ANAIS ELETRÔNICOS ENILL
Encontro Interdisciplinar de Língua e Literatura | 10 a 12 de novembro de 2011
Itabaiana/SE: Departamento de Letras, Vol.02, ISSN: 2237-9908
A FÁBULA COMO SUPORTE PARA O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA
Denize Barboza de Melo (UFS) 1
Juniela dos Santos (UFS) 2
Laura Camila Braz de Almeida (UFS) 3
RESUMO
O presente trabalho visa suscitar nos profissionais de letras uma prática docente voltada
para o ensino de português como língua materna, tendo como suporte o gênero textual
fábula. Esse gênero sempre traz uma moral em seu conteúdo, além da finalidade de
entreter. A noção de gêneros textuais é respaldada em práticas sociais e em saberes
socioculturais (KOCH E ELIAS, 2007). O gênero textual é um princípio que norteia a
capacidade do aluno em utilizar a língua de modo consciente e propiciar o prazer pela
leitura e pela escrita. Então, o objetivo de utilizar a fábula na aula de língua portuguesa
é desenvolver a competência discursiva do aluno e levá-lo a questionar os
conhecimentos morais e éticos que permeiam a sociedade.
Palavras-chave: Gênero textual, fábula, ensino, língua materna.
Resumen
El presente trabajo busca suscitar en los profesionales de letras una práctica docente
dirigida a la enseñanza del portugués como lengua materna, teniendo como soporte el
género textual fábula. Ese género siempre trae una moraleja en su contenido, además de
la finalidad de entretener. La noción de géneros textuales es respaldada en prácticas
sociales y en saberes socioculturales (KOCH Y ELIAS, 2007). El género textual es un
principio que nortea la capacidad del alumno de utilizar la lengua de modo consciente y
propiciar el placer por la lectura y por la escrita. Entonces, el objetivo de utilizar la
fabula en la clase de lengua portuguesa es desarrollar la competencia discursiva del
alumno y llevarlo a cuestionar los conocimientos morales y éticos que permean la
sociedad.
Palabras-clave: Género textual, fábula, enseñanza, lengua materna.
1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
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Graduanda de Letras- Português/Espanhol pela Universidade Federal de Sergipe.
Graduanda de Letras- Português/Espanhol pela Universidade Federal de Sergipe.
Professora Doutora pela Universidade Federal de Sergipe (Orientadora).
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O ensino de língua portuguesa tem sido baseado somente no ensino de
gramática, tendo como base o livro didático. Foi o que pôde ser constatado na pesquisa
que foi feita em uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental da Rede Pública Estadual
de Sergipe, da cidade de Aracaju.
É raro encontrar professores que passem atividades que possam ajudar o aluno
a pensar, refletir sobre questões sociais e que possa explorar seu lado crítico. Então, esse
trabalho tem como objetivo desenvolver no professor a reflexão sobre sua forma de
ensino, mostrando a importância de se trabalhar o gênero textual no processo de leitura
no ensino de língua portuguesa como língua materna, tendo como foco a fábula. Nele
serão considerados aspectos vivenciados durante a pesquisa feita com a turma citada
acima. Ainda tem como objetivo contribuir para a formação de professores de português
como língua materna em relação ao ensino de leitura como prática social.
O trabalho com gêneros textuais é uma extraordinária oportunidade de
se lidar com a língua em seus mais diversos usos autênticos no dia-adia. Pois nada do que fizermos linguísticamente estará fora de ser feito
em algum gênero. Assim, tudo o que fizermos linguísticamente pode
ser tratado em um ou outro gênero. E há muitos gêneros produzidos de
maneira sistemática e com grande incidência na vida diária,
merecedores de nossa atenção. (MARCUSCHI, 2005, p.35)
Sempre que nos manifestamos linguísticamente fazemos por meio de textos. E
cada texto realiza sempre um gênero, porque é um trabalho social e discursivo.
A fábula é uma das formas de narrativa mais antiga, tendo como principais
autores, famosos mundialmente: o grego Esopo (século VI a.C.), o latino Fedro (15 a.C.
- 50 d.C.) e o francês Jean de La Fontaine (1621 - 1695). No Brasil foi recriada por
Monteiro Lobato (séc. XX).
O intuito de incitar o trabalho com o gênero fábula é por se tratar de um texto
curto, que por ser assim, existe a maior possibilidade de prender a atenção do aluno, e
por trazer sempre no final uma moral, onde poderão ser trabalhadas questões éticas.
