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Índice
PT-ACS com Acesso à Internet Sem Fios
A PT-ACS já possui vários pontos de acesso à Internet de
banda larga sem fios – wireless, designadamente na área do
Atendimento ao Beneficiário na sede da Associação, no Centro
Clínico de Lisboa, na Direcção de Segurança e Saúde no
Trabalho em Lisboa, e no Centro Clínico do Porto.
Através destes locais de acesso à Internet sem fios –hotspots–,
disponibilizados através de uma parceria com a PT-Wifi, a
PT-ACS pretende colocar-se na vanguarda das novas
tecnologias de comunicação e, ao mesmo tempo, possibilitar
aos seus beneficiários uma melhor rentabilização do tempo
dispendido nos serviços da Associação.
Assim, para navegar nos hotspots da PT-ACS, basta ter um
PC ou um PDA compatível com wi-fi e possuir uma conta de
acesso. No caso de pretender um acesso wireless pontual,
pode ainda pedir um voucher PT-Wifi na recepção do serviço
da Associação ao qual se dirige. Poderá assim consultar o seu
e-mail, aceder às aplicações da sua empresa ou, simplesmente,
navegar na Internet, onde encontrará mais informações sobre
a PT-ACS em www.ptacs.pt.
Ao lado de uma vasta rede de mais de 700 locais em todo
o país, que compreende hotéis, aeroportos, restaurantes,
cafés, estações de correio, centros comerciais, estações de
serviço e centros de conferência, está agora a PT-ACS dotada
de acesso wireless.
05
Entrevista
08
Informação
11
Informação
a Manuela Guimarães
Projecto Cuidar dos Cuidadores de Idosos
PT-ACS tem ainda Maior Qualidade na
Rede de Prestação
PT-ACS Comemorou 10 Anos de Actividade
12
Temas Clínicos
14
Temas Clínicos
17
Ao Beneficiário
Doenças dos Nossos Olhos: O Glaucoma
Incontinência Urinária Feminina
Breves Notícias
propriedade
Portugal Telecom - Associação de Cuidados de Saúde (PT-ACS)
Av. Fontes Pereira de Melo, nº32
1050-122 Lisboa tel.: 213 116 600
coordenação editorial
Paula Perfeito / [email protected]
redacção
Paula Perfeito e Ana Sofia Caldeira / [email protected]
edição
Petrus, Lda - Gabinete de Imprensa e Editores
Rua Artilharia Um, nº39, 1ºdto
1250-007 Lisboa
tel.: 213 700 130 - fax. 213 700 149
e-mail: [email protected]
editor
Rogério Bueno de Matos
publicidade
Elisabete Caboz
design gráfico / paginação
Susana Leal
impressão / tiragem
Impresse4/ 65 000 exp.
depósito legal
104483
Entrevista
// 05
Entrevista a Manuela Guimarães
Responsável pelo Gabinete de Apoio Psicossocial da PT-ACS
No contexto da sociedade em que vivemos, surgem diariamente necessidades sociais emergentes de factores como o
aumento da longevidade ou os avanços da medicina, que
levam a que determinados grupos de pessoas – idosos,
doentes, deficientes ou indivíduos em período de convalescença – permaneçam em casa, sob o cuidado permanente e
atento de familiares ou afins.
Neste âmbito, o papel desempenhado pela família nos cuidados prestados no domicílio, é fundamental, quer pela
diversidade e natureza das acções que acarreta, quer pelo
relacionamento próximo e afectivo que estabelece. Porém,
os “cuidadores” deparam-se frequentemente com um conjunto
de necessidades e angústias advindas da situação de permanente dependência dos familiares a seu cargo que, em casos
extremos, pode levar a que surjam sentimentos de solidão,
depressão e exclusão social.
Urge, pois, encontrar formas de auxílio a estas famílias e
aumentar a qualidade de vida, quer dos doentes, quer dos
seus “cuidadores”.
A PT-ACS, em colaboração com a Universidade de Aveiro,
lançará brevemente o projecto Cuidar dos Cuidadores de
Idosos, cujo objectivo é fazer um levantamento das verdadeiras
necessidades e ansiedades dos “cuidadores” e encontrar
respostas em conformidade.
Manuela Guimarães, responsável pelo GAP da PT-ACS, apresenta-nos o projecto…
Como surgiu o projecto Cuidar dos Cuidadores de Idosos?
Este projecto foi apresentado à PT-ACS pela Universidade de
Aveiro, na sequência de um trabalho conjunto realizado em
2001 – Projecto Easy-Care –, que possibilitou a recolha de
informação sobre as condições globais de vida de 1070 beneficiários da Associação, com 65 ou mais anos de idade.
Para este novo projecto de âmbito europeu, a Universidade
procurou a PT-ACS reconhecendo-a como instituição conhecedora da realidade em que vivem os “cuidadores” informais de
pessoas idosas, sobretudo as famílias, com o intuito de avaliar
as suas necessidades e o grau de satisfação advindo desta
tarefa. Desde logo aceitámos esta proposta de parceria com
entusiasmo, pelo interesse que temos em realizar acções que
conduzam a uma melhoria efectiva da qualidade de vida das
pessoas dependentes e de quem delas cuida.
