois, em última aná-lise, nosso elo comum e básico está em todos nós habitarmos este planeta. Respiramos todos o mesmo ar. Todos nós acarinhamos o futuro de nossos filhos. E todos nós somos mortais (...)”. Contudo, em muitas ocasiões, alguns até desfazem de tamanho infortúnio anunciado. Ecologis-tas ainda são apelidados de “ecochatos”. Importuno, porém, será o quadro com o qual a Humanidade irá deparar-se. Mas, voltando aos dias atuais, referindo-se às secas e aos dilúvios que se têm derramado sobre o Brasil, o presidente Lula, atento aos fatos, no seu programa matinal das segundasfeiras, “Café com o Presidente”, no dia 11 de maio corrente, assim se manifestou, respondendo a uma pergunta que lhe fez o repórter Luciano Seixas, da Radiobrás: “Luciano, a avaliação é que alguma coisa está nos chamando a atenção para que a gente tome mais cuidado com o planeta Terra. As mudanças que estão acontecendo no mundo, aqui no Brasil nós as notamos também, quando faz muita seca no lugar onde não tinha seca, quando chove demais no lugar onde não chovia. É para chamar a atenção da gente de que algumas coisas estão mudando no mundo e que precisamos começar a olhar com muito mais atenção. Daí por que a nossa ida a Copenhague em dezembro deste ano para discutir a questão do clima é muito importante. E o Brasil vai jogar um peso muito grande na sua delegação”. Que assim seja, pois nosso país tem muito a contribuir, desde o seu natural sentimento de Solidariedade. Por AE-AP Londres - Cerca de 300 mil pessoas morrem todos os anos por causa de desastres relacionados às mudanças climáticas, segundo adverte um estudo do Fórum Humanitário Global, grupo liderado pelo ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Kofi Annan. A entidade avalia ainda que o aquecimento global afeta seriamente 325 milhões de pessoas e provoca US$ 125 bilhões em perdas econômicas todos os anos ao redor do mundo. Annan afirma que as populações dos países mais pobres são as que mais sofrem com as mudanças climáticas. O estudo, divulgado hoje em Londres, foi elaborado a partir da análise de informações públicas sobre desastres naturais. Mudanças Climáticas Crianças vão ser as maiores vítimas das mudanças Climáticas O alerta foi feito por uma pesquisa britânica e é direcionado principalmente para países em desenvolvimento. Essas nações, entre elas o Brasil, devem sofrer uma intensificação de problemas como a desnutrição e mortalidade infantil. O estudo foi publicado pela organização não governamental britânica Instituto Internacional para o Meio ambiente e o Desenvolvimento (IIED, na sigla em inglês). A pesquisa mostra que acidentes naturais, como enchentes e deslizamentos, já são responsáveis pela morte de quatro milhões de crianças por ano em todo o mundo. Um número que pode ser duplicado com a elevação da temperatura do planeta causada pelas emissões de gases poluentes na atmosfera. As secas e mudanças no regime das chuvas devem gerar um aumento no preço dos alimentos e ser um agravante para a desnutrição. As migrações por causa desses desastre naturais devem deixar milhares de crianças sem acesso ao ensino. Cerca de 175 milhões de crianças vão abandonar suas casas devido a catástrofes climáticas. Outro preço amargo dessa realidade é que em situação de pós-emergência meninos e meninas tendem a sofrer mais violência física e sexual. O estudo é uma alerta sobre as conseqüências de não se considerar os impactos sobre a infância ao combater o aquecimento global. “Se as discussões sobre os impactos das mudanças climáticas falharem em levar em conta as vulnerabilidades particulares de crianças de diferentes idades, as medidas de prevenção e adaptação podem se demonstrar inadequadas de diversas maneiras, e podem até mesmo resultar em prejuízos adicionais para a saúde e a mente de meninos e meninas”, afirma David Bull, diretor do Unicef na Inglaterra. O assunto vai ser foco de debates nos próximos meses no site da Agência de Notícias sobre o Direito a Infância (Andi). Em 2007, durante o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, as predições acerca das consequências do aquecimento global foram dramáticas. E hoje, dois anos depois, vozes respeitáveis levantam-se para declarar que o assunto é muito mais grave do que se pensa. No Pólo Sul, o derretimento das geleiras, em um decênio, cresceu quase 80%. No fim deste ano, ocorrerá, na capital da Dinamarca, importante reunião política com autoridades de diversos países. A situação é realmente inquietante. Planeta Terra — a casa de todos www.conelestepaulista.brazi.us Da Redação Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Página 10 Violência Escolar A Violência Escolar é uma violência contra a escola. Como uma infecção generalizada a violência espalha-se pela sociedade, independentemente de classe social, nível cultural ou local de moradia. Sentimo-nos impotentes diante da proliferação da violência. Os atos violentos contra a vida e o patrimônio aterrorizam as comunidades escolares. Os atentados não mais se restringem a ações isoladas de indivíduos degenerados, agora aparecem verdadeiras comunidades anormais atentando contra tudo e contra todos. Há tempos cientistas que se dedicaram a estudar a origem da violência concluíram que está ligada ao complexo de inferioridade. O complexo de inferioridade é a forma ilusória, simbólica, assumida pela impossibilidade de superar o mais forte. Historicamente, adolescentes e jovens sempre manifestaram sua inferioridade diante da hegemonia dos mais velhos. Toda e qualquer hegemonia, nas sociedades civilizadas, se manifesta através do Estado. Toda a contestação juvenil tem sido dirigida contra o Estado. Recebemos, diariamente, uma carga enorme de notícias sobre corrupção em todos os níveis estatais, da prefeitura do calcanhar-do-judas aos magistrados supremos da Nação. Enquanto os presídios estão cheios de ladrões de quinquilharias, saqueadores dos cofres públicos são mantidos em liberdade. A impressão que o cidadão comum adquire é a de que é livre roubar e dilapidar o patrimônio público. Ensinaram-nos que podemos mudar pelo voto e continuamos sob a hegemonia de ladrões da coisa pública. A incapacidade da política do voto para administrar o Estado – seguindo a clássica lição de Clauseritz – continuará através da guerra social, da violência generalizada. servados aos deserdados da Lei. A violência na escola é uma violência contra a escola. É um ataque de morte contra o Estado corrupto e corruptor. Impossibilitados de espancar os criminosos do colarinho branco