editorial B C Valter da Costa | Diretor geral do Instituto de Neurologia de Goiânia - Hospital de Especialidades MUDANDO PARA MELHOR Reforma garantirá bem-estar e segurança aos pacientes do ING Desde que assumimos a direção geral do Instituto de Neurologia de Goiânia - Hospital de Especialidades, há um ano e meio, nossa intenção foi promover uma ampla reforma física para oferecer maior conforto, segurança e praticidade aos pacientes, acompanhantes, médicos e funcionários. Quando foi fundado, no ano de 1975, o ING atendia somente na área de neurologia. Hoje temos hemodinâmica, otorrino, ortopedia, cirurgias cardíaca, bariátrica, neurológica-funcional e plástica. Além disso, somos o único hospital privado de Goiânia a disponibilizar uma emergência completa 24 horas, ou seja, somos efetivamente um hospital geral de especialidades afins. Portanto, nada mais natural do que promovermos uma adequação à demanda por espaço e aos avanços tecnológicos vivenciados pela área médica nas últimas décadas, reafirmando o nosso compromisso com a excelência médico-científica e o bem-estar dos nossos pacientes -- atributos que garantiram ao ING a conquista do respeito e da confiança da população goiana. A reforma está em pleno andamento. Diante dessa realidade, solicitamos aos nossos pacientes compreensão com algum eventual contratempo acarretado pelo processo de mudança e ampliação, pois o nosso objetivo é transformar aquilo que já era bom e eficiente em algo ainda melhor. Uma boa leitura a todos e até a próxima edição! EXPEDIENTE REVISTA NEUROAÇÃO É UMA PUBLICAÇÃO DO INSTITUTO DE NEUROLOGIA DE GOIÂNIA Instituto de Neurologia |3 EDITOR Sebastião Eurico de Melo-Souza CONSELHO EDITORIAL Francisco José M. Arruda Rubens Carneiro Santos Jr. João Nicolau Siqueira Gisner Alves de Souza Pereira Alessandra Carneiro Dorça Antônio Eustáquio de Faria Adriana Rocha de Carvalho Souza PUBLICAÇÃO COM A QUALIDADE: (62) 3224-3737 WWW.CONTATOCOMUNICACAO.COM.BR Direção de jornalismo: Tatiana Cruvinel Redação: Dário Álvares e Thaís Romão Direção de Arte: Alex Fróes Arte Final: Wesley Soares e Julio Cesar Comercial: Erika Bizinotto Fotos: Juliana Diniz avc urgente B C Atendimento a pacientes com doenças cerebrovasculares ING é referência no tratamento do AVC isquêmico na fase aguda e possui equipe especializada para este atendimento julho de 2009 |4 VANESSA DA COSTA: “Os pacientes submetidos à terapia com o fibrinolítico têm uma recuperação melhor do que os que não tomaram o remédio” O Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, também chamado acidente vascular encefálico, é caracterizado por uma obstrução do fluxo sanguíneo em determinada região do cérebro. O AVC é muito frequente na população e, hoje, segundo pesquisa do Datasus, banco de dados do Sistema Único de Saúde, é a primeira causa de morbidade e mortalidade no país. Desde 2003 o Instituto de Neurologia de Goiânia (ING) é referência no tratamento da doença na fase aguda – momento em que ocorre o AVC – dispondo de uma equipe treinada e especializada no atendimento de pacientes com doença cérebro-vascular, além de ministrar o RTPA, fibrinolítico capaz de reduzir e até impedir sequelas decorrentes da doença. Os sintomas de um AVC sempre a p a re ce m j á e m q u a dro a g u d o. “Normalmente, antes de ocorrer o AVC o paciente estava relativamente bem, e de repente, ele perde a força de determinado lado do corpo, ou perde a visão de um dos olhos, ou para de falar, ou adormece um lado do corpo. Tudo isso, quando ocorre de forma abrupta, é sinal de um acidente vascular cerebral”, explica a neurologista e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia, Vanessa Maia da Costa. Segundo a médica, nem sempre o AVC está associado à dor. “Costuma ser um sintoma focal, geralmente em pessoas acima de 55 anos e que apresentam fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto, pessoas que fumam, fazem ingestão de bebida alcoólica em excesso, são sedentárias ou têm precedentes genéticos”, diz. Cada área do cérebro é responsável por uma função específica do organismo. Quando determinada área é atingida, a função que ele comanda é perdida ou fica prejudicada. É o que acontece no AVC. A partir do momento em que um vaso do cérebro é obstruído, toda a região próxima a esse vaso deixa de receber nutrientes e oxigênio, contidos no sangue. Como as células cerebrais são muito vulneráveis, pouco tempo sem oxigênio e nutrientes é o suficiente para que elas morram ou deixem de comandar suas funções específicas. Hoje, o que se pode fazer para quem sofre o AVC isquêmico, é a trombólise com o RTPA, único medicamento, aprovado no Brasil desde 2001 e ministrado no ING desde 2003, capaz de tentar a desobstrução do vaso e salvar áreas cerebrais prejudicadas. O