ADITIVOS & INGREDIENTES NA INDÚSTRIA DE PANIFICAÇÃO ADITIVOS & INGREDIENTES O espectro dos aditivos e ingredientes utilizados no setor de panificação é bastante amplo. Neste Caderno Especial, é apresentada uma coletânea de technical papers redigidos pelo departamento competente de algumas grandes empresas atuando neste ramo específico. Alguns deles são mais técnicos, enquanto outros têm um discreto toque promocional. Aditivos & Ingredientes não interferiu no conteúdo nem na redação dos artigos, somente tentou dar uma apresentação gráfica mais amigável. O leitor poderá também observar que, fiéis aos nossos princípios, a publicação destas matérias não foi vinculada à publicação de anúncios. 39 Suplementacao Panificacao Vogler_99.indd 39 10/07/2013 Inforleste 19:03:38 ESPECIAL PANIFICAÇÃO A MULTIFUNCIONALIDADE DA FIBRA DE MILHO Na sua busca incessante por inovações, que cada vez mais possam satisfazer as necessidades de nossos clientes, a Vogler Ingredients tem na sua linha de ingredientes a fibra Z-Trim, largamente utilizada em produtos alimentícios diferenciados e de apelo mais saudável. A Z-Trim é uma nova tecnologia em fibras no mercado mundial, patenteado e fabricado exclusivamente pela Z-Trim Holdings (EUA). Z-Trim é uma fibra de milho, natural e com zero caloria, ideal para substituição de gorduras em produtos de panificação. A possibilidade de desenvolvimento de produtos mais saudáveis e menos calóricos, mantendo a mesma qualidade sensorial dos alimentos com gordura, se torna uma realidade possível e perfeitamente atingível com Z-Trim. Mas a sua função não se restringe somente a substituição de gordura, dentre outras vantagens de Z-Trim podemos ressaltar: - Alta capacidade de retenção de água e rápida hidratação, ou seja, aumento no rendimento de produtos de panificação, e importante redução de custos. - Estabilidade em produtos congelados/descongelados. - Aumento do frescor / maciez em pães e bolos, e consequente manutenção da qualidade sensorial do alimento durante o shelf life. ADITIVOS & INGREDIENTES EXPLORE O POTENCIAL DE Z-TRIM EM SEUS PÃES E BOLOS! Características Benefícios Retenção de umidade Aumenta a vida de prateleira de produtos panificados / maior frescor e maciez / não permite a presença de água livre diminuindo o crescimento de mofos e leveduras. Estabiliza emulsões Manutenção da viscosidade e textura das massas com redução de gordura Controla a formação de cristais de gelo, mantendo a Estabilidade no congelamento integridade de pães congelados, e produtos preparados / descongelamento em microondas. Rótulo limpo (clean label) Pode ser rotulado como fibra de milho ou fibra alimentar. Agente de aumento de volume Melhora no volume de produtos fermentados. Dentre as principais aplicações em Panificação, temos: - pães - bolos / muffins - panetones - cookies Z-Trim redefine a categoria de celulose com propriedades multifuncionais que não são normalmente encontrados em fibras celulósicas e outros ingredientes. Feita a partir de fontes naturais, sejam cascas de aveia ou de milho, Z-Trim auxilia os fabricantes de alimentos a lançarem produtos clean label (rótulo limpo) atraindo a atenção do consumidor. Neutro em sabor e facilmente homogeneizado na mistura, aliado a isto com qualidades, tais como, melhor sensação na boca (palatabilidade), melhora na textura, capacidade de emulsificação, fazem de Z-Trim, um ingredientes extremamente versátil para uso em várias condições de processamento. Angela Weiss é engenheira de Alimentos da Vogler Ingredients. Vogler Ingredients Ltda. Estrada Particular Fukutaro Yida, 1.173 09852-060 - São Bernardo do Campo, SP Tel.: (11) 4393-4400 Fax: (11) 4392-6600 www.vogler.com.br 40 Suplementacao Panificacao Vogler_99.indd 40 10/07/2013 Inforleste 19:03:39 NOVAS ENZIMAS PARA PANIFICAÇÃO, UMA OPÇÃO NATURAL! O uso de enzimas vem crescendo na indústria de alimentos, pois