espancam professores e funcionários de escola. Em cada escola arrombada e depredada o que vemos é a extravasão do complexo de inferioridade diante da corrupção nos altos escalões do serviço público. A popularização do ensino espalhou escolas pelo país. Em cada uma delas e em cada professor ou funcionário está a presença física do Estado. Postado ostensivamente diante dos cidadãos um templo erguido em honra dos ladrões impedidos de condução sob algemas para os presídios, agora re- A violência na escola é uma violência contra a Escola, porque é a manifestação visível contra um Estado, que transformou em regra os versos de uma canção gravada por Pedro Ortaça: “Ladrão é quem rouba pouco; quem rouba muito é barão”. Paulo Monteiro Curiosidades to momento depois das chuvas: "Quando essa mesma luz incide sobre uma gota d'água, saem as Aquele céu de bri- sete cores. É o arco-íris, que acongadeiro, que, ao tece quando há muito vapor de áacordar de manhã gua após uma chuva, por exemdá vontade de a- plo", lembra o professor. proveitar bem o dia, não é obra do acaso. O céu é azul por conta da interação da luz do Sol com a atmosfera terrestre. Por que o céu é azul? Por que a chuva cai em gotas e não em jorro? A atmosfera terrestre é o conjunto de gases que envolve o nosso planeta. Nitrogênio e oxigênio compõem a imensa maioria, mas existe um gás, que responde por apenas 0,00006% da atmosfera, que é o responsável pela cor do nosso céu, segundo o professor Paulo Mottola: o ozônio. A luz do sol é formada pela união de várias cores. Ao entrar em contato com a atmosfera, ela se espalha devido às particulas existentes no ar. Quando a luz solar chega ao nosso planeta, encontra as moléculas de ozônio (O3) e, nelas, sofre o fenômeno de refração. Mottola explica que é como uma filtragem: a luz atravessa molécula e apenas a freqüência azul do espectro passa. Daí o céu ser azul. O mesmo fenômeno explica um boni- Ao redor da terra há um vapor de água invisível. "Quando essas gotículas de vapor se juntam, formam as nuvens", explica o professor de Física Luiz Carlos Marques Silva, de São Paulo. Como são muito pequenas, com diâmetro de milésimos de centímetros, essas microgotículas, que podem ser formadas também por cristais de gelo, são muito leves e flutuam. De acordo com Silva, a chuva não está dentro das nuvens, mas sim uma nuvem que se desfaz, perdendo partes de si mesma. A transformação da nuvem em gotas se dá quando há choques entre as microgotículas, formando gotas maiores e mais pesadas, o que as faz cair. O modo como as gotas da chuva se formam depende do tipo de nuvem, se quente ou fria. Nas nuvens quentes, à medida em que uma gotícula cai, ela se choca com outras, fundindo-se com elas e formando uma gotícula um pouco maior. Este processo continua à medida em que a gota vai caindo e, quando ocorre de forma rápida, forma uma gota de maior tamanho. Nas nuvens frias as gotas iniciamse como cristais de gelo. Essas nuvens se formam a uma altitude elevada e prolongam-se até zonas onde a temperatura está abaixo de 0ºC, o ponto de congelamento da água. À medida em que o ar tornase mais quente, os cristais derretem, transformando-se em gotas de chuva. da atmosfera. Parte da luz é refratada para dentro da gota, refletida no seu interior e novamente refratada para fora da gota. A luz branca é uma mistura de várias cores. Quando a luz atravessa uma superfície líquida - no caso, a gota da chuva - ou sólida (transparente), a refração faz aparecer o espectro de cores: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. "Quando a luz do sol atravessa um trecho de chuva, ela é refletida e refratada no interior das gotas e devolvida em várias cores ao ambiente", segundo o Departamento de Física da USP. Mas o arco-íris não existe realmente. Ele é uma ilusão de óptica cuja posição aparente depende da posição do observador. Todas as gotas de chuva refratam e refletem a luz do sol da mesma forma, mas somente a luz de algumas delas chega ao olho do observador. Segundo cientistas, ás vezes é possível que um segundo arco-íris, mais fraco, possa ser visto fora do arco-íris principal. Esse raro fenômeno ocorre quando há dupla reflexão da luz do sol nas gotas de chuva. Devido à reflexão extra, as cores do arco são invertidas quanUm arco-íris apado comparadas com o arco-íris rece quando a luz principal. branca do sol é Da redação interceptada por uma gota d'água Como se forma um arco-íris? www.plantabrasil.brazi.us Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Página 11 Culturas e tradição Casamento na Roça PERSONAGENS: Padre (nome), mulher do padre (nome), noiva (nome), duas ex-namoradas do noivo (nomes), noivo (nome), Delegado (nome), dois ajudantes de delegado (nome), pais da Noiva (João Fábio e Marisa), Irmão da Noiva (nome) e Padrinhos (nomes). Os convidados se posicionam em duas filas, deixando o centro para a passagem da noiva. O padre encontra-se no Altar, sua mulher “grávida”, ao lado, os padrinhos, a família da noiva, o delegado e seus ajudantes, próximos do Altar. Numa barraca ao lado da Igreja o noivo, na companhia se uma ex-namorada que sai da barraca aparentando bêbada e suspirando de alegria e cansaço. EX-NAMORADA: Ai! Pedrilho Foguetão me deixou doidinha! O noivo grita: NOIVO: Oh! Vidão porreta! Isso é bom demais! O pior é que eu já to é morto! Oh! Mulher do cão! Chega outra ex-namorada e o noivo alegra-se. NOIVO: Pois não é que eu estava te esperando! Chegue pra cá minha bichinha me fazer um chamego! Eu estou cansado! EX-NAMORADA: Cansado de quê? O que era que você estava fazendo aqui no nosso ninho? NOIVO: Cansado de tanto trabalhar mulher! E era de ser de que? Na Igreja o Padre anuncia a chegada da noiva: PADRE: A noiva ta chegando! Vamos bate parma pra ela pessoar! NOIVA: Ai mãe, ele num vem., acho que vou desmaia! (simula um desmaio, é acudida pela mãe e pelas madrinhas). O pai da noiva faz um sinal para o delegado, cochica no ouvido. DELEGADO: Pêra aí seu padre; eu já vou buscar aquele safado! (e sai acompanhado por dois ajudantes armados com espingarda e cassetetes). PAI DA NOIVA: Pai não sai daí que eu trago ele nem que seja morto pro senhor fazer o enterro! E chegando lá. NOIVO E EX-NAMORADA: UI! UI! UI! UI! UI! UI! NOIVO: Cadê a cachaça? EX-NAMORADA: Ta aqui! (pausa) Ta na hora do casório! NOIVO:- Que negócio é esse de casamento e eu lá sou doido. PAI DA NOIVA: Achemos ele delegado! Aquele safado ta aí dentro! E se ele não honrar minha filha, pode deixar que eu mermo mato. O noivo é encurralado e levado até o