ING implantou, em 2001, uma equipe chamada AVC Urgente, treinada e especializada em atendimento de pacientes com doenças cérebro-vascular, composta por neurologistas, cardiologista, hematologista, endocrinologista, nefrologista, fisiatra e uma equipe multidisciplinar, com enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e psicólogo. Todos os profissionais são treinados para esse atendimento específico e passam por uma reciclagem anualmente. Por enquanto, o ING é o único hospital, em Goiânia, que dispõe de uma equipe e um tratamento específicos para pacientes com AVC. O RTPA foi utilizado no ING pela primeira vez em 2003 e, de lá para cá, o hospital contabiliza mais de 70 casos de tratamento do AVC na fase aguda com o uso do fibrinolítico, todos com bons resultados. O fibrinolítico, substância do RTPA, tenta fazer a recanalização do fluxo sanguíneo no vaso em que ele foi interrompido. Quando ocorre a isquemia, existe uma área central, onde mais faltou sangue, que já entra em necrose. O remédio, então, tenta salvar a área em volta dessa central, onde ainda há células que não morreram. “O remédio não é milagroso. O que ele faz é melhorar os resultados do tratamento a longo prazo e diminuir o risco de sequelas. Os pacientes submetidos à terapia com o fibrinolítico têm uma recuperação melhor do que os que não tomaram remédio. Dependendo da gravidade do AVC, conseguimos até uma recuperação completa do paciente, com o uso do RTPA”, garante a neurologista. Porém, como a função do remédio é salvar células que ainda não morreram, o tempo de diagnóstico e atendimento do paciente em um serviço especializado, é ainda o maior obstáculo para o tratamento. Por conta da vulnerabilidade das células, existe um intervalo de tempo, chamado janela terapêutica, em que é possível a aplicação do RTPA. “Por enquanto a janela terapêutica para fazer o remédio é de até quatro horas e meia após a ocorrência do AVC. Passado esse período, muitas células já teriam morrido, inviabilizando a utilização do RTPA”, esclarece a médica. O remédio apresenta um risco, de cerca de 20%, de transbordamento de sangue ou transformação hemorrágica do AVC. “Tudo isso é explicado para a família, colocados os riscos e benefícios”, diz Vanessa. Além da janela terapêutica, existem critérios de inclusão e exclusão para a aplicação da substância. “Não são todos os casos de AVC isquêmico que podem ser submetidos ao procedimento de trombólise, como chamamos a terapia com o remédio”, frisa. O tempo entre o atendimento do paciente e a aplicação do remédio, chamado de porta-trombólise, deve ser o menor possível. “Quando o paciente chega no hospital, nós diagnosticamos o AVC, faz-se a tomografia e os outros exames necessários para, então, aplicar o remédio. Nesse período, checamos os critérios de exclusão, que levariam a um maior risco de hemorragia, e os de inclusão, que tornam o paciente apto a receber a medicação. Na vigência da aplicação do remédio, o paciente deve permanecer em uma unidade de AVC, onde ele é monitorado durante todo o tempo pela equipe multidisciplinar. Por isso a importância de uma equipe treinada para esse atendimento”, enfatiza Vanessa da Costa. O tratamento com RTPA diminui o tempo de internação do paciente. Segundo a médica, em dois ou três dias ele já está liberado para voltar para casa. Outra grande vantagem é que como é um tratamento reconhecido e aprovado pelo Ministério da Saúde, alguns planos de saúde já o autorizam, o que facilita muito para o paciente. tecnologia B C Angiógrafo: um aparelho de última geração no ING Equipamento realiza exames e procedimento endovasculares nas áreas de Cardiologia, Neurologia e outras Instituto de Neurologia portadores de doenças cérebro-vasculares, como aneurismas, malformação artériove n o s a s e d o e n ç a s ate ro m ato s a s, e alguns tipos de tumores. “Além da angiografia cerebral, realizada para diagnosticar com maior precisão as doenças cerebrovasculares, realizamos a embolização de aneurismas cerebral, malformações artério-venosas e alguns tipos de tumores, além de angioplastia, com ou sem implante de “stent”, em artérias do pescoço e intracranianas”, detalha. De acordo com o especialista, essas cirurgias são tão eficientes quanto as convencionais, denominadas abertas. “Entretanto, é extremamente menos invasiva: não há cortes, não há infecções, necessitam de baixo tempo de internação hospitalar e algumas delas são realizadas apenas com anestesia local”, assinala. Neurologista CLÁUDIO JOSÉ LEÃO, especializado em Neurorradiologia Intervencionista Ressonância magnética oferece precisão e segurança Em algumas doenças, método é o mais eficaz dos diagnósticos por imagem |5 C diagnóstico B O Instituto de Neurologia de Goiânia - Hospital de Especialidades, por