// 03 Índice PT-ACS com Acesso à Internet Sem Fios A PT-ACS já possui vários pontos de acesso à Internet de banda larga sem fios – wireless, designadamente na área do Atendimento ao Beneficiário na sede da Associação, no Centro Clínico de Lisboa, na Direcção de Segurança e Saúde no Trabalho em Lisboa, e no Centro Clínico do Porto. Através destes locais de acesso à Internet sem fios –hotspots–, disponibilizados através de uma parceria com a PT-Wifi, a PT-ACS pretende colocar-se na vanguarda das novas tecnologias de comunicação e, ao mesmo tempo, possibilitar aos seus beneficiários uma melhor rentabilização do tempo dispendido nos serviços da Associação. Assim, para navegar nos hotspots da PT-ACS, basta ter um PC ou um PDA compatível com wi-fi e possuir uma conta de acesso. No caso de pretender um acesso wireless pontual, pode ainda pedir um voucher PT-Wifi na recepção do serviço da Associação ao qual se dirige. Poderá assim consultar o seu e-mail, aceder às aplicações da sua empresa ou, simplesmente, navegar na Internet, onde encontrará mais informações sobre a PT-ACS em www.ptacs.pt. Ao lado de uma vasta rede de mais de 700 locais em todo o país, que compreende hotéis, aeroportos, restaurantes, cafés, estações de correio, centros comerciais, estações de serviço e centros de conferência, está agora a PT-ACS dotada de acesso wireless. 05 Entrevista 08 Informação 11 Informação a Manuela Guimarães Projecto Cuidar dos Cuidadores de Idosos PT-ACS tem ainda Maior Qualidade na Rede de Prestação PT-ACS Comemorou 10 Anos de Actividade 12 Temas Clínicos 14 Temas Clínicos 17 Ao Beneficiário Doenças dos Nossos Olhos: O Glaucoma Incontinência Urinária Feminina Breves Notícias propriedade Portugal Telecom - Associação de Cuidados de Saúde (PT-ACS) Av. Fontes Pereira de Melo, nº32 1050-122 Lisboa tel.: 213 116 600 coordenação editorial Paula Perfeito / [email protected] redacção Paula Perfeito e Ana Sofia Caldeira / [email protected] edição Petrus, Lda - Gabinete de Imprensa e Editores Rua Artilharia Um, nº39, 1ºdto 1250-007 Lisboa tel.: 213 700 130 - fax. 213 700 149 e-mail: [email protected] editor Rogério Bueno de Matos publicidade Elisabete Caboz design gráfico / paginação Susana Leal impressão / tiragem Impresse4/ 65 000 exp. depósito legal 104483 Entrevista // 05 Entrevista a Manuela Guimarães Responsável pelo Gabinete de Apoio Psicossocial da PT-ACS No contexto da sociedade em que vivemos, surgem diariamente necessidades sociais emergentes de factores como o aumento da longevidade ou os avanços da medicina, que levam a que determinados grupos de pessoas – idosos, doentes, deficientes ou indivíduos em período de convalescença – permaneçam em casa, sob o cuidado permanente e atento de familiares ou afins. Neste âmbito, o papel desempenhado pela família nos cuidados prestados no domicílio, é fundamental, quer pela diversidade e natureza das acções que acarreta, quer pelo relacionamento próximo e afectivo que estabelece. Porém, os “cuidadores” deparam-se frequentemente com um conjunto de necessidades e angústias advindas da situação de permanente dependência dos familiares a seu cargo que, em casos extremos, pode levar a que surjam sentimentos de solidão, depressão e exclusão social. Urge, pois, encontrar formas de auxílio a estas famílias e aumentar a qualidade de vida, quer dos doentes, quer dos seus “cuidadores”. A PT-ACS, em colaboração com a Universidade de Aveiro, lançará brevemente o projecto Cuidar dos Cuidadores de Idosos, cujo objectivo é fazer um levantamento das verdadeiras necessidades e ansiedades dos “cuidadores” e encontrar respostas em conformidade. Manuela Guimarães, responsável pelo GAP da PT-ACS, apresenta-nos o projecto… Como surgiu o projecto Cuidar dos Cuidadores de Idosos? Este projecto foi apresentado à PT-ACS pela Universidade de Aveiro, na sequência de um trabalho conjunto realizado em 2001 – Projecto Easy-Care –, que possibilitou a recolha de informação sobre as condições globais de vida de 1070 beneficiários da Associação, com 65 ou mais anos de idade. Para este novo projecto de âmbito europeu, a Universidade procurou a PT-ACS reconhecendo-a como instituição conhecedora da realidade em que vivem os “cuidadores” informais de pessoas idosas, sobretudo as famílias, com o intuito de avaliar as suas necessidades e o grau de satisfação advindo desta tarefa. Desde logo aceitámos esta proposta de parceria com entusiasmo, pelo interesse que temos em realizar acções que conduzam a uma melhoria efectiva da qualidade de vida das pessoas dependentes e de quem delas cuida. Em que vão consistir as acções planeadas no âmbito do projecto? Numa primeira fase, serão recolhidos 150 testemunhos de cuidadores informais, através da aplicação de questionários sócio-demográficos realizados por técnicos de Serviço Social e Psicólogos. Este inquérito é um instrumento que aproxima de uma forma global e multidisciplinar questões relacionadas com os cuidados a prestar às pessoas idosas dependentes de familiares. Qual o papel da Universidade de Aveiro no projecto? A Universidade irá tratar os dados obtidos nos inquéritos, através de um estudo das principais necessidades sentidas pelos “cuidadores”. Este estudo pretende sensibilizar os poderes públicos e privados para a importância de reforçar as competências e os apoios aos colaboradores de excepção dos serviços de saúde que são as famílias. Da experiência que tem na área do apoio psicossocial, como é que se foi apercebendo de que os “cuidadores” devem ser alvo de um projecto como este? As situações que diariamente chegam ao nosso conhecimento identificam claramente a necessidade de um olhar mais compreensivo e profissional sobre estes familiares que cuidam dos seus idosos dependentes e que, na verdade, suportam uma grande parte dos cuidados prestados. O papel desempenhado pela família nos cuidados prestados ao domicílio é fundamental, quer pela diversidade e natureza de acções que desenvolve, quer pelo relacionamento próximo e afectivo que estabelece. A prestação de cuidados às pessoas idosas dependentes exige uma estreita e equilibrada relação entre o tratamento clínico e o cuidado. Consequentemente, a diversidade de problemas que este tipo de cuidados acarreta necessita de uma cooperação estreita entre as diversas partes envolvidas: por um lado, os profissionais de saúde e de acção Entrevista // 06 social e, por outro lado, os familiares e o próprio doente. Quais as principais fragilidades que os “cuidadores” podem ter, quer a nível físico, quer a nível psicológico? O que percebemos no nosso quotidiano é que o sentimento mais transversal aos “cuidadores”, independentemente da sua idade ou sexo, é a solidão. Este sentimento alia-se frequentemente à frustração de não verem o seu trabalho reconhecido e considerado pela sociedade. Outro traço comum e frequente é a exaustão física dos “cuidadores”. De um modo geral, trata-se de pessoas empenhadas em tratar o melhor possível o “seu” doente, mas sentem-se incapazes de realizar sozinhos todos os actos que consideram necessários ao bem-estar físico e emocional da pessoa dependente. Consideramos que estas pessoas precisam de ser protegidas e “cuidadas”, devendo a sua opinião ser ouvida e respeitada. Como é possível ajudar, efectivamente, estas pessoas? Parece-nos que reconhecer o papel indispensável de quem cuida no domicílio é o ponto de partida de quem quer ajudar. No entanto, existem outras formas de auxiliar. Desde logo, por parte dos profissionais de saúde, é essencial denotar uma atitude interessada e atenta, não criticando ou apenas censurando; depois, é importante também conhecer e reconhecer os problemas e as necessidades dos “cuidadores”, promovendo atitudes e comportamentos de prevenção do esgotamento; por último, dever-se-á informá-los sobre todas as possibilidades disponíveis, direitos e ajudas a que podem recorrer. Equipa do Gabinete de Apoio Psicossocial da PT-ACS Mas creio que há ainda outra ajuda, habitualmente pouco citada, que consiste na formação desses familiares de pessoas dependentes, que, à partida, não têm conhecimentos nem treino para executarem todas as tarefas que lhes são exigidas, uma vez que muitos prestam cuidados sem supervisão ou apoio. Essas acções de formação permitirão uma realização optimizada das suas tarefas e contribuirão para a qualidade de vida da pessoa dependente, bem como dos próprios prestadores de cuidados. Formar e proteger os “cuidadores” é essencial para garantir a qualidade de vida das pessoas dependentes. Dos pontos de vista profissional e da integração social, que consequências negativas advêm do facto destas pessoas terem permanentemente alguém a seu cargo? Quando falamos de doença, todos os conceitos biológicos e sociais não chegam para explicar o que ela é e o que acarreta. A doença transporta muitas vezes um problema de solidão. A sobrecarga de trabalho físico e emocional que recai sobre a pessoa que cuida tem um impacto enorme sobre a sua vida familiar, profissional e social. Verificamos que o cansaço físico, a preocupação latente com o bem-estar do seu familiar, o sentimento de culpa de não conseguir responder cabalmente às suas necessidades, a dificuldade em lidar com o sentimento de cansaço e insatisfação, conduzem, frequentemente, a situações de exaustão e depressão que quebram ritmos de trabalho e favorecem o isolamento social. O grau de sofrimento que se desenvolve nas famílias que lidam com situações prolongadas de doença pode ser muito difícil de suportar e deve ser objecto de um apoio agregador de todas as potenciais ajudas. Que expectativas podemos ter na resolução dos problemas concretos dos “cuidadores”? A manutenção das pessoas dependentes no seu domicílio pressupõe a organização da oferta de todo um conjunto de serviços e recursos que permitam facilitar-lhes a vida, assim como a dos seus “cuidadores”. Conscientes de que cada família é única na forma como gere os seus afectos, capacidades e recursos, pretendemos identificar, em colaboração com a família, o conjunto de cuidados que a pessoa dependente requer. Com a adopção do conceito de ”cuidados por medida”, segundo as necessidades de cada um, esperamos conseguir mobilizar da melhor forma os recursos existentes na PT-ACS e na comunidade em geral, cumprindo a nossa missão: servir os nossos beneficiários e apoiar, na justa medida, as suas famílias. Informação 08 // Meios Auxiliares de Diagnóstico nas Áreas de Lisboa e do Porto prestadores de maior capacidade de execução, nas áreas da Grande Lisboa e do Grande Porto, respostas de maior valia que agora damos a conhecer. Nos quadros seguintes encontra-se a identificação desses prestadores e dos locais onde desempenham a sua actividade, os contactos a usar para efeitos de marcação e os prazos ajustados (dias úteis), quer para a marcação de exames, quer para a entrega dos respectivos resultados. A PT-ACS tem vindo a constatar, especialmente nas áreas de Lisboa e do Porto, alguma demora na marcação de exames auxiliares de diagnóstico prescritos aos seus beneficiários, designadamente em Radiologia, Imagiologia (Ecografias, TAC, Ressonância Magnética, etc.) e Exames Cardiovasculares. A crescente procura de soluções de qualidade, principalmente no que respeita à facilidade de acesso - expressa tanto pela rapidez na marcação de exames como pela oportunidade na obtenção dos resultados - levou a PT-ACS a obter de alguns Fazer mais e melhor continua a ser o nosso lema! Dr. Campos Costa - Imagiologia Clínica, SA Porto R. Avis, 39, 1º Tel.: 223 400 900 TIPO DE EXAME Paredes neiro, Av. Dr. Sá Car Sousa, 7 Edif. Varandas 450 Tel.: 255 780 Sto Tirso Prazo Máximo para Marcação Prazo para Entrega de Resultado Rx (convencional) 3 Dias 4 Dias Ecografia 3 Dias 4 Dias Exame mamário 3 Dias 3 Dias Osteodensitometria 3 Dias 3 Dias TAC 3 Dias 3 Dias Ressonância Magnética 3 Dias 3 Dias R. 5 de Outubro, s/n Tel.: 252 860 150 S. João da Madeira R. Dr. Sá Carneiro, 220 Tel.: 256 837 160 Sta Maria da Feira R. Dr. Alcides Strech Monteiro, 55 Tel.: 256 377 750 Informação 09 // Área da Grande lisboa Cormédis Centro de Diagnóstico Cardiológico, Lda. C Centro CS a PT-A d o c i n lí Lisboa da, 15 r Tabor 34 R. Acto 3 520 2 Tel.: 21 Agualva - Cacém CORMÉDIS E CORSINTRA TIPO DE EXAME Prazo Máximo entre a Marcação e a Entrega de Resultado SERVSAD JOSÉ FONTES LDA Prazo Prazo Prazo Prazo Máximo para Entrega Máximo para Entrega para Marcação de Resultado para Marcação de Resultado Rx (convencional) 3 Dias 2 Dias 1 Dia 3 Dias Ecografia 3 Dias 2 Dias 2 Dias 1 Dia Exame mamário 3 Dias 2 Dias 2 Dias 3 Dias Osteodensitometria 3 Dias 2 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias 3 Dias 2 Dias 3 Dias TAC Ressonância Magnética R. Elias Garcia, 87-B Tel.: 219 143 346 o Rio de Mour al , Lj 1 , Edif.Comerci R. Viana Mota 636 Tel.: 219 208 Ortopantomografia Ecocardiograma 6 Dias 3 Dias 2 Dias Ecodoppler Cardíaco 6 Dias 3 Dias 2 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias 2 Dias 2 Dias 3 Dias Ecodoppler Vascular Electrocardiografia 6 Dias 3 Dias 2 Dias Electrocardiografia 6 Dias 3 Dias 2 Dias Monitorização Ambulatória de Pressão Arterial 24 Horas 6 Dias 3 Dias 2 Dias Registo Holter 24 Horas 10 Dias 3 Dias 2 Dias prova de esforço em tapete rolante Corsintra Centro de Diagnóstico Cardiológico, Lda. Sintra Servsad Clínica Coração de Jesus 1, 1ºDto lbuquerque, A e d so n fo A Lg. 5 229 054 / 219 23 5 3 2 9 1 2 l.: Te Lisboa R. Andaluz, 9 - 13 Tel.: 213 513 500 / 969 105 953 (linha preferencial) José Fontes, Lda Damaia Lisboa Lg. Igreja, 6 - B Tel.: 214 904 822 Av. República, 48, R/C Esq./1ºDto Tel.: 217 977 822 / 217 613 434 963 904 272 / 918 785 583 Informação 10 // Área da Grande lisboa IMI - Imagens Médicas Integradas, S.A Centro de Imagiologia Dr. Passos Ângelo, Lda Lisboa Lisboa , 1º Av. da Liberdade, 11 0 83 9 Tel.: 213 21 B Av. República, 99 Tel.: 808 250 205 Tel.: 2 13 21 9 Lisboa Av. António Agusto Aguiar, 40-A Tel.: 808 250 205 Cascais Lisbo a R. G 830 / lória, 8, c/v 213 4 05 18 0 919 8 57 27 7 Radiomédica - Radiodiagnóstico, Lda ande Guerra, Al. Combatentes Gr if. S. José s/n, Piso Interm., Ed Tel.: 808 250 205 Lisboa mpaio, 50-B R. Rodrigues Sa 8 5 / 213 546 45 Tel.: 213 145 26 IMI DR. PASSOS ÂNGELO RADIOMÉDICA Prazo para Entrega de Resultado Prazo Máximo para Marcação Prazo para Entrega de Resultado 3 Dias 5 Dias 3 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias 3 a 5 Dias 4 Dias 3 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias Exame mamário 3 Dias 3 Dias 3 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias Osteodensitometria 3 Dias 3 Dias 3 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias TAC 3 Dias 3 Dias 3 Dias 3 Dias Ressonância Magnética 3 Dias 3 Dias 2 Dias 1 Dia 3 Dias 3 Dias Ecocardiogramas 3 Dias 3 Dias 3 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias 3 Dias 2 Dias 3 Dias 3 Dias TIPO DE EXAME Rx (convencional) Ecografia Ecodoppler Cardíaco Ecodoppler Vascular Prazo Máximo para Marcação Prazo Prazo Máximo para Entrega para Marcação de Resultado Informação // 11 PT-ACS Comemorou 10 Anos de Actividade Com o intuito de comemorar os seus 10 anos de actividade, a PT-ACS juntou no seu almoço de Natal de 2005 cerca de 350 convidados. Partilhamos consigo alguns dos melhores momentos... 12 // Informação por Dr. Adriano Aguilar e Dra. Ana Fonseca Médicos Oftalmologistas Os nossos olhos estão sujeitos a diferentes patologias decorrentes de factores congénitos, externos ou etários. De entre as existentes, são 3 as doenças mais preocupantes: o Glaucoma, a Degenerescência Macular da Idade (DMI) e a Retinopatia Diabética. Nos próximos números da PT-ACS Informação serão apresentadas as duas últimas patologias. Nesta revista, falamos sobre a primeira. Sendo o Glaucoma uma das principais causas de baixa de acuidade visual e inclusivamente de cegueira, a informação existente a nível de população é muito limitada, quer sobre a evolução da doença em si mesma, quer sobre a magnitude das consequências da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo, e segundo um estudo de Quigley publicado recentemente sobre a incidência de glaucoma, concluiu-se que em 2000 haveria cerca de 668 milhões de enfermos glaucomatosos, provocando cerca de 6,7 milhões de cegos no mundo. Nos países onde existe um registo oficial para a cegueira, o glaucoma representa cerca de 6,7% a 21% das causas da mesma. Nos Estados Unidos (EUA) existem cerca de 8,8 cegos “legais” por cada 100.000 habitantes caucasianos e cerca de 131,4 por cada 100.000 habitantes de outras raças. A idade é também um factor importante, uma vez que a percentagem aumenta para 241,4 por cada 100.00 habitantes de raça branca e 746,9 de habitantes de outras raças, em idades superiores a 80 anos. Segundo estudos recentes, mesmo nos países ditos desenvolvidos, menos de 50% dos casos de glaucoma estão diagnosticados e em tratamento, tornando-se evidente a importância de um rastreio adequado, um diagnóstico precoce e um tratamento atempado. O Glaucoma é uma doença ocular em que há destruição evolutiva do nervo óptico, tendo como principais causas o aumento da pressão ocular e a má irrigação sanguínea da papila óptica. É através do nervo óptico que a imagem captada pelo olho é levada ao cérebro, onde verdadeiramente é “vista” e interpretada. Nesta doença há destruição das fibras nervosas que, no seu conjunto, formam o nervo óptico. Esta destruição vai dificultando a transmissão das imagens, levando em último caso à cegueira completa e não recuperável. A doença, na sua fase inicial, não dá sintomas e só em situações mais evoluídas aparecem manchas escuras no campo de visão, que vão aumentando progressivamente da periferia para o centro. Como factores de risco a considerar no desenvolvimento e instalação do glaucoma, o mais importante é sem dúvida a hipertensão ocular, sendo a sua medição parte obrigatória de um exame oftalmológico. A história familiar de glaucoma ou hipertensão ocular, a raça negra, a diabetes, a miopia, a hipertensão arterial e o uso de determinados medicamentos, como os esteroides, deverão ser também tidos em consideração. Há vários tipos de glaucomas a que nos referiremos adiante, mas o mais frequente é, sem dúvida, o Glaucoma Crónico Simples, também chamado de Glaucoma de Ângulo Aberto. O início desta doença tem uma instalação insidiosa sem qualquer sintoma. A pessoa vê bem com ou sem óculos, não tem dores de cabeça, não tem enxaquecas, não tem visão enevoada, em suma, não sente nada de anormal. Só um exame oftalmológico cuidado, onde conste a medição da tensão ocular, as acuidades visuais e a observação da papila óptica, que deverá ser efectuado por rotina de 2 em 2 anos a partir dos 40 anos de idade, e anualmente a partir dos 55 anos, é verdadeiramente eficaz na detecção e no diagnóstico da doença. Situações de traumatismo ocular, aparecimento de cataratas ou infecções oculares, deverão também ser tidas em linha de conta para procurar um médico oftalmologista. Claro que no desenvolvimento da doença e no seu acompanhamento terapêutico, que poderá ser só com medicamentos, com Laserterapia, ou com necessidade de recurso à cirurgia, são necessários outros exames complementares. Os campos visuais (Perimetria), a Gonioscopia para visualização Informação do ângulo ocular, a Paquimetria que fornece a espessura da córnea, a Biometria da Câmara Anterior, a Tomografia Ocular Coherente (OCT), o Analisador da camada das Fibras Nervosas, a Oftalmoscopia Laser, entre outros, são exames complementares que acompanharão, como foi atrás referido, todo o tratamento do glaucoma. Este, por sua vez, será variável em função do glaucoma que se está a tratar, havendo essencialmente cinco tipos diferentes: O Glaucoma Primário de Ângulo Aberto ou Crónico Simples, sem dúvida o mais frequente, ocorre quando há dificuldade na drenagem do humor aquoso (fluido que se encontra dentro do olho, entre a córnea e o cristalino), não provocada por barreira física. Essa dificuldade na drenagem leva a que a pressão intraocular aumente, lesando as fibras do nervo óptico. A maioria dos doentes, como atrás se disse, não tem qualquer sintoma durante os muitos anos de evolução da doença. O Glaucoma Primário de Ângulo Estreito é menos comum que o anterior e ocorre quando a drenagem do humor aquoso, normalmente feita no ângulo da camada anterior entre a córnea e a íris, é dificultada/bloqueada por uma barreira física, por exemplo, a aposição da íris ao ângulo. Isto pode ocorrer quando a pupila dilata demais ou muito rapidamente, como quando se entra num local escuro. Geralmente decorre com sintomas como dor de cabeça, dor ocular, náuseas, halos em volta das luzes, ou visão turva. No Glaucoma de Baixa Pressão, também chamado de Pressão Normal, a lesão do nervo óptico ocorre sem pressões intraoculares muito elevadas, não se conhecendo ainda bem o mecanismo desta situação. O Glaucoma Secundário pode resultar de traumatismo ocular, inflamação, tumor, estádio avançado de catarata, diabetes ou medicação esteroide, normalmente prolongada. O Glaucoma Pediátrico engloba o glaucoma congénito (presente à nascença), o glaucoma infantil (que surge durante os 3 primeiros anos de vida), o glaucoma juvenil (que pode aparecer desde os 3 anos até idade jovem-adulto) e todos os glaucomas secundários ocorrendo em idades pediátricas. O diagnóstico de glaucoma não deve ser encarado como um drama. Apesar do seu potencial para a perda de visão, a maioria dos glaucomas, quando diagnosticados e tratados atempadamente, não evoluem para a cegueira e têm um bom prognóstico. 14 // Temas Clínicos Incontinência Urinária Feminina por Júlio Fidalgo Fonseca, Urologista do Centro Clínico de Lisboa da PT-ACS [email protected] A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, demonstrável e sentida como um problema social e higiénico pelo doente. Paul Abrams, Sociedade Internacional de Continência A incontinência urinária (IU) é um grave problema de saúde pública, que afecta cerca de meio milhão de pessoas só em Portugal, incidindo principalmente no sexo feminino e em idades acima dos 60 anos. É por isso imprescindível sensibilizar as mulheres para esta temática, desinibindo-as e criando-lhes a necessidade de reflectir e expor os seus problemas ao médico assistente, de modo a saberem adaptar-se à IU e terem uma melhor qualidade de vida. Considera-se que a gravidez e o traumatismo obstétrico durante o parto podem ser as principais causas para o aparecimento de IU nas mulheres jovens. A menopausa, com a baixa hormonal (estrogénios) que se lhe associa, assim como a vida sedentária e a obesidade, são também outras importantes causas de IU em idades mais avançadas. Apesar da elevada prevalência desta patologia na população feminina, estima-se que somente 36% das mulheres em Portugal revelem o seu problema ao médico, fruto do desconhecimento das possibilidades terapêuticas que hoje existem para resolver este problema. A IU perturba gravemente a qualidade de vida das doentes, impedindo-as de uma vida social activa: ir ao teatro, ao cinema, à igreja, viajar, convívio social, prática de desportos e até mesmo relacionamentos íntimos. Tem custos elevadíssimos e obriga ao uso de protectores mecânicos (fraldas e pensos). 3 - IU mista As bexigas com estas reacções designam-se de instáveis ou hiperactivas. As principais causas deste tipo de IU são as alterações condicionadas pelo envelhecimento do músculo da bexiga e as alterações neurológicas que se verificam nas doenças de Parkinson e Alzheimer, nas demências ou em casos de AVC. As mulheres submetidas a radioterapia pélvica podem também sofrer desta incontinência. As alterações hormonais derivadas da menopausa contribuem igualmente para este problema, assim como as infecções urinárias vulgares. 1 - A IU por urgência miccional – ou por imperiosidade – acontece quando se verifica a perda do controlo da bexiga, causando uma necessidade urgente de urinar, que por vezes não permite chegar a tempo à casa de banho. Noutras circunstâncias, surge sempre que se mexe em água ou mesmo sem qualquer causa desencadeante, como se fosse a bexiga a controlar o seu esvaziamento, e não a própria doente. 2 - A IU de esforço, como o nome indica, surge associada ao esforço físico. Desta forma, a tosse, o espirro e o riso desencadeiam a perda involuntária de urina. A bexiga e a uretra estão anatomicamente relacionadas e, do ponto de vista funcional, são estáveis. Quando esta relação entre as duas se altera, como acontece quando descaem, sempre que são sujeitas a determinado esforço físico, não conseguem impedir a saída de urina. As causas mais frequentes deste tipo de IU Face aos condicionalismos sociais acima expostos que a IU acarreta, surgem frequentemente graves problemas de ordem psicológica a ela associados, que podem levar à depressão e ao isolamento. Na mulher consideram-se 3 tipos principais de IU: 1 - IU por urgência miccional 2 - IU de esforço Temas Clínicos // 15 são: os traumatismos de parto e os partos múltiplos, a falta de exercício físico para manter o tónus muscular, a obesidade, a vida sedentária e, naturalmente, o envelhecimento. A menopausa contribui ainda para o agravamento desta situação, devido à redução dos níveis de estrogénio anteriormente produzidos pelos ovários. 3 - A IU mista resulta da soma das outras duas tipologias. Desta forma, juntam-se a instabilidade e a hiperactividade da bexiga à perda do seu suporte anatómico (bexiga descaída), o que torna este tipo de IU ainda mais limitativo e perturbador para as doentes. Habitualmente, esta forma de incontinência surge nas mulheres mais velhas, que já se encontram na menopausa há anos e que foram mães de vários filhos. O diagnóstico da IU assenta na história clínica em que é fundamental o diário miccional (quantas vezes urina - de dia e de noite?; se tem perdas só com os esforços ou não?; se usa pensos e quantos?), o exame físico cuidado, com observação ginecológica com a bexiga cheia (com o intuito de provocar através da tosse a perda de urina) e os resultados de exames complementares de diagnóstico, dos quais se destaca o estudo urodinâmico (que permite determinar com maior rigor qual o tipo de IU presente). O tratamento depende, naturalmente, do tipo de IU. Assim, se estivermos perante um caso de IU por urgência miccional, em que a doente tem de correr para a casa de banho quando lhe surge a vontade de urinar, e em que o nosso exame clínico não demonstrou perdas urinárias com a tosse (esforço), ou ainda em casos em que o estudo urodinâmico revelou instabilidade da bexiga, o tratamento a dispensar deverá ser farmacológico. Se, pelo contrário, a doente não tem vontades súbitas de urinar, mas perde urina em maior ou menor quantidade quando ri, tosse ou pega em algo pesado, então estamos perante uma IU de esforço, em que a bexiga descaiu e há que colocá-la de novo no sítio com uma intervenção cirúrgica. Nas situações mistas, por vezes as mais frequentes, há que fazer a associação do tratamento médico (farmacológico) com o cirúrgico. Ainda em situações de IU de esforço pós-parto, aconselha-se a doente a fazer um tratamento fisioterapeuta, denominado reeducação períneo-esfincteriana. Todas estas modalidades terapêuticas estão muito avançadas e, se forem bem aplicadas, resultam em taxas de cura muito elevadas. A cirurgia tem evoluído muito na última década, tendo sido criados materiais e técnicas cirúrgicas cada vez mais simplificadas, menos invasivas e mais eficazes. Assim sendo, actualmente o tratamento cirúrgico da incontinência urinária feminina assenta quase exclusivamente nas técnicas tension free, designadas por TVT (Tension Free Vaginal Tape), efectuadas por via vaginal com anestesia loco-regional. Neste tipo de cirurgias faz-se uma pequena incisão no 1/3 médio da região da uretra por onde se passa uma fita que vai suspender aquele órgão, sem tensão (tension free). Desta forma, quando a doente tosse ou faz esforço, a fita colocada não permite a descida da uretra e da bexiga, não se verificando a perda de urina. Esta intervenção somente impõe um internamento de 24 horas, permitindo à doente a recuperação completa da sua actividade física logo após a alta hospitalar. Caras leitoras, como podem aferir do exposto neste artigo, não vale a pena ter receios de revelar ao seu médico este problema até aqui quase sempre oculto, porque há tratamentos simples e eficazes para o mesmo. Recupere a sua qualidade de vida! 17 // Optimização das chamadas telefónicas para a PT-ACS No sentido de ajudar a PT-ACS a consolidar o lema “Fazer Cada Vez Mais e Melhor”, apela-se à cooperação de todos na rentabilização de um dos mais relevantes veículos de comunicação entre a Associação e os seus beneficiários – o serviço telefónico. De modo a agilizar e dinamizar o funcionamento dos Serviços de Atendimento Central, despertamo-lo para a importância de ser sucinto e objectivo na colocação das suas dúvidas (nomeadamente através das Linhas Verde e Azul do Call Center), o que permitirá à PT-ACS adoptar uma atitude mais diligente no escoamento das centenas de chamadas recebidas diariamente. A PT-ACS disponibiliza ainda um conjunto de números da rede fixa para marcação directa de consultas nos Centros Clínicos de Lisboa, Porto e Coimbra, para os quais os beneficiários podem ligar também a partir do seu telemóvel. Lembramos ainda que, ao ligar para qualquer uma das linhas da PT-ACS, deverá ter sempre presente o seu Número de Beneficiário e o Tipo de Plano a que pertence. Em função do assunto que lhe interessar expor ou ver esclarecido pela PT-ACS, assim deverá optar por um dos seguintes meios de contacto: Via Telefone: Serviços de Atendimento Central Geral 213 116 600 Linha Azul 808 28 28 28 Linha Verde 800 29 29 29 Marcação de Consultas nos Centros Clínicos Lisboa 800 200 100 ou 213 163 388/9 Porto 800 22 44 22 ou 225 190 498 Coimbra 800 200 239 ou 239 704 806 Faro 289 805 962 Braga 253 265 666/7 Ponta Delgada 296 500 115 Aveiro 234 371 271 Castelo Branco 272 349 000 Funchal 291 220 353 Almada 212 721 080/82 Via Internet: www.ptacs.pt / [email protected] Via Correio: Para a Sede da PT-ACS: Av. Fontes Pereira de Melo, nº 32, 1050-122 Lisboa PT-ACS Disponibiliza Serviço Especial de Consultas Médicas e Enfermagem Domiciliárias no Porto Numa perspectiva de melhoria contínua das ofertas de serviços aos seus beneficiários, a PT-ACS disponibiliza um Serviço Especial de Consultas Médicas Domiciliárias na Área do Grande Porto, abrangendo os concelhos de Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia. Com a criação deste serviço, a PT-ACS pretende suprir, à semelhança do que já acontece na Área da Grande Lisboa, situações de dificuldade de acesso aos médicos do corpo clínico convencionado, assim como carências dos seus beneficiários no que respeita à necessidade de consultas domiciliárias, particularmente em situações de urgência ou de doença súbita, em período nocturno ou fins-de-semana e feriados. O Serviço de Consultas Médicas Domiciliárias encontra-se disponível em regime permanente (24 horas por dia, 7 dias por semana). Simultaneamente, fica também disponível diariamente (incluindo fins-de-semana e feriados) um Serviço Especial de Enfermagem Domiciliária, entre as 8 horas e as 24 horas. Este serviço está orientado para os beneficiários com dificuldades particulares de deslocação que careçam pontualmente de serviços de enfermagem, que lhes sejam prescritos por médico habilitado. A PT-ACS contactou por correio todos os beneficiários residentes nos concelhos onde passam a estar disponíveis as consultas domiciliárias. Leia com atenção essas informações e siga as indicações que lhe permitem usufruir da sua utilização. Caso resida nos concelhos de Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Valongo, Vila do Conde e Vila Nova de Gaia e careça, em situações de urgência ou doença súbita, da utilização destes serviços domiciliários – consulta médica ou visita de enfermagem – ligue para 225 105 585 ou 225 105 586. Relembramos que idêntico Serviço Especial de Consultas Médicas e Enfermagem Domiciliárias pode ser solicitado, na área da Grande Lisboa, através dos números 213 521 945 e 213 521 947, respectivamente. //18 Imuno-Alergologia no Centro Clínico do Porto O Centro Clínico do Porto passou a dispor da especialidade de Imuno-Alergologia, assegurada pela Dra. Maria Arminda Pereira Guilherme, desde o passado dia 16 de Janeiro. As consultas realizam-se às 2ªs feiras, das 15h às 18h. As marcações podem ser efectuadas através do número verde 800 224 422 ou do número fixo 225 190 498. O Centro Clínico do Porto, em funcionamento desde o arranque da actividade da PT-ACS, presta serviços de saúde em cerca de 20 especialidades médicas, a que se juntou desta feita a Imuno-Alergologia. Ao Beneficiário Endocrinologia no Centro Clínico de Lisboa e Ginecologia/Obstetrícia e Urologia em Coimbra A especialidade de Endocrinologia, no Centro Clínico de Lisboa, passou a estar assegurada pela Dra. Inês Sapinho. As consultas realizam-se às 4ªs e 6ªs feiras, das 9h às 14h, podendo as marcações ser feitas através do número verde 800 200 100 ou do 213 163 388/9. No Centro Clínico de Coimbra, para além da nova especialidade de Ginecologia/Obstetrícia, prestada pela Dra. Ema Bettencourt, às 6ªs feiras, das 14h às 18h, está agora também disponibilizada a de Urologia, garantida pelo Dr. Mário Reis, às 3ªs feiras, das 14h às 16h. Ambas as consultas podem ser marcadas através do número verde 800 200 239 ou do 239 704 806. Transporte em Ambulâncias Novo Prestador na Zona da Grande Lisboa Centro Clínico de Faro remodelado reabre as portas aos Beneficiários A PT-ACS firmou novo protocolo de prestação de serviços de transporte de doentes, com a “Ambulâncias 111, Serviço de Transporte de Doentes e Sinistrados, SA.”, para efeitos do transporte autorizado para realização de consultas, tratamentos ou internamentos (salvo situações de urgência em que a autorização poderá ser solicitada posteriormente). O acordo abrange as áreas do concelho de Lisboa e vários concelhos limítrofes – Alcochete, Alenquer, Almada, Amadora, Arruda dos Vinhos, Barreiro, Benavente, Cascais, Loures, Mafra, Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sintra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira. Desde que os serviços requeridos tenham origem ou destino nas áreas referidas, a autorização de deslocação poderá também abranger outras zonas. A solicitação do serviço especial de transporte implica ao beneficiário a obtenção, junto dos serviços competentes da PT-ACS, de autorização prévia. No caso dos doentes em tratamentos continuados, a autorização será indicativa do período da respectiva validade. A prestação destes serviços pode ser solicitada através dos seguintes meios de contacto: números de telefone: 214 458 120 / 919 392 390 número de fax: 214 458 129 e-mail: [email protected] Em situações de emergência clínica, os beneficiários deverão contactar o Coordenador da Ambulâncias 111, Hélder Paiva, através do número de telemóvel 917 066 992. O Centro Clínico de Faro (CCF) foi alvo de uma remodelação das infra-estruturas, que visou aprimorar as suas condições para melhor servir os beneficiários, assim como dotá-lo de uma imagem e de funcionalidades modernas e consentâneas com as exigências específicas da área da Saúde. As transformações do CCF passaram pela pintura de todo o Centro, pela implantação de um novo pavimento e pela remodelação completa do mobiliário. Para não penalizar as necessidades e expectativas dos beneficiários, enquanto decorreram as obras, todos os serviços do CCF foram assegurados no 1º andar do mesmo edifício. A remodelação do CCF constitui mais um passo dado na consolidação da imagem da rede dos Centros Clínicos da PT-ACS. Rectificação ao Tema Clínico publicado na PT-ACS Informação nº 34 Tem Suor Excessivo? Saiba o que é a Hiperidrose Por José Augusto Meira, Médico Cirurgião Vascular do Centro Clínico do Porto da PT-ACS Aos tratamentos não-cirúrgicos, acrescenta-se o seguinte item: «Micro injecções nas palmas das mãos de toxina botulínica (“Botox”) com efeito temporário, apenas de 2-3 meses e com uso limitado a áreas de pequena extensão, o que é raro.»; Embora a PT-ACS não comparticipe tais injecções, devem as mesmas ser acrescentadas ao conjunto dos tratamentos não-cirúrgicos da Hiperidrose, por uma questão de rigor científico. No item Lontoforese leia-se Iontorese.