UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE O MARKETING ESPORTIVO COMO UMA FERRAMENTA DE SUCESSO PARA O ESPORTE Por: Bruno Nogueira Alexandre Orientador Prof. Jorge Vieira Rio de Janeiro 2011 2 UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” INSTITUTO A VEZ DO MESTRE O MARKETING ESPORTIVO COMO UMA FERRAMENTA DE SUCESSO PARA O ESPORTE Apresentação Candido de Mendes monografia como à requisito Universidade parcial obtenção do grau de especialista em Marketing Por: Bruno Nogueira Alexandre para 3 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus primeiramente por ter me dado forças para conduzir este estudo com firmeza e destreza. Agradeço também aos meus pais por terem me apoiado e por estarem sempre ao meu lado. Por fim agradeço a Solange Felício por todo o tempo que passou ao meu lado me ajudando a desenvolver esta pesquisa, pois sua colaboração importância. foi de extrema 4 DEDICATÓRIA .Dedico este estudo em memória de minhas irmãs, Mathildes e Denise que sempre acreditaram no meu potencial e sempre torceram por mim, e certamente estão ao meu lado me protegendo e me ajudando a superar meus obstáculos. 5 RESUMO O papel que o esporte vem desempenhando ao longo do tempo faz dele, hoje, um fator de grande influencia no comportamento de diversos segmentos do mercado. Em conseqüência, este campo de atividades vem estabelecendo fortes ligações com o setor empresarial. A consulta à literatura, no entanto, sinaliza que as relações entre esporte e marketing – ou seja, o marketing esportivo – vêm sendo alvo de um pequeno esforço em termos acadêmicos. Esse documento pretende situar o marketing esportivo como um campo de atividades com características próprias. A partir disto, objetivo do trabalho é identificar e descrever as relações estabelecidas na pratica do marketing esportivo. A fim de cumpri-lo, discutemse as possíveis nuances do tema, e apresentam-se as modalidades de negocio desenvolvidas nesse terreno. 6 METODOLOGIA Para a conclusão do referido trabalho desenvolveu-se uma vasta pesquisa bibliográfica, analisando o que os autores lidos perceberam e descreveram, como o interesse de destacar os pontos fundamentais a respeito do Marketing esportivo procurou se apresentar as varias dimensões de conhecimento diretamente relacionados com o assunto. 7 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 08 CAPÍTULO 1 - Marketing – O conceito 10 CAPÍTULO 2 - A História do Marketing Esportivo 16 CAPÍTULO 3 – Marketing Esportivo 22 CAPÍTULO 4 – Excelência no Marketing Esportivo 34 CAPÍTULO 5 – Indústria do Esporte 38 CONCLUSÃO 47 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 52 BIBLIOGRAFIA CITADA (opcional) 55 ANEXOS 58 ÍNDICE 59 FOLHA DE AVALIAÇÃO 63 8 INTRODUÇÃO O Brasil, pela sua grande variedade étnica, sua extensão territorial e pela sua grande população, pode ser considerado uma grande nação esportiva em potencial o esporte passou a ser uma das atividades mais lucrativas do setor de negócios. Desde a antiguidade, é curioso verificar a atração e a importância que o esporte assume na vida das pessoas. Seja pela pratica, ou através da identificação com algum ídolo ou equipe esportiva, todos, de uma certa forma, sentem as emoções que o esporte desencadeia, e estão em contato com atividades esportivas nas mais variadas modalidades. Nesse contexto, cresce também o numero de organizações que visualizam o esporte como um importante veiculo de comunicação e de identificação com seus públicos. Paixão e razão misturam-se, gerando comportamentos e condutas éticas dos mais diferenciados. Por isso ele apaixona, atrai e emociona. Ao associarem-se a eventos esportivos, as empresas objetivam agregar valor à marca, bem como desenvolver uma comunicação eficaz com seu publico alvo interno ou externo. O esporte é, sem dúvida, um incentivador de efeitos positivos para uma organização que necessita comunicar-se de maneira ágil com seus consumidores finais. Ele fascina adultos e crianças. As empresas procuram participar desse negocio emergente por meio de patrocínios. O estudo aqui proposto objetiva avaliar por que as empresas investem recursos em patrocínio esportivos. Os eventos esportivos compreendem também uma serie de outras atividades, como palestras esportivas, feiras esportivas, exposições, fórum esportivos, conferencias, entre outros, atraindo um publico interessado em conhecer e discutir questões referentes à área esportiva. Tais eventos têm se revelado de grande importância para as pessoas interessadas em discutir o esporte, sobretudo no que diz respeito á formulação de políticas públicas para o esporte, a inclusão social através do esporte e a formação profissional. 9 O esporte é um valor cultural que mobiliza grandes contingentes de pessoas por apresentar em sua essência um forte conteúdo lúdico e emocional. Quer como praticante, quer como espectadora, parte da população mundial vai a estádios, quadras ou piscinas em busca de um espetáculo ou à procura dos benefícios para saúde que a atividade proporciona. Na luta pelo mercado, o alvo é a imagem de um produto, o predomínio percentual de vendas, objetivando o lucro e, mesmo, a sobrevivência de uma empresa no mercado. 10 CAPÍTULO 1 – MARKETING - O CONCEITO Segundo Kotler (2000), Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros. Marcos Cobra (1992), afirma que Marketing é mais do que uma forma de sentir o mercado e adaptar produtos ou serviços, é um compromisso com a busca da melhoria da qualidade de vida das pessoas. Marketing é um processo empresarial que se desenvolveu com o crescimento das enpresas. (Pitts e Stotlar, 2002) 1.1. Ferramentas Promocionais Segundo Kotler (2000): • PROPAGANDA: pode se utilizada para desenvolver uma imagem duradoura para um produto e/ou serviço ou para estimular vendas rápidas. • PROMOÇÃO DE VENDAS: as empresas utilizam ferramentas de promoção de vendas para atrair uma resposta mais forte e rápida do comprador. Pode ser utilizada para obter efeitos a curto prazo. • RELAÇÕES PÚBLICAS: os profissionais de marketing tendem a utilizar a atividade de relações públicas menos do que poderiam; no entanto, um programa bem elaborado. Coordenado com outros elementos do mix de promoção, pode ser muito eficaz (Kotler, 2000) 11 1.2. Mix de Marketing (4 P´s) Em Kotler (2000), define-se que Mix de Marketing é o conjunto de ferramentas de marketing que a empresa utiliza para perseguir seus objetivos de marketing no mercado-alvo. Os 4 P´s representam a visão que a empresa vendedora tem das ferramentas de marketing disponíveis para influenciar compradores. Do ponto de vista da empresa compradora, cada ferramenta de marketing é projetada para oferecer um benefício ao cliente. Segundo Pitts e Stotlar (2002): “O mix de marketing envolve combinar com precisão produto, preço, promoção e ponto. Tais variáveis apresentam muitos elementos que podem ser manipulados pelo profissional de marketing esportivo, com o fim de satisfazer os desejos ou necessidades do consumidor (...)” 1.3. Segmentação de Mercados Segmentação de Mercado é um esforço para aumentar a precisão do marketing da empresa. Um segmento consiste em um grande grupo que é identificado a partir de suas preferências, poder de compra, localização geográfica, atitude de compra e hábitos de compras similares. (Kotler, 2000) Os profissionais de marketing começam pela segmentação de mercado. Eles identificam e traçam os perfis de grupos distintos de compradores que poderão preferir ou exigir produtos e compostos de marketing variáveis. Esses segmentos podem ser identificados analisando-se diferenças demográficas, psicográficas e comportamentais existentes entre compradores. Para cada mercado-alvo escolhido, a empresa desenvolve uma oferta de mercado. A oferta é posicionada na mente dos compradores-alvo como possuidora de alguns benefícios fundamentais (Kotler, 2000). Segundo Cobra (1992), identificar compradores com comportamento de compra homogêneos é o grande desafio da segmentação de mercado. 12 Pitts e Stotlar (2002) afirmam: “Segmentação da industria esportiva é a divisão da industria do esporte em segmentos industriais relativamente homogêneos. A segmentação do mercado esportivo envolve uma análise do consumidor”. A segmentação é uma estratégia de marketing por meio da qual as empresas identificam setores do mercado a serem alvo de suas ações promocionais. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) 1.4. Canais de Marketing Para alcançar um mercado-alvo, a empresa faz uso de três tipos de canais de marketing: • canais de comunicação para transmitir mensagens a compradores-alvo e deles receber mensagens. Entre esses canais estão jornais, revistas, rádio, televisão, etc. • canais de distribuição para demonstrar ou entregar produtos ou serviços tangíveis ao comprador ou usuário. • canais comerciais, como distribuidores, atacadistas e revendedores. • canais de venda para realizar transações com compradores potenciais. (Kotler, 2000) 1.5. Marketing Esportivo O Marketing esportivo é um tipo de marketing promocional que atua na dimensão institucional, objetivando difundir a marca, melhorar sua imagem e fixá-la melhor. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) É sua natureza promocional e institucional que confere ao marketing esportivo seu crescente prestigio nos dias de hoje. As empresas estão cada vez mais consciente da necessidade de preservar suas marcas e divulgar sua boa imagem diante de um publico consumidor cada vez mais exigente e fiel. 13 Segundo Pitts e Stotlar (2002), Marketing Esportivo é o processo de elaborar e implementar atividades de produção, formação de preço, promoção e distribuição de um produto esportivo para satisfazer as necessidades ou desejos de consumidores e realizar os objetivos da empresa. Francisco Paulo de Melo Neto (2003): quando da sua criação, o marketing esportivo se caracterizava pelo uso do esporte como um produto pelas empresas. Marketing esportivo é um novo segmento no mercado de comunicação. Seu objetivo principal é estabelecer um diferencial capaz de aproxima do consumidor sua imagem e seus produtos/marcas. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) A prática esportiva se transformou em um valor social e, conseqüentemente, em um poderoso instrumento de marketing. (Henrique Nicolini, 2006) Algumas empresas foram pioneiras na relação empresa esporte no Brasil, a Pirelli, já em 1980, possuía uma equipe de vôlei masculino, foi bicampeã nos anos de 1982 e 1983. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) No inicio dos anos 80, a Xerox patrocinou o basquete masculino do Fluminense e organizou competição de hipismo. Em 1987, adotou o Projeto Olímpico da Mangueira- Atletismo, vôlei e handebol-, com gasto de US$ 100 mil anuais. O resultado empolgou a empresa, que inaugurou, em dezembro de 1988, a Vila Olímpica da Mangueira. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) Em 1994 e inicio de 1995, um pool de empresas viabilizou o retorno de Romário ao Brasil, como jogador do Flamengo. O mesmo ocorreu com Túlio, do Botafogo, através do patrocínio da Pepsi. A sua concorrente, Coca-Cola, tornou-se a patrocinadora oficial da Confederação Brasileira de Futebol- CBF. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) Graças ao pioneirismo dessas empresas e à visão de futuro de seus dirigentes, o patrocínio e a promoção no esporte constituem hoje uma atividade que movimenta um grande volume de negócios, por isso, as empresas devem proteger e investir em suas marcas, porque estas constituem seu maior patrimônio. 14 1.6. Industria do Esporte Pitts e Stotlar (2002) afirma que Industria do Esporte é o mercado no qual os produtos oferecidos aos compradores relacionam-se a esporte, fitness, recreação ou lazer e podem incluir atividades, bens, serviços, pessoas, lugares ou idéias. 1.7. Marca Segundo Kotler (2000), marca é um nome, termo, símbolo, desenho, ou uma combinação desses elementos, que deve identificar os bens ou serviços de uma empresa ou grupo de empresas e diferenciá-los da concorrência. As empresas possuem marcas fortes ou potencialmente fortes e buscam novas formas de comunicação com os seus públicos e nos mercados onde atuam. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) A marca é uma forma de distinguir o produto ou serviço através do nome, termo ou símbolo, desenho ou uma combinação de dois ou mais elementos. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) 1.8. Mix de Marketing Esportivo I Pitts e Stotlar (2002) afirmam que, cada concorrente dentro de um mercado de produto específico tomará decisões do mix de marketing numa tentativa de afetar sua posição de mercado. Posição de mercado refere-se à maneira como uma maneira como uma empresa usa seu mix de marketing para influenciar a percepção do consumidor de um produto. A adequação do mix de marketing e do composto promocional do clube e/ou da entidade esportiva ao mix de marketing e composto promocional 15 da empresa patrocinadora, licenciada ou franqueada é a chave d sucesso do marketing esportivo. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003) 1.9. Plano de Marketing Esportivo O planejamento estratégico serve para fortalecer as relações entre o marketing esportivo e outras áreas funcionais administrativas da empresa. O plano de marketing esportivo é o plano de ação escrito para a empresa ou para um elemento (ou produto) da empresa (Pitts e Stotlar, 2002). 1.10. Produto Esportivo Qualquer produto que preencha as necessidades ou desejos de um consumidor quanto à esporte, ginástica ou recreação é considerado produto esportivo. (Pitts e Stotlar, 2002) 1.11. Seleção de Mídia Kotler (2000) afirma que, seleção de mídia significa encontrar a mídia eficaz em termos de custo para oferecer o número de exposições desejado ao público-alvo. O segredo do sucesso, no marketing esportivo, é saber compatibilizar a modalidade esportiva adequada à estratégia de mercado da empresa patrocinadora e ao seu perfil institucional. É neste aspecto que reside a sua força como mídia alternativa. (Francisco Paulo de Melo Neto, 2003). 16 CAPÍTULO 2 – A HISTÓRIA DO MARKETING ESPORTIVO O marketing esportivo analisa as forças externas que afetam a industria como um todo, para ganhar vantagem competitiva, além de conquistar e manter clientes, utilizando as seguintes atividades de marketing: prever necessidades, estabelecer preços, determinar quais produtos fabricar, avaliar a logística, qual mídia utilizar, quando e como anunciar e vender, garantias e descarte de produtos. O marketing esportivo evoluiu com o tempo. Toda a sua historia é feita de relatos de empresas que tentaram resolver problemas utilizando o marketing. O desenvolvimento do marketing esportivo foi influenciado pelas mudanças ocorridas no mercado, no seu crescimento, no aumento dos recursos para divulgação e mídia, no avanço da tecnologia, nos interesses dos consumidores e na economia nacional. A manipulação de produto, preço, ponto e promoção também influenciaram no desenvolvimento do marketing esportivo. 17 Não existe evento que não possa estar ligado a um objetivo de marketing. Desde os mais simples ate os mais sofisticados, sempre há uma possibilidade de vinculação com um produto ou uma instituição a ser promovida. O resultado de um investimento em marketing esportivo depende principalmente da adequação do evento à natureza do produto a ser promovido e da escolha do público-alvo. O marketing esportivo foi fundamental para que os indivíduos e empresas tentassem resolver os problemas de marketing de uma maneira geral. Sua evolução veio com o tempo. Exemplo claro disso foi o plano de marketing da H&B que tinha em vista a solução de seus problemas através do marketing, acabando por se beneficiar com técnicas, tradições e conhecimentos. Na historia do marketing esportivo, podem-se verificar diversas mudanças ao longo do tempo. Seu desenvolvimento foi influenciado por mudanças no tamanho do mercado, pela taxa de crescimento do mercado, pela rentabilidade industrial, pela disponibilidade de recursos para investimento em marketing e pelas mudanças tecnológicas. O micro e o macro marketing esportivo evoluiu entre os anos de 1880 e 1920. Nesse período, as funções de micromarketing, como planejamento de produto, desenvolvimento de produto e administração de produto, foram surgindo aos poucos. Outras funções como distribuição, preço e promoção, também se desenvolveram. Antes de 1880, o desenvolvimento de produto pouco leva em consideração a demanda do consumidor e outros elementos de marketing. Após 1880, as considerações de marketing passaram a influenciar o desenvolvimento do produto. A preocupação com o macromarketing evoluía com as estratégias de micromarketing. As condições econômicas gerais influenciaram as microdecisões quanto a campeonatos esportivos e produtos esportivos. Por volta de 1920, todos os fundamentos do moderno marketing esportivo já estavam estabelecidos. O marketing esportivo adaptou-se a novas 18 tecnologias, como cinema, rádio, televisão e Internet. Os empresários do esporte copiavam técnicas de marketing bem-sucedidas na venda de outros produtos ou serviços não-esportivos,, empregava-se atividades de marketing moderno, mas não utilizavam um plano de marketing adequado. 