PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL - PPI - Uberlândia –MG 2007 378 P 964 Projeto Pedagógico Institucional [manuscrito] / Centro Universitário do Triângulo. – 2007. 112 f. ISBN: 978-85-60926-03-9 1. Projeto Pedagógico Institucional. 2. Centro Universitário do Triângulo – UNITRI. I. Centro Universitário do Triângulo. 2 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL Reitora Profª. Alzira J. M. Almeida Pró-Reitora de Integração Acadêmica Profª. Marlene Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Graduação Profº. Fábio Silva de Oliveira Pró – Reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão Profª. Clotilde Maria Korndorfer Pró-Reitor de Graduação Tecnológica Profº Marcílio Ribeiro Borges Pró-Reitor Administrativo Profº. Wallace Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Planejamento e Finanças Profº Wellington Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Organização e Desenvolvimento Profº. Jefferson Salgado de Oliveira Pró-Reitor de Assuntos Comunitários Profº. Joaquim de Oliveira Diretor de Graduação Tecnológica Profº. Edson Rodrigues Menhô Júnior Diretora de Extensão Profª. Vanda Cunha Albieri Nery Diretor Administrativo Marco Antonio Socreppa Diretor Financeiro José Maria Mina Secretária Geral Edilene Cristina Espíndula Borges 3 SUMÁRIO Apresentação 5 1. Unitri: histórico e trajetória 8 2. O município de Uberlândia 12 3. A Unitri engajada no desenvolvimento da região de Uberlândia 23 4. Princípios filosóficos e políticos-educacionais 45 5. Princípios pedagógicos e pressupostos da práxis 66 5.1. Princípios pedagógicos 67 5.2. Pressupostos da Práxis 85 5.3. Diretrizes para o Ensino de Graduação 93 5.4. Diretrizes para o Ensino de Pós-Graduação 103 5.5. Diretrizes para a Pesquisa 104 5.6. Diretrizes para a extensão 107 6. Considerações Finais 108 7. Bibliografia 110 4 Apresentação Estes tempos de grandes mudanças na educação superior, como um todo, e das próprias instituições em suas dinâmicas informações institucionais, e acarretam provocam a uma sobrecarga necessidade de de novos conhecimentos. O contexto organizacional e operacional adequado à sua produção exige das instituições que coloquem em evidência a necessária competência técnica específica, desafiando-as a construírem e renovarem as práticas pedagógicas e administrativas que as projetem para novas direções. Desse movimento emergem valores e orientações essenciais à qualificação das ações institucionais que sejam coerentes e consistentes com a visão pretendida, ou seja, é a partir dele que se propõe um caminho para as mudanças. Os conhecimentos e recursos utilizados para projetar a expansão e transformação das instituições, ao mesmo tempo em que garantem aos professores e alunos sua identidade e identificação com o processo de consolidação dessas mudanças, os envolvem na produção das condições por ele requeridas – envolvimento que constitui o pressuposto básico para a assimilação dos princípios e diretrizes que fundamentam a proposta pedagógica de cada instituição. 5 Tais pontos de participação coletiva guardam estreita e unívoca relação com a forma como o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) da Unitri vem sendo pensado e construído ao longo dos anos. Trabalhar um PPI significa dar um novo sentido aos resultados parciais extraídos dos cursos, em seus diferentes níveis, assim como das diferentes instâncias de decisão, enquanto reflexo dos esforços das respectivas equipes, na busca sistemática e contínua da melhoria das ações que lhes são inerentes. Um novo que se ergue a partir da história de cada um, especialmente no que tange à valorização desse processo de permanente construção e revisão dos referenciais teórico-práticos interessados em solidificar sua essência. Como um participação processo social, o PPI de definição, considera os construção e conteúdos e orientações dos processos educativos estabelecidos em um dado momento histórico, à luz de coordenadas sociais, econômicas e culturais. Assim, o PPI, ora apresentado, teve suas bases edificadas ao longo da trajetória educacional e política da Unitri, e seu propósito é instituir referências valorativas que garantam a convergência das ações acadêmicas e administrativas e, certamente, instituir o diálogo como um valor que deve ser aperfeiçoado na ação cotidiana dos agentes 6 institucionais, nos múltiplos espaços em que desenvolvem suas atividades. Em outras palavras, o PPI é uma instância de concretização da Política Acadêmica, por meio da qual a Unitri, ao explicitar parâmetros sua identidade norteadores da institucional, construção expressa dos os projetos pedagógicos dos diversos cursos enquanto espaço privilegiado para a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. A materialização deste Projeto exige disposição e abertura para mudanças em todos os setores da Unitri, seja no âmbito acadêmico, seja no administrativo. Estes, embora de naturezas diferentes, devem associar-se e comprometer-se, acima de tudo, com o desenvolvimento de um PPI que traduza os verdadeiros anseios individuais e coletivos dos alunos. Este é um desafio complexo para todos nós que, vocacionados para a educação, compartilhamos caminhos na investigação das estruturas e práticas pedagógicas que melhor contribuam para a formação de pessoas capazes de estabelecer conexões entre seus projetos de vida e o projeto de construção de uma sociedade mais humana e mais digna. Profª. Alzira J. M. Almeida 7 1. Unitri: histórico e trajetória O complexo educacional hoje denominado Centro Universitário do Triângulo - Unitri tem sua origem ligada à criação da Faculdade de Serviço Social, cujo funcionamento foi autorizado em 1972. Três anos depois, foi criada a Faculdade de Educação, Ciências, Letras e Estudos Sociais de Uberlândia. Em 1988, os mantenedores alteraram a razão social para Associação de Ensino do Triângulo e lograram, em 1989, autorização para o funcionamento das Faculdades de Fisioterapia e de Comunicação Social. O agrupamento das quatro faculdades então existentes deu à Instituição, em 1990, a denominação de Faculdades Integradas do Triângulo – FIT, e a absorção, em 1991, dos cursos de Administração e de Ciências Econômicas das Faculdades Integradas de Uberlândia - FAIU ampliou seu espectro de atuação. Os cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, tiveram início em 1992 e constituíram-se em instrumentos para qualificação e aperfeiçoamento de pessoal graduado, em atendimento às necessidades do setor empresarial e de outros setores da sociedade. 8 Um significativo segmento dessa oferta respondeu a reivindicações da área educacional – da educação infantil ao magistério superior – envolvendo alunos, professores e especialistas dos setores público e privado da região. Um trabalho que tem transformado a Unitri em pólo de atualização daqueles que militam nas instituições de ensino e em outros órgãos do sistema. Também na área da saúde, a Unitri vem dando sua contribuição ao desenvolvimento regional. Com ênfase nas questões da Saúde Pública, a Instituição vem especializando pessoal da Fisioterapia e de outras áreas, com forte e positivo impacto no nível de atuação desses profissionais em Uberlândia e região. Além disso, vale ressaltar que os cursos de pósgraduação lato sensu da Unitri inauguraram sua aproximação com a CAPES. Durante anos, essa Agência analisou os projetos a ela submetidos, recomendando muitos deles quanto ao mérito acadêmico e apoiando financeiramente, outros tantos, com bolsas para alunos e recursos para custeio básico. No início do ano de 1994, a FIT teve a aprovação de cinco novos cursos de graduação: Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Direito e Publicidade e Propaganda, o que elevou para dezoito o número de cursos oferecidos. 9 Ainda em 1994, ocorreu a instalação da Unidade de Araguari, distante 29 km de Uberlândia, onde, em julho do mesmo ano, ofereceu seu primeiro vestibular para os cursos de Direito e Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Ciência da Computação. Em seguida, foi aprovada a Unidade de Araxá, distante 186 km de Uberlândia, com os Cursos de Administração e de Ciência da Computação. Consolidadas suas unidades de ensino superior, entendeu a FIT estar madura para transformar-se numa instituição universitária, centro e agente catalisador da diversidade de idéias e expressões. Coincidindo com esse processo, é promulgada, no final de 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que abriu a possibilidade de criação de novos tipos de estabelecimentos de Ensino Superior. Dessa forma, pelo estágio de desenvolvimento acadêmico e científico em que se encontravam, com três mestrados se iniciando, em Administração, em Fisioterapia e em Educação – Magistério Superior, as Faculdades Integradas do Triângulo foram transformadas em Centro Universitário do Triângulo - Unit, através do Decreto Presidencial (s/nº), de 30 de outubro de 1997, publicado no Diário Oficial de 3 de novembro de 1997. 10 A transformação permitiu à Unit, pela autonomia conferida aos Centros Universitários, executar seu Plano de Expansão com a implantação, em 1998, de seis novos cursos de graduação: Farmácia, Enfermagem, Nutrição, Secretariado Executivo, Educação Física e Turismo e Hotelaria. Nesse mesmo ano, pelo processo de transferência de mantença, a Unit passou a ser mantida pela família Salgado de Oliveira que, com seu estilo dinâmico e arrojado de gerir os investimentos, promoveu o crescimento e fortaleceu a imagem da Instituição, projetando-a em nível nacional. Com o propósito de ampliar as áreas de formação e de continuar contribuindo para a elevação do patamar de qualidade do desempenho dos profissionais de Uberlândia e região, diversos cursos de graduação foram criados, dentre eles os superiores de tecnologia que reafirmam o pioneirismo da Instituição na oferta de cursos inovadores, em correspondência às mudanças que vêm ocorrendo no mundo do trabalho. Submetido ao processo de recredenciamento, o Centro Universitário do Triângulo obteve os conceitos máximos atribuídos pelo MEC, o que, além de conceder-lhe autonomia por mais 10 anos (Portaria nº 2041/2003, publicada no DOU de 29/07/03, Seção 1, p.13), transformou-o em Centro Universitário de referência no país. 11 A excelência alcançada no ensino impulsionou o processo que já buscava o reposicionamento da marca Unit. Assim, a partir de 22 de julho de 2004, o Centro Universitário do Triângulo passou a ser designado pela sigla Unitri, incorporando o nome da região que possui uma das maiores riquezas culturais do nosso País: o Triângulo Mineiro. 2. O município de Uberlândia O município de Uberlândia é, atualmente, considerado o mais desenvolvido de toda a região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, sendo também o mais populoso, com estimativa do IBGE, em 2006, de 615 mil habitantes. Essa projeção aponta uma taxa de crescimento anual de 7,8 %, o que eleva Uberlândia à categoria de maior cidade da região do Triângulo Mineiro, a 2ª maior do Estado de Minas Gerais e a 31ª do Brasil. Dos cinqüenta e um municípios componentes do DGE16, vinte e oito integram a área de influência do município de Uberlândia, de acordo com os estudos realizados pelo Centro de Documentação e Pesquisa Sócio-Econômico da Universidade Federal de Uberlândia. É o município-sede da Unitri, portanto, cidade-pólo para a qual converge o importante 12 potencial produtivo de uma área de vastas dimensões e densa população. Enquanto na região observa-se maior desenvolvimento do setor primário da economia, Uberlândia registra saudável equilíbrio entre as atividades agropecuárias, industriais, comerciais e de prestação de serviços. A intensa vitalidade dos setores primário, secundário e terciário da economia faz dela a terceira cidade mineira em arrecadação de tributos federais e a oitava em tributos estaduais. A cidade dispõe de infra-estrutura adequada, compatível com o nível crescente de desenvolvimento sócio-econômico. São inúmeras as edificações, tanto horizontais quanto verticais; os serviços de água e esgoto são oferecidos à quase totalidade da população e a potência instalada de energia elétrica é de mais de 482.035,5 kVA. A concentração de quatorze hidroelétricas e mais duas em construção, num raio de 200 km, garante o fornecimento de energia com uma capacidade disponível de 13.110 MW. No campo da saúde, a cidade dispõe de numerosos e bem equipados hospitais, Centros de Saúde e Unidades de Atendimento. O sistema de transporte coletivo é realizado por um moderno Sistema Integrado de Transporte - SIT, implantado em 1.998, que interliga todos os bairros da cidade. Já as 13 ligações com os demais municípios brasileiros são feitas através de bem montadas estruturas de transporte rodoviário, ferroviário e aéreo. A malha rodoferroviária e o Terminal Intermodal de Cargas, com o Entreposto Aduaneiro (Porto Seco), integram os transportes terrestre, aéreo e hidroviário (Tietê - Paraná), ligando a cidade aos principais mercados do País, ao Mercosul e ao mundo. Todas as companhias distribuidoras de produtos derivados do petróleo dispõem de grande capacidade de tancagem e de distribuição de combustíveis. A cidade é servida pela Empresa de Correios e Telégrafos através de agências postais, oficiais e franqueadas, caixas de coletas e postos de vendas de selos. Os serviços de comunicação em âmbito nacional e internacional têm como concessionária a EMBRATEL que mantém, em Uberlândia, um subdistrito de operações. Em termos de telefonia, a cidade registra uma das maiores médias de instalações de terminais por 100 habitantes, que é da ordem de 13,12, enquanto a média nacional situa-se na faixa de 7,4. Além de estar ligada ao Brasil e ao exterior pelos sistemas DDD e DDI, conta com serviços como o de telefonia rural, telefonia móvel celular, telecard e telemarketing, dentre outros. A cidade é sede do 36º Batalhão de Infantaria Motorizado, do 17º Batalhão de Polícia Militar, de Grupamento 14 de Corpo de Bombeiros, de Delegacia Regional de Polícia Civil, Companhias de Polícia Florestal, de Polícia Rodoviária Federal, de Polícia Rodoviária Estadual, de Polícia Federal e de Justiça Federal, como também da Delegacia da Receita Federal. No âmbito da tecnologia, Uberlândia está dotada de um parque tecnológico que conta com o apoio das seguintes organizações: Granja Rezende, com tecnologia própria para produzir ovos patogenicamente isentos, é uma das duas únicas produtoras mundiais desse insumo para a produção de vacinas; Cargil de Uberlândia, reconhecida como destaque internacional entre todas as suas filiais no mundo, nos conceitos de qualidade e produtividade; Grupo ABC Algar, genuinamente uberlandense, atua pioneiramente em segmentos que vão da Informática à Mecatrônica, sendo o primeiro a instalar a telefonia digital celular no País e a utilizar fibras óticas para fins comerciais; Grupo Carfepe, também genuinamente uberlandense, tem como destaque tecnológico entre suas diversas atividades a produção de vacinas veterinárias de altíssima qualidade; 15 Universidade Federal de Uberlândia, apesar de seus vinte e um anos de existência, já se destaca no cenário universitário brasileiro ao oferecer, por exemplo, os primeiros e únicos cursos de doutoramento em Engenharia Mecânica e Elétrica no Estado de Minas Gerais; Tecnópolis de Uberlândia, cujo programa de implantação é resultante do trabalho conjunto da Universidade Federal de Uberlândia, Associação Comercial e Industrial de Uberlândia e Prefeitura Municipal, e está sendo desenvolvido há mais de cinco anos. A Tecnópolis, baseada em Uberlândia, representa uma estratégia de desenvolvimento e de sustentação econômica, fundamentada em larga agregação de conhecimento. Através da motivação para geração e aproveitamento de conhecimento originado nas instituições acadêmicas, nos centros de pesquisa e desenvolvimento das empresas e nas atividades profissionais autônomas, esta estratégia proporciona os meios físicos, jurídicos e ambientais para a evolução tecnológica dos setores econômicos existentes, o estímulo comercial aos detentores de conhecimento e a atração de empreendedores externos, pelas vantagens competitivas oferecidas. 