altar, grande parte dos convidados posicionam-se atrás do noivo para que ele não fuja. PADRE: Bão, vamos começar logo esse casório. Dirigindo-se a noiva dizJ Ocê, Chiquinha Dengosa, promete de coração, pra marido toda vida, Pedrilho Foguetão? NOIVA: Mais que pergunta mais isquisita seu vigário faz pra mim, eu vim aqui mais o Pedrinho não foi pra dizer sim? PADRE: (Dirigindo-se ao noivo) – E ocê Pedrilho, que me olha tão prosa, qué mesmo pra sua esposa sinhá Chiquinha Dengosa? EX-NAMORADA GRÁVIDA – Não seu padre! Ele não pode se casar com Chiquinha Dengosa! Ele tem que se casar comigo, porque eu estou grávida dele! A noiva simula um desmaio nos braços do noivo. NOIVO – Seu Padre, mais esse filho não é meu! Ele é filho de Tiquim! PADRE – E quem é Tiquim? NOIVO: Seu Padre, é tiquim de um, um tiquim de outro. O pai e o irmão da noiva tiram a exnamorada da Igreja. O noivo põe a sua noiva de pé. DELEGADO – Padre, sem mais nenhuma massada termine esse casamento. Ligeiro! (aponta a arma para o padre). NOIVO – Padre faça o que o delegado mandou que eu prefiro casar com Dengosa a ser pai de Tiquim. PADRE – Então Pedrilho Foguetão deseja sinhá Dengosa como sua esposa? NOIVO – Num havia de querê, num é essa minha opinião, mas se não caso com Chiquinha, vô direto pro caixão. (olha para o delegado que mira a espingarda). IRMÃO DA NOIVA: (Segura o colarinho da camisa) Diz logo esse sim seu cabra safado! NOIVO – Sim seu Padre! PADRE – Então, em nome do cravo e do manjericão caso a Chiquinha Dengosa. CONVIDADOS – Viva!!! ( e jogam arroz para dar sorte). PADRE – E vamos pro baile, pessoar!!!! (convidados formam pares e iniciam quadrilha). milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos. Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais. Tradições As tradições fazem parte das comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário, embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em função dos riscos de incêndio que representam. No Nordeste, ainda é muito comum a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem degustadas pelos festeiros. Já na região Sudeste são tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente ocorre durante toda a quermesse. Como Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o “pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão. LIVRE PARA ANUNCIAR A Origem das Festas Juninas De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha. Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afrobrasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. Festas Juninas no Nordeste Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura. Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto estas festas. Comidas típicas Como o mês de junho é a época da colheita do www.melhoridade.brazi.us Projeto: Formiguinhas do Vale Junho 2009 Gazeta Valeparaibana Página 12 Limitações sociais Devaneios e preocupações de um preocupado... Quantos de nós já não nos questionamos sobre o que está ocorrendo em nosso planeta. Chuva onde havia seca e Fone e, Seca onde antes havia fartura e prosperidade. A banalização que está sendo imposta ás causas ambientais e o modismo com que se está querendo rotular os ambientalistas, são mais que evidentes interesses daqueles que fizeram e estão fazendo deste mundo, um munMilhares dos mais pobres no planeta do com futuro imprevisível. estão morrendo de fome e de sede; Crianças, em condições sub-humanas Quantos de nós já não nos questionavegetando em lamaçais e terra seca mos sobre o Mundo que nossos filhos ou inundada de sujeira e dejetos de vivenciarão? - Quantos de nós já não uma forma tal que para o século XXI nos questionamos, sobre a responsase nos apresenta irracional. bilidade de colocarmos um novo ser no mundo atual? Vírus e doenças, novas e velhas que pareciam já erradicadas do planeta, O certo é que a natureza nos está reaparecem mais fortes e sob novas mostrando que algo está errado, nós a formas desafiando a ciência e pondo sociedade enxergamos diferenças a em pânico, este novo Globo globaliza- olhos vistos e a própria natureza se do. encontra confusa, ao ponto de algumas árvores frutíferas se encontrarem Alterações comportamentais na socie- em extinção e outras mudando sua dade, em crianças, jovens e adultos data de frutificação ou frutificando que teem vindo a tornar a Paz social duas a três vezes ao ano. um sonho perseguido pela maioria da sociedade. Afinal o que está errado? Onde estamos errando? O que nos estão escon- dendo? Interesses maiores, de grandes corporações continuam a ser motivo para ignorar os acontecimentos e os interesses financeiros se sobrepõe ao racional. Será que são somente as queimadas? Será que são somente as emissões de gases que elevam o efeito estufa, provocados por nossos veículos? Ou será que são também as toneladas de lixo atômico e espacial que diariamente estão emporcalhando a estratosfera? Será que são também os alimentos que somos obrigados a ingerir carregados de agrotóxicos e fertilizantes químicos? Aonde estará a verdade? Quem terá coragem de explicar? Aonde estão as respostas? Filipe de Sousa Os fatos A chegada de uma frente fria no litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina poderá causar rajadas de ventos de até 80 km/h e até neve nas áreas mais altas do planalto catarinense entre este domingo e a próxima terçafeira, segundo previsão do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram). O instituto explica que a frente fria está associada a um sistema de baixa pressão posicionada no litoral e formará um ciclone extratropical. Na parte oceânica, os ventos devem ultrapassar os 80 km/h e o mar ficará muito agitado, principalmente ao sul de Florianópolis, de acordo com o Ciram. A próxima semana começa sob a influência de uma intensa massa de ar seco e frio, que deixa o tempo firme com sol e temperaturas bastante baixas em todas as regiões de Santa Catarina. Nas áreas mais próximas ao RS, do Oeste ao Planalto Sul Catarinense, o tempo ainda fica mais úmido devido ao ciclone extratropical, com possibilidade de neve nas áreas altas do Planalto Sul, na madrugada de terça-feira. A noite da quarta-feira será a mais gelada da semana, com temperaturas próxima de zero grau e negativas nas áreas mais elevadas do Oeste, Meio Oeste e Planalto, com formação de geada ampla em boa parte do Estado, segundo previsão do Ciram. O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), anunciou no final de maio que "não é hora de buscar culpados" para a tragédia ocorrida na última quintafeira