Projeto de Ação Missionária da
Arquidiocese de Ribeirão Preto
Renovação das
estruturas paroquiais
2011
1
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Índice
Como devemos agir?
3
1. Renovação das estruturas pastorais
6
2. O que entendemos por missão
8
3. Um foco – uma das três prioridades
11
3.1 Planejando a Pastoral do Batismo
14
4. O Projeto da Pastoral do Batismo
(demonstração)
17
Uma preparação evangelizadora
17
Pastoral do Batismo – Plano de Pastoral
19
Estratégias e Meios
19
Avaliação do Treinamento
21
Considerações finais
23
Julho de 2011
2
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Como devemos agir?
“Vinho novo em odres novos!” (Mc 2,22)
Estamos na segunda etapa do nosso Projeto de Ação Missionária Permanente
(SIM - Ser Igreja em Missão). A preocupação desta fase será com a renovação
das estruturas de evangelização.
O Projeto SIM nasceu da necessidade de uma nova evangelização, lançado na
Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor no ano de 2007. Depois do lançamento
e envio se realizaram as capacitações missionárias em três etapas.
Primeira etapa - despertar para a Missão - reconhecer que a missão deve
ser permanente e é própria da Igreja e da vida cristã.
Segunda etapa - renovação da estruturas paroquiais - segundo o apelo do
Documento de Aparecida em formar discípulos missionário em Jesus Cristo, as
foranias são convidadas a construir um planejamento de renovação das estruturas
paroquiais.
Terceira etapa - Formação de líderes - reconhecer que os líderes exercem
uma função de coordenação, de participação e de comunhão, isto é, são
co-responsáveis pelo ser e pelo agir da Igreja.
No primeiro momento (2007 a 2009) as etapas se destinaram aos Conselhos de
Pastorias Paroquiais (CPP), nesse segundo momento (2010 a 2012) se destina à
formação de líderes, presente nos setores Família e Juventude.
O Documento de Aparecida pede-nos a conversão pastoral. Diz que devemos
passar de uma pastoral de conservação para uma pastoral decisivamente missionária
(DA 370).
O que seria uma pastoral de conservação? É aquela que não se abre para a
novidade do Espírito que “sopra onde quer e como quer”. Tudo continua
como estava. Faz-se somente o estritamente necessário. Há pessoas que tudo
monopolizam. A paróquia acaba centralizada na pessoa do presbítero ou de um
leigo (a) que tudo decide. Não se aceitam idéias novas. A paróquia se transforma
num centro de atendimento sacramental e burocrático. Assume um rosto severo,
triste, um ar fúnebre porque lhe faltam esperança e criatividade.
3
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Como podemos pensar uma paróquia missionária? A evangelização
exige atenção à situação em que vivemos. Quando há estruturas de coordenação
e animação da ação missionária, a começar do Conselho Paroquial de
Pastoral (CPP) é dada a devida atenção à situação do ambiente. O CPP é o
espaço privilegiado para que aconteça o encontro, a troca de experiências, a
alegria de ser Igreja, escola e casa de comunhão. A verdade é temperada com o
amor e a liberdade.
Privilegiar as estruturas de comunhão. A sociedade mudou bastante nas
últimas décadas e a paróquia também. De fato, mudaram muito os relacionamentos
dos paroquianos com a sua comunidade, desde a implantação da secretaria
paroquial até a organização de estruturas de comunhão que facilitam a participação
de todos, como a assembléia paroquial, o conselho paroquial de pastoral, as
coordenações, o Dia da Comunidade e tantas outras iniciativas marcadas
pela interação. Surgiram os pequenos grupos de quarteirão, com os círculos
bíblicos e as novenas de Natal ou encontros da Campanha da Fraternidade.
O grande desafio atual talvez seja estabelecer pequenas comunidades que
favorecem o sentido de pertença à Igreja, através do diálogo, do serviço, do
anúncio e do testemunho de comunhão. A ação pastoral cresce em qualidade
quando a paróquia consegue estabelecer uma rede de comunidades orantes,
de partilha e caridade.
Enfim, numa paróquia missionária, suas celebrações são cartões de visita da
comunidade. São verdadeiras fotografias da sua intensa vida eclesial.
“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura!”
(Mc 16, 15). A Igreja existe para evangelizar. Compreender o que é a
missão, hoje, no lugar em que estamos. É ultrapassar uma pastoral de mera
conservação para assumir uma pastoral decididamente missionária.