Em que vão consistir as acções planeadas no âmbito do
projecto?
Numa primeira fase, serão recolhidos 150 testemunhos de
cuidadores informais, através da aplicação de questionários
sócio-demográficos realizados por técnicos de Serviço Social
e Psicólogos. Este inquérito é um instrumento que aproxima
de uma forma global e multidisciplinar questões relacionadas
com os cuidados a prestar às pessoas idosas dependentes de
familiares.
Qual o papel da Universidade de Aveiro no projecto?
A Universidade irá tratar os dados obtidos nos inquéritos,
através de um estudo das principais necessidades sentidas
pelos “cuidadores”. Este estudo pretende sensibilizar os poderes
públicos e privados para a importância de reforçar as competências e os apoios aos colaboradores de excepção dos
serviços de saúde que são as famílias.
Da experiência que tem na área do apoio psicossocial, como
é que se foi apercebendo de que os “cuidadores” devem ser
alvo de um projecto como este?
As situações que diariamente chegam ao nosso conhecimento
identificam claramente a necessidade de um olhar mais
compreensivo e profissional sobre estes familiares que cuidam
dos seus idosos dependentes e que, na verdade, suportam
uma grande parte dos cuidados prestados.
O papel desempenhado pela família nos cuidados prestados
ao domicílio é fundamental, quer pela diversidade e natureza
de acções que desenvolve, quer pelo relacionamento próximo
e afectivo que estabelece. A prestação de cuidados às pessoas
idosas dependentes exige uma estreita e equilibrada relação
entre o tratamento clínico e o cuidado. Consequentemente,
a diversidade de problemas que este tipo de cuidados acarreta
necessita de uma cooperação estreita entre as diversas partes
envolvidas: por um lado, os profissionais de saúde e de acção
Entrevista
// 06
social e, por outro lado, os familiares e o próprio doente.
Quais as principais fragilidades que os “cuidadores” podem
ter, quer a nível físico, quer a nível psicológico?
O que percebemos no nosso quotidiano é que o sentimento
mais transversal aos “cuidadores”, independentemente da sua
idade ou sexo, é a solidão. Este sentimento alia-se frequentemente à frustração de não verem o seu trabalho reconhecido
e considerado pela sociedade.
Outro traço comum e frequente é a exaustão física dos
“cuidadores”. De um modo geral, trata-se de pessoas empenhadas em tratar o melhor possível o “seu” doente, mas
sentem-se incapazes de realizar sozinhos todos os actos que
consideram necessários ao bem-estar físico e emocional da
pessoa dependente. Consideramos que estas pessoas precisam
de ser protegidas e “cuidadas”, devendo a sua opinião ser
ouvida e respeitada.
Como é possível ajudar, efectivamente, estas pessoas?
Parece-nos que reconhecer o papel indispensável de quem
cuida no domicílio é o ponto de partida de quem quer ajudar.
No entanto, existem outras formas de auxiliar. Desde logo,
por parte dos profissionais de saúde, é essencial denotar uma
atitude interessada e atenta, não criticando ou apenas censurando; depois, é importante também conhecer e reconhecer
os problemas e as necessidades dos “cuidadores”, promovendo
atitudes e comportamentos de prevenção do esgotamento;
por último, dever-se-á informá-los sobre todas as possibilidades
disponíveis, direitos e ajudas a que podem recorrer.
Equipa do Gabinete de
Apoio Psicossocial
da PT-ACS
Mas creio que há ainda outra ajuda, habitualmente pouco
citada, que consiste na formação desses familiares de pessoas
dependentes, que, à partida, não têm conhecimentos nem
treino para executarem todas as tarefas que lhes são exigidas,
uma vez que muitos prestam cuidados sem supervisão ou
apoio. Essas acções de formação permitirão uma realização
optimizada das suas tarefas e contribuirão para a qualidade de
vida da pessoa dependente, bem como dos próprios prestadores
de cuidados. Formar e proteger os “cuidadores” é essencial
para garantir a qualidade de vida das pessoas dependentes.
Dos pontos de vista profissional e da integração social, que
consequências negativas advêm do facto destas pessoas
terem permanentemente alguém a seu cargo?
Quando falamos de doença, todos os conceitos biológicos e
sociais não chegam para explicar o que ela é e o que acarreta.
A doença transporta muitas vezes um problema de solidão. A
sobrecarga de trabalho físico e emocional que recai sobre a
pessoa que cuida tem um impacto enorme sobre a sua vida
familiar, profissional e social. Verificamos que o cansaço físico,
a preocupação latente com o bem-estar do seu familiar, o
sentimento de culpa de não conseguir responder cabalmente
às suas necessidades, a dificuldade em lidar com o sentimento
de cansaço e insatisfação, conduzem, frequentemente, a
situações de exaustão e depressão que quebram ritmos de
trabalho e favorecem o isolamento social.
O grau de sofrimento que se desenvolve nas famílias que lidam
com situações prolongadas de doença pode ser muito difícil
de suportar e deve ser objecto de um apoio agregador de todas
as potenciais ajudas.