16 O parque computacional instalado em Uberlândia tem a maior concentração de processamento de dados por habitante, em todo o país, conforme dados da IBM do Brasil. A cidade possui, ainda, o maior centro atacadistadistribuidor da América Latina, constituído pelas empresas ARCOM, Martins, Aliança, Peixoto, as quais faturam, anualmente, cerca de 2,2 bilhões de reais. Tal potencial permite a ela manter setenta e um por cento dos equipamentos de cultura e lazer existentes na região, constituídos de cinemas, teatros, teatros de arena, auditórios, museus, galerias de arte, arquivos públicos, bibliotecas, Casas de Cultura, Conservatórios e Escolas de Música, antiquários, academias de letras, clubes sociais e desportivos, salões de uso comunitário, centros sociais urbanos, praças, jardins, parques, quadras esportivas, vídeo-clubes e shopping centers. A cidade acompanha, pari passu, o movimento cultural das grandes capitais, exibindo filmes consagrados pela crítica, logo após seu lançamento, ou, mesmo, integrando o circuito de lançamento nacional. Recebe grupos teatrais de renome, quando de suas turnês pelas principais cidades do país, além de montar peças teatrais e óperas; acompanha o mercado editorial, promovendo debates, palestras e conferências com os mais conceituados e competentes especialistas das diversas áreas do conhecimento; promove eventos artísticos de 17 repercussão nacional, a exemplo do tradicional Festival de Dança do Triângulo. A programação de todas as emissoras de TV do país é captada pelos televisores da região, seja através de estações geradoras, transmissoras, redes de TV a cabo ou antenas parabólicas. São várias as emissoras de rádio AM e FM, jornais de circulação diária e revistas de periodicidade mensal. As instituições sociais, integradas por associações comunitárias, sindicatos, entidades religiosas, clubes de serviço, asilos, orfanatos, abrigos e educandários para menores infratores, proliferam no município. Uberlândia tem, aproximadamente, duzentos estabelecimentos educacionais. O ensino fundamental e médio, oferecido pelas redes pública e particular, é satisfatório, observando-se uma constante preocupação do Poder Público Municipal com o aumento progressivo do número de vagas disponíveis, principalmente em relação à educação infantil e ao ensino fundamental. Também os programas de capacitação docente têm merecido a melhor atenção das administrações municipais e estaduais com a ministração de cursos de aperfeiçoamento para professores da rede pública, principalmente nos períodos de férias. Considerando os dados fornecidos pela Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais/ Centro de 18 Documentação e Informação Educacional/ SEE-MG/ CEDINE, Uberlândia tem o maior índice regional de conclusão no ensino médio no Estado. Anualmente as Instituições oferecem cerca de 19.145 (dezenove mil, cento e quarenta e cinco) vagas no ensino superior, das quais 5.280 (cinco mil, duzentos e oitenta) pelo Centro Universitário do Triângulo - Unitri. Na área de PósGraduação, a oferta é, também, significativa: dezenas de cursos de Especialização, vinte e um de Mestrado dos quais dois são oferecidos pela Unitri, e dois de Doutorado. Os maiores centros demográficos concentram, também, o maior contingente situado na faixa etária de demanda pela educação superior e, assim, passa a haver um grande anseio comunitário para que as instituições promotoras da cultura, do ensino e da pesquisa ofereçam serviços relevantes para o desenvolvimento social. A comunidade uberlandense tem plena consciência dos benefícios advindos da formação de gerações capazes de liderar e de contribuir para a evolução científica, tecnológica e cultural e mantém perfeita sintonia com as instituições de ensino superior. De sua parte, a Unitri tem sempre buscado o contínuo aprimoramento de sensibilidades para captação de carências que levem a diagnósticos e a prontas respostas às 19 necessidades detectadas, de tal forma que se constitua em agente de evolução do seu meio. Sendo convergentes os interesses da sociedade e da Instituição, pode-se sempre esperar da primeira o mais amplo e irrestrito apoio às iniciativas culturais e educativas, traduzido sob a forma de participação nos programas desenvolvidos, de parcerias na realização dos projetos, de colaboração para utilização da infra-estrutura disponível e de oferecimento de campos de estágio. A identificação da demanda local e regional por profissionais ligados à área de agronegócios, logística e de comunicações, é fundamental para a oferta dos diversos cursos que a absorve por meio de seus currículos. A procura por uma melhor qualificação é sustentada por dados que registram o aumento da participação de 23,64% dos empregados com ensino médio (completo e incompleto) e de 11,04% dos de nível superior, em 1990, para 41,25% e 17,4%, respectivamente, em 2003 (CEPES/UFU, 2005). O grande número e a diversidade de empresas situadas na cidade e na região apontam na seguinte direção: • Atividade comercial: Casas Bahia, MIG, Renner, Pernambucanas, grandes redes de supermercados como Carrefour, Bretas, C&A, Magazine Luiza, etc. 20 • Atividade imobiliária: Multi, Rotina, CityVal, Delta, Executiva, Módulo, Ivan, Centro de Desenvolvimento de Negócios. • Atividade de locação de veículos: Localiza Rent a Car, ABC Táxi Aéreo, Unidas, Locar, Velpar. • Atividade de alojamento e alimentação: o complexo turístico de Araxá, Plaza Shopping Hotel, Center Convention. • Indústria de transformação: a Kraft Foods, Cargill, Nestlé, Cica, Sadia, Mataboi, Monsanto, Satipel, Ipiranga Fertilizantes, Black & Decker. • Atividade de serviços: MPrado Consultoria, Sankya. • Atividade de logística e comunicações: Martins, Peixoto, Arcom, Grupo ABC Algar, Ferrovia Centro Atlântica. • Indústria extrativa: Arafértil, Fértil Fosfato, Fosfértil, Fertibrás. No plano da arrecadação de ICMS, em 2005 (CEPES/UFU), Uberlândia foi a cidade mais comercial dentre as listadas, com o total de R$ 986.265.007,95 (novecentos e oitenta e seis milhões, duzentos e sessenta e cinco mil e sete reais e noventa e cinco centavos) de arrecadações. 21 O Produto Interno Bruto (PIB)1 é o valor dos bens finais produzidos em um país e é utilizado no Brasil, em vez do Produto Nacional Bruto (PNB), para medir a atividade econômica. A diferença entre as duas medidas é a renda líquida enviada ao exterior, ou seja, no PIB conta tudo o que é produzido no país, inclusive pelas multinacionais. Em relação ao PIB Municipal referente ao ano de 2003, Uberlândia foi a cidade que mais arrecadou, atingindo cerca de 4,5% do PIB de Minas Gerais. A segunda cidade que mais arrecadou, como esperado, devido aos dados de arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), foi Uberaba, seguida por Araxá, Ituiutaba e Patos de Minas. Dentre os três setores que compõem o PIB local, o setor Industrial cresceu 36.65%, em 1999, e 42.52%, em 2000. Em 2002, houve um crescimento do setor de Serviços da ordem de 55.24%, enquanto o setor Industrial cresceu apenas 40.69%. Esses dados representam o foco de atividade das empresas em Uberlândia. Um aspecto importante a ser levado em consideração diz respeito, porém, à distribuição de renda em Uberlândia. Quando se analisa o salário dos empregados nos setores formais, verifica-se que 55.22% do total dos empregados 1 DORNBUSH, Rudger & FISCHER, Stanley, Macroeconomia. 5.ed. São Paulo, Makron Books, 1991, p. 39 22 formais, em 1999, recebiam até três salários mínimos e que, em 2003, esse número subiu para 72.41%, apontando para a crescente precariedade do mercado de trabalho (CEPES/UFU, 2005). O Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas compreendem 10,06% do total de habitantes de Minas Gerais, dos quais 28,97% residem em Uberlândia, 13,76% em Uberaba, 6,75% em Patos de Minas e 5,26% em Araguari, segundo estimativa do IBGE para o ano de 2006. Em ordem decrescente, s cidades mais populosas da mesorregião, nesse ano, são Uberlândia (600.368), Uberaba (285.094), Patos de Minas (140.000), Araxá (124.677), Ituiutaba (110.427), Araguari (108.998), Paracatu (84.412) e Patrocínio (82.278). 3. A Unitri engajada no desenvolvimento da região de Uberlândia No cenário econômico da mesorregião do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, a microrregião de Uberlândia transformou-se num importante pólo agro-industrial e num dinâmico pólo comercial, recebendo investimentos e infra-estrutura de transporte, telecomunicações, armazenagem, entre outros, viabilizando um grande crescimento do setor de 23 prestação de serviços. Segundo estudos recentes2, essa região se distingue das demais regiões de Minas Gerais por estar sob a influência do Macropólo de São Paulo e também do Multipólo Brasília-Goiânia-Cuiabá, formando um moderno corredor urbanizado e industrial. As microrregiões de Uberaba, Uberlândia, Paracatu, Araxá, Patos de Minas, Patrocínio, Ituiutaba, Frutal, Paracatu e Unaí contam com uma infraestrutura consolidada e com bom nível educacional que propiciam as condições para um contínuo desenvolvimento regional. Do ponto de vista da economia observa-se que a região é um grande pólo logístico e agroindustrial. A evidência desta vocação regional revela-se pela instalação de várias indústrias produtoras de insumos (adubos, farmácia veterinária e biotecnologia), indústrias de ração e de beneficiamento de produtos agrícolas, assim como frigoríficos, indústrias alimentícias e de processamento de bens de consumo (calçados e móveis) e, ainda, pela presença do comércio atacadista-distribuidor, com o suporte de várias transportadoras, inclusive uma extensa malha ferroviária. De acordo com a Fundação João Pinheiro (Perfil de Minas Gerais, 2004, p.79), as regiões alvo desta análise apresentaram maiores índices de crescimento nos seguintes 2 DINIZ e BOSCHI . O desenvolvimento econômico e humano diferenciado das regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais. 2002 (online) 24 setores: serviços no Triângulo Mineiro (6,3%), serviços industriais de utilidades públicas (SIUP) no Alto Paranaíba (28,2 %) e serviços industriais de transformação no Noroeste de Minas (25,2%). O setor que apresentou variação negativa, nas três mesorregiões, foi o da construção civil, com 7,7% no Triângulo Mineiro, 8,9% no Alto Paranaíba e 35,1% no Noroeste de Minas. Segundo a classificação nacional de atividades, a região é forte em número de estabelecimentos no setor comercial e atividades imobiliárias. Os números indicam uma tendência de crescimento nos setores de serviços, indústria extrativa e saúde. Quando se analisa a relação entre o número de estabelecimentos empresariais e a quantidade de mão de obra empregada nas cidades em estudo, no período de 2000-2003, verifica-se que os setores que apresentaram maior número de estabelecimentos foram: o comércio (54,7%), as atividades imobiliárias (9,9%) e as indústrias de transformação (8,7%); os setores que mais empregam: comércio (34%), indústria de transformação (17%) e o setor de administração pública e seguridade social (9%). Isso representa 81% dos estabelecimentos instalados e 60% dos que mais empregam na região. Dentre as atividades comerciais há o predomínio da pequena e da microempresa em número de estabelecimentos. 25 Em Uberlândia, 98,17% dos estabelecimentos, em 1990, tinham até 99 empregados, sendo que a maioria destes estabelecimentos (65,52%) se enquadrava como pequenos estabelecimentos (até 4 funcionários) passando para 71,09% em 2003 (CEPES/UFU, 2005). A identificação da quantidade de estabelecimentos e mão de obra empregada permite verificar a potencialidade de oferta de emprego na região e possibilita nortear o planejamento regional. Com a finalidade de ampliar as informações relativas à região de abrangência da Unitri, é importante também analisar os índices de desenvolvimento dos municípios da mesorregião. O Índice de Desenvolvimento Humano - IDH é uma medida que abrange as grandes dimensões da educação, longevidade e renda, que varia de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Classifica-se como baixo IDH até 0,499; como médio entre 0,500 e 0,799 e alto maior que 0,800. Localidade IDHM Crescimento 1991 2000 em % Uberlândia 0,778 0,830 6,68 Uberaba 0,763 0,834 9,31 Patos de Minas 0,731 0,813 11,22 26 Araguari 0,754 0,815 8,09 Ituiutaba 0,747 0,818 9,50 Araxá 0,736 0,799 8,56 Patrocínio 0,719 0,799 11,13 Frutal 0,731 0,803 9,85 Fonte: Atlas de Desenvolvimento Humano, 2000. A análise comparativa Desenvolvimento Humano dos com base no Índice de Municípios (IDHM), entre os anos de 1991 e 2000, indica melhoria nas condições de vida dos municípios. Já Uberlândia (6,68%) apresentou o menor crescimento no IDHM, no mesmo período (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). O IDHM dimensão “renda” das cidades de Unaí (23,23%) e São Gotardo (23,05%) apresentou uma elevação; por outro lado, em Monte Alegre de Minas (2,42%) e Tupaciguara (2,98%) o índice de elevação foi baixo quando comparado com o das cidades pesquisadas na região. Considerando o IDH dimensão “longevidade” (média de anos que a população deve viver e condições sociais de saúde e de salubridade), as cidades que tiveram as maiores taxas de crescimento, no período de 1991 a 2000, foram: Unaí (18,94%), São Gotardo (16,3%) e Paracatu (14,26%) e, em 27 contrapartida, as que cresceram menos foram: Monte Carmelo (5,51%), Uberlândia (5,8%) e Monte Alegre de Minas (6,02%). Avaliando o IDH dimensão “educação” (acesso da população à educação), merecem destaque, em