Vamos propor um caminho de renovação das estruturas que toca a vida e
a missão. Como não podemos abraçar tudo de uma vez, em 2009 foi realizada
depois de uma consulta às bases (paróquias) e passando por vários setores a
13ª Assembléia Arquidiocesana de Pastoral. A Assembléia definiu como
prioridades: Formação de líderes, setor Família e setor Juventude. A partir
dessas prioridades o Conselho de Pastoral de cada Forania estabeleceu metas e
atividades para cada prioridade, fazendo nascer o Plano de Ação Pastoral da
Arquidiocese. A nível arquidiocesano as metas e atividades de cada prioridade
foram estabelecidas pelos Secretariado de Pastoral, responsável de assessorar as
foranias em suas atividades.
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Seguindo o Documento de Aparecida apresentamos um método simples que
valoriza a participação e a co-responsabilidade: o método Ver – Julgar – Agir.
Esse método ver, julgar, agir – “permite articular, de modo sistemático, a
perspectiva cristã de ver a realidade; a assunção de critérios que provêm da
fé: e, em conseqüência, a projeção crente, alegre e confiante em Deus Pai,
Filho, e Espírito Santo.”1
1° Ver a realidade em que se encontra nas nossas comunidades a formação dos nossos agentes de pastoral, principalmente os que agem nos setores
Família e Juventude. Seus elementos positivos e negativos (desafios, dúvidas,
receios, tensões, conflitos...). É preciso dar o devido peso e valor aos
elementos positivos para se fazer justiça e não se precipitar nas tomadas de
decisão. Insistimos na importância vital dos elementos positivos, porque são
motivos de esperança e crescimento. Bem sabemos que a esperança que nos
anima está arraigada na fé. “A esperança não decepciona”.
2º Julgar, isto é discernir, o que deve continuar, deve ser enfatizado,
valorizado, melhorado, introduzido de novo – sempre à luz da prática de Jesus,
o Bom Pastor, do DA, das Diretrizes Gerais da CNBB e do Plano de
Pastoral Arquidiocesano.
3º Agir a partir do planejamento. Importante é estabelecer um
objetivo claro, com metas precisas e os meios concretos para atingi-las.
Portanto, estabelecendo os compromissos, os prazos e indicando recursos
(humanos e financeiros).
4º Avaliar e corrigir com muita humildade o que for necessário.
* * *
1
SUESS, Paulo – Dicionário de Aparecida, Paulus,2007, p. 111.
5
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1.Renovação das estruturas pastorais
O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu
para anunciar a Boa Nova aos pobres. Enviou-me para
proclamar a libertação aos presos, a recuperação da vista
aos cegos, restituir a liberdade aos oprimidos e proclamar
um ano de graça do Senhor. Lc 4,18-19
Dinâmica: Trabalho em grupo.
1º Quais foram as experiências positivas que o projeto SIM provocou
até agora?
2º Na opinião do grupo por onde deveria iniciar a renovação das
estruturas paroquiais a partir das três prioridades?
3º Gostaríamos de ouvir o testemunho positivo sobre a primeira
etapa.
O ponto de partida é a experiência. Para renovar as estruturas, o ponto de
partida é a experiência, a convivência e o encontro. É no encontro de corações que
Cristo se faz presente entre nós. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se
vos amardes uns aos outros”, nos garante Jesus.
Na paróquia encontramos tantas pessoas. Seria bom que todas elas
fossem irmãos e irmãs de verdade. Que pudessem contar umas com as outras,
nos momentos mais decisivos de suas existências (nascimento, batizado,
matrimônio, luto etc).
A renovação das estruturas dará, certamente, um rosto novo, alegre à paróquia.
Em toda comunidade eclesial temos um grupo de pessoas extremamente dedicadas.
São pessoas que se sacrificam pelo bem de todos. Mas algumas delas se sentem
cansadas. Gostariam de encontrar apoio e compreensão. É chegado o momento
de ajudá-las. E isto somente será possível com o planejamento da ação
evangelizadora.
O rosto novo, radiante, virá com o fermento do Evangelho. A grande
novidade é Cristo, com a força libertadora do seu Evangelho. Ao pensarmos a
paróquia como lugar de encontro, de festa, de gratuidade, estamos apontando para
um espaço privilegiado de troca de experiências e compromisso missionário.
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Quando falamos em encontro e em troca de experiências, estamos nos referindo
à fé pascal e à alegria de pertencemos à Igreja – Corpo de Cristo.
Quando falamos em experiência, estamos nos referindo ao intercâmbio do
que experimentamos e vivemos no seguimento de Jesus: alegrias, tristezas,
sucessos e fracassos, momentos de busca, de angústia e de esperança.
