CAFOD Manual e Orientações da Cadeia de Distribuição Versão 1.0 Março 2010 Table of Contents 1.0 SUMÁRIO............................................................................................................................... 8 2.0 GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS..................................................................................... 10 3.0 LISTA DE ACRÓNIMOS ........................................................................................................ 14 4.0 INTRODUÇÃO...................................................................................................................... 15 4.1 Princípios Básicos de Aquisição............................................................................................ 15 4.2 Tipos de Aquisição.................................................................................................................. 17 4.3 Limites dos Concursos ............................................................................................................ 18 Tabela 1 Limites dos concursos e terminologia principal da aquisição........................ 18 4.4 Fraccionamento Artificial de Contratos ............................................................................. 20 4.5 Ligar Regras de Aquisição a Considerações Financeiras ............................................... 21 4.6 Regulamentos Governamentais no País de Operação .................................................. 22 4.7 Salvarguardando os recursos do abuso de terroristas. .................................................... 22 5.0 PARCEIROS E AQUISIÇÕES................................................................................................. 24 5.1 Como este manual pode ser usado com os Parceiros.................................................... 25 5.2 Usar este manual quando a CAFOD apoia parte de um projecto ou programa ...... 26 5.3 Realizar uma Avaliação de Risco para aquisições e Parceiros ..................................... 26 6.0 PLANEAMENTO DE AQUISIÇÕES ........................................................................................ 29 6.1 Princípios Básicos .................................................................................................................... 29 6.2 Elaboração dum Plano de Aquisições ............................................................................... 29 6.3 Quando escrever um Plano de Aquisições ....................................................................... 30 6.4 Orçamentar as Aquisições.................................................................................................... 30 6.5 Calendários para a Implementação de um Concurso de Aquisição.......................... 30 Tabela 2 Calendário de implementação de concursos de aquisição ........................ 30 Tabela 3 Um exemplo de um plano de aquisições.......................................................... 32 7.0 DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE, FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES .................................. 33 7.1 Princípios Básicos .................................................................................................................... 33 7.2 Divisão Correcta de Funções e Responsabilidades para os Processos de Aquisição 33 7.3 Nomear Funções de Aquisição para os Parceiros............................................................ 35 7.4 Documentação da Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades........ 36 Tabela 4 Delegação de Autoridade, Função e Responsabilidades ............................ 37 8.0 ANGARIAÇÃO, ANÁLISE E APROVAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO .................................... 39 Tabela 5 Guia de angariação, análise e aprovação da documentação ................. 39 8.1 Autoridade Delegada para Gestão da Cadeia de Distribuição: Implementação dentro da CAFOD ................................................................................................................. 40 9.0 MATRIZ DE PROPOSTAS E AVALIAÇÃO DE PROPOSTAS E CONCURSOS ......................... 42 9.1 Princípios de Avaliação de Propostas e Concursos ......................................................... 42 9.2 A Matriz de Propostas ............................................................................................................ 44 9.3 A Matriz de Avaliação ........................................................................................................... 44 Tabela 6 Sugestão de um sistema de pontuação ........................................................... 44 9.4 Ponderação ............................................................................................................................ 45 9.5 Comité de Avaliação de Propostas.................................................................................... 45 Tabela 7 Comités de propostas – quando realizá-los, o que considerar e como documentá-los........................................................................................................................ 49 10.0 OBTENÇÃO DE ESCLARECIMENTOS DOS FORNECEDORES............................................... 51 10.1 Porque são Necessários Esclarecimentos do Fornecedor............................................... 51 10.2 Como Realizar discussões de Esclarecimento com Fornecedores................................ 51 10.3 O Que NÃO Discutir com os Fornecedores........................................................................ 52 10.4 Em Que se Devem Focar as Discussões de Procura de Esclarecimento ...................... 52 10.5 Como Gerir Discussões sobre Custos com os Fornecedores........................................... 53 10.6 Riscos da Realização de Discussões de Esclarecimento................................................. 53 11.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: O CONCURSO POR NEGOCIAÇÃO ................................ 55 11.1 Princípios Básicos .................................................................................................................... 55 11.2 Quando pode ser usado este concurso ............................................................................ 55 11.3 O Processo do concurso Por Negociação ........................................................................ 56 11.4 PARTE A: Preparação............................................................................................................. 56 Tabela 8 Como obter especificações detalhadas .......................................................... 56 11.5 PARTE B: Pré-selecção ........................................................................................................... 57 Tabela 9 A quem deve ser enviada a Solicitação de Cotação? ................................. 57 11.6 PARTE C: Solicitação de Cotações e Avaliação .............................................................. 58 11.7 PARTE D: Contratação........................................................................................................... 60 11.8 PARTE E: Entrega, Pagamento e Encerramento ............................................................... 61 12.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: CONCURSO POR NEGOCIAÇÃO DE PROPOSTA ÚNICA62 13.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: CONCURSOS PÚBLICOS................................................... 63 13.1 Princípios Básicos .................................................................................................................... 63 Tabela 10 Definições e limites para concursos públicos .............................................. 64 13.2 Implementação do Processo de Concurso Público ........................................................ 64 13.3 PARTE A: Preparação............................................................................................................. 65 13.4 PARTE B: Anúncio .................................................................................................................... 66 Tabela 11 Exemplos de um aviso de concurso público ............................................... 66 13.5 PARTE C: Dossier do Concurso e Avaliação ...................................................................... 67 13.6 PARTE D: Contratação........................................................................................................... 74 Tabela 12 Exemplo de um Aviso de Adjudicação........................................................ 75 13.7 PARTE E: Entrega, Pagamento e Fecho.............................................................................. 75 14.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: CONCURSO FECHADO .................................................... 76 14.1 Princípios básicos .................................................................................................................... 76 Tabela 13 Definições e Limites para Concursos Fechados.......................................... 77 14.2 O Processo de Concurso Fechado ..................................................................................... 77 14.3 PARTE A: Preparação............................................................................................................. 78 14.4 PARTE B: Anúncio e Lista de Pré-seleccionados................................................................ 79 3 Tabela 14 Exemplo de um Aviso de Manifestação de Interesse ................................ 80 14.5 PARTE C: Dossier do Concurso e Avaliação ...................................................................... 82 14.6 PARTE D: Contratação........................................................................................................... 88 Tabela 15 Exemplo de um Aviso de Adjudicação........................................................ 88 14.7 PARTE E: Entrega, Pagamento e Fecho.............................................................................. 89 15.0 COMPRAS REPETIDAS: ACORDOS QUADRO ..................................................................... 90 15.1 Como estabelecer um Acordo Quadro............................................................................. 90 15.2 Restrições a um Acordo Quadro ......................................................................................... 90 15.3 Extensão ou renovação de contratos existentes e ordens de compra........................ 90 16.0 TRANSPORTE E ENTREGA..................................................................................................... 92 16.1 Procedimentos de Transporte e Entrega............................................................................ 92 16.2 Documentação de Transporte e Entrega.......................................................................... 92 17.0 INSPECÇÃO E RECEPÇÃO DE BENS ................................................................................... 95 17.1 Quando inspeccionar bens e fornecimentos.................................................................... 95 17.2 Como inspeccionar bens e fornecimentos........................................................................ 95 17.3 Amostra de aceitação e inspecção de bens................................................................... 95 17.4 Ao receber bens..................................................................................................................... 96 18.0 DISTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES............................................................................................... 98 18.1 Distribuições............................................................................................................................. 98 18.2 Doações................................................................................................................................... 98 18.3 Como Documentar Doações .............................................................................................. 99 19.0 GESTÃO DE ARMAZÉNS E ARMAZENAGEM ..................................................................... 101 19.1 Geral ....................................................................................................................................... 101 19.2 Documentos de Stock ......................................................................................................... 101 19.3 Instalações de Armazenagem........................................................................................... 101 19.4 Gestão de Armazéns ........................................................................................................... 102 19.5 Informação sobre Produtos Específicos............................................................................ 102 20.0 GESTÃO DE ACTIVOS........................................................................................................ 105 20.1 Activos Fixos: Princípios Gerais............................................................................................ 105 20.2 Gestão e Localização de Activos ..................................................................................... 105 20.3 Manter um Registo de Activos ........................................................................................... 106 20.4 Depreciação......................................................................................................................... 108 20.5 Eliminação de Activos ......................................................................................................... 109 20.6 Uso e Gestão de Veículos ................................................................................................... 110 21.0 PAGAMENTOS: REQUISIÇÃO DE PAGAMENTO............................................................... 112 Tabela 16 Documentação de suporte necessária ao pagamento ........................ 113 22.0 DOCUMENTAÇÃO E ARQUIVAMENTO ............................................................................ 114 22.1 Porque é Necessária a Documentação .......................................................................... 114 22.2 O Que Precisa Ser Documentado..................................................................................... 114 22.3 Como Devem Ser Mantidos e Arquivados os Documentos?........................................ 114 4 22.4 Documentação Adicional do Concurso ......................................................................... 115 22.5 Quem Tem Responsabilidade pela Documentação e Arquivamento? .................... 115 23.0 SUBCONTRATAÇÃO.......................................................................................................... 117 23.1 Centros de Aquisição Humanitária – para Uso em subsídios do ECHO ...................... 117 Tabela 17 HPCs actualmente listados pelo ECHO ...................................................... 118 23.2 Subcontratar Actividades de Aquisição a Empresas Não-HPC com Financiamento do ECHO ............................................................................................................................... 119 23.3 Subcontratar Actividades de Aquisição a HPCs Sem Financiamento do ECHO ...... 119 23.4 Subcontratar Actividades de Aquisição a Empresas Não-HPC sem Financiamento do ECHO. .................................................................................................................................... 119 24.0 ISENÇÕES E DERROGAÇÕES............................................................................................ 120 24.1 Princípios Básicos .................................................................................................................. 120 Tabela 18 Quem pode aprovar uma isenção? Princípios-chave para aprovações 120 24.2 Quando e Como Usar uma Isenção................................................................................. 120 24.3 Como processor uma isenção para projectos financiados por doadores institucionais.......................................................................................................................... 121 24.4 Como processar uma isenção para projectos financiados pela CAFOD ................. 121 24.5 Como documentar uma isenção...................................................................................... 122 Tabela 19 Exemplo de um Processo de Isenção Completo...................................... 123 24.6 Exemplos de Requisições de Isenção e Resultados ....................................................... 123 25.0 CONDIÇÕES CONTRATUAIS............................................................................................. 125 25.1 Introdução ............................................................................................................................. 125 25.2 Termos e condições .............................................................................................................125 25.3 Anexo 11 documentação .................................................................................................. 126 25.4 Cabeçalhos do Anexo 11a: Termos e Condições Padrão............................................ 127 25.5 Cabeçalhos do Anexo 11c: Contrato .............................................................................. 129 25.6 Cabeçalhos do Anexo 11d: Termos e Condições para Serviços (apenas) ............... 131 26.0 CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA PARA OS FORNECEDORES ............................................. 133 26.1 Código de Conduta Ética Mínimo para Fornecedores................................................. 133 26.2 Código de Conduta Ética Completo para Fornecedores ........................................... 135 27.0 CÓDIGO DE COMPORTAMENTO DO PESSOAL ............................................................... 138 28.0 PERGUNTAS FREQUENTES.................................................................................................. 140 29.0 Secções principais para o SCM da CAFOD: o que é obrigatório e o que é recomendado ................................................................................................................................ 143 29.1 Limites para o uso de concursos........................................................................................ 143 29.2 Questionários para o fornecedor ...................................................................................... 143 29.3 Avaliações ponderadas de propostas e concursos ...................................................... 143 29.4 Condições contratuais ........................................................................................................ 143 30.0 COMO OBTER AJUDA....................................................................................................... 145 5 LISTA DE ANEXOS Anexo 1: Limites para os concursos Anexo 2: Fluxograma para Concursos por Negociação, Públicos e Fechados Anexo 3: Condução de uma análise de risco para a aquisição e para os parceiros Anexo 4: Declaração de negação de conflitos de interesse Anexo 5: Modelos para concurso por negociação • Fluxograma para concurso por negociação • Ficha de aquisição para concursos por negociação • Formulário de Requisição de Compra • Solicitação de Cotações • Matriz de Propostas Anexo 6: Modelos para Concurso Público • Fluxograma para Concurso Público • Ficha de aquisição para Concurso Público • Formulário de Requisição de Pagamento • Relatório da reunião de abertura de propostas • Matriz de propostas • Relatório de avaliação do comité de propostas • Resposta aos candidatos não seleccionados Anexo 7: Modelos para concursos fechados • Fluxograma para concursos fechados • Lista de verificação para concursos fechados • Abertura da Manifestação de Interesse e modelo do relatório da lista geral de candidatos • Avaliação da Manifestação de Interesse e modelo do relatório da pré-selecção de candidatos Anexo 8: Carta de resumo do concurso Anexo 9: Carta de resumo da Manifestação de Interesse Anexo 10: Questionário sobre o Fornecedor: • Anexo 10a: Versão curta • Anexo 10b: Versão Completa Anexo 11: Condições contratuais • Anexo 11a: Termos e condições para o fornecimento de bens e/ou serviços • Anexo 11b: Ordem de Compra • Anexo 11c: Contrato para o fornecimento de bens e/ou serviços • Anexo 11d: Termos e condições para o fornecimento de serviços (apenas) Anexo 12: Modelos de formulários de logística e entrega • Comprovativo de Requisição de Bens • Nota de Bens Recebidos • Guia de Transporte Anexo 13: Documentos de distribuição e doação • Lista de Distribuição • Certificado de doação Anexo 14: Formulários de gestão de activos • Modelo de registo de activos • Modelo de formulário de activos atribuídos a indivíduos Anexo 15: Requisição de pagamento Anexo 16: Formulários de requisição de isenção Anexo 17: Código de conduta ética do fornecedor: • Anexo 17a: Mínimo • Annex 17b: Completo Anexo 18: Perfil Financeiro do Parceiro – avaliação interna Anexo 19: Perfil Financeiro do Parceiro: Assuntos que a CAFOD gostaria de debater com um parceiro prospectivo Anexo 20: Perfil Organizacional do Parceiro Anexo 21: Requisitos do ECHO Anexo 22: Regulamentos específicos da EC 7 1.0 SUMÁRIO A “cadeia de distribuição” cobre o processo de identificar fornecedores; completar uma compra (aquisição); assegurar a entrega (incluindo o entreposto, transporte e armazenamento) e a recepção dos bens, serviços e fornecimentos; bem como efectuar pagamentos. A cadeia de distribuição começa com a avaliação das necessidades e planeamento do projecto e termina no procedimento de anulação quando os itens são eliminados ou doados. O objectivo da Gestão da Cadeia de Distribuição é gerir todos os aspectos da cadeia de distribuição de forma eficaz e eficiente. Este manual foi criado para fornecer um guia simples mas compreensivo para todos os concursos de aquisição que possam ser necessários durante a vida de qualquer projecto. Isto representa “padrões mínimos de procedimentos operacionais padrão” para a gestão da cadeia de distribuição aquisição e logística para todo o financiamento de programas quer sejam implementados pela CAFOD ou pelos parceiros da CAFOD. O manual de gestão da cadeia de distribuição tem quatro objectivos específicos: • Responsabilização – aumentar a responsabilização nos nossos sistemas: como provar o que foi feito através de documentação efectiva • Clareza – aumentar a clareza dos nossos sistemas através da utilização de procedimentos, sistemas e políticas operativas padrão • Eficácia económica – aumentar a eficácia económica através da avaliação eficaz de opções e uso eficiente de recursos • Transparência – aumentar a transparência dos nossos sistemas através da identificação clara das funções e responsabilidades, da autoridade delegada e de processos de aprovação O presente manual de cadeia de distribuição, ou então, uma outra alternativa que cubra ou supere os requisitos nele emanados, deverá ser usado sempre que uma ( ou mais ) das situações abaixo ocorra.Para dissipar dúvidas, importa frisar que o termo procurement (ou seja aquisições) cobre bens, fornecimrntos, serviços e obras, porém, não inclui salários, despesas relacionadas (por exemplo, impostos, seguro nacional, pensões) e despesas gerais de funcionamento do escritório. • Todos os projectos/programas levados a cabo sob contrato institucional, incluindo os parcial ou totalmente financiados através dum apelo do Comité para Emergências (DEC) • Todos os projectos em que o valor total das aquisições numa PSGA/MSGA aprovadas, ou então numa situação em que uma série de de financiamentos aprovados para o mesmo parceiro no mesmo ano fiscal sejam superiors a £20,000. • Todas as as aquisições directamente conduzidas pelo pessoal da CAFOD, incluindo as destinadas a um escritório internacional/do Reino Unido ou relacionadas a um projecto/programa da CAFOD. Este manual não é criado para ser lido do princípio ao fim. Pelo contrário, é criado como uma ferramenta que fornece orientação, modelos e normas necessárias. O manual deve ser usado como um guia de referência quando se conduzem aquisições específicas ou actividades relacionadas com a logística. Para uma fácil referência, o índice compreensivo tem hiperligações que podem ser usadas se ler o documento electronicamente ou números de página se o ler impresso. 1.0 Sumário 8 Nem todo o manual será útil ou apropriado para todo o pessoal em todos os projectos. Quando se usa o manual deverá considerar o seguinte: • Contexto local do projecto; • Competência, capacidade e dimensão do parceiro executante; • O montante e o tipo de financiamento; • A quantia antecipada de aquisição; • A origem do subsídio e requisitos específicos do doador. Considerando cada um destes factores, o manual pode ser usado adequadamente para informar e guiar o pessoal do projecto e do parceiro, para completar sistemas existentes do projecto e do parceiro onde necessário, ou como uma ferramenta de exercício e capacitação para o pessoal do projecto e do parceiro. Compreendendo os factores acima, o manual pode ajudar o pessoal da CAFOD ou do parceiro a identificar: • Que processo deve ser usado e quando; • Que diferentes concursos de aquisição envolve; • Quem deve estar envolvido na aprovação, revisão e assinatura dos concursos de compra; • O que as fontes de financiamento diferentes ou os doadores esperam da gestão da aquisição; • Como estes processos de gestão de aquisições devem ser usados com os parceiros. 1.0 Sumário 9 2.0 GLOSSÁRIO DE TERMOS COMUNS Aprovação – é a assinatura do titular do orçamento (e das finanças). Todas as aquisições devem ser preparadas, aprovadas e autorizadas pelo pessoal relevante. Ver Secção 8.0 para mais detalhes. Adjudicação – é o acordo final e a nomeação de um fornecedor para um contrato na sequência da selecção da melhor proposta que preencha a especificação (incluindo preço, entrega, qualidade e todos os outros factores considerados no processo de avaliação). Anúncio da Adjudicação – a publicação do resultado do procedimento da adjudicação, ou concurso. Um exemplo de um anúncio do prémio está disponível na Secção 13.0 Autorização - é a assinatura da autoridade delegada. Todas as aquisições devem ser preparadas, aprovadas e autorizadas pelo pessoal relevante. Ver Secção 8.0 para mais detalhes. Comité de Avaliação de Propostas – é um grupo de pelo menos 3 membros do pessoal nomeados que analisam todas as propostas submetidas e orçamentos dos fornecedores e tomam uma decisão final sobre a que fornecedor, ou fornecedores, o contrato deverá ser adjudicado. O comité de propostas deve ter membros com os níveis de aprovação apropriados, e consiste em pelo menos um presidente e secretário nomeados e um outro membro votante. Os comités de avaliação de propostas devem reunir para debater e nomear fornecedores para todas as compras acima de £5,000. Ver Secção 9.0 para detalhes. Proposta – é o orçamento dada por um fornecedor a um comprador em prospecção (por exemplo a CAFOD) quando solicitado, normalmente em concorrência com outros fornecedores para o mesmo contrato. Titular do orçamento – fornece controlo de qualidade nos concursos de aquisição e autoriza pagamentos dentro dos limites do orçamento. Ver Secção 7.0 para detalhes. Declaração de conflito de interesses - Deve evitar-se conflitos de interesse e o pessoal deve permanecer absolutamente livre de quaisquer obrigações em relação a qualquer fornecedor. Trabaalhadores com responsabilidade directa para com as compras, assim como os que fazem parte do comité de avaliaçãode propostas, devem declarar qualquer interesse, envolvimento ou relacionamento financeiro quer pessoal, quer familiar com algum fornecedor, que possa afectar a objectividade ou a liberdade de ajuizamento. Por isso, todos os membros do comité de avaliação de propostas devem assinar uma declaração de conflito de interesses nas reuniões de abertura e de avaliação de propostas. Ver a Secção 9.0 para mais detalhes. Autoridade Delegada – níveis de aprovação e autoridade devem ser identificados pelos parceiros ou o pessoal da CAFOD para a implementação de projectos. As autoridades delegadas analisam e confirmam que as actividades do projecto, incluindo aquisição, são conduzidas de acordo com as regras e padrões estipulados pelo contrato de financiamento. A delegação de linhas de autoridade claras demonstra estruturas claras de responsabilização. Ver Secção 7.0 para detalhes. Depreciação – trata-se duma provisão que visa o custo relacionada com a deterioração por uso ou obsolência dum bem duma organização. Deve ser aplicada a todos os bens com vida útil ou duração superior a um ano. Ao calcular a depreciação, o pessoal deve ter em consideração os regulamentos específicos dod respectivos doadores, os regulamentos aplicáveis nos países em questão e a política financeira da organização. Ver a Secção 20.0 para mais detalhes Derrogação – este termo é o usado pelo ECHO e a EC e é uma isenção ou excepção às regras e procedimentos padrão. Para todos os projectos, programas e trabalho, as 2.0 Glossário de Termos Comuns 10 derrogações devem ser solicitadas e aprovadas por um nível apropriado de autoridade antes de serem usados procedimentos alternativos. Ver Secção 24.0 para detalhes. Lista de distribuição ou ficha de distribuição – suporta a distribuição dos materiais aos beneficiários e inclui detalhes sobre os beneficiários, nomeadamente o nome, o número de identificação e a confirmação de recebimento dos materiais. As listas ou fichas de distribuição constituem documentos importantes para a auditoria, devendo ser anexadas como evidência documental aos relatórios dum projecto. Ver a Secção 18.0 para mais detalhes. Certificado de doação ou carta de doação – deve ser utilizado quando se estiver a doar bens/equipamento. Deve incluir detalhes sobre o bem doado e quaisquer outros termos e condições a ele relacionadas (inclui o o fim para o qual se destina e opções tais como possível venda ou disposal). Tanto a agência que doa como a que recebe deve assinar o certificado de doação ou a carta de doação. Ver a Secção 18.0 para mais detalhes. Delegação de autoridade a um subordinado – para projecto/programa específico, um gestor com autoridade delegada poderá delegar a sua prerrogativa de autorisarisação de certos documentos (requisição de compras, pedido de cotações/lançamento de concursos e listas de distribuição) a um gestor de niver inferior. Esta delegação a um gestor inferior, deve primeiramente ser acordada a nivel local, ser sancionada por meio de assinatura e ser documentada para questões de auditoria. Ver a Secção 8.0 para mais detalhes. Manifestação de interesse – no processo de Concurso Fechado, o convite para o concurso é publicado a nível nacional e internacional, dependendo do valor da aquisição, sendo que qualquer fornecedor está livre de concorrer para a pre-selecção, bastando para tal a apresentação da manifestação de interesse. A manifestação de interesse consiste numa breve declaraçãoda capacidade do fornecedor. Então, as manifestações de interesse são passadas em revista e o comité de avaliação das propostas identifica uma pequena lista de 4 a 8 fornecedores apurados para fase de apresentação dum dossier de concurso complete. Ver a Secção 14.0 para mais detalhes. Bens Fixos – são equipamentos duráveis e com certo valor tais como computadores, telefones satellites, radios, viaturas, geradores e aparelhos de ar condicionado. Os bens fixos devem estar registados num livro de registo a fim de permitir sua melhor gestão, acompanhamento e manutenção, desde o seu ponto de aquisição até ao seu abate. Ver a Secção 20.0 para mais detalhes. Acordo Quadro – é um contrato fixo, a médio prazo (máximo de um ano) com um fornecedor para fornecer bens ou serviços a um preço fixo durante este período. O preço fixo deve incluir um mecanismo acordado para lidar com a inflação. O fornecedor deve ser nomeado inicialmente utilizando o procedimento de aquisição apropriado como determinado pelo valor estimado do contrato total. Quando o fornecedor tiver sido nomeado correctamente, uma ordem de compra pode ser submetida para cada compra mas o procedimento de aquisição para identificar um fornecedor não é necessário. Um acordo quadro é muito útil quando os bens ou os serviços são comprados repetidamente ou regularmente e reduz a quantidade de papelada. Ver Secção 15.0 para detalhes. Acordo Quadro de Parceria (AQP) – a CAFOD assinou um Acordo Quadro de Parceria com o ECHO. O AQP estipula os princípios de parceria entre o ECHO e a CAFOD. Define as nossas funções respectivas, direitos e obrigações e contém as provisões legais aplicáveis às operações humanitárias financiadas pelo ECHO. O AQP inclui regras e regulamentos de aquisição no anexo IV (ver http://ec.europa.eu/echo/about/actors/fpa_en.htm). Bens – itens ou produtos (pode incluir medicamentos, itens não alimentícios, veículos, computadores, mobiliário, etc.). Ver Secção 4.0 para detalhes. Guia de Entrada – deve ser preenchida pelo recebedor final das mercadorias, para confirmar o recebimento dos bens em boas condições e em devido tempo. Qualquer 2.0 Glossário de Termos Comuns 11 mercadoria avariada ou com problemas deve ser delvovida e registada na Guia de Entrada. Ver a Secção 16.0 para mais detalhes. Comprovativo de Requisição de Bens – o Comprovativo de Requisição de Bens permite ao pessoal do programa requerer materiais do projecto do armazém permitindo ao pessoal do armazém preparar e documentar os bens que o pessoal do programa precisa para as actividades do projecto. Para receber bens do armazém, o responsável do programa ou membro do pessoal preenchem uma Comprovativo de Requisição de Bens para libertar os bens para o transporte até ao destino final do projecto. INCOtermos – INCOtermos (termos Comerciais Internacionais) são códigos reconhecidos internacionalmente usados nas transacções de importação e exportação. Cada um dos 13 códigos de 3 letras (incluindo EXW) descrevem as responsabilidades de cada parte e estipula o ponto no qual a propriedade e a responsabilidade pelos bens muda – isto inclui a entrega, custos, remessa, inspecção e taxas. O objectivo do INCOtermos é reduzir malentendidos entre as partes declarando claramente as obrigações de cada parte. Concurso Público Internacional – um convite para um concurso é anunciado internacionalmente e em público e qualquer fornecedor pode apresentar uma proposta para um contrato. Ver Secção 13.0 para detalhes. Concurso Público Local – um convite para um concurso é anunciado localmente e nacionalmente no país da operação e qualquer fornecedor pode apresentar uma proposta para um contrato. Ver Secção 13.0 para detalhes. Aquisição Local – é a aquisição de bens e serviços no país da operação. Concurso por Negociação – este é o concurso mais simples para os níveis mais baixos de compra (até £60,000). O concurso por negociação é um processo competitivo onde um mínimo de três fornecedores são abordados simultaneamente por escrito e convidados a apresentar propostas para o contrato. Ver Secção 11.0 para detalhes. Concurso por Negociação de Proposta Única – isto permite a negociação de um contrato com apenas um fornecedor em vez de se utilizar um concurso por negociação com pelo menos 3 fornecedores ou conduzir um concurso público ou fechado. O concurso de proposta única deve apenas ser usado em casos excepcionais. Ver Secção 12.0 para detalhes. Pedido de pagamento – é um pedido para se efectuar o pagamento ao fornecedor, uma vez as mercadorias sejam recebidas em boas condições. Podem-se fazer Pedidos de Pagamento para pagamentos parciais mas sempre terá que haver uma factura correspondente para cada um dos pagamentos solicitados. O Pedido de Pagamento deve ser suportado por tod a documentação da aquisição como (mas não limitada) a factura, Guia de Entrada, matriz de comparação das ofertas e actas das reuniões do concurso, Ordem de Compra ou contrato, propostas dos fornecedores e Pedidos de Cotações. Ver a Section 21.0 para mais detalhes. Pista de Documentos – também conhecida por “pista de auditoria”, é uma pista da documentação relacionada com todas as compras e aquisições. Esta pista de documentos é importante para efeitos de auditoria e análise e deve consistir em toda a documentação submetida pelos fornecedores e actas das reuniões do comité de avaliação de propostas. Todos os documentos devem ser devidamente assinados e aprovados. Ver Secção 22.0 para detalhes. Aquisição – a compra de bens, serviços e obras. A aquisição inclui tudo menos os salários e outros custos relacionados (impostos, segurança social e pensões) e ainda custos correntes do escritório. Este manual refere-se à “aquisição” de todos os bens, serviços e obras acima do valor de £100 e analisa os diferentes concursos de aquisição e definições em detalhe. Ordem de Compra - É a confirmação da encomenda ao(s) fornecedor(es) seleccionado(s) e deve ser assinada pelo(s) fornecedor(es) vencedores. Quando assinada pelo fornecedor e pelo comprador, a Ordem de Compra torna-se num contrato e num compromisso no que 2.0 Glossário de Termos Comuns 12 diz respeito a quantidade e valor dos bens e as condições de entrega. Ver a Secção 25.0 and o Anexo 11 para mais detalhes sobre condições contratuais. Requisição de Compras - É preenchido pelo trabalhador que efectua o pedido de compra e revisto pelo titular do orçamento e autorizado por quem detem a autoridade delegada. Se na Requisição de Compras faltarem as assinaturas de aprovação necessárias que confirmam a verificação da legitimidade da aquisição em relação ao orçamento, não se faz nenhuma compra. A aprovação da Requisição de Compras constitui o ponto de partida do processo de compras. Ver a Secção 11.0 para mais detalhes. Solicitação de Cotação – isto é um aviso ou carta enviado aos fornecedores a solicitar detalhes da sua proposta para itens específicos necessários. Pode ser usado um formato padrão de uma solicitação de cotação (um exemplo é fornecido nos anexos deste documento) ou o pessoal de aquisição pode usar o seu próprio modelo desde que sejam incluídas na solicitação as especificações detalhadas do que é para ser comprado e detalhes das datas e locais de entrega, e qualquer outro critério necessário. Concurso Fechado – o aviso do concurso é publicamente anunciado a nível nacional e internacional em conformidade com o valor da compra. Qualquer fornecedor pode solicitar a sua participação submetendo uma manifestação de interesse de proposta ao contrato, mas apenas os fornecedores que cumpram os critérios de selecção estabelecidos são convidados a submeter uma proposta completa para o contrato. Ver Secção 14.0 para mais detalhes. Serviços – podem incluir consultorias, pessoas de recurso, contratos de curto prazo ou tarefas específicas (como uma avaliação), que são técnicas ou académicas. Os serviços também podem incluir transporte ou tradução. Ver Secção 4.0 para detalhes. Subcontratação – às vezes os fornecedores implementam as suas obras trabalhando com outros empreiteiros para completar o contrato. Isto chama-se subcontratação e deve ser examinado cuidadosamente para assegurar que o subcontratado cumpre o código de conduta da CAFOD. Ver Secção 23.0 para detalhes. Cadeia de Distribuição – o processo de identificar fornecedores, completar uma compra e assegurar a entrega (incluindo o entreposto, transporte e armazenamento) e recepção de bens, serviços ou fornecimentos. A cadeia de distribuição começa com a avaliação de necessidades e planeamento do projecto que inclui itens para compra e termina no procedimento de anulação quando os itens são eliminados ou doados. Pasta do Concurso – a informação que é fornecida aos fornecedores que estão interessados em submeter uma proposta para um contrato específico em resposta a um convite para apresentação de propostas (em concursos abertos ou fechados) chama-se pasta do concurso. A pasta inclui detalhes dos itens a serem comprados, termos e condições do concurso, a avaliação, pontuações, e critérios de adjudicação, detalhes de contactos relevantes, informação sobre datas e entrega. A pasta do concurso é dada aos fornecedores para que possam fornecer a informação correcta e completa na sua proposta que será então analisada por um comité de avaliação de propostas. Ver Secção 13.0 para detalhes. Guia de Transporte - uma guia documenta os detalhes, quantidades e datas dos itens a serem transportados de um local para outro e localiza os itens para assegurar que o seu local, condição e quantidade é conhecida e localizada. Uma guia deve acompanhar quaisquer bens ou fornecimentos que estão a ser movimentados do fornecedor para o entreposto, do entreposto para o local do projecto, ou do fornecedor para o local do projecto. Ver Secção 16.2 para detalhes Obras – a construção ou edificação, incluindo o projecto, de casas, sistemas de água, infraestruturas, edifícios, furos etc. Ver Secção 4.2 para detalhes. 2.0 Glossário de Termos Comuns 13 3.0 LISTA DE ACRÓNIMOS Países ACP países Africanos, do Caribe e do Pacífico CAFOD Agência Católica para o Desenvolvimento Estrangeiro CI Caritas Internacional DEC Comité de Emergência de Catástrofes DFID Departamento para o Desenvolvimento Internacional (RU) EC Comunidade Europeia ECHO Agência Humanitária da Comissão Europeia EOI Manifestação de Interesse EXW Contrato de Fornecedor Saída de Fábrica FPA Acordo Quadro de Parceria (com o ECHO) GBP Libra Esterlina da Grã-Bretanha HPC Centro de Aquisição Humanitária HD Departamento Humanitário da CAFOD IAPG Grupo de Aquisição Inter-Agências ID Divisão Internacional da CAFOD INCOtermos termos Comerciais Internacionais PCM Programa de Gestão de Ciclos da CAFOD PFP Perfil Financeiro do Parceiro POA Avaliação Organizativa do Parceiro POP Perfil Organizacional do Parceiro PPSS Secção de Apoio a Parceiros do Programa da CAFOD USAID Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional 3.0 Lista de Acrónimos 14 4.0 INTRODUÇÃO A declaração da Visão Missão e Valores da CAFOD sobre Administração é o ponto de partida para os requisitos apresentados neste manual de gestão da cadeia de distribuição: Administração: Nós ambicionamos ser bons administradores de todos os recursos que nos sejam confiados, abertamente responsáveis pelo nosso trabalho, sistemáticos em avaliar a nossa eficácia, profissionais em gerir os nossos fundos e responsáveis no nossos gastos e despesas gerais. Este manual fornece a CAFOD com procedimentos claros para a cadeia de distribuição e gestão de aquisições. Fornece um conjunto de ferramentas de trabalho e orientações e deve ser considerado em conjunto com as necessidades e regulamentações específicas dos doadores institucionais. Além disto, deve-se também ter em consideração a legislação do país onde a intervenção se localiza. É assegurado o curto período de implementação de projectos de emergência, bem como a necessidade de assegurar a garantia de qualidade para fornecimentos e obrigações específicos. Portanto, estes processos de gestão da cadeia de distribuição são projectados para serem flexíveis mas têm como objectivo assegurar consistência com as orientações de aquisição dos doadores, como por exemplo, o ECHO, o DFI, e a USAID e outros contratos institucionais que sejam garantidos. 4.1 Princípios Básicos de Aquisição Este manual tem por objectivo apoiar o pessoal da CAFOD e seus parceiros a comprar todos os bens, serviços e obras baseados nos princípios de administração de recursos e competitividade, optimizando todos os recursos disponíveis e assegurando que todos os bens, serviços e obras sejam adquiridos de uma forma transparente. Os princípios básicos de aquisição incluem a transparência dos procedimentos seguidos, a proporcionalidade dos procedimentos com referência ao tipo e quantidade de cada contrato, e a igualdade de tratamento de todos os potenciais empreiteiros esforçando-se por manter a conformidade com elevados padrões e regulamentações específicas. No sentido de alcançar estes objectivos, todas as decisões de aquisição devem ser tomadas considerando os seguintes factores: 1. Valor económico: Se todos os outros elementos são iguais, a opção mais barata deve ser escolhida. 2. Confiança no Fornecedor: As decisões de aquisição devem ter em conta o registo prévio de confiança no fornecedor. 3. Qualidade dos bens ou serviços fornecidos: As decisões de aquisição devem ter em conta a capacidade do fornecedor garantir a qualidade dos bens, serviços e obras fornecidos de acordo com a especificação requerida. 4. Prazos de entrega dos bens e serviços fornecidos: Nos casos em que os bens, serviços e obras são solicitados com urgência, deve ser considerada a capacidade relativa do fornecedor em fornecer um serviço atempado. 5. Responsabilidade e responsabilização: Os termos da entrega (incluindo o transporte, carga e descarga, alfândega, taxas, remessa, e termos de inspecção) devem ser claramente considerados e os INCO-termos devem ser escritos para se dividir claramente a responsabilidade entre o comprador e o fornecedor(es). 6. Cuidados éticos: Deve-se ter cuidados éticos em todas as decisões de aquisição. Poderá haver cuidados éticos quando se usa um determinado fornecedor – por exemplo se uma das outras empresas onde o fornecedor está envolvido for considerada inapropriada (como o tráfico de armas), ou há preocupações sobre as suas práticas de trabalho. Tais assuntos devem ser considerados caso a caso e documentados se afectarem a decisão final de aquisição. 7. Efeitos das decisões de compra nos mercados locais: As decisões tomadas sobre compras de valor elevado – especialmente alimentos – podem ter efeitos positivos ou 4.0 Introdução 15 negativos na economia local do projecto, e no acesso da população local a bens, serviços e obras. A aquisição de bens, serviços e obras no próprio país é normalmente preferencial, dado que apoia as capacidades do país e ajuda a manter o dinheiro na economia nacional. Evita também a necessidade do tempo e despesas associadas com a importação. Contudo, em alguns casos as grandes aquisições podem distorcer os mercados locais ao nível provincial ou nacional, criando preços elevados artificiais e reduzindo o acesso das populações locais a fornecimentos ou serviços essenciais. Tais assuntos devem portanto ser considerados antes de se procurar propostas ou cotações, especialmente para grandes contratos, e qualquer convite para cotação ou concurso deve ser estruturado apropriadamente. 8. Financiamento de doadores institucionais: Este manual foi compilado considerando as regulamentações de instituições de financiamento incluindo o DFID, a USAID, e o ECHO bem como outros doadores incluindo o DEC. Estas orientações incluem o nosso conhecimento dos doadores e das suas regulamentações. Contudo, o gestor do contrato é o responsável por verificar com os doadores específicos para assegurar a sua observância completa. As equipas de financiamento do Departamento Humanitário (HD) e do Apoio a Parceiros e Programas (PPS) podem fornecer apoio adicional e conselhos para a observância com doadores institucionais se necessário. 9. Regras de origem e nacionalidade: A “regra de origem” e a “regra da nacionalidade” podem ser aplicadas a algumas aquisições feitas com fundos institucionais1. Estas restringem a fonte dos fornecimentos a determinados países. Deve ser procurada orientação detalhada se os termos do contrato com o doador indicam que estas regras possam ser um problema. Devem ser procuradas isenções ou derrogações para negociar estas regras como apropriadas (ver Secção 24.0 Isenções e Derrogações). 10. Centros de Aquisição Humanitária (HPC): São organizações profissionais, autónomas, não lucrativas, que se especializam na gestão técnica e comercial de fornecimentos necessários a operações humanitárias. Os HPC podem também fornecer assistência técnica em aquisições, ou fornecer stocks pré-estabelecidos, compras, ou capacidade logística (ver Secção 23.0 Subcontratação). 11. Documentação e arquivo: Toda a documentação referente a cada compra deve ser retida e mantida em segurança durante pelo menos 7 anos. A documentação deve demonstrar e justificar todas as decisões tomadas e ser assinada pelos níveis adequados de aprovação (ver Secção 22.0 Documentação e Arquivo para informação adicional). 