Que expectativas podemos ter na resolução dos problemas
concretos dos “cuidadores”?
A manutenção das pessoas dependentes no seu domicílio
pressupõe a organização da oferta de todo um conjunto de
serviços e recursos que permitam facilitar-lhes a vida, assim
como a dos seus “cuidadores”. Conscientes de que cada família
é única na forma como gere os seus afectos, capacidades e
recursos, pretendemos identificar, em colaboração com a família,
o conjunto de cuidados que a pessoa dependente requer. Com
a adopção do conceito de ”cuidados por medida”, segundo as
necessidades de cada um, esperamos conseguir mobilizar da
melhor forma os recursos existentes na PT-ACS e na comunidade
em geral, cumprindo a nossa missão: servir os nossos beneficiários e apoiar, na justa medida, as suas famílias.
Informação
08 //
Meios Auxiliares de Diagnóstico nas Áreas
de Lisboa e do Porto
prestadores de maior capacidade de execução, nas áreas da
Grande Lisboa e do Grande Porto, respostas de maior valia
que agora damos a conhecer.
Nos quadros seguintes encontra-se a identificação desses
prestadores e dos locais onde desempenham a sua actividade,
os contactos a usar para efeitos de marcação e os prazos
ajustados (dias úteis), quer para a marcação de exames, quer
para a entrega dos respectivos resultados.
A PT-ACS tem vindo a constatar, especialmente nas áreas de
Lisboa e do Porto, alguma demora na marcação de exames
auxiliares de diagnóstico prescritos aos seus beneficiários,
designadamente em Radiologia, Imagiologia (Ecografias, TAC,
Ressonância Magnética, etc.) e Exames Cardiovasculares.
A crescente procura de soluções de qualidade, principalmente
no que respeita à facilidade de acesso - expressa tanto pela
rapidez na marcação de exames como pela oportunidade na
obtenção dos resultados - levou a PT-ACS a obter de alguns
Fazer mais e melhor continua a ser o nosso lema!
Dr. Campos Costa - Imagiologia Clínica, SA
Porto
R. Avis, 39, 1º
Tel.: 223 400 900
TIPO DE EXAME
Paredes
neiro,
Av. Dr. Sá Car
Sousa, 7
Edif. Varandas
450
Tel.: 255 780
Sto Tirso
Prazo Máximo
para Marcação
Prazo para Entrega
de Resultado
Rx (convencional)
3 Dias
4 Dias
Ecografia
3 Dias
4 Dias
Exame mamário
3 Dias
3 Dias
Osteodensitometria
3 Dias
3 Dias
TAC
3 Dias
3 Dias
Ressonância Magnética
3 Dias
3 Dias
R. 5 de Outubro, s/n
Tel.: 252 860 150
S. João da Madeira
R. Dr. Sá Carneiro, 220
Tel.: 256 837 160
Sta Maria da Feira
R. Dr. Alcides Strech Monteiro, 55
Tel.: 256 377 750
Informação
09 //
Área da Grande lisboa
Cormédis
Centro de Diagnóstico Cardiológico, Lda.
C
Centro
CS
a PT-A
d
o
c
i
n
lí
Lisboa
da, 15
r Tabor
34
R. Acto
3 520 2
Tel.: 21
Agualva - Cacém
CORMÉDIS E CORSINTRA
TIPO DE EXAME
Prazo Máximo entre a
Marcação e a Entrega de Resultado
SERVSAD
JOSÉ FONTES LDA
Prazo
Prazo
Prazo
Prazo
Máximo
para Entrega
Máximo
para Entrega
para Marcação de Resultado para Marcação de Resultado
Rx (convencional)
3 Dias
2 Dias
1 Dia
3 Dias
Ecografia
3 Dias
2 Dias
2 Dias
1 Dia
Exame mamário
3 Dias
2 Dias
2 Dias
3 Dias
Osteodensitometria
3 Dias
2 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
3 Dias
2 Dias
3 Dias
TAC
Ressonância Magnética
R. Elias Garcia, 87-B
Tel.: 219 143 346
o
Rio de Mour
al , Lj 1
, Edif.Comerci
R. Viana Mota
636
Tel.: 219 208
Ortopantomografia
Ecocardiograma
6 Dias
3 Dias
2 Dias
Ecodoppler Cardíaco
6 Dias
3 Dias
2 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
2 Dias
2 Dias
3 Dias
Ecodoppler Vascular
Electrocardiografia
6 Dias
3 Dias
2 Dias
Electrocardiografia
6 Dias
3 Dias
2 Dias
Monitorização Ambulatória
de Pressão Arterial 24 Horas
6 Dias
3 Dias
2 Dias
Registo Holter 24 Horas
10 Dias
3 Dias
2 Dias
prova de esforço em tapete rolante
Corsintra
Centro de Diagnóstico Cardiológico, Lda.
Sintra
Servsad
Clínica Coração de Jesus
1, 1ºDto
lbuquerque,
A
e
d
so
n
fo
A
Lg.