Criar uma rede de comunidades. Nossas paróquias são extensas. Há muitas
pessoas desconhecidas. É preciso estabelecer uma rede de comunicação entre
as pessoas. O caminho é a setorização da paróquia, constituindo núcleos e
comunidades menores, com equipes próprias de coordenação e animação
missionária. Porém, não basta descentralizar as atividades pastorais e multiplicar as
comunidades. Torna-se urgente proporcionar meios que facilitem o encontro
destas comunidades, através de serviços, pastorais e movimentos, e assim, ir
criando espaços vitais de comunhão e participação.
Paróquias casas e escolas de comunhão. Segundo o Documento de Aparecida
os fiéis devem experimentar a paróquia como família na fé e na caridade.
Enfatizando o papel missionário, apontando para as dificuldades estruturais e
propondo sua renovação.2
Aparecida quer “que todas as paróquias se tornem missionárias” (173,cf.
171) e sejam “fonte dinâmica do discipulado missionário” (172); lugar onde os
pobres são acolhidos e se escuta a Palavra; onde se celebra os mistérios (175).
Nessas celebrações a Eucaristia dominical, que é “um momento privilegiado
do encontro de comunidades com o Senhor ressuscitado... os fiéis devem
experimentar a paróquia como família na fé e na caridade” (305).
“Se queremos que as paróquias sejam centros de irradiação missionária em
seus próprios territórios, elas devem ser também lugares de formação
permanente. Isto requer que se organizem nelas várias instâncias formativas
que assegurem o acompanhamento e o amadurecimento de todos os agentes
pastorais e dos leigos inseridos no mundo. As paróquias vizinhas também
podem unir esforços neste sentido, sem desperdiçar as ofertas formativas da
Diocese e da Conferência Episcopal.” (DA, 306)
2
SUESS, Paulo Dicionário de Aparecida – 40 palavras chave para uma leitura pastoral do
Documento de Aparecida, Paulus, 2007, p. 98-101.
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2. O que entendemos por missão
Caminhando à beira do lago da Galiléia, Jesus viu Simão
e o irmão deste (Leia Mc 1,16-20)
A proposta de Cristo
“Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e
crede na Boa Nova.” (Mc 1,15)
O Reino ocupa o centro do ensinamento de Jesus. Jesus anuncia, proclama
e prega o Evangelho do Reino (Mt 4,23; 9,35), o Evangelho de Deus (Mc 1,14);
prega nas sinagogas (Mc 1,39; Lc 4,44) o Reino de Deus (Lc 9,2).
Os discípulos de Jesus, enviados em missão, proclamam o próprio Jesus
(At 19,3), mas também o Reino (At 20,25; 28,31).
Paulo fala do “querigma de Jesus Cristo” (Rm 16,25).
O dom de si – a dinâmica do amor.
A lei do amor é o dom de si. Com Jesus, aprendemos a servir à humanidade da
qual fazemos parte. Jesus nos ajuda a enfrentar os desafios. Dá-nos nova vida,
como lemos no Evangelho: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: se o grão de
trigo que cai na terra não morre, fica só; mas se morre, então produz muito fruto.
Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem não faz conta da sua vida neste
mundo, há de guardá-la para a vida eterna.” (Jo 12,24-25)
A proposta de Cristo é um constante desafio: o doar-se é que dá sentido à
existência. Doar-se traz plenitude à vida!
Tudo deve ser compreendido no horizonte do Reino: a pregação de
Jesus, a Igreja e a Missão. A finalidade da missão é a mesma do Reino de Deus:
atingir os corações; transformar as pessoas, a partir de sua interioridade para que
elas sejam discípulas missionárias.
Para isso é preciso que as pessoas se sintam amadas por Deus. E percebam a
proximidade de Cristo em suas vidas.
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A missão diz o DA “não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar
a experiência do encontro com Cristo, testemunhá-lo de pessoa a pessoa...” 3
Devemos guardar bem isso: a missão não se limita a um programa ou projeto.
A missão nos permite expressar a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor.
A finalidade da missão é atingir os corações das pessoas.
Fazer com que se sintam amadas e percebam a proximidade de Cristo em
suas vidas. “Ela não se limita a um programa ou projeto, mas é compartilhar a
experiência do acontecimento do encontro com Cristo, testemunhá-lo e anunciá-lo
de pessoa a pessoa...”4
A missão se concretiza por meios colocados à nossa disposição: a Palavra de
Deus, a Comunidade eclesial, a Comunicação, a Oração.Normalmente é a Palavra
que dá início à missão, mas também podemos começar com um dos outros
elementos apresentados: oração, vivência comunitária, comunicação.
A Palavra – a fidelidade ao Evangelho. A Palavra anunciada é a
proclamação explícita do Evangelho, sobretudo do querigma. A Palavra
suscita conversão.
Encontramos inúmeros exemplos disso no início da pregação apostólica.