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2. DESENVOLVIMENTO
2.1. PROCESSO DE LEITURA
É no processo de leitura que o indivíduo pode pôr em prática seus
conhecimentos prévios. “A leitura é a ativação do conhecimento do leitor. Na atividade
de leitura, ativam-se lugar social, vivências, relações com o outro, valores da
comunidade, conhecimentos textuais.” (KOCH E ELIAS, 2007). Além disso, a leitura
tem a função de melhorar e aumentar o vocabulário do aluno.
Ainda na visão de Koch e Elias (2007), a leitura é uma atividade baseada na
interação autor-texto-leitor, e para que se estabeleça essa relação é preciso ser levado
em conta os conhecimentos do leitor, além da materialização linguística do texto.
A leitura é o processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de
compreensão e interpretação do texto, a partir de seus objetivos, de
seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que se
sabe sobre a linguagem etc. Não se trata de extrair informações,
decodificando letra por letra, palavra por palavra. Trata-se de uma
atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e
verificação, sem as quais não é possível proficiência. É o uso desses
procedimentos que possibilita controlar o que vai sendo lido,
permitindo tomar decisões diante de dificuldades de compreensão,
avançar na busca de esclarecimentos, validar no texto suposições
feitas. (Parâmetros Curriculares Nacionais, 1998, p.69)
KOCH e ELIAS (2007) apontam cinco estratégias de leitura mais importantes
utilizadas pelo leitor para melhor compreensão do que está sendo lido.
1) A antecipação e hipótese, que é a capacidade que o leitor tem de anteciparse ao texto, à medida que vai processando sua compreensão.
2) A seleção, que se trata da habilidade de selecionar apenas índices relevantes
para compreensão e propósitos da leitura.
3) A inferência, que é a relação entre informações do texto com conhecimentos
prévios, ou de mundo.
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4) A verificação, que o leitor utiliza para verificar se as inferências estão
certas, ou precisam ser reformuladas.
5) A correção, que se trata releitura feita pelo leitor para busca de novas
informações.
Através dessas estratégias é que o leitor passa a construir o sentido do que está
sendo lido. A partir daí é que se põe em foco o leitor e seus conhecimentos em interação
com o autor e o texto.
Pôde ser percebido durante a pesquisa realizada, que o professor pouco
trabalha com leitura, e quando o faz são com textos do livro didático, não busca outros
textos que possam ser mais interessantes para o aluno. Além do mais, essa leitura não
passa de uma mera decodificação, pois ele não se aprofunda no texto que está sendo
lido, não leva o aluno a pensar no conteúdo que traz esse texto.
Os leitores gostam de ler aquilo que é interessante para eles, e em se tratando
de jovens essa questão se aguça. É preciso passar para o aluno textos que atraiam seu
mecanismo de sentido. A fábula pode ser esse tipo de texto, um texto interessante, que
em sua maioria estão inseridos assuntos do cotidiano de cada indivíduo.
Com freqüência, quando pensamos sobre que textos poderiam
interessar um leitor pensamos em um único tipo de relação, aquela em
que o texto fala diretamente do mundo do qual o aluno participa. O
aluno, então, conhece aquele mundo tão bem que esperamos que seu
aparato de fazer-sentido esteja bem situado e poucos desafios ao
processo de fazer-sentido interfiram com o simples prazer de ver seus
mundos refletidos na página. (CHARLES BAZERMAN, 2006. p.46)
A leitura deve ser feita com atenção, e é necessário que se reflita sobre o texto,
para que ele não seja usado apenas como pretexto, pois de nada vale ler e não entender,
não interpretar o que está sendo lido. Além do mais a leitura e a interpretação é
necessário para o processo de escrita, no qual o aluno terá que ter certos conhecimentos
prévios para que produza um bom texto.
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Esse tipo de atividade é muito importante, pois muitos alunos têm dificuldade
em conseguir interpretar certos textos, até mesmo em outras disciplinas, interpretar
algumas questões, por exemplo, de matemática, pois o aluno pode até dominar a
disciplina, mas se não consegue entender o que se pede não terá bons resultados.
Para que o processo de leitura tenha resultados positivos é necessário, também,
que o professor esteja motivado, que tenha gosto pela leitura, pois assim ele poderá
passar essa motivação para seus alunos. Do contrário não terá muito resultado, porque a
leitura passará a ser apenas uma mera obrigação, o que não deverá acontecer, deve-se
relacionar o texto com o cotidiano do aluno. É preciso que o professor faça uma leitura
previa do texto que será lido, para que se faça entender cada palavra escrita nele.
2.2. O GÊNERO TEXTUAL
Os gêneros textuais levam consigo peculiaridades interessantes ao ensino na
sala de aula. Com eles, é possível transformar tanto a aula do professor quanto a própria
visão do aluno acerca da disciplina estudada (incluem-se nesse contexto quaisquer
disciplina).