com o rompimento da barragem Algodões I, em Cocal, que deixou pelo menos sete mortos. "Então qualquer um, seja engenheiro, seja meteorologista, não poderia prever um fenômeno como esse. Acho que não é hora de culpar nem Deus, e nem a humanidade", disse. Em relação à nota do engenheiro Luiz Hernani que nega ter determinado o retorno das famílias na barragem Algodões I, mesmo com o risco de rompimento, o governador reafirmou que o desastre foi imprevisível. "Em relação à nota é uma posição pessoal dessa pessoa (se referindo ao engenheiro Luiz Hernani). Ninguém poderia prever. Ninguém de bom senso, nem os institutos meteorológicos, poderiam prever que do outro lado da serra no Ceará (haveria) uma chuva de 142 mm, ocorrida em poucas horas, nos municípios de Santana do Acaraú, Sobral, Tianguá e Vicoça", afirmou. Dias, que foi até a cidade de Cocal neste domingo, anunciou que fará uma consulta à população sobre a construção de uma nova barragem. "Se tem alguém que quer saber a verdade do que aconteceu sou eu. Agora, não vamos tomar qualquer providência na barragem sem ouvir a população", disse o governador. Para Wellington Dias, a preocupação maior deve ser a de localizar os desaparecidos. Ele confirmou que até agora são sete óbitos e duas pessoas desaparecidas. O governador pediu que os números de mortes fossem concentrados na divulgação da Defesa Civil para evitar pânico e especulações de números. Dias divulgou que as meninas desaparecidas são Raissa Alves dos Santos, 1 anos três meses e a Taissa Alves dos Santos, de 9 anos. São duas irmãs da comunidade Angico Branco. De acordo com o governador, a maior chuva da história do Piauí ocorreu este ano nos dias 30 de abril e 1º de maio, que foi de 118 mm. "Eu devo dizer que sofro muito. Não tem no mundo quem consiga pagar ou substituir a dor dessas pessoas que tiveram seus entes queridos perdidos". ? www.conelestepaulista.brazi.us Além de falarem a mesma língua (o português), há outra impressionante identidade entre Brasil e Índia na nova novela das oito, “Caminho das Índias”: o tamanho dos “palácios” das famílias ricas de ambos os países, com seus pés-direitos monumentais, suas muitas salas e antesalas, seus serviçais e familiares agregados. Têm realmente uma escala “oriental” –reparem nas portas, na altura dos tetos– as residências da elite carioca, ali. É, no entanto, em torno das diferenças culturais que gira a dança de quadrilha dos conflitos amorosos da trama. O “tempero exótico”, além da cafonice, é uma das marcas de sua autora, Glória Perez. Dessa vez, há o jovem indiano que faz negócios no Brasil e ameaça desrespeitar um dos preceitos de sua cultura –o casamento arranjado– para poder se unir à amada brasileira. Isso porque, claro, ele ainda não conhece Juliana Paes, moça de grupo social superior e operadora de telemarketing que já se apaixonou por um integrante de casta “intocável” com doutorado nos Estados Unidos (Márcio Garcia). Abundam os clichês de uma Índia ao mesmo tempo “globalizada” e tradicional, em que se ressaltam suas características rígidas e hierárquicas. Serve para que o Brasil apareça como representante da modernidade ocidental, antiga aspiração da excolônia periférica magicamente realizada por Perez. Mas as oposições entre os dois países criam relações curiosas, talvez não propositais. Apresentados ambos como objeto de preconceito e ignorância, um certo paralelo surge entre os “intocáveis”, na Índia, e os loucos –ou “usuários de saúde mental”– no Brasil. Não à toa, o principal personagem nesse último grupo é negro e pobre. A “naturalização” das diferenças, criticada na prática das castas, parece ressurgir, parcialmente, no “ocidente”. Quanto aos “palácios” da gente rica de toda parte, é verdade que eles são um fetiche constante do mundo das novelas. Mas, numa trama que procura dar tanta importância às diferenças, é curioso que seja justo nessa dimensão – digamos, socioeconômica– que apareçam as maiores semelhanças –e nada “ocidentais”– entre os dois países. Creio que Márcio Garcia tinha em mente diferenças, e não semelhanças, quando comentou sobre a condição social de seu personagem: “Na Índia, direitos iguais não existem”. Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Página 13 Alimentação orgânica e hortas orgânicas BRASÍLIA - Mostrar à população a importância dos alimentos orgânicos e incentivar o consumo desses produtos é o objetivo da campanha “Entre para o Mundo da Vida Saudável. Prefira Alimento Orgânico, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), durante a 5ª Semana dos Alimentos Orgânicos, que será realizada de 25 a 31 de maio, em 24 estados e no Distrito Federal. manejar os recursos naturais de forma harmoniosa, garantindo a saúde não só de quem os consome, mas também de todo o ambiente em questão. nutrientes à dieta da família. Ervas, cebolas, tomates, pimentões e vegetais de folhas verdes escuras como espinafre são ideais. Este tem como precursor o pesquisa- Existem três fatores principais para se dor inglês Sir. Albert Howard; que fri- fazerem hortas de telhado: sava que a fertilidade do solo é o fator essencial para a eliminação das doenças em plantas e animais. Assim, tal · As hortas devem ser leves. modalidade agrícola considera a inter- · As hortas devem custar pouco ou nada. dependência entre solo, planta, ambiA campanha será veiculada em canais ente e homem; reconhecendo o pri- · Os métodos devem ser fiáveis – de TV aberta e fechada, cinema e inter- meiro como um organismo vivo. para que as pessoas desenvolvam net. Além disso, cartazes, folderes e a sua confiança no método. uma cartilha do Ziraldo divulgarão os Ao contrário da agricultura convenciobenefícios das frutas, hortaliças, nal, a agricultura orgânica pratica a De acordo com a nossa experiência, grãos, carnes e demais alimentos or- rotação de culturas; com manejo do praticamente qualquer coisa pode gânicos para a saúde . solo baseado na utilização de matéria crescer em uma sementeira rasa. A tanto vegetal quanto animal para a a- profundidade da sementeira determina De acordo com o coordenador de dubação, permitindo a manutenção de com que frequência se deverá regar. Agroecologia, Rogério Dias, a campa- seus organismos e aporte de nutriennha e a Semana dos Alimentos Orgâ- tes. Assim, húmus de minhoca, esterOs fertilizantes são um grande problenicos são importantes para que o con- co curtido, adubação com leguminoma em áreas urbanas – é pouco provásumidor entenda o seu papel e promo- sas, dentre outras técnicas, são emvel que haja estrume