Gestão de Projetos de TI - I: Importância dos Aspectos Financeiros e Econômicos
Este tutorial apresenta a importância de aspectos financeiros e econômicos na elaboração, planejamento e
análise de projetos de TI.
Seu conteúdo foi produzido a partir do artigo "Importância de aspectos financeiros e econômicos na
elaboração, planejamento e análise de projetos de TI" elaborado pelo autor.
Marcello Muniz da Silva
Doutorando e Mestre em Engenharia Naval e Oceânica pela POLI/USP, Bacharel em Ciências Econômicas
pela FEA/USP e Coordenador do MBA em Gestão de Projetos e Inovação da Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas (FIPE).
Foi Pesquisador da Divisão de Economia do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
(IPT) e Companhia de Processamento de dados do Estado de São Paulo (PRODESP). Participou do Projeto
Políticas Públicas do Projeto Gestão da Inovação no Setor de Telecomunicações do NPGT/USP - Financiado
pela FAPESP.
Atualmente é Pesquisador do Núcleo de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo
(NPGT/USP) e Consultor em Finanças Corporativas e Teoria Econômica. Participa também como autor em
livros e artigos relacionados à gestão de sistemas de informação, gerenciamento de projetos e finanças.
Email: [email protected]
Categoria: Operação e Gestão
Nível: Intermediário
Enfoque: Negócios
Duração: 20 minutos
Publicado em: 03/03/2008
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Gestão de Projetos de TI - I: Introdução
Do ponto de vista econômico e financeiro, projetos podem ser entendidos como conjuntos sistemáticos de
informações (qualitativas e quantitativas, internas e externas á empresa) coletadas, processadas e analisadas
para a tomada de decisões de investimento.
Os envolvidos nessas atividades sempre devem ter em mente que a implantação de novos empreendimentos
tem como finalidade última gerar valor ao consumidor final e, simultaneamente, garantir margem
razoável de rentabilidade a todas as fontes de capital nele alocado. Daí a importância de abordagens que
relacionem ferramentas dos domínios de economia e finanças corporativas na modelagem (elaboração,
planejamento e análise) de projetos.
No contexto dessas discussões proponho a seguinte questão (a ser abordada em uma série de três tutoriais a
serem publicados pelo TELECO):
Por que o profissional de TI envolvido em projetos deve estar familiarizado com
temas relacionados aos domínios da ciência econômica e finanças corporativas?
Minha experiência profissional como pesquisador, consultor, coordenador e professor de economia de
programas de pós-graduação e MBA’s sugere que há uma forte preocupação em torno de temas relacionados
ao gerenciamento de projetos [1]. No entanto e normalmente, assuntos relacionados à estratégia
econômica e viabilidade financeira são, em muitas situações, negligenciados.
Muitos profissionais envolvidos em projetos assumem uma postura com viés estritamente operacional.
Melhor dizendo, se verifica grande preocupação dos envolvidos (gerentes, líderes de projetos, tecnólogos,
etc.) com o domínio de processos (iniciação, planejamento, execução, controle e finalização administrativa)
e ferramentas destinadas ao gerenciamento de projetos em detrimento de um melhor entendimento de
conceitos e técnicas necessárias á análise do mercado, modelagem e avaliação do retorno e riscos
econômicos e financeiros dos empreendimentos.
Por um lado, isso se relaciona à formação técnica dos profissionais que atuam nesses seguimentos de
atividade. Por outro, a compreensão de como incentivos econômicos e financeiros influenciam o valor para
(1) fornecedores/clientes e (2) tomadores de capital/investidores não é explorada em toda a sua
complexidade junto ao time do projeto. Adicionalmente, isso também se deve a especificidade de tais
análises e dificuldades encontradas na aplicação de métodos econômicos e financeiros em operações ligadas
á área de TI.
Por fim, os manuais de gerenciamento de projetos têm pouco a dizer acerca das ferramentas de tomada de
decisão de investimento. Segundo o PMBoK (2003, p. 33) “quanto uma organização identifica uma
oportunidade que deseja aproveitar, em geral irá autorizar um estudo de viabilidade para decidir se deve
realizar o projeto.” Mais adiante, ao discutir os grupos de processos de iniciação de projetos, afirma que
“embora a equipe de gerenciamento do projeto possa ajudar a redigir o termo de abertura, a aprovação e
o financiamento são tratados fora dos limites do projeto.” (PMBoK, 2003, p. 43).
A despeito disso, essa atividade deve ser encarada como um projeto á parte. Assim, embora constitua uma
habilidade gerencial necessária, fica em aberto o grau de envolvimento da equipe e o nível desejável de
conhecimento nessas áreas.
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Meu objetivo, por meio de uma série de tutoriais, é destacar a importância das abordagens econômicas e
financeiras e sua imersão no contexto da modelagem de projetos.
Esse primeiro tutorial aborda os incentivos econômicos e financeiros que regulam as relações entre:
Investidores e empresas que atuam em mercados ligados à informação;
Fornecedores e clientes finais de bens da informação (onde as relações são mediadas pelo uso
intensivo de TI).
Com efeito, as próximas seções procuram: discutir e enfatizar o conceito e importância da geração de valor
(seção 2); relacionar este conceito com as principais dimensões econômicas que afetam o retorno sobre
investimentos (seção 3); discutir a importância das Demonstrações Contábeis na modelagem e avaliação de
projetos (seção 4); destacar a importância de ferramentas necessárias ao dimensionamento e estratégia
econômica da operação (seção 5); entender quais aspectos são relevantes na exposição de projetos à linhas
de crédito (seção 6).
O segundo tutorial da série, objetiva apresentar modelos e instrumentos amplamente empregados nos
processos de avaliação de projetos.
Por fim, o terceiro tutorial da série, parte dos conceitos e técnicas apresentadas nos dois primeiros tutoriais
para discutir sumariamente o Case I-Phone da Apple.
Em suma, o objetivo dessa série de tutoriais é ressaltar a importância das abordagens econômicas e
financeiras na concepção e avaliação de projetos e gestão de operações.
[1] IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo; FDTE – Fundação para o
Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia; PRODESP – Companhia de Processamento de Dados do
Estado de São Paulo; POLI/USP – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; NPGP/USP – Núcleo
de Política e Gestão Tecnológica da Universidade de São Paulo; FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas; IMT – Instituto Mauá de Tecnologia; FIAP – Faculdade de Informática e Administração
Paulista; FIPT – Fundação de Apoio ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.
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Gestão de Projetos de TI - I: Importância do Valor
Por que é importante considerar o valor?
O senso comum sustenta que não se verifica uma precisa relação entre valor, custo e preço. O
consumidor está disposto a adquirir um bem ou serviço se julgar que seu preço é menor ou igual ao valor por
ele atribuído. No entanto, essa relação é difícil de quantificar, fora dos domínios da Ciência Econômica.
Muitas vezes, por desconhecer a função demanda pelos produtos e serviços ofertados, os preços dos bens
são formados por técnicas de mark-up (fixação de preço baseadas em percentual de custos econômicos).
Contudo, caso a estrutura de custos corporativa não seja competitiva essa estratégia é temerária podendo se
refletir na competitividade em termos do fator preço.