12. Confidencialidade: Toda a informação referente à contratação fornecida pelos fornecedores e/ou potenciais fornecedores deve ser tratada confidencialmente e não deve ser divulgada a outros fornecedores ou a qualquer outra terceira parte (ver Secção 26.0 Código de Conduta Ética para Pessoal e Secção 10.0 Obter esclarecimentos dos fornecedores). A CAFOD e os parceiros da CAFOD podem reservar-se o direito de rejeitar qualquer ou todas as propostas, quando considera que deverá fazê-lo no melhor interesse da organização e/ou das pessoas que serve, e em consideração pelos factores acima mencionados. As ocasiões em que tal pode acontecer incluem, mas não se limitam a: • Preços do concurso serem considerados muito elevados ou muito baixos; • Conflito de interesses entre o pessoal da CAFOD, parceiros e fornecedores; • Potencial para um conflito de interesses ou tendo sido visto um conflito de interesses entre o pessoal da CAFOD, parceiros e fornecedores; 1 Por exemplo, a EC, o governo japonês e a USAID têm regras de nacionalidade estritas sobre aquisições e a fonte de origem dos fornecimentos. Ambos os Estados Unidos e o Japão requerem que os itens sejam comprados a partir dos EU ou do Japão sempre que possível e a EC requer a aquisição a partir dos países da EC ou ACP sempre que possível. É portanto importante notar que a índia e a China são muitas vezes países não elegíveis para a origem de itens dado que podem afectar a CAFOD e as decisões de aquisição dos parceiros da CAFOD. 4.0 Introdução 16 • Conflito com, ou não adesão, à CAFOD ou aos valores éticos de aquisição dos parceiros da CAFOD como descritos acima; Há muitas vantagens em implementar estes sistemas de aquisição de forma eficaz e completa: • Demonstra uma administração dos recursos responsável; • Melhora a eficácia e a simplicidade de todas as aquisições e compras; • Os sistemas padrão aumentam a transparência e a responsabilidade entre o pessoal; • Os sistemas são bons mecanismos para evitar a fraude; • O arquivo e documentação claros facilitam futuras análises e auditorias. 4.2 Tipos de Aquisição Os itens para compra juntam-se em três categorias. Quando se inicia uma compra, o membro do staff que a inicia precisa de identificar o tipo de compra a ser implementada numa destas categorias: 1. Bens e fornecimentos – Estes cobrem a compra, aluguer, arrendamento ou concessão de produtos tais como veículos, kits de itens não alimentares, rádios, e bilhetes de avião. Pode também incluir as despesas de instalação e manutenção destes itens. 2. Serviços – Estes cobrem custos de serviços intelectuais e não intelectuais, incluindo serviços de consultoria, pessoal de recurso, e custos de serviço intelectual tais como análise, avaliação ou consultores técnicos. Os serviços podem incluir contratos técnicos, de estudo ou pesquisa, transporte e tradução. A manutenção de bens após o período de garantia é um serviço. 3. Obras – Isto cobre o custo de actividades de construção tais como edifícios, poços, furos, sistemas de fornecimento de água, estradas, pontes. Cobre também o custo do projecto técnico e os desenhos de todas as actividades de obra tais como os honorários de arquitectos ou de consultores técnicos do projecto. 4. Contratos híbridos – Se num contrato existir mais do que um tipo de compra (por ex. obras e bens), a compra total deve ser considerada e o tipo de compra de maior valor determina o concurso de aquisição a ser seguido. Nota: Aquisição engloba tudo menos salários e custos relacionados (exemplo, impostos, segurança social e pensão) bem como custos gerais de funcionamento do escritório Exemplo de um contrato híbrido: Para a construção e fornecimento de um centro de saúde, o contrato do fornecedor consiste em: Construção do centro de saúde: “Contrato de obras” = £99,000 Fornecimento de bens e medicamentos: “Contrato de bens e fornecimentos” = £100,000 O valor total da compra ao fornecedor: £199,000 É necessário um concurso internacional público ou fechado porque o valor dos bens/fornecimentos é maior que o valor das obras e por isso este tipo de aquisição determina o concurso a ser seguido. Quando o item é categorizado, deve ser identificado o procedimento de aquisição relevante. Há diferentes concursos de aquisição para serviços, bens e contratos de obras. Isto acontece porque: • Os concursos de fornecimento para cada categoria são diferentes. Por exemplo, bens/fornecedores podem ser expedidos de qualquer parte, mas geralmente um 4.0 Introdução 17 • contrato de obras é melhor fornecido localmente; • Alguns doadores (ex: ECHO) dividem a aquisição desta forma. 4.3 Limites dos Concursos Tabela 1 (abaixo) apresenta os detalhes dos níveis de despesa, o tipo de aquisição, e o concurso de aquisição necessário. Estes detalhes ajudam a orientar a implementação e a gestão do contrato, e reflectem também os regulamentos dos doadores e da CAFOD. Contudo, é da responsabilidade do gestor do contrato ou do pessoal de implementação verificar com os doadores específicos para assegurar a observância completa para projectos determinados. Tabela 1 Limites dos concursos e terminologia principal da aquisição £101 - £1,000 £1,001 £60,000 £60,001 - £150,000 Bens / Fornecimentos Dinheiro de caixa Concurso por negociação Local: Concurso público ou concurso fechado Internacional: Concurso público ou concurso fechado Serviços Dinheiro de caixa Concurso por negociação Local: Concurso público ou concurso fechado Internacional: Concurso público ou concurso fechado tender Obras Dinheiro de caixa Concurso por negociação GBP (£) £150,001 £2,500,000 Local: Concurso público ou concurso fechado Over £2,500,001 Internacional: Concurso público ou concurso fechado Termos Principais da Aquisição: Concurso de cotação única Concurso por Negociação: É necessária pelo menos uma cotação escrita de um fornecedor. Deve ser registada uma nota para arquivo para documentar o processo incluindo o porquê deste fornecedor ter sido seleccionado. Nota: a maioria dos parceiros teria um limite inferior a £1,001 para o início do concurso por negociação de 3 propostas. Um mínimo de três fornecedores são abordados em simultâneo por escrito e convidados a submeter uma proposta mas sem qualquer anúncio público. Nota: a maioria dos parceiros teria um limite inferior a £1,001 para limite mínimo para um processo de 3 propostas. É exigido um comité de propostas para compras acima de £5,000. Concurso local: O convite ao concurso é anunciado publicamente a nível local e nacional e qualquer parte pode apresentar uma proposta. Os concursos locais podem ser públicos ou fechados. Concurso Internacional: O convite ao concurso é anunciado publicamente e internacionalmente. Os concursos internacionais podem ser públicos ou fechados. Concurso Público: Qualquer fornecedor ou parte pode apresentar uma proposta completa em resposta ao convite para o concurso. Concurso Fechado: Um processo de concurso fechado inclui o anúncio público do aviso do concurso e qualquer parte poderá solicitar a sua participação. Apenas os candidatos que cumpram os critérios de selecção estipulados são convidados a submeter uma proposta completa. Nota: Se o financiamento é feito pelo ECHO então os limites dos Concursos Fechados são diferentes. (Ver por favor o Anexo 21 para detalhes sobre os limites do ECHO.) NOTA: A Tabela 1 sumariza a tabela mais detalhada que se encontra no Anexo 1 e que pode ser usada como orientação para as moedas locais com taxas de câmbio actualizadas. A Tabela 1 usa valores em GBP(£) que foram alinhados para assegurar a inclusão de todos os doadores internacionais (incluindo o ECHO, DFID, e o Big Lottery Fund). Deverá ser 4.0 Introdução 18 tomada atenção dado que alguns doadores têm limites em moedas locais (por exemplo US$) que devem ser verificados face a esta tabela considerando as taxas de câmbio e suas flutuações. O pessoal pode corrigir esta tabela para usar a moeda local ou apropriada e taxas de câmbio face aos níveis da GBP (£), desde que não se ultrapassem os limites equivalentes á GBP (£). A Tabela 1 apresenta definições de cada um destes concursos e este manual fornece ferramentas e orientações passo a passo de como se implementar cada um destes concursos. NOTA: A Tabela 1 mostra o concurso mínimo exigido: Se um concurso de adjudicação mais rigoroso for considerado adequado, não é exigida aprovação adicional nem isenção. Por exemplo, com uma aquisição inferior a £60,000, se a CAFOD / parceiro não tiver uma boa noção dos potenciais fornecedores para determinados bens ou serviços seria adequado usar um concurso público em vez de um concurso por negociação. O processo do concurso público irá, pela sua natureza própria, identificar a gama de fornecedores disponíveis e interessados. Se um concurso menos rigoroso for considerado adequado, deverá obter-se uma isenção para o permitir. Em relação a fundos institucionais, pode ser que doadores institucionais tenham regulamentos e tectos diferentes que devem ser observados. Estes ganham precedência em relação ao manual. Há três tipos diferentes de concursos dependendo do nível de despesas de cada compra. Os concursos de aquisição são: • Concurso por negociação. • Concurso público (incluindo local e internacional). • Concurso fechado (incluindo local e internacional). Cada um dos concursos de aquisição requer uma série de passos, documentação e aprovações para assegurar a observância e a implementação eficaz dos princípios de aquisição. O Anexo 2 apresenta um fluxograma sumário dos três processos de gestão de cadeia de distribuição; Concurso por Negociação; Concurso Público; e Concurso Fechado. Este manual da cadeia de distribuição fornece orientação e modelos sobre como acompanhar cada concurso, e que documentos e informação são necessários. Para aquisições até £100 pode usar-se o dinheiro em caixa. Os procedimentos para a utilização e autorização do dinheiro em caixa devem ser determinados por cada escritório como parte do seu controlo financeiro. Esquematicamente, a Tabela 1, incluindo os requisitos do contrato híbrido, pode ser representada: 4.0 Introdução 19 Todos os tipos de aquisição: bem / fornecimentos, serviços e obras Valor total previsto da aquisição Valor da aquisição até: £100 Concurso de aquisição necessário Sim Dinheiro de caixa No Valor da aquisição: £101 - £1,000 Sim Cotação única No Valor da aquisição: £1,001 - £60,000 Concurso por negociação Sim Não Isto é uma aquisição híbrida? Sim Identificar o tipo de aquisição híbrida, ou seja, o tipo com o maior valor Não O tipo da aquisição é bens / fornecimentos ou serviços? Sim O tipo de aquisição híbrida é bens / fornecimentos ou serviços? Yes Não Não (ou seja, é Obras) Valor da aquisição: £60,001 - £2.5 million Sim Concurso Local (público / fechado)) Sim Não Não Valor da aquisição maior que: £2.5 million Valor da aquisição: £60,001 - £150,000 Sim Concurso Internacional (público / fechado)) Sim Valor da aquisição maior que: £150,000 Nota: Que para projectos / programas financiados institucionalmente estes limites de aquisição podem ser diferentes. Os números específicos devem ser esclarecidos no início do projecto / porograma. 4.4 Fraccionamento Artificial de Contratos O valor estimado de um contrato de compra NÃO deve ser determinado com vista à evasão dos procedimentos requeridos ou a manter a compra abaixo de um limite de concurso mais rigoroso. O valor estimado de um contrato não pode ser reduzido comprando itens de fornecedores diferentes para que o contrato total fique abaixo de uma determinada autorização ou limite de concurso. Isto é considerado “fraccionar artificialmente” um contrato e é inaceitável. Quando um contrato tem itens que são subdivididos em vários lotes, mesmo que cada aquisição seja então sujeita a um contrato individual, deve ser considerado o valor de todos os lotes juntos para a avaliação global do concurso e limites aplicáveis. Exemplo 1: Fraccionamento artificial de contratos: O aluguer de um veículo de projecto no Quénia. O aluguer de um veículo para o projecto por um mês foi cotado pelos fornecedores em £400. O veículo foi requerido para os 12 meses do projecto. O parceiro local fixou um limite de £500 para a realização de um procedimento por negociação. 4.0 Introdução 20 O parceiro não realizou em concurso por negociação para o aluguer deste veículo para o projecto. CONTUDO, como o preço total do veículo é £4,800, deveria ter-se feito um concurso por negociação apesar de o preço por mês estar abaixo do limite de concurso por negociação. Assim, neste exemplo o parceiro fraccionou artificialmente o contrato. Exemplo 2: Fraccionamento artificial de contraltos: A compra de medicamentos e equipamento médico para 3 centros de saúde no Paquistão. O valor total para os fornecimentos a cada centro de saúde é £23,974. Contudo, porque o valor total dos fornecimentos para os três centros é de £71,892 é necessário um concurso público local para a identificação do(s) fornecedor(es) adequado(s). Não deve haver 3 concursos de aquisição individuais, um para cada centro – isto seria considerado um fraccionamento artificial de contratos. Se, de acordo com o concurso, mais do que um fornecedor for identificado, devem ser elaborados contratos individuais para cada fornecedor ou pode ser elaborado um acordo quadro. No entanto, se existirem razões válidas para se fraccionar o contrato, estas podem ser consideradas aceitáveis. Estas razões podem incluir: • Resposta de emergência; • Preocupações de segurança; • Optimização do impacto económico das compras na população; • Prazos de entrega espalhados durante um longo período de tempo; • Limitações do Mercado local; • Requisitos de alimentos frescos; e • Custos de transporte. MAS provar tais razões válidas pode ser difícil, portanto deve ser dada atenção ao cumprimento das autorizações relevantes e níveis de procedimento. Ver Secção 24.0 para uma explicação sobre como gerir, documentar e autorizar isenções. Assim que as cotações de fornecedores sejam recebidas e que as espectivas propostas sejam avaliadas, é aceitável divider o contrato por fornecedores diferentes.. O importante éteham sido levados a cabo procedimentos de compra correctos para o VALOR TOTAL da compra. 4.5 Ligar Regras de Aquisição a Considerações Financeiras Este manual da cadeia de distribuição tem ligações a um número de considerações financeiras. Ao gerir uma aquisição sob um financiamento, especialmente na fase do planeamento do projecto e do planeamento da aquisição, é importante estar consciente de, e considerar os principais factores de influência. Alguns dos factores principais a considerar encontra-se na lista abaixo. • Gestão de activos, inventários e desvalorização; • Inflação; • IVA e outros impostos; • Taxas de câmbio. Este factores estão incorporados nas orientações financeiras e o pessoal deve referir-se às orientações financeiras da CAFOD para detalhes. O departamento financeiro da CAFOD e 4.0 Introdução 21 o pessoal financeiro do país podem também aconselhamento nestes tópicos se necessário2. 4.6 fornecer alguma orientação e Regulamentos Governamentais no País de Operação NOTA: É muito importante que o pessoal esteja ciente das leis específicas e restrições governamentais no país de operação e que as tenham em consideração quando aplicam as orientações delineadas neste manual. ESTEJA CIENTE que as regras governamentais e as regras dos doadores podem mudar e afectar a implementação dos projectos antes e durante as operações. Para além dos factores financeiros, as leis nacionais e locais de cada país de operação e as regras específicas do doador institucional podem alterar ou restringir significantemente a implementação destes procedimentos e orientações. Em tais situações, os regulamentos do governo têm precedência sobre os regulamentos da CAFOD. As leis dos governos locais e nacionais afectam muitas vezes a aquisições da seguinte forma: 1. Importação, taxas e impostos – isto pode afectar o transporte e a entrega de, por exemplo, fornecimentos que atravessam fronteiras internacionais, porque alguns governos não autorizam importações internacionais ou impõem elevados impostos, por vezes proibitivos, sobre essas importações. 2. Publicação e notificação de concursos – alguns governos restringem a aquisição ao país de operação e desencorajam fortemente as aquisições a fontes externas. Podem também ter regras locais e regulamentos que controlem os concursos, a sua implementação e os seus anúncios. 3. IVA e tributação – muitos governos têm taxas extra sobre bens humanitários, de emergência e de luxo. Estes custos extra têm que ser tomados em consideração no orçamento e nas etapas de compra. 4. Inflação – alguns países sofrem extremos de subidas de inflação e por isso as cotações tornam-se inválidas extremamente rápido. Quando se considera e escreve orçamentos, cotações e contratos de fornecedores, o impacto da inflação local deve ser cuidadosamente considerado. 5. Contratos – alguns países têm cláusulas legais complicadas especialmente as pertencentes a contratos legais e à forma como estes são considerados legais e vinculativos. Muitas vezes, são necessários advogados locais que forneçam apoio e aconselhamento específico sobre as leis e restrições locais. 6. Aquisição de bens em segunda mão – ambos os doadores e governos locais podem ter orientações e restrições específicas sobre se os bens em segunda mão podem ser usados e adquiridos, e como podem ser doados – e em muitas situações, isto pode afectar as decisões e opções de compra. 4.7 Salvarguardando os recursos do abuso de terroristas. A política de “Salvaguarda dos recursos da CAFOD contra o abuso terrorista” inclui uma série de exigências relacionadas com a gestão da cadeia de distribuição. Os números de referência a seguir indicam os números dos parágrafos das respectivas políticas: P2.1 Como uma organização registada no Reino Unido, estamos sujeitos a Lei de 2000 sobre o Terrorismo do Reino Unido. Sob esta lei, constitui crime grave envolver-se ou apoiar qualquer acto definido como terrorismo nos termos da lei, ou qualquer indivíduo ou organização que seja classificada como “organização terrorista” 2 O Departamento Financeiro da CAFOD tem orientações financeiras sobre gestão de fundos. Isto deve ser considerado neste manual juntamente com a política de Fraude e Perda da CAFOD. 4.0 Introdução 22 P5.1 Vamos consultar a Lista Combinada do Banco da Inglaterra e a Lista da OFAC para nos garantir que organizações parceiras que recebem fundos não estejam classificadas como tal pelas Nações Unidas, União Europeia, Estados Unidos ou Reino Unido. P5.4 Iremos proceder á verificação dos nomes de fornecedores que estiverem a participarem em concursos de aquisição de bens promovidos pela CAFOD com valores superiore com valores superiores a £60.000. Deverá ser enviado ao Departamento Financeiro uma lista de fornecedores a quem foi enviado um dossier do concurso (tanto aberto como restrito) e, no prazo de uma semana, será feita a verificação. Por favor, queiram contactar o Responsável delo pelouro das Finanças (através do seguinte email: [email protected]) ou, na sua ausência, o Oficial da Auditoria Interna, pelo email [email protected]. Se a aquisição estiver a ser dirigida pelo parceiro, não iremos proceder á verificação dos nomes dos fornecedores , a não ser que algum pedido nos seja dirigido nesse sentido. 4.0 Introdução 23 5.0 PARCEIROS E AQUISIÇÕES Reconhecendo que a maioria das actividades da CAFOD são implementadas por parceiros, os sistemas e procedimentos neste manual destinam-se à CAFOD e aos seus parceiros de implementação. Este é o caso do financiamento institucional, fundos angariados pelo DEC, dinheiro angariado pela CAFOD e pela CI e qualquer outra fonte de financiamento, quando a CAFOD trabalha através de parceiros ou realiza a aquisição em nome de parceiros. O presente manual de cadeia de distribuição, ou então, uma outra alternativa que cubra ou supere os requisitos nele emanados, deverá ser usado sempre que uma ( ou mais ) das situações abaixo ocorra.Para dissipar dúvidas, importa frisar que o termo procurement (ou seja aquisições) cobre bens, fornecimentos, serviços e obras, porém, não inclui salários, despesas relacionadas (por exemplo, impostos, seguro nacional, pensões) e despesas gerais de funcionamento do escritório. • Todos os projectos/programas levados a cabo sob contrato institucional, incluindo os parcial ou totalmente financiados através dum apelo do Comité para Emergências (DEC) • Todos os projectos em que o valor total das aquisições numa PSGA/MSGA aprovadas, ou então numa situação em que uma série de de financiamentos aprovados para o mesmo parceiro no mesmo ano fiscal sejam superiors a £20,000. • Todas as as aquisições directamente conduzidas pelo pessoal da CAFOD, incluindo as destinadas a um escritório internacional/do Reino Unido ou relacionadas a um projecto/programa da CAFOD. 5.0 Parceiros e Aquisições 24 Assim que o uso deste manual da cadeia de distribuição tiver sido identificado como um requisito para um projecto, um programa ou uma aprovação de subsídio específicos, aplica-se a todas as aquisições associadas. O valor total de cada aquisição planeada (e um projecto / programa / aprovação de subsídio pode ter muitas) determina então o concurso de aquisição que deve ser seguido – de acordo com a Secção 4.3. Este manual da cadeia de distribuição fornece um conjunto de ferramentas para a CAFOD e seus parceiros de implementação e complementa as Orientações de Financiamento Institucional, o Perfil Organizacional dos Parceiros, e Perfil Financeiro da Parceria e o sistema de Gestão do Ciclo do Programa. Cada uma destas orientações ajuda a facilitar a implementação de projectos e apoia os princípios da parceria, especialmente os princípios de administração e profissionalismo, e transparência, abertura, honestidade, responsabilização e confiança que são intrínsecos à implementação destes sistemas. Administração e profissionalismo – vamos exercer uma administração de recursos humanos, financeiros e naturais que nos são confiados para o benefício dos pobres e em solidariedade com toda a criação. Comprometemo-nos em lutar a corrupção, o nepotismo, a ineficácia e outras formas de uso incorrecto de recursos de uma forma aberta e transparente. Temos o conhecimento que a administração é intrínseca à nossa prática de parceria e intimamente ligada á construção de competência e de capacidade. Transparência, abertura, honestidade, responsabilização e confiança – Vamos construir as nossas parcerias com base na transparência, responsabilização mútua, abertura e honestidade, reconhecendo estes valores como condições prévias fundamentais ao crescimento das nossas relações. Praticando estes valores, vamos também construir confiança.3 5.1 Como este manual pode ser usado com os Parceiros No sentido de usar eficazmente este manual com os parceiros, deve ser estabelecida uma compreensão sólida da capacidade do parceiro e os seus sistemas existentes devem ser estabelecidos completando-se o Perfil Organizacional do Parceiro e o Perfil Financeiro do Parceiro (avaliação interna e questões a serem debatidas com os parceiros) – de acordo com os Anexos 18, 19 e 20. Estes perfis vão identificar qualquer fragilidade nos sistemas financeiros e logísticos, a robustez dos controlos internos, e a disponibilidade do pessoal nas funções de governação e gestão. Para todos os programas e projectos com uma componente de aquisições, uma Avaliação de Risco deve ser efectuada, que será sustentada pelas capacidades do parceiro já identificadas no Perfil Organizacional do Parceiro e no Perfil Financeiro do Parceiro. Esta Avaliação de Risco vai permitir ao pessoal do programa considerar o nível de risco em que incorre a aquisição exigida em um determinado financiamento e com um determinado parceiro. A informação destas análises vai identificar como este manual da cadeia de distribuição pode ser melhor utilizado com cada parceiro. Quando se avaliar o risco da aquisição, do parceiro, do projecto, e dos sistemas existentes e da capacidade do parceiro, podem então ser postos em prática factores atenuantes adequados – tais como a formação, capacitação, monitorização e auditoria. Este manual fornece ferramentas e orientações para ajudar o pessoal a avaliar e, depois, a apoiar a implementação de sistemas melhorados e adequados à gestão da cadeia de distribuição para a CAFOD e para os seus parceiros de implementação. Portanto, este manual: • 3 Não é feito para substituir os sistemas existentes do parceiro se o parceiro tiver padrões adequados em vigor; Nos Princípios de Orientação da Parceria Caritas p.11 5.0 Parceiros e Aquisições 25 • É feito para fortalecer ou complementar os sistemas do parceiro se algum ou todos os sistemas existentes do parceiro ficarem aquém dos padrões estipulados neste manual. 5.2 Usar este manual quando a CAFOD apoia parte de um projecto ou programa A CAFOD contribui regularmente para a CARITAS e petições de apoio e em muitos casos a CAFOD é um dos vários doadores que estão a contribuir para um programa ou petição mais amplos. Este manual delineia PADRÕES MÍNIMOS para todos os aspectos da gestão da cadeia de distribuição e de aquisições. Os padrões definidos não devem contradizer as aquisições de outras agências ou regulamentos e concursos da cadeia de distribuição, apesar dos limites poderem variar. Por exemplo, a CAFOD contribui £100,000 para uma petição da CI para o Sri Lanka. • Os padrões mínimos estabelecidos neste manual são iguais, ou superiores, aos requeridos por outros membros da CI: assim, o manual pode ser usado como suporte aos parceiros de implementação. Contudo, nas raras situações em que os regulamentos dos doadores contribuintes possam divergir, os regulamentos do doador maioritário devem ter precedência. Por exemplo, a Comissão Europeia (EC) contribui 75% e a CAFOD contribui 25% do financiamento para o mesmo projecto. • A EC tem regulamentos sobre as regras de nacionalidade e origem dos bens fornecidos sob o subsídio. A EC é o doador maioritário e por isso os seus regulamentos sobre a nacionalidade e origem devem ser aplicados. • Contudo, a CAFOD e a EC têm os mesmos padrões para o processo que deve ser conduzido de uma forma transparente, responsável e bem documentada. • Se a CAFOD estivesse a contribuir 75% e a EC estivesse a contribuir 25% os regulamentos do manual aplicar-se-iam e não seria necessário aplicar os regulamentos da EC sobre nacionalidade e origem. 5.3 Realizar uma Avaliação de Risco para aquisições e Parceiros A folha de cálculo da Avaliação de Risco no Anexo 3 fornece um mecanismo para identificar se uma análise dos sistemas de aquisição, monitorização e apoio à implementação ou a formação é exigida com os parceiros antes ou durante a implementação de um projecto ou programa apoiado pela CAFOD. O texto abaixo fornece um sumário das considerações que são tidas em consideração na Avaliação de Risco e devem ser lidas paralelamente com os cálculos no Anexo 3. No caso de um programa estar a apoiar vários parceiros, cada um dos quais está a efectuar adjudicações, deverá ser feita uma Avaliação de Risco por cada parceiro, tendo em consideração as capacidades de cada parceiro. Em algumas situações de emergência a CAFOD tomará a responsabilidade em gerir a aquisição mas o parceiro será responsável pela distribuição dos bens aos beneficiários finais da comunidade. Nestes casos, deve-se ainda efectuar a Avaliação de Risco utilizando-se o valor dos bens como o valor da aquisição. Isto permite que se efectue uma avaliação à contribuição do parceiro para a cadeia de distribuição. 5.0 Parceiros e Aquisições 26 FASE 1: Considere os factos: 1. Valor previsto da aquisição como % do subsídio previsto da CAFOD ao parceiro4: • Aquisição insignificante • Abaixo dos 25% • Entre 25% - 50% • Entre 51% - 75% • Acima de 75% do total do financiamento 2. Total de subsídios da CAFOD (de todas as fontes) previstos ao parceiro durante 3 anos: ano passado, este ano e próximo ano: • Abaixo de £20,000 • Entre £20,000 e £150,000 • Entre £150,001 e £500,000 • Acima de £500,001 3. Subsídio anual da CAFOD como % do rendimento anual do parceiro, média dos últimos 3 anos: • Abaixo dos 25% • Entre 25% - 50% • Entre 51% - 75% • Acima de 75% do rendimento anual do parceiro 4. Capacidade do parceiro - número de funcionários do programa5 experientes em cadeia de distribuição gestão financeira e de projectos: • Grande: 20+ funcionários do programa • Médio: 6 - 19 funcionários do programa • Pequeno: 3 - 5 funcionários do programa • Muito pequeno: 1 - 2 funcionários do programa 5. Capacidade do parceiro – estruturas formais e capacidades de gestão financeira – ou seja, se o parceiro tem sistemas existentes, estabelecidos e formais. A capacidade de gestão financeira do parceiro pode ser descrita como: • Boas estruturas financeiras e capacidade de gestão financeira • Algumas estruturas financeiras e capacidade de gestão financeira • Estruturas financeiras e capacidade de gestão financeira limitadas • Sem estruturas financeiras e capacidade de gestão financeira O nível das capacidades do parceiro deve ser avaliado usando as respostas recolhidas durante a realização da análise do Perfil Financeiro do Parceiro. FASE 2: Calcular o risco da cadeia de distribuição (aquisição): Ao introduzir-se na folha de cálculo de avaliação de risco (ver Anexo 3) os factores relacionados com a informação conhecida do financiamento e do tamanho da aquisição, o número de trabalhadores e a capacidade do parceiro, será calculado automaticamente um nível de risco – risco ALTO, MÉDIO ou BAIXO. 4 A ser avaliado durante o mesmo período, por exemplo, um programa complete ou um subsídio individual. 5 “Pessoal do programa” inclui todo o pessoal do projecto ou administração mas não inclui condutores, empregados de limpeza ou guardas. 5.0 Parceiros e Aquisições 27 FASE 3: Atenuar o risco da cadeia de distribuição (aquisição): A folha de cálculo da avaliação de risco vai identificar automaticamente as principais medidas atenuantes. Estas serão baseadas em três áreas principais que vão requerer atenção durante a implementação de qualquer financiamento, projectos ou programas com o parceiro. As três medidas atenuantes de risco são: 1. Monitorização – inclui relatórios padrão (narrativos e financeiros), monitorização e actividades de avaliação realizadas pelos titulares do orçamento e pelo pessoal do programa da CAFOD, e uma monitorização e análise dos sistemas do parceiro existentes e documentação de apoio; 2. Construção de sistemas – inclui uma análise dos sistemas de aquisição do parceiro existentes e uma consideração sobre se os seus sistemas devem ser complementados com os sistemas da CAFOD para alcançar os padrões adequados e necessários. 3. Formação – inclui a formação em sistemas de aquisição aos funcionários do parceiro para assegurar que estão conscientes, e implementam, os sistemas adequados de aquisição para alcançar os padrões necessários. A formação também requer uma permanente monitorização ou auditoria para assegurar que estes sistemas estão a ser correctamente implementados. Esta avaliação de risco deverá ajudar o pessoal do programa a identificar se os financiamentos são de risco baixo, médio ou elevado e sugerir depois sistemas e formação que possam ser implementadas para apoiar o parceiro e assim minimizar o risco financeiro durante a implementação das actividades do projecto / programa. Os resultados da avaliação de risco devem ser registados na documentação de aprovação do projecto / programa. NOTA sobre a utilização da Avaliação de Risco Uma avaliação de Risco não é concebida para substituir uma consideração cuidadosa das actividades de monitorização, avaliação capacitação pelo pessoal do programa. 1. É contudo concebida para despoletar consideração cuidadosa e identificar áreas principais para apoio adicional ou capacitação. 2. Para projectos identificados com risco ELEVADO, é necessária uma reconsideração da forma como o financiamento é fornecido. Também pode ser adequado realizar uma auditoria externa como parte do projecto para identificar controlos internos e áreas de risco. [Se uma auditoria externa foi realizada recentemente ao parceiro, analise a carta da gestão e as recomendações de controlo interno.] Por exemplo: • considere a opção da CAFOD empregar pessoal adicional para o parceiro ou da CAFOD gerir a aquisição do programa; • considere solicitar equipas de financiamento da CAFOD para realizarem visitas adicionais ou formação ao pessoal do parceiro para este financiamento sobre aquisições e observância; • considere subcontratar a aquisição do financiamento a uma empresa de aquisições; • considere a opção da CAFOD realizar a aquisição directamente. 3. A Avaliação de Risco identifica áreas de preocupação e sugere medidas atenuantes mas deve ser usada considerando as circunstâncias individuais de cada projecto ou parceiros. 5.0 Parceiros e Aquisições 28 6.0 PLANEAMENTO DE AQUISIÇÕES 6.1 Princípios Básicos O planeamento de aquisições significa que os procedimentos específicos da aquisição podem ser identificados atempadamente num projecto e depois implementados sem entravar a implementação da emergência, ou de outros projectos. Através da identificação das principais actividades das aquisições necessárias durante o projecto, algumas das quais podem demorar muito tempo, os procedimentos adequados podem ser implementados eficazmente, atempadamente, e assegurar que os princípios de transparência, administração, e responsabilização na aquisição são respeitados, e isto ajuda a prevenir o fraccionamento artificial dos contratos. A secção seguinte fornece orientações sobre como elaborar um plano de aquisição simples para apoiar a implementação de um projecto. Um mito comum… “Procedimentos morosos atrasam os nossos projectos”. • Bom planeamento das aquisições permite uma implementação do projecto eficaz e atempada sem comprometer os princípios de responsabilização e transparência; • Bons sistemas ajudam a implementação de projectos e não a prejudicam – mesmo em emergências! • Muitos bons projectos são fracamente implementados devido à falta de bom planeamento das actividades de aquisição. O princípio básico é usar o cronograma do projecto ou plano de actividades em conjunto com o orçamento do projecto para identificar o que será necessário, e quando. 6.2 Elaboração dum Plano de Aquisições Preparar uma lista de todos os bens, fornecimentos, serviços e obras que serão necessários para a implementação e realização do projecto incluindo o seguinte: 1. Com o uso do orçamento do projecto, identificar os bens, serviços e obras necessários à implementação do projecto. 2. Utilizar o resumo das aprovações e procedimentos (Tabela 1) para determinar o tipo de procedimento de compras que será necessário seguir para cada compra 3. Utilizar o calendário da implementação dos procedimentos das aquisições (Tabela 3) para saber quanto tempo cada processo de compra levará 4. Cruzar esta informação com o cronograma do projecto para determinar quando os bens serão necessários 5. Identificar possíveis situações em que determinados procedimentos não poderão ser seguidos, sendo então necessária a aprovação duma isenção (waiver); também, nesse caso, será necessário identificar o responsável pela concessão das isenções Other points to consider during the design of a procurement plan Outros pontos a ter em conta durante a elaboração de um plano de aquisições: • Itens naturalmente agrupados devem ser colocados juntos no plano para evitar a fragmentação artificial das encomendas, como por exemplo, as viaturas e as respectivas peças sobressalentes, ou os computadores e os respectivos softwares devem ser colocados juntos. • Deve-se incluir também os custos inerentes aos próprios procedimentos de aquisição como, por exemplo, o custo dos anúncios dos concursos. Se os bens tiverem que ser retirados a partir de stocks existentes (como é o caso de itens comprados antes da elaboração da proposta do projecto), assegure-se de que esses stocks sejam incluidos na lista, documentados com exactidão no plano de aquisições. 6.0 Planeamento das Aquisições 29 6.3 Quando escrever um Plano de Aquisições Idealmente, um plano de aquisições deve ser elaborado em conjunto com a proposta do projecto, o orçamento e o calendário. Isto permite depois que o pessoal de aquisição da CAFOD / parceiro e o titular do orçamento realizem a documentação e preparação iniciais (ou seja, especificações, pesquisa de fornecedores) enquanto o projecto está a ser analisado ou aprovado pelo doador institucional ou pela CAFOD. Essa preparação não incorre em quaisquer custos mas assegura que o processo já está em curso quando um projecto é aprovado. 6.4 Orçamentar as Aquisições Alguns concursos para aquisições incorrem em custos que devem ser considerados na etapa de orçamentação. Portanto, na etapa de planeamento das aquisições e orçamentação do projecto é importante identificar o custo em que incorrem algumas actividades de aquisição específicas. Os custos podem incorrer durante o processo de aquisições de diversas formas e tem de ser orçamentados e planeados. Alguns custos a considerar incluem: • Anúncios e notificações ao concurso nos meios de comunicação nacional, local e internacional; • Impressão e fotocópias dos dossiers do concurso para distribuição entre os fornecedores; • Impressão e fotocópias dos dossiers completos do concurso para o comité de avaliação de propostas; • Custos de deslocação ou alojamento para execução das reuniões de abertura de propostas; • Custos de deslocação para visitar os fornecedores. 6.5 Calendários para a Implementação de um Concurso de Aquisição Para além dos custos incorridos, alguns concursos de aquisição requerem muito tempo para implementar desde o início até à conclusão. A Tabela 2 abaixo apresenta um guia de prazos mínimos necessários para implementar totalmente determinados concursos de aquisição, ou seja, desde a requisição da autorização de compra até à assinatura do contrato com o fornecedor(es) nomeado. Muitos dos concurso têm prazos longos desde o seu início até à atribuição do contrato ao fornecedor, portanto é crucial o bom planeamento para assegurar que os concursos não atrasem indevidamente as actividades de implementação. Tabela 2 Calendário de implementação de concursos de aquisição Concurso Estimativas de tempo são desde o Formulário de Requisição de Compra (PRF) até à assinatura do contrato Secção no manual para referência Concurso por Negociação com Proposta Única 2 – 3 semanas 12.0 Concursos de Aquisição: Concurso por Negociação com Proposta Única Concurso por Negociação 3 – 5 semanas 11.0 Concursos de Aquisição: o concurso por negociação Concurso Público Local 6 – 9 semanas 13.0 Concursos de Aquisição: Concurso Público 6.0 Planeamento de Aquisições 30 Concurso Estimativas de tempo são desde o Formulário de Requisição de Compra (PRF) até à assinatura do contrato Secção no manual para referência Concurso Público Internacional 9 – 12 semanas 13.0 Concursos de Aquisição: Concurso Público Concurso Fechado 11 – 14 semanas 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado NOTA: Estes são calendários são MÍNIMOS REALISTAS para implementar um concurso desde a requisição da autorização de compra até à assinatura do contrato de aquisição com o fornecedor(es) seleccionado. Considerando os contextos locais, capacidade do fornecedor e outras limitações, o tempo necessário pode ser maior ou menor que este. Quando são identificados os itens, concursos e calendários necessários, é necessário um cronograma ou plano de acção. Isto deve incluir as datas em que os itens são necessários ao pessoal do projecto para as actividades específicas do projecto (por exemplo, para distribuição, workshops, e sessões de formação) ou para actividades de projecto gerais (por exemplo, equipamento de escritório e veículos). Quando se projecta o plano de aquisições, é importante considerar os calendários necessários à implementação dos concursos de aquisição identificados acima na Tabela 2. Um exemplo de um plano de aquisição é apresentado na Tabela 3 Pode ser usado como um modelo para o planeamento de aquisições para os projectos. NOTA: O planeamento eficaz desde o início do projecto e no projecto de propostas assegura que são seguidos os procedimentos correctos e que são implementados os princípios de transparência e equidade nas aquisições. 6.0 Planeamento de Aquisições 31 Tabela 3 Um exemplo de um plano de aquisições Anexo : Plano de aquisições Projecto: Água, higiene e apoio NFI para Maban County Período do projecto : 1 Julho 2008 - 31 Março 2009 Plano de aquisições 01-Jul-08 Tipo de compra Itens necessários Quantidade Valor (£) estimado / orçamentado Concurso de aquisição necessário Quando o item Calendário é necessário para o ao projecto concurso Quando a aquisição deve começar Isenção necessária? Comentários / Notas Bens kits NFI 5,000 100,000 Concurso local Setembro 6 - 9 semanas Imediatamente Não Primeira distribuição Setembro Bens Redes mosquiteiras 6,000 36,000 Concurso por negociação Outubro 3 - 5 semanas Início de Agosto Não Não 48,000 Concurso por negociação Agosto (primeira distribuição) 3 - 5 semanas Imediatamente 1 6,500 Concurso por negociação No fim do projecto 3 - 5 semanas Fevereiro Poços perfurar e instalar 2 158,000 Concurso publico local Fevereiro 6 - 9 semanas Outubro Reabilitação de Unidade Médica 1 3,000 Concurso por negociação Outubro 3 - 5 semanas Agosto Bens Medicamentos Serviços Avaliação Obras Obras 6.0 Planeamento de Aquisições Não é provável que a aquisição seja feita para a primeira distribuição planeada – a primeira entrega é prevista para o fim de Agosto; informar equipa do projecto Não Não Não 32 7.0 DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE, FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES No início de um projecto, uma delegação clara de funções, autoridade e responsabilidades, e uma segregação de funções devem ser identificadas para a análise e aprovação das aquisições. A consistência desta delegação permite uma implementação e adesão mais fáceis, e minimiza a confusão. 7.1 Princípios Básicos A delegação da autoridade de aprovação e assinatura deve ser decidida pelos parceiros da implementação ou pela CAFOD (se a CAFOD está a executar a aquisição) e, onde possível, deve manter-se consistente em todos os seus projectos para ajudar a clarificar as funções, responsabilidades, e processos. As funções devem ser definidas claramente, principalmente em situações ou contextos onde os membros do pessoal têm funções e responsabilidades múltiplas. Por exemplo, um funcionário financeiro pode ter uma função logística e de aquisições, e um funcionário de um projecto de subsistência pode ter uma responsabilidade de titular do orçamento. Há alguns princípios básicos para assegurar uma boa administração e transparência na utilização de recursos e também para assegurar que os funcionários têm funções e responsabilidades claras. Segue-se um guia básico destes princípios: • Os funcionários com uma função de aquisições que sejam responsáveis pela preparação da documentação das aquisições ou pela escolha dos fornecedores não devem, autorizar compras, decisões de compra ou pagamentos. • O titular do orçamento deve analisar a compra para assegurar que há financiamento disponível suficiente e aprovar a compra. • Devem ser atribuídas autoridades delgadas para autorizar e assinar as decisões de compra e pagamentos. • Quaisquer alterações na autoridade delegada (ou seja, uma pessoa que saia e outra a quem é atribuída a autoridade) devem ser anotadas claramente no formulário “Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades” (de acordo com a Tabela 4) e devidamente assinadas. • Na ausência do nomeado com a autoridade delegada, devem ser identificados delegados alternativos. Estes delegados alternativos devem ser de grau igual ou superior ao do delegado ausente. Normalmente, as aprovações seriam delegadas superiormente ao próximo nível (ou seja, na ausência de um gestor local, o gestor sénior aprovaria os pagamentos do nível do gestor local). 7.2 Divisão Correcta de Funções e Responsabilidades para os Processos de Aquisição De uma maneira geral, há três funções principais no processo de aquisição. Cada função tem responsabilidades essenciais que têm de ser completadas e depois assinadas para demonstrar a sua observância com as responsabilidades. As funções são as seguintes: PREPARAÇÃO ANÁLISE E APROVAÇÃO AUTORIZAÇÃO 1. Preparação Isto é a preparação de toda a documentação das aquisições seguindo os procedimentos correctos e usando a documentação e modelos correctos. A preparação deve ser elaborada pelo funcionário responsável pelo processo de aquisições – geralmente um logístico ou um especialista em aquisições. O funcionário que é responsável pelas aquisições tem as seguintes funções e responsabilidades: 7.0 Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades 33 • Ele/a tem responsabilidade de assegurar que os concursos de aquisição apropriados são implementados de acordo com o nível da compra, orçamento e especificação; • Assegura que a utilização dos fundos é consistente com a estratégia da CAFOD ou do parceiro para o país, região ou situação humanitária, e que satisfaz as políticas e procedimentos organizacionais relevantes; • Confirma que o montante da compra representa o valor económico adequado para a obtenção dos objectivos do projecto; colige • Recolhe e gere uma documentação completa da aquisição e o pagamento é fornecido para análise e aprovação; • Assegura uma retenção segura de toda a documentação da aquisição e informa a CAFOD sobre da localização de armazenamento de toda a documentação; • Assina e confirma que cumpriram essas funções, concursos, análise e verificações. 2. Análise e Aprovação Assim que a documentação tenha sido preparada pelo funcionário das aquisições, deve ser analisada e aprovada. O processo de análise e aprovação deve ser elaborado pelo titular do orçamento e, quando possível, por um funcionário financeiro para confirmar que a compra está dentro do orçamento, alcance e objectivos do programa, e é compatível com os regulamentos de aquisição adequados. Ao analisar e avaliar, os funcionários devem assinar para confirmar que analisaram todos os documentos de apoio e que aprovam a compra. O titular do orçamento tem as seguintes funções e responsabilidades: • Ele/a tem responsabilidade para decidir sobre o uso da atribuição específica do orçamento, fundo de recurso ou contrato do doador; • Assegura e analisa que há fundos suficientes disponíveis nessa fonte; • Confirma que o uso dos fundos é consistente com a estratégia da CAFOD ou do parceiro para esse país, região ou situação humanitária, e que satisfaz as políticas e procedimentos organizacionais relevantes; • Ele/a leu os documentos relevantes e que a informação apresentada é internamente consistente e aceitável; • Ele/a analisou informação complementar relacionada (por ex. orçamento, proposta, etc.); • Assina para confirmar que completaram estas análises e verificações e asseguraram que toda a documentação relevante é fornecida. O funcionário financeiro tem as seguintes funções e responsabilidades: • Ele/a analisa documentação das aquisições e assegura que os concursos de aquisições são implementados de acordo com o nível de compra, orçamento, e especificação; • Assegura e analisa que há fundos suficientes disponíveis nessa fonte; • Analisa a documentação para assegurar que todos os documentos de apoio são consistentes entre si, e com os concursos; • Verifica que os documentos de apoio e requisição de pagamento estão correctamente assinados pelos adequados níveis de autoridade delegada; • Mantém um completo registo de auditoria de toda a documentação original para apoiar a contabilidade e o pagamento de todas as aquisições; • Garante a retenção segura de toda a documentação financeira e respectiva documentação de apoio para o armazenamento adequado durante o tempo exigido. Informa a CAFOD do local do armazenamento de toda a documentação e assegura que todos os documentos estão disponíveis para auditorias e avaliações subsequentes. 7.0 Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades 34 NOTA: As funções de Titular do Orçamento e Funcionário Financeiro podem ser juntas e realizadas por um só indivíduo. 