além de serem econômicas (pequenas doses causam grandes efeitos), são produtos biológicos que substituem aditivos químicos contribuindo para a maior saudabilidade dos alimentos e susten tabilidade ao meio ambiente. Alguns benefícios das novas enzimas: MELHORIA DA QUALIDADE DA FARINHA O trigo produzido no Brasil tem uma qualidade variável e inferior aos trigos produzidos em regiões tempe radas. Com o uso de fosfolipases, glu cose-oxidases, xilanases, etc. é possível corrigir a qualidade do trigo nacional para que produza pães com qualidade que o consumidor exige. AUMENTO DA VIDA DE PRATELEIRA DE PÃES E BOLOS Pães, bolos e panetones são produ tos deliciosos quando saem do forno. A partir desse momento um processo físico-químico (retrogradacão do ami do) faz com que esses produtos fiquem duros e secos. Com o uso de amilases, ADITIVOS & INGREDIENTES Aumento da extração de farinha do grão e correção da qualidade, aumento da vida de prateleira de pães e bolos, redução do custo de processo com o aumento da tolerância a longa fermen tação, melhoria da qualidade: volume, textura, crocância, são apenas alguns dos múltiplos benefícios que podemos obter com as novas enzimas para panificação. O avanço das técnicas de biotecno logia tem possibilitado a criação dessas novas moléculas e com novas funcionalidades. Essas enzimas corre tamente aplicadas trazem um grande valor ao processo. 41 Suplementacao Panificacao Prozyn_99.indd 41 10/07/2013 Inforleste 19:02:10 ESPECIAL PANIFICAÇÃO de última geração, é possível estender a vida de prateleira de 5 para até 28 dias mantendo a qualidade como se tivesse saído do forno. REDUÇÃO DE GORDURA E AÇÚCAR Novas lipases e amilases permitem a redução de gorduras, açúcares e ovos, além de reduzir o custo da receita, porque trazem um atrativo maior aos produtos light e diet como pães, bolos, panetones e massas, tudo isso sem comprometer a qualidade do produto. MASSAS CONGELADAS E RESFRIADAS flexibilidade e redução do custo de mão-de-obra nas padarias. MASSAS GLUTEN-FREE Os produtos livres de glúten estão na moda em países como Estados Uni dos e Europa apesar do glúten apresen tar problemas a uma ínfima parcela da população. A fabricação de produtos gluten-free tem crescido. O desafio de fazer um pão de qua lidade sem glúten é enorme e enzimas como transglutaminases podem ajudar, embora um pão sem glúten nunca terá a mesma qualidade de um pão convencional. Massas congeladas fazem parte de uma tecnologia emergente na área de pa nificação, pois permitem que pães sejam produzidos industrialmente em escala e assados no ponto de venda. No entanto o processo de congelamento é muito agressivo à massa e acontece uma grande perda de qualidade quando os produtos são assados. Esse problema é solucionado quando enzimas que reforçam o glúten e disponibilizam açúcares para o fermento são adicionadas à massa. MASSAS FRESCAS, SECAS E MACARRÃO INSTANTÂNEO (NOODLES) TOLERÂNCIA À FERMENTAÇÃO PÃO DE LÓ, BOLOS, ROLLS, MUFFINS E CUPCAKES ADITIVOS & INGREDIENTES As novas enzimas também aumen tam a tolerância das massas à longa fermentação o que possibilita mais As massas frescas e macarrões instantâneos, que usam trigo nacio nal, sofrem problemas de escureci mento devido à presença de polife nóis. Novas enzimas adicionadas à massa inibem essas reações de es curecimento mantendo a qualidade desses produtos. A adição de lipases estabiliza as massas e permite a formação de bio emulsificantes in situ hidrolisando fosfolipídeos e galactolipídeos forman do respectivamente lysofosfolipídeos e galactomonoglicerídeos. Conduz à formação de alvéolos mais uniformes e menores. Deixa a massa mais macia e aveludada. Elimina o sabor ácido asso ciado a emulsificantes químicos. BISCOITOS E CRACKERS As enzimas propiciam uma hidrólise uniforme e encurtam as cadeias de pro teínas, o que possibilita realinhá-las em filmes