Como será indicado na seção 5, a Ciência Econômica relaciona matemática e estatisticamente objetivos e
restrições na tomada de decisão dos agentes consumidores e produtores. A rigor, diversos elementos
interferem na composição do mix de produtos e serviços, estratégia de determinação dos preços e
quantidades transacionadas.
Por outro lado e do ponto de vista da atratividade do investimento certos fatores têm profunda influência
na estratégia corporativa. A rigor, o valor de um ativo de capital depende de três componentes básicos: (1)
preço de compra e venda atribuído pelo mercado no momento da transação; (2) taxas de juros praticadas,
prazo e percepção de riscos das operações; (3) expectativa quanto ao preço final do ativo e pagamento de
dividendos correspondentes.
Embora o mercado seja operado por investidores, especuladores e arbitradores, o que interessa para o
investidor e para o CEO é o ganho esperado por unidade de recurso empregado.
A pergunta que daí deriva é como então medir o valor de um ativo? Inicialmente se deve considerar que
um ativo financeiro, ao representar a expectativa de ganho da empresa, deve gerar:
Ganho de capital (GC):
Taxa de dividendo (TD):
Em suma, o valor de um ativo depende da expectativa de retorno dos investidores e se fundamenta em
dois elementos. Como indicado, comumente se emprega métricas de retorno em termos percentuais.
Qualquer investidor leva em consideração o ganho de capital associado à operação. Ao adquirir um título,
digamos por $100, esse espera que, ao final de determinado período, possa vendê-lo por, digamos, $110.
Assim, o investidor espera recuperar o investimento inicial ($100) e obter um ganho em razão da valorização
do ativo (p. ex., $10 ou 10% do instante t ao instante t+ 1). Quem compraria um ativo por $100 se espera
que esse se desvalorize? Por outro lado, caso as taxas de juros praticadas no mercado aumentem o
investimento ainda será atrativo?
Além do GC, o investidor também espera obter um fluxo de dividendos pela aplicação. Esses são pagos a
partir da capacidade de geração de lucros e, fundamentalmente, pelo potencial de caixa gerado pelas
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operações da empresa. Por esta razão a expectativa de geração de caixa por meio dos lucros é fundamental.
Com efeito, a capacidade de gerar caixa se relaciona diretamente a capacidade de pagamento de obrigações
(juros sobre o capital de terceiros, p. ex.) e dividendos aos acionistas.
Combinando esses resultados se constata que o retorno das ações de uma companhia, por unidade de tempo,
pode ser assim definido:
Retorno esperado de um ativo (π):
Uma importante questão surge daí: quais as implicações dessa formulação?
Há várias, entre elas: necessidade do CEO otimizar o valor das ações da empresa; necessidade de
estabelecer uma política de distribuição de dividendos compatível com a estrutura econômica e financeira
das operações; necessidade de implementação de medidas que aumentem a expectativa de ganhos aos
investidores.
Em suma, o foco do gestor é maximizar o valor dos ativos sob comando da corporação. Projetos bem
elaborados, planejados, selecionados e implementados contribuem com essa finalidade. Contudo, esse
objetivo é tributário de uma série de análises e outros aspectos que devem ser considerados.
Os ambientes de mercado e regulatório também interferem na rentabilidade esperada de novos projetos e
imprimem outros desafios ao gestor e ao time do projeto, pois, em uma economia aberta se verifica:
Maior competitividade e diversificação na oferta de produtos e serviços (flexibilidade e customização
em massa, competição acirrada, etc.) o que pressiona a capacidade de obter margens sobre o capital
empregado;
Pressões crescentes em torno de eficiência (custos) com vistas a obter lucros crescentes;
Prioridade na eficácia (objetivos ou metas) ou aderência com plano estratégico e claros compromissos
com metas estabelecidas;
Maior pressão para garantir retorno sobre o capital (lucros crescentes, menores períodos de payback,
etc.);
Mudanças na cultura do investidor (geração de valor está no cerne das ações e decisões) e gestão mais
transparente e “participativa” devido à multiplicidade de stakeholders envolvidos nos resultados
financeiros das operações;
Menor controle público nos mercados financeiros (monetário, cambio, capitais, etc.) o que amplia as
opções de investimento dos agentes poupadores em termos de risco e retorno.
Em suma, o valor é gerado por meio da integração de decisões administrativas considerando aspectos
internos à organização e sua relação com ambiente geral dos negócios. Ter custos e preços competitivos
são pré-condições para a sobrevivência e crescimento das corporações. Nesse contexto, a busca pelo
progresso técnico e investimento em projetos rentáveis é crucial.
O conjunto dessas pressões implica que o principal motivo para o gestor se preocupar com o valor
certamente repousa na maior diversidade e liquidez nos ativos e maiores exigências do mercado de
capitais quanto ao retorno dos ativos. Dito de outra forma: caso a empresa não gere valor compatível
com as expectativas dos investidores, dada uma margem aceitável de riscos, o capital irá fluir para
setores ou empreendimentos mais rentáveis. Assim, o valor das ações atribuído pelo mercado se deteriora
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juntamente com capacidade de financiamento corporativo e a expectativa de ganhos futuros por meio de
dividendos.
Com feito, a implementação de novos projetos exige definir o mix de produtos, os critérios eficientes de
seleção e avaliação de propostas; o fluxo de caixa do projeto e seu impacto sobre as operações
existentes; elaborar planos bem fundamentados para a execução do projeto e implementar
ferramentas adequadas na execução e controle de operações a fim de garantir e ampliar a percepção
de ganho e valor dos ativos.
A figura 1 procura estabelecer a relação entre abordagens complementares. A corporação deve encontrar
um equilíbrio entre a definição do mix de produtos e serviços, relação preço/custo/valor e expectativa de
ganhos (capital e taxa de dividendos), ante as condições verificadas no ambiente externo e interno, com
vistas a atender o mercado alvo de forma eficiente gerando valor ao consumidor e investidor.
Figura 1: Estratégias fundamentais associadas á geração de valor.
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Gestão de Projetos de TI - I: Dimensões do Projeto
Em setores intensivos em tecnologia, onde as operações envolvem compor o mix do produto e ou serviço,
alocar profissionais de diferentes áreas de conhecimento, empregar grandes volumes de recursos financeiros,
levar em consideração os longos prazos de maturação sobre o capital investido e o elevado grau de incerteza,
o emprego de ferramentas relacionadas ao desenvolvimento de novos produtos/serviços e gerenciamento de
projetos é essencial.
No entanto, além de competências nesses domínios, o gerente de projetos e sua equipe devem
considerar que três decisões inter-relacionadas sempre permeiam, direta ou indiretamente, suas
ações:
Decisões de investimento (selecionar, priorizar e criar compromisso para o emprego dos recursos por
meio de técnicas matemáticas e contábeis de análise do retorno sobre investimento);
Decisões de financiamento (avaliar os custos e a estrutura de contratos de transferência de ativos de
capital destinados à viabilizar o projeto por meio de noções acerca de técnicas de análise de crédito);
Decisões operacionais (aprimorar métodos empregados e prover a avaliação retrospectiva e
prospectiva do retorno do empreendimento por meio da definição de indicadores de performance e
indicadores econômico-financeiros).
