SIDINEY RODRIGUES & ROGÉRIO MARTINS Teatro na Escola. O que é? Como Fazer? Proposta de Curso para professores do ensino fundamental e médio. Apresentado por Sidiney Rodrigues/ Pedagogo/Professor e Rogério Martins / Ator / Diretor / Cenógrafo / Artista plástico. Governador Valadares – Agosto/2004. Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 1.0- Titulo do Curso: Ensinando e Aprendendo com Teatro. 2.0- Justificativa: Na escola, é comum o uso do teatro e da representação, visto como forma de expressão e comunicação, o professor usa no decorrer de sua aula expositiva movimentos, expressões, gestos, maneiras que diferem do ser humano que está trabalhando, sem saber, o professor pode provocar maior aprendizado e menor aprendizado com um gesto facial, pode afetar todo o seu desempenho, quando demonstra seus afetos e desafetos com o objeto de estudo. Nas crianças, isso não é diferente, brincando de faz de conta, ela interpreta e expressa sua opinião a respeito dos assuntos, usa o personagem e exterioriza suas vontades e desejos, seja ocultos ou explícitos. Reconhecer o teatro na educação é primordial etapa para obtenção de sucesso em muitos trabalhos, e muitas vezes não somos capazes de perceber, e muitas vezes o próprio professor não percebe esse processo. Perceber que o teatro, é tratado na escola como uma disciplina exclusiva ao professor de artes é ato falho de uma escola que queira se inovar no seu projeto político pedagógico. A manifestação teatral, é raramente vista nas escolas com todos os seus componentes, sejam eles interpretação, cenário, figurino, texto. O que vemos, é a exploração do teatro, retirando todos esses componentes, empobrecendo assim todo o processo criativo que é fundamental para o processo de ensino aprendizagem. Assim, a manifestação fica limitada às atividades cívicas da escola, e permeada de empirismo. Esse fato, gera entre as crianças uma incredulidade no prazer que existe no teatro, na interpretação, na textualidade, na compreensão, pois essas manifestações não pretendem estar ligadas ao compromisso de ensinoaprendizagem. Existe também a tentativa de fazer teatro por parte dos professores, que muitas vezes não tem o êxito esperado, pela falta de experiência para a criação e auxílio dos alunos nesse processo. A escola precisa inovar, e novas práticas são necessárias, para isso é necessário o auxílio técnico e a formação continuada para que os professores compreendam os benefícios o teatro para o processo de ensino-aprendizagem, sendo imediatamente necessário, para uma postura de trabalho dinâmica e inovadora, pois o professor necessita de meios, técnicas e didática para ensinar seus alunos de forma mais prazerosa. Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 3.0-Publico Alvo: Professores de Ensino Fundamental e Médio. 4.0- Objetivos: 4.1- Objetivo Geral: Demonstrar para os professores a didática do ensino com teatro. 4.2- Objetivos específicos: • Conhecer dinâmicas de formação de ator; produção de cenários , figurinos e adereços; • Orientar professores para uso de teatro; • Técnicas e jogos para facilitar a compreensão do texto e auxiliar a construção das personagens; • Princípios para construção de ambientação cênica (cenografia), figurino, adereços e maquiagens; • Vivenciar as possibilidades de teatro; • Possibilitar o uso de teatro amador como recurso didático; 5.0 -Fundamentação Teórica: 5.1– Aluno e escola, linguagens diferentes e contraposições. Nas dificuldades do processo de Ensino aprendizagem, são muitos os entraves, dentre eles a falta de interesse dos alunos, a falta de recursos, a irresponsabilidade dos pais, as dificuldades dos professores, criando-se a cultura de que o culpado e responsável pelo seu fracasso é o próprio aluno, discordando assim, da LDB 9394/96 que em seu Título II, art 1º. diz que “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Mas podemos nos perguntar, quem é nosso aluno? será que eles já foram alunos em casa, e será todos tiveram pais que os ensinassem da forma que a escola está habituada a recebê-los? Na escola tradicional e da história da educação conforme os PCN´s a escola que têm ...uma proposta de educação centrada no professor, cuja função se defini como a de vigiar e aconselhar os alunos, corrigir e ensinar a matéria. (1997: 39). Assim, é de vital importância que a escola e a família tenham claro que o fracasso de seu aluno/filho, não se deve inteiramente por responsabilidade dele, e que ele é vitima de um sistema que falha em sua educação. Obviamente ao lermos essa frase, parece que a coisa não é com o professor, e que de nada adianta modificar sua prática, pois o aluno está mesmo desligado, que não sabe o que quer, que não tem objetivos, que não presta atenção, que não quer aprender. Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 Novamente retornamos a questão, e os PCN’s continuam demonstrando a história da educação, que a escola, teoricamente chamada de Escola Nova, ou movimento Escolanovista, apresentava um currículo com concepções diferentes, em que todos estão inseridos no processo de Ensino-Aprendizagem e que o professor, agora não mais é somente um simples repassador de conteúdos, e sim um facilitador no processo de busca de conhecimento que deve partir do aluno. Cabe ao professor organizar e coordenar as situações de aprendizagem, adaptando suas ações às características individuais dos alunos, para desenvolver suas capacidades e habilidades intelectuais” (1997:40) Mas decorrido o tempo, e essa teoria parece obstante, a escola retorna ao tecnicismo pedagógico, fruto da corrente behaviorista de psicologia, nos anos 70, ou comportamentalismo. Onde consiste em utilizar instrumentos eficazes de aprendizado e controle sobre a sociedade e a escola, onde o aprendizado retorna a ser centrado no professor. Após esse momento, gera-se uma polêmica com a introdução dos novos pensadores da educação, PIAGET, VYGOSTSKY, FERREIRO, TEBEROSKY, PERRENOUT, COLL, FREIRE. Gera um verdadeiro conflito, não sabendo mais quem é o responsável, se é o professor, aluno, sociedade, governo, família. Devido a inserção abrupta gerada pelas reformas educacionais, que segundo SACRISTÃ “não podemos esquecer que na linguagem política as reformas tem outra função: servem para se fazer crer que existe uma estratégia política para melhorar a oferta educacional. Daí a tendência a classificar qualquer ação normal sobre o sistema educacional como uma programa de “reforma”.” (1999 : 52) Mas podemos crer que agora, amadurecidos pelos anos de frustração e fracasso, temos uma bagagem teórica que nos permite utilizar dessas teorias para elaborar projetos educativos menos errôneos, e com maiores chances de sucesso. Então podemos retornar os questionamentos, a escola já foi centrada no aluno, já foi centrada no professor, já foi centrada em órgãos estatais fiscalizadores. E hoje, nossa escola contemporânea apresenta contraste de toda essa história, tem pinceladas de Escolanovismo, de tecnicismo, de tradicionalismo, construtivismo, sócio-interacionismo. Criando então nos nossos alunos um verdadeiro desencontro, afinal, ele não entende que linguagem a escola está falando, qual o objetivo da escola, e se perguntarmos a eles mesmos, qual seu objetivo de estar na escola, eles apresentam a resposta na ponta da língua e o discurso é de que estamos na escola para aprender, para se tornar pessoas mais cultas, para ter um emprego melhor, para ter facilidades nos trabalhos do futuro, que a escola é necessária a todos. Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 5.2 – Futuro e aprendizado. Acreditando que podemos reverter o quadro atual, e baseado nas experiências vividas pelas instituições de ensino, podemos realmente dizer que a escola pode sim ser modificada, se adotarmos novas práticas, um desvinculo de currículo técnico e linear, e centrarmos o aprendizado e começarmos a falar a mesma linguagem em uma proposta de currículo circular e consensual e dinâmico dialógico, poderá sim, haver uma reestruturação do processo de ensinoaprendizagem, mas isso exige o esforço do sistema educacional. Obviamente a modificação será sutil e muitas vezes até imperceptível a olhos densos, as criticas muitas, o que não pode-se esquecer, é que temos a critica sem ousar, e portanto ousar é uma nova alternativa de eliminar as negativas. A escola modificou, o aluno de hoje afronta o professor, ele não engole as coisas como estão, mas também se formou uma massa de críticos que criticam por criticar, que não fazem por não fazer. Mas