Basta conferir no livro dos Atos dos Apóstolos.
O anúncio e a acolhida da Palavra são, portanto, fundamentais para a vida e
a missão da Igreja e ocupam lugar central na liturgia. Cristo ‘está presente em
sua palavra, pois é ele quem fala quando se lêem as Sagradas Escrituras’.
Assim a proclamação da Palavra na liturgia torna-se para os fiéis a primeira e
fundamental escola da fé. Por isso, é essencial que pastores e fiéis se
empenhem para que a Palavra seja claramente anunciada nas celebrações ao
longo do ano litúrgico e refletida com homilias cuidadosamente preparadas,
e encarnadas na vida.
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010, 62
A Comunidade – o método de Jesus. Cada discípulo (a) missionário (a) é
chamado(a) a testemunhar o que ama, crê, vive e celebra. Na comunidade são
celebrados os momentos mais fortes da vida: nascimento, casamento, enfermidade,
3
4
DA 145
DA 145
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morte. O testemunho de pessoa a pessoa começa no seio da comunidade.
O método de Jesus foi reunir discípulos para conviver com o seu Mestre e
depois enviá-los em missão.
A missão da Igreja é formar comunidades para, por meio delas, evangelizar.
A edificação da comunidade é parte básica e essencial da missão da Igreja.
Ao edificar-se a Igreja “local”, o Reino é trazido diretamente para o meio das
pessoas e encontra expressão em sua própria cultura e em suas próprias
circunstâncias. A missão se torna perene e não se efetiva apenas em eventos
com data marcada de início e festa de encerramento. A comunidade é
missionária em sua constituição natural.5 PEDRO BASSINI
A Comunicação é a ponte que une Palavra e Comunidade. Ela se dá em
diversas situações: no trabalho, no lazer, na escola... Para que cada fiel se sinta
visível e eclesialmente incluído na Igreja”.5
A Oração – pessoal e comunitária, sobretudo a liturgia. É ela que sustenta
a missão.
A liturgia ocupa na ação evangelizadora da Igreja, um lugar central.
Conforme o Concílio Vaticano II, ela é “o cume para o qual tende a ação da
Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força”. Nela,
o discípulo realiza o mais íntimo encontro com seu Senhor e, dela, recebe
a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo.
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015, 129b.
5
Bassini, Pedro in Revista Pastoral ano 49n.261, p. 24.
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3. Um foco – uma das três Prioridades
Oração da Serenidade
Deus, dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para que eu saiba a diferença: vivendo um dia a cada vez, aproveitando um momento de cada vez; aceitando
as dificuldades como um caminho para a paz; indagando, como fez Jesus, a este
mundo pecador, não como eu teria feito; aceitando que o Senhor tornaria tudo
correto se eu me submetesse à Sua vontade para que eu seja razoavelmente feliz
nesta vida e extremamente feliz com o Senhor para sempre no futuro. Amém.
Como iniciar? Não podemos fazer tudo ao mesmo tempo. É preciso
discernir uma prioridade. Grandes inimigos da missão são: a pressa, a ansiedade,
a improvisação, ou querer fazer tudo ao mesmo tempo...
Quem vai plantar precisa preparar o terreno. Depois lança a semente. Espera
a semente brotar. E para poder colher frutos, cuida com carinho da plantação.
A renovação das estruturas paroquiais se fará aos poucos, atravessando pelo
menos três fases: a motivação, o planejamento e a execução.
A primeira fase será a de motivação das mentes e corações. Ela visa
captar adesão ao Projeto de Renovação da estrutura pastoral. Na fase de
motivação é preciso agradecer e entusiasmar as pessoas. No agradecimento aos
que têm trabalhado, valorizar o que tem sido feito na comunidade. E, ao mesmo
tempo, é necessário suscitar o entusiasmo das pessoas. Agradecer não significa perenizar
as pessoas nas funções que ocupam, mas reconhecer os seus méritos.
A segunda fase é a do planejamento. Para esta fase propomos quatro
possibilidades que estão dentro das prioridades definidas na Assembléia Arquidiocesana.
A comunidade deve escolher uma delas. E nela concentrar todas as suas energias:
- a Pastoral do Batismo (setor Família);
- a Pastoral da Crisma (setor Juventude);
- a Pastoral do matrimônio (setor Família);
- a Formação de Líderes.
Um exemplo. Pode-se começar com a Pastoral do Batismo por ser uma das
pastorais mais abrangentes e por constituir um campo fértil para a ação missionária.
Como o texto nos sugere a começarmos pela Pastoral do Batismo, é
interessante e oportuno apresentar um pequeno quadro de católicos batizados no
Brasil e a partir daí oferecer como reflexão alguns questionamentos que surgem
no bojo desses números.