disponível. Os va uma agricultura mais sustentável. pregadas visando este objetivo. A aplifertilizantes inorgânicos podem ser cação de minerais naturais e controle conseguidos mais facilmente. Selo Oficial - O público escolheu a i- biológico de pragas são outros aspecdentidade visual do Selo Brasileiro de tos relacionados a essa prática, que Conformidade Orgânica que vai identi- exclui completamente a utilização de ficar os alimentos comercializados e transgênicos. conferir mais garantias aos consumidores, a partir do primeiro semestre Sistemas orgânicos são, também, conde 2010. No caso das feiras e Ceasas, trários à aplicação de monoculturas, cada produtor será responsável por buscando respeitar a sazonalidade verificar a qualidade do alimento ven- dos alimentos. Além disso, incentivam dido pelos “companheiros” e deve ser o trabalho de pequenos produtores, cadastrado no Ministério da Agricultu- considerando aspectos relacionados à ra, até 28 de dezembro de 2009. tradição, cultura e mecanismos de or- Os adubos compostos também são ganização social local; e fornecendo mais difíceis de serem feitos em telhaAlimentos orgânicos condições trabalhistas, econômicas e dos devido ao cheiro, pragas de insectos e ratos. sociais justas. Alimentos orgânicos, além de serem É possível fazer hortas em pequenos cultivados sem o uso de agrotóxicos espaços, desde que a água (incluindo Muitas casas em áreas urbanas não ou outros produtos sintéticos, são re- água já usada) esteja disponível. Culti- têm espaço para hortas. O solo pode sultantes de um sistema que busca ve vegetais que adicionem sabor e ser duro e infértil. Mas aqui está uma idéia prática que praticamente qualquer família pode implementar. Ela funciona melhor se algumas famílias trabalharem juntas e construírem uma horta em cada dia ou semana. 1 - Encontre um espaço do tamanho de uma porta. Demarque um lote que seja aproximadamente do mesmo formato de porta (cerca de 1 metro de largura e 2 metros de comprimento). Faça um buraco no solo até aproximadamente à altura do joelho. Se várias pessoas trabalharem juntas, isto pode ser feito rapidamente, mesmo se o solo for muito duro e seco. Tenha o cuidado em manter separado o solo superior (de cor escura), do solo inferior (de cor mais clara e com mais pedras), fazendo dois montes. 2. Todas as famílias trazem os seus restos de material orgânico doméstico daquele dia e deitam-nos no buraco – cascas e restos de legumes, restos de papel, ossos de animais, cascas de ovos. Use também grama (relva) ou mato cortado. 3. Quando o buraco estiver cheio pela metade, deite água até cobrir os restos. Adicione então o subsolo, seguido do solo superior. 4. Plante fileiras de sementes de legumes e cubra com capim ou folhas de bananeira como material orgânico. Mantenha bem regado. 5. Decida agora que casa terá o próximo canteiro! Se tiver espaço, você poderá construir vários canteiros sucessivamente. Projeto: Planta Brasil O prazer de mexer com a argila Significado da Arte. É isso mesmo. "A mais sim- gira em movimento centrífugo para ganhar forma. ples, por ser a mais elementar; a mais difícil, por ser "É tão intenso que minha mão parece estar em paua mais abstrata", anotou. sa. É quando os pensamentos são esvaziados um a um, e surge a criação das novas formas." Mas quem se aventurar a pôr a mãos no barro para transformá-lo em objetos como xícaras, potes, pa- Além disso, há um outro sentido em manusear o nelas ou esculturas poderá ser fortemente recom- barro: pensado. O trabalho com a argila proporciona pos- "O prazer de mexer com algo que é muito antigo", tura corporal, reeducação da respiração, concentra- diz o artista mineiro Máximo Soalheiro. ção e até mesmo meditação. É verdade. Fazer da terra objetos úteis é uma ativi"A disciplina no fazer continua sendo o ingrediente dade que precede até a descoberta do fogo. "Ao "A cerâmica é ao mesmo tempo a mais simples e a básico para se conseguir centrar o monte de barro", mexer com a argila, entramos em contato com nosmais difícil de todas as artes", escreveu certa vez o diz a ceramista Hideko Honma. Com o barro centra- sa ancestralidade". crítico de arte inglês Herbert Read, em seu livro O do, a próxima etapa é o trabalho no torno, onde ele Editora Abril www.plantabrasil.brazi.us Junho 2009 Gazeta Valeparaibana SAÚDE - Esclareça-se e esclareça sua filha. De repente, a menina nota que precisa começar a usar desodorante. Um olhar mais atento mostra que os seios estão surgindo. Logo, a primeira menstruação acontecerá. Pais e garotas devem ficar atentos: a vida das jovens vai mudar, e muito. Estudos recentes mostram tendência mundial de a primeira menstruação (menarca) chegar por volta dos 10 anos de idade. "Minha mãe menstruou aos 14 e eu, aos 10. Por um lado foi horrível: tive de usar absorventes, ficar sem ir à praia. Mas tem a parte boa: prova que sou adolescente", conta Lara do Amaral, 12 anos. "Foi um susto quando chegou, pois vi que minha filha já poderia ser mãe. Além dos cuidados da nova realidade, tive de conversar sobre sexo com ela", diz Lúcia Gouvêa, 40. "A puberdade pode ser vivenciada como uma conquista, desde que seja valorizada a condição feminina", orienta a psicanalista Silvia Abu-Jamra Zornig, da Associação Brasileira de Estudos do Bebê. e 1993, para 9,86, entre 2006 e 2008. Tire dúvidas 1) Que absorvente usar? Os externos são mais indicados, embora não haja restrição técnica ao interno. Este, porém, por ser invasivo, pode causar constrangimentos à menina e até machucá-la, se usado de maneira errada. Os externos podem ser perfumados ou sem cheiro, mas em caso de reação alérgica ao primeiro, é melhor adotar a segunda opção. "A alimentação das pessoas tem melhorado. Hoje consumimos mais proteínas e vitaminas, o que permite a melhor formação do organismo. Ou seja, o corpo se desenvolve mais ce2) O que fazer em caso de cólicas? do. Isoladamente, isso não explica o Baixa estatura evento, pois o estímulo social tamQuando a menina não conseguir sair bém influencia", esclarece Fátima Casos considerados precoces - quan- da cama, é indicado levá-la ao ginecoCoutinho, da Sociedade de Pediatria do a menarca acontece por volta dos logista. Em geral, analgésicos resoldo Rio de Janeiro (Soperj). 