2.1. Plano de Marketing: Hillerich & Bradsby “Em 1921, a Hillerich & Bradsby (H&B), fabricante do taco de beisebol Louisville Slugger, tornou-se a indústria líder na produção de tacos de beisebol. A conquista dessa posição resultou da implementação de um plano de marketing. Esse plano incluía uma análise de forças externas (macromarketing), queestavam além do controle da H&B. A reação da empresa a tais forças resultou em decisões quanto a seu produto, ponto, preço e promoção (micromarketing). Uma análise do plano de marketing da H&B informará os leitores sobre os elementos de marketing esportivo e serve como introdução ao desenvolvimento histórico do marketing. (Pitts & Stotlar, 2002)”. Um grande exemplo para a história do marketing esportivo é o Plano de Marketing de Hillerich e Bradsby. A história conta que, em 1921, a H&B – Hillerich & Bradsby, empresa fabricante de tacos de beisebol, era a líder no mercado. Isso foi resultante da implementação de um plano de marketing, no qual era feita uma análise das forças externas (macromarketing). Com essa análise, a empresa tomou decisões com relação aos produtos, ponto, preço e promoção (micromarketing). O plano de marketing da H&B considerou as forças externas (macromarketing) e criou respostas internas (micromarketing) tanto para utilizar como combater as forças externas. Foi uma estratégia competitiva. O plano utilizava os recursos da H&B para manipular produto, pronto, preço e promoção em resposta a influências além do controle direto da empresa. Tais influências eram na verdade grandes agregados que influíam na economia nacional em geral e na indústria de tacos de beisebol em particular. O plano de marketing da H&B começou com uma análise de toda a industria: tamanho do mercado, taxa de crescimento do mercado, rentabilidade industrial, política 19 governamental, disponibilidade de recursos, mudanças tecnológicas, economias de escopo e de escala, preferências do consumidor e economia nacional. O plano de marketing da H&B procurou capitalizar sobre as oportunidade da industria e as forças da empresa, ao mesmo tempo em que mitigavam as ameaças da industria e as fraquezas da empresa. FORÇAS EXTERNAS (MACROMARKETING) RESPOSTAS INTERNAS (MICROMARKETING) AUMENTO DO TAMANHO DO MERCADO PRODUTO TAXA DE CRESCIMENTO DO MERCADO PONTO RENTABILIDADE INDUSTRIAL PREÇO MUDANÇA DA POLITICA PROMOÇÃO GOVERNAMENTAL DISPONIBILIDADE DE RECURSOS MUDANÇAS TECNOLOGICAS ECONOMIAS DE ESCOPO ECONOMIAS DE ESCALA PREFERENCAS DO COMPRADOR POR PRODUTOS DIFERENCIADOS ECONOMIA NACIONAL Tabela I – Forças Externas X Respostas Internas (Fonte: Pitts & Stotlar, 2002) 2.2. Plano de Marketing Esportivo Como toda gestão estratégica, um clube de qualquer outra modalidade esportiva deve ser gerido e administrado como uma empresa, ou seja: investimento para obtenção de lucratividade, rentabilidade e visibilidade por parte dos clientes. Um primeiro passo, fundamental para a consolidação de essa estratégica acontecer e ter sucesso, é com relação à maneira como se encara o mercado. Em inúmeros casos, as decisões de implantação de um produto ou serviço não vêm de encontro com as necessidades do cliente. E uma questão 20 relevante acaba sendo desprezada nesse início de projeto: uma pesquisa de mercado, para entender qual o perfil do consumidor e suas reais necessidades. No esporte em geral, isso não é novidade. Quantas vezes, clubes definem contratações de jogadores que acabam tendo pouca participação efetiva e em seguida são dispensados, entre outros inúmeros exemplos de investimentos que não geram retorno. Clubes não traçam uma filosofia de trabalho, não desenvolvem uma visão conjunta aos seus funcionários e jogadores, não estabelecem uma missão a ser cumprida por todos. Títulos são importantes para a história de um clube e alavanca investimentos, não temos dúvidas. A conta é simples: em um campeonato de vinte clubes, apenas um leva a taça. E os outros dezenove? Simples: se não houver planejamento estratégico, não vão ter histórias pra contar... Os esforços de marketing de uma empresa são orientados por um documento estratégico, que é o plano de marketing. A implementação das atividades de marketing esportivo deve ser precedida desse plano, que precisa ser bem desenvolvido. Há uma variedade de formatos apropriados, mas o importante é que esse plano focalize os esforços de marketing esportivo num mercado-alvo bem definido e considere os efeitos do ambiente externo (economia do país, situação política etc.). Um bom plano de marketing esportivo deve conter componentes que atinjam o resultado esperado, tais como: análise da situação, levantamento de oportunidades e ameaças, identificação de objetivos, estratégias, táticas e avaliação. Na realidade, as empresas devem proceder a uma análise do mercado como um todo, em que o esporte é um diferencial para que possam alcançar seus objetivos. A elaboração de um plano de marketing esportivo segue os mesmos passos da elaboração do plano estratégico. Devemos estabelecer metas, estratégias e políticas. As metas correspondem a etapas do objetivo. Etapas da elaboração do plano de marketing: 1. Definição da atividade e aprovação do plano. 21 2. Levantamento das informações essenciais. 3. Formação da equipe profissional (quando não existir). 4. Criação do plano. 5. Implantação e execução do plano. 2.2.1. Programação A programação é conseqüência do plano de marketing por formar o resultado de todo o processo do planejamento estratégico e tático. É a parte operacional do planejamento de marketing. O profissional responsável pelo planejamento, ao elaborar a programação, reúne todo o grupo que participou da criação do plano para transformá-lo em realidade. Em resumo, é a execução prática de tudo aquilo que já foi discutido e traçado. A programação deve estipular prazos para as tarefas e responsáveis por seu cumprimento. Para facilitar o desenvolvimento e o andamento das atividades, é comum que a programação seja apresentada em forma de cronograma, que deve discriminar as etapas do trabalho e o tempo de duração de cada fase. Isso pode ser mostrado pela evolução diária ou mensal, de acordo com as características de cada caso. 22 CAPÍTULO 3 - MARKETING ESPORTIVO O marketing esportivo é um novo segmento no mercado de comunicação. Seu principal objetivo é estabelecer um diferencial capaz e aproximar do consumidor sua imagem e seus produtos. Segundo Francisco Melo Neto (2003), suas maiores vantagens são pouco ou nenhum risco, custos menores e grandes margem de êxito. O marketing esportivo pode ser considerado uma função importantíssima de um negócio esportivo, devido ao crescimento fenomenal da industria do esporte. Esse crescimento mostra um numero cada vez maior de empresas e produtos esportivos, o que significa um aumento na concorrência. O marketing esportivo deve ser utilizado pelas empresas como uma ferramenta empresarial, orientando-se no negócio para enfrentar a concorrência, verificando quais as necessidades e desejos dos consumidores e desenvolvendo estratégias e preços. O patrocínio esportivo contribui muito para a imagem de uma marca junto ao público alvo. O patrocínio não precisa estar ligado ao evento. A imagem de uma instituição ou produto pode também estar ligado ao prestígio dos atletas. O esporte já demonstrou ser um excelente produto para as empresas, para o governo, para a mídia e para os órgãos representativos da sociedade. É parte integrante da industria de entretenimento, que gera muita receita e muitas oportunidades de empregos. O Marketing Esportivo é uma ferramenta eficiente na disputa pela preferência do consumidor e também é uma forma de se sobressair em meio a uma mídia tão cheia de mensagens, das quais apenas a minoria atinge seus objetivos. A associação de empresas e produtos a atividades esportivas é uma estratégia que envolve o consumidor, fortalece a imagem institucional e traz enormes retornos mercadológicos, com uma relação custo/benefício bem razoável. 