Universidade do Vale do Paraíba Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento CAMA HOSPITALAR: DESENVOLVIMENTO DE UMA ALTERNATIVA PARA A INTERNAÇÃO DOMICILIAR ARISTIDES JOSÉ DA SILVA JÚNIOR Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia, como parte dos requisitos necessários para obtenção do título de Mestre em Engenharia Biomédica. São José dos Campos 2003 Universidade do Vale do Paraíba Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento CAMA HOSPITALAR: DESENVOLVIMENTO DE UMA ALTERNATIVA PARA A INTERNAÇÃO DOMICILIAR ARISTIDES JOSÉ DA SILVA JÚNIOR Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia, como parte dos requisitos necessários para obtenção do título de Mestre em Engenharia Biomédica. Profa. Dra. Maria Belén Salazar Posso Orientadora Prof. Dr. Laurentino Corrêa de Vasconcellos Neto Co-orientador São José dos Campos 2003 S578p Silva Junior, Aristides José Cama hospitalar: desenvolvimento de uma alternativa para a internação domiciliar / Aristides José da Silva Júnior. São José dos Campos: UniVap, 2003. 70p.: il.; 31cm. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade do Vale do Paraíba. 1. Cama hospitalar 2. Equipamentos hospitalares 3.Enfermagem I. Posso, Maria Belén Salazar , Orient. II. Vasconcellos Neto, Laurentino Corrêa de, Co-Orient. III. Título CDU:615.478.24 Autorizo, exclusivamente para fins acadêmicos e científicos, a reprodução total ou parcial desta dissertação, por processo fotocopiador ou transmissão eletrônica. Aluno: ARISTIDES JOSÉ DA SILVA JÚNIOR Data: 14 de maio de 2003. CAMA HOSPITALAR: DESENVOLVIMENTO DE UMA ALTERNATIVA PARA A INTERNAÇÃO DOMICILIAR ARISTIDES JOSÉ DA SILVA JÚNIOR Banca Examinadora: Presidente: Profa. Dra. Cristina Pacheco Soares (UNIVAP)__________________________ Orientadora: Profa. Dra. Maria Belén Salazar Posso (UNIVAP)______________________ Co-Orientador: Prof. Dr. Laurentino C. de Vasconcellos Neto (UNIVAP)______________ Membro Externo: Profa. Dra. Maria do Carmo Querido Avelar (UNG/SP)______________ Prof. Dr. Marcos Tadeu Tavares Pacheco Diretor do IP&D São José dos Campos, 14 de Maio de 2003 DEDICATÓRIA Aos Meus Pais, que sempre apoiaram e estiveram presentes em todas as derrotas e conquistas. Aos Tios Messias e Erotildes, pelo acolhimento que foram fundamentais para o meu crescimento pessoal e profissional da graduação ao mestrado. Aos Meus Irmãos, Cunhadas (o) e Sobrinhos, que entenderam a ausência destes anos e sempre me fortalecem nas férias com uma enchente de carinho. À Minha Noiva Vanessa, por me compreender e apoiar nos dias de nervosismo e ansiedade, participando de forma ativa na realização desta dissertação, sempre me contagiando com seu carinho, fazendo com que a cada dia eu me sentisse mais amado. AGRADECIMENTOS A Deus, mestre dos mestres, por ser a luz que ilumina o meu caminho. Ao Prof. Dr. Baptista Gargione Filho, Magnífico reitor da Universidade do Vale do Paraíba - UniVap, por proporcionar meios de constante aprimoramento para o seu corpo docente. Ao Prof. Dr. Marcos Tadeu T. Pacheco, Diretor do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da UniVap, pela seriedade e compromisso com a pesquisa cientifica. Ao Prof. Dr. Renato Amaro Zângaro, Diretor das Faculdades de Ciências da Saúde – UniVap, pelo apoio e incentivo. A Profa. Dra. Maria Belén Salazar Posso, Coordenadora Pedagógica do Curso de Enfermagem – UniVap e Orientadora deste trabalho, por sempre ter acreditado no meu potencial, agradeço imensamente pelas orientações na dissertação. Ao Prof. Dr. Laurentino Corrêa de Vasconcellos Neto, Co-Orientador do trabalho, por nos auxiliar de forma brilhante a relacionar a bioengenharia com as Ciências da Saúde. A Profa. MsC. Ana Lucia G. G. de Sant´Anna, Coordenadora do Curso de Enfermagem – UniVap, pelo estimulo e a facilitação de horários para a execução do curso de mestrado. Ao Marcelo Soares Amorim, Técnico, que nos auxiliou com toda a sua habilidade atingindo os objetivos propostos. Aos Professores do curso de mestrado, que contribuíram com toda a experiência para o nosso aprendizado dando subsídios para um melhor direcionamento desta pesquisa. Aos colegas do curso de mestrado, que sempre tinham uma palavra de apoio e incentivo, enfim por terem sido grandes companheiros nesta jornada. Aos colegas professores da Faculdade de Enfermagem, pelo constante incentivo, especialmente as Professoras Ivany Baptista, Kátia Pedroso, Silvia Freire e Vanda Cruz, que partilharam desta jornada trazendo cada uma de sua forma o apoio necessário para continuarmos e atingir este objetivo. Aos meus alunos por serem fonte de motivação para a caminhada na vida acadêmica. Ao Amigo João Benício de Almeida, pelos conselhos, apoio e especialmente pela amizade desde a graduação. A Rosangela Taranger, Coordenadora das Bibliotecas da UniVap, pela revisão final das citações e referências. A Claudia Herdy Barbosa, Secretária do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, por não ter medido esforços quando solicitada a sua colaboração, facilitando o andamento do trabalho. A Rebeca B. N. Correa, Bibliotecária da Biblioteca Setorial do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento, por ter realizado diversos levantamentos bibliográficos. A Rúbia Gravito Gomes, Bibliotecária pela simpatia e disponibilidade, possibilitando um melhor desenvolvimento deste estudo. E a todos (as) aqueles (as) que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho RESUMO: A internação domiciliária vem sendo difundida como uma nova perspectiva dos serviços de saúde. Há atualmente a necessidade do desenvolvimento de um projeto tecnológico de uma cama hospitalar portátil, que permita a simplificação na instalação e na sua montagem, tornando-a de fácil manipulação. Este trabalho propõe o desenvolvimento da cama hospitalar para facilitar o seu processo de transporte e montagem, possuindo tamanho e peso reduzidos, com altura variável. Nas alterações propostas no projeto a cama terá um peso estimado total de 50kg, divididos em; cabeceira e peseira igual a 10kg; grades laterais, 5kg; estrado, 35kg. Salienta-se porém, que desmontada possuirá, em média, um peso de 17,5kg para cada parte do estrado. Assim a parte mais pesada da cama será 73% menor que a parte mais pesada do modelo atual. Neste projeto o modelo é apresentado com inovações de redução do estrado, desmontando no centro, nas laterais que são dobráveis para o centro reduzindo assim o seu comprimento e largura. Quando desmontada, a cama deverá ser reduzida no seu comprimento de 1,90m para 0,95m e a largura de 0,90 para 0,45 m, permitindo o seu transporte em veículos de pequeno e médio porte, bem como, permitindo a movimentação em corredores e elevadores residenciais, solucionando problemas enfrentados com a utilização dos modelos atuais, facilitando a assistência de enfermagem a ser prestada. Palavras chave: Cama Hospitalar; Equipamentos Hospitalares; Internação Domiciliária. ABSTRACT: Home care has been diffused as a new perspective for health services. Nowadays there is the need to technologically develop hospital beds, allowing the simplification of the assembling for this equipment, making it portable and easily manipulated. This work proposes the development of hospital beds in order to ease the transportation and assembling processes, these having reduced size and weight, with variable height. In the proposed changes, the bed will have an estimated total weight of 50kg, divided in: headrest and footrest equal to 10kg; side bars, 5kg; bed frame, 35kg. It is remarkable, nevertheless, that when detachable, it will have an average weight of 17,5 kg for each part of the bed frame. Therefore, the heaviest part of the bed would correspond to 27% of the heaviest part of the current model. And yet with bed frame reduction innovation presentations, with detachable-center and the center-foldable bedsides, reducing this way the length and width so that, when detached for transportation the bed will be reduced on its length from 1.90m to 0.95m and on its width from 0,90 to 0,45m, allowing it to be transported in small and medium-sized vehicles, as well as easing the moving in aisles and elevators, solving problems which come across with the current models usage, besides making nursery assistance easier. Keywords: Hospital bed, hospital equipment, home care SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................01 1.1 Internação Domiciliária...........................................................................................02 1.2 Relação entre equipamentos utilizados na internação domiciliar e hospitalar........03 1.3 Propriedades dos materiais utilizados na construção da cama................................05 1.4 Principais características das camas hospitalares disponíveis no mercado.............07 1.5. Finalidade...............................................................................................................10 2. OBJETIVO ..................................................................................................................11 3. METODOLOGIA DE CONSTRUÇÃO DA CAMA....................................13 3.1. Técnicas para a construção e otimização da cama................................................14 4. DESENVOLVIMENTO..........................................................................................16 5. COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES................................................................71 4.1Trabalhos Futuros.................................................................................................75 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................76 LISTA DE FIGURAS PAGINA Figura.1. Foto de uma cama hospitalar, Série 2300, marca Demetec.................................... 7 Figura.2. Foto de uma cama hospitalar, Série 13000, marca Demetec.................................. 8 Figura. 3. Foto de uma cama hospitalar, MI 506, marca, Mercedez-Imec. ...........................9 Figura 4. Foto de uma cama hospitalar, serie MI 514, marca Mercedez-Imec.....................10 Figura 5 – Esquema da cabeceira da cama............................................................................16 Figura 6 – Esquema da luva para acoplar a cabeceira da cama............................................17 Figura 7 – Esquema da placa a ser acoplada na cabeceira da cama......................................18 Figura 8 – esquema de montagem da placa com a luva e a cabeceira da cama....................19 Figura 9 – Esquema dos pés da cama....................................................................................20 Figura 10 – Esquema de montagem do rodízio, barra roscada e pé da cama........................21 Figura 11 – Esquema do manipulo para a cama...................................................................22 Figura 12 – Esquema do suporte do manipulo para a cama..................................................23 Figura 13 – Esquema da tampa do manipulo para a cama....................................................24 Figura 14 – Esquema do apoio ao manipulo para a cama.....................................................25 Figura 15 – Esquema da luva do manipulo para a cama.......................................................26 Figura 16 – Esquema da barra roscada de 1” .....................................................................27 Figura 17 – Esquema do parafuso do manipulo. ..................................................................28 Figura 18 – Esquema de montagem do manipulo com a barra roscada. ..............................29 Figura 19 – Esquema das grades laterais da cama. ..............................................................30 Figura 20 – Esquema do suporte lateral para a cama. ..........................................................31 Figura 21 – Esquema da trava lateral das grades da cama. ..................................................32 Figura 22 – Esquema da estrutura da cama. .........................................................................33 Figura – 23 Esquema do suporte do sistema de articulação da cama...................................34 Figura 24 – esquema do trilho da cama................................................................................35 Figura – 25 Esquema de montagem do trilho, suporte do sistema de articulação e estrutura da cama. ..................................................................... ..........................................................36 Figura 26 – Esquema da trava para a estrutura da cama. .....................................................37 Figura 27 – Esquema do suporte das grades laterais da cama..............................................38 Figura 28 – Esquema para a caixa da cama..........................................................................39 Figura 29 – Esquema da estrutura da cabeceira. ..................................................................40 Figura 30 – Esquema do suporte do sistema de articulação da cama. .................................41 Figura 31 – Esquema do suporte do sistema de articulação e estrutura da cama..................42 Figura 32 – Esquema do suporte do quadro da cama. ..........................................................43 Figura 33 – Esquema do quadro A da cama.........................................................................44 Figura 34 – Esquema do quadro B da cama..........................................................................45 Figura 35 – Esquema do quadro C da cama. ........................................................................46 Figura 36 – Esquema do quadro D da cama. .......................................................................47 Figura 37 – Esquema do quadro de apoio da cama. .............................................................48 Figura 38 – Esquema do suporte da barra roscada................................................................49 Figura 39 – Esquema do suporte do quadro. ........................................................................50 Figura 40 – Esquema da montagem do suporte, apoio do quadro e suporte da barra roscada...................................................................................................................................51 Figura 41 – Esquema de apoio da cama................................................... ............................52 Figura 42 – Esquema do quadro E da cama..........................................................................53 Figura 43 – Esquema do quadro F da cama..........................................................................54 Figura 44 – Esquema do quadro G da cama. .......................................................................55 Figura 45 – Esquema da placa da cama................................................................................56 Figura 46 – Esquema da placa e quadro G da cama............................................................57 Figura 47 – Esquema do quadro H da cama. .......................................................................58 Figura 48 – Esquema de apoio do quadro. ...........................................................................59 Figura 49 – Esquema da placa da cama. ..............................................................................60 Figura 50 – Esquema da placa suporte da barra roscada, apoio do quadro e quadro H........61 Figura 51 – Esquema do pino da cama.................................................................................62 Figura 52 – Esquema com parafusos trava, suporte da parte lateral e grade lateral.............63 Figura 53 – Esquema com pino, sub-conjunto E e sub-conjunto D da cama........................64 Figura 54 – Esquema com o sub-conjunto G e E, suporte do quadro e lateral, e a trava......65 Figura 55 – Esquema de montagem dos quadros F e E, sub-conjuntos C e H na estrutura 3. .................... ................................................... ......................................................................66 Figura 56 – Esquema da caixa, suporte da grade lateral, trava e sub-conjunto D.................67 Figura 57 – Esquema de montagem com apoio, quadros A, B e C, sub-conjuntos C e F, e montagem 5, com parafusos, porcas e dobradiças. ..............................................................68 Figura 58 – Esquema com montagem 1, 4 , 6 e sub-conjuntos A e B da cama................... 69 Figura – 59 Esquema de montagem final da cama, já com a chapa de alumínio. ................70 1 _________________________________________________________________Introdução 1. INTRODUÇÃO 2 _________________________________________________________________Introdução 1. INTRODUÇÃO 1.1 Internação Domiciliaria A internação domiciliária vem sendo difundida como uma nova perspectiva dos serviços de saúde. Embora exista desde a antiguidade, esta forma de atenção à saúde vem sendo enfatizada, em especial nas duas últimas décadas, nos Estados Unidos (EUA) e, recentemente, no Brasil. BOWMAN (1991), cita que nos EUA a assistência domiciliária vem crescendo de forma rápida e diversificada. Os dados apresentados pela National Association for Home Care revelam que, em 1996, aproximadamente sete milhões de americanos requeriam este tipo de serviço, que era administrado por cerca de 18,5 mil provedores de serviços domiciliares. As projeções indicam que as necessidades de cuidados domiciliares, bem como dos serviços por eles requeridos, devem triplicar nos próximos anos. DUARTE; DIOGO (2000) relatam que no Brasil o setor de atendimento domiciliário está em franco desenvolvimento. Corroborando esta afirmação, VILAR (2002) afirma que, com o reconhecimento da assistência domiciliária como uma efetiva modalidade de atenção e de resultados, obteve-se uma significativa redução de custos finais do tratamento dos pacientes e uma melhor qualidade de assistência, especialmente comparada às longas permanências de pacientes em internações hospitalares. FILIPINI (2000), conceitua assistência domiciliária como uma assistência médica e de enfermagem ao cliente/paciente que se apresenta clinicamente estável , podendo receber serviços de saúde no seu domicílio visando a promoção, a manutenção ou a recuperação da saúde e/ou minimizar as seqüelas de doenças e/ou inaptidões, pois para tanto se faz necessário equipamentos que facilitem e garantam uma assistência à saúde de qualidade, substituindo a hospitalar. 3 _________________________________________________________________Introdução 1.2 Relação entre os equipamentos utilizados nas internações domiciliares e hospitalares Os equipamentos utilizados na assistência domiciliária são basicamente os mesmos que na assistência hospitalar. No atendimento domiciliar surgem algumas dificuldades relacionadas à adaptação dos equipamentos necessários ao cuidado pois, via de regra, esses equipamentos são projetados para a assistência hospitalar, levando-se em consideração as suas dimensões arquitetônicas as quais seguem regulamentação técnica específica. O MINISTÉRIO DA SAÚDE (1995), ao definir normas para projetos físicos de estabelecimentos assistenciais, especifica que os corredores de circulação de pacientes, cadeiras de rodas macas ou camas, devem ter a largura mínima de 2,00 m. Quanto às portas utilizadas para passagem de macas e camas a largura deverá ser de 1,10 m e quanto aos elevadores a largura mínima da cabine deverá ser de 1,20 m. Tais especificações são diferentes na arquitetura domiciliar, sendo que muitas vezes não é seguida nenhuma norma para construção. Quanto às dimensões da cama hospitalar MONTEIRO FILHO (1972), discorre que esta é para acomodar a pessoa de estatura média, possuindo 1,90m de comprimento e 0,90m de largura, com pequenas variações conforme os fabricantes. DUARTE; DIOGO (2000) afirmam que o desenvolvimento tecnológico permite a simplificação dos equipamentos, tornando-os portáteis e de fácil manipulação, o que aumenta a possibilidade e a facilidade da assistência. Entre os equipamentos que apresentam dificuldades de transporte, manipulação e adaptação no domicílio, está a cama hospitalar. A necessidade de transportá-la periodicamente torna-se, por vezes, uma tarefa inexeqüível por suas características de tamanho e peso. Analisando a questão do peso dos equipamentos e os possíveis danos que o transporte manual dos mesmos pode provocar à saúde, GRANDJEAN (1998) afirma que há muitos anos 4 _________________________________________________________________Introdução estão propostos limites para o levantamento de pesos com o objetivo de reduzir os riscos de danos aos discos intervertebrais dos transportadores. ALEXANDRE (1998) ressalta que os trabalhadores da área de enfermagem provavelmente estejam sobrecarregado com cargas excessivas ao movimentar e transportar pacientes, determinados materiais e equipamentos. Tendo em vista que existe um limite de carga que o trabalhador pode carregar e que as camas atuais, tem um peso elevado, é necessário fazer uso da tecnologia para a sua redução. Em diversos momentos as dificuldades encontradas no domicílio do paciente/cliente e relacionadas à cama, resultavam do acesso à residência; tamanho dos cômodos; largura dos corredores; dimensão das escadas e capacidade dos elevadores que, desfavoreciam ou mesmo, inviabilizavam o transporte da cama para o domicilio, decorrentes das dificuldades de acesso dos equipamentos a determinado local. As preocupações com o desenvolvimento do projeto da cama domiciliária não podem ser resumidas apenas na tecnologia a ser utilizada, mas também na acessibilidade do equipamento pois, como afirmam MONTEIRO; MONTEIRO (2000), o principal atrativo para os contratantes dos serviços de internação domiciliária está na economia a ser proporcionada com a desospitalização, aliado à adequação dos equipamentos aos acessos e aos cômodos residenciais. A dificuldade de adequar a residência ao equipamento é maior do que a de construir uma cama desmontável, com um material de menor massa específica, e portátil, que facilite a adequação na arquitetura domiciliar, no transporte e seja de resistência similar à cama hospitalar. PAVARINI; NERI (2000) ao discorrerem sobre a compreensão de dependência independência do idoso no contexto domiciliar, afirmam que o ambiente pode impor barreiras arquitetônicas e ergonômicas. Dentre essas são citadas as camas altas. Sobre a movimentação de idosos no leito, FARO (2002), corroborando com esta afirmação, diz que o ideal são camas 5 _________________________________________________________________Introdução com altura regulável, que possam ser ajustadas, dependendo do procedimento que será realizado. As preocupações com a dependência também se devem ao fato que, segundo SMELTZER; BARE (2000), 4 entre 5 pessoas idosas sofrem de pelo menos uma doença crônica e que na fase da vida mais avançada, os distúrbios agudos ocorrem com maior freqüência, ao passo que as enfermidades crônicas são mais comuns e que a progressão do processo mórbido ameaça a independência e a qualidade de vida ao impedir a capacidade de realizar os próprios cuidados pessoais e as tarefas do dia a dia. Esta pesquisa tem como objetivo propor uma cama para o uso de clientes/pacientes em internação domiciliária, que seja flexível, de custo acessível e baixo peso, com a finalidade de facilitar o transporte e permitir maior agilidade na internação domiciliária. 1.3 Propriedades dos materiais utilizados na construção da cama DIAS (1997), cita que o aço é uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (de 0,002% até 2,00%, aproximadamente), com propriedades específicas, sobretudo de resistência e ductilidade. Para COLPAERT (1974), a importância do aço provém de várias propriedades: resistência, ductilidade, homogeneidade, possibilidade de ser forjado, laminado, estampado, estirado, moldado, caldeado, soldado, perfurado, rosqueado, modificado em suas propriedades por meio de tratamentos mecânicos, térmicos e químicos. Afirma ainda que com o aço fazemse barras, chapas, parafusos, ferramentas, além de inúmeras peças fundidas. A Associação Brasileira do Alumínio - ABAL(2003), ao apresentar os atributos do alumínio cita as seguintes características: Material leve e durável, o alumínio é um dos metais mais versáteis em termos de aplicação, o que garante sua presença em uma grande diversidade de indústrias e segmentos. 6 _________________________________________________________________Introdução Produtos que utilizam o alumínio ganham também competitividade, em função dos inúmeros atributos que este metal incorpora, como é listado a seguir pela ABAL (2003): Leveza: Nos transportes representa menor consumo de combustível e menor desgaste, mais eficiência e capacidade de carga. Nas embalagens dá praticidade e portabilidade, devido ao seu peso reduzido em relação a outros materiais. Corroborando com esta afirmação PÓVOA, et. al. (1995), afirmam que a redução de peso das chapas laminadas de alumínio em relação ao aço está na ordem de 40 a 50%. Impermeabilidade e opacidade: Especialmente importante no uso de embalagens pois com estas características o alumínio evita a deterioração dos produtos, não permitindo a passagem de umidade, oxigênio e luz. Alta relação resistência/peso: Nos transportes, confere desempenho excepcional a qualquer parte de equipamento de transporte que consuma energia para se movimentar. Aos utensílios confere durabilidade e manuseio seguro, com facilidade de conservação. Resistência à corrosão: Facilita a conservação e a manutenção das obras, em produtos como portas, janelas, forros, telhas e revestimentos usados na construção civil, bem como em equipamentos, partes e estruturas de veículos de qualquer porte. Nas embalagens é fator decisivo quanto à higienização e barreira à contaminação. Moldabilidade e soldabilidade: Facilidade de conformação, devido à alta maleabilidade e ductilidade, possibilitando formas adequadas aos mais variados projetos. Resistência e dureza: A robustez do alumínio se traduz em qualidades estruturais, com excelente comportamento mecânico, aprovado em aplicações como aviões e trens. Possibilidade de muitos acabamentos: Anodização e pintura, assumindo a aparência adequada para aplicações em construção civil, pro exemplo, com acabamentos que reforçam ainda mais a resistência natural do material à corrosão. 7 _________________________________________________________________Introdução Reciclável: Depois de muitos anos de vida útil, segura e eficiente, o alumínio pode ser reciclado, com recuperação de parte significativa do investimento e poupança de energia, como já acontece largamente no caso da lata de alumínio. Além disso, o meio ambiente é beneficiado pela redução de resíduos e economia de matérias primas propiciadas pela reciclagem. O propósito é de utilizar o aço e o alumínio, sendo o alumínio empregado em mais de 90% do projeto, por este motivo é apresentado as características destes materiais e a justificativa da escolha majoritária do alumínio. 1.4 Principais características das camas hospitalares disponíveis no mercado Na tentativa de facilitar a visualização e o entendimento do leitor apresenta-se a seguir alguns modelos de camas disponíveis no mercado, para o atendimento ao consumo hospitalar, e que são também utilizados para a assistência domiciliária, mesmo apresentando limitações para tal. Assim, discutiremos as principais características que parecem dificultar a adaptação e a montagem da cama hospitalar para uso domiciliar, envolvendo: material básico utilizado na sua construção, seu comprimento e sua largura. Figura1. Foto de uma cama hospitalar, Série 2300, marca Demetec 8 _________________________________________________________________Introdução O modelo apresentado na Figura 1 apresenta altura variável de 0,40 a 0,80 m, controlada eletricamente por controle remoto, o material utilizado na sua fabricação segundo o fabricante é o aço inoxidável pintado e polido com comprimento 1,90m e 0,90m de largura. Essas características do ponto de vista dos requisitos exigidos na internação domiciliar parecem positivos quanto à variabilidade da altura, porém o aço inoxidável torna-a pesada e prejudica o transporte, pelo seu comprimento e largura fixos. Figura 2. Foto de uma cama hospitalar, Série 13000, marca Demetec. A figura 2 mostra um dos modelos mais compactos do mercado, com altura fixa, o que tem dificultado a saída do paciente dependente do leito. Construída em aço inoxidável, o seu peso é diminuído por ser mais compacto, porém apresenta também dificuldades relacionadas ao seu comprimento e largura, que são fixos. Ademais, outro fator complicante no transporte e manipulação são os pés fixos ao estrado. 9 _________________________________________________________________Introdução Figura 3. Foto de uma cama hospitalar, MI 506, marca, Mercedez-Imec Já as características da cama mostrada na figura 3 são: altura variável de 0,40 a 0,80m, controlada manualmente; o material utilizado é aço inoxidável cromado; com as mesmas dimensões dos modelos anteriores, pesando 140kg. Neste caso a altura variável é a vantagem deste modelo, e o sistema manual poderá talvez significar uma redução de custo do produto. No entanto, necessita de uma estrutura mecânica complexa, em aço, o que dificulta o processo de transporte e montagem, apresentando ainda comprimento e largura fixos. O peso deste modelo é extremamente desfavorável. 10 _________________________________________________________________Introdução Figura 4. Foto de uma cama hospitalar, serie MI 514, marca Mercedez-Imec. As características da cama mostrada na figura 4 são: altura variável de 0,52 a 0,74 m, controlada eletricamente por controle remoto; fabricada com aço inoxidável e plástico reforçado: com um comprimento 2,26m e largura 0,98m. Este modelo conta com a utilização de plástico reforçado nas grades e um maior comprimento e largura se comparado aos modelos anteriores, o que mostra a preocupação do mercado em atender às necessidades dos profissionais e pacientes. No entanto, ainda deixa a desejar quanto ao fato do comprimento e largura serem fixos, e sendo a maior parte da estrutura em aço inoxidável, apresenta um alto peso. 1.5 Finalidade do estudo A finalidade deste trabalho foi o desenvolvimento de um projeto proposto para redução de tamanho e largura e peso da cama hospitalar, quando desmontada, facilitando o transporte e a montagem no domicílio onde o paciente/cliente receberá a assistência necessária. Com a redução do peso do equipamento, pretende-se evitar o esforço excessivo do profissional que irá realizar o transporte, aliviando o esforço ergonômico dos profissionais responsáveis e facilitando a assistência de enfermagem prestada ao paciente/cliente. 11 _________________________________________________________________Objetivo 2. OBJETIVO 12 _________________________________________________________________Objetivo 2. OBJETIVO • Desenvolver um projeto de construção de um modelo de cama portátil e de fácil manipulação para a assistência de paciente/cliente em domicílio. 13 ________________________________________________________________Metodologia 3. METODOLOGIA 14 ________________________________________________________________Metodologia 3. METODOLOGIA DE CONSTRUÇÃO DA CAMA 3.1. Técnicas para a construção e otimização da cama hospitalar A cama proposta para internação domiciliar é constituída basicamente de duas estruturas em forma de “U” (figuras 22 e 29), feitas de tubo de alumínio, que se encaixam uma à outra, sendo presas por dois parafusos com porca. Na maior parte do projeto o alumínio é o material predominante, visando diminuir o peso total. A essas duas estruturas são adicionados os demais componentes, que são: Cabeceiras, duas no total, uma em cada extremidade da cama, (figura 5). Estas cabeceiras são feitas em tubo de alumínio e dotadas de encaixes para a fixação nas estruturas em forma de “U” (figura 8), e também têm rodízios em cada um dos seus dois pés. Além disso, os pés são rosqueáveis na cabeceira, permitindo que a cama seja abaixada ou levantada com curso de aproximadamente 160mm, (figura 10). Proteções laterais, também feitas de tubo de alumínio, uma em cada lado da cama, (figura 19). Estas proteções laterais são removíveis, para facilitar a desmontagem da cama. Uma vez fixas na cama, elas possuem articulação, para serem abaixadas ou levantadas, quando da sua utilização. Sistemas de articulação, feitos em aço, um em cada extremidade da cama, (figura 57). Eles permitem a inclinação da cabeceira, em uma ponta, e também a inclinação da parte da cama onde ficarão os membros inferiores (MMII), do paciente (posição de Trendelemburg). Funcionam com manivelas que giram, acionando as barras roscadas que fazem a inclinação das partes descritas. Uma das estruturas em forma de “U” recebe os componentes que formam a parte da cabeceira da cama, (figura 55) ou seja, onde o paciente apoiará a cabeça e o tronco (posição de Fowler). Outra estrutura em forma de “U” recebe os componentes que formam a parte dos pés da cama, ou seja, onde o paciente apoiará os MMII. A extremidade onde ficará os MMII do 15 ________________________________________________________________Metodologia paciente é também articulável, manualmente, sem auxílio de dispositivo nenhum. A inclinação desta parte é garantida por uma barra de aço que atravessa a cama na transversal apoiada por duas travessas, articulada. Os quadros superiores da cama serão recobertos com chapas de alumínio, de espessura 1mm. Além disso, a cama pode diminuir de largura, pelo basculamento de partes laterais fixas com dobradiças, (figura 58) em cada uma das estruturas em forma de “U”. Assim, a cama, formada por seis partes principais, tem seu transporte e montagem/desmontagem facilitados, até o local de destino, favorecendo o processo de internação domiciliar. As dimensões e as características da cama serão apresentadas a seguir pelo projeto desenvolvido para a construção do modelo hospitalar versátil para locais de difícil acesso, fornecendo subsídios e diretrizes para construção do modelo ora proposto, considerando as necessidades domiciliares colaborando assim com a industria hospitalar, objetivando melhorar a qualidade da assistência de enfermagem e conseqüentemente facilitar as atividades da vida diária desses pacientes/clientes. 16 ________________________________________________________________Metodologia 4. DESENVOLVIMENTO Figura 5 – Esquema da cabeceira da cama. A figura 5 mostra o esquema de montagem mecânica em alumínio, designada como cabeceira da cama. 17 ________________________________________________________________Metodologia 1A 20.0 MENOR DO TUBO (ÍTEM 1) 3/4 " 1A ítem 4 quant. LUVA designação ALUMÍNIO material 02 desenho Figura 6 – Esquema da luva para acoplar a cabeceira da cama A figura 6 apresenta, a luva, a ser acoplada na cabeceira, que servirá de base para os pés da cama, utilizando material de alumínio. 18 ________________________________________________________________Metodologia 1B 40.0 16 .0 32.0 16.0 R 25.0 10.0 3.0 75.0 1B ítem 4 quant. PLACA designação ALUMÍNIO material 03 desenho Figura 7 – Esquema da placa a ser acoplada na cabeceira da cama A figura 7 apresenta uma placa, a ser acoplada na cabeceira, servirá como encaixe para a parte central da cama, em material de alumínio. 19 ________________________________________________________________Metodologia SUB-CONJUNTO A (2 CONJUNTOS) 1 1B 173.0 1A ELETRODO ELETRODO 1B 2 PLACA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 3 1A 1 2 LUVA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 2 1 CABECEIRA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 1 desenho 04 Figura 8 – esquema de montagem da placa com a luva e a cabeceira da cama A figura 8 mostra o sub-conjunto descrito anteriormente montado e que será encaixado na parte central da cama. 20 2 ________________________________________________________________ Metodologia 100.0 3/4 " 32.0 2 4 ítem quant. PÉ designação AÇO material 05 desenho Figura 9 – Esquema do pé da cama. A Figura 9 apresenta parte da estrutura do pé que servirá de suporte para a parte da cama apoiada diretamente no chão, sendo confeccionado em aço para garantir uma maior resistência haja visto que será uma peça roscada. 21 ________________________________________________________________Metodologia SUB-CONJUNTO B (4 CONJUNTOS) 50.0 1B ELETRODO 2 2B 2B 1 RODÍZIO AÇO 1B 1 BARRA ROSCADA 3/4 " x 240 AÇO 2 ítem 1 quant. PÉ designação AÇO material VEJA DESENHO 5 desenho desenho 06 Figura 10 – Esquema de montagem do rodízio, barra roscada e pé da cama. A figura 10 mostra o sub-conjunto ligará a cama ao piso, sendo em 4, o detalhe do eletrodo apresenta o sistema que permitira a variação de altura da cama, sendo todo constituído em aço. 22 ________________________________________________________________Metodologia 3 160.0 20.0 6.4 8.0 PLANO ESP. 10 16 0.0 102.7 1/2 " 3 ítem 2 quant. MANÍPULO designação AÇO material 07 desenho Figura 11 – Esquema do manipulo para a cama A figura 11 apresenta parte do manípulo, ao ser girado, em cada extremidade da cama, fará com que as partes articuladas dela sejam levantadas ou abaixadas, (posição de Fowler e Trendelemburg), construído em aço. 23 ________________________________________________________________Metodologia 4 M3 6.0 5.0 40 .0 65.0 57.5 +0.05 50.00 -0.00 6.3 A 7.5 A 20.0 CORTE AA 4 ítem 2 quant. SUPORTE DO MANÍPULO designação AÇO material 08 desenho Figura 12 – Esquema do suporte do manipulo para a cama. A Figura 12 apresenta o esquema de suporte ao manípulo. Sustentado por ela o manípulo pode girar livremente. Constituída em aço. 24 ________________________________________________________________Metodologia 5 3.0 32 .0 5.0 5 ítem 2 quant. 65.0 57.5 5.5 3.0 TAMPA DO MANÍPULO designação AÇO material 09 desenho Figura 13 – Esquema da tampa do manipulo para a cama. A figura 13 mostra o esquema da a peça que permite que o manípulo fique acondicionado em seu suporte, evitando que ele se desprenda. Confeccionado em aço. 25 ________________________________________________________________Metodologia 6 5.0 20.0 20.0 20.0 MENOR DO TUBO 1C 15.0 10.0 6.3 50.0 +0.00 -0.05 14.8 6 ítem 2 quant. APOIO DO MANÍPULO designação AÇO material 10 desenho Figura 14 – Esquema do apoio ao manipulo para a cama. A figura 14 apresenta o esquema da peça que permite a articulação do manípulo, facilitando o seu giro à pessoa que está levantando ou abaixando as partes articuladas da cama. Material aço. 26 1" MENOR DO TUBO 1C 7 ________________________________________________________________ Metodologia 25.0 7 ítem 2 quant. LUVA DO MANÍPULO designação AÇO material 11 desenho Figura 15 – Esquema da luva do manipulo para a cama. A figura 15 mostra o esquema da luva que liga a barra roscada ao tubo, fazendo parte do sistema de elevação das partes articuladas da cama. Material aço. 27 ________________________________________________________________Metodologia 290.0 10.0 8.2 8 8 2 ítem quant. BARRA ROSCADA 1" designação AÇO material 12 desenho Figura 16 – Esquema da barra roscada de 1”. A figura 16 apresenta o esquema da barra roscada que liga o manípulo ao sistema de elevação das partes articuladas da cama, transmitindo movimento de rotação. Material aço. 28 ________________________________________________________________Metodologia 9 5.0 9 ítem 4 quant. PARAFUSO designação 6.0 M8 SEXT. 12 8.0 6.0 AÇO material 13 desenho Figura 17 – Esquema do parafuso do manipulo. Figura 17 este parafuso serve para articular o suporte do manípulo, que durante a operação (abaixar ou levantar partes articuladas da cama) tem um leve giro. Material aço. 29 ________________________________________________________________Metodologia SUB-CONJUNTO C (2 CONJUNTOS) 4C 4 5 8 7 ELETRODO 6 3 1C 2C 3C OBS.:SOLDAR O TUBO 1C NA PEÇA 6 TUBO 1C: DIÂM. EXT. 38, FAZER UM COM 277.5 DE COMPRIMENTO E OUTRO COM 645 DE COMPRIMENTO 4C 4 3C 1 2C 1 1C 8 PARAFUSO ALLEN CAB. CIL. M3 x 8 PORCA M6 AÇO AÇO PARAFUSO M6 x 30 AÇO 1 TUBO (VER OBS) AÇO 1 BARRA ROSCADA AÇO VEJA DESENHO 3 7 1 LUVA DO MANÍPULO AÇO VEJA DESENHO 3 6 1 APOIO DO MANÍPULO AÇO VEJA DESENHO 3 5 1 TAMPA DO MANÍPULO AÇO VEJA DESENHO 3 4 1 SUPORTE DO MANÍPULO AÇO VEJA DESENHO 3 1 MANÍPULO AÇO VEJA DESENHO 3 3 ítem quant. designação material arquivo desenho 14 Figura 18 – Esquema de montagem do manipulo com a barra roscada. A figura 18 mostra o sub-conjunto, detalhado anteriormente que ao ser girado pelo operador da cama, faz com que as partes articuladas se levem ou se abaixem (posições de fowler e trendelemburg). 30 ________________________________________________________________Metodologia 1500.0 10 300.0 OBS.:MATERIAL-TUBO DE ALUMÍNIO DIÂM. EXT. 32mm 10 ítem 2 quant. LATERAL designação ALUMÍNIO material 15 desenho Figura 19 – Esquema das grades laterais da cama. A figura 19 mostra o esquema das grades laterais, articuladas (sobem ou descem) e móveis (podem facilmente ser removidas), dão proteção contra quedas ao paciente. E serão constituídas em tubos de alumínio. 31 ________________________________________________________________Metodologia 11 30.0 50.0 5.0 65.0 A 8.5 30.0 32 100.0 M5 5.2 .5 39.0 M5 R 16 .3 25.0 30.0 10.0 11 ítem 4 quant. 45.0 X 45 SUPORTE DA LATERAL designação A ALUMÍNIO material 16 desenho Figura 20 – Esquema do suporte lateral para a cama. A figura 20 apresenta o esquema da peça que permite a articulação (abaixar ou levantar) das laterais de proteção. Material alumínio. 32 ________________________________________________________________Metodologia 12 8.5 50.0 A 25.0 16 .3 50.0 R 39.0 30.0 M8 5.0 5.0 A 12 ítem 4 quant. TRAVA DA LATERAL designação ALUMÍNIO material 17 desenho Figura 21 – Esquema da trava lateral das grades da cama. A figura 21 mostra o esquema da peça que recebe um parafuso borboleta, que permite fácil travamento das grades laterais da cama, após seu levantamento. Material Alumínio. 33 ________________________________________________________________Metodologia 13 FURO DIÂM. 8 418.0 210.0 81.0 953.0 MATERIAL: TUBO DIÂM. EXTERNO 38mm 13 ítem 1 quant. ESTRUTURA-PÉS designação ALUMÍNIO material 18 desenho Figura 22 – Esquema da estrutura da cama. A figura 22 apresenta o esquema de uma das mais importantes peças da cama, e sobre ela vários elementos serão montados. Ela se encontrará no lado da cama que sustentará os membros inferiores do paciente. Material tubos de alumínio. 34 ________________________________________________________________Metodologia 10.0 90.0 R1 9.0 14 M8 20.0 MATERIAL: ESPESSURA 5mm 14 ítem 2 quant. SUPORTE DO SIST. ARTICULAÇÃO designação ALUMÍNIO material 19 desenho Figura – 23 Esquema do suporte do sistema de articulação da cama. A figura 23 apresenta o esquema da peça que será unida à estrutura (lado dos pés), para permitir, com o sistema de elevação, que a parte articulada sob as pernas do paciente se incline. 35 30.0 ________________________________________________________________Metodologia R 6.5 116.0 30 .0 ° 180.0 544.0 180.0 95.0 15 16.0 MATERIAL: PERFIL U 3/4 " x 1 1/4 " (ESPESSURA 3) 15 ítem 2 quant. TRILHO designação ALUMÍNIO material 20 desenho Figura 24 – esquema do trilho da cama. A figura 24 mostra o esquema do trilho o qual permitirá que a parte final da cama (sob os pés do paciente) seja inclinada travada numa inclinação desejada. Os rasgos (4 no total) servem para que haja 4 pontos pré-determinados de inclinação. 36 ________________________________________________________________Metodologia 52.0 SUB-CONJUNTO D 14 75.0 ELETRODO 15 13 15 2 TRILHO ALUMÍNIO VEJA DESENHO 20 14 2 SUPORTE DO SIST. ARTICULAÇÃO ALUMÍNIO VEJA DESENHO 19 13 1 ALUMÍNIO VEJA DESENHO 18 ítem quant. ESTRUTURA-PÉS designação material arquivo desenho 21 Figura – 25 Esquema de montagem do trilho, suporte do sistema de articulação e estrutura da cama. A figura 25 mostra o esquema do sub-conjunto que é uma das duas estruturas principais da cama, sobre os quais todas as outras peças serão montadas. Confeccionada em tubos de alumínio. 37 ________________________________________________________________Metodologia 16 29.0 8.5 30.0 58.0 44.5 5.2 A 45.0 R 1.0 5.0 A 45.0 CORTE AA OBS.: FAZER 4 COM R19 E 6 COM R16 16 ítem 10 quant. TRAVA designação ALUMÍNIO material 22 desenho Figura 26 – Esquema da trava para a estrutura da cama. A figura 26 apresenta o esquema da peça que serve para fixar, na estrutura, o suporte que sustentará um quadro (parte que receberá o colchão) da cama. 38 ________________________________________________________________Metodologia 17 45.0 A 44.5 29.0 M5 10.0 R 29.0 19.5 M8 32.5 98.0 1.0 A 30.0 25.0 CORTE AA OBS.: FAZER 2 COM R19 E 2 COM R16 17 ítem 4 quant. SUPORTE DA LATERAL designação ALUMÍNIO material 23 desenho Figura 27 – Esquema do suporte das grades laterais da cama. A figura 27 apresenta o esquema da peça que será fixada na estrutura e servirá para sustentar as grades laterais de proteção da cama. Constituída em alumínio. 39 ________________________________________________________________Metodologia 18 60.0 7.0 8.0 6.3 87.0 5.0 58.0 45.0 29.0 10.0 5.0 29.0 15.0 5.0 R 19 .0 1.0 45.0 70.0 60.0 7.0 29.0 15.0 5.0 29.0 8.0 10.0 58.0 5.0 5.0 45.0 87.0 6.3 R 19 .0 1.0 45.0 18 ítem 2 quant. 70.0 CAIXA designação ALUMÍNIO material 24 desenho Figura 28 – Esquema para a caixa da cama. A figura 28 mostra o esquema da caixa que é fixada na estrutura e serve de articulação para a parte do quadro (inclinável) sob as pernas do paciente. Constituída em alumínio. 40 ________________________________________________________________Metodologia 19 418.0 296.0 1250.0 MATERIAL: TUBO DIÂM. EXTERNO 32mm 19 ítem 1 quant. ESTRUTURA CABECEIRA designação ALUMÍNIO material 25 desenho Figura 29 – Esquema da estrutura da cabeceira. A figura 29 mostra o esquema de uma das mais importantes da peças cama, e sobre ela vários elementos serão montados. Ela se encontra no lado da cama que sustentará os membros superiores do paciente. Em tubos de alumínio. 41 ________________________________________________________________Metodologia 10.0 90.0 R1 6.0 20 M8 20.0 MATERIAL: ESPESSURA 5mm 20 ítem 2 quant. SUPORTE DO SIST. ARTICULAÇÃO designação ALUMÍNIO material 26 desenho Figura 30 – Esquema do suporte do sistema de articulação da cama. A figura 30 apresenta o esquema da peça que será unida à estrutura (lado da cabeça), para permitir, com o sistema de elevação, que a parte articulada sob a cabeça do paciente se incline (posição Fowler). 42 ________________________________________________________________Metodologia SUB-CONJUNTO E 20 75.0 ELETRODO 19 20 2 19 1 ítem quant. SUPORTE DO SIST. ARTICULAÇÃO ESTRUTURA-PÉS designação ALUMÍNIO VEJA DESENHO 26 ALUMÍNIO VEJA DESENHO 25 material arquivo desenho 27 Figura 31 – Esquema do suporte do sistema de articulação e estrutura da cama A figura 31 apresenta o esquema do sub-conjunto que é uma das duas estruturas principais da cama, sobre os quais todas as outras peças serão montadas. Confeccionada em tubos de alumínio. 43 ________________________________________________________________Metodologia 21 45.0 25.0 10.0 44.5 82.0 M5 29.0 R1 6.0 29.0 1.0 21 ítem 4 quant. SUPORTE DO QUADRO designação ALUMÍNIO material 28 desenho Figura 32 – Esquema do suporte do quadro da cama. A figura 32 apresenta o esquema da peça, que ao ser fixada na estrutura, servirá de base para um quadro (parte da cama que sustentará o colchão). Material alumínio. 44 ________________________________________________________________Metodologia 520.0 22 150.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 22 ítem 2 quant. QUADRO A designação ALUMÍNIO material 29 desenho Figura 33 – Esquema do quadro A da cama. A figura 33 apresenta o esquema de um dos quadros (partes da cama que sustentarão o colchão). Material alumínio. 45 ________________________________________________________________Metodologia 300.0 23 150.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 23 ítem 2 quant. QUADRO B designação ALUMÍNIO material 30 desenho Figura 34 – Esquema do quadro B da cama. A figura 34 mostra o esquema de um dos quadros (partes da cama que sustentarão o colchão). Material alumínio. 46 ________________________________________________________________Metodologia 24 550.0 6.3 15.0 15.0 550.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 24 ítem 1 quant. QUADRO C designação ALUMÍNIO material 31 desenho Figura 35 – Esquema do quadro C da cama. A figura 35 mostra o esquema de um dos quadros (partes da cama que sustentarão o colchão). Material Alumínio. 47 ________________________________________________________________Metodologia 25 15.0 360.0 6.3 15.0 550.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 25 ítem 1 quant. QUADRO D designação ALUMÍNIO material 32 desenho Figura 36 – Esquema do quadro D da cama. A figura 36 apresenta o esquema de um dos quadros (partes da cama que sustentarão o colchão). Material alumínio. 48 ________________________________________________________________Metodologia 150.0 26 540.0 OBS.: MATERIAL: TUBO DIÂM. EXTERNO 32mm 26 ítem 1 quant. APOIO DO QUADRO designação ALUMÍNIO material 33 desenho Figura 37 – Esquema do quadro de apoio da cama. A figura 37 apresenta o esquema da peça que será soldada no quadro (sob a cabeça do paciente) e juntamente com outras peças, permitirá a ligação entre o quadro articulado e o seu sistema de elevação. Assim, ao ser girado, o manípulo permitirá que a parte sob a cabeça do paciente se incline. (posição de Fowler) 49 ________________________________________________________________Metodologia 27 16 .0 145.0 R 8.2 32.0 OBS.: MATERIAL: ESPESSURA 5mm 27 ítem 4 quant. SUPORTE DA BARRA ROSCADA designação ALUMÍNIO material 34 desenho Figura 38 – Esquema do suporte da barra roscada. A figura 38 mostra o esquema da peça que sustentará a barra roscada, parte do sistema de elevação da parte da cama sob a cabeça do paciente. Material alumínio. 50 ________________________________________________________________Metodologia 28 20.0 32.0 20.0 6.4 90.0 OBS.: MATERIAL: ESPESSURA 3mm 28 ítem 2 quant. SUPORTE DO QUADRO designação ALUMÍNIO material 35 desenho Figura 39 – Esquema do suporte do quadro. A Figura 39 apresenta o esquema da peça que serve de articulação, entre a parte fixa do quadro da cama e a parte articulável, sob os membros inferiores do paciente. Material alumínio. 51 ________________________________________________________________Metodologia SUB-CONJUNTO F 25.6 25 ELETRODO 26 ELETRODO 7.0 134.0 47.0 .0° 72 27 ELETRODO 28 2 SUPORTE DO QUADRO ALUMÍNIO VEJA DESENHO 35 27 2 SUPORTE DA BARRA ROSCADA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 34 26 1 APOIO DO QUADRO ALUMÍNIO VEJA DESENHO 33 25 1 QUADRO D ALUMÍNIO VEJA DESENHO 32 ítem quant. designação 28 material arquivo desenho 36 Figura 40 – Esquema da montagem do suporte, apoio do quadro e suporte da barra roscada. A figura 40 mostra o esquema do sub-conjunto que é a parte (sob os membros superiores do paciente) que é articulável, permitindo, através do giro do manípulo, que se eleve ou se abaixe a parte referida da cama. 52 ________________________________________________________________Metodologia 6.3 5.0 29 470.8 20.0 98.0 13 .0 29 ítem 2 quant. APOIO designação AÇO material 37 desenho Figura 41 – Esquema de apoio da cama. A figura 41mostra o esquema de apoio que sustentará a barra que trava a articulação da parte da cama sob os pés do paciente. Material aço. 53 ________________________________________________________________Metodologia 670.0 30 150.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 30 ítem 2 quant. QUADRO E designação ALUMÍNIO material 38 desenho Figura 42 – Esquema do quadro E da cama. A Figura 42 apresenta o esquema de um dos quadros laterais da cama (que sustentarão o colchão), e é articulado (permite ser dobrado para "dentro" da cama, diminuindo sua largura para transporte). Material alumínio. 54 ________________________________________________________________Metodologia 200.0 31 150.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 31 ítem 2 quant. QUADRO F designação ALUMÍNIO material 39 desenho Figura 43 – Esquema do quadro F da cama. A figura 43 apresenta o esquema de um dos quadros laterais da cama (que sustentarão o colchão), e é articulado (permite ser dobrado para "dentro" da cama, diminuindo sua largura para transporte). Material alumínio. 55 ________________________________________________________________Metodologia 200.0 32 550.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 32 ítem 1 quant. QUADRO G designação ALUMÍNIO material 40 desenho Figura 44 – Esquema do quadro G da cama. A figura 44 mostra o esquema de um dos quadros laterais da cama (que sustentarão o colchão), e é articulado (permite ser dobrado para "dentro" da cama, diminuindo sua largura para transporte). Material alumínio. 56 ________________________________________________________________Metodologia 33 6.0 25.0 6.0 6.4 31.0 OBS.: MATERIAL: ESPESSURA 3mm 33 ítem 2 quant. PLACA designação ALUMÍNIO material 41 desenho Figura 45 – Esquema da placa da cama. A Figura 45 é o esquema de uma placa para articulação de um quadro da cama. 57 ________________________________________________________________Metodologia SUB-CONJUNTO G 17.0 ELETRODO 32 23.0 33 2 PLACA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 41 32 1 QUADRO G ALUMÍNIO VEJA DESENHO 40 ítem quant. designação material 33 arquivo desenho 42 Figura 46 – Esquema da placa e quadro G da cama. A Figura 46 mostra o esquema do sub-conjunto que é um quadro (parte que sustentará o colchão) articulável (pode ser inclinado). Material alumínio. 58 ________________________________________________________________Metodologia 700.0 34 550.0 OBS.: MATERIAL: CANTONEIRA L 1 1/4 " x 1 1/4 " 34 ítem 1 quant. QUADRO H designação ALUMÍNIO material 43 desenho Figura 47 – Esquema do quadro H da cama. A figura 47 apresenta o esquema de um dos quadros (partes da cama que sustentarão o colchão). Material alumínio. 59 ________________________________________________________________Metodologia 250.0 35 540.0 OBS.: MATERIAL: TUBO DIÂM. EXTERNO 32mm 35 ítem 1 quant. APOIO DO QUADRO designação ALUMÍNIO material 44 desenho Figura 48 – Esquema de apoio do quadro A figura 48 – apresenta o esquema da peça que será unida à estrutura (lado dos pés), para permitir, com o sistema de elevação, que a parte articulada sob os pés do paciente se incline. Material alumínio. 60 ________________________________________________________________Metodologia 36 25.0 6.0 6.0 3 3.0 6.0 6. 6.5 31.0 13.0 36 ítem 2 quant. PLACA designação ALUMÍNIO material 45 desenho Figura 49 – Esquema da placa da cama A figura 49 apresenta o esquema da placa que serve, depois de unida à estrutura, como articulação para a parte articulável da cama, do lado dos membros inferiores do paciente. 61 ________________________________________________________________Metodologia SUB-CONJUNTO H H 34 25. 6 ELETRODO 35 250.0 17. 0 ELETRODO 22.5 ELETRODO 72. 0° 27 36 2 PLACA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 45 27 2 SUPORTE DA BARRA ROSCADA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 34 35 1 APOIO DO QUADRO ALUMÍNIO VEJA DESENHO 44 1 QUADRO H ALUMÍNIO VEJA DESENHO 43 34 ítem quant. designação 36 material arquivo desenho 46 Figura 50 – Esquema da placa suporte da barra roscada, apoio do quadro e quadro H. A figura 50 apresenta o esquema do sub-conjunto que é um quadro (parte que sustentará o colchão) articulável (pode ser inclinado). Material alumínio. 62 ________________________________________________________________Metodologia 9.8 15.0 37 43.0 37 ítem 8 quant. PINO designação 5.0 ALUMÍNIO material 47 desenho Figura 51 – Esquema do pino da cama. A figura 51 mostra o esquema do pino que, soldado nas estruturas principais da cama, serve de trava, acoplado às cabeceiras. Material alumínio. 63 ________________________________________________________________Metodologia MONTAGEM 1 (2 CONJUNTOS) 11 A D 10 12 B C D 2 TUBO DIÂM. EXT. 32 x 270 C 8 PARAFUSO ALLEN CAB. CIL. M5 x 28 B 2 PARAFUSO DE TRAVA M8 (BORBOLETA) ALUMÍNIO AÇO AÇO A 4 PARAFUSO ALLEN CAB. CIL. M5 x 10 12 2 TRAVA DA LATERAL ALUMÍNIO VEJA DESENHO 17 11 2 SUPORTE DA LATERAL ALUMÍNIO VEJA DESENHO 16 10 1 LATERAL ALUMÍNIO VEJA DESENHO 15 ítem quant. designação AÇO material arquivo desenho 48 Figura 52 – Esquema com parafusos trava, suporte da parte lateral e grade lateral. A figura 52 apresenta o esquema do sub-conjunto que é a grade lateral de proteção da cama, já acoplada ao sistema que o permite girar e ser fixo à estrutura. Constituído em alumínio e parafusos de aço. 64 ________________________________________________________________Metodologia MONTAGEM 2 2 FURAR DIÂM. 8, PASSANTE 1 37 FURAR DIÂM. 10 E SOLDAR 37 8 PINO ALUMÍNIO VEJA DESENHO 47 2 1 SUB-CONJUNTO E ALUMÍNIO VEJA DESENHO 27 1 SUB-CONJUNTO D ALUMÍNIO VEJA DESENHO 21 1 ítem quant. designação material arquivo desenho 49 Figura 53 – Esquema com pino, sub-conjunto E e sub-conjunto D da cama. A figura 53 mostra o esquema de montagem que representa a estrutura principal da cama, subdividida em duas partes componentes. 65 ________________________________________________________________Metodologia MONTAGEM 3 16 16 21 A 1 17 A 2 FAZER 4 FUROS NAS EXTREMIDADES, ABRIR ROSCA NOS SUPORTES E FIXAR COM COM PARAFUSOS DE FENDA, CABEÇA ESCAREADA. 2 1 SUB-CONJUNTO G VEJA DESENHO 42 A 24 21 4 SUPORTE DO QUADRO ALUMÍNIO VEJA DESENHO 28 17 2 SUPORTE DA LATERAL ALUMÍNIO VEJA DESENHO 23 16 6 TRAVA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 22 1 SUB-CONJUNTO E ALUMÍNIO VEJA DESENHO 27 1 ítem quant. PARAFUSO ALLEN CAB. CIL. M5 x 35 ALUMÍNIO designação ALUMÍNIO material arquivo desenho 50 Figura 54 – Esquema com o sub-conjunto G e E, suporte do quadro e lateral, e a trava. A figura 54 mostra o esquema da montagem que representa (dividida nas suas duas partes constituintes) a estrutura principal da cama, com os suportes dos quadros representados. Constituída em Alumínio. 66 ________________________________________________________________Metodologia MONTAGEM 4 C B 2 31 1 3 9 4 30 A OBS.: AS DOBRADIÇAS DEVEM SER FIXADAS COM PARAFUSO E PORCA 31 2 QUADRO F ALUMÍNIO VEJA DESENHO 39 30 2 QUADRO E ALUMÍNIO VEJA DESENHO 38 9 2 PARAFUSO AÇO VEJA DESENHO 13 C 2 PORCA M6 AÇO B 2 PARAFUSO M6 x 12 AÇO A 10 DOBRADIÇA 74 x 19 AÇO 5 2 PORCA M8 AÇO 4 2 PARAFUSO M8 x 45 3 1 SUB-CONJUNTO C VEJA DESENHO 14 2 1 SUB-CONJUNTO H VEJA DESENHO 46 1 MONTAGEM 3 1 ítem quant. designação AÇO VEJA DESENHO 50 material arquivo desenho 51 Figura 55 – Esquema de montagem dos quadros F e E, sub-conjuntos C e H na estrutura 3. A figura 55 representa a estrutura principal da cama, do lado sob a cabeça do paciente, já acrescida da estrutura de inclinação do quadro, e dos quadros articulados propriamente ditos. Constituída em alumínio, com parafusos e dobradiças em aço. 67 ________________________________________________________________Metodologia MONTAGEM 5 35 19 A 16 41 4 17 A 1 A 16 18 2 CAIXA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 24 17 2 SUPORTE DA LATERAL ALUMÍNIO VEJA DESENHO 23 16 4 TRAVA ALUMÍNIO VEJA DESENHO 22 1 SUB-CONJUNTO D ALUMÍNIO VEJA DESENHO 21 1 ítem quant. PARAFUSO ALLEN CAB. CIL. M5 x 35 designação ALUMÍNIO material arquivo desenho 52 Figura 56 – Esquema da caixa, suporte da grade lateral, trava e sub-conjunto D. A Figura 56 mostra o esquema da montagem que representa as peças que servirão de suporte às laterais de proteção da cama, montadas sobre uma estrutura principal (do lado sob os pés do paciente). 68 ________________________________________________________________Metodologia MONTAGEM 6 22 A B C 23 2 24 29 3 1 4 9 OBS.: AS DOBRADIÇAS DEVEM SER FIXADAS COM PARAFUSO E PORCA SOLDAR ÍTM 3 NO ÍTEM 29 29 2 E 1 APOIO PORCA M8 E AÇO VEJA DESENHO 37 AÇO D 1 9 2 PARAFUSO AÇO VEJA DESENHO 13 24 1 QUADRO C ALUMÍNIO VEJA DESENHO 31 23 2 QUADRO B ALUMÍNIO VEJA DESENHO 30 22 2 QUADRO A ALUMÍNIO VEJA DESENHO 29 C 6 PORCA M6 AÇO B 6 PARAFUSO M6 x 12 AÇO A 10 DOBRADIÇA 74 x 19 AÇO 5 2 PORCA M8 AÇO 4 1 SUB-CONJUNTO C 3 1 2 1 1 1 ítem quant. PARAFUSO M8 x 45 D BARRA DIÂM 12.7 x 360 AÇO VEJA DESENHO 14 AÇO SUB-CONJUNTO F VEJA DESENHO 36 MONTAGEM 5 designação VEJA DESENHO 52 material arquivo desenho 53 Figura 57 – Esquema de montagem com apoio, quadros A, B e C, sub-conjuntos C e F, e montagem 5, com parafusos, porcas e dobradiças. A Figura 57 mostra o esquema da montagem que representa a estrutura principal da cama, do lado sob os pés do paciente, já acrescida da estrutura de inclinação do quadro, e dos quadros articulados propriamente ditos. Constituída em alumínio e aço. 69 ________________________________________________________________Metodologia MONTAGEM FINAL 8 7 3 4 5 6 1 2 8 1 MONTAGEM 4 VEJA DESENHO 51 7 1 MONTAGEM 6 6 4 PARAFUSO DE TRAVA M8 (BORBOLETA) 5 2 4 4 SUB-CONJUNTO B VEJA DESENHO 6 3 2 SUB-CONJUNTO A VEJA DESENHO 4 2 2 1 2 ítem quant. VEJA DESENHO 53 AÇO MONTAGEM 1 PORCA M6 PARAFUSO M6 x 50 designação VEJA DESENHO 48 AÇO AÇO material arquivo desenho 54 Figura 58 – Esquema com montagem 1, 4 , 6 e sub-conjuntos A e B da cama. A figura 58 mostra o esquema da montagem da cama como um todo. 70 ________________________________________________________________Metodologia Figura – 59 Esquema de montagem final da cama, já com a chapa de alumínio. A figura 59 apresenta a vista tridimensional da montagem final da cama. 71 ___________________________________________________Comentários e Conclusões 5. COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES 72 ___________________________________________________Comentários e Conclusões 5. COMENTÁRIOS E CONCLUSÕES Há relatos de assistência a doentes em domicílio desde os primórdios da civilização. No entanto, somente no período da segregação de doentes e, posteriormente, na hospitalização dos mesmos, é que se iniciou o desenvolvimento de equipamentos para facilitar e auxiliar os trabalhadores da área da saúde, tornando mais efetivo o tratamento. Neste contexto, os equipamentos foram desenvolvidos levando em consideração o ambiente hospitalar, suas dimensões arquitetônicas, a centralização do atendimento e o pessoal de apoio disponíveis e envolvidos no processo. Com o advento da desospitalização de pacientes crônicos ainda com a necessidade de tratamento especializado, emerge a necessidade de adaptar equipamentos utilizados nos hospitais, para oferecer suporte aos pacientes/clientes, familiares e profissionais envolvidos com a internação domiciliária. DAL BEN (2000), ao discorrer sobre as atribuições do enfermeiro na internação domiciliar afirma que uma delas é a de avaliar as condições da residência para receber o paciente/cliente. Por vezes este profissional poderá contra-indicar a internação domiciliar baseando-se na dificuldade de acesso de equipamentos e adaptação dos mesmos na residência. Acredita-se assim que o desenvolvimento de equipamentos adequados possibilita a minimização de dificuldades de adaptações ambientais A cama hospitalar enquadra-se como um tipo de equipamento que necessita de mudanças quando indicada a assistência domiciliária. Para a assistência em ambiente hospitalar a mesma é perfeitamente indicada, atendendo aos objetivos para os quais foi desenvolvido o projeto. No entanto, quando esta é levada para o domicilio, encontra-se inúmeras dificuldades de adaptação. A proposta do desenvolvimento do projeto da cama para uso domiciliar se ateve a aspectos criticados nos modelos apresentados nos mercados e que nos oferecem dificuldades para o manuseio, ergonomia, e conforto de profissionais e pacientes/clientes. Sendo projetada para 73 ___________________________________________________Comentários e Conclusões uso no domicílio do paciente/cliente, na elaboração do projeto considerou-se seu peso; medidas de comprimento e largura; a durabilidade e a resistência dos materiais e a capacidade de suportar cerca de 300 kilos de peso. Assim, preocupou-se em pesquisar um material que fosse lavável, resistente à corrosão, de baixo peso e alta relação entre resistência e peso. Neste contexto PÓVOA, et. al. (1995), afirmam que as chapas laminadas de alumínio pesam de 40 a 50% menos que as de aço. Esta assertiva é corroborada por SMITH (1998), quando sugere ser o alumínio um material extremamente útil para a construção e confecção de equipamentos, dos mais variados usos, devido à sua densidade baixa, (2,70g/cm3), à sua resistência à corrosão provocada pelas mudanças climáticas quando combinados com outros elementos que lhe aumentam a resistência. Já para ABAL (2003), a robustez do alumínio se traduz em qualidades estruturais, com excelente resistência mecânica e durabilidade, sendo aprovado e aplicado na indústria aeronáutica e ferroviária, permitindo inúmeros acabamentos e pintura, assumindo a aparência desejada. Outro item que interferiu na escolha do alumínio na proposta do equipamento em estudo foi a reciclabilidade, que parece contribuir com a conservação do ambiente, e ainda segundo a ABAL (2003) depois de muitos anos de vida útil, segura e eficiente, o alumínio pode ser reciclado, com recuperação de parte significativa do investimento e poupança de energia, como já acontece largamente no caso da lata de alumínio. Além disso, o meio ambiente é beneficiado pela redução de resíduos e com a economia de matérias primas. Também utilizou-se nesta proposta o aço em algumas peças que necessitam de rosca, pois neste caso, o alumínio apresenta algumas deficiências relacionadas à resistência sendo que para COLPAERT (1974), a importância do aço provém de várias propriedades entre elas encontra-se a resistência e a ductilidade, pode ser soldado, perfurado, rosqueado, modificado em suas propriedades por meio de tratamentos mecânicos, térmicos e químicos. 74 ___________________________________________________Comentários e Conclusões Devido a barreiras encontradas no processo de internação domiciliaria como, corredores estreitos, elevadores pequenos não cabendo as camas oferecidas pelo mercado, sendo que neste caso a utilização de escadas é o único meio de acesso ao domicilio, deparamos com o problema já comentado que é o peso da cama durante o transporte. Assim apresentamos o projeto de uma cama intercambiável, sendo que quando desmontada reduz o comprimento e a largura, onde a cabeceira, peseira e grades serão desmontadas apresentando a redução do estrado, com as laterais dobráveis para o centro. Com a substituição do aço pelo alumínio, na proposta de desenvolvimento da cama diminui-se a força a ser empregada para o transporte, em mais de 50% do seu peso, pois uma cama hospitalar comum construída em chapas de aço pesa em média 92kg. Quando desmontada para o transporte a cabeceira e peseira pesam 20kg, as grades laterais 8kg e o estrado 64kg. Nas projeções de medidas propostas a cama terá um peso estimado total de 50kg, sendo cabeceira e pés da cama 10kg, grades laterais 5kg, estrado 35kg, desmontável ficando em média com um peso de 17,5kg cada parte do estrado. Assim a parte mais pesada da cama é de 27% da parte mais pesada do modelo atual. São apresentados ainda como inovações a redução do estrado, desmontando no centro e as laterais dobráveis para o centro, reduzindo assim o comprimento e a largura da cama, que quando desmontada para o transporte reduz o comprimento de 1,90 para 0,95 m e a largura de 0,90 para 0,45 m, permitindo o uso de veículos de pequeno e médio porte, bem como facilitando a movimentação em corredores, elevadores, resolvendo dificuldades enfrentadas com a utilização dos modelos hospitalares atuais. Assim, este trabalho contribui com a industria de equipamentos hospitalares de forma efetiva, visando o processo de internação domiciliária, facilitando o transporte e adequação do leito hospitalar por meio de uma cama desenvolvida para atender tais necessidades. Vale ressaltar que o enfoque principal foi a possibilidade de realização da internação domiciliária, pois o produto ora apresentado vem atender as necessidades deste setor. No 75 ___________________________________________________Comentários e Conclusões entanto, poderá ser utilizado também em hospitais que, mesmo não tendo problemas arquitetônicos, poderá adequar e adotar o produto. Lembramos ainda dos asilos que, em sua grande maioria em nosso país, são adaptados em casas de arquitetura comum, apresentando dificuldades semelhantes àquelas da internação domiciliária. Acredita-se que esta proposta irá contribuir para minimizar os problemas advindos da arquitetura domiciliar, da sobrecarga de peso imposta aos usuários e profissionais, atendendo as necessidades de uma clientela que cada vez mais cresce em conseqüências do fator desospitalização. 5.1. Trabalhos Futuros O sistema de montagem e desmontagem da cama apresentado nesta proposta é todo mecânico e atende às necessidades do setor, levando em conta a conjuntura sócio econômica do país e da maioria da clientela que necessita deste equipamento, já que a internação domiciliar é vista como um serviço que reduz os custos diretos da assistência à população. Projetos futuros poderão explora-la na dimensão eletromecânica, mantendo as características sugeridas nesta proposta e ainda desenvolver um sistema de ajuste da cama para reduzir a pressão, em locais de apoio do corpo, podendo auxiliar como coadjuvante na mudança de decúbito, e contribuindo para a redução dos índices de úlceras de pressão em pacientes acamados. Trabalhos futuros poderão ser desenvolvidos para atender as necessidades do setor transformando a cama em maca e cadeira para o transporte do paciente. Tal sistema facilitaria uma remoção de emergência. Neste caso o cliente não precisaria sair do seu leito para ser removido e as transformações deste equipamento permitiria seu acesso em diferentes locais. 76 _______________________________________________________Referências Bibliográficas 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 77 _______________________________________________________Referências Bibliográficas 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ALEXANDRE, N.M.C. Ergonomia e as atividades ocupacionais da equipe de enfermagem.Rev.Esc.Enf.USP,v.32,n.1, p.84-90. ABAL - Associação Brasileira do Alumínio, As Aplicações do Alumínio disponível no site: <www.abal.org.br/>, acesso em 19 fev.2003. BOWMAN, R. Nursing returns to Home Health Frontier: markets and trends in Home Health Care. In: AIKEN, L.H.; FAGIN,C.M. Charting Nursing´s Future: agenda for the 1990s. Philadelphia: . Lippincott, 1991. COLPAERT, H., Metalografia dos produtos siderúrgicos comuns .3ed. Editora Edgard Blücher. São Paulo. 1974. DETEMEC, Desenvolvimento de Tecnologia Médica e Científica Ltda. Catálogo da Cama série 13000. Rio de Janeiro. DAL BEN, L. W. Serviço de Atendimento de Enfermagem Residencial. In: DUARTE, Y.A.de O; DIOGO, M.J.D. Atendimento Domiciliar Um Enfoque Gerontológico. São Paulo: Atheneu, 2000.cap.43. DIAS, L.A. de M., Estruturas de Aço: conceitos, técnicas e linguagem. 2ed. São Paulo: Zigurate, 1998. DUARTE, Y.A. de O; DIOGO, M.J.D. Atendimento Domiciliar Um Enfoque Gerontológico. São Paulo: Atheneu, 2000. GRANDJEAN,E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem; trad. João Pedro Stein. Artes Médicas. Porto Alegre. 1998. FARO, A.C.M. Eliminações In: DUARTE, Y.A.de O; DIOGO, M.J.D. Atendimento Domiciliar Um Enfoque Gerontológico. São Paulo: Atheneu, 2000.cap.22. FILIPINI, R. 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In: DUARTE, Y.A.de O; DIOGO, M.J.D. Atendimento Domiciliar Um Enfoque Gerontológico. São Paulo: Atheneu, 2000. Cap.5. PÓVOA, A.A. et al. Aplicação de Chapas de Alumínio Laminadas na Fabricação de Rodas para a Industria Automobilística. In: SEMINÁRIO DE TECNOLOGIA DA INDUSTRIA DO ALUMÍNIO, 6., 1995, São Paulo. Anais... Associação brasileira do Alumínio. São Paulo. 1995. SMELTZER, S.C.; BARE B.G. Brunner & Suddart tratado de enfermagem médicocirúrgica. 8.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2000. v.2 SMITH, W.F. Princípios da Ciência e Engenharia de Materiais. 3ed. Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1998.cap.9. VILAR, J.M. O estágio atual do modelo de assistência domiciliar no Brasil. Rev. Bras. de Home Care, Rio de Janeiro, v.8 , n.87, 2002.