3. Autorização A autoridade delegada realiza uma análise final, verificando que foi seguido o concurso certo, completada a documentação correcta, e que foram recebidas aprovações adequadas. A autoridade delegada pode então autorizar a aquisição ou pagamento. A autoridade delegada tem de assinar toda a documentação para confirmar que analisaram a documentação, que está preparada e aprovada correctamente, e que autorizam a compra / pagamento. NOTA: A autoridade delegada pode mudar dependendo do nível ou montante da aquisição ou do pagamento. A autoridade delegada tem as seguintes funções e responsabilidades: • Foi-lhe dada responsabilidade para autorizar formalmente os fundos; • Verifica que o apresentador adequado e / ou titular do orçamento assinou a documentação relevante; • Analisa e garante que os documentos de apoio são consistentes entre si, e com os concursos; • Confirma que o montante a ser aprovado é claro e consistente com o orçamento; • Garante que o financiamento cumpre o mandato global da CAFOD ou do parceiro e que não representa nenhum risco indevido para a reputação ou recursos da CAFOD ou do parceiro; • Assina toda a documentação para demonstrar que a autorização é dada e que verificações correctas foram realizadas ao processo e documentação. A Secção 8.1 abaixo descreve como a delegação de autoridade referente à gestão da cadeia de distribuição foi implementada dentro da CAFOD. 7.3 Nomear Funções de Aquisição para os Parceiros Alguns parceiros de implementação da CAFOD têm apenas um número limitado de funcionários. No caso de um parceiro ter 3 ou menos funcionários do programa, devem ser claramente separadas as responsabilidades dos funcionários para as tarefas de aquisição. A seguir apresenta-se uma orientação para a divisão mínima de funções e responsabilidades respectivas para estes casos, e como o pessoal deve repartir as suas responsabilidades: CENÁRIO A. O parceiro tem 2 funcionários do programa. Estes 2 funcionários devem dividir as suas responsabilidades da seguinte forma: • 1 x Titular do orçamento – neste caso, combina as funções de preparar as aquisições com as de aprovaçãoe revisão do orçamento • 1 x autoridade delegada – é quem dá autorização CENÁRIO B. O parceiro tem 3 funcionários. Este pessoal deve dividir as suas responsabilidades da seguinte forma: • 1 x funcionário de aquisições • 1 x Titular do orçamento • 1 x Autoridade delegada 7.0 Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades 35 CENÁRIO C. O parceiro tem mais de 3 funcionários. As tarefas e responsabilidades podem ser adicionadas e mais divididas. Uma configuração mínima incluiria: • 1 x Funcionário de aquisições • 1 x Titular do orçamento e 1 x funcionário financeiro • 1 x Autoridade delegada 7.4 Documentação da Responsabilidades Delegação de Autoridade, Funções e Para cada projecto que a CAFOD apoia, o parceiro de implementação deve preencher um formulário que identifique claramente as funções e responsabilidades do pessoal do parceiro. A Tabela 4 abaixo apresenta um modelo para os parceiros usarem para identificarem as funções e responsabilidades do seu pessoal e para identificar e delegar os níveis de aprovação e autorização. • A coluna da “Autoridade Delegada” deve ser alterada com as posições ou os cargos respectivos que o parceiro ou a organização tem. Estes devem ser considerados como funções, e não como cargos, e esta coluna pode ser alterada conforme adequado; • A coluna das “Responsabilidades” apresenta sugestões às divisões de funções e ao tipo de funções que são necessárias para os diferentes níveis de compras. Um funcionário pode ter a responsabilidade de várias funções ou tarefas dependendo do tamanho da organização e o nível de compras necessários no projecto; • O nível de aprovação para uma isenção deve ser mais elevado que o nível de responsabilidade que aprova a aquisição. Por exemplo, um titular do Orçamento pode preparar uma requisição de isenção e o seu gestor local analisa e aprova a requisição. A isenção deve depois ser autorizada pelo gestor regional. Ver Secção 24.0 para orientação detalhada sobre isenções incluindo o processo e as aprovações necessárias; • Se os parceiros não tiverem pessoal suficiente para fornecer signatários, funcionários delegados da CAFOD podem ser nomeados como autoridade designada. Os seus limites signatários devem ser adicionados conforme o caso; • Para garantir a conformidade, o modelo na Tabela 4 deve ser actualizado e corrigido para as moedas locais ou dos doadores usando a tabela detalhada no Anexo 1. Isto ajudará a informar o pessoal qual o concurso que deverá ser realizado e quem pode autorizar aquisições e pagamentos para cada compra; • Para cada projecto que a CAFOD apoie deve ser mantida uma versão preenchida e assinada da Tabela 4 como um documento principal do projecto. A tabela deve ser actualizada e corrigida conforme necessário (por exemplo, se o pessoal do projecto sai ou é nomeado pessoal alternativo). A tabela é um documento de auditoria essencial dado identificar conformidade com a autorização de aquisições e pagamentos. NOTA: Embora os parceiros possam não ter os cargos ou funcionários com estes cargos específicos, as funções ou deveres básicos podem ser atribuídos aos membros do pessoal. 7.0 Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades 36 Tabela 4 Delegação de Autoridade, Função e Responsabilidades Função: Responsabilidades: Responsabilida -de financeira Responsável do Petty Cash Faz a gestão dos pedidos de petty cash e prepara o relatório de petty cash, enviando-o em seguida para revisão e aprovaçãol. Titular do orçamento Identica as compras necessárias para a implementação do projecto. Leva a cabo revisões orçamentais para assegurar que os fundos estejam disponíveis para as compras que são propostas. Aprova pagamentos. Até a totalidade dos fundos que sobram no orçamento Pessoal das aquisições Leva a cabo o processo de aquisições e completa toda documentação de aquisições. Sem limite Pessoal das Finanças Procede á revisão e auditoria da documentação antes de prepararem pagamentos; preparam as previsões do cash flow Sem limite Comité de Avaliação de Concursos Inclui a autoridade delegada e outros 2 membros com direito a voto – procede á revisão da documentação de aquisições e das ofertas dos fornecedores para confirmar as decisões de contratos. Sem limite Autoridade delegada –Nível 1 Autoriza pagamentos e assegura que a aquisição esteja conforme e obedeça os sistemas estabelecidos.Preside as reuniões do comité de avaliação de concursos. Até £100,000 Autoridade delegada –Nível 2 Autoriza pagamentos e assegura que a aquisição esteja conforme e obedeça os sistemas estabelecidos.Preside as reuniões do comité de avaliação de concursos. Entre £100,000 e £250,000 Nome da Pessoa Assinatura Até £100 7.0 Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades 37 Autoridade delegada –Nível 3 Autoriza pagamentos e assegura que a aquisição esteja conforme e obedeça os sistemas estabelecidos.Preside as reuniões do comité de avaliação de concursos. Acima de £250,000 Nota: • Os limites apresentados naresponsabilidade financeira servem de ilustração apenas • A ˝função˝ vem descrito em cima, não se trata de título profissional • Atoridade delegada: alguns parceiros trabalham só com um nível de autoridade delegada. 7.0 Delegação de Autoridade, Funções e Responsabilidades 38 8.0 ANGARIAÇÃO, ANÁLISE E APROVAÇÃO DE DOCUMENTAÇÃO A seguinte tabela, Tabela 6: Guia de angariação, análise e aprovação de documentação apresenta uma referência rápida para o pessoal identificar quem prepara quais documentos, quem precisa de analisar e aprovar esses documentos, quem deve autorizar os documentos. Para além disto, os formulários podem também ter de ser enviados a ou assinados por outra parte (ou seja, o destinatário). Este guia mostra claramente os diferentes signatários dos formulários e isto fornece transparência para garantir que as funções e responsabilidades são divididas adequadamente entre o pessoal. Tal como na anterior secção “Delegação de autoridade, funções e responsabilidades”, a segregação de funções é a seguinte considerando que os cargos são funções mais do que posições: 1. Preparação – de toda a documentação de aquisições pelo pessoal das aquisições. 2. Aprovação – e análise realizada pelo titular do orçamento, note-se que ele(a) não autoriza o pagamento mas aprova que a compra está dentro do orçamento, projecto, e especificações). 3. Autorização – da compra e pagamento pelas autoridades delegadas (esta pessoa pode mudar dependendo do valor / nível da compra). NOTA: Em cada etapa – preparação, aprovação, autorização – o pessoal apropriado deve assinar cada documento para confirmar que se realizaram os passos e verificações correctas. A Tabela 5 deve ser usada em conjunto com a Tabela 4 para garantir adesão aos níveis financeiros de aquisição, delegações de autoridade e responsabilidades. Os documentos listados são explicados nas secções seguintes deste manual. Esta tabela deve ser modificada conforme necessário considerando os cenários delineados na Secção 7.2 deste manual. Tabela 5 Guia de angariação, análise e aprovação da documentação Preparado por: Analisado e aprovado por: Autorizado por: Enviado por: Qualquer membro do pessoal Titular do orçamento / Pessoal financeiro Autoridade delegada Pessoal de Aquisições Solicitação de Cotação / Concurso Pessoal de Aquisições Titular do orçamento / Pessoal financeiro Autoridade delegada Fornecedores Matriz de Propostas (compras abaixo de £5,000) Pessoal de Aquisições Titular do orçamento Pessoal de Aquisições - para manter os registos Matriz de Propostas (compras acima de £5,000) Pessoal de Aquisições Comité de Avaliação de Propostas Pessoal de Aquisições Ordem de Compra (ou contrato de compra) Pessoal de Aquisições Titular do orçamento / Pessoal financeiro Notificação de Bens Recebidos Pessoal de Aquisições Titular do orçamento Documento Requisição de compra 8.0 Angariação, Análise e Aprovação de Documentação Autoridade delegada Fornecedor nomeado Pessoal de Aquisições - para manter os registos e 39 Documento Preparado por: Analisado e aprovado por: Autorizado por: Enviado por: reconciliação Comprovativo de Requisição de Bens Pessoal do projecto Titular do orçamento Pessoal de Aquisições Guia de Transporte Pessoal de Aquisições Titular do orçamento O transportador também recebe uma cópia assinada Lista de distribuição Pessoal de Aquisições Pessoal de Aquisições Titular do orçamento e Autoridade delegada Destinatários também assinam a recepção de bens Formulário de requisição de Pagamento Pessoal de Aquisições Titular do orçamento / Pessoal financeiro Autoridade delegada Pessoal financeiro para manter registos Isenção (quando se usa financiamento institucional) Titular do orçamento Gestor do contrato Doador Gestor do contrato para reter cópias de documentação de isenções Autoridade delegada Autoridade delegada (superior ao pessoal que angariaram e analisaram o pedido) Isenção (quando se usa apoio e financiamento CAFOD / CI) 8.1 Titular do orçamento Autoridade Delegada para Gestão Implementação dentro da CAFOD da Cadeia de Gestor do contrato para reter cópias de documentação de isenções Distribuição: NOTA: A palavra “autorização” significa a assinatura da autoridade delegada. Pelo contrário, “aprovação” significa a assinatura do titular do orçamento (e financeiro). 1. Na CAFOD os níveis da autoridade delegada para fazer doações são definidos como: • Gestor de grau-T: pode autorizar doações até £100,000 • Gestor de grau-V (qualquer Director de Departamento) pode autorizar doações até £250,000 • Director de grau-X (qualquer Director de Divisão) pode autorizar doações até £500,000 • Administrador de grau-Z (o Director) pode autorizar doações acima de £500,000 2. Para todos os documentos que precisam de autorização na cadeia de distribuição (de acordo com a Tabela 5 acima) a autoridade delegada situa-se no mesmo nível financeiro de acordo com níveis padrão de concessão de doações mas com as seguintes excepções. Estes assumem que a segregação de funções entre titular de orçamento e autoridade delegada é mantida em toda a cadeia de distribuição. 3. Para um programa/projecto específico, o gestor T / V / X pode delegar para baixo a autorização dos seguintes documentos a um gestor de grau inferior, embora não abaixo de um grau-R. Esta delegação para baixo deve ser antecipadamente acordada localmente, assinada e documentada (para efeitos de auditoria): • Requisição de Compra; 8.0 Angariação, Análise e Aprovação de Documentação 40 • Solicitação de Cotação / Concurso; • Lista de Distribuição; 4. Se a quantia é inferior a £5,000, o gestor T / V / X pode delegar para baixo a autorização dos seguintes documentos a um gestor de nível inferior, embora não abaixo de um grauR. Esta delegação para baixo deve ser antecipadamente acordada localmente, assinada e documentada (para efeitos de auditoria): • Ordem de Compra ou Contrato de Compra (o que for usado); • Requisição de Pagamento. NOTA: A autorização destes documentos para montantes superiores a £5,000 só pode ser assinada pelo gestor T / V / X apropriado. 5. O Director da ID é considerado um nível de assinatura grau-Z, ou seja, sem restrições para quaisquer aquisições relacionadas com a ID. 6. A autorização de uma Isenção deve ser assinada pelo nível de autoridade delegada ACIMA do usualmente necessário. O Director da ID é capaz de autorizar todos os pedidos de Isenção. Exemplos da aplicação das regras de autoridade delegada da gestão da cadeia de distribuição da CAFOD 1. Uma aquisição de £4,000 num programa onde o Gestor Regional (grau-T) concordou delegar toda a autorização ao Gestor do Programa (grau-R), quando permitido e nunca acima de £30,000. Esta aquisição de £4,000: TODOS os documentos relacionados com a cadeia de distribuição precisam de ser autorizados (apenas) pelo Gestor do Programa. 2. Uma aquisição de £80,000 num programa onde o Gestor Regional (grau-T) concordou delegar toda a autorização ao Gestor do Programa (grau-R), quando permitido e nunca acima de £50,000. Esta aquisição de £80,000: TODOS os documentos relacionados com a cadeia de distribuição precisam de ser autorizados pelo Gestor Regional. A isenção teria de ser assinada pelo Director do Departamento (HoD) 3. Uma aquisição de £200,000 num programa onde o HoD (grau-V) concordou delegar toda a autorização ao Gestor Regional, quando permitido. Esta aquisição de £200,000: O Gestor Regional pode autorizar todos os documentos da cadeia de distribuição excepto: Ordem de Compra / Contrato de Compra e Requisição de Pagamento. Estes devem ser assinados pelo HoD. Uma isenção teria de ser assinada pelo Director da ID. 4. Uma aquisição de £1 milhão: O Director da ID concordou delegar toda a autorização ao Gestor Regional, quando permitido. Esta aquisição: O Gestor Regional pode autorizar todos os documentos da cadeia de distribuição excepto: Ordem de Compra / Contrato de Compra e Requisição de Pagamento. Estes devem ainda ser assinados pelo Director da ID. Uma isenção teria de ser assinada pelo Director da ID. 8.0 Angariação, Análise e Aprovação de Documentação 41 9.0 MATRIZ DE PROPOSTAS CONCURSOS E AVALIAÇÃO DE PROPOSTAS E Ao analisar qualquer proposta, cotações de fornecedores ou manifestações de interesse que são submetidas pelos fornecedores para qualquer concurso de aquisição – público, fechado ou por negociação – é importante ter um processo claro de avaliação e análise. NOTA: Este sistema pode ser aplicado a todos os concursos de aquisição: processos de concursos por negociação, públicos e fechados. O pessoal das aquisições ou os membros do comité de avaliação de propostas focam-se muitas vezes no preço, ou seja, a melhor oferta, mas outros factores podem ser mais importantes para a implementação do projecto do que o preço – por exemplo, as datas de entrega, experiência do fornecedor, capacidade do fornecedor, ou a inclusão dos serviços de transporte e entrega. Os processos usados devem ser justos, abertos e transparentes. As decisões tomadas devem ser documentadas com razões claras. A Secção 10.0, “Obter esclarecimentos dos fornecedores” também deve ser considerada. 9.1 Princípios de Avaliação de Propostas e Concursos É importante que a documentação das solicitações de cotações, dossier de concursos e manifestações de interesse inclua detalhes sobre como será realizada a avaliação da proposta. A resposta do fornecedor ao Questionário do Fornecedor (ver o Tabela 5) pode fornecer informação de base útil e que possa ajudar na avaliação das propostas. Critérios As decisões relacionadas com as aquisições precisam de ser baseadas numa série de diferentes factores, incluindo: • Valor económico – a cotação está dentro do orçamento? O preço é demasiado baixo? É realista? • Confiança e registo prévio do fornecedor – este fornecedor já foi usado antes? Têm uma boa reputação (dentro da CAFOD / parceiro ou outros conhecidos)? • Qualidade dos bens ou serviços – eles apresentam uma marca, tipo, e modelo adequados? As marcas apresentadas cumprem os requisitos do doador / projecto? Apresentaram uma amostra? • Entrega e transporte – estes serviços são fornecidos? Têm serviços de transporte próprios? As sugestões são realistas e adequadas aos requisitos? • Calendários dos bens/serviços/obras fornecidos – o seu calendário de entrega e transporte cumprem as nossas necessidades e actividades propostas? • Preocupações éticas – o fornecedor é conhecido por ter interesses ou investimentos em negócios que não seriam considerados éticos (por exemplo, negócios de armas ou drogas ilegais)? • Provisão de serviços – o fornecedor incluiu uma cotação para, ou ofereceu sem quaisquer custos, o transporte, acondicionamento, carga ou descarga, garantia, serviço ou serviços de substituição? • Capacidade do fornecedor – o fornecedor tem capacidade de entrega dos bens e serviços necessários? Talvez seja necessária uma visita aos seus escritórios ou armazéns, ou analisar as suas contas anuais para avaliar a sua capacidade de entrega dos bens ou serviços necessários. • Garantia – o fornecedor fornece um período de garantia sobre os bens ou fornecimentos necessários? 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 42 • Considerações ambientais – o fornecedor tem uma política de normas ambientais como um plano de reciclagem ou usa embalagens recicladas? Outros factores a verificar: • Garanta que os fornecedores existem, têm um escritório ou armazém e pessoal – o melhor é visitar as suas instalações; • Garanta que o armazenamento é adequado e suficiente para os requisites do projecto - o melhor é visitar as suas instalações; • Fale com referências que usaram este fornecedor no passado. Outras ONGs podem fornecer referências ou experiências úteis; • Verifique que um fornecedor não submeteu 2 ou mais propostas com 2 ou mais nomes / moradas / empresas – compare morada, assinaturas, nome do pessoal, etc.; • Qual é a validade do concurso e da cotação respectiva – deve cobrir todo o período de actividade do projecto mas também verificar se este se estende para além deste período para que, se for necessário comprar mais itens, se possa reutilizar ou estender a documentação do concurso; • Solicite um extracto bancário da empresa durante vários meses para garantir que são, e que têm sido, financeiramente viáveis; Factores de exclusão Quando se avalia propostas, é importante considerar o que podem ser factores de exclusão – por exemplo, se os fornecedores não cumprem alguns critérios, são automaticamente excluídos. Os factores de exclusão podem incluir: • Preço – se, por exemplo, o preço está 10% fora do orçamento disponível; • Entrega / transporte – se, por exemplo, não estiver incluído como serviço gratuito; • Garantia / serviço – se não incluir garantia ou prestação de serviços; Tais factores de exclusão podem na realidade ser pontos que o fornecedor omitiu (por exemplo a prestação de serviços) e é importante confirmar se o fornecedor incluiria estes factores se for necessário. Se for necessário e o fornecedor não os incluir, então estes factores de exclusão mantêm-se. Profissionalização de sistemas: fornecedores locais expulsos em favor de grandes empresas nacionais? A implementação destes padrões de aquisição e uso de sistemas e modelos oficiais pode resultar na incapacidade dos pequenos fornecedores locais competirem com grandes empresas nacionais devido ao pessoal limitado ou à capacidade de recursos. Contudo, há muitas vantagens técnicas e éticas em seleccionar um fornecedor local, incluindo: • Os fornecedores locais estão mais próximos do projecto e podem assim fornecer serviço de apoio mais rápido • O rendimento dos fornecedores locais beneficia a economia e população local adicionando assim valor às operações do programa • Os fornecedores locais têm uma reputação local a defender que não estão dispostos a arriscar por mau desempenho Assim, os fornecedores locais devem ser encorajados a participar tão plenamente quanto possível nos processos de aquisição. Para concursos por negociação (até £60,000) em especial, ser um fornecedor local pode ser considerado um critério de selecção importante se puderem assegurar que podem fornecer um serviço mais pessoal e eficaz. 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 43 9.2 A Matriz de Propostas O objectivo da matriz de propostas é apresentar de forma concisa a informação submetida por todos os fornecedores em resposta à documentação da solicitação de cotação, do dossier do concurso, ou da manifestação de interesse. Esta matriz forma a base para a análise subsequente que o comité de avaliação de propostas fará. Para além da forte componente financeira, deve também capturar a informação principal referente às respostas dos fornecedores a outros aspectos da aquisição, por exemplo, o calendário de entrega e as condições contratuais. Deve ser usada uma matriz de propostas em cada concurso de aquisição e para todas as compras acima de £100 se mais que 1 proposta for recolhida. Uma matriz de propostas é necessária para todas as compras acima de £5,000. Uma matriz de propostas pode ter vários formatos. Os anexos 5, 6 e 7 apresentam modelos (Microsoft Excel). Contudo, para aquisições simples, um documento Microsoft Word pode também ser suficiente. 9.3 A Matriz de Avaliação Uma “matriz de avaliação” apresenta os resultados de um nível de análise (pontuação) que foi aplicado à matriz de propostas e às respostas dos fornecedores. O comité de avaliação de propostas atribuirá uma pontuação, normalmente entre 0 e 5, a uma série de critérios relevantes (por ex: a lista incluída na Secção 9.1). As pontuações serão então adicionadas em conjunto para atribuir uma classificação global a cada fornecedor. O fornecedor com a classificação global mais elevada será normalmente seleccionado como o fornecedor preferido. O valor de um sistema de classificação definido é o que: • Fornece um guia claro para o pessoal que está a analisar os concursos / cotações; • Fornece uma tabela de resultados clara para tomar e justificar decisões finais; • Fornece uma tabela de resultados clara para os fornecedores se tiverem questões sobre as decisões; • Fornece uma justificação clara de resultados e decisões para os auditores (ou outros doadores/analisadores) se eles tiverem questões sobre as decisões. Tabela 6 Sugestão de um sistema de pontuação Pontuação Avaliação da conformidade % dos critérios definidos 0 Não está em conformidade com os critérios estipulados 0% de conformidade 1 Conformidade em áreas muito limitadas Até 50% de conformidade 2 Conformidade parcial – baixa 50.1% - 75% de conformidade 3 Conformidade parcial – media 75.1% - 90% de conformidade 4 Conformidade parcial – alta 90.1% - 99% de conformidade 5 Totalmente em conformidade Totalmente em conformidade (100%) Este sistema de pontuação possível apresentado na Tabela 6 é onde a pontuação atribuída para cada critério está dependente do nível de conformidade que o fornecedor oferece. Isto pode ser modificado para ir ao encontro das necessidades das aquisições específicas, mas o sistema de pontuação usado deve ser claramente definido e fácil de seguir por todos os membros do comité de avaliação de propostas. O sistema de pontuação também identifica facilmente propostas que não estão em conformidade num número de áreas distintas (ou seja, tiveram uma pontuação de ‘0’ em mais que uma área principal) e são subsequentemente desqualificados. 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 44 Quando se analisa as propostas, o comité de avaliação de propostas deve seguir os critérios de avaliação que estão incluídos na documentação do dossier do concurso. Os anexos 6 e 7 mostram um modelo de uma matriz de avaliação como parte do relatório de avaliação de propostas. 9.4 Ponderação Para aquisições mais complexas e/ou elevadas, o uso de um sistema de pontuação ponderada (por vezes conhecida como uma análise da posição ponderada) é normalmente útil. Trata-se de um método de atribuir mais importância (peso) a alguns critérios do que a outros. A ponderação só pode ser usada quando um sistema de pontuação foi adoptado para comparar as propostas / concursos. Por exemplo, para um concurso com sete categorias de avaliação, uma análise não ponderada daria a cada categoria uma ponderação de 14,3% (7 X 14,3% = 100%). No entanto, uma solução ponderada poderá querer atribuir uma maior importância, por exemplo, aos aspectos técnicos, financeiros e logísticos: Técnica e capacidade 25% Financeiros 25% Logísticos 20% Qualidade e estratégia organizacional 15% Administrativos 5% Padrões éticos e ambientais 5% Considerações adicionais 5% Uma avaliação ponderada requer a utilização do Microsoft Excel (ou equivalente) para automatizar os cálculos. O Anexo 6 (folha 3c – Avaliação de propostas com ponderação) contém um modelo que calcula automaticamente totais ponderados de pontuações numa matriz de avaliação. O total acumulado da ponderação de pontuações identificaria o mais bem sucedido ou adequado fornecedor para a aquisição. 9.5 Comité de Avaliação de Propostas 1. Porque é preciso um comité de avaliação de propostas? A convocação de um comité de avaliação de propostas é importante porque aumenta a transparência e a responsabilização para as decisões de compra e garante que os processos são compreendidos e seguidos correctamente. O comité de avaliação de propostas analisa e aprova a selecção de um fornecedor. A nomeação de um comité de avaliação de propostas assegura também uma consideração de vários factores por várias pessoas, melhorando a transparência e prevenindo que decisões finais sejam tomadas unilateralmente. 2. Quem participa num comité de avaliação de propostas? O comité de avaliação de propostas deve consistir num mínimo de 3 membros. Os membros do comité de propostas devem incluir: • Presidente designado – quem é responsável por conduzir o Comité de Propostas? O presidente designado é um membro votante do comité; • Secretário designado – tem de ser nomeado um secretário para cada reunião do comité de propostas. O secretário tem de registar todas decisões e actas de cada reunião. O secretário designado é um membro votante do comité; • Outro(s) membro(s) votante(s) – para fins de votações, recomenda-se um número ímpar de membros para o comité de propostas; 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 45 • Membro do pessoal de aquisições – o membro do pessoal que está a gerir a aquisição específica pode assistir à reunião para fornecer esclarecimentos sobre a documentação e a matriz de propostas mas não deve ser um membro votante. Quando necessário ou apropriado para cada contexto, o membro do pessoal de aquisições pode ser solicitado a abandonar a reunião durante o processo de votação; • Consultores técnicos ou pessoal externos – pode ser necessário pessoal técnico adicional para actividades de aquisição específicas e deve ser solicitado a assistir ao comité de propostas e a participar como um membro votante. Este pessoal técnico pode ser externo à organização (por exemplo pessoal médico que pode estar envolvido com ou capaz de apoiar o parceiro a fazer compras relevantes e a tomar decisões de qualidade), ou pode ser um assessor técnico interno (por exemplo um nutricionista ou engenheiro da CAFOD ou do parceiro). Nota: É comum, especialmente em sociedades muito hierárquicas, que as decisões sejam tomadas por um membro do pessoal sénior e o pessoal mais júnior faça apenas recomendações. O uso de um comité de propostas e o requisito de que as decisões devem ser claramente justificadas e documentadas pelo menos por 3 membros do pessoal, pode ajudar minimizar a influência dos funcionários individuais nas decisões de • compra. 3. Quando é necessário o comité de avaliação de propostas e o que é que fazem? Um comité de propostas tem de ser formado para apoiar todas as compras superiores a £5,000 de valor total. Para todas estas compras, o comité de propostas é necessário para diferentes etapas da compra. Há 5 funções principais que o comité de propostas deve preencher: • Confirmar a lista de fornecedores pré-seleccionada – a pessoal das aquisições deve fornecer ao comité de propostas uma lista que pode ser considerada a receber a solicitação de cotações. O comité de propostas deve considerar as justificações para a selecção de cada fornecedor e é responsável pela aprovação ou modificação da lista de fornecedores pré-seleccionados. • Conduzir reuniões de abertura de propostas – Para compras acima de £5,000, as propostas devem ser recebidas em envelopes selados e devem ser mantidos num recipiente seguro e selado até à reunião marcada para a abertura de propostas. O comité de propostas deve depois conduzir a reunião de abertura de propostas. Os fornecedores que submeteram uma proposta podem ser convidados a assistir à reunião de abertura de propostas mas não a quaisquer outros subsequentes debates. • Analisar as propostas submetidas e escolher o melhor fornecedor(es) – Para todas as compras acima de £5,000, deve ser convocado um comité de avaliação de propostas para considerar todas as cotações e propostas recebidas e depois aprovar qual o fornecedor(es) que será nomeado para cada compra. O comité de propostas é responsável por analisar as propostas cuidadosamente para identificar o melhor fornecedor. • Coordenar a obtenção de informação ou clarificações adicionais – Se uma decisão não puder ser tomada após a primeira reunião, o comité de propostas deve identificar quaisquer visitas ou discussões que serão realizadas com os fornecedores específicos e depois reunir de novo para considerar esta informação adicional antes de tomar a decisão final. • Monitorar o processo de aquisições – O comité de propostas deve assegurar que está a ser seguido o concurso de aquisição correcto para a compra. O comité também é responsável por assegurar que a documentação correcta é fornecida, analisada aprovada, e autorizada. O comité de propostas deve assegurar que o concurso de aquisição relevante é implementado correctamente e devem analisar toda a documentação do concurso e monitorar a implementação de todos os processos e actividades do concurso. 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 46 Comités de propostas e parceiros Muitas vezes, os parceiros usam uma forma de comité de propostas mas que não é uma estrutura formalizada. Por exemplo, uma organização parceira pode avaliar propostas e tomar decisões de compra nas suas reuniões gerais de pessoal. Basta uma decisão de compra ter sido acordada e documentada por pelo menos 3 membros adequados do pessoal para que o critério de um comité de propostas seja considerada cumprido. 4. Como são documentadas as reuniões do comité de propostas? As reuniões do comité de propostas devem ser cuidadosa e correctamente documentadas para registar todas as decisões tomadas e as suas justificações destas reuniões. A Tabela 7 abaixo apresenta um sumário dos requisitos. Há três documentos principais que o comité de propostas deve completar para garantir que a informação correcta é capturada. Os modelos de cada documento estão disponíveis nos anexos deste manual. • Relatório de abertura de propostas – O relatório de abertura de propostas deve ser completado quando as propostas seladas são abertas pelo comité de avaliação de propostas. Detalhes deste relatório podem ser encontrados na Secção 13.0 e um modelo está disponível no Anexo 6. • Declarações do não conflito de interesses: Devem ser evitados os conflitos de interesse e o pessoal deve permanecer absolutamente livre de qualquer obrigação a qualquer fornecedor. Os empregados directamente responsáveis pela compra e os do comité de avaliação de propostas não devem ter qualquer interesse pessoal ou familiar, envolvimento, ou relação financeira com um fornecedor que possa prejudicar a objectividade ou liberdade de decisão. Portanto, cada membro do comité de propostas deve assinar uma declaração do não conflito de interesses na reunião de abertura de propostas logo que as propostas seladas forem abertas. • - Um modelo de “declaração do não conflito de interesses” está disponível como Anexo 4 a este manual; - O membro do pessoal de aquisições deve também assinar uma declaração do não conflito de interesses; - Qualquer membro adicional em reuniões específicas ou qualquer consultor ou conselheiros técnicos têm também de assinar esta declaração; - No início de cada reunião do comité de propostas os membros devem ser lembrados que é da sua responsabilidade destacar qualquer alteração à sua declaração de conflito de interesses. Relatório de avaliação de propostas – O relatório de avaliação de propostas revê e analisa as propostas. Como discutido na secção prévia, isto é particularmente necessário quando está a ser usado um sistema de pontuação e quando as propostas são complexas como nos concursos. Detalhes sobre este relatório podem ser encontrados na Secção 13.0 e um modelo está disponível no Anexo 6 e 7. A matriz de propostas faz parte do relatório de avaliação de propostas. Outros requisitos do comité de propostas incluem: • Actas de reuniões: Cada comité de propostas deve ser claramente documentado incluindo o registo da agenda, actas das reuniões, decisões tomadas e participantes envolvidos; - Os membros do comité devem nomear um secretário para registar as actas das reuniões, pontos de acção identificados, quem é nomeado para ter a 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 47 responsabilidade de completar estes pontos de acção, e qualquer decisão tomada com justificações claras; • As actas e os relatórios de reuniões devem ser mantidos com as declarações do não conflito de interesses assinadas. Pontos de contacto e informação adicional dos fornecedores: Se necessário, o comité de propostas deve nomear um ponto de contacto ou pessoa responsável para realizar qualquer discussão com os fornecedores. Esta pessoa nomeada deve documentar todas as comunicações e conversas que tem com os fornecedores e relatá-las aos membros do comité de propostas em reuniões subsequentes; - Quaisquer visitas feitas ao fornecedor devem ser realizadas por um membro ou membros do comité de avaliação de propostas nomeado(s), e os detalhes de quem realizou estas visitas, quando, aonde e as suas observações devem ser registadas e reportadas aos membros do comité de propostas em reuniões subsequentes. 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 48 Tabela 7 Comités de propostas – quando realizá-los, o que considerar e como documentá-los TAREFA Confirmar a lista de fornecedores pré-seleccionados CONSIDERAÇÕES PRINCIPAIS Assegurar que um mínimo de 3 fornecedores foram abordados – se não, porquê? DOCUMENTAÇÃO DE APOIO NECESSÁRIA Notas Actas das reuniões – incluindo decisões tomadas e justificações: garantir que todos os membros assinam as actas. Quem são os fornecedores pré-seleccionados – porque foram escolhidos? Há uma gama de fornecedores razoável – considerar localização, marcas, experiência passada. Está a ser realizado o concurso (por negociação, público ou fechado) correcto para esta compra? Realizar reuniões de abertura de propostas As propostas foram recebidas correctamente – houve algumas tardias ou em não conformidade (por exemplo, seladas incorrectamente)? Há alguma proposta incompleta, por exemplo, amostras solicitadas que não foram recebidas? Relatório de abertura de propostas (modelo no Anexo 6 e 7). Actas das reuniões – incluindo decisões tomadas e justificações: garantir que todos os membros assinam as actas. Os fornecedores que submeteram propostas podem assistir. Membros têm de assinar uma declaração do não conflito de interesses. Analisar as propostas submetidas e escolher o melhor fornecedor(es) na reunião(ões) de avaliação de propostas Coordenar a obtenção de Analisar a matriz de propostas fornecida e toda a documentação de apoio a propostas. Matriz de propostas submetidas pelo pessoal das Aquisições – a matriz de propostas deve capturar a informação mas não recomendar uma decisão. Analisar as propostas considerando o valor económico, preço, qualidade, confiança no fornecedor, calendário de entrega. Ver lista de considerações na Secção 9.1. Há alguma informação em falta necessária à decisão final? Se sim, nomear uma pessoa de contacto responsável para organizar uma reunião de acompanhamento com o fornecedor. Actas das reuniões – incluindo decisões tomadas e justificações: garantir que todos os membros assinam as actas. Se não puder ser tomada uma decisão final Relatórios de reunião e de visita devem ser 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos O membro do pessoal das aquisições pode assistir para fornecer esclarecimentos mas não é um membro votante. Relatório de avaliação de propostas (ver modelo no Anexo 6 e 7) 49 TAREFA informação e clarificações adicionais CONSIDERAÇÕES PRINCIPAIS numa reunião, o comité de propostas pode delegar um membro para recolher informação adicional dos fornecedores. DOCUMENTAÇÃO DE APOIO NECESSÁRIA Notas documentados. Nomear um membro para o acompanhamento aos fornecedores. Identificar informação principal necessária, quando deve ser recolhida, e como deve ser recolhida (ex: visitas aos fornecedores, por telefone / email, etc.). Monitorar o processo de aquisições Está a ser realizado o concurso correcto para esta aquisição específica? Se for necessário um concurso, deve ser público ou fechado? Se estiverem planeadas visitas aos fornecedores, garantir que mais que um membro do comité assiste e que são compilados relatórios após estas visitas. Usar os limites para aquisições (Tabela 1 deste manual) para garantir que o concurso correcto está a ser usado O concurso está a ser realizado correctamente? Usar os fluxogramas nos Anexos 5, 6 e 7 para garantir os que estão a ser dados os passos correctos. Qualquer discrepância ou isenções têm de ser consideradas e aprovadas pelo comité de propostas. Relatório de avaliação de propostas para documentar o processo e todas as decisões tomadas. 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos 50 10.0 OBTENÇÃO DE ESCLARECIMENTOS DOS FORNECEDORES 10.1 Porque são Necessários Esclarecimentos do Fornecedor Num mundo ideal, um comité de avaliação de propostas seria capaz de analisar todos os documentos de propostas dos fornecedores, formulários de candidatura e informação do fornecedor, e seria capaz de tomar uma decisão definitiva para adjudicar o contrato. Contudo, na maioria dos casos, antes de poder ser tomada uma decisão sobre qual o fornecedor escolhido, devem ser procuradas questões, confirmações e clarificações do fornecedor – isto pode requerer que seja realizado um processo de uma nova cotação parcial ou completa. Se todas as propostas não conformes, mesmo ligeiramente, fossem indeferidas ou desqualificadas, não haveria proponentes ou fornecedores na avaliação e o concurso teria de ser terminado ou recomeçado. Portanto, algum nível de esclarecimento será necessário dos fornecedores para permitir ao processo progredir. Algumas razões que não permitem uma análise completa das propostas nem uma nomeação imediata do fornecedor podem incluir: • A nossa especificação não foi suficientemente clara – neste caso todos os fornecedores podem ter de apresentar uma nova cotação que vá de encontra à nova especificação; • O(s) fornecedor(es) não compreendeu a especificação dada – neste caso o fornecedor(es) pode ter de apresentar uma nova cotação parcial para o item especifico, ou uma nova cotação completa se necessário, seguindo uma explicação detalhada da especificação; • Os fornecedores omitiram a inclusão de alguns itens (ex: garantia, transporte, etc.) – neste caso o(s) fornecedor(es) podem ter de submeter de novo a sua cotação incluindo este(s) item(s); • Após a análise das propostas dos fornecedores, as especificações, quantidades, calendários ou outros factores precisam de ser alterados – neste caso todos os fornecedores podem ter de apresentar outra cotação que vá de encontra a uma nova especificação; De forma a identificar um fornecedor adequado e assegurar que toda a informação é devidamente recebida e processada, um processo de esclarecimento deve ser realizado. Esta etapa de esclarecimento pode desafiar as normas de transparência e equidade. Portanto todas as discussões com os fornecedores que procuram esclarecimentos às suas propostas devem ser geridas de forma transparente e cuidadosamente documentada. As discussões de esclarecimento, quer sejam feitas cara a cara ou por carta ou correio electrónico, devem ser realizadas com todos os fornecedores elegíveis para lhes permitir oportunidades para esclarecer ou modificar as suas propostas submetidas. Estas discussões não têm de ser feitas com todos os fornecedores ao mesmo tempo mas podem ser feitas individualmente. Os fornecedores claramente inelegíveis identificados entre os candidatos podem ser ignorados e as seguintes discussões não precisam de ser realizadas com eles. Os detalhes sobre estes fornecedores inelegíveis têm de ser documentados nos relatórios de avaliação e abertura de propostas. 10.2 Como Realizar discussões de Esclarecimento com Fornecedores Seguindo a análise inicial das propostas submetidas pelos fornecedores na sequência da solicitação de cotações ou do processo do concurso, será necessário um exercício de esclarecimento. Para realizar este esclarecimento, devem ser seguidas as seguintes regras básicas: • Comunicações – todas as comunicações com os fornecedores devem ser feitas por escrito ou por correio electrónico e devem ser arquivadas as cópias de todas as 10.0 Obtenção de esclarecimentos dos fornecedores 51 comunicações com o relatório final do concurso. Se as comunicações são feitas por telefone, todas as conversas devem ser claramente e fielmente documentadas; • Pessoa de contacto delegada – o presidente do comité de avaliação de propostas deve nomear um pessoa de contacto delegada para todas as comunicações com os fornecedores. O mais provável é ser o membro do pessoal das aquisições que está a trabalhar na aquisição específica mas pode também ser outro membro do comité de propostas; • Documentação – a pessoa de contacto delegada deve documentar todas as comunicações com todos os fornecedores e reter toda a documentação como anexos aos modelos do relatório global; • Reuniões de esclarecimento – podem ser realizadas reuniões de esclarecimento com o fornecedor. Estas reuniões devem realizar-se no escritório do comprador (ou seja, escritório da CAFOD ou parceiro da CAFOD) e devem ser registadas actas detalhadas destas reuniões. As actas de todas as reuniões de esclarecimento devem ser anexas ao relatório global de avaliação do concurso; • Questões levantadas – todos os fornecedores elegíveis devem ser informados das questões que são levantadas – mesmo que a questão seja apenas referente a um dos fornecedores. [Contudo é necessário m nível de pragmatismo. Se, por exemplo, há questões relacionadas com uma lista de 20 produtos que estão a concurso como um só pack, seria aceitável aconselhar os fornecedores elegíveis que estão a ser levantados pontos de esclarecimento com todos os fornecedores mas apenas se pergunta aos fornecedores questões especificas relacionadas com a sua proposta]; • Envolvimento do comité de avaliação de propostas – o comité de avaliação e propostas deve permanecer completamente envolvido durante a fase de negociação para garantir que nenhumas decisões unilaterais estão a ser tomadas pelo contacto nomeado e pelos fornecedores; • Reuniões de comité adicionais – o comité de avaliação de propostas deve considerar todas as informações adicionais ou complementares na nova reunião do comité de avaliação de propostas. Devem ser feitas actas destas reuniões e discussões subsequentes. 10.3 O Que NÃO Discutir com os Fornecedores Quando se procura obter esclarecimentos sobre detalhes das propostas dos fornecedores, algumas discussões são inaceitáveis: • A informação sobre a proposta feita por um fornecedor não deve ser partilhada com outro fornecedor de forma a tentar baixar os seus preços, ou melhorar calendários ou termos e condições – isto é uma quebra de confidencialidade e transparência; • As negociações não devem feitas com um fornecedor para tentar que eles melhorem os seus termos e condições ou reduzam o seu preço e proposta em comparação com outro candidato. Seria no entanto aceitável convidar todos os fornecedores elegíveis a apresentar uma proposta mais competitiva – ver 10.5 abaixo. 10.4 Em Que se Devem Focar as Discussões de Procura de Esclarecimento As discussões de esclarecimento devem focar-se em obter os seguintes detalhes, informações e garantias dos fornecedores: • Assegurar que os detalhes dados nas propostas dos fornecedores estão correctos e exactos, e clarificar quaisquer dúvidas ou informação contraditória ou errada; • Assegurar que os fornecedores compreenderam totalmente que informação é necessária e estão esclarecidos sobre os termos e condições no dossier do concurso ou na solicitação de cotações; 10.0 Obtenção de esclarecimentos dos fornecedores 52 • Assegurar que os fornecedores forneceram toda a informação requerida e que qualquer documentação ou informação omitida da sua proposta foi solicitada. 10.5 Como Gerir Discussões sobre Custos com os Fornecedores Excepto para as aquisições simples, é provável que as discussões de esclarecimento com os fornecedores tenham um impacto directo ou indirecto nos custos das suas propostas (por ex: requisitos de transporte, condições contratuais, especificações clarificadas). Portanto é necessário um mecanismo justo e transparente que permita a todos os fornecedores voltar a submeter o custo da sua oferta juntamente com uma explicação sobre a alteração dos custos (aumento ou redução). Contudo é inaceitável ter discussões individuais com fornecedores sobre como tornarem a sua oferta mais atractiva. Um cuidado especial deve ser tomado durante um concurso público dado que todo o processo pode ser invalidado se todos os fornecedores não forem tratados igualmente. 10.6 Riscos da Realização de Discussões de Esclarecimento Há riscos inerentes ao realizar-se um processo de esclarecimento com os fornecedores. O pessoal envolvido no processo deve estar ciente, e tentar atenuar estes riscos. Mantendo alguns riscos principais em mente durante o processo e mantendo documentação clara e linhas claras de comunicação, muitos dos riscos podem ser evitados. Alguns dos riscos e possíveis factores atenuantes incluem: • • • Fixação de preços dos fornecedores – os fornecedores negociam entre eles fixar um preço acordado entre eles antes ou durante as discussões: - Atenuante: Obter propostas de uma vasta gama de fornecedores locais, regionais ou de distritos ou cidades vizinhos; - Atenuante: Garantir que as discussões são baseadas nos esclarecimentos em vez de fornecerem uma oportunidade para os fornecedores renegociarem ou reorganizarem a sua candidatura. Reclamações dos fornecedores – os fornecedores reclamam sobre um tratamento injusto ou preferencial a alguns fornecedores em comparação com outros: - Atenuante: Garantir que a todos os fornecedores foram dadas oportunidades iguais para fornecerem informação adicional ou suplementar. - Atenuante: Manter linhas de comunicação claras e documentar todas as discussões entre um comunicador nomeado (CAFOD / pessoal do parceiro) e os fornecedores. Processo comprometido – Apesar do concurso inicial ou solicitação de cotações ter sido implementado correctamente, desenvolve-se uma falta de transparência ou responsabilização durante as discussões subsequentes que comprometem todo o processo: - Atenuante: uma documentação clara das discussões subsequentes com os fornecedores deve ser mantida e anexada à decisão final da proposta como um memorando de esclarecimento; - Atenuante: realizar reuniões regulares com o comité de avaliação de propostas durante todo o processo para garantir que não estão a acontecer discussões unilaterais entre cada fornecedor e a pessoa de contacto nomeada. 