a partir do momento que a atividade se tornar significativa para ele, e este começar a perceber onde se insere o conhecimento construído pela escola, saberemos e teremos alunos que criticam, mas que apontam caminhos e pistas de como querem aprender, o que querem aprender, e de que forma. Antes disso, se retoma os quatro pilares da UNESCO, de aprender a ser, aprender a fazer, saber fazer e saber ser. Aprender e saber ser, como sujeito histórico e participativo da evolução humana. Aprender e saber fazer, atividades que contribuam para o bem comum da humanidade, despojando-se de interesses pessoais. Buscaremos assim, atender os objetivos do plano nacional de educação que, dentre eles podemos citar a: § “Melhoria da qualidade de ensino em todos os níveis; § A redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência, com sucesso, na educação publica e § Democratização da gestão do ensino público, nos estabelecimentos oficiais, obedecendo aos princípios da participação dos profissionais de educação na elaboração do projeto político pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes”.(Plano Nacional de Educação, 2000 : 35) Notamos que o cidadão sai da escola, e que muitas vezes, os que não freqüentarão uma graduação, sobrevivem com os conhecimentos mínimos que eles aprenderam nas Séries Iniciais, e que os outros conhecimentos, das relações humanas, do trabalho são conhecimentos adquiridos através das experiências empíricas, na qual apontamos como o conhecimento da vida prática. Portanto, o nosso aluno também não defende a escola, pois ela somente o ensinou a ler e a escrever, de forma boa ou ruim, e que a função da escola é somente essa. É na escola sim o momento do cidadão se formar, e de levar conceitos da escola para a vida, aprender o método, de experimentar, de criar, de testar, de reformular hipóteses, de confirmar idéias. É compromisso da escola, professores, família e estado permitir a construção e viver esses conceitos. Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 5.3 – As diferenças na igualdade. Dentre essa problemática, a também que se completar que todos os seres humanos aprendem de forma e jeitos diferentes, contemplando conforme GARDNER com sua teoria das múltiplas inteligências. Quando o currículo é uniforme e lateral, acaba se recorrendo a uma exclusão, caracterizada, agora não mais explicitamente, mas injetada no currículo oculto. Tais como, se ele não faz, porque devo eu o professor ir atrás. Severamente, CONNEL estabelece na abertura de seu texto pobreza e educação de que “a maneira como a escola trata a pobreza constitui uma avaliação importante do êxito de um sistema educacional. Crianças vindas de famílias pobres são, em geral, as que têm menos êxito, se avaliadas através dos procedimentos convencionais de medida e as mais difíceis de serem ensinadas através dos métodos tradicionais. Elas são as que têm menos poder na escola, são as menos capazes fazer valer suas reivindicações ou de insistir para que suas necessidades sejam satisfeitas, mas são, por outro lado, as que mais dependem da escola para obter sua educação” (CONNEL In: GENTILI, 1995:11) O trabalho com experiências dentro das possibilidades de recursos, a realização visando a problemática junto aos alunos e buscando soluções através das experiência irá criar um processo de maturação para o aprendizado. Assim, o experimentar, viver a história do livro, elaborar e visualizar uma peça de teatro, de dançar e expor os sentimentos, de utilizar outra linguagem de forma contextualizada, de experimentar a matemática além do processo de abstração, reviver a noção de espaço, de entender e saber que faz parte da história. Assim, essas situações devem estar voltadas nas atividades de forma cientifica, e partindo da necessidade do aluno, de uma situação problema existente. Ao consultar nosso aluno, e fazermos dele o sujeito que participa do desenvolvimento de suas habilidades, irá fazer com que eles redescubram a verdadeira função da escola. 