que dão às massas um balanço adequado entre extensibilidade e elas ticidade. Torna a etapa de laminação do processamento do cracker possível sem rompimento da massa, resultando em um cozimento adequado do biscoito, formação de superfície lisa e ausência de bolhas ou deformações. WAFERS Enzimas proporcionam melhores efei tos na redução da viscosidade da massa líquida (batter) mantendo a viscosidade constante e homogênea mesmo ocorren do paradas na alimentação e melhorando muito a qualidade dos biscoitos. ANTIMICROBIANOS E ANTIOXIDANTES NATURAIS Algumas enzimas dessa nova ge ração estão sendo pesquisadas por exibirem atividade antioxidante e an timicrobiana. Com isso, será possível a substituição completa dos ingredientes químicos usados em produtos de panifi cação o que é uma tendência mundial. Como vimos acima, as novas enzi mas são uma importante ferramenta tecnológica que trazem enormes bene fícios à indústria de derivados de trigo. Mauricio Esteller, Rafael de Araújo Borges e Jadyr Oliveira são P&D e Inovação Industria da Prozyn bio solutions for life. Prozyn Indústria e Comércio Ltda. Rua Paulo Leite de Oliveira, 199 05551-020 - São Paulo, SP Tel.: (11) 3732-0000 Fax: (11) 3732-0021 www.prozyn.com 42 Suplementacao Panificacao Prozyn_99.indd 42 10/07/2013 Inforleste 19:02:12 MASSA MADRE E O SABOR DOS PÃES Desde o seu descobrimento até os dias atuais, o pão sempre teve um papel importante na alimentação humana, para a qual se transformou em um produto de massa. Até a chegada do fermento comercial, todos os pães eram produzidos através da fermentação natural, que é um processo único e exclusivo de cada localidade, pois depende de muitas variáveis, como a microflora do local, da matéria-prima e condições do ambiente. A introdução do fermento comercial no final do Século 18, permitiu um melhor controle do tempo de fermentação da massa, o que popularizou rapidamente o seu uso, pois substituiu o processo tradicional de longo tempo de fermentação por uma simples adição de um ingrediente pronto para uso, que não necessita de manutenção e supervisão constante, além de acelerar o processo de fermentação, o que sacrificou parte do sabor. Um processo de fermentação natural envolve a produção e manutenção do que comumente é chamada de massa madre. Existem vários métodos para a produção de massa madre, mas, basicamente, a idéia é desenvolver um conjunto de microorganismos capturados do ar e de uma matéria-prima que tenham poder de acidificar e produzir gás (CO2). O mais comum é misturar grãos ou farinha de cereais, normalmente trigo ou centeio, e água e deixar em ambiente aberto, coberto com uma toalha por 2 ou 3 dias. A partir disso se desenvolve um conjunto de microorganismos capturados desse ambiente e da matéria-prima, desejáveis ou não para a produção de pão. É desejável quando existe a produção de gás, que se identifica através da aparição de bolhas e cheiro agradável, o que significa o desenvolvimento de levedura selvagem. A partir deste momento, já é possível produzir um pão. Utiliza-se parte da massa madre e o restante é guardado para uso posterior. Existe um processo de manutenção desta cultura, chamada normalmente de refrescagem, na qual se substitui a parte usada em partes iguais de farinha e água. Depois, essa mistura é guardada na geladeira. Este processo é mais utilizado para pães rústicos, pois o perfil da massa madre como acidez, tipo de acidez, depende das condições de manutenção da massa madre. Existem outros métodos em que também pode ser adicionado iogurte ou frutas ou caldo de cana de açúcar País EUA ITÁLIA FRANÇA JAPÃO ALEMANHA LITUANIA ÁFRICA DO SUL ESPANHA Massa Madre San Francisco sourdough Lievito naturale Levain Sake dane Sauerteig Fermented Scald Sweet sour Masa madre Sabor Acético Forte Lático, Acético Lático, Acético Alcóolica Acético Doce e azedo Doce e azedo Lático ADITIVOS & INGREDIENTES MASSAS MADRES NO MUNDO 43 Suplementacao Panificacao Puratos_99.indd 43 10/07/2013 Inforleste 19:02:56 ESPECIAL PANIFICAÇÃO degradam as proteínas em aminoácidos que serão consumidos pelas levaduras que produzirão compostos aromáticos. Todo o perfil de sabor depende do balanço de microorganismos presentes na massa madre, pois são eles que definem o perfil de acidez da massa (acético ou lático), o perfil dos aminoácidos e, consequentemente, os compostos aromáticos e precursores da reação de Maillard, que formarão aromas de reação durante o forneamento. Os compostos aromáticos vão depender muito do ambiente e matéria-prima para a formação da massa madre, porém o perfil da acidez é possível de controlar através da temperatura e nível de hidratação durante a refrescagem. A VOLTA DO SABOR ou outros ingredientes. Apesar dos diferentes processos, o objetivo é capturar alguns microorganismos chaves para a produção de pães e ter o conhecimento para balanceá-los, pois cada pão necessita de um perfil específico de sabor, principalmente em acidez. COMPOSIÇÃO DA MASSA MADRE ADITIVOS & INGREDIENTES Em termos de sabor, os principais componentes de uma massa madre são as leveduras selvagens e bactérias ácido-láticas, presentes normalmente na farinha e meio ambiente. Dentro do grupo das bactérias ácidoláticas , o gênero Lactobacillus representa 80% das cepas pesquisadas em massas madres. Entre as leveduras, S.cerevisiae e a S.exiguus foram as mais encontradas. PROCESSO DE FERMENTAÇÃO E PROTEÓLISE DA MASSA MADRE Basicamente, o processo de uma massa madre para a produção de sabor consiste em fermentação de carboidratos e degradação proteica. A fermentação de carboidratos é realizada por 2 vias: 1. Fermentação Lática pelas bactérias ácido-láticas: Homofermentativa: produção de lactatos. Heterofermentativa: produção de lactatos, acetatos, dióxido de carbono e etanol. Nesta fermentação, o perfil de acidez depende das espécies envolvidas. 2. Fermentação alcóolica pelas leveduras: produção de dióxido de carbono, etanol e compostos aromáticos. A degradação proteíca, proteólise, ocorre através da seguinte ação. Algumas bactérias ácido-láticas produzem protea ses, além de acidificar o meio que, por consequência, ativa a protease presente naturalmente na farinha. Estas proteases Agora é possível retomar o mesmo sabor dos pães obtidos através do processo de fermentação natural com o uso de massas madres desidratadas ou pasteurizadas, na qual precursores de sabor e acidez são mantidos durante sua inativação. As massas madres são produzidas com os mesmos microorganismos das massas madres originais, porém em processos controlados e padronizados. É possível dizer que estamos pro duzindo pães de uma nova geração, onde existe a conveniência do uso dos fermentos comerciais, mais o sabor dos pães antigos que podem ser obtidos através da adição de massa madre desidratada. Então é possível produzir um pão com uma assinatura de sabor, sem mudar os processos de fabricação atuais, bastando adicionar a sabor de sua preferência. Outra vantagem do uso da massa madre desidratada é a possibilidade de trabalhar com sabores variados produzidos por cepas de várias partes do mundo, criando um pão único em sabor. Angelo Kawakami, Regional R&D Bakery Manager da Puratos Brasil. Puratos Brasil Ltda. Av. Lauro de Gusmão Silveira, 773 07140-010 - Guarulhos, SP Tel.: (11) 2404-7300 Fax: (11) 2402-0867 www.puratos.com.br 44 Suplementacao Panificacao Puratos_99.indd 44 10/07/2013 Inforleste 19:02:59 O USO DE INGREDIENTES DE LINHAÇA PARA CONTROLAR A UMIDADE E AUMENTAR A VIDA DE PRATELEIRA EM PRODUTOS DE PANIFICAÇÃO A série OptiSol 5000 da Glanbia Nutritionals é composta de produtos de linhaça, especialmente desenvolvidos para uso na indústria de panificação. Os produtos OptiSol 5000 e OptiSol 5300 ajudam controlar umidade, resultando em uma melhor