termos de crescimento, entre os anos de 1991 a 2000: Unaí (16,22%), Iturama (16,76%), Santa Vitória (14,53%), Prata (14,31%), Sacramento (13,91%) e Campina Verde (13,32%); em outra ponta, os municípios de Uberlândia (8,49%), Uberaba (8,43%), São Gotardo (9,02%) e Ibiá (9,03%) apresentaram o menor crescimento neste índice, no mesmo período. Em 2000, algumas cidades apresentam índices de IDHM com valor considerável: Uberaba (0,83) e Uberlândia (0,83), 4º e 7°lugares no Estado, e, por outro lado, Paracatu (0,76), Santa Vitória (0,76) e Monte Alegre de Minas (0,759), 207º, 214° e 215° lugares no Estado, detêm os menores índ ices de IDHM entre os municípios da região. Na dimensão “renda”, em 2000, destaca-se São Gotardo (0,806), Uberaba (0,773) e Uberlândia (0,768) com os mais altos índices e Monte Alegre de Minas (0,676), Paracatu (0,675) e Santa Vitória (0,68) com os mais baixos. Na dimensão “longevidade”, em 2000, as cidades de Ituiutaba (0,848), Frutal (0,83) e Campina Verde (0,83) apresentaram índices mais altos, e Araxá (0,751), Monte 28 Alegre de Minas (0,757) e Prata (0,757) apresentaram os menores índices. Na dimensão “educação”, em 2000, merece destaque Uberlândia (0,92), Uberaba (0,913) e Araxá (0,901) com os maiores índices. Ao contrário de Santa Vitória (0,812), São Gotardo (0,822) e Ibiá (0,833) apresentaram os índices mais baixos. A mesorregião do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, embora com crescimento na arrecadação do ICMS e do PIB, apresenta uma grande desigualdade social. Mais da metade da população (57%) ganha até 3 salários mínimos, ou seja, até R$ 453,00 (baseado no salário mínimo de R$ 151,00 de 2000), contra 45% da população da região sudeste. Somente 8% da população ganhava acima de 10 salários mínimos, contra 13% da região sudeste e, somente 28%, 3 a 10 salários mínimos. É marcante a má distribuição da renda na região. Este fato permite prever dificuldades da comunidade em pagar pela educação em instituições particulares de ensino médio e superior. De acordo com os dados do Censo 2000, a classificação econômica da região é a seguinte: 29 Classe Renda Média Familiar (R$) Classe Renda Média Familiar (R$) A1 7.793 C 927 A2 4.648 D 424 B1 2.804 E 207 B2 1.669 Fonte: ABIPEME Comparando os dados da tabela com o Critério Brasil de Classificação Econômica (ABIPEME)3, a maioria da população pertence às classes C e D. Segundo o estudo sobre a distribuição da população por classe social, somente 1% da população, no Brasil, pertence à classe A1 e 5% à A2. No Noroeste de Minas a quantidade de pessoas que pertence à classe D é maior, cerca de 67% ganham R$ 453,00. Verifica-se que o potencial de prospecção de alunos no Noroeste de Minas é baixo e significa que as instituições deverão ter cuidado ao investir esforços em comunicação e marketing na região. O sistema de educação superior da mesorregião do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas possuía, no ano de 2004, aproximadamente trinta e sete IES. Alguma delas são multicampi, atraindo alunos de toda a região. No 2° semestre de 2004, de acordo com o MEC , o número de vagas oferecidas na região totalizou 40.853 3 Associação Nacional de Empresas de Pesquisa (ANEP) 30 (quarenta mil oitocentos e cinqüenta e três) vagas, considerando apenas as cidades em estudo. Neste ano existiam trinta e cinco IES privadas e duas IES públicas. No 1° semestre de 2005, as vagas aumentaram para 44.996 (quarenta e quatro mil, novecentos e noventa e seis), distribuídas entre, aproximadamente, trinta e nove IES privadas e três públicas. As instituições que mais oferecem vagas na região são UNIUBE, UNITRI, UNIPAC e UNIMINAS, respectivamente. Estas instituições, em conjunto, dominam 57% do mercado de vagas oferecidas no ano de 2004. Algumas destas IES vem adotando a estratégia de oferecer multicampi, como é o caso da UNIPAC com cursos nas cidades de Uberlândia, Uberaba, Araguari, Campina Verde e Monte Carmelo, e da UNIUBE, nas cidades de Uberlândia e Uberaba. O maior número de estudantes das IES está concentrado entre os jovens acima de 15 anos e abaixo de 29 anos. Assim, estabelecendo a relação entre o número de vagas oferecidas no 1° semestre de 2005 (44.996) e a população da re gião (511.602), verifica-se que para cada vaga oferecida nas IES existem 11,3 habitantes nesta faixa etária, independentemente do rendimento familiar ou outra variável. Quando se realiza o cruzamento entre os números de concluintes do ensino médio e o número de vagas, observa-se que: 31 Número de concluintes do Ensino Médio Número de Total 2002 2003 2004 16.539 15.031 18.428 vagas em 2005 49.998 44.996 Fonte: Os dados do ensino médio foram fornecidos pelas superintendências de educação das 23 cidades em estudo no ano de 2004. Pode-se dizer que para as 44.996 vagas existentes na região, existem aproximadamente 49.998 candidatos, que resulta numa relação de 1,11 candidato/vaga, demonstrando a existência de uma demanda praticamente igual ao número de vagas oferecidas. Em 2000, de uma população estimada em 39.000 jovens entre 17 e 29 anos, no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba apenas 8% ganhavam acima de 10 salários mínimos. Dividindo-se esse número pelo número de vagas oferecidas na região obtêm-se um índice de 0,92, indicando que, para cada vaga oferecida, tem-se menos de um habitante potencial para preenchê-la. Esse resultado aponta a realidade das IES particulares na região, justificando a ociosidade de vagas e a intensa concorrência pelo preço. As cidades que apresentaram maior índice de habitantes com idades entre 15 e 29 anos, em relação ao número de vagas oferecidas, foram as de Monte Carmelo, Patrocínio, 32 Ituiutaba, Patos de Minas e Paracatu. Dentre essas cidades, Paracatu e Monte Carmelo apresentaram a menor renda per capita no ano 2000. Em Uberlândia, nos últimos anos cresceu a oferta de cursos semelhantes por diferentes instituições, originando uma oferta de vagas superior à demanda. Um exemplo é o curso de Administração, com ênfase em finanças, hospitalar, hotelaria, logística, marketing, entre outros. A seguir, o demonstrativo de cursos oferecidos pelas IES X Administração: Finanças Administração: Gestão Hoteleira Administração: Logística Administração: Marketing Administração: X X ESAMC X FCU Uniminas X FPU Unipac X UFU Unitri Administração Uniessa Cursos Uniube existentes na cidade: X X X X X X 33 Negócios Internacionais. Agronomia X Arquitetura e X Urbanismo X Banco de Dados X Biologia X X Biomedicina X Ciências X Ciências Aeronáuticas X X Ciências Contábeis Ciências da Computação X X X X Ciências Sociais X Comunicação X Decoração Design de Moda X X X Design de Produto Direito Economia e Finanças X X X Educação Artística Educação Física X X X X X X X X X 34 Enfermagem Engenharia Civil Engenharia da Computação X X X X X X Engenharia de Controle e X Automação Engenharia de Produção X X X Engenharia de X Telecomunicações Engenharia Elétrica X X Engenharia X Mecatrônica Engenharia X Química Farmácia X X Filosofia X Física X Fisioterapia X Fonodiaulogia Agronegócios X X X Geografia CST Gestão em X X X X X X X 35 Gestão Hospitalar X História X Jornalismo X Letras X Licenciatura em X X X X X X X Computação Matemática X Medicina Medicina X Veterinária Música X Normal Superior X Nutrição X Odontologia X Pedagogia X Psicologia X Publicidade e X X X X X X X Química X Secretariado X Executivo Serviço Social Informação X X Propaganda Sistemas de X X X X X X 36 C.S.T. Cinema, Televisão e Mídia X Digital C.S.T. Comunicação X Empresarial C.S.T. Criação X Publicitária C.S.T. Design de Interiores C.S.T. Estética X X C.S.T. Gestão de X Marketing C.S.T. Gestão Empresarial X C.S.T. Gestão de X RH C.S.T. Gestão de Segurança Pública X e Patrimonial C.S.T. Gestão X Financeira C.S.T. Redes de Computadores X X 37 C.S.T. Segurança, Saúde e Meio X Ambiente no X Trabalho C.S.T. Tecnologia Automobilística X C.S.T. Trânsito – Gestão, Educação X e Legislação Turismo e Hotelaria X X Fonte: Quadro composto a partir das páginas das Instituições (fev. 2007) Ao se comparar os novos cursos oferecidos, observa-se significativo crescimento, na região, dos Cursos Superiores de Tecnologia e cursos na área da saúde. No Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas existem 6.570 vagas de Cursos Superiores de Tecnologia, das quais 5.000 são oferecidas em Uberlândia e, dentre elas, 1.860 oferecidas pela Unitri. Em relação aos cursos de pós-graduação, no ano de 2004, as instituições de Uberlândia ofereciam a seguinte quantidade de cursos: 38 QUANTIDADE INSTITUIÇÃO LATO SENSU CATÓLICA 5 ESAMC 8 FPU 9 UFU 22 UNIESSA 4 UNIMINAS 15 UNITRI 12 STRICTO SENSU 21 2 UNIUBE 1 Fonte: Dados pesquisados por telefone e nas páginas das IES Verifica-se que existem IES que possuem mais cursos de pós-graduação do que de graduação, visando participar de uma fatia de mercado cuja demanda tem crescido continuamente. A área de saúde, na mesorregião do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, apresenta déficit em termos de número de leitos por habitante. Os dados pesquisados mostram que existe carência de profissionais para a área da saúde, o que representa um campo de formação aberto para as instituições. 39 Em Uberlândia, a demanda pela saúde, nos diferentes níveis e etapas do processo assistencial, é atendida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que administra o Sistema Único de Saúde – SUS. A Vigilância Sanitária, criada em 1983, tem como função básica a fiscalização do comércio de alimentos. A base legal para suas ações era o Código Municipal de Posturas. A Seção foi montada com 4 (quatro) agentes sanitários (nível médio) e 1 (um) médico veterinário. Em 1986, foi aprovado na Câmara Municipal o Código Municipal de Saúde (Lei 4360), regulamentada em 1987 através do Decreto 3.525, instrumento importante para o incremento das ações de Vigilância Sanitária. A partir da promulgação da Constituição, em 1988, e da Lei Orgânica de Saúde, 1990, o município vem assumindo de forma gradativa as ações de Vigilância Sanitária, dentro das definições da NOB 96 (Ministério da Saúde) 4 , nos níveis de complexidade determinados para os municípios em gestão plena, o qual nos encontramos desde 1998. Além das fiscalizações, das campanhas de multivacinação, a vigilância sanitária atua também, junto à educação da população. À exceção do Curso de Medicina, a Unitri oferece, atualmente, os cursos que formam profissionais para atuarem nas 4 Unidades de Atendimento Integrado – UAI’s. O NOB: Norma Operacional Básica 40 atendimento público, em 2000, atingiu os seguintes índices nas diversas áreas profissionais: 48% em Auxiliar de Enfermagem, 36% em Medicina, 8% em Odontologia; 4% em Serviço Social; 1,3% em Fisioterapia; 1% em Agente de Educação em Saúde; 0,8% em Psicologia; 0,3% em Enfermagem; 0,1% em Fonoaudiologia, quantidade insignificante em Nutrição e nenhuma procura por Agente Sanitário. O Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas estão entre as mais ricas regiões do Estado, apresentando uma agropecuária avançada em termos de produtividade. As principais indústrias nelas instaladas relacionam-se aos setores de processamento de alimentos e de madeira, de açúcar e álcool, de fumo e de fertilizantes. Essas características consolidam o forte potencial para o Turismo de Negócio na região, na qual são realizados eventos como: Fenamilho em Patos de Minas, Expo Zebu em Uberaba, Feniube em Uberlândia, Fenicafé em Araguari, entre outros. Além do emergente turismo de negócio a região se destaca pela riqueza hidromineral, pelas belas cachoeiras e paisagens, consolidando assim o turismo ecológico. Um Circuito Turístico é composto por municípios próximos entre si, que se associam em função de interesses e possibilidades de explorar turisticamente seus respectivos patrimônios históricos, culturais e naturais, assim como outros bens afins. Em Minas 41 Gerais, a idéia de se agrupar municípios em Circuitos Turísticos nasceu da necessidade de explorar melhor o potencial do Estado nesse setor. No Triângulo Mineiro, os circuitos Águas do Cerrado, Lagos e Triângulo Mineiro; no Alto Paranaíba, o Circuito da Canastra, Caminhos do Cerrado e Tropeiros de Minas. Já na região do Noroeste de Minas há o Circuito Turístico Urucuia Grande Sertão. Uberlândia participa do Circuito Turístico do Triângulo Mineiro, que se destaca pelos belos exemplares de arquitetura civil e religiosa do final do século XIX e princípio do XX. São estações ferroviárias, pontes e prédios antigos que, hoje, abrigam museus, escolas e casas de cultura. O Turismo Religioso também tem grande força, com a tradicional Romaria de Nossa Senhora da Abadia, em agosto, e em Uberaba, que mesmo após a morte de Chico Xavier, é uma referência para todos os espíritas brasileiros. Uberlândia é uma cidade com grande potencial turístico e com personalidade própria. Recebe, por ano, cerca de um milhão de turistas em trânsito, para os quais há uma excelente rede hoteleira e uma infraestrutura capaz de coordenar mais de vinte eventos simultâneos. Existem atrativos singulares (cultura, congressos e eventos) para o segmento de turismo de 42 negócios, além dos atrativos naturais, geográficos, com várias represas ao seu redor. • Atrações Naturais: A Cachoeira de Sucupira, Cachoeira Recanto dos Namorados, Cachoeira do Bom Jardim, Reserva Ecológica do Panga, Parque do Sabiá, etc. • Atrações Culturais: Biblioteca Municipal, Cultura, Praça Clarimundo Carneiro, Casa da Oficina Cultural, Igreja do Divino Espírito Santo (Projeto da arquiteta italiana Lina Bo Bard que está entre os seus dois únicos projetos, no Brasil), Igreja Nossa Senhora do Rosário, além das feiras de artesanato. • Atrativos Turísticos Culturais de Pesquisa e Lazer: Museu de Minerais e Rochas, Museu do Índio, Parque Siquerolli, Museu da Biodiversidade do Cerrado, Museu Universitário de Arte, Estação Ferroviária, Palácio da Justiça - Fórum Aberlado Pena, Praia Clube, Uberlândia Clube (sede social), Estádio João Havelange e Parque do Sabiá, entre outros. O potencial hidrográfico privilegiado da região desempenha papel fundamental nas atividades agropecuárias e hortifrutigranjeiras, além da função vital de abastecimento público de água. O desenvolvimento industrial do município beneficia-se da energia gerada pelas Usinas Hidroelétricas de 43 Nova Ponte, Miranda e da futura Usina de Capim Branco. Profissionais das áreas de turismo e hotelaria e de educação física podem atuar nesse mercado de trabalho. Pode-se dizer que Uberlândia também tem vocação para o esporte. Prova disto são os inúmeros campeonatos que ocorrem na cidade: tênis, basquete, futebol, natação etc. Temos a presença de grandes times de Basquetebol, destacando-se o time da Unitri, campeão Brasileiro e SulAmericano, dois times profissionais de futebol e a Liga Uberlandense de Futebol (LUF). O futebol amador da cidade faz do esporte não só mais uma opção de lazer, mas, também, uma profissão. A elaboração desse diagnóstico do contexto externo faz parte das informações necessárias à fundamentação do Programa de Auto-Avaliação e da elaboração do Projeto Pedagógico Institucional. Segundo, Philip Kotler, especialista em marketing, as empresas bem-sucedidas precisam monitorar as forças macro-ambientais (demográficas, econômicas, tecnológicas, políticas, legais, sociais e culturais) e os atores micro-ambientais importantes (clientes), que afetam a sua habilidade de obter bons resultados. Ainda segundo este autor, é necessário rastrear tendências e desenvolvimentos importantes e identificar as oportunidades/ameaças, os pontos fortes/fracos tanto do ambiente interno como do ambiente 44 externo à empresa. Assim, é possível diagnosticar as potencialidades da Instituição e as razões para adaptar-se ao mercado e ao setor, dando sustentação à sua competitividade e suporte para aumentar sua participação de mercado (1996, p.142-5). A pesquisa do contexto externo foi realizada com o objetivo de analisar os aspectos econômicos, demográficos, educacionais, epidemiológicos, além dos relacionados ao turismo, à cultura e ao lazer, que caracterizam o contexto regional no qual se insere a Unitri, para melhor fundamentar as tomadas de decisão quanto ao raio de ação da Instituição, a partir do diagnóstico de suas necessidades e limitações. Como objetivos secundários, os dados pesquisados visam contribuir para a elaboração de um quadro de referências com variáveis importantes para o reconhecimento, análise e estudo das possíveis ofertas e demandas de cursos. Além disso, oferece subsídios para o planejamento das ações institucionais da Unitri, com vistas ao fortalecimento de sua eficácia e efetividade acadêmica e social. 