10.0 Obtenção de esclarecimentos dos fornecedores 53 • Indecisão continuada apesar do esclarecimento – Apesar das discussões para clarificar a informação, o comité de avaliação de propostas permanece incerto sobre qual o fornecedor a atribuir o contrato dada a semelhança das propostas: - Atenuante: Obter referências detalhadas para cada fornecedor que se candidatou – garantir que a referência é válida, verdadeira e relevante à compra necessária (outras ONGs fornecem muitas vezes referências para fornecedores em compras semelhantes e recentes); - Atenuante: Membros delegados do comité de avaliação de propostas podem realizar visitas aos escritórios e armazéns dos fornecedores que se candidataram e que são mais prováveis de serem seleccionados para verem as suas instalações, pessoal, e escritórios. Todas as visitas feitas aos fornecedores devem ser registadas – deve ser documentado quem foi visitado, quem realizou a visita e quando, e qualquer observação ou decisões feitas; - Atenuante: Usando o sistema de pontuação ponderada na avaliação de propostas irá ajudar a fornecer um sistema de avaliação claro que pode identificar diferenças entre fornecedores mesmo que as suas propostas específicas (preço, marca, etc.) sejam semelhantes. Considerando o valor relativo de cada componente da proposta, as decisões podem ser tomadas mais facilmente. NOTA: Pontos principais para obter esclarecimentos com os fornecedores: • O objectivo desta etapa de esclarecimentos é obter um contrato óptimo – uma situação de vitória para ambas as partes, o fornecedor e o comprador (CAFOD ou parceiros de implementação da CAFOD) para que o fornecedor faça um lucro razoável e a CAFOD ou parceiros da CAFOD receba um bom nível de serviço; • Porque existe muitas vezes uma zona cinzenta entre ‘negociação’ e ‘esclarecimento’ deve ser mantida uma documentação clara de todas as discussões para manter a transparência no processo; • Esta etapa NÃO é uma oportunidade para negociar com um só fornecedor um preço, ou termos e condições melhores; • É aceitável convidar todos os fornecedores a submeter de novo as suas ofertas baseadas no seu, agora total, entendimento esclarecido sobre os requisitos. Nestas circunstâncias, as razões para quaisquer alterações relacionadas com custos (aumento ou redução) terão de ser explicadas; • Uma consciência dos riscos inerentes à realização de discussões com os fornecedores é crítica para a condução destas discussões da forma mais transparente possível. Estes pontos de esclarecimento podem ser aplicados a todos os concursos de aquisição; processos de concursos públicos, fechados ou por negociação. 10.0 Obtenção de esclarecimentos dos fornecedores 54 11.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: O CONCURSO POR NEGOCIAÇÃO 11.1 Princípios Básicos Este é o concurso de aquisição mais comum que a CAFOD e os parceiros de implementação da CAFOD precisarão de utilizar. Num concurso por negociação, um mínimo de três fornecedores são abordados simultaneamente, e por escrito, e são convidados a apresentar propostas para o contrato mas não é feito nenhum anúncio público. A CAFOD ou o parceiro de implementação pode também abordar os fornecedores da sua escolha para apresentar propostas para o contrato. Para garantir transparência, a solicitação de cotação tem de ser enviada por escrito aos fornecedores escolhidos. Nos casos onde não existam ou não respondam três fornecedores adequados, é necessária documentação apropriada para o justificar. Ver Secção 24.0 sobre Isenções e Derrogações e Secção 12.0 sobre concursos por negociação com uma proposta única. 11.2 Quando pode ser usado este concurso Um concurso por negociação deve ser conduzido quando o contrato ou o valor da compra total é entre £100 e £60,000 (ou um montante equivalente). NOTA: Para compras até £100 um processo de dinheiro de caixa pode ser realizado e aprovado pela correcta autoridade delegada. Há três categorias de valores que devem ser consideradas quando se usa o concurso por negociação padrão para bens, serviços, e obras: • Para compras entre £101 e £1,000, as decisões de compra podem ser tomadas pelo responsável da aquisição ou da sua inicialização e o titular do orçamento. A aprovação para a aquisição deve ser obtida da correcta autoridade delegada. Uma cotação única de um único fornecedor pode ser obtida e deve ser usada uma nota de arquivo para documentar o processo incluindo o porquê deste fornecedor único ter sido seleccionado; • Para compras entre £1,001 e £5,000, as decisões de compra podem ser tomadas pelo responsável da aquisição ou da sua inicialização e o titular do orçamento. A aprovação para a aquisição deve ser obtida da correcta autoridade delegada. Os passos do concurso por negociação padrão como detalhados abaixo devem ser seguidos; • Para compras entre £5,001 e £60,000 a pessoal de aquisições deve reunir um comité de avaliação de propostas para escolher, nomear, e aprovar que fornecedor será usado. O comité de avaliação de propostas deve consistir de um mínimo de 3 membros incluindo um presidente e secretário designados e um outro membro votante – ver Secção 9.5 para mais detalhes. Pode assistir à reunião para fornecer esclarecimentos sobre a documentação e a matriz de propostas mas não é um membro votante. NOTA: O concurso por negociação é o requisito mínimo para compras definidas pelos limites de valor acima. Se o valor da compra está dentro da categoria de valor do concurso por negociação, um concurso por negociação mais rigoroso, tal como um concurso público, pode ser implementado se isto parecer mais adequado às circunstâncias. Por exemplo, com uma aquisição abaixo dos £60,000, se a CAFOD / parceiro não tiver um bom conhecimento dos fornecedores potenciais para bens ou serviços específicos seria apropriado usar um concurso público em vez de um concurso por negociação. O concurso público vai, pela sua própria natureza, identificar a gama de fornecedores disponíveis e interessados. Neste caso, não é necessária qualquer isenção para usar o concurso de aquisição superior. A seguinte secção apresenta um guia passo a passo e as formas relevantes de completar e aderir ao concurso por negociação. 11.0 Concursos de Aquisição: O concurso por negociação 55 11.3 O Processo do concurso Por Negociação Modelos de documentos para concursos padrão de aquisição por negociação estão disponíveis no Anexo 5 – Modelos de Concursos por Negociação. Estes modelos apresentam um guia para o tipo e padrão de documentação necessária. 11.4 PARTE A: Preparação PASSO 1a: Preparar especificações detalhadas Assegurar que as especificações de um item são claras e incluem a quantidade e o tipo. O iniciador da aquisição (por ex: o pessoal do projecto, o responsável da subsistência, etc.) deve assegurar que a maior informação possível sobre os itens é fornecida. Quanto mais correcta for a descrição mais provável será que o item mais adequado será adquirido atempadamente. As especificações detalhadas são preenchidas no Formulário de Requisição de Compra. A Tabela 8 abaixo apresenta sugestões sobre como e onde obter estas especificações detalhadas. Tabela 8 Como obter especificações detalhadas Obter especificações detalhadas para preparar uma requisição de compra e uma cotação Que informação é necessária? São necessários detalhes sobre: • Preço; • Quantidade; • Tipo; • Especificações Técnicas (tamanho, peso, cor, capacidade, etc.); NOTA: Por regra, as requisições não podem incluir marcas de bens específicas dado que excluiria a participação de outras marcas. Contudo, podem ser solicitadas marcas específicas de medicamentos. Como obter informação para especificações de itens? A informação de preços e especificações deve ser retirada: • do orçamento aprovado; • verificada com semelhantes compras recentes se disponível; • verificando o mercado local; • as especificações também podem ser obtidas de outros locais ou cidades da mesma área. É normal ocorrerem discussões extensas entre o pessoal das aquisições para estabelecer ou finalizar especificações (para obras e bens adquiridos ou contratos) ou declarações de trabalho (ou seja, para contratos de serviços) Tais discussões devem formar a base para a obtenção dos detalhes solicitados para a especificação dos itens a serem comprados. NOTA: É importante que os fornecedores estejam cientes que não se trata de uma solicitação para cotação ou um compromisso de compra do item a um fornecedor específico. Passo 1b: Completar e obter aprovação de um Formulário de Requisição de Compra Quando a especificação de um bem, serviço, ou trabalho é finalizada, pode ser redigido o Formulário de Requisição de Compra. Este formulário é usado por qualquer pessoal do 11.0 Concursos de Aquisição: O concurso por negociação 56 projecto para identificar, requerer, ou inicializar uma compra. A aquisição de materiais de escritório e programa é apenas possível dentro das actividades do projecto de do orçamento aprovado. O Formulário de Requisição de Compra confirma que a aquisição é permitida e é verificada pelo titular do orçamento. O Formulário de Requisição de Compra inclui detalhes dos itens e da quantidade necessária, a que orçamento estes itens estão atribuídos, e um preço estimado. O Formulário de Requisição de Compra é preenchido pelo membro do pessoal que solicita a compra, por exemplo o titular do orçamento, e é analisado pelo pessoal das aquisições para confirmar o preço estimado ou introduzir o preço real e para verificar se o item está disponível no armazém do projecto conforme as necessidades. O titular do orçamento deve confirmar que a requisição está dentro do orçamento, que há fundos suficientes disponíveis na linha do orçamento apropriado, e depois aprovar a compra para ser implementada pela logística ou pelo pessoal das aquisições. Finalmente, a autoridade delegada autoriza a compra confirmando que a necessidade é legítima e que o programa tem os fundos necessários para cobrir a compra. O Formulário de Requisição de Compra autorizado é depois devolvido ao membro do pessoal das aquisições que avança com a compra. Nenhuma aquisição deve ser realizada sem as aprovações, autorizações e verificações com o orçamento necessárias. NOTA: Um Formulário de Requisição de Compra aprovado é o início da compra. 11.5 PARTE B: Pré-selecção Passo 2: Seleccionar fornecedores (pré-seleccionados) para os convidar a responderem a uma Solicitação de Cotação Quando o formulário de requisição de compra for autorizado, o membro do pessoal de aquisições deve considerar que fornecedores devem ser convidados a submeter uma proposta – deve ser redigida uma pré-selecção de no mínimo três fornecedores. A lista dos fornecedores deve ser clara, bem como, as justificações porque alguns fornecedores estão a ser abordados e outros não. Se o valor total da aprovar a lista de fornecedores antes preenchida se não porquê. compra é superior a £5,000, um comité de propostas deve analisar e fornecedores pré-seleccionados e as justificações das escolhas dos da solicitação de cotação ser enviada. Uma nota de arquivo deve ser estiverem disponíveis três possíveis fornecedores a serem abordados e A Tabela 9 abaixo apresenta sugestões sobre como os fornecedores que podem receber solicitações de cotação podem ser identificados. Tabela 9 A quem deve ser enviada a Solicitação de Cotação? A quem deve ser enviada a Solicitação de Cotação? O membro do pessoal de aquisições deve enviar a solicitação de Cotação para no mínimo 3 fornecedores. Num concurso por negociação, os fornecedores podem ser do Mercado local, ou de fornecedores nacionais ou regionais conforme necessário dependendo dos itens e quantidades solicitadas. Podem ser fornecedores que: • forneceram bens semelhantes anteriormente; • foram recomendados por outros (ou seja, outras ONGs ou parceiros); • são conhecidos do parceiro e / ou da CAFOD; • foram identificados através de pesquisa de Mercado (por exemplo na etapa de especificação 1). É importante não usar sempre os mesmos fornecedores pois pode dar a impressão que não 11.0 Concursos de Aquisição: O concurso por negociação 57 há uma concorrência leal com os outros. Recomendação: é recomendado aos escritórios locais ter uma base de dados ou lista de fornecedores locais/nacionais, e as suas especialidades, serviços e outra informação – incluindo se eles não são bons fornecedores. Isto deve ser actualizado regularmente e ajuda a decidir a quem enviar a solicitação de cotação. 11.6 PARTE C: Solicitação de Cotações e Avaliação Passo 3a: Preparar e distribuir uma Solicitação de Cotações aos fornecedores seleccionados Quando a pré-selecção de fornecedores tiver sido identificada e aprovada pelo comité de propostas (se acima de £5,000), o membro de staff das aquisições deve preencher uma Solicitação de Cotações – isto pode ser o modelo dado no Anexo 5 ou um documento preparado especificamente para a aquisição. O pessoal de aquisições deve usar as especificações detalhadas do que tem de ser comprado, detalhes das datas e locais de entrega, e quaisquer outros critérios necessários. A Solicitação de Cotações pode ser modificada e o modelo no Anexo 5 tem sugestões do que pode ser incluído (embalagem, se o IVA está incluído na cotação6, isenção de IVA, certificação dos fornecedores7, disponibilidade das amostras, data de entrega, data de validade das cotações, etc.). Pode também ser usado um questionário padrão ao fornecedor além do formulário de Solicitação de Cotação. Utilizar um questionário padrão ao fornecedor pode ser bastante útil para grandes compras (ou seja, acima de £5,000) para ajudar a avaliar a capacidade dos fornecedores individuais e considerar mais do que a sua oferta de preço como aconselhado na Secção 9.1. Um questionário ao fornecedor deve incluir questões relacionadas com o registo do fornecedor, o seu tamanho, e os seus clientes para referências. Estão disponíveis no Anexo 10 deste manual exemplos de um questionário ao fornecedor simples e padronizado e um questionário padrão ao fornecedor mais profundo. No caso das cotações devolvidas pelos fornecedores estarem todas acima de £60,000, ou seja, são maiores que o previsto e ultrapassam o limite de um concurso, o concurso deverá ser revisto antes de se continuar. Há duas opções disponíveis: • O concurso por negociação deve ser parado e um concurso público ou fechado deve ser elaborado; • Se, devido à natureza de emergência da compra, puder ser solicitada uma isenção para se continuar com o concurso por negociação. Passo 3b: Receber as respostas dos fornecedores à solicitação de cotação O pessoal das aquisições pode enviar uma Solicitação de Cotações que os fornecedores podem completar ou preencher – ver um modelo de exemplo no Anexo 5. A utilização de um modelo padrão para os fornecedores preencherem poupa muito tempo e garante que a informação correcta é fornecida. Alternativamente, os fornecedores podem submeter as suas propostas como uma carta com especificações de apoio ou o seu próprio documento padrão. Se submeterem o seu documento de proposta, o pessoal de aquisições deve assegurar que toda a informação relevante está incluída. 6 Alguns doadores institucionais (ex: ECHO) não pagam IVA excepto se a isenção de IVA não for possível no país da operação. 7 É aconselhável obter a categoria de IVA dos fornecedores e quaisquer certificados de registo de IVA ou de isenção que possam ser aplicados nesse país aos fornecedores ou ONGs. 11.0 Concursos de Aquisição: O concurso por negociação 58 É importante que os fornecedores estejam cientes que se trata de uma Solicitação de Cotações e não a confirmação de uma encomenda e que nesta fase não se assumiram quaisquer obrigações contratuais. Passo 3c: Realizar uma reunião de abertura de propostas para propostas de valor elevado Para todas as compras acima de £5,000, deve reunir-se um comité de propostas para abrir as propostas seladas recebidas dos fornecedores. As propostas seladas devem ser abertas em conjunto em hora determinada para que a reunião do comité de propostas possa ser assistida pelos fornecedores que submeteram as propostas. Contudo, os fornecedores não devem assistir a quaisquer discussões referentes à decisão da proposta. O comité deve nomear um secretário e um presidente. O secretário deve registar actas das reuniões (um modelo de relatório de abertura de propostas pode ser visto no Anexo 6). A acta da reunião de abertura de propostas deve ser feita incluindo notas de todas as propostas recebidas e se algumas foram rejeitadas dado terem sido submetidas tardia ou incorrectamente (por exemplo, em envelope não selado). Ver Secção 9.0 sobre comités de propostas para informação sobre quem deve participar, como as reuniões devem ser documentadas e o que os comités de propostas precisam fazer. Passo 3d: Completar a matriz de propostas e seleccionar um fornecedor. Se acima de £5,000, é necessário um comité de propostas Para compras entre £1,001 e £5,000: Na recepção de todas as propostas dos fornecedores, o pessoal das aquisições deve arranjar a informação numa matriz ou tabela que permita a comparação e análise da informação dos fornecedores para ajudar o pessoal das aquisições a tomar uma decisão sobre que fornecedor seleccionar. Um modelo de uma matriz de propostas encontra-se disponível no Anexo 5 ou pode usar-se qualquer documento que permita uma comparação e justificação claras. Mais de três propostas podem melhorar a responsabilização e o valor económico. Pode-se também adicionar linhas para itens ou considerações adicionais – toda a informação fornecida pelos fornecedores deve ser incluída na matriz de propostas. Para compras entre £1,001 e £5,000, o responsável da aquisição ou iniciador faz uma recomendação de compra para aprovação pelo titular do orçamento. A recomendação deve ser suportada por uma justificação da escolha do(s) fornecedor(es) e deve ser claramente documentada. A matriz de propostas deve ser assinada pelo pessoal que faz a recomendação e a aprovação. A autorização da aquisição deve ser obtida do gestor de projecto relevante ou autoridade delegada. Para compras entre £5,001 e £60,000: após a reunião de abertura de propostas, o membro do pessoal das aquisições deve passar a informação para uma matriz de propostas e convocar uma reunião do comité de propostas. O membro de pessoal das aquisições recolhe a informação mas não faz uma recomendação de compra. O comité de propostas deve analisar a matriz de propostas para comparar e analisar a informação do fornecedor para tomar uma decisão sobre que fornecedor seleccionar. Se não se obtiverem três propostas, o pessoal das aquisições tem de apresentar ao comité de propostas uma explicação sobre como foram procuradas as propostas e porque há menos que três propostas. O comité deve depois acordar a justificação ou propor acções alternativas. No comité de propostas todas as decisões e explicações devem ser claramente documentadas e a matriz de propostas de apoio e toda a documentação do relatório deve ser assinada pelos membros do comité de propostas que tomaram as decisões. De acordo com a Secção 9.0, o comité de avaliação de propostas deve consistir de um mínimo de três membros incluindo um presidente e secretário nomeados e um outro membro votante, o titular do orçamento pode ser um membro votante. O membro do pessoal de aquisições que conduz a aquisição pode assistir à reunião para fornecer 11.0 Concursos de Aquisição: O concurso por negociação 59 esclarecimentos sobre a documentação e a matriz de propostas mas não é um membro votante. Para todas as compras – avaliar as propostas e as ofertas do fornecedor: Durante a reunião de avaliação de propostas, os membros devem tomar as suas decisões de aquisição usando a matriz de propostas e considerando os seguintes factores (ver Secção 4.0 para detalhes): • Valor económico, mas não demasiado baixo • Confiança e registo prévio do fornecedor • Qualidade dos bens ou serviços • Calendários dos bem/serviços/obras fornecidos • Considerações éticas • Efeito da compra nos mercados locais • Condições de entrega • Financiamento de outras instituições • Outros padrões e orientações • Orientações específicas do doador A aquisição pode ser distribuída entre mais do que um fornecedor. Por exemplo, se a quantidade necessária é muito grande para um fornecedor ou diferentes fornecedores têm melhores cotações para diferentes itens da lista pode-se atribuir a aquisição a mais que um fornecedor8. O membro do pessoal de aquisições deve assegurar que cada decisão e justificação estão claramente documentadas na matriz de propostas. O titular do orçamento e o membro do pessoal de aquisições, e todos os membros do comité de avaliação de propostas devem assinar a matriz de propostas para aprovar a escolha do fornecedor ou fornecedores e as justificações e escolhas tomadas. NOTA: Para orientação sobre completar uma matriz de propostas, analisar propostas, e obter esclarecimentos de fornecedores ver: Secção 9.0 Matriz de Propostas e Avaliação de Propostas e Concursos Secção 10.0 Obtenção de Esclarecimentos dos Fornecedores 11.7 PARTE D: Contratação Passo 4: Preparar e aprovar uma Ordem de Compra (ou assinar um Contrato). Informar fornecedores não seleccionados. Logo que um fornecedor tenha sido escolhido, use a informação da matriz de propostas e a Solicitação de Cotações para completar a Ordem de Compra ou preparar um Contrato. A versão assinada do documento usado é a confirmação da encomenda ao fornecedor(es) escolhido(s). Assegure que as condições de pagamento, penalizações do incumprimento, locais e datas de entrega estão claramente estabelecidas e documentadas. A Ordem de Compra dá ao fornecedor autorização para entregar e facturar os bens ou serviços pedidos, e torna-se portanto um compromisso do montante e valor desses itens e condições de entrega. Uma Ordem de Compra, quando assinada pelo fornecedor, torna-se um contrato. 8 Atenção que partir o contrato entre fornecedores pode implicar que o preço por fornecedor suba, porque os fornecedores poderão cotar para uma compra a granel, e pedindo os itens a mais que um fornecedor pode-se perder o preço da compra a granel. 11.0 Concursos de Aquisição: O concurso por negociação 60 Se os itens estiverem a ser entregues em lotes, os pagamentos devem ser escalonados contra cada entrega. Recomenda-se reter uma parte do pagamento total (ou seja, uma retenção de pagamento) até que todas as entregas tenham sido recebidas satisfatoriamente. Por exemplo, pode-se reter até 30% do valor total até que todos os bens fossem recebidos satisfatoriamente. Isto deve ser flexível e negociado individualmente com o fornecedor. A retenção de pagamentos é normalmente feita em entregas de grande quantidade ou de elevado valor, ou com itens como computadores que demoram algum tempo a ficar totalmente operacionais. A Secção 25.0 “Condições Contratuais” fornece detalhes sobre as abordagens do Contrato e Ordem de Compra à colocação de uma encomenda a um fornecedor. O Anexo 11 fornece vários documentos de apoio: Anexo 11a: Termos condições para o fornecimento de bens e/ou serviços Anexo 11b: Ordem de Compra Anexo 11c: Contrato para o fornecimento de bens e/ou serviços Anexo 11d: Termos e condições para o fornecimento de serviços (só) Quando o contrato ou ordem de compra com o fornecedor seleccionado tiver sido assinado, os fornecedores não seleccionados devem ser informados. Esta é uma boa prática para encorajá-los a submeter propostas no futuro. 11.8 PARTE E: Entrega, Pagamento e Encerramento PASSO 5: Entrega e recepção de bens. Preencher a Nota de Bens Recebidos Use os guias de utilizador nas Secções 16.0 e 19.0 deste manual e os modelos de formulários de logística e entrega no Anexo 12 para a implementação da entrega e recepção dos bens. PASSO 6: Preparação e aprovação da Requisição de Pagamento Use o guia de utilizador na Secção 21.0 deste manual e o modelo de formulário de requisição de pagamento no Anexo 15. Os pagamentos devem ser aprovados pela correcta autoridade delegada, ou seja, o mesmo nível que aprovou o início da compra. PASSO 7: Arquivar a documentação completa dos concursos por negociação É muito importante que toda a documentação referente ao processo completo da aquisição, incluindo a solicitação de propostas, respostas e selecção de propostas, documentação da adjudicação, pagamento, entrega e recepção sejam mantidas para fins legais e de auditoria. 11.0 Concursos de Aquisição: O concurso por negociação 61 12.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: CONCURSO POR NEGOCIAÇÃO DE PROPOSTA ÚNICA Em alguns casos excepcionais, é possível realizar um concurso por negociação com apenas um candidato em vez do mínimo de três fornecedores. Isto pode apenas ser feito nos seguintes casos: • Na resposta imediata a uma emergência. Normalmente, a fase de emergência aceitável seria um máximo de três meses. • Sempre que não forem submetidas propostas/ofertas suficientes ou adequadas em resposta ao concurso por negociação após o concurso inicial ser concluído. Uma nota de justificação deve ser escrita e anexada aos documentos. • Sempre que, por razões técnicas ou operacionais, ou por razões ligadas com a protecção de direitos exclusivos, o contrato só puder ser atribuído a um fornecedor específico. • Para contratos adicionais que consistem na renovação/repetição de serviços/obras ou fornecimentos confiados a um contratante e atribuídos a um contrato anterior, desde que os termos do contrato original e o estatuto do fornecedor9 não tenham sido alterados substancialmente. O período decorrido entre a atribuição do primeiro contrato e a renovação não deve ser superior a UM ANO. Os contratos podem apenas ser renovados DUAS VEZES desta forma. • Para fornecimentos, obras ou serviços adicionais não incluídos no contrato original que, devido a circunstâncias imprevistas, se tornaram necessários à implementação do projecto, desde que o valor agregado dos fornecimentos / obras / serviços adicionais, não exceda 50% do valor do contrato original. • Para o arrendamento ou concessão de propriedade tal como um escritório, armazém ou entreposto, independentemente do valor estimado do contrato, e após prospecção do mercado local. • Os contratos referentes a compras em condições particularmente vantajosas, quer sejam de um fornecedor em fim de negócio, ou de liquidatários ou receptores de dívida de uma falência, de um acordo com credores, ou de um procedimento semelhante. • Quando uma pedido adequado de isenção tiver sido aprovado pelo doador ou autoridade delegada relevantes. NOTA: O concurso de proposta única deve apenas ser usado em casos excepcionais e a razão pela qual está a ser usado deve ser claramente exposta e documentada. Quaisquer irregularidades no concurso tornarão o concurso de proposta única inválido. Portanto, antes do concurso de proposta única ser usado, deve ser analisado e aprovado pelo nível de autoridade apropriado. A documentação da razão e justificação do processo de proposta única, e detalhes do concurso alternativo devem ser mantidas e arquivadas adequadamente. As cópias da documentação devem ser mantidas pelo gestor do contrato do projecto para que estejam disponíveis para qualquer auditoria ou análise subsequentes. 9 Por exemplo, a propriedade da empresa não mudou ou não houve mudança material da empresa. 12.0 Concursos de Aquisição: Concurso por Negociação de Proposta Única 62 13.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: CONCURSOS PÚBLICOS 13.1 Princípios Básicos Num concurso público, o aviso é publicamente publicitado e anunciado com um “Aviso de Concurso” nos meios de comunicação e no website do parceiro ou da CAFOD. O montante total de compra identifica se o concurso é local ou internacional e isso dita onde o aviso do concurso é colocado e anunciado. Logo que o aviso do concurso seja anunciado, o concurso de aquisição a nível local e internacional é o mesmo. Concurso Aberto ou Fechado? O diagrama abaixo traça o processo de decisão sobre o tipo de concurso a utilizar. O valor da aquisição (varia para bens, serviços ou obras) determina se um concurso por negociação, local ou internacionalmente anunciado, é necessário. Caso contrário, a decisão é então tomada sobre o uso de um processo público ou fechado – ver Secção 14.0 sobre as razões da escolha de um processo fechado. O aviso do concurso para todos os concursos públicos informa todos os fornecedores e candidatos potenciais do pedido e resumidamente o que será necessário. Os fornecedores potenciais são então convidados a solicitar o dossier de concurso para preencherem a sua candidatura e submeter a sua proposta. O processo é conduzido da forma mais transparente possível, e todas as propostas são analisadas simultaneamente por um comité de avaliação de propostas. Os concursos públicos ou fechados são muitas vezes considerados morosos e pesados. Contudo, há várias vantagens importantes no seu uso: • É um bom mecanismo para evitar a fraude; • Um comité avalia as propostas e, portanto, fornece considerações múltiplas; • Os doadores institucionais requerem concursos públicos ou fechados para compras acima de valores estipulados; • Contratos de longa duração com fornecedores são mais eficazes em termos de custos e de tempo; • O processo é totalmente transparente e documentado claramente; • O processo cria visibilidade e responsabilidade. Contudo, é imperativo assegurar um bom planeamento para que a preparação e documentação do processo do concurso sejam conduzidas tão rápida e eficazmente 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 63 quanto possível e que não atrasem desnecessariamente a implementação ou actividades do projecto. A utilização da ferramenta de planeamento de aquisições delineada na Secção 6.0 facilitará este processo. A CAFOD ou o parceiro que está a conduzir o concurso deve informar todos os fornecedores que fizeram uma proposta do resultado do concurso. Além disso, e de forma a garantir transparência, é boa prática afixar um aviso público da adjudicação no website da CAFOD ou do parceiro. NOTAS sobre concursos públicos: O processo de concurso público tem um número de passos e documentos, e é necessária uma adesão cuidada às instruções. Um fluxograma para a implementação dos concursos públicos está disponível no Anexo 6. Quando se inicia o concurso, imprimir a lista de verificação do concurso público e colocá-la no princípio do dossier de trabalho. A lista de verificação orienta o utilizador a inserir datas e tarefas para assegurar que a documentação correcta é recolhida, assinada, datada, aprovada e autorizada. No final do concurso, a lista de verificação completa torna-se o relatório desse concurso. Uma lista de verificação para o processo de concurso público está disponível no Anexo 6. A Tabela 10 e as secções subsequentes fornecem definições e níveis de implementação de cada concurso. Tabela 10 Definições e limites para concursos públicos Concursos públicos Definição: os concursos são ‘públicos’ sempre que todos os fornecedores interessados possam submeter uma proposta após o anúncio do aviso do concurso. Há 2 tipos de concursos públicos: 1. Concurso público local: Para um concurso público, o aviso do concurso é publicado em todos os meios de comunicação apropriados (jornais, rádio, etc.) no país onde a acção é efectuada e no website ou escritório da agência executante. Este concurso deve ser usado nos seguintes casos: 2. • Bens e serviços: Um concurso público local deve ser executado quando o valor total da compra de bens ou serviços exceda £60,000 mas é inferior a £150,000; • Obras: Um concurso público local deve ser executado quando a aquisição de obras exceda £60,000 mas é inferior a £2,500,000. Concurso público internacional: Num concurso público internacional, o aviso da compra é anunciado através dos meios de comunicação internacionais e no país de operação, e no website ou escritório da agência executante e no website ou escritório da CAFOD. Este concurso deve ser usado nos seguintes casos: • Bens e serviços: Um concurso público internacional deve ser executado quando o valor total da compra de bens ou serviços exceda £150,000; • Obras: Um concurso público internacional deve ser executado quando a aquisição de obras exceda £2,500,000. 13.2 Implementação do Processo de Concurso Público A seguir fornece-se informação sobre os passos para a execução e adesão a um concurso público local ou internacional, bem como os formulários relevantes a preencher. O guia fornece instruções sobre como preencher os formulários, e que passos e decisões tomar. 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 64 Há 4 passos principais do processo para implementar um concurso público: Parte 1: PREPARAÇÃO Parte 2: DOSSIER DO CONCURSO Parte 3: AVALIAÇÃO DO CONCURSO Parte 4: ACORDOS CONTRATUAIS Modelos para todos os documentos de aquisição para concursos públicos, bem como exemplos de documentos principais incluindo notificações de concursos e cartas de rejeição estão disponíveis no Anexo 6. O processo deve ser conduzido seguindo o fluxograma das actividade no Anexo 6. 13.3 PARTE A: Preparação PASSO 1a: Preparar especificações detalhadas Garantir que as especificações do item são claras incluindo a quantidade, ou tipo específico. O iniciador da aquisição (ou seja, o gestor do projecto, responsável de subsistências ou outro titular do orçamento, etc.) deve garantir que é fornecido o máximo de informação possível. Quanto mais exacta for a descrição mais provável é que o item mais adequado seja adquirido atempadamente. As especificações detalhadas são preenchidas, ou anexadas, no Formulário de Requisição de Compra. Para bens e serviços: A informação sobre preços e especificações deve ser recolhida do orçamento e pode ser verificada com recentes compras semelhantes se disponível, ou verificando o mercado local / nacional, e websites ou outras fontes de informação. Para obras: antes de um concurso para um contrato de obras, terá sido elaborado uma Guia de Quantidades ou um projecto. Estes detalhes formam a base da especificação do concurso. Identificar, nesta altura, se é necessário elaborar um concurso público INTERNACIONAL ou LOCAL usando as orientações acima sobre o limite da aquisição. PASSO 1b: Completar e obter aprovação do Formulário de Requisição de Compra Logo que a especificação do bem, serviço ou obras está finalizada, pode ser elaborado um formulário de requisição de compra. Este formulário é usado por qualquer pessoal do projecto para identificar, requerer, ou iniciar, uma compra. A aquisição de materiais para escritório ou para o programa é apenas possível dentro das actividades do projecto e do orçamento aprovado. O formulário de Requisição de Compra verifica que a aquisição é permitida e é verificada pelo titular do orçamento. O Formulário de Requisição de Compra inclui detalhes dos itens e a quantidade necessária, a que orçamento se atribuem os itens, e um preço estimado. O Formulário de Requisição de Compra é completado pelo membro do pessoal que solicita a compra, por exemplo, o titular do orçamento, e é analisado pelo pessoal das aquisições para verificar o preço estimado ou inserir o novo preço e para verificar se o item está disponível nos armazéns do projecto se necessário. O titular do orçamento deve verificar que o pedido está dentro do orçamento, que há fundos suficientes disponíveis na linha adequada do orçamento, e depois aprovar a compra para ser implementada pelo pessoal da logística ou das aquisições. Finalmente, a autoridade delegada autoriza a compra verificando que a necessidade é legítima e que o programa tem os fundos necessários para cobrir a compra. O Formulário de Requisição de Compra autorizado é depois devolvido ao membro do pessoal das aquisições que avança com a compra. Não deve ser realizada nenhuma aquisição sem as aprovações, autorizações e verificações com o orçamento necessárias. NOTA: Um Formulário de Requisição de Compra aprovado é o início da compra. 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 65 13.4 PARTE B: Anúncio PASSO 2: Preparar um aviso e anúncio de Concurso Público (local ou internacionalmente) Preparar o aviso do concurso público. O objectivo do aviso do concurso é anunciar o concurso e que os fornecedores sejam convidados a concorrer. O aviso do concurso fornece informação básica para ajudar os fornecedores a decidir se apresentam uma proposta, bem como informação sobre que passos tomar para submeter a proposta. O aviso do concurso deve incluir a seguinte informação: • Breve descrição da ONG / agência contratante – incluindo nome e morada da agência; • Breve descrição do contrato – incluindo quando e onde os itens são necessários; • Documentação necessária à candidatura (ex: contas auditadas); • Os detalhes de contacto para os fornecedores obterem o dossier do concurso. Tabela 11 Exemplos de um aviso de concurso público10 Período do anúncio: 15 – 29 Maio 08 (durante 14 dias) Última data para a recolha do dossier do concurso: 5 Junho 08 (7 dias após o fim do anúncio) Prazo entrega de propostas: 12 Junho 08 (7 dias após última data de recolha do dossier) Aviso do Concurso Como resposta de emergência ao sismo, a CARITAS Paquistão está a planear equipar 3 unidades básicas de saúde nos Concelhos de União de Boi e Dalola no distrito de Abbottabad e em Therian Muzafarabad em AJK. A CAFOD procura fornecedores interessados em apresentar documentação relevante para o fornecimento de equipamento e medicamentos a estas Unidades Básicas de Saúde (BHUs). A especificação de Equipamentos BHU e os detalhes e quantidade necessária de equipamento BHU estão disponíveis no endereço abaixo e devem ser recolhidos até às 12.00 horas (GMT) de Quinta-feira, 5 de Junho de 2008. O prazo para a submissão de propostas é 12.00 horas (GMT) de Quinta-feira, 12 de Junho de 2008. Os envelopes devem ser marcados claramente com a referência “Concurso de fornecimento BHU CAFOD-UK 08-03” Os fornecedores interessados e elegíveis são convidados a contactar: The Humanitarian Department, CAFOD, Romero Close, Stockwell Road, London, SW9 9TY Tel: +44 (0)20 7095 5231 / Fax: +44 (0)20 7274 9630 Email: [email protected] (Marcar todos os emails como “Concurso de fornecimento BHU CAFOD-UK 08-03”) A CAFOD acusará a recepção de cada proposta e, na sequência do final da avaliação do concurso, informará cada candidato da decisão sobre a sua oferta. A CAFOD não é obrigada a justificar ou explicar a selecção a nenhum candidato.* 10 This is an example and should be used as a template – the correct information and specifications / contact details should be inputted as appropriate 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 66 * Esta cláusula pode não ser apropriada a todos os países. O pessoal deve verificar e apagá-la se necessário. O aviso do concurso deve depois ser anunciado usando as seguintes orientações:11 1. Concurso Público Local / Nacional Anunciar o aviso de concurso o mais amplamente possível incluindo os meios de comunicação locais e nacionais (especialmente os jornais e onde possível a rádio) e nos escritórios locais ou nacionais da CARITAS e CAFOD, e no website da CAFOD. Deve-se notificar os fornecedores directamente sobre o concurso. • O aviso deve ser anunciado durante um mínimo de 14 dias de calendário. 2. Concurso Público Internacional Publicar o anúncio do concurso o mais amplamente possível. Tal como para os concursos nacionais e locais, coloque o anúncio nos meios de comunicação locais e nacionais (especialmente nos jornais e onde possível na rádio) e nos escritórios locais ou nacionais da CAFOD / parceiros, e no website da CAFOD / parceiros. Coloque também o aviso nos meios de comunicação internacionais e outros sítios como o website do Grupo de Aquisições Inter-Agência (IAPG) (http://www.iapg.org.uk), e se possível em jornais da especialidade. Se necessário, o pessoal do programa pode discutir com as equipas de financiamento do HD ou a PPSS para assistência na colocação de avisos de concurso. Deve-se notificar os fornecedores directamente sobre o concurso. • O aviso deve ser anunciado durante um mínimo de 21 dias de calendário. Onde anunciar? • Jornais - muitas vezes, os jornais são o meio de comunicação mais importante para o anúncio de concurso. A maioria dos parceiros ou o pessoal CAFOD do país terão conhecimento dos jornais mais adequados e amplamente lidos na sua localidade • Locais públicos – colocar o anúncio em locais públicos como o mercado, câmara municipal ou edifícios da administração local prováveis de serem visitados por um maior número de fornecedores possíveis • Radio – tal como com os jornais, os anúncios de rádio podem ser extremamente importantes em muitos países. Os parceiros ou o pessoal CAFOD do país terão conhecimento das estações de rádio mais adequadas e amplamente ouvidas na sua localidade • Escritório da CAFOD / parceiro – colocar o anúncio num local proeminente (no portão ou quadro de avisos) do escritório do anunciante para garantir que os fornecedores regulares verão o anúncio • Website da CAFOD / parceiro – se possível e adequado, os concursos podem ser anunciados nos websites do parceiro ou da CAFOD. Podem também ser anunciados no website do IAPG dado que a CAFOD é membro do IAPG 13.5 PARTE C: Dossier do Concurso e Avaliação PASSO 3a: Preparar e distribuir o dossier a todos os fornecedores interessados: 1. Preparação do dossier do concurso: O dossier do concurso deve ser preparado ao mesmo tempo que o aviso de adjudicação para que os fornecedores possam recolher 11 NOTA: o custo do anúncio deve ser considerado pois pode ser elevado. Idealmente os custos relacionados com o concurso de aquisição devem ser identificados na fase de orçamento e planeamento da aquisição. Ver Secção 6.0 para detalhes e recomendações. 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 67 o dossier durante o período do anúncio. Assim que o aviso do concurso tenha sido anunciado pelo período de tempo correcto (ver acima), deve ser dada pelo menos uma semana após o final do anúncio para permitir aos fornecedores recolher o dossier do concurso. Há 8 documentos que compõem o pack de candidatura do dossier de concurso. Modelos dos documentos 1 a 5 podem ser encontrados no Anexo 8 – carta do sumário do Concurso. ¾ Documento 1: Informação a todos os fornecedores – este documento inclui uma carta que fornece um sumário completo de como preencher o Dossier do Concurso e como, e onde submetê-lo. Descreve também o dossier do concurso e o que o fornecedor precisa preencher. Garantir que a data, hora e local para a submissão de propostas estão na carta. Garantir que a data, hora e local da reunião de abertura de propostas estão incluídos. Incluir ainda detalhes claros dos critérios de submissão de propostas. Por exemplo: • Submeter quarto cópias impressas da proposta envelopes duplos selados; • Escrever o nome e morada do fornecedor e a referência do concurso nos envelopes; • Submeter uma cópia electrónica da proposta num CD ou USB; • Submeter para: fornecer nome e morada do contacto para a recepção. Deve ser tornado claro nesta carta que as submissões de propostas não podem ser consideradas após este ponto e que as propostas serão mantidas numa caixa selada desde a sua recepção até à reunião estipulada para a abertura de propostas. ¾ Documento 2: Especificações do concurso a todos os fornecedores – O dossier do concurso deve ser definido cuidadosamente e deve ser dada atenção para garantir que as especificações são exactamente as necessárias. Erros ou pedidos de informação incompleta nesta fase podem resultar na recepção de respostas ao concurso que são difíceis de analisar e que resultam em negociações extensas com o fornecedor que irão desafiar a transparência do processo. A especificação do concurso deve incluir considerações detalhadas da informação sobre entrega, acondicionamento, requisitos de rotulagem e transporte, custos, datas, e quaisquer outros requisitos especiais. ¾ Documento 3: Critérios de Exclusão e Avaliação – este documento fornece aos fornecedores informação essencial que será usada pelo comité de avaliação de propostas para avaliar cada proposta incluindo os termos de exclusão e um critério de avaliação sugerido. Garantir que a documentação necessária é solicitada para apoiar o critério de avaliação que será usado para nomear um fornecedor. Por exemplo, se a capacidade financeira for parte do principal critério de avaliação, garantir que são solicitados comprovativos, tais como detalhes da conta bancária, contas auditadas, ou um relatório de auditoria mais recente. Se for usada uma pontuação ponderada, isto deve ser adicionado à secção dos critérios de exclusão e avaliação do pack do dossier do concurso. Para informação adicional sobre pontuação e ponderação na avaliação de propostas ver a Secção 9.0 deste manual. ¾ Documento 4: Condições do concurso – Estes critérios estão anexos a esta carta de sumário e serão analisados pelo fornecedor candidato. As condições incluem restrições e condições que vão reger o processo do concurso. ¾ Documento 5: Formulário do fornecedor – este documento deve ser analisado, assinado e devolvido pelo fornecedor candidate. O formulário do fornecedor está anexo a esta carta de sumário. ¾ Documento 6: Questionário ao fornecedor – este documento fornece um modelo padrão para os fornecedores completarem com a sua proposta. Permite aos fornecedores 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 68 fornecer informação clara que pode depois ser comparada pelo comité de avaliação de propostas quando eles estiverem a considerar todas as candidaturas submetidas. Um questionário ao fornecedor deve ser usado para todos os concursos acima de £60,000 quer sejam públicos ou fechados. Modelos de questionários ao fornecedor para compras acima de £60,000 e para pequenas compras (abaixo de £60,000) estão disponíveis no Anexo 10. Questionário do Fornecedor – Todos os fornecedores interessados deviam preencher um questionário padronizado. O uso dum questionário do fornecedor traz as seguintes vantagens: • assegura que o fornecedor conheça a informação a ser fornecida; • permite ao comprador verificar se o fornecedor terá de facto fornecido o que se pediu; e permite ao comprador verificar a capacidade do fornecedor em relação ao volume das compras planeadas; No Annex 10, está apresentada uma matriz com 2 questionários do fornecedor típicos (o curto, para aquisições com valor inferior a £60.000, o completo, para valores superiores a £60,000 Um questionário do fornecedor devia procurar trazer resposta ás seguintes questões: • Estrutura e capacidade administrativa • Capacidade técnica • Sistemas e capacidade financeiras • Capacidade logística • Qualidade e estratégia organizativa • Padrões ambientais e éticosOutras considerais As questões específicas no questionário podem ser modificadas para se adequarem ao tipo de compras a realizar ¾ Documento 7: Código de conduta do fornecedor – no dossier do concurso está incluído um código de conduta para fornecedores. Todos os fornecedores precisam ler este documento e assinar como concordam com os termos e condições do código de conduta. Ver Anexo 17 para os Códigos de Conduta de Fornecedores. ¾ Documento 8: Termos e condições para fornecedores – este documento fornece os termos e condições que serão aplicados ao contrato com o fornecedor seleccionado. Este documento é analisado e assinado pelo candidato. O documento dos termos e condições é anexo a esta carta de sumário. Este documento precisa ser corrigido e devem ser adicionadas secções conforme necessário. Ver Anexo 11 para um modelo dos termos e condições do contrato. Sumário de documentos a serem fornecidos no dossier do concurso Documento 1: Informação do Dossier do Concurso a todos os fornecedores – para ser analisado pelo fornecedor Documento 2: Especificações para os fornecedores – este documento inclui especificações detalhadas para o item(s) necessários. Os fornecedores têm de fornecer os custos detalhados dos itens listados Documento 3: Critérios de Exclusão e Avaliação (incluindo o sistema de pontuação a ser usado) – para ser analisado pelo fornecedor Documento 4: Condições do concurso – para ser analisado pelo fornecedor 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 69 Documento 5: Formulário do Fornecedor – para ser preenchido, assinado e devolvido pelo fornecedor Documento 6: Questionário ao fornecedor - para ser preenchido pelo fornecedor Documento 7: Código de Conduta do fornecedor – para ser assinado e devolvido pelo fornecedor Documento 8: Termos e Condições para fornecedores (que serão aplicados no contrato) – para serem analisados pelo fornecedor Os modelos de cada um destes documentos estão disponíveis no manual – conforme detalhado no texto. 