palatabilidade e extendendo a vida útil do produto. Além de melhorar a textura, os produtos da série OptiSol 5000 são ricos em fibras, proteínas e antioxidantes naturalmente presentes na linhaça, resultando em um produto final com melhor composição nutricional. A Glanbia Nutritionals realizou vários estudos com os produtos da série OptiSol 5000 para avaliar o impacto na vida útil de itens de panificação. As análises de vida de prateleira foram realizadas em produtos armazenados tanto em temperatura ambiente como congelados. A textura e a maciez dos produtos foram testadas através de um analisador de textura (TA.XTPlus Texture Analyzer, Stable Micro Systems). Em alguns sistemas, conduziram-se painéis sensoriais utilizando-se uma escala hedônica. e que permanece mais macio durante a vida de prateleira. Volume: Pão Integral Controle OptiSol 5300 2020 cc 2270 cc muffins foram descongelados em temperatura ambiente antes de cada análise. Conclusão: O uso de OptiSol 5000 resulta em um muffin mais macio, garantindo uma melhor palatabilidade mesmo depois de um período de 3 meses de congelamento. ESTUDO 3. CUPCAKES SEM GLÚTEN ESTUDO 2. MUFFIN INTEGRAL Resumo: OptiSol 5000 ajuda a preservar a qualidade e palatabilidade de muffins integrais armazenados em congelador. Metodologia: Após o preparo, os muffins foram armazenados congelados. As análises de textura foram realizadas mensalmente usando TA.XT e ao longo de 3 meses. Os Resumo: OptiSol 5300 aumenta a vida útil de cupcakes sem glutén. Metodologia: Os cupcakes sem glutén foram preparados com 1,2% de OptiSol 5300 e armazenados em temperatura ambiente durante 4 dias. A maciez dos bolos foi medida utilizando TA.XT. Cupcakes de controle foram preparados com 0,2% de goma xantana. Conclusão: OptiSol 5300 resulta em um cupcake mais macio que o cupcake contendo goma xantana, e que também permanece mais macio durante a vida útil. Resumo: OptiSol 5300 prolonga a vida de prateleira de pães integrais. Metodologia: A análise de textura foi realizada através de um estudo de vida de prateleira durante 21 dias. Nesse período, pães de trigo integral contendo 0,5% de OptiSol 5300 foram comparados ao controle usando TA.XT. O volume dos pães foi medido no dia 1. Conclusão: OptiSol 5300 resulta em um pão integral de maior volume ADITIVOS & INGREDIENTES ESTUDO 1. PÃO INTEGRAL 45 Suplementacao Panificacao Domondo_99.indd 45 10/07/2013 Inforleste 19:04:20 ESPECIAL PANIFICAÇÃO Conclusão: OptiSol 5300 resulta em um volume por volta de 16% maior que o controle. Além disso, OptiSol 5300 ajuda a manter a maciez ao longo da vida de prateleira. Volume: Bolo Tipo Biscuit Controle OptiSol 5300 116 cc 135 cc ESTUDO 5. PÃES DOCES Resumo: O uso de OptiSol 5300 prolonga a vida útil e aumenta o volume de pães doces. Metodologia: Pães doces foram preparados com 0,5% de OptiSol 5300. A análise sensorial foi conduzida logo após o preparo e ao longo de 7 dias, usando uma escala hedônica de 1-9, sendo que 9 signicava muito fresco/textura macia e 1 significava muito envelhecido/textura firme. Conclusão: OptiSol 5300 resulta em um pão doce com melhor textura e que mantém o frescor durante a vida de útil. ADITIVOS & INGREDIENTES Tamanho: Pães Doces Controle OptiSol 5300 Altura Média: 3.2 cm Altura Média: 3.4 cm Volume Médio: 152 cc Volume Médio: 177 cc Largura Média: 9.8 cm Largura Média: 10.3 cm Juliana Silva Zeiher é diretora de vendas e desenvolvimento de Negócios LATAM da Glanbia Nutritionals. [email protected] ESTUDO 4. BOLO TIPO BISCUIT Resumo: O uso de OptiSol 5300 prolonga a vida de prateleira e aumenta o volume de bolos tipo biscuit. Metodologia: Os bolos tipo biscuit foram preparados com 0,98% de OptiSol 5300 e armazanados em temperatura ambiente por 3 dias. A maciez foi medida via TA.XT. Domondo Comercial Ltda. Alameda Rio Negro, 1.084 - Sala 77 06454-000 - Barueri, SP Tel.: (11) 4193-4099 Fax: (11) 