A relação entre esses elementos é apresentada de maneira esquemática na figura 2. Conforme se pode
observar, uma vez que financiamento e investimentos constituem duas faces da mesma moeda, um aspecto
central que deve ficar muito claro para o time do projeto é que a corporação deve captar e alocar
recursos em ativos que gerem mais valor do que esses custam.
Do ponto de vista econômico e financeiro, um projeto pode e deve ser entendido como uma unidade de
alocação de recursos escassos (capital, recursos humanos, equipamentos, etc.) destinados a viabilizar novas
operações. Essa percepção nem sempre fica clara aos envolvidos no projeto.
Os recursos próprios para investimento, em geral oriundos de lucros retidos, e capacidade de
endividamento corporativo são limitados – ao disputá-los e orienta-los, os projetos devem gerar, junto
aos envolvidos, expectativas de ganho factíveis. Isso exige a entendimento e análise de sua consistência
econômica e financeira.
Adicionalmente, é preciso considerar que tais atividades influenciam profundamente o perfil de ativos
(tangíveis e intangíveis) e passivos e, com eles, o potencial de rentabilidade e riscos corporativos.
Novamente, essa noção não é claramente difundida junto ao time do projeto.
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Figura 2: Relações entre decisões de investimento, financiamento e operacionais.
Fonte: Adaptado de Herfelt (2000).
O financiamento de novos projetos, sobretudo em setores intensivos em tecnologia, envolve diversos atores
(acionistas, investidores, instituições financeiras, etc.). Esses compartilham riscos na expectativa de certa
margem de retorno sobre os correspondentes volumes de capital aportados, dados os seus respectivos perfis
em relação à incerteza (conforme será abordado na seção 7). Em muitos casos isso não é objeto de
modelagem.
Tal é o caso do setor de telecomunicações onde as atividades de investimento e desinvestimento congregam
ainda fornecedores de equipamentos, fornecedores de softwares e aplicações, provedores de serviços, entre
outros (ver seção 5).
Nesse contexto, a pressão dos investidores, fornecedores e competidores, bem como a necessidade de prover
a cooperação entre diferentes atores, orientam empresas e profissionais a investem tempo e recursos na
busca de novas soluções (projetos) para atender o mercado alvo. Essas atividades se destinam a criar novos
ou diferenciar produtos e serviços existentes objetivando maior rentabilidade, ampliação do nível volume de
receitas e barreiras à entrada, redução de riscos corporativos, custos, despesas, etc., entre outras fontes de
ganho.
Em suma, um “bom projeto”, além de atender as restrições de escopo, prazo e custo, deve gerar valor
às contrapartes nele envolvidas (stakeholders). Isso significa que o empreendimento deve atender ou
superar as expectativas de retorno dos investidores (ver seção 6).
Esquematicamente, a análise de viabilidade de um empreendimento e expectativas de retorno sobre o capital
investido depende:
Do dimensionamento do projeto e clara identificação das variáveis que afetam mercado alvo
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(identificação e modelagem dos drivers que orientam a oferta e demanda associada ao
empreendimento);
Da elaboração de estudos técnicos (definição da localização, seleção e avaliação da tecnologia da
operação, dimensionamento da tecnologia a ser “embarcada” no produto e levantamento e avaliação
da estrutura de custos) compatíveis com objetivos e escala dos empreendimentos;
Do emprego de instrumentos de análise de viabilidade (ou análise custo/benefício), por meio de
técnicas matemáticas e contábeis do retorno sobre os investimentos.
Representados na figura 3, esses fatores se repercutem no perfil de riscos econômico-financeiros,
rentabilidade dos papeis das empresas, capacidade de distribuição de dividendos e de autofinanciamento de
operações. A equipe do projeto tem isso em perspectiva quando ajudar a redigir o termo de abertura,
aprovação e o financiamento do projeto?
Figura 3: Sistematização de estudos relacionados á análise de viabilidade de um projeto.
Fonte: Adaptado de Pomeraz (1985).
Embora essas análises normalmente sejam feitas pela alta gestão, departamento financeiro e ou pelo time do
Project Management Office (PMO), além de eficiência em projetos, seu êxito exige que a equipe do
projeto compreenda temas relacionados aos domínios da ciência econômica e finanças corporativas.
Essas disciplinas auxiliam na concepção do projeto e avaliação de seu retorno esperado, bem como na
negociação entre as contrapartes envolvidas nos projetos. As demais, constituem as disciplinas auxiliares
essenciais, conforme o PMBoK ®. Em muitas situações o time de TI se encontra desguarnecido para
opinar sobre tais aspectos. Assim, a difusão de conhecimentos e seu emprego nessas áreas constituem
aspectos críticos de sucesso.
Seja qual for à fonte do capital que financia o empreendimento (capital próprio, por meio de subscrição e
ou lucros retidos, emissão de ações ou debentures, financiamento bancários, etc.), esse deve garantir
retorno ao investidor. Assim, a rentabilidade dessas fontes de recursos precisa ser dimensionada (ver seção
6).
Considerando esses aspectos, a figura 4 procura relacionar um conjunto de disciplinas auxiliares e
necessárias para uma melhor formatação de projetos em todas às suas fases. Destaca-se a necessidade de
uso de instrumentos e conceitos relacionados às áreas de economia e finanças corporativas nas fases de
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concepção, estudo e modelagem da viabilidade e definição de parâmetros para a avaliação de
resultados das operações.
Figura 4: Relação entre fases de projeto e disciplinas auxiliares a Gestão de Projetos.
A rigor, o sucesso de uma operação (ex ante e ex post) depende de um balanceamento de análises e ações ao
envolver vários domínios de conhecimento (economia, contabilidade, administração, engenharia, etc.) por
parte do time do projeto. Nesse contexto, a equipe do projeto deve estar apta a identificar o que medir? por
que medir? e como medir? Também deve ser capaz de discutir aspectos econômicos e financeiros críticos
associados ao projeto e projeções a ele associadas.
Como será sugerido no segundo tutorial da série, ferramentas empregadas na avaliação (como o Net Present
Value de Custos ou Return on Assets) são aderentes ao contexto de projetos intensivos de TI.
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Gestão de Projetos de TI - I: Modelagem de Projetos
As metodologias e técnicas empregadas no gerenciamento de projetos, notadamente o PMoBK®, partem do
princípio segundo o qual um projeto e ou cada uma de suas etapas pode ser decomposta em um conjunto de
fases. Essas são descritas esquematicamente na figura 5.
Tradicionalmente, a qualidade de um projeto é considerada em termos do atendimento de seus parâmetros
de escopo, prazo e custo (triângulo de restrições do projeto). Contudo, pouca ênfase é dada aos processos
de concepção, análise de viabilidade e financiamento bem como a gestão das operações pós-projeto.
Figura 5: Decomposição de fases de um projeto.
Fonte: Adaptado do PMBoK® (2003).
Como conhecido (figura 6), essas fases envolvem crescente emprego de recursos, à medida que este avança
em direção á fase de execução, finalização administrativa e entrega do produto/serviço que motivou sua
implementação.
As modernas corporações costumam tomar decisões baseadas em aspectos qualitativos como aderência com
a estratégia, avaliação de pontos fortes, oportunidades, ameaças, etc. (análise SWOT). Isso faz sentido, pois
a aderência do projeto à estratégia diminui riscos, evita redundâncias, e minimiza custos (contribuindo para a
consecução de metas previstas), trazendo ainda outras vantagens.
No entanto e do ponto de vista financeiro, é preciso considerar que a tomada de decisões em torno de
projeto mutuamente excludentes envolvem a avaliação dos benefícios esperados vis-à-vis esforços
necessários para sua efetivação.
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Figura 6: Esforço empreendido e decomposição de fases de um projeto.
Fonte: Adaptado do PMBoK® (2003).
Assim, ao avaliar um projeto é necessário dimensionar e confrontar (tendo como parâmetro básico o custo
do capital) o esforço associado ao ciclo do projeto com o resultado relacionado ao ciclo operacional.
Conforme a figura 7, esse tipo de abordagem exige a obtenção de estimativas de gastos (associadas ao ciclo
do projeto e ciclo operacional) e de estimação do resultado operacional líquido (esse relacionado ao
ganho esperado do projeto).
Figura 7: Desenho esquemático do Fluxo de Caixa associado a um projeto (*).
(*) Nota: O fluxo de caixa envolve uma série de gastos os quais podem ser seqüenciados por intervalo de tempo.
Esses são representados por meio das vermelhas setas apontadas para baixo. A rigor essas indicam as estimativas de
saída de caixa [PMT’s ( - )]. No entanto, a análise das alternativas também deve envolver o ganho esperado. Esse são
representador por meio das setas azuis apontadas para cima [PMT’s ( + )]. O fato de se verificarem valores positivos
não significa que a fase operacional não absorva gastos. (custos, despesas, amortização de investimentos e gastos
pré-operacionais, etc.). Por outro lado e como será indicado na seção 4, mesmo que um projeto só apresente gastos é
possível gerar indicadores que permitam a tomada de decisão entre alternativas mutuamente excludentes.
Com efeito, a figura 8 representa o fluxo de caixa de um projeto a partir da consolidação de contas por meio
do Demonstrativo de Resultados do projeto. Além dos gastos estimados associados à nova operação durante
o Ciclo Operacional (custos, despesas, overheads, etc.), os gastos associados ao Ciclo do Projeto (gastos
pré-operacionais, custos diretos, overheads, etc.) devem se traduzir em juros, amortização de gastos
pré-operacionais, etc., para efeito de apuração do fluxo de caixa líquido ou livre.
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É a partir de estimativas de gastos e sua sistematização que são gerados os indicadores de tomada de decisão
(esses sumariamente apresentados na no próximo tutorial da série).
Em suma, a avaliação da viabilidade de um projeto envolve a estimativa do fluxo de caixa operacional do
projeto. Contudo, outras análises devem ser elaboradas.
Figura 8: Estrutura típica de um Demonstrativo de Resultado (DRE) (*).
(*)Nota: As contas devem ser dimensionadas a dependem da estrutura de gastos do empreendimento e das projeções
de receitas. Assim, envolve o dimensionamento do tempo ou prazo da operação. O Demonstrativo de Resultados
apresenta uma estrutura de referência.
Qualquer projeto envolve a aplicação de certa quantia de recursos nas mais diferentes formas
(maquinaria, equipamentos, recursos humanos, softwares, etc.) e alguma forma de financiamento
(recursos próprios, financiamento de terceiros, emissão de títulos, subscrição, etc.).
Esse movimento de recursos impacta diretamente no Balanço Patrimonial uma vez que, ao consolidar a
origem e aplicação de recursos, sempre se verifica a seguinte identidade:
Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido
O orçamento do projeto exige: realizar o orçamento de capital (seção 5), avaliar o impacto do
empreendimento nas operações corporativas, garantir eficiência no uso dos ativos, avaliar grau de liquidez,
rentabilidade de ativos, grau de alavancagem financeira (próximo tutorial e seção 6 a seguir), entre outras
considerações.
Em suma, uma vez que esses recursos sejam alocados e que o projeto termine a empresa certamente terá
alterado a composição de seus ativos e passivos registrados no Balanço Patrimonial (figura 9).
Estratégias de implantação de novos produtos ou serviços que não levem em conta esses efeitos serão
incompletas e temerárias. Novamente, há uma falta de compreensão acerca dessas questões. Por exemplo:
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após implementada, uma nova operação pode conduzir a incrementos no volume de contas à receber
vis-à-vis recebimentos à vista. Isso pode comprometer o às disponibilidades de caixa e com essa o
pagamento de contas repetitivas de curto e curtíssimo prazo (obrigações com prazos de vencimento
inferiores um ano como salários, fornecedores, juros, etc.) podendo conduzir a empresa à bancarrota ou sua
liquidação judicial.
Figura 9: Balanço Patrimonial e sua estrutura de contas.
Assim, o gestor e o time do projeto têm que definir um modelo para o negócio e planejar a
implementação da operação de forma eficiente e viável do ponto de vista econômico e financeiro. Isso
envolve elaborar o orçamento de capital, avaliá-lo e executá-lo de forma eficiente, levando em conta todas
as suas implicações.
Quando a operação começar a gerar lucros, esses serão contabilizados no Balanço Patrimonial (figuras 10a e
10b).
No entanto, durante a modelagem do projeto os efeitos sobre a liquidez, endividamento, rentabilidade, etc.,
devem ser previamente avaliados. Por exemplo, é comum os técnicos confundirem lucros acumulados ou
lucros retidos com caixa ou disponibilidades. Ora, o lucro esperado ou realizado pode ser alocado no
financiamento de contas do ativo não se revertendo diretamente em caixa. Por outro lado pode haver um
descompasso entre contas a pagar e receber. Adicionalmente, em seguimentos onde os estoques são
significativos, os métodos de avaliação desses haveres podem distorcer os índices de liquidez (corrente e
seca) e os resultados – devido ao impacto da contabilização dessa variável sobre o custo das mercadorias ou
serviços vendidos.
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Figura 10a: Relação entre Balanço Patrimonial e Demonstrativo de Resultados.
Ou seja, o projeto ao absorver e gerar um fluxo de recursos e gastos contra receitas interferindo na
rentabilidade das operações corporativas. Como o patrimônio líquido constitui valor residual, possíveis
perdas ocasionadas por recebimentos duvidosos, p. ex., podem resultar em perdas ao investidor – uma vez
que reduzem o valor do Patrimônio Líquido, já que:
Patrimônio Líquido = Ativo - Passivo
Por outro lado, como o lucro da operação pode não se reverter em caixa (ou recursos imediatamente
disponíveis) necessário para pagamento das obrigações assumidas (como salários, pagamento de
fornecedores, juros, etc.), também é importante prover a avaliação do Fluxo de Caixa do
Empreendimento – antes e após a implementação do projeto.
A pergunta que se deve fazer é: o projeto gerará caixa suficiente para cobrir as novas obrigações?
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Figura 10b: Relação entre Balanço Patrimonial e Demonstrativo de Resultados.
As variações no caixa, captadas por meio do tratamento de dados do Balanço Patrimonial e Demonstrações
de Resultados, possuem três origens:
Fluxo de caixa das atividades operacionais
Referência as receitas e gastos contra receitas registrados no Demonstrativo de Resultados da empresa
ou do projeto.
A importância da projeção e análise dessa demonstração em projetos se dá em razão da análise custo
benefício de cada proposta mutuamente excludente.
Fluxo de caixa das atividades de investimento
Referência a variação de caixa oriunda dos gastos e venda de ativos imobilizados (novos projetos
aumentam o volume de ativos imobilizados absorvendo caixa).
A venda de maquinaria à vista amplia o caixa disponível e vice-versa.
Fluxo de caixa das atividades de financiamento
Referência a variação de caixa oriunda do resgate de dívidas, venda de obrigações, pagamentos de
vendas de títulos, dividendos (em contrapartida aos investimentos projetos envolvem um fluxo de
novos recursos).
Conforme a figura 12, os recursos podem prover de várias fontes: mercado financeiro, dívidas de curto prazo
e recursos providos pelos investidores. Esses capitais são aplicados em ativos operados pela empresa os
quais geram o FDC operacional.
Por outro lado, as atividades de investimento e desinvestimento e aporte financeiro também interferem na
disponibilidade de caixa. Assim, a projeção de caixa é essencial na tomada de decisões. Então a questão a
ser abordada é: o projeto interfere de forma positiva sobre o fluxo de caixa corporativo?
Pelo exposto até aqui, os Demonstrativos Contábeis constituem instrumentos de acompanhamento e
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controle da situação econômica, financeira e patrimonial das empresas. Esses traduzem, em uma
linguagem específica, os resultados das atividades empresariais e permitem que os usuários (internos e
externos) avaliem o empreendimento em um sentido estático e dinâmico.
Figura 12: Sistematização de origens e aplicação de caixa de uma corporação.
Adicionalmente, os Demonstrativos Contábeis são utilizados na modelagem de projetos por meio de
análises prospectivas como meio de avaliar a rentabilidade do empreendimento e seu impacto nos
resultados corporativos.
Em suma, cada decisão corporativa (incluindo a implementação de novos projetos), corresponde a
impactos econômicos, financeiros e patrimoniais cuja extensão depende de muitas variáveis (internas e
externas à empresa). Por exemplo, a capacidade de financiamento depende da análise de crédito da
empresa (por meio da avaliação do grau de alavancagem, capacidade de auto-financiamento, etc.),
fundamentação da viabilidade do projeto, níveis de juros praticados pelo mercado, etc. A análise
retrospectiva e prospectiva das Demonstrações Contábeis está no cerne desses processos.
A rigor, a importância da disciplina Finanças Corporativas se insere no contexto dessas discussões. Nesses
termos, certas questões estão no cerne de análise de custos e benefícios do projeto.
A primeira questão crítica está relacionada à seleção de alternativas (que investimentos realizar?). Como
indicado acima o Demonstrativo de Resultados pode ser utilizado para organizar as estimativas de receitas e
gastos contra receitas – tornando possível a avaliação da viabilidade de empreendimentos mutuamente
excludentes.
Uma vez que técnicas de avaliação do fluxo de caixa operacional tenham sido aplicadas e a alternativa mais
atrativa tenha sido selecionada, é preciso captar recursos (quais e qual a melhor forma financiar a
alternativa eleita?). Isso envolve aspectos da formatação do projeto por meio do Relatório Final de
Viabilidade Técnica e Econômica contidos no Business Plan.
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Um aspecto muitas vezes negligenciado está ligado ao impacto do novo projeto na estrutura financeira da
corporação. Como sugerido acima, novos empreendimentos provocam flutuações na composição de ativos
e passivos sob responsabilidade da corporação (quais os impactos do novo empreendimento e como gerir os
investimentos no curto prazo?).
Outro fator de grande importância remete a avaliação de riscos econômico-financeiros do
empreendimento. Assim, é preciso avaliar quais fatores econômicos e financeiros interferem na atratividade
do empreendimento (quais e como dimensionar e mitigar os riscos econômicos e financeiros do
empreendimento?).
Em suma, conhecimentos em finanças fornecem instrumentos para orientar a coleta e organizar a
massa de informações destinadas a prover tais análises. A partir daí, análise financeiras críticas devem ser
implementadas. No entanto, o dimensionamento de contas é tributário de análise econômicas o que remete
as discussões estabelecidas à seguir.
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Gestão de Projetos de TI - I: Microeconomia e Projetos
Como evidenciado acima, o estudo de finanças corporativas auxilia na organização das informações do
projeto e do mercado bem como fornece instrumentos destinados à análise de propostas com vistas à
determinação do valor dos ativos. Ao fazer isso lida com os fluxos de caixa distribuídos no tempo. As
informações são registradas no DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS – instrumento que retorna
estimativas do fluxo de caixa da operação.
Como relacionado na figura 13 e considerando a questão do valor descrita anteriormente, a modelagem de
um projeto envolve o orçamento de uma série de parâmetros relacionados à análise de viabilidade do
projeto. Esses permitem estimar o resultado de uma operação, avaliar os possíveis impactos sobre a
composição de ativos, passivos e caixa da corporação bem como o acompanhamento as ações da gestão
(baseline).
Figura 13: Orçamento de um projeto de investimento.
Particularmente e do ponto de vista microeconômico, a projeção de vendas envolve o dimensionamento de
receitas. Essas se encontram relacionadas à estimação das quantidades (xi) e preços (pi) dos produtos e ou
serviços a serem providos a partir da finalização do projeto. A partir dessas projeções, as receitas geradas
podem ser dimensionadas por meio da seguinte expressão:
Ainda termos microeconômicos, a projeção dos custos de produção, ao depender de custos fixos (CF) e
custos variáveis (CV), pode ser traduzida da seguinte forma:
Do tratamento desses drivers de custos, se origina uma série de curvas (custo fixo médio, custo
variável médio, custo marginal, etc.) que permitem derivar a curva de demanda pelo bem ou serviço.
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Então uma tarefa crucial é avaliar quais fatores afetam a demanda e oferta ou, em outros termos,
verificar os fatores que interferem significativamente na determinação das receitas e custos da nova
operação. Isso envolve determinar a curva de demanda e curva oferta, respectivamente. A rigor, a análise
de mercado constitui um dos principais pontos de partida na análise e elaboração de projetos. No
entanto, trata-se de um dos temas menos conhecidos do ponto de vista técnico.
O time do projeto deve considerar que, ao implementar um projeto, a corporação sempre atua nos
mercados de fatores de produção. Isso também implica na avaliação desses por meio de emprego de
instrumentos microeconômicos.
A rigor, a microeconomia fornece instrumentos destinados a descrever e analisar o comportamento das
unidades de consumo e produção. Essas podem ser consumidores individuais, firmas, investidores,
proprietários de fatores de produção (capital, insumos diversos, ativos financeiros, etc.).
Em suma, os instrumentos de microeconomia auxiliam no estudo do comportamento de agentes que tenham
um papel no funcionamento da economia e que possam afetar o resultado econômico e financeiro esperado
do projeto. Ao fazer isso, estuda como tais unidades tomam suas decisões. Também aborda a interação
entre as unidades de consumo e produção, ajudando a entender a dinâmica de certos mercados e, em
conseqüência, os processos de determinação de preço e quantidades transacionadas em mercados
individuais.
Para avaliar o comportamento do consumidor ou da firma é preciso estimar as correspondentes curvas de
demanda e oferta. A rigor, as curvas de demanda e oferta derivam da função demanda e função oferta,
respectivamente. Estas estão associadas às estimativas traduzidas na teoria econômica (p. ex., o consumo é
função da renda). A rigor, as funções dependem se um conjunto de variáveis.
Em geral, a função demanda (QD), definida abaixo, sofre muitas influências tais como, preço do bem (p),
preço dos bens e serviços complementares (pc), preço dos bens e serviços substitutos (ps), variações na
renda do consumidor (R), influencias especiais (expectativas, regulação, etc.), entre outras.
Já a função oferta (QS), apresentada abaixo, depende da tecnologia empregada (definida na função de
produção), dos custos de produção (níveis de salários w, custo do capital r, etc.), preços dos bens
relacionados, organização e poder de mercado, etc.
Nos dois casos (determinação da curva de demanda e oferta) o desafio é propor um modelo que capte
todos os elementos significativos (por meio de técnicas estatísticas) e as correspondentes medidas de
sensibilidade (representadas por meio dos betas e alfas das funções).
Por fim, o equilíbrio de mercado é determinado pela igualdade entre demanda e oferta:
Desvios em torno desse ponto de equilíbrio provocam ajustamentos no padrão de aquisições (consumidor)
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e estoques (firmas). Por exemplo, ceteris paribus (ou mantendo todas as demais condições constantes),
excessos de oferta provocam o ajustamento por meio da redução da procura do consumidor e aumento de
estoques de empresas que atuam em uma mesma indústria (definida como conjunto de empresas que ofertam
produtos ou serviços muito semelhantes entre si). Nesse contexto, estas procuram reduzir os preços ou
lançar promoções a fim de estimular as vendas (há alguma analogia com serviços de telecomunicações?).
Esses movimentos restabelecem o equilíbrio entre oferta e demanda. Já no longo prazo, os desequilíbrios
perenes são ajustados pelo processo de investimento e desinvestimento das corporações.
Exercícios de estática comparativa (manter tudo o mais constante e alterar o valor de uma das variáveis
que afetam a oferta ou demanda) podem auxiliar na avaliação dos riscos de mercado (variação no poder
aquisitivo, variação no preço dos insumos, efeitos da política tributária, etc).
As estimativas de demanda e oferta podem ser obtidas por meio de modelos de equações simultâneas,
técnicas de regressão linear ou emprego de técnicas de séries temporais. Como sugerido, esses
procedimentos pertencem ao domínio da econometria – parte da Ciência Econômica que combina teoria
econômica, cálculo diferencial e estatística com vistas a predição e previsão.
Em contraste, a literatura de gerenciamento de projetos fixa suas abordagens em estimativas top down ou
botton up, restringindo-as à modelagem de custos e prazos associados ao planejamento e programação do
projeto. Pouco tem a dizer acerca dos benefícios e custos do projeto – esse um componente fundamental
da análise do retorno para o investidor uma vez que interfere no orçamento do projeto.
Ao estudar as leis que regem o comportamento e interações entre consumidores e firmas individuais a
microeconomia procura explicitar como os mercados operam. Esse entendimento auxilia no
planejamento de recursos e permite verificar ex ante os efeitos de mudanças no meio ambiente que afetam
as decisões (variações no budget do projeto, p. ex.).
Esses objetivos envolvem avaliar a sensibilidade da demanda ou da oferta em relação a:
Variação no preço do próprio bem ou serviço (elasticidade preço de demanda e elasticidade preço de
oferta);
Variações na renda (elasticidade preço de renda);
Variações em relação ao preço de determinado bem (elasticidade preço cruzada).
Em suma, os instrumentos de microeconomia permitem avaliar os determinantes da demanda e oferta,
propor um modelo matemático associado às respectivas funções, bem como estabelecer exercícios de
estática comparativa em torno de mudanças nos condicionantes do comportamento de consumidores,
firmas, etc. Tais análises também auxiliam nos processos de gerenciamento de custos e aquisições em
projetos, uma vez que dão maior margem de certeza e reduzem a assimetria de informações entre
clientes e fornecedores de insumos.
Como parte da Ciência Econômica, a microeconomia abrange os seguintes temas relacionados na figura 14.
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Figura 14: Tópicos fundamentais em teoria microeconômica.
Como pode ser observado na figura acima, a microeconomia se subdivide duas grandes áreas: teoria do
consumidor e teoria da firma (que compreende a teoria da produção e teoria dos custos de produção). O
estudo dessas unidades de consumo e produção parte de dois axiomas básicos:
Os consumidores procuram maximizar sua satisfação no consumo sujeitos ao preço dos bens e às suas
correspondentes restrições orçamentárias, ao fazer isso decidem quanto consumir de cada bem ou
serviço;
As firmas objetivam maximizar lucros, ao fazer isso devem adotar certas tecnologias, definir a o
volume de investimento e quantidade de fatores que serão empregados bem como a quantidade de
bens ou serviços a serem ofertadas.
Inserida nesse contexto, a economia da informação aborda a definição do escopo de bens da informação,
sua precificação, a estrutura de custos dos projetos, etc. A rigor, como enfatizam Varian, Farrel e Shapiro
(2004) “high-technology industries are subject to the same market forces as every that other industries.
However, there are particularly some forces that are particularly important in high-tech …” (VARIAN;
FARREL; SHAPIRO, 2004).
A rigor, trata-se de um tema pouco estudado nas escolas de economia, engenharia, administração e
MBA’s. As razões para tanto são as mesmas apontadas na seção inicial do tutorial.
Com efeito, a economia da informação trata de temas ligados a estratégias comerciais de compra e
venda de serviços típicos da informação (hadwares, softwares, serviços, etc.). O escopo de abordagens é
bastante amplo, como pode ser observado a seguir:
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Estabelecimento de políticas de fixação de preços de bens e serviços (price information) da
informação (hardware, softwares, serviços, etc.) ou fixação de estratégias de competição baseadas
em preço (price competition), tais como diferenciação de preço (differential pricing) e identificação
de grupos de consumidores com características comuns (group pricing) que podem resultar no
empacotamento e ou “composição” de diferentes tipos de bens da informação (buldling and
aggregation);
Estabelecimento de estratégias de competição baseadas na criação de versões (versioning
information) visando alcançar efeitos de rede e economias de escala (network effects and increasing
returns), externalidades de rede e complementaridades (information complements);
Maximização de retorno e gestão de direitos (rights management) para obter ou se precaver do
aprisionamento e custos de troca (lock-in and switching cost).
Pode-se identificar alguma relação com cases recentes no mercado de telecomunicações?
Relacionados a questões de natureza microeconômica, adianto que há uma série de temas de interesse
relacionados à eficiência econômica em mercados de bens da informação: direito de propriedade e
otimização do valor; custos, divulgação e bens informação enquanto bens da experiência; relação preço,
custo e valor; magnitude e implicações de custos amortizados; economias de escala na produção e
economias de escala na demanda; fixação personalizada de preços, fixação de preços baseada em grupos
e criação de versões; modelo da empresa dominante, liderança de custos e produto diferenciado;
externalidades de rede e feed back positivo; liderança de preço e liderança de custo; auto-seleção,
estratégias de criação de versões (demora, aborrecimento, conveniência, capacidade, velocidade, tamanho,
resolução e design, diferenciação de interfaces, flexibilidade de uso, características e funcionalidades,
abrangência. provisão de serviços e suporte), entre outros temas.
Em suma, o que deve nortear a ação das estratégias de atuação no mercado em torno de decisões de
compra e venda de bens da informação é algum entendimento dos fatores econômicos de curto e longo
prazo relacionados a esses aspectos.
Por exemplo, a aquisição de um aparelho celular e ou escolha de uma determinada operadora,
envolvem diversos fatores como efeitos de economias de rede, serviços relacionados e outras
complementaridades, portabilidade de número, efeito renda, lock-in e custos de troca, estratégia de criação
de versões, entre outras questões.
Muitas das discussões associadas à economia da informação envolvem forças econômicas básicas
(economia de custos, estudo da relação entre oferta e demanda, diferenciação de produtos, economias de
escala, externalidades, etc.). O equilíbrio entre essas forças conduz ao sucesso ou fracasso das ações
empresariais (tais forças interagem no tempo e no espaço). A partir do exposto, surgem as seguintes
questões:
Quais as estratégias de configuração de produtos e custos em mercados de bens da informação?
Quais estratégias podem ser adotadas para atrair clientes e precificar bens da informação?
Em suma, quais estratégias contribuem para otimizar receitas ou interferem nas despesas no caso de
aquisição?
Esses temas serão retomados no terceiro tutorial onde procurarei relaciona-los aos aspectos econômicos na
avaliação do Case I-Phone da Apple.
Devido a sua complexidade e características, isso é particularmente importante em projetos ligados a bens da
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informação. Esses envolvem uma série de critérios aderentes ao ITIL (figura 15).
Figura 15: Aspectos envolvidos em investimentos em serviços intensivos em TI.
Fonte: Elaborado pelo autor com base no ITIL.
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Gestão de Projetos de TI - I: Linhas de Crédito
Como salientado nas seções anteriores, o financiamento de novos empreendimentos depende e afeta a
estrutura de ativos e passivos da empresa que o executa. O tratamento sistemático de informações
financeiras da empresa resulta na classificação de crédito (credit scoring) e perfis de riscos de propostas
(credit rating).
Em linhas gerais, uma operação de financiamento envolve a expectativa de recebimento (ou pagamento) de
determinada quantia de dinheiro por determinado período de tempo.
O processo de captação de recursos e sua contratação têm como base a obtenção e análises de indicadores
econômico-financeiros (IEF) que, ao refletir os riscos de transferência de ativos, se repercutem na estrutura
de financiamento.
Nesse contexto, seis critérios são tradicionalmente utilizados. Estes são conhecidos como os 6 C’s de uma
operação de crédito (RUTH, 1991; DAMODARAN, 2004), sendo apresentados e discutidos a seguir.
Caráter: avaliação qualitativa e quantitativa em torno do profissionalismo e qualidade do
management, integridade, comprovada aderência à estratégia, etc.; difícil medição, agencias de rating
e análise de crédito, pesquisa junto a clientes e fornecedores, entrevistas, visitas às instalações;
Capital: tipo, quantidade e qualidade de ativos sob controle (tem como base a avaliação de
demonstrações contábeis da corporação);
Conglomerado: é preciso avaliar as condições econômicas e financeiras das empresas coligadas (esta
avaliação pode auxiliar ou colocar restrições às operações de transferência de ativos);
Capacidade: avaliação do projeto e demais fontes e volume de de recursos que irão ser utilizados para
saldar obrigações assumidas;
Colateral: avaliação de garantias que podem ser postas à disposição caso haja precariedade nos
demais C’s do crédito [as garantias devem ser avaliadas (direitos, local, valor, etc.) e não constituem o
objetivo final da operação de crédito];
Condições: avaliação quantitativa e quantitativa do mercado de atuação.
Associados aos 6 C’s do crédito, e considerando a fraca relação entre o curto e longo prazo das operações,
certas fontes de risco afetam profundamente os empreendimentos.
Risco operacional – possibilidade da empresa não ser capaz de arcar com os custos operacionais cujo
nível é determinado pela estrutura e estabilidade das receitas e custos (custos variáveis) e despesas
operacionais;
Risco financeiro – possibilidade de a empresa não ser capaz de saudar suas obrigações financeiras
cujo nível é determinado pela previsibilidade dos fluxos de caixa operacionais da empresa e seu nível
de obrigações financeiras;
Risco de taxa de juros – possibilidade de variação nas taxas de juros as quais possuem relação
inversa com o valor dos ativos;
Risco de liquidez – possibilidade de que o ativo não possa ser liquidado a preço razoável cuja
magnitude é afetada pelo porte e número de vezes em que este ativo pode ser negociado;
Risco de mercado – o valor de um ativo responde pela dinâmica de mercados que não possui relação
direta com o mercado do ativo em si (demanda derivada). Assim, quanto mais sensível é a variação do
preço do ativo, em razão da flutuação em mercados correlatos, maior seu risco;
Risco de evento – possibilidade de que um evento totalmente inesperado exerça influência sobre o
valor da empresa ou sobre o valor de um ativo específico;
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Risco de câmbio – exposição do valor do ativo a variações futuras nas taxas de câmbio podem
acarretar efeitos adversos sobre o fluxo de caixa;
Risco de poder aquisitivo – possibilidade de que variações sistemáticas nos níveis gerais de preços
(inflação ou deflação) afetem desfavoravelmente o fluxo de caixa em função de variações relativas no
valor das receitas e custos;
Risco de tributação e regulatório – possibilidade que mudanças inesperadas na legislação tributária
venham a ocorrer.
Com efeito, algumas dessas fontes de riscos podem ser captadas por meio de indicadores econômicofinanceiros. Obtidos a partir de Demonstrações Contábeis os índices de liquidez, endividamento,
rentabilidade, etc., respaldam a análise de crédito das operações. A formulação de cada classe de indicador
econômico-financeiro pode ser estudada em Damodaram (2004). Já as principais fontes de risco são
descritas abaixo.
Em suma, vimos que o tamanho da empresa e sua rentabilidade dependerão da escala operacional e do fluxo
de investimentos rentáveis que ela for capaz de fazer ao longo do tempo. Já o valor de uma empresa depende
da capacidade de caixa que ela é capaz de gerar e conseqüentemente distribuir aos seus. A estrutura ótima
de capital será aquela que trouxer maior valor aos investidores.
As dívidas onerosas geram obrigações legais – indo ou não bem a empresa que deverá saldá-las. Maior
volume de investimento aumenta o risco do empreendimento. Por outro lado, o modo como o capital é
financiado pode afetar o valor e o risco do empreendimento.
Nesse contexto, alguns princípios se relacionam diretamente com os 6 C’s de uma operação de crédito. Os
passos de avaliação de crédito para obtenção de financiamento estão diretamente relacionados à elaboração
de um Estudo de Viabilidade Econômica e Financeira.
Conforme as figuras apresentadas á seguir, os processos de avaliação e de concessão de crédito estão
relacionados: análise da empresa e ou grupo econômico, análise do mercado de atuação e análise do
projeto.
A figura 16 apresenta as variáveis geralmente associadas à análise da empresa e ou grupo econômico. Esta
fundamentação dará uma idéia dos aspectos organizacionais, produtivos e financeiros essenciais à concessão
do financiamento. A rigor essas informações permitem avaliar possíveis riscos e inconsistências do
empreendimento.
A avaliação qualitativa é complementada por meio de avaliações quantitativas por meio de indicadores
econômico-financeiros obtidos a partir de informações cedidas pela empresa. A apresentação organizada
dessas informações é, em muitos casos, obrigatória.
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Figura 16: Aspectos críticos na análise da empresa ou grupo econômico para a concessão de crédito.
Figura 17: Aspectos críticos na análise do mercado para a concessão de crédito.
Nesse tipo de análise deve-se fundamentar quais os principais fatores afetam os níveis de receitas e custos.
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Os bancos elaboram e divulgam periodicamente estudos setoriais. O cruzamento das informações
apresentadas com os dados apresentados na proposta permite a avaliação dos riscos de mercado.
Portanto, o grau de exposição ao risco é avaliado por meio da análise de dados de natureza microeconômica.
Esses dados devem ser fundamentados por meio de informações contábeis, estudos e dados secundários
obetidos a partir de fontes externas idôneas (IBGE, FIPE, FGV, associações classistas, etc.).
Figura 18: Aspectos críticos na análise do projeto para a concessão de crédito.
A análise do projeto é feita por meio de critérios qualitativos e quantitativos. A capacitação gerencial em
projetos constitui um aspecto importante. O projeto deve ser justificado de maneira consistente.
É importante apresentar no plano do projeto, um relatório de viabilidade econômica e financeira bem
fundamentado e consistente bem como os critérios de determinação de gastos. Os resultados esperados
devem ser consistentes para permitir sua avaliação.
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Gestão de Projetos de TI - I: Considerações Finais
Esse primeiro tutorial abordou os incentivos econômicos e financeiros que regulam as relações entre:
Investidores e empresas que atuam em mercados ligados à informação;
Fornecedores e clientes finais de bens da informação (onde as relações são mediadas pelo uso
intensivo de TI).
Com efeito, procurou: discutir e enfatizar o conceito e importância da geração de valor (seção 2); relacionar
este conceito com as principais dimensões econômicas que afetam o retorno sobre investimentos (seção 3);
discutir a importância das Demonstrações Contábeis na modelagem e avaliação de projetos (seção 4);
destacar a importância de ferramentas necessárias ao dimensionamento e estratégia econômica da operação
(seção 5); entender quais aspectos são relevantes na exposição de projetos à linhas de crédito (seção 6).
O segundo tutorial da série, objetiva apresentar modelos e instrumentos amplamente empregados nos
processos de avaliação de projetos.
Por fim, o terceiro tutorial da série, parte dos conceitos e técnicas apresentadas nos dois primeiros tutoriais
para discutir sumariamente o Case I-Phone da Apple.
Referências
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gerenciando o valor das empresas. Tradução Allan Vidigal Hastings. 3. ed. São Paulo: Makron Books,
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7. EHRLICH, P. J.; MORAES, E. A. Engenharia econômica: avaliação e seleção de projetos de
investimento. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2005.
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9. HELFERT, E. A. Técnicas de análise financeira. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2000.
10. KERZNER, H. Gestão de projetos: as melhores práticas. Porto Alegre: Bookman, 2002.
11. PINDYCK, R. S.; RUBINFELD, D. L. Microeconomics. São Paulo: Makron Books, 2002.
12. POMERAZ, L. Elaboração e análise de projetos, São Paulo: Hucitex, 1985.
13. PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia do conjunto de conhecimentos em
gerenciamento de projetos – guia PMBOK. 3. ed. Newtown Square: PMI, 2004.
14. ROSS, S. A.; WESTERFIELD, R. W.; JAFFE, J. F. Administração financeira: corporate finance.
Tradução Antonio Zoratto Sanvivente. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
15. RUTH, G. E. Empréstimos a pessoas jurídicas. São Paulo: IBCB, 1991.
16. SHAPIRO, C.; VARIAN, H. R. Information rules. Massachusetts: Havard Business School Press,
29
1999.
17. VARIAN, H; FARREL, J.; SHAPIRO, C. The economics of information technology. Cambridge:
Cambridge University Press, 2004.
18. VARIAN, H.R. Microeconomia: princípios básicos. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
19. WOILER, S.; MATHIAS, W. F. Projetos: planejamento, elaboração e análise. São Paulo: Atlas, 1996.
294 p.
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Gestão de Projetos de TI - I: Teste seu Entendimento
1. No contexto deste tutorial, qual deve ser o foco do Gestor de Projetos de TI?
O foco do gestor é minimizar o custo do projeto, em detrimento do resultado final.
O foco do gestor é maximizar o valor dos ativos sob comando da corporação, através de projetos bem
elaborados, planejados, selecionados e implementados.
O foco do gestor é buscar empresas terceirizadas para viabilizar projetos bem elaborados, planejados,
selecionados e implementados.
Nenhuma das anteriores.
2. Qual das alternativas abaixo representa uma das decisões que sempre permeiam, direta ou
indiretamente, as ações do gerente de projetos e sua equipe?
Decisões de investimento, ou seja, selecionar, priorizar e criar compromisso para o emprego dos
recursos por meio de técnicas matemáticas e contábeis de análise do retorno sobre investimento.
Decisões de financiamento, ou seja, avaliar os custos e a estrutura de contratos de transferência de
ativos de capital destinados à viabilizar o projeto por meio de noções acerca de técnicas de análise de
crédito.
Decisões operacionais, ou seja, aprimorar métodos empregados e prover a avaliação retrospectiva e
prospectiva do retorno do empreendimento por meio da definição de indicadores de performance e
indicadores econômico-financeiros.
Todas as anteriores.
3. Que tipos de análises devem ser feitas nos processos de avaliação e concessão de crédito para os
projetos de TI?
Análise da empresa e ou grupo econômico, análise do mercado de atuação e análise do projeto.
Análise da empresa e ou grupo econômico, análise do mercado de atuação e análise do currículo do
gestor do projeto.
Análise da empresa e ou grupo econômico, análise do projeto e análise do currículo da equipe de
projeto.
Análise do mercado de atuação da empresa e ou grupo econômico, análise do projeto e análise do
currículo da equipe de projeto.
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Gestão de Projetos de TI - I: Importância dos Aspectos