5 229
054 / 219 23
5
3
2
9
1
2
l.:
Te
Lisboa
R. Andaluz, 9 - 13
Tel.: 213 513 500 / 969
105 953
(linha preferencial)
José Fontes, Lda
Damaia
Lisboa
Lg. Igreja, 6 - B
Tel.: 214 904 822
Av. República, 48, R/C Esq./1ºDto
Tel.: 217 977 822 / 217 613 434
963 904 272 / 918 785 583
Informação
10 //
Área da Grande lisboa
IMI - Imagens Médicas Integradas, S.A
Centro de Imagiologia
Dr. Passos Ângelo, Lda
Lisboa
Lisboa
, 1º
Av. da Liberdade, 11
0
83
9
Tel.: 213 21
B
Av. República, 99 Tel.: 808 250 205
Tel.: 2
13 21
9
Lisboa
Av. António Agusto Aguiar, 40-A
Tel.: 808 250 205
Cascais
Lisbo
a
R. G
830 / lória, 8, c/v
213 4
05 18
0
919 8
57 27
7
Radiomédica - Radiodiagnóstico, Lda
ande Guerra,
Al. Combatentes Gr
if. S. José
s/n, Piso Interm., Ed
Tel.: 808 250 205
Lisboa
mpaio, 50-B
R. Rodrigues Sa
8
5 / 213 546 45
Tel.: 213 145 26
IMI
DR. PASSOS ÂNGELO
RADIOMÉDICA
Prazo
para Entrega
de Resultado
Prazo
Máximo
para Marcação
Prazo
para Entrega
de Resultado
3 Dias
5 Dias
3 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
3 a 5 Dias
4 Dias
3 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
Exame mamário
3 Dias
3 Dias
3 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
Osteodensitometria
3 Dias
3 Dias
3 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
TAC
3 Dias
3 Dias
3 Dias
3 Dias
Ressonância Magnética
3 Dias
3 Dias
2 Dias
1 Dia
3 Dias
3 Dias
Ecocardiogramas
3 Dias
3 Dias
3 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
3 Dias
2 Dias
3 Dias
3 Dias
TIPO DE EXAME
Rx (convencional)
Ecografia
Ecodoppler Cardíaco
Ecodoppler Vascular
Prazo
Máximo
para Marcação
Prazo
Prazo
Máximo
para Entrega
para Marcação de Resultado
Informação
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PT-ACS Comemorou 10 Anos de Actividade
Com o intuito de comemorar os seus 10 anos de actividade, a PT-ACS juntou no seu almoço de Natal de 2005 cerca de
350 convidados. Partilhamos consigo alguns dos melhores momentos...
12 //
Informação
por Dr. Adriano Aguilar e Dra. Ana Fonseca
Médicos Oftalmologistas
Os nossos olhos estão sujeitos a diferentes patologias
decorrentes de factores congénitos, externos ou etários. De
entre as existentes, são 3 as doenças mais preocupantes: o
Glaucoma, a Degenerescência Macular da Idade (DMI) e a
Retinopatia Diabética. Nos próximos números da PT-ACS
Informação serão apresentadas as duas últimas patologias.
Nesta revista, falamos sobre a primeira.
Sendo o Glaucoma uma das principais causas de baixa de
acuidade visual e inclusivamente de cegueira, a informação
existente a nível de população é muito limitada, quer sobre
a evolução da doença em si mesma, quer sobre a magnitude
das consequências da enfermidade.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o
glaucoma é a segunda causa de cegueira no mundo, e segundo
um estudo de Quigley publicado recentemente sobre a
incidência de glaucoma, concluiu-se que em 2000 haveria
cerca de 668 milhões de enfermos glaucomatosos, provocando
cerca de 6,7 milhões de cegos no mundo.
Nos países onde existe um registo oficial para a cegueira, o
glaucoma representa cerca de 6,7% a 21% das causas da
mesma.
Nos Estados Unidos (EUA) existem cerca de 8,8 cegos “legais”
por cada 100.000 habitantes caucasianos e cerca de 131,4 por
cada 100.000 habitantes de outras raças.
A idade é também um factor importante, uma vez que a
percentagem aumenta para 241,4 por cada 100.00 habitantes
de raça branca e 746,9 de habitantes de outras raças, em
idades superiores a 80 anos.
Segundo estudos recentes, mesmo nos países ditos
desenvolvidos, menos de 50% dos casos de glaucoma estão
diagnosticados e em tratamento, tornando-se evidente a
importância de um rastreio adequado, um diagnóstico precoce
e um tratamento atempado.
O Glaucoma é uma doença ocular em que há destruição
evolutiva do nervo óptico, tendo como principais causas o
aumento da pressão ocular e a má irrigação sanguínea da
papila óptica.
É através do nervo óptico que a imagem captada pelo olho
é levada ao cérebro, onde verdadeiramente é “vista” e interpretada. Nesta doença há destruição das fibras nervosas que,
no seu conjunto, formam o nervo óptico. Esta destruição vai
dificultando a transmissão das imagens, levando em último
caso à cegueira completa e não recuperável.