23 Dentro do Marketing Esportivo, podemos destacar duas ações diferentes: • Marketing no Esporte: é a utilização das ferramentas de marketing a serviço do produto esporte por empresas promotoras de eventos, clubes esportivos, secretarias de esporte, associações recreativas, escolas, federações, etc. O objetivo principal é colocar no mercado, atividades esportivas organizadas que apresentem pré-disposição ao consumo. • Esporte no Marketing: é a utilização de determinada atividade esportiva, como ferramenta de marketing para atingir um público específico, como patrocínio e atletas, equipes e eventos esportivos. Essa é uma estratégia usada, principalmente, por grandes empresas para se aproximar de seus consumidores. Todas as atividades de marketing esportivo devem começar entendendo qual a missão e a situação em que a empresa se encontra. A partir daí é que se pode tomar decisões e elaborar estratégias. A missão e os objetivos da empresa tem de andar lado a lado. Os objetivos trilham o caminho que a empresa tem que seguir para alcançar a missão da empresa. Marketing Esportivo é mais do que apenas comercializar espaços em eventos, mais do que apenas patrocinar equipes ou atletas, mais do que inundar o evento com placas, outdoors, placares luminosos, etc, provocando uma certa overdose aos consumidores. O Marketing Esportivo é a utilização do esporte como um veículo de comunicação de massa com o consumidor. Depois do rádio, jornal, revista, outdoor e tv, o esporte se apresenta como um poderoso veículo de comunicação. Um veículo que provoca interatividade, dinâmica e aproximação com o consumidor final. Possui atributos capazes de enriquecer a imagem de produtos e instituições, tais como sucesso, garra, energia, competitividade, treinamento, ética, beleza, juventude, coragem e alegria, que se integram aos valores do patrocinador de maneira sutil e consistente. 24 3.1. Pesquisa de Mercado de Marketing Esportivo A empresa esportiva precisa de informações. Informar-se é necessário para se tomarem decisões relacionadas a aspectos financeiros da empresa esportiva, desenvolvimento de produto, estratégias de preço, de distribuição e promocionais e a todas as demais funções e operações dentro da empresa. As informações vêm de pesquisa. Os dados de pesquisa consistem numa análise constante da concorrência e do consumidor. A pesquisa de marketing pode ser uma tarefa fácil ou um trabalho complexo e demorado. Mas por que fazer pesquisa? Quais os objetivos? Sem pesquisa todas as suas decisões são arriscadas. Quando não se toma uma decisão baseada em pesquisa a empresa arrisca-se a cometer um erro, podendo afetar todo o processo de divulgação. Um dos objetivos da pesquisa de Marketing Esportivo é estabelecer uma ligação entre o consumidor da indústria do esporte e a empresa esportiva. Os profissionais da empresa podem se valer das informações sobre o consumidor para conhecer os consumidores potenciais e saber o que querem, além de ajudar a identificar oportunidades, problemas e ameaças de marketing. Capacitar novas idéias ou produtos, conquistar novos mercados específicos, e principalmente gerar resultados positivos para a empresa. 3.1.1. O Consumidor e o Concorrente O profissional de marketing esportivo precisa de informações relativas ao consumidor para tomar decisões estratégicas quanto a que o consumidor deseja, quando pode pagar, onde vai comprar e que métodos e mensagens atrairão esse consumidor. Além de informações do consumidor, são necessárias informações relativas aos concorrentes e a indústria a fim de entender os pontos fortes e fracos do concorrente e poder comparar sua empresa com a concorrência. As informações sobre a concorrência ajudam o profissional de marketing esportivo a elaborar estratégias com base no que a concorrência está fazendo. 25 Figura II – Processo de Pesquisa de Marketing Esportivo (Fonte: Pitts & Stotler, 2002) 3.2. Segmentação no Marketing Esportivo De acordo com Pitts e Stotler (2002), segmentação é a divisão de um todo em partes. No negócio esportivo, a segmentação envolve dividir uma população em segmentos de mercado. Segmentação da Industria Esportiva é a divisão da industria do esporte em segmentos industriais relativamente homogêneos. 26 A segmentação do mercado esportivo envolve uma análise do consumidor e a análise do consumidor envolve um estudo de um mercado total ou população e a divisão desta população em grupos com características semelhantes. O principal objetivo da segmentação do mercado é a especialização. Usando a análise e a segmentação de mercado, a empresa esportiva pode escolher um ou mais segmentos do mercado consumidor e em quais se concentrar e se especializar para atender as suas necessidades. Analisando um determinado segmento, a empresa pode fazer uma comparação mais detalhada com relação à concorrência e determinar se aquele segmento é o correto para entrar numa competição. Concentrando as atenções para apenas um determinado segmento, a empresa concentra-se em criar novos produtos, novos preços, novos serviços, novas propagandas e novos métodos promocionais, podendo então, obter cada vez mais resultados positivos num mercado altamente competitivo. 3.3. Patrocínio Esportivo De acordo com Contursi (1996), o patrocínio é constituído de alguns importantes fatores. Tais fatores permitem os direitos de utilização de logotipos, nomes, marcas e/ou representações gráficas, significando uma conexão do produto com o evento. Estes direitos podem ser utilizados em publicidade, promoções, propaganda ou outras atividades que sejam empregados pelo proprietário; o direito de exclusividade na associação de um produto ou categoria de serviços; direito de intitular um evento ou instalação esportiva; o direito de intitular várias designações na conexão com um produto/evento, tal como “patrocinador oficial”; o direito sobre a utilização de um produto ou serviço; o direito de conduzir determinadas atividades promocionais, de acordo com o contrato de licenciamento, tais como sorteio ou vendas dirigidas. O patrocínio é uma ação promocional cujos resultados vêm afetando cada vez mais o sucesso das estratégias de marketing das empresas. Hoje, é 27 crescente o número de empresas que, atuando como patrocinadoras do esporte utilizam as ações de patrocínio como fator de alavancagem das suas ações estratégicas de marketing. A empresa patrocinadora é o grande investidor do esporte, e em pouco tempo deverá assumir este papel na cultura e no social, superando o Estado. É dela que vêm os recursos financeiros para custear as despesas de promoção e realização de eventos esportivos, culturais e sociais. Em troca, exige a promoção institucional de suas marcas através de exposição máxima, veiculação máxima, adequação perfeita entre o seu produto e a modalidade esportiva escolhida, e o máximo de agregação do valor ao seu nome e marca. Quando falamos de grandes investidores no esporte, estamos abordando praticamente, todo o universo das grandes corporações multinacionais e grandes empresas nacionais. São elas que promovem suas marcas através de ações de marketing esportivo, pois descobriram a força do esporte como mídia alternativa. Utilizam o esporte como estratégia de globalização de suas marcas, de promoção de seus produtos e de mega-eventos esportivos, dos clubes de maior projeção, das equipes, das ligas, das federações e dos atletas consagrados. Na condição de ação promocional de caráter estratégico, o patrocínio atua como elo de ligação entre mix de marketing da empresa e o seu composto promocional. 3.4. Evento Esportivo A criação ou promoção de eventos tem vários pontos de contato com os negócios de patrocínio. Na prática, aliás, um evento só pode ser levado a efeito se a entidade promotora obtiver o respaldo de um grupo de patrocinadores dispostos a vincular seus nomes ao acontecimento, como forma de estreitar seus laços com determinado segmento do público. A especificidade dessa classe de atividade, no entanto, está no fato de os eventos estarem voltados mais diretamente para o que se pode denominar de negócios de oportunidade, aqueles que surgem em decorrência de fatos 28 momentosos — e, muitas vezes, momentâneos — tais como a exploração da boa fase de um atleta, do sucesso de uma equipe ou da colocação em voga de uma determinada modalidade esportiva. Para Tenan (2002), os eventos esportivos, como Campeonatos, Copas e Olimpíadas além de ter um caráter de integração e paz entre os povos, são de conhecimento geral o empenho da iniciativa privada e pública na disputa pela realização desses grandes eventos. Nas últimas décadas, além de proporcionar prestígio às associações e governos que os promovem, vêm sendo alvo de significativos investimentos por parte das empresas que buscam firmar sua marca, veiculada na mídia provocada pelos jogos. Rezende (2000) reforça tais argumentos afirmando que podemos ter quatro tipos distintos de eventos esportivos, definidos a partir do seu porte, ou seja: pequeno, médio, grande e megaevento. • Eventos Esportivos de pequeno porte: são competições internas de clubes e associações. • Eventos Esportivos de Médio porte: são competições abertas de abrangência Municipal e regional. • Eventos Esportivos de Grande porte: são competições inter- regionais e estaduais. • Megaeventos: são competições nacionais e internacionais. 