meio de parceria com a Angiocardis, conta com um aparelho denominado Angiógrafo, que realiza exames e procedimento endovasculares nas áreas de Cardiologia, Neurologia e outras. “Os pacientes se beneficiam da tecnologia de ponta proporcionada pela Angiocardis e da qualificação dos médicos que operam o aparelho”, esclarece Cláudio José Leão, médico especializado em Neurologia, Neurorradiologia Intervencionista e um dos coordenadores do setor de Neurorradiologia Intervencionista do Instituto de Neurologia de Goiânia/ Angiocardis. A equipe de Neurorradiologia Intervencionista do ING/Angiocardis atende, principalmente, pacientes RUBENS CARNEIRO DOS SANTOS JÚNIOR, responsável técnico pela Ressonância Magnética do ING Comparativamente a outros métodos, o exame de ressonância magnética, método que não utiliza radiação e permite retratar imagens de alta definição dos órgãos do corpo humano, garante maior facilidade e precisão no diagnóstico de algumas doenças. Quem garante é o médico Rubens Carneiro dos Santos Júnior, responsável técnico pela Ressonância Magnética do ING. O especialista cita como exemplo a esclerose múltipla, encefalite e AVC. “Se fizermos uma ressonância magnética veremos a doença desde o início. Se utilizarmos outros exames, o paciente vai ficar dez anos fazendo exames e vai ser difícil diagnosticá-la”, avisa. De acordo com o Rubens Carneiro, no caso do AVC a ressonância é muito melhor do que a tomografia. “Muitos lugares no Brasil ainda fazem a tomografia porque não tem a ressonância disponível e os procedimentos em casos de AVC devem ser rápidos”. Dependendo da indicação da ressonância, é necessária a aplicação de um contraste. “Na maioria das lesões do cérebro, como aneurisma, trombose, AVC, normalmente não precisamos do contraste. Em casos de esclerose múltipla, tumor, o contraste é necessário”, esclarece. Segundo o especialista, o contraste utilizado na ressonância é diferente do utilizado em outros exames. “A formulação é outra e a possibilidade de alergia é muito pequena”. Na avaliação das causas de dor de cabeça, uma das doenças neurológicas mais comuns, o melhor exame é a ressonância magnética. “Há uma série de detalhes que só se vê na ressonância. Nos casos em que a dor de cabeça apresenta aspectos pouco comuns e o médico desconfia que pode haver alguma lesão no cérebro, ele solicita o exame”. Rubens Carneiro aponta outra circunstância em que a ressonância é mais eficiente que os outros exames. “A pessoa que já operou um tumor em qualquer lugar do corpo e de repente aparece com dor de cabeça, a primeira coisa que o médico imagina é: será que ela teve uma metástase no cérebro? Para o diagnóstico, o melhor exame é a ressonância”, conclui. artigo B C GISNER ALVES DA SOUZA PEREIRA Farmacêutica e Bioquímica, mestre e doutora em Medicina Tropical-Imunologia pela UFG e diretora do Laboratório Saúde. (à esquerda ) MARIA ORDÁLIA FERRO BARBOSA FarmacêuticaBioquímica, mestre em Imunologia pela San Francisco State University e Diretora do Laboratório Saúde e Laboratório do Hospital e Maternidade Jardim América.(à direita) O EXAME DO LÍQUOR NA NEUROLOGIA O líquido cefalorraquidiano (LCR), ou líquor, é um fluido corporal intimamente relacionado com o sistema nervoso central (SNC) e seus envoltórios julho de 2009 |6 O exame do líquor vem sendo utilizado como ferramenta diagnóstica desde o final do século XIX, contribuindo, significativamente, para o diagnóstico de patologias neurológicas. De acordo com a Academia Americana de Neurologia (AAN), o exame do líquor está indicado nas seguintes situações: • Processos inflamatórios do sistema nervoso e seus envoltórios; • Processos granulomatosos com imagem inespecífica; • Processos desmielinizantes, leucemias e linfomas; • Imunodeficiências; • Processos infecciosos com foco não identificado; • Hemorragia subaracnóide. O líquido cefalorraquidiano (LCR), ou líquor, é um fluido corporal nãohemático, oligocelular e oligoproteico intimamente relacionado com o sistema nervoso central (SNC) e seus envoltórios. Está presente nas cavidades ventriculares e no espaço subaracnóideo, envolvendo a medula espinhal e o encéfalo. O EXAME A “rotina do líquor” deve conter, no mínimo, as seguintes avaliações: Aspecto: o aspecto normal do líquor é o límpido, incolor e transparente. Em condições patológicas, o líquor pode se apresentar com o aspecto sanguinolento, seja por acidente de punção, seja por ruptura vascular que tenha atingido o espaço do LCR. Os processos inflamatórios podem ocasionar turbidez devido ao aumento de células, presença de bactérias ou fungos. Cor: em condições patológicas, o líquor pode ser xantocrômico ou eritrocrômico. A xantocromia (coloração amarelada) decorre de hemorragia subaracnóide enquanto a