8 anos - merecem atenção. "Ficamos vem o problema, mas sempre sob oriatentos ao crescimento, que desaceentação médica. Pesquisadores investigam ainda se lera com a chegada da menstruação", hormônios usados na criação de fran- diz Marcelo Lemgruber, coordenador 3) É preciso ir ao ginecologista? gos e bois usados na alimentação hu- do curso de ginecologia da Escola mana podem influenciar, mas os da- Médica da PUC-RJ. Não é obrigatório, já que menstruação dos não são conclusivos. não é doença. A decisão sobre a pri"Se a criança estiver muito baixa, usa- meira visita deve partir da jovem. Mas No Brasil, as meninas costumam mos remédios para bloquear o ciclo quando ela inicia a vida sexual é inmenstruar aos 12 anos nas cidades menstrual e tentar que ela cresça aldispensável. mais desenvolvidas, e aos 13 onde as guns centímetros", acrescenta. O hecondições econômicas são ruins. Um biatra Williams Ramos explica que a 4) É aconselhável ou não a prática de dos fatores principais é justamente a criança para de crescer 2 anos após a atividades físicas? nutrição. Pesquisadores têm dados chegada da menstruação. que indicam que, no início dos anos Os exercícios até ajudam a melhorar 1900, a menarca só ocorria aos 15 a- Atitudes que transformam as garotas os sintomas. nos. Estudo da Universidade de Copenhague (Dinamarca) mostra que a substi5) Há alguma alteração na rotina? "Há uma antecipação da menarca de tuição das bonecas por passeios em três ou quatro meses a cada década. shoppings, idas a cabeleireiros e hoA menstruação, ao contrário do que É o que chamados de aceleração se- ras a fio no computador desencadei- muitos dizem, não impede a jovem de cular. Além da alimentação, outros am processo de "vivência adulta" caandar descalça, beber líquidos gelafatores são a maior exposição à luz e paz de acelerar as mudanças físicas dos ou lavar a cabeça, entre outras amadurecimento precoce", explica o nas meninas. A idade média do deatividades. Deve-se levar vida normal. hebiatra (médico de adolescentes) senvolvimento dos seios, por exemWilliams Santos Ramos, da Associa- plo, baixou de 10,88 anos, entre 1991 Da redação ção Brasileira da Adolescência. A ADOLESCÊNCIA A adolescência é o período entre a infância e a idade adulta, caracterizada por alterações no desenvolvimento biológico, psicológico e social. Biologicamente o início é sinalizado pela aceleração rápida do crescimento do esqueleto e pelo início do desenvolvimento sexual; psicologicamente, o início da adolescência é sinalizado por uma aceleração do crescimento cognitivo e da formação de personalidade; socialmente, este é um período de preparação intensificada para o futuro papel de um jovem adulto. O início e a duração da adolescência são variáveis. É útil fazer a distinção entre puberdade, que é um processo físico de mudança, caracterizado pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias, e a adolescência, que é um processo de mudanças psicológicas. Sob circunstâncias ideais, os processos são sincronizados. O final da adolescência ocorre quando o adolescente recebe plenas prerrogativas de adulto. A adolescência geralmente é dividida em três períodos: Pré-adolescência: O marco principal da pré-adolescência é o aparecimento da puberdade. As mudanças biológi- cas da puberdade são iniciadas e controladas por interações complexas de sistemas gonadal e adrenal e pelo eixo hipotalâmico-hipofisário. A atividade dos hormônios produz as manifestações clínicas da puberdade, tradicionalmente categorizadas como características sexuais primárias e secundárias. As características primárias são aquelas diretamente envolvidas no coito e na reprodução. Órgãos reprodutor e genitália externa. As características secundárias incluem o desenvolvimento dos seios, alargamento nos quadris nas mulheres, e crescimento de pêlos faciais e mudança no tom de voz, nos homens. Página 14 Estudo sobre Valores Sociais Disponibilizamos para douwload em PDF um estudo sobre comportamento e valores pessoais e sociais efetuado em Portugal, que pode nos dar uma idéia de como os problemas são mais comuns do que possamos imaginar. O Trabalho tem por título “Análise Psicológica” e por tema: “Erro educacional fundamental nos domínios moral, pró-social e acadêmico: Dados empíricos e implicações emocionais.” Trata-se de um Estudo muito rico em direcionamentos educacionais e que julgamos de muita atualidade e utilidade, para o desenvolvimento de trabalhos, sobre Educação Moral e Cívica. Vale a pena conferir. www.gazetavaleparaibada.com/ comportamento.pdf Exames e laboratórios Em ambos os sexos, a maior parte dos níveis hormonais adultos é atingida em torno dos 16 anos, mas as garotas começam a puberdade, em média, aos 11 anos, e os meninos aos 13 anos. Os aumentos característicos de peso e altura também ocorrem mais cedo nas meninas do que nos meninos de modo que aos 12 anos, as meninas são mais altas e pesadas que nos meninos.As grandes transformações orgânicas impõem dificuldades de ajustes mentais correspondentes, daí uma fase de grande retraimento. Da redação Não existe País que se queira grande, sem que invista em uma boa educação, para a sua juventude. Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Página 15 Estresse x Coração O American Journal of Medicine em 1997 publicou um trabalho onde é mostrado que o contato escasso com pessoas é um fator de risco maior do que o cigarro para contrair doenças virais respiratórias. Pensamentos antigos estão ressurgindo. Hipócrates em 500 AC já dizia que as emoções estão ligadas à saúde. Hoje os cientistas estão conseguindo demonstrar que as paixões podem desencadear doenças. Descobriram que certas células do corpo humano são capazes de enviar mensagens entre células nervosas e o sistema imunológico. Estudos em animais mostraram que a interrupção dessa comunicação entre as células, seja pela engenharia elétrica ou pelo uso de drogas, está associada com uma maior susceptibilidade às doenças da tireóide, doenças inflamatórias e artrites. A maioria dos estudos relaciona o estresse à hipertensão e às doenças do coração. Dados convincentes sugerem que o medo crônico, a ansiedade, a solidão e a depressão podem ser letais para pessoas com doenças do coração. É significativo o fato de que os ataques cardíacos são provocados pela agregação de plaquetas formando coágulos, fenômeno conhecido como "correr ou lutar" e desencadeado pelo medo ou pavor. Todos nós estamos constantemente experimentando o estresse de uma ou outra forma. Estresse agudo e crônico. O estresse agudo É o conseqüente a um acontecimento traumático, como a perda de um ente querido, um assalto, uma doença grave na família, a perda do trabalho, perda de um bem. O estresse crônico É o do dia a dia, como os problemas de trânsito, da profissão, econômicos, relações de trabalho, de família. Nas