3.4.1.1. Produtos e serviços "Um serviço é qualquer ato ou desempenho essencialmente intangível que uma parte pode oferecer a outra e que não resulta na propriedade de nada. A execução de um serviço pode estar ou não ligado a um produto concreto" (KOTLER, 2000). No caso do evento esportivo, conforme abordagem de Kotler, pode-se então, posicioná-lo como um serviço na relação entre clube e torcida. O fato de serem intangíveis, inseparáveis, invariáveis e perecíveis torna os serviços oferecidos algo de difícil controle e desenvolvimento para o 29 planejamento de marketing. O composto de marketing de serviço é ampliado para mais três elementos: pessoas, evidência física e processo. Ao contrário de um produto que é algo tangível, nos serviços, os funcionários e os clientes fazem parte do processo de fabricação e consumo simultaneamente, cabendo à empresa oferecer treinamento adequado a ambos. A evidência física refere-se aos componentes tangíveis que exercem influência sobre o desempenho dos serviços e podem oferecer uma percepção de valor ao cliente, como instalações e equipamentos. Já o item processos, se refere à padronização de métodos e procedimentos que garantem a menor variabilidade possível no desempenho entre os serviços. 3.5. Local e distribuição O segundo elemento do composto de marketing é o ponto de distribuição que é definido pelo lugar onde o produto ficará exposto. Os produtos ou serviço precisam estar bem posicionados, o que significa estar próximo ao seu mercado consumidor. A distribuição, em marketing, significa disponibilizar o produto ou serviço ao cliente na forma em que seja mais fácil e conveniente adquiri-lo (KOTLER, 2000). O mix de marketing é a mistura estratégica de quatro elementos: os 4 P´s – Produto, Preço, Promoção e Ponto. A criação do mix de marketing envolve o processo de descobrir ou elaborar a combinação correta dos elementos preço, produto, promoção e ponto. Tais variáveis apresentam vários elementos que podem ser manipulados pelo profissional do marketing esportivo, com o fim de satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores e elaborar estratégias competitivas. • Produto: é o que a empresa esportiva tenta vender. O desafio é produzir o produto certo para cada consumidor. Os produtos podem ser bens, serviços, pessoas, lugares e idéias. • Preço: é o valor de troca do produto. Deve-se determinar o preço certo para cada consumidor. O preço pode ser manipulado de várias maneiras. 30 • Ponto: envolve o processo de levar o produto ao consumidor. Chama-se também, distribuição: distribuir o produto esportivo ao consumidor. • Promoção: inclui a propaganda e outros métodos promocionais elaborados para chamar a atenção do consumidor. Consiste no processo de criar interesse num produto. A estratégia básica para o profissional de marketing esportivo ao elaborar um mix de marketing é fazê-lo para um mercado consumidor específico. Identificando os seguimentos e selecionando os mercados-alvo, o profissional de marketing esportivo destaca elementos do mix de marketing específicos para o consumidor. 3.5.1. Estratégias do Mix de Marketing na Indústria do Esporte A estratégia básica para o profissional de marketing esportivo ao elaborar um mix de marketing é fazê-lo sob medida para um mercado consumidor específico. Ao identificar os segmentos de mercado consumidor e selecionar mercados-alvo, o profissional de marketing destaca elementos do mix de marketing específicos para o consumidor. O processo de gestão de marketing no esporte inicia-se com a compreensão do mercado no qual a organização atua. Através de pesquisas e sistemas de informação de marketing, pode-se conhecer o consumidor (quem é, o que quer, onde está), analisar o mercado (quantos são) e identificar a concorrência. Os elementos do mix de marketing ser inter-relacionam. Isso significa que cada elemento afeta os demais. O profissional de marketing esportivo deve encontrar a combinação certa e tomar decisões com base em informações obtidas na pesquisa de marketing. O profissional de marketing esportivo manipula todos os elementos do mix de marketing por dois motivos: primeiramente, para continuar nos negócios e, em segundo lugar, para ter sucesso. A única maneira de alcançar os dois objetivos é oferecer produtos que vendam, a um preço que seja pago, em 31 pontos onde possam ser adquiridos e apelem ao consumidor. É responsabilidade do profissional do marketing esportivo controlar e administrar o mix de marketing. As decisões inerentes aos elementos do mix de marketing devem levar em conta o que o consumidor deseja, o que a concorrência tem, sua adequação à empresa e as restrições legais, éticas e políticas. 3.6. Porque Investir em Marketing Esportivo? Pode-se dizer que existem vários fatores responsáveis pelo investimento no esporte por parte de empresas dos mais diversos setores. Entretanto, dois deles são fundamentais para que se entenda o porquê do segmento ter se tornado referência para empresários: 1) Presença constante do esporte e suas variáveis na mídia em geral – vemos pelo número crescente de programas esportivos nas emissoras de rádios, TVs e Internet. 2) O sucesso obtido no esporte é transferido para o patrocinador, gerando um retorno institucional e de vendas para os seus investidores – houve marcas que foram amplamente divulgadas que até hoje está relacionada com seus clubes. além de ser uma forma de comunicação saudável, envolve sentimentos de uma grandeza insuperável que só o esporte pode oferecer. Adrenalina, alegria, conquista, vibração e emoção são alguns dos elementos que fazem da atividade um misto de aventura e poder. A função do marketing, no entanto, é conciliar as demandas do mercado com a paixão do esporte, proporcionando prazer em troca de resultados. Tudo isso sem esquecer o papel dos ídolos, que, nesse processo, são os verdadeiros porta-vozes do mercado, com suas mensagens traduzidas em forma de talentos esportivos. 3 7. Mix de Marketing Esportivo II Mix de marketing é a mistura de quatro elementos, chamados os 4ps. Trata-se de produto, preço, ponto (distribuição) e promoção. A criação do mix 32 de marketing envolve o processo de descobrir ou elaborar a combinação correta dos elementos. No âmago do processo de tomada de decisões está pesquisa que conduziu e o conhecimento que se obteve sobre o consumidor, a concorrência, a companhia e o clima. Todos os fatores merecem igual atenção. Se o profissional de marketing esportivo ignorar um ou outro, aumentam as chances de se tomar uma decisão errada ( Schnaars, 1991). Segundo Francisco Melo Neto (2003), Produto: atleta,Clube, evento e marca. - Preço: valor do patrocínio e das demais alternativas viáveis de comercialização (licenciamento, franchising, serviços, venda de imagem, venda de ingresso etc.) - Distribuição: os canais de distribuição utilizados pelos ou entidade esportiva e empresa patrocinadora: licenciados, franqueados, lojas próprias, estandes no local do eventos etc.; - Promoção: envolvendo todas as atividades que formam o seu composto promocional: propaganda, merchandising, vendas diretas (telemarketing, TV interativa etc.), assessoria de empresa, relações publicas. - Os Clubes e entidades esportivas (confederações, federações e ligas) têm dois tipos de produtos para serem comercializados: o Patrocínio e a Marca. Entidades como a Confederação Brasileira de vôlei e a Confederação Brasileira de futebol obtém grandes lucros na venda do patrocínio dos seus atletas, equipes e competições. Clubes como Flamengo e São Paulo faturam alto com a comercialização de suas marcas, através de contratos de licenciamentos e franquia. As outras alternativas de receita – venda de serviços (escolinhas, sauna, ginástica); arrendamentos e alugueis (restaurantes, butique, bar); venda de ingressos; venda de títulos e recolhimento de taxa de manutenção. Venda de imagem e dos direitos de transmissão dos jogos do clube pela televisão são também alternativas de receita muito utilizadas pelos clubes e entidades esportivas. 33 A distribuição é talvez o aspecto mais critico do composto. Os clubes e entidades ainda não sabem explorar, através de parcerias, os canais de distribuição já existente no mercado para colocarem seus produtos à venda, uma boa estratégia de distribuição seria a venda de ingressos para seus jogos e ventos através da rede de distribuição dos seus patrocinadores oficias. A promoção é o fator fundamental no sucesso do marketing esportivo. Os clubes e as entidades esportivas devem planejar, divulgar seus produtos e, principalmente, saber promovê-los, através de ações de propaganda, relações publicas, merchandising, assessoria de imprensa e telemarketing. 