2. Reuniões de instruções (briefings): Se necessário, todos os fornecedores podem ser convidados a assistir a um briefing com a CAFOD ou o parceiro que está a realizar o concurso. Esta reunião deve ser realizada após o período do anúncio ter terminado para permitir a participação do maior número de fornecedores. Nesta reunião serão explicados os critérios do dossier do concurso e da competição. O briefing pode ser uma oportunidade para a CAFOD / os parceiros fornecerem mais detalhes dos itens necessários e se possível mostrar aos fornecedores amostras dos itens. Todos os detalhes do concurso (a data de fecho, hora e local, como as propostas devem ser submetidas, etc.) podem ser confirmados nesta reunião. Estes briefings são importantes porque podem esclarecer o que é necessário e garantir que os fornecedores estão esclarecidos sobre as especificações do tempo. 3. Registar a distribuição dos dossiers do concurso: Assim que os fornecedores recebem o dossier do concurso, devem ter um mínimo de 7 dias de calendário para responder e submeter as suas propostas. Deve ser mantido um registo sobre quais os fornecedores que recolheram ou solicitaram um dossier de concurso. Uma pequena quantia (ex: £10-£20) pode ser cobrada aos fornecedores que recolham o dossier do concurso – isto pode ajudar a garantir que os candidates que submeterem uma proposta estão têm uma candidatura séria. Se for cobrado um valor aos fornecedores aquando da recolha do dossier, esse valor recebido deve ser registado. PASSO 3b: Receber os dossiers de concurso completos dos fornecedores 1. Todas as respostas dos fornecedores ao concurso devem ser recebidas em envelopes duplos selados; 2. O nome e a morada do fornecedor e número de referência do concurso devem ser claramente marcado na parte de fora do envelope; 3. Deve ser mantido um registo de todas as propostas recebidas, de quem e quando. Todas as propostas devem ser guardadas num cofre até ao comité de abertura de propostas; 4. Quaisquer propostas atrasadas, ou seja recebidas após o prazo final de entrega, devem ser devolvidas ainda fechadas ao fornecedor. PASSO 3c: Realizar uma reunião de abertura de propostas Há 2 passos na avaliação de propostas recebidas pelo comité de avaliação de propostas. 1. Primeiro, a reunião de abertura de propostas garante a observância geral das propostas com os critérios de avaliação estipulados; 2. Segundo, o comité realiza uma avaliação de propostas que inclui uma análise e avaliação exaustivas das propostas para nomear um fornecedor. (Haverá muitas vezes mais do que uma reunião de avaliação de propostas dependendo da complexidade da compra e da decisão.) Ambas as reuniões requerem o preenchimento de um relatório de reunião que documente e justifique claramente todas as decisões tomadas. Todos os relatórios de reuniões têm de ser assinados por todos os membros participantes do comité de propostas. 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 70 Um comité de avaliação de propostas deve realizar a reunião de abertura de propostas e a(s) reunião(ões) de avaliação de propostas. Os membros devem incluir um presidente e um secretário mais um outro membro votante. O titular do orçamento pode ser um membro do comité de avaliação de propostas. Especialistas técnicos ou conselheiros podem ser convidados a participar no comité de avaliação de propostas para fornecerem conselhos adicionais. O pessoal das aquisições pode assistir a reuniões de avaliação de propostas para fornecer esclarecimentos técnicos ou sobre a aquisição bem como introduzir o processo e os documentos do concurso, mas não devem ser membros votantes. Isto assegura a segregação de funções correcta e permite uma avaliação independente das propostas e recomendação de acções. ¾ DOCUMENTO 1: Relatório da reunião de abertura de propostas: Assim que tiver passado a data final de recepção de propostas, o comité de avaliação de propostas nomeado deve abrir as propostas formalmente. Ver Secção 9.5 para mais informação sobre o comité de avaliação de propostas. Os fornecedores que tiverem submetido propostas podem ser convidados a assistir à reunião de abertura de propostas mas não às discussões seguintes referentes aos detalhes das propostas. A reunião de abertura de propostas deve ser documentada e devem ser feitas actas usando o relatório de reunião de abertura de propostas. O relatório de reunião de abertura de propostas consiste em 3 secções: • SECÇÃO 1: Secção da informação sobre a abertura das ofertas - fornece informação para a própria reunião de abertura de propostas e uma lista de verificação de itens que precisam ser analisados e acções que devem ser realizados durante a reunião de abertura de propostas. Quaisquer actas ou pontos de acção adicionais devem ser registados e cada item marcado como visto ou discutido. • SECÇÃO 2: formato da verificação inicial e avaliação das propostas - fornece a avaliação inicial e o formato da avaliação. No relatório de abertura de propostas, cada fornecedor deve ser avaliado e a sua proposta deve ser avaliada sobre a sua observância administrativa e técnica. Em cada secção, registar se o fornecedor cumpriu os critérios, se a informação estava incompleta ou se e porque cada fornecedor é desqualificado. Quaisquer notas adicionais referentes a cada secção devem ser documentadas nos espaços das “notas e comentários” em cada ponto. • SECÇÃO 3 Sumário da reunião de abertura de propostas - e fornece uma secção sumária para a reunião de abertura de propostas. Esta secção sumariza os fornecedores em não conformidade e enuncia as razões da não conformidade, se os fornecedores submeteram uma proposta que tinha documentos em falta, aqueles que retiraram as suas propostas, e se é necessário qualquer esclarecimento, e quem é responsável por dar seguimento a estes esclarecimentos. Quaisquer notas ou comentários adicionais e actas devem ser documentadas aqui. Caso as cotações devolvidas pelos fornecedores sejam mais elevadas que o antecipado e que vão além do limite de um concurso local / nacional e que por isso requerem um concurso internacional, o concurso deve ser analisado antes de se prosseguir. Há duas opções disponíveis: • O concurso público local / nacional deve ser parado e deve-se realizar um concurso internacional. • Se, devido à natureza de emergência da compra, uma isenção puder ser solicitada para se continuar com o concurso público local / nacional. Além disso, estando agora cientes dos fornecedores que submeteram as propostas, os membros do comité de avaliação de propostas devem confirmar que não têm nenhuma ligação pessoal (incluindo familiar) ou associações com qualquer dos fornecedores através da assinatura do formulário do Não conflito de Interesses – um modelo é dado no Anexo 4. No fim da reunião, todos os membros participantes têm de assinar e datar o relatório completo da abertura de propostas. O relatório da reunião de abertura de propostas deve 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 71 ser analisado no comité de avaliação de propostas e deve depois ser anexo ao relatório final assinado do comité de avaliação que confirma o(s) fornecedor(es) vencedor(es). PASSO 3d: Realizar reunião(ões) de avaliação de propostas, procurar esclarecimento de fornecedores, e seleccionar fonecedor(es) Assim que qualquer proposta não conforme tiver sido removida durante a reunião de abertura de propostas, pode realizar-se o processo da avaliação do concurso e nomeação de fornecedor. Para facilitar a avaliação de propostas na reunião do comité de propostas, o membro do pessoal de aquisições precisa fornecer aos membros do comité a documentação principal antes da reunião de avaliação: ¾ DOCUMENTO 2: Matriz de todas as propostas recebidas: Na sequência da abertura de propostas na reunião de abertura de propostas, o membro do pessoal das aquisições que lidera a aquisição deve completar a matriz de propostas e incluir todos os detalhes fornecidos pelos fornecedores. Este funcionário NÃO faz uma recomendação mas assiste ao comité de avaliação de propostas para fornecer qualquer esclarecimento necessário. Se possível, o membro do pessoal das aquisições deve fornecer aos membros do comité toda a documentação relacionada com o concurso pelo menos 3 dias úteis antes da reunião. Os membros do comité devem assegurar que analisaram a documentação antes da reunião. Os membros do comité de avaliação de propostas devem ter os seguintes documentos principais antes da reunião de avaliação de propostas: • Cópias de todas as propostas submetidas consideradas em conformidade na reunião de abertura de propostas. • Cópia do relatório de abertura de propostas. • Cópia da matriz de propostas que foi preparada. • Cópia em branco do relatório de avaliação de propostas. ¾ DOCUMENTO 3: Relatório do Comité de Avaliação de Propostas O Comité de Avaliação de Propostas deve nomear um secretário e completar cada secção do relatório do comité de avaliação de propostas. Todos os membros têm de assinar uma declaração de não conflito de interesses. O relatório deve consistir num relatório detalhado de cada passo que foi conduzido e cada decisão tomada e incluir12: • Sessão Preparatória: O presidente e o secretário verificaram os documentos para a provação apropriada de todos os membros e quaisquer observadores. O Presidente informou os membros do âmbito do contrato proposto, identificou as organizações responsáveis pela preparação do dossier de propostas, e sumarizou as características essenciais do concurso até à data. (Esta sessão não é essencial mas pode ser solicitada para actualizar os membros do comité); • Sessão de Abertura de Propostas: O relatório de abertura de propostas está anexo a este relatório. O comité de avaliação considerou apenas aquelas propostas que foram consideradas ser apropriadas para mais considerações e avaliação após a sessão de abertura de propostas; • Parte 1 – Declaração do não conflito de interesses: Incluir uma cópia do formulário assinado de declaração do não conflito de interesses para confirmar que todos os membros do comité de avaliação de propostas não têm conflito de interesses com nenhum dos fornecedores ou ses representantes; • Parte 2 – Escolha do concurso: Identificar que concurso específico foi escolhido e porquê (incluir o preço total da adjudicação / orçamento) – isto pode incluir 12 Normalmente, será necessária mais do que uma avaliação de propostas antes da decisão final ser tomada. Portanto, um relatório do comité de avaliação de propostas deve ser completado desta forma para CADA comité de avaliação de propostas que é conduzido. 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 72 conformidade específica com o doador, notas sobre quaisquer isenções recebidas e aprovadas, limites de custos, ou outras razões. O concurso específico precisa ser identificado. As razões da realização deste concurso específico devem ser claramente enunciadas; - Público ou Fechado - Local ou Internacional - Isenções confirmadas • Parte 3 – Publicação do aviso do concurso: Incluir informação relativa a onde, quando e como o concurso anunciado. O facto do anúncio do concurso ter sido feito a nível local (no país) ou internacional é determinado pelo valor da compra total. Assegurar que cópias dos anúncios dos concursos publicados sejam guardadas, incluindo cópias dos spots colocados no website. • Parte 4 – Sistema de pontuação usado para a avaliação de propostas (se algum): Identificar o sistema de pontuação que foi usado para pontuar cada uma das candidaturas de propostas dos fornecedores com relação a cada um dos critérios de conformidade acordados para o concurso. A pontuação, juntamente com o processo de atribuição de peso dos critérios (se usados), permitem a tomada uma decisão clara, com base nos pontos totais. A avaliação das propostas deve considerar as seguintes secções: - Capacidade e conformidade administrativas: Verificar se os fornecedores submeteram a proposta de acordo com as instruções e requisitos necessários do dossier do concurso (ver critérios do formato do relatório de avaliação e do sumário da abertura de propostas). - Capacidade e conformidade técnicas: verificar se o fornecedor cumpre os requisitos técnicos essenciais do dossier do concurso. - Capacidade e conformidade financeiras: Alguma das propostas parece ser anormalmente baixa em relação ao mercado para os fornecimentos em questão? As propostas foram recalculadas para garantir que foram adicionadas correctamente? - Capacidade e conformidade logísticas: Verificar se o fornecedor tem a capacidade logística apropriada para apoiar e completar a compra – incluindo entreposto, transporte, stocks, e subcontratação. - Gestão e qualidade da estratégia organizacional: Considerar como o fornecedor vai gerir o projecto adicional se vencerem o concurso; os seus sistemas de gestão são adequados para gerir a compra proposta? - Padrões éticos e ambientais: Têm um código de conduta, demonstram a sua conformidade com considerações com a saúde, segurança, ambiente (acondicionamento, reciclagem, etc.). - Considerações adicionais: Fornecem alguma informação adicional que pode ser considerada elegível e relevante; forneceram referências e listas de cliente? • Parte 5 – Sumário da avaliação: sumarizar as propostas finais de cada fornecedor usando o sistema de pontuação identificado, e assegurando que os cálculos das propostas estão correctos – a pontuação média deve ser calculada de cada sub-total das categorias descritas acima; • Parte 6 – Posição final dos candidatos: Após a exclusão dos candidatos não conformes e a verificação que os cálculos e pontuações de propostas estão correctas, posicionar os candidatos finais ordenados pelas pontuações finais. Se não for usado qualquer sistema de pontuação os candidatos são posicionados pela ordem do preço das suas propostas corrigidas; 1. Parte 7 – Conclusão: Confirmar o(s) fornecedor(es) que foi(foram) escolhido(s) e porquê. Garantir a identificação de um segundo fornecedor que pode ser usado no caso do 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 73 primeiro fornecedor não estar disponível / interessado a aceitar a aquisição. Esta secção deve incluir actas de quaisquer acções de acompanhamento que sejam necessárias, deve ser documentada, e deve ser nomeado um delegado para completar essas acções. Se o comité precisar reunir de novo para analisar informação adicional, a hora, data e local da próxima reunião deve ser confirmada bem como as acções a serem completadas; 1. Assinaturas de todos os membros do comité: Todos os membros do comité devem assinar e datar o relatório. Isto deve ser feito de novo se o comité se voltar a reunir para considerar informação extra. NOTA: A aquisição pode ser distribuída entre mais que um fornecedor candidato. Garantir justificações claras e documentar que fornecedor foi escolhido para cada item e porquê. O completo e devidamente assinado relatório do comité de avaliação de propostas deve fornecer uma clara justificação sobre como e o porquê das decisões tomadas. O relatório de abertura de propostas deve ser anexo ao relatório final do comité de avaliação de propostas. Sumário dos documentos para o processo de avaliação de propostas DOCUMENTO 1: Relatório de abertura de propostas – incluindo actas e sumário das decisões DOCUMENTO 2: Matriz de propostas – incluindo um sumário de informação de todas as propostas recebidas DOCUMENTO 3: Relatório do comité de avaliação de propostas – incluindo actas, formulário assinado do não conflito de interesses e sumário das decisões Os modelos de cada um destes documentos estão disponíveis no Anexo 6. 13.6 PARTE D: Contratação PASSO 4a: Assinar o Contrato com o fornecedor vencedor ¾ DOCUMENTO 1: Assim que um fornecedor for escolhido, usar a informação da matriz de propostas e toda a documentação da proposta para preparar um Contrato. A versão assinada do Contrato é a confirmação da encomenda ao(s) fornecedor(es) escolhido(s). [Um Contrato seria a abordagem normal para o Concurso Público, apesar de uma Ordem de Compra com termos e condições padrão poder ser adequada para uma aquisição simples.] A Secção 25.0 “Condições Contratuais” fornece detalhes da abordagem de colocação de uma encomenda a um fornecedor. O Anexo 11c fornece um modelo de contrato. PASSO 4b: Informar os fornecedores não seleccionados ¾ DOCUMENTO 3: Carta de rejeição: Informar os fornecedores não seleccionados que submeteram uma proposta que esta não foi sucedida. Isto é importante para encorajar os fornecedores a continuar a apresentar propostas em processos de concurso futuros. PASSO 4c: Confirmar publicamente o contrato através de um Aviso de Adjudicação ¾ DOCUMENTO 4: Aviso de Adjudicação: Assim que o contrato for assinado com o fornecedor seleccionado, a CAFOD tem de declarar publicamente quais os fornecedores que usaram para todos os contratos acima de £60,000. Esta declaração pública é chamada um Anúncio de Adjudicação e deve ser colocada no website da CAFOD ou do parceiro. Um exemplo de Aviso de Adjudicação encontra-se na Tabela 12 abaixo. 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 74 Tabela 12 Exemplo de um Aviso de Adjudicação Descrição do contrato Número da referência (ref. do aviso de concurso) Nome e morada do fornecedor seleccionado Valor do contrato (£s) Datas do contrato Fornecimentos para 3 unidades básicas de saúde N.º Referência do Paquistão Sr. Mazhar Iqbal, Marhaba Trading rd Corporation, 3 Gate, Ayub Medical Complex, Abbottabad 41,920 1 Março – 30 Junho 2008 Construção de 3 unidades básicas de saúde N.º Referência do Paquistão Zain Ul Abdeen, Jinnah Avenue, Blue Area, Islamabade 898,310 7 Abril 2007 – 6 Abril 2008 Sumário dos documentos para o processo de contratação DOCUMENTO 1: Ordem de Compra DOCUMENTO 2: Contrato com Fornecedor - Termos e Condições DOCUMENTO 3: Carta de Rejeição DOCUMENTO 4: Aviso de Adjudicação Modelos de cada um destes documentos estão disponíveis no manual 13.7 PARTE E: Entrega, Pagamento e Fecho Passo 5: Entrega e recepção dos bens. Preenchimento de uma Nota de Bens Recebidos A assinatura do contrato não é o fim do processo para o projecto! O transporte, entrega, armazenamento e distribuição dos bens tem de ser gerida cuidadosamente. Usar as orientações ao utilizador nas Secções 16.0 e 19.0 deste manual e os modelos de formulários de logística e entrega no Anexo 12 para a implementação da entrega e recepção dos bens. PASSO 6: Preparação e aprovação de uma requisição de pagamento Usar as orientações ao utilizador na Secção 21.0 deste manual e o modelo de formulário de pagamento no Anexo 15 para a requisição de pagamento. PASSO 7: Arquivar o relatório complete do concurso garantindo a documentação, assinaturas e aprovações adequadas Garantir que toda a documentação referente ao concurso público é arquivada em conjunto, incluindo a documentação das propostas dos fornecedores não seleccionados. Isto é importante para auditorias ou análises subsequentes. Usar a ficha do Concurso Público de aquisição (Anexo 6) como uma lista de verificação para garantir que toda a documentação está presente. Detalhes sobre a documentação de apoio e o arquivamento necessário estão disponíveis na Secção 21.0 deste manual. 13.0 Concursos de Aquisição: Concursos Públicos 75 14.0 CONCURSOS DE AQUISIÇÃO: CONCURSO FECHADO 14.1 Princípios básicos Os concursos são fechados sempre que for publicado um aviso de contrato de Manifestação de Interesse. Todos os fornecedores ou empreiteiros podem submeter uma Manifestação de Interesse e solicitar a participação no concurso mas apenas os candidatos pré-seleccionados que satisfaçam um conjunto de critérios estabelecidos são convidados pela agência contratante (CAFOD ou parceiro local) a submeter um dossier completo de proposta. Uma lista de pré-seleccionados contém um mínimo de QUATRO e um máximo de OITO candidatos. Um concurso fechado permite a realização de uma selecção inicial de candidatos para que apenas os candidatos pré-seleccionados sejam convidados a submeter o dossier completo da proposta. Portanto, todos os fornecedores são convidados a tomar parte, mas apenas os candidatos pré-seleccionados que satisfaçam os critérios de selecção estipulados são convidados simultaneamente, e por escrito, a submeter uma proposta. Quando se usa financiamento do ECHO, ver o Anexo 21 para orientações específicas de utilização de Concursos Fechados. Concurso Aberto ou Fechado? O diagrama abaixo traça o processo de decisão sobre o tipo de concurso a utilizar. O valor da aquisição (varia para bens, serviços ou obras) determina se um concurso por negociação, local ou internacionalmente anunciado, é necessário. Caso contrário, a decisão é então tomada sobre o uso de um processo público ou fechado Vantagens de um concurso fechado em comparação com um concurso aberto: • Num concurso fechado é submetido um número inferior de dossiers de proposta do que num concurso aberto – um concurso fechado é portanto útil quando há potencialmente um número elevado de candidatos possíveis ao contrato; • Um uso mais eficaz dos recursos da CAFOD / parceiro dado que o esforço de análise e avaliação detalhadas é focado num pequeno número de fornecedores. Tal como no processo de concurso aberto, há um número significante de passos e documentos necessários e o cumprimento das instruções é importante. Um fluxograma para a implementação do processo de concurso fechado está disponível no Anexo 7. Quando se inicia o concurso, imprimir a lista de verificação do concurso público e colocá-la no princípio do dossier de trabalho. A lista de verificação orienta o utilizador a inserir datas e 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 76 tarefas para assegurar que a documentação correcta é recolhida, assinada, datada, aprovada e autorizada. No final do concurso, a lista de verificação completa torna-se o relatório desse concurso. Uma lista de verificação para o processo de concurso fechado está disponível no Anexo 7. Tabela 13 Definições e Limites para Concursos Fechados Concurso fechado Definição: os concursos são fechados sempre que, após a publicação do aviso do contrato, todos os fornecedores podem pedir para participar no concurso, mas apenas os candidatos que satisfaçam os critérios de selecção serão convidados simultaneamente pelo responsável da contratação a submeter um dossier completo de proposta. Uma lista de pré-seleccionados contém um mínimo de QUATRO e um máximo de OITO candidatos. Há 2 tipos de concursos Fechados: 3. Concurso Fechado Local: Para um concurso fechado local, o aviso de Manifestação de Interesse é publicado em todos os meios de comunicação apropriados (jornais, rádio, etc.) no país onde a acção é efectuada e no website ou escritório da agência executante. Este concurso deve ser usado nos seguintes casos: 4. • Bens e serviços: Um concurso fechado local deve ser executado quando o valor total da compra de bens ou serviços exceda £60,000 mas é inferior a £150,000; • Obras: Um concurso fechado local deve ser executado quando a aquisição de obras exceda £60,000 mas é inferior a £2,500,000. Concurso Fechado Internacional: Num concurso fechado internacional, o aviso da Manifestação de Interesse é anunciado através dos meios de comunicação internacionais e no país de operação, e no website ou escritório da agência executante e no website ou escritório da CAFOD. Este concurso deve ser usado nos seguintes casos: • Bens e serviços: Um concurso fechado internacional deve ser executado quando o valor total da compra de bens ou serviços exceda £150,000; • Obras: Um concurso fechado internacional deve ser executado quando a aquisição de obras exceda £2,500,000. 14.2 O Processo de Concurso Fechado Tal como para os Concurso Públicos, o processo é conduzido da forma mais transparente possível, e todas as decisões devem ser claramente analisadas e justificadas e documentadas pelo comité autorizado de avaliação de propostas. Contudo, os Concursos Fechados diferem dos concursos públicos das seguintes formas: • Para um Concurso Fechado, é publicado um aviso para Manifestações de Interesse. • A submissão de manifestações de interesse estabelece uma longa lista de potenciais candidatos. • Desta longa lista, uma pequena lista de candidatos pré-seleccionados é identificada e o dossier de concurso é enviado apenas para esta lista. • Os candidates pré-seleccionados submetem subsequentemente o seu dossier complete de proposta. • O dossier de proposta é depois analisado da mesma forma que no concurso público. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 77 Há uma secção adicional de actividades que foi elaborada para o processo de Concurso Fechado que não é necessária ao processo de Concurso Público: • PARTE A: PREPARAÇÃO – tal como nos Concursos Públicos; • PARTE B: ANÚNCIO E LISTA DE PRÉ-SELECCIONADOS – adicionado para Concurso Fechados; • PARTE C: DOSSIER DO CONCURSO E AVALIAÇÃO – modificado para Concursos Fechados dado não ser necessária a publicitação; • PARTE D: CONTRATAÇÃO - tal como nos Concursos Públicos; • PARTE E: ENTREGA, PAGAMENTO E FECHO - tal como nos Concursos Públicos; Modelos para todos os documentos da aquisição para os Concursos Fechados, e exemplos dos documentos principais, incluindo cartas de rejeição, estão disponíveis no Anexo 7. 14.3 PARTE A: Preparação PASSO 1a: Preparar especificações detalhadas Garantir que as especificações do item são claras incluindo a quantidade, ou tipo específico. O iniciador da aquisição (ou seja, o gestor do projecto, responsável de subsistências ou outro titular do orçamento, etc.) deve garantir que é fornecido o máximo de informação possível. Quanto mais exacta for a descrição mais provável é que o item mais adequado seja adquirido atempadamente. As especificações detalhadas são preenchidas, ou anexadas, no Formulário de Requisição de Compra. Para bens e serviços: A informação sobre preços e especificações deve ser recolhida do orçamento e pode ser verificada com recentes compras semelhantes se disponível, ou verificando o mercado local / nacional, e websites ou outras fontes de informação. Para obras: antes de um concurso para um contrato de obras, terá sido elaborado uma Guia de Quantidades ou um projecto. Estes detalhes formam a base da especificação do concurso. Identificar, nesta altura, se é necessário elaborar um concurso INTERNACIONAL ou LOCAL usando as orientações acima sobre o limite da aquisição. PASSO 1b: Completar e obter aprovação do Formulário de Requisição de Compra Logo que a especificação do bem, serviço ou obras está finalizada, pode ser elaborado um formulário de requisição de compra. Este formulário é usado por qualquer pessoal do projecto para identificar, requerer, ou iniciar, uma compra. A aquisição de materiais para escritório ou para o programa é apenas possível dentro das actividades do projecto e do orçamento aprovado. O formulário de Requisição de Compra verifica que a aquisição é permitida e é verificada pelo titular do orçamento. O Formulário de Requisição de Compra inclui detalhes dos itens e a quantidade necessária, a que orçamento se atribuem os itens, e um preço estimado. O Formulário de Requisição de Compra é completado pelo membro do pessoal que solicita a compra, por exemplo, o titular do orçamento, e é analisado pelo pessoal das aquisições para verificar o preço estimado ou inserir o novo preço e para verificar se o item está disponível nos armazéns do projecto se necessário. O titular do orçamento deve verificar que o pedido está dentro do orçamento, que há fundos suficientes disponíveis na linha adequada do orçamento, e depois aprovar a compra para ser implementada pelo pessoal da logística ou das aquisições. Finalmente, a autoridade delegada autoriza a compra verificando que a necessidade é legítima e que o programa tem os fundos necessários para cobrir a compra. O Formulário de Requisição de Compra autorizado é depois devolvido ao membro do pessoal das aquisições que avança com a compra. Não deve ser realizada nenhuma aquisição sem as aprovações, autorizações e verificações com o orçamento necessárias. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 78 NOTA: Um Formulário de Requisição de Compra aprovado é o início da compra. 14.4 PARTE B: Anúncio e Lista de Pré-seleccionados PASSO 2a: Preparar um aviso de Manifestação de Interesse e anunciar (local e internacionalmente) Preparar o aviso de Expressão de Interesse (EOI) para o anúncio. Este aviso de Manifestação de Interesse é anunciado para identificar uma lista de potenciais candidatos pré-seleccionados. A Manifestação de Interesse fornece informação básica do que é necessário e, mais importante, fornece aos fornecedores os detalhes de contacto de quem contactar para a obtenção do formulário de candidatura da Manifestação de Interesse. O aviso da Manifestação de Interesse deve fornecer aos fornecedores a seguinte informação: • Detalhes do contacto para os fornecedores obterem o formulário de candidatura EOI; • Número de referência do concurso; • Breve descrição da ONG / agência contratante; • Breve descrição do contrato e sumário dos itens necessários (ex: 50 casas) e data estimada do início do contrato; • Como e quando devem ser submetidas as Manifestações de Interesse completas. O aviso da manifestação de interesse deve também solicitar aos fornecedores a seguinte informação: • O nome e morada da empresa que responde à Manifestação de Interesse; • Uma candidatura de Manifestação de Interesse assinada e completa. Um exemplo de um aviso de Manifestação de Interesse está disponível na Tabela 14. O utilizador deve modificar todas as secções apropriadas. Anunciar o aviso da Manifestação de Interesse o mais amplamente possível usando as seguintes orientações (de acordo com o anúncio de Concurso Aberto): 1. Concurso Público Local / Nacional Anunciar o aviso de Manifestação de Interesse o mais amplamente possível incluindo os meios de comunicação locais e nacionais (especialmente os jornais e onde possível a rádio) e nos escritórios locais ou nacionais da CARITAS e CAFOD, e no website da CAFOD. Deve-se notificar os fornecedores directamente sobre manifestação de interesse. • O aviso deve ser anunciado durante um mínimo de 14 dias de calendário. 2. Concurso Público Internacional Publicar o anúncio da Manifestação de Interesse o mais amplamente possível. Tal como para os concursos nacionais e locais, coloque o anúncio nos meios de comunicação locais e nacionais (especialmente nos jornais e onde possível na rádio) e nos escritórios locais ou nacionais da CAFOD / parceiros, e no website da CAFOD / parceiros. Coloque também o aviso nos meios de comunicação internacionais e outros sítios como o website do IAPG, e se possível em jornais da especialidade. Se necessário, o pessoal do programa pode discutir com as equipas de financiamento do HD ou a PPSS para assistência na colocação de avisos de concurso. Deve-se notificar os fornecedores directamente sobre a manifestação de interesse. • O aviso deve ser anunciado durante um mínimo de 21 dias de calendário. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 79 Tabela 14 Exemplo de um Aviso de Manifestação de Interesse13 Ref. do Concurso: XXXX CHAMADA PARA MANIFESTAÇÕES DE INTERESSE GERADOR 3-FÁSICO A GASÓLEO, 3 x 30KVA A Caritas Paquistão é uma organização humanitária e trabalha nas áreas de ajuda e desenvolvimento desde 1965 em todo o Paquistão. A Diocese de Islamabad-Rawalpindi da Caritas Paquistão está envolvida na resposta ao sismo de Outubro de 2005 em NWFP, Azad Jammu e Caxemira. A Caritas Paquistão, Mansehra, trabalha nas áreas de Subsistência, Saúde, Construção de Unidades Básicas de Saúde e Abrigos Temporários. Os programas estão localizados nos Conselhos de União de Boi e Dalola no distrito de Abbottabad e em Therian e Muzafarabad em AJK. A Caritas Paquistão está interessada na compra de geradores 3-fásicos a gasóleo, 3 x 30KVA. Está a ser realizado em concurso fechado internacional para identificar um fornecedor adequado. Os fornecedores interessados são convidados a obter as especificações detalhadas e um formulário de candidatura de Manifestação de Interesse na CAFOD, Romero Close, Stockwell Road, London SW9 9TY. As submissões EOI serão analisadas e avaliadas usando os critérios de avaliação estipulados fornecidos no formulário de candidatura. O prazo final de entrega da Manifestação de Interesse completa é 12 de Junho de 2008, às 12:00 (GMT). Se tiver algumas perguntas ou necessitar de esclarecimentos adicionais, por favor contacte o nosso escritório na morada acima mencionada ou por correio electrónico [email protected]; Tel: +44 (0)20 7095 5231 / Fax: +44 (0)20 7274 9630. PASSO 2b: Distribuir o pack da Manifestação de interesse aos fornecedores interessados Os fornecedores interessados vão solicitar os packs de candidatura de Manifestação de Interesse de acordo com o aviso de Manifestação de Interesse. Garantir que os detalhes dos fornecedores interessados são recolhidos e registados. Uma pequena quantia (ex: £10-£20) pode ser cobrada aos fornecedores que recolhem os packs de candidatura de Manifestação de Interesse – isto ajuda a garantir que os candidatos que submetem uma proposta de candidatura o fazem seriamente. Se for cobrada uma quantia aos fornecedores na recolha do dossier, o dinheiro recolhido deve ser registado. Fornecer o pack de toda a informação a cada um dos fornecedores. Um modelo do pack de Manifestação de Interesse é apresentado no Anexo 9. O pack consiste nos seguintes itens: ¾ DOCUMENTO 1: Informação para todos os fornecedores – este documento fornece um sumário completo de como completar a o dossier da Manifestação de Interesse e como e quando submetê-lo. ¾ DOCUMENTO 2: Especificações aos fornecedores – inclui um sumário detalhado que permite aos fornecedores fornecer uma proposta compreensiva de custo e serviço. Consultar as especificações elaboradas no PASSO 1 deste concurso. ¾ DOCUMENTO 3: Formulário do fornecedor – este documento tem de ser analisado, assinado e devolvido pelo fornecedor candidato. O formulário do fornecedor está no anexo 9. 13 Isto é um exemplo e deve ser usado como modelo – as correctas informações e especificações / detalhes de contacto devem ser inseridas conforme necessário. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 80 ¾ DOCUMENTO 4: Questionário ao Fornecedor – este documento fornece um modelo padrão para os fornecedores completarem com a sua manifestação de interesse. Recomenda-se que seja usada a versão curta do questionário ao fornecedor para a Manifestação de Interesse. Esta versão curta está anexa ao pack modelo da manifestação de interesse no Anexo 9. NOTA: Sumário dos documentos a serem entregues no pacote da Manifestação de Interesse DOCUMENTO 1: Informação a todos os fornecedores – a ser preparado pelo responsável da aquisição e analisado pelo fornecedor. DOCUMENTO 2: Especificações para os fornecedores – a ser preparado pelo responsável da aquisição e para os fornecedores analisarem e responderem. DOCUMENTO 3: Formulário do fornecedor – a ser analisado, assinado e devolvido pelo fornecedor. DOCUMENTO 4: Questionário do Fornecedor – a ser completado pelo fornecedor. Os modelos de cada um destes documentos estão disponíveis no manual – conforme detalhado no texto. PASSO 2c: Receber e analisar os pacotes de Manifestação de Interesse submetidos pelos fornecedores Após o prazo de entrega, as Manifestações de Interesses devem ser aberta e analisadas pelo comité de avaliação de propostas. Consultar a Secção 9.5 para mais informação sobre o comité de avaliação de propostas. O objectivo é analisar todas as Manifestações de Interesse recebidas e compilar uma longa lista donde o comité de avaliação de propostas irá depois prepara uma lista curta de candidatos PRÉ-SELECCIONADOS a quem será enviado o dossier completo do concurso. NOTA: A lista de candidatos pré-seleccionados deve conter um mínimo de QUATRO e um máximo de OITO candidatos. O comité de avaliação de propostas realiza as seguintes actividades: 1. Estabelecer uma lista longa dos candidatos: O comité de avaliação abre as Manifestações de Interesse recebidas e analisa-as para estabelecer uma lista longa que sumariza todas as candidaturas recebidas. Esta reunião confirma que as Manifestções de Interesse foram recebidas dentro do prazo estipulado, em boas condições e que todas as Manifestações de Interesse foram disponibilizadas. A reunião de Abertura das Manifestações de Interesse bem como o relatório de da lista longa devem ser bem documentados e os membros presentes devem assinar o relatório. ¾ DOCUMENTO: Um modelo do relatório de abertura das Manifestações de Interesse e Lista Longa encontra-se no Anexo 7. 2. Primeira selecção de candidatos: O comité de avaliação faz uma primeira selecção de candidatos segundo os princípios de elegibilidade, situação financeira, e capacidades técnicas e profissionais. A selecção deve ser efectuada aplicando os critérios de selecção no aviso de concurso sem nenhuma modificação. Se o número de candidatos elegíveis que cumprem os critérios de selecção for maior que oito, os respectivos pontos fortes e fracos das candidaturas destes candidatos deve ser reanalisada para identificar as oito melhores candidaturas ao concurso. 3. Preparar a lista de candidatos pré-seleccionados: A lista de candidatos préseleccionados é confirmada. Podem estar na lista um mínimo de 4 e um máximo de 8 candidatos. O Relatório da Lista de Pré-Seleccionados deve incluir a justificação das escolhas. ¾ DOCUMENTO: Um modelo do Relatório da Lista de Pré-Seleccionados encontra-se no Anexo 7. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 81 4. No caso das cotações devolvidas pelos fornecedores nas suas manifestações de interesse serem mais elevadas que o antecipado e vão além do limite para um concurso local / nacional e portanto requerem em concurso internacional, o concurso deve ser analisado antes de se avançar. Há duas opções disponíveis: • O concurso deve ser interrompido e deve ser realizado um concurso internacional. • Se, devido à natureza de emergência da compra, uma isenção puder ser solicitada avançar com o concurso local / nacional. Além disso, estando agora cientes dos fornecedores que submeteram as propostas, os membros do comité de avaliação de propostas devem confirmar que não têm nenhuma ligação pessoal (incluindo familiar) ou associações com qualquer dos fornecedores através da assinatura do formulário do Não conflito de Interesses – um modelo é dado no Anexo 4. PASSO 2d: Informar os candidatos não seleccionados que apresentaram a Manifestação de Interesse Usar a carta padrão de rejeição nos modelos (Anexo 7 – Carta aos fornecedores não seleccionados). 14.5 PARTE C: Dossier do Concurso e Avaliação PASSO 3a: Preparar e distribuir o dossier a todos os fornecedores pré-seleccionados: 1. Preparação do dossier do concurso: O dossier do concurso deve ser preparado para a distribuição assim que os fornecedores pré-seleccionados tenham sido escolhidos. O dossier do concurso pode ser enviado à lista de fornecedores pré-seleccionados ou ser pedida a sua recolha. Há 8 documentos que compõem o pack de candidatura do dossier de concurso. Ao contrário do pack de candidatura de Manifestação de Interesse, o dossier do concurso contém um conjunto completo de especificações e requisitos. Modelos dos documentos 1 a 5 podem ser encontrados no Anexo 8 – Carta do sumário do concurso. ¾ Documento 1: Informação a todos os fornecedores – este documento inclui uma carta que fornece um sumário completo de como preencher o dossier do concurso e como, e quando submetê-lo. Descreve também o dossier do concurso e o que o fornecedor precisa preencher. Garantir que a data, hora e local para a submissão de propostas estão neste formulário. Garantir que a data, hora e local da reunião de abertura de propostas estão incluídos. Incluir ainda detalhes claros dos critérios de submissão de propostas. Por exemplo: • Submeter quarto cópias impressas da proposta envelopes duplos selados; • Escrever o nome e morada do fornecedor e a referência do concurso nos envelopes; • Submeter uma cópia electrónica da proposta num CD ou USB; • Submeter para: fornecer nome e morada do contacto para a recepção. Deve ser tornado claro nesta carta que as submissões de propostas não podem ser consideradas após este ponto e que as propostas serão mantidas numa caixa selada desde a sua recepção até à reunião estipulada para a abertura de propostas. ¾ Documento 2: Especificações do concurso a todos os fornecedores – O dossier do concurso deve ser definido cuidadosamente e deve ser dada atenção para garantir que as especificações são exactamente as necessárias. Erros ou pedidos de informação incompleta nesta fase podem resultar na recepção de respostas ao concurso que são difíceis de analisar e que resultam em negociações extensas com o fornecedor que irão desafiar a transparência do processo. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 82 A especificação do concurso deve incluir considerações detalhadas da informação sobre entrega, acondicionamento, requisitos de rotulagem e transporte, custos, datas, e quaisquer outros requisitos especiais. Ver o Anexo 8 para um modelo de exemplo. ¾ Documento 3: Critérios de Exclusão e Avaliação – este documento fornece aos fornecedores informação essencial que será usada pelo comité de avaliação de propostas para avaliar cada proposta incluindo os termos de exclusão e um critério de avaliação sugerido. Garantir que a documentação necessária é solicitada para apoiar o critério de avaliação que será usado para nomear um fornecedor. Por exemplo, se a capacidade financeira for parte do principal critério de avaliação, garantir que são solicitados comprovativos, tais como detalhes da conta bancária, contas auditadas, ou um relatório de auditoria mais recente. Se for usada uma pontuação ponderada, isto deve ser adicionado à secção dos critérios de exclusão e avaliação do pack do dossier do concurso. Para informação adicional sobre pontuação e ponderação na avaliação de propostas ver a Secção 9.0 deste manual. ¾ Documento 4: Condições do concurso – Estes critérios estão anexos à carta de sumário e serão analisados pelo fornecedor candidato. As condições incluem restrições e condições que vão reger o processo do concurso. No Anexo 8 há exemplos de condições do concurso. ¾ Documento 5: Formulário do fornecedor – este documento deve ser analisado, assinado e devolvido pelo fornecedor candidato. O formulário do fornecedor está anexo a esta carta de sumário. Ver Anexo 8 para um modelo exemplo deste documento. ¾ Documento 6: Questionário ao fornecedor – este documento fornece um modelo padrão para os fornecedores completarem com a sua proposta. Permite aos fornecedores fornecer informação clara que pode depois ser comparada pelo comité de avaliação de propostas quando eles estiverem a considerar todas as candidaturas submetidas. Um questionário ao fornecedor deve ser usado para todos os concursos acima de £60,000 quer sejam públicos ou fechados. Modelos de questionários ao fornecedor para compras acima de £60,000 e para pequenas compras (abaixo de £60,000) estão disponíveis no Anexo 10. ¾ Documento 7: Código de conduta do fornecedor – no dossier do concurso está incluído um código de conduta para fornecedores. Todos os fornecedores precisam ler este documento e assinar como concordam com os termos e condições do código de conduta. Ver Anexo 17 para os Códigos de Conduta de Fornecedores. ¾ Documento 8: Termos e condições para fornecedores – este documento fornece os termos e condições que serão aplicados ao contrato com o fornecedor seleccionado. Este documento é analisado e assinado pelo candidato. O documento dos termos e condições é anexo à carta de sumário. Este documento precisa ser corrigido e devem ser adicionadas secções conforme necessário. Ver Anexo 11 para um modelo dos termos e condições do contrato. Sumário de documentos a serem fornecidos no dossier do concurso Documento 1: Informação do Dossier do Concurso a todos os fornecedores – para ser analisado pelo fornecedor Documento 2: Especificações para os fornecedores – este documento inclui especificações detalhadas para o item(s) necessários. Os fornecedores têm de fornecer os custos detalhados dos itens listados. Documento 3: Critérios de Exclusão e Avaliação (incluindo o sistema de pontuação a ser usado) – para ser analisado pelo fornecedor Documento 4: Condições do concurso – para ser analisado pelo fornecedor Documento 5: Formulário do Fornecedor – para ser preenchido, assinado e devolvido pelo 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 83 fornecedor Documento 6: Questionário ao fornecedor - para ser preenchido pelo fornecedor Documento 7: Código de Conduta do fornecedor – para ser assinado e devolvido pelo fornecedor. Documento 8: Termos e Condições para fornecedores (que serão aplicados no contrato) – para serem analisados pelo fornecedor Os modelos de cada um destes documentos estão disponíveis no manual – conforme detalhado no texto. 1. Reuniões de instruções (briefings): Se necessário, todos os fornecedores podem ser convidados a assistir a um briefing com a CAFOD ou o parceiro que está a realizar o concurso. Nesta reunião serão explicados os critérios do dossier do concurso e da competição. O briefing pode ser uma oportunidade para a CAFOD / os parceiros fornecerem mais detalhes dos itens necessários e se possível mostrar aos fornecedores amostras dos itens. Todos os detalhes do concurso (a data de fecho, hora e local, como as propostas devem ser submetidas, etc.) podem ser confirmados nesta reunião. Estes briefings são importantes porque podem esclarecer o que é necessário e garantir que os fornecedores estão esclarecidos sobre as especificações do tempo. 