O censo demográfico realizado em 2000, pelo IBGE, apontou a seguinte
composição religiosa no Brasil:
• 73,8% dos brasileiros (cerca de 125 milhões) declaram-se católicos;
• 15,4% (cerca de 26,2 milhões) declaram-se evangélicos (evangélicos tradicionais,
pentecostais e neopentecostais);
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• 7,4% (cerca de 12,5 milhões) declaram-se sem religião, podendo ser agnósticos,
ateus ou deístas;
• 1,3% (cerca de 2,3 milhões) declaram-se espíritas;
• 0,3% declaram-se seguidores de religiões tradicionais africanas tais como o
Candomblé, o Tambor-de-mina, além da Umbanda;
• 1,8% declaram-se seguidores de outras religiões, tais como: as testemunhas de
Jeová (1,1 milhão), os budistas (215 mil), os santos dos Últimos Dias ou mórmons
(200 mil), os messiânicos (109 mil), os judeus (87 mil), os esotéricos (58 mil), os
muçulmanos (27 mil) e os espiritualistas (26 mil). (Fonte: www.wikipedia.org/religioes)
Católicos no Brasil são 155 milhões, estima Vaticano
ROMA - O Vaticano deve divulgar nesta semana sua estimativa oficial para o
número de católicos do Brasil. Segundo as estatísticas da Santa Sé obtidas pela BBC
Brasil, o país tinha em 2005 mais de 155,6 milhões de católicos – o equivalente a
84,5% da população daquele ano.
A estimativa contrasta com a do IBGE, que em seu censo de 2000 calculou que
73,8% dos brasileiros – cerca de 125 milhões de pessoas – eram católicas.
Mesmo dentro da igreja, já houve estimativas mais modestas que isto, como a do
cardeal brasileiro Cláudio Hummes, atual prefeito da Congregação do Clero.
Citando uma pesquisa realizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
(CNBB) realizada em 2005 nas capitais dos Estados brasileiros, D. Cláudio disse que
o país tinha 67% de católicos.
A estatística, que permanece igual à calculada no ano anterior, mantém o Brasil na
condição de maior país católico do mundo. Existem 1,1 bilhão de católicos no planeta,
segundo as estatísticas. (Fonte: www.globo.com/mundo - 09.04.2007)
Cresce o número de católicos no mundo, revela Anuário
Estatístico da Igreja
Os números revelam também que, ao longo destes nove anos, a presença de católicos no mundo passou de 1 bilhão e 45 milhões no ano 2000, para 1 bilhão e 166
milhões em 2008, com uma variação relativa de 11,54%. No entanto, a leitura de
dados na África, mostra que há um aumento de 33%, enquanto na Europa, a situação
permanece substancialmente estável (+ 1,17%), na Ásia o aumento é de 15,61%, na
Oceania (+11,39%) e América (+ 10,93). No entanto, os católicos europeus passaram
de 26,81% no ano 2000, para 24,31% em 2008. Na América e na Oceania são
estáveis, com um pequeno aumento na Ásia. (Fonte: www.cnbb.org.br - 27.04.2010)
Diante desse quadro ficam alguns questionamentos:
1- Esses dados servem para ficarmos felizes?
2- Olhando as Igrejas cheias aos finais de semana, isso serve
como base para afirmarmos que em nossas paróquias está
crescendo o número de católicos praticantes?
3- Que tipos de católicos estes dados nos apresentam?
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As três fases para a renovação de uma estrutura pastoral.
Na primeira fase – dois momentos:
a) Acolhida - Agradecer e motivar as pessoas que se encontram à frente da
Pastoral do Batismo. Mais do que procurar falhas e erros, ver os esforços realizados;
levar em consideração a boa vontade de cada um, a luta enfrentada, os sofrimentos,
as incompreensões.
b) Formação - a partir da acolhida e de formar o perfil do grupo da pastoral
ajudá-los a receberem a formação e a atualização necessária para poderem seguir os
trabalhos. Assim, estaremos dando condições para que o grupo tenha competência
e segura em seus trabalhos. Esse momento seria o de instrumentalizar o grupo para o
trabalho. Pois, a boa vontade acrescida das condições necessárias para um bom
trabalho levará a eficácia da pastoral.
Já na segunda fase, é a do planejamento. Procurar colocar no papel o objetivo
e os meios concretos para que a Pastoral do Batismo seja missionária, baseando-se
nos dois pólos do SIM: ir ao encontro das pessoas e acolhê-las abrindo os
corações e as comunidades. A ênfase, mais uma vez, deve ser dada ao calor
humano, servindo-se do método: Ver a realidade, Julgar (discernir) à luz da prática de
Jesus e Agir (apontar estratégias e metas e executar o planejado).
“A maioria dos latino-americanos e caribenhos foram batizados na Igreja Católica e passaram em algum momento de sua vida pela Igreja (cf. 127). Mas as
paróquias não conseguem, aliás nunca conseguiram, acompanhar os seus
batizados como Aparecida está prescrevendo: “A paróquia precisa ser o lugar onde se assegure a iniciação cristã e terá como tarefas irrenunciáveis:
iniciar na vida cristã os adultos batizados e não suficientemente
evangelizados; educar na fé as crianças batizadas em um processo que
as leve a completar sua iniciação cristã; iniciar os não batizados que,
havendo escutado o querigma, querem abraçar a fé (293,cf. 294ss). 6
PAULO SUESS.
Aí sim, passa-se à terceira fase que consiste em executar o que foi planejado,
levando em conta as pessoas, a comunidade eclesial e a sociedade. A fé é uma opção
pessoal. Não pode ser imposta a ninguém, mas pode ser testemunhada com alegria:
“Recebereis o poder do Espírito Santo que virá sobre vós,para serdes minhas
testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.
(At 1,8)
6
Suess, Paulo p. 99.
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Oração para a Renovação Paroquial
Deus, nosso Pai, que enviastes Seu Filho ao mundo como Senhor,
Redentor e Mestre,
Despeje sobre nós, o Espírito que Jesus prometeu, para renovar, fortalecer e
nos guiar, em nosso comprometimento para a construção de sua Igreja em
santidade e alegria.
Pai, nós oramos por sua bênção para tornar a experiência da Renovação
Paroquial um meio eficaz e transformar nossos católicos em testemunhas
comprometidas com Cristo.
Senhor, ensina-nos a conhecer, amar e servir-te através do vínculo de amor
que nos une aos nossos irmãos e irmãs para que, juntos, instauremos seu
Reino aqui na terra. Amém.
3.1 Planejando a Pastoral do Batismo
Vamos começar pelo objetivo que deve ser simples, claro e executável.
OBJETIVO: renovar a sua estrutura para que ela seja mais
evangelizadora e missionária.
Objetivo Específico: conscientizar os pais e padrinhos ao compromisso batismal,
junto aos filhos/afilhados, auxiliando-os na vivência familiar, educação da fé e na
vivência comunitária.
A escolha de um método. A palavra método significa caminho ou processo
racional para atingir um dado fim. Agir com um dado método supõe uma prévia
análise dos objetivos que se pretendem atingir, as situações a enfrentar, assim como
os recursos e o tempo disponíveis, e por último as várias alternativas possíveis.
Vamos nos servir do método mais conhecido e utilizado: Ver – Julgar – Agir.
Ver - permite articular, de modo sitemático a maneira cristã de ver
a realidade;
Julgar - permite discernir os critérios a partir da nossa fé cristã;
Agir - a partir do que foi planejado, executamos os nossos
compromissos de acordo com os prazos e recursos disponíveis.
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1º VER A REALIDADE – SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO
Tudo depende de como vemos a realidade. O primeiro olhar deve ser sobre
a sociedade que nos circunda.
Para facilitar a análise da realidade – o VER - podemos nos perguntar:
1. Quem são os destinatários do Plano de Pastoral:
1. Onde residem?
2. Como vivem a fé? Freqüentam qual comunidade? Os pais estão, praticamente, separados por causa do trabalho? Eles ficam fora de casa o dia inteiro?
3. Por que pedem o Batismo? Só por tradição? Não haveria outro motivo?
4. Qual é o desafio principal?
5. Qual é a resposta que a comunidade está dando a estes desafios?
6. Como a Pastoral que está sendo desenvolvida:
7. Quais são os pontos fracos e os pontos fortes?
8. Na realização dos encontros:
Qual é o desafio principal?
O conteúdo que se passa é bom? E a dinâmica empregada?
Há realidades novas a serem enfrentadas?
2º JULGAR – TER CRITÉRIOS PARA AGIR
O que manter? Há algo a retirar, a modificar ou acrescentar à Pastoral do Batismo?
Com quais critérios devemos partir para a ação? Os critérios da prática de Jesus
que veio fazer a vontade do Pai e buscar o que estava perdido – valores do Reino.
Portanto, tudo JULGAR (considerar) à luz do Evangelho:
- querer bem para acolher;
- acolher bem para evangelizar;
- evangelizar bem, anunciando o mistério pascal de Cristo - Querigma.
Com que critérios se pode chegar a verdadeiros encontros de diálogo com
pais e padrinhos?
A humanização: Como chegar a uma verdadeira humanização da
Pastoral do Batismo?
A misericórdia: O DA diz que a paróquia é chamada a ser a “boa samaritana”...
Vamos explicitar um pouco mais, apresentando alguns critérios.
15
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* Critério da acolhida. Como a Pastoral do Batismo poderá melhor
acolher os pais e padrinhos? São eles que espontaneamente se dirigem
à comunidade, mas às vezes encontram tantas barreiras... A exemplo de Jesus,
a Igreja deve ser misericordiosa, acolhedora.
* Critério da alegria (a fé pascal). Como tornar a preparação em momentos
agradáveis de verdadeiro encontro? Como podemos deixar as pessoas
felizes? Sentindo-se amadas? O sorriso expressa alegria.
* Critério da fé. Apresentar a verdade na caridade. Como apresentar o
querigma da salvação (encontro com Cristo vivo), suscitando a fé em
Jesus Cristo?
* Critério da esperança. Nada de cobranças, de moralismo, exigindo isso e
aquilo, colocando condições...
* Critério do testemunho eclesial. Narrar uma experiência de pertença à
comunidade. Despertar para a vida em comunidade.
3º AGIR –Atividades Práticas
O que vamos fazer para alcançar o que queremos?
Enumerar as ações a serem realizadas, em termos de pessoas, lugares, métodos
de comunicação da mensagem e recursos disponíveis: O quê? Quem (pessoas que
assumirão a tarefa)? Como (instrumentos, dinâmicas, técnicas a serem utilizadas,
passos do trabalho)? Quando (cronograma)? Onde (local)?
A execução do que foi planejado – o Projeto Pastoral – exige flexibilidade
e constante avaliação. A vida é dinâmica. A cada dia nos deparamos com
novos desafios.
O planejamento é um processo que sempre recomeça. Por isso, dizemos
que ele é a espiritualidade da paróquia ou modo de ser da paróquia.
Planejar a ação evangelizador, de modo geral, significa organizar nossas
forças humanas e materiais, à luz da prática de Jesus, em vista da evangelização
que tem como finalidade principal o Reino de Deus7 .
Rodinei Balbinot
7
Paróquias & Casas religiosas, n. 12, pág. 18
16
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4. O Projeto da Pastoral do Batismo
(demonstração)
Uma preparação evangelizadora
“Para uma ação evangelizadora eficaz, é preciso ir além da
definição de diretrizes. É preciso chegar a ‘indicações
programáticas concretas’, através da elaboração de um plano
diocesano de pastoral e, em sintonia com este, de planos específicos em todos os âmbitos e serviços eclesiais, imprescindível para
uma pastoral orgânica e de conjunto.”
“a ação pastoral planejada é a resposta específica, consciente e intencional, às necessidades da evangelização, sempre que realizada ‘em um processo de participação de todos os níveis das comunidades e pessoas interessadas’.”
(DGAE 2011-2015, n. 121 e 122)
Depois de percorrer as duas etapas, a do Ver e a do Julgar:
1. Estabelecer o objetivo da Pastoral do Batismo. O objetivo
não deve conter muitas palavras. Veja o objetivo geral das Diretrizes Gerais da
Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil:
Evangelizar,
a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo,
como Igreja discípula, missionária e profética,
alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia,
à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres,
para que todos tenham vida (Cf. Jo 10,10),
rumo ao Reino definitivo.
17
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O objetivo da Pastoral do Batismo poderia ser assim
formulado:
Despertar
nos corações dos pais e padrinhos,
a partir do encontro com Jesus Cristo,
a alegria de pertencer à Igreja
e o sentido dos sacramentos da
iniciação cristã.
Ou ainda:
OBJETIVO: renovar a estrutura da Pastoral do
Batismo para que ela seja mais evangelizadora e
missionária.
2. Estratégias. Com que recursos e com que pessoas (agentes de pastoral)?
Como envolver outras pastorais na Pastoral do Batismo (Pastoral Familiar,
Grupo de Jovens, Catequese...)?
3. Meios concretos. Indicar no máximo quatro meios concretos.
Por exemplo, 1° Formar uma equipe; 2° Fixar o número de encontros.
3° Estabelecer um itinerário formativo; 4º Reencontro dos que passaram pelos
encontros de pais e padrinhos...
4. Prazo. Estabelecer o prazo de sua execução: dois anos, quatro anos...
18
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Pastoral do Batismo
Damos agora um exemplo de Plano de Pastoral para a pastoral do Batismo
bem simples e de fácil execução e também pode ser aplicado a outras pastorais.
Elementos que não podem faltar em um plano de pastoral.8
1. Realidade – descrever a realidade construída e as necessidades escolhidas
como prioritárias.
2. Objetivo Geral da Evangelização – o que, como e o porquê.
3. Metas – o que queremos em cada prioridade?
4. Atividade práticas – o que vamos fazer para alcançar o que queremos?
Quem? Como? Quando? Onde?
5. Avaliação
Objetivo: Despertar nos corações dos pais e padrinhos, a partir do encontro
com Jesus Cristo, a alegria de pertencer à Igreja e o sentido dos sacramentos da
iniciação cristã (Batismo – Crisma – Eucaristia).
Justificativas:
1. Toda a pessoa que procura a comunidade eclesial deve ser acolhida com
simpatia. Um carinho especial merece os pobres, as mães solteiras, os operários
braçais, migrantes, os que se sentem excluídos da sociedade e da Igreja.
2. Acolher os pais e padrinhos e ajudá-los a perceber a presença de Jesus
Cristo em suas vidas. Mostrar-lhes a importância e a beleza do Batismo para quem
quer seguir Jesus como discípulo e discípula, na comunidade eclesial.
3. É sempre uma alegria poder encontrar pessoas livres, responsáveis,
adultas na fé, que se comprometem com a justiça e o amor ao próximo.
Estratégias e Meios
Primeiro: Formar uma equipe de agentes - o amor serviçal, com pessoas
capazes de escutar a Deus e ao próximo.
Quem
Quando
Para que
Como
Onde
“Onde dois ou três estiverem reunidos, eu estarei no meio deles.” (Mt 18,20)
5
Conf. ELLI, Benincá & BALBINOT, Rodinei. Metodologia Pastoral. SP: Paulinas, p. 54.
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Segundo: Os meios - ir ao encontro de pais e padrinhos
Quantos
1. Visitas
2. Encontros
3. Celebração
4. Reencontro
5. Celebrações
Quando
Onde
Como
Responsável
“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo.” (Mt 5,13.14)
Outra maneira de organizar:
O que
Quem
Quando
Onde
Visitas
Como
2 pessoas da
Equipe – colóquio
Duração
50 minutos
Encontros – Temas
1º
2º
3º
4º
Pós-encontro
“O maior entre vós será o vosso servo” (Mt 23,11)
Terceiro: Conteúdo a ser comunicado
Temas
Dinâmicas
Duração
Onde
Responsável
“A sabedoria é demonstrada pelas suas ações.” (Mt11,19)
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Quarto: Avaliar o trabalho realizado - Buscar novas atitudes pastorais, na
esperança e na caridade. Saber:
1º O que está dando certo. Frutos concretos.
2º O que pode ser melhorado.
Continuar
Melhorar
Mudar
Acrescentar
Como
“Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve” (Mc 10,43)
Avaliação do treinamento
1. Sentiu-se bem acolhido (a)? Por que?
2. O que poderia ter sido melhor?
3. O tempo foi bem aproveitado? Bem distribuído?
4. O que merece destaque?
5. Foi um verdadeiro encontro de irmãos e irmãs?
Como foi o nosso Encontro de Capacitação
1º Participei e gostei: compromisso.
2º Participei de tudo, mas não gostei.
3º Muito amor, mas sem compromisso.
4º Não participei, nem gostei.
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Muita
Participação
Pouco Amor
Muito Amor
Pouca
Participação
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Considerações finais
“Como eu vos amei, amai-vos uns aos outros.”(Jo 13,34)
Uma Igreja missionária é uma Igreja participativa, vibrante. Não se
deixa vencer pelos desafios. É capaz de se renovar sempre. Busca em tudo
a concórdia: “todos os que abraçavam a fé viviam
unidos...Perseverantes e bem unidos... Louvavam a Deus e eram
estimados por todo o povo. E cada dia, o Senhor acrescentava a seu
número mais pessoas que seriam salvas.” (At 2,44-47)
“A missão evangelizadora exige não só estruturas adequadas,
mas também que os sujeitos sejam alimentados por uma espiritualidade
missionária conforme a própria vocação, os dons, carismas e
ministérios recebidos do Espírito para a realização do Reino. Técnicas
e instrumentos são importantes, mas não substituem a ação do Espírito
Santo, que faz arder o coração do seguidor de Jesus e o coloca no
caminho dos irmãos para expressar sua experiência. Fazem parte da
própria missão evangelizadora a alimentação interior que sustenta a
eficácia de seu agir, a fidelidade ao Evangelho e a autenticidade do
testemunho.”8
A missão não é para garantir a sobrevivência da comunidade eclesial
mas a sua renovação, dando-lhe um rosto missionário.
8
Diretrizes Gerais, 100.
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