4193-8906 www.domondo.com.br 46 Suplementacao Panificacao Domondo_99.indd 46 10/07/2013 Inforleste 19:04:21 NUTRIÇÃO E OS ALIMENTOS DERIVADOS DE FARINHAS DE TRIGO Item Nutricional Energia (1): Carboidratos (1): Proteínas (1): Gorduras Totais (1): Fibra Alimentar (2): Sódio (2): Vitamina B1 (1): Vitamina B2 (1): Vitamina B3/PP (1): Ferro (1): Cálcio (1): (1) Pomeranz, 1988; (2) Cereal Chemistry, 1964. amassadas, têm inigualável capacidade de formação de massa visco elástica. Com relação à dieta de 2000 kcal, 100g de trigo integral aportam, em média, importantes frações da ingestão diária recomendada para um adulto saudável: Aminoácidos essenciais constituem aproximadamente 1/3 das proteínas do trigo e de suas farinhas. O valores biológicos das proteínas da soja, do leite, ou dos ovos, são superiores ao das proteínas do trigo, mas este é, certamente, uma das fontes de proteínas de mais baixo custo. Ingestão Diária Recomendada (IDR, dieta 2.000kcal) 2.000,0 kcal 300,0 g 75 g 55 g 25 g 2400 mg 1,2 mg 1,3 mg 16 mg 14 mg 1.000 mg Massas, pães, biscoitos e bolos existem porque o trigo existe. São alimentos incorporados à cultura alimentar de quase todos os povos, porque além da satisfação sensorial, podem, dentro de uma dieta equilibrada, aportar saudabilidade e nutrição. Segundo Bastos, no livro Trigo da Lavoura ao Pão, de 1987, o trigo teria chegado ao Brasil pelas mãos de Martim Afonso de Souza, em 1534, sendo cultivado no sudeste, nordeste e norte do país. O trigo que faz parte da civilização humana e tem ligações com cultura, % IDR em 100g de trigo integral 16,5 24,0 16,2 3,5 46,0 0,2 34,6 8,1 30,3 28,6 3,6 ADITIVOS & INGREDIENTES “O trigo é uma das mais antigas e mais amplamente cultivadas de todas as culturas agrícolas”, é o que registram Orth e Shellenberger, no famoso livro “Wheat - Chemistry and Technology”, editado por Pomeranz. Numa tradução livre, o texto ainda informa que “É amplamente aceito que o trigo foi cultivado como cultura alimentar cerca de 10.000-8.000 anos antes de Cristo”. Segundo os autores, que representam a mais forte corrente histórico-científica, por muito tempo o homem alimentou-se quase que inteiramente de carne, oriunda da caça. Com a criatividade, desenvolvendo e aprendendo a dominar ferramentas e adaptando-se às mudanças do clima, o Homo sapiens além de caçador passou a ser coletor de vegetais, ampliando suas fontes alimentares. O domínio do cultivo de grãos, conferiu novo status ao caçador-coletor, e fora primordial para o início da civilização (Pomeranz, 1988). Não é absurdo dizer que o trigo alimentou e nutriu o homem préhistórico, ajudando-o a fixar-se à terra e desenvolver-se. É trivial entender porque o trigo transformou-se desde então no mais importante dos cereais: é fonte de diversos nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais, é fonte energética e suas farinhas, quando hidratadas e 47 Suplementacao Panificacao Granotex_99.indd 47 10/07/2013 Inforleste 19:05:00 ESPECIAL PANIFICAÇÃO ADITIVOS & INGREDIENTES economia e religião, é também nutrição e saúde. Se o grão integral já possui alegação de funcionalidade, com selos reconhecidos pelas autoridades norte-americanas, por exemplo, suas farinhas, mesmo as de baixas extrações são, também, instrumentos da nutrição, especialmente através da agregação de vitaminas e minerais, no que se convencionou chamar de Fortificação. No início da década de 1920, a introdução de iodo no sal de cozinha nos Estados Unidos (Cannon, 2006), transformou-se num marco da fortificação de alimentos. Segundo Backstrand (2002), a regulamentação da fortificação de alimentos nos Estados Unidos iniciou-se há mais de 50 anos, com importante incremento nutricional da população, pela melhor ingestão de nutrientes. As farinhas de trigo foram eleitas como um dos mais importantes vetores de nutrição, pela grande aceitação dos alimentos dela