4. Princípios filosóficos e político- educacionais O homem, na sua relação com o meio social e físico, age com uma atitude de permanente construção e reconstrução em 45 favor de sua própria existência. Essa atitude não é a de uma mente pensante que examina a realidade especulativamente, mas a de um ser que age objetivamente, que exerce a sua atividade prática no trato com a natureza e com os outros homens, tendo em vista a consecução dos próprios fins e interesses. Conceber o homem como um indivíduo histórico, um ser dialógico, transformacional, inconcluso, reflexivo, síntese de múltiplas determinações num conjunto de relações sociais, implica pensar sua formação do ponto de vista tanto das capacidades que possui para idealizar e criar, como das dificuldades e limitações consigo mesmo e com os que o rodeiam. Sob a compreensão do processo filogenético do desenvolvimento humano, o homem reflete o ser homo, coletivo, semelhante a todos os outros da sua espécie. Paralelamente, sob a visão ontogenética, ele se mostra singular, único e idiossincrático. Para Fonseca (1998), é nesse ponto que se instala um paradoxo: ao mesmo tempo em que reside na heterogeneidade a maior riqueza do ser humano, essa pluralidade representa a sua maior dificuldade. Saber-se nessa condição única e, ao mesmo tempo plural, significa, necessariamente, ser reconhecido em suas particularidades e especificidades, assim 46 como reconhecer as do outro e aprender a respeitá-las e a conviver com elas. Somente nesse processo de mútuo conhecimento é que as diferenças humanas são contempladas e o ato de compartilhar se faz presente. Nessa perspectiva, cabe à educação superior explicitar e trabalhar as várias facetas e diversidades do homem, da espécie humana, da individualidade humana, dos aspectos sociais e históricos e sua interligação. Por essa razão, uma das ações essenciais das instituições de ensino superior, neste terceiro milênio, é o estudo da complexidade e formação humana. De um modo ou de muitos, todas as pessoas estão envolvidas com a educação, seja para aprender, para ensinar, para aprender-e-ensinar, para saber, para fazer ser ou para conviver (Brandão, 1981). Como prática social educativa em intensa relação com o contexto sócio-político-econômico, que lhe imprime significado e torna inteligíveis suas finalidades e métodos, pode-se afirmar que a educação superior é um processo integrante do conteúdo social como um todo. Impulsionadas pela evolução do homem e da sociedade, as necessidades de aprimoramento das formas socializadoras dos conhecimentos foram se tornando mais exigentes, na medida em que os ensinamentos do passado se tornavam 47 inadequados às novas situações. A partir desse conflito, a educação superior passa a ser interpretada por outros prismas, com um enfoque voltado para a superação da mera transmissão de conhecimentos historicamente acumulados. As questões contemporâneas relacionadas ao aumento da população, aos avanços tecnológicos e industriais, à produção de bens de consumo, sua distribuição e globalização, e aos anseios frente à organização econômica, social e política que se transforma de tempos em tempos, impõem à educação superior a tarefa de idealizar alternativas de criação de condições para o desenvolvimento e sobrevivência do homem, do mundo e da sociedade. A educação como um processo de desenvolvimento pleno do ser humano, permite a cada um construir conhecimentos com base nas necessidades da transformação social, alicerçando-os em suas experiências e adicionando-os àqueles pertencentes ao legado histórico da humanidade, constituído em diferentes contextos culturais. É esse confronto de conhecimentos que viabiliza a geração de outros novos. Ao participar da construção do conhecimento e da realidade, o homem o faz não só pelo raciocínio ou pelas percepções externas, mas pela intuição, sentimentos e emoções vivenciados nos atos de aprender e de conviver. 48 Nesse sentido, trata-se de um ser de ações coletivas e individuais, um ser de relações. Assim, as dimensões individualizante e socializante da educação se completam, com vistas ao desenvolvimento eficiente, responsável e consciente do cidadão frente às necessidades da vida em sociedade, características de cada momento específico. Com essa compreensão da vida do homem na sociedade, as instituições de ensino superior devem se constituir como espaços de consolidação da sua formação, buscando, pela educação, seu pleno desenvolvimento cognitivo, sócio-cultural e afetivo. Para tanto, a educação no ensino superior deverá buscar o redirecionamento total do movimento de formação e orientar-se pelas concepções críticas da educação, numa visão progressista. Essa é a condição para que, intencionalmente, se torne representativa, legítima e significativa na formação plena do ser humano em evolução permanente. Tendo, então, como pressupostos básicos (a) as identidades e diferenças que cada ser humano possui, de acordo com suas crenças, seus valores e tradições, que determinam sua maneira de pensar e sentir-se no mundo do qual faz parte, envolvendo os aspectos de gênero, raça, etnia, sexualidade, tradições culturais e religiosas e (b) sua evolução 49 sócio-cultural pela constante transformação e movimento, determinada pelo momento em que vive e pelas influências econômicas e políticas, o processo formativo deverá assumir a perspectiva paradigmática inclusiva. A utilização desse paradigma implica compreender as diferenças humanas e valorizar os potenciais individuais e coletivos, respeitando-os enquanto limites e possibilidades naturais que qualquer pessoa pode apresentar. A característica de exclusão, predominante na sociedade contemporânea, tem sido gradualmente superada a partir da Conferência Mundial de Educação para Todos e da Declaração de Salamanca, marcos referenciais de uma nova política social que se propõe a inserir a gama de excluídos culturais, sociais e economicamente desafortunados. As lideranças políticas, os intelectuais e pesquisadores estão começando a entender que o segredo para o desenvolvimento social e econômico da sociedade está na compreensão da composição multicultural de seu povo. Nesse sentido, as leituras e ações se voltam para a compreensão da diversidade de atores que compõem a sociedade e, conseqüentemente, a educação de nível superior. O movimento de educação para todos deve realmente primar pela inclusão, tendo em vista que a razão mais importante para o ensino inclusivo é o valor social da igualdade 50 (Stainback; Stainback, 1999). Ensina-se através do exemplo que, apesar das diferenças, todos têm direitos iguais. Desse modo, é preciso que as instituições de ensino superior busquem alternativas educacionais que dêem conta da superação da dicotomia decorrente das diferenças naturais entre os seres humanos. Como um dos princípios fundamentais das ações comprometidas com a transformação e a reestruturação da sociedade, a inclusão só se efetivará nas dimensões mais amplas do social e nas instâncias específicas de uma instituição de ensino superior. As propostas de educação superior, concebidas na perspectiva paradigmática inclusiva, exigem uma atuação diferenciada, dimensionada e ampliada da ação educacional que, a partir da visão da totalidade, trabalhe as singularidades e as diferenças como pilares da humanização, e assegure o desenvolvimento eficiente do conhecimento para abarcar a tecnologia e a globalização presentes na sociedade. Com esse entendimento, a proposta pedagógica da Unitri deverá orientar-se organizada e para uma dimensionada, formação contextualizada, capaz de romper com a fragmentação que provoca rupturas na profissionalização e promove ações isoladas. Para gerar aprendizagens significativas, as habilidades essenciais para o exercício do ato educativo, em suas múltiplas facetas pedagógicas, deverão ser 51 sustentadas pelas teorias críticas relativas ao homem, ao mundo, à sociedade, ao conhecimento, à educação, à escola e ao ato de aprender. Atender ao aluno respeitando suas diferenças, suas necessidades específicas e potencializando suas capacidades, requer a observação precisa do que ele é capaz de aprender, de como aprende e de como utiliza esse aprendizado. Essa percepção ampliada de que nem todos têm as mesmas habilidades, interesses e capacidades para aprender através dos mesmos canais, é determinante para uma postura de flexibilidade, de interatividade e de inclusividade a ser adotada no ensino superior. Ao assumir esta filosofia, a Unitri deverá prover um espaço aberto de oportunidades para a aprendizagem, de modo a satisfazer as amplas e diversificadas necessidades de formação e qualificação profissional que implica a institucionalização da EaD como modalidade de organização das ações pedagógicas. Fundamentada em processos interativos e dialógicos, mediados, sobretudo, pelas tecnologias da informação e da comunicação, a intencionalmente EaD é planejado um recurso para que exercitar deverá as ser múltiplas possibilidades do indivíduo, reforçando a articulação entre os 52 diferentes conhecimentos e formações, entre a teoria e a prática, a reflexão e a ação, o indivíduo e a coletividade. Essa modalidade de ensino, vinculada à modalidade presencial, deverá configurar-se como prática de grande importância para que se materialize, na Instituição, o modelo de educação inclusiva orientado pelo princípio da cidadania universal cujas bases se assentam na idéia de que o desenvolvimento social deve garantir melhores condições de vida para as pessoas. A partir desse compromisso, em uma via de rigorosa coerência com sua missão de oferecer ensino de excelência e em observância às diretrizes e preceitos do MEC/CNE/INEP/SINAES para o ensino, a Unitri deverá concentrar-se nos seguintes objetivos: desenvolver uma ambiência institucional para o campo do ensino que, comprometida com a formação plena do aluno, envolva a afetividade, a cognição, a sociabilidade, as idéias e valores sócio-culturais e históricos, propiciando uma mudança em seu estado de consciência que favoreça uma profunda relação entre o fazer, o sentir e o pensar; orientar a formação do profissional por valores humanos inter-relacionados aos campos afetivos essenciais, de 53 modo a possibilitar ao aluno o autoconhecimento, o reconhecimento do outro e da realidade circundante em seus aspectos condicionantes e ideológicos, propondo alternativas possíveis para os problemas sociais contemporâneos; promover uma formação profissional fundamentada em uma profunda articulação entre a teoria e a prática, cuja mediação se dê pela inter-relação entre todos os profissionais e o aluno, com vistas ao desenvolvimento de competências técnicas, humanas e políticas. A consecução destes objetivos se fará por meio de ações educativas que, inspiradas e direcionadas pela filosofia crítica e inclusiva, se realizem segundo o ordenamento institucional forjado a partir da complexa coordenação das estruturas de apoio acadêmica e administrativa. O processo educacional, assim institucionalizado, far-se-á na confluência dos seguintes centros de interesses: desenvolvimento integral do ser humano, especialmente no que se refere aos aspectos intelectuais, estéticos e morais; oferta do ensino de graduação, graduação tecnológica e pós-graduação, de forma ética e estética; 54 prestação de serviços à comunidade como forma de apresentar os resultados da pesquisa; desenvolvimento, preservação e transmissão do saber em suas várias formas, ramos e modalidades; assimilação dos valores culturais e difusão da cultura, acompanhando de modo sistemático os avanços da realidade cultural do País; realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão comprometidas com o desenvolvimento harmônico e integrado da comunidade local, regional e nacional, visando o bem estar social, econômico e político; promoção de eventos de caráter científico e cultural que objetivem a integração com Instituições de Ensino e com a Comunidade. A partir desse compromisso com a consubstanciação de um projeto global de qualidade, que garanta a continuidade de seu papel de agente do avanço científico, cultural, intelectual e social da comunidade em que está inserida, a Unitri contribuirá para a formação geral e técnica da comunidade que vive em sua área de abrangência, mediante o preparo de profissionais e especialistas, bem como pela articulação com os poderes público e privado para o estudo e a pesquisa de soluções dos problemas em âmbito regional e nacional. 55 Para o pleno atendimento de sua missão, de seus objetivos e de suas finalidades, a Instituição deverá ter em vista propósitos específicos para cada um de seus pólos de atuação: Ensino • promover e realizar cursos de graduação nas diversas áreas do saber e das necessidades sociais, para a formação de profissionais-cidadãos; • promover e realizar programas de educação continuada, tendo em vista a capacitação do seu corpo docente, profissionais dos que seus vivem na dirigentes sua e região dos de abrangência; • desenvolver programas de pós-graduação lato e stricto sensu nas várias áreas de interesses e das aspirações da comunidade; • desenvolver ações e mecanismos de integração com a educação básica, ou com outros níveis de ensino da sua região de abrangência, com o propósito de auxiliar na atualização dos professores e das organizações interessadas; • promover cursos de treinamento profissional e de recursos humanos, consoante as necessidades sociais emergentes. 