2. Registar a distribuição dos dossiers do concurso: Assim que os fornecedores recebem o dossier do concurso, devem ter um mínimo de 7 dias de calendário para responder e submeter as suas propostas. Deve ser mantido um registo sobre quais os fornecedores que recolheram ou solicitaram um dossier de concurso. PASSO 3b: Receber os dossiers de concurso completos dos fornecedores • Todas as respostas dos fornecedores ao concurso devem ser recebidas em envelopes duplos selados; • O nome e a morada do fornecedor e número de referência do concurso devem ser claramente marcado na parte de fora do envelope; • Deve ser mantido um registo de todas as propostas recebidas, de quem e quando. Todas as propostas devem ser guardadas num cofre até ao comité de abertura de propostas; • Quaisquer propostas atrasadas, ou seja recebidas após o prazo final de entrega, devem ser devolvidas ainda fechadas ao fornecedor. PASSO 3c: Realizar uma reunião de abertura de propostas Há 2 passos na avaliação de propostas recebidas pelo comité de avaliação de propostas. • Primeiro, a reunião de abertura de propostas garante a observância geral das propostas com os critérios de avaliação estipulados; • Segundo, o comité realiza uma avaliação de propostas que inclui uma análise e avaliação exaustivas das propostas para nomear um fornecedor. (Haverá muitas vezes mais do que uma reunião de avaliação de propostas dependendo da complexidade da compra e da decisão.) Consultar a Secção 9.5 para mais informação sobre o comité de avaliação de propostas. Ambas as reuniões requerem o preenchimento de um relatório de reunião que documente e justifique claramente todas as decisões tomadas. Todos os relatórios de reuniões têm de ser assinados por todos os membros participantes do comité de propostas. Um comité de avaliação de propostas deve realizar a reunião de abertura de propostas e a(s) reunião(ões) de avaliação de propostas. Os membros devem incluir um presidente e um secretário mais um outro membro votante. O titular do orçamento pode ser um membro do comité de avaliação de propostas. Especialistas técnicos ou conselheiros podem ser 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 84 convidados a participar no comité de avaliação de propostas para fornecerem conselhos adicionais. O pessoal das aquisições pode assistir a reuniões de avaliação de propostas para fornecer esclarecimentos técnicos ou sobre a aquisição bem como introduzir o processo e os documentos do concurso, mas não devem ser membros votantes. Isto assegura a segregação de funções correcta e permite uma avaliação independente das propostas e recomendação de acções. ¾ DOCUMENTO 1: Relatório da reunião de abertura de propostas: Assim que tiver passado a data final de recepção de propostas, o comité de avaliação de propostas nomeado deve abrir as propostas formalmente. Os fornecedores que tiverem submetido propostas podem ser convidados a assistir à reunião de abertura de propostas mas não às discussões seguintes referentes aos detalhes das propostas. A reunião de abertura de propostas deve ser documentada e devem ser feitas actas usando o relatório de reunião de abertura de propostas. O relatório de reunião de abertura de propostas consiste em 3 • SECÇÃO 1: Informação sobre sessão de abertura das propostas do concurso: esta secção fornece informação sobre a própria reunião de abertura de propostas e uma lista de verificação de itens que precisam ser analisadas e acções que devem ser realizadas durante a reunião de abertura de propostas. Quaisquer actas ou pontos de acção adicionais devem ser registados e cada item marcado como visto ou discutido. • SECÇÃO 2: formato de análise e avaliação inicial das propostas do concurso: fornece a avaliação inicial e o formato da avaliação. No relatório de abertura de propostas, cada fornecedor deve ser avaliado e a sua proposta deve ser avaliada sobre a sua observância administrativa e técnica. Em cada secção, registar se o fornecedor cumpriu os critérios, se a informação estava incompleta ou se e porque cada fornecedor é desqualificado. Quaisquer notas adicionais referentes a cada secção devem ser documentadas nos espaços das “notas e comentários” em cada ponto. • SECÇÃO 3: sumário da reunião de abertura de propostas: fornece uma secção sumária para a reunião de abertura de propostas. Esta secção sumariza os fornecedores em não conformidade e enuncia as razões da não conformidade, se os fornecedores submeteram uma proposta que tinha documentos em falta, aqueles que retiraram as suas propostas, e se é necessário qualquer esclarecimento, e quem é responsável por dar seguimento a estes esclarecimentos. Quaisquer notas ou comentários adicionais e actas devem ser documentadas aqui. Caso as cotações devolvidas pelos fornecedores sejam mais elevadas que o antecipado e que vão além do limite de um concurso local / nacional e que por isso requerem um concurso internacional, o concurso deve ser analisado antes de se prosseguir. Há duas opções disponíveis: • O concurso público local / nacional deve ser parado e deve-se realizar um concurso internacional. • Se, devido à natureza de emergência da compra, uma isenção puder ser solicitada para se continuar com o concurso público local / nacional. Além disso, estando agora cientes dos fornecedores que submeteram as propostas, os membros do comité de avaliação de propostas devem confirmar que não têm nenhuma ligação pessoal (incluindo familiar) ou associações com qualquer dos fornecedores através da assinatura do formulário do Não conflito de Interesses – um modelo é dado no Anexo 4. No fim da reunião, todos os membros participantes têm de assinar e datar o relatório completo da abertura de propostas. O relatório da reunião de abertura de propostas deve ser analisado no comité de avaliação de propostas e deve depois ser anexo ao relatório final assinado do comité de avaliação que confirma o(s) fornecedor(es) vencedor(es). PASSO 3d: Realizar reunião(ões) de avaliação de propostas, procurar esclarecimento de fornecedores, e seleccionar fonecedor(es) 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 85 Assim que qualquer proposta não conforme tiver sido removida durante a reunião de abertura de propostas, pode realizar-se o processo da avaliação do concurso e nomeação de fornecedor. Para facilitar a avaliação de propostas na reunião do comité de propostas, o membro do pessoal de aquisições precisa fornecer aos membros do comité a documentação principal antes da reunião de avaliação: ¾ DOCUMENTO 2: Matriz de todas as propostas recebidas: Na sequência da abertura de propostas na reunião de abertura de propostas, o membro do pessoal das aquisições que lidera a aquisição deve completar a matriz de propostas e incluir todos os detalhes fornecidos pelos fornecedores. Este funcionário NÃO faz uma recomendação mas assiste ao comité de avaliação de propostas para fornecer qualquer esclarecimento necessário. Se possível, o membro do pessoal das aquisições deve fornecer aos membros do comité toda a documentação relacionada com o concurso pelo menos 3 dias úteis antes da reunião. Os membros do comité devem assegurar que analisaram a documentação antes da reunião. Os membros do comité de avaliação de propostas devem ter os seguintes documentos principais antes da reunião de avaliação de propostas: • Cópias de todas as propostas submetidas consideradas em conformidade na reunião de abertura de propostas. • Cópia do relatório de abertura de propostas. • Cópia da matriz de propostas que foi preparada. • Cópia em branco do relatório de avaliação de propostas. ¾ DOCUMENTO 3: Relatório do Comité de Avaliação de Propostas O Comité de Avaliação de Propostas deve nomear um secretário e completar cada secção do relatório do comité de avaliação de propostas. Todos os membros têm de assinar uma declaração de não conflito de interesses. O relatório deve consistir num relatório detalhado de cada passo que foi conduzido e cada decisão tomada e incluir14: 1. Sessão Preparatória: O presidente e o secretário verificaram os documentos para a provação apropriada de todos os membros e quaisquer observadores. O Presidente informou os membros do âmbito do contrato proposto, identificou as organizações responsáveis pela preparação do dossier de propostas, e sumarizou as características essenciais do concurso até à data. (Esta sessão não é essencial mas pode ser solicitada para actualizar os membros do comité); 2. Sessão de Abertura de Propostas: O relatório de abertura de propostas está anexo a este relatório. O comité de avaliação considerou apenas aquelas propostas que foram consideradas ser apropriadas para mais considerações e avaliação após a sessão de abertura de propostas; 3. Parte 1 – Declaração do não conflito de interesses: Incluir uma cópia do formulário assinado de declaração do não conflito de interesses para confirmar que todos os membros do comité de avaliação de propostas não têm conflito de interesses com nenhum dos fornecedores ou seus representantes; 4. Parte 2 – Escolha do concurso: Identificar que concurso específico foi escolhido e porquê (incluir o preço total da adjudicação / orçamento) – isto pode incluir conformidade específica com o doador, notas sobre quaisquer isenções recebidas e aprovadas, limites de custos, ou outras razões. O concurso específico precisa ser identificado. As razões da realização deste concurso específico devem ser claramente enunciadas; 14 Normalmente, será necessária mais do que uma avaliação de propostas antes da decisão final ser tomada. Portanto, um relatório do comité de avaliação de propostas deve ser completado desta forma para CADA comité de avaliação de propostas que é conduzido. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 86 • Público ou Fechado • Local or Internacional • Isenções confirmadas • Parte 3 – Publicação do aviso do concurso: Incuir informaçãosobre quando, onde e como o aviso de concurso foi anunciado. Se o aviso do concurso será anunciado a nivel local (dentro do país)ou internacional será determinado pelo valor total da compra. Assegurar que cópias dos avisos de concursos publicados sejam guardados, incluindo imagem de qualquer publicidade no website. • Parte 4 – Sistema de pontuação usado para a avaliação das ofertas (se houver algum): Identificar o sistema de pontuação que foi utizado para atribuir pontos á oferta de cada fornecedor em relação a cada um dos critérios de conformidade para o concurso. O sistema d pontuação, juntamente com a atribuição de peso a cada critério(caso seja usada), permite que se tome uma decisão clara com base no número total de pontos; • Capacidade e conformidade administrativas: Verificar se os fornecedores submeteram a proposta de acordo com as instruções e requisitos necessários do dossier do concurso (ver critérios do formato do relatório de avaliação e do relatório sumário da abertura de propostas). • Capacidade e conformidade técnicas: verificar se o fornecedor cumpre os requisitos técnicos essenciais do dossier do concurso. • Capacidade e conformidade financeiras: Alguma das propostas parece ser anormalmente baixa em relação ao mercado para os fornecimentos em questão? As propostas foram recalculadas para garantir que foram adicionadas correctamente? • Capacidade e conformidade logísticas: Verificar se o fornecedor tem a capacidade logística apropriada para apoiar e completar a compra – incluindo entreposto, transporte, stocks, e subcontratação. • Gestão e qualidade da estratégia organizacional: Considerar como o fornecedor vai gerir o projecto adicional se vencerem o concurso; os seus sistemas de gestão são adequados para gerir a compra proposta? • Padrões éticos e ambientais: Têm um código de conduta, demonstram a sua conformidade com considerações com a saúde, segurança, ambiente (acondicionamento, reciclagem, etc.). • Considerações adicionais: Fornecem alguma informação adicional que pode ser considerada elegível e relevante; forneceram referências e listas de cliente? 5. Parte 5 – Sumário da avaliação: sumarizar as propostas finais de cada fornecedor usando o sistema de pontuação identificado, e assegurando que os cálculos das propostas estão correctos – a pontuação média deve ser calculada de cada sub-total das categorias descritas acima; 6. Parte 6 – Posição final dos candidatos: Após a exclusão dos candidatos não conformes e a verificação que os cálculos e pontuações de propostas estão correctas, posicionar os candidatos finais pela ordem das pontuações finais. Se não for usado qualquer sistema de pontuação os candidatos são posicionados pela ordem do preço das suas propostas corrigidas; 7. Parte 7 – Conclusão: Confirmar o(s) fornecedor(es) que foi(foram) escolhido(s) e porquê. Garantir a identificação de um segundo fornecedor que pode ser usado no caso do primeiro fornecedor não estar disponível / interessado a aceitar a aquisição. Esta secção deve incluir actas de quaisquer acções de acompanhamento que sejam necessárias, deve ser documentada, e deve ser nomeado um delegado para completar essas acções. Se o comité precisar reunir de novo para analisar informação adicional, a hora, data e local da próxima reunião deve ser confirmada bem como as acções a serem completadas; 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 87 8. Parte 8 - Assinaturas de todos os membros do comité: Todos os membros do comité devem assinar e datar o relatório. Isto deve ser feito de novo se o comité se voltar a reunir para considerar informação extra. NOTA: A aquisição pode ser distribuída entre mais que um fornecedor candidato. Garantir justificações claras e documentar que fornecedor foi escolhido para cada item e porquê. O completo e devidamente assinado relatório do comité de avaliação de propostas deve fornecer uma clara justificação sobre como e o porquê das decisões tomadas. O relatório de abertura de propostas deve ser anexo ao relatório final do comité de avaliação de propostas. Sumário dos documentos para o processo de avaliação de propostas DOCUMENTO 1: Relatório de abertura de propostas – incluindo actas e sumário das decisões DOCUMENTO 2: Matriz de propostas – incluindo um sumário de informação de todas as propostas recebidas DOCUMENTO 3: Relatório do comité de avaliação de propostas – incluindo actas, formulário assinado do não conflito de interesses e sumário das decisões Os modelos de cada um destes documentos estão disponíveis no Anexo 7. 14.6 PARTE D: Contratação PASSO 4a: Assinar o Contrato com o fornecedor vencedor ¾ DOCUMENTO 1: Assim que um fornecedor for escolhido, usar a informação da matriz de propostas e toda a documentação da proposta para preparar um Contrato. A versão assinada do Contrato é a confirmação da encomenda ao(s) fornecedor(es) escolhido(s). [Um Contrato seria a abordagem normal para o Concurso Fechado, apesar de uma Ordem de Compra com termos e condições padrão poder ser adequada para uma aquisição simples.] A Secção 25.0 “Condições Contratuais” fornece detalhes da abordagem de colocação de uma encomenda a um fornecedor. O Anexo 11c fornece um modelo de contrato. PASSO 4b: Informar os fornecedores não seleccionados ¾ DOCUMENTO 2: Carta de rejeição: Informar os fornecedores não seleccionados que submeteram uma proposta que esta não foi sucedida. Isto é importante para encorajar os fornecedores a continuar a apresentar propostas em processos de concurso futuros. PASSO 4c: Confirmar publicamente o contrato através de um Aviso de Adjudicação ¾ DOCUMENTO 3: Aviso de Adjudicação: Assim que o contrato for assinado com o fornecedor seleccionado, a CAFOD tem de declarar publicamente quais os fornecedores que usaram para todos os contratos acima de £60,000. Esta declaração pública é chamada um Anúncio de Adjudicação e deve ser colocada no website da CAFOD ou do parceiro. Tabela 15 Exemplo de um Aviso de Adjudicação Descrição do contrato Número da referência (ref. do aviso de concurso) Nome e morada do fornecedor seleccionado Valor do contrato (£s) Datas do contrato Fornecimentos para 3 unidades básicas de saúde N.º Referência do Paquistão Sr. Mazhar Iqbal, Marhaba Trading rd Corporation, 3 Gate, Ayub Medical Complex, Abbottabad 41,921 1 Março – 30 Junho 2008 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 88 Construção de 3 unidades básicas de saúde N.º Referência do Paquistão Zain Ul Abdeen, Jinnah Avenue, Blue Area, Islamabade 898,310 7 Abril 2007 – 6 Abril 2008 Sumário dos documentos para o processo de contratação DOCUMENTO 1: Ordem de Compra DOCUMENTO 2: Contrato com Fornecedor - Termos e Condições DOCUMENTO 3: Carta de Rejeição DOCUMENTO 4: Aviso de Adjudicação Modelos de cada um destes documentos estão disponíveis no manual 14.7 PARTE E: Entrega, Pagamento e Fecho Passo 5: Entrega e recepção dos bens. Preenchimento de uma Nota de Bens Recebidos A assinatura do contrato não é o fim do processo para o projecto! O transporte, entrega, armazenamento e distribuição dos bens tem de ser gerida cuidadosamente. Usar as orientações ao utilizador nas Secções 16.0 e 19.0 deste manual e os modelos de formulários de logística e entrega no Anexo 12 para a implementação da entrega e recepção dos bens. PASSO 6: Preparação e aprovação de uma requisição de pagamento Usar as orientações ao utilizador naa Secção 21.0 deste manual e o modelo de formulário de pagamento no Anexo 15 para a requisição de pagamento. PASSO 7: Arquivar o relatório complete do concurso garantindo a documentação, assinaturas e aprovações adequadas Garantir que toda a documentação referente ao concurso público é arquivada em conjunto, incluindo a documentação das propostas dos fornecedores não seleccionados. Isto é importante para auditorias ou análises subsequentes. Usar a ficha do Concurso Fechado de aquisição (Anexo 7) como uma lista de verificação para garantir que toda a documentação está presente. Detalhes sobre a documentação de apoio e o arquivamento necessário estão disponíveis na Secção 21.0 deste manual. 14.0 Concursos de Aquisição: Concurso Fechado 89 15.0 COMPRAS REPETIDAS: ACORDOS QUADRO Os acordos quadro podem ser estabelecidos para as compras repetidas ou regulares de um bem ou serviço. Um acordo quadro permite a compra ao mesmo fornecedor dos mesmos bens ou serviços durante um período de tempo e de uma forma regular quando não se sabe quanto ou quando será necessário (por exemplo, fornecedores de carga aérea, empresas de transporte, alimentos de emergência). Este processo evita concursos e documentação repetidos, melhora a eficácia e constrói boas relações de trabalho com os fornecedores dado prevenir solicitações de cotação repetidas e fornecedores a submeterem cotações e a não receberem encomendas. Um acordo quadro permite à CAFOD ou aos parceiros locais comprar bens/serviços por um preço acordado para a duração do acordo com o fornecedor seleccionado. A CAFOD/parceiro precisa então de enviar apenas uma ordem de compra baseada nos preços fixos e serviços acordados no acordo quadro. Isto pode ser usado para a provisão de bens ou a provisão de um serviço, incluindo os serviços de aquisição. 15.1 Como estabelecer um Acordo Quadro • Identificar o serviço / bem que pode ser comprador através de um acordo quadro. Como orientação, isto pode ser um bem/serviço que é encomendado de 2 em 2 meses (por exemplo, estacionário, peças de veículos, combustível). • Qual deve ser a duração do acordo? Deve ser um máximo de um ano (e deve incluir uma consideração sobre possíveis taxas de inflação, o mercado local e durante quanto tempo os fornecedores mantêm o seu preço. • Qual é o montante estimado exigido? Garantir que os fornecedores estão cientes que isto é uma estimativa. • Após identificação do montante estimado, aplicar o concurso de aquisição correcto (concurso por negociação, público ou fechado dependendo do valor estimado do acordo). • Elaborar um contrato com o fornecedor nomeado. Usar o modelo de contrato no concurso do Anexo 11. • Elaborar um Ordem de Compra de cada vez que este bem / serviço é necessário. A Ordem de Compra deve ser baseada nos termos e condições acordados no contrato do acordo quadro: usar os termos e condições da Ordem de Compra do Anexo 11. • Cada Ordem de Compra individual deve incluir os detalhes / número de referência do acordo quadro respectivo. O acordo quadro permite a aquisição de uma quantidade estimada de bens /serviços quando os montantes e períodos não são especificados. 15.2 Restrições a um Acordo Quadro • Os acordos quadro podem apenas ter um máximo de um ano de duração – após este período, o contrato deve ser renovado ou renegociado; • Os acordos quadro são mais adequados a carga aérea, transporte, veículos, medicamentos, geradores, comunicação e equipamento de tecnologia de informação e, ocasionalmente, consultores; • Deve ser procurado orientação do gestor do projecto, ou do HD ou equipa de financiamento PPSS da CAFOD antes de se entrar num acordo quadro. 15.3 Extensão ou renovação de contratos existentes e ordens de compra Se necessário, os contratos ou ordens de compra podem ser estendidos ou renovados com um empreiteiro / fornecedor. Por exemplo, um contrato pode ser estendido para incorporar 15.0 Compras repetidas: Acordos Quadro 90 serviços, obras ou fornecimentos adicionais que não foram incluídos no contrato original. A extensão ou renovação do contrato / ordem de compra pode ser feito nas seguintes condições: a) Desde que o valor acumulado dos fornecimentos / obras / services adicionais não ultrapassem 50% do valor do contrato original; b) Desde que os termos do contrato original e o estatuto do fornecedor15 não tenham sido alterados substancialmente; c) Desde que o contrato original tenha sido nomeado seguindo o concurso de aquisição correcto para a compra original; d) Desde que o período passado entre a atribuição do primeiro contrato e a renovação não seja maior que UM ANO; e e) Desde que um contrato não tenha sido renovado mais do que DUAS VEZES. Exemplo da extensão de um contrato de compra existente Um concurso público foi realizado para nomear um fornecedor para a compra de £150,000 de alimentos para um programa de alimentação a um grupo vulnerável no Zimbabué. Os alimentos foram comprados a um fornecedor único. O programa tinha uma subutilização perto do fim do subsídio. O programa usava o saldo dos fundos para comprar alimentos adicionais ao mesmo fornecedor. O programa estendeu o contrato existente com o fornecedor original para incluir alimentos extra. A compra adicional de alimentos foi: 15 • £60,000, por isso menos que 50% da ordem de compra original; • a extensão foi dentro de um período de uma ano da ordem de compra original; • inicialmente, um concurso público completamente transparente foi realizado para nomear o empreiteiro; • o processo foi claramente documentado para provar o que tinha sido feito, porquê, e como. Por exemplo, a posse da empresa não tenha mudado ou não tenha havido mudança significativa na empresa. 15.0 Compras repetidas: Acordos Quadro 91 16.0 TRANSPORTE E ENTREGA 16.1 Procedimentos de Transporte e Entrega Assim que a Ordem de Compra (ou Contrato) tiver sido acordado com o fornecedor e a documentação tiver sido assinada por ambas as partes, os bens ou serviços têm de ser entregues, distribuídos ou armazenado adequadamente. A entrega e distribuição de bens tem de ser gerida cuidadosamente para garantir que os itens não são perdidos, danificados ou desaparecem. Há duas opções possíveis para a entrega assim que o fornecedor tiver sido nomeado: • Opção 1: O Fornecedor INCLUI o transporte e entrega na sua cotação e ordem / contrato de compra. Neste caso, a ordem / contrato de compra tem de incluir os detalhes claros dos locais, datas e horas de entrega, e quantidade para cada entrega (se necessário). Todos os itens devem ser inspeccionados pelo pessoal da CAFOD/parceiro na chegada de cada carga de mercadorias, e em cada distribuição para assegurar que a Nota de Bens Recebidos e a nota de entrega do Fornecedor é a mesma que a ordem / contrato de compra. ESTA É A OPÇÃO PREFERENCIAL. Durante a descarga, uma amostra de bens deve ser pesada e medida (um mínimo de 5% do total de bens entregues deve ser examinada como amostra, apesar de a boa prática recomendar uma análise superior a 5%). • Opção 2: Apesar da Opção 1 ser a preferencial, em alguns casos, o fornecedor NÃO INCLUI o transporte ou entrega na sua cotação e ordem de compra. Isto representa a obrigação mínima para o fornecedor e é denominada de “saída de fábrica” ou “EXW”. O contrato com o fornecedor tem de indicar claramente que é um contrato saída de fábrica. O contrato também deve definir claramente as obrigações do fornecedor e do comprador (CAFOD ou parceiro) para evitar mal-entendidos e atrasos subsequentes. Numa compra saída de fábrica, é necessário conduzir um processo separado de cotações e identificação de fornecedor para a nomeação de um fornecedor(es) de transporte. Isto pode incluir o aluguer de camiões, condutor(es) e pode incluir pessoal para carga e descarga. A ordem de compra acordada para o transporte deve identificar claramente os locais, datas e horas de entrega, e quantidades para cada entrega. CADA camião deve ter uma guia de transporte da CAFOD / parceiro local mesmo que o fornecedor tenha as suas próprias guias de transporte. Todas as guias de transporte ou notas de entrega do fornecedor devem ser assinadas pelo pessoal da CAFOD / parceiro presente na carga dos bens, e uma guia de transporte deve ser assinada pelo condutor (transportador) e pelo pessoal da CAFOD / parceiro presente na descarga dos bens no destino final ou no armazém. 16.2 Documentação de Transporte e Entrega Os modelos de todos os documentos descritos acima estão disponíveis no Anexo 12 deste manual. Esta secção fornece notas sobre toda a documentação necessária para o transporte e distribuição de bens aos locais de projecto e o armazenamento de bens e abastecimentos pela CAFOD ou parceiros. 1. Comprovativo de Requisição de Bens: O Comprovativo de Requisição de Bens permite ao pessoal do programa solicitar materiais do projecto do armazém permitindo ao pessoal do armazém preparar e documentar os bens que o pessoal do programa precisa para as actividades do projecto. Para receber bens do armazém, o responsável do programa ou membro do pessoal completa o Comprovativo de Requisição de Bens para libertar os bens para o transporte até ao destino final do projecto. O pessoal da aquisição que gere os armazéns e o entreposto, ou o pessoal específico de armazéns / entreposto deve processar o Comprovativo de Requisição de Bens, incluindo o 16.0 Transporte e Entrega 92 planeamento da entrega e transporte dos bens, e registar esta informação no Comprovativo de Requisição de Bens. O pessoal das aquisições deve preparar também uma Guia de Transporte para acompanhar os bens a transportar. O Comprovativo de Requisição de Bens deve ser preparado pelo pessoal das aquisições (ou pessoal do armazém ou entreposto se disponível) mas deve ser aprovado gestor delegado das aquisições ou da logística. Deve ser devolvida ao pessoal do projecto uma cópia do Comprovativo de Requisição de Bens para informá-los sobre o calendário de entrega dos bens do projecto. 2. Guias de Transporte: Uma Guia de Transporte deve acompanhar todos os bens ou fornecimentos que estão a ser movidos do fornecedor até ao armazém, do armazém até ao local do projecto, ou do fornecedor até ao local do projecto. A guia de transporte é um documento essencial de localização. • As Guias de Transporte são usadas para registar todos os itens que deixam o armazém/entreposto e para apoiar o balanço pelo pessoal da gestão dos armazéns; • Um exclusivo sistema de codificação de guias de transporte ajudará a garantir que não há duplicação de documentação; • Se os itens estiverem a ser transportados em mais que um camião, cada camião deve ter uma guia de transporte devidamente preenchida incluindo os detalhes sobre o condutor do camião e sobre o veículo; • Todos os condutores dos camiões devem assinar a guia de transporte na partida do armazém – isto transfere-lhes a autoridade dos bens; • Na chegada ao destino, o destinatário deve verificar os itens recebidos com a guia de transporte. Quaisquer itens em falta ou danificados devem ser registados na guia de transporte; • Se os bens estiverem em contentores selados, a guia de transporte deve ser registada como não verificada e não vista; Deve haver 4 cópias assinadas de cada guia de transporte. • A original – O pessoal da emissão / expedição deve assinar como expediu os bens ao transportador. O pessoal da emissão deve reter uma cópia da guia de transporte. • A da transportadora – A transportadora assina a guia de transporte confirmando a recepção e o transporte dos bens. A transportadora deve reter uma cópia da guia de transporte. • A do receptor – O destinatário tem de assinar a confirmar a recepção dos bens e quaisquer observações (perdas ou danificações). O destinatário deve reter uma cópia da guia de transporte. • O original devolvido – Inclui todas as três assinaturas (emissores, transportadores e receptores) e deve ser devolvida aos armazéns para arquivamento. NOTA: Os bens ou fornecimentos não devem ser transportados sem uma guia de transporte escrita 3. Nota de Bens Recebidos: A Nota de Bens Recebidos precisa ser preenchida pelo destinatário final de todos os bens para confirmar a recepção de todos os itens em bom estado. Quaisquer itens danificados ou defeituosos devem ser devolvidos e marcados na Nota de Bens Recebidos. O pagamento final só deverá ser libertado quando todos os bens da Ordem de Compra estiverem claramente documentados como recebidos na Nota de Bens Recebidos e Guia de Transporte e ambos os documentos estiverem correctamente preenchidos e assinados. 16.0 Transporte e Entrega 93 • Pode ser usada uma Nota de Bens Recebidos se não houver documentação no armazém; • Deve ser usada uma Nota de Bens Recebidos para cada camião (carga) recebido se não houver guia de transporte a acompanhar; • A Nota de Bens Recebidos deve incluir todos os detalhes do veículo, condutor (transportadora) e bens recebidos; • Garantir que o condutor (transportadora) assina a Nota de Bens Recebidos e mantém uma cópia. A Nota de Bens Recebidos é também usada pelos receptores dos itens, por exemplo o parceiro local ou autoridades locais aquando da recepção dos itens em bom estado antes de libertar os pagamentos aos fornecedores. Os modelos de todos estes documentos estão disponíveis no Anexo 12 deste manual 16.0 Transporte e Entrega 94 17.0 INSPECÇÃO E RECEPÇÃO DE BENS 17.1 Quando inspeccionar bens e fornecimentos Antes de assinar a Nota de Recepção de Bens ou a guia de transporte que os acompanha, o funcionário(s) responsável pela recepção deve inspeccionar cuidadosamente todos os bens e fornecimentos à medida que são entregues pelo fornecedor ou pela transportadora. As inspecções podem ter lugar em várias armazenamento, recepção e distribuição: etapas do processo de transporte, • Carga dos armazéns ou lojas do fornecedor para os camiões de distribuição. • Descarga dos camiões para lojas ou armazéns interinos • Descarga dos camiões para o destino final ou local de distribuição 17.2 Como inspeccionar bens e fornecimentos Quer seja um fornecedor ou um contratado independente a fornecer o transporte, todas as entregas devem ser inspeccionadas na recepção. Não se pode compilar uma lista completamente compreensiva devido à ampla gama de contextos diferentes, tipos de mercadorias, e a capacidade do pessoal local, sendo contudo fornecida para referência uma lista de verificação das coisas a tomar atenção. Esta secção deve ser lida em conjunto com a secção 18.5 Informação sobre Produtos Específicos que fornece orientação importante sobre padrões mínimos de armazenamento para combustível, alimentos, medicamentos e produtos farmacêuticos. O processo de inspecção é extremamente importante dado que a aceitação de itens abaixo dos padrões de qualidade pode originar problemas graves quando são usados pelos destinatários. O pessoal que recebe os bens deve ser devidamente qualificado para realizar a inspecção, por exemplo, deve ser capaz de comparar boas mercadorias com más mercadorias ou se necessário ser especialmente qualificado (um médico ou nutricionista por exemplo). 17.3 Amostra de aceitação e inspecção de bens Com grandes entregas, não é possível verificar todos os sacos ou caixas de itens. Por isso, deve ser inspeccionada uma pequena amostra de itens. Uma pequena estimativa pode ajudar a calcular quantos itens de toda a entrega devem ser verificados: Quantos sacos/embalagens verificar em cada inspecção: Número de unidades (Lotes) De 0 a 10 De 11 a 100 Acima de 100 Número da unidade a inspeccionar Todos os sacos/embalagens 11 Raiz quadrada do número Por exemplo: O armazenista recebe uma entrega de 20 toneladas de cereais em sacos de 25 KG. Cálculo: 20,000 / 25 = 800 sacos (unidades primárias) √ 800 = 28.28… Assim, o armazenista vai inspeccionar 29 sacos escolhidos aleatoriamente (certificando-se que os sacos são tirados do meio, da parte dianteira, traseira, superior e inferior das pilhas do camião). Assim que o tamanho da amostra for estabelecido, os bens da amostragem devem ser rigorosamente inspeccionados. Durante a inspecção, considere as seguintes orientações: • Especificações; os itens e quantidades estão de acordo com a requisição de compra ou guia de transporte? É necessário alguém que seja adequadamente 17.0 Inspecção e recepção de bens 95 qualificado tecnicamente para confirmar que os bens são os que foram encomendados e são os esperados? • Prazos de validade; os itens estão todos dentro dos prazos de validade – considerar isto principalmente para os alimentos, medicamentos e sementes. Se os prazos de validade estão iminentes, os itens serão usados a tempo? • Temperatura e humidade do conteúdo; Os alimentos, por exemplo, devem ser mantidos abaixo dos 40ºC (alguns alimentos para animais podem necessitar temperaturas ainda mais baixas), os medicamentos devem geralmente ser mantidos em câmaras frias. Estão disponíveis para compra leitores de humidade que medem a humidade do conteúdo dos cereais, farinhas e sementes. • Pesos e medidas; realizar uma amostra de pesos e medidas dos bens entregues pode dar um conhecimento aproximado sobre se a quantia correcta foi recebida incluindo os itens como cimento, areia, alimentos. • Embalagem e danificações: inspeccionar sinais (e cheiros) de danificação dos bens e das embalagens – pode-se ver manchas de humidade, bolor ou outros contaminantes possíveis? O camião está excessivamente quente ou frio? Há alguns selos ou embalagens danificados ou partidos, se sim, isto afecta a integridade do item ou sugere que os itens foram adulterados? Estas considerações são especialmente importantes para itens como o cimento, alimentos, medicamentos. • Armazenamento e entrega: inspeccionar a guia de transporte para analisar o tempo que os itens demoraram a ser entregues, por exemplo, se foram significativamente atrasados, e se isto teria um efeito na integridade ou qualidade dos itens? Considere se o transporte fornecido pelo fornecedor foi adequado aos requisitos necessários, por exemplo, câmara fria para medicamentos, ambiente seco e limpo para alimentos e sementes, impermeável para o cimento? • Inspecção “Organoléptica”: este teste envolve inspecção através de um exame visual, de tacto e de olfacto aos produtos. Por exemplo, ao inspeccionar alimentos considerar: – Visão: cor do produto, homogeneidade e características, presença de itens desconhecidos, insectos vivos ou mortos, larvas, bolores, latas de comida estão distorcidas ou “inchadas” – Olfacto: cheiro característico do produto, ou sem cheiro, cheiro a mofo ou cheiro rançoso ou um odor estranho – Textura: humidade, fluidez nas farinhas, presença de pedaços – Gosto: sabor, amargor, acidez, sabor posterior – Som: presença de insectos dentro dos sacos 17.4 Ao receber bens Durante a recepção de bens, os itens que foram inspeccionados ou aceites podem ser danificados devido ao mau manuseamento ou preparação insuficiente. Para evitar prejuízos com perdas ou danos, considere o seguinte: Preparação para a entrega: os armazenistas devem assegurar que o local para a recepção dos bens está bem preparado. – há trabalhadores diários suficientes disponíveis para carga / descarga, – há paletes suficientes nos armazéns, – há espaço suficiente para a entrega esperada, – há condições necessárias para se realizarem os processos de inspecção suficientes (incluindo tempo e recursos)? 17.0 Inspecção e recepção de bens 96 Durante a descarga e recepção de bens: As condições para a entrega devem ser bem geridas dado que o manuseamento inadequado ou condições inadequadas poderão danificar os bens: - Ganchos e gruas podem danificar as embalagens, especialmente as de papel ou de plástico e podem resultar na contaminação dos conteúdos - Atirar os itens pode também danificar os sacos e pode resultar na contaminação dos conteúdos - A chuva pode enfraquecer o papel da embalagem e pode resultar na contaminação dos conteúdos - A utilização de pás sujas aquando da decantação de cereais, sementes ou outros bens pode contaminar os produtos Ver Secção 19.0 Gestão de Armazéns e Armazenagem para padrões mínimos nas lojas e armazéns assim que os bens são recebidos. Orientações detalhadas sobre “Aquisição de Alimentos e Garantia Alimentar” e “Gestão de Alimentos e Armazenagem” da Save the Children estão disponíveis no Anexo 22 deste manual. 17.0 Inspecção e recepção de bens 97 18.0 DISTRIBUIÇÕES E DOAÇÕES Durante um projecto, ou no encerramento de um projecto, os itens são muitas vezes distribuídos ou doados a beneficiários. Na gestão de activos e de projecto as distribuições e doações devem ser geridas e documentadas correctamente. A secção seguinte identifica as diferenças entre uma distribuição e uma doação e como devem ser documentadas. 18.1 Distribuições “Distribuições” são quando o destinatário dos itens é o beneficiário individual exclusivo. Normalmente, uma distribuição envolve um grande número de indivíduos ou famílias individuais que recebem os mesmos itens ou semelhantes, normalmente de valor relativamente baixo. Por exemplo: • Activos de subsistência e para pequenos negócios são distribuídos a indivíduos; • Alimentos e kits NFI são distribuídos a indivíduos; • Distribuição de vouchers para subsistência ou outros activos que são dados a indivíduos; 1. Formulários de Distribuição ou Listas de Distribuição Durante a distribuição, deve ser usado um formulário de distribuição que documente claramente que beneficiário recebeu o quê. O beneficiário deve assinar para confirmar a recepção. Estes formulários são particularmente úteis quando distribuições em grande escala estão a ser feitas um grande número de beneficiários dado que ajudam a garantir que o que foi expedido foi depois distribuído e recebido pelos beneficiários alvo. Um modelo de um Formulário de Distribuição está disponível no Anexo 13 deste manual. A informação necessária neste formulário inclui: • Nome do beneficiário; • Bens recebidos (incluindo montante se apropriada); • Data da recepção; • Assinatura do beneficiário; • Nome e assinatura do membro do pessoal responsável pela distribuição; As fichas de distribuição devem ser anexos como documentação de suporte ao relatório financeiro de um projecto e é importante como parte da documentação de apoio ao projecto e portanto deve ser arquivada adequadamente. 18.2 Doações As “doações” são diferentes das distribuições porque consistem em itens de elevado valor que são dados ou doados a um único parceiro, ou organização em vez de beneficiários individuais ou famílias. Exemplos de uma doação incluem: • Equipamento e abastecimentos doados a centros de saúde, escolas ou centros comunitários; • Equipamento de escritório, activos ou mobília são doados a um parceiro local. Doações como estas devem ser documentadas usando um certificado de doação. Há um número de coisas a considerar antes da doação de bens, activos ou outro equipamento. 2. Quem é elegível para receber doações? Os itens podem ser doados a: • Beneficiários finais / beneficiários do projecto; • Parceiros locais, parceiros de implementação, ou ONGs locais; 18.0 Distribuições e Doações 98 • Autoridade locais que participam na implementação do projecto (ex: hospitais e escolas locais); • Em casos excepcionais, outras ONGs internacionais16. Os itens NÃO PODEM ser dados a: • Subcontratantes ou organizações ou comerciais; • Indivíduos que não são beneficiários finais do projecto; • Pessoal expatriado implementação; ou local contratado pela CAFOD ou pelo parceiro de NOTA: em todas as circunstâncias, a lei do país de operação deve ser considerada. Em alguns países, os activos do projecto tornam-se automaticamente em propriedade do governo no fim do projecto. 18.3 Como Documentar Doações 1. Requisitos dos doadores Cada doador tem diferentes regulamentos em relação a doações de bens, portanto o pessoal do projecto e da implementação deve verificar com o HD ou as equipas do financiamento PPS para garantir conformidade com os requisitos específicos do doador. Por exemplo: • DFID – Se os itens individuais valerem aquando da sua compra mais de £1,000, não podem ser doados mas devem ser devolvidos ao DFID; • ECHO – O estatuto da CAFOD com o ECHO permite-lhe identificar regulamentos adequados de doação ou eliminação. 2. Padrões mínimos da CAFOD Para além de projectos específicos institucionalmente financiados e regulados, os padrões mínimos da CAFOD para a documentação de doações são as seguintes: Os itens doados devem ser de qualidade razoável e em estado funcional. Devem também ser adequados ao beneficiário. O beneficiário deve concordar com a doação e com os termos e condições anexos à doação. Deste modo, quando se doa itens, a CAFOD ou parceiro de implementação deve preparar uma carta de doação ou um cerificado de doação em que a agência doadora e a instituição recebedora devem assinar. O propósito desta carta ou certificado de doação é estabelecer os termos e condições da doação. A seguinte informação deve estar claramente identificada na carta ou certificado de doação: • A agência doadora • O recebedor • O(s) artigo(s) doado(s). Se for em número el;evado, pode-se anexar uma lista • O valor de compra dos artigos doados • A data da doação • O(s) projecto(s) que financi(ou)ram a doação 16 Isto deve ser uma excepção e deve apenas ocorrer se a decisão for tomada com base em considerações operacionais e é livre de qualquer conflito de interesse, e que a ONG internacional pode garantir que o equipamento é usado em benefício dos beneficiários finais da ajuda humanitária. 18.0 Distribuições e Doações 99 Ao enunciar os termos e condições da doação no certificado ou carta de doação, considere o seguinte: • Assegure que esteja inclusa uma indicação clara sobre o uso para o qual o equipamento doado se destina. Equacionar a seguinte questão: será que a agência doadora exige acesso á verificação do uso do equipamento? • Em que circunstâncias o equipamento poderá ser vendido? Será que o recebedor precisa obter permissão da agência doadora para poder vender os artigos doados? • Será que o equipamento doado deverá estar devidamente identificado no inventário do recebedor? • Será que a doaçãoinclui apoio em termos de custos de operação e manutenção do equipamento? Se for o caso, quais são eses custos e por quanto tempo? • Será que a agência doadora espera receber relatórios/informes ou então espera realizar visitas de monitorização para verificar se o equipamento está sendo usado Segundo os termos e condições estipulados? • Caso a agência recebedora viole qualquer destes termos e condições, o que a agência doadora espera fazer (ter os bens de volta ou então cobrar um valor acordado) • Por quanto tempo estas condições irão prevalecer (tendo em mente o tempo útil de vida dos artigos, a capacidade da agência doadora de monitorar o recebedor, a vida do projecto, etc,? 18.0 Distribuições e Doações 100 19.0 GESTÃO DE ARMAZÉNS E ARMAZENAGEM 19.1 Geral O Chefe de Logística (ou outro membro do pessoal delegado) é responsável por garantir que todos os materiais que entram e saem e que são armazenados nos armazéns das CAFOD/parceiros são correctamente registados. 19.2 Documentos de Stock Para fins de transparência e de monitorização todos os movimentos dos materiais do programa devem ser acompanhados por: • Nota de Bens Recebidos; • Guias de transporte. Tal como descrito na Secção 16.0 Transporte e Entrega, estes documentos registam o movimento de todos os itens e permitem ao pessoal da gestão de armazém monitorar e controlar o movimento de todos os stocks, identificar que pessoal é responsável pelos itens em diferentes etapas de envio, transporte, e recepção (por exemplo condutores, pessoal do projecto e fornecedores). Os documentos também confirmam que os stocks foram enviados e recebidas correctamente. Assim, a monitorização destes documentos e a sua frequente comparação com o balanço é essencial pois estes documentos são os meios principais de identificação de bens em falta ou danificados. Estes documentos têm um procedimento fixo de submissão, verificação e aprovação. Não são permitidos desvios destes procedimentos pelo(s) logístico(s). 19.3 Instalações de Armazenagem A CAFOD/parceiro devem identificar as instalações adequadas de armazenamento considerando o tipo de itens a serem armazenados, o local e a segurança. Considerar também o seguinte: • Vedação apropriada e cadeados nas entradas; • Seguranças e/ou serviços profissionais de segurança; • Paletes; • Controlo de ventilação / temperatura – especialmente no caso de medicamentos; • Higiene; • Fumigação das instalações antes do armazenamento de alimentos ou medicamentos; • Os itens de alimentação necessitam de um armazém separado; • Extintores suficientes no armazém; • Stocks de elevado valor bem protegidos contra roubo e garantir um seguro adequado; Os materiais que chegam ao armazém devem ser verificados para confirmar a quantidade, quaisquer danificações, e que a documentação de apoio apropriada está incluída. Todos os dias o gestor de armazém nomeado deve processar todos os bens entrados e saídos. Recomenda-se que sejam nomeados, no máximo, dois membros do pessoal para monitorar e registar a movimentação de entrada e saída. Embora as grandes quantidades de produtos comprados a granel podem reduzir o custo global, isto pode aumentar a probabilidade de roubo. Recomenda-se portanto que, onde possível a aquisição dos itens seja espalhada durante um período de tempo para minimizar a quantidade de bens armazenados. Por exemplo, as Ordens de Compra a fornecedores de alimentos / cereais devem incluir uma série de entregas pelo(s) fornecedor(s). 19.0 Gestão de Armazéns e Armazenagem 101 19.4 Gestão de Armazéns O pessoal da logística/aquisição deve manter registos de todos os activos. Estes podem ser categorizados de uma forma geral em: • Consumíveis para beneficiários (alimentos, kits NFI ou outros itens a serem distribuídos tais como ferramentas); • Consumíveis para o funcionamento do projecto (tais como materiais de construção, ferramentas, peças de veículos); • Activos do programa e equipamento de escritório (ex: portáteis, rádios, computadores, telefones por satélite, etc.) estes itens são geridos muitas vezes pelo gestor administrativo ou pelos logísticos. Os consumíveis para beneficiários e para a implementação do programa que são transportados, armazenados, e entregues devem sempre ser acompanhados de documentos de suporte. Os documentos de suporte específicos localizam a movimentação de todos os itens para garantir que estão contabilizados desde a entrega nos armazéns até à sua entrega final ou distribuição / doação ao utilizador final. Os documentos principais de gestão de armazém que suportam a movimentação e armazenamento de activos são: • Nota de Bens Recebidos; • Comprovativo de Requisição de Bens; • Guia de Transporte • Listas de distribuição; • Certificados de doação. Estes documentos precisam ser preenchidos, completados com números exclusivos, e processados de uma forma diária/regular. Mensalmente deve ser elaborado um balanço completo de cada armazém. Um balanço identificará os itens danificados, perdidos ou documentados incorrectamente ou que expirarão em breve. Os balanços devem ser cuidadosamente documentados para garantir que os registos dos stocks estão correctos e completos. Quaisquer perdas, roubos ou danificações devem ser registados e reportados. 19.5 Informação sobre Produtos Específicos 1. Medicamentos e Produtos Farmacêuticos Para programas de saúde com actividades de distribuição de medicamentos, os abastecimentos médicos são frequentemente adquiridos em grandes quantidades e a sua distribuição é muitas vezes espalhada por diversos meses e em diferentes distribuições. Recomenda-se portanto que a compra destes medicamentos seja feita através de uma empresa de logística médica ou de Centros Humanitários de Aquisições médicas tais como Begaca, Asrames, MSF Logistique, IDA e CHMP17. Estas empresas são capazes de garantir que os fornecimentos são: • Legais (não falsos); • Os medicamentos certos; • Dentro da validade; • Geridos adequadamente; • Trasnportados adequadamente; • Armazenados correctamente; 17 Ver Secção 23.0 Subcontratação para uma lista de empresas de logística médica adequadas que podem ser usadas. 