Fac-símile 22 – Termo de 14/10/1883 - Continuação
Termo de 20/02/1884 – Início
• No termo de 14/10/1883, fac-símiles 21 e 22, consta na primeira
deliberação: 1.ª Que ficava a meza administrativa autorisada a contratar com Gabriel
Pereira de Amorim, o resto da obra para conclusão da balaustrada do adro da igreja pela
quantia de dous contos e oito centos mil reis, paga por prestações mensaes de duzentos mil reis,
descontando se proporcionalmente os dias que o empreiteiro não trabalhasse e concluindo-se o
pagamento no dia em que a obra fosse entregue e aceita, sendo por conta da Ordem,
chumbadores e chumbo, obrigando-se o empreiteiro a dar- / toda a obra conduzida e de
conformidade com o respectivo plano, no dia 4 de outubro de 1884, sujeitando-se a multa de
quinhentos mil reis se no fim do dito prazo não a tiver conluido. 2.° Que ficava o sindico
autorizado a fazer o pagamento d’essa obra de conformidade com o contrato, assim como o
pagamento das despesas com o assentamento dos portões de ferro, e todas as mais despesas
ordinarias e de custume.
• Vários pesquisadores locais referem-se ao assentamento da balaustrada
do adro como responsabilidade de Gabriel Pereira de Amorim. Entretanto,
observamos que esse oficial apareceu nos termos, até o presente momento,
duas vezes: a primeira, entre os signatários da ata do lançamento da pedra
fundamental, como oficial de cantaria e certamente trabalhando sob as
ordens do Mestre José Moreira da Silva; a segunda, agora, como
empreiteiro, para concluir a obra. E o Mestre José Moreira da Silva? Teria
ido embora? Teria sido despedido? Teria continuado como mestre da obra
sob a empreitada de Gabriel Amorim?
• Supõe-se que a Ordem queria ter a obra concluída até o dia do patriarca
São Francisco, 4 de outubro de 1884.
• No termo de 20/02/1884, fac-símile 22, consta: 4.º Que se chamasse o
contratante da obra do Adro, Gabriel de Amorim, para responder se assignara ou não o contrato
da mesma obra, o qual apresentando-se declarou que assignara.
• Em Livro de Receita e Despesa, iniciado em 03/outubro/1882, aparecem
alguns lançamentos com o nome de Gabriel Pereira de Amorim.
• 1882 – Junho – 8 –
• 1882 – Outubro – 4 -
• 1883 – Setembro – 4 -
(Recebido) Idem de Gabriel Pereira de
Amorim de 3 saccos de pedra azul
Despendeu (...) Idem –idem com cantaria,
assentamento della, tiragem de pedra na serra e
carretos {constante} do recibo de Gabriel
Pereira do Amorim no Livro delles – 26
(Recebido) Idem do Irmão Gabriel Pereira de
Amorim – Lv.ro 86
5$000
1.875$780
28$200
• O lançamento mostra Gabriel Pereira do Amorim como irmão da
Venerável Ordem Terceira.
• 1884 – Outubro – 4 –
Dispendido com Gabriel Pereira de Amorim pelo
ajuste da cantaria e assentamento dos balaustres
que faltarão no adro da egreja como se vê do seu
recibo no livro competente
a fls.28
3.000$000
• 1885 – Junho – 15
(Recebido) Idem de João da S.ª Mourão por
3 pedras vendidas a Gabriel Pereira d’Amorim
18$000
• Outro nome que aparece no referido Livro de Receita e Despesa é o do
oficial canteiro Joaquim da Rocha Ramalhão, signatário da ata do
lançamento da pedra fundamental do adro.
• 1885 – Outubro – 4
(Dispendido) Idem com o canteiro Joaquim da
Rocha Ramalhão por salário seu e de seus
companheiros na construção do cimiterio, assentamento
dos gradis do adro e do jardim, carretos e arrancamento
de pedras
2.622$910.
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