34 CAPÍTULO 4 – EXCELÊNCIA NO MARKETING ESPORTIVO 4.1. Confederação Brasileira de Vôlei: um centro de excelência na administração do esporte Quando assumiu a direção da entidade, em 1975, Carlos Nuzman começou a criar uma estrutura totalmente profissional nesta entidade. O seu primeiro passo foi dar início a uma série de mudanças no processo de gestão da Confederação Brasileira de Vôlei – CBV, a começar pela informatização de suas atividades. Em 1980, ele proibiu a transferência dos jogadores da seleção para a Itália. Em 1991, fez o mesmo em relação ao vôlei feminino. Criou o ranking nacional para todas as equipes feminina e masculina. Seu objetivo era evitar o desequilíbrio técnico entre as equipes. Cada equipe não podia ultrapassar um limite de pontos na contratação dos atletas. Criou-se uma estrutura administrativa que hoje é um modelo de organização na administração do esporte brasileiro. A CBV tem departamentos distintos para eventos e seleções. Esta diferenciação estrutural propiciou mais agilidade decisória e operacional à entidade. Atualmente, a CBV pode organizar grandes eventos em apenas poucos meses. Criaram-se diversos produtos – além de novas competições, como a Superliga, a mais recente, e as próprias seleções em todas as categorias. E transformou-se a preparação dos atletas em projetos de médio a longo prazos. As conquistas das medalhas de prata, em Los Angeles e de ouro, em Barcelona, foram frutos de um trabalho de planejamento de médio e longos prazos. Uma outra ação importante foi o fortalecimento e o desenvolvimento das ações de marketing voltadas para os seguintes aspectos: 35 - criação de eventos de impacto, através da estratégia de trazer para o Brasil competições internacionais; - venda do patrocínio (hoje, a CBV é patrocinadora pelo Banco do Brasil); - assessoria de imprensa e relações públicas e um trabalho de mobilização junto a segmentos de público, em especial o público jovem que constitui a grande torcida de vôlei; e - montagem de uma estrutura eficaz de apoio aos atletas. No que diz respeito ao marketing, a CBV inovou porque terceirizou tais atividades –ou seja, contratou empresas de marketing para administrar não apenas a entidade como um todo, mas também cada um dos seus principais produtos. Outra ação importante foi ocupar-se postos-chaves nas federações internacionais. O próprio Carlos Nuzman foi membro de duas comissões na Federação Internacional de Vôlei, presidente da Comissão Jurídica, vice-presidente da Federação Internacional e presidente do Conselho Mundial de Vôlei de Praia. E um de seus colaboradores, Célio Cordeiro, é membro da Comissão de Leis de Jogo. Resultados A estratégia de profissionalização deu certo. Os resultados não tardaram a chegar. Surgiram os títulos mundiais e olímpicos, a conquista de patrocinadores e de um patrocinador permanente (Banco do Brasil), a popularização do esporte, a revelação de novos talentos, a criação de competições dentro dos melhores padrões de organização do mundo e a conquista de um espaço valioso junto à mídia. A CBV trouxe as suas estrelas de volta ao Brasil, revelou outros grandes jogadores e projetou a imagem do Brasil no exterior. Um trabalho de sucesso na administração e no marketing esportivo em nosso país e no mundo. 36 4.2. Case – Banco do Brasil Levanta a Bola e Rejuvenesce sua Imagem O Problema Uma pesquisa realizada em 1985 revelou os primeiros indícios de que o Banco do Brasil estava com a sua imagem comprometida. Uma imagem envelhecida que se refletia na idade média dos seus clientes, quase todos na faixa etária entre 50 e 65 anos. O Banco do Brasil era percebido por todos como uma instituição velha e tradicional. Diante deste quadro, algo deveria ser feito para rejuvenescer a imagem do banco. A melhor estratégia para conseguir esta mudança era identificar o banco para o público mais jovem. O esporte e a música foram as atividades mais identificadas para este segmento. Em janeiro de 1991, o banco foi o co-patrocinador do Rock in Rio. A opção pelo esporte veio mais tarde. A Busca da Solução O Banco do Brasil escolheu o marketing esportivo como a sua principal ferramenta mercadológica, e a modalidade escolhida foi o patrocínio e a promoção esportiva. A modalidade esportiva escolhida foi o vôlei. Em primeiro lugar, porque era um esporte em ascensão no Brasil. E porque era um esporte assistido pelo público jovem na televisão e nos estádios. Teve início a exposição maciça da marca Banco do Brasil durante a realização dos jogos olímpicos de Barcelona, através do patrocínio das equipes brasileiras de vôlei e da torcida uniformizada. Com a conquista do ouro olímpico, o banco obteve um excelente retorno institucional. O banco tornou-se o patrocinador oficial da Confederação Brasileira de Vôlei – CBV. 37 A partir daí, os investimentos no esporte não pararam de crescer. Surgiram os famosos “circuitos Banco do Brasil de vôlei de praia”, através dos quais o banco reforça a sua imagem e consolida sua presença em diversas cidades e mercados do interior do Brasil. No início de 1995, o Banco do Brasil marcou forte presença no Festival Olímpico de Verão realizado no Rio de Janeiro. Resultados Uma pesquisa da DataFolha realizada em 1992 demonstrou o sucesso das estratégias de marketing esportivo utilizadas pelo Banco do Brasil. Nos vários itens levantados pelo instituto de pesquisa, a liderança do mais antigo banco brasileiro foi inquestionável. Alcançou 47% das menções de lembrança da marca, e 46,1%, quando o assunto era confiabilidade. De fevereiro de 1992 a fevereiro de 1993, a instituição subiu 11 pontos percentuais no ranking “Top of Mind”. O Banco do Brasil conseguiu manter sua força de marca junto à população. 38 CAPITULO 5 – INDÚSTRIA DO ESPORTE “Industria do esporte é o mercado no qual os produtos oferecidos aos compradores relacionam-se a esporte, fitness, recreação ou lazer e podem incluir atividades, bens, serviços, pessoas, lugares ou idéias. (Pitts e Stotlar, 2002).” A industria do esporte é muito grande e diversificada. O profissional de marketing esportivo deve avaliar constantemente o que afeta a industria, porque tal influência pode ser algo que cause impacto em um produto ou negócio, levando ao sucesso ou ao desastre. Analisando e compreendendo como os fatores afetam o produto ou negócio, o profissional de marketing esportivo pode elaborar decisões e estratégias que levarão ao sucesso. A indústria esportiva gira em torno da criação e realização de eventos com a finalidade de oferecer entretenimento para a comunidade. A promoção deste não resulta somente na atração do público ao local em que se realizará o evento esportivo e na geração de renda aos detentores dos seus direitos, mas também impulsiona paralelamente diversos negócios no mercado do esporte. O merchandising, o patrocínio esportivo, o licenciamento e o fornecimento de material esportivo são as formas mais usuais de comercialização. Uma empresa deve descobrir o que seu consumidor quer e fornecer o produto. Embora pareça uma regra fácil de seguir, existem muitas funções a executar e às quais dedicar análise crítica e administração adequada a fim de se tomarem decisões de marketing bem sucedidas. Não é tão simples identificar o que alguém quer ou precisa e então fornecer o produto ou serviço. O ser humano é um organismo complexo que se afeta por uma considerável variedade de fatores. O profissional de marketing pode até descobrir o que o consumidor quer hoje, mas amanhã tudo pode ter mudado... Atualmente, as empresas da indústria do esporte enfrentam uma quantidade grande de concorrentes. Todo negócio esportivo deve empregar o marketing esportivo como função empresarial. É a função que orienta o negócio esportivo a identificar os produtos de que os consumidores precisam 39 ou desejam. É a função que identifica e analisa a concorrência. Que desenvolve estratégias de preços. Que desenvolve estratégias promocionais com relação aos produtos da empresa a fim de atrair o consumidor. É a função que identifica como levar o produto ao consumidor. 5.1. O Produto Esportivo Para Kotler (1984), “Produto é tudo aquilo capaz de satisfazer um desejo ou uma necessidade. Consideremos como produto esportivo: • Marca: é o fator de maior importância para o desenvolvimento do produto esportivo. Esta se apresenta com os nomes das diversas modalidades esportivas e seus símbolos (logomarcas). Uma organização de administração esportiva deve ter apenas uma marca individualizada, para se comunicar com o mercado. A marca deve estar em consonância e equilíbrio com os demais compostos do produto. • Qualidade: a qualidade está ligada a tudo que possa ocorrer como causa ou efeito do esporte, onde o maior beneficiário será sempre o consumidor, buscando sempre excelência nos resultados. O primeiro passo do planejamento de produtos é determinar que tipos de produtos oferecer. Este planejamento envolve o estudo do mercado ou do segmento de mercado específico, resultando assim na segmentação dos consumidores. O estudo constante do seu produto e de todos os produtos semelhantes orientará as decisões referentes ao desenvolvimento ou diversificações do produto, estratégias de preço e promocionais. Assim como as pessoas, os produtos passam por mudanças e estágios ao longo de sua existência. O produto inicia a vida como idéia. Ao ser introduzido no mercado, passa por uma fase de crescimento, uma fase de maturidade, até que ocorra o seu declínio e retirada do mercado. Embora os estágios de um produto possam ser medidos usando-se vários fatores, incluindo vendas e lucros, o período de tempo de cada estágio pode variar muito. 40 Deve-se compreender que cada estágio pode ter as mais variadas durações, dependendo do produto. O desafio é ser capaz de reconhecer o estágio do ciclo de vida de cada produto e tomar decisões de marketing de acordo com cada momento. 41 CONCLUSÃO O Produto esporte deveria ser uma verdadeira preocupação nacional, seus valores e sua aplicabilidade no contexto educacional são indiscutíveis. O Planejamento estratégico deve ser obrigatório em todas as modalidades esportivas, a fim de se obter integração e coerência nos planos, programas e projetos. O Marketing Esportivo é necessário de ser compreendido e de ser aplicado. O dirigente esportivo tem que ser ético em seus relacionamentos e estar compromissado socialmente com os resultados que podem ser conseguidos. O esporte é um agente integrador e mobilizador das causas sociais de qualquer país desenvolvido. O esporte foi transmudado em relação a todas as formas anteriores. Com a inserção da mídia e, utilizando-se principalmente desse canal, na indústria do entretenimento, a lógica da produção do espetáculo passou a ser a lógica da sociedade de consumo de massas. O esporte tornou-se um grande espetáculo de massas. Este estudo serve para mostrar a importância do Marketing Esportivo nesta industria que cresce a cada dia: ESPORTE. Pesquisas, consumidores, concorrentes, tantos itens fundamentais para o estudo deste tema. É necessário fazer uma interligação entre todos estes itens para que se tenha um retorno positivo para uma empresa que utilize o marketing esportivo para promover uma marca, um produto. 42 ANEXOS Índice de anexos Anexo 1 >> Reportagens – Case Jogos Pernambucanas Anexo 2 >> Reportagens – Case 43 ANEXO 1 REPORTAGENS CASE 1 – JOGOS PERNAMBUCANAS Os Jogos Pernambucanas, centralizados no oeste do Paraná e de Santa Catarina, foi uma ação voltada ao público estudantil com o objetivo de uma aproximação daquela rede de lojas com o jovem. Por esta razão, o evento chegou a receber o nome de “Jogo do Oeste” nos dois primeiros anos em que foi realizado. O certame teve caráter poliesportivo. Dele constavam as modalidades masculina e feminina de voleibol, handebol, futebol de salão (só masculino), basquetebol e atletismo, representado por uma grande prova pedestre realizada em seqüência à solenidade inaugural. Conforme a sede, essa cerimônia era efetuada em ginásio coberto ou na rua principal da cidade, com a participação de bandas, fanfarras, desfilantes e enorme presença popular. O palanque das autoridades era armado defronte da loja do cliente. A abrangência dos jogos era muito grande, pois reunia cidades integrantes de uma área geográfica que ia de Cambará, na divisa do Paraná com São Paulo, até Concórdia, perto da divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. A forma de se tornar exeqüível um evento em uma área territorial tão extensa foi a realização de competições classificatórias em sub-sedes, dispostas geograficamente de modo a abranger toda a região prevista pelo regulamento. Uma programação uniforme era levada a efeito nas competições classificatórias. Nas modalidades coletivas, as duas melhores equipes garantiam seus lugares para a grande final. Grande participação ocorria nestas competições regionais, que tinham também âmbito intermunicipal. Este fato lhes conferia um valor próprio, independentemente de seu cunho seletivo. 44 Havia nelas os principais ingredientes do sucesso, que eram um número significativo de cidades e uma enorme quantidade de participantes, além de grande entusiasmo e rivalidade. A iniciativa foi disputada em sedes importantes, como Pato Branco (PR), Guarapuava (PR), Chapecó (RS), Maringá (PR), Videira (SC), Londrina (PR), Apucarana (PR), Concórdia (SC), Caçador (SC), Foz do Iguaçu (PR), e outras. Logo no primeiro ano de realização dos jogos, houve a presença de 100 escolas, 55 cidades e 10.000 colegiais, total que triplicou com o decurso dos sucessivos eventos. Adaptando-se os Jogos Pernambucanas ao campo de interesse do cliente, foi incluído no regulamento, tanto na fase regional quanto na final, um concurso de música (interpretação e criação) e um desfile de criatividade e moda, em que as desfilantes eram colegiais vestindo roupas condizentes à sua faixa etária. A disputa final, conseqüentemente, mobilizava todos os segmentos sociais da cidades-sede e a sua implementação implicava em uma verdadeira operação de guerra. Colégios serviam de alojamentos para os estudantes procedentes de outros municípios. Armavam-se refeitórios nos próprios estabelecimentos de ensino, e as Associações de Pais e Mestres eram contratadas para o fornecimento das refeições. Um evento como este sempre contou com a plena colaboração das entidades estaduais e municipais responsáveis pelo ensino público. Os prefeitos municipais prestigiaram a iniciativa, quer nas fases regionais, quer na final, quando participavam os melhores classificados das várias etapas. Nos últimos anos dos Jogos Pernambucanas, foram realizados “shows” com a presença de conjuntos musicais da moda nos dias da inauguração ou encerramento do evento. A união dos participantes com o público interessado na festa e no espetáculo era tão grande que resultou na conquista do recorde da presença no Ginásio Oscar Pereira, de Ponta Grossa, e no Ginásio Municipal de Londrina, na época o maior, em recinto coberto, do sul do país. 45 Nos três primeiros anos, as finais da extensa região eram realizadas em uma única cidade, reunindo concorrentes dos dois Estados. Após 1985, por razões logísticas, os jogos passaram a ter duas finais. Eis os locais que sediaram este grande evento nos nove anos consecutivos em que foi realizado: 1982 – Etapas Classificatórias (Pato Branco, Chapecó, Cascavel, União da Vitória, Porto União) - Final (União da Vitória, Porto União) 1983 – Etapas Classificatórias (Chapecó, Caçador, Toledo, Campo Mourão, Francisco Beltrão, Guarapuava - Final (Guarapuava) 1984 – Etapas Classificatórias (Cornélio Procópio, Maringá, Concórdia, Videira, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Umuarama) - Final (Umuarama) 1985 – Ponta Grossa Joaçaba 1986 – Londrina e Xanxerê 1987 – Apucarana e Chapecó 1988 – Cascavel e Caçador 1989 – Guarapuava e Chapecó 1990 – Maringá e Concórdia 46 ANEXO 2 REPORTAGENS CASE 2 - O PODER DOS RONALDOS (Fonte: Jornal O Globo 16-janeiro-2011, Página de Esportes, Autor: Carol Knoploch, São Paulo.) Craque rubro-negro tem o desafio de repetir desempenho do Fenômeno. Dentro e fora das quatro linhas. A contratação de Ronaldinho Gaúcho, sem dúvida, vai mexer com o mercado do futebol no Brasil, dentro e fora dos gramados. Uma das perguntas que se faz é se o novo ídolo rubro-negro será adversário à altura de Ronaldo Fenômeno como produto, repetindo o desempenho do atacante no quesito faturamento. Publicitários ouvidos pelo GLOBO acreditam que sim, apesar de frisarem que o jogador do Corinthians tem mais carisma do que o Ronaldo rubro-negro. E ressaltam: o sucesso comercial vem no rastro do sucesso em campo Nos dois clubes de maior torcida do país, os Ronaldos disputarão qual deles será o melhor produto do futebol. Mesmo fora de forma e em final de carreira, o Fenômeno não para de valorizar a camisa corinthiana. Quando chegou em 2009, trouxe novos parceiros. Ele praticamente triplicou as receitas de publicidade do clube paulista. Calcula-se que Ronaldo tenha levado para o Corinthians investimentos na casa dos R$ 50 milhões, só em patrocínios. Isso numa única temporada. “Calculamos ganhos em torno de R$ 200 milhões até 2014” – afirma o presidente executivo da Traffic, Júlio Mariz, que põe Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho no mesmo patamar. “São os maiores craques da última década. O Romário também estava nesse nível, mas era outra fase. A diferença entre Fenômeno e Gaúcho é que o nosso Ronaldo tem mais quatro anos pela frente” – avalia Mariz, cuja 47 empresa bancará cerca de 80% do salário do jogador rubro-negro, que vai girar em torno de R$ 1,6 milhão. Fla terá novo patrocinador Mariz lembra que, com o sucesso no mercado publicitário o faturamento do jogador pode aumentar “O que o Flamengo ganha além de R$ 30 milhões será dividido entre os três. Sendo 50% para o atleta, 30% para o Flamengo e 20% para nós” – afirma o executivo. Hoje, o Flamengo recebe R$ 28 milhões por ano em patrocínios. São R$ 20 milhões da Batavo, o patrocinador principal, e R$ 8 milhões do banco BMG, que estampa sua marca na manga da camisa. Em fevereiro, haverá mudanças nas parcerias. Com novas cifras, é lógico. O Flamengo vai vender áreas do uniforme até então inexploradas pelo clube, como a barra da camisa e o calção. O publicitário e corinthiano Washington Olivetto, da W/Brasil McCann, acredita que Gaúcho poderá repetir, agora como jogador do Flamengo, o sucesso de 2007. Na época, Olivetto bolou uma campanha com o craque para comercializar os apartamentos da Vila-Panamericana. O novo astro rubronegro foi garoto-propaganda do empreendimento, que abrigo atletas dos Jogos do Rio e depois tornou-se um residencial. Foi um sucesso. “Todos os apartamentos foram vendidos em 12 horas. Na propaganda, ele dizia que seu cachê havia sido pago em apartamentos. Deu confiança ao consumidor, que ainda se imaginou vizinho do craque. Ele ainda estava bem no Barcelona, diferentemente de hoje. Mas continua um cara simpático” – lembra. Para Olivetto, os dois Ronaldos são o que ele chama de “futpopbolista”, uma junção de astro pop com jogador de futebol. Por isso tê-los associados a qualquer marca é garantia de bom negócio “O Flamengo terá sucesso comercial no mesmo patamar que o Corinthians. Mas acho que o Gaúcho não tem o mesmo apelo que o 48 Fenômeno, três vezes o melhor jogador do mundo e o artilheiro das Copas. O apelido dele já diz tudo” – opina Olivetto. Investimento com retorno garantido Para Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade, Ronaldinho Gaúcho terá de se envolver muito com o clube e a cidade se quiser repetir o sucesso de Ronaldo no Corinthians. “Marcas que são vendidas de Norte ao Sul do país podem se associar a Ronaldinho Gaúcho e ao Flamengo sem preocupação. O retorno é certo, garantido. O Gaúcho tem um lance de ainda ser infantil, engraçado, sorridente. Não é um sorriso bonito. É diferente, divertido” – diz Assim como Olivetto, Lara não condena Ronaldinho Gaúcho pelo leilão, realizado pelo irmão e empresário Roberto Assis. “A imagem do gaúcho ficou um pouco manchada, mas o mundo é este. É preciso procurar a melhor opção para si. Mas não é só o dinheiro que garante a felicidade” – afirma Lara. Quando Ronaldo acertou com o Corinthians, a camisa do clube não tinha todos os espaços negociados. E valia R$ 18 milhões. Em 2009, teve aumento de 35% e, em 2010, de 50%. Hoje, a camisa do Corinthians é a segunda mais cara do mundo (R$ 62 milhões), atrás somente do Barcelona, que traz no peito a marca da Qatar Foundation, pela qual recebe R% 69 milhões por ano. A Hypermarcas investirá, segundo o presidente Andrés Sanchez, R$ 50 milhões para manter suas marcas no peito, costas, mangas, ombros e axilas do uniforme alvinegro em 2011. O contrato de Ronaldo com o clube paulista foi de risco, já que receberia cerca de R$ 400 mil mensais e o restante viria de receita extra (participação na venda de espaços no uniforme e na publicidade). Estima-se que o rendimento do craque hoje seja de R$ 1,4 milhão por mês. O jogador tem contrato e garantia de que 80% dos valores negociados vão para o seu bolso. O restante vai para o clube. 49 Ronaldinho Gaúcho tem contrato semelhante com o Flamengo, mas quem assumiu o risco não foi ele, e sim a Traffic, agência de marketing esportivo. Para a empresa, os Ronaldos são jogadores que se bancam. Ao menos é esta a expectativa. “Ronaldo é o jogador mais barato do Corinthians. Além do valor que agregou, ainda pagamos parte do salário dele com os lucros que ele nos trouxe” – explica o vice-presidente de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg – “Se ele ajudou? Sim, ajudou muito. Jogando bola, melhorando a autoestima do torcedor e ganhando títulos para o Corinthians. Depois é que faturamos” - disse. A Olympikus já negocia novos produtos para celebrar a chegada de Ronaldinho Gaúcho à Gávea. De cara, a empresa criou uma nova camisa para o torcedor com a inscrição “o melhor no maior do mundo” no peito. O craque e a presidente Patricia Amorim usaram o exemplar na apresentação do astro, quarta-feira. A partir de terça-feira, os torcedores poderão adquirir o uniforme nas lojas do clube, pagando cerca de R$ 160 pela camisa. 50 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ALMEIDA, Candido José Mendes de; SOUSA, Madalena Mendes de Almeida; LEITÃO, Sérgio Sá. MARKETING ESPORTIVO AO VIVO. Rio de Janeiro: Imago, 2000. COBRA, Marcos. ADMINISTRAÇÃO DE MARKETING. São Paulo: Atlas, 1992. CONTURSI, Ernani Bevilaqua. MARKETING ESPORTIVO. Rio de Janeiro: Sprint, 1996. KOTLER, Philip. MARKETING PARA O SÉCULO XXI: como criar, conquistar e dominar mercados. São Paulo: Futura, 1999. _____________. ADMINISTRAÇÃO DE MARKETING: a edição do novo milênio. São Paulo, Prentice Hall, 2000. NETO, Francisco Paulo de Melo. MARKETING ESPORTIVO. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. NICOLINI, Henrique. O EVENTO ESPORTIVO COMO OBJETIVO DE MARKETING. São Paulo: Phorte, 2006. PITTS, Brenda G., STOTLAR, David K. FUNDAMENTOS DE MARKETING ESPORTIVO. São Paulo: Phorte, 2002. REZENDE, José Ricardo. ORGANIZAÇÃO ESPORTE. Ed. Sprint, Rio de Janeiro, 2000. E ADMINISTRAÇÃO NO TENAN, Ilka Paulete Svissero. EVENTOS. Ed. Aleph, São Paulo, 2002. Coleção ABC do turismo. MORGAN, Melissa Johnson e Jane Summers. Marketing Esportivo edição.São Paulo Thomson Learing 2009 51 BIBLIOGRAFIA CITADA 1 - MORGAN, Melissa Johnson e Jane Summers. Marketing Esportivo edição.São Paulo Thomson Learing 2009 2 - NETO, Francisco Paulo de Melo. MARKETING ESPORTIVO. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003. 3 - PITTS, Brenda G., STOTLAR, David K. FUNDAMENTOS DE MARKETING ESPORTIVO. São Paulo: Phorte, 2002. 4 KOTLER, Philip. MARKETING PARA O SÉCULO XXI: como criar, conquistar e dominar mercados. São Paulo: Futura, 1999. 52 ÍNDICE FOLHA DE ROSTO 2 AGRADECIMENTO 3 DEDICATÓRIA 4 RESUMO 5 METODOLOGIA 6 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO 8 CAPÍTULO I Marketing o conceito 10 1.1 – Ferramentas Promocionais 10 1.2 – Mix de Marketing 11 1.3 – Seguimentos de mercado 11 1.4 – Canais de marketing 12 1 5 – Marketing Esportivo 12 1 6 – Industria do esporte 14 1 7 – Marca 14 1 8 – Mix de Marketing Esportivo 14 1 9 – Plano de marketing Esportivo 15 1 10 – Produto Esportivo 15 1 11- Seleção de mídia 15 CAPITOLO II A Historia do Marketing Esportivo 16 2 1 – Plano de Marketing Hillerich & Bradsby 18 2 2 – Plano de Marketing Esportivo 19 2 2 1 – Programação 21 CAPITULO III Marketing Esportivo 22 3 1 – Pesquisa de Mercado de Marketing Esportivo 24 3 3 1 – O Consumidor e o Concorrente 24 53 3 2 – Segmentação no Marketing esportivo 25 3 3 – Patrocínio Esportivo 26 3 4 – Evento Esportivo 27 3 4 1 1 – Produtos e Serviços 3 5 – local e distribuição 3 5 1 Estratégia do Mix de Marketing na Industria do esporte 28 29 30 3 6 – Porque investir no Marketing Esportivo 31 3 7 – Mix de Marketing Esportivo II 31 CAPIRULO IV Excelência no Marketing Esportivo 34 4 1 – Confederação Brasileira de Vôlei: um centro de excelência na administração do esporte 34 4 2 Case Banco do Brasil Levanta a Bola e rejuvenesce sua imagem 36 CAPITULO V Industria do Esporte 38 5 1 – Produto Esportivo 39 CONCLUSÃO 48 ANEXOS 49 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 50 BIBLIOGRAFIA CITADA 51 ÍNDICE 52 54 FOLHA DE AVALIAÇÃO Nome da Instituição: UNIVERSIDADE CÀNDIDO MENDES Título da Monografia: O MARKETING ESPORTIVO COMO UMA FERRAMENTA DE SUCESSO PARA O ESPORTE Autor: BRUNO NOGUEIRA ALEXANDRE Data da entrega: _____ / _____ / _____ Avaliado por: _______________________________ Conceito: _________