eritrocromia é indicativa da presença de sangue no espaço subaracnóideo, seja por acidente de punção ou por hemorragia subaracnóide. Análise citológica: O LCR normal, após o 2° mês de vida, apresenta até 4 leucócitos por mm3, sendo 50 a 70% de linfócitos e 30 a 50% de monócitos. O aumento do número de leucócitos é denominado pleocitose e está relacionado à vigência de um processo inflamatório liquórico. A quantidade de células ou o tipo celular encontrado e/ou predominante pode determinar o tempo de evolução da patologia e o agente ou grupo de agentes causais. Por exemplo, o predomínio de polimorfonucleares neutrófilos está, habitualmente, relacionado a meningites bacterianas, enquanto que o encontro de eosinófilos no LCR pode indicar a vigência de processos infecciosos parasitários, como a neurocisticercose ou a neuroesquistossomose. Células neoplásicas também podem ser visualizadas no líquor em diferentes estádios da diferenciação celular, tanto em neoplasias primárias como secundárais do SNC (carcinomatoses meníngeas, linfomas, leucemias). ANÁLISE BIOQUÍMICA: Glicose- A concentração da glicose no LCR depende da glicemia e do seu metabolismo no cérebro. Classicamente, a glicorraquia é cerca de 2/3 da glicemia e varia entre 45 e 80 mg/dL. A hipoglicorraquia ocorre em situações onde há aumento de consumo (glicólise) pelo SNC ou alterações nos mecanismos de passagem da glicose do soro para o LCR. Nas meningites agudas, por exemplo, a hipoglicorraquia observada deve-se à glicólise, que ocorre pela intensa atividade das células polimorfonucleares. Proteínas- Para a análise das proteínas no LCR, pode-se empregar o método qualitativo (Pandy) e/ou quantitativo (colorimetria). Para punções em nível lombar o valor esperado é de até 40 mg/dL de proteína total, sendo que cerca de Instituto de Neurologia |7 50% da concentração proteica no LCR é albumina e o maior contingente de imunoglobulina é formado por IgG. Em geral, o aumento da concentração proteica no líquor (hiperproteinorraquia) deve-se a alterações da barreira hemato-LCR ou à síntese intratecal de imunoglobulinas. Lactato- em geral, os níveis de lactato associam-se ao aumento do metabolismo anaeróbio da glicose e à acidose tecidual. Nas infecções bacterianas no LCR, que utilizam a glicose como fonte de energia, há diminuição da glicose e aumento do lactato. Cloretos- sua principal aplicação é no diagnóstico das meningites e meningoencefalites, onde há hipoclororraquia. Enzimas- embora, no dia-adia, não façam parte da rotina do líquor, a avaliação de algumas enzimas tem ganhado relevância diagnóstica. A atividade de algumas enzimas no LCR, pode estar aumentada, principalmente nos processos inflamatórios com aumento da atividade celular e comprometimento do parênquima cerebral; por exemplo, aumento da adenosina deaminase (ADA) na meningoencefalite tuberculosa. ANÁLISE MICROBIOLÓGICA: Bacterioscopia pelo Grama pesquisa de bactérias pelo método de Gram pode propiciar diagnóstico rápido do processo infeccioso até que a cultura ofereça o resultado definitivo. Assim, meningites causadas por bactérias com características morfotintoriais típicas como Neisseria meningitidis, Streptococcus pneumoniae, Haemophylus influenzae, Staphylococcus sp e bactérias gram-negativas podem ser identificadas presuntivamente e desta forma, orientar a terapêutica. Baciloscopia pelo Ziehl-Neelseno Mycobacterium tuberculosis, um microorganismo álcool-ácido resistente, é o principal agente da meningite tuberculosa e sua pesquisa direta através deste método possibilita rápida confirmação diagnóstica. A limitação do método é sua baixa sensibilidade, pelo fato de o líquor conter poucos bacilos. Pesquisa de fungos- A pesquisa direta do fungo Crytococcus neoformans, pelo método da Tinta da China, nos casos de meningites por este agente, evidencia leveduras encapsuladas extremamente características. Além dos parâmetros supracitados, exames adicionais, em sua maioria realizados por métodos imunológicos, podem ser de crucial importância no diagnóstico diferencial das enfermidades neurológicas. Quociente da concentração Albumina LCR/Soro: esta relação é bastante útil para a avaliação da função da barreira hemato-LCR. O marcador mais utilizado para esta avaliação é a albumina e, de maneira prática, determina-se o quociente de albumina, que é a relação entre a concentração de albumina no líquor e no soro. Quantificação de Imunoglobulinas: em indivíduos saudáveis, a concentração de imunoglobulinas no LCR é proveniente do sangue. Tem sido demonstrado, contudo, que há síntese local de anticorpos em doenças inflamatórias do SNC. Para avaliar se a produção de anticorpos é intra-tecal, pode-se medir o quociente IgG LCR/soro e a a partir deste, calcular o índice de IgG (IgG LCR/IgG soro), que serve também para as demais imunoglobulinas. Valores do Índice de IgG superiores a 0,7 são indicativos de síntese intratecal de IgG. Bandas Oligoclonais: esta análise também avalia a produção intratecal de IgG e apresenta maior sensibilidade do que as medidas quantitativas, porque bandas oligoclonais podem ocorrer mesmo em concentrações normais de imunoglobulinas. As bandas oligoclonais representam frações oligoclonais de IgG, sintetizados no SNC por linfócitos localizados próximos às áreas de desmielinização e são encontradas em 85 a 95% dos pacientes com esclerose múltipla. Anticorpos específicos: é possível investigar a presença de anticorpos no líquor em várias patologias, como sífilis, cisticercose, esquistossomose, toxoplasmose, herpes simples, varicela-zoster, CMV, Epstein-Barr, sarampo, rubéola, HIV e HTLV-I/II. Pode-se, inclusive, calcular o índice de anticorpo específico (AI) para se avaliar e quantificar a síntese intratecal de um determinado anticorpo específico. Vale ressaltar que em várias patologias infecciosas o emprego da reação da polimerase em cadeia (PCR) contribui grandemente para o diagnóstico precoce, através do aumento da sensibilidade e especificidade da análise. Dosagem da proteína 14-3-3: a dosagem da proteína 14-3-3 no LCR vem sendo utilizada como marcador auxiliar no diagnóstico da Doença de Creutzfeldt-Jacob (DCJ). A DCJ constitui-se na mais comum das doenças priônicas em seres humanos e se dá pelo acúmulo da proteína priônica anormal nas células nervosas, promovendo a degeneração celular. Por se encontrar na superfície das células nervosas, os níveis da proteína 14-3-3 se elevam e estão relacionados à destruição neuronal. Dosagem das proteínas tau total (t-tau) e tau fosforilada (p-tau): a dosagem das proteínas t-tau e p-tau têm contribuído tanto para o diagnóstico da DCJ como para a Doença de Alzheimer. A fosforilação da tau (p-tau) está mais relacionada com a demência de Alzheimer e está pouco envolvida com a DCJ, enquanto níveis aumentados de t-tau e, consequentemente, valores diminuídos da razão p-tau/t-tau estão mais associados à DCJ. artigo B C ALESSANDRA CARNEIRO DORÇA | fisioterapeuta responsável pelo serviço de Esclerose Lateral Amiotrófica do Instituto de Neurologia de Goiânia (a esquerda) ISABEL CRISTINA FERREIRA LIMA | fisioterapeuta, supervisora da Fisioterapia do Instituto de Neurologia de Goiânia (a direita) UM OLHAR SOBRE A ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA julho de 2009 |8 Doença é estudada desde o século 19, mas ainda hoje os pesquisadores buscam encontrar uma causa específica para a patologia A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Charcot ou doença de Lou Guerig, é estudada desde o século 19. Naquela época existiam indícios de um mal que causava paralisia dos membros e da língua. Em 1869 as características essenciais para o reconhecimento da ELA foram determinadas por uma série de estudos realizados pelo médico francês Jean Martin Charcot, primeiro a ligar os sintomas com um grupo de células especificamente afetadas pela doença: os neurônios motores. Atualmente os pesquisadores buscam encontrar a causa específica desta patologia na tentativa de evitar a progressão da doença. Em cerca de 10% dos pacientes há, na família, outras pessoas acometidas, porém, na maioria dos casos, a etiologia é idiopática, ou seja, não há causa definida. Os primeiros sintomas apresentados pela doença são fraqueza dos membros e dificuldade na marcha, na fala (disartria) e na deglutição (disfagia), além de diminuição da massa muscular. Outros sintomas associados podem acontecer, como tremores na musculatura (fasciculações) e câimbras. O diagnóstico é, normalmente, confirmado com a eletroneuromiografia. Efetivamente não existe nenhum tratamento ou droga capaz de evitar a progressão da doença. O mais importante é a abordagem das alterações que vão, progressivamente, ocorrendo. É necessário que o paciente seja acompanhado de forma muito próxima por uma equipe multiprofissional, formada por médico neurologista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, enfermeiro, nutricionista e psicólogo. As complicações mais graves acontecem quando a musculatura respiratória é acometida. É fundamental o acompanhamento da evolução da capacidade respiratória por meio de exames, como teste de função pulmonar, avaliação da capacidade de tosse por meio do peak flou (que mede o pico de fluxo de tosse) e da oxigenação noturna, realizado com a oximetria noturna. A capacidade de tosse deve ser observada por ser um mecanismo de defesa importante no caso de uma broncoaspiração. Os exercícios de empilhamento de ar e de respiração glossofaríngea favorecem a manutenção da capacidade pulmonar e conseqüente