situações de estresse o corpo libera dois hormônios, a adrenalina e a cortisona. Como resposta a esses dois hormônios as plaquetas se agregam, as células imunológicas são ativadas, o açúcar do sangue vai para os músculos para lhes proporcionar energia, a respiração e a freqüência cardíaca aumentam e a pressão arterial sobe. A cortisona de início mantém a resposta ao estresse e depois lentamente vai diminuindo até o organismo voltar à função normal. Quando a situação estressante persiste, a reação persiste e pode tornar-se prejudicial em vez da reação benéfica inicial. A chamada resposta alostática, o que é? Em 1998, no New England Journal of Medicine, foi publicado um trabalho que usa o termo alostático, que vem do grego e significa "encontrar estabilidade através da mudança". Este é um termo usado para explicar a adaptação que o organismo encontra quando é submetido a um estresse crônico. O preço que o organismo paga para obter e conservar essa adaptação pode ser alto. Algumas pessoas submetidas a estresse crônico tornam-se hiperativas ou hipoativas quando expostas à situação estressante. Uma produção muito pequena ou muito grande de hormônios frente a uma situação de estresse pode ser prejudicial por desencadear a produção de substâncias alternativas afim de corrigir o excesso ou carência desses hormônios. O excesso de cortisona: 1 - aumenta a produção de insulina 2 - provoca fraqueza dos músculos 3 - predispõe a infecções e a descalcificação dos ossos 4 - favorece a depressão e a degenerações do cérebro que levam à perda da memória. "reação ao estresse" continuando a produzir os hormônios uma vez terminado o motivo que o desencadeou. Também se ignora porque outras pessoas não produzem os hormônios do estresse quando deles necessitam. As pesquisas sugerem que exercício moderado e regular é a melhor maneira de se opor aos efeitos prejudiciais do estresse. As pessoas que regularmente fazem exercício percebem que toleram o estresse muito melhor e não necessitam mais comer muito ou tomar grandes doses de álcool quando estão em situações de estresse afim de se acalmarem. Reduzir o estresse não significa que você deve mudar da cidade para o campo, abandonar seu emprego, se aposentar, largar o automóvel ou mudar de profissão. Basta fazer mais exercícios físicos, aumentar seu círculo de relações, participar de atividades sociais, mudar seus horários de trânsito. Ainda não se sabe porque certas pessoas não desligam a Da Redação Maternidade precoce - um problema social. No Brasil, de cada mil partos por ano, 71 são de meninas e adolescentes com idades entre 15 e 19 anos, geralmente solteiras. Em toda a América Latina,inclusive os países das Antilhas, o problema é muito grave no Brasil, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala etc. De cada 13 milhões de partos latino-americanos por ano, 2 milhões ocorrem com meninas e adolescentes entre 15 e 19 anos. O Brasil, em que pese desfrutar em um certo desenvolvimento econômico, encontra-se estatisticamente acompanhado de países muito atrasados. A média brasileira (71) é pior do que a do conjunto dos países em desenvolvimento, onde a média de tais nascimentos é de 65 por mil partos ao ano. Entre as 2 milhões adolescentes latino-americanas mães todos os anos, muitas foram abusadas sexualmente dentro da própria família. A cifra, segundo a ONU, é impressionante, e provoca alarme nos organismos que velam pelos direitos da infância como a Unicef. O tema mães adolescentes será um dos pontos abordados na 10ª Cúpula Ibero-americana, que acontece no Panamá nas sexta-feira e sábado. O lema dessa cúpula é: Unidos pela Infância e Adolescência, Base da Justiça e Igualdade no Novo Milênio. A Unicef pede providências dos governos nacionais porque cada vez mais meninas e adolescentes estão sendo exploradas por agentes do comércio da prostituição. Tal prostituição existe em todo o mundo, mas é mais gritante em bolsões de pobreza em países mais pobres, como Tailândia e Brasil. As meninas brasileiras prostituídas são mais encontráveis nas cidades turísticas, Rio, Salvador, Natal, Fortaleza, mas também em cidades da Amazônia. O documento da ONU cita como destacados centros de turismo sexual de meninas e adolescentes as cidades do Rio de Janeiro, Santo Domingo (República Dominicana), Lima (Peru) e San José (Costa Rica). As Nações Unidas ainda informa que 65 pessoas do sexo feminino entre 15 e 14 anos, de países latino-americanos, são todos os anos infectadas com o HIV. Porcentagem das mães adolescentes começaram a ser abusadas sexualmente quando tinham 5 anos e dentro da própria família. No Brasil, contingentes expressivos de meninas de 9 a 14 anos são vítimas de exploração sexual, em diversas cidades, inclusive naquelas de fronteira agrícola em torno da Amazônia, e dentro dessa região, em cidades como Manaus e naquelas onde concentram-se os negócios com os garimpos de ouro e pedras. 2 milhões de partos de adolescentes por ano na AL Nos países da América Latina, inclusive Caribe, com Cuba, Haiti, República Dominicana e Porto Rico, entre outros, foram registrados 2 milhões de partos de mães adolescentes por ano, desde 1997. Isso representa 15% de todos os nascimentos na região, informa a Divisão de População do Departamento de Informação Econômica e Social e Análise de Políticas das Nações Unidas. A média em todos os países em desenvolvimento é de 65 por mil nascimentos. A média regional da América do Norte é de 68 partos por mil nascimentos. No Canadá ocorrem 24 partos de adolescentes em mil, e nos EUA 60 partos de adolescentes. Já na Europa, a média regional é de 25 partos em mil. Na Espanha e Portugal, a média é de 10 por mil e de 24 por mil, respectivamente. A média regional da África ao Sul do Sahara é de 143 por mil. A média do Oriente Médio e África Setentrional é de 56. A média regional da Ásia Central é de 59; a média regional da Ásia do Sudeste e do Pacífico é de 56. “A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê.“ (Malba Tahan) Gazeta Valeparaibana Junho 2009 Aposentadorias Minha proposta de Paz Social MINHA PROPOSTA PARA CONSTRUÇÃO DA PAZ. A todas pessoas do mundo conturbado que estamos vivendo, nestes tempos difíceis, apresentamos uma proposta de “construção da paz”, com cidadania, num momento em que a paz social se nos apresenta como um beco-sem-saída, sem uma luz no fim do túnel! Esperamos assim estar contribuindo para pacificar a humanidade um tanto quanto meio louca a estas alturas dos acontecimentos, já bastante caótica, em decomposição! Espero que alguns de vocês também elaborem suas propostas para paz ou entrem para o “Projeto Violência Não” do Projeto Social “Formiguinhas do Vale”, nos apresente críticas e propostas, para que juntos possamos construir a paz social e um meio ambiente mais limpo, agradável e autosustentável. A paz social, uma sociedade mais justa e uma melhor qualidade de vida só podem ser construídas com a participação de cada um de nós no coletivo da massa social, com atitudes reais e determinadas. Em l986 sai da cidade de São Paulo para me fixar definitivamente nesta maravilhosa cidade de São José dos Campos. Foi quando tomei conhecimento do universo da violência escolar, ao observar o comportamento agressivo da maioria dos alunos, das crianças em geral e das também não tão crianças, na sua falta de solidariedade para com os mais velhos, o desassossego, as inquietudes de tendência agres- sivas, a falta de respeito para com o Meio Ambiente, a ausência de valores éticos, morais e espirituais. Mais, que essas atitudes estavam alcançando níveis de sobrevivência humanas assustadoramente insuportáveis, com alto grau de degradação do Meio Ambiente e da convivência social. Conclui que o interior de uma sala de aula é um palco de dramatização da violência, onde as peças são apresentadas, uma após outra, na forma de desrespeito ao professor, desacatos, ameaças, etc., por alunos que desrespeitam ao professor, não respeitam seus colegas, não respeitam a si mesmo; fazem do templo da aprendizagem o palco da violência e de seu habitat um cesto de lixo. Foi ai que percebi que a violência escolar é extensão da violência familiar, e da social influenciada pelos exemplos de corrupção e de impunidade daqueles que deveriam ser os exemplo, e que cresce diariamente em progressão geométrica, de maneira assustadora a ponto de colocar em risco a convivência amistosa e sadia nas Comunidades; se nada fizermos para reversão das causas desta situação, o futuro se nos apresenta deveras, preocupante. E para reverter este quadro caótico é que resolvemos dar uma singela contribuição para o processo de construção da paz, fundando o MOVIMENTO FORMIGUINHAS DO VALE, UMA OSCIP, sem fins lucrativos, que em seus projetos imprime a Educação Ambiental e o Equilíbrio Social. O Movimento Formiguinhas do Vale com Paz pertence à humanidade Página 16 e está para ser construído por todos nós que tomamos consciência das dimensões caóticas da violência Social e Ambiental. Ele terá a configuração final que desenharmos, terá a pintura que fizermos. Vamos desenhá-lo? O Movimento já conta com um projeto de construção da paz, “Viveiro escola Planta Brasil”www.plantabrasil.brazi.us e outros em processo de edição, estão em processo de registro nos órgãos competentes, e interligados, como elemento multiplicador e de comunicação ao Jornal Educação, com edição Mensal de 10.000 exemplares, “Gazeta Valeparaibana” Também contamos com o apoio das comunidades abrangidas, suas maiores divulgadoras e incentivadoras, acesse os sites: www.gazetavaleparaibana.com www.pousadadovalesjc.brazi.us www.conelestepaulista.brazi.us Então, meus caros amigos professores, coordenadores, diretores e concidadãos, ao fazer o lançamento oficial aqui, hoje de um trabalho que começou em 2004, prestamos contas à humanidade do que fizemos, até agora, e do que pretendemos fazer daqui para frente, juntamente com todos os envolvidos e os que vierem a se envolver no processo de construção de dias mais felizes para as Comunidades envolvidas, ao participarem ativamente de NOSSOS PROJETOS. Venham nos conhecer. Contatos: Filipe de Sousa Fone contato: 9114.3431 A criança tem uma resposta mais imediata e é o melhor agente multiplicador do conhecimento em sua comunidade familiar e social. Não desperdice água. Não deixe uma única de suas torneiras de casa pingando, seu dinheiro está indo para o ralo. Água é um liquido precioso cada vez mais rara quando pura. Água já provoca mortes de milhares de pessoas em diversos paises do mundo, por sua escassez. Água, caso não se poupe, poderá vir a ser motivo de guerras e conflitos mundiais. Pense nisso !!!! Que futuro você quer deixar para seus filhos e netos? “A Sorte de uma nação que se quer grande depende de uma boa e ampla educação de seu povo.” O Aposentado EO SISTEMA O atual sistema de aposentadoria é injusto e somente a UNIÃO DOS APOSENTADOS poderá modificá-lo. Seja através de Associações especificas ou Sindicatos. Esse Sistema criminoso, imposto pela continuidade dos governos em anistiar sonegadores, bancos, prefeituras, empreiteiras e tantos outros, com dinheiro de contribuições previdenciárias, condena à precariedade 26 milhões de aposentados e pensionistas. É bom lembrar que a Transamazônica, Ponte Rio-Niteroi, foram construídas com o dinheiro da aposentadoria desses trabalhadores. E, ao longo de três ou quatro décadas, os aposentados depositaram compulsoriamente parte de sua renda ao Instituto Nacional do Seguro Social. Esses 26 milhões de aposentados, nunca desviaram um centavo de suas contribuições, mesmo quando em sua mesa faltava o que comer, continuaram a contribuir aos Cofres da Previdência. Agora, na hora de aposentar,é roubado descaradamente pelo “Fator Previdenciário”, reduzindo sua aposentadoria à metade do que teria direito. Desta forma, se os aposentados não tomarem consciência e se não organizarem na luta por seus direitos, a cada ano que passa diminuíra o fio de esperança e o descaso continuará, na falta de respeito para quem tanto trabalhou para a construção do Brasil que hoje temos. Sugiro uma ação conjunta, com envio de Emails para o Presidente LULA. Quem sabe, enchendo a caixa de mensagens do Presidente, na sua abnegação em eleger seu sucessor, não leve em conta este absurdo. Divulguem esta sugestão. IMPORTANTE As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes da estrada, os feridos têm um celular consigo. No entanto, na hora de intervir com estes doentes, não sabem qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado. Para tal, a Cruz Vermelha lança a ideia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contactos o NUMERO DA PESSOA a contatar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma: 'AA Emergência' (as letras AA são para que apareça sempre este contato em primeiro lugar na lista de contatos). É simples, não custa nada e pode ajudar muito a Cruz vermelha ou quem nos acuda. Se lhe parecer correta a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos. É tão-somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação.