Terça-feira 20 de janeiro de 2015 Jornal do Comércio - Porto Alegre Economia 11 CONJUNTURA Joaquim Levy anuncia aumento de impostos O governo Dilma Rousseff anunciou ontem um grande pacote de aumento de impostos ao consumidor e às empresas dos setores de combustíveis, cosméticos e importadoras para elevar a arrecadação em R$ 20,6 bilhões, recuperar a confiança na economia e fechar suas contas este ano. O governo decidiu dobrar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 1,5% para 3%, que incide sobre os empréstimos bancários contratados pelas pessoas físicas. A medida entra em vigor hoje. Além disso, o governo elevará tributos sobre a comercialização de gasolina e óleo diesel nos postos de combustíveis do País. O aperto tributário do governo foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, no início da noite de ontem. Depois de rejeitar, na semana passada, que um “saco de maldades” estivesse a caminho, Levy anunciou o aumento de tributos com um duplo objetivo: ampliar a arrecadação federal, de forma a equilibrar as combalidas contas públicas, e reduzir o ímpeto dos consumidores, para controlar a inflação, que neste ano pode se aproximar de 7%. A decisão de frear o consumo doméstico em uma conjuntura onde o Produto Interno Bruto (PIB) beira uma recessão é delicada. Mas foi bancada pelo Planalto. Para completar a série de medidas impopulares, amanhã o Banco Central deve aumentar a taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual, levando a Selic a 12,25% ao ano. “São medidas para trazer o reequilíbrio fiscal, com objetivo de aumentar a confiança na economia brasileira, de forma a termos a retomada. Queremos isso com o menor sacrifício possível”, afirmou Levy. Em relação aos combustíveis, o governo vai reinstituir a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). A taxa estava zerada há quase três anos e, dentro de três meses, voltará efetivamente. Serão R$ 0,22 sobre o preço da gasolina e R$ 0,15 sobre o diesel. A medida renderá uma arrecadação de R$ 3,6 bilhões neste ano, segundo foi informado à imprensa. Além disso, o governo também elevará as alíquotas do PIS/Cofins sobre o setor. Questionado sobre o repasse desse aumento nas bombas, Levy tergiversou: “Isso vai depender da Petrobras. Essa não é uma decisão do Ministério da Fazenda”. No entanto, fontes afirmam que o próprio governo federal avalia que deve haver aumento nos preços da gasolina e do diesel por causa do pacote. O governo anunciou também o aumento de impostos para produtos importados e a comercialização de cosméticos. Os importadores terão de pagar, a partir de junho (quando a medida entra em vigor), alíquota de 11,75% de PIS/Cofins. Até maio, a alíquota permanecerá em 9,25%. “Ajustamos a alíquota para não prejudicar a produção doméstica. A ideia é permitir maior competitividade ao produto nacional”, disse Levy. Para o setor de cosméticos, o governo vai equiparar o atacadista ao produtor, ao introduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no atacado. “Agora o atacadista, ao adquirir o cosmético da indústria, vai ser creditado do IPI e ao passar a frente, vendendo ao varejista, ele vai ser debitado”, explicou o novo secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. RENATO COSTA /FRAME/FRAME/AE/JC PIS/Cofins, Cide sobre combustíveis e IOF para pessoa física serão elevados pelo governo federal a partir de hoje Levy afirma que tributos terão impacto de R$ 0,22 por litro de gasolina O governo está diante de missão complexa. Depois de descumprir por três anos sua meta fiscal, o governo entende ser crucial este ano poupar R$ 66,3 bilhões, o equivalente a 1,2% do PIB, para o pagamento dos juros da dívida pública. Com o PIB próximo a zero, o governo precisou buscar mais receitas. Uma frase de Levy exempli- fica o estado de espírito do governo neste momento. Quando questionado sobre a razão para o aumento do IOF, o ministro da Fazenda respondeu: “O objetivo é aumentar a confiança na economia. Aumentar a disposição das pessoas investirem no Brasil e isso se reflete na queda dos juros de longo prazo e até no pequeno fortalecimento do real”. Impacto será positivo sobre juros e câmbio, afirmam especialistas As medidas anunciadas ontem pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, como recomposição da Cide Combustíveis e elevação da alíquota de IOF para operações de crédito realizadas por pessoas físicas de 1,5% para 3%, são “muito positivas”, pois reforçam o ajuste fiscal adotado pelo governo, disse Alberto Ramos, diretor de pesquisas para a América Latina da Goldman Sachs. O ministro informou que a Cide passa para R$ 0,22 por litro de gasolina e R$ 0,15 por litro de diesel. “A recomposição da Cide indica que o ministro Joaquim Levy vai cumprir a meta fiscal deste ano, pois deve entregar um superávit primário de 1,2% do PIB”, disse Ramos. Segundo ele, o ajuste das contas públicas em curso é favorável também para ajudar a política monetária a conter inflação, como é exemplificado pela elevação do IOF para operações de crédito de pessoas físicas. Ele ressaltou que a harmonia entre as políticas fiscal e monetária trará efeitos positivos para o IPCA, que, segundo suas estimativas, deverá fechar o ano entre 6,5% e 6,6%. Na avaliação do ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola as medidas devem ter influência positiva sobre o câmbio e os juros futuros hoje. “As ações anunciadas por Levy ajudam no processo de reconquista de credibilidade do governo e são sinais claros de correção da política macroeconômica”, afirmou. De acordo com ele, as ações estão dentro do esperado no contexto de ampliar as receitas do governo, numa conjuntura econômica de PIB fraco e amplas dificuldades de arrecadação. “Levy está entregando medidas que vão na direção da meta de superávit primário de 1,2% do PIB, que é um número difícil, mas factível.” Também para economista-chefe do Besi Brasil, Jankiel Santos, as medidas devem ter impacto positivo no mercado financeiro hoje, especialmente em relação a juros e dólar. Para o economista, as medidas já eram esperadas e estão de acordo com o discurso que Levy vem adotando desde a sua indicação para o cargo, com o objetivo de “tentar eliminar todas as distorções que ele entendia haver em relação aos preços”. “O cunho arrecadatório também era esperado e acho que as medidas não fogem em nenhum momento do objetivo de ajustar as contas públicas”, acrescentou. Entre as quatro medidas, Jankiel avalia que o aumento da tributação sobre a gasolina foi a mais importante. O economista-chefe do Besi Brasil acredita que o aumento da taxação da gasolina e do diesel DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO RAFAEL DA SILVA REIS, inscrito no CPF sob o nº 224.179.070-20 e no RG sob o nº 8003280231, expedida pela SSP/RS; LUIZ ALBERTO JACOBUS, inscrito no CPF sob o nº 236.473.610-20 e no RG sob o nº 1003316278, expedido pela SSP/RS; GUILHERME ZUGNO REIS, inscrito no CPF sob o nº 832.219.210-04 e no RG sob o nº 7077676422, expedida pela SSP/RS; e ANDRÉ JACOBUS BERLITZ, inscrito no CPF sob o nº 007.765.380-71 e no RG sob o nº 9047263349, expedida pela SSP/RS. DECLARAM, nos termos do art. 6º do Regulamento Anexo II à Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012, sua intenção de exercer cargos de administração na SINOSSERRA FINANCEIRA S/A – SOCIEDADE DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO (em constituição). ESCLARECEM que eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de quinze dias contados da divulgação, por aquela Autarquia, de comunicado público acerca desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL DEORF – Departamento de Organização do Sistema Financeiro Rua 7 de Setembro, 586, 12º andar, CEP 90010-190, Porto Alegre/RS. deverá ser repassado pela Petrobras e pelos distribuidores ao consumidor. “Redução da margem de lucro da Petrobras por conta do aumento dos tributos me parece contraditório. Seria sinalizar o que a gente fazia no passado”, criticou o economista. No mercado financeiro, Jankiel avalia que a reação nos juros deverá ser de redução. “Com a perspectiva de menor carga sobre a política monetária, deve haver reduções ao longo da curva”, explicou. Já em relação ao câmbio, ele prevê que o real deverá ter um movimento de apreciação ante ao dólar, em razão do ganho de confiança que as novas medidas devem trazer para a economia brasileira. No mercado de ações, Jankiel ponderou que a reação dos ativos vai depender de como a Petrobras reagirá ao aumento da taxação sobre os combustíveis. DECLARAÇÃO DE PROPÓSITO As pessoas físicas e jurídicas abaixo identificadas, por intermédio do presente instrumento, DECLARAM sua intenção de constituir uma instituição com as características abaixo especificadas: Denominação social: CENTROCRED S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos. Local da sede: Av. Presidente Castelo Branco, 1025, sala 18 – Santa Cruz do Sul – RS. Capital inicial: R$ 12.500.000,00 (Doze milhões e quinhentos mil reais) Composição societária: Nível I - CONTROLADOR - CENTROCRED PARTICIPAÇÕES & INVESTIMENTOS Ltda., CNPJ 21.558.060/0001-02, participação de 99,50% no capital total da CENTROCRED S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos. DETENTORES DE PARTICIPAÇÂO - JOSÉ ROBERTO MIRANDOLI, CPF nº 167.258.620-91, participação de 0,40% no capital total da CENTROCRED S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos. - ROBERTO MIRANDOLI, CPF nº 005.466.410-16, participação de 0,05% no capital total da CENTROCRED S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos. - FERNANDO MIRANDOLI, CPF nº 013.362.090-54, participação de 0,05% no capital total da CENTROCRED S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos. Nível II - CONTROLADOR - JOSÉ ROBERTO MIRANDOLI, CPF nº 167.258.620-91, participação de 80% no capital total da CENTROCRED PARTICIPAÇÕES & INVESTIMENTOS Ltda. DETENTORES DE PARTICIPAÇÃO - ROBERTO MIRANDOLI, CPF nº 005.466.410-16, participação de 10% no capital total da CENTROCRED PARTICIPAÇÕES & INVESTIMENTOS Ltda. - FERNANDO MIRANDOLI, CPF nº 013.362.090-54, participação de 10% no capital total da CENTROCRED PARTICIPAÇÕES & INVESTIMENTOS Ltda. As pessoas físicas abaixo identificadas, por intermédio do presente instrumento, DECLARAM, nos termos do art. 6º do Regulamento Anexo II à Resolução nº 4.122, de 2 de agosto de 2012, sua intenção de exercer cargos de administração na CENTROCRED S.A. – Crédito, Financiamento e Investimentos (em constituição) para a qual foram eleitos ou nomeados: - JOSÉ ROBERTO MIRANDOLI, CPF nº 167.258.620-91, Diretor Presidente. - ROBERTO MIRANDOLI, CPF nº 005.466.410-16, Diretor Administrador Financeiro. - FERNANDO MIRANDOLI, CPF nº 013.362.090-54, Diretor Operacional. As pessoas físicas e jurídicas signatárias deste instrumento ESCLARECEM que eventuais objeções à presente declaração devem ser comunicadas diretamente ao Banco Central do Brasil, no endereço abaixo, no prazo de trinta dias contados da data da publicação desta, por meio formal em que os autores estejam devidamente identificados, acompanhado da documentação comprobatória, observado que os declarantes podem, na forma da legislação em vigor, ter direito a vistas do processo respectivo. BANCO CENTRAL DO BRASIL - Deorf – Departamento de Organização do Sistema Financeiro - Gerência Técnica em Porto Alegre - Rua 7 de Setembro, 586 – 12º andar - 90010-190 – Porto Alegre (RS) Processo nº 1401599646 Santa Cruz do Sul, 20 de janeiro de 2015. CENTROCRED PARTICIPAÇÕES & INVESTIMENTOS Ltda. JOSÉ ROBERTO MIRANDOLI - ROBERTO MIRANDOLI - FERNANDO MIRANDOLI.