capacidade de tosse. O fisioterapeuta respiratório é o profissional mais habilitado para realizar este acompanhamento. No Instituto de Neurologia de Goiânia o paciente de ELA é avaliado por uma equipe especialista no assunto. As ações são direcionadas para manutenção da qualidade de vida do paciente e da família. Especificamente a equipe de fisioterapia orienta quanto à hora exata para colocação do suporte ventilatório não-invasivo, institui os parâmetros ideais individualmente e realiza exercícios respiratórios que proporcionam manutenção da capacidade pulmonar a fim de manter a capacidade de tosse, da complacência pulmonar e da mobilidade de tórax, além de orientar quanto aos exercícios que busquem a manutenção das atividades diárias, dentro das possibilidades individuais. A família e a comunidade devem ser esclarecidas sobre a doença, sua evolução e os cuidados necessários. Entre as orientações mais importantes está o cuidado com a administração de oxigênio. Em caso de qualquer alteração respiratória nunca se deve administrar oxigênio, pois existe o risco de parada cardiorrespiratória após este procedimento. A Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABRELA) elaborou uma carteirinha com identificação para portadores de ELA com os seguintes dizeres: “Sou portador de Esclerose Lateral Amiotrófica. Caso eu tenha falta de ar não me dê oxigênio, utilize o ambu”. A equipe do Instituto de Neurologia de Goiânia realiza palestras e aulas para esclarecimento sobre a doença. O mais importante é que pacientes, demais profissionais de saúde e a família sejam esclarecidos sobre a evolução da doença e que tenham suporte suficiente para lidar com as alterações que possam acontecer, possibilitando ao enfermo uma melhor qualidade de vida com muito amor e dedicação. neurocirurgia B C LUIZ FERNANDO MARTINS | Presidente da Sociedade Latino Americana de Estereotaxia, Diretor Administrativo do Instituto de Neurologia de Goiania e Radioneurocirurgião da equipe do CEBROM (Goiânia) BENEFÍCIOS DA RADIOCIRURGIA ESTEREOTÁXICA Instituto de Neurologia |9 Tumores cerebrais e extracerebrais benignos ou malignos, malformações arteriovenosas e transtornos neurológicos funcionais podem ser tratados pela Radiocirurgia Estereotáxica A neurocirurgia moderna tem buscado procedimentos que permitam fornecer aos pacientes adequada qualidade de vida, com míninas complicações e taxas cada vez menores de mortalidade. O uso de radiações ionizantes, embora venha sendo utilizado desde o início do século passado, alcançou prestigio relevante com a introdução dos modernos métodos de imagens, o uso da informática em procedimentos neurocirúrgicos complexos e a participação efetiva de equipe interdisciplinar. Radiologistas, neurologistas, neurocirurgiões, radioterapeutas, psicólogos e físicos médicos são envolvidos no diagnóstico, critérios de indicação cirúrgica e durante sua realização intervencionista. Assim tem sido a moderna Radiocirurgia Estereotáxica, método não invasivo, que consiste na utilização de radiações ionizantes não coplanares, isocêntricas, através de sistema estereotáxico. Este conceito implica no emprego de radioterapia focal, promovendo ativação ou destruição de tecidos cerebrais e extracerebrais, sem o risco de lesões actínicas produzidas por radiações convencionais, seguindo cálculos matemáticos tridimensionais. Na maioria dos casos sob anestesia local. Historicamente, o conceito de Radiocirurgia Estereotáxica objetivava o tratamento de dores intratáveis – como na neuralgia trigeminal – e determinados tipos de transtornos comportamentais. A complexidade dos métodos primitivos, seu alto custo de realização impuseram-lhe preceito experimental. Nas últimas décadas, todavia, sistemas mecânicos seguros foram adaptados aos aparelhos de radioterapia convencional, possibilitando sua crescente indicação em grandes centros mundiais de radioterapia e neurocirurgia. Em desdobramento, tumores cerebrais inoperáveis ou de risco cirúrgico iminente, lesões vasculares localizadas em áreas cerebrais eloqüentes ou criticas tornaram indicações essenciais deste método de tratamento. Tumores cerebrais e extracerebrais benignos ou malignos, malformações arteriovenosas e transtornos neurológicos funcionais (movimentos anormais, epilepsias, transtornos comportamentais e síndromes dolorosas) podem ser tratados pela Radiocirurgia Estereotáxica. Algumas vezes como indicação primária, absoluta. Justifica-se, portanto, sua contribuição e participação efetiva e necessária em todos centros neurocirúrgicos. O mecanismo de ação das radiações ionizantes sobre os tecidos tumorais ainda não está definitivamente comprovado. Presume-se um efeito precoce sobre o DNA das células tumorais, impedindo sua reprodução