5.4 – Mas, o que seria o Teatro na escola? O teatro na escola pode ser visto de várias maneiras, concordamos assim, com a opinião de Fanny Abrammovich, que demonstra a inquietação dos professores frente ao teatro, e nesse sentido, ela esboça sete hipóteses do que é teatro em educação: Hipótese 1 São festinhas ligadas a temas cívicos (Dia da Pátria), familiares (Dia das mães), comemorações efemérides em geral (Semana do Índio), etc. Nada disso. Essas festinhas onde se pretende organizar, segundo a ótica e visão adultas, uma comemoração que nada tem a ver com a criança e/ou adolescente, são meros pretextos para um falso exibicionismo, nem por um momento ligado a uma atividade espontânea, lúdica, solta, do aluno. Querer determinar uma data, um dia, onde a criança possa se expressar é um pouco autoritário. E, se acrescentarmos que nessas ocasiões não há nenhuma atividade expressiva ( a não Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 ser a da professora), além do clima histérico que as precede, fica a pedagogia a perguntar muito sobre o porquê dessas realizações...O fato de se revestirem de um aparato solene (tirando todo o caráter de jogo) e o fato de se levarem as crianças a meras repetições estereotipadas têm demonstrado, de maneira inequívoca, que são antipedagógicas e que o caminho não é esse. Hipótese 2 É a constituição de um grupo dramático na escola. Nada disso, também. Se a expressão é um direito de qualquer indivíduo, a formação de um grupo selecionado com critérios do tem jeito para só leva à formação de vedetes (em geral insuportáveis). E estrelismo nunca foi objetivo educacional. Além do mais, encarada dessa maneira, passa a ser uma atividade marginalizante. E, se está integrada no currículo, não pode ser marginalizante. Se a própria escola não separa os alunos que estudam inglês dos que fazem ginástica, por que separá-los em uma atividade tão essencial quanto as demais? Sabe-se que a expressão não é um dom divino mas uma forma de contato humano. Então, por que voltar ao monte Olímpo? Não, este caminho é muito pouco pedagógico, muito elitista e fundamentado em falsos critérios. Hipóteses 3 Bem, está legal! A gente não forma um grupo amador na escola, mas monta espetáculos com os alunos. Este poderia ser um caminho, mas numa fase muito posterior à introdução da atividade na escola. Porque, quando se começa selecionando textos (com os critérios augustos do professor), continua-se por selecionar alunos (e volta-se àquele perigoso enfoque do tem jeito ) e faz-se o aluno repetir infinitamente o texto (onde ele cria? quando ele se expressa? quando ele brinca?), de repente, percebe-se que se está muito mais preocupado com o resultante (afinal o que pensará o público que assistirá à montagem?) do que com as possibilidades de o aluno desenvolver o seu próprio processo, encontrar suas próprias respostas, descobrir as suas possibilidades (e parece que qualquer planejamento escolar prega essas últimas alternativas). Hipótese 4 Bem, então a gente usa essa matéria para clarear conceitos das disciplinas e áreas. Até que também poderia ser, sabendo-se que qualquer aprendizagem vivenciada tem resultados muito mais seguros. Mas não é só isto. Reduzir uma atividade expressiva a um mero audiovisual das matérias é empobrecer muito as possibilidades dramáticas. Ninguém está dizendo para não o fazer mas que seja de modo equilibrado, permitindo que o aluno incorpore melhor os conceitos, e permitindo também que ele dê a sua visão do mundo, das coisas, que invente, que se divirta. Hipótese 5 A gente usa para saber as dificuldades, os problemas do aluno, as suas inquietações. Calma, muita calma! E a gente, professor, sabe lidar com eles? Tem formação psicológica suficiente para desencadear emoções com as quais a gente não sabe o que vai fazer? Tem direito de mexer com um nível mais sério e comprometido da afetividade dos outros? Pode permitir que aflorem ataques histéricos, comportamentos ambíguos ao nível de uma situação de classe? À gente só cabe perceber estas dificuldades, e, se for o caso, encaminhar a quem tenha formação profissional para lidar com elas. Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 Hipótese 6 Muito bem, então a gente ensina História do Teatro. Também poderia ser uma alternativa, falando-se de ensino médio, quando o adolescente já tem uma certa noção de história, de tempo, de espaço, de sociologia, de cultura, para que se possa discutir com ele um aspecto específico da História da Arte. Mas não esquecendo que esta seria apenas uma angulação (e importante, quando o aluno vai formando seus critérios, suas relações de informações, seu próprio enfoque, levantando as contradições das próprias informações, pensando divergentemente e descobrindo seu próprio posicionamento perante os fatos), e que isto não elimina o desenvolvimento paralelo da atividade criadora. Hipótese 7 Bem, não sei mesmo o que fazer... Levo os alunos para ver um espetáculo (ou espero que se ofereçam na escola) e pronto. Estou formando o futuro público. Será? Será, mesmo, que os espetáculos infanto-juvenis (!) que se apresentam merecem todos serem vistos? Bem, realmente, é importante que se forme um novo público. Mas será que as crianças de hoje, vendo os espetáculos que em geral (com as honrosas exceções de sempre) lhes são destinados, acreditarão, um dia, que teatro é algo que vale a pena ser visto? Seria melhor que, antes, a própria professora assistisse ao espetáculo. E ter presente que um espetáculo é uma ocasião excelente para desenvolver-se o sentido crítico dos alunos (elemento primordial do trabalho criativo), para assistir-se e discutir-se muito, não fazendo das crianças espectadoras passivas e sem critérios. Senão, não há sentido em se levar alguém para ver alguma coisa. E lembrando que é fundamental ao aluno encontrar a sua própria visão, lúcida, consciente e crítica, do que viu. Muito bem, se não é nada disso, o que é? Ora, é tão simples! Basta reler as hipóteses e as suas argumentações. E encontrar, na própria discussão, algumas respostas. O mistério está na visão estereotipada de que teatro na educação é espetáculo. É claro que nenhum professor sente-se em condições de dirigir uma peça. Se não é montar algo, é, ludicamente, possibilitar que os alunos se expressem, fazer com que eles inventem a sua história e encontrem a melhor forma de mostrá-la a seus amigos (não precisa de platéia especial). Onde? Na descoberta do próprio espaço que a escola oferece (não precisa de nenhum palco). Sem material? Claro, com o material que os alunos descobrem na própria escola, nas imediações, trazem de casa. Quando? Sempre, porque toda atividade que é um jogo não tem data prévia para acontecer. E eu, o que faço? Olho o jogo espontâneo e o enriqueço, possibilitando outras alternativas, sem me preocupar em dar o meu enfoque. Pouco misterioso, não é? É só olhar as crianças na hora do recreio, na rua, para ver que elas estão sempre brincando de teatro . E basta a gente lembrar de como fazia teatrinho quando era criança, lá no quintal de casa... Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 6.0- Metodologia/Programa: (20horas/2 módulos). 6.1. Plano de Curso: Apresentado após aprovação do curso 6.2. Materiais necessários: Fotocópias; Sala grande; Aparelho de som (micro system); Gaze gessada - (Professor); Gaze comum; Vaselina; (Professor) Tinta acrílica várias cores; Cola branca; Jornais; (Professor) Pincéis; (Professor) Projetor de Mídia (Data Show) Quadro Branco; 6.3 Ministrantes: Currículos em Anexo; 7.0- Avaliação: • Auto-avaliação das atividades desenvolvidas; • Produção de Peça Teatral Final com Professores; • Preenchimento de ficha de atuação do palestrante/cursista; Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465 8.0- Bibliografia consultada: BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais. Brasília : MEC/SEF, 1997. BRASIL. Plano Decenal de Educação para todos. Brasília : MEC, 1993. BRASIL. Plano Nacional de Educação. Brasília : CDI e CP, 2000. BRASIL. Série de estudos: um olhar sobre a escola. Brasília : SEED, 2000. GENTILI, Pablo (org.); APPLE, Michael W.(et al.). Pedagogia da Exclusao : o neoliberalismo e a crise da escola pública. Petrópolis : Vozes, 1995. SANTA CATARINA. Escolas de sucesso: escolas de referência . Florianópolis, Insular, 2002. SILVA, Tomas Tadeu. GENTILI, Pablo. Escola S/A: quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. 2ª. ed Brasília : CNTE, 1999 MINAS GERAIS, http://www.educacao.mg.gov.br/files/down/desafio_da_qualidade.pdf http://www.cuca.org.br/teatroeducacao.htm (Acesso em 04/08/2005 ás 17h38min) Sidiney Rodrigues – Pedagogo Rogério Martins – Ator/Diretor/Cenógrafo/Artista Plástico. Av. Rio Doce, 4160 ap. 302 – Ilha dos Araújos – Governador Valadares – MG Fone – (33) 32721465