A doença, na sua fase inicial, não dá sintomas e só em situações
mais evoluídas aparecem manchas escuras no campo de visão,
que vão aumentando progressivamente da periferia para o
centro.
Como factores de risco a considerar no desenvolvimento e
instalação do glaucoma, o mais importante é sem dúvida a
hipertensão ocular, sendo a sua medição parte obrigatória de
um exame oftalmológico. A história familiar de glaucoma ou
hipertensão ocular, a raça negra, a diabetes, a miopia, a
hipertensão arterial e o uso de determinados medicamentos,
como os esteroides, deverão ser também tidos em consideração.
Há vários tipos de glaucomas a que nos referiremos adiante,
mas o mais frequente é, sem dúvida, o Glaucoma Crónico
Simples, também chamado de Glaucoma de Ângulo Aberto.
O início desta doença tem uma instalação insidiosa sem
qualquer sintoma. A pessoa vê bem com ou sem óculos, não
tem dores de cabeça, não tem enxaquecas, não tem visão
enevoada, em suma, não sente nada de anormal.
Só um exame oftalmológico cuidado, onde conste a medição
da tensão ocular, as acuidades visuais e a observação da papila
óptica, que deverá ser efectuado por rotina de 2 em 2 anos
a partir dos 40 anos de idade, e anualmente a partir dos 55
anos, é verdadeiramente eficaz na detecção e no diagnóstico
da doença.
Situações de traumatismo ocular, aparecimento de cataratas
ou infecções oculares, deverão também ser tidas em linha de
conta para procurar um médico oftalmologista.
Claro que no desenvolvimento da doença e no seu acompanhamento terapêutico, que poderá ser só com medicamentos,
com Laserterapia, ou com necessidade de recurso à cirurgia,
são necessários outros exames complementares.
Os campos visuais (Perimetria), a Gonioscopia para visualização
Informação
do ângulo ocular, a Paquimetria que fornece a espessura da
córnea, a Biometria da Câmara Anterior, a Tomografia Ocular
Coherente (OCT), o Analisador da camada das Fibras Nervosas,
a Oftalmoscopia Laser, entre outros, são exames complementares que acompanharão, como foi atrás referido, todo o
tratamento do glaucoma. Este, por sua vez, será variável em
função do glaucoma que se está a tratar, havendo essencialmente
cinco tipos diferentes:
O Glaucoma Primário de Ângulo Aberto ou Crónico Simples,
sem dúvida o mais frequente, ocorre quando há dificuldade na
drenagem do humor aquoso (fluido que se encontra dentro do
olho, entre a córnea e o cristalino), não provocada por barreira
física. Essa dificuldade na drenagem leva a que a pressão intraocular aumente, lesando as fibras do nervo óptico. A maioria
dos doentes, como atrás se disse, não tem qualquer sintoma
durante os muitos anos de evolução da doença.
O Glaucoma Primário de Ângulo Estreito é menos comum
que o anterior e ocorre quando a drenagem do humor aquoso,
normalmente feita no ângulo da camada anterior entre a córnea
e a íris, é dificultada/bloqueada por uma barreira física, por
exemplo, a aposição da íris ao ângulo. Isto pode ocorrer quando
a pupila dilata demais ou muito rapidamente, como quando
se entra num local escuro. Geralmente decorre com sintomas
como dor de cabeça, dor ocular, náuseas, halos em volta das
luzes, ou visão turva.
No Glaucoma de Baixa Pressão, também chamado de Pressão
Normal, a lesão do nervo óptico ocorre sem pressões intraoculares muito elevadas, não se conhecendo ainda bem o
mecanismo desta situação.
O Glaucoma Secundário pode resultar de traumatismo ocular,
inflamação, tumor, estádio avançado de catarata, diabetes ou
medicação esteroide, normalmente prolongada.
O Glaucoma Pediátrico engloba o glaucoma congénito (presente à nascença), o glaucoma infantil (que surge durante os
3 primeiros anos de vida), o glaucoma juvenil (que pode aparecer
desde os 3 anos até idade jovem-adulto) e todos os glaucomas
secundários ocorrendo em idades pediátricas.
O diagnóstico de glaucoma não deve ser encarado como um
drama. Apesar do seu potencial para a perda de visão, a maioria
dos glaucomas, quando diagnosticados e tratados atempadamente, não evoluem para a cegueira e têm um bom prognóstico.
14 //
Temas Clínicos
Incontinência Urinária Feminina
por Júlio Fidalgo Fonseca, Urologista do Centro Clínico de Lisboa da PT-ACS
[email protected]
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, demonstrável
e sentida como um problema social e higiénico pelo doente.
Paul Abrams, Sociedade Internacional de Continência
A incontinência urinária (IU) é um grave problema de saúde
pública, que afecta cerca de meio milhão de pessoas só em
Portugal, incidindo principalmente no sexo feminino e em
idades acima dos 60 anos. É por isso imprescindível sensibilizar
as mulheres para esta temática, desinibindo-as e criando-lhes a necessidade de reflectir e expor os seus problemas ao
médico assistente, de modo a saberem adaptar-se à IU e
terem uma melhor qualidade de vida.
Considera-se que a gravidez e o traumatismo obstétrico durante
o parto podem ser as principais causas para o aparecimento
de IU nas mulheres jovens. A menopausa, com a baixa hormonal
(estrogénios) que se lhe associa, assim como a vida sedentária
e a obesidade, são também outras importantes causas de IU
em idades mais avançadas.
Apesar da elevada prevalência desta patologia na população
feminina, estima-se que somente 36% das mulheres em
Portugal revelem o seu problema ao médico, fruto do desconhecimento das possibilidades terapêuticas que hoje existem
para resolver este problema.
A IU perturba gravemente a qualidade de vida das doentes, impedindo-as de uma vida social activa: ir ao teatro, ao cinema, à igreja, viajar,
convívio social, prática de desportos e até mesmo relacionamentos
íntimos.
Tem custos elevadíssimos e obriga ao uso de protectores mecânicos
(fraldas e pensos).
3 - IU mista
As bexigas com estas reacções designam-se de instáveis ou
hiperactivas. As principais causas deste tipo de IU são as
alterações condicionadas pelo envelhecimento do músculo da
bexiga e as alterações neurológicas que se verificam nas doenças
de Parkinson e Alzheimer, nas demências ou em casos de
AVC. As mulheres submetidas a radioterapia pélvica podem
também sofrer desta incontinência. As alterações hormonais
derivadas da menopausa contribuem igualmente para este
problema, assim como as infecções urinárias vulgares.
1 - A IU por urgência miccional – ou por imperiosidade –
acontece quando se verifica a perda do controlo da bexiga,
causando uma necessidade urgente de urinar, que por vezes
não permite chegar a tempo à casa de banho. Noutras circunstâncias, surge sempre que se mexe em água ou mesmo
sem qualquer causa desencadeante, como se fosse a bexiga
a controlar o seu esvaziamento, e não a própria doente.
2 - A IU de esforço, como o nome indica, surge associada ao
esforço físico. Desta forma, a tosse, o espirro e o riso
desencadeiam a perda involuntária de urina. A bexiga e a uretra
estão anatomicamente relacionadas e, do ponto de vista
funcional, são estáveis. Quando esta relação entre as duas se
altera, como acontece quando descaem, sempre que são
sujeitas a determinado esforço físico, não conseguem impedir
a saída de urina. As causas mais frequentes deste tipo de IU
Face aos condicionalismos sociais acima expostos que a IU
acarreta, surgem frequentemente graves problemas de ordem
psicológica a ela associados, que podem levar à depressão e
ao isolamento.
Na mulher consideram-se 3 tipos principais de IU:
1 - IU por urgência miccional
2 - IU de esforço
Temas Clínicos
// 15
são: os traumatismos de parto e os partos múltiplos, a falta
de exercício físico para manter o tónus muscular, a obesidade,
a vida sedentária e, naturalmente, o envelhecimento. A
menopausa contribui ainda para o agravamento desta situação,
devido à redução dos níveis de estrogénio anteriormente
produzidos pelos ovários.
3 - A IU mista resulta da soma das outras duas tipologias.
Desta forma, juntam-se a instabilidade e a hiperactividade da
bexiga à perda do seu suporte anatómico (bexiga descaída),
o que torna este tipo de IU ainda mais limitativo e perturbador
para as doentes. Habitualmente, esta forma de incontinência
surge nas mulheres mais velhas, que já se encontram na
menopausa há anos e que foram mães de vários filhos.
O diagnóstico da IU assenta na história clínica em que é
fundamental o diário miccional (quantas vezes urina - de dia
e de noite?; se tem perdas só com os esforços ou não?; se usa
pensos e quantos?), o exame físico cuidado, com observação
ginecológica com a bexiga cheia (com o intuito de provocar
através da tosse a perda de urina) e os resultados de exames
complementares de diagnóstico, dos quais se destaca o estudo
urodinâmico (que permite determinar com maior rigor qual o
tipo de IU presente).
O tratamento depende, naturalmente, do tipo de IU.
Assim, se estivermos perante um caso de IU por urgência
miccional, em que a doente tem de correr para a casa de banho
quando lhe surge a vontade de urinar, e em que o nosso exame
clínico não demonstrou perdas urinárias com a tosse (esforço),
ou ainda em casos em que o estudo urodinâmico revelou
instabilidade da bexiga, o tratamento a dispensar deverá ser
farmacológico.
Se, pelo contrário, a doente não tem vontades súbitas de urinar,
mas perde urina em maior ou menor quantidade quando ri,
tosse ou pega em algo pesado, então estamos perante uma
IU de esforço, em que a bexiga descaiu e há que colocá-la de
novo no sítio com uma intervenção cirúrgica.
Nas situações mistas, por vezes as mais frequentes, há que
fazer a associação do tratamento médico (farmacológico) com
o cirúrgico.
Ainda em situações de IU de esforço pós-parto, aconselha-se
a doente a fazer um tratamento fisioterapeuta, denominado
reeducação períneo-esfincteriana.
Todas estas modalidades terapêuticas estão muito avançadas
e, se forem bem aplicadas, resultam em taxas de cura muito
elevadas.
A cirurgia tem evoluído muito na última década, tendo sido
criados materiais e técnicas cirúrgicas cada vez mais
simplificadas, menos invasivas e mais eficazes. Assim sendo,
actualmente o tratamento cirúrgico da incontinência urinária
feminina assenta quase exclusivamente nas técnicas tension
free, designadas por TVT (Tension Free Vaginal Tape), efectuadas
por via vaginal com anestesia loco-regional. Neste tipo de
cirurgias faz-se uma pequena incisão no 1/3 médio da região
da uretra por onde se passa uma fita que vai suspender aquele
órgão, sem tensão (tension free). Desta forma, quando a doente
tosse ou faz esforço, a fita colocada não permite a descida da
uretra e da bexiga, não se verificando a perda de urina. Esta
intervenção somente impõe um internamento de 24 horas,
permitindo à doente a recuperação completa da sua actividade
física logo após a alta hospitalar.
Caras leitoras, como podem aferir do exposto neste artigo, não
vale a pena ter receios de revelar ao seu médico este problema
até aqui quase sempre oculto, porque há tratamentos simples
e eficazes para o mesmo.
Recupere a sua qualidade de vida!
17 //
Optimização das chamadas telefónicas
para a PT-ACS
No sentido de ajudar a PT-ACS a consolidar o lema “Fazer Cada
Vez Mais e Melhor”, apela-se à cooperação de todos na
rentabilização de um dos mais relevantes veículos de
comunicação entre a Associação e os seus beneficiários – o
serviço telefónico.
De modo a agilizar e dinamizar o funcionamento dos Serviços
de Atendimento Central, despertamo-lo para a importância de
ser sucinto e objectivo na colocação das suas dúvidas
(nomeadamente através das Linhas Verde e Azul do Call Center),
o que permitirá à PT-ACS adoptar uma atitude mais diligente
no escoamento das centenas de chamadas recebidas
diariamente.
A PT-ACS disponibiliza ainda um conjunto de números da rede
fixa para marcação directa de consultas nos Centros Clínicos
de Lisboa, Porto e Coimbra, para os quais os beneficiários podem
ligar também a partir do seu telemóvel.
Lembramos ainda que, ao ligar para qualquer uma das linhas
da PT-ACS, deverá ter sempre presente o seu Número de
Beneficiário e o Tipo de Plano a que pertence.
Em função do assunto que lhe interessar expor ou ver esclarecido
pela PT-ACS, assim deverá optar por um dos seguintes meios
de contacto:
Via Telefone:
Serviços de Atendimento Central
Geral 213 116 600
Linha Azul 808 28 28 28
Linha Verde 800 29 29 29
Marcação de Consultas nos Centros Clínicos
Lisboa 800 200 100 ou 213 163 388/9
Porto 800 22 44 22 ou 225 190 498
Coimbra 800 200 239 ou 239 704 806
Faro 289 805 962
Braga 253 265 666/7
Ponta Delgada 296 500 115
Aveiro 234 371 271
Castelo Branco 272 349 000
Funchal 291 220 353
Almada 212 721 080/82
Via Internet:
www.ptacs.pt / [email protected]
Via Correio:
Para a Sede da PT-ACS:
Av. Fontes Pereira de Melo, nº 32, 1050-122 Lisboa
PT-ACS Disponibiliza Serviço Especial de Consultas
Médicas e Enfermagem Domiciliárias no Porto
Numa perspectiva de melhoria contínua das ofertas de serviços
aos seus beneficiários, a PT-ACS disponibiliza um Serviço
Especial de Consultas Médicas Domiciliárias na Área do Grande
Porto, abrangendo os concelhos de Espinho, Gondomar, Maia,
Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Valongo, Vila do Conde e
Vila Nova de Gaia.
Com a criação deste serviço, a PT-ACS pretende suprir, à
semelhança do que já acontece na Área da Grande Lisboa,
situações de dificuldade de acesso aos médicos do corpo clínico
convencionado, assim como carências dos seus beneficiários
no que respeita à necessidade de consultas domiciliárias,
particularmente em situações de urgência ou de doença súbita,
em período nocturno ou fins-de-semana e feriados.
O Serviço de Consultas Médicas Domiciliárias encontra-se
disponível em regime permanente (24 horas por dia, 7 dias
por semana).
Simultaneamente, fica também disponível diariamente
(incluindo fins-de-semana e feriados) um Serviço Especial de
Enfermagem Domiciliária, entre as 8 horas e as 24 horas. Este
serviço está orientado para os beneficiários com dificuldades
particulares de deslocação que careçam pontualmente de
serviços de enfermagem, que lhes sejam prescritos por médico
habilitado.
A PT-ACS contactou por correio todos os beneficiários residentes
nos concelhos onde passam a estar disponíveis as consultas
domiciliárias. Leia com atenção essas informações e siga as
indicações que lhe permitem usufruir da sua utilização.
Caso resida nos concelhos de Espinho, Gondomar, Maia,
Matosinhos, Porto, Póvoa do Varzim, Valongo, Vila do Conde e
Vila Nova de Gaia e careça, em situações de urgência ou doença
súbita, da utilização destes serviços domiciliários – consulta
médica ou visita de enfermagem – ligue para 225 105 585 ou
225 105 586.