anormal. Tardiamente, a oclusão de vasos nutridores destes tumores provocam, também, morte celular. As doses radioterápicas necessárias são cuidadosamente calculadas a evitar lesões de tecido cerebral normal e suas complicações precoces ou tardias. À tamanha complexidade credita- se a participação de uma equipe treinada, com um aprendizado exaustivo de conceitos de indicação cirúrgica, conhecimento radiológico avançado, elementos de informática, avaliação metódica de resultados e possíveis efeitos colaterais. Aos pacientes permite-se participação efetiva em todas estas fases, com atuação de psicólogos especializados, configurando-lhes modelo exemplar de relação médico-paciente. Pacientes portadores de tumores cerebrais malignos primários ou secundários (metástases), de lesões benignas de risco cirúrgico (meningiomas, neurinomas, adenomas de hipófise), malformações arteriovenosas de áreas eloqüentes devem ser orientados quanto a este tipo de procedimento, buscando comparalo com métodos neurocirúrgicos convencionais.Nos últimos anos experiências tem sido acumuladas com o método de Radiocirurgia Estereotáxica para lesões também benignas e malignas extracerebrais, como em medula espinal, pulmões, tiróide, fígado, rins e próstata. Somam-se aquelas apresentadas como forma de tratamento de transtornos funcionais intratáveis da neuralgia trigeminal, transtorno obsessivo-compulsivo, depressão, transtornos alimentares e epilepsias. Essencial, entretanto, a qualquer método de tratamento é a busca pelo bem estar de nossos pacientes, permitindo-lhes ativa participação na sua escolha – rigorosamente detalhada – e conseqüente resposta efetiva, inobstante a complexidade de sua doença. artigo B C ADRIANA ROCHA DE CARVALHO SOUZA Medica intensivista, Especialista pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Diretora Clínica e Técnica da UTI Intensicare IDOSOS EM UTI julho de 2009 | 10 A equipe da Unidade de Terapia Intensiva deve estar atenta a estes pacientes, que necessitam de cuidado diferenciado O envelhecimento da população mundial é um fenômeno que vem ocorrendo em grande escala nas últimas décadas. Esse fenômeno ocorre não apenas nos países desenvolvidos, mas também naqueles em desenvolvimento, sendo consideráveis as repercussões na sociedade, principalmente no que diz respeito à saúde. A Organização Mundial de Saúde define como idoso a pessoa com 65 ou mais anos de idade. Para os países em desenvolvimento, como o Brasil, essa definição se aplica a partir dos 60 anos. O número de idosos vem crescendo em todo o mundo, e também no Brasil. Aqui esse número passou de 3 milhões em 1960, para 7 milhões em 1975 e 14 milhões em 2002, com aumento de 500% em 40 anos. E, as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, sugerem que essa população chegará em 2025 a 32 milhões. Os idosos constituem uma população com características e particularidades próprias, com expressiva utilização dos serviços de saúde, especialmente em Unidade de Terapia Intensiva. Se levarmos em conta os indivíduos acima de 60 anos, eles correspondem a 70% das internações em UTIs norte-americanas. Dentre as causas de disfunções agudas predominam nesta faixa etária as disfunções cardiovasculares e respiratórias. A incidência de doenças infecciosas tem aumentado, sendo responsável por um terço das causas de óbito nos pacientes acima de 65 anos. A hospitalização representa para muitos idosos um momento de fragilidade, insegurança e medo, intensificados quando ocorre em um ambiente de terapia intensiva. Muitas vezes, neste ambiente, a maior preocupação é concentrada no conhecimento técnico-científico. As rotinas rígidas e inflexíveis, a falta privacidade, a impessoalidade e o isolamento pessoal, além de ruídos constantes e situações emergenciais estão sempre presentes. A equipe da UTI deve estar atenta a uma série de alterações físicas, psicológicas e sociais que justificam um cuidado diferenciado. O isolamento social imposto pelas rotinas da unidade faz com que o idoso sintase inseguro e com medo. E o processo de despersonalização e despojamento contribuem para intensificar a fragilidade do paciente perante o ambiente. O trabalho em UTI deve enfocar não apenas a competência técnica, mas também uma assistência humanizada com cuidado personalizado, voltado ao paciente e seus familiares, o que favorecerá seu equilíbrio físico e emocional. O próprio Estatuto do Idoso, em seu artigo 18, coloca que “as instituições de saúde devem atender a critérios mínimos para atendimento ao idoso, promovendo o treinamento e a capacitação dos profissionais, assim como orientação a cuidadores e grupos de auto-ajuda”. O número crescente de pacientes idosos tem justificado também a preocupação não apenas com o amparo ao idoso grave, mas