56 Pesquisa • utilizar a pesquisa como princípio científico- educativo, desenvolvendo programas específicos de investigação para auxiliar no processo de criação da ambiência verdadeiramente adequada à aprendizagem; • oferecer ao corpo docente a estrutura de apoio necessária ao desenvolvimento das atividades de pesquisa; • criar mecanismos de institucionalização da participação dos alunos em atividades de iniciação científica, com o propósito de instrumentá-los com a criatividade e a crítica inerentes ao exercício pleno da cidadania; • manter intercâmbio com centros de pesquisas nacionais e estrangeiros, particulares e públicos, que propiciem o permanente aprimoramento e atualização na busca do conhecimento e sua posterior difusão; • instituir mecanismos de captação de recursos financeiros que desenvolvimento auxiliem dos a projetos manutenção e institucionais o de pesquisa. 57 Extensão • levar à comunidade, sob a forma de cursos e serviços, os benefícios advindos dos conhecimentos produzidos, colaborando para a melhoria do nível de formação dos recursos humanos individuais bem como dos que atuam nas organizações da região de influência da Unitri; • promover atividades culturais e sociais, com a finalidade específica de fortalecer a integração da Unitri com a comunidade por meio da participação de seus professores e alunos, tendo em vista o mútuo crescimento; • engajar-se nos movimentos culturais próprios das comunidades da região, colaborando para seu desenvolvimento e preservação; • priorizar a ação comunitária comprometida com os problemas das comunidades mais necessitadas e carentes; • ampliar convênios e parcerias com órgãos públicos e privados, com vistas a assegurar a articulação entre a formação educacional e a realidade do mundo do trabalho. 58 Ao lado de seu caráter acadêmico, da procura do saber e do desejo de promover a criatividade, a Unitri assume uma função explícita de colaboradora do desenvolvimento e da solução dos problemas da realidade social. Conduzir projetos que realmente transformem a região e o ambiente em que está inserida, sem perder de vista o sentido humano dessas mudanças, implica antecipar seu impacto nas relações econômicas, bem como no cotidiano das relações políticas e das relações sociais entre os indivíduos. Assim, a construção de suas ações institucionais deverá orientar-se por uma abordagem interdisciplinar que, presidida por uma visão de conjunto da realidade, possibilite a permanente associação das diferentes dimensões do sujeito, do objeto e do conhecimento. A convergência e a concentração de esforços para o desenvolvimento das ações e para a tomada de decisão pressupõem um movimento dialógico e pluralista, capaz de romper com a postura disciplinar e com a fragmentação no pensar, no sentir e no agir humanos. Esse processo sistêmico que caracteriza as diretrizes do PPI, ora apresentado, foi concebido a partir da compreensão e percepção do homem no mundo contemporâneo e da educação como espaço de consolidação de sua formação, considerando os ciclos do desenvolvimento e as fases da 59 aprendizagem humana, assim como as habilidades e saberes essenciais a serem trabalhados no ensino superior. Em sua idealização, esse processo busca a essência da formação, ou seja, o que determina os pontos convergentes com os quais se deve trabalhar e, por conseguinte, as inúmeras possibilidades de ações para os profissionais da Unitri. É importante que nele seja demarcada a origem do movimento pedagógico e administrativo, favorecendo, pela interação entre ambos, a organização do trabalho institucional. Como parte integrante desse processo sistêmico, o Regimento Geral, o calendário, as grades horárias, a organização dos recursos humanos e do espaço físico, deverão respeitar os dispositivos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, no que se refere à estrutura e ao funcionamento do ensino superior, porém, valorizando e aplicando o princípio da flexibilidade por ela estabelecida. Desse modo, ao ensejar uma transição paradigmática no campo educacional, o presente PPI tem como requisitos básicos as determinações legais e as exigências de qualidade estabelecidas pelo MEC. A seguir, o diagrama representativo do processo sistêmico das ações delineadas neste PPI. 60 Processo Sistêmico das Diretrizes do PPI O P ro g ra m a D e s e n v o l v im e n t o p e s s o a l e p r o f i s s iio onal T É C N IC O HUM ANO P O L ÍT IC O P R O F IIS S S IO N A L I Z A Ç Ã O / E S P E C I A L I Z A Ç Ã O R e la ç õ e s H u m a n a s Fazer Pensar C o t i d ia n o G ra d u a ç ã o H a b ilid a d e s T e m p e ra m e n to s P o te n c ia lid a d e s C a p a c id a d e s T a le n t o s In te r e s s e s S e n t ir A p t id õ e s E s t á g io s A u la s TCC L a b o r a tó r io s V is ita s té c n ic a s E x te n s ã o P e s q u is a E v e n to s In c lu s ã o V iv ê n c ia C o n v iv ê n c ia C o n te x to C o n h e c im e n to P ó s - G ra d u a ç ã o A v a li a ç ã o A to E d u c a tiv o A m b ie n te s T É C N IC IC O In te r a ç ã o P R O F IS S IO ZAÇÃO I O N A L I Z A Ç Ã O / E S P E C I A L IIZ HUM ANO M e to d o lo g ia P O L Í T IC O D e s e n v o l v im e n t o p e s s o a l e p r o f i s s iio onal O P ro g ra m a O processo sistêmico das diretrizes do PPI, para sustentar-se numa abordagem interdisciplinar e na Pedagogia 61 de Projetos, deverá ter os seguintes pressupostos da concepção progressista de educação: o homem é um ser situado num mundo concreto, social, econômico e ideologicamente determinado, que lhe cabe transformar. A natureza humana vai se constituindo histórica e socialmente, não existindo, portanto, uma personalidade humana genérica, padronizada e universal; o mundo não se constitui num todo orgânico e harmonioso, mas sim num espaço atravessado por conflitos e contradições geradas pelas relações sociais marcadas por interesses e aspirações distintas; a realidade social é construída num processo dinâmico, contínuo e sócio-cultural mediado pelas ações recíprocas entre os homens; a cultura sofre as determinações dos condicionantes histórico-sociais, sendo, portanto, a expressão dos conflitos e contradições oriundas das relações sociais. Dessa forma, os valores emanam da interação recíproca entre o homem e o real, sendo a sua consciência a expressão das condições concretas da sua existência; 62 o conhecimento é um instrumento social em contínua construção, o que significa que é essencialmente ativo e sua aquisição só se dá na ação. a educação, na relação dialética com a sociedade, constitui-se em transformação um social, determinantes importante instrumento em pesem que histórico-sociais. Na sua de seus dimensão formal cabe a ela elevar o nível de consciência do educando a respeito da realidade social que o cerca, a fim de capacitá-lo para atuar na busca de sua emancipação social, econômica e cultural; a escola deve ser valorizada como um instrumento de luta das camadas populares, propiciando, de forma sistemática, o acesso ao saber historicamente acumulado e reavaliado face às realidades sociais, saber esse necessário à explicação e à compreensão da prática social na qual o educando se insere; os processos de ensino e de aprendizagem acontecem numa cultura específica, com pessoas concretas, que pertencem a uma classe social definida. Daí resulta a dimensão político-social inerente à prática pedagógica que implica uma reflexão sobre o homem e a realidade social na qual ele vive; 63 o professor deve ser um orientador do processo educativo. Seu papel é o de mediador entre a prática social vivida pelo aluno e o saber socialmente significativo que ele deverá dominar, a fim de se tornar uma força ativa na transformação das estruturas sociais; os métodos de ensino devem ter como ponto de partida a prática social comum a professores e alunos. É dessa prática que emergem os problemas e, conseqüentemente, para os resolvê-los. conhecimentos Os alunos, necessários devidamente instrumentalizados pelos princípios da pesquisa e da investigação, retomam a prática social com vistas a transformá-la; a avaliação da aprendizagem, como um aspecto relevante do processo educativo, deve oferecer ao professor e ao aluno a comprovação de que ascenderam a um nível de consciência mais elevado sobre a realidade social na qual se inserem, possibilitando-lhes melhor forma de atuação nesta mesma realidade. Assim, sob a égide das múltiplas dimensionalidades que a definem, a proposta educacional da Unitri prima por uma visão de homem enquanto ser biopsicosocial, cognitivo e 64 cultural. Ao abranger os âmbitos da cognição, da moralidade humana, da sociabilidade, da afetividade e da língua e linguagem, esta proposta visa assegurar uma formação atualizada e diferenciada. Com esta orientação, o processo de operacionalização das ações específicas de cada uma das áreas de atuação da Unitri deverá desenvolver um programa de formação, em que se inter-relacionem e se complementem os seguintes níveis de ensino: cursos superiores de tecnologia cursos de graduação e cursos de pós-graduação. Ao assumir esse compromisso com o desenvolvimento contínuo e sistemático do poder integrador de suas ações, a Unitri se afirma como lugar da formação humana, política e técnica e cumpre seu dever de garantir aos estudantes, por intermédio dos seus profissionais, “o direito a uma educação de qualidade, sem qualquer discriminação e aberta às diferenças", como prescreve a Constituição para todos os brasileiros, indistintamente. Para gerir um processo educacional dessa magnitude, a estrutura interna da Instituição não deve ser algo generalizante, 65 rígida, burocrática, disciplinar, hierárquica, especializada e linear, sob pena de não atender a todos aqueles que a ela recorrem. 5. Princípios pedagógicos e pressupostos da práxis Colocar-se a serviço de um modelo de educação inclusiva significa, para a Unitri, ter como princípio central de sua proposta a cidadania como patrimônio universal, de modo que as ações institucionais se orientem pelo direito de todas as pessoas a uma vida digna e honrada. Como eixo orientador da formação, o conceito de cidadania universal pedagógicos da presidirá Unitri que o conjunto orientarão de sua princípios organização acadêmica e sua vida institucional segundo diretrizes que norteiam o seu desenvolvimento e consolidam a sua missão. Esses princípios constituem a base de referência para o trabalho educativo em qualquer situação institucional, ou seja, apontam direções a seguir mais do que caminhos específicos a percorrer ou instrumentos a usar para realizá-los. Orientam as atividades de ensino, pesquisa e extensão da Instituição desde sua concepção inicial, passando por suas várias etapas de realização até o acompanhamento dos resultados do egresso que estiver atuando em seu campo profissional. 66 5.1. Princípios Pedagógicos 5.1.1.Formação Técnico-científica e Formação Humanística Como promotora da cidadania universal, a Unitri deverá orientar suas ações prioritariamente pelos desafios oriundos dos avanços tecnológicos sem perder de vista o sentido humano das mudanças deles decorrentes, antecipando seu impacto nas relações econômicas e no cotidiano das relações políticas e sociais. Por essa razão, é fundamental que em todas as suas ações busque o equilíbrio entre as dimensões técnico-científica e ético-moral como fator determinante para que se estabeleçam novas formas de pensar, sentir e atuar sobre uma realidade caracterizada pela pluralidade e complexidade de situações inscritas em redes e conexões de significados. A convivência dos aspectos técnicos e humanísticos torna indispensável a reflexão sobre o caráter ético que deverá perpassar as relações intersubjetivas e os processos de tomada de decisões, estimulando a utilização da técnica não apenas como meio, mas como um modo de inserção do homem no mundo que se caracterize pela participação ativa no 67 processo de transformação da realidade política e cultural de nosso País. 5.1.2. Integração dos diversos níveis de ensino O sentido da educação continuada reside no conceito de aprender e recriar permanentemente ou aprender a aprender, os quais não se esgotam no campo da introdução à ciência e, menos ainda, nos métodos de transmissão do saber. Para que a aquisição de conhecimentos seja valorizada para além de sua aplicação imediata, é imprescindível que o estudante seja estimulado, em sua dimensão individual e social, a buscar, a pesquisar, a desenvolver processos teóricoepistemológicos de investigação da realidade que o tornem capaz da auto-aprendizagem e da auto-determinação para atualizar-se continuamente O desenvolvimento dessa habilidade de aprender requer a transformação do espaço acadêmico em locus de construção e produção do conhecimento, mediante a integração dos diversos níveis de ensino, em especial, da graduação com a pós-graduação. Além da formação do pesquisador, a pós-graduação deverá integrar à sua missão a formação para a docência no ensino superior associando às questões pedagógicas o rigor 68 dos métodos específicos de produção do saber, na perspectiva epistêmica. Caberá, também, à graduação relacionar-se com a educação básica, tanto no desenvolvimento de programas de formação do professor, incluindo a formação continuada, como na integração do processo seletivo para ingresso no ensino superior à sua qualificação. Ao lado dos interesses de captação de candidatos, a interlocução com os agentes da educação básica deverá, na perspectiva de sua qualificação, proceder à análise crítica dos resultados apresentados, a partir da qual possam emergir indicações para o aprimoramento dos procedimentos de seleção. 5.1.3. Articulação entre Ensino, Pesquisa e Extensão Sabe-se que o essencial para o profissional da atualidade é a auto-formação e não a escolarização: sua prioridade é a auto-realização, o orgulho e a satisfação de construir algo. Diante dessa exigência, a formação focada apenas na preparação do indivíduo para o exercício de uma profissão é insuficiente para integrá-lo ao mundo do trabalho, exigindo o compromisso com uma qualificação intelectual suficientemente ampla e abstrata cuja base seja o domínio de métodos analíticos e de múltiplos códigos e linguagens. 69 Nesse sentido, a formação deverá conjugar, com a máxima organicidade, a competência técnica e científica com a inserção política e a postura ética. Para estabelecer a competência científica os estudantes precisarão apreender os fundamentos específicos da ciência correspondente a cada área do conhecimento, a fim de construírem a capacidade de aprender requerida para a aquisição contínua e eficiente de conhecimentos específicos. Durante esse processo, deverão ser explicitados, numa perspectiva política, os condicionantes históricos subjacentes ao processo evolutivo da criação dos métodos científicos e os condicionantes contemporâneos de cada profissão. Como decorrência, estabelece-se a compreensão crítica acerca do contexto em que se dá o exercício profissional, forjando exclusões sociais ou ensejando aberturas crescentemente integradoras dos diferentes segmentos da sociedade. Essa formação, contextualizada com as muitas urgências sociais, só se dá por intermédio da associação entre ensino e extensão, permitindo, em sua dimensão política, que nela se integrem as posturas éticas relacionadas à temática imprescindível da dignidade da vida como direito universal. Por outro lado, a associação do ensino com a pesquisa permite que seja incorporado o domínio dos instrumentos por meio dos quais cada profissão se expressa em seu processo evolutivo. 70 Como eixo da formação, a articulação entre ensino, pesquisa e extensão pressupõe uma organização curricular capaz de promover o diálogo interdisciplinar entre os fundamentos científicos da área de conhecimento correspondente ao respectivo campo de atuação profissional e as ciências correlatas. Tal pressuposto torna imprescindível a existência de uma equipe de docentes formalmente inclusiva, científica qualificados. 5.1.4. Capacitação Docente A formação na perspectiva e epistêmica requisita um perfil docente em que a competência pedagógica é indispensável. Além da formação científica na sua área de conhecimento que permita ao docente o amplo domínio dos métodos de investigação e produção daquela ciência específica, é necessário ter a competência formadora. Embora se inicie nos programas formais de pósgraduação, essa competência científico-pedagógica deverá ser aprimorada nos processos rotineiros de capacitação que ocorrem no contexto da atuação coletiva em torno dos Projetos Pedagógicos de Curso, de modo a estabelecer a articulação entre ensino, pesquisa e extensão. A construção coletiva desses Projetos Pedagógicos deverá constituir-se em espaço privilegiado de capacitação 71 docente abrangendo o cultivo da prática científica e, igualmente, o diálogo interdisciplinar que deverá se fazer presente tanto nos níveis pedagógicos próprios do curso como nos de desenvolvimento de projetos específicos. Dada a impostergável formação do perfil docente pretendido e a possibilidade de sua consolidação no cotidiano do fazer pedagógico serão apresentadas, a seguir, as premissas subjacentes ao conjunto de diretrizes e idéias básicas que deverão nortear seu comportamento e definir suas responsabilidades. • O projeto pedagógico de cada curso deve ter o futuro como referencial, tanto para o que propõe ensinar quanto para os métodos a empregar. Durante a história da Educação, as instituições que realizaram esse trabalho estiveram apoiadas na noção de que o papel mais importante do ensino era apresentar o conhecimento e a tradição cultural da comunidade para as novas gerações, levá-las a aderir a esse conhecimento e a submeter-se ao que ele prescrevia. A informação existente ou de domínio dos professores, sua apresentação aos aprendizes e a cobrança de adesão a elas ou de sua utilização como verdades foi uma constante na história da Educação no mundo. Atualmente, muitos professores ainda se referem ao 72 conhecimento que usam para ensinar aos alunos, acreditando que ensinam o que denominam de conteúdo. No entanto, mais do que dominar o conhecimento do passado e as informações de outrora, mesmo que de pouco tempo atrás, o desafio da Educação está em preparar as pessoas para atuarem frente às situações com as quais vão defrontar-se no futuro, com base no conhecimento mais significativo existente. O conhecimento e a tecnologia do passado são instrumentos para perceber melhor como acontecem os processos da natureza ou os processos sociais e para poder lidar melhor com eles, de forma a superar os problemas e dificuldades que surgirem, sem lesar o meio, as pessoas, as possibilidades de existência e a qualidade de vida das pessoas na sociedade. O conhecimento do passado precisa constituir uma efetiva base para inventar o futuro. E isso pode ser feito por meio da capacidade de construir, derivando do melhor conhecimento existente, as aptidões que devem constituir a aprendizagem dos que viverão no futuro e serão os principais agentes para definir e construir esse futuro. São, em última instância, as aptidões que os aprendizes desenvolvem no presente que constituirão as bases do que caracterizará a sociedade no futuro. 73 As expressões aprender a aprender, aprender a viver com o diferente, aprender a conviver, aprender a fazer, aprender a ser, aprender a conhecer, aprender a pensar traduzem a necessidade de superar a noção de domínio de conteúdos, produzidos por outros, e orientam a atenção para o futuro, para as novas necessidades, para a sociedade em transformação acelerada e, muitas vezes, em direções e velocidades assustadoras uma vez que anunciam o perigo da falta de preparação para lidar com tudo isso. O foco de atenção é deslocado do ensino para a aprendizagem, e isso tem implicações muito importantes para o trabalho das instituições de educação superior. • Ensino e aprendizagem precisam ser considerados pela relação que os define e pela natureza desses dois processos É comum no contexto do ensino superior, o entendimento de que o ensino produz a aprendizagem. A percepção em relação a como acontecem as decisões sobre o que ensinar ou sobre como fazê-lo e de que maneira a aprendizagem afeta esses dois tipos de decisão é ainda bastante reduzida. No entanto, é urgente a compreensão de que a razão de ser do trabalho de ensinar é a aprendizagem, uma vez que é para 74 construí-la que todo o trabalho docente é concebido, planejado e realizado. Há que se compreender, também, que os processos de ensino têm ou devem ter sua gênese nas necessidades de aprendizagem e que a avaliação desses processos é determinada pela aprendizagem que deles resulta. Um processo de ensino deve, portanto, desde sua gênese, orientar-se pelas aprendizagens que são importantes desenvolver nos alunos e aperfeiçoar-se em função das aprendizagens que consegue realizar. Assim, a aprendizagem é o núcleo do processo de ensino: é ela que orienta suas características enquanto meio para obtêlas. O foco não é a atividade do professor, mas a aprendizagem que ele consegue realizar com seus alunos, a partir das atividades propostas. Há um princípio, já acessível, sobre as relações que constituem o processo ensino-aprendizagem e que pode ser assim resumido: não existe ensino sem aprendizagem. O que define o trabalho educacional é a relação entre o que o professor faz e o que acontece com a aprendizagem dos alunos. Para construir essa relação com qualidade é necessário deslocar a atenção (e o discurso) das atividades e intenções dos professores para o que fazem professores e 75 alunos em vista de constituírem uma relação educativa, uma relação de aprendizagem. • Em cada curso da Instituição é necessário utilizar princípios educacionais descobertos pela Ciência em várias áreas O conhecimento existente em diferentes áreas e produzido por diferentes processos possibilita o acesso a conceitos orientadores que merecem ser utilizados como princípios importantes para o trabalho educacional, relativamente aos aspectos que permitem construir uma relação entre os processos de ensinar e aprender e o desenvolvimento de aprendizagens importantes para o futuro. Isso, acrescido pela rápida e constante transformação da sociedade, acarreta um crescente nível de exigência para a atuação das pessoas no convívio social. Cinco desses princípios podem ser explicitados como alguns dos mais conhecidos e já testados para garantir o sucesso da construção de aprendizagem por meio do trabalho de professores. Aparentemente pode parecer muito, mas são direções de exigência que as instituições educacionais e os profissionais do ensino precisam aprender a construir e usar nos processos de aprendizagem que querem realizar por meio 76 de seu ensino. Vale a pena examinar um pouco o que constitui cada um desses princípios. a) Participação ativa dos alunos em cada unidade de aprendizagem: refere-se à atuação do aluno como uma dimensão importante do processo de ensinar: a aprendizagem requer participação ativa do aluno (e isso é muito mais do que ouvir, ler, repetir, decorar, devolver...). Participação não como ativismo lúdico, mas como realização de atividades que correspondam às aprendizagens importantes a desenvolver para o aluno se tornar apto para lidar com as circunstâncias com que irá se defrontar como profissional e como cidadão. Atividades que constituam as aprendizagens das ações significativas que dele serão requeridas pela sociedade. b) Exigências feitas em pequenos passos ou etapas da aprendizagem de interesse: diz respeito a dispor as aprendizagens dos alunos em etapas, de forma a permitir e facilitar o processo de construção de novas capacidades de atuar. As quantidades, a complexidade de cada etapa, ou passo de aprendizagem, precisam ser compatíveis com as possibilidades de realização dos alunos. Sem esse princípio – de difícil realização – o professor corre o risco de prosseguir 77 nas suas atividades, independentemente do que acontece com a aprendizagem de seus alunos. Um professor precisa ser um mediador e um facilitador de aprendizagem e não alguém que ostenta a quantidade de reprovações de seus alunos como se fosse mérito de seu ensino. O valor de alguém como professor, e o que permite que receba tal nome, consiste em conseguir obter a aprendizagem de seus alunos sem causar-lhes prejuízos ou sofrimentos. Não se trata de facilitar a aprendizagem além do necessário – isso levaria os alunos a desvalorizar o que fazem, mas de facilitar o suficiente para que os que ainda não são capazes de realizar algo possam aprender a fazê-lo sem destruição de sua auto-estima, ou à custa de repetidos fracassos e muito sacrifício, a ponto de provocar evasões, desistências ou desânimo dos estudantes. O princípio de construir as aprendizagens dos alunos por etapas, degraus, que eles realizem progressivamente, é um componente do sucesso da aprendizagem e, por isso mesmo, do ensino. Descobrir o que pode constitui cada uma dessas etapas e construí-las, são desafios para o trabalho docente com os alunos. c) Conseqüências informativas para cada passo ou etapa realizado pelo aluno: é constituído pela exigência de que 78 cada aprendizagem realizada pelos alunos tenha conseqüências informativas imediatas para eles, de forma a orientá-los quanto à adequação de seu trabalho. Feedback imediato a cada pequena etapa de aprendizagem é uma importante condição para a aprendizagem dos alunos. E isso é a base de uma avaliação processual que supera as tradicionais medidas de desempenho, mais classificatórias dos alunos do que orientadoras de seus processos de aprendizagem. Sem informação sobre a qualidade ou adequação de seu desempenho, os alunos tendem a considerar – e aprender – que o que fazem, independentemente de qualquer critério, é o correto e o melhor. Conseqüências informativas e imediatas a cada etapa de aprendizagem são fundamentais para que as aprendizagens ocorram e, principalmente, se consolidem. d) Encaminhamento imediato de acordo com o que é realizado pelo aluno em cada etapa ou passo: princípio importante para o ensino, e corolário do princípio precedente, é o de que a conseqüência informativa e imediata deve ser seguida de um encaminhamento apropriado para o aluno corrigir ou completar o que fez, até estar correto e completo, de acordo com os critérios de suficiência e adequação da aprendizagem em foco. Encaminhar continuamente o que acontece com as tentativas dos alunos, ao aprenderem cada 79 unidade de sua capacitação, é um complemento importante do princípio do feedback imediato e constante. Sem esse encaminhamento, o feedback é insuficiente como uma condição de aprendizagem. e) Condições apropriadas às características de aprendizagem de cada aluno: esse princípio de aprendizagem considera que cada aluno tem características específicas e deve poder aprender de acordo com essas características. Isso significa que cada aluno tem condições e possibilidades diferentes para realizar cada tipo de aprendizagem que os professores lhe exigem. Nesse sentido, os professores devem evitar os procedimentos de massificação, que consideram todos os alunos iguais. Criar condições de estudo complementar, atendimentos adicionais, monitoria de colegas adiantados, oportunidades variadas, atividades optativas, instruções escritas orientadoras para procedimentos e recursos de aprendizagem são alguns exemplos de possíveis aplicações desse princípio. Esses cinco princípios são um patrimônio do conhecimento sobre os processos de ensino e de aprendizagem e precisam ser integrados à prática pedagógica, tanto no âmbito da sala de aula quanto das coordenações de curso, ou da administração das condições e processos de ensino da Instituição. São 80 princípios interdependentes e relacionados entre si. Não devem ser considerados como técnicas ou instrumentos isolados. O conjunto desses princípios, e as relações entre eles, é que pode dar maior consistência ao trabalho de aprendizagem de nível superior a ser desenvolvido por um professor. Mais que um patrimônio do professor, esses princípios são instrumentos dos alunos para proteger e desenvolver seus processos de aprendizagem. O professor, como responsável pelo planejamento e disposição das condições para a aprendizagem, deve garantir o respeito a esses princípios. Os alunos também precisam conhecer, utilizar e garantir esses princípios em suas atividades de estudo e de aprendizagem. Sem a participação específica de ambos no trabalho de construção da aprendizagem por meio de ensino, esses princípios ficam vazios, são palavras mortas, sem fenômenos que correspondam a eles. • É imprescindível trabalhar com uma clara noção do significado da expressão educação de nível superior. O outro aspecto orientador para a educação é a clareza do que significa realizar uma educação de nível superior. Os costumes ou as práticas dos docentes nas instituições de ensino superior raramente permitem examinar com profundidade o que significa a expressão nível superior. Ela 81 significa muito mais do que apenas algo que vem depois dos níveis inferiores ou do que um terceiro grau de uma seqüência de dificuldades ou exigências. A natureza do ensino de nível superior precisa ser algo muito claro para os professores que realizam esse trabalho. Sem isso, seu esforço profissional tenderá apenas a repetir o que já é feito em outros tipos de ensino e a persistir em concepções ultrapassadas sobre o que é educar em nível superior. Educação – e ensino – de nível superior significam desenvolvimento de qualificação e, portanto, de aptidões para atuar, de forma abrangente, efetiva, com resultados duradouros e de eficácia sistêmica (não apenas isolada ou esporádica), com dimensões éticas, afetivas, políticas e sociais, tanto quanto dimensões técnicas, científicas e culturais. As várias dimensões dos problemas da sociedade precisam fazer parte da formação de nível superior, de tal forma que o aprendiz egresso desse tipo de ensino tenha uma capacidade humana de atuar integrada com todas as dimensões que tal capacidade requer: técnicas, políticas, afetivas, emocionais, sociais, históricas etc. Qualificação não apenas para obter emprego, mas para relacionar-se em nível superior com a sociedade como um todo e com as pessoas em particular. Uma efetiva qualificação profissional depende de uma qualificação humana para a vida em relação com os outros. Parece urgente superar 82 conceitos reducionistas. Ser um profissional de nível superior é ser, de fato, capaz de estabelecer relações significativas com seu entorno. A qualidade, a relevância e a pertinência apregoadas para a qualificação, inclusive profissional, de nível superior são os outros nomes usados para designar essas dimensões da atuação de uma pessoa. Não é o diploma universitário que qualifica uma pessoa, mas sua capacidade de atuar com dimensões humanas, sociais e profissionais, como componentes de cada uma de suas ações na sociedade. Uma clara concepção sobre o que significa aprendizagem e educação de nível superior é mais um dos componentes dos princípios gerais que constituem os elementos para delinear diretrizes para um ensino de graduação de alto valor para a sociedade. É um princípio que serve de apoio a vários outros princípios, à medida que destaca o que significa a expressão educação de nível superior. Expressão que se refere a um conceito orientador constante das ações que constituem o trabalho de todos na universidade. 5.1.5. Avaliação Institucional Concebendo a reflexão sobre a prática pedagógica como móvel essencial de inovação e garantia de um elevado padrão 83 de desempenho, a Unitri desenvolverá seu Programa de Avaliação Institucional com o objetivo de orientar a gestão institucional, em suas dimensões política, acadêmica e administrativa, de forma a promover os ajustes necessários à melhoria de suas ações. A avaliação deverá ter como foco as várias funções produtivas e administrativas da Unitri, os diferentes níveis de ensino e os problemas institucionais significativos. Os critérios a serem utilizados deverão sempre refletir os objetivos da Unitri, tendo em vista que a construção da excelência no ensino deve ter na avaliação o elo mais importante do processo de garantia da qualidade. Sendo a qualidade garantida, preliminarmente, por meio dos cuidados internos e da atenção constante e estrutural que a própria Instituição e seus integrantes dispensam ao assunto, esse processo, integrado à política geral da administração, deverá ser sempre priorizado pela gestão. A proposta metodológica da Avaliação, na Unitri, deverá ser fundamentada nos seguintes princípios : Garantia de um clima de acolhimento ao Programa pelos professores e alunos que assegure sua participação na operacionalização e nas condições de utilização dos resultados; 84 obtenção de dados quantitativos e qualitativos na coleta de informações, objetivando a formulação de um diagnóstico do ensino; conjugação da avaliação Institucional com a avaliação de cursos e de docentes, a serem realizadas com a participação de toda a comunidade acadêmica; compromisso da Comissão Própria de Avaliação (CPA) em garantir o sigilo absoluto dos dados obtidos nas avaliações; compromisso da CPA de oferecer condições para melhor preparar o professor, introduzindo as mudanças necessárias de maneira gradual; compromisso da Administração de manter coerência com a CPA para assegurar a credibilidade necessária para o desenvolvimento do seu trabalho. 5.2. Pressupostos da Práxis Partindo da crença de que o objetivo dos professores da Unitri é criar condições para o desenvolvimento do potencial humano de cada aluno e que a eficácia das estratégias de ensino está na efetiva preparação técnico-científica e política dos alunos para alcançar o sucesso pessoal e profissional, sua atuação deve estar fundamentada nos seguintes pressupostos: 85 a) O papel do professor deve ser o de facilitador do desenvolvimento das capacidades do aluno para pensar e agir responsavelmente. Na sala de aula deve agir como estrategista e técnico da aprendizagem, predizendo, diagnosticando e adaptando seu ensino à compreensão e progresso do aluno e, ainda, avaliando a qualidade do seu raciocínio e as suas reações emocionais diante de cada situação. b) A identificação dos objetivos do ensino pelo aluno é um fator determinante de sua motivação para a aprendizagem, sendo seu sucesso ou fracasso o que define a maneira pela qual estabelece seus objetivos futuros. O processo educacional envolve uma série de experiências de aprendizagem que visam atingir objetivos educacionais cuidadosamente selecionados mediante considerações acerca da natureza do aluno, do contexto social no qual a Unitri está inserida, e do conteúdo a ser ensinado. Portanto, a seleção dos objetivos educacionais constitui fator determinante da construção do Projeto Pedagógico de cada curso. c) O professor desempenha um forte papel na imagem que o aluno tem de si mesmo, na maneira como 86 ele se vê, e tal visão está diretamente relacionada com sua capacidade de se realizar academicamente. A implicação dessas idéias para a construção do Projeto Pedagógico de cada curso está diretamente direcionada ao tipo e nível de dificuldade das experiências que devem ser proporcionadas ao aluno. Elas devem ser apresentadas num contexto de desafio e a consecução de cada objetivo deve ser uma oportunidade de reforço para a imagem que o aluno tem de si mesmo, bem como para o desenvolvimento máximo de seu potencial. Para que isso aconteça, os interesses, preocupações, problemas e necessidades dos alunos devem ser usados como base para o ensino. Nesse sentido, o aluno deve ser ajudado a identificar suas necessidades, a explicitar seus valores, a estabelecer seus próprios objetivos e a se responsabilizar pela sua aprendizagem e comportamento na sala de aula. d) O aluno precisa aprender a organizar seu conhecimento e a usar processo de pensamento criativo. A organização do conhecimento é única para cada indivíduo. Embora sujeito aos mesmos dados, informações, fatos e conceitos, a maneira como cada aluno os compreende e transforma é única. O conhecimento novo não é simplesmente incorporado ao antigo, nele ocorre a mudança, a transformação. 87 Essa consideração tem implicações para a formulação das estratégias de ensino. O conceito de pensar como um processo essencialmente ativo, no sentido de que se aprende apenas fazendo, coloca o ensino numa perspectiva diferente. Maior ênfase passa a ser dada ao processo ao invés de ao conteúdo, ou seja, o que importa é como as coisas são ensinadas ou aprendidas e não simplesmente o o quê é ensinado ou aprendido. Esta postura influenciará diretamente a formação do perfil profissiográfico definido no Projeto Pedagógico de cada curso e que deverá compreender tanto o como fazer quanto o por quê fazer. e) O ensino deve ser centrado em problemas que sejam significativos para os alunos e que satisfaçam as suas necessidades. A realização de atividades relacionadas à identificação de problemas que lhes interessam e a elaboração de projetos de trabalho coletivo com a assessoria dos professores oferecem aos alunos uma série de alternativas que os envolvem em diferentes oportunidades desenvolvimento da de aprendizagem, capacidade de desde liderança até o o planejamento e avaliação de atividades programadas. 88 5.2.1. Fases da metodologia de ensino: aprender a aprender ? 89 Neste caminho metodológico está implícito que as estratégias de ensino deverão permitir o envolvimento intenso dos professores e alunos no processo de ensino e de aprendizagem. Para isso, é preciso que o professor compreenda, de forma muito clara, o seu papel no espaço acadêmico, e, especialmente, o seu papel no ensino. O ensino é mais que uma atividade em classe e inclui, também, a preparação da aula, o processo avaliativo, as leituras sobre sua matéria, a orientação de monografias, a supervisão de estágios e as atividades complementares e o registro acadêmico. Outras atividades importantes que o professor desenvolve no ensino, são as orientações metodológicas e técnicas acompanhamento do aluno na escolha envolvendo o de cursos extracurriculares, a formação de hábitos de estudos e de vivências práticas relacionadas à profissão. As práxis pedagógicas, em seu tríplice objetivo de proporcionar ao estudante o potencialidades como desenvolvimento de suas elemento de auto-realização, a qualificação para o trabalho e o exercício pleno da cidadania, deverão desenvolver nos alunos as seguintes habilidades: 90 domínio pleno da leitura e da escrita para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pelo aprender a aprender, ao longo de toda a formação; percepção das múltiplas linguagens utilizadas pela humanidade; conhecimento, compreensão, interpretação, análise, relacionamento, comparação e síntese dos dados, fatos e situações do cotidiano, que possibilitem a qualificação profissional e, sobretudo, o desenvolvimento das competências que o tornem apto a enfrentar as inúmeras situações da vida; compreensão das relações sociais para uma atuação adequada como cidadão; valorização do diálogo, da negociação e das relações interpessoais; compreensão e valorização das expressões culturais de sua gente e de seu entorno; capacidade para localizar, acessar, contextualizar e usar melhor as informações disponíveis; capacidade para selecionar e classificar as informações recebidas; capacidade de discernimento e autonomia intelectual; compreensão do outro e habilidade para descobrir meios e processos de se trabalhar e respeitar os valores do 91 pluralismo e da compreensão mútua, em respeito às diferenças humanas. Desse modo, constituir-se-á o perfil de formação do egresso da Unitri: o ser humano capaz de gerir o conhecimento e opinar a respeito dos fenômenos sócioculturais, de enfrentar as questões que o envolve nas diversas instâncias do seu cotidiano e legitimar uma concepção ampliada de homem e de mundo, promovendo a valorização e a prática dos valores democráticos sob o prisma da solidariedade e do fomento ao espírito colaborativo e participativo. A formação desse perfil de egresso requer uma ambiência institucional intencionalmente comprometida com a criatividade, a comunicação, a tomada de decisões, o relacionamento humano e o discernimento de oportunidades e possibilidades, de modo a favorecer a compreensão de que todo ser humano tem potencialidades para a auto-confiança e a auto-realização. É por meio das relações estabelecidas entre o ser e o meio vivencial que se constroem as características, os ritmos e os tempos de cada um. Essa visão deverá ser a direcionadora da construção da ambiência propícia ao desenvolvimento da aprendizagem e da práxis pedagógica da Unitri, com espaços de convivências 92 salutares nos quais a formação de seres humanos seja o cerne de todo o seu trabalho institucional. 5.3. Diretrizes para o Ensino de Graduação Partindo da missão e dos objetivos institucionais da Unitri, as ações do ensino de graduação e de graduação tecnológica devem ter total consonância com seus princípios filosóficos, políticos e pedagógicos, no que diz respeito à idealização, elaboração e execução dos projetos curriculares dos cursos. Estes serão organizados a partir da concepção de currículo como prática social que emerge da relação dialética e dialógica entre o professor e o aluno, respeitando o princípio da flexibilidade e a capacidade de criar e recriar conhecimento, ou seja, da ação concreta e efetiva entre o sujeito, o objeto e o conhecimento. Os cursos oferecidos pela Unitri vinculam-se às seguintes áreas do conhecimento, as quais deverão ter prioridade no planejamento de novos cursos: Ciências Humanas, Políticas e Sociais Ciências da Saúde Ciências Jurídicas e Empresariais Ciências Exatas. 93 A criação de novos cursos, de graduação ou de graduação tecnológica, deverá orientar-se por fundamentos acadêmicos e fatos reais que apontem os melhores espaços de inserção da Unitri na região e no País, à luz das suas necessidades internas de crescimento. A concretização do projeto pedagógico de cada curso deverá: orientar-se pelas Nacionais/MEC/CNE Diretrizes e normativas Curriculares dos conselhos profissionais de cada área, respeitados os princípios legais; buscar o equilíbrio entre a visão de futuro e a noção de realidade, tanto no que propõe a ensinar quanto dos métodos a empregar, referenciado nos princípios da originalidade, da criatividade e da empregabilidade; primar pelo diferencial mercadológico e pela otimização de recursos, sem prejuízo da qualidade da formação do cidadão crítico e consciente de seu papel na sociedade; explicitar a relação que manterá com a EaD. Os currículos dos cursos de graduação e graduação tecnológica serão concebidos e organizados para promover aprendizagens profissionais significativas, seguindo os princípios filosóficos, políticos e pedagógicos da Instituição. Por 94 essa razão, devem ser estruturados em função das habilidades a serem adquiridas, incluindo os fundamentos técnicocientíficos e humanísticos necessários ao desempenho profissional, consistentemente com as necessidades oriundas do mundo do trabalho e com os valores que fomentem a criatividade, a iniciativa, a liberdade de expressão, a intuição, a inovação tecnológica e a descoberta científica. Deverão, ainda, pautar-se nos critérios de flexibilidade, interdisciplinaridade e contextualização. Para a efetiva consolidação do processo formativo nos cursos da Unitri, a ênfase deverá ser dada à aprendizagem enquanto resultado da relação entre o sujeito, o objeto e o conhecimento envolvendo os seguintes domínios cognitivos: conhecimento, compreensão, aplicação, síntese, análise e avaliação. A construção do conhecimento, mediada pela ação do sujeito sobre o objeto e pela repercussão dessa ação sobre si mesmo, impõe a compreensão de aulas, presenciais ou a distância, bem como a organização didática dessa ação em um ambiente de aprendizagem dialógico e crítico, no qual estejam ocorram contidas a possibilidades problematização, diversificadas a para que experienciação, a experimentação, a demonstração e as trocas circunstanciais. 95 O desenvolvimento social, afetivo e cognitivo do ser humano em formação requer aulas expositivas dialógicas, aulas demonstrativas, aulas experienciais, aulas de campo, aulas de discussões dirigidas, aulas de exercícios ou de soluções de problemas. A partir desses ambientes de aprendizagem estimulantes, os professores deverão levar os alunos a aprenderem a aprender, criando condições para refletirem, analisarem e tomarem consciência do que sabem; a aprenderem a investigar, a dominarem diferentes formas de acesso à informação, a desenvolverem a capacidade crítica de avaliar, a reunirem e organizarem informações relevantes, desenvolvendo as habilidades de manejar o conhecimento; manifestarem a autonomia, a curiosidade, a criatividade e o seu posicionamento como sujeitos diante da vida. Nesse contexto, a função do professor é criar conflitos, provocar desequilíbrios e, ao mesmo tempo, colocar um certo limite nesse desequilíbrio, propondo situações-problema, desafios a serem vencidos pelos alunos, para que possam construir conhecimentos e, portanto, aprenderem. 5.3.1. Graduação Tecnológica Os Cursos Superiores de Tecnologia da Unitri, na sua especificidade, visam atender às demandas atuais do mercado, 96 constituindo-se uma área de formação imprescindível por estabelecerem uma relação direta e dialógica com o mundo do trabalho, articulando os processos produtivos, as pessoas e as necessidades da sociedade contemporânea. O processo de implantação e desenvolvimento da educação profissional em nível tecnológico exige que ela seja compreendida em todas as suas dimensões. Por ser um ponto de intermediação entre o doutrinário e o teórico, de um lado, e o técnico e o prático, de outro, a tecnologia se situa numa posição de tensão entre a ciência e a técnica, o que lhe confere um poder de síntese em relação a diversos campos científicos. Ao aproximar a teoria da prática, a tecnologia estimula o pensamento inventivo capaz de desenvolver o desejo de aprender, aspecto de relevada importância para o estudante em formação profissional. Do mesmo modo, ao aproximar-se da técnica, permite a construção de modelos e a elaboração da lógica na organização e execução do trabalho. Justamente esse caráter científico e técnico faz da tecnologia um campo extremamente fértil para o desenvolvimento do espírito criativo e crítico, desde que adequadamente explorados seus conteúdos pedagógico e artístico. 97 Coerentemente com essas características e com a finalidade proposta pelos cursos superiores de tecnologia, são os seguintes os objetivos a serem alcançados: desenvolver habilidades profissionais tecnológicas para a gestão de processos de produção de bens e serviços; cultivar o pensamento reflexivo, a autonomia intelectual, a capacidade empreendedora e a compreensão do processo tecnológico, em suas causas e efeitos, e nas suas relações com o desenvolvimento do espírito científico; incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica, a criação artística e cultural e suas respectivas aplicações no mundo do trabalho. O foco dos cursos de graduação tecnológica está no domínio e tecnológicos, aplicação em de áreas conhecimentos específicas de científicos e conhecimentos relacionados a uma ou mais áreas profissionais. Neste sentido, a educação profissional de nível tecnológico requer o domínio operacional de uma determinada técnica de trabalho e a compreensão global do processo produtivo mediante (a) apreensão do saber tecnológico e do conhecimento que dá forma ao saber técnico e ao ato de fazer, (b) valorização da 98 cultura do trabalho e (c) mobilização dos valores necessários à tomada de decisões profissionais e ao monitoramento dos seus próprios desempenhos profissionais. Como resultado do atendimento a essas exigências terse-à o perfil geral do tecnólogo dotado de competências profissionais que se traduzam na aplicação, no desenvolvimento (pesquisa aplicada e inovação tecnológica) e na difusão de tecnologias; na gestão de processos de produção de bens e serviços; na criação de condições para articular, mobilizar e colocar em ação conhecimentos, habilidades, valores e atitudes para responder, de forma original e criativa, com eficiência e eficácia, aos desafios e requerimentos do mundo do trabalho; no desenvolvimento da capacidade empreendedora e de uma atitude voltada para a laboralidade. . Essas competências deverão ser integradas àquelas adquiridas em outros níveis da educação profissional, tendo como suporte as bases científicas e instrumentais da educação básica, de modo a possibilitar ao tecnólogo a especialização em segmentos (modalidades) de uma determinada área profissional, assim como a ampliação de sua atuação por meio da continuidade dos estudos em cursos de bacharelado ou de pós-graduação. 99 Para fazer face a essa visão da formação do tecnólogo, os currículos poderão ser estruturados em módulos (qualificações profissionais), disciplinas, núcleos temáticos, projetos ou outras atividades educacionais, observando as seguintes proposições: incentivar o empreendedora desenvolvimento e da da compreensão capacidade do processo tecnológico, em suas causas e efeitos; incentivar a produção e a inovação científico-tecnológica, e suas respectivas aplicações no mundo do trabalho; desenvolver competências profissionais tecnológicas, gerais e específicas, para a gestão de processos e a produção de bens e serviços; propiciar a compreensão e a avaliação dos impactos sociais, econômicos e ambientais, resultantes da produção, gestão e incorporação de novas tecnologias; promover a capacidade de continuar aprendendo e de acompanhar as mudanças nas condições do trabalho, bem como, propiciar o prosseguimento de estudos em cursos de pós-graduação; adotar a flexibilidade, a interdisciplinaridade, a contextualização e a atualização permanente dos cursos e seus currículos; 100 garantir a identidade do perfil profissional de conclusão do curso e da respectiva organização curricular. 5.3.2. Avaliação da Aprendizagem Os cursos de graduação e de graduação tecnológica deverão seguir os princípios e os critérios da avaliação processual comprometidos com a promoção do desenvolvimento humano em suas possibilidades, limitações e diferenças no cotidiano educativo. Essa avaliação permitirá repensar permanentemente os atos pedagógicos, uma vez que seus princípios constituem-se em diretrizes do processo de aprendizagem às quais todo o seu desenvolvimento posterior deve estar subordinado. De acordo com esses princípios a avaliação processual deverá ser: contínua (não se restringir ao momento isolado); gradual (realizar-se em etapas); cumulativa (cada avaliação deve fornecer elementos para outra); coerente (ter ligação recíproca com o processo ensinoaprendizagem e com a metodologia desenvolvida pelo currículo); cooperativa (professor e aluno devem atuar juntos); 101 ampla (vários aspectos devem ser considerados); de acompanhamento (e não apenas classificatória); transparente (apresentar claramente os objetivos, os conteúdos, os critérios e a bibliografia, antes do momento da avaliação); prazerosa (desenvolver-se num clima de tranqüilidade e confiança). Caberá ao sistema de avaliação envolver, também, os domínios cognitivos relacionados às capacidades de conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação que, aplicados às estratégias de ensino grupais e individuais, favoreçam a investigação, a exploração, o tateamento experimental em trabalhos temáticos escritos, produções textuais orais e escritas, provas, exercícios estruturais, debates orais, seminários temáticos e trabalhos de campo para esse fim, entre outros. A avaliação contínua dos alunos permitirá verificar as habilidades desenvolvidas no ambiente do aprender a aprender, criado na sala de aula e fora dela, considerada a correspondência existente entre o desenvolvimento do aluno e o período em que está inserido, em consonância com os objetivos propostos no plano curricular de cada curso de graduação. 102 5.4. Diretrizes para o Ensino de Pós-Graduação Os programas de pós-graduação stricto sensu deverão ter seus cursos projetados em consonância com os seguintes objetivos: formar professores para o magistério superior, a fim de atender a expansão quantitativa desse nível de ensino e a elevação da sua qualidade; iniciar a formação de pesquisadores para o trabalho científico e para a execução de projetos com potencial de inovação técnica e social, a fim de possibilitar a consolidação dos núcleos de pesquisa existentes na Unitri, além de atender às necessidades setoriais e regionais da sociedade; preparar profissionais de nível elevado, a fim de atender a demanda do mercado de trabalho, nas organizações públicas e particulares. Os cursos de pós-graduação lato sensu, em nível de especialização, deverão constituir-se em instrumentos para qualificação e aperfeiçoamento de pessoal graduado, em atendimento às necessidades dos setores empresarial, social e educacional. 103 Os resultados obtidos por meio do trabalho pedagógico, dos estudos e das pesquisas desenvolvidas no âmbito da pósgraduação lato sensu deverão colaborar para a: melhoria da qualidade dos cursos de graduação; criação de uma cultura de intercâmbio com especialistas de outras instituições de ensino de renome; elevação da qualificação dos docentes da própria Unitri e de outras instituições de ensino da Região; manifestação de interesses de seus alunos para a pósgraduação stricto sensu; aproximação da Instituição com empresas, prefeituras, órgãos do sistema educacional e de saúde, com quem estabelece parcerias e assina convênios. Aos Programas de Pós-Graduação caberá oferecer à Instituição o estímulo à produção intelectual de seus professores e pós-graduandos, bem como sua participação em eventos científicos nacionais e internacionais. Esforços deverão ser realizados para que essa produção enquadre-se entre as de melhor nível e seja cada vez mais difundida. 5.5. Diretrizes para a Pesquisa 104 Em sua elaboração e desenvolvimento, os projetos de pesquisa na Unitri deverão considerar a convergência para uma das quatro vertentes a seguir: pesquisa como produto dos cursos de pós-graduação lato sensu, cujos resultados sejam meio de monografias ou de apresentados por artigos científicos elaborados pelos alunos da especialização, sob a orientação de professores; pesquisa individual do corpo docente através de: • teses e dissertações dos concluintes de pós- graduação stricto sensu; • projetos com característica de inovação científica e tecnológica que contribuam para a produção de novos conhecimentos e a formação de recursos humanos qualificados, sendo estimulados, principalmente, os projetos inter e multidisciplinares iniciação científica com o objetivo de despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes de graduação, a partir de sua participação em projetos orientados por professores-pesquisadores qualificados, além das pesquisas voltadas para a elaboração dos trabalhos de conclusão de curso; 105 pesquisa em sala de aula para fundamentar o desenvolvimento de atitudes científicas com as quais se pode construir uma qualidade desejável para o ensino na graduação. 5.5.1. Iniciação científica A Pesquisa deverá orientar o primeiro nível básico, o da iniciação científica, promovendo oportunidades para o estudante utilizar os critérios inerentes ao processo científico de conhecer, lidando com os problemas, com as dificuldades e com o desconhecido que qualquer profissional de nível superior enfrenta no exercício de sua profissão. Sob esse prisma, as aptidões científicas são aspectos importantes da formação e o Programa de Iniciação Científica deverá ser um dos instrumentos de estímulo à participação dos alunos da graduação nas atividades de pesquisa em suas áreas de conhecimento, preparando-os para o acesso à pósgraduação. O aluno integrante do Programa vincular-se-á a um projeto de pesquisa, sob a orientação de um professorpesquisador que terá a tarefa de selecioná-lo, observando critérios previamente definidos e amplamente divulgados na comunidade acadêmica. 106 5.6. Diretrizes para a Extensão A Extensão Universitária, como uma das funções da educação superior integrada ao ensino e à pesquisa, deverá propiciar uma nova compreensão do processo de conhecimento, a partir da articulação entre os processos educativo, científico e cultural e do estabelecimento de uma relação dinâmica entre a Instituição e a sociedade. Esse compromisso, na Unitri, deverá materializar-se em ações sob a forma de programas, projetos, cursos, eventos, prestação de serviços e produção acadêmica, abrangendo quatro vertentes: educação continuada, ação comunitária, serviços especializados e vivência artístico-cultural. Na vertente da produção do conhecimento, a Extensão deverá constituir-se em intervenção na comunidade por meio de metodologias que transformem o conhecimento em um bem social, no contexto da construção da cidadania. Sua socialização deverá ser feita por meio de mecanismos que respeitem a cultura da população envolvida, incluindo a comunidade acadêmica na qual poderá ser avaliado na perspectiva da contemporaneidade e da relevância, bem como de métodos científicos. 107 Ainda, nessa vertente, a Extensão deverá possibilitar à comunidade acadêmica o exercício da práxis por meio do relacionamento com agentes sociais que compartilhem a ética da construção da cidadania. A produção do conhecimento ocorrerá a partir dessas relações, no convívio entre os saberes acadêmico e popular e no confronto com a realidade regional e nacional. 6. Considerações Finais O PPI da Unitri, ao estabelecer os princípios e os fundamentos do processo educativo necessários à sua concretização, buscou refletir os múltiplos olhares voltados para a realidade do fazer acadêmico e, também, para a realidade institucional. As proposições nele contidas deverão pautar continuamente as relações sociais e as práticas cotidianas, de modo a contribuir para uma maior organicidade das ações institucionais. Ao interagirem com os elementos da realidade concreta, caberá a elas explicitar as necessidades e possibilidades de desenvolvimento deste projeto educacional, mediante a definição das prioridades para a gestão nos planos acadêmico e administrativo-financeiro. 108 Em última instância, a aceitação consensual do PPI é determinante para que se atinja um maior nível de coesão intra-institucional, na Unitri, e para que o resultado das ações implementadas seja subsidiário de sua revisão e aprimoramento contínuo. 109 7. BIBLIOGRAFIA ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação. 2 ed. São Paulo: Moderna, 1996. ANTUNES, Celso. Como desenvolver as competências em sala de aula. Petrópolis: Vozes, 2001. BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação. São Paulo: Brasiliense, 1981. BRAVERMAN, Harry. 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