Relembramos que idêntico Serviço Especial de Consultas
Médicas e Enfermagem Domiciliárias pode ser solicitado, na
área da Grande Lisboa, através dos números 213 521 945 e
213 521 947, respectivamente.
//18
Imuno-Alergologia
no Centro Clínico do Porto
O Centro Clínico do Porto passou a dispor da especialidade
de Imuno-Alergologia, assegurada pela Dra. Maria Arminda
Pereira Guilherme, desde o passado dia 16 de Janeiro.
As consultas realizam-se às 2ªs feiras, das 15h às 18h. As
marcações podem ser efectuadas através do número verde
800 224 422 ou do número fixo 225 190 498.
O Centro Clínico do Porto, em funcionamento desde o arranque
da actividade da PT-ACS, presta serviços de saúde em cerca
de 20 especialidades médicas, a que se juntou desta feita a
Imuno-Alergologia.
Ao Beneficiário
Endocrinologia no Centro Clínico de Lisboa
e Ginecologia/Obstetrícia e Urologia em Coimbra
A especialidade de Endocrinologia, no Centro Clínico de Lisboa,
passou a estar assegurada pela Dra. Inês Sapinho. As consultas
realizam-se às 4ªs e 6ªs feiras, das 9h às 14h, podendo as
marcações ser feitas através do número verde 800 200 100
ou do 213 163 388/9.
No Centro Clínico de Coimbra, para além da nova especialidade
de Ginecologia/Obstetrícia, prestada pela Dra. Ema Bettencourt,
às 6ªs feiras, das 14h às 18h, está agora também disponibilizada
a de Urologia, garantida pelo Dr. Mário Reis, às 3ªs feiras, das
14h às 16h. Ambas as consultas podem ser marcadas através
do número verde 800 200 239 ou do 239 704 806.
Transporte em Ambulâncias
Novo Prestador na Zona da Grande Lisboa
Centro Clínico de Faro remodelado reabre
as portas aos Beneficiários
A PT-ACS firmou novo protocolo de prestação de serviços de
transporte de doentes, com a “Ambulâncias 111, Serviço de
Transporte de Doentes e Sinistrados, SA.”, para efeitos do
transporte autorizado para realização de consultas, tratamentos
ou internamentos (salvo situações de urgência em que a
autorização poderá ser solicitada posteriormente).
O acordo abrange as áreas do concelho de Lisboa e vários
concelhos limítrofes – Alcochete, Alenquer, Almada, Amadora,
Arruda dos Vinhos, Barreiro, Benavente, Cascais, Loures, Mafra,
Moita, Montijo, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sintra, Sobral de Monte
Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira. Desde que os serviços
requeridos tenham origem ou destino nas áreas referidas, a
autorização de deslocação poderá também abranger outras
zonas.
A solicitação do serviço especial de transporte implica ao
beneficiário a obtenção, junto dos serviços competentes da
PT-ACS, de autorização prévia. No caso dos doentes em
tratamentos continuados, a autorização será indicativa do
período da respectiva validade.
A prestação destes serviços pode ser solicitada através dos
seguintes meios de contacto:
números de telefone: 214 458 120 / 919 392 390
número de fax: 214 458 129
e-mail: [email protected]
Em situações de emergência clínica, os beneficiários deverão
contactar o Coordenador da Ambulâncias 111, Hélder Paiva,
através do número de telemóvel 917 066 992.
O Centro Clínico de Faro (CCF) foi alvo de uma remodelação
das infra-estruturas, que visou aprimorar as suas condições
para melhor servir os beneficiários, assim como dotá-lo de
uma imagem e de funcionalidades modernas e consentâneas
com as exigências específicas da área da Saúde.
As transformações do CCF passaram pela pintura de todo o
Centro, pela implantação de um novo pavimento e pela
remodelação completa do mobiliário.
Para não penalizar as necessidades e expectativas dos
beneficiários, enquanto decorreram as obras, todos os serviços
do CCF foram assegurados no 1º andar do mesmo edifício.
A remodelação do CCF constitui mais um passo dado na
consolidação da imagem da rede dos Centros Clínicos da
PT-ACS.
Rectificação
ao Tema Clínico publicado na PT-ACS Informação nº 34
Tem Suor Excessivo? Saiba o que é a Hiperidrose
Por José Augusto Meira,
Médico Cirurgião Vascular do Centro Clínico do Porto da PT-ACS
Aos tratamentos não-cirúrgicos, acrescenta-se o seguinte item:
«Micro injecções nas palmas das mãos de toxina botulínica (“Botox”) com
efeito temporário, apenas de 2-3 meses e com uso limitado a áreas de pequena
extensão, o que é raro.»;
Embora a PT-ACS não comparticipe tais injecções, devem as mesmas ser
acrescentadas ao conjunto dos tratamentos não-cirúrgicos da Hiperidrose,
por uma questão de rigor científico.
No item Lontoforese leia-se Iontorese.
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