também com o gerenciamento econômico e a real efetividade do suporte intensivo nesta população. Pacientes com mais de 65 anos somam 28% do total de custos nas UTIs nos Estados Unidos, sendo que 77% desses custos ocorrem no último ano e 40% no último mês de vida. Em alguns centros americanos e europeus a idade é considerada critério para recusa desses doentes na Unidade, o que vem a comprometer o atendimento de idosos que podem se beneficiar do tratamento intensivo. Fatores como o estado funcional do paciente previamente à internação na UTI, necessidade de ventilação mecânica, presença de doenças malignas e o número de disfunções orgânicas também são importantes como elementos prognósticos, devendo ser considerados no momento da indicação da assistência intensiva para não transgredir o princípio ético de igualdade de atendimento, assegurado pelo Estatuto do Idoso, que diz que a idade não pode ser fator de exclusão. história B C Trinta e cinco anos a serviço da população Instituto de Neurologia | 11 Muito trabalho e dedicação permitiram criação do Instituto de Neurologia de Goiânia, hoje referência nacional na especialidade Em 1960 criava-se, em Goiânia, a Faculdade de Medicina e, a seguir, a Universidade Federal de Goiás. Ambas foram o marco inicial de uma nova fase de desenvolvimento das Ciências Médicas no Estado. Lá se formaram médicos que foram verdadeiros pioneiros e que tiveram pela frente o desafio de estruturar novos ser viços e especialidades médicas. Em março de 1968, quatro médicos, Orlando Martins Arruda - o primeiro neurocirurgião de Goiânia -, Roberto Arão Gomes, Ruy Ignácio Carneiro e Sebastião Eurico de Melo Souza, numa atitude de vanguarda, criaram a Clínica Neurológica de Goiânia no centro da cidade. “As internações e intervenções neurocirúrgicas eram efetuadas na Santa Casa de Misericórdia e no Hospital do Câncer de Goiânia, únicos hospitais da capital que comportavam realização de diagnóstico e tratamento neurocirúrgico”, recorda Ruy Carneiro. “Podemos afirmar que esses dois hospitais foram um marco importante em nossas vidas profissionais”. Mais tarde o grupo passou a atender no Hospital São Francisco de Assis. “Era um hospital privado, muito bem montado, com serviço de radiologia, microscópio cirúrgico e CTI, onde realizávamos todas as cirurgias neurológicas de grande porte”, conta o médico. Tempos depois, ao grupo inicial de fundadores da Clínica Neurológica juntaram-se também: Abdo Badim, Henrique Veiga Lobo, Valter da Costa e o professor da Faculdade de Medicina de Goiás, Paulo Afonso do Egipto Guimarães. Em agosto de 1971 estes oito profissionais criaram o Instituto de Neurologia de Goiânia, que passou a funcionar no Hospital S ã o Fra n c i s co d e As s i s. “ N o s s o sonho não parou por ali. Passamos a idealizar um hospital próprio para neurocirurgia, localizado em local estratégico, mais ou menos no centro geográfico da capital, onde grandes avenidas se cruzassem”, continua Ruy Carneiro. “O ideal foi colocado em prática, e, durante o processo de construção, num local ainda inóspito - mas que era ponto de convergência das entradas da cidade -, muito sacrifício foi feito, mas o sonho superava os obstáculos”, avalia o médico. Durante a construção, um dos médicos pioneiros do projeto – Roberto Arão – deixou a equipe e, em maio de 1975, o grupo passou a contar com a colaboração do médico Luiz Fernando Martins. No dia 29 de novembro de 1975 um convite histórico circulou em Goiânia. Nele, os idealizadores do projeto do Instituto de Neurologia de Goiânia tinham a elevada honra de convidar a sociedade local para o coquetel de inauguração do hospital. Era a concretização do sonho. Com o passar dos anos o ING cresceu, os médicos saíram para fazer cursos no ex terior e modernas tecnologias de ponta foram adquiridas. “Nossa criança cresceu e se expandiu. Hoje, não é mais um hospital que guarda apenas sua identidade de Neurociências. Tornou-se uma unidade de saúde que abriga várias especialidades médicas. É o único hospital privado no Brasil, autorizado pelo Ministério da Saúde a fazer cirurgias de epilepsia e também pioneiro na cirurgia funcional”, observa Ruy Carneiro, com o orgulho de quem acompanhou tudo desde o princípio. Atualmente o ING ocupa uma área correspondente a dez lotes e está RUY CARNEIRO: “É um orgulho ver que o ING se transformou numa instituição voltada aos estudos médicos e ao bem estar da sociedade” próximo a alcançar o número de 100 leitos, feito que será possível após a finalização das reformas - já em fase de conclusão. “É motivo de orgulho sentir que o sonho de alguns pioneiros se transformou numa instituição voltada aos estudos médicos e ao bem estar da sociedade”, comemora o membro do grupo idealizador do ING, Ruy Carneiro.