MARCUSCHI (2005, p.19) define os gêneros textuais como:
Fenômenos históricos, profundamente vinculados a vida cultural e
social. Fruto do trabalho coletivo, os gêneros contribuem para ordenar
e estabilizar as atividades comunicativas do dia-a-dia. São entidades
sócio-discursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer
situação comunicativa.
Os gêneros são inúmeros e diversos, eles estão ligados a vida cultural e vida
social de cada um. A comunicação só é possível através de um gênero textual, pois ela é
o exercício do gênero discursivo.
Os gêneros, levados à sala de aula, têm capacidade, primeiramente, de quebrar
qualquer expectativa negativa que possa o aluno ter em relação à disciplina. Ao
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contrário, eles possibilitam ao aluno ter uma aula diferenciada das maiorias, trazendo,
muitas vezes, o aluno próximo à sua realidade. Fato esse que pode levar interesse ao
aluno pelo o que é estudado. A utilização dos gêneros no ensino pode ocorrer de
diversas formas, trazendo um leque de opções de modo que o professor possa abranger
o máximo de conteúdos possíveis.
Os gêneros servem como ferramentas para descobrir qual a informação,
experiência, que os alunos trazem consigo, ou seja, o conhecimento prévio.
Segundo BRONCKART, (1999, p.103), “a apropriação dos gêneros é um
mecanismo fundamental de socialização, de inserção prática nas atividades
comunicação humanas”. Os gêneros inserem-se nas atividades comunicativas humanas
como elementos discursivos constituídos sócio-historicamente, que permitem aos
indivíduos participar de relações e interações de comunicação em diversas esferas da
sociedade, através do uso variado destes gêneros, com suas aplicações específicas e
peculiaridades para cada contexto.
Os gêneros trazem a realidade do aluno para a sala de aula, com ele é
possível trabalhar tanto textos orais como escritos, estimulam uma
socialização da língua, produzem textos críticos e fazem com que o
aluno reflita e se tornem pessoas mais críticas. Eles podem “levar os
alunos a produzirem ou analisarem eventos linguísticos, os mais
diversos, tanto escrito como orais e identificam as características de
gênero em cada um” (MARCUSCHI, 2005, p.35).
Os gêneros textuais, portanto, apesar de existir ha algum tempo, são, em sala
de aula, propostas inovadoras para o ensino não só dos eventos linguísticos, Mas de
qualquer disciplina. Pra tal, basta ao professor utilizar da criatividade para tentar mudar
a forma desse, hoje, ensino mecanizado.
2.3 A FÁBULA COMO SUPORTE
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A fábula é uma narrativa, na qual tem como personagens animais com
características humanas. É um texto curto, com um final moralizante, e algumas dessas
morais são provérbios, além do mais, a fábula tem como objetivo entreter e divertir o
leitor.
A fábula se caracteriza como um gênero narrativo popular que tem por
finalidade discursiva retratar aspectos inerentes à conduta humana. Quanto às
características que a faz pertencer ao gênero narrativo, atribui-se à existência de
personagens, à ocorrência em um tempo e espaço, embora reduzidos, e finaliza-se com
um ensinamento moral, levando o leitor a uma reflexão.
A fábula comporta duas partes: a narrativa e a moralidade. A primeira trabalha
as imagens, que constituem a forma sensível, o corpo dinâmico e figurativo da ação. A
outra opera com conceitos ou noções gerais, que pretendem ser a verdade "falando" aos
homens.
A criança interage com a narrativa desde o nascimento; primeiro ela
escuta histórias e depois ela produz seu próprio discurso narrativo
oral. Por conseguinte, a escola opta por trabalhar com narrativa nas
séries iniciais do Ensino Fundamental, uma vez que pressupõe que,
dentre os vários textos a serem trabalhados, este é o tipo textual que
mais se aproxima da experiência da criança com a linguagem. A
fantasia é parte integrante e fundamental do ser e estar delas no
mundo. (CARDOSO, 2000).
A fábula é um suporte para o ensino de língua materna, pois através dela o
professor poderá fazer uma interpretação com seus alunos, podendo rever alguns
conceitos morais que permeiam a sociedade. Além disso, a fábula pode ser trabalhada
com diversas faixas etárias, pois possuem vários tipos e versões.
Há quem pense que esse gênero é voltado somente para crianças, o que não é
verdade. O professor poderá analisar que fábula será trabalhada a partir da turma em
que ele esteja, pois a moral que vem no final dela, muitas vezes, tem haver com a
sociedade em que esses aluno estão inseridos, além dos personagens que podem
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representar essa sociedade. Através da análise de tal fábula, talvez o aluno possa rever
alguns conceitos e mudar seu comportamento.
A fábula é um ótimo suporte para que os alunos reflitam sobre o uso da língua.
A partir de leituras e de análises de textos o professor poderá fazer a abordagem
gramatical. Pois analisar palavras e frases isoladas não é satisfatório para um ensino de
qualidade e pouco poderá contribuir para a formação do aluno leitor e produtor de texto.
Com o uso da fábula a aula se torna mais prazerosa e os alunos não terão tanta
dificuldade para aprender como usa corretamente as destrezas de sua língua materna.
Esse gênero poderá ser um suporte, a princípio, no processo de leitura, para
depois ser suporte no ensino de gramática, pois após a discussão feita através dele, será
bem mais divertido e interessante o trabalho com a gramática, e principalmente porque
será trabalhada de forma contextualizada.
Na pesquisa foi utilizada a fábula “O lobo e o cordeiro” na versão de Monteiro
Lobato. Foi feita uma leitura pelos alunos (do 7º ano do Ensino Fundamental de um
Colégio da Rede Pública Estadual de Sergipe, da cidade de Aracajú, os quais tivemos
contato através do nosso estágio de regência) e depois uma interpretação do texto e
discussão a cerca dos personagens, da intenção do lobo com o cordeiro, dos argumentos
que ele utilizou, das calúnias feitas por ele, da reação do cordeiro diante dessas calunias
e por fim foi feito um debate sobre a moral da fábula. Os alunos se participaram
ativamente do debate e da discussão, dando suas opiniões, dizendo como agiriam diante
daquela situação. Em seguida iniciou-se o assunto da gramática, utilizando a fábula para
exemplificações.
3. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por fim, evidenciou-se aqui que o uso da fábula no processo de leitura no
ensino de português como língua materna estimula a vontade do aluno na leitura
facilitando, assim, a interpretação que vem sendo uma das maiores dificuldades
encontradas pelos alunos.
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Foi mostrado que com a utilização dos gêneros textuais o aluno poderá
interagir nas aulas, dando sua opinião acerca do que está sendo lido, por, talvez, está
vivenciando em seu cotidiano o que está sendo trabalhado. A aula deixará de ser
tradicional e passará a ser mais dinâmica e aproximando, assim, o aluno a seu objeto de
estudo. E com a utilização do mesmo, o professor poderá abrir portas para o aluno,
permitindo que ele trabalhe a partir de assuntos do seu cotidiano.
É preciso que o professor introduza sua aula utilizando algum gênero e
refletindo sobre ele, para que sua aula passe a ter um sentido e que os alunos se tornem
mais ativos, fazendo com que a aula não seja apenas um monólogo entre professor e
professor. Além disso, a utilização do gênero permite ao professor se desprender mais
do livro didático, que já traz tudo pronto, e professor não se sente com vontade de fazer
seu próprio plano de aula.
A leitura na sala de aula se faz muito importante, para que nossos alunos
passem pela escola e acabem se tornando analfabetos funcionais que não são capazes de
ler e compreender pequenos textos, que é o que podemos constatar nos alunos, não só
de escolas públicas, como também das particulares. E a causa disso são as leituras
mecânicas que os professores fazem com seus alunos.
Sabemos que é na escola que o aluno tem, mesmo que de forma deficiente,
contato com a leitura, então cabe a escola e principalmente ao professor incentivar e
melhorar a leitura. Para que o aluno sinta vontade e pegue gosto por essa prática, para
que se tornem pessoas mais informadas e com o conhecimento mais amplo.
REFERÊNCIAS
KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e Compreender:os sentidos do
texto.São Paulo: contexto, 2007.
MARCUSCHI, Luíz Antônio. “Gêneros textuais: definição e funcionalidade”. In:
Gêneros textuais e ensino. DIONISIO, Ângela Paiva et al (Orgs.) 4ª ed. Rio de
Janeiro: Lucerna, 2005.
BAZERMAN, Charles. Gênero, agência e escrita. São Paulo: Cortez, 2006.
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Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos de ensino fundamental:
língua portuguesa/ Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/ SEF, 1998,
p. 69-70.
BR0NCKART, J. P. Activités langagières, textes et discours: Pour in interactionisme
socio-discursif. [Atividade de linguagem, textos e discursos: Por um interacionismo
sócio-discursivo]. SP: EDUC, 1999.
CARDOSO, Cancionila Janzkovski. Da oralidade à escrita: a produção do texto
narrativo no contexto escolar. Cuiabá: UFMG; INEP; MEC, 2000.
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