derivados, por sua estabilidade e pela facilidade de incorporação e homogeneização de micronutrientes. Já em 1941, farinhas de trigo passaram a ser fortificadas com vitaminas do complexo B (Cannon, 2006), reduzindo, severamente, problemas de má formação do tubo neural durante a gestação. No Brasil, a fortificação de farinhas de trigo (e milho) foi regulamentada em 2002, através da RDC 344, que determina a adição de 4,2 mg de ferro e 150 µg de ácido fólico (vitamina B9). Uma década depois, avanços podem ser mensurados como os mencionados por López-Camelo (2010), com substancial minimização da anencefalia, mas equívocos, detectados já na implantação da lei, poderiam ser ajustados, com: • Incentivos ao aumento do consumo de derivados de trigo; • Incentivos à aplicação de melhores fontes de ferro; • Incentivos à melhor composição da fortificação. Muitos estudos como o de Vieira e Ferreira (Revista de Nutrição, 2010), sobre a “Prevalência de anemia em crianças brasileiras, segundo diferentes cenários epidemiológicos”, apontam para a gravidade da anemia no Brasil. Se o estudo de López-Camelo (2010) aponta para resultados de minimização da anencefalia, também aponta para resultados muito melhores no Chile e Argentina. Canadá e Costa Rica também têm melhores índices de redução da má formação do tubo neural (espinha bífida). Um dado histórico talvez ajude nossa reflexão sobre a maior eficiência da fortificação em outros países: o brasileiro tem consumo per capita de trigo muito menor que o da União Européia, do Canadá, do Chile, da Argentina e dos Estados Unidos (Fapri, 2006). Criar meios para o maior consumo per capita de derivados do trigo parece ser conditio sine qua non a melhoria dos resultados obtidos com a fortificação nesta primeira década de programa no Brasil. Consumimos menos de 60kg de trigo/ habitante/ano, quando nossos visinho, além de europeus e norte americanos apresentam valores nunca menores que 90kg/habitante/ano. Incentivos à aplicação de melhores fontes de ferro, alinhadas com a segurança alimentar, com as boas-práticas de fabricação e, principalmente, com melhor biodisponibilidade do mineral também seria uma medida em favor da saúde pública. Não esqueçamos, também, que no ciclo metabólico do ferro, é imperativa a ação de outros nutrientes para sua melhor absorção, com as vitaminas C e A. Se a primeira não pode ser aplicadas nos derivados do trigo como aporte vitamínico, em virtude das reações redox e de sua eliminação durante os processos de elaboração dos alimentos, a vitamina A, que pode elevar a absorção de ferro em pelo menos 34% (García-Casal, 2009), é relativamente estável e adequa da às farinhas, pães, bolos, massas e biscoitos. O velho ditado diz que é melhor prevenir que remediar. A deficiência de ferro, com prevalência da anemia, pode causar danos irreparáveis no desenvolvimento do organismo e na função cognitiva durante a infância. A vitamina B9 (ácido fólico) é necessária à síntese de DNA e RNA, sua escassez pode ocasionar má formação fetal e comprometer formação de glóbulos vermelhos em crianças e adultos. A fortificação de farinhas de trigo pode converter-se em instrumento de prevenção de enfermidades e da minimização dos custos com saúde pública. Um somatório de ações, que viabilizem o incremento de consumo dos alimentos derivados do trigo, a aplicação de melhores fontes de ferro e a disponibilização de uma fortificação robusta, poderia derivar numa melhor ingestão de micronutrientes, abreviando o controle da anemia e da má formação congênita, por deficiência vitamínico-mineral. Divanildo Carvalho Junior é gerente de Pesquisa e Inovação da Granotec do Brasil S/A. Granotec do Brasil S/A Rua João Bettega, 5.800 81350-000 - Curitiba, PR Tel.: (41) 3027-7722 Fax: (41) 3027-4400 www.granotec.com.br 48 Suplementacao Panificacao Granotex_99.indd 48 10/07/2013 Inforleste 19:05:01