19.0 Gestão de Armazéns e Armazenagem 102 • Armazenadas num sistema de primeiro a entrar, primeiro a sair; • De boa qualidade para fornecer um bom valor económico. A utilização de empresas médicas profissionais evita um número de riscos incluindo: • A eliminação de medicamentos fora do prazo de validade pode ser extremamente dispendiosa e há regras (estritas) de destruição. Ignorar as regras pode ter consequências sérias para a organização (incluindo prisão e elevadas multas); • A utilização de medicamentos fora do prazo de validade pode ser perigosa – é necessário um armazenamento, transporte e administração cuidados para garantir que os fornecimentos de medicamentos não se danificam ou perdem. Medicamentos danificados podem ser perigosos, e os medicamentos podem ser frequentemente roubados e vendidos em mercados locais. É altamente recomendado que para os programas médicos, todos os medicamentos sejam adquiridos através de Centros Humanitários de Aquisições médicas aprovados. Recomenda-se como uma boa prática que todas as aquisições médicas e de medicamentos para os programas apoiados pela CAFOD utilizem um destes fornecedores. Além disso, para evitar danificações ou perdas de fornecimentos médicos e de medicamentos, um sistema de administração específico bem gerido deve ser estabelecido para monitorar e localizar todos os fornecimentos médicos ou de medicamentos – quer estejam a ser distribuídos, transportados ou armazenados. Cada artigo deve ter um cartão de inventário mencionando a data de aquisição, número de itens dentro e fora dos armazéns, data de validade e stocks mínimos (para encomenda antecipada). Alternativamente, pode ser usado um sistema de inventário baseado num software. Para a gestão de stocks de medicamentos é importante: • Manter um bom registo da quantidade e validade de todos os medicamentos armazenados; • Os medicamentos devem ser armazenados em paletes para garantir que não ficam molhados ou danificados. • Verificar como os medicamentos devem ser armazenados – por exemplo, controlo de temperatura e de luz. 2. Materiais de Construção • Cimento: Manter sempre o cimento em paletes e não amontoar demasiado alto porque após 6 meses as camadas inferiores ficam inutilizáveis. Manter o armazém ventilado e cobrir a camada inferior e superior com plástico. • Madeira: Armazenar vigas e folhas de madeira em paletes e cobri-las com plástico se armazenadas fora do armazém. Verificar se a madeira tem térmites antes do armazenamento e usar insecticidas de necessário. Manter acesso fácil à madeira para eventuais situações de fogo. 3. Combustível Se um escritório de campo armazena combustível, o responsável logístico/aquisições é obrigado a registar os fornecimentos de combustível e manter um registo dos veículos de abastecimento. Recomenda-se que os bidões sejam codificados com cores para identificar claramente a gasolina, o gasóleo e o petróleo. Todos os combustíveis devem ser armazenados a pelo menos 15 metros da vedação exterior. Idealmente, o combustível deve ser armazenado num local bem ventilado e à sombra e limpo de ervas ou detritos. 4. Alimentos Os alimentos devem ser armazenados em unidades separadas e exclusivas e em paletes para minimizar a danificação devido a humidade, chuva e insectos. Recomenda-se que sejam colocadas folhas de plástico debaixo das paletes inferiores. Para o armazenamento de alimentos é importante manter bons registos da quantidade e validade de todos os stocks. Deve ser usada uma política de primeiro a entrar primeiro a sair (rotação de stock) 19.0 Gestão de Armazéns e Armazenagem 103 para garantir que os alimentos não são armazenados durante longos períodos de tempo e que o stock antigo é usado em primeiro lugar e de acordo com as datas de validade. NOTA: Esta secção fornece orientações muito gerais e não é completamente abrangente. Para a gestão de grandes quantidades de bens/fornecimentos especializados, deverá procurar-se obter orientações mais detalhadas junto a agências especializadas (ex. Médicos Sem Fronteiras, merlin, Oxfam, ou Save the Children). 19.0 Gestão de Armazéns e Armazenagem 104 20.0 GESTÃO DE ACTIVOS 20.1 Activos Fixos: Princípios Gerais Cada parceiro é responsável por manter os seus inventários de activos fixos, ou “registo de activos” que podem ser analisados e auditados. Um registo de activos apoia a gestão, localização e manutenção eficaz de equipamento valioso e durável ou “activos fixos” desde a sua compra até à sua eliminação. Os activos fixos incluem, mas não se limitam a: • Computadores (hardware e software); • Portáteis (hardware e software); • Telefones por satélite; • Rádios; • Veículos; • Geradores; • Outro equipamento durável (ex: frigoríficos, impressoras, ferramentas eléctricas e maquinaria). A gestão, localização e manutenção eficaz de equipamento valioso e durável é um assunto particularmente sensível para os doadores. Os doadores preocupam-se em garantir que os activos comprados com o seu financiamento para um projecto específico são usados apenas como pretendido e sem abusos. Os veículos, em particular, são vulneráveis a abusos na sua utilização e é extremamente importante demonstrar o seu uso apropriado através de sistemas claros de gestão e localização de veículos e de todo o outro equipamento durável. Para assegurar que os activos estão a ser usados apenas para a sua finalidade, deve ser implementado um registo de activos gerido adequadamente e a implementação adequada de um sistema de diário de bordo compreensivo para cada veículo. Política de Registo de Activos da CAFOD: A gestão de activos deve ser aplicada de acordo com os regulamentos do escritório da CAFOD destacados e pode-se procurar aconselhamento no departamento financeiro. Política de Registo de Activos do Parceiro: Espera-se que os parceiros apoiados por fundos da CAFOD (ou fundos institucionais através da CAFOD) tenham um registo de activos estabelecido de forma a gerir eficazmente quaisquer activos ou equipamento adquirido no âmbito do financiamento. 20.2 Gestão e Localização de Activos As seguintes secções fornecem orientações sobre o que é necessário à implementação de um registo básico de activos. Isto pode ser usado para orientar parceiros que precisam de estabelecer ou melhorar um registo existente e para orientar o pessoal do programa da CAFOD a avaliar um sistema do parceiro. Atribuir responsabilidade: Onde possível, a responsabilidade de cada activo deve ser atribuída a um indivíduo em vez de um grupo de pessoas. Por exemplo, um veículo deve ser atribuído a uma pessoa identificada (o condutor ou o gestor do respectivo projecto). O inventário e registo de activos devem ser actualizado para reflectir quaisquer alterações na atribuição de responsabilidade dos activos específicos. Um modelo para a atribuição de activos a indivíduos está disponível no Anexo 14. Perdas e danificações: A perda ou danificação de activos deve ser investigada. Se, após investigação, um membro do pessoal mostrou negligência que resultou na perda ou danificação do equipamento do qual é responsável, será solicitado a compensar por essa perda ou danificação. 20.0 Gestão de Activos 105 Manutenção e Reparação: Os actives danificados devem ser reparados o mais rápido possível e devem ser registados num registo de activos danificados. As inspecções de manutenção devem ser planeadas e todos os resultados devem ser registados conforme necessário no manual de utilizador. Os itens devem ser reparados por um reparador respeitável assim que tenha sido obtida uma cotação. Os custos de reparação devem ser atribuídos ao orçamento respectivo. Para itens defeituosos que ainda estão no período de garantia, o fornecedor deve reparar o item sem quaisquer custos. Se um item tiver sido danificado fora da garantia, o fornecedor não é obrigado a repará-lo gratuitamente e o respectivo titular do orçamento deve tomar uma decisão sobre a sua reparação. Verificar também a apólice de seguro para itens na posse do escritório ou agência respectivas e se cobre o custo de reparação ou substituição de activos. Bens em segunda mão: Alguns doadores e governos locais têm restrições específicas e regulamentos referentes à compra, uso, gestão, tributação, e eliminação de bens em segunda mão. Consultar as orientações do doador ou as regras do governo local de forma a garantir a respectiva conformidade. 20.3 Manter um Registo de Activos Há duas razões principais para manter um registo de activos: • Para itens abaixo dos £500 – um registo de actives funciona como um inventário e devem aplicar-se políticas e procedimentos locais / internos em relação ao valor mínimo de itens a incluir. Um registo / inventário de activos para itens abaixo de £500 irá garantir que são localizados eficazmente incluindo a sua compra, reparação, manutenção e eliminação. • Para itens acima de £500 – um registo de actives garante a localização eficaz da compra, reparação e manutenção dos itens. Permite também o cálculo eficaz da depreciação do valor do item. Um registo de todos os activos do parceiro deve ser mantido com o pessoal responsável pela gestão de activos. Um membro do pessoal, normalmente em membro da equipa financeira, deve ser delegado para gerir o registo de activos. Este membro do pessoal é normalmente um membro da equipa financeira dado também gerirem garantias, facturas, depreciação e seguros que afectam directamente a manutenção do registo de activos. Um registo de activos deve estar disponível nos formatos electrónico e de impressão para garantir a suficiência, precisão e integridade da informação registada. O registo de activos deve ser actualizado cada vez que um item é comprado ou recebido. Um registo de activos deve ser analisado, no mínimo, trimestralmente. Todos os activos devem ser inspeccionados e contados trimestralmente pelo gestor do registo de activos. O gestor do registo de activos deve frisar a verificação física da existência e condição dos activos. Os registos de activos também devem ser analisados de acordo com os relatórios e auditorias financeiros a projectos específicos. O Anexo 14 apresenta uma matriz de um registo de activos que contém a informação necessária. A matriz traz exemplos de como o registo deve ser preenchido, recorrendo a exemplos de bens específicos. O quadro a seguir fornece um guião da informação a incluir no registo de activos: 20.0 Gestão de Activos 106 O inventário e registo de activos deve incluir a seguinte informação sobre os bens: 1. Número de referência – código sequencial atribuido por CAFOD ou pela agêcia parceira que faz a gestão do inventáriot; 2. Categoria – Devem ser criados de modo que cada bem se enquadre numa categoria fixa. As categorias podem incluir viaturas, equipamento de tecnologia de informação e computadores, equipamentos e maquinaria, etc; 3. Descrição– pode incluir marca/modelo/pequena descrição que ajuda a identificar o bem, como por exemplo, Toshiba Satellite Pro A300; 4. Número de série/identificação – deve ser o código de barras ou o número de série gravado sobre o artigo; 5. Número da factura e do fornecedor – esta informação pode ser obtida a partir da requisição de pagamento e dos documentos de suporte; 6. Localização do bem – inclui o endereço/departamento/gabinete; 7. Gestor do bem – pessoa responsável pelo bem ou a quem o bem foi afectado; 8. Código do projecto – trata-se do código do projecto sob o qual o bem foi adquirido (exemplo, SUD219); 9. Moeda de aquisição e preço de compra compra – o preço na altura da compra (se tiver sido adquirido em segunda mão, aqui deverá incluir-se esse preço da compra); 10. Preço de com pra na moeda de base– isto é, em libras esterlinas, para compras da CAFOD; 11. Templo de vida/duração – a política da CAFOD sobre a depreciação estipula o tempo útil de vida/duração dos diferentes bens (por exemplo, o tempo útil de vida de viaturas é de 5 anos, o de computadores e equipamento de IT é de 3 anos; 12. Data de compra – ver a data na factura; 13. Data da última inspecção e nome de quem inspecionou – tem de ser realizada uma verificação regular dos bens (pelo menos, trimestralmente) regular monitoring of the items and asset register is required (at least every 3 months); 14. Custo – vem incluido na moeda de base para permitir o cálculo da depreciação (custo contra a vida/duração dos bens) 15. Depreciação – é calculada segundo as orientações do doador e os regulamentos do país da operação. Consultar as políticas e regulamentos da CAFOD, parceiro ou doador; 16. Valor residual – é igual ao preço de compra menos o valor da depreciação; 17. Estado – Inclui expressões tais como ˝OK˝, ˝por avaliar˝, ˝fora do prazo˝. ˝oK mas incompleto˝, ˝poe reparar˝, ˝sem reparação˝, ˝em falta˝, ˝roubado˝; 18. Observações – Quaisquer comentários relevantes; O registo de activos deve ser ser verificado trimestralmente e o respectivo gestor deve confirmar a inspecção: Verificado por – nome de quem inspeccionou o estado e fez a actuallização do registo de activos; Data da inspeção– data d última verificação física. O registo de activos e inventário deve incluir a seguinte informação sobre os activos: 20.0 Gestão de Activos 107 19. Número de referência – deve ser um código sequencial atribuído pela CAFOD ou a agência parceira que gere o registo; 20. Categoria – deve ser estipulada e cada activo deve ser atribuído uma categoria fixa. As categorias podem incluir equipamento de comunicações, equipamento de escritório, equipamento de saúde, equipamento de águas, maquinaria, etc; 21. Descrição – deve ser estabelecida (de uma lista suspensa); 22. Nome e número do modelo – adicionar se adequado (por exemplo, Toshiba Satellite Pro A300); 23. Número de identificação / série – deve ser o código de barras ou número de série no item); 24. Código do projecto – código do projecto sob o qual o item foi comprado (ex: SUD219); 25. Número da factura – da requisição de pagamento ou documentação de suporte; 26. Data da compra – 27. Preço de compra (moeda) – o preço na compra (se o bem tiver sido comprado em segunda mão, o preço em segunda mão deve ser incluído aqui) e incluir a moeda de compra; 28. Preço de compra (moeda base) – em libras esterlinas (incluir a respectiva taxa de câmbio); 29. Depreciação – é calculada dependendo das orientações do doador e dos requisitos do país de operação. Consultar a respectiva política financeira da CAFOD ou do parceiro; 30. Valor depreciativo - = preço de compra menos custo da depreciação; 31. Estatuto – inclui “OK”, “para avaliar”, “fora de validade”, “OK mas incompleto”, “precisa reparação”, “perdido”, “roubado”; 32. Local – deve incluir os detalhes do escritório do projecto e do país; 33. Local prévio – se um activo tiver sido transportado de um local para outro (e não numa nova compra), o local anterior deve ser mencionado; 34. Gestor de activos – o membro do pessoal a quem foi atribuída responsabilidade sobre o item; 35. Comentários – quaisquer comentários que precisam ser registados devem ser anotados aqui; 36. Verificado por – quem verificou o estatuto e actualizou o registo do activo; 37. Data da Verificação – a data da última verificação física. Um modelo simples de um registo de activos que inclui toda esta informação está no Anexo 14. Este modelo inclui exemplos de como o registo deve ser preenchido usando termos específicos. 20.4 Depreciação A depreciação é uma provisão de custos relacionados com a deterioração devido ao uso ou obsolescência de um activo de uma organização. Deve ser aplicada a todos os activos com uma vida ou duração superior a um ano. Para um política clara de depreciação, o pessoal do projecto deve referir-se a: • As respectivas orientações do doador18; • Os requisitos específicos do país de operação; e 18 Muitos doadores, incluindo o ECHO, têm políticas específicas sobre depreciação – remeter para o respectivo gestor do contrato para garantir o seu cumprimento. 20.0 Gestão de Activos 108 • A política financeira da organização (da CAFOD ou do parceiro de implementação). Também se pode ver a política financeira da CAFOD sobre depreciação nas contas anuais. A equipa financeira da CAFOD pode fornecer alguns conselhos sobre o cálculo da depreciação para fins orçamentais e para a gestão de activos. 20.5 Eliminação de Activos A gestão de activos inclui a localização, manutenção e eliminação de cada item. Na gestão de activos, ‘eliminação’ pode significar reafectação, doação, eliminação, venda, ou perda / roubo e cada um destes cenários deve ser cuidadosamente documentado para poder demonstrar aos doadores e agências parceiras uma clara localização e gestão dos itens. Se necessário, assegurar que os activos são eliminados de acordo com os regulamentos específicos do doador. NOTA: Antes de eliminar os activos é fundamental que o pessoal do programa considere: • As regras e regulamentos do governo local; e • Os requisitos do doador específico. Ambas as partes podem afectar significativamente, e restringir, as opções de eliminação disponíveis à CAFOD ou ao parceiro de implementação, portanto é necessária uma compreensão clara de ambos os conjuntos de regulamentos para garantir o seu cumprimento. 1. Reafectação Os itens podem ser reafectados a um local ou escritório de programa ou projecto diferentes – neste caso os detalhes dos activos devem ser movimentados para o registo de activos do novo local e o escritório ‘dador’ deve anotar no registo de activos para onde o item foi reafectado. 2. Doação Os itens podem ser doados a outro parceiro ou agência local ou nacional, por exemplo um escritório do governo local, ou podem ser doados ao pessoal. Isto é geralmente feito quando um escritório de um projecto está a ser fechado e finalizado. Usar os modelos de doação no Anexo 13 e a informação na Secção 18.0 Doações para detalhes sobre como implementar isto. 3. Eliminação Os itens podem ser eliminados se forem irreparáveis ou estiverem no fim da sua vida útil. Estes itens devem ser eliminados de uma forma ambientalmente segura. Exemplos específicos de itens que necessitam de atenção especial quando são eliminados incluem: • Se um equipamento de rádio estiver a ser eliminado, todas as frequências de rádio devem ser apagadas; • Se os telefones por satélite estiverem a ser eliminados, deve ser desactivado; • Se os sistemas informáticos estiverem a ser eliminados, todo o software licenciado (com a excepção do sistemas operativos) deve ser removido. 4. Venda No final do projecto, os bens pode ser vendidos. Porém, tem de se ter em mente que a venda de bens é regulado pelo doador. O DEC e o DFID exigem que haja autorização prévia para a venda de bens e os fundos resultantes da venda devem ser recanalizados ao projecto ou então o seu destino discutido com o doador. Para projectos financiados pela CAFOD, o valor dos fundos resultantes da venda de bens deve ser reinvestido no respectivo projecto. Tanto a ECHO como a UE não permitem a venda de bens adquiridos através dos seus fundos (a não ser em casos especiais em que tenham excepcionalmente despachado 20.0 Gestão de Activos 109 favoravelmente o pedido nesse sentido). Bens adquiridos através do financiamento da UE ou ECHO devem ser desembaraçados através de write-off (abate), realocação ou doação. Os detalhes sobre os regulamentos do abate de bens da ECHO estão incluidos no Anexo 21. 5. Perda ou roubo Se um item se perder ou for roubado a pessoa envolvida (ou seja, o indivíduo que tem responsabilidade atribuída por esse item) deve arquivar um formulário do incidente. NOTA: Para computadores e equipamento informático, deve-se tomar atenção em assegurar que todos os dados de informação pessoal e confidencial e aplicações foram removidos antes da eliminação do equipamento. Um especialista informático ou o pessoal informático deve ser responsável por garantir que estes dados ou informação foi correctamente removida. 20.6 Uso e Gestão de Veículos Tal como com a gestão de activos, a gestão do uso de veículos é crucial para se poder demonstrar claramente que os veículos estão a ser adequadamente mantidos e usados apenas para as actividades do projecto. Isto é demonstrado através do uso dos diários de bordo de cada veículo. A gestão dos veículos – a sua milhagem, uso de combustível e manutenção – deve assegurar um registo completo de documentos para permitir relatórios adequados de auditoria e dos doadores. 1. Princípios-chave da gestão de veículos: • Assegurar que há um sistema para manter os veículos a funcionar de acordo com as leis locais do país, incluindo o registo actualizado, as taxas alfandegárias, impostos e seguros; • Estabelecer um ficheiro separado para cada veículo que inclui informação importante e documentos originais – este ficheiro não deve ser guardado no veículo; • Cada veículo deve ter uma pasta com: • - Cópias de todos os documentos de registo, taxas alfandegárias, impostos e seguros do veículo - Informação sobre o número do chassis e o número do motor do veículo - Informação sobre o modelo e o número de série do rádio (se existir) - Formulários de registo de acidente em branco - Informação sobre a milhagem, idade e condição do veículo - O diário de bordo do veículo - Vouchers de combustível Cada veículo deve ter um diário de bordo individual que regista as especificidades de cada viagem. Isto deve ser analisado mensalmente para calcular o uso de combustível, milhagem e necessidades de manutenção. No diário de bordo, o condutor deve registar os seguintes detalhes de cada viagem: - A data e hora; - Milhagem no início da viagem; - Milhagem no fim da viagem; - Milhagem total da viagem; - Passageiros para a viagem; - Quantidade de combustível ou óleo adicionada no início, durante ou fim da viagem; 20.0 Gestão de Activos 110 - Assinatura do condutor. • O uso de combustível deve ser monitorado dado que o roubo de combustível é comum em agências de ajuda humanitária. Os condutores não devem ser autorizados a comprar combustível ou óleo com dinheiro, mas apenas com vouchers de combustível. Onde possível e prático, deve ser estabelecido um acordo ou contrato com uma estação de serviço específica; • Os serviços de manutenção e reparação de veículos só devem ser realizados por mecânicos totalmente qualificados numa oficina autorizada e todas as peças de substituição devem ser verificadas e aprovadas para assegurar que são peças novas / originais. Para projectos da CAFOD ou de parceiros com mais de 2 ou 3 veículos, é necessária uma política mais detalhada que inclui: - A formação e análise dos condutores; - Manutenção dos veículos; - Contratação ou locação de veículos; - A manutenção e análise sistemática dos consumes de combustível; e - Relatório de incidentes. Se necessário, pode-se requerer aconselhamento da sede da CAFOD ou dos escritórios do programa. NOTA: Esta secção fornece apenas uma orientação muito geral e não é totalmente compreensiva. Orientações mais detalhadas para o estabelecimento e gestão de activos e um inventário encontram-se disponíveis nas orientações financeiras da CAFOD. 20.0 Gestão de Activos 111 21.0 PAGAMENTOS: REQUISIÇÃO DE PAGAMENTO A Requisição de Pagamentos solicita que sejam efectuados os pagamentos ao fornecedor na conclusão adequada de todas as entregas. As Requisições de Pagamentos podem ser efectuadas para pagamentos parciais e é necessário lançar uma factura para cada pagamento solicitado de acordo com os termos e condições do contrato com o fornecedor. Os pagamentos de retenção devem ser acordados quando é assinado o contrato com o fornecedor. Os pagamentos de retenção devem ser feitos de acordo com o calendário identificado. Por exemplo, um pagamento de retenção de 5% para uma actividade de construção pode ser lançado um ano após a conclusão da construção19. Para outros bens, serviços ou construção, todos os pagamentos, incluindo os pagamentos finais, devem ser feitos assim logo que o membro do pessoal de aquisições tenha confirmado a recepção adequada dos bens ao departamento financeiro. Se todos os bens encomendados tiverem sido recebidos em estado satisfatório, é verificada a factura e, se completos, devem anexar-se à Requisição de Compra esta factura, a Nota de Bens Recebidos, a matriz de propostas e notas das reuniões de propostas, e a Solicitação de Cotação. O modelo para a Requisição de Pagamento encontra-se no Anexo 15 deste manual. Resumindo: • Os pagamentos devem ser preparados pelo membro do pessoal que iniciou e implementou a aquisição. O Responsável da Aquisição deve assegurar que os detalhes correctos do projecto estão incluídos para que o pagamento seja alocado ao orçamento respectivo; • Os pagamentos devem ser analisados e aprovados pelo gestor financeiro / titular do orçamento para assegurar a conformidade com os sistemas, que todas as documentações estão presentes e correctas, e que toda a documentação foi aprovada e assinada adequadamente; • Os pagamentos devem ser autorizados pelo nível de autoridade adequado para o nível de despesa e de concurso seguido. A documentação de suporte necessária para que um pagamento seja preparado e efectuado depende no valor da compra e do concurso implementado. A Tabela 16 abaixo fornece um guia sobre qual a documentação de suporte necessária nos diferentes níveis de compra antes que o pagamento possa ser lançado. 19 Os pagamentos de retenção podem variar no montante, percentagem, período de tempo e condições. Estas condições devem ser acordadas na assinatura do contrato. 21.0 Pagamentos: Requisição de Pagamentos 112 Tabela 16 Até £100 Documentação de suporte necessária ao pagamento £101 - £1,000 £1,001 - £5,000 £5,001 - £60,000 Acima de £60,001 Formulário de Requisição de Compra Cotações do fornecedor (se recolhidas) Solicitação de Cotações Cópia do Anúncio Todas as cotações dos fornecedores Todas as respostas dos fornecedores ao concurso Relatório de abertura de ofertas Matriz de propostas Relatório do comité de avaliação de propostas Ordem de compra ou contrato Nota de Bens Recebidos Factura Requisição de Pagamento 21.0 Pagamentos: Requisição de Pagamentos 113 22.0 DOCUMENTAÇÃO E ARQUIVAMENTO 22.1 Porque é Necessária a Documentação Para fins de auditoria, a CAFOD precisa manter toda a documentação referente a todas as aquisições que foram financiadas pela CAFOD através de doadores institucionais, angariações ou fundos gerais da CAFOD. Os parceiros da CAFOD devem manter toda a documentação dado que a responsabilidade de todos os concursos é transferida para eles na aceitação dos fundos da CAFOD ou de doadores institucionais. Isto inclui todas as propostas ou cotações retiradas ou rejeitadas. A documentação e o arquivamento são os meios principais para demonstrar que os fundos estão a ser geridos e empenhados responsavelmente e que foi mantida a diligência adequada e a boa administração sobre todas as fontes de financiamento. 22.2 O Que Precisa Ser Documentado A documentação deve ser completada de forma total, transparente e precisa para cada compra. Os princípios básicos da documentação são: • Arquivos completos de documentação incluem toda a documentação submetida pelos fornecedores mesmo que não tenham sido bem sucedidos com as suas propostas; • A documentação das actividades de aquisição devem ser adequadas para permitir que alguém, que não seja o comprador, perceba cada selecção do fornecedor para a compra e as decisões que foram tomadas incluindo a base da selecção de determinado fornecedor, a justificação pela falta de concorrência quando propostas ou ofertas concorrentes não foram obtidas, e a base para o custo ou preço da adjudicação; • Devem ser mantidas e assinadas por membros do pessoal com nível autoridade adequado as provas de todas as decisões tomadas, justificações e concursos realizados. 22.3 Como Devem Ser Mantidos e Arquivados os Documentos? Para facilitar o arquivamento e garantir que a documentação correcta de suporte e apoio é mantida e arquivada, são fornecidas listas de verificação de arquivo de aquisições e os números de referência do concurso / aquisição devem ser incluídos em toda a documentação respectiva. Estes são extremamente importantes para os concursos. Para todas as aquisições, completar uma ficha de aquisição. Os modelos de fichas de aquisição para cada concurso estão disponíveis: Concurso por negociação está disponível no Anexo 5, concurso Público no Anexo 6 e Concurso fechado no Anexo 7. A Tabela 16 na Secção 21.0 acima fornece detalhes dos documentos comprovativos que devem apoiar os pagamentos lançados. Um arquivo de aquisições para um típico e autónomo concurso por negociação conteria o seguinte, dividido com separadores para uma fácil referência: • Requisição de Pagamento; • Nomes das empresas e pessoas de contacto dos fornecedores solicitados; • Cópia de todas as Solicitações de Cotações, convites ou requisições de propostas; • Ofertas/propostas originais de todos os fornecedores que responderam, incluindo toda a correspondência respectiva; • Formulário da Matriz de Propostas, justificação da selecção de fornecedores e preço da adjudicação; • Justificação da falta de concorrência quando menos de 3 propostas tiverem sido recebidas; 22.0 Documentação e Arquivamento 114 • Cópia da Ordem de Compra ou Contrato incluindo ordens de inspecção e seguros, se aplicável; • Documentos de desalfandegamento (no caso de concurso internacional); • Cópia do Documento de Recepção; • Cópia da Factura do Fornecedor; • Toda a documentação de apoio ao pagamento; • Outros documentos e correspondência relacionada com o contrato. Notar que estes documentos não têm que ser necessariamente nesta ordem – o arquivo deve ser considerado um arquivo de trabalho. 22.4 Documentação Adicional do Concurso Garantir que a lista de verificação do arquivo do concurso está completa e que toda a documentação de apoio está arquivada incluindo todas as propostas recebidas, comunicações com fornecedores, e todos os relatórios de reunião de propostas incluindo a documentação de apoio ao pagamento acima. Usar a lista de verificação respectiva do concurso público que foi usada quando o concurso começou. O pessoal das aquisições deve documentar quaisquer anomalias ou desvios da política ou dos procedimentos numa compra com uma “nota de arquivo” explicativa assinada. A documentação completa de apoio deve responder quaisquer perguntas que um auditor ou examinador externo possam levantar. NOTAS: • Para fins contabilísticos os registos devem ser mantidos por um mínimo de sete (7) anos; • Deve ser tomada atenção com a documentação referente a seguros. Esta documentação pode ser obrigada a ser conservada durante 10 anos. 22.5 Quem Tem Responsabilidade pela Documentação e Arquivamento? Devem ser consideradas as orientações específicas de doadores específicos e os regulamentos do país da operação quando se reúne a documentação de apoio de um projecto. Devem considerar-se os requisitos do doador e os regulamentos locais para a adesão ao máximo denominador comum. Melhor prática da CAFOD: A CAFOD normalmente não requer que os parceiros dêem um conjunto completo de documentos de apoio às suas contas. Normalmente os parceiros irão precisar de manter toda a documentação para os seus próprios registos. O parceiro deve portanto garantir que mantém um conjunto completo de todas as suas contas, facturas do projecto, recibos e outros registos relacionados com o projecto durante um mínimo de 7 anos. Para alguns doadores institucionais o requisito poderá ser maior. A CAFOD tem o direito de analisar estes documentos como parte de um processo de auditoria mas não tem de manter uma cópia destes documentos nos seus escritórios. NOTA: para projectos financiados pelo ECHO: O ECHO pode realizar auditorias de campo bem como auditorias na sede da CAFOD. Para cumprir os requisitos de auditoria do ECHO, a CAFOD tem de ter uma cópia de toda a documentação dos projectos financiados pelo ECHO – estes documentos devem ser mantidos pela sede da CAFOD para fins de auditoria. Portanto, a CAFOD deve garantir que os parceiros lhe fornecem um conjunto completo dos documentos relacionados com o projecto. Podem ser cópias dos originais certificadas ou 22.0 Documentação e Arquivamento 115 digitalizadas. Ver Anexo 21 para orientações específicas para a gestão de projectos financiados pelo ECHO. 22.0 Documentação e Arquivamento 116 23.0 SUBCONTRATAÇÃO A aquisição pode ser subcontratada a qualquer empresa reconhecida de aquisição ou de logística ou através dos Centros de Aquisição Humanitária (HPCs). A subcontratação da aquisição a um fornecedor deve seguir os procedimentos correctos para nomear o subcontratante. Portanto, se uma empresa de logística for nomeada para gerir uma aquisição superior a £60,000, o subcontratante ou a empresa de logística deve ser nomeado seguindo a implementação de um concurso público. NOTA: Os Centros de Aquisição Humanitária são apenas aprovados pelo ECHO. Uma organização que é aprovada pelo ECHO como um HPC pode ser usada na compra de itens em subsídios não financiadas pelo ECHO mas TEM DE ser usado o concurso correcto (um concurso de serviços por negociação, ou público ou fechado) para nomear o HPC. 23.1 Centros de Aquisição Humanitária – para Uso em subsídios do ECHO Os Centros de Aquisição Humanitária são aprovados pelo ECHO como centros especializados em aquisições com o objectivo da aquisição em nome dos parceiros do ECHO quando implementam os seus subsídios. De forma a estabelecer-se como um HPC, a organização é auditada pelo ECHO e é depois continuamente avaliada pelos serviços que presta. Os HPCs devem estar totalmente cientes e em conformidade com os procedimentos do ECHO sobre aquisições e a cadeia de distribuição. A Tabela 17 abaixo fornece detalhes sobre HPCs actuais reconhecidos pelo ECHO. Esta lista é analisada e adicionada regularmente, portanto é importante verificar o website do ECHO quando se considera a subcontratação das actividades de aquisição com subsídios do ECHO. Se um HPC for usado na implementação de subsídios do ECHO, o centro a utilizar deve ser declarado no plano e proposta de aquisição para esse projecto. Benefícios no uso de um HPC: • Os concursos de aquisição com subsídios do ECHO tornam-se altamente simplificados. A CAFOD pode ecomendar a um HPC aprovado de acordo com um concurso por negociação com uma proposta única em vez de passar por um concurso por negociação, um concurso público ou um concurso fechado – a utilização de um HPC é uma proposta simples genuína. • A CAFOD pode cobrar custos indirectos (um máximo de 7% do valo total da encomenda com o HPC) ao ECHO pelo uso do HPC; • OS HPCs têm uma ampla gama de fornecedores preferenciais e podem aceder a fornecedores que a CAFOD poderá de outra forma desconhecer; • Os HPCs trabalham particularmente bem se a CAFOD precisar de adquirir bens ou serviços altamente técnicos ou especializados (ex: produtos farmacêuticos); • Alguns HPCs oferecem serviços adicionais, tais como formação, e verificação de planos de aquisição, bem como serviços gerais de aquisição; • A utilização de um HPC para a aquisição de remessas de medicamentos é particularmente recomendada quando financiada pelo ECHO. Riscos na utilização de um HPC: • A CAFOD deve exercitar um grau de cuidado, eficácia, e diligência na aquisição de serviços a um HPC ou agente subcontratado. Apesar dos HPCs poderem ser validado e verificados pelo ECHO, esta validação NÃO constitui uma segurança da qualidade dos seus fornecimentos, serviços ou conformidade com os procedimentos; • O ECHO permite um custo de manuseamento até 7% do valor total da encomenda – contudo, os HPCs podem cobrar mais que estes 7% o que não pode ser coberto pelo ECHO; 23.0 Subcontratação 117 • Como mencionado acima, apenas os subsídios do ECHO beneficiam totalmente do uso de um HPC. Outros doadores não reconhecem os HPCs apesar de poderem ser utilizados: devem ser usados concursos de aquisição normais e NÃO um concurso por negociação com uma só proposta; • Há algumas incertezas sobre a relação entre o ECHO e os HPCs em termos de auditoria a concursos. Tabela 17 HPCs actualmente listados pelo ECHO Nome do HPC Tipo de bens Local Detalhes de contacto Website Begeca (Beschaffungsgesellschaf t mit beschränkter Haftung für kirchliche, caritative und Medicamentos, veículos, equipamento técnico, alimentos e NFIs Sedeado na Alemanha [email protected] www.begeca.de ASRAMES (Association régionale d’approvisionnement en médicaments essentiels) Medicamentos Sedeado na R. D. Congo [email protected] www.asrames.org CHMP (Centrale Humanitaire MédicoPharmaceutique) Medicamentos e produtos farmacêuticos Sedeado em França [email protected] www.chmp.org Action Medeor (Deutsche Medikamenten-Hilfswerk Action Medeor) Equipamento, produtos e fornecimentos médicos Sedeado na Alemanha [email protected] www.medeor.org IDA (Associação Dispensária Internacional) Medicamentos e produtos farmacêuticos Sedeado na Holanda [email protected] www.idafoundation.org IFRC LRMD (Departamento de Mobilisação de Logística e de Recursos da IFRC) Geral Sedeado na Suíça n/d www.ifrc.org Transfer (Transporte de Fornecimentos e Serviços de Ajuda Humanitária) Geral Sedeado na Bélgica [email protected] www.msfsupply.be UNICEF (Divisão de Fornecimentos) Geral Sedeado na Dinamarca [email protected] www.unicef.org/supply MSF Logistique Medicamentos e produtos farmacêuticos [email protected] www.msflogistique.org soziale Einrichtungen) NOTA: esta lista de HPCs muda e é actualizada regularmente. Uma lista actualizada de HPCs está disponível em (http://ec.europa.eu/echo/about/actors/procurement_en.htm). 23.0 Subcontratação 118 23.2 Subcontratar Actividades de Aquisição a Empresas Não-HPC com Financiamento do ECHO Quando se usa fundos do ECHO, todas as actividades de aquisição para um subsídio puderem ser subcontratadas a empresas respeitáveis de logística ou de aquisições que não são aprovadas pelo ECHO. Contudo, estas empresas não podem ser sujeitas a propostas únicas ou concursos como quando se usa um HPC. A subcontratação de empresas de aquisição e não HPC deve portanto ser sujeita a análise e consideração adequadas através dos concursos de aquisição apropriados. Portanto, quaisquer agentes de aquisição que não estejam registados pelo ECHO como um HPC devem ser tratados e nomeados como um prestador de serviços como um concurso normal de aquisição de serviços através de um concurso por negociação ou um concurso público/fechado e aplicam-se as orientações padrão de aquisição. 23.3 Subcontratar Actividades de Aquisição a HPCs Sem Financiamento do ECHO Se um HPC reconhecido for usado na implementação de um subsídio financiado por outro doador institucional, ou seja, não financiada pelo ECHO, o HPC deve ser nomeado através do habitual concurso concorrencial de contratação de serviços (concurso por negociação, público ou fechado) conforme descrito acima. Um concurso de proposta única só pode ser aprovado para um HPC se estiver a ser usado financiamento do ECHO. Se os fundos forem de outro doador, institucional ou interno, deve ser implementado o concurso de aquisição padrão para a identificação e nomeação do prestador do serviço. 23.4 Subcontratar Actividades de Aquisição a Empresas Não-HPC sem Financiamento do ECHO. Tal como quando se usa uma empresa HPC sem financiamento do ECHO, deve ser adequadamente escolhida, justificada e implementada a subcontratação de uma empresa respeitável de logística ou de aquisições, tal como a Crown Agents que não é um HPC, para um projecto que não seja financiado pelo ECHO. A empresa logística ou subcontratante deve portanto ser nomeada através do concurso de aquisição adequado, ou seja, um contrato de serviços através de um concurso por negociação, público ou fechado dependendo do valor total do contrato. Um concurso por negociação de proposta única não é apropriado ou legítimo para esta situação a não ser que se enquadre numa das excepções que permitem uma proposta única. Ver Secção 12.0 Concursos por Negociação de Proposta Única para detalhes sobre estas excepções. 23.0 Subcontratação 119 24.0 ISENÇÕES E DERROGAÇÕES Definição: Uma isenção ou derrogação é um desvio ou excepção das regras ou procedimentos padrão. Isenções e derrogações são a mesma coisa. NOTA: Isenções / Derrogações são a EXCEPÇÃO e não a REGRA. 24.1 Princípios Básicos O princípio e propósito das isenções é permitir que um programa actue duma forma pragmática em relação ao seu ambiente operacional. As não devem constituir entraves a uma acção humanitária adequada, e a implementação de regras não deve representar uma barreira aos imperativos operacionais. Os princípios das isenções são: • Garantir a responsabilização solicitando um nível de avaliação e aprovação adicional, externo ou mais elevado; • Permitir que o trabalho de tipo humanitário tenha lugar sem ser limitado por regras que possam ser inapropriadas ao ambiente operacional; • Fornecer um mecanismo que permita que a responsabilização seja mantida garantindo que é feita uma avaliação independente de fora da gestão do programa para garantir que as isenções não serão vítimas das auditorias subsequentes do doador. As isenções NÃO devem ser usadas: • Nos casos onde o planeamento fraco deixou tempo insuficiente para implementar concursos de aquisição padrão; • Para obter aprovação para implementar um concurso de aquisição mais simples. Quaisquer isenções devem ser claramente documentadas e aprovadas para garantir a pista correcta de documentos e de auditoria que justifique a isenção, e que prove, através da evidência e da documentação, a aprovação de implementação de um processo alternativo. Os modelos de requisição de isenção encontram-se no Anexo 16. Tabela 18 Quem pode aprovar uma isenção? Princípios-chave para aprovações Princípios-chave: Quem pode aprovar uma isenção? • As isenções têm de ser aprovadas por escrito, antecipadamente, pelas respectivas autoridades delegadas; • A aprovação da compra e a aprovação da isenção não podem ser acordadas pela mesma pessoa – isto representaria um conflito de interesses; • As isenções devem ser aprovadas por uma autoridade delegada, que é o nível de autorização ACIMA da pessoa que aprovou a própria compra; • Para contratos de financiamento institucional, as isenções devem ser analisada pelo gestor de contrato respectivo para garantir que cumprem os regulamentos do doador e que são aprovadas pelo representante do doador adequado. 24.2 Quando e Como Usar uma Isenção Uma isenção É apropriada: • Se o ambiente geral do Mercado não permitir os procedimentos normais, por exemplo, se existe uma carência ou indisponibilidade no mercado; • Se os Procedimentos Operacionais Padrão da CAFOD ou do parceiro da CAFOD ou os procedimentos neste manual da cadeia de distribuição não puderem ser usados numa situação específica excepcional que está fora do controlo do programa; 24.0 Isenções e Derrogações 120 • Por razões técnicas ou de qualidade; • Se o custo do atraso devido ao transporte for excessivo (por exemplo, os concursos internacionais podem resultar no uso de transporte internacional e na travessia de fronteiras internacionais que podem resultar em atrasos significativos e dispendiosos); • Se a legislação no país da operação não permitir que certos procedimentos sejam implementados (por exemplo, restrições alfandegárias); • Uma isenção das regras de nacionalidade e origem deve ser solicitada para todos os contratos ECHO – esta solicitação deve ser incluída na proposta; • Uma solicitação de divisão de um contrato pode ser submetida para uma isenção pelas seguintes razões: - Segurança - O montante do contrato pode distorcer o mercado - Limitações do mercado local - O item é um alimento fresco - O item é um serviço de transporte - Calendário Uma isenção NÃO é apropriada: • Se, devido á má planificação, restar tempo insuficiente para implementar os procedimentos normais ou então, no caso em que era possível seguir os procedimentos correctos mas tal não aconteceu; • Para simplesmente se conseguir aprovação de seguir um procedimento mais simples ou para baixar a encomenda a um tecto inferior de modo a seguir um processo de aquisição ˝mais fácil˝, como por exemplo, para conseguir um procedimento negociado em vez dum concurso local; • Para obter um nível de aprovação inferior; • Se a isenção (ou derrogação) não tiver sido previamente concedida por escrito; • Se a isenção não tiver sido aprovada pelo nível de autoridade competente para o valor da aquisição. As isenções ou derrogações não servem para nos esquivarmos dos nossos procedimentos que tem de ser seguidos. Pelo contrário, é para sermos isentados dum procedimento que se revele impossível ou inadequado ao ambiente em que se opera. 24.3 Como processor uma isenção para projectos financiados por doadores institucionais Preparação: O pedido de isenção deve ser preparado pelo pessoal do parceiro. O nível apropriado de autoridade deve aprovar internamente a isenção. Aprovação: O pedido de isenção deve ser enviado ao gestor de contrato da CAFOD e ao gestor do projecto da CAFOD para aprovação e análise para garantir que o pedido cumpre os regulamentos do doador institucional e os objectivos do projecto. Autorização: A isenção deve ser submetida ao doador institucional pelo gestor do contrato para autorização final. Assim que o doador tenha autorizado o pedido, o gestor do contrato / gestor do projecto da CAFOD informará o parceiro. 24.4 Como processar uma isenção para projectos financiados pela CAFOD Preparação: O pedido de isenção deve ser preparado pelo pessoal do parceiro. O nível apropriado de autoridade deve aprovar internamente a isenção. 24.0 Isenções e Derrogações 121 Aprovação: O pedido de isenção deve ser enviado ao gestor de projecto da CAFOD para aprovação e análise para garantir que o pedido cumpre so objectivos da CAFOD, as actividades do projecto e os padrões de transparência e responsabilização da CAFOD. Autorização: A isenção deve ser submetida à correcta autoridade delegada da CAFOD pelo gestor de projecto da CAFOD. A autoridade delegada necessária para aprovar a isenção depende da compra total ou nível de aprovação necessário. 24.5 Como documentar uma isenção • Sempre que possível, as isenções devem ser negociadas no início da implementação do projecto / programa; • Toda a correspondência que aprova os concursos de aquisição alternativos, e os próprios concursos de aquisição alternativos, deve ser claramente documentada para que possam ser seguidos. Estes concursos alternativos devem também ser claros para que possam ser considerados em auditorias subsequentes; • Quaisquer emails que aprovam os concursos de aquisição alternativos, e próprios os concursos de aquisição alternativos devem ser arquivados com o respectivo gestor do contrato ou do projecto para que possam ser encontrados e considerados numa auditoria subsequente; • Todos os emails que permitam a derrogação de concursos específicos devem ser arquivados com os outros documentos relacionados com a aquisição para que possam ser encontrados numa auditoria ou análise subsequentes. 24.0 Isenções e Derrogações 122 Tabela 19 Exemplo de um Processo de Isenção Completo CONTEXTO: Um membro do pessoal está a preparar uma aquisição de £70,000: um concurso local é o adequado. Contudo, um concurso local foi identificado como inapropriado no contexto. PRINCÍPIO: As isenções garantem responsabilização ao requerer uma avaliação ou aprovação adicional, externa ou mais elevada. PREPARAÇÃO DA ISENÇÃO: O membro do pessoal do parceiro prepara a isenção, sublinhando: • A razão da impossibilidade do concurso público local; • Qual é a alternativa, e porque é esta alternativa apropriada; • Obter aprovação interna e submeter a isenção à CAFOD. APROVAÇÃO: • Para doadores institucionais: a isenção é analisada e aprovada pelo gestor do contrato e pelo gestor do projecto da CAFOD para assegurar o cumprimento dos regulamentos do doador institucional; • Para financiamentos da CAFOD: a isenção é analisada e aprovada pelo gestor de projecto adequado. AUTORIZAÇÃO: • Para doadores institucionais: o gestor de contrato da CAFOD submete o pedido de isenção ao doador institucional para autorizar a isenção; • Para financiamentos da CAFOD: o gestor de projecto da CAFOD submete o pedido de isenção à autoridade delegada adequada que autoriza a isenção. DOCUMENTAÇÃO: • Assim que a isenção tenha sido correctamente autorizada, o gestor de contrato / projecto informa o pessoal do parceiro e devolve a documentação da autorização da isenção ao parceiro para ser implementada. • O formulário de isenção completo e assinado é arquivado no respectivo arquivo da aquisição. O formulário da isenção tem de incluir: - A justificação da requisição de isenção; - Qual o processo alternativo; e - As assinaturas da autoridade delegada que aprovaram a isenção. Ver Annexo 16: Modelo de requisição de isenção 24.6 Exemplos de Requisições de Isenção e Resultados Exemplo 1: Um doador concorda em dar sementes como uma doação em espécie. Assim que começa a época de plantação, o doador diz que ficaram sem dinheiro e não podem dar as sementes. É preciso comprá-las rapidamente para que possam ser usadas na época da plantação ou o objectivo do projecto não se concretizará. O montante do seu custo exige um concurso público nacional que demorará muito tempo. Não é culpa da CAFOD que o doador não forneceu as sementes prometidas e avisou muito tarde. Pede-se uma isenção explicando a necessidade e porque não se pode fazer um concurso público nacional. • Resultado: Isenção autorizada. Exemplo 2: Um governo anfitrião emite uma lei estabelecendo que se deve comprar bens a um determinado fornecedor ou grupo de fornecedores registados a um preço fixo unitário. 24.0 Isenções e Derrogações 123 Pede-se uma isenção à necessidade de anunciar amplamente e em vez disso usa-se um fornecedor local. • Resultado: Isenção autorizada. Exemplo 3: Quer-se comprar um grande número de itens durante um contrato anual, mas entregues em três prestações. Isto porque não se tem o espaço de armazenamento para a quantidade total, e inclui cimento que pode deteriorar-se ao calor e humidade se armazenado durante um ano inteiro. Pede-se uma isenção para se comprar a quantidade em três contratos diferentes usando um concurso por negociação para cada. O montante total é superior a £60,000 e seria necessário um concurso Público Local. A intenção não é ficar abaixo do limite do concurso, mas manter as quantidades entregues controladas e em boas condições. • Resultado: Isenção NÃO autorizada. O programa deve usar um concurso Público Aberto e assinar um contrato com o fornecedor que estipule três entregas separadas de material quando forem necessárias. Exemplo 4: Houve alguns problemas na função logística no local do projecto. Embora as requisições de compra de cimento e outros materiais foram submetidas a tempo, não foram implementadas. Se for conduzido um processo de concurso nacional, irá atrasar o trabalho e o resultado do projecto poderá não ser cumprido. Portanto, de forma a atingir o trabalho de construção, é solicitada uma isenção para se usar um concurso de aquisição mais rápido. • Resultado: Isenção autorizada pela CAFOD (para que o resultado do projectos seja alcançado). MAS se houver um doador institucional, a sua auditoria pode deduzir o custo total desta aquisição ao programa dado que os concursos correctos podiam, e deviam, ter sido seguidos e deve ser realizado um acompanhamento sobre o porquê do processo ter falhado. Exemplo 5: São necessárias peças suplentes para um gerador FG Wilson mas só um fornecedor no país vende peças suplentes genuínas deste modelo e todas as outras peças disponíveis são imitações baratas de má qualidade. As peças custarão mais de £100 portanto serão necessárias pelo menos três cotações. É necessária uma isenção para permitir a obtenção de apenas uma cotação do único fornecedor que vende peças FG Wilson genuínas. • Resultado: Isenção autorizada: Só há um verdadeiro fornecedor. Exemplo 6: A renda de um escritório é actualizada pelo senhorio. O custo de arrendamento do escritório excede £60,000 e portanto é necessário um concurso. Contudo, mudar de escritório seria inapropriado. Portanto, solicita-se uma isenção para permitir a negociação com um só fornecedor (o senhorio). • Resultado: Isenção autorizada conforme é permitido pelo concurso por negociação de proposta única delineado na Secção 6.0 deste manual. Exemplo 7: Durante um concurso publico nacional, é suposto de anunciar na imprensa nacional bem como localmente para atrair fornecedores. Contudo, neste contexto específico não há imprensa nacional reconhecida. Serão assim colocados anúncios nos mercados locais, em placards informativos fora de todos os escritórios da CAFOD e no Escritório de Coordenação das Nações Unidas. Pede-se uma isenção ao anúncio na imprensa nacional. • Resultado: Isenção autorizada. 24.0 Isenções e Derrogações 124 25.0 CONDIÇÕES CONTRATUAIS 25.1 Introdução O propósito dos concursos por Negociação, Público ou Fechado é seleccionar um fornecedor que possa satisfazer a especificação necessária a um preço competitivo enquanto entrega os bens / serviços acordados nos prazos solicitados. Uma etapa crítica de cada aquisição é a encomenda formal a um fornecedor. Deve ser assinada por um representante aprovado da organização que compra os bens, serviços ou obras (CAFOD / parceiro da CAFOD), e um representante aprovado da organização que os vende (o fornecedor seleccionado). Há duas abordagens que podem ser usadas: um Contrato, ou uma Ordem de Compra com termos e condições associados. Um Contrato completo é usado se um ou mais dos seguintes elementos de uma encomenda precisam ser descritos em detalhe: • Detalhes de entrega; • Especificação/descrição de bens e/ou serviços; • Provisões de pagamento; • Detalhes de facturação; • Teste de aceitação; • Arbitragem. Uma abordagem de Contrato seria normalmente adoptada para todas as aquisições acima de £60,000, embora possa ser usada para aquisições de valor mais baixo se a Ordem de Compra não fornecer o nível necessário de flexibilidade. Um contrato será sempre usado para uma aquisição de obras. Por outro lado, uma Ordem de Compra é usada para aquisições relativamente simples e normalmente de valor mais reduzido. 25.2 Termos e condições O Contrato e a Ordem de Compra têm termos e condições de apoio. Estes clarificam os requisitos e compromissos que foram acordados entre o comprador e o vendedor. Estipulam ainda claramente o que acontece se (ou quando) um ou mais aspectos da aquisição não cumprem o esperado. Estes termos e condições fornecem uma salvaguarda para o comprador e para o vendedor. O comprador irá receber os bens ou serviços que espera: se não, então o pagamento será retido ou reduzido; ou nalguns casos a encomenda é cancelada sem responsabilidade financeira. O vendedor, desde que entregue os bens ou serviços esperados, receberá o pagamento a tempo. Um contrato inclui os termos e condições como uma parte integrante do documento. Inclui também um número de calendários que permitem os aspectos específicos da aquisição a serem documentados. Uma Ordem de Compra é normalmente um documento de uma página que regista os elementos principais da aquisição. Um exemplo pode ser encontrado no Anexo 11b. A Ordem de Compra refere-se a um conjunto padrão de termos e condições que estariam anexos à própria Ordem. 25.0 Condições contratuais 125 25.3 Anexo 11 documentação No Anexo 11 fornecem-se vários documentos: Anexo 11a: Termos e Condições para o fornecimento de bens e/ou serviços. Anexo 11b: Ordem de Compra Anexo 11c: Contrato para o fornecimento de bens e/ou serviços Anexo 11d: Termos e Condições para o fornecimento de serviços (apenas) Observe-se que, embora os princípios subjacentes a contratos de obras sejam semelhantes aos de bens, eles incluem uma gama de requisitos contratuais especializados que estão além do alcance deste manual de cadeia de distribuição. Deve procurar-se aconselhamento especializado. É impossível escrever um conjunto de termos e condições genéricos que se apliquem a todas as circunstâncias. Reconhecendo-se isto, os documentos apresentados no Anexo 11 foram elaborados para fornecer um nível de flexibilidade que seria necessário considerar ao preparar as especificações para os bens e serviços. Para cada um dos Anexos 11a, 11c e 11d, aplica-se o seguinte: • “Comprador” refere-se à CAFOD ou parceiro da CAFOD. E pode ser substituído por um termo alternativo que seja localmente aplicável, por exemplo, Outorgante ou Contratante; • “Vendedor” refere-se à organização ou indivíduo que fornece os bens e/ou serviços, e pode ser substituído por um termo alternativo que é localmente aplicável, por exemplo, Empreiteiro, Fornecedor ou Vendedor; • Os parágrafos obrigatórios (“M” nas tabelas abaixo) são mostrados a preto, sendo que se estes forem removidos serão perdidas provisões contratuais significantes. • Os parágrafos recomendados (“R” nas tabelas abaixo) são mostrados a azul. Nos próprios Anexos inclui-se também um * no fim da linha do cabeçalho. O seu uso dependerá do contexto e tipo de aquisição a considerar. No caso de uma ou mais destas cláusulas não serem necessárias podem simplesmente ser pagadas. NOTA: Enquanto estes Termos e Condições foram elaborados numa perspectiva legal para não serem específicos em relação a qualquer país, foram preparados por advogados do Reino Unido especialistas na lei inglesa. Antes destes Termos e Condições serem usados fora do Reino Unido devem ser analisados por advogados do país sob cuja jurisdição os Termos e Condições serão aplicados. 25.0 Condições contratuais 126 25.4 Cabeçalhos do Anexo 11a: Termos e Condições Padrão A tabela abaixo fornece um sumário de cabeçalhos dos termos e condições padrão para o fornecimento de bens e/ou serviços. Cabeçalhos do Anexo 11a: Termos e Condições para o Fornecimento de Bens e/ou Serviços 1. 2. 3. DEFINIÇÕES E INTERPRETAÇÕES 1.1 Termos definidos M 1.2 Cabeçalhos M BASE DA COMPRA 2.1 Oferta de compra/aquisição M 2.2 Aplicação de condições M 2.3 Variações de uma Ordem M 2.4 Responsabilidade das Ordem M ESPECIFICAÇÕES 3.1 4. 5. 6. 7. 8. 9. Quantidade, qualidade e descrição M 3.2 Conformidade com Especificações M 3.3 Propriedade do Comprador R 3.4 Marcação e embalagem de bens R INSPECÇÃO E TESTE 4.1 Inspecção das instalações do comprador R 4.2 Resultados da inspecção R 4.3 Responsabilidade do vendedor R PREÇO 5.1 Cálculo do Preço M 5.2 Aumento de Preço M TERMOS DE PAGAMENTO 6.1 Facturas M 6.2 Pagamento M 6.3 Início M 6.4 Prestações R ENTREGA 7.1 Data de entrega M 7.2 Nota de Encomenda M 7.3 Rejeição ou aceitação de Bens ou Serviços M 7.4 Correcção do comprador R 7.5 Aviso da data de entrega R 7.6 Devolução de embalagens ou materiais de embalagem R RISCO E PROPRIEDADE 8.1 Risco M 8.2 Título M COMPROMISSOS E RESPONSABILIDADE 9.1 Compromissos do Vendedor em relação aos Bens M 9.2 Encomenda M 9.3 Recursos do Comprador M 9.4 Compromissos do Vendedor em relação a Serviços R 9.5 Indemnização R 9.6 Forca maior R 9.7 Acção em caso de Evento de Força Maior R 25.0 Condições contratuais 127 Cabeçalhos do Anexo 11a: Termos e Condições para o Fornecimento de Bens e/ou Serviços 9.8 Recursos do Comprador em caso de evento de Força Maior R 9.9 Defeitos nos Bens R 10. COMPROMISSOS DO VENDEDOR 10.1 Normas de Trabalho M 10.2 Normas Ambientais R 11. TERMO 11.1 Termo de Ordens M 11.2 Devolução de Bens M 12. CONFIDENCIALIDADE E ANÚNCIOS 12.1 Confidencialidade R 12.2 Excepções R 13. ANÚNCIOS OU PUBLICIDADE R 14. PROTECÇÃO DE DADOS 14.1 Conformidade com a legislação M 14.2 Devolução de dados pessoais R 15. LITÍGIOS 15.1 Como se tratam os litígios M 15.2 Representantes Autorizados para tentar resolver litígios M 15.3 Representantes Autorizados não disponíveis M 15.4 Acordo de compromisso após resolução por Representantes Autorizados M 15.5 Início dos Procedimentos de Tribunal M 15.6 Injunção M 16. GERAL 16.1 Subcontratação M 16.2 Acordo completo M 16.3 Avisos M 16.4 Manuais R 16.5 Não atribuição R 16.6 Isenções R 16.7 Invalidade R 16.8 Lei vigente M 25.0 Condições contratuais 128 25.5 Cabeçalhos do Anexo 11c: Contrato A tabela abaixo fornece uma sumário dos cabeçalhos do Contrato para o fornecimento de bens e/ou serviços. Este Contrato, ao contrário dos Termos e Condições padrão, inclui um número de Calendários que permitem os seguintes detalhes, específicos a uma determinada aquisição a ser definida: entrega, especificação; pagamento; pessoal; facturação; teste de aceitação; e arbitragem. Cabeçalhos do Anexo 11c: Contrato para o Fornecimento de Bens e/ou Serviços 1. 2. 3. DEFINIÇÕES E INTERPRETAÇÕES 1.1 Termos definidos M 1.2 Cabeçalhos M BASE DA COMPRA 2.1 Oferta de compra/aquisição M 2.2 Aplicação do Contrato M 2.3 Variações do Contrato M ESPECIFICAÇÕES 3.1 4. 5. 6. 7. 8. 9. Quantidade, qualidade e descrição M 3.2 Conformidade com Especificações M 3.3 Propriedade do Comprador R 3.4 Marcação e embalagem de bens R INSPECÇÃO E TESTE 4.1 Inspecção das instalações do comprador R 4.2 Resultados da inspecção R 4.3 Responsabilidade do vendedor R PREÇO 5.1 Cálculo do Preço M 5.2 Aumento de Preço M 5.3 Inflação R TERMOS DE PAGAMENTO 6.1 Facturas M 6.2 Pagamento M 6.3 Início M 6.4 Prestações R ENTREGA 7.1 Data de entrega M 7.2 Nota de Encomenda M 7.3 Rejeição ou aceitação de Bens ou Serviços M 7.4 Correcção do comprador M 7.5 Aviso da data de entrega M 7.6 Devolução de embalagens ou materiais de embalagem R RISCO E PROPRIEDADE 8.1 Risco M 8.2 Título M COMPROMISSOS E RESPONSABILIDADE 9.1 Compromissos do Vendedor em relação aos Bens M 9.2 Encomenda M 9.3 Recursos do Comprador M 9.4 Compromissos do Vendedor em relação a Serviços R 9.5 Indemnização M 25.0 Condições contratuais 129 Cabeçalhos do Anexo 11c: Contrato para o Fornecimento de Bens e/ou Serviços 9.6 Forca maior eM 9.7 Acção em caso de Evento de Força Maior M 9.8 Recursos do Comprador em caso de evento de Força Maior M 9.9 Defeitos nos Bens M 10. COMPROMISSOS DO VENDEDOR 10.1 Normas de Trabalho M 10.2 Normas Ambientais R 11. TERMO 11.1 Termo de Ordens M 11.2 Devolução de Bens M 12. CONFIDENCIALIDADE E ANÚNCIOS 12.1 Confidencialidade 12.2 Excepções 13. ANÚNCIOS OU PUBLICIDADE R R M 14. PROTECÇÃO DE DADOS 14.1 Conformidade com a legislação M 14.2 Devolução de dados pessoais R 15. LITÍGIOS 15.1 Como se tratam os litígios M 15.2 Representantes Autorizados para tentar resolver litígios M 15.3 Representantes Autorizados não disponíveis M 15.4 Acordo de compromisso após resolução por Representantes Autorizados M 16. ARBITRAGEM 16.1 Uso da Arbitragem M 16.2 Tribunal de Arbitragem M 16.3 Injunção M 17. GERAL 17.1 Subcontratação M 17.2 Acordo completo M 17.3 Avisos M 17.4 Manuais R 17.5 Não atribuição R 17.6 Isenções R 17.7 Invalidade R 17.8 Lei vigente M CALENDÁRIOS 1. Detalhes de Entrega M 2. Especificações/Descrição de Bens E/Ou Serviços M 3. Provisões de Pagamento M 4. Pessoal M 5. Detalhes de Factura M 6. Teste de Aceitação M 7. Arbitragem M 25.0 Condições contratuais 130 25.6 Cabeçalhos do Anexo 11d: Termos e Condições para Serviços (apenas) A tabela abaixo fornece um sumário de cabeçalhos dos termos e condições padrão para apenas o fornecimento de serviços. Remove todas as várias referências à provisão de bens e inclui também um número de cláusulas relacionadas com o estatuto do pessoal do vendedor. Cabeçalhos do Anexo 11d: Termos e Condições para o Fornecimento de Serviços (apenas) 1. 2. 3. DEFINIÇÕES E INTERPRETAÇÕES 1.1 Termos definidos M 1.2 Cabeçalhos M BASE DA COMPRA 2.1 Oferta de aquisição M 2.2 Aplicação de condições M 2.3 Variações de uma Ordem M 2.4 Responsabilidade das Ordem M ESPECIFICAÇÕES 3.1 4. 5. 6. 7. 8. 9. Quantidade, qualidade e descrição M 3.2 Conformidade com Especificações M 3.3 Propriedade do Comprador R PREÇO 4.1 Cálculo do Preço M 4.2 Aumento de Preço M TERMOS DE PAGAMENTO 5.1 Facturas M 5.2 Pagamento M 5.3 Início M 5.4 Prestações R ENTREGA 6.1 Data de entrega M 6.2 Rejeição ou aceitação de Bens ou Serviços M 6.3 Correcção do comprador R 6.4 Aviso da data de entrega R COMPROMISSOS E RESPONSABILIDADE 7.1 Compromissos do Vendedor em relação aos Serviços M 7.2 Recursos do Comprador M 7.3 Indemnização R 7.4 Forca maior R 7.5 Acção em caso de Evento de Força Maior R 7.6 Recursos do Comprador em caso de evento de Força Maior R COMPROMISSOS DO VENDEDOR 8.1 Normas de Trabalho M 8.2 Normas Ambientais R ESTATUTO DO PESSOAL DO VENDEDOR 9.1 Não relação laboral M 9.2 Indemnização ao Pessoal do Vendedor M 10. TERMO 10.1 Termo de Ordens M 11. CONFIDENCIALIDADE E ANÚNCIOS 11.1 Confidencialidade 25.0 Condições contratuais R 131 Cabeçalhos do Anexo 11d: Termos e Condições para o Fornecimento de Serviços (apenas) 11.2 Excepções 12. ANÚNCIOS OU PUBLICIDADE R R 13. PROTECÇÃO DE DADOS 13.1 Conformidade com a legislação R 13.2 Devolução de dados pessoais R 14. LITÍGIOS 14.1 Como se tratam os litígios M 14.2 Representantes Autorizados para tentar resolver litígios M 14.3 Representantes Autorizados não disponíveis M 14.4 Acordo de compromisso após resolução por Representantes Autorizados M 14.5 Início dos Procedimentos de Tribunal M 14.6 Injunção M 15. GERAL 15.1 Subcontratação M 15.2 Acordo completo M 15.3 Avisos M 15.4 Não atribuição R 15.5 Isenções R 15.6 Invalidade R 15.7 Lei vigente M 25.0 Condições contratuais 132 26.0 CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA PARA OS FORNECEDORES Como parte da aquisição ética da CAFOD, é necessário um código de conduta ética para os fornecedores. Este código de conduta deve ser lido e assinado pelos fornecedores no acordo de um contrato de fornecimento. O compromisso com o código de conduta ética deve ser incluído com qualquer contrato assinado com um fornecedor e deve ser parte de qualquer contrato assinado com um fornecedor. Neste manual estão disponíveis dois formulários deste código de conduta para fornecedoresl. As duas versões podem ser encontradas no Anexo 17: código de conduta ética Mínimo para fornecedores (Anexo 17a); e código de conduta ética Completo para fornecedores (Aexo 17b). Os dois códigos de conduta são para ser usados da seguinte forma: (a) Para todas as aquisições de ou superiores a £5,000, deve ser usado o Código de conduta ética Mínimo para Fornecedores (b) Para todas as aquisições de ou superiores a £150,000, deve ser usado o Código de conduta ética Completo para Fornecedores A CAFOD requer que os fornecedores leiam e assinem este código de conduta. Espera-se ainda que a CAFOD realize as devidas diligências junto com os fornecedores e tome medidas para verificar que os fornecedores cumprem aos requisitos do código. A verificação de que os fornecedores estão a cumprir o código de conduta deve ser realizada pelo pessoal da implementação conforme adequado e de acordo com o valor do contrato, o tamanho da organização e outras considerações. 26.1 Código de Conduta Ética Mínimo para Fornecedores Os fornecedores que adoptem este Código de Conduta devem comprometer-se a uma melhoria contínua no cumprimento dos padrões de trabalho e ambientais especificados, nas suas empresas e nas dos seus fornecedores. PADRÕES DE TRABALHO: Os padrões de trabalho neste código são baseados nas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 1. O emprego é livremente escolhido: • Não há trabalho forçado, obrigatório ou involuntário; • Os trabalhadores não são solicitados a apresentar ‘depósitos’ ou os seus documentos de identificação com o empregador e são livres de deixar o seu empregador após um aviso razoável. 2. Serão respeitados os princípios de liberdade de associação e do direito á negociação colectiva: • Os trabalhadores, sem distinção, têm o direito de se filiarem ou de formarem sindicatos da sua própria escolha e de negociar colectivamente. • Nos casos em que o direito á liberdade de associação e negociação colectivas é limitado por lei, o empregador facilita, e não inviabiliza, o desenvolvimento de meios paralelos de negociação e associação livres e independentes. 3. As condições de trabalho são seguras e higiénicas: • Acesso a casas de banho limpas e água potável; • Condições de trabalho seguras e não perigosas. 4. Restrições ao trabalho infantil: • Os fornecedores não se envolverão em qualquer prática que seja inconsistente com a Convenção dos Direitos da Criança da Organização Internacional do Trabalho (ILO); 26.0 Código de Conduta Ética para os fornecedores 133 • A admissão mínima para emprego ou trabalho não será inferior à idade de conclusão da escolaridade obrigatória. Normalmente não é inferior a 15 anos, ou 14 onde a lei local do país o permite, adiando-se para a maior idade. • Todos os jovens trabalhadores devem ser protegidos de desempenhar qualquer trabalho que possa ser perigoso, ou interferir com a educação da criança, ou que possa ser prejudicial ao desenvolvimento de saúde, físico, mental, social, espiritual ou moral da criança. 5. Os salários de vida são pagos: • Os salários e benefícios pagos para uma semana de trabalho padrão cumprem, no mínimo, o valor mais alto dos padrões nacionais legais ou dos valores referenciais da indústria; • Deve ser entregue a todos os trabalhadores informação escrito e perceptível sobre as suas condições de trabalho em relação a salários antes de iniciarem no emprego. 6. As horas de trabalho não são excessivas: • As horas de trabalho cumprem as leis nacionais. 7. Não é praticada qualquer discriminação: • Não há qualquer discriminação na contratação, compensação, acesso a formação, promoção, termo ou reforma baseada na raça, casta, origem nacional, religião, deficiência, sexo, estado civil, orientação sexual, filiação sindical ou política. 8. É fornecido emprego regular: • O trabalho desenvolvido deve ser numa base de relação de emprego reconhecida estabelecida através da lei e prática nacionais; • As obrigações dos empregados no âmbito das leis e regulamentos do trabalho e da segurança social que surjam da relação regular do emprego não devem ser evitadas através do uso de contratação, subcontratação ou modalidades de trabalho a partir de casa. 9. Não é permitido qualquer tratamento severo ou inumano: • É proibido o abuso físico ou a disciplina físicos, a ameaça de abuso físico, sexual ou outro assédio, e o abuso verbal ou outras formas de intimidação. COMPORTAMENTO EMPRESARIAL 1. A conduta do fornecedor não deve violar os direitos básicos dos beneficiários. 2. O fornecedor não deve estar envolvido: • Na fabricação de armas; • Na venda de armas a governos que sistematicamente violam os direitos humanos dos seus cidadãos; ou onde há conflito armado interno ou grandes tensões; ou onde a venda de armas possa ameaçar a paz e segurança regional. PADRÕES AMBIENTAIS: Os fornecedores devem cumprir, no mínimo, todos os regulamentos estatutários e legais relacionados com os impactos ambientais dos seus negócios. Os padrões mínimos incluem o seguinte: 1. Gestão de Resíduos: • Os resíduos são minimizados e os itens reciclados sempre que seja praticável; • São adoptados controlos eficazes de resíduos em relação à poluição do solo, do ar e da água. 2. Embalagem e Papel • É evitado o uso indevido e desnecessário de materiais, e são usados materiais reciclados sempre que possível. 26.0 Código de Conduta Ética para os fornecedores 134 26.2 Código de Conduta Ética Completo para Fornecedores Os fornecedores que adoptem este Código de Conduta devem comprometer-se a uma melhoria contínua no cumprimento dos padrões de trabalho e ambientais especificados, nas suas empresas e nas dos seus fornecedores. PADRÕES DE TRABALHO: Os padrões de trabalho neste código são baseados nas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 1. O emprego é livremente escolhido: • Não há trabalho forçado, obrigatório ou involuntário; • Os trabalhadores não são solicitados a apresentar ‘depósitos’ ou os sues documentos de identificação com o empregador e são livres de deixar o seu empregador após um aviso razoável. 2. É respeitada a liberdade de associação e o direito à negociação colectiva: • Os trabalhadores, sem distinção, têm o direito para aderir a ou formar sindicatos à sua escolha e a negociar colectivamente; • O empregador adopta uma atitude aberta em relação às actividades legítimas dos sindicatos. Os representantes dos trabalhadores não são discriminados e têm acesso a desenvolver as suas funções representativas no local de trabalho; • No caso do direito à liberdade de associação e de negociação colectiva ser restrito de acordo com a lei, o empregador facilita, e não impede, o desenvolvimento de meios paralelos de associação e negociação que sejam independentes e livres. 3. As condições de trabalho são seguras e higiénicas: • Acesso a casas de banho limpas e água potável e, se apropriado, devem ser fornecidas instalações sanitárias para armazenamento de comida; • Deve ser fornecido um ambiente de trabalho seguro e higiénico, tendo em conta o conhecimento prevalecente da indústria e de quaisquer perigos específicos. Devem ser tomados passos adequados de prevenção de acidentes e prejuízos para a saúde que surjam de, ou associados a, ou ocorram da realização do trabalho, minimizando, na medida em que seja razoavelmente praticável, as causas de perigos inerentes ao ambiente de trabalho; • Os trabalhadores devem receber formação regular e registada de saúde e segurança, e essa formação deve ser repetida a trabalhadores novos ou recontratados; • O alojamento, onde fornecido, deve ser limpo, seguro, e que cumpra as necessidades básicas dos trabalhadores; • A empresa que observe os padrões deve designar responsabilidade na saúde e segurança a um gestor sénior representante. 10. Restrições ao trabalho infantil: • Os fornecedores não se envolverão em qualquer prática que seja inconsistente com a Convenção dos Direitos da Criança da Organização Internacional do Trabalho (ILO); • A admissão mínima para emprego ou trabalho não será inferior à idade de conclusão da escolaridade obrigatória. Normalmente não é inferior a 15 anos, ou 14 onde a lei local do país o permite, adiando-se para a maior idade. • Todos os jovens trabalhadores devem ser protegidos de desempenhar qualquer trabalho que possa ser perigoso, ou interferir com a educação da criança, ou que possa ser prejudicial ao desenvolvimento de saúde, físico, mental, social, espiritual ou moral da criança. 26.0 Código de Conduta Ética para os fornecedores 135 • Aderir a programas de aprendizagem e de trabalho legítimos e cumprir todas as leis e regulamentos que governam o trabalho infantil e programas de aprendizagem. • As empresas devem desenvolver ou participar em e contribuir para políticas e programas que prevêem a transição de qualquer criança encontrada a realizar trabalho infantil para lhe permitir assistir ou permanecer numa educação de qualidade até que deixe de ser criança. 4. Os salários de vida são pagos: • Os salários e benefícios pagos para uma semana de trabalho padrão cumprem, no mínimo, o valor mais alto dos padrões nacionais legais ou dos valores referenciais da indústria. Em qualquer dos casos os salários devem sempre ser altos o suficiente para irem ao encontro das necessidades básicas e fornecerem um rendimento discricionário; • Deve ser entregue a todos os trabalhadores informação escrito e perceptível sobre as suas condições de trabalho em relação a salários antes de iniciarem no emprego, e sobre as especificidades dos seus salários para pagar o período em causa de cada vez que são pagos; • Não são permitidas deduções aos salários como medida disciplinar, nem são permitidas quaisquer deduções aos salários que não estejam previstas na lei nacional sem a permissão expressa e informada do trabalhador em causa. • Todas as medidas disciplinares devem ser registadas. 11. As horas de trabalho não são excessivas: • As horas de trabalho cumprem o que der mais protecção entre as leis nacionais e os padrões referenciais da indústria; • Em qualquer dos casos, os trabalhadores não devem de forma regular ser solicitados a trabalhar mais do que 48 horas por semana e deve-lhes ser dado em média um dia de folga por cada período de 7 dias; • As horas extra devem ser voluntárias, não devem exceder 12 horas por semana, não devem ser solicitadas de forma regular e devem sempre ser compensadas com uma taxa especial. 12. Não é praticada qualquer discriminação: • Não há qualquer discriminação na contratação, compensação, acesso a formação, promoção, termo ou reforma baseada na raça, casta, origem nacional, religião, deficiência, sexo, estado civil, orientação sexual, filiação sindical ou política. 13. É fornecido emprego regular: • O trabalho desenvolvido deve ser numa base de relação de emprego reconhecida estabelecida através da lei e prática nacionais; • As obrigações dos empregados no âmbito das leis e regulamentos do trabalho e da segurança social que surjam da relação regular do emprego não devem ser evitadas através do uso de contratação, subcontratação ou modalidades de trabalho a partir de casa, ou através de sistemas de aprendizagem onde não existe qualquer intenção real de transmitir conhecimentos ou fornecer emprego regular, nem devem essas obrigações ser evitadas através do uso excessivo de contratos de trabalho a termo certo. 14. Não é permitido qualquer tratamento severo ou inumano: • É proibido o abuso físico ou a disciplina físicos, a ameaça de abuso físico, sexual ou outro assédio, e o abuso verbal ou outras formas de intimidação. 26.0 Código de Conduta Ética para os fornecedores 136 COMPORTAMENTO EMPRESARIAL 1. A conduta do fornecedor não deve violar os direitos básicos dos beneficiários. 2. O fornecedor não deve estar envolvido: • Na fabricação de armas; • Na venda de armas a governos que sistematicamente violam os direitos humanos dos seus cidadãos; ou onde há conflito armado interno ou grandes tensões; ou onde a venda de armas possa ameaçar a paz e segurança regional. PADRÕES AMBIENTAIS: Os fornecedores devem cumprir, no mínimo, todos os regulamentos estatutários e legais relacionados com os impactos ambientais dos seus negócios. Os padrões detalhados de desempenho são uma questão para os fornecedores, mas devem abordar, pelo menos, o seguinte: 1. Gestão de Resíduos: • Os resíduos são minimizados e os itens reciclados sempre que seja praticável. São adoptados controlos eficazes de resíduos em relação à poluição do solo, do ar e da água. No caso de materiais perigosos, serão postos em prática planos de resposta de emergência. 2. Embalagem e Papel • É evitado o uso indevido e desnecessário de materiais, e são usados materiais reciclados sempre que possível. 3. Conservação: • Os processos e actividades são monitorizados e modificados conforme necessário para assegurar que a conservação de recursos escassos, incluindo a água, flora e fauna e terra produtiva em algumas situações. 4. Uso de energia: • Todos os processos de produção e entrega, incluindo o uso de aquecimento, ventilação, iluminação, sistemas informáticos e transporte, são baseados na necessidade de maximizar a utilização eficiente de energia e minimizar as emissões nocivas. 26.0 Código de Conduta Ética para os fornecedores 137 27.0 CÓDIGO DE COMPORTAMENTO DO PESSOAL Esta secção apresenta os requisitos do Código de Comportamento referente à gestão da cadeia de distribuição que se aplica a todo o pessoal da CAFOD. É plenamente compatível com o Código de Comportamento da CAFOD. Esta secção repete um número de princípios relacionados com a gestão da cadeia de distribuição que se enquadram no Código de Comportamento da CAFOD bem como fornece clareza adicional quando se lida e trabalha com os fornecedores. Os parceiros da CAFOD são encorajados a ter em conta um Código de Comportamento que cubra as provisões abaixo. 1. Valores e Conduta Profissionais • O pessoal deve garantir sempre que a sua conduta pessoal e profissional é, e é vista como sendo, de padrões elevados. • O pessoal promoverá práticas de comércio justas, éticas e legais em todo o seu trabalho que serão empreendidas para o benefício exclusivo da CAFOD / parceiro da CAFOD e não para ganho pessoal. • O pessoal demonstrará respeito por todos os direitos humanos e desafiará a discriminação, assédio, abuso e exploração que infrinjam os direitos de outros. • O pessoal cumprirá todas as leis locais no país onde estão a trabalhar. • O pessoal, bem como todos os que por ele são geridos, garantirá que agirá em conformidade com as orientações de saúde, segurança e procurará salvaguardar os outros. 2. Conflitos de interesse e coerção • O pessoal não usará as posições de poder conferidas pela sua função na CAFOD / parceiro da CAFOD para exercer pressão, extrair favores ou aumentar economicamente o seu ganho pessoal, profissional, político ou sexual. • O pessoal directamente envolvido nas aquisições não deve ter qualquer interesse, envolvimento, ou relação financeira pessoal ou familiar com um fornecedor dado que iria prejudicar a objectividade ou a liberdade de decisão. Qualquer conflito de interesse identificado deve ser declarado e: deve ser encontrado um fornecedor alternativo; ou um membro alternativo do pessoal deve realizar a aquisição específica. Todos os membros de um Comité de Avaliação de Propostas serão solicitados a assinar uma declaração de não conflito de interesse que cubra todos os fornecedores que tenham submetido uma proposta em resposta a uma Solicitação de Cotações ou a um Concurso. • O pessoal não formará relações comerciais entre a CAFOD / parceiro da CAFOD e membros da sua família alargada ou amigos ou quaisquer empresas privados nas quais tenham um interesse financeiro que possa levar a um conflito de interesses. Se o pessoal tomar conhecimento de um potencial conflito de interesse deve imediatamente informar o seu gestor de linha. • Se o Pessoal precisar de usar um fornecedor para uso pessoal que a CAFOD / parceiro da CAFOD também utilize, então deverá informar antecipadamente o seu gestor de linha. • O pessoal não aceitará, em nenhuma circunstância, quaisquer favores, subornos ou outras formas de ganho pessoal dos beneficiários, parceiros ou empreiteiros. 3. Presentes • A CAFOD / parceiro da CAFOD considera cada fornecedor como um parceiro de negócio, e como tal, é importante manter uma atmosfera de honestidade e integridade nos seus assuntos. A selecção dos fornecedores será baseada exclusivamente na qualidade, serviço, preço, e adequação das necessidades estipuladas. 27.0 Código de comportamento do pessoal 138 • O pessoal não solicitará, aceitará, ou concordará aceitar qualquer presente significativo de um fornecedor ou fornecedor prospectivo. Um presente define-se como qualquer item, serviço, favor, crédito, ou desconto de valor tangíveis, não disponíveis a outros, que possam influenciar acções. • Itens pequenos como calendários ou canetas com falor inferior a £5, podem ser aceites mas os gestores de linha devem ser informados de qualquer item que é oferecido ou recebido. • Se um funcionário receber ou lhe oferecerem remuneração ou um presente, devem imediatamente reportá-lo ao seu gestor. Não se pode aceitar qualquer dinheiro de um fornecedor por qualquer razão que seja. • Os fundos da CAFOD ou do parceiro da CAFOD não devem ser usados para fornecer presentes a fornecedores ou qualquer outro grupo. 4. Entretenimento, hospitalidade e refeições • As ofertas de entretenimento e hospitalidade por parte do fornecedor devem ser claramente recusadas, mas com tacto. A aceitação de convites para refeições de negócios deve ser objecto de decisão quanto à conveniência da ocasião, frequência, escolhas das instalações, e futuras oportunidades de reciprocidade. 5. Informação proprietária • A informação proprietária (especificações, indicações de propostas ou cotações, provas, amostras ou desenhos, etc.) trocada durante as transacções ou negociações deve ser tratadas como confidencial e não será partilhada fora do pessoal envolvido na aquisição. 6. Fornecedores fraudulentos ou corruptos • O pessoal rejeitará qualquer proposta avançada por proponentes, ou candidatos, ou rescindirá o seu contrato se for caso disso, se for determinado que tais fornecedores ou indivíduos estiverem envolvidos em práticas corruptas, fraudulentas, conspiratórias ou coercivas. 7. Doações • Todas as ofertas de doações à CAFOD por fornecedores devem ser dirigidas ao departamento de Altas Doações ou ao gestor de linha do pessoal abordado. A gestão e a equipe de Altas Doações aceitará em nome da CAFOD ou do parceiro da CAFOD. 8. Reembolsos • Nenhum empregado poderá autorizar os seus reembolsos de despesas. A autorização de despesas de empregados deverá ser feita pelo supervisor imediato. NOTA: A inobservância dos requisitos do Código de Comportamento poderá causar acção disciplinar. 27.0 Código de comportamento do pessoal 139 28.0 PERGUNTAS FREQUENTES 1. Como se usa este manual? Este manual não é concebido para ser lido do princípio ao fim. É concebido como uma ferramenta que fornece orientação, modelos e regulamentos conforme necessário. Os funcionários devem usar o manual como um guia de referência quando realizam actividades de aquisição específicas ou relacionadas com a logística. O índice compreensivo tem hiperligações se usado electronicamente ou números de página se usado impresso para uma fácil referência. 2. Onde posso encontrar os formulários adequados? Todos os modelos para a aquisição, concursos, logística, e pagamento são fornecidos e devem ser modificados conforme necessário pelo pessoal do programa, mas é importante que seja alcançada consistência pelos projectos ou parceiros individuais. Ver os Anexos deste manual para todos os modelos. Estes Anexos foram concebidos com base em que serão usados como documentos electrónicos (Microsoft Word ou Excel) e não no formato impresso. 3. Quem tem autoridade de assinar que compras e montantes? No que respeita a delegações, funções e responsabilidades, cada projecto ou parceiro deve identificar o pessoal disponível e as suas funções e responsabilidades principais no processo de aquisição. Deve ser claramente documentado e modificado conforme necessário para cada situação. Este documento usa funções de pessoal padrão da CAFOD como um guia mas isto deve ser alterado conforme cada projecto ou parceiro. Ver Secção 7.0 para detalhes. 4. É relevante para a CAFOD quando se trabalha através de parceiros? Como os parceiros conduzem a maior parte das aquisições, a CAFOD precisa que os parceiros tenham em vigor sistemas de gestão de aquisições adequados e transparentes. No caso de subsídios de doadores institucionais, os requisitos e obrigações do doador são transferidos aos parceiros e este manual fornece ferramentas e modelos para parceiros que são financiados por doadores institucionais, ou directamente pela CAFOD. O presente manual de cadeia de distribuição, ou então, uma outra alternativa que cubra ou supere os requisitos nele emanados, deverá ser usado sempre que uma ( ou mais ) das situações abaixo ocorra.Para dissipar dúvidas, importa frisar que o termo procurement (ou seja aquisições) cobre bens, fornecimentos, serviços e obras, porém, não inclui salários, despesas relacionadas (por exemplo, impostos, seguro nacional, pensões) e despesas gerais de funcionamento do escritório. • Todos os projectos/programas levados a cabo sob contrato institucional, incluindo os parcial ou totalmente financiados através dum apelo do Comité para Emergências (DEC) • Todos os projectos em que o valor total das aquisições numa PSGA/MSGA aprovadas, ou então numa situação em que uma série de de financiamentos aprovados para o mesmo parceiro no mesmo ano fiscal sejam superiors a £20,000. • Todas as as aquisições directamente conduzidas pelo pessoal da CAFOD, incluindo as destinadas a um escritório internacional/do Reino Unido ou relacionadas a um projecto/programa da CAFOD. 5. Isto é relevante para a CAFOD quando se usa financiamento geral da CAFOD? Este manual é concebido como um guia para todos os projectos financiados pela CAFOD – quer os fundos sejam de fontes institucionais ou internas. O manual deve ser usado para assegurar consistência e conformidade em todos os programas financiados pela CAFOD. Devem ser considerados como a melhor prática e são necessários em todos os programas financiados pela CAFOD. Para os parceiros que têm sistemas implementados, os seus sistemas devem ser analisados para garantir que cumprem os mesmos padrões, ou padrões mais elevados, de acordo com o delineado neste manual. Para parceiros com sistemas 28.0 Perguntas Frequentes 140 mais fracos, estas orientações e ferramentas devem ser usadas para fortalecer ou complementar os sistemas dos parceiros. Ver a Secção 4.0 e a Secção 5.0 para detalhes. 6. As orientações neste manual cumprem os requisitos dos doadores institucionais? Este manual foi compilado considerando os regulamentos de instituições de financiamento incluindo o DFI, a USAID ou o ECHO e outros doadores incluindo o DEC e a CI. Estas orientações incluem o nosso conhecimento dos doadores e dos seus regulamentos. O pessoal da equipa de financiamento do HD ou da PPSS podem ainda fornece r aconselhamento sobre conformidade com os doadores se necessário. 7. Onde posso encontrar ajuda para a utilização deste manual se precisar? As equipas de financiamento do HD e da PPSS podem fornecer apoio, clarificação, e exemplos ao pessoal dos programas e parceiros. Se necessário, as equipas de financiamento realizarão workshops com o pessoal do parceiro ou do programa para introduzir o manual e apoiar a implementação das ferramentas. A equipa de financiamento também analisa regularmente os detalhes deste manual para garantir que são relevantes e adequados às alterações do contexto local, do doador e da CAFOD. 8. Que outros documentos são relevantes a este manual? Este manual é consistente com várias outras políticas e manuais da CAFDO e deve ser usado em conjunto com a PCM. Especificamente, este manual deve ser lido e compreendido em conjunto com as Orientações de Financiamento Institucional, o Perfil Organizacional do Parceiro, o Perfil Financeiro do Parceiro e as Orientações Financeiras. O perfil Financeiro do Parceiro (avaliação interna e questões para parceiros) e o Perfil Organizacional do Parceiro estão anexas ao manual nos Anexos 18, 19 e 20 para uma rápida referência. 9. Numa situação de emergência, como se pode acelerar a aquisição? No caso de emergência humanitária, as compras podem ser feitas usando um concurso por negociação usando uma proposta única. Deve ser procurada uma isenção para usar este concurso junto ao nível adequado de autoridade. Ver a Secção 12.0 sobre o concurso por negociação com uma proposta única e a Secção 23.0 sobre isenções. 10. Como completo uma compra única? Compras únicas individuais devem seguir o concurso específico que é determinado pelo tipo de aquisição (caso seja um bem, serviço ou obras) e pelo nível de compra (acima ou abaixo de £60,000 / precisa de um concurso por negociação, público ou fechado). Ver a Secção 4.0 para um sumário sobre os limites do concurso. 11. Como se sabe que concurso se deve realizar? Uma introdução geral sobre concursos encontra-se na Secção 12.0. São necessários processos de concursos diferentes para diferentes montantes de compras e isto afecta como os concursos são anunciados. Os concursos públicos são abertos a todos os candidatos submeterem as suas propostas. Um concurso fechado permite a qualquer fornecedor solicitar a participação, mas apenas os candidatos seleccionados e elegíveis são convidados a submeter uma proposta completa. Ver a Secção 13.0 sobre Concursos Públicos e a Secção 14.0 sobre Concursos Fechados. 12. Como se monitoriza e documenta a entrega de bens? O manual da cadeia de distribuição inclui detalhes sobre como realizar a entrega e distribuição eficazes de bens e fornecimentos. O manual fornece também um esquema das coisas a considerar quando se armazena bens e fornecimentos. Ver a Secção 16.0 sobre transporte e entrega e a Secção 19.0 sobre gestão de armazéns e armazenagem. 13. Que documentação de suporte é necessária para libertar um pagamento? É necessária documentação padrão para suportar um pagamento. Toda a documentação que foi recolhida durante o processo de compra é necessária como documentação 28.0 Perguntas Frequentes 141 suporte para pagamentos. Isto inclui documentação correctamente preenchida, assinada e datada que tem o nível de autorização correcto relativo ao montante da compra. A documentação tem de ser anexa a um formulário de requisição de pagamento que é analisado pelo titular de orçamento e assinado pelo delegado financeiro. Ver a Secção 21.0 sobre pagamentos para a documentação de suporte necessária para cada limite de compra. 14. Como se documenta doações quando os nossos projectos incluem a doação de equipamento a beneficiários ou parceiros? Dar itens e activos a parceiros ou beneficiários do projecto é uma prática comum. É crucial que o que foi dado, e a quem, seja documentado claramente e ambos o receptor e o dador devem assinar que os activos foram transferidos. Dependendo do valor do item, uma lista de distribuição (para itens de valor baixo, ou seja, abaixo de £2,000 por item) ou um certificado de doação (para itens de valor elevado, ou seja, acima de £20,000 por item) é usado para documentar doações. Ver a Secção 18.0 para detalhes sobre como gerir e documentar doações. 15. Pode-se usar um concurso para compras diferente do que os estipulados nestas orientações? Os limites de valor para concursos de aquisição estipulam o concurso mínimo necessário. Se uma compra de fornecimentos com o valor total de £30,000 está a ser realizada, seria normalmente necessária a realização de um concurso por negociação. Contido, se um concurso público for considerado mais adequado para esta compra, este concurso mais elevado pode ser utilizado sem se procurar uma isenção. Contudo, se uma compra de fornecimentos no valor total de £60,000 estiver a ser realizada, seria necessário um concurso público. A utilização de um concurso por negociação para esta compra não é permitida a não ser que se obtenha uma isenção adequada que apresente justificações claras. 28.0 Perguntas Frequentes 142 29.0 Secções principais para o SCM da CAFOD: o que é obrigatório e o que é recomendado O Manual da Cadeia de Distribuição da CAFOD fornece padrões mínimos para todas as compras, aquisições e actividades da cadeia de distribuição que serão realizadas usando fundos da CAFOD ou fundos canalizados através da CAFOD – por exemplo, financiamento institucional ou de petições. Assim, o uso dos padrões estipulados no manual é obrigatório. Contudo, em algumas secções o manual apresenta duas ou mais opções, com a selecção da mais adequada que requer um nível de discernimento e compreensão do contexto local de forma a garantir a implementação eficaz dos concursos e modelos do manual. O seguinte é um sumário destas opções. 29.1 Limites para o uso de concursos Os limites para o uso de concursos de aquisição representam o concurso MÍNIMO necessário: se um concurso mais rigoroso for considerado adequado, não é necessária autorização adicional da CAFOD ou dos parceiros da CAFOD. Por exemplo, o limite mínimo para obter 3 cotações de fornecimentos, bens, serviços ou obras é de £1,001. Contudo, para muitos parceiros este limite é mais elevado do que o que escolheriam e assim podem decidir adoptar um limite mais baixo. 29.2 Questionários para o fornecedor Pode ser especialmente útil usar um questionário padrão para o fornecedor para grandes compras (acima de £5,000) para ajudar a aferir a capacidade e aptidão dos fornecedores individuais e considerar mais do que a sua oferta de preço. A utilização de um questionário padrão para o fornecedor é altamente recomendado porque garante que a informação correcta e completa é recolhida por todos os fornecedores. Um questionário para o fornecedor deve incluir questões referentes ao registo, dimensão, e clientes para referência do fornecedor. Dois exemplos de questionários para o fornecedor foram fornecidos no manual: 1. Um questionário padrão simples para o fornecedor a ser usado em aquisições abaixo de £60,000 2. Um questionário para o fornecedor mais detalhado e profundo a ser usado em aquisições acima de £60,000 O uso destes questionários não é obrigatório. Contudo, é obrigatória uma solicitação de cotações clara que assegure a recolha de informação compreensiva de e sobre os fornecedores. 29.3 Avaliações ponderadas de propostas e concursos A utilização de um processo de avaliação ponderada para propostas e concursos é especialmente útil para compras grandes e complexas. Mas não é obrigatória. O que é essencial é ser claro sobre o processo de avaliação e de análise que será usado para seleccionar um fornecedor. 29.4 Condições contratuais As condições contratuais precisam de ser claras em todas as aquisições e o manual fornece: uma Ordem de Compra padrão com termos e condições; e um contrato mais geral com temos e condições incorporadas. Os termos e condições de ambos incluem cláusulas obrigatórias e opcionais. As cláusulas obrigatórias são apresentadas a preto no Anexo 11: sem estas, o contrato estaria incompleto. As cláusulas recomendadas são mostradas a azul (e com um *) no 29.0 Secções principais para o SCM da CAFOD: recomendado o que é obrigatório e o que é 143 Anexo 11. Na eventualidade de uma ou mais destas cláusulas não serem necessárias então podem simplesmente ser apagadas. A utilização destas cláusulas recomendadas dependerá do contexto e tipo de aquisição a ser considerada. 29.0 Secções principais para o SCM da CAFOD: recomendado o que é obrigatório e o que é 144 30.0 COMO OBTER AJUDA Para parceiros: Para detalhes ou orientação inerentes aos regulamentos contantes do MCD (Manual da Cadeia de Distribuição), os parceiros podem pedir ajuda ao pessoal do programa nacional da CAFOD. Pessoal de equipas que actuam dentro dos países e dos Programas de ID: Pessoal de equipas que actuam dentro dos países e dos Programas de ID podem pedir ajuda das equipas de gestão de contratos da HD e PPSS da CAFOD Onde encontrar o Manual da cadeia de Distribuição e os anexos no Sharepoint: http://cafodportal/sites/ID/ID%20Tools%20and%20Resources/Supply%20Chain%20Managem ent/Forms/Doc%20type.aspx Grupo de apoio por email: O pessoal dos programas da CAFOD podem usar o seguinte endereço de apoio a cadeia